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Questões resolvidas

Na Doutrina do Direito, Kant busca um conceito puramente racional e que possa explicar o direito independentemente da configuração específica de cada legislação. Mais precisamente, seria o direito entendido como expressão de uma razão pura prática, capaz de orientar a faculdade de agir de qualquer ser racional. Assinale a opção que contém, segundo Kant, essa lei universal do direito.
A Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim, e nunca como meio.
B Age exteriormente, de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal.
C indivíduo só tem liberdade (exteriormente falando) dentro da lei. Pois esta estabelece a existência de convenções e de contratos. Portanto, somente se adquire liberdade “dentro da lei”, eis que, assim, o indivíduo está obrigado a observar uma lei da qual ele mesmo é o legislador. Os indivíduos criam as suas leis (morais ou jurídicas), e só por elas estão limitados. Sem o império da lei, o indivíduo sujeita-se ao arbítrio dos outros indivíduos. Dentro dela, contudo, sua liberdade está assegurada, vez que os outros indivíduos somente poderão agir exteriormente de modo a não ferir a sua liberdade de ação, segundo uma lei universal. Nesse sentido, Immanuel Kant, esclarece que a "liberdade, à qual se referem as leis jurídicas, pode ser tão somente a liberdade na prática externa; mas aquela liberdade à qual se referem as segundas leis (leis morais) deve ser a liberdade no exercício exterior e interior do arbítrio, quando está determinado pelas leis racionais". Deste raciocínio poder se extrair a lei universal de Direito, a qual, segundo Kant é "age exteriormente de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal..." (KANT, p. 46)
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Questões resolvidas

Na Doutrina do Direito, Kant busca um conceito puramente racional e que possa explicar o direito independentemente da configuração específica de cada legislação. Mais precisamente, seria o direito entendido como expressão de uma razão pura prática, capaz de orientar a faculdade de agir de qualquer ser racional. Assinale a opção que contém, segundo Kant, essa lei universal do direito.
A Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim, e nunca como meio.
B Age exteriormente, de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal.
C indivíduo só tem liberdade (exteriormente falando) dentro da lei. Pois esta estabelece a existência de convenções e de contratos. Portanto, somente se adquire liberdade “dentro da lei”, eis que, assim, o indivíduo está obrigado a observar uma lei da qual ele mesmo é o legislador. Os indivíduos criam as suas leis (morais ou jurídicas), e só por elas estão limitados. Sem o império da lei, o indivíduo sujeita-se ao arbítrio dos outros indivíduos. Dentro dela, contudo, sua liberdade está assegurada, vez que os outros indivíduos somente poderão agir exteriormente de modo a não ferir a sua liberdade de ação, segundo uma lei universal. Nesse sentido, Immanuel Kant, esclarece que a "liberdade, à qual se referem as leis jurídicas, pode ser tão somente a liberdade na prática externa; mas aquela liberdade à qual se referem as segundas leis (leis morais) deve ser a liberdade no exercício exterior e interior do arbítrio, quando está determinado pelas leis racionais". Deste raciocínio poder se extrair a lei universal de Direito, a qual, segundo Kant é "age exteriormente de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal..." (KANT, p. 46)
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<p>PROFESSORA: LUDMILA PRAZERES</p><p>DIREITO – 6º SEMESTRE</p><p>ALUNAS: ROZANA LINO E EDNA BISPO</p><p>QUESTÕES</p><p>1. Immanuel Kant (1724-1804), filósofo prussiano, é considerado um dos maiores nomes da filosofia moderna. Quanto a seu pensamento, é CORRETO afirmar:</p><p>A</p><p>Uma vontade boa determina-se a si mesma, independentemente de qualquer causalidade empírica.</p><p>B</p><p>A razão prática liga-se ao pragmatismo, deslocando-se de reflexões éticas e morais.</p><p>C</p><p>O núcleo do pensamento kantiano sobre certo e errado pauta-se no resultado obtido com a ação, ligando-se a elementos circunstanciais.</p><p>D</p><p>O imperativo categórico impõe de formal geral que apenas as ações que puderem ser individualizadas podem ser consideradas corretas do ponto de vista moral.</p><p>Solução em texto</p><p>Cumprir o dever sob uma perspectiva a moral significa cumpri-lo sem que haja qualquer outro interesse em jogo.</p><p>Letra A</p><p>23%</p><p>Q455008</p><p>2. Filosofia do Direito O Conceito de Direito: Evolução Histórica; Dogmática Jurídica; Direito e Moral ,O Direito e a Justiça: Acepções e Teorias</p><p>Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: OAB Prova: FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XV - Tipo 1 - Branca</p><p>Na Doutrina do Direito, Kant busca um conceito puramente racional e que possa explicar o direito independentemente da configuração específica de cada legislação. Mais precisamente, seria o direito entendido como expressão de uma razão pura prática, capaz de orientar a faculdade de agir de qualquer ser racional.</p><p>Assinale a opção que contém, segundo Kant, essa lei universal do direito.</p><p>Alternativas</p><p>A</p><p>Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim, e nunca como meio.</p><p>B</p><p>Age exteriormente, de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal.</p><p>C</p><p>Age como se a máxima de tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, lei universal da natureza.</p><p>D</p><p>Age de forma que conserves sempre a tua liberdade, ainda que tenhas de resistir à liberdade alheia.</p><p>Resposta: A alternativa correta é a letra “b”. De acordo com a doutrina liberal/individualista kantiana, pode-se dizer que o indivíduo só tem liberdade (exteriormente falando) dentro da lei. Pois esta estabelece a existência de convenções e de contratos. Portanto, somente se adquire liberdade “dentro da lei”, eis que, assim, o indivíduo está obrigado a observar uma lei da qual ele mesmo é o legislador. Os indivíduos criam as suas leis (morais ou jurídicas), e só por elas estão limitados.</p><p>Sem o império da lei, o indivíduo sujeita-se ao arbítrio dos outros indivíduos. Dentro dela, contudo, sua liberdade está assegurada, vez que os outros indivíduos somente poderão agir exteriormente de modo a não ferir a sua liberdade de ação, segundo uma lei universal.</p><p>Nesse sentido, Immanuel Kant, esclarece que a "liberdade, à qual se referem as leis jurídicas, pode ser tão somente a liberdade na prática externa; mas aquela liberdade à qual se referem as segundas leis (leis morais) deve ser a liberdade no exercício exterior e interior do arbítrio, quando está determinado pelas leis racionais".</p><p>Deste raciocínio poder se extrair a lei universal de Direito, a qual, segundo Kant é "age exteriormente de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a liberdade de todos, segundo uma lei universal..." (KANT, p. 46)</p><p>Fonte: KANT, Emmanuel. Doutrina do Direito. Tradução de Edson Bini. 2. ed. São Paulo: Ícone, 1993.</p><p>3. Em sua obra “Teoria Geral do Direito e do Estado”, Hans Kelsen, ao discutir o “conceito de direito”, aborda a relação entre validade e eficácia. A respeito dessa relação, sustenta que</p><p>Alternativas</p><p>A</p><p>entre os conceitos de validade e de eficácia há uma relação de identidade.</p><p>B</p><p>validade e eficácia conectam-se em virtude de sua relação com a justiça.</p><p>C</p><p>uma norma jurídica somente pode ser considerada válida se pertencer a uma ordem que, no todo, é eficaz.</p><p>D</p><p>uma norma jurídica somente pode ser considerada eficaz se pertencer a uma ordem globalmente válida.</p><p>E</p><p>validade e eficácia são dois conceitos inteiramente diversos e que não se relacionam.</p><p>Resposta: Na sua "Teoria Geral do Direito e do Estado", Hans Kelsen estabelece uma relação entre os conceitos de validade e eficácia das normas jurídicas. Segundo Kelsen, uma norma jurídica só é válida se pertencer a uma ordem jurídica eficaz, ou seja, se for capaz de produzir efeitos na prática.</p><p>Para Kelsen, a validade de uma norma jurídica não depende de sua eficácia em casos particulares, mas sim de sua posição dentro de uma ordem jurídica que, como um todo, é capaz de produzir efeitos na prática. Portanto, a validade e a eficácia das normas jurídicas estão relacionadas, mas são conceitos distintos.</p><p>Q1750372</p><p>4. Filosofia do DireitoO Conceito de Direito: Evolução Histórica; Dogmática Jurídica; Direito e Moral</p><p>Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: ANM Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - ANM - Técnico em Segurança de Barragens</p><p>Texto associado</p><p>Para Kant, o princípio supremo da moralidade está diretamente relacionado à maximização do bem-estar geral.</p><p>Alternativas</p><p>( ) Certo</p><p>( X ) Errado</p><p>Responder</p><p>Parabéns! Você acertou!</p>

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