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<p>Discursivas</p><p>Sumário</p><p>Introdução	2</p><p>Contabilidade Geral	2</p><p>DRE - Básico	2</p><p>Contabilidade Avançada	4</p><p>CPC 01	4</p><p>FGV	4</p><p>CPC 31	6</p><p>FGV	6</p><p>CPC 36	8</p><p>FGV	8</p><p>Demonstrações Contábeis	9</p><p>DFC	9</p><p>FGV	9</p><p>DVA	12</p><p>FGV	12</p><p>Auditoria	16</p><p>Tema 1 – Oficina de Discursiva	16</p><p>Tema 2 – (Oficina de Discursiva)	17</p><p>Tema 3 (Minha autoria)	18</p><p>Tema 4 (Oficina de Discursivas)	19</p><p>Tema 5 (Oficina de Discursiva)	20</p><p>Tema 6 (Estratégia)	21</p><p>Tema 7 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor Técnico de Tributos (SEFAZ SE)/2022	22</p><p>Tema 8 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor (TCE-PR)/2016	23</p><p>Tema 9 - FGV - Contador Distribuidor (TJ TO)/Ciências Contábeis/2022 (Adaptada)	24</p><p>Tema 10 - CEBRASPE (CESPE) - Analista (APEX)/Auditoria Interna/2022/Edital PSP 1 2022	25</p><p>Tema 11 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor (SEFAZ SE)/2022/Curso de Preparação	26</p><p>Tema 12 - CESGRANRIO - Petrobras (PETROBRAS)/Auditoria/2018	26</p><p>Tema 13 - IBADE - Analista em Previdência (IPERON)/Auditor/2017	27</p><p>Tema 14 - IBADE - Analista em Previdência (IPERON)/Auditor/2017	28</p><p>Tema 15 - AOCP - Analista Judiciário (TRE AC)/Administrativa/Contabilidade/2015	29</p><p>Tema 16 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Estado (SECONT ES)/Ciências Contábeis/2009	29</p><p>Tema 18 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ ES)/2008	30</p><p>Tema 19 - FCC - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual (SEFAZ PE)/2022 (Adaptada)	31</p><p>Introdução</p><p>Contabilidade Geral/Avançada: Já inseri todas as questões da FGV de 2022, exceto a do CPC 32 do Senado. Não consegui encontrar no TEC as questões de 2023 (SEFAZ/MG, por exemplo). Questões anteriores a 2022 da FGV não valem a pena, a cobrança era outra (mais teórica). Atualmente aparece coisas mais parecidas com as questões objetivas.</p><p>Contabilidade Geral</p><p>DRE - Básico</p><p>FGV - 2022 - Analista Judiciário (TRT 13ª Região)/Administrativa/Contabilidade Uma sociedade empresária apresentava em 31/12/X0 o seguinte balanço patrimonial:</p><p>Ativo Circulante</p><p>100.000</p><p>Passivo Circulante</p><p>30.000</p><p>Disponibilidades</p><p>100.000</p><p>Salários a pagar</p><p>30.000</p><p>Ativo não Circulante</p><p>20.000</p><p>Imobilizado</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>90.000</p><p>Veículos</p><p>30.000</p><p>Capital Social</p><p>100.000</p><p>Depreciação acumulada</p><p>-10.000</p><p>Prejuízos Acumulados</p><p>-10.000</p><p>Ativo Total</p><p>120.000</p><p>Passivo + PL</p><p>120.000</p><p>O veículo é depreciado de acordo com o método da linha reta. Ele tem vida útil estimada em 5 anos. Ainda, não é considerado valor residual.</p><p>Em janeiro de X1 aconteceram os seguintes fatos:</p><p>· Pagamento da dívida referente aos salários.</p><p>· Compra de R$200.000 em estoque. Do valor, 20% foi pago à vista e o restante será pago em 01/06/X1.</p><p>· Venda de metade do estoque por R$180.000 para recebimento em 10/03/X1. A sociedade empresária estima inadimplência de 4%.</p><p>· Reconhecimento e pagamento de despesas gerais no valor de R$20.000.</p><p>· Reconhecimento da despesa de depreciação.</p><p>· Venda do veículo por R$25.000 à vista.</p><p>Apresente em 31/01/X1:</p><p>a) Os saldos da Demonstração do Resultado do Exercício.</p><p>Receita Bruta</p><p>180.000</p><p>CMV</p><p>(100.000)</p><p>Lucro Bruto</p><p>80.000</p><p>Despesas Gerais</p><p>(20.000)</p><p>PECLD</p><p>(7.200)</p><p>Depreciação*</p><p>(500)</p><p>Outras Receitas Operacionais</p><p>5.500</p><p>Lucro do Exercício</p><p>57.800</p><p>b) Os saldos do Balanço Patrimonial.</p><p>X1</p><p>X2</p><p>X1</p><p>X2</p><p>Ativo Circulante</p><p>70.000</p><p>307.800</p><p>Passivo Circulante</p><p>30.000</p><p>160.000</p><p>Disponibilidades</p><p>70.000</p><p>35.000</p><p>Salários a pagar</p><p>30.000</p><p>-</p><p>Estoque</p><p>-</p><p>100.000</p><p>Fornecedores</p><p>-</p><p>160.000</p><p>Clientes</p><p>-</p><p>180.000</p><p>PCLD</p><p>-</p><p>(7.200)</p><p>Ativo não Circulante</p><p>20.000</p><p>-</p><p>Imobilizado</p><p>-</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>90.000</p><p>147.800</p><p>Veículos</p><p>30.000</p><p>-</p><p>Capital Social</p><p>100.000</p><p>147.800</p><p>Depreciação acumulada</p><p>-10.000</p><p>-</p><p>Prejuízos Acumulados</p><p>-10.000</p><p>-</p><p>Ativo Total</p><p>120.000</p><p>307.800</p><p>Passivo + PL</p><p>120.000</p><p>307.800</p><p>2. (FGV - 2022 - Perito Criminal (PCA AP)/Ciências Contábeis) Uma entidade que presta serviços relacionados à contabilidade apresentava o seguinte balanço patrimonial em 31/12/X0:</p><p>A vida útil dos computadores é estimada em cinco anos e não é considerada valor residual. No mês de janeiro de X1, aconteceram os seguintes fatos:</p><p>·  01/01: Aplicação de R$60.000 em um investimento de um ano. Os juros mensais são de R$3.200 e são somados ao principal para recebimento no final do prazo.</p><p>·  05/01: Pagamento da dívida com fornecedores.</p><p>·  10/01: A entidade foi acionada na justiça por um cliente. A entidade estima que a perda da causa é provável e que o valor da perda é de R$40.000.</p><p>·  15/01: A entidade foi acionada na justiça por antigos empregados. A entidade estima que a perda da causa é possível e que o valor da perda é de R$30.000.</p><p>·  31/01: Reconhecimento de receita de serviços no valor de R$600.000. Do valor, metade foi recebido à vista e o restante deverá ser recebido em 60 dias. A entidade estima inadimplência de 4%. Os custos relacionados aos serviços prestados foram de R$200.000, sendo que todos os valores foram pagos à vista.</p><p>·  31/01: Realização de teste de recuperabilidade dos computadores. É constatado que o valor justo líquido de despesas de venda é de R$46.500, enquanto o seu valor em uso é de R$47.100.</p><p>a) Apresente os saldos contabilizados na Demonstração do Resultado do Exercício da entidade em 31/01/X1 de acordo com o método da função da despesa e sem considerar a incidência de impostos.</p><p>b) Explique o reconhecimento contábil da despesa de depreciação, das causas na justiça e sobre o teste de recuperabilidade.</p><p>Contabilidade Avançada</p><p>CPC 01</p><p>FGV</p><p>1. (FGV - 2022 - Perito Criminal (PC AM)/4ª Classe/Contabilidade) Uma sociedade empresária apresentava o seguinte Balanço Patrimonial em 31/12/X1:</p><p>A sociedade empresária deprecia os seus ativos imobilizados de acordo com o método da linha reta.</p><p>Os computadores têm vida útil estimada em cinco anos, ao final dos quais, devem ser doados. Já os veículos têm vida útil estimada em oito anos, ao final dos quais devem ser vendidos por R$12.000.</p><p>Em 31/12/X2, a sociedade empresária realizou teste de recuperabilidade em seus ativos imobilizados, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos.</p><p>No teste, foi constatado que os montantes correspondentes ao valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir dos computadores, veículos e terrenos eram de, respectivamente, R$6.500, R$20.000 e R$53.000.</p><p>Por sua vez, os valores que seriam recebidos pela venda de cada grupo de ativos são, respectivamente, de R$8.500, R$24.000 e R$55.000. Além disso, considera-se como despesas de venda, a comissão dos vendedores, que diz respeito a 20% do preço.</p><p>Com base no Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos, determine o valor contábil dos computadores, dos veículos e dos terrenos em 31/12/X2, antes e depois de realizado o teste de recuperabilidade.</p><p>Computadores:</p><p>Valor de CUSTO</p><p>20.000</p><p>Depreciação acumulada em 31/12/x2 ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>(13.000)</p><p>Valor contábil ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>7.000</p><p>Despesa de redução a valor recuperável*</p><p>(200)</p><p>Valor contábil DEPOIS do teste de recuperabilidade</p><p>6.800</p><p>· Valor em uso: 6.500</p><p>· Valor Justo Líquido de Despesas de Venda (VJLDV): 8.500 - 1.700 = 6.800</p><p>· Valor Recuperável: 6.800</p><p>Veículos:</p><p>Valor de CUSTO</p><p>40.000</p><p>Depreciação acumulada em 31/12/x2 ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>(15.000)</p><p>Valor contábil ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>25.000</p><p>Despesa de redução a valor recuperável*</p><p>(5.000)</p><p>Valor contábil DEPOIS do teste de recuperabilidade</p><p>20.000</p><p>· Valor em uso: 20.000</p><p>· VJLDV: 24.000 - 4.800 = 19.200</p><p>· Valor Recuperável: 20.000</p><p>Terreno:</p><p>Valor de CUSTO</p><p>50.000</p><p>Depreciação acumulada em 31/12/x2 ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>0</p><p>Valor contábil ANTES do teste de recuperabilidade</p><p>50.000</p><p>Despesa de redução a valor recuperável*</p><p>0</p><p>Valor contábil DEPOIS do teste de recuperabilidade</p><p>50.000</p><p>CPC 31</p><p>FGV</p><p>FGV - 2022 - Analista (MPE GO)/Contábil Em 01/01/X0, uma sociedade empresária comprou um computador por R$10.000 e uma impressora por R$5.000.</p><p>A sociedade empresária esperava usar o computador durante quatro anos e a impressora, durante cinco, e depois vendê-los</p><p>por 20% do valor original de compra.</p><p>Em 30/06/X1, os equipamentos não estavam sendo usados, de modo que a direção da sociedade empresária decidiu colocá-los à venda, passando a contabilizar os mesmos como ativo não circulante mantido para venda. Na data, o valor justo menos as despesas de venda do computador eram de R$6.000 e da impressora, de R$4.000. Em 31/12/X1, não havia indícios de perda de recuperabilidade.</p><p>Em 31/12/X2, os equipamentos ainda não haviam sido vendidos, de modo que a sociedade empresária decidiu utilizá-los em seu negócio, contabilizando os mesmos como ativo imobilizado. Na data, o valor justo menos as despesas de venda do computador eram de R$4.400 e da impressora de R$2.500.</p><p>Indique os valores do computador e da impressora contabilizados no balanço patrimonial da sociedade empresária em</p><p>a) 31/12/X0</p><p>b) 31/12/X1</p><p>c) 31/12/X2</p><p>31/12/X0</p><p>Valor Contábil:</p><p>PC: 10.000 - 2.000 = R$ 8.000</p><p>Impressora: 5.000 - 800 = R$ 4.200</p><p>31/06/X1</p><p>PC:</p><p>Valor Contábil: R$ 7.000</p><p>VJLDV: R$ 6.000</p><p>Valor a ser reconhecido: R$ 6.000</p><p>Impressora:</p><p>Valor Contábil: R$ 3.800</p><p>VJLDV: R$ 4.000</p><p>Valor a ser reconhecido: R$ 3.800</p><p>Fato importante: A partir de agora, cessa a depreciação.</p><p>31/12/X1</p><p>Valores contabilizados:</p><p>PC: R$ 6.000</p><p>Impressora: R$ 3.800</p><p>31/12/X2</p><p>PC:</p><p>Valor contábil com todas as depreciações rolando normalmente: R$ 10.000 - 6.000 = R$4.000</p><p>Valor recuperável: R$ 4.400</p><p>Valor a ser reconhecido no BP: R$ 4.000</p><p>Impressora:</p><p>Valor contábil com todas as depreciações rolando normalmente: R$ 5.000 - 2.400 = R$2.600</p><p>Valor recuperável: R$ 2.500</p><p>Valor a ser reconhecido no BP: R$ 2.500</p><p>Coloquei a questão no CPC 31 pois o detalhe mais importante dessa questão vem desse pronunciamento:</p><p>quando ele deixar de ser ANCMV, a mensuração seguirá a regra: menor valor entre valor contábil ajustado por qualquer depreciação, amortização ou reavaliação (se permitida legalmente) que teria sido reconhecida se o ativo ou o grupo de ativos não estivesse classificado como mantido para venda e o valor recuperável à data da decisão posterior de não vender.</p><p>CPC 36</p><p>FGV</p><p>1. (FGV - 2022 - Analista Legislativo (SEN)/Contabilidade) Em 31/12/X0, as Cias Alfa e Beta apresentavam os seguintes balanços patrimoniais:</p><p>Em maio de X1, a Cia Alfa comprou todo o estoque da Cia Beta por R$30.000, a prazo. Em julho de X1, a Cia Alfa vendeu 50% do  estoque para terceiros por R$16.000 à vista.</p><p>Ainda, em dezembro de X1, a Cia Alfa comprou o terreno da Cia Beta por R$18.000 à vista.</p><p>Pede-se apresentar, desconsiderando a incidência de impostos:</p><p>1. O resultado com equivalência patrimonial da Cia Alfa, contabilizado na Demonstração do Resultado do exercício em 31/12/X1.</p><p>2. O lucro líquido da Cia Alfa, da Cia Beta e do consolidado (controlador e não controlador), contabilizado na Demonstração do Resultado do exercício em 31/12/X1.</p><p>3. Os saldos apresentados na Demonstração do Resultado do Exercício consolidada e no Balanço Patrimonial consolidado em 31/12/X1.</p><p>Participação da controladora: 35.200/44.000 = 80%</p><p>Operação com Controlada</p><p>MEP = (Lucro da Controlada x % de Participação) - Lucro não Realizado</p><p>Lucro não realizado = Lucro na Venda x % de Mercadorias em Estoques + Lucro na venda intragrupo referente ao terreno</p><p>[(30.000 – 20.000) + (18.000 – 10.000)]x0,8 – 10.000x50% - 8.000 = 1.400,00</p><p>Demonstrações Contábeis</p><p>DFC</p><p>FGV</p><p>1. (FGV - 2022 – SEFAZ ES/Consultor – contabilidade) Em No ano de X1, aconteceram os seguintes fatos (em milhões de Reais):</p><p>Ativo Circulante</p><p>Caixa</p><p>Estoques</p><p>Ativo não circulante</p><p>Terreno</p><p>Móveis</p><p>Dep. Acum.</p><p>60.000</p><p>40.000</p><p>20.000</p><p>58.000</p><p>40.000</p><p>20.000</p><p>2.000</p><p>Passivo Circulante</p><p>Salários a pagar</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>Capital Social</p><p>Reservas de Lucros</p><p>26.000</p><p>26.000</p><p>92.000</p><p>88.000</p><p>4.000</p><p>Ativo Total</p><p>118.000</p><p>Passivo + PL</p><p>118.000</p><p>Os móveis tinham vida útil de 4 anos e valor residual de zero.</p><p>• Pagamento da dívida com funcionários.</p><p>• Contração de empréstimo bancário no valor de R$50.000 para pagamento em março de X3.</p><p>• Venda de todo o estoque por R$60.000 para recebimento em janeiro de X2. A empresa estimava perdas com crédito de liquidação duvidosa de 2%.</p><p>• Reconhecimento e pagamento de despesas gerais no valor de R$12.000.</p><p>• Reconhecimento da despesa de depreciação dos móveis.</p><p>• Realização do teste de recuperabilidade dos ativos imobilizados. O terreno tinha valor justo líquido de despesa de venda de R$35.000 e valor em uso de R$30.000. Já os móveis tinham valor justo líquido de despesa de venda de R$18.000 e valor em uso de R$15.000.</p><p>• Em 31/12, após o reconhecimento da despesa de depreciação e da realização do teste de recuperabilidade, o terreno foi vendido por R$35.000 à vista e os móveis foram vendidos por R$18.000 para recebimento em fevereiro de X2.</p><p>Elabore a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto, em 31/12/X1, e indique</p><p>a) o fluxo de caixa gerado ou consumido pela atividade operacional, através da conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais e a sua composição;</p><p>b) o fluxo de caixa gerado ou consumido pela atividade de investimentos e a sua composição;</p><p>c) o fluxo de caixa gerado ou consumido pela atividade de financiamento e a sua composição;</p><p>d) a variação da conta caixa no período.</p><p>X1</p><p>X2</p><p>X1</p><p>X2</p><p>Ativo Circulante</p><p>Caixa</p><p>Estoques</p><p>Clientes</p><p>PCLD</p><p>Ativo não circulante</p><p>ARLP</p><p>Terreno</p><p>Móveis</p><p>Dep. Acum.</p><p>60.000</p><p>40.000</p><p>20.000</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>58.000</p><p>40.000</p><p>20.000</p><p>2.000</p><p>87.000</p><p>-</p><p>60.000</p><p>(1.200)</p><p>-</p><p>18.000</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>Passivo Circulante</p><p>Salários a pagar</p><p>PNC</p><p>Empréstimos</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>Capital Social</p><p>Reservas de Lucros</p><p>26.000</p><p>26.000</p><p>-</p><p>-</p><p>92.000</p><p>88.000</p><p>4.000</p><p>-</p><p>-</p><p>50.000</p><p>50.000</p><p>113.800</p><p>Ativo Total</p><p>118.000</p><p>163.800</p><p>Passivo + PL</p><p>118.000</p><p>163.800</p><p>Receita de Vendas R$ 60.000</p><p>(–) CMV (R$ 20.000)</p><p>(=) Lucro Bruto R$ 40.000</p><p>(–) Despesas Gerais (R$ 12.000)</p><p>(–) PECLD (R$ 1.200)</p><p>(–) Depreciação (R$ 5.000)</p><p>(–) Perda por Redução ao Valor Recuperável em Terrenos (R$ 5.000)</p><p>(+) Ganho da Venda de Móveis R$ 5.000</p><p>(=) Lucro Líquido R$ 21.800</p><p>a) O fluxo de caixa consumido pelas atividades operacionais foi de R$ 38.000, conforme evidenciado abaixo.</p><p>Lucro Líquido R$ 21.800</p><p>(+) PECLD R$ 1.200</p><p>(+) Depreciação R$ 5.000</p><p>(+) Perda por Redução ao Valor Recuperável em Terrenos R$ 5.000</p><p>(–) Ganho na Venda de Móveis (R$ 5.000)</p><p>(=) Lucro Ajustado R$ 28.000</p><p>(+) Variação Negativa em Estoques R$ 20.000</p><p>(–) Variação Positiva em Clientes (R$ 60.000)</p><p>(–) Variação Negativa em Salários a Pagar (R$ 26.000)</p><p>(=) Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais (R$ 38.000)</p><p>b) O fluxo de caixa gerado pelas atividades de investimentos foi de R$ 35.000, em função da venda, à vista, dos terrenos por tal valor. A venda dos móveis, por sua vez, não deve ser considerada, pois será recebida apenas no período subsequente.</p><p>c) O fluxo de caixa gerado pelas atividades de financiamentos foi de R$ 50.000, dado que a entidade captou empréstimos neste valor no período.</p><p>d) Em função disso a geração de caixa no período foi de R$ 47 mil (-R$ 38.000 + R$ 35.000 + R$ 50.000).</p><p>DVA</p><p>FGV</p><p>1. (FGV - 2023 - Analista Legislativo (CD)/Contador) Em 01/01/2022, uma sociedade empresária iniciou a construção de um ativo para utilizar em seus negócios. Para auxiliar na construção, adquiriu, nesta data, uma máquina por R$20.000. A sociedade empresária esperava utilizar esta máquina durante dois anos e vende-la por R$10.000. Além disso, utilizou, na construção, materiais, que custaram R$50.000. Ainda, havia três funcionários da entidade trabalhando exclusivamente na construção. Os gastos mensais com estes, incluindo remuneração direta e indireta, era de R$12.000. Para possibilitar os recursos necessários para a produção, foi contraído um empréstimo bancário de R$100.000 para pagamento em 31/12/2025, com juros de R$4.000 ao semestre, amortizados linearmente. O ativo ficou pronto em 01/07/2022 e começou a ser utilizado nas operações imediatamente. A sociedade empresária estimava utilizá-lo durante cinco anos e não considerava valor residual. Os três funcionários, que antes trabalhavam na construção, continuaram trabalhando</p><p>nas atividades da sociedade empresária. Em 31/12/2022, a sociedade empresária elaborou suas demonstrações contábeis.</p><p>1. Indique como os gastos listados a seguir devem ser apresentados na Demonstração do Resultado do Exercício e na Demonstração do Valor Adicionado da sociedade empresária, considerando o primeiro e o segundo semestre de 2022.</p><p>a. Depreciação da máquina adquirida;</p><p>Em relação à DRE conclui-se que a depreciação do primeiro semestre será reconhecida no custo do item construído internamente e, portanto, não afetará o resultado. Por outro lado, a depreciação do segundo semestre será reconhecida no resultado, como despesa.</p><p>Em relação à DVA conclui-se que a depreciação do primeiro semestre será considerada no custo do item, sendo que este deve ser considerado, juntamente com os demais gastos relacionados ao ativo construído, como receitas relativas à construção de ativos próprios. A depreciação do segundo semestre, por sua vez, será tratada no item 4, imediatamente após o cálculo do valor adicionado bruto.</p><p>b. Materiais utilizados na construção;</p><p>Em relação à DRE conclui-se que os materiais utilizados na construção, que ocorreu durante o primeiro semestre de 2022, serão tratados no custo do item e, portanto, não afetam o resultado.</p><p>A DVA, por sua vez, trata os gastos relativos a construção do item como receitas relativas à construção de ativos próprios, incluindo, além de outros, os gastos com materiais. Ressaltamos, além disso, que para efeitos da DVA os materiais utilizados na construção serão apresentados como insumos adquiridos de terceiros.</p><p>c. Remuneração dos três funcionários;</p><p>Em relação à DRE conclui-se que a remuneração dos três funcionários do primeiro semestre será reconhecida no custo do item construído internamente e, portanto, não afetará o resultado. Por outro lado, a remuneração dos três funcionários do segundo semestre será reconhecida no resultado, como despesa.</p><p>Em relação à DVA conclui-se que a remuneração dos três funcionários do primeiro semestre será considerada no custo do item, sendo que este deve ser considerado, juntamente com os demais gastos relacionados ao ativo construído, como receitas relativas à construção de ativos próprios. Ressaltamos que a remuneração dos três funcionários do primeiro e segundo semestres, também deve ser tratada no item 8 da DVA , como distribuição dessa riqueza criada.</p><p>d. Juros relacionados ao empréstimo bancário.</p><p>Em relação à DRE conclui-se que os juros do primeiro semestre serão reconhecidos no custo do item construído internamente e, portanto, não afetarão o resultado. Por outro lado, a os juros do segundo semestre serão reconhecidos no resultado, como despesa financeira.</p><p>Em relação à DVA conclui-se que os juros do primeiro semestre serão considerados no custo do item, sendo que este deve ser considerado, juntamente com os demais gastos relacionados ao ativo construído, como receitas relativas à construção de ativos próprios. Ressaltamos que os juros do primeiro e segundo semestres, também devem ser tratados no item 8 da DVA, como distribuição dessa riqueza criada.</p><p>2. Indique as demais receitas e despesas que devem ser apresentadas pela sociedade empresária no ano de 2022.</p><p>a. na Demonstração do Resultado do Exercício;</p><p>Inicialmente nos cumpre informar que o custo do ativo construído é de R$ 128.500, sendo R$ 2.500 de depreciação da máquina adquirida, R$ 50.000 de materiais, R$ 72.000 de mão-de-obra e R$ 4 mil de juros.</p><p>Portanto, além das despesas já citadas anteriormente conclui-se que a entidade ainda reconhecerá uma despesa de depreciação, no segundo semestre de 2022, referente ao item construído, no valor de R$ 12.850 (R$ 128.500 / 10 semestres).</p><p>b. na Demonstração do Valor Adicionado.</p><p>A Demonstração do Valor Adicionado, por sua vez, além dos itens já citados anteriormente evidenciará a depreciação de R$ 12.850, referente ao item construído internamente, logo após o valor adicionado líquido, como retenção.</p><p>2. (FGV - 2022 - Analista (MPE GO)/Contábil )Uma sociedade empresária apresentava o seguinte balanço patrimonial em 01/12/X0</p><p>Os móveis são depreciados pelo método de linha reta e a vida útil é estimada em seis anos. Ainda, o valor residual estimado é de R$8.000. Em dezembro de X0, aconteceram os seguintes fatos:</p><p>- 01/12: Pagamento de dois anos de aluguel antecipado no valor de R$48.000. A empresa começa a utilizar o local na mesma data.</p><p>- 01/12: Aplicação de R$10.000 em um fundo de longo prazo. Os juros mensais são de R$500 ao mês e são mensalmente incorporados ao valor do principal, a partir de dezembro.</p><p>- 10/12: Pagamento dos dividendos que estavam contabilizados no passivo.</p><p>- 25/12: Reconhecimento da venda de todo o estoque por R$80.000. O valor foi recebido à vista.</p><p>- 31/12: Reconhecimento e pagamento da despesa com pessoal no valor de R$40.000 sendo que, do valor, R$25.000 diziam respeito aos salários de seus funcionários e R$15.000 à mão de obra terceirizada.</p><p>- 31/12: Reconhecimento da despesa de aluguel e da depreciação dos móveis.</p><p>- 31/12: A empresa reconheceu imposto de renda e contribuição social de 20% do lucro para pagamento no período seguinte.</p><p>Indique em 31/12/X0:</p><p>a) O valor Adicionado Bruto.</p><p>b) O valor adicionado produzido pela entidade.</p><p>c) O valor adicionado recebido em transferência.</p><p>d) O valor adicionado a distribuir.</p><p>e) A distribuição do valor adicionado entre os quatro principais componentes definidos pelo pronunciamento técnico CPC 09- Demonstração do Valor Adicionado.</p><p>Começando pela DRE</p><p>Receita Bruta</p><p>80.000</p><p>CMV</p><p>(30.000)</p><p>Lucro Bruto</p><p>50.000</p><p>Despesa de aluguel</p><p>(2.000)</p><p>Despesa com mão de obra</p><p>(40.000)</p><p>Despesa com depreciação*</p><p>(1.000)</p><p>Juros de aplicação</p><p>500</p><p>LAIR</p><p>7.500</p><p>IRPJ</p><p>1.500</p><p>Lucro Líquido</p><p>6.000</p><p>Fazendo a DVA</p><p>Receita Bruta</p><p>80.000</p><p>Distribuição do valor adicionado</p><p>Desp. Terceiros</p><p>(15.000)</p><p>PESSOAL</p><p>25.000</p><p>CMV</p><p>(30.000)</p><p>Impostos</p><p>1.500</p><p>Valor Adicionado BRUTO</p><p>35.000</p><p>Remuneração de capital de terceiros</p><p>2.000</p><p>Depreciação</p><p>(1.000)</p><p>Remuneração de capital próprio</p><p>6.000</p><p>Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade</p><p>34.000</p><p>Valor Adicionado Recebido em Transferência</p><p>500</p><p>Valor Adicionado a Distribuir</p><p>34.500</p><p>TOTAL</p><p>34.500</p><p>Auditoria</p><p>Tema 1 – Oficina de Discursiva</p><p>A omissão de receitas pode ser descoberta, em uma auditoria, de diversas formas, inclusive por meio da falta da escrituração de pagamentos. Por sinal, as legislações tributárias caracterizam algumas dessas formas, a exemplo do passivo fictício, como hipótese de presunção de omissão no registro de receitas.</p><p>Considere o texto anterior apenas como motivador. Escreva um texto dissertativo expositivo sobre o tema “a omissão de receitas e falta de escrituração de pagamentos”.</p><p>Aborde em seu texto, obrigatoriamente, os seguintes pontos:</p><p>1. Se há presunção de omissão de receitas diante da falta de escrituração de pagamentos e qual o possível efeito com relação ao ônus da prova;</p><p>2. A relação entre a falta de escrituração de pagamentos e o saldo da conta caixa;</p><p>3. A importância da identificação da natureza das receitas omitidas para fins de tributação.</p><p>Valor: 20 pontos Máximo de 30 linhas.</p><p>A falta de escrituração de pagamentos efetuados caracteriza sim presunção de omissão no registro de receita, conforme previsto na legislação. Essa presunção é relativa, pois admite prova em contrário. Ou seja, temos nesse caso uma inversão do ônus da prova, pois o contribuinte é quem deve provar a improcedência da omissão.</p><p>A falta de escrituração de pagamentos visa evitar eventual saldo credor da conta caixa para acobertar recebimentos por vendas não escrituradas na contabilidade da empresa. Essa omissão de receitas ocorreria por meio do não registro do pagamento de obrigações da empresa para que não haja um “estouro de caixa” (saldo credor nessa conta). A identificação da natureza das receitas omitidas é importante para saber qual tributo deve ser cobrado.</p><p>Então, dependendo da origem das receitas (venda de material, prestação de serviço ou depósito bancários, por exemplo), haverá a incidência de</p><p>diferentes tributos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), o Imposto sobre Serviços (ISS) ou o Imposto sobre a Renda (IR). Por fim, ressalta-se que a identificação da origem também vai definir o ente competente para lançar o tributo. Ou seja, com essa identificação define-se se a competência é da União, dos Estados ou dos Municípios</p><p>Tema 2 – (Oficina de Discursiva)</p><p>Maria, ao ser designada para auditar a empresa X, realizou a etapa de planejamento da auditoria, onde constatou que uma afirmação relevante referente a um saldo contábil estava suscetível a distorção, antes da consideração de qualquer controle relacionado. João, membro da equipe de auditoria, recomendou que tais aspectos fossem informados no relatório, com sugestão para análise em outra auditoria futura, já que não fizeram parte do escopo inicial, o que foi acatado pela equipe. Assim, após a fase de execução, os membros da equipe emitiram uma opinião adversa, expondo em seu relatório que não conseguiram obter evidência apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião, mas que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver, poderiam ser relevantes, mas não generalizados.</p><p>Diante do caso exposto, no que diz respeito às Auditorias das Demonstrações Contábeis, responda aos itens:</p><p>1. Indique o objetivo da auditoria e como ele é alcançado, bem como os objetivos gerais do auditor.</p><p>2. Defina Risco de Auditoria, Risco de Detecção e Risco de Distorção Relevante e identifique o tipo de risco que a equipe de auditoria constatou durante a fase de planejamento.</p><p>3. Explique, de forma fundamentada, se a forma de opinião emitida no relatório da equipe de auditoria está correta e, em caso de equívoco da equipe, indique qual seria o tipo adequado.</p><p>O objetivo da auditoria é aumentar a confiança dos usuários nas demonstrações contábeis. Tal objetivo é alcançado por meio da emissão de opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura do relatório financeiro aplicável. Os objetivos gerais do auditor, por sua vez , são: obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante e apresentar relatório sobre as demonstrações, comunicando-se como exigido pelas normas.</p><p>Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante.</p><p>O risco de distorção relevante, por outro lado, é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria, sendo formado pelos riscos inerente e de controle. Trata-se o risco constatado pela equipe de auditoria na fase de planejamento de risco inerente, haja vista ter ocorrido antes da consideração de qualquer controle relacionado.</p><p>A opinião adversa emitida pela equipe no relatório de auditoria não foi a forma adequada. Tal opinião é utilizada quando o auditor conclui, com base em evidência de auditoria obtida, que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes e tais distorções são generalizadas. No caso em análise, a equipe não conseguiu obter evidência apropriada e suficiente para fundamentar a opinião, e afirmou que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houvessem, poderiam ser relevantes, mas não generalizados, hipótese na qual o adequado seria a emissão de opinião com ressalva.</p><p>Tema 3 (Minha autoria)</p><p>O auditor Thomaz Turbano realizou minucioso processo de auditoria em diversas áreas da empresa SEP S.A.. Folheando o processo administrativo de um contrato, o auditor não localizou o parecer jurídico que analisou a minuta do referido contrato. A análise da minuta de um contrato pela área jurídica é condição essencial para a validade do documento. Além disso, constatou que a empresa não tinha registrado, a partir do ano de 2021, as receitas relativas aos títulos públicos federais remunerados pelo IPCA acrescido de 7,83% ao ano, o que provocou uma redução da rentabilidade dos investidores. O auditor precisou também confirmar e examinar valores relativos a dinheiro em conta corrente bancária e a despesa com folha de pagamento.</p><p>A partir das informações apresentadas, responda, em até 30 linhas, em que consiste a evidência de auditoria e quais os procedimentos e técnicas de auditoria deverão ser adotados pelo auditor em cada caso.</p><p>Evidência de auditoria consiste em informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamenta sua opinião. Dessa forma, auditor deve definir e executar procedimentos de auditoria que sejam apropriados às circunstâncias com o objetivo de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.</p><p>Para gerar evidência de que não houve análise jurídica para o referido contrato, o auditor deverá solicitar informações, formalmente, à administração da entidade, utilizando-se a técnica de indagação por escrito. Ressalta-se, que, caso a administração se recurse em fornecer uma representação solicitada, essa ausência de informações também poderá ser utilizada pelo auditor como evidência de auditoria.</p><p>Em relação a constatação acerca das receitas provenientes dos títulos público, o auditor deve realizar a conferência de cálculos. Além disso, deve adotar a circularização para confirmar a existência do dinheiro em conta corrente bancária e a inspeção de documentos para examinar a despesa com folha de pagamento.</p><p>Tema 4 (Oficina de Discursivas)</p><p>Após acompanhar o inventário físico de estoques de uma indústria e depois de uma análise detalhada do registro de inventário de ICMS no SPED, do saldo contábil da conta Estoques e de realizar uma contagem física destes itens “in loco”, o Auditor Chico Fiscal constatou a existência de quantidades relevantes de itens que não constavam dos registros contábeis. Ou seja, as verificações apontaram quantidades físicas maiores que as registradas na contabilidade e nos livros fiscais. Em suma, o Auditor identificou ativos e passivos ocultos. Diante desses fatos, “Chico Fiscal” decidiu fazer uma auditoria mais específica de “caixa e bancos”. Considerando o texto acima unicamente como motivador, faça um texto sobre o tema “Auditoria de caixa e bancos”, no qual trate obrigatoriamente dos seguintes itens:</p><p>a) Os objetivos específicos da auditoria nas contas Caixa e Bancos. [6,00]</p><p>b) Quais procedimentos de auditoria o Auditor Fiscal pode aplicar para avaliar essas contas. [7,00]</p><p>c) Os tipos de desfalques de caixa. [7,00]</p><p>Entre os objetivos específicos da auditoria nas contas caixa e bancos podemos relacionar os seguintes: existência do ativo; confirmação de que realmente pertence à companhia; exatidão dos valores informados; correta classificação nas demonstrações financeiras; existência de restrição de uso ou de vinculação em garantia.</p><p>O Auditor Fiscal pode aplicar diferentes procedimentos de auditoria para as contas caixa e bancos. Para a primeira conta (caixa), pode-se aplicar a contagem física e fazer o cotejamento do caixa com os registros dos eventos que deram suporte aos numerários. Além disso, é possível fazer a verificação dos documentos (contratos, títulos de crédito e notas fiscais, por exemplo) que dão suporte aos eventos registrados e aos numerários.</p><p>Já para a conta bancos, o Auditor pode aplicar os procedimentos de confirmação externa (circularização) e de conciliação bancária. Naquele procedimento, são solicitados às instituições financeira informações sobre as contas bancária da empresa para que as informações da empresa sejam confirmadas. Na conciliação bancária, é feita a conferência dos saldos dos numerários em posse dos bancos com os registros apresentados pela empresa em seu Razão.</p><p>Os desfalques de caixa podem ser divididos em encobertos e não encobertos. Os encobertos são aqueles feitos por meio de</p><p>um lançamento de compensação nos registros contábeis, de modo que a falta do bem não seja notada. Por outro lado, para os desfalques não encobertos, não há um lançamento contábil em contrapartida.</p><p>Por fim, vale salientar que os desfalques não encobertos podem ser subdivididos em “lapping” e em “kiting”. O primeiro com cobranças de contas a receber e consiste em desviar os valores recebidos, substituindo-se o montante desviado por cobranças fictícias posteriores. Já o “kiting”, caracteriza-se, basicamente, como um método no qual a falta de dinheiro é camuflada por transferências, sem registro, de cheques.</p><p>Tema 5 (Oficina de Discursiva)</p><p>A empresa ABC Ltda., contribuinte de ICMS, comercializa pneus. Ao conferir o estoque da referida empresa, o Auditor Fiscal Davi chegou à conclusão de que havia R$ 30.000,00 a mais no almoxarifado do que acusavam os registros contábeis. Ao ser questionada, a empresa declarou formalmente que não tinha como explicar tal diferença. Com base no que foi narrado acima, responda aos seguintes itens:</p><p>1. Defina Ativo/Passivo Oculto e Fictício e fale do que se trata o caso narrado.</p><p>2. Além da conferência de estoque, quais testes poderiam ser realizados para identificar o estoque citado?</p><p>3. No caso narrado, o auditor poderá arbitrar a base de cálculo para fins de cobrança do ICMS?</p><p>Justifique sua resposta Importante: Para responder a questão, utilize a Legislação Tributária do Estado de Minas</p><p>Ativos fictícios são bens e/ou direitos que estão registrados no patrimônio, mas que não existem. Passivos fictícios, por outro lado, são obrigações registradas na contabilidade que não existem, de fato. Ativos ocultos podem ser definidos como bens e/ou obrigações que existem, mas não estão registrados no patrimônio da entidade. Passivos ocultos compreendem as obrigações não registradas ou registradas a menor.</p><p>Com relação ao caso narrado na questão, qual seja, estoque registrado a menor, trata-se de uma omissão de receita, resultante de um ativo oculto.</p><p>Com relação aos testes, alguns outros podem ser realizados para identificação do ativo oculto supracitado, entre eles está a conferência dos produtos fabricados, exame das notas fiscais de compra e venda e a confirmação de materiais e estoques com terceiros.</p><p>Por fim, o auditor poderá arbitrar a base de cálculo para cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias – ICMS, pois a empresa não conseguiu exibir os elementos necessários à comprovação do valor da operação e, de acordo com a legislação mineira, esse fato autoriza o arbitramento do valor.</p><p>Tema 6 (Estratégia)</p><p>De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria independente, responda aos seguintes quesitos.</p><p>a) Como se divide o risco de auditoria? Explique.</p><p>b) Quando uma distorção é considerada relevante?</p><p>c) Qual a relação existente entre risco e relevância?</p><p>De acordo com a NBC TA 200, mencione-se que o risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.</p><p>O risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis apresentem distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes: o risco inerente e o de controle. Por sua vez, o risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.</p><p>Ademais, consoante a NBC TA 315, distorções são relevantes quando for razoavelmente esperado que elas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. Nesse sentido, para ser relevante, o auditor – no uso de seu julgamento profissional – tem que considerar razoável supor que ela possa influenciar a tomada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis.</p><p>Por fim, existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de relevância, isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor estabelecido como nível de relevância, e vice-versa. O auditor independente toma essa relação inversa em conta ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria.</p><p>Tema 7 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor Técnico de Tributos (SEFAZ SE)/2022</p><p>Em auditoria contábil realizada em uma grande companhia comercial, verificou-se a necessidade de auditar o patrimônio líquido da sociedade em razão do expressivo crescimento verificado de um ano para o outro e da existência de indícios de que a capacidade financeira dos sócios talvez não permitisse esse aumento de capital, que teria decorrido de um grande aporte de recursos dos sócios, parte em imóveis e instalações e parte em espécie, visando à expansão da companhia. Na condição de auditor técnico de tributos do estado de Sergipe, elabore um estudo do caso anteriormente proposto, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:</p><p>1 relevância, para fins fiscais, de um falso crescimento do patrimônio líquido;</p><p>2 principais procedimentos de auditoria a serem adotados;</p><p>3 principais resultados esperados.</p><p>1) Relevância, para fins fiscais, de um falso crescimento do patrimônio líquido</p><p>A auditoria é motivada pela dúvida quanto à efetiva integralização de capitais pelos sócios. Do ponto de vista fiscal, essa questão é relevante porque pode envolver uma geração fictícia de caixa para acobertar recebimento por vendas não escrituradas. Esse acobertamento ocorreria pela injeção de recursos através de fato econômico fictício, no caso, o aumento de capital pelos sócios. Dessa forma, faz-se necessário comprovar o efetivo aumento do capital social, verificando sua origem e a entrega dos recursos à entidade, utilizando, para tal, documentação hábil e suficiente, além de avaliar a correta contabilização dos fatos ocorridos.</p><p>2) Principais procedimentos de auditoria a serem adotados</p><p>O Auditor busca obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação aos riscos e às distorções relevantes em questão, no caso, a efetiva integralização de capitais pelos sócios. Nesse sentido, procedimentos substantivos, como os testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divulgações), assim como procedimentos analíticos substantivos deverão ser executados.</p><p>O primeiro procedimento é a busca de informações junto aos principais envolvidos nas transações, no caso, os sócios ou os acionistas principais. A confirmação junto a terceiros e a indagação do pessoal responsável pode ser usada para sustentar ou refutar as informações obtidas. A seguir, deve-se realizar a inspeção de documentos relacionados ao caso e a conferência dos lançamentos contábeis que afetaram as contas do patrimônio líquido.</p><p>A efetiva entrega dos recursos exigirá a conciliação de saldos bancários e de caixa e o levantamento de registros em cartórios.</p><p>3) Principais resultados esperados</p><p>Realizados todos os procedimentos de auditoria, espera-se obter evidência apropriada e suficiente relativamente à transação em análise. Vários são os resultados que podem ser obtidos nessa auditoria:</p><p>i) a transação foi integralmente confirmada, não apresentando qualquer indício de fraude;</p><p>ii) verificaram-se indícios de fraude, havendo confirmação de que parte ou a totalidade dos recursos contabilizados não foi transferida à entidade;</p><p>iii) verificaram-se indícios de fraude, não sendo encontrados documentos suficientes para esclarecer a transação;</p><p>iv) outras falhas significativas foram encontradas na transação, como erros de contabilização ou outros fatos, podendo ocultar uma fraude contábil;</p><p>v) outras conclusões possíveis no escopo da auditoria.</p><p>Tema 8 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor (TCE-PR)/2016</p><p>Tendo em vista que as responsabilidades do auditor incluem a emissão de relatórios sobre demonstrações contábeis por eles auditadas, responda aos seguintes questionamentos.</p><p>Que situações motivam a emissão de relatório com modificação de opinião? [valor: 3,50 pontos]</p><p>Em que situações é apropriada a emissão</p><p>de opinião com ressalva ou a emissão de opinião adversa? [valor: 3,00 pontos]</p><p>Em que situações é apropriada a abstenção de opinião? [valor: 3,00 pontos]</p><p>Situações que motivam um relatório com modificação de opinião</p><p>O auditor deve modificar a opinião no seu relatório quando concluir, apoiado em evidência de auditoria, que as demonstrações contábeis como um todo apresentam distorções relevantes, ou quando não conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir que as demonstrações contábeis como um todo não apresentam distorções relevantes.</p><p>Situações em que é apropriada a emissão de opiniões com ressalva ou adversa</p><p>O auditor deve emitir uma opinião com ressalva quando, tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, concluir que há distorções relevantes, mas não generalizadas, nas demonstrações contábeis; ou quando, não tendo conseguido obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião, concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações contábeis seriam relevantes, mas não generalizados.</p><p>Uma opinião adversa deve ser emitida quando, após obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, o auditor concluir que as distorções, individualmente ou em conjunto, são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.</p><p>Situações em que é apropriada a abstenção de opinião</p><p>A abstenção de opinião é justificável quando o auditor não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião e conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizados, ou ainda quando ele conclui que não é possível expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis devido à possível interação entre diversas incertezas e seu possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.</p><p>Tema 9 - FGV - Contador Distribuidor (TJ TO)/Ciências Contábeis/2022 (Adaptada)</p><p>Em geral, os trabalhos de auditoria são conduzidos por princípios, que podem ser ressaltados de forma específica, a depender do tipo de trabalho. Nesse contexto, elabore um texto que aborde os seguintes aspectos:</p><p>a) em quais momentos do processo de auditoria um auditor deve considerar o risco da auditoria;</p><p>b) em que consiste efetivamente o risco da auditoria;</p><p>c) as três dimensões diferentes do risco da auditoria;</p><p>Valor: 10 pontos</p><p>Máximo de 10 linha</p><p>O auditor deve considerar o risco de auditoria durante todo o processo de auditoria. Esse risco se dá em função do risco de detecção e do risco de distorção relevante. Este, por sua vez, é composto pelo risco inerente e do risco de controle.</p><p>O risco de auditoria é o risco de o auditor emitir uma opinião inadequada quando houver distorção relevante. O risco de distorção relevante é o risco das demonstrações contábeis apresentarem distorção antes do processo de auditoria. Já o risco de detecção é o risco de que os procedimentos utilizados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.</p><p>O risco inerente é o risco de haver distorção relevante antes de considerar qualquer controle, ao passo que o risco de controle é o risco do controle interno da entidade não prevenir, detectar e corrigir tempestivamente distorção relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.</p><p>Tema 10 - CEBRASPE (CESPE) - Analista (APEX)/Auditoria Interna/2022/Edital PSP 1 2022</p><p>A independência é um atributo essencial para a realização das funções e atribuições do auditor, na medida em que possibilita um exame objetivo e transparente. Ao julgar e atuar com integridade e objetividade, o auditor pode opinar imparcialmente e com ceticismo, e isso se reflete nas atividades e no resultado final da auditoria.</p><p>Considerando que o texto anterior tem caráter unicamente motivador, elabore, à luz dos itens de A-20 a A-24 da NBC TA 200 (R1), um texto dissertativo atendendo o que se pede a seguir.</p><p>1 Explique em que consiste o ceticismo profissional do auditor [valor: 3,00 pontos] e em que isso impacta no âmbito das atividades de auditoria.</p><p>2 Discorra sobre a postura esperada do auditor na condução de suas atividades e frente à reputação da administração da entidade e dos responsáveis pela governança.</p><p>Padrão de Respostas da Banca:</p><p>O ceticismo profissional é relevante para a auditoria, pois essa postura impacta na avaliação crítica das evidências. Isso inclui questionar as evidências de auditoria contraditórias e a confiabilidade de documentos e respostas a indagações, além de outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança.</p><p>Também inclui a consideração da suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas, considerando-se as circunstâncias, por exemplo, no caso de existência de fatores de risco de fraude.</p><p>A manutenção do ceticismo profissional ao longo da atividade de auditoria implica a redução de riscos inerentes à atividade, tais como: riscos de ignorar circunstâncias não usuais; generalização excessiva ao tirar conclusões das observações de auditoria; uso inadequado de premissas ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de autoria e ao avaliar os resultados destes.</p><p>Espera-se que o auditor mantenha uma postura alerta na condução das atividades para as condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude, além de uma avaliação crítica de evidências de auditoria. Exige-se que o auditor considere a confiabilidade das informações a serem usadas como evidências de auditoria, mas, em casos de dúvida a respeito da confiabilidade ou indicações de possível fraude, as normas de auditoria exigem que o auditor faça investigações adicionais e determine que modificações ou adições aos procedimentos de auditoria são necessários para solucionar o imbróglio. Não se pode esperar que o auditor desconsidere a experiência passada de honestidade e integridade da administração da entidade e dos responsáveis pela governança.</p><p>Contudo, a crença de que a administração e os responsáveis pela governança sejam honestos e tenham integridade não livra o auditor da necessidade de manter o ceticismo profissional ou permitir que ele se satisfaça com evidências de auditoria menos persuasivas na obtenção de segurança razoável.</p><p>Tema 11 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor (SEFAZ SE)/2022/Curso de Preparação</p><p>Considerando que, de acordo com a NBC TI 01, os procedimentos da auditoria interna incluem exames e investigações, a exemplo de testes de observância e testes substantivos, elabore um texto dissertativo sobre os referidos procedimentos, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:</p><p>1 distinção, quanto ao objetivo, entre testes de observância e testes substantivos;</p><p>2 descrição dos procedimentos envolvidos no teste de observância;</p><p>3 diferença de tratamento dado pelas normas de auditoria quanto à correlação entre tipos específicos de procedimentos e suas categorias.</p><p>O auditor aplica testes de auditoria para obter evidências, apropriadas e suficientes, que possibilitem obter conclusões razoáveis à formulação de sua opinião. Os testes mais comuns são os testes de observância (chamados também de procedimentos de controle) e os testes substantivos (sinônimo de procedimentos substantivos).</p><p>Os testes de observância são definidos para avaliar a eficácia operacional dos procedimentos de controle, a fim de obter de segurança razoável de que os controles estão funcionando conforme previsto: inspeção, confirmação, observação e investigação.</p><p>Os teste substantivos são definidos para avaliar a regularidade e a exatidão dos registros das operações nas Demonstrações Contábeis. Além disso, este teste tem por objetivo validar Transações, Saldos e Divulgações, a fim de obter evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo SISTEMA DE INFORMAÇÃO da entidade. Assim, o objetivo é de detectar distorções relevantes.</p><p>Outrossim, sabe-se</p><p>que os testes substantivos se subdividem em: Testes de Detalhes (transações, saldos e divulgações) Procedimentos Analíticos Substantivos (revisão analítica)</p><p>Tema 12 - CESGRANRIO - Petrobras (PETROBRAS)/Auditoria/2018</p><p>Em uma empresa distribuidora de peças de reposição de máquinas e equipamentos industriais há dois funcionários responsáveis pelo recebimento do dinheiro dos clientes por pagamento de parcelas de vendas a prazo. Em um dado mês, um dos funcionários entrou em férias, e o outro ficou sozinho nessa atividade. Em decorrência do alto nível de vendas apresentado naquele período na empresa e como o funcionário estava com dificuldades financeiras, começou a apoderar-se do dinheiro recebido dos clientes, antes do registro contábil do recebimento.</p><p>A) Quais as consequências em termos contábeis desse desfalque?</p><p>B) Explique dois procedimentos de auditoria que poderiam ser adotados para descobrir esse desfalque.</p><p>A resposta deve abordar o que se apresenta a seguir.</p><p>A) Consequências em termos contábeis</p><p>· Consequências em termos patrimoniais: expropriação dos ativos da empresa e risco de insolvência perante seus credores, uma vez que seus recursos financeiros estão sendo desfalcados.</p><p>· Consequência em termos de registros contábeis: a conta Duplicatas a Receber ficará com saldo em aberto erroneamente.</p><p>B) Procedimentos de auditoria</p><p>· Confronto das duplicatas ainda não recebidas com o controle da conta duplicatas a receber na contabilidade.</p><p>· Envio de cartas de confirmação de saldo com os clientes cujas duplicatas apresentaram vencimento no mês.</p><p>Tema 13 - IBADE - Analista em Previdência (IPERON)/Auditor/2017</p><p>Explique a relação entre os controles internos e os procedimentos de auditoria, indicando inclusive a ocasião em que o auditor deve obter entendimento a respeito desses controles.</p><p>As NBCs TA exigem que o auditor exerça o julgamento profissional e mantenha o ceticismo profissional ao longo de todo o planejamento e na execução da auditoria e, entre outras coisas: Identifique e avalie os riscos de distorção relevante, com base no entendimento da entidade e de seu ambiente, inclusive o controle interno da entidade.</p><p>O auditor deve obter entendimento do controle interno relevante para a auditoria ao identificar e avaliar os riscos de distorção relevante. Nessas avaliações de risco, o auditor considera o controle interno para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias.</p><p>O auditor pode identificar deficiências do controle interno, não somente durante esse processo de avaliação de risco, mas, também, em qualquer outra etapa da auditoria.</p><p>O controle interno, independentemente da qualidade da sua estrutura e operação, pode reduzir, mas não eliminar, os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, por causa das limitações inerentes ao controle interno.</p><p>Referências Bibliográficas:</p><p>1. NBC TA 265 – Comunicação de Deficiências de Controle Interno</p><p>2. NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria.</p><p>3. ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria, um curso moderno e completo. 6ª edição – São Paulo: Atlas, 2003.</p><p>Tema 14 - IBADE - Analista em Previdência (IPERON)/Auditor/2017</p><p>Descreva quais são as fontes de evidências de auditoria indicando aquelas consideradas mais consistentes , justificando.</p><p>A evidência de auditoria para a obtenção de conclusões para fundamentar a opinião do auditor é conseguida pela execução de:</p><p>(a) procedimentos de avaliação de riscos; e</p><p>(b) procedimentos adicionais de auditoria, que abrangem:</p><p>(i) testes de controles, quando exigidos pelas normas de auditoria ou quando o auditor assim escolheu; e</p><p>(ii) procedimentos substantivos, inclusive testes de detalhes e procedimentos analíticos substantivos</p><p>Alguma evidência de auditoria é obtida pela execução de procedimentos de auditoria para testar os registros contábeis, por exemplo, por meio de análise e revisão, re-execução dos procedimentos seguidos no processo de elaboração das demonstrações contábeis e conciliação de tipos e aplicações relacionadas das mesmas informações. Pela execução de tais procedimentos de auditoria, o auditor pode determinar que os registros contábeis são internamente consistentes e estão de acordo com as demonstrações contábeis. Geralmente obtém-se mais segurança com evidência de auditoria consistente obtida a partir de fontes diferentes ou de natureza diferente do que a partir de itens de evidência de auditoria considerados individualmente. Por exemplo, informações corroborativas obtidas de uma fonte independente da entidade podem aumentar a segurança que o auditor obtém da evidência de auditoria gerada internamente, tais como a evidência existente em registros contábeis, minutas de reuniões ou representação da administração.</p><p>Entre as informações de fontes independentes da entidade que o auditor pode usar como evidência de auditoria podem estar confirmações de terceiros, relatórios de analistas e dados comparáveis sobre concorrentes (dados referenciais para benchmarking).</p><p>Referências Bibliográficas:</p><p>1. NBC TA 315</p><p>2. NBC TA 330</p><p>3. 3NBC TA 500</p><p>Tema 15 - AOCP - Analista Judiciário (TRE AC)/Administrativa/Contabilidade/2015</p><p>Apresente, de forma objetiva, qual é a finalidade do “ planejamento em auditoria” e quais são suas etapas.</p><p>Espelho da banca:</p><p>O planejamento em auditoria tem a finalidade de delimitar o objetivo e o escopo da auditoria, definir a estratégia metodológica a ser adotada e estimar os recursos, os custos e o prazo necessário à sua realização. Etapas do planejamento em auditoria:</p><p>a) análise preliminar do objeto de auditoria;</p><p>b) definição do objetivo e escopo da auditoria;</p><p>c) especificação dos critérios de auditoria;</p><p>d) elaboração da matriz de planejamento;</p><p>e) validação da matriz de planejamento;</p><p>f) definição das técnicas de auditoria;</p><p>g) elaboração de instrumentos de coleta de dados;</p><p>h) teste-piloto;</p><p>i) elaboração do plano de auditoria;</p><p>j) elaboração do programa de auditoria</p><p>Tema 16 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor do Estado (SECONT ES)/Ciências Contábeis/2009</p><p>Com o objetivo de aferir a integralidade do registro contábil do ativo imobilizado do órgão X, o pessoal da área de controle interno da referida entidade vem realizando inventário físico dos bens permanentes registrados nos documentos contábeis desse órgão, selecionando sempre os dez primeiros itens de cada grupo de contas do ativo imobilizado, que representam cerca de 10% da quantidade de bens registrados. Aos bens permanentes relacionados na amostra e não localizados, o pessoal da área de controle interno vem considerando que se trata de "empréstimos" desses bens permanentes a outros setores da mesma entidade, que não foram efetivamente formalizados no setor de patrimônio, por isso não vem realizando apontamento nesse sentido.</p><p>Com base nessa situação hipotética, elabore relatório de auditoria acerca da atuação do pessoal da área de controle interno, desenvolvendo, necessariamente, os seguintes tópicos:</p><p>· aspectos considerados na determinação do tamanho da amostra;</p><p>· riscos de amostragem, nos testes de observância e nos testes substantivos, no que se refere à não localização do bem.</p><p>Inicialmente, destaca-se que as normas de auditoria mencionam os aspectos a serem considerados na determinação do tamanho da amostra. Nesse sentido, conforme a NBC TA 530, deve-se considerar, por exemplo, a extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles relevantes, a taxa tolerável de desvio, a taxa esperada de desvio e o nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio da população. Ademais, há diferentes métodos de seleção de amostra, como a seleção aleatória, a seleção sistemática, a amostragem de unidade monetária, a seleção ao acaso e a seleção de bloco. Dessa maneira, no caso em tela, observa-se que o controle interno vem utilizando a seleção de bloco, que envolve a seleção de um ou mais blocos de itens contíguos, no caso,</p><p>os dez primeiros itens de cada grupo de contas. Ocorre, entretanto, que a seleção de blocos não é apropriada quando se pretende obter inferências sobre toda a população com base na amostra, apesar de ser apropriada em alguns casos.</p><p>Em seguida, quanto aos riscos de amostragem, nos testes de observância e nos testes substantivos, no que se refere à não localização do bem, verifica-se que eles são altos, pois a equipe de controle interno está chegando a conclusões para a população com base em amostras que não foram selecionadas por meio de um método adequado, segundo a NBC TA 530. Ainda, ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins específicos a serem alcançados e, nesse caso, como o objetivo é aferir a integralidade do registro contábil do ativo imobilizado do órgão X, conclui-se que a utilização de amostras não é apropriada para se atingir esse objetivo, corroborando para a existência de um alto risco de amostragem. Por fim, no que se refere aos itens não localizados, de acordo com as normas de auditoria, o pessoal deve realizar procedimentos adicionais para obter evidências suficientes e adequadas e, quando um item não for localizado, realizar o devido apontamento como um desvio. Dessa forma a equipe executa os trabalhos com o devido ceticismo profissional.</p><p>Tema 18 - CEBRASPE (CESPE) - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ ES)/2008</p><p>A falta de contabilização das receitas operacionais e não-operacionais das pessoas jurídicas, conhecida como omissão de receitas, pode ser detectada de diversos modos. Alguns deles estão expressamente mencionados nas legislações tributárias, caracterizando, até mesmo, a hipótese de presunção da omissão. Um dos casos mais conhecidos é o do chamado passivo fictício.</p><p>Considerando que o texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do tema</p><p>A omissão de receitas e o passivo fictício.</p><p>Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:</p><p>· caracterização do passivo fictício e da presunção de omissão de receita;</p><p>· a relação entre a existência de passivo fictício e o saldo da conta caixa;</p><p>· importância da identificação da natureza das receitas omitidas e os respectivos efeitos em face de diferentes tipos de tributos incidentes sobre as mesmas.</p><p>Passivo fictício é quando há a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada, caso que é considerada presunção de omissão de receitas.</p><p>Presume-se omissão de receita caso haja saldo credor na conta caixa ("estouro de caixa"). A relação com o passivo fictício é que, para não haver esse estouro de caixa, a entidade mantém o passivo registrado na contabilidade apesar de já tê-lo pago.</p><p>Existem diferentes fontes que a entidade pode ter adquirido a receita omitida (venda de material, prestação de serviço, depósito bancário, etc) e para cada tipo aplica-se um tributo diferente (ICMS, ISS, IR, etc). Assim, é importante identificar a natureza da receita omitida para que o fiscal possa arbitrar o tributo correto.</p><p>Tema 19 - FCC - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual (SEFAZ PE)/2022 (Adaptada)</p><p>Durante os trabalhos de auditoria, um auditor enfatizou à administração da entidade auditada a importância e relevância da fidedignidade das informações referentes às demonstrações contábeis. Elaborou uma requisição ao Departamento Contábil, indicando todos os documentos necessários à realização da auditoria e estabelecendo o prazo de entrega em vinte e quatro horas.</p><p>Todavia, no dia seguinte, ao reiniciar os trabalhos, verificou que a entidade entregou apenas demonstrações contábeis menos detalhadas que as informações completas.</p><p>O auditor solicitou a presença de seu supervisor que, após analisar a documentação, concluiu que ela poderia ser aceita, pois se tratava de documentação condensada.</p><p>Considerando essa orientação, o auditor dedicou especial atenção à classificação e qualificação dos ativos e passivos da entidade auditada. Sua suspeita decorria da possibilidade de haver registros contábeis decorrentes de erros ou até mesmo de fraudes.</p><p>Estabeleceu uma linha de comunicação com a administração, com objetivo principal de buscar esclarecimentos a respeito desses registros.</p><p>Ao final dos trabalhos ocorreram dois fatos importantes:</p><p>Algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis, a seguir relacionadas, não foram detectadas pelo auditor:</p><p>- aquisição de material de escritório sem registro de entrada no almoxarifado. - saldo físico do almoxarifado divergente do saldo contábil.</p><p>- saídas de material de escritório do estoque em duplicidade.</p><p>- itens do almoxarifado sem movimentação há mais de 12 meses, mesmo tendo havido aquisições no período.</p><p>Parte das evidências de auditoria que deram suporte ao relatório foram fundamentadas na ausência de informações em razão da recusa da administração em fornecer o solicitado.</p><p>1.  Em que consiste o ceticismo profissional?</p><p>2. Cite três riscos que poderiam ser reduzidos pela manutenção do ceticismo profissional pelo auditor?</p><p>3. Em relação às distorções relevantes não detectadas, conforme estabelece a NBC TA 200 (R1), como esse resultado poderia ter sido evitado?</p><p>Ceticismo profissional consistente em postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria.</p><p>Ao longo do processo de auditoria, é necessário que o auditor mantenha o ceticismo profissional para que haja redução de determinados riscos, tais como: de ignorar as circunstâncias não usuais; de generalização excessiva, ao tirar conclusão das observações; e do uso inadequado das premissas, ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar seus resultados.</p><p>Por fim, o resultado no caso narrado poderia ter sido evitado se o auditor estivesse atento às repostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria por meio do seu ceticismo profissional.</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image1.gif</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.gif</p>

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