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GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO JORGE FRANCISCO RODRIGUES 2021 CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS Designa-se por prevenção de incêndios o conjunto de medidas tendentes a limitar a probabilidade de que um incêndio se inicie. Depois de um incêndio se iniciar, podem adaptar-se outro tipo de medidas nestas circunstâncias designadas por medida de proteção. A medida de proteção tem por finalidade minimizar as consequências de um incêndio OBJETIVOS DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS Garantir a segurança à vida das pessoas que se encontrarem no interior de um edifício, quando da ocorrência de um incêndio; Prevenir a conflagração e propagação do incêndio, envolvendo todo o edifício; Proteger o conteúdo e a estrutura do edifício e o meio ambiente. Minimizar os danos materiais de um incêndio. PRINCÍPIO BÁSICO DO COMBATE A INCÊNDIO Nenhum sistema de prevenção de incêndio será eficaz se não houver o elemento humano preparado para operá-lo. O elemento humano, para combater eficazmente um incêndio, deverá estar perfeitamente treinado. É um erro pensar que sem treinamento, alguém, por mais hábil que seja, por mais coragem que tenha, por mais valor que possua, seja capaz de atuar de maneira eficiente quando do aparecimento do fogo. ATORES ENVOLVIDOS NA ATIVIDADE DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Usuários Órgãos públicos de fiscalização Seguradoras. Empresas fabricantes de equipamentos de segurança. Empresas de instalação e de manutenção Profissionais de projeto Construtoras Entidades e laboratórios de pesquisa. 1 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO NR-23- PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Portaria 108/2019 da Secretaria Nacional de Segurança Pública- SNSP- Instituiu o Modelo Nacional de Regulamento de Segurança Contra Incêndios e Emergências. Responsabilidades dos empregadores: Adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a Legislação Estadual do Corpo de Bombeiros e as Normas Técnicas aplicáveis. Informar aos trabalhadores: Utilização de equipamentos de combate a incêndios Procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança Dispositivos de alarmes existentes. Exigências da NR-23 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrarem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em casos de emergência. Aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada á chave ou presa durante a ornada de trabalho. As saídas de emergências podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permite fácil abertura do interior do estabelecimento MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 2 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PREVENÇÃO: Abrange as medidas de segurança contra incêndio que objetivam evitar incêndios (união do calor com combustíveis), as quais serão mais importantes quanto maior a quantidade e mais fracionado o combustível(gases, vapores, poeira). Em síntese: são as medidas que trabalham o controle dos materiais combustíveis(armazenamento/quantidade) das fontes de calor(solda/eletricidade/cigarro) e do treinamento(educação) das pessoas para hábitos e atitudes preventivas. PROTEÇÃO: São as medidas que objetivam dificultar a propagação do incêndio e manter a estabilidade da edificação. Normalmente são divididas em proteções ativas e passivas, conforme trabalhem, reagindo ou não em caso de incêndio. Exemplos de medidas de proteção passiva: paredes e portas corta-fogo; diques de contenção; armários e contentores para combustíveis; afastamentos; proteção estrutural, controle dos materiais de acabamento. Exemplos de medidas de proteção ativa: sistema de ventilação(tiragem) de fumaça; sistemas de chuveiros automáticos(sprinkler) COMBATE: Compreende tudo o que é usado para extinguir incêndios, tais como: equipamentos manuais (hidrantes e extintores) complementados por equipes treinadas; sistema de detecção e alarmes; sistemas automáticos de extinção; Planos de auxílio mútuo - PAMs; corpo de bombeiros públicos e privados, condições de acesso á edificação pelo socorro público; reserva de água (e hidrantes públicos), entre outros MEIOS DE ESCAPE: Normalmente constituído por medidas de proteção passiva, tais como escadas seguras, paredes, portas(corta-fogo), podendo incluir proteção ativa, como sistema de pressurização de escadas e outros. FATORES DETERMINANTES DOS MEIOS DE ESCAPE: Sistemas de detecção Sistemas de alarmes e iluminação de emergência Em alguns casos, intervenção complementar de equipes treinadas para viabilizar o abandono, especialmente nos locais de reunião de público. 3 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A medida de proteção através do meio de escape é destaque em relação às demais devido a sua importância fundamental para a vida humana e por sua ação básica de resposta a emergências GERENCIAMENTO: Nessa medida de proteção contra incêndio estão incluídas todas as medidas administrativas e de dia-a-dia como treinamento e reciclagem das equipes de respostas a emergências. A existência de um plano e um procedimento de emergência A manutenção dos equipamentos instalados Adequação dos meios instalados com o risco existente( o qual muitas vezes se altera sem que se efetue a necessária adequação dos meios) EM SÍNTESE: abrange a manutenção dos sistemas e a administração da resposta às emergências, nela incluso o treinamento do pessoal e sua ação fundamental em locais de reunião de público FOGO - DEFINIÇÃO É a resultante de uma reação química de oxidação (processo de combustão), caracterizada pela emissão de calor, luz e gases tóxicos. O fogo é um fenômeno sob controle em que a resultante do processo de combustão, ou seja, é a parte visível da combustão e a combustão é a queima propriamente dita de uma substância. Condição de existência do fogo: É necessário a presença de quatro elementos: combustível, comburente(normalmente oxigênio), calor e reação em cadeia, em condições mínimas, ou seja, tenha o combustível, com mínimo de oxigênio, na temperatura correta e que produza uma faísca, a união dessas condições produzirá uma chama, sendo que essa chama sob controle é o fogo. INCÊNDIO É o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos á vida, ao meio ambiente e ao patrimônio COMBUSTÃO É a ação de queimar. Estado de um corpo que queima, produzindo calor e luz. Oxidação forte com produção de calor e normalmente de chama(não obrigatoriamente) 4 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Reação química que resulta da combinação de um elemento combustível com oxigênio (comburente), com intensa produção de energia calorífica e, não obrigatoriamente de chama. É o ato de queimar esse combustível, que deve conter porcentagem mínima de oxigênio, caso contrário não acontece a combustão. Essa combustão pode produzir chama e brasas ou somente brasas e também, a energia irradiada sem a presença de efeito luminosos. EXPLOSÃO É um fenômeno acompanhado de rápida expansão de um sistema de gases, seguida de uma rápida elevação de pressão. É a queima de gases ou partículas sólidas em altíssima velocidade, em locais confinados, com grande liberação de energia e deslocamento de ar. Combustíveis líquidosacima da temperatura de fulgor, liberam gases que podem explodir ( num ambiente fechado) na presença de uma fonte de calor. Na explosão há grande liberação de energia e deslocamento de ar. Efeito da Explosão: Desenvolvimento de uma onda de choque e ruído COMPARAÇÃO FOGO, INCÊNDIO E EXPLOSÃO Verifica-se que a diferença entre eles está na questão da velocidade, ou seja, o fogo é a queima controlada, o incêndio é o fogo sem controle e a explosão é uma rápida expansão dos gases acompanhado do ruído e da queima. TETRAEDRO DO FOGO Os elementos que compõe o tetraedro do fogo são: combustível, comburente, calor e reação em cadeira, untos, em quantidades e condições adequadas, trazem , como resultado , o fogo. 5 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO SURGIMENTO E EXTINÇÃO DO FOGO EXCEÇÕES: Materiais que têm oxigênio em sua composição e queima sem a necessidade do oxigênio do ar .Exemplos: peróxidos orgânicos e a pólvora. EXTINÇÃO QUÍMICA: Se dá quando os hidrocarbonetos halogenados e sais inorgânicos atuam como agentes extintores e interferem na cadeia de reações, que realizam durante a combustão. Exemplo: PQS. MÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGO PELO ISOLAMENTO O método que consiste na extinção por retirada do material combustível ou isolamento possui duas técnicas: a retirada do material que está queimando e a retirada do material que está próximo ao fogo. Acabando o combustível, o incêndio se extingue mais rapidamente A atuação no combustível consiste na retirada do material ainda não atingida pelo fogo. 6 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Muitas vezes, no caso de incêndios de penetração, como em silos e em pilhas de materiais combustíveis sólidos, ou de incêndios em florestas, tanques de armazenamento de fluidos inflamáveis e outros, o único método de extinção disponível é a remoção do combustível não queimado da área do incêndio. A retirada do combustível diminui muito o vulto que tomaria o incêndio, pois estaria diminuindo as possibilidades de propagação do fogo por contato ou condução. Muitas vezes a retirada do combustível é perigosa e difícil, mas há exceções. O combustível poderá ser retirado isolando-o, bloqueando seu suprimento, transferindo- o, etc., sempre que houver condições de segurança para a equipe que está realizando o trabalho. MÉTODO DE EXTIÇÃO DO FOGO PELO RESFRIAMENTO O método que consiste na extinção por retirada do calor ou resfriamento se dá pela diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o combustível não gere mais gases ou vapores e se apague, ou que gere poucos gases que não sejam suficientes para manter a combustão. Quando retiramos o calor do fogo, até que o combustível não gere mais gases nem vapores e se apague, dizemos que extinguimos o fogo pelo método de resfriamento. O agente usado comumente para combater incêndios por resfriamento é a água. É o método mais comum de extinção de incêndios, ou seja, quando baixamos a temperatura do combustível até um ponto onde não exista mais a possibilidade de desprendimento de gases ou vapores. Em grandes quantidades a água tem a capacidade de absorver uma grande quantidade de calor e pode ser aplicada na forma de jato pleno, neblina ou incorporada à espuma. MÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGO POR ABAFAMENTO O método que consiste na extinção por retirada do comburente ou abafamento ocorre na diminuição ou impedimento do contato de oxigênio com o combustível. Quando a quantidade de combustível estiver muito baixa, não ocorre a combustão. consiste na retirada do comburente, evitando-se que o oxigênio contido no ar se misture com os gases gerados pelo combustível e forme uma mistura inflamável. O abafamento é, dos métodos de extinção, o mais difícil, pois somente pequenos incêndios podem ser abafados A grande maioria dos combustíveis só queima na presença do oxigênio (comburente), presente na atmosfera a uma quantidade de 21%, portanto se conseguirmos retirá-lo o fogo será extinto. 7 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Quando a porcentagem de oxigênio é limitada ou reduzida à 15% o fogo deixa de existir, o que é conseguido através da diluição com gás carbônico ou espuma mecânica. Convém lembrar que certos materiais queimam em concentrações muito baixa de oxigênio, como ocorre com a madeira (sólido) ou o acetileno (gás) que necessitam de menos de 4% de oxigênio para manterem a combustão MÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGO POR EXTINÇÃO QUÍMICA A quebra da reação em cadeia extingue, também, o incêndio. Este método consiste no seguinte: o combustível, sob ação do calor, gera gases ou vapores que, ao se combinarem com o comburente, formam uma mistura inflamável. Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente), formando outra mistura não inflamável. O calor irradiado das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante. Para que ocorra a extinção química, é necessária a aplicação de pó químico seco à base de halogenados. Essa forma de extinção caiu em desuso, uma vez que esses extintores de halogenados não são mais fabricados, devido a problemas técnicos. Assim, utilizam-se todos ou quase todos os métodos de extinção juntos para conseguir quebrar a reação em cadeia. OS ELEMENTOS DO FOGO - COMBUSTÍVEL Combustível: É todo o material que pode ser queimado, independentemente do estado físico que se encontra. Combustível sólido e líquido precisam mudar para o estado gasoso com ação do calor, combinados com o comburente (oxigênio), formam uma substância inflamável. O combustível sólido, quando exposto a um determinado nível de energia(calor ou radiação) sofre um processo de decomposição térmica, denominado pirólise, e desenvolvem produtos gasosos (gás e vapor), que, com o oxigênio do ar , forma mistura inflamável (ou mistura explosiva), essa mistura na presença de uma fonte de energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. Combustível sólido: Caso o nível de energia incidente sobre o sólido for suficiente para manter a razão da pirólise para formara mistura inflamável, haverá a continuidade da combustão. 8 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A continuidade da combustão ocorre, na maioria dos casos, pelo calor da própria chama do material em combustão. Os combustíveis sólidos, ao entrarem em contato com oxigênio, se inflamam, e se aqueçam, liberando vapores das substâncias que estão queimando, quanto mais se aquecem mais vapores liberam e, assim, o combustível entra em combustão. Combustível Líquido: Os combustíveis líquidos podem ser divididos em voláteis e não voláteis. Os voláteis são aqueles que desprendem gases inflamáveis à temperatura ambiente. Ex: álcool, éter, benzeno. Os não voláteis são aqueles que desprendem gases inflamáveis à temperatura maiores do que a do ambiente. Exemplo: óleo, graxa. O combustível líquido quando exposto a um determinado grau de calor, não sofre decomposição térmica, mas, sim, o fenômeno físico denominado evaporação, que é a liberação dos vapores, os quais, em contato com o oxigênio do ar, forma a mistura inflamável (ou mistura explosiva). Essa mistura na presença de uma fonte de energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. A queima terá continuidade caso o líquido atinja a sua temperatura de combustão. Os combustíveis líquidos são na sua maioria derivados de petróleo,que são denominados hidrocarbonetos. As substâncias oleígenas retiradas de plantas e gorduras animais têm mecanismo semelhante, na ignição, aos derivados de petróleo Os combustíveis líquidos, que são voláteis, são aqueles que quando abrimos o recipiente em que estão contidos, conseguimos, em temperatura ambiente, sentir seu cheiro, que são os vapores da substância. Os vapores são inflamados e, com a ação do calor, a parte líquida evaporará para se inflamar. Já os combustíveis líquidos não voláteis são aqueles que são necessários primeiro o aquecimento depois estes se inflamam com a presença do oxigênio. Combustível Gasoso: Diferentemente dos líquidos e sólidos em que há a necessidade de transformação do estado físico, os combustível gasoso permanecem no mesmo estado, ou seja, no estado gasoso. Esse combustível se incendeia quando estão em contato com o oxigênio e uma faísca. 9 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO São combustíveis que se inflamam de forma rápida e consomem o combustível de forma rápida também. Assim considerado quando se apresenta em forma de gás ou vapor na temperatura do ambiente. Esse combustível em contato com o oxigênio do ar forma a mistura inflamável (ou mistura explosiva), que na presença de uma energia ativante (faísca, chama, centelha) se inflama. Os combustíveis gasosos são, na maioria, as frações mais leves do petróleo. Outros gases combustíveis mais conhecidos que não derivam do petróleo são: hidrogênio, o monóxido de carbono, amônia, dissulfeto de carbono . Acidentes domésticos com vazamento de gás de cozinha são muito comuns e dependendo da quantidade de combustível disponível para a queima, na presença de oxigênio, e uma faísca, pode causar explosões, por isso os fabricantes misturam, na sua composição, a metil mercaptana, para alertar vazamentos de GLP (gás liquefeito de petróleo) uma vez que este gás não tem cheiro. Outros exemplos de Combustíveis Gasosos são butano, propano, GLP e etano. OS ELEMENTOS DO FOGO -COMBURENTE Comburente: O fogo não acontecerá, dependendo da porcentagem existente. Este elemento é o oxigênio, lembrando que o ar atmosférico ideal possui 21% de O2 e 79% N2, por isso, quando riscamos um fósforo ele se acende, o ar atmosférico possui a quantidade suficiente de oxigênio para iniciar uma combustão. O comburente é o elemento ativador do fogo, o comburente dá vida às chamas, e o mais comum é o oxigênio, contido no ar atmosférico numa porcentagem entre 21% Veremos que a porcentagem de oxigênio presente na combustão é muito importante e dela é que saberemos se a combustão estará em sua plenitude, incandescência ou não haverá fogo. OS ELEMENTOS DO FOGO - CALOR Calor: É o elemento que dá início ao fogo; é ele que faz o fogo se propagar pelo combustível. A faísca, a chama, o superaquecimento de equipamentos, a sobrecarga em aparelhos energizados são exemplos de calor. OS ELEMENTOS DO FOGO - REAÇÃO EM CADEIA Reação em cadeia: 10 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Uma reação em cadeia é uma sequência de reações que ocorrem durante o fogo, produzindo sua própria energia de ativação (o calor) enquanto há comburente e combustível para queimar. A reação em cadeia é quando o processo seguinte acontece continuamente e progressivamente. Os materiais combinados com o oxigênio e submetidos a uma temperatura mais alta, essa mistura inflamar-se-á, gerando maior quantidade de calor, que vai aquecendo novas partículas do combustível e inflamando-as de forma contínua e progressiva, gerando maior quantidade de calor. CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA OCORRÊNCIA DO FOGO É necessário a ocorrência de várias condições para que ocorra o fogo. Iniciaremos pelo combustível, ou seja, a substância que queremos queimar, caso esta não esteja no estado físico adequado esta precisará se adequar. É necessário que possua a quantidade mínima de comburente no local onde o combustível se encontra, senão não haverá fogo. E que possua calor suficiente para aquecer o combustível em um dos pontos notáveis( PF, PC, PI), pois se não tiver temperatura correta o corpo não se aquece e, portanto não inflama. PRINCÍPIO DA COMBUSTÃO A combustão é a queima propriamente dita, pode ser classificada de três formas: quanto a velocidade, Quanto a reação, Quanto porcentagem de O2. A combustão quanto a velocidade pode ser: lenta, viva, muito viva, instantânea. Já quanto a reação pode ser: completa e incompleta. E por fim quanto a porcentagem de oxigênio, dependendo da quantidade de oxigênio sua chama estará em plenitude, incandescência ou não é possível ter fogo. QUANTO À VELOCIDADE DA COMBUSTÃO Combustão lenta é aquela em que o fogo só produz calor, não há chama, isto é, não há luz, e geralmente se processa em ambientes pobres em oxigênio. Combustão ativa é aquela em que o fogo, além de produzir calor, produz também chama, isto é, luz, e se processa em ambientes ricos em oxigênio. Tipos de combustão ativa ou viva são os incêndios em geral. 11 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Explosão é a combustão rápida que atinge altas temperaturas, essa transformação de energia se caracteriza por violenta dilatação dos gases que, por sua vez, exercem também violenta pressão nas paredes que o confinam. QUANTO ÀS REAÇÕES DA COMBUSTÃO A combustão pode ser completa ou incompleta, dependendo da quantidade de oxigênio. Na combustão completa ocorre a queima total de oxigênio e na combustão incompleta, a queima parcial de oxigênio Quando duas substâncias reagem quimicamente entre si, se transformam em outras substâncias. Esses produtos finais resultantes da combustão, que dependerão do tipo do combustível, normalmente são: Gás carbônico (CO2), Monóxido de carbono (CO), fuligem, cinzas, vapor d´água, mais calor e energia luminosa Um combustível em contato com o oxigênio do ar pode formar em seus produtos tanto gás carbônico, monóxido de carbono ou carbono, além da água. Em todos os casos, esses produtos dependerão, principalmente, da quantidade de oxigênio que o seu combustível está em contato. Na combustão completa, reagimos o combustível com o oxigênio e o calor e forma-se o gás carbônico e a água. Combustível + oxigênio + calor → CO2+H2O Já, na combustão incompleta, reagimos o combustível com o oxigênio e o calor e forma- se monóxido de carbono e água, além da energia e da fumaça que cada reação produz. Combustível + oxigênio + calor → CO+H2O A fumaça é um dos produtos da combustão, sendo o resultado de uma combustão incompleta, onde pequenas partículas sólidas se tornam visíveis. CONCEITOS DE COMBUSTÃO COMPLETA E INCOMPLETA Verifique ao acender a boca do fogão, se a chama que estiver saindo do seu fogão for azul, então está produzindo uma reação completa, ou seja, todo o combustível liberado pelo botijão em contato com o ar atmosférico e fornecido uma faísca está sendo consumido. A combustão será incompleta quando a chama do seu fogão for alaranjada, ou seja, o combustível liberado pelo botijão não está sendo consumido completamente. PORCENTAGEM DE O2 NA COMBUSTÃO A quantidade de O2 no ambiente é extremamente importante, pois sem o O2, nas quantidades corretas, não ocorre a combustão. Observe a tabela. 12 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Existem combustíveis que já possuem oxigênio em sua composição, como é o caso da pólvora, nitratos, celuloides etc, que podem queimar em qualquer lugar, com ou sem a presença de ar Tabela: Quantidade de Oxigênio em umacombustão PONTOS NOTÁVEIS DE TEMPERATURA DAS SUBSTÂNCIAS OU COMBUSTÍVEIS Os pontos notáveis são definidos com três pontos diferentes de temperatura. A maioria das substâncias ou combustíveis possuem os três pontos notáveis que iremos estudar. Cada combustível tem os seus pontos notáveis que, provavelmente, não serão os mesmos de outra substância. Os três pontos notáveis que iremos estudar são: ponto de fulgor, ponto de combustão, temperatura de ignição. Nos estudos de prevenção e extinção de incêndios, devemos saber como os diversos materiais se comportam em relação ao calor. PONTO DE FULGOR O ponto de fulgor é a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, que, combinados com o oxigênio do ar em contato com uma chama, começam a se queimar, mas a chama não se mantém porque os gases produzidos são ainda insuficientes. É chamado ponto de lampejo ou flash point. Dizemos que um combustível está em seu ponto ou temperatura de fulgor no momento em que, ao aproximar uma chama externa aos gases desprendidos pelo aquecimento e em contato com o oxigênio, um lampejo for emitido (acende e, em seguida, apaga). Tomemos, como exemplo, o álcool num dia frio. Se quisermos queimá-lo, só conseguiremos que se incendeie efetivamente depois da terceira ou quarta tentativa de ateamento de fogo. A principal característica desse ponto é que, se retirarmos a chama, o fogo se apagará por causa da pouca quantidade de calor para produzir gases suficientes e manter a transformação em cadeia, ou seja, manter o fogo. 13 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO O ponto de fulgor é a menor temperatura em que ocorre um lampejo, provocado pela inflamação dos vapores da amostra, pela passagem de uma chama piloto, ou ainda, a menor temperatura em que a aplicação da chama piloto produz um lampejo provocado pela inflamação dos vapores desprendidos pela amostra. Segundo o Código dos Bombeiros, ponto de fulgor é a menor temperatura na qual um combustível emite vapores em quantidade suficiente para formar uma mistura com o ar na região, imediatamente, acima da sua superfície, capaz de entrar em ignição quando em contato com uma chama e não mantê-la após a retirada da chama. PONTO DE COMBUSTÃO O ponto de combustão é definido, como: É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, se inflamam, e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia. No instante em que, ao atearmos fogo, ele se instala e permanece, dizemos que o combustível se encontra em seu ponto ou temperatura de combustão (fire point). O ponto o ponto de combustão é a temperatura em que a amostra, após inflamar-se pela passagem da chama piloto, continua a queimar por cinco segundos, no mínimo. Segundo Código dos Bombeiros Ponto de combustão é a menor temperatura na qual um combustível emite vapores em quantidade suficiente, para formar uma mistura com o ar na região imediatamente acima da sua superfície, capaz de entrar ignição quando em contato com uma chama e manter a combustão após a retirada da chama. TEMPERATURA DE IGNIÇÃO A temperatura de ignição é definido como a temperatura em que os gases desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independentemente de qualquer fonte de calor. Até agora, para provocarmos uma combustão, tivemos de lançar mão de uma chama externa. Mas, se continuarmos aquecendo o combustível, ele chegará a atingir a sua temperatura mais crítica, a temperatura de ignição espontânea, e então os vapores por ele desprendidos entrarão em combustão pelo simples contato com o oxigênio, sem o auxílio da chama externa. Segundo o Código dos Bombeiros a temperatura mínima em que ocorre uma combustão independente de uma fonte de ignição como chama e faísca. O simples contato do combustível com o comburente é suficiente para estabelecer a reação. 14 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO LIMITES DE INFLAMABILIDADE DOS MATERIAIS COMBUSTÍVEIS Limite Inferior de inflamabilidade: é a concentração máxima de vapores combustíveis no ar abaixo da qual não existe combustão em virtude da mistura ser demasiado pobre em vapores combustíveis Limite superior de inflamabilidade: por seu turno é a concentração mínima de vapores combustíveis no ar acima da qual não existe combustão em virtude da mistura ser demasiado rica em vapores combustíveis. Os fatores que influenciam o domínio da explosividade são: Aumento da pressão e/ ou temperatura, Diminuição da pressão e /ou temperatura, Diminuição da porcentagem de oxigênio QUEIMA NA NUVEM DE GÁS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASES INFLAMÁVEIS NR-20 Líquidos inflamáveis: São líquidos de possuem PF≤60°C Equiparação aos líquidos inflamáveis: líquidos que possuem PF¿60 °C , quando armazenados e transferidos aquecidos a temperaturas iguais ou superiores ao seu ponto de fulgor, se equiparam aos líquidos inflamáveis. Gases inflamáveis: São gases que inflamam com o ar a 20°C e uma pressão padrão de 101,3KPa Líquidos combustíveis: São líquidos com PF¿60°C e ≤93°C Retificados em 01/08/2020 SEPRT 15 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO INCÊNDIO DE POÇA A liberação acidental de um líquido inflamável pode ocasionar a formação de poça, que seguida de ignição do material, dá lugar à ocorrência de incêndio em poça, com parte da energia liberada na combustão, sendo emitida na forma de radiação térmica. Neste efeito, tanto a incidência da chama direta, como a radiação térmica gerada, podem causar danos sobre pessoas ou bens materiais. O incêndio em poça pode também dar origem a um BLEVE, como desdobramento de seus efeitos LIBERAÇÃO DE LÍQUIDO INFLAMÁVEL COM POSTERIOR IGNIÇÃO DA POÇA EXPLOSÃO DE NÚVENEM Liberação de líquido ou gás inflamável com formação de núvem EXPLOSÃO DE NUVEM A liberação de um gás inflamável na atmosfera levará à formação de uma nuvem, após a dispersão do mesmo na atmosfera, misturando-se com o oxigênio existente. 16 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Caso esta nuvem de gás alcance uma fonte de ignição, haverá ignição desta nuvem, podendo ocorrer um incêndio em nuvem ou uma explosão. Observa-se que na nuvem de gás só haverá queima, caso a nuvem cruze a fonte de ignição quando estiver com concentração (C) entre os limites de inflamabilidade. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA OCORRER EXPLOSÃO DA NUVEM DE VAPOR O material liberado deve ser inflamável e em condições adequadas de temperatura e pressão. A nuvem formada deve ter um tamanho mínimo antes de sofrer ignição. Se a ignição ocorre instantaneamente, um jet fire, um large fire, ou um fireball poderá ocorrer. Nesse caso, o aparecimento de ondas de pressão significante é improvável. Por outro lado, é esperado ondas de choque significantes se a ignição da nuvem ocorrer num intervalo de um a cinco minutos após o vazamento. A região intermediária da nuvem deve estar na região inflamável. A quantidade de material inflamável depende: Do tipo e a quantidade de material liberado; Do valor da pressão no momento da liberação. Do grau de confinamento da nuvem; Da velocidade do vento, umidade do ar, e outros fatores ambientais. Na maioria das vezes, a ignição de uma nuvem de vapor resulta em uma deflagração, ou seja, uma deflagração é caracterizada pela propagação das ondas de choque em velocidades subsônicas relativa ao gás não queimado à frente da chama, istoé, a velocidade de queima é menor do que a velocidade do som, no gás não queimado. CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS A classificação dos incêndios pode ser divida em duas formas: quanto à proporção e quanto aos combustíveis. A proporção é a extensão que seu incêndio pode atingir combustível são as classes de incêndio, que são os combustíveis que estão sendo incendiados. É importante estar atento na diferenciação das classes, pois a partir dela é que saberemos como devemos proceder para sua extinção e como, possivelmente, será sua propagação. COMBUSTÍVEL Quanto a queima o combustível foi dividido em cinco grandes classes, se for levar em consideração uma classificação mundial. 17 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Para combater o incêndio, o responsável deve conhecer as classes de fogo possíveis de ocorrer no local, para que possa selecionar o melhor meio de combatê-lo. Sendo assim, para facilitar o combate ao incêndio, o fogo foi dividido em classes CLASSE DE INCÊNDIO Classe de incêndio é a classificação didática na qual se definem fogos de diferentes naturezas: fogo classe A fogo classe B; fogo classe C; fogo classe D; Fogo classe K A classe K é para a classe de materiais que incluem óleos vegetais ou animais e cozinhas industriais. Classe de incêndio é a classificação didática na qual se definem fogos de diferentes naturezas: fogo classe A; fogo classe B, fogo classe C , fogo classe D., Fogo classe K A classe K é para a classe de materiais que incluem óleos vegetais ou animais e cozinhas industriais. 18 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO É evidente que nos incêndios que deixam resíduos como brasas ou calor, devemos prestar muita atenção no resfriamento, pois do contrário, uma vez extinto o fogo, as brasas remanescentes ou o calor concentrado, reiniciam o incêndio ao entrarem em contato com o comburente fornecido pelo ar. 19 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO O resfriamento deve atingir toda a massa incendiada que se encontra na profundidade. Um serviço operado superficialmente não atingirá a parte interna do material incendiado, o qual continuará lentamente em combustão. RESCALDO: É a operação final de um serviço de extinção de incêndio. Esta operação consiste na movimentação de todo o material sólido envolvido pelas chamas, a fim de se ter certeza da não existência de resíduos e a facilidade de um melhor resfriamento, cuja complementação poderá ser feita com água, de forma moderada. Por mais insignificante que seja um incêndio, nunca dê as costas de imediato para o local do sinistro, pois além do perigo da regnição, você poderá ser envolvido pelas chamas. 20 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO EXTINTOR CLASSE K EXTINTORES DE INCÊNDIOS CONSTITUIÇÃO: Os extintores são constituídos por um recipiente de aço, cobre, cobre, latão ou material metálico equivalente, contendo em seu interior um agente extintor. FINALIDADE: Os aparelhos de extintores são destinados à extinção imediata de um princípio de incêndio quando, ainda em sua fase inicial, pois sua carga é pequena e, dessa forma, não atuarão com a mesma eficiência em incêndios maiores, além de não conseguirem a completa extinção pela limitação da quantidade de agente extintor disponível. Sendo que o agente extintor contido nos extintores deve ser adequado para cada tipo de classe. FATOTORES QUE DETERMINAM A EFICÁCIA DO USO DE EXTINTORES: Facilidade de acesso aos aparelhos Perfeição dos serviços de manutenção Conhecimento pelo operador das técnicas de extinção de fogo Conhecimento da operação dos extintores TIPOS DE EXTINTORES Extintores portáteis Extintores sobre rodas ou carreta 21 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO EXTINTORES SOBRE RODAS OU CARRETA São extintores de grande volume, que para facilitar seu manejo e deslocamento, são montados sobre rodas. As carretas são posicionadas em locais onde há grande quantidade de materiais estocados, não podem ter degraus onde estiverem localizados e ter abertura suficiente para a passagem do extintor A forma de utilização é similar dos extintores portáteis, cobrindo uma área de maior risco, seguindo o que o código de cada estado determinar. ENTIDADES QUE REGULAM NORMAS DE EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS: Associação brasileira de Normas Técnicas- ABNT Instituto de Resseguro do Brasil Norma regulamentadora NR-23 do Ministério da Economia Instruções técnicas do Corpo de Bombeiro de cada estado Normas Municipais. PRÉ REQUISITOS DE PROJETO DE EXTINTORES Verificar pra que órgão será enviado, Escolher as normas mais exigentes Observar as peculiaridades de cada órgão 22 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO COMPONENTES DOS EXTINTORES Etiquetas de identificação: permitem ao usuário saber a classe de incêndio a que se destinam e o seu emprego correto. Manômetro dos extintores de incêndios de água, pó químico e espuma permite que saibamos qual a pressão no interior. Posição da seta do manômetro: Na parte vermelha do lado esquerdo, é necessário a recarga do extintor, pois a pressão está abaixo da recomendada. Se estiver no verde, o extintor está com a pressão correta. Se estiver na parte vermelha do lado direito, é necessária a recarga, pois está com uma pressão superior a recomendada. Em alguns extintores, no manômetro, no lugar da cor vermelha do lado direito há a cor branca O manômetro além de indicar a pressão do extintor, serve também como válvula de segurança, que se rompe automaticamente com o excesso de pressão, fora dos limites de segurança. Atualmente, os extintores utilizados são: espuma mecânica, pó químico seco, água pressurizada, gás carbônico e classe D. SISTEMA BÁSICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO-EXTINTORES PORTÁTEIS Os extintores portáteis fazem parte do sistema básico de segurança contra incêndio em edificações e devem ter como características principais: portabilidade, facilidade de uso, manejo e operação, e tem como objetivo o combate de princípio de incêndio. A manutenção desses equipamentos, juntamente com o treinamento de pessoas para seu uso, é fundamental para seu objetivo. Os princípios de incêndios têm características diferentes em função de sua origem elétrica ou não, e materiais combustíveis envolvidos, o que exige o uso de agentes extintores apropriados para cada caso. Em função disso, há uma classificação dos extintores. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO-EXTINTORES PORTÁTEIS E NÃO PORTÁTEIS Agente extintor: é a substância utilizada para preencher os extintores a qual definirá o tipo de extintor. Capacidade extintora do extintor: é um dado importante, pois é o que vai determinar o poder de extinção e não deve ser confundido com unidade extintora. 23 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Quanto ao transporte os extintores podem ser: portáteis e não-portáteis, sendo que os não-portáteis subdivide-se em sobrerroda e estacionário. O extintor portátil com massa até 196 N (20 kgf) não precisa ser colocado sobrerrodas, acima desse valor necessita estar sobrerrodas. O extintor com massa próxima a 196 N (20 kgf) não atende à portabilidade acima citada, principalmente quando colocado em ambiente cujas pessoas não estão acostumadas a esforços físicos FATORES QUE DETERMINAM À EFICIÊNCIA DOS EXTINTORES Agente extintor Alcance do jato Duração de descarga ou tempo efetivo de descarga Forma de descarga, por jato concentrado ou em forma de névoa ou nuvem Massa total: Instalação, Facilidadede acionamento. AGENTE EXTINTOR: Existem agentes adequados e com maior ou menor eficiência no combate a determinado princípio de incêndio ou classe de fogo ALCANCE: O alcance do jato do agente extintor é função da pressão interna e do orifício de saída, que são características de cada extintor. A distância que o agente extintor alcança é importante, pois permite ao operador controlar melhor a distância de ataque ao princípio de incêndio, protegendo-se do nível da radiação térmica e dos gases emitidos. DURAÇÃO DE DESCARGA OU TEMPO EFETIVO DE DESCARGA: A quantidade de agente extintor é limitada nos extintores e são encontrados extintores com várias massas ou volumes para o mesmo tipo. A duração da descarga ou tempo efetivo de descarga é função de quantidade de agente extintor contido no extintor e vazão do agente extintor. FORMA DE DESCARGA: A forma de descarga, por jato concentrado ou em forma de névoa ou nuvem também é fator de eficiência, o que vai depender do princípio de incêndio. OPERACIONALIDADE: 24 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO O extintor deve ser de fácil manuseio e adequado ao tipo do material combustível e energia desenvolvida pelo princípio de incêndio, sendo três as variáveis a serem consideradas: Massa total. Instalação: a parte superior do extintor deve estar, no máximo, a 1,60 m do piso. E sua parte inferior não deve estar a menos de 0,20 m do piso. Facilidade de acionamento: Para os extintores do tipo pressurização direta, que são os mais comuns, deve-se portá- lo pela alça, Puxar a trava rompendo o lacre, apertando o gatilho e segurando a mangueira firmemente. O jato deve ser dirigido à base do fogo para pós e agentes líquidos, excetuando-se a espuma mecânica e sobre o fogo para dióxido de carbono (CO2), halogenados e espuma mecânica MATERIAIS E EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO - AGENTES EXTINTORES Os agentes extintores são as substâncias sólidas, líquidas ou gasosas capazes de interromper uma combustão, quer por resfriamento (retirada do calor), abafamento (retirada do comburente), extinção química (retirada da reação em cadeia), quer pela utilização simultânea desses processos. Essas substâncias podem ser dispostas em extintores (aparelhos portáteis de utilização imediata ou sobre rodas), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (chuveiros automáticos ou sprinklers). LOCALIZAÇÃO E SINALIZAÇÃO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO Localização: Local de fácil localização e acesso. Local onde haja menor probabilidade do fogo bloquear o acesso ou o operador ficar ilhado. Não colocar extintor nas paredes de escadas. Sinalização: Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta vermelha e larga com bordas amarelas. 25 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Deverá ser pintado no piso abaixo do extintor um quadrado de 1mx1m com bordas amarelas, sinalizando a não obstrução do mesmo. ITENS A SEREM VERIFICADOS NAS INSPEÇÕES DOS EXTINTORES Pontos a serem examinados na Inspeção visual mensal: Ficha de controle de inspeção no extintor Aspectos externos Lacres Manômetros Mangueiras: bico e ressecamento, fissuras Válvulas de alívio Etiqueta de identificação presa ao bojo: data em que foi carregado, data para recarga, número de identificação. Proteger a etiqueta Cilindros de extintor de pressão injetada: Devem ser pesados semestralmente, se a perda de peso for maior que 10% do peso original, deverá ser providenciada a sua recarga. 26 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO SELEÇÃO DO AGENTE EXTINTOR E DISTÂNCIA PERCORRIDA Quanto à seleção do agente extintor e a distância a ser percorrida para os extintores classe A e B, os quadros abaixo apresentam de maneira resumida, mas prática, as informações necessárias. PRINCIPAIS AGENTES EXTINTORES Os principais agentes extintores são: água, espuma mecânica, pós-químicos e gás carbônico. Podem ser dispostas dentro de extintores ou hidrantes. 27 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Devemos ressaltar que é muito importante conciliar os conhecimentos sobre agente extintores com as classes de incêndios, pois cada classe tem um agente extintor que é mais favorável e o que não deve ser utilizado, pois caso contrário poderá aumentar ou espalhar o incêndio ao invés de extingui-lo. AGENTE EXTINTOR ÁGUA É o agente que existe em abundância. Sua ação extintora é o resfriamento (retirada do calor), podendo ser empregado tanto no estado líquido como no gasoso. No estado líquido, pode ser utilizado sob a forma de jato sólido, chuveiro e neblina. Nas formas de jato sólido, compacto e chuveiro, sua ação extintora é somente o resfriamento. Na forma de neblina, sua ação extintora é resfriamento e abafamento. A água no estado gasoso é aplicada em forma de vapor. A água é condutora de corrente elétrica A água é o mais completo dos agentes extintores. A sua importância é reconhecida, pois mesmo que não leve à extinção completa do incêndio auxilia no isolamento de riscos e facilita a aproximação dos bombeiros ao fogo para o emprego de outros agentes extintores. Atualmente é mais utilizada em sistemas de proteção contra incêndio como o sistema de hidrantes e mangotinhos, sistema de chuveiros automáticos e sistema de água nebulizada, tendo como objetivo o controle e a extinção rápida e eficiente de um incêndio A água é o agente extintor que proporciona a melhor absorção de calor, sendo que o poder de extinção pode ser aumentado ou diminuído, conforme a forma que é aplicado sobre o fogo. Métodos de extinção: Por resfriamento (prioritariamente), abafamento (secundariamente) e emulsificação. O que resultará na diferença desses métodos de extinção é o jato que irá ser empregado, esses jatos são produzidos por diferentes tipos de esguicho (em hidrantes). Dessa forma, é importante entender os tipos de jatos existentes, os quais podem ser aplicados de quatro formas básicas: jato sólido, compacto, neblina e chuveiro. APLICAÇÃO DO JATO SÓLIDO O jato tipo sólido é o mais utilizado na maioria dos hidrantes, formado por um tubo único e totalmente denso de água, tipo tronco-cônico, não sendo oco internamente. A água sai do esguicho com a forma de um tubo cilíndrico e comprido, apresentando características de volume e forma bem definidas, como se fosse um filete. 28 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Esse jato é produzido pelo esguicho agulheta e é utilizado para atingir locais com maiores distâncias, como incêndios que exigem penetração nos materiais combustíveis ou grande volume de água. APLICAÇÃO DO JATO COMPACTO: O jato compacto é um jato fornecido pelo esguicho regulável, esse jato possui o centro oco, pois os filetes de água são produzidos pelas ranhuras externas da parte frontal do esguicho. Devemos tomar bastante cuidado para não confundir esse jato com o jato sólido, pois ambos possuem formato e vazão diferenciados. O jato compacto extingue o incêndio por resfriamento e o seu sucesso depende, essencialmente, de se conseguir a vaporização da água na imediata proximidade do objeto incendiado. APLICAÇÃO DO JATO EM CHUVEIRO O jato chuveiro, é um jato formado por pequenas gotas de água que se assemelham a uma chuva. É produzido pelo esguicho regulável e tem a aparência de um cone de 90º com a abertura voltada para frente. É utilizado para a aproximação em incêndios, pois fornece ótima proteção do calor irradiado e também tem grande poder de cobertura, ajudando a extinguir rapidamente as chamas. Pode ser utilizadotambém com um cone de 45º que atinge maior distância no combate ao incêndio e ainda fornece uma razoável proteção ao calor irradiando Verifica-se que, nos jatos sólido, compacto e chuveiro, estamos utilizando o método de extinção de resfriamento. No jato sólido, o tipo de esguicho utilizado será o agulheta; No jato compacto e no jato chuveiro, o esguicho é o regulável, depende da forma como regulamos para produzir o tipo de jato que desejamos. APLICAÇÃO DO JATO NEBLINA O jato neblina, quando a água é aplicada na forma de neblina, possibilita o máximo de utilização da capacidade de absorver o calor (cerca de 90% da água se transforma em vapor). No sistema de hidrantes e de mangotinhos, o emprego do jato em forma de neblina é eficiente tanto na extinção de incêndio confinado como na extinção de incêndio aberto e em líquidos inflamáveis. 29 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO O efeito de emulsificação é obtido por meio de neblina de alta velocidade. Pode-se obter, por esse método, a extinção de incêndios em líquidos inflamáveis viscosos, pois o efeito de resfriamento que a água proporciona na superfície de tais líquidos impedirá a liberação de seus vapores inflamáveis. Em geral, no processo de emulsificação, gotas de inflamáveis ficam envolvidas individualmente por gotas de água, dando, no caso dos óleos, aspecto leitoso. A água em jato sob a forma de vapor, com esguichos especiais e com bombas de pressão, é aquela fragmentada em pequeníssimas partículas, de diâmetro quase que microscópico, chamada também de neblina. A água na forma de neblina apresenta a máxima de superfície em relação ao conteúdo líquido que a compõe, é borrifada em pequenas e finas quantidades na forma de névoa. Disso resulta a máxima capacidade prática para a absorção do calor. A quase totalidade de água assim empregada no combate a incêndios é transformada em vapor, que continua agindo por abafamento, aumentando, dessa forma, o poder extintor da água, sobretudo em locais confinados. Para utilizar, então, o método de extinção de resfriamento e abafamento juntos, temos que produzir um jato chamado neblina, que é obtido por intermédio de esguicho especial e com bomba de pressão. Assim, conseguimos os dois métodos de extinção utilizados em incêndios em líquidos inflamáveis viscosos. DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) Dióxido de carbono é um material não condutor que atua sobre o fogo pela exclusão do oxigênio, ou seja, por abafamento e por uma pequena ação de resfriamento. 30 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A norma National Fire Protection Association (NFPA) fornece os requisitos necessários aos sistemas de proteção contra incêndio por CO2. O gás carbônico é um gás inodoro, não tóxico, não condutor de eletricidade, não deixa resíduos corrosivos, que combate incêndios pela redução do nível de oxigênio do ambiente protegido para valores abaixo de 13,86%, impossibilitando a respiração humana. O CO2 é utilizado em extintores portáteis e principalmente na indústria, na proteção de geradores de energia elétrica, laminadores, máquinas gráficas, tanques de óleo, fornos, dutos, armazenamento de líquidos inflamáveis etc. Para utilizar, então, o método de extinção de resfriamento e abafamento juntos, temos que produzir um jato chamado neblina, que é obtido por intermédio de esguicho especial e com bomba de pressão. Assim, conseguimos os dois métodos de extinção utilizados em incêndios em líquidos inflamáveis viscosos. O agente extintor gás carbônico é muito utilizado quando se precisa extinguir incêndios em materiais elétricos energizados (Classe C), pois não danifica os equipamentos e não deixa resíduos. O método de extinção obtido por intermédio do gás carbônico é, prioritariamente, abafamento e, secundariamente, resfriamento. EXTINTOR DE ESPUMA Tipos de extintor de espuma: Espuma provenientes de reações químicas: Tem sua fabricação proibida pela ABNT, devido ao risco de explosão, pode acontecer uma obstrução no bico de saída Espuma por ação mecânica: Recomendação: incêndios em combustíveis comuns classe A, Líquidos inflamáveis em que as ações de cobertura e resfriamento são importantes. Não Recomendação: Em classe C e em álcool, acetona, ésteres ou lascas compostas á base de tínner Agente extintor: espuma é o bicarbonato de sódio, sulfato de alumínio acrescido de um estabilizador. Agente propulsor: gás carbônico Aplicação: incêndio A e B 31 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Princípio de Funcionamento: a pré -mistura é expelida pelo esguicho lançador, que succiona o ar atmosférico para a formação da espuma quando é lançada contra o quebra jato Método de extinção: abafamento(ação principal) e resfriamento(ação secundária) Operação: nos extintores de espuma mecânica pressurizados, 1- antes de tirar do local, verifique, no manômetro, se a pressão está correta, caso esteja, pode ser utilizado 2-Leve-o até um local seguro, o mais próximo possível de onde será utilizado. 3-Puxar o pino de segurança, 4-Retirar o esguicho (tendo o cuidado para não obstruir a entrada de ar, que é captado para a formação das bolhas, por meio do processo venturi) 5-Acionar o gatilho, dirigindo o jato á base do fogo, mesmo em caso de incêndio classe B Atuação da espuma como agente extintor: A espuma atua nos líquidos inflamáveis ou combustíveis classe B, impedindo o contato do ar com os vapores inflamáveis do combustível e resfriando o combustível e os demais combustíveis a sua volta, dessa forma além do resfriamento tem abafamento como princípio principal. Ação do agente no combustível: O agente extintor espuma tem como principal ação de extinção o abafamento e, secundariamente, o resfriamento, por utilizar razoável quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica, razão pela qual não se deve usar em incêndio classe C. 32 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A formação da espuma mecânica é feita por processo de agitação de uma mistura de água com o agente espumante(extrato) e a aspiração simultânea de ar atmosférico em um esguicho próprio, essa formação pode ser de baixa, média e alta expansão. A espuma mecânica é, portanto, uma mistura de água, juntamente, com o ar e com líquido gerador de espuma(LGE), esse LGE pode mudar de acordo com a aplicação da espuma, por exemplo: combustíveis apolares(derivados de petróleo, ou seja, gasolina, óleo diesel),combustíveis polares(não derivados do petróleo, ou seja, alcool) ou, se precisar, de espuma de alta expansão. TAXA DE EXPANSÃO DA ESPUMA Taxa de expansão é o volume ou a proporção final de espuma produzida por um equipamento gerador, a partir de uma mistura inicial de LGE(extrato) e água. Classificação da espuma segundo a NFPA: Baixa taxa de expansão: até 20:1,espuma eficiente para o combate e extinção de incêndios causados por líquidos inflamáveis classe B, pode ser utilizada nos incêndios classe A, que exigem o resfriamento e bom poder de penetração. Média taxa de expansão: de 200:1, tipo de espuma que pode ser empregada para abafar a emissão de vapores de produtos químicos perigosos. Alta taxa de expansão: acima de 200:1, espuma utilizada para incêndios em espaços confinados(subsolos, porões). A sua aplicação normalmente é feita por geradores de espumas especiais, pois utilizam um tipo de espuma sintética. REQUISITOS PARA EFICIÊNCIA DE UMA ESPUMA COMO AGENTE EXTINTOR Possuir velocidade de extinção: possuir velocidade de dissipação rápida para obter uma cobertura em cima do combustível até extinção total do fogo. Ser eficiente na concentração dos gases: a cobertura tem que conter os gases inflamáveis e diminuiros riscos da volta ao fogo Ser resistente ao combustível: a espuma tem que suportar os efeitos do combustível e não solubilizar as espumas. Ser resistente ao calor: suportam os efeitos do calor fornecido pelo fogo. A espuma é formada por mais de 90% de água e, pela facilidade da mistura com álcool e com a água, ela deverá ser, obrigatoriamente resistente ao álcool. Existem espumas específicas para combustíveis e solventes apolares, como os derivados de petróleo, e para os polares como o álcool. 33 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PÓ QUÍMICO SECO-PQS Há vários tipos de Pó Químico com composição diferente para finalidades diferentes. Há o PQS(BC), PQS(ABC), PQS(Especial) e PQS(Veículos). DEFINIÇÕES: PQS é um material finamente pulverizado, não condutor de eletricidade, com característica de fluído, tratado para ser repelente a água, resistente a aglomeração, resistente á vibração e com propriedades extintoras variadas de acordo com o tipo e a classificação. PQS é um produto estável a temperaturas de até 60ºC, acima desta margem, dissocia-se, exercendo sua extintora de abafamento. EFEITO DO PQS NO ORGANISMO HUMANO O PQS não é tóxico para o ser humano, porém em grandes quantidades e/ou áreas fechadas pode causar dificuldades respiratória momentânea e irritação nos olhos e na pele. CLASSIFICAÇÃO DO PQS QUANTO AO COMBUSTÍVEL Pó químico regular(comum): empregado em incêndios de classe B e C, tendo em sua composição a base de bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio Pó químico para múltiplos propósitos: empregados em incêndios classe A, B e C, tendo em sua composição a base de fosfato de amônio ou fosfato de magnésio. Pó Químico especial: empregado em incêndios de metais combustíveis classe D ESCOLHA DO PQS NO COMBATE A INCÊNDIOS Para utilizar o PQS, dependerá da classe de incêndio do seu incêndio, a fim de sabermos qual tipo de pó que necessitamos para extinguir o incêndio, lembrando que independentemente do tipo de incêndio, o PQS atua sempre como abafamento, não possuindo ação de resfriamento. Dessa forma, os incêndios que necessitarem da ação de resfriamento para serem extintos, não se deve utilizar PQS para extingui-los. PROPRIEDADES EXTINTOREAS DO PQS O PQS possui várias propriedades extintoras, devidamente combinadas, transformando- os em um eficiente agente extintor para quase todas as classes de incêndios, ou seja, classe B, C e D. 34 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A extinção por abafamento ocorre devido ao fato de que, quando aquecido, o bicarbonato libera dióxido de carbono e vapor de água, auxiliando na ação extintora do PQS. Quando aquecido, o pó apresenta característica de criar um resíduo fundido e pegajoso, formando uma camada selante na superfície do combustível, isolando-o do comburente, extinguindo o incêndio. A principal e mais importante propriedade extintora do PQS é a sua capacidade de quebrar a cadeia de reação da combustão, impedindo as reações de propagação. EFICIÊNCIA DO PQS QUANTO Á AÇÃO EXTINTORA PÓS A BASE DE BICARBONATO DE SÓDIO: São eficientes na extinção de incêndios classe B e C. especialmente em óleos e gorduras, pois reagem formando uma espécie de sabão na superfície do combustível, originando uma reação chamada saponificação, ou seja, “tornou-se sabão”. Apesar de eficiente em classe C, o pó em maquinários pode provocar danos nos equipamentos, devendo ser evitado o seu emprego. Para incêndios classe A, possui ação eficiente nas chamas, mas o como não possui poder de resfriamento o torna não recomendado, pois os incêndios em classe A sempre estão na superfície e em profundidade, dessa forma, a ação não será eficiente na profundidade. PÓS A BASE DE MONOFOSFATO DE AMÔNIA O PQS(ABC) apresenta considerável eficiência em incêndios classe A, pois, quando aquecido, se transforma em um resíduo fundido, aderindo á superfície do combustível e isolando-o do comburente. Não é indicado em incêndios em óleos e gorduras, pois não ocorrerá a reação de saponificação, devido ao fato de ser outra reação química. Nos incêndios classe D, também conhecidos como incêndios em materiais pirofóricos ou metais combustíveis, não é recomendável a utilização dos pós químicos comuns usados nas classes A, B e C, , mas sim, os chamados pós químicos especiais. EXTINTOR DE PQS Agente extintor: Bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio, os quais recebem tratamento para tornarem higroscópicos, recentemente foi desenvolvido o monofosfato de amônia Agente propulsor: Gás carbônico ou nitrogênio 35 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Recomendação: Embora o pó químico não conduza eletricidade, onde haja circuitos com componentes elétricos não é recomendado por ser corrosivo. Aplicação: Incêndio classe BC ou classe ABC Princípio de Funcionamento: O PQS é expelido pela mangueira através do gás inerte Método de Extinção: Abafamento OPERAÇÃO DO EXTINTOR DE PQS O pó está pressurizado no cilindro. 1-Antes de retirá-lo do local, verifique, por intermédio do manômetro, a pressão do extintor. 2-Se estiver correta, leve até um local seguro, o mais próximo possível de onde será utilizado. 3-Puxe o pino(trava) de segurança. 4-Retire a mangueira e o esguicho do suporte. 5-Empunhe o esguicho e acione o gatilho, dirigindo o jato à base do fogo. TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONDUÇÃO É a transmissão de calor de molécula para molécula, de matéria para matéria, isto é, sem intervalo entre os corpos. No vácuo absoluto não há condutibilidade de calor. 36 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Como exemplo, podemos citar uma experiência bastante simples: colocamos a ponta de uma barra de ferro em uma chama. Depois de algum tempo a outra ponta estará tão quente que não poderemos mais tocá-la. O calor foi transmitido de molécula para molécula da barra de ferro tomando conta da mesma como um todo. Transmissão de calor através de um corpo para outro em contato direto, ou de uma região para outra do mesmo corpo, através das vibrações das moléculas. Se, em um incêndio temos treliças, vigas ou outros materiais que se comuniquem com áreas adjacentes, mesmo isoladas por paredes, estes se aquecerão e materiais que tenham seu ponto de ignição mais baixo e estejam em contato com o material aquecido, poderão entrar em combustão do outro lado da parede, gerando um novo foco de incêndio. PROCESSO DE TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONVECÇÃO A transmissão de calor pela convecção é característica dos líquidos e gases. Nestas substâncias as partes quentes tendem a subir e as mais frias a descer. Normalmente a convecção se faz no sentido vertical, mas, correntes de ar podem conduzir o calor por convecção para todas as direções. Como exemplo, podemos citar o incêndio em um edifício. Temos por exemplo, o segundo andar pegando fogo e de repente verificamos que no quarto ou quinto andar também começa um novo foco de incêndio. Como Isto é possível? Movimentação de massas gasosas aquecidas, para cima horizontalmente nos andares, devido a variação de densidades, massas de ar quente que sobe e ar frio que desce PROCESSO DE TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONVECÇÃO O incêndio que começou no segundo andar superaquece o ar neste andar. O ar e os gases de incêndio superaquecidos sobem pelo poço do elevador e aquecem materiais dois ou três andares acima. Estes materiais são aquecidos até atingirem seu ponto ignição, entrando em combustão e gerando novos focos de incêndio. 37 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues Sentido de deslocamento dos gases quentese fumaça CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO TRNASMISSÃO DE CALOR POR IRRADIAÇÃO OU RADIAÇÃO É a transmissão de calor por meio de ondas caloríficas que se propagam através do espaço, sem utilizar qualquer tipo de material. A energia é transmitida na velocidade da luz e ao encontrar um corpo as ondas são absorvidas ou refletidas. Como exemplo pode citar as ondas de calor emanadas do sol, de uma fogueira, de um forno, etc.. CONTROLE DA FUMAÇA INTRODUÇÃO: A fumaça é a maior causadora de mortes em incêndios Composição altamente complexa e variável A porcentagem de substâncias varia com o estágio do fogo CONTROLE: Sistema de extração da fumaça Locais a proteger Descrição genérica da aplicação dos sistemas Equipamento de ventilação de incêndio RELATOS: O primeiro sistema de controle surgiu na GM na década de 1960 O primeiro sistema de controle surgiu na GM na década de 1960, com a finalidade de proteger patrimônio e preservação do negócio. Elevado número de vítimas por asfixia em janeiro de 2013, na boate Kiss em Santa Maria RS. PRINCÍPIO BÁSICO DO CONTROLE DA FUMAÇA Fornecer meios pelos quais a fumaça e o calor possam ser extraídos da edificação. Ações para reduzir os danos através de: Visibilidade da rota de fuga, Ventilação do ambiente reduzindo a temperatura interna Exigência Legal do controle da fumaça; Nível mínimo de controle de fumaça: área de abertura proporcional á área do piso ,Cortina de fumaça ou sistema de controle de fumaça 38 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO RAZÕES PARA O CONTROLE DA FUMAÇA Proteção da propriedade Segurança da vida dos empregados Segurança da vida dos bombeiros Segurança do negócio Segurança pública OBSERVAÇÃO: Ação de controle da fumaça é otimizada com a integração de outros sistemas e equipamentos existentes na edificação sinistrada. SISTEMAS DE CONTROLE DA FUMAÇA Insuflação de ar limpo no ambiente Extração da fumaça produzida pela queima dos materiais. EQUILÍBRIO QUANTIDADE INSUFLADA X EXTRAÍDAS: Evita aumento na queima dos materiais quando do aumento do comburente. Na retirada da fumaça evitar que ocorra um acúmulo muito grande proporcionando um aumento da temperatura, podendo atingir o aquecimento generalizado dos materiais existentes. MANUTENÇÃO DE UM AMBIENTE SEGURO DURANTE O TEMPO DE ABANDONO Evitando os perigos de intoxicação Falta de visibilidade pela fumaça Controle e redução dos gases quentes e fumaça entre área incendiada e áreas adjacentes. Baixando a temperatura interna e limitando a propagação do incêndio Verificar condições dentro e fora de área incendiada, que irão auxiliar nas buscas e resgates de pessoas, bem como localizar e controlar o incêndio 39 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO IDENTIFICAÇÃO DO TIPO DE COMBUSTÍVEL EM COMBUSTÃO PELA COR DA FUMAÇA FATORES QUE INFLUEM NOS GASES TÓXICOS LIBERADOS EM INCÊNDIOS Natureza do combustível Taxa de calor Taxa ou velocidade de aquecimento Temperatura dos gases desprendidos Concentrações de oxigênio PRINCIPAIS GASES TÓXICOS LIBERADOS NA COMBUSTÃO DE UM MATERIAL Amônia- NH 3 Cianeto de hidrogênio-HCN Dióxido de carbono-CO2 Dióxido de enxofre-SO2 Gás cloro-Cl2 Monóxido de carbono- CO 40 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Sulfeto de hidrogênio-H 2S EFEITOS FISIOLÓGICOS DE GASES TÓXICOS EM ppm PNEUMONIA QUÍMICA PELA FUMAÇA O monóxido de carbono liga facilmente a hemoglobina não permitindo a distribuição do oxigênio no organismo, causando lesões no aparelho respiratório, o pulmão fica vulnerável e perde a capacidade de expelir outras substâncias tóxicas também inalada com a fumaça como resíduos de plástico e madeira facilitando a instalação da pneumonia química. Os sobreviventes com sintomas devem ficar atento em alerta por um período de até 5 dias, pois o RX não mostra nenhuma alteração. O tratamento da doença depende da gravidade do quadro e vai de medicamentos até o uso de respiradores artificiais que tiram o monóxido de carbono e levam oxigênio para o corpo 41 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PREFEITURA MUNICIPAL DE VARGINHA SETOR DE SEGURANÇA DO TRABALHO BRIGADA DE INCÊNDIO CHECKLIST – MENSAL SECRETARIA: SETOR: ÁREA: DATA:___/____/______ ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA SIM NÃO COMENTÁRIOS Os corredores estão sinalizados? As passagens estão desobstruídas? Estoques afastados de fontes de ignição? A estocagem oferece segurança? Os pisos estão em boas condições? O local está limpo? Há sinalização ou avisos de não fume? INSTALAÇÕES ELÉTRICAS SIM NÃO COMENTÁRIOS Há Instalações com fiação aparente? Há Inst. com ligações improvisadas? Há CD OU QGBT sem tampas? Instalações oferecem algum risco transparente? Há aterramento nos equipamentos? Os circuitos estão sinalizados? Existe SPDA? Existe tomada sobrecarregada? EXTINTOR MANUAL SIM NÃO COMENTÁRIOS Os extintores estão carregados? Há extintores obstruídos? Os extintores estão limpos? Os extintores estão sinalizados? Os extintores estão com selo do IMETRO? Os extintores estão com lacre OK? Os testes Hidrostáticos OK? O estado da mangueira está OK? O pino de segurança está OK? O manômetro está OK? O anel que muda de cor todo ano está OK? O extintor está sinalizado na parte superior? O extintor está sinalizado no piso? O extintor está no local correto? O extintor está compatível com combustível? HIDRANTES SIM NÃO COMENTÁRIOS Os hidrantes estão obstruídos? Os hidrantes estão sinalizados? Há vazamentos de água? Os registros estão O.K.? As caixas de mangueiras estão O.K.? As mangueiras estão O.K.? 42 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PREFEITURA MUNICIPAL DE VARGINHA SETOR DE SEGURANÇA DO TRABALHO BRIGADA DE INCÊNDIO CHECKLIST – MENSAL SECRETARIA: SETOR: ÁREA: DATA:___/____/______ As caixas de mangueiras estão completas? Há esguichos de jato regulável? Há esguicho de jato sólido? Há chaves de união? O sistema é usado p/outros fins? OUTROS SIM NÃO COMENTÁRIOS Os alarmes de incêndio estão O.K.? As portas corta fogo estão O.K.? Líquidos inflamáveis em local impróprio? Os equipamentos de corte e solda estão O.K.? A Norma Permissão para Trabalho é cumprida? Há acompanhamento da B. Incêndio? O para-raios está O.K.? A sinalização para casos de emergência? As saídas de emergências estão livres? A iluminação de emergência está O.K.? Há saídas de emergência? É realiza inspeção. diária no setor? Há situação evidente de risco de incêndio? SISTEMAS FIXOS SIM NÃO COMENTÁRIOS O sistema fixo de C02está O.K.? As baterias estão carregadas? O NO-BREAK está conectado e O.K.? Os difusores estão desobstruídos? Os detectores estão O.K.? As cabeças das baterias estão O.K.? As chaves seletoras estão O.K.? Os cilindros de Co2 estão O.K.? Os painéis de comando estão O.K.? CASA DE BOMBAS SIM NÃO Casa da moto bomba está OK? O sistema de moto bomba está OK? A bomba é testada diariamente? O tanque de combustível está cheio? O nível de água do radiador está O.K.? As baterias estão carregadas? A bomba Jockey está O.K.? Os reservatórios de água estão cheios? Pressão da linha está OK? 43 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO FUMAÇA NOS INCÊNDIOS A fumaça é uma mistura de gases e vapores e partículas sólidas finamente divididas. Sua composição química é altamente complexa, assim como o mecanismo de formação. É o produto da combustão que mais afeta as pessoas por ocasião de abandono da edificação. Sua presença pode ser percebida visualmente ou pelo odor. COMO A FUMAÇA AFETA A SEGURANÇA DAS PESSOAS? Tira a visibilidade das rotas de fuga Tira a visibilidade por provocar lacrimejamento, tosses e sufocação. Aumenta a palpitação devidoá presença do gás carbônico. Provoca o pânico por ocupar grande volume do ambiente. Provoca o pânico devido ao lacrimejamento, tosses e sufocação. Debilita a movimentação das pessoas pelo efeito tóxico de seus componentes. Tem grande mobilidade, podendo atingir ambientes distantes em poucos minutos PRODUÇÃO DE FUMAÇA A produção de fumaça na combustão é aproximadamente o volume do ar que penetra na coluna dos gases quentes, por segundo O volume do ar na coluna depende do: perímetro do fogo e do calor gerado pelo fogo. Relação entre as razões, em volume e em massa, da fumaça produzida: 10Kg/s≅8,2m³/s a 20°C e 10Kg/s ≅21,8m³/s a 500°C VISIBILIDADE DO AMBIENTE ENFUMAÇADO Quanto a visibilidade no ambiente enfumaçado, a indicação subjetiva de densidade de fumaça está relacionada com a distância que uma pessoa pode enxergar através desta fumaça e esta é a principal característica para definir o risco de uma dada quantidade de fumaça. A visibilidade e a densidade de fumaça está relacionada a iluminação a frente e atrás do objeto. 44 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO VISIBILIDADE DENTRO DO AMBIENTE ENFUMAÇADO A visibilidade de um observador dentro do ambiente com fumaça depende de várias condições. Algumas são funções da fumaça outras do ambiente e do próprio observador TOXICIDADE DA FUMAÇA Composição química da fumaça é altamente complexa e variável, a porcentagem de substância varia com o estágio do incêndio. A formação dessas substâncias é influenciada por: Composição química dos materiais em combustão; Oxigenação e nível de energia (calor) no processo. Substâncias gasosas que compõem a fumaça Monóxido de carbono CO: combustão incompleta quando oxigênio substituído gera carboxihemoglobina que provoca asfixia do cérebro. LT=50ppm. Substâncias gasosas que compõem a fumaça Gás carbônico CO2: combustão completa gera mal- estar devido a diminuição da concentração de oxigênio. Estimula a respiração dilatam os pulmões e aumenta aceleração cardíaca. LT=5000ppm. Gás cianídrico: produzido por materiais que contém nitrogênio quando sofre decomposição térmica bloqueiam a atividade de todas as formas de seres humanos, inibi a oxigenação nas células vivas do corpo. 45 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO CONSEQUÊNCIAS DA INALAÇÃO DE FUMAÇAS DE INCÊNDIOS QUEIMADURAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS As lesões decorrentes de queimaduras nas vias respiratórias normalmente ocorrem nas áreas nasais e região da faringe (árvore tráqueo - brônquica). Isso é consequência da elevada dissipação do calor nas áreas iniciais dessas vias. Experimentos em animais demonstram que as vias respiratórias resfriam o ar quente inalado, fazendo com que ao atingir os pulmões, esteja a temperaturas menos elevadas. Outros experimentos demonstraram que no caso da inalação de ar à temperatura de 142ºC, ao atingir o pulmão, encontrava-se resfriado à temperatura de 38ºC. No caso de elevada umidade, a capacidade de absorção de calor é reduzida, fazendo com que o ar atinja os pulmões a temperaturas mais elevadas. QUEIMADURAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS Lesões associadas ao pulmão, com inalação de ar quente, podem levar a uma hiperventilação mais acentuada. Se o limite da reserva respiratória for excedido, há rápida transformação da acidose em alcalose, com hipoxemia grave e necessidade de ventilação mecânica. Acidose é acumulação de ácido ou perda da reserva alcalina do sangue e dos tecidos, que se caracteriza por um aumento da concentração de hidrogênio iônico e um decréscimo do potencial de hidrogênio. Alcalose é o estado em que os fluídos do corpo ficam muito alcalinos, com pH superior a 7,45. Hipoxemia é a baixa concentração de oxigênio no sangue arterial. ASFIXIA Asfixia em um incêndio é causada por um conjunto de fatores. No local do incêndio, o processo de combustão consome oxigênio, fazendo com que sua concentração atinja níveis de até 10-13%, baixos para o ser humano. Outro fator é a existência de gases tóxicos, como o monóxido de carbono (CO). O monóxido de carbono exerce sua ação de asfixiante químico ao reduzir a capacidade da hemoglobina de transportar o oxigênio, uma vez que possui afinidade de fixação 210 a 300 vezes maior do que a do oxigênio, formando a Carboxihemoglobina (COHb). Esta afinidade pode ser medida pelo número de moles de oxigênio, necessário para cada mole de CO, a fim de manter igual saturação da hemoglobina. A contaminação por monóxido de carbono ocasiona uma anemia hipóxica. 46 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO A quantidade de oxigênio disponível no sangue não só é baixa durante a exposição ao CO, como também ocorre uma redução na quantidade do oxigênio liberado nos tecidos. Desta forma, ambos os mecanismos contribuem para baixar efetivamente a concentração de oxigênio nos tecidos, criando a situação de hipóxia tecidual. IRRITAÇÃO PULMONAR Os gases irritantes são corrosivos, podem causar irritação e inflamação das superfícies das vias respiratórias e também podem causar irritação ou lesão nos olhos e na pele. Inflamações das vias respiratórias podem resultar em edema pulmonar. Em casos mais sérios, isto pode efetivamente fechar o trato respiratório, enchendo os alvéolos com fluidos, interferindo seriamente na troca dos gases entre o ar nos pulmões e o sangue nos capilares pulmonares Exemplos de irritantes gasosos do ar que afetam as porções superiores do trato respiratório incluem amônia, acroleína, gás clorídrico, gás fluorídrico, trióxido de enxofre, formaldeído e ácido acético. Irritantes gasosos que afetam ambas as partes do trato respiratório, superior e inferior, incluem dióxido de enxofre, iodo, bromo, cloro, flúor, ozônio e tricloreto de fósforo. Gases irritantes que afetam principalmente as partes inferiores do trato respiratório são: tricloreto de arsênico, dióxido de nitrogênio e fosgênio MEDIDAS DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Prevenção contra início Limitação do crescimento Extinção no início Limitação da propagação Evacuação segura Precaução contra propagação Precaução contra colapso estrutural Rapidez, eficiência e segurança das operações Precaução contra o início do incêndio: o único composto de medidas de prevenção que visam a controlar eventuais fontes de ignição e sua interação com materiais combustíveis. Limitação do crescimento do incêndio: composto de medidas de proteção que visam a dificultar, ao máximo, o crescimento do foco do incêndio, de forma que este não se 47 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO espalhe pelo ambiente de origem, envolvendo materiais combustíveis presentes no local e elevando rapidamente a temperatura interna do ambiente. Extinção inicial do incêndio: composto de medidas de proteção que visam a facilitar a extinção do foco do incêndio, de forma que ele não se generalize pelo ambiente. Limitação da propagação do incêndio: composto de medidas de proteção que visam a impedir o incêndio de se propagar para além do seu ambiente de origem. Evacuação segura do edifício: visa a assegurar a fuga dos usuários do edifício, de forma que todos possam sair com rapidez e em segurança. Precaução contra a propagação: visa a dificultar a propagação do incêndio para outros edifícios próximos daquele de origem do fogo. Precaução contra o colapso estrutural: visa a impedir a ruína parcial ou total da edificação atingida. as altas temperaturas, em função do tempo de exposição, afetam as propriedades mecânicas dos elementos estruturais, podendo enfraquecê-los, até que provoquem a perda de sua estabilidade. Rapidez, eficiência e segurança das operações: visa a assegurar as intervenções externas para o combate ao incêndioe o resgate de eventuais vítimas. DEFINIÇÃO DE BRIGADA DE INCÊNDIO Brigada de incêndio é um grupo de servidores treinados e capacitados para atuarem no atendimento a emergências. Responsável pela prevenção e combate a eventuais sinistros ou desastres ocorridos no estabelecimento o qual pertence no âmbito da Prefeitura. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL NR-23 da Portaria 3214/78 do Ministério da Economia Lei 14.130 de 19/12/ 2001 Dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado e dá outras providências DECRETO 48028, DE 28/08/2020 INSTRUÇÃO TÉCNICA N. 12 do CBPMMG Portaria 61/2020 Normas Brasileiras que precisam ser respeitadas em se tratando de brigada de incêndio: NBR 14023 – Registro de atividades de bombeiros. NBR 14096 –Viaturas de combate a incêndio. NBR 14276 – Programa de brigada de incêndio. NBR 14277 – Instalações e equipamentos para treinamento de combate a incêndio. 48 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO BRIGADA DE INCÊNDIO A brigada de incêndio corresponde a um grupo de pessoas que serão responsáveis de se organizarem e, em caso de emergência, tomar todas as medidas cabíveis, seja de extinção do princípio do incêndio ou retirada das pessoas com segurança da edificação. Existem vários tipos de brigada de combate a incêndios, de uma maneira bem simples, estas podem ser divididas em: brigadas de incêndio, brigada de abandono e brigada de emergência. TIPOS DE BRIGADAS DE COMBATE A INCÊNDIOS Brigadas de incêndio: são as brigadas responsáveis por extinguir o princípio de incêndio nas edificações. Essa brigada é constituída por funcionários treinados para esse fim e de diversos setores, assim, independente de onde ocorra o incêndio, possui pessoas experientes nesse setor . Brigadas de abandono: são as brigadas responsáveis pela evacuação da edificação. Essa brigada é constituída por funcionários treinados para a retirada de pessoas das edificações. Em caso de incêndios ou emergências e após a retirada das pessoas, esses brigadistas se retiram juntamente com as pessoas evacuadas . Brigadas de emergência: são brigadas responsáveis além do combate ao princípio de incêndio. Fazem as orientações para o abandono do local em situação de emergência, além de serem os responsáveis por sinistros em locais específicos, como inundações, derramamento de produtos perigosos. DIVISÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO: Equipe de Intervenção – tem por objetivo o atendimento a eventuais ocorrências, através da realização de procedimentos de combate a focos de incêndio e isolamento de área, salvando vidas e minimizando danos ao patrimônio e ao meio ambiente; 49 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Equipe de Abandono – tem por objetivo proporcionar segurança para o mobilidade reduzida e orientando a saída disciplinada dos demais, evitando pânico; Equipe de Suporte Básico à Vida – tem por objetivo prover uma rápida e eficiente intervenção no primeiro atendimento de vítimas de acidentes ou mal súbito até a chegada do resgate especializado, salvando vidas. TAREFAS DA BRIGADA DE INCÊNDIO EM SITUAÇÃO DE NORMALIDADE Avaliação dos riscos existentes Inspeção dos equipamentos de combate a incêndio. Inspeção geral de acesso e rotas de fuga Apontar irregularidades encontradas Providenciar solução das irregularidades Orientação da população fixa e flutuante Treinamentos e simulados. RESPONSABILIDADES DA BRIGADA EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA Cabe à Brigada de Incêndio agir pronta e eficazmente na efetivação das seguintes tarefas, conforme as atribuições de cada uma das três equipes: Detecção. 50 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Alerta da Equipe de Resposta. Análise da Situação. Acionamento do Corpo de Bombeiros. Procedimentos: isolamento; abandono; corte de energia (não fundamental); combate a “princípio” de incêndio; suporte básico à vida. COMPOSIÇÃO DA BRIGADA A composição da Brigada de Incêndio de cada pavimento, compartimento ou setor é determinada pela tabela, que leva em conta a população fixa, o grau de risco e os grupos/divisões de ocupação da planta. Quando em uma planta houver mais de um grupo de ocupação, o número de brigadistas deve ser calculado levando-se em conta o grupo de ocupação de maior risco. O número de brigadistas só é calculado para cada grupo de ocupação se as unidades forem compartimentadas ou se os riscos forem isolados. A composição da Brigada de Incêndio deve levar em conta a participação de pessoas de todos os setores. DIMENSIONAMENTO DA BRIGADA No dimensionamento da Brigada de Incêndio, devemos entender a tabela, para que esta fique corretamente dimensionada. Os grupos são as categorias que dimensionam o local, divisão é a forma que os grupos são divididos, utilizando as letras para agrupá-los (utilizado no dimensionamento da reserva de incêndio para os hidrantes). A descrição e os exemplos são as edificações que devem ser utilizadas para o dimensionamento, o grau de risco está relacionado com a destinação da edificação, que pode ser baixo, médio e alto. FUNÇÕES DA BRIGADA- AÇÕES DE PREVENÇÃO Análise dos riscos existentes durante as reuniões da brigada de incêndio; Notificação ao setor competente da empresa ou da edificação das eventuais irregularidades encontradas no tocante a prevenção e proteção contra incêndios; Orientação à população fixa e flutuante; Participação nos exercícios simulados; Conhecer o plano de emergência da edificação. 51 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO FUNÇÕES DA BRIGADA- AÇÕES DE EMERGÊNCIA Identificação da situação; Alarme/abandono de área; Acionamento do corpo de bombeiros e/ou ajuda externa; Corte de energia; Primeiros socorros; Combate ao princípio de incêndio; Recepção e orientação ao corpo de bombeiros. ATRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO LÍDER: É o responsável pela coordenação e execução das ações de emergência de um determinado setor/pavimento/compartimento. O líder é um dos brigadistas aprovados no processo de seleção; CHEFE DA EDIFICAÇÃO OU DO TURNO: É o brigadista responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em uma edificação da planta, normalmente a edificação na qual o brigadista trabalha. O chefe da edificação é um dos brigadistas aprovados no processo de seleção; COORDENADOR GERAL: É o brigadista responsável pela coordenação e execução das ações de emergência de todas as edificações que compõem uma planta, independentemente do número de turnos. O coordenador é um dos brigadistas aprovados no processo de seleção. Na ausência deste, deve estar previsto no plano de emergência da edificação um substituto treinado e capacitado, sem que ocorra o acúmulo de funções. ORGANOGRAMA DA BRIGADA PARA DUAS EDIFICAÇÕES O organograma deve ser organizado conforme a figura, composta por uma edificação com três pavimentos, sendo que o número de brigadistas dependerá da atividade e da população fixa de cada estabelecimento. Após a composição da brigada de incêndio, essas pessoas que foram selecionadas precisam estar se reunindo sempre para discutir as formas de como atuar em caso de emergência, além de fazer cursos específicos para cada área. 52 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO NAS AÇÕES DE PREVENÇÃO Avaliação dos riscos existentes; Inspeção geral dos equipamentos de combate a incêndio; Inspeção geral das rotas de fuga; Elaboração de relatório das irregularidades encontradas; Encaminhamento do relatório aos setores competentes; Orientação à população fixa e flutuante; Instrução de abandono de área com segurança; Exercícios simulados.ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO NAS AÇÕES DEMERGÊNCIA Identificação da situação; Alarme/abandono de área; Acionamento do Corpo de Bombeiros e/ou ajuda externa; Corte de energia – com verificação prévia de elevadores; e equipamentos de emergência e preservação da vida que funcionem energizados; Primeiros socorros; Controle do pânico; Combate ao princípio de incêndio; 53 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Recepção e orientação ao Corpo de Bombeiros TREINAMENTO PERIÓDICO DA BRIGADA DE INCÊNDIO Evacuação segura da edificação/espaço destinado ao uso coletivo; Identificação de principais riscos da edificação/espaço destinado ao uso coletivo; Localização de registros e chaves de acionamento de medidas de segurança; Localização de painéis, chaves e disjuntores e dispositivos afetados pelo desligamento desses dispositivos; Retirada de bens e obras protegidos pelo seu valor histórico e cultural em edificações e áreas de exposição; Utilização de desfibrilador externo automático, quando for exigido este equipamento para a edificação/espaço destinado ao uso coletivo. REUNIÕES MENSAIS COM OS MEMBROS DA BRIGADA Funções de cada membro da brigada dentro do plano; Condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio; Apresentação de problemas relacionados à prevenção de incêndios encontrados nas inspeções para que sejam feitas propostas corretivas; Atualização das técnicas e táticas de combate a incêndio; Alterações ou mudanças do efetivo da brigada; Outros assuntos de interesse REUNIÕES EXTRAORDINÁRIAS Após a ocorrência de um sinistro, exercício simulado, ou quando identificada uma situação de risco iminente, fazer uma reunião extraordinária para discussão e providências a serem tomadas. As decisões tomadas são registradas em ata e enviadas às áreas competentes para as providências pertinentes EXERCÍCIOS SIMULADOS Deve ser realizado, a cada 12 (doze) meses, no mínimo um exercício simulado no estabelecimento ou local de trabalho com participação de toda a população. Após o simulado, deve ser realizada uma reunião extraordinária para avaliação e correção das falhas ocorridas 54 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO DEVE FAZER PARTE DO CONTETO DA ELABORAÇÃO DA ATA DA BRIGADA Horário do evento; Tempo gasto no abandono; Tempo gasto no retorno; Tempo gasto no atendimento de primeiros socorros; Atuação da brigada; Comportamento da população; Participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua chegada; Ajuda externa (PAM – Plano de Auxílio Mútuo); Falhas de equipamentos; Falhas operacionais; Demais problemas levantados na reunião. PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES PARA BRIGADA DE INCÊNDIO Identificação da brigada de incêndio Comunicação interna e externa Ordem de abandono Ponto de encontro Grupo de apoio à brigada de incêndio IDENTIFICAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO Devem ser distribuídos em locais visíveis e de grande circulação, quadros de aviso ou similar, sinalizando a existência da brigada de incêndio e indicando seus integrantes com suas respectivas localizações. O brigadista deve utilizar constantemente, em lugar visível, um crachá, colete ou braçadeira que o identifique claramente como membro da brigada. No caso de uma situação real ou simulado de emergência, o brigadista também poderá usar capacete para facilitar sua identificação e auxiliar na sua atuação. É proibido o uso de insígnias, emblemas, denominações e símbolos de uso exclusivo do CBMMG ou de outras instituições militares nos trajes, uniformes e elementos de identificação dos brigadistas. 55 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA ENTRE OS BRIGADISTAS Nas plantas em que houver mais de um pavimento, setor, bloco ou edificação, deve ser estabelecido previamente um sistema de comunicação entre os brigadistas, a fim de facilitar as operações durante a ocorrência de uma situação real ou simulado de emergência. Essa comunicação pode ser feita por meio de telefones, quadros sinópticos, interfones, sistemas de alarme, rádios, alto-falantes, sistemas de som interno, etc. Deve-se estabelecer previamente um componente da brigada ou do grupo de apoio à brigada de incêndio para realizar a comunicação com meios externos (Corpo de Bombeiros ou Plano de Auxílio Mútuo) em casos de sinistros. ORDEM DE ABANDONO O responsável máximo da brigada de incêndio (Coordenador geral, Chefe da brigada ou Líder, conforme o caso) determinará o início do abandono, devendo priorizar o(s) local(is) sinistrado(s), o(s) pavimento(s) superior(es) a este(s), o(s) setor(es) próximo(s) e o(s) local(is) de maior risco. PONTO DE ENCONTRO Em simulados e durante a atuação da brigada em situação de emergência, devem ser previstos um ou mais pontos de encontro dos brigadistas, para distribuição das tarefas conforme atribuições nas ações de prevenção e emergências GRUPO DE APOIO À BRIGADA DE INCÊNDIO O grupo de apoio à brigada de incêndio é formado com a participação da Segurança Patrimonial, de eletricistas, encanadores, telefonistas e técnicos especializados na natureza da ocupação. Poderá ser empregado quando da necessidade de ação conjunta, em que se exige conhecimentos técnicos por parte da equipe, não sendo necessário que esse profissional faça parte da brigada de incêndio. REUNIÕES ORDINÁRIAS DA BRIGADA Devem ser realizadas reuniões mensais com os membros da brigada, com registro em ata, onde são discutidos os seguintes assuntos: Funções de cada membro da brigada dentro do plano; Condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio; Apresentação de problemas relacionados à prevenção de incêndios encontrados nas inspeções para que sejam feitas propostas corretivas; Atualização das técnicas e táticas de combate a incêndio; 56 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Alterações ou mudanças do efetivo da brigada; Outros assuntos de interesse. Reuniões extraordinárias REUNIÕES ORDINÁRIAS E EXTRAORDINÁRIAS Após a ocorrência de um sinistro, ou quando identificada uma situação de risco iminente, fazer uma reunião extraordinária para discussão e providências a serem tomadas. As decisões tomadas são registradas em ata e enviadas às áreas competentes para as providências pertinentes. As reuniões ordinárias são para passar orientações gerais para que possa melhorar a atuação da brigada de incêndio e atualização de algumas técnicas de retirada e combate a incêndios. Já as reuniões extraordinárias são as reuniões realizadas depois de um sinistro para analisar a atuação da brigada e quais são as ações que podem melhorar. PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE EMERGÊNCIAS Segundo o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco: 1. Alerta: quando uma pessoa presente na edificação identifica uma situação de emergência e avisa os demais ocupantes e os brigadistas, mediante os métodos disponíveis. 2. Análise da situação: após o alerta, os brigadistas se reúnem para analisar o que deve ser realizado, caso seja necessário a presença do Corpo de Bombeiros ou Apoio externo, acionar o mais rápido possível enquanto a brigada faz os procedimentos padrões. 3. Primeiros socorros: a parte da brigada destinada ao atendimento de primeiros socorros começa a prestar atendimento às vítimas, caso seja necessário. 4. Corte de energia: caso seja possível, cortar a energia elétrica dos equipamentos da área atingida. 5. Abandono de área: neste momento, a brigada de abandono entra para fazer a retirada parcial ou total da área, direcionando essas pessoas para um local seguro, no mínimo a 100 m de distância do sinistro.A brigada de abandono, então, acompanha e permanece com os ocupantes até a finalização do procedimento. 6. Confinamento do sinistro: a brigada de incêndio, se possível, faz procedimentos para evitar a propagação do sinistro, diminuindo, assim, suas consequências. 7. Isolamento da área: os brigadistas de incêndio devem isolar a área para que possam trabalhar adequadamente e evitar que pessoas desavisadas adentrem no local sinistrado. 8. Extinção: os brigadistas de incêndio tentarão eliminar o sinistro até a chegada do Corpo de Bombeiros e, assim, a normalidade da edificação é restabelecida. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a brigada deve ficar a sua disposição. 57 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 9. Investigação: após o término do sinistro, deve-se elaborar um relatório com as causas possíveis do sinistro e suas consequências e, em seguida, reunir a brigada inteira para uma assembleia extraordinária, para a discussão do ocorrido. PROCEDIMENTOS BÁSICOS COMPLEMENTARES DE EMERGÊNCIAS Segundo o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco, os procedimentos básicos complementares de emergência são: 1. Identificação da brigada: a brigada deve utilizar de forma contínua algum item que identifique aqueles ocupantes como membros da brigada. Em simulados ou situações de emergência, os brigadistas devem utilizar braçadeiras, coletes ou capacetes para que a identificação dos membros da brigada seja mais rápida. 2. Comunicação interna e externa: é necessário que haja uma comunicação entre os brigadistas para que todos estejam alinhados em caso de sinistro, pois muitas vezes as edificações possuem vários blocos, setores ou pavimentos e, sem o sistema de comunicação, fica mais difícil as ações serem realizadas de forma coordenada. Essa comunicação pode ser realizada por meio de telefones, quadros sinópticos, interfones, sistemas de alarme, rádios, alto-falantes, sistemas de som interno, entre outros, ou seja, a forma que os brigadistas acharem mais fácil e possuir disponibilidade. No caso de a comunicação externa ser necessária, ou seja, a comunicação ao Corpo de Bombeiros ou Plano de Auxílio Mútuo, o responsável por essa ação deve estar devidamente treinado, em local seguro e fácil para o abandono. 3. Ordem de abandono: para o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco: O responsável máximo da brigada de incêndio (coordenador-geral, chefe da brigada ou líder, conforme o caso) determina o início do abandono, devendo priorizar os locais sinistrados, os pavimentos superiores a esses, os setores próximos e os locais de maior risco. A ordem de abandono não pode ser de um brigadista que não seja o coordenador geral ou chefe da brigada, ou o líder, conforme o tamanho da sua brigada. Um desses deve iniciar o abandono, após verificar as reais situações do local sinistrado 4. Ponto de encontro: no plano de emergência, deve ser definido um ou mais pontos de encontro para que os brigadistas se reúnam para a distribuição das tarefas. 5. Grupo de apoio: são brigadistas de incêndio que têm formação específica, como eletricistas, encanadores, telefonistas e técnicos especializados na natureza da ocupação, para facilitar o desenvolvimento dos trabalhos em caso de sinistro. A brigada de emergência veio para auxiliar, em caso de sinistro, a brigada de incêndio deve seguir os seguintes procedimentos: identificação, chamada de auxílio externo, 58 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO abandono da área e isolamento da área sinistrada (para que os ocupantes consigam sair com rapidez e em segurança para) e o Corpo de Bombeiros possa trabalhar na extinção do sinistro. PLANO DE EMERGÊNCIA O plano de evasão é um conjunto de informações e orientações dadas aos ocupantes de uma edificação (residencial, comercial, industrial, escritórios, institucionais etc.), com o intuito de preservar a integridade física e proporcionar condições para a evacuação da edificação de forma segura, caso ocorra um sinistro. Para isso, serão necessárias medidas preliminares de planejamento, exercícios de evacuação e execução de forma adequada. NBR 15219/2005 – Plano de emergência contra incêndio – Requisitos. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas. Na elaboração do Plano de emergência contra incêndio, é necessária a realização de uma análise preliminar dos riscos de incêndio, a fim de identificar, relacionar e representar em planta de risco de incêndio todos esses riscos. Dependendo dos riscos de incêndio existentes, o levantamento desses riscos e a elaboração do plano de emergência será realizado por engenheiros, técnicos ou especialistas em gerenciamento de emergências. Os riscos de incêndios dentre várias situações o material da construção da edificação e o material que está armazenado no interior da edificação. O profissional habilitado deve realizar uma análise dos riscos da edificação com o objetivo de minimizar e/ou eliminar todos os riscos existentes, recomendando-se a utilização de métodos consagrados, tais como: What if, Check list, HAZOP, Árvore de Falhas, Diagrama Lógico de Falhas. A ferramenta a ser utilizada para a análise dos riscos da edificação dependerá da experiência do profissional e dos riscos encontrados na edificação, algumas dessas ferramentas podem ser feitas mensalmente, outras, em determinadas situações de risco. O Plano de emergência contra incêndio deve conter, no mínimo, as informações contidas no modelo a seguir, para que, em caso de emergência, os procedimentos sejam executados de forma correta CONSIDERAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO Subdivisão em áreas de atuação. Selecionar os integrantes da Brigada e atribuir-lhes uma área de atuação. Definir o organograma das equipes integrantes da Brigada. Definir equipes de intervenção, de abandono e de suporte básico à vida. 59 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Definir membros efetivos x suplentes das equipes. Definir formalmente atribuições e responsabilidades. Prover meios e/ou recursos necessários às eventuais intervenções. Planejar treinamentos, simulados (semestrais) e reciclagens (anuais). Manutenção das Equipes de Respostas, dos Recursos e Meios. Calendário de reuniões bimestrais (documentadas). PARÂMETROS BÁSICOS PARA CANDIDATOS A BRIGADISTAS Recomenda-se também que sejam estabelecidos critérios formais para seleção dos integrantes da Brigada de Incêndio do estabelecimento (ANVISA, 2014). Assim, propõe-se a adoção dos seguintes parâmetros básicos, ou seja, o candidato a brigadista deve: Permanecer o maior tempo possível na edificação. Possuir experiência anterior como brigadista (preferível). Possuir (boas) condições físicas e psicológicas (passando por revisões periódicas de saúde). Não apresentar limitações de visão e/ou audição que limitem o desempenho em emergência. Gozar de boa saúde, ser maior de 18 anos e ser alfabetizado. Assim, propõe-se a adoção dos seguintes parâmetros básicos, Verifica-se que a carga horária mínima para treinamento dos brigadistas de incêndio é de 16 (dezesseis) horas totais e 8 (oito) horas práticas, separadas conforme o disposto no Anexo A da ABNT NBR 14.276, para tanto, devem ser realizadas aulas teórica e práticas tanto de primeiros socorros (avaliação primária e suporte básico à vida), como também quanto à operação de equipamentos de combate a incêndio disponíveis na edificação. Sugere-se que as aulas práticas sejam realizadas em “pistas” aprovadas para tal, simulando condições similares às verificadas em princípios de incêndio em edificações dessa natureza. Deve ser estabelecido um organogramada Brigada de Incêndio estabelecendo uma estrutura hierárquica de comando em situações de emergência, sendo caracterizado pela existência de um líder, um sub -líder, chefes de equipes e brigadistas de incêndio subdivididos em equipes de ação específica (ANVISA, 2014). 60 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Em situação normal, os brigadistas terão responsabilidades por ações prevencionistas, bem como pela manutenção das suas equipes, informando o líder da Brigada sobre quaisquer alterações nas respectivas equipes. Já em situação de emergência, os brigadistas serão efetivamente responsáveis pelas intervenções necessárias, conforme Plano de Emergência definido para o estabelecimento, provendo uma rápida resposta, adequadamente coordenada com os demais recursos e meios disponíveis. As atribuições e responsabilidades dos diversos integrantes de cada uma das 3 (três) equipes de resposta da Brigada de Incêndio do Estabelecimento Assistencial de Saúde variam fundamentalmente entre ações preventivas realizadas em situação de normalidade e as ações de emergência realizadas em situação de sinistro. 61 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO FATORES E SUAS INFLUÊNCIAS NA INTENSIDADE DO INCÊNDIO E AS EXIGÊNCIAS DE RESISTÊNCIA AO FOGO FATOR ROTAS DE FUGA 62 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Segurança da vida: Rotas de fuga bem sinalizadas, desobstruídas e seguras estruturalmente são essenciais para garantir a evacuação e dependem do tipo de edificação. Em um edifício industrial, térreo, aberto lateralmente, a rota de fufa é natural. Em um edifício de muitos andares podem ser necessários escadas enclausuradas, elevadores de emergência, etc. FATOR RESERVAS DE ÁGUA Água e disponibilidade de pontos de suprimento são necessários para extinção do incêndio, diminuindo os riscos de propagação e seus efeitos à vida e ao patrimônio. FATOR HIDRANTES E EXTINTORES: Hidrantes, extintores e treinamento dos usuários da edificação, para rápido combate, reduzem o risco de propagação do incêndio e seu efeito ao patrimônio e á vida humana. FATOR PROJETO DE ENGENHARIA DE INCÊNDIO: Um projeto de engenharia de segurança contra incêndio deve prever um sistema de segurança adequado ao porte e á ocupação da edificação, de forma a reduzir o risco de início e propagação de um incêndio, a facilitar a desocupação e as operações de combate. Dessa forma reduz a severidade do incêndio, as perdas de vidas e patrimoniais. TREINAMENTOS 63 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO MANGUEIRA DE INCÊNDIO Referência normativa: NBR 11.861-mangueira de incêndio- requisitos e métodos de ensaio Atenção! O tipo de mangueira deve estar marcado nas duas extremidades do duto flexível Certificar-se de que o tipo da mangueira de incêndio é adequado ao local às condições de aplicação, conforme NBR 11.861. CUIDADOS COM A MANGUEIRA DE INCÊNDIO Verificar se a pressão na linha é compatível com a pressão de trabalho da mangueira. Seguir todas as instruções contidas na norma NBT 12.779- Inspeção, manutenção e cuidados em mangueiras de incêndio. A mangueira de incêndio deve ser utilizada por pessoal treinado. Não arrastar a mangueira sem pressão. Isso causa furos no vinco. Não armazenar sob a ação direta dos raios solares e/ou vapores de produtos químicos agressivos. Não utilizar a mangueira para nenhum outro fim (lavagem de garagens, prédios, etc.) que não seja combate a incêndio. Para sua maior segurança, não utilize as mangueiras das caixas/ abrigos em treinamentos de brigadas, evitando desgaste. As mangueiras utilizadas para treinamentos de brigadas devem ser mantidas somente para este fim. Evitar queda das uniões. Nunca guardar a mangueira molhada após lavagem, uso ou ensaio hidrostático. CUIDADOS COM A MANGUEIRA DE INCÊNDIO DURANTE O USO. Evitar a passagem da mangueira sobre os cantos vivos, objetos cortantes ou pontiagudos, que possam danificá-la. Não curvar acentuadamente a extremidade conectada com o hidrante. Isso pode causar o desepatamento da mangueira. Cuidados com golpe de aríete na linha causados por entrada de bomba ou fechamento abrupto de válvulas e esguicho(segundo a norma americana NFPA 1962, a pressão pode atingir sete vezes , ou mais, a pressão estática de trabalho). Isso pode romper ou desempatar uma mangueira . 64 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Quando não for possível evitar a passagem de veículo sobre a mangueira, deve ser utilizado um dispositivo de passagem de nível. É recomendado o dispositivo sugerido pela norma NBR 2779. INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO E LAVAGEM DE MANGUEIRA DE INCÊNDIO Inspeção e manutenção: Deve ser ensaiada a cada 3 meses Deve ser ensaiada hidrostaticamente a cada 12 meses Esses serviços devem ser realizados por profissionais ou empresa especializada e seguir a norma NBR 12.779 Lavagem: Deve ser utilizada água potável, sabão neutro e escova macia Secar a mangueira à sombra, utilizando um plano inclinado ou posicionando-a na vertical. Nunca secar a mangueira expondo-a diretamente ao sol. INSTRUÇÕES DE USO DE - MANGUEIRA DE INCÊNDIO A mangueira de incêndio deve ser utilizada por pessoal treinado. Não arrastar a mangueira sem pressão. Isso causa furos no vinco. Não armazenar sob a ação direta dos raios solares e/ou vapores de produtos químicos agressivos. Não utilizar a mangueira para nenhum outro fim (lavagem de garagens, pátios etc.) que não seja o combate a incêndio. Evitar a queda das uniões. Nunca guardar a mangueira molhada após a lavagem, uso ou ensaio hidrostático. Evitar a passagem da mangueira sobre cantos vivos, objetos cortante ou pontiagudos, que possam danificá-la. Não curvar acentuadamente a extremidade conectada com o hidrante. Isso pode causar o desempatamento da mangueira (união). INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DE MANGUEIRAS Toda mangueira, quando em uso (em prontidão para combate a incêndio), deve ser inspecionada a cada 3 (três) meses e ensaiada hidrostaticamente a cada 12 (doze) meses, 65 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO conforme a norma NBR 12779. Estes serviços devem ser realizados por profissional ou empresa especializada. Para lavagem da mangueira, utilizar água potável, sabão neutro e escova macia. Secar a mangueira à sombra, utilizando um plano inclinado ou posicionando-a na vertical; nunca diretamente ao sol. Tubos enroláveis de nylon, revestidos internamente de borracha , utilizada como duto para fluxo de água tem diâmetro de 1 ½” e 2 ½” e comprimento de 15m e 30m. MANIPULAÇÃO DE MANGUEIRAS DE INCÊNDIO Acondicionamento: espiral, aduchada e em ziguezague. Transporte e manuseio Lançamento Acoplamento cuidados 66 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO LINHAS DE COMBATE COM MANGUEIRAS Linhas de mangueira são os conjuntos de mangueiras acopladas, formando um sistema para o transporte de água. Dependendo da utilização, podem ser: linha adutora, linha de ataque, linha direta e linha siamesa Linha Adutora É aquela destinada a conduzir água de uma fonte de abastecimento para um reservatório. Por exemplo: de um hidrante para o tanque de viatura, e de uma expedição até o derivante, com diâmetro mínimo de 63mm. Linha de Ataque É o conjunto de mangueiras utilizado no combate direto ao fogo, isto é, a linha que tem um esguicho numa das extremidades. Pela facilidade de manobra, utiliza-se, geralmente, mangueira de 38mm. Linha Direta É a linha de ataque, composta por um ou mais lances de mangueira, queconduz, diretamente, a água desde um hidrante ou expedição de bomba até o esguicho. Linha Siamesa A linha siamesa é composta de duas ou mais mangueiras adutoras, destinadas a conduzir água da fonte de abastecimento para um coletor, e deste, em uma única linha, até o esguicho. Destina-se a aumentar o volume de água a ser utilizada. Chama-se Linhas de combate ou estabelecimento, o conjunto de linhas de mangueiras destinadas ao combate ao incêndio. Para cada situação poderá ser montado um estabelecimento diferente, ficando a decisão a critério do comandante da guarnição. A primeira preocupação é a montagem da linha adutora. Como tal linha visa conduzir água de um manancial até um divisor (derivante), é natural que se dê prioridade para sua montagem 67 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO COMBATE A INCÊNDIO COM ÁGUA PELO INTERIOR Na área do incêndio deve baixar-se de forma que o calor, fumaça e gases da combustão fiquem acima da sua cabeça; Quando tiver que abrir a porta de um compartimento em que suspeite ou tenha a confirmação de incêndio no seu interior, nunca se ponha em frente da mesma. 68 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO COMO UTILIZAR OS HIDRANTES DE PAREDE? 1° Abra a caixa de hidrante 2° Estique a mangueira, até próximo ao local do fogo. 3° Abra o registro do hidrante. 4° Jogue a água na base do fogo Após o uso secar as mangueiras de incêndio a sombra Guardar na caixa armazenadas em forma Sanfonadas ou Aduchadas HIDRANTES Podemos dizer que é um terminal hidráulico com registro, dotado de mangueira e esguicho; localizados normalmente nas paredes dos corredores das edificações; conhecidos popularmente como "caixas de incêndio" por estarem nas paredes, dentro de caixas vermelhas sinalizadas. ERROS MAIS FREQUENTES EM RELAÇÃO SISTEMA DE HIDRANTES localização de registro de recalque dentro do pátio interno de empresas, sendo que deveria estar no passeio público próximo à portaria; Falta de tubulação de retorno de 6 mm de diâmetro da expedição da bomba à sua introdução, para evitar superaquecimento quando funcionar sem vazão – é exigida somente para vazões superiores a 600 l/min; Falta de botoeira liga-desliga alternativa quando for projetado sistema automatizado de acionamento das bombas; O acionamento nesse caso é automático, mas a parada da bomba principal dever ser exclusivamente manual – tal procedimento visa evitar que uma pessoa que possa estar combatendo um incêndio seja prejudicada pelo desligamento acidental; Não consideração de cotas altimétricas no dimensionamento da bomba de incêndio; 69 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Não localização de hidrantes próximo às portas, sendo que em alguns casos teria uma pessoa que passar pelo incêndio para chegar até um hidrante que supôs-se utilizar para combater o mesmo. SISTEMAS DE COMBATE A INCÊNDIO COM ÁGUA POR HIDRANTES Os três sistemas de combate a incêndio com água mais conhecidos são: o sistema de hidrantes e mangotinhos; chuveiros automáticos , água supernebulinizada. Os sistemas de hidrantes e de mangotinhos, em geral, são classificados de acordo com o tipo de esguicho (compacto ou regulável), diâmetro da mangueira, comprimento máximo da mangueira, número de saídas e vazão no hidrante ou mangotinho mais desfavorável. Cada tipo é aplicado em função da ocupação e uso da edificação. O número de tipos de sistemas varia de acordo com a norma técnica ou regulamento adotado no local de execução do sistema de proteção contra incêndio. OS SISTEMAS PODERÃO, AINDA, SER DIFERENCIADOS QUANTO: ao tipo de sistema de reservação – elevado, nível do solo, semienterrados ou enterrado; à fonte de energia – ligação independente ou por gerador automatizado; ao tipo de sistema de comando – manual (botoeira) e automático (chave de fluxo ou pressostatos); aos tipos de bombas empregadas – bomba principal, bomba auxiliar, bomba de reforço e bomba de escorva; às características do reservatório – concreto armado, fibra, metálico, utilização de piscinas ou reservas naturais; ao material da tubulação – aço, cobre e termoplásticos; às características do sistema de distribuição – interno ou externo à edificação; ao tipo de rede de tubulação – rede aberta (sistema ramificado), rede fechada(sistema em malha) e rede mista (sistema ramificado e em malha). APLICAÇÃO OU ESCOLHA DO SISTEMA A SER INSTALADO A aplicação ou escolha do sistema a ser instalado deve atender às características da edificação ou área de risco a ser protegida, observando-se as exigências da norma técnica ou regulamento adotado, a viabilidade de instalação, a eficácia do sistema, o custo e a facilidade de operação e manutenção. A NBR 13714:2000 apresenta três tipos de sistemas que variam em função da vazão mínima no hidrante mais desfavorável, do diâmetro e do comprimento da mangueira, do 70 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO diâmetro mínimo da tubulação, do número de saídas que são aplicados em função da ocupação e uso do edifício. Quanto ao tipo de reservação, têm-se sistemas com reserva de água para incêndio em reservatório inferior e sistemas com reserva de água para incêndio em reservatório superior. HIDRANTE DE PAREDE 71 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO CHUVEIROS AUTOMÁTICOS SPRINKLERS Chuveiros automáticos: São instalações utilizadas no combate a incêndio, composta por uma série de crivos regadores que têm por objetivo borrifar automaticamente água no foco de fogo de um princípio de incêndio, diminuindo a probabilidade de propagação e extinguindo-o. O sistema de distribuição de chuveiros automáticos são ligados a um encanamento central, do qual saem ramificações de tubos cujos diâmetros diminuem á medida que se afastam da linha principal. INSTALAÇÃO REDE DE SPRINKLERS 72 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO CHUVEIROS AUTOMÁTICOS SPRINKLERS No final dessas ramificações, são colocados bicos que vão á água, cuja quantidade e temperatura com os chuveiros serão acionados depende do risco a proteger. Nunca se esquecer que o registro destinado aos chuveiros automáticos, tanto quanto aos dos hidrantes, tem que estar sempre aberto, dessa forma, garantimos que os materiais incendiados ficarão encharcados de água, assim, diminuirão a temperatura de combustão, promovendo a extinção do incêndio Para que os chuveiros tenham sua eficácia, é necessário que exista espaço livre, de pelo menos 1 metro abaixo do empilhamento de caixas (por exemplo) e ao redor dos pontos de saída de água dos chuveiros. ELEMENTOS QUE COMPOEM OS CHUVEIROS AUTOMÁTICOS Corpo: parte do chuveiro automático que possui uma rosca, para a fixação dele na linha de ramificações, e serve de suporte para os demais componentes. Defletor/difusor: elemento destinado a espalhar a água, distribuindo-a segundo as normas para chuveiros automáticos. Ampola ou cápsula: elemento termo sensível destinado a liberar o obsturador por efeito de elevação da temperatura e, com isso, deixar a água fluir sobre o foco de incêndio. Essas ampolas podem ser de vidro ou fusíveis de liga metálica. TEMPERATURA DOS BICOS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS 73 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 74 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO SISTEMA DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS- SPRINKLERS O sistema de chuveiros automáticos é um sistema fixo de combate a incêndio e caracteriza-se por entrar em operação automaticamente, quando ativado por um foco de incêndio, liberando água em uma densidade adequada aorisco do local que visa proteger e de forma rápida para extingui-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. A sua eficácia é reconhecida em função do menor tempo decorrido entre a detecção e o combate ao incêndio, pois essa característica pode evitar a propagação do incêndio para o restante da edificação. Outra característica importante desse sistema é o acionamento do alarme simultaneamente com o início de operação, o que propicia a fuga dos usuários com segurança. PRINCÍPIO DE OPERAÇÃO SPRINKLERS O princípio de operação desse sistema consiste em confinar o fogo na área de aplicação controlando ou extinguindo o foco do incêndio em seu estágio inicial, por meio de descarga automática de água. Assim, em uma grande área sem compartimentação como, por exemplo, em um galpão industrial, o sistema de chuveiros automáticos opera como compartimentação agindo na área restrita ao foco do incêndio, evitando a propagação do fogo e reduzindo os danos. Já o princípio de funcionamento do chuveiro automático é atuar como alarme, detectar e combater o fogo. CLASSIFICAÇÃO SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS Conforme a NBR 10897 (1990), os sistemas de chuveiros automáticos classificam-se em: sistema de tubo molhado, sistema de tubo seco, sistema de ação prévia, sistema dilúvio, sistema combinado de tubo seco e ação prévia. Quanto ao sistema de água supernebulizada, é um sistema em que 99% do volume total de água é composto por gotas de diâmetros menores que 1.000 microns, na pressão mínima de operação. FINALIDADE DE PROJETO SISTEMA DE ÁGUA SUPERNEBULIZADA Também denominado “Water mist system”, caracteriza-se por aplicar a água sob a forma de uma neblina muito fina e sem os danos usuais dos sistemas convencionais que utilizam a água como agente extintor. É projetado para manter uma nuvem de água em torno do equipamento protegido propiciando resfriamento e abafamento das chamas. 75 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Dessa forma, pode controlar a combustão evitando, por um determinado período, que o calor no equipamento em chamas danifique os equipamentos vizinhos sem extinguir o incêndio ou fazendo a extinção no caso de incêndios de pequenas proporções. DIFERENÇAS CHUVEIROS AUTOMÁTICOS E ÁGUA SUPERNEBULIZADAS As principais diferenças em relação ao sistema de chuveiros automáticos estão apresentadas a tabela abaixo: FATORES E SUAS INFLUÊNCIAS NA INTENSIDADE DO INCÊNDIO E AS EXIGÊNCIAS DE RESISTÊNCIA AO FOGO FATOR ROTAS DE FUGA Segurança da vida: Rotas de fuga bem sinalizadas, desobstruídas e seguras estruturalmente são essenciais para garantir a evacuação e dependem do tipo de edificação. Em um edifício industrial, térreo, aberto lateralmente, a rota de fufa é natural. Em um edifício de muitos andares podem ser necessários escadas enclausuradas, elevadores de emergência, etc. FATOR RESERVAS DE ÁGUA Água e disponibilidade de pontos de suprimento são necessários para extinção do incêndio, diminuindo os riscos de propagação e seus efeitos à vida e ao patrimônio. FATOR HIDRANTES E EXTINTORES: Hidrantes, extintores e treinamento dos usuários da edificação, para rápido combate, reduzem o risco de propagação do incêndio e seu efeito ao patrimônio e á vida humana. FATOR PROJETO DE ENGENHARIA DE INCÊNDIO: Um projeto de engenharia de segurança contra incêndio deve prever um sistema de segurança adequado ao porte e á ocupação da edificação, de forma a reduzir o risco de início e propagação de um incêndio, a facilitar a desocupação e as operações de combate. Dessa forma reduz a severidade do incêndio, as perdas de vidas e patrimoniais. 76 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 77 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 78 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 79 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO ERROS MAIS FREQUENTES EM RELAÇÃO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA-NBR-10.898 Dificuldade de diferenciação entre aclaramento e balizamento. Aclaramento é a luminosidade mínima para observação de objetos e obstruções á passagem. Balizamento é a indicação clara e precisa das saídas e do sentido de fuga até o local seguro. Não previsão de pontos de luz nas mudanças de direção, patamares intermediários de escadas e acima das saídas. Quando adotado gerador, deve manter condições idênticas aos sistemas alimentados por baterias (tempo de autonomia, localização dos pontos de luz, altura, potência, funcionamento automatizado aceitando-se partida até 15 segundos - no conjunto por baterias admite-se até 5 segundos). ERROS MAIS FREQUENTES EM RELAÇÃO SISTEMA DE ALARME – NBR- 9.441 Localização do painel central em locais como depósitos, sob escadas onde não há pessoas frequentemente ou isolados, de forma que não possam notar o aviso 80 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO desencadeado dos acionadores destacados e tomar as providências necessárias imediatamente; Ideal seria que houvesse até telefone com linha externa nas proximidades para acionamento imediato do Corpo de Bombeiros; Falta de acionadores manuais onde há detecção automática (uma pessoa pode observar o surgimento de um foco de incêndio e não pode ficar esperando o sistema automático entrar em funcionamento, mas acionar o ponto manual imediatamente). ERROS MAIS FREQUENTES EM RELAÇÃO A SAÍDAS DE EMERGÊNCIAS NBR-9.077/93 Inexistência de captação de ar externo para o duto de entrada de ar – erroneamente sai diretamente do térreo, na laje e em local fechado. Deve haver prolongamento na mesma área ou maior até o exterior do prédio de forma a aspirar ar puro que possa subir até os locais desejados; Falta de corrimãos em ambos os lados das escadas; Arco de abertura da porta corta-fogo secando a curvatura da escada, sendo que no máximo pode tangenciar a mesma; A descarga de todos os pavimentos no pavimento térreo deve ser isolada da descida até os pavimentos mais baixos, a fim de evitar a descida até eles e permitir que mais rapidamente se alcance local seguro; Todas as portas de acesso às escadas de segurança devem ser do tipo corta-fogo, que devem abrir no sentido da saída dos ocupantes; Projeto de passagem de instalações elétricas, hidráulicas, dutos de lixo, gás combustível nas paredes da escada ou até mesmo dentro delas; As únicas permitidas são as instalações elétricas da própria escada; Falta de barras antipânico nas portas de emergência de locais de reunião como cinemas, teatros, casas de espetáculos, salões de baile, danceterias, “karaoke”, entre outros; Falta de dimensionamento da largura e caminhamento para as portas de saída de acordo com o cálculo da população máxima possível do local. SENSIBILIDADE DOS DETECTORES O ajuste da sensibilidade dos detectores é fundamental para evitar ocorrência de alarmes falsos. 81 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Os fenômenos secundários são mais fáceis de serem detectados, pois tais efeitos não se confundem com as condições de um ambiente em situação normal, o que permite definir uma sensibilidade maior de atuação do sensor. Já o ajuste de um sensor para detectar a variação de temperatura do ambiente em razão da combustão traz maior dificuldade, pois variações de temperatura ocorrem em um ambiente em situação normalidade. POSIÇÃO DO DETECTOR: Devido ao efeito físico da subida do ar quente, normalmente , os detectores de temperatura e fumaça são instalados no teto de um ambiente. OBSERVAÇÃO QUANTO A POSIÇÃO- FENÔMENO DA ESTRATIFICAÇÃO: Há necessidade de se levar em consideração a temperatura junto ao teto que podesofrer aquecimento devido, principalmente, à radiação solar, iluminação ou sistemas de condicionamento de ar, formando um colchão de ar quente que não permite o contato da fumaça ou do calor gerado no princípio de um incêndio com o detector no teto, impedindo ou retardando a detecção. Esse fenômeno é chamado de “estratificação”. FUMAÇA NÃO ATINGE DETECTOR DE TETO: Quando o ar(contendo partículas de fumaça) aquecido por meio da combustão do incêndio, torna-se menos denso que o ar do ambiente, a fumaça gerada não terá força de ascensão suficiente para vencer este efeito e não atingirá o detector no teto. DETECÇÃO DE FUMAÇA RETARDADA: Quando as proporções do fogo aumentar, a temperatura da coluna de ar em ascensão aumentará e poderá vencer o efeito da estratificação, ocorrendo então a detecção, porém retardada. FENÔMENO DA ESTRATIFICAÇÃO: Em ambientes dotados de sistema de ar condicionado e ou tetos cujas características de isolação permitem um acúmulo ou diminuição da temperatura no ambiente, provocados por influências externas(sol, vento e frio) poderá ocorrer o fenômeno da estratificação. PORTA CORTA-FOGO Elas devem resistir ao calor por 60minutos, no mínimo(verifique se está afixado o selo de conformidade com a ABNT. Toda porta corta-fogo deve abrir sempre no sentido de saída das pessoas. Seu fechamento deve ser completo Além disso, elas nunca devem ser trancadas com cadeados ou fechaduras 82 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Não deve ser usados calços, cunhas ou qualquer outros artifícios para mantê-las abertas SISTEMA DE SINALIZAÇÃO É o sistema de sinalização com placas fotoluminescentes que estão localizadas em pontos estratégicos das instalações indicando a rota de saída mais rápida do prédio. Este sistema permite que qualquer pessoa mesmo não tendo um conhecimento geral do local em que está, faça a evacuação do prédio o mais rápido possível seguindo a indicação das placas da rota de fuga, que levará a uma área externa o deixando em segurança. ROTA DE FUGA Via considerada mais segura por onde devem se evadir os trabalhadores das áreas já atingidas ou passíveis de tornarem áreas de emergência. Esta rota deve ser divulgada a todos através do processo de integração. Corredores, escadas, rampas, passagens entre prédios germinados e saídas são rotas de fuga e devem sempre ser mantidas desobstruídas e bem sinalizadas. 83 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues CURSO GESTÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO PONTO DE ENCONTRO Local sinalizado onde se recebe maiores instruções de como será o procedimento adotado de acordo com o tipo de emergência, do retorno ao local de trabalho, ou mesmo abandono de trabalhadores neste local e se possível o tempo de chegada de todos ao local. ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA A iluminação de emergência, que entra em funcionamento quando falta energia elétrica, pode ser alimentada por gerador ou bateria e acumuladores- não automotiva. ALARMES DE INCÊNDIO Os alarmes de incêndio podem ser manuais ou automáticos. Os detectores de fumaça, de calor e de temperatura acionam automaticamente os alarmes. O alarme deve ser audível em todos os setores da área abrangida pelo sistema de segurança. As verificações dos alarmes precisam ser feitas periodicamente, seguindo as instruções do fabricante. 84 FACILITADOR: Jorge Francisco Rodrigues