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APOSTILA ESQUEMATIZADA DIREITO ADMINISTRATIVO QUERO QUERO RESUMO- QUERO RESUMO-QUERO RESUMO QUERORESUMO.COM QUERO @_queroresumo Conheça nossos E RESUMOS QUERO Viva sua melhor fase RESUMO QUERO com a gente! QUERO RESUMO COM (53) 99930-0269 queroresumo.com @_queroresumoDIREITO ADMINISTRATIVO ESQUEMATIZADO 1. Conceitos Básicos de Direito Administrativo; 2. Princípios da Administração Pública; 3. Poderes Administrativos; 4. Atos Administrativos; 5. Responsabilidade Civil da Administração Pública; 6. Controle da Administração; 7. Os poderes e deveres do administrador público; 8. uso e abuso do poder. 1. CONCEITOS BÁSICOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO Conceitos básicos do Direito Administrativo de acordo com os doutrinadores: CELSO ANTÔNIO o ramo do Direito Público que disciplina a função administrativa e os órgãos que a BANDEIRA DE MELLO exercem." ramo do Direito Público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas MARIA SYLVIA ZANELLA administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa DI PIETRO que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública." o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem órgãos, os agentes e as HELY LOPES MEIRELLES atividades públicas administrativas." JOSÉ DOS SANTOS conjunto de normas e princípios que, visando sempre ao interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e órgãos do Estado e entre este e as coletividades a que CARVALHO FILHO devem servir." A Administração Pública pode ser entendida em 2 vertentes: 1. Sentido subjetivo 2. Sentido objetivo Administração Pública (iniciais maiúsculas). administração pública (iniciais minúsculas). Conjunto de órgãos e pessoas jurídicas ao qual a lei Encaixa-se no contexto de atividade executada concede a função administrativa do Estado. sob regime de Direito Público. Proteger o interesse público, o que não deve ser confundido com interesse estatal, uma vez Finalidade do Direito que, o poder público age em prejuízo da coletividade. Finalidade executada pelos Poderes Administrativo Executivos de cada esfera federativa: União, Estados-membros, Mun. e D.F. Entretanto, exercida em caráter atípico pelos Poderes Legislativo e Judiciário das esferas federativas. As pessoas jurídicas são dotadas de personalidade, sujeito de direitos e obrigações, atributo pertinente aos entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). E podem ser classificadas em pessoa jurídica de: Direito Privado Direito Público As associações, as sociedades, as Externo: Estados estrangeiros e todos regidos pelo direito internacional público. fundações privadas, as Interno: União, os Estados (federados), o Distrito Federal, os territórios, os organizações religiosas e os municípios, as autarquias (inclusive as associações públicas), e as demais partidos políticos, conforme art. entidades de caráter público, criadas por lei (p.ex.: fundações públicas). No Brasil 44 do Código Civil. há uma relação de coordenação entre os entes políticos que formam a federação. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoConceito de Estado Povo. Estado é a pessoa jurídica de direito público externo Território. constituída por três elementos indissociáveis Governo soberano. Forma de Estado Aquele em que há um único poder político central, sendo marcado, portanto, pela centralização Unitário política. Federado Aquele em que há uma descentralização política, coexistindo diversos poderes políticos distintos. Estado possui 3 funções básicas (administrativa/executiva, legislativa e judicial), distribuídas em poderes, com intuito de garantir os direitos individuais e a eficiência no exercício dessas funções. sistema de controles recíprocos entre os poderes, exercem funções típicas e atípicas (legiferante, jurisdicional e administrativa ou executiva). Possui natureza política, tendo a atribuição de formular as políticas públicas, Função de Governo sendo uma atividade de comando, coordenação, planejamento e direção dotada de soberania, subordinada apenas ao texto constitucional. Atuação técnica, neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma técnica e Função de Administração exercida mediante conduta hierarquizada, atividade subalterna (de execução), dotado de caráter instrumental. Forma de governo Caracterizada pela elegibilidade dos representantes do povo, temporariedade República dos mandatos e dever de prestar contas. Transmissão do poder pelo critério hereditário, dotado de vitaliciedade, Monarquia inexistindo o dever de prestar contas. Sistemas de governo Presidencialismo Parlamentarismo A Chefia do Poder Executivo exercida pelo Poder Executivo tem suas atribuições divididas, sendo a Presidente, que acumula as funções de Chefia de Estado exercida pelo Monarca ou pelo Presidente; a Chefe de Estado e Chefe de Governo. Chefia de Governo se dá pelo Primeiro-Ministro ou Presidente Mandato fixo, não depende da confiança do do Conselho de Ministros, os quais são, como regra, indicados parlamento para manutenção do seu cargo. pelo Chefe de Estado. executivo depende da confiança do Por sua vez, os membros do Poder Parlamento. Se o governo entender que o parlamento não Legislativo são eleitos para mandatos fixos, possui mais a confiança do povo, pode optar por dissolvê-lo, e o órgão legislativo não está sujeito à convocando eleições extraordinárias para formação de um dissolução pelo executivo. novo parlamento. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoSentidos da Expressão Administração Pública Aspecto subjetivo/formal/orgânico: Sentido amplo: órgãos constitucionais de Governo e órgãos representa os entes que exercem as administrativos subordinados. funções administrativas, abrangendo as pessoas jurídicas, os órgãos e os agentes Sentido estrito: órgãos administrativos subordinados. Sentido amplo: Formulação de políticas públicas (função de Aspecto objetivo/material/funcional: Governo) e execução dessas políticas (função administrativa). própria atividade administrativa exercida pelo Estado. Sentido estrito: Execução das políticas públicas (função administrativa). Direito Administrativo nacional NÃO está codificado, tem natureza de Direito Público, com relações jurídicas verticalizadas, gozando o Estado de prerrogativas que lhe colocam em posição PRIVILEGIADA perante os particulares. Sistema de Controle Jurisdicional da Administração Contencioso administrativo (sistema francês) Contencioso jurisdicional (sistema inglês) Os atos praticados pela Administração Pública subordinam-se com No contencioso jurisdicional não há essa exclusividade à jurisdição especial administrativa. Portanto coexiste especialização administrativa. a jurisdição comum ao lado da jurisdição administrativa. Critério do Serviço Público Serviço público abrange todas as funções do Estado, sem distinguir o regime Em sentido amplo jurídico a que se sujeita (Duguit e Bonnard). Serviço público abrange a atividade material exercida pelo Estado para a Em sentido estrito satisfação das necessidades coletivas, sob regime de direito público (Jèze). Conjunto de normas que disciplinam a atuação concreta do Estado para Critério Teleológico ou Finalístico consecução de seus fins (fins públicos). Conjunto de normas que regem as relações jurídicas entre a Administração e Critério das Relações Jurídicas os administrados. Tem por objeto as normas que disciplinam as atividades desenvolvidas para a Critério Negativo ou residual consecução dos fins públicos, excluídas a atividade legislativa e a jurisdicional, além das atividades patrimoniais, regidas pelo direito privado. Critério da Administração Pública: Conjunto de princípios e normas que regem a Administração Pública. Distinção: atividade jurídica e social Conjunto dos princípios que regulam a atividade jurídica não contenciosa do do Estado Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral. Distinção: atividades de Tem por objeto disciplinar as atividades de autoridade, aquelas em que o autoridade; de gestão (Escola Estado utiliza suas prerrogativas, agindo com supremacia sobre o particular. puissance) Objeto do Direito Administrativo Todas as relações internas à administração pública; não limitada às relações jurídicas regidas pelo direito público. Quanto às fontes do Direito Administrativo lei é a fonte primordial e os demais, exceto os costumes sociais que são fonte indireta para alguns autores, são considerados fontes secundarias; com atenção as súmulas vinculantes e os costumes administrativos que são consideradas fontes primárias. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Entes políticos. Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA Entidades administrativas. Sociedades de Economia Mista. A administração pública direta gerou a administração indireta, através de um movimento denominado descentralização. Não há relação de hierarquia entre elas. Art. 37. Os CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; EMPREGOS CARGOS FUNÇÕES Todos empregados são Divide-se em 3 esferas: Dedicadas aos celetistas, que, por meio de EFETIVOS: adquire estabilidade após três anos. temporários. Não aprovação em concurso, irão VITALÍCIOS: ocupados por Magistrados, membros do Ministério Público se aplica a regra do trabalhar em empresas que adquirem vitaliciedade após dois anos. concurso público. públicas e em sociedades de economia mista. EM COMISSÃO: Cargos de livre nomeação e livre exoneração (ad nutum). Há seleção pública. Súmula Vinculante 13. A nomeação de cônjuge, companheiro, ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a CF. Súmula Vinculante 44. Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Art. 37, II a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. OBS.: a investidura se dá por posse. Súmula Vinculante 43. É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. OBS.: provimento é dividido em duas esferas: provimento originário (nomeação) e provimento derivado (todas as outras formas: promoção, readaptação, reintegração, recondução, reversão e aproveitamento). Art. 37, III o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; § A não observância do disposto nos incisos e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. IV Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira. OBS.: Pode haver novo concurso, desde que este respeite a prioridade dos aprovados. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo2. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS Os princípios são regras gerais, fontes basilares do direito, representam mais do que uma simples orientação. Há observância cogente (cumprimento obrigatório). São considerados alicerces do direito administrativo. "Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma. A desatenção ao princípio implica ofensa não Celso Antônio apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de Bandeira de ilegalidade ou inconstitucionalidade, conforme escalão do princípio violado, porque representa insurgência contra Mello afirma: todo sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra." CONCEITUAÇÃO DE PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS CONFORME DOUTRINADORES "Princípio é, pois, por definição, mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição Celso Antônio fundamental que se irradia sobre diferentes normas, compondo-lhes espírito e servindo de critério para exata Bandeira De compreensão e inteligência delas, exatamente porque define a lógica e a racionalidade do sistema normativo, Mello: conferindo-lhes a tônica que lhe dá sentido harmônico." José dos "Princípios administrativos são os postulados fundamentais que inspiram todo o modo de agir da Administração Santos Pública. Representam cânones pré-normativos, norteando a conduta do Estado quando no exercício de atividades Carvalho Filho: administrativas." José Cretella "Princípios de uma ciência são as proposições básicas, fundamentais, típicas que condicionam todas as estruturações Júnior: subsequentes. Princípios, neste sentido, são os alicerces da ciência." PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPLÍCITOS MNEMÔNICO: LIMPE Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A doutrina afirmava dois princípios da legalidade dentro da Constituição Federal: A Administração Pública, direta doutrina moderna batizou princípio da legalidade do particular (art. 5º, inciso II) como L LEGALIDADE ou indireta, só pode praticar as princípio da autonomia da vontade, indica ao particular que pode fazer tudo desde que condutas autorizadas em lei. não haja uma lei proibitiva; já o princípio da legalidade para a administração (art. 37, caput) à obriga a fazer o que consta em lei. Estabelece dever de IMPARCIALIDADE e "O princípio da impessoalidade, referido na Constituição/88 (art. NEUTRALIDADE no exercício da função 37, caput), nada mais é que o clássico princípio da finalidade, administrativa. Impede discriminações negativas e qual impõe ao administrador público que só pratique ato para o IMPESSOALIDADE privilégios oferecidos a particulares quando em seu fim legal. E fim legal é unicamente aquele que a norma de exercício da função, tendo em vista que a atuação Direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de pública deve ser objetiva, e não subjetiva. forma impessoal." (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Ex.: Concurso público e licitação. Brasileiro. 42 ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2016. 97.) Exige que a administração pública atue de forma ética, honesta e justa, sempre visando interesse público e a M MORALIDADE defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos. Exige a ampla divulgação dos atos praticados pela Administração Pública garantindo uma atuação transparente por parte do Poder Público ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas em lei. Publicação do ato como requisito para começar a gerar seus efeitos (eficácia), ou seja, não Finalidade de é um requisito de validade do ato, mas sim de eficácia. estabelecer Transparência da Administração Pública em seus atos para controle pelos administrados. Há exceção do sigilo das propostas, exigido na Lei de licitações e no procedimento Não é administrativo (inquérito policial) conforme Código de Processo Penal. Sendo de natureza absoluto administrativa, entretanto, sigilosa, com a finalidade de garantir sua eficácia. P PUBLICIDADE Princípio da transparência: dever de prestar informações de interesse dos cidadãos e de não praticar condutas sigilosas, via de regra. Engloba dois subprincípios Princípio da divulgação oficial: exige a publicação do conteúdo dos atos praticados atentando-se para o meio de publicidade definido pelo ordenamento ou consagrado pela prática administrativa. Há duas A primeira é a TRANSPARÊNCIA aos atos da administração. vertentes A segunda é a de dar EFICÁCIA aos atos administrativos. "Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de Art. interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, XXXIII, CF ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado." POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoImplementar modelo de administração pública "gerencial", visando alcançar melhor resultado Finalidade na atuação estatal. Antes da supracitada emenda, a Administração apresentava uma visão burocrática. A administração pública deve buscar sempre a eficiência na prestação dos serviços públicos, com a utilização adequada dos recursos disponíveis e atendimento adequado às demandas da sociedade; traz a ideia de presteza, perfeição, rendimento funcional, redução de desperdícios, qualidade, rapidez e produtividade. Segundo o ministro Gilmar Mendes: "a C.F possibilita a acumulação de Atuação do agente: agente cargos na área de saúde quando há compatibilidade de horários e que público, no desempenho de sua inciso XVI do art. 37 não faz qualquer restrição à carga horária das função, deve buscar a satisfação atividades acumuláveis diante da possibilidade de conciliação, nem do interesse da coletividade exige que agentes públicos preencham requisitos referentes a E EFICIÊNCIA sempre com presteza, perfeição e deslocamento, alimentação e repouso". "O efetivo cumprimento da rendimento funcional. jornada de trabalho respectiva em cada um dos cargos constitui atribuição específica do setor de recursos humanos Conforme a doutrina, há Estrutura e organização da Ligado diretamente ao princípio da economicidade, se deve buscar a 2 óticas administração: Para que agente prestação do serviço público de modo mais simples, rápido e desempenhe bem suas atribuições econômico, incrementando o conhecido "melhor custo/benefícios" da com presteza, perfeição e atividade da Administração. Art. 70, CF.: "A fiscalização contábil, rendimento funcional, a financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das INSTITUIÇÃO precisa fornecer entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, meios adequados ao servidor para legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de alcançar melhores resultados na receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder." prestação de serviços públicos. OBS: Não existe hierarquia entre os princípios, no caso de conflito entre eles, ocorrerá a ponderação para que continue existindo a harmonia do ordenamento jurídico. Quando há conflito entre princípios, estes não se excluem. que acaba ocorrendo é uma ponderação de valores, Ponderação dos ou seja, em um determinado momento, um princípio possui um grau de preponderância maior que o outro por Princípios causa da situação. Não há hierarquia entre princípios, nem nulidade de um em relação ao outro. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS IMPLÍCITOS MNEMÔNICO: PRIMCESAAS + CT É um aspecto da razoabilidade. É a ADEQUAÇÃO ENTRE MEIOS E OS Ex.: em processo administrativo disciplinar, o servidor for punido com FINS, vedada a adoção de medidas superiores ao que for estritamente a pena demissão pelo simples fato de necessário ao interesse público. Vedado excessos no exercício da função ter chegado atrasado ao seu local de P Proporcionalidade administrativa, tanto no âmbito interno, quanto no âmbito externo. trabalho. STF, A proporcionalidade se Adequação análise do meio empregado. julgado n° subdivide em três Necessidade observar meio utilizado menos gravoso. 466.343-1: subprincípios Proporcionalidade em sentido estrito ponderação da intensidade da medida. Exige a obrigação de os agentes públicos realizarem suas funções com EQUILÍBRIO, COERÊNCIA e BOM SENSO. agente público é um mero Ex.: quando um agente público aplica administrador da coisa pública, ele NÃO pode agir de forma arbitrária e uma pena ao particular de uma R Razoabilidade imoderada. Comportamentos imoderados, abusivos, irracionais, maneira não razoável ao caso desequilibrados, inadequados, desmedidos, incoerentes ou desarrazoados concreto que se encontra em seu não são compatíveis com o interesse público, pois geram a possibilidade estabelecimento comercial. de invalidação administrativa ou judicial do ato deles resultante. 0 administrador, atuando em nome do interesse público, é um mero Enquanto princípio da supremacia gestor dos bens públicos, que significa que não poderá exercer suas oferece prerrogativas ao agente atribuições legais tendo em vista suas vontades particulares. Ele deverá público, como contrapartida, para Indisponibilidade do agir em busca, obrigatoriamente, do interesse público. As restrições evitar excessos, princípio da Interesse Público impostas à atividade administrativa ocorrem exatamente pelo fato de a indisponibilidade do interesse público administração não ser dona do bem público, e sim a gestora de bens e impõe restrições à atuação interesses públicos. administrativa. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoImpõe dever de indicar os pressupostos de fato e de direito que determinaram a prática do ato administrativo. A validade do ato administrativo está condicionada à apresentação por escrito dos fundamentos que justifiquem a decisão adotada. É válido trocar a palavra "motivação" por "justificativa", quando a Administração Pública praticar algum ato administrativo, precisa regra justificar para a sociedade e para quem é de direito os motivos pelos quais está tomando aquela devida atitude. É um mecanismo de controle sobre a legalidade e legitimidade das decisões da Administração Pública. Art. parágrafo único, VII. Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; Lei n° 9.784/99 M Motivação IV dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; V decidam recursos administrativos; VI decorram de reexame de ofício; VII deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; VIII importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. A maioria dos atos administrativos, devem obedecer à necessidade Ex.: Nomeações Motivação de motivação, pois integra a forma do e exonerações Teoria dos motivos dispensada ato. No entanto, ordenamento jurídico dispensa a motivação em dos cargos determinantes. alguns atos. comissionados. Motivação: justificativa do ato. OBS.: A motivação é diferente de MOTIVO. Motivo: elemento/requisito do ato (CONFIFOMB). OBS.: A motivação está inserida no elemento FORMA de requisito de validade do ato e NÃO DE MOTIVO. Continuidade do Prevê que os serviços públicos não podem sofrer interrupções, devem ser prestados em Ou princípio da Serviço Público caráter de continuidade, salvo exceções excepcionais. permanência. As entidades estatais não podem abandonar, alterar ou modificar as finalidades para as quais foram E Especialidade constituídas. Atuarão as ditas entidades sempre vinculadas e adstritas aos seus fins que motivaram sua criação. Situação superior da administrador representa interesse Ex.: a desapropriação de imóveis para a construção Supremacia do administração, da maioria. É a necessidade em dispor de uma escola ou hospital públicos; a requisição S administrativa, um ato administrativo unilateral e Interesse Público posição acima do de prerrogativas individuais para auto executório que consiste na utilização de bens particular vertical. praticar o interesse coletivo. ou de serviços particulares pela Administração. A capacidade de rever os seus próprios atos, controle interno da adm. Anulação: problema de de ofício. Reside no poder-dever de retirada de atos administrativos por anulação e legalidade/legitimidade. provocado. revogação. Outorgado poder de autotutela, prescinde a obrigatoriedade Revogação: conveniência e A Autotutela de intervenção judicial, chamada autotutela administrativa. oportunidade mérito. STF n° 346 "A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos." "A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque STF n° 473 deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial". Ampla defesa e Contraditório momento que acusado enfrenta as razões postas contra ele. A contraditório Ampla defesa oportunidade que acusado deve ter de mostrar suas razões. Garante estabilidade e previsibilidade de ação pelo poder Ex.: Se a Administração Pública, ao praticar público. Proíbe mudança ABRUPTA decorrente de ação determinados atos, adotar determinada governamental. Relaciona-se com a boa-fé nas relações interpretação como a correta, ela não pode, depois, jurídicas. A finalidade é proporcionar segurança e estabilidade anular tais atos sob pretexto de que os mesmos foram praticados com base em interpretação no convívio social. objetivo é evitar que as pessoas sejam errônea. Se o administrado teve determinado S Segurança jurídica surpreendidas por modificações do direito positivo ou conduta direito reconhecido com base em interpretação do Estado, mesmo quando manifestadas em atos ilegais. NÃO adotada em caráter uniforme para toda a existe proibição pra administração realizar alteração de sua Administração, é evidente que a sua boa-fé deve ser norma/interpretação, é vedado a aplicação retroativa. respeitada. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: Art. Lei n° 9.784/99: XIII interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta atendimento do fim público a que se dirige, VEDADA aplicação retroativa de nova interpretação. A doutrina moderna batizou princípio da legalidade do Art. 5º, II, C.F: "Ninguém será Há lacuna Autonomia da particular (art. II) como princípio da autonomia da vontade, obrigado a fazer ou deixar de legislativa, então vontade indica ao particular que pode fazer tudo desde que não haja fazer alguma coisa senão em há PERMISSÃO. uma lei proibitiva. virtude de lei. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoNOVO! Corresponde ao aspecto subjetivo da segurança jurídica. Considera-se a boa-fé, a credibilidade e a confiança do cidadão que acredita que os atos praticados pelo Poder Público são lícitos e, dessa forma, serão mantidos e respeitados pela própria administração e terceiros. Confiança É com base nesse princípio que os tribunais mantêm efeitos de um ato, ainda que ilegal. Isso ocorre para respeitar à boa-fé depositada pelos particulares em relação às atuações estatais. Analisa a visão do particular, que não pode ser prejudicada por nova interpretação administrativa. Faz menção ao vínculo jurídico que existe entre a administração direta e a indireta. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, princípio do controle ou da tutela foi elaborado para assegurar que as entidades da Administração Indireta observem o princípio da especialidade. Esse princípio é representado pelo controle da Administração Direta sobre as atividades das entidades administrativas, com objetivo de garantir a observância de suas finalidades institucionais. Supervisão ministerial Tutela Dessa forma são colocados em confronto a independência da entidade, que possui OU autonomia administrativa e financeira; e a necessidade de controle, uma vez que a entidade Controle finalístico. política (União, Estado, DF e Municípios) precisa se assegurar que a entidade administrativa atue em conformidade com os fins que justificaram a sua criação. Não há subordinação entre a Administração Direta e a Indireta, somente vinculação, então a regra é a autonomia; sendo o controle a exceção, que não poderá ser presumido, isto é, só poderá ser exercido nos limites definidos em lei. A recente jurisprudência consolidada do STF passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, sob pena de ofensa AO PRINCÍPIO DA CONFIANÇA face STF subjetiva do princípio da segurança jurídica. Precedentes. Nesses casos, conforme entendimento fixado no presente julgado, o prazo de 5 anos deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo3. PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS (poder administrativo instrumental): São ferramentas que colocam a administração pública acima do particular para viabilizar a própria atuação do estado em prol da coletividade. Poder hierárquico Poder disciplinar Poder regulamentar Poder Normativo Poder de polícia Poder vinculado Poder discricionário Tem como objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades AVOCAÇÃO Superior hierárquico administrativas, no âmbito interno da Administração Pública (dentro da exerce as atribuições do seu mesma pessoa jurídica). subordinado em determinada atividade, só transfere a execução da atividade. *Poder de comando: o superior dá ordens para o subordinado. Deve ser temporária, excepcional e HIERÁRQUICO de fiscalização: revogação ou anulação de atos dos subordinados. justificada. Poder de revisão: confirmar ou corrigir os atos do subordinado. DELEGAÇÃO Superior hierárquico Poder de delegar e avocar: transferir atribuições para os subordinados e para subordinado, como também pode chamar uma atribuição que seria do subordinado. se dar em mesmo nível. *Poder de punir: o poder hierárquico não pune, mas o poder de punir OBS.: nas funções administrativas há decorre da hierarquia. hierarquia. Poder de aplicar sanções aos servidores e pessoas com vínculo jurídico específico sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração; Ou seja: A administração punindo a administração. Para a infração disciplinar é 5 anos do conhecimento do fato. Para o STJ, o poder disciplinar é vinculado. Existem julgados do STJ que aparece a frase anterior na ementa, resumo da decisão. Em alguns casos, o órgão julgou a punição como vinculada, ou seja, tem que acontecer uma determinada sanção em determinados contextos. INTERNAMENTE Pune a infração do servidor através do PAD. EXTERNAMENTE Pune o particular que mantém vínculo específico. DISCIPLINAR Súm. 591-STJ: É permitida a "prova emprestada" no processo administrativo disciplinar, desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa. Súm. 343-STJ e SV 5-STF: Não precisa de defesa técnica por advogado no PAD. Um PAD pode transcorrer sem a defesa de um advogado. No final, ocorrendo a demissão o servidor não pode alegar nulidade por falta de defesa de um advogado. A súmula 343 do STJ está sem aplicação. OBS.: a lei prevê que, se na esfera penal acontecer absolvição por negativa do fato ou negativa de autoria, essa absolvição penal vai repercutir, anulando PAD e arquivar processo civil, única possibilidade de vinculação. OBS.: absolvição por falta de provas na esfera penal não vincula a via administrativa. É a capacidade em que os chefes do ESPÉCIES DE DECRETO: Poder Executivo possuem para fazer Regulamentar/de execução (CF, art. 84, IV): feito para a fiel execução de edição de atos administrativos uma lei. Assim, não pode alterar uma lei, ampliar o que a lei dispõe nem normativos. restringir; OBS.: Ocorre através de decretos e Autônomo/independente (CF, art. 84, VI): não depende de uma lei anterior, busca fundamentação direto da CF. Esse decreto é feito apenas para 2 regulamentos. Presidente que vai REGULAMENTAR situações: atuar Artigo 94, C.F. Era classificado 1. Para fazer organização interna da Administração Pública, desde que não como a competência dos chefes do provoque aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos; Poder Executivo para fazerem 2. Para extinção de cargos ou funções vagos. decretos, visando a fiel execução das OBS.: Hely Lopes Meirelles afirma que o regulamento autônomo é possível leis, e essa competência não é mais em qualquer caso. Trata-se de faculdade implícita no poder de chefia da somente fazer decretos. Administração (teoria dos poderes implícitos). Trata-se do poder que edita atos administrativos normativos, É admitir que um NORMATIVO utilizado pelos demais órgãos e entidades dos poderes assunto, que antes era tratado mediante lei, seja públicos. É mais amplo que o Poder Regulamentar. tratado mediante ato administrativo. agente não possui margem de escolha, devendo este decidir na mesma forma da lei, a administração tem VINCULADO OU PROBIDADE (dever) de agir conforme a ordem recebida/lei. REGRADO *Segundo Hely: "quando o administrador não tem liberdade para fazer escolhas, ele exerce o poder vinculado". agente público possui margem de escolha, decidindo com base na conveniência e oportunidade (mérito Administrativo, ou seja, cabe a Administração Pública julgar o mérito). a administração tem MARGEM DE ESCOLHA para agir. DISCRICIONÁRIO OBS.: Poder Judiciário não cabe julgar o mérito, pode julgar aspectos da legalidade dos atos discricionários e jamais de conveniência e oportunidade. *Segundo Hely, administrador exerce seu poder discricionário quando ele tem liberdade para fazer juízo de conveniência e oportunidade e escolher a melhor decisão para a situação. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoPODER DE POLÍCIA é utilizado pela Administração Pública que condiciona, restringe ou limita o uso de bens e a prática de atividades privadas, em prol do Estado e dos interesses da coletividade. *Atos normativos e leis, exemplos: código florestal e resoluções do IBAMA. de consentimento, exemplos: autorizações ato discricionário; licenças ato vinculado. de fiscalização e atos de sanção, exemplo: multa. Há uma certa margem de liberdade na aplicação. Discricionário Tem liberdade para decidir as atividades que serão policiadas (potencial danoso), no momento de atuação, e em alguns casos, decidir a sanção e dar autorização. Atributos Permite a execução direta pela própria Administração Pública, dispensando de Autoexecutório ordem judicial prévia. Exceção: cobrança de multas não tem autoexecutoriedade. Coercitivo Cabe a imposição aos particulares, usando o uso da força pública se necessário. Em sentido amplo: atos que expressam poder de polícia em todos os órgãos, do Poder de polícia em Poder Legislativo e do Executivo. sentido amplo e estrito Em sentido estrito: atos que provêm somente do Poder Executivo. Poder de polícia Originário: exercido diretamente pelo Estado, por meio da Administração direta. POLÍCIA originário e derivado Derivado: exercido indiretamente por entidade da Administração. autarquias. Não é delegável o poder de polícia ao particular. Fundamentações legais: Lei n. 11.079/2005; Lei n. 13.019/2014; ADI n. 1.717. Delegação ao É possível que atos materiais preparatórios ou de execução atribuídos a pessoa de direito particular privado. Ex.: instalação de radares de velocidade, contratar empresa privada para realizar a demolição de construção predial irregular, cumprindo determinação de demolição. ESPÉCIE TRIBUTÁRIA TAXA é tributo que Estado pode instituir para exercer poder de polícia. ART. 145, II, DA CF E ART. 78 DO CTN "É constitucional a delegação do poder de polícia, inclusive para aplicar sanção, por meio de lei, a STF pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social TF RE 633782 majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial." Pode haver ato de consentimento, fiscalização e sanção. 0 Supremo decidiu que a profissão de músico não tem danosidade necessária que justifique o poder OBS.: de polícia sobre ela. Já algumas práticas, como o uso de drones e de patinetes, começaram sem nenhuma fiscalização, todavia, após alguns fatos, Estado necessitou limitá-la. poder de polícia também pode ser vinculado quando o Estado exigir licença para a realização de OBS.: atividades (direito subjetivo do particular). No entanto, a doutrina majoritária entende que o poder de polícia é discricionário. A União exerce o Poder de Polícia em assuntos de interesse nacional. OBS.: Os estados exercem Poder de Polícia em assuntos de interesse regional. Os municípios exercem Poder de Polícia em assuntos de interesse local. Poder de Polícia não se confunde com segurança pública. exercício do primeiro não é prerrogativa exclusiva das entidades policiais, a quem a Constituição outorgou, com exclusividade, no art. 144, apenas as funções de promoção da segurança pública. A fiscalização do trânsito, com aplicação das sanções administrativas legalmente previstas, embora possa se dar ostensivamente, constitui mero exercício de Poder de Polícia, não havendo, portanto, óbice ao seu exercício por entidades não policiais. Código de Trânsito Brasileiro, observando os parâmetros constitucionais, estabeleceu a competência JURIS comum dos entes da federação para o exercício da fiscalização de trânsito. Dentro de sua esfera de STF atuação, delimitada pelo CTB, Municípios podem determinar que o Poder de Polícia que lhe compete seja exercido pela Guarda Municipal. art. 144, § da CF, não impede que a Guarda Municipal exerça funções adicionais à de proteção dos bens, serviços e instalações do Município. Até mesmo instituições policiais podem cumular funções típicas de segurança pública com exercício de Poder de Polícia. É constitucional atribuição às Guardas Municipais do exercício de Poder de Polícia de trânsito, inclusive para imposição de sanções administrativas-legalmente previstas. Poder de polícia PRESCREVE: LEI N. 9.873/1999, art. Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado OBS.: § Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso. § Quando o fato objeto da ação punitiva da Administração também constituir crime, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei penal. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoDiferenças entre Polícia Administrativa e Polícia Judiciária: As duas espécies de polícia decorrem e exercem Poder de Polícia do Estado. Polícia Administrativa Polícia Judiciária É possível, no mesmo caso, a Regra: Exceção: atua presença de polícia atua de Exceção: atua de Regra: atua preventivamente. de maneira administrativa e judiciária maneira maneira preventiva. repressiva. concomitante. repressiva. Órgão/Entidade pública desde que a Lei tenha dado está atribuição. São corporações especializadas. Ex.: IBAMA, PROCON. Ex.: PF, Atua na área de atividades antissociais. Atua na área das infrações penais. Não chega na esfera Criminal. ESFERA CRIMINAL. Atua na área de bens, direitos e atividades. Atua a respeito da pessoa. Base legal: Direito administrativo. Base legal: Direito Processual Penal. OBS.: a Polícia Judiciária não pune. OBS.2: PM investigará a ocorrência de crime militar. Ainda sobre Poder hierárquico, de acordo a Lei n. 9.784/1999, delegação pode acontecer mesmo em relações não hierarquizadas. Delegação vertical: quando há hierarquia; *Delegação horizontal: quando não há hierarquia. Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: a edição de atos de caráter normativo; a decisão de recursos administrativos; III as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Art. 14. ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. § ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. § As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e as entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. Entre as Administrações Públicas direta e indireta (relação de vinculação) Situações que Entre os poderes do Estado; NÃO possuem Entre os entes federativos; e hierarquia * Nas funções típicas dos poderes legislativo e judiciário. administrador público não pode renunciar à utilização de tais poderes. interesse público é INDISPONÍVEL, e, caso seja necessário que administrador se valha de tais poderes para cumprir sua função, deverá exercê-los, haja vista que os poderes administrativos constituem verdadeiros PODERES-DEVERES. OBS.: há uma tendência da doutrina atual de não colocar poderes discricionário e vinculado como poderes autônomos. OBS.: A prática de um ato nunca manifestará apenas um poder. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo4. ATOS ADMINISTRATIVOS Diversos são os conceitos de atos administrativos, sendo que as bancas costumam utilizar o de Hely Lopes Meirelles, através do qual os atos são entendidos como "toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou si Ainda que a administração pública seja quem mais pratique atos administrativos, deve- mos ter em mente que todos os demais poderes também fazem, ainda que de maneira ATÍPICA. Assim, os atos administrativos não são uma exclusividade do Poder Executivo. REQUISITOS dos atos administrativos COMpetência, FInalidade, FOrma, Motivo e Objeto Mnemônico: Dos requisitos presentes, apenas a COMPETÊNCIA, a FINALIDADE e a FORMA sempre estão presentes em qualquer ato administrativo. MOTIVO e OBJETO, dessa forma, caracterizam chamado mérito administrativo, que é a valoração da conveniência e da oportunidade que a lei deixa a cargo dos agentes competentes; OBS.: mérito administrativo também é responsável pela diferenciação entre atos vinculados e atos discricionários. Manifestação Adquirir, resguardar, transferir, de vontade modificar, extinguir e declarar direitos da Administração Conceito Pública que, agindo nessa qualidade, por firm obrigações imediato administrados ou a própria Poder, definido em lei, para que agente público Competência possa determinados atos administrativos Administrativos Geral (Mediata): Garantir bem estar da coletividade Finalidade (Imediata): Aquela a ser alcançada com a edição do ato Requisitos Forma modo de exteriorização do ato administrativo Situação de tato e de direito que Motivo autoriza prática do ato conteúdo do ato e efeito imediato Objeto que a administração deseja alcançar ATRIBUTOS dos atos administrativos presunção de legitimidade, autoexecutoriedade, tipicidade, e a imperatividade. Mnemônico: P.A.T.I A presunção de legitimidade é uma característica através do qual os atos são considerados legais até a prova em contrário. Costuma-se dizer que a presunção é juris tantum, ou seja, presunção relativa (pode ser contestada pelo particular); OBS.: A presunção de legitimidade é único atributo presente em todos os atos administrativos; Parte da doutrina divide os atributo em questão em presunção de veracidade e presunção de legitimidade. De acordo com a veracidade, ato deve obediência aos fatos alegados pelo Poder Público. De acordo com a legitimidade, devem obediência ao ordenamento jurídico como um todo. Pela autoexecutoriedade, a administração pode exigir cumprimento de determinadosatos administrativos por parte de seus administrados, sem a necessidade de precisar recorrer ao Poder Judiciário. Através deste atributo, em alguns casos, pode ela inclusive utilizar-se da força; A imperatividade é o atributo onde a administração impõe a sua vontade a terceiros, que não possuem outra opção que não seja cumprir o ato. A imperatividade decorre do poder de império da administração, também conhecido como poder extroverso, decorrência do princípio da supremacia do interesse público.0 ato administrativo é válido e efeitos até a prova contrário se de uma presunção relativa não absoluta Presunção de Logitimidade Cabe ao particular que sentir lesado provar da prova do particular, e não da que o ato apresenta irregularidades Administração Pública Único atributo que está presente em todos os atos administrativos Possibilidade da administração criar, obrigações a terceiros, bem como impor restrições administrados Imperatividade Decorre do poder extraverso do Estado Administratives A administração pode 0 cumprimento dos atos sem a de recorrer Poder Judiciário Exigibilidade: Prerrogativa da administração Parte da doutrina divide um determinado comportamento atributo em exigibilidade e executoriedade Prerrogativa da administração adotar diretamente uma determinada medida 0 ato deve corresponder uma das figuras definidas Tipicidade previamente pela lei ESPÉCIES DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Há 5 espécies de atos administrativos: punitivos, enunciativos, ordinatórios, normativos e negociais; Implicam sanções, que podem ser de caráter interno ou externo. São exemplos destes atos a Atos advertência, suspensão e demissão internamente, a multa e a interdição de estabelecimentos Punitivos externamente. Declaram uma situação já existente, sendo que mui- tos autores consideram os mesmos como atos Atos administrativos impróprios, uma vez que neles não ocorre uma manifestação de vontade da Enunciativos administração; Decorrem do poder hierárquico da administração e conferem as prerrogativas de determinar como as Atos diversas atividades devem ser praticadas, tendo como exemplos as circulares, portarias e as ordens de Ordinatórios serviço. Contêm comandos gerais e abstratos, servindo para regulamentar e detalhar os comandos da lei. Atos Possuem como principais exemplos os decretos regulamentares (editados pelos Chefes do Executivo), os Normativos regimentos (comoo dos Tribunais) e as resoluções; particular possui uma vontade, que depende do interesse da administração. Assim, são exemplos Atos destes atos a licença (quando a administração não tem outra escolha que não seja conceder a mesma, Negociais desde que particular cumpra todos os requisitos) e a autorização (quando a administração, mesmo tendo o particular cum-prido todos os requisitos, pode escolher entre conceder ou não Os REQUISITOS são elementos para que os atos administrativos possam existir. Os ATRIBUTOS são prerrogativas que os atos dispõem para atingir seus objetivos; Ex-Tunc Tudo retroage (efeitos retroativos) Ex-Nunc Nada retroage (efeitos prospectivos) Formas de desfazimento do ato administrativo, há três clássicas maneiras: ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO, CASSAÇÃO. Anulação Formas de desfazimento volitivo Revogação do ato administrativo CassaçãoANULAÇÃO Pode ser feita pela própria administração, baseada no seu poder de autotutela, ou pelo judiciário, desde que provocado; Sempre é um controle de LEGALIDADE, jamais entrando no Mérito Administrativo; Possui efeitos retrospectivos, sendo que seus efeitos retroagem até a data da prática do ato. Por isso mesmo, costuma-se dizer que seus efeitos são ex-tunc; *Os efeitos produzidos pelos atos, p/ terceiros de boa-fé devem prevalecer, AINDA QUE ANULE. Pode incidir sobre atos VINCULADOS OU DISCRICIONÁRIOS, desde que seja p/ analisar a ilegalidade. Súmula n. 473 STF A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, RESPEITADOS os DIREITOS ADQUIRIDOS, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. STF RMS 31661-DF Administração Pública pode anular seus próprios atos quando estes forem ilegais. No entanto, se a invalidação do ato repercute no campo de interesses individuais, é necessária a instauração de procedimento administrativo que assegure devido processo legal e a ampla defesa. Assim, a prerrogativa de a Administração Pública controlar seus próprios atos não dispensa a observância do contraditório e ampla defesa prévios em âmbito administrativo. REVOGAÇÃO A revogação, por sua vez, é a possibilidade da administração que produziu ato (e apenas ela) RETIRAR mesmo do mundo jurídico por razões de CONVENIÊNCIA e OPORTUNIDADE; Adentra no mérito administrativo, possuindo efeitos prospectivos, também chamados pela doutrina de ex-nunc; Pode incidir APENAS sobre ATOS DISCRICIONÁRIOS, sendo um controle de mérto. CASSAÇÃO Trata-se a cassação da extinção do ato administrativo quando o beneficiário deixa de atender aos requisitos com os quais anteriormente se obrigara. A cassação é, na imensa maioria das vezes, considerada uma sanção pela doutrina, devido ao seu caráter de desfazimento com base em um não cumprimento de obrigação pelo particular. A cassação, assim com a anulação e a revogação, são formas de desfazimento volitivo do ato administrativo, uma vez que, para a sua aplicação, torna-se necessário a edição de um novo ato desfazendo ato administrativo anterior. Se tomarmos o exemplo anteriormente mencionado, nota-se que o desfazimento da permissão apenas se efetiva com a edição de um novo ato declarando que o particular não cumpriu as obrigações anteriormente acordadas. CONVALIDAÇÃO Decorre da teoria dualista (segundo a qual os atos administrativos podem ser nulos ou anuláveis), através da qual os atos poderiam ser sanados quando vício decorresse dos requisitos competência (em razão da pessoa) e da forma (quando esta não for indispensável). Dos 5 requisitos do ato administrativo, apenas 2 deles ensejam a convalidação, sendo eles: a) a competência, desde que relativa à pessoa e quando não se trate de competência exclusiva. b) a forma, desde que esta não seja essencial para a prática do ato. Nestas situações, ato administrativo possui um defeito sanável, podendo tanto ser CONVALIDADO quanto ANULADO. Ex.: superior X delegou um ato para seu subordinado; X pode optar pela anulação (primeiramente, anula respectivo ato e depois pode praticar outro de sua iniciativa). - X pode optar pela convalidação, colocando seu carimbo e ratificaria o ato anterior, convalidando-o por convalidação. Amparada na eficiência e economicidade, evitando que atos tenham que ser anulados e novamente produzidos. Resp. 1.348.472-RS Não deve ser reconhecida a nulidade em processo licitatório na hipótese em que, a despeito de recurso administrativo ter sido julgado por autoridade incompetente, tenha havido a posterior homologação de todo certame pela autoridade competente. Isso porque julgamento de recurso por autoridade incompetente não é, por si só, bastante para acarretar a nulidade do ato e dos demais subsequentes, tendo em vista saneamento da irregularidade por meio da homologação do procedimento licitatório pela autoridade competente. Com efeito, ato de homologação supõe prévia e detalhada análise de todo procedimento, atestando a legalidade dos atos praticados, bem como a conveniência de ser mantida a licitação. Ademais, vício relativo ao sujeito competência pode ser convalidado pela autoridade superior quando não se tratar de competência exclusiva. Anulação Revogação Convalidação São verificadas ilegalidades. Desfazimento de um ato válido. Trata-se de controle de legalidade sobre Há vício. Não há vicio. atos que apresentam vícios sanáveis. Trata de controle de legalidade sobre Por vontade da administração pública que Opera retroativamente (eficácia ex-tunc) atos que apresentam vícios insanáveis produziu, deve ser retirado do universo Apenas pode ser efetuada pela própria ou sanáveis jurídico. administração Retroativamente (eficácia ex-tunc) Trata-se de controle do mérito -Incide sobre atos vinculados e Pode ser efetuada tanto pela própria administrativos, da administração. discricionários, desde que se esteja administração quanto pelo Poder Opera prospectivamente (eficácia ex-nunc) analisando a legalidade. Judiciário, quando provocado. Apenas pode ser efetuada pela própria A administração pode escolher entre Incide sobre atos vinculados e administração anular ou convalidar o ato. A doutrina discricionários, desde que se esteja Incide apenas sobre atos majoritária entende que a convalidação, analisando a legalidade discr icionários quando possível, deve ser executada.ESPÉCIE DOS ATOS REQUISITOS DOS ATOS ATRIBUTOS DOS ATOS Punitivos COMpetência (vinculado - atos anuláveis) Presunção de legitimidade Enunciativos Finalidade (vinculado - atos nulos) Ordinatórios Forma (vinculado - atos anuláveis) Tipicidade Normativos Motivo (DISCRICIONÁRIO - atos nulos) mperatividade Negociais Objeto (DISCRICIONÁRIO - atos nulos)5. Responsabilidade Civil da Administração Pública Teorias Teoria da Exercida no Período dos regimes absolutistas; Irresponsabilidade Estado era personificado na pessoa do rei; do Estado As ações do rei não eram responsabilizadas; Conhecida como Intermediária ou mista; É possível responsabilização do agente público que, mediante culpa ou dolo, causar dano a terceiro; Teoria Civilista Aplica-se as regras do Direito Civil; Estado se responsabilizará apenas pelos atos de gestão, em que está em condições de igualdade com particular, mas não nos atos que atua com soberania; Conhecida como culpa do serviço ou culpa anônima ou Faute Du Servisse. Primeira Teoria Publicista; A responsabilização do Estado independe de qualquer culpa do agente. Teoria da Culpa particular prejudicado deve comprovar a responsabilidade.; Administrativa A culpa administrativa é aplicada quando: serviço não existiu ou não funcionou, quando deveria funcionar; - serviço funcionou mal; serviço atrasou. Responsabilidade Objetiva do Estado; Estado responde, independentemente de dolo ou culpa, de ato lícito ou ilícito, ou se o serviço funcionou. Estado pode atuar licitamente, porém ainda poderá ser responsabilizado civilmente; Para se configurar a responsabilidade objetiva são necessários três requisitos: Dano; Conduta Administrativa; Nexo de Causalidade entre a ação do Estado e dano sofrido pelo terceiro; Se um particular for prejudicado pela atuação estatal, os danos deverão ser compartilhados por toda a Teoria do Risco sociedade; Teoria do Risco é dividida em: Teoria do Risco Administrativo: Estado terá a responsabilidade, porém com excludentes de responsabilidade, ou seja, caso a culpa seja exclusiva da vítima, o Estado não se responsabilizará, ou caso seja dos dois (concorrente), o Estado terá o dever de reparação atenuado (diminuído); Teoria do Risco Integral: Estado não possui excludentes de responsabilidade, sendo considerado um segurador universal; Admissível em situações excepcionais, ex.: Atos terroristas e atos de guerra contra aeronaves brasileiras; danos ambientais. Brasil adota A RESPONSABILIDADE OBJETIVA que faz parte da TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO; Estado (U/E/DF/M) ou entidades da administração indireta ou delegatárias prestadoras de serviço público respondem, desde que fique comprovado o dano, a conduta e o nexo causal, independentemente do elemento subjetivo dolo ou culpa. Contribuem na responsabilidade: Administração direta, Autarquias, Fundações Públicas de direito Público; Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS); Pessoas privadas com contrato com a Administração Pública que prestam SERVIÇO PÚBLICO através de delegação. A responsabilidade civil objetiva não alcança as empresas públicas e sociedades de economia mista (entidades da administração indireta de personalidade jurídica de direito privado) que forem exploradoras de atividade econômica. Decorre da Responsabilidade Subjetiva o direito de regresso, que é a possibilidade de o Agente ou responsável, no caso de dolo ou culpa, indenizar a Administração Pública o que está indenizou ao particular. CF/88, Art.37, § As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. A responsabilidade do agente público é subjetiva, ou seja, depende de comprovação de dolo ou culpa. A responsabilidade do Estado é objetiva, ou seja, independe de comprovação de dolo ou culpa. STF/RE 591874/MS: A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente terceiros usuários e não usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § da Constituição Federal. A Teoria do Risco Administrativo não alcança os danos decorrentes de omissão da Administração Pública, pois estes danos serão indenizados utilizando a teoria da culpa administrativa; POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoAção Regressiva Possui Natureza Cível; Responsabilidade do agente público que causou o dano perante o Estado é subjetiva, devendo ser comprovado o dolo ou culpa; Requisitos para o Estado entrar com ação regressiva contra o agente público: Indenização a vítima pelo dano causado; Culpa ou Dolo do agente público; Transmissível aos sucessores do agente público até limite do valor do patrimônio transferido; A ação regressiva pode ser ajuizada mesmo após ter ocorrido alteração ou extinção do vínculo do servidor com a Administração; As ações de ressarcimento, no caso de dolo, são imprescritíveis; A ação regressiva contra o agente é uma obrigação do Estado em virtude do princípio da indisponibilidade do interesse público; Requisitos para Responsabilidade Civil do Estado É a ação do agente público que faz com que prejudique o particular. A conduta do agente público ocorre quando: Estiver no exercício das funções Públicas. CONDUTA Ainda que não esteja no exercício da função pública, proceda como se estivesse a exercê-la. agente atue na qualidade de agente público. Estado será responsabilizado, no caso do agente de fato, desde que o Estado permita a atuação deste, não consentido o estado não terá responsabilidade. Pode ser de natureza patrimonial ou moral; Ocorre quando a ação do estado atinge um direito do particular devendo indenizá-lo; DANO dano deve ser um direito juridicamente tutelado, não sendo não existe dano; dano pode ocorrer de uma conduta lícita do Estado. NEXO DE Relação entre a conduta estatal e o dano sofrido pelo terceiro; CAUSALIDADE Responsabilidade por Omissão do Estado GENÉRICA OU IMPRÓPRIA: Aplica-se a Teoria da Culpa Administrativa Responsabilidade Subjetiva. STJ: a responsabilidade civil do estado por condutas omissivas é é subjetiva, sendo necessário, dessa forma, comprovar a negligência na atuação estatal, o dano e o nexo causal entre ambos. lesado deve comprovar a omissão do Estado quando deveria ter agido; A omissão deverá ser ilícita, ilegal, ou seja, o serviço do estado não funcionou ou funcionou mal, não existiu; A omissão do Estado, embora não seja causa direta e imediata, concorre para o resultado concausa juntamente com força maior, fato de terceiro ou da própria vítima. Ex: Negligência em segurança de balneário público, queda de ciclista em bueiro aberto há muito tempo em péssimo estado de conservação, poste de ferro que cai sobre idoso no calçadão por estar enferrujado. Ex.1: Ocorre uma tempestade na cidade e o serviço de saneamento não funciona por causa da falta de manutenção do Município e prejud ica diversas pessoas. (Responsabilidade Subjetiva) Ex.2: Ocorre uma tempestade na cidade e o serviço de saneamento está funcionando normalmente e prejudica diversas pessoas. ESPECÍFICA OU PRÓPRIA: Aplica-se a Teoria do Risco Administrativo Responsabilidade Objetiva; Existe uma determinação jurídica de Estado atuar e este se omite. A omissão será causa direta e imediata do resultado. (Responsabilidade Objetiva) Está presente quando o Estado mantém pessoas em custódia. Ex: Morte de detento em rebelião, acidente com aluno nas dependências da escola, paciente de emergência que recebe alta sem reali zar exames e vem a falecer. Ex: Um cidadão é assaltado, em rua movimentada, em frente à delegacia, onde havia policiais na entrada, que nada fizeram. Responsabilidade do Estado Morte de Detento STF Regra Exceção A responsabilidade do Estado é objetiva, sendo este obrigado a Não existindo possibilidade alguma da morte do detento ser indenizar, adotando a Teoria do Risco Administrativo. evitada, o Estado está dispensado de indenizar família. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoExcludentes da Responsabilidade Civil do Estado É possível a não responsabilidade civil do Estado nos casos de: CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR: São eventos humanos ou da natureza dos quais não se podem prever ou evitar. Excluem a responsabilidade objetiva do Estado, mas não a subjetiva que pode ocorrer por omissão do Poder Público, devendo o particular comprovar a omissão culposa da administração pública; Ocorrendo omissão culposa do Estado e Fato imprevisível ao mesmo tempo ocorrerá a atenuação da responsabilidade do Estado, e não sua exclusão; CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA: Estado não possui responsabilidade alguma, porém deverá comprovar que o particular deu causa ao dano; Ocorrendo culpa dos dois a responsabilidade apenas atenuará para a administração pública; FATO EXCLUSIVO DE TERCEIRO: Estado não é responsabilizado de forma objetiva, porém pode ser de forma subjetiva, devendo o particular comprovar a omissão; Culpa Concorrente As duas partes contribuem para o resultado lesivo, acarretando atenuação ou diminuição na indenização. Responsabilidade Civil por Ato Legislativo REGRA: Estado não responde pelos atos do legislativo, exceto quando a atividade legislativa: Editar Lei inconstitucional e com isso ocorra danos a terceiros; Editar Leis de Efeitos Concretos, ou seja, lei aplicada diretamente a um indivíduo; Omissão legislativa; Responsabilidade Civil por Ato Jurisdicional REGRA: Estado não responde pelos atos do Judiciário, exceto quando: Ocorrer erro do Judiciário na esfera penal; condenado ficar preso além do tempo fixado na sentença; Há condutas dolosas praticadas pelo juiz que causem prejuízos à parte ou a terceiros; STF entende que não é cabível indenização por prisões temporárias ou preventivas, caso o réu seja absolvido ao final do processo, salvo se não tiver sido observada parte legal; Juiz responde ao Estado por meio e ação regressiva; Nos atos administrativos do Poder Judiciário, responderá com as mesmas regras típicas da Administração Pública; POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo6. CONTROLE Controle Controle é o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de Poder. Controle Interno, Externo e Popular; Controle Administrativo, Legislativo e Judicial; Controle por Subordinação e Vinculação; Classificação Controle de Legalidade e Mérito; Controle Prévio, Concomitante e Posterior; Controle de Ofício e Provocado; Controle Interno, Externo e Popular Controle Interno consiste no controle que cada um dos Poderes exerce sobre seus PRÓPRIOS atos e agentes, em relação a sua função administrativa (Controle por subordinação ou hierárquico). Ou seja, é o controle dentro do seu próprio poder. CF/88. Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: AVALIAR o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; COMPROVAR a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III EXERCER o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; Controle IV APOIAR controle externo no exercício de sua missão institucional. Interno § Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. CF/88. Art. 70. A FISCALIZAÇÃO contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo CONGRESSO NACIONAL, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. OBS.: controle interno não é facultativo. Todos os órgãos devem exercer controle interno por meio de seus órgãos respectivos, como o TCU e o CNJ. É o controle que existe de um PODER SOBRE OUTRO em relação aos atos administrativos praticados, assim como, o da Administração Direta sobre a Indireta (Controle Ministerial ou de Tutela ou Vinculado). controle da Administração Direta sobre a indireta é considerado um controle interno externo (Bandeira de Mello) por parte da doutrina, e também é considerado por outra parte como controle Interno maioria da doutrina (Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo). Controle OBS. A banca CESPE já considerou CONTROLE EXTERNO e INTERNO EXTERNO. Externo São exemplos de controle externo: Sustação dos atos normativos do Poder Executivo pelo Congresso Nacional quando exorbitar os limites de delegação legislativa; Julgamento pelo Congresso Nacional das contas do Presidente da República; Anulação de um ato administrativo do Poder executivo pelo poder Judiciário; POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoÉ o controle da sociedade perante a administração pública; Conforme Carvalho Filho: é o que se configura como controle social, assim denominado justamente por ser uma forma de controle exógeno do Poder Público nascido das diversas demandas dos grupos sociais. CF/88. Art.37. § A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente: As reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; acesso dos usuários registros administrativos e informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. X e XXXIII; Controle III A disciplina da representação contra exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na Popular administração pública. CF/88. Art. 74. § Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. CF/88. Art.5º. LXXIII qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; CF/88. Art. 31. § As contas dos Municípios ficarão, durante SESSENTA dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. Art. 49, V, CF: cabe ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. Súmula Vinculante n. 3 Nos processos perante Tribunal de Contas da União asseguram-se contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. OBS.: TCU deve assegurar contraditório e ampla defesa diante de seus atos. Dispensa-se contraditório e ampla defesa prévios no registro inicial de aposentadoria, reforma e pensão. Para STF, registro de aposentadoria é ato complexo. Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. prazo para os TCs fazerem a análise do ato é contado da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. Se TC não fizer a análise em até 5 anos, ocorre uma homologação tácita. o ato está perfeito e acabado. Controle Administrativo controle administrativo é aquele realizado da função administrativa do órgão. Pode ser dividido em: AUTOTUTELA, que ocorre quando uma entidade administrativa pode fiscalizar ou examinar seus próprios atos por critérios de legalidade ou mérito. Assim, um órgão pode fiscalizar outro inferior que esteja dentro da mesma pessoa jurídica a fim de corrigi-lo, caracterizando também um controle hierárquico. STF/Súmula 367: A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. STF/Súmula 473: A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. TUTELA: Consiste no controle feito por um ente político (U/E/DF/M) a uma entidade criada por aquele por meio da vinculação existente. Não existe hierarquia, mas sim vinculação. controle administrativo está embasado no exercício da autotutela. Pode ser exercido de ofício ou mediante provocação do interessado. É o controle no qual o Executivo e os órgãos de administração dos demais Poderes exercem sobre suas próprias atividades, visando a mantê-las dentro da lei, segundo as necessidades do serviço e exigências técnicas e econômicas de sua realização, pelo que é um controle de legalidade e de mérito. controle administrativo pode ser feito mediante: Direito de Petição: É um direito que uma pessoa tem de peticionar e obter uma resposta de uma autoridade administrativa. Caso a administração seja omissa poderá recorrer ao Judiciário. Instrumentos Fiscalização hierárquica: Ocorre quando os órgãos superiores fiscalizam os inferiores. do Controle Processo Administrativo: Conjunto de atos ordenados de forma lógica e formal com finalidade de praticar uma Administrativo decisão final. Arbitragem: Solução de conflitos feita por um terceiro que é escolhido pelas partes, sem necessidade de processo judicial. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoRecurso Administrativo: É a possibilidade do reexame das decisões internas da Administração pública. Recurso hierárquico Próprio: É reexame do ato feito por autoridade hierarquicamente superior, dentro do mesmo órgão. Recurso hierárquico Impróprio: É o recurso que é feito a uma autoridade que não possui hierarquia sobre aquela que editou o ato, sendo possível esse tipo de recurso apenas quando previsto em lei. Revisão: São os atos revistos após surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a decisão tomada. Representação: Denúncia apresentada por qualquer pessoa devido às irregularidades ou ilegalidades apresentadas por algum ato. Reclamação: É feita por um particular ou servidor que possui seus direitos afetados diretamente. Reconsideração: Pedido feito a mesma autoridade que indeferiu o ato, pedindo uma nova apreciação. Controle Legislativo controle é feito por meio da função Típica do poder legislativo, não se confunde com sua função atípica de administrar, ou seja, com o controle administrativo do legislativo. controle do poder legislativo sobre os demais poderes é feito por meio da fiscalização, e pode se apresentar de duas formas: Controle Parlamentar Direto: É aquele exercido diretamente pelo Congresso Nacional através de suas Casas, comissões parlamentares e seus próprios membros; Controle Parlamentar Indireto (TCU): É aquele exercido pelo TCU. Controle Judicial É o controle exercido pelo Poder Judiciário, sendo feito por meio de ações judiciais. Poder Judiciário deve anular os atos administrativos da administração pública quando provocado e o ato derivado de vício de legalidade ou legitimidade, mas não pode analisar mérito administrativo, que é juízo de conveniência e oportunidade. Quando a Administração Pública utiliza corretamente da discricionariedade por meio do mérito, o Poder Judiciário em nada pode controlar, existindo apenas a sua influência quando a discricionariedade for utilizada de forma ilegal. São considerados instrumentos de controle judicial: Mandado de Segurança Mandado de Segurança Coletivo; Instrumentos de Ação Civil Pública; Controle Judicial Ação Popular; Mandado de Injunção; Habeas Data; Ação de Improbidade Administrativa Controle por Vinculação/Finalístico ou de Tutela/Supervisão Ministerial É o controle exercido da Administração Direta sobre a Administração Indireta; Não existe hierarquia, mas sim uma vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta; É mais restrito, tendo seus limites estabelecidos em lei, sendo considerado um controle externo; Segundo Hely Lopes Meirelles, um controle teleológico, de verificação do enquadramento da instituição no programa geral no Governo e de seu acompanhamento dos atos de seus dirigentes no desempenho de suas funções estatuárias, para o atingimento das finalidades da entidade Controle de Legalidade e Mérito É a atuação da Administração pública de acordo com as normas do ordenamento jurídico. Tal controle pode ser feito pela própria administração de ofício ou por provocação, no caso do Poder Legalidade Legislativo, quando previsto na CF/88 e o Poder judiciário pode exercer o controle sobre outro Poder quando provocado e for passível de vício. A Administração Pública age sobre os aspectos de conveniência e oportunidade quando exerce a atividade administrativa. Mérito não é passível de anulação por parte do Poder Judiciário, uma vez que é um válido da administração pública. Com isso, o Poder Judiciário não pode interferir no mérito da decisão, ou seja, no juízo de conveniência e oportunidade, mas pode interferir na legalidade e legitimidade do ato. Mérito e a Discricionariedade não se confundem, sendo os atos discricionários analisados pelo Mérito Judiciário para verificar se estão sendo aplicados dentro dos limites da lei. Poder Legislativo pode realizar controle de mérito da função administrativa do Poder Judiciário ou do Executivo, sendo esse controle considerado excepcional e nos casos expressamente apresentados na CF/88. (Controle Político). Exemplos do Controle de Mérito exercido pelo Poder Legislativo: Competência exclusiva de o Congresso Nacional fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumoQuanto ao Momento: Controle Prévio, Concomitante e Posterior Prévio Controle realizado antes de o ato acontecer; pode ser exercido por qualquer dos poderes; Concomitante Ocorre durante a realização do ato, verificando sua regularidade; Posterior Ocorre após ato ter finalizado, tem por finalidade corrigir ou anular algo que foi feito de maneira incorreta. Controle De Ofício Provocado Controle feito por iniciativa do próprio órgão responsável Ocorre quando a parte interessada, por sua iniciativa, provoca pela ação a ser tomada. determinado órgão pleiteando seus direitos. CF/88. Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. § parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. § As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. § É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. CF/88. Art. 49 É da competência exclusiva do Congresso Nacional: IX Julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo. Seção IX: DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA. Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. Art. 71 o controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; Contas do Presidente da República Competências TCU Congresso Nacional Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República Presidente da República Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; III Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem fundamento legal do ato concessório; IV Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II; V- Fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo; VI Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município; VII Prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, so bre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções reali zadas; VIII Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; IX Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; X- Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; Sustar Ato Sustar Contrato TCU Congresso Nacional No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de Sustar, se não atendido, a execução do ato imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. impugnado, comunicando a decisão à Câmara Exceção: Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas dos Deputados e ao Senado Federal; previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito. XI Representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. § No caso de contrato, ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis. § Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito. As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. § Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades. POLICIAL @ _queroresumoArt. 72 A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários. § Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias. § Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação. Art. 73 Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96. § Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; idoneidade moral e reputação ilibada; notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; III mais de dez anos de exercício de função ou efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. § Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: Um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento; Dois terços pelo Congresso Nacional. § 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40. § auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal. Art. 74 Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade Avaliar cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União; IV Apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. Os responsáveis pelo controle ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. § Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. Art. 75 As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo7. PODER E DEVER DO ADMINISTRADOR PÚBLICO ordenamento jurídico confere a administração pública prerrogativas, que são indispensáveis para atingir o fim específico da administração pública que é a satisfação do interesse público. Essa prerrogativa são os poderes do administrador público, na qual a lei impõe limites estabelecendo assim deveres e poderes. São deveres do administrador público de acordo com a doutrina: poder administrativo conferido a administração para atingir fim público representa um dever de 1. Poder-dever de agir: agir e uma obrigação do administrador público de atuar em benefício da coletividade e seus indivíduos. E tal poder é irrenunciável (e devem ser executados pelo titular) e obrigatório. É a necessidade de tornar a atuação do administrador público mais célere, coordenado e eficiente, ou 2. Dever de eficiência: seja, é o dever de boa administração. Exige que a atuação do administrador público seja em consonância com os princípios da moralidade e 3. Dever de probidade: honestidade administrativa sob PENA de serem aplicadas sanções administrativas, penais e política (art. 37, da CF). 4. Dever de prestar Constitui um dever inerente do administrador público a prestação de contas referente à gestão dos contas: bens e interesses da coletividade. Conceitua-se os poderes administrativos como prerrogativas estatais que devem ser utilizados para consecução do interesse público. E que podem ser classificados como deveres do administrador público (poder-dever de agir, dever de eficiência, dever de probidade, dever de prestar contas) e poderes do administrador público, que constituem o instrumento que é utilizado pela administração pública para cumprir as suas finalidades. São os principais poderes administrativos: poder hierárquico, poder disciplinar, poder regulamentar, poder normativo, poder de polícia, poder discricionário e poder vinculado Mencionado anteriormente dentro do conteúdo. Referem-se a verdadeiros deveres para a Administração Pública, já que são instrumentos utilizados para alcance de sua finalidade que é bem da coletividade. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo8. USO E ABUSO DE PODER Os poderes administrativos (polícia, hierárquico, regulamentar, disciplinar, vinculado e discricionário) são prerrogativas concedidas à Administração Pública no exercício das funções que lhe são atribuídas pelas normas alcance o atendimento do interesse público. USO DE PODER administrador público NÃO PODE RENUNCIAR à utilização dos poderes, pois o interesse público é indisponível, e, caso seja necessário que o administrador se utilize tais poderes para cumprir sua função, deverá exercê-los, constituem verdadeiros poderes-deveres. USO DO PODER é a utilização normal dessas prerrogativas, dentro da legalidade e da legitimidade, respeitados os princípios administrativos. ABUSO DE PODER É a conduta do administrador público eivada de ilegalidade, a qual pode se manifestar de diferentes maneiras. 1. Falta de competência legal; 2. Não atendimento do interesse público; 3. Omissão. De acordo com a doutrina, que trata o abuso de poder como gênero, são espécies: 1. Excesso de poder; 2. Desvio de poder (também chamado de desvio de finalidade). Excesso Desvio de de poder finalidade Vício de Vício de competência finalidade 1. EXCESSO DE PODER agente público atua sem competência, seja por total ausência OU por extrapolar os limites da competência que lhe foi legalmente atribuída. ato pode ser considerado válido até limite em que não foi extrapolada a competência, exceto se excesso comprometa inteiramente. PRATICADO COM EXCESSO DE PODER é manchado pela pecha da ilegalidade, em razão da existência de vício em um de seus elementos, a competência. Resta saber se tal ato pode ser aproveitado. No vício de INCOMPETÊNCIA, admite-se a sanatória ou convalidação do ato na forma da ratificação. artigo 55 da Lei 9.784/99, que trata do processo administrativo em âmbito federal, prevê expressamente a possibilidade de convalidação, pela Administração, de atos eivados de defeitos sanáveis, desde que não gere lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. A ratificação não é admitida em se tratando de competência atribuída com exclusividade, seja porque a competência exclusiva é indelegável, seja em razão da autonomia dos entes estatais ou incompetência em razão da matéria. Excluídos esses casos, poder á haver a ratificação do ato praticado com excesso de poder corrigindo-se o vício de incompetência, podendo-se, então, falar-se em perfeição do ato administrativo. No ATO VINCULADO, o qual é desprovido de mérito administrativo, preenchidos os requisitos legais a autoridade competente estará compelida a ratificá-lo, porque a vontade administrativa manifestada é ex lege. No DISCRICIONÁRIO, a ratificação ficará submetida ao juízo de conveniência e oportunidade da autoridade competente, que poderá concordar ou não com a avaliação subjetiva realizada pela autoridade incompetente. CONCLUI-SE Há possibilidade de ratificação do ato eivado de excesso de poder. POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo2. DESVIO DE PODER (DESVIO DE FINALIDADE) Encontra previsão expressa na Lei de Ação Popular (Lei 4.717/65), o vício é nulificador do ato administrativo lesivo ao patrimônio público, caracterizado quando agente pratica ato visando fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. No desvio de poder, a autoridade age dentro dos limites da sua competência, mas ato não atende interesse público, ferindo os objetivos colimados pela norma legal. Trata-se de ato ilegal que se reveste de uma roupagem de legalidade, o que dificulta sua prova, devendo o Juiz levar em conta os indícios presentes para considerar a ocorrência ou não do desvio de finalidade. No desvio de poder, há vício em um dos elementos do ato administrativo, a finalidade, que é a administração Pública sempre atender interesse público, decorrendo a impossibilidade de sanatória ou convalidação do vício relativo à finalidade do ato. CONCLUI-SE ato contendo vício quanto à finalidade não pode ser aproveitado pela Administração Pública. Resumindo, é cabível a sanatória em relação ao EXCESSO DE PODER, por referir-se a vício de incompetência, enquanto o DESVIO DE PODER não admite convalidação, por tratar de vício de finalidade. Em ambos os casos, é irrelevante que o administrador público tenha ou não agido com boa-fé. Em qualquer hipótese, estará presente a ilegalidade do ato. DA OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A omissão da Administração Pública também pode caracterizar o abuso de poder. Não surge o abuso de poder, porque se trata de escolha do momento mais oportuno para o incremento das OMISSÃO políticas de administração, as quais não possuem prazo determinado. Já na omissão específica, a Administração GENÉRICA Pública tem o dever de agir face a uma situação determinada, podendo ou não a lei prever o prazo para tanto deve-se considerar o que a doutrina chama de "prazo razoável". OMISSÃO Caracteriza a abuso de poder em virtude do poder-dever de agir da Administração Pública quando a lei assim o ESPECÍFICA determina. Ressalte-se que a omissão não é ato administrativo, mas sim a ausência de manifestação de vontade do poder público. abuso de poder pode gerar sanções administrativas, cíveis, criminais e políticas. As consequências cíveis dizem respeito, em regra, ao dever de indenizar pelo dano causado à Administração Pública com o abuso de poder. Quanto à responsabilidade penal pelo abuso de poder, pode ser citado como exemplo a lei que trata do abuso de autoridade, que contém sanções penais para a prática de abuso de poder, prevê pena de detenção e de multa. Esta é diversa da multa prevista, por exemplo, na Lei de Improbidade Administrativa, que tem natureza civil. Nada impede, portanto, que pelo mesmo fato o agente seja condenado ao pagamento de duas multas, uma fixada em sede penal, e a outra, na esfera cível. abuso de poder pode servir como fundamento do pedido nas chamadas ações constitucionais, ou remédios constitucionais. art. LXVIII, da Constituição da República, estabelece que será concedido habeas corpus "sempre que alguém sofrer ou se ac har ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder". POLICIAL QUERORESUMO.COM @_queroresumo