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Metodologias Ágeis com foco nas equipes SST Schirigatti, Jackson Luis Metodologias Ágeis com foco nas equipes / Jackson Luis Schirigatti - Ano: 2021 nº de p. : 14 Copyright © 2019. Delinea Tecnologia Educacional. Todos os direitos reservados. 3 Metodologias Ágeis com foco nas equipes Abertura Caro aluno, nesta unidade, você irá compreender o que é cerimônia de agilidade, por meio de ferramenta Kanban e Scrum. Iremos conhecer como se apresenta a utilização do modelo Canvas, um dos modelos ágeis mais conhecidos. Por fim, iremos entender como se estrutura a gestão de equipes com times ágeis. 4 O que é cerimônia de agilidade? Para compreendermos o que é cerimônia de agilidade dentro de um processo de desenvolvimento de software, precisamos, primeiramente, conhecer e conceituar o manifesto e a metodologia ágil. Cerimônia Scrum Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de quatro pessoas que estão ao redor de uma mesa com vários documentos acima dela. A Engenharia de software e as metodologias e práticas de desenvolvimento de software tiveram inspiração em processos de manufatura para a consolidação de seus métodos de trabalho (Fordismo e Taylorismo) (PRIKLANDNICKI; WILLI; MILLANI, 2014). Já na década de 1980 e início de 1990, a visão era que a melhor maneira para conseguir “o melhor software” seria por meio de um planejamento cuidadoso do projeto, da qualidade da segurança formalizada, bem como do uso de métodos de análise e projeto apoiado por ferramentas Computer-Aided-software Engineering (CASE) e do processo de desenvolvimento de software rigoroso e controlado (SOMMERVILLE, 2011). Essa percepção era aplicada para desenvolver sistemas corporativos de grande porte, como os do governo, os aeroespaciais e os de grandes empresas, a partir de uma abordagem pesada e uma produção dirigida a planos, com equipes volumosas, dispersas geograficamente, e com longos períodos de desenvolvimento. Hoje as empresas trabalham em ambientes de mudanças rápidas, globais, interativas, 5 inovadores e de valorização dos funcionários e colaboradores, ou seja, operam com “um pensamento ágil”. Ambientes de mudanças rápidas Fonte: Plataforma Deduca (2021). #PraCegoVer: a imagem representa a foto de quatro pessoas sentadas em uma mesa, com papéis nas mãos, olhando para um gestor, que está em pé explicando. Em meados de 2000, aconteceu um movimento internacional. Segundo Cruz (2013, p. 12), “o manifesto para o desenvolvimento ágil de software, ou simplesmente o manifesto ágil, foi criado de forma colaborativa”. Assim, a metodologia ágil de software é a realização de atividades de levantamento de requisitos, planejamento, projeto, implementação e testes, de fabricação rápida, por meio de uma série de incrementos de funcionalidades, interações de curtos espaços de tempo e de entregas aprovadas pelo cliente. Já para Sommerville (2011, p. 39), “os processos de desenvolvimento rápido de software são concebidos para produzir, rapidamente, softwares úteis”. O software não é desenvolvido como uma única unidade, mas como uma série de incrementos – cada incremento inclui uma nova funcionalidade do sistema. De acordo com Lobo (2008, p. 42), “os métodos ágeis de desenvolvimento de software utilizam uma sistematização mais rápida e objetiva para se obter um software”. Para Baltzman (2016, p. 282), em resposta à aceleração do ritmo de negócios, o desenvolvimento rápido de aplicativos tornou-se uma rota popular para acelerar o desenvolvimento de sistemas. Um dos métodos ágeis largamente utilizado é o XP (Extreme Programming). Pressman e Maxim (2016, p. 72) confirmam essa grande: “a programação extrema (XP) é a abordagem mais utilizada para o desenvolvimento de software ágil”, tendo sido criada para o desenvolvimento iterativo, a níveis extremos. 6 Em síntese, a programação extrema, como qualquer outro método ágil, divide um projeto em pequenas etapas, nas quais os desenvolvedores não podem passar para a próxima fase até que a anterior esteja concluída. Enfatiza-se, assim, que, quanto mais rápidos a comunicação e os retornos entre a equipe, melhores serão os resultados. O XP é uma metodologia ágil direcionada para times pequenos e médios com requisitos incertos ou em mudanças constantes, criando sistema com qualidade, produzindo softwares em menos tempo e com menor custo (CRUZ, 2015). Outro método de aplicação de apoio aos modelos de negócios ágeis para o desenvolvimento e gerenciamento de produtos, serviços e software é o Kanban. Para Massari e Vidal (2018, p. 23), “o Kanban é uma palavra japonesa que significa ‘tabuleta’ [cartão visual] e foi adotado como metodologia de desenvolvimento inspirado no sistema de fábrica Toyota”. Basicamente, trata-se de um grande quadro branco no qual as tarefas são escritas em post-its e passam por vários estágios definidos no quadro. Ortiz (2010, p. 24) comenta que o Kanban é usado já há meio-século, na manufatura, é um sistema de reposição de materiais que incorpora sinais, instruções, para puxar produção, pistas visuais, escaninhos, cartões, contenedores etc., a fim de ajudar a coordenar as transações de materiais e componentes por toda a fábrica e com os fornecedores. Massari e Vidal (2018, p. 23) apresentam, no quadro a seguir, os cinco princípios da base Kanban com relação ao fluxo de trabalho, à limitação da quantidade de tarefas, ao gerenciamento do fluxo, ao conhecimento do processo e à colaboração na melhoria do processo. Princípios do Kanban na Produção Princípios do Kanban na produção Fluxo do trabalho deve ser visível É importante que o fluxo de trabalho esteja visível para todos, de forma que ele possa ser organizado, otimizado e rastreado. Limitar o trabalho em andamento É importante limitar essa quantidade de trabalho em andamento, pois há riscos da criação de “gargalos” no processo. Gerenciar o fluxo, para identificar problemas e melhorias O fluxo não se autogerencia, então é importante sempre ficar atento para identificar possíveis problemas, mudanças e chances de melhoria. Garantir clareza nas políticas do processo Isso faz com que toda a equipe conheça as regras do jogo, evitando qualquer tipo de mal-entendido. Colaboração na melhoria do processo Trabalhar em equipe, sempre buscando identificar possíveis pontos de melhoria. Fonte: Adaptado de Massari e Vidal (2018, p. 23). 7 No desenvolvimento de software, o Kanban é uma abordagem enxuta, utilizada para cada time de desenvolvimento e com gerenciamento visual das tarefas. Trata-se de uma ferramenta para a gestão do fluxo de trabalho e deve ser combinada com métodos de desenvolvimento e gerenciamento de projetos de software, como, por exemplo, o Scrum, uma framework de gerenciamento de projetos. A metodologia Kanban baseia-se no conceito de que é necessário conhecer o seu fluxo (workflow), tendo cada item em produção separado, além de limitar o número de itens em produção em cada estágio do projeto. Algumas vantagens do Kanban seriam: aumento da satisfação do consumidor, aumento de produtividade, redução de custos e aumento da capacidade de respostas a mudanças (CRUZ, 2013, p. 41). O Scrum é uma metodologia de gerenciamento de software rápido e pode ser combinada com as metodologias de desenvolvimento de software. Também é possível utilizá-lo para qualquer outro tipo de produto, não necessariamente um software. Ainda, ele possui uma abordagem interativa, na qual a análise inicia assim que alguns requisitos estiverem disponíveis e após começam as atividades de design e codificação, trabalhando-se com pequenas partes de cada vez, sendo estas testadas, aprovadas e entregues ao cliente. A figura a seguir ilustra esse processo. Processo de software Scrum a cada 24 horas 30 dias Backlog do sprint: Funcionalidade(s) atribuída(s) ao sprint Itens pendentes do backlog expandidos pela equipe Backlog do produto: Priorização das funcionalidades do produto desejadaspelo cliente A nova funcionalidade é demonstrada no final do sprint Scrum: reuniões diárias de 15 minutos. Os membros da equipe respondem às questões básicas 1) O que você realizou desde a última Scrum? 2) Você está tendo alguma dificuldade? 3) O que você vai fazer antes da próxima reunião? Fonte: Adaptada de Pressman e Maxim (2016, p. 78). #PraCegoVer: a imagem apresenta um ciclo de aplicação de uma nova funcio- nalidade de Sprint, iniciando pelo Backlog do produto, depois as funcionalida- des são atribuídas ao Sprint, a cada 24 horas, em 30 dias, os itens do backlog ficam pendentes para a equipe e, após as reuniões, a nova funcionalidade é demonstrada no final do Sprint. 8 Segundo Massari e Vidal (2018), dentro de um processo de desenvolvimento de software ou produto de metodologia Scrum, existem cinco cerimônias de agilidade, sendo todas com tempo limitado (timeboxed). Vejamos. 1) Reunião de planejamento da sprint (planning): antes de iniciar o ciclo, uma inception é realizada no primeiro dia de uma sprint, cerimônia denominada tam- bém de inception. Para Massari e Vidal (2018, p. 100), “O objetivo da fase In- ception é desenvolver e planejar o MVP (MVP – mínimo variable product)”. O MVP planejado é transformado no backlog do produto, sendo este a principal saída do inception. Segundo Massari e Vidal (2018), nessa reunião, é definido o que e como será feito. O product owner, que define e prioriza os itens do pro- jeto, elabora uma visão do produto, apresentando-o; 2) Sprint: é uma interação de tempo limitado, podendo durar entre duas semanas e um mês, que gera um produto lançável para o cliente ou mercado. Durante a execução da interação, a sprint não poderá sofrer alterações que comprometam a meta determinada. É também considerada o período que a equipe tem para executar o que foi definido em reunião inicial; 3) Scrum Master: é uma reunião diária de 15 minutos, na qual a equipe de desen- volvimento compartilha conhecimento, respondendo a três perguntas: o que eu fiz ontem, o que eu vou fazer hoje e quais são os impedimentos. Ainda nessa cerimônia, o Scrum Master (facilitador da equipe) garante a execução das reu- niões e o timeboxed a ser seguido; 4) Revisão da sprint (review): é a reunião seguinte, realizada ao término da sprint, para inspeção do incremento do produto gerado MVP, sendo a versão mais simples de um produto. A equipe de desenvolvimento apresenta os resul- tados e o product owner aprova, ou não, a entrega; 5) Retrospectiva da sprint (retrospective): é outra cerimônia realizada no final da sprint, focada na reflexão de possíveis melhorias do projeto. É nessa ceri- mônia, sem a presença do cliente, que o time discute o que deu certo e o que deu errado, para tirar as lições aprendidas com o projeto. Por meio dos erros ocorridos, discute-se o que poderá ser melhorado para os próximos projetos, como um ciclo de melhoria contínua. 9 O processo ágil de desenvolvimento de software se caracteriza pela velocidade de fabricação de um software útil, reduzindo a burocracia a partir de poucos artefatos (documentos). Por meio de iterações de execução de atividades em curtos espaços de tempo (no máximo um mês), é possível realizar alterações com o cliente, diminuindo os riscos do projeto e tornando-o, assim, um projeto “leve”. Atenção 2. Uso do modelo Canvas Atualmente, as organizações estão focando na entrega de valor para o cliente nos produtos ou serviços, ou seja, valor agregado em termos de prazo, custos, garantia, qualidade e inovação em tecnologia ou em melhoria. Para tanto, os modelos de negócios definem uma estruturação de um novo negócio ou de uma nova ideia de um produto, serviço, processo ou tecnologia. Uma das ferramentas que melhor representa um modelo de negócios ágil (estruturação do negócio) é o Business Model Generation Canvas (BMGC), mais conhecido como Canvas, uma ferramenta de planejamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. A figura a seguir mostra o BMGC, o qual pode ser dividido em duas grandes dimensões: a dimensão da direita (retângulo laranja), com os elementos mais subjetivos e “emocionais”, e a da esquerda (retângulo verde), com os elementos mais estruturais e lógicos. Sugere-se preencher o Canvas da direita para a esquerda, pois assim é possível conhecer primeiro os anseios dos envolvidos para, em seguida, defini-los de forma mais concreta. 10 Modelo Canvas Fonte: Elaborada pela autora (2021). #PraCegVer:a imagem representa um esquema com o modelo Canvas, em que há os dizeres: Parcerias Principais - 8. Parcerias, Fornecedores etc.; Atividades-Chave - 7. Atividades principais para construir os canais e manter relacionamentos; Recursos Principais - 6. Recursos Diretamente do Negócio: equipes, máquinas, plataformas de tecnologia; Estrutura de Custos - 9. Custo necessário para manter e construir toda a solução, incluindo manutenção, pagamento de salários etc.; Propostas de Valor - 2. Propostas que atendam às necessidades dos potenciais clientes: redução de custos, rapidez, apoio etc.; Relacionamento com o Cliente - 4. SAC, ouvidoria, pós-venda etc.; Canais - 3. Canais de distribuição: entrega a domicílio, site de conteúdo, atendimento pes- soal; Segmentos de Clientes - 1. Potenciais clientes, consumidores, para que se está criando valor; Fontes de Receita - 5. Como a solução pretende gerar receitas, ex.: venda direta, retorno em publicidade etc. No exemplo da figura anterior, a ferramenta Canvas apresenta os nove blocos que contextualizam o negócio, ou seja, a forma como será operado e gerado valor ao mercado, definindo-se seus principais fluxos e processos e permitindo a análise e visualização do modelo de atuação no mercado (SEBRAE, 2017). Assim, os blocos ilustrados são: (1) segmentos de clientes; (2) propostas de valor; (3) canais de distribuição; (4) relacionamento com clientes; (5) possíveis fontes de receita; (6) recursos para o negócio; (7) atividades-chave para construir os canais e manter os relacionamentos; (8) principais parcerias; e (9) estrutura de custos para manter e construir toda a solução. O preenchimento do Canvas pode ser realizado em qualquer bloco, mas a sequência ideal é a sugerida numeração de 1 a 9. As perguntas a serem respondidas por qualquer negócio e as quais constituem a ideia central do Canvas são: o que vou fazer? Para quem vou fazer? Como vou fazer? Quanto vou ganhar? Quanto vou gastar? 11 A aplicação do modelo Canvas dentro de uma prática Scrum é realizada na etapa inception. Para Massari e Vidal (2018, p. 103), o Canvas serve: [...] como um organizador das informações a serem repassadas para o time do projeto. Nesse quadro é possível passar por grande parte das informações que são relevantes e que devem ser conhecidas pela equipe do início do desenvolvimento do produto. Dessa forma, sempre é importante aplicar um modelo de visualização, seja um infográfico (constituído de gráficos, textos, ilustrações, diagramas) ou um Canvas, para comunicar a proposta de requisito mínimo. O modelo de negócio representa as estratégias definidas por um período da vida da empresa e sua forma de atuação. Ele deve responder a pergunta de um modo geral: com qual configuração de negócio multiplicaremos os recursos geridos por meio de nossas estratégias? (VERAS, 2016). Saiba mais 3. Gestão de equipes com times ágeis Dentro de uma metodologia ágil, construir e gerenciar equipes adaptáveis, disciplinadas e capazes de se auto-organizar são essenciais para a eficiência e eficácia do método. Segundo Foggetti (2014, p. 17), “numa equipe auto-organizável, os profissionais assumem a responsabilidade de gerenciar sua carga de trabalho, trocar tarefas entre eles de acordo com a capacidade de cada um participar das tomadas de decisão”. O facilitador em times ágeis tem o papel de definir uma equipe de pessoas certas, conhecer as ferramentas e os métodos de modelagem e comunicação,como o Canvas e os infográficos, articulando toda a equipe para que esta tenha uma visão macro do projeto e detalhada do produto. Portanto, ele deve focar, em primeiro plano, na comunicação e colaboração e, posteriormente, na documentação. Ainda para Foggetti (2014), além do foco na comunicação e colaboração, podemos elencar outros papéis do facilitador, tais como: 12 • ajudar a equipe a tomar decisões; • criar equipes auto-organizáveis; • encorajar a equipe a trabalhar com tranquilidade, mesmo em um ambiente de mudanças; • utilizar a influência de liderança conquistada pelo respeito da equipe, por meio da integridade, habilidade, justiça e confiança; • delegar as tomadas de decisões para a equipe, contudo, ao mesmo tempo, influenciar, facilitar e assistir a equipe. Assim, um gestor de equipes ágeis deve ser um líder, além de conhecer a sua equipe, transmitindo simplicidade e simplificação, estimulando a autodisciplina e favorecendo meios para que a equipe seja auto-organizável e colaborativa. 13 Fechamento As metodologias ágeis precisam ser desenvolvidas para melhor funcionamento de um projeto e não devem ser feitas de qualquer fora. Sendo assim, concluímos que não se pode confundir rapidez com correria, rapidez traz vantagem competitiva, enquanto correria acarreta erros. Cabe ao líder encaminhar a equipe, de modo a simplificar os processos e trazer agilidade ao desenvolvimento. 14 Referências BALTZAN, P. Tecnologia orientada para gestão. 6. ed. Nova York: McGraw Hill Education, 2016. CRUZ, B. D. Um mapeamento sistemático de métricas para metodologias ágeis Scrum, Kanban e XP. Brasília: UnB, 2013. CRUZ, F. Scrum e Agile em Projetos: guia completo. Rio de Janeiro: Brasport, 2015. FOGGETTI, C. Gestão ágil de projetos. São Paulo: Education do Brasil, 2014. LOBO, E. J. R. Curso de engenharia de software. São Paulo: Digerati Books, 2008. MASSARI, V. L; VIDAL, A. Gerenciamento ágil de produtos: com Agile Think Business Framework. 2. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. ORTIZ, C. A. Kaizen e implementação e eventos Kaizen. Porto Alegre: Bookman, 2010. PRIKLANDNICKI, R.; WILLI, R.; MILANI, F. Métodos ágeis para desenvolvimento de software. Porto Alegre: Bookman, 2014. PRESSMAN, R. S.; MAXIM, B. R. Engenharia de software: uma abordagem profissional. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. SEBRAE. Canvas: como estruturar o seu negócio. 2017. Disponível em: http://www. sebraepr.com.br/PortalSebrae/artigos/Canvas:-como-estruturar-seu-modelo-de- negócio. Acesso em: 27 set. 2017. SOMMERVILLE, I. Engenharia de software. 9. ed. São Paulo: Pearson, 2011. VERAS, M. Gestão dinâmica de projetos: Lifecyclecanvas. Rio de Janeiro: Brasport, 2016. http://www.sebraepr.com.br/PortalSebrae/artigos/Canvas:-como-estruturar-seu-modelo-de-negócio http://www.sebraepr.com.br/PortalSebrae/artigos/Canvas:-como-estruturar-seu-modelo-de-negócio http://www.sebraepr.com.br/PortalSebrae/artigos/Canvas:-como-estruturar-seu-modelo-de-negócio