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<p>UNIDADE 2</p><p>Borges (2016, p. 27) considera que o Relatório defende o desenvolvimento no</p><p>sujeito:</p><p>“ não só a compreensão e a posse de conteúdos e conhecimentos,</p><p>mas essencialmente também as capacidades subjetivas necessárias</p><p>a aplicar esses conteúdos em seu dia a dia, além das capacidades de</p><p>autonomia, criticidade, juízos de valor e outras características do</p><p>aprender a ser.</p><p>Você deve ter percebido que tanto do lado das propostas educacionais para o sé-</p><p>culo XXI (Unesco) quanto das expectativas do mundo do trabalho, está presente</p><p>a ideia da aprendizagem constante para o enfrentamento dos desafios da vida na</p><p>atualidade. Do ponto de vista de vários economistas, conhecimento é, cada vez</p><p>mais, poder. Eles cunharam o termo sociedade do conhecimento para explicar</p><p>que na atualidade a criação, disseminação e uso da informação e do conhecimen-</p><p>to são a mola propulsora do crescimento do capitalismo.</p><p>Para Castells (1999), o conhecimento transformou-se no principal fator de</p><p>produção no mundo contemporâneo. Isso demonstra o quanto as organizações</p><p>estão sempre em busca do conhecimento que possa impulsionar o desenvolvimen-</p><p>to de novas tecnologias e com isso, trazer um diferencial frente à concorrência.</p><p>Dziekaniak e Rover (2011) alertam sobre os riscos de a sociedade do conhe-</p><p>cimento ampliar as desigualdades sociais, pois, se conhecimento é poder, man-</p><p>tê-lo restrito é uma forma de garantir algum tipo de vantagem atual ou futura. E</p><p>essa restrição é excludente, deixa de fora um grande contingente de pessoas no</p><p>interior de uma sociedade, mas também exclui regiões inteiras do planeta dos</p><p>conhecimentos mais avançados, aumentando a desigualdade entre as nações.</p><p>Estes autores defendem ser necessário democratizar o acesso à informação,</p><p>mas, principalmente, oportunizar a todos, uma formação crítica que permita</p><p>uma relação autônoma com o saber. Isso significa ser capaz de analisar a fide-</p><p>dignidade da informação, ser capaz de buscar as informações que procura, bem</p><p>como passar de mero consumidor a possível produtor de informação, ou seja,</p><p>produtor de conhecimento.</p><p>Para Dziekaniak e Rover (2011), não se trata de negar as imensas possibilida-</p><p>des trazidas pela sociedade do conhecimento, mas de inverter sua lógica. Em vez</p><p>3</p><p>1</p>

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