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NOÇÕES DE DIREITOS 
HUMANOS
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer 
outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o 
transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
230529118740
DANIEL BARBOSA
Coach de concursos desde 2015. Atende carreiras policiais e tribunais (técnico e 
analista judiciário). Agente de Polícia da PCDF. Aprovado nos concursos da PMDF, da 
PRF, da PCDF e do MPU. Advogado de 2010 a 2014. Formado em Direito. Pós-graduado 
em Direito Administrativo.
 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Noções de direiTos humaNos
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
SUMÁRIO
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1. Previsão Normativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2. Competência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
3. Prescritibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
4. Crimes Previstos na Lei n. 9.455/1997 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
4.1. Crime do Art. 1º, I, da Lei n. 9.455/1997 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
4.2. Tortura-castigo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
4.3. Figura Equiparada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
4.4. Tortura-omissão/Imprópria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
5. Qualificadoras dos Crimes de Tortura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
6. Causas de Aumento de Pena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
7. Efeitos Automáticos da Condenação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
8. Vedação à Liberdade Provisória com Fiança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
9. Insuscetibilidade de Graça, Anistia e Indulto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
10. Regime Inicial de Cumprimento de Pena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
11. Extraterritorialidade Incondicionada da Lei Penal Brasileira . . . . . . . . . . . . . . . 14
12. Tortura x Improbidade Administrativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
 
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Noções de direiTos humaNos
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
LEI N. 9.455/1997 – LEI DE TORTURALEI N. 9.455/1997 – LEI DE TORTURA
1. PreVisÃo NormaTiVa1. PreVisÃo NormaTiVa
A CF/88, no seu texto original, proíbe a pratica da tortura.
CF/88 Art. 5º III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Além disso, o Brasil é signatário de diversas convenções internacionais que visam proibir 
a tortura, dentre elas, a Convenção contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, 
desumanas ou degradantes, o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e a Convenção 
Americana Sobre Direitos Humanos (CADH).
2. ComPeTÊNCia2. ComPeTÊNCia
Em regra, os crimes de tortura são julgados pela Justiça Comum Estadual e em primeira 
instância.
Entretanto, existe algumas hipóteses em que o crime de tortura será julgado pela 
Justiça Federal. Exemplos:
1) Funcionário público federal comete crime de tortura no exercício das suas funções: 
competência da Justiça Federal.
JURISPRUDÊNCIA
STJ Súmula 147: Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados 
contra (e por) funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da 
função.
STJ: Existindo indícios de que o crime de tortura fora praticado por policiais militares 
estaduais no interior de Delegacia da Polícia Federal, compete à Justiça Federal, a 
teor do art. 109, IV, da Constituição Federal, o processamento e julgamento do feito. 
Nesse caso a decisão se deu devido ao local de ocorrência do delito.
2) Tortura praticada por autoridade dotada de foro por prerrogativa de função: delito 
poderá ser julgado originariamente pelo respectivo Tribunal se demonstrado o nexo funcional 
(tortura praticada durante o exercício da função e em razão dela).
3. PresCriTiBiLidade3. PresCriTiBiLidade
Apesar de divergência doutrinária, prevalece o entendimento que os crimes de tortura 
são prescritíveis.
 
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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A CF/88 estabelece que são crimes imprescritíveis apenas o racismo e ação de grupos 
armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático de Direito.
Vale ressaltar que o STF decidiu que “as ações indenizatórias por danos morais decorrentes 
de atos de tortura ocorridos durante o Regime Militar de exceção são imprescritíveis”.
4. CRIMES PREVISTOS NA LEI N. 9.455/19974. CRIMES PREVISTOS NA LEI N. 9.455/1997
4.1. Cr4.1. CrIME DO ART. 1º, I, DA LEI N. 9.455/1997IME DO ART. 1º, I, DA LEI N. 9.455/1997
4.1.1. disPosiTiVo LeGaL
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
c) em razão de discriminação racial ou religiosa.
a) Tortura-prova/confissão:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
A obtenção da informação, declaração ou confissão não precisa ser conquistada para 
a consumação do delito, bastando a existência de tal finalidade.
b) Tortura-crime:Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa.
A ação ou omissão de natureza criminosa não precisa ser concretizada para que o crime 
esteja consumado.
Para ilustra o crime, o professor Renato Brasileiro traz o seguinte exemplo: Criminoso 
invade a casa de um gerente de banco às 6h da manhã, amarra seus filhos e começa a afogá-
los. Diz ao gerente que, se ele não for ao banco e trouxer determinados valores, matará 
sua família. Nesse caso, o gerente do banco foi submetido à coação moral irresistível, não 
respondendo pelo delito praticado sob tortura. Já o torturador responderá, em concurso 
material, pelo crime de tortura e pelo crime patrimonial (autoria mediata), haja vista que 
o gerente do banco foi um verdadeiro instrumento para a prática do crime.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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c) Tortura-preconceito:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
c) em razão de discriminação racial ou religiosa.
001. 001. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2015) Caracteriza uma das espécies do 
crime de tortura a conduta consistente em, com emprego de grave ameaça, constranger 
outrem em razão de discriminação racial, causando-lhe sofrimento mental.
A questão está correta. Trata-se do crime denominado tortura-preconceito.
Certo.
4.1.2. TiPo suBJeTiVo
A tortura é punível exclusivamente na sua forma dolosa (dolo direto ou eventual).
Para além do dolo, acrescenta-se os elementos especiais previstos nas alíneas ‘a’, ‘b’ e ‘c’.
Não há previsão de tortura culposa.
4.1.3. suJeiTos do Crime
A tortura é um crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa.
4.1.4. CoNsumaçÃo e TeNTaTiVa
O crime de tortura previsto no art. 1º, I, da Lei 9.455/97 se consuma quando há o 
sofrimento físico ou mental da vítima, decorrente do constrangimento cometido com o 
emprego de violência ou grave ameaça.
Em tese é possível a tentativa, pois trata-se de crime plurissubsistente.
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4.1.5. CoNFLiTo aPareNTe de Normas
A lesão corporal, o constrangimento ilegal e a ameaça funcionam como meios de 
execução do crime de tortura. Assim sendo, pelo princípio da consunção, esses delitos serão 
absorvidos pelo crime-fim (tortura) e o agente somente responderá pela tortura.
4.1.6. maTeriaLidade
Se o crime de tortura deixar vestígios, o exame de corpo de delito direto deverá ser 
realizado.
CPP, art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.
Entretanto, o crime de tortura nem sempre deixa vestígios. Nesses casos, à luz do art. 167 
do CPP, poderá se comprovar a materialidade do crime com base em provas testemunhais 
e documentais.
CPP, art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os 
vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.
JURISPRUDÊNCIA
STJ: O crime previsto no artigo 1º, inciso I, letra a, da Lei 9.455/97 pressupõe o suplício 
físico ou mental da vítima, não se podendo olvidar que a tortura psicológica não deixa 
vestígios, não podendo, consequentemente, ser comprovada por meio de laudo pericial, 
motivo pelo qual a materialidade delitiva depende da análise de todo o conjunto 
fático-probatório constante dos autos, principalmente do depoimento da vítima e 
de eventuais testemunhas. Precedentes.
4.2. TORTURA-CASTIGO4.2. TORTURA-CASTIGO
4.2.1. disPosiTiVo LeGaL
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
4.2.2. TiPo suBJeTiVo
A conduta é punida exclusivamente a título de dolo (direto ou eventual). Não é punida 
a título culposo.
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Ademais, o crime demanda um especial fim de agir, que é o objetivo de castigo pessoal 
ou medida de caráter preventivo.
4.2.3. suJeiTos do Crime
A tortura castigo é crime próprio em relação ao sujeito ativo e passivo, ou seja, é um 
crime bipróprio. O julgado abaixo explica de forma didática o que isso significa.
STJ: “O crime de tortura, na forma do art. 1º, II, da Lei n. 9.455/1997 (tortura-castigo), ao 
contrário da figura típica do inciso anterior, não pode ser perpetrado por qualquer pessoa, 
na medida em que exige atributos específicos do agente ativo, somente cometendo essa 
forma de tortura quem detiver outra pessoa sob sua guarda, poder ou autoridade (crime 
próprio). A expressão guarda, poder ou autoridade denota um vínculo preexistente, de 
natureza pública, entre o agente ativo e o agente passivo do crime. Logo, o delito até pode 
ser perpetrado por um particular, mas ele deve ocupar posição de garante (obrigação de 
cuidado, proteção ou vigilância) com relação à vítima, seja em virtude da lei ou de outra 
relação jurídica. Ampliar a abrangência da norma, de forma a admitir que o crime possa ser 
perpetrado por particular que não ocupe a posição de garante, seja em decorrência da lei 
ou de prévia relação jurídica, implicaria uma interpretação desarrazoada e desproporcional, 
também não consentânea com os instrumentos internacionais que versam sobre o tema. 
No caso, embora a vítima estivesse subjugada de fato, ou seja, sob poder dos recorridos, 
inexistia uma prévia relação jurídica apta a firmar a posição de garante dos autores com 
relação à vítima, circunstância que obsta a tipificação da conduta como crime de tortura, 
na forma do art. 1º, II, da Lei n. 9.455/1997”.
JURISPRUDÊNCIA
STJ: A conduta da paciente enquadra-se no tipo penal previsto no art. 1º, II, § 4º, II, da 
Lei 9.455/1997. A paciente possuía os atributos específicos para ser condenada pela 
prática da conduta descrita no art. 1º, II, da Lei 9.455/1997. Indubitável que o ato foi 
praticado por quem detinha as crianças sob guarda, na condição de babá.
4.2.4. CoNsumaçÃo e TeNTaTiVa
Por se tratar de crime plurissubsistente, é admissível a tentativa.
4.2.5. TORTURA-CASTIGO X CRIME DE MAUS-TraTos:
Estabelece o CP:
CP, art. 136. Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, 
para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou 
cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando 
de meios de correção ou disciplina:
Pena – detenção, de dois meses a um ano, ou multa.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
ART. 1º, II, DA LEI 9.455/97 (TORTURA CASTIGO) ART. 136 DO CP (MAUS TRATOS)
QUANTO AO TIPO OBJETIVO: O legislador não aponta 
como o crime deve ser praticado, ou seja, é um crime 
forma livre.
QUANTO AO TIPO OBJETIVO: A execução tem que 
ocorrer por um dos meios estabelecidos no tipo penal 
(privação de alimentação ou cuidados indispensáveis, 
sujeição a trabalho excessivo ou inadequado ou abuso 
de meios de correção ou disciplina). Trata-se de um 
crime de forma vinculada.
Dolo de dano: intenso sofrimento físico ou mental.
Dolo de perigo (“expor a perigo”).
Não há necessidade de produção do dano.
QUANTO AO ESPECIAL FIM DE AGIR: Provocar intenso 
sofrimento físico ou moral como forma de castigo 
ou medida de prevenção.
QUANTO AO ESPECIAL FIM DE AGIR: Para fim de 
educação, ensino, tratamento ou custódia
JURISPRUDÊNCIA
STJ: Para que se configure o delito de maus tratos é necessária a demonstração de 
que os castigos infligidos tenham como fim a educação, o ensino, o tratamento ou a 
custódia do sujeito passivo, circunstâncias que não se evidenciam na hipótese. A conduta 
verificada nos autos encontra melhor adequação típica na descrição feita pelo art. 
1º, II da Lei 9.455/97 – tortura, o que não exclui a possibilidade de outra definição do 
fato se verificado, depois de realizada mais aprofundada cognição probatória, serem 
outras as circunstâncias delitivas.
4.3. FiGura eQuiParada4.3. FiGura eQuiParada
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança 
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultante de medida legal.
Nesse crime não há nenhum especial fim de agir.
Com a lei fala em “pessoa presa”, sem especificar qual espécie de prisão, conclui-se 
que pode se tratar de qualquer espécie de prisão, seja ela penal, processual, militar, civil, 
cautelar, etc.
Ademais, ao contrário das figuras anteriormente estudadas, a figura equiparada não 
envolve o emprego de violência nem grave ameaça.
Exemplo: Deixar o preso sem alimentação por vários dias como forma de punição.
4.4. TORTURA-OMISSÃO/IMPRÓPRIA4.4. TORTURA-OMISSÃO/IMPRÓPRIA
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-
las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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A tortura-omissão se divide em duas:
1) Se omitir quando tinha o dever de evitar a tortura. Exemplo: Delegado que está vendo 
um indivíduo preso ser torturado e nada faz.
2) Se omitir quando tinha o dever de apurar a tortura. Exemplo: Delegado que se omite 
de abrir um inquérito para apurar uma tortura cometida por outro policial.
O crime de tortura omissão não é equiparado aos crimes hediondo, o que caracteriza exceção 
às demais espécies de tortura.
5. QuaLiFiCadoras dos Crimes de TorTura5. QuaLiFiCadoras dos Crimes de TorTura
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a 
dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.
Temos aqui a configuração de um crime preterdoloso. Os resultados gravosos, de lesão 
corporal grave ou gravíssima ou morte, somente poderão ser atribuídos a título de culpa.
Não confundir a tortura qualificada pela morte, cujo dolo é de torturar, com o crime de 
homicídio qualificado pela tortura (art. 121, § 2º, III do CP), cuja intenção do agente matar.
As lesões corporais devem ser de natureza GRAVE ou GRAVÍSSIMA. Não abrange a lesão 
corporal de natureza leve.
QUALIFICADORAS 
CRIME DE TORTURA
LESÃO GRAVE LESÃO GRAVÍSSIMA
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6. Causas de aumeNTo de PeNa6. Causas de aumeNTo de PeNa
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
CAUSAS DE 
AUMENTO DE PENA
AUTOR AGENTE 
PÚBLICO
VÍTIMA CRIANÇA, 
GESTANTE, 
DEFICIENTE, 
ADOLESCENTE OU 
MAIOR DE 60 ANOS
MEDIANTE 
SEQUESTRO
002. 002. (VUNESP/PC-CE/ESCRIVÃO/2015) O crime de tortura (Lei 9.455/97) tem pena aumentada 
de um sexto até um terço se for praticado
a) ininterruptamente, por período superior a 24 h.
b) em concurso de pessoas
c) por motivos políticos.
d) contra mulher
e) por agente público.
Trata-se da previsão legal do art. 1º, §4º, I, da Lei 9.455/97.
Letra e.
7. eFeiTos auTomÁTiCos da CoNdeNaçÃo7. eFeiTos auTomÁTiCos da CoNdeNaçÃo
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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003. 003. (UEG/PC-GO/DELEGADO/2018): Na hipótese de um servidor público ser condenado pelo 
crime de tortura qualificada pelo resultado morte a uma pena de doze anos de reclusão, 
referida condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício por:
a) cinco anos
b) dez anos
c) doze anos
d) vinte e quatro anos
e) trinta e seis anos
Com a pena foi de 12 anos, a interdição para o exercício de cargo, função ou emprego público 
será pelo dobro desse tempo, ou seja, 24 anos.
Letra d.
Na tortura e organização criminosa, a perda do cargo público é um efeito automático 
específico da condenação. Na Lei de abuso de autoridade (Lei 13.869/19) e no Código Penal, 
a perda do cargo não é automática.
Quando a lei fala em efeito automático da condenação, isso significa que, ainda que não 
haja uma fundamentação explícita do magistrado, ocorrerá a perda do cargo ou função e 
interdição pelo dobro do prazo da pena aplicada.
8. VEDAÇÃO À LIBERDADE PROVISÓRIA COM FIANÇA8. VEDAÇÃO À LIBERDADE PROVISÓRIA COM FIANÇA
CF/88. Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
A CF/88 estabeleceu a tortura como crime equiparado a hediondo e, portanto, inafiançável 
e insuscetível de graça ou anistia.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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Quando o crime é inafiançável, isso significa que não cabe fiança e nem liberdade 
provisória com fiança. Entretanto, admite-se a liberdade provisória sem fiança, pois não 
é dado ao legislador vedar em abstrato a liberdade provisória, nem mesmo para crimes 
hediondos ou equiparados.
Vale ressaltar que, segundo a doutrina dominante, a liberdade provisória sem fiança para 
os crimes hediondos e equiparados, deve ser, obrigatoriamente, cumulada com as cautelares 
diversas da prisão, mantendo-se dessa forma a lógica do sistema processual penal.
9. iNsusCeTiBiLidade de Graça, aNisTia e iNduLTo9. iNsusCeTiBiLidade de Graça, aNisTia e iNduLTo
A Lei dos Crimes Hediondos vedado a graça, a anistia e o indulto. Já a Lei de Tortura e 
a CF/88, veda-se apenas a graça e a anistia.
Lei 8.072/90 Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes 
e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:
I – anistia, graça e indulto.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
CF/88 Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
A despeito da previsão legal, o indulto também é proibido para a tortura, pois, na visão 
dos tribunais superiores, a proibição do indulto decorre da própria CF/88.
JURISPRUDÊNCIA
STF: Revela-se inconstitucional a possibilidade de que o indulto seja concedido 
aos condenados por crimes hediondos, de tortura, terrorismo ou tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, independentemente do lapso temporal da condenação.
10. reGime iNiCiaL de CumPrimeNTo de PeNa10. reGime iNiCiaL de CumPrimeNTo de PeNa
Lei 9.455/97, art. 1º §7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do §2º, 
iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
De acordo com o dispositivo acima, o condenado por crime de tortura, salvo tortura-
omissão, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
O regime inicial fechado não se aplica aos casos de tortura-omissão.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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Ocorre que, o STF declarou a inconstitucionalidade do regime inicial fechado para os 
crimes hediondos (HC 111.480). Seguindo a lógica da decisão, se o STF decidiu isso para os 
crimes hediondos, o mesmo raciocínio deveria valer para o delito da tortura.
Entretanto, não é isso que o STF vem entendendo. Pelo contrário, decidiu o Supremo 
que está mantido o regime inicial fechado para os crimes de tortura.
JURISPRUDÊNCIA
STF: O regime de cumprimento da pena é fixado a partir do período correspondente e 
as circunstâncias judiciais. Se a lei de regência prevê o regime inicial de cumprimento 
da pena, impõe-se a observância, independente das circunstâncias judiciais”.
Contrariando o STF, decidiu o STJ: “É flagrante o constrangimento ilegal em relação à 
fixação do regime inicial fechado com base no art. 1º, §7º, da Lei de Tortura”.
11. EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA DA LEI 11. EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA DA LEI 
PeNaL BrasiLeiraPeNaL BrasiLeira
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
A Lei de Crimes de Tortura, ao prever sua incidência mesmo sobre crimes que tenham 
sido cometidos fora do território nacional, estabelece hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada.
12. TORTURA X IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA12. TORTURA X IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
JURISPRUDÊNCIA
STJ (Info 577): A tortura de preso custodiado em delegacia praticada por policial 
constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da 
administração pública.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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RESUMORESUMO
Crimes Previstos na Lei n. 9.455/97
CRIME DO ART. 1º, I, DA LEI 9.455/97:
a) Tortura-prova/confissão:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
A obtenção da informação, declaração ou confissão não precisa ser conquistada para 
a consumação do delito, bastando a existência de tal finalidade.
b) Tortura-crime:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa.
A ação ou omissão de natureza criminosa não precisa ser concretizada para que o crime 
esteja consumado.
c) Tortura-preconceito:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
c) em razão de discriminação racial ou religiosa.
Não há previsão de tortura culposa.
A tortura é um crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa.
Em tese é possível a tentativa, pois trata-se de crime plurissubsistente.
TORTURA-CASTIGO:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
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A conduta é punida exclusivamente a título de dolo (direto ou eventual). Não é punida 
a título culposo.
A tortura castigo é crime próprio em relação ao sujeito ativo e passivo, ou seja, é um 
crime bipróprio. O julgado abaixo explica de forma didática o que isso significa.
FIGURA EQUIPARADA:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança 
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultante de medida legal.
Nesse crime não há nenhum especial fim de agir.
TORTURA-OMISSÃO/IMPRÓPRIA:
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-
las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
A tortura-omissão se divide em duas:
1) Se omitir quando tinha o dever de evitar a tortura. Exemplo: Delegado que está vendoum indivíduo preso ser torturado e nada faz.
2) Se omitir quando tinha o dever de apurar a tortura. Exemplo: Delegado que se omite 
de abrir um inquérito para apurar uma tortura cometida por outro policial.
O crime de tortura omissão não é equiparado aos crimes hediondo, o que caracteriza exceção 
às demais espécies de tortura.
QUALIFICADORAS DOS CRIMES DE TORTURA
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a 
dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.
Não confundir a tortura qualificada pela morte, cujo dolo é de torturar, com o crime de 
homicídio qualificado pela tortura (art. 121, § 2º, III do CP), cuja intenção do agente matar.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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As lesões corporais devem ser de natureza GRAVE ou GRAVÍSSIMA. Não abrange a lesão 
corporal de natureza leve.
CAUSAS DE AUMENTO DE PENA
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
EFEITOS AUTOMÁTICOS DA CONDENAÇÃO
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Na tortura e organização criminosa, a perda do cargo público é um efeito automático 
específico da condenação. Na Lei de abuso de autoridade (Lei 13.869/19) e no Código Penal, 
a perda do cargo não é automática.
VEDAÇÃO À LIBERDADE PROVISÓRIA COM FIANÇA
CF/88 Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
A CF/88 estabeleceu a tortura como crime equiparado a hediondo e, portanto, inafiançável 
e insuscetível de graça ou anistia.
INSUSCETIBILIDADE DE GRAÇA, ANISTIA E INDULTO
A Lei dos Crimes Hediondos vedado a graça, a anistia e o indulto. Já a Lei de Tortura e 
a CF/88, veda-se apenas a graça e a anistia.
Lei 8.072/90 Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes 
e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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I – anistia, graça e indulto.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
CF/88 Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
A despeito da previsão legal, o indulto também é proibido para a tortura, pois, na visão 
dos tribunais superiores, a proibição do indulto decorre da própria CF/88.
REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA
Lei 9.455/97, art. 1º §7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do §2º, 
iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
De acordo com o dispositivo acima, o condenado por crime de tortura, salvo tortura-
omissão, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
O regime inicial fechado não se aplica aos casos de tortura-omissão.
Ocorre que, o STF declarou a inconstitucionalidade do regime inicial fechado para os 
crimes hediondos (HC 111.480). Seguindo a lógica da decisão, se o STF decidiu isso para os 
crimes hediondos, o mesmo raciocínio deveria valer para o delito da tortura.
Entretanto, não é isso que o STF vem entendendo. Pelo contrário, decidiu o Supremo 
que está mantido o regime inicial fechado para os crimes de tortura.
JURISPRUDÊNCIA
STF: O regime de cumprimento da pena é fixado a partir do período correspondente e 
as circunstâncias judiciais. Se a lei de regência prevê o regime inicial de cumprimento 
da pena, impõe-se a observância, independente das circunstâncias judiciais.
Contrariando o STF, decidiu o STJ: “É flagrante o constrangimento ilegal em relação à 
fixação do regime inicial fechado com base no art. 1º, §7º, da Lei de Tortura”.
EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA DA LEI PENAL BRASILEIRA
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
A Lei de Crimes de Tortura, ao prever sua incidência mesmo sobre crimes que tenham 
sido cometidos fora do território nacional, estabelece hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (CESPE/MPE-SE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta 
em relação ao sujeito ativo dos crimes de tortura, com base na Lei n. 9.455/1997.
a) Qualquer indivíduo pode ser sujeito ativo dos crimes de tortura, já que todos eles são 
comuns.
b) Todos os crimes de tortura são próprios, por isso só agentes públicos serão considerados 
sujeitos ativos desses delitos.
c) O crime de tortura-prova é próprio, só podendo ser configurado se praticado por funcionário 
público no exercício do cargo.
d) A tortura-omissão é crime comum, razão por que é irrelevante a função pública do agente.
e) O crime de tortura-castigo é próprio, devendo o agente exercer guarda, poder ou autoridade 
sobre a vítima.
002. 002. (CESPE/PC-PB/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2022) Um policial civil constrangeu um homem 
(com emprego de grave ameaça causadora de grande sofrimento mental), apontado como 
autor de um assalto, a fim de obter a sua confissão formal. Um escrivão da polícia civil 
soube do ocorrido no dia seguinte, mas não adotou qualquer medida para que o caso viesse 
a ser apurado.
A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com as disposições 
da Lei de Tortura (Lei n. 9.455/1997).
a) O policial civil e o escrivão só poderão ser responsabilizados criminalmente caso se 
obtenha a confissão do homem apontado como o autor do assalto, uma vez que a lei em 
apreço exige essa finalidade específica.
b) Apenas o policial civil deverá responder pela prática do crime de tortura, uma vez que a 
conduta do escrivão não se enquadra em nenhum dos delitos previstos pela lei em apreço, 
constituindo apenas uma infração de cunho administrativo.
c) O crime de tortura, de que deve ser acusado o policial civil, é inafiançável e imprescritível.
d) Tanto o policial civil quanto o escrivão devem ser responsabilizadoscriminalmente, uma 
vez que ambos praticaram o mesmo delito de tortura, previsto na lei em questão.
e) Tanto o policial civil quanto o escrivão devem ser responsabilizados criminalmente, mas 
cada um deles pela prática de delitos distintos, ambos previstos na referida lei.
003. 003. (CESPE/DPE-SE/DEFENSOR PÚBLICO/2022) A conduta de submeter uma vítima com 
61 anos de idade, sob seu poder, com emprego de violência, a intenso sofrimento físico, 
como forma de aplicar castigo pessoal constitui
a) conduta atípica, por se tratar de exercício regular da curatela.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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b) crime de lesão corporal cumulado com maus-tratos.
c) crime de tortura com causa de aumento de pena.
d) crime de tortura na modalidade simples.
e) crime especificado no Estatuto do Idoso.
004. 004. (CESPE/PC-PB/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2022) Assinale a opção correta em relação 
às disposições estabelecidas na Lei n. 9.455/1997.
a) A configuração do crime de tortura exige a prática de violência.
b) Para a caracterização do delito de tortura, é necessário que a conduta criminosa se destine 
a atingir um fim específico, como a obtenção de informação, declaração ou confissão sobre 
determinado fato.
c) O agente que se omite em face das condutas previstas nessa lei quando tinha o dever 
de apurá-las incorre nas mesmas penas previstas para os crimes nela descritos.
d) A perda do cargo público não é efeito automático da sentença que condena o servidor 
público pela prática do crime de tortura.
e) Não se exige que o sujeito ativo da tortura seja agente público para a caracterização 
dessa infração penal.
005. 005. (CESPE/DEPEN/AGENTE FEDERAL DE EXECUÇÃO PENAL/2021) Com base na legislação 
especial, julgue o próximo item. O crime de tortura é inafiançável, devendo o condenado 
por esse crime iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
006. 006. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2021) A respeito da identificação criminal, 
do crime de tortura, do abuso de direito, da prevenção do uso indevido de drogas, da 
comercialização de armas de fogo e dos crimes hediondos, julgue o item que se segue. 
Praticam o crime de tortura policiais rodoviários federais que, dentro de um posto policial, 
submetem o autor de crime a sofrimento físico, independentemente de sua intensidade.
007. 007. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – CURSO DE FORMAÇÃO – 3ª TURMA – 2ª 
PROVA/2020) No que se refere ao uso diferenciado da força, julgue o item a seguir.
Se um policial rodoviário federal, com o objetivo de obter confissão de uma pessoa que 
tenha sido flagrada cometendo infração, praticar intencionalmente algum ato para causar 
sofrimento mental a essa pessoa, essa conduta poderá ser caracterizada como tortura.
008. 008. (CESPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL – DIREITO/2020) A respeito da Lei de Crimes 
de Tortura (Lei n. 9.455/1997), julgue o próximo item. A Lei de Crimes de Tortura, ao prever 
sua incidência mesmo sobre crimes que tenham sido cometidos fora do território nacional, 
estabelece hipótese de extraterritorialidade incondicionada.
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009. 009. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2018) Em cada item que se 
segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com 
relação a crime de tortura, crime hediondo, crime previdenciário e crime contra o idoso.
Cinco guardas municipais em serviço foram desacatados por dois menores. Após breve 
perseguição, um dos menores evadiu-se, mas o outro foi apreendido. Dois dos guardas 
conduziram o menor apreendido para um local isolado, imobilizaram-no, espancaram-no 
e ameaçaram-no, além de submetê-lo a choques elétricos. Os outros três guardas deram 
cobertura. Nessa situação, os cinco guardas municipais responderão pelo crime de tortura, 
incorrendo todos nas mesmas penas.
010. 010. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA/2018) Tendo como referência a 
legislação penal extravagante e a jurisprudência das súmulas dos tribunais superiores, 
julgue o item que se segue.
A condenação pela prática de crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para o seu exercício por prazo igual ao da pena aplicada.
011. 011. (CESPE/PC-MA/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/2018) Se, com o objetivo de obter confissão, 
determinado agente de polícia, por meio de grave ameaça, constranger pessoa presa, 
causando-lhe sofrimento psicológico.
a) e a vítima for adolescente, o crime será qualificado.
b) estará configurada uma causa de aumento de pena.
c) a critério do juiz, a condenação poderá acarretar a perda do cargo.
d) provado o fato, a pena será de detenção.
e) quem presenciar o crime e se omitir, incorrerá na mesma pena do agente.
012. 012. (CESPE/PGE-SE/PROCURADOR DO ESTADO/2017) No que concerne ao crime de tortura, 
assinale a opção correta.
a) O indivíduo que se omite ante a prática de tortura quando deveria evitá-la responde 
igualmente pela conduta realizada.
b) A legislação especial brasileira concernente à tortura aplica-se somente aos crimes 
ocorridos em território nacional.
c) No crime de tortura, a prática contra adolescente é causa de aumento de pena de um 
sexto até um terço.
d) A condenação de funcionário público por esse crime gera a perda do cargo, desde que a 
sentença assim determine e que a pena aplicada seja superior a quatro anos.
e) A submissão de pessoa presa a sofrimento físico ou mental por funcionário público que 
pratique atos não previstos em lei exige o dolo específico.
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013. 013. (CESPE/PC-PE/AGENTE DE POLÍCIA/2016) Rui e Jair são policiais militares e realizam 
constantemente abordagens de adolescentes e homens jovens nos espaços públicos, para 
verificação de ocorrências de situações de uso e tráfico de drogas e de porte de armas. Em 
uma das abordagens realizadas, eles encontraram José, conhecido por efetuar pequenos 
furtos, e, durante a abordagem, verificaram que José portava um celular caro. Jair começou 
a questionar a quem pertencia o celular e, à medida que José negava que o celular lhe 
pertencia, alegando não saber como havia ido parar em sua mochila, começou a receber 
empurrões do policial e, persistindo na negativa, foi derrubado no chão e começou a ser 
pisoteado, tendo a arma de Rui direcionada para si. Como não respondeu de forma alguma 
a quem pertencia o celular, José foi colocado naviatura depois de apanhar bastante, e os 
policiais ficaram rodando por horas com ele, com o intuito de descobrirem a origem do 
celular, mantendo-o preso na viatura durante toda uma noite, somente levando-o para a 
delegacia no dia seguinte.
Nessa situação hipotética, à luz das leis que tratam dos crimes de tortura e de abuso de 
autoridade e dos crimes hediondos.
a)os policiais cometeram o crime de tortura, que, no caso, absorveu o crime de lesão corporal.
b) os policiais cometeram somente crime de abuso de autoridade e lesão corporal.
c) o fato de Rui e Jair serem policiais militares configura causa de diminuição de pena.
d) os policiais cometeram o tipo penal denominado tortura-castigo.
e) caso venham a ser presos cautelarmente, Rui e Jair poderão ser soltos mediante o 
pagamento de fiança.
014. 014. (CESPE/DPE-RN/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2015) Assinale a opção correta no 
que se refere a revisão criminal, crime de tortura, nulidades, execução penal, prerrogativas 
e garantias relacionadas com o processo penal.
a)A condenação de policial civil pelo crime de tortura acarreta, como efeito automático, 
independentemente de fundamentação específica, a perda do cargo público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
b) A ausência de intimação da expedição de carta precatória para a inquirição de testemunhas 
gera, segundo entendimento sumulado do STF, nulidade absoluta, por cerceamento de 
defesa e violação do devido processo legal.
c) Para impugnar decisão do juiz da execução penal que unifique as penas impostas ao 
sentenciado, é cabível a interposição de recurso em sentido estrito.
d) A ação de revisão criminal deve ser ajuizada no prazo decadencial de dois anos, contados 
do trânsito em julgado da sentença condenatória.
e) Segundo o entendimento do STJ, à DP, quando ela atua na qualidade de assistente de 
acusação, representando a vítima de determinado crime em uma ação penal, não se aplica 
a prerrogativa institucional da concessão de prazo em dobro para a realização de atos 
processuais.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
015. 015. (CESPE/DEPEN/AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – ÁREA 3/2015) Com base na Lei 
Antitortura e na Lei contra Abuso de Autoridade, julgue o item subsequente.
SITUAÇÃO HIPOTÉTICA: Um servidor público federal, no exercício de atividade carcerária, 
colocou em perigo a saúde física de preso em virtude de excesso na imposição da disciplina, 
com a mera intenção de aplicar medida educativa, sem lhe causar sofrimento.
ASSERTIVA: Nessa situação, o referido agente responderá pelo crime de tortura.
016. 016. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2015) Em relação aos crimes contra a fé 
pública, aos crimes contra a administração pública, aos crimes de tortura e aos crimes 
contra o meio ambiente, julgue o item a seguir.
Caracteriza uma das espécies do crime de tortura a conduta consistente em, com emprego 
de grave ameaça, constranger outrem em razão de discriminação racial, causando-lhe 
sofrimento mental.
017. 017. (CESPE/DPF/CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL – PERITO CRIMINAL FEDERAL – CARGO 
10/2013) Tendo em vista que o médico-legista deve descrever, em seu laudo, as lesões 
que eventualmente encontrar, e cuja natureza jurídica pode ser leve, grave e gravíssima, 
ou, ainda, lesão corporal seguida de morte, em conformidade com o art. 129 do Código 
Penal, julgue o item que se segue.
A legislação brasileira define tortura como constrangimento com emprego de violência ou 
grave ameaça, de modo a causar sofrimento, para se obter informação, ou para provocar 
ação ou omissão, com o objetivo de discriminação racial, religiosa ou ainda como forma de 
castigo.
018. 018. (CESPE/PC-DF/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2013) Em relação aos crimes de tortura (Lei n. 
o 9.455/1997), aos crimes contra as relações de consumo (Lei 8.078/1990) e aos juizados 
especiais criminais (Lei 9.099/1995), julgue os itens que se seguem.
Considere a seguinte situação hipotética.
O agente carcerário X dirigiu-se ao escrivão de polícia Y para informar que, naquele instante, 
o agente carcerário Z estava cometendo crime de tortura contra um dos presos e que Z 
disse que só pararia com a tortura depois de obter a informação desejada.
Nessa situação hipotética, se nada fizer, o escrivão Y responderá culposamente pelo crime 
de tortura.
019. 019. (CESPE/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA – ESPECÍFICOS/2011) Com relação à legislação 
especial, julgue o item que se segue. No crime de tortura em que a pessoa presa ou sujeita 
a medida de segurança é submetida a sofrimento físico ou mental, por intermédio da 
prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal, não é exigido, para 
seu aperfeiçoamento, especial fim de agir por parte do agente, bastando, portanto, para 
a configuração do crime, o dolo de praticar a conduta descrita no tipo objetivo.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
020. 020. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/AGENTE DE POLÍCIA/2022) Assinale a alternativa que descreve 
corretamente um dos tipos penais classificados como crimes de tortura.
a) Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental em razão de discriminação sexual ou ideológica.
b) Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem, resultando em perda ou inutilização 
do membro, sentido ou função.
c) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, 
por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite ou a 
fazer o que ela não manda.
d) Submeter pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, 
por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.
e) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para 
si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de 
fazer alguma coisa.
021. 021. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO/2022) O crime de tortura 
e suas circunstâncias são tipificados em lei penal especial. Sobre o delito em questão, 
assinale a alternativa correta.
a) Se do crime de tortura resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é 
de reclusão de seis a doze anos; se resulta morte, a reclusão é de doze a trinta anos.
b) A condenação pelo crime de tortura acarreta a suspensão temporária do cargo, função 
ou emprego público do sentenciado.
c) O crime de tortura não é afiançável pela autoridade policial, mas o é pela autoridade 
judiciária.
d) A pena do crime de tortura será aumentada de um sexto até um terço se o fato delituoso 
for cometido por agente público.
e) O crime de tortura é suscetível de indulto individual ou coletivo, mas não de anistia.
022. 022. (FCC/DPE-MT/DEFENSOR PÚBLICO DE 1ª CLASSE/2022) Configura causa de aumento 
de pena do crime de tortura aquele praticado.
a)com intenso sofrimento físico ou mental.
b) por agente público na qualidade de sujeito ativo.
c) contra pessoa presa ou sujeita à medida de segurança.
d) emrazão de discriminação racial.
e) prevalecendo-se de relações domésticas.
023. 023. (FGV/SEJUSP-MG/AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIO – EDITAL N. 02/2022) Em 
certo presídio, foi encontrado um apetrecho que permitia aplicar choques, com a inscrição 
“DIREITOS HUMANOS”.
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Noções de direiTos humaNos
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
Após a devida investigação, por meio de uma câmera do circuito interno de televisão, 
verificou-se que o agente de segurança penitenciário Gabriel fez uso do apetrecho contra o 
preso José, para que ele delatasse outros presos que teriam recebido celulares no presídio 
de forma ilícita. Comprovou-se, também, que o Diretor Geral do presídio teve conhecimento 
e detinha provas do fato, mas nada fez para apurá-lo e aplicar as devidas punições a Gabriel.
Diante desse cenário e à luz da Lei n. 9.455/1997, assinale a afirmativa correta.
a) O crime cometido por Gabriel é insuscetível de fiança, embora suscetível de concessão 
de graça.
b) O juiz, caso condene Gabriel, poderá fixar o regime semiaberto para início do cumprimento 
da pena.
c) O Diretor Geral incorre nas mesmas penas que Gabriel, em razão de sua omissão.
d) Gabriel, caso condenado, terá aplicada uma causa de aumento de pena, por ser agente 
público.
e) A condenação de Gabriel acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a 
interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
024. 024. (VUNESP/PC-RR/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2022) Sobre a Lei n. 9.455/1997 – Crimes 
de Tortura, é correto afirmar que
a) o crime de tortura admite a forma culposa.
b) somente o agente público pode ser autor de crime de tortura.
c) o condenado por crime previsto nessa Lei cumprirá a pena integralmente em regime 
fechado.
d) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
e) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
025. 025. (CONSULPLAN/MPE-PA/ANALISTA JURÍDICO/2022) A Lei n. 9.455/1997 define os crimes 
de tortura e dá outras providências. A partir das disposições prescritas no aludido diploma 
legal, pode-se afirmar que:
a) Muito embora seja afiançável, o crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia.
b) Inadmite-se a prática do crime de tortura pela via omissiva, tão somente pela via comissiva.
c) A pena aumenta-se, necessariamente, se o crime de tortura for cometido por agente 
público.
d) O condenado por crime de tortura, em quaisquer de suas modalidades, iniciará o 
cumprimento da pena em regime fechado.
026. 026. (IBFC/PC-BA/INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL/2022) “Constranger alguém com emprego 
de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental ou submeter 
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, 
a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo”, constitui crime de tortura. Sobre o crime de tortura, assinale a 
alternativa incorreta.
a) O ato de constranger previsto no crime de tortura pode se dar com a finalidade de obter 
informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; com a intenção de 
provocar ação ou omissão de natureza criminosa; ou ainda, em razão de discriminação 
racial ou religiosa.
b) A pena prevista para o crime de tortura é de reclusão, de dois a oito anos.
c) Se no crime de tortura o resultado é a lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, 
a pena é de reclusão de seis a doze anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis 
anos.
d) A pena para o crime de tortura é aumentada de um sexto até um terço, se o crime 
é cometido por agente público ou se é cometido contra criança, gestante, portador de 
deficiência, adolescente ou mais de sessenta anos, ou ainda, se o crime é cometido mediante 
sequestro.
e) Por força do §6º, do art. 1º da lei de Tortura, o crime de tortura é inafiançável e insuscetível 
de graça e anistia.
027. 027. (FGV/SEFAZ-BA/AGENTE DE TRIBUTOS ESTADUAIS/ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/2022) 
José, após longa apuração, foi acusado pelo Ministério Público da prática do crime de tortura 
no exercício de suas funções públicas. Considerando a robustez das provas existentes, 
consultou o seu advogado a respeito das consequências de eventual condenação criminal, 
mais especificamente em relação à sua situação funcional, pois ocupava cargo de provimento 
efetivo no âmbito do Poder Executivo do Estado Alfa.
O advogado respondeu corretamente que, ante os termos da Lei n. 9.455/1997, José
a) deve perder o cargo de provimento efetivo e não mais poderá ingressar no serviço público, 
mesmo após o período de cinco anos de reabilitação penal.
b) ficará suspenso do cargo de provimento efetivo durante o período de cumprimento da 
pena, não tendo direito à remuneração correspondente.
c) deve perder o cargo de provimento efetivo, mas não há óbice a que reingresse no serviço 
público, a qualquer tempo, caso preencha os requisitos exigidos.
d) deve perder o cargo de provimento efetivo, e sofrerá a interdição para o exercício de 
cargo, função ou emprego público pelo dobro do prazo da pena aplicada.
e) terá a sua situação funcional apreciada pela autoridade administrativa competente, que 
somente não aplicará a sanção de perda do cargo se houver bons antecedentes.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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028. 028. (IBADE/PREFEITURA DE SÃO PAULO – SP/GUARDA CIVIL METROPOLITANO/2022) O crime 
de tortura é:
a) suscetível de anistia.
b) de menor potencial ofensivo.
c) imprescritível.
d) hediondo.
e) equiparado a hediondo.
029. 029. (CPCON/PREFEITURA DE SOUSA – PB/GUARDA MUNICIPAL/2022) Sobre o crime de 
tortura, é CORRETO afirmar:
a) O crime de tortura é afiançável e insuscetível de graça ou anistia.
b) Apesar da condenação no crime de tortura, isso não acarretará a perda do cargo, função 
ou emprego público.
c) Ocorre aumento da pena de um sexto até um terço se o crime é cometido por agente 
público.
d) Constitui crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave 
ameaça, desde que lhe cause sofrimento apenas físico.
030. 030. (UECE-CEV/PREFEITURA DE SOBRAL – CE/GUARDA MUNICIPAL/2022) O crime de tortura:
a) é inafiançável sempre.
b) é, em regra, afiançável.
c) pode ser anistiado.
d) pode ser suscetível de graça.
031. 031. (FUNDATEC/SUSEPE-RS/2022/AGENTE PENITENCIÁRIO) Octávio, policial penal, com o 
objetivo de castigar o preso Daniel, que estava sob a sua custódia, aplicou diversos golpes, 
com uma tonfa, no corpo do detento, causando-lhe intenso sofrimento físico. O fato foi 
descoberto e confirmado em juízo, resultando na condenação de Octávio, com trânsito em 
julgado, pela prática docrime de tortura, no exercício de suas funções. Com base na Lei n. 
9.455/1997, assinale a alternativa correta.
a) A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
b) A condenação com trânsito em julgado não acarretará a perda automática do cargo 
público, sendo necessária a fundamentação específica no caso concreto.
c) A condenação acarretará a perda do cargo, do mandato ou da função pública e a inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 a 5 anos.
d) A condenação acarretará a perda do cargo, do mandato ou da função pública e a inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, por até 5 anos.
e) Não há previsão de perda do cargo na lei que define os crimes de tortura.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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032. 032. (FUNDATEC/SUSEPE-RS/– AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) Com base na Lei n. 9.455/1997, 
que define os crimes de tortura, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O crime de tortura é inafiançável.
b) O crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia.
c) O condenado por crime previsto na lei de tortura iniciará o cumprimento da pena em 
regime fechado.
d) Aquele que se omite em face das condutas descritas na lei de tortura, quando tinha o 
dever de evitá-las ou apurá-las incorre em crime.
e) A lei de tortura aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território 
nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição 
brasileira.
033. 033. (SELECON/SEJUSP-MG/AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) No tocante aos crimes de 
tortura previstos na Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, é correto afirmar que:
a) o início do cumprimento da pena será em regime fechado para o agente que se omitir em 
face do sofrimento físico e mental de pessoa presa provocado por outrem, quando tinha 
o dever de evitá-lo ou apurá-lo
b) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia e sua pena é reclusão 
de quatro a dez anos
c) haverá aumento de pena em um sexto até um terço se o crime for cometido mediante 
sequestro
d) a condenação pelo crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego 
público e a interdição para seu exercício pela metade do prazo da pena aplicada
034. 034. (SELECON/SEJUSP-MG/AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) Carlos, brasileiro, está preso 
nos Estados Unidos pela prática de um crime em solo americano. Por ser negro, é submetido 
a grave sofrimento mental – mas não a sofrimento físico – imposto por funcionários da 
penitenciária americana na qual se encontra custodiado. Nesse contexto, é correto afirmar 
que o comportamento praticado pelos funcionários da penitenciária configura – pela lei 
brasileira – crime de:
a) tortura, que não poderá ser julgado no Brasil
b) tortura, que poderá ser julgado no Brasil
c) abuso de autoridade, que não poderá ser julgado no Brasil
d) abuso de autoridade, que poderá ser julgado no Brasil
035. 035. (IBADE/ISE-AC/AGENTE SOCIOEDUCATIVO/2021) Sobre o crime de tortura, previsto 
na Lei 9.455/97, é correto afirmar que:
a) Aceita fiança.
b) Pode ser anistiado.
c) Não pode ser praticado por agente público.
d) A pena é aumentada se cometido contra criança ou adolescente.
e) A pena é diminuída se cometido mediante sequestro.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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036. 036. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) De acordo com a 
Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, e suas alterações, o crime de tortura:
a) atrai pena de detenção, de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, e multa.
b) tem a pena aumentada de um sexto até a metade se o crime for praticado contra criança.
c) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
d) apesar de inafiançável, o crime de tortura é suscetível de graça ou anistia.
037. 037. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Na chamada 
tortura para a prática de crime, a consumação ocorre:
a) quando é obtida em razão de discriminação racial ou religiosa.
b) apenas quando ocorre lesão corporal de natureza grave ou gravíssima na vítima.
c) apenas quando a violência ou a grave ameaça causar sofrimento físico na vítima.
d) quando a violência ou a grave ameaça causar sofrimento físico ou mental na vítima.
038. 038. (CETAP/SEAP – PA/– POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Ainda sobre a 
Lei n. 9.455, de 07 de abril de 1997, e suas alterações, aquele que se omite em face das 
condutas que constituem crime de tortura, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las:
a) incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
b) a pena é de reclusão de quatro a dez anos.
c) a pena é reduzida em até um terço.
d) não será penalizado, vez que não há penalidade prevista na lei para essa conduta.
039. 039. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Em conformidade 
com a Lei n. 9.455, de 07 de abril de 1997, e suas alterações, o crime de tortura, se cometido 
por agente público:
a) deixa de ser inafiançável.
b) é suscetível de graça ou anistia.
c) iniciará o cumprimento da pena em regime semi-aberto.
d) tem a pena aumentada de um sexto até um terço.
040. 040. (PM-MT/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR/2021) A Lei n. 9.455/1997 define 
como crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, 
causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação da vítima ou de 
terceira pessoa. Segundo as disposições legais acerca do tema, aquele que se omite, em 
face da prática de tal conduta, quando tinha o dever de evitá-la ou apurá-la,
a)se for agente público, somente responderá na esfera cível por ato de improbidade 
administrativa.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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b) responde pelo crime de omissão de socorro, nos termos da legislação penal.
c) incorre na mesma pena de quem praticou o ato.
d) se condenado, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
e) incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
041. 041. (FCC/DPE-GO/DEFENSOR PÚBLICO/2021) O crime de tortura:
a) é praticado pela autoridade competente que decretar a condução coercitiva de investigado 
manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo.
b) pode ser praticado por omissão daquele que tem o dever de apurar a conduta de quem 
submete pessoa presa a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei, e não o faz.
c) possui eficácia preventiva escassa, por restringir a autoria a agente público, e faz com 
que o Brasil descumpra suas obrigações internacionalmente acordadas.
d) enseja o reconhecimento do concurso material de crimes, se cometido mediante sequestro.
e) é inafiançável e insuscetível de aplicação de penas restritivas de direitos em substituição 
àpena privativa de liberdade.
042. 042. (IBADE/IAPEN – AC/ADVOGADO/2021) Conforme a Lei n. 9455, de 07/04/1997, que 
define os crimes de tortura e dá outras providências, marque a alternativa CORRETA.
a) Não há previsão de pena para quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de 
segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em 
lei ou não resultante de medida legal
b) O crime de tortura é afiançável
c) A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada
d) Diminui-se a pena se o crime é cometido por agente público
e) Aquele que se omite em face das condutas descritas na lei, quando tinha o dever de 
evitá-las ou apurá-las, não incorre em pena.
043. 043. (FGV/PC-RN/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL SUBSTITUTO/2021) A Lei n. 9.455/1997 
tipifica o crime de tortura e aponta as suas diversas espécies. Sobre o delito em questão, 
analise as afirmativas a seguir.
I – admite tentativa;
II – é insuscetível de graça ou anistia, mas permite o indulto;
III – pode ser praticado por conduta comissiva ou omissiva.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I;
b) III;
c) I e II;
d) I e III;
e) II e III.
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GABARITOGABARITO
1. e
2. e
3. c
4. e
5. C
6. E
7. C
8. C
9. C
10. E
11. b
12. c
13. a
14. a
15. E
16. C
17. C
18. E
19. C
20. d
21. d
22. b
23. d
24. d
25. c
26. c
27. d
28. e
29. c
30. a
31. a
32. c
33. c
34. b
35. d
36. c
37. d
38. a
39. d
40. e
41. b
42. c
43. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (CESPE/MPE-SE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta 
em relação ao sujeito ativo dos crimes de tortura, com base na Lei n. 9.455/1997.
a) Qualquer indivíduo pode ser sujeito ativo dos crimes de tortura, já que todos eles são 
comuns.
b) Todos os crimes de tortura são próprios, por isso só agentes públicos serão considerados 
sujeitos ativos desses delitos.
c) O crime de tortura-prova é próprio, só podendo ser configurado se praticado por funcionário 
público no exercício do cargo.
d) A tortura-omissão é crime comum, razão por que é irrelevante a função pública do agente.
e) O crime de tortura-castigo é próprio, devendo o agente exercer guarda, poder ou autoridade 
sobre a vítima.
A tortura castigo é crime próprio em relação ao sujeito ativo e passivo, ou seja, é um crime 
bipróprio.
Letra e.
002. 002. (CESPE/PC-PB/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2022) Um policial civil constrangeu um homem 
(com emprego de grave ameaça causadora de grande sofrimento mental), apontado como 
autor de um assalto, a fim de obter a sua confissão formal. Um escrivão da polícia civil 
soube do ocorrido no dia seguinte, mas não adotou qualquer medida para que o caso viesse 
a ser apurado.
A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com as disposições 
da Lei de Tortura (Lei n. 9.455/1997).
a) O policial civil e o escrivão só poderão ser responsabilizados criminalmente caso se 
obtenha a confissão do homem apontado como o autor do assalto, uma vez que a lei em 
apreço exige essa finalidade específica.
b) Apenas o policial civil deverá responder pela prática do crime de tortura, uma vez que a 
conduta do escrivão não se enquadra em nenhum dos delitos previstos pela lei em apreço, 
constituindo apenas uma infração de cunho administrativo.
c) O crime de tortura, de que deve ser acusado o policial civil, é inafiançável e imprescritível.
d) Tanto o policial civil quanto o escrivão devem ser responsabilizados criminalmente, uma 
vez que ambos praticaram o mesmo delito de tortura, previsto na lei em questão.
e) Tanto o policial civil quanto o escrivão devem ser responsabilizados criminalmente, mas 
cada um deles pela prática de delitos distintos, ambos previstos na referida lei.
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Noções de direiTos humaNos
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
O policial civil praticou o crime do art. 1º, I, ‘a’ (tortura-confissão/prova) e o escrivão praticou 
o crime do art. 1º, §2º (tortura-omissão) ambos da Lei 9.455/97.
Letra e.
003. 003. (CESPE/DPE-SE/DEFENSOR PÚBLICO/2022) A conduta de submeter uma vítima com 
61 anos de idade, sob seu poder, com emprego de violência, a intenso sofrimento físico, 
como forma de aplicar castigo pessoal constitui
a) conduta atípica, por se tratar de exercício regular da curatela.
b) crime de lesão corporal cumulado com maus-tratos.
c) crime de tortura com causa de aumento de pena.
d) crime de tortura na modalidade simples.
e) crime especificado no Estatuto do Idoso.
Lei 9.455/97, art. 1º – Constitui crime de tortura:
II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos.
Letra c.
004. 004. (CESPE/PC-PB/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2022) Assinale a opção correta em relação 
às disposições estabelecidas na Lei n. 9.455/1997.
a) A configuração do crime de tortura exige a prática de violência.
b) Para a caracterização do delito de tortura, é necessário que a conduta criminosa se destine 
a atingir um fim específico, como a obtenção de informação, declaração ou confissão sobre 
determinado fato.
c) O agente que se omite em face das condutas previstas nessa lei quando tinha o dever 
de apurá-las incorre nas mesmas penas previstas para os crimes nela descritos.
d) A perda do cargo público não é efeito automático da sentença que condena o servidor 
público pela prática do crime de tortura.
e) Não se exige que o sujeito ativo da tortura seja agente público para a caracterização 
dessa infração penal.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
Não se exige que o sujeito ativo da tortura seja agente público.
a) Errada. A configuração do crime de tortura não exige a prática de violência, podendo ser 
praticado mediante grave ameaça.
b) Errada. Para a caracterização do delito de tortura,é necessário que a conduta criminosa 
se destine a atingir um fim específico, como a obtenção de informação, declaração ou 
confissão sobre determinado fato.
c) Errada. A figura equiparada (art. 1º, §1º) não demanda nenhum especial fim de agir.
d) Errada. A perda do cargo público é efeito automático da sentença que condena o servidor 
público pela prática do crime de tortura.
Letra e.
005. 005. (CESPE/DEPEN/AGENTE FEDERAL DE EXECUÇÃO PENAL/2021) Com base na legislação 
especial, julgue o próximo item. O crime de tortura é inafiançável, devendo o condenado 
por esse crime iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
A CF/88 estabeleceu a tortura como crime equiparado a hediondo e, portanto, inafiançável 
e insuscetível de graça ou anistia.
CF/88 Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
O STF declarou a inconstitucionalidade do regime inicial fechado para os crimes hediondos 
(HC 111.480). Apesar disso, entendeu que o tal regra continua válido para os crimes de 
tortura.
Certo.
006. 006. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/2021) A respeito da identificação criminal, 
do crime de tortura, do abuso de direito, da prevenção do uso indevido de drogas, da 
comercialização de armas de fogo e dos crimes hediondos, julgue o item que se segue. 
Praticam o crime de tortura policiais rodoviários federais que, dentro de um posto policial, 
submetem o autor de crime a sofrimento físico, independentemente de sua intensidade.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
A tortura prevista no art. 1º, II, da Lei 9.455/97 exige intenso sofrimento físico ou mental.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
Errado.
007. 007. (CESPE/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – CURSO DE FORMAÇÃO – 3ª TURMA – 2ª 
PROVA/2020) No que se refere ao uso diferenciado da força, julgue o item a seguir.
Se um policial rodoviário federal, com o objetivo de obter confissão de uma pessoa que 
tenha sido flagrada cometendo infração, praticar intencionalmente algum ato para causar 
sofrimento mental a essa pessoa, essa conduta poderá ser caracterizada como tortura.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
Certo.
008. 008. (CESPE/MPE-CE/ANALISTA MINISTERIAL – DIREITO/2020) A respeito da Lei de Crimes 
de Tortura (Lei n. 9.455/1997), julgue o próximo item. A Lei de Crimes de Tortura, ao prever 
sua incidência mesmo sobre crimes que tenham sido cometidos fora do território nacional, 
estabelece hipótese de extraterritorialidade incondicionada.
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
A Lei de Crimes de Tortura, ao prever sua incidência mesmo sobre crimes que tenham 
sido cometidos fora do território nacional, estabelece hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada.
Certo.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
009. 009. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2018) Em cada item que se 
segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com 
relação a crime de tortura, crime hediondo, crime previdenciário e crime contra o idoso.
Cinco guardas municipais em serviço foram desacatados por dois menores. Após breve 
perseguição, um dos menores evadiu-se, mas o outro foi apreendido. Dois dos guardas 
conduziram o menor apreendido para um local isolado, imobilizaram-no, espancaram-no 
e ameaçaram-no, além de submetê-lo a choques elétricos. Os outros três guardas deram 
cobertura. Nessa situação, os cinco guardas municipais responderão pelo crime de tortura, 
incorrendo todos nas mesmas penas.
A princípio o CESPE considerou a questão como ERRADA, tendo posteriormente alterado 
o gabarito para CERTO.
JUSTIFICATIVA DA BANCA: Os três guardas que deram cobertura aos demais agentes devem 
ser responsabilizados como coautores pela pratica omissiva (própria), já que, embora não 
tenham realizado as elementares do tipo, contribuíram para a pratica do delito de forma 
acessória.
Certo.
010. 010. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA/2018) Tendo como referência a 
legislação penal extravagante e a jurisprudência das súmulas dos tribunais superiores, 
julgue o item que se segue.
A condenação pela prática de crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para o seu exercício por prazo igual ao da pena aplicada.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Errado.
011. 011. (CESPE/PC-MA/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/2018) Se, com o objetivo de obter confissão, 
determinado agente de polícia, por meio de grave ameaça, constranger pessoa presa, 
causando-lhe sofrimento psicológico.
a) e a vítima for adolescente, o crime será qualificado.
b) estará configurada uma causa de aumento de pena.
c) a critério do juiz, a condenação poderá acarretar a perda do cargo.
d) provado o fato, a pena será de detenção.
e) quem presenciar o crime e se omitir, incorrerá na mesma pena do agente.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
a) Errada. É causa de aumento de pena.
c) Errada. É efeito automático da sentença.
d/e) Erradas. Apenas a tortura-omissão prevê pena de detenção.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
Letra b.
012. 012. (CESPE/PGE-SE/PROCURADOR DO ESTADO/2017) No que concerne ao crime de tortura, 
assinale a opção correta.
a) O indivíduo que se omite ante a prática de tortura quando deveria evitá-la responde 
igualmente pela conduta realizada.
b) A legislação especial brasileira concernente à tortura aplica-sesomente aos crimes 
ocorridos em território nacional.
c) No crime de tortura, a prática contra adolescente é causa de aumento de pena de um 
sexto até um terço.
d) A condenação de funcionário público por esse crime gera a perda do cargo, desde que a 
sentença assim determine e que a pena aplicada seja superior a quatro anos.
e) A submissão de pessoa presa a sofrimento físico ou mental por funcionário público que 
pratique atos não previstos em lei exige o dolo específico.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
a) Errada. Apenas a tortura-omissão prevê pena de detenção.
b) Errada.
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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d) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
e) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança 
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultante de medida legal.
Nesse crime, não há nenhum especial fim de agir.
Letra c.
013. 013. (CESPE/PC-PE/AGENTE DE POLÍCIA/2016) Rui e Jair são policiais militares e realizam 
constantemente abordagens de adolescentes e homens jovens nos espaços públicos, para 
verificação de ocorrências de situações de uso e tráfico de drogas e de porte de armas. Em 
uma das abordagens realizadas, eles encontraram José, conhecido por efetuar pequenos 
furtos, e, durante a abordagem, verificaram que José portava um celular caro. Jair começou 
a questionar a quem pertencia o celular e, à medida que José negava que o celular lhe 
pertencia, alegando não saber como havia ido parar em sua mochila, começou a receber 
empurrões do policial e, persistindo na negativa, foi derrubado no chão e começou a ser 
pisoteado, tendo a arma de Rui direcionada para si. Como não respondeu de forma alguma 
a quem pertencia o celular, José foi colocado na viatura depois de apanhar bastante, e os 
policiais ficaram rodando por horas com ele, com o intuito de descobrirem a origem do 
celular, mantendo-o preso na viatura durante toda uma noite, somente levando-o para a 
delegacia no dia seguinte.
Nessa situação hipotética, à luz das leis que tratam dos crimes de tortura e de abuso de 
autoridade e dos crimes hediondos.
a)os policiais cometeram o crime de tortura, que, no caso, absorveu o crime de lesão corporal.
b) os policiais cometeram somente crime de abuso de autoridade e lesão corporal.
c) o fato de Rui e Jair serem policiais militares configura causa de diminuição de pena.
d) os policiais cometeram o tipo penal denominado tortura-castigo.
e) caso venham a ser presos cautelarmente, Rui e Jair poderão ser soltos mediante o 
pagamento de fiança.
À luz do princípio da consunção, a lesão corporal foi absorvida pelo crime-fim (tortura) e 
o agente somente responderá por este crime.
Letra a.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
014. 014. (CESPE/DPE-RN/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2015) Assinale a opção correta no 
que se refere a revisão criminal, crime de tortura, nulidades, execução penal, prerrogativas 
e garantias relacionadas com o processo penal.
a)A condenação de policial civil pelo crime de tortura acarreta, como efeito automático, 
independentemente de fundamentação específica, a perda do cargo público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
b) A ausência de intimação da expedição de carta precatória para a inquirição de testemunhas 
gera, segundo entendimento sumulado do STF, nulidade absoluta, por cerceamento de 
defesa e violação do devido processo legal.
c) Para impugnar decisão do juiz da execução penal que unifique as penas impostas ao 
sentenciado, é cabível a interposição de recurso em sentido estrito.
d) A ação de revisão criminal deve ser ajuizada no prazo decadencial de dois anos, contados 
do trânsito em julgado da sentença condenatória.
e) Segundo o entendimento do STJ, à DP, quando ela atua na qualidade de assistente de 
acusação, representando a vítima de determinado crime em uma ação penal, não se aplica 
a prerrogativa institucional da concessão de prazo em dobro para a realização de atos 
processuais.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Quando a lei fala em efeito automático da condenação, isso significa que, ainda que não 
haja uma fundamentação explícita do magistrado, ocorrerá a perda do cargo ou função e 
interdição pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra a.
015. 015. (CESPE/DEPEN/AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – ÁREA 3/2015) Com base na Lei 
Antitortura e na Lei contra Abuso de Autoridade, julgue o item subsequente.
SITUAÇÃO HIPOTÉTICA: Um servidor público federal, no exercício de atividade carcerária, 
colocou em perigo a saúde física de preso em virtude de excesso na imposição da disciplina, 
com a mera intenção de aplicar medida educativa, sem lhe causar sofrimento.
ASSERTIVA: Nessa situação, o referido agente responderá pelo crime de tortura.
Como não causou sofrimento, não haverá crime de tortura. Nesse caso, o agente poderá 
responder por outros crimes, por exemplo, o crime de maus tratos.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
Errado.
016. 016. (CESPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2015) Em relação aos crimes contra a fé 
pública, aos crimes contra a administração pública, aos crimes de tortura e aos crimes 
contra o meio ambiente, julgue o item a seguir.
Caracteriza uma das espécies do crime de tortura a conduta consistente em, com emprego 
de grave ameaça, constranger outrem em razão de discriminação racial, causando-lhe 
sofrimento mental.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
I – Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaraçãoou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
c) em razão de discriminação racial ou religiosa.
Pena – reclusão, de dois a oito anos.
Certo.
017. 017. (CESPE/DPF/CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL – PERITO CRIMINAL FEDERAL – CARGO 
10/2013) Tendo em vista que o médico-legista deve descrever, em seu laudo, as lesões 
que eventualmente encontrar, e cuja natureza jurídica pode ser leve, grave e gravíssima, 
ou, ainda, lesão corporal seguida de morte, em conformidade com o art. 129 do Código 
Penal, julgue o item que se segue.
A legislação brasileira define tortura como constrangimento com emprego de violência ou 
grave ameaça, de modo a causar sofrimento, para se obter informação, ou para provocar 
ação ou omissão, com o objetivo de discriminação racial, religiosa ou ainda como forma de 
castigo.
Apesar da péssima redação, a questão está correta, tortura é o constrangimento com emprego 
de violência ou grave ameaça, de modo a causar sofrimento, para se obter informação, ou 
para provocar ação ou omissão, com o objetivo de discriminação racial, religiosa ou ainda 
como forma de castigo.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
018. 018. (CESPE/PC-DF/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2013) Em relação aos crimes de tortura (Lei n. 
o 9.455/1997), aos crimes contra as relações de consumo (Lei 8.078/1990) e aos juizados 
especiais criminais (Lei 9.099/1995), julgue os itens que se seguem.
Considere a seguinte situação hipotética.
O agente carcerário X dirigiu-se ao escrivão de polícia Y para informar que, naquele instante, 
o agente carcerário Z estava cometendo crime de tortura contra um dos presos e que Z 
disse que só pararia com a tortura depois de obter a informação desejada.
Nessa situação hipotética, se nada fizer, o escrivão Y responderá culposamente pelo crime 
de tortura.
Responderá por tortura-omissão. Não há previsão de tortura culposa.
Errado.
019. 019. (CESPE/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA – ESPECÍFICOS/2011) Com relação à legislação 
especial, julgue o item que se segue. No crime de tortura em que a pessoa presa ou sujeita 
a medida de segurança é submetida a sofrimento físico ou mental, por intermédio da 
prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal, não é exigido, para 
seu aperfeiçoamento, especial fim de agir por parte do agente, bastando, portanto, para 
a configuração do crime, o dolo de praticar a conduta descrita no tipo objetivo.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança 
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultante de medida legal.
Nesse crime não há nenhum especial fim de agir.
Certo.
020. 020. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/AGENTE DE POLÍCIA/2022) Assinale a alternativa que descreve 
corretamente um dos tipos penais classificados como crimes de tortura.
a) Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento 
físico ou mental em razão de discriminação sexual ou ideológica.
b) Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem, resultando em perda ou inutilização 
do membro, sentido ou função.
c) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, 
por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite ou a 
fazer o que ela não manda.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
d) Submeter pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, 
por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.
e) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para 
si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de 
fazer alguma coisa.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança 
a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não 
resultante de medida legal.
Nesse crime não há nenhum especial fim de agir.
Letra d.
021. 021. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO/2022) O crime de tortura 
e suas circunstâncias são tipificados em lei penal especial. Sobre o delito em questão, 
assinale a alternativa correta.
a) Se do crime de tortura resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é 
de reclusão de seis a doze anos; se resulta morte, a reclusão é de doze a trinta anos.
b) A condenação pelo crime de tortura acarreta a suspensão temporária do cargo, função 
ou emprego público do sentenciado.
c) O crime de tortura não é afiançável pela autoridade policial, mas o é pela autoridade 
judiciária.
d) A pena do crime de tortura será aumentada de um sexto até um terço se o fato delituoso 
for cometido por agente público.
e) O crime de tortura é suscetível de indulto individual ou coletivo, mas não de anistia.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
a) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de 
reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
b) Errada.
A condenação pelo crime de tortura acarreta a perda do cargo, função ou emprego público.
c/e) Erradas.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
Letra d.
022. 022. (FCC/DPE-MT/DEFENSOR PÚBLICO DE 1ª CLASSE/2022) Configura causa de aumento 
de pena do crime de tortura aquele praticado.
a)com intenso sofrimento físico ou mental.
b) por agente público na qualidade de sujeito ativo.
c) contra pessoa presa ou sujeita à medida de segurança.
d) em razão de discriminação racial.
e) prevalecendo-se de relações domésticas.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
Letra b.
023. 023. (FGV/SEJUSP-MG/AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIO – EDITAL N. 02/2022) Em 
certo presídio, foi encontrado um apetrecho que permitia aplicar choques, com a inscrição 
“DIREITOS HUMANOS”.
Após a devida investigação,por meio de uma câmera do circuito interno de televisão, 
verificou-se que o agente de segurança penitenciário Gabriel fez uso do apetrecho contra o 
preso José, para que ele delatasse outros presos que teriam recebido celulares no presídio 
de forma ilícita. Comprovou-se, também, que o Diretor Geral do presídio teve conhecimento 
e detinha provas do fato, mas nada fez para apurá-lo e aplicar as devidas punições a Gabriel.
Diante desse cenário e à luz da Lei n. 9.455/1997, assinale a afirmativa correta.
a) O crime cometido por Gabriel é insuscetível de fiança, embora suscetível de concessão 
de graça.
b) O juiz, caso condene Gabriel, poderá fixar o regime semiaberto para início do cumprimento 
da pena.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
c) O Diretor Geral incorre nas mesmas penas que Gabriel, em razão de sua omissão.
d) Gabriel, caso condenado, terá aplicada uma causa de aumento de pena, por ser agente 
público.
e) A condenação de Gabriel acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a 
interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
a) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
b) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do §2º, 
iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
c) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever 
de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
e) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra d.
024. 024. (VUNESP/PC-RR/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/2022) Sobre a Lei n. 9.455/1997 – Crimes 
de Tortura, é correto afirmar que
a) o crime de tortura admite a forma culposa.
b) somente o agente público pode ser autor de crime de tortura.
c) o condenado por crime previsto nessa Lei cumprirá a pena integralmente em regime 
fechado.
d) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
e) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
a) Errada.
Não existe o crime de tortura culposa.
b) Errada.
Em regra, a tortura é crime comum (podendo ser praticado por qualquer pessoa). Entretanto, 
a modalidade de TORTURA-CASTIGO é um crime próprio, pois somente pode ser praticado 
por quem tenha o dever de guarda ou exerça poder ou autoridade sobre a vítima.
c) Errada.
Inicialmente será em regime fechado (e não integralmente).
e) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra d.
025. 025. (CONSULPLAN/MPE-PA/ANALISTA JURÍDICO/2022) A Lei n. 9.455/1997 define os crimes 
de tortura e dá outras providências. A partir das disposições prescritas no aludido diploma 
legal, pode-se afirmar que:
a) Muito embora seja afiançável, o crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia.
b) Inadmite-se a prática do crime de tortura pela via omissiva, tão somente pela via comissiva.
c) A pena aumenta-se, necessariamente, se o crime de tortura for cometido por agente 
público.
d) O condenado por crime de tortura, em quaisquer de suas modalidades, iniciará o 
cumprimento da pena em regime fechado.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
a) Errada. A tortura é inafiançável.
b) Errada. Admite-se a prática do crime de tortura por omissão.
d) Errada.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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Lei 9.455/97, art. 1º §7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do §2º, 
iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
Lei 9.455/97, art. 1º §2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever 
de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
A previsão não se aplica para tortura-omissão.
Letra c.
026. 026. (IBFC/PC-BA/INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL/2022) “Constranger alguém com emprego 
de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental ou submeter 
alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, 
a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo”, constitui crime de tortura. Sobre o crime de tortura, assinale a 
alternativa incorreta.
a) O ato de constranger previsto no crime de tortura pode se dar com a finalidade de obter 
informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; com a intenção de 
provocar ação ou omissão de natureza criminosa; ou ainda, em razão de discriminação 
racial ou religiosa.
b) A pena prevista para o crime de tortura é de reclusão, de dois a oito anos.
c) Se no crime de tortura o resultado é a lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, 
a pena é de reclusão de seis a doze anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis 
anos.
d) A pena para o crime de tortura é aumentada de um sexto até um terço, se o crime 
é cometido por agente público ou se é cometido contra criança, gestante, portador de 
deficiência, adolescente ou mais de sessenta anos, ou ainda, se o crime é cometido mediante 
sequestro.
e) Por força do §6º, do art. 1º da lei de Tortura, o crime de tortura é inafiançável e insuscetível 
de graça e anistia.
Penas do crime de tortura:
Regra geral: RECLUSÃO de 2 a 8 anos.
Tortura-omissão: DETENÇÃO de 1 a 4 anos.
Tortura qualificada pela lesão corporal grave ou gravíssima: reclusão de 4 a 10 anos.
Tortura qualificada pela morte: reclusão de 8 a 16 anos.
Letra c.
027. 027. (FGV/SEFAZ-BA/AGENTE DE TRIBUTOS ESTADUAIS/ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/2022) 
José, após longa apuração, foi acusado pelo Ministério Público da prática do crime de tortura 
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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no exercício de suas funções públicas. Considerando a robustez das provas existentes, 
consultou o seu advogado a respeito das consequências de eventual condenação criminal, 
mais especificamente em relação à sua situação funcional, pois ocupava cargo de provimento 
efetivo no âmbito do Poder Executivo do Estado Alfa.
O advogado respondeu corretamente que, ante os termos da Lei n. 9.455/1997, José
a) deve perder o cargo de provimento efetivo e não mais poderá ingressar no serviço público, 
mesmo após o período de cinco anos de reabilitação penal.
b) ficará suspenso do cargo de provimento efetivo durante o período de cumprimento da 
pena, não tendo direito à remuneração correspondente.
c) deve perder o cargo de provimento efetivo, mas não há óbice a que reingresse no serviço 
público, a qualquer tempo, caso preencha os requisitos exigidos.
d) deve perder o cargo de provimento efetivo, e sofrerá a interdição para o exercício de 
cargo, função ou emprego público pelo dobro do prazo da pena aplicada.
e) terá a sua situação funcional apreciada pela autoridade administrativa competente, que 
somente não aplicará a sanção de perda do cargo se houver bons antecedentes.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra d.
028. 028. (IBADE/PREFEITURA DE SÃO PAULO – SP/GUARDA CIVIL METROPOLITANO/2022) O crime 
de tortura é:
a) suscetível de anistia.
b) de menor potencial ofensivo.
c) imprescritível.
d) hediondo.
e) equiparado a hediondo.
CF/88 Art. 5º XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem.
Letra e.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
029. 029. (CPCON/PREFEITURA DE SOUSA – PB/GUARDA MUNICIPAL/2022) Sobre o crime de 
tortura, é CORRETO afirmar:
a) O crime de tortura é afiançável e insuscetível de graça ou anistia.
b) Apesar da condenação no crime de tortura, isso não acarretará a perda do cargo, função 
ou emprego público.
c) Ocorre aumento da pena de um sexto até um terço se o crime é cometido por agente 
público.
d) Constitui crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave 
ameaça, desde que lhe cause sofrimento apenas físico.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
a) Errada. O crime de tortura é inafiançável.
b) Errada. A acarretará a perda do cargo, função ou emprego público.
d) Errada. O sofrimento pode ser mental.
Letra c.
030. 030. (UECE-CEV/PREFEITURA DE SOBRAL – CE/GUARDA MUNICIPAL/2022) O crime de tortura:
a) é inafiançável sempre.
b) é, em regra, afiançável.
c) pode ser anistiado.
d) pode ser suscetível de graça.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
Letra a.
031. 031. (FUNDATEC/SUSEPE-RS/2022/AGENTE PENITENCIÁRIO) Octávio, policial penal, com o 
objetivo de castigar o preso Daniel, que estava sob a sua custódia, aplicou diversos golpes, 
com uma tonfa, no corpo do detento, causando-lhe intenso sofrimento físico. O fato foi 
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
descoberto e confirmado em juízo, resultando na condenação de Octávio, com trânsito em 
julgado, pela prática do crime de tortura, no exercício de suas funções. Com base na Lei n. 
9.455/1997, assinale a alternativa correta.
a) A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
b) A condenação com trânsito em julgado não acarretará a perda automática do cargo 
público, sendo necessária a fundamentação específica no caso concreto.
c) A condenação acarretará a perda do cargo, do mandato ou da função pública e a inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 a 5 anos.
d) A condenação acarretará a perda do cargo, do mandato ou da função pública e a inabilitação 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, por até 5 anos.
e) Não há previsão de perda do cargo na lei que define os crimes de tortura.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra a.
032. 032. (FUNDATEC/SUSEPE-RS/– AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) Com base na Lei n. 9.455/1997, 
que define os crimes de tortura, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O crime de tortura é inafiançável.
b) O crime de tortura é insuscetível de graça ou anistia.
c) O condenado por crime previsto na lei de tortura iniciará o cumprimento da pena em 
regime fechado.
d) Aquele que se omite em face das condutas descritas na lei de tortura, quando tinha o 
dever de evitá-las ou apurá-las incorre em crime.
e) A lei de tortura aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território 
nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição 
brasileira.
Diferente do CESPE, a FUNDATEC considerou o entendimento do STJ.
STJ: “É flagrante o constrangimento ilegal em relação à fixação do regime inicial fechado 
com base no art. 1º, §7º, da Lei de Tortura”.
a/b) Certas.
Lei 9.455/97, art. 1º §6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
d) Errada.
Lei 9.455/97, art. 1º §2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever 
de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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e) Errada.
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
Letra c.
033. 033. (SELECON/SEJUSP-MG/AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) No tocante aos crimes de 
tortura previstos na Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, é correto afirmar que:
a) o início do cumprimento da pena será em regime fechado para o agente que se omitir em 
face do sofrimento físico e mental de pessoa presa provocado por outrem, quando tinha 
o dever de evitá-lo ou apurá-lo
b) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia e sua pena é reclusão 
de quatro a dez anos
c) haverá aumentode pena em um sexto até um terço se o crime for cometido mediante 
sequestro
d) a condenação pelo crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego 
público e a interdição para seu exercício pela metade do prazo da pena aplicada
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
Letra c.
034. 034. (SELECON/SEJUSP-MG/AGENTE PENITENCIÁRIO/2022) Carlos, brasileiro, está preso 
nos Estados Unidos pela prática de um crime em solo americano. Por ser negro, é submetido 
a grave sofrimento mental – mas não a sofrimento físico – imposto por funcionários da 
penitenciária americana na qual se encontra custodiado. Nesse contexto, é correto afirmar 
que o comportamento praticado pelos funcionários da penitenciária configura – pela lei 
brasileira – crime de:
a) tortura, que não poderá ser julgado no Brasil
b) tortura, que poderá ser julgado no Brasil
c) abuso de autoridade, que não poderá ser julgado no Brasil
d) abuso de autoridade, que poderá ser julgado no Brasil
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
Lei 9.455/97, art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido 
em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob 
jurisdição brasileira.
A Lei de Crimes de Tortura, ao prever sua incidência mesmo sobre crimes que tenham 
sido cometidos fora do território nacional, estabelece hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada.
Letra b.
035. 035. (IBADE/ISE-AC/AGENTE SOCIOEDUCATIVO/2021) Sobre o crime de tortura, previsto 
na Lei 9.455/97, é correto afirmar que:
a) Aceita fiança.
b) Pode ser anistiado.
c) Não pode ser praticado por agente público.
d) A pena é aumentada se cometido contra criança ou adolescente.
e) A pena é diminuída se cometido mediante sequestro.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§4º Aumenta-se a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço):
I – se o crime é cometido por agente público;
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou 
maior de 60 (sessenta) anos;
III – se o crime é cometido mediante sequestro.
Letra d.
036. 036. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) De acordo com a 
Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, e suas alterações, o crime de tortura:
a) atrai pena de detenção, de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, e multa.
b) tem a pena aumentada de um sexto até a metade se o crime for praticado contra criança.
c) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
d) apesar de inafiançável, o crime de tortura é suscetível de graça ou anistia.
Lei 9455/97 Art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra c.
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037. 037. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Na chamada 
tortura para a prática de crime, a consumação ocorre:
a) quando é obtida em razão de discriminação racial ou religiosa.
b) apenas quando ocorre lesão corporal de natureza grave ou gravíssima na vítima.
c) apenas quando a violência ou a grave ameaça causar sofrimento físico na vítima.
d) quando a violência ou a grave ameaça causar sofrimento físico ou mental na vítima.
A tortura se consuma quando a violência ou a grave ameaça causar sofrimento físico ou 
mental na vítima, ainda que o objetivo final não seja atingido.
Letra d.
038. 038. (CETAP/SEAP – PA/– POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Ainda sobre a 
Lei n. 9.455, de 07 de abril de 1997, e suas alterações, aquele que se omite em face das 
condutas que constituem crime de tortura, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las:
a) incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
b) a pena é de reclusão de quatro a dez anos.
c) a pena é reduzida em até um terço.
d) não será penalizado, vez que não há penalidade prevista na lei para essa conduta.
Aquele que pratica a tortura-omissão incorre na pena de detenção de um a quatro anos
Letra a.
039. 039. (CETAP/SEAP – PA/POLICIAL PENAL – AGENTE PENITENCIÁRIO/2021) Em conformidade 
com a Lei n. 9.455, de 07 de abril de 1997, e suas alterações, o crime de tortura, se cometido 
por agente público:
a) deixa de ser inafiançável.
b) é suscetível de graça ou anistia.
c) iniciará o cumprimento da pena em regime semi-aberto.
d) tem a pena aumentada de um sexto até um terço.
Aumenta-se a pena de um sexto até um terço se o crime é cometido por agente público.
Letra d.
040. 040. (PM-MT/PM-MT/SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR/2021) A Lei n. 9.455/1997 define 
como crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, 
causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação da vítima ou de 
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Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
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terceira pessoa. Segundo as disposições legais acerca do tema, aquele que se omite, em 
face da prática de tal conduta, quando tinha o dever de evitá-la ou apurá-la,
a)se for agente público, somente responderá na esfera cível por ato de improbidade 
administrativa.
b) responde pelo crime de omissão de socorro, nos termos da legislação penal.
c) incorre na mesma pena de quem praticou o ato.
d) se condenado, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
e) incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
Aquele que pratica a tortura-omissão incorre na pena de detenção de um a quatro anos
Letra e.
041. 041. (FCC/DPE-GO/DEFENSOR PÚBLICO/2021) O crime de tortura:
a) é praticado pela autoridade competente que decretar a condução coercitiva de investigado 
manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo.
b) pode ser praticado por omissão daquele que tem o dever de apurar a conduta de quem 
submete pessoa presa a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei, e não o faz.
c) possui eficácia preventiva escassa, por restringir a autoria a agente público, e faz com 
que o Brasil descumpra suas obrigações internacionalmente acordadas.
d) enseja o reconhecimento do concurso material de crimes, se cometido mediante sequestro.
e) é inafiançável e insuscetível de aplicação de penas restritivas de direitos em substituição 
à pena privativa de liberdade.
Lei 9.455/97, art. 1º Constitui crime de tortura:
§2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-
las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
Letra b.
042. 042. (IBADE/IAPEN – AC/ADVOGADO/2021) Conforme a Lei n. 9455, de 07/04/1997,que 
define os crimes de tortura e dá outras providências, marque a alternativa CORRETA.
a) Não há previsão de pena para quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de 
segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em 
lei ou não resultante de medida legal
b) O crime de tortura é afiançável
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Noções de direiTos humaNos
Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
Daniel Barbosa
c) A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição 
para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada
d) Diminui-se a pena se o crime é cometido por agente público
e) Aquele que se omite em face das condutas descritas na lei, quando tinha o dever de 
evitá-las ou apurá-las, não incorre em pena.
Lei 9.455/97, art. 1º §5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Letra c.
043. 043. (FGV/PC-RN/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL SUBSTITUTO/2021) A Lei n. 9.455/1997 
tipifica o crime de tortura e aponta as suas diversas espécies. Sobre o delito em questão, 
analise as afirmativas a seguir.
I – admite tentativa;
II – é insuscetível de graça ou anistia, mas permite o indulto;
III – pode ser praticado por conduta comissiva ou omissiva.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I;
b) III;
c) I e II;
d) I e III;
e) II e III.
I – Certa. No crime de tortura é admissível a tentativa.
II – Errada. Não admite o indulto.
III – Certa. A tortura pode ser praticada por ação ou omissão.
Letra d.
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	Sumário
	Lei n. 9.455/1997 – Lei de Tortura
	1. Previsão Normativa
	2. Competência
	3. Prescritibilidade
	4. Crimes Previstos na Lei n. 9.455/1997
	4.1. Crime do Art. 1º, I, da Lei n. 9.455/1997
	4.2. Tortura-castigo
	4.3. Figura Equiparada
	4.4. Tortura-omissão/Imprópria
	5. Qualificadoras dos Crimes de Tortura
	6. Causas de Aumento de Pena
	7. Efeitos Automáticos da Condenação
	8. Vedação à Liberdade Provisória com Fiança
	9. Insuscetibilidade de Graça, Anistia e Indulto
	10. Regime Inicial de Cumprimento de Pena
	11. Extraterritorialidade Incondicionada da Lei Penal Brasileira
	12. Tortura x Improbidade Administrativa
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado

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