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<p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>1</p><p>Curso EaD – MOOC – Plataforma Lúmina - UFRGS1</p><p>OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>• Discernir as influências literárias que permearam a</p><p>produção de Oliveira Silveira;</p><p>• identificar as principais publicações e criações de Oliveira</p><p>Silveira;</p><p>• conhecer alguns estudos acadêmicos que contemplam</p><p>Oliveira Silveira.</p><p>1 Coordenação: Profa. Dra. Sátira Pereira Machado/Unipampa.</p><p>Vice-coordenação: Profa. Dra. Maria da Graça Gomes Paiva/UFRGS.</p><p>VIDEOAULA - 2</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>2</p><p>OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA</p><p>Videoaula 22</p><p>Sátira Machado3</p><p>Desde pequeno, Oliveira Silveira gostava muito das letras. Isso ficava</p><p>evidente quando ele participava, com a família, de tradicionais bailes.</p><p>Neles, ele ouvia quadrinhas folclóricas como “versinhos da polca de</p><p>relação” ou “vanera de dama”. Entre esses versos e essas narrativas,</p><p>Oliveira pegou o gosto por jogar com as palavras.</p><p>Fonte: Acervo Pessoal de Oliveira Silveira</p><p>2 Estes escritos assemelham-se as falas da videoaula 2, que no vídeo podem ter sofrido alterações</p><p>por conta de improvisos. Estando ainda em construção, os dados ora apresentados são resultados de</p><p>pesquisas que estão sendo incluídas na “Fotobiografia” de Oliveira Silveira, elaborada por Sátira</p><p>Machado em conjunto com a filha do poeta, Naiara Silveira, e o neto, Thales Silveira, com previsão</p><p>de publicação para 2021. Foram consultados documentos, imagens, artigos, monografias, dissertações,</p><p>teses, entrevistas, entre outras fontes, com referência ao poeta Oliveira Silveira.</p><p>Para colaborar com a pesquisa, envie informações para memorialoliveirasilveira@gmail.com e visite o</p><p>site www.oliveirasilveira.com.br.</p><p>3 Professora da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Campus Jaguarão/Rio Grande do</p><p>Sul/Brasil. http://lattes.cnpq.br/2940552424054556</p><p>Oliveira com sua mãe, Anair</p><p>mailto:memorialoliveirasilveira@gmail.com</p><p>http://www.oliveirasilveira.com.br/</p><p>http://lattes.cnpq.br/2940552424054556</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>3</p><p>O fascínio de Oliveira pelas letras era notado por seus pais, pois a</p><p>noite, à luz de lampião, ele ficava lendo e desenhando até tarde. Oliveira</p><p>foi amadurecendo o gosto pelas letras com a professora que dava aula</p><p>no galpão de sua casa, no Touro Passo, na Serra do Caverá, em Rosário,</p><p>no Rio Grande do Sul.</p><p>Com 16 anos, Oliveira estava no Ginásio, no centro de Rosário do</p><p>Sul. Então, ele começou a interagir com o mundo através de sua poesia.</p><p>Passou a publicar alguns escritos no Correio de Rosário. E, através de</p><p>sua oratória, passou a fazer locuções na Rádio Marajá, ambos meios de</p><p>comunicação locais.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.</p><p>Então, quando Oliveira chega em Porto Alegre, em 1959, logo</p><p>procura os meios de comunicação. Ele estava familiarizado com a mídia</p><p>desde Rosário, então foi automático.</p><p>Em Rosário, ele escutava a Rádio Farroupilha, que era do jornalista</p><p>Assis Chateaubriand, desde 1943. Filiada, a Rádio Farroupilha transmitia</p><p>o programa Repórter Esso, apoiado pelo presidente gaúcho Getúlio</p><p>Vargas. A rádio noticiou seu suicídio, em agosto de 1954.</p><p>Na Rosário de Oliveira, também se ouvia o programa de auditório</p><p>Clube do Guri, onde Elis Regina começou a cantar com apenas 11 anos,</p><p>em 1956.</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>4</p><p>Então, na capital, Oliveira procurou o poeta e radialista Lauro</p><p>Pereira Rodrigues (1918-1978), pois o escutava em Rosário. O Lauro</p><p>Rodrigues tinha o programa Roda de Chimarrão na Rádio Farroupilha e,</p><p>na época, tornou-se político. O poeta Lauro indicou o poeta Oliveira</p><p>para trabalhar na Editora Globo, que era derivada da tradicional Livraria</p><p>do Globo.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.4</p><p>Em 1938, por exemplo, a Livraria do Globo lançou “Olhai os lírios</p><p>do campo” que projetou o escritor Érico Veríssimo para o Brasil e para</p><p>o Mundo. Em 1949, fez a primeira edição de “Contos Gauchescos” e</p><p>“Lendas do Sul” de João Simões Lopes Neto. E existia, também, a</p><p>Revista do Globo. Ela foi criada por sugestão do então presidente Getúlio</p><p>Vargas, teve mais de 900 edições e era um veículo divulgador do que</p><p>estava acontecendo culturalmente no Brasil e no mundo, para o</p><p>conhecimento dos gaúchos e das gaúchas.</p><p>Quando Oliveira foi admitido na Editora Globo, em 1959, foi</p><p>recebido pelo livreiro Mário de Almeida Lima, que secretariou por muito</p><p>4 Livro aborda a história da Livraria do Globo de Porto Alegre/RS/Brasil.</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>5</p><p>tempo a Revista do Globo. A revista ainda estava em circulação, tendo</p><p>entre seus colunistas o poeta Mário Quintana e outros importantes</p><p>intelectuais, jornalistas e escritores.</p><p>Esse era o ambiente profissional gaúcho no qual o Oliveira Silveira</p><p>passou a transitar, assim que chegou em Porto Alegre.</p><p>Em 1961, quando cursava o 3º ano do Ensino Secundário, publicou</p><p>poemas de sua autoria e de autoria de seus colegas, no Jornal do Julinho.</p><p>Nessa época, leu o livro do francês Paul Sartre, intitulado “Reflexões</p><p>sobre o Racismo”, por sugestão da poetiza feminista Laura de Lemos.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.5</p><p>O livro “Reflexões sobre o Racismo” tem duas partes: uma dedicada</p><p>ao racismo contra judeus e a outra que reflete sobre o racismo contra</p><p>negros – com o título Orfeu Negro. Essas reflexões remetiam, também,</p><p>ao Movimento Literário Negritude, da França. Então, quando o Oliveira</p><p>foi para Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fazer o</p><p>Curso de Letras, escolheu fazer Licenciatura em Português - Francês e</p><p>suas respectivas literaturas.</p><p>5 http://www.pucrs.br/delfos/?p=lemos-galeria&t=2</p><p>Laura de Lemos Mario Quintana</p><p>http://www.pucrs.br/delfos/?p=lemos-galeria&t=2</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>6</p><p>Na UFRGS, já no primeiro ano, Oliveira Silveira lançou seu primeiro</p><p>livro: Germinou, de 1962, que foi escrito ainda no tempo no qual</p><p>estudava no Colégio Julinho. Nesse livro consta o poema “Maria da Graça</p><p>é Mulata”, com versos como:</p><p>“É parda Maria da Graça.</p><p>Nós dois combinamos na cor!”</p><p>Fonte: SILVEIRA, Oliveira. Germinou: poemas. Porto Alegre: Edição do Autor, 1962.</p><p>Com esse poema, Oliveira Silveira começa a mostrar que as questões</p><p>da negritude iriam permear suas publicações. Na Universidade, estudando</p><p>mais a fundo a cultura francesa, ele p��de explorar mais o Movimento</p><p>Negritude. Esse movimento foi inspirado em vários outros movimentos</p><p>de resistência cultural realizados pelas populações negras em diáspora, ao</p><p>longo dos séculos.</p><p>Em 1968, depois de publicar o livro Poemas Regionais, Oliveira</p><p>volta a olhar para o Orfeu Negro. Ele conhecia o Orfeu da mitologia</p><p>grega: arquétipo de poeta e de músico grandioso, que teve um amor</p><p>impossível por Eurídice. Ele também conhecia a trajetória da adaptação</p><p>do Orfeu, para o Orfeu Negro brasileiro.</p><p>Na década de 40, Vinícius de Moraes publicou a peça teatral “Orfeu</p><p>da Conceição”. Em 1956, com cenário de Oscar Niemeyer e músicas de</p><p>Tom Jobim, a tragédia grega passou a ser uma tragédia negra dos morros</p><p>cariocas. A peça foi encenada somente por artistas do Teatro</p><p>Experimental do Negro, sob comando de Abdias do Nascimento, no</p><p>Teatro Municipal do Rio.</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>7</p><p>Em 1958, o gaúcho Breno Mello - que era jogador de futebol do</p><p>Fluminense - aceitou ser protagonista do Orfeu Negro no cinema, num</p><p>filme ítalo-franco-brasileiro. Era o “Orfeu Negro”, dirigido pelo francês</p><p>Marcel Camus. Esse filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro,</p><p>representando a França, em 1960, nos Estados Unidos.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa 6</p><p>E, imaginem o engajamento do Oliveira Silveira quando, em 1969,</p><p>o Grupo de Teatro do Clube Social Negro Floresta Aurora de Porto</p><p>Alegre remontou o “Orfeu da Conceição” de Vinícius de Moraes. Marilene</p><p>Paré contracenou como Eurídice e Aírton Marques, como Orfeu. A peça</p><p>foi apresentada no Teatro São Pedro, o mais antigo da cidade.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.7</p><p>6 http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/teatro/orfeu-da-conceicao</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Breno_Mello</p><p>7 Livro “Negro em Preto e Branco: História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre”,</p><p>organizado por Irene Santos. https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-</p><p>_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/teatro/orfeu-da-conceicao</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Breno_Mello</p><p>https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>8</p><p>Nesse mesmo ano, Oliveira Silveira lançou o livro Banzo, saudade</p><p>negra. Na página 9, consta o poema “Treze de Maio” que já questionava</p><p>a data, com versos como: “Treze de maio traição/liberdade sem asas/e</p><p>fome sem pão.”. Com os originais, posteriormente publicados nesse livro,</p><p>Oliveira Silveira participou do concurso literário da União Brasileira de</p><p>Escritores, recebendo Menção Honrosa, 1969.</p><p>Oliveira Silveira dedicou-se, cada vez mais, a compreender o</p><p>pensamento de intelectuais negros. Como Oliveira dizia, no pensamento</p><p>“dos mais destacados poetas negros do mundo” referindo-se a Aimé</p><p>Césaire, Léopold Senghor, entre outros. Na época, Oliveira Silveira</p><p>adquiriu livros desses poetas do Movimento Negritude, junto ao consulado</p><p>Francês em Porto Alegre.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.8</p><p>Em 06 de março de 1971, Oliveira Silveira publicou o artigo</p><p>“Césaire: uma apresentação”, no Caderno de Sábado do Correio do Povo</p><p>de Porto Alegre, na página 14. O artigo contemplava o extenso poema-</p><p>manifesto “Cahier d'un Retour au Pays Natal” (Diário de um retorno</p><p>ao país natal), publicado em 1939, por Aimé Césaire.</p><p>Nesse mesmo ano, em julho, aconteceu a criação do Grupo</p><p>Palmares, fruto de conversas entre amigos negros e negras na Rua da</p><p>Praia, no centro de Porto Alegre. Na presença de Oliveira Silveira, esse</p><p>grupo refletia, principalmente, sobre as questões negras. As ações do</p><p>8 https://www.geledes.org.br/atualidade-%E2%80%A8da-negritude/</p><p>Léopold Senhor e Aimé Césaire</p><p>https://www.geledes.org.br/atualidade-%E2%80%A8da-negritude/</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>9</p><p>Grupo Palmares culminaram com 1º ato evocativo ao 20 de novembro,</p><p>em Porto Alegre, em 1971, em alusão a resistência negra de Zumbi no</p><p>Quilombo dos Palmares.</p><p>Na sequência, Oliveira Silveira publicou o livro Décima do negro</p><p>peão, em 1974. Depois lançou o livro Praça da Palavra, em 1976, na</p><p>presença marcante de autoridades como, por exemplo, Mário Quintana,</p><p>que garantiu um livro autografado por Oliveira Silveira.</p><p>Fonte: Acervo Pessoal de Oliveira Silveira</p><p>Em 1977, Oliveira Silveira publica o livro Pelo Escuro – poemas</p><p>afro-gaúchos, com poemas como:</p><p>“Milonga do preto velho”</p><p>“Charqueada”</p><p>“Casas de Negros”</p><p>“Lanceiros Negros”</p><p>Fonte: SILVEIRA, Oliveira. Pelo escuro – poemas afro-gaúchos. Porto Alegre: Edição do Autor, 1977.</p><p>Nesse livro, também está publicado o poema “Evocação de Osório”</p><p>marcando a presença da Rainha Ginga e do Rei Congo no Maçambique e</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>10</p><p>na festa de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Osório, no litoral</p><p>gaúcho.</p><p>Vale lembrar que a maioria das publicações de Oliveira Silveira foram</p><p>financiadas por ele mesmo, na categoria “Edição do Autor”.</p><p>Depois, para explorar sua criatividade para além da poesia, em</p><p>1977, Oliveira Silveira cria o Grupo Tição com vários/as jornalistas e</p><p>lideranças negras gaúchas. O grupo publicou dois números da Revista</p><p>Tição, em 78 e 79 e, uma edição do Jornal Tição, em 1980. A artista</p><p>plástica Maria Lídia Magliani também participou do Tição.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.9</p><p>A equipe desses periódicos mantinha diálogos com outras agências</p><p>de notícias protagonizadas pela comunidade negra pelo Brasil, mesmo em</p><p>tempos de Ditadura. Oliveira tinha inspiração na histórica da Imprensa</p><p>Negra, que nasceu com jornais como, por exemplo, O Homem de Cor,</p><p>de 1833. Esse periódico era da editora de Francisco de Paula Brito, por</p><p>onde Machado de Assis também transitou.</p><p>9 Livro “Negro em Preto e Branco: História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre”,</p><p>organizado por Irene Santos. https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-</p><p>_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>Revista</p><p>Jornal</p><p>https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>https://www.academia.edu/31110738/Negro_em_Preto_e_Branco_-_Hist%C3%B3ria_Fotogr%C3%A1fica_da_Popula%C3%A7%C3%A3o_Negra_em_Porto_Alegre</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>11</p><p>Em 1979, Oliveira Silveira cria o Grupo Semba de Arte Negra,</p><p>dedicado a promover a dança com traços de matriz negro africana.</p><p>De volta à poesia, Oliveira Silveira publica o livro Roteiro dos</p><p>tantãs, em 1981, que tem poemas como África; Antilhas; Haiti; bem</p><p>como, Cavalo-de-santo; e Vinte de Novembro.</p><p>Nesse livro está publicado o famoso poema “Encontrei minhas</p><p>origens” declamado por Ruth de Souza, no vídeo que homenageou</p><p>funcionários/as afrodescendentes da Caixa Econômica Federal, no Dia</p><p>Nacional da Consciência Negra de 2009 (ano de falecimento de Oliveira).</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.10</p><p>O longo Poema sobre Palmares, foi publicado em livro, em 1987.</p><p>Nesse ano, Oliveira Silveira criou a Associação Negra de Cultura (ANdC),</p><p>10 Assista ao vídeo do Poema, no link: https://www.youtube.com/watch?v=F7w-HE4K05M</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=F7w-HE4K05M</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=F7w-HE4K05M</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>12</p><p>num desdobramento do Grupo Palmares. Atualmente, a ANdC é dirigida</p><p>por sua filha única – Naiara. A Associação, além de rememorar a Liga</p><p>da Canela Preta com campeonatos de futebol, de promover saraus com</p><p>o projeto Sopapo Poético, também publica o jornal NegrAldeia, em Porto</p><p>Alegre.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.11</p><p>Depois de publicar o livro Anotações</p><p>à margem, em 1994, Oliveira</p><p>Silveira fez questão de incluir o artista Pedro Homero em seu livro</p><p>Orixás – pintura e poesia, em 1995. Nesse livro, Oliveira republica o</p><p>poema Batuque, já publicado no livro Roteiro dos Tantãs.</p><p>A intenção era reforçar a importância do batuque dos tambores</p><p>das religiões afro-gaúchas - presentes desde as resistência negras nas</p><p>charqueadas de Pelotas – popularizado pelo Príncipe Custódio. Segundo</p><p>especialistas, as religiões afro-gaúchas são diferentes do Candomblé.</p><p>Vale ressaltar que, o Príncipe Custódio viveu até 1935. Morou na</p><p>região do entorno da Ilhota e do Areal da Baronesa, na antiga Colônia</p><p>Africana de Porto Alegre. Ele era uma liderança negra respeitada por</p><p>autoridades como, por exemplo, por governadores do Rio Grande do Sul.</p><p>Entre eles, Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Getúlio Vargas, que</p><p>foram governadores do Estado, na época. O “Diário de Notícias“, o</p><p>11 Assista ao vídeo sobre o Sopapo Poético, no link: https://www.youtube.com/watch?v=L_xkfSqrj88</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=L_xkfSqrj88</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>13</p><p>“Correio do Povo” e o jornal “A Federação” noticiavam notícias do</p><p>Príncipe Custódio., E, o assentamento do Bará do Mercado Público de</p><p>Porto Alegre faz referência a esse religioso.</p><p>Fonte: Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.12</p><p>Oliveira teve, ainda, publicações nos Cadernos Negros, entre outros.</p><p>Alguns de seus poemas foram traduzidos para outras línguas. No final</p><p>da vida, Oliveira Silveira acabou seu livro Bandone do Caverá, publicado</p><p>em 2008, como forma de resgate de sua família.</p><p>Depois de sua morte, o livro Poemas: antologia - que já estava</p><p>pronto antes de seu falecimento - foi publicado por iniciativa dos</p><p>escritores Luiz Silva (Cuti) e Oswaldo de Camargo. Foi uma edição de</p><p>vinte amigos e amigas de Oliveira Silveira, que o homenagearam naquele</p><p>ano de sua morte, 2009.</p><p>Em Rosário do Sul, também foram realizadas várias homenagens</p><p>post-mortem. Em 21 de março de 2009, foi criada a Casa do Poeta de</p><p>Rosário do Sul, pelo amigo de Oliveira, o Dr. Romeu Andreazza. Em</p><p>12 Dissertação Maria Helena Nunes da Silva -</p><p>https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/1/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7</p><p>%c3%a3o.pdf</p><p>Bará do Mercado - https://guaiba.com.br/2019/10/03/mercado-publico-de-porto-alegre-150-anos-</p><p>de-historia/</p><p>Bará do Mercado</p><p>https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/1/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf</p><p>https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/1/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf</p><p>https://guaiba.com.br/2019/10/03/mercado-publico-de-porto-alegre-150-anos-de-historia/</p><p>https://guaiba.com.br/2019/10/03/mercado-publico-de-porto-alegre-150-anos-de-historia/</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>14</p><p>2010, a VCS Editora publicou a Antologia poética de Oliveira Silveira:</p><p>obra completa de poesia, organizada por seus amigos em sua cidade natal.</p><p>Em 2011, foi inaugurado o Centro Municipal de Cultura Professor Oliveira</p><p>Ferreira da Silveira, no antigo prédio do Clube União Rosariense, anexo</p><p>ao Teatro Municipal João Pessoa. Em 2016, o então amigo Alsom</p><p>Pereira da Silva, enquanto vereador e presidente do legislativo rosariense,</p><p>aprovou o 20 de novembro como feriado municipal.</p><p>Em 2012, o poeta, crítico de poesia, editor, músico e letrista</p><p>Ronald Augusto reuniu a obra pública de Oliveira Silveira, desde seus</p><p>Primeiros traços (1958) até o conjunto de seus livros, incluindo algumas</p><p>produções inéditas. Foi uma publicação do Instituto Estadual do Livro</p><p>do Rio Grande do Sul (IEL), na gestão do secretário Assis Brasil na</p><p>Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.</p><p>Fonte:. Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa.13</p><p>Na academia, a Profa. Zila Bernd é uma referência importante.</p><p>Oliveira e Zilá estudaram, na mesma época, Língua e Literatura Francesa</p><p>na UFRGS. Oliveira formou-se em 1965, Zilá, em 1967. Ela foi admitida</p><p>professora do Instituto de Letras da UFRGS, na década de 1970. Em</p><p>1987, ela defendeu a tese de doutorado na Universidade de São Paulo,</p><p>com o título “Vozes negras na poesia brasileira: contraponto com a</p><p>13 https://www.sul21.com.br/colunas/2013/02/oliveira-silveira-obra-reunida/</p><p>https://www.sul21.com.br/colunas/2013/02/oliveira-silveira-obra-reunida/</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>15</p><p>poesia de língua francesa do Caribe”. Na tese da USP, ela incluiu o poeta</p><p>Oliveira Silveira em sua análise. Concluiu que havia a “emergência de uma</p><p>consciência negra no Brasil que se expressava sobretudo através da</p><p>poesia”. Em 1987, a tese foi publicada como livro, intitulado Negritude</p><p>e Literatura na América Latina, com segunda edição em 2018.</p><p>Nessa obra, a professora Zilá reconhece a “negritude e gauchidade</p><p>da obra de Oliveira Silveira”. No videodocumentário “Sou”, dirigido por</p><p>Andreia Vigo para o Projeto RS Negro: educando para a diversidade, a</p><p>professora Zilá reforça que “a cultura afro vai fazendo um trançado com</p><p>a cultura gaúcha”, na obra do Oliveira. Isso é um marco nas Letras.</p><p>Bernd volta a citar Oliveira Silveira, em 1992, no seu livro</p><p>Antologia de Poesia Afro-Brasileira, reeditado em 2011. Em seu</p><p>comentário crítico, destaca que os poemas afro-gaúchos de Oliveira</p><p>Silveira “encerram aspectos pouco conhecidos da história do negro no</p><p>Rio Grande do Sul, colocando Oliveira entre as figuras de primeira</p><p>grandeza no panorama da poesia afro-brasileira”.</p><p>Ela destaca a produção de contra narrativas realizadas por Oliveira</p><p>aos cânones da literatura brasileira. Por exemplo, nos poemas “O negro</p><p>Bonifácio”, quando Oliveira faz um contra ponto às lendas do sul de</p><p>Simões Lopes Neto. Ou no poema “Outra nega Fulô”, quando Oliveria</p><p>faz um contra ponto ao poema "Essa Nega Fulô", de Jorge de Lima.</p><p>Fonte:. Banco de prints da autora. Nuvem. Data imprecisa/Filme “Sou”, dirigido por Andreia Vigo14</p><p>14 https://vimeo.com/17150152</p><p>https://vimeo.com/17150152</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>16</p><p>Outros autores igualmente reverenciam a obra de Oliveira Silveira,</p><p>enquanto literatura afro-brasileira como, por exemplo, o professor</p><p>Eduardo de Assis Duarte da Universidade Federal de Minas Gerais</p><p>(UFMG).</p><p>Mas a melhor onda é a avalanche de novas produção de</p><p>conhecimento sobre Oliveira Silveira. Elas estão surgindo em artigos,</p><p>monografias, dissertações e teses nos últimos 10 anos. Estão em</p><p>Universidades e em outras instituições de ensino superior, pelo Brasil e</p><p>pelo mundo, como na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, por</p><p>exemplo.</p><p>Um exemplo de poesia de Oliveira Silveira que valoriza a contribuição</p><p>de afrodescendentes para a história gaúcha é o poema “Negro do Sul”,</p><p>publicado no livro Pelo escuro – poemas afro-gaúchos, em 1977. Esse</p><p>poema foi musicado por Luiz Vagner15, com a seguinte introdução: “Desde</p><p>os tempos primitivos/do velho pago nascente/o negro esteve presente./E</p><p>junto ao guasca bagual/mostrou valentia igual/quando não foi mais</p><p>valente.”</p><p>NEGRO DO SUL</p><p>No sul o negro charqueou</p><p>lavrou</p><p>carreteou</p><p>no sul o negro remou</p><p>teceu</p><p>diabo a quatro</p><p>o negro no sul congou</p><p>bumbou</p><p>batucou</p><p>a negra no sul cozinhou</p><p>lavou</p><p>diabo a quatro</p><p>no sul o negro brigou</p><p>guerreou</p><p>se libertou</p><p>quer dizer: ainda se liberta</p><p>de mil disfarçadas senzalas</p><p>prisões</p><p>diabo a quatro</p><p>onde tentam mantê-lo agrilhoado.</p><p>Fonte: SILVEIRA, Oliveira. Pelo escuro – poemas afro-gaúchos. Porto Alegre: Edição do Autor, 1977.</p><p>15 http://www.nacaoz.com.br/2015/luis-vagner-o-guitarreiro-e-atracao-aguardada-no-dado-bier-em-</p><p>janeiro/</p><p>http://www.nacaoz.com.br/2015/luis-vagner-o-guitarreiro-e-atracao-aguardada-no-dado-bier-em-janeiro/</p><p>http://www.nacaoz.com.br/2015/luis-vagner-o-guitarreiro-e-atracao-aguardada-no-dado-bier-em-janeiro/</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>17</p><p>Em vida, por descordar do Hino do Rio Grande do Sul, Oliveira</p><p>Silveira propôs uma mudança na letra. Produziu o verso “povo que é</p><p>força e virtude a clava quer ver escravo” para substituir o verso “povo</p><p>que não tem virtude acaba por ser escravo”. O Rafuagi, grupo gaúcho</p><p>de hip hop, gravou um vídeo clipe - “Manifesto Porongos” –</p><p>sentenciando: “povo que não tem virtude acaba por escravizar”.</p><p>Depois de sua morte, em 2009, a Fundação Cultural Palmares do</p><p>Governo Federal deu o nome de "Oliveira Silveira" para sua Biblioteca,</p><p>em 2011. E, desde 2015, a Fundação fomenta a publicação de obras</p><p>literárias inéditas relacionadas às culturas afro-brasileiras com o “Prêmio</p><p>Oliveira Silveira”.</p><p>Oliveira Silveira, presente!</p><p>Oliveira Ferreira da Silveira (1941-2009)</p><p>Foto: Irene Santos</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>18</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>AUGUSTO, Ronald (org.). Oliveira Silveira: obra reunida. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro</p><p>(IEL), CORAG, 2012.</p><p>BERND, Zilá. Negritude e literatura na América Latina. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.</p><p>BERND, Zilá (org.). Antologia de Poesia Afro-Brasileira: 150 anos de consciência negra no Brasil.</p><p>Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011.</p><p>BOEIRA. Eloísa Elena Prates. “Pelo escuro: a poesia afro-brasileira de Oliveira Silveira”. Dissertação</p><p>de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem Natal, Rio</p><p>Grande do Norte, 2013.</p><p>DUARTE, Eduardo de Assis (coord.). Literatura afro-brasileira: 100 autores do século XVIII ao XX.</p><p>Rio de Janeiro: Pallas, 2014.</p><p>ESCOBAR. Geanine Vargas. “Memória da Militância Negra durante a Ditadura Militar no Brasil e a</p><p>Luta Antirracista através do Acervo Fotográfico de Oliveira Silveira (1971-1988)”. Dissertação</p><p>de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural</p><p>da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, 2014.</p><p>FONTOURA, Pâmela Amaro. “A palavra poética enquanto voz viva: efeitos de um encontro</p><p>intercultural entre estudantes da escola pública básica e a poesia de Oliveira Silveira”. Trabalho</p><p>de Conclusão de Graduação em Teatro. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre,</p><p>novembro de 2012.</p><p>MATOS. Manoela Fernanda Silva de. “As vivências do batuque na poesia ancestral de Oliveira Silveira:</p><p>a busca por uma identidade afro-brasileira”. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa</p><p>de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários da Universidade Estadual de Londrina, Paraná,</p><p>2013.</p><p>PEREIRA, Amilcar Araujo. “O Mundo Negro”: a constituição do movimento negro contemporâneo no</p><p>Brasil (1970-1995). Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História</p><p>da Universidade Federal Fluminense. Niterói, 2010.</p><p>SILVA, Aline Cavalcante E. “História e Cultura Histórica: a escrita negra de Oliveira Silveira (1962-</p><p>2009)”. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História do</p><p>Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa –</p><p>PB, 2015.</p><p>SILVA, Kislana Rodrigues Ramos da. Resistência e Subjetividade: marcas da africanidade e negritude</p><p>na poética de José Craveirinha e Oliveira Silveira”. Dissertação de Mestrado apresentada ao</p><p>Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual da</p><p>Paraíba. Campo Grande – PB, 2013.</p><p>SILVA, Santa Julia Da. “Vem vamos Juntos! Dá-me tua Mão e vamos Juntos! Reconhecimento e</p><p>Narrativas sobre trajetórias de Oliveira Silveira”. Dissertação de Mestrado apresentada ao</p><p>Programa de Pós Graduação em Antropologia do Instituto de Ciência Humanas da Universidade</p><p>Federal de Pelotas. Pelotas, Rio Grande do Sul, 2014.</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>19</p><p>PRINCIPAIS OBRAS POÉTICAS DE OLIVEIRA SILVEIRA</p><p>1. Germinou: poemas. Porto Alegre: Edição do Autor, 1962.</p><p>2. Poemas Regionais. Porto Alegre: Edição do Autor, 1968.</p><p>3. Banzo, saudade negra: poemas. Porto Alegre: Edição do Autor,</p><p>1970 – Menção Honrosa da União Brasileira de Escritores em 1969.</p><p>4. Décima do negro peão. Porto Alegre: Edição do Autor, 1974.</p><p>5. Praça da palavra: poemas. Porto Alegre: Edição do Autor, 1976.</p><p>6. Pelo escuro – poemas afro-gaúchos. Porto Alegre: Edição do Autor,</p><p>1977.</p><p>7. Roteiro dos tantãs. Porto Alegre: Edição do Autor, 1981.</p><p>8. Poema sobre Palmares. Porto Alegre: Edição do Autor, 1987.</p><p>9. Anotações à margem. Porto Alegre: Unidade Editorial Porto</p><p>Alegre/Secretaria Municipal da Cultura, 1994. (Petit POA).</p><p>10. Orixás – pintura e poesia. Porto Alegre: Unidade Editorial Porto</p><p>Alegre/Secretaria Municipal da Cultura, [1995]. Pinturas de Pedro</p><p>Homero.</p><p>11. Bandone do Caverá. Porto Alegre: Edição do Autor, 2008.</p><p>12. Poemas antologia. Porto Alegre: Edição dos vinte, 2009.</p><p>OBS: Mais referências estão sendo catalogadas no site www.oliveirasilveira.com.br, envie suas sugestões</p><p>para memorialoliveirasilveira@gmail.com.</p><p>Atualizado em novembro de 2019.</p><p>http://www.oliveirasilveira.com.br/</p><p>mailto:memorialoliveirasilveira@gmail.com</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>20</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>21</p><p>http://www.ufrgs.br/sead/news/curso-sobre-o-poeta-oliveira-silveira-sera-lancado-pela-unipampa-em-</p><p>parceria-com-a-sead</p><p>http://www.ufrgs.br/sead/news/curso-sobre-o-poeta-oliveira-silveira-sera-lancado-pela-unipampa-em-parceria-com-a-sead</p><p>http://www.ufrgs.br/sead/news/curso-sobre-o-poeta-oliveira-silveira-sera-lancado-pela-unipampa-em-parceria-com-a-sead</p><p>CURSO EAD – “OLIVEIRA SILVEIRA: O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA”</p><p>MÓDULO 2 - OLIVEIRA SILVEIRA: DE COMUNICADOR A POETA - 2019</p><p>22</p>