Prévia do material em texto
<p>Profa. Dra. Glaucia Vilar</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>O SISTEMA CARDIOVASCULAR é o primeiro dos órgãos embrionários</p><p>que adquire estado funcional.</p><p>No início da 3º semana, inicia-se a VASCULOGÊNESE e a ANGIOGÊNESE no</p><p>mesoderma extraembrionário do saco vitelino. Os vasos sanguíneos do embrião</p><p>começam a se desenvolver cerca de dois dias mais tarde.</p><p>A formação inicial do sistema cardiovascular ocorre devido à necessidade de vasos</p><p>sanguíneos para trazer oxigênio e nutrientes para o embrião e descarte de</p><p>metabólitos.</p><p>É necessário o estabelecimento de uma malha vascular que dê suporte a este</p><p>complexo sistema de transporte.</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>• Durante o processo de gastrulação os três</p><p>folhetos germinativos, endoderme, ectoderme</p><p>e mesoderme, são estabelecidos.</p><p>• Os primeiros sinais do desenvolvimento de</p><p>um PLEXO VASCULAR são observados na</p><p>formação da mesoderma lateral esplâncnico</p><p>do saco vitelínico. Surgimento de vasos do coração</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>Saco vitelino</p><p>com ilhotas</p><p>sanguíneas</p><p>• No início da 3º semana, os primeiros sinais do desenvolvimento de um</p><p>plexo vascular primitivo são observados na formação da mesoderma</p><p>lateral do saco vitelínico.</p><p>• Células hematopoiéticas e endoteliais são induzidas na mesoderma pela</p><p>sinalização dos fatores de crescimento de fibroblastos (FGFs).</p><p>Mobile User</p><p>VASCULOGÊNESE E ANGIOGÊNESE</p><p>• O fator de crescimento de fibroblastos 2 (FGF2) é o principal promotor</p><p>da VASCULOGÊNESE. Ao ligar-se aos seus receptores no mesoderma,</p><p>o FGF2 induz a diferenciação celular para hemangioblastos.</p><p>• Com a ação do fator de crescimento endotelial (VEGF) agindo em</p><p>receptores VEGF-R2, os hemangioblastos eventualmente se</p><p>diferenciam em células endoteliais.</p><p>P</p><p>L</p><p>conois voselores</p><p>se transfemenemongiablostos</p><p>&</p><p>Se transf em endotélio</p><p>↑</p><p>Mobile User</p><p>VASCULOGÊNESE E ANGIOGÊNESE</p><p>I. Induzidos por FGFs as células mesodérmicas se diferenciam</p><p>dando origem aos hemangioblastos.</p><p>II. Esses hemangioblastos formam agregados celulares constituídos</p><p>internamente por células precursoras hematopoiéticas e</p><p>revestidos externamente pelos angioblastos.</p><p>Mobile User</p><p>VASCULOGÊNESE E ANGIOGÊNESE</p><p>III. A agregação in situ destes angioblastos formam um plexo vascular</p><p>(primórdios dos vasos sanguíneos).</p><p>IV. Em seguida, este plexo vascular capilar é expandido e passa por um</p><p>processo de remodelamento e expansão no qual o tecido endotelial</p><p>existente se ramifica originando novos vasos num processo</p><p>denominado ANGIOGÊNESE.</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO CARDÍACO</p><p>Uma vez estabelecida a malha vascular, tem início a</p><p>formação do coração; este por sua vez irá se conectar ao</p><p>vasos formados.</p><p>A cardiogênese é um intrincado processo e susceptível a</p><p>problemas que resultam em defeitos congênitos.</p><p>Mobile User</p><p>O primórdio do coração é observado no 18º dia de desenvolvimento no</p><p>mesoderma cardiogênico, região anterior da membrana orofaríngea,</p><p>com a formação de dois cordões angioblásticos laterais.</p><p>O coração e os grandes vasos formam-se de</p><p>células mesenquimais da área cardiogênica.</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>ÁREA CARDIOGÊNICA</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DE CÉLULAS SANGUÍNEAS</p><p>Os cordões angioblásticos se canalizam formando tubos</p><p>endocárdicos do coração</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DE CÉLULAS SANGUÍNEAS</p><p>▪ Dobramento lateral do embrião: tubos endocárdicos do</p><p>coração → que se fundem para formar o coração tubular ( final</p><p>da terceira semana)</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DE CÉLULAS SANGUÍNEAS</p><p>Os tubos endocárdicos do coração → fundem-se para formar o</p><p>coração tubular.</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DE CÉLULAS SANGUÍNEAS</p><p>Os tubos endocárdicos do coração → fundem-se para formar o</p><p>coração tubular.</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>Dobramento cefálico</p><p>Coração assume</p><p>posição ventral</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>• Parede cardíaca</p><p>Endocárdio</p><p>Miocárdio</p><p>Epicárdio</p><p>Epicárdio</p><p>(pericárdio</p><p>parietal)</p><p>Mobile User</p><p>DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>DOBRAMENTOS</p><p>• Com a dobra craniocaudal do embrião = tubo cardíaco (2) mais caudoventral</p><p>= desenvolvimento das aortas dorsais (3) aproxima o tubo cardiogênico</p><p>• Porção caudal das veias vitelinas (4) aproxima-se do tudo cardiogênico e se</p><p>fundem (5)</p><p>• Porção caudal da aorta dorsal se fundem (6) e acontece a fusão dos dois lados</p><p>do tubo cardíaco</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>3</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>3 6</p><p>7</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>• Forma-se as aortas dorsais (1) e ventrais (2)</p><p>• Alongamento = desenvolve dilatações e constrições alternadas</p><p>• 5 partes: tronco arterioso (extremidade cranial), bulbo cardíaco (3),</p><p>ventrículo (4), átrio primitivo (5) e seio venoso (extremidade caudal)</p><p>2</p><p>3 4 5</p><p>1</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>CÂMARAS CARDÍACAS</p><p>▪ TUBO ENDOCÁRDICO ÚNICO:</p><p>aparecimento das câmaras cardíacas</p><p>primitivas</p><p>- Tronco arterioso: conduz fluxo de</p><p>saída (início da aorta e a.</p><p>pulmonares)</p><p>- Bulbo cardíaco</p><p>- Ventrículo</p><p>- Átrio</p><p>- Seio venoso: fluxo de entrada</p><p>Até o fim da 4 semana: o</p><p>coração tem a forma tubular,</p><p>com câmaras comunicantes e</p><p>dispostas em série.</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Dobramento do coração sobre si mesmo devido :</p><p>- crescimento mais acentuado do ventrículo e bulbo, formando a alça</p><p>bulboventricular</p><p>- Assim, o átrio e seio venoso passam a situar-se dorsalmente ao ventrículo e</p><p>bulbo</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>DOBRAMENTO DO CORAÇÃO</p><p>Dias 23 a 28</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>DOBRAMENTO DO CORAÇÃO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>O sangue chega pelo seio venoso → passa pelo átrio primitivo → canal atrioventricular</p><p>→ ventrículo primitivo → bulbo cardíaco → tronco arterioso → se abre no saco aórtico</p><p>Seio venoso</p><p>Átrio primitivo</p><p>Canal atrioventricular</p><p>Bulbo cardíaco</p><p>Ventrículo primitivo</p><p>Tronco arterioso</p><p>Ventrículo e átrio primitivos comunicam-se pelo canal atrioventricular.</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO CANAL ATRIOVENTRICULAR</p><p>Tem início com a formação dos coxins</p><p>endocárdios nas paredes ventral e dorsal do</p><p>canal atrioventricular.</p><p>Os coxins endocárdicos são invadidos por</p><p>células mesenquimais levando a um aumento</p><p>de tamanho destes, resultando na sua</p><p>aproximação e consequente fusão, dividindo</p><p>o canal atrioventricular em canais</p><p>atrioventriculares direito e esquerdo</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO ÁTRIO PRIMITIVO</p><p>A septação do átrio primitivo resulta</p><p>na formação do átrio direito e no átrio</p><p>esquerdo e tem início com o</p><p>surgimento do septo primário –</p><p>septum primum.</p><p>O septo primário se forma no teto do</p><p>átrio primitivo, e se desenvolve em um</p><p>movimento descendente, em direção</p><p>aos coxins endocárdicos que estão se</p><p>fusionando.</p><p>o espaço entre o septo primário</p><p>descendente e o coxim endocárdico</p><p>forma o forame primário – foramen</p><p>primum, que é uma comunicação</p><p>temporária entre os dois átrios em</p><p>formação.</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO ÁTRIO PRIMITIVO</p><p>O septo primário vai crescendo e se</p><p>fusiona com o coxim endocárdio</p><p>fechando o forame primário e</p><p>resultando no septo atrioventricular</p><p>primitivo.</p><p>No entanto, parte do septo primário</p><p>sofre apoptose formando uma</p><p>segunda comunicação entre os átrios</p><p>direito e esquerdo, o forame</p><p>secundário – foramen secundum .</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>O septo secundário consiste em uma</p><p>membrana muscular espessa, que</p><p>também se desenvolve em um</p><p>movimento descendente, recobrindo</p><p>gradualmente o forame secundário,</p><p>porém sem o fechar.</p><p>Desta forma, o forame secundário</p><p>dará origem ao FORAME OVAL, e</p><p>o</p><p>septo primário aderido aos coxins</p><p>endocárdicos formará a valva do</p><p>forame oval, impedindo o refluxo do</p><p>sangue do átrio esquerdo para o</p><p>átrio direito.</p><p>SEPTAÇÃO DO ÁTRIO PRIMITIVO</p><p>Durante a vida fetal, é mantida uma</p><p>comunicação interatrial funcional.</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>A septação do ventrículo se dá em</p><p>movimento ascendente, do assoalho</p><p>do ventrículo em direção ao coxim</p><p>endocárdio, a partir de uma massa</p><p>muscular denominada septo</p><p>interventricular.</p><p>Inicialmente este septo cresce por</p><p>adição de miócitos vindos dos</p><p>ventrículos esquerdo e direito em</p><p>formação. Porém, mais tarde haverá</p><p>a proliferação ativa dos mioblastos</p><p>do septo.</p><p>SEPTAÇÃO DO VENTRÍCULO PRIMITIVO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Até a sétima semana do</p><p>desenvolvimento, entre a borda livre</p><p>do septo e o coxin endocárdico</p><p>fusionado haverá um espaço</p><p>denominado de forame</p><p>interventricular, possibilitando a</p><p>comunicação entre os dois</p><p>ventrículos.</p><p>SEPTAÇÃO DO VENTRÍCULO PRIMITIVO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO VENTRÍCULO PRIMITIVO</p><p>O fechamento do forame</p><p>interventricular e a formação da</p><p>parte membranácea do septo</p><p>interventricular.</p><p>Após estes eventos, o tronco</p><p>pulmonar está em comunicação com</p><p>o ventrículo direito e a aorta se</p><p>comunica com o ventrículo</p><p>esquerdo.</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>A cavitação das paredes ventriculares forma uma trama esponjosa de feixes</p><p>musculares – as trabéculas cárneas. Alguns desses feixes formam os músculos</p><p>papilares e as cordas tendíneas. As válvulas atrioventriculares (valvas tricúspide</p><p>e mitral) são desenvolvidas através da proliferação de tecido em torno dos canais</p><p>atrioventriculares.</p><p>SEPTAÇÃO DO VENTRÍCULO PRIMITIVO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Durante a quinta semana do</p><p>desenvolvimento, a proliferação</p><p>ativa de células mesenquimais</p><p>nas paredes do bulbo cardíaco</p><p>resulta na formação de cristas</p><p>bulbares.</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=5DIUk9IXUaI</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Durante a quinta semana do</p><p>desenvolvimento, a proliferação</p><p>ativa de células mesenquimais</p><p>nas paredes do bulbo cardíaco</p><p>resulta na formação de cristas</p><p>bulbares.</p><p>Estruturas semelhantes se</p><p>formam no tronco arterioso, as</p><p>cristas troncais, que são</p><p>contínuas com as cristas</p><p>bulbares.</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>As cristas sofrem uma</p><p>rotação de 180° em espiral,</p><p>e quando as cristas se</p><p>fusionam formam o septo</p><p>aórtico-pulmonar.</p><p>Este septo divide o bulbo</p><p>cardíaco e o tronco arterioso</p><p>em dois canais arteriais, a</p><p>parte ascendente da aorta e</p><p>o tronco pulmonar</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E DO TRONCO ARTERIOSO</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Três pares de veias drenam para o coração tubular</p><p>- Veias Vitelínicas: sangue pouco oxigenado a partir do saco vitelínico</p><p>- Veias Umbilicais: sangue oxigenado a partir do primórdio da placenta.</p><p>- Veias Cardinais Comuns: sangue pouco oxigenado a partir do corpo do embrião</p><p>Mobile User</p><p>SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO</p><p>Três pares de artérias drenam do coração tubular para o corpo do embrião</p><p>• Arcos Aórticos: sangue pouco oxigenado a partir do coração.</p><p>• A.Aortas Dorsais: sangue pouco oxigenado a partir dos arcos</p><p>Aórticos para o corpo.</p><p>• A. Vitelinas: sangue pouco oxigenado em direção ao saco vitelino.</p><p>• A.Umbilicais: sangue pouco oxigenado para o primórdio da placenta.</p><p>Mobile User</p><p>MALFORMAÇÕES DO SISTEMA CARDIOVASCULAR</p><p>Mobile User</p><p>DEXTROCARDIA</p><p>Mobile User</p><p>DEXTROCARDIA</p><p>Mobile User</p><p>ECTOPIA CARDÍACA</p><p>Mobile User</p><p>Defeitos no Septo atrial (DSA) ou comunicação interatrial (CIA)</p><p>Mobile User</p><p>Tetralogia de Fallot</p><p>Mobile User</p>