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<p>INDEP</p><p>CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL</p><p>O DESENHO INFANTIL NA PERCEPÇÃO PSICOPEDAGÓGICA</p><p>LEANDRA PRISCILA AMARO SABAINI PEREIRA</p><p>MARÍLIA/SP</p><p>2019</p><p>INDEP</p><p>CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL</p><p>O DESENHO INFANTIL NA PERCEPÇÃO PSICOPEDAGÓGICA</p><p>LEANDRA PRISCILA AMARO SABAINI PEREIRA</p><p>Trabalho de curso apresentado ao Instituto de Ensino, Capacitação e Pós Graduação “INDEP”, como requisito parcial para obtenção do grau de Pós Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional.</p><p>Orientador: Prof.</p><p>MARÍLIA/SP</p><p>2019</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO 05</p><p>CAPÍTULO 1 – A PSICOPEDAGOGIA: CONSIDERAÇÕES INICIAIS 07</p><p>1.1 O Desenho Infantil 08</p><p>1.2 As Fases do Desenho 09</p><p>1.2.1 Garatujas 09</p><p>1.2.2 Pré-esquemática 10</p><p>1.2.3 Esquemática 11</p><p>1.2.3.1 Provas Projetistas 11</p><p>CAPÍTULO 2 - O DESENHO NOS CONTOS DE FADAS 12</p><p>2.1 A origem dos contos de fadas 12</p><p>2.2 A fonte oriental: Calila e Dimna 12</p><p>2.3 Contos maravilhosos X Contos de fadas 13</p><p>2.4 O que são os contos de fadas 14</p><p>2.5 O surgimento do Conto de fadas 15</p><p>2.6 Uma consideração sobre os principais autores 17</p><p>2.6.1 Irmãos Grimm 17</p><p>2.6.2 Andersen 19</p><p>2.7 Principais características dos contos de fadas 20</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS 22</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 23</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 1 - Garatujas 10</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>É de grande importância no meio psicopedagógico o desenho infantil, além de sua importância e utilização para um diagnostico de dificuldade de aprendizagem. O desenho desde a pré-história sempre foi utilizado como meio de comunicação entre os homens, nas cavernas ficavam gravados os hábitos e experiências dos primitivos.</p><p>Na antiguidade o desenho ganha status de sagrado, como no Egito para decorar templos e tumbas. Os chineses, os mesopotâmicos e americanos criaram diferentes desenhos para identificar e distinguir os povos, com significados próprios. Outro acontecimento importante foi a criação do papel feita pelos chineses a mais de três mil anos, pois até o momento variados materiais eram utilizados para este fim, no entanto o papel como conhecemos hoje foi desvendado apenas em 105 a.C, mantido em segredo por mais de 600 anos pelos chineses.</p><p>Conforme os materiais eram modificados conforme o tempo os desenhos acompanhavam essa evolução, como o desenho sobre a vida e as pessoas, no renascimento o desenho retratando fielmente a realidade, o desenho industrial com a Revolução Industrial, caricaturas e charges após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), também as animações. Nos anos 90 essa evolução ficou cada vez mais diversificada, com cartuns, charges, desenhos técnicos, desenhos artísticos, caricaturas, animes, mangás, grafites etc.</p><p>E assim o desenho continua cada vez mais utilizado, principalmente por crianças que deixam sua criatividade serem expressas por meio deles. Devido à importância histórica que o desenho pertence é que se propôs a dar uma atenção mais especifica a este aspecto no mundo infantil, pois entendemos que a muito a entender e interpretar através do desenho realizado por uma criança.</p><p>Assim sendo, justifica-se, com a presente pesquisa, entender que o desenho infantil é o inicio do grafismo infantil do qual revela o grau de desenvolvimento nos aspectos social, emocional e intelectual, possibilitando entender como a criança adapta-se no processo de construção da realidade da qual pertencerá posteriormente ao período de alfabetização.</p><p>Muitos teóricos concordam que antes mesmo da prática da leitura ou de escrita formal, a criança possui um conhecimento anterior, caracterizado pelo desenho, pois quando ela desenha podemos a partir de pequenos detalhes observar e entender o que a criança muitas vezes não nos consegue dizer com a fala ou com a escrita, podendo assim intervir no processo de desenvolvimento desta criança para diminuir possíveis dificuldades de aprendizagem que provavelmente aparecerão no momento da alfabetização.</p><p>Ao se destacar o conceito de pesquisa, Gil (1999) discorre que:</p><p>A construção do trabalho implica na necessidade da utilização dos princípios da pesquisa científica, o que implica a obtenção de conhecimento sobre um determinado assunto, na perspectiva de superação da percepção superficial e aparente do mundo que nos cerca. Busca-se, portanto, ultrapassar os fatos, desvelar processos, explicar e descrever, com consistência e plausividade, fenômenos a partir de determinado referencial (GIL, 1999).</p><p>Portanto, objetiva-se, para tanto, localizar, identificar e entender a relação do desenho infantil com o desenvolvimento da dificuldade de aprendizagem da criança relacionando o início da alfabetização. Especificamente, visa-se compreender a importância do desenho infantil, analisar a relação do desenho infantil com o desenvolvimento da criança, identificar a relação do desenho infantil para possível diagnóstico de dificuldade de aprendizagem no período de alfabetização e destacar as contribuições para pesquisas correlatas no âmbito da psicopedagogia.</p><p>Considerando que a base deste trabalho é a pesquisa bibliográfica, realizar-se-á um levantamento de livros, e principalmente artigos atuais para desta forma identificar, reunir, selecionar, sistematizar e analisar aspectos disponíveis nestas literaturas que discutem a importância do desenho infantil no desenvolvimento da criança e como podemos contribuir para identificação e prevenção de dificuldades das quais poderão apresentar no processo de alfabetização.</p><p>Por fim, utilizar-se-á, também, desenhos para demonstração das fases que norteiem o desenvolvimento se suas respectivas idades. Será empregada na pesquisa, o método dedutivo e a pesquisa qualitativa.</p><p>10</p><p>CAPÍTULO 1 – A PSICOPEDAGOGIA: CONSIDERAÇÕES INICIAIS</p><p>No início a Psicopedagogia tinha o intuito médico pedagógico. Os primeiro centros psicopedagógicos foram formados por J. Boutonier e George Mauco, na Europa em 1946, que continham e uniam conhecimentos na área na Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, como forma de atender crianças com dificuldades de aprendizado, reabilitar crianças com comportamentos socialmente inadequados em casa e nas escolas.</p><p>Oliveira e Bossa (1998, p. 31-32) destacam as seguintes especificidades do trabalho: o “distúrbio de aprendizagem” é encarado como uma manifestação de uma perturbação que envolve a totalidade da personalidade; o desenvolvimento infantil é considerado a partir de uma perspectiva dinâmica, e é dentro dessa evolução dinâmica que o sintoma “distúrbio de aprendizagem” é estudado; a neutralidade do papel de psicopedagogo é negada e este conhece a importância da relação transferencial entre o profissional e o sujeito da aprendizagem; objetivo do psicopedagogo é levar o sujeito a reintegrar-se à vida escolar normal, respeitando as suas possibilidades e interesses.</p><p>Foi na década de 50 e 60 que a atuação psicopedagógica se organizou no Brasil, com a divulgação da abordagem psiconeurológica do desenvolvimento humano a aprendizagem, a psicopedagogia ganhou espaço por preocupar-se com os déficits escolares e criticidade com o trabalho (OLIVEIRA, 2019).</p><p>Hoje o campo da psicopedagogia está cada vez mais abrangente, e por isso que nos propusemos a estudar uma das vertentes em que a psicopedagogia pode atuar com diagnostico e intervenção.</p><p>O desenho infantil passa de um mero rabisco em um papel em branco para uma análise mais profunda do entendimento e da percepção através das entre linhas o que uma criança possa estar querendo expor que interfere diretamente em seu desenvolvimento atingindo posteriormente a dificuldade na aprendizagem.</p><p>1.1 O Desenho Infantil</p><p>O interesse científico sobre o desenho infantil surgiu por volta o fim do século XIX com a Psicologia Experimental, disseminando logo para outras disciplinas como a Psicologia, a Pedagogia, a Estética e a Sociologia. Já no século XX o estudo sobre o desenho infantil contribui para a Psicologia Infantil e atualmente é de grande valia para pesquisas na área da Psicologia e da Educação.</p><p>Nesse sentido,</p><p>Andrade et al. (2007, p. 03) aduzem que:</p><p>O desenho é a primeira representação gráfica utilizada pelas crianças. Desenhar é um ato inteligente de representação que põe forma e sentido ao pensamento e ao conteúdo que foi assimilado. O desenho é ferramenta essencial do processo de desenvolvimento da criança e não deve ser entendido como uma atividade complementar, ou de divertimento, mas como uma atividade funcional. Ou seja, consiste em usar o desenho como procedimento para sistematização dos conteúdos nas áreas do conhecimento (ANDRADE et al, 2007, p. 03.).</p><p>Desde muito cedo a criança já observa que pode deixar marcas em vários lugares tornando-se cada vez mais uma atividade prazerosa da qual dará o suporte inicial para a sua criatividade.</p><p>De acordo com Montenegro (2004), a criatividade pode ser definida como o somatório da imaginação, realização, expressão e construção. A infância é considerada por todos uma fase feliz, e é neste momento que se criam novos mundos a partir de desenhos. Para o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998), a criança realiza um percurso próprio de criação, ou seja, com características específicas e individuais que envolvem “escolhas, experiências pessoais, aprendizagens, relação com a natureza, motivação interna e/ou externa” (BRASIL, 1998, p. 91).</p><p>O desenhar para a criança é algo extremamente significativo, principalmente quando a linguagem escrita ainda não faz parte de seu domínio, utilizando da pratica do desenho como meio de comunicação e expressão de seus sentimentos e desejos.</p><p>O ato de desenhar pode ser marcado por vários tipos de reações. Segundo Derdyk (2007), algumas crianças ficam felizes com o resultado do seu trabalho, já outras não fiam satisfeitas com o que realizaram, algumas soltam gritos de felicidade e querem contar a todos o que fizeram, outras voltam sua atenção para dentro do papel. Segundo Fontoura (1972, p. 252):</p><p>Entre as várias formas de comportamento infantil é o desenho uma das mais ricas e elucidativas. A linguagem e o desenho constituem o mais seguro caminho para atingir-se à estrutura do pensamento infantil a marcha do seu raciocínio, as formas de sua lógica. O desenho é o momento da evolução mental da criança, que completa linguagem e anuncia o próximo advento da criança (FONTOURA, 1972, p.252)</p><p>É neste sentido que se mostra a importância da interpretação do desenho infantil para o desenvolvimento a criança, é possível através de técnicas observarem por detrás das linhas, rabiscos e formas que fazem parte do universo e da aprendizagem infantil. Segundo Lowenfeld e Brittain (1970), por meio do desenho podemos perceber os componentes que permeiam o desenvolvimento da criança em todos os aspectos.</p><p>1.2 As Fases do Desenho</p><p>1.2.1 Garatujas</p><p>Os registros da linguagem iniciam-se muito cedo com as garatujas, a criança (com 2 a 4 anos, aproximadamente) ainda não tem consciência de que o risco é consequência de seu movimento com o lápis, segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente.</p><p>Todo o corpo acompanha o movimento, realizando figuras abertas (linhas verticais ou horizontais) em movimento de vaivém, realizando-os em varias superfícies terra, na areia, nas paredes ou no papel; se não tiver um lápis ou caneta, poderá usar pedaços de tijolos, giz ou pedras.</p><p>Segundo Greig (2004) as garatujas classificam-se em três categorias principais: desordenadas, controladas e com atribuição de nomes. As garatujas desordenadas são rabiscos aleatórios em que a criança na maioria das vezes nem olha para o que está fazendo, sem estabelecer nenhuma relação com traço e gesto, realizando apenas movimentos de cima para baixo, para frente para trás sem destino certo, apenas ao longo do segundo ano é que ela percebe seus traços realizando portanto com satisfação, como segue no exemplo abaixo.</p><p>Figura 1 – Garatujas</p><p>Fonte: Brasil (2009)</p><p>A partir do momento em que a criança começa a estabelecer relação do traço com o gesto, é que inicia o período da garatuja controlada, pois ela começa a registrar linhas em ziguezague e cruzadas, com curvas e círculos, e com aproximadamente três anos inicia com o círculo espiral.</p><p>As garatujas com atribuição de nomes é o momento em que a criança começa a estabelecer relação do movimento com o mundo a sua volta, distribuindo melhor os traços pelo papel descrevendo verbalmente o que fez e anunciando o que vai fazer. Desenhos criados pela criança nessa etapa, não possuem notáveis mudanças em relação aos desenhos das etapas anteriores.</p><p>No entanto, o tempo que a criança se dedica é maior e seus traços são carregados de significados, pois, nada é feito de maneira aleatória, há sempre uma lógica implícita nas produções gráficas e por isso mesmo podem construir ideias originais a fim de dominar o sistema representativo da escrita.</p><p>1.2.2 Pré-esquemática</p><p>Quando a criança (de quatro a seis anos) encontra-se nesta fase inicia um processo de reconhecimento e relação entre o desenho, o pensamento e a realidade, no entanto, ela ainda não é capaz de ordenar seus traços em um espaço organizado e sistematizado, pois ainda não possui noção espacial.</p><p>1.2.3 Esquemática</p><p>1.2.3.1 Provas Projetistas</p><p>As provas projetistas Psicopedagógicas foram criadas por Visca (1994) a fim de investigar e identificar os vínculos escolares, familiares e consigo mesmo, pois partia do pressuposto de que a criança expõe seus sentimentos e relações através do desenho e que a partir de suas análises é possível diagnosticar dificuldades enfrentadas por estas crianças que desembarcarão no âmbito escolar, principalmente no momento de alfabetização.</p><p>Para isso, o autor criou dez provas projetistas:</p><p>Par educativo: análise do vinculo que a criança tem com a aprendizagem e com a professora;</p><p>Eu com meus companheiros: análise do vinculo que a criança tem com seus companheiros de classe;</p><p>O plano da sala de aula: análise do real e do desejado referente ao campo geográfico da sala de aula;</p><p>O plano de minha casa;</p><p>Os quatro momentos de um dia;</p><p>Família Educativa: análises das relações familiares;</p><p>Desenho em episódios;</p><p>O dia do meu aniversário;</p><p>Em minhas férias;</p><p>Fazendo o que mais gosto: análise de si mesmo (VISCA, 1994).</p><p>Por fim, Oliveira (2019) destaca que as técnicas projetivas Psicopedagógicas têm o objetivo de investigar a rede de vínculos que o sujeito possui em três domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo. Em cada um destes domínios, guardando as diferenças individuais, é possível reconhecer três níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que constituem o vínculo da aprendizagem.</p><p>CAPÍTULO 2 - O DESENHO NOS CONTOS DE FADAS</p><p>2.1 A origem dos contos de fadas</p><p>A partir do século XVlll, com os avanços da arqueologia, as histórias e as lendas tidas como inventadas ou fantasiosas, puderam ser provadas como verdadeiras, com se tivessem realmente havia acontecido em tempos antigos.</p><p>No século XlX, com auxílio do trabalho de escavações, surge também a pesquisa da memória popular, das narrativas populares e folclóricas por toda Europa e também América, cada nação procurava descobrir suas raízes.</p><p>Através dessas pesquisas descobriram-se acervos literários, contos maravilhosos, fábulas, lendas pertencentes a povos e regiões diferentes, mas que tinham numerosas narrativas em comum como chapeuzinho vermelho, a bela adormecida, a gata borralheira, entre outras. Foi depois dessas descobertas que surge uma questão: como justificar tais coincidências de histórias, narrativas comuns entre povos que tiveram origens e processos históricos tão distintos?</p><p>Filósofos, linguistas, folcloristas, antropólogos, historiadores e outros profissionais dedicaram-se anos buscando desvendar os caminhos supostamente percorridos por essas narrativas antigas, até que chegassem aos nossos dias. A ligação entre essas pesquisas revelou que a principal fonte narrativa veio do oriente (Índia 2 a.C), depois fundiu-se através dos tempos com a fonte latina (Greco-romana) e com a fonte céltica-bretã ,onde nasceram</p><p>as fadas (COELHO; COSTA, 2013, p. 37).</p><p>2.2 A fonte oriental: Calila e Dimna</p><p>Depois de tentarem várias formas de refazer os caminhos percorridos por essas narrativas comuns a todos, os pesquisadores descobriram a primeira fonte na Índia, na coletânea Calila e Dimna, produto da união de três livros sagrados do principio da Índia: Pantchatantra, Mahabharata e Vischno Sarna.São narrativas utilizadas pelos primeiros pregadores budistas. Sua divulgação se deve aos primeiros discípulos de Budha, que propagavam a justiça entre os homens indo de aldeia em aldeia mostrando ao povo os caminhos certos, para tornar os ensinamentos mais fáceis de se compreender, transformaram-nos em fábulas, contos, parábolas, etc. (COELHO; COSTA, 2013, p. 39).</p><p>A produção original de Calila e Dimna, escrita em Sânscrito, sumiu assim com a sua versão persa. Sabe-se que estiveram presentes na versão árabe feitas por ordem do chefe dos muçulmanos no século Xlll. Foi essa versão que por sua vez serviu de fonte para a versão hebraica na Itália, depois para Francês, entre os séculos XVlll, XlX e em diante, as demais versões misturadas, que hoje compõem a literatura folclórica de várias nações da Europa e das Américas (COELHO; COSTA, 2013, p.42).</p><p>2.3 Contos maravilhosos X Contos de fadas</p><p>Ainda que as duas categorias pertençam ao mundo do maravilhoso, as formas narrativas têm algumas diferenças.</p><p>O conto maravilhoso tem origem oriental e sua problemática é em cima do material/social/sensorial – a busca pelo poder, pela riqueza, beleza. EX: Aladim, O Gato de Botas, O Pescador e o Gênio, e outros.</p><p>Já os outros contos de fadas tem origem celta e sua problemática é em cima da espiritualidade/ ética/ existência – busca pela realização interior do individuo. Por isso sempre há a busca pela amada (o) 0 príncipe e princesa, plebeia, camponesa, sempre tendo que vencer a maldade para que isso se concretize. EX: Rapunzel, O Pássaro Azul, A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, A Branca de Neve e os Sete Anões e outros (COELHO; COSTA, 2013, p. 22).</p><p>A fada pertence ao mundo dos mitos é considerada o principal mediador mágico que possibilita a realização dos sonhos, ideais; outros mediadores podem ser talismãs e varinhas mágicas. Existem também os opositores que tentam impedir ou atrapalhar a realização dos sonhos são eles: Gigantes, bruxas e feiticeiros. Há também os contos exemplares que abordam em sua problemática os dois temas: social e existencial. EX: Chapeuzinho Vermelho e O Pequeno polegar (COELHO; COSTA, 2013, p. 23).</p><p>2.4 O que são os contos de fadas</p><p>O homem, no seu desenvolvimento psicológico, desde sempre se viu seduzido por narrativas, sejam elas quais forem, reais ou maravilhosas, que falem direta ou indiretamente de sua própria condição de vida ou, ainda, da vida que lhe falta ser vivida, isto porque, segundo Coelho e Costa (2013), o homem possui uma necessidade de acreditar em algo superior, uma força inexplicável muito maior que suas próprias vontades e crenças.</p><p>O até então desconhecido, exerce influência grande sobre o homem e sua gana de descobrir o novo, neste sentido, temos a literatura como uma expressão significativa nesta ânsia pelo saber. Ânsia existente nas histórias legadas pelo passado, pois os homens de todas as épocas possuíam o enorme desejo de domínio sobre a vida e os conhecimentos relacionados a ela.</p><p>Independente do gênero literário seja fábula, parábola, romance, lendas, mitos ou conto de fadas, todos os gêneros possuem um saber fundamental, que durante o passar do tempo foram se transformando, misturando e espalhando-se por todas as partes do mundo como uma enorme rede, que cobre as regiões do globo.</p><p>Desta fonte quase inesgotável de literatura, destaca-se por sua divulgação e identificação os Contos de fadas e os Contos Maravilhosos, que são confundidos como se os mesmos possuíssem a mesma natureza, mas ambas as formas de narrativas possuem expressões e problemáticas diferentes, apesar de pertencer ao mundo do lúdico, do maravilhoso.</p><p>Os Contos de fadas, apesar do título, não precisam necessariamente ter a presença de uma fada, mas sim da mágica que é representada pela fada, pelo ser fantástico; seu enredo desenvolve-se dentro do mundo feérico com reis, rainhas, príncipes, princesas, bruxas, fadas, gigantes, anões, gênios, objetos mágicos, metamorfoses, tempo e espaço fora da realidade e assim por diante e possui no seu desenvolvimento literário uma problemática existencial.</p><p>Nele os príncipes e princesas saem em busca de seu destino, de uma realização pessoal, superando os obstáculos que precisam ser vencidos como num ritual. Eles precisam passar por uma prova, para obter o seu ideal, muitas vezes representado pela união do príncipe com a princesa.</p><p>Os Contos de fadas são idealistas e estão relacionados aos valores dos seres humanos, aqueles que não se perdem: os de seu psique. Os Contos maravilhosos não possuem a presença das fadas, mas se desenvolvem em um ambiente mágico, porque possuem animais falantes, tempo e espaço reconhecíveis, objetos mágicos, gênios e duendes.</p><p>Contudo, seu eixo gerador está relacionado a um problema social, à ascensão social dos príncipes e às princesas, na conquista de bens e poder. Iniciam-se nas condições de miséria, que as personagens estão inseridas e, a partir disso, saem em busca da aventura. Os Contos maravilhosos estão relacionados a valores matérias: posição social, posses materiais e o sexo.</p><p>2.5 O surgimento do Conto de fadas</p><p>No século XVI, havia uma grande quantidade de histórias com a presença do maravilhoso, historias que nasceram com um sentido de realidade humana, mas com o tempo acabou perdendo seu verdadeiro significado e tornou-se simples contos, estranhos e coloridos. E é neste contexto que no século XVII, na França, mais precisamente na corte do rei Luís XIV, pelas mãos de Charles Perrault, surgem os Contos de fadas, conforme Cademartori (2017, p. 33) cita:</p><p>A literatura infantil tem como parâmetro contos consagrados pelo público mirim de diferentes épocas que, por terem vencido tantos testes de recepção, fornecem aos pósteros referencias a respeito da constituição da tônica literária do texto destinados à criança. No século XVII, o francês Charles Perrault (Cinderela, Chapeuzinho Vermelho) coleta contos e lendas da Idade Média e adapta-os, constituindo os chamados contos de fadas, por tanto tempo paradigma do gênero infantil. (CADEMARTORI, 2017, p. 33).</p><p>O escritor francês Charles Perrault era considerado um burguês, que desprezava o povo e suas culturas populares, suas superstições. Como era um homem culto, ele as ironizava e é por isso que em alguns de seus contos há momentos que se caracterizam por um sarcasmos em relação ao povo, porém ele se preocupava em fazer histórias moralizantes, com o intuito de levar a reflexão.</p><p>Com o distanciamento com que Perrault tratava as pessoas, sempre na intenção de ridicularizá-los, aconteceu de muitas de suas historias sofrerem uma adesão afetiva nos personagens que, ao inicio de sua obra tinha um estado precário, carente e ao término triunfavam.</p><p>Perrault, interessado nestes relatos maravilhosos ainda guardados na memória do povo, se dispõe a reconstruí-los. Cria-se aí, a partir de suas interpretações o livro “Historias ou contos do tempo passado, com suas moralidades – Contos da minha Mãe Gansa” (CANTON; BARROS, 2002).</p><p>Sua intenção ao resgatar estas historias não foi definida claramente, mas sabe-se a partir de estudos de pesquisa, que não era uma obra direcionada as crianças, mas aos adultos. Coelho e Costa (2013) ainda afirma que o autor com a seleção dos contos buscava reafirmar sua defesa a causa feminista, da qual ele era adepto.</p><p>[...] A natureza dos argumentos dos contos escolhidos por Perrault para a sua coletânea (praticamente todos centrados em mulheres injustiçadas, ameaçadas ou vitimas) confirma sua intenção de apoio à causa feminista, da qual uma das lideres era sua sobrinha, Mlle Héritier (COELHO; COSTA, 2013, p. 66).</p><p>Depois de alguns anos Perrault manifesta o desejo de criar uma literatura voltada às</p><p>crianças, divertindo-as e orientando-as em relação à formação moral. Publicado os oito Contos da Mãe Gansa, eram publicados pela primeira vez contos como A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, O Barba Azul, O Gato de Botas, As Fadas, A Gata Borralheira, Henrique do Tapete e o Pequeno Polegar, dentre eles seis contos de fadas e dois contos maravilhosos.</p><p>Nos velhos contos populares já havia a presença da Mãe Gansa. Sua função era a de contadora de historias, contava-as a seus filhotes. No livro em questão, a ilustração da capa continha a imagem de uma senhora ao invés da gansa. Na imagem a senhora era uma fiandeira, ocupação feminina muito comum naquela época entre o século XVl e XVll, associada esta função ao livro com a ideia de que a fiandeira estava “tecendo” a vida dos homens, assim como os contos que eram repletos de esperança e ensinamentos.</p><p>O trabalho de Perrault era de adaptador, escrevia sobre ele e sobre a classe burguesa. O seu propósito era de passar uma mensagem moralizante com interesses pedagógicos entre a classe burguesa.</p><p>Pesquisas históricas recentes mostram que a época de Luís XVI não foi uma era majestosa e refinada, como se descreveu por muito tempo, e cuja imagem os textos de Perrault contribuíram para caracterizar. Ao contrário, foi um período duro, penoso, em que as estruturas sociais e políticas se transformavam e as contradições se acentuavam (CADEMARTORI, 2017, p. 37).</p><p>Dessa forma, Perrault transmitia por meio dos seus contos as crises do país e, esses aspectos estão no centro dos contos de fadas, que são eficazes exatamente pelo contrário das razões que levaram os burgueses a adotá-los.</p><p>A literatura passou a ser vista como um importante instrumento e os contos coletados passaram a ter uma missão, pois se tornaram didáticos e pedagógicos e atingiam desde um pensamento ingênuo (infantil/povo) ao pensamento adulto (burguesia), evoluindo do irracional ao racional.</p><p>Sem uma segunda intenção, Perrault acabou realizando uma recuperação cultural significativa, para a “classe popular” e foi neste momento que fortaleceu a união entre os leigos e a literatura infantil, em que se tem por base a aproximação dos dois pensamentos: o do povo (condições sociais) e o da infância (idade).</p><p>2.6 Uma consideração sobre os principais autores</p><p>Não se sabe ao certo as origens dos contos de fadas, porém eles passaram por adaptações até chegarem às versões conhecidas no século XXl, alguns autores participaram dessas transformações entre eles Charles Perrault, Jacob Grimm e Wilhelm Grimm e Hans Christian Andersen, a seguir uma breve retrospectiva de cada um desses autores.</p><p>2.6.1 Irmãos Grimm</p><p>Jacob Grimm e Wilhelm Grimm, conhecidos como irmãos Grimm eram filólogos, estudiosos da mitologia germânica e buscaram determinar a autentica língua alemã, já que haviam vários dialetos nas diversas regiões germânicas.</p><p>Em busca de invariantes linguísticas nas narrativas, lendas e sagas que permaneciam vivas, transmitidas de geração para geração, pela tradição oral. Duas senhoras teriam sido as principais testemunhas em que se fundaram os Irmãos Grimm para essa grandiosa recolha de textos, eram elas Katherina Wickmann e Jannette Hassenpfug.</p><p>Com a grande quantidade de textos que lhes servia para os estudos linguísticos, os Grimm foram descobrindo o fantástico acervo de narrativas que selecionadas entre as muitas registradas pela memória do povo, acabaram formando a coletânea conhecida hoje como Literatura Clássica Infantil.</p><p>Entre os contos mais conhecidos estão: A Bela Adormecida, Branca de Neve e os Sete Anões, Chapeuzinho Vermelho, A Gata Borralheira, O Ganso de ouro, Os Sete Corvos, Os Músicos de Bremen, A Guardadora de Gansos, Joãozinho e Maria, O Pequeno Polegar, As Três Fiandeiras, O Príncipe Sapo e muitas outras correm o mundo.</p><p>Publicados separadamente entre 1812 e 1822 e posteriormente reunidos em um único livro Contos de Fadas para Crianças e Para a Família (Hoje conhecido como Contos de Grimm). Como havia muita influência do cristianismo naquela época, os irmãos, na segunda edição da coletânea retiraram episódios de excessiva violência ou maldade, principalmente daquelas que eram praticadas contra crianças, cedendo à polemica levantada por alguns intelectuais contra a crueldade de certos contos.</p><p>O sucesso desses contos abriu caminho para a criação do gênero: Literatura Infantil. Jacob e Wilhelm tinham o desejo de criar um estilo verdadeiramente alemão de contos de fadas, tentando respeitar ao máximo o jeito popular de se contar histórias.</p><p>Percorreram povoados, ouviram várias versões que conheciam das histórias, porém os irmãos acrescentaram a tudo isso outras fontes, pesquisaram também livros do final do século XVll, autores de outros tempos, como o francês Charles Perrault e deram para suas versões toques pessoais, , que refletiam suas crenças e seus ideais. O Kinder und Hausmärchen (Contos para Crianças e para a família) não tinha apenas contos de fadas clássicos, mas também contos de magia, fábulas, lendas e canções.</p><p>Em seus livros, no decorrer das diversas edições que publicaram, os irmãos Grimm criaram seu próprio estilo de contar histórias cada vez mais eles utilizaram uma forma mais direta e meiga de escrever, aplicando diminutivos e palavras afetivas, aproximando-se dos leitores.</p><p>Com a grande paixão que tinham pelas fazendas e bosques, enfim pela natureza e pelos camponeses, os Grimm transformaram bosques e florestas no cenário principal de transformação de seus personagens:</p><p>João e Maria precisaram se perder na floresta para aprender a combater o inimigo (a bruxa) e conquistar a maturidade. É na floresta que Branca de Neve se esconde e ganha uma nova família (os sete anões) e o amor de seu príncipe. Em O Principe Sapo, é no meio do bosque que a princesa encontra o sapo e tem que trabalhar com seu desafio de deixá-lo compartilhar de sua vida. É no bosque também que Chapeuzinho Vermelho encontra seu grande desafio, o lobo, e aprende finalmente as grandes lições de vida. É ainda num bosque, trancada numa torre, que Rapunzel vai viver quando se separa de seus pais e que encontra pela primeira vez seu amado (CANTON, 2006, p. 10).</p><p>Enfim, os irmãos deixaram um legado potente, poético e cheio de lições de vida. Cabe a nós usá-los e fazer com que a simbologia e a força de criação dessas histórias continuem alimentando a imaginação de nossas crianças e adultos.</p><p>Wilhelm morreu em 1859 e Jacob em 1863.</p><p>2.6.2 Andersen</p><p>Para Hans Christian Andersen, sua vida foi um conto de fadas. Andersen veio de uma família pobre, mas apesar das dificuldades conseguiu superá-las. Andersen nasceu em Odesse na Dinamarca em 1805, apesar de vir de uma família humilde sempre teve estímulo do pai para com a literatura e teatro.</p><p>Com 14 anos foi para Copenhague, capital da Dinamarca em busca de uma vida melhor, fez varias atividades (cantor, ator, dramaturgo e finalmente escritor), sua primeira obra foiTentativas Juvenis (1822) não teve aceitação e só vendeu 17 exemplares, os outros 283 foram vendidos a uma mercearia para uso como papel de embrulho, entretanto após realizar varias viagens por toda Europa, reunindo material lançou seu romance O Improvisatore que foi um sucesso imediato.</p><p>Após os irmãos Grimm, no século XlX, Hans Christian Andersen publica 168 contos entre 1835 e 1877, extremamente ligado as questões da sensibilidade, da Fé cristã, dos valores, dos ideais de fraternidade e generosidade, Andersen fica famoso por falar com as crianças “com a linguagem do coração”.</p><p>Seus contos baseiam-se na realidade cotidiana na qual prevalece a injustiça social e o egoísmo, por isso ou porque Andersen em sua infância sofreu influência de toda revolução ocorrida na Dinamarca quando a França a dominou, desta forma a maior parte dos seus contos são tristes ou trágicos como A Pequena Vendedora de Fósforos, A Pastora e o Limpador de Chaminés e Nicolau Grande e Nicolau Pequeno.</p><p>Os principais valores ideológicos identificados nos contos de Andersen são:</p><p>1 – Defesa dos direitos iguais, pela anulação das diferenças de classe (A Pastora</p><p>e o Limpador de Chaminés) 2 – Valorização do individuo por suas qualidades próprias e não por seus privilégios e atributos sociais (O Patinho Feio, A Pequena Vendedora de Fósforos) 3 – Ânsia de expansão do Eu, pela necessidade de conhecimento de novos horizontes e da aceitação de seu Eu pelo outro (O Sapo, O Pinheirinho, A Sereiazinha) 4 – Consciência da precariedade da vida, da contingência dos seres e das situações (O Soldadinho de Chumbo, O Homem da Neve) 5 – Crença na superioridade das coisas naturais em relação as artificiais (O Rouxinol e o Imperador) 6 – Incentivo a fraternidade e a caridade cristas, a resignação e a paciência com as duras provas da vida (Os Cisnes Selvagens, Os Sapatinhos Vermelhos) 7 – Sátira as burlas e as mentiras usadas pelos homens para enganarem uns aos outros (Nicolau Grande e Nicolau Pequeno, A Roupa Nova do Imperador) 8 – Condenação da arrogância, do orgulho, da maldade contra os fracos e os animais e, principalmente, contra a ambição de riquezas e de poder (A Menina que Pisou no Pão, Nicolau Grande e Nicolau Pequeno, Os Cisnes Selvagens) 9 – Valorização da obediência, da pureza, da modéstia, da paciência do recato, da submissão, da religiosidade como virtudes básicas da Mulher (Ideal patente em todos os contos, confirmando o ideal feminino consagrado pela tradição: pura/impura, bruxa; fada, mãe; madrasta...) (COELHO; COSTA, 2013, p. 25)</p><p>Os contos de Andersen, sempre retratavam a injustiça presente na base da sociedade e ao mesmo tempo oferecem caminhos para amenizar/neutralizar esta situação: a Fé religiosa.</p><p>2.7 Principais características dos contos de fadas</p><p>Os contos de fadas apresentam Início feito para partir do aqui e do agora, mostrando que a história se passa longe do mundo real: “Era uma vez..” “Há muitos e muitos anos...”. A problemática é existencial: morte, vida, amor, envelhecimento, separação, sexualidade, dilemas, rivalidades fraternas, etc.</p><p>Assim, todos os obstáculos apresentados durante o desenrolar da história são encarados como uma forma de crescimento, a história é contada por um narrado e como cenário na maioria das vezes a presença de castelos (resquícios medievais) e bosques (onde o encantamento acontece).</p><p>Sempre apresenta final feliz, pois após tanto sofrimento a criança precisa de</p><p>alívio e a história sempre se finaliza com final feliz “E viveram felizes para sempre...”.</p><p>Há independência com o tempo e com o espaço, as histórias podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar, simplesmente quando “ Era uma vez...”. As personagens têm qualidades extremas, ou são belas ou são muitos feias, ou boas ou más e assim por diante.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ANDRADE, Andréa Faria; ARSIE, Keilla Cristina; CIONEK, Odete Marilza; RUTES, Vanessa Pedro Bom. A contribuição do desenho de observação no processo de ensino-aprendizagem. In XVIII Simpósio Nacional de Geometria e Desenho Técnico e VII International Conference on Graphics Engineering for Arts and Design. 2007.</p><p>BRASIL, Karla. Fases do Desenho Infantil. 2009. Disponível em http://lereescrevercerto.blogspot.com/2009/01/fases-do-desenho-infantil.html. Acesso em 21 jun 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.</p><p>CADEMARTORI, Ligia. O que é literatura infantil. Brasiliense, 2017.</p><p>CANTON, Katia. Era uma vez... Irmãos Grimm. Editora DCL, 2006.</p><p>CANTON, Katia; BARROS, Renata. Conversa de madame: Perrault nos salões franceses. Difusão Cultural do Livro, 2002.</p><p>COELHO, Patrícia Margarida Farias; COSTA, Marcos Rogério Martins. Publicidade e contos de fadas: reflexões semióticas. Acta Semiótica et Lingvistica, v. 18, n. 1, 2013.</p><p>DERDYK, Edith. Disegno, desenho, desígnio. Senac, 2007.</p><p>FONTOURA, Amaral. Psicologia Educacional. Rio de Janeiro, volume 5, 20° ed. Aurora. 1972.</p><p>GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. Métodos e técnicas de pesquisa social, v. 6, p. 22-23, 1999.</p><p>GREIG, Philippe. A criança e seu desenho: o nascimento da arte e da escrita; trad. Fátima Murad-Portp Alegre: Artmed, 2004.</p><p>LOWENFELD, Viktor; BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da Capacidade Criadora. São Paulo: Mestre Jou, 1970.</p><p>MONTENEGRO, Gildo A. A Invenção do Projeto: a criatividade aplicada ao desenho industrial, arquitetura, comunicação visual. São Paulo: Edgard Blücher, 2004.</p><p>OLIVEIRA, Daliane. Análise das Provas Projetivas Psicopedagógicas. 2019. Disponível em https://blog.psiqueasy.com.br/2019/02/13/analise-das-provas-projetivas-psicopedagogicas/. Acesso em 21 jun 2019.</p><p>OLIVEIRA, Priscila. O Papel do Psicopedagogo Educacional. 2019. Disponível em https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/o-papel-psicopedagogo-educacional.htm. Acesso em 21 jun 2019.</p><p>OLIVEIRA, Veras Barros; BOSSA, Nádia. Avaliação Psicopedagógica da Criança de Zero a Seis Anos. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.</p><p>SOARES, Marina Lisboa. O Desenho Infantil. Flórida Review, Miami /FLA- USA. Seção Educação, ano18, n.353, p.18, 01 ago 2003.</p><p>VISCA, Jorge. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas. Buenos Aires, Argentina. 1994.</p><p>image1.jpeg</p>