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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO</p><p>Curso: Ciências Biológicas</p><p>UC: Geologia</p><p>Prof. Dr. Adilson Viana Soares Jr.</p><p>Alunos: Ana Heloisa Machado Godoi e Laisa Ferreira Gonzaga.</p><p>RELATÓRIO DE CAMPO – INTEMPERISMO</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O relatório a seguir descreve a atividade de campo realizada no Instituto de ciências</p><p>ambientais, químicas e farmacêuticas do campus da Universidade Federal de São Paulo em</p><p>Diadema, especificamente no Prédio de vidro, no período da tarde do dia 30 de Julho de</p><p>2024. A prática ocorreu dentro da unidade curricular de Geologia para os alunos do curso de</p><p>Ciências Biológicas e contou com a orientação do professor Adilson Viana Soares Junior. O</p><p>objetivo da atividade foi analisar o tipo de rocha que permeia a cidade de Diadema e o</p><p>campus da UNIFESP e, relacioná-las com os processos de intemperismo.</p><p>O grupo visitou três pontos do campus e analisou que, principalmente, nota-se a</p><p>presença do granito, rocha que compõe a crosta continental e definida como uma rocha ígnea</p><p>intrusiva, formada pelo resfriamento lento do em profundidade magma. A partir disso,</p><p>entende-se que a presença dessa rocha em solo é um sinal da ocorrência de um tipo de limite</p><p>convergente oceânico - continental, demonstrando que a rocha sofreu um processo de</p><p>soerguimento há 120 milhões de anos devido a separação do continente Africano e a porção</p><p>da América do Sul do continente Americano.</p><p>Fig. 01 - Granito</p><p>PONTO 1</p><p>Na análise do ponto 1, nota-se uma grande porção da rocha e a presença de agentes</p><p>biológicos na cobertura desta. Principalmente, a rocha é coberta por líquen e musgos. O</p><p>líquen é definido como uma associação simbiótica entre os fungos e as algas. De uma</p><p>maneira geral, as algas auxiliam no processo de fotossíntese dos fungos e estes, fornecem a</p><p>umidade e a nutrição necessária para as algas. Já os musgos são plantas briófitas e possuem</p><p>registro fóssil desde o período paleozoico e estão presentes em ambientes úmidos, como na</p><p>superfície rochosa. Também, notou-se a presença de pequenos artrópodes na cobertura.</p><p>A partir disso, analisou-se a ocorrência de intemperismo. O intemperismo é definido</p><p>como um conjunto de modificações - de ordem física ou química - que as rochas podem</p><p>sofrer ao aflorar na terra.</p><p>Essa porção rochosa apresentou fraturas - descontinuidades formadas em resposta a</p><p>esforços internos ou externos atuantes no corpo fraturado - fato que abre caminho para o</p><p>intemperismo físico e a presença de raízes vegetais nas fissuras.</p><p>Desse modo, entende-se que a fratura da rocha e a formação de fraturas aumenta a</p><p>superfície exposta ao ar e à água, dando a passagem necessária para a ocorrência de um</p><p>segundo tipo de intemperismo, chamado de intemperismo químico.</p><p>Fig 02 - Porção geral da rocha.</p><p>Fig. 03 - Líquens e pequeno artrópode.</p><p>Fig. 04 - Musgos.</p><p>Fig. 05 - Fratura e ramificação vegetal.</p><p>PONTO 2</p><p>Na análise do ponto 2, foi possível observar a estrutura tubular da rocha, que sofreu</p><p>um recorte artificial por meio do uso de explosivos para a construção do Prédio de vidro, por</p><p>meio do processo de intemperismo físico. Por isso, na rocha, é visível a maior concentração</p><p>do metal ferro presente na formação do granito, na porção periférica da rocha.</p><p>A região do ponto 2 está menos suscetível ao intemperismo químico, pela exposição a</p><p>água e a ventos intensos, por exemplo, e ao intemperismo biológico, como presença de</p><p>musgos, plantas e fungos, pois a região se encontra em uma área coberta pelo prédio, com</p><p>menor exposição a luz e a eventos meteorológicos.</p><p>Fig. 06 e 07- Região encontrada a rocha com estrutura tubular com recorde gerado por</p><p>explosivos.</p><p>Fig. 08- Região onde é possível visualizar a concentração de ferro na rocha</p><p>PONTO 3</p><p>Na análise do ponto 3, é visível a ocorrência do acoplamento do granito, processo que</p><p>ocorre devido ao alívio de pressão sofrido pela rocha, gerando fraturas horizontais, que</p><p>resultam na formação de camadas da mesma. Além disso, a região da rocha apresenta</p><p>vantagem em intemperismo biológico, gerado pela presença de musgos e de raízes de</p><p>diferentes plantas, que se propagam principalmente dentro das fraturas da rocha, mas que</p><p>também são encontradas em sua superfície.</p><p>Além do intemperismo biológico realizado por plantas , algas e fungos, é possível</p><p>visualizar também a presença de artrópodes, como um formigueiro encontrado em uma das</p><p>partes do granito.</p><p>Em certos pontos da rocha, é possível perceber a diferença de degradação dos</p><p>diferentes materiais que formam a rocha, uma vez que apresentam diferentes composições</p><p>químicas, logo se degradam de diferentes formas.</p><p>Fig. 09 e 10 - Regiões analisadas.</p><p>Fig. 11 - Região de acebolamento.</p><p>Fig. 12, 13 e 14 - Musgos e raízes (principalmente nas fraturas da rocha).</p><p>Fig. 15 - Formigueiro e raízes</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Com as observações feitas em campo, pode-se relacionar de uma maneira ainda mais</p><p>direta os conceitos da dinâmica terrestre aprendidos em sala. De tal forma, entender sua real</p><p>manifestação em um ambiente próximo, como no campus da Unifesp.</p><p>Com a análise, foi possível compreender os agentes internos - como a dinâmica das</p><p>placas tectônicas, que causaram o soerguimento da porção continental e o afloramento do</p><p>granito na superfície, e os agentes externos que atuaram na rocha ao longo do tempo - como o</p><p>intemperismo, através de impactos físicos, químicos e biológicos. Também, foi possível notar</p><p>o impacto da atividade humana sobre a rocha analisada.</p>

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