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ALTA VOLTAGEM Saída = 300-500 V Período de Pulso = 5-75 micross Amplitude (intensidade) = até 2500 mA Frequência = 1-120 Hz 100Hz p/analgesia; 50Hz p/contração; EFEITOS: Efeito temporário de carga Analgesia (teoria das comportas) Contração muscular Reparo tecidual (polo +) Bactericida (polo -) Eletroporação (abertura de poros) Limitação = iontoforese e mm. desnervados Tenho efeito de polo curto, porque tenho uma duração de fase pequena. A vantagem de usar uma intensidade alta é a penetrância. EXISTEM TRÊS FORMAS DE APLICAÇÃO: (1) Dor mm. esquelética – analgesia a) Limpeza da região b) Posicionar 2 eletrodos (+) e 1 (-) indiferente p/fechar o campo, usar gel c) Selecionar HV ou CPAV (depende do aparelho) 1. Modo contínuo (CONT + ou – ) 2. 100 Hz 3. Tempo 20-30 min 4. Intensidade até formigamento forte (s/dor) No polo positivo tenho a formação de um ácido fraco. Vou agir na redução do edema por causa da endosmose, eu retiro a água do tecido porque polo (+) repele água. Tenho redução da dor (analgesia) porque diminuo a excitabilidade celular e aumento o limiar de despolarização, dificultando a ascensão do estímulo das fibras C e A-delta. (2) Úlceras Caso Hipotético I queimadura em escapamento de moto, resultando em infecção. Caso Hipotético II úlcera de pressão em acamados. a) Gaze molhada em soro fisiológico sobre o local b) Posicionar eletrodo em cima da gaze c) Selecionar HV ou CPAV (depende do aparelho) 1. Modo contínuo (CONT -) 2. 100 Hz 3. Tempo 30 min 4. Intensidade até formigamento (agradável) Posso fazer 2 sessões assim, e depois inverter para polo (+) para proporcionar analgesia e auxiliar na cicatrização da ferida. Depois entro com laser para cicatrização. No polo negativo tenho a formação de uma base forte. Vou ter efeito bactericida, aumento o fluxo sanguíneo no local para remover esta base, fazendo com que células de defesa cheguem na região para fazer a limpeza. (3) Contração MM – de reforço a) Limpeza da região b) Posicionar os eletrodos na região de interesse c) Selecionar HV ou CPAV (depende do aparelho) 1. Modo sincrônico (SINC -) 2. 50 Hz 3. Tempo Ohm 10 ms 1s sobre; 10s mantém; 1s cai p/0; 12s 4. Tempo 10-15 min 5. Intensidade até ter contração Porém não é boa como FES e AUSSIE. Despolarização A-alfa, gerando liberação de endorfina. TENS – Estimulação Elétrica Transcutânea de Hz TENS CONTÍNUO a) Limpeza da região b) Posicionar os eletrodos com gel c) Selecionar TENS d) Modo contínuo (CONT/CONV ou NML) Para Analgesia Ascendente (Castel I) 1. 80-120 Hz 2. 150-200 micross 3. Tempo 20-30 min 4. Intensidade formigamento forte (s/dor) Consigo analgesia ascendente por Teoria de Comportas e Castel I. Então, estímulo fibras A-beta que tem são mais rápidas que as fibras de dor (A-delta e C). Estas vão estimular a substância gelatinosa e liberar encefalina, limiar de despolarização, e com isso dificulto a ascensão do estímulo de dor Para Analgesia Descendente (Castel II e III) 1. 4-10 Hz 2. 200-300 micross 3. Tempo 10-15 min 4. Intensidade até desconforto (dor/contração) Consigo analgesia descendente por Castel II e III. Então, estímulo fibras de dor (A-delta e C) que vão liberar encefalina e limiar de despolarização dos neurônios de 2ª ordem, dificultando a ascensão do estímulo doloroso. A diferença é que por Castel II as fibras trafegam pelo Trato Espinomensencefalico e por Castel III pelo Trato Espinoreticular. Se conseguir produzir contração (A-alfa), tenho vasodilatação local e liberação de endorfinas ajudando no processo inflamatório e controle da dor. TENS CONTÍNUO MODO VIF - Alterna entre contínuo e pulsado 1. Seleciona modo VIF 2. Parâmetros automáticos no aparelho 3. Intensidade até formigamento ou contração Ótimo para evitar acomodação; É sempre melhor usar VIF (dependendo do objetivo); Consigo analgesia por Teoria de Comportas Castel I, II e III (dependendo) TENS PULSADO – BURST 1. Seleciona modo BURST 2. 2 Hz (fixa no aparelho) 3. 250-400 micross 4. Tempo 15-20 min 5. Intensidade tolerável até contração Sofre fenômeno de acomodação! Não é bom p/Comportas, pois estimula apenas II e III. Consigo analgesia descendente por Castel II e III. FES – Estimulação Elétrica Neuromuscular de Hz FIBRAS TÔNICAS (mm. estáticos - I) = vermelhas, “velhas”, muitos capilares, demoram a fadigar frequência tetânica 20-30Hz treinamento de resistência FIBRAS TÔNICO-FÁSICA (IIB) = intermediária (30-50Hz) FIBRAS FÁSICAS (mm. dinâmicos - IIA) = brancas, jovens, poucos capilares, fadiga rápida mas grande explosão frequência tetânica 50-150Hz treinamento de força FES – PROTOCOLO a) Limpeza da região b) Posicionar eletrodo na região distal do tendão e no ponto motor (procurar usando TENS) c) Selecionar FES d) Modo sincrônico, recíproco ou sequencial 1. Modo sincrônico (SINC) 2. 50-100 Hz (depende da fibra) 3. 200-500 micross 4. 1: 8: 1; 10 5. Tempo 15-20 min 6. Intensidade até contração Rampas 1:2 e 1:3 são bons para pós-operatório Rampa 1:5 evito a fadiga mm. Analgesia por Castel II e III + liberação endorfina. Reestabelecer a sensação de contração (casos de inibição da mm. como em PO). Aumento de força e ativação muscular (casos de paralisia reflexa de mm. associados ao local de distensão). Prevenção de atrofias e trombótica. Inibição da perda óssea (aumento deposição com a contração mm.) Aumento fluxo sanguíneo (persiste após retirada da corrente, podemos usar em recuperação pós-exercícios para retirada de catabólitos). INTERFERENCIAL Vantagem: profundidade de penetração que as Hz; reatância capacitiva e impedância; reatância indutiva. Como é uma corrente de média frequência, tenho Hz que é inversamente proporcional à reatância capacitiva (oposição à passagem de corrente pelo capacitor), portanto menor é minha resistência. A reatância capacitiva é inversamente proporcional a reatância indutiva (oposição a parar de passar a corrente). Posso afirmar que a corrente interferencial possui maior profundidade de penetração, mas ñ/tem frequência ideal para despolarizar. MODO TETRAPOLAR – Analgesia a) Limpeza da região b) Uso 4 eletrodos do mesmo canal cruzados c/gel c) Selecionar ITP Neste, a interferência entre as correntes ocorre no paciente, por isso consigo alcançar uma área + extensa. 1. Vetor automático (AUTO 100%) 2. Carrier 4-8 KHz (125 micross) 3. AMF 50-200 4. Delta F / Sweep Hz = 50% do AMF ou DES 5. Sweep Mode (Rampa) = 1:5:1 ou DES 6. Tempo 20-40 min 7. Intensidade até formigamento forte (s/dor) Rampas = 1:1; 1:5:1 e 6:6 Uso SCAN AUTOMÁTICO porque o corpo humano não é um meio homogêneo, e assim eu faço uma varredura, tenho maior distribuição da corrente por toda a região dos eletrodos. Consigo analgesia por Teoria de Comporta e Castel I. MODO BIPOLAR – Contração a) Limpeza da região b) Uso 2 eletrodos sem cruzar, c/gel c) Posiciono na região distal e no ponto motor d) Selecionar IBP Neste, a interferência entre as correntes ocorre dentro do aparelho, e transmite a nova corrente ao paciente. Para analgesia, modo CONT c/mesmos parâmetros ITP. 1. Modo SINC 2. Carrier 2 KHz (250 micross) 3. AMF 20-65 (50Hz + tetânia) 4. Sweep Mode (Rampa) = DES 5. RISE 1 / ON 8 / DECAY 1 / OFF 10 6. Tempo 15-20 min 7. Intensidade até contração Consigo analgesia por Castel II e III. Vasodilatação e liberação de endorfina c/contração. RUSSA Hz = + agradável; reatância capacitiva e reatância indutiva; Então, + corrente passa pela membrana e + profundidade alcanço. PROTOCOLO –Contração a) Limpeza da região b) Posicionar eletrodo no ventre mm. (pedir ao paciente contrair mm. da região) c) Selecionar RUS 1. Modo SINC 2. BURST (ms) 50% 3. BURTS (Hz) 50 4. RISE 1 / ON 8 / DECAY 1 / OFF 10 5. Tempo 15-20 min 6. Intensidade até contração A corrente é de 2500 Hz modulada em 50 Hz. Duração de fase 200 micross. Ciclo de 50%, 10 ms (evit fadiga, P.refratário) Ciclo de 10%, 2 ms (+ produção força) Ciclo de 20%, 4 ms (minimiza desconforto) Com RUS/AUS consigo: Ganho de força mm. Ganho de trofismo mm. Estabilização articular Analgesia liberação de beta-endorfina Castel II e III fluxo sg retirada de catabólicos Plasticidade muscular (f/mistas e transição) Alongamento (estiramento perimísio) AUSSIE PROTOCOLO – Contração a) Limpeza da região b) Posicionar eletrodo no ventre mm. (pedir ao paciente contrair mm. da região) c) Selecionar RUS 1. Modo SINC 2. BURST (ms) 2-4 ms 3. BURTS (Hz) 50 4. Carrier 1 KHz 5. RISE 1 / ON 8 / DECAY 1 / OFF 10 6. Tempo 15-20 min 7. Intensidade até contração A corrente é de 1000 Hz modulada em 50 Hz. Duração de fase 500 micross Ciclo 20%, 4ms passa e 16ms repouso (força de contração, mas é + agradável) Ciclo 10%, 2ms passa e 18ms repouso (força de contração, mas é + desagradável) PROTOCOLO – Analgesia 1. Modo CONT 2. BURST (ms) 4 ms 3. BURTS (Hz) 50 4. Carrier 1 KHz 5. RISE 1 / ON 8 / DECAY 1 / OFF 10 Analgesia por Castel II e III. LASER Técnica de aplicação: 1) PONTUAL = leve pressão no tecido, a 90º; 2) ZONA = cálculo área da lesão, faz nas bordas; 3) VARREDURA = passa pela área sem encostar Quanto maior o comprimento de onda (nm), menor será a energia, por isso interage menos com os tecidos e penetra +. INFRAVERMELHO (730-830) Ocorre o contrário com menor comprimento de onda. Na clínica temos 660, 820 e 730 nm que são contínuos. O de 904 é laser pulsado (acunpuntura). VERMELHO (620-680) DOSIMETRIA: a) SUPERFICIAL/AGUDO 2-4J/𝑐𝑚 b) INTERMEDIÁRIO 6-8 J/𝑐𝑚 c) PROFUNDO/CRÔNICO 10-20 J/𝑐𝑚 Lesão de pele 5-6 J/𝑐𝑚 Crianças 3J/𝑐𝑚 Adultos 4-5 J/𝑐𝑚 PROTOCOLO a) Limpeza da região b) Óculos para terapeuta e paciente c) Definir técnica a ser usada d) Caneta em 90º com a área tratada e) Distância de + ou – 1 cm entre pontos Entorse de tornozelo / Epicondilite lateral 1. Modo CONT 2. Técnica pontual 3. E (J/𝑐𝑚 ) 8-10-12 4. Tempo: automático Lesão de pele (ferida aberta ou queimadura) 1. Modo CONT 2. Técnica zona ou varredura (FREE) 3. Tempo: cálculo da área de lesão Uso a caneta num ângulo de 90º para manter a colimação do feixe. (1) O laser age como efeito antiinflamatório ao reduzir a conversão de ácido araquidônico e seus produtos finais ao diminuir a atividade da lipoxigenase e de receptores para bradicinina. (2) O laser age na analgesia ao promover aumento do fluxo sg ao estimular os mastócitos a liberarem histamina (causando vasodilatação) propiciando a retirada de catabólicos da região. Além disso, há formação de varicosidades em fibras C, limiar de despolarização. (3) O laser age no reparo tecidual através do Citocromo C, que absorve o laser e produz fotobiomodulação na mitocôndria, atv e velocidade da fosforilação oxidativa, resultando no produção de ATP. O pH intracelular diminui e começa a aumentar, com isso tenho a transmissão de sinal mitogênico que induz a mitose celular. Além disso a membrana se torna permeável ao Ca+ que age junto ao AMPc como 2º mensageiro, estimulando o núcleo a proliferação e síntese de DNA/RNA. O aumento do fluxo retira os catabólicos da região e propicia a migração de células (fibroblastos). O laser também estimula os macrófagos a liberarem fatores de crescimento do endotélio vascular. ULTRASSOM (US) 1 MHz (profundo) = menor energia, menos interação com os tecidos e + penetração; 3 MHz (superficial) = maior energia, mais interação com os tecidos e + absorção (-penetração); Utilizo o cabeçote a 90º para ter menos reflexão/refração, e evitar criar ondas transversais (terapia fica superficial). Realizar movimentos lentos e circulares por conta da Relação de Não Uniformidade do Feixe (RNF), onde posso criar pontos de alta frequência emitindo em um único local. SATA = 20% ou 50% do SATP PROTOCOLO a) Limpeza da região b) Colocar gel no cabeçote do US c) Cabeçote a 90º com área tratada d) Realizar movimentos lentos e circulares 1. Modo PULSADO (efeito ñ-térmicos); 2. Modo CONTÍNUO (efeitos térmicos); 3. US FREQ 1 ou 3 MHz 4. DUTY FACTOR 20% ou 50% 5. US PULSE (Hz) 100 Hz 6. SATP 0,6 e SATA 0,3 7. Tempo 2-18 min (área pequena 5 min) US COMBINADA a) MODO CONTÍNUO b) Não retirar o contato entre US e o paciente c) Inicia primeiro com eletrodo até formigamento s/dor d) Em seguida o US e a movimentação do cabeçote e) Tempo de terapia menor por conta do US (5 min) Geralmente utilizamos os parâmetros de IBP DOSIMETRIA EFEITOS NÃO TÉRMICOS: Agitação acústica = A onda mecânica movimenta o líquido ao redor da célula. Cavitação estável = Com isso, gero um estado de conservação de energia em forma de bolhas, que aos poucos se dissipa e libera essa energia. Elas acompanham o movimento do campo ultrassônico, na compressão (aperta a bolha) e rarefação (aumento a bolha), fazendo com que o líquido intersticial se movimente (bate nas células) e aumente a permeabilidade da membrana, onde os íons entram e saem por diferença de concentração. Aumento de transporte de Ca++, que age como 2º mensageiro para ativação celular. Também aumento K+ e Na+ que modificam a DDP da célula, se for lento tende a acomodar e fica + difícil despolarizar (controle da dor). Ca++ = 2º mensageiro sendo possível degranular mastócitos, liberar histamina e fatores de crescimento síntese e elasticidade de colágeno (tipo III, remodelação) Normalização do pH, chega + sangue EFEITOS QUÍMICOS: Cristalização de glicose em diabéticos Hidrólise: tem a capacidade de gerar a quebra de moléculas de água (teste da névoa). Oxidação: há transferência de elétrons como efeito químico, gera catálise de enzimas, acelera o metabolismo e atua na lei de van’t hoff. Despolimerização: gera quebra de compostos/polímeros. Catalise de enzimas e aumenta a velocidade das reações e ativação de enzimas, independente de temperatura EFEITOS TÉRMICOS: APLICAÇÕES: Processos inflamatórios Fibrinólise – quebra de rede de fibrina, sendo interessante mesmo em processo agudo Angiogênese Reparo em úlceras, tendões, músculos e ossos Alongamento muscular – devido propriedades de renovação do colágeno Fonoforese – introdução de medicamento ESTÍMULO A FORMAÇÃO ÓSSEA: Aumenta na síntese de proteínas da matriz extracelular na cartilagem. Acelera a consolidação de fraturas – estimulação na síntese de matriz proteoglicana. Estímulo de formação óssea pela síntese de colágeno. Aceleração à síntese de PGE2: apesar de inflamatória é importante para consolidação