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<p>Avaliação do consumo alimentar</p><p>2</p><p>PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.</p><p>Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais</p><p>3</p><p>A avaliação nutricional é uma ferramenta importante na prevenção de doenças e do</p><p>acompanhamento da saúde, sendo utilizada pelo nutricionista para avaliar o estado</p><p>nutricional dos pacientes, que pode identificar os distúrbios nutricionais, analisar a</p><p>ingestão de nutrientes, os hábitos alimentares, possibilitando uma intervenção nutricional</p><p>adequada, que de fato auxiliará na recuperação e manutenção do estado nutricional e de</p><p>saúde dos indivíduos. Para a avaliação do estado nutricional, podem ser usados os</p><p>seguintes métodos:</p><p>Métodos Diretos: antropometria, exames bioquímicos e laboratoriais, exames</p><p>físicos, exame clínico nutricional.</p><p>Métodos Indiretos: identificam os fatores que determinam o estado nutricional e</p><p>qual a ocorrência do problema nutricional como: demográficos, socioeconômicos,</p><p>cultura, estilo de vida e os inquéritos do consumo alimentar.</p><p>Apenas um parâmetro isolado não caracteriza a condição nutricional do indivíduo, é</p><p>necessário uma associação de vários indicadores para realizar um diagnóstico nutricional</p><p>preciso. Nesse sentido, existem dois tipos de métodos para avaliar o consumo alimentar</p><p>dos indivíduos: métodos retrospectivos e prospectivos.</p><p>Métodos Retrospectivos</p><p>Recordatório de 24 horas: quantifica todos os alimentos e bebidas ingeridos no período</p><p>de 24 horas. Vantagens: rápido e fácil de ser aplicado, baixo custo, pode ser utilizado em</p><p>grupos de baixo nível escolar, não altera a dieta usual, estima a ingestão nutricional.</p><p>Desvantagens: depende da memória do entrevistado, omissão de alguns alimentos,</p><p>investigator treinado para evitar indução, o consumo das 24 horas pode ser atípico.</p><p>Questionário de Frequência Alimentar: com base em uma lista de alimentos, o</p><p>indivíduo registra a frequência com que cada alimento foi ingerido em determinado</p><p>período. Vantagens: rápido e de baixo custo, pode descrever padrões de ingestão</p><p>alimentar, resultados padronizados. Desvantagens: não fornece informações sobre</p><p>quantidade consumida, pode ocorrer subestimação, não fornece detalhes da ingestão.</p><p>História Alimentar: extensa avaliação sobre hábito alimentar, como preferências,</p><p>intolerâncias ou aversões alimentares, número de refeições diárias, local e horário das</p><p>refeições, atividade física, informações sobre condições econômicas e mudanças de peso.</p><p>Vantagens: fornece completa e detalhada descrição da ingestão alimentar, elimina</p><p>variações diárias, leva em consideração as modificações sazonais. Desvantagens:</p><p>depende da memória, demanda tempo, requer nutricionista treinado.</p><p>Métodos Prospectivos</p><p>Diário ou registro alimentar: registro do consumo de todos os alimentos e bebidas em</p><p>um determinado período, podendo ser de um dia a uma semana, incluindo um dia do final</p><p>de semana. Vantagens: precisão quantitativa dos alimentos, não depende da memória,</p><p>identifica os alimentos, preparações e horário das refeições consumidas. Desvantagens:</p><p>pode interferir no padrão alimentar, requer tempo, exige que o indivíduo saiba ler e</p><p>escrever.</p><p>4</p><p>Registro Alimentar Pesado: é semelhante ao registro alimentar, porém em vez de os</p><p>alimentos consumidos serem estimados, eles são pesados. Vantagens: maior eficácia no</p><p>tamanho das porções e também dos nutrientes ingeridos. Desvantagens: exige tempo,</p><p>difícil aplicabilidade, custo elevado, o consumo pode ser alterado nos dias do registro.</p><p>Além disso, é possível destacar os principais erros na avaliação do consumo alimentar,</p><p>que podem ser cometidos tanto pelo entrevistado como pelo entrevistador.</p><p>Entrevistado:</p><p>Incompreensão quanto ao que está sendo questionado;</p><p>Subestimação ou superestimação do consumo;</p><p>Falha na memória;</p><p>Erro na identificação da porção;</p><p>Omissão do uso de suplementos.</p><p>Entrevistador:</p><p>Descrição incompleta dos alimentos;</p><p>Omissão intencional;</p><p>Registro incorreto;</p><p>Distrações durante a entrevista;</p><p>Erro na conversão de medidas caseiras em grama.</p><p>Portanto, antes de escolher o método de avaliação, é fundamental que o nutricionista</p><p>conheça o perfil de seu paciente e considere elementos externos para conseguir um</p><p>relato/registro mais próximo da realidade possível.</p><p>5</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Conselho Federal de Nutricionistas. Diário Oficial da União. Resolução CFN nº</p><p>417/2008. Dispõe sobre procedimentos nutricionais para atuação dos nutricionistas e dá</p><p>outras providências. Brasília (DF); 2008.</p><p>BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. MARCO DE</p><p>REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL PARA AS POLÍTICAS</p><p>PÚBLICAS. Brasília: MDS, 2012. 36 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. Orientações para coleta e análise de dados antropométricos em serviços</p><p>de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN.</p><p>Série G. Estatística e Informação em Saúde. Brasília: MDS, 2011.</p><p>FISBERG, Regina Mara et al. Inquéritos alimentares: métodos e bases científicos.</p><p>Barueri: Manole; 2005.</p><p>FISBERG, Regina Mara; VILLAR, Betzabeth Slater. Manual de receitas e medidas</p><p>caseiras para cálculo de inquéritos alimentares. São Paulo: Signus; 2002.</p><p>RECINE, Elisabetta; CARVALHO, Maria de Fátima; LEÃO, Marília. O Papel do</p><p>Nutricionista na Atenção Primária à Saúde. Brasília: CFN, 2015. 40 p.</p>

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