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<p>CASO CLÍNICO 1</p><p>Identificação:</p><p>• Nome: R. A. C.</p><p>• Idade: 50 anos.</p><p>• Sexo: Masculino.</p><p>• Escolaridade: Ensino médio terminado.</p><p>• Estado Civil: Casado.</p><p>• Profissão: Comerciante.</p><p>• Naturalidade: Manacapuru / Manaus.</p><p>• Queixas principais: Renovar receita de captopril 25mg e tontura.</p><p>Consulta Médica (primeira):</p><p>Paciente masculino de 50 anos, que relata ter hipertensão arterial já tem mais</p><p>de 5 anos diagnosticada, ele toma captopril de 25mg de 12 em 12 horas,</p><p>relata também que aumentou mais de 6 kg de peso nos últimos 2 anos, pois</p><p>agora trabalha em uma loja o dia todo e não tem tempo para fazer atividade</p><p>física. Relata ter tontura e esquecer de tomar a medicação.</p><p>Interrogatório Sintomatológico:</p><p>• Sintomas Gerais: Tontura.</p><p>• Cabeça e Pescoço: Nega ter cefaleia ou outro sintoma.</p><p>• Tórax: Não tem dor no peito, tosse ou dificuldade para respirar.</p><p>• Abdômen: Não tem queixa.</p><p>• Sistema Geniturinário: Não tem queixa.</p><p>• Sistema Nervoso: Tontura.</p><p>• Sistema Ósseo: Não.</p><p>Antecedes pessoais:</p><p>• Nascido de parto normal, filho único.</p><p>• Patológicos:</p><p>• Doença da infância: Dengue.</p><p>• Quadros de hipertensão arterial desde 2011, es tratado com captopril</p><p>25mg de 12 em 12 horas.</p><p>• -Não tem alergia a medicamentos.</p><p>Antecedentes Familiares:</p><p>• Pai: Hipertensão arterial.</p><p>• Mae: Hipertensão arterial.</p><p>• Avós Maternos: Hipertensão arterial.</p><p>Condições de vida:</p><p>• Alimentação: Geralmente come muita carne gordurosa, muitos</p><p>carboidratos, refrigerante, poucas frutas e verduras.</p><p>• Casa: De alvenaria toda na laje, 3 habitações, cozinha, sala, 2</p><p>banheiros, água permanente.</p><p>• História Ocupacional: Trabalha como vendedor em uma loja de roupa.</p><p>• Atividade Física: Não pratica.</p><p>• Vícios: Só toma uma cerveja em datas comemorativas, não fuma, não</p><p>consume drogas.</p><p>• Condições socioeconômicas: Salário médio pois depende das ventas</p><p>da loja, ademais do salário da esposa dele que é professora da escola.</p><p>• Vida Conjugal: Casado com Dona Socorro, tem duas filhas, uma de 14</p><p>anos, outra de 10 anos.</p><p>Exame Físico:</p><p>Paciente com bom estado geral, consciente, orientado, com linguagem fluido,</p><p>claro e coerente, movimentasse sem dificuldade, afebril, agora assintomático.</p><p>Sinais Vitais:</p><p>• Temperatura:36</p><p>• PA: 150/100 mmHg.</p><p>• BC: 88 por minutos.</p><p>• FR:19 por minutos.</p><p>Medidas antropométricas:</p><p>• Peso: 100kg.</p><p>• Altura:1,78cm.</p><p>• Estado Nutricional: IMC:31,6: Obeso.</p><p>Cabeça e Pescoço: Sem deformidades visíveis, não tem adenopatias</p><p>palpáveis, tireoides de tamanho e consistência normal.</p><p>Tórax: Norm configurado, simétrico, movimentos respiratórios rítmicos.</p><p>Auscultação: Murmúrio vesicular normal, não auscultasse estertores.</p><p>Auscultação Cardiovascular: Ruídos cardíacos rítmicos de bom tono, não se</p><p>ausculta sopro.</p><p>Abdômen: Globuloso, segue os movimentos respiratórios, não doloroso na</p><p>palpação superficial e profunda, não viceromegalia, ruídos hidroaéreos</p><p>normais.</p><p>Extremidades superiores: Sem deformidades visíveis, simétricas.</p><p>Extremidades inferiores: Simétricas, sem deformidades, não tem edema, não</p><p>tem varizes.</p><p>Hipótese Diagnóstica:</p><p>• Hipertensão arterial descontrolada.</p><p>• Obesidade.</p><p>CASO CLÍNICO 2</p><p>O caso clínico abaixo aborda sobre um paciente, do sexo masculino, 64 anos,</p><p>hipertenso, portador de diabetes mellitus tipo2 e insuficiência renal crônica, faz</p><p>acompanhamento domiciliar, esteve internado por 2 meses após nefrectomia.</p><p>Identificação do paciente</p><p>• Nome: DJD</p><p>• Idade: 64</p><p>• Data de nascimento: 27/07/1957</p><p>• Sexo: Masculino</p><p>• Naturalidade: Anicuns – GO</p><p>• Nacionalidade: Brasileiro</p><p>• Ocupação: do Lar</p><p>• Estado civil: Casado</p><p>Queixa principal</p><p>Paciente relata fraqueza muscular e dificuldade para caminhar.</p><p>História da doença Atual (HDA)</p><p>Paciente, sexo masculino, portador de hipertensão arterial sistêmica,</p><p>diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência renal crônica, faz acompanhamento</p><p>domiciliar com nefrologista e fisioterapeuta pela UBS. Recentemente passou</p><p>por internação hospitalar devido pós-operatório de nefrectomia esquerda,</p><p>onde evoluiu com pneumonia broncoaspirativa com necessidade de</p><p>traqueostomia. Após o período de imobilização o paciente relata fraqueza</p><p>muscular e dificuldade para caminhar, também foi orientado sobre a</p><p>importância da imunização contra hepatite B, já que o mesmo tem realizado</p><p>tratamento hemodialítico.</p><p>Antecedentes pessoais, familiares e sociais</p><p>Paciente tem: HAS, DM, Obesidade, DRC IV;</p><p>Antecedentes cirúrgicos: Cirurgia femoral esquerda, Nefrectomia esquerda,</p><p>Traqueostomia;</p><p>Faz uso de: Anlodipino 100mg, hidralazina 100mg, cloridrato de sertralina</p><p>100mg, furosemida 20mg, clonazepam 0,5 mg e noripurum 100mg.</p><p>Exame físico</p><p>• – BEG</p><p>• – LOTE</p><p>• – Hipocorado (+2/4)</p><p>• – Hidratado</p><p>• – Afebril, anictérico e acianótico</p><p>• – Eupneico</p><p>• – Tônus muscular: diminuição da força MIE</p><p>• – Abd: globoso, flácido</p><p>• – PA: 170/90mmHg</p><p>• – Glicemia: 188 (pós brandial)</p><p>• – Peso: 126,550Kg</p><p>• – Altura: 1,74</p><p>• – IMC: 41,79</p><p>• – AC: Bulhas normofonéticas em 2 tempos sem sopro.</p><p>• – AP: Murmúrio vesicular preservado sem ruídos adventícios</p><p>CASO CLÍNICO 3</p><p>Identificação do paciente</p><p>M.T.P, 70 anos, sexo masculino, bancário aposentado, divorciado, natural e</p><p>procedente de Salvador, negro, católico e heterossexual. Grau da informação:</p><p>bom</p><p>Queixa principal</p><p>Aumento da frequência e volume urinário há 2 meses.</p><p>História da doença Atual (HDA)</p><p>Paciente refere que, após grande ganho de peso, por conta de um estilo</p><p>de vida inadequado, há cerca de 3 anos teve diagnóstico</p><p>de Diabetes mellitus (DM). Entretanto, relata que não obteve um</p><p>acompanhamento médico regular e não fez uso das medicações</p><p>previamente prescritas. Informa que há aproximadamente 02 meses</p><p>vem cursando com mal-estar impreciso, tontura, a qual surge durante períodos</p><p>de jejum prolongados – duração média de 10 minutos, polifagia, poliúria e</p><p>polaciúria, perda ponderal de 06 kg, no último mês, e uma ingesta excessiva</p><p>de água – cerca de 05 L por dia.</p><p>Antecedentes pessoais, familiares e sociais</p><p>Antecedentes patológicos: nega hipertensão arterial sistêmica, patologias</p><p>anteriores e alergias medicamentosas.</p><p>Antecedentes familiares: Pais e irmãos diabéticos, tendo a mãe</p><p>falecida por complicação do diabetes (já com amputação e realizando</p><p>hemodiálise). Pai teve infarto do miocárdio aos 50 anos, falecido devido a</p><p>complicações agudas associadas ao evento isquêmico. Irmãos com</p><p>obesidade. Nega outras comorbidades</p><p>Hábitos de vida: Nega etilismo ou tabagismo. Sabe que precisa, mas não</p><p>consegue fazer dieta e não tem disposição para atividade física, embora</p><p>na última semana tenha feito algumas mudanças e começado a caminhar</p><p>20min, 3x/semana. Em relação à dieta, refere ingerir muita massa</p><p>(carboidratos), fritura (gordura), além de poucos vegetais/verduras. Às vezes</p><p>tem vontade de comer melhor, mas não consegue. Adora comer doces.</p><p>História psicossocial: divorciou-se há 8 anos e mora sozinho atualmente. Tem</p><p>uma única filha, casada, mãe de seus dois netos, mas os vê raramente. Apesar</p><p>do diagnóstico de DM há 3 anos, nunca fez um acompanhamento médico</p><p>adequado, sempre adiando com a justificativa de “não estar sentindo nada”.</p><p>Apesar de aposentado, faz consultorias particulares e trabalha muito, e diz</p><p>não se cuidar por conta do trabalho. Refere ter conhecimento de que a</p><p>diabetes é uma doença sem cura, mas que pode ser controlada. Tem medo</p><p>de ter uma forma grave da doença, e falecer tal como a mãe, ou enfartar,</p><p>como o pai. Desde o divórcio não conseguiu um novo relacionamento afetivo,</p><p>deixou de sair com os amigos, seu lazer atualmente é em casa, lendo ou</p><p>vendo televisão.</p><p>Exame físico</p><p>Impressão geral, medidas antropométricas e dados vitais: Bom estado</p><p>geral, eupneico, apirético, corado. Alt. 1,65m, Peso: 96 Kg, IMC: 35,3Kg/m2;</p><p>Circunferência abdominal: 106 cm,</p><p>PA: 130×85 mmHg (deitado e em ortostase,</p><p>em ambos os MMSS), PR: 85 bpm, rítmico, cheio, FR: 18 rpm</p><p>Pele e fâneros: espessamento cutâneo aveludado e hiperpigmentado,</p><p>predominantemente em superfícies intertriginosas – região do pescoço e pés -</p><p>sugerindo ser acantose nigricans</p><p>Abdome: globoso, às custas de panículo adiposo, simétrico, cicatriz umbilical</p><p>intrusa, ruídos hidroaéreos presentes. Flácido, indolor à palpação superficial e</p><p>profunda. Hepatimetria 09 cm na linha hemiclavicular direita e 05 cm na linha</p><p>médio esternal. Baço não palpável ou percutível. Ausência de massas e sopros</p><p>abdominais.</p><p>Extremidades: bem perfundidas, sem edema. Pulsos pediosos e tibiais</p><p>posteriores palpáveis sem alteração</p><p>Neurológico: Paciente lúcida, orientada no tempo e no espaço, memória</p><p>recente e retrograda preservada. Força muscular grau 5, reflexos normais,</p><p>Teste do monofilamento alterado em 3 pontos.</p><p>Suspeitas diagnósticas</p><p>• Diabetes mellitus do tipo 2 descompensada</p><p>• Neuropatia diabética periférica</p><p>• Acantose Nigricans</p><p>Exames complementares</p><p>• Glicemia em jejum: 250 mg/dL</p><p>• Glicemia pós-prandial: 450 mg/dL</p><p>• Hemoglobina glicada: 9,5%</p><p>• HDL: 32 mg/dL</p><p>• LDL: 120 mg/dL</p><p>• Triglicérides: 175 mg/dL</p><p>• Microalbuminúria (amostra isolada de urina): 45 mg/g</p><p>• Creatinina sérica: 1,3 mg/dL</p><p>• Fundoscopia: presença de Microaneurismas e exsudatos duros</p><p>CASO CLÍNICO 4</p><p>C.A.S., sexo masculino, 14 anos, vem apresentando há cerca de 3 meses um</p><p>quadro de poliúria, polidipsia e perda de peso. A mãe, A.A., agendou uma</p><p>consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Formosa para ele devido às</p><p>manifestações clínicas que estão lhe acometendo. A Dra. Juliana, médica de</p><p>família e comunidade que atende na UBS, realizou a consulta há cerca de um</p><p>mês e havia solicitado alguns exames para averiguar o que estava ocorrendo</p><p>com o jovem. O paciente e sua mãe retornaram à UBS após 3 semanas da</p><p>primeira consulta para levar os resultados dos exames e o paciente obteve o</p><p>diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1A.</p><p>Identificação do paciente</p><p>C.A.S., 14 anos, sexo masculino, pardo, solteiro, natural de Belo Horizonte/MG.</p><p>Atualmente, reside em Alfenas/MG com seus pais e sua irmã. Eles se mudaram</p><p>devido à transferência do emprego do pai para a cidade de Alfenas. O</p><p>paciente está cursando o último ano do ensino fundamental.</p><p>Queixa principal</p><p>O paciente apresentou um quadro de poliúria, polidipsia, polifagia e perda de</p><p>peso que teve início há cerca de 3 meses aproximadamente.</p><p>História da Doença Atual (HDA)</p><p>Paciente relata poliúria, polidipsia e perda de peso de cerca de 8 kg nos</p><p>últimos 3 meses. A mãe relata que os sintomas apareceram de maneira súbita</p><p>– o paciente era um adolescente saudável antes do quadro atual; quase não</p><p>buscava atendimento na UBS. Ela notou que o filho estava ingerindo muito</p><p>mais água do que tinha o costume de ingerir no dia-a-dia, além de observar</p><p>suas idas mais frequentes ao banheiro. A mãe relata também um</p><p>emagrecimento acentuado do paciente, que não está associado à</p><p>inapetência – na verdade, relata que o filho estava comendo de maneira</p><p>excessiva (polifagia).</p><p>Ademais, a mãe percebeu que o filho tem ficado mais letárgico, o que a</p><p>preocupou devido à queda do rendimento na escola. Além disso, o paciente</p><p>relata uma falta de ânimo para realizar atividades físicas, o que contrasta com</p><p>a alta disposição que ele dispunha para realizá-las antes do aparecimento dos</p><p>sintomas. Paciente ratifica os relatos da mãe. Ambos negam presença de</p><p>sintomas febris no paciente.</p><p>Devido ao aparecimento dos sintomas anteriormente comentados, há cerca</p><p>de 3 semanas a mãe do paciente resolveu procurar a UBS de seu bairro. Após</p><p>realizar a consulta, a Dra. Juliana solicitou hemograma completo, dosagem da</p><p>glicemia sérica em jejum, glicemia 2 horas após teste de tolerância oral à</p><p>glicose e exame parasitológico de fezes. O paciente trouxe os resultados dos</p><p>exames, que constam na seção “Exames Complementares”.</p><p>Antecedentes pessoais, familiares e sociais</p><p>Nega ocorrências anteriores de sarampo, caxumba, coqueluche, rubéola e</p><p>parasitoses. Relata um episódio de catapora aos 10 anos, mas que se resolveu</p><p>bem com o devido tratamento à época. Nega cirurgias e hospitalizações</p><p>prévias. Nega comorbidades e alergias. Caderneta de vacinação em dia.</p><p>Nasceu a termo de parto normal, sem complicações. Recebeu aleitamento</p><p>materno até os dois anos de idade. Teve desenvolvimento neuropsicomotor e</p><p>crescimento normais – suas curvas de crescimento da caderneta de</p><p>vacinação se encontram nos níveis de normalidade. Paciente relata vida</p><p>sexual inativa. Nega uso de álcool, cigarro e outras drogas.</p><p>De acordo com a mãe, C.A.S. sempre foi uma criança esperta, inteligente e</p><p>saudável, praticava futebol no mínimo uma vez por semana e sempre obteve</p><p>excelentes notas na escola. A mãe relata que ela e o pai sempre ofereceram</p><p>todo aporte educacional, emocional e financeiro para que o filho pudesse se</p><p>dedicar aos seus estudos e mantivesse bons hábitos de vida.</p><p>O paciente vive em uma casa de alvenaria com saneamento básico e acesso</p><p>a água tratada na zona urbana da cidade, com seus dois pais e sua irmã de</p><p>10 anos. Mãe e filho relatam dinâmica familiar harmônica.</p><p>Sobre o histórico familiar, a mãe e o pai são vivos e apresentam hipertensão</p><p>arterial sistêmica. Sua irmã não apresenta nenhuma morbidade. Suas avós</p><p>materna e paterna possuem diabetes mellitus tipo 2. Seu avô paterno já é</p><p>falecido e não apresentou nenhuma doença crônica em vida. Seu avô</p><p>materno tinha diabetes mellitus tipo 1 e faleceu com 68 anos.</p><p>Exame físico</p><p>Peso: 50 kg; Altura: 165 cm; Índice de Massa Corporal: 18,37 kg/m² (percentil</p><p>50); Temperatura axilar: 36,0°C. Pressão arterial: 110×70 mmHg; Frequência</p><p>cardíaca: 95 bpm; Frequência respiratória: 18 rpm.Ao exame geral, paciente</p><p>se apresentava em regular estado geral, lúcido e orientado no espaço-tempo,</p><p>anictérico, acianótico, com mucosa conjuntival hipocorada +/4+ e mucosa</p><p>oral e língua levemente ressecadas. Enchimento capilar de membros</p><p>superiores e inferiores normal.</p><p>Sistema tegumentar: sem nenhum tipo de lesão que chame a atenção, sinal</p><p>da prega desaparece um pouco mais lentamente do que o normal.</p><p>Cabeça e pescoço: sem adenomegalias e tireoide palpável, com tamanho</p><p>normal e sem nódulos à palpação.</p><p>Aparelho respiratório: paciente taquipneico. Ausculta pulmonar, percussão,</p><p>expansibilidade e frêmito tóraco-vocal sem alterações.</p><p>Aparelho cardiovascular: ausculta cardíaca com bulhas cardíacas</p><p>normofonéticas e regulares em dois tempos, sem sopros.</p><p>Aparelho gastrointestinal: inspeção, palpação e percussão sem alterações. À</p><p>ausculta, ruídos hidroaéreos normais.</p><p>Aparelho locomotor: membros superiores e inferiores sem dor à palpação e</p><p>com os movimentos normais e indolores também.</p><p>Sistema neurológico: marcha e reflexos superficiais e profundos sem alterações.</p><p>Suspeitas diagnósticas</p><p>• Diabetes mellitus tipo 1A/1B</p><p>• Diabetes mellitus tipo 2</p><p>• Parasitose intestinal</p><p>• Câncer</p><p>Exames complementares</p><p>Tendo em vista o histórico do paciente e a forma repentina a qual os sintomas</p><p>apareceram, Dra. Juliana solicitou alguns exames complementares para</p><p>poder fechar o diagnóstico do jovem.</p><p>Inicialmente, a médica da UBS tinha como principal hipótese diagnóstica</p><p>a diabetes mellitus tipo 1, devido aos sintomas apresentados e o grau de</p><p>parentesco com um indivíduo da família que possuía a doença. Entretanto,</p><p>outras condições não foram descartadas como alguma possível parasitose</p><p>intestinal ou algum câncer, devido ao emagrecimento repentino e à letargia</p><p>do paciente. Dessa forma, foram solicitados exame parasitológico de fezes,</p><p>hemograma completo e as dosagens de glicemia.</p><p>Na consulta de retorno com os resultados dos exames solicitados, Dra. Juliana</p><p>os analisou. Nesse sentido, observou que o rastreio parasitológico nas fezes</p><p>deu</p><p>negativo, o hemograma estava normal e obteve os seguintes resultados da</p><p>glicemia sanguínea: glicemia de jejum – 143 mg/dl, glicemia sérica após 2h do</p><p>teste de tolerância oral à glicose – 1,75 g/kg de dextrosol de 250 mg/dl e</p><p>uma hemoglobina glicada (HbA1C) – 8,0%.</p><p>Logo, Dra Juliana fechou o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1B devido aos</p><p>achados clínicos de sintomas pertinentes à doença, histórico familiar atrelados</p><p>às dosagens glicêmicas acima dos padrões de referências nos exames</p><p>laboratoriais e que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD),</p><p>não há necessidade de repetir as dosagens já que vieram todas muito</p><p>alteradas. Segue abaixo os valores de referências adotados pela SBD em suas</p><p>diretrizes do ano de 2019/2020.</p><p>Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020</p>

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