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APOSTILA DE
PROFESSOR DE
EDUCAÇÃO INFANTIL
CONCURSO PÚBLICO DE
SÃO CAETANO DO SUL
2023
EDITADA POR PROFº ROGÉRIO FERREIRA
Sumário
Português ......................................................................................................................................................... 4
Leitura, compreensão e interpretação de textos ............................................................................................... 4
Estruturação do texto e dos parágrafos ........................................................................................................... 14
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais ........................... 15
Significação contextual de palavras e expressões ............................................................................................ 17
Equivalência e transformação de estruturas .................................................................................................... 22
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação ........................................................................................ 30
Emprego de tempos e modos verbais .............................................................................................................. 45
Pontuação ........................................................................................................................................................ 51
Estrutura e formação de palavras..................................................................................................................... 58
Funções das classes de palavras ....................................................................................................................... 63
Flexão nominal e verbal .................................................................................................................................... 79
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação ................................................................................ 83
Concordância nominal e verbal. ....................................................................................................................... 60
Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................. 99
Ortografia oficial. ............................................................................................................................................ 101
Acentuação gráfica. ........................................................................................................................................ 107
Raciocínio lógico ........................................................................................................................................... 112
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas
informações das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas
relações .......................................................................................................................................................... 112
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal,
raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos,
discriminação de elementos ........................................................................................................................... 128
Operações com conjuntos .............................................................................................................................. 146
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. ........................................... 151
Noções de Informática ................................................................................................................................. 159
Hardware: Dispositivos de Armazenamento, Memórias e Periféricos ........................................................... 159
Sistemas Operacionais Windows/Linux: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho,
área de transferência, manipulação de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação
com o conjunto de aplicativos ........................................................................................................................ 163
Editor de Textos: LibreOffice/Apache OpenOffice – Writer: estrutura básica dos documentos, edição e
formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas,
impressão, controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, inserção de objetos, campos
predefinidos, caixas de texto .......................................................................................................................... 185
Planilhas Eletrônicas: LibreOffice/Apache OpenOffice – Calc: estrutura básica das planilhas, conceitos de
células, linhas, colunas, pastas e gráficos, elaboração de tabelas e gráficos, uso de fórmulas, funções e
macros, impressão, inserção de objetos, campos predefinidos, controle de quebras e numeração de páginas,
obtenção de dados externos, classificação de dados ..................................................................................... 204
Correio Eletrônico - ThunderBird/Webmail: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens,
anexação de arquivos. .................................................................................................................................... 249
Ferramentas de Comunicações e Reuniões On-line: Microsoft Teams, Google Meet, Zoom, Skype, Google
Hangout. ......................................................................................................................................................... 256
Internet: Intranet, Extranet, Protocolo e Serviço, Sítios de Busca e Pesquisa na internet, nuvem e redes
sociais ............................................................................................................................................................. 259
Navegadores - Mozilla Firefox/Google Chrome – Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites,
busca e impressão de páginas. Redes sociais. Tecnologia da informação e segurança de dados ................... 273
Segurança da Informação: Princípios de Segurança, Confidencialidade e Assinatura digital, Procedimentos de
Segurança e Backup, Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls), Malwares, Ataques ........................ 289
Extensão e Arquivos ....................................................................................................................................... 299
Conhecimentos específicos .......................................................................................................................... 303
Processos de ensino e aprendizagem: conceituação apropriação e elaboração de conceitos científicos,
procedimentos metodológicos e teoria da atividade ..................................................................................... 303
A infância e sua singularidade na educação básica: infância, brincadeira, ludicidade, desenvolvimento e
aprendizagem ................................................................................................................................................. 312
Avaliação da aprendizagem: conceitos e procedimentos ............................................................................... 327
Os referenciais curriculares nacionais da educação infantil ........................................................................... 333
Diretrizes curriculares nacionais da educação infantil ....................................................................................374
Papel do professor de educação infantil ........................................................................................................ 380
Tendências pedagógicas, segundo os autores: Vygotsky, Piaget, Paulo Freire, Dermeval Saviani, Emília
Ferreiro e seus seguidores .............................................................................................................................. 382
Conceitos da primeira infância ....................................................................................................................... 388
Literatura infanto-juvenil ................................................................................................................................ 390
Ludicidade ...................................................................................................................................................... 392
Letramento na infância .................................................................................................................................. 395
Psicomotricidade ............................................................................................................................................ 400
Cuidado e educação ....................................................................................................................................... 402
Projetos de ensino na educação infantil ......................................................................................................... 403
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva ............................................... 407
Desenvolvimento da inteligência ................................................................................................................... 420
Estágios do desenvolvimento da criança ........................................................................................................ 424
O processo de socialização ............................................................................................................................. 427
A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular – BNCC .................................................................. 430
Currículo Municipal de São Caetano do Sul - INTRODUÇÃO ........................................................................... 455
Currículo Municipal de São Caetano do Sul - PRINCÍPIOS ............................................................................... 468
Currículo Municipal de São Caetano do Sul – EDUCAÇÃO INFANTIL .............................................................. 526
LÍNGUA PORTUGUESA
Leitura, compreensão e interpretação de textos.
Em concursos públicos, o texto mais recorrente é o verbal escrito. Em
muitos casos, o texto será não verbal, como se percebe em quadrinhos,
anúncios publicitários, infográficos etc. Outro ponto importante nas provas
de concurso público (bancas diversas): você precisa saber que há dois
tipos principais de expressão textual escrita: a prosa e o poema. Vamos
entender a diferença entre elas.
A prosa é a expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem
metrificação intencional e não sujeita a ritmos regulares. No texto escrito,
observamos a prosa quando há organização em linha corrida, ocupando
toda a extensão da página. Há, também, organização em parágrafos,
os quais apresentam certa unidade de sentido. O texto das nossas aulas
em PDF, por exemplo, é produzido em prosa.
Já o poema é a composição literária em que há características poéticas
cuja temática é diversificada. O poema apresenta-se sob a forma de
versos. O verso é cada uma das linhas de um poema e caracteriza-se por
possuir certa linha melódica ou efeitos sonoros, além de apresentar
unidade de sentido. O conjunto de versos equivale a uma estrofe. Há
diversas maneiras de se dispor graficamente as estrofes (e os versos) – e
isso dependerá do período literário a que a obra se filia e à criatividade do
autor. Veja dois exemplos:
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
(Ricardo Reis)
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Nas diversas bancas examinadoras, a maioria dos textos são organizados
em prosa. Nesse caso, a banca faz referência às noções de linha, período
e parágrafo. Quando as bancas avaliam a estrutura de um poema, há a
referência às noções de verso e estrofe.
Funções da Linguagem
Quando nos comunicamos, interagimos com outro(s) indivíduo(s). Esse
indivíduo é capaz de nos compreender e, muitas vezes, dialoga conosco
(ou seja, ele também fala conosco, responde, discorda etc.). Para que uma
comunicação seja realizada, os seguintes elementos devem estar
presentes:
Devemos ler o esquema acima da seguinte maneira: o emissor transmite
uma mensagem ao receptor. Essa mensagem tem como suporte o canal
(o som de nossa voz ou o registro escrito, por exemplo) e está codificado
em nossa língua portuguesa. Essa mensagem está situada em um
contexto situacional e faz referência ao mundo biossocial do emissor e do
receptor.
A depender da ênfase que se dê a cada um desses elementos, a função
da linguagem (ou seja, do uso da linguagem) será diferente:
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Veja a definição e um exemplo de cada função:
Antes de avançarmos, gostaria de apresentar alguns conteúdos referentes
aos estudos linguísticos. Neles, podemos conhecer melhor o
funcionamento de um sistema linguístico.
Vozes discursivas (Intertextualidade)
A conceituação de “vozes discursivas” é complexa. O termo é relacionado
à noção de polifonia, que significa “várias vozes (discursivas)”, isto é, vários
discursos presentes em uma obra. Nesse caso, diversos enunciadores
participam do processo discursivo. Em concursos públicos (e em diversos
processos seletivos, esse fenômeno é denominado intertextualidade,
principalmente na citação).
Intertextualidade é uma propriedade constitutiva de qualquer texto e o
conjunto das relações explícitas ou implícitas que um texto ou um grupo de
textos determinado mantém com outros textos.
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Todos os textos fazem referência a outros textos; quer dizer, não existem
textos que não mantenham algum aspecto intertextual, pois nenhum texto
se acha isolado e solitário.
Quando produzimos um texto, sempre faremos referência a alguma outra
forma de texto (um discurso, um documentário, uma reportagem, uma obra
literária, uma notícia etc.). Vejamos, em síntese, dois tipos de
intertextualidade (segundo a professora Ingedore Koch):
Vejamos também alguns tipos de vozes discursivas:
Citação: é a menção a informações extraídas de outras fontes. A citação
pode ser direta ou indireta. Naquela, o texto mencionado é reproduzido
exatamente como no original.; nesta, o texto é mencionado indiretamente
por meio da voz do autor do texto. Veja um exemplo:
Encontramos em Marx (1996, p.202) o seguinte relato:
[...] Uma aranha executa operações semelhantes às do
tecelão, e a abelha supera mais de um arquiteto ao
construir sua colmeia. Mas o que distingue o pior
arquiteto da melhor abelha é que ele figura na mente
sua construção antes de transformá-la em realidade.
No fim do processo do trabalho aparece um resultado
que já existia antes idealmente na imaginação do
trabalhador.
Paródia: é um texto em que se imita outra obra (ou seus procedimentos)
com objetivo jocoso (que provoca riso; engraçado, divertido) ou satírico.
Observe esta propaganda do mercado Hortifruti:
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Alusão: na alusão, faz-se referência indireta a algo que pode lembrar ou
caracterizar o objeto/fato/ser descrito. Veja este cartaz do Ministério da
Saúde:
Paráfrase: é uma forma (frasal) diferente de dizer algo. Em leitura, faz-se
paráfrase quando há interpretação, explicação ou nova apresentação de
um texto (entrecho,obra etc.) que visa torná-lo mais compreensível.
Epígrafe: é o título ou frase que, colocada no início de um livro (ou um
capítulo, um poema etc.), serve de tema ao assunto ou para resumir o
sentido ou situar a motivação da obra. Abaixo, apresento a epígrafe do livro
O homem duplicado, de José Saramago:
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O caos é uma ordem por decifrar.
Livro dos Contrários
Acredito sinceramente ter interceptado muitos pensamentos que os céus
destinavam a outro homem.
Laurence Sterne
Níveis de Leitura
Vou contar com a ajuda de um autor (chamado Medeiros) para caracterizar
o fenômeno de leitura. Para ele, a leitura é o processo de interação entre
falante e ouvinte (textos orais); ou entre autor e leitor (textos escritos). Essa
é uma visão mais ampla, em que se leva em consideração o processo de
comunicação entre dois interlocutores. Esse processo de comunicação
está situado em um lugar da sociedade – e por isso o contexto da
comunicação deve ser levado em consideração.
Para a sua prova, o importante é conhecer os níveis de leitura (propostos
pelos autores Adler e Doren):
• Leitura elementar: leitura básica ou inicial. Ao leitor cabe reconhecer cada
palavra de uma página. Nesse tipo de leitura, o leitor dispõe de treinamento
básico e adquiriu rudimentos da arte de ler.
• Leitura inspecional: caracteriza-se pelo tempo estabelecido para a leitura.
Arte de folhear sistematicamente.
• Leitura analítica: é uma forma de leitura mais minuciosa, completa,
a melhor que o leitor é capaz de fazer. É ativa em grau elevado. Tem em
vista principalmente o entendimento, a compreensão do texto.
• Leitura sinóptica: leitura comparativa realizada por quem lê muitas obras,
correlacionando-as entre si. Nível ativo e laborioso de leitura.
É claro que você, na hora da prova, precisa dominar todos esses níveis de
leitura, ok? Uma estratégia para ler adequadamente um texto pode ser a
seguinte (passos propostos por Molina):
i) Visão geral do texto (quem é o autor, a mídia, o título etc.?);
ii) Questionamento despertado pelo texto;
iii) Análise do vocabulário;
iv) Linguagem não verbal (possui gráficos, imagens?);
v) Essência do texto;
vi) Síntese do texto;
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vii) Avaliação.
Níveis de Linguagem
Identificar o nível de linguagem também é fundamental para compreender
o texto. Nas provas, verificamos a presença de textos de todos os tipos e
que trazem diversos níveis de linguagem. Há três níveis de linguagem
(segundo um autor chamado Dino Preti).
O primeiro deles é o chamado culto, no qual se faz uso da língua-padrão,
aquela que possui prestígio social e segue as normas da gramática
tradicional; é o nível de linguagem usado em situações formais e os
falantes possuem alto nível de escolarização.
O nível de linguagem denominado comum é situado entre os níveis culto e
popular; é o registro empregado por falantes com escolarização básica e
pelos meios de comunicação de massa.
Por fim, o nível de linguagem popular é aquele que não possui prestígio
social e é utilizado em situações informais de comunicação; não “segue”
as normas da gramática tradicional e faz uso de vocabulário restrito. Um
falante (e um texto) pode transitar, numa mesma produção, pelos três
níveis, a depender dos objetivos da comunicação.
Variação Linguística
Os estudos sociolinguísticos demonstraram que as línguas sofrem
variação. Essa variação é sistemática e coerente, sendo muitas vezes a
causadora das mudanças linguísticas ao longo do tempo. No âmbito da
variação linguística, as bancas examinadoras abordam os seguintes
conceitos:
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O dito popular que defende a prevenção como melhor remédio tem tanta
afinidade com o dia a dia da administração pública que, ouso afirmar,
poderia ser tido como princípio implícito de nosso ordenamento
constitucional.
Em outros termos, quando se trata da coisa pública, o “errar é humano”
não vale, não pode valer. E não porque o ser humano não possa errar, mas
porque, direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à sociedade.
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O contrato superfaturado, a obra malfeita ou inacabada e o serviço mal
prestado constituem enorme desrespeito ao contribuinte. Além de
causarem grande prejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os
grandes responsáveis pelo sentimento de ausência do Estado.
Diversas são as demandas da sociedade, e o administrador, preso às
limitações de um orçamento, ao eleger determinado investimento como
prioridade, naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamento
devem ser as palavras de ordem para o gasto público, sob todos os
enfoques, especialmente nas contratações.
A matemática é simples: quantos gestores, no exercício de suas
administrações, conseguiram ressarcir os prejuízos de contratos
considerados irregulares pelos tribunais de contas, por superfaturamento,
deficiência na execução ou qualquer outra ilegalidade? A prática mostra
que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois não se recupera
todo o dinheiro público gasto irregularmente. Ao contrário, o dispêndio
público só aumenta: são abertos procedimentos de apuração interna de
responsabilidades, inquéritos civis, ações civis públicas... enfim,
movimenta-se ainda mais a máquina pública, e pouco, muito pouco,
é recuperado.
Dimas Ramalho.
É melhor prevenir que remediar.
Internet: (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto
precedente, julgue o item a seguir.
Infere-se do texto que, com relação aos gastos da administração pública,
é melhor prevenir do que remediar porque o erro custa muito caro à
sociedade.
( ) Certo ( ) Errado
Na mesma prova da banca CE(BRA)SPE para o MPC-PA, vemos outra
questão sobre interpretação de texto:
Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o
primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a relação existente
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entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade
e salários no setor agrícola — e, claro, na economia como um todo.
Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio
entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é baixa,
e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se
que os países desenvolvidos possuíam muito mais dinheiro investido no
chamado capital humano, mais especificamente em educação.
Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além
de gerar, em um contexto micro, habilidades para o indivíduo que possam
ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já
conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além e sistematizou a
influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a
economia norte-americana e percebeu que a maior parte do crescimento
econômico do país estava associada ao capital humano, materializado em
investimentos em educação, e não no capital físico.
Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do
óbvio custo material (professores, infraestrutura e material escolar), há
outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que
trabalhariam passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários.
Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar
dinheiro com trabalho para estudar) e eventualmente para o governo
(pagar a educação das pessoas sem que elas produzam).
Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em
educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo que isso tenha
um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais
produtiva e rica uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais
positivos que negativos.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto
precedente, julgue os itens a seguir:
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Estruturação do texto e dos parágrafos
Estruturação do textonada mais é do que o desenvolvimento do texto; o conteúdo que se baseia
em um tema qualquer, em que, cada uma das ideias está relacionada uma a outra, formando um
todo de sentido.
A introdução faz uma rápida apresentação do assunto e já traz uma ideia da sua
posição no texto, é normalmente aqui que você irá identificar qual o problema do texto,
o porque ele está sendo escrito.
O desenvolvimento elabora melhor o tema com argumentos e ideias que apoiem o
seu posicionamento sobre o assunto. É possível usar argumentos de várias formas,
desde dados estatísticos até citações de pessoas que tenham autoridade no assunto.
A conclusão faz uma retomada breve de tudo que foi abordado e conclui o texto. Esta
última parte pode ser feita de várias maneiras diferentes, é possível deixar o assunto
ainda aberto criando uma pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas
próprias conclusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento.
Sequência lógica
O texto deve ter uma sequência Lógica, que são exatamente as ideias bem estruturadas que vão
levar ao leitor compreender o sentido do texto; ou seja, o que se pretende transmitir. Por isso, não
pode haver ideias ambíguas (duplo sentido) e nem contraditórias (expressando oposição) do que
já fora declarado no texto; também não pode conter frases inacabadas, incompletas ou sem
sentido.
Após a definição da ideia, o parágrafo é o ponto de partida para uma boa redação. Não
se faz um bom texto sem um bom parágrafo para sustentar as ideias principais e
secundárias. Chegou a hora de fundamentar sua ideia.
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Parágrafo
Parágrafo é cada unidade de informação construída ou formada no texto, a partir de um tópico
frasal (ideia central ou principal do parágrafo – é a “puxada do assunto”). O parágrafo é um dos
mais importantes componentes do texto. Ele sempre deverá ser desenvolvido a partir
de uma ideia-núcleo, responsável por nortear as ideias secundárias.
Parágrafo-padrão é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um
período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se
agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente
decorrentes dela.
Parágrafos curtos: próprios para textos pequenos, fabricados para leitores de pouca
formação cultural. A notícia possui parágrafos curtos em colunas estreitas, já artigos e
editoriais costumam ter parágrafos mais longos. O parágrafo curto também é
empregado para movimentar o texto, no meio de longos parágrafos, ou para enfatizar
uma ideia.
Parágrafos médios:comuns em revistas e livros didáticos destinados a um leitor de
nível médio (2 grau). Cada parágrafo médio construído com três períodos que ocupam
de 50 a 150 palavras.
Parágrafos longos: em geral, as obras científicas e acadêmicas possuem longos
parágrafos, por três razões: os textos são grandes e consomem muitas páginas; as
explicações são complexas e exigem várias idéias e especificações, ocupando mais
espaço; os leitores possuem capacidade e fôlego para acompanhá-los.
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais,
nexos, operadores sequenciais
Articulação do texto
Para construirmos um texto, precisamos de palavras. Estas palavras para
terem um sentido precisam estar ligadas entre si. Esta ligação é feita por
pronomes ou conjunções. Temos também as expressões referenciais e
operadores sequenciais que darão uma coesão ao texto. Estas
expressões e operadores ajudam a tornar o texto mais compreensivo
evitando repetições de palavras ou redundâncias (repetição de ideias ou
excesso de palavras ou expressões).
PRONOMES
Pronome: palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome),
definindo-lhe os limites de significação; Ele pode também trazer de volta
uma frase ou ideia já expressa no texto.
Ex.: Ele prestou socorro
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É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou
determina um substantivo, relacionando-o às três pessoas do discurso.
Quanto às pessoas do discurso, temos:
1ª pessoa – aquele que fala, emissor;
2ª pessoa – aquele com quem se fala, receptor;
3ª pessoa – aquele de que ou de quem se fala, referente.
Ex.: Minha tia é legal, mas a sua é chata
Expressões referenciais:
As expressões referenciais são usadas para introduzir algo no texto ou
fazer referência a algo que já foi dito no texto.
Exemplo: O SENAI oferece cursos de marceneiro e padeiro em sua
unidade de Vila Velha. Estes cursos têm 20 vagas cada um.
Neste texto verificamos que “cursos de marceneiro e padeiro” foi
introduzido no texto e “estes cursos” faz referência aos cursos de
marceneiro e padeiro.
NEXO
O nexo é a união entre duas ou mais coisas. Ele dá coerência e coesão
ao texto ligando de forma simples e harmoniosa situações,
acontecimentos ou ideias; Ele conecta as palavras para dar sentido e
lógica a este texto.
Coesão Textual: São elementos utilizados para garantir a ligação entre
as palavras e interligar partes diferentes do texto. Estas ligações são
feitas através de pronomes, preposições e conjunções.
Coerência textual: Ela dá lógica entre estas ligações de situações,
acontecimentos ou ideias para que o texto faça sentido e não tenha
contradição. Ela evita vícios de linguagem (Palavras ou construções que
dificultam a compreensão do texto).
OPERADORES SEQUENCIAIS
Os operadores sequenciais são recursos de coesão textual, especificamente a
coesão sequencial.
Coesão sequencial
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Para a coesão sequencial, são usados conjunções, conectivos e expressões que
dão continuidade aos assuntos e ligam as orações para que possam ser articuladas
e relacionadas.
A coesão textual usa expressões que são responsáveis pela coesão sequencial nos
textos.
Adição/inclusão: Além disso, também, até; é certo que…
Oposição: Todavia, mas, porém…
Afirmação/igualdade: Na verdade, realmente…
Exclusão: Senão, apenas, exceto…
Enumeração: A princípio, em…
Explicação: Como vimos, portanto, isto é, por exemplo…
Conclusão: Por fim, finalmente, em última análise…
Continuação: No geral, por sua vez…
Significação contextual de palavras e expressões
A significação contextual de palavras e expressões é mais uma maneira de pedir o
conteúdo de significação das palavras.
Significação das palavras
O significado das palavras é estudado pela semântica, que é um ramo da linguística
que estuda o sentido das palavras, frases e textos de uma língua.
Significação das palavras:
Denotação e Conotação (sentido Próprio (denotativo) e sentido figurado
(conotativo))
Antônimo e Sinônimo
Homônimos e Parônimos
Ambiguidade
Polissemia e Monossemia
Hiperonímia e hiponímia
Denotação e Conotação (sentido Próprio (denotativo) e sentido figurado
(conotativo))
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Denotação
Também conhecido como sentido próprio ou denotativo das palavras.
Sentido literal da palavra ou expressão. Ela não precisa do contexto para que você a
compreenda, ou seja, tem o mesmo sentido do dicionário. Como ela normalmente é
usada.
Exemplos: Comprei uma flor na floricultura
A cobra picou a menina.
Conotação
Também conhecido como sentido figurado ou conotativo das palavras
Já é uma palavra que depende do contexto para entender o seu significado. Este
contexto pode mudar o sentido literal da palavra ou expressão. Quando a palavra é
usada de modo criativo ela aumenta as possibilidades de interpretações. É muito
usado em campanhas publicitárias.
Utilizando as mesmas palavras dos exemplos anteriores ficará mais claro;
Exemplos: A Raquel é uma flor de menina.
O contexto alterou o sentido literal da palavra flor. Nesta expressão significa que
Raquel é meiga e bela.
Minha sogra é uma cobra
O contexto também alterou o sentido literal da palavra cobra. Nesta expressão
significa que a sogra é antipática e insuportável.
Antônimo e Sinônimo
Antônimo
Antônimos (Antonímia): palavras que possuem significados diferentes, ou seja,
significados opostos.
Exemplos: feliz e infeliz,simpático e antipático, simétrico e assimétrico, progressão
e regressão
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Sinônimos
Sinônimos (Sinonímia): palavras que possuem significados iguais ou semelhantes.
Exemplos: carro e automóvel, comprido e longo, inteiro e completo, desenvolver e
crescer.
Homônimos e Parônimos
Homônimos (homonímia)
Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, mas significado diferente.
Exs.: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar) e rio (curso de água) e rio
(verbo rir);
Tipos de homônimos: homônimos perfeitos, homógrafos e homófonos
Homônimos perfeitos
Tem a mesma grafia e som, mas com significados diferentes
Ex.: cedo (com antecedência) e cedo (verbo ceder)
Homônimos homógrafos
Tem a mesma grafia e som diferente e com significados diferentes.
Ex.: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar)
Homônimos homófonos
Tem grafia diferente e mesmo som e com significados diferentes
Ex: cela (cadeia) e sela (arreio)
Parônimos (paronímia)
Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecida, mas com significado
diferente.
Exs.: Deferi (conceder) e diferir (ser diferente) e discriminar (especificar) e
descriminar (inocentar)
Ambiguidade
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A ambiguidade também é conhecida como anfibologia e ela ocorre quando o texto
não está claro dando uma duplicidade de sentido em palavras ou expressões do
texto.
Alguns textos até utilizam deste recurso como o poético ou literário. Outros como
textos como técnicos ou informativos evitam este recurso.
A ambiguidade é considerado um vício de linguagem que são desvios das normas
gramaticais que atrapalham a comunicação do pensamento e normalmente ocorre
por descuido ou desconhecimento da norma culta por parte da pessoa que quer
passar a mensagem.
Para se passar uma mensagem é necessária que ela seja clara e coerente, ou seja,
ela não pode dar margem a mais de uma interpretação.
Exemplos de ambiguidade como vício de linguagem:
A menina disse à colega que sua mãe havia chegado.
Quem chegou foi a mãe dela ou a mãe da colega
O pai pediu ao filho que arrumasse o seu quarto
Qual quarto é para arrumar, o do filho ou do pai
Polissemia e Monossemia
Polissemia
Polissemia: Prefixo poli= muitos e sufixo semia= sentidos, ou seja, muitos sentidos
É uma palavra ou expressão que tem muitos significados (vários sentidos).
Geralmente é da mesma classe gramatical, mesmo campo semântico ou são
relacionados entre si.
Ex.: Letra
João de Barro que escreveu a letra da música Carinhoso.
A letra inicial de Maria é “M”.
A letra de seu filho é muito bonita.
Apesar de terem significados diferentes elas pertencem ao mesmo conceito, são
relacionados à escrita.
Outros exemplos de polissemia: Dama, boca, vela e etc…
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Monossemia
A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas um
significado.
Exemplos de palavras monossêmicas:
Estetoscópio (instrumento médico);
Porcelana (produto cerâmico)
Heptágono (polígono com sete lados).
Hiperonímia e hiponímia
Hiperonímia
A hiperonímia é representada por aquelas palavras que dão ideia de um todo, ou
seja, de significado mais abrangente.
O hiperônimo é uma palavra superior pois permitem a formação de subclasses
relacionadas a ele.
Constitui as características gerais de uma classe.
Exemplos: Cor, esportes, animais e veículos.
Classe: Cor (hiperônimo)
Subclasse: Rosa, amarelo, verde, vermelho
Hiponímia
A hiponímia é representada por aquelas palavras que dão a ideia de uma parte de
um todo, tendo um sentido mais restrito, por isso, é considerada uma palavra inferior
pois ela se originou de outra.
O hipônimo seria as palavras da subclasse do hiperônimo.
Exemplos: Rosa, vólei, cavalo e carro
Classe: esportes (hiperônimo)
Subclasse: Natação, futebol e tênis (hipônimos)
21
Equivalência e transformação de estruturas
O objetivo da equivalência e transformação de estruturas é transformar a estrutura
de um texto a algo equivalente sem perder o sentido e continuar gramaticalmente
correto.
Simplificando é reescrever o texto de maneira que ele continue coerente e não
perca o sentido.
Muitas vezes é pedido em questões de concursos para você reescrever um
texto em tempos diferentes, de singular para plural, substituir uma
conjunção, dentro outras possibilidades e mesmo com estas mudanças o
texto não perca a coerência e sentido.
Para fazer uma reescrita de frases e parágrafos de um texto, nós devemos
ter muita atenção na gramática, ou seja, nos erros
de pontuação, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal,
o uso da crase e a colocação pronominal.
Paralelismo sintático e paralelismo semântico
Paralelismo é a criação de uma sequência de frases com uma estrutura paralela
com significados equivalentes, ou seja, idêntica. Isto torna o texto claro, objetivo e
harmonioso.
Existe o paralelismo sintático e o paralelismo semântico.
Paralelismo sintático:
É uma sequência de estruturas sintáticas idênticas que se repete com
valores sintáticos iguais. É um recursos de coesão textual que acaba
dando ao texto mais objetividade, precisão e clareza. Os termos e
orações se ligam através do processo de coordenação dando uma
relevância uma sobre a outra. A isso chamamos de paralelismo sintático.
Os valores são iguais, ou seja, estruturas simétricas.
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Abaixo tem exemplos com e sem paralelismo sintático para você
entender melhor:
Exemplos 1
Sem paralelismo sintático
O corredor brasileiro que venceu a maratona, foi seguido pelo corredor
português e do corredor chileno.
Com paralelismo sintático
O corredor brasileiro que venceu a maratona foi seguido pelo corredor
português e pelo corredor chileno.
Exemplo 2
Sem paralelismo sintático
Eu pedi para ela vir na hora do almoço e que trouxesse sobremesa.
Com paralelismo sintático
Eu pedi que ela viesse na hora do almoço e que trouxesse sobremesa.
Estruturas de paralelismo sintático mais comuns são:
Por um lado… por outro…
Ex.: Se por um lado o aumento de preço garantem o emprego de
todos, por outro, descontentam os clientes.
Não… nem…
Ex.: Não ganhou o campeonato neste ano, nem no anterior.
Tanto… quanto…
Ex.: O cigarro é prejudicial tanto para os fumantes, quanto para os não
fumantes.
Primeiro… segundo…
Ex.:Não gostei de seu discurso. Primeiro porque não tinha haver com o
momento; segundo porque todos ficaram constrangidos.
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Além destes temos também:
Seja… seja…
Quanto mais… mais…
Quanto menos… menos…
Ora… ora…
Etc…
Paralelismo semântico:
O paralelismo semântico ocorre quando há uma concordância (sentido)
entre as ideias presentes no texto. As ideias têm que ser comparadas
entre si, ou seja, elas têm que estar relacionadas.
Exemplo 1
Sem paralelismo semântico
O pedreiro pediu que o Caio fosse ao mercado.
Com paralelismo semântico
O pedreiro pediu que o ajudante fosse ao mercado.
Exemplo 2
Sem paralelismo semântico
João gosta de maçã e nadar
Com paralelismo semântico
João gosta de maçã e banana.
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
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Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: SES-DF
Acerca da equivalência e transformação de estruturas do texto, assinale a
alternativa correta.
A Em “há três tipos de vírus” (linha 8), a substituição da forma verbal sublinhada por
existe mantém a correção gramatical da oração.
B Na linha 16, substitui-se corretamente “entretanto” pela conjunção portanto,
preservando assim a coerência dessa informação, pois ambas são conclusivas.
C Na oração “O último causa apenas infecções respiratórias brandas e não
representa grande impacto” (linhas 9 e 10), é correto flexionar a forma verbal
“representa” no plural, pois ela também pode concordar com “infecções respiratórias
brandas”.
D Em “A infecção do sistema respiratório tem como principal complicação a
pneumonia” (linhas 4 e 5), caso o termo sublinhado seja flexionado no plural, deve-
se inserir acento circunflexo na forma verbala ele relacionada nessa oração.
E Na linha 13, a substituição do vocábulo “pandemias” por epidemias ou por
endemias não altera o sentido da informação, visto que são palavras sinônimas.
QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: IADES Órgão: HEMOPA
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Considerando a equivalência e transformação de estruturas, assinale a alternativa
que reescreve a oração “Doador de sangue, faça a atualização de seus dados na
Fundação Hemopa.”, mantendo a correção gramatical e o sentido da informação.
A) Doadores de sangue, faça a atualização dos seus dados na Fundação Hemopa.
B) Na Fundação Hemopa, faça a atualização do doador de sangue e de seus dados.
C) Doador, faça a atualização de sangue e de seus dados na Fundação Hemopa.
D) Faça a atualização do doador de sangue, dos seus dados, na Fundação
Hemopa.
E) Na Fundação Hemopa, doador de sangue, faça a atualização dos seus dados.
QUESTÃO 3
Ano: 2015 Banca: RBO Órgão: Câmara Municipal de Itapevi
Analise a frase abaixo e assinale a alternativa correta, considerando as regras de
equivalência e transformação das estruturas:
Quando Felipe prestou o exame do ENEM, ele pensou na carreira, isto é, no
futuro.
A) Ocorre um paralelismo sintático
B) Ocorre um paralelismo verbal
C) Ocorre um paralelismo semântico
D) Ocorre um paralelismo simétrico
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QUESTÃO 4
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: APEX Brasil
Quanto à equivalência e à transformação de estruturas do texto, assinale a
alternativa que reescreve o período “A mistura da população é como a nossa, e nós
damos as boas-vindas a esse fato porque a miscigenação enriquece o país”,
mantendo o sentido original da informação.
A) A nossa mistura é como a população, e nós damos as boas-vindas à
miscigenação porque esse fato enriquece o país.
B) A mistura da população é como a nossa, e a esse fato as boas-vindas são dadas
por nós porque o país é enriquecido pela miscigenação.
C) A população é uma mistura como a nossa, e nós damos as boas-vindas porque
esse fato enriquece a miscigenação e o país.
D) A mistura da população é como a nossa miscigenação, e nós damos as boas-
vindas a esse fato porque enriquece o país.
E) A mistura é como a nossa população, e nós damos as boas-vindas porque a
miscigenação enriquece esse fato e o país.
QUESTÃO 5
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: SES-DF
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No que se refere à equivalência e à transformação de estruturas do texto, assinale a
alternativa que reescreve o período “Se oficializado pela medicina, o órgão pode ser
considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).” (linhas de 9 a 11),
mantendo a coerência e a coesão da informação.
A) Conforme oficializado pela medicina, o órgão é considerado o maior do corpo
humano (título que hoje é da pele).
B) Embora oficializado pela medicina, o órgão será considerado o maior do corpo
humano (título que hoje é da pele).
C) Contanto que seja oficializado pela medicina, o órgão poderá ser considerado o
maior do corpo humano (título que hoje é da pele).
D) Mesmo que seja oficializado pela medicina, considera-se que ele é o maior órgão
do corpo humano (título que hoje é da pele).
E) Quando oficializado pela medicina, o órgão foi considerado o maior do corpo
humano (título que hoje é da pele).
QUESTÃO 6
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IFF
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O paralelismo sintático e a correção gramatical do texto CG4A1CCC seriam
preservados se o segmento “a perseguição política, racial ou religiosa” (ℓ. 7 e 8)
fosse substituído por
A) a perseguição política, de raça, ou por religião.
B) a perseguição por política, de raça ou pela religião.
C) ser perseguido politicamente, por raça, e de religião.
D) a perseguição por posição política, por raça ou por religião.
E) a perseguição politicamente, de raça e de religiosidade.
RESPOSTAS DAS QUESTÕES
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA E
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 6 LETRA D
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação
No português, as orações coordenadas e subordinadas são tipos de
orações em que existem (ou não) relações sintáticas.
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Vale lembrar que a sintaxe é a parte da gramática que estuda a função das
palavras nas orações.
Nas orações coordenadas, por exemplo, não há relação sintática entre
elas e, por isso, são orações independentes.
Já as orações subordinadas recebem esse nome pois uma está
subordinada à outra. Desse modo, elas dependem umas das outras para
ter sentido completo e, portanto, possuem uma relação sintática.
Confira abaixo, as explicações sobre cada uma delas, as classificações das
orações e muitos exemplos de orações coordenadas e subordinadas.
O que são orações coordenadas?
As orações coordenadas são orações independentes que já possuem
sozinhas um significado completo. Dessa forma, não existe uma relação
sintática entre elas.
Tipos de orações coordenadas
Esse tipo de oração é classificada de duas maneiras: as orações
coordenadas sindéticas e assindéticas.
Oração coordenada sindética
Nas orações coordenadas sindéticas, há uma conjunção coordenativa que
conecta as palavras ou termos das frases e, dependendo da conjunção
utilizada, elas pode ser de cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas,
conclusivas e explicativas.
1. Oração coordenada sindética aditiva
As orações coordenadas sindéticas aditivas são aquelas em que o uso das
conjunções (ou locuções conjuntivas) transmite a ideia de adição. As
conjunções aditivas são: e, nem, não só, mas também, mas ainda, como,
assim, etc.
Exemplos:
Fomos para a escola e fizemos o exame final.
• Oração 1: Fomos para a escola
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• Oração 2: fizemos o exame final
Joelma adora pescar, mas também gosta muito de navegar.
• Oração 1: Joelma adora pescar
• Oração 2: gosta muito de navegar
Com os exemplos, podemos perceber que esse tipo de conjunção
adiciona informações ao que foi dito anteriormente. Além disso, é
importante perceber que as orações acima, quando separadas, são
independentes, uma vez que possuem um sentido completo.
2. Oração coordenada sindética adversativa
As orações coordenadas sindéticas adversativas são aquelas que
transmitem, por meio das conjunções utilizadas, uma ideia de oposição
ou de contraste. As conjunções adversativas são: e, mas, contudo,
todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão, etc.
Exemplos:
Pedro Henrique estuda muito, porém não passa no vestibular.
• Oração 1: Pedro Henrique estuda muito
• Oração 2: não passa no vestibular
Daiana combinou com os amigos de ir à festa, no entanto, estava
chovendo muito naquela noite.
• Oração 1: Daiana combinou com os amigos de ir à festa
• Oração 2: estava chovendo muito naquela noite
Note que as conjunções utilizadas nas orações acima transmitem a ideia
de oposição ao que foi dito anteriormente. Além disso, as frases são
independentes, uma vez que, se separadas, possuem um sentido
completo.
3. Oração coordenada sindética alternativa
Nas orações coordenadas sindéticas alternativas, as conjunções enfatizam
uma escolha dentre as opções existentes. As conjunções alternativas
utilizadas são: ou, ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja, etc.
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Exemplos:
Manuela ora quer comer hambúrguer, ora quer comer pizza.
• Oração 1: Manuela ora quer comer hambúrguer
• Oração 2: ora quer comer pizza
Faça o que sua mãe manda ou ficará de castigo o resto do dia.
• Oração 1: Faça o que sua mãe manda
• Oração 2: ficará de castigo o resto do dia
Em ambos os exemplos, as orações são independentes, e as conjunções
utilizadas indicam opções e, por isso, são chamadas de alternativas.
4. Oração coordenada sindética conclusiva
As orações coordenadas sindéticas conclusivas expressam conclusões e,
por isso, fazem uso das conjunções (ou locuções) conclusivas: logo, assim,
portanto, por fim, por conseguinte,pois, então, consequentemente, etc.
Exemplos:
Não gostamos do restaurante, portanto não iremos mais lá.
• Oração 1: Não gostamos do restaurante
• Oração 2: não iremos mais lá
Alice não realizou a prova, assim fará a substitutiva no final do ano.
• Oração 1: Alice não realizou a prova
• Oração 2: fará a substitutiva no final do ano
Nos exemplos, as palavras em destaque são conjunções conclusivas que
transmitem a ideia de conclusão sobre algo que foi mencionado na oração
principal.
5. Oração coordenada sindética explicativa
Nas orações coordenadas sindéticas explicativas, as conjunções ou
locuções que ligam as orações expressam uma explicação. São elas: isto
é, ou seja, a saber, na verdade, porque, que, pois, etc.
Exemplos:
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Marina não queria falar, ou seja, ela estava de mau humor.
• Oração 1: Marina não queria falar
• Oração 2: ela estava de mau humor
Pedro não foi ao jogo de futebol porque estava cansado.
• Oração 1: Pedro não foi ao jogo de futebol
• Oração 2: estava cansado
Os exemplos mostram que com o uso das conjunções explicativas, as
orações independentes se unem com o intuito de explicar sobre o que foi
dito anteriormente.
Oração coordenada assindética
Diferente das orações coordenadas sindéticas, as orações coordenadas
assindéticas não exigem conjunções que conectam os termos ou
palavras da frase.
Exemplos:
• Lena estava triste, cansada, decepcionada.
• Ao chegar à escola conversamos, estudamos, lanchamos
Nos exemplos acima não existe nenhuma conjunção (ou locução
conjuntiva) que liga as orações e, portanto, temos orações coordenadas
assindéticas.
Saiba tudo sobre esse tema com a leitura dos textos:
• Orações coordenadas
• Conjunções coordenativas
• Período composto por coordenação
• Exercícios de Orações Coordenadas
O que são orações subordinadas?
As orações subordinadas, diferente das coordenadas, são orações
dependentes. Assim, quando separadas, não possuem um sentido
completo e, por isso, recebem esse nome, de forma que uma está
subordinada à outra.
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Tipos de orações subordinadas
As orações subordinadas são classificadas de três maneiras: substantivas,
adjetivas e adverbiais. Isso irá depender da relação sintática estabelecida.
Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem a função
de substantivo. Vale lembrar que o substantivo é uma das classes de
palavras que nomeia os seres, objetos, fenômenos, etc.
Esse tipo de oração pode se apresentar de duas maneiras: orações
desenvolvidas ou orações reduzidas.
Nas orações desenvolvidas, as conjunções integrantes “que” e “se” estão
no início das orações, e podem acompanhar pronomes, conjunções ou
locuções conjuntivas.
Já as orações reduzidas não apresentam uma conjunção integrante, e
surgem com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio.
Dito isso, as orações desenvolvidas podem desempenhar o papel de
sujeito, predicado, complemento nominal, objeto direto, objeto indireto e
aposto, sendo classificadas em seis tipos: subjetiva, predicativa,
completiva nominal, objetiva direta, objetiva indireta, apositiva.
1. Oração subordinada substantiva subjetiva
As orações subordinadas substantivas subjetivas exercem a função
de sujeito da oração principal. Lembre-se que o sujeito é aquele ou aquilo
de que(m) se fala.
Exemplos:
É importante que você beba água.
• Oração principal: É importante
• Oração subordinada: que você beba água
É possível que Paloma saia outra vez.
• Oração principal: É possível
• Oração subordinada: que Paloma saia outra vez
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Note que a oração principal não apresenta sujeito e a oração subordinada,
além de completar o sentido da primeira, desempenha o papel de sujeito
da oração.
2. Oração subordinada substantiva predicativa
As orações subordinadas substantivas predicativas exercem a função
de predicativo do sujeito da oração principal e sempre apresentam um
verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, continuar, ficar, etc.).
Vale lembrar que o predicativo do sujeito é o termo que tem a função de
atribuir uma qualidade ao sujeito.
Exemplos:
Meu medo é que ela não vença o campeonato.
• Oração principal: Meu medo é
• Oração subordinada: que ela não vença o campeonato
Nosso desejo é que ele passe nos exames finais.
• Oração principal: Nosso desejo é
• Oração subordinada: que ele passe nos exames finais
Nos exemplos, notamos que a partir da presença do verbo de ligação,
qualifica-se o sujeito da oração.
3. Oração subordinada substantiva completiva nominal
As orações subordinadas substantivas completivas nominais exercem a
função de complemento nominal do verbo da oração principal,
completando o sentido do nome da oração principal. Esse tipo de oração
sempre é iniciada com uma preposição.
Note que o complemento nominal completa o sentido de um nome
(substantivo, adjetivo ou advérbio).
Exemplos:
Tenho esperança de que a humanidade se conscientize.
• Oração principal: Tenho esperança
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• Oração subordinada: de que a humanidade se conscientize
Tínhamos certeza de que ela passaria na prova.
• Oração principal: Tínhamos certeza
• Oração subordinada: de que ela passaria na prova
Nos exemplos acima, as orações subordinadas completivas sempre
começam com uma preposição: "de". Ambas complementam os nomes
(substantivos) da oração principal: esperança; certeza.
4. Oração subordinada substantiva objetiva direta
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem a função
de objeto direto do verbo da oração principal e, por isso, o complemento
não vem acompanhado de preposição.
Vale destacar que o objeto direto é um complemento verbal que completa
o sentido dos verbos transitivos das orações.
Exemplos:
Desejo que todos tenham um bom dia.
• Oração principal: Desejo
• Oração subordinada: que todos tenham um bom dia
Espero que você passe no concurso.
• Oração principal: Espero
• Oração subordinada: que você passe no concurso
Nos exemplos acima, as orações subordinadas não apresentam
preposição e possuem o valor de objeto direto da oração principal.
Assim, elas completam o sentido do verbo transitivo, visto que sozinho ele
não fornece a informação completa. Exemplo: quem deseja, deseja algo;
quem espera, espera algo.
5. Oração subordinada substantiva objetiva indireta
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As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas exercem a
função de objeto indireto do verbo da oração principal,
complementando-o.
Vale lembrar que o objeto indireto tem a função de completar o sentido
do verbo transitivo na oração. Assim, nesse tipo de oração, a conjunção
subordinativa integrante é sempre precedida de uma preposição (que ou
se).
Exemplos:
Necessito de que você preencha o formulário novamente.
• Oração principal: Necessito
• Oração subordinada: de que você preencha o formulário novamente
Gostaria de que todas as pessoas se conscientizassem.
• Oração principal: Gostaria
• Oração subordinada: de que todas as pessoas se conscientizassem
Nos exemplos acima, as orações subordinadas completam o sentido dos
verbos transitivos da oração principal, pois sozinhos eles não possuem um
sentido completo (quem necessita, necessita de algo; quem gosta, gosta
de algo ou de alguém). Além disso, podemos notar que antes das
conjunções (que) temos as preposições (de).
6. Oração subordinada substantiva apositiva
As orações subordinadas substantivas apositivas exercem a função
de aposto de qualquer termo presente na oração principal. Nesse caso, a
oração principal pode terminar com dois pontos, ponto e vírgula ou
vírgula.
Vale lembrar que o aposto é um termo que tem como função exemplificar
ou especificar outro já mencionado anteriormente na oração.
Exemplos:
Meu único desejo: vencer as olimpíadas.
• Oração principal: Meu único desejo
• Oração subordinada: vencer as olimpíadas
37Só lhe peço isso: que nos ajude.
• Oração principal: Só lhe peço isso
• Oração subordinada: que nos ajude
Nos exemplos acima, as frases subordinadas têm a função de aposto, visto
que especificam melhor algo mencionado na oração principal.
Amplie seus conhecimentos sobre esse tipo de oração:
• Orações Subordinadas Substantivas
• Exercícios de Orações Subordinadas Substantivas
Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas são aquelas que funcionam
como adjunto adnominal, as quais possuem a mesma função do adjetivo
e, por isso, recebem esse nome.
Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Nas orações
desenvolvidas, os verbos aparecem nos modos indicativo e subjuntivo e
sempre iniciam-se com um pronome relativo (que, quem, qual, quanto,
onde, cujo, etc.), os quais exercem a função de adjunto adnominal do
termo antecedente.
Já nas orações reduzidas, os verbos aparecem no infinitivo, gerúndio ou
particípio e não começam com um pronome relativo.
Dito isso, as oração subordinadas adjetivas desenvolvidas são classificadas
em dois tipos: explicativa e restritiva.
1. Oração subordinada adjetiva explicativa
As orações subordinadas adjetivas explicativas, recebem esse nome pois
tem o intuito de explicar algo que foi dito anteriormente. Esse tipo de
oração subordinada é separada por algum sinal de pontuação, geralmente
vírgulas.
Exemplos:
Os livros de José de Alencar, que foram indicados pela professora, são
muito bons.
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• Oração principal: Os livros de José de Alencar são muito bons
• Oração subordinada: que foram indicados pela professora
O sistema de aprendizado, que foi desenvolvido pela escola,
surpreendeu todos.
• Oração principal: O sistema de aprendizado surpreendeu todos
• Oração subordinada: que foi desenvolvido pela escola
Nos exemplos acima, as orações subordinadas adjetivas explicativas
aparecem entre vírgulas, adicionando um comentário extra sobre o
antecedente da oração principal.
Note que, nesses casos, as orações subordinadas aproximam-se de um
aposto explicativo e podem ser retiradas sem que isso afete o significado
da outra.
2. Oração subordinada adjetiva restritiva
As orações subordinadas adjetivas restritivas, ao contrário das explicativas,
que ampliam a explicação sobre algo, restringem, especificam ou
particularizam o termo antecedente. Aqui, elas não são separadas por
sinais de pontuação.
Exemplos:
Os estudantes que não leem costumam ter mais dificuldades para
escrever um texto.
• Oração principal: Os estudantes costumam ter mais dificuldades para
escrever um texto
• Oração subordinada: que não leem
As pessoas que fazem exercícios todos os dias tendem a viver mais.
• Oração principal: As pessoas tendem a viver mais
• Oração subordinada: que fazem exercícios todos os dias
A partir dos exemplos acima, nota-se que, diferente das orações adjetivas
explicativas, se as orações subordinadas foram removidas, afetarão o
significado da oração principal.
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Outra coisa a se destacar é que essas não apresentam vírgulas e
restringem o termo antecedente, em vez de explicá-los.
Veja também os textos:
• Orações subordinadas adjetivas
• Conjunções subordinativas
Orações Subordinadas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem a função de
advérbio funcionando como adjunto adverbial.
As orações desse tipo são iniciadas por uma conjunção ou locução
subordinativa, as quais têm a função de conectar as orações (principal e
subordinada).
Assim, dependendo do termo utilizados são classificadas em nove tipos:
causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas,
consecutivas, finais, temporais, proporcionais.
1. Oração subordinada adverbial causal
As orações subordinadas adverbiais causais exprimem a causa ou
motivo que a oração principal faz referência. As conjunções ou locuções
integrantes adverbiais utilizadas são: porque, que, como, pois que,
porquanto, visto que, uma vez que, já que, desde que, etc.
Exemplos:
Não fomos à praia já que estava chovendo muito.
• Oração principal: Não fomos à praia
• Oração subordinada: já que estava chovendo muito
Não vou estudar hoje porque estou com dor de cabeça.
• Oração principal: Não vou estudar hoje
• Oração subordinada: porque estou com dor de cabeça
As orações subordinadas exemplificadas acima, destacam o motivo que a
oração principal faz referência. As conjunções integrantes que expressam
isso são: "já que" e "porque".
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2. Oração subordinada adverbial comparativa
As orações subordinadas adverbiais comparativas
expressam comparação entre as orações principal e subordinada.
As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: como,
assim como, tal como, tanto como, tanto quanto, como se, do que,
quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais),
etc.
Exemplos:
Minha mãe está muito nervosa como eu estava antes.
• Oração principal: Minha mãe está muito nervosa
• Oração subordinada: como eu estava antes
Ela não estudou para a prova o tanto quanto deveria.
• Oração principal: Ela não estudou para a prova
• Oração subordinada: o tanto quanto deveria
Nos exemplos acima, as orações subordinadas fazem uma comparação
utilizando as conjunções integrantes: "como" e "tanto quanto".
3. Oração subordinada adverbial concessiva
As orações subordinadas adverbiais concessivas expressam concessão ou
permissão em relação à oração principal. Dessa forma, elas apresentam
uma ideia contrária ou oposta.
As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas nessas
orações são: embora, conquanto, por mais que, posto que, ainda que,
apesar de que, se bem que, mesmo que, em que pese, etc.
Exemplos:
Embora não queira, vou lhe fazer o jantar.
• Oração principal: vou lhe fazer o jantar
• Oração subordinada: Embora não queira
Mesmo que goste da sandália, não vou comprar.
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• Oração principal: não vou comprar
• Oração subordinada: Mesmo que goste da sandália
Acima, podemos ver que a conjunção "embora" e a locução concessiva
"mesmo que" presentes nas orações subordinadas expressam uma ideia
oposta em relação às orações principais.
4. Oração subordinada adverbial condicional
As orações subordinadas adverbiais condicionais expressam condição. As
conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: se, caso,
contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que,
etc.
Exemplos:
Se estiver chovendo, não iremos ao evento.
• Oração principal: não iremos ao evento
• Oração subordinada: Se estiver chovendo
Caso ele não esteja na escola, irei visitá-lo.
• Oração principal: irei visitá-lo
• Oração subordinada: Caso ele não esteja na escola
As orações subordinadas dos exemplos acima, exprimem uma condição
por meio do uso das conjunções integrantes utilizadas: "se" e "caso".
5. Oração subordinada adverbial conformativa
As orações subordinadas adverbiais conformativas
expressam conformidade em relação ao que foi expresso na oração
principal. As conjunções integrantes adverbiais utilizadas são: conforme,
segundo, como, consoante, de acordo, etc.
Exemplos:
Segundo as regras impostas pelo governo, a quarentena deverá ser
respeitada.
• Oração principal: a quarentena deverá ser respeitada
• Oração subordinada: Segundo as regras impostas pelo governo
42
Farei a massa do pão consoante os ensinamentos da minha mãe.
• Oração principal: Farei a receita de pão
• Oração subordinada: consoante os ensinamentos da minha mãe
Conforme os exemplos acima, as orações subordinadas expressam
conformidade sobre a oração principal enfatizada pelas conjunções
utilizadas: "segundo" e "consoante".
6. Oração subordinada adverbial consecutiva
As orações subordinadas adverbiais consecutivas
expressam consequência. As locuções conjuntivas integrantes adverbiais
utilizadas são: de modo que, de sorteque, sem que, de forma que, de jeito
que, etc.
Exemplos:
A palestra foi ruim, de forma que não entendemos nada.
• Oração principal: A palestra foi ruim
• Oração subordinada: de forma que não entendemos nada
Nunca abandonou seus sonhos, de sorte que acabou concretizando-os.
• Oração principal: Nunca abandonou seus sonhos
• Oração subordinada: de sorte que acabou concretizando-os
Em ambos os exemplos, as orações subordinadas exprimem as
consequências expressas na orações principais. Para isso, as locuções
conjuntivas utilizadas foram: "de modo que", "de sorte que".
7. Oração subordinada adverbial final
As orações subordinadas adverbiais finais expressam finalidade. As
conjunções e locuções integrantes adverbiais utilizadas nesse caso são: a
fim de que, para que, que, porque, etc.
Exemplos:
Nós estamos na faculdade para que possamos aprender mais.
• Oração principal: Nós estamos na faculdade
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• Oração subordinada: para que possamos aprender mais
O atleta treinou dias a fim de que atingisse a melhor pontuação na
prova final.
• Oração principal: O atleta treinou dias
• Oração subordinada: a fim de que atingisse a melhor pontuação na prova
final
As orações subordinadas acima, utilizaram as locuções conjuntivas ("para
que" e "a fim de que") com o intuito de indicar a finalidade de algo que foi
mencionado na oração principal.
8. Oração subordinada adverbial temporal
As orações subordinadas adverbiais temporais expressam circunstância
de tempo. As conjunções e locuções integrantes adverbiais utilizadas são:
enquanto, quando, desde que, sempre que, assim que, agora que, antes
que, depois que, logo que, etc.
Exemplos:
Você ficará famoso quando publicar seu livro.
• Oração principal: Você ficará famoso
• Oração subordinada: quando publicar seu livro
Eu ficarei mais feliz assim que souber a nota final do exame.
• Oração principal: Eu ficarei mais feliz
• Oração subordinada: assim que souber a nota final do exame
Com o uso da conjunção "quando" e da locução conjuntiva "assim que",
as orações subordinadas dos exemplos indicam circunstâncias temporais.
9. Oração subordinada adverbial proporcional
As orações subordinadas adverbiais proporcionais
expressam proporcionalidade. As locuções conjuntivas integrantes
adverbiais utilizadas são: à proporção que, à medida que, ao passo que,
tanto mais, tanto menos, quanto mais, quanto menos, etc.
Exemplos:
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A chuva piorava à medida que o furacão chegava mais perto.
• Oração principal: A chuva piorava
• Oração subordinada: à medida que o furacão chegava mais perto
Quanto mais se esforçava no treino, mais feliz ficava.
• Oração principal: mais feliz ficava
• Oração subordinada: Quanto mais se esforçava no treino
As locuções conjuntivas integrantes dos exemplos ("à medida que" e
"quanto mais") enfatizam a proporção expressa na oração principal.
Emprego de tempos e modos verbais
Tempos e Modos Verbais
Você sabe a diferença entre tempos e modos verbais? Muitos acreditam
que ambos se misturam, mas na verdade um é complemento do outro.
Na nossa Gramática, os Tempos verbais são: Presente, Pretérito e
Futuro.
Os tempos servem para indicar as formas, os estados ou fenômenos
demonstrados pelos verbos.
Já os Modos verbais compõem os tempos verbais nos modos: Indicativo,
subjuntivo e imperativo.
Tempos Verbais – Tempos e modos verbais
Os tempos verbais são recursos da gramática que indicam o momento da fala
de alguém.
Podem exprimir passado, presente e futuro por meio do verbo.
Dessa forma, indicam, na fala, se algo já ocorreu, acontece no momento em
que se fala ou ainda vai ocorrer.
Presente: expressa que um fato ocorre no momento da fala.
Exemplo: Agora Maria dorme.
Pretérito- Divide-se em perfeito (simples e composto) e imperfeito: é a
referência a algo que aconteceu antes da fala.
Perfeito simples: anuncia que um fato começou em um momento anterior ao
da fala e que foi totalmente concluído.
45
Exemplo: Joana limpou o quarto.
Perfeito composto: indica que um fato começou em um momento anterior ao
da fala, ficou em conclusão, mas o fato se prolonga até o momento presente
da fala.
Exemplo: Mário tem estudado muito para a prova.
Mais-que-perfeito: faz referência a um fato que ocorreu antes de outro já ter
terminado.
Exemplo: Quando você chegou, seu pai já tinha saído.
Imperfeito: quando expressa um fato ocorrido, mas que não foi
completamente terminado.
Exemplo: Iza assistia filme quando seu esposo a chamou.
Futuro: é a referência ao que ainda não ocorreu ou não foi realizado.
Futuro do presente simples: faz referência a algo que deve ocorrer em um
futuro próximo ao momento da fala.
Exemplo: Amanhã lerei o jornal na hora do almoço.
Futuro do pretérito simples: indica que algo pode ocorrer posteriormente a
um determinado fato passado.
Exemplo: Se eu tivesse dinheiro, reformaria a casa.
Futuro do pretérito composto: expressa que um fato poderia ter ocorrido
posteriormente a um fato do passado.
Exemplo: Se você não tivesse comprado supérfluos, teria dinheiro para viajar.
Exemplo: Luana viajará amanhã.
Futuro do presente composto: expressa um fato que deve ocorrer após o
momento da fala, mas concluído antes de outro fato futuro.
Exemplo: Antes de terminar o expediente, Murilo já estava pronto para deixar o
recinto.
Explicamos os Tempos verbais, agora falaremos dos Modos verbais.
Modos verbais – Tempos e modos verbais
Os modos verbais são os nomes que se dão às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato (indicativo, subjuntivo e imperativo).
Vejamos como são os MODOS em cada TEMPO verbal.
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MODO INDICATIVO
Modo verbal que expressa certeza, fatos vistos como certos,
consumados, concretos.
PRESENTE DO INDICATIVO
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MODO SUBJUNTIVO
Expressa possibilidade, hipótese, fato incerto, duvidoso ou irreal.
48
49
NÚMERO E PESSOA
As categorias de número e pessoa indicam qual pessoa do discurso está
relacionada ao verbo e se está no singular ou no plural:
Primeira pessoa: a pessoa que fala (eu, nós)
Segunda pessoa: a pessoa com quem se fala (tu, vós)
Terceira pessoa: a pessoa de quem se fala (ele (a)/eles (as))
Assim, aquela velha história de “eu, tu, ele, nós, vós, eles” nada mais é do que
a lista das pessoas do discurso, representadas pelos pronomes retos. O verbo
vai se flexionar para concordar com cada uma dessas pessoas.
Os verbos podem ser de:
• 1ª conjugação (terminam em -AR);
• 2ª (terminam em -ER);
• 3ª (terminam em -IR).
Assim mesmo, na ordem alfabética A, E, I…
50
Pontuação
Os sinais de pontuação são recursos da linguagem escrita utilizados com o
objetivo de demarcar unidades e sinalizar os limites das estruturas
sintáticas nos textos.
Os sinais de pontuação são recursos de linguagem empregados na língua
escrita e desempenham a função de demarcadores de unidades e
de sinalizadores de limites de estruturas sintáticas nos textos escritos.
Assim, os sinais de pontuação cumprem o papel dos recursos prosódicos,
utilizados na fala para darmos ritmo, entoação e pausas e indicarmos
os limites sintáticos e unidades de sentido.
Como na fala temos o contato direto com nossos interlocutores, contamos
também com nossos gestos para tentar deixar claro aquilo que queremos
dizer. Na escrita, porém, são os sinais de pontuação que garantem
a coesão e a coerência interna dos textos, bem como os efeitos de
sentidos dos enunciados.
Vejamos, a seguir, quais são os sinais de pontuação que nos auxiliam nos
processos de escrita:
Ponto ( . )
a) Indicar o final de uma frase declarativa:
• Gosto de sorvete de goiaba.
b) Separar períodos:
• Fica mais um tempo. Ainda é cedo.
c) Abreviar palavras:
• Av. (Avenida)
• V. Ex.ª (Vossa Excelência)
• p. (página)
• Dr. (doutor)
Dois-pontos ( : )
a) Iniciar fala de personagens:
• O aluno respondeu:
– Parta agora!
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b) Antes de apostosou orações apositivas, enumerações ou sequência de
palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.
• Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para
auxiliar os mais idosos.
• Anote o número do protocolo: 4254654258.
c) Antes de citação direta:
• Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto
que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
Reticências ( ... )
a) Indicar dúvidas ou hesitação:
• Sabe... andei pensando em uma coisa... mas não é nada demais.
b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:
• Quem sabe se tentar mais tarde...
c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de
estender a reflexão:
• “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces
duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar)
d) Suprimir palavras em uma transcrição:
• “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -
Raimundo Fagner)
Parênteses ( )
a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e
também podem substituir a vírgula ou o travessão:
• Manuel Bandeira não pôde comparecer à Semana de Arte
Moderna (1922).
• "Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na
véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do
verão.” (O milagre das chuvas no Nordeste- Graça Aranha)
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Ponto de Exclamação ( ! )
a) Após vocativo
• Ana, boa tarde!
b) Final de frases imperativas:
• Cale-se!
c) Após interjeição:
• Ufa! Que alívio!
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:
• Que pena!
Ponto de Interrogação ( ? )
a) Em perguntas diretas:
• Quantos anos você tem?
b) Às vezes, aparece com o ponto de exclamação para enfatizar o
enunciado:
• Não brinca, é sério?!
Vírgula ( , )
De todos os sinais de pontuação, a vírgula é aquele que desempenha o
maior número de funções. Ela é utilizada para marcar uma pausa do
enunciado e tem a finalidade de nos indicar que os termos por ela
separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não
formam uma unidade sintática. Por outro lado, quando há uma relação
sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de
vírgula.
Antes de explicarmos quais são os casos em que devemos utilizar a vírgula,
vamos explicar primeiro os casos em que NÃO devemos usar a vírgula para
separar os seguintes termos:
a) Sujeito de Predicado;
53
b) Objeto de Verbo;
c) Adjunto adnominal de nome;
d) Complemento nominal de nome;
e) Predicativo do objeto do objeto;
f) Oração principal da Subordinada substantiva (desde que esta não seja
apositiva nem apareça na ordem inversa).
Casos em que devemos utilizar a vírgula:
A vírgula no interior da oração
a) Utilizada com o objetivo de separar o vocativo:
• Ana, traga os relatórios.
• O tempo, meus amigos, é o que nos confortará.
b) Utilizada com o objetivo de separar apostos:
• Valdirene, minha prima de Natal, ligou para mim ontem.
• Caio, o aluno do terceiro ano B, faltou à aula.
c) Utilizada com o objetivo de separar o adjunto adverbial antecipado ou
intercalado:
• Quando chegar do trabalho, procurarei por você.
• Os políticos, muitas vezes, são mentirosos.
d) Utilizada com o objetivo de separar elementos de uma enumeração:
• Estamos contratando assistentes, analistas, estagiários.
• Traga picolé de uva, groselha, morango, coco.
e) Utilizada com o objetivo de isolar expressões explicativas:
• Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou melhor, somente gelo.
f) Utilizada com o objetivo de separar conjunções intercaladas:
• Não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.
g) Utilizada com o objetivo de separar o complemento
pleonástico antecipado:
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• A ele, nada mais abala.
h) Utilizada com o objetivo de isolar o nome do lugar na indicação de
datas:
• Goiânia, 01 de novembro de 2016.
i) Utilizada com o objetivo de separar termos coordenados assindéticos:
• É pau, é pedra, é o fim do caminho.
j) Utilizada com o objetivo de marcar a omissão de um termo:
• Ele gosta de fazer academia, e eu, de comer. (omissão do verbo
gostar)
Casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:
1) Utilizamos a vírgula quando as orações
coordenadas possuem sujeitos diferentes:
• Os banqueiros estão cada vez mais ricos, e o povo, cada vez mais
pobre.
2) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo
de enfatizar alguma ideia (polissíndeto):
• E eu canto, e eu danço, e bebo, e me jogo nos blocos de carnaval.
3) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos
que não retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por
exemplo):
• Chorou muito, e ainda não conseguiu superar a distância.
A vírgula entre orações
A vírgula é utilizada entre orações nas seguintes situações:
a) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
• Meu filho, de quem só guardo boas lembranças, deixou-nos em
fevereiro de 2000.
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b) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com
exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:
• Cheguei em casa, tomei um banho, fiz um sanduíche e fui direto ao
supermercado.
• Estudei muito, mas não consegui ser aprovada.
c) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou
reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal:
• "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e
fugindo com o corpo apresentou o gancho." (O selvagem - José de
Alencar)
d) Para separar as orações intercaladas:
• "– Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em estar
plantando-a...”
e) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:
• Quando sai o resultado, ainda não sei.
Ponto e vírgula ( ; )
a) Utilizamos ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de
outros itens:
• Antes de iniciar a escrita de um texto, o autor deve fazer-se as
seguintes perguntas:
I- O que dizer;
II- A quem dizer;
III- Como dizer;
IV- Por que dizer;
V- Quais objetivos pretendo alcançar com este texto?
b) Utilizamos ponto e vírgula para separar orações coordenadas muito
extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a
vírgula:
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• “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude
apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no
fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se
foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o
inferior um tanto tenso." (O Visconde de Inhomerim - Visconde de
Taunay)
Travessão ( — )
a) Utilizamos o travessão para iniciar a fala de um
personagem no discurso direto:
A mãe perguntou ao filho:
• — Já lavou o rosto e escovou os dentes?
b) Utilizamos o travessão para
indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
• — Filho, você já fez a sua lição de casa?
• — Não se preocupe, mãe, já está tudo pronto.
c) Utilizamos o travessão para unir grupos de palavras que
indicam itinerários:
• Disseram-me que não existe mais asfalto na rodovia Belém—Brasília.
d) Utilizamos o travessão também para substituir a vírgula em expressões
ou frases explicativas:
• Pelé — o rei do futebol — anunciou sua aposentadoria.
Aspas ( “ ” )
As aspas são utilizadas com as seguintes finalidades:
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões
populares:
• A aula do professor foi “irada”.
• Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.
b) Indicar uma citação direta:
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• “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo
o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de
Queirós)
FIQUE ATENTO!
Caso haja necessidade de destacar um termo que já está inserido em uma
sentença destacada por aspas, esse termo deve ser destacado com
marcação simples ('), não dupla (").VEJA AGORA ALGUMAS OBSERVAÇÕES RELEVANTES:
Dispensam o uso da vírgula os termos coordenados ligados pelas
conjunções e, ou, nem.
Observe:
• Preferiram os sorvetes de creme, uva e morango.
• Não gosto nem desgosto.
• Não sei se prefiro Minas Gerais ou Goiás.
Caso os termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem
aparecerem repetidos, com a finalidade de enfatizar a expressão, o uso da
vírgula é, nesse caso, obrigatório.
Observe:
• Não gosto nem do pai, nem do filho, nem do cachorro, nem do gato
dele.
Estrutura e formação de palavras
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente
por dois processos morfológicos:
• Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria)
• Composição (justaposição e aglutinação)
Palavras Primitivas e Derivadas
Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o
estudo de formação das palavras.
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Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as
palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras
primitivas
Exemplos:
• dente (primitiva) e dentista (derivada)
• mar (primitiva) e marítimo (derivada)
• sol (primitiva) e solar (derivada)
Afixos
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles
são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua.
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra
(palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi
acrescentado o sufixo -eira.
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra.
Assim, os sufixos vem depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria.
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal
e ilegal.
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra,
sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria
e cafezal.
Radical e Prefixo
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-
se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos.
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais
influenciaram o léxico da língua portuguesa.
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos
Acro: alto, elevado
acrobata
a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento
Aero: ar anti-: ação contrária
Ambi: ambos,
duplicidade
ad- (a-): proximidade,
direção
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade
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Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos
Arcaio/ arqueo:
antigo
epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito
Hidro: água
hiper-: excesso, posição
superior
Bi, bis: duas vezes bi-: dois
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação
Pseudo: falso
meta-: mudança,
transformação
Curvi: curvo infra-: abaixo
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu
inter-: entre, posição
intermediária
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior
Processos de Derivação
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras sempre
com um radical e os afixos (sufixos e prefixos):
• Derivação Prefixal (Prefixação): inclusão de prefixo à palavra primitiva,
por exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, etc.
• Derivação Sufixal (Sufixação): inclusão de sufixo à palavra primitiva, por
exemplo: felicidade, beleza, estudante, etc.
• Derivação Parassintética (Parassíntese): inclusão de um prefixo e de
um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, por
exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar, etc.
• Derivação Regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada
de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: beijar-beijo, debater-
debate, perder-perda, etc.
• Derivação Imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra,
por exemplo, O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem
à noite com Luís. (verbo)
Processos de Composição
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais
de palavras, sendo classificadas em:
• Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer
alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda-chuva,
abre-latas, etc.
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• Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre
alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), vinagre
(vinho e acre), etc.
Neologismo
O neologismo é um processo de formação de palavras em que são criados
novos termos para suprir alguma lacuna de significação. Podemos citar
como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da
internet.
Hibridismo
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses
termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo,
“sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).
Exercícios de Vestibular com Gabarito
1. (CESGRANRIO-RJ) As palavras esquartejar, desculpa e irreconhecível
foram formadas, respectivamente, pelos processos de:
a) sufixação - prefixação - parassíntese
b) sufixação - derivação regressiva - prefixação
c) composição por aglutinação - prefixação - sufixação
d) parassíntese - derivação regressiva - prefixação
e) parassíntese - derivação imprópria – parassíntese
Alternativa d) parassíntese - derivação regressiva - prefixação.
Esquartejar é parassíntese, porque é formada pelo prefixo es- e pelo sufixo
-ejar, ao mesmo tempo: es + quart + ejar.
Desculpa é derivação regressiva, porque é formada com a retirada de uma
parte da palavra primitiva, neste caso, a letra r do verbo desculpar:
desculpar --> desculpa.
Irreconhecível é prefixação, porque é formada pelo prefixo ir-: ir +
reconhecível.
2. (PUC-RJ) Marque a opção que indica os processos de formação,
presentes nas palavras abaixo, pela ordem em que aparecem.
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bebidinha - indevassável - banheiro - adormecer.
a) Parassíntese, prefixação, sufixação, sufixação.
b) Sufixação, parassíntese, sufixação, parassíntese.
c) Sufixação, prefixação e sufixação, sufixação, parassíntese.
d) Prefixação e sufixação, sufixação, prefixação, parassíntese.
e) Parassíntese, sufixação, prefixação, prefixação e sufixação.
Alternativa c) Sufixação, prefixação e sufixação, sufixação, parassíntese.
Bebidinha é sufixação, porque é formada pelo sufixo -inha: bebid + inha.
Indevassável é prefixação, porque é formada pelo prefixo in-: in +
devassável. Também é sufixação, porque é formada pelo sufixo -ável: devass
+ ável.
Repare que apesar de prefixo e sufixo estarem presentes na formação da
palavra indevassável, ela não é parassíntese, porque existe a palavra
devassável e indevassável, ou seja, com ou sem prefixo. Para haver
parassíntese, uma palavra sempre tem que ter ambos, prefixo e sufixo, por
exemplo anoitecer: a + noite + ecer (não existe noitecer, ou seja, essa
palavra precisa sempre do prefixo).
Banheiro é sufixação, porque é formada pelo sufixo -eiro: banh + eiro.
Adormecer é parassíntese, porque é formada pelo prefixo a- e pelo sufixo -
ecer, ao mesmo tempo: a + dorm + ecer (não existe dormecer, ou seja, essa
palavra precisa sempre do prefixo).
3. (Fuvest-SP) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes
palavras:
a) vendavais, naufrágios, polêmicas
b) descompõem, desempregados, desejava
c) estendendo, escritório, espírito
d) quietação, sabonete, nadador
e) religião, irmão, solidão
Alternativa d) quietação, sabonete, nadador.
Essas palavras foram formadas pelo processo de derivação sufixal (ou
sufixação):
62
Quietação: quieta + ção
Sabonete: sabão + ete
Nadador: nada + dor
Funções das classes de palavras
Ao todo, são dez as classes de palavras:
• substantivo (nomeiam);
• adjetivos (caracterizam);
• artigos (acompanham os substantivos,indefinindo ou definindo-os);
• numerais (quantificam e posicionam);
• pronomes (substituem ou acompanham termos);
• verbos (materializam ações, estados, fenômenos);
• advérbios (circunstanciam);
• interjeições (expressam sensações humanas);
• conjunções (unem palavras e orações, coordenando ou subordinando-
as);
• preposições (conectam termos).
As seis primeiras categorias modificam as suas formas, conforme o contexto
de uso, mas as demais se mantêm intactas, independentemente da situação
na qual elas estejam.
Tipos de classes de palavras
→ Palavras variáveis
Os substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes e verbos são
palavras variáveis, pois têm a constituição modificada para marcar alguns
elementos gramaticais, como o
• gênero (masculino/feminino);
• número (singular/plural);
• pessoa (primeira, segunda e terceira);
• tempo (pretéritos, presente, futuros);
• modo (indicativo, subjuntivo, imperativo).
→ Palavras invariáveis
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Os advérbios, as preposições, as conjunções e as interjeições são palavras
invariáveis, já que não comportam transformações em suas formas.
Substantivo
Substantivo é uma classe gramatical cuja função é nomear os seres em
geral. Apesar de essa conceituação estar presente em vários locais, há que
se destacar a sua incompletude, já que o substantivo pode também ser
responsável por denominar:
• ações (abraço, chute);
• postulados físicos (inércia);
• aspectos emocionais e psicológicos (covardia, esquizofrenia,
ansiedade, amor, ódio);
• elementos socioculturais (pobreza, inteligência), entre outros.
→ Classificações dos substantivos
• Comum: é responsável por nomear a generalidade dos seres da
mesma espécie, dos elementos abstratos, dos objetos e dos
fenômenos da natureza.
Exemplos: casa, ódio, neve.
• Próprio: faz referência a um ser específico.
Exemplos: Maria, Panela de Barro Restaurante (no caso, panela de
barro identifica um restaurante determinado).
• Primitivo: termos que não se originaram de outros existentes na
mesma língua.
Exemplos: maçã, porta, livro.
• Derivado: palavras que provêm de outras.
Exemplos: macieira (árvore) – maçã (fruta), portaria – porta, livreiro –
livro.
• Simples: são constituídos por apenas um radical (parte da palavra que
carrega o sentido principal dela).
Exemplos: garrafa, tênis, feijão.
• Compostos: têm mais de um radical em sua estrutura.
Exemplos: beija-flor, passatempo (verbo passar + substantivo tempo).
• Concreto: nomeiam seres de existência própria, isto é, figuras
independentes que fazem parte de um universo real ou imaginário.
64
Exemplos: caneta, vampiro (entidade), São Paulo (cidade), Ministério
da Saúde (instituição).
• Abstrato: designam qualidades, ações, sentimentos, estados,
sensações.
Exemplos: soberba, riso, solidão, juventude, conforto.
Artigo
O artigo é a palavra que precede os substantivos a fim de determiná-
los, tanto de maneira particular, por meio do uso de o, a, os, as, quanto de
modo vago, ao utilizar um, uma, uns, umas.
→ Classificações dos artigos
• Definido: individualiza o substantivo, ou seja, leva o interlocutor a
saber do que se trata especificamente.
Exemplos:
- O amor de Antônia era forte (não é qualquer amor, sabe-se que é um
específico).
- A história revelará a verdade (refere-se à história da humanidade).
- Os bandidos atacaram novamente (sabe-se que são as mesmas pessoas
que cometeram os crimes).
- As rosas do jardim estão secas (o sujeito que fez tal afirmação fez menção
a determinadas flores).
• Indefinido: generaliza o substantivo.
Exemplos:
- Falta um cantor para completar o espetáculo (pode ser o João, o José, o
Miguel, qualquer um que cante).
- Gostaria de saber se há uma lanchonete na região (no caso, a pessoa não
especificou qual a lanchonete, podendo ser a do João, a da Maria, entre
outras)
- Em cima da mesa, estão uns biscoitos (a informação impossibilita saber a
marca, o tipo das bolachas).
65
- Seria ótimo conhecer umas atrizes famosas (não se sabe quais atrizes são).
Adjetivo
O adjetivo é uma palavra ou locução (iniciada por preposições: de, em, com,
sem) que confere características, estados, qualidades aos seres.
Também pode instituir relações de tempo, de espaço, de finalidade, de
procedência com o substantivo.
Exemplos:
- Banca de revistas (locução adjetiva)
- Avaliação semanal (tempo)
- Cidade estrangeira (espaço)
- Vinho chileno (procedência)
- Emergência ortopédica (finalidade)
→ Classificações dos adjetivos
• Primitivos: não advêm de outro termo existente na língua e possuem
apenas um radical. Ressalta-se que existem poucos adjetivos
primitivos.
Exemplos: azul, roxo, verde, branco, grande, escuro, liso, feliz, triste.
• Derivados: são originados de outras palavras. Assim, são
acrescentados afixos (partes das palavras que carregam um sentido
complementar ao principal, por exemplo, infeliz, em que o in significa
não) ao radical.
Exemplos:
- desfavorável - favor
- esverdeado - verde
- europeia - Europa
• Simples: tem apenas um radical.
Exemplos: azul, desfavorável, escuro.
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• Compostos: possuem mais de um radical.
Exemplos: amarelo-canário, sociopolítico.
Numeral
O numeral é responsável por quantificar, de forma exata, os
seres (pessoas, objetos, entre outros). Além disso, também tem a função
de identificar a posição ocupada por um ser em um contexto específico.
→ Classificações dos numerais
• Cardinais: apresentam o número preciso de algo. Destaca-se o fato de
que, mesmo que os numerais sejam considerados palavras variáveis,
nesta categoria, apenas o termo um, o dois e os referentes às centenas
a partir de duzentos são modificados.
Exemplos:
- Encontrei apenas um lápis no estojo.
- Na sala de cirurgia, havia uma enfermeira e quatro médicos.
- Recebi duzentas moedas.
• Ordinais: conforme a própria palavra já anuncia, diz respeito à ordem,
assim sempre se estabelecerá uma relação entre vários seres.
Exemplos:
- O segundo a alcançar a linha de chegada é goiano.
- É a milésima vez que digo isso.
Pronome
O pronome, além de estabelecer quais são os seres que fazem parte
diretamente da interlocução (1ª e 2ª pessoas), ainda são empregados para
indicar os demais presentes no discurso (3ª pessoa), ou seja, essa classe
gramatical faz referência a quem fala, com quem se fala e a de quem ou do
que se fala. Diante dessa característica, normalmente substituem os
substantivos.
Exemplo:
67
Luíza (substantivo) comprou um carro. Agora, ela (pronome) chega mais
rapidamente aos lugares.
→ Classificações dos pronomes
• Pronomes pessoais: representam as pessoas gramaticais.
Caso reto
(função de
sujeito)
Caso oblíquo
(função de complemento)
Átonos
(sem
preposição)
Tônicos
(com preposição)
Singular eu me mim
Singular tu te ti
Singular ele/ela se, o, a, lhe si, ele/ela
Plural nós nos nós
Plural vós vos vós
Plural eles/elas Se, os, as, lhes si, eles/elas
Exemplos:
- Eu fui ao shopping hoje.
- Os professores nos auxiliaram a entender a matéria.
- A informação não foi enviada a eles.
• Pronomes possessivos: determinam uma relação de posse, de algo
pertencente às pessoas do discurso.
Um possuidor Vários possuidores
Um objeto Vários objetos Um objeto Vários objetos
1ª pessoa Meu/minha Meus/minhas Nosso/nossa Nossos/nossas
2ª pessoa Teu/tua Teus/tuas Vosso/vossa Vossos/vossas
3ª pessoa Seu/sua Seus/suas Seu/sua Seus/suas
Exemplos:
- Nossas férias foram especiais.
68
- João, onde está a sua tarefa?
• Pronomes demonstrativos: são utilizados para determinar as
distâncias tanto físicas quanto cronológicas de algo em relação às
pessoas do discurso.
Variáveis Invariáveis
este, esta, estes, estas isto
esse, essa, esses, essas isso
aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo
Exemplos:
- Este joelho só serve para doer. (proximidade de quemfala)
- Finalmente chegou esta hora. (atualidade)
- O grande acontecimento de hoje foi este: ir ao supermercado. (introduz
uma ideia)
- Nossa, essa pulseira é linda. (proximidade de quem ouve)
- Nesse intervalo, eu fiz muitas coisas. (tempo que está imediatamente antes
do presente)
- Comprei um celular, mas esse não funciona muito bem. (retoma uma
informação)
- Você conhece aquela cachoeira? (distância tanto de quem fala quanto de
quem ouve)
- Consegui construir um celeiro e um lago. Este ficou bem feito,
entretanto aquele não. (elemento referido anteriormente a outro)
- Naquela década, as mulheres não podiam votar. (tempo distante)
Obs: contração da preposição em + pronome aquela = naquela.
• Pronomes indefinidos: fazem referência, de maneira vaga, à 3ª pessoa
gramatical.
Exemplos:
- Algum membro da plateia gostaria de falar?
69
- Todas as flores estão belíssimas durante a primavera.
- Certas pessoas não praticam os exercícios certos.
Pronome (antes do substantivo) adjetivo (depois do substantivo)
• Pronomes relativos: iniciam novas orações ao substituírem um
substantivo ou mesmo um pronome antecedente.
Exemplos:
- Visitamos a cidade onde minha avó mora.
- Fui eu quem escolheu a decoração.
- Caíram as ações cuja liquidez era tida como certa.
• Pronomes interrogativos: são observados em frases ou orações
interrogativas, sejam elas diretas, ou seja, cuja conclusão se dá por
meio do uso de ponto de interrogação e o início mediante a colocação
do pronome, sejam elas indiretas, isto é, terminadas por ponto-final e
entremeadas pelos termos de teor questionador.
Exemplos:
- Quanto custa esta dúzia de bananas?
- Eu gostaria de saber quem teve a brilhante ideia de pintar a parede.
- Qual é o dia da Proclamação da República?
Veja também: Quando usar crase antes de pronomes?
Verbo
Os verbos são palavras que expressam uma ação, um estado, um
fenômeno, os quais se encontram situados cronologicamente. Essa classe
de palavras é uma das que mais flexiona, pois se adapta à pessoa, ao
número, ao tempo, ao modo, além de conter as formas nominais.
→ Formas nominais
70
• Infinitivo: expressa o fato verbal em si, portanto não há pistas do início
ou término da ação, estado ou fenômeno. Assim, adquire valor de
substantivo.
Exemplo: Nadar é um ótimo esporte.
• Gerúndio: determina o processo, ou seja, algo que está acontecendo
no momento do discurso.
Exemplo: Victor está caminhando.
• Particípio: marca a conclusão de um fato. Muitas vezes adquire valor
de adjetivo.
O concurso não aceita os gabaritos preenchidos a lápis.
caracteriza gabaritos
→ Conjugações
• 1ª conjugação: verbos terminados em -ar. Exemplos: cantar, beijar,
mascarar.
• 2ª conjugação: verbos terminados em -er. Exemplos: beber, comer,
fazer.
• 3ª conjugação: verbos terminados em -ir. Exemplos: partir, dividir, rir.
→ Modos
• Indicativo: exprime certeza.
Exemplo: Eu paguei a conta da internet.
• Subjuntivo: apresenta hipóteses, dúvidas.
Exemplo: Se eu quisesse, estudaria muito mais.
• Imperativo: manifesta ordem, pedido, sugestão.
Exemplo: Faça a sua tarefa, Rodrigo.
→ Tempos
Presente: o instante no qual ocorre a ação verbal coincide com o do
discurso.
71
Exemplo: Eu amo você.
Passado: o momento em que acontece a ação verbal é anterior ao do
discurso.
- Pretérito perfeito: o fato exposto tem final bem delimitado e concluído
antes de ser exteriorizado, por meio do uso da língua.
Exemplo: Eu corri durante a manhã de hoje.
- Pretérito imperfeito: o episódio exteriorizado pelo verbo não foi
finalizado quando um novo aconteceu.
Exemplo: No momento em que começamos a ler, havia o barulho da
reforma.
Além disso, também apresenta fatos passados que eram habituais.
Exemplo: Andrea cuidava de seus animais diariamente.
- Pretérito mais-que-perfeito: a ocorrência contida no verbo é anterior à
outra que também é situada no passado.
Degustei a sobremesa feita pela Fernanda, mas, antes disso, eu comera um
macarrão.
- Futuro do presente: indica episódios cujas ocorrências serão
concretizadas depois da fala ou da escrita.
Exemplo: Amanhã viajarei para a praia.
- Futuro do pretérito: expressa um fato futuro, mas conectado a um
segundo que está situado no passado.
Exemplo: A cabeleireira confirmou que viria agora.
→ Classificações dos verbos
• Regulares: independentemente da conjugação, o verbo segue o
paradigma, ou seja, mantém o seu radical, e as desinências (final da
palavra) seguem um padrão.
Exemplos:
- Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam.
72
- Eu abraço, tu abraças, ele abraça, nós abraçamos, vós abraçais, eles
abraçam.
Perceba que o radical am- e abraç- permanecem os mesmos, e as
desinências coincidem entre os dois verbos.
• Irregulares: não estão de acordo com o paradigma, assim podem
sofrer modificação tanto o radical quanto as desinências.
Exemplo:
- Eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis, eles fazem.
Observe que o radical faz foi modificado na conjugação da 1ª pessoa do
singular: faço.
• Anômalos: apresentam substanciais irregularidades em seus radicais.
Exemplo:
verbo ir – eu vou (presente do indicativo), eu ia (pretérito imperfeito do
indicativo), eu fui (pretérito perfeito do indicativo), quando eu for (futuro do
subjuntivo).
• Defectivos: são verbos cuja conjugação não existe em determinadas
pessoas do discurso.
Exemplo: eu chovo (inexistente).
• Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma flexão
específica.
Exemplo: particípio de matar — matado e morto.
Acesse também: O que são verbos dicendi?
Advérbio
São palavras que se conectam aos verbos a fim de apresentar uma
circunstância relativa à ação, estado, fenômeno verbal. Além disso, podem
associar-se aos adjetivos, conferindo uma determinação das qualidades
expressas por eles. Por fim, são capazes de se juntar a outros advérbios, o
que desencadeia uma intensificação dos sentidos ali presentes.
73
→ Principais classificações dos advérbios
• Modo: advérbios que acrescentam ao verbo, adjetivo ou a outro
advérbio a maneira como aconteceu o que eles expressam.
Exemplos: bem, mal, assim, depressa, devagar, tranquilamente,
facilmente.
- Rosana pegou rapidamente a vassoura.
• Intensidade: constituem uma maximização ou minimização da ideia
manifestada pelo termo a que se ligou.
Exemplos: muito, pouco, meio, bastante, ainda, bem, mal, quase, apenas.
- Jônatas gritou bastante no show.
• Afirmação: confirmam a mensagem transmitida.
Exemplos: certamente, realmente, seguramente, sim, efetivamente.
- A classe desistiu realmente de fazer a atividade.
• Negação: trazem uma ideia contrária à existente no verbo, adjetivo ou
advérbio.
Exemplos: jamais, não, absolutamente.
- Não quero comer sanduíche.
• Dúvida: transmitem uma incerteza relativa ao que está previsto na
oração.
Exemplos: acaso, provavelmente, eventualmente, quiçá, talvez,
porventura.
- O evento, provavelmente, será cancelado.
• Tempo: situam a ação, a qualidade ou a circunstância no tempo.
Exemplos: amanhã, sempre, cedo, tarde, hoje, nunca, antes, depois,
outrora, então, aí.
- Farei isso depois.
74
• Lugar: marcam o local no qual ocorreu um episódio, ou onde se
percebeu uma qualidade, ou circunstância.
Exemplos: lá, ali, aqui, aí, longe, onde, perto, abaixo, acima.
- Nossa, como você está longe de casa.
Leia também: Quais as diferenças entre adjetivo e advérbio?
Conjunção
Conjunção é um elemento gráfico, sonoro e semântico que estabelece
uma união entre orações ou entre palavras, desde que estas exerçam
idênticas funções sintáticas e estejam na mesma oração. Essa classe de
palavras pode ser dividida em:
• subordinativas: conecta duas orações, sendo uma delas fundamental
para a construção do sentido completo da outra;
• coordenativas: que liga elementos independentes, ou seja, une
oraçõesou termos de idêntica função gramatical detentores de
sentido completo.
→ Tipos de conjunções coordenativas
• Aditiva: expressa soma.
Exemplo: Fui ao cinema e comi pipoca.
• Adversativa: estabelece uma oposição entre as orações.
Exemplo: As crianças gostam do Natal, mas as famílias estão cada vez mais
descrentes.
• Alternativa: constrói uma alternância de ideias, mas também exclui
uma para que a outra vigore.
Exemplo: Independência ou morte! (D. Pedro)
• Conclusiva: introduz uma consequência e um fechamento do
raciocínio desenvolvido na oração anterior.
Exemplo: Os cachorros brincaram na lama, portanto eles se sujaram.
• Explicativa: apresenta uma justificativa.
75
Exemplo: Não assisto mais aos DVDs, pois vejo filmes on-line.
→ Tipos de conjunções subordinativas
• Causais: insere a causa de um acontecimento presente na outra
oração.
Exemplo: Reescreva este trecho da redação porque está confuso.
• Condicionais: estabelece um requisito para a concretização de algo.
Exemplo: Se eu fizer exercícios físicos, emagrecerei.
• Conformativa: expressa uma concordância.
Exemplo: Segundo a notícia do jornal, a pandemia gerou muitos mortos.
• Concessiva: manifesta uma ideia que contrapõe a existente na oração
anterior, mas não tem a força de anulá-la.
Exemplo: Só beberei água quando chegar em casa, embora esteja com
sede.
• Comparativa: faz um paralelo.
Exemplo: Tomás levanta da cama como um urso sai de sua toca no inverno.
• Consecutiva: apresenta um desdobramento.
Exemplo: A opulência era tamanha que os olhos dela brilharam.
• Proporcionais: constrói uma relação de igualdade entre os fatos
contidos em cada uma das orações.
Exemplo: À medida que as pessoas desmatavam a floresta, crescia o buraco
na camada de ozônio.
• Temporais: expressa uma circunstância de tempo.
Exemplo: Quando o relógio apontar dez horas, tomarei o meu café.
• Finais: expõe o objetivo de algo presente na outra oração.
Exemplo: Estude bastante para que você tenha sucesso.
Veja também: Que: conjunção integrante ou pronome relativo?
76
Preposição
A preposição é o termo que conecta duas outras palavras, construindo
relações de sentido e dependência entre elas.
→ Classificação das preposições
• Essenciais: exercem apenas a função de preposição.
Exemplos: a, ante, contra, de, entre, sob, sobre.
- A agenda está sobre a mesa.
- A filha de Antenor se retirou do recinto.
• Acidentais: palavras de classes diversas que, às vezes, desempenham
a função prepositiva.
Exemplos: como, conforme, mediante, segundo, senão, visto.
- Isabela vai à casa do namorado todos os dias, fora segunda-feira.
Interjeição
São as palavras ou um grupo delas que marcam, de maneira forte e
abrupta, as reações, os sentimentos, as emoções.
Exemplos:
- Puxa!
- Cuidado!
- Ufa!
- Nossa!
- Tomara!
- Credo!
Exercícios resolvidos
Questão 1- (UFES - adaptada)
77
O fragmento onde a palavra que é pronome relativo é:
A) (...) a tuberculose está mais próxima do que imaginamos (...) (linha 2)
B) A estimativa de órgãos oficiais é de que hoje em dia cerca de um terço da
população mundial (...) (linha 11)
C) (...) a pessoa que tem o bacilo, mas não desenvolveu a doença (...) (linhas
12-13)
D) (...) a expectativa é de que a chance de desenvolvimento da doença seja
apenas 10% (...) (linha 14)
E) (...) sendo que, ao final de 10 anos, a grande maioria (...) (linha 17)
Resolução
Alternativa C. Nesse trecho, "que" é pronome relativo porque retoma o
termo imediatamente anterior, "pessoa", sendo sujeito do verbo "tem";
além disso, introduz uma oração.
Questão 2 (UPE – 2015 - adaptada) Acerca de algumas relações semânticas
presentes nas frases e orações a seguir, assinale a alternativa correta.
A) Ao afirmar: “Gosto de trabalhar com o português, embora inglês seja a
que eu mais leio.”, o entrevistado faz uma afirmação e, em seguida,
apresenta uma causa para o que foi afirmado.
B) Com o trecho: “Shakespeare fez muita besteira, mas tem três ou quatro
obras perfeitas”, o locutor faz uma declaração e, em seguida, introduz a
explicação do conteúdo declarado.
C) No trecho: “Aprendi desde cedo a ter o cuidado de não rimar ao escrever
uma frase.”, o segmento destacado tem valor temporal.
D) O trecho: “Se todo mundo erra na crase é a regra da crase que está errada,
como aliás está.” é introduzido por um segmento que tem valor concessivo.
E) No trecho: “insistiram que o certo é ‘veado’ quando o Brasil inteiro
pronuncia ‘viado’”, os segmentos estão interligados por uma relação de
causa e consequência.
Resolução
78
Alternativa C. No trecho, o segmento destacado tem valor semântico
temporal, ou seja, seu sentido indica uma circunstância de tempo na qual
se situa uma ação, no caso, o cuidado que o autor revela ter "ao escrever
uma frase”.
Flexão nominal e verbal
O que é uma flexão nominal e verbal?
São morfemas (pedaço mínimo para expressar um significado) colocados no final das
palavras para indicar que elas podem flexionar tanto nos nomes como nos verbos.
FLEXÃO NOMINAL
Flexão nominal é o estudo do gênero e número dos substantivos, adjetivos,
numerais e pronomes.
Essencialmente é o estudo do plural e gêneros dos nomes.
Ex.: Mala e malas ou cachorro e cachorra
FLEXÃO NOMINAL DE GÊNERO:
Os substantivos masculinos são precedidos pelo artigo “o”.
Ex. O cachorro ou o piloto.
Os substantivos femininos são precedidos pelo artigo “a”.
Ex.: A cachorra ou a pilota.
79
Formação do feminino:
Substantivos masculinos terminados em “o” substitui por “a”:
Ex.: piloto por pilota
Substantivos masculinos terminados em “ão” substitui por “ã”:
Ex.: o Anão por a anã ou o capitão por a capitã.
Substantivos masculinos terminados em “r” acrescenta a letra “a”:
Ex.: o cantor por a cantora
Pode acontecer em que substantivos masculinos terminados em “or” substitui por
“eira”:
Ex.: O arrumador por a arrumadeira.
Tem substantivo que terminado em “e” mudam para “a” no feminino
Ex.: Elefante por elefanta
Substantivo terminado com “ês”, “L” ou “z” acrescenta o “a” no feminino.
Ex.: Freguês fica freguesa
Conforme o sentido da frase pode ser feminino ou masculino.
Ex.: A capital (cidade); o capital (dinheiro)
FLEXÃO NOMINAL DE NÚMEROS
Os nomes, geralmente admitem a flexão de número: Singular e plural.
80
SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM “ÃO”:
Não existe uma regra específica, depende da origem da palavra.
Em sua maioria os substantivos terminados em “ão” faz plural em “ões”
Doação – Doações
Substantivos no grau aumentativo: casarão – casarões
Quando termina em uma sílaba átona (menor intensidade), paroxítonas e as vezes
em oxítonas e monossílabas, acrescenta-se o “s”
Cidadão – cidadãos
O que tem menos incidência, é palavras que fazem plural em “ães”
Alemão – alemães
Pode ocorrer em mais formas e mesmo assim todas estarem corretas:
Aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães
Guardião – guardiães e guardiões
81
FLEXÃO VERBAL
Das classes de palavras a que tem mais flexões é a do Verbo.
Os verbos sofrem flexão em modo, tempo, número e pessoa.
Modo:
Mostra em que contexto acontece o verbo.
Temos:
Modo indicativo – A pessoa que fala tem certeza do que tá dizendo.
Ex.: Eu vou assistir ao jogo hoje.
Modo subjuntivo – A pessoa que fala tem dúvidas sobre o que tá dizendo.
Ex.: Espero que você jogue bem hoje a noite
Modo imperativo – A pessoa fala uma ordem ou faz um pedido.
Ex.: Pare de dizer estas besteiras!
Tempo:
São ações que podem ocorrer no passado (pretérito), presente ou futuro.
No passado temos o pretérito: Perfeito, imperfeito, mais que perfeito, perfeito
composto do indicativo e mais que perfeito composto do indicativo, imperfeito do
subjuntivo e o mais que perfeito composto do subjuntivo.
No presente temos o presente do indicativo e o presente do subjuntivo.
No futuro temos futuro: do presente do indicativo,do pretérito do indicativo, do
presente composto do indicativo, do pretérito composto do indicativo, do subjuntivo
e o composto do subjuntivo.
Número:
Singular ou plural
Eu preciso estudar (singular)
82
Nós precisamos estudar (plural)
Pessoa:
1ª pessoa: Eu e nós. Seria a pessoa que esta falando
2ª pessoa: Tu e vós. Seria a pessoa com quem se esta falando
3ª pessoa: ele e eles. Seria a pessoa de quem estão falando.
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação
Pronomes:
A palavra que acompanha (determina) ou substitui um nome é
denominada pronome.
Ex.: Ana disse para sua irmã:
– Eu preciso do meu livro de matemática. Você não o encontrou? Ele estava aqui em
cima da mesa.
1. eu substitui “Ana”
2. meu acompanha “o livro de matemática”
3. o substitui “o livro de matemática”
4. ele substitui “o livro de matemática”
Flexão
Quanto à forma, o pronome varia em gênero, número e pessoa:
Gênero (masculino/feminino)
Ele saiu/Ela saiu
Meu carro/Minha casa
Número (singular/plural)
Eu saí/Nós saímos
Minha casa/Minhas casas
Pessoa (1ª/2ª/3ª)
Eu saí/Tu saíste/Ele saiu
Meu carro/Teu carro/Seu carro
83
Função
O pronome tem duas funções fundamentais:
Substituir o nome
Nesse caso, classifica-se como pronome substantivo e constitui o núcleo de um
grupo nominal.
Ex.: Quando cheguei, ela se calou. (ela é o núcleo do sujeito da segunda oração e se
trata de um pronome substantivo porque está substituindo um nome)
Referir-se ao nome
Nesse caso, classifica-se como pronome adjetivo e constitui uma palavra dependente
do grupo nominal.
Ex.: Nenhum aluno se calou. (o sujeito “nenhum aluno” tem como núcleo o
substantivo “aluno” e como palavra dependente o pronome adjetivo “nenhum”)
Pronomes Pessoais
São aqueles que substituem os nomes e representam as pessoas do discurso:
1ª pessoa – a pessoa que fala – EU/NÓS
2ª pessoa – a pessoa com que se fala – TU/VÓS
3ª pessoa – a pessoa de quem se fala – ELE/ELA/ELES/ELAS
Pronomes pessoais retos: são os que têm por função principal representar o sujeito
ou predicativo.
Pronomes pessoais oblíquos: são os que podem exercer função de complemento.
Pronomes oblíquos
Associação de pronomes a verbos:
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando associados a verbos terminados em -r, -s,
-z, assumem as formas lo, la, los, las, caindo as consoantes.
Ex.: Carlos quer convencer seu amigo a fazer uma viagem.
Carlos quer convencê-lo a fazer uma viagem.
84
Quando associados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe),
assumem as formas no, na, nos, nas.
Ex.: Fizeram um relatório.
Fizeram-no.
Os pronomes oblíquos podem ser reflexivos e quando isso ocorre se referem ao
sujeito da oração.
Ex.: Maria olhou-se no espelho
Eu não consegui controlar-me diante do público.
Antes do infinitivo precedido de preposição, o pronome usado deverá ser o reto,
pois será sujeito do verbo no infinitivo
Ex.: O professor trouxe o livro para mim.(pronome oblíquo, pois é um complemento)
O professor trouxer o livro para eu ler.(pronome reto, pois é sujeito)
Pronomes de tratamento
São aqueles que substituem a terceira pessoa gramatical. Alguns são usados em
tratamento cerimonioso e outros em situações de intimidade.
Conheça alguns:
• você (v.) : tratamento familiar
• senhor (Sr.), senhora (Srª.) : tratamento de respeito
• senhorita (Srta.) : moças solteiras
• Vossa Senhoria (V.Sª.) : para pessoa de cerimônia
• Vossa Excelência (V.Exª.) : para altas autoridades
• Vossa Reverendíssima (V. Revmª.) : para sacerdotes
• Vossa Eminência (V.Emª.) : para cardeais
• Vossa Santidade (V.S.) : para o Papa
• Vossa Majestade (V.M.) : para reis e rainhas
• Vossa Majestade Imperial (V.M.I.) : para imperadores
• Vossa Alteza (V.A.) : para príncipes, princesas e duques
1- Os pronomes e os verbos ligados aos pronomes de tratamento devem estar na 3ª
pessoa.
Ex.: Vossa Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento se está dirigindo a
pergunta à autoridade)
2- Quando apenas nos referimos a essas pessoas, sem que estejamos nos dirigindo a
elas, o pronome “vossa” se transforma no possessivo “sua”.
85
Ex.: Sua Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento não se está dirigindo a
pergunta à autoridade, mas a uma terceira pessoa do discurso)
Pronomes Possessivos
São aqueles que indicam ideia de posse. Além de indicar a coisa possuída, indicam a
pessoa gramatical possuidora.
As principais palavras que podem funcionar como pronomes possessivos:
Existem palavras que eventualmente funcionam como pronomes possessivos. Ex.: Ele
afagou-lhe (= seus) os cabelos.
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos possibilitam localizar o substantivo em relação às
pessoas, ao tempo, e sua posição no interior de um discurso.
86
Pronomes Indefinidos
São pronomes que acompanham o substantivo, mas não o determinam de forma
precisa.
Alguns pronomes indefinidos:
87
Uso de alguns pronomes indefinidos:
Algum
a) quando anteposto ao substantivo da idéia de afirmação
“Algum dinheiro terá sido deixado por ela.”
b) quando posposto ao substantivo dá idéia de negação
“Dinheiro algum terá sido deixado por ela.”
Obs.: O uso desse pronome indefinido antes ou depois do verbo está ligado à
intenção do enunciador.
Demais
Este pronome indefinido, muitas vezes, é confundido com o advérbio “demais” ou
com a locução adverbial “de mais”.
Ex.: “Maria não criou nada de mais além de uma cópia do quadro de outro artista.”
(locução adverbial)
“Maria esperou os demais.” (pronome indefinido = os outros)
“Maria esperou demais.” (advérbio de intensidade)
Todo
É usado como pronome indefinido e também como advérbio, no sentido de
completamente, mas possuindo flexão de gênero e número, o que é raro em um
advérbio.
Ex.: “Percorri todo trajeto.” (pronome indefinido)
“Por causa da chuva, a roupa estava toda molhada.” (advérbio)
Cada
Possui valor distributivo e significa todo, qualquer dentre certo número de pessoas
ou de coisas.
Ex.: “Cada homem tem a mulher que merece.”
Este pronome indefinido não pode anteceder substantivo que esteja em plural (cada
férias), a não ser que o substantivo venha antecedido de numeral (cada duas férias).
Pode, às vezes, ter valor intensificador : “Mário diz cada coisa idiota!”
Pronomes relativos
88
São aqueles que representam nomes que já foram citados e com os quais estão
relacionados. O nome citado denomina-se ANTECEDENTE do pronome relativo.
Ex.:“A rua onde moro é muito escura à noite.”
onde: pronome relativo que representa “a rua”
a rua: antecedente do pronome “onde”
O pronome relativo QUEM sempre possui como antecedente uma pessoa ou coisas
personificadas, vem sempre antecedido de preposição e possui o significado de “O
QUAL”
Ex.: “Aquela menina de quem lhe falei viajou para Paris.”
Antecedente: menina
Pronome relativo antecedido de preposição: de quem
Os pronomes relativos CUJO, CUJA sempre precedem a um substantivo sem artigo e
possuem o significado “DO QUAL” “DA QUAL”
Ex.: “O livro cujo autor não me recordo.”
Os pronomes relativos QUANTO(s) e QUANTA(s) aparecem geralmente precedidos
dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas.
Ex.: “Você é tudo quanto queria na vida.”
O pronome relativo ONDE tem sempre como antecedente palavra que indica lugar.
Ex.: “A casa onde moro é muito espaçosa.”
O pronome relativo QUE admite diversos tipos de antecedentes: nome de uma coisa
ou pessoa, o pronome demonstrativo ou outro pronome.
Ex.: “Quero agora aquilo que ele me prometeu.”
Os pronomes relativos, na maioria das vezes, funcionam como conectivos,
permitindo-nos unir duas orações em um só período.
89
Ex.:A mulher parece interessada. A mulher comprou o livro.
(A mulher que parece interessada comprou o livro.)
Pronomes interrogativos
Os pronomes interrogativos levam overbo à 3ª pessoa e são usados em frases
interrogativas diretas ou indiretas.
Não existem pronomes exclusivamente interrogativos e sim que desempenham
função de pronomes interrogativos, como por exemplo: QUE, QUANTOS, QUEM,
QUAL, etc.
Ex.: “Quantos livros teremos que comprar?”
“Ele perguntou quantos livros teriam que comprar.”
“Qual foi o motivo do seu atraso?”
Concordância nominal e verbal
A concordância verbal é estabelecida entre o verbo e o sujeito da oração. A
concordância nominal é estabelecida entre o núcleo do sintagma nominal e os
termos determinantes.
Concordância é um processo utilizado pela língua para marcar formalmente as relações
de determinação ou dependência morfossintática existentes entre os termos
dos sintagmas no interior das orações. Essas relações morfossintáticas entre os
termos de uma oração podem ser feitas por meio da concordância verbal (entre
o verbo e o sujeito da oração) e nominal (entre o núcleo do sintagma nominal e seus
termos determinantes).
Vejamos cada uma das concordâncias:
Concordância Nominal
A concordância nominal é estabelecida entre o núcleo de um sintagma nominal em
suas flexões de gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) e todos os
termos que o determinam.
Observe o exemplo:
As tigelas dos gatos são antigas.
Núcleo
do sintagma
Regra geral de concordância nominal
90
Os adjetivos, pronomes, artigos, numerais e particípios (sintagmas nominais
determinantes) concordam em gênero e número com o núcleo do sintagma
nominal que determinam, isto é, flexionam-se em gênero e número de acordo com as
flexões do elemento substantivo (substantivo, pronome ou numeral substantivo) a que
se referem.
Sintagmas nominais determinantes
• Adjetivos
• Pronomes adjetivos
• Artigos
• Numerais
• Particípios
Sintagmas nominais determinados
• Substantivos
• Pronomes
• Numerais substantivos
Lembre-se de que os sintagmas nominais determinantes concordam em gênero e
número com os sintagmas nominais determinados. Veja o exemplo:
Bonitas são as flores do meu jardim.
Casos especiais de concordância nominal
→ Adjetivos pospostos aos substantivos
Modificação de dois ou mais substantivos
Quando um ou mais adjetivos modificam dois ou mais substantivos que os
antecedem, há duas possibilidades de concordância.
a) O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo.
Exemplo:
O macaco e a onça enfurecida foram para a parte de trás da jaula.
macaco: substantivo masculino, singular
onça: substantivo feminino, singular
enfurecida: adjetivo feminino, singular.
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo refere-se somente ao segundo
substantivo – onça (enfurecida).
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b) O adjetivo flexiona-se no plural.
Exemplo:
O macaco e a onça enfurecidos foram para a parte de trás da jaula.
macaco: substantivo masculino, singular
onça: substantivo feminino, singular
enfurecidos: adjetivo masculino, plural.
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo refere-se a todos os
substantivos (macaco e onça) que o antecedem.
Lembre-se de que, na Língua Portuguesa, caso os substantivos a serem modificados
por um adjetivo no plural sejam de gêneros (feminino e masculino) diferentes,
a concordância é feita no masculino.
Exemplo:
As meninas do 6º B e o menino do 7º A são encrenqueiros.
Modificação de substantivos que expressam gradação de sentido
Quando há uma sequência de substantivos no singular cujo encandeamento sugere a
ideia de gradação, os adjetivos podem ser flexionados no plural ou concordarem
em número com o substantivo mais próximo.
Exemplos:
Gostaria de pedir frango e costela bem passados.
Gostaria de pedir frango e costela bem passada.
Note que a opção pela concordância no singular enfatiza a ideia de gradação, já que
destaca a última palavra da sequência.
→ Adjetivos antepostos aos substantivos
Modificação de dois ou mais substantivos
Quando os adjetivos concordam em gênero e número com o primeiro substantivo da
sequência.
Exemplos:
Gosto de comer deliciosos cajus, mangas e graviolas no verão.
Gosto de comer deliciosos cajus, manga e graviola no verão.
Note que, no segundo exemplo, o adjetivo masculino plural caracteriza apenas
o substantivo masculino plural 'cajus'.
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Modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco
a) Os adjetivos devem ser flexionados no plural.
As maravilhosas Maria da Silva e Lúcia Vieira são nossas melhores vendedoras.
Maravilhosas: adjetivo feminino no plural.
Maria da Silva e Lúcia Vieira: substantivos femininos.
Adjetivos na função de predicativo
Devemos flexionar o adjetivo no plural quando este desempenha a função sintática
de predicativo de um sujeito ou objeto cujo núcleo seja ocupado por mais de
um substantivo.
Exemplo:
A mãe e a filha pareciam tristes com aquela situação.
Mãe e filha: sujeito composto.
Tristes: predicativo do sujeito.
Casos específicos
• Obrigado/obrigada
Como o agradecimento sugere certa adjetivação, obrigado ou obrigada devem
concordar com a pessoa que fala, ou seja, com aquela que está
agradecendo. Mulheres dizem obrigada, homens dizem obrigado.
Exemplo:
Mariana disse obrigada a todos os convidados.
• Menos
Tanto na função de pronome adjetivo quanto na função de advérbio, 'menos' é
sempre invariável. Isso significa que a flexão de gênero não é possível e, portanto, a
palavra “menas” não existe na nossa língua.
Exemplo:
Ela é menos questionadora do que ele.
• Mesmo e próprio
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Os pronomes de reforço, como são chamados, devem concordar em gênero e
número com a pessoa a que fazem referência.
Exemplos:
As alunas mesmas que organizaram o evento.
Eles próprios construíram suas casas neste condomínio.
• Meio/Meia
A palavra 'meio' pode ser utilizada como numeral ou como advérbio, dependendo da
palavra que a modifica.
a) Quando determina um substantivo, ela funciona como um numeral adjetivo e,
portanto, deve concordar em gênero com o substantivo.
Exemplo:
Adicione meia colher de açúcar.
b) Quando modifica um adjetivo, sua função é de advérbio e, portanto, é invariável.
Exemplo:
Marisa é meio gastadeira, e seu marido está desempregado.
• Bastante
A palavra 'bastante' pode ocupar a função de adjetivo ou advérbio, dependendo da
palavra que a modifica.
a) Quando modifica um substantivo, tem valor de adjetivo e, portanto, deve concordar
em número com o substantivo a que se refere.
Exemplo:
Os meninos ficaram bastantes doentes com a mud ança no clima.
b) Quando ela modifica um adjetivo, sua função e de advérbio e, portanto,
é invariável.
Exemplo:
João considerou bastante difíceis as questões do simulado.
• Anexo e incluso
Anexo e incluso são adjetivos que devem concordar com o substantivo que
modificam.
Exemplos:
Segue anexo o documento solicitado.
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Segue anexa a fotografia para cadastro.
Os alunos estão inclusos no progr ama de assistência estudantil.
A pasta de materiais está inclusa no valor da matrícula.
• É proibido, é bom e é necessário
Essas expressões adjetivas devem concordar com o substantivo que as modifica.
Existem dois casos.
a) O adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo caso
o substantivo, que atua como núcleo do sujeito da oração, venha precedido
de artigo ou outro elemento determinante.
Exemplos:
A sabedoria é necessária, sobretudo nos momentos mais difíceis.
É proibida a entrada de crianças com menos de 1,20 m.
A receita do frango caipira com polenta é muito boa.
b) O adjetivo deve permanecer no masculino singular quando o substantivo, que
atua como núcleo do sujeito da oração, não é precedido por qualquer outro elemento
que o determine.
Exemplos:
É proibido bebida destilada na festa.
É necessário inteligência na resolução do problema.
Concordância Verbal
A concordância verbalé estabelecida entre o verbo, em suas flexões de
número (plural e singular) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª), e o sujeito da oração com o qual ele se
relaciona.
Observe o exemplo:
Eles me propuseram um acordo.
↨ ↨
↨ verbo (núcleo do predicativo) 3ª pessoa do plural
↨
Pronome pessoal
(núcleo do sujeito)
3ª pessoa do plural
Sintagma verbal
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Em alguns casos, o sujeito aparece após o verbo, o que não afeta as relações
de concordância. O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e
pessoa.
Observe o exemplo:
O prêmio do concurso ganharam todos os alunos inscritos.
↨ ↨
↨ substantivo (núcleo do sujeito)
↨ 3ª pessoa do plural (eles)
↨
verbo transitivo direto
(núcleo do predicado)
3ª pessoa do plural
Sintagma verbal
Casos especiais de concordância verbal com sujeito simples
• Expressões partitivas + substantivo/pronome:
Quando o sujeito apresenta expressão partitiva, ou seja, aquela que sugere uma
“parte de alguma coisa”, seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo pode
ficar no singular ou ir para o plural.
Exemplos:
A maioria dos alunos não estuda para o simulado.
O verbo ficou no singular porque a concordância foi feita com o substantivo 'maioria',
que é o núcleo do sujeito da oração.
A maioria dos alunos não estudam para o simulado.
O verbo passa para o plural caso a concordância seja feita com o substantivo que
sucede a expressão partitiva, no núcleo do adjunto adnominal.
• Porcentagem
Quando o sujeito apresenta apenas a expressão numérica de uma porcentagem,
o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica.
Exemplos:
27% deixaram de ir às urnas neste ano.
Apenas 73% compareceram às urnas neste ano.
Aqueles 27% que não votaram terão que se justificar no TRE.
Quando a expressão indicativa de porcentagem for seguida de um substantivo,
transforma-se em uma expressão partitiva e, por isso, o verbo poderá concordar com
o numeral ou com o substantivo.
Exemplo:
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1% dos eleitore s votaram nulo.
1% dos eleitores votou nulo.
• Expressões fracionárias
Em expressões fracionárias, o verbo deve concordar com o numerador (o número
que aparece acima do traço) da fração.
Exemplo:
No município de Tajuí, 1/3 dos eleitores é homem , ou seja, 2/3 são mulhere s.
• Expressão indicativa de quantidade aproximada
Quando o sujeito é constituído de qualquer expressão que indique quantidade
aproximada, como mais de, menos de, perto de, cerca de, etc., seguida de numeral,
o verbo concorda com o substantivo que segue essa expressão.
Exemplos:
Cerca de vinte e sete artistas prestigiaram o evento.
Mais de um aluno ficou de recuperação em Matemática.
Uma semana e um dia se passaram e ainda não tenho notícias dele.
Pronomes relativos
• Pronome relativo 'que'
a) Quando o pronome relativo 'que' atua como sujeito e introduz uma oração
subordinada adjetiva, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo
da oração principal ao qual o pronome relativo faz referência.
Exemplo:
Foi Joana que fez esse bolo.
b) Quando o pronome relativo 'que' for antecedido, na oração principal, pela
expressão 'um(a) do(a)', o verbo da oração adjetiva vai para o plural.
Exemplo:
Pastor alemão é uma das raças caninas que melhor vigiam residênc ias.
c) Quando a intenção é a de destacar o sujeito do grupo, o verbo deve ser utilizado
no singular.
Exemplo:
Pastor alemão é uma das r aças caninas que mais vigia r esidências.
• Pronome relativo 'quem'
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Quando o sujeito da oração é o pronome relativo 'quem', o verbo pode concordar
com o antecedente do pronome ou com o próprio nome na 3ª pessoa do singular
(ele/a).
Exemplo:
Fui eu quem reservou/reservei a hospedagem.
• Pronomes indefinidos e interrogativos
a) Quando o sujeito apresenta expressões construídas com pronomes
indefinidos ou interrogativos no plural, seguidos de preposição 'de' e
dos pronomes 'nós' e 'vós', o verbo é flexionado no plural, mas pode também
concordar em pessoa tanto com o pronome indefinido – na 3ª pessoa – como com
o pronome pessoal.
Exemplo:
Alguns de nós poderão/poderemos saber a verdade ainda hoje.
b) Quando o pronome indefinido ou interrogativo estivere no singular,
o verbo concordará com a pessoa pronominal – 3ª do singular.
Exemplo:
Nenhum de nós merece sofrer.
• Pronomes de tratamento
Quando o sujeito é constituído de um pronome de tratamento, o verbo vai sempre
para a 3ª pessoa (singular ou plural), dependendo do número do pronome.
Exemplo:
Desejo que Vossa(s) Excelência(s) tenha(m) um excelente dia.
Substantivos
a) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo coletivo, o verbo deve estar
no singular.
Exemplo:
O cardume seguiu a jangada durante vinte minutos.
b) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo que apresenta forma plural, mas tem
sentido singular, o verbo deve permanecer no singular.
Exemplo:
Férias é essencial para todo trabalhador e estudante.
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c) Quando o substantivo é antecedido por determinante, o verbo passará para
o plural.
Exemplo:
Meus óculos são indispensáveis para que eu consiga trabalhar.
d) Quando o núcleo do sujeito é constituído de um substantivo próprio que apresenta
forma plural, o verbo fica no singular caso o substantivo não seja antecedido por
um determinante.
Exemplo:
Amores possíveis é o melhor filme nacional que já vi.
e) Quando o substantivo próprio for antecedido por determinante – artigo, pronome
ou numeral, o verbo irá para o plural.
Exemplo:
Os Estados Unidos são o destino perfeito para quem é consumista.
Casos especiais com sujeitos compostos
• Sujeito Posposto
a) Quando o sujeito composto é posposto ao verbo, há duas possibilidades de realizar
a concordância. A primeira é o verbo no plural concordando com todos os núcleos; a
segunda é o verbo no singular concordando apenas com o núcleo mais próximo caso
ele esteja no singular.
Exemplos:
Entraram na sala o professor e os alunos.
Entrou na sala o professor e os alunos.
Regência nominal e verbal.
Chama-se regência à relação estabelecida, na oração, entre um termo regente e um
termo regido.
A regência pode ser classificada em regência verbal ou regência nominal, conforme a
natureza do termo regente:
• Na regência verbal o termo regente é um verbo;
• Na regência nominal o termo regente é um nome.
O termo regente depende do termo regido. O sentido do termo regente permanece
incompleto sem a presença do termo regido.
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Regência verbal:
Termo regente: verbo
Termos regidos: objeto direto e objeto indireto
Regência nominal:
Termo regente: nome
Termo regido: complemento nominal
Regência verbal
Na regência verbal, se o verbo regente for transitivo direto, terá como termo regido
um objeto direto (não preposicionado). Se o verbo regente for transitivo indireto, terá
como termo regido um objeto indireto (preposicionado).
Exemplos de regência verbal não preposicionada
• Leu o livro.
• Comeu a sobremesa.
• Bebeu o refrigerante.
• Ouviu a notícia.
• Estudou a lição.
• Fez o recheio.
Exemplos de regência verbal preposicionada
• Procedeu à construção de um novo prédio.
• Pagou ao funcionário.
• Desobedeceu aos pais.
• Apoiou-se na parede.
• Apaixonou-se por seu primo.
• Meditou sobre o assunto.
Quando a regência verbal é estabelecida através de uma preposição, as mais
utilizadas são: a, de, com, em, para, por, sobre.
• agradar a;
• obedecer a;
• assistir a;
• visar a;
• lembrar-se de;
•simpatizar com;
• comparecer em;
• convocar para;
• trocar por;
• alertar sobre;
Regência nominal
Na regência nominal, o nome que atua como termo regente pode ser um substantivo,
um adjetivo ou um advérbio. Já o complemento nominal, que atua como termo
regido, pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.
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Exemplos de regência nominal
• acessível a todos;
• diferente de mim;
• amoroso com ambos;
• perito em criminologia;
• mau para a saúde;
• ansioso por férias.
A regência nominal é estabelecida através de uma preposição, sendo a, de, com, em,
para, por as preposições mais utilizadas:
• inerente a;
• idêntico a;
• livre de;
• seguro de;
• descontente com;
• interesse em;
• pronto para;
• respeito por;
Ortografia oficial
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego
"ortho", que quer dizer correto, e "grafo", por sua vez, que significa escrita.
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a
Sintaxe são as partes que compõem a gramática.
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita à
ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam
unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.
Regras de ortografia
Para auxiliar na ortografia das palavras que geram mais dúvidas - como palavras
escritas com x ou ch, com h, com s ou z, g ou j - vamos estudar algumas regras.
Uso do x e do ch
O x é utilizado nas seguintes situações:
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.
Exceções:
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1. A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch.
2. O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele
derivem: enchente, encharcar, enchido.
Escreve-se com x
Escreve-se com ch
bexiga bochecha
bruxa boliche
caxumba broche
elixir cachaça
faxina chuchu
graxa colcha
lagartixa fachada
mexerico mochila
xerife salsicha
xícara tocha
Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico "baía"
é grafado sem h.
Uso do s e do z
O s é utilizado nas seguintes situações:
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande quantidade, estado ou
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa.
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo -
beleza, grande - grandeza.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.
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Escreve-se com s
Escreve-se com z
alisar amizade
análise aprazível
atrás azar
através azia
aviso desprezo
gás giz
groselha prazer
invés rodízio
jus talvez
uso verniz
Uso do g e do j
O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio,
litígio, relógio, refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.
Observações:
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que)
eles/elas viajem.
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído
para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir
- aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo.
3. A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive é
chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo com o
dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que era servida pela
antiga Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas Gerais)."
Escreve-se com g
Escreve-se com j
angélico anjinho
estrangeiro berinjela
gengibre cafajeste
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Escreve-se com g
Escreve-se com j
geringonça gorjeta
gim jeito
gíria jiboia
ligeiro jiló
sargento laje
tangerina sarjeta
tigela traje
Uso das letras k, w e y
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W
e Y.
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).
• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras:
Kelly, Darwin, darwinismo.
• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras:
Kosovo, Kuwait, kuwaitiano.
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby.
Parônimos e Homônimos
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo
significado é diferente.
Assim, estamos diante de palavras parônimas quando as palavras
são parecidas na grafia ou na pronúncia, mas têm significados
diferentes.
Exemplos:
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado)
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar)
descrição (descrever) discrição (de discreto)
descriminar (absolver) discriminar (distinguir)
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país)
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras
têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
Exemplos:
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cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos)
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez)
esperto (perspicaz) experto (experiente)
ruço (pardo claro) russo (da Rússia)
tachar (censurar) taxar (fixar taxa)
Palavras e expressões que oferecem dificuldades
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há
uma série de palavras e expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: a baixo
/ abaixo, onde / aonde, mas / mais, entre tantas outras.
1. Abaixo / a baixo
• Leia mais sobre esse assunto abaixo. (em posição inferior)
• Olhou-me de cima a baixo com olhar de desaprovação. (relação com a expressão
"de cima" ou "de alto")
2. Onde / aonde
• Não sei onde deixei meus livros. (não sugere movimento)
• Aonde deixaremos os livros? (sugere movimento)
3. Mas / mais
• Eu falo, mas ele nunca me ouve. (porém)
• Isto é o que mais gosto de fazer! (aumento de quantidade)
Para diminuir dificuldades com a ortografia, é preciso estar atento e se familiarizar
com ela. Isso é possível somente através da leitura, da prática e mediante a consulta
de um bom dicionário.
Exercícios de Ortografia
1. (Fuvest) "A _____ de uma guerra nuclear provoca uma grande _____ na humanidade
e a deixa _____ quanto ao futuro.". Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas corretamente.
a) espectativa - tensão - exitante
b) espectativa - tenção - hesitante
c) expectativa - tensão - hesitante
e) espectativa - tenção – exitante
Alternativa correta c) expectativa - tensão - hesitante
• "expectativa" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - exspectatus.
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• "tensão" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - tensione.
• "hesitante" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - haesitare.
2. (UFRJ) Na série abaixo há um erro de ortografia no emprego do "z". Assinale-o:
a) algoz
b) traz (verbo)
c) assaz
d) aniz
e) giz
Alternativa correta: d) aniz
A palavra "anis"se escreve com s por causa da sua origem do latim - anisum.
4. “Pedi para ele não me__er na cai__a que estava fe__ada”.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é
a) ch; x; x
b) x; ch; ch
c) x; x; x
d) ch, ch, ch
e) x, x, ch
Alternativa correta: e) x, x, ch
Pedi para ele não mexer na caixa que estava fechada
• mexer: depois da sílaba “me” utiliza-se o x.
• caixa: depois de ditongos (vogal+semivogal) utiliza-se o x.
• fechada: palavra derivada do verbo fechar.
5. Veja as frases abaixo.
I. __ tempos que não via a Morgana tão feliz.
II. Daqui __ dois anos irei para a Portugal.
III. Agora estamos vivendo em uma casa __ cinco minutos do metrô.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é
a) a; a; a
b) Há; há; há
c) a; há; a
d) há; a; a
e) a; há; há
Alternativa correta: d) há; a; a
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O “há” é uma forma impessoal do verbo haver que indica tempo passado, sendo utilizada com o
sentido de existir: Há tempos que não via a Morgana tão feliz
Já o “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e que indica ações futuras e distância:
• Daqui a dois anos irei para a Portugal. (ação futura)
• Agora estamos vivendo em uma casa a cinco minutos do metrô. (distância)
6- A alternativa que contém um erro de ortografia é
• a) Não sei aonde deixei minhas canetas.
b) Não gostava mais de caminhar pela cidade.
c) Estava se sentindo mal pela manhã.
d) A próxima sessão de cinema começa às 21h.
e) Se não chegar a tempo à aula de química, perderei a prova.
Alternativa correta: a) Não sei aonde deixei minhas canetas.
Os termos “onde” e “aonde” são utilizados em situações diferentes:
• Onde: indica lugar, sendo sempre acompanhado de verbos que expressam permanência.
• Aonde: indica movimento ou aproximação.
Assim, a frase acima estaria correta: Não sei onde deixei minhas canetas.
Acentuação gráfica
A acentuação gráfica consiste na colocação de acento ortográfico para
indicar a pronúncia de uma vogal ou marcar a sílaba tônica de uma
palavra. Os nomes dos acentos gráficos da língua portuguesa são:
• acento agudo (´)
• acento grave (`)
• acento circunflexo (^)
Os acentos gráficos são elementos essenciais que estabelecem, por meio
de regras, a sonoridade/intensidade das sílabas das palavras.
Acentuação das palavras oxítonas
As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas podem ser
acentuadas com o acento agudo e com o acento circunflexo.
Oxítonas que recebem acento agudo
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Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Recebem acento agudo as palavras oxítonas
terminadas em vogais tônicas abertas -a, -e ou -o
seguidas ou não de -s.
está, estás, já, olá; até, é, és, olé,
pontapé(s); vó(s), dominó(s), paletó(s),
só(s)
No caso de palavras derivadas do francês e
terminadas com a vogal -e, são admitidos tanto o
acento agudo quanto o circunflexo.
bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé ou
canapê; croché ou crochê; matiné ou
matinê
Quando conjugadas com os pronomes -lo(s) ou -la(s)
terminando com a vogal tônica aberta -a após a perda
do -r, -s, ou -z.
adorá-lo (de adorar + lo) ou adorá-los (de
adorar + los); fá-lo (de faz + lo) ou fá-los
(de faz + los)
dá-la (de dar + la) ou dá-las (de dar + las)
Recebem acento as palavras oxítonas com mais de
uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado -em
e -ens.
acém, detém, deténs, entretém, entreténs,
harém, haréns, porém, provém, provéns,
também
São acentuadas as palavras oxítonas com os ditongos
abertos grafados -éu, éi ou -ói, seguidos ou não de -s.
anéis, batéis, fiéis, papéis, chapéu(s),
ilhéu(s), véu(s); herói(s), remói
Obs.: há exceção nas formas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos derivados
de "ter" e "vir". Nesse caso, elas recebem acento circunflexo (retêm, sustêm; advêm, provêm).
Oxítonas que recebem acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
São acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas vogais
tônicas fechadas grafadas -e ou -o, seguidas ou não de -s.
cortês, dê, dês (de dar), lê, lês
(de ler), português, você(s);
avô(s), pôs (de pôr), robô(s)
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os
pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s) terminadas com as vogais
tônicas fechadas -e ou -o após a perda da consoantes final -r, -s
ou -z, são acentuadas.
detê -lo(s); fazê -la(s); vê -la(s);
compô-la(s); repô-la(s); pô-la(s)
Obs.: usa-se, ainda, o acento circunflexo para diferenciar a forma verbal "pôr" da preposição "por".
Acentuação das palavras paroxítonas
As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é tônica (mais forte).
Paroxítonas que recebem acento agudo
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Recebem acento agudo as paroxítonas que apresentam, na
sílaba tônica, as vogais abertas grafadas -a, -e, -o, -i e -u e
que terminam em -l, -n, -r, -x e -s, e algumas formas do
plural, que passam a proparoxítonas.
dócil, dóceis; fóssil, fósseis; réptil,
répteis; córtex, córtices; tórax; líquen,
líquenes; ímpar, ímpares
É admitida dupla grafia em alguns casos.
fêmur e fémur; ónix e ônix; pónei e
pônei; ténis e tênis; bónus e bônus;
ónus e ônus; tónus e tônus
108
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tônica, as
vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u, e que terminam
em -ã, -ão, -ei, -um ou -uns são acentuadas nas formas
singular e plural das palavras.
órfã, órfãs; órfão, órfãos; órgão,
órgãos; sótão, sótãos; jóquei,
jóqueis; fáceis, fácil; bílis, íris, júri,
oásis, álbum, fórum, húmus e vírus
Obs.: não se acentuam graficamente os ditongos representados por -ei e -oi da sílaba tônica das
paroxítonas:
assembleia, boleia, ideia, onomatopeico, proteico, alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como
apoio (substantivo), boia, heroico, jiboia, moina, paranoico, zoina.
Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho,
voo, avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro, descobrimento, graficamente e moçambicano.
Paroxítonas e o uso do acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
Palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica, as vogais
fechadas com a grafia -a, -e e -o, e que terminam em -l, -n, -r
ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas
das quais se tornam proparoxítonas.
cônsul, cônsules; têxtil, têxteis;
plâncton, plânctons
Também recebem acento circunflexo as palavras que contêm,
na sílaba tônica, vogais fechadas com a grafia -a, -e e -o, e
que terminam em -ão(s), -eis ou -us.
Estêvão, zângão, escrevêsseis,
ânus
São grafadas com acento circunflexo as formas dos verbos
"ter" e "vir", na terceira pessoa do plural do presente do
indicativo ("têm" e "vêm"). O mesmo é aplicado algumas
formas verbais derivadas.
abstêm, advêm, contêm, convêm,
desconvêm, detêm, entretêm,
intervêm, mantêm, obtêm,
provêm, sobrevêm
Não é usado o acento circunflexo nas palavras paroxítonas
que contêm um tônico oral fechado em hiato com
terminação -em, da terceira pessoa do plural do presente do
indicativo.
creem, deem, descreem, desdeem,
leem, preveem, redeem, releem,
reveem, veem
Não é usado o acento circunflexo com objetivo de assinalar a
vogal tônica fechada na grafia das palavras paroxítonas.
enjoo – substantivo e flexão de
enjoar
povoo – flexão de povoar
voo – substantivo e flexão de voar
Não são usados os acentos circunflexo e agudo para
distinguir as palavras paroxítonas quando têm a vogal tônica
aberta ou fechada em palavras homógrafas de palavras
proclíticas no singular e plural.
para – flexão de parar.
pela/pelo – preposição de pela,
quando substantivo de pelar.
pelo – substantivo de per + lo.
polo – combinação de per +lo e
na combinação de por + lo
Fique Atento!
O acento circunflexo é obrigatório na palavra pôde na terceira pessoa do singular do pretérito
perfeito do indicativo. Isso acontece para distingui-la da forma verbal correspondente do presente
do indicativo: pode.
109
O acento circunflexo é facultativo no verbo demos, conjugado na primeira pessoa do presente do
indicativo. Isso ocorre para estabelecer distinção da forma correspondente no pretérito perfeito do
indicativo: demos.
Também é facultativo o uso de acento circunflexo no substantivo fôrma como distinção do
verbo formar na segunda pessoa do singular imperativo: forma.
Vogais tônicas
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das palavras
oxítonas e paroxítonas recebem acento quando são
antecedidas de uma vogal com a qual não formam
ditongo e desde que não constituam sílaba com a
consoante seguinte.
Adaís – plural de Adail, aí, atraí (de atrair),
baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país,
alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de
atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína,
ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo,
influíste (de influir), juízes, Luísa, miúdo,
paraíso, raízes, recaída, ruína, saída e
sanduíche
Recebem acento agudo as vogais tônicas grafadas
com -i e -u, quando precedidas de ditongo na
posição final ou seguidas de -s.
Piauí
teiú – teiús
tuiuiú – tuiuiús
Recebe acento agudo a vogal tônica grafada -i das
palavras oxítonas terminadas em -r dos verbos
terminados em -air e -uir, quando combinadas com
-lo(s), -la(s) considerando a assimilação e perda do
-r nas palavras.
atraí-lo(s), atraí-lo(s) –ia, possuí-la(s), possuí-
la(s)-ia – de possuir-la(s)-ia
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das palavras
oxítonas e paroxítonas não recebem acento
quando são antecedidas de uma vogal com a qual
não formam ditongo, e desde que não constituam
sílaba com a consoante seguinte nos casos de -nh, -
l, -m, -n, -r e -z.
bainha, moinho, rainha, Adail, Coimbra,
ruim, ainda, constituinte, oriundo, ruins,
triunfo, atrair,influir, influirmos, juiz e raiz
Não recebem acento agudo as vogais tônicas das
palavras paroxítonas nas formas rizotônicas de
alguns verbos.
arguir, redarguir, aguar, apaniguar,
apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar,
enxaguar, obliquar, delinquir
Não recebem acento agudo os ditongos tônicos
grafados -iu e -ui, quando precedidos de vogal.
distraiu; instruiu
Não é utilizado acento agudo nas vogais tônicas
grafadas em -i e -u das palavras paroxítonas
quando precedidas de ditongo.
baiuca; boiuno; cheinho; sainha
Acentuação das palavras proparoxítonas
As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica (mais forte),
sendo que todas são acentuadas.
Proparoxítonas que recebem acento agudo
110
Regras de acentuação gráfica
Exemplos de palavras com
acento
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que
apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas -a, -e, -i,
-o e -u começando com ditongo oral ou vogal aberta.
árabe, cáustico, Cleópatra,
esquálido, exército, hidráulico,
líquido, míope, músico, plástico,
prosélito, público, rústico,
tétrico, último
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas aparentes
quando apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas
-a, -e, -i, -o e -u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e
que terminam por sequências vocálicas pós-tônicas
praticamente consideradas como ditongos crescentes -ea, -eo, -
ia, -ie, -io, -oa, -ua e -uo).
Álea, náusea; etéreo, níveo;
enciclopédia, glória; barbárie,
série; lírio, prélio; mágoa, nódoa;
exígua; exíguo, vácuo
Proparoxítonas que recebem acento circunflexo
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento
Recebem acento circunflexo as palavras
proparoxítonas que apresentam na sílaba
tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal
básica fechada e as chamadas proparoxítonas
aparentes.
anacreôntico, cânfora, cômputo, devêramos (de
dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos
(de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada,
lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo,
trôpego. Amêndoa, argênteo, côdea, Islândia,
Mântua e serôdio
Recebem acento circunflexo as palavras
proparoxítonas, reais ou aparentes, quando as
vogais tônicas são grafadas e/ou estão em
final de sílaba e são seguidas das consoantes
nasais grafadas -m ou -n obedecendo ao
timbre.
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo,
fenômeno, gênero, topônimo, Amazônia,
Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio e tênue
Atenção!
Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas
Exemplos:
• Avidamente - de ávido
• Debilmente - de débil
• Facilmente - de fácil
• Habilmente - de hábil
• Ingenuamente – de ingênuo
• Lucidamente - de lúcido
• Somente - de só
• Unicamente - de único
• Candidamente – cândido
• Dinamicamente - de dinâmico
• Espontaneamente - de espontâneo
• Romanticamente - de romântico
111
RACIOCÍNIO LÓGICO
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos
ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações
fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a
estrutura daquelas relações.
Estruturas lógicas
O assunto estruturas lógicas se divide em:
Proposições lógicas (lógica proposicional)
Tabela verdade
Conectivos lógicos
Tautologia, Contradição e Contingência
Proposições lógicas (lógica proposicional)
Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de
forma afirmativa ou negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos
verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca para ambas. Também conhecida por
sentença fechada.
Tabela verdade
Tabela verdade é uma tabela matemática usada no campo do raciocínio
lógico, para verificar se uma proposição composta é válida.
Vamos agora aprender como se constrói uma tabela verdade.
Para sabermos quantas linhas terá nossa tabela verdade é só pegar o
algarismo 2 e elevá-lo ao número de proposições simples.
Ex.: Duas proposições simples: 2² = 4
Três proposições simples : 2³ = 8
Tabela verdade com duas proposições
112
Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são
duas, então:
2² = 4
Temos então 4 linhas nesta tabela verdade.
Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os
valores lógicos verdadeiro (V) e falso (F)
São 4 linhas, então 4/2 = 2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas
simultaneamente
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 2/2 = 1
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocadas alternadamente
Tabela verdade com três proposições
É o mesmo processo:
Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são
três, então:
2³ = 8
Temos então 8 linhas nesta tabela verdade.
113
Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os
valores lógicos verdadeiro (V) e falso (F).
São 8 linhas, então 8/2 = 4 Ficará quatro verdadeiras e quatro falsas
colocadas alternadamente
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 4/2 =
2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas alternadamente
Na terceira coluna é só dividir o resultado da segunda por dois 2/2 = 1
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocada alternadamente.
Conectivos lógicos
O conectivo lógico é um símbolo ou palavra que usamos para conectar
duas ou mais proposições para que elas sejam válidas, de modo que a
proposição composta formada dependa apenas das proposições que a
originou. Por causa dos conectivos conseguimos dar um valor lógico para
esta proposição formada.
114
OBS.: Na tabela acima na coluna “Valor Lógico” no conceito lógico de
disjunção inclusiva, o correto é: Disjunção inclusiva de uma proposição só
vai ser falsa se ambas forem falsas.Se tiver uma verdadeira ou ambas
verdadeiras será verdadeiro. Irei corrigir oportunamente.
Negação (Conectivo ~ ou ¬)
Conectivo: “não”
Símbolo: ~ ou ¬
Esquema: ~p ou ¬p (não p)
Proposição p: O carro é amarelo
Proposição ~p: O carro não é amarelo
ou ~p : Não é verdade que o carro é amarelo
ou ~p : É falso que o carro é amarelo
Tabela verdade:
O carro é amarelo (p)
Uma proposição: 2¹ = 2
Conjunção (conectivo “e”)
115
Conectivo “e” é denominado conjunção e seu símbolo é o acento
circunflexo “^”
O esquema é p ^ q (p e q)
Será verdadeira somente se todas as proposições forem verdadeiras
Ex.:
Irei para a escola e ao teatro
p ^ q (p e q)
Tabela verdade:
Irei para a escola (p)
irei para ao teatro (q)
2 proposições = 2² = 4
A regra para conjunção é que a proposição resultante só será verdadeira
se todas as proposições simples forem verdadeiras
Conectivo “ou”, denominado disjunção cujo símbolo é a letra: v ou v
116
Temos dois tipos de disjunção, a disjunção inclusiva e a disjunção
exclusiva.
Disjunção inclusiva
Símbolo “v”
Conectivo “ou”
Esquema: p v q (p ou q)
Ex.: Como ou bebo
Embora tenha usado o conectivo ou, nada me impede de fazer as duas
coisas, ou seja, significa uma inclusão.
Tabela verdade
Proposição 1: como
Proposição 2: bebo
Tem duas proposições: 2² = 4
A proposição só será falsa se todas as proposições simples forem falsas
Disjunção exclusiva
117
Símbolo “v”
Conectivo “ou…ou”
Esquema: p v q (p ou q)
Ex.: Ou como ou bebo
Com a repetição do conectivo ou, ele exclui a possibilidade de fazer as
duas coisas, ou seja, significa uma exclusão.
Tabela verdade
Proposição 1: Ou como
Proposição 2: Ou bebo
Tem duas proposições: 2² = 4
A proposição só será verdadeira se uma das proposições simples for “F”
(não ocorrer) e a outra “V” (ocorrer), independentemente da ordem. Não
pode acontecer “V”(ocorre) ou “F”(não ocorrer) nos dois casos, caso
aconteça a proposição resultante desta operação será falsa.
Então, a diferença principal entre as duas disjunções é:
Disjunção inclusiva: Pode ocorrer uma ação ou ambas.
Disjunção exclusiva: Pode ocorrer somente uma ação.
118
Condicional (conectivo “se…então”)
Símbolo “→”
Conectivo “se…então”
Esquema: p → q (se p então q)
Ele dá uma condição para que a outra proposição exista
Ex.: Se nasci em Minas Gerais, então sou mineiro
Tabela verdade:
Proposição 1: se nasci em Minas Gerais
Proposição 2: então sou mineiro
Tem duas proposições: 2² = 4
A condicional só será falsa se a proposição antecedente for verdadeira e a
proposição consequente for falsa.
Bicondicional (conectivo “…se e somente se…” )
Símbolo “↔”
Conectivo “…se e somente se…”
Esquema: p ↔ q (p se somente se q)
As proposições são equivalentes, ou seja, para ser verdadeira, ambas
proposições têm que ser verdadeira ou ambas tem que ser falsa.
119
Tabela verdade:
Proposição 1: Pedro é enfermeiro
Proposição 2: Márcia é médica
Lê-se: Pedro é enfermeiro se e somente se Márcia é médica
Tem duas proposições: 2² = 4
Tautologia, Contradição e Contingência
Na lógica proposicional, a tautologia é uma proposição cujo valor lógico é
sempre verdadeiro para todas as variadas proposições.
A proposição (p ou não p) ficando assim, p ∨ (~p)
Onde:
Usa-se o conectivo “ou”
Símbolo: v lê-se “ou”
p: proposição p
~p: proposição não p
120
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre
V(verdadeiro).
A tautologia normalmente é uma disjunção inclusiva.
Contradição:
Contradição é uma proposição cujo valor lógico é sempre falso, ou seja,
ao contrário da tautologia
A proposição (p e não p) ficando assim, p Λ (~p)
Onde:
Usa-se o conectivo “e”
Símbolo: Λ lê-se “e”
p: proposição p
~p: proposição não p
A proposição p Λ (~p) é uma contradição, pois o seu valor lógico será
sempre F (falso).
A contradição normalmente é uma conjunção.
Contingência
Contingência é uma proposição cujo valor lógico pode ser verdadeiro ou
falso, ou seja, não é nem uma tautologia e nem uma contradição, é uma
proposição indeterminada.
121
A proposição (se p então ~p) ficando assim, p →(~p)
Onde:
Usa-se o conectivo “se…então”
Símbolo:→
p: proposição p
~p: proposição não p
A proposição p →(~p) é uma contingência, pois seu valor lógico pode ser
verdadeiro (V) ou falso (F).
A contingência normalmente é uma condicional. A maioria das proposições
compostas são contingências.
É muito pedido em provas que você identifique qual
proposição é uma tautologia e é muito raro pedir para você identificar se
é uma contradição ou contingência.
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Água Santa – RS
Define-se por contradição a operação lógica que assume como valores
falsos (F) para quaisquer valores das proposições componentes. Sendo
assim, assinale a alternativa que contém um caso de contradição.
122
A) p ^ ~p
B) p ^ ~q
C) p v q
D) p ^ q
E) p v q
QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRA-PR
Sejam P1, P2 e C duas premissas e a conclusão, respectivamente, julgue o
item acerca da lógica da argumentação e dos diagramas lógicos.
O argumento P1 ∧ P2 → C a seguir é uma tautologia.
P1: Nem estudou, nem passou; P2: Estudou ou passou; C: Estudou se, e
somente se, passou.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO 3
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-ES
Considere a seguinte proposição: “Neste concurso, Pedro será aprovado
ou não será aprovado.”. Analisando segundo a lógica, essa afirmação é um
exemplo claro de
A) contradição.
B) equivalência.
123
C) redundância.
D) repetição.
E) tautologia.
QUESTÃO 4
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS
Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição:
A) Se dois é par então é verão em Gramado.
B) É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
C) Maria é alta ou Pedro é alto.
D) É verão em Gramado se e somente se Maria é alta.
E) Maria não é alta e Pedro não é alto.
QUESTÃO 5
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS
Trata-se de um exemplo de contradição a proposição:
A) Dois é um número par e ímpar.
B) Gramado é uma cidade bonita se e somente se faz frio.
C) Maria é alta e Pedro é baixo.
D) Se dois é um número par então Maria é alta.
124
E) Se Pedro é baixo então Maria é alta.
QUESTÃO 6
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: UERGS
Trata-se de uma tautologia a proposição apresentada na alternativa:
A) Chove e faz frio.
B) Pedro estuda ou não estuda na Uergs.
C) Se é verão então faz calor.
D) Maria é alta e gosta de estudar.
E) Jorge estuda ou joga futebol.
QUESTÃO 7
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul –
RS
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de contradição.
A) Maria é estudiosa.
B) Pedro não é inteligente.
C) Dez é um número primo.
D) Dois é um número par.
E) O elefante vive no zoológico.
QUESTÃO 8
125
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santa Cecília do Sul
– RS
Das alternativas abaixo, assinale a que indica uma tautologia.
A) p v (~p)
B) p ^ (~p)T
C) p –> q
D) p v q
E) p ^ q
QUESTÃO 9
Ano: 2018 Banca: Gestão Concurso Órgão: EMATER-MG
Considere a proposição simples p. É uma tautologia a proposição
composta descrita em
A) p ᴧ ~ p
B) p → ~ p
C) p ↔ ~ p
D) ~ (p ᴧ ~ p)
QUESTÃO 10
Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: CRF – DF
Assinale a alternativa que apresenta uma tautologia.
A) p ∧ v.
126
B) p ∨ p.
C) p ∧ ~p.
D) p ∨ q → p ∧ q.
E) p ∨ ~p.
RESPOSTAS DAS QUESTÕES
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 CERTO
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA E
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A
RESPOSTA DAQUESTÃO 6 LETRA B
RESPOSTA DA QUESTÃO 7 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 8 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 9 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 10 LETRA E
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as
funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático,
raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de
conceitos, discriminação de elementos
Equivalência e implicação lógica
127
Implicação Lógica
Relembrando a operação lógica da condicional p→q (lê-se: se p então q)
Você está lembrado quando estudamos as proposições condicionais e
utilizamos o símbolo → ? Vamos recordar!
Na condicional p→q, p é chamado de antecedente e q é o consequente. O
símbolo “→” é chamado símbolo de implicação. Note que, neste caso, p e
q são proposições simples.
O símbolo → representa uma operação matemática entre as proposições p
e q que tem como resultado a proposição p → q, como valor lógico V ou
F.
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta
que só admite valor lógico falso no caso em que a proposição p é
verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas demais
situações.
O valor lógico da condicional de duas proposições é definido pela
seguinte tabela-verdade:
Vamos rever esta operação lógica por meio de uma situação:
128
Suponha que um determinado pai faz a seguinte promessa para seu filho:
“Se fizer sol amanhã, então viajaremos para a praia”.
Há 4 possibilidades:
1. Fez sol e viajaram para a praia.
2. Fez sol e não viajaram para a praia.
3. Não fez sol e viajaram para a praia.
4. Não fez sol e não viajaram para a praia.
Compare cada uma destas possibilidades levantadas anteriormente com
os valores lógicos colocados na tabela e responda a seguinte pergunta:
Em qual das possibilidades a situação foi descumprida?
Não é difícil concluir que na possibilidade 2, a situação foi descumprida.
Você deve estar se perguntando sobre a possibilidade 3. Afinal, se não fez
sol, como viajaram para a praia? Parece estranho, não? Na verdade, temos
que tomar um certo cuidado, o pai só disse o que fariam se fizesse sol,
mas não disse o que fariam se não fizesse sol. Esta é razão da condicional
na linha 3 ser logicamente verdadeira. Temos que ter muita atenção,
especialmente nesta parte. Esta é a parte que as pessoas, em geral,
apresentam mais dificuldades de compreensão. Por este motivo vamos
discutir um pouco mais sobre o assunto.
129
Utilizamos com frequência sentenças condicionais, como: “Se hoje chover,
então vou ficar em casa”. Vamos ver as quatro possibilidades para esta
situação:
1. Choveu e fiquei em casa.
2. Choveu e não fiquei em casa.
3. Não choveu e fiquei em casa.
4. Não choveu e não fiquei em casa.
Caro aluno, é importantíssimo que você aprenda que na lógica
matemática não nos preocupamos com qualquer relação de causa e efeito
entre o antecedente e o consequente de uma implicação. O que há é uma
relação entre os valores lógicos. Neste exemplo, ficou claro para você que
na possibilidade 2, a situação foi descumprida; isto é, “choveu e não fiquei
em casa” ? É provável que você tenha dúvidas com relação à possibilidade
3. Afinal, se não choveu, como fiquei em casa? Voltamos a dizer, sendo o
130
antecedente (p) logicamente falso, não importa o valor lógico do
consequente (q), pois o valor lógico da condicional será sempre
verdadeiro!
Desta forma, releia o conceito:
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta
que só admite valor lógico falso no caso em que a proposição p é
verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas demais
situações.
E qual é a importância da implicação?
O conceito de implicação é essencial para os diversos campos do
conhecimento. Como exemplo, podemos citar as implicações lógicas de
um discurso que remete a explicação ou demonstração de argumentos, e
isto não é restrito à Matemática. É comum aparecerem declarações do
tipo: “Sempre que isto ocorre, e, é verdadeiro, implica que aquilo também
é verdadeiro”. Pense nas diversas áreas, tais como: Medicina, Direito,
Engenharia, Educação, Propaganda e Marketing, Processamento de Dados
e tantas outras áreas, que utilizam inúmeras implicações. Enfim vivemos
imersos em um mundo de implicações lógicas! Pense a este respeito.
A implicação é muito importante na linguagem matemática porque
aparece sistematicamente nos teoremas que constituem as teorias
matemáticas. Um teorema é uma proposição do tipo p ⇒ q, onde p é uma
proposição verdadeira na teoria em questão. Demonstrar um teorema não
é mais do que provar que a proposição p ⇒ q é verdadeira e sendo p
verdadeira, por hipótese, implica dizer que q é também verdadeira. Num
teorema é comum chamarmos a proposição p de hipótese, é o
antecedente da implicação p ⇒q. A proposição q, que é o consequente da
implicação, é denominada de tese. As demonstrações de teoremas são
essenciais para o desenvolvimento de habilidades e competências
relacionadas à experimentação, observação e percepção, realização de
conjecturas, desenvolvimento de argumentações convincentes, entre
outras.
131
O símbolo P⇒ Q (P implica Q) representa a implicação lógica. Observe
neste conceito que aparecem dois símbolos matemáticos → e ⇒. Vamos
diferenciá-los?
Diferenciação dos símbolos → e ⇒
1. O símbolo → (p → q) Lê-se: se p….. então q representa uma operação
matemática entre as proposições p e q que tem como resultado a
proposição p → q, com valor lógico V ou F.
2. O símbolo ⇒ ( P⇒ Q) Lê-se: P implica Q representa a não ocorrência
de VF na tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da
condicional P → Q será sempre V, ou então que P → Q é uma
tautologia.
Você já deve ter se familiarizado com o primeiro (símbolo →), pois fizemos
uso dele em vários exemplos envolvendo a operação lógica da condicional
em que podíamos fazer um julgamento (verdadeiro ou falso), já o
segundo (símbolo ⇒) passaremos a ver agora com mais detalhes. Tenha
sempre em mente que o símbolo ⇒ representa uma implicação, cuja
condicional será sempre tautológica, isto é, será sempre logicamente
132
verdadeira. Vamos agora ver alguns exemplos e verificar a implicação
lógica indicada em cada caso.
Exemplos:
Vamos comprovar isto para o 1ª exemplo dado. p ^ q ⇒ p
Considere a situação:
p: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil.
q: A taxa de desemprego cairá nos próximos três anos.
p ^ q: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil e a taxa
de desemprego cairá nos próximos três anos.
Vamos agora verificar como ficam os possíveis valores lógicos das
proposições:
133
Relembrando: Você está lembrado que a proposição composta da
conjunção p ^ q (p e q) somente será verdadeira quando as proposições p
e q forem verdadeiras.
Perceba que quando p ^ q é verdadeira (1ª possibilidade, veja o quadro
acima), p é verdadeira também, logo dizemos que p ^ q implica p e, tem a
seguinte notação: p ^ q ⇒ p. E mais, se você fizer a condicional (p ^ q)
→ p, ela será sempre verdadeira, ou seja uma tautologia.
2º exemplo: p ⇒ q → p Vamos verificar esta implicação.
Atenção: A intenção aqui, caro aluno, é que você perceba que o ponto
fundamental da implicação lógica ( P implica uma proposição Q, indica-se
por P ⇒ Q), é que sempre que temos um antecedente verdadeiro, teremos
um consequente verdadeiro também.
Vamos verificar se “p” de fato implica a proposição composta “q → p” (p ⇒
q → p)
Atenção: A proposição condicional q→p (lê-se: “se q então p”) é uma
proposição composta que só admite valor lógico falso no caso em que a
proposição q é verdadeira e a proposição p é falsa, sendo verdade nas
demais situações. (veja a 3ª coluna da tabela seguinte)
134
p ⇒ q → p, pois o condicional p→ (q→p) é tautológica.
Perceba que quandop é verdadeira (1ª e 2ª colunas), q→p é verdadeira
também, logo dizemos que p implica a proposição composta q → p. (p ⇒
q → p)
Vamos agora mostrar as implicações no 3º e 4º exemplos.
3º exemplo: p Λ q ⇒ p v q
Caro aluno, não se assuste com o tamanho das tabelas-verdade. Você
deve organizar as colunas, e para iniciar, atribua todos os valores lógicos
possíveis para as proposições simples p e q. (são quatro situações; isto é,
são quatro linhas).
Para compreender a tabela acima, você deverá retomar as operações da
conjunção e disjunção, além, obviamente, da condicional.
Observe que na 3ª coluna (p Λ q), temos uma conjunção, e que ela é
logicamente verdadeira apenas quando as proposições simples p e q são
ambas verdadeiras, e logicamente falsas nas demais situações.
135
Observe que na 4ª coluna (p v q), temos uma disjunção, e que ela é
logicamente falsa apenas quando as proposições simples p e q são ambas
falsas, e logicamente verdadeiras nas demais situações. Até aqui, tudo
bem? Se ficou claro, então vamos entender melhor a 5ª coluna.
Na 5ª e última coluna, temos a condicional (p Λ q) → (p v q) logicamente
verdadeira para todas as situações, pois a condicional só é falsa quando o
antecedente é verdadeiro e o consequente falso.
Podemos verificar a implicação p Λ q ⇒ p v q, por meio da condicional (p
Λ q) → (p v q), pois, neste exemplo, ela é sempre verdadeira e, portanto,
tautológica. Você também pode verificar a implicação dada observando
que quando a proposição p Λ q é verdadeira, temos que p v q, também, é
verdadeira (1ª linha). Logo, está verificada a implicação dada.
4º exemplo: p ⇒ p v q
Neste 4º exemplo , também verificamos a implicação p ⇒ p v q , pois a
condicional p → (p v q) é tautológica.
Observe que quando a proposição p é verdadeira, temos que p v q,
também, é verdadeira (1ª e 2ª linhas). Logo, está verificada a implicação
dada.
Observação O fato de dizer que uma proposição P implica uma
proposição Q, não garante dizer o caminho inverso, isto é, que Q também
implica P.
Abaixo estudaremos as situações que envolvem o caminho de ida e de
volta quando consideramos as implicações. Neste caso chamaremos de
equivalências lógicas.
136
Equivalência Lógica
Caro aluno, estudamos as implicações lógicas e foi enfatizado que o ponto
fundamental da implicação lógica (P implica uma proposição Q, indica-se
por P ⇒ Q), é que sempre que temos um antecedente verdadeiro, teremos
um consequente verdadeiro também. Está lembrado? Vimos também que
se uma proposição P implica uma proposição Q, não garante dizer o
caminho inverso, isto é, que Q também implica P. Neste capítulo
trataremos de ver as situações que envolvem o caminho de ida e de volta
quando consideramos as implicações. Estas implicações são denominadas
de equivalências lógicas.
Conceito:
Diz-se que uma proposição composta P é logicamente equivalente a uma
proposição composta Q (indica-se pela notação P ⇔ Q – o símbolo ⇔ é
uma forma abreviada de dizer que duas proposições são logicamente
equivalentes) quando, as tabelas verdade destas duas proposições
compostas são idênticas. De outra forma, podemos dizer que as proposições
P e Q são equivalentes, se a bicondicional P Q for uma tautologia.
E para iniciar este estudo das equivalências lógicas, considere as seguintes
proposições:
1. Não vi ninguém.
2. Vi alguém.
Na primeira proposição temos uma dupla negação, logo se “não vi
ninguém” (dupla negação), então “vi alguém”.(afirmação) Podemos
concluir que estas proposições são equivalentes. Desta forma, tenha
cuidado ao usar “não vi ninguém” com o sentido de pessoa alguma foi
vista. Isto é lógico para você?
Podemos construir uma tabela-verdade e colocar todos os valores lógicos
possíveis. Vamos ver como ficam?
Para esta construção, considere p: vi alguém
137
Perceba que a última coluna da tabela-verdade é a bicondicional e ela é
sempre verdadeira, e portanto tautológica.
Os valores lógicos de p e ~(~p) são idênticos. Desta forma, podemos
concluir que estas proposições são logicamente equivalentes. E também
são equivalentes as proposições compostas p→~(~p) e ~(~p) → p, e esta
equivalência expressa a lei da dupla negação.
Podemos indicar estas equivalências da seguinte forma:
Vamos trabalhar esta noção de equivalência por meio de alguns outros
exemplos:
1º Exemplo: Veja as seguintes sentenças:
• Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha.
• Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado.
Parece intuitivo que sejam logicamente equivalentes?
É verdade, pois possuem o mesmo “conteúdo lógico”.
Vamos analisar melhor esta situação, utilizando agora os conceitos da
Lógica Matemática. E para isto, considere as proposições:
138
p: Hoje é sábado.
q: Hoje é dia de pegar um cineminha.
Vamos verificar como ficam os possíveis valores lógicos na tabela-verdade
para cada sentença dada inicialmente:
• Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q)
Você lembra que a condicional p→q será logicamente falsa apenas
quando o antecedente (p) é verdadeiro e o consequente (q) é falso? Veja a
possibilidade 2. (2ª linha da tabela)
Vamos agora para a segunda sentença. E para isto, considere as
proposições p e q e suas negações ~p e ~q
Se você observar atentamente as tabelas, facilmente perceberá que as
últimas colunas das tabelas, que são das proposições condicionais (p→q) e
139
(~q→~p), são idênticas. Desta forma, podemos concluir que há aqui uma
equivalência lógica. Assim sendo, as sentenças I e II, são equivalentes:
I -Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q)
II -Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado.
(~q→~p)
Simbolicamente representamos esta equivalência da seguinte maneira:
(p→q) ⇔ (~q→~p) (Esta equivalência é denominada de Contrapositiva da
condicional dada.)
Releia o conceito inicial de equivalência lógica e observe que:
(p→q) corresponde a proposição composta
P (~q→~p) corresponde a proposição composta Q
É importante que você valorize aquilo que temos estudado dentro da
Lógica Matemática, pois certamente a fundamentação teórica é
importante para o entendimento de situações, inclusive as do nosso
cotidiano.
Vamos ver mais alguns exemplos de equivalência entre proposições (P ⇔
Q). Nosso objetivo é que você entenda a construção das tabelas-verdade
como um instrumento importante de verificação das equivalências lógicas,
pois sempre que os valores lógicos das proposições P e Q forem idênticos,
elas serão equivalentes.
2º Exemplo: Vamos para o seguinte enunciado:
Verificar a equivalência das proposições a seguir:
p ∧ q ⇔ q ∧ p .
observação:
p ∧ q corresponde a proposição composta P.
q ∧ p corresponde a proposição composta Q.
140
Vamos recorrer à tabela-verdade e colocar os valores lógicos de cada
proposição.
Perceba que neste caso, as colunas das proposições “p ∧ q” e “q ∧ p” são
idênticas, logo são equivalentes, e sendo equivalentes, a coluna da
bicondicional tem sempre valores lógicos verdadeiros, e portanto a
bicondicional é considerada tautológica.
Uma aplicação bastante interessante de equivalência lógica entre as
proposições condicionais e as proposições com o conectivo “ou”
(disjunção) é:
3º Exemplo: Neste 3º exemplo, verificaremos uma transformação de uma
proposição condicional em proposição com o conectivo “ou” (disjunção),
pois são equivalentes. (p→q) ⇔ (~p v q ).
Achou estranha esta equivalência? Podemos compreendê-la, utilizando a
tabela-verdade. Para que não fiquemos trabalhando apenas com letras e
para que não vejamos este tópico com estranheza e distância, vamos
buscar uma solução para o enunciado abaixo:
Enunciado: Transforme, através da equivalência por disjunção, a
proposição condicional “Se estudo, passo no teste”.
Veja que inicialmente temos as seguintesproposições:
p: estudo
q: passo no teste
A proposição dada no enunciado é a proposição composta que podemos
representar matematicamente por p→q e a pedida é ( ~p v q ).
141
Veja, se utilizarmos a equivalência citada anteriormente (p→q) ⇔ ( ~p v q),
podemos escrever:
A proposição condicional “Se estudo, passo no teste” (p→q) é logicamente
equivalente a proposição com o conectivo “ou” (disjunção) “Não estudo
ou passo no teste” (~p v q)
Vamos verificar esta equivalência, por meio da tabela-verdade.
Observe que os valores lógicos das proposições “p→q” e “~p v q” são
idênticos.
Resumindo
Vale destacar que toda equivalência é uma implicação lógica por natureza.
Diferentemente, a implicação não se trata necessariamente de uma
equivalência lógica. Podemos então dizer que toda equivalência é uma
implicação lógica, mas nem toda implicação é uma equivalência lógica.
Proposições associadas a uma condicional: Recíproca, Contrária e
contrapositiva
Proposição recíproca de p —> q : q —> p
Proposição contrária de p —> q : ~p —> ~q
Proposição contrapositiva de p —> q : ~q —> ~p
142
Equivalências: p —> q <==> ~q —> ~p e q —> p <==> ~p —> ~q
A condicional (p —> q) é equivalente a sua contrapositiva (~q —> ~p) e a
recíproca da condicional (q —> p) é equivalente à contrária da condicional
(~p —> ~q).
Com isso demonstramos duas propriedades importantes:
A condicional p → q e a sua contrapositiva ~q → p são equivalentes.
A recíproca q → p e a contrária ~p → ~q, da condicional p → q , são
equivalentes.
Determinar:
1. A contrapositiva de p → ~q
2. A contrapositiva de ~p → q
3. A contrapositiva da recíproca de p → ~q
4. A recíproca da contrapositiva de ~p → ~q
Resolução:
1. A contrapositiva de p → ~q é q → ~p
2. A contrapositiva de ~p → q é ~q → p
3. A recíproca de p → ~q e ~q → p. E a contrapositiva de ~q → p é ~p →
q
4. A contrapositiva de ~p → ~q é q → p. E a recíproca de q → p é p → p
Estruturas lógicas
143
Proposições lógicas (lógica proposicional)
Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de
forma afirmativa ou negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos
verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca para ambas. Também conhecida por
sentença fechada.
Raciocínio Lógico: Lógica de argumentação
Também conhecida como Argumentação lógica
A lógica é como pensamos sobre o que sabemos ou achamos que
sabemos. Ela é usada para podermos trabalhar nosso raciocínio.
Poderíamos dividi-la em duas formas:
Lógica formal: É achar coerência em situações que pareçam incoerentes.
Lógica material: Foca o que é real sobre a questão abordada.
Argumento: É uma afirmação ou pensamentos relacionados que juntos
criam uma justificativa para esclarecer uma situação. Normalmente são
utilizadas premissas com explicação lógica para construir uma conclusão.
De uma forma mais prática o argumento é um grupo de premissas
(proposições) com a intenção de chegar a uma conclusão.
Ex.:
Todos os cariocas gostam de samba
Todos que gostam de samba gostam de música
Conclusão: Todos os cariocas gostam de música
Então o argumento é válido
Tipos argumentos
Analogia:
144
É um raciocínio analógico, ou seja, faz uma comparação de semelhança
entre coisas ou fatos conhecidos com desconhecidos. As premissas devem
ser verdadeiras, a quantidade de elementos deve ser quase. As premissas
devem ter informações suficientes para que a conclusão seja verdadeira.
Todos os animais são irracionais
Todas as raposas são animais
Conclusão: todas as raposas são irracionais
Indução:
É um raciocínio indutivo que levam em consideração as premissas iniciais
que se generalizam para se chegar a uma conclusão, ou seja, para tirar
alguma conclusão as primeiras informações são as mais importantes. Pode
ser por enumeração, intuição ou eliminação. Quando as proposições não
fornecem dados suficientes para que a conclusão possa ser válida.
Exemplo:
A avó de Maria era uma excelente cozinheira
A mãe de Maria era uma excelente cozinheira
Maria é uma excelente cozinheira.
A filha de Maria será uma excelente cozinheira
Não dá para garantir que a filha de Maria será uma excelente cozinheira
só por que seus ancestrais foram.
Dedução:
O raciocínio dedutivo parte de uma premissa global para uma específica.
A validade deste raciocínio esta ligada à ordem das premissas ou sua
estrutura preservando a verdade. Ele tenta provar que uma premissa esta
correta a partir da veracidade das outras premissas, ou seja, se as
premissas são verdadeiras a conclusão também será verdadeira. Um
raciocínio dedutivo é válido quando suas premissas, se verdadeiras,
fornecem provas convincentes para sua conclusão.
145
Os lobos são da família dos canídeos
Todos os canídeos são carnívoros
Então todos os lobos são carnívoros
Operações com conjuntos
As operações com conjuntos são as operações feitas com os elementos
que formam uma coleção. São elas: união, intersecção e diferença.
Lembre-se que na matemática os conjuntos representam a reunião de
diversos objetos. Quando os elementos que formam o conjunto são
números, são chamados de conjuntos numéricos.
Os conjuntos numéricos são:
• Números Naturais (N)
• Números Inteiros (Z)
• Números Racionais (Q)
• Números Irracionais (I)
• Números Reais (R)
União de Conjuntos
A união de conjuntos corresponde a junção dos elementos dos conjuntos
dados, ou seja, é o conjunto formado pelos elementos de um conjunto
mais os elementos dos outros conjuntos.
Se existirem elementos que se repetem nos conjuntos, ele aparecerá uma
única vez no conjunto união.
Para representar a união usamos o símbolo U.
146
Exemplo:
Dados os conjuntos A = {c, a, r, e, t} e B = {a, e, i, o, u}, represente o
conjunto união (A U B).
Para encontrar o conjunto união basta juntar os elementos dos dois
conjuntos dados. Temos de ter o cuidado de incluir os elementos que se
repetem nos dois conjuntos uma única vez.
Assim, o conjunto união será:
A U B = {c, a, r, e, t, i, o, u}
Intersecção de Conjuntos
A intersecção de conjuntos corresponde aos elementos que se repetem
nos conjuntos dados. Ela é representada pelo símbolo ∩.
Exemplo:
Dados os conjuntos A = {c, a, r, e, t } e B= B = {a, e, i, o, u}, represente o
conjunto intersecção ( ).
147
Devemos identificar os elementos comuns nos conjuntos dados que, neste
caso, são os elementos a e e, assim o conjunto intersecção ficará:
= {a, e}
Obs: quando dois conjuntos não apresentam elementos em comum,
dizemos que a intersecção entre eles é um conjunto vazio.
Nesse caso, esses conjuntos são chamados de disjuntos: A ∩ B = Ø
Diferença de Conjuntos
A diferença de conjuntos é representada pelos elementos de um conjunto
que não aparecem no outro conjunto.
Dados dois conjuntos A e B, o conjunto diferença é indicado por A - B (lê-
se A menos B).
Conjunto Complementar
Dado um conjunto A, podemos encontrar o conjunto complementar de A
que é determinado pelos elementos de um conjunto universo que não
pertençam a A.
Este conjunto pode ser representado por
Quando temos um conjunto B, tal que B está contido em A ( ), a
diferença A - B é igual ao complemento de B.
Exemplo:
Dados os conjuntos A= {a, b, c, d, e, f} e B = {d, e, f, g, h}, indique o
conjunto diferença entre eles.
148
Para encontrar a diferença, primeiro devemos identificar quais elementos
pertencem ao conjunto A e que também aparecem ao conjunto B.
No exemplo, identificamos que os elementos d, e e f pertencem a ambos
os conjuntos. Assim, vamos retirar esses elementos do resultado. Logo, o
conjunto diferença de A menos B sera dado por:
A – B = {a, b, c}
Propriedades da União e da Intersecção
Dados três conjuntos A, B e C, as seguintes propriedades são válidas:
Propriedade comutativa
•
•Propriedade associativa
•
•
Propriedade distributiva
•
•
Se A está contido em B ( ):
•
•
•
Leis de Morgan
Considerando dos conjuntos pertencentes a um universo U, tem-se:
1.º) O complementar da união é igual à intersecção dos complementares:
2.º) O complementar da intersecção é igual à união dos complementares:
149
Exercícios de Vestibular com Gabarito
1. (PUC-RJ) Sejam x e y números tais que os conjuntos {0, 7, 1} e {x, y, 1}
são iguais. Então podemos afirmar que:
a) a = 0 e y = 5
b) x + y = 7
c) x = 0 e y = 1
d) x + 2y = 7
e) x = y
Alternativa b: x + y = 7
2. (UFU-MG) Sejam A, B e C conjuntos de números inteiros, tais que A tem
8 elementos, B tem 4 elementos, C tem 7 elementos e A U B U C tem 16
elementos. Então, o número máximo de elementos que o conjunto D = (A
∩ B) U (B ∩ C) pode ter é igual a:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
Alternativa c: 3
3. (ITA-SP) Considere as seguintes afirmações sobre o conjunto U = {0, 1,
2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}:
I. Ø ∈ U e n (U) = 10
II. Ø ⊂ U e n (U) = 10
III. 5 ∈ U e {5} C U
IV. {0, 1, 2, 5} ∩ {5} = 5
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira (s):
a) apenas I e III.
b) apenas II e IV
c) apenas II e III.
d) apenas IV.
e) todas as afirmações.
Alternativa c: apenas II e III.
150
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e
matriciais.
Raciocínio lógico: Problemas aritméticos
Para resolver problemas aritméticos de raciocínio lógico é necessário o
conhecimento de aritmética, ou seja, operações com números, ou
seja, operações de adição, subtração, multiplicação, divisão, frações, múltiplos e
divisores e números pares e ímpares.
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2015 Banca: IDECAN Órgão: PRODEB
Sabe‐se que 100 celulares foram testados e verificou‐se que 40 aparelhos
apresentavam problemas na bateria, 28 apresentavam problemas no
display e 35 não apresentavam nenhum desses dois tipos de problemas. O
número de aparelhos que apresentavam problemas na bateria e no
display é:
A 3.
B 5.
C 7.
D 9.
SOLUÇÃO:
Número de celulares: 100
Problemas na bateria: 40
Problemas no display: 28
Celular sem problemas: 35
100 (total dos celulares) – 35 (celulares sem problema)
151
= 65 celulares com problema.
Vamos agora somar os celulares que tem problema:
40 (Problemas na bateria) + 28 (Problemas no display)= 68
Então,
68 (celulares com problemas) – 65 (com um ou outro problema) = 3
celulares tem os dois problemas.
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
QUESTÃO 2
Ano: 2017 Banca: Quadrix Órgão: CRF – AL
Lia e Ana são amigas e suas idades são 20 e 26 anos, respectivamente.
Daqui a quantos anos a soma de suas idades será igual a 100 anos?
A Em 27 anos.
B Em 34 anos.
C Em 46 anos.
D Em 54 anos.
E Em 56 anos.
SOLUÇÃO:
Primeiro somas as idades: 20 + 26 = 46
Segundo subtrai este valor de 100 = 100 – 46 = 54
Agora é só dividir o resultado por 2 = 54 / 2 = 27
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA A
152
Raciocínio lógico: Problemas geométricos
Para resolver problemas geométricos de raciocínio lógico é necessário o
conhecimento de geometria básica.
QUESTÃO DE CONCURSO
QUESTÃO 1
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: FUNAPE
Toda a população adulta de 2.120.000 habitantes de um país será
vacinada contra determinado vírus. O governo do país comprou 6 m3 da
vacina. A dose de vacina é de 1,5 mL, e cada habitante adulto tem que
receber duas doses. Sabendo que 1 mL corresponde à 1 cm3, no
programa de vacinação de adultos descrito,
A sobrarão 120 mil doses de vacina.
B faltarão 12 mil doses de vacina.
C sobrarão 60 mil doses de vacina.
D faltarão 240 mil doses de vacina.
E faltarão 120 mil doses de vacina.
SOLUÇÃO:
População (número de pessoas a serem vacinadas) = 2.120.000 habitantes
Vacina comprada (disponível) = 6 m3
Cada dose = 1,5 ml
Cada 1 ml corresponde a 1 cm3
Habitante tem que receber duas doses = 1,5 x 2 = 3 cm3
Vamos converter a quantidade comprada para cm3:
1 m3 = 1.000.000 cm3 logo
153
6 m3 = 6.000.000 cm3
6.000.000 (cm3 comprado) dividido por 3 (cm3 dose por habitante) =
2.000,000
Então 2.000.000 de pessoas serão vacinadas
Logo;
2.120.000 (habitantes totais) – 2.000.000 (habitantes vacinados) = 120.000
Então faltarão 120.000 habitantes a serem vacinados
Como cada habitante recebem duas doses: 120.000 x 2 = 240.000
Faltarão então 240.000 doses da vacina para atender a todos
RESPOSTA LETRA D
Raciocínio lógico: Problemas matriciais
Para resolver problemas matriciais de raciocínio lógico é necessário o
conhecimento de matrizes.
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2010 Banca: UFMT Órgão: Prefeitura de Cuiabá – MT
Em cada um dos quatro dias de desfile de carnaval, a temperatura foi
medida em graus Celsius, no meio da multidão, em três momentos
distintos. Cada elemento aij da matriz A abaixo corresponde à medida da
temperatura no momento i do dia j.
Qual foi, respectivamente, o momento e o dia em que se registrou a maior
temperatura durante os desfiles?
154
A 2.º e 4.º
B 2.º e 2.º
C 3.º e 2.º
D 3.º e 4.º
SOLUÇÃO
Maior temperatura é 40,3 que fica na linha 2 e coluna 2 a2×2
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA B
QUESTÃO 2
Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: Prefeitura de Ubatuba – SP
Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas das décadas de
60, 70 e 80, cujos números de músicas de cada década são sempre iguais
conforme indicado a seguir: ⚫ Programa A: cinco canções da década de
60, três da década de 70 e quatro da década de 80; e, ⚫ Programa B: oito
canções da década de 60, duas da década de 70 e sete da década de 80.
Considere que nos dois primeiros meses a partir das estreias desses
programas os mesmos foram apresentados várias vezes: ⚫ 1º mês: 50
programas A e 20 programas B; e, ⚫ 2º mês: 30 programas A e 40
programas B. A matriz que representa a quantidade de músicas exibidas
nos dois meses considerados é
155
SOLUÇÃO:
ENUNCIADO: Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas
das décadas de 60, 70 e 80, cujos números de músicas de cada década são
sempre iguais conforme indicado a seguir:
Programa A: cinco canções da década de 60, três da década de 70 e
quatro da década de 80;
Programa B: oito canções da década de 60, duas da década de 70 e sete
da década de 80.
Montando uma matriz:
156
Considere que nos dois primeiros meses a partir das estreias desses
programas os mesmos foram apresentados várias vezes:
1º mês: 50 programas A e 20 programas B; e,
2º mês: 30 programas A e 40 programas B.
Montando agora outra matriz:
157
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA C
Para a questão 1 outra possível solução:
Q1:
. total de celulares – celulares sem defeitos = 100 – 35 = 65 (celulares com
defeito)
. celulares com defeito – celulares com problemas na bateria = 65 – 40 =
25 (celulares com problemas apenas no display)
. celulares com problemas no display – celulares com problemas apenas
no display = 28 – 25 = 3
… dá pra fazer isso também com os celulares com os números do outro
conjunto (68-28=37 → 40-37=3) , assim podemos conferir a resposta.
Q2:
. daqui a x anos a soma das idades da Lia e da Ana será 100, assim, Lia terá
(20 + x) anos e Ana terá (26 + x) anos:
(20 + x) + (26 + x) = 100
46 + 2x = 100
2x = 54
x = 27
Então, daqui a 27 anos, Lia terá 47 anos e Ana terá 53 anos (totalizando
100).
158
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Hardware: Dispositivos de Armazenamento, Memórias e Periféricos
Hardware é a parte física do computador, é tudo que pode ser tocado com as
mãos. É o gabinete, as placas de memórias, placa-mãe, processador, monitor,
teclado, mouse e etc…
Quando você vai adquirir um computador, você pensa na configuração dele, ou
seja, tudo que está dentro do gabinete dele, como o processador, HD, memória,
placa-mãe. Quando você pensa nas peças quese conecta nele externamente no
gabinete, estamos falado dos periféricos que são os dispositivos que permitem ao
usuário se comunicar com o computador.
Estes dispositivos podem ser de entrada, saída ou de entrada e saída ao mesmo
tempo.
Dispositivos de armazenamento de dados:
São hardware que você utiliza para guardar dados para poder ver depois.
Temos três tipos de dispositivos de armazenamento de dados:
Por meios magnéticos: Disco Rígido e disquete.
Por meios ópticos: CD e DVD e BLU-RAY
CD: 700 MB
DVD: 4,7 GB
DVDs dual-layer (de dupla camada): 8,5 GB.
Blu-Ray: Também conhecido como BD foi desenvolvido para armazenamento de
alta densidades para suportar vídeo e áudio de alta definição. Sua capacidade
varia de 25 GB (camada simples) a 50 GB (camada dupla) gigabytes.
Por meios eletrônicos (SSDs) ou chip: cartão de memória e pen drive.
O SSD (solid-state drive) seria a evolução do HD, pois além de ser mais rápido é
mais resistente por não ter partes mecânicas. Utiliza a memória flash.
Memória flash: armazenamento não volátil que pode ser eletricamente apagado e
reprogramado e não necessidade de fonte de alimentação.
159
Costuma ser pedido em concursos públicos uma comparação entre o HD e o SSD
então fiz uma tabela comparativa:
Equivalência de capacidade de armazenamento:
1 byte = 8 bits
1 quilobyte (KB) = 1024 bytes
1 megabyte (MB) = 1024 KB
1 gigabyte (GB) = 1024 MB
1 terabyte (TB) = 1024 GB
1 pentabyte (PB) = 1024 TB
1 exabyte (EB) = 1024 PB
1 zettabyte (ZB) = 1024 EB
1 yottabyte (YB) = 1024 ZB
Tipos de portas USB:
USB (Universal Serial Bus)
USB 1.0 velocidade 1,5 MB/s (Low Speed) (1996)
160
USB 1.1 velocidade 12 MB/s (Full Speed) (1998)
USB 2.0 velocidade chega a 480 MB/s (2000)
USB 3.0 velocidade 5 gb/s (2008) (Super Speed) Na porta tem um SS e cor azul
USB 3.1 velocidade chega a 10 gb/s (Super Speed +) Recebe e envia dados em
canais separados visa o padrão Thunderbolt da Intel de primeira geração.
USB tipo A mais comum usadas em computadores e notebooks ( USB 2.0 A e USB
3.0 A)
USB tipo B comum em impressoras e outros aparelhos
USB tipo C Padrão USB 3.1 (2014)
Características principais da USB tipo C Padrão USB 3.1:
Encaixe simétrico sem polarização, ou seja, encaixa de qualquer lado.
Carregamento rápido: até 3 Amperes e 5 Volts.
Dura mais: até 10 mil conexões.
Taxa de transferência maior (10 gb/s) Transfere um filme 4k em segundos
Micro USB tipo B Para celulares Android
Micro USB tipo C Top de linha.
MEMÓRIAS
As principais memórias são; RAM, ROM, CACHE e EXTERNAS.
Memória RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso Randômico)
É uma memória volátil e rápida. O processador a usa para armazenar
temporariamente os dados dos programas que estão rodando no computador, ou
seja, quando você desligar o computador estas informações também são
apagadas.
Memória ROM (Read-Only Memory ou Memória Somente de Leitura)
161
Esta memória armazena os dados permanentes da máquina. Existem dados que
são importantes para o computador funcionar corretamente e não podem ser
apagados mesmo se tiver uma queda de energia e desligar o PC. Geralmente é
utilizada para fornecer as instruções de inicialização do computador ao
processador.
Memória Cache
A memória cache é um tipo de memória de acesso randômico mais rápida que
armazena os dados mais utilizados pelo processador. Para processar dados, ele
verifica primeiramente na memória cache se esses dados estão armazenados lá, se
os encontra não precisa obtê-los de outra memória mais lenta (memória RAM).
Tem o mesmo problema da memória RAM, ou seja, ela é temporária e volátil.
Sem a memória cache o desempenho da máquina ficaria mais lento e limitado à
memória RAM.
Memória Externas
São todos os dispositivos de memória que estão fora do computador como HD
externo, Pen drives, CDs, DVDs, disquetes e cartões de memórias.
PERIFÉRICOS
DISCO RÍGIDO
O Disco rígido que também é conhecido como Winchester ou HD (Hard Disk) fica
dentro do gabinete e suas informações são gravadas de forma permanente. Ele
tem grande capacidade de armazenamento.
PROCESSADORES
Os processadores também são conhecidos por Unidade central de processamento
(UCP ou CPU)
Ele influencia diretamente na velocidade do computador.
A unidade central de processamento (processador) tem a função de interpretar as
instruções para depois executar os programas armazenados na memória principal
do computador.
Funciona na seguinte forma:
162
A Unidade de Controle (UC) busca instruções na memória principal e determina o
tipo de cada instrução.
A Unidade de processamento Lógico e Aritmético (ULA): realiza um conjunto de
operações necessárias à execução das instruções.
Possuir mais de um núcleo de processamento e compatibilidade com várias
placas-mãe.
Basicamente temos 2 fabricantes de processadores que são a Intel e AMD.
Sistemas Operacionais Windows/Linux
O Windows 10 é o sistema operacional mais recente da Microsoft sucedendo o
Windows 8.1. Foi lançado no dia 01 de outubro de 2014.
Com o Windows 10 é possível criar uma conta para cada pessoa que utiliza o
computador, pois é um sistema operacional multiusuário.
Ele trouxe de volta o menu iniciar e um novo navegador, o Microsoft Edge. No
Edge tem um painel Hub onde se tem acesso aos Favoritos, Lista de Leitura,
Histórico e Downloads. (já caiu em concursos)
Ele tem atualizações constantes sem custo para o usuário.
No Explorador de Arquivos, a antiga funcionalidade conhecida como “MEU
COMPUTADOR” recebeu a nova nomenclatura de ESTE COMPUTADOR.
Ele removeu o Windows Media Center e o controle dos pais não suporta outros
navegadores, ou seja, só suporta o Edge e o Internet Explorer.
Controle dos pais: é uma ferramenta de segurança onde o Windows 10
permite que sejam definidos controles de proteção para a família, incluindo o
acesso a sites, limites de tempo de acesso e quais aplicativos e jogos podem ser
visualizados ou comprados. (já caiu em concursos)
Outra mudança foi as atualizações. No Windows 10 você pode até adiar
atualizações, mas elas são obrigatórias. Nas versões anteriores o usuário conseguia
controlar o Windows Update e selecionar o que e quando atualizar.
A atualização Windows 10 Anniversary Update trouxe uma nova e grande
funcionalidade para desenvolvedores: o Bash, a famosa linha de comando do
Linux. O recurso é baseado no Ubuntu e permite executar software Linux
diretamente no Windows. Isso foi possível em virtude do chamado “Subsistema do
163
Windows para o Linux”, que a Microsoft adicionou ao Windows 10, e é resultado
de uma parceria da empresa com a Canonical. (já caiu em concursos)
No Windows 10, é permitido fazer uso de um aplicativo para compartilhar arquivos
diretamente do Explorador de Arquivos. Selecione os arquivos que deseja
compartilhar, acesse a guia Compartilhar, selecione o botão Compartilhar e, em
seguida, escolha um aplicativo.
Pode compartilhar através do OneDrive ou Gdrive, e-mail, arquivos compactados e
gravar em disco óptico ou outro dispositivo secundário.
No sistema operacional Windows 10 versão Pro de 64 bits, assim como em outros
sistemas operacionais, a preocupação com a atualização do sistema é importante,
pois ajuda a garantir a segurança do ambiente. Para conferir as atualizações do
seu sistema operacional deve seguir os seguintes passos: Tela de “Configurações
do Windows”, ícone de “Atualização e Segurança”, Aba do “Windows Update” e
botão “Verificar se há atualizações”. (já caiu em concursos)
Área de Trabalho Virtual do Microsoft Windows 10:
A Área de Trabalho Virtual do Windows é um serviço de virtualização de
aplicativos e área de trabalho executado na nuvem.
Trata-se de uma forma de executar várias áreas de trabalho independentes no
mesmo monitor, com diferentesjanelas de aplicações em cada área de trabalho
virtual.
Virtualizar aplicativos e áreas de trabalho.
O botão Visão de Tarefas, presente por padrão na barra de tarefas, permite criar,
visualizar as áreas de trabalhos virtuais e alterná-las.
Como acessar:
Na barra de tarefas, selecione Visão de tarefas > Nova área de trabalho +.
Abra os aplicativos que você quer usar nessa área de trabalho.
Para alternar entre áreas de trabalho, selecione Visão de tarefas novamente.
CONTROLE DE VOZ:
Você pode falar em vez de digitar. Se você tem um teclado de toque é selecione
microfone. Agora se seu teclado é físico é só pressionar a tecla do logotipo do
164
Windows + H para falar ou Configurações → Hora e Idioma → Controle de
voz (caiu em concursos)
Acessórios do Windows 10
As versões do MS Windows 10 oferecem vários aplicativos na instalação padrão,
sob o título Acessórios do Windows, que auxiliam no dia a dia da operação de
um computador. São eles:
Bloco de Notas: Editor de notas sem formatação com extensão .TXT.
Captura e Esboço: É uma ferramenta de captura de janela ou partes das janelas
abertas que antes era a Ferramenta de Captura. Modos de captura: Captura
retangular, Captura de forma livre, Captura de Janela e Captura de tela cheia. (já
caiu em concursos)
Paint: Editor de imagens que salva nas extensões BMP, JPEG, GIF, TIFF e PNG.
ATENÇÃO: Nas últimas atualizações do Windows 10, o Windows Media Player que
é um reprodutor multimídia, como músicas e vídeos não faz mais parte da
instalação padrão.
Data e hora
No Windows 10 ao acessarmos seu painel de controle, visualizamos uma série de
configurações, dentre elas, a opção de “Data e Hora”.
Na opção Painel de controle > Relógio e Região temos opções de configuração da
data e hora:
É possível ativar a visualização de horas de até dois novos fusos horários através
da aba “Relógios Adicionais”.
A aba “Horário na Internet” sincroniza automaticamente com um servidor de
horário na internet, em geral com o site do Windows.
Dentre as opções presentes na aba “Data e Hora” podemos, por exemplo, escolher
o fuso horário desejado para configuração do sistema operacional.
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2020 Banca: Instituto Consulplan Órgão: Câmara de Amparo – SP
165
No Windows 10, Configuração Local, Idioma Português- -Brasil, o navegador de
internet padrão é o Edge. Neste navegador existe um lugar onde se tem acesso
aos Favoritos, Lista de Leitura, Histórico e Downloads. Assinale-o.
A) Painel Hub.
B) Barra de Tarefas.
C) Barra de Endereços.
D) Barra de Ferramentas Anotações Web.
QUESTÃO 2
Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: IBGE (tem uma observação na resposta)
As versões do MS Windows 10 oferecem vários aplicativos, sob o título Acessórios
do Windows, que auxiliam no dia a dia da operação de um computador.
O título que NÃO corresponde a um desses aplicativos é:
A) Bloco de Notas;
B) Chrome;
C) Ferramenta de Captura;
D) Paint;
E) Windows Media Player.
QUESTÃO 3
Ano: 2020 Banca: IDIB Órgão: CRM-MT
O Windows 10 é a versão mais nova do sistema operacional da Microsoft. Ao
acessarmos seu painel de controle, visualizamos uma série de configurações,
dentre elas, a opção de “Data e Hora”. A respeito dos controles que podemos
configurar dentro desta opção, analise as afirmativas a seguir:
I. É possível ativar a visualização de horas de até dois novos fusos horários através
da aba “Relógios Adicionais”.
II. A aba “Horário na Internet” apresenta ao usuário a data e hora das principais
cidades do mundo. Escolhendo o nome de uma cidade nesta aba, podemos
166
ajustar a data e hora do sistema operacional. III. Dentre as opções presentes na
aba “Data e Hora” podemos, por exemplo, escolher o fuso horário desejado para
configuração do sistema operacional.
É correto o que se afirma
A) apenas em I e II.
B) apenas em II e III.
C) apenas em I e III.
D) em I, II e III.
QUESTÃO 4
Ano: 2020 Banca: CONTEMAX Órgão: Prefeitura de Pedra Lavrada – PB
As configurações para o reconhecimento de voz do Windows 10 se encontram em
A) Configurações → Hora e Idioma → Controle de voz
B) Configurações → Fala → Controle de voz
C) Painel de Controle → Hora e Idioma → Conversa com Cortana
D) Configurações → Hora e Idioma → Conversa com Cortana
E) Painel de Controle → Fala → Controle de voz
QUESTÃO 5
Ano: 2020 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG
O MS Windows 10 tem um aplicativo de captura de tela, denominado Captura e
Esboço, que permite tirar um instantâneo da tela do computador para copiar
palavras ou imagens.
A) Ferramenta de Captura possui diversos modos de captura ou recorte, EXCETO:
B) Captura retangular.
C) Captura de formato livre.
D) Captura de tela inteira.
167
E) Captura triangular.
QUESTÃO 6
Ano: 2020 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Betim – MG
Entre as ferramentas de segurança, o Windows 10 permite que sejam definidos
controles de proteção para a família, incluindo o acesso a sites, limites de tempo
de acesso e quais aplicativos e jogos podem ser visualizados ou comprados. Trata-
se do recurso
A) Controle dos Pais.
B) Modo Criança.
C) Jovem Protegido.
D) Restrição em casa.
E) Navegação blindada.
QUESTÃO 7
Ano: 2020 Banca: IDIB Órgão: Prefeitura de Goiana – PE
No sistema operacional Windows 10 versão Pro de 64 bits, assim como em outros
sistemas operacionais, a preocupação com a atualização do sistema é importante,
pois ajuda a garantir a segurança do ambiente. Assinale a alternativa que indique
corretamente um passo a passo que permita ao usuário conferir a atualização do
seu sistema operacional.
A) Tela do “Painel de Controle”, ícone de “Segurança”, botão “Atualizar Windows
agora”.
B) Tela de “Configurações”, ícone “Privacidade”, botão “Atualizações do Windows”.
C) Tela de “Configurações do Windows”, ícone de “Atualização e Segurança”, Aba
do “Windows Update” e botão “Verificar se há atualizações”
D) Tela de “Configurações”, ícone “Sistema”, Aba do “Meu Windows”, botão
“Atualizar”.
QUESTÃO 8
Ano: 2020 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Itabira – MG
168
Com o Windows 10 é possível criar uma conta para cada pessoa que utiliza o
computador, pois é um sistema operacional ______________.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna.
A) aberto.
B) arquitetura livre.
C) domínio público.
D) multiusuário.
RESPOSTAS DAS QUESTÕES
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA B (em atualizações recentes o Windows 10
retirou o Windows Média Player da instalação padrão)
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 6 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 7 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 8 LETRA D
NOVIDADES DO WINDOWS 10
169
ORGANIZAÇÃO DOS ARQUIVOS
170
TECLAS DE ATALHO
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172
ÁREA DE TRANSFERÊNCIA
A área de transferência do Windows 10 oferece armazenamento em nuvem das
cópias realizadas pelo usuário enquanto utiliza o sistema da Microsoft. A
ferramenta é útil para quem deseja recuperar dados perdidos ao longo do dia. Por
meio da combinação "Windows" + "V", é possível ativar e abrir o recurso. A
partir daí, o comando pode ser utilizado a qualquer momento, sendo possível
limpar, fixar ou excluir entradas. O histórico é apagado sempre que o PC é
reiniciado, à exceção das entradas fixadas.
O histórico guarda até 25 entradas. Quando o limite é atingido, as mais antigas
são substituídas por itens mais recentes. Podem ser salvas informações de até 4
MB, incluindo texto, links, imagens copiadas da Internet e prints do sistema.
Como o histórico está na nuvem, é possível utilizar a área de transferência para
compartilhar informações entre dispositivos Windows queestiverem logados na
mesma conta da Microsoft. A seguir, veja como abrir a área de transferência
do Windows 10.
Área de transferência do Windows 10: como ativar e utilizar pelo PC
Passo 1. Em qualquer espaço do Windows 10, utilize o comando "Windows" +
"V" para acessar a área de transferência pela primeira vez. Ao abrir a pequena
janela, clique em "Ativar";
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176
LINUX
Embora o sistema operacional mais utilizado mundialmente seja o Microsoft
Windows, o Sistema Operacional Linux vem a passos largos tomando seu lugar
no mercado.
Este documento tem a finalidade de apresentar o sistema Operacional Linux,
bem como compará-lo ao MS Windows, além de dar uma visão de utilização do
mesmo.
O núcleo do sistema (Kernel), responsável pela administração dos recursos do
computador, dividindo-os entre os vários processos que osrequisitam. No caso
do Linux, o Kernel é aberto, o que permite sua alteração por parte dos usuários.
Linux é adepto ao Projeto GNU (Projeto de Programa Livre), sendo que sua
filosofia e Licença Pública Geral formam o foco original da Free Software
Foundation.
177
Uma Distribuição Linux é um sistema operativo baseado no núcleo Linux, que
inclui também um conjunto de software varíavel, um sistema gestor de pacotes e
um repositório. Numa típica distribuição Linux, a maior parte do software é livre
e de código aberto, estando disponível na forma de pacotes compilados
previamente (binários), e de código-fonte. São mantidas por indivíduos,
comunidades e projetos, como o Debian, Também podem ser mantidas por
grupos e organizações, tais como a Red Hat e o Suse. Os utilizadores de Linux
normalmente obtêm o seu sistema operativo descarregando uma das várias
distribuições disponíveis, que estão prontas para instalar e utilizar em
dispositivos como computadores domésticos, portáteis, servidores, telemóveis e
outros. Quase todas as distribuições linux são semelhantes ao sistema Unix. Uma
excepção é a distribuição Android, que não inclui interface de linha de comandos
nem software para distribuições linux.
As mais citadas em provas de concursos são Conectiva, RedHat, Suse, Debian,
Mandrake, Mandriva, Kurumin, Fedora, Ubuntu, Turbo Linux e o Slackware.
Android é uma distribuição Linux para celular.
EXT2 – EXT3 – FAT16 – FAT32 – NTFS
Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas que permite o
sistema operacional controlar o acesso a um dispositivo de armazenamento
como disco rígido, pen drive, cd-room, etc. Diferentes sistemas operacionais
podem usar diferentes sistemas de arquivos.
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Editor de Textos: LibreOffice/Apache OpenOffice – Writer: estrutura básica
dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos,
fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impressão,
controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, inserção de
objetos, campos predefinidos, caixas de texto.
O Writer é o editor de texto do pacote OpenOffice, que corresponde ao Microsoft Word. Um editor de texto é um
programa com recursos para formatação de texto que poderá conter imagens, objetos e tabelas. O aplicativo
possui vários recursos para edição de texto, tais como:
• Recursos básicos
185
• Design e Estruturação
• Editoração Eletrônica
• Criação de Desenhos
• Inserção de Figuras
• Interface Flexível.
Vejamos a seguir a descrição de cada um deles.
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Planilhas Eletrônicas: LibreOffice/Apache OpenOffice – Calc:
estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas,
pastas e gráficos, elaboração de tabelas e gráficos, uso de fórmulas,
funções e macros, impressão, inserção de objetos, campos
predefinidos, controle de quebras e numeração de páginas, obtenção
de dados externos, classificação de dados
Conceitos básicos
O Calc é um programa freeware e gratuito que faz parte do LibreOffice e
possibilita a criação, edição e apresentação de planilhas eletrônicas.
Freeware: Software gratuito ou freeware é qualquer programa de
computador cuja utilização não implica no pagamento de licenças de uso ou
royalties. Apesar de ser chamado de free (do inglês livre), este software não
é necessariamente software livre, pode não ter código aberto e pode
acompanhar licenças restritivas, limitando o uso comercial, a redistribuição
não autorizada, a modificação não autorizada ou outros tipos de restrições.
O freeware diferencia-se do shareware em que o usuário deve pagar para
acessar a funcionalidade completa ou tem um tempo limitado de uso
gratuito.
Shareware: é um programa de computador disponibilizado gratuitamente,
porém com algum tipo de limitação. Sharewares geralmente possuem
funcionalidades limitadas e/ou tempo de uso gratuito do software limitado,
após o fim do qual o usuário é requisitado a pagar para acessar a
204
funcionalidade completa ou poder continuar utilizando o programa. Um
shareware está protegido por direitos autorais. Esse tipo de distribuição tem
como objetivo comum divulgar o software, como os usuários podem testá-
lo antes da aquisição.
O Calc é uma planilha, uma “Folha de Cálculo”, um aplicativo destinado a
permitir ao usuário realizar cálculos diversos, desde os simples cálculos de
orçamentos domésticos até a repercussões financeiras corporativas
completas. Dentre os recursos está a possibilidade de apresentar
graficamente os dados selecionados pelo usuário. O Calc vem se firmando
como o aplicativo de planilha eletrônica SL mais conhecido e utilizado em
todo mundo.
Como iniciar Calc
1. Clique no botão Iniciar
2. Clique em Todos os programas
3. Clique em LibreOffice 3.4
4. Clique em LibreOffice Calc
Quando o Calc é iniciado aparece uma janela de documento denominado
Sem título 1. As próximas janelas seguirão esta sequência, ou seja, Sem
título 2, Sem título 3, assim por diante. Este nome será substituído no
momento em que o arquivo for salvo.
Planilha é o arquivo completo, com todas as suas abas ou folhas de cálculo;
na primeira aba podemos ter o cálculo de despesas do seu escritório, na
segunda aba as receitas e na terceira aba um gráfico demonstrativo, isso tudo
é uma planilha, e não cada aba ou folha individualmente. Cada aba
tem um nome e pode ser modificado a qualquer tempo. No Calc são abertas
três folhas de cálculo nomeadas automaticamente como Planilha 1 , Planilha
2 e Planilha 3, o que causa uma pequena confusão no tocante à literatura.
Você pode deletar ou acrescentar novas folhas de cálculo ou abas, a seu
205
gosto. Na imagem a baixo, vemos uma planilha com suas três folhas de
cálculo. Para mudar o nome da aba nº 1, que é chamada “Planilha 1”, clique
com o botão do atalho sobre a aba desejada e escolha “Renomear Planilha”
ou dê um duplo clique na aba desejada e entre com o novo nome.
Cada planilha contém colunas que são dispostas lado a lado, e linhas que
correm de cima a baixo, assim, são traçadas as linhas de grade da planilha.
As colunas são rotuladas com letras e as linhas são numeradas. Cada
planilha possui 1.048.576 linhas e as colunas vão até AMJ.
O endereço da célula ativa pode ser visualizado na Barra de Endereços. Na
figura a cima a célula ativa é D8.Célula: é o cruzamento, a intersecção de uma linha com uma coluna. É aqui
que colocaremos valores, referências e formatos.
Valores: Um valor pode representar um dado numérico ou textual entrado
pelo usuário ou pode ser resultado de uma fórmula ou função.
Fórmulas: A fórmula é uma expressão matemática dada ao computador (o
usuário tem que montar a fórmula) para calcular um resultado, é a parte
206
inteligente da planilha; sem as fórmulas a planilha seria um amontoado de
textos e números.
Funções: São fórmulas pré-definidas para pouparem tempo e trabalho na
criação de uma equação.
Edição dos dados
O Calc aceita a inserção de dados dos tipos: textos, números, datas, horas e
fórmulas.
Para se familiarizar com o manuseio das ferramentas de edição do Calc
vamos criar uma lista de endereços.
Quando iniciar o Calc observe que a primeira célula da planilha é a
célula com endereço A1 e já está ativa toda vez que se abre uma planilha
nova.
Digite os dados conforme a planilha a seguir:
Alterar o conteúdo já existente na célula.
Há três maneiras diferentes:
1. Com duplo clique na célula.
2. Acionando a tecla de atalho <F2>.
3. Posicionando o ponto de inserção na barra de fórmulas.
• Faça as alterações necessárias;
• Tecle <Enter> para confirmar a alteração ou <Esc> para cancelá-la.
Limpar o conteúdo da célula
Clique na célula com o botão direito do mouse e escolha Excluir
conteúdo ou tecle Delete. No menu Editar escolha Excluir conteúdo.
207
Movimentação pela planilha através do teclado.
Pressione Para
ir
Home Para o início da linha
PageUp/PageDown Uma janela para cima ou para baixo
Ctrl + Home Para o início da planilha (célula A1)
Ctrl + End Para a última célula que contém dados
na planilha
Ctrl+PageDown Para a próxima planilha
Ctrl+PageUp Para a planilha anterior
<F5> Para uma célula ou intervalos
especificados
Largura da coluna e da
linha Utilizando o mouse
No cabeçalho de coluna ou no cabeçalho de linha, mova o ponteiro do mouse
para a borda direita da coluna ou linha que deseja ajustar. Observe que o
ponteiro do mouse transforma-se em uma seta com duas pontas.
Dê um clique e arraste o ponteiro para uma nova
largura ou altura. Solte o botão do mouse assim que
atingir a largura ou altura desejada. Através do
menu
Clique em qualquer lugar na coluna ou na
linha a ser alterada; No menu Formatar, clique
em Coluna.
Utilize este caminho quando necessitar de mais precisão na largura da coluna.
Usando o AutoAjuste
No cabeçalho de coluna ou no cabeçalho de linha, mova o ponteiro do mouse
para a borda direita da coluna ou linha que desejar ajustar. O ponteiro se
transformará, novamente, em uma seta com duas pontas.
Dê duplo clique.
A largura ou altura será ajustada automaticamente, de acordo com a célula
que contiver o maior conteúdo.
208
Salvar uma planilha
Ao salvar uma planilha pela primeira vez é necessário dar um nome
significativo e especificar onde armazená-la. Para salvar uma planilha
pela primeira vez:
• Clique no menu Arquivo;
• Clique em Salvar;
• Selecione o local onde o arquivo será armazenado;
• Digite um nome para a planilha;
• O tipo deve ser .ods;
• Clique no botão Salvar.
Como salvar em formato diferente
Muitas vezes é preciso exportar arquivos para serem utilizados em outros
aplicativos ou em uma versão diferente. Para isso, o arquivo deve ser
gravado em um formato que não seja uma planilha do Calc (.ods), mas que
seja compatível com outro software.
• Abra o menu Arquivo e escolha Salvar como;
• Clique na caixa Tipo;
• Selecione o formato de arquivo mais indicado.
Fechar a planilha e sair do Calc
Fechando a planilha o Calc
continuará aberto. Clique no menu
Arquivo e depois Fechar ou Ctrl +
F4
Sair do Calc.
Clique no menu Arquivo e
depois Sair ou Alt + F4
209
Montagem e criação de
planilhas Abrir uma planilha
existente
É importante armazenar as planilhas em pastas separadas, com nomes
sugestivos, para que você os encontre facilmente quando necessário.
No menu Arquivo, escolha Abrir ou clique no botão Abrir na barra de
ferramentas.
A caixa de diálogo Abrir é apresentada requisitando que seja informada a
localização do arquivo a ser aberto.
Clique no nome da planilha e depois no
botão Abrir. Ou duplo clique em cima
do nome da planilha.
Abrir planilha do Excel no Calc
No menu Arquivo, escolha Abrir ou clique no botão Abrir na barra de
ferramentas.
A caixa de diálogo Abrir é apresentada requisitando que seja informada a
localização do arquivo a ser aberto.
Selecione Todos arquivos (*.*);
Clique no nome da planilha (.xls) e depois
no botão Abrir. Ou duplo clique em cima do
nome da planilha.
Criar uma planilha nova
No menu Arquivo, escolha Novo ou clique no botão Novo na
barra de ferramentas. Escolha a opção Planilha.
Ampliar ou reduzir a exibição
Há ocasiões em que é necessária a exibição detalhada de partes da
planilha, ou então da planilha como todo.
210
Para isso é utilizada a caixa Zoom na barra de ferramentas.
Cópia e movimentação de células
A cópia e movimentação de células agiliza a criação da planilha, pois
permite repetir conteúdos na entrada de dados nas células. No caso de
fórmulas o Calc atualiza automaticamente as referências de células nos
resultados das fórmulas.
Como copiar
Copiar significa levar o conteúdo de uma ou mais células para que possa ser
colado em outro lugar sem perder o conteúdo no seu local de origem.
• Na planilha Agenda de endereços selecione o intervalo de células A4:G6;
• No menu Editar escolha Copiar ou clique no botão Copiar na barra de
ferramentas.
Isso criará uma cópia do conteúdo do bloco de células origem num local
chamado de Área de transferência.
• Na mesma planilha, clique na célula A13;
• No menu Editar escolha Colar ou clique no botão Colar na barra de
ferramentas.
Terceira opção: selecione as células; pressione as teclas <Ctrl+C>; clique na
célula A18; pressione
<Ctrl+V>.
OBS: A alteração da ampliação não afeta a impressão. As planilhas são impressas em 100%, a não
ser que ocorra a alteração na configuração da impressão.
211
Como mover
Mover significa levar o conteúdo de uma ou mais células para que possa ser
colado em outro lugar
apagando do seu local de origem.
• Na planilha Agenda de endereços selecione o intervalo de células
A13:G15;
• No menu Editar escolha Cortar ou clique no botão Cortar na
barra de ferramentas. Isso faz mover uma cópia das células
selecionadas.
• Na mesma planilha, clique na célula B16;
• No menu Editar escolha Colar ou clique no botão Colar na barra de
ferramentas.
Terceira opção: selecione as células B16:H18; pressione as teclas <Ctrl+X>;
clique na célula A20; pressione <Ctrl+V>.
Copiar e mover usando arrastar e soltar
O Calc oferece a opção de arrastar e soltar o mouse de forma a agilizar o
processo de cópia e movimentação de células de maneira rápida e prática.
Para mover:
Selecione o grupo de células desejado;
Clique dentro do selecionado, segure e arraste o bloco de células até o local
desejado e solte.
212
Para copiar:
Selecione o grupo de células desejado;
Clique dentro do selecionado, segure e arraste o bloco de células até o
local desejado mantendo a tecla <Ctrl> pressionada.
Criar Fórmulas
Uma fórmula é uma expressão matemática. Em uma planilha do Calc, são
utilizados valores, operadores aritméticos e referências de células para criar
fórmulas.
Uma fórmula do Calc sempre começa com o sinal de igual (=).
O Calc não aceita colchetes [ ] e chaves { } nas expressões matemáticas; só
aceita parênteses ( ).
Operadores Aritméticos
Símbolo Operação Exemplo
+ Adição =C1+C2+C
3
- Subtração =C1-G3
* Multiplicação =C1*E9/ Divisão =C1/5
^ Exponenciação =C1^G3
( ) Prioridade de
cálculo
=(C1+C2)/
2
213
Elabore a planilha a seguir:
Para calcular o total de vendas em Janeiro:
• Clique na célula F4;
• Digite o sinal de igual (=) para que o Calc reconheça os caracteres
como sendo uma fórmula e não como texto;
• Clique na célula B4, aperte +, clique em C4, aperte +, clique em D4,
aperte +, clique em E4;
• Tecle <Enter>.
Sua fórmula deverá possuir o seguinte aspecto:
=B4+C4+D4+E4 Copiar a fórmula digitada para o
intervalo de células F5:F9.
• Clique na célula F4, que contém a fórmula;
• Clique na alça da célula ativa (o canto direito inferior); sinal de +.
• Arraste com o botão do mouse pressionado até a célula F9.
Para calcular a média das vendas em janeiro:
• Clique na célula G4;
• Digite o sinal de igual (=);
• Digite a fórmula: =F4/4;
214
• Tecle <Enter>;
• Posicione o mouse na alça da célula G4 e arraste até a célula G9
para que a fórmula seja copiada.
Listas de preenchimento
O Calc completa sequências (números, data ou intervalo de tempo)
também permite que você inclua sequências de preenchimento
personalizadas para as entradas de texto usadas com mais frequência.
Para testar as principais listas de preenchimento pré-definidas pelo Calc, abra
uma nova planilha e digite os dados exibidos a seguir:
Selecione a célula A1, clique na alça de preenchimento da célula ativa e
arraste até a linha 12.
Repita o processo para cada coluna, sempre clicando sobre a célula da linha
1 e arrastando para
baixo até a linha 12, através da alça de preenchimento.
Criar novas listas
Supondo que você utilize determinados dados com certa freqüência, é
possível criar uma nova lista contendo estes dados, para não precisar digitá-
los novamente.
Crie três listas: Norte, Sul, Leste e Oeste – Primavera, Verão, Outono e
Inverno - Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha,
Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rio Grande e Sertão.
OBS: Se em vez de arrastar a alça de preenchimento para as células adjacentes, arrastar para dentro
da célula selecionada, seu conteúdo será apagado.
215
• Clique no menu Formatar;
• Clique em Opções;
• Clique em LibreOffice Calc - Listas de classificação;
• Clicar no botão Novo, digitar os dados, clicar no botão Adicionar.
Classificação de dados
O Calc classifica em ordem ascendente ou descendente os
dados de uma planilha. Digite a seguinte planilha:
Clique numa célula qualquer da coluna que será classificada, ou seja, se
deseja classificar pelo Vendedor, clique em qualquer célula que contenha o
nome de um vendedor.
Acesse o menu Dados e clique no
comando Classificar; Escolha em ordem
Crescente ou Decrescente;
Na aba Opções deixe marcado O intervalo contém rótulos de coluna, para
que o título não seja incluído na classificação.
Inserção e exclusão de planilhas
No Calc são abertas três folhas de cálculo nomeadas automaticamente como
216
Planilha 1 , Planilha 2 e Planilha 3. Esta quantidade de planilhas pode ser
ampliada ou reduzida, dependendo das necessidades do trabalho.
Inserir
• Clique na aba Planilha 3;
• No menu Inserir escolha a opção Planilha;
• Selecione a posição Antes ou Depois da planilha atual;
• Selecione o nº de planilhas.
Excluir
• Clique na aba Planilha 3;
• No menu Editar escolha a opção Planilha;
• Clique em Excluir;
Ou
• Clique na aba Planilha 3;
• Clique com o botão direito do mouse;
• Clique em Excluir planilha.
Aplicação de novas cores nas guias das planilhas
Esta é uma opção para que a visualização da planilha seja mais fácil.
• Clique em cima de qualquer uma das planilhas;
• Clique com o botão direito do mouse;
• Selecione Cor da guia;
• Selecione a nova cor e clique em OK para confirmar.
Ou
Clicar no sinal de + ao lado da Planilha8.
217
Mover planilhas
• Selecione a planilha 1;
• Mantenha o botão do mouse pressionado sobre a guia da planilha
selecionada até que o ponteiro tome o formato de um quadrado
pontilhado;
• Arraste o ponteiro para a posição desejada e solte o botão do mouse.
Inserir colunas
• Clique com o botão direito no cabeçalho da coluna;
• No menu selecione a opção Inserir coluna.
Inserir linhas
• Clique com o botão direito no cabeçalho da linha;
• No menu selecione a opção Inserir linha.
Para excluir colunas ou linhas
• Clique com o botão direito no cabeçalho da linha ou da coluna;
• Escolha a opção Excluir coluna ou Excluir linha.
Ocultar colunas ou linhas
O Calc permite ocultar dados sem precisar excluí-los
permanentemente, ocultando colunas ou linhas selecionadas. Os dados
ocultos também não aparecem na impressão.
Para ocultar linhas
• Selecione as linhas a serem ocultadas clicando nos cabeçalhos de linha
correspondentes;
• No menu Formatar, aponte para Linha e clique em Ocultar.
OBS: A nova coluna sempre é inserida antes da coluna escolhida e sua formatação, por padrão, é
igual a da coluna anterior.
Ao inserir uma nova coluna as fórmulas se ajustam automaticamente.
O número de colunas inseridas é correspondente ao número de colunas inteiras selecionadas.
OBS: Sempre que for necessário retirar uma coluna ou uma linha verifique as alterações nos
resultados das fórmulas ou das funções.
Observe que é possível ocultar linhas ou colunas sem afetar as fórmulas de uma planilha; as fórmulas
ainda fazem referência a todos os dados das colunas ou linhas ocultas – eles apenas não ficarão
visíveis.
218
Reexibir linhas ocultas
• Selecione a linha acima e a linha abaixo das linhas ocultas;
• No menu Formatar aponte para Linha e clique em Mostrar.
Se a primeira linha ou primeira coluna de uma planilha estiver oculta, o
procedimento de reexibir descrito anteriormente torna-se impraticável. Para
estes casos digite a referência da coluna A1 na Barra de Endereço e, em
seguida, clique no menu Formatar, aponte para coluna ou linha (depende
do que foi ocultado) e clique em Mostrar.
Para ocultar e reexibir colunas o procedimento é igual ao descrito
anteriormente para ocultar e reexibir linhas.
Ocultar planilhas
• Ative a planilha que deseja ocultar;
• Acesse o menu Formatar e clique em Planilha;
• Escolha a opção Ocultar.
Reexibir Planilhas
• Acesse o menu Formatar e clique em Planilha;
• Escolha a opção Mostrar;
• Na caixa de diálogo Mostrar planilha escolha a planilha que deseja
restaurar e clique em
OK.
Travar (proteger) a planilha
Quando uma planilha está protegida, nenhuma alteração pode ser feita até
que você a desproteja novamente.
• Ative a planilha que deseja proteger;
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento;
• Escolha a opção Planilha;
• Digitar uma senha de proteção;
• Redigite a senha e clique em OK.
Quando a planilha está protegida só pode ser utilizada para leitura. Na
tentativa de alteração, o Calc apresentará um aviso
219
Remover a proteção da planilha
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento;
• Escolha a opção Planilha;
• Digitar a mesma senha de proteção;
• Clique em OK.
Travar (proteger) todo documento
Quando um documento está protegido as operações de excluir, incluir,
ocultar, reexibir, renomear planilhas estarão desativadas até que você a
desproteja novamente.
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento;
• Escolha a opção Documento;
• Digitar uma senha de proteção;
• Redigite a senha e clique em OK.
Como proteger o documento contra abertura e gravação
Além de proteger todo documento e as planilhas contra alterações, o
Calc permite que o arquivo seja protegido, impedindo que sejam abertos
ou gravados.
• Abra o arquivo;
• Clique no menu Arquivo;
• Clique em Salvar como;
• Marque a opção Salvar comsenha;
220
• Clique no botão Salvar;
• Clique no botão Sim;
221
Digite a senha para abertura do arquivo
Digite a senha para somente leitura do
arquivo
Senha de abertura faz com que o arquivo seja aberto apenas por usuários
que conheçam a senha. Senha para leitura faz com que o arquivo seja
aberto somente para leitura dos dados, sem acesso as alterações.
Intervalo de células
Um intervalo é uma célula ou mais células que podem ser editadas,
excluídas, formatadas, impressas ou usadas como argumento em uma
fórmula. Um intervalo pode conter células contíguas ou alternadas.
Selecionar intervalos de células
Há várias maneiras de selecionar um intervalo, usando o teclado ou o mouse.
Clicando no cabeçalho de qualquer coluna é possível selecionar a
coluna inteira. Para selecionar uma linha inteira, use o mesmo
procedimento clicando no cabeçalho da linha.
Para selecionar um intervalo como D4:D11, por exemplo, siga o
procedimento:
• Clique na célula D4;
222
• Com o botão do mouse pressionado, arraste até a posição D11.
Para desativar a seleção, basta clicar o mouse em qualquer outra posição ou
utilizar as teclas de direção.
É possível selecionar a planilha inteira pressione <Ctrl>+A ou no menu Editar
– Selecionar tudo
ou ainda clicando aqui.
Usando as teclas Ctrl e Shift
Pressione <Shift>+seta para selecionar
células contíguas. Para selecionar células
alternadas:
Selecione a primeira célula ou primeiro bloco;
Mantenha a tecla <Ctrl> pressionada e selecione as próximas células ou
blocos.
Formatação de textos e números
O Calc oferece várias ferramentas para tornar as planilhas mais atraentes e
profissionais. A aparência de uma planilha não afeta sua funcionalidade –
se os valores e as fórmulas estiverem corretos, os resultados desejados serão
obtidos, mas a aparência facilita e agiliza a leitura dos dados. A formatação
é utilizada para que as informações sejam destacadas na planilha, usando
negrito ou itálico, ou incluindo símbolos monetários e separadores de
milhares.
Pode-se, também, selecionar uma fonte e um tamanho diferente, ajustar o
alinhamento dos dados nas células e incluir cores, padrão, bordas e figuras.
Para utilizar os recursos de formatação, crie uma nova planilha e grave-a
com o nome de Cesta e Fantasia.
223
Renomeie a guia Planilha1 para Produtos e entre com os dados conforme
figura a seguir:
Observe que o Lucro do primeiro produto é feito através da fórmula =E5-
D5, que deve ser copiada para todos os outros produtos da lista arrastando-
se a alça da borda da célula F5 até F11.
Vamos formatar a planilha:
• Selecione o intervalo A3:F4
• Na ferramenta Nome da fonte escolha Book Antiqua e tamanho 12.
• Clique no botão Negrito.
• Faça os ajustes de largura de coluna, caso necessário.
Ou
• Selecione o intervalo A3:F4
• Clique no menu Formatar – Células – aba Fonte
Selecione o intervalo D5:D11
Clique na ferramenta Moeda na barra de ferramentas.
Selecione o intervalo A3:F4 e centralize o conteúdo
no meio da célula. Selecione D3:E3
Acesse o menu Formatar – Células – aba Alinhamento
Marque a opção Quebra automática de texto.
Selecione a célula C3.
Acesse o menu Formatar – Células – aba Alinhamento
224
Em alinhamento de texto escolha Vertical – no meio.
Marque a opção Reduzir para caber no tamanho da célula.
Selecione as células A3:B3
Clique na ferramenta Mesclar e centralizar células na
barra de ferramentas. Faça a mesma coisa com os blocos
C3:C4, D3:D4, E3:E4, A1:F1 e F3:F4.
Limpar a formatação
Não basta teclar <Delete>, pois quando pressionar esta tecla apenas o
conteúdo da célula é apagado. Selecione toda a planilha.
Clique no menu Formatar – Limpar formatação direta.
Ou com o botão direito do mouse – Limpar formatação direta.
Ferramenta pincel de estilo
Serve para copiar a formatação para outras células da mesma planilha ou para
outras planilhas.
- Cor do plano de fundo
- Cor da fonte
- Negrito, itálico, sublinhado.
- Bordas:
• Selecione A1.
• Acesse o menu Formatar – Células – aba Bordas.
• Ou a ferramenta Bordas na barra de ferramentas
Formatação automática
Há situações em que você não tem tempo para gastar com a formatação.
Para tornar os dados de formatação mais eficientes, o Calc inclui vários tipos
de formatações automáticas.
Quando uma autoformatação é aplicada toda formatação pré-existente é
apagada.
• Selecione A1:F11.
• Clique no menu Formatar – Autoformatar
225
Inserir uma anotação (comentário)
As células podem conter observações de outros usuários ou lembretes que
ficam ocultos, isto é, não são impressos. Uma célula contendo uma anotação
apresenta um pequeno triângulo vermelho no canto superior direito.
• Clique o botão direito do mouse na célula que conterá a anotação.
• Selecione a opção Inserir anotação.
• Digite o texto.
• Clique fora da caixa de texto quando tiver terminado.
Para visualizar a anotação, basta posicionar o ponteiro do mouse em cima do
triângulo vermelho.
Apagar a anotação
• Clique com o botão direito do mouse na célula que contém a anotação.
• Selecione a opção Excluir anotação.
Atividade
Elabore a seguinte planilha:
Para que a anotação torne-se permanentemente visível, clique com o botão direito do mouse na célula
que contém a anotação e escolha a opção Mostrar anotação. Esta opção é útil quando se deseja que
as anotações fiquem visíveis na impressão da planilha. Para esconder novamente basta clicar o botão
direito na célula da anotação e desmarcar a opção Mostrar anotação.
226
• Calcule o estoque atual de cada produto: estoque anterior + compras –
vendas.
• Mesclar o conteúdo da célula A1:E1.
• Mesclar o conteúdo da célula A3:A4.
• Mesclar o conteúdo da célula B3:E3.
• Centralizar os conteúdos das células B4:E4.
• Aplique outras formatações como bordas, fontes, negrito.
• Coloque na célula E7 o seguinte comentário: “Produto com maior
estoque”
• Grave a planilha com o nome de Eletrodomésticos.
Elaboração de fórmulas
Clique na aba Planilha2 e digite a seguinte planilha:
Renomeie a Planilha2 para Junho-2011.
227
Referência Relativa
Quando se cola ou arrasta uma fórmula para uma nova célula, as referências
de célula na fórmula se ajustam automaticamente em relação as suas novas
localizações para calcularem a mesma fórmula com as informações das
novas células. Esse ajuste automático chama-se endereço relativo, que
poupa o trabalho de criar novas fórmulas para cada linha ou coluna em uma
planilha.
Exemplo: Quando a fórmula =C7*E7 na célula F7 é copiada para a célula
F8, as referências de células são alteradas automaticamente para =C8*E8.
No cálculo do Preço Total (coluna F), a fórmula elaborada para a célula F7
deve ser a mesma para as linhas 8 a 13 desta coluna.
Referência Absoluta
Existem situações que exigem que a fórmula copiada mantenha fixa a(s)
referência(s) de determinada(s) célula(s).
Neste caso, é chamada de referência absoluta, que é identificada por um
sinal de cifrão ($) à esquerda da referência de coluna ou linha.
Para o cálculo do Novo Preço Unitário, elabore uma fórmula com o
aumento de 8% do Preço Unitário, isto é, a célula D7 deverá conter
=C7+C7*C3. E esta fórmula deverá ser copiada para as células D8:D13.
Verifique que ocorreram erros nos cálculos na coluna Novo Preço Unitário
devido à utilização de referência relativa, pois a célula C3, que contém o
índice de aumento, deve permanecer fixa na fórmula.
Para solucionar este problema, deve-se utilizar a referência absoluta,
elaborando a fórmula
=C7*C7*$C$3.
Tecla de atalho para que a referência de célulase torne absoluta <shift+F4>.
Cada vez que a tecla
<F4> é pressionada, as coordenadas absolutas de célula são alteradas.
Função SE( )
SE você for brasileiro te darei R$ 100,00; caso contrário, R$ 1,00.
E aí? Quanto você ganhou? A maioria de vocês que está lendo isto agora
228
ganhou R$ 100,00.
Vou mudar a frase só um pouquinho:
SE( for brasileiro; ganha R$ 100,00; se não, R$ 1,00.). Não
mudou nada, né? Última mudança:
SE(brasileiro; R$ 100,00; R$ 1,00.). Continua na mesma, só que bem
simplificado, certo?
Isto é a função SE(). Como você notou, começamos com uma frase normal
e, no final, acabamos com uma função.
Trocado em miúdos a coisa funciona assim:
Vamos transformar isto na linguagem do Calc:
=SE(A1+B1=4;"Ana";"Reynaldo")
Agora vamos ler com as palavras “dele”: SE A1+B1 FOR IGUAL a 4; Escreva
Ana; SE NÃO FOR=4 Escreva Reynaldo.
Note que os nomes Ana e Reynaldo estão entre aspas. Isto é o mesmo que
mandar o Calc escrever na célula o que estiver entre aspas.
229
No intervalo D2:D6 some o Tempo total das voltas, na célula E2 digite a
função que retorna se o maratonista atingiu ou não o Índice Olímpico. A
célula E2 deverá ser copiada e colada nas células E3:E6. Das opções abaixo
qual alternativa representa corretamente a fórmula digitada na célula E2?
a) =SE(D2<=C$8;”SIM”;”NÃO”)
b) =SE(D2<=C8;”SIM”;”NÃO”)
c) =SE(D2<=$C8;”SIM”;”NÃO”)
d) =SE(D2<>$C$8;”SIM”;”NÃO”)
e) =SE(D2>=C$8;”SIM”;”NÃO”)
SE aninhado
Em um colégio queremos que o Calc lance ao lado das notas as
expressões: Aprovado, Recuperação, Reprovado.
Iremos colocar uma função SE() dentro de outra função SE()
Ficará assim:
230
=SE(E2>=7;"APROVADO";SE(E2>=6;"RECUP
ERAÇÃO";"REPROVADO"))
Se a nota for maior ou igual a 7 a resposta será “Aprovado”, se não for,
caímos na segunda função SE que também tem duas possibilidades –
Recuperação ou Reprovado.
Mínimo
Para encontrar o menor valor de um intervalo de valores é utilizada a função
mínimo.
Máximo
Para encontrar o maior valor de um intervalo de valores é utilizada a função
máximo.
=MÍNIMO(C5:C10)
=MÁXIMO(C5:C10)
Arred
Arredonda um número na casa decimal desejada. Exemplos:
=ARRED(1,89;1) retorna o número 1,9, ou seja, arredondou o número
1,89 na primeira casa decimal.
=ARRED(1,1459;2) retorna o número 1,15, ou seja, arredondou o número
1,1459 na segunda casa decimal.
Esta função é muito útil quando cálculos matemáticos serão realizados
com base nos valores arredondados.
Não pense que a função ARRED faz a mesma coisa que os botões Aumentar ou Diminuir Casas
Decimais, pois usando esses botões, só a formatação da célula (aparência) é alterada mas o seu
conteúdo permanece o mesmo, ou seja, o número inicial colocado na célula continua com o mesmo
número de casas decimais do momento da sua inserção, podendo ocasionar diferenças nos cálculos
matemáticos.
231
Truncar
Corta um número na casa decimal desejada, desprezando as casas
decimais subseqüentes. Exemplos:
=TRUNCAR(1,89;1) retorna o número 1,8, ou seja, truncou o número
1,89 na primeira casa decimal.
=TRUNCAR(1,1459;2) retorna o número 1,14, ou seja, truncou o
número 1,1459 na segunda casa decimal.
Esta função é muito útil quando cálculos matemáticos serão realizados
com base nos valores truncados onde casas decimais deverão ser ignoradas.
Digite a seguinte planilha:
• Clique na célula C5, digite a seguinte fórmula: =ARRED(B5;1)
• Copie essa fórmula para as células C6:C8
• Clique na célula D5, digite a seguinte fórmula: =TRUNCAR(b5;1)
• Copie essa fórmula para as células D6:D8
• Clique na célula F5, digite a seguinte fórmula: =B5*E5
• Copie essa fórmula para as células F6:F8
• Clique na célula G5, digite a seguinte fórmula: =C5*E5
• Copie essa fórmula para as células G6:G8
• Clique na célula H5, digite a seguinte fórmula: =D5*E5
• Copie essa fórmula para as
células H6:H8 Atividades
232
• Na coluna F calcule a média dos quatro valores das viagens de cada
destino.
• Na coluna G calcule o valor mínimo das viagens de cada destino.
• Na coluna H calcule o valor máximo das viagens de cada destino.
• Na coluna I se a média for maior que 1000 então “caro” senão “barato”.
• Salve a planilha com o nome de Viagens.
• Na coluna E calcule a média aritmética das notas de cada aluno nas três
provas.
• Na coluna F se a média do aluno for maior ou igual a 5 então
“Aprovado” senão “Reprovado”.
• Na coluna G se a média do aluno for maior ou igual a 5 então
“Aprovado” senão se a média for menor que 3 então “Reprovado”
senão “Recuperação”.
• Na coluna H:
o Se a média for maior ou igual a 9, conceito será “A”.
o Se a média for maior ou igual a 7, conceito será “B”.
o Se a média for maior ou igual a 5, conceito será “C”.
o Se a média for maior ou igual a 3, conceito será “D”.
o Se a média for menor que 3, conceito será “E”.
• Na linha 13 calcule a média das notas de todos os alunos em cada uma
das provas.
• Na linha 14 calcule a menor nota de todos os alunos em cada uma das
provas.
• Na linha 15 calcule a maior nota de todos os alunos em cada uma das
provas.
• Grave a planilha com o nome de Notas Matemática.
Funções Cont.
Existem alguns tipos de funções Cont. no Calc, e elas tem objetivo de contar a
quantidade dos itens contidos na planilha, estabelecendo critérios específicos
233
para isso ou não.
Cont.Valores()
Calcula o número de células não vazias, ou seja, o número de células com
dados em uma lista.
Cont.Se()
Calcula o número de células não vazias em um intervalo que corresponde a
determinados critérios.
234
Abra uma nova planilha e elabore o seguinte:
• Formate a planilha.
• Calcule:
o Na coluna L o percentual de atividades entregue. Utilize a função
CONT.SE para calcular a quantidade de OKs e divida pela
quantidade total de tarefas a serem entregues.
o Na coluna M a situação do aluno, ou seja, se o percentual de
atividades entregue for maior ou igual a 70%, ele estará
Aprovado, senão, o aluno estará Reprovado.
o Na célula M22, utilizando a função CONT.VALORES
encontre a quantidade de alunos matriculados.
o Na célula M23, utilizando a função CONT.SE encontre a
quantidade de alunos Aprovados.
o Na célula M24, utilizando a função CONT.SE encontre a
quantidade de alunos Reprovados.
o Na célula M25 o percentual de
alunos aprovados.
• Grave a planilha com o nome de Atividades
Entregues.
235
=AGORA()
Insere a data e a hora atuais na planilha. A data e a hora serão atualizadas
sempre que a planilha for recalculada.
Como o Calc utiliza a data do sistema operacional não é preciso indicar
argumentos para a função
AGORA.
=HOJE()
Insere somente a data na planilha.
Gráficos
Um gráfico é uma representação visual de dados selecionados em uma
planilha, que quando bem elaborado ilustra tendências e destaca relações
importantes entre os números.
Crie a seguinte planilha calculando o total e a média de cada mês:
Para analisarmos de maneira mais fácil os dados referentes às vendas das
cestas, elabora-se um gráfico da seguinte forma:
• Selecione a sequência de células que contém os dados que serão
representados pelo gráfico. Em nosso exemplo, selecione o intervalo
de células A4:E11.
• Clique no botão Gráfico.
• Ou no menu Inserir, opção Gráfico.
• No passo 1 deve se escolher o tipo de gráfico desejado.
• Clique em Próximo para seguir até o passo 4, então clique em Concluir.
236
Pode-se mover ou alterar o tamanho de um gráfico incorporado depois de
selecioná-lo, isto é, clicando sobre a área em branco do gráfico ele passa a
ser delimitado por pequenos quadrados chamados alças.
Escolha o tipo de gráficoadequado, existem vários tipos, você deve tomar
muito cuidado na escolha do gráfico, de forma que represente os dados da
forma mais direta e de simples compreensão.
Digite a seguinte planilha, calcule o lucro em porcentagem e faça o gráfico
de acordo com o modelo:
237
O que se pode alterar
Geralmente, interessa alterar no gráfico:
1. Tipo
- O contorno deve estar acinzentado, clicar em cima do gráfico com o botão
direito do mouse
- Clicar em "Tipo de gráfico"
- Selecionar o novo tipo e a sua variante
- Clicar em "Ok"
2. Posição e Tamanho
- selecionar o gráfico, clicar no Menu " Formatar" e em "Posição e Tamanho"
ou
- clicar em cima do gráfico com o botão direito do mouse
- clicar em "Posição e Tamanho"
- Abrir-se-á uma janela, que permite correções em Posição, Tamanho e,
dependendo do tipo de gráfico escolhido, Rotação e Inclinar / Raio do
ângulo
- No final, clicar em "Ok"
3. Intervalos dos dados
- Vendo o contorno acinzentado, clicar em cima do gráfico com o botão direito
do mouse
- clicar em "Intervalos de dados"
- Na aba "Intervalo de dados"
- apontar onde estão os dados,
238
- determinar se os dados estão em colunas ou linhas e
- definir se primeira linha ou coluna são rótulos
- Na aba "Série de dados"
- definir onde foi digitado o nome da variável e onde estão os dados
- no campo "Categorias" pode-se definir rótulos.
4. Qualquer elemento
Tudo no gráfico pode ser alterado: a posição, os títulos, a área ocupada etc.
- Clicar em cima do que se deseja modificar com o botão direito do
mouse (a área efetivamente ocupada pelo gráfico, título, eixos, escala,
...)
Notar que, dependendo do que tiver sido selecionado a janela pode conter
diferentes abas:
Guia Permite alterar
Linha estilo, cor, largura e transparência da linha
Contorno estilo, cor, largura e transparência de um retângulo que
contorna o objeto Caracteres cores, tipo e tamanho das letras.
Efeitos de fonte sublinhado,
hachurado e relevo Escala permite
estabelecer intervalos e
Números categorias, casas decimais
Rótulo exibição ou não, ordenamento e ângulo de giro
Visualizar Página
A visualização da impressão é uma apresentação em miniatura da planilha
inteira, que mostra exatamente como ficará quando for impressa. É
aconselhável que sempre seja feita a visualização prévia, para facilitar o
trabalho e otimizar a utilização da impressora.
Clique no botão Visualizar Página na barra de ferramentas.
239
Configurar Página
Para controlar e proporcionar uma aparência mais profissional às planilhas,
o Calc oferece diversos recursos de configuração dos dados na página e de
impressão.
• A planilha Material de Escritório.ods, já criado anteriormente, será
utilizado para verificar as opções de impressão.
• Clique no menu Formatar, opção Página.
• Em seguida, uma janela será aberta e nela será possível formatar o
documento de acordo com as necessidades do usuário, podendo, entre
outras, alterar o formato do papel, a largura, a altura, e a orientação,
além de definir as margens, o alinhamento, cabeçalho, rodapé.
240
Intervalo de impressão
Pode definir o intervalo de células de uma folha de cálculo que deverá ser
impresso.
As células da folha que não fazem parte do intervalo de impressão definido
não são impressas.
Para definir um intervalo de impressão
• Selecione as células que pretende imprimir.
• Selecione Formatar - Intervalos de impressão - Definir.
Para adicionar células a um intervalo de impressão
• Selecione as células que pretende adicionar a um intervalo de impressão
existente.
• Selecione Formatar - Intervalos de Impressão - Adicionar.
Para limpar um intervalo de impressão
• Selecione Formatar - Intervalos de Impressão - Remover.
Congelar linha ou coluna
Sabe aquela planilha com 1000 linhas que está trabalhando e toda hora
precisa subir ao início da tabela para ver qual é aquela coluna? Para resolver
isso tem um jeito muito fácil e prático, que é congelar a linha ou coluna para
que possa trabalhar sem ter ir ao início verificar a qual esta corresponde.
1 - Abra a planilha (uma já existente);
241
2 - Selecione uma linha ou coluna logo abaixo ou ao lado da
que deseja congelar; 3 - Clique em Janela;
4 - Selecione Congelar.
Pronto, agora é só mover a planilha para baixo ou para o lado e verá que a
coluna foi congelada. Para “descongelar” uma coluna ou linha clique em
qualquer célula depois do congelado e clique no menu Janela, desmarque
a opção Congelar.
Filtro
Possibilita selecionar valores e elementos diversos dentro da planilha, por
meio de critérios estabelecidos.
• Selecione a linha que contém os títulos.
• Clique no menu Dados, opção Filtro.
242
AutoFiltro
Com esta opção, criam-se opções para seleção de dados no cabeçalho da
planilha:
243
Setas Drop-down são inseridas nos rótulos. Clicando sobre elas, pode-se
escolher o critério de filtragem.
No exemplo acima, podemos selecionar os materiais pelo Nome, Custo, Venda
ou Lucro.
Filtro Padrão
• Selecione a área onde deseja utilizar o Filtro padrão.
• Clique em Dados – Filtro – Filtro padrão.
Inserindo figuras
No Calc, é possível inserir figuras contidas na pasta Gallery ou em outra
pasta qualquer que contenha imagens. Por exemplo, o logo do Instituto
Federal no início de todas as planilhas.
Como inserir uma
figura:
• Clique em
Inserir.
• Clique em Figura.
244
• Clique na opção De um arquivo e
escolha a imagem. Outra forma de inserir:
• Clique no botão Galeria da Barra de Ferramentas.
• Será então apresentada uma janela com os Temas das figuras.
• Selecione o tema e a figura.
• Clique na figura, mantenha o botão esquerdo do mouse pressionado
e arraste ate a célula onde a figura será inserida.
245
Atividade Complementar I
- Elabore a planilha e salve como Salários.
- Formate a planilha de modo a ficar parecida com a planilha
proposta.
- Calcule:
- Na coluna C o valor do aumento salarial de cada
cargo, sendo que esse aumento dependerá do valor do
salário, ou seja: se o salário for maior ou igual a 5000
então o aumento salarial será de 10% sobre o salário,
senão se o salário for maior ou igual a 1000 e menor que
5000, então o aumento salarial será de 15% sobre o
salário e finalmente se o salário for menor que 1000,
então o aumento salarial será de 20% sobre o salário.
- Na coluna D o Novo Salário será o Salário mais o
Aumento.
246
- Renomeie Planilha1 para Cargos e Salários.
- Elabore um gráfico que mostre os cargos e os novos
salários.
247
Atividade Complementar II
- Salve a planilha como Locadora.
- Formate a planilha.
- Calcule:
- Na coluna F a soma das quantidades locadas de todas as filiais para cada
categoria.
- Na linha 16 a soma das quantidades locadas de cada filial.
- Na linha 17 a média das quantidades locadas de cada filial.
- Na linha 18 a menor quantidade locada de cada filial.
- Na linha 19 a maior quantidade locada de cada filial.
- Na coluna G a média das quantidades locadas de cada categoria.
- Na coluna H o total em dinheiro das fitas locadas por cada categoria, ou
seja, a quantidade locada da categoria multiplicada pelo preço respectivo
da locação, de acordo com a tabela de valores da locação (use a função
SE).
- Insira as seguintes anotações:
- Na célula B16 “Maior total por Filial”.
- Na célula F16 “Total Geral de Locações”.
- Renomeie a Planilha1 para Locadora de Vídeos.
- Faça um gráfico com as colunas Categoria e Total (Qtd).
- Copie o gráfico para Planilha2 e renomeie para Gráfico.
248
Correio Eletrônico - ThunderBird/Webmail: uso de correioeletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de
arquivos
Como enviar uma nova mensagem
249
Como receber mensagens
250
251
252
Como adicionar anexos a uma mensagem
253
254
255
Ferramentas de Comunicações e Reuniões On-line: Microsoft Teams, Google
Meet, Zoom, Skype, Google Hangout.
256
Skype
O Skype é uma das ferramentas mais conhecidas quando falamos sobre
videoconferências e reuniões online. As chamadas podem reunir até 50 pessoas e
não têm limite de tempo, sendo uma alternativa interessante para as empresas e
permitindo encontros longos.
As chamadas são feitas por meio do aplicativo, tanto para computador, celular ou
tablet, ou diretamente no site. A maneira mais fácil de utilizar é criando uma conta
no Outlook ou Gmail, por exemplo, mas também é possível acessar por meio de
links diretos enviados para os participantes.
O Skype, mesmo sendo uma opção mais antiga, não oferece apenas a chamada
tradicional: também apresenta funcionalidades que facilitam outros processos
importantes para a gestão remota. Por meio dele, é possível compartilhar fotos,
vídeos, documentos e outros arquivos, possibilitando a troca de informações
entre os profissionais de maneira rápida e eficiente.
Outro recurso que é interessante para as empresas é a possibilidade de gravar as
chamadas em vídeo, pois essa é uma forma de deixar registrado os apontamentos e
recorrer ao material quando necessário. O compartilhamento de tela também facilita
as reuniões, já que é possível apresentar gráficos e outros conteúdos em tempo real
para todos os profissionais.
Zoom
O Zoom Meetings é um software que foi desenvolvido especialmente para o
ambiente corporativo. O funcionamento desta ferramenta é simples, sendo
necessário apenas criar a reunião e enviar um convite via e-mail ou link para quem
desejar, sendo que não é preciso ter conta no site para acessar o vídeo.
A versão gratuita permite reuniões com até 100 participantes e limite de 40 minutos
por videoconferência. Existem diversas opções de pacotes pagos, em que é
possível organizar reuniões com até 500 participantes e sem limite de tempo,
permitindo que assuntos mais delicados e demorados sejam tratados com
tranquilidade.
O Zoom oferece diversas funcionalidades interessantes para a gestão remota,
como chat para conversas em tempo real, transferência de arquivos,
compartilhamento de tela e gravação das reuniões.
Outro aspecto interessante é o controle de microfones, que facilita a organização da
chamada, já que o gestor consegue administrar os áudios, evitando que barulhos e
falas interrompam algum momento importante da reunião.
257
Google Meet
O Google Meet, anteriormente conhecido como Google Hangouts Meet, é a outra
alternativa para videoconferências. Ele está disponível para todos os usuários do G
Suite, sejam eles empresas ou outras organizações que contam com esse serviço.
Mesmo sendo direcionado para o ambiente corporativo, qualquer pessoa que tem
uma conta do Google consegue utilizar o recurso.
Para usar a ferramenta, basta acessar qualquer navegador, sem a necessidade de
instalar plug-ins ou aplicativos de desktop. Para quem prefere usar em dispositivos
móveis, como smartphones, existem aplicativos para Android e iOS.
A ferramenta oferece diversos pacotes, com diferentes possibilidades, de acordo
com o investimento realizado. No básico, é possível reunir até 100 participantes, já
nos planos avançados o tamanho aumenta para 250 ou 100.000 espectadores em
uma transmissão ao vivo.
Ele é uma opção que garante boa qualidade de imagem, dando mais nitidez para as
reuniões. Também oferece funcionalidades diversificadas, como visualização de
galeria, compartilhamento de tela e envio de arquivos. Além disso, ele permite
salvar as reuniões no Google Drive.
Microsoft Teams
O Microsot Teams também colabora para a comunicação corporativa. No passado,
essa ferramenta estava disponível para assinantes do Office 365, mas atualmente
ela também oferece a possibilidade de criar videoconferências com até 250
pessoas, além de armazenar 10 GB de arquivos por equipe e mais 2 GB por
usuário.
A principal vantagem do Teams está na possibilidade de edição colaborativa
dos documentos do Microsoft Word, Excel, PowerPoint e OneNote. Essa é uma
forma de engajar a equipe em trabalho remoto, contribuindo para resolver
problemas e aumentar a produtividade.
Ela também permite a conexão com diversos aplicativos externos, como Trello e
Evernote, facilitando o cotidiano dos profissionais. Outro aspecto interessante é a
possibilidade de gravar as reuniões e utilizar as informações dos encontros, tendo
dados importantes para a continuidade dos trabalhos.
Google Hangouts
O Google Hangouts é uma ferramenta para fazer videoconferências. A plataforma de comunicação
do Google é compatível com os principais navegadores do mercado, como Chrome, Safari e Firefox, e não
requer a instalação de programas no computador. Com interface intuitiva e usabilidade simples, o Hangouts
permite fazer reuniões online direto no browser em poucos cliques.
258
O Hangouts é uma plataforma de comunicação que permite trocar mensagens online, efetuar
ligações telefônicas e fazer videochamadas com até 25 pessoas. É preciso ter uma conta
do Google para utilizar o serviço. Graças a essa integração, o Hangouts é capaz de importar
toda a lista de contatos do usuário automaticamente, o que facilita o início das conversas.
Hangouts Chat e Hangouts Meet
Em 2017 o Google dividiu o Hangouts clássico em duas ferramentas: Hangouts Chat e
Hangouts Meet. Ambas são voltadas para o ambiente corporativo e estão disponíveis apenas
para assinantes do G Suite. No entanto, devido à pandemia do novo coronavírus, a gigante de
buscas liberou o uso gratuito do Meet até 1º de julho.
. Internet: Intranet, Extranet, Protocolo e Serviço, Sítios de Busca e
Pesquisa na internet, nuvem e redes sociais
O que é a Internet?
Atualmente, a Internet já está muito presente no cotidiano de praticamente
toda a sociedade, através dela podemos utilizar diversos recursos, como a
transferência de conteúdos multimídia, ligações de vídeo, envio e recebimento
de e-mails, dentre diversos outros.
Mas, afinal, o que significa a palavra Internet? Seu nome tem origem inglesa,
onde o termo inter significa “entre” e net significa “rede”, ou seja, trata-se
de uma “comunicação entre redes”.
De uma forma mais simples, podemos dizer que a Internet é uma rede que
conecta computadores a nível global. Ela também pode ser considerada
como o nome dado ao conjunto de tecnologias que permitem a definição,
disponibilização e acesso a uma lista de serviços online.
O que é a Intranet?
A Intranet é uma rede de computadores semelhantes à internet,
porém circunscrita aos limites internos de uma instituição.
259
Ela é utilizada para comunicação interna da equipe de uma corporação,
facilitando a comunicação e proporcionando maior agilidade nos processos e
na interação entre os funcionários. Permite a partilha de informação,
serviços ou a utilização de sistemas operativos dentro de uma mesma
rede e é geralmente gerida pelos organizadores.
Além disso, a Intranet oferece mais segurança por ser uma rede fechada.
Mas, vale ressaltar que tanto os protocolos, quanto os programas da
Intranet são idênticos aos utilizados na Internet.
E o que é a Extranet?
Já a Extranet, pode ser considerada uma rede de computadores constituída
pela interligação de duas ou mais Intranets. Ela é uma rede utilizada por
empresas ou outras instituições, que através da Internet, permite trocar
informações com o público externo de maneira controlada e segura.
A Extranet pode ser entendida como uma extensão da Intranet, ou seja,é a
mesma rede usada na empresa que pode ser acessada por pessoas
autorizadas de forma remota, a partir de outros locais. No ambiente
empresarial, ela pode ser utilizada para manter o relacionamento com
clientes, fornecedores e parceiros de negócios, por exemplo.
O acesso à Extranet, pode ocorrer de duas formas: por meio de um acesso
exigindo usuário e senha, para garantir a autenticidade do usuário, ou
ainda, por uma rede privada virtual (VPN), que, em termos práticos, cria uma
conexão segura via tunelamento entre o dispositivo fora da Intranet e a
Intranet propriamente dita.
Diferenças entre Internet, Intranet e Extranet
Portanto, depois de entender o significado de cada uma delas, podemos
destacar as suas principais diferenças.
A Internet é a rede mundial de computadores, ela é pública e pode ser
acessada por todos, bastando ter um aparelho com acesso à internet.
A Intranet, por sua vez, é de uso restrito, pois apenas os funcionários da
empresa terão credenciais para acessá-la. E a Extranet possui o mesmo
modelo da Intranet, porém pode ser estendida para permitir o acesso
restrito também a usuários externos de uma organização via Internet –
em geral, parceiros, fornecedores e clientes.
Na Intranet, o gerenciamento de rede é exclusivo da empresa (rede local,
LAN), com servidores instalados na infraestrutura interna. Já na Extranet, a
260
rede é gerenciada por todas as empresas que a compartilham, cada uma
com seus respectivos servidores.
Em relação à segurança, a Internet está sujeita a um maior número de
riscos, por meio de vírus, espionagem e coleta de dados, por exemplo.
Na Intranet estes riscos já são reduzidos, pois se trata de uma rede
fechada, de uso interno.
Em resumo, concluímos que:
– A Internet é de uso público, não requer senhas ou códigos de acesso e é
totalmente gratuita.
– A Intranet é de uso privado e utilizada para agilizar a informação dentro
dos diversos departamentos de uma empresa e entre os seus funcionários.
– A Extranet é para uso semiprivado, na qual a empresa concede certos
privilégios a usuários externos pelos serviços que oferece.
Portanto, esta classificação especial de redes de computadores,
especialmente a diferenciação entre os conceitos de Internet, Intranet e
Extranet, pode ser muito útil para garantir alguns pontos na prova do seu
concurso.
Protocolo e Serviço
O que é DHCP e para que serve?
Protocolos de Serviços
Ao falarmos sobre rede de computadores, podemos dizer que diversos recursos
estão envolvidos neste processo. Entre eles, destaca-se o conhecido DHCP,
assunto principal desta matéria do portal Dicas de Informática Básica, tratando-se
de um protocolo que iniciou o seu trabalho na década de 30. Para mais detalhes
sobre o que é DHCP, continue lendo este…
O que é IRC?
Protocolos de Serviços
O IRC, do inglês Internet Relay Chat, é um protocolo de comunicação em tempo
real utilizado basicamente como bate papo e troca de arquivos, e permite a
conversa em grupo ou privada. Outros protocolo de comunicação em tempo real:
RTP; SIC; VOIP;
261
O que é SNMP?
Protocolos de Serviços
O protocolo SNMP, do inglês Simple Network Management Protocol – Protocolo
Simples de Gerência de Rede, é um protocolo de gerência de redes TCP/IP, da
camada de aplicação, e tem como objetivo facilitar o intercâmbio de informações,
além de possibilitar aos administradores de rede gerenciar o desempenho da rede,
encontrar e resolver seus eventuais problemas,…
O que é Telnet?
Protocolos de Serviços
Telnet é um protocolo cliente-servidor usado para permitir a comunicação entre
computadores ligados numa rede (ex: rede local / LAN / Internet), baseado em
TCP. Telnet é um protocolo utilizado na comunicação entre computadores
remotamente (à distância). Vem sendo usado gradualmente substituído pelo SSH,
cujo conteúdo é criptografado antes de ser enviado. SSH é o protocolo…
O que é FTP?
Protocolos de Serviços
O protocolo FTP, que vem da sigla File transfer protocol, significa Protocolo de
Transferência de Arquivos. É uma forma bastante rápida e versátil de transferir
arquivos. Os usuários normalmente utilizam este protocolo para disponibilizar
arquivos para download para outros usuários, mas também pode ser usado para
carregar páginas da Web para a criação de um site…
O que é HTTPS?
Protocolos de Serviços
O protocolo HTTPS, do inglês HyperText Transfer Protocol Secure, é uma
implementação do protocolo HTTP sobre uma camada SSL ou TLS. Essa camada
adicional permite que as informações sejam transmitidas através de uma conexão
segura (criptografada), verificando a autenticidade do servidor e do cliente através
de certificados digitais. É um protocolo muito utilizado em sites…
Quais são os principais tipos de protocolos de rede?
262
Para que a comunicação entre computadores seja realizada corretamente, é necessário
que ambos os computadores estejam configurados segundo os mesmos parâmetros e
obedeçam aos mesmos padrões de comunicação.
A rede é dividida em camadas, cada uma com uma função específica. Os diversos tipos
de protocolos de rede variam de acordo com o tipo de serviço utilizado e a camada
correspondente. Conheça a seguir as principais camadas e seus tipos de protocolos
principais:
• camada de aplicação: WWW, HTTP, SMTP, Telnet, FTP, SSH, NNTP, RDP, IRC, SNMP,
POP3, IMAP, SIP, DNS, PING;
• camada de transporte: TCP, UDP, RTP, DCCP, SCTP;
• camada de rede: IPv4, IPv6, IPsec, ICMP;
• camada de ligação física: Ethernet, Modem, PPP, FDDi.
1. IP
O protocolo IP, do termo em inglês Internet Protocol (Protocolo de Internet) faz parte
da camada de internet e é um dos protocolos mais importantes da web. Ele permite a
elaboração e transporte dos pacotes de dados, porém sem assegurar a sua entrega.
O destinatário da mensagem é determinado por meio dos campos de endereço IP
(endereço do computador), máscara de sub rede (determina parte do endereço que se
refere à rede) e o campo gateway estreita por padrão (permite saber qual o computador
de destino, caso não esteja localizado na rede local).
2. TCP/IP
Trata-se do acrônimo de dois protocolos combinados. São eles o TCP (Transmission
Control Protocol — Protocolo de Controle de Transmissão) e IP (Internet Protocol
— Protocolo de Internet).
Juntos, são os responsáveis pela base de envio e recebimento de dados por toda a
internet. Essa pilha de protocolos é dividida em 4 camadas:
• aplicação: usada para enviar e receber dados de outros programas pela internet.
Nessa camada estão os protocolos HTTP, FTP e SMTP;
• transporte: responsável por transportar os arquivos dos pacotes recebidos da
camada de aplicação. Eles são organizados e transformados em outros menores, que
serão enviados à rede;
263
• rede: os arquivos empacotados na camada de transporte são recebidos e anexados
ao IP da máquina que envia e recebe os dados. Em seguida, eles são enviados pela
internet;
• interface: é a camada que executa o recebimento ou o envio de arquivos na web.
3. HTTP/HTTPS
O protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol — Protocolo de Transferência de
Hipertexto) é usado para navegação em sites da internet. Funciona como uma conexão
entre o cliente (browser) e o servidor (site ou domínio).
O navegador envia um pedido de acesso a uma página, e o servidor retorna uma
resposta de permissão de acesso. Junto com ela são enviados também os arquivos da
página que o usuário deseja acessar.
Já o HTTPS (Hyper Text Transfer Secure — Protocolo de Transferência de Hipertexto
Seguro) funciona exatamente como o HTTP, porém, existe uma camada de proteção a
mais. Isso significa que os sites que utilizam esse protocolo são de acesso seguro.
O protocolo HTTPS é comumente usado por sites com sistemas de pagamentos. Esse
tipo de site depende de proteção que garanta a integridadedos dados, informações de
conta e cartão de créditos dos usuários. A segurança é feita por meio de uma
certificação digital, que cria uma criptografia para impedir ameaças e ataques virtuais.
4. FTP
Significa Protocolo de Transferência de Arquivos (do inglês File Transfer Protocol). É a
forma mais simples para transferir dados entre dois computadores utilizando a rede.
O protocolo FTP funciona com dois tipos de conexão: a do cliente (computador que faz
o pedido de conexão) e do servidor (computador que recebe o pedido de conexão e
fornece o arquivo ou documento solicitado pelo cliente).
O FTP é útil caso o usuário perca o acesso ao painel de controle do seu site. Assim
sendo,essa ferramenta pode ser usada para realizar ajustes página, adicionar ou excluir
arquivos, ou ainda solucionar qualquer outra questão no site.
5. SFTP
Simple Transfer Protocol (Protocolo de Transferência Simples de Arquivos) consiste no
protocolo FTP acrescido de uma camada de proteção para arquivos transferidos.
264
Nele, a troca de informações é feita por meio de pacotes com a tecnologia SSH (Secure
Shell – Bloqueio de Segurança), que autenticam e protegem a conexão entre cliente e
servidor. O usuário define quantos arquivos serão transmitidos simultaneamente e
define um sistema de senhas para reforçar a segurança.
6. SSH
SSH (Secure Shell, já citado acima) é um dos protocolos específicos de segurança de
troca de arquivos entre cliente e servidor. Funciona a partir de uma chave pública. Ela
verifica e autentica se o servidor que o cliente deseja acessar é realmente legítimo.
O usuário define um sistema de proteção para o site sem comprometer o seu
desempenho. Ele fortifica a segurança do projeto e garante maior confiança e
estabilidade na transferência de arquivos.
7. SSL
O protocolo SSL (Secure Sockets Layer — Camada de Portas de Segurança) permite a
comunicação segura entre os lados cliente e servidor de uma aplicação web, por meio
de uma confirmação da identidade de um servidor e a verificação do seu nível de
confiança.
Ele age como uma subcamada nos protocolos de comunicação na internet (TCP/IP).
Funciona com a autenticação das partes envolvidas na troca de informações.
A conexão SSL é sempre iniciada pelo cliente, que solicita conexão com um site seguro.
O browser, então, solicita o envio do Certificado Digital e verifica se ele é confiável,
válido, e se está relacionado ao site que fez o envio. Após a confirmação das
informações, a chave pública é enviada e as mensagens podem ser trocadas.
8. ICMP
Sigla para Internet Control Message Protocol (Protocolo de Mensagens de Controle da
Internet). Esse protocolo autoriza a criação de mensagens relativas ao IP, mensagens de
erro e pacotes de teste.
Ele permite gerenciar as informações relativas a erros nas máquinas conectadas. O
protocolo IP não corrige esses erros, mas os mostra para os protocolos das camadas
vizinhas. Por isso, o protocolo ICMP é usado pelos roteadores para assinalar um erro,
chamado de Delivery Problem (Problema de Entrega).
265
9. SMTP
Protocolo para transferência de e-mail simples (Simple Mail Transfer Protocol) é
comumente utilizado para transferir e-mails de um servidor para outro, em conexão
ponto a ponto.
As mensagens são capturadas e enviadas ao protocolo SMTP, que as encaminha aos
destinatários finais em um processo automatizado e quase instantâneo. O usuário não
tem autorização para realizar o download das mensagens no servidor.
10. TELNET
Protocolo de acesso remoto. É um protocolo padrão da Internet que permite obter uma
interface de terminais e aplicações pela web. Fornece regras básicas para ligar um
cliente a um intérprete de comando.
Ele tem como base uma conexão TCP para enviar dados em formato ASCII codificados
em 8 bits, entre os quais se intercalam sequências de controle Telnet. Assim, fornece um
sistema orientado para a comunicação bidirecional e fácil de aplicar.
11. POP3
Acrônimo para Post Office Protocol 3 (Protocolo de Correios 3). É um protocolo utilizado
para troca de mensagens eletrônicas. Funciona da seguinte forma: um servidor de email
recebe e armazena mensagens. O cliente se autentica ao servidor da caixa postal para
poder acessar e ler as mensagens.
Assim, as mensagens armazenadas no servidor são transferidas em sequência para o
computador do cliente. Quando, a conexão é encerrada as mensagens ainda são
acessadas no modo offline.
Sítios de Busca e Pesquisa na internet
No Brasil os sítios (sites) de busca mais utilizados são o Google que detêm mais de
90% do mercado e no segundo grupo bem lá atrás com média de 1% a 2% do
mercado vem o Bing (Microsoft), Yahoo e Ask.
266
Mas o que é um sítio (site) de busca?
Hoje na internet tem bilhões de informações e os buscadores são sites especializados
em buscar uma informação no meio de um universo enorme grande de informações.
Nele você digita uma palavra ou uma combinação de palavras e ele buscará esta
informação.
Neste sites nós temos os mecanismos de busca (search engines) que são
efetivamente os buscadores.
PESQUISA NA INTERNET
Este mecanismo de busca funciona da seguinte forma:
Ele faz uma busca em todos os sites procurando as palavras chaves que você digitou.
Por mais eficiente que seja ele não consegue ler a internet inteira.
O buscador organiza tudo que encontrou levando em consideração a quantidade de
links externos que acessaram determinada página, ou seja, quanto mais links melhor
será seu posicionamento na busca.
A busca também pode ser ainda mais específico através de filtros como por imagem,
vídeo, notícias, shopping dentre outras.
Basicamente todos nós utilizamos o Google para fazer pesquisas e abaixo coloquei
duas observações que costuma cair em concursos.
Colocar palavras entre aspas:
Colocando entre aspas você localiza exatamente como esta escrita.
Ex.: “o filho chorou a noite” só aparecerão os sites que as frases estão exatamente
assim.
Você pode colocar também palavras chaves entre aspas e colocar o sinal de mais(+)
ou o de menos(-)
Ex.: “Concurso PRF”-“ensino médio” ; Você excluirá da pesquisa o ensino médio
“Concurso PRF”+“ensino médio” ; você incluirá também o ensino médio na pesquisa.
267
QUESTÃO DE CONCURSOS
Ano: 2018
Banca: CESPE Órgão: FUB
Julgue o item seguinte, a respeito da versão mais atual do programa de navegação
Chrome e dos mecanismos de busca avançada no Google.
Em uma pesquisa por meio do Google, o uso da expressão “concurso fub” -“nível
médio”, incluindo as aspas duplas, permite encontrar informações somente dos
concursos de nível médio da FUB que estiverem disponíveis na Internet.
Certo
Errado
RESPOSTA: ERRADO
Especificar melhor a busca por imagem
Você pode ser mais específico na busca por imagem selecionando por tamanho, cor,
se ela tem direito autoral, tipo (se quer foto, desenho ou animação) e tempo
(qualquer dia ou dia específico).
Nuvem e redes sociais
O que é computação em nuvem?
• Resumindo, a computação em nuvem é o fornecimento de serviços de computação,
incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e
inteligência, pela Internet (“a nuvem”) para oferecer inovações mais rápidas, recursos
flexíveis e economias de escala. Você normalmente paga apenas pelos serviços de nuvem
que usa, ajudando a reduzir os custos operacionais, a executar sua infraestrutura com mais
eficiência e a escalonar conforme as necessidades da sua empresa mudam.
Principais benefícios da computação em nuvem
A computação em nuvem é uma grande mudança na forma tradicional de
pensamento adotada pelas empresas sobre os recursos de TI. Conheça seis motivos
comuns pelos quais as organizações estão adotando os serviços de computação em
nuvem:
268
Custo
• Moverpara a nuvem ajuda as empresas a otimizarem os custos de TI. Isso
acontece porque a computação em nuvem elimina o gasto de capital com a
compra de hardware e software, configuração e execução de data centers
locais, incluindo racks de servidores, disponibilidade constante de eletricidade
para energia e refrigeração, além de especialistas de TI para o gerenciamento
da infraestrutura. Tudo isso contribui para o alto custo da computação.
Velocidade
• A maior parte dos serviços de computação em nuvem é fornecida por
autosserviço e sob demanda, para que até grandes quantidades de recursos de
computação possam ser provisionadas em minutos, normalmente com apenas
alguns cliques, fornecendo às empresas muita flexibilidade e aliviando a
pressão do planejamento de capacidade.
Escala global
• Os benefícios dos serviços de computação em nuvem incluem a capacidade de
dimensionamento elástico. Em termos de nuvem, isso significa fornecer a
quantidade adequada de recursos de TI (assim como potência de computação
maior ou menor, armazenamento e largura de banda) sempre que necessário e
na localização geográfica correta.
Produtividade
• Data centers locais normalmente exigem pilhas de equipamentos e
implementações, tais como configuração de hardware, correção de software e
outras tarefas demoradas de gerenciamento da TI. A computação em nuvem
remove a necessidade de muitas destas tarefas, para que as equipes de TI
possam investir seu tempo na obtenção de suas metas comerciais mais
importantes.
Desempenho
• Os maiores serviços de computação em nuvem são executados em uma rede
mundial de data centers seguros, que são atualizados regularmente com a mais
recente geração de hardware de computação rápido e eficiente. Isso oferece
269
diversos benefícios em um único data center corporativo, incluindo latência de
rede reduzida para aplicativos e mais economia de escalonamento.
Confiabilidade
• A computação em nuvem facilita e reduz os custos de backup de
dados, recuperação de desastre e continuidade dos negócios, já que os dados
podem ser espelhados em diversos sites redundantes na rede do provedor de
serviços de nuvem.
Segurança
• Muitos provedores em nuvem oferecem um amplo conjunto de políticas,
tecnologias e controles que fortalecem sua postura geral de segurança,
ajudando a proteger os dados, os aplicativos e a infraestrutura contra possíveis
ameaças.
Tipos de computação em nuvem
Nem todas as nuvens são iguais e não há um tipo de computação em nuvem que seja ideal para
todas as pessoas. Vários modelos, tipos e serviços diferentes evoluíram para ajudar a oferecer a
solução certa para suas necessidades.
Nuvem pública
As nuvens públicas pertencem a provedores de serviços de nuvem terceirizados e
são administradas por eles. Eles também fornecem recursos de computação, tais
como servidores e armazenamento, pela Internet. O Microsoft Azure é um exemplo
de nuvem pública. Com uma nuvem pública, todo o hardware, software e outras
infraestruturas de suporte são de propriedade e gerenciadas pelo provedor de
serviços de nuvem. Você acessa esses serviços e gerencia sua conta usando um
navegador da Web.
Nuvem privada
Uma nuvem privada se refere aos recursos de computação em nuvem usados
exclusivamente por uma única empresa ou organização. Uma nuvem privada pode
estar localizada fisicamente no data center local da empresa. Algumas empresas
também pagam provedores de serviços terceirizados para hospedar sua nuvem
privada. Uma nuvem privada é aquela em que os serviços e a infraestrutura são
mantidos em uma rede privada.
270
Nuvem híbrida
Nuvens híbridas combinam nuvens públicas e privadas ligadas por uma tecnologia
que permite que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas. Permitindo
que os dados e os aplicativos se movam entre nuvens privadas e públicas, uma
nuvem híbrida oferece à sua empresa maior flexibilidade, mais opções de
implantação e ajuda a otimizar sua infraestrutura, segurança e conformidade
existentes.
REDES SOCIAIS
As redes sociais são espaços virtuais onde grupos de pessoas ou empresas se relacionam através
do envio de mensagens, da partilha de conteúdos, entre outros.
Atualmente existem diferentes redes sociais, cada uma com um propósito e um público-alvo
específico.
Para que servem as redes sociais?
Há vários tipos de redes sociais, cada um com um objetivo diferente e públicos específicos.
A grande diferença entre elas é o seu objetivo, os quais podem ser:
• Estabelecer contatos pessoais, podendo ser relações de amizade e namoro.
• Realizar networking, ou seja, compartilhar e buscar conhecimentos profissionais e procurar
emprego ou preencher vagas.
• Compartilhar e buscar imagens e vídeos.
• Compartilhar e buscar informações sobre temas variados.
• Divulgar produtos e serviços para compra e venda.
• Jogar, entre outros.
Rede
social
Característica
Facebook Interação e expansão de contatos.
YouTube Compartilhamento de vídeos.
WhatsApp Envio de mensagens instantâneas e chamadas de voz.
Instagram Compartilhamento de fotos e vídeos.
Twitter
Compartilhamento de pequenas publicações, as quais são conhecidas como
“tweets”.
Pinterest Compartilhamento de ideias de temas variados.
Skype Chamada de voz e vídeo.
LinkedIn Interação e expansão de contatos profissionais.
271
Rede
social
Característica
Badoo Relacionamentos amorosos.
Snapchat Compartilhamento de vídeos curtos, tendo cada um o máximo de 10 segundos.
Messenger Envio de mensagens instantâneas.
Flickr Compartilhamento de imagens.
Tumbrl Compartilhamento de pequenas publicações, semelhante ao Twitter.
OBS: As redes sociais usam a computação em nuvem, ou seja, não é usado
espaço de armazenamento do celular, computador ou tablet do usuário.
O Facebook é a rede social mais utilizada no Brasil, inclusive por empresas que aproveitam para
realizar estratégias de publicidade e marketing. Isso acontece devido ao grande alcance de usuários
que a rede apresenta.
O WhatsApp é considerado hoje um dos principais aplicativos destinados à comunicação e troca
de mensagens e, assim como o Facebook, vem sendo utilizado para interação entre empresa e
cliente. No mundo todo esta rede social já conta mais de 1,2 bilhões de usuários.
O YouTube é uma plataforma de vídeos em que o usuário pode fazer comentários e interagir com
outras pessoas, por isso também é considerada uma rede social. Tem um alcance muito alto de
pessoas, pois permite assistir vídeos de música, aulas, acompanhar programas e diversas outras
atividades.
O Instagram vem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Apresentando diferentes recursos
que permitem interação e diversão aos usuários, esta rede foi citada como a rede preferida pelos
usuários.
O Twitter foi uma rede social inovadora que teve um sucesso muito grande. Com o surgimento de
outras redes sociais, e formato de interação, ele perdeu muitos usuários.
O LinkedIn é a maior rede social com foco profissional, onde os usuários podem publicar
informações relacionadas ao mercado de trabalho, oportunidades de emprego, divulgação de
serviços e, principalmente networking.
O Pinterest é uma rede social que publica conteúdo visual, independente do ramo, podendo ser
de moda, arte, culinária, arquitetura, dentre outros.
Vantagens e Desvantagens das redes sociais
Existem várias vantagens em fazer parte de redes sociais e é principalmente por isso que elas
tiveram um crescimento tão significativo ao longo do anos. Porém, é importante ficar atento aos
perigos que ela pode oferecer.
272
Veja no quadro a seguir as principais vantagens e desvantagens das redes sociais.
Vantagens Desvantagens
Aproxima as pessoas que vivem em locais
diferentes, pois é uma maneira fácil de
manter as relações e o contato.
Falta de privacidade.Possibilita a interação em tempo real.
Exige cuidado na divulgação de certos pormenores
da vida de cada um.
Facilita a relação com quem está mais perto,
permitindo manter uma relação de
proximidade sem se encontrar fisicamente.
Crianças e adolescentes divulgam informações
sobre a escola e locais que frequentam.
Oferece uma forma rápida e eficaz de
comunicar algo para um grande número de
pessoas ao mesmo tempo.
Pode causar dependência, pois em alguns casos as
pessoas não conseguem se "desligar" das redes
sociais, deixando coisas importantes por fazer.
Permite avisar sobre um acontecimento, a
preparação de uma manifestação ou a
mobilização de um grupo para um protesto.
Criação de perfil falso para postar comentários
racistas, preconceituosos e racistas.
Facilita a organização de eventos, enviando
convites e solicitando a confirmação de
presença.
Facilidade de divulgação de notícias, fatos e
imagens sem a verificação da fonte, podendo ser
"fake news".
Navegadores - Mozilla Firefox/Google Chrome – Internet: Navegação
Internet, conceitos de URL, links, sites, busca e impressão de páginas
Mozilla Firefox
Inicialmente conhecido como Phoenix e, posteriormente, como Mozilla Firebird é
um navegador livre e multi-plataforma desenvolvido pela Mozilla Foundation com
ajuda de centenas de colaboradores.
Mozilla Firefox é um dos melhores browsers no mercado, e é grátis. Devido aos
métodos de desenvolvimento típicos do opensource, foi possível fazer um produto
com uma velocidade impressionante e com menos problemas que outros programas
desenvolvidos pelos métodos tradicionais. Mozilla Firefox tem uma série de
capacidades únicas, e é de uma maneira geral, um bom produto. Através desta serie
de artigos, tentarei apresentar-lhes Mozilla Firefox.
273
Obviamente o primeiro que necessitam fazer é conseguir uma cópia grátis do
Mozilla Firefox Browser. Podem localizar o programa Instalador do Firefox na
página de descargas do Mozilla. Se forem á página
http://mozilla.org/products/firefox/ ali encontrarão sempre a ultima versão
disponível. Claro está, que eu recomendo que verifiquem nessa pagina que versão
devem baixar, visto que embora Mozilla Firefox desenvolva novas versões a um
ritmo acelerado, nem sempre é bem pensado buscar a ultima versão, como sucede
aliás com muitos outros programas. :) Irei usar a versão Windows e esta série ira
principalmente desenvolver-se em torno a questões do Windows. Descarguem o
ficheiro e estarão prontos a começar.
Características do Firefox
Navegação com Separadores
Veja mais do que uma página web numa única janela com esta funcionalidade que
lhe poupa tempo. Abra links em segundo plano para que estes estejam prontos para
serem lidos quando você estiver pronto para os ler. Descubra mais…
Bloqueio de Popups
Elimine os irritantes anúncios disparados em novas janelas com o bloqueador de
popups do Firefox.
Pesquisa Integrada
A pesquisa no Google está embutida directamente na barra de ferramentas,
juntamente com um conjunto de outras ferramentas de pesquisa incluindo palavras
chave (escreva "dict " na Barra de Endereços), e a nova barra de pesquisa (que
procura enquanto escreve, eliminando a irritante janela que só atrapalha). Descubra
mais…
Privacidade e Segurança
Desenvolvido com a segurança em mente, o Firefox mantém o seu computador
protegido de spyware malicioso não carregando controlos ActiveX nocivos. Um
conjunto completo de ferramentas de privacidade mantém a sua actividade online
privada.
Marcadores Activos
A integração com RSS permite-lhe ler as últimas manchetes e saber as últimas
actualizações dos seus sites favoritos que forneçam este serviço. Descubra mais…
274
Transferências sem Complicações
Os ficheiros que transferir são automaticamente guardados no seu Ambiente de
Trabalho para serem fáceis de encontrar. Menos perguntas significam
transferências mais rápidas.
Encaixa como uma Luva
Simples e intuitivo, mas cheio de características, o Firefox tem todas as
funcionalidades a que está habituado - Marcadores, Histórico, Ecrã Completo,
Ampliação de Texto para permitir uma leitura fácil de páginas com texto pequeno,
etc.
S, M, L ou XL—Você Escolhe
O Firefox é o navegador mais personalizável do planeta. Personalize as suas barras
de ferramentas adicionando novos botões, instale novas Extensões que acrescentam
funcionalidades, adicione novos Temas para navegar em estilo, e use o sistema de
pesquisa adaptativo para pesquisar usando um número infinito de motores de busca.
O Firefox é grande ou pequeno, à sua medida.
A Instalação é um Instante
Com um tamanho de apenas 4.5MB (Windows), o Firefox demora apenas alguns
minutos a transferir através de uma ligação lenta e segundos através de uma ligação
rápida. A instalação é rápida, e o novo sistema de Transição Fácil importa todas as
suas definições - Favoritos, senhas e outros dados do Internet Explorer e outros
navegadores - para poder começar a navegar imediatamente.
O Melhor Amigo do Programador
O Firefox traz consigo um conjunto padrão de ferramentas de desenvolvimento
incluindo uma poderosa consola de erros/avisos JavaScript e CSS, e um Inspector
de Documentos opcional que lhe oferece uma visão detalhada sobre as suas
páginas.
Navegação Privada ou Anônima no Firefox
275
Tecla de atalho para navegação anônima ou privada: CTRL + SHIFT + P.
Google Chrome
276
O Google Chrome é um navegador da web que contém aplicativos de
código aberto e foi desenvolvido pela empresa Google.
Chrome significa “ interface gráfica do usuário ”, que se refere a um
programa de computador que desenha em imagens e objetos gráficos
para fornecer um ambiente visualmente simples para o usuário. Essa
interface também é segura, fácil e rápida.
O Google Chrome tem mais de 750 milhões de usuários e é considerado
o primeiro navegador mais usado em todo o mundo. O segundo é o
Mozilla Firefox e o Internet Explorer é o terceiro.
Recursos do Google Chrome
• Interface simples e funcional. O Google Chrome é caracterizado
pela simplicidade de sua interface. Para os usuários é importante que
o navegador seja simples e funcional, pois pretendem utilizá-lo como
meio de acesso a informações específicas (sites). Em outras palavras,
o navegador é apenas uma ferramenta e, como tal, deve ser fácil de
usar.
• Eficácia. O Google Chrome foi projetado para oferecer suporte aos
complexos aplicativos da web de hoje e é altamente compatível com
as linguagens de programação da web mais recentes.
• Guias independentes. O Google Chrome permite navegar
facilmente pelo uso de abas, e se houver dificuldade em alguma
delas, não gera incidência ou modificação nas demais.
•
• Movimento dos cílios. Outro recurso do Google Chrome é que
ele permite mover as guias de dentro para fora e vice-versa. Basta
pegar uma aba com o cursor para movê-la para outro ponto da
tela.
• Suporta melhorias e atualizações. O Google Chrome está
disponível para Windows, Mac e Linux , bem como suas atualizações
e melhorias contínuas. O objetivo dessas melhorias é tornar o
navegador mais rápido, mais estável e mais funcional.
277
• Software gratuito e de código aberto. Isso significa que os
usuários podem modificar, estudar ou alterar seu design através do
código-fonte. O termo software livre se refere à liberdade filosófica
do conteúdo para os usuários. Enquanto o termo código aberto dá
mais ênfase às vantagens de seu modelo.
• Modo incógnito. O Google Chrome tem o recurso de que, se o
usuário quiser navegar anonimamente, ele pode fazê-lo. Desta forma,
as pesquisas e o histórico não são registrados ou armazenados. Para
isso, basta ativar o modo de navegação anônima a partir do menu,
ou pressionando a tecla F4.
• Navegação segura. O Google Chrome avisao usuário quando ele
está prestes a entrar em um site potencialmente inseguro.
• Marcadores instantâneos. Se houver um site que passe a ser do
interesse do usuário, b>
• Barra de pesquisa. A barra de pesquisa é uma das funcionalidades
mais particulares do Google Chrome, pois permite realizar cálculos e
estatísticas, bem como pesquisas no Google sem a necessidade de
aceder ao site do motor de pesquisa.
• Baixar. No Chrome, os downloads estão na parte inferior da tela. Eles
também podem ser acessados clicando em “mostrar todos os
downloads” no lado direito da barra de download. Isso aparece em
uma guia separada para evitar a perda de informações das guias
abertas.
Navegação anônima ou privada no Google Chrome
1. No computador, abra o Chrome.
2. No canto superior direito, clique em Mais Nova janela anônima.
3. Uma nova janela é aberta. No canto superior, verifique se o ícone de
Navegação anônima é exibido.
Também é possível usar um atalho de teclado para abrir uma janela anônima:
• Windows, Linux ou Chrome OS: pressione Ctrl + Shift + n.
Fechar o modo de navegação anônima para interromper a navegação privada
O modo de navegação anônima é executado em uma janela separada das suas
janelas normais do Chrome.
278
Se você tiver uma janela anônima aberta e abrir outra, sua sessão de navegação
privada continuará na nova janela. Para sair do modo de navegação anônima,
feche todas as janelas anônimas.
Se um número é exibido ao lado do ícone de navegação anônima no canto superior
direito, isso significa que você tem mais de uma janela anônima aberta. Para fechar
uma janela anônima:
1. No computador, acesse a janela anônima.
2. Feche a janela:
• Windows ou Chrome OS: no canto superior direito, clique em
Fechar .
– Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, busca
e impressão de páginas.
Navegação na Internet
Os principais navegadores da internet são:
Google Chrome que detém mais de 50% do mercado e depois no segundo pelotão
vem embolado o Safari da Apple, internet Explorer & Edge da Microsoft, Firefox da
Mozilla e Ópera da Ópera Software.
Mas o que é um navegador?
Um navegador de internet é um software que ajuda você usuário a acessar os
conteúdos da internet. Por meio dele você acessa sites de notícias, ver blogs de
conteúdos como a Central de Favoritos ou escuta música, ou seja, através dele você
navega na internet.
URL
Tudo que é disponível na Web tem seu próprio endereço, chamado URL, ele facilita a
navegação e possui características específicas como a falta de acentuação gráfica e
palavras maiúsculas. Uma url possui o http (protocolo), www (World Wide Web), o
nome da empresa que representa o site, .com (ex: se for um site governamental o
final será .gov) e a sigla do país de origem daquele site (no Brasil é usado o BR).
279
URL (Uniform Resource Locator) ou se traduzido para o português seria Localizador
Padrão de Recursos. A URL é o endereço de algo que você procura na internet,
podendo ser um arquivo como uma foto, ou mesmo o endereço de um site.
https//centraldefavoritos.com.br
A URL é formada por um protocolo de comunicação. O que é mais conhecido é o
HTTP e HTTPS, mas têm vários e dentro outros o FTP que é usado para transferir
arquivos para servidores.
Muitas vezes a URL pode ficar muito grande e poderia dificultar o compartilhamento,
por isso, existem ferramentas que encurtam eles para facilitar a divulgação.
Ex.: TinyURL
LINKS
É uma ligação que é feita em uma imagem ou palavras indicando um caminho (URL)
para você acessar outro endereço com a informação que esta procurando.
Ex.: Você esta em uma página sobre café e tem uma frase escrita: “como fazer um
café bem gostoso”. Ao clicar na frase você será redirecionado para a página (URL)
que contém receitas de preparo de café.
LINK QUEBRADO: Link quebrado é quando você clica em um link e não encontra o
que queria (404 error). Isto acontece quando o site exclui ou altera o link original
fazendo com que você não encontre mais o artigo antigo.
Resumindo: LINK é a ligação entre as páginas, já a URL é o endereço da página.
Sites
É um local na Web (internet)
É uma página ou um conjunto de várias páginas na internet que estão interligadas
entre si. É um endereço, ou seja, um domínio.
Centraldefavoritos.com.br é um site por que ele é um endereço (domínio) que
contém várias páginas.
280
Existem vários tipos de sites como: institucionais, de comércio, de
armazenamento, de conteúdos, de busca e etc….
Busca
No Brasil os sites de busca mais utilizados são o Google que detêm mais de 90% do
mercado e no segundo grupo bem lá atrás com média de 1% a 2% do mercado vem
o Bing (Microsoft), Yahoo e Ask.
Mas o que é um site de busca?
Hoje na internet tem bilhões de informações e os buscadores são sites especializados
em buscar uma informação no meio de um universo enorme grande de informações.
Nele você digita uma palavra ou uma combinação de palavras e ele buscará esta
informação.
Neste sites nós temos os mecanismos de busca (search engines) que são
efetivamente os buscadores.
impressão de páginas.
Tem duas maneiras, clicando no lado direito do mouse e selecionar imprimir ou clicar
nos três pontinhos e selecionar imprimir
Na aba que abre para impressão você verá as páginas que serão impressas. Caso não
queira imprimir todas, tem uma opção ao lado para selecionar o número de página
da página que deseja imprimir. você tem também a opção de imprimir retrato ou
paisagem, se que preto e branco ou colorido dentre outras opções.
REDES SOCIAIS
O que são redes sociais? Como surgiram? É o mesmo que "mídias sociais"? Como
gerar resultados para minha empresa? Descubra isso e muito mais!
Quais são os elementos que formam uma rede social?
Já percebeu que a maioria das redes sociais conta com elementos comuns?
Esteja você pensando em uma ou em outra, consegue perceber que existem
itens que formam a base de uma rede social.
281
Aqui listamos os 5 principais elementos:
• Seu perfil público: seja de uma pessoa ou de uma marca, ele traz
informações básicas sobre você, incluindo uma foto, uma pequena
biografia e número de seguidores;
• Amigos e seguidores: são as pessoas que você quer acompanhar e
compartilhar conteúdo. Geralmente podem ver todas as postagens que
você fizer e interagir por meio de comentários e curtidas;
• Feed de publicações: a maioria tem algum tipo de página inicial que você
vê quando faz login. Ela geralmente exibe um feed com atualizações de
páginas que você segue e percorrer essa página permite que você fique
por dentro das atividades, pensamentos e notícias que foram
compartilhadas;
• Curtidas, comentários e compartilhamentos: obter e dar feedback são
elementos fundamentais das redes sociais. Para indicar que gostou de uma
postagem, a maioria das redes tem algum tipo de botão de reação, uma
área de comentários sobre ela e uma função de compartilhamento;
• Hashtags: uma hashtag é uma palavra ou frase precedida pelo símbolo #,
usada nos conteúdos compartilhados nas redes sociais para ajudar outras
pessoas que possam estar interessadas nela a encontrá-la quando
pesquisam pelo assunto ou pela própria hashtag específica.
Qual a diferença entre Redes sociais e Mídias sociais?
Muitas pessoas acreditam que redes sociais e mídias sociais são a mesma
coisa e que os termos podem ser usados como sinônimos, o que não deixa
de ser verdade. Mas também podemos fazer uma diferenciação que ajuda a
entender o uso deles:
• Mídia Social é o uso de tecnologias digitais para criar o diálogo entre
pessoas. É um termo amplo, que abrange diferentes mídias, como vídeos,
blogs e as próprias redes sociais. Para entender o conceito, podemos olhar
para a mídia antes da existência da internet, usada em rádio, TV, jornais e
revistas;
• Rede Social, por sua vez,é uma estrutura social formada por pessoas e
marcas que compartilham interesses similares e fazem uso de diferentes
formatos de conteúdo.
O propósito principal das redes sociais é o de conectar pessoas. Você
preenche seu perfil e interage com as pessoas com base nos interesses que
possui. Pode-se dizer que redes sociais são uma categoria das mídias
sociais.
282
Mídia social, por sua vez, quando se tornou disponível na internet, ela deixou
de ser estática, passando a oferecer a possibilidade de interagir com outras
pessoas.
Outra maneira de diferenciá-las é pensando que as mídias sociais ajudam as
pessoas a se juntarem por meio da tecnologia, enquanto as redes sociais
melhoram essa conexão, já que as pessoas só se interligam em redes porque
têm interesses comuns.
Quais os tipos de redes sociais?
Você pode achar que as redes sociais são todas iguais, mas não é bem assim.
Na verdade, elas costumam ser divididas em diferentes tipos, de acordo com o objetivo
dos usuários ao criarem um perfil. E uma mesma rede social pode ser de mais de um tipo.
A classificação mais comum é:
Rede social de relacionamento
Você pode estar pensando: “ué, mas o propósito das redes sociais não é
justamente o relacionamento?” De fato esse é o objetivo da maioria delas,
mas há algumas que são especialmente focadas nisso.
O caso mais conhecido é o Tinder, o app de relacionamento mais popular
do mundo cujo propósito, pelo menos em sua concepção, era o de ajudar a
conhecer pessoas novas.
Mas podemos citar inúmeras outras redes, que inclusive também se
encaixam nos outros tipos, como Instagram, Facebook e Twitter como
redes de relacionamento. Lá cada usuário pode manter contato com os
demais.
Rede social de entretenimento
Redes sociais de entretenimento são aquelas nas quais o objetivo principal
não é se relacionar com as pessoas, e sim consumir conteúdo.
O exemplo mais óbvio é o YouTube, a maior plataforma de distribuição de
vídeos do mundo, em que o objetivo é publicar e assistir a vídeos.
Mas a que está em destaque no momento é o TikTok, uma rede social
focada no compartilhamento de vídeos de curta duração. A RD University
recentemente lançou um curso gratuito que ensina a usar
283
profissionalmente o TikTok e também o Instagram, com direito a
certificado.
Outro caso é o Pinterest, no qual as pessoas publicam e consomem
imagens.
Rede social profissional
São aquelas em que os usuários têm como objetivo criar relacionamentos
profissionais com outros usuários, divulgar projetos e conquistas
profissionais, apresentar seu currículo e habilidades, conseguir indicações e
empregos.
O LinkedIn é a rede social profissional mais conhecida e utilizada, mas há
outras que também conquistaram seu espaço, como a beBee, Xing e outras
que são direcionadas para contratação de profissionais freelancer, como
a GetNinjas.
Além disso, outras redes que não são exclusivamente profissionais também
têm sido utilizadas para esse fim:
• No Facebook há diversos grupos em que os profissionais podem
encontrar vagas e discutir temas relacionados ao seu nicho de trabalho;
• No Twitter é possível encontrar perfis que trazem discussões relevantes
no âmbito profissional;
• O Instagram se tornou uma das principais redes quando falamos de
relacionamentos profissionais. Hoje em dia é indispensável que os
profissionais tenham um perfil na rede. Um ativo muito importante no
Insta é o link na bio, que permite direcionar seus seguidores para
páginas de vendas e de conversão.
Rede social de nicho
Redes sociais de nicho são aquelas voltadas para um público específico, seja
uma categoria profissional ou pessoas que possuem um interesse específico
em comum.
Um dos casos mais emblemáticos é a TripAdvisor, em que os usuários
atribuem notas a atrações relacionadas ao ramo gastronômico e turístico.
Outro exemplo é a DeviantArt, comunidade em que artistas visuais
promovem seus trabalhos. Há ainda a Goodreads, uma rede social para
leitores, que podem fazer resenhas de livros e recomendá-los.
284
WhatsApp
O WhatsApp é a rede social de mensagens instantâneas mais popular
entre os brasileiros. Ganhou até o “carinhoso” apelido de zap zap por parte
da população.
• Ano de fundação: 2009
• Usuários no Brasil: 169 milhões
Praticamente toda a população que tem um smartphone tem também o
WhatsApp instalado. O app é um dos que são controlados pela Meta,
empresa que deu origem ao Facebook.
YouTube
O YouTube é a principal rede social de vídeos online da atualidade, com
mais de 500 milhões de vídeos visualizados diariamente.
• Ano de fundação: 2005
• Usuários no Brasil: 142 milhões
Foi fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. O
sucesso meteórico fez com que a plataforma fosse adquirida pelo Google
no ano seguinte, em 2006, por 1,65 bilhão de dólares.
Como as pessoas acessam o YouTube para pesquisar assuntos que
querem assistir, ela também é reconhecida como uma ferramenta de busca
– a 2ª mais relevante na verdade, só atrás do Google.
Instagram
O Instagram foi uma das primeiras redes sociais exclusivas para acesso
mobile. É verdade que hoje é possível acompanhar as atualizações em
desktop, mas o produto é todo voltado para ser usado no celular.
• Ano de fundação: 2010
• Usuários no Brasil: 113,5 milhões
Em 2012, o aplicativo foi adquirido pelo Facebook (agora Meta) por nada
menos que 1 bilhão de dólares. Originalmente, era uma rede social de
compartilhamento de fotos entre usuários, com a possibilidade de aplicação
de filtros. Hoje ela se expandiu e é vista como a principal rede para geração
de negócios. Por isso é tão importante marcar presença por lá.
285
O Instagram se tornou uma das melhores plataformas para criadores de
conteúdo. De fato, as colaborações do Instagram estão em ascensão e o
marketing de influenciadores vem crescendo ano a ano por lá.
Facebook
O Facebook ainda é, de longe a rede social, mais popular do planeta.
Muitos consideram que foi a rede que ajudou a acelerar a popularização do
uso das redes sociais.
• Ano de fundação: 2004
• Usuários no Brasil: 109 milhões
Por muito tempo, essa era considerada a rede social mais versátil e
completa. Um local para gerar negócios, conhecer pessoas, relacionar-se
com amigos, informar-se, divertir-se, debater, entre outras coisas.
Para empresas, é praticamente impossível não contar com o Facebook
como aliado em uma estratégia de anúncios nas redes sociais.
Hoje um dos focos da rede são seus grupos no Facebook. Encontrar esses
grupos e se envolver pode ajudá-lo a fazer conexões com aqueles que
podem querer colaborar com sua marca.
Você sabia que pode fazer anúncios no Facebook diretamente pelo RD
Station Marketing? É muito simples, conta com API oficial da Meta e ainda
pode otimizar o seu orçamento de mídia paga, direcionando seus ads para
quem realmente interessa.
TikTok
O TikTok é uma plataforma de mídia social de compartilhamento de vídeos
vista de forma mais ampla. Na prática, é um espaço que mistura música,
vídeos, conteúdo de comédia e de microblog que hoje podemos considerar
como o aplicativo mais popular do mundo.
• Ano de fundação: 2014
• Usuários no Brasil: 82 milhões
Não é uma plataforma fácil de entender à primeira vista e ainda é um
território desconhecido para muitas pessoas com mais de 25 anos. Por ser
extremamente popular entre a Geração Z, essa rede dá mostras do que
significa crescer no mundo hiperconectado de hoje.
286
Twitter
É fato que o Twitter atingiu seu auge em meados de 2009 e de lá para cá
se consolidou como uma importante ferramenta para os usuários e marcas,
seja para compartilhar qualquer tipo de pensamento que vier na cabeça ou
notícias — também é muito usado como canal oficial de marcas e
personalidades.
• Ano de fundação: 2006
• Usuários no Brasil: 19 milhões
Hoje o Twitter é utilizado principalmentecomo uma segunda tela pelo
público, já que os usuários comentam e debatem o que estão assistindo na
TV, postando comentários sobre noticiários, reality shows, jogos de futebol
e outros programas.
Além disso, os tópicos que aparecem nos trending topics ainda ditam várias
discussões e pautam inclusive telejornais.
Tecnologia da informação e segurança de dados
A segurança de TI é um conjunto de estratégias de segurança digital que
impede o acesso não autorizado a ativos corporativos, como
computadores, redes e dados. Ela mantém a integridade e a
confidencialidade de informações confidenciais, bloqueando o acesso de
hackers experientes.
O que é necessário para a segurança de TI?
Conforme os hackers ficam mais experientes, a necessidade de proteger
os ativos digitais e os dispositivos de rede fica ainda maior. Embora
fornecer segurança de TI seja caro, uma violação significativa é muito mais
custosa para a empresa. Grandes violações podem prejudicar a
integridade de uma empresa de pequeno porte. Durante ou após o
incidente, as equipes de segurança de TI seguem um plano de resposta a
incidentes como uma ferramenta de gerenciamento de riscos para controlar
a situação.
Qual a diferença entre a segurança de TI e a segurança da informação
(InfoSec)?
Embora pareçam semelhantes, elas se referem a tipos diferentes de
segurança. A segurança da informação se refere aos processos e às
ferramentas projetados para proteger informações corporativas
confidenciais de invasões. Enquanto a segurança de TI se refere à
287
segurança de dados virtuais, por meio da segurança de rede do
computador.
Quais são as ameaças à segurança de TI?
As ameaças à segurança de TI podem se apresentar de diversas maneiras.
Uma ameaça comum é o malware, ou software mal-intencionado, que tem
diversas formas de infectar dispositivos de rede, incluindo:
• Ransomware
• Spyware
• Vírus
Essas ameaças tornam ainda mais importante ter uma segurança confiável
em vigor. Saiba mais sobre o malware para se manter protegido.
Quais os benefícios da segurança de TI?
A segurança de TI impede ameaças mal-intencionadas e possíveis
violações de segurança que podem ter um grande impacto na empresa. Ao
inserir a rede interna da empresa, a segurança de TI ajuda a garantir que
apenas usuários autorizados possam acessar e alterar informações
confidenciais contidas ali. A segurança de TI funciona para garantir a
confidencialidade dos dados da empresa.
Tipos de segurança de TI
Segurança de rede
A segurança de rede é usada para impedir que usuários não autorizados ou
mal-intencionados entrem na rede. Isso garante que a usabilidade, a
confiabilidade e a integridade não sejam comprometidas. Esse tipo de
segurança é necessária para impedir que um hacker acesse os dados contidos
na rede. Além disso, ela impede que o hacker afete negativamente a
capacidade do usuário de acessar ou usar a rede.
A segurança de rede tem se tornado cada vez mais desafiadora conforme as
empresas aumentam o número de endpoints e migram os serviços para a
nuvem pública.
Segurança de Internet
A segurança de Internet envolve a proteção das informações enviadas e
recebidas em navegadores, além da segurança de rede que envolvem
aplicações baseadas na Web. Estas proteções são projetadas para monitorar o
tráfego de entrada da Internet por malware, além de tráfego indesejado. Essa
proteção pode vir na forma de firewalls, antimalware e antispyware.
288
Segurança de endpoint
A segurança de endpoint fornece proteção no nível do dispositivo. Os
dispositivos que podem ser protegidos pela segurança de endpoint incluem
telefones celulares, tablets, laptops e computadores desktop. A segurança de
endpoint impedirá que os dispositivos acessem redes mal-intencionadas que
podem ser uma ameaça à empresa. A proteção contra malware avançada e o
software de gerenciamento de dispositivos são exemplos de segurança de
endpoint.
Segurança na nuvem
As aplicações, dados e identidades estão sendo movidos para a nuvem, o que
significa que os usuários estão se conectando diretamente à Internet e que não
estão protegidos pela pilha de segurança. A segurança da nuvem pode ajudar
a proteger o uso de aplicações de software como um serviço (SaaS) e a nuvem
pública. Um agente de segurança de acesso à nuvem (CASB), um gateway de
Internet seguro (SIG), e um gerenciamento unificado de ameaças baseado em
nuvem (UTM) podem ser usados para a segurança da nuvem.
Segurança de aplicações
Com a segurança de aplicações, as aplicações são codificadas no momento da
criação para terem o máximo de segurança, de forma a ajudar a garantir que
não sejam vulneráveis a ataques. Essa camada adicionada de segurança
envolve analisar o código de uma aplicação e identificar as vulnerabilidades
que podem existir no software.
Segurança da Informação: Princípios de Segurança,
Confidencialidade e Assinatura digital, Procedimentos de Segurança
e Backup, Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls),
Malwares, Ataques.
Princípios da Segurança da Informação
• Confidencialidade: é a garantia de que os dados serão acessados apenas por
usuários autorizados. Geralmente, restringe o acesso.
• Integridade: é a garantia de que a mensagem não foi alterada durante a
transmissão, ou seja, é a garantia da exatidão e completeza da informação.
• Disponibilidade: é a garantia de que um sistema estará disponível a qualquer
momento para solicitações.
• Autenticidade: é a garantia de que os dados fornecidos são verdadeiros ou de
que o usuário é o usuário legítimo.
289
• Conformidade (legalidade): a segurança da informação também deve assegurar
que seus processos obedeçam às leis e normas. A junção de todos esses princípios
gera a confiabilidade do sistema.
Confidencialidade e Assinatura digital
O que é Assinatura Digital
A realidade do ser humano muda a todo momento, em todos os aspectos,
principalmente com o avanço extremamente rápido da tecnologia.
A globalização nos permitiu estarmos mais conectados, permitindo
estabelecermos diversas relações através, unicamente, da internet.
Hoje em dia, por exemplo, em vez da necessidade de realizar longas viagens
para fechar e assinar um contrato, ou esperar por semanas o seu envio e
recebimento pelo serviço postal, é possível formalizá-lo apenas com alguns
cliques no computador ou celular.
Porém, isso apenas é possível graças ao advento de uma importante
ferramenta na Tecnologia da Informação, a Assinatura Digital.
A Assinatura Digital é uma potente ferramenta que permite que pessoas
possam assinar documentos digitalmente, não sendo necessário nenhum
papel físico ou caneta, possuindo a mesma eficácia jurídica do que uma
assinatura realizada fisicamente.
Esse avanço permitiu a otimização do tempo dos envolvidos, não sendo mais
necessário enfrentar gigantes filas em cartórios, ou realizar viagens apenas para
coletar uma assinatura em um pedaço de papel.
Mas como funciona a Assinatura Digital?
Bom, primeiramente temos que saber que a assinatura digital garante
a autenticidade e a irretratabilidade do emissor, além da integridade da
mensagem.
Esses são princípios da segurança da informação. De maneira resumida temos
que a:
Autenticidade: é o princípio que garante que o emissor de determinada
informação seja realmente quem alega ser, assegurando que a mensagem
290
recebida é realmente proveniente da fonte declarada. Em outras palavras, a
autenticidade garante a identidade do remetente da informação.
Integridade: é a propriedade que garante que, durante a transferência
da mensagem, ela não seja alterada, violada ou corrompida, de modo a
garantir que todas as características da mensagem
original sejam mantidas durante a sua transmissão.
Irretratabilidade: é a propriedade que garante a impossibilidade de o
emissor negar a autoria de determinada mensagem ou transação.Caso queira se aprofundar nesses e em outros princípios da segurança da
informação, acesse o nosso artigo do nosso blog sobre os Princípios da
Segurança da Informação.
Desse modo, para garantir a autenticidade, a assinatura digital utiliza do
mecanismo de criptografia assimétrica. Já para garantir a integridade, é
utilizado o algoritmo HASH. Vamos ver, de maneira simplificada, como
funciona cada uma dessas ferramentas.
Procedimentos de Segurança e Backup
Backup é uma cópia de segurança que você faz em outro dispositivo de
armazenamento como HD externo, armazenamento na nuvem ou pen drive por
exemplo, para você não perder os dados originais de sua máquina devido a vírus,
dados corrompidos ou outros motivos e assim conseguir restaurá-los (recuperá-los).
Tipos de Backup
Backups completos (normal): Cópias de todos os arquivos, independente de
backups anteriores. Conforma a quantidade de dados ele pode ser é um backup
demorado. Ele marca os arquivos copiados
Backups incrementais: É uma cópia dos dados criados e alterados desde o último
backup completo (normal) ou incremental, ou seja, cópia dos novos arquivos
criados. Por ser mais rápidos e ocupar menos espaço no disco ele tem maior
frequência de backup. Ele marca os arquivos copiados.
291
Backups diferenciais: Da mesma forma que o backup incremental, o backup
diferencial só copia arquivos criados ou alterados desde o último backup completo
(normal), mas isso pode variar em diferentes programas de backup. Juntos, um
backup completo e um backup diferencial incluem todos os arquivos no
computador, alterados e inalterados. No entanto, a diferença deste para o
incremental é que cada backup diferencial mapeia as modificações em relação ao
último backup completo. Ele é mais seguro na manipulação de dados. Ele não marca
os arquivos copiados.
O becape dos dados que emprega uma combinação de becapes normal e
incremental é um método mais rápido e requer menor espaço de armazenamento,
em relação aos demais tipos de becape. Entretanto, por meio desse becape, a
recuperação de arquivos pode tornar-se difícil e lenta, pois o conjunto de becape
poderá estar armazenado em diversos discos ou fitas.
Com a finalidade de substituir, de forma rápida, sistemas críticos de uma organização
em caso de falha de disco, dispositivos de backup podem ser utilizados. Tal
procedimento visa a manter a disponibilidade da informação.
Devem ser feito testes constantes dos backups para evitar dados corrompidos ou
outros problemas e ser tarde demais para recuperar. Estes testes do backup devem
ser periódicos e logo após eles terem sido gerados.
Não é necessário fazer backup de arquivos de sistema e aplicativos, pois eles são
facilmente reinstalados.
QUESTÃO DE CONCURSO
QUESTÃO 1
Ano: 2019 Banca: FADESP Órgão: DETRAN-PA (Procedimentos de backup)
Com relação aos tipos de backup, analise as seguintes afirmativas.
I. O backup completo faz a cópia de todos os arquivos destinados a ele,
independente de versões anteriores ou de alterações nos arquivos desde o último
backup.
292
II. O backup incremental faz a cópia dos arquivos que foram alterados ou criados
desde o último backup completo ou incremental.
III. Da mesma forma que o backup incremental, o backup diferencial só copia
arquivos criados ou alterados desde o último backup. No entanto, a diferença deste
para o incremental é que cada backup diferencial mapeia as modificações em relação
ao último backup completo.
A sequência que expressa corretamente o julgamento das afirmativas é
A) I – F; II – F; III – V.
B) I – V; II – F; III – F.
C) I – V; II – V; III – F.
D) I – V; II – V; III – V.
E) I – F; II – F; III – F.
QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Maringá – PR
Avalie os seguintes itens de I a IV, e assinale a alternativa que lista somente os itens
que podem ser utilizados para fazer backup de um documento Word:
I – CD
II – Pen drive
III – Armazenamento na nuvem
IV – HD externo
A) II, III, IV.
B) I, II, IV.
C) III, IV.
D) I, II, III, IV.
293
QUESTÃO 3
Ano: 2019 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Uberaba – MG
O(A) _____ é um mecanismo de segurança que permite a recuperação de dados
perdidos por acidente.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna:
A) Backup.
B) Criptografia.
C) Stand by.
D) Top file.
QUESTÃO 4
Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Barão de
Cocais – MG
Sobre backup, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Arquivos de sistema e aplicativos são arquivos importantes para se ter em um
backup.
( ) Backups devem ser mantidos atualizados de acordo com a frequência com que os
arquivos são alterados.
( ) Backups devem ser testados periodicamente e logo após terem sido gerados.
Assinale a sequência correta.
A) V F F
B) F F F
294
C) F V V
D) V V V
QUESTÃO 5
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: Prefeitura de Jataí – GO
A respeito dos procedimentos de backup, assinale a alternativa correta.
A Com o objetivo de verificar os processos de backup e estabelecer melhorias, se for
o caso, é importante realizar testes periódicos de restauração.
B Após a consolidação do backup, as mídias de backup devem ser armazenadas na
mesma sala onde trabalha o administrador do sistema, pois é o local mais
apropriado.
C Ao se criar um procedimento de backup, o usuário não deverá se preocupar com o
tempo de restauração das informações, mesmo se houver indisponibilidade de
serviços que dependam da restauração, pois o backup é mais importante que a
restauração.
D As mídias de backup defeituosas ou inservíveis deverão ser encaminhas
diretamente ao lixo.
E Uma boa estratégia de backup não deve ser condizente com a natureza dos dados
armazenados, mas sim com a capacidade das mídias disponíveis.
RESPOSTAS
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A
295
Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls), Malwares, Ataques
Antivírus e firewall são ferramentas de segurança da informação que se
complementam para garantir a disponibilidade, confidencialidade e integridade da
informação. Ao mesmo tempo, possuem diferenças que confundem os usuários,
principalmente relacionadas à infraestrutura de TI em que atuam: o antivírus tem
função para a segurança de endpoint e o firewall para segurança de rede.
Neste post, vamos mostrar que, apesar de diferentes, eles exercem, juntos, a
segurança da informação em uma empresa. Confira!
O que são vulnerabilidades?
A vulnerabilidade é um termo aplicado a possíveis falhas no sistema que o deixariam
exposto à alguma ameaça. Podem ser originadas por ações humanas, como o ato de
abrir um e-mail infectado, ou de cunho tecnológico que se dão devido a ineficácia da
infraestrutura de segurança de TI.
Isso acontece por meio de invasões de hackers, intrusão de arquivos maliciosos,
falhas de armazenamento em dispositivos ou mídias, vazamento de dados,
hardwares ou softwares defeituosos ou obsoletos.
Quais as características do firewall?
Um firewall pode ser considerado uma proteção dos recursos do computador contra
ameaças externas: foi projetado para analisar e filtrar o tráfego, garantindo a sua
segurança.
Para isso, controla o IP de origem e de destino, porta de origem e de destino e flags
de protocolo. Dessa forma, somente o tráfego autorizado por ele acessa o
computador, sempre em conformidade com a política de segurança preestabelecida.
Já o Next Generation Firewall:
• realiza uma análise aprofundada do pacote por meio da avaliação de downloads
(se contém algum tipo de ameaça, como um ransomware, ou minerador de
bitcoin, por exemplo);
• agrega função de IPS (Intrusion Prevention System)que avalia os pacotes de
rede ou serviços de infraestrutura (RDP, Oracle, Tomcat, JBoss, SSH, Nginx,
SQL, por exemplo);
• prevê vazamentos de dados sensíveis (DLP) e filtra URLs para controlar o
acesso a sites e downloads indesejados pela rede da empresa (plataformas de
streaming, phising, pornografia e facebook, por exemplo), assim como
aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram.
Quais as características do antivírus?
Antivírus é um software de segurança contra malwares e programas
infectados provenientes da Internet, mídias óticas (DVD e Blu-ray) e rede interna da
296
empresa, assim como de dispositivos em que houve a troca de dados, como
pendrives, smartphones e players de música, por exemplo. Um antivírus tradicional
realiza a seguinte sequência de ação no combate a esses arquivos:
1. detecção — o software tem conhecimento do ataque e localiza o arquivo ou
programa infectado;
2. identificação — após essa detecção, reconhece o tipo de vírus;
3. remoção — remove o arquivo infectado e todos os seus resquícios ou restaura
o arquivo ou programa infectado por meio de um backup original sem infecção.
A nova geração de antivírus (NGAV) é de fácil implantação, pode ser administrada
em cloud, se baseia em assinatura heurística, adota uma visão centrada no sistema
de segurança de endpoint, examina cada processo, detecta e bloqueia com
algoritmos qualquer ferramenta ou técnica maliciosa de ataque cibernético.
A NGAV realiza as seguintes ações para proteger as empresas:
• previne malwares de commodity, desconhecidos e ataques sofisticados,
avaliando o contexto de um ataque inteiro;
• fornece visibilidade e contexto para buscar a raiz de um ataque cibernético;
• corrige ataques (o tradicional somente interrompe o malware em massa).
Quais as diferenças entre antivírus e firewall?
Uma das diferenças entre antivírus e firewall está na infraestrutura em que eles
atuam: o Firewall age na camada de rede, como uma barreira para o tráfego de
entrada para o sistema, o que evita que ações maliciosas, como ciberataques, por
exemplo, sejam executadas.
Já o antivírus atua no endpoit, na proteção de PC, servidores, notebooks e
dispositivos móveis contra as mesmas vulnerabilidades, como os ataques de
malwares, ransomwares, alterações e roubo de informação, por exemplo.
Relacionado ao tráfego de dados, o firewall, realiza uma inspeção de tudo que circula
entre a Internet e o computador. Em contrapartida, o antivírus realiza a busca por
meio de uma detecção, programada ou em tempo real, que examina os pontos críticos
do sistema (memória, registros e arquivos) e identifica aqueles infectados para
realizar sua remoção.
Com um firewall, o acesso ao computador precisa ser autorizado com os requisitos
de segurança já determinados. No entanto, um vírus também pode entrar no sistema
por meio de um download feito no e-mail, um link de spam, apenas um clique
despretensioso ou por entradas de CD ou USB.
Uma vez que o vírus tenha acesso ao sistema, o papel de um antivírus começa por
meio de uma varredura que o detecta e evita que ele se espalhe ainda mais,
excluindo-o ou isolando o arquivo que o contém — o que não pode ser efetivado pelo
firewall, que só interrompe o vírus em sua entrada no sistema.
Antivírus e firewall: qual dos dois é recomendado?
297
Apesar de serem eficientes, têm suas limitações: o firewall não garante uma
proteção do sistema e para garantir a segurança da informação, é necessário
estabelecer uma política de segurança eficiente, com a implantação de antivírus e
firewall realmente eficientes. Além disso, é preciso determinar algumas diretrizes que
devem ser seguidas em todos os setores da empresa, por meio da adaptação da
cultura organizacional e monitoramento rígido.
Nesse sentido, ainda:
• certifique-se de atualizar senhas constantemente;
• realize o treinamento e conscientização dos seus colaboradores com
frequências mínimas;
• criptografe dados disponibilizados em nuvem;
• gerencie as permissões de acesso ao sistema;
• atualize-se quanto ao surgimento de novas ferramentas de proteção;
• realize o controle do fluxo de dispositivos não pertencentes à empresa no
ambiente organizacional;
• otimize sua infraestrutura de TI;
• elabore um plano contingencial.
Com essas ações, além do pleno funcionamento do antivírus e firewall, a segurança
da informação da empresa se garante por meio da possibilidade do aprimoramento
da postura de segurança de toda a organização, maior facilidade na identificação e
correção de possíveis ameaças.
O que significa malware?
A palavra 'malware' é uma contração da expressão em inglês ‘malicious software’
(software malicioso). O malware é um software intrusivo que foi intencionalmente
concebido para causar danos a computadores e sistemas de informática. Em
contraste, software que causa danos involuntários é geralmente referido como um
bug de software.
As pessoas às vezes perguntam sobre a diferença entre um vírus e um malware. A
diferença é que o malware é um termo abrangente para uma série de ameaças
online, incluindo vírus, spyware, adware, ransomware e outros tipos de softwares
nocivos. Um vírus de computador é simplesmente um tipo de malware.
O malware pode ser introduzido a uma rede através de phishing, anexos maliciosos,
downloads maliciosos, engenharia socialou dispositivos de memória flash. Nesta
visão geral, nós olhamos para tipos comuns de malware.
Como é que o malware se espalha?
As formas mais comuns de propagação de ameaças de malware incluem:
• E-mail: Se o seu e-mail tiver sido invadido, o malware pode forçar o seu computador
a enviar e-mails com anexos infectados ou links para sites maliciosos. Quando um
destinatário abre o anexo ou clica no link, o malware é instalado no seu computador
e o ciclo se repete.
298
• Meios físicos: Os hackers podem carregar malware em dispositivos de memória
flash USB e esperar que as vítimas inocentes os conectem aos seus computadores.
Esta técnica é frequentemente utilizada na espionagem corporativa.
• Alertas pop-up: Isto inclui alertas falsos de segurança que o enganam para
descarregar software de segurança falso, que em alguns casos pode ser malware
adicional.
• "Vulnerabilidades” Um defeito de segurança no software pode permitir que o
malware obtenha acesso não autorizado ao computador, hardware ou rede.
• Backdoors: Uma abertura intencional ou não intencional em software, hardware,
redes ou segurança do sistema.
• Downloads de drive-by: Download involuntário de software com ou sem
conhecimento do usuário final.
• Escalada de privilégios: Uma situação em que um criminoso obtém um acesso
gradual a um computador ou rede e depois o usa para lançar um ataque.
• Homogeneidade: Se todos os sistemas estiverem rodando o mesmo sistema
operacional e conectados à mesma rede, o risco de um worm de sucesso se
espalhar para outros computadores é aumentado.
• Ameaças combinadas: Pacotes de malware que combinam características de
vários tipos de malware, tornando-os mais difíceis de detectar e parar porque podem
explorar diferentes vulnerabilidades.
Sinais de uma infecção por malware
Se você notou alguma das seguintes situações, você pode ter malware no seu
dispositivo:
• Um computador lento, que trava ou congela
• A famigerada "tela azul da morte"
• Programas que se abrem e fecham automaticamente ou se alteram sozinhos
• Falta de espaço de armazenamento
• Aumento de pop-ups, barras de ferramentas e outros programas indesejados
• E-mails e mensagens enviadas sem que você as inicie
Extensão e Arquivos
A extensão de arquivo é necessária para diferenciar os formatos e funções de arquivos
em seu computador. Cada uma delas apresenta características diferentes, bem como
funcionalidades. Sendo assim, é preciso que cada uma delas possua um programa que
consiga reproduzir o conteúdo ali contido.
Texto, som, imagem, slides,planilhas e vídeos são os arquivos mais comuns. No
entanto, quem nunca se deparou com uma mensagem de “formato não suportado”? É
preciso ter atenção aos tipos de programas em nossos computadores para que
funcionem corretamente. Do contrário, não poderemos executá-los.
299
É exatamente por isso que precisamos de extensões de arquivos. Por meio delas,
conseguimos executar qualquer tipo de programa sem maiores problemas. Sendo
assim, o ideal é conhecer as mais importantes e saber como executá-las ou reproduzí-
las. Dessa forma, na hora de usar um arquivo, não encontraremos nenhuma barreira.
O que é uma extensão de arquivo e para que serve?
Uma extensão de arquivo nada mais é do que um sufixo capaz de nomear um
formato e função próprios. Dessa forma, cada uma dessas extensões possui um
funcionamento diferente. Suas características individuais também precisam ser
levadas em consideração no momento de uso. Para isso, um software é necessário
para executá-la.
Uma das extensões mais conhecidas é a do arquivo EXE. É por meio dela
que podemos saber que um arquivo poderá, ou não, ser executado. Assim,
várias possibilidades serão oferecidas à pessoa usuária. Você tem a opção de instalar
o programa ou, também, um vírus. Os cuidados devem ser redobrados no momento
de selecionar um determinado arquivo.
De uma maneira geral, a extensão de arquivo tem como principal finalidade executar,
adequadamente, algum programa. Não é possível executar um arquivo de vídeo em
uma extensão de foto, por exemplo. Sendo assim, cada uma deve receber os
parâmetros que são necessários para um bom funcionamento.
Quais as características das extensões de arquivos?
Com o trabalho híbrido, acabou se tornando necessário saber como usar o
computador. Dessa maneira, alterar os arquivos é mais do que necessário para uma
boa execução. Existem algumas características comuns às extensões. No entanto, as
principais são:
• Dentro do Windows, sistema operacional popular, as extensões possuem 3
caracteres. Ainda assim, é possível encontrá-las com 1, 2 ou, em raros casos, 4
caracteres;
• Todas as extensões de arquivos começam com um ponto final;
• A extensão do arquivo sempre aparecerá no final de seu nome;
• O nome de um arquivo deverá estar dividido em duas partes: nome + extensão.
Levando em consideração essas características, fica fácil identificar com qual tipo de
extensão estamos lidando. Assim, na hora de executar um programa, poderemos
saber se há alguma colisão de formato.
300
Quais as principais extensões de arquivo?
Assim como já mencionado, a extensão de arquivo é de extrema importância. É por
meio dela que há a possibilidade de reprodução de um determinado
documento, música, foto ou outros. Dessa maneira, para não acabar confundindo
o que está armazenado no seu computador, confira as principais extensões.
Vídeo
As principais extensões de arquivo de vídeo são:
• AVI: Significa “Audio Video interleave”. O formato foi criado por intermédio
da Microsoft combinando vídeo e áudio em um mesmo lugar. Sua capacidade de
reprodução é vasta.
• MOV: O formato dessa extensão está voltado para o aplicativo QuickTime. Sendo
assim, acaba sendo utilizado em computadores da empresa Apple.
• MPEG: Talvez esta seja a extensão mais conhecida. São diversas taxas de qualidade
apresentadas no formato, podendo ir da maior resolução à mais simples.
• RMVB: Esta extensão é capaz de definir formatos de vídeo voltados para o Real Player.
A qualidade é boa, principalmente se colocada lado a lado com os tamanhos dos
arquivos.
• MKV: A sigla é responsável por dar nome aos vídeos da Matroska. A qualidade de vídeo
e áudio surpreende e pode ser usada em variados softwares.
Áudio
Dentre as principais extensões de áudio, temos:
• AAC: A sigla denomina uma codificação mais avançada relacionada ao áudio. Sua
criadora é a Apple, que visa concorrer com o WMA e o MP3.
• WMA: A extensão se parece muito com o MP3. Quando as músicas do CD são passadas
para o computador, o arquivo ganha esta extensão.
• MP3: A mais popular dentre todas as outras. Ela tem ampla utilização e codifica álbuns
inteiros. Capaz de reduzir um arquivo em até 90% do seu tamanho original.
• AC3: Responsável pelo formato Dolby Digital. Esta extensão é muito utilizada em filmes
de DVD e cinema. Suas frequências de áudio são bem divididas.
• WAV: Formato mais comum para armazenamento de áudio. Serve, unicamente, para
tocar em players ou em algum som comum.
• OGG: Este é o formato menos conhecido, sendo o oposto do MP3. Ele é mais usado
para streaming, transmitindo dados da internet direto para o seu PC.
Imagem
Na categoria de extensão de arquivo de imagem, temos:
• GIF: Muitas pessoas conhecem esta extensão. Ela é responsável por criar imagens
animadas, como pequenos vídeos, sem som, que se repetem.
301
• BMP: Este é o formato menos conhecido dentre todos os outros. A ilustração do arquivo
é mostrada de forma mais real, sem qualquer perda ou compressão.
• JPEG: Também muito popular entre as pessoas usuárias. Capaz de comprimir imagens,
removendo um pouco da qualidade original.
• PNG: Esta extensão de imagem possui maior qualidade. É capaz de suportar arquivos
maiores e apresentar uma maior variedade de cores.
Além dessas mencionadas anteriormente, há outras extensões de imagem. No
entanto, elas se referem aos seus respectivos programas. Algumas que podem
ser mencionadas são a AI (Adobe Illustrator) e CRD (Corel).
Documentos
Dentre as extensões de documentos, as principais são:
• TXT: Arquivo simples para criação de texto a partir do bloco de notas do Windows. Seu
formato é leve e é executado em qualquer sistema operacional.
• XLS: A extensão se parece muito com a do Word, mas é utilizada para arquivos
do Excel. Ou seja: ela armazena planilhas.
• PDF: O formato foi criado pela Adobe e fez muito sucesso. Na atualidade, é visto como
um dos padrões mais necessários. Ele pode ser executado pelo Adobe Reader.
• PPT: O PPT é utilizado, unicamente, para o Microsoft Powerpoint. O aplicativo oferece a
possibilidade de realizar apresentações em formato de slide.
• DOC: Talvez seja a extensão de documento mais popular. Por meio dela, é possível
executar arquivos do Word. Atualmente, a extensão se chama DOCX.
Compactadores
Os compactadores são aplicativos capazes de reduzir o formato de um
determinado arquivo. Além disso, eles se responsabilizam por unir, em um mesmo
local, mais de um arquivo. Na extensão de arquivo, temos como principais:
• RAR: O RAR pode ser visto como o segundo formato mais buscado. O Winrar é o
programa responsável por sua execução. Também oferece suporte para arquivos ZIP.
• ZIP: O ZIP é uma extensão do aplicativo Winzip. O programa é um verdadeiro pioneiro
e se mostra extremamente útil na compactação.
• 7z: O 7z é menos popular e foi criado pelo 7-ZIP. Por meio da extensão, é possível
visualizar, corretamente, os arquivos que foram compactados a partir dele. A taxa de
qualidade é bastante alta.
302
Processos de ensino e aprendizagem: conceituação apropriação e elaboração
de conceitos científicos, procedimentos metodológicos e teoria da atividade
O processo de aprendizagem com a BNCC Educação Infantil
A implementação da BNCC Educação Infantil com os campos de experiência
tem por objetivo estimular um aprendizado com foco na autonomia e
comunicação da criança.
O processo de aprendizagem nessa etapa da Educação Básica busca
enfatizar um completo desenvolvimento da criança.
Há uma centralização maior do aprendizado no aluno, visando à construção
da sua autonomia, comunicação e criatividade.
Os objetivos pedagógicos trazem um estímulo ao diálogo e interação do
aluno com o ambiente escolar. Assim, as atividades Educação Infantil
buscam criar uma independência e atuação constante da criança em seu
aprendizado.
O Papel doProfessor no Ensino Infantil
Destaca-se também o papel do professor ao longo do Ensino Infantil. Com
as diretrizes da BNCC, o educador tem o papel de construir um vínculo
completo entre o aluno e o ambiente.
É este vínculo o responsável por auxiliar o aluno a aprender por meio dos
campos de experiência. Dessa forma, o professor atua como orientador, e
não apenas educador, mostrando para a criança o melhor caminho para a
construção do seu aprendizado.
Isso acontece para garantir que a aprendizagem e o desenvolvimento do
estudante ocorram de forma completa por meio de múltiplas linguagens e
abordagens.
Educação Infantil: os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
Outro fator que se destaca na BNCC Educação Infantil, além dos campos de
experiência, são os direitos de aprendizagem por ela proposta.
Tais direitos trazem em sua base objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento que devem ser propostos em sala de aula, os quais têm
por intuito aprimorar capacidades intelectuais, sociais, físicas e culturais.
303
Para garantir a completa construção do conhecimento no ambiente escolar,
a Base Nacional Comum Curricular destaca como objetivos de
aprendizagem os seguintes direitos:
– Conviver;
– Brincar;
– Participar;
– Explorar;
– Expressar;
– Se conhecer.
O processo de aprendizagem e as habilidades adquiridas na educação infantil
– Desenvolvimento afetivo e social
Durante a infância começamos a criar nossas maneiras de interagir com as
pessoas que fazem parte do nosso contexto. Desde bebês já podemos estabelecer
essa habilidade, pelo simples fato de levantarmos nossas mãozinhas para as
pessoas ou sorrirmos.
Quando maior, a criança entende que deve compartilhar objetos (embora sua
cognição não esteja tão avançada ainda), ceder lugar para o amiguinho entrar na
brincadeira, abraçar os coleguinhas quando chega à escola, etc.
– Desenvolvimento de aspectos cognitivos
As habilidades cognitivas aprendidas na infância são de extrema importância,
pois elas possibilitam a condição da criança em lidar com diversas situações.
Para esclarecer ainda mais o impacto que essas competências representam, vale
trazer alguns exemplos: quando um bebê aprende a explorar o ambiente com o
tato ou quando o aluno consegue resolver um problema no qual ele pode utilizar
tanto as mãos como os olhos, etc.
Relembrando que a cognição é o ato que consiste em processar as informações.
A função dessa habilidade é o de perceber, integrar, compreender e responder
adequadamente a todos os estímulos do ambiente de uma pessoa. Vale ressaltar
que isso leva o indivíduo a pensar e a avaliar como e o que fazer para cumprir
uma tarefa ou uma atividade social.
– Desenvolvimento da coordenação motora fina e ampla
Durante a educação infantil a criança começa a ter contato com atividades que
facilitarão a habilidade da coordenação motora fina. O que é isso? Bom, é o ato
de treinar e utilizar os pequenos músculos das mãos e dos dedos, por exemplo.
Práticas como escrever, segurar um objeto, abrir e fechar as mãos com precisão
304
e no momento certo são alguns dos resultados obtidos.
A coordenação motora ampla envolve os músculos maiores, o que também é
estimulado em atividades na educação infantil através de tarefas que exijam
movimentos maiores: gincanas, aulas de educação física, prática de atividades
esportivas, aulas de dança, etc.
– Desenvolvimento da linguagem
Essa fase abrange diferentes etapas da vida da criança, pois desde muito
novinha ela começa a balbuciar um som, como se quisesse se comunicar. Ao
longo da infância, o pequeno vai adquirindo essa habilidade devido ao convívio
com seus familiares e todo o ambiente que o cerca. Contudo, a educação infantil
exerce um papel importante na condução da maneira correta do uso da língua,
respeitando-se os fonemas, as entonações. É um processo gradual, cheio de
erros e acertos, mas essencial na vida de todos nós.
4 etapas do processo de aprendizagem na educação infantil
A infância é aquele momento brilhante, onde tudo parece ser possível. E
realmente é possível aprender sobre diversas coisas e o processo de
aprendizagem na educação infantil é um mundo de descobertas fantástico.
As crianças descobrem sobre elas aos poucos, sentindo o toque da mãe
na sua pele, ou apenas recostando a cabeça sobre o seu ombro.
Observam cada aspecto do seu pequeno corpo em desenvolvimento, daí
as primeiras lições da escola envolvem o reconhecimento das partes do
corpo através de músicas, pinturas e jogos.
Nessa fase elas descobrem a sociedade a sua volta e estabelecem
relações com seus pequenos colegas, sabendo desde cedo a desenvolver
afinidades mesmo que de forma inconsciente. Dentro desse cenário as
crianças criam laços para além da família e amigos próximos.
Nessa fase elas querem chegar na escola e abraçar seus professores e
expressar todo o carinho ou até mesmo as emoções que estão
vivenciando. O que não é uma regra, pois algumas crianças demoram a
desenvolver habilidades como o controle e expressão espontânea das
emoções, dentro do processo de aprendizagem.
Porém, desde os primeiros momentos de vida as crianças iniciam seu
processo de desenvolvimento que inclui a aprendizagem de uma maneira
geral. Então a cada descoberta da criança, a cada risada e até com o
305
choro ela está aprendendo e se desenvolvendo junto com o mundo a sua
volta.
Mas afinal, como funciona o processo de aprendizagem?
O processo de aprendizagem, seja na educação infantil ou em qualquer
fase da nossa vida, está diretamente ligado às mudanças.
As mudanças levam ao desenvolvimento, que é justamente, o ato de
descobrir para transformar, a partir do crescimento e das novas
experiências do processo. Assim, as mudanças podem ser físicas,
cognitivas e psicossociais.
No caso das crianças, essa transformação é sempre constante e acontece
rapidamente.
Dessa forma, podemos perceber que o processo de aprendizagem é algo
amplo e está ligado a todos nós em todas as fases da nossa vida.
Pensando assim, quando as crianças são levadas à escola, o seu
processo de aprendizagem está saindo da fase de desenvolvimento físico,
contada de zero aos 2 anos, determinada pelas descobertas motoras e
está caminhando para o despertar cognitivo, que abrange ainda focadas
em experiências individuais.
Vejamos as etapas desse processo logo adiante!
O processo de aprendizagem e as 4 etapas de desenvolvimento
Estamos aprendendo constantemente, isso é um fato. Segunda a teoria
construtivista de Jean Piaget, as fases de desenvolvimento não podem ser
burladas no processo de aprendizagem.
Para isso, vamos entender cada uma das 4 fases descritas em sua teoria
compreendendo como tudo isso se inicia na vida das crianças.
Isso nos leva ao seguinte questionamento: Como as crianças
aprendem?
Segundo Piaget as crianças aprendem através das interações sociais e
tudo que está a sua volta contribui para esse processo.
Sua teoria aponta que o processo de desenvolvimento da aprendizagem
infantil e todo o conhecimento que a criança adquire vai se acumulando e
tornando o mundo dela mais amplo.
O sentido que a criança dá aos acontecimentos vai se alterando, pois, as
coisas começam a ter diferentes significados para ela.
306
Devemos sempre lembrar que nas fases do processo de aprendizagem as
crianças desenvolvem habilidades que serão continuadas ou consolidadas
nas fases seguintes. Desse modo, o processo deve ser seguido de forma
consciente por todos aqueles que fazem parte da vida das crianças.
1. Desenvolvimento físico
Essa fase pode ser chamada de sensório-motor e ocorre dos 0 aos 2 anos
da vida da criança.
Aqui, elas percebem que seus movimentos geram ações e podem ser as
mais variadas possíveis. Nela, a criança começa a descobrir as inúmeras
possibilidades que o mundo oferece.
Estamos falando do período na vidado bebê em que todos os seus
sentidos estão sendo descobertos, onde a visão, tato, paladar e a própria
noção espacial estão em desenvolvimento.
Essas descobertas por parte da criança, fazem necessária uma atenção
redobrada dos adultos à sua volta.
Estamos falando da fase da vida onde os pequenos vão descobrir a
existências das cores, com o aprimoramento da visão. Ainda as sensações
táteis, onde se descobre o quente, o frio, por exemplo, assim como o gosto
dos alimentos.
2. Desenvolvimento cognitivo
Ocorre aproximadamente dos 2 aos 7 anos e essa etapa de
desenvolvimento é definida pela capacidade do cérebro de processar
informações e obtê-las do mundo. Assim, a criança armazena processos
que envolvem aspectos variados como a linguagem, pensamentos,
raciocínio, memória, resolução de problemas e um senso de
individualidade.
Observando os aspectos cognitivos que a criança desenvolve nessa etapa,
podemos destacar aqui a linguagem, que começa a ser cada vez mais
estimulada, sendo ampliada no processo de alfabetização das crianças,
quando estas começam a ter contato com a língua escrita, descobrindo
uma outra forma de comunicação.
Os pensamentos e a memória como capacidades que se expandem
nessa fase, devido ao mágico universo das histórias e das músicas, são
uma parte importante da ligação entre o universo imaginário que a criança
é submersa em suas experiências literárias e a realidade cotidiana.
307
3. Desenvolvimento social
Essa fase de desenvolvimento vai dos 7 aos 12 anos de idade. Aqui, a
criança desenvolve a capacidade de solucionar problemas concretos,
trocar informações com outras crianças e com adultos de maneira mais
sólida.
Nessa fase começam a aprender regras sociais e adquirir senso de justiça.
Além de consolidar os aprendizados das demais fases do processo.
A criança começa a desenvolver habilidades mais complexas, onde o
raciocínio lógico ganha força.
4. Desenvolvimento afetivo
A partir dos 12 anos a criança caminha para a adolescência e completa
seu raciocínio lógico. Nessa fase, se inicia também o desenvolvimento
afetivo de maneira mais consciente.
Daqui em diante, começam a lidar com questões lógicas e abstratas
criando situações hipotéticas, indicando possibilidades teóricas e práticas
com autonomia.
Seguindo os passos teóricos de Piaget, continuamos nesse
desenvolvimento por toda a vida.
Fatores que contribuem com o processo de aprendizagem na
educação infantil
Veja bem, um grande facilitador desse processo para os pequenos é o
ambiente escolar.
Nele as crianças desenvolvem a aprendizagem de forma guiada,
respeitando cada fase da vida e das descobertas, através das técnicas
pedagógicas necessárias para cada período.
Quando a criança é inserida na educação infantil, no entanto, não significa
que seja uma folha em branco, pronta para ser adaptada aos moldes da
metodologia de ensino utilizada na instituição de ensino escolhida, mas
sim, um ser com tempo próprio para desenvolver as habilidades
necessárias para a vida em sociedade.
A partir da vivência da educação infantil a criança desenvolve habilidades
que são primordiais para a continuação da vida em sociedade de forma
satisfatórias aos seus próprios interesses e as necessidades sociais em
geral.
308
O estímulo dos pais é uma característica fundamental para o
desenvolvimento da criança. Sua autoconfiança é baseada na promoção
de um ambiente seguro para suas descobertas diárias.
Quais as contribuições dos jogos e brincadeiras para o
desenvolvimento infantil?
Já sabemos que os jogos e as brincadeiras são ferramentas de extrema
importância para o desenvolvimento infantil.
— O papel do professor no processo de ensino e aprendizagem
A escola deve ser pensada como “preparação” para a vida, tendo como papel
formar cidadãos críticos e autônomos para o mundo. Trata-se de um ambiente
de aprendizagem, onde há grande pluralidade cultural, mas que direciona a
construção de significados compartilhados entre o aluno e o professor.
A formação desses significados compartilhados ressalta uma necessidade de
mudança na escola, principalmente por meio da reflexão.
A mesma necessita ainda da individualidade e da coletividade ao mesmo
tempo, a qual envolve diversos aspectos da escola, isto é: as relações entre o
ensinar e aprender com diversas trocas de informações, a interação de
indivíduos que participam da cultura escolar. Além dos processos curriculares,
pedagógicos e administrativos, haverá o compartilhamento de informações e
interação da cultura escolar.
função do docente e os processos de sua formação e desenvolvimento
profissional devem ser considerados em relação aos diferentes modos de
conceber a prática educativa. As oportunidades de atividades criativas e
reflexivas em sala de aula contribuem para a construção do conhecimento
escolar e para a formação de cidadãos matematicamente letrados. Para isso, o
professor tem um papel importante, considerando que suas ações pedagógicas
contemplam situações onde há possibilidades de observação, percepção de
informações e experiências vivenciadas pelos alunos em seus cotidianos e
avaliação dos avanços dos estudantes.
Para Freire, o papel do professor não é apenas o de ensinar matemática ou
qualquer outra disciplina, mas o de tratar a temática que é de um lado objeto
do ensino e, do outro, a aprendizagem do aluno, ajudando-o a reconhecer-se
como arquiteto de sua própria prática cognoscitiva.
309
Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de
maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. É Patrono da Educação
Brasileira. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o
educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética
com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária,
tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele
próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-
se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu
aprendizado.
Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da
Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia
crítica. O diálogo é a base para estabelecer vínculos entre professor e aluno, o
que possibilita a construção coletiva do conhecimento, considerando sempre a
realidade na qual estão incluídos.
O docente necessita aprofundar, criticamente, estudos relacionados aos
fundamentos teóricos da educação, para só assim estabelecer conexões com
os diversos contextos social, político, histórico, econômico e cultural, onde irá
realizar a sua prática pedagógica. Com foco no papel do professor, de acordo
com seus estudos.
Esse entendimento da didática leva a considerar o professor como figura
fundamental. É ele que tem de compreender o funcionamento do real e
articular sua visão crítica dessa realidade com suas pretensões educativas, as
quais define e reformula em função de contextos específicos. Isso significa
definir o trabalho do professor como intelectual e não como técnico executor.
Ou ainda, significa valorizar os processos de ‘reflexão na ação’ e de reflexão
sobre a reflexão na ação”. O autor Paulo Freire, em sua obra Pedagogia do
Oprimido, permite-nos compreender não só o verdadeiro papel do professor,
mas entender uma relação extremamente relevante no processo de ensino-
aprendizagem, que é a relação professor-aluno.
Segundo o autor, esta gira em torno da concepção da educação, tendo uma
perspectiva de que quando todos se unem na essência da educação como
prática de liberdade, abrem novos horizontes culturais de acordo com a
realidade e imaginação de todos os indivíduos. Diante do explanado
anteriormente, ser professor atualmente consiste em viver intensamente o seu
310
tempo, com consciência e sensibilidade.Não se pode imaginar um futuro para
a humanidade sem professor.
Eles não só transformam a informação em conhecimento e em consciência
crítica, mas também formam pessoas. Eles fazem fluir o saber, porque
constroem sentido para a vida dos seres humanos e para a humanidade, e
buscam, numa visão emancipadora, um mundo mais humanizado, mais
produtivo e mais saudável para a coletividade. Por isso eles são
imprescindíveis.
Mediante essa descrição do que deva ser o professor do século XXI, não há
mais espaço para professores “donos” de um saber, o lugar é daqueles que
tenham a humildade de ser também aprendizes e a única diferença que os
separa de seus alunos é que eles professores são profissionais do ensino,
comprometidos com o aprender e o ensinar. O professor é caracterizado ou
pode ser comparado com um garimpeiro do ensino, como alguém que não tem
métodos ou processos definitivos, mas está sempre procurando a maneira
melhor de exercer o seu trabalho, com a parceria dos alunos, visando ao
aperfeiçoamento contínuo e a atitude de busca de novas soluções. Dessa
forma, se o professor aproveitar as situações que acontecem no contexto da
sala de aula, considerando que o ensino é cíclico e que nesse processo aluno e
professores são aprendizes, numa relação que envolve inclusive aspectos da
afetividade entre ambos, encontrará inúmeras possibilidades de intervenções
e alternativas para contribuir com a aprendizagem no contexto escolar.
Contribuindo com esse pensamento, Freire ressalta que, como prática
estritamente humana jamais pude entender a educação como experiência fria,
sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos
devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem
tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que
faltasse rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual.
Nesta perspectiva, podemos considerar a intervenção docente como um ato
pedagógico fundamental no sentido da problematização dos conhecimentos
produzidos pelo educando, num dado momento, em sua experiência de vida,
desafiando-o à ampliação desses conhecimentos. Assim, percebe-se a
educação/aprendizagem como um processo subjetivo de cada indivíduo e as
intervenções do professor assumem uma importância ímpar na construção do
conhecimento.
311
A infância e sua singularidade na educação básica: infância, brincadeira,
ludicidade, desenvolvimento e aprendizagem
A INFÂNCIA E SUA SINGULARIDADE
A leitura e releitura do texto deixaram muitas sensações e marcas em mim
professora-pesquisadora-leitora e aluna. Não sei bem como explicar o que
mais me prendeu e acabou por fazer com que não terminasse a leitura
deste texto do mesmo jeito que comecei. Mas em quê exatamente reside a
novidade? Será na agradável surpresa de ver um texto para educadores
escrito com paixão e esperança, sem que o rigor teórico tenha sido
abandonado? Ou será na sensação de ter percorrido caminhos que levam
da filosofia para a sociologia, passando pela história, ao mesmo tempo em
que vemos as histórias narradas em uma linguagem carregada de parceiros
da melhor literatura?, como Philippe Áries, Bernard Charlot que buscava na
psicologia baseada na teorias de Vygotsk, Wallon e Piaget, Postman, Walter
Beijamim, Sarmento, Senett, Paulo Freire e outros. Poderia ser também
pelo fascínio que tanto das reflexões, o cotidiano da escola, a vida de
criaturinhas tão pequenas, mas ou mesmo tempo tão complexas e
importantes para a construção do futuro, quanto a reflexão teórica vão
exercendo sobre o leitor ? Ou ainda o deleite em passear por um texto que o
tempo todo exige a presença do leitor, seja para assumir o papel de crítico
ou de cúmplice da autora?
Foi estranho, talvez um pouco melancólico, perceber a minha ingenuidade
quando, ao abandonar a leitura do texto para escrever estas Resenha,
constatei que havia tomado um banho de refinamento e de simplicidade, de
leveza e rigor teórico-literário e eu nem estava lendo um romance ou uma
obra de ficção, mas um texto para e da escola. Me atrevo a dizer que parte
dessa sensação se deve ao fato de o texto da Sônia ter conseguido
materializar o que ela "tematizou", ou seja, a necessidade de encararmos e
discutir a infância, a escola e principalmente os desafios contemporâneos
para a educação infantil e o ensino fundamental. O saber ensinar não só na
sua dimensão científica, mas também na sua dimensão cultural, poética,
artística como estratégia contra a cristalização da nossa linguagem e da
nossa prática pedagógica. São palavras dela:
“Sem conhecer as interações, não há como educar crianças e jovens numa
perspectiva de humanização necessária para subsidiar políticas e práticas
312
educativas solidárias.”
( Sônia Kramer.p.21)
Os significados da infância são construídos socialmente. Isto significa que
esses significados nem sempre foram os mesmos e as modificações
ocorreram e ocorrem por determinações culturais e mudanças estruturais
na sociedade. Ariès foi um dos pioneiros a estudar este assunto. Em sua
obra clássica, “A história social da criança e da família” o autor mostra
como o conceito de infância tem evoluído através dos séculos, oscilando
entre pólos em que as crianças eram consideradas ora um “Bibelô”, ora um
“adulto em miniatura”.
No passado a taxa de mortalidade infantil era muito alta e quando as
crianças vinham a morrer os pais não manifestavam nenhum sentimento
de perda ou tristeza, aceitando normalmente o fato. Quanto ao sentimento
de infância, o texto destaca dois tipos: o de “paparicação”, que surgiu no
ambiente familiar com crianças menores e o de “moralização”, que nasceu
da necessidade de preservar e disciplinar as crianças. Este último originou-
se com os “homens da lei” e religiosos e estenderam-se as famílias. Esta
moralização acabou por inspirar a educação do século XX.
Creio que a infância, geralmente é idealizada de forma irreal. Quantas vezes
vemos pessoas falando que gostariam de voltar a ser criança, pois estes
foram os melhores dias de suas vidas?, porém a realidade da infância nos
dias de hoje, no meu modo de ver não é muito diferente do passado, sendo
que no passado todo o sofrimento e crueldade na qual as crianças eram
submetidas, ou era permitido, como formas de punição, pois não haviam
leis de amparo ao menor, ou ficava “escondido” pela sociedade. Em nome
de uma homogeneização interesseira relacionada com projetos políticos
elitistas, a idéia de infância feliz é reforçada, e o texto nos mostra isso
quando fala que “a idéia de uma infância moderna foi universalizada com
base nos padrões de crianças de classe média”, mascarando problemas
sociais por que passam na mídia milhares de crianças em todo o mundo em
escolas perfeitas ou adquirindo produtos da moda. Mas será que todas as
infâncias representam este sentimento de saudade, de uma época feliz?
Existe na nossa cultura um mito de infância feliz, mito este que estamos
aprendendo a desconstruir.
313
A autora nos mostra tantos estudos a este respeito e há uma necessidade
tão grande em conceituar a infância que até ficamos confusas. Por entender
que hoje existe uma enorme diversidade cultural, considero que exista um
tipo de infância para cada cultura e o seu significado pertence, portanto, ao
modo de cada um conceber a vida. Sendo assim, a questão: O que é Infância,
não tem uma resposta única e muita menos uniforme como podemos ver
através da abordagem e pesquisa do texto.
Comparando as evidências apresentadas na pesquisa de Ariès, com a
pesquisa feita por Sônia Kramer, percebi que as crianças de diferentes
gerações têm sido tratadas de forma diversa. Segundo o conteúdo,
antigamente o silêncio e a obediência eram muito presentes, não havia
relações de afeto e paparicações, hoje a falta de tempo de uma sociedade
capitalista, leva o adultoa trocar de papel com as crianças e muitas vezes se
submeter a mimos excessivos, causados pele sentimento de culpa, pela
ausência e falta de dialogo. Com isso, perde-se o limite e a autoridade,
necessários no processo de construção da personalidade nas etapas da
infância.
As mudanças das práticas culturais, brincadeiras, cantigas de roda, coisas
simples que se perderam com o tempo, deixando uma lacuna, que foi pouco
a pouco trocada pela tecnologia e babás eletrônicas, e neste caso, não
importa se é rico ou pobre, o contato humano foi trocado pelo computador,
vídeo games ou simplesmente a tela de um televisor.
Quando se fala do desaparecimento da infância os pesquisadores
contemporâneos não estão falando da mortalidade infantil, mas sim, da
morte trágica do “brincar”, da vivência ingênua e descompromissada! As
crianças da atualidade tornam-se precoces adultos, pois além do apelo da
mídia, eles vivenciam a violência, muitas vezes dentro de casa, assimilam
para si os problemas urbanos e acabam por ser acometido de doenças que
em outras épocas eram ditas doenças de adulto.
Quando Sônia propõe quatro eixos baseados na pesquisa de Benjamim,
analiso todas mas gostaria de ressaltar:
O professor, pode e deve brincar, aguçar a criatividade e principalmente
deixar que a criança tenha liberdade para criar, vivenciar e refazer a
314
infância, porém é na família que ela vai absorver toda a sua experiência de
vida e adquirir todas as ferramentas para ser uma criança de verdade e de
fato, neste sentido o professor sozinho não vai conseguir nada, é como
Paulo Freire nos fala “A escola tem que ser democrática e a união da
família, corpo acadêmico e comunidade é fundamental”, porem sei que
quando Benjamim fez esta pesquisa, foi em uma época em que tudo ficava a
cargo do professor e da escola, hoje a pedagogia vislumbra isso de uma
forma diferente.
Para a criança não existe divisão de classes sociais, etnia, religião e
preconceitos,criança é apenas crianças sem rótulos ou orgulho, porem é a
sociedade e o meio em que ela vive que vai aos poucos incutindo na criança
estas noções e valores, creio que a escola deve utilizar a realidade para
transmitir não só conteúdos, mas valores, porem o apoio dos pais é
imprescindível.
O texto de Sonia é maravilhoso e nos leva a refletir sobre a
responsabilidade enquanto educadores, formadores não de maquinas mas
de seres humanos históricos, transformadores, e que a nossa
responsabilidade é a de enfrentar os desafios com coragem para conseguir
mudar o futuro.
O lúdico no processo de aprendizagem na Educação Infantil
Na Educação Infantil, a utilização de jogos e brincadeiras em aulas,
possibilita compreender o desenvolvimento da criança pela forma e pela
linguagem lúdica específicas da infância. É primordial conhecer o
significado de brincar e conceituar os termos principais utilizados sobre
o brincar para interpretar o universo lúdico e reconhecer os elementos
básicos da ludicidade, pelos quais a criança se comunica com o seu
mundo pessoal e com o outro.
O ato de brincar é uma forma de comunicação em que a criança tem a
oportunidade de reproduzir o seu cotidiano através da linguagem lúdica.
Brincar possibilita a aprendizagem e facilita a construção da autonomia,
da reflexão e da criatividade; e pode também estabelecer uma relação ao
se utilizar jogos pedagógicos que promovam o desenvolvimento físico,
cultural, social, afetivo, e cognitivo da criança. É preciso que tanto a
família quanto a equipe escolar reconheçam que a ludicidade se impõe
necessária no cotidiano na infância.
315
Para subsidiar teoricamente este trabalho, citamos Vygotsky (1998), que
defendeu a ideia que o educador poderá fazer o uso de jogos,
brincadeiras, histórias e outros mecanismos para que através do lúdico a
criança possa se sentir desafiada a pensar e a resolver situações-
problemas, e, se assim for, as regras aplicadas nas brincadeiras podem
imitar as regras utilizadas no mundo social dos adultos. Nesse mesmo
sentido, citamos também Oliveira (1997), que diz que a aprendizagem
nada mais é do que um processo pelo qual o indivíduo adquire
informações, atitudes, habilidades, valores etc., e, complementando o
seu pensamento, vão ao encontro da sua abordagem (Kishimoto, 2003;
Almeida, 2000; Santos, 1999).
Na Educação Infantil a criança tem contato diretamente com o meio
escolar, e esse meio é orientado por um currículo específico para essa
faixa etária. Para os anos iniciais o programa curricular aborda os
fundamentos do desenvolvimento humano na infância. A natureza da
escola é político-pedagógica e como tal objetiva promover uma
aprendizagem que contribua para a socialização da criança que, aprende
brincando e ao brincar não está apenas se divertindo e sim
desenvolvendo uma série de habilidades que vão auxiliar em diversos
aprendizados o ato de brincar envolve utilização dos sentidos. Por trás
de si deve haver orientação pedagógica que objetive expressar as
significações produzidas pela criança e seus pares. Através da
brincadeira a criança consegue extravasar suas tristezas, alegrias,
angústias, entusiasmos, passividades e agressividades.
Nesse contexto pedagógico, o Referencial Curricular Nacional para a
Educação Infantil (RCNEI) aponta que a escola é um ambiente propício
para o desenvolvimento social e cognitivo da criança (Brasil, 1998). A
concepção de infância é historicamente recente (Ariès, 1981). Portanto,
faz-se necessário compreender a importância do brincar, que é um dos
principais elementos marcadores desta fase.
A pesquisa nasceu da inquietude da graduanda em Pedagogia pela
UENF/Cederj em EaD, do Polo São Fidélis, que, com base na sua
formação teórica, buscou entender a contribuição do lúdico no
desenvolvimento da criança na Educação Infantil.
A pesquisa objetivou acompanhar a rotina de uma instituição de
Educação Infantil, uma creche-escola, para compreender em que medida
316
o lúdico está inserido no seu currículo; e buscou também refletir sobre a
importância da ludicidade através do uso e aplicação de jogos e
brincadeiras no desenvolvimento cognitivo da criança. Foi realizada uma
entrevista semiestruturada com educadoras da Creche-Escola Dona Zizi,
a saber, uma diretora, uma pedagoga, uma professora da turma do
maternal e uma mãe de aluno da creche-escola.
A concepção de criança no contexto da infância
No Brasil, as primeiras instituições voltadas para a Educação Infantil
tinham a finalidade de gerar proteção e promover segurança para a
criança. Porém, ainda não tinham o olhar voltado para um lugar pelo
qual o governo reconhecesse a infância como uma etapa do
desenvolvimento humano primordial e assegurasse políticas
educacionais para essa faixa etária. Atualmente, a Educação Infantil
integra o sistema público e privado da Educação Básica.
Ao fazer parte da primeira etapa da Educação Básica, em concordância
com a concepção atual de infância, a criança é percebida como sujeito
de direito, de cidadania, respeito e atenção. Neste sentido, Kuhlmann Jr.
(1998, p. 31) denota que
é preciso conhecer as representações de infância e considerar as crianças
concretas, localizá-las nas relações sociais, reconhecê-las como
produtoras da história. Torna-se difícil afirmar que uma determinada
criança teve ou não infância. Seria melhor perguntar como é, ou como
foi, sua infância.
Se assim perguntar, saber-se-á da sua trajetória de vida e das relações
sociais em que a criança foi mais ou menos reconhecida como um
sujeito social. Isso impõe a necessidade de considerá-la como um agente
com potencial para fazer a sua produção histórica na sociedade no
período que se inicia desde o seu nascimento.
Institucionalmente, o RCNEI é um documento norteador desta faixa
etária. O mesmo orienta sobre a importância do lúdico como
instrumento pedagógico indissociávelno desenvolvimento da criança
(Brasil, 1998). Aplicar o RCNEI na formação da criança significa prever o
seu desenvolvimento e representa também conhecer as fases do
desenvolvimento infantil. Brincar é importante, e deve ser compreendido
317
como comportamento natural da fase de desenvolvimento da criança,
uma vez que ela se encontra constantemente vivenciando novos
conhecimentos e descobertas (Brasil, 1998).
A brincadeira pode ser uma aliada importante para a aprendizagem,
visto que a criança ao brincar de faz de conta, por exemplo, representa
diferentes papéis de gênero e culturas diversas. No mundo imaginativo a
criança pode tudo. O brinquedo e a brincadeira são um direito da
criança, e como tal deve ser assegurado em qualquer ambiente ou
ocasião, devendo estar em todos os lugares e não apenas em alguns
espaços e momentos pontuais nos quais a criança está presente.
Ainda segundo o RCNEI, um dos princípios que deve nortear a qualidade
das experiências oferecidas às crianças, considerando suas
especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas, "é o direito das
crianças de brincar, como forma particular de expressão, pensamento,
interação e comunicação social". Em outras palavras, o universo lúdico
deve ser colocado em uma posição de valor quando se trata da infância
e do desenvolvimento da criança (Brasil, 1998, p. 13).
O lúdico e seus principais teóricos
São vários os estudiosos que buscam compreender o lúdico como meio
para o desenvolvimento e a aprendizagem na infância. São áreas
variadas na Educação, na Psicologia, na Biologia, na Neurociência. Dentre
os estudiosos, uma das primeiras referências é Vygotsky (1998), que
centrou seus trabalhos e estudos sobre questões de desenvolvimento
humano e aprendizagem.
Oliveira (1997) corrobora estudos de Vygotsky (1998) afirmando que na
situação imaginária constituída na brincadeira, a criança define a
atividade por meio do significado do brinquedo, o que é de suma
importância para o desenvolvimento cognitivo dela. A autora ainda
aponta o momento da brincadeira como sendo um processo de
humanização no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de
forma efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, ela desenvolve
sua capacidade de raciocinar, de argumentar, de questionar e de chegar
a um consenso ou não pelas atividades lúdicas (Oliveira, 2000).
318
Para Kishimoto (2003), o brincar deve ser a atividade principal do
cotidiano da criança, isso porque é um momento de dar a ela o poder de
tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos
outros e o mundo ao seu redor; de repetir ações prazerosas, de partilhar,
expressar sua individualidade e identidade através de diferentes
linguagens; de usar o corpo, os sentidos, os movimentos e de solucionar
ou criar problemas.
Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos
objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-lo e
expressá-lo por meio de variadas linguagens. É no plano da imaginação
que o brincar se destaca pela mobilização dos múltiplos significados.
De acordo com Winnicott (1982) e Piaget (1978), conceitos como
brinquedo, jogos e brincadeiras são formados ao longo da vida. É
peculiar a cada criança definir as brincadeiras como meio de
divertimento e de aprendizado.
Segundo Chateau (1987, p. 14), "uma criança que não sabe brincar é
uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar". Assim,
para manter-se em harmonia consigo mesma, com seus semelhantes e
com o mundo que a rodeia, ela necessitará de estímulos para assim,
construir seus conhecimentos.
Diante disso, as ações com jogos, devem ser criadas e recriadas, para
que oriente à imaginação e estimule o desejo de jogar. Quando a criança
brinca sem ter toda a informação sobre si mesma, ela automaticamente
fornece várias informações a seu respeito ao educador para o seu
acompanhamento. Portanto, o brincar é fundamental para estimular seu
desenvolvimento integral, tanto no ambiente familiar, quanto no
ambiente escolar, além de contribuir para a interação de si com o meio
social.
A atividade lúdica deve fomentar sua capacidade de relacionar uma
informação nova com seu próprio esquema de conhecimento.
A respeito do jogo como estratégia de ensino, o mesmo possibilita
estimular na criança, potencialidades cognitivas e linguísticas, além de
afetivas, motoras e sociais; o que pode constituir, assim, possibilidade
ampla para promover a sua formação integral.
319
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo
com orientação para as redes de ensino de instituições públicas e
privadas, com referência de conteúdo para a EI (Educação Infantil), para
o EF (Ensino Fundamental), e para EM (Ensino Médio) (Brasil, 2018).
Sobre a EI, o documento apresenta um conjunto com seis direitos para a
aprendizagem e para o desenvolvimento da criança, são eles: conviver,
brincar, participar, explorar, expressar e conhecer. As atividades
pedagógicas a serem desenvolvidas com a criança devem estar sob a
orientação desse conjunto de direitos entre os quais o brincar seja um
meio comum para ela se expressar, conhecer a si mesma e também o
outro; e, por fim, resolver conflitos e explorar ambientes. A BNCC aponta
também ser importante para EI a formação de professor, como mostra o
próximo tópico.
A importância da qualificação do professor da educação infantil frente
ao lúdico
Muito se fala por parte dos educadores a respeito da formação
continuada como prioridade para se fazer uma educação de qualidade e
essa necessidade; é fato. Vivemos a era da informação que circula em
todos os espaços e se a mudança chega tão rápido pela informação,
acredita-se haver também a necessidade de o educador acompanhar
estas mudanças sofridas pelas transformações que atingem diretamente
o contexto escolar. Mudança requer repensar procedimentos de ensino e
rever metodologias e práticas, pois
o sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantido
se o educador estiver preparado para realizá-lo. Nada será feito se ele
não tiver um profundo conhecimento sobre os fundamentos essenciais
da educação lúdica, condições suficientes para socializar o conhecimento
e predisposição para levar isso adiante (Almeida, 2000, p. 63).
Trabalhar com o lúdico é uma tarefa difícil, pois o educador terá que ter
fundamentação teórica estruturada e consciência de que está lidando
com criança que nasceu na sociedade da informação; portanto, o seu
repertório de atividades precisa ser atualizado constantemente. Isso
significa que a formação continuada do professor é permanente.
Destacamos aqui, que, na sociedade da informação um desafio posto
diariamente para o professor é o fazer. Fazer uma aprendizagem
significativa pela qual a diversidade não seja silenciada e invisibilizada.
320
A diversidade é um aspecto amplo que inclui conjuntos de
particularidades e especificidades de cada ser humano, conjuntos estes
que devem ser respeitados. Diante disso, o professor deve refletir a
respeito de sua prática pedagógica e rever quais práticas o mesmo deve
desenvolver com crianças tão diferentes. Para isto, a importância do
planejamento é imprescindível.
Partindo do que diz a BNCC para a EI, o conhecimento vem com as
experiências que cada criança vive dentro do contexto escolar. O
professor deve ter o apoio e o respaldo da legislação em educação para
fazer o planejamento de sua prática para o ensino na EI (Brasil, 2018).
Por fim, o mesmo deve estar constantemente aberto para analisar e
acompanhar as reações e expressões de cada criança, que serão sempre
pessoais e únicas. Em outras palavras: é de suma importância que a
prática educativa do professor esteja comprometida com os interesses e
as necessidades de cada criança para que a vivência se transforme em
experiências significativase tenha de fato um propósito educativo.
Procedimentos de investigação sobre a compreensão do lúdico na
Creche-Escola Dona Zizi e sua importância
Embora não tenha tido um critério amostral estatístico probabilístico,
pode ser explicado aqui que a intenção foi coletar experiências e
vivências a fim de ilustrar os aspectos teóricos discutidos até então bem
como, associada à observação participante, fornecer materiais que
facilitassem a interpretação deste. Os nomes das entrevistadas foram
alterados para preservação da identidade.
Para mostrar como é feita a inserção do lúdico com crianças na EI, a
presente pesquisa seguiu a seguinte ordem de procedimentos:
• Escolha da unidade de ensino Creche-Escola Dona Zizi, situada no
município de São Fidélis, no bairro Nova Divineia;
• Tempo de observação e levantamento de dados: iniciou-se no mês
de setembro e terminou no mês de outubro de 2019;
• Perfil da Creche-Escola Dona Zizi: fundada em 1989, a instituição
atende crianças de zero a cinco anos de idade.
• O corpo docente da instituição é composto de dezoito professores.
A instituição conta também com uma diretora, uma coordenadora
321
pedagógica, um funcionário do administrativo e quatro auxiliares
de serviços gerais;
• Todos os alunos são residentes da zona urbana do município de
São Fidélis; a grande maioria mora no bairro no qual está situada a
Creche-Escola Dona Zizi.
Sabe-se que a Educação Infantil é a fase de descobertas, e a escola, por
excelência, é um facilitador de integração social da criança. Na escola o
educador tem a função de levar a criança a fazer descobertas e desejar a
buscar novos conhecimentos. É importante introduzir práticas de ensino,
como jogos, diferentes brinquedos e brincadeiras que se utilizam do
corpo-movimento, como música e cantigas de roda.
Entrevistadas, a diretora e a coordenadora pedagógica disseram ter
formação de nível superior em Pedagogia. Formação na área da
educação é fundamental para elevar a qualidade do ensino.
Questionadas a diretora e a coordenadora, o que é ser criança, para a
diretora, "criança é um pequeno cidadão de direitos assegurados pela
lei, sendo responsabilidade da família, do Estado e da
sociedade" (Daniela); e, para a coordenadora, ser criança "é ser criativo e
imaginador".
Nota-se que as respostas de ambas se complementam uma à outra
sobre o que é ser criança. A diretora fez uma definição de "ser criança" à
luz do direito de ter direito como um sujeito em desenvolvimento pleno
e este direito está assegurado em lei. De fato, isto é importante ainda
hoje destacar no Brasil. Embora a infância tenha conquistado direitos à
cidadania, como a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente –
ECA (Brasil, 1990); contudo, a criança ainda sofre perdas de direitos e
corre o risco de estar vulnerável a todo tipo de abusos. Para a diretora a
criança deve ser compreendida como um ser em fase de
desenvolvimento, que deve ser "protegida, cuidada, educada" (Daniela).
No mesmo sentido, a coordenadora pedagógica destacou a capacidade
e a potência criativa e imaginativa inerente à criança. Essa, que é um
sujeito social em desenvolvimento e em construção, portanto, a família e
a escola são as primeiras instituições às quais ela tem acesso direto
nessa faixa etária da infância, e, por ter essa convivência é fundamental
conhecer e reconhecer o potencial cognitivo da criança. Reconhecer
significa cuidar, acompanhar, incentivar, proteger, amar, ou seja, assistir a
322
criança em seu pleno desenvolvimento.A diretora apresentou uma visão
do ponto de vista da gestão; a coordenadora pedagógica apresentou
sua visão a partir do olhar pedagógico, do desenvolvimento humano na
infância. Ambas as visões geram um sentido sob a mesma direção.
A coordenadora acredita que sua função na creche-escola é a de mediar
as relações que contribuam para o desenvolvimento pleno da criança.
Ela reconhece ser desafiador o seu trabalho visto que a creche-escola
atende criança de zero a cinco anos de idade, o que limita o desejo de
fazer um atendimento maior, como ela diz:
Meu espaço de atuação é exclusivamente voltado para o atendimento
de crianças de zero a cinco anos de idade. Aqui, nós exercemos nossas
funções de modo a contribuir para a formação destes pequenos seres
que temos a responsabilidade de cuidar e educar. É aqui que se forma a
base educacional da criança, é onde as primeiras vivências no contexto
da educação acontecem na vida da criança (Vanuza).
Ciente da sua função e do seu papel, que é mediar o bom
relacionamento entre o professor e a criança, toma para si mesma esta
atividade diária, que muito lhe exige. Ela aponta que são muitas turmas
de diferentes idades sob o seu acompanhamento pedagógico; e, nesse
contexto, perguntado para ela como a coordenação pedagógica
contribui com a equipe docente, e se existe relação de parceria, ela
respondeu que há; embora não esteja diariamente na instituição,
contudo, mesmo na sua ausência a diretora e os professores fazem um
trabalho excepcional com as crianças. Sempre que possível, a
coordenadora cria mecanismos de incentivo para os professores, como
por exemplo, informar sobre diferentes tipos de formação continuada
como: especialização, participação em palestras, oficinas e aquisição de
materiais didáticos.
Já a professora entrevistada disse ter formação no magistério nível
médio e superior incompleto. Perguntada sobre a importância do lúdico
na Educação Infantil e de que forma ele pode auxiliar no processo de
aprendizagem da criança, ela disse que, pelo brincar "é possível trabalhar
conteúdos e desenvolver habilidades importantes, como atenção,
memória e tantos outros"; "O lúdico é uma ferramenta facilitadora do
processo de aprendizagem da criança" (Joelma).
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A professora disse também desenvolver atividades lúdicas com seus
alunos, e que através dessas brincadeiras, busca ensinar números, fazer
contação de histórias, utilizar o alfabeto móvel, promover oficina de
fantoches e outros. A professora disse que as atividades lúdicas na sua
prática estão previstas no seu planejamento que é uma exigência da
direção da creche-escola. Segundo ela, as atividades contidas no seu
planejamento obedecem às exigências da Secretaria de Educação do
município de São Fidélis.
A professora falou também dos desafios para atuar como educadora.
Disse que
no decorrer da profissão infelizmente surgem dificuldades que acabam
prejudicando um pouco o nosso trabalho, como por exemplo, a falta da
participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de recursos
didáticos para a realização de atividades diárias e a desvalorização do
professor que ainda é gritante em nosso país.
A professora fez três destaques, primeiro apontou a falta de participação
dos pais na vida escolar. A não participação dos pais no meio escolar é
uma queixa recorrente de professores. Diante do desafio da professora,
quais seriam os mecanismos que a escola pode criar para provocar o
interesse dos pais para participar da vida escolar dos filhos? Creditamos
à escola a competência para pensar a relação família e escola sobre o
desenvolvimento da criança e buscar parcerias em outras instituições
que tratam da questão.
Outro ponto que ela mencionou foi a falta de recursos didáticos para a
realização de atividades. Essa é uma questão estrutural que varia de
acordo com a realidade de cada município no que diz respeito à gestão
e tocante a investimento e a planejamento para a educação. Não foi alvo
desta pesquisa levantar dados do município de São Fidélis, sobre o
quantitativo em valor monetário do quanto se investe na educação, e
também a forma com que o recurso é gerido e o quanto chega para a
rede pública de ensino e como cada unidade escolar faz a gestão do
recurso. São questões relevantes que ficam para outra pesquisa.
Por fim destacou a desvalorização