Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO</p><p>PROFESSOR ENFERMEIRO JORGE FERREIRA</p><p>SAÚDE DO HOMEM</p><p>POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM</p><p>(PNAISH)</p><p>• A PNAISH regulamentada por meio do Anexo XII da Portaria de Consolidação</p><p>nº 2, de 28 de setembro de 2017</p><p>• Esta política visa qualificar a saúde da população masculina na perspectiva de</p><p>linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção.</p><p>• O reconhecimento de que os homens adentram o sistema de saúde por meio</p><p>da atenção especializada tem como consequência o agravo da morbidade</p><p>pelo retardamento na atenção e maior custo para o SUS. É necessário</p><p>fortalecer e qualificar a atenção primária garantindo, assim, a promoção da</p><p>saúde e a prevenção aos agravos evitáveis.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>Sexo – distinção biológica entre homem e mulher.</p><p>Gênero – série de significados culturais atribuídos a essas diferenças</p><p>biológicas. Atributos, funções e relações que transcendem o biológico.</p><p>Construção social e cultural.</p><p>- Papéis de gênero são interiorizados.</p><p>No entanto, ainda hoje, de forma ampla, gênero é visto</p><p>como sinônimo de mulher, algo que podemos observar</p><p>com frequência na área da saúde.</p><p>“Não se nasce mulher,</p><p>torna-se mulher.”</p><p>(Simone de Beauvoir, 1949)</p><p>VÍDEO:</p><p>MINHA VIDA DE JOÃO</p><p>“Não se nasce homem,</p><p>torna-se homem.”</p><p>As construções de gênero nunca</p><p>trouxeram benefícios para a saúde</p><p>física e mental dos homens...</p><p>OS DETERMINANTES SOCIOCULTURAIS, BIOLÓGICOS E</p><p>COMPORTAMENTAIS</p><p>• Para examinar as necessidades de ações de promoção, prevenção,</p><p>tratamento e recuperação;</p><p>• Analisar os grupos da população masculina cujas características e</p><p>peculiaridades demandam ações específicas de saúde;</p><p>• E, identificar as principais causas de morbimortalidade.</p><p>• A violência é um fenômeno difuso, complexo,</p><p>multicausal, com raízes em fatores sociais, culturais,</p><p>políticos, econômicos e psico-biológicos, que envolve</p><p>práticas em diferentes níveis.</p><p>VIOLÊNCIA</p><p>• O homem é mais vulnerável à violência, seja como autor,</p><p>seja como vítima. Os homens adolescentes e jovens são os</p><p>que mais sofrem lesões e traumas devido a agressões, e as</p><p>agressões sofridas são mais graves e demandam maior</p><p>tempo de internação, em relação à sofrida pelas mulheres</p><p>• A integralidade na atenção à saúde do homem implica na</p><p>visão sistêmica sobre o processo da violência, requerendo a</p><p>des-essencialização de seu papel de agressor, por meio da</p><p>consideração crítica dos fatores que vulnerabilizam o homem</p><p>à autoria da violência, a fim de intervir preventivamente sobre</p><p>as suas causas, e não apenas em sua reparação.</p><p>• A violência no sentido amplo deve ser compreendida como</p><p>determinante dos indicadores de morbimortalidade por</p><p>causas externas em todas as suas dimensões, a saber:</p><p>acidentes por transporte, agressões e lesões</p><p>autoprovocadas voluntariamente e/ou suicídios, de acordo</p><p>com os dados que serão apresentados na presente política.</p><p>• Como consequência da maior vulnerabilidade dos homens à autoria da</p><p>violência, grande parte da população carcerária no Brasil é formada por</p><p>homens.</p><p>POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE</p><p>• Embora não existam informações sistematizadas sobre a</p><p>morbimortalidade nos ambientes prisionais, a atenção para</p><p>doenças e agravos nesse contexto deve primar pelo fomento a</p><p>estudos que venham a evidenciar as condições de saúde da</p><p>população privada de liberdade, seja nos presídios, seja nas</p><p>instituições de cumprimento de medidas sócio educativas para</p><p>menores infratores em situação de semi-liberdade ou de</p><p>internação.</p><p>• Segundo dados da Organização</p><p>Mundial de Saúde cerca de 2</p><p>bilhões de pessoas consomem</p><p>bebidas alcoólicas no mundo. O</p><p>uso abusivo do álcool é</p><p>responsável por 3,2% de todas</p><p>as mortes e por 4% de todos os</p><p>anos perdidos de vida útil. Na</p><p>América Latina, cerca de 16%</p><p>dos anos de vida útil perdidos</p><p>estão relacionados ao uso</p><p>abusivo dessa substância.</p><p>ALCOOLISMO E TABAGISMO</p><p>• Em relação ao tabagismo, os homens usam</p><p>cigarros também com maior frequência que as</p><p>mulheres, o que acarreta maior</p><p>vulnerabilidade às doenças cardiovasculares,</p><p>câncer, doenças pulmonares obstrutivas</p><p>crônicas, doenças bucais e outras.</p><p>• Este índice é quatro vezes maior do que a</p><p>média 13 mundial e torna o problema da</p><p>prevenção e do tratamento dos transtornos</p><p>associados ao consumo de álcool, um grande</p><p>problema de saúde pública.</p><p>• A pessoa com deficiência é muitas</p><p>vezes infantilizada e inferiorizada,</p><p>encontrando se em situação de</p><p>vulnerabilidade social que a expõe a</p><p>riscos à saúde.</p><p>PESSOAS COM DEFICIÊNCIA</p><p>• A crença na invulnerabilidade</p><p>masculina é dissonante em</p><p>relação à deficiência física e/ou</p><p>cognitiva, o que leva o</p><p>deficiente ser mais vulnerável à</p><p>violência e exclusão.</p><p>• Na adolescência há uma predisposição</p><p>aos agravos à saúde pela não adoção de</p><p>práticas preventivas (gravidez indesejável,</p><p>DST/AIDS) e por maior exposição a</p><p>situações de risco (uso de drogas,</p><p>situações de violência).</p><p>ADOLESCÊNCIA E VELHICE</p><p>• Na velhice, os homens são levados a se confrontar com a própria</p><p>vulnerabilidade, sobretudo porque nessa etapa do ciclo de vida muitos</p><p>homens são levados a 16 procurar ajuda médica diante de quadros</p><p>irreversíveis de adoecimento, por não terem lançado mão de ações de</p><p>prevenção ou de tratamento precoce para as enfermidades.</p><p>• Os adolescentes homens são o principal</p><p>grupo de risco para mortalidade por</p><p>homicídio na população brasileira, com</p><p>ênfase em afrodescendentes, que</p><p>residem em bairros pobres ou nas</p><p>periferias das metrópoles, com baixa</p><p>escolaridade e pouca qualificação</p><p>profissional.</p><p>DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS</p><p>• É necessário conscientizar os homens do dever e do direito à participação no</p><p>planejamento reprodutivo.</p><p>• A eles devem ser disponibilizadas</p><p>informações e métodos</p><p>contraceptivos. Na eventualidade de</p><p>uma gravidez, o importante é</p><p>assegurar condições para que a</p><p>paternidade seja vivenciada de modo</p><p>responsável.</p><p>• A paternidade não deve ser vista</p><p>apenas do ponto de vista da</p><p>obrigação legal, mas, sobretudo,</p><p>como um direito do homem a</p><p>participar de todo o processo,</p><p>desde a decisão de ter ou não</p><p>filhos, como e quando tê-los, bem</p><p>como do acompanhamento da</p><p>gravidez, do parto, do pós-parto e</p><p>da educação da criança.</p><p>• Em relação à terceira idade, as pessoas devem ser consideradas como</p><p>sujeitos de direitos sexuais, reconhecendo que o exercício da sexualidade</p><p>não é necessariamente interrompido com o avanço da idade. A sexualidade</p><p>é uma importante dimensão da vida subjetiva, afetiva e relacional das</p><p>pessoas.</p><p>INDICADORES DE MORTALIDADE</p><p>Fonte: MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)</p><p>INDICADORES DE MORBIDADE</p><p>Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)</p><p>PRINCÍPIOS DA PNAISH</p><p>• Acesso da população masculina aos</p><p>serviços de saúde hierarquizados nos</p><p>diferentes níveis de atenção e</p><p>organizados em rede, possibilitando</p><p>melhoria do grau de resolutividade dos</p><p>problemas e acompanhamento do</p><p>usuário pela equipe de saúde;</p><p>• Articular-se com as diversas áreas</p><p>do governo com o setor privado e a</p><p>sociedade, compondo redes de</p><p>compromisso e corresponsabilidade</p><p>quanto à saúde e a qualidade de</p><p>vida da população masculina;</p><p>• Informações e orientação à população masculina, aos</p><p>familiares e a comunidade sobre a promoção, prevenção e</p><p>tratamento dos agravos e das enfermidades do homem;</p><p>• Captação precoce da população masculina nas atividades de</p><p>prevenção primaria relativa às doenças cardiovasculares e</p><p>cânceres, entre outros agravos recorrentes;</p><p>• Capacitação técnica dos</p><p>profissionais de saúde</p><p>para o atendimento do</p><p>homem;</p><p>• Disponibilidade de</p><p>insumos,</p><p>equipamentos e</p><p>materiais</p><p>educativos;</p><p>• Estabelecimento de</p><p>mecanismos de</p><p>monitoramento e</p><p>avaliação continuada dos</p><p>serviços e do desempenho</p><p>dos profissionais de</p><p>saúde, com participação</p><p>dos usuários;</p><p>• Elaboração e análise dos</p><p>indicadores que</p><p>permitam aos gestores</p><p>monitorar as ações</p><p>e</p><p>serviços e avaliar seu</p><p>impacto, redefinindo as</p><p>estratégias e/ou</p><p>atividades que se</p><p>fizerem necessárias.</p><p>DIRETRIZES DA PNAISH</p><p>• Integrar a execução da Política</p><p>Nacional de Atenção Integral à</p><p>Saúde do Homem às demais</p><p>políticas, programas, estratégias</p><p>e ações do Ministério da Saúde;</p><p>• Entender a Saúde do Homem como um</p><p>conjunto de ações de promoção,</p><p>prevenção, assistência e recuperação da</p><p>saúde, executado nos diferentes níveis de</p><p>atenção. Deve-se priorizar a atenção básica,</p><p>com foco na Estratégia de Saúde da Família,</p><p>porta de entrada do sistema de saúde</p><p>integral, hierarquizado e regionalizado;</p><p>• Reforçar a responsabilidade dos três</p><p>níveis de gestão e do controle social,</p><p>de acordo com as competências de</p><p>cada um, garantindo condições para</p><p>a execução da presente política;</p><p>• Nortear a prática de saúde pela</p><p>humanização e a qualidade da</p><p>assistência a ser prestada, princípios</p><p>que devem permear todas as ações;</p><p>• Integrar as entidades da sociedade</p><p>organizada na corresponsabilidade das</p><p>ações governamentais pela convicção</p><p>de que a saúde não é só um dever do</p><p>Estado, mas uma prerrogativa da</p><p>cidadania;</p><p>• Promover a articulação</p><p>interinstitucional, em especial com o</p><p>setor Educação, como promotor de</p><p>novas formas de pensar e agir;</p><p>• Reorganizar as ações de saúde,</p><p>através de uma proposta inclusiva,</p><p>na qual os homens considerem os</p><p>serviços de saúde também como</p><p>espaços masculinos e, por sua vez,</p><p>os serviços de saúde reconheçam</p><p>os homens como sujeitos que</p><p>necessitem de cuidados;</p><p>• Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações</p><p>da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.</p><p>• Incluir na Educação Permanente dos trabalhadores do SUS temas</p><p>ligados a Atenção Integral à Saúde do Homem;</p><p>• Aperfeiçoar os sistemas de informação de maneira a</p><p>possibilitar um melhor monitoramento que permita</p><p>tomadas racionais de decisão; e</p><p>OBJETIVO DA PNAISH</p><p>• Promover a melhoria das condições de</p><p>saúde da população masculina do Brasil,</p><p>contribuindo, de modo efetivo, para a</p><p>redução da morbidade e mortalidade</p><p>dessa população, através do</p><p>enfrentamento racional dos fatores de</p><p>risco e mediante a facilitação ao acesso,</p><p>às ações e aos serviços de assistência</p><p>integral à saúde.</p><p>OBRIGADO!</p><p>PRÓXIMA AULA TEM MAIS...</p><p>SAÚDE DO HOMEM</p><p>REVISANDO:</p><p>AULA PASSADA!</p><p>É realmente necessário um Política voltada para a</p><p>população masculina entre 20 a 59 anos?</p><p>ALGUNS DADOS:</p><p>• Homens vivem 7 anos a menos que as mulheres, de acordo com o</p><p>IBGE;</p><p>• 76% das internações por causas externas são em homens, de acordo</p><p>com o MS;</p><p>• Os homens adultos adoecem mais de doenças do coração infarto,</p><p>AVC, doenças mentais e sofrimento psíquico, cânceres, colesterol</p><p>elevado e pressão alta.</p><p>MAIS ALGUNS DADOS:</p><p>A cada 5 pessoas que morrem entre 20 e 30 anos, 4</p><p>são homens</p><p>A cada 3 mortes de adultos, 2 são</p><p>de homens</p><p>PORQUE OS HOMENS</p><p>MORREM MAIS QUE</p><p>MULHERES?</p><p>POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM</p><p>(PNAISH)</p><p>• A PNAISH regulamentada por meio do Anexo XII da Portaria de Consolidação</p><p>nº 2, de 28 de setembro de 2017</p><p>• Esta política visa qualificar a saúde da população masculina na perspectiva de</p><p>linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção.</p><p>EIXOS DA PNAISH</p><p>ACESSO E ACOLHIMENTO</p><p>SAÚDE SEXUAL E</p><p>REPRODUTIVA</p><p>PATERNIDADE E CUIDADO</p><p>DOENÇAS PREVALENTES NA</p><p>POPULAÇÃO MASCULINA</p><p>PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS</p><p>E ACIDENTES</p><p>PRINCÍPIOS DA PNAISH</p><p>• Acesso aos serviços de saúde;</p><p>• Articulação com as diversas áreas;</p><p>• Informações e orientação da população masculina;</p><p>• Captação precoce nas atividades de prevenção;</p><p>• Capacitação técnica dos profissionais de saúde;</p><p>• Disponibilidade de insumos e equipamentos;</p><p>• Monitoramento e avaliação dos serviços de saúde nos atendimentos;</p><p>• Elaborar e analisar indicadores.</p><p>DIRETRIZES DA PNAISH</p><p>• Entender a Saúde do Homem como um conjunto de ações de promoção,</p><p>prevenção, assistência e recuperação da saúde, executado nos diferentes</p><p>níveis de atenção.</p><p>• Nortear a prática de saúde pela humanização e a qualidade da assistência</p><p>a ser prestada</p><p>• Reforçar a responsabilidade dos três níveis de gestão e do controle social</p><p>• Integrar a execução da Política nas demais políticas, programas, estratégias</p><p>e ações do Ministério da Saúde</p><p>• Promover a articulação interinstitucional, em especial com o setor</p><p>Educação.</p><p>• Aperfeiçoar os sistemas de informação de maneira a possibilitar um</p><p>melhor monitoramento.</p><p>• E realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das</p><p>ações da Política.</p><p>• Promover a melhoria das condições de saúde da população</p><p>masculina do Brasil, contribuindo, de modo efetivo, para a redução</p><p>da morbidade e mortalidade dessa população, através do</p><p>enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação</p><p>ao acesso, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde.</p><p>OBJETIVO GERAL DA PNAISH</p><p>FATORES DETERMINANTES DE</p><p>SAÚDE NO HOMEM</p><p>VIOLÊNCIA POPULAÇÃO PRIVADA DE</p><p>LIBERDADE</p><p>ALCOOLISMO E</p><p>TABAGISMO</p><p>PESSOAS COM</p><p>DEFICIÊNCIA</p><p>ADOLESCÊNCIA E VELHICE DIREITOS SEXUAIS E</p><p>DIREITOS REPRODUTIVOS</p><p>INDICADORES DE MORTALIDADE:</p><p>INDICADORES DE MORBIDADE:</p><p>ARMA DE FOGO IAM</p><p>CA DE</p><p>PULMÃO</p><p>HEPATICAS HIV</p><p>TRAUMATISMO</p><p>CRANIANO</p><p>HÉRNIA</p><p>INGUINAL</p><p>IAM PNEUMONIASHIV</p><p>SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO</p><p>PROFESSOR ENFERMEIRO JORGE FERREIRA</p><p>ESPECIFICIDADES MASCULINAS</p><p>Estrutura do sistema reprodutor masculino</p><p>O sistema reprodutor masculino</p><p>inclui o pênis, o escroto, os</p><p>testículos, o epidídimo, o canal</p><p>deferente, a próstata e as vesículas</p><p>seminais.</p><p>• O pênis e a uretra fazem parte dos</p><p>sistemas urinário e reprodutor.</p><p>• O escroto, os testículos, o</p><p>epidídimo, o canal deferente, as</p><p>vesículas seminais e a próstata</p><p>completam o sistema reprodutor.</p><p>Consiste na raiz (que está ligada à estrutura</p><p>abdominal inferior e aos ossos pélvicos), a parte</p><p>visível da haste e a glande peniana (a</p><p>extremidade em forma de cone).</p><p>O orifício da uretra (o canal que transporta o</p><p>sêmen e a urina) localiza-se na extremidade da</p><p>glande peniana.</p><p>A base da glande peniana é denominada corona.</p><p>Nos homens não circuncidados, o prepúcio</p><p>estende-se desde a corona e cobre a glande</p><p>peniana.</p><p>PÊNIS</p><p>O escroto é o saco de pele grossa que cerca e protege os</p><p>testículos. O escroto também atua como um sistema de</p><p>controle da temperatura dos testículos, porque estes</p><p>necessitam de uma temperatura levemente inferior à do corpo</p><p>para favorecer o desenvolvimento normal dos</p><p>espermatozoides. O músculo cremaster da parede do escroto</p><p>relaxa de forma a permitir que os testículos se afastem do</p><p>corpo para se resfriar ou, então, contrai para que se</p><p>aproximem mais do corpo para obter mais calor ou proteção.</p><p>ESCROTO</p><p>TESTÍCULOS</p><p>Os testículos são corpos ovais que têm em média</p><p>4 a 7 cm de comprimento e 2 a 3 colheres de chá</p><p>(20 a 25 ml) de volume. Geralmente, o testículo</p><p>esquerdo é mais caído que o direito. Os</p><p>testículos têm duas funções primárias:</p><p>• Produção de esperma (que carrega os genes</p><p>masculinos)</p><p>• Produção de testosterona (o principal</p><p>hormônio sexual masculino)</p><p>O epidídimo é formado por um único tubo</p><p>microscópico enrolado que mede quase seis metros de</p><p>comprimento. O epidídimo recolhe o esperma dos</p><p>testículos, proporcionando-lhe o meio para que</p><p>amadureça e adquira a capacidade de mover-se</p><p>através do sistema reprodutor feminino e fertilize um</p><p>óvulo. Um epidídimo encontra-se sobre cada testículo.</p><p>EPIDÍDIMO</p><p>O canal deferente é formado por um tubo firme (do</p><p>tamanho de um fio de espaguete) que transporta o</p><p>esperma a partir do epidídimo. Esse canal estende-se a</p><p>partir de cada epidídimo até a parte posterior da próstata</p><p>e junta-se com uma das duas vesículas seminais. No</p><p>escroto, outras estruturas, como as fibras musculares, os</p><p>vasos sanguíneos e os nervos, acompanham os canais</p><p>deferentes no seu percurso e, juntos, formam uma</p><p>estrutura entrelaçada, o cordão espermático.</p><p>CANAL DEFERENTE</p><p>A uretra tem uma função dupla nos homens.</p><p>Este canal constitui a parte das</p><p>vias urinárias</p><p>que transporta a urina desde a bexiga e é a</p><p>parte do sistema reprodutor através da qual o</p><p>sêmen é ejaculado.</p><p>URETRA</p><p>VESÍCULAS SEMINAIS</p><p>As vesículas seminais, localizadas acima da</p><p>próstata, ligam-se ao canal deferente formando</p><p>os dutos ejaculatórios, que se estendem ao</p><p>longo da próstata. A próstata e as vesículas</p><p>seminais produzem um líquido que nutre o</p><p>esperma. Esse líquido fornece a maior parte do</p><p>volume de sêmen, o líquido em que o esperma</p><p>é expelido durante a ejaculação. Outro líquido</p><p>que compõe uma pequena quantidade do</p><p>sêmen é proveniente do canal deferente e das</p><p>glândulas bulbouretrais na uretra.</p><p>PRÓSTATA</p><p>A próstata é uma glândula que se localiza</p><p>imediatamente abaixo da bexiga e envolve a</p><p>uretra. Do tamanho de uma noz nos homens</p><p>jovens, a próstata aumenta de tamanho com a</p><p>idade. Quando a próstata cresce muito, pode</p><p>obstruir o fluxo de urina através da uretra e</p><p>causar sintomas urinários incômodos. A sua</p><p>principal função é a produção do líquido que</p><p>compõe o esperma ou sémen.</p><p>FUNÇÃO REPRODUTORA MASCULINA</p><p>A função reprodutora masculina envolve a excitação sexual, a ereção, o</p><p>orgasmo e a ejaculação de sêmen.</p><p>• O pênis torna-se ereto através de uma interação complexa de fatores</p><p>fisiológicos e psicológicos.</p><p>• As contrações durante a ejaculação forçam o sêmen para dentro da</p><p>uretra e então para fora do pênis.</p><p>SÉMEN OU ESPERMA</p><p>• Durante a ejaculação, é expelido um fluido que nutre, protege e</p><p>transporta os espermatozoides.</p><p>• Esse fluido, conhecido como sémen ou esperma, é uma mistura de</p><p>secreções produzidas por algumas estruturas do sistema reprodutor,</p><p>entre as quais a próstata.</p><p>• Na verdade, o fluido prostático corresponde a cerca de 20-30% do</p><p>sémen, tendo na sua composição zinco e importantes enzimas, entre</p><p>outras substâncias.</p><p>• O restante volume divide-se da seguinte forma: cerca de 5% é</p><p>proveniente dos testículos (onde são produzidos os espermatozoides) e</p><p>50-65% das vesículas seminais.</p><p>Durante a EXCITAÇÃO SEXUAL, o pênis fica ereto, o que permite a penetração</p><p>durante a relação sexual. A ereção é resultante de uma complexa interação</p><p>de estímulos neurológicos, vasculares, hormonais e psicológicos. Os</p><p>estímulos de prazer induzem o cérebro a enviar sinais nervosos através da</p><p>medula espinhal ao pênis.</p><p>O ORGASMO é o clímax da excitação sexual.</p><p>A EJACULAÇÃO normalmente ocorre com o orgasmo, causada quando a</p><p>estimulação da glande peniana e outros estímulos enviam sinais ao cérebro e à</p><p>medula espinhal. Os nervos estimulam as contrações musculares ao longo das</p><p>vesículas seminais, próstata, dutos do epidídimo e canal deferente. Essas</p><p>contrações forçam o sêmen para a uretra. A contração dos músculos que</p><p>rodeiam a uretra aumenta o impulso do sêmen através e para fora do pênis. O</p><p>pescoço (base) da bexiga também se contrai para evitar que o sêmen flua para</p><p>trás e entre na bexiga.</p><p>DISTÚRBIOS GENITURINÁRIO DO HOMEM</p><p>VOCÊ SABE O QUE É EJACULAÇÃO PRECOCE?</p><p>Ejaculação precoce é um distúrbio de ordem sexual</p><p>que afeta indivíduos do sexo masculino. Ela é</p><p>caracterizada pelo orgasmo e excreção de sêmen</p><p>em seguida à penetração na relação sexual ou</p><p>mesmo antes que a relação sexual aconteça,</p><p>causando grande insatisfação ao homem e seu</p><p>parceiro.</p><p>De modo geral, o homem não consegue controlar o</p><p>orgasmo, e a ejaculação acaba sendo involuntária.</p><p>Essa condição é comum na adolescência, mas</p><p>também pode afetar homens adultos.</p><p>• Para que se caracterize a ejaculação precoce, é preciso que o paciente</p><p>ejacule excessivamente rápido (ou mesmo mais rápido do que ele gostaria)</p><p>por muitas vezes, em poucos minutos após a penetração ou mesmo antes</p><p>de penetrar na relação sexual.</p><p>• A condição pode afetar também o emocional, que costuma ser fator</p><p>importante na ejaculação precoce. Por não conseguir retardar seu orgasmo,</p><p>o homem pode ficar frustrado e, assim, evitar ter relações sexuais.</p><p>• É importante ressaltar que a ejaculação precoce pode acontecer mesmo</p><p>durante a masturbação.</p><p>• Diferentes fatores podem CAUSAR a ejaculação precoce, desde o uso de</p><p>determinados medicamentos a até mesmo a ansiedade. Ainda, outras</p><p>condições, como desequilíbrios hormonais, disfunção erétil, inflamações na</p><p>próstata e diabetes também podem resultar na ejaculação precoce.</p><p>• O estresse também pode ocasionar a ejaculação precoce.</p><p>O TRATAMENTO da ejaculação precoce costuma envolver o apoio do</p><p>companheiro do paciente, que precisa entender que essa situação está fora</p><p>de seu controle. Ainda, podem ser usados medicamentos que diminuem a</p><p>ansiedade, além de medicamentos para regular os hormônios do pacientes.</p><p>Terapia sexual e acompanhamento com psicólogo também podem ajudar na</p><p>recuperação da ejaculação precoce.</p><p>TRATAMENTO</p><p>VOCÊ SABE O QUE É ANDROPAUSA?</p><p>• A andropausa é uma condição fisiológica natural</p><p>característica de pacientes do sexo masculino. Nela, há um</p><p>declínio na produção de certos hormônios masculinos,</p><p>como a testosterona.</p><p>• Conforme os anos passam, o homem produz</p><p>cada vez menos hormônio e permanece na</p><p>andropausa.</p><p>• Geralmente, a andropausa se apresenta em</p><p>homens que estão entre os 40 e 55 anos de</p><p>idade.</p><p>• É importante destacar que nem todo paciente do sexo masculino vai</p><p>apresentar os sintomas de andropausa ou mesmo sofrer com o declínio</p><p>na produção de testosterona. Em alguns, não há o surgimento desse</p><p>quadro clínico.</p><p>• Apesar de ser bastante similar à menopausa</p><p>de pacientes do sexo feminino, a</p><p>andropausa é um pouco diferente.</p><p>• Alguns pacientes com hipertensão, diabetes</p><p>ou mesmo que sejam sedentários, tabagistas</p><p>e alcoólatras, as chances de desenvolver a</p><p>andropausa são maiores.</p><p>• redução ou mesmo perda da</p><p>libido;</p><p>• disfunção erétil;</p><p>• redução da fertilidade;</p><p>• diminuição dos testículos;</p><p>• diminuição dos pelos</p><p>corporais;</p><p>• mamilos inchados;</p><p>• perda de massa óssea e</p><p>muscular;</p><p>• aumento da gordura</p><p>corporal;</p><p>• redução da força;</p><p>SINTOMAS</p><p>• fadiga;</p><p>• cansaço;</p><p>• problemas de memória e</p><p>concentração;</p><p>• insônia ou aumento de sono</p><p>durante o dia;</p><p>• tristeza;</p><p>• depressão;</p><p>• mudanças de humor;</p><p>• pele ressecada.</p><p>• O tratamento da andropausa é geralmente feito pelo médico urologista com o</p><p>apoio do médico endocrinologista. Dependendo dos sintomas que o paciente</p><p>apresenta, é possível realizar tratamentos que visam aumentar os níveis de</p><p>testosterona para estabilizar o organismo.</p><p>• Ainda, é recomendado que o paciente passando pela andropausa tenha um estilo</p><p>de vida mais saudável, realizando atividade física com regularidade para evitar os</p><p>sintomas mais sérios da andropausa.</p><p>VOCÊ SABE O QUE É BALANOPOSTITE?</p><p>• Balanopostite é uma infecção na glande, a cabeça do pênis, e no prepúcio, a</p><p>pele que recobre a glande.</p><p>• Dependendo do que causa a balanopostite, a doença recebe diferentes</p><p>classificações, mas, no geral, ela pode ser infecciosa, causada por fungos e</p><p>bactérias, e não infecciosa, causada por outros motivos.</p><p>• Trata-se de uma condição incomum em pacientes circuncidados.</p><p>BALANOPOSTITE</p><p>• irritativa (comum em crianças de seis anos e em adolescentes);</p><p>• traumática (por excessiva tração ou fricção);</p><p>• infecciosa (bacteriana ou fúngica);</p><p>• alérgica imunológica (por medicamentos ou rara doença).</p><p>EXISTEM QUATRO CLASSIFICAÇÕES PARA A BALANOPOSTITE, SÃO ELAS:</p><p>Existe também a balanopostite pré-neoplásica, um tipo de inflamação</p><p>desencadeada devido à proliferação de células malignas no pênis, ligadas</p><p>ao câncer de pênis.</p><p>• diabetes mellitus;</p><p>• fimose (prepúcio apertado ou não retrátil);</p><p>• doenças da pele:</p><p>• falta de higiene;</p><p>• sabonetes mais agressivos à pele;</p><p>• relação sexual após dois a três dias.</p><p>AS CAUSAS PODEM ESTAR RELACIONADAS A:</p><p>Nos casos de balanopostite infecciosa, uma das causas mais comuns é a</p><p>infecção pelo fungo Candida albicans, que também causa a candidíase.</p><p>Identificar, exatamente, quais são as causas da balanopostite é essencial</p><p>para que o tratamento correto seja iniciado.</p><p>Basicamente, qualquer pessoa do sexo masculino pode ter a balanopostite,</p><p>no entanto, alguns pacientes possuem maiores chances</p><p>de sofrerem da</p><p>doença.</p><p>É o caso, por exemplo, de:</p><p>• pacientes imunossuprimidos;</p><p>• pacientes que não foram circuncidados;</p><p>• pacientes com vários parceiros sexuais;</p><p>• pacientes com diabetes descompensada.</p><p>• dor e inchaço no local;</p><p>• desconforto ao urinar;</p><p>• rigidez na pele do prepúcio, que não consegue ser movimentado</p><p>para expor a glande;</p><p>• pele muito ressecada no pênis;</p><p>• vermelhidão;</p><p>• secreção peniana com cheiro ruim;</p><p>• mal-estar;</p><p>• febre.</p><p>SINTOMAS</p><p>É feito por um médico urologista, que vai avaliar os sintomas. O médico</p><p>pode solicitar, ainda, exames de sangue e de urina e um exame da secreção</p><p>do pênis do paciente, para verificar a presença de bactérias e fungos no</p><p>local.</p><p>A partir dessas informações, é possível descobrir as causas da balanopostite</p><p>e iniciar o tratamento.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>A balanopostite tem cura, entretanto é recomendado procurar o médico</p><p>para investigar as causas da doença. Algumas vezes, indica-se cremes com</p><p>corticoides, ou pomadas antibióticas e antifúngicas. Para casos graves e</p><p>recorrentes, é indicada a cirurgia para fimose.</p><p>Evite ao máximo fazer massagens ou manusear excessivamente o local, uma</p><p>vez que isso pode causar microlesões ao pênis, abrem caminho para outras</p><p>infecções mais graves e severas</p><p>TRATAMENTO</p><p>Para PREVENIR a balanopostite, é recomendado manter a região peniana</p><p>sempre limpa, bem higienizada e seca.</p><p>Evitar traumas mecânicos no local, usar cuecas muito apertadas e ficar</p><p>muito tempo de sunga molhada também ajuda na prevenção da</p><p>balanopostite.</p><p>PREVENÇÃO</p><p>CÂNCER DE BEXIGA</p><p>• O câncer de bexiga é a 4ª causa mais comum</p><p>de câncer entre homens e é menos comum</p><p>entre mulheres; a relação de incidência</p><p>homens:mulheres é cerca de 3:1. O câncer</p><p>da bexiga é mais comum entre brancos que</p><p>em negros e a incidência aumenta com a</p><p>idade</p><p>• Tabagismo (o fator de risco mais comum, que causa ≥ 50% dos casos novos);</p><p>• Uso a longo prazo de ciclofosfamida;</p><p>• Irritação crônica (p. ex., na esquistossomose, por cateterização crônica ou</p><p>por cálculo vesical);</p><p>• Exposição a hidrocarbonetos, metabólitos do triptofano, ou químicos</p><p>industriais, em especial aminas aromáticas (corantes à base de anilina, tais</p><p>como a naftilamina, utilizada na indústria de corantes) e químicos utilizados em</p><p>borrachas, equipamentos elétricos, cabos, tintas e na indústria têxtil.</p><p>OS FATORES DE RISCO INCLUEM:</p><p>• Carcinomas de células transicionais (carcinomas uroteliais), que</p><p>correspondem por > 90% dos cânceres de bexiga, tendem a invadir</p><p>precocemente e a apresentar metástases.</p><p>• Carcinomas de células escamosas, que são menos comuns e geralmente</p><p>ocorrem nos pacientes com infestações da bexiga por parasitas ou irritação</p><p>crônica da mucosa.</p><p>• Adenocarcinomas, que podem ocorrer como tumor primário ou raramente</p><p>refletem metástases de carcinomas intestinais. Metástases devem ser</p><p>excluídas.</p><p>OS TIPOS DE CÂNCER DA BEXIGA INCLUEM:</p><p>A maioria dos pacientes apresenta hematúria não explicada (macro ou</p><p>microscópica).</p><p>Alguns apresentam anemia e a hematúria é detectada durante a avaliação.</p><p>Sintomas irritativos da micção (disúria, ardor, frequência) e piúria também são</p><p>comuns na apresentação. A dor pélvica ocorre no câncer avançado, quando uma</p><p>massa pélvica pode ser palpável.</p><p>• Cistoscopia com biópsia;</p><p>• Citologia de urina.</p><p>• Ressecção transuretral e imunoterapia ou quimioterapia</p><p>intravesical (para cânceres de bexiga musculares não invasivos);</p><p>• Cistectomia ou radiação com quimioterapia (para cânceres que</p><p>invadem os músculos).</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>TRATAMENTO</p><p>Cânceres de bexiga são classificados por estágios: estágio Ta, Tis ou T1.</p><p>• Tumores de baixo grau - estágio Ta raramente causam morte.</p><p>• Tumores de alto grau - estágio T1 podem progredir para câncer de bexiga</p><p>muscular invasivo.</p><p>• Carcinoma in situ (estágio Tis) pode ser mais agressivo do que tumores</p><p>papilares comparáveis e deve ser tratado como tumores de alto grau.</p><p>Em geral, o prognóstico para pacientes com câncer da bexiga progressivo ou</p><p>recidivante é ruim. O prognóstico para pacientes com carcinoma de células</p><p>escamosas ou adenocarcinoma da bexiga também é reservado porque esses</p><p>tipos de câncer costumam ser altamente infiltrativos e muitas vezes</p><p>detectados em estágio avançado.</p><p>CÂNCER DE PÊNIS</p><p>Os cânceres do pênis são raros e,</p><p>geralmente, ocorrem em homens não</p><p>circuncisados, em particular nos que não</p><p>higienizam adequadamente o local.</p><p>• Papilomavírus humano (HPV), em particular os tipos 16 e 18, exerce</p><p>um papel na etiologia.</p><p>• Outros fatores de risco incluem balanite;</p><p>• Ausência de circuncisão;</p><p>• Infecções sexualmente transmissíveis (particularmente HIV/aids e</p><p>HPV);</p><p>• Falta de higiene e;</p><p>• Tabagismo.</p><p>FATORES:</p><p>A maioria dos carcinomas de células escamosas origina-se na glande, no sulco</p><p>coronal ou embaixo do prepúcio. Inicialmente, começam como uma lesão</p><p>eritematosa pequena e ficam confinados à pele por um longo período.</p><p>A maioria dos carcinomas de células escamosas origina-se na glande, no sulco</p><p>coronal ou embaixo do prepúcio. Inicialmente, começam como uma lesão</p><p>eritematosa pequena e ficam confinados à pele por um longo período.</p><p>SINTOMAS</p><p>• Biópsia;</p><p>• TC ou RM para estadiamento.</p><p>• Geralmente cirúrgico;</p><p>• Às vezes, tratamento tópico, ablação a laser ou radioterapia.</p><p>As medidas que podem ajudar na prevenção são circuncisão no</p><p>início da vida, higiene a longo prazo em homens não</p><p>circuncidados e a vacinação recomendada contra o papilomavírus</p><p>humano (HPV) em adolescentes.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>TRATAMENTO</p><p>PREVENÇÃO</p><p>CÂNCER DE PROSTATA</p><p>O QUE É A PRÓSTATA?</p><p>É um dos órgãos do sistema</p><p>reprodutor masculino, fazendo parte</p><p>das estruturas internas do mesmo,</p><p>onde também se incluem os</p><p>testículos, vesículas seminais e</p><p>epidídimo, por exemplo.</p><p>QUAL É A SUA LOCALIZAÇÃO?</p><p>Localizando-se acima dos músculos do pavimento pélvico, abaixo da bexiga e à</p><p>frente do ânus, tem, em média, o tamanho de uma noz ou de uma castanha e</p><p>pode pesar cerca de 20-25 gramas.</p><p>QUAL A FUNÇÃO DA PRÓSTATA?</p><p>A próstata não é um órgão essencial - ou seja, é possível viver sem ela.</p><p>Todavia, as suas funções fazem dela uma das mais importantes glândulas</p><p>acessórias do sistema reprodutor masculino.</p><p>• Produção de parte do sémen;</p><p>• Emissão do sémen para o exterior (ejaculação);</p><p>• Produção de substâncias para a qualidade do sémen e espermatozoides;</p><p>• Promover o metabolismo hormonal;</p><p>• Permitir um fluxo urinário normal.</p><p>As alterações que a próstata sofre com a idade podem causar</p><p>sintomatologia, por vezes muito incomodativa, nomeadamente quando</p><p>provocam pressão na uretra.</p><p>• Aumento da frequência miccional;</p><p>• Dificuldade em iniciar a micção;</p><p>• Urgência miccional;</p><p>• Micção prolongada ou gotejo terminal;</p><p>• Dor ou desconforto ao urinar;</p><p>• Fluxo fraco;</p><p>• Incapacidade de esvaziar totalmente.</p><p>SINTOMAS</p><p>É relativamente comum a próstata sofrer de algumas patologias,</p><p>principalmente com o avançar da idade.</p><p>Entre as mais habituais, encontram-se:</p><p>• Hiperplasia Benigna da Próstata.</p><p>• Prostatite.</p><p>• Cancro da Próstata.</p><p>No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais</p><p>comum entre os homens (atrás apenas do câncer de</p><p>pele não melanoma). Em valores absolutos e</p><p>considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais</p><p>comum.</p><p>A taxa de incidência é maior nos países</p><p>desenvolvidos em comparação aos países em</p><p>desenvolvimento. Incidência maior também nos</p><p>estados onde o acesso da população aos médicos e</p><p>às tecnologias diagnósticas são mais fáceis.</p><p>Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um</p><p>CÂNCER DA TERCEIRA IDADE, já que cerca de 75% dos</p><p>casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento</p><p>observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser</p><p>parcialmente justificado pela evolução dos métodos</p><p>diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos</p><p>sistemas de informação do país e pelo aumento na</p><p>expectativa de vida.</p><p>Alguns desses tumores podem crescer de forma</p><p>rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo</p><p>levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão</p><p>lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que</p><p>não chega a</p><p>dar sinais durante a vida e nem a</p><p>ameaçar a saúde do homem.</p><p>EXAMES REALIZADOS NA PRÓSTATA</p><p>Os mais comuns são:</p><p>• Toque retal – graças à localização da próstata, é possível, com um dedo,</p><p>analisar a sua consistência, a presença de nódulos, de zonas duras, de</p><p>irregularidades da superfície ou outras;</p><p>• Exame do PSA – níveis elevados deste antígeno podem indicar</p><p>problemas;</p><p>• Biópsia – fundamental em caso de suspeita de cancro;</p><p>• Ressonância Magnética Nuclear – para estudar o órgão</p><p>detalhadamente.</p><p>CÂNCER RENAL</p><p>Ocorre com mais frequência maior em homens (proporção homem:mulher</p><p>da incidência é cerca de 2:1). Pessoas com CR geralmente são diagnosticadas</p><p>entre 65 e 74 anos.</p><p>• Tabagismo, que dobra o risco;</p><p>• Obesidade e Hipertensão;</p><p>• Uso excessivo de fenacetina;</p><p>• Doença cística renal adquirida em pacientes em diálise;</p><p>• Exposição a certos agentes de contraste radiopacos, amianto, cádmio e</p><p>substância para curtir couro e derivados de petróleo;</p><p>• Algumas síndromes familiares, em particular na doença de von Hippel-</p><p>Lindau e esclerose tuberosa;</p><p>OS FATORES DE RISCO INCLUEM:</p><p>Os sintomas geralmente não surgem até uma fase tardia, quando o tumor pode já</p><p>ser grande e metastático. Hematúria micro ou macroscópica é a forma de</p><p>apresentação mais comum, seguida de dor no flanco, massa palpável e febre de</p><p>origem indeterminada.</p><p>SINTOMAS</p><p>Outros sintomas inespecíficos podem incluir fadiga, perda ponderal e saciedade</p><p>precoce. Algumas vezes, ocorre hipertensão por isquemia segmentar e</p><p>compressão do pedículo.</p><p>Síndromes paraneoplásicas ocorrem em 20% dos pacientes.</p><p>A policitemia pode resultar do aumento da atividade da eritropoietina.</p><p>Entretanto, também pode haver anemia.</p><p>Hipercalcemia é comum e pode exigir tratamento.</p><p>Trombocitose, caquexia, ou amiloidose secundária podem se desenvolver.</p><p>• TC com contraste ou RM.</p><p>• Para carcinoma de células renais (CCR) precoce, tratamento</p><p>cirúrgico, vigilância ativa ou ablação térmica</p><p>• Para o CCR avançado, tratamentos paliativos ou protocolos</p><p>experimentais.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>TRATAMENTO</p><p>A nefrectomia radical é o tratamento padrão para CR localizado e</p><p>fornece uma probabilidade razoável de cura.</p><p>O tratamento paliativo pode incluir nefrectomia, embolização</p><p>tumoral, radiação com feixe externo e terapia sistêmica. A</p><p>ressecção de metástases é um tratamento paliativo e, se as</p><p>metástases forem em número limitado, prolonga a sobrevida em</p><p>alguns pacientes, particularmente daqueles que apresentam</p><p>intervalo prolongado entre o tratamento inicial (nefrectomia) e o</p><p>desenvolvimento das metástases. Embora o CCR metastático seja</p><p>tradicionalmente caracterizado como radiorresistente, a</p><p>radioterapia pode ser paliativa quando o CCR é metastático,</p><p>especialmente nos ossos.</p><p>TRATAMENTO CURATIVO:</p><p>TRATAMENTO PALIATIVO</p><p>CÂNCER TESTICULAR</p><p>Câncer de testículo é o tumor mais</p><p>comum entre os homens dos 15 aos</p><p>35 anos de idade. A causa do câncer</p><p>testicular é desconhecida e</p><p>geralmente se inicia com um massa</p><p>no órgão.</p><p>A maioria dos pacientes apresenta uma massa escrotal, que é indolor ou algumas</p><p>vezes associada à dor contínua. Em alguns pacientes, a hemorragia no tumor</p><p>pode causar dor local aguda e edema. Vários descobrem por si mesmos a massa,</p><p>após pequenos traumas escrotais. Raramente, pacientes com doença</p><p>amplamente metastática apresentam sintomas relacionados com as metástases</p><p>(p. ex., dor abdominal, dor lombar, confusão mental ou cefaleia, falta de ar, dor</p><p>torácica).</p><p>• Ultrassonografia para massas escrotais;</p><p>• Exploração, se houver massa testicular;</p><p>• Estadiamento por meio de TC abdominal, pélvica e torácica, assim</p><p>como exame do tecido;</p><p>• Marcadores tumorais séricos como alfa-fetoproteína (AFP) e beta-</p><p>HCG (gonadotropina coriônica humana).</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>• Orquiectomia radical inguinal;</p><p>• Radioterapia ou quimioterapia para seminomas;</p><p>• Em geral, quimioterapia ou linfadenectomia retroperitoneal para</p><p>tumores não seminomatosos;</p><p>• Vigilância ativa.</p><p>TRATAMENTO</p><p>DISTÚRBIOS DE MAMA NO HOMEM</p><p>Distúrbios de mama raramente ocorrem em homens. Os distúrbios de</p><p>mama incluem:</p><p>• Aumento da mama</p><p>• Câncer de mama</p><p>AUMENTO DA MAMA EM HOMENS</p><p>O aumento da mama em homens é chamado de ginecomastia ou</p><p>pseudoginecomastia.</p><p>• A ginecomastia é o aumento do tecido da mama em si, que é formado por</p><p>glândulas.</p><p>• A pseudoginecomastia é quando as mamas parecem estar aumentadas em</p><p>homens com sobrepeso. Entretanto, este aumento é por causa de um</p><p>aumento no tecido adiposo em torno das mamas, não um aumento do tecido</p><p>da glândula na mama.</p><p>O AUMENTO DAS MAMAS EM HOMENS PODE SER CAUSADO POR:</p><p>• Certos distúrbios (incluindo alguns distúrbios hepáticos);</p><p>• Determinadas terapias medicamentosas (incluindo o uso de hormônios</p><p>sexuais femininos e esteroides anabolizantes e algumas medicações usadas</p><p>para tratar o aumento da glândula da próstata ou o câncer de próstata);</p><p>• Produtos fitoterápicos (com óleo de lavanda e óleo da árvore do chá em</p><p>produtos para a pele);</p><p>• Consumo intenso de maconha, cerveja, álcool ou heroína.</p><p>Com menos frequência, o aumento da mama masculina resulta de um</p><p>desequilíbrio hormonal que pode ser provocado por raros tumores</p><p>produtores de estrogênio.</p><p>BENÍGNO MALÍGNOOU</p><p>CÂNCER DE MAMA EM HOMENS</p><p>• Os homens podem desenvolver câncer de mama, ainda que 99% da totalidade</p><p>dos casos de câncer de mama afetem as mulheres.</p><p>• Aproximadamente 2.650 homens desenvolvem câncer de mama nos Estados</p><p>Unidos a cada ano, com aproximadamente 530 mortes. Uma vez que o câncer</p><p>de mama masculino é incomum, é possível que não seja apontado como a</p><p>causa dos sintomas.</p><p>• Por conseguinte, o câncer de mama masculino costuma progredir até um</p><p>estado avançado antes de ser diagnosticado. O prognóstico é o mesmo que</p><p>para uma mulher cujo câncer esteja na mesma fase.</p><p>Assim como nas mulheres, o câncer de mama em homens causa nódulos nas</p><p>mamas que precisam ser avaliados. As técnicas diagnósticas são as mesmas</p><p>usadas para as mulheres.</p><p>Assim como nas mulheres, as opções de tratamento para o câncer de</p><p>mama em homens incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia.</p><p>Contudo, em homens, preservar a mama depois da cirurgia não é uma</p><p>preocupação.</p><p>OBRIGADO!</p><p>PRÓXIMA AULA TEM MAIS...</p><p>Slide 1: SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO</p><p>Slide 2: SAÚDE DO HOMEM</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p><p>Slide 18</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37</p><p>Slide 38: SAÚDE DO HOMEM</p><p>Slide 39</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41</p><p>Slide 42</p><p>Slide 43</p><p>Slide 44</p><p>Slide 45</p><p>Slide 46</p><p>Slide 47</p><p>Slide 48</p><p>Slide 49</p><p>Slide 50</p><p>Slide 51: SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO</p><p>Slide 52</p><p>Slide 53</p><p>Slide 54</p><p>Slide 55</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57</p><p>Slide 58</p><p>Slide 59</p><p>Slide 60</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63</p><p>Slide 64</p><p>Slide 65</p><p>Slide 66: DISTÚRBIOS GENITURINÁRIO DO HOMEM</p><p>Slide 67</p><p>Slide 68</p><p>Slide 69</p><p>Slide 70</p><p>Slide 71</p><p>Slide 72</p><p>Slide 73</p><p>Slide 74</p><p>Slide 75</p><p>Slide 76</p><p>Slide 77</p><p>Slide 78</p><p>Slide 79</p><p>Slide 80</p><p>Slide 81</p><p>Slide 82</p><p>Slide 83</p><p>Slide 84</p><p>Slide 85</p><p>Slide 86</p><p>Slide 87</p><p>Slide 88</p><p>Slide 89</p><p>Slide 90</p><p>Slide 91</p><p>Slide 92</p><p>Slide 93</p><p>Slide 94</p><p>Slide 95</p><p>Slide 96</p><p>Slide 97</p><p>Slide 98</p><p>Slide 99</p><p>Slide 100</p><p>Slide 101</p><p>Slide 102</p><p>Slide 103</p><p>Slide 104</p><p>Slide 105</p><p>Slide 106</p><p>Slide 107</p><p>Slide 108</p><p>Slide 109</p><p>Slide 110</p><p>Slide 111</p><p>Slide 112</p><p>Slide 113</p><p>Slide 114</p><p>Slide 115</p><p>Slide 116</p><p>Slide 117</p><p>Slide 118</p><p>Slide 119</p><p>Slide 120</p><p>Slide 121</p><p>Slide 122</p><p>Slide 123</p><p>Slide 124</p><p>Slide 125</p><p>Slide 126</p>

Mais conteúdos dessa disciplina