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Distúrbios Osteomusculares e Assistência Fisioterapêutica Conteudista Prof.ª Dra. Ana Paula Oliveira Borges Revisão Textual Esp. Pérola Damasceno 2 OBJETIVOS DA UNIDADE Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento do conteúdo. Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua dis- ponibilização é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, recomendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento. • Estudar os distúrbios ósseos, articulares e musculares por processos in- flamatórios e degenerativos mais prevalentes no envelhecimento; • Apresentar o impacto desses distúrbios na funcionalidade e a ação da fisioterapia na prevenção, promoção de saúde e na recuperação desses distúrbios. 3 Introdução Podemos observar que muitas limitações das atividades diárias são determinadas pelas alterações do aparelho locomotor devido ao processo de envelhecimento biológico, podendo estar ou não associadas a algumas disfunções. Algumas afec- ções, por exemplo, são muito encontradas na população idosa, como a osteoar- trite, a lombalgia crônica, a fibromialgia e dor crônica. Estas e outras condições podem ser associadas a limitações funcionais significativas, causando dependên- cia e impactam negativamente na qualidade de vida. Compreender os distúrbios ósseos, articulares e musculares por processos inflamatórios e degenerativos mais prevalentes no envelhecimento, e apresentar o impacto desses distúrbios na funcionalidade e a ação da fisioterapia na prevenção, promoção de saúde e na recuperação desses distúrbios ampliam o olhar do profissional gerontólogo dentro do contexto biopsicossocial. Dessa forma, leia atenciosamente o conte- údo, bem como os materiais complementares para expandir sua compreensão acerca dessa temática. Com o envelhecimento, ocorrem diversas alterações no sistema musculoesque- lético. Essas alterações muitas vezes levam a comprometimentos osteomuscula- res e se tornam crônicas degenerativas, repercutindo diretamente em todos os sistemas que contribuem para a manutenção das atividades diárias da pessoa idosa. Dentre as doenças osteomusculares, a artrite reumatoide, a osteoartrite, a fibromialgia e a osteoporose são relatadas como os tipos mais comuns, podendo ser associadas a limitações funcionais significativas, sedentarismo, fragilidade, perda da independência e sintomas depressivos. O principal sintoma dessas dis- funções é a dor crônica, com mais de três meses de duração, sendo ela associada a alguns outros sintomas que variam de acordo com as doenças, como: o edema das articulações, a rigidez muscular, fadiga, perda de movimentos e inflamação ou redução da performance física. Nesse contexto, a intervenção fisioterapêutica tem papel importante tanto na prevenção quanto no processo de reabilitação da saúde da população idosa. 4 Restrições das Habilidades Ósseas, Articulares e Musculares no Envelhecimento e Atenção Fisioterapêutica A manutenção da mobilidade no processo de envelhecimento é de extrema impor- tância para a preservação da funcionalidade. Seu comprometimento está intima- mente relacionado à perda de independência, hospitalização e morte. Glossário Vamos recordar o que significa mobilidade? Mobilidade pode ser definida como a capacidade de movimentação, de forma independente e segura, de um lugar para outro. Ela incorpora muitos tipos de tarefas, como a capacidade de transferências (por exemplo, deitado para sentado ou sentado para em pé), de andar e até atividades mais complexas como correr e pu- lar, dirigir um carro e utilizar transporte público. Pessoas ido- sas que apresentam dificuldades, mesmo que discretas, em tarefas complexas de mobilidade e participação social podem aumentar sua chance de incapacidade funcional, instituciona- lização e morte. 5 Figura 1 – Importância da mobilidade para realização de atividades diárias e significativas Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra uma pessoa idosa, homem, em pé, na cozinha, ao lado de uma criança, menina. Eles estão fazendo brigadeiro e o homem passa o dedo com brigadeiro no nariz dela. Eles estão se divertindo. Fim da descrição. Sabemos que diversas alterações em diferentes sistemas corporais podem afe- tar a mobilidade do indivíduo. Dentre essas alterações, mudanças nas estruturas que compõem o sistema musculoesquelético e na composição corporal impac- tam a capacidade de movimento, seja por dor, limitação articular, fraturas, entre outros comprometimentos. Podem haver alterações nos músculos, ossos, arti- culares, tendões e ligamentos e na composição corporal. Veja, a seguir, algumas dessas alterações. Músculos O processo de envelhecimento cursa com déficits de massa muscular, caracteri- zando uma condição denominada sarcopenia, que costuma ter início, em geral, após os 25 anos e se estende no decorrer do envelhecimento, podendo causar perdas de 40 a 50% de massa muscular. Essa redução é decorrente de alterações na microarquitetura das fibras musculares, maior deposição de tecido adiposo e conjuntivo e progressiva redução dos neurônios motores, o que leva a um qua- dro de denervação das fibras musculares; redução na resposta aos fatores de crescimento endotelial vascular, que predispõem a isquemia e a perfusão inade- quada das fibras musculares, afetando negativamente o metabolismo do siste- ma muscular. 6 Outra situação que ocorre nessa população é a inatividade física. O desuso se- cundário à inatividade física contribui para o declínio da massa e da função mus- cular. Todas essas alterações resultam em redução não apenas da massa muscu- lar, mas da força e da velocidade de contração muscular. Importante A etiologia da sarcopenia é multifatorial e envolve, além de fato- res relacionados a alterações nas fibras musculares, alterações endócrinas, nutricionais e genéticas. Isso justificaria por que o grau de sarcopenia não é igual entre os indivíduos, não afeta igualmente todos os músculos do corpo e, ainda, é distinto en- tre diferentes raças. Em relação aos efeitos sobre a funcionalidade, a presença de sarcopenia impacta na funcionalidade da pessoa idosa. A menor qualidade da contração muscular, associada a menos força e coordenação dos movimentos resultam em perda da mobilidade e independência. Do mesmo modo, a maior lentidão nos movimen- tos eleva a probabilidade de acidentes, como quedas. Assim, o desenvolvimento de sarcopenia reduz progressivamente a capacidade física. Ossos Em condições fisiológicas, temos uma condição chamada remodelamento ósseo. A matriz óssea é sintetizada por células chamadas de osteoblastos, que são res- ponsáveis pela produção dos componentes de sustentação do osso. Ao mesmo tempo, parte dessa matriz é reabsorvida por células chamadas de osteoclastos, que degradam a matriz óssea. Esse remodelamento ósseo permite a integridade do tecido ósseo, pela substituição de osso antigo por osso jovem. Quando em adultos jovens, existe um balanço positivo desse processo de remo- delamento ósseo, de modo que haja maior ação de osteoblastos e menor ação de osteoclastos, contribuindo para a formação de tecido ósseo. Na fase da vida adulta, se adquire um certo equilíbrio entre a produção e a reabsorção de tecido ósseo, determinando a densidade óssea máxima, que acontece geralmente na quarta década de vida. Fisiologicamente, após essa fase, inicia-se um processo caracterizado por um de- sequilíbrio no processo de modelagem e remodelagem óssea em consequência do envelhecimento, que pode acontecer por aumento da atividade dos osteo- clastos, por redução das atividades dos osteoblastos ou, ainda, pela combinação 7 de ambas as situações. Essa condição resulta em perda gradual de massa óssea, caracterizada pela redução da densidade mineral óssea, sendo denominada os- teopenia e pode evoluir para um grau mais avançado, denominado osteoporose.Essa perda de massa óssea que comentamos é resultante de fatores relacio- nados à senescência celular, modificações hormonais, fatores de crescimento, dentre outros. A presença de osteopenia e osteoporose pode ser avaliada a partir do exame de densitometria óssea, analisando-se a Densidade Mineral Óssea (DMO) do indiví- duo. Desvios padrão de valores menores que 2,5 são apontados como osteopo- rose, e valores entre -1 e -2,5 são considerados osteopenia. Figura 2 – Perda de massa óssea no corpo vertebral Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra a comparação entre as estruturas ósseas. Evidencia a massa óssea da parte do corpo vertebral das duas vertebras, sendo que a da esquerda apresenta aspecto ósseo normal, e da direita aspecto mais poroso, evidenciando a perda da massa óssea. Fim da descrição. Saiba Mais Existem dois tipos de osso: trabecular e cortical. O osso trabe- cular está presente principalmente nas vértebras, crânio, pélvis e porção ultradistal do rádio; já o osso cortical predomina nos ossos longos, colo femoral e rádio distal. A redução da densida- de mineral óssea não atinge todos os ossos de igual maneira, porque a perda de massa óssea é mais acentuada em ossos trabeculares antes dos 50 anos de idade, como nos ossos da coluna vertebral; e, após esta idade, a perda é mais acentuada em osso cortical. 8 Articulações O tecido articular é formado especialmente por emaranhados de fibras de co- lágeno, associados a células articulares maduras, chamadas de condrócitos, e a células jovens, chamadas de condroblastos. Essa estrutura visa propiciar movi- mento e sustentação aos segmentos corporais. Entretanto, o tecido articular é o tecido mais prejudicado pelo processo de envelhecimento fisiológico, o que jus- tifica a grande prevalência de doenças articulares em pessoas idosas. Isso ocorre porque o tecido articular possui baixo metabolismo e pouca vascularização, o que o torna uma estrutura com capacidade de reparação limitada. Quando se considera o processo de envelhecimento, esta capacidade de reparação se es- treita ainda mais. As mudanças na matriz extracelular da cartilagem e nas células articulares, as- sociadas à redução na concentração de água e proteoglicanos e ao aumento na quantidade e na espessura das fibras de colágeno, comprometem as articula- ções e todo o tecido conjuntivo associado, como ligamentos e tendões. As arti- culações perdem amplitude de movimento e apresentam maior contato entre as superfícies ósseas. Os ligamentos e tendões tornam-se mais rígidos e sensíveis. Saiba Mais As alterações no tecido articular se estendem aos discos inter- vertebrais da coluna, que perdem água e proteoglicanos e au- mentam a quantidade de colágeno, fazendo o disco diminuir sua espessura e, com isso, aumentar a curvatura da coluna ver- tebral, dando à pessoa idosa o aspecto característico de cifo- se dorsal. Além disso, essas alterações morfológicas reduzem a mobilidade da coluna, tornando os movimentos de rotação limitados e propiciando o aparecimento de hérnias de disco. 9 Figura 3 Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra uma pessoa idosa, mulher, sentada em um sofá, com as suas mãos sobre o seu joelho direito. Ela apresenta expressão facial de dor. Fim da descrição. Alterações na Composição Corporal O envelhecimento determina uma série de modificações na composição corpo- ral. Essas alterações na composição corporal se devem à redução da massa mus- cular e da densidade mineral óssea, ao mesmo tempo em que se aumentam as taxas de gordura corporal, gerando acúmulo de gordura em locais específi- cos, como a região abdominal. O envelhecimento determina, ainda, a redução de, aproximadamente, 20% a 30% na água corporal e de 8% a 10% no volume plasmático. Essa redução acontece especialmente no espaço intracelular e causa uma condição de “desidratação fisiológica”, típica do envelhecimento. Aliadas a isso, a menor sensação de sede e o uso de medicamentos também influenciam para que a pessoa idosa tenha menor concentração de água corporal. Essas al- terações na composição corporal, associadas às alterações do sistema musculo- esquelético, resultam em quadros de alterações posturais, fraqueza muscular, fadiga, rigidez e dor articular, além de predispor a quedas, limitações funcionais, imobilidade e fraturas. 10 Acerca da postura, observa-se uma redução da estatura, que costuma ser de, aproximadamente, 1 ou 2 cm por década, resultante da diminuição da altura dos discos intervertebrais e do achatamento das vértebras. Associadas à redução da estatura, as alterações de composição corporal e no sistema musculoesquelético causam, ainda, modificações posturais, criando uma postura típica, com ante- riorização de cabeça, redução da lordose lombar, aumento da cifose torácica, aumento da retroversão pélvica e da angulação de joelhos. A Figura 4 retrata as mudanças posturais que acontecem nessa população. Figura 4 – Mudanças posturais ao longo da vida Fonte: Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: imagem mostra uma representação do corpo humano em uma vista lateral. A imagem evidencia o sistema ósseo em quatro fases: da esquerda para a direita, mostra a coluna vertebral aumentando as suas curvaturas e a tendência de a postura ir cada vez mais para a frente. Com isso, a altura da pessoa diminuiu e a cabeça avançou. Fim da descrição. Apesar de essas alterações na composição corporal e no sistema musculoesque- lético serem típicas do envelhecimento, podem cursar com comprometimentos de mobilidade e estabilidade e, por isso, devem ser conhecidas por todos os profissionais de saúde que prestam assistência à pessoa idosa. Dentre algumas, quedas, fraturas e presença de dor estão presentes com maior frequência, como podemos ver no Quadro 1. 11 Quadro 1 – Comprometimentos decorrentes das alterações no sistema musculoesquelético Comprometimento Alterações Quedas e fraturas Na pessoa idosa, a redução da força muscular tem relação direta com a perda da capacidade funcional. Isso contribui para a prevalência de quedas, que, associadas à vulnerabilidade óssea (osteoporose) e alterações sensoriais, aumentam a incidência de fraturas nessa população. Tais quedas são ocasionadas por situações adversas de ordem intrínseca, relacionadas a alterações fisiológicas do próprio indivíduo, e/ou extrínseca, relacionadas ao ambiente onde está inserido. As fraturas ocasionam déficits funcionais e imobilismo por tempo prolongado, aumentando o risco de morte. Fraturas do fêmur, de punho e das vertebras da coluna vertebral estão entre as mais comuns. Dor miofascial As alterações osteomioarticulares geralmente levam a um quadro álgico, cuja consequência é a redução de suas atividades. Algumas vezes, ocorre a Síndrome da Dor Miofascial (SDM). Essa síndrome é uma afecção que abrange músculos, fáscias, ligamentos, tendões e bursas, provocando dor muscular em várias regiões do corpo, que ficam com aspecto rígido, endurecido. A fáscia é uma rede de tecido conjuntivo, denso e sem interrupções, cuja função é auxiliar na transmissão de forças durante um movimento, envolvendo todas as estruturas do corpo humano, como músculos, vísceras, endotélio, vasos sanguíneos e nervos. Com a diminuição da mobilidade e a perda de hidratação, o deslizamento da fáscia é reduzido, resultando na chamada “densificação”. Do mesmo modo, as mudanças tendíneas nesses indivíduos os tornam mais propícios a uma maior limitação nos movimentos e, assim, mais suscetíveis a lesões das estruturas. Essa maior suscetibilidade também está relacionada com a alteração nas concentrações dos mediadores inflamatórios. Fonte: Matiello et al., 2021 12 Leitura Define-se como queda quando uma pessoa cai ao solo ou a outro nível inferior. Algumas vezes, uma parte do corpo colide contra um objeto que interrompe a queda. Estamos fa- lando sobre um grande problema de saúde pública. Leia o artigo a seguir sobre essa te- mática tão relevantepara a saúde da pes- soa idosa. As intervenções fisioterapêuticas nas patologias traumato-ortopédicas na pes- soa idosa devem ser estabelecidas no início da disfunção apresentada, de modo a se alcançarem efeitos positivos durante o processo de reabilitação física. Diante de várias possibilidades de intervenção, é necessário que o fisioterapeuta saiba avaliar qual é o melhor método de reabilitação cinético-funcional para tratar a condição de seu paciente. Para atenuar o risco de fragilidade nessa população, o profissional fisioterapeuta deve realizar atividades educativas visando à prevenção e à promoção da saúde, conscientizando-a sobre as alterações osteomioarticulares ocorridas nessa fase da vida. Um exemplo de medida educativa é orientar o indivíduo sobre o uso de um dispositivo para mobilidade, como bengala e/ou andador, que auxilia no processo de marcha e serve como suporte de segurança. Porém, cabe salientar que a pres- crição do dispositivo deve levar em consideração as condições motoras e somatos- sensoriais, bem como a sua função cognitiva e o ambiente onde ele está inserido. Um programa de intervenção fisioterapêutica direcionado a pessoa idosa deve, primordialmente, atender às suas capacidades funcionais, de modo que o pa- ciente se torne o mais independente possível. Os exercícios, sobretudo os de forma ativa, auxiliam na aquisição de força muscular, dando suporte à manu- tenção das estruturas musculares e articulares. Com isso, evita-se a sobrecarga nas articulações, decorrente do mau funcionamento da mecânica do movimento e, assim, é possível promover o equilíbrio nas musculaturas solicitadas em um determinado movimento. Para a elaboração do programa de intervenção, é indispensável que o profissio- nal fisioterapeuta esteja atento à biomecânica dos movimentos; à importância da execução dos movimentos mecânicos adequados; às forças exercidas com a participação de músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos; bem como às cargas e às sobrecargas que possam danificar as estruturas articulares. https://bit.ly/45wPcz8 13 Saiba Mais A intervenção fisioterapêutica tem papel fundamental no pro- cesso de reabilitação, com ênfase no resgate de suas capacida- des funcionais a fim de promover uma melhora em sua quali- dade de vida. Como parte integrante do processo de intervenção, o fisioterapeuta dispõe de vários recursos da eletrotermofototerapia, uma modalidade física e térmica em que cada aparato apresenta características específicas de manuseio e resposta para o tratamento. De maneira geral, o uso desses recursos visa a modular o quadro álgico e os espasmos musculares, bem como promover a atividade neu- romuscular, pois há perda da contratilidade muscular devido à atrofia por desu- so. Além disso, somam-se a esses objetivos o ganho de mobilidade articular e o reparo tecidual, promovendo o aumento do aporte sanguíneo local e a redução de edema de forma aguda e/ou crônica. A cinesioterapia (terapia por meio do movimento) tem o objetivo de melhorar a força, o equilíbrio e a amplitude de movimento de segmentos corporais median- te um trabalho global, que envolva toda a parte muscular e toda a parte articular. Em processo pós-operatório de fratura, o fisioterapeuta deve, antes de iniciar o protocolo de reabilitação cinético-funcional, realizar uma anamnese por comple- to e conhecer a técnica cirúrgica realizada. A conduta profissional deve ser individualizada, respeitando as particularidades biológicas e as necessidades de cada paciente. Além disso, é necessário que o fisioterapeuta leve em consideração que o processo deve seguir uma sequência de evolução contínua, partindo de movimentos passivos até chegar no ápice da reabilitação, que é devolver ao paciente a marcha independente. Para aumentar ou manter as condições de flexibilidade, são recomendados para a população idosa exercícios físicos que envolvem alongamento das estruturas musculares. Uma vez que um dos principais problemas enfrentados é a perda das capacida- des funcionais, a flexibilidade é um componente que deve ser trabalhado com essa população a fim de desenvolver ou manter a segurança e a eficiência duran- te a execução dos movimentos que fazem parte de suas atividades diárias. 14 Dor Crônica e Doenças Reumatológicas Mais Comuns na População Idosa Além dos distúrbios osteomusculares que foram ilustrados, a população idosa está muito susceptível a outros comprometimentos. A presença de dor crônica e de doenças reumatológicas são achados comuns nessa população. Importante A maioria das pessoas pensa que as afecções reumatológicas são exclusivas da população idosa. De fato, muitas das condi- ções ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, doenças reumatológicas não afetam apenas essa população: existe um número grande de reumatismos que também podem afetar a população adulta e infantil. Há mais de cem doenças reumáticas distintas que acometem o sistema musculo- esquelético, ou seja, ossos, articulações, cartilagens, músculos, fáscias, tendões e ligamentos, podendo, também, comprometer diversos órgãos do corpo hu- mano, como os rins, o coração, os pulmões, o intestino e a pele. Embora essas doenças sejam crônicas, elas devem ser tratadas para evitar o agravamento das lesões. Grande parte das pessoas com doenças reumáticas apresenta dor crôni- ca como queixa principal. Vídeo A Fisioterapia possui um papel amplo na saúde da pessoa idosa, atuando desde prevenção de agravos até a recuperação e adap- tação das habilidades funcionais. • Vídeo 1: Fisioterapia e a Sarcopenia no Idoso – Parte 1; • Vídeo 2: Fisioterapia e a Sarcopenia no Idoso – Parte 2. Vídeo 1 Vídeo 2 https://youtu.be/76dvZf-E_GA https://youtu.be/eKTjB6q_pKU 15 Glossário Você sabe o que significa dor crônica? A dor crônica é defini- da como a dor contínua ou recorrente de duração mínima de três meses. Muitas vezes essa dor tem a etiologia incerta, não desaparece com o emprego dos procedimentos terapêuticos convencionais e é causa de incapacidades e inabilidades pro- longadas. As doenças reumáticas são consideradas as doenças crônicas mais prevalentes entre as pessoas idosas e consistem em um importante fator preditor relaciona- do ao declínio da funcionalidade. Elas podem ser classificadas segundo os meca- nismos de lesão ou a localização preferencial da doença, da seguinte forma: • Autoimunes, que são caracterizadas pela inflamação do tecido conjunti- vo, como a artrite reumatoide; • Metabólicas, que afetam, principalmente, os ossos, como a gota e a os- teoporose; • Degenerativas, comuns nas articulações periféricas e na coluna verte- bral, como a osteoartrite; • Infecciosas, quando a transmissão depende de um agente etiológico es- pecífico, como a artrite bacteriana; • Fibromialgia, que atinge, principalmente, as articulações e os tendões. Quadro 2 – Doenças reumáticas mais comuns na população idosa Doença Alterações Osteoartrose Também chamada de artrose ou osteoartrite, é o resultado de eventos mecânicos e biológicos que desestabilizam o ritmo normal de degradação e síntese da cartilagem articular e osso subcondral. A osteoartrose se manifesta por alterações morfológicas, bioquímicas e biomecânicas das células e da matriz extracelular, ocasionando degeneração da cartilagem articular, esclerose e eburnação do osso subcondral, formação de osteófitos e cistos subcondrais. Além disso, é a forma mais comum de artrite e a segunda causa mais comum de incapacitação. 16 Doença Alterações Artrite reumatoide É uma doença inflamatória com envolvimento de múltiplos órgãos e sistemas, com o envolvimento primário de articulações. Os sintomas mais comuns são os da artrite (dor, edema, calor e vermelhidão) em qualquer articulação do corpo, sobretudo mãos e punhos. As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e, com a progressão dadoença, há destruição da cartilagem articular, onde os pacientes podem desenvolver deformidades e incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional. As deformidades mais comuns ocorrem em articulações periféricas como os dedos em pescoço de cisne, dedos em botoeira, desvio ulnar e hálux valgo (joanete). Gota É outra forma de artrite incapacitante e dolorosa, caracterizada por níveis elevados de ácido úrico sérico (hiperuricemia) e pela deposição de cristais de monourato de sódio em articulações, bainhas sinoviais, bursas, tecidos cutâneos e outros, como o rim, por exemplo, envolvendo o interstício, os túbulos renais e a formação de cálculos renais. É uma doença que, em 95% dos casos, acomete o homem, e a maior prevalência está entre a faixa de 75 a 84 anos. Fibromialgia Também é uma síndrome reumática e, em pessoas idosas, pode ser confundida como dores da idade. Entretanto, ela é uma condição de dor miofascial generalizada, difusa, de etiologia desconhecida, com, no mínimo, três meses de duração e combinada com 11 a 18 pontos de hipersensibilidade dolorosa (tender points). Sintomas associados incluem depressão, alterações gastrintestinais, irritabilidade, bruxismo, alterações posturais, síndrome do pânico e alterações respiratórias. Nove entre dez pessoas que apresentam fibromialgia são mulheres. 17 Doença Alterações Osteoporose É uma doença reumatológica comum em pessoas com mais de 80 anos, caracterizada pela diminuição de massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. A osteoporose em pessoas idosas é uma das grandes causas das fraturas do fêmur. O risco de fratura do colo femoral aumenta após os 50 anos em mulheres e os 60 anos nos homens. Já a prevalência de fraturas vertebrais por compressão é de 20% nas mulheres pós-menopausa. Fonte: Matiello et al., 2021 São queixas comuns nas doenças reumatológicas: níveis variáveis de dor e rigi- dez; fraqueza muscular, fadiga, disfunções articulares, deformidades articulares, alterações biomecânicas articulares, contraturas musculares e limitações funcio- nais. Com o avanço das afecções reumatológicas, também podem ocorrer defor- midades. Quando a deformidade é grave, como dor e limitação da função, são indicadas cirurgias e, inclusive, a colocação de órteses para permitir o melhor retorno das funções possível. A fisioterapia deve ser indicada logo após o diag- nóstico da doença reumática, pois, precocemente, auxilia a evitar deformidades. Figura 5 – Queixas de dor e deformidade nos dedos são achados comuns nas doenças reumáticas Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra uma pessoa idosa, mulher, mostrando a sua mão esquerda para uma profissional de saúde avaliá-la. Fim da descrição. 18 Observa-se a necessidade do trabalho em equipe para identificar e reduzir os riscos e prescrever o manejo apropriado para as pessoas idosas com afecções reumatológicas, de modo a potencializar o autocuidado. Não há cura para essas afecções, então, recomenda-se a abordagem múltipla, que envolve alternativas farmacológicas e não farmacológicas. Os muitos medicamentos para dor crônica e outras finalidades apresentam benefícios pequenos nesse contexto. Por isso, uma abordagem multidisciplinar vem sendo consi- derada como a estratégia mais conveniente. Entre as abordagens não medicamentosas e não cirúrgicas, inclui-se a fisioterapia. De forma geral, os objetivos da Fisioterapia em reumatologia incluem: ajudar o paciente a entender a doença; aliviar a dor; promover relaxamento muscular; prevenir e diminuir as deformidades; manter e melhorar a fun- ção articular; promover o alongamento muscular; aumentar a amplitude de movimen- to; promover o reforço muscular; promover a reeducação funcional; promover a reedu- cação postural; restaurar a autoconfiança; e promover a maior independência possível. Os recursos fisioterapêuticos incluem: eletroterapia; massoterapia; liberação miofascial; mobilizações articulares; alongamentos musculares; exercícios. A ele- troterapia (por exemplo, o ultrassom, a estimulação elétrica transcutânea e o laser) apresenta excelente eficácia na redução do quadro álgico, de edemas e da inflamação, possibilitando futura prática de exercícios e ganho funcional. Os exercícios são reconhecidos como a grande estratégia de reabilitação para pessoas com afecções reumatológicas e dores crônicas, permitindo melhora do fluxo sanguí- neo e do metabolismo articular, reduzindo edema e rigidez. Eles podem ser realizados no solo ou na água, sendo que, para cada ambiente, há diversos métodos e técnicas que podem ser aplicados. A hidroterapia é muito útil, principalmente naqueles com restrição à deambulação. A temperatura da água relaxa e a turbulência pode ser ado- tada a favor dos exercícios, no sentido de resisti-los ou facilitá-los. 19 Síndrome da Fragilidade Apesar de o termo fragilidade ser atualmente utilizado na literatura, ainda não se tem uma definição consensual a seu respeito. Essa síndrome caracteriza-se por ser um conceito em evolução, que apresenta uma pluralidade de definições ope- racionais fundamentada em distintos modelos teóricos, o que aumenta a com- plexidade na compreensão do processo de fragilização. Evidências têm conceituado fragilidade física como uma síndrome de natu- reza clínica, multifatorial e caracterizada pelo aumento da vulnerabilidade a estressores, que resulta na diminuição de reservas fisiológicas, desequilíbrio de múltiplos sistemas, aumento da vulnerabilidade para morbidade e morta- lidade subsequentes. Atualmente, um dos instrumentos mais utilizados para sua identificação é a escala da Fried, que estabelece cinco critérios: fraqueza muscular, nível de atividade física baixo, diminuição no desempenho motor (velocidade de mar- cha lenta), exaustão física e perda involuntária de peso. Na presença de três ou mais critérios, o indivíduo é considerado frágil; com um ou dois critérios, é considerado pré-frágil; na ausência desses achados, é caracterizado como uma pessoa idosa robusta. Diante desse cenário, o fisioterapeuta pode imple- mentar medidas para redução dos desfechos incapacitantes e prevenção da progressão do quadro disfuncional. Leituras Os distúrbios osteomusculares são achados comuns no manejo com a população idosa. Amplie os seus conhecimentos lendo os artigos disponibilizados. • Leitura 1: Prevalência de Distúrbios Osteomusculares e Fato- res Associados na População Idosa: Revisão Sistemática • Leitura 2: Influência da Dor Crônica na Capacidade Funcional do Idoso Leitura 2Leitura 1 https://bit.ly/47KIIxU https://bit.ly/3R0IjBI 20 A importância da prática de exercícios físicos na prevenção e na abordagem terapêutica da síndrome de fragilidade tem sido demonstrada pela literatura. Entretanto, o manejo da pessoa idosa frágil na prática clínica é complexo, exi- gindo formação e atitude gerontológica do profissional e um trabalho inter e multidisciplinar. Autonomia e independência funcional passam a ser o foco prin- cipal da equipe terapêutica. Protocolos de treino de força muscular e exercícios aeróbicos são recomendados para esses indivíduos. Outras modalidades terapêuticas mais recentes, como o treinamento com vibra- ção de corpo inteiro, são intervenções promissoras para a população idosa. Esse recurso terapêutico se utiliza de uma plataforma vibratória que emite vibrações sinusoidais, atuando diretamente sobre os fusos musculares e ativando os mo- toneurônios alfa, produzindo contrações musculares reflexas. Por não aplicar carga articular direta como o exercício aeróbico tradicional, o treinamento com vibração de corpo inteiro tem mostrado resultados satisfatórios na melhora da força muscular periférica, no equilíbrio e na densidade óssea, inclusive nos pa- cientes frágeis e com osteoporose diagnosticada. Vídeo Compreender a síndrome de fragilidade é ne- cessáriopor todos os profissionais que atu- am com a população idosa. Assista ao vídeo a seguir e saiba mais sobre essa importante temática. Prevenção, Promoção de Saúde e Práticas Fisioterapêuticas Quando se trata da atenção à saúde da pessoa idosa, a sua finalidade principal é conseguir manutenção de um bom estado de saúde, para que essa pessoa possa alcançar um máximo de vida ativa, no ambiente em que está inserida, juntamen- te com sua família, com autonomia e independência física, psíquica e social. A população idosa tem características particulares que demandam cuidados es- pecíficos. Há uma reserva fisiológica menor em cada sistema de órgãos e os fato- res causadores são redução da massa magra e força muscular, redução da den- sidade óssea, redução da capacidade funcional, função respiratória deprimida, https://youtu.be/2oWRtz4kWAI 21 respostas de sede e fome alteradas e sistema imunológico com menor desem- penho. Por isso, tendem a ser mais vulneráveis em todos os sentidos, como em qualquer doença, na recuperação de fraturas e na tendência a quedas. Além disso, devido a todos esses aspectos, há grande utilização de medicamen- tos para diversas patologias ou problemas. Diante disso, a pessoa idosa pode apresentar sintomas por conta das interações medicamentosas. As condições geriátricas comuns incluem quedas, má nutrição, perda de visão e perda auditiva e comprometimento cognitivo, as quais, em geral, não são reconhecidas, apesar de causarem um ônus significativo na qualidade de vida e na função. Grande parte dos estudos sobre Promoção de Saúde (PS) da pessoa idosa trazem a temática de controle de patologias (osteoporose, câncer, depressão, demên- cias, doenças cardiovasculares, dentre outras), fatores de risco ou ações específi- cas, como quedas, saúde oral, imunização, alimentação e atividade física. Nesse sentido, a visão de PS nos programas para essa população mostra a importância da prevenção e da educação em saúde que podem ser vistas como um processo social em curso, complexo, que vem sendo estimulado em nível internacional e nacional. Esses programas devem oferecer um espaço para experiências coleti- vas que estimulem a participação ativa e significativa nessa nova etapa da vida, que promova identidade e novas formas de autoexpressão. A PS representa uma oportunidade importante para prevenir declínio e depen- dência e potencialmente obter ganhos na saúde e reduções nas deficiências e necessidades de cuidados. A inserção de bons hábitos na vida é primordial para evitar potenciais prejuízos ao longo do tempo, e esses hábitos inseridos podem ser exercício físico, melhores escolhas alimentares, cessação do uso de tabaco e álcool, entre outros. Importante A Promoção de Saúde tem a finalidade de ampliar as possibili- dades de indivíduos e comunidades atuarem sobre fatores que afetam a saúde e qualidade de vida com maior participação no controle desse processo. Para isso, a PS envolve componentes socioeconômicos e culturais da saúde e traz a necessidade de políticas públicas e participação social. Essas ações resultam da combinação de ações do Estado nas respectivas políti- cas públicas de saúde; das ações comunitárias; de ações dos próprios indivíduos, para o desenvolvimento das suas habilidades e de intervenções para as ações conjuntas intersetoriais. 22 Dentre os elementos das conferências que dizem respeito à pessoa idosa, desta- cam-se: educação sobre os principais problemas de saúde e sobre métodos de pre- venção; promoção do suprimento de alimentos e uma nutrição adequada; abas- tecimento de água potável e saneamento básico apropriados; imunização contra as principais doenças infecciosas; prevenção e controle de doenças endêmicas; tratamento apropriado das doenças comuns e das consequências de acidentes; disponibilidade de medicamentos essenciais; além de recursos sociais como gru- pos de convivência, universidades abertas à terceira idade e o despertar para a atenção às capacidades físicas das pessoas idosas saudáveis ou fragilizadas. O avanço nesse olhar tem abordado diversas áreas dos cuidados sempre por meio da visão biopsicossocial da pessoa idosa. Dentro dessa perspectiva de pre- venção de doenças e à promoção de saúde, está inserida a Fisioterapia, que uti- liza suas intervenções para a prevenção e para a reabilitação dessa população. Sendo uma das áreas dentro da equipe multidisciplinar, a Fisioterapia demons- tra sua importância ao capacitar o indivíduo a ter mais controle sobre sua saúde e reduzir o risco inerente ao aumento da idade. Programas de PS, nesse cenário, convergem para a promoção do envelhecimen- to ativo, caracterizado pela experiência positiva de longevidade com preservação de capacidades e do potencial de desenvolvimento do indivíduo. Para isso, a ga- rantia de condições de vida e de políticas sociais são fundamentais. A prática de exercícios para a pessoa idosa traz efeitos positivos na saúde da pessoa idosa. Tais melhoras se refletem não só na capacidade de resistência ao exercício e, portanto, ao esforço, que é determinada pelo treinamento físico, mas nas capacidades intelectuais, com vivacidade intelectual e estado de desenvolvi- mento psíquico superior à média verificada em pessoas idosas. A prática do exercício físico na terceira idade está centrada em quatro pilares: prevenção, manutenção, reabilitação física e recreação. A atividade física ajuda a prevenir possíveis problemas e deficiências, tanto físicas quanto psíquicas, quando realizada periodicamente e adaptada às possibilidades de cada pessoa. A manutenção refere-se ao fato de dessas pessoas poderem realizar atividade física com o objetivo de manter, na medida do possível, suas capacidades físi- cas e psíquicas em ótimas condições. Como muitas doenças aparecem em uma idade avançada, e, dessa forma, acaba-se começando, na maioria das vezes, um treinamento terapêutico de movimento tardio, o exercício físico atua como um agente reabilitador. 23 Todas aquelas atividades que são realizadas com o intuito de sentir-se bem e de divertir-se são chamadas de recreativas e sua finalidade é simplesmente lúdica, buscando-se alguns resultados imediatos com a intenção de ocupar o tempo livre, sem uma técnica muito apurada nem regulamentações, possibilitando a utilização de espaços e de materiais não convencionais. Figura 6 – Importância do envelhecimento ativo dentro do cenário d promoção de saúde e prevenção de doenças Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra duas pessoas idosas em pé, um homem e uma mulher, realizando exercícios físicos sob o auxílio de um profissional de saúde. Fim da descrição. Chegamos ao final da nossa Unidade. Podemos perceber o quanto as disfun- ções no sistema musculoesquelético muitas vezes são tão debilitantes na pessoa idosa. O processo de envelhecimento naturalmente leva a alterações do tecido muscular, ósseo e articular. Somado a esses processos, fatores intrínsecos e ex- trínsecos podem levar a maiores comprometimentos desse sistema. Essas dis- funções impactam nos aspectos biopsicossociais da pessoa idosa que necessitam de assistência multidisciplinar. Dentre elas, a Fisioterapia exerce um importante papel na prevenção, promoção de saúde e na recuperação desses distúrbios. Dentro desse cenário, estudar os distúrbios ósseos, articulares e musculares por processos inflamatórios e degenerativos mais prevalentes no envelhecimento e suas repercussões na funcionalidade, além da ação da fisioterapia, auxilia no alinhamento no planejamento de cuidados. Dessa forma, leia todo conteúdo, as- sista e utilize os materiais complementares para ampliar os seus conhecimentos nessa temática. MATERIAL COMPLEMENTAR Livros Fragilidade em Idosos: Causas Determinantes BERLEZI, E. M. Fragilidade em idosos: causas determinantes. Ijuí: Editora Unijuí, 2019. Fisioterapia Ortopédica DUTTON, M. Fisioterapia Ortopédica. Porto Alegre: Grupo A, 2010. Tratado de Geriatria e Gerontologia FREITAS, E. V.D.; PY, L. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 4 ed. São Paulo: Grupo GEN, 2016. Leituras Prevalência de Doenças Osteomusculares e Fatores Associados em Idosos Inseridos no Programa Universidade da Maturidade https://bit.ly/3YVeNz0 Envelhecimento Humano e as Alterações na Postura Corporal do Idoso https://bit.ly/47QlWVr O Exercício Físico Influencia a Postura Corporal de Idosas? https://bit.ly/3QZApIM Ações Intervencionistas no Alívio dos Sintomas de Doenças Reumáticas em Idosos https://bit.ly/3svgUxB https://bit.ly/3YVeNz0 https://bit.ly/47QlWVr https://bit.ly/3QZApIM https://bit.ly/3svgUxB Vídeos Fisioterapia e a Mobilidade do Idoso https://youtu.be/tT9-mN_xJs0 Fragilidade em Idosos https://youtu.be/uSzCPWaNVqg Síndrome da Fragilidade https://youtu.be/9qxFG8iAmMc Importância da Fisioterapia para Pacientes Reumáticos https://youtu.be/2tJBF82BpvQ Fisioterapia na Artrite Reumatoide https://youtu.be/7pEqWfIbkhA https://youtu.be/tT9-mN_xJs0 https://youtu.be/uSzCPWaNVqg https://youtu.be/9qxFG8iAmMc https://youtu.be/2tJBF82BpvQ https://youtu.be/7pEqWfIbkhA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBOSA, R. I.; SILVA, M. F. Fisioterapia traumato-ortopédica. Porto Alegre: Grupo A, 2021. GUCCIONE, A. A.; WONG, R. A.; AVERS, D. Fisioterapia Geriátrica, 3. ed. Barueri: Grupo Gen, 2013. MATIELLO, A. A.; ANTUNES, M. D.; BORBA, R. M.; et al. Fisioterapia em saúde do idoso. Porto Alegre: Grupo A, 2021. PERRACINI, M. R. Funcionalidade e Envelhecimento. 2. ed. São Paulo: Grupo Gen, 2019.