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<p>Noções sobre classificação funcional</p><p>e técnica de vias</p><p>Apresentação</p><p>As vias de transporte são classificadas segundo diversos critérios. Os mais importantes são aqueles</p><p>que vinculam aspectos técnicos, pois permitem a definição de uma série de limites geométricos do</p><p>traçado rodoviário. Os principais fatores intervenientes são: o tráfego, o relevo, a importância e</p><p>consequente hierarquia, a jurisdição, a função da rodovia, o tipo de construção e a localização.</p><p>Resumindo, a classificação agrupa as rodovias em sistemas e classes da Rede Rodoviária Nacional</p><p>de acordo com os níveis de mobilidade de tráfego e acesso que cada uma oferece para o todo da</p><p>malha.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem você irá conhecer as classificações funcionais e técnicas para as</p><p>rodovias sendo capaz de relacioná-las de forma a expressar o sistema nacional de classificação,</p><p>podendo assim identificar casos específicos.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Expressar as classificações funcionais das rodovias.•</p><p>Identificar as classificações técnicas das rodovias.•</p><p>Relacionar as classificações funcionais com as técnicas.•</p><p>Infográfico</p><p>Você sabia que para a classificação das vias rurais (rodovias e estradas) deve-se levar em conta</p><p>conceitos como extensão de viagem e rendimentos decrescentes?</p><p>A extensão de viagem refere-se à finalidade da viagem, ou seja, viagens longas demandam grande</p><p>mobilidade e baixa acessibilidade enquanto que, nas viagens curtas, ocorre o contrário. Já os</p><p>rendimentos decrescentes estão associados à ideia de que os fluxos mais intensos concentram-se</p><p>em menores áreas e, as maiores áreas, atendem um menor fluxo. Para compreender melhor, confira</p><p>no infográfico!</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para</p><p>acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c546a24b-7828-438d-b1ac-49fb76fd6f5f/e6df735e-e01d-4003-9fb7-36660cb2fd20.jpg</p><p>Conteúdo do livro</p><p>No trecho do material disponível, o autor aborda a importância do processo classificatório para um</p><p>bom projeto de tráfego. No Brasil, devido a seu tamanho continental e grandes diferenças</p><p>regionais, essa importância é ainda mais acentuada. Isso se deve também às diferenças entre os</p><p>próprios trechos das rodovias em relação ao volume de tráfego, localização, tipo de via, dentre</p><p>outras. Há várias formas de classificação de rodovias, que estão relacionadas nos tópicos que</p><p>seguem. Inicie seus estudos no tópico Noções sobre classificação funcional e técnica de vias.</p><p>Boa leitura!</p><p>Conteúdo:</p><p>ESTRADAS</p><p>André Luís Abitante</p><p>Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094</p><p>A148e Abitante, André Luís.</p><p>Estradas / André Luís Abitante. – Porto Alegre :</p><p>SAGAH, 2017.</p><p>245 p. : il. ; 22,5 cm.</p><p>ISBN 978-85-9502-094-8</p><p>1. Rodovias. 2. Vias urbanas. 3. Traçado de rodovias. I.</p><p>Título.</p><p>CDU 625.7</p><p>Revisão Técnica:</p><p>Shanna Trichês Lucchesi</p><p>Mestre em Engenharia de Produção (UFRGS).</p><p>Professora do curso de Engenharia Civil (FSG).</p><p>Iniciais_Estradas.indd 2 06/06/2017 11:17:14</p><p>Noções sobre classi� cação</p><p>funcional e técnica de vias</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p> Expressar as classi� cações funcionais das rodovias.</p><p> Identi� car as classi� cações técnicas das rodovias.</p><p> Relacionar as classi� cações funcionais com as técnicas.</p><p>Introdução</p><p>As vias de transporte são classificadas segundo diversos critérios, sendo os</p><p>mais importantes aqueles que vinculam aspectos técnicos, pois permitem</p><p>a definição de uma série de limites geométricos do traçado rodoviário.</p><p>Os principais fatores intervenientes são: o tráfego, o relevo, a impor-</p><p>tância e a consequente hierarquia, a jurisdição, a função da rodovia, o</p><p>tipo de construção e a localização.</p><p>A classificação, resumindo, agrupa em sistemas e classes as rodovias</p><p>da Rede Rodoviária Nacional, de acordo com os níveis de mobilidade de</p><p>tráfego e acesso que cada uma oferece para o todo da malha.</p><p>Classificações funcionais</p><p>Segundo Albano (2016) a função de uma via representa o tipo de serviço que ela</p><p>proporciona. É o desempenho da via para a fi nalidade do deslocamento. A clas-</p><p>sifi cação das rodovias, portanto, visa atender os seguintes objetivos:</p><p>U N I D A D E 1</p><p>U1_C01_Estradas.indd 13 05/06/2017 21:34:16</p><p>a) necessidades de planejamento;</p><p>b) critérios de projeto;</p><p>c) organização institucional e administrativa.</p><p>Para atender a estes condicionantes, existem três formas de classificar as</p><p>rodovias:</p><p>a) classificação funcional;</p><p>b) classificação técnica;</p><p>c) classificação administrativa.</p><p>Neste capítulo, você estudará a classificação funcional e técnica. A clas-</p><p>sificação administrativa será abordada nos próximos capítulos.</p><p>Classificação funcional</p><p>Processo pelo qual as vias são agrupadas hierarquicamente em subsistemas</p><p>conforme o tipo de serviço que oferecem e a função que exercem.</p><p>Hierarquia funcional – Estágios de uma viagem típica</p><p>Os estágios de uma viagem podem ser divididos conforme:</p><p> Acesso: estágio inicial (ou final) da viagem, realizado em vias locais,</p><p>com tráfego reduzido.</p><p> Captação: segundo estágio da viagem, dado em vias com maior tráfego,</p><p>as vias coletoras, usadas justamente para coletar os veículos da via local.</p><p> Distribuição: terceiro estágio da viagem, feito em vias com caracte-</p><p>rísticas superiores às vias da captação, uma via arterial secundária,</p><p>por exemplo.</p><p> Transição: quarto estágio da viagem, realizado através de rampa de</p><p>acesso ou ramal de interseção.</p><p> Movimento principal: quinto estágio da viagem, executado em via de</p><p>alto padrão (via arterial principal) e altos volumes de tráfego.</p><p>Relação funcional</p><p>Não é viável atender a todos os desejos de deslocamentos da população da</p><p>forma rápida e direta como desejado. Conforme apresentado na Figura 1, se</p><p>Estradas 14</p><p>U1_C01_Estradas.indd 14 05/06/2017 21:34:16</p><p>os deslocamentos fossem realizados por vias que conectassem diretamente</p><p>origens e destinos, além da criação de mais pontos de confl ito, o que poderia</p><p>causar mais acidentes de trânsito, o sistema viário seria ocioso, ou seja, com</p><p>baixo aproveitamento das vias construídas. Sendo assim, por questões econô-</p><p>micas, o tráfego deve ser agrupado em vias que justifi quem sua construção,</p><p>conforme apresentado na Figura 2.</p><p>Figura 1. Linhas de desejo.</p><p>Fonte: Adaptada de Brasil (1999, p. 14).</p><p>Vilarejo 1 Vilarejo 2</p><p>Cidade grande</p><p>Distrito 1</p><p>Cidade média</p><p>Cidade grande</p><p>Figura 2. Rede rodoviária.</p><p>Fonte: Adaptada de Brasil (1999, p. 14).</p><p>Vilarejo 1 Vilarejo 2</p><p>Cidade grande</p><p>Distrito</p><p>Cidade grande</p><p>Cidade média</p><p>Rodovias locais</p><p>Rodovia coletora</p><p>Rodovia arterial</p><p>15Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 15 05/06/2017 21:34:18</p><p>A relação funcional, apresentada na Figura 2, atende perfeitamente aos</p><p>quesitos de acessibilidade e mobilidade. Albano (2016) define acessibilidade</p><p>como a necessidade de atender à demanda do tráfego local e de propriedades ou</p><p>instalações lindeiras, por exemplo: acesso à uma pequena localidade, atividade</p><p>ou uso do solo (trabalho – chácaras e fazendas – compras, escola, residên-</p><p>cias). Já a mobilidade, Albano (2016) define como a necessidade de atender</p><p>à demanda do tráfego de passagem pela região atravessada. Dar mobilidade</p><p>significa proporcionar fluidez no deslocamento necessário da origem ao destino</p><p>Os conceitos de mobilidade e acessibilidade estão associados à velocidade</p><p>das vias. Vias com alta mobilidade tendem a ter maiores limites de veloci-</p><p>dade e poucos pontos de acesso. Já nas vias com baixa mobilidade, mas alta</p><p>acessibilidade, as velocidades são reduzidas para proporcionar segurança</p><p>nas entradas e saídas. Ainda segundo Albano (2016), as funções de uma via</p><p>constituem um conflito de uso. A maior parte das vias urbanas e rurais é</p><p>usada simultaneamente para as duas finalidades (acessibilidade e mobilidade).</p><p>Sistemas funcionais</p><p>Conforme apresentado</p><p>na Figura 2, temos basicamente três classifi cações</p><p>funcionais: arterial, coletor e local. A Figura 3 apresenta a relação entre mo-</p><p>bilidade e acessibilidades nessas classifi cações. Como é possível observar</p><p>as vias locais devem proporcionar acessibilidade, enquanto as vias coletoras</p><p>devem possibilitar mobilidade.</p><p>Estradas 16</p><p>U1_C01_Estradas.indd 16 05/06/2017 21:34:18</p><p>Figura 3. Diagrama de funcionalidade das rodovias.</p><p>Fonte: Adaptada de Albano (2016).</p><p>Vias</p><p>arteriais</p><p>Vias</p><p>coletoras</p><p>principais</p><p>Vias</p><p>coletoras</p><p>locais</p><p>Vias</p><p>locais</p><p>% de utilização</p><p>como vias de</p><p>circulação rápida</p><p>% de utilização</p><p>para acesso aos</p><p>terrenos</p><p>circundantes</p><p>AcessibilidadeMobilidade</p><p>100% 100%</p><p>0% 0%</p><p>Sistema arterial</p><p>Conforme podemos ver na Figura 3 (vias arteriais), as estradas com previsão</p><p>de grandes volumes diários de veículos, devem principalmente, segundo o</p><p>DNER (BRASIL, 1999):</p><p> Promover nível alto de mobilidade para volumes grandes de tráfego;</p><p> Viabilizar conexões entre cidades e centros produtores de tráfego,</p><p>capazes de trazer viagens longas;</p><p> Integrar municípios, estados e países vizinhos, tráfego de longa distância.</p><p>Este sistema é subdividido em sistema principal, primário e secundário.</p><p> Sistema arterial principal – Rodovias que atendem viagens interna-</p><p>cionais e inter-regionais. Devem proporcionar sistemas contínuos dentro</p><p>da região, articulando-se com rodovias de funções similares, atendendo</p><p>principalmente à função mobilidade. Conectam cidades com população</p><p>acima de 150.000 habitantes, representando, em extensão, entre 2,0 e</p><p>3,5% da malha rodoviária total. Atende de 30 a 35% dos veículos por</p><p>quilômetro realizado, em percursos médios de viagens de 120 km, com</p><p>velocidades de operação entre 60 e 120 km/h.</p><p>17Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 17 05/06/2017 21:34:19</p><p> Sistema arterial primário – Rodovias que atendem viagens inter-</p><p>-regionais e interestaduais. Em conjunto com os demais, formam um</p><p>sistema contínuo, livre de interrupções, atendendo principalmente à</p><p>função de mobilidade. Conectam cidades com população acima de</p><p>50.000 habitantes, e representam, em extensão, de 1,5 a 3,5% do total</p><p>da rede rodoviária, atendendo por volta de 15 a 20% dos veículos por</p><p>quilômetro realizado. Seu percurso médio de viagens gira em 80 km,</p><p>com velocidades de operação entre 50 e 100 km/h.</p><p> Sistema arterial secundário – Rodovias que atendem viagens inter-</p><p>-regionais. Em conjunto com os demais, também formam um sistema</p><p>contínuo, livre de interrupções, atendendo principalmente à função</p><p>mobilidade. Conectam cidades com população acima de 10.000 habi-</p><p>tantes e representam, em extensão, entre 2,5 a 5% da malha rodoviária,</p><p>atendendo de 10 a 20% dos veículos por quilômetro realizado. Seu</p><p>percurso médio de viagens é de 60 km, com velocidades de operação</p><p>entre 40 e 80 km/h.</p><p>Sistema coletor</p><p>Segundo o DNER (BRASIL, 1999), atende o tráfego intermunicipal e centros</p><p>geradores de menor demanda. Comparado ao sistema arterial, as distâncias</p><p>de viagens são menores e as velocidades mais moderadas, complementando</p><p>na verdade o sistema supracitado. As vias coletoras devem proporcionar mo-</p><p>bilidade e acesso dentro de uma área específi ca, subdividindo-se em sistema</p><p>coletor primário e coletor secundário.</p><p> Sistema coletor primário – Liga cidades acima de 5.000 habitantes</p><p>não servidas por sistemas de nível superior. Dão acesso a outros impor-</p><p>tantes centros de geração de tráfego, como portos, parques turísticos</p><p>etc.; proporcionam ligações às áreas servidas com o sistema principal;</p><p>e atendem aos mais importantes fluxos do tráfego intermunicipal. A</p><p>extensão total deste sistema representa de 4 a 8 % da rede rodoviária,</p><p>atendendo entre 8 e 10% dos veículos por quilômetro realizado. O</p><p>percurso médio das viagens é de 50 km e as velocidades operacionais</p><p>entre 30 e 70km/h.</p><p> Sistema coletor secundário – Liga centros com população acima de</p><p>2.000 habitantes e sedes municipais não servidas por sistemas de nível</p><p>superior. Dão acesso às grandes áreas de baixa densidade populacional,</p><p>não servidas por sistemas de nível superior e/ou proporcionam ligações</p><p>Estradas 18</p><p>U1_C01_Estradas.indd 18 05/06/2017 21:34:20</p><p>às áreas servidas com o sistema coletor primário ou com o sistema</p><p>arterial. Sua extensão total no sistema viário representa entre 10 a 15%</p><p>da rede rodoviária, atendendo de 7 a 10% dos veículos por quilômetro</p><p>realizado. O percurso médio de viagem é de 35 km, com velocidades</p><p>de operação entre 30 a 60 km/h.</p><p>Sistema local</p><p>Constituído geralmente por rodovias de pequena extensão, destinadas princi-</p><p>palmente a atender a demanda intramunicipal de áreas rurais e/ou de pequenas</p><p>localidades, ligando-as às sedes municipais ou rodovias de nível superior.</p><p>Segundo o DNER (BRASIL, 1999), pode apresentar descontinuidade, mas</p><p>não devem ficar isoladas do restante da malha e outros sistemas. Sua extensão</p><p>no sistema viário representa entre 65% e 80% do total de estradas e rodovias,</p><p>atendendo entre 5 e 30% dos veículos por quilômetro realizado. Apresentam</p><p>percurso médio de viagens em 20 km, com velocidades de operação entre 20</p><p>e 50 km/h.</p><p>Classificações técnicas</p><p>Os critérios básicos de classifi cação como a posição hierárquica da via, o nível</p><p>de serviço, o volume médio diário de tráfego além de outras condicionantes,</p><p>levaram o DNIT, antigo DNER, a classifi car as rodovias federais em 6 diferentes</p><p>classes técnicas que serão apresentadas a seguir.</p><p>Nem sempre os estados utilizam a classificação estabelecida pelo DNIT para categorizar</p><p>as rodovias estaduais. Sendo assim, ao trabalhar com as rodovias do seu estado, pesquise</p><p>os critérios de classificação locais.</p><p>19Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 19 05/06/2017 21:34:20</p><p>DNER (1999): classes de projeto</p><p>A seguir serão apresentadas as características das rodovias que estão inseridas</p><p>em cada classe.</p><p> Classe 0:</p><p>■ Autoestrada, com pista dupla e controle total de acesso;</p><p>■ Alto volume de tráfego;</p><p>■ Elevado padrão técnico;</p><p>■ Prepondera a função de mobilidade;</p><p>■ Enquadramento por decisão administrativa.</p><p> Classe I A:</p><p>■ Via com pista dupla e controle parcial de acesso;</p><p>■ Rodovia arterial com grande demanda de tráfego, semelhantes ao</p><p>da Classe 0;</p><p>■ Considerada rodovias classe I-A, quando o volume de tráfego futuro</p><p>(10 anos), em pista simples, indicar um nível de serviço inferior ao</p><p>nível C, em terreno plano ou levemente ondulado. Usualmente ocorre</p><p>para Volume Diário Médio (VDM) > 5.500 veículos em terreno plano</p><p>e VDM > 1.900 veículos para terreno levemente ondulado;</p><p>■ Considerada quando o volume de tráfego futuro (10 anos), em pista</p><p>simples, indicar um nível de serviço inferior ao nível D, em terreno</p><p>montanhoso ou urbano. Usualmente para VDM > 2.600 veículos em</p><p>terreno fortemente ondulado e VDM > 1.000 veículos para terreno</p><p>montanhoso.</p><p>Nível de Serviço é definido como uma medida qualitativa das condições de operação</p><p>– conforto e conveniência de motoristas, e depende de fatores como: liberdade na</p><p>escolha da velocidade, finalidade para mudar de faixas nas ultrapassagens e saídas</p><p>e entradas na via e proximidade dos outros veículos. Classifica-se as rodovias em A,</p><p>B, C, D, E e F. O nível A corresponde às melhores condições de operação e o nível de</p><p>serviço F às piores (NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES, 2010).</p><p>Estradas 20</p><p>U1_C01_Estradas.indd 20 05/06/2017 21:34:21</p><p> Classe I B:</p><p>■ Via com pista simples e controle parcial de acesso;</p><p>■ Limite inferior: volume de 5.500 veículos/dia ou volume horário</p><p>de 200 veículos/dia. Nível C em região montanhosa e nível B em</p><p>região plana;</p><p>■ Limite superior: quando o volume de tráfego indicar pista simples</p><p>após 10 anos;</p><p>– Nível de serviço equivalente a C, terreno plano ou levemente</p><p>ondulado. Usualmente para VDM < 5.500 veículos em terreno</p><p>plano e VDM < 1.900 veículos em terreno levemente ondulado;</p><p>– Nível de serviço equivalente a D, terreno fortemente ondulado</p><p>ou montanhoso. Usualmente VDM < 2.600 veículos para ter-</p><p>reno fortemente ondulado e VDM < 1.000 veículos para terreno</p><p>montanhoso.</p><p>■ Deve contemplar terceira faixa em regiões montanhosas.</p><p> Classe II:</p><p>■ Via com pista simples e controle parcial de acesso;</p><p>■ Limite inferior: volume de 700 VDM;</p><p>■ Limite superior: volume de 1.400 VDM.</p><p> Classe III:</p><p>■ Via com pista simples e controle parcial de acesso;</p><p>■ Limite inferior: volume de 300 VDM;</p><p>■ Limite superior: volume de 700 VDM.</p><p> Classe IV:</p><p>■ Via com pista simples e acessibilidade alta.</p><p>■ Classe IV A:</p><p>– VDM de 50 a 200.</p><p>■ Classe IV B:</p><p>– VDM < 50.</p><p>Relação entre classificação funcional e técnica</p><p>Na Tabela 1 observe a comparação entre as classes funcionais e técnicas de</p><p>acordo com cada sistema. Confi ra!</p><p>21Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 21 05/06/2017 21:34:22</p><p>Fonte: BRASIL (1999).</p><p>Sistema Classes funcionais Classes técnicas</p><p>Arterial Principal Classe 0 e I</p><p>Primário Classe I</p><p>Secundário Classe I e II</p><p>Coletor Primário Classe II e III</p><p>Secundário Classe III e IV</p><p>Local Local Classe III e IV</p><p>Tabela 1. Comparação entre classe funcional e classe técnica.</p><p>Outras classificações</p><p>Ainda, é possível classifi car as vias quanto à sua posição geográfi ca. As que</p><p>se localizam em centros urbanos e são utilizadas para deslocamentos internos</p><p>da cidade são chamadas de vias urbanas. Podem ser ruas, avenidas, vielas ou</p><p>caminhos e similares abertos para a circulação pública, nas áreas urbanas das</p><p>cidades. As velocidades em vias urbanas são sugeridas pelo (BRASIL, 2013).</p><p> Vias de trânsito rápido (expressas) = 80 km/h;</p><p> Vias arteriais = 60 km/h;</p><p> Vias coletoras = 40 km/h;</p><p> Vias locais = 30 km/h.</p><p>Como é possível verificar, a classificação de vias urbanas conta com uma</p><p>denominação adicional, o de vias expressas. Uma via expressa ou via rápida</p><p>é uma via dentro de uma área urbana, sempre asfaltada e usualmente fechada</p><p>para ciclistas e pedestres, ou com via segregada, com o intuito de maximizar</p><p>o movimento e a velocidade média dos veículos motorizados que a usam.</p><p>Além disso, cruzamentos e semáforos não são usados neste tipo de via, com</p><p>preferência à construção de obras de arte nas interseções.</p><p>Estradas 22</p><p>U1_C01_Estradas.indd 22 05/06/2017 21:34:23</p><p>Já as vias rurais são formadas pelas rodovias e estradas (BRASIL, 2013):</p><p> Rodovias: são as vias pavimentadas;</p><p> Estradas: são as vias não pavimentadas.</p><p>Nestas vias, as velocidades sugeridas pelo CTB podem ser de até:</p><p> Automóveis = 110 Km/h;</p><p> Ônibus e Caminhões = 90 km/h;</p><p> Demais veículos = 80 km/h.</p><p>As autoestradas ( freeways) são vias de comunicação destinadas apenas</p><p>ao tráfego motorizado, dotadas de duas faixas (pelo menos) em cada sentido,</p><p>separadas por elementos físicos, com cruzamentos desnivelados, ou seja, sem</p><p>cruzamentos (mas rampas de acesso), e servem de ligação entre uma metrópole</p><p>e outros locais importantes. Ainda são dotadas de serviços especiais, como:</p><p>postos telefônicos, postos de segurança e pronto-socorro, etc. As autoestradas,</p><p>são rodovias classe 0.</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) define que a velocidade mínima para trafegar</p><p>não pode ser inferior à metade da velocidade máxima permitida para qualquer via,</p><p>a fim de evitar alterações bruscas de velocidade. Por exemplo, em rodovias em que</p><p>a velocidade máxima permitida é de 80 Km/h, não se pode trafegar a menos de</p><p>40 Km/h (BRASIL, 2013).</p><p>23Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 23 05/06/2017 21:34:23</p><p>1. A classificação chamada funcional</p><p>estabelece a hierarquia do sistema</p><p>viário, subdividindo-se em:</p><p>a) Pavimentada, cascalhada</p><p>e de chão batido.</p><p>b) Principal, coletora e vicinal.</p><p>c) Autoestrada, coletora e local.</p><p>d) Via expressa, arterial e local.</p><p>e) Arterial, coletora e local.</p><p>2. As vias locais podem ser</p><p>classificadas tecnicamente como:</p><p>a) Classes 0 e I.</p><p>b) Classes I e II.</p><p>c) Classes II e III.</p><p>d) Classes III e IV.</p><p>e) Classes I-A e I-B.</p><p>3. Uma via com volume diário</p><p>médio de tráfego estimado</p><p>em 1.300 veículos pode ser</p><p>classificada tecnicamente como:</p><p>a) Classe 0.</p><p>b) Classe I.</p><p>c) Classe II.</p><p>d) Classe III.</p><p>e) Classe IV.</p><p>4. Promover ligações entre cidades</p><p>e grandes centros geradores</p><p>de tráfego, capazes de atrair</p><p>viagens de longa distância, é</p><p>característica do sistema funcional:</p><p>a) Arterial.</p><p>b) Coletor secundário.</p><p>c) Coletor primário.</p><p>d) Local.</p><p>e) Fundamental.</p><p>5. A cidade de Canoas/RS, situada</p><p>na região metropolitana de Porto</p><p>Alegre/RS, possui aproximadamente</p><p>342.000 habitantes. Caxias do Sul/</p><p>RS, na serra gaúcha, fica distante de</p><p>Canoas 112 km e possui população</p><p>estimada em 479.000 habitantes.</p><p>Para atender ao fluxo previsto entre</p><p>estes dois municípios, qual sistema</p><p>funcional de rodovia é necessário?</p><p>a) Arterial principal.</p><p>b) Arterial primário.</p><p>c) Arterial secundário.</p><p>d) Coletor primário.</p><p>e) Coletor secundário.</p><p>Estradas 24</p><p>U1_C01_Estradas.indd 24 05/06/2017 21:34:25</p><p>ALBANO, J. F. Vias de transporte. Porto Alegre: Bookman, 2016.</p><p>BRASIL. Código de Trânsito Brasileiro. 5. ed. Brasília, DF: Edições Câmara, 2013. (Série</p><p>Legislação). Disponível em: <https://goo.gl/Y6xkw2>. Acesso em: 20 mar. 2017.</p><p>BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Manual de projeto geomé-</p><p>trico de rodovias rurais. Rio de Janeiro: DNER, 1999. Disponível em: < https://goo.gl/</p><p>QSDhAp>. Acesso em: 20 mar. 2017.</p><p>NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES. HCM2010: Highway Capacity Manual. 2010. Dis-</p><p>ponível em: <http://hcm.trb.org/?qr=1>. Acesso em: 20 mar. 2017.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>BRASIL. Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias 2016: relatório</p><p>gerencial. 20. ed. Brasília, DF: CNT, 2016.</p><p>DUARTE, F. Planejamento urbano. Curitiba: Ibpex, 2007.</p><p>KEEDI, S. Logística de transporte internacional: veículo prático de competitividade. 3.</p><p>ed. São Paulo: Aduaneiras, 2007.</p><p>REGINA, I. C. Redes urbanas de transporte para pessoas e mercadorias. Revista dos</p><p>Transportes Públicos, São Paulo, ano 24, n. 95, p. 27-30, 2º trimestre 2002.</p><p>25Noções sobre classificação funcional e técnica de vias</p><p>U1_C01_Estradas.indd 25 05/06/2017 21:34:26</p><p>Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para</p><p>esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual</p><p>da Instituição, você encontra a obra na íntegra.</p><p>Conteúdo:</p><p>Dica do professor</p><p>Você sabia que a classificação técnica é também conhecida como classificação de projeto? A</p><p>classificação de projeto geralmente é utilizada para o planejamento de construção de rodovias. Ela</p><p>se baseia fundamentalmente nas estimativas de fluxo para determinar o tipo de via a ser</p><p>construída. Assista ao vídeo para identificar os critérios utilizados para classificação funcional e</p><p>técnica das vias.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/92a0bf8e184205bb3b9e310e24bba9f4</p><p>Exercícios</p><p>1)</p><p>A classificação chamada funcional estabelece a hierarquia do sistema viário, subdividindo-se</p><p>em:</p><p>A) a) Pavimentada, cascalhada e de chão batido.</p><p>B) b) Principal, coletora e vicinal.</p><p>C) c) Autoestrada, coletora e local.</p><p>D) d) Via expressa, arterial e local.</p><p>E) e) Arterial, coletora e local.</p><p>2)</p><p>As vias locais podem ser classificadas tecnicamente como:</p><p>A) a) Classes 0 e I</p><p>B) b) Classes I e II</p><p>C) c) Classes II e III</p><p>D) d) Classes III e IV</p><p>E) e) Classes I-A e I-B</p><p>3)</p><p>Uma via com volume diário médio (VDM) de tráfego estimado em 1.300 veículos, pode ser</p><p>classificada tecnicamente como:</p><p>A) a) Classe 0</p><p>B) b) Classe I</p><p>C) c) Classe II</p><p>D) d) Classe III</p><p>E) e) Classe IV</p><p>4)</p><p>Promover ligações entre cidades e grandes centros geradores de tráfego, capazes de atrair</p><p>viagens de longa distância, é característica do sistema funcional:</p><p>A) a) Arterial</p><p>B) b) Coletor secundário</p><p>C) c) Coletor primário</p><p>D) d) Local</p><p>E) e) Fundamental</p><p>5)</p><p>A cidade de Canoas / RS, situada na região metropolitana de Porto Alegre / RS, possui</p><p>aproximadamente 342.000 habitantes. Caxias do Sul / RS, na serra gaúcha, fica distante de</p><p>Canoas 112 km e possui população estimada em 479.000 habitantes. Para atender ao fluxo</p><p>previsto entre estes dois municípios, qual sistema funcional de rodovia é necessário?</p><p>A) a) Arterial principal</p><p>B) b) Arterial primário</p><p>C) c) Arterial secundário</p><p>D) d) Coletor primário</p><p>E) e) Coletor secundário</p><p>Na prática</p><p>A classificação técnica, segundo o DNER (1999), é resultado da experiência acumulada durante o</p><p>processo de desenvolvimento da malha implantada e traduz o consenso que se formou no país</p><p>quanto ao atendimento de forma economicamente viável e com condições adequadas de segurança</p><p>à demanda crescente do tráfego.</p><p>A função exercida pela rodovia e os volumes de tráfego, associados ao grau de dificuldade de</p><p>implantação resultante da natureza do terreno atravessado, foram os fatores predominantes no</p><p>processo de formulação das diversas classes adotadas. Apesar de ser indispensável ao</p><p>planejamento, a classificação técnica pode também ser adotada para classificação de rodovias</p><p>existentes.</p><p>Veja a seguir as características das cinco classes e subclasses consideradas nesta forma de</p><p>classificação, segundo Lee (2000).</p><p>Deve ser ressaltado que, embora os elementos de tráfego contribuam para o estabelecimento das</p><p>classes em ambos os sistemas de classificação, os critérios adotados nos dois casos são diferentes.</p><p>O objetivo é o de atribuir a uma certa classe funcional determinado conjunto de características</p><p>técnicas julgado compatível com o nível hierárquico daquela classe (DNER, 1999).</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Determinação do Volume Médio Diário para o ano de 2006</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Classificação funcional das vias do município de Serra / ES</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>http://www.dnit.gov.br/download/rodovias/operacoes-rodoviarias/convenios-com-a-ufsc/convenio-00562007-p1-f1-produto-2.pdf</p><p>http://www.ijsn.es.gov.br/ConteudoDigital/20120817_ij00847_classificacaofuncionaldosistemaviario.pdf</p>

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