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Compilado dos PDFs do Curso de Perícia Grafotécnica 
Curso expert para peritos 
1 
 
 
Qual objetivo da grafotécnica? 
Visa o estudo da grafia, que pode ser uma assinatura, uma frase ou até mesmo um texto. 
É necessário quando, por exemplo, pessoa A diz que não assinou contrato para a pessoa B. 
 
A etimologia da palavra grafoscopia é a somatória do radical grafos com a expressão 
grega copain (grafos + copain), já a origem da palavra documentoscopia é a junção de 
documentus + copain. 
A grafoscopia é a ciência que estuda os grafismos, ou seja, a escrita como marca 
pessoal. Dessa forma, é possível fazer o reconhecimento de uma determinada grafia por meio 
da comparação detalhada da letra. 
Além de comparar o documento falso com o autêntico, o perito grafotécnico faz 
análises detalhadas da escrita, como a força aplicada no papel e os padrões de movimentos 
que dão origem às formas. O estudo, que ganhou força no inicio do século XX, se baseia no 
princípio de que o cérebro é o responsável pelo gesto gráfico – ou seja, é ele que gera a 
imagem das letras e coordena o movimento dos punhos na hora de escrever. 
Sendo assim, como não há duas pessoas com o cérebro igual, é impossível fazer 
uma falsificação perfeita. Para descobri-la, o perito conta com vários instrumentos 
específicos, como lupas com grau de aumento, estereoscópicos (um tipo de microscópio 
binocular), luz ultravioleta, raio infravermelho e negatoscópio (mesa com iluminação 
interna). 
 
Compilado dos PDFs do Curso de Perícia Grafotécnica 
Curso expert para peritos 
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Na própria assinatura, são analisadas três conjuntos de evidências: as características 
genéricas, as características genéticas e os elementos da grafia. Além disso: marcas, manchas, 
borrões e colagens no documento podem fornecer pistas. 
Características genéricas: São todos os elementos típicos da escrita, ou seja, que 
todas as pessoas possuem. Eles se diferenciam de um indivíduo para o outro, e é 
justamente isso que o perito em assinatura avalia. Entre os itens analisados estão: 
comportamento gráfico (são as direções e distâncias consideradas, da escrita em relação à 
pauta ou base), espaçamento (são as distâncias analisadas na escrita), valores angulares (são 
as predominâncias de ângulo nas formações gráficas) e curvilíneos (são as predominâncias 
de curvas da escrita), inclinação axial (é aquela dos eixos gramáticos) e calibre (são as 
dimensões dos caracteres). 
Características genéticas: Esses são os detalhes únicos e típicos de cada pessoa. 
Eles são memorizados pelo cérebro, e, por isso, não podem ser replicados por outros 
indivíduos. Entre essas características, o especialista analisa: pressão (é a força vertical da 
escrita) e progressão (é a forma horizontal da escrita), momento gráfico (cada um dos 
traçados contínuos da escrita), ataque (é o traço inicial da escrita) e remate (é o traço final da 
escrita). 
Elementos da grafia: Essas são as características de cada letra distinta. Assim como 
as impressões digitais, cada pessoa desenha as letras do alfabeto de maneira diferente. Nesse 
caso, o profissional analisa os chamados traços complementares. O pontinho do i, o corte 
do t, o ~ em palavras. Todos esses pequenos detalhes podem ajudar a identificar uma 
assinatura falsa, se observados e comparados de maneira correta. 
Detalhe, todos os dias, juízes de direito, promotores de justiça, advogados e outros 
profissionais da área da justiça, tem recorrido à ciência da perícia grafotécnica para auxilia-
los a esclarecer, de forma clara, profissional, objetiva, imparcial, inequívoca e conclusiva, 
questões e dúvidas referentes a lançamentos caligráficos questionados na esfera judicial nos 
tribunais brasileiros, através de conhecimentos técnicos e científicos de um expert. 
Grafotécnica: Conjunto dos recursos técnicos para estudo da escrita. Técnica de 
grafar ou escrever. 
Grafoscopia: Exame que visa ao reconhecimento de uma grafia, por comparação de 
talhes de letra. 
 
 As quatro leis da grafoscopia foram elaboradas por Solange Pellat, um dos maiores 
peritos que já existiram, veja a seguir: 
 
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Curso expert para peritos 
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 O gesto gráfico está sob influência direta do cérebro. Sua forma não é modificada 
pelo órgão escritor, caso este funcione normalmente e se encontre suficientemente adaptado 
à sua função. 
➢ Quem manda no seu gesto gráfico, não é o seu punho, é o seu cérebro. O seu cérebro 
foi adaptando a assinar daquela forma. 
➢ Se por um acaso você fique com uma deficiência na mão em que escrevia, ou porventura, 
acabou por perder esse membro. Com desenvoltura da outra mão e com tempo, você irá 
assinar exatamente da mesma forma em que assinava quando ainda possuía o membro 
ou sem a deficiência. 
 
 
 Quando alguém escreve, o “Eu” está em ação, mas o sentimento quase inconsciente 
do que o “Eu” age passa por alternativas de intensidade e de enfraquecimento. Ele está em 
“eu” máximo de intensidade onde existe um esforço a fazer, isto é, nos inícios; e no mínimo, 
onde o movimento escritural é secundado pelo impulso adquirido, isto é, nas extremidades. 
➢ Quem está escrevendo, coloca uma força ao escrever no inicio e fim da assinatura. 
 
 
O Grafismo natural não pode ser modificado voluntariamente, senão pela introdução no 
traçado de características do esforço despendido. 
➢ A pessoa não consegue falsificar sua assinatura de má-fé. 
 
 
O escritor que age em circunstância em que o ato de escrever é particularmente difícil, 
traça instintivamente as formas de letras que lhe são mais costumeiras, ou as mais simples, 
de esquema fácil de ser construído. 
➢ O falsário vai tentar sempre simplificar a assinatura original. 
 
 
 
 
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 A análise grafotécnica consiste em analisar elementos objetivos e elementos 
subjetivos. 
 Temos que analisar os elementos objetivos (que subdivide em: genéricos e 
genéticos) e subjetivos do grafismo, e para melhor elucidação analisamos primeiramente os 
elementos objetivos, e posteriormente os elementos subjetivos, mas antes, vejamos cada 
um deles e suas separações: 
1. Nos aspectos OBJETIVOS da grafia: 
1.1. GENÉRICOS: 
a) Calibres: dimensões dos caracteres. 
b) Espaçamentos gráficos: distâncias analisadas na escrita. 
c) Comportamentos gráficos: direções e distâncias consideradas da escrita em relação à 
pauta ou base. 
d) Proporcionalidade gráfica: relações dimensionais entre diversas partes da escrita. 
e) Valores angulares: predominâncias de ângulo(s) nas formações gráficas. 
f) Valores curvilíneos: predominâncias de curvas da escrita. 
g) Inclinação axial: correspondente aos eixos gramáticos. 
h) Inclinação da Escrita: média de inclinação dos caracteres e complexos da escrita. 
 
1.2. GENÉTICOS: 
a) Dinâmica e trajetória; 
b) Pressão: força vertical da escrita. 
c) Progressão: força horizontal da escrita. 
d) Momento gráfico: cada um dos traçados contínuos da escrita. 
e) Ataque: traço inicial da escrita. 
f) Desenvolvimento: traçado intermediário da escrita. 
g) Remate: traço final da escrita. 
h) Mínimo gráfico: modo particular do traçado. 
 
2. No aspecto geral SUBJETIVO: 
a) Lapso temporal e contemporaneidade: não pode analisar grafias com muita diferença de 
tempo. Alguns peritos, preferem diferença de no máximo 5 anos, alguns outros 8 anos. 
b) Histórico de assinaturas padrão. 
c) Evolução e involução da grafia no tempo (idade gráfica). 
d) Análise de elementos/interferências externas: por exemplo, coação, se assinou sob grande 
emoção. 
 
 
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É a origem que recebeu o lançamento caligráfico, podem ser: 
➢ Argila; 
➢ Metais; 
➢ Pedra; 
➢ Vegetais (papiro e papel); 
➢ Animal (pergaminho e peles); 
➢Dentre outros... 
 
Todo objeto capaz de produzir um lançamento caligráfico, podem ser: 
➢ Caneta; 
➢ Caneta esferográfica; 
➢ Lápis; 
➢ Tinteiro; 
➢ Giz; 
➢ Pincel; 
➢ Dedos; 
➢ Dentre outros... 
 
A dinâmica é a junção de duas características que são: Pressão e Evolução 
(progressão e a velocidade), velocidade esta, que se dá com a evolução da pressão, que 
interferem diretamente a execução da escrita. 
A Pressão é o instrumento sob o suporte, já a evolução é a velocidade para os lados 
que o instrumento se dá quando o punho exerce o movimento, seja em baixa ou em alta 
velocidade. 
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 Observe a padronização do punho, nos pontos de pressão, há, realmente a pressão 
do punho sob o papel, no qual a tinta é mais predominante. 
 Em contrapartida, nos pontos de evolução, a grafia se torna mais fraca, pois o 
punho e instrumento estão sob maior atenção e desenvoltura da grafia. 
 
 
1. PROGRESSÃO DA GRAFIA 
 A progressão é a desenvoltura que o instrumento tem ao longo da produção de 
cada letra ou assinatura, ou seja, qual foi o ponto inicial, meio e final? Por qual caminho foi 
percorrido? E o mais importante, a SAÍDA (movimento final da letra). 
 A saída da letra é muito importante, a saída nada mais nada menos que o final 
daquela letra, também chamado de remate. Em questão a essa desenvoltura final do 
instrumento (saída ou remate), pode ser analisada duas características, o formato 
dextrogiro e o formato sinistrogiro. 
1.1. Dextrogiro: 
Quando a grafia/letra se dirige/finaliza vindo da esquerda para a direita (exemplo, 
letra “a”). 
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 Já neste exemplo, observe que a letra tende a ter 
formato sinistrogiro, ou seja, tem sua progressão para a 
direita com sua finalização para a esquerda, detalhe, 
deste modo a “perninha”, final da letra “a” é produzida 
em momento gráfico distinto (momento gráfico 
também chamado de pausa gráfica elemento que será 
descriminado no decorrer do estudo). 
 
1.2. SINISTROGIRO 
Quando a grafia/letra se dirige/finaliza vindo da esquerda para a direita (exemplo, 
letra “o”). 
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 A grande questão é, caso seja objeto de seu trabalho pericial uma assinatura 
por extenso, deve-se analisar qual a padronização de cada letra da autora, 
principalmente as letras exemplificadas, para saber se seu padrão de grafia destas se 
dá de forma dextrogira ou sinistrogiro, e, consequentemente, se está de acordo com 
as grafias ou assinatura contestadas. 
2. FORMA DA LETRA 
A forma da letra revela o “modus vivendis” de quem escreve, suas ações e reações 
básicas diante do mundo, diante da vida. 
Se a sua letra não se encaixa em nenhum dos modelos abaixo, está tudo bem! Você 
procura aquele em que há mais semelhança e digamos que você possui, apenas, uma 
tendência a agir ou reagir deste modo. 
2.1. CALIGRÁFICA 
 Reproduz o modelo escolar. Desejo de ordem, clareza, precisão e organização. 
Adaptação formal e passiva. Personalidade mais formal e convencional. 
 
 
 
 
 
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2.2. ANGULOSA 
 Reproduz os “dentes de tubarão”. Predomínio da vontade sobre o sentimento. 
Firmeza de decisão, objetividade, coragem, constância. Liderança nata, rigidez, alto nível de 
exigência. Adaptação combativa. 
 
 
 
2.3. ARCADA 
 Reproduz arcos, é quadrada. Atitudes elaboradas, reflexivas, calculadas. Atitude 
fechada à interação espontânea. Introversão e reserva. Prudência e reflexão. Forte 
autocontrole e tendência ao distanciamento. 
 
2.4. CURVILINEA 
 É circular e redonda. Adaptação fácil, amabilidade, generosidade. Dotado de 
qualidades expressivas. 
 
 
 
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2.5. TIPOGRÁFICA 
 Reproduz o “tipo de imprensa”, maiúscula ou minúscula. Preocupação com a 
forma. Memória visual, valoriza o belo, organização e beleza visual. Original, valoriza o 
artístico. Não mostra o seu lado mais íntimo de ser, ocupando-se com a forma, com as 
aparências. 
 
2.6. GUIRLANDA 
 Reproduz as “ondas do mar”. Maleabilidade, sociabilidade elevada, flexibilidade, 
receptividade, sensibilidade. 
 
 
2.7. SIMPLIFICADA 
 É só o esqueleto da letra. Ponderação e calma. Predomínio da razão sobre as 
emoções. Simplifica, sintetiza, abrevia. Modéstia e naturalidade. 
 
 
 
 
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2.8. FILIFORME 
 Reproduz o “M” em fios. Excitabilidade, versatilidade. Diplomacia, hábil na 
concordância com gostos, critérios e desejos dos demais. 
 
 
 Com estes exemplos, fica fácil você observar as formas das letras que cada 
assinatura e grafia podem ter, ainda, ao analisar as assinaturas autênticas/padrão no 
processo em que você perito atual, poderá comparar com a assinatura contestada, para 
observar se há divergência nas formas das letras. 
 Diga-se de passagem, quando há divergência na forma da letra, normalmente é um 
tipo de falsificação em que o falsário não tem experiência alguma em falsificação, pois não 
tem a habilidade nem o conhecimento necessário para ao menos fazer com que as 
assinaturas sejam similares a “olho nu”. 
2.1.1. VALORES DA ESCRITA 
Quando se analisa a forma da letra, pode se analisar também os valores da escrita, se são 
angulares ou curvilíneos, tais valores influenciam diretamente na definição da forma da 
letra, vejamos: 
a) Valores angulares: 
Como o próprio nome diz, escritas com curvas de características angulares ou angulosas, 
seus traçados são pontiagudos ou irregulares. Observa-se um exemplo ilustrativo e um 
exemplo real: 
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b) Valores curvilíneos: 
 São traços em curvas, normalmente com letras e assinaturas mais “delicadas”, ou 
seja, que trazem mais atenção aos detalhes, fazendo com que a letra tenha um formato mais 
arredondado. 
 
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2.1.2. VELOCIDADE DE PRODUÇÃO DA GRAFIA OU ASSINATURA 
A velocidade da produção, por sua vez, está ligada a estes valores da escrita, ou seja: 
a) Alta velocidade: quanto mais ríspida e angulosa é a assinatura ou grafia, mais alta é a 
velocidade em que foi produzida. 
b) Baixa velocidade: consequentemente, quanto mais curvilínea e com atenção aos 
detalhes, mais baixa é a velocidade em que foi produzida. 
 
 O elemento momento gráfico se dá sempre em que o escritor necessita efetuar uma 
parada em seu lançamento caligráfico, retirando o instrumento do suporte e colocando-o 
novamente para continuar o lançamento (parada e recomeço). 
 Ao realizar um momento gráfico, o escritor deixa marcas no suporte, seja por espaço, 
ou falta dele (quando a letra seguinte sobrepõe a pausa final), neste caso, é preciso de 
equipamentos para melhor visualização. 
 Existem momentos gráficos visíveis a “olho nu”, e momentos gráficos visíveis apenas 
por uma lupa ou microscópio digital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Antes devemos explicar apenas o que é pauta. Pauta é apenas a “linha” que serve 
de base para a assinatura. 
Comportamento de pauta é a direção e a distância da escrita em relação à pauta ou à 
base de apoio. Pode ser classificado como alinhado (em linha reta), ascendente 
(tendendo a ir para cima), descendente (tende a cair), sinuoso (faz voltas) e arqueado 
(em forma de ponte, arcos). Vejamos os exemplos: 
 
Ainda, em segundo plano desteelemento subjetivo, devemos analisar se a assinatura 
se encontra em comportamento tangente, superior ou inferior a pauta. 
a) TANGENTE: Grafia respeitando a pauta. 
b) SUPERIOR: Grafia acima da pauta. 
c) INFERIOR: Grafia parcialmente ou totalmente abaixo ou abaixo da pauta. 
Observe na figura abaixo, que a primeira assinatura se encontra com 
comportamento tangente, ou seja, respeitando a linha, já a assinatura de baixo apresenta 
um comportamento superior a pauta. 
 
 
 
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Já na figura abaixo, temos um exemplo de comportamento inferior a pauta. 
 
Logicamente, tudo é questão de padronização do punho, bem como bom senso do 
perito, pois leves inclinações e comportamentos avulsos não devem ser levados em 
consideração, pois podem ter ocorrido fatores externos para tais pontuais e leves 
modificações. 
 
 
O hábito gráfico é qualquer hábito colocado pelo escritor no momento que produz 
a assinatura, tal hábito pode se manifestar, por exemplo, como: ponto final, travessão, sinal 
ou pingo na letra i, todas essas características podem estar em qualquer lugar na escrita ou 
assinatura, devendo o perito identificar tais hábitos. Vejamos exemplos: 
Começaremos nossa análise com um simples pingo gráfico na letra “i”, 
primeiramente, observe se o assinante tem o hábito ou não, se sim, deve-se analisar 
que ele pode se dar em diversas formas (como por exemplo em forma de pressão, 
forma circular sobre a letra “i”, bem como ao lado da letra “i”, e ainda na forma de 
acento agudo). 
 
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 Neste exemplo real, usaremos a seta azul para indicar a padronização, tendo em vista 
ser uma assinatura original coletada, e a seta vermelha nos pontos divergentes da assinatura 
contestada, observe que enquanto a assinatura original traz uma padronização de pingo na 
letra “i” sob pressão, a assinatura contestada traz uma padronização de pingo na letra “i” em 
pressão seguido de evolução para direita (forma de acento gráfico agudo). 
➢ Continuando nosso estudo, vamos a outro exemplo, desta vez a hábitos de pontos 
gráficos ao decorrer da assinatura, vejamos: 
 
➢ Agora, vejamos o hábito de pingo na letra “i” de forma circular, ou, em forma de 
bola: 
 
➢ Ainda, analisamos o exemplo de pingos na letra “i” em locais diferentes: 
 
 
 
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Observe, é mínimo detalhe que pode levar a averiguação de concordância de elemento 
de hábito gráfico ou não. 
 
Calibre faz relação ao espaçamento/proporção e tamanho da assinatura. 
Sinceramente, o tamanho da assinatura na verdade não é levado muito em consideração, pois 
hoje sabemos que existem diversos campos para a pessoa assinar, e cada campo é um 
tamanho, e, logicamente, o assinante faz sua assinatura se moldar aquele campo dedicado a 
ela, fazendo com que assim seu calibre se modifique. 
Mas se o perito possuir duas assinaturas, ou seja, assinatura padrão (original) e a contestada 
(objeto do documento contestado), e ambas são de documentos e locais cujo espaço é 
semelhante (que não sejam o dobro do tamanho um do outro, tanto de comprimento quanto 
de largura) é possível realizar sim se há a convergência do calibre, sendo este um subelemento 
do hábito gráfico. 
Muitos peritos não tem o hábito de dimensionar o tamanho das letras em seus lados periciais, 
mas, caso o aluno quiser saber o que os tamanhos de calibre definidos por doutrinadores e 
pesquisadores, são estes: 
➢ Calibre baixo: altura das letras é igual ou menor que 3mm. 
➢ Calibre médio: altura das letras é entre 3 e 4mm. 
➢ Calibre alto: altura das letras é acima de 4mm. 
OBSERVAÇÃO! Mas para tanto, deve ser analisado separadamente a letra inicial e o corpo 
da letra em separado, pois sempre há distinção de tamanho neste caso. 
 
ATAQUE é o ponto inicial da assinatura (se for realizada e um único ato) ou letras (sempre 
que houver pausas gráficas), este ataque se divide em: 
a) ATAQUE APOIADO: O ataque apoiado é quando a escrita se inicia com um comando 
de pressão, pode ser um comando normal de pressão ou em excesso, mas o comando é 
visível. 
 
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b) ATAQUE SEM APOIO: A pressão e a progressão são exercidas simultaneamente, não 
havendo, portanto, um ponto de pressão visível. 
 
 
c) ATAQUE INFINITO: Assinatura iniciada em velocidade, em que o domínio da ação é 
a progressão e não a pressão, fazendo com que haja um traçado fino e mais claro no início: 
 
Já o REMATE é o ponto final da assinatura (se for realizada e um único ato) ou letras 
(sempre que houver pausas gráficas), o remate se divide em: 
a) REMATE APOIADO: Ocorre quando a escrita se finaliza passando da progressão para 
a pressão na assinatura ou letra. Normalmente ocorre nas pessoas que possuem baixa cultura, 
ou baixa habitualidade de escrita: 
 
b) REMATE SEM APOIO: É a parada de forma simultânea dos elementos de pressão e 
progressão. 
 
 
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c) REMATE EM FUGA: É o término da pressão sendo efetuado de forma milimétrica, de 
forma simultânea a progressão, fazendo com que haja um traçado fino e mais claro ao final. 
 
 
Também chamada de linearidade vertical, é a inclinação das letras e da grafia. 
Detalhe, a grafia pode ter um comportamento predominantemente de uma forma, mas 
existir letra ou momentos que são distintos. 
Enfim, tais inclinações da grafia podem se apresentar tendendo para esquerda 
(para trás), perpendicular (reta, ou para cima), direita (para frente). Vamos aos 
exemplos de casos reais: 
a) INCLINAÇÃO AXIAL DE FORMA PERPENDICULAR 
 
b) INCLINAÇÃO AXIAL PARA DIREITA 
 
 
 
 
 
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c) INCLINAÇÃO AXIAL PARA ESQUERDA 
 
 
Na perícia grafotécnica, já existiu e existem diversos métodos de análise, uns já se 
mostram ultrapassados se usados sozinhos, mas todos que se foram deixaram um legado e 
ensinamento, que são positivos e válidos cientificamente. Vejamos: 
a) MÉTODO MORFOLÓGICO: Desenvolvido pelo Perito Bertilion, este método de 
comparação de grafia se baseia apenas na apreciação de convergência e divergências, bem 
como na apreciação de letra por letra, ou seja, uma técnica puramente formal. 
b) MÉTODO GRAFOLÓGICO: Este método comparativo já se preocupa com a análise 
subjetiva da grafia, buscando retratar a personalidade da pessoa. 
c) MÉTODO GRAFOMÉTRICO: Está voltado apenas para o calibre das letras e 
assinaturas, com fundamento de que apenas isso basta para averiguação da falsificação, pois 
segundo tais pesquisadores, a proporcionalidade não muda, o que já foi comprovado que 
não, pois cada caso é um caso, por exemplo, e se onde a pessoa assina tem pouco espaço? 
d) MÉTODO SINALÉTICO: Este método é a avaliação das peças partindo do geral para 
a particular, procurando buscar a padronização e averiguar os valores habituais da escrita ao 
decorrer do tempo, para ai sim depois busca-los na peça questionada, ainda, tal peça 
questionada deve estar de acordo com o histórico (exemplo: involução, tremores, falhas) 
apresentado pelo punho original com o tempo. Assim como o grafológico, é um método que 
visa a análise subjetiva. 
e) MÉTODO GRAFOCINÉTICO: Este método não se baseia em características isoladas, 
e sim, em todos os elementos gráficos, para assim chegar a um raciocínio pericial, obviamente 
existem elementos com maiores pesos do que outros, para a tomada de conclusão. 
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A tabela comparativa de elementos gráficos é colocada no anexo ilustrativo (anexo 
que acompanhao laudo pericial), neste caso, são apenas os elementos objetivos da grafia, 
os quais foram estudados até o presente momento. No próximo módulo, daremos entrada 
aos elementos objetivos. Observe: 
 
 Com a tabela comparativa dos elementos objetivos é possível o perito chegar a 
primeira conclusão da perícia, basta analisar o resultado da contagem dos elementos. 
 Por exemplo, no caso acima a contagem ficou em 5x2, sendo a grafia divergindo 
em seus elementos objetivos, ou seja, assinatura falsa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A palavra subjetividade se digna ao íntimo, ou seja, uma característica particular 
daquela pessoa, pode ser em virtude de características pessoais, ou externas, como emoção 
ou coação. 
Como já estudamos anteriormente nos métodos de análise pericial, podemos 
observar que não adianta só analisar os elementos objetivos do grafismo e não analisar se há 
ou não elementos subjetivos que podem ou não ter modificado o grafismo. Deste modo, os 
elementos subjetivos da grafia são: 
a) LAPSO TEMPORAL E CONTEMPORANEIDADE 
 Estes elementos subjetivos fazem relação a análise de assinaturas em um lapso 
temporal não tão distante uma da outra, ou seja, a partir do momento que o perito define a 
padronização da parte, bem como qual será a assinatura que usará como base de comparação 
com a assinatura ou grafia contestada, é ideal que sejam assinaturas contemporâneas, ou seja, 
datas próximas, o ideal é de no mínimo 05 anos de diferença. 
 
b) HISTÓRICO DE ASSINATURAS PADRÃO 
 Baseia-se em analisar as assinaturas padrões da parte que tem sua assinatura 
contestada, para assim analisar se sua assinatura sofre com a falta de padronização e 
uniformadesão ao decorrer do tempo, ou ao contrário. Acaba sendo um complemento da 
involução da grafia. 
➢ Pode solicitar diligências. 
 
c) INVOLUÇÃO DA GRAFIA 
 Também chamada de Idade Gráfica. A escrita é formada por sua evolução, que é 
onde a pessoa começa a produção e formação de sua grafia, desde criança, normalmente no 
período escolar, até a fase adulta. 
 A partir de certo tempo, e esse tempo é subjetivo, pois varia por pessoa, a grafia 
começa a sofrer INVOLUÇÃO, característica esta que, tirando os problemas mentais, 
psicológicos, médicos e de analfabetismo (que não é o caso e devem ser constatados 
por exames médicos) devem ser constatados pelo perito, analisando o histórico de 
assinaturas da pessoa. 
 Em relação as suas fases, ressalta-se que a involução se inicia com leves tremores, 
ataque e remates mais grosseiros e ríspidos (a não ser que esses já eram características 
habituais do punho), bem como a falta de finalização de letras cuja antigamente eram 
finalizadas. Posteriormente, uma involução mais grave faz com que ocorra pausas exageradas 
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na grafia (que são chamados de momentos gráficos, desde que não sejam já habituais), até 
onde ocorre o aumento de tremores bem como os esquecimentos de letras (normalmente na 
fase idosa), o que acaba diminuindo e simplificando a grafia. 
 Nesse diasapão, tal análise subjetiva é estritamente necessária. 
OBSERVAÇÃO!!! LEMBRA NO INÍCIO DO CURSO QUE ESTUDAMOS AS 4 LEIS 
DO GRAFISMO? Onde a 4ª Lei é onde o falsário simplifica as grafias para que estas se 
passem por originais na análise por um leigo? Pois bem, nesta análise subjetiva você consegue 
observar se citada simplificação da assinatura se deu por falsificação ou por na verdade 
involução da grafia que a pessoa sofreu decorrente do tempo. 
d) INTERFERÊNCIA EXTERNA: 
 A interferência externa se baseia em analisar se aquela assinatura está tendo uma 
divergência devido a uma situação em que a pessoa passou no momento, ou seja, a assinatura 
é sim autêntica, porém, traz traços de interferência, que podem ser forte emoção ou coação. 
 Tal interferência se verifica quando todos os elementos objetivos entre a assinatura 
padrão e contestada são convergentes, mas a assinatura contestada traz traços trêmulos, neste 
caso, não é possível o perito analisar qual foi a interferência que causou os traços 
trêmulos, e, na verdade não cabe ao perito indicar qual foi a interferência ocorrida, e 
sim apenas constatar que “há indícios de interferência externa, tendo em vista que todos os elementos 
da grafia são convergentes, porém a(s) grafia(s) contestada(s) traz traços trêmulos, o que não ocorre em nenhum 
momento com assinaturas originais da parte, uma vez analisado seu histórico de assinaturas. 
 
 Nesse estudo, observamos os tipos mais comuns de falsificação que você, futuro 
perito deve se deparar, são eles: 
 
O falsificador “inventa” traçado, sem referência da assinatura original. 
 
O falsário tenta reproduzir uma assinatura que já viu. Focando geralmente nas letras 
maiúsculas, que por serem maiores acabam chamando mais atenção. 
 
 
 
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O falsário tem a assinatura original e tenta copiar, sem muito treino. Costumando geralmente 
a apresentar retoques, tremores e interrupções. 
Além da assinatura original, o falsário usa técnicas como transparência ou carbono. Pode ter 
interrupções (momentos gráficos excessivos) ou irregularidades rítmicas. 
 
É o falsificador expert, capaz de reproduzir uma vasta característica do desenho original. Só 
peritos conseguem encontrar as falhas. 
 
➢ POSSUI MODELO NA PASTA DOCUMENTOS – COLETA DE PADRÕES 
GRÁFICOS. COLHER ASSINATURA POR EXTENSO (umas 6x), 
ASSINATURA HABITUAL (umas 6x), RUBRICA – SE HOUVER, 
TRANSCREVER UMA FRASE NO FORMATO HABITUAL, ASSINATURA 
COM PUNHO INVERSO. 
➢ POSSUI MODELO DE LAUDO DE ASSINATURA FALSA OU AUTÊNTICA. 
 
Nos aspectos OBJETIVOS da grafia: 
2.1. GENÉRICOS: 
i) Calibres: dimensões dos caracteres. É a altura das letras, pode ter calibre baixo, médio ou 
alto. 
j) Espaçamentos gráficos: distâncias analisadas na escrita. 
k) Comportamentos gráficos: direções e distâncias consideradas da escrita em relação à 
pauta ou base. Pode ser: alinhado, ascendente, descendente, sinuoso e arqueado. Em 
segundo plano, em relação à pauta, pode ser tangente, superior ou inferior. 
l) Proporcionalidade gráfica: relações dimensionais entre diversas partes da escrita. 
m) Valores angulares: predominâncias de ângulo(s) nas formações gráficas. Quando a escrita 
tem uma forma mais ponte aguda. 
n) Valores curvilíneos: predominâncias de curvas da escrita. Quando a escrita é mais 
arredondada, com mais curvas. 
o) Inclinação axial: correspondente aos eixos gramáticos. A inclinação pode ser 
perpendicular, mais para a direita ou mais para a esquerda. 
p) Inclinação da Escrita: média de inclinação dos caracteres e complexos da escrita. 
 
 
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2.2. GENÉTICOS: 
a) Dinâmica e trajetória: pressão e evolução; 
b) Pressão: força vertical da escrita. 
c) Progressão: força horizontal da escrita. Que pode ser dextrogira e sinistrogira. 
d) Momento gráfico: cada um dos traçados contínuos da escrita. Quando retira o instrumento 
do suporte e recoloca. Paralisa e recomeça. 
e) Ataque: traço inicial da escrita. Pode ser apoiado, sem apoio ou infinito. 
f) Desenvolvimento: traçado intermediário da escrita. 
g) Remate: traço final da escrita. Pode ser apoiado, sem apoio ou em fuga. 
h) Mínimo gráfico: modo particular do traçado. 
 
3. No aspecto geral SUBJETIVO: 
a) Lapso temporal e contemporaneidade: não pode analisar grafias com muita diferença de 
tempo. Alguns peritos, preferem diferença de no máximo 5 anos, alguns outros 8 anos. 
b) Histórico de assinaturas padrão. 
c) Evolução e involução da grafia no tempo (idade gráfica). 
d) Análise de elementos/interferências externas: por exemplo, coação, se assinou sobgrande 
emoção.