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DESCRIÇÃO
Regras básicas de apresentação. Vistas ortográficas de peças mecânicas simples. Cortes e seções.
PROPÓSITO
Compreender as regras básicas de apresentação do desenho técnico de peças mecânicas, destacando a execução das
vistas ortográficas e o complemento com cortes e seções.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos o material para elaboração de desenho técnico: folha de papel
liso (tamanho A4), lápis com grafite preto, borracha branca macia, instrumentos básicos (régua, par de esquadros,
transferidor, compasso).
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever as regras básicas de apresentação do desenho técnico de peças mecânicas
MÓDULO 2
Empregar o desenho técnico das vistas ortográficas de peças mecânicas no 1º diedro
MÓDULO 3
Classificar o recurso de cortes e seções
BEM-VINDO AO ESTUDO DA REPRESENTAÇÃO
GRÁFICA DE PEÇAS MECÂNICAS
MÓDULO 1
 Descrever as regras básicas de apresentação do desenho técnico de peças mecânicas
INTRODUÇÃO
Surge uma ideia, uma necessidade: nasce um projeto. Em Engenharia, o desenho técnico é a ferramenta de expressão
gráfica. É por meio do desenho técnico que o engenheiro desenvolve e orienta a execução, seja para fabricação de um
produto ou a prestação de um serviço. Mesmo com a utilização de computação gráfica, vimos que os conhecimentos
sobre desenho técnico são fundamentais.
Tão importante quanto ter uma ideia ou atender a uma necessidade, é apresentar os desenhos técnicos de um projeto
em uma linguagem que todos entendam. Afinal, esse projeto deverá ser interpretado e executado por equipes
multidisciplinares para que se obtenha o resultado esperado. Assim, deve haver uma forma padronizada de elaboração e
apresentação dos desenhos, possibilitando haver comunicação entre as equipes.
 VOCÊ SABIA
No Brasil existe uma entidade sem fins lucrativos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas, considerada o Foro
Nacional de Normalização, que estabelece normas para a elaboração e apresentação de desenhos técnicos. Apesar de
as normas serem de uso voluntário, quase sempre são usadas por representar consenso sobre o estado da arte de
determinado assunto, obtido entre especialistas.
NORMAS BRASILEIRAS
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade privada e sem fins lucrativos, que cuida de
diferentes normalizações no país. Criada em 1940, a organização estuda e propõe formas de sistematizar processos,
sejam eles de cunho tecnológico, industrial ou acadêmico.
A ABNT elabora as Normas Brasileiras (NBR), identificadas por números. Essas normas são reconhecidas pelo governo
federal e seguidas por profissionais, empresas e entidades acadêmicas de todo o Brasil. Cada norma é criada por meio
de comissões ou comitês formados por pessoas que possuem conhecimentos técnicos em diferentes áreas de atuação.
Já imaginou se não existissem as normas da ABNT? Cada engenheiro faria os desenhos do projeto de sua forma, ou
fabricaria um produto do jeito que achasse melhor. É fundamental utilizar essas normas, pois elas transmitem
conhecimento sistematizado, que já foi avaliado em diferentes aspectos.
“AS NORMAS ASSEGURAM AS CARACTERÍSTICAS DESEJÁVEIS DE
PRODUTOS E SERVIÇOS, COMO QUALIDADE, SEGURANÇA,
CONFIABILIDADE, EFICIÊNCIA, INTERCAMBIALIDADE, BEM COMO
RESPEITO AMBIENTAL — E TUDO ISTO A UM CUSTO ECONÔMICO”
(ABNT, s. d.).
Tornam o desenvolvimento, a fabricação e o fornecimento de produtos e serviços mais eficientes, mais seguros e mais
limpos.
Facilitam o comércio entre países tornando-o mais justo.
Fornecem aos governos uma base técnica para saúde, segurança e legislação ambiental, e avaliação da conformidade.
Compartilham os avanços tecnológicos e a boa prática de gestão.
Disseminam a inovação.
Protegem os consumidores e usuários em geral, de produtos e serviços.
Tornam a vida mais simples provendo soluções para problemas comuns.
Como estamos tratando da expressão gráfica por meio do desenho técnico instrumental, vamos apresentar, destacar e
comentar alguns aspectos importantes das principais normas da ABNT, que, juntas, nos permitem executar e apresentar
o desenho técnico de peças mecânicas.
Vamos começar listando o objetivo de várias Normas Brasileiras (NBR), indicando as que serão exploradas em outros
temas e escolhendo as que iremos explorar neste módulo:
ABNT NBR 8196:1999 – DESENHO TÉCNICO: EMPREGO DE ESCALAS
Esta Norma foi cancelada em agosto de 2016. A ABNT NBR 16752:2020 sintetiza o assunto em seu item 6 (EMPREGO
DE ESCALAS). O assunto foi abordado em outro tema.
ABNT NBR 8402:1994 – EXECUÇÃO DE CARACTER PARA ESCRITA
EM DESENHO TÉCNICO:
Esta Norma fixa as condições exigíveis para a escrita usada em desenhos técnicos e documentos semelhantes.
Apresenta a caligrafia técnica. Abordaremos neste módulo.
ABNT NBR 8403:1984 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS –
TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS LINHAS:
Esta Norma fixa tipos e o escalonamento de larguras de linhas para uso em desenhos técnicos e documentos
semelhantes. Abordaremos neste módulo.
ABNT NBR 10067:1995 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO
EM DESENHO TÉCNICO:
Esta Norma fixa a forma de representação aplicada em desenho técnico. Trata dos métodos de projeção ortográfica (1º e
3º diedros) e denominação das vistas, além da representação de cortes e seções nas vistas. Os métodos de projeção e a
denominação das vistas serão tratados em outro tema, enquanto a representação de cortes e seções será abordada em
outro módulo do tema atual.
ABNT NBR 10068:1987 – FOLHA DE DESENHO – LEIAUTE E
DIMENSÕES – PADRONIZAÇÃO:
Esta Norma foi cancelada em janeiro de 2020 e substituída pela ABNT NBR 16752:2020. Abordaremos neste módulo a
nova norma.
ABNT NBR10126:1998 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO:
Esta Norma fixa os princípios gerais de contagem a serem aplicados em todos os desenhos técnicos. O assunto foi
abordado em outro tema.
ABNT NBR 10582:1988 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO
TÉCNICO:
Esta Norma foi cancelada em janeiro de 2020. A ABNT NBR 16752:2020 sintetiza o assunto no seu item 5 (CONTEÚDO
E DISPOSIÇÃO DOS ESPAÇOS NA FOLHA DE DESENHO). Abordaremos neste módulo a nova norma.
ABNT NBR 12298:1995 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR
MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO:
Esta Norma fixa as condições exigíveis para representação de áreas de corte em desenho técnico. O assunto será
abordado em outro módulo do tema atual.
ABNT NBR 13142:1999 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE
CÓPIAS:
Esta Norma foi cancelada em junho de 2017. A ABNT NBR 16752:2020 sintetiza o assunto no seu item 7
(DOBRAMENTO DA FOLHA DE DESENHO). Abordaremos neste módulo a nova norma.
ABNT NBR 16752:2020 – DESENHO TÉCNICO – REQUISITOS PARA
APRESENTAÇÃO EM FOLHAS DE DESENHO:
Esta Norma especifica o formato das folhas de desenho e os elementos gráficos, a localização e a disposição do espaço
para desenho, espaço para informações complementares e legenda, o dobramento de cópias e o emprego de escalas a
serem utilizadas em desenhos técnicos. Abordaremos neste módulo.
ABNT NBR 8402:1994
A ABNT estabelece na NBR 8402:1994 (EXECUÇÃO DE CARACTER PARA ESCRITA EM DESENHO TÉCNICO) as
condições exigíveis para a escrita usada em desenhos técnicos e documentos semelhantes, conhecida como caligrafia
técnica.
Vamos apresentar uma síntese comentada dessas condições, o quadro de proporções e dimensões de símbolos gráficos,
o esquema com as características das aplicações desses parâmetros na caligrafia técnica e alguns exemplos de letras.
 ATENÇÃO
Cabe aqui ressaltar que isso não nos isenta de conhecer a norma na íntegra.
As principais condições apresentadas nessa norma são:
As principais exigências na escrita em desenhos técnicos são: legibilidade, uniformidade e adequação à microfilmagem e
a outros processos de reprodução.
Os caracteres devem ser claramente distinguíveis entre si, para evitar qualquer troca ou algum desvio mínimo da forma
ideal.
Para microfilmagem e outros processos de reprodução é necessário que a distância entre caracteres (a) corresponda, nomínimo, a duas vezes a largura da linha (d).
No caso de larguras de linha diferentes, a distância deve corresponder à da linha (d) mais larga.
Para facilitar a escrita, deve ser aplicada a mesma largura de linha para letras maiúsculas e minúsculas.
Os caracteres devem ser escritos de forma que as linhas se cruzem ou se toquem, aproximadamente, em ângulo reto.
A altura h possui razão 2 correspondente à razão dos formatos de papel para desenho técnico.
A altura h das letras maiúsculas deve ser tomada como base para o dimensionamento.
As alturas h e c não devem ser menores do que 2,5 mm. Na aplicação simultânea de letras maiúsculas e minúsculas, a
altura h não deve ser menor do que 3,5 mm.
A escrita pode ser vertical ou inclinada, em um ângulo de 15° para a direita em relação à vertical.
Características Relação Dimensões (mm)
Altura das letras maiúsculas h
(10/10)
h
2,5 3,5 5 7 10 14 20
Altura das letras maiúsculas c (7/10) h - 2,5 3,5 5 7 10 14
Distância mínima entre
caracteres
a (2/10) h 0,5 0,7 1 1,4 2 2,8 4
Distância mínima entre linhas
de base
b
(14/10)
h
3,5 5 7 10 14 20 28
Distância mínima entre
palavras
e (6/10) h 1,5 2,1 3 4,2 6 8,4 12
Largura da linha d (1/10) h 0,25 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Quadro: Proporções e dimensões de símbolos gráficos. Fonte: NBR 8402 (1994)
 Figura: Parâmetros aplicados na caligrafia técnica.
 Figura: Forma da escrita vertical e inclinada (exemplos).
ABNT NBR 8403:1984
A ABNT estabelece na NBR 8403:1984 (APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS
DE LINHAS) tipos de linhas, suas denominações e aplicações, suportados por condições gerais e específicas
estabelecidas. A utilização de diferentes tipos e larguras (espessuras) de linhas no desenho técnico permite diferenciar os
elementos.
Linha Denominação Aplicação Geral
A Contínua larga A1 contornos visíveis
A2 arestas visíveis
B Contínua estreita B1 linhas de interseção imaginárias
B2 linhas de cotas
B3 linhas auxiliares
B4 linhas de chamadas
B5 hachuras
B6
contornos de seções rebatidas
na própria vista
B7 linhas de centros curtas
C
Contínua estreita à mão
livre
C1
limites de vistas ou cortes
parciais ou interrompidas se o
limite não coincidir com linhas
traço e ponto
D
Contínua estreita em
zigue-zague
D1
esta linha destina-se a desenhos
confeccionados por máquinas
E Tracejada larga E1 contornos não visíveis
Linha Denominação Aplicação Geral
E2 arestas não visíveis
F Tracejada estreita F1 contornos não visíveis
F2 arestas não visíveis
G Traço e ponto estreita G1 linhas de centro
G2 linhas de simetrias
G3 trajetórias
H
Traço e ponto estreita,
larga nas extremidades e
na mudança de direção
H1 planos de cortes
J Traço e ponto largo J1
indicação das linhas ou
superfícies com indicação
especial
K
Traço e dois pontos
estreita
K1 contornos de peças adjacentes
K2 posição limite de peças móveis
K3 linhas de centro de gravidade
K4 cantos antes da conformação
K5
detalhes situados antes do plano
de corte
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Quadro: Tipos de linhas e suas aplicações. Fonte: NBR 8403 (1984)
Vamos apresentar uma síntese comentada dessas condições, além do quadro de tipos de linhas e suas aplicações,
ressaltando que isso não nos isenta de conhecer a norma na íntegra.
As principais condições apresentadas nessa norma são:
A relação entre as larguras de linhas largas e estreitas não deve ser inferior a dois. Assim, devemos ter o traço da
linha larga com pelo menos o dobro da espessura da linha estreita. Logicamente, o tipo de lápis ou caneta técnica
utilizado no desenho influenciará na execução dessas linhas.
As larguras das linhas devem ser escolhidas conforme o tipo, dimensão, escala e densidade de linhas no desenho.
Se o desenho for pequeno (podemos imaginar uma redução em escala, desenhado em folha A4) e tiver muitas
linhas, por exemplo, a largura (espessura) da linha não será a mesma de um desenho maior (podemos imaginar
uma ampliação em escala, desenhado em folha A0).
Para diferentes vistas de uma mesma peça, desenhadas na mesma escala, as larguras das linhas devem ser
conservadas.
O espaçamento mínimo entre linhas paralelas, inclusive na representação de hachuras, não deve ser menor do
que duas vezes a largura da linha mais larga, entretanto recomenda-se que esta distância não seja menor do que
0,70 mm.
Se ocorrer a coincidência (sobreposição) de duas ou mais linhas de diferentes tipos, deve ser considerada a
seguinte ordem de prioridade: arestas e contornos visíveis (tipo A) => aresta e contornos não visíveis (tipos E e F)
=> superfícies de cortes e seções (tipo H) => linhas de centro (tipo G) => linha de centro de gravidade (tipo K) =>
linhas de cota e auxiliar (tipo B).
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Figura: Tipos de linhas: exemplo de aplicação.
ABNT NBR 16752:2020
A ABNT estabelece na NBR 16752:2020 (DESENHO TÉCNICO – REQUISITOS PARA APRESENTAÇÃO EM FOLHAS
DE DESENHO), em tópicos, temas de diversas normas que foram canceladas. Essa NBR especifica o formato das folhas
de desenho e os elementos gráficos; a localização e a disposição do espaço para desenho, espaço para informações
complementares e legenda; o dobramento de cópias e o emprego de escalas a serem utilizadas em desenhos técnicos.
Vamos apresentar uma síntese comentada dos principais tópicos dessas normas, que não tenham sido apresentados em
outros módulos do conteúdo dos temas da disciplina, ressaltando que isso não nos isenta de conhecer a norma na
íntegra.
ABNT E A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS BRASILEIRAS
FOLHA DE DESENHO
O formato básico para folha de desenho é o retângulo com área igual a 1,0 m² e de lados medindo 841 mm × 1.189 mm,
mantendo entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e a sua diagonal. Desse formato básico,
denominado A0 (A zero), deriva-se a série ISO-A de tamanhos de folha, pela sua bipartição sucessiva.
 Figura: Origem, semelhanças e formatos da série ISSO-A.
Convém que a representação do desenho seja executada em menor formato de folha possível, desde que a sua
interpretação não seja prejudicada. As medidas dos formatos de folha de desenho da série ISO-A mais utilizados são
apresentados na tabela a seguir:
Designação Dimensões (mm)
A0 841 x 1.189
A1 594 x 841
A2 420 x 594
A3 297 x 420
A4 210 x 297
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Tabela: Dimensões das folhas da série ISO-A. Fonte: NBR 16752 (2020)
Essas folhas de desenho podem ser utilizadas tanto na posição vertical (retrato) como na posição horizontal (paisagem),
sendo conveniente que os formatos maiores do que A4 sejam utilizados na posição horizontal.
 DICA
Todas as folhas de desenho devem apresentar margens e quadro limitando o espaço para desenho. A margem esquerda
deve ter 20 mm de largura para permitir que a folha seja perfurada e arquivada, e todas as outras margens devem ter 10
mm de largura.
CONTEÚDO E DISPOSIÇÃO DOS ESPAÇOS DA FOLHA
DE DESENHO
O espaço da folha de desenho é dividido em: espaço para desenho, legenda e espaço para informações
complementares, quando necessário.
 Figura: Disposição dos espaços na folha de desenho.
O desenho deve ser realizado no espaço destinado para desenho. Havendo mais de um desenho, eles devem estar
dispostos ordenadamente na horizontal e na vertical, sendo o desenho principal, se houver, posicionado acima e à
esquerda desse espaço. Em relação à legenda, deve ser elaborada na forma de um quadro subdividido em campos de
dados, contendo informações, indicações e identificações relevantes associadas ao desenho.
 Figura: Exemplo de preenchimento de legenda.
Todas as informações necessárias ao entendimento do conteúdo do desenho devem ser inseridas no espaço para
informações complementares, independentemente da ordem de apresentação,exceto aquelas que necessitem estar
posicionadas junto ao desenho.
 DICA
O espaço para informações complementares normalmente deve ser alocado próximo à margem direita e acima da
legenda. A largura do espaço deve ser no máximo igual à largura da legenda, ou seja, 180 mm.
DOBRAMENTO DA FOLHA DE DESENHO
Para arquivamento, as folhas de desenho devem ser dobradas, sendo o seu tamanho final o do formato A4.
 ATENÇÃO
Após os dobramentos a legenda do desenho deve estar visível.
Os dobramentos devem ser iniciados do lado direito e verticalmente a partir da legenda. Uma vez efetuado o dobramento
vertical, devem ser realizadas as dobras horizontais. As folhas de formatos A0, A1 e A2 devem ter o canto superior
esquerdo dobrado para trás.
 Figura: Dobramento de folha A3.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 2
 Empregar o desenho técnico das vistas ortográficas de peças mecânicas no 1º diedro
A NBR 10067:1995 (PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO – PROCEDIMENTO)
apresenta os métodos para projeção ortogonal de objetos nos 1º e 3º diedros, que nos permitem representar um objeto a
partir de suas projeções ortogonais, as chamadas vistas ortográficas.
 SAIBA MAIS
O método do 3º diedro, chamado de Método Americano de projeção, é adotado pela ANSI (American National Standards
Institute – Instituto Nacional de Padrões Americanos), sendo utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. Já o método do
1º diedro, conhecido como Método Europeu de projeção, é adotado na Europa e no Brasil.
Diante disso, vamos dedicar um pouco mais de tempo para complementar alguns tópicos dessa norma e elaborar as
vistas ortográficas de peças com características e detalhes distantes, ampliando a nossa capacidade de raciocínio
espacial.
VISTAS ORTOGRÁFICAS (1º DIEDRO)
O foco deste módulo será o método do 1º diedro, conhecido como Método Europeu de projeção, adotado no Brasil.
Você se lembra do “cubo transparente” no qual colocamos a nossa peça dentro? As projeções do objeto nas faces desse
“cubo” serão as vistas de um observador posicionado em frente a cada uma das faces, do lado de fora do cubo, olhando
para o objeto.
Ordem a ser seguida para a projeção de objetos no 1º diedro:
OBSERVADOR

OBJETO

PLANO DE PROJEÇÃO
 RESUMINDO
O observador “vê” o objeto e a imagem “vista” é projetada no plano paralelo à face observada, posterior ao objeto.
Para escolha das vistas que deverão ser representadas, vamos recorrer novamente à NBR 10067:1995, merecendo
destaque os seguintes trechos:
VISTA PRINCIPAL
A vista mais importante de uma peça deve ser utilizada como vista frontal ou principal. Geralmente, essa vista representa
a peça na sua posição de utilização.
OUTRAS VISTAS
Quando outras vistas forem necessárias, inclusive cortes e/ou seções, elas devem ser selecionadas conforme os
seguintes critérios: a) usar o menor número de vistas; b) evitar repetição de detalhes; c) evitar linhas tracejadas
desnecessárias.
DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE VISTAS
Devem ser executadas tantas vistas quantas forem necessárias à caracterização da forma da peça, sendo preferíveis
vistas, cortes e/ou seções ao emprego de grande quantidade de linhas tracejadas.
DETALHES AMPLIADOS
Quando a escala utilizada não permite demonstrar detalhe ou cotagem de uma parte da peça, este é circundado com
linha estreita contínua, conforme a NBR 8403, e designado com letra maiúscula, conforme a NBR 8402. O detalhe
correspondente é desenhado em escala ampliada e identificada.
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM DESENHO ISOMÉTRICO? QUAL A
DIFERENÇA EM RELAÇÃO À PERSPECTIVA ISOMÉTRICA?
Podemos dizer que o desenho isométrico é uma versão simplificada da perspectiva isométrica. Ambos são recursos para
a representação de formas geométricas tridimensionais. A diferença é que, ao elaborarmos a peça utilizando os três eixos
isométricos (que formam entre si três ângulos de 120°), não utilizamos para o desenho isométrico nenhum coeficiente de
redução das medidas obtidas nas vistas; já no caso da perspectiva isométrica, utilizamos um coeficiente de redução de
0,82. Os motivos dessa redução de medidas serão esclarecidos em outro tema.
Para melhor entendimento dos desenhos isométricos das peças e de suas vistas ortográficas (projeção no 1º diedro)
apresentados a seguir, será feita uma divisão em três grupos, os quais terão elementos adicionados gradativamente,
aumentando a complexidade dessas peças e os detalhes nas vistas.
PEÇAS COM FACES ISOMÉTRICAS E CONTORNOS RETOS
Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica; as perspectivas das arestas de um cubo e as
linhas a elas paralelas, por exemplo, são linhas isométricas; assim, as perspectivas das faces do cubo e outras que forem
a elas paralelas, são chamadas faces isométricas; portanto, as faces isométricas são paralelas a um dos planos do
triedro; as faces formam entre si ângulos de 90°.
PEÇAS COM FACES NÃO ISOMÉTRICAS E CONTORNOS RETOS:
As linhas não paralelas aos eixos isométricos são linhas não isométricas; as arestas de um objeto não paralelas aos
eixos do triedro têm como perspectiva linhas não isométricas; as medidas dessas arestas não podem ser transferidas
diretamente para a perspectiva; as faces podem formar entre si ângulos diferentes de 90° (agudos ou obtusos).
PEÇAS COM CONTORNOS, FUROS E RASGOS ARREDONDADOS
Nessas peças são utilizados os traçados de perspectivas isoméricas de círculos. O círculo em uma perspectiva isomérica
se parece com uma elipse. E mesmo sendo uma face da peça, terá caraterística elíptica.
Veremos que, em alguns casos, o ideal seria obter maior detalhamento dos contornos não visíveis que, a princípio,
aparecem tracejados. Nesses casos, a utilização dos cortes e seções nos permitirá visualizar detalhes internos nas
vistas. Isso será objeto de estudo no próximo módulo.
Para facilitar o entendimento das vistas ortográficas apresentadas, vamos “ligar três lanternas coloridas”, uma em cada
ponto em que o observador estiver posicionado:
Uma lanterna amarela na vista frontal (VF);
Uma vermelha na vista lateral esquerda (VLE);
Uma azul na vista superior (VS).
Quando a face for isométrica, apenas uma lanterna irá iluminá-la. Quando a face não for isométrica, dependendo da
posição, pode ser iluminada por uma ou duas lanternas, simultaneamente.
 COMENTÁRIO
Não apresentaremos peças com faces que sejam iluminadas pelas três lanternas.
Para esses casos, teremos uma mistura de cores: verde (amarelo + azul), roxo (vermelho + azul) e laranja (amarelo +
vermelho).
ESCOLHA DAS VISTAS ORTOGRÁFICAS
PEÇAS COM FACES ISOMÉTRICAS E CONTORNOS
RETOS
PEÇA 1
A peça é formada por dois blocos em formato de paralelepípedo sobrepostos: por baixo um bloco de 60 mm de largura,
20 mm de altura e 40 mm de profundidade, que teve uma quina (lado esquerdo, parte posterior) cortada; por cima um
bloco de 30 mm de largura, 20 mm de altura e 20 mm de profundidade, que teve uma quina (posterior, superior) cortada.
 Figura: Peça mecânica simples (faces isométricas).
PEÇA 2
Inicialmente, um bloco de 60 mm de largura, 40 mm de altura e 40 mm de profundidade, foi transformado em um “L”
(vista lateral esquerda) e, em seguida, teve as duas quinas da parte vertical do “L” cortadas e um rasgo passante feito na
parte horizontal (bem na frente da peça).
 Figura: Peça mecânica simples (faces isométricas).
PEÇA 3
O mesmo bloco inicial da peça 2 (60 mm de largura, 40 mm de altura e 40 mm de profundidade) foi “esculpido” de forma
diferente. Veja a quantidade de arestas deixadas nas vistas frontal e, principalmente, lateral da peça.
 Figura: Peça mecânica simples (faces isométricas).
PEÇAS COM FACES NÃO ISOMÉTRICAS E
CONTORNOS RETOS
PEÇA 4
O rasgo lateral direito é reto e passante. O rasgo inclinado na parte mais alta está centralizado.
 Figura: Peça mecânica simples (faces não isométricas).
PEÇA 5
O rasgo posterior não é passante, avança 30 mm a partir da lateral esquerda da peça. A elevação de 14 mm vai até o
limite lateral direito da peça.Feitos dois chanfros (cortes oblíquos, em bisel): um na frente da peça e outro no meio.
 Figura: Peça mecânica simples (faces não isométricas).
PEÇA 6
Inicialmente, um bloco de 40 mm de largura, 40 mm de altura e 40 mm de profundidade foi transformado em um “L”
invertido (vista frontal) e, em seguida, foi feito um rasgo longitudinal passante na parte vertical do “L” e um chanfro (corte
oblíquo, em bisel) com rasgo no meio na parte horizontal do “L”.
 Figura: Peça mecânica simples (faces não isométricas).
PEÇAS COM CONTORNOS, FUROS E RASGOS
ARREDONDADOS
PEÇA 7
A peça foi “esculpida” a partir de um bloco em formato de cubo, de aresta 80 mm. O rasgo na parte lateral e o furo frontal
(borda circular de 270°) não atravessam a peça (não passantes), avançando metade da medida do bloco. Chanfro (corte
oblíquo, em bisel) na parte superior.
 Figura: Peça mecânica simples (furos e rasgos).
PEÇA 8
A peça foi “esculpida” a partir de um bloco em formato de cubo, de aresta 80 mm. O rasgo posterior não é passante,
avançando metade da medida do bloco. O furo lateral (borda circular de 270°) atravessa a peça. Dois chanfros (cortes
oblíquos, em bisel) na parte superior formam o que lembra um telhado.
 Figura: Peça mecânica simples (furos e rasgos).
PEÇA 9
A peça foi “esculpida” a partir de um bloco em formato de “L” invertido (vista frontal): parte vertical de 40 mm de
espessura e a parte horizontal com 30 mm de espessura. Em cada uma dessas partes foi feito um chanfro (corte oblíquo,
em bisel). No topo da parte vertical do “L” foi feito um rasgo semicircular não passante.
 Figura: Peça mecânica simples (furos e rasgos).
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 3
 Classificar o recurso de cortes e seções
O desenho das vistas ortográficas de objetos com muitos detalhes internos apresenta arestas invisíveis (linhas
tracejadas) que podem ser uma dificuldade na interpretação das características desse objeto. Para contorná-las,
utilizamos como recurso a representação das vistas em corte.
 DICA
Dependendo das características do objeto, inclusive de suas condições de simetria, podemos adotar diferentes tipos de
cortes.
Esse recurso é tratado em duas normas: a NBR 10067:1995 (PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM
DESENHO TÉCNICO) trata da representação de cortes e seções nas vistas e a NBR 12298:1995 (REPRESENTAÇÃO
DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO) fixa as condições exigíveis para
representação de áreas de corte em desenho técnico. É o que veremos neste módulo.
CORTE
O corte (ou vista em corte) é um recurso de desenho técnico que facilita a representação de objetos com detalhes
presentes em seu interior. Esses detalhes podem ser furos, ressaltos, rebaixos, entre outros.
Na vista em corte, o objeto é cortado por um plano secante imaginário e a parte posterior ao plano é vista pelo
observador, que se mantém na posição que ficaria na vista ortográfica convencional e olha o objeto cortado. A porção
sólida do objeto, cortada pelo plano secante, é indicada na vista em corte pela presença de hachuras, internas às arestas
cortadas pelo plano.
TIPOS DE CORTE
Os tipos de corte mais comuns utilizados no desenho técnico tradicional são apresentados na tabela a seguir:
Tipo de corte Resumo das características
Corte pleno ou
total
Corte do objeto ao longo de toda a sua extensão.
Meio corte
Corte usado em peças com simetria, pois somente metade do objeto é representada em
corte.
Corte em desvio Corte aplicado quando o posicionamento de detalhes impõe desvios no plano secante.
Corte parcial Corte aplicado somente em parte da vista do objeto.
Seção
Corte em que são representados somente as regiões efetivamente cortadas pelo plano
secante.
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CONCEITOS E TIPOS DE CORTE
CORTE PLENO OU CORTE TOTAL
O corte pleno ou total é aquele em que o plano secante corta toda a extensão do objeto. Na figura a seguir, um objeto é
representado em perspectiva com dois planos secantes:
LONGITUDINAL
Plano paralelo ao maior comprimento do objeto.

TRANSVERSAL
Plano paralelo ao menor comprimento do objeto.
Agora, a região anterior aos planos será desprezada, dando origem a duas vistas em corte do objeto em questão. Na
vista em corte, as regiões cortadas pelo plano secante imaginário são hachuradas. As hachuras estão presentes em toda
face em contato com o plano secante.
 Figura: Representação espacial de objeto cortado por planos secantes longitudinal e transversal.
Considerando-se a vista frontal aquela que apresenta o maior comprimento, a vista lateral principal é a vista lateral
esquerda. O plano secante longitudinal será o plano associado ao corte pleno longitudinal, e esse corte substituirá a vista
frontal na representação planificada das vistas ortográficas principais.
Da mesma forma, o plano secante transversal será o plano associado ao corte pleno transversal, e esse corte substituirá
a vista lateral esquerda na representação planificada das vistas ortográficas principais.
 Figura: Perspectivas dos cortes longitudinal e transversal.
 ATENÇÃO
As representações em perspectiva não são usuais e estão sendo apresentadas somente para facilitar o entendimento do
objeto.
 Figura: Vistas ortográficas principais, com cortes plenos substituindo a VF e VLE (1º diedro).
Vamos analisar algumas das características presentes nas vistas ortográficas e cortes representados na figura anterior.
Essas análises são importantes, pois referem-se às condições obrigatórias e necessárias na representação de cortes:
A posição dos planos secantes é indicada na vista superior com linha mista: traço e ponto fina (estreita) com
extremos em linha contínua larga. As setas junto das linhas contínuas grossas indicam a visualização do
observador do corte (que deve ser a mesma posição adotada para a vista ortográfica que está sendo substituída).
Junto das setas, as letras maiúsculas colocadas servem para dar nome aos cortes (CORTE A-A e CORTE B-B,
para o exemplo analisado);
Abaixo de cada corte deve ser colocada a nomenclatura do corte (CORTE A-A e CORTE B-B, para o exemplo
analisado). É importante lembrar da necessidade de colocação do nome dos cortes durante o desenho, pois é
preciso deixar o espaçamento adequado entre as vistas para escrever o nome de cada uma;
A linha traço e ponto fina (estreita) desenhada na vista lateral esquerda indica que a peça possui simetria em
relação a esse eixo. No nosso exemplo, a linha de simetria na vista superior coincide com a posição do plano de
corte;
Nas vistas em corte, não são representadas arestas invisíveis. Note que, se as linhas tracejadas fossem
representadas, haveria duas linhas tracejadas no CORTE A-A. Tal condição é adotada para evitar a sobreposição
entre hachuras e linhas tracejadas, o que poderia prejudicar a leitura do desenho;
Caso existam, as linhas traço e ponto indicativas de linhas de eixo e de centro devem ser posicionadas
adequadamente no corte.
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MEIO CORTE
O meio corte é um tipo de corte aplicado quando existe condição de simetria no objeto analisado. Com isso, somente
metade do objeto é representado em corte; a outra metade é mantida em vista.
Na figura a seguir, um objeto é representado em perspectiva com dois planos secantes concorrentes entre si. Um dos
quadrantes formados pelos planos contém ¼ do objeto analisado, em função da dupla simetria geométrica.
Agora, a região anterior aos planos será desprezada (retira-se o ¼ de objeto anterior aos planos), dando origem a vistas
em meio corte do objeto em questão. Na vista em meio corte, as regiões cortadas pelo plano secante imaginário são
hachuradas. As hachuras estão presentes em toda face em contato com o plano secante.
 Figura: Representação espacial de objeto cortado por planos secantes concorrentes
 Figura: Vista superior e meio corte substituindo a VF (1º diedro).
Analisando as vistasortográficas anteriores, vemos o meio corte substituindo a vista frontal. Vejamos as condições
obrigatórias e necessárias na representação do meio corte e outras considerações importantes:
A posição dos planos secantes é indicada na vista superior com linha mista: traço e ponto fino (estreita) com
extremos em linha contínua larga. A seta indicativa do plano de corte é representada somente em uma das linhas
contínuas grossas do plano secante, indicando apenas a visualização do observador da vista frontal. Junto da seta,
a letra maiúscula colocada serve para dar nome ao corte (CORTE A-A, para o exemplo analisado);
Abaixo do corte deve ser colocado o seu nome (CORTE A-A, para o exemplo analisado). É importante lembrar da
necessidade de colocação do nome dos cortes durante o desenho, pois é preciso deixar o espaçamento adequado
entre as vistas;
Na parte em vista do objeto, não são representadas linhas tracejadas referentes às arestas e contornos não
visíveis, visto que a condição de simetria e a representação da metade em corte já será suficiente para a
compreensão do objeto analisado;
Caso existam, as linhas traço e ponto indicativas de linhas de eixo e de centro devem ser posicionadas
adequadamente no corte;
A linha de simetria deve estar representada na vista superior e na vista frontal;
A linha que divide a metade em vista e a metade em corte deve ser linha traço e ponto, pois não configura uma
aresta do objeto e sim o lugar geométrico do eixo de simetria;
A condição de dupla simetria ocorrerá nos objetos representados em meio corte, o que significa que podemos
omitir a vista lateral, já que ela é exatamente igual à vista frontal do objeto analisado. Esse procedimento pode ser
adotado sempre na representação das vistas ortográficas de objetos com dupla simetria.
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CORTES EM DESVIO
O corte em desvio é aplicado em objetos quando os detalhes presentes nele não podem ser cortados por um único plano
secante em um corte pleno. Dependendo da posição dos detalhes no objeto, os cortes com desvio podem ser
desenhados utilizando-se planos paralelos, planos concorrentes ou planos sucessivos, como veremos a seguir.
CORTE EM DESVIO POR PLANOS PARALELOS
Na figura adiante, um objeto é representado em perspectiva com planos secantes paralelos com desvio.
 ATENÇÃO
Os desvios são necessários para que o plano de corte passe nos furos e na reentrância presentes no objeto.
A região anterior aos planos é desprezada, dando origem ao corte em desvio do objeto em questão, que substituirá a
vista frontal. Na vista em corte, as regiões cortadas pelo plano secante imaginário são hachuradas, como já foi visto nos
cortes anteriores. As hachuras estão presentes em todas as faces em contato com os planos secantes.
 Figura: Representação espacial de objeto cortado por planos secantes paralelos, com desvio.
 Figura: Vista superior e corte com desvio por planos paralelos substituindo a VF (1º diedro).
Analisando as vistas apresentadas, vejamos as condições obrigatórias e necessárias na representação do corte em
desvio com planos paralelos e outras considerações importantes:
Da mesma forma que no corte pleno, linhas tracejadas não devem ser colocadas na vista em corte;
Caso existam, as linhas traço e ponto indicativas de linhas de eixo e de centro devem ser posicionadas
adequadamente no corte;
A posição dos planos secantes é indicada na vista superior com linha mista: traço e ponto fino (estreita) com
extremos em linha contínua larga. As setas junto das linhas contínuas grossas indicam a visualização do
observador do corte (que deve ser a mesma posição adotada para a vista ortográfica que está sendo substituída).
Junto das setas, as letras maiúsculas colocadas servem para dar nome ao corte (CORTE A-A, para o exemplo
analisado);
Abaixo do corte deve ser colocado o seu nome (CORTE A-A, para o exemplo analisado). É importante lembrar da
necessidade de colocação do nome dos cortes durante o desenho, pois é preciso deixar o espaçamento adequado
entre as vistas.
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CORTE EM DESVIO POR PLANOS CONCORRENTES
Na figura a seguir, um objeto é representado em perspectiva com planos de corte secantes concorrentes. Da mesma
forma, os desvios empregados são necessários para que o plano de corte passe nos furos presentes no objeto.
A região anterior aos planos é desprezada, dando origem ao corte em desvio do objeto em questão.
 ATENÇÃO
Nesse tipo de corte, é preciso fazer o rebatimento das medidas para uma única direção.
Valem as mesmas premissas anteriores quanto à hachura nas regiões cortadas pelo plano secante, ou seja, hachurar as
regiões em contato com o plano secante.
 Figura: Representação espacial de objeto cortado por planos secantes paralelos, com desvio.
A seguir, você pode perceber que o corte que substituiu a vista frontal é obtido pelo rebatimento das arestas em vista e
em corte, fazendo com que os planos de corte fiquem coplanares.
 Figura: Vista superior com corte com desvio por planos concorrentes substituindo a VF (1º diedro).
Analisando as vistas apresentadas, vejamos as condições obrigatórias e necessárias na representação do corte em
desvio com planos concorrentes e outras considerações importantes:
Da mesma forma que os demais cortes, as linhas tracejadas não devem ser colocadas na vista em corte;
Caso existam, as linhas traço e ponto indicativas de linhas de eixo e de centro devem ser posicionadas
adequadamente no corte. Note que no CORTE A-A as linhas de eixo dos furos e da geometria completa do objeto
foram posicionadas adequadamente;
A posição dos planos secantes concorrentes é indicada na vista superior com linha mista: traço e ponto fina
(estreita) com extremos em linha contínua larga. As setas junto das linhas contínuas grossas indicam a visualização
do observador do corte. Junto das setas, as letras maiúsculas colocadas servem para dar nome ao corte (CORTE
A-A, para o exemplo analisado);
Abaixo do corte deve ser colocado o seu nome (CORTE A-A, para o exemplo analisado). É importante lembrar da
necessidade de colocação do nome dos cortes durante o desenho, pois é preciso deixar o espaçamento adequado
entre as vistas.
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CORTE EM DESVIO POR PLANOS CONCORRENTES
SUCESSIVOS
Se for necessário, uma sequência de planos sucessivos concorrentes pode ser utilizada para representação de uma vista
em corte. A imagem a seguir apresenta uma figura em que três planos sucessivos foram utilizados para a vista em corte
(que substitui a vista frontal.
 Figura: Representação espacial de objeto cortado por planos concorrentes sucessivos, com desvio.
 Figura: Vista superior com corte com desvio por planos concorrentes substituindo a VF (1º diedro).
CORTE PARCIAL
O corte parcial é recomendado quando existe a necessidade de visualizar internamente somente uma parte de
determinado objeto, e quando sua geometria não justifica a aplicação de cortes como os vistos anteriormente.
 DICA
Para delimitar a parte “cortada” do objeto com relação ao restante da vista, usa-se uma linha de ruptura (linha fina
irregular).
Vejamos alguns exemplos de cortes parciais:
 Figura: Exemplos de partes de objetos em vista e em corte parcial.
SEÇÃO
O corte em seção, ou simplesmente seção, é a representação gráfica da efetiva interseção do plano secante com o
objeto, e não apresenta a parte visível ao observador posicionada posteriormente ao plano secante. Existem três formas
de representar seções:
A seção é desenhada sobre a vista, utilizando linha contínua fina.
A seção é desenhada fora da vista, deslocada, ligada à vista cortada por uma linha traço e ponto fina (estreita).
A seção é desenhada fora da vista, deslocada para uma posição qualquer. Nesse caso, deverá apresentar nomenclatura
que a identifique com relação ao plano secanteposicionado na vista.
 ATENÇÃO
A figura a seguir apresenta 4 (quatro) seções, para exemplificar as formas de representação de seções descritas acima.
 ATENÇÃO
Note que a seção transversal representada dentro da peça reflete as características geométricas transversais do objeto
naquele trecho. A seção representada abaixo do objeto, ligada a ele por uma linha traço e ponto fina (estreita), mostra as
características geométricas na região onde a linha traço e ponto é posicionada.
Por fim, as seções A-A e B-B são desenhadas fora da vista, deslocadas. Essas seções precisam de nomenclatura, pois
não estão posicionadas com linhas que indicam a região efetiva onde passa o plano secante.
A vista apresentada é a vista frontal de um objeto, submetida a um conjunto de seções transversais. Todas as seções são
representadas, portanto, considerando que o observador está “olhando” a vista lateral do objeto.
 Figura: Representação espacial de um objeto com planos secantes transversais.
 Figura: Vista frontal e seções em um objeto (1º diedro).
HACHURAS
Ao longo de todas as explicações e exemplos, vimos que os cortes e seções devem ter hachuras representadas nas
regiões efetivamente cortadas pelo plano secante imaginário, o chamado plano de corte. As hachuras são linhas ou
formas que têm dois objetivos principais: indicar a face cortada pelo plano de corte e indicar o material presente na área
cortada.
 SAIBA MAIS
A norma brasileira que indica os tipos de hachuras normatizadas é a NBR 12298 (REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE
CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO – PROCEDIMENTO).
Em todos os nossos exemplos, utilizamos uma hachura genérica, que pode ser utilizada em qualquer tipo de material,
representada por linhas finas equidistantes e inclinadas em 45º em relação às linhas principais de contorno dos cortes ou
de seus eixos de simetria.
 ATENÇÃO
No caso de objetos inclinados, é preciso cuidado em manter o máximo possível essa condição da norma para não
prejudicar a visualização do desenho.
Quando houver diversas hachuras em um mesmo desenho, elas devem ser feitas sempre em uma mesma direção. Em
caso de objetos compostos, formados por um conjunto de objetos, é recomendado alterar a direção da hachura,
indicando os limites entre as arestas dos objetos que formam o conjunto. A figura a seguir apresenta um exemplo em que
essa situação ocorre:
 Figura: Representação de hachura em objeto composto.
A NBR 12298 indica 5 (cinco) padrões de hachuras específicas, dependendo do material representado em corte. Além
desses tipos, existem outros, de comum uso na área técnica.
 ATENÇÃO
Caso seja da vontade do desenhista, é permitido utilizar outras hachuras, desde que devidamente indicadas em uma
legenda, na prancha de desenho.
No caso de peças de pequena espessura, em que a visualização da hachura seria prejudicada, é permitido preencher
toda a figura em preto, “pintando” todo o interior da peça cortada. As hachuras mais comuns estão representadas a
seguir:
 Figura: Hachuras específicas, de acordo com os materiais.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos que as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), apesar de serem de uso voluntário,
são amplamente utilizadas por representarem o consenso sobre o estado da arte obtido entre especialistas. Com a
utilização dessas normas, a elaboração e a apresentação dos desenhos técnicos nos projetos de Engenharia
proporcionam uma forma padronizada e eficiente de comunicação entre as equipes envolvidas.
Além disso, como complemento da representação plana de objetos tridimensionais, apresentamos o recurso de cortes e
seções, que possibilita o desenho das vistas ortográficas de objetos com muitos detalhes internos. Pode-se adotar
diferentes tipos de corte, dependendo das características do objeto, inclusive de suas condições de simetria.
 PODCAST
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8402: Execução de caracter para escrita em
desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1994.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8403: Aplicação de linhas em desenhos – Tipos
de linhas – Larguras das linhas. Rio de Janeiro: ABNT, 1984.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10067: Princípios gerais de representação em
desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12298: Representação de área de corte por meio
de hachuras em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16752: Desenho técnico – Requisitos para
apresentação em folhas de desenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
ESTEPHANIO, C. A. A. Desenho técnico – Uma linguagem básica. 4. ed. Rio de Janeiro: Carlos Estephanio, 1996.
PERES, M. P.; IZIDORO, N. Curso de desenho técnico e AutoCAD. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.
Biblioteca Virtual.
ZATTAR; I. C. Introdução ao desenho técnico. Curitiba: Intersaberes, 2016. Biblioteca Virtual.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
O capítulo 5 do livro Curso de desenho técnico e AutoCAD, dos autores Antônio Clélio Ribeiro, Mauro Pedro Peres
e Nacir Izidoro. Tente refazer os exercícios resolvidos desse capítulo para fixação do conteúdo estudado.
As páginas 145 a 157 do livro Introdução ao Desenho Técnico, de Izabel Cristina Zattar. Exercícios são
apresentados no final do capítulo.
CONTEUDISTA
Luiz di Marcello Senra Santiago
 CURRÍCULO LATTES
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