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Prévia do material em texto

Língua Portuguesa; Literatura; Noções de Língua Inglesa; Noções de Direito; 
Direitos Humanos; Raciocínio Lógico-Matemático;
2º SIMULADO
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SOLDADO 2ª CLASSE
ASSINATURA DO CANDIDATO
INSTRUÇÕES AOS CANDIDATOS:
 1. Prova sem consulta. 
 2. Abra este caderno de prova somente quando autorizado. 
 3. Esta prova contém 50 (cinquenta) questões, valendo 2,5 (dois e meio) pontos cada e valor total de 
100 (cem) pontos. 
 4. Para cada questão existe somente uma resposta correta. 
 5. Responda as questões e marque a opção desejada na folha de respostas, usando caneta esferográ-
fica (tinta azul ou preta), de corpo transparente. Proibido o uso de lápis ou similares. 
 6. Não será admitido qualquer tipo de rasura na folha de respostas. As questões rasuradas, em branco 
ou com dupla marcação serão consideradas nulas para o candidato. 
 7. O tempo máximo permitido para a realização das provas de conhecimentos (objetiva e dissertativa) 
será de 4 (quatro) horas, assim distribuídas: a) das 08h30min às 11h30min: resolução da prova objetiva 
e o preenchimento da folha de respostas; b) das 11h31min às 12h30min: confecção da redação e trans-
crição na respectiva folha de resposta. 
 8. É proibido o porte e a posse, na sala de prova, de aparelhos e equipamentos eletrônicos, telefones 
celulares, computadores, relógios de qualquer tipo, alarmes de veículo e similares. 
 9. Iniciadas as provas, os candidatos somente poderão deixar a sala, e a esta retornar, exclusivamente 
para uso de sanitários ou bebedouros, depois de transcorrido o tempo mínimo de 1h, e devidamente 
acompanhados por fiscal do concurso. 
10. Ao final da prova, entregue ao aplicador a folha de redação e o caderno de provas, devidamente 
preenchidos, conferidos e assinados.
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CIDADE:
NOME:
IDENTIDADE:CPF:
SALA:LOCAL DE PROVA:
FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA
LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO!
INSTRUÇÕES GERAIS
● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. 
● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente 
a antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe 
apenas UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. 
● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher 
o cartão-resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho 
de PREENCHER GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da 
prova. Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não 
se preocupe: o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado.
– Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): 
marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo 
designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder 
a uma determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste 
estilo de banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. 
Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de 
ser no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta 
em caso de respostas erradas.
– Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: 
marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É 
preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão 
com respostas em branco.
● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um 
e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura 
Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem 
exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno.
● Não serão realizadas correções individuais das provas discursivas.
Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail:
treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. 
Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação.
Desejamos uma excelente prova!
DIRETORIA DE PRODUÇÃO EDUCACIONAL
PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIVERSOS
FICHA TÉCNICA DO MATERIAL
grancursosonline.com.br
CÓDIGO:
2422023635
TIPO DE MATERIAL:
Simulado Preparatório
NUMERAÇÃO:
2º Simulado
NOME DO ÓRGÃO:
Polícia Militar do Estado de Minas Gerais
PM/MG
CARGO:
 Soldado 2ª Classe
MODELO/BANCA:
CRS (PM/MG)
EDITAL:
Pós-Edital
DATA DE APLICAÇÃO:
3/2023
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:
5/2023
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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LÍNGUA PORTUGUESA
FIDELIS ALMEIDA
Texto para responder às questões de 1 a 19.
Não traiam o Machado
Otto Lara Resende
 � Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de Dom Casmurro, 
na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhe-
cido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as re-
soluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, 
como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.
 � A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho para-
noicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de Capitu. Apa-
receu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. 
Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada 
como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático pra descansar o espírito numa 
hora de folga e tédio.
 � Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão 
cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se 
apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Su-
posta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos? Dom Casmurro saiu em 1900. Machado morreu 
em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
 � Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por 
amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar 
o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate 
indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do su-
bentendido, virtuose da meia palavra, do understatement, Machado jamais desabaria 
numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério.
 � Mas, se querem, o flagrante está no capítulo 113, Embargos de terceiros. No an-
terior capítulo 106, Dez libras esterlinas, Capitu revela os escondidos encontros com 
Escobar. Bentinho era estéril – precisa prova maior? De onde então essa ideia pateta 
de um Bentinho ingênuo e ciumento? Não é uma simples suspeita que está no capítu-
lo 99, O filho é a cara do pai. D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo. Está 
na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo avesso. Ensi-
nar errado é pecado capital. Ouçam o Dalton. Quem insistir na tese do “enigma” não 
lhe dirija a palavra. E de lambugem não me cumprimente. Machado merece respeito!
Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9502/nao-traiam-o-machado. Texto adaptado. Acesso 
em 17 de fevereiro de 2023.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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1ª QUESTÃO – Considerando-se as ideias apresentadas, é correto entender:
A. ( ) Os romances de Machado de Assis são populares entres os jovens que irão 
prestar vestibular.
B. ( ) Dalton Trevisan é adepto da ideia de que Bentinho era demasiado ciumento, 
embora admita que Capitu possa, de fato, ter cometido a traição.
C. ( ) A ideia de que o ciúme de Bentinho era injustificado, pois Capitu não o traía,é 
rechaçada pelo texto.
D. ( ) O romance Dom Casmurro apresenta indícios para entender que Capitu não 
traiu Bentinho, tomado de doentio ciúme.
2ª QUESTÃO – Ao longo do texto, o autor apresenta alguns argumentos em favor da 
ideia de que Capitu realmente traiu Bentinho. Não constitui um desses indícios:
A. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” (l.18)
B. ( ) “Bentinho era estéril – precisa prova maior?” (l.27)
C. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
3ª QUESTÃO – “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a 
meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fo-
vest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira 
tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.” (l.2-5)
Respectivamente os vocábulos destacados no período acima são morfologicamente 
classificados como
A. ( ) pronome, pronome, conjunção integrante.
B. ( ) advérbio, conjunção, pronome.
C. ( ) conjunção, pronome, conjunção.
D. ( ) preposição, pronome, advérbio.
4ª QUESTÃO – “No anterior capítulo 106, Dez libras esterlinas, Capitu revela os escon-
didos encontros com Escobar.” (l.25-27)
A função sintática do termo destacado em negrito é a de
A. ( ) adjunto adnominal.
B. ( ) objeto indireto.
C. ( ) adjunto adverbial
D. ( ) complemento nominal.
5ª QUESTÃO – Entre as orações destacadas, exerce função sintática de sujeito
A. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
B. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan...” (l.12-13)
C. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos?” (l.16-17)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
6ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado no período é mor-
fologicamente conjunção integrante.
A. ( ) “Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no ‘Fovest 
92’, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de manei-
ra tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.” (l.3-5)
B. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho 
paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de 
Capitu.” (l.6-7)
C. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático pra descansar o es-
pírito numa hora de folga e tédio.” (l.9-11)
D. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de 
mão cheia e olho agudíssimo.” (l.12-14)
7ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a primeira vírgula não isola aposto.
A. ( ) “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a menina-
da.” (l.2-3)
B. ( ) “...de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual 
Otelo, está fundamentada em O enigma de Capitu.” (l.6-7)
C. ( ) “... é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo.” (l.13-14)
D. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
8ª QUESTÃO – São graficamente acentuados segundo a mesma regra:
A. ( ) “capítulos” (l.1), “Português” (I.2), “saíram” (l.4)
B. ( ) “está” (l.7), “terá” (l.9), “próprio” (l.13)
C. ( ) “história” (l.12), “adultério” (l.18), “ingênuo” (l.28)
D. ( ) “despropósito” (l.16), “estéril” (l.27), “avó” (l.29)
9ª QUESTÃO – Não constitui uma oração a expressão destacada em:
A. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho 
paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de Capi-
tu.” (l.6-7)
B. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos?” (l.16-17)
C. ( ) “Não é uma simples suspeita que está no capítulo 99, O filho é a cara do 
pai.” (l.28-29)
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo 
avesso.” (l.29-30)
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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10ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a oração destacada no trecho não exem-
plifica oração reduzida.
A. ( ) “Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 
1967.” (l.7-8)
B. ( ) “...um joguinho enigmático pra descansar o espírito numa hora de folga e 
tédio.” (l.10-11)
C. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan...” (l.12-13)
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo 
avesso.” (l.29-30)
11ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o autor empregou linguagem figurada 
no trecho.
A. ( ) “Dois capítulos de Dom Casmurro, na prova de Português aí em São Paulo.” (l.1-2)
B. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda...” (l.9)
C. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” (l.18)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
12ª QUESTÃO – O vocábulo destacado em negrito desempenha função sintática em:
A. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
B. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado...” (l.12-13)
C. ( ) “Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: ‘Casada, teve por 
amante o maior amigo do marido’.” (l.19-20)
D. ( ) “Mas, se querem, o flagrante está no capítulo 113, Embargos de terceiros.” (l.25)
13ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a expressão destacada não exemplifica 
advérbio ou locução adverbial.
A. ( ) “...a prova não apenas opta pela versão do ciúme...” (l.4)
B. ( ) “Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes...” (l.7-8)
C. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada...” (l.12)
D. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito...” (l.16)
14ª QUESTÃO – O texto Não traiam o Machado pertence ao gênero crônica em razão de
A. ( ) apresentar a defesa de um ponto de vista, com base em argumentos.
B. ( ) narrar eventos, ordenando-os de forma que sejam compreendidos pelo leitor.
C. ( ) analisar criticamente um fato comum, construindo concepções baseadas em ar-
gumentos, de forma humorada e descontraída.
D. ( ) descrever situações que envolvem um ou mais personagens.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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15ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada não pertence 
ao modo indicativo.
A. ( ) “Se entendi bem as questões propostas e as resoluções...” (l.3-4)
B. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda...” (l.9)
C. ( ) “Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.” (l.20)
D. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
16ª QUESTÃO – Entre as palavras destacadas, foi formada por um processo distinto 
das demais:
A. ( ) “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a menina-
da.” (l.2-3)
B. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho para-
noicamente ciumento qual Otelo...” (l.6-7)
C. ( ) “...que terá sido levantada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
D. ( ) “...é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo.” (l.13-14)
17ª QUESTÃO – Considerando-se o contexto em que foi empregado, o vocábulo“imber-
bes” (l.17) significa
A. ( ) sem experiência.
B. ( ) iniciantes.
C. ( ) sem barba.
D. ( ) ingênuos.
18ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o autor emprega figura de linguagem na 
estruturação da frase.
A. ( ) “Mais uma vez Machado de Assis no vestibular.” (l.1)
B. ( ) “Machado morreu em 1908.” (l.17-18)
C. ( ) “Bentinho era estéril – precisa prova maior?” (l.27)
D. ( ) “Quem insistir na tese do 'enigma' não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
19ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a expressão destacada é corretamente 
substituída por um pronome, conforme a norma-padrão.
A. ( ) “...e tão mal contada que desmente o próprio Machado...” (l.12-13) ➝ ...e tão mal 
contada que desmente-o...
B. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” 
(l.18) ➝ Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negá-lho.
C. ( ) “...Capitu revela os escondidos encontros com Escobar.” (l.26-27) ➝ ...Capitu 
revela-os.
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo aves-
so.” (l.29-30) ➝ Está na cara que nenhuma razão justifica virar-lhes pelo avesso.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
20ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a frase não apresenta vício de linguagem.
A. ( ) O governador foi convidado para a inauguração da nova sede do governo.
B. ( ) Pela manhã os turistas viram o incêndio do prédio.
C. ( ) A boca dela proferiu duras palavras contra seus amigos.
D. ( ) O mais belo livro da biblioteca era guardado em um esconderijo.
LITERATURA
ANDRÉA CERQUEIRA
21ª QUESTÃO – Triste Fim de Policarpo Quaresma é o romance mais famoso escrito por 
Lima Barreto. Leia o fragmento abaixo, pertencente ao romance em questão, e marque 
alternativa correta.
 � De acordo com sua paixão dominante, Quaresma estivera muito tempo a meditar 
qual seria a expressão poético-musical característica da alma nacional. Consultou 
historiadores, cronistas e filósofos e adquiriu a certeza que era a modinha acompa-
nhada pelo violão. [...] Ricardo vinha justamente dar-lhe lição mas, antes disso, por 
convite especial do discípulo, ia compartilhar o seu jantar; e fora por isso que o famo-
so trovador chegou mais cedo à casa do subsecretário.
 � [...]
 � E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: 
a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “é, é, 
não há dúvida” – rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta 
que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a ad-
quirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
 � Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor. 
Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, 
quaresmas lutulentas, manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos 
campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente 
nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias – flores exóticas; as nossas 
terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes, como aquelas que 
ele tinha ali.
BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 23. ed. São Paulo. Ática, 2019.
A. ( ) A paixão e a valorização de tudo que é nacional levaram Quaresma a se indispor 
com Ricardo Coração dos Outros, trovador de modinhas.
B. ( ) O narrador manifesta ironicamente sua opinião a respeito do jardim do Major.
C. ( ) Ainda sobre o jardim, o Major não se preocupava muito com a origem brasileira 
de suas rosas.
D. ( ) Conforme o primeiro parágrafo, o que havia de mais importante no mundo para 
o Major era a música.
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22ª QUESTÃO – Leia o requerimento que a personagem Policarpo Quaresma enviou à 
Câmara do Deputados e que lhe causou muitas contrariedades e problemas:
Era assim concebida a petição:
 �
 � “P olicarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a lín-
gua portuguesa é emprestada ao Brasil, certo também de que, por esse fato, o fa-
lar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante 
contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua, 
sabendo além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especia-
lidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, 
diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos de nosso 
idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congres-
so Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
 � O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor 
de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da 
inteligência de um povo, é a sua cria o mais viva e original; e, portanto, a emancipa-
ção política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação 
idiomática.
 � Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima, aglutinan-
te, é verdade, mas a que o polissintetismo dá múltiplas feições de riqueza, é a única 
capaz de traduzir as nossas belezas, de pôr-nos em relação com a nossa natureza 
e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de 
povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisio-
lógica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gra-
maticais, oriundas de uma difícil adaptação de uma língua de outra região à nossa 
organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem 
o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.
 � Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar 
semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance 
e utilidade.
 � P.e E. deferimento”
BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 23. ed. São Paulo. Ática, 2019.
Qual a única característica que não pode ser inferida a partir da leitura do requerimento?
A. ( ) Ingenuidade.
B. ( ) Idealismo.
C. ( ) Nacionalismo e ufanismo exacerbado.
D. ( ) Pragmatismo.
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23ª QUESTÃO – Ainda em relação ao requerimento escrito por Quaresma, leia as alter-
nativas abaixo. Os argumentos descriminados impedem a adoção do tupi-guarani como 
língua oficial, exceto um deles. Que argumento é esse?
A. ( ) A língua de um povo está ligada a aspectos fisiológicos das pessoas.
B. ( ) As línguas são aprendidas e construídas culturalmente.
C. ( ) O pedido de Policarpo é um desejo pessoal.
D. ( ) A língua é expressão e patrimônio de um povo.
Leia o Capítulo 68 de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
 � Tais eram as reflexões que eu vinha fazendo, por aquele Valongo fora, logo de-
pois de ver e ajustar a casa. Interrompeu, mas um ajuntamento, era um preto que 
vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir, gemia somente estas únicas 
palavras:” – Não, perdão, meu senhor, meu senhor, perdão!" Mas o primeiro não fazia 
caso, e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova.
 � – Toma, diabo! diria ele; toma mais perdão, bêbado!
 � – Meu senhor! gemia o outro. 
 � – Cala a boca, besta! replicava o vergalho.
 � Parei, olhei.... justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o 
meu moleque Prudêncio – o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele 
deteve-se logo e pediu-me a bênção: perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.
 � – É, sim, nhonhô.
 � – Fez-te alguma coisa?
 � – É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, en-
quanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.
 � – Está bom, perdoa-lhe, disse eu.
 � – Pois não, nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!� Saí do grupo, que me olhava espantado e cochichava as suas conjeturas. Segui 
caminho, a cavar cá dentro uma infinidade de reflexões, que sinto haver inteiramente 
perdido, aliás, seria matéria para um bom capítulo, e talvez alegre. Eu gosto dos ca-
pítulos alegres; é o meu fraco. Exteriormente, era torvo o episódio do Valongo: mas 
só exteriormente. Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo 
gaiato, fino e até profundo. Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das 
pancadas recebidas, – transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe 
um freio na boca, e desancava-o sem compaixão, ele gemia e sofria. Agora, porém, 
que era livre, dispunha de si mesmo, dos braços, das pernas, podia trabalhar, folgar, 
dormir, desagrilhoado da antiga condição, agora é que ele se desbancava comprou 
um escravo, e ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera. Vejam 
as sutilezas do maroto!
MACHADO DE ASSIS. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Ediouro, p. 78.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
24ª QUESTÃO – Com base no texto acima, marque a alternativa correta.
A. ( ) O narrador não vê nenhuma graça no comportamento violento de Prudêncio.
B. ( ) O narrador não encontra justificativa para o comportamento de Prudêncio.
C. ( ) O narrador conclui que o oprimido se torna opressor.
D. ( ) O narrador percebe que não há por ele nenhum respeito e submissão por parte 
do ex-cativo.
25ª QUESTÃO – Ainda com base no fragmento de Memórias Póstumas, marque a alter-
nativa que não contenha uma ironia ou metáfora.
A. ( ) “Segui meu caminho, a cavar cá dentro uma infinidade de reflexões [...]”
B. ( ) “[...] ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera.”
C. ( ) “Logo que mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino e até 
profundo.”
D. ( ) “O outro não se atrevia a fugir, gemia somente estas únicas palavras [...]”
NOÇÕES DE LÍNGUA INGLESA
ALEXANDRE HARTMANN
WHAT IS TASER?
 � A Taser is a bright yellow, hand-held, electronic device. It is only used by officers 
who have received specialised training and in situations where they need to deal with 
violent or dangerous individuals at a distance.
 � Tasers use an electrical current to temporarily incapacitate a person. Extensive 
medical and scientific tests were carried out before Taser was approved for use.
 � A Taser is usually held in a holster on an officer's body armour, and is one of 
several measures available to keep officers and the public safe. Its design ensures the 
device stands out so is easy to spot and identify.
 � Officers equipped with a Taser don't use it lightly. They are trained to assess and 
continually re-assess a situation and must decide on the most reasonable and necessary 
use of force in the circumstances. The level of force used must be proportionate, and 
officers are individually accountable in law for the amount of force they use.
 � It is important to note that there are a range of other measures which officers 
can use as alternatives to Taser, such as physical restraint, batons, and PAVA spray. 
The decision on which measure to use often depends upon the situation, but Taser 
will often be the safest way to reach a safe resolution. In most cases involving Taser, 
the mere threat of its use has been enough to de-escalate a situation and reach a 
peaceful resolution.
Source: <https://www.northants.police.uk/police-forces/northamptonshire-police/areas/
northamptonshire-force-content/sd/stats-and-data/taser/>.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
26ª QUESTÃO – In the author´s opinion, Taser:
A. ( ) will frequently be the most secure way to come to a safe resolution.
B. ( ) should rarely be used to reach a safe resolution.
C. ( ) is completely safe against violent or dangerous individuals.
D. ( ) is the only way to reach a safe resolution.
27ª QUESTÃO – Taser-equipped police officers must choose when to use force:
A. ( ) exceeding the bounds of reason or moderation.
B. ( ) in a way that is not fair or acceptable.
C. ( ) in a way that shows good judgement.
D. ( ) beyond a normal or acceptable limit.
28ª QUESTÃO – The word “accountable” in “officers are individually accountable in law 
for the amount of force they use” can be replaced, with no change in meaning, by:
A. ( ) irresponsible.
B. ( ) responsible.
C. ( ) immune.
D. ( ) guilty.
29ª QUESTÃO – “A small case usually made of leather and fixed on a belt or a strap, used 
for carrying a weapon” is a possible definition of:
A. ( ) Taser.
B. ( ) physical restraint.
C. ( ) batons.
D. ( ) holster.
30ª QUESTÃO – The sentence “Extensive medical and scientific tests were carried out” 
in the Active Voice is:
A. ( ) Someone will carry out extensive medical and scientific tests.
B. ( ) No one carried out extensive medical and scientific tests.
C. ( ) At least someone is carrying out extensive medical and scientific tests.
D. ( ) Someone carried out extensive medical and scientific tests.
NOÇÕES DE DIREITO – CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
WESLEI MACHADO
31ª QUESTÃO – A constituição elaborada por uma pessoa ou pela classe dominante e 
submetida a referendo popular, em relação à qual se exija, para alteração de suas normas 
definidoras de direitos e garantidores, um processo legislativo mais dificultoso e, para o 
restante, a observância do processo legislativo ordinário, pode ser classificada como:
A. ( ) constituição outorgada e constituição semirrígida.
B. ( ) constituição bonapartista e constituição semirrígida.
C. ( ) constituição outorgada e constituição formal.
D. ( ) constituição cesarista e constituição formal.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
32ª QUESTÃO – No processo de reforma da Constituição Federal, situação em que há a 
manifestação do poder constituinte derivado, não figura no rol de cláusulas pétreas:
A. ( ) a forma federativa de Estado.
B. ( ) a forma republicana de governo.
C. ( ) o voto direto, secreto, universal e periódico.
D. ( ) a separação dos Poderes.
33ª QUESTÃO – Sobre os direitos e garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.
A. ( ) Os brasileiros não podem ser extraditados, salvo em caso de crime comum pra-
ticados antes da naturalização ou de comprovado envolvimento com o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins.
B. ( ) A ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o 
Estado democrático constitui crime insuscetível de graça ou anistia e inafiançável.
C. ( ) Constitui crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o racismo.
D. ( ) A pequena propriedade rural, assim definida em lei, quando trabalhada pela fa-
mília, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de 
sua atividade produtiva.
34ª QUESTÃO – Em razão da prática de crime comum pelo Presidente da República, 
durante a vigência de seu mandato, quando não tenha relação com o seu cargo, nem 
decorra de suas atribuições, assinale a alternativa correta.
A. ( ) O presidente da República não poderá ser responsabilizado durante a vigência 
do seu mandato.
B. ( ) Para a admissão da acusação, exige-se a manifestação favorável de, pelo me-
nos, dois terços dos deputados federais.
C. ( ) A competência para o seu processo e julgamento será do Supremo 
Tribunal Federal.
D. ( ) Se preenchidos os requisitos, o Presidente da República poderá ser preso.
35ª QUESTÃO – De acordo com as disposições constitucionais aplicáveis à segurança 
pública, assinale a alternativa correta.
A. ( ) Os policiais civis podem exercer o direito de greve.
B. ( ) Compete à Polícia Militar a execução das atividades de defesa civil.
C. ( ) Ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apura-
ção de infrações penais, inclusive as militares, cabem à Polícia Civil.D. ( ) Cabe à Polícia Federal exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e 
de fronteiras.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
NOÇÕES DE DIREITO – LEI N. 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 – LEI DE 
INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO
ANA CRISTINA KOCH
36ª QUESTÃO – Marque a alternativa correta, de acordo com o Decreto-Lei n. 4.657, de 
04/09/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
A. ( ) Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifi-
que ou revogue.
B. ( ) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
inicia-se 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada.
C. ( ) Algumas pessoas podem se escusar de cumprir a lei, alegando que não 
a conhecem.
D. ( ) Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a 
lei do país do domicílio do seu proprietário.
37ª QUESTÃO – Marque a alternativa falsa, de acordo com o Decreto-Lei n. 4.657, de 
04/09/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
A. ( ) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja 
com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a 
lei anterior.
B. ( ) Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstá-
culos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a 
seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados.
C. ( ) Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na apli-
cação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade 
administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após 
realização de consulta pública, e presentes razões de relevante interesse geral, 
celebrar compromisso com os interessados, observada a legislação aplicável, o 
qual só produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial.
D. ( ) O juiz deve sempre conhecer as leis, não podendo exigir de quem as invoca 
prova do texto e da vigência.
DIREITOS HUMANOS
DANIEL BARBOSA
38ª QUESTÃO – De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinale 
a alternativa correta.
A. ( ) Ninguém será submetido à tortura, mas poderá ser submetido a 
tratamento degradante.
B. ( ) Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como 
pessoa perante a lei.
C. ( ) Todos são iguais perante a lei e têm direito, com distinções específicas, a igual 
proteção da lei.
D. ( ) Apenas os mais vulneráveis devem receber dos tribunais nacionais competentes 
remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
39ª QUESTÃO – De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinale 
a alternativa correta.
I – Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 
II – Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
III – Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; 
esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de ma-
nifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou 
em particular.
Estão corretos:
A. ( ) apenas o item I.
B. ( ) apenas o item II.
C. ( ) apenas o item III.
D. ( ) todos os itens.
40ª QUESTÃO – De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
A. ( ) Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser pro-
tegido pela lei e, em geral, desde o momento do nascimento. Ninguém pode ser 
privado da vida arbitrariamente.
B. ( ) Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser im-
posta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal 
competente e em conformidade com lei que estabeleça tal pena, promulgada 
antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a 
delitos aos quais não se aplique atualmente.
C. ( ) Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido.
D. ( ) Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem 
por delitos comuns conexos com delitos políticos.
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
DIEGO RIBEIRO
41ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
O dobro do quadrado de um número diminuído de 10 unidades é igual a 8 vezes o núme-
ro considerado. Qual é o número real?
A. ( ) 1 ou 3.
B. ( ) 3 ou 5.
C. ( ) 5 ou 7.
D. ( ) 5 ou -1.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
42ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Efetuando a soma 0,00059 hm³ + 850 m³, obtém-se:
A. ( ) 1,44 x 106 litros
B. ( ) 0,144 x 106 litros
C. ( ) 1.440 litros
D. ( ) 14.400 litros
43ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Quantas são as senhas de 5 dígitos formadas pelos algarismos 0, 1 e 2 que são múltiplos 
de 5?
A. ( ) 27.
B. ( ) 243.
C. ( ) 81.
D. ( ) 0.
44ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Seis pessoas, entre elas Ana e João, vão formar uma fila. Sabendo-se que Ana e João 
devem ficar juntos, quantas são as possibilidades de se formar essa fila?
A. ( ) 240.
B. ( ) 120.
C. ( ) 720.
D. ( ) 480.
45ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Qual a afirmação equivalente à negação da afirmação “Se compro, então eu preciso”?
A. ( ) Se não preciso, então eu não compro.
B. ( ) Não preciso e não compro
C. ( ) Compro e não preciso.
D. ( ) Compro ou não preciso
46ª QUESTÃO – Sabendo que, em um restaurante com 150 pessoas, 64% comeram o 
prato principal, 54 comeram a sobremesa e 25 comeram apenas a entrada, considerando 
o total presentes, qual a fração que representa as pessoas que comeram o prato principal 
ou a sobremesa?
A. ( ) 1/3.
B. ( ) 1/6.
C. ( ) 1/5.
D. ( ) 5/6.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
47ª QUESTÃO – Seja a1 o primeiro termo de uma P.A. de razão 2 e, também, o primeiro 
termo de uma P.G. de razão 3, para que o 161º termo da P.A. seja igual ao 5º termo da 
P.G., o valor de a1 deve ser:
A. ( ) 3.
B. ( ) 4.
C. ( ) 2.
D. ( ) 1.
48ª QUESTÃO – Das proposições abaixo, qual não é uma tautologia?
A. ( ) ~(~p ^ p)
B. ( ) ~p ^ ~q
C. ( ) (p → q) v (p ^ ~q)
D. ( ) (p v q) v (~p ^ ~q)
49ª QUESTÃO – Sabendo que as proposições “Se Jaci é irmã de Tupã, então Guaraci 
não é o deus do sol” e “Se Jaci é esposa de Tupã, então Sumé é o deus da lua” são falsas 
e que a proposição “Ceuci é a deusa da lavoura e Anhanguá é o protetor dos animais” é 
verdadeira, não podemos concluir que:
A. ( ) ou Jaci é irmã ou ela é esposa de Tupã.
B. ( ) Guaraci é o deus do sol e Jaci é irmã de Tupã.
C. ( ) Jaci não é esposa de Tupã ou Sumé não é o deus da lua.
D. ( ) Ceuci é a deusa da lavoura e Anhanguá é o protetor dos animais.
50ª QUESTÃO – Considerando um experimento que consiste no lançamento de um dado 
honesto, se esse experimento for realizado três vezes, a probabilidade de haver três nú-
meros pares é de:
A. ( ) 12,5%.
B. ( ) 10%.
C. ( ) 15%.
D. ( ) 20%.
GABARITO
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
2º SIMULADO
Soldado 2ª Classe
1ª QUESTÃO C 26ª QUESTÃO A
2ª QUESTÃO D 27ª QUESTÃO C
3ª QUESTÃO C 28ª QUESTÃO B
4ª QUESTÃO D 29ª QUESTÃO D
5ª QUESTÃO D 30ª QUESTÃO D
6ª QUESTÃO B 31ª QUESTÃO B
7ª QUESTÃO A 32ª QUESTÃO B
8ª QUESTÃO C 33ª QUESTÃO D
9ª QUESTÃO B 34ª QUESTÃO A
10ª QUESTÃO C 35ª QUESTÃO D
11ª QUESTÃO B 36ª QUESTÃO A
12ª QUESTÃO A 37ª QUESTÃO D
13ª QUESTÃO A 38ª QUESTÃO B
14ª QUESTÃO C 39ª QUESTÃO D
15ª QUESTÃO C 40ª QUESTÃO A
16ª QUESTÃO C 41ª QUESTÃO D
17ª QUESTÃO C 42ª QUESTÃO A
18ª QUESTÃO A 43ª QUESTÃO C
19ª QUESTÃO C 44ª QUESTÃO A
20ª QUESTÃO D 45ª QUESTÃO C
21ª QUESTÃO B 46ª QUESTÃO D
22ª QUESTÃO D 47ª QUESTÃO B
23ª QUESTÃO A 48ª QUESTÃO B
24ª QUESTÃO C 49ª QUESTÃO A
25ª QUESTÃO D 50ª QUESTÃO A
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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LÍNGUA PORTUGUESA
FIDELIS ALMEIDA
Texto para responder às questões de 1 a 19.
Não traiam o Machado
Otto Lara Resende
 � Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de Dom Casmurro, 
na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhe-
cido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as re-
soluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, 
como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.
 � A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho para-
noicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de Capitu. Apa-
receu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. 
Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada 
como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático pra descansar o espírito numa 
hora de folga e tédio.
 � Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão 
cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se 
apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Su-
posta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos? Dom Casmurro saiu em 1900. Machado morreu 
em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.
 � Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por 
amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar 
o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate 
indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do su-
bentendido, virtuose da meia palavra, do understatement, Machado jamais desabaria 
numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério.
 � Mas, se querem, o flagrante está no capítulo 113, Embargos de terceiros. No an-
terior capítulo 106, Dez libras esterlinas, Capitu revela os escondidos encontros com 
Escobar. Bentinho era estéril – precisa prova maior? De onde então essa ideia pateta 
de um Bentinho ingênuo e ciumento? Não é uma simples suspeita que está no capítu-
lo 99, O filho é a cara do pai. D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo. Está 
na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo avesso. Ensi-
nar errado é pecado capital. Ouçam o Dalton. Quem insistir na tese do “enigma” não 
lhe dirija a palavra. E de lambugem não me cumprimente. Machado merece respeito!
Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9502/nao-traiam-o-machado. Texto adaptado. Acesso 
em 17 de fevereiro de 2023.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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1ª QUESTÃO – Considerando-se as ideias apresentadas, é correto entender:
A. ( ) Os romances de Machado de Assis são populares entres os jovens que irão 
prestar vestibular.
B. ( ) Dalton Trevisan é adepto da ideia de que Bentinho era demasiado ciumento, 
embora admita que Capitu possa, de fato, ter cometido a traição.
C. ( ) A ideia de que o ciúme de Bentinho era injustificado, pois Capitu não o traía, é 
rechaçada pelo texto.
D. ( ) O romance Dom Casmurro apresenta indícios para entender que Capitu não 
traiu Bentinho, tomado de doentio ciúme.
Letra c.
A. Errada. Segundo o texto, o fato de o vestibular abordar obras de Machado de Assis no 
vestibular é benéfico, porque dessa forma os jovens podem tomar contato com o grande 
escritor. Assim, depreende-se que os romances de Machado de Assis não são populares 
entre os jovens vestibulandos.
B. Errada. Segundo o texto, Dalton Trevisan rebate a ideia de que Capitu não traiu Bentinho.
C. Certa. Trata-se da ideia central do texto: Capitu traiu Bentinho, não se trata apenas de 
uma interpretação gerada pelo ciúme dele.
D. Errada. O texto não assinala que Dom Casmurro apresenta indícios de que Capitu não 
traiu Bentinho.
2ª QUESTÃO – Ao longo do texto, o autor apresenta alguns argumentos em favor da 
ideia de que Capitu realmente traiu Bentinho. Não constitui um desses indícios:
A. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” (l.18)
B. ( ) “Bentinho era estéril – precisa prova maior?” (l.27)
C. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
Letra d.
A. Errada. O consenso entre os críticos até 1908 fortalece a ideia de que Capitu 
traiu Bentinho.
B. Errada. Se Bentinho era estéril, não podia gerar filhos. Logo, os filhos eram fruto 
de traição.
C. Errada. Se D. Glória rejeita o neto putativo (atribuído a outra pessoa, no caso, a Ben-
tinho), isso sinaliza que ela sentiu que a criança não era seu neto realmente.
D. Certa. Não constitui argumento que fortaleça a ideia de que Capitu traiu Bentinho.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
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3ª QUESTÃO – “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a 
meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fo-
vest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira 
tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.” (l.2-5)
Respectivamente os vocábulos destacados no período acima são morfologicamente 
classificados como
A. ( ) pronome, pronome, conjunção integrante.
B. ( ) advérbio, conjunção, pronome.
C. ( ) conjunção, pronome, conjunção.
D. ( ) preposição, pronome, advérbio.
Letra c.
O vocábulo “se” é conjunção subordinativa condicional porque introduz a oração subor-
dinada adverbial condicional “Se entendi bem as questões propostas e as resoluções”. 
O vocábulo “que” é pronome relativo, substitui o termo “as questões propostas e as 
resoluções”. O último vocábulo destacado é uma conjunção subordinativa consecutiva, 
porquanto introduz a oração subordinada adverbial consecutiva “que nem admite som-
bra de controvérsia”.
4ª QUESTÃO – “No anterior capítulo 106, Dez libras esterlinas, Capitu revela os escon-
didos encontros com Escobar.” (l.25-27)
A função sintática do termo destacado em negrito é a de
A. ( ) adjunto adnominal.
B. ( ) objeto indireto.C. ( ) adjunto adverbial
D. ( ) complemento nominal.
Letra d.
O termo destacado é sintaticamente complemento nominal de “encontro”, porquanto 
completa o sentido desse substantivo: Encontro com quem? Com Escobar. Não pode ser 
adjunto adnominal porque não especifica ou restringe o sentido desse nome. Nem ainda 
objeto indireto porque não completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Por não 
indicar uma circunstância, não pode ser adjunto adverbial.
5ª QUESTÃO – Entre as orações destacadas, exerce função sintática de sujeito
A. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
B. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan...” (l.12-13)
C. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos?” (l.16-17)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
Letra d.
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GRAN
A. Errada. A oração destacada é subordinada adjetiva explicativa, apresenta a função 
sintática de adjunto adnominal.
B. Errada. A oração destacada é subordinada adverbial consecutiva, apresenta a função 
sintática de adjunto adverbial.
C. Errada. A oração destacada é coordenada sindética aditiva, não apresenta 
função sintática.
D. Certa. A oração destacada é subordinada substantiva subjetiva, apresenta a função 
sintática de sujeito.
6ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado no período é mor-
fologicamente conjunção integrante.
A. ( ) “Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no ‘Fovest 
92’, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de manei-
ra tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.” (l.3-5)
B. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho 
paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de 
Capitu.” (l.6-7)
C. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático pra descansar o es-
pírito numa hora de folga e tédio.” (l.9-11)
D. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de 
mão cheia e olho agudíssimo.” (l.12-14)
Letra b.
A. Errada. O vocábulo “que” é pronome relativo, retoma “as questões propostas e as 
resoluções”.
B. Certa. O vocábulo “que” é conjunção integrante, introduz a oração subordinada subs-
tantiva completiva nominal “de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoica-
mente ciumento qual Otelo”, a qual integra o sentido de “hipótese”.
C. Errada. O vocábulo “que” é pronome relativo, retoma “hipótese”.
D. Errada. O vocábulo destacado é conjunção subordinativa consecutiva, introduz a ora-
ção subordinativa consecutiva “que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, 
machadiano de mão cheia e olho agudíssimo”.
7ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a primeira vírgula não isola aposto.
A. ( ) “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a menina-
da.” (l.2-3)
B. ( ) “...de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual 
Otelo, está fundamentada em O enigma de Capitu.” (l.6-7)
C. ( ) “... é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo.” (l.13-14)
D. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
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GRAN
Letra a.
Em A, a primeira vírgula isola expressão coordenada. Em B, C e D, a primeira vírgula 
isola aposto explicativo.
8ª QUESTÃO – São graficamente acentuados segundo a mesma regra:
A. ( ) “capítulos” (l.1), “Português” (I.2), “saíram” (l.4)
B. ( ) “está” (l.7), “terá” (l.9), “próprio” (l.13)
C. ( ) “história” (l.12), “adultério” (l.18), “ingênuo” (l.28)
D. ( ) “despropósito” (l.16), “estéril” (l.27), “avó” (l.29)
Letra c.
Os vocábulos “capítulos” e “despropósito” são graficamente acentuados por 
serem proparoxítonas.
O vocábulo “Português” é graficamente acentuado por ser oxítona terminada em e segui-
do ou não de s.
O vocábulo “saíram” é graficamente acentuado por apresentar hiato entre a vogal i, tônica 
e não seguida de nh, e a vogal da sílaba anterior.
Os vocábulos “está” e “terá” são graficamente acentuados por serem oxítonas termina-
das em a seguido ou não de s.
Os vocábulos “próprio”, “história”, “adultério” e “ingênuo” são graficamente acentuados 
por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral seguido ou não de s.
O vocábulo “estéril” é graficamente acentuado por ser paroxítona terminada em l.
O vocábulo “avó” é graficamente acentuado por ser oxítona terminada em o seguido 
ou não de s.
9ª QUESTÃO – Não constitui uma oração a expressão destacada em:
A. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho 
paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em O enigma de Capi-
tu.” (l.6-7)
B. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos 
imberbes e indefesos vestibulandos?” (l.16-17)
C. ( ) “Não é uma simples suspeita que está no capítulo 99, O filho é a cara do 
pai.” (l.28-29)
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo 
avesso.” (l.29-30)
Letra b.
Em A, C e D, as expressões destacadas constituem orações porque estão sintaticamen-
te organizadas em torno de um verbo (respectivamente “traiu”, “está” e “virar”). Em B, a 
expressão não constitui uma oração, porquanto não se estrutura em torno de um verbo.
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10ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a oração destacada no trecho não exem-
plifica oração reduzida.
A. ( ) “Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 
1967.” (l.7-8)
B. ( ) “...um joguinho enigmático pra descansar o espírito numa hora de folga e 
tédio.” (l.10-11)
C. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan...” (l.12-13)
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo 
avesso.” (l.29-30)
Letra c.
Uma oração reduzida é aquela não encabeçada por elemento coesivo e com verbo numa 
das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio). Quando a oração vem encabeça-
da por elemento coesivo e com verbo flexionado, diz-se que é desenvolvida.
A. Errada. Trata-se de oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio. 
Veja-se sua correspondente forma desenvolvida:
que foi publicado em 1967
B. Errada. Trata-se de oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. Veja-se 
sua correspondente forma desenvolvida:
pra que se descanse o espírito numa hora de folga e tédio
C. Certa. Trata-se de oração subordinada adverbial consecutiva desenvolvida, por-
quanto é encabeçada por conjunção subordinativa (“que”) e apresenta verbo na forma 
finita (“desmente”).
D. Errada. Trata-se de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infiniti-
vo. Veja-se sua correspondente forma desenvolvida:
que se vire o romance e o Machado pelo avesso
11ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o autor empregou linguagem figurada 
no trecho.
A. ( ) “Dois capítulos de Dom Casmurro, na prova de Português aí em São Paulo.” (l.1-2)
B. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda...” (l.9)
C. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” (l.18)
D. ( ) “Quem insistir na tese do ‘enigma’ não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
Letra b.
Linguagem figurada é a linguagem empregada fora de seu sentido usual, próprio, dicio-
narizado, a fim de indicar uma outra ideia, ampliando-se o sentido inicial próprio.
Em A, C e D,as palavras ou expressões foram empregadas em seu sentido próprio, de-
notativo, dicionarizado. Em B, a expressão “vozes” foi empregada em sentido figurado, 
significando “pessoas”.
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GRAN
12ª QUESTÃO – O vocábulo destacado em negrito desempenha função sintática em:
A. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levan-
tada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
B. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal 
contada que desmente o próprio Machado...” (l.12-13)
C. ( ) “Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: ‘Casada, teve por 
amante o maior amigo do marido’.” (l.19-20)
D. ( ) “Mas, se querem, o flagrante está no capítulo 113, Embargos de terceiros.” (l.25)
Letra a.
A. Certa. O vocábulo destacado é um pronome relativo, desempenha a função sintática 
de sujeito (que terá sido levantada = a hipótese gratuita e absurda terá sido levantada).
B. Errada. O vocábulo destacado é uma preposição, portanto não desempenha nenhuma 
função sintática.
C. Errada. O vocábulo destacado é uma preposição, portanto não desempenha nenhuma 
função sintática.
D. Errada. O vocábulo destacado é uma conjunção subordinativa condicional, portanto 
não desempenha nenhuma função sintática.
13ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a expressão destacada não exemplifica 
advérbio ou locução adverbial.
A. ( ) “...a prova não apenas opta pela versão do ciúme...” (l.4)
B. ( ) “Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes...” (l.7-8)
C. ( ) “Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada...” (l.12)
D. ( ) “De onde os senhores professores tiraram este despropósito...” (l.16)
Letra a.
A. Certa. A expressão destacada não indica circunstância, portanto não pode exemplifi-
car uma locução adverbial.
B. Errada. A expressão destacada é locução adverbial em relação a “Apareceu”, 
indica afirmação.
C. Errada. A expressão destacada é locução adverbial em relação a “fica”, indica causa.
D. Errada. A expressão destacada é locução adverbial em relação a “tiraram”, indica lugar.
14ª QUESTÃO – O texto Não traiam o Machado pertence ao gênero crônica em razão de
A. ( ) apresentar a defesa de um ponto de vista, com base em argumentos.
B. ( ) narrar eventos, ordenando-os de forma que sejam compreendidos pelo leitor.
C. ( ) analisar criticamente um fato comum, construindo concepções baseadas em ar-
gumentos, de forma humorada e descontraída.
D. ( ) descrever situações que envolvem um ou mais personagens.
Letra c.
A. Errada. O fato de um texto apresentar a defesa de um ponto de vista não o torna obri-
gatoriamente uma crônica.
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GRAN
B. Errada. O fato de um texto narrar eventos não o torna obrigatoriamente uma crônica.
C. Certa. De fato, uma crônica é caracterizada por, partindo de um fato comum, do coti-
diano, construir uma argumentação de forma humorada, descontraída.
D. Errada. Uma crônica não se caracteriza pela descrição de situações que envolvam um 
ou mais personagens.
15ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada não pertence 
ao modo indicativo.
A. ( ) “Se entendi bem as questões propostas e as resoluções...” (l.3-4)
B. ( ) “Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda...” (l.9)
C. ( ) “Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque.” (l.20)
D. ( ) “D. Glória, avó amantíssima, rejeita o neto putativo.” (l.29)
Letra c.
O modo indicativo é o modo verbal em que a ação é apresentada segundo o aspecto de 
sua efetiva ocorrência, isto é, não se supõe que ela não possa ocorrer. Em A, B e D, as for-
mas verbais destacadas pertencem ao modo indicativo, respectivamente pretérito perfeito 
do indicativo, pretérito perfeito do indicativo e presente do indicativo. Em C, a forma verbal 
pertence ao modo imperativo, o qual expressa ordem, sugestão, conselho, pedido, etc.
16ª QUESTÃO – Entre as palavras destacadas, foi formada por um processo distinto 
das demais:
A. ( ) “Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a menina-
da.” (l.2-3)
B. ( ) “A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho para-
noicamente ciumento qual Otelo...” (l.6-7)
C. ( ) “...que terá sido levantada como simples quebra-cabeça...” (l.9-10)
D. ( ) “...é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo.” (l.13-14)
Letra c.
Em A, B e D, os vocábulos destacados foram formados por derivação sufixal, respecti-
vamente a partir de “menino”, “paranoico” e “Machado”. Em C, a palavra foi formada por 
composição por justaposição, a partir de “quebra” e “cabeça”, sem que que haja alteração 
fonética dos vocábulos originais.
17ª QUESTÃO – Considerando-se o contexto em que foi empregado, o vocábulo “imber-
bes” (l.17) significa
A. ( ) sem experiência.
B. ( ) iniciantes.
C. ( ) sem barba.
D. ( ) ingênuos.
Letra c.
O vocábulo “imberbes” significa “sem barba”.
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18ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que o autor emprega figura de linguagem na 
estruturação da frase.
A. ( ) “Mais uma vez Machado de Assis no vestibular.” (l.1)
B. ( ) “Machado morreu em 1908.” (l.17-18)
C. ( ) “Bentinho era estéril – precisa prova maior?” (l.27)
D. ( ) “Quem insistir na tese do 'enigma' não lhe dirija a palavra.” (l.31-32)
Letra a.
Ocorre a figura de linguagem denominada metonímia em A, quando o autor emprega o 
autor em lugar de sua obra (“Mais uma vez Machado de Assis no vestibular” significa que 
mais uma vez a obra de Machado de Assis estava sendo abordada no vestibular).
19ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a expressão destacada é corretamente 
substituída por um pronome, conforme a norma-padrão.
A. ( ) “...e tão mal contada que desmente o próprio Machado...” (l.12-13) ➝ ...e tão mal 
contada que desmente-o...
B. ( ) “Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.” 
(l.18) ➝ Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negá-lho.
C. ( ) “...Capitu revela os escondidos encontros com Escobar.” (l.26-27) ➝ ...Capitu 
revela-os.
D. ( ) “Está na cara que nenhuma razão justifica virar o romance e o Machado pelo aves-
so.” (l.29-30) ➝ Está na cara que nenhuma razão justifica virar-lhes pelo avesso.
Letra c.
O pronome oblíquo “o” (e suas variações de gênero e número) exerce sintaticamente a 
função de objeto direto. Já o pronome oblíquo “lhe” (e sua variação de plural), em função 
de complemento verbal, exerce a função sintática de objeto indireto.
A. Errada. O termo “o próprio Machado” é sintaticamente objeto direto de “desmente”, 
portanto deve ser substituído pelo pronome “o”. Entretanto, a presença da conjunção 
subordinativa consecutiva “que” provoca a próclise no trecho. Veja-se:
...e tão mal contada que o desmente...
B. Errada. O termo “o adultério de Capitu” é sintaticamente objeto direto de “negar”, por-
tanto deve ser substituído pelo pronome “o”, não “lho”, contração dos pronomes oblíquos 
lhe e o. A forma pronominal “lo” é empregada somente se o pronome “o” se liga ao final 
de verbo terminado em r, s ou z. Veja-se:
Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negá-lo.
C. Certa. O termo “os escondidos encontros com Escobar” é sintaticamente objeto direto 
de “revela”, portanto deve ser substituído pelo pronome “os”.
D. Errada. O termo “o romance e o Machado” é sintaticamente objeto direto de “virar”, 
portanto deve ser substituído pelo pronome “os”, cuja variante “los” é empregada somen-
te se o pronome “os” se liga ao final de verbo terminado em r, s ou z. Veja-se:
Está na cara que nenhuma razão justifica virá-los pelo avesso.
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20ª QUESTÃO – Assinale a alternativa em que a frase não apresenta vício de linguagem.
A. ( ) O governador foi convidado para a inauguração da nova sede do governo.
B. ( ) Pelamanhã os turistas viram o incêndio do prédio.
C. ( ) A boca dela proferiu duras palavras contra seus amigos.
D. ( ) O mais belo livro da biblioteca era guardado em um esconderijo.
Letra d.
A. Errada. Ocorre pleonasmo em “inauguração da nova”, uma vez que somente pode ser 
inaugurado aquilo que é novo.
B. Errada. Ocorre ambiguidade. Pode-se entender que os turistas viram o incêndio atingir 
o prédio ou que eles, do prédio, observavam o incêndio.
C. Errada. Ocorre cacofonia em “boCA DELA”.
D. Certa. Não ocorre qualquer vício de linguagem na frase.
LITERATURA
ANDRÉA CERQUEIRA
21ª QUESTÃO – Triste Fim de Policarpo Quaresma é o romance mais famoso escrito por 
Lima Barreto. Leia o fragmento abaixo, pertencente ao romance em questão, e marque 
alternativa correta.
 � De acordo com sua paixão dominante, Quaresma estivera muito tempo a meditar 
qual seria a expressão poético-musical característica da alma nacional. Consultou 
historiadores, cronistas e filósofos e adquiriu a certeza que era a modinha acompa-
nhada pelo violão. [...] Ricardo vinha justamente dar-lhe lição mas, antes disso, por 
convite especial do discípulo, ia compartilhar o seu jantar; e fora por isso que o famo-
so trovador chegou mais cedo à casa do subsecretário.
 � [...]
 � E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: 
a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “é, é, 
não há dúvida” – rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta 
que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a ad-
quirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.
 � Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor. 
Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, 
quaresmas lutulentas, manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos 
campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente 
nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias – flores exóticas; as nossas 
terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes, como aquelas que 
ele tinha ali.
BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 23. ed. São Paulo. Ática, 2019.
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A. ( ) A paixão e a valorização de tudo que é nacional levaram Quaresma a se indispor 
com Ricardo Coração dos Outros, trovador de modinhas.
B. ( ) O narrador manifesta ironicamente sua opinião a respeito do jardim do Major.
C. ( ) Ainda sobre o jardim, o Major não se preocupava muito com a origem brasileira 
de suas rosas.
D. ( ) Conforme o primeiro parágrafo, o que havia de mais importante no mundo para 
o Major era a música.
Letra b.
A. O item está errado, pois foi o nacionalismo de Quaresma que o aproximou de Ricardo 
Coração dos Outros, que ensinava o Major a tocar modinhas, uma vez que descobrira a 
brasilidade dessas de modinhas tocadas no violão.
B. O item está correto. O narrador, de fato, jocosamente emite seu juízo de valor sobre o 
jardim: Era uma maravilha. Não tinha nem uma flor.
C. O item está errado, pois o primeiro parágrafo relata a busca do Major pela expressão 
poético-musical característica da alma nacional, ou seja, a busca por uma composição 
genuinamente brasileira.
D. O item está errado, pois o Major “Como em tudo o mais, o major era em jardinagem 
essencialmente nacional.” Beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas, 
manacás melancólicos, segundo o Major, eram as mais belas, expressivas e olentes de 
nossa terra.
22ª QUESTÃO – Leia o requerimento que a personagem Policarpo Quaresma enviou à 
Câmara do Deputados e que lhe causou muitas contrariedades e problemas:
Era assim concebida a petição:
 �
 � “P olicarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a lín-
gua portuguesa é emprestada ao Brasil, certo também de que, por esse fato, o fa-
lar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante 
contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua, 
sabendo além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especia-
lidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, 
diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos de nosso 
idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congres-
so Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
 � O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor 
de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da 
inteligência de um povo, é a sua cria o mais viva e original; e, portanto, a emancipa-
ção política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação 
idiomática.
 � Demais, Senhores Congressistas, o tupi-guarani, língua originalíssima, aglutinan-
te, é verdade, mas a que o polissintetismo dá múltiplas feições de riqueza, é a única 
capaz de traduzir as nossas belezas, de pôr-nos em relação com a nossa natureza 
e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de 
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povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisio-
lógica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gra-
maticais, oriundas de uma difícil adaptação de uma língua de outra região à nossa 
organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem 
o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.
 � Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar 
semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance 
e utilidade.
 � P.e E. deferimento”
BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 23. ed. São Paulo. Ática, 2019.
Qual a única característica que não pode ser inferida a partir da leitura do requerimento?
A. ( ) Ingenuidade.
B. ( ) Idealismo.
C. ( ) Nacionalismo e ufanismo exacerbado.
D. ( ) Pragmatismo.
Letra d.
A. A característica da ingenuidade se aplica não somente ao requerimento, como tam-
bém ao caráter do Quaresma.
B. O idealismo se faz presente em praticamente todo o romance, já que Major Quaresma 
enxerga a pátria como algo ideal e perfeito.
C. O nacionalismo exagerado e a exaltação da terra se fazem muito marcantes na primei-
ra parte da obra, da qual o requerimento faz parte.
D. O pragmatismo não se aplica, uma vez que decretar o tupi-guarani como língua oficial 
não é viável. A língua portuguesa já estava consolidada.
23ª QUESTÃO – Ainda em relação ao requerimento escrito por Quaresma, leia as alter-
nativas abaixo. Os argumentos descriminados impedem a adoção do tupi-guarani como 
língua oficial, exceto um deles. Que argumento é esse?
A. ( ) A língua de um povo está ligada a aspectos fisiológicos das pessoas.
B. ( ) As línguas são aprendidas e construídas culturalmente.
C. ( ) O pedido de Policarpo é um desejo pessoal.
D. ( ) A língua é expressão e patrimônio de um povo.
Letra a.
A. O argumento não impede a adoção do tupi, pois o aparelho fonador e o sistema cog-
nitivo permitem que o usuário esteja apto a aprender qualquer língua e não apenas uma 
determinada língua.
B. O argumento impede a adoção do tupi, pois, para que uma língua seja apreendida, é 
preciso que os falantes interajam socialmente.
C. O argumento impede a adoção do tupi como língua oficial, já que não expressa o pen-
samento coletivo, mas sim apenas um desejo de Quaresma.
D. O argumento impede a adoção do tupi, pois a língua reflete a cultura de um povo e o 
tupi-guarani não era a única língua indígena falada no Brasil.
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Leia o Capítulo 68 de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
 � Tais eram as reflexões que eu vinha fazendo,por aquele Valongo fora, logo de-
pois de ver e ajustar a casa. Interrompeu, mas um ajuntamento, era um preto que 
vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir, gemia somente estas únicas 
palavras:” – Não, perdão, meu senhor, meu senhor, perdão!" Mas o primeiro não fazia 
caso, e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova.
 � – Toma, diabo! diria ele; toma mais perdão, bêbado!
 � – Meu senhor! gemia o outro. 
 � – Cala a boca, besta! replicava o vergalho.
 � Parei, olhei.... justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o 
meu moleque Prudêncio – o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele 
deteve-se logo e pediu-me a bênção: perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.
 � – É, sim, nhonhô.
 � – Fez-te alguma coisa?
 � – É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, en-
quanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.
 � – Está bom, perdoa-lhe, disse eu.
 � – Pois não, nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!
 � Saí do grupo, que me olhava espantado e cochichava as suas conjeturas. Segui 
caminho, a cavar cá dentro uma infinidade de reflexões, que sinto haver inteiramente 
perdido, aliás, seria matéria para um bom capítulo, e talvez alegre. Eu gosto dos ca-
pítulos alegres; é o meu fraco. Exteriormente, era torvo o episódio do Valongo: mas 
só exteriormente. Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo 
gaiato, fino e até profundo. Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das 
pancadas recebidas, – transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe 
um freio na boca, e desancava-o sem compaixão, ele gemia e sofria. Agora, porém, 
que era livre, dispunha de si mesmo, dos braços, das pernas, podia trabalhar, folgar, 
dormir, desagrilhoado da antiga condição, agora é que ele se desbancava comprou 
um escravo, e ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera. Vejam 
as sutilezas do maroto!
MACHADO DE ASSIS. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Ediouro, p. 78.
24ª QUESTÃO – Com base no texto acima, marque a alternativa correta.
A. ( ) O narrador não vê nenhuma graça no comportamento violento de Prudêncio.
B. ( ) O narrador não encontra justificativa para o comportamento de Prudêncio.
C. ( ) O narrador conclui que o oprimido se torna opressor.
D. ( ) O narrador percebe que não há por ele nenhum respeito e submissão por parte 
do ex-cativo.
Letra c.
A. O item está errado porque Brás Cubas acha graça no episódio e compreende a causa 
da atitude de Prudêncio.
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GRAN
B. O item está errado porque o narrador atribui as atitudes de Prudêncio (bater em seu 
escravo) a uma forma de descontar as pancadas que recebera do narrador.
C. O item está correto, pois Prudêncio, depois de livre, escravizou outra pessoa como 
uma forma de vingança, desfazendo-se das pancadas recebidas, transmitindo-as a 
outro. Era uma forma de vingar-se de sua antiga condição de cativo, maltratado pelo 
próprio narrador.
D. O item está errado, pois, mesmo livre, Prudêncio matinha respeito e submissão ao 
narrador: “– Pois não, nhonhô manda, não pede.”
25ª QUESTÃO – Ainda com base no fragmento de Memórias Póstumas, marque a alter-
nativa que não contenha uma ironia ou metáfora.
A. ( ) “Segui meu caminho, a cavar cá dentro uma infinidade de reflexões [...]”
B. ( ) “[...] ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera.”
C. ( ) “Logo que mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino e até 
profundo.”
D. ( ) “O outro não se atrevia a fugir, gemia somente estas únicas palavras [...]”
Letra d.
A. O item apresenta uma metáfora:” a cavar cá dentro:”: refletir profundamente, rememorando.
B. O item apresenta a ironia/metáfora: ia vingando-se do escravo por ter sido maltratado.
C. O item apresenta a metáfora: “meti mais dentro a faca do raciocínio”: o processo de 
raciocinar é comparado à dissecação.
D. O item não apresenta nem metáfora nem ironia. A linguagem nele é predominante-
mente denotativa (sentido real).
NOÇÕES DE LÍNGUA INGLESA
ALEXANDRE HARTMANN
WHAT IS TASER?
 � A Taser is a bright yellow, hand-held, electronic device. It is only used by officers 
who have received specialised training and in situations where they need to deal with 
violent or dangerous individuals at a distance.
 � Tasers use an electrical current to temporarily incapacitate a person. Extensive 
medical and scientific tests were carried out before Taser was approved for use.
 � A Taser is usually held in a holster on an officer's body armour, and is one of 
several measures available to keep officers and the public safe. Its design ensures the 
device stands out so is easy to spot and identify.
 � Officers equipped with a Taser don't use it lightly. They are trained to assess and 
continually re-assess a situation and must decide on the most reasonable and necessary 
use of force in the circumstances. The level of force used must be proportionate, and 
officers are individually accountable in law for the amount of force they use.
 � It is important to note that there are a range of other measures which officers 
can use as alternatives to Taser, such as physical restraint, batons, and PAVA spray. 
35
PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
The decision on which measure to use often depends upon the situation, but Taser 
will often be the safest way to reach a safe resolution. In most cases involving Taser, 
the mere threat of its use has been enough to de-escalate a situation and reach a 
peaceful resolution.
Source: <https://www.northants.police.uk/police-forces/northamptonshire-police/areas/
northamptonshire-force-content/sd/stats-and-data/taser/>.
26ª QUESTÃO – In the author´s opinion, Taser:
A. ( ) will frequently be the most secure way to come to a safe resolution.
B. ( ) should rarely be used to reach a safe resolution.
C. ( ) is completely safe against violent or dangerous individuals.
D. ( ) is the only way to reach a safe resolution.
Letra a.
Na opinião do autor, Taser: (A ) frequentemente será a maneira mais segura de chegar 
a uma resolução segura. Frase localizada no 5º parágrafo: Taser will often be the safest 
way to reach a safe resolution [O Taser geralmente é a maneira mais segura de chegar a 
uma resolução segura]. As demais alternativas erram: (B) raramente deve ser usado para 
alcançar uma resolução segura; (C) é totalmente seguro contra indivíduos violentos ou 
perigosos; (D) é a única maneira de chegar a uma resolução segura.
27ª QUESTÃO – Taser-equipped police officers must choose when to use force:
A. ( ) exceeding the bounds of reason or moderation.
B. ( ) in a way that is not fair or acceptable.
C. ( ) in a way that shows good judgement.
D. ( ) beyond a normal or acceptable limit.
Letra c.
Policiais equipados com Taser devem escolher quando usar a força (C) de uma forma que 
mostra bom senso. O 4º parágrafo afirma, “Oficiais equipados com um Taser não o usam 
levianamente. Eles são treinados para avaliar e reavaliar continuamente uma situação e 
devem decidir sobre o uso da força mais razoável e necessário nas circunstâncias”. As 
demais alternativas erram: (A) excedendo os limites da razão ou moderação; (B) de uma 
forma que não seja justa ou aceitável; (D) além de um limite normal ou aceitável.
28ª QUESTÃO – The word “accountable” in “officers are individually accountable in law 
for the amount of force they use” can be replaced, with no change in meaning, by:
A. ( ) irresponsible.
B. ( ) responsible.
C. ( ) immune.
D. ( ) guilty.
Letra b.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
A palavra “responsável” em “os oficiais são individualmente responsáveis por lei pela 
quantidade de força que usam” pode ser substituída, sem alteração de significado, por 
(B) responsável. As demais erram: (A) irresponsável; (C) imune;(D) culpado.
29ª QUESTÃO – “A small case usually made of leather and fixed on a belt or a strap, used 
for carrying a weapon” is a possible definition of:
A. ( ) Taser.
B. ( ) physical restraint.
C. ( ) batons.
D. ( ) holster.
Letra d.
“Um pequeno estojo geralmente feito de couro e preso a um cinto ou correia, usado para 
carregar uma arma” é uma possível definição de (D) coldre. As demais alternativas erram: 
(A) Taser; (B ) contenção física; (C) bastões.
30ª QUESTÃO – The sentence “Extensive medical and scientific tests were carried out” 
in the Active Voice is:
A. ( ) Someone will carry out extensive medical and scientific tests.
B. ( ) No one carried out extensive medical and scientific tests.
C. ( ) At least someone is carrying out extensive medical and scientific tests.
D. ( ) Someone carried out extensive medical and scientific tests.
Letra d.
A frase na voz ativa é (D) Alguém realizou amplos testes médicos e científicos. As demais 
alternativas erram: (A) Alguém realizará amplos testes médicos e científicos; (B) Ninguém 
realizou amplos testes médicos e científicos; (C) Pelo menos alguém está realizando 
amplos testes médicos e científicos; Lembrete: para transpor uma frase da voz ativa para 
a voz passiva, e vice-versa, pense em português. A ideia é a mesma. Se digo, “Amplos 
testes médicos e científicos foram realizados”, na voz ativa, “Alguém realizou amplos 
testes médicos e científicos”.
37
PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
NOÇÕES DE DIREITO – CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
WESLEI MACHADO
31ª QUESTÃO – A constituição elaborada por uma pessoa ou pela classe dominante e 
submetida a referendo popular, em relação à qual se exija, para alteração de suas normas 
definidoras de direitos e garantidores, um processo legislativo mais dificultoso e, para o 
restante, a observância do processo legislativo ordinário, pode ser classificada como:
A. ( ) constituição outorgada e constituição semirrígida.
B. ( ) constituição bonapartista e constituição semirrígida.
C. ( ) constituição outorgada e constituição formal.
D. ( ) constituição cesarista e constituição formal.
Letra b.
As constituições elaboradas por uma pessoa ou por um grupo dominante e submetida a 
referendo popular denominam-se constituição cesarista ou bonapartista. Por sua vez, a 
constituição em que parte de suas normas são alteradas por meio de um processo legis-
lativo mais dificultoso e o restante, a partir do processo legislativo ordinário, é chamada 
de semirrígida.
Com isso, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra B.
32ª QUESTÃO – No processo de reforma da Constituição Federal, situação em que há a 
manifestação do poder constituinte derivado, não figura no rol de cláusulas pétreas:
A. ( ) a forma federativa de Estado.
B. ( ) a forma republicana de governo.
C. ( ) o voto direto, secreto, universal e periódico.
D. ( ) a separação dos Poderes.
Letra b.
De acordo com o art. 60, parágrafo quarto da Constituição Federal, não será objeto de 
deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.
Atente-se para o fato de que a forma republicana de governo não figura no rol de cláusu-
las pétreas, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra B.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
33ª QUESTÃO – Sobre os direitos e garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.
A. ( ) Os brasileiros não podem ser extraditados, salvo em caso de crime comum pra-
ticados antes da naturalização ou de comprovado envolvimento com o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins.
B. ( ) A ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o 
Estado democrático constitui crime insuscetível de graça ou anistia e inafiançável.
C. ( ) Constitui crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o racismo.
D. ( ) A pequena propriedade rural, assim definida em lei, quando trabalhada pela fa-
mília, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de 
sua atividade produtiva.
Letra d.
De acordo com o art. 5º, XXVI, da Constituição Federal, a pequena propriedade rural, as-
sim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para 
pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os 
meios de financiar o seu desenvolvimento.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra D.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
A. Segundo o art. 5º, LI, da Constituição Federal, nenhum brasileiro será extraditado, sal-
vo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de com-
provado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.
B. A ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado 
democrático constitui crime inafiançável e imprescritível.
C. A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de re-
clusão, nos termos da lei.
34ª QUESTÃO – Em razão da prática de crime comum pelo Presidente da República, 
durante a vigência de seu mandato, quando não tenha relação com o seu cargo, nem 
decorra de suas atribuições, assinale a alternativa correta.
A. ( ) O presidente da República não poderá ser responsabilizado durante a vigência 
do seu mandato.
B. ( ) Para a admissão da acusação, exige-se a manifestação favorável de, pelo me-
nos, dois terços dos deputados federais.
C. ( ) A competência para o seu processo e julgamento será do Supremo 
Tribunal Federal.
D. ( ) Se preenchidos os requisitos, o Presidente da República poderá ser preso.
Letra a.
Nos termos do art. 86, parágrafo quarto da Constituição Federal, o Presidente da Repú-
blica, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao 
exercício de suas funções.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra A.
Em relação à alternativa D, destaque-se que o presidente da República somente pode 
ser preso em caso de sentença condenatória.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
35ª QUESTÃO – De acordo com as disposições constitucionais aplicáveis à segurança 
pública, assinale a alternativa correta.
A. ( ) Os policiais civis podem exercer o direito de greve.
B. ( ) Compete à Polícia Militar a execução das atividades de defesa civil.
C. ( ) Ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apura-
ção de infrações penais, inclusive as militares, cabem à Polícia Civil.
D. ( ) Cabe à Polícia Federal exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e 
de fronteiras.
Letra d.
De acordo com o art. 144, parágrafo primeiro, III, da Constituição Federal, compete à Po-
lícia Federal exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra D.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
A. Os servidores públicos com atuação nos órgãos de segurança pública não podem 
exercer o direito de greve.
B. Compete ao Corpo de Bombeiros Militar a execução das atividades de defesa civil.
C. Ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de 
infrações penais, exceto as militares, cabem à Polícia Civil.
NOÇÕES DE DIREITO – LEI N. 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 – LEI DE 
INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO
ANA CRISTINA KOCH 
36ª QUESTÃO – Marque a alternativa correta, de acordo com o Decreto-Lei n. 4.657, de 
04/09/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
A. ( ) Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifi-
que ou revogue.
B. ( ) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
inicia-se 45 (quarentae cinco) dias depois de oficialmente publicada.
C. ( ) Algumas pessoas podem se escusar de cumprir a lei, alegando que não 
a conhecem.
D. ( ) Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a 
lei do país do domicílio do seu proprietário.
 
Letra a.
A. Certa. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 2º, não 
se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revo-
gue. Ou seja, as leis brasileiras têm caráter permanente, como regra geral. Seguem em 
vigor até que se publique uma outra lei que a modifique ou revogue. As leis temporárias 
já trazem expresso seu tempo de validade.
B. Errada. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 1o, § 
1o, nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, inicia-
40
PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
-se três meses depois de oficialmente publicada, sendo que a lei começa a vigorar em 
todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, se for no país e salvo 
disposição em contrário.
C. Errada. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 3o, nin-
guém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. A lei, depois de tornada 
pública, através de publicação oficial, passa a vigorar para todos, não podendo ninguém 
alegar ignorância para justificar seu descumprimento.
D. Errada. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 8o, 
para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do 
país em que estiverem situados. A qualificação dos bens e os atos referentes a eles obe-
decem à lei do país onde se encontram, e não a do domicílio dos proprietários.
37ª QUESTÃO – Marque a alternativa falsa, de acordo com o Decreto-Lei n. 4.657, de 
04/09/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
A. ( ) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja 
com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a 
lei anterior.
B. ( ) Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstá-
culos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a 
seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados.
C. ( ) Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na apli-
cação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade 
administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após 
realização de consulta pública, e presentes razões de relevante interesse geral, 
celebrar compromisso com os interessados, observada a legislação aplicável, o 
qual só produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial.
D. ( ) O juiz deve sempre conhecer as leis, não podendo exigir de quem as invoca 
prova do texto e da vigência.
Letra d.
A. Certa. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 2º, 
parágrafo 1º, a lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quan-
do seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a 
lei anterior.
B. Certa. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 22, na 
interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os obstáculos e as 
dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem pre-
juízo dos direitos dos administrados. 
C. Certa. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 26, 
para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na aplicação do 
direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade administrativa 
poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após realização de consulta 
41
PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
pública, e presentes razões de relevante interesse geral, celebrar compromisso com os 
interessados, observada a legislação aplicável, o qual só produzirá efeitos a partir de sua 
publicação oficial. 
D. Errada. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 14, 
não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e 
da vigência.
DIREITOS HUMANOS
DANIEL BARBOSA
38ª QUESTÃO – De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinale 
a alternativa correta.
A. ( ) Ninguém será submetido à tortura, mas poderá ser submetido a 
tratamento degradante.
B. ( ) Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como 
pessoa perante a lei.
C. ( ) Todos são iguais perante a lei e têm direito, com distinções específicas, a igual 
proteção da lei.
D. ( ) Apenas os mais vulneráveis devem receber dos tribunais nacionais competentes 
remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais.
Letra b.
A. Errada.
DUDH. Art. 5º Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel 
desumano ou degradante.
B. Certa.
DUDH. Art. 6º Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhe-
cido como pessoa perante a lei.
C. Errada.
DUDH. Art. 7º Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a 
igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação 
que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
D. Errada.
DUDH. Art. 8º Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais com-
petentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe 
sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
39ª QUESTÃO – De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinale 
a alternativa correta.
I – Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 
II – Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
III – Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; 
esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de ma-
nifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou 
em particular.
Estão corretos:
A. ( ) apenas o item I.
B. ( ) apenas o item II.
C. ( ) apenas o item III.
D. ( ) todos os itens.
Letra d.
DUDH. Art. 17.1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade 
com outros. 
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
DUDH. Art. 18. Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e 
religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de 
manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou 
em particular.
40ª QUESTÃO – De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
A. ( ) Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser pro-
tegido pela lei e, em geral, desde o momento do nascimento. Ninguém pode ser 
privado da vida arbitrariamente.
B. ( ) Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser im-
posta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal 
competente e em conformidade com lei que estabeleça tal pena, promulgada 
antes de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a 
delitos aos quais não se aplique atualmente.
C. ( ) Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido.
D. ( ) Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem 
por delitos comuns conexos com delitos políticos.
Letra a.
A CADH adota a teoria concepcionista no que tange à proteção à vida. Em geral, a vida 
é protegida desde o momento da concepção.
CADH. Art. 4.1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito 
deve ser protegido pela lei e,em geral, desde o momento da concepção. Ninguém 
pode ser privado da vida arbitrariamente.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
4.2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta só poderá ser 
imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento de sentença final de tribunal 
competente e em conformidade com lei que estabeleça tal pena, promulgada antes 
de haver o delito sido cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos 
quais não se aplique atualmente.
4.3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que a hajam abolido.
4.4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por delitos políticos, nem 
por delitos comuns conexos com delitos políticos.
4.5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no momento da perpetração 
do delito, for menor de dezoito anos, ou maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em 
estado de gravidez.
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
DIEGO RIBEIRO
41ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
O dobro do quadrado de um número diminuído de 10 unidades é igual a 8 vezes o núme-
ro considerado. Qual é o número real?
A. ( ) 1 ou 3.
B. ( ) 3 ou 5.
C. ( ) 5 ou 7.
D. ( ) 5 ou -1.
Letra d.
2x2– 10 = 8x
Dividindo por 2 ambos os lados da equação, temos:
x2– 5 = 4x
x2 – 4x - 5 = 4x
a = 1
b = - 4
c = - 5
Utilizando a fórmula de Bhaskara, segue que:
∆ = b2 – 4.a.c = 16 – 4.(1).(-5) = 16 +20 = 36
X = 4 + 6/2
X1 = 5
X2 = -1
42ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Efetuando a soma 0,00059 hm³ + 850 m³, obtém-se:
A. ( ) 1,44 x 106 litros
B. ( ) 0,144 x 106 litros
C. ( ) 1.440 litros
D. ( ) 14.400 litros
44
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Letra a.
Vamos trabalhar conversão.
km³ hm³ dam³ m³ dm³ cm³ mm³
Da esquerda para direita, cada “casa” multiplica-se por 103 = 1000 e, da direita para es-
querda, divide-se por 1000.
hm³ para m³: andamos duas casas para a direita. Logo, devemos multiplicar por 103 . 103 
= 106 = 1.000.000
0,00059 hm³ x 1000000 = 590m³ (conversão de hectômetro cúbico para metro cúbico)
Assim, 850 m³ + 590 m³ = 1.440 m³
As alternativas estão em litros (lembrando que 1M³ equivale a mil litros), portanto basta 
multiplicar por 1000 novamente para obter a quantidade em litros.
1.440 x 1000 = 1.440.000 litros = 1,44 x 106
43ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Quantas são as senhas de 5 dígitos formadas pelos algarismos 0, 1 e 2 que são múltiplos 
de 5?
A. ( ) 27.
B. ( ) 243.
C. ( ) 81.
D. ( ) 0.
Letra c.
Para ser múltiplo de 5, precisa terminar em 0 ou 5. Como não temos o 5 como opção de 
número na questão, deverá terminar em 0.
Possibilidades:
0, 1 e 2/ 0, 1 e 2/ 0, 1 e 2/ 0, 1 e 2/ apenas 0
Aplicou-se o Princípio Fundamental de Contagem.
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44ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Seis pessoas, entre elas Ana e João, vão formar uma fila. Sabendo-se que Ana e João 
devem ficar juntos, quantas são as possibilidades de se formar essa fila?
A. ( ) 240.
B. ( ) 120.
C. ( ) 720.
D. ( ) 480.
Letra a.
Como Ana e João devem ficar juntos, eu preciso agrupá-los e formar “uma pessoa” só. 
Agora observe que tenho 5 pessoas que permutarão de posição. Logo, P5 = 5! = 120.
Acontece que Ana e João também permutam entre si, logo P2 = 2! = 2
45ª QUESTÃO – Marque a alternativa CORRETA.
Qual a afirmação equivalente à negação da afirmação “Se compro, então eu preciso”?
A. ( ) Se não preciso, então eu não compro.
B. ( ) Não preciso e não compro
C. ( ) Compro e não preciso.
D. ( ) Compro ou não preciso
Letra c.
Para a negação da condicional, aplica-se a regra do MANE (mantém a primeira e nega 
a segunda).
Se compro, então eu pago = c → p
~(c → p) = c ^ ~p = Compro e não preciso
46ª QUESTÃO – Sabendo que, em um restaurante com 150 pessoas, 64% comeram o 
prato principal, 54 comeram a sobremesa e 25 comeram apenas a entrada, considerando 
o total presentes, qual a fração que representa as pessoas que comeram o prato principal 
ou a sobremesa?
A. ( ) 1/3.
B. ( ) 1/6.
C. ( ) 1/5.
D. ( ) 5/6.
Letra d.
Total = 150
Entrada = 25 (Não comeram o prato principal nem sobremesa.)
150 (Total) – 25 (entrada) = 125 (principal ou sobremesa.)
46
PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
Regra de 3
150 – 1
125 – x
150x = 125
X = 125/150 = 5/6
“Ou” significa união de conjuntos.
47ª QUESTÃO – Seja a1 o primeiro termo de uma P.A. de razão 2 e, também, o primeiro 
termo de uma P.G. de razão 3, para que o 161º termo da P.A. seja igual ao 5º termo da 
P.G., o valor de a1 deve ser:
A. ( ) 3.
B. ( ) 4.
C. ( ) 2.
D. ( ) 1.
Letra b.
A questão solicita que o termo a161 de uma P.A. seja igual ao a5 de uma P.G.
PA
an = a1 + (n - 1) . r
a161 = a1 + (160) . 2
a161 = a1 + 320
PG
an = a1 . q n-1
a5 = a1. 34 = 81a1
Basta igualar:
a161 = a5
a1 + 320 = 81a1
80a1 = 320
a1 = 4
48ª QUESTÃO – Das proposições abaixo, qual não é uma tautologia?
A. ( ) ~(~p ^ p)
B. ( ) ~p ^ ~q
C. ( ) (p → q) v (p ^ ~q)
D. ( ) (p v q) v (~p ^ ~q)
Letra b.
A conjunção, como conectivo lógico principal, nunca será uma tautologia.
Temos a tautologia básica, que é a disjunção entre uma proposição e a sua nega-
ção. Ou seja,
p v ~p.
As alternativas A, C e D trazem essa tautologia básica.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
A ~(~p ^ p) = p v ~p
C (p → q) v (p ^ ~q) = (p → q) v ~( p → q)
D (p v q) v (~p ^ ~q) = (p v q) v ~(p v q)
49ª QUESTÃO – Sabendo que as proposições “Se Jaci é irmã de Tupã, então Guaraci 
não é o deus do sol” e “Se Jaci é esposa de Tupã, então Sumé é o deus da lua” são falsas 
e que a proposição “Ceuci é a deusa da lavoura e Anhanguá é o protetor dos animais” é 
verdadeira, não podemos concluir que:
A. ( ) ou Jaci é irmã ou ela é esposa de Tupã.
B. ( ) Guaraci é o deus do sol e Jaci é irmã de Tupã.
C. ( ) Jaci não é esposa de Tupã ou Sumé não é o deus da lua.
D. ( ) Ceuci é a deusa da lavoura e Anhanguá é o protetor dos animais.
Letra a.
A questão afirma serem falsas as proposições:
I) “Se Jaci é irmã de Tupã, então Guaraci não é o deus do sol.”
II) “Se Jaci é esposa de Tupã, então Sumé é o deus da lua.”
A condicional só é falsa quando temos Vera Fischer (V → F).
Logo, podemos concluir que:
I) “Se Jaci é irmã de Tupã, então Guaraci não é o deus do sol”
Jaci é irmã de Tupã = V
Guaraci não é o deus do sol = F
II) “Se Jaci é esposa de Tupã, então Sumé é o deus da lua”
Jaci é esposa de Tupã = V
Sumé é o deus da lua = F
III) “Ceuci é a deusa da lavoura e Anhanguá é o protetor dos animais”
Ceuci é a deusa da lavoura = V
Anhanguá é o protetor dos animais = V
Analisando as alternativas:
A. V v V = F
B. V ^V = V
C. F v V = V
D. V ^ V = V
Na alternativa A, “Ou jaci é irmã ou ela é esposa de Tupã”, temos uma disjunção exclusiva 
cujas proposições são todas verdadeiras. Pela tabela-verdade da disjunção exclusiva, 
quando temos valores iguais, a disjunção exclusiva é FALSA.
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PM/MG – 2º SIMULADO – SOLDADO 2ª CLASSE (PÓS-EDITAL)
GRAN
50ª QUESTÃO – Considerando um experimento que consiste no lançamento de um dado 
honesto, se esse experimento for realizado três vezes, a probabilidade de haver três nú-
meros pares é de:
A. ( ) 12,5%.
B. ( ) 10%.
C. ( ) 15%.
D. ( ) 20%.
Letra a.
Um dado possui 6 faces (3 pares e 3 ímpares).
Logo, a probabilidade de sair par em um lançamento é 3/6 = 1/2.
Como são 3 lançamentos, temos:
1/2*1/2*1/2 = 1/8 = 12,5%