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<p>1</p><p>RESUMO DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 Regime jurídico-administrativo ........................................................................................................ 2</p><p>2 Formação do Direito administrativo ............................................................................................... 7</p><p>3 Poderes da administração ............................................................................................................... 9</p><p>4 Atos administrativos ........................................................................................................................... 14</p><p>5 Organização administrativa ............................................................................................................. 24</p><p>6 Entidades paraestatais ....................................................................................................................... 29</p><p>7 Agente público ....................................................................................................................................... 32</p><p>8 Responsabilidade da administração .............................................................................................. 40</p><p>9 Serviços públicos ................................................................................................................................. 44</p><p>10 Controle da Administração ................................................................................................................ 46</p><p>2</p><p>Regime jurídico-administrativo</p><p>➢ PRINCIPIOS E NOÇÕES GERAIS</p><p>As normas jurídicas, que compõem nosso ordenamento jurídico, usualmente se subdividem em</p><p>regras e princípios.</p><p>A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito</p><p>Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios.</p><p>➢ PRINCIPIOS EXPRESSOS</p><p>São os princípios expressos:</p><p>• LEGALIDADE</p><p>Intimamente ligado à ideia do Estado de</p><p>Direito. Todos estão submetidos ao</p><p>império da lei</p><p>OBS: o particular permite-se tudo que não</p><p>houver proibição legal, já para a adm só</p><p>pode fazer o que tiver em lei</p><p>São exceções desse princípio:</p><p>medidas provisórias consistem em atos praticados pelo chefe do Poder Executivo, em situações de</p><p>relevância e urgência. Então temporariamente ela vai valer como lei.</p><p>Estado de defesa, por sua vez, é medida que pode ser decretada pelo Presidente da República. Ele é</p><p>estabelecido mediante decreto, acaba por restringir determinados direitos sem a necessidade de uma lei</p><p>O estado de sítio também poderá ser decretado pelo Presidente da República. Como também restringe</p><p>direitos sem uma lei, o estado de sítio é incluído como exceção ao princípio da legalidade.</p><p>• IMPESSOALIDADE</p><p>Está relacionado a 2 dimensões:</p><p>É também chamado de princípio da FINALIDADE, pois na atuação administrativa não se deve buscar o</p><p>interesse próprio ou de terceiros, mas apenas a finalidade pública.</p><p>Na segunda dimensão, veda-se que as realizações da Administração Pública sejam utilizadas como</p><p>instrumento para promoção pessoal dos agentes públicos.</p><p>• Altura e idade mínima como requisito em concurso NÃO ferem isonomia▪</p><p>• Perda do cargo NÃO ANULA os atos já praticados (presunção de legitimidade)</p><p>OBS: Exemplos clássicos do princípio da impessoalidade são o concurso público e a licitação. Ambos os</p><p>procedimentos visam, entre outros fins, a objetivar as contratações da administração pública e assim,</p><p>impedir o subjetivismo na escolha de quem irá fornecer ou prestar serviços à administração pública.</p><p>3</p><p>Outro exemplo digno de nota são os institutos do impedimento e suspeição, os quais visam a afastar</p><p>o conflito de interesses nas decisões administrativas e, assim, preservar sua objetividade.</p><p>O sistema de precatórios, previsto no art. 100 da Constituição Federal, também visa a dar</p><p>concretude ao princípio da impessoalidade. Toda vez que se falar em ‘precatório’, mentalize a imagem de</p><p>uma fila</p><p>• MORALIDADE</p><p>Está ligado à ideia de honestidade e exige a observância de padrões éticos por parte dos agentes</p><p>públicos. Impõe aos agentes públicos uma atuação pautada pela boa-fé e pela lealdade.</p><p>A moralidade administrativa se difere da moral comum em razão de dois aspectos</p><p>1. Um ato administrativo imoral é inválido e deve ser declarado nulo. Assim, pode-se afirmar que a</p><p>moral administrativa é uma condição de validade da atuação estatal.</p><p>2. A moralidade administrativa, diferentemente da moral comum, tem conotação objetiva.</p><p>CF - art. 5º, LXXIII qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular</p><p>ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa [...]</p><p>Relacionada à moralidade, merece destaque a proibição à prática do nepotismo.</p><p>• PUBLICIDADE</p><p>Exige a ampla divulgação dos atos praticados pela administração pública, tornando-os</p><p>transparentes aos administrados, à exceção das hipóteses de sigilo previstas em lei, é com a devida</p><p>transparência que se viabiliza o controle da conduta dos administradores.</p><p>A publicação é requisito de eficácia dos atos administrativos, desta forma um ato que não tenha</p><p>sido publicado, deixa de produzir efeitos perante terceiros.</p><p>• EFICIÊNCIA</p><p>Esse princípio busca marcar a implantação do modelo de administração gerencial no setor público.</p><p>O princípio da eficiência exige presteza, perfeição e rendimento funcional da atividade administrativa.</p><p>O núcleo do princípio da eficiência é a busca pela produtividade, pela economicidade e pela</p><p>redução dos desperdícios de dinheiro público.</p><p>Esse princípio pode ser</p><p>encarado em 2 dimensões:</p><p>A eficiência é condição de</p><p>validade da atuação administrativa,</p><p>de sorte que um ato administrativo</p><p>comprovadamente ineficiente é</p><p>nulo, devendo ser declarado como</p><p>tal pela administração pública.</p><p>4</p><p>➢ PRINCIPIOS IMPLICITOS</p><p>SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO</p><p>Confere prerrogativas (poderes) à Administração, os quais a colocam em um patamar de</p><p>superioridade em relação ao particular (verticalidade).</p><p>A supremacia do interesse público fundamenta, por exemplo, a desapropriação, a aplicação de</p><p>penalidades administrativas, a requisição, o exercício do poder de polícia e as cláusulas exorbitantes dos</p><p>contratos administrativos</p><p>INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO</p><p>Informa que os bens e interesses públicos não pertencem às organizações públicas nem aos</p><p>agentes públicos, mas à coletividade.</p><p>RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE</p><p>Os princípios da razoabilidade e proporcionalidade são utilizados no controle da discricionariedade</p><p>dos atos administrativos.</p><p>Nos atos administrativos discricionários, a lei confere uma margem de liberdade, porém ela não é</p><p>ampla, devendo ser exercida nas condições e limites previstos em lei. Esses princípios consistem em</p><p>critérios de validade do ato. Ou seja, são parâmetros que irão pautar o controle de legalidade. Pode-se</p><p>destacar 3 elementos para a proporcionalidade: Necessidade, Adequação, Proporcionalidade.</p><p>CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS</p><p>De forma simplificada, os serviços públicos não podem parar.</p><p>MOTIVAÇÃO</p><p>Exige que a administração p��blica indique os fundamentos de fato e de direito que levaram a uma decisão</p><p>ESPECIALIDADE</p><p>Se fundamenta a ideia de descentralização administrativa, por meio da qual o Estado cria, pessoas jurídicas</p><p>que se especializam na prestação de um serviço</p><p>TUTELA</p><p>Para assegurar a observância do princípio da especialidade. Segundo o qual os órgãos da administração</p><p>direta exercem controle finalístico das atividades desempenhadas pelas entidades da administração</p><p>indireta. Trata-se da supervisão finalística da atuação da administração indireta</p><p>AUTOTUTELA</p><p>A autotutela representa o controle que a administração exerce sobre os próprios atos. Exerce o controle</p><p>tanto em relação à legalidade quanto ao mérito (conveniência e oportunidade) do ato.</p><p>CONTRADITORIO E AMPLA DEFESA</p><p>CF art 5º LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo,</p><p>e aos acusados em geral são</p><p>assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;</p><p>PRESUNÇÃO DE LEGALIDADE, LEGITIMIDADE E VERACIDADE</p><p>O princípio da legalidade, legitimidade e veracidade informa que os atos praticados pela administração</p><p>pública se presumem verdadeiros, legítimos e legais, até que se prove o contrário.</p><p>SEGURANÇA JURIDICA</p><p>É o princípio geral do direito, aplicável a todos os ramos, e que tem por objetivo manter o status</p><p>quo, resguardar a estabilidade das relações jurídicas e conferir previsibilidade à atuação estatal</p><p>5</p><p>CONFIANÇA JURÍDICA</p><p>Consiste no sentido subjetivo do princípio da segurança jurídica. Avalia-se, assim, a segurança</p><p>jurídica sob o ponto de vista do destinatário dos atos e normas legais, proibindo-se comportamentos</p><p>contraditórios por parte do Estado.</p><p>BOA-FÉ</p><p>A boa-fé pode ser visualizada sob o prisma objetivo, que se refere à conduta legal e honesta, ou subjetivo,</p><p>que diz respeito à “crença do sujeito de que está agindo corretamente</p><p>HIERARQUIA</p><p>Informa a estruturação dos órgãos da administração pública, criando-se relações de coordenação e de</p><p>subordinação entre eles.</p><p>6</p><p>7</p><p>Formação do Direito administrativo</p><p>➢ DIREITO ADM – ORIGEM, CONCEITO E FONTES</p><p>ORIGEM</p><p>O direito privado, em síntese, cuida das relações entre dois ou mais particulares, estabelecendo</p><p>regras que visam a harmonizar o convívio em sociedade. Ele é marcado pela igualdade jurídica entre os</p><p>sujeitos de suas relações (horizontalidade).</p><p>O direito público, por sua vez, se debruça sobre a relação (i) entre o Estado e os particulares (ii)</p><p>entre duas ou mais instituições públicas. É marcado pela desigualdade nas relações jurídicas, uma vez que</p><p>o interesse público se impõe em patamar de superioridade sobre os privados (verticalidade).</p><p>CONCEITO</p><p>São elementos marcantes do direto administrativo</p><p>FONTES</p><p>LEI - a lei é considerada fonte primária, principal ou direta do direito administrativo. O termo “lei” é usado</p><p>em sentido amplo, englobando o texto constitucional,</p><p>JURISPRUDÊNCIA - consiste nas reiteradas decisões judiciais em um mesmo sentido. Embora não seja</p><p>vinculante, na grande parte dos casos, tais decisões influenciam significativamente no direito</p><p>administrativo.</p><p>DOUTRINA - Trata-se dos ensinamentos e teses dos vários juristas que estudam o direito administrativo.</p><p>Apesar de não ter força vinculante e de não integrar o direito aplicável, é preciso reconhecer que a doutrina</p><p>exerce importante papel de orientação no Direito Administrativo.</p><p>COSTUME - prática reiterada da atuação administrativa considerada obrigatória. É conduta habitualmente</p><p>adotada por grupo de servidores públicos, os quais consideram obrigatória tal prática.</p><p>➢ SISTEMA ADMINISTRATIVO</p><p>Sistema administrativo consiste no método adotado pelo Estado para controle dos atos</p><p>administrativos.</p><p>Existem, essencialmente, dois sistemas administrativos ao redor do mundo: o sistema de</p><p>jurisdição única (inglês) e o de jurisdição dupla (francês)</p><p>Sistema Inglês</p><p>Também chamado de unicidade de jurisdição ou de jurisdição única – todos os conflitos podem ser</p><p>levados ao Poder Judiciário, inclusive os litígios de natureza administrativa. A jurisdição é única em razão</p><p>de apenas o Poder Judiciário deter a competência legal para dizer o direito, em caráter definitivo, fazendo</p><p>a chamada coisa julgada.</p><p>8</p><p>Sistema francês</p><p>Há a dualidade de jurisdição ou do contencioso administrativo – o Poder Judiciário não aprecia atos</p><p>emanados da Administração Pública. Tais atos são apreciados pelos tribunais de natureza administrativa.</p><p>O Brasil adora o sistema inglês</p><p>Segue algumas exceções nas quais se exige que o particular utilize a via administrativa antes de recorrer à</p><p>judicial.</p><p>• Justiça desportiva - O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições</p><p>desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva</p><p>• Habeas data - habeas data20 somente pode ser manejado após a Administração Pública ter se</p><p>recusado a prestar as informações solicitada</p><p>• Benefícios previdenciários - aposentadorias, auxílios etc. devem ser primeiramente solicitados</p><p>administrativamente junto ao INSS. Assim, para provocar o Poder Judiciário a respeito da concessão</p><p>de benefícios previdenciários</p><p>• Atuação administrativa - Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só</p><p>será admitido após esgotamento das vias administrativas</p><p>➢ REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>Quando a atuação administrativa se pauta essencialmente por normas do direito privado, trata-se</p><p>de atuação administrativa sob regime privado</p><p>Quando a atuação da Administração Pública se pauta, principalmente, por normas do direito</p><p>público, pode-se dizer que estamos diante do regime jurídico-administrativo (ou simplesmente regime</p><p>administrativo)</p><p>O que caracteriza o regime administrativo é:</p><p>9</p><p>Poderes da administração</p><p>➢ NOÇÕES GERAIS</p><p>Poderes: conjunto de prerrogativas de direito público que a ordem jurídica confere aos agentes</p><p>administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance seus fins.</p><p>O poder administrativo, como se sabe, deve ser utilizado para o desempenho das atribuições do</p><p>agente público, não como um privilégio pessoal</p><p>• Poder vinculado – atuação sem liberdade</p><p>• Poder discricionário - grau de liberdade na atuação dos agentes públicos</p><p>• Poder hierárquico - ordenamento da administração pública</p><p>• Poder disciplinar - aplicação de penalidades aos agentes</p><p>• Poder normativo/regulamentar - regulamentação de determinada questão</p><p>• Poder de polícia administrativa - imposição, a um particular, de condições e restrições para o</p><p>exercício de direitos</p><p>➢ PODER VINCULADO</p><p>• O poder vinculado está relacionado à prática de atos administrativos vinculados</p><p>• Atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições</p><p>de sua realização</p><p>➢ PODER DISCRICIONÁRIO</p><p>O poder discricionário é aquele que fundamenta a prática de atos administrativos discricionários.</p><p>Discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo, de</p><p>seu destinatário, de sua conveniência, de sua oportunidade e de seu modo de realização</p><p>O poder discricionário fundamenta tanto a prática de determinados atos quanto sua revogação. Mesmo</p><p>o poder discricionário encontra limites na lei. Assim, caso seja cometida alguma ilegalidade, disfarçada de</p><p>discricionariedade, o prejudicado poderá se socorrer e provocar o controle de legalidade do respectivo ato</p><p>administrativo</p><p>➢ PODER HIERARQUICO</p><p>o É aquele que permite à administração pública distribuir e escalonar funções entre seus órgãos,</p><p>ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecer a relação de subordinação entre os</p><p>servidores de seu quadro</p><p>o O poder hierárquico gera efeitos internos à Administração</p><p>o São manifestações desse poder: dar ordens aos subordinados, controlar as atividades,</p><p>delegar/avocar atribuições, aplicar sanções, editar atos normativos</p><p>OBS</p><p>Subordinação - mesma PJ - hierarquia</p><p>Vinculação - PJ diferentes - sem hierarquia</p><p>➢ PODER DISCIPLINAR</p><p>• Diz respeito à apuração de</p><p>infrações e aplicação de</p><p>penalidades àqueles sujeitos</p><p>à disciplina interna da</p><p>Administração.</p><p>• Ele é decorrente do poder</p><p>hierárquico</p><p>10</p><p>• Estão sujeitos a essa penalidade os servidores públicos e aos particulares com vinculo especifico</p><p>com a administração</p><p>• No exercício do poder disciplinar tem uma face discricionária e outra vinculada.</p><p>o Fase vinculada - Quando não há liberdade para punir ou não. Ex. Ao tomar ciência de uma</p><p>infração administrativa, a Administração tem obrigação de instaurar o procedimento</p><p>administrativo com vistas a aplicar a punição</p><p>o Fase discricionária - repousa na gradação da penalidade, ou seja, na liberdade para definir</p><p>a duração da sanção e, muitas vezes, até a penalidade que será aplicada</p><p>➢ PODER</p><p>REGULAMENTAR OU NORMATIVO</p><p>O poder regulamentar expressa a competência normativa da administração pública. Em regra, ele se</p><p>manifesta na forma de Decretos, emitidos pelo Chefe do Poder Executivo naquela esfera de governo</p><p>Os atos normativos podem ser divididos em:</p><p>Atenção: considera-se que o Poder Normativo é conceito mais amplo que Poder Regulamentar. A edição</p><p>de um decreto pelo Chefe do Executivo para regulamentar uma lei seria manifestação do Poder</p><p>Regulamentar. Por outro lado, quando o Secretário da Receita Federal edita uma instrução normativa,</p><p>teríamos expressão do Poder Normativo.</p><p>MANIFESTAÇÕES DO PODER REGULARMENTAR/NORMATIVO</p><p>Decretos regulamentares</p><p>⎯ É uma manifestação do poder regulamentar quando decretos regulamentares criam obrigações</p><p>subsidiárias (ou derivadas) – diversas das obrigações primárias (ou originárias) contidas na lei.</p><p>⎯ Este Decreto não pode inovar o ordenamento jurídico e criar novas responsabilidades, sanções ou</p><p>tipificar novas condutas. Ele se limita a detalhar e especificar direitos e obrigações previstas em lei.</p><p>⎯ Trata-se de competência privativa do Presidente da República (CF, art. 84, caput) que não pode ser</p><p>objeto de delegação</p><p>Decretos autônomos</p><p>Consistem em atos</p><p>normativos primários, que</p><p>buscam seu fundamento de</p><p>validade diretamente no texto</p><p>constitucional. Eles não se</p><p>prestam a regulamentar uma lei ou a completá-la, mas a inovar o ordenamento jurídico.</p><p>Eles podem ser exercidos pela administração perante o poder regulamentar nos seguintes casos</p><p>RESUMINDO</p><p>11</p><p>Resoluções, Portarias, Deliberações, Instruções e Regimentos</p><p>É possível que outras autoridades, que não o Presidente da República, editem atos administrativos</p><p>normativos, fundamentados no conceito amplo do poder normativo</p><p>Os Regimentos elaborados pelos órgãos colegiados, que estabelecem regras de funcionamento</p><p>interno daquela organização.</p><p>➢ PODER DE POLÍCIA</p><p>• É a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de</p><p>bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado.</p><p>• O poder de polícia gera efeitos externos à Administração.</p><p>Polícia administrativa x policia judiciaria</p><p>Modalidades</p><p>O poder de polícia pode ser exercido de modo preventivo ou repressivo</p><p>Preventivo A administração estabelece normas que buscam condicionar e restringir o uso de bens</p><p>(públicos ou privados) e o exercício de atividades privadas que afetam a coletividade. Ex.</p><p>alvarás de construção</p><p>Repressivo É aquela que resulta na aplicação de sanções (penalidades) aos particulares, em</p><p>decorrência da prática de infrações administrativas.</p><p>OBS diferença de licença e autorização</p><p>LICENÇA - reconhecendo-lhe um direito e declarando tal situação (ato declarativo). Trata-se de ato</p><p>vinculado</p><p>AUTORIZAÇÃO - Permite ao particular o exercício de atividade privada ou o uso de um bem. Não há direito</p><p>do particular quanto à obtenção da autorização. Tem caráter precário, já que é passível de revogação.</p><p>Trata-se de ato discricionário, emitido após exame de mérito</p><p>12</p><p>Atributos</p><p>São 3 atributos presentes no poder de polícia:</p><p>• A discricionariedade diz respeito à certa liberdade de atuação que</p><p>detém a atividade de polícia administrativa, como regra geral</p><p>• A autoexecutoriedade consiste na desnecessidade de submeter ao</p><p>Poder Judiciário os atos administrativos previamente à sua execução,</p><p>como regra geral. Em outras palavras, em virtude da autoexecutoriedade,</p><p>a administração pública poderá impor aos particulares, diretamente, o</p><p>conteúdo do ato administrativo, sem necessidade de prévia autorização judicial.</p><p>• coercibilidade, que, em alguma medida se confunde com a autoexecutoriedade, consiste na</p><p>imperatividade, na imposição dos efeitos do ato de polícia ao particular. Caso o particular resista em</p><p>cumprir o ato de polícia, a coercibilidade autoriza, em alguns casos, inclusive o uso da força</p><p>Fases da atividade de polícia (ciclo de polícia)</p><p>1. Legislação ou ordem de polícia - Consiste na atividade normativa que cria os limites e as condições</p><p>para o exercício das atividades privadas e o uso de bens. Comporta duas modalidades: restrições</p><p>ao exercício de direitos (“não faça isto”) e condicionamentos do exercício de direitos (“não faça</p><p>dessa forma”).</p><p>2. Consentimento de polícia - diz respeito à aprovação da Administração para a prática de</p><p>determinadas atividades privadas (licenças e autorizações).</p><p>3. Fiscalização de polícia - a Administração verifica se o particular está cumprindo as ordens de polícia</p><p>ou, quando for o caso, o consentimento de polícia.</p><p>4. Sanção de polícia - havendo a constatação de infrações às ordens de polícia e, quando for o caso,</p><p>ao consentimento de polícia, terá lugar a aplicação de sanções.</p><p>Poder de polícia originário e delegado</p><p>O poder de polícia originário é aquele exercido por órgãos pertencentes à estrutura das próprias</p><p>pessoas políticas. Trata-se do poder de polícia exercido pela administração direta.</p><p>O poder de polícia delegado é exercido por entidades da administração indireta. É o caso, por</p><p>exemplo, do poder de polícia da Anatel,</p><p>enquanto autarquia vinculada à União.</p><p>Delegação do poder de polícia a entidades</p><p>públicas de direito privado ---></p><p>➢ ABUSO DE PODER</p><p>O uso do poder, embora seja obrigação do administrador público (já que tem natureza de poder-</p><p>dever), não deve ser confundido com seu abuso, o qual consiste no uso ilegítimo dos poderes conferidos</p><p>ao agente público.</p><p>O abuso de poder ocorre quando (i) o agente público, embora seja competente para a prática do ato,</p><p>ultrapassa os limites de suas atribuições ou (ii) se desvia das finalidades administrativas.</p><p>13</p><p>Omissão: nem sempre configura abuso de poder, podendo ser classificada em duas:</p><p>• Omissão Genérica: trata da escolha do momento mais oportuno para o incremento das políticas de</p><p>administração, as quais não possuem prazo determinado - NÃO ENSEJA ABUSO DE PODER</p><p>• Omissão Específica: ADMP tem o dever de agir face a uma situação determinada, podendo ou não a lei</p><p>prever o prazo para tanto – ENSEJA ABUSO DE PODER</p><p>14</p><p>Atos administrativos</p><p>➢ INTRODUÇÃO AOS ATOS ADMINISTRATIVOS</p><p>Ato administrativo consiste na declaração do Estado ou de quem o represente, que produz efeitos</p><p>jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo</p><p>Poder Judiciário.</p><p>• É uma declaração: a prática de um ato administrativo requer a exteriorização de uma vontade</p><p>• Está sujeito ao regime de direito público: Na prática de atos administrativos, a Administração figura</p><p>com todas as prerrogativas e restrições inerentes ao poder público</p><p>• Produz efeitos jurídicos imediatos: o que os distingue da lei, que tem conteúdo geral e abstrato.</p><p>• Sempre passível de controle judicial: Caso seja acionado, o Poder Judiciário pode ser chamado a</p><p>realizar o controle de legalidade dos atos administrativos.</p><p>• Sujeita-se à lei: O ato administrativo é praticado no plano infralegal, devendo respeito aos ditames</p><p>legais</p><p>➢ ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS</p><p>São atributos:</p><p>15</p><p>➢ ELEMENTOS OU REQUISITOS DE VALIDADE</p><p>• COMPETÊNCIA</p><p>• A competência consiste no poder conferido ao agente ou aos órgãos para desempenho de suas</p><p>atribuições</p><p>• SEMPRE de norma EXPRESSA</p><p>• Irrenunciável, imodificável, improrrogável, imprescritível, intransferível (não se transfere por mero</p><p>acordo interpartes, necessitando de ato formal)</p><p>OBS: delegação e avocação</p><p>DELEGAÇÃO é um ato DISCRICIONÁRIO que transfere</p><p>o EXERCÍCIO, dentro ou fora de uma mesma</p><p>estrutura hierárquica.</p><p>▪ Responsabilidade é PESSOAL do delegado, isto é,</p><p>de quem recebeu o exercício competência;</p><p>São indelegáveis os atos CE-NO-RA ---------→</p><p>AVOCAÇÃO é um ato DISCRICIONÁRIO que atrai</p><p>EXERCÍCIO da competência de subordinado, portanto ocorre DENTRO de uma mesma estrutura</p><p>hierárquica.</p><p>▪ Caráter excepcional e por</p><p>motivos relevantes JUSTIFICADOS</p><p>▪ Inavocável: competência exclusiva.</p><p>• FINALIDADE</p><p>• A finalidade consiste no resultado que a Administração pretende alcançar com a prática do ato.</p><p>• A finalidade não se confunde com motivo ou com o objeto do ato administrativo.</p><p>• O objeto é o efeito jurídico imediato que o ato produz, enquanto a finalidade é o efeito mediato,</p><p>finalidade consiste no resultado esperado</p><p>com o ato, o motivo do ato consiste no seu</p><p>antecedente, ou seja, são as razões que</p><p>fundamentaram a prática do ato.</p><p>16</p><p>• FORMA</p><p>A forma consiste no modo pelo qual o ato administrativo é exteriorizado.</p><p>• NÃO há forma determinada, SALVO previsão legal</p><p>• em REGRA, é escrita, MAS pode ser via gestos, apitos, placas, etc.</p><p>• MOTIVO</p><p>O motivo consiste nas razões de fato e de direito que fundamentam a prática do ato administrativo.</p><p>No caso do ato vinculado, uma vez presente o motivo, seu objeto é determinado pela lei. Já no ato</p><p>discricionário, surgindo o motivo hipoteticamente previsto em lei, esta autoriza a administração a agir, sem</p><p>determinar todos os contornos</p><p>da ação estatal.</p><p>OBS: Motivação</p><p>Já a motivação, embora seja</p><p>uma regra geral e</p><p>recomendada pela boa prática</p><p>administrativa, nem sempre</p><p>será exigida</p><p>OBS 2: Teoria dos motivos determinantes</p><p>Está sujeita ao controle administrativo e judicial relativo à existência e à pertinência ou adequação</p><p>dos motivos que ela DECLAROU como causa determinante da prática de um ato. Tal teoria aplica-se aos</p><p>atos vinculados e discricionários. A aludida teoria tem aplicação mesmo que a motivação do ato não fosse</p><p>obrigatória, mas tenha sido efetivamente realizada pela administração</p><p>• OBJETO</p><p>O objeto ou conteúdo do ato administrativo consiste no efeito jurídico imediato do ato.</p><p>• Objeto Natural: efeito jurídico que o ato produz.</p><p>• Objeto Acidental: efeito jurídico em decorrência de cláusulas acessórias (Encargo / Termo / Condição).</p><p>➢ ELEMENTOS ACIDENTAIS</p><p>• Encargo (ou modo): consiste no ônus imposto ao destinatário do ato.</p><p>• Termo: é o evento futuro e certo ao qual os efeitos do ato estão submetidos.</p><p>• Condição: é o evento futuro e incerto ao qual se subordinam os efeitos do ato. Pode ser suspensiva</p><p>(quando a ocorrência do evento suspende o início dos efeitos do ato) ou resolutiva (quando o evento</p><p>cessa os efeitos do ato)</p><p>17</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS</p><p>• ATO VINCULADO E</p><p>DISCRICIONÁRIO</p><p>Atos vinculados são aqueles que</p><p>a Administração pratica sem</p><p>margem de liberdade decisória.</p><p>Atos discricionários, por sua vez,</p><p>são aqueles em que a</p><p>Administração pode praticar com</p><p>certa liberdade de escolha.</p><p>• ATOS GERAIS E INDIVIDUAIS</p><p>Atos administrativos gerais atos administrativos individuais</p><p>também chamados de normativos ou</p><p>regulamentares</p><p>também chamados concretos ou especiais</p><p>São aqueles que atingem número de</p><p>destinatários indeterminado.</p><p>são aqueles que possuem destinatários determinados,</p><p>podendo ser um único destinatário ou múltiplos.</p><p>São sempre discricionários podem ser discricionários ou vinculados</p><p>devem ser objeto de publicação em</p><p>meio oficial.</p><p>irão demandar publicação oficial apenas quando produzirem</p><p>efeitos externos ou onerarem o patrimônio público</p><p>São revogáveis a qualquer tempo a revogação do ato individual somente é possível quando</p><p>não houver gerado direito adquirido ao destinatário</p><p>Não podem ser impugnados</p><p>administrativamente.</p><p>Podem ser impugnados diretamente, quer seja por meio de</p><p>recursos administrativos ou de ações judiciais.</p><p>atos gerais prevalecem sobre os</p><p>individuais.</p><p>18</p><p>• ATOS INTERNOS E EXTERNOS</p><p>Atos administrativos internos</p><p>• São aqueles que atingem diretamente apenas os entes públicos (órgãos, entidades e agentes),</p><p>produzindo efeitos dentro da própria administração pública.</p><p>• Em regra, os atos internos não requerem publicação oficial, mas se esses atos onerarem o</p><p>patrimônio público, aí precisa divulgar.</p><p>• Em regra, os atos internos não geram direitos adquiridos, autorizando-se, assim, sua revogação a</p><p>qualquer tempo.</p><p>• Ex. ordem de serviço, definição de atividades internas</p><p>Atos administrativos externos</p><p>▪ São aqueles que geram efeitos fora da administração pública</p><p>▪ Como produzem efeitos externos ao órgão que os editou, os atos externos devem ser publicados</p><p>em meio oficial, como regra geral.</p><p>▪ Ex. decretos, regulamentos, resoluções</p><p>• ATOS SIMPLES, COMPLEXOS E COMPOSTO</p><p>• ATOS DE IMPÉRIO, DE GESTÃO E DE EXPEDIENTE</p><p>IMPÉRIO</p><p>também chamado de ato de autoridade</p><p>é aquele praticado pela administração no uso de todas suas prerrogativas</p><p>imposto coercitivamente aos administrados, de forma unilateral (isto é, independem da</p><p>anuência do administrado).</p><p>Exemplos: imposição de multas administrativas, desapropriação de um bem particular</p><p>GESTÃO</p><p>é aquele praticado pela Administração em situação de igualdade com os particulares</p><p>Não se vale da sua supremacia.</p><p>Eles se inserem na gestão dos bens e serviços da Administração</p><p>Exemplos: alienação de bens</p><p>EXPEDIENTE</p><p>Que são aqueles atos sem conteúdo decisório,</p><p>Relacionados às rotinas internas da Administração.</p><p>exemplo: despachos de mero encaminhamento de documentos e processo.</p><p>19</p><p>• ATOS CONSTITUTIVO, DECLARATÓRIO, EXTINTIVO E MODIFICATÓRIO</p><p>• Ato constitutivo - é aquele que cria nova situação jurídica individual para os destinatários do ato,</p><p>em relação à administração. Exemplos: nomeação de um servidor público</p><p>• Ato declaratório - é aquele que apenas reconhece e declara uma situação jurídica preexistente ou</p><p>de um fato. Exemplos: a certidão de tempo de serviço de um servidor público</p><p>• Ato modificativo - a seu turno, tem por fim alterar situações preexistentes, sem extingui-las.</p><p>Exemplos: atos que alteraram horários ou locais de reuniões</p><p>• Ato extintivo ou desconstitutivo - é aquele que põe fim a situações jurídicas individuais.</p><p>• ATOS VALÍDO, NULO, ANULÁVEL, INEXISTENTE</p><p>• ATO PERFEITO, EFICAZ, PENDENTE E CONSUMADO</p><p>• ATO-REGRA, ATO SUBJETIVO E ATO-CONDIÇÃO</p><p>• Atos-regra - são os que criam situações gerais, impessoais e abstratas. São revogáveis a qualquer</p><p>tempo.</p><p>• Atos-subjetivos - criam situações particulares, concretas e pessoais, produzidas pela vontade das</p><p>partes. São imodificáveis pela vontade de apenas uma das partes.</p><p>• Atos-condição - são os que alguém pratica incluindo-se debaixo de situações criadas pelos</p><p>atosregra. Estão sujeitos, assim, às alterações unilaterais dos atos-regra.</p><p>➢ MERÍTO ADMINISTRATIVO</p><p>O mérito administrativo consiste no poder conferido ao administrador público para decidir sobre a</p><p>oportunidade e a conveniência da prática de um ato discricionário. Este juízo de mérito recairá, como</p><p>dissemos, sobre os elementos motivo e objeto.</p><p>Assim, quando o administrador público analisa a conveniência e a oportunidade da prática de um</p><p>ato, necessariamente discricionário, dizemos que está realizando juízo de mérito, formado por:</p><p>Conveniência: se refere às condições em que o ato será praticado.</p><p>Oportunidade: diz respeito ao momento da prática do ato.</p><p>Em relação ao controle judicial do mérito administrativo, veremos que o Poder Judiciário irá se</p><p>limitar a aferir a legalidade do exercício da discricionariedade pela Administração. Nesse sentido, o</p><p>Judiciário não poderá, sob hipótese alguma, substituir o juízo de mérito do administrador.</p><p>20</p><p>➢ VÍCIOS NOS ELEMENTOS DE FORMAÇÃO</p><p>➢ ESPÉCIES DE ATO ADMINISTRATIVOS</p><p>Atos normativos</p><p>▪ Os atos administrativos normativos (também chamados de atos gerais) são aqueles que veiculam</p><p>regras gerais e abstratas, alcançando número de destinatários indeterminado.</p><p>▪ Atos normativos não inovam o ordenamento jurídico. Em outras palavras, eles não criam direitos</p><p>ou obrigações aos administrados</p><p>▪ EX: Regulamentos (decreto), IN (Ministros / Secretários), Regimentos Internos, Resoluções;</p><p>Deliberações;</p><p>Atos ordinatórios</p><p>Os atos ordinatórios são aqueles que emanam</p><p>do poder hierárquico da Administração e tem seus</p><p>efeitos restritos ao âmbito interno das repartições públicas. Ex. portarias, circulares, avisos</p><p>Atos punitivos</p><p>A Administração impõe penalidades aos agentes públicos ou aos particulares em geral. EX:</p><p>advertência, multa, suspensão, interdição de atividades, destruição de coisas, etc.</p><p>21</p><p>Atos negociais</p><p>Os atos negociais são praticados para possibilitar ao particular o exercício de uma atividade ou o</p><p>uso de um bem público. Decorrem do (i) poder de polícia administrativa (fase de consentimento)3 ou (ii)</p><p>da necessidade de descentralizar a prestação de alguns serviços públicos.</p><p>Nestes atos há um alinhamento entre o interesse público e o privado,</p><p>Atos enunciativos</p><p>• Emitem uma OPINIÃO que prepara outros atos de caráter decisório - EX: pareceres, que são a</p><p>manifestação de órgãos técnicos, de caráter opinativo.</p><p>• ATESTAM uma situação PREEXISTENTE SEM, contudo, haver manifestação de vontade estatal - EX:</p><p>atestados e certidões - CND;</p><p>• Como NÃO representam vontade da ADM, são meros atos adm., desta forma, são atos</p><p>administrativos apenas em sentido FORMAL.</p><p>RESUMO</p><p>➢ DESFAZIMENTO DOS ATOS</p><p>EXTINÇÃO E RETIRADA DOS ATOS</p><p>ANULAÇÃO</p><p>• A anulação ocorre quando há um vício no ato administrativo, quando este ato é inválido, ilegal.</p><p>• Tanto a Administração Pública quanto o Poder Judiciário (mediante provocação) poderão</p><p>promover a anulação de atos administrativos.</p><p>• O interessado deve ser previamente ouvido</p><p>• Validade da anulação é de 5 anos</p><p>22</p><p>REVOGAÇÃO</p><p>• Ato discricionário pelo qual a Administração extingue um ato válido, por razões de conveniência e</p><p>oportunidade. Só se aplica aos atos que são válidos</p><p>• Não há prazo de validade</p><p>• São atos IRREVOGÁVEIS:</p><p>COVALIDAÇÃO</p><p>Corrigir o ato administrativo com efeitos retroativos, ou seja, corrigir os atos que tem vícios sanáveis</p><p>23</p><p>Esquematizando:</p><p>24</p><p>Organização administrativa</p><p>➢ CENTRALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO</p><p>• Centralização - o Estado executa diretamente suas tarefas, através do órgão e de seus agentes</p><p>administrativos</p><p>• Descentralização - o Estado executa suas tarefas indiretamente, delega a outras entidades</p><p>o Descentralização mediante outorga - ou descentralização por serviços ou funcional ou</p><p>técnica) se dá quando o Estado, mediante lei, cria uma entidade (ou autoriza sua criação) e</p><p>transfere a ela determinado serviço público</p><p>o Descentralização mediante delegação - ou descentralização por colaboração) ocorre</p><p>quando o Estado, mediante ato ou contrato, transfere a um particular a execução de</p><p>determinado serviço público.</p><p>• Desconcentração - o Estado se desmembra em órgãos para propiciar melhoria na sua organização</p><p>estrutural. Ou seja, dentro de uma mesma pessoa jurídica, um feixe de competências é segmentado</p><p>e atribuído a um órgão. Na desconcentração há hierarquia, ou seja, há subordinação entre os</p><p>órgãos.</p><p>deCEntralização – Cria Entidade</p><p>desCOncentração – Cria Órgãos</p><p>➢ ÓRGÃOS PÚBLICOS</p><p>O elemento mais marcante do conceito de órgão público consiste na ausência de personalidade jurídica</p><p>própria. São centros de competência despersonalizados, por esse motivo há: Impossibilidade de serem</p><p>parte em contratos administrativos, ausência de patrimônio próprio e falta de capacidade processual</p><p>25</p><p>TEORIA DOS ÓRGÃOS</p><p>Também chamada de teoria da imputação volitiva, afirma que a pessoa jurídica manifesta sua vontade</p><p>por meio dos órgãos. O órgão é parte integrante do Estado.</p><p>CRIAÇÃO E EXTINÇÃO</p><p>Dependem de ato legislativo, sendo, como regra geral, necessária uma lei (em sentido estrito) para a</p><p>criação e extinção de órgãos</p><p>➢ ADMINISTRAÇÃO DIRETA</p><p>Administração Direta consiste no conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas aos quais foi</p><p>atribuída a competência para o exercício, de forma centralizada, das atividades administrativas do Estado</p><p>CONTRATO DE GESTÃO E CONTRATO DE DESEMPENHO</p><p>Contrato de gestão - firmado entre o poder público e outros entes da Adm. Pública, sejam órgãos da</p><p>própria adm. direta, sejam entidades descentralizadas. Resulta na ampliação da autonomia de órgãos.</p><p>Contrato de desempenho - assegurar o comprometimento dos entes públicos com o alcance de resultados.</p><p>O ente público que o celebra se compromete a: (i) apresentar desempenho superior na prestação de</p><p>serviços, (ii) melhor qualidade dos produtos gerados e (iii) trabalhar com prazos garantidos.</p><p>➢ ADMINISTRAÇÃO INDIRETA</p><p>Resulta da descentralização por serviços, por meio da qual o Estado, mediante lei, cria uma entidade</p><p>e transfere a ela determinado serviço público.</p><p>CARACTERÍSTICAS COMUNS</p><p>26</p><p>São entidades da Administração Indireta</p><p>AUTARQUIAS</p><p>• Personalidade jurídica de direito público</p><p>• Autonomia administrativa</p><p>• São criadas por leis específicas</p><p>• Especialização na prestação de serviços</p><p>típicos não se destinam a exploração de</p><p>atividade econômica</p><p>• Os agentes praticam atos administrativos</p><p>e são qualificados como contratos</p><p>administrativos</p><p>• Em regra, o regime é estatutário</p><p>• Necessita de concurso para ingresso</p><p>• Possui patrimônio próprio</p><p>• Gozam de imunidade tributária, de sorte</p><p>que não podem ser cobrados impostos</p><p>de autarquias em relação ao patrimônio</p><p>• Respondem objetivamente pelos</p><p>prejuízos causados por seus agentes</p><p>FUNDAÇÕES PÚBLICAS</p><p>Instituída pelo Poder Público com o patrimônio, total ou parcialmente público, dotado de</p><p>personalidade jurídica, de direito público ou privado, e destinado, por lei, ao desempenho de atividades</p><p>do Estado na ordem social, com capacidade de autoadministração e mediante controle da Administração</p><p>Pública, nos limites da lei.</p><p>27</p><p>EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA</p><p>28</p><p>CASOS ESPECIAIS</p><p>29</p><p>Entidades paraestatais</p><p>São entidades que não pertencem à Administração Pública, mas desempenham atividades de</p><p>interesse público.</p><p>CARACTERÍSTICAS</p><p>• Não são criadas pelo Estado</p><p>• Não desempenham serviço público delegado pelo Estado, mas atividade</p><p>• Privada de interesse público. São os chamados serviços sociais não exclusivos do Estado.</p><p>• Recebem algum tipo de incentivo do Poder Público</p><p>• Seu regime jurídico é de direito privado, parcialmente derrogado por normas de</p><p>• Direito público.</p><p>• Não integram a Administração Pública, pertencendo ao terceiro setor.</p><p>FAZEM PARTE DO TERCEIRO SETOR</p><p>1. Serviços sociais autônomos (sistema S)</p><p>2. Entidades de apoio</p><p>3. Organizações Sociais - OS</p><p>4. Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – Osni</p><p>5. Organizações da Sociedade Civil - OSC</p><p>➢ SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS (SISTEMA S)</p><p>⎯ Dependem de autorização por lei, com personalidade de Direito Privado</p><p>⎯ EX: SENAI, SESI, SESC</p><p>⎯ FUNÇÃO: ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais</p><p>⎯ REGIME DE PESSOAL - CLT</p><p>⎯ Não são obrigados a realizar concurso, porém devem realizar processo seletivo</p><p>⎯ Sem fins lucrativos, mantidos por dotações orçamentárias ou por contribuições para fiscais.</p><p>⎯ Não seguem as regras de licitações</p><p>➢ ENTIDADES DE APOIO</p><p>EXEMPLO: entidades de</p><p>apoio que orbitam</p><p>hospitais públicos e</p><p>universidades públicas,</p><p>como a Fundação de</p><p>Apoio Universitário (FAU</p><p>30</p><p>➢ ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OS) e ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE</p><p>INTERESSE PÚBLICO (OSCIP)</p><p>31</p><p>➢ ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL - OSC</p><p>32</p><p>Agente público</p><p>Todo aquele que exerce, AINDA QUE transitoriamente ou sem remuneração, por eleição,</p><p>nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo,</p><p>emprego ou função nos órgãos e entidades da ADMP</p><p>➢ ESPECIES DE AGENTES</p><p>• Agente político: Elaboram políticas públicas e dirigem a Administração Pública.</p><p>Ex: Chefes do Executivo</p><p>• Agente administrativo: Desempenham atividades administrativas. Ex: servidores públicos, empregados</p><p>públicos e agentes temporários</p><p>• Agentes honoríficos: Prestam serviços relevantes ao Estado Ex: mesários e jurados</p><p>• Agentes delegados: Particulares em colaboração com o Estado. Ex: concessionários de serv. público,</p><p>tabeliães</p><p>• Agente credenciado: Representam a Administração em ocasiões específicas Ex: artista que vai</p><p>representar o Brasil em um Congresso no exterior</p><p>33</p><p>➢ CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO PÚBLICA</p><p>Funções de confiança - Exercidas exclusivamente por servidores efetivos</p><p>Cargos em comissão - preenchidos por servidores efetivos nos casos, condições e percentuais mínimos</p><p>previstos em lei</p><p>➢ REGIMES JURÍDICOS</p><p>REGIME ESTATUTÁRIO</p><p>• São provenientes de uma lei</p><p>• Tem natureza legal</p><p>• Funcionário tem estabilidade</p><p>REGIME CELETISTA</p><p>• Dita as regras para os empregados públicos.</p><p>• Seu vínculo terá natureza contratual</p><p>• Segue o regime da CLT</p><p>REGIME JURIDICO ESPECIAL (CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA)</p><p>• Aplicável àqueles agentes públicos contratados temporariamente por excepcional</p><p>• Interesse público</p><p>• Há a celebração de um contrato</p><p>➢ ESTABILIDADE</p><p>O estágio probatório consiste no período de teste do</p><p>servidor em relação às atividades do cargo, verificando</p><p>se ele está apto para o cargo.</p><p>34</p><p>PERDA DA ESTABILIDADE</p><p>No entanto, a estabilidade não possui caráter absoluto. Embora restritas, há algumas situações em</p><p>que o servidor estável poderá ser desligado do serviço público.</p><p>CASSAÇÃO DO ATO DE DEMISSÃO</p><p>Imaginem que um servidor estável é demitido e, posteriormente, consegue reverter o</p><p>desligamento por meio de sentença judicial. Nesta situação, aplica-se o art. 41, §2º, da Constituição</p><p>Federal14. Dessa forma, o servidor que havia sido demitido é reintegrado. No entanto, se já havia alguém</p><p>ocupando aquele cargo, há três possibilidades para aquele que já estava ocupando o cargo, caso seja</p><p>estável:</p><p>a) reconduzido ao cargo de origem: sem direito à indenização</p><p>b) aproveitado em outro cargo: recebe a remuneração do outro cargo</p><p>c) posto em disponibilidade: remuneração proporcional ao tempo de serviço</p><p>EMPREGADOS PÚBLICOS</p><p>➢ ACESSO A CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES</p><p>Acessibilidade: cargos, empregos e funções são:</p><p>▪ Acessíveis a TODOS os BRASILEIROS que preencham os requisitos estabelecidos em lei (eficácia CONTIDA)</p><p>▪ ESTRANGEIROS, na forma da lei (eficácia limitada – iniciativa NÃO é privativa da União)</p><p>35</p><p>36</p><p>➢ ACUMULÇÃO DE CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO</p><p>VEDADA acumulação REMUNERADA de cargos, empregos ou funções, que se estende à Autarquias,</p><p>Fundações, Empresas Públicas, Soc. De Economia Mista e suas subsidiárias, e sociedades controladas,</p><p>direta ou indiretamente, pelo poder público, incluindo cargos em comissão.</p><p>Obs: acumulação NÃO remunerada é permitida, facultado a escolha de uma das remunerações.</p><p>EXCEÇÕES:</p><p>CASOS DE CARGO NA ATIVIDADE + APOSENTADORIA</p><p>O servidor público não pode acumular a aposentadoria com um novo cargo público.</p><p>Cargos em comissão e eletivos podem acumular a aposentadoria com outro cargo</p><p>A exceção dos servidores que acumulam cargos, permanece também para a aposentadoria.</p><p>➢ MANDATOS ELETIVOSS</p><p>Situações em que um servidor público é eleito para um cargo político. Sempre que houver o afastamento</p><p>para exercício de cargo eletivo, o tempo de serviço do cargo em que houve o afastamento será contado</p><p>para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento.</p><p>37</p><p>➢ CONCURSO PÚBLICO</p><p>Meio técnico posto à disposição da Administração Pública para obter-se moralidade, eficiência e</p><p>aperfeiçoamento do serviço público e, ao mesmo tempo, propiciar isonomia</p><p>É obrigatório para o preenchimento de cargos efetivos e empregos públicos em toda a Administração</p><p>Pública.</p><p>• Poderá ser (i) de provas ou (ii) de provas mais títulos.</p><p>• O prazo máximo será de 2 anos, mas é possível estabelecer prazo inferior no edital</p><p>• O prazo pode ser prorrogado, uma única vez por igual período</p><p>DIREITO A NOMEAÇÃO</p><p>➢ ASSOSSIAÇÃO SINDICAL E GREVE</p><p>➢ SISTEMA REMUNATÓRIO</p><p>Remuneração em Sentido Amplo = Vencimentos | Subsídios | Salários</p><p>• Somente fixados ou alterados por LEI específica.</p><p>• Observada a INICIATIVA PRIVATIVA.</p><p>• Assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices (“dissídio”) -</p><p>apenas para servidores</p><p>• Leis da União, Estados, DF e Municípios poderão estabelecer a relação entre a maior e a menor</p><p>remuneração.</p><p>38</p><p>➢ TETO REMUNERATÓRIO</p><p>A Constituição federal impõe limites</p><p>às remunerações e subsídios dos</p><p>agentes públicos, chamados de teto</p><p>remuneratório:</p><p>Caso a estatal não dependa de</p><p>recursos provenientes do orçamento</p><p>para suas despesas correntes,</p><p>Elas não se sujeitarão ao teto</p><p>remuneratório.</p><p>➢ REGIMES DE PREVIDÊNCIA</p><p>Estabelece duas espécies de regimes previdenciários: o regime geral e o regime próprio (ou especial).</p><p>Regime geral de previdência social (RGPS) - regras de contribuição aplicáveis aos trabalhadores em geral</p><p>do setor privado, aos empregados públicos, aos ocupantes exclusivamente de cargos em comissão,</p><p>aqueles que ocupam uma função temporária por excepcional interesse público e aos ocupantes de</p><p>mandatos eletivos.</p><p>Regime próprio de previdência social (RPPS) - também chamado de regime especial, será aplicado apenas</p><p>aos ocupantes de cargos públicos efetivos (ou seja, aos servidores efetivos).</p><p>39</p><p>APOSENTADORIA COMPULSÓRIA</p><p>Acontece aos 75 anos</p><p>Aplicável a: titulares de cargos efetivos, membros de Poder, membros do MP, de TC e defensores e</p><p>empregados públicos.</p><p>Não aplicável a: titulares de cargos em comissão, titulares de serventias</p><p>Extrajudiciais e judiciais não estatizadas</p><p>40</p><p>Responsabilidade da administração</p><p>Responsabilidade Civil do Estado: por ato omissivo ou comissivo, lícitos ou ilícitos imputáveis aos</p><p>agentes públicos. A responsabilidade ora estudada é CIVIL (PATRIMONIAL) e EXTRACONTRATUAL</p><p>➢ EVOLUÇÃO HISTÓRICA</p><p>➢ RESPONSABILIDADE SUBJETIVA E OBJETIVA</p><p>41</p><p>➢ RESPONSABILIDADE CIVIL</p><p>ABRANGÊNCIA</p><p>Todas as pessoas de direito público respondem objetivamente pela ação de seus agentes (conduta</p><p>comissiva)</p><p>Quanto às</p><p>estatais – Empresas</p><p>Públicas e Sociedades</p><p>de Economia Mista, sua</p><p>responsabilidade civil</p><p>irá depender da</p><p>atividade que exercem</p><p>ATUAÇÃO ESTATAL</p><p>A responsabilidade civil do Estado estará presente mesmo se o ato praticado pelo agente público</p><p>for absolutamente lícito. Mesmo a atuação estatal absolutamente legal e regular terá o condão de causar</p><p>danos a terceiros e, assim, atrairá a responsabilidade do Estado.</p><p>ATUAÇÃO NA CONDIÇÃO DE AGENTE PÚBLICO</p><p>Para que o Estado possa responder civilmente por danos provocados por outras pessoas, é essencial</p><p>que exista um vínculo jurídico entre o agente causador do dano e a pessoa jurídica cujo patrimônio irá</p><p>responder por ele.</p><p>RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE</p><p>O agente público causador do dano somente responderá de maneira subjetiva perante o Estado,</p><p>isto é, apenas quando se comprovar que o agente agiu com dolo ou culpa.</p><p>42</p><p>➢ RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO</p><p>Tratando-se de conduta omissiva do Estado tem-se entendido que deve ser aplicada, de maneira</p><p>geral, a responsabilidade subjetiva, na modalidade culpa administrativa.</p><p>Assim sendo, o terceiro lesado ficará encarregado de comprovar o seguinte:</p><p>1) dano sofrido</p><p>2) falha no serviço público</p><p>3) nexo de causalidade entre a falha no serviço e o dano sofrido</p><p>➢ EXLUDENTES E ATENUNANTES</p><p>São circunstâncias que afastam o nexo causal que deveria existir entre a conduta estatal e o dano</p><p>sofrido</p><p>pelo particular. Assim, como nas teorias da culpa e na teoria do risco administrativo é essencial a</p><p>comprovação do nexo causal, seu rompimento provoca o afastamento da responsabilidade do Estado.</p><p>➢ DIREITO DE REGRESSO</p><p>art. 37, §6º, o Constituinte assegura ao Estado o direito de regresso contra o agente público responsável</p><p>nos casos de dolo ou culpa. uma vez tendo sido condenado a indenizar alguém em razão das atividades</p><p>administrativas, o Estado poderá cobrar (por meio de uma ação própria) do agente público causador do</p><p>dano o valor que pagou a título de indenização. Este é o chamado direito de regresso contra o agente</p><p>público causador do dano.</p><p>Além de ter sido condenado, o agente público somente responderá de forma subjetiva, mesmo</p><p>quando a responsabilidade do Estado se der de modo objetivo. Assim, só há que se falar em regresso contra</p><p>o agente responsável nos casos de existência de dolo ou culpa em sua conduta.</p><p>PRESCRIÇÃO</p><p>43</p><p>➢ RESPONSABILIDADE POR PESSOA SOB CUSTÓDIA DO ESTADO</p><p>Nos casos de custódia o Estado responde objetivamente ainda que o dano seja causado por alguém</p><p>que não seja agente público. EXEMPLOS:</p><p>(i) Um atirador invade uma escola a mata alunos em escola pública;</p><p>(ii) Presidiários:</p><p>o Um preso mata outro;</p><p>o Suicídio de preso;</p><p>o Polícia invade e mata;</p><p>o Superpopulação Carcerária: Estado tem o DEVER de indenizar o detento por danos morais.</p><p>44</p><p>Serviços públicos</p><p>Serviço público é toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente</p><p>ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob</p><p>regime jurídico total ou parcialmente público</p><p>Na prestação dos serviços públicos o Estado deverá sempre buscar satisfazer o interesse da</p><p>coletividade.</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS</p><p>QUANTO AO DESTINATÁRIO *</p><p>❖ Gerais, coletivos - são aqueles prestados a todos os cidadãos, indistintamente. Usuário</p><p>INdeterminado, serviços INdivisiveis os serviços gerais são remunerados a partir da receita de</p><p>impostos. EX: serviços de limpeza urbana, iluminação pública.</p><p>❖ Individuais - são prestados a usuários determinados. Como o poder público é capaz de identificar o</p><p>beneficiário do serviço uti singuli, poderá medir sua utilização e assim cobrar por ela. Ex. coleta de</p><p>lixo7, em que se utiliza a metragem do imóvel</p><p>QUANTO A ADEQUAÇÃO</p><p>⎯ Próprios: Estado assume e os executa diretamente ou indiretamente.</p><p>⎯ Impróprios (virtuais): NÃO são de titularidade NEM prestados pelo Estado, MAS apenas fiscalizado,</p><p>regulamento e autorizados. EX: táxi, despachante, seguradoras, bancos.</p><p>QUANTO A ESSECIALIDADE</p><p>• Propriamente ditos (INDELEGÁVEIS): prestados DIRETAMENTE, por serem essenciais e necessários</p><p>à própria sobrevivência da população e do Estado. EX: defesa nacional, saúde, água, esgoto e</p><p>energia elétrica.</p><p>• Utilidade pública (DELEGÁVEIS): embora NÃO essenciais e necessários, são ÚTEIS à sociedade,</p><p>proporcionando bem-estar. Geralmente remunerados por preço público. EX: telefonia celular e</p><p>Gás.</p><p>QUANTO A EXCLUSIVIDADE</p><p>o Exclusivos: titularidade EXCLUSIVA do Estado, mas execução DELEGÁVEL; assim, NÃO se confundem</p><p>com serviços indelegáveis. EX: energia elétrica, telecom, correios, gás canalizado</p><p>o NÃO exclusivos: Estado NÃO é titular; prestados LIVREMENTE, independentemente de delegação,</p><p>por particulares. EX: saúde, educação, previdência</p><p>QUANTO AO SEU OBJETO *</p><p>▪ Administrativos - a Administração executa para atender suas necessidades internas, tais como a</p><p>publicação na imprensa oficial.</p><p>▪ Econômico - presta para atender às necessidades coletivas de ordem econômica. gera LUCRO;</p><p>sendo a regra a remuneração mediante TARIFA fixada pelo Estado. EX. transporte</p><p>▪ Sociais - comodidade ou serviços assistenciais e protetivos; NÃO geram lucro. EX: cultura,</p><p>assistência à criança e ao adolescente, educação, saúde.</p><p>➢ DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA</p><p>Determinados serviços serão de titularidade exclusiva de um único destes entes –chamados serviços</p><p>privativos. Outros serviços serão titularizados por dois ou mais entes federativos, de modo concorrente,</p><p>chamados serviços públicos comuns</p><p>45</p><p>➢ CONCESSÃO, PERMISSÃO AUTORIZAÇÃO</p><p>DELEGAÇÃO deve ser SEMPRE precedida de LEI AUTORIZATIVA, DISPENSADA nos casos de</p><p>SANEAMENTO e LIMPEZA URBANA e naqueles já referidos na CF</p><p>46</p><p>Controle da Administração</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FORMA DE CONTROLE</p><p>47</p><p>➢ CONTROLE ADMINISTRATIVO</p><p>O controle exercido pela administração pública sobre seus próprios atos, também chamado de</p><p>“controle administrativo”, tem como substrato o princípio da autotutela e é inerente ao exercício da</p><p>própria função administrativa.</p><p>1) o controle administrativo será sempre um controle interno</p><p>2) pode controlar aspectos de legalidade ou de mérito</p><p>3) pode ser hierárquico ou finalístico</p><p>➢ CONTROLE JUDICIAL</p><p>Uma vez percebida a</p><p>amplitude do controle judicial, é</p><p>importante ficar claro que ele se</p><p>insere no controle de legalidade</p><p>dos atos administrativos, de sorte</p><p>que a atuação judicial poderá</p><p>implicar a anulação dos atos.</p><p>O controle judicial não</p><p>realiza o controle de mérito dos atos, de sorte que a atuação jurisdicional nunca poderá resultar na</p><p>revogação de atos administrativos! Mas, como teremos aspectos de legalidade em atos vinculados ou</p><p>discricionários, é fácil perceber que o Judiciário também poderá apreciar atos discricionários!</p><p>48</p><p>➢ CONTROLE LEGISLATIVO</p><p>Divide-se em dois aspectos, controle POLÍTICO e o controle FINANCEIRO</p><p>CONTROLE POLÍTICO</p><p>Competências do Congresso Nacional</p><p>Competência Câmara dos deputados e Senado Federal</p><p>A Constituição Federal autoriza que as mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal</p><p>encaminhem pedidos escritos de informações a Ministros de Estado</p><p>Competência privativa do Senado Federal</p><p>a) processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade</p><p>b) aprovar a escolha de determinadas autoridades pelo Executivo</p><p>c) autorizar operações externas de natureza financeira</p><p>CONTROLE FINANCEIRO</p><p>Conforme o arts. 70 e 71 da CF/88, a FISCALIZAÇÃO:</p><p>• Patrimonial, Orçamentária, Contábil, Operacional e Financeira [POCOF]</p><p>• União e das entidades da Adm. Direta e Indireta (inclusive Empresa Pública e SEM, conforme STF,</p><p>MS 25.092)</p><p>• Quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de</p><p>receitas</p><p>Será REALIZADA pelo Congresso, via controle externo (com auxílio do TCU) + sistema de controle</p><p>interno de cada Poder.</p><p>Quem está obrigado à prestação de contas?</p><p>QUALQUER pessoa (física ou jurídica), pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou</p><p>administre dinheiros, bens e valores PÚBLICOS ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,</p><p>assuma obrigações de natureza pecuniária.</p><p>49</p><p>Tribunal de Contas da União - TCU</p><p>▪ O Tribunal encaminhará ao Congresso, TRIMESTRAL e ANUALMENTE, relatório de suas atividades.</p><p>▪ Qualquer CIDADÃO (pessoa), partido político, associação ou sindicato é parte legítima para</p><p>denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU.</p><p>▪ Importante ressaltar que o STF decidiu pela impossibilidade de o TCU manter sigilo quanto à autoria</p><p>de denúncia.</p><p>Competências</p><p>50</p><p>Membro do TCU</p><p>⎯ Composto por 9 ministros</p><p>⎯ Brasileiro (nato ou naturalizado)</p><p>⎯ Idade entre 35 e 70 anos</p><p>⎯ Idoneidade moral e reputação ilibada</p><p>⎯ Notórios conhecimentos econômicos, jurídicos, contábeis e financeiros ou de Adm. Pública</p><p>⎯ Mais de 10 anos exercendo atividades profissionais que exijam tais conhecimentos</p><p>⎯ Possuem mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros STJ</p><p>Jurisprudências</p><p>• não concedeu ao TCU o poder de quebra de sigilo bancário.</p><p>• TCU tem poderes para conceder medida cautelar</p><p>no exercício de suas atribuições explicitamente</p><p>fixadas no art. 71 – EX: suspender cautelarmente licitação em andamento</p><p>• PODE apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público (CASO CONCRETO) –</p><p>obedece a regra da reserva de plenário.</p><p>• a independência conferida ao TCU não exclui a competência de fiscalização de suas contas pelo</p><p>Legislativo (aplica-se aos TCEs e TCMs).</p><p>• cabe exclusivamente à Câmara Municipal a competência para julgar as contas de governo e as</p><p>contas de gestão dos prefeitos, cabendo ao TC auxiliar o Legislativo municipal, emitindo parecer</p><p>prévio e opinativo, que somente poderá ser derrubado por decisão de 2/3.</p><p>• A OAB e o CFOAB não estão obrigados a prestar contas ao TCU nem a qualquer outra entidade</p><p>externa.</p>

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