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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
Fontes do direito administrativo: 
● A Lei, que em sentido amplo, é a fonte primária 
do Direito Administrativo, podendo ser 
considerada como fonte, as várias espécies de 
ato normativo; 
● A Doutrina, formada pelo sistema teórico de 
princípios aplicáveis ao Direito Administrativo; 
● A Jurisprudência, representada pela reiteração 
dos julgados sobre um mesmo tema em um 
mesmo sentido; 
● O costume, em razão da deficiência da 
legislação, a prática administrativa vem 
suprindo o texto escrito, e sedimentada na 
consciência dos administradores e 
administrados, a praxe burocrática passa a 
suprir a lei, ou atua como elemento reformativo 
da doutrina. 
 
1 Estado, Governo e Administração Pública: 
conceitos, elementos, poderes e organização; 
natureza, fins e princípios; 
Estado - ESTADO = POVO+ TERRITÓRIO + GOVERNO 
SOBERANO 
É pessoa jurídica territorial soberana. Pessoa jurídica 
é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônios, 
que visa à consecução de certos fins, reconhecida 
pela ordem jurídica como sujeito de direitos e 
obrigações. 
Povo: é o componente humano do Estado 
Território: é o espaço físico em que o Estado exerce 
sua soberania 
Governo Soberano: é o elemento condutor do 
Estado, que detém e exerce o poder absoluto de 
autodeterminação e auto-organização emanado do 
Povo. 
 
Governo 
É o conjunto de órgãos e as atividades que eles 
exercem no sentido de conduzir politicamente o 
Estado, definindo suas diretrizes supremas. Tem a 
incumbência de determinar objetivos, estabelecer 
diretrizes, quanto a unidade da Soberania nacional. 
Tem que estar sempre amparado pela Constituição, 
agindo dentro dos limites dela. Sistema de Governo é 
o modo como se relacionam os poderes Executivo e 
Legislativo. Existem os seguintes sistemas de 
governo: Presidencialista e parlamentarista. 
Administração Pública 
É todo aparelhamento do Estado preordenado à 
realização de serviços, visando a satisfação das 
necessidades coletivas. A administração pública 
pratica atos de execução, com maior ou menor 
autonomia funcional, segundo competência dos 
órgãos e de seus agentes. A administração pública é 
instrumental de que dispõe o Estado para por em 
prática as opções políticas do Governo. 
Os três modelos de Administração Pública: 
1. Patrimonialista: Se trata de uma forma de 
dominação tradicional. A dominação 
tradicional, por sua vez, é definida pela 
crença na tradição, ou seja, as leis são o 
conjunto de costumes de determinada 
sociedade e quem as determina são os 
membros de uma linhagem que dispõe do 
poder. 
2. Burocrático: Se trata da crença na razão 
(dominação racional-legal): as leis são 
elaboradas a partir de normas mais 
coerentes com a realidade social. Além 
disso, os responsáveis pela elaboração das 
leis passam por critérios de escolha mais 
fundamentados como, por exemplo, 
eleições. 
3. Gerencial: Trata-se de um modelo 
normativo (baseado em leis), que concentra 
esforços no controle dos resultados da 
máquina pública. 
Natureza: É a de um encargo de defesa, conservação e 
aprimoramento dos bens, serviços e interesses da 
coletividade. 
Fins: O bem comum da coletividade administrada. 
Toda atividade do administrador público deve ser 
orientada para esse objetivo. 
Os três Poderes 
Executivo: Dirige e administra o governo e representa 
o país no exterior. É quem toma decisões sobre 
economia, investimentos, construção e conservação 
de escolas, hospitais, estradas... É exercido pelo 
Presidente da República, pelos governadores de 
estado e prefeitos; 
Legislativo: Vota as leis em nome da população e 
fiscaliza atos do Executivo. É exercido nacionalmente, 
por senadores e deputados federais; nos estados, os 
deputados estaduais; nos municípios, os vereadores; 
Judiciário: Aplica as leis, decidindo conflitos dos 
cidadãos entre si e entre os cidadãos e o Estado. É 
exercido pelos magistrados nas diversas instâncias e 
âmbitos da Justiça 
Princípios 
De forma explícita no artigo 37 do CF trás: 
● Legalidade: O agente público só pode 
fazer ou deixar de fazer o que está 
expressamente na lei. Na CF, as 
pessoas não podem fazer o que a lei 
proíbe (autonomia de vontade); 
● Impessoalidade: Direciona que o servidor não 
pratique um ato para favorecer ou prejudicar 
alguém. Vedação à promoção pessoal (art. 37, 
P.1º); 
● Moralidade: Exige que o agente público paute sua 
conduta por padrões éticos que têm por fim 
último alcançar a consecução do bem comum, 
independentemente da esfera de poder ou do 
nível político-administrativo da Federação em 
que atue; 
● Publicidade: Vem propiciar a transparência, de 
modo que a todos é assegurado o direito à 
obtenção de informações e certidões, para 
defesa de direitos e esclarecimentos de 
situações de interesse pessoal, assim como o 
remédio do habeas data; 
● Eficiência: Deve ser dirigida a consecução do 
máximo de proveito, com o mínimo de recursos 
humanos, materiais e financeiros com 
destinação pública, a partir da constatação de 
que a eficiência pode ser obtida pelo contrato 
de gestão, e de acordos administrativos 
referentes às atividades tipicamente estatais. 
2 Organização administrativa do Estado 
Administração Pública Direta ou Centralizada como o 
próprio nome diz, a atividade administrativa é 
exercida pelo próprio governo que “atua diretamente 
por meio dos seus Órgãos, isto é, das unidades que 
são simples repartições interiores de sua pessoa e 
que por isto dele não se distinguem”. 
Administração Pública Indireta ou Descentralizada é a 
atuação estatal de forma indireta na prestação dos 
serviços públicos que se dá por meio de outras 
pessoas jurídicas, distintas da própria entidade 
política. Estas estruturas recebem poderes de gerir 
áreas da Administração Pública por meio de outorga. 
A outorga ocorre quando o Estado cria uma entidade 
(pessoa jurídica) e a ela transfere, por lei, 
determinado serviço público ou de utilidade pública. 
 
Administração Centralizada x Administração 
Descentralizada 
● Centralização: É o desempenho de 
competências administrativas por uma 
única pessoa jurídica governamental 
(Mazza, 2012). A distribuição das 
competências dentro do mesmo ente 
federado é chamada de desconcentração. 
● Descentralização: As competências 
administrativas são exercidas por pessoas 
jurídicas autônomas, criadas pelo Estado 
para tal finalidade (Mazza, 2012). Ex: 
Autarquias, empresas públicas etc. Assim, 
quando a atividade administrativa é 
exercida pelo próprio ente federado, como 
o município, ou através dos órgãos que 
compõem a sua estrutura interna, fala-se de 
administração direta exercida de forma 
centralizada. Ex: as ações realizadas pela 
Secretaria Municipal de Saúde do Município 
X. 
Há três Entidades da Administração Pública Indireta, 
são elas: 
1. Autarquias: São pessoas jurídicas de direito 
público / criadas e extintas por lei específica 
/ dotadas de autonomia gerencial, 
orçamentária e patrimonial / exercem 
atividade típicas (nunca exercem atividade 
econômica) / imunes a impostos / seus bens 
são públicos / celebram contratos 
administrativos / regime de contratação de 
pessoal é estatutário / possuem 
prerrogativas especiais da fazenda pública / 
responsabilidade é objetiva e direta. 
Autarquias comuns: 
Ex.: Autarquias Federais: INSS e IBAMA 
Ex.: Autarquias Estaduais: Em Minas Gerais – IMA 
(Instituto Mineiro de Agropecuária) e IEF (Instituto 
Estadual de Florestas) 
Ex.: Autarquias Municipais: SAAE – Serviço Autônomo 
de Água e Esgoto 
 
Autarquias de regime especial: 
Agências reguladoras: Possuem um mandato 
determinado e (diferentemente do que ocorre com 
as autarquias comuns) apenas perdem o cargo de 
direção em virtude de: encerramento do mandato; 
por renúncia; ou por sentença judicial transitada em 
julgado. Tal prerrogativa garante maior 
independência e autonomia. 
Ex.: ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) 
e ANCINE (Agência Nacional de Cinema). 
2. Fundações Públicas: Fundações de direito público 
interno: são pessoas jurídicas instituídas por 
lei específica mediante a afetação de um 
acervo patrimonial do Estado a uma dada 
finalidade pública. Também são conhecidas 
como Autarquias Fundacionais ou 
Fundações Autárquicas. Ex.: FUNAI e IBGE 
 Fundações governamentais de 
direito privado são pessoas jurídicas de 
direito privado, criadas mediante 
autorização legislativa, com a afetação de 
um acervo de bens à determinada finalidade 
pública. Ex.: Fundação Padre Anchieta (SP) 
3. Empresas Estatais: É a denominação 
ofertada por parte da doutrina às Empresas 
Públicas e Sociedades de Economia Mista: 
Empresas Públicas: criação autorizada por 
lei / registro dos atos constitutivos no 
cartório competente / registro na Junta 
Comercial / capital total público / sofre 
controle pelo Tribunal de Contas / deve 
contratar mediante licitação / dever de 
realização de concurso para contratação de 
pessoal 
Sociedades de Economia Mista: As mesmas 
das empresas públicas. Diferencia-se nos 
seguintes aspectos: Maioria do capital é 
público (nas empresas públicas a totalidade 
é pública) / deve assumir a forma de 
sociedade anônima (as empresas públicas 
podem assumir qualquer forma admitida 
em direito). 
Exemplo: Petrobrás e Banco do Brasil 
RESUMO IMAGÉTICO: 
 
 
3 Agentes públicos: espécies e classificação, poderes, deveres e prerrogativas, cargo, emprego e função públicos; 
Agentes Públicos: Todas as pessoas físicas que possuem uma vinculação profissional com o Estado (cargo público, 
emprego público, mandato ou função pública), por meio de nomeação, eleição e designação (ou qualquer outra 
forma ou vínculo). Ainda que transitória, não remunerada. 
Classificações dos Agentes 
Basicamente, as bancas utilizam a classificação apresentada por Hely Lopes Meirelles, ocasionalmente, é possível 
encontrar questões exigindo o conhecimento da classificação da autora Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Segue 
correlação das duas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Detalhes resumidos da classificação de Hely Lopes 
Meirelles: 
Agentes políticos: são os detentores de poder, 
competências previstas na Constituição Federal e 
autonomia para tomar suas decisões. Ex.: chefes do 
executivo, membros do legislativo e magistrados. 
Agentes administrativos: são os ocupantes de cargo, 
emprego ou função pública desempenhando 
atividades de execução e estando subordinados 
hierarquicamente. Ex.: servidores de um órgão 
público e empregados públicos de uma mesma 
sociedade de economia mista. 
Agentes honoríficos: são pessoas designadas ou 
requisitadas para a prestação de determinados 
serviços públicos em razão de condições que eles são 
peculiares. Em regra, atuam sem remuneração. Ex.: 
jurados e mesários eleitorais. 
Agentes credenciados: são pessoas que recebem a 
incumbência de representar a administração pública 
em razão de condições pessoais ou profissionais. 
Exemplo um artista ou um advogado que represente 
o Brasil no exterior. 
Agentes delegados: são os que assumem os riscos 
das atividades em que atuam, exercendo suas 
atribuições como colaboradores do Estado. Ex.: 
leiloeiros e as concessionárias de serviço público. 
 
Obrigatoriedade do Regime Jurídico Único 
Ainda que a imensa maioria dos entes federativos 
utilize o regime jurídico estatutário como forma de 
regular a vida funcional de seus agentes, deve-se 
salientar que não há a obrigação, por parte de um 
determinado ente, da utilização de um regime 
jurídico específico. Entretanto, há a obrigação da 
adoção de um regime jurídico único por parte de 
cada um dos entes federados. No âmbito da União e 
dos Estados, o regime utilizado é o estatutário, 
instituído por lei e conferindo aos seus agentes a 
ocupação de cargos públicos. 
 
4 Poderes administrativos 
É o conjunto de prerrogativas de direito público que a 
ordem jurídica confere aos agentes administrativos 
para o fim de permitir que o Estado alcance seus 
fins”. Ou seja, para que sejam realizados os objetivos 
dos Estados é necessário fornecer poderes aos 
agentes estatais. 
Muitos autores afirmam que os poderes vinculado e 
discricionário não são poderes, mas características 
dos atos administrativos. Porém, como as bancas 
cobram esses assuntos de forma conjunta com 
outros poderes, vamos vê-los dessa forma: 
 
Poder administrativo vinculado 
O poder vinculado ocorre quando a administração 
pública não tem margem de liberdade para o seu 
exercício. Portanto, quando houver uma situação 
discriminada na lei, o agente público deve agir 
exatamente da forma prevista em lei. Ex.: se um 
cidadão infringiu determinada lei de trânsito, e nessa 
lei afirma que será cobrado o valor de R$ 1.000 reais. 
O agente público ao verificar a atitude da pessoa e o 
descumprimento da lei, deve cobrar o exato valor 
fixado. Portanto, não há margem de negociação. 
Poder administrativo discricionário 
Por outro lado, o poder é discricionário quando o 
agente público possui uma certa margem de 
liberdade no agir. Contudo, a liberdade está dentro 
dos limites legais da razoabilidade e da 
proporcionalidade. 
Em geral, fica claro que é uso do poder discricionário 
quando a lei prevê essa liberdade. Muitas vezes ela 
faz isso usando expressões como: “poderá”, “a juízo 
da autoridade competente”, “até determinado 
valor”. A liberdade do agente público no uso do 
poder discricionário tem limitações no próprio 
ordenamento jurídico, como a lei, quando a 
legislação mesmo define limites mínimos e máximos.
 
Poder administrativo regulamentar ou normativo 
É a prerrogativa conferida à Administração Pública 
para editar atos gerais para apenas complementar as 
leis e permitir a sua efetiva aplicação (nunca alterá-
la). Ressalta-se que esse é o conceito amplo e o mais 
abordado nas provas. Esse conceito retrata, na 
realidade, o poder normativo. Entretanto, o conceito 
restrito afirma que o poder regulamentar trata do 
poder conferido ao chefe do Poder Executivo 
(presidente, governadores e prefeitos) para a edição 
de normas complementares à lei, permitindo a sua 
fiel execução. Ou seja, o poder regulamentar está 
inserido no poder normativo. 
Características gerais do poder 
regulamentar/normativo: Editar atos gerais; 
Complementar as leis; Permitir a fiel execução da lei; 
Normas derivadas ou secundárias; Não podem inovar 
no ordenamento jurídico. 
Decreto autônomo: Em regra, o poder regulamentar 
não pode inovar na ordem jurídica. Mas, existem 
situações específicas em que será possível inovar no 
ordenamento jurídico, como é o caso do decreto 
autônomo. Conforme Constituição Federal, compete 
privativamente ao Presidente da República dispor 
mediante decreto sobre: 
 Organização e funcionamento da 
organização e funcionamento da 
administração federal, quando não implicar 
aumento de despesa nem criação ou 
extinção de órgãos públicos; 
 Extinção de funções ou cargos públicos, 
quando vagos. 
 
Poder administrativo Hierárquico 
A hierarquia é a ordenação de elementos conforme a 
distribuição de poderes. Portanto, o poder 
hierárquico atinge aqueles que possuem algum grau 
de subordinação com outro agente público ou órgão. 
Pode-se afirmar que estão entre as atividades desse 
poder: Dar ordens; Editar atos normativos com o 
objetivo de ordenar a atuação dos subordinados; 
Delegar competências; Avocar atribuições; Aplicar 
sanções. 
Condições para uso do poder hierárquico: Dentro da 
mesma pessoa jurídica; Deve haver subordinação 
(diferente de vinculação); Não se fala em hierarquia 
entre os Poderes (Executivos, Legislativos e 
Judiciários). 
Poder administrativo disciplinar 
O poder disciplinar é definido como o poder dever de 
punir as infrações funcionais dos servidores e demais 
pessoas sujeitas à disciplina de órgãos públicos. Mas, 
não se confunde o poder punitivo com poder 
disciplinar. Já que o poder punitivo é mais 
abrangente, e o poder disciplinar é considerado uma 
espécie deste. O poder punitivo é a capacidade do 
Estado em puniros crimes e contravenções penais. 
Enquanto o poder disciplinar e o poder de polícia são 
a representação do poder punitivo na administração 
pública. O poder disciplinar atinge os servidores 
públicos e os particulares que estejam ligados por 
algum vínculo jurídico com a administração. Ou seja, 
uma empresa particular que a administração pública 
tenha contratado. 
 
Poder de polícia 
É a faculdade que dispõe a administração pública de 
condicionar e restringir o uso e gozo de bens, 
atividades, e direitos individuais em benefício da 
coletividade ou do próprio Estado. 
A análise do conceito de poder de polícia pode ser 
em sentido amplo ou sentido estrito. Então, em 
sentido amplo, o poder de polícia é toda e qualquer 
ação restritiva imposta pelo Estado em detrimento 
ao direito individual. Por isso, envolveria o Poder 
Legislativo e o Executivo de forma ampla. 
 
Quadro do resumo dos Poderes administrativos 
 
 
5 Atos administrativos: conceitos, requisitos, atributos, classificação, espécies e invalidação 
 
 
 
 
 
 
Classificação dos atos administrativos 
Inúmeras são as classificações dos atos administrativos, sendo que todas elas tomam por base um critério que 
favoreça o entendimento de alguma particularidade do ato administrativo praticado. Assim, ainda que não haja 
unanimidade, por parte dos autores administrativistas, acerca das classificações existentes para os atos 
administrativos, iremos estudar aquelas que são consideradas mais relevantes para o entendimento da matéria e, 
principalmente, mais exigidas pelas bancas organizadoras: 
 
1. Perfeição, Validade e Eficácia: 
 
Perfeição Validade Eficácia 
Verifica-se se o ato completou todo o 
processo de formação e se todas as 
etapas de elaboração foram observadas. 
Em caso afirmativo, teremos um ato 
perfeito. Caso, no entanto, falte algum 
elemento ou alguma das etapas de 
formação ainda não tenha sido 
observada, o ato será considerado 
imperfeito. 
Temos um confronto do ato administrativo com o 
ordenamento jurídico vigente. Caso o ato não 
contenha nenhum tipo de vício, será considerado 
válido. Em sentido oposto, caso algum vício tenha 
sido encontrado no ato administrativo, 
poderemos ter um ato nulo (quando os vícios 
forem impossíveis de convalidação) ou então um 
ato anulável (quando os vícios forem possíveis de 
convalidação). 
Se refere à possibilidade do ato 
administrativo produzir efeitos jurídicos 
perante terceiros. Caso o ato não 
dependa de nenhuma condição para a 
produção de efeitos, será considerado 
eficaz. Caso dependa de alguma 
condição para poder produzir efeitos, 
será considerado um ato administrativo 
pendente e ineficaz. 
 
2. Atos vinculados X Atos discricionários 
 
3. Atos Simples, Atos Compostos e Atos Complexos 
 
4. Atos Gerais e Atos Individuais 
 
 
 
Invalidação e Controle Judicial dos Atos Administrativos 
 
O estudo da invalidação e do controle judicial dos atos administrativos refere-se às diversas formas com que os atos 
administrativos podem ser retirados do universo jurídico, são eles: 
 
Cassação Caducidade Contraposição 
Trata-se da extinção do ato 
administrativo quando o 
beneficiário deixa de atender aos 
requisitos com os quais 
anteriormente se obrigara. A 
cassação é, na imensa maioria das 
vezes, considerada uma sanção pela 
doutrina, devido ao seu caráter de 
desfazimento com base em um não 
cumprimento de obrigação pelo 
particular. 
Temos a caducidade quando uma 
legislação posterior à edição do ato 
administrativo deixa aquele ato em 
desconformidade com o 
ordenamento jurídico. Trata-se, 
assim, de uma legislação 
superveniente que deixa o ato sem 
a possibilidade de produzir novos 
efeitos. 
Teremos a contraposição quando 
um ato posterior extingue o ato 
anterior, ainda que não faça 
menção direta neste sentido. Na 
contraposição, os efeitos do ato 
posterior são diametralmente 
opostos aos efeitos do ato anterior. 
 
 
 
 
6 Controle e responsabilização da administração: controle administrativo, controle judicial, controle legislativo, 
responsabilidade civil do Estado. 
Controle administrativo 
É um procedimento que faz parte do processo administrativo e compreende todas as atividades da empresa. Seu 
intuito é garantir que as operações reais coincidam com o planejado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Quanto ao Âmbito ou à Origem: 
Interno: cada um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos. É aquele exercido dentro de um mesmo poder. 
Externo: é aquele exercido por um Poder sobre os demais (um Poder sobre o outro). O controle externo é exercido 
pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (art. 71, caput). 
2. Quanto ao Momento: 
Prévio: exigência na CF de autorização ou aprovação prévia pelo CN ou de uma de suas casas de determinados atos 
do PE (arts. 49, II, III, XV, XVI e XVII, e 52, III, IV e V). 
Concomitante: acompanha a atuação administrativa. 
Posterior: rever atos já praticados. Aprovação, homologação, anulação, revogação e convalidação. 
3. Quanto ao Aspecto: 
Legalidade/legitimidade: verificação do ato com o ordenamento jurídico. Pode ser exercido pela própria 
Administração, pelo PJ e pelo PL (exame pelo TCU de atos de admissão de pessoal). 
Mérito/político: como regra, compete ao próprio Poder. A doutrina denomina controle político o controle que o PL 
exerce sobre a Administração. 
4. Quanto à Amplitude: 
Hierárquico: sempre controle interno. Presente no PE. 
Finalístico/tutela administrativa/supervisão ministerial: administração direta sobre a indireta. 
Controle judicial 
O Poder Judiciário, se provocado, poderá realizar o controle dos atos administrativos. Esse controle recai sobre os 
atos vinculados e discricionários. No ato vinculado o controle é mais amplo, já que o ato é regido inteiramente pela 
lei. No ato discricionário, que comporta análise de conveniência e oportunidade (mérito administrativo), o Judiciário 
poderá analisar o mérito administrativo para o controle de sua legalidade, não podendo verificar apenas a questão 
da conveniência e oportunidade da decisão. É importante mais, uma vez, frisar que os atos discricionários podem e 
devem ser controlados pelo Poder Judiciário, mas será um controle sob o ponto de vista da legalidade, confrontando 
o ato praticado com a observância dos princípios constitucionais (possível revogação) 
Contudo, quando o Poder Judiciário se depara com uma ilegalidade de um ato administrativo, como por exemplo, 
exclusão de um candidato de concurso por causa de uma tatuagem, deve fazer a sua anulação (ocorre quando a 
Administração ou o Poder Judiciário declara a extinção do ato administrativo, por motivos de vícios no ato praticado, 
com a produção de efeitos retroativos). 
 
Revogação e Anulação: 
 
 
 
 
 
Remédios Constitucionais ou ações constitucionais 
ou writs: 
São garantias constitucionalmente previstas, para 
assegurar a efetividade dos direitos fundamentais. 
São o habeas corpus, o habeas data, o mandado de 
segurança (individual e coletivo), o mandado de 
injunção (individual e coletivo) e a ação popular. Os 
direitos de petição e de certidão também são 
apontados pela doutrina como remédios 
constitucionais, embora não possuam a natureza de 
ação judicial. 
• Habeas corpus: conceder-se-á sempre que 
alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade 
ou abuso de poder; 
 
• Habeas data: conceder-se-á para 
assegurar o conhecimento de 
informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros ou 
bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público ou 
para a retificação de dados, quando não se 
prefira fazê-lo por processo sigiloso, 
judicial ou administrativo; 
 
Mandado de segurança, Mandado de segurança 
coletivo e Mandado de injunção: 
• Mandado de Segurança: conceder-se-á 
para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas 
data, quando o responsávelpela 
ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de atribuições do 
Poder Público; 
• Mandado de Segurança Coletivo: É aquele 
que tem por objeto proteger direitos 
coletivos, por exemplo, os de determinada 
categoria profissional. Perceba-se que a 
diferença entre o MS individual e o coletivo 
não está no número de impetrantes, mas na 
natureza do direito protegido. 
• Mandado de Injunção: Quando há mora 
legislativa ou administrativa em produzir 
uma forma, decisão com natureza de 
sentença aditiva, inviável o exercício de 
direitos e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à 
soberania e à cidadania. 
Ação popular: Anular ato lesivo ou de entidades de 
que o Estado participe à moralidade administrativa, 
meio ambiente, patrimônio histórico e cultural. 
Direito de Petição e Direito de Certidão: 
Direito de petição é o direito de reclamar do Poder 
Público, na via administrativa, direitos que se tem ou 
abusos de que se teve notícia. Assim, por exemplo, se 
um guarda de trânsito aplica uma multa 
indevidamente, é direito do cidadão representar, 
peticionar para o Poder Público, a fim de que este 
tome as devidas providências. 
Direito de certidão é o direito de obter documentos 
públicos para a defesa de direitos ou para esclarecer 
uma situação de interesse pessoal. Dessa forma, é 
direito de todos obter uma certidão que indique o 
tempo de contribuição para o INSS, a fim de instruir 
ação judicial contra autarquia; do mesmo modo, é 
direito de qualquer pessoa conseguir uma certidão 
negativa de débitos na Receita Federal, para provar 
que nada deve à União. 
Controle legislativo 
O chefe do Poder Executivo pode fazer decretos para 
a complementação das leis. Contudo, se o Presidente 
extrapolar os limites da delegação, o Congresso 
Nacional poderá SUSTAR o excesso, utilizando-se de 
um decreto legislativo. Sustar significa suspender a 
execução. 
 
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) 
A CPI nasceu em decorrência de uma das atividades típicas do Legislativo, a saber, a função fiscalizatória. As funções 
típicas do Legislativo são legislar e fiscalizar. Inclusive, a primeira função do Legislativo foi a de fiscalizar. A 
instauração de CPI busca apurar a existência de um fato determinado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Responsabilidade civil do Estado: 
 
Teorias de responsabilidade extracontratual 
Não há vínculo contratual entre as partes, portanto, a obrigação de reparação do dano independe de contrato 
firmado. 
Teoria da Irresponsabilidade do Estado: Teoria adotada à época dos Estados absolutistas. Considerava-se que 
qualquer ideia de responsabilidade do Estado importaria em violação da soberania estatal. Tinha como principal 
fundamento a ideia de soberania do Estado, baseada no princípio de que o rei não pode errar (the king can do no 
wrong). O Estado era irresponsável pelos atos praticados. 
Teoria Civilista: A chamada teoria da culpa civil ou da responsabilidade subjetiva do Estado foi influenciada pelo 
individualismo característico do liberalismo, que pretendeu equiparar o Estado ao indivíduo, sendo, portanto, 
obrigado a indenizar os danos causados aos particulares nas mesmas hipóteses em que tal obrigação existe para os 
indivíduos 
Teorias Publicistas: Ações civis de indenização com base no princípio de que o Estado é civilmente responsável por 
prejuízos causados a terceiros em decorrência da ação danosa de seus agentes. Começaram a surgir as teorias 
publicistas: teoria da culpa do serviço (falta do serviço) ou culpa administrativa e teoria do risco, desdobrada, por 
alguns autores, em teoria do risco administrativo e teoria do risco integral. 
1. Teoria da Culpa Administrativa ou Culpa do Serviço/Faute Du Service: A teoria da culpa administrativa 
procura desvincular a responsabilidade do Estado da ideia de culpa do funcionário. A culpa ocorre quando 
o serviço não funcionou, funcionou atrasado ou funcionou mal; vale dizer que existe a presunção de culpa. 
Por isso o nome de culpa anônima, uma vez que não se precisava identificar o funcionário causador do 
dano. Veja, então, que a culpa era do serviço. E, ainda, era uma culpa presumida (não funcionou ou 
funcionou mal ou atrasado). 
2. Teorias do Risco: A teoria do risco tem duas vertentes: risco administrativo e risco integral. As duas 
vertentes dessa teoria consagram uma responsabilidade objetiva. A diferença é que, na teoria do risco 
administração, há fatores de exclusão da responsabilidade do Estado; já na teoria do risco integral, não há 
fator algum de exclusão, a reparação do dano recairá na pessoa do Estado. 
 
Elementos para Ser Configurada a Responsabilidade Civil do Estado 
Para gerar responsabilidade do Estado, devem surgir três elementos: 
Conduta: Conduta de agente público agindo nessa qualidade; Agente Público no exercício de função pública; 
Dano: Afeta o direito juridicamente tutelado pelo Estado. Pode decorrer de uma atividade lícita ou ilícita; 
Nexo causal: Há relação entre a conduta estatal e o dano sofrido pelo terceiro; A conduta estatal causou o dano 
 
	• Habeas corpus: conceder-se-á sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
	• Habeas data: conceder-se-á para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público ou para a retificação de dados, quando não se pref...
	• Mandado de Segurança: conceder-se-á para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atr...
	• Mandado de Segurança Coletivo: É aquele que tem por objeto proteger direitos coletivos, por exemplo, os de determinada categoria profissional. Perceba-se que a diferença entre o MS individual e o coletivo não está no número de impetrantes, mas na na...
	• Mandado de Injunção: Quando há mora legislativa ou administrativa em produzir uma forma, decisão com natureza de sentença aditiva, inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à sobera...

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