Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

APOSTILA DE 
 
PROFESSOR DE 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
CONCURSO PÚBLICO DE 
SÃO CAETANO DO SUL 
2023 
 
EDITADA POR PROFº ROGÉRIO FERREIRA 
Sumário 
Português ......................................................................................................................................................... 4 
Leitura, compreensão e interpretação de textos ............................................................................................... 4 
Estruturação do texto e dos parágrafos ........................................................................................................... 14 
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais ........................... 15 
Significação contextual de palavras e expressões ............................................................................................ 17 
Equivalência e transformação de estruturas .................................................................................................... 22 
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação ........................................................................................ 30 
Emprego de tempos e modos verbais .............................................................................................................. 45 
Pontuação ........................................................................................................................................................ 51 
Estrutura e formação de palavras..................................................................................................................... 58 
Funções das classes de palavras ....................................................................................................................... 63 
Flexão nominal e verbal .................................................................................................................................... 79 
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação ................................................................................ 83 
Concordância nominal e verbal. ....................................................................................................................... 60 
Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................. 99 
Ortografia oficial. ............................................................................................................................................ 101 
Acentuação gráfica. ........................................................................................................................................ 107 
Raciocínio lógico ........................................................................................................................................... 112 
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas 
informações das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas 
relações .......................................................................................................................................................... 112 
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, 
raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, 
discriminação de elementos ........................................................................................................................... 128 
Operações com conjuntos .............................................................................................................................. 146 
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. ........................................... 151 
Noções de Informática ................................................................................................................................. 159 
Hardware: Dispositivos de Armazenamento, Memórias e Periféricos ........................................................... 159 
Sistemas Operacionais Windows/Linux: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho, 
área de transferência, manipulação de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação 
com o conjunto de aplicativos ........................................................................................................................ 163 
Editor de Textos: LibreOffice/Apache OpenOffice – Writer: estrutura básica dos documentos, edição e 
formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, 
impressão, controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, inserção de objetos, campos 
predefinidos, caixas de texto .......................................................................................................................... 185 
Planilhas Eletrônicas: LibreOffice/Apache OpenOffice – Calc: estrutura básica das planilhas, conceitos de 
células, linhas, colunas, pastas e gráficos, elaboração de tabelas e gráficos, uso de fórmulas, funções e 
macros, impressão, inserção de objetos, campos predefinidos, controle de quebras e numeração de páginas, 
obtenção de dados externos, classificação de dados ..................................................................................... 204 
Correio Eletrônico - ThunderBird/Webmail: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, 
anexação de arquivos. .................................................................................................................................... 249 
Ferramentas de Comunicações e Reuniões On-line: Microsoft Teams, Google Meet, Zoom, Skype, Google 
Hangout. ......................................................................................................................................................... 256 
Internet: Intranet, Extranet, Protocolo e Serviço, Sítios de Busca e Pesquisa na internet, nuvem e redes 
sociais ............................................................................................................................................................. 259 
Navegadores - Mozilla Firefox/Google Chrome – Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, 
busca e impressão de páginas. Redes sociais. Tecnologia da informação e segurança de dados ................... 273 
Segurança da Informação: Princípios de Segurança, Confidencialidade e Assinatura digital, Procedimentos de 
Segurança e Backup, Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls), Malwares, Ataques ........................ 289 
Extensão e Arquivos ....................................................................................................................................... 299 
Conhecimentos específicos .......................................................................................................................... 303 
Processos de ensino e aprendizagem: conceituação apropriação e elaboração de conceitos científicos, 
procedimentos metodológicos e teoria da atividade ..................................................................................... 303 
A infância e sua singularidade na educação básica: infância, brincadeira, ludicidade, desenvolvimento e 
aprendizagem ................................................................................................................................................. 312 
Avaliação da aprendizagem: conceitos e procedimentos ............................................................................... 327 
Os referenciais curriculares nacionais da educação infantil ........................................................................... 333 
Diretrizes curriculares nacionais da educação infantil ....................................................................................374 
Papel do professor de educação infantil ........................................................................................................ 380 
Tendências pedagógicas, segundo os autores: Vygotsky, Piaget, Paulo Freire, Dermeval Saviani, Emília 
Ferreiro e seus seguidores .............................................................................................................................. 382 
Conceitos da primeira infância ....................................................................................................................... 388 
Literatura infanto-juvenil ................................................................................................................................ 390 
Ludicidade ...................................................................................................................................................... 392 
Letramento na infância .................................................................................................................................. 395 
Psicomotricidade ............................................................................................................................................ 400 
Cuidado e educação ....................................................................................................................................... 402 
Projetos de ensino na educação infantil ......................................................................................................... 403 
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva ............................................... 407 
Desenvolvimento da inteligência ................................................................................................................... 420 
Estágios do desenvolvimento da criança ........................................................................................................ 424 
O processo de socialização ............................................................................................................................. 427 
A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular – BNCC .................................................................. 430 
Currículo Municipal de São Caetano do Sul - INTRODUÇÃO ........................................................................... 455 
Currículo Municipal de São Caetano do Sul - PRINCÍPIOS ............................................................................... 468 
Currículo Municipal de São Caetano do Sul – EDUCAÇÃO INFANTIL .............................................................. 526 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
Leitura, compreensão e interpretação de textos. 
Em concursos públicos, o texto mais recorrente é o verbal escrito. Em 
muitos casos, o texto será não verbal, como se percebe em quadrinhos, 
anúncios publicitários, infográficos etc. Outro ponto importante nas provas 
de concurso público (bancas diversas): você precisa saber que há dois 
tipos principais de expressão textual escrita: a prosa e o poema. Vamos 
entender a diferença entre elas. 
A prosa é a expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem 
metrificação intencional e não sujeita a ritmos regulares. No texto escrito, 
observamos a prosa quando há organização em linha corrida, ocupando 
toda a extensão da página. Há, também, organização em parágrafos, 
os quais apresentam certa unidade de sentido. O texto das nossas aulas 
em PDF, por exemplo, é produzido em prosa. 
Já o poema é a composição literária em que há características poéticas 
cuja temática é diversificada. O poema apresenta-se sob a forma de 
versos. O verso é cada uma das linhas de um poema e caracteriza-se por 
possuir certa linha melódica ou efeitos sonoros, além de apresentar 
unidade de sentido. O conjunto de versos equivale a uma estrofe. Há 
diversas maneiras de se dispor graficamente as estrofes (e os versos) – e 
isso dependerá do período literário a que a obra se filia e à criatividade do 
autor. Veja dois exemplos: 
Para ser grande, sê inteiro: nada 
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. 
Põe quanto és 
No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive. 
(Ricardo Reis) 
4
 
Nas diversas bancas examinadoras, a maioria dos textos são organizados 
em prosa. Nesse caso, a banca faz referência às noções de linha, período 
e parágrafo. Quando as bancas avaliam a estrutura de um poema, há a 
referência às noções de verso e estrofe. 
Funções da Linguagem 
Quando nos comunicamos, interagimos com outro(s) indivíduo(s). Esse 
indivíduo é capaz de nos compreender e, muitas vezes, dialoga conosco 
(ou seja, ele também fala conosco, responde, discorda etc.). Para que uma 
comunicação seja realizada, os seguintes elementos devem estar 
presentes: 
 
Devemos ler o esquema acima da seguinte maneira: o emissor transmite 
uma mensagem ao receptor. Essa mensagem tem como suporte o canal 
(o som de nossa voz ou o registro escrito, por exemplo) e está codificado 
em nossa língua portuguesa. Essa mensagem está situada em um 
contexto situacional e faz referência ao mundo biossocial do emissor e do 
receptor. 
A depender da ênfase que se dê a cada um desses elementos, a função 
da linguagem (ou seja, do uso da linguagem) será diferente: 
 
5
Veja a definição e um exemplo de cada função: 
 
 
Antes de avançarmos, gostaria de apresentar alguns conteúdos referentes 
aos estudos linguísticos. Neles, podemos conhecer melhor o 
funcionamento de um sistema linguístico. 
Vozes discursivas (Intertextualidade) 
A conceituação de “vozes discursivas” é complexa. O termo é relacionado 
à noção de polifonia, que significa “várias vozes (discursivas)”, isto é, vários 
discursos presentes em uma obra. Nesse caso, diversos enunciadores 
participam do processo discursivo. Em concursos públicos (e em diversos 
processos seletivos, esse fenômeno é denominado intertextualidade, 
principalmente na citação). 
Intertextualidade é uma propriedade constitutiva de qualquer texto e o 
conjunto das relações explícitas ou implícitas que um texto ou um grupo de 
textos determinado mantém com outros textos. 
6
Todos os textos fazem referência a outros textos; quer dizer, não existem 
textos que não mantenham algum aspecto intertextual, pois nenhum texto 
se acha isolado e solitário. 
Quando produzimos um texto, sempre faremos referência a alguma outra 
forma de texto (um discurso, um documentário, uma reportagem, uma obra 
literária, uma notícia etc.). Vejamos, em síntese, dois tipos de 
intertextualidade (segundo a professora Ingedore Koch): 
 
Vejamos também alguns tipos de vozes discursivas: 
Citação: é a menção a informações extraídas de outras fontes. A citação 
pode ser direta ou indireta. Naquela, o texto mencionado é reproduzido 
exatamente como no original.; nesta, o texto é mencionado indiretamente 
por meio da voz do autor do texto. Veja um exemplo: 
Encontramos em Marx (1996, p.202) o seguinte relato: 
[...] Uma aranha executa operações semelhantes às do 
tecelão, e a abelha supera mais de um arquiteto ao 
construir sua colmeia. Mas o que distingue o pior 
arquiteto da melhor abelha é que ele figura na mente 
sua construção antes de transformá-la em realidade. 
No fim do processo do trabalho aparece um resultado 
que já existia antes idealmente na imaginação do 
trabalhador. 
Paródia: é um texto em que se imita outra obra (ou seus procedimentos) 
com objetivo jocoso (que provoca riso; engraçado, divertido) ou satírico. 
Observe esta propaganda do mercado Hortifruti: 
7
 
Alusão: na alusão, faz-se referência indireta a algo que pode lembrar ou 
caracterizar o objeto/fato/ser descrito. Veja este cartaz do Ministério da 
Saúde: 
 
Paráfrase: é uma forma (frasal) diferente de dizer algo. Em leitura, faz-se 
paráfrase quando há interpretação, explicação ou nova apresentação de 
um texto (entrecho,obra etc.) que visa torná-lo mais compreensível. 
 
Epígrafe: é o título ou frase que, colocada no início de um livro (ou um 
capítulo, um poema etc.), serve de tema ao assunto ou para resumir o 
sentido ou situar a motivação da obra. Abaixo, apresento a epígrafe do livro 
O homem duplicado, de José Saramago: 
8
O caos é uma ordem por decifrar. 
Livro dos Contrários 
Acredito sinceramente ter interceptado muitos pensamentos que os céus 
destinavam a outro homem. 
Laurence Sterne 
Níveis de Leitura 
Vou contar com a ajuda de um autor (chamado Medeiros) para caracterizar 
o fenômeno de leitura. Para ele, a leitura é o processo de interação entre 
falante e ouvinte (textos orais); ou entre autor e leitor (textos escritos). Essa 
é uma visão mais ampla, em que se leva em consideração o processo de 
comunicação entre dois interlocutores. Esse processo de comunicação 
está situado em um lugar da sociedade – e por isso o contexto da 
comunicação deve ser levado em consideração. 
Para a sua prova, o importante é conhecer os níveis de leitura (propostos 
pelos autores Adler e Doren): 
• Leitura elementar: leitura básica ou inicial. Ao leitor cabe reconhecer cada 
palavra de uma página. Nesse tipo de leitura, o leitor dispõe de treinamento 
básico e adquiriu rudimentos da arte de ler. 
• Leitura inspecional: caracteriza-se pelo tempo estabelecido para a leitura. 
Arte de folhear sistematicamente. 
• Leitura analítica: é uma forma de leitura mais minuciosa, completa, 
a melhor que o leitor é capaz de fazer. É ativa em grau elevado. Tem em 
vista principalmente o entendimento, a compreensão do texto. 
• Leitura sinóptica: leitura comparativa realizada por quem lê muitas obras, 
correlacionando-as entre si. Nível ativo e laborioso de leitura. 
É claro que você, na hora da prova, precisa dominar todos esses níveis de 
leitura, ok? Uma estratégia para ler adequadamente um texto pode ser a 
seguinte (passos propostos por Molina): 
i) Visão geral do texto (quem é o autor, a mídia, o título etc.?); 
 ii) Questionamento despertado pelo texto; 
iii) Análise do vocabulário; 
iv) Linguagem não verbal (possui gráficos, imagens?); 
v) Essência do texto; 
vi) Síntese do texto; 
9
vii) Avaliação. 
Níveis de Linguagem 
Identificar o nível de linguagem também é fundamental para compreender 
o texto. Nas provas, verificamos a presença de textos de todos os tipos e 
que trazem diversos níveis de linguagem. Há três níveis de linguagem 
(segundo um autor chamado Dino Preti). 
O primeiro deles é o chamado culto, no qual se faz uso da língua-padrão, 
aquela que possui prestígio social e segue as normas da gramática 
tradicional; é o nível de linguagem usado em situações formais e os 
falantes possuem alto nível de escolarização. 
O nível de linguagem denominado comum é situado entre os níveis culto e 
popular; é o registro empregado por falantes com escolarização básica e 
pelos meios de comunicação de massa. 
Por fim, o nível de linguagem popular é aquele que não possui prestígio 
social e é utilizado em situações informais de comunicação; não “segue” 
as normas da gramática tradicional e faz uso de vocabulário restrito. Um 
falante (e um texto) pode transitar, numa mesma produção, pelos três 
níveis, a depender dos objetivos da comunicação. 
Variação Linguística 
Os estudos sociolinguísticos demonstraram que as línguas sofrem 
variação. Essa variação é sistemática e coerente, sendo muitas vezes a 
causadora das mudanças linguísticas ao longo do tempo. No âmbito da 
variação linguística, as bancas examinadoras abordam os seguintes 
conceitos: 
10
 
 
 
O dito popular que defende a prevenção como melhor remédio tem tanta 
afinidade com o dia a dia da administração pública que, ouso afirmar, 
poderia ser tido como princípio implícito de nosso ordenamento 
constitucional. 
Em outros termos, quando se trata da coisa pública, o “errar é humano” 
não vale, não pode valer. E não porque o ser humano não possa errar, mas 
porque, direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à sociedade. 
11
O contrato superfaturado, a obra malfeita ou inacabada e o serviço mal 
prestado constituem enorme desrespeito ao contribuinte. Além de 
causarem grande prejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os 
grandes responsáveis pelo sentimento de ausência do Estado. 
Diversas são as demandas da sociedade, e o administrador, preso às 
limitações de um orçamento, ao eleger determinado investimento como 
prioridade, naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamento 
devem ser as palavras de ordem para o gasto público, sob todos os 
enfoques, especialmente nas contratações. 
A matemática é simples: quantos gestores, no exercício de suas 
administrações, conseguiram ressarcir os prejuízos de contratos 
considerados irregulares pelos tribunais de contas, por superfaturamento, 
deficiência na execução ou qualquer outra ilegalidade? A prática mostra 
que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois não se recupera 
todo o dinheiro público gasto irregularmente. Ao contrário, o dispêndio 
público só aumenta: são abertos procedimentos de apuração interna de 
responsabilidades, inquéritos civis, ações civis públicas... enfim, 
movimenta-se ainda mais a máquina pública, e pouco, muito pouco, 
é recuperado. 
Dimas Ramalho. 
É melhor prevenir que remediar. 
Internet: (com adaptações). 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue o item a seguir. 
Infere-se do texto que, com relação aos gastos da administração pública, 
é melhor prevenir do que remediar porque o erro custa muito caro à 
sociedade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Na mesma prova da banca CE(BRA)SPE para o MPC-PA, vemos outra 
questão sobre interpretação de texto: 
Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o 
primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a relação existente 
12
entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade 
e salários no setor agrícola — e, claro, na economia como um todo. 
Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio 
entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é baixa, 
e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se 
que os países desenvolvidos possuíam muito mais dinheiro investido no 
chamado capital humano, mais especificamente em educação. 
Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além 
de gerar, em um contexto micro, habilidades para o indivíduo que possam 
ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já 
conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além e sistematizou a 
influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a 
economia norte-americana e percebeu que a maior parte do crescimento 
econômico do país estava associada ao capital humano, materializado em 
investimentos em educação, e não no capital físico. 
Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do 
óbvio custo material (professores, infraestrutura e material escolar), há 
outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que 
trabalhariam passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários. 
Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar 
dinheiro com trabalho para estudar) e eventualmente para o governo 
(pagar a educação das pessoas sem que elas produzam). 
Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em 
educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo que isso tenha 
um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais 
produtiva e rica uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais 
positivos que negativos. 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 
precedente, julgue os itens a seguir: 
13
 
Estruturação do texto e dos parágrafos 
Estruturação do textonada mais é do que o desenvolvimento do texto; o conteúdo que se baseia 
em um tema qualquer, em que, cada uma das ideias está relacionada uma a outra, formando um 
todo de sentido. 
A introdução faz uma rápida apresentação do assunto e já traz uma ideia da sua 
posição no texto, é normalmente aqui que você irá identificar qual o problema do texto, 
o porque ele está sendo escrito. 
O desenvolvimento elabora melhor o tema com argumentos e ideias que apoiem o 
seu posicionamento sobre o assunto. É possível usar argumentos de várias formas, 
desde dados estatísticos até citações de pessoas que tenham autoridade no assunto. 
A conclusão faz uma retomada breve de tudo que foi abordado e conclui o texto. Esta 
última parte pode ser feita de várias maneiras diferentes, é possível deixar o assunto 
ainda aberto criando uma pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas 
próprias conclusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento. 
Sequência lógica 
O texto deve ter uma sequência Lógica, que são exatamente as ideias bem estruturadas que vão 
levar ao leitor compreender o sentido do texto; ou seja, o que se pretende transmitir. Por isso, não 
pode haver ideias ambíguas (duplo sentido) e nem contraditórias (expressando oposição) do que 
já fora declarado no texto; também não pode conter frases inacabadas, incompletas ou sem 
sentido. 
Após a definição da ideia, o parágrafo é o ponto de partida para uma boa redação. Não 
se faz um bom texto sem um bom parágrafo para sustentar as ideias principais e 
secundárias. Chegou a hora de fundamentar sua ideia. 
 
14
Parágrafo 
Parágrafo é cada unidade de informação construída ou formada no texto, a partir de um tópico 
frasal (ideia central ou principal do parágrafo – é a “puxada do assunto”). O parágrafo é um dos 
mais importantes componentes do texto. Ele sempre deverá ser desenvolvido a partir 
de uma ideia-núcleo, responsável por nortear as ideias secundárias. 
Parágrafo-padrão é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um 
período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se 
agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente 
decorrentes dela. 
Parágrafos curtos: próprios para textos pequenos, fabricados para leitores de pouca 
formação cultural. A notícia possui parágrafos curtos em colunas estreitas, já artigos e 
editoriais costumam ter parágrafos mais longos. O parágrafo curto também é 
empregado para movimentar o texto, no meio de longos parágrafos, ou para enfatizar 
uma ideia. 
Parágrafos médios:comuns em revistas e livros didáticos destinados a um leitor de 
nível médio (2 grau). Cada parágrafo médio construído com três períodos que ocupam 
de 50 a 150 palavras. 
Parágrafos longos: em geral, as obras científicas e acadêmicas possuem longos 
parágrafos, por três razões: os textos são grandes e consomem muitas páginas; as 
explicações são complexas e exigem várias idéias e especificações, ocupando mais 
espaço; os leitores possuem capacidade e fôlego para acompanhá-los. 
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, 
nexos, operadores sequenciais 
Articulação do texto 
Para construirmos um texto, precisamos de palavras. Estas palavras para 
terem um sentido precisam estar ligadas entre si. Esta ligação é feita por 
pronomes ou conjunções. Temos também as expressões referenciais e 
operadores sequenciais que darão uma coesão ao texto. Estas 
expressões e operadores ajudam a tornar o texto mais compreensivo 
evitando repetições de palavras ou redundâncias (repetição de ideias ou 
excesso de palavras ou expressões). 
PRONOMES 
Pronome: palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome), 
definindo-lhe os limites de significação; Ele pode também trazer de volta 
uma frase ou ideia já expressa no texto. 
Ex.: Ele prestou socorro 
15
É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou 
determina um substantivo, relacionando-o às três pessoas do discurso. 
Quanto às pessoas do discurso, temos: 
1ª pessoa – aquele que fala, emissor; 
2ª pessoa – aquele com quem se fala, receptor; 
3ª pessoa – aquele de que ou de quem se fala, referente. 
Ex.: Minha tia é legal, mas a sua é chata 
Expressões referenciais: 
As expressões referenciais são usadas para introduzir algo no texto ou 
fazer referência a algo que já foi dito no texto. 
Exemplo: O SENAI oferece cursos de marceneiro e padeiro em sua 
unidade de Vila Velha. Estes cursos têm 20 vagas cada um. 
Neste texto verificamos que “cursos de marceneiro e padeiro” foi 
introduzido no texto e “estes cursos” faz referência aos cursos de 
marceneiro e padeiro. 
NEXO 
O nexo é a união entre duas ou mais coisas. Ele dá coerência e coesão 
ao texto ligando de forma simples e harmoniosa situações, 
acontecimentos ou ideias; Ele conecta as palavras para dar sentido e 
lógica a este texto. 
Coesão Textual: São elementos utilizados para garantir a ligação entre 
as palavras e interligar partes diferentes do texto. Estas ligações são 
feitas através de pronomes, preposições e conjunções. 
Coerência textual: Ela dá lógica entre estas ligações de situações, 
acontecimentos ou ideias para que o texto faça sentido e não tenha 
contradição. Ela evita vícios de linguagem (Palavras ou construções que 
dificultam a compreensão do texto). 
OPERADORES SEQUENCIAIS 
Os operadores sequenciais são recursos de coesão textual, especificamente a 
coesão sequencial. 
Coesão sequencial 
16
Para a coesão sequencial, são usados conjunções, conectivos e expressões que 
dão continuidade aos assuntos e ligam as orações para que possam ser articuladas 
e relacionadas. 
A coesão textual usa expressões que são responsáveis pela coesão sequencial nos 
textos. 
Adição/inclusão: Além disso, também, até; é certo que… 
Oposição: Todavia, mas, porém… 
Afirmação/igualdade: Na verdade, realmente… 
Exclusão: Senão, apenas, exceto… 
Enumeração: A princípio, em… 
Explicação: Como vimos, portanto, isto é, por exemplo… 
Conclusão: Por fim, finalmente, em última análise… 
Continuação: No geral, por sua vez… 
Significação contextual de palavras e expressões 
A significação contextual de palavras e expressões é mais uma maneira de pedir o 
conteúdo de significação das palavras. 
Significação das palavras 
O significado das palavras é estudado pela semântica, que é um ramo da linguística 
que estuda o sentido das palavras, frases e textos de uma língua. 
Significação das palavras: 
Denotação e Conotação (sentido Próprio (denotativo) e sentido figurado 
(conotativo)) 
Antônimo e Sinônimo 
Homônimos e Parônimos 
Ambiguidade 
Polissemia e Monossemia 
Hiperonímia e hiponímia 
Denotação e Conotação (sentido Próprio (denotativo) e sentido figurado 
(conotativo)) 
17
 
Denotação 
Também conhecido como sentido próprio ou denotativo das palavras. 
Sentido literal da palavra ou expressão. Ela não precisa do contexto para que você a 
compreenda, ou seja, tem o mesmo sentido do dicionário. Como ela normalmente é 
usada. 
Exemplos: Comprei uma flor na floricultura 
A cobra picou a menina. 
Conotação 
Também conhecido como sentido figurado ou conotativo das palavras 
Já é uma palavra que depende do contexto para entender o seu significado. Este 
contexto pode mudar o sentido literal da palavra ou expressão. Quando a palavra é 
usada de modo criativo ela aumenta as possibilidades de interpretações. É muito 
usado em campanhas publicitárias. 
Utilizando as mesmas palavras dos exemplos anteriores ficará mais claro; 
Exemplos: A Raquel é uma flor de menina. 
O contexto alterou o sentido literal da palavra flor. Nesta expressão significa que 
Raquel é meiga e bela. 
Minha sogra é uma cobra 
O contexto também alterou o sentido literal da palavra cobra. Nesta expressão 
significa que a sogra é antipática e insuportável. 
Antônimo e Sinônimo 
 
Antônimo 
Antônimos (Antonímia): palavras que possuem significados diferentes, ou seja, 
significados opostos. 
Exemplos: feliz e infeliz,simpático e antipático, simétrico e assimétrico, progressão 
e regressão 
18
Sinônimos 
Sinônimos (Sinonímia): palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. 
Exemplos: carro e automóvel, comprido e longo, inteiro e completo, desenvolver e 
crescer. 
Homônimos e Parônimos 
Homônimos (homonímia) 
Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, mas significado diferente. 
Exs.: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar) e rio (curso de água) e rio 
(verbo rir); 
Tipos de homônimos: homônimos perfeitos, homógrafos e homófonos 
Homônimos perfeitos 
Tem a mesma grafia e som, mas com significados diferentes 
Ex.: cedo (com antecedência) e cedo (verbo ceder) 
Homônimos homógrafos 
Tem a mesma grafia e som diferente e com significados diferentes. 
Ex.: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar) 
Homônimos homófonos 
Tem grafia diferente e mesmo som e com significados diferentes 
Ex: cela (cadeia) e sela (arreio) 
Parônimos (paronímia) 
Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecida, mas com significado 
diferente. 
Exs.: Deferi (conceder) e diferir (ser diferente) e discriminar (especificar) e 
descriminar (inocentar) 
Ambiguidade 
19
A ambiguidade também é conhecida como anfibologia e ela ocorre quando o texto 
não está claro dando uma duplicidade de sentido em palavras ou expressões do 
texto. 
Alguns textos até utilizam deste recurso como o poético ou literário. Outros como 
textos como técnicos ou informativos evitam este recurso. 
A ambiguidade é considerado um vício de linguagem que são desvios das normas 
gramaticais que atrapalham a comunicação do pensamento e normalmente ocorre 
por descuido ou desconhecimento da norma culta por parte da pessoa que quer 
passar a mensagem. 
Para se passar uma mensagem é necessária que ela seja clara e coerente, ou seja, 
ela não pode dar margem a mais de uma interpretação. 
Exemplos de ambiguidade como vício de linguagem: 
A menina disse à colega que sua mãe havia chegado. 
Quem chegou foi a mãe dela ou a mãe da colega 
O pai pediu ao filho que arrumasse o seu quarto 
Qual quarto é para arrumar, o do filho ou do pai 
Polissemia e Monossemia 
Polissemia 
Polissemia: Prefixo poli= muitos e sufixo semia= sentidos, ou seja, muitos sentidos 
É uma palavra ou expressão que tem muitos significados (vários sentidos). 
Geralmente é da mesma classe gramatical, mesmo campo semântico ou são 
relacionados entre si. 
Ex.: Letra 
João de Barro que escreveu a letra da música Carinhoso. 
A letra inicial de Maria é “M”. 
A letra de seu filho é muito bonita. 
Apesar de terem significados diferentes elas pertencem ao mesmo conceito, são 
relacionados à escrita. 
Outros exemplos de polissemia: Dama, boca, vela e etc… 
20
Monossemia 
A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas um 
significado. 
Exemplos de palavras monossêmicas: 
Estetoscópio (instrumento médico); 
Porcelana (produto cerâmico) 
Heptágono (polígono com sete lados). 
Hiperonímia e hiponímia 
 
Hiperonímia 
A hiperonímia é representada por aquelas palavras que dão ideia de um todo, ou 
seja, de significado mais abrangente. 
O hiperônimo é uma palavra superior pois permitem a formação de subclasses 
relacionadas a ele. 
Constitui as características gerais de uma classe. 
Exemplos: Cor, esportes, animais e veículos. 
Classe: Cor (hiperônimo) 
Subclasse: Rosa, amarelo, verde, vermelho 
Hiponímia 
A hiponímia é representada por aquelas palavras que dão a ideia de uma parte de 
um todo, tendo um sentido mais restrito, por isso, é considerada uma palavra inferior 
pois ela se originou de outra. 
O hipônimo seria as palavras da subclasse do hiperônimo. 
Exemplos: Rosa, vólei, cavalo e carro 
Classe: esportes (hiperônimo) 
Subclasse: Natação, futebol e tênis (hipônimos) 
21
 
Equivalência e transformação de estruturas 
O objetivo da equivalência e transformação de estruturas é transformar a estrutura 
de um texto a algo equivalente sem perder o sentido e continuar gramaticalmente 
correto. 
Simplificando é reescrever o texto de maneira que ele continue coerente e não 
perca o sentido. 
Muitas vezes é pedido em questões de concursos para você reescrever um 
texto em tempos diferentes, de singular para plural, substituir uma 
conjunção, dentro outras possibilidades e mesmo com estas mudanças o 
texto não perca a coerência e sentido. 
Para fazer uma reescrita de frases e parágrafos de um texto, nós devemos 
ter muita atenção na gramática, ou seja, nos erros 
de pontuação, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, 
o uso da crase e a colocação pronominal. 
Paralelismo sintático e paralelismo semântico 
Paralelismo é a criação de uma sequência de frases com uma estrutura paralela 
com significados equivalentes, ou seja, idêntica. Isto torna o texto claro, objetivo e 
harmonioso. 
Existe o paralelismo sintático e o paralelismo semântico. 
 
 
Paralelismo sintático: 
É uma sequência de estruturas sintáticas idênticas que se repete com 
valores sintáticos iguais. É um recursos de coesão textual que acaba 
dando ao texto mais objetividade, precisão e clareza. Os termos e 
orações se ligam através do processo de coordenação dando uma 
relevância uma sobre a outra. A isso chamamos de paralelismo sintático. 
Os valores são iguais, ou seja, estruturas simétricas. 
22
Abaixo tem exemplos com e sem paralelismo sintático para você 
entender melhor: 
Exemplos 1 
Sem paralelismo sintático 
O corredor brasileiro que venceu a maratona, foi seguido pelo corredor 
português e do corredor chileno. 
Com paralelismo sintático 
O corredor brasileiro que venceu a maratona foi seguido pelo corredor 
português e pelo corredor chileno. 
Exemplo 2 
Sem paralelismo sintático 
Eu pedi para ela vir na hora do almoço e que trouxesse sobremesa. 
Com paralelismo sintático 
Eu pedi que ela viesse na hora do almoço e que trouxesse sobremesa. 
 
Estruturas de paralelismo sintático mais comuns são: 
 
Por um lado… por outro… 
Ex.: Se por um lado o aumento de preço garantem o emprego de 
todos, por outro, descontentam os clientes. 
Não… nem… 
Ex.: Não ganhou o campeonato neste ano, nem no anterior. 
Tanto… quanto… 
Ex.: O cigarro é prejudicial tanto para os fumantes, quanto para os não 
fumantes. 
Primeiro… segundo… 
Ex.:Não gostei de seu discurso. Primeiro porque não tinha haver com o 
momento; segundo porque todos ficaram constrangidos. 
23
Além destes temos também: 
Seja… seja… 
Quanto mais… mais… 
Quanto menos… menos… 
Ora… ora… 
Etc… 
 
Paralelismo semântico: 
 
O paralelismo semântico ocorre quando há uma concordância (sentido) 
entre as ideias presentes no texto. As ideias têm que ser comparadas 
entre si, ou seja, elas têm que estar relacionadas. 
Exemplo 1 
Sem paralelismo semântico 
O pedreiro pediu que o Caio fosse ao mercado. 
Com paralelismo semântico 
O pedreiro pediu que o ajudante fosse ao mercado. 
Exemplo 2 
Sem paralelismo semântico 
João gosta de maçã e nadar 
Com paralelismo semântico 
João gosta de maçã e banana. 
 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
QUESTÃO 1 
24
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: SES-DF 
 
Acerca da equivalência e transformação de estruturas do texto, assinale a 
alternativa correta. 
A Em “há três tipos de vírus” (linha 8), a substituição da forma verbal sublinhada por 
existe mantém a correção gramatical da oração. 
B Na linha 16, substitui-se corretamente “entretanto” pela conjunção portanto, 
preservando assim a coerência dessa informação, pois ambas são conclusivas. 
C Na oração “O último causa apenas infecções respiratórias brandas e não 
representa grande impacto” (linhas 9 e 10), é correto flexionar a forma verbal 
“representa” no plural, pois ela também pode concordar com “infecções respiratórias 
brandas”. 
D Em “A infecção do sistema respiratório tem como principal complicação a 
pneumonia” (linhas 4 e 5), caso o termo sublinhado seja flexionado no plural, deve-
se inserir acento circunflexo na forma verbala ele relacionada nessa oração. 
E Na linha 13, a substituição do vocábulo “pandemias” por epidemias ou por 
endemias não altera o sentido da informação, visto que são palavras sinônimas. 
QUESTÃO 2 
Ano: 2019 Banca: IADES Órgão: HEMOPA 
25
 
Considerando a equivalência e transformação de estruturas, assinale a alternativa 
que reescreve a oração “Doador de sangue, faça a atualização de seus dados na 
Fundação Hemopa.”, mantendo a correção gramatical e o sentido da informação. 
A) Doadores de sangue, faça a atualização dos seus dados na Fundação Hemopa. 
B) Na Fundação Hemopa, faça a atualização do doador de sangue e de seus dados. 
C) Doador, faça a atualização de sangue e de seus dados na Fundação Hemopa. 
D) Faça a atualização do doador de sangue, dos seus dados, na Fundação 
Hemopa. 
E) Na Fundação Hemopa, doador de sangue, faça a atualização dos seus dados. 
 
QUESTÃO 3 
Ano: 2015 Banca: RBO Órgão: Câmara Municipal de Itapevi 
Analise a frase abaixo e assinale a alternativa correta, considerando as regras de 
equivalência e transformação das estruturas: 
Quando Felipe prestou o exame do ENEM, ele pensou na carreira, isto é, no 
futuro. 
A) Ocorre um paralelismo sintático 
B) Ocorre um paralelismo verbal 
C) Ocorre um paralelismo semântico 
D) Ocorre um paralelismo simétrico 
 
26
QUESTÃO 4 
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: APEX Brasil 
 
Quanto à equivalência e à transformação de estruturas do texto, assinale a 
alternativa que reescreve o período “A mistura da população é como a nossa, e nós 
damos as boas-vindas a esse fato porque a miscigenação enriquece o país”, 
mantendo o sentido original da informação. 
A) A nossa mistura é como a população, e nós damos as boas-vindas à 
miscigenação porque esse fato enriquece o país. 
B) A mistura da população é como a nossa, e a esse fato as boas-vindas são dadas 
por nós porque o país é enriquecido pela miscigenação. 
C) A população é uma mistura como a nossa, e nós damos as boas-vindas porque 
esse fato enriquece a miscigenação e o país. 
D) A mistura da população é como a nossa miscigenação, e nós damos as boas-
vindas a esse fato porque enriquece o país. 
E) A mistura é como a nossa população, e nós damos as boas-vindas porque a 
miscigenação enriquece esse fato e o país. 
 
QUESTÃO 5 
Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: SES-DF 
27
 
No que se refere à equivalência e à transformação de estruturas do texto, assinale a 
alternativa que reescreve o período “Se oficializado pela medicina, o órgão pode ser 
considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).” (linhas de 9 a 11), 
mantendo a coerência e a coesão da informação. 
A) Conforme oficializado pela medicina, o órgão é considerado o maior do corpo 
humano (título que hoje é da pele). 
B) Embora oficializado pela medicina, o órgão será considerado o maior do corpo 
humano (título que hoje é da pele). 
C) Contanto que seja oficializado pela medicina, o órgão poderá ser considerado o 
maior do corpo humano (título que hoje é da pele). 
D) Mesmo que seja oficializado pela medicina, considera-se que ele é o maior órgão 
do corpo humano (título que hoje é da pele). 
E) Quando oficializado pela medicina, o órgão foi considerado o maior do corpo 
humano (título que hoje é da pele). 
 
QUESTÃO 6 
Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IFF 
28
 
O paralelismo sintático e a correção gramatical do texto CG4A1CCC seriam 
preservados se o segmento “a perseguição política, racial ou religiosa” (ℓ. 7 e 8) 
fosse substituído por 
A) a perseguição política, de raça, ou por religião. 
B) a perseguição por política, de raça ou pela religião. 
C) ser perseguido politicamente, por raça, e de religião. 
D) a perseguição por posição política, por raça ou por religião. 
E) a perseguição politicamente, de raça e de religiosidade. 
 
 
RESPOSTAS DAS QUESTÕES 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA D 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA E 
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B 
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA C 
RESPOSTA DA QUESTÃO 6 LETRA D 
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação 
No português, as orações coordenadas e subordinadas são tipos de 
orações em que existem (ou não) relações sintáticas. 
29
Vale lembrar que a sintaxe é a parte da gramática que estuda a função das 
palavras nas orações. 
Nas orações coordenadas, por exemplo, não há relação sintática entre 
elas e, por isso, são orações independentes. 
Já as orações subordinadas recebem esse nome pois uma está 
subordinada à outra. Desse modo, elas dependem umas das outras para 
ter sentido completo e, portanto, possuem uma relação sintática. 
Confira abaixo, as explicações sobre cada uma delas, as classificações das 
orações e muitos exemplos de orações coordenadas e subordinadas. 
O que são orações coordenadas? 
As orações coordenadas são orações independentes que já possuem 
sozinhas um significado completo. Dessa forma, não existe uma relação 
sintática entre elas. 
Tipos de orações coordenadas 
Esse tipo de oração é classificada de duas maneiras: as orações 
coordenadas sindéticas e assindéticas. 
Oração coordenada sindética 
Nas orações coordenadas sindéticas, há uma conjunção coordenativa que 
conecta as palavras ou termos das frases e, dependendo da conjunção 
utilizada, elas pode ser de cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, 
conclusivas e explicativas. 
1. Oração coordenada sindética aditiva 
As orações coordenadas sindéticas aditivas são aquelas em que o uso das 
conjunções (ou locuções conjuntivas) transmite a ideia de adição. As 
conjunções aditivas são: e, nem, não só, mas também, mas ainda, como, 
assim, etc. 
Exemplos: 
Fomos para a escola e fizemos o exame final. 
• Oração 1: Fomos para a escola 
30
• Oração 2: fizemos o exame final 
Joelma adora pescar, mas também gosta muito de navegar. 
• Oração 1: Joelma adora pescar 
• Oração 2: gosta muito de navegar 
Com os exemplos, podemos perceber que esse tipo de conjunção 
adiciona informações ao que foi dito anteriormente. Além disso, é 
importante perceber que as orações acima, quando separadas, são 
independentes, uma vez que possuem um sentido completo. 
2. Oração coordenada sindética adversativa 
As orações coordenadas sindéticas adversativas são aquelas que 
transmitem, por meio das conjunções utilizadas, uma ideia de oposição 
ou de contraste. As conjunções adversativas são: e, mas, contudo, 
todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão, etc. 
Exemplos: 
Pedro Henrique estuda muito, porém não passa no vestibular. 
• Oração 1: Pedro Henrique estuda muito 
• Oração 2: não passa no vestibular 
Daiana combinou com os amigos de ir à festa, no entanto, estava 
chovendo muito naquela noite. 
• Oração 1: Daiana combinou com os amigos de ir à festa 
• Oração 2: estava chovendo muito naquela noite 
Note que as conjunções utilizadas nas orações acima transmitem a ideia 
de oposição ao que foi dito anteriormente. Além disso, as frases são 
independentes, uma vez que, se separadas, possuem um sentido 
completo. 
3. Oração coordenada sindética alternativa 
Nas orações coordenadas sindéticas alternativas, as conjunções enfatizam 
uma escolha dentre as opções existentes. As conjunções alternativas 
utilizadas são: ou, ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja, etc. 
31
Exemplos: 
Manuela ora quer comer hambúrguer, ora quer comer pizza. 
• Oração 1: Manuela ora quer comer hambúrguer 
• Oração 2: ora quer comer pizza 
Faça o que sua mãe manda ou ficará de castigo o resto do dia. 
• Oração 1: Faça o que sua mãe manda 
• Oração 2: ficará de castigo o resto do dia 
Em ambos os exemplos, as orações são independentes, e as conjunções 
utilizadas indicam opções e, por isso, são chamadas de alternativas. 
4. Oração coordenada sindética conclusiva 
As orações coordenadas sindéticas conclusivas expressam conclusões e, 
por isso, fazem uso das conjunções (ou locuções) conclusivas: logo, assim, 
portanto, por fim, por conseguinte,pois, então, consequentemente, etc. 
Exemplos: 
Não gostamos do restaurante, portanto não iremos mais lá. 
• Oração 1: Não gostamos do restaurante 
• Oração 2: não iremos mais lá 
Alice não realizou a prova, assim fará a substitutiva no final do ano. 
• Oração 1: Alice não realizou a prova 
• Oração 2: fará a substitutiva no final do ano 
Nos exemplos, as palavras em destaque são conjunções conclusivas que 
transmitem a ideia de conclusão sobre algo que foi mencionado na oração 
principal. 
5. Oração coordenada sindética explicativa 
Nas orações coordenadas sindéticas explicativas, as conjunções ou 
locuções que ligam as orações expressam uma explicação. São elas: isto 
é, ou seja, a saber, na verdade, porque, que, pois, etc. 
Exemplos: 
32
Marina não queria falar, ou seja, ela estava de mau humor. 
• Oração 1: Marina não queria falar 
• Oração 2: ela estava de mau humor 
Pedro não foi ao jogo de futebol porque estava cansado. 
• Oração 1: Pedro não foi ao jogo de futebol 
• Oração 2: estava cansado 
Os exemplos mostram que com o uso das conjunções explicativas, as 
orações independentes se unem com o intuito de explicar sobre o que foi 
dito anteriormente. 
Oração coordenada assindética 
Diferente das orações coordenadas sindéticas, as orações coordenadas 
assindéticas não exigem conjunções que conectam os termos ou 
palavras da frase. 
Exemplos: 
• Lena estava triste, cansada, decepcionada. 
• Ao chegar à escola conversamos, estudamos, lanchamos 
Nos exemplos acima não existe nenhuma conjunção (ou locução 
conjuntiva) que liga as orações e, portanto, temos orações coordenadas 
assindéticas. 
Saiba tudo sobre esse tema com a leitura dos textos: 
• Orações coordenadas 
• Conjunções coordenativas 
• Período composto por coordenação 
• Exercícios de Orações Coordenadas 
O que são orações subordinadas? 
As orações subordinadas, diferente das coordenadas, são orações 
dependentes. Assim, quando separadas, não possuem um sentido 
completo e, por isso, recebem esse nome, de forma que uma está 
subordinada à outra. 
33
Tipos de orações subordinadas 
As orações subordinadas são classificadas de três maneiras: substantivas, 
adjetivas e adverbiais. Isso irá depender da relação sintática estabelecida. 
Orações Subordinadas Substantivas 
As orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem a função 
de substantivo. Vale lembrar que o substantivo é uma das classes de 
palavras que nomeia os seres, objetos, fenômenos, etc. 
Esse tipo de oração pode se apresentar de duas maneiras: orações 
desenvolvidas ou orações reduzidas. 
Nas orações desenvolvidas, as conjunções integrantes “que” e “se” estão 
no início das orações, e podem acompanhar pronomes, conjunções ou 
locuções conjuntivas. 
Já as orações reduzidas não apresentam uma conjunção integrante, e 
surgem com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio. 
Dito isso, as orações desenvolvidas podem desempenhar o papel de 
sujeito, predicado, complemento nominal, objeto direto, objeto indireto e 
aposto, sendo classificadas em seis tipos: subjetiva, predicativa, 
completiva nominal, objetiva direta, objetiva indireta, apositiva. 
1. Oração subordinada substantiva subjetiva 
As orações subordinadas substantivas subjetivas exercem a função 
de sujeito da oração principal. Lembre-se que o sujeito é aquele ou aquilo 
de que(m) se fala. 
Exemplos: 
É importante que você beba água. 
• Oração principal: É importante 
• Oração subordinada: que você beba água 
É possível que Paloma saia outra vez. 
• Oração principal: É possível 
• Oração subordinada: que Paloma saia outra vez 
34
Note que a oração principal não apresenta sujeito e a oração subordinada, 
além de completar o sentido da primeira, desempenha o papel de sujeito 
da oração. 
2. Oração subordinada substantiva predicativa 
As orações subordinadas substantivas predicativas exercem a função 
de predicativo do sujeito da oração principal e sempre apresentam um 
verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, continuar, ficar, etc.). 
Vale lembrar que o predicativo do sujeito é o termo que tem a função de 
atribuir uma qualidade ao sujeito. 
Exemplos: 
Meu medo é que ela não vença o campeonato. 
• Oração principal: Meu medo é 
• Oração subordinada: que ela não vença o campeonato 
Nosso desejo é que ele passe nos exames finais. 
• Oração principal: Nosso desejo é 
• Oração subordinada: que ele passe nos exames finais 
Nos exemplos, notamos que a partir da presença do verbo de ligação, 
qualifica-se o sujeito da oração. 
3. Oração subordinada substantiva completiva nominal 
As orações subordinadas substantivas completivas nominais exercem a 
função de complemento nominal do verbo da oração principal, 
completando o sentido do nome da oração principal. Esse tipo de oração 
sempre é iniciada com uma preposição. 
Note que o complemento nominal completa o sentido de um nome 
(substantivo, adjetivo ou advérbio). 
Exemplos: 
Tenho esperança de que a humanidade se conscientize. 
• Oração principal: Tenho esperança 
35
• Oração subordinada: de que a humanidade se conscientize 
Tínhamos certeza de que ela passaria na prova. 
• Oração principal: Tínhamos certeza 
• Oração subordinada: de que ela passaria na prova 
Nos exemplos acima, as orações subordinadas completivas sempre 
começam com uma preposição: "de". Ambas complementam os nomes 
(substantivos) da oração principal: esperança; certeza. 
4. Oração subordinada substantiva objetiva direta 
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem a função 
de objeto direto do verbo da oração principal e, por isso, o complemento 
não vem acompanhado de preposição. 
Vale destacar que o objeto direto é um complemento verbal que completa 
o sentido dos verbos transitivos das orações. 
Exemplos: 
Desejo que todos tenham um bom dia. 
• Oração principal: Desejo 
• Oração subordinada: que todos tenham um bom dia 
Espero que você passe no concurso. 
• Oração principal: Espero 
• Oração subordinada: que você passe no concurso 
Nos exemplos acima, as orações subordinadas não apresentam 
preposição e possuem o valor de objeto direto da oração principal. 
Assim, elas completam o sentido do verbo transitivo, visto que sozinho ele 
não fornece a informação completa. Exemplo: quem deseja, deseja algo; 
quem espera, espera algo. 
5. Oração subordinada substantiva objetiva indireta 
36
As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas exercem a 
função de objeto indireto do verbo da oração principal, 
complementando-o. 
Vale lembrar que o objeto indireto tem a função de completar o sentido 
do verbo transitivo na oração. Assim, nesse tipo de oração, a conjunção 
subordinativa integrante é sempre precedida de uma preposição (que ou 
se). 
Exemplos: 
Necessito de que você preencha o formulário novamente. 
• Oração principal: Necessito 
• Oração subordinada: de que você preencha o formulário novamente 
Gostaria de que todas as pessoas se conscientizassem. 
• Oração principal: Gostaria 
• Oração subordinada: de que todas as pessoas se conscientizassem 
Nos exemplos acima, as orações subordinadas completam o sentido dos 
verbos transitivos da oração principal, pois sozinhos eles não possuem um 
sentido completo (quem necessita, necessita de algo; quem gosta, gosta 
de algo ou de alguém). Além disso, podemos notar que antes das 
conjunções (que) temos as preposições (de). 
6. Oração subordinada substantiva apositiva 
As orações subordinadas substantivas apositivas exercem a função 
de aposto de qualquer termo presente na oração principal. Nesse caso, a 
oração principal pode terminar com dois pontos, ponto e vírgula ou 
vírgula. 
Vale lembrar que o aposto é um termo que tem como função exemplificar 
ou especificar outro já mencionado anteriormente na oração. 
Exemplos: 
Meu único desejo: vencer as olimpíadas. 
• Oração principal: Meu único desejo 
• Oração subordinada: vencer as olimpíadas 
37Só lhe peço isso: que nos ajude. 
• Oração principal: Só lhe peço isso 
• Oração subordinada: que nos ajude 
Nos exemplos acima, as frases subordinadas têm a função de aposto, visto 
que especificam melhor algo mencionado na oração principal. 
Amplie seus conhecimentos sobre esse tipo de oração: 
• Orações Subordinadas Substantivas 
• Exercícios de Orações Subordinadas Substantivas 
Orações Subordinadas Adjetivas 
As orações subordinadas adjetivas são aquelas que funcionam 
como adjunto adnominal, as quais possuem a mesma função do adjetivo 
e, por isso, recebem esse nome. 
Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Nas orações 
desenvolvidas, os verbos aparecem nos modos indicativo e subjuntivo e 
sempre iniciam-se com um pronome relativo (que, quem, qual, quanto, 
onde, cujo, etc.), os quais exercem a função de adjunto adnominal do 
termo antecedente. 
Já nas orações reduzidas, os verbos aparecem no infinitivo, gerúndio ou 
particípio e não começam com um pronome relativo. 
Dito isso, as oração subordinadas adjetivas desenvolvidas são classificadas 
em dois tipos: explicativa e restritiva. 
1. Oração subordinada adjetiva explicativa 
As orações subordinadas adjetivas explicativas, recebem esse nome pois 
tem o intuito de explicar algo que foi dito anteriormente. Esse tipo de 
oração subordinada é separada por algum sinal de pontuação, geralmente 
vírgulas. 
Exemplos: 
Os livros de José de Alencar, que foram indicados pela professora, são 
muito bons. 
38
• Oração principal: Os livros de José de Alencar são muito bons 
• Oração subordinada: que foram indicados pela professora 
O sistema de aprendizado, que foi desenvolvido pela escola, 
surpreendeu todos. 
• Oração principal: O sistema de aprendizado surpreendeu todos 
• Oração subordinada: que foi desenvolvido pela escola 
Nos exemplos acima, as orações subordinadas adjetivas explicativas 
aparecem entre vírgulas, adicionando um comentário extra sobre o 
antecedente da oração principal. 
Note que, nesses casos, as orações subordinadas aproximam-se de um 
aposto explicativo e podem ser retiradas sem que isso afete o significado 
da outra. 
2. Oração subordinada adjetiva restritiva 
As orações subordinadas adjetivas restritivas, ao contrário das explicativas, 
que ampliam a explicação sobre algo, restringem, especificam ou 
particularizam o termo antecedente. Aqui, elas não são separadas por 
sinais de pontuação. 
Exemplos: 
Os estudantes que não leem costumam ter mais dificuldades para 
escrever um texto. 
• Oração principal: Os estudantes costumam ter mais dificuldades para 
escrever um texto 
• Oração subordinada: que não leem 
As pessoas que fazem exercícios todos os dias tendem a viver mais. 
• Oração principal: As pessoas tendem a viver mais 
• Oração subordinada: que fazem exercícios todos os dias 
A partir dos exemplos acima, nota-se que, diferente das orações adjetivas 
explicativas, se as orações subordinadas foram removidas, afetarão o 
significado da oração principal. 
39
Outra coisa a se destacar é que essas não apresentam vírgulas e 
restringem o termo antecedente, em vez de explicá-los. 
Veja também os textos: 
• Orações subordinadas adjetivas 
• Conjunções subordinativas 
Orações Subordinadas Adverbiais 
As orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem a função de 
advérbio funcionando como adjunto adverbial. 
As orações desse tipo são iniciadas por uma conjunção ou locução 
subordinativa, as quais têm a função de conectar as orações (principal e 
subordinada). 
Assim, dependendo do termo utilizados são classificadas em nove tipos: 
causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, 
consecutivas, finais, temporais, proporcionais. 
1. Oração subordinada adverbial causal 
As orações subordinadas adverbiais causais exprimem a causa ou 
motivo que a oração principal faz referência. As conjunções ou locuções 
integrantes adverbiais utilizadas são: porque, que, como, pois que, 
porquanto, visto que, uma vez que, já que, desde que, etc. 
Exemplos: 
Não fomos à praia já que estava chovendo muito. 
• Oração principal: Não fomos à praia 
• Oração subordinada: já que estava chovendo muito 
Não vou estudar hoje porque estou com dor de cabeça. 
• Oração principal: Não vou estudar hoje 
• Oração subordinada: porque estou com dor de cabeça 
As orações subordinadas exemplificadas acima, destacam o motivo que a 
oração principal faz referência. As conjunções integrantes que expressam 
isso são: "já que" e "porque". 
40
2. Oração subordinada adverbial comparativa 
As orações subordinadas adverbiais comparativas 
expressam comparação entre as orações principal e subordinada. 
As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: como, 
assim como, tal como, tanto como, tanto quanto, como se, do que, 
quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), 
etc. 
Exemplos: 
Minha mãe está muito nervosa como eu estava antes. 
• Oração principal: Minha mãe está muito nervosa 
• Oração subordinada: como eu estava antes 
Ela não estudou para a prova o tanto quanto deveria. 
• Oração principal: Ela não estudou para a prova 
• Oração subordinada: o tanto quanto deveria 
Nos exemplos acima, as orações subordinadas fazem uma comparação 
utilizando as conjunções integrantes: "como" e "tanto quanto". 
3. Oração subordinada adverbial concessiva 
As orações subordinadas adverbiais concessivas expressam concessão ou 
permissão em relação à oração principal. Dessa forma, elas apresentam 
uma ideia contrária ou oposta. 
As conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas nessas 
orações são: embora, conquanto, por mais que, posto que, ainda que, 
apesar de que, se bem que, mesmo que, em que pese, etc. 
Exemplos: 
Embora não queira, vou lhe fazer o jantar. 
• Oração principal: vou lhe fazer o jantar 
• Oração subordinada: Embora não queira 
Mesmo que goste da sandália, não vou comprar. 
41
• Oração principal: não vou comprar 
• Oração subordinada: Mesmo que goste da sandália 
Acima, podemos ver que a conjunção "embora" e a locução concessiva 
"mesmo que" presentes nas orações subordinadas expressam uma ideia 
oposta em relação às orações principais. 
4. Oração subordinada adverbial condicional 
As orações subordinadas adverbiais condicionais expressam condição. As 
conjunções ou locuções integrantes adverbiais utilizadas são: se, caso, 
contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, 
etc. 
Exemplos: 
Se estiver chovendo, não iremos ao evento. 
• Oração principal: não iremos ao evento 
• Oração subordinada: Se estiver chovendo 
Caso ele não esteja na escola, irei visitá-lo. 
• Oração principal: irei visitá-lo 
• Oração subordinada: Caso ele não esteja na escola 
As orações subordinadas dos exemplos acima, exprimem uma condição 
por meio do uso das conjunções integrantes utilizadas: "se" e "caso". 
5. Oração subordinada adverbial conformativa 
As orações subordinadas adverbiais conformativas 
expressam conformidade em relação ao que foi expresso na oração 
principal. As conjunções integrantes adverbiais utilizadas são: conforme, 
segundo, como, consoante, de acordo, etc. 
Exemplos: 
Segundo as regras impostas pelo governo, a quarentena deverá ser 
respeitada. 
• Oração principal: a quarentena deverá ser respeitada 
• Oração subordinada: Segundo as regras impostas pelo governo 
42
Farei a massa do pão consoante os ensinamentos da minha mãe. 
• Oração principal: Farei a receita de pão 
• Oração subordinada: consoante os ensinamentos da minha mãe 
Conforme os exemplos acima, as orações subordinadas expressam 
conformidade sobre a oração principal enfatizada pelas conjunções 
utilizadas: "segundo" e "consoante". 
6. Oração subordinada adverbial consecutiva 
As orações subordinadas adverbiais consecutivas 
expressam consequência. As locuções conjuntivas integrantes adverbiais 
utilizadas são: de modo que, de sorteque, sem que, de forma que, de jeito 
que, etc. 
Exemplos: 
A palestra foi ruim, de forma que não entendemos nada. 
• Oração principal: A palestra foi ruim 
• Oração subordinada: de forma que não entendemos nada 
Nunca abandonou seus sonhos, de sorte que acabou concretizando-os. 
• Oração principal: Nunca abandonou seus sonhos 
• Oração subordinada: de sorte que acabou concretizando-os 
Em ambos os exemplos, as orações subordinadas exprimem as 
consequências expressas na orações principais. Para isso, as locuções 
conjuntivas utilizadas foram: "de modo que", "de sorte que". 
7. Oração subordinada adverbial final 
As orações subordinadas adverbiais finais expressam finalidade. As 
conjunções e locuções integrantes adverbiais utilizadas nesse caso são: a 
fim de que, para que, que, porque, etc. 
Exemplos: 
Nós estamos na faculdade para que possamos aprender mais. 
• Oração principal: Nós estamos na faculdade 
43
• Oração subordinada: para que possamos aprender mais 
O atleta treinou dias a fim de que atingisse a melhor pontuação na 
prova final. 
• Oração principal: O atleta treinou dias 
• Oração subordinada: a fim de que atingisse a melhor pontuação na prova 
final 
As orações subordinadas acima, utilizaram as locuções conjuntivas ("para 
que" e "a fim de que") com o intuito de indicar a finalidade de algo que foi 
mencionado na oração principal. 
8. Oração subordinada adverbial temporal 
As orações subordinadas adverbiais temporais expressam circunstância 
de tempo. As conjunções e locuções integrantes adverbiais utilizadas são: 
enquanto, quando, desde que, sempre que, assim que, agora que, antes 
que, depois que, logo que, etc. 
Exemplos: 
Você ficará famoso quando publicar seu livro. 
• Oração principal: Você ficará famoso 
• Oração subordinada: quando publicar seu livro 
Eu ficarei mais feliz assim que souber a nota final do exame. 
• Oração principal: Eu ficarei mais feliz 
• Oração subordinada: assim que souber a nota final do exame 
Com o uso da conjunção "quando" e da locução conjuntiva "assim que", 
as orações subordinadas dos exemplos indicam circunstâncias temporais. 
9. Oração subordinada adverbial proporcional 
As orações subordinadas adverbiais proporcionais 
expressam proporcionalidade. As locuções conjuntivas integrantes 
adverbiais utilizadas são: à proporção que, à medida que, ao passo que, 
tanto mais, tanto menos, quanto mais, quanto menos, etc. 
Exemplos: 
44
A chuva piorava à medida que o furacão chegava mais perto. 
• Oração principal: A chuva piorava 
• Oração subordinada: à medida que o furacão chegava mais perto 
Quanto mais se esforçava no treino, mais feliz ficava. 
• Oração principal: mais feliz ficava 
• Oração subordinada: Quanto mais se esforçava no treino 
As locuções conjuntivas integrantes dos exemplos ("à medida que" e 
"quanto mais") enfatizam a proporção expressa na oração principal. 
Emprego de tempos e modos verbais 
Tempos e Modos Verbais 
Você sabe a diferença entre tempos e modos verbais? Muitos acreditam 
que ambos se misturam, mas na verdade um é complemento do outro. 
Na nossa Gramática, os Tempos verbais são: Presente, Pretérito e 
Futuro. 
Os tempos servem para indicar as formas, os estados ou fenômenos 
demonstrados pelos verbos. 
Já os Modos verbais compõem os tempos verbais nos modos: Indicativo, 
subjuntivo e imperativo. 
Tempos Verbais – Tempos e modos verbais 
Os tempos verbais são recursos da gramática que indicam o momento da fala 
de alguém. 
Podem exprimir passado, presente e futuro por meio do verbo. 
Dessa forma, indicam, na fala, se algo já ocorreu, acontece no momento em 
que se fala ou ainda vai ocorrer. 
Presente: expressa que um fato ocorre no momento da fala. 
Exemplo: Agora Maria dorme. 
Pretérito- Divide-se em perfeito (simples e composto) e imperfeito: é a 
referência a algo que aconteceu antes da fala. 
Perfeito simples: anuncia que um fato começou em um momento anterior ao 
da fala e que foi totalmente concluído. 
45
Exemplo: Joana limpou o quarto. 
Perfeito composto: indica que um fato começou em um momento anterior ao 
da fala, ficou em conclusão, mas o fato se prolonga até o momento presente 
da fala. 
Exemplo: Mário tem estudado muito para a prova. 
Mais-que-perfeito: faz referência a um fato que ocorreu antes de outro já ter 
terminado. 
Exemplo: Quando você chegou, seu pai já tinha saído. 
Imperfeito: quando expressa um fato ocorrido, mas que não foi 
completamente terminado. 
Exemplo: Iza assistia filme quando seu esposo a chamou. 
Futuro: é a referência ao que ainda não ocorreu ou não foi realizado. 
Futuro do presente simples: faz referência a algo que deve ocorrer em um 
futuro próximo ao momento da fala. 
Exemplo: Amanhã lerei o jornal na hora do almoço. 
Futuro do pretérito simples: indica que algo pode ocorrer posteriormente a 
um determinado fato passado. 
Exemplo: Se eu tivesse dinheiro, reformaria a casa. 
Futuro do pretérito composto: expressa que um fato poderia ter ocorrido 
posteriormente a um fato do passado. 
Exemplo: Se você não tivesse comprado supérfluos, teria dinheiro para viajar. 
Exemplo: Luana viajará amanhã. 
Futuro do presente composto: expressa um fato que deve ocorrer após o 
momento da fala, mas concluído antes de outro fato futuro. 
Exemplo: Antes de terminar o expediente, Murilo já estava pronto para deixar o 
recinto. 
Explicamos os Tempos verbais, agora falaremos dos Modos verbais. 
Modos verbais – Tempos e modos verbais 
Os modos verbais são os nomes que se dão às várias formas assumidas pelo 
verbo na expressão de um fato (indicativo, subjuntivo e imperativo). 
Vejamos como são os MODOS em cada TEMPO verbal. 
46
MODO INDICATIVO 
Modo verbal que expressa certeza, fatos vistos como certos, 
consumados, concretos. 
PRESENTE DO INDICATIVO 
 
 
 
47
 
 
MODO SUBJUNTIVO 
Expressa possibilidade, hipótese, fato incerto, duvidoso ou irreal. 
48
 
49
 
NÚMERO E PESSOA 
As categorias de número e pessoa indicam qual pessoa do discurso está 
relacionada ao verbo e se está no singular ou no plural: 
Primeira pessoa: a pessoa que fala (eu, nós) 
Segunda pessoa: a pessoa com quem se fala (tu, vós) 
Terceira pessoa: a pessoa de quem se fala (ele (a)/eles (as)) 
Assim, aquela velha história de “eu, tu, ele, nós, vós, eles” nada mais é do que 
a lista das pessoas do discurso, representadas pelos pronomes retos. O verbo 
vai se flexionar para concordar com cada uma dessas pessoas. 
Os verbos podem ser de: 
• 1ª conjugação (terminam em -AR); 
• 2ª (terminam em -ER); 
• 3ª (terminam em -IR). 
Assim mesmo, na ordem alfabética A, E, I… 
 
50
Pontuação 
Os sinais de pontuação são recursos da linguagem escrita utilizados com o 
objetivo de demarcar unidades e sinalizar os limites das estruturas 
sintáticas nos textos. 
Os sinais de pontuação são recursos de linguagem empregados na língua 
escrita e desempenham a função de demarcadores de unidades e 
de sinalizadores de limites de estruturas sintáticas nos textos escritos. 
Assim, os sinais de pontuação cumprem o papel dos recursos prosódicos, 
utilizados na fala para darmos ritmo, entoação e pausas e indicarmos 
os limites sintáticos e unidades de sentido. 
Como na fala temos o contato direto com nossos interlocutores, contamos 
também com nossos gestos para tentar deixar claro aquilo que queremos 
dizer. Na escrita, porém, são os sinais de pontuação que garantem 
a coesão e a coerência interna dos textos, bem como os efeitos de 
sentidos dos enunciados. 
Vejamos, a seguir, quais são os sinais de pontuação que nos auxiliam nos 
processos de escrita: 
Ponto ( . ) 
a) Indicar o final de uma frase declarativa: 
• Gosto de sorvete de goiaba. 
b) Separar períodos: 
• Fica mais um tempo. Ainda é cedo. 
c) Abreviar palavras: 
• Av. (Avenida) 
• V. Ex.ª (Vossa Excelência) 
• p. (página) 
• Dr. (doutor) 
Dois-pontos ( : ) 
a) Iniciar fala de personagens: 
• O aluno respondeu: 
– Parta agora! 
51
b) Antes de apostosou orações apositivas, enumerações ou sequência de 
palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores. 
• Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para 
auxiliar os mais idosos. 
• Anote o número do protocolo: 4254654258. 
c) Antes de citação direta: 
• Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto 
que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” 
Reticências ( ... ) 
a) Indicar dúvidas ou hesitação: 
• Sabe... andei pensando em uma coisa... mas não é nada demais. 
b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente: 
• Quem sabe se tentar mais tarde... 
c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de 
estender a reflexão: 
• “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces 
duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar) 
d) Suprimir palavras em uma transcrição: 
• “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - 
Raimundo Fagner) 
Parênteses ( ) 
a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e 
também podem substituir a vírgula ou o travessão: 
• Manuel Bandeira não pôde comparecer à Semana de Arte 
Moderna (1922). 
• "Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na 
véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do 
verão.” (O milagre das chuvas no Nordeste- Graça Aranha) 
52
Ponto de Exclamação ( ! ) 
a) Após vocativo 
• Ana, boa tarde! 
b) Final de frases imperativas: 
• Cale-se! 
c) Após interjeição: 
• Ufa! Que alívio! 
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo: 
• Que pena! 
Ponto de Interrogação ( ? ) 
a) Em perguntas diretas: 
• Quantos anos você tem? 
b) Às vezes, aparece com o ponto de exclamação para enfatizar o 
enunciado: 
• Não brinca, é sério?! 
Vírgula ( , ) 
De todos os sinais de pontuação, a vírgula é aquele que desempenha o 
maior número de funções. Ela é utilizada para marcar uma pausa do 
enunciado e tem a finalidade de nos indicar que os termos por ela 
separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não 
formam uma unidade sintática. Por outro lado, quando há uma relação 
sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de 
vírgula. 
Antes de explicarmos quais são os casos em que devemos utilizar a vírgula, 
vamos explicar primeiro os casos em que NÃO devemos usar a vírgula para 
separar os seguintes termos: 
a) Sujeito de Predicado; 
53
b) Objeto de Verbo; 
c) Adjunto adnominal de nome; 
d) Complemento nominal de nome; 
e) Predicativo do objeto do objeto; 
f) Oração principal da Subordinada substantiva (desde que esta não seja 
apositiva nem apareça na ordem inversa). 
Casos em que devemos utilizar a vírgula: 
A vírgula no interior da oração 
a) Utilizada com o objetivo de separar o vocativo: 
• Ana, traga os relatórios. 
• O tempo, meus amigos, é o que nos confortará. 
b) Utilizada com o objetivo de separar apostos: 
• Valdirene, minha prima de Natal, ligou para mim ontem. 
• Caio, o aluno do terceiro ano B, faltou à aula. 
c) Utilizada com o objetivo de separar o adjunto adverbial antecipado ou 
intercalado: 
• Quando chegar do trabalho, procurarei por você. 
• Os políticos, muitas vezes, são mentirosos. 
d) Utilizada com o objetivo de separar elementos de uma enumeração: 
• Estamos contratando assistentes, analistas, estagiários. 
• Traga picolé de uva, groselha, morango, coco. 
e) Utilizada com o objetivo de isolar expressões explicativas: 
• Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou melhor, somente gelo. 
f) Utilizada com o objetivo de separar conjunções intercaladas: 
• Não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas. 
g) Utilizada com o objetivo de separar o complemento 
pleonástico antecipado: 
54
• A ele, nada mais abala. 
h) Utilizada com o objetivo de isolar o nome do lugar na indicação de 
datas: 
• Goiânia, 01 de novembro de 2016. 
i) Utilizada com o objetivo de separar termos coordenados assindéticos: 
• É pau, é pedra, é o fim do caminho. 
j) Utilizada com o objetivo de marcar a omissão de um termo: 
• Ele gosta de fazer academia, e eu, de comer. (omissão do verbo 
gostar) 
Casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e: 
1) Utilizamos a vírgula quando as orações 
coordenadas possuem sujeitos diferentes: 
• Os banqueiros estão cada vez mais ricos, e o povo, cada vez mais 
pobre. 
2) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo 
de enfatizar alguma ideia (polissíndeto): 
• E eu canto, e eu danço, e bebo, e me jogo nos blocos de carnaval. 
3) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos 
que não retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por 
exemplo): 
• Chorou muito, e ainda não conseguiu superar a distância. 
A vírgula entre orações 
A vírgula é utilizada entre orações nas seguintes situações: 
a) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas: 
• Meu filho, de quem só guardo boas lembranças, deixou-nos em 
fevereiro de 2000. 
55
b) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com 
exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”: 
• Cheguei em casa, tomei um banho, fiz um sanduíche e fui direto ao 
supermercado. 
• Estudei muito, mas não consegui ser aprovada. 
c) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou 
reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal: 
• "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e 
fugindo com o corpo apresentou o gancho." (O selvagem - José de 
Alencar) 
d) Para separar as orações intercaladas: 
• "– Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em estar 
plantando-a...” 
e) Para separar as orações substantivas antepostas à principal: 
• Quando sai o resultado, ainda não sei. 
Ponto e vírgula ( ; ) 
a) Utilizamos ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de 
outros itens: 
• Antes de iniciar a escrita de um texto, o autor deve fazer-se as 
seguintes perguntas: 
I- O que dizer; 
II- A quem dizer; 
III- Como dizer; 
IV- Por que dizer; 
V- Quais objetivos pretendo alcançar com este texto? 
b) Utilizamos ponto e vírgula para separar orações coordenadas muito 
extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a 
vírgula: 
56
• “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude 
apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no 
fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se 
foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o 
inferior um tanto tenso." (O Visconde de Inhomerim - Visconde de 
Taunay) 
Travessão ( — ) 
a) Utilizamos o travessão para iniciar a fala de um 
personagem no discurso direto: 
A mãe perguntou ao filho: 
• — Já lavou o rosto e escovou os dentes? 
b) Utilizamos o travessão para 
indicar mudança do interlocutor nos diálogos: 
• — Filho, você já fez a sua lição de casa? 
• — Não se preocupe, mãe, já está tudo pronto. 
c) Utilizamos o travessão para unir grupos de palavras que 
indicam itinerários: 
• Disseram-me que não existe mais asfalto na rodovia Belém—Brasília. 
d) Utilizamos o travessão também para substituir a vírgula em expressões 
ou frases explicativas: 
• Pelé — o rei do futebol — anunciou sua aposentadoria. 
Aspas ( “ ” ) 
As aspas são utilizadas com as seguintes finalidades: 
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, 
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões 
populares: 
• A aula do professor foi “irada”. 
• Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente. 
b) Indicar uma citação direta: 
57
• “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo 
o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. (O prazer de viajar - Eça de 
Queirós) 
FIQUE ATENTO! 
Caso haja necessidade de destacar um termo que já está inserido em uma 
sentença destacada por aspas, esse termo deve ser destacado com 
marcação simples ('), não dupla (").VEJA AGORA ALGUMAS OBSERVAÇÕES RELEVANTES: 
Dispensam o uso da vírgula os termos coordenados ligados pelas 
conjunções e, ou, nem. 
Observe: 
• Preferiram os sorvetes de creme, uva e morango. 
• Não gosto nem desgosto. 
• Não sei se prefiro Minas Gerais ou Goiás. 
Caso os termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem 
aparecerem repetidos, com a finalidade de enfatizar a expressão, o uso da 
vírgula é, nesse caso, obrigatório. 
Observe: 
• Não gosto nem do pai, nem do filho, nem do cachorro, nem do gato 
dele. 
 
Estrutura e formação de palavras 
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente 
por dois processos morfológicos: 
• Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) 
• Composição (justaposição e aglutinação) 
Palavras Primitivas e Derivadas 
Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o 
estudo de formação das palavras. 
58
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as 
palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras 
primitivas 
Exemplos: 
• dente (primitiva) e dentista (derivada) 
• mar (primitiva) e marítimo (derivada) 
• sol (primitiva) e solar (derivada) 
Afixos 
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles 
são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua. 
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra 
(palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi 
acrescentado o sufixo -eira. 
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. 
Assim, os sufixos vem depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria. 
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal 
e ilegal. 
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, 
sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria 
e cafezal. 
Radical e Prefixo 
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-
se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos. 
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais 
influenciaram o léxico da língua portuguesa. 
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos 
Acro: alto, elevado 
acrobata 
a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento 
Aero: ar anti-: ação contrária 
Ambi: ambos, 
duplicidade 
ad- (a-): proximidade, 
direção 
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade 
59
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos 
Arcaio/ arqueo: 
antigo 
epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade 
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito 
Hidro: água 
hiper-: excesso, posição 
superior 
Bi, bis: duas vezes bi-: dois 
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação 
Pseudo: falso 
meta-: mudança, 
transformação 
Curvi: curvo infra-: abaixo 
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu 
inter-: entre, posição 
intermediária 
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior 
 
Processos de Derivação 
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras sempre 
com um radical e os afixos (sufixos e prefixos): 
• Derivação Prefixal (Prefixação): inclusão de prefixo à palavra primitiva, 
por exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, etc. 
• Derivação Sufixal (Sufixação): inclusão de sufixo à palavra primitiva, por 
exemplo: felicidade, beleza, estudante, etc. 
• Derivação Parassintética (Parassíntese): inclusão de um prefixo e de 
um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, por 
exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar, etc. 
• Derivação Regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada 
de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: beijar-beijo, debater-
debate, perder-perda, etc. 
• Derivação Imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra, 
por exemplo, O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem 
à noite com Luís. (verbo) 
Processos de Composição 
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais 
de palavras, sendo classificadas em: 
• Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer 
alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda-chuva, 
abre-latas, etc. 
60
• Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre 
alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), vinagre 
(vinho e acre), etc. 
Neologismo 
O neologismo é um processo de formação de palavras em que são criados 
novos termos para suprir alguma lacuna de significação. Podemos citar 
como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da 
internet. 
Hibridismo 
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses 
termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo, 
“sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”). 
Exercícios de Vestibular com Gabarito 
1. (CESGRANRIO-RJ) As palavras esquartejar, desculpa e irreconhecível 
foram formadas, respectivamente, pelos processos de: 
a) sufixação - prefixação - parassíntese 
b) sufixação - derivação regressiva - prefixação 
c) composição por aglutinação - prefixação - sufixação 
d) parassíntese - derivação regressiva - prefixação 
e) parassíntese - derivação imprópria – parassíntese 
Alternativa d) parassíntese - derivação regressiva - prefixação. 
Esquartejar é parassíntese, porque é formada pelo prefixo es- e pelo sufixo 
-ejar, ao mesmo tempo: es + quart + ejar. 
Desculpa é derivação regressiva, porque é formada com a retirada de uma 
parte da palavra primitiva, neste caso, a letra r do verbo desculpar: 
desculpar --> desculpa. 
Irreconhecível é prefixação, porque é formada pelo prefixo ir-: ir + 
reconhecível. 
 
2. (PUC-RJ) Marque a opção que indica os processos de formação, 
presentes nas palavras abaixo, pela ordem em que aparecem. 
61
bebidinha - indevassável - banheiro - adormecer. 
a) Parassíntese, prefixação, sufixação, sufixação. 
b) Sufixação, parassíntese, sufixação, parassíntese. 
c) Sufixação, prefixação e sufixação, sufixação, parassíntese. 
d) Prefixação e sufixação, sufixação, prefixação, parassíntese. 
e) Parassíntese, sufixação, prefixação, prefixação e sufixação. 
Alternativa c) Sufixação, prefixação e sufixação, sufixação, parassíntese. 
Bebidinha é sufixação, porque é formada pelo sufixo -inha: bebid + inha. 
Indevassável é prefixação, porque é formada pelo prefixo in-: in + 
devassável. Também é sufixação, porque é formada pelo sufixo -ável: devass 
+ ável. 
Repare que apesar de prefixo e sufixo estarem presentes na formação da 
palavra indevassável, ela não é parassíntese, porque existe a palavra 
devassável e indevassável, ou seja, com ou sem prefixo. Para haver 
parassíntese, uma palavra sempre tem que ter ambos, prefixo e sufixo, por 
exemplo anoitecer: a + noite + ecer (não existe noitecer, ou seja, essa 
palavra precisa sempre do prefixo). 
Banheiro é sufixação, porque é formada pelo sufixo -eiro: banh + eiro. 
Adormecer é parassíntese, porque é formada pelo prefixo a- e pelo sufixo -
ecer, ao mesmo tempo: a + dorm + ecer (não existe dormecer, ou seja, essa 
palavra precisa sempre do prefixo). 
 
3. (Fuvest-SP) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes 
palavras: 
a) vendavais, naufrágios, polêmicas 
b) descompõem, desempregados, desejava 
c) estendendo, escritório, espírito 
d) quietação, sabonete, nadador 
e) religião, irmão, solidão 
Alternativa d) quietação, sabonete, nadador. 
Essas palavras foram formadas pelo processo de derivação sufixal (ou 
sufixação): 
62
Quietação: quieta + ção 
Sabonete: sabão + ete 
Nadador: nada + dor 
 
Funções das classes de palavras 
Ao todo, são dez as classes de palavras: 
• substantivo (nomeiam); 
• adjetivos (caracterizam); 
• artigos (acompanham os substantivos,indefinindo ou definindo-os); 
• numerais (quantificam e posicionam); 
• pronomes (substituem ou acompanham termos); 
• verbos (materializam ações, estados, fenômenos); 
• advérbios (circunstanciam); 
• interjeições (expressam sensações humanas); 
• conjunções (unem palavras e orações, coordenando ou subordinando-
as); 
• preposições (conectam termos). 
As seis primeiras categorias modificam as suas formas, conforme o contexto 
de uso, mas as demais se mantêm intactas, independentemente da situação 
na qual elas estejam. 
Tipos de classes de palavras 
→ Palavras variáveis 
Os substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes e verbos são 
palavras variáveis, pois têm a constituição modificada para marcar alguns 
elementos gramaticais, como o 
• gênero (masculino/feminino); 
• número (singular/plural); 
• pessoa (primeira, segunda e terceira); 
• tempo (pretéritos, presente, futuros); 
• modo (indicativo, subjuntivo, imperativo). 
→ Palavras invariáveis 
63
Os advérbios, as preposições, as conjunções e as interjeições são palavras 
invariáveis, já que não comportam transformações em suas formas. 
Substantivo 
Substantivo é uma classe gramatical cuja função é nomear os seres em 
geral. Apesar de essa conceituação estar presente em vários locais, há que 
se destacar a sua incompletude, já que o substantivo pode também ser 
responsável por denominar: 
• ações (abraço, chute); 
• postulados físicos (inércia); 
• aspectos emocionais e psicológicos (covardia, esquizofrenia, 
ansiedade, amor, ódio); 
• elementos socioculturais (pobreza, inteligência), entre outros. 
→ Classificações dos substantivos 
• Comum: é responsável por nomear a generalidade dos seres da 
mesma espécie, dos elementos abstratos, dos objetos e dos 
fenômenos da natureza. 
Exemplos: casa, ódio, neve. 
• Próprio: faz referência a um ser específico. 
Exemplos: Maria, Panela de Barro Restaurante (no caso, panela de 
barro identifica um restaurante determinado). 
• Primitivo: termos que não se originaram de outros existentes na 
mesma língua. 
Exemplos: maçã, porta, livro. 
• Derivado: palavras que provêm de outras. 
Exemplos: macieira (árvore) – maçã (fruta), portaria – porta, livreiro – 
livro. 
• Simples: são constituídos por apenas um radical (parte da palavra que 
carrega o sentido principal dela). 
Exemplos: garrafa, tênis, feijão. 
• Compostos: têm mais de um radical em sua estrutura. 
Exemplos: beija-flor, passatempo (verbo passar + substantivo tempo). 
• Concreto: nomeiam seres de existência própria, isto é, figuras 
independentes que fazem parte de um universo real ou imaginário. 
64
Exemplos: caneta, vampiro (entidade), São Paulo (cidade), Ministério 
da Saúde (instituição). 
• Abstrato: designam qualidades, ações, sentimentos, estados, 
sensações. 
Exemplos: soberba, riso, solidão, juventude, conforto. 
Artigo 
O artigo é a palavra que precede os substantivos a fim de determiná-
los, tanto de maneira particular, por meio do uso de o, a, os, as, quanto de 
modo vago, ao utilizar um, uma, uns, umas. 
→ Classificações dos artigos 
• Definido: individualiza o substantivo, ou seja, leva o interlocutor a 
saber do que se trata especificamente. 
Exemplos: 
- O amor de Antônia era forte (não é qualquer amor, sabe-se que é um 
específico). 
- A história revelará a verdade (refere-se à história da humanidade). 
- Os bandidos atacaram novamente (sabe-se que são as mesmas pessoas 
que cometeram os crimes). 
- As rosas do jardim estão secas (o sujeito que fez tal afirmação fez menção 
a determinadas flores). 
• Indefinido: generaliza o substantivo. 
Exemplos: 
- Falta um cantor para completar o espetáculo (pode ser o João, o José, o 
Miguel, qualquer um que cante). 
- Gostaria de saber se há uma lanchonete na região (no caso, a pessoa não 
especificou qual a lanchonete, podendo ser a do João, a da Maria, entre 
outras) 
- Em cima da mesa, estão uns biscoitos (a informação impossibilita saber a 
marca, o tipo das bolachas). 
65
- Seria ótimo conhecer umas atrizes famosas (não se sabe quais atrizes são). 
Adjetivo 
O adjetivo é uma palavra ou locução (iniciada por preposições: de, em, com, 
sem) que confere características, estados, qualidades aos seres. 
Também pode instituir relações de tempo, de espaço, de finalidade, de 
procedência com o substantivo. 
Exemplos: 
- Banca de revistas (locução adjetiva) 
- Avaliação semanal (tempo) 
- Cidade estrangeira (espaço) 
- Vinho chileno (procedência) 
- Emergência ortopédica (finalidade) 
→ Classificações dos adjetivos 
• Primitivos: não advêm de outro termo existente na língua e possuem 
apenas um radical. Ressalta-se que existem poucos adjetivos 
primitivos. 
Exemplos: azul, roxo, verde, branco, grande, escuro, liso, feliz, triste. 
• Derivados: são originados de outras palavras. Assim, são 
acrescentados afixos (partes das palavras que carregam um sentido 
complementar ao principal, por exemplo, infeliz, em que o in significa 
não) ao radical. 
Exemplos: 
- desfavorável - favor 
- esverdeado - verde 
- europeia - Europa 
• Simples: tem apenas um radical. 
Exemplos: azul, desfavorável, escuro. 
66
• Compostos: possuem mais de um radical. 
Exemplos: amarelo-canário, sociopolítico. 
Numeral 
O numeral é responsável por quantificar, de forma exata, os 
seres (pessoas, objetos, entre outros). Além disso, também tem a função 
de identificar a posição ocupada por um ser em um contexto específico. 
→ Classificações dos numerais 
• Cardinais: apresentam o número preciso de algo. Destaca-se o fato de 
que, mesmo que os numerais sejam considerados palavras variáveis, 
nesta categoria, apenas o termo um, o dois e os referentes às centenas 
a partir de duzentos são modificados. 
Exemplos: 
- Encontrei apenas um lápis no estojo. 
- Na sala de cirurgia, havia uma enfermeira e quatro médicos. 
- Recebi duzentas moedas. 
• Ordinais: conforme a própria palavra já anuncia, diz respeito à ordem, 
assim sempre se estabelecerá uma relação entre vários seres. 
Exemplos: 
- O segundo a alcançar a linha de chegada é goiano. 
- É a milésima vez que digo isso. 
Pronome 
O pronome, além de estabelecer quais são os seres que fazem parte 
diretamente da interlocução (1ª e 2ª pessoas), ainda são empregados para 
indicar os demais presentes no discurso (3ª pessoa), ou seja, essa classe 
gramatical faz referência a quem fala, com quem se fala e a de quem ou do 
que se fala. Diante dessa característica, normalmente substituem os 
substantivos. 
Exemplo: 
67
Luíza (substantivo) comprou um carro. Agora, ela (pronome) chega mais 
rapidamente aos lugares. 
→ Classificações dos pronomes 
• Pronomes pessoais: representam as pessoas gramaticais. 
Caso reto 
(função de 
sujeito) 
Caso oblíquo 
(função de complemento) 
 
Átonos 
(sem 
preposição) 
Tônicos 
(com preposição) 
Singular eu me mim 
Singular tu te ti 
Singular ele/ela se, o, a, lhe si, ele/ela 
Plural nós nos nós 
Plural vós vos vós 
Plural eles/elas Se, os, as, lhes si, eles/elas 
Exemplos: 
- Eu fui ao shopping hoje. 
- Os professores nos auxiliaram a entender a matéria. 
- A informação não foi enviada a eles. 
• Pronomes possessivos: determinam uma relação de posse, de algo 
pertencente às pessoas do discurso. 
Um possuidor Vários possuidores 
 Um objeto Vários objetos Um objeto Vários objetos 
1ª pessoa Meu/minha Meus/minhas Nosso/nossa Nossos/nossas 
2ª pessoa Teu/tua Teus/tuas Vosso/vossa Vossos/vossas 
3ª pessoa Seu/sua Seus/suas Seu/sua Seus/suas 
Exemplos: 
- Nossas férias foram especiais. 
68
- João, onde está a sua tarefa? 
• Pronomes demonstrativos: são utilizados para determinar as 
distâncias tanto físicas quanto cronológicas de algo em relação às 
pessoas do discurso. 
Variáveis Invariáveis 
este, esta, estes, estas isto 
esse, essa, esses, essas isso 
aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo 
Exemplos: 
- Este joelho só serve para doer. (proximidade de quemfala) 
- Finalmente chegou esta hora. (atualidade) 
- O grande acontecimento de hoje foi este: ir ao supermercado. (introduz 
uma ideia) 
- Nossa, essa pulseira é linda. (proximidade de quem ouve) 
- Nesse intervalo, eu fiz muitas coisas. (tempo que está imediatamente antes 
do presente) 
- Comprei um celular, mas esse não funciona muito bem. (retoma uma 
informação) 
- Você conhece aquela cachoeira? (distância tanto de quem fala quanto de 
quem ouve) 
- Consegui construir um celeiro e um lago. Este ficou bem feito, 
entretanto aquele não. (elemento referido anteriormente a outro) 
- Naquela década, as mulheres não podiam votar. (tempo distante) 
Obs: contração da preposição em + pronome aquela = naquela. 
• Pronomes indefinidos: fazem referência, de maneira vaga, à 3ª pessoa 
gramatical. 
Exemplos: 
- Algum membro da plateia gostaria de falar? 
69
- Todas as flores estão belíssimas durante a primavera. 
- Certas pessoas não praticam os exercícios certos. 
Pronome (antes do substantivo) adjetivo (depois do substantivo) 
• Pronomes relativos: iniciam novas orações ao substituírem um 
substantivo ou mesmo um pronome antecedente. 
Exemplos: 
- Visitamos a cidade onde minha avó mora. 
- Fui eu quem escolheu a decoração. 
- Caíram as ações cuja liquidez era tida como certa. 
• Pronomes interrogativos: são observados em frases ou orações 
interrogativas, sejam elas diretas, ou seja, cuja conclusão se dá por 
meio do uso de ponto de interrogação e o início mediante a colocação 
do pronome, sejam elas indiretas, isto é, terminadas por ponto-final e 
entremeadas pelos termos de teor questionador. 
Exemplos: 
- Quanto custa esta dúzia de bananas? 
- Eu gostaria de saber quem teve a brilhante ideia de pintar a parede. 
- Qual é o dia da Proclamação da República? 
Veja também: Quando usar crase antes de pronomes? 
Verbo 
Os verbos são palavras que expressam uma ação, um estado, um 
fenômeno, os quais se encontram situados cronologicamente. Essa classe 
de palavras é uma das que mais flexiona, pois se adapta à pessoa, ao 
número, ao tempo, ao modo, além de conter as formas nominais. 
→ Formas nominais 
70
• Infinitivo: expressa o fato verbal em si, portanto não há pistas do início 
ou término da ação, estado ou fenômeno. Assim, adquire valor de 
substantivo. 
Exemplo: Nadar é um ótimo esporte. 
• Gerúndio: determina o processo, ou seja, algo que está acontecendo 
no momento do discurso. 
Exemplo: Victor está caminhando. 
• Particípio: marca a conclusão de um fato. Muitas vezes adquire valor 
de adjetivo. 
O concurso não aceita os gabaritos preenchidos a lápis. 
caracteriza gabaritos 
→ Conjugações 
• 1ª conjugação: verbos terminados em -ar. Exemplos: cantar, beijar, 
mascarar. 
• 2ª conjugação: verbos terminados em -er. Exemplos: beber, comer, 
fazer. 
• 3ª conjugação: verbos terminados em -ir. Exemplos: partir, dividir, rir. 
→ Modos 
• Indicativo: exprime certeza. 
Exemplo: Eu paguei a conta da internet. 
• Subjuntivo: apresenta hipóteses, dúvidas. 
Exemplo: Se eu quisesse, estudaria muito mais. 
• Imperativo: manifesta ordem, pedido, sugestão. 
Exemplo: Faça a sua tarefa, Rodrigo. 
→ Tempos 
Presente: o instante no qual ocorre a ação verbal coincide com o do 
discurso. 
71
Exemplo: Eu amo você. 
Passado: o momento em que acontece a ação verbal é anterior ao do 
discurso. 
- Pretérito perfeito: o fato exposto tem final bem delimitado e concluído 
antes de ser exteriorizado, por meio do uso da língua. 
Exemplo: Eu corri durante a manhã de hoje. 
- Pretérito imperfeito: o episódio exteriorizado pelo verbo não foi 
finalizado quando um novo aconteceu. 
Exemplo: No momento em que começamos a ler, havia o barulho da 
reforma. 
Além disso, também apresenta fatos passados que eram habituais. 
Exemplo: Andrea cuidava de seus animais diariamente. 
- Pretérito mais-que-perfeito: a ocorrência contida no verbo é anterior à 
outra que também é situada no passado. 
Degustei a sobremesa feita pela Fernanda, mas, antes disso, eu comera um 
macarrão. 
- Futuro do presente: indica episódios cujas ocorrências serão 
concretizadas depois da fala ou da escrita. 
Exemplo: Amanhã viajarei para a praia. 
- Futuro do pretérito: expressa um fato futuro, mas conectado a um 
segundo que está situado no passado. 
Exemplo: A cabeleireira confirmou que viria agora. 
→ Classificações dos verbos 
• Regulares: independentemente da conjugação, o verbo segue o 
paradigma, ou seja, mantém o seu radical, e as desinências (final da 
palavra) seguem um padrão. 
Exemplos: 
- Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam. 
72
- Eu abraço, tu abraças, ele abraça, nós abraçamos, vós abraçais, eles 
abraçam. 
Perceba que o radical am- e abraç- permanecem os mesmos, e as 
desinências coincidem entre os dois verbos. 
• Irregulares: não estão de acordo com o paradigma, assim podem 
sofrer modificação tanto o radical quanto as desinências. 
Exemplo: 
- Eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis, eles fazem. 
Observe que o radical faz foi modificado na conjugação da 1ª pessoa do 
singular: faço. 
• Anômalos: apresentam substanciais irregularidades em seus radicais. 
Exemplo: 
verbo ir – eu vou (presente do indicativo), eu ia (pretérito imperfeito do 
indicativo), eu fui (pretérito perfeito do indicativo), quando eu for (futuro do 
subjuntivo). 
• Defectivos: são verbos cuja conjugação não existe em determinadas 
pessoas do discurso. 
Exemplo: eu chovo (inexistente). 
• Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma flexão 
específica. 
Exemplo: particípio de matar — matado e morto. 
Acesse também: O que são verbos dicendi? 
Advérbio 
São palavras que se conectam aos verbos a fim de apresentar uma 
circunstância relativa à ação, estado, fenômeno verbal. Além disso, podem 
associar-se aos adjetivos, conferindo uma determinação das qualidades 
expressas por eles. Por fim, são capazes de se juntar a outros advérbios, o 
que desencadeia uma intensificação dos sentidos ali presentes. 
73
→ Principais classificações dos advérbios 
• Modo: advérbios que acrescentam ao verbo, adjetivo ou a outro 
advérbio a maneira como aconteceu o que eles expressam. 
Exemplos: bem, mal, assim, depressa, devagar, tranquilamente, 
facilmente. 
- Rosana pegou rapidamente a vassoura. 
• Intensidade: constituem uma maximização ou minimização da ideia 
manifestada pelo termo a que se ligou. 
Exemplos: muito, pouco, meio, bastante, ainda, bem, mal, quase, apenas. 
- Jônatas gritou bastante no show. 
• Afirmação: confirmam a mensagem transmitida. 
Exemplos: certamente, realmente, seguramente, sim, efetivamente. 
- A classe desistiu realmente de fazer a atividade. 
• Negação: trazem uma ideia contrária à existente no verbo, adjetivo ou 
advérbio. 
Exemplos: jamais, não, absolutamente. 
- Não quero comer sanduíche. 
• Dúvida: transmitem uma incerteza relativa ao que está previsto na 
oração. 
Exemplos: acaso, provavelmente, eventualmente, quiçá, talvez, 
porventura. 
- O evento, provavelmente, será cancelado. 
• Tempo: situam a ação, a qualidade ou a circunstância no tempo. 
Exemplos: amanhã, sempre, cedo, tarde, hoje, nunca, antes, depois, 
outrora, então, aí. 
- Farei isso depois. 
74
• Lugar: marcam o local no qual ocorreu um episódio, ou onde se 
percebeu uma qualidade, ou circunstância. 
Exemplos: lá, ali, aqui, aí, longe, onde, perto, abaixo, acima. 
- Nossa, como você está longe de casa. 
Leia também: Quais as diferenças entre adjetivo e advérbio? 
Conjunção 
Conjunção é um elemento gráfico, sonoro e semântico que estabelece 
uma união entre orações ou entre palavras, desde que estas exerçam 
idênticas funções sintáticas e estejam na mesma oração. Essa classe de 
palavras pode ser dividida em: 
• subordinativas: conecta duas orações, sendo uma delas fundamental 
para a construção do sentido completo da outra; 
• coordenativas: que liga elementos independentes, ou seja, une 
oraçõesou termos de idêntica função gramatical detentores de 
sentido completo. 
→ Tipos de conjunções coordenativas 
• Aditiva: expressa soma. 
Exemplo: Fui ao cinema e comi pipoca. 
• Adversativa: estabelece uma oposição entre as orações. 
Exemplo: As crianças gostam do Natal, mas as famílias estão cada vez mais 
descrentes. 
• Alternativa: constrói uma alternância de ideias, mas também exclui 
uma para que a outra vigore. 
Exemplo: Independência ou morte! (D. Pedro) 
• Conclusiva: introduz uma consequência e um fechamento do 
raciocínio desenvolvido na oração anterior. 
Exemplo: Os cachorros brincaram na lama, portanto eles se sujaram. 
• Explicativa: apresenta uma justificativa. 
75
Exemplo: Não assisto mais aos DVDs, pois vejo filmes on-line. 
→ Tipos de conjunções subordinativas 
• Causais: insere a causa de um acontecimento presente na outra 
oração. 
Exemplo: Reescreva este trecho da redação porque está confuso. 
• Condicionais: estabelece um requisito para a concretização de algo. 
Exemplo: Se eu fizer exercícios físicos, emagrecerei. 
• Conformativa: expressa uma concordância. 
Exemplo: Segundo a notícia do jornal, a pandemia gerou muitos mortos. 
• Concessiva: manifesta uma ideia que contrapõe a existente na oração 
anterior, mas não tem a força de anulá-la. 
Exemplo: Só beberei água quando chegar em casa, embora esteja com 
sede. 
• Comparativa: faz um paralelo. 
Exemplo: Tomás levanta da cama como um urso sai de sua toca no inverno. 
• Consecutiva: apresenta um desdobramento. 
Exemplo: A opulência era tamanha que os olhos dela brilharam. 
• Proporcionais: constrói uma relação de igualdade entre os fatos 
contidos em cada uma das orações. 
Exemplo: À medida que as pessoas desmatavam a floresta, crescia o buraco 
na camada de ozônio. 
• Temporais: expressa uma circunstância de tempo. 
Exemplo: Quando o relógio apontar dez horas, tomarei o meu café. 
• Finais: expõe o objetivo de algo presente na outra oração. 
Exemplo: Estude bastante para que você tenha sucesso. 
Veja também: Que: conjunção integrante ou pronome relativo? 
76
Preposição 
A preposição é o termo que conecta duas outras palavras, construindo 
relações de sentido e dependência entre elas. 
→ Classificação das preposições 
• Essenciais: exercem apenas a função de preposição. 
Exemplos: a, ante, contra, de, entre, sob, sobre. 
- A agenda está sobre a mesa. 
- A filha de Antenor se retirou do recinto. 
• Acidentais: palavras de classes diversas que, às vezes, desempenham 
a função prepositiva. 
Exemplos: como, conforme, mediante, segundo, senão, visto. 
- Isabela vai à casa do namorado todos os dias, fora segunda-feira. 
Interjeição 
São as palavras ou um grupo delas que marcam, de maneira forte e 
abrupta, as reações, os sentimentos, as emoções. 
Exemplos: 
- Puxa! 
- Cuidado! 
- Ufa! 
- Nossa! 
- Tomara! 
- Credo! 
Exercícios resolvidos 
Questão 1- (UFES - adaptada) 
77
O fragmento onde a palavra que é pronome relativo é: 
A) (...) a tuberculose está mais próxima do que imaginamos (...) (linha 2) 
B) A estimativa de órgãos oficiais é de que hoje em dia cerca de um terço da 
população mundial (...) (linha 11) 
C) (...) a pessoa que tem o bacilo, mas não desenvolveu a doença (...) (linhas 
12-13) 
D) (...) a expectativa é de que a chance de desenvolvimento da doença seja 
apenas 10% (...) (linha 14) 
E) (...) sendo que, ao final de 10 anos, a grande maioria (...) (linha 17) 
Resolução 
Alternativa C. Nesse trecho, "que" é pronome relativo porque retoma o 
termo imediatamente anterior, "pessoa", sendo sujeito do verbo "tem"; 
além disso, introduz uma oração. 
Questão 2 (UPE – 2015 - adaptada) Acerca de algumas relações semânticas 
presentes nas frases e orações a seguir, assinale a alternativa correta. 
A) Ao afirmar: “Gosto de trabalhar com o português, embora inglês seja a 
que eu mais leio.”, o entrevistado faz uma afirmação e, em seguida, 
apresenta uma causa para o que foi afirmado. 
B) Com o trecho: “Shakespeare fez muita besteira, mas tem três ou quatro 
obras perfeitas”, o locutor faz uma declaração e, em seguida, introduz a 
explicação do conteúdo declarado. 
C) No trecho: “Aprendi desde cedo a ter o cuidado de não rimar ao escrever 
uma frase.”, o segmento destacado tem valor temporal. 
D) O trecho: “Se todo mundo erra na crase é a regra da crase que está errada, 
como aliás está.” é introduzido por um segmento que tem valor concessivo. 
E) No trecho: “insistiram que o certo é ‘veado’ quando o Brasil inteiro 
pronuncia ‘viado’”, os segmentos estão interligados por uma relação de 
causa e consequência. 
Resolução 
78
Alternativa C. No trecho, o segmento destacado tem valor semântico 
temporal, ou seja, seu sentido indica uma circunstância de tempo na qual 
se situa uma ação, no caso, o cuidado que o autor revela ter "ao escrever 
uma frase”. 
Flexão nominal e verbal 
O que é uma flexão nominal e verbal? 
São morfemas (pedaço mínimo para expressar um significado) colocados no final das 
palavras para indicar que elas podem flexionar tanto nos nomes como nos verbos. 
FLEXÃO NOMINAL 
Flexão nominal é o estudo do gênero e número dos substantivos, adjetivos, 
numerais e pronomes. 
Essencialmente é o estudo do plural e gêneros dos nomes. 
Ex.: Mala e malas ou cachorro e cachorra 
 
FLEXÃO NOMINAL DE GÊNERO: 
 
Os substantivos masculinos são precedidos pelo artigo “o”. 
Ex. O cachorro ou o piloto. 
Os substantivos femininos são precedidos pelo artigo “a”. 
Ex.: A cachorra ou a pilota. 
79
Formação do feminino: 
Substantivos masculinos terminados em “o” substitui por “a”: 
Ex.: piloto por pilota 
Substantivos masculinos terminados em “ão” substitui por “ã”: 
Ex.: o Anão por a anã ou o capitão por a capitã. 
Substantivos masculinos terminados em “r” acrescenta a letra “a”: 
Ex.: o cantor por a cantora 
Pode acontecer em que substantivos masculinos terminados em “or” substitui por 
“eira”: 
Ex.: O arrumador por a arrumadeira. 
Tem substantivo que terminado em “e” mudam para “a” no feminino 
Ex.: Elefante por elefanta 
Substantivo terminado com “ês”, “L” ou “z” acrescenta o “a” no feminino. 
Ex.: Freguês fica freguesa 
Conforme o sentido da frase pode ser feminino ou masculino. 
Ex.: A capital (cidade); o capital (dinheiro) 
FLEXÃO NOMINAL DE NÚMEROS 
Os nomes, geralmente admitem a flexão de número: Singular e plural. 
80
 
SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM “ÃO”: 
Não existe uma regra específica, depende da origem da palavra. 
Em sua maioria os substantivos terminados em “ão” faz plural em “ões” 
Doação – Doações 
Substantivos no grau aumentativo: casarão – casarões 
Quando termina em uma sílaba átona (menor intensidade), paroxítonas e as vezes 
em oxítonas e monossílabas, acrescenta-se o “s” 
Cidadão – cidadãos 
O que tem menos incidência, é palavras que fazem plural em “ães” 
Alemão – alemães 
Pode ocorrer em mais formas e mesmo assim todas estarem corretas: 
Aldeão – aldeões, aldeãos e aldeães 
Guardião – guardiães e guardiões 
81
FLEXÃO VERBAL 
Das classes de palavras a que tem mais flexões é a do Verbo. 
Os verbos sofrem flexão em modo, tempo, número e pessoa. 
Modo: 
Mostra em que contexto acontece o verbo. 
Temos: 
Modo indicativo – A pessoa que fala tem certeza do que tá dizendo. 
Ex.: Eu vou assistir ao jogo hoje. 
Modo subjuntivo – A pessoa que fala tem dúvidas sobre o que tá dizendo. 
Ex.: Espero que você jogue bem hoje a noite 
Modo imperativo – A pessoa fala uma ordem ou faz um pedido. 
Ex.: Pare de dizer estas besteiras! 
Tempo: 
São ações que podem ocorrer no passado (pretérito), presente ou futuro. 
No passado temos o pretérito: Perfeito, imperfeito, mais que perfeito, perfeito 
composto do indicativo e mais que perfeito composto do indicativo, imperfeito do 
subjuntivo e o mais que perfeito composto do subjuntivo. 
No presente temos o presente do indicativo e o presente do subjuntivo. 
No futuro temos futuro: do presente do indicativo,do pretérito do indicativo, do 
presente composto do indicativo, do pretérito composto do indicativo, do subjuntivo 
e o composto do subjuntivo. 
Número: 
Singular ou plural 
Eu preciso estudar (singular) 
82
Nós precisamos estudar (plural) 
Pessoa: 
1ª pessoa: Eu e nós. Seria a pessoa que esta falando 
2ª pessoa: Tu e vós. Seria a pessoa com quem se esta falando 
3ª pessoa: ele e eles. Seria a pessoa de quem estão falando. 
 
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação 
Pronomes: 
A palavra que acompanha (determina) ou substitui um nome é 
denominada pronome. 
Ex.: Ana disse para sua irmã: 
– Eu preciso do meu livro de matemática. Você não o encontrou? Ele estava aqui em 
cima da mesa. 
1. eu substitui “Ana” 
2. meu acompanha “o livro de matemática” 
3. o substitui “o livro de matemática” 
4. ele substitui “o livro de matemática” 
Flexão 
Quanto à forma, o pronome varia em gênero, número e pessoa: 
Gênero (masculino/feminino) 
Ele saiu/Ela saiu 
Meu carro/Minha casa 
Número (singular/plural) 
Eu saí/Nós saímos 
Minha casa/Minhas casas 
Pessoa (1ª/2ª/3ª) 
Eu saí/Tu saíste/Ele saiu 
Meu carro/Teu carro/Seu carro 
83
Função 
O pronome tem duas funções fundamentais: 
Substituir o nome 
Nesse caso, classifica-se como pronome substantivo e constitui o núcleo de um 
grupo nominal. 
Ex.: Quando cheguei, ela se calou. (ela é o núcleo do sujeito da segunda oração e se 
trata de um pronome substantivo porque está substituindo um nome) 
Referir-se ao nome 
Nesse caso, classifica-se como pronome adjetivo e constitui uma palavra dependente 
do grupo nominal. 
Ex.: Nenhum aluno se calou. (o sujeito “nenhum aluno” tem como núcleo o 
substantivo “aluno” e como palavra dependente o pronome adjetivo “nenhum”) 
Pronomes Pessoais 
São aqueles que substituem os nomes e representam as pessoas do discurso: 
1ª pessoa – a pessoa que fala – EU/NÓS 
2ª pessoa – a pessoa com que se fala – TU/VÓS 
3ª pessoa – a pessoa de quem se fala – ELE/ELA/ELES/ELAS 
 
Pronomes pessoais retos: são os que têm por função principal representar o sujeito 
ou predicativo. 
Pronomes pessoais oblíquos: são os que podem exercer função de complemento. 
 
Pronomes oblíquos 
Associação de pronomes a verbos: 
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando associados a verbos terminados em -r, -s, 
-z, assumem as formas lo, la, los, las, caindo as consoantes. 
Ex.: Carlos quer convencer seu amigo a fazer uma viagem. 
Carlos quer convencê-lo a fazer uma viagem. 
84
Quando associados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe), 
assumem as formas no, na, nos, nas. 
Ex.: Fizeram um relatório. 
Fizeram-no. 
Os pronomes oblíquos podem ser reflexivos e quando isso ocorre se referem ao 
sujeito da oração. 
Ex.: Maria olhou-se no espelho 
Eu não consegui controlar-me diante do público. 
Antes do infinitivo precedido de preposição, o pronome usado deverá ser o reto, 
pois será sujeito do verbo no infinitivo 
Ex.: O professor trouxe o livro para mim.(pronome oblíquo, pois é um complemento) 
O professor trouxer o livro para eu ler.(pronome reto, pois é sujeito) 
 
Pronomes de tratamento 
São aqueles que substituem a terceira pessoa gramatical. Alguns são usados em 
tratamento cerimonioso e outros em situações de intimidade. 
Conheça alguns: 
• você (v.) : tratamento familiar 
• senhor (Sr.), senhora (Srª.) : tratamento de respeito 
• senhorita (Srta.) : moças solteiras 
• Vossa Senhoria (V.Sª.) : para pessoa de cerimônia 
• Vossa Excelência (V.Exª.) : para altas autoridades 
• Vossa Reverendíssima (V. Revmª.) : para sacerdotes 
• Vossa Eminência (V.Emª.) : para cardeais 
• Vossa Santidade (V.S.) : para o Papa 
• Vossa Majestade (V.M.) : para reis e rainhas 
• Vossa Majestade Imperial (V.M.I.) : para imperadores 
• Vossa Alteza (V.A.) : para príncipes, princesas e duques 
1- Os pronomes e os verbos ligados aos pronomes de tratamento devem estar na 3ª 
pessoa. 
Ex.: Vossa Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento se está dirigindo a 
pergunta à autoridade) 
2- Quando apenas nos referimos a essas pessoas, sem que estejamos nos dirigindo a 
elas, o pronome “vossa” se transforma no possessivo “sua”. 
85
Ex.: Sua Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento não se está dirigindo a 
pergunta à autoridade, mas a uma terceira pessoa do discurso) 
Pronomes Possessivos 
São aqueles que indicam ideia de posse. Além de indicar a coisa possuída, indicam a 
pessoa gramatical possuidora. 
As principais palavras que podem funcionar como pronomes possessivos: 
 
Existem palavras que eventualmente funcionam como pronomes possessivos. Ex.: Ele 
afagou-lhe (= seus) os cabelos. 
Pronomes Demonstrativos 
Os pronomes demonstrativos possibilitam localizar o substantivo em relação às 
pessoas, ao tempo, e sua posição no interior de um discurso. 
86
 
 
Pronomes Indefinidos 
São pronomes que acompanham o substantivo, mas não o determinam de forma 
precisa. 
Alguns pronomes indefinidos: 
 
87
 
Uso de alguns pronomes indefinidos: 
Algum 
a) quando anteposto ao substantivo da idéia de afirmação 
“Algum dinheiro terá sido deixado por ela.” 
b) quando posposto ao substantivo dá idéia de negação 
“Dinheiro algum terá sido deixado por ela.” 
Obs.: O uso desse pronome indefinido antes ou depois do verbo está ligado à 
intenção do enunciador. 
Demais 
Este pronome indefinido, muitas vezes, é confundido com o advérbio “demais” ou 
com a locução adverbial “de mais”. 
Ex.: “Maria não criou nada de mais além de uma cópia do quadro de outro artista.” 
(locução adverbial) 
“Maria esperou os demais.” (pronome indefinido = os outros) 
“Maria esperou demais.” (advérbio de intensidade) 
Todo 
É usado como pronome indefinido e também como advérbio, no sentido de 
completamente, mas possuindo flexão de gênero e número, o que é raro em um 
advérbio. 
Ex.: “Percorri todo trajeto.” (pronome indefinido) 
“Por causa da chuva, a roupa estava toda molhada.” (advérbio) 
Cada 
Possui valor distributivo e significa todo, qualquer dentre certo número de pessoas 
ou de coisas. 
Ex.: “Cada homem tem a mulher que merece.” 
Este pronome indefinido não pode anteceder substantivo que esteja em plural (cada 
férias), a não ser que o substantivo venha antecedido de numeral (cada duas férias). 
Pode, às vezes, ter valor intensificador : “Mário diz cada coisa idiota!” 
Pronomes relativos 
88
São aqueles que representam nomes que já foram citados e com os quais estão 
relacionados. O nome citado denomina-se ANTECEDENTE do pronome relativo. 
Ex.:“A rua onde moro é muito escura à noite.” 
onde: pronome relativo que representa “a rua” 
a rua: antecedente do pronome “onde” 
 
O pronome relativo QUEM sempre possui como antecedente uma pessoa ou coisas 
personificadas, vem sempre antecedido de preposição e possui o significado de “O 
QUAL” 
Ex.: “Aquela menina de quem lhe falei viajou para Paris.” 
Antecedente: menina 
Pronome relativo antecedido de preposição: de quem 
Os pronomes relativos CUJO, CUJA sempre precedem a um substantivo sem artigo e 
possuem o significado “DO QUAL” “DA QUAL” 
Ex.: “O livro cujo autor não me recordo.” 
Os pronomes relativos QUANTO(s) e QUANTA(s) aparecem geralmente precedidos 
dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. 
Ex.: “Você é tudo quanto queria na vida.” 
O pronome relativo ONDE tem sempre como antecedente palavra que indica lugar. 
Ex.: “A casa onde moro é muito espaçosa.” 
O pronome relativo QUE admite diversos tipos de antecedentes: nome de uma coisa 
ou pessoa, o pronome demonstrativo ou outro pronome. 
Ex.: “Quero agora aquilo que ele me prometeu.” 
Os pronomes relativos, na maioria das vezes, funcionam como conectivos, 
permitindo-nos unir duas orações em um só período. 
89
Ex.:A mulher parece interessada. A mulher comprou o livro. 
(A mulher que parece interessada comprou o livro.) 
Pronomes interrogativos 
Os pronomes interrogativos levam overbo à 3ª pessoa e são usados em frases 
interrogativas diretas ou indiretas. 
Não existem pronomes exclusivamente interrogativos e sim que desempenham 
função de pronomes interrogativos, como por exemplo: QUE, QUANTOS, QUEM, 
QUAL, etc. 
Ex.: “Quantos livros teremos que comprar?” 
“Ele perguntou quantos livros teriam que comprar.” 
“Qual foi o motivo do seu atraso?” 
Concordância nominal e verbal 
A concordância verbal é estabelecida entre o verbo e o sujeito da oração. A 
concordância nominal é estabelecida entre o núcleo do sintagma nominal e os 
termos determinantes. 
Concordância é um processo utilizado pela língua para marcar formalmente as relações 
de determinação ou dependência morfossintática existentes entre os termos 
dos sintagmas no interior das orações. Essas relações morfossintáticas entre os 
termos de uma oração podem ser feitas por meio da concordância verbal (entre 
o verbo e o sujeito da oração) e nominal (entre o núcleo do sintagma nominal e seus 
termos determinantes). 
Vejamos cada uma das concordâncias: 
 
Concordância Nominal 
 
A concordância nominal é estabelecida entre o núcleo de um sintagma nominal em 
suas flexões de gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) e todos os 
termos que o determinam. 
Observe o exemplo: 
As tigelas dos gatos são antigas. 
 Núcleo 
 do sintagma 
 
Regra geral de concordância nominal 
90
Os adjetivos, pronomes, artigos, numerais e particípios (sintagmas nominais 
determinantes) concordam em gênero e número com o núcleo do sintagma 
nominal que determinam, isto é, flexionam-se em gênero e número de acordo com as 
flexões do elemento substantivo (substantivo, pronome ou numeral substantivo) a que 
se referem. 
Sintagmas nominais determinantes 
• Adjetivos 
• Pronomes adjetivos 
• Artigos 
• Numerais 
• Particípios 
Sintagmas nominais determinados 
• Substantivos 
• Pronomes 
• Numerais substantivos 
Lembre-se de que os sintagmas nominais determinantes concordam em gênero e 
número com os sintagmas nominais determinados. Veja o exemplo: 
Bonitas são as flores do meu jardim. 
Casos especiais de concordância nominal 
→ Adjetivos pospostos aos substantivos 
 
Modificação de dois ou mais substantivos 
Quando um ou mais adjetivos modificam dois ou mais substantivos que os 
antecedem, há duas possibilidades de concordância. 
a) O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Exemplo: 
O macaco e a onça enfurecida foram para a parte de trás da jaula. 
macaco: substantivo masculino, singular 
onça: substantivo feminino, singular 
enfurecida: adjetivo feminino, singular. 
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo refere-se somente ao segundo 
substantivo – onça (enfurecida). 
91
b) O adjetivo flexiona-se no plural. 
Exemplo: 
O macaco e a onça enfurecidos foram para a parte de trás da jaula. 
macaco: substantivo masculino, singular 
onça: substantivo feminino, singular 
enfurecidos: adjetivo masculino, plural. 
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo refere-se a todos os 
substantivos (macaco e onça) que o antecedem. 
Lembre-se de que, na Língua Portuguesa, caso os substantivos a serem modificados 
por um adjetivo no plural sejam de gêneros (feminino e masculino) diferentes, 
a concordância é feita no masculino. 
Exemplo: 
As meninas do 6º B e o menino do 7º A são encrenqueiros. 
 
Modificação de substantivos que expressam gradação de sentido 
Quando há uma sequência de substantivos no singular cujo encandeamento sugere a 
ideia de gradação, os adjetivos podem ser flexionados no plural ou concordarem 
em número com o substantivo mais próximo. 
Exemplos: 
Gostaria de pedir frango e costela bem passados. 
Gostaria de pedir frango e costela bem passada. 
Note que a opção pela concordância no singular enfatiza a ideia de gradação, já que 
destaca a última palavra da sequência. 
 
→ Adjetivos antepostos aos substantivos 
 
Modificação de dois ou mais substantivos 
Quando os adjetivos concordam em gênero e número com o primeiro substantivo da 
sequência. 
Exemplos: 
Gosto de comer deliciosos cajus, mangas e graviolas no verão. 
Gosto de comer deliciosos cajus, manga e graviola no verão. 
Note que, no segundo exemplo, o adjetivo masculino plural caracteriza apenas 
o substantivo masculino plural 'cajus'. 
92
 
Modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco 
a) Os adjetivos devem ser flexionados no plural. 
As maravilhosas Maria da Silva e Lúcia Vieira são nossas melhores vendedoras. 
Maravilhosas: adjetivo feminino no plural. 
Maria da Silva e Lúcia Vieira: substantivos femininos. 
 
Adjetivos na função de predicativo 
Devemos flexionar o adjetivo no plural quando este desempenha a função sintática 
de predicativo de um sujeito ou objeto cujo núcleo seja ocupado por mais de 
um substantivo. 
Exemplo: 
A mãe e a filha pareciam tristes com aquela situação. 
Mãe e filha: sujeito composto. 
Tristes: predicativo do sujeito. 
 
Casos específicos 
 
• Obrigado/obrigada 
Como o agradecimento sugere certa adjetivação, obrigado ou obrigada devem 
concordar com a pessoa que fala, ou seja, com aquela que está 
agradecendo. Mulheres dizem obrigada, homens dizem obrigado. 
Exemplo: 
Mariana disse obrigada a todos os convidados. 
• Menos 
Tanto na função de pronome adjetivo quanto na função de advérbio, 'menos' é 
sempre invariável. Isso significa que a flexão de gênero não é possível e, portanto, a 
palavra “menas” não existe na nossa língua. 
Exemplo: 
Ela é menos questionadora do que ele. 
• Mesmo e próprio 
93
Os pronomes de reforço, como são chamados, devem concordar em gênero e 
número com a pessoa a que fazem referência. 
Exemplos: 
As alunas mesmas que organizaram o evento. 
Eles próprios construíram suas casas neste condomínio. 
• Meio/Meia 
A palavra 'meio' pode ser utilizada como numeral ou como advérbio, dependendo da 
palavra que a modifica. 
a) Quando determina um substantivo, ela funciona como um numeral adjetivo e, 
portanto, deve concordar em gênero com o substantivo. 
Exemplo: 
Adicione meia colher de açúcar. 
b) Quando modifica um adjetivo, sua função é de advérbio e, portanto, é invariável. 
Exemplo: 
Marisa é meio gastadeira, e seu marido está desempregado. 
• Bastante 
A palavra 'bastante' pode ocupar a função de adjetivo ou advérbio, dependendo da 
palavra que a modifica. 
a) Quando modifica um substantivo, tem valor de adjetivo e, portanto, deve concordar 
em número com o substantivo a que se refere. 
Exemplo: 
Os meninos ficaram bastantes doentes com a mud ança no clima. 
b) Quando ela modifica um adjetivo, sua função e de advérbio e, portanto, 
é invariável. 
Exemplo: 
João considerou bastante difíceis as questões do simulado. 
• Anexo e incluso 
Anexo e incluso são adjetivos que devem concordar com o substantivo que 
modificam. 
Exemplos: 
Segue anexo o documento solicitado. 
94
Segue anexa a fotografia para cadastro. 
Os alunos estão inclusos no progr ama de assistência estudantil. 
A pasta de materiais está inclusa no valor da matrícula. 
• É proibido, é bom e é necessário 
Essas expressões adjetivas devem concordar com o substantivo que as modifica. 
Existem dois casos. 
a) O adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo caso 
o substantivo, que atua como núcleo do sujeito da oração, venha precedido 
de artigo ou outro elemento determinante. 
Exemplos: 
A sabedoria é necessária, sobretudo nos momentos mais difíceis. 
É proibida a entrada de crianças com menos de 1,20 m. 
A receita do frango caipira com polenta é muito boa. 
b) O adjetivo deve permanecer no masculino singular quando o substantivo, que 
atua como núcleo do sujeito da oração, não é precedido por qualquer outro elemento 
que o determine. 
Exemplos: 
É proibido bebida destilada na festa. 
É necessário inteligência na resolução do problema. 
 
Concordância Verbal 
 
A concordância verbalé estabelecida entre o verbo, em suas flexões de 
número (plural e singular) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª), e o sujeito da oração com o qual ele se 
relaciona. 
Observe o exemplo: 
Eles me propuseram um acordo. 
 ↨ ↨ 
 ↨ verbo (núcleo do predicativo) 3ª pessoa do plural 
 ↨ 
Pronome pessoal 
(núcleo do sujeito) 
3ª pessoa do plural 
 Sintagma verbal 
95
Em alguns casos, o sujeito aparece após o verbo, o que não afeta as relações 
de concordância. O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e 
pessoa. 
Observe o exemplo: 
O prêmio do concurso ganharam todos os alunos inscritos. 
 ↨ ↨ 
 ↨ substantivo (núcleo do sujeito) 
 ↨ 3ª pessoa do plural (eles) 
 ↨ 
 verbo transitivo direto 
 (núcleo do predicado) 
 3ª pessoa do plural 
 Sintagma verbal 
Casos especiais de concordância verbal com sujeito simples 
• Expressões partitivas + substantivo/pronome: 
Quando o sujeito apresenta expressão partitiva, ou seja, aquela que sugere uma 
“parte de alguma coisa”, seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo pode 
ficar no singular ou ir para o plural. 
Exemplos: 
A maioria dos alunos não estuda para o simulado. 
O verbo ficou no singular porque a concordância foi feita com o substantivo 'maioria', 
que é o núcleo do sujeito da oração. 
A maioria dos alunos não estudam para o simulado. 
O verbo passa para o plural caso a concordância seja feita com o substantivo que 
sucede a expressão partitiva, no núcleo do adjunto adnominal. 
• Porcentagem 
Quando o sujeito apresenta apenas a expressão numérica de uma porcentagem, 
o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. 
Exemplos: 
 27% deixaram de ir às urnas neste ano. 
Apenas 73% compareceram às urnas neste ano. 
Aqueles 27% que não votaram terão que se justificar no TRE. 
Quando a expressão indicativa de porcentagem for seguida de um substantivo, 
transforma-se em uma expressão partitiva e, por isso, o verbo poderá concordar com 
o numeral ou com o substantivo. 
Exemplo: 
96
 1% dos eleitore s votaram nulo. 
 1% dos eleitores votou nulo. 
• Expressões fracionárias 
Em expressões fracionárias, o verbo deve concordar com o numerador (o número 
que aparece acima do traço) da fração. 
Exemplo: 
No município de Tajuí, 1/3 dos eleitores é homem , ou seja, 2/3 são mulhere s. 
• Expressão indicativa de quantidade aproximada 
Quando o sujeito é constituído de qualquer expressão que indique quantidade 
aproximada, como mais de, menos de, perto de, cerca de, etc., seguida de numeral, 
o verbo concorda com o substantivo que segue essa expressão. 
Exemplos: 
Cerca de vinte e sete artistas prestigiaram o evento. 
Mais de um aluno ficou de recuperação em Matemática. 
Uma semana e um dia se passaram e ainda não tenho notícias dele. 
Pronomes relativos 
• Pronome relativo 'que' 
a) Quando o pronome relativo 'que' atua como sujeito e introduz uma oração 
subordinada adjetiva, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo 
da oração principal ao qual o pronome relativo faz referência. 
Exemplo: 
Foi Joana que fez esse bolo. 
b) Quando o pronome relativo 'que' for antecedido, na oração principal, pela 
expressão 'um(a) do(a)', o verbo da oração adjetiva vai para o plural. 
Exemplo: 
Pastor alemão é uma das raças caninas que melhor vigiam residênc ias. 
c) Quando a intenção é a de destacar o sujeito do grupo, o verbo deve ser utilizado 
no singular. 
Exemplo: 
 Pastor alemão é uma das r aças caninas que mais vigia r esidências. 
• Pronome relativo 'quem' 
97
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo 'quem', o verbo pode concordar 
com o antecedente do pronome ou com o próprio nome na 3ª pessoa do singular 
(ele/a). 
Exemplo: 
Fui eu quem reservou/reservei a hospedagem. 
• Pronomes indefinidos e interrogativos 
a) Quando o sujeito apresenta expressões construídas com pronomes 
indefinidos ou interrogativos no plural, seguidos de preposição 'de' e 
dos pronomes 'nós' e 'vós', o verbo é flexionado no plural, mas pode também 
concordar em pessoa tanto com o pronome indefinido – na 3ª pessoa – como com 
o pronome pessoal. 
Exemplo: 
Alguns de nós poderão/poderemos saber a verdade ainda hoje. 
b) Quando o pronome indefinido ou interrogativo estivere no singular, 
o verbo concordará com a pessoa pronominal – 3ª do singular. 
Exemplo: 
Nenhum de nós merece sofrer. 
• Pronomes de tratamento 
Quando o sujeito é constituído de um pronome de tratamento, o verbo vai sempre 
para a 3ª pessoa (singular ou plural), dependendo do número do pronome. 
Exemplo: 
Desejo que Vossa(s) Excelência(s) tenha(m) um excelente dia. 
Substantivos 
a) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo coletivo, o verbo deve estar 
no singular. 
Exemplo: 
O cardume seguiu a jangada durante vinte minutos. 
b) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo que apresenta forma plural, mas tem 
sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. 
Exemplo: 
Férias é essencial para todo trabalhador e estudante. 
98
c) Quando o substantivo é antecedido por determinante, o verbo passará para 
o plural. 
Exemplo: 
Meus óculos são indispensáveis para que eu consiga trabalhar. 
d) Quando o núcleo do sujeito é constituído de um substantivo próprio que apresenta 
forma plural, o verbo fica no singular caso o substantivo não seja antecedido por 
um determinante. 
Exemplo: 
Amores possíveis é o melhor filme nacional que já vi. 
e) Quando o substantivo próprio for antecedido por determinante – artigo, pronome 
ou numeral, o verbo irá para o plural. 
Exemplo: 
Os Estados Unidos são o destino perfeito para quem é consumista. 
Casos especiais com sujeitos compostos 
• Sujeito Posposto 
a) Quando o sujeito composto é posposto ao verbo, há duas possibilidades de realizar 
a concordância. A primeira é o verbo no plural concordando com todos os núcleos; a 
segunda é o verbo no singular concordando apenas com o núcleo mais próximo caso 
ele esteja no singular. 
Exemplos: 
Entraram na sala o professor e os alunos. 
Entrou na sala o professor e os alunos. 
Regência nominal e verbal. 
Chama-se regência à relação estabelecida, na oração, entre um termo regente e um 
termo regido. 
A regência pode ser classificada em regência verbal ou regência nominal, conforme a 
natureza do termo regente: 
• Na regência verbal o termo regente é um verbo; 
• Na regência nominal o termo regente é um nome. 
O termo regente depende do termo regido. O sentido do termo regente permanece 
incompleto sem a presença do termo regido. 
99
Regência verbal: 
Termo regente: verbo 
Termos regidos: objeto direto e objeto indireto 
Regência nominal: 
Termo regente: nome 
Termo regido: complemento nominal 
Regência verbal 
Na regência verbal, se o verbo regente for transitivo direto, terá como termo regido 
um objeto direto (não preposicionado). Se o verbo regente for transitivo indireto, terá 
como termo regido um objeto indireto (preposicionado). 
Exemplos de regência verbal não preposicionada 
• Leu o livro. 
• Comeu a sobremesa. 
• Bebeu o refrigerante. 
• Ouviu a notícia. 
• Estudou a lição. 
• Fez o recheio. 
Exemplos de regência verbal preposicionada 
• Procedeu à construção de um novo prédio. 
• Pagou ao funcionário. 
• Desobedeceu aos pais. 
• Apoiou-se na parede. 
• Apaixonou-se por seu primo. 
• Meditou sobre o assunto. 
Quando a regência verbal é estabelecida através de uma preposição, as mais 
utilizadas são: a, de, com, em, para, por, sobre. 
• agradar a; 
• obedecer a; 
• assistir a; 
• visar a; 
• lembrar-se de; 
•simpatizar com; 
• comparecer em; 
• convocar para; 
• trocar por; 
• alertar sobre; 
Regência nominal 
Na regência nominal, o nome que atua como termo regente pode ser um substantivo, 
um adjetivo ou um advérbio. Já o complemento nominal, que atua como termo 
regido, pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral. 
100
Exemplos de regência nominal 
• acessível a todos; 
• diferente de mim; 
• amoroso com ambos; 
• perito em criminologia; 
• mau para a saúde; 
• ansioso por férias. 
A regência nominal é estabelecida através de uma preposição, sendo a, de, com, em, 
para, por as preposições mais utilizadas: 
• inerente a; 
• idêntico a; 
• livre de; 
• seguro de; 
• descontente com; 
• interesse em; 
• pronto para; 
• respeito por; 
 
Ortografia oficial 
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego 
"ortho", que quer dizer correto, e "grafo", por sua vez, que significa escrita. 
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a 
Sintaxe são as partes que compõem a gramática. 
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita à 
ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam 
unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos. 
Regras de ortografia 
Para auxiliar na ortografia das palavras que geram mais dúvidas - como palavras 
escritas com x ou ch, com h, com s ou z, g ou j - vamos estudar algumas regras. 
Uso do x e do ch 
O x é utilizado nas seguintes situações: 
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe. 
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano. 
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar. 
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame. 
Exceções: 
101
1. A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch. 
2. O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele 
derivem: enchente, encharcar, enchido. 
Escreve-se com x 
 
Escreve-se com ch 
bexiga bochecha 
bruxa boliche 
caxumba broche 
elixir cachaça 
faxina chuchu 
graxa colcha 
lagartixa fachada 
mexerico mochila 
xerife salsicha 
xícara tocha 
Uso do h 
O h é utilizado nas seguintes situações: 
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh! 
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem. 
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha. 
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem. 
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico "baía" 
é grafado sem h. 
Uso do s e do z 
O s é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande quantidade, estado ou 
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso. 
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa. 
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa. 
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram. 
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - 
beleza, grande - grandeza. 
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar. 
102
 
Escreve-se com s 
 
Escreve-se com z 
alisar amizade 
análise aprazível 
atrás azar 
através azia 
aviso desprezo 
gás giz 
groselha prazer 
invés rodízio 
jus talvez 
uso verniz 
Uso do g e do j 
O g é utilizado nas seguintes situações: 
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, 
litígio, relógio, refúgio. 
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem. 
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações: 
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica. 
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço. 
Observações: 
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que) 
eles/elas viajem. 
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído 
para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir 
- aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo. 
3. A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive é 
chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo com o 
dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que era servida pela 
antiga Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas Gerais)." 
 
Escreve-se com g 
 
Escreve-se com j 
angélico anjinho 
estrangeiro berinjela 
gengibre cafajeste 
103
 
Escreve-se com g 
 
Escreve-se com j 
geringonça gorjeta 
gim jeito 
gíria jiboia 
ligeiro jiló 
sargento laje 
tangerina sarjeta 
tigela traje 
Uso das letras k, w e y 
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W 
e Y. 
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio). 
• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: 
Kelly, Darwin, darwinismo. 
• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: 
Kosovo, Kuwait, kuwaitiano. 
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby. 
Parônimos e Homônimos 
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo 
significado é diferente. 
Assim, estamos diante de palavras parônimas quando as palavras 
são parecidas na grafia ou na pronúncia, mas têm significados 
diferentes. 
Exemplos: 
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado) 
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar) 
descrição (descrever) discrição (de discreto) 
descriminar (absolver) discriminar (distinguir) 
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país) 
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras 
têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes. 
Exemplos: 
104
cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos) 
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez) 
esperto (perspicaz) experto (experiente) 
ruço (pardo claro) russo (da Rússia) 
tachar (censurar) taxar (fixar taxa) 
Palavras e expressões que oferecem dificuldades 
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há 
uma série de palavras e expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: a baixo 
/ abaixo, onde / aonde, mas / mais, entre tantas outras. 
1. Abaixo / a baixo 
• Leia mais sobre esse assunto abaixo. (em posição inferior) 
• Olhou-me de cima a baixo com olhar de desaprovação. (relação com a expressão 
"de cima" ou "de alto") 
2. Onde / aonde 
• Não sei onde deixei meus livros. (não sugere movimento) 
• Aonde deixaremos os livros? (sugere movimento) 
3. Mas / mais 
• Eu falo, mas ele nunca me ouve. (porém) 
• Isto é o que mais gosto de fazer! (aumento de quantidade) 
Para diminuir dificuldades com a ortografia, é preciso estar atento e se familiarizar 
com ela. Isso é possível somente através da leitura, da prática e mediante a consulta 
de um bom dicionário. 
Exercícios de Ortografia 
1. (Fuvest) "A _____ de uma guerra nuclear provoca uma grande _____ na humanidade 
e a deixa _____ quanto ao futuro.". Assinale a alternativa em que todas as palavras 
estão grafadas corretamente. 
a) espectativa - tensão - exitante 
b) espectativa - tenção - hesitante 
c) expectativa - tensão - hesitante 
e) espectativa - tenção – exitante 
Alternativa correta c) expectativa - tensão - hesitante 
• "expectativa" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - exspectatus. 
105
• "tensão" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - tensione. 
• "hesitante" escreve-se assim por causa da sua origem do latim - haesitare. 
2. (UFRJ) Na série abaixo há um erro de ortografia no emprego do "z". Assinale-o: 
a) algoz 
b) traz (verbo) 
c) assaz 
d) aniz 
e) giz 
Alternativa correta: d) aniz 
A palavra "anis"se escreve com s por causa da sua origem do latim - anisum. 
 
4. “Pedi para ele não me__er na cai__a que estava fe__ada”. 
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é 
a) ch; x; x 
b) x; ch; ch 
c) x; x; x 
d) ch, ch, ch 
e) x, x, ch 
Alternativa correta: e) x, x, ch 
Pedi para ele não mexer na caixa que estava fechada 
• mexer: depois da sílaba “me” utiliza-se o x. 
• caixa: depois de ditongos (vogal+semivogal) utiliza-se o x. 
• fechada: palavra derivada do verbo fechar. 
 
5. Veja as frases abaixo. 
I. __ tempos que não via a Morgana tão feliz. 
II. Daqui __ dois anos irei para a Portugal. 
III. Agora estamos vivendo em uma casa __ cinco minutos do metrô. 
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é 
a) a; a; a 
b) Há; há; há 
c) a; há; a 
d) há; a; a 
e) a; há; há 
Alternativa correta: d) há; a; a 
106
O “há” é uma forma impessoal do verbo haver que indica tempo passado, sendo utilizada com o 
sentido de existir: Há tempos que não via a Morgana tão feliz 
Já o “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e que indica ações futuras e distância: 
• Daqui a dois anos irei para a Portugal. (ação futura) 
• Agora estamos vivendo em uma casa a cinco minutos do metrô. (distância) 
6- A alternativa que contém um erro de ortografia é 
• a) Não sei aonde deixei minhas canetas. 
b) Não gostava mais de caminhar pela cidade. 
c) Estava se sentindo mal pela manhã. 
d) A próxima sessão de cinema começa às 21h. 
e) Se não chegar a tempo à aula de química, perderei a prova. 
Alternativa correta: a) Não sei aonde deixei minhas canetas. 
Os termos “onde” e “aonde” são utilizados em situações diferentes: 
• Onde: indica lugar, sendo sempre acompanhado de verbos que expressam permanência. 
• Aonde: indica movimento ou aproximação. 
Assim, a frase acima estaria correta: Não sei onde deixei minhas canetas. 
 
Acentuação gráfica 
A acentuação gráfica consiste na colocação de acento ortográfico para 
indicar a pronúncia de uma vogal ou marcar a sílaba tônica de uma 
palavra. Os nomes dos acentos gráficos da língua portuguesa são: 
• acento agudo (´) 
• acento grave (`) 
• acento circunflexo (^) 
Os acentos gráficos são elementos essenciais que estabelecem, por meio 
de regras, a sonoridade/intensidade das sílabas das palavras. 
Acentuação das palavras oxítonas 
As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas podem ser 
acentuadas com o acento agudo e com o acento circunflexo. 
Oxítonas que recebem acento agudo 
107
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Recebem acento agudo as palavras oxítonas 
terminadas em vogais tônicas abertas -a, -e ou -o 
seguidas ou não de -s. 
está, estás, já, olá; até, é, és, olé, 
pontapé(s); vó(s), dominó(s), paletó(s), 
só(s) 
No caso de palavras derivadas do francês e 
terminadas com a vogal -e, são admitidos tanto o 
acento agudo quanto o circunflexo. 
bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé ou 
canapê; croché ou crochê; matiné ou 
matinê 
Quando conjugadas com os pronomes -lo(s) ou -la(s) 
terminando com a vogal tônica aberta -a após a perda 
do -r, -s, ou -z. 
adorá-lo (de adorar + lo) ou adorá-los (de 
adorar + los); fá-lo (de faz + lo) ou fá-los 
(de faz + los) 
dá-la (de dar + la) ou dá-las (de dar + las) 
Recebem acento as palavras oxítonas com mais de 
uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado -em 
e -ens. 
acém, detém, deténs, entretém, entreténs, 
harém, haréns, porém, provém, provéns, 
também 
São acentuadas as palavras oxítonas com os ditongos 
abertos grafados -éu, éi ou -ói, seguidos ou não de -s. 
anéis, batéis, fiéis, papéis, chapéu(s), 
ilhéu(s), véu(s); herói(s), remói 
Obs.: há exceção nas formas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos derivados 
de "ter" e "vir". Nesse caso, elas recebem acento circunflexo (retêm, sustêm; advêm, provêm). 
Oxítonas que recebem acento circunflexo 
Regras de acentuação gráfica 
Exemplos de palavras com 
acento 
São acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas vogais 
tônicas fechadas grafadas -e ou -o, seguidas ou não de -s. 
cortês, dê, dês (de dar), lê, lês 
(de ler), português, você(s); 
avô(s), pôs (de pôr), robô(s) 
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os 
pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s) terminadas com as vogais 
tônicas fechadas -e ou -o após a perda da consoantes final -r, -s 
ou -z, são acentuadas. 
detê -lo(s); fazê -la(s); vê -la(s); 
compô-la(s); repô-la(s); pô-la(s) 
Obs.: usa-se, ainda, o acento circunflexo para diferenciar a forma verbal "pôr" da preposição "por". 
Acentuação das palavras paroxítonas 
As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é tônica (mais forte). 
Paroxítonas que recebem acento agudo 
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Recebem acento agudo as paroxítonas que apresentam, na 
sílaba tônica, as vogais abertas grafadas -a, -e, -o, -i e -u e 
que terminam em -l, -n, -r, -x e -s, e algumas formas do 
plural, que passam a proparoxítonas. 
dócil, dóceis; fóssil, fósseis; réptil, 
répteis; córtex, córtices; tórax; líquen, 
líquenes; ímpar, ímpares 
É admitida dupla grafia em alguns casos. 
fêmur e fémur; ónix e ônix; pónei e 
pônei; ténis e tênis; bónus e bônus; 
ónus e ônus; tónus e tônus 
108
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tônica, as 
vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u, e que terminam 
em -ã, -ão, -ei, -um ou -uns são acentuadas nas formas 
singular e plural das palavras. 
órfã, órfãs; órfão, órfãos; órgão, 
órgãos; sótão, sótãos; jóquei, 
jóqueis; fáceis, fácil; bílis, íris, júri, 
oásis, álbum, fórum, húmus e vírus 
Obs.: não se acentuam graficamente os ditongos representados por -ei e -oi da sílaba tônica das 
paroxítonas: 
assembleia, boleia, ideia, onomatopeico, proteico, alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como 
apoio (substantivo), boia, heroico, jiboia, moina, paranoico, zoina. 
Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, 
voo, avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro, descobrimento, graficamente e moçambicano. 
Paroxítonas e o uso do acento circunflexo 
Regras de acentuação gráfica 
Exemplos de palavras com 
acento 
Palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica, as vogais 
fechadas com a grafia -a, -e e -o, e que terminam em -l, -n, -r 
ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas 
das quais se tornam proparoxítonas. 
cônsul, cônsules; têxtil, têxteis; 
plâncton, plânctons 
Também recebem acento circunflexo as palavras que contêm, 
na sílaba tônica, vogais fechadas com a grafia -a, -e e -o, e 
que terminam em -ão(s), -eis ou -us. 
Estêvão, zângão, escrevêsseis, 
ânus 
São grafadas com acento circunflexo as formas dos verbos 
"ter" e "vir", na terceira pessoa do plural do presente do 
indicativo ("têm" e "vêm"). O mesmo é aplicado algumas 
formas verbais derivadas. 
abstêm, advêm, contêm, convêm, 
desconvêm, detêm, entretêm, 
intervêm, mantêm, obtêm, 
provêm, sobrevêm 
Não é usado o acento circunflexo nas palavras paroxítonas 
que contêm um tônico oral fechado em hiato com 
terminação -em, da terceira pessoa do plural do presente do 
indicativo. 
creem, deem, descreem, desdeem, 
leem, preveem, redeem, releem, 
reveem, veem 
Não é usado o acento circunflexo com objetivo de assinalar a 
vogal tônica fechada na grafia das palavras paroxítonas. 
enjoo – substantivo e flexão de 
enjoar 
povoo – flexão de povoar 
voo – substantivo e flexão de voar 
Não são usados os acentos circunflexo e agudo para 
distinguir as palavras paroxítonas quando têm a vogal tônica 
aberta ou fechada em palavras homógrafas de palavras 
proclíticas no singular e plural. 
para – flexão de parar. 
pela/pelo – preposição de pela, 
quando substantivo de pelar. 
pelo – substantivo de per + lo. 
polo – combinação de per +lo e 
na combinação de por + lo 
Fique Atento! 
O acento circunflexo é obrigatório na palavra pôde na terceira pessoa do singular do pretérito 
perfeito do indicativo. Isso acontece para distingui-la da forma verbal correspondente do presente 
do indicativo: pode. 
109
O acento circunflexo é facultativo no verbo demos, conjugado na primeira pessoa do presente do 
indicativo. Isso ocorre para estabelecer distinção da forma correspondente no pretérito perfeito do 
indicativo: demos. 
Também é facultativo o uso de acento circunflexo no substantivo fôrma como distinção do 
verbo formar na segunda pessoa do singular imperativo: forma. 
Vogais tônicas 
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das palavras 
oxítonas e paroxítonas recebem acento quando são 
antecedidas de uma vogal com a qual não formam 
ditongo e desde que não constituam sílaba com a 
consoante seguinte. 
Adaís – plural de Adail, aí, atraí (de atrair), 
baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, 
alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de 
atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína, 
ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo, 
influíste (de influir), juízes, Luísa, miúdo, 
paraíso, raízes, recaída, ruína, saída e 
sanduíche 
Recebem acento agudo as vogais tônicas grafadas 
com -i e -u, quando precedidas de ditongo na 
posição final ou seguidas de -s. 
Piauí 
teiú – teiús 
tuiuiú – tuiuiús 
Recebe acento agudo a vogal tônica grafada -i das 
palavras oxítonas terminadas em -r dos verbos 
terminados em -air e -uir, quando combinadas com 
-lo(s), -la(s) considerando a assimilação e perda do 
-r nas palavras. 
atraí-lo(s), atraí-lo(s) –ia, possuí-la(s), possuí-
la(s)-ia – de possuir-la(s)-ia 
As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das palavras 
oxítonas e paroxítonas não recebem acento 
quando são antecedidas de uma vogal com a qual 
não formam ditongo, e desde que não constituam 
sílaba com a consoante seguinte nos casos de -nh, -
l, -m, -n, -r e -z. 
bainha, moinho, rainha, Adail, Coimbra, 
ruim, ainda, constituinte, oriundo, ruins, 
triunfo, atrair,influir, influirmos, juiz e raiz 
Não recebem acento agudo as vogais tônicas das 
palavras paroxítonas nas formas rizotônicas de 
alguns verbos. 
arguir, redarguir, aguar, apaniguar, 
apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, 
enxaguar, obliquar, delinquir 
Não recebem acento agudo os ditongos tônicos 
grafados -iu e -ui, quando precedidos de vogal. 
distraiu; instruiu 
Não é utilizado acento agudo nas vogais tônicas 
grafadas em -i e -u das palavras paroxítonas 
quando precedidas de ditongo. 
baiuca; boiuno; cheinho; sainha 
Acentuação das palavras proparoxítonas 
As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica (mais forte), 
sendo que todas são acentuadas. 
Proparoxítonas que recebem acento agudo 
110
Regras de acentuação gráfica 
Exemplos de palavras com 
acento 
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que 
apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, 
-o e -u começando com ditongo oral ou vogal aberta. 
árabe, cáustico, Cleópatra, 
esquálido, exército, hidráulico, 
líquido, míope, músico, plástico, 
prosélito, público, rústico, 
tétrico, último 
Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas aparentes 
quando apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas 
-a, -e, -i, -o e -u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e 
que terminam por sequências vocálicas pós-tônicas 
praticamente consideradas como ditongos crescentes -ea, -eo, -
ia, -ie, -io, -oa, -ua e -uo). 
Álea, náusea; etéreo, níveo; 
enciclopédia, glória; barbárie, 
série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; 
exígua; exíguo, vácuo 
Proparoxítonas que recebem acento circunflexo 
Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento 
Recebem acento circunflexo as palavras 
proparoxítonas que apresentam na sílaba 
tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal 
básica fechada e as chamadas proparoxítonas 
aparentes. 
anacreôntico, cânfora, cômputo, devêramos (de 
dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos 
(de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, 
lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, 
trôpego. Amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, 
Mântua e serôdio 
Recebem acento circunflexo as palavras 
proparoxítonas, reais ou aparentes, quando as 
vogais tônicas são grafadas e/ou estão em 
final de sílaba e são seguidas das consoantes 
nasais grafadas -m ou -n obedecendo ao 
timbre. 
acadêmico, anatômico, cênico, cômodo, 
fenômeno, gênero, topônimo, Amazônia, 
Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio e tênue 
Atenção! 
Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas 
Exemplos: 
• Avidamente - de ávido 
• Debilmente - de débil 
• Facilmente - de fácil 
• Habilmente - de hábil 
• Ingenuamente – de ingênuo 
• Lucidamente - de lúcido 
• Somente - de só 
• Unicamente - de único 
• Candidamente – cândido 
• Dinamicamente - de dinâmico 
• Espontaneamente - de espontâneo 
• Romanticamente - de romântico 
111
RACIOCÍNIO LÓGICO 
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos 
ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações 
fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a 
estrutura daquelas relações. 
Estruturas lógicas 
O assunto estruturas lógicas se divide em: 
Proposições lógicas (lógica proposicional) 
Tabela verdade 
Conectivos lógicos 
Tautologia, Contradição e Contingência 
Proposições lógicas (lógica proposicional) 
Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de 
forma afirmativa ou negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos 
verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca para ambas. Também conhecida por 
sentença fechada. 
Tabela verdade 
Tabela verdade é uma tabela matemática usada no campo do raciocínio 
lógico, para verificar se uma proposição composta é válida. 
Vamos agora aprender como se constrói uma tabela verdade. 
Para sabermos quantas linhas terá nossa tabela verdade é só pegar o 
algarismo 2 e elevá-lo ao número de proposições simples. 
Ex.: Duas proposições simples: 2² = 4 
Três proposições simples : 2³ = 8 
Tabela verdade com duas proposições 
112
 Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são 
duas, então: 
2² = 4 
Temos então 4 linhas nesta tabela verdade. 
 
Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os 
valores lógicos verdadeiro (V) e falso (F) 
São 4 linhas, então 4/2 = 2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas 
simultaneamente 
 
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 2/2 = 1 
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocadas alternadamente 
Tabela verdade com três proposições 
 
É o mesmo processo: 
Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são 
três, então: 
2³ = 8 
Temos então 8 linhas nesta tabela verdade. 
113
 
Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os 
valores lógicos verdadeiro (V) e falso (F). 
São 8 linhas, então 8/2 = 4 Ficará quatro verdadeiras e quatro falsas 
colocadas alternadamente 
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 4/2 = 
2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas alternadamente 
Na terceira coluna é só dividir o resultado da segunda por dois 2/2 = 1 
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocada alternadamente. 
Conectivos lógicos 
O conectivo lógico é um símbolo ou palavra que usamos para conectar 
duas ou mais proposições para que elas sejam válidas, de modo que a 
proposição composta formada dependa apenas das proposições que a 
originou. Por causa dos conectivos conseguimos dar um valor lógico para 
esta proposição formada. 
 
114
OBS.: Na tabela acima na coluna “Valor Lógico” no conceito lógico de 
disjunção inclusiva, o correto é: Disjunção inclusiva de uma proposição só 
vai ser falsa se ambas forem falsas.Se tiver uma verdadeira ou ambas 
verdadeiras será verdadeiro. Irei corrigir oportunamente. 
Negação (Conectivo ~ ou ¬) 
 
Conectivo: “não” 
Símbolo: ~ ou ¬ 
Esquema: ~p ou ¬p (não p) 
Proposição p: O carro é amarelo 
Proposição ~p: O carro não é amarelo 
ou ~p : Não é verdade que o carro é amarelo 
ou ~p : É falso que o carro é amarelo 
Tabela verdade: 
 
O carro é amarelo (p) 
Uma proposição: 2¹ = 2 
 
 
Conjunção (conectivo “e”) 
 
115
Conectivo “e” é denominado conjunção e seu símbolo é o acento 
circunflexo “^” 
O esquema é p ^ q (p e q) 
Será verdadeira somente se todas as proposições forem verdadeiras 
 
Ex.: 
Irei para a escola e ao teatro 
p ^ q (p e q) 
 
Tabela verdade: 
 
Irei para a escola (p) 
irei para ao teatro (q) 
2 proposições = 2² = 4 
 
A regra para conjunção é que a proposição resultante só será verdadeira 
se todas as proposições simples forem verdadeiras 
Conectivo “ou”, denominado disjunção cujo símbolo é a letra: v ou v 
 
116
Temos dois tipos de disjunção, a disjunção inclusiva e a disjunção 
exclusiva. 
 
Disjunção inclusiva 
 
Símbolo “v” 
Conectivo “ou” 
Esquema: p v q (p ou q) 
 
Ex.: Como ou bebo 
Embora tenha usado o conectivo ou, nada me impede de fazer as duas 
coisas, ou seja, significa uma inclusão. 
Tabela verdade 
Proposição 1: como 
Proposição 2: bebo 
Tem duas proposições: 2² = 4 
 
A proposição só será falsa se todas as proposições simples forem falsas 
Disjunção exclusiva 
117
Símbolo “v” 
Conectivo “ou…ou” 
Esquema: p v q (p ou q) 
Ex.: Ou como ou bebo 
Com a repetição do conectivo ou, ele exclui a possibilidade de fazer as 
duas coisas, ou seja, significa uma exclusão. 
 
Tabela verdade 
Proposição 1: Ou como 
Proposição 2: Ou bebo 
Tem duas proposições: 2² = 4 
 
 
A proposição só será verdadeira se uma das proposições simples for “F” 
(não ocorrer) e a outra “V” (ocorrer), independentemente da ordem. Não 
pode acontecer “V”(ocorre) ou “F”(não ocorrer) nos dois casos, caso 
aconteça a proposição resultante desta operação será falsa. 
Então, a diferença principal entre as duas disjunções é: 
Disjunção inclusiva: Pode ocorrer uma ação ou ambas. 
Disjunção exclusiva: Pode ocorrer somente uma ação. 
118
Condicional (conectivo “se…então”) 
Símbolo “→” 
Conectivo “se…então” 
Esquema: p → q (se p então q) 
Ele dá uma condição para que a outra proposição exista 
 
Ex.: Se nasci em Minas Gerais, então sou mineiro 
Tabela verdade: 
Proposição 1: se nasci em Minas Gerais 
Proposição 2: então sou mineiro 
Tem duas proposições: 2² = 4 
 
A condicional só será falsa se a proposição antecedente for verdadeira e a 
proposição consequente for falsa. 
Bicondicional (conectivo “…se e somente se…” ) 
Símbolo “↔” 
Conectivo “…se e somente se…” 
Esquema: p ↔ q (p se somente se q) 
As proposições são equivalentes, ou seja, para ser verdadeira, ambas 
proposições têm que ser verdadeira ou ambas tem que ser falsa. 
119
 
Tabela verdade: 
Proposição 1: Pedro é enfermeiro 
Proposição 2: Márcia é médica 
Lê-se: Pedro é enfermeiro se e somente se Márcia é médica 
Tem duas proposições: 2² = 4 
 
Tautologia, Contradição e Contingência 
Na lógica proposicional, a tautologia é uma proposição cujo valor lógico é 
sempre verdadeiro para todas as variadas proposições. 
A proposição (p ou não p) ficando assim, p ∨ (~p) 
Onde: 
Usa-se o conectivo “ou” 
Símbolo: v lê-se “ou” 
p: proposição p 
~p: proposição não p 
 
120
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre 
V(verdadeiro). 
A tautologia normalmente é uma disjunção inclusiva. 
 
Contradição: 
Contradição é uma proposição cujo valor lógico é sempre falso, ou seja, 
ao contrário da tautologia 
A proposição (p e não p) ficando assim, p Λ (~p) 
Onde: 
Usa-se o conectivo “e” 
Símbolo: Λ lê-se “e” 
p: proposição p 
~p: proposição não p 
 
A proposição p Λ (~p) é uma contradição, pois o seu valor lógico será 
sempre F (falso). 
A contradição normalmente é uma conjunção. 
 
Contingência 
Contingência é uma proposição cujo valor lógico pode ser verdadeiro ou 
falso, ou seja, não é nem uma tautologia e nem uma contradição, é uma 
proposição indeterminada. 
121
A proposição (se p então ~p) ficando assim, p →(~p) 
Onde: 
Usa-se o conectivo “se…então” 
Símbolo:→ 
p: proposição p 
~p: proposição não p 
 
A proposição p →(~p) é uma contingência, pois seu valor lógico pode ser 
verdadeiro (V) ou falso (F). 
A contingência normalmente é uma condicional. A maioria das proposições 
compostas são contingências. 
É muito pedido em provas que você identifique qual 
proposição é uma tautologia e é muito raro pedir para você identificar se 
é uma contradição ou contingência. 
 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
 
QUESTÃO 1 
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Água Santa – RS 
Define-se por contradição a operação lógica que assume como valores 
falsos (F) para quaisquer valores das proposições componentes. Sendo 
assim, assinale a alternativa que contém um caso de contradição. 
122
A) p ^ ~p 
B) p ^ ~q 
C) p v q 
D) p ^ q 
E) p v q 
 
QUESTÃO 2 
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRA-PR 
Sejam P1, P2 e C duas premissas e a conclusão, respectivamente, julgue o 
item acerca da lógica da argumentação e dos diagramas lógicos. 
O argumento P1 ∧ P2 → C a seguir é uma tautologia. 
P1: Nem estudou, nem passou; P2: Estudou ou passou; C: Estudou se, e 
somente se, passou. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
QUESTÃO 3 
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-ES 
Considere a seguinte proposição: “Neste concurso, Pedro será aprovado 
ou não será aprovado.”. Analisando segundo a lógica, essa afirmação é um 
exemplo claro de 
A) contradição. 
B) equivalência. 
123
C) redundância. 
D) repetição. 
E) tautologia. 
 
QUESTÃO 4 
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS 
 
Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição: 
A) Se dois é par então é verão em Gramado. 
B) É verão em Gramado ou não é verão em Gramado. 
C) Maria é alta ou Pedro é alto. 
D) É verão em Gramado se e somente se Maria é alta. 
E) Maria não é alta e Pedro não é alto. 
 
QUESTÃO 5 
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS 
Trata-se de um exemplo de contradição a proposição: 
A) Dois é um número par e ímpar. 
B) Gramado é uma cidade bonita se e somente se faz frio. 
C) Maria é alta e Pedro é baixo. 
D) Se dois é um número par então Maria é alta. 
124
E) Se Pedro é baixo então Maria é alta. 
 
QUESTÃO 6 
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: UERGS 
Trata-se de uma tautologia a proposição apresentada na alternativa: 
A) Chove e faz frio. 
B) Pedro estuda ou não estuda na Uergs. 
C) Se é verão então faz calor. 
D) Maria é alta e gosta de estudar. 
E) Jorge estuda ou joga futebol. 
 
QUESTÃO 7 
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul – 
RS 
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de contradição. 
A) Maria é estudiosa. 
B) Pedro não é inteligente. 
C) Dez é um número primo. 
D) Dois é um número par. 
E) O elefante vive no zoológico. 
 
QUESTÃO 8 
125
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santa Cecília do Sul 
– RS 
Das alternativas abaixo, assinale a que indica uma tautologia. 
A) p v (~p) 
B) p ^ (~p)T 
C) p –> q 
D) p v q 
E) p ^ q 
 
QUESTÃO 9 
Ano: 2018 Banca: Gestão Concurso Órgão: EMATER-MG 
Considere a proposição simples p. É uma tautologia a proposição 
composta descrita em 
A) p ᴧ ~ p 
B) p → ~ p 
C) p ↔ ~ p 
D) ~ (p ᴧ ~ p) 
 
QUESTÃO 10 
Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: CRF – DF 
Assinale a alternativa que apresenta uma tautologia. 
A) p ∧ v. 
126
B) p ∨ p. 
C) p ∧ ~p. 
D) p ∨ q → p ∧ q. 
E) p ∨ ~p. 
 
RESPOSTAS DAS QUESTÕES 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 CERTO 
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA E 
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B 
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A 
RESPOSTA DAQUESTÃO 6 LETRA B 
RESPOSTA DA QUESTÃO 7 LETRA C 
RESPOSTA DA QUESTÃO 8 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 9 LETRA D 
RESPOSTA DA QUESTÃO 10 LETRA E 
 
 
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as 
funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, 
raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação de 
conceitos, discriminação de elementos 
Equivalência e implicação lógica 
127
Implicação Lógica 
Relembrando a operação lógica da condicional p→q (lê-se: se p então q) 
Você está lembrado quando estudamos as proposições condicionais e 
utilizamos o símbolo → ? Vamos recordar! 
Na condicional p→q, p é chamado de antecedente e q é o consequente. O 
símbolo “→” é chamado símbolo de implicação. Note que, neste caso, p e 
q são proposições simples. 
O símbolo → representa uma operação matemática entre as proposições p 
e q que tem como resultado a proposição p → q, como valor lógico V ou 
F. 
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta 
que só admite valor lógico falso no caso em que a proposição p é 
verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas demais 
situações. 
O valor lógico da condicional de duas proposições é definido pela 
seguinte tabela-verdade: 
 
 
 
 
 
Vamos rever esta operação lógica por meio de uma situação: 
128
Suponha que um determinado pai faz a seguinte promessa para seu filho: 
“Se fizer sol amanhã, então viajaremos para a praia”. 
 
Há 4 possibilidades: 
1. Fez sol e viajaram para a praia. 
2. Fez sol e não viajaram para a praia. 
3. Não fez sol e viajaram para a praia. 
4. Não fez sol e não viajaram para a praia. 
 
Compare cada uma destas possibilidades levantadas anteriormente com 
os valores lógicos colocados na tabela e responda a seguinte pergunta: 
Em qual das possibilidades a situação foi descumprida? 
Não é difícil concluir que na possibilidade 2, a situação foi descumprida. 
Você deve estar se perguntando sobre a possibilidade 3. Afinal, se não fez 
sol, como viajaram para a praia? Parece estranho, não? Na verdade, temos 
que tomar um certo cuidado, o pai só disse o que fariam se fizesse sol, 
mas não disse o que fariam se não fizesse sol. Esta é razão da condicional 
na linha 3 ser logicamente verdadeira. Temos que ter muita atenção, 
especialmente nesta parte. Esta é a parte que as pessoas, em geral, 
apresentam mais dificuldades de compreensão. Por este motivo vamos 
discutir um pouco mais sobre o assunto. 
129
Utilizamos com frequência sentenças condicionais, como: “Se hoje chover, 
então vou ficar em casa”. Vamos ver as quatro possibilidades para esta 
situação: 
1. Choveu e fiquei em casa. 
2. Choveu e não fiquei em casa. 
3. Não choveu e fiquei em casa. 
4. Não choveu e não fiquei em casa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caro aluno, é importantíssimo que você aprenda que na lógica 
matemática não nos preocupamos com qualquer relação de causa e efeito 
entre o antecedente e o consequente de uma implicação. O que há é uma 
relação entre os valores lógicos. Neste exemplo, ficou claro para você que 
na possibilidade 2, a situação foi descumprida; isto é, “choveu e não fiquei 
em casa” ? É provável que você tenha dúvidas com relação à possibilidade 
3. Afinal, se não choveu, como fiquei em casa? Voltamos a dizer, sendo o 
130
antecedente (p) logicamente falso, não importa o valor lógico do 
consequente (q), pois o valor lógico da condicional será sempre 
verdadeiro! 
Desta forma, releia o conceito: 
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta 
que só admite valor lógico falso no caso em que a proposição p é 
verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas demais 
situações. 
 
E qual é a importância da implicação? 
O conceito de implicação é essencial para os diversos campos do 
conhecimento. Como exemplo, podemos citar as implicações lógicas de 
um discurso que remete a explicação ou demonstração de argumentos, e 
isto não é restrito à Matemática. É comum aparecerem declarações do 
tipo: “Sempre que isto ocorre, e, é verdadeiro, implica que aquilo também 
é verdadeiro”. Pense nas diversas áreas, tais como: Medicina, Direito, 
Engenharia, Educação, Propaganda e Marketing, Processamento de Dados 
e tantas outras áreas, que utilizam inúmeras implicações. Enfim vivemos 
imersos em um mundo de implicações lógicas! Pense a este respeito. 
A implicação é muito importante na linguagem matemática porque 
aparece sistematicamente nos teoremas que constituem as teorias 
matemáticas. Um teorema é uma proposição do tipo p ⇒ q, onde p é uma 
proposição verdadeira na teoria em questão. Demonstrar um teorema não 
é mais do que provar que a proposição p ⇒ q é verdadeira e sendo p 
verdadeira, por hipótese, implica dizer que q é também verdadeira. Num 
teorema é comum chamarmos a proposição p de hipótese, é o 
antecedente da implicação p ⇒q. A proposição q, que é o consequente da 
implicação, é denominada de tese. As demonstrações de teoremas são 
essenciais para o desenvolvimento de habilidades e competências 
relacionadas à experimentação, observação e percepção, realização de 
conjecturas, desenvolvimento de argumentações convincentes, entre 
outras. 
131
 
 
O símbolo P⇒ Q (P implica Q) representa a implicação lógica. Observe 
neste conceito que aparecem dois símbolos matemáticos → e ⇒. Vamos 
diferenciá-los? 
Diferenciação dos símbolos → e ⇒ 
1. O símbolo → (p → q) Lê-se: se p….. então q representa uma operação 
matemática entre as proposições p e q que tem como resultado a 
proposição p → q, com valor lógico V ou F. 
2. O símbolo ⇒ ( P⇒ Q) Lê-se: P implica Q representa a não ocorrência 
de VF na tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da 
condicional P → Q será sempre V, ou então que P → Q é uma 
tautologia. 
Você já deve ter se familiarizado com o primeiro (símbolo →), pois fizemos 
uso dele em vários exemplos envolvendo a operação lógica da condicional 
em que podíamos fazer um julgamento (verdadeiro ou falso), já o 
segundo (símbolo ⇒) passaremos a ver agora com mais detalhes. Tenha 
sempre em mente que o símbolo ⇒ representa uma implicação, cuja 
condicional será sempre tautológica, isto é, será sempre logicamente 
132
verdadeira. Vamos agora ver alguns exemplos e verificar a implicação 
lógica indicada em cada caso. 
Exemplos: 
 
Vamos comprovar isto para o 1ª exemplo dado. p ^ q ⇒ p 
Considere a situação: 
p: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil. 
q: A taxa de desemprego cairá nos próximos três anos. 
p ^ q: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil e a taxa 
de desemprego cairá nos próximos três anos. 
Vamos agora verificar como ficam os possíveis valores lógicos das 
proposições: 
133
 
Relembrando: Você está lembrado que a proposição composta da 
conjunção p ^ q (p e q) somente será verdadeira quando as proposições p 
e q forem verdadeiras. 
Perceba que quando p ^ q é verdadeira (1ª possibilidade, veja o quadro 
acima), p é verdadeira também, logo dizemos que p ^ q implica p e, tem a 
seguinte notação: p ^ q ⇒ p. E mais, se você fizer a condicional (p ^ q) 
→ p, ela será sempre verdadeira, ou seja uma tautologia. 
2º exemplo: p ⇒ q → p Vamos verificar esta implicação. 
Atenção: A intenção aqui, caro aluno, é que você perceba que o ponto 
fundamental da implicação lógica ( P implica uma proposição Q, indica-se 
por P ⇒ Q), é que sempre que temos um antecedente verdadeiro, teremos 
um consequente verdadeiro também. 
Vamos verificar se “p” de fato implica a proposição composta “q → p” (p ⇒ 
q → p) 
Atenção: A proposição condicional q→p (lê-se: “se q então p”) é uma 
proposição composta que só admite valor lógico falso no caso em que a 
proposição q é verdadeira e a proposição p é falsa, sendo verdade nas 
demais situações. (veja a 3ª coluna da tabela seguinte) 
134
 
p ⇒ q → p, pois o condicional p→ (q→p) é tautológica. 
Perceba que quandop é verdadeira (1ª e 2ª colunas), q→p é verdadeira 
também, logo dizemos que p implica a proposição composta q → p. (p ⇒ 
q → p) 
Vamos agora mostrar as implicações no 3º e 4º exemplos. 
3º exemplo: p Λ q ⇒ p v q 
 
Caro aluno, não se assuste com o tamanho das tabelas-verdade. Você 
deve organizar as colunas, e para iniciar, atribua todos os valores lógicos 
possíveis para as proposições simples p e q. (são quatro situações; isto é, 
são quatro linhas). 
Para compreender a tabela acima, você deverá retomar as operações da 
conjunção e disjunção, além, obviamente, da condicional. 
Observe que na 3ª coluna (p Λ q), temos uma conjunção, e que ela é 
logicamente verdadeira apenas quando as proposições simples p e q são 
ambas verdadeiras, e logicamente falsas nas demais situações. 
135
Observe que na 4ª coluna (p v q), temos uma disjunção, e que ela é 
logicamente falsa apenas quando as proposições simples p e q são ambas 
falsas, e logicamente verdadeiras nas demais situações. Até aqui, tudo 
bem? Se ficou claro, então vamos entender melhor a 5ª coluna. 
Na 5ª e última coluna, temos a condicional (p Λ q) → (p v q) logicamente 
verdadeira para todas as situações, pois a condicional só é falsa quando o 
antecedente é verdadeiro e o consequente falso. 
Podemos verificar a implicação p Λ q ⇒ p v q, por meio da condicional (p 
Λ q) → (p v q), pois, neste exemplo, ela é sempre verdadeira e, portanto, 
tautológica. Você também pode verificar a implicação dada observando 
que quando a proposição p Λ q é verdadeira, temos que p v q, também, é 
verdadeira (1ª linha). Logo, está verificada a implicação dada. 
4º exemplo: p ⇒ p v q 
 
Neste 4º exemplo , também verificamos a implicação p ⇒ p v q , pois a 
condicional p → (p v q) é tautológica. 
Observe que quando a proposição p é verdadeira, temos que p v q, 
também, é verdadeira (1ª e 2ª linhas). Logo, está verificada a implicação 
dada. 
Observação O fato de dizer que uma proposição P implica uma 
proposição Q, não garante dizer o caminho inverso, isto é, que Q também 
implica P. 
Abaixo estudaremos as situações que envolvem o caminho de ida e de 
volta quando consideramos as implicações. Neste caso chamaremos de 
equivalências lógicas. 
136
Equivalência Lógica 
Caro aluno, estudamos as implicações lógicas e foi enfatizado que o ponto 
fundamental da implicação lógica (P implica uma proposição Q, indica-se 
por P ⇒ Q), é que sempre que temos um antecedente verdadeiro, teremos 
um consequente verdadeiro também. Está lembrado? Vimos também que 
se uma proposição P implica uma proposição Q, não garante dizer o 
caminho inverso, isto é, que Q também implica P. Neste capítulo 
trataremos de ver as situações que envolvem o caminho de ida e de volta 
quando consideramos as implicações. Estas implicações são denominadas 
de equivalências lógicas. 
Conceito: 
Diz-se que uma proposição composta P é logicamente equivalente a uma 
proposição composta Q (indica-se pela notação P ⇔ Q – o símbolo ⇔ é 
uma forma abreviada de dizer que duas proposições são logicamente 
equivalentes) quando, as tabelas verdade destas duas proposições 
compostas são idênticas. De outra forma, podemos dizer que as proposições 
P e Q são equivalentes, se a bicondicional P Q for uma tautologia. 
E para iniciar este estudo das equivalências lógicas, considere as seguintes 
proposições: 
1. Não vi ninguém. 
2. Vi alguém. 
Na primeira proposição temos uma dupla negação, logo se “não vi 
ninguém” (dupla negação), então “vi alguém”.(afirmação) Podemos 
concluir que estas proposições são equivalentes. Desta forma, tenha 
cuidado ao usar “não vi ninguém” com o sentido de pessoa alguma foi 
vista. Isto é lógico para você? 
Podemos construir uma tabela-verdade e colocar todos os valores lógicos 
possíveis. Vamos ver como ficam? 
Para esta construção, considere p: vi alguém 
137
 
Perceba que a última coluna da tabela-verdade é a bicondicional e ela é 
sempre verdadeira, e portanto tautológica. 
Os valores lógicos de p e ~(~p) são idênticos. Desta forma, podemos 
concluir que estas proposições são logicamente equivalentes. E também 
são equivalentes as proposições compostas p→~(~p) e ~(~p) → p, e esta 
equivalência expressa a lei da dupla negação. 
Podemos indicar estas equivalências da seguinte forma: 
 
Vamos trabalhar esta noção de equivalência por meio de alguns outros 
exemplos: 
1º Exemplo: Veja as seguintes sentenças: 
• Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. 
• Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado. 
Parece intuitivo que sejam logicamente equivalentes? 
É verdade, pois possuem o mesmo “conteúdo lógico”. 
Vamos analisar melhor esta situação, utilizando agora os conceitos da 
Lógica Matemática. E para isto, considere as proposições: 
138
p: Hoje é sábado. 
q: Hoje é dia de pegar um cineminha. 
Vamos verificar como ficam os possíveis valores lógicos na tabela-verdade 
para cada sentença dada inicialmente: 
• Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q) 
 
Você lembra que a condicional p→q será logicamente falsa apenas 
quando o antecedente (p) é verdadeiro e o consequente (q) é falso? Veja a 
possibilidade 2. (2ª linha da tabela) 
Vamos agora para a segunda sentença. E para isto, considere as 
proposições p e q e suas negações ~p e ~q 
 
Se você observar atentamente as tabelas, facilmente perceberá que as 
últimas colunas das tabelas, que são das proposições condicionais (p→q) e 
139
(~q→~p), são idênticas. Desta forma, podemos concluir que há aqui uma 
equivalência lógica. Assim sendo, as sentenças I e II, são equivalentes: 
I -Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q) 
II -Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado. 
(~q→~p) 
Simbolicamente representamos esta equivalência da seguinte maneira: 
(p→q) ⇔ (~q→~p) (Esta equivalência é denominada de Contrapositiva da 
condicional dada.) 
Releia o conceito inicial de equivalência lógica e observe que: 
(p→q) corresponde a proposição composta 
P (~q→~p) corresponde a proposição composta Q 
É importante que você valorize aquilo que temos estudado dentro da 
Lógica Matemática, pois certamente a fundamentação teórica é 
importante para o entendimento de situações, inclusive as do nosso 
cotidiano. 
Vamos ver mais alguns exemplos de equivalência entre proposições (P ⇔ 
Q). Nosso objetivo é que você entenda a construção das tabelas-verdade 
como um instrumento importante de verificação das equivalências lógicas, 
pois sempre que os valores lógicos das proposições P e Q forem idênticos, 
elas serão equivalentes. 
2º Exemplo: Vamos para o seguinte enunciado: 
Verificar a equivalência das proposições a seguir: 
p ∧ q ⇔ q ∧ p . 
observação: 
p ∧ q corresponde a proposição composta P. 
q ∧ p corresponde a proposição composta Q. 
140
Vamos recorrer à tabela-verdade e colocar os valores lógicos de cada 
proposição. 
 
Perceba que neste caso, as colunas das proposições “p ∧ q” e “q ∧ p” são 
idênticas, logo são equivalentes, e sendo equivalentes, a coluna da 
bicondicional tem sempre valores lógicos verdadeiros, e portanto a 
bicondicional é considerada tautológica. 
Uma aplicação bastante interessante de equivalência lógica entre as 
proposições condicionais e as proposições com o conectivo “ou” 
(disjunção) é: 
3º Exemplo: Neste 3º exemplo, verificaremos uma transformação de uma 
proposição condicional em proposição com o conectivo “ou” (disjunção), 
pois são equivalentes. (p→q) ⇔ (~p v q ). 
Achou estranha esta equivalência? Podemos compreendê-la, utilizando a 
tabela-verdade. Para que não fiquemos trabalhando apenas com letras e 
para que não vejamos este tópico com estranheza e distância, vamos 
buscar uma solução para o enunciado abaixo: 
Enunciado: Transforme, através da equivalência por disjunção, a 
proposição condicional “Se estudo, passo no teste”. 
Veja que inicialmente temos as seguintesproposições: 
p: estudo 
q: passo no teste 
A proposição dada no enunciado é a proposição composta que podemos 
representar matematicamente por p→q e a pedida é ( ~p v q ). 
141
Veja, se utilizarmos a equivalência citada anteriormente (p→q) ⇔ ( ~p v q), 
podemos escrever: 
A proposição condicional “Se estudo, passo no teste” (p→q) é logicamente 
equivalente a proposição com o conectivo “ou” (disjunção) “Não estudo 
ou passo no teste” (~p v q) 
Vamos verificar esta equivalência, por meio da tabela-verdade. 
 
Observe que os valores lógicos das proposições “p→q” e “~p v q” são 
idênticos. 
Resumindo 
Vale destacar que toda equivalência é uma implicação lógica por natureza. 
Diferentemente, a implicação não se trata necessariamente de uma 
equivalência lógica. Podemos então dizer que toda equivalência é uma 
implicação lógica, mas nem toda implicação é uma equivalência lógica. 
Proposições associadas a uma condicional: Recíproca, Contrária e 
contrapositiva 
Proposição recíproca de p —> q : q —> p 
Proposição contrária de p —> q : ~p —> ~q 
Proposição contrapositiva de p —> q : ~q —> ~p 
142
 
Equivalências: p —> q <==> ~q —> ~p e q —> p <==> ~p —> ~q 
A condicional (p —> q) é equivalente a sua contrapositiva (~q —> ~p) e a 
recíproca da condicional (q —> p) é equivalente à contrária da condicional 
(~p —> ~q). 
Com isso demonstramos duas propriedades importantes: 
A condicional p → q e a sua contrapositiva ~q → p são equivalentes. 
A recíproca q → p e a contrária ~p → ~q, da condicional p → q , são 
equivalentes. 
 
Determinar: 
1. A contrapositiva de p → ~q 
2. A contrapositiva de ~p → q 
3. A contrapositiva da recíproca de p → ~q 
4. A recíproca da contrapositiva de ~p → ~q 
Resolução: 
1. A contrapositiva de p → ~q é q → ~p 
2. A contrapositiva de ~p → q é ~q → p 
3. A recíproca de p → ~q e ~q → p. E a contrapositiva de ~q → p é ~p → 
q 
4. A contrapositiva de ~p → ~q é q → p. E a recíproca de q → p é p → p 
Estruturas lógicas 
143
Proposições lógicas (lógica proposicional) 
Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de 
forma afirmativa ou negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos 
verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca para ambas. Também conhecida por 
sentença fechada. 
Raciocínio Lógico: Lógica de argumentação 
Também conhecida como Argumentação lógica 
A lógica é como pensamos sobre o que sabemos ou achamos que 
sabemos. Ela é usada para podermos trabalhar nosso raciocínio. 
Poderíamos dividi-la em duas formas: 
Lógica formal: É achar coerência em situações que pareçam incoerentes. 
Lógica material: Foca o que é real sobre a questão abordada. 
Argumento: É uma afirmação ou pensamentos relacionados que juntos 
criam uma justificativa para esclarecer uma situação. Normalmente são 
utilizadas premissas com explicação lógica para construir uma conclusão. 
De uma forma mais prática o argumento é um grupo de premissas 
(proposições) com a intenção de chegar a uma conclusão. 
Ex.: 
Todos os cariocas gostam de samba 
Todos que gostam de samba gostam de música 
Conclusão: Todos os cariocas gostam de música 
Então o argumento é válido 
 
Tipos argumentos 
Analogia: 
144
É um raciocínio analógico, ou seja, faz uma comparação de semelhança 
entre coisas ou fatos conhecidos com desconhecidos. As premissas devem 
ser verdadeiras, a quantidade de elementos deve ser quase. As premissas 
devem ter informações suficientes para que a conclusão seja verdadeira. 
Todos os animais são irracionais 
Todas as raposas são animais 
Conclusão: todas as raposas são irracionais 
Indução: 
É um raciocínio indutivo que levam em consideração as premissas iniciais 
que se generalizam para se chegar a uma conclusão, ou seja, para tirar 
alguma conclusão as primeiras informações são as mais importantes. Pode 
ser por enumeração, intuição ou eliminação. Quando as proposições não 
fornecem dados suficientes para que a conclusão possa ser válida. 
Exemplo: 
A avó de Maria era uma excelente cozinheira 
A mãe de Maria era uma excelente cozinheira 
Maria é uma excelente cozinheira. 
A filha de Maria será uma excelente cozinheira 
Não dá para garantir que a filha de Maria será uma excelente cozinheira 
só por que seus ancestrais foram. 
Dedução: 
O raciocínio dedutivo parte de uma premissa global para uma específica. 
A validade deste raciocínio esta ligada à ordem das premissas ou sua 
estrutura preservando a verdade. Ele tenta provar que uma premissa esta 
correta a partir da veracidade das outras premissas, ou seja, se as 
premissas são verdadeiras a conclusão também será verdadeira. Um 
raciocínio dedutivo é válido quando suas premissas, se verdadeiras, 
fornecem provas convincentes para sua conclusão. 
145
Os lobos são da família dos canídeos 
Todos os canídeos são carnívoros 
Então todos os lobos são carnívoros 
Operações com conjuntos 
As operações com conjuntos são as operações feitas com os elementos 
que formam uma coleção. São elas: união, intersecção e diferença. 
Lembre-se que na matemática os conjuntos representam a reunião de 
diversos objetos. Quando os elementos que formam o conjunto são 
números, são chamados de conjuntos numéricos. 
Os conjuntos numéricos são: 
• Números Naturais (N) 
• Números Inteiros (Z) 
• Números Racionais (Q) 
• Números Irracionais (I) 
• Números Reais (R) 
União de Conjuntos 
A união de conjuntos corresponde a junção dos elementos dos conjuntos 
dados, ou seja, é o conjunto formado pelos elementos de um conjunto 
mais os elementos dos outros conjuntos. 
Se existirem elementos que se repetem nos conjuntos, ele aparecerá uma 
única vez no conjunto união. 
Para representar a união usamos o símbolo U. 
146
 
Exemplo: 
Dados os conjuntos A = {c, a, r, e, t} e B = {a, e, i, o, u}, represente o 
conjunto união (A U B). 
Para encontrar o conjunto união basta juntar os elementos dos dois 
conjuntos dados. Temos de ter o cuidado de incluir os elementos que se 
repetem nos dois conjuntos uma única vez. 
Assim, o conjunto união será: 
A U B = {c, a, r, e, t, i, o, u} 
Intersecção de Conjuntos 
A intersecção de conjuntos corresponde aos elementos que se repetem 
nos conjuntos dados. Ela é representada pelo símbolo ∩. 
 
Exemplo: 
Dados os conjuntos A = {c, a, r, e, t } e B= B = {a, e, i, o, u}, represente o 
conjunto intersecção ( ). 
147
Devemos identificar os elementos comuns nos conjuntos dados que, neste 
caso, são os elementos a e e, assim o conjunto intersecção ficará: 
 = {a, e} 
Obs: quando dois conjuntos não apresentam elementos em comum, 
dizemos que a intersecção entre eles é um conjunto vazio. 
Nesse caso, esses conjuntos são chamados de disjuntos: A ∩ B = Ø 
Diferença de Conjuntos 
A diferença de conjuntos é representada pelos elementos de um conjunto 
que não aparecem no outro conjunto. 
Dados dois conjuntos A e B, o conjunto diferença é indicado por A - B (lê-
se A menos B). 
 
Conjunto Complementar 
Dado um conjunto A, podemos encontrar o conjunto complementar de A 
que é determinado pelos elementos de um conjunto universo que não 
pertençam a A. 
Este conjunto pode ser representado por 
Quando temos um conjunto B, tal que B está contido em A ( ), a 
diferença A - B é igual ao complemento de B. 
Exemplo: 
Dados os conjuntos A= {a, b, c, d, e, f} e B = {d, e, f, g, h}, indique o 
conjunto diferença entre eles. 
148
Para encontrar a diferença, primeiro devemos identificar quais elementos 
pertencem ao conjunto A e que também aparecem ao conjunto B. 
No exemplo, identificamos que os elementos d, e e f pertencem a ambos 
os conjuntos. Assim, vamos retirar esses elementos do resultado. Logo, o 
conjunto diferença de A menos B sera dado por: 
 
A – B = {a, b, c} 
Propriedades da União e da Intersecção 
Dados três conjuntos A, B e C, as seguintes propriedades são válidas: 
Propriedade comutativa 
• 
•Propriedade associativa 
• 
• 
Propriedade distributiva 
• 
• 
Se A está contido em B ( ): 
• 
• 
• 
Leis de Morgan 
Considerando dos conjuntos pertencentes a um universo U, tem-se: 
1.º) O complementar da união é igual à intersecção dos complementares: 
 
2.º) O complementar da intersecção é igual à união dos complementares: 
 
149
Exercícios de Vestibular com Gabarito 
1. (PUC-RJ) Sejam x e y números tais que os conjuntos {0, 7, 1} e {x, y, 1} 
são iguais. Então podemos afirmar que: 
a) a = 0 e y = 5 
b) x + y = 7 
c) x = 0 e y = 1 
d) x + 2y = 7 
e) x = y 
Alternativa b: x + y = 7 
2. (UFU-MG) Sejam A, B e C conjuntos de números inteiros, tais que A tem 
8 elementos, B tem 4 elementos, C tem 7 elementos e A U B U C tem 16 
elementos. Então, o número máximo de elementos que o conjunto D = (A 
∩ B) U (B ∩ C) pode ter é igual a: 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
Alternativa c: 3 
3. (ITA-SP) Considere as seguintes afirmações sobre o conjunto U = {0, 1, 
2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}: 
I. Ø ∈ U e n (U) = 10 
II. Ø ⊂ U e n (U) = 10 
III. 5 ∈ U e {5} C U 
IV. {0, 1, 2, 5} ∩ {5} = 5 
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira (s): 
a) apenas I e III. 
b) apenas II e IV 
c) apenas II e III. 
d) apenas IV. 
e) todas as afirmações. 
Alternativa c: apenas II e III. 
150
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e 
matriciais. 
Raciocínio lógico: Problemas aritméticos 
Para resolver problemas aritméticos de raciocínio lógico é necessário o 
conhecimento de aritmética, ou seja, operações com números, ou 
seja, operações de adição, subtração, multiplicação, divisão, frações, múltiplos e 
divisores e números pares e ímpares. 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
QUESTÃO 1 
Ano: 2015 Banca: IDECAN Órgão: PRODEB 
Sabe‐se que 100 celulares foram testados e verificou‐se que 40 aparelhos 
apresentavam problemas na bateria, 28 apresentavam problemas no 
display e 35 não apresentavam nenhum desses dois tipos de problemas. O 
número de aparelhos que apresentavam problemas na bateria e no 
display é: 
A 3. 
B 5. 
C 7. 
D 9. 
SOLUÇÃO: 
Número de celulares: 100 
Problemas na bateria: 40 
Problemas no display: 28 
Celular sem problemas: 35 
100 (total dos celulares) – 35 (celulares sem problema) 
151
= 65 celulares com problema. 
Vamos agora somar os celulares que tem problema: 
40 (Problemas na bateria) + 28 (Problemas no display)= 68 
Então, 
68 (celulares com problemas) – 65 (com um ou outro problema) = 3 
celulares tem os dois problemas. 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A 
QUESTÃO 2 
Ano: 2017 Banca: Quadrix Órgão: CRF – AL 
Lia e Ana são amigas e suas idades são 20 e 26 anos, respectivamente. 
Daqui a quantos anos a soma de suas idades será igual a 100 anos? 
A Em 27 anos. 
B Em 34 anos. 
C Em 46 anos. 
D Em 54 anos. 
E Em 56 anos. 
SOLUÇÃO: 
Primeiro somas as idades: 20 + 26 = 46 
Segundo subtrai este valor de 100 = 100 – 46 = 54 
Agora é só dividir o resultado por 2 = 54 / 2 = 27 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA A 
 
152
Raciocínio lógico: Problemas geométricos 
Para resolver problemas geométricos de raciocínio lógico é necessário o 
conhecimento de geometria básica. 
QUESTÃO DE CONCURSO 
QUESTÃO 1 
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: FUNAPE 
Toda a população adulta de 2.120.000 habitantes de um país será 
vacinada contra determinado vírus. O governo do país comprou 6 m3 da 
vacina. A dose de vacina é de 1,5 mL, e cada habitante adulto tem que 
receber duas doses. Sabendo que 1 mL corresponde à 1 cm3, no 
programa de vacinação de adultos descrito, 
A sobrarão 120 mil doses de vacina. 
B faltarão 12 mil doses de vacina. 
C sobrarão 60 mil doses de vacina. 
D faltarão 240 mil doses de vacina. 
E faltarão 120 mil doses de vacina. 
SOLUÇÃO: 
População (número de pessoas a serem vacinadas) = 2.120.000 habitantes 
Vacina comprada (disponível) = 6 m3 
Cada dose = 1,5 ml 
Cada 1 ml corresponde a 1 cm3 
Habitante tem que receber duas doses = 1,5 x 2 = 3 cm3 
Vamos converter a quantidade comprada para cm3: 
1 m3 = 1.000.000 cm3 logo 
153
6 m3 = 6.000.000 cm3 
6.000.000 (cm3 comprado) dividido por 3 (cm3 dose por habitante) = 
2.000,000 
Então 2.000.000 de pessoas serão vacinadas 
Logo; 
2.120.000 (habitantes totais) – 2.000.000 (habitantes vacinados) = 120.000 
Então faltarão 120.000 habitantes a serem vacinados 
Como cada habitante recebem duas doses: 120.000 x 2 = 240.000 
Faltarão então 240.000 doses da vacina para atender a todos 
RESPOSTA LETRA D 
Raciocínio lógico: Problemas matriciais 
Para resolver problemas matriciais de raciocínio lógico é necessário o 
conhecimento de matrizes. 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
QUESTÃO 1 
Ano: 2010 Banca: UFMT Órgão: Prefeitura de Cuiabá – MT 
Em cada um dos quatro dias de desfile de carnaval, a temperatura foi 
medida em graus Celsius, no meio da multidão, em três momentos 
distintos. Cada elemento aij da matriz A abaixo corresponde à medida da 
temperatura no momento i do dia j. 
 
Qual foi, respectivamente, o momento e o dia em que se registrou a maior 
temperatura durante os desfiles? 
154
 
A 2.º e 4.º 
B 2.º e 2.º 
C 3.º e 2.º 
D 3.º e 4.º 
SOLUÇÃO 
Maior temperatura é 40,3 que fica na linha 2 e coluna 2 a2×2 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA B 
 
QUESTÃO 2 
Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: Prefeitura de Ubatuba – SP 
Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas das décadas de 
60, 70 e 80, cujos números de músicas de cada década são sempre iguais 
conforme indicado a seguir: ⚫ Programa A: cinco canções da década de 
60, três da década de 70 e quatro da década de 80; e, ⚫ Programa B: oito 
canções da década de 60, duas da década de 70 e sete da década de 80. 
Considere que nos dois primeiros meses a partir das estreias desses 
programas os mesmos foram apresentados várias vezes: ⚫ 1º mês: 50 
programas A e 20 programas B; e, ⚫ 2º mês: 30 programas A e 40 
programas B. A matriz que representa a quantidade de músicas exibidas 
nos dois meses considerados é 
155
 
SOLUÇÃO: 
ENUNCIADO: Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas 
das décadas de 60, 70 e 80, cujos números de músicas de cada década são 
sempre iguais conforme indicado a seguir: 
 Programa A: cinco canções da década de 60, três da década de 70 e 
quatro da década de 80; 
Programa B: oito canções da década de 60, duas da década de 70 e sete 
da década de 80. 
Montando uma matriz: 
156
 
Considere que nos dois primeiros meses a partir das estreias desses 
programas os mesmos foram apresentados várias vezes: 
 1º mês: 50 programas A e 20 programas B; e, 
 2º mês: 30 programas A e 40 programas B. 
Montando agora outra matriz: 
 
 
157
 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA C 
Para a questão 1 outra possível solução: 
Q1: 
. total de celulares – celulares sem defeitos = 100 – 35 = 65 (celulares com 
defeito) 
. celulares com defeito – celulares com problemas na bateria = 65 – 40 = 
25 (celulares com problemas apenas no display) 
. celulares com problemas no display – celulares com problemas apenas 
no display = 28 – 25 = 3 
… dá pra fazer isso também com os celulares com os números do outro 
conjunto (68-28=37 → 40-37=3) , assim podemos conferir a resposta. 
Q2: 
. daqui a x anos a soma das idades da Lia e da Ana será 100, assim, Lia terá 
(20 + x) anos e Ana terá (26 + x) anos: 
(20 + x) + (26 + x) = 100 
46 + 2x = 100 
2x = 54 
x = 27 
Então, daqui a 27 anos, Lia terá 47 anos e Ana terá 53 anos (totalizando 
100). 
 
158
 
 
 
 
 
NOÇÕES DE INFORMÁTICA 
Hardware: Dispositivos de Armazenamento, Memórias e Periféricos 
Hardware é a parte física do computador, é tudo que pode ser tocado com as 
mãos. É o gabinete, as placas de memórias, placa-mãe, processador, monitor, 
teclado, mouse e etc… 
Quando você vai adquirir um computador, você pensa na configuração dele, ou 
seja, tudo que está dentro do gabinete dele, como o processador, HD, memória, 
placa-mãe. Quando você pensa nas peças quese conecta nele externamente no 
gabinete, estamos falado dos periféricos que são os dispositivos que permitem ao 
usuário se comunicar com o computador. 
Estes dispositivos podem ser de entrada, saída ou de entrada e saída ao mesmo 
tempo. 
Dispositivos de armazenamento de dados: 
São hardware que você utiliza para guardar dados para poder ver depois. 
Temos três tipos de dispositivos de armazenamento de dados: 
Por meios magnéticos: Disco Rígido e disquete. 
Por meios ópticos: CD e DVD e BLU-RAY 
CD: 700 MB 
DVD: 4,7 GB 
DVDs dual-layer (de dupla camada): 8,5 GB. 
Blu-Ray: Também conhecido como BD foi desenvolvido para armazenamento de 
alta densidades para suportar vídeo e áudio de alta definição. Sua capacidade 
varia de 25 GB (camada simples) a 50 GB (camada dupla) gigabytes. 
Por meios eletrônicos (SSDs) ou chip: cartão de memória e pen drive. 
O SSD (solid-state drive) seria a evolução do HD, pois além de ser mais rápido é 
mais resistente por não ter partes mecânicas. Utiliza a memória flash. 
Memória flash: armazenamento não volátil que pode ser eletricamente apagado e 
reprogramado e não necessidade de fonte de alimentação. 
159
 
 
 
 
 
Costuma ser pedido em concursos públicos uma comparação entre o HD e o SSD 
então fiz uma tabela comparativa: 
 
Equivalência de capacidade de armazenamento: 
1 byte = 8 bits 
1 quilobyte (KB) = 1024 bytes 
1 megabyte (MB) = 1024 KB 
1 gigabyte (GB) = 1024 MB 
1 terabyte (TB) = 1024 GB 
1 pentabyte (PB) = 1024 TB 
1 exabyte (EB) = 1024 PB 
1 zettabyte (ZB) = 1024 EB 
1 yottabyte (YB) = 1024 ZB 
Tipos de portas USB: 
USB (Universal Serial Bus) 
USB 1.0 velocidade 1,5 MB/s (Low Speed) (1996) 
160
 
 
 
 
 
USB 1.1 velocidade 12 MB/s (Full Speed) (1998) 
USB 2.0 velocidade chega a 480 MB/s (2000) 
USB 3.0 velocidade 5 gb/s (2008) (Super Speed) Na porta tem um SS e cor azul 
USB 3.1 velocidade chega a 10 gb/s (Super Speed +) Recebe e envia dados em 
canais separados visa o padrão Thunderbolt da Intel de primeira geração. 
USB tipo A mais comum usadas em computadores e notebooks ( USB 2.0 A e USB 
3.0 A) 
USB tipo B comum em impressoras e outros aparelhos 
USB tipo C Padrão USB 3.1 (2014) 
Características principais da USB tipo C Padrão USB 3.1: 
Encaixe simétrico sem polarização, ou seja, encaixa de qualquer lado. 
Carregamento rápido: até 3 Amperes e 5 Volts. 
Dura mais: até 10 mil conexões. 
Taxa de transferência maior (10 gb/s) Transfere um filme 4k em segundos 
Micro USB tipo B Para celulares Android 
Micro USB tipo C Top de linha. 
MEMÓRIAS 
As principais memórias são; RAM, ROM, CACHE e EXTERNAS. 
 
Memória RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso Randômico) 
É uma memória volátil e rápida. O processador a usa para armazenar 
temporariamente os dados dos programas que estão rodando no computador, ou 
seja, quando você desligar o computador estas informações também são 
apagadas. 
Memória ROM (Read-Only Memory ou Memória Somente de Leitura) 
161
 
 
 
 
 
Esta memória armazena os dados permanentes da máquina. Existem dados que 
são importantes para o computador funcionar corretamente e não podem ser 
apagados mesmo se tiver uma queda de energia e desligar o PC. Geralmente é 
utilizada para fornecer as instruções de inicialização do computador ao 
processador. 
Memória Cache 
A memória cache é um tipo de memória de acesso randômico mais rápida que 
armazena os dados mais utilizados pelo processador. Para processar dados, ele 
verifica primeiramente na memória cache se esses dados estão armazenados lá, se 
os encontra não precisa obtê-los de outra memória mais lenta (memória RAM). 
Tem o mesmo problema da memória RAM, ou seja, ela é temporária e volátil. 
Sem a memória cache o desempenho da máquina ficaria mais lento e limitado à 
memória RAM. 
Memória Externas 
São todos os dispositivos de memória que estão fora do computador como HD 
externo, Pen drives, CDs, DVDs, disquetes e cartões de memórias. 
PERIFÉRICOS 
DISCO RÍGIDO 
O Disco rígido que também é conhecido como Winchester ou HD (Hard Disk) fica 
dentro do gabinete e suas informações são gravadas de forma permanente. Ele 
tem grande capacidade de armazenamento. 
PROCESSADORES 
Os processadores também são conhecidos por Unidade central de processamento 
(UCP ou CPU) 
Ele influencia diretamente na velocidade do computador. 
A unidade central de processamento (processador) tem a função de interpretar as 
instruções para depois executar os programas armazenados na memória principal 
do computador. 
Funciona na seguinte forma: 
162
 
 
 
 
 
A Unidade de Controle (UC) busca instruções na memória principal e determina o 
tipo de cada instrução. 
A Unidade de processamento Lógico e Aritmético (ULA): realiza um conjunto de 
operações necessárias à execução das instruções. 
Possuir mais de um núcleo de processamento e compatibilidade com várias 
placas-mãe. 
Basicamente temos 2 fabricantes de processadores que são a Intel e AMD. 
Sistemas Operacionais Windows/Linux 
O Windows 10 é o sistema operacional mais recente da Microsoft sucedendo o 
Windows 8.1. Foi lançado no dia 01 de outubro de 2014. 
Com o Windows 10 é possível criar uma conta para cada pessoa que utiliza o 
computador, pois é um sistema operacional multiusuário. 
Ele trouxe de volta o menu iniciar e um novo navegador, o Microsoft Edge. No 
Edge tem um painel Hub onde se tem acesso aos Favoritos, Lista de Leitura, 
Histórico e Downloads. (já caiu em concursos) 
Ele tem atualizações constantes sem custo para o usuário. 
No Explorador de Arquivos, a antiga funcionalidade conhecida como “MEU 
COMPUTADOR” recebeu a nova nomenclatura de ESTE COMPUTADOR. 
Ele removeu o Windows Media Center e o controle dos pais não suporta outros 
navegadores, ou seja, só suporta o Edge e o Internet Explorer. 
Controle dos pais: é uma ferramenta de segurança onde o Windows 10 
permite que sejam definidos controles de proteção para a família, incluindo o 
acesso a sites, limites de tempo de acesso e quais aplicativos e jogos podem ser 
visualizados ou comprados. (já caiu em concursos) 
Outra mudança foi as atualizações. No Windows 10 você pode até adiar 
atualizações, mas elas são obrigatórias. Nas versões anteriores o usuário conseguia 
controlar o Windows Update e selecionar o que e quando atualizar. 
A atualização Windows 10 Anniversary Update trouxe uma nova e grande 
funcionalidade para desenvolvedores: o Bash, a famosa linha de comando do 
Linux. O recurso é baseado no Ubuntu e permite executar software Linux 
diretamente no Windows. Isso foi possível em virtude do chamado “Subsistema do 
163
 
 
 
 
 
Windows para o Linux”, que a Microsoft adicionou ao Windows 10, e é resultado 
de uma parceria da empresa com a Canonical. (já caiu em concursos) 
No Windows 10, é permitido fazer uso de um aplicativo para compartilhar arquivos 
diretamente do Explorador de Arquivos. Selecione os arquivos que deseja 
compartilhar, acesse a guia Compartilhar, selecione o botão Compartilhar e, em 
seguida, escolha um aplicativo. 
Pode compartilhar através do OneDrive ou Gdrive, e-mail, arquivos compactados e 
gravar em disco óptico ou outro dispositivo secundário. 
No sistema operacional Windows 10 versão Pro de 64 bits, assim como em outros 
sistemas operacionais, a preocupação com a atualização do sistema é importante, 
pois ajuda a garantir a segurança do ambiente. Para conferir as atualizações do 
seu sistema operacional deve seguir os seguintes passos: Tela de “Configurações 
do Windows”, ícone de “Atualização e Segurança”, Aba do “Windows Update” e 
botão “Verificar se há atualizações”. (já caiu em concursos) 
Área de Trabalho Virtual do Microsoft Windows 10: 
A Área de Trabalho Virtual do Windows é um serviço de virtualização de 
aplicativos e área de trabalho executado na nuvem. 
Trata-se de uma forma de executar várias áreas de trabalho independentes no 
mesmo monitor, com diferentesjanelas de aplicações em cada área de trabalho 
virtual. 
Virtualizar aplicativos e áreas de trabalho. 
O botão Visão de Tarefas, presente por padrão na barra de tarefas, permite criar, 
visualizar as áreas de trabalhos virtuais e alterná-las. 
Como acessar: 
Na barra de tarefas, selecione Visão de tarefas > Nova área de trabalho +. 
Abra os aplicativos que você quer usar nessa área de trabalho. 
Para alternar entre áreas de trabalho, selecione Visão de tarefas novamente. 
CONTROLE DE VOZ: 
Você pode falar em vez de digitar. Se você tem um teclado de toque é selecione 
microfone. Agora se seu teclado é físico é só pressionar a tecla do logotipo do 
164
 
 
 
 
 
Windows + H para falar ou Configurações → Hora e Idioma → Controle de 
voz (caiu em concursos) 
Acessórios do Windows 10 
As versões do MS Windows 10 oferecem vários aplicativos na instalação padrão, 
sob o título Acessórios do Windows, que auxiliam no dia a dia da operação de 
um computador. São eles: 
Bloco de Notas: Editor de notas sem formatação com extensão .TXT. 
Captura e Esboço: É uma ferramenta de captura de janela ou partes das janelas 
abertas que antes era a Ferramenta de Captura. Modos de captura: Captura 
retangular, Captura de forma livre, Captura de Janela e Captura de tela cheia. (já 
caiu em concursos) 
Paint: Editor de imagens que salva nas extensões BMP, JPEG, GIF, TIFF e PNG. 
ATENÇÃO: Nas últimas atualizações do Windows 10, o Windows Media Player que 
é um reprodutor multimídia, como músicas e vídeos não faz mais parte da 
instalação padrão. 
Data e hora 
No Windows 10 ao acessarmos seu painel de controle, visualizamos uma série de 
configurações, dentre elas, a opção de “Data e Hora”. 
Na opção Painel de controle > Relógio e Região temos opções de configuração da 
data e hora: 
É possível ativar a visualização de horas de até dois novos fusos horários através 
da aba “Relógios Adicionais”. 
A aba “Horário na Internet” sincroniza automaticamente com um servidor de 
horário na internet, em geral com o site do Windows. 
Dentre as opções presentes na aba “Data e Hora” podemos, por exemplo, escolher 
o fuso horário desejado para configuração do sistema operacional. 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
QUESTÃO 1 
Ano: 2020 Banca: Instituto Consulplan Órgão: Câmara de Amparo – SP 
165
 
 
 
 
 
No Windows 10, Configuração Local, Idioma Português- -Brasil, o navegador de 
internet padrão é o Edge. Neste navegador existe um lugar onde se tem acesso 
aos Favoritos, Lista de Leitura, Histórico e Downloads. Assinale-o. 
A) Painel Hub. 
B) Barra de Tarefas. 
C) Barra de Endereços. 
D) Barra de Ferramentas Anotações Web. 
QUESTÃO 2 
Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: IBGE (tem uma observação na resposta) 
As versões do MS Windows 10 oferecem vários aplicativos, sob o título Acessórios 
do Windows, que auxiliam no dia a dia da operação de um computador. 
O título que NÃO corresponde a um desses aplicativos é: 
A) Bloco de Notas; 
B) Chrome; 
C) Ferramenta de Captura; 
D) Paint; 
E) Windows Media Player. 
QUESTÃO 3 
Ano: 2020 Banca: IDIB Órgão: CRM-MT 
O Windows 10 é a versão mais nova do sistema operacional da Microsoft. Ao 
acessarmos seu painel de controle, visualizamos uma série de configurações, 
dentre elas, a opção de “Data e Hora”. A respeito dos controles que podemos 
configurar dentro desta opção, analise as afirmativas a seguir: 
I. É possível ativar a visualização de horas de até dois novos fusos horários através 
da aba “Relógios Adicionais”. 
II. A aba “Horário na Internet” apresenta ao usuário a data e hora das principais 
cidades do mundo. Escolhendo o nome de uma cidade nesta aba, podemos 
166
 
 
 
 
 
ajustar a data e hora do sistema operacional. III. Dentre as opções presentes na 
aba “Data e Hora” podemos, por exemplo, escolher o fuso horário desejado para 
configuração do sistema operacional. 
É correto o que se afirma 
A) apenas em I e II. 
B) apenas em II e III. 
C) apenas em I e III. 
D) em I, II e III. 
QUESTÃO 4 
Ano: 2020 Banca: CONTEMAX Órgão: Prefeitura de Pedra Lavrada – PB 
As configurações para o reconhecimento de voz do Windows 10 se encontram em 
A) Configurações → Hora e Idioma → Controle de voz 
B) Configurações → Fala → Controle de voz 
C) Painel de Controle → Hora e Idioma → Conversa com Cortana 
D) Configurações → Hora e Idioma → Conversa com Cortana 
E) Painel de Controle → Fala → Controle de voz 
QUESTÃO 5 
Ano: 2020 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG 
O MS Windows 10 tem um aplicativo de captura de tela, denominado Captura e 
Esboço, que permite tirar um instantâneo da tela do computador para copiar 
palavras ou imagens. 
A) Ferramenta de Captura possui diversos modos de captura ou recorte, EXCETO: 
B) Captura retangular. 
C) Captura de formato livre. 
D) Captura de tela inteira. 
167
 
 
 
 
 
E) Captura triangular. 
QUESTÃO 6 
Ano: 2020 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Betim – MG 
Entre as ferramentas de segurança, o Windows 10 permite que sejam definidos 
controles de proteção para a família, incluindo o acesso a sites, limites de tempo 
de acesso e quais aplicativos e jogos podem ser visualizados ou comprados. Trata-
se do recurso 
A) Controle dos Pais. 
B) Modo Criança. 
C) Jovem Protegido. 
D) Restrição em casa. 
E) Navegação blindada. 
QUESTÃO 7 
Ano: 2020 Banca: IDIB Órgão: Prefeitura de Goiana – PE 
No sistema operacional Windows 10 versão Pro de 64 bits, assim como em outros 
sistemas operacionais, a preocupação com a atualização do sistema é importante, 
pois ajuda a garantir a segurança do ambiente. Assinale a alternativa que indique 
corretamente um passo a passo que permita ao usuário conferir a atualização do 
seu sistema operacional. 
A) Tela do “Painel de Controle”, ícone de “Segurança”, botão “Atualizar Windows 
agora”. 
B) Tela de “Configurações”, ícone “Privacidade”, botão “Atualizações do Windows”. 
C) Tela de “Configurações do Windows”, ícone de “Atualização e Segurança”, Aba 
do “Windows Update” e botão “Verificar se há atualizações” 
D) Tela de “Configurações”, ícone “Sistema”, Aba do “Meu Windows”, botão 
“Atualizar”. 
QUESTÃO 8 
Ano: 2020 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Itabira – MG 
168
 
 
 
 
 
Com o Windows 10 é possível criar uma conta para cada pessoa que utiliza o 
computador, pois é um sistema operacional ______________. 
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna. 
A) aberto. 
B) arquitetura livre. 
C) domínio público. 
D) multiusuário. 
 
RESPOSTAS DAS QUESTÕES 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA B (em atualizações recentes o Windows 10 
retirou o Windows Média Player da instalação padrão) 
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA C 
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA D 
RESPOSTA DA QUESTÃO 6 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 7 LETRA C 
RESPOSTA DA QUESTÃO 8 LETRA D 
NOVIDADES DO WINDOWS 10 
169
 
 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÃO DOS ARQUIVOS 
170
 
 
 
 
 
 
TECLAS DE ATALHO 
171
 
 
 
 
 
172
 
 
 
 
 
 
ÁREA DE TRANSFERÊNCIA 
A área de transferência do Windows 10 oferece armazenamento em nuvem das 
cópias realizadas pelo usuário enquanto utiliza o sistema da Microsoft. A 
ferramenta é útil para quem deseja recuperar dados perdidos ao longo do dia. Por 
meio da combinação "Windows" + "V", é possível ativar e abrir o recurso. A 
partir daí, o comando pode ser utilizado a qualquer momento, sendo possível 
limpar, fixar ou excluir entradas. O histórico é apagado sempre que o PC é 
reiniciado, à exceção das entradas fixadas. 
 
O histórico guarda até 25 entradas. Quando o limite é atingido, as mais antigas 
são substituídas por itens mais recentes. Podem ser salvas informações de até 4 
MB, incluindo texto, links, imagens copiadas da Internet e prints do sistema. 
Como o histórico está na nuvem, é possível utilizar a área de transferência para 
compartilhar informações entre dispositivos Windows queestiverem logados na 
mesma conta da Microsoft. A seguir, veja como abrir a área de transferência 
do Windows 10. 
 
Área de transferência do Windows 10: como ativar e utilizar pelo PC 
 
Passo 1. Em qualquer espaço do Windows 10, utilize o comando "Windows" + 
"V" para acessar a área de transferência pela primeira vez. Ao abrir a pequena 
janela, clique em "Ativar"; 
 
173
 
 
 
 
 
 
174
 
 
 
 
 
175
 
 
 
 
 
176
 
 
 
 
 
 
 
LINUX 
 
Embora o sistema operacional mais utilizado mundialmente seja o Microsoft 
Windows, o Sistema Operacional Linux vem a passos largos tomando seu lugar 
no mercado. 
 
Este documento tem a finalidade de apresentar o sistema Operacional Linux, 
bem como compará-lo ao MS Windows, além de dar uma visão de utilização do 
mesmo. 
 
O núcleo do sistema (Kernel), responsável pela administração dos recursos do 
computador, dividindo-os entre os vários processos que osrequisitam. No caso 
do Linux, o Kernel é aberto, o que permite sua alteração por parte dos usuários. 
Linux é adepto ao Projeto GNU (Projeto de Programa Livre), sendo que sua 
filosofia e Licença Pública Geral formam o foco original da Free Software 
Foundation. 
 
177
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma Distribuição Linux é um sistema operativo baseado no núcleo Linux, que 
inclui também um conjunto de software varíavel, um sistema gestor de pacotes e 
um repositório. Numa típica distribuição Linux, a maior parte do software é livre 
e de código aberto, estando disponível na forma de pacotes compilados 
previamente (binários), e de código-fonte. São mantidas por indivíduos, 
comunidades e projetos, como o Debian, Também podem ser mantidas por 
grupos e organizações, tais como a Red Hat e o Suse. Os utilizadores de Linux 
normalmente obtêm o seu sistema operativo descarregando uma das várias 
distribuições disponíveis, que estão prontas para instalar e utilizar em 
dispositivos como computadores domésticos, portáteis, servidores, telemóveis e 
outros. Quase todas as distribuições linux são semelhantes ao sistema Unix. Uma 
excepção é a distribuição Android, que não inclui interface de linha de comandos 
nem software para distribuições linux. 
As mais citadas em provas de concursos são Conectiva, RedHat, Suse, Debian, 
Mandrake, Mandriva, Kurumin, Fedora, Ubuntu, Turbo Linux e o Slackware. 
Android é uma distribuição Linux para celular. 
 
EXT2 – EXT3 – FAT16 – FAT32 – NTFS 
Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas que permite o 
sistema operacional controlar o acesso a um dispositivo de armazenamento 
como disco rígido, pen drive, cd-room, etc. Diferentes sistemas operacionais 
podem usar diferentes sistemas de arquivos. 
 
178
 
 
 
 
 
 
179
 
 
 
 
 
180
 
 
 
 
 
181
 
 
 
 
 
182
 
 
 
 
 
 
183
 
 
 
 
 
184
 
 
 
 
 
 
 
 
Editor de Textos: LibreOffice/Apache OpenOffice – Writer: estrutura básica 
dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, 
fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impressão, 
controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, inserção de 
objetos, campos predefinidos, caixas de texto. 
O Writer é o editor de texto do pacote OpenOffice, que corresponde ao Microsoft Word. Um editor de texto é um 
programa com recursos para formatação de texto que poderá conter imagens, objetos e tabelas. O aplicativo 
possui vários recursos para edição de texto, tais como: 
 • Recursos básicos 
185
 
 
 
 
 
• Design e Estruturação 
• Editoração Eletrônica 
• Criação de Desenhos 
• Inserção de Figuras 
• Interface Flexível. 
Vejamos a seguir a descrição de cada um deles. 
186
 
 
 
 
 
187
 
 
 
 
 
188
 
 
 
 
 
189
 
 
 
 
 
190
 
 
 
 
 
191
 
 
 
 
 
192
 
 
 
 
 
193
 
 
 
 
 
194
 
 
 
 
 
195
 
 
 
 
 
196
 
 
 
 
 
197
 
 
 
 
 
198
 
 
 
 
 
199
 
 
 
 
 
200
 
 
 
 
 
201
 
 
 
 
 
202
 
 
 
 
 
203
 
 
 
 
 
 
Planilhas Eletrônicas: LibreOffice/Apache OpenOffice – Calc: 
estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, 
pastas e gráficos, elaboração de tabelas e gráficos, uso de fórmulas, 
funções e macros, impressão, inserção de objetos, campos 
predefinidos, controle de quebras e numeração de páginas, obtenção 
de dados externos, classificação de dados 
Conceitos básicos 
 
 
O Calc é um programa freeware e gratuito que faz parte do LibreOffice e 
possibilita a criação, edição e apresentação de planilhas eletrônicas. 
Freeware: Software gratuito ou freeware é qualquer programa de 
computador cuja utilização não implica no pagamento de licenças de uso ou 
royalties. Apesar de ser chamado de free (do inglês livre), este software não 
é necessariamente software livre, pode não ter código aberto e pode 
acompanhar licenças restritivas, limitando o uso comercial, a redistribuição 
não autorizada, a modificação não autorizada ou outros tipos de restrições. 
O freeware diferencia-se do shareware em que o usuário deve pagar para 
acessar a funcionalidade completa ou tem um tempo limitado de uso 
gratuito. 
Shareware: é um programa de computador disponibilizado gratuitamente, 
porém com algum tipo de limitação. Sharewares geralmente possuem 
funcionalidades limitadas e/ou tempo de uso gratuito do software limitado, 
após o fim do qual o usuário é requisitado a pagar para acessar a 
204
 
 
 
 
 
funcionalidade completa ou poder continuar utilizando o programa. Um 
shareware está protegido por direitos autorais. Esse tipo de distribuição tem 
como objetivo comum divulgar o software, como os usuários podem testá-
lo antes da aquisição. 
O Calc é uma planilha, uma “Folha de Cálculo”, um aplicativo destinado a 
permitir ao usuário realizar cálculos diversos, desde os simples cálculos de 
orçamentos domésticos até a repercussões financeiras corporativas 
completas. Dentre os recursos está a possibilidade de apresentar 
graficamente os dados selecionados pelo usuário. O Calc vem se firmando 
como o aplicativo de planilha eletrônica SL mais conhecido e utilizado em 
todo mundo. 
 
Como iniciar Calc 
1. Clique no botão Iniciar 
2. Clique em Todos os programas 
3. Clique em LibreOffice 3.4 
4. Clique em LibreOffice Calc 
 
 
Quando o Calc é iniciado aparece uma janela de documento denominado 
Sem título 1. As próximas janelas seguirão esta sequência, ou seja, Sem 
título 2, Sem título 3, assim por diante. Este nome será substituído no 
momento em que o arquivo for salvo. 
Planilha é o arquivo completo, com todas as suas abas ou folhas de cálculo; 
na primeira aba podemos ter o cálculo de despesas do seu escritório, na 
segunda aba as receitas e na terceira aba um gráfico demonstrativo, isso tudo 
é uma planilha, e não cada aba ou folha individualmente. Cada aba 
tem um nome e pode ser modificado a qualquer tempo. No Calc são abertas 
três folhas de cálculo nomeadas automaticamente como Planilha 1 , Planilha 
2 e Planilha 3, o que causa uma pequena confusão no tocante à literatura. 
Você pode deletar ou acrescentar novas folhas de cálculo ou abas, a seu 
205
 
 
 
 
 
gosto. Na imagem a baixo, vemos uma planilha com suas três folhas de 
cálculo. Para mudar o nome da aba nº 1, que é chamada “Planilha 1”, clique 
com o botão do atalho sobre a aba desejada e escolha “Renomear Planilha” 
ou dê um duplo clique na aba desejada e entre com o novo nome. 
 
 
 
Cada planilha contém colunas que são dispostas lado a lado, e linhas que 
correm de cima a baixo, assim, são traçadas as linhas de grade da planilha. 
As colunas são rotuladas com letras e as linhas são numeradas. Cada 
planilha possui 1.048.576 linhas e as colunas vão até AMJ. 
O endereço da célula ativa pode ser visualizado na Barra de Endereços. Na 
figura a cima a célula ativa é D8.Célula: é o cruzamento, a intersecção de uma linha com uma coluna. É aqui 
que colocaremos valores, referências e formatos. 
Valores: Um valor pode representar um dado numérico ou textual entrado 
pelo usuário ou pode ser resultado de uma fórmula ou função. 
Fórmulas: A fórmula é uma expressão matemática dada ao computador (o 
usuário tem que montar a fórmula) para calcular um resultado, é a parte 
206
 
 
 
 
 
inteligente da planilha; sem as fórmulas a planilha seria um amontoado de 
textos e números. 
Funções: São fórmulas pré-definidas para pouparem tempo e trabalho na 
criação de uma equação. 
Edição dos dados 
O Calc aceita a inserção de dados dos tipos: textos, números, datas, horas e 
fórmulas. 
Para se familiarizar com o manuseio das ferramentas de edição do Calc 
vamos criar uma lista de endereços. 
Quando iniciar o Calc observe que a primeira célula da planilha é a 
célula com endereço A1 e já está ativa toda vez que se abre uma planilha 
nova. 
Digite os dados conforme a planilha a seguir: 
 
 
Alterar o conteúdo já existente na célula. 
Há três maneiras diferentes: 
1. Com duplo clique na célula. 
2. Acionando a tecla de atalho <F2>. 
3. Posicionando o ponto de inserção na barra de fórmulas. 
• Faça as alterações necessárias; 
• Tecle <Enter> para confirmar a alteração ou <Esc> para cancelá-la. 
 
Limpar o conteúdo da célula 
Clique na célula com o botão direito do mouse e escolha Excluir 
conteúdo ou tecle Delete. No menu Editar escolha Excluir conteúdo. 
207
 
 
 
 
 
 
Movimentação pela planilha através do teclado. 
 
Pressione Para 
ir 
Home Para o início da linha 
PageUp/PageDown Uma janela para cima ou para baixo 
Ctrl + Home Para o início da planilha (célula A1) 
Ctrl + End Para a última célula que contém dados 
na planilha 
Ctrl+PageDown Para a próxima planilha 
Ctrl+PageUp Para a planilha anterior 
 
<F5> Para uma célula ou intervalos 
especificados 
 
Largura da coluna e da 
linha Utilizando o mouse 
No cabeçalho de coluna ou no cabeçalho de linha, mova o ponteiro do mouse 
para a borda direita da coluna ou linha que deseja ajustar. Observe que o 
ponteiro do mouse transforma-se em uma seta com duas pontas. 
Dê um clique e arraste o ponteiro para uma nova 
largura ou altura. Solte o botão do mouse assim que 
atingir a largura ou altura desejada. Através do 
menu 
Clique em qualquer lugar na coluna ou na 
linha a ser alterada; No menu Formatar, clique 
em Coluna. 
Utilize este caminho quando necessitar de mais precisão na largura da coluna. 
Usando o AutoAjuste 
No cabeçalho de coluna ou no cabeçalho de linha, mova o ponteiro do mouse 
para a borda direita da coluna ou linha que desejar ajustar. O ponteiro se 
transformará, novamente, em uma seta com duas pontas. 
Dê duplo clique. 
A largura ou altura será ajustada automaticamente, de acordo com a célula 
que contiver o maior conteúdo. 
208
 
 
 
 
 
Salvar uma planilha 
Ao salvar uma planilha pela primeira vez é necessário dar um nome 
significativo e especificar onde armazená-la. Para salvar uma planilha 
pela primeira vez: 
• Clique no menu Arquivo; 
• Clique em Salvar; 
• Selecione o local onde o arquivo será armazenado; 
• Digite um nome para a planilha; 
• O tipo deve ser .ods; 
• Clique no botão Salvar. 
 
Como salvar em formato diferente 
Muitas vezes é preciso exportar arquivos para serem utilizados em outros 
aplicativos ou em uma versão diferente. Para isso, o arquivo deve ser 
gravado em um formato que não seja uma planilha do Calc (.ods), mas que 
seja compatível com outro software. 
• Abra o menu Arquivo e escolha Salvar como; 
• Clique na caixa Tipo; 
• Selecione o formato de arquivo mais indicado. 
 
Fechar a planilha e sair do Calc 
Fechando a planilha o Calc 
continuará aberto. Clique no menu 
Arquivo e depois Fechar ou Ctrl + 
F4 
Sair do Calc. 
Clique no menu Arquivo e 
depois Sair ou Alt + F4 
 
209
 
 
 
 
 
Montagem e criação de 
planilhas Abrir uma planilha 
existente 
É importante armazenar as planilhas em pastas separadas, com nomes 
sugestivos, para que você os encontre facilmente quando necessário. 
No menu Arquivo, escolha Abrir ou clique no botão Abrir na barra de 
ferramentas. 
A caixa de diálogo Abrir é apresentada requisitando que seja informada a 
localização do arquivo a ser aberto. 
Clique no nome da planilha e depois no 
botão Abrir. Ou duplo clique em cima 
do nome da planilha. 
 
Abrir planilha do Excel no Calc 
No menu Arquivo, escolha Abrir ou clique no botão Abrir na barra de 
ferramentas. 
A caixa de diálogo Abrir é apresentada requisitando que seja informada a 
localização do arquivo a ser aberto. 
Selecione Todos arquivos (*.*); 
Clique no nome da planilha (.xls) e depois 
no botão Abrir. Ou duplo clique em cima do 
nome da planilha. 
 
Criar uma planilha nova 
No menu Arquivo, escolha Novo ou clique no botão Novo na 
barra de ferramentas. Escolha a opção Planilha. 
Ampliar ou reduzir a exibição 
Há ocasiões em que é necessária a exibição detalhada de partes da 
planilha, ou então da planilha como todo. 
210
 
 
 
 
 
Para isso é utilizada a caixa Zoom na barra de ferramentas. 
 
 
Cópia e movimentação de células 
A cópia e movimentação de células agiliza a criação da planilha, pois 
permite repetir conteúdos na entrada de dados nas células. No caso de 
fórmulas o Calc atualiza automaticamente as referências de células nos 
resultados das fórmulas. 
Como copiar 
Copiar significa levar o conteúdo de uma ou mais células para que possa ser 
colado em outro lugar sem perder o conteúdo no seu local de origem. 
• Na planilha Agenda de endereços selecione o intervalo de células A4:G6; 
• No menu Editar escolha Copiar ou clique no botão Copiar na barra de 
ferramentas. 
Isso criará uma cópia do conteúdo do bloco de células origem num local 
chamado de Área de transferência. 
• Na mesma planilha, clique na célula A13; 
• No menu Editar escolha Colar ou clique no botão Colar na barra de 
ferramentas. 
Terceira opção: selecione as células; pressione as teclas <Ctrl+C>; clique na 
célula A18; pressione 
<Ctrl+V>. 
 
OBS: A alteração da ampliação não afeta a impressão. As planilhas são impressas em 100%, a não 
ser que ocorra a alteração na configuração da impressão. 
211
 
 
 
 
 
 
Como mover 
Mover significa levar o conteúdo de uma ou mais células para que possa ser 
colado em outro lugar 
apagando do seu local de origem. 
• Na planilha Agenda de endereços selecione o intervalo de células 
A13:G15; 
• No menu Editar escolha Cortar ou clique no botão Cortar na 
barra de ferramentas. Isso faz mover uma cópia das células 
selecionadas. 
• Na mesma planilha, clique na célula B16; 
• No menu Editar escolha Colar ou clique no botão Colar na barra de 
ferramentas. 
Terceira opção: selecione as células B16:H18; pressione as teclas <Ctrl+X>; 
clique na célula A20; pressione <Ctrl+V>. 
 
Copiar e mover usando arrastar e soltar 
O Calc oferece a opção de arrastar e soltar o mouse de forma a agilizar o 
processo de cópia e movimentação de células de maneira rápida e prática. 
Para mover: 
Selecione o grupo de células desejado; 
Clique dentro do selecionado, segure e arraste o bloco de células até o local 
desejado e solte. 
212
 
 
 
 
 
Para copiar: 
Selecione o grupo de células desejado; 
Clique dentro do selecionado, segure e arraste o bloco de células até o 
local desejado mantendo a tecla <Ctrl> pressionada. 
 
Criar Fórmulas 
Uma fórmula é uma expressão matemática. Em uma planilha do Calc, são 
utilizados valores, operadores aritméticos e referências de células para criar 
fórmulas. 
Uma fórmula do Calc sempre começa com o sinal de igual (=). 
O Calc não aceita colchetes [ ] e chaves { } nas expressões matemáticas; só 
aceita parênteses ( ). 
Operadores Aritméticos 
 
Símbolo Operação Exemplo 
+ Adição =C1+C2+C
3 
- Subtração =C1-G3 
* Multiplicação =C1*E9/ Divisão =C1/5 
^ Exponenciação =C1^G3 
( ) Prioridade de 
cálculo 
=(C1+C2)/
2 
213
 
 
 
 
 
Elabore a planilha a seguir: 
 
 
Para calcular o total de vendas em Janeiro: 
• Clique na célula F4; 
• Digite o sinal de igual (=) para que o Calc reconheça os caracteres 
como sendo uma fórmula e não como texto; 
• Clique na célula B4, aperte +, clique em C4, aperte +, clique em D4, 
aperte +, clique em E4; 
• Tecle <Enter>. 
Sua fórmula deverá possuir o seguinte aspecto: 
=B4+C4+D4+E4 Copiar a fórmula digitada para o 
intervalo de células F5:F9. 
• Clique na célula F4, que contém a fórmula; 
• Clique na alça da célula ativa (o canto direito inferior); sinal de +. 
• Arraste com o botão do mouse pressionado até a célula F9. 
 
Para calcular a média das vendas em janeiro: 
• Clique na célula G4; 
• Digite o sinal de igual (=); 
• Digite a fórmula: =F4/4; 
214
 
 
 
 
 
• Tecle <Enter>; 
• Posicione o mouse na alça da célula G4 e arraste até a célula G9 
para que a fórmula seja copiada. 
 
Listas de preenchimento 
O Calc completa sequências (números, data ou intervalo de tempo) 
também permite que você inclua sequências de preenchimento 
personalizadas para as entradas de texto usadas com mais frequência. 
Para testar as principais listas de preenchimento pré-definidas pelo Calc, abra 
uma nova planilha e digite os dados exibidos a seguir: 
 
Selecione a célula A1, clique na alça de preenchimento da célula ativa e 
arraste até a linha 12. 
 
Repita o processo para cada coluna, sempre clicando sobre a célula da linha 
1 e arrastando para 
baixo até a linha 12, através da alça de preenchimento. 
 
 
Criar novas listas 
Supondo que você utilize determinados dados com certa freqüência, é 
possível criar uma nova lista contendo estes dados, para não precisar digitá-
los novamente. 
Crie três listas: Norte, Sul, Leste e Oeste – Primavera, Verão, Outono e 
Inverno - Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha, 
Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rio Grande e Sertão. 
OBS: Se em vez de arrastar a alça de preenchimento para as células adjacentes, arrastar para dentro 
da célula selecionada, seu conteúdo será apagado. 
215
 
 
 
 
 
• Clique no menu Formatar; 
• Clique em Opções; 
• Clique em LibreOffice Calc - Listas de classificação; 
• Clicar no botão Novo, digitar os dados, clicar no botão Adicionar. 
 
Classificação de dados 
O Calc classifica em ordem ascendente ou descendente os 
dados de uma planilha. Digite a seguinte planilha: 
 
Clique numa célula qualquer da coluna que será classificada, ou seja, se 
deseja classificar pelo Vendedor, clique em qualquer célula que contenha o 
nome de um vendedor. 
Acesse o menu Dados e clique no 
comando Classificar; Escolha em ordem 
Crescente ou Decrescente; 
Na aba Opções deixe marcado O intervalo contém rótulos de coluna, para 
que o título não seja incluído na classificação. 
 
Inserção e exclusão de planilhas 
 
No Calc são abertas três folhas de cálculo nomeadas automaticamente como 
216
 
 
 
 
 
Planilha 1 , Planilha 2 e Planilha 3. Esta quantidade de planilhas pode ser 
ampliada ou reduzida, dependendo das necessidades do trabalho. 
 
Inserir 
• Clique na aba Planilha 3; 
• No menu Inserir escolha a opção Planilha; 
• Selecione a posição Antes ou Depois da planilha atual; 
• Selecione o nº de planilhas. 
 
 
Excluir 
• Clique na aba Planilha 3; 
• No menu Editar escolha a opção Planilha; 
• Clique em Excluir; 
Ou 
• Clique na aba Planilha 3; 
• Clique com o botão direito do mouse; 
• Clique em Excluir planilha. 
 
 
Aplicação de novas cores nas guias das planilhas 
 
Esta é uma opção para que a visualização da planilha seja mais fácil. 
• Clique em cima de qualquer uma das planilhas; 
• Clique com o botão direito do mouse; 
• Selecione Cor da guia; 
• Selecione a nova cor e clique em OK para confirmar. 
 
 
Ou 
Clicar no sinal de + ao lado da Planilha8. 
217
 
 
 
 
 
Mover planilhas 
• Selecione a planilha 1; 
• Mantenha o botão do mouse pressionado sobre a guia da planilha 
selecionada até que o ponteiro tome o formato de um quadrado 
pontilhado; 
• Arraste o ponteiro para a posição desejada e solte o botão do mouse. 
 
Inserir colunas 
• Clique com o botão direito no cabeçalho da coluna; 
• No menu selecione a opção Inserir coluna. 
 
 
Inserir linhas 
• Clique com o botão direito no cabeçalho da linha; 
• No menu selecione a opção Inserir linha. 
 
Para excluir colunas ou linhas 
• Clique com o botão direito no cabeçalho da linha ou da coluna; 
• Escolha a opção Excluir coluna ou Excluir linha. 
 
 
Ocultar colunas ou linhas 
O Calc permite ocultar dados sem precisar excluí-los 
permanentemente, ocultando colunas ou linhas selecionadas. Os dados 
ocultos também não aparecem na impressão. 
 
Para ocultar linhas 
• Selecione as linhas a serem ocultadas clicando nos cabeçalhos de linha 
correspondentes; 
• No menu Formatar, aponte para Linha e clique em Ocultar. 
 
OBS: A nova coluna sempre é inserida antes da coluna escolhida e sua formatação, por padrão, é 
igual a da coluna anterior. 
Ao inserir uma nova coluna as fórmulas se ajustam automaticamente. 
O número de colunas inseridas é correspondente ao número de colunas inteiras selecionadas. 
OBS: Sempre que for necessário retirar uma coluna ou uma linha verifique as alterações nos 
resultados das fórmulas ou das funções. 
Observe que é possível ocultar linhas ou colunas sem afetar as fórmulas de uma planilha; as fórmulas 
ainda fazem referência a todos os dados das colunas ou linhas ocultas – eles apenas não ficarão 
visíveis. 
218
 
 
 
 
 
Reexibir linhas ocultas 
• Selecione a linha acima e a linha abaixo das linhas ocultas; 
• No menu Formatar aponte para Linha e clique em Mostrar. 
 
Se a primeira linha ou primeira coluna de uma planilha estiver oculta, o 
procedimento de reexibir descrito anteriormente torna-se impraticável. Para 
estes casos digite a referência da coluna A1 na Barra de Endereço e, em 
seguida, clique no menu Formatar, aponte para coluna ou linha (depende 
do que foi ocultado) e clique em Mostrar. 
 
Para ocultar e reexibir colunas o procedimento é igual ao descrito 
anteriormente para ocultar e reexibir linhas. 
 
Ocultar planilhas 
• Ative a planilha que deseja ocultar; 
• Acesse o menu Formatar e clique em Planilha; 
• Escolha a opção Ocultar. 
 
Reexibir Planilhas 
• Acesse o menu Formatar e clique em Planilha; 
• Escolha a opção Mostrar; 
• Na caixa de diálogo Mostrar planilha escolha a planilha que deseja 
restaurar e clique em 
OK. 
 
 
Travar (proteger) a planilha 
Quando uma planilha está protegida, nenhuma alteração pode ser feita até 
que você a desproteja novamente. 
• Ative a planilha que deseja proteger; 
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento; 
• Escolha a opção Planilha; 
• Digitar uma senha de proteção; 
• Redigite a senha e clique em OK. 
 
Quando a planilha está protegida só pode ser utilizada para leitura. Na 
tentativa de alteração, o Calc apresentará um aviso 
 
 
219
 
 
 
 
 
Remover a proteção da planilha 
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento; 
• Escolha a opção Planilha; 
• Digitar a mesma senha de proteção; 
• Clique em OK. 
 
Travar (proteger) todo documento 
Quando um documento está protegido as operações de excluir, incluir, 
ocultar, reexibir, renomear planilhas estarão desativadas até que você a 
desproteja novamente. 
• Acesse o menu Ferramentas e escolha Proteger documento; 
• Escolha a opção Documento; 
• Digitar uma senha de proteção; 
• Redigite a senha e clique em OK. 
 
Como proteger o documento contra abertura e gravação 
 
Além de proteger todo documento e as planilhas contra alterações, o 
Calc permite que o arquivo seja protegido, impedindo que sejam abertos 
ou gravados. 
• Abra o arquivo; 
• Clique no menu Arquivo; 
• Clique em Salvar como; 
• Marque a opção Salvar comsenha; 
 
220
 
 
 
 
 
 
• Clique no botão Salvar; 
 
• Clique no botão Sim; 
221
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Digite a senha para abertura do arquivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Digite a senha para somente leitura do 
arquivo 
 
 
Senha de abertura faz com que o arquivo seja aberto apenas por usuários 
que conheçam a senha. Senha para leitura faz com que o arquivo seja 
aberto somente para leitura dos dados, sem acesso as alterações. 
 
Intervalo de células 
Um intervalo é uma célula ou mais células que podem ser editadas, 
excluídas, formatadas, impressas ou usadas como argumento em uma 
fórmula. Um intervalo pode conter células contíguas ou alternadas. 
 
Selecionar intervalos de células 
 
Há várias maneiras de selecionar um intervalo, usando o teclado ou o mouse. 
Clicando no cabeçalho de qualquer coluna é possível selecionar a 
coluna inteira. Para selecionar uma linha inteira, use o mesmo 
procedimento clicando no cabeçalho da linha. 
Para selecionar um intervalo como D4:D11, por exemplo, siga o 
procedimento: 
• Clique na célula D4; 
222
 
 
 
 
 
• Com o botão do mouse pressionado, arraste até a posição D11. 
Para desativar a seleção, basta clicar o mouse em qualquer outra posição ou 
utilizar as teclas de direção. 
 
É possível selecionar a planilha inteira pressione <Ctrl>+A ou no menu Editar 
– Selecionar tudo 
ou ainda clicando aqui. 
 
 
 
 
 
 
Usando as teclas Ctrl e Shift 
 
Pressione <Shift>+seta para selecionar 
células contíguas. Para selecionar células 
alternadas: 
Selecione a primeira célula ou primeiro bloco; 
Mantenha a tecla <Ctrl> pressionada e selecione as próximas células ou 
blocos. 
 
 
Formatação de textos e números 
 
O Calc oferece várias ferramentas para tornar as planilhas mais atraentes e 
profissionais. A aparência de uma planilha não afeta sua funcionalidade – 
se os valores e as fórmulas estiverem corretos, os resultados desejados serão 
obtidos, mas a aparência facilita e agiliza a leitura dos dados. A formatação 
é utilizada para que as informações sejam destacadas na planilha, usando 
negrito ou itálico, ou incluindo símbolos monetários e separadores de 
milhares. 
Pode-se, também, selecionar uma fonte e um tamanho diferente, ajustar o 
alinhamento dos dados nas células e incluir cores, padrão, bordas e figuras. 
 
Para utilizar os recursos de formatação, crie uma nova planilha e grave-a 
com o nome de Cesta e Fantasia. 
223
 
 
 
 
 
Renomeie a guia Planilha1 para Produtos e entre com os dados conforme 
figura a seguir: 
 
 
 
 
Observe que o Lucro do primeiro produto é feito através da fórmula =E5-
D5, que deve ser copiada para todos os outros produtos da lista arrastando-
se a alça da borda da célula F5 até F11. 
 
Vamos formatar a planilha: 
• Selecione o intervalo A3:F4 
• Na ferramenta Nome da fonte escolha Book Antiqua e tamanho 12. 
• Clique no botão Negrito. 
• Faça os ajustes de largura de coluna, caso necessário. 
Ou 
• Selecione o intervalo A3:F4 
• Clique no menu Formatar – Células – aba Fonte 
 
 
Selecione o intervalo D5:D11 
Clique na ferramenta Moeda na barra de ferramentas. 
Selecione o intervalo A3:F4 e centralize o conteúdo 
no meio da célula. Selecione D3:E3 
Acesse o menu Formatar – Células – aba Alinhamento 
Marque a opção Quebra automática de texto. 
 
Selecione a célula C3. 
Acesse o menu Formatar – Células – aba Alinhamento 
224
 
 
 
 
 
Em alinhamento de texto escolha Vertical – no meio. 
Marque a opção Reduzir para caber no tamanho da célula. 
 
Selecione as células A3:B3 
Clique na ferramenta Mesclar e centralizar células na 
barra de ferramentas. Faça a mesma coisa com os blocos 
C3:C4, D3:D4, E3:E4, A1:F1 e F3:F4. 
 
Limpar a formatação 
Não basta teclar <Delete>, pois quando pressionar esta tecla apenas o 
conteúdo da célula é apagado. Selecione toda a planilha. 
Clique no menu Formatar – Limpar formatação direta. 
Ou com o botão direito do mouse – Limpar formatação direta. 
 
Ferramenta pincel de estilo 
Serve para copiar a formatação para outras células da mesma planilha ou para 
outras planilhas. 
 
- Cor do plano de fundo 
- Cor da fonte 
- Negrito, itálico, sublinhado. 
- Bordas: 
• Selecione A1. 
• Acesse o menu Formatar – Células – aba Bordas. 
• Ou a ferramenta Bordas na barra de ferramentas 
 
Formatação automática 
Há situações em que você não tem tempo para gastar com a formatação. 
Para tornar os dados de formatação mais eficientes, o Calc inclui vários tipos 
de formatações automáticas. 
Quando uma autoformatação é aplicada toda formatação pré-existente é 
apagada. 
 
• Selecione A1:F11. 
• Clique no menu Formatar – Autoformatar 
 
225
 
 
 
 
 
Inserir uma anotação (comentário) 
 
As células podem conter observações de outros usuários ou lembretes que 
ficam ocultos, isto é, não são impressos. Uma célula contendo uma anotação 
apresenta um pequeno triângulo vermelho no canto superior direito. 
 
• Clique o botão direito do mouse na célula que conterá a anotação. 
• Selecione a opção Inserir anotação. 
• Digite o texto. 
• Clique fora da caixa de texto quando tiver terminado. 
 
Para visualizar a anotação, basta posicionar o ponteiro do mouse em cima do 
triângulo vermelho. 
 
 
 
 
Apagar a anotação 
• Clique com o botão direito do mouse na célula que contém a anotação. 
• Selecione a opção Excluir anotação. 
 
Atividade 
Elabore a seguinte planilha: 
Para que a anotação torne-se permanentemente visível, clique com o botão direito do mouse na célula 
que contém a anotação e escolha a opção Mostrar anotação. Esta opção é útil quando se deseja que 
as anotações fiquem visíveis na impressão da planilha. Para esconder novamente basta clicar o botão 
direito na célula da anotação e desmarcar a opção Mostrar anotação. 
226
 
 
 
 
 
 
 
• Calcule o estoque atual de cada produto: estoque anterior + compras – 
vendas. 
• Mesclar o conteúdo da célula A1:E1. 
• Mesclar o conteúdo da célula A3:A4. 
• Mesclar o conteúdo da célula B3:E3. 
• Centralizar os conteúdos das células B4:E4. 
• Aplique outras formatações como bordas, fontes, negrito. 
• Coloque na célula E7 o seguinte comentário: “Produto com maior 
estoque” 
• Grave a planilha com o nome de Eletrodomésticos. 
 
Elaboração de fórmulas 
 
Clique na aba Planilha2 e digite a seguinte planilha: 
 
 
 
Renomeie a Planilha2 para Junho-2011. 
 
227
 
 
 
 
 
Referência Relativa 
Quando se cola ou arrasta uma fórmula para uma nova célula, as referências 
de célula na fórmula se ajustam automaticamente em relação as suas novas 
localizações para calcularem a mesma fórmula com as informações das 
novas células. Esse ajuste automático chama-se endereço relativo, que 
poupa o trabalho de criar novas fórmulas para cada linha ou coluna em uma 
planilha. 
Exemplo: Quando a fórmula =C7*E7 na célula F7 é copiada para a célula 
F8, as referências de células são alteradas automaticamente para =C8*E8. 
No cálculo do Preço Total (coluna F), a fórmula elaborada para a célula F7 
deve ser a mesma para as linhas 8 a 13 desta coluna. 
 
Referência Absoluta 
Existem situações que exigem que a fórmula copiada mantenha fixa a(s) 
referência(s) de determinada(s) célula(s). 
Neste caso, é chamada de referência absoluta, que é identificada por um 
sinal de cifrão ($) à esquerda da referência de coluna ou linha. 
 
Para o cálculo do Novo Preço Unitário, elabore uma fórmula com o 
aumento de 8% do Preço Unitário, isto é, a célula D7 deverá conter 
=C7+C7*C3. E esta fórmula deverá ser copiada para as células D8:D13. 
Verifique que ocorreram erros nos cálculos na coluna Novo Preço Unitário 
devido à utilização de referência relativa, pois a célula C3, que contém o 
índice de aumento, deve permanecer fixa na fórmula. 
Para solucionar este problema, deve-se utilizar a referência absoluta, 
elaborando a fórmula 
=C7*C7*$C$3. 
Tecla de atalho para que a referência de célulase torne absoluta <shift+F4>. 
Cada vez que a tecla 
<F4> é pressionada, as coordenadas absolutas de célula são alteradas. 
Função SE( ) 
 
SE você for brasileiro te darei R$ 100,00; caso contrário, R$ 1,00. 
 
E aí? Quanto você ganhou? A maioria de vocês que está lendo isto agora 
228
 
 
 
 
 
ganhou R$ 100,00. 
Vou mudar a frase só um pouquinho: 
 
SE( for brasileiro; ganha R$ 100,00; se não, R$ 1,00.). Não 
mudou nada, né? Última mudança: 
SE(brasileiro; R$ 100,00; R$ 1,00.). Continua na mesma, só que bem 
simplificado, certo? 
 
Isto é a função SE(). Como você notou, começamos com uma frase normal 
e, no final, acabamos com uma função. 
 
Trocado em miúdos a coisa funciona assim: 
 
 
Vamos transformar isto na linguagem do Calc: 
 
=SE(A1+B1=4;"Ana";"Reynaldo") 
 
Agora vamos ler com as palavras “dele”: SE A1+B1 FOR IGUAL a 4; Escreva 
Ana; SE NÃO FOR=4 Escreva Reynaldo. 
 
Note que os nomes Ana e Reynaldo estão entre aspas. Isto é o mesmo que 
mandar o Calc escrever na célula o que estiver entre aspas. 
229
 
 
 
 
 
 
No intervalo D2:D6 some o Tempo total das voltas, na célula E2 digite a 
função que retorna se o maratonista atingiu ou não o Índice Olímpico. A 
célula E2 deverá ser copiada e colada nas células E3:E6. Das opções abaixo 
qual alternativa representa corretamente a fórmula digitada na célula E2? 
 
a) =SE(D2<=C$8;”SIM”;”NÃO”) 
b) =SE(D2<=C8;”SIM”;”NÃO”) 
c) =SE(D2<=$C8;”SIM”;”NÃO”) 
d) =SE(D2<>$C$8;”SIM”;”NÃO”) 
e) =SE(D2>=C$8;”SIM”;”NÃO”) 
 
SE aninhado 
 
Em um colégio queremos que o Calc lance ao lado das notas as 
expressões: Aprovado, Recuperação, Reprovado. 
 
 
Iremos colocar uma função SE() dentro de outra função SE() 
Ficará assim: 
230
 
 
 
 
 
=SE(E2>=7;"APROVADO";SE(E2>=6;"RECUP
ERAÇÃO";"REPROVADO")) 
Se a nota for maior ou igual a 7 a resposta será “Aprovado”, se não for, 
caímos na segunda função SE que também tem duas possibilidades – 
Recuperação ou Reprovado. 
 
Mínimo 
Para encontrar o menor valor de um intervalo de valores é utilizada a função 
mínimo. 
 
Máximo 
Para encontrar o maior valor de um intervalo de valores é utilizada a função 
máximo. 
 
 
 
 
 
 
 
=MÍNIMO(C5:C10) 
 
=MÁXIMO(C5:C10) 
 
 
Arred 
Arredonda um número na casa decimal desejada. Exemplos: 
=ARRED(1,89;1) retorna o número 1,9, ou seja, arredondou o número 
1,89 na primeira casa decimal. 
=ARRED(1,1459;2) retorna o número 1,15, ou seja, arredondou o número 
1,1459 na segunda casa decimal. 
Esta função é muito útil quando cálculos matemáticos serão realizados 
com base nos valores arredondados. 
 
 
 
Não pense que a função ARRED faz a mesma coisa que os botões Aumentar ou Diminuir Casas 
Decimais, pois usando esses botões, só a formatação da célula (aparência) é alterada mas o seu 
conteúdo permanece o mesmo, ou seja, o número inicial colocado na célula continua com o mesmo 
número de casas decimais do momento da sua inserção, podendo ocasionar diferenças nos cálculos 
matemáticos. 
231
 
 
 
 
 
Truncar 
Corta um número na casa decimal desejada, desprezando as casas 
decimais subseqüentes. Exemplos: 
=TRUNCAR(1,89;1) retorna o número 1,8, ou seja, truncou o número 
1,89 na primeira casa decimal. 
=TRUNCAR(1,1459;2) retorna o número 1,14, ou seja, truncou o 
número 1,1459 na segunda casa decimal. 
Esta função é muito útil quando cálculos matemáticos serão realizados 
com base nos valores truncados onde casas decimais deverão ser ignoradas. 
 
 
Digite a seguinte planilha: 
 
 
• Clique na célula C5, digite a seguinte fórmula: =ARRED(B5;1) 
• Copie essa fórmula para as células C6:C8 
• Clique na célula D5, digite a seguinte fórmula: =TRUNCAR(b5;1) 
• Copie essa fórmula para as células D6:D8 
• Clique na célula F5, digite a seguinte fórmula: =B5*E5 
• Copie essa fórmula para as células F6:F8 
• Clique na célula G5, digite a seguinte fórmula: =C5*E5 
• Copie essa fórmula para as células G6:G8 
• Clique na célula H5, digite a seguinte fórmula: =D5*E5 
• Copie essa fórmula para as 
células H6:H8 Atividades 
 
232
 
 
 
 
 
 
• Na coluna F calcule a média dos quatro valores das viagens de cada 
destino. 
• Na coluna G calcule o valor mínimo das viagens de cada destino. 
• Na coluna H calcule o valor máximo das viagens de cada destino. 
• Na coluna I se a média for maior que 1000 então “caro” senão “barato”. 
• Salve a planilha com o nome de Viagens. 
 
• Na coluna E calcule a média aritmética das notas de cada aluno nas três 
provas. 
• Na coluna F se a média do aluno for maior ou igual a 5 então 
“Aprovado” senão “Reprovado”. 
• Na coluna G se a média do aluno for maior ou igual a 5 então 
“Aprovado” senão se a média for menor que 3 então “Reprovado” 
senão “Recuperação”. 
• Na coluna H: 
o Se a média for maior ou igual a 9, conceito será “A”. 
o Se a média for maior ou igual a 7, conceito será “B”. 
o Se a média for maior ou igual a 5, conceito será “C”. 
o Se a média for maior ou igual a 3, conceito será “D”. 
o Se a média for menor que 3, conceito será “E”. 
• Na linha 13 calcule a média das notas de todos os alunos em cada uma 
das provas. 
• Na linha 14 calcule a menor nota de todos os alunos em cada uma das 
provas. 
• Na linha 15 calcule a maior nota de todos os alunos em cada uma das 
provas. 
• Grave a planilha com o nome de Notas Matemática. 
 
Funções Cont. 
Existem alguns tipos de funções Cont. no Calc, e elas tem objetivo de contar a 
quantidade dos itens contidos na planilha, estabelecendo critérios específicos 
233
 
 
 
 
 
para isso ou não. 
 
Cont.Valores() 
Calcula o número de células não vazias, ou seja, o número de células com 
dados em uma lista. 
 
Cont.Se() 
Calcula o número de células não vazias em um intervalo que corresponde a 
determinados critérios. 
 
 
 
 
 
 
234
 
 
 
 
 
Abra uma nova planilha e elabore o seguinte: 
• Formate a planilha. 
• Calcule: 
o Na coluna L o percentual de atividades entregue. Utilize a função 
CONT.SE para calcular a quantidade de OKs e divida pela 
quantidade total de tarefas a serem entregues. 
o Na coluna M a situação do aluno, ou seja, se o percentual de 
atividades entregue for maior ou igual a 70%, ele estará 
Aprovado, senão, o aluno estará Reprovado. 
o Na célula M22, utilizando a função CONT.VALORES 
encontre a quantidade de alunos matriculados. 
o Na célula M23, utilizando a função CONT.SE encontre a 
quantidade de alunos Aprovados. 
o Na célula M24, utilizando a função CONT.SE encontre a 
quantidade de alunos Reprovados. 
o Na célula M25 o percentual de 
alunos aprovados. 
• Grave a planilha com o nome de Atividades 
Entregues. 
 
235
 
 
 
 
 
=AGORA() 
Insere a data e a hora atuais na planilha. A data e a hora serão atualizadas 
sempre que a planilha for recalculada. 
Como o Calc utiliza a data do sistema operacional não é preciso indicar 
argumentos para a função 
AGORA. 
 
=HOJE() 
Insere somente a data na planilha. 
 
Gráficos 
Um gráfico é uma representação visual de dados selecionados em uma 
planilha, que quando bem elaborado ilustra tendências e destaca relações 
importantes entre os números. 
 
Crie a seguinte planilha calculando o total e a média de cada mês: 
 
 
Para analisarmos de maneira mais fácil os dados referentes às vendas das 
cestas, elabora-se um gráfico da seguinte forma: 
• Selecione a sequência de células que contém os dados que serão 
representados pelo gráfico. Em nosso exemplo, selecione o intervalo 
de células A4:E11. 
• Clique no botão Gráfico. 
• Ou no menu Inserir, opção Gráfico. 
• No passo 1 deve se escolher o tipo de gráfico desejado. 
• Clique em Próximo para seguir até o passo 4, então clique em Concluir. 
236
 
 
 
 
 
 
 
Pode-se mover ou alterar o tamanho de um gráfico incorporado depois de 
selecioná-lo, isto é, clicando sobre a área em branco do gráfico ele passa a 
ser delimitado por pequenos quadrados chamados alças. 
Escolha o tipo de gráficoadequado, existem vários tipos, você deve tomar 
muito cuidado na escolha do gráfico, de forma que represente os dados da 
forma mais direta e de simples compreensão. 
 
Digite a seguinte planilha, calcule o lucro em porcentagem e faça o gráfico 
de acordo com o modelo: 
237
 
 
 
 
 
 
 
 
O que se pode alterar 
Geralmente, interessa alterar no gráfico: 
 
1. Tipo 
- O contorno deve estar acinzentado, clicar em cima do gráfico com o botão 
direito do mouse 
- Clicar em "Tipo de gráfico" 
- Selecionar o novo tipo e a sua variante 
- Clicar em "Ok" 
 
2. Posição e Tamanho 
- selecionar o gráfico, clicar no Menu " Formatar" e em "Posição e Tamanho" 
ou 
- clicar em cima do gráfico com o botão direito do mouse 
- clicar em "Posição e Tamanho" 
- Abrir-se-á uma janela, que permite correções em Posição, Tamanho e, 
dependendo do tipo de gráfico escolhido, Rotação e Inclinar / Raio do 
ângulo 
- No final, clicar em "Ok" 
 
3. Intervalos dos dados 
- Vendo o contorno acinzentado, clicar em cima do gráfico com o botão direito 
do mouse 
- clicar em "Intervalos de dados" 
- Na aba "Intervalo de dados" 
- apontar onde estão os dados, 
238
 
 
 
 
 
- determinar se os dados estão em colunas ou linhas e 
- definir se primeira linha ou coluna são rótulos 
- Na aba "Série de dados" 
- definir onde foi digitado o nome da variável e onde estão os dados 
- no campo "Categorias" pode-se definir rótulos. 
 
4. Qualquer elemento 
Tudo no gráfico pode ser alterado: a posição, os títulos, a área ocupada etc. 
- Clicar em cima do que se deseja modificar com o botão direito do 
mouse (a área efetivamente ocupada pelo gráfico, título, eixos, escala, 
...) 
Notar que, dependendo do que tiver sido selecionado a janela pode conter 
diferentes abas: 
 
Guia Permite alterar 
Linha estilo, cor, largura e transparência da linha 
Contorno estilo, cor, largura e transparência de um retângulo que 
contorna o objeto Caracteres cores, tipo e tamanho das letras. 
Efeitos de fonte sublinhado, 
hachurado e relevo Escala permite 
estabelecer intervalos e 
Números categorias, casas decimais 
Rótulo exibição ou não, ordenamento e ângulo de giro 
 
 
Visualizar Página 
A visualização da impressão é uma apresentação em miniatura da planilha 
inteira, que mostra exatamente como ficará quando for impressa. É 
aconselhável que sempre seja feita a visualização prévia, para facilitar o 
trabalho e otimizar a utilização da impressora. 
Clique no botão Visualizar Página na barra de ferramentas. 
239
 
 
 
 
 
 
 
 
Configurar Página 
Para controlar e proporcionar uma aparência mais profissional às planilhas, 
o Calc oferece diversos recursos de configuração dos dados na página e de 
impressão. 
• A planilha Material de Escritório.ods, já criado anteriormente, será 
utilizado para verificar as opções de impressão. 
• Clique no menu Formatar, opção Página. 
• Em seguida, uma janela será aberta e nela será possível formatar o 
documento de acordo com as necessidades do usuário, podendo, entre 
outras, alterar o formato do papel, a largura, a altura, e a orientação, 
além de definir as margens, o alinhamento, cabeçalho, rodapé. 
 
240
 
 
 
 
 
 
 
 
Intervalo de impressão 
Pode definir o intervalo de células de uma folha de cálculo que deverá ser 
impresso. 
As células da folha que não fazem parte do intervalo de impressão definido 
não são impressas. 
 
Para definir um intervalo de impressão 
• Selecione as células que pretende imprimir. 
• Selecione Formatar - Intervalos de impressão - Definir. 
 
Para adicionar células a um intervalo de impressão 
• Selecione as células que pretende adicionar a um intervalo de impressão 
existente. 
• Selecione Formatar - Intervalos de Impressão - Adicionar. 
 
Para limpar um intervalo de impressão 
• Selecione Formatar - Intervalos de Impressão - Remover. 
 
 
Congelar linha ou coluna 
Sabe aquela planilha com 1000 linhas que está trabalhando e toda hora 
precisa subir ao início da tabela para ver qual é aquela coluna? Para resolver 
isso tem um jeito muito fácil e prático, que é congelar a linha ou coluna para 
que possa trabalhar sem ter ir ao início verificar a qual esta corresponde. 
 
1 - Abra a planilha (uma já existente); 
241
 
 
 
 
 
2 - Selecione uma linha ou coluna logo abaixo ou ao lado da 
que deseja congelar; 3 - Clique em Janela; 
4 - Selecione Congelar. 
 
Pronto, agora é só mover a planilha para baixo ou para o lado e verá que a 
coluna foi congelada. Para “descongelar” uma coluna ou linha clique em 
qualquer célula depois do congelado e clique no menu Janela, desmarque 
a opção Congelar. 
 
 
 
 
Filtro 
Possibilita selecionar valores e elementos diversos dentro da planilha, por 
meio de critérios estabelecidos. 
• Selecione a linha que contém os títulos. 
• Clique no menu Dados, opção Filtro. 
242
 
 
 
 
 
 
AutoFiltro 
Com esta opção, criam-se opções para seleção de dados no cabeçalho da 
planilha: 
243
 
 
 
 
 
 
 
 
Setas Drop-down são inseridas nos rótulos. Clicando sobre elas, pode-se 
escolher o critério de filtragem. 
No exemplo acima, podemos selecionar os materiais pelo Nome, Custo, Venda 
ou Lucro. 
 
Filtro Padrão 
• Selecione a área onde deseja utilizar o Filtro padrão. 
• Clique em Dados – Filtro – Filtro padrão. 
 
 
Inserindo figuras 
 
No Calc, é possível inserir figuras contidas na pasta Gallery ou em outra 
pasta qualquer que contenha imagens. Por exemplo, o logo do Instituto 
Federal no início de todas as planilhas. 
 
Como inserir uma 
figura: 
 
• Clique em 
Inserir. 
• Clique em Figura. 
244
 
 
 
 
 
• Clique na opção De um arquivo e 
escolha a imagem. Outra forma de inserir: 
• Clique no botão Galeria da Barra de Ferramentas. 
• Será então apresentada uma janela com os Temas das figuras. 
• Selecione o tema e a figura. 
• Clique na figura, mantenha o botão esquerdo do mouse pressionado 
e arraste ate a célula onde a figura será inserida. 
245
 
 
 
 
 
 
Atividade Complementar I 
 
 
- Elabore a planilha e salve como Salários. 
- Formate a planilha de modo a ficar parecida com a planilha 
proposta. 
- Calcule: 
- Na coluna C o valor do aumento salarial de cada 
cargo, sendo que esse aumento dependerá do valor do 
salário, ou seja: se o salário for maior ou igual a 5000 
então o aumento salarial será de 10% sobre o salário, 
senão se o salário for maior ou igual a 1000 e menor que 
5000, então o aumento salarial será de 15% sobre o 
salário e finalmente se o salário for menor que 1000, 
então o aumento salarial será de 20% sobre o salário. 
- Na coluna D o Novo Salário será o Salário mais o 
Aumento. 
246
 
 
 
 
 
- Renomeie Planilha1 para Cargos e Salários. 
- Elabore um gráfico que mostre os cargos e os novos 
salários. 
247
 
 
 
 
 
 
Atividade Complementar II 
 
- Salve a planilha como Locadora. 
- Formate a planilha. 
- Calcule: 
- Na coluna F a soma das quantidades locadas de todas as filiais para cada 
categoria. 
- Na linha 16 a soma das quantidades locadas de cada filial. 
- Na linha 17 a média das quantidades locadas de cada filial. 
- Na linha 18 a menor quantidade locada de cada filial. 
- Na linha 19 a maior quantidade locada de cada filial. 
- Na coluna G a média das quantidades locadas de cada categoria. 
- Na coluna H o total em dinheiro das fitas locadas por cada categoria, ou 
seja, a quantidade locada da categoria multiplicada pelo preço respectivo 
da locação, de acordo com a tabela de valores da locação (use a função 
SE). 
- Insira as seguintes anotações: 
- Na célula B16 “Maior total por Filial”. 
- Na célula F16 “Total Geral de Locações”. 
- Renomeie a Planilha1 para Locadora de Vídeos. 
- Faça um gráfico com as colunas Categoria e Total (Qtd). 
- Copie o gráfico para Planilha2 e renomeie para Gráfico. 
 
248
 
 
 
 
 
Correio Eletrônico - ThunderBird/Webmail: uso de correioeletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de 
arquivos 
Como enviar uma nova mensagem 
 
 
249
 
 
 
 
 
 
 
Como receber mensagens 
250
 
 
 
 
 
 
 
251
 
 
 
 
 
 
252
 
 
 
 
 
Como adicionar anexos a uma mensagem 
253
 
 
 
 
 
 
254
 
 
 
 
 
 
 
255
 
 
 
 
 
 
 
 
Ferramentas de Comunicações e Reuniões On-line: Microsoft Teams, Google 
Meet, Zoom, Skype, Google Hangout. 
256
 
 
 
 
 
Skype 
O Skype é uma das ferramentas mais conhecidas quando falamos sobre 
videoconferências e reuniões online. As chamadas podem reunir até 50 pessoas e 
não têm limite de tempo, sendo uma alternativa interessante para as empresas e 
permitindo encontros longos. 
As chamadas são feitas por meio do aplicativo, tanto para computador, celular ou 
tablet, ou diretamente no site. A maneira mais fácil de utilizar é criando uma conta 
no Outlook ou Gmail, por exemplo, mas também é possível acessar por meio de 
links diretos enviados para os participantes. 
O Skype, mesmo sendo uma opção mais antiga, não oferece apenas a chamada 
tradicional: também apresenta funcionalidades que facilitam outros processos 
importantes para a gestão remota. Por meio dele, é possível compartilhar fotos, 
vídeos, documentos e outros arquivos, possibilitando a troca de informações 
entre os profissionais de maneira rápida e eficiente. 
Outro recurso que é interessante para as empresas é a possibilidade de gravar as 
chamadas em vídeo, pois essa é uma forma de deixar registrado os apontamentos e 
recorrer ao material quando necessário. O compartilhamento de tela também facilita 
as reuniões, já que é possível apresentar gráficos e outros conteúdos em tempo real 
para todos os profissionais. 
Zoom 
O Zoom Meetings é um software que foi desenvolvido especialmente para o 
ambiente corporativo. O funcionamento desta ferramenta é simples, sendo 
necessário apenas criar a reunião e enviar um convite via e-mail ou link para quem 
desejar, sendo que não é preciso ter conta no site para acessar o vídeo. 
A versão gratuita permite reuniões com até 100 participantes e limite de 40 minutos 
por videoconferência. Existem diversas opções de pacotes pagos, em que é 
possível organizar reuniões com até 500 participantes e sem limite de tempo, 
permitindo que assuntos mais delicados e demorados sejam tratados com 
tranquilidade. 
O Zoom oferece diversas funcionalidades interessantes para a gestão remota, 
como chat para conversas em tempo real, transferência de arquivos, 
compartilhamento de tela e gravação das reuniões. 
Outro aspecto interessante é o controle de microfones, que facilita a organização da 
chamada, já que o gestor consegue administrar os áudios, evitando que barulhos e 
falas interrompam algum momento importante da reunião. 
257
 
 
 
 
 
Google Meet 
O Google Meet, anteriormente conhecido como Google Hangouts Meet, é a outra 
alternativa para videoconferências. Ele está disponível para todos os usuários do G 
Suite, sejam eles empresas ou outras organizações que contam com esse serviço. 
Mesmo sendo direcionado para o ambiente corporativo, qualquer pessoa que tem 
uma conta do Google consegue utilizar o recurso. 
Para usar a ferramenta, basta acessar qualquer navegador, sem a necessidade de 
instalar plug-ins ou aplicativos de desktop. Para quem prefere usar em dispositivos 
móveis, como smartphones, existem aplicativos para Android e iOS. 
A ferramenta oferece diversos pacotes, com diferentes possibilidades, de acordo 
com o investimento realizado. No básico, é possível reunir até 100 participantes, já 
nos planos avançados o tamanho aumenta para 250 ou 100.000 espectadores em 
uma transmissão ao vivo. 
Ele é uma opção que garante boa qualidade de imagem, dando mais nitidez para as 
reuniões. Também oferece funcionalidades diversificadas, como visualização de 
galeria, compartilhamento de tela e envio de arquivos. Além disso, ele permite 
salvar as reuniões no Google Drive. 
Microsoft Teams 
O Microsot Teams também colabora para a comunicação corporativa. No passado, 
essa ferramenta estava disponível para assinantes do Office 365, mas atualmente 
ela também oferece a possibilidade de criar videoconferências com até 250 
pessoas, além de armazenar 10 GB de arquivos por equipe e mais 2 GB por 
usuário. 
A principal vantagem do Teams está na possibilidade de edição colaborativa 
dos documentos do Microsoft Word, Excel, PowerPoint e OneNote. Essa é uma 
forma de engajar a equipe em trabalho remoto, contribuindo para resolver 
problemas e aumentar a produtividade. 
Ela também permite a conexão com diversos aplicativos externos, como Trello e 
Evernote, facilitando o cotidiano dos profissionais. Outro aspecto interessante é a 
possibilidade de gravar as reuniões e utilizar as informações dos encontros, tendo 
dados importantes para a continuidade dos trabalhos. 
Google Hangouts 
O Google Hangouts é uma ferramenta para fazer videoconferências. A plataforma de comunicação 
do Google é compatível com os principais navegadores do mercado, como Chrome, Safari e Firefox, e não 
requer a instalação de programas no computador. Com interface intuitiva e usabilidade simples, o Hangouts 
permite fazer reuniões online direto no browser em poucos cliques. 
258
 
 
 
 
 
O Hangouts é uma plataforma de comunicação que permite trocar mensagens online, efetuar 
ligações telefônicas e fazer videochamadas com até 25 pessoas. É preciso ter uma conta 
do Google para utilizar o serviço. Graças a essa integração, o Hangouts é capaz de importar 
toda a lista de contatos do usuário automaticamente, o que facilita o início das conversas. 
Hangouts Chat e Hangouts Meet 
 
Em 2017 o Google dividiu o Hangouts clássico em duas ferramentas: Hangouts Chat e 
Hangouts Meet. Ambas são voltadas para o ambiente corporativo e estão disponíveis apenas 
para assinantes do G Suite. No entanto, devido à pandemia do novo coronavírus, a gigante de 
buscas liberou o uso gratuito do Meet até 1º de julho. 
 
 
 
 
 
. Internet: Intranet, Extranet, Protocolo e Serviço, Sítios de Busca e 
Pesquisa na internet, nuvem e redes sociais 
O que é a Internet? 
Atualmente, a Internet já está muito presente no cotidiano de praticamente 
toda a sociedade, através dela podemos utilizar diversos recursos, como a 
transferência de conteúdos multimídia, ligações de vídeo, envio e recebimento 
de e-mails, dentre diversos outros. 
Mas, afinal, o que significa a palavra Internet? Seu nome tem origem inglesa, 
onde o termo inter significa “entre” e net significa “rede”, ou seja, trata-se 
de uma “comunicação entre redes”. 
De uma forma mais simples, podemos dizer que a Internet é uma rede que 
conecta computadores a nível global. Ela também pode ser considerada 
como o nome dado ao conjunto de tecnologias que permitem a definição, 
disponibilização e acesso a uma lista de serviços online. 
O que é a Intranet? 
A Intranet é uma rede de computadores semelhantes à internet, 
porém circunscrita aos limites internos de uma instituição. 
259
 
 
 
 
 
Ela é utilizada para comunicação interna da equipe de uma corporação, 
facilitando a comunicação e proporcionando maior agilidade nos processos e 
na interação entre os funcionários. Permite a partilha de informação, 
serviços ou a utilização de sistemas operativos dentro de uma mesma 
rede e é geralmente gerida pelos organizadores. 
Além disso, a Intranet oferece mais segurança por ser uma rede fechada. 
Mas, vale ressaltar que tanto os protocolos, quanto os programas da 
Intranet são idênticos aos utilizados na Internet. 
E o que é a Extranet? 
Já a Extranet, pode ser considerada uma rede de computadores constituída 
pela interligação de duas ou mais Intranets. Ela é uma rede utilizada por 
empresas ou outras instituições, que através da Internet, permite trocar 
informações com o público externo de maneira controlada e segura. 
A Extranet pode ser entendida como uma extensão da Intranet, ou seja,é a 
mesma rede usada na empresa que pode ser acessada por pessoas 
autorizadas de forma remota, a partir de outros locais. No ambiente 
empresarial, ela pode ser utilizada para manter o relacionamento com 
clientes, fornecedores e parceiros de negócios, por exemplo. 
O acesso à Extranet, pode ocorrer de duas formas: por meio de um acesso 
exigindo usuário e senha, para garantir a autenticidade do usuário, ou 
ainda, por uma rede privada virtual (VPN), que, em termos práticos, cria uma 
conexão segura via tunelamento entre o dispositivo fora da Intranet e a 
Intranet propriamente dita. 
Diferenças entre Internet, Intranet e Extranet 
Portanto, depois de entender o significado de cada uma delas, podemos 
destacar as suas principais diferenças. 
A Internet é a rede mundial de computadores, ela é pública e pode ser 
acessada por todos, bastando ter um aparelho com acesso à internet. 
A Intranet, por sua vez, é de uso restrito, pois apenas os funcionários da 
empresa terão credenciais para acessá-la. E a Extranet possui o mesmo 
modelo da Intranet, porém pode ser estendida para permitir o acesso 
restrito também a usuários externos de uma organização via Internet – 
em geral, parceiros, fornecedores e clientes. 
Na Intranet, o gerenciamento de rede é exclusivo da empresa (rede local, 
LAN), com servidores instalados na infraestrutura interna. Já na Extranet, a 
260
 
 
 
 
 
rede é gerenciada por todas as empresas que a compartilham, cada uma 
com seus respectivos servidores. 
Em relação à segurança, a Internet está sujeita a um maior número de 
riscos, por meio de vírus, espionagem e coleta de dados, por exemplo. 
Na Intranet estes riscos já são reduzidos, pois se trata de uma rede 
fechada, de uso interno. 
Em resumo, concluímos que: 
– A Internet é de uso público, não requer senhas ou códigos de acesso e é 
totalmente gratuita. 
– A Intranet é de uso privado e utilizada para agilizar a informação dentro 
dos diversos departamentos de uma empresa e entre os seus funcionários. 
– A Extranet é para uso semiprivado, na qual a empresa concede certos 
privilégios a usuários externos pelos serviços que oferece. 
Portanto, esta classificação especial de redes de computadores, 
especialmente a diferenciação entre os conceitos de Internet, Intranet e 
Extranet, pode ser muito útil para garantir alguns pontos na prova do seu 
concurso. 
Protocolo e Serviço 
O que é DHCP e para que serve? 
Protocolos de Serviços 
Ao falarmos sobre rede de computadores, podemos dizer que diversos recursos 
estão envolvidos neste processo. Entre eles, destaca-se o conhecido DHCP, 
assunto principal desta matéria do portal Dicas de Informática Básica, tratando-se 
de um protocolo que iniciou o seu trabalho na década de 30. Para mais detalhes 
sobre o que é DHCP, continue lendo este… 
 
O que é IRC? 
Protocolos de Serviços 
O IRC, do inglês Internet Relay Chat, é um protocolo de comunicação em tempo 
real utilizado basicamente como bate papo e troca de arquivos, e permite a 
conversa em grupo ou privada. Outros protocolo de comunicação em tempo real: 
RTP; SIC; VOIP; 
 
261
 
 
 
 
 
O que é SNMP? 
Protocolos de Serviços 
O protocolo SNMP, do inglês Simple Network Management Protocol – Protocolo 
Simples de Gerência de Rede, é um protocolo de gerência de redes TCP/IP, da 
camada de aplicação, e tem como objetivo facilitar o intercâmbio de informações, 
além de possibilitar aos administradores de rede gerenciar o desempenho da rede, 
encontrar e resolver seus eventuais problemas,… 
 
O que é Telnet? 
Protocolos de Serviços 
Telnet é um protocolo cliente-servidor usado para permitir a comunicação entre 
computadores ligados numa rede (ex: rede local / LAN / Internet), baseado em 
TCP. Telnet é um protocolo utilizado na comunicação entre computadores 
remotamente (à distância). Vem sendo usado gradualmente substituído pelo SSH, 
cujo conteúdo é criptografado antes de ser enviado. SSH é o protocolo… 
 
O que é FTP? 
Protocolos de Serviços 
O protocolo FTP, que vem da sigla File transfer protocol, significa Protocolo de 
Transferência de Arquivos. É uma forma bastante rápida e versátil de transferir 
arquivos. Os usuários normalmente utilizam este protocolo para disponibilizar 
arquivos para download para outros usuários, mas também pode ser usado para 
carregar páginas da Web para a criação de um site… 
 
 
O que é HTTPS? 
Protocolos de Serviços 
O protocolo HTTPS, do inglês HyperText Transfer Protocol Secure, é uma 
implementação do protocolo HTTP sobre uma camada SSL ou TLS. Essa camada 
adicional permite que as informações sejam transmitidas através de uma conexão 
segura (criptografada), verificando a autenticidade do servidor e do cliente através 
de certificados digitais. É um protocolo muito utilizado em sites… 
Quais são os principais tipos de protocolos de rede? 
262
 
 
 
 
 
Para que a comunicação entre computadores seja realizada corretamente, é necessário 
que ambos os computadores estejam configurados segundo os mesmos parâmetros e 
obedeçam aos mesmos padrões de comunicação. 
A rede é dividida em camadas, cada uma com uma função específica. Os diversos tipos 
de protocolos de rede variam de acordo com o tipo de serviço utilizado e a camada 
correspondente. Conheça a seguir as principais camadas e seus tipos de protocolos 
principais: 
• camada de aplicação: WWW, HTTP, SMTP, Telnet, FTP, SSH, NNTP, RDP, IRC, SNMP, 
POP3, IMAP, SIP, DNS, PING; 
• camada de transporte: TCP, UDP, RTP, DCCP, SCTP; 
• camada de rede: IPv4, IPv6, IPsec, ICMP; 
• camada de ligação física: Ethernet, Modem, PPP, FDDi. 
 
1. IP 
O protocolo IP, do termo em inglês Internet Protocol (Protocolo de Internet) faz parte 
da camada de internet e é um dos protocolos mais importantes da web. Ele permite a 
elaboração e transporte dos pacotes de dados, porém sem assegurar a sua entrega. 
O destinatário da mensagem é determinado por meio dos campos de endereço IP 
(endereço do computador), máscara de sub rede (determina parte do endereço que se 
refere à rede) e o campo gateway estreita por padrão (permite saber qual o computador 
de destino, caso não esteja localizado na rede local). 
 
2. TCP/IP 
Trata-se do acrônimo de dois protocolos combinados. São eles o TCP (Transmission 
Control Protocol — Protocolo de Controle de Transmissão) e IP (Internet Protocol 
— Protocolo de Internet). 
Juntos, são os responsáveis pela base de envio e recebimento de dados por toda a 
internet. Essa pilha de protocolos é dividida em 4 camadas: 
• aplicação: usada para enviar e receber dados de outros programas pela internet. 
Nessa camada estão os protocolos HTTP, FTP e SMTP; 
• transporte: responsável por transportar os arquivos dos pacotes recebidos da 
camada de aplicação. Eles são organizados e transformados em outros menores, que 
serão enviados à rede; 
263
 
 
 
 
 
• rede: os arquivos empacotados na camada de transporte são recebidos e anexados 
ao IP da máquina que envia e recebe os dados. Em seguida, eles são enviados pela 
internet; 
• interface: é a camada que executa o recebimento ou o envio de arquivos na web. 
 
3. HTTP/HTTPS 
O protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol — Protocolo de Transferência de 
Hipertexto) é usado para navegação em sites da internet. Funciona como uma conexão 
entre o cliente (browser) e o servidor (site ou domínio). 
O navegador envia um pedido de acesso a uma página, e o servidor retorna uma 
resposta de permissão de acesso. Junto com ela são enviados também os arquivos da 
página que o usuário deseja acessar. 
Já o HTTPS (Hyper Text Transfer Secure — Protocolo de Transferência de Hipertexto 
Seguro) funciona exatamente como o HTTP, porém, existe uma camada de proteção a 
mais. Isso significa que os sites que utilizam esse protocolo são de acesso seguro. 
O protocolo HTTPS é comumente usado por sites com sistemas de pagamentos. Esse 
tipo de site depende de proteção que garanta a integridadedos dados, informações de 
conta e cartão de créditos dos usuários. A segurança é feita por meio de uma 
certificação digital, que cria uma criptografia para impedir ameaças e ataques virtuais. 
 
4. FTP 
Significa Protocolo de Transferência de Arquivos (do inglês File Transfer Protocol). É a 
forma mais simples para transferir dados entre dois computadores utilizando a rede. 
O protocolo FTP funciona com dois tipos de conexão: a do cliente (computador que faz 
o pedido de conexão) e do servidor (computador que recebe o pedido de conexão e 
fornece o arquivo ou documento solicitado pelo cliente). 
O FTP é útil caso o usuário perca o acesso ao painel de controle do seu site. Assim 
sendo,essa ferramenta pode ser usada para realizar ajustes página, adicionar ou excluir 
arquivos, ou ainda solucionar qualquer outra questão no site. 
5. SFTP 
Simple Transfer Protocol (Protocolo de Transferência Simples de Arquivos) consiste no 
protocolo FTP acrescido de uma camada de proteção para arquivos transferidos. 
264
 
 
 
 
 
Nele, a troca de informações é feita por meio de pacotes com a tecnologia SSH (Secure 
Shell – Bloqueio de Segurança), que autenticam e protegem a conexão entre cliente e 
servidor. O usuário define quantos arquivos serão transmitidos simultaneamente e 
define um sistema de senhas para reforçar a segurança. 
 
6. SSH 
SSH (Secure Shell, já citado acima) é um dos protocolos específicos de segurança de 
troca de arquivos entre cliente e servidor. Funciona a partir de uma chave pública. Ela 
verifica e autentica se o servidor que o cliente deseja acessar é realmente legítimo. 
O usuário define um sistema de proteção para o site sem comprometer o seu 
desempenho. Ele fortifica a segurança do projeto e garante maior confiança e 
estabilidade na transferência de arquivos. 
 
7. SSL 
O protocolo SSL (Secure Sockets Layer — Camada de Portas de Segurança) permite a 
comunicação segura entre os lados cliente e servidor de uma aplicação web, por meio 
de uma confirmação da identidade de um servidor e a verificação do seu nível de 
confiança. 
Ele age como uma subcamada nos protocolos de comunicação na internet (TCP/IP). 
Funciona com a autenticação das partes envolvidas na troca de informações. 
A conexão SSL é sempre iniciada pelo cliente, que solicita conexão com um site seguro. 
O browser, então, solicita o envio do Certificado Digital e verifica se ele é confiável, 
válido, e se está relacionado ao site que fez o envio. Após a confirmação das 
informações, a chave pública é enviada e as mensagens podem ser trocadas. 
 
8. ICMP 
Sigla para Internet Control Message Protocol (Protocolo de Mensagens de Controle da 
Internet). Esse protocolo autoriza a criação de mensagens relativas ao IP, mensagens de 
erro e pacotes de teste. 
Ele permite gerenciar as informações relativas a erros nas máquinas conectadas. O 
protocolo IP não corrige esses erros, mas os mostra para os protocolos das camadas 
vizinhas. Por isso, o protocolo ICMP é usado pelos roteadores para assinalar um erro, 
chamado de Delivery Problem (Problema de Entrega). 
265
 
 
 
 
 
 
9. SMTP 
Protocolo para transferência de e-mail simples (Simple Mail Transfer Protocol) é 
comumente utilizado para transferir e-mails de um servidor para outro, em conexão 
ponto a ponto. 
As mensagens são capturadas e enviadas ao protocolo SMTP, que as encaminha aos 
destinatários finais em um processo automatizado e quase instantâneo. O usuário não 
tem autorização para realizar o download das mensagens no servidor. 
 
10. TELNET 
Protocolo de acesso remoto. É um protocolo padrão da Internet que permite obter uma 
interface de terminais e aplicações pela web. Fornece regras básicas para ligar um 
cliente a um intérprete de comando. 
Ele tem como base uma conexão TCP para enviar dados em formato ASCII codificados 
em 8 bits, entre os quais se intercalam sequências de controle Telnet. Assim, fornece um 
sistema orientado para a comunicação bidirecional e fácil de aplicar. 
 
11. POP3 
Acrônimo para Post Office Protocol 3 (Protocolo de Correios 3). É um protocolo utilizado 
para troca de mensagens eletrônicas. Funciona da seguinte forma: um servidor de email 
recebe e armazena mensagens. O cliente se autentica ao servidor da caixa postal para 
poder acessar e ler as mensagens. 
Assim, as mensagens armazenadas no servidor são transferidas em sequência para o 
computador do cliente. Quando, a conexão é encerrada as mensagens ainda são 
acessadas no modo offline. 
 
Sítios de Busca e Pesquisa na internet 
 
No Brasil os sítios (sites) de busca mais utilizados são o Google que detêm mais de 
90% do mercado e no segundo grupo bem lá atrás com média de 1% a 2% do 
mercado vem o Bing (Microsoft), Yahoo e Ask. 
 
266
 
 
 
 
 
Mas o que é um sítio (site) de busca? 
Hoje na internet tem bilhões de informações e os buscadores são sites especializados 
em buscar uma informação no meio de um universo enorme grande de informações. 
Nele você digita uma palavra ou uma combinação de palavras e ele buscará esta 
informação. 
Neste sites nós temos os mecanismos de busca (search engines) que são 
efetivamente os buscadores. 
PESQUISA NA INTERNET 
Este mecanismo de busca funciona da seguinte forma: 
Ele faz uma busca em todos os sites procurando as palavras chaves que você digitou. 
Por mais eficiente que seja ele não consegue ler a internet inteira. 
O buscador organiza tudo que encontrou levando em consideração a quantidade de 
links externos que acessaram determinada página, ou seja, quanto mais links melhor 
será seu posicionamento na busca. 
A busca também pode ser ainda mais específico através de filtros como por imagem, 
vídeo, notícias, shopping dentre outras. 
Basicamente todos nós utilizamos o Google para fazer pesquisas e abaixo coloquei 
duas observações que costuma cair em concursos. 
Colocar palavras entre aspas: 
Colocando entre aspas você localiza exatamente como esta escrita. 
Ex.: “o filho chorou a noite” só aparecerão os sites que as frases estão exatamente 
assim. 
Você pode colocar também palavras chaves entre aspas e colocar o sinal de mais(+) 
ou o de menos(-) 
Ex.: “Concurso PRF”-“ensino médio” ; Você excluirá da pesquisa o ensino médio 
“Concurso PRF”+“ensino médio” ; você incluirá também o ensino médio na pesquisa. 
267
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE CONCURSOS 
Ano: 2018 
Banca: CESPE Órgão: FUB 
Julgue o item seguinte, a respeito da versão mais atual do programa de navegação 
Chrome e dos mecanismos de busca avançada no Google. 
Em uma pesquisa por meio do Google, o uso da expressão “concurso fub” -“nível 
médio”, incluindo as aspas duplas, permite encontrar informações somente dos 
concursos de nível médio da FUB que estiverem disponíveis na Internet. 
Certo 
Errado 
RESPOSTA: ERRADO 
Especificar melhor a busca por imagem 
Você pode ser mais específico na busca por imagem selecionando por tamanho, cor, 
se ela tem direito autoral, tipo (se quer foto, desenho ou animação) e tempo 
(qualquer dia ou dia específico). 
Nuvem e redes sociais 
O que é computação em nuvem? 
 
• Resumindo, a computação em nuvem é o fornecimento de serviços de computação, 
incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e 
inteligência, pela Internet (“a nuvem”) para oferecer inovações mais rápidas, recursos 
flexíveis e economias de escala. Você normalmente paga apenas pelos serviços de nuvem 
que usa, ajudando a reduzir os custos operacionais, a executar sua infraestrutura com mais 
eficiência e a escalonar conforme as necessidades da sua empresa mudam. 
Principais benefícios da computação em nuvem 
A computação em nuvem é uma grande mudança na forma tradicional de 
pensamento adotada pelas empresas sobre os recursos de TI. Conheça seis motivos 
comuns pelos quais as organizações estão adotando os serviços de computação em 
nuvem: 
268
 
 
 
 
 
 
Custo 
• Moverpara a nuvem ajuda as empresas a otimizarem os custos de TI. Isso 
acontece porque a computação em nuvem elimina o gasto de capital com a 
compra de hardware e software, configuração e execução de data centers 
locais, incluindo racks de servidores, disponibilidade constante de eletricidade 
para energia e refrigeração, além de especialistas de TI para o gerenciamento 
da infraestrutura. Tudo isso contribui para o alto custo da computação. 
 
Velocidade 
• A maior parte dos serviços de computação em nuvem é fornecida por 
autosserviço e sob demanda, para que até grandes quantidades de recursos de 
computação possam ser provisionadas em minutos, normalmente com apenas 
alguns cliques, fornecendo às empresas muita flexibilidade e aliviando a 
pressão do planejamento de capacidade. 
Escala global 
• Os benefícios dos serviços de computação em nuvem incluem a capacidade de 
dimensionamento elástico. Em termos de nuvem, isso significa fornecer a 
quantidade adequada de recursos de TI (assim como potência de computação 
maior ou menor, armazenamento e largura de banda) sempre que necessário e 
na localização geográfica correta. 
Produtividade 
• Data centers locais normalmente exigem pilhas de equipamentos e 
implementações, tais como configuração de hardware, correção de software e 
outras tarefas demoradas de gerenciamento da TI. A computação em nuvem 
remove a necessidade de muitas destas tarefas, para que as equipes de TI 
possam investir seu tempo na obtenção de suas metas comerciais mais 
importantes. 
Desempenho 
• Os maiores serviços de computação em nuvem são executados em uma rede 
mundial de data centers seguros, que são atualizados regularmente com a mais 
recente geração de hardware de computação rápido e eficiente. Isso oferece 
269
 
 
 
 
 
diversos benefícios em um único data center corporativo, incluindo latência de 
rede reduzida para aplicativos e mais economia de escalonamento. 
 
Confiabilidade 
• A computação em nuvem facilita e reduz os custos de backup de 
dados, recuperação de desastre e continuidade dos negócios, já que os dados 
podem ser espelhados em diversos sites redundantes na rede do provedor de 
serviços de nuvem. 
 
Segurança 
• Muitos provedores em nuvem oferecem um amplo conjunto de políticas, 
tecnologias e controles que fortalecem sua postura geral de segurança, 
ajudando a proteger os dados, os aplicativos e a infraestrutura contra possíveis 
ameaças. 
Tipos de computação em nuvem 
Nem todas as nuvens são iguais e não há um tipo de computação em nuvem que seja ideal para 
todas as pessoas. Vários modelos, tipos e serviços diferentes evoluíram para ajudar a oferecer a 
solução certa para suas necessidades. 
Nuvem pública 
As nuvens públicas pertencem a provedores de serviços de nuvem terceirizados e 
são administradas por eles. Eles também fornecem recursos de computação, tais 
como servidores e armazenamento, pela Internet. O Microsoft Azure é um exemplo 
de nuvem pública. Com uma nuvem pública, todo o hardware, software e outras 
infraestruturas de suporte são de propriedade e gerenciadas pelo provedor de 
serviços de nuvem. Você acessa esses serviços e gerencia sua conta usando um 
navegador da Web. 
Nuvem privada 
Uma nuvem privada se refere aos recursos de computação em nuvem usados 
exclusivamente por uma única empresa ou organização. Uma nuvem privada pode 
estar localizada fisicamente no data center local da empresa. Algumas empresas 
também pagam provedores de serviços terceirizados para hospedar sua nuvem 
privada. Uma nuvem privada é aquela em que os serviços e a infraestrutura são 
mantidos em uma rede privada. 
270
 
 
 
 
 
Nuvem híbrida 
Nuvens híbridas combinam nuvens públicas e privadas ligadas por uma tecnologia 
que permite que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas. Permitindo 
que os dados e os aplicativos se movam entre nuvens privadas e públicas, uma 
nuvem híbrida oferece à sua empresa maior flexibilidade, mais opções de 
implantação e ajuda a otimizar sua infraestrutura, segurança e conformidade 
existentes. 
REDES SOCIAIS 
As redes sociais são espaços virtuais onde grupos de pessoas ou empresas se relacionam através 
do envio de mensagens, da partilha de conteúdos, entre outros. 
Atualmente existem diferentes redes sociais, cada uma com um propósito e um público-alvo 
específico. 
Para que servem as redes sociais? 
Há vários tipos de redes sociais, cada um com um objetivo diferente e públicos específicos. 
A grande diferença entre elas é o seu objetivo, os quais podem ser: 
• Estabelecer contatos pessoais, podendo ser relações de amizade e namoro. 
• Realizar networking, ou seja, compartilhar e buscar conhecimentos profissionais e procurar 
emprego ou preencher vagas. 
• Compartilhar e buscar imagens e vídeos. 
• Compartilhar e buscar informações sobre temas variados. 
• Divulgar produtos e serviços para compra e venda. 
• Jogar, entre outros. 
Rede 
social 
Característica 
Facebook Interação e expansão de contatos. 
YouTube Compartilhamento de vídeos. 
WhatsApp Envio de mensagens instantâneas e chamadas de voz. 
Instagram Compartilhamento de fotos e vídeos. 
Twitter 
Compartilhamento de pequenas publicações, as quais são conhecidas como 
“tweets”. 
Pinterest Compartilhamento de ideias de temas variados. 
Skype Chamada de voz e vídeo. 
LinkedIn Interação e expansão de contatos profissionais. 
271
 
 
 
 
 
Rede 
social 
Característica 
Badoo Relacionamentos amorosos. 
Snapchat Compartilhamento de vídeos curtos, tendo cada um o máximo de 10 segundos. 
Messenger Envio de mensagens instantâneas. 
Flickr Compartilhamento de imagens. 
Tumbrl Compartilhamento de pequenas publicações, semelhante ao Twitter. 
 
OBS: As redes sociais usam a computação em nuvem, ou seja, não é usado 
espaço de armazenamento do celular, computador ou tablet do usuário. 
O Facebook é a rede social mais utilizada no Brasil, inclusive por empresas que aproveitam para 
realizar estratégias de publicidade e marketing. Isso acontece devido ao grande alcance de usuários 
que a rede apresenta. 
O WhatsApp é considerado hoje um dos principais aplicativos destinados à comunicação e troca 
de mensagens e, assim como o Facebook, vem sendo utilizado para interação entre empresa e 
cliente. No mundo todo esta rede social já conta mais de 1,2 bilhões de usuários. 
O YouTube é uma plataforma de vídeos em que o usuário pode fazer comentários e interagir com 
outras pessoas, por isso também é considerada uma rede social. Tem um alcance muito alto de 
pessoas, pois permite assistir vídeos de música, aulas, acompanhar programas e diversas outras 
atividades. 
O Instagram vem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Apresentando diferentes recursos 
que permitem interação e diversão aos usuários, esta rede foi citada como a rede preferida pelos 
usuários. 
O Twitter foi uma rede social inovadora que teve um sucesso muito grande. Com o surgimento de 
outras redes sociais, e formato de interação, ele perdeu muitos usuários. 
O LinkedIn é a maior rede social com foco profissional, onde os usuários podem publicar 
informações relacionadas ao mercado de trabalho, oportunidades de emprego, divulgação de 
serviços e, principalmente networking. 
O Pinterest é uma rede social que publica conteúdo visual, independente do ramo, podendo ser 
de moda, arte, culinária, arquitetura, dentre outros. 
Vantagens e Desvantagens das redes sociais 
Existem várias vantagens em fazer parte de redes sociais e é principalmente por isso que elas 
tiveram um crescimento tão significativo ao longo do anos. Porém, é importante ficar atento aos 
perigos que ela pode oferecer. 
272
 
 
 
 
 
Veja no quadro a seguir as principais vantagens e desvantagens das redes sociais. 
Vantagens Desvantagens 
Aproxima as pessoas que vivem em locais 
diferentes, pois é uma maneira fácil de 
manter as relações e o contato. 
Falta de privacidade.Possibilita a interação em tempo real. 
Exige cuidado na divulgação de certos pormenores 
da vida de cada um. 
Facilita a relação com quem está mais perto, 
permitindo manter uma relação de 
proximidade sem se encontrar fisicamente. 
Crianças e adolescentes divulgam informações 
sobre a escola e locais que frequentam. 
Oferece uma forma rápida e eficaz de 
comunicar algo para um grande número de 
pessoas ao mesmo tempo. 
Pode causar dependência, pois em alguns casos as 
pessoas não conseguem se "desligar" das redes 
sociais, deixando coisas importantes por fazer. 
Permite avisar sobre um acontecimento, a 
preparação de uma manifestação ou a 
mobilização de um grupo para um protesto. 
Criação de perfil falso para postar comentários 
racistas, preconceituosos e racistas. 
Facilita a organização de eventos, enviando 
convites e solicitando a confirmação de 
presença. 
Facilidade de divulgação de notícias, fatos e 
imagens sem a verificação da fonte, podendo ser 
"fake news". 
 
Navegadores - Mozilla Firefox/Google Chrome – Internet: Navegação 
Internet, conceitos de URL, links, sites, busca e impressão de páginas 
Mozilla Firefox 
Inicialmente conhecido como Phoenix e, posteriormente, como Mozilla Firebird é 
um navegador livre e multi-plataforma desenvolvido pela Mozilla Foundation com 
ajuda de centenas de colaboradores. 
Mozilla Firefox é um dos melhores browsers no mercado, e é grátis. Devido aos 
métodos de desenvolvimento típicos do opensource, foi possível fazer um produto 
com uma velocidade impressionante e com menos problemas que outros programas 
desenvolvidos pelos métodos tradicionais. Mozilla Firefox tem uma série de 
capacidades únicas, e é de uma maneira geral, um bom produto. Através desta serie 
de artigos, tentarei apresentar-lhes Mozilla Firefox. 
 
273
 
 
 
 
 
Obviamente o primeiro que necessitam fazer é conseguir uma cópia grátis do 
Mozilla Firefox Browser. Podem localizar o programa Instalador do Firefox na 
página de descargas do Mozilla. Se forem á página 
http://mozilla.org/products/firefox/ ali encontrarão sempre a ultima versão 
disponível. Claro está, que eu recomendo que verifiquem nessa pagina que versão 
devem baixar, visto que embora Mozilla Firefox desenvolva novas versões a um 
ritmo acelerado, nem sempre é bem pensado buscar a ultima versão, como sucede 
aliás com muitos outros programas. :) Irei usar a versão Windows e esta série ira 
principalmente desenvolver-se em torno a questões do Windows. Descarguem o 
ficheiro e estarão prontos a começar. 
Características do Firefox 
Navegação com Separadores 
Veja mais do que uma página web numa única janela com esta funcionalidade que 
lhe poupa tempo. Abra links em segundo plano para que estes estejam prontos para 
serem lidos quando você estiver pronto para os ler. Descubra mais… 
Bloqueio de Popups 
Elimine os irritantes anúncios disparados em novas janelas com o bloqueador de 
popups do Firefox. 
Pesquisa Integrada 
A pesquisa no Google está embutida directamente na barra de ferramentas, 
juntamente com um conjunto de outras ferramentas de pesquisa incluindo palavras 
chave (escreva "dict " na Barra de Endereços), e a nova barra de pesquisa (que 
procura enquanto escreve, eliminando a irritante janela que só atrapalha). Descubra 
mais… 
Privacidade e Segurança 
Desenvolvido com a segurança em mente, o Firefox mantém o seu computador 
protegido de spyware malicioso não carregando controlos ActiveX nocivos. Um 
conjunto completo de ferramentas de privacidade mantém a sua actividade online 
privada. 
Marcadores Activos 
A integração com RSS permite-lhe ler as últimas manchetes e saber as últimas 
actualizações dos seus sites favoritos que forneçam este serviço. Descubra mais… 
274
 
 
 
 
 
Transferências sem Complicações 
Os ficheiros que transferir são automaticamente guardados no seu Ambiente de 
Trabalho para serem fáceis de encontrar. Menos perguntas significam 
transferências mais rápidas. 
Encaixa como uma Luva 
Simples e intuitivo, mas cheio de características, o Firefox tem todas as 
funcionalidades a que está habituado - Marcadores, Histórico, Ecrã Completo, 
Ampliação de Texto para permitir uma leitura fácil de páginas com texto pequeno, 
etc. 
S, M, L ou XL—Você Escolhe 
O Firefox é o navegador mais personalizável do planeta. Personalize as suas barras 
de ferramentas adicionando novos botões, instale novas Extensões que acrescentam 
funcionalidades, adicione novos Temas para navegar em estilo, e use o sistema de 
pesquisa adaptativo para pesquisar usando um número infinito de motores de busca. 
O Firefox é grande ou pequeno, à sua medida. 
A Instalação é um Instante 
Com um tamanho de apenas 4.5MB (Windows), o Firefox demora apenas alguns 
minutos a transferir através de uma ligação lenta e segundos através de uma ligação 
rápida. A instalação é rápida, e o novo sistema de Transição Fácil importa todas as 
suas definições - Favoritos, senhas e outros dados do Internet Explorer e outros 
navegadores - para poder começar a navegar imediatamente. 
O Melhor Amigo do Programador 
O Firefox traz consigo um conjunto padrão de ferramentas de desenvolvimento 
incluindo uma poderosa consola de erros/avisos JavaScript e CSS, e um Inspector 
de Documentos opcional que lhe oferece uma visão detalhada sobre as suas 
páginas. 
Navegação Privada ou Anônima no Firefox 
275
 
 
 
 
 
 
 
Tecla de atalho para navegação anônima ou privada: CTRL + SHIFT + P. 
Google Chrome 
276
 
 
 
 
 
O Google Chrome é um navegador da web que contém aplicativos de 
código aberto e foi desenvolvido pela empresa Google. 
Chrome significa “ interface gráfica do usuário ”, que se refere a um 
programa de computador que desenha em imagens e objetos gráficos 
para fornecer um ambiente visualmente simples para o usuário. Essa 
interface também é segura, fácil e rápida. 
O Google Chrome tem mais de 750 milhões de usuários e é considerado 
o primeiro navegador mais usado em todo o mundo. O segundo é o 
Mozilla Firefox e o Internet Explorer é o terceiro. 
Recursos do Google Chrome 
• Interface simples e funcional. O Google Chrome é caracterizado 
pela simplicidade de sua interface. Para os usuários é importante que 
o navegador seja simples e funcional, pois pretendem utilizá-lo como 
meio de acesso a informações específicas (sites). Em outras palavras, 
o navegador é apenas uma ferramenta e, como tal, deve ser fácil de 
usar. 
• Eficácia. O Google Chrome foi projetado para oferecer suporte aos 
complexos aplicativos da web de hoje e é altamente compatível com 
as linguagens de programação da web mais recentes. 
• Guias independentes. O Google Chrome permite navegar 
facilmente pelo uso de abas, e se houver dificuldade em alguma 
delas, não gera incidência ou modificação nas demais. 
• 
• Movimento dos cílios. Outro recurso do Google Chrome é que 
ele permite mover as guias de dentro para fora e vice-versa. Basta 
pegar uma aba com o cursor para movê-la para outro ponto da 
tela. 
• Suporta melhorias e atualizações. O Google Chrome está 
disponível para Windows, Mac e Linux , bem como suas atualizações 
e melhorias contínuas. O objetivo dessas melhorias é tornar o 
navegador mais rápido, mais estável e mais funcional. 
277
 
 
 
 
 
• Software gratuito e de código aberto. Isso significa que os 
usuários podem modificar, estudar ou alterar seu design através do 
código-fonte. O termo software livre se refere à liberdade filosófica 
do conteúdo para os usuários. Enquanto o termo código aberto dá 
mais ênfase às vantagens de seu modelo. 
• Modo incógnito. O Google Chrome tem o recurso de que, se o 
usuário quiser navegar anonimamente, ele pode fazê-lo. Desta forma, 
as pesquisas e o histórico não são registrados ou armazenados. Para 
isso, basta ativar o modo de navegação anônima a partir do menu, 
ou pressionando a tecla F4. 
• Navegação segura. O Google Chrome avisao usuário quando ele 
está prestes a entrar em um site potencialmente inseguro. 
• Marcadores instantâneos. Se houver um site que passe a ser do 
interesse do usuário, b> 
• Barra de pesquisa. A barra de pesquisa é uma das funcionalidades 
mais particulares do Google Chrome, pois permite realizar cálculos e 
estatísticas, bem como pesquisas no Google sem a necessidade de 
aceder ao site do motor de pesquisa. 
• Baixar. No Chrome, os downloads estão na parte inferior da tela. Eles 
também podem ser acessados clicando em “mostrar todos os 
downloads” no lado direito da barra de download. Isso aparece em 
uma guia separada para evitar a perda de informações das guias 
abertas. 
 
Navegação anônima ou privada no Google Chrome 
1. No computador, abra o Chrome. 
2. No canto superior direito, clique em Mais Nova janela anônima. 
3. Uma nova janela é aberta. No canto superior, verifique se o ícone de 
Navegação anônima é exibido. 
Também é possível usar um atalho de teclado para abrir uma janela anônima: 
• Windows, Linux ou Chrome OS: pressione Ctrl + Shift + n. 
Fechar o modo de navegação anônima para interromper a navegação privada 
O modo de navegação anônima é executado em uma janela separada das suas 
janelas normais do Chrome. 
278
 
 
 
 
 
Se você tiver uma janela anônima aberta e abrir outra, sua sessão de navegação 
privada continuará na nova janela. Para sair do modo de navegação anônima, 
feche todas as janelas anônimas. 
Se um número é exibido ao lado do ícone de navegação anônima no canto superior 
direito, isso significa que você tem mais de uma janela anônima aberta. Para fechar 
uma janela anônima: 
1. No computador, acesse a janela anônima. 
2. Feche a janela: 
• Windows ou Chrome OS: no canto superior direito, clique em 
Fechar . 
– Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, busca 
e impressão de páginas. 
Navegação na Internet 
 
Os principais navegadores da internet são: 
 Google Chrome que detém mais de 50% do mercado e depois no segundo pelotão 
vem embolado o Safari da Apple, internet Explorer & Edge da Microsoft, Firefox da 
Mozilla e Ópera da Ópera Software. 
Mas o que é um navegador? 
Um navegador de internet é um software que ajuda você usuário a acessar os 
conteúdos da internet. Por meio dele você acessa sites de notícias, ver blogs de 
conteúdos como a Central de Favoritos ou escuta música, ou seja, através dele você 
navega na internet. 
URL 
Tudo que é disponível na Web tem seu próprio endereço, chamado URL, ele facilita a 
navegação e possui características específicas como a falta de acentuação gráfica e 
palavras maiúsculas. Uma url possui o http (protocolo), www (World Wide Web), o 
nome da empresa que representa o site, .com (ex: se for um site governamental o 
final será .gov) e a sigla do país de origem daquele site (no Brasil é usado o BR). 
279
 
 
 
 
 
URL (Uniform Resource Locator) ou se traduzido para o português seria Localizador 
Padrão de Recursos. A URL é o endereço de algo que você procura na internet, 
podendo ser um arquivo como uma foto, ou mesmo o endereço de um site. 
https//centraldefavoritos.com.br 
A URL é formada por um protocolo de comunicação. O que é mais conhecido é o 
HTTP e HTTPS, mas têm vários e dentro outros o FTP que é usado para transferir 
arquivos para servidores. 
Muitas vezes a URL pode ficar muito grande e poderia dificultar o compartilhamento, 
por isso, existem ferramentas que encurtam eles para facilitar a divulgação. 
Ex.: TinyURL 
LINKS 
É uma ligação que é feita em uma imagem ou palavras indicando um caminho (URL) 
para você acessar outro endereço com a informação que esta procurando. 
Ex.: Você esta em uma página sobre café e tem uma frase escrita: “como fazer um 
café bem gostoso”. Ao clicar na frase você será redirecionado para a página (URL) 
que contém receitas de preparo de café. 
LINK QUEBRADO: Link quebrado é quando você clica em um link e não encontra o 
que queria (404 error). Isto acontece quando o site exclui ou altera o link original 
fazendo com que você não encontre mais o artigo antigo. 
Resumindo: LINK é a ligação entre as páginas, já a URL é o endereço da página. 
Sites 
É um local na Web (internet) 
É uma página ou um conjunto de várias páginas na internet que estão interligadas 
entre si. É um endereço, ou seja, um domínio. 
Centraldefavoritos.com.br é um site por que ele é um endereço (domínio) que 
contém várias páginas. 
280
 
 
 
 
 
Existem vários tipos de sites como: institucionais, de comércio, de 
armazenamento, de conteúdos, de busca e etc…. 
Busca 
No Brasil os sites de busca mais utilizados são o Google que detêm mais de 90% do 
mercado e no segundo grupo bem lá atrás com média de 1% a 2% do mercado vem 
o Bing (Microsoft), Yahoo e Ask. 
Mas o que é um site de busca? 
Hoje na internet tem bilhões de informações e os buscadores são sites especializados 
em buscar uma informação no meio de um universo enorme grande de informações. 
Nele você digita uma palavra ou uma combinação de palavras e ele buscará esta 
informação. 
Neste sites nós temos os mecanismos de busca (search engines) que são 
efetivamente os buscadores. 
impressão de páginas. 
Tem duas maneiras, clicando no lado direito do mouse e selecionar imprimir ou clicar 
nos três pontinhos e selecionar imprimir 
Na aba que abre para impressão você verá as páginas que serão impressas. Caso não 
queira imprimir todas, tem uma opção ao lado para selecionar o número de página 
da página que deseja imprimir. você tem também a opção de imprimir retrato ou 
paisagem, se que preto e branco ou colorido dentre outras opções. 
REDES SOCIAIS 
O que são redes sociais? Como surgiram? É o mesmo que "mídias sociais"? Como 
gerar resultados para minha empresa? Descubra isso e muito mais! 
Quais são os elementos que formam uma rede social? 
Já percebeu que a maioria das redes sociais conta com elementos comuns? 
Esteja você pensando em uma ou em outra, consegue perceber que existem 
itens que formam a base de uma rede social. 
281
 
 
 
 
 
Aqui listamos os 5 principais elementos: 
• Seu perfil público: seja de uma pessoa ou de uma marca, ele traz 
informações básicas sobre você, incluindo uma foto, uma pequena 
biografia e número de seguidores; 
• Amigos e seguidores: são as pessoas que você quer acompanhar e 
compartilhar conteúdo. Geralmente podem ver todas as postagens que 
você fizer e interagir por meio de comentários e curtidas; 
• Feed de publicações: a maioria tem algum tipo de página inicial que você 
vê quando faz login. Ela geralmente exibe um feed com atualizações de 
páginas que você segue e percorrer essa página permite que você fique 
por dentro das atividades, pensamentos e notícias que foram 
compartilhadas; 
• Curtidas, comentários e compartilhamentos: obter e dar feedback são 
elementos fundamentais das redes sociais. Para indicar que gostou de uma 
postagem, a maioria das redes tem algum tipo de botão de reação, uma 
área de comentários sobre ela e uma função de compartilhamento; 
• Hashtags: uma hashtag é uma palavra ou frase precedida pelo símbolo #, 
usada nos conteúdos compartilhados nas redes sociais para ajudar outras 
pessoas que possam estar interessadas nela a encontrá-la quando 
pesquisam pelo assunto ou pela própria hashtag específica. 
 
Qual a diferença entre Redes sociais e Mídias sociais? 
Muitas pessoas acreditam que redes sociais e mídias sociais são a mesma 
coisa e que os termos podem ser usados como sinônimos, o que não deixa 
de ser verdade. Mas também podemos fazer uma diferenciação que ajuda a 
entender o uso deles: 
• Mídia Social é o uso de tecnologias digitais para criar o diálogo entre 
pessoas. É um termo amplo, que abrange diferentes mídias, como vídeos, 
blogs e as próprias redes sociais. Para entender o conceito, podemos olhar 
para a mídia antes da existência da internet, usada em rádio, TV, jornais e 
revistas; 
• Rede Social, por sua vez,é uma estrutura social formada por pessoas e 
marcas que compartilham interesses similares e fazem uso de diferentes 
formatos de conteúdo. 
O propósito principal das redes sociais é o de conectar pessoas. Você 
preenche seu perfil e interage com as pessoas com base nos interesses que 
possui. Pode-se dizer que redes sociais são uma categoria das mídias 
sociais. 
282
 
 
 
 
 
Mídia social, por sua vez, quando se tornou disponível na internet, ela deixou 
de ser estática, passando a oferecer a possibilidade de interagir com outras 
pessoas. 
Outra maneira de diferenciá-las é pensando que as mídias sociais ajudam as 
pessoas a se juntarem por meio da tecnologia, enquanto as redes sociais 
melhoram essa conexão, já que as pessoas só se interligam em redes porque 
têm interesses comuns. 
 
Quais os tipos de redes sociais? 
Você pode achar que as redes sociais são todas iguais, mas não é bem assim. 
Na verdade, elas costumam ser divididas em diferentes tipos, de acordo com o objetivo 
dos usuários ao criarem um perfil. E uma mesma rede social pode ser de mais de um tipo. 
A classificação mais comum é: 
Rede social de relacionamento 
Você pode estar pensando: “ué, mas o propósito das redes sociais não é 
justamente o relacionamento?” De fato esse é o objetivo da maioria delas, 
mas há algumas que são especialmente focadas nisso. 
O caso mais conhecido é o Tinder, o app de relacionamento mais popular 
do mundo cujo propósito, pelo menos em sua concepção, era o de ajudar a 
conhecer pessoas novas. 
Mas podemos citar inúmeras outras redes, que inclusive também se 
encaixam nos outros tipos, como Instagram, Facebook e Twitter como 
redes de relacionamento. Lá cada usuário pode manter contato com os 
demais. 
Rede social de entretenimento 
Redes sociais de entretenimento são aquelas nas quais o objetivo principal 
não é se relacionar com as pessoas, e sim consumir conteúdo. 
O exemplo mais óbvio é o YouTube, a maior plataforma de distribuição de 
vídeos do mundo, em que o objetivo é publicar e assistir a vídeos. 
Mas a que está em destaque no momento é o TikTok, uma rede social 
focada no compartilhamento de vídeos de curta duração. A RD University 
recentemente lançou um curso gratuito que ensina a usar 
283
 
 
 
 
 
profissionalmente o TikTok e também o Instagram, com direito a 
certificado. 
Outro caso é o Pinterest, no qual as pessoas publicam e consomem 
imagens. 
Rede social profissional 
São aquelas em que os usuários têm como objetivo criar relacionamentos 
profissionais com outros usuários, divulgar projetos e conquistas 
profissionais, apresentar seu currículo e habilidades, conseguir indicações e 
empregos. 
O LinkedIn é a rede social profissional mais conhecida e utilizada, mas há 
outras que também conquistaram seu espaço, como a beBee, Xing e outras 
que são direcionadas para contratação de profissionais freelancer, como 
a GetNinjas. 
Além disso, outras redes que não são exclusivamente profissionais também 
têm sido utilizadas para esse fim: 
• No Facebook há diversos grupos em que os profissionais podem 
encontrar vagas e discutir temas relacionados ao seu nicho de trabalho; 
• No Twitter é possível encontrar perfis que trazem discussões relevantes 
no âmbito profissional; 
• O Instagram se tornou uma das principais redes quando falamos de 
relacionamentos profissionais. Hoje em dia é indispensável que os 
profissionais tenham um perfil na rede. Um ativo muito importante no 
Insta é o link na bio, que permite direcionar seus seguidores para 
páginas de vendas e de conversão. 
 
Rede social de nicho 
Redes sociais de nicho são aquelas voltadas para um público específico, seja 
uma categoria profissional ou pessoas que possuem um interesse específico 
em comum. 
Um dos casos mais emblemáticos é a TripAdvisor, em que os usuários 
atribuem notas a atrações relacionadas ao ramo gastronômico e turístico. 
Outro exemplo é a DeviantArt, comunidade em que artistas visuais 
promovem seus trabalhos. Há ainda a Goodreads, uma rede social para 
leitores, que podem fazer resenhas de livros e recomendá-los. 
284
 
 
 
 
 
WhatsApp 
O WhatsApp é a rede social de mensagens instantâneas mais popular 
entre os brasileiros. Ganhou até o “carinhoso” apelido de zap zap por parte 
da população. 
• Ano de fundação: 2009 
• Usuários no Brasil: 169 milhões 
Praticamente toda a população que tem um smartphone tem também o 
WhatsApp instalado. O app é um dos que são controlados pela Meta, 
empresa que deu origem ao Facebook. 
YouTube 
O YouTube é a principal rede social de vídeos online da atualidade, com 
mais de 500 milhões de vídeos visualizados diariamente. 
• Ano de fundação: 2005 
• Usuários no Brasil: 142 milhões 
Foi fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. O 
sucesso meteórico fez com que a plataforma fosse adquirida pelo Google 
no ano seguinte, em 2006, por 1,65 bilhão de dólares. 
Como as pessoas acessam o YouTube para pesquisar assuntos que 
querem assistir, ela também é reconhecida como uma ferramenta de busca 
– a 2ª mais relevante na verdade, só atrás do Google. 
Instagram 
O Instagram foi uma das primeiras redes sociais exclusivas para acesso 
mobile. É verdade que hoje é possível acompanhar as atualizações em 
desktop, mas o produto é todo voltado para ser usado no celular. 
• Ano de fundação: 2010 
• Usuários no Brasil: 113,5 milhões 
Em 2012, o aplicativo foi adquirido pelo Facebook (agora Meta) por nada 
menos que 1 bilhão de dólares. Originalmente, era uma rede social de 
compartilhamento de fotos entre usuários, com a possibilidade de aplicação 
de filtros. Hoje ela se expandiu e é vista como a principal rede para geração 
de negócios. Por isso é tão importante marcar presença por lá. 
285
 
 
 
 
 
O Instagram se tornou uma das melhores plataformas para criadores de 
conteúdo. De fato, as colaborações do Instagram estão em ascensão e o 
marketing de influenciadores vem crescendo ano a ano por lá. 
Facebook 
O Facebook ainda é, de longe a rede social, mais popular do planeta. 
Muitos consideram que foi a rede que ajudou a acelerar a popularização do 
uso das redes sociais. 
• Ano de fundação: 2004 
• Usuários no Brasil: 109 milhões 
Por muito tempo, essa era considerada a rede social mais versátil e 
completa. Um local para gerar negócios, conhecer pessoas, relacionar-se 
com amigos, informar-se, divertir-se, debater, entre outras coisas. 
Para empresas, é praticamente impossível não contar com o Facebook 
como aliado em uma estratégia de anúncios nas redes sociais. 
Hoje um dos focos da rede são seus grupos no Facebook. Encontrar esses 
grupos e se envolver pode ajudá-lo a fazer conexões com aqueles que 
podem querer colaborar com sua marca. 
Você sabia que pode fazer anúncios no Facebook diretamente pelo RD 
Station Marketing? É muito simples, conta com API oficial da Meta e ainda 
pode otimizar o seu orçamento de mídia paga, direcionando seus ads para 
quem realmente interessa. 
 
TikTok 
O TikTok é uma plataforma de mídia social de compartilhamento de vídeos 
vista de forma mais ampla. Na prática, é um espaço que mistura música, 
vídeos, conteúdo de comédia e de microblog que hoje podemos considerar 
como o aplicativo mais popular do mundo. 
• Ano de fundação: 2014 
• Usuários no Brasil: 82 milhões 
Não é uma plataforma fácil de entender à primeira vista e ainda é um 
território desconhecido para muitas pessoas com mais de 25 anos. Por ser 
extremamente popular entre a Geração Z, essa rede dá mostras do que 
significa crescer no mundo hiperconectado de hoje. 
286
 
 
 
 
 
Twitter 
É fato que o Twitter atingiu seu auge em meados de 2009 e de lá para cá 
se consolidou como uma importante ferramenta para os usuários e marcas, 
seja para compartilhar qualquer tipo de pensamento que vier na cabeça ou 
notícias — também é muito usado como canal oficial de marcas e 
personalidades. 
• Ano de fundação: 2006 
• Usuários no Brasil: 19 milhões 
Hoje o Twitter é utilizado principalmentecomo uma segunda tela pelo 
público, já que os usuários comentam e debatem o que estão assistindo na 
TV, postando comentários sobre noticiários, reality shows, jogos de futebol 
e outros programas. 
Além disso, os tópicos que aparecem nos trending topics ainda ditam várias 
discussões e pautam inclusive telejornais. 
Tecnologia da informação e segurança de dados 
 
A segurança de TI é um conjunto de estratégias de segurança digital que 
impede o acesso não autorizado a ativos corporativos, como 
computadores, redes e dados. Ela mantém a integridade e a 
confidencialidade de informações confidenciais, bloqueando o acesso de 
hackers experientes. 
O que é necessário para a segurança de TI? 
Conforme os hackers ficam mais experientes, a necessidade de proteger 
os ativos digitais e os dispositivos de rede fica ainda maior. Embora 
fornecer segurança de TI seja caro, uma violação significativa é muito mais 
custosa para a empresa. Grandes violações podem prejudicar a 
integridade de uma empresa de pequeno porte. Durante ou após o 
incidente, as equipes de segurança de TI seguem um plano de resposta a 
incidentes como uma ferramenta de gerenciamento de riscos para controlar 
a situação. 
Qual a diferença entre a segurança de TI e a segurança da informação 
(InfoSec)? 
Embora pareçam semelhantes, elas se referem a tipos diferentes de 
segurança. A segurança da informação se refere aos processos e às 
ferramentas projetados para proteger informações corporativas 
confidenciais de invasões. Enquanto a segurança de TI se refere à 
287
 
 
 
 
 
segurança de dados virtuais, por meio da segurança de rede do 
computador. 
Quais são as ameaças à segurança de TI? 
As ameaças à segurança de TI podem se apresentar de diversas maneiras. 
Uma ameaça comum é o malware, ou software mal-intencionado, que tem 
diversas formas de infectar dispositivos de rede, incluindo: 
• Ransomware 
• Spyware 
• Vírus 
Essas ameaças tornam ainda mais importante ter uma segurança confiável 
em vigor. Saiba mais sobre o malware para se manter protegido. 
Quais os benefícios da segurança de TI? 
A segurança de TI impede ameaças mal-intencionadas e possíveis 
violações de segurança que podem ter um grande impacto na empresa. Ao 
inserir a rede interna da empresa, a segurança de TI ajuda a garantir que 
apenas usuários autorizados possam acessar e alterar informações 
confidenciais contidas ali. A segurança de TI funciona para garantir a 
confidencialidade dos dados da empresa. 
Tipos de segurança de TI 
Segurança de rede 
A segurança de rede é usada para impedir que usuários não autorizados ou 
mal-intencionados entrem na rede. Isso garante que a usabilidade, a 
confiabilidade e a integridade não sejam comprometidas. Esse tipo de 
segurança é necessária para impedir que um hacker acesse os dados contidos 
na rede. Além disso, ela impede que o hacker afete negativamente a 
capacidade do usuário de acessar ou usar a rede. 
A segurança de rede tem se tornado cada vez mais desafiadora conforme as 
empresas aumentam o número de endpoints e migram os serviços para a 
nuvem pública. 
Segurança de Internet 
A segurança de Internet envolve a proteção das informações enviadas e 
recebidas em navegadores, além da segurança de rede que envolvem 
aplicações baseadas na Web. Estas proteções são projetadas para monitorar o 
tráfego de entrada da Internet por malware, além de tráfego indesejado. Essa 
proteção pode vir na forma de firewalls, antimalware e antispyware. 
288
 
 
 
 
 
Segurança de endpoint 
A segurança de endpoint fornece proteção no nível do dispositivo. Os 
dispositivos que podem ser protegidos pela segurança de endpoint incluem 
telefones celulares, tablets, laptops e computadores desktop. A segurança de 
endpoint impedirá que os dispositivos acessem redes mal-intencionadas que 
podem ser uma ameaça à empresa. A proteção contra malware avançada e o 
software de gerenciamento de dispositivos são exemplos de segurança de 
endpoint. 
Segurança na nuvem 
As aplicações, dados e identidades estão sendo movidos para a nuvem, o que 
significa que os usuários estão se conectando diretamente à Internet e que não 
estão protegidos pela pilha de segurança. A segurança da nuvem pode ajudar 
a proteger o uso de aplicações de software como um serviço (SaaS) e a nuvem 
pública. Um agente de segurança de acesso à nuvem (CASB), um gateway de 
Internet seguro (SIG), e um gerenciamento unificado de ameaças baseado em 
nuvem (UTM) podem ser usados para a segurança da nuvem. 
Segurança de aplicações 
Com a segurança de aplicações, as aplicações são codificadas no momento da 
criação para terem o máximo de segurança, de forma a ajudar a garantir que 
não sejam vulneráveis a ataques. Essa camada adicionada de segurança 
envolve analisar o código de uma aplicação e identificar as vulnerabilidades 
que podem existir no software. 
Segurança da Informação: Princípios de Segurança, 
Confidencialidade e Assinatura digital, Procedimentos de Segurança 
e Backup, Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls), 
Malwares, Ataques. 
 
Princípios da Segurança da Informação 
 • Confidencialidade: é a garantia de que os dados serão acessados apenas por 
usuários autorizados. Geralmente, restringe o acesso. 
 • Integridade: é a garantia de que a mensagem não foi alterada durante a 
transmissão, ou seja, é a garantia da exatidão e completeza da informação. 
• Disponibilidade: é a garantia de que um sistema estará disponível a qualquer 
momento para solicitações. 
• Autenticidade: é a garantia de que os dados fornecidos são verdadeiros ou de 
que o usuário é o usuário legítimo. 
289
 
 
 
 
 
• Conformidade (legalidade): a segurança da informação também deve assegurar 
que seus processos obedeçam às leis e normas. A junção de todos esses princípios 
gera a confiabilidade do sistema. 
Confidencialidade e Assinatura digital 
O que é Assinatura Digital 
A realidade do ser humano muda a todo momento, em todos os aspectos, 
principalmente com o avanço extremamente rápido da tecnologia. 
A globalização nos permitiu estarmos mais conectados, permitindo 
estabelecermos diversas relações através, unicamente, da internet. 
Hoje em dia, por exemplo, em vez da necessidade de realizar longas viagens 
para fechar e assinar um contrato, ou esperar por semanas o seu envio e 
recebimento pelo serviço postal, é possível formalizá-lo apenas com alguns 
cliques no computador ou celular. 
Porém, isso apenas é possível graças ao advento de uma importante 
ferramenta na Tecnologia da Informação, a Assinatura Digital. 
A Assinatura Digital é uma potente ferramenta que permite que pessoas 
possam assinar documentos digitalmente, não sendo necessário nenhum 
papel físico ou caneta, possuindo a mesma eficácia jurídica do que uma 
assinatura realizada fisicamente. 
Esse avanço permitiu a otimização do tempo dos envolvidos, não sendo mais 
necessário enfrentar gigantes filas em cartórios, ou realizar viagens apenas para 
coletar uma assinatura em um pedaço de papel. 
Mas como funciona a Assinatura Digital? 
Bom, primeiramente temos que saber que a assinatura digital garante 
a autenticidade e a irretratabilidade do emissor, além da integridade da 
mensagem. 
Esses são princípios da segurança da informação. De maneira resumida temos 
que a: 
Autenticidade: é o princípio que garante que o emissor de determinada 
informação seja realmente quem alega ser, assegurando que a mensagem 
290
 
 
 
 
 
recebida é realmente proveniente da fonte declarada. Em outras palavras, a 
autenticidade garante a identidade do remetente da informação. 
Integridade: é a propriedade que garante que, durante a transferência 
da mensagem, ela não seja alterada, violada ou corrompida, de modo a 
garantir que todas as características da mensagem 
original sejam mantidas durante a sua transmissão. 
Irretratabilidade: é a propriedade que garante a impossibilidade de o 
emissor negar a autoria de determinada mensagem ou transação.Caso queira se aprofundar nesses e em outros princípios da segurança da 
informação, acesse o nosso artigo do nosso blog sobre os Princípios da 
Segurança da Informação. 
Desse modo, para garantir a autenticidade, a assinatura digital utiliza do 
mecanismo de criptografia assimétrica. Já para garantir a integridade, é 
utilizado o algoritmo HASH. Vamos ver, de maneira simplificada, como 
funciona cada uma dessas ferramentas. 
Procedimentos de Segurança e Backup 
Backup é uma cópia de segurança que você faz em outro dispositivo de 
armazenamento como HD externo, armazenamento na nuvem ou pen drive por 
exemplo, para você não perder os dados originais de sua máquina devido a vírus, 
dados corrompidos ou outros motivos e assim conseguir restaurá-los (recuperá-los). 
Tipos de Backup 
 
Backups completos (normal): Cópias de todos os arquivos, independente de 
backups anteriores. Conforma a quantidade de dados ele pode ser é um backup 
demorado. Ele marca os arquivos copiados 
 
Backups incrementais: É uma cópia dos dados criados e alterados desde o último 
backup completo (normal) ou incremental, ou seja, cópia dos novos arquivos 
criados. Por ser mais rápidos e ocupar menos espaço no disco ele tem maior 
frequência de backup. Ele marca os arquivos copiados. 
291
 
 
 
 
 
Backups diferenciais: Da mesma forma que o backup incremental, o backup 
diferencial só copia arquivos criados ou alterados desde o último backup completo 
(normal), mas isso pode variar em diferentes programas de backup. Juntos, um 
backup completo e um backup diferencial incluem todos os arquivos no 
computador, alterados e inalterados. No entanto, a diferença deste para o 
incremental é que cada backup diferencial mapeia as modificações em relação ao 
último backup completo. Ele é mais seguro na manipulação de dados. Ele não marca 
os arquivos copiados. 
O becape dos dados que emprega uma combinação de becapes normal e 
incremental é um método mais rápido e requer menor espaço de armazenamento, 
em relação aos demais tipos de becape. Entretanto, por meio desse becape, a 
recuperação de arquivos pode tornar-se difícil e lenta, pois o conjunto de becape 
poderá estar armazenado em diversos discos ou fitas. 
Com a finalidade de substituir, de forma rápida, sistemas críticos de uma organização 
em caso de falha de disco, dispositivos de backup podem ser utilizados. Tal 
procedimento visa a manter a disponibilidade da informação. 
Devem ser feito testes constantes dos backups para evitar dados corrompidos ou 
outros problemas e ser tarde demais para recuperar. Estes testes do backup devem 
ser periódicos e logo após eles terem sido gerados. 
Não é necessário fazer backup de arquivos de sistema e aplicativos, pois eles são 
facilmente reinstalados. 
QUESTÃO DE CONCURSO 
 
QUESTÃO 1 
Ano: 2019 Banca: FADESP Órgão: DETRAN-PA (Procedimentos de backup) 
Com relação aos tipos de backup, analise as seguintes afirmativas. 
I. O backup completo faz a cópia de todos os arquivos destinados a ele, 
independente de versões anteriores ou de alterações nos arquivos desde o último 
backup. 
292
 
 
 
 
 
II. O backup incremental faz a cópia dos arquivos que foram alterados ou criados 
desde o último backup completo ou incremental. 
III. Da mesma forma que o backup incremental, o backup diferencial só copia 
arquivos criados ou alterados desde o último backup. No entanto, a diferença deste 
para o incremental é que cada backup diferencial mapeia as modificações em relação 
ao último backup completo. 
A sequência que expressa corretamente o julgamento das afirmativas é 
A) I – F; II – F; III – V. 
B) I – V; II – F; III – F. 
C) I – V; II – V; III – F. 
D) I – V; II – V; III – V. 
E) I – F; II – F; III – F. 
QUESTÃO 2 
Ano: 2019 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Maringá – PR 
Avalie os seguintes itens de I a IV, e assinale a alternativa que lista somente os itens 
que podem ser utilizados para fazer backup de um documento Word: 
I – CD 
II – Pen drive 
III – Armazenamento na nuvem 
IV – HD externo 
A) II, III, IV. 
B) I, II, IV. 
C) III, IV. 
D) I, II, III, IV. 
293
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 3 
Ano: 2019 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Uberaba – MG 
O(A) _____ é um mecanismo de segurança que permite a recuperação de dados 
perdidos por acidente. 
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna: 
A) Backup. 
B) Criptografia. 
C) Stand by. 
D) Top file. 
 
QUESTÃO 4 
Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Barão de 
Cocais – MG 
Sobre backup, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. 
( ) Arquivos de sistema e aplicativos são arquivos importantes para se ter em um 
backup. 
( ) Backups devem ser mantidos atualizados de acordo com a frequência com que os 
arquivos são alterados. 
( ) Backups devem ser testados periodicamente e logo após terem sido gerados. 
Assinale a sequência correta. 
A) V F F 
B) F F F 
294
 
 
 
 
 
C) F V V 
D) V V V 
QUESTÃO 5 
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: Prefeitura de Jataí – GO 
A respeito dos procedimentos de backup, assinale a alternativa correta. 
A Com o objetivo de verificar os processos de backup e estabelecer melhorias, se for 
o caso, é importante realizar testes periódicos de restauração. 
B Após a consolidação do backup, as mídias de backup devem ser armazenadas na 
mesma sala onde trabalha o administrador do sistema, pois é o local mais 
apropriado. 
C Ao se criar um procedimento de backup, o usuário não deverá se preocupar com o 
tempo de restauração das informações, mesmo se houver indisponibilidade de 
serviços que dependam da restauração, pois o backup é mais importante que a 
restauração. 
D As mídias de backup defeituosas ou inservíveis deverão ser encaminhas 
diretamente ao lixo. 
E Uma boa estratégia de backup não deve ser condizente com a natureza dos dados 
armazenados, mas sim com a capacidade das mídias disponíveis. 
RESPOSTAS 
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA D 
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA D 
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA A 
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA C 
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A 
 
295
 
 
 
 
 
Ferramentas de Segurança (antivírus e firewalls), Malwares, Ataques 
Antivírus e firewall são ferramentas de segurança da informação que se 
complementam para garantir a disponibilidade, confidencialidade e integridade da 
informação. Ao mesmo tempo, possuem diferenças que confundem os usuários, 
principalmente relacionadas à infraestrutura de TI em que atuam: o antivírus tem 
função para a segurança de endpoint e o firewall para segurança de rede. 
Neste post, vamos mostrar que, apesar de diferentes, eles exercem, juntos, a 
segurança da informação em uma empresa. Confira! 
O que são vulnerabilidades? 
A vulnerabilidade é um termo aplicado a possíveis falhas no sistema que o deixariam 
exposto à alguma ameaça. Podem ser originadas por ações humanas, como o ato de 
abrir um e-mail infectado, ou de cunho tecnológico que se dão devido a ineficácia da 
infraestrutura de segurança de TI. 
Isso acontece por meio de invasões de hackers, intrusão de arquivos maliciosos, 
falhas de armazenamento em dispositivos ou mídias, vazamento de dados, 
hardwares ou softwares defeituosos ou obsoletos. 
Quais as características do firewall? 
Um firewall pode ser considerado uma proteção dos recursos do computador contra 
ameaças externas: foi projetado para analisar e filtrar o tráfego, garantindo a sua 
segurança. 
Para isso, controla o IP de origem e de destino, porta de origem e de destino e flags 
de protocolo. Dessa forma, somente o tráfego autorizado por ele acessa o 
computador, sempre em conformidade com a política de segurança preestabelecida. 
Já o Next Generation Firewall: 
• realiza uma análise aprofundada do pacote por meio da avaliação de downloads 
(se contém algum tipo de ameaça, como um ransomware, ou minerador de 
bitcoin, por exemplo); 
• agrega função de IPS (Intrusion Prevention System)que avalia os pacotes de 
rede ou serviços de infraestrutura (RDP, Oracle, Tomcat, JBoss, SSH, Nginx, 
SQL, por exemplo); 
• prevê vazamentos de dados sensíveis (DLP) e filtra URLs para controlar o 
acesso a sites e downloads indesejados pela rede da empresa (plataformas de 
streaming, phising, pornografia e facebook, por exemplo), assim como 
aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram. 
Quais as características do antivírus? 
Antivírus é um software de segurança contra malwares e programas 
infectados provenientes da Internet, mídias óticas (DVD e Blu-ray) e rede interna da 
296
 
 
 
 
 
empresa, assim como de dispositivos em que houve a troca de dados, como 
pendrives, smartphones e players de música, por exemplo. Um antivírus tradicional 
realiza a seguinte sequência de ação no combate a esses arquivos: 
1. detecção — o software tem conhecimento do ataque e localiza o arquivo ou 
programa infectado; 
2. identificação — após essa detecção, reconhece o tipo de vírus; 
3. remoção — remove o arquivo infectado e todos os seus resquícios ou restaura 
o arquivo ou programa infectado por meio de um backup original sem infecção. 
A nova geração de antivírus (NGAV) é de fácil implantação, pode ser administrada 
em cloud, se baseia em assinatura heurística, adota uma visão centrada no sistema 
de segurança de endpoint, examina cada processo, detecta e bloqueia com 
algoritmos qualquer ferramenta ou técnica maliciosa de ataque cibernético. 
A NGAV realiza as seguintes ações para proteger as empresas: 
• previne malwares de commodity, desconhecidos e ataques sofisticados, 
avaliando o contexto de um ataque inteiro; 
• fornece visibilidade e contexto para buscar a raiz de um ataque cibernético; 
• corrige ataques (o tradicional somente interrompe o malware em massa). 
Quais as diferenças entre antivírus e firewall? 
Uma das diferenças entre antivírus e firewall está na infraestrutura em que eles 
atuam: o Firewall age na camada de rede, como uma barreira para o tráfego de 
entrada para o sistema, o que evita que ações maliciosas, como ciberataques, por 
exemplo, sejam executadas. 
Já o antivírus atua no endpoit, na proteção de PC, servidores, notebooks e 
dispositivos móveis contra as mesmas vulnerabilidades, como os ataques de 
malwares, ransomwares, alterações e roubo de informação, por exemplo. 
Relacionado ao tráfego de dados, o firewall, realiza uma inspeção de tudo que circula 
entre a Internet e o computador. Em contrapartida, o antivírus realiza a busca por 
meio de uma detecção, programada ou em tempo real, que examina os pontos críticos 
do sistema (memória, registros e arquivos) e identifica aqueles infectados para 
realizar sua remoção. 
Com um firewall, o acesso ao computador precisa ser autorizado com os requisitos 
de segurança já determinados. No entanto, um vírus também pode entrar no sistema 
por meio de um download feito no e-mail, um link de spam, apenas um clique 
despretensioso ou por entradas de CD ou USB. 
Uma vez que o vírus tenha acesso ao sistema, o papel de um antivírus começa por 
meio de uma varredura que o detecta e evita que ele se espalhe ainda mais, 
excluindo-o ou isolando o arquivo que o contém — o que não pode ser efetivado pelo 
firewall, que só interrompe o vírus em sua entrada no sistema. 
Antivírus e firewall: qual dos dois é recomendado? 
297
 
 
 
 
 
Apesar de serem eficientes, têm suas limitações: o firewall não garante uma 
proteção do sistema e para garantir a segurança da informação, é necessário 
estabelecer uma política de segurança eficiente, com a implantação de antivírus e 
firewall realmente eficientes. Além disso, é preciso determinar algumas diretrizes que 
devem ser seguidas em todos os setores da empresa, por meio da adaptação da 
cultura organizacional e monitoramento rígido. 
Nesse sentido, ainda: 
• certifique-se de atualizar senhas constantemente; 
• realize o treinamento e conscientização dos seus colaboradores com 
frequências mínimas; 
• criptografe dados disponibilizados em nuvem; 
• gerencie as permissões de acesso ao sistema; 
• atualize-se quanto ao surgimento de novas ferramentas de proteção; 
• realize o controle do fluxo de dispositivos não pertencentes à empresa no 
ambiente organizacional; 
• otimize sua infraestrutura de TI; 
• elabore um plano contingencial. 
Com essas ações, além do pleno funcionamento do antivírus e firewall, a segurança 
da informação da empresa se garante por meio da possibilidade do aprimoramento 
da postura de segurança de toda a organização, maior facilidade na identificação e 
correção de possíveis ameaças. 
O que significa malware? 
A palavra 'malware' é uma contração da expressão em inglês ‘malicious software’ 
(software malicioso). O malware é um software intrusivo que foi intencionalmente 
concebido para causar danos a computadores e sistemas de informática. Em 
contraste, software que causa danos involuntários é geralmente referido como um 
bug de software. 
As pessoas às vezes perguntam sobre a diferença entre um vírus e um malware. A 
diferença é que o malware é um termo abrangente para uma série de ameaças 
online, incluindo vírus, spyware, adware, ransomware e outros tipos de softwares 
nocivos. Um vírus de computador é simplesmente um tipo de malware. 
O malware pode ser introduzido a uma rede através de phishing, anexos maliciosos, 
downloads maliciosos, engenharia socialou dispositivos de memória flash. Nesta 
visão geral, nós olhamos para tipos comuns de malware. 
 
Como é que o malware se espalha? 
As formas mais comuns de propagação de ameaças de malware incluem: 
• E-mail: Se o seu e-mail tiver sido invadido, o malware pode forçar o seu computador 
a enviar e-mails com anexos infectados ou links para sites maliciosos. Quando um 
destinatário abre o anexo ou clica no link, o malware é instalado no seu computador 
e o ciclo se repete. 
298
 
 
 
 
 
• Meios físicos: Os hackers podem carregar malware em dispositivos de memória 
flash USB e esperar que as vítimas inocentes os conectem aos seus computadores. 
Esta técnica é frequentemente utilizada na espionagem corporativa. 
• Alertas pop-up: Isto inclui alertas falsos de segurança que o enganam para 
descarregar software de segurança falso, que em alguns casos pode ser malware 
adicional. 
• "Vulnerabilidades” Um defeito de segurança no software pode permitir que o 
malware obtenha acesso não autorizado ao computador, hardware ou rede. 
• Backdoors: Uma abertura intencional ou não intencional em software, hardware, 
redes ou segurança do sistema. 
• Downloads de drive-by: Download involuntário de software com ou sem 
conhecimento do usuário final. 
• Escalada de privilégios: Uma situação em que um criminoso obtém um acesso 
gradual a um computador ou rede e depois o usa para lançar um ataque. 
• Homogeneidade: Se todos os sistemas estiverem rodando o mesmo sistema 
operacional e conectados à mesma rede, o risco de um worm de sucesso se 
espalhar para outros computadores é aumentado. 
• Ameaças combinadas: Pacotes de malware que combinam características de 
vários tipos de malware, tornando-os mais difíceis de detectar e parar porque podem 
explorar diferentes vulnerabilidades. 
Sinais de uma infecção por malware 
Se você notou alguma das seguintes situações, você pode ter malware no seu 
dispositivo: 
• Um computador lento, que trava ou congela 
• A famigerada "tela azul da morte" 
• Programas que se abrem e fecham automaticamente ou se alteram sozinhos 
• Falta de espaço de armazenamento 
• Aumento de pop-ups, barras de ferramentas e outros programas indesejados 
• E-mails e mensagens enviadas sem que você as inicie 
 
Extensão e Arquivos 
 
A extensão de arquivo é necessária para diferenciar os formatos e funções de arquivos 
em seu computador. Cada uma delas apresenta características diferentes, bem como 
funcionalidades. Sendo assim, é preciso que cada uma delas possua um programa que 
consiga reproduzir o conteúdo ali contido. 
Texto, som, imagem, slides,planilhas e vídeos são os arquivos mais comuns. No 
entanto, quem nunca se deparou com uma mensagem de “formato não suportado”? É 
preciso ter atenção aos tipos de programas em nossos computadores para que 
funcionem corretamente. Do contrário, não poderemos executá-los. 
299
 
 
 
 
 
É exatamente por isso que precisamos de extensões de arquivos. Por meio delas, 
conseguimos executar qualquer tipo de programa sem maiores problemas. Sendo 
assim, o ideal é conhecer as mais importantes e saber como executá-las ou reproduzí-
las. Dessa forma, na hora de usar um arquivo, não encontraremos nenhuma barreira. 
O que é uma extensão de arquivo e para que serve? 
Uma extensão de arquivo nada mais é do que um sufixo capaz de nomear um 
formato e função próprios. Dessa forma, cada uma dessas extensões possui um 
funcionamento diferente. Suas características individuais também precisam ser 
levadas em consideração no momento de uso. Para isso, um software é necessário 
para executá-la. 
Uma das extensões mais conhecidas é a do arquivo EXE. É por meio dela 
que podemos saber que um arquivo poderá, ou não, ser executado. Assim, 
várias possibilidades serão oferecidas à pessoa usuária. Você tem a opção de instalar 
o programa ou, também, um vírus. Os cuidados devem ser redobrados no momento 
de selecionar um determinado arquivo. 
De uma maneira geral, a extensão de arquivo tem como principal finalidade executar, 
adequadamente, algum programa. Não é possível executar um arquivo de vídeo em 
uma extensão de foto, por exemplo. Sendo assim, cada uma deve receber os 
parâmetros que são necessários para um bom funcionamento. 
 
 
Quais as características das extensões de arquivos? 
Com o trabalho híbrido, acabou se tornando necessário saber como usar o 
computador. Dessa maneira, alterar os arquivos é mais do que necessário para uma 
boa execução. Existem algumas características comuns às extensões. No entanto, as 
principais são: 
• Dentro do Windows, sistema operacional popular, as extensões possuem 3 
caracteres. Ainda assim, é possível encontrá-las com 1, 2 ou, em raros casos, 4 
caracteres; 
• Todas as extensões de arquivos começam com um ponto final; 
• A extensão do arquivo sempre aparecerá no final de seu nome; 
• O nome de um arquivo deverá estar dividido em duas partes: nome + extensão. 
Levando em consideração essas características, fica fácil identificar com qual tipo de 
extensão estamos lidando. Assim, na hora de executar um programa, poderemos 
saber se há alguma colisão de formato. 
300
 
 
 
 
 
Quais as principais extensões de arquivo? 
Assim como já mencionado, a extensão de arquivo é de extrema importância. É por 
meio dela que há a possibilidade de reprodução de um determinado 
documento, música, foto ou outros. Dessa maneira, para não acabar confundindo 
o que está armazenado no seu computador, confira as principais extensões. 
Vídeo 
As principais extensões de arquivo de vídeo são: 
• AVI: Significa “Audio Video interleave”. O formato foi criado por intermédio 
da Microsoft combinando vídeo e áudio em um mesmo lugar. Sua capacidade de 
reprodução é vasta. 
• MOV: O formato dessa extensão está voltado para o aplicativo QuickTime. Sendo 
assim, acaba sendo utilizado em computadores da empresa Apple. 
• MPEG: Talvez esta seja a extensão mais conhecida. São diversas taxas de qualidade 
apresentadas no formato, podendo ir da maior resolução à mais simples. 
• RMVB: Esta extensão é capaz de definir formatos de vídeo voltados para o Real Player. 
A qualidade é boa, principalmente se colocada lado a lado com os tamanhos dos 
arquivos. 
• MKV: A sigla é responsável por dar nome aos vídeos da Matroska. A qualidade de vídeo 
e áudio surpreende e pode ser usada em variados softwares. 
Áudio 
Dentre as principais extensões de áudio, temos: 
• AAC: A sigla denomina uma codificação mais avançada relacionada ao áudio. Sua 
criadora é a Apple, que visa concorrer com o WMA e o MP3. 
• WMA: A extensão se parece muito com o MP3. Quando as músicas do CD são passadas 
para o computador, o arquivo ganha esta extensão. 
• MP3: A mais popular dentre todas as outras. Ela tem ampla utilização e codifica álbuns 
inteiros. Capaz de reduzir um arquivo em até 90% do seu tamanho original. 
• AC3: Responsável pelo formato Dolby Digital. Esta extensão é muito utilizada em filmes 
de DVD e cinema. Suas frequências de áudio são bem divididas. 
• WAV: Formato mais comum para armazenamento de áudio. Serve, unicamente, para 
tocar em players ou em algum som comum. 
• OGG: Este é o formato menos conhecido, sendo o oposto do MP3. Ele é mais usado 
para streaming, transmitindo dados da internet direto para o seu PC. 
Imagem 
Na categoria de extensão de arquivo de imagem, temos: 
• GIF: Muitas pessoas conhecem esta extensão. Ela é responsável por criar imagens 
animadas, como pequenos vídeos, sem som, que se repetem. 
301
 
 
 
 
 
• BMP: Este é o formato menos conhecido dentre todos os outros. A ilustração do arquivo 
é mostrada de forma mais real, sem qualquer perda ou compressão. 
• JPEG: Também muito popular entre as pessoas usuárias. Capaz de comprimir imagens, 
removendo um pouco da qualidade original. 
• PNG: Esta extensão de imagem possui maior qualidade. É capaz de suportar arquivos 
maiores e apresentar uma maior variedade de cores. 
Além dessas mencionadas anteriormente, há outras extensões de imagem. No 
entanto, elas se referem aos seus respectivos programas. Algumas que podem 
ser mencionadas são a AI (Adobe Illustrator) e CRD (Corel). 
Documentos 
Dentre as extensões de documentos, as principais são: 
• TXT: Arquivo simples para criação de texto a partir do bloco de notas do Windows. Seu 
formato é leve e é executado em qualquer sistema operacional. 
• XLS: A extensão se parece muito com a do Word, mas é utilizada para arquivos 
do Excel. Ou seja: ela armazena planilhas. 
• PDF: O formato foi criado pela Adobe e fez muito sucesso. Na atualidade, é visto como 
um dos padrões mais necessários. Ele pode ser executado pelo Adobe Reader. 
• PPT: O PPT é utilizado, unicamente, para o Microsoft Powerpoint. O aplicativo oferece a 
possibilidade de realizar apresentações em formato de slide. 
• DOC: Talvez seja a extensão de documento mais popular. Por meio dela, é possível 
executar arquivos do Word. Atualmente, a extensão se chama DOCX. 
Compactadores 
Os compactadores são aplicativos capazes de reduzir o formato de um 
determinado arquivo. Além disso, eles se responsabilizam por unir, em um mesmo 
local, mais de um arquivo. Na extensão de arquivo, temos como principais: 
• RAR: O RAR pode ser visto como o segundo formato mais buscado. O Winrar é o 
programa responsável por sua execução. Também oferece suporte para arquivos ZIP. 
• ZIP: O ZIP é uma extensão do aplicativo Winzip. O programa é um verdadeiro pioneiro 
e se mostra extremamente útil na compactação. 
• 7z: O 7z é menos popular e foi criado pelo 7-ZIP. Por meio da extensão, é possível 
visualizar, corretamente, os arquivos que foram compactados a partir dele. A taxa de 
qualidade é bastante alta. 
302
Processos de ensino e aprendizagem: conceituação apropriação e elaboração 
de conceitos científicos, procedimentos metodológicos e teoria da atividade 
O processo de aprendizagem com a BNCC Educação Infantil 
 
A implementação da BNCC Educação Infantil com os campos de experiência 
tem por objetivo estimular um aprendizado com foco na autonomia e 
comunicação da criança. 
O processo de aprendizagem nessa etapa da Educação Básica busca 
enfatizar um completo desenvolvimento da criança. 
Há uma centralização maior do aprendizado no aluno, visando à construção 
da sua autonomia, comunicação e criatividade. 
Os objetivos pedagógicos trazem um estímulo ao diálogo e interação do 
aluno com o ambiente escolar. Assim, as atividades Educação Infantil 
buscam criar uma independência e atuação constante da criança em seu 
aprendizado. 
O Papel doProfessor no Ensino Infantil 
Destaca-se também o papel do professor ao longo do Ensino Infantil. Com 
as diretrizes da BNCC, o educador tem o papel de construir um vínculo 
completo entre o aluno e o ambiente. 
É este vínculo o responsável por auxiliar o aluno a aprender por meio dos 
campos de experiência. Dessa forma, o professor atua como orientador, e 
não apenas educador, mostrando para a criança o melhor caminho para a 
construção do seu aprendizado. 
Isso acontece para garantir que a aprendizagem e o desenvolvimento do 
estudante ocorram de forma completa por meio de múltiplas linguagens e 
abordagens. 
Educação Infantil: os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
Outro fator que se destaca na BNCC Educação Infantil, além dos campos de 
experiência, são os direitos de aprendizagem por ela proposta. 
Tais direitos trazem em sua base objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento que devem ser propostos em sala de aula, os quais têm 
por intuito aprimorar capacidades intelectuais, sociais, físicas e culturais. 
303
Para garantir a completa construção do conhecimento no ambiente escolar, 
a Base Nacional Comum Curricular destaca como objetivos de 
aprendizagem os seguintes direitos: 
– Conviver; 
– Brincar; 
– Participar; 
– Explorar; 
– Expressar; 
– Se conhecer. 
O processo de aprendizagem e as habilidades adquiridas na educação infantil 
– Desenvolvimento afetivo e social 
Durante a infância começamos a criar nossas maneiras de interagir com as 
pessoas que fazem parte do nosso contexto. Desde bebês já podemos estabelecer 
essa habilidade, pelo simples fato de levantarmos nossas mãozinhas para as 
pessoas ou sorrirmos. 
Quando maior, a criança entende que deve compartilhar objetos (embora sua 
cognição não esteja tão avançada ainda), ceder lugar para o amiguinho entrar na 
brincadeira, abraçar os coleguinhas quando chega à escola, etc. 
– Desenvolvimento de aspectos cognitivos 
As habilidades cognitivas aprendidas na infância são de extrema importância, 
pois elas possibilitam a condição da criança em lidar com diversas situações. 
Para esclarecer ainda mais o impacto que essas competências representam, vale 
trazer alguns exemplos: quando um bebê aprende a explorar o ambiente com o 
tato ou quando o aluno consegue resolver um problema no qual ele pode utilizar 
tanto as mãos como os olhos, etc. 
Relembrando que a cognição é o ato que consiste em processar as informações. 
A função dessa habilidade é o de perceber, integrar, compreender e responder 
adequadamente a todos os estímulos do ambiente de uma pessoa. Vale ressaltar 
que isso leva o indivíduo a pensar e a avaliar como e o que fazer para cumprir 
uma tarefa ou uma atividade social. 
– Desenvolvimento da coordenação motora fina e ampla 
Durante a educação infantil a criança começa a ter contato com atividades que 
facilitarão a habilidade da coordenação motora fina. O que é isso? Bom, é o ato 
de treinar e utilizar os pequenos músculos das mãos e dos dedos, por exemplo. 
Práticas como escrever, segurar um objeto, abrir e fechar as mãos com precisão 
304
e no momento certo são alguns dos resultados obtidos. 
A coordenação motora ampla envolve os músculos maiores, o que também é 
estimulado em atividades na educação infantil através de tarefas que exijam 
movimentos maiores: gincanas, aulas de educação física, prática de atividades 
esportivas, aulas de dança, etc. 
– Desenvolvimento da linguagem 
Essa fase abrange diferentes etapas da vida da criança, pois desde muito 
novinha ela começa a balbuciar um som, como se quisesse se comunicar. Ao 
longo da infância, o pequeno vai adquirindo essa habilidade devido ao convívio 
com seus familiares e todo o ambiente que o cerca. Contudo, a educação infantil 
exerce um papel importante na condução da maneira correta do uso da língua, 
respeitando-se os fonemas, as entonações. É um processo gradual, cheio de 
erros e acertos, mas essencial na vida de todos nós. 
 
4 etapas do processo de aprendizagem na educação infantil 
A infância é aquele momento brilhante, onde tudo parece ser possível. E 
realmente é possível aprender sobre diversas coisas e o processo de 
aprendizagem na educação infantil é um mundo de descobertas fantástico. 
As crianças descobrem sobre elas aos poucos, sentindo o toque da mãe 
na sua pele, ou apenas recostando a cabeça sobre o seu ombro. 
Observam cada aspecto do seu pequeno corpo em desenvolvimento, daí 
as primeiras lições da escola envolvem o reconhecimento das partes do 
corpo através de músicas, pinturas e jogos. 
Nessa fase elas descobrem a sociedade a sua volta e estabelecem 
relações com seus pequenos colegas, sabendo desde cedo a desenvolver 
afinidades mesmo que de forma inconsciente. Dentro desse cenário as 
crianças criam laços para além da família e amigos próximos. 
Nessa fase elas querem chegar na escola e abraçar seus professores e 
expressar todo o carinho ou até mesmo as emoções que estão 
vivenciando. O que não é uma regra, pois algumas crianças demoram a 
desenvolver habilidades como o controle e expressão espontânea das 
emoções, dentro do processo de aprendizagem. 
Porém, desde os primeiros momentos de vida as crianças iniciam seu 
processo de desenvolvimento que inclui a aprendizagem de uma maneira 
geral. Então a cada descoberta da criança, a cada risada e até com o 
305
choro ela está aprendendo e se desenvolvendo junto com o mundo a sua 
volta. 
Mas afinal, como funciona o processo de aprendizagem? 
O processo de aprendizagem, seja na educação infantil ou em qualquer 
fase da nossa vida, está diretamente ligado às mudanças. 
As mudanças levam ao desenvolvimento, que é justamente, o ato de 
descobrir para transformar, a partir do crescimento e das novas 
experiências do processo. Assim, as mudanças podem ser físicas, 
cognitivas e psicossociais. 
No caso das crianças, essa transformação é sempre constante e acontece 
rapidamente. 
Dessa forma, podemos perceber que o processo de aprendizagem é algo 
amplo e está ligado a todos nós em todas as fases da nossa vida. 
Pensando assim, quando as crianças são levadas à escola, o seu 
processo de aprendizagem está saindo da fase de desenvolvimento físico, 
contada de zero aos 2 anos, determinada pelas descobertas motoras e 
está caminhando para o despertar cognitivo, que abrange ainda focadas 
em experiências individuais. 
Vejamos as etapas desse processo logo adiante! 
O processo de aprendizagem e as 4 etapas de desenvolvimento 
Estamos aprendendo constantemente, isso é um fato. Segunda a teoria 
construtivista de Jean Piaget, as fases de desenvolvimento não podem ser 
burladas no processo de aprendizagem. 
Para isso, vamos entender cada uma das 4 fases descritas em sua teoria 
compreendendo como tudo isso se inicia na vida das crianças. 
Isso nos leva ao seguinte questionamento: Como as crianças 
aprendem? 
Segundo Piaget as crianças aprendem através das interações sociais e 
tudo que está a sua volta contribui para esse processo. 
Sua teoria aponta que o processo de desenvolvimento da aprendizagem 
infantil e todo o conhecimento que a criança adquire vai se acumulando e 
tornando o mundo dela mais amplo. 
O sentido que a criança dá aos acontecimentos vai se alterando, pois, as 
coisas começam a ter diferentes significados para ela. 
306
Devemos sempre lembrar que nas fases do processo de aprendizagem as 
crianças desenvolvem habilidades que serão continuadas ou consolidadas 
nas fases seguintes. Desse modo, o processo deve ser seguido de forma 
consciente por todos aqueles que fazem parte da vida das crianças. 
1. Desenvolvimento físico 
Essa fase pode ser chamada de sensório-motor e ocorre dos 0 aos 2 anos 
da vida da criança. 
Aqui, elas percebem que seus movimentos geram ações e podem ser as 
mais variadas possíveis. Nela, a criança começa a descobrir as inúmeras 
possibilidades que o mundo oferece. 
Estamos falando do período na vidado bebê em que todos os seus 
sentidos estão sendo descobertos, onde a visão, tato, paladar e a própria 
noção espacial estão em desenvolvimento. 
Essas descobertas por parte da criança, fazem necessária uma atenção 
redobrada dos adultos à sua volta. 
Estamos falando da fase da vida onde os pequenos vão descobrir a 
existências das cores, com o aprimoramento da visão. Ainda as sensações 
táteis, onde se descobre o quente, o frio, por exemplo, assim como o gosto 
dos alimentos. 
2. Desenvolvimento cognitivo 
Ocorre aproximadamente dos 2 aos 7 anos e essa etapa de 
desenvolvimento é definida pela capacidade do cérebro de processar 
informações e obtê-las do mundo. Assim, a criança armazena processos 
que envolvem aspectos variados como a linguagem, pensamentos, 
raciocínio, memória, resolução de problemas e um senso de 
individualidade. 
Observando os aspectos cognitivos que a criança desenvolve nessa etapa, 
podemos destacar aqui a linguagem, que começa a ser cada vez mais 
estimulada, sendo ampliada no processo de alfabetização das crianças, 
quando estas começam a ter contato com a língua escrita, descobrindo 
uma outra forma de comunicação. 
Os pensamentos e a memória como capacidades que se expandem 
nessa fase, devido ao mágico universo das histórias e das músicas, são 
uma parte importante da ligação entre o universo imaginário que a criança 
é submersa em suas experiências literárias e a realidade cotidiana. 
307
3. Desenvolvimento social 
Essa fase de desenvolvimento vai dos 7 aos 12 anos de idade. Aqui, a 
criança desenvolve a capacidade de solucionar problemas concretos, 
trocar informações com outras crianças e com adultos de maneira mais 
sólida. 
Nessa fase começam a aprender regras sociais e adquirir senso de justiça. 
Além de consolidar os aprendizados das demais fases do processo. 
A criança começa a desenvolver habilidades mais complexas, onde o 
raciocínio lógico ganha força. 
4. Desenvolvimento afetivo 
A partir dos 12 anos a criança caminha para a adolescência e completa 
seu raciocínio lógico. Nessa fase, se inicia também o desenvolvimento 
afetivo de maneira mais consciente. 
Daqui em diante, começam a lidar com questões lógicas e abstratas 
criando situações hipotéticas, indicando possibilidades teóricas e práticas 
com autonomia. 
Seguindo os passos teóricos de Piaget, continuamos nesse 
desenvolvimento por toda a vida. 
Fatores que contribuem com o processo de aprendizagem na 
educação infantil 
Veja bem, um grande facilitador desse processo para os pequenos é o 
ambiente escolar. 
Nele as crianças desenvolvem a aprendizagem de forma guiada, 
respeitando cada fase da vida e das descobertas, através das técnicas 
pedagógicas necessárias para cada período. 
Quando a criança é inserida na educação infantil, no entanto, não significa 
que seja uma folha em branco, pronta para ser adaptada aos moldes da 
metodologia de ensino utilizada na instituição de ensino escolhida, mas 
sim, um ser com tempo próprio para desenvolver as habilidades 
necessárias para a vida em sociedade. 
A partir da vivência da educação infantil a criança desenvolve habilidades 
que são primordiais para a continuação da vida em sociedade de forma 
satisfatórias aos seus próprios interesses e as necessidades sociais em 
geral. 
308
O estímulo dos pais é uma característica fundamental para o 
desenvolvimento da criança. Sua autoconfiança é baseada na promoção 
de um ambiente seguro para suas descobertas diárias. 
Quais as contribuições dos jogos e brincadeiras para o 
desenvolvimento infantil? 
Já sabemos que os jogos e as brincadeiras são ferramentas de extrema 
importância para o desenvolvimento infantil. 
— O papel do professor no processo de ensino e aprendizagem 
A escola deve ser pensada como “preparação” para a vida, tendo como papel 
formar cidadãos críticos e autônomos para o mundo. Trata-se de um ambiente 
de aprendizagem, onde há grande pluralidade cultural, mas que direciona a 
construção de significados compartilhados entre o aluno e o professor. 
A formação desses significados compartilhados ressalta uma necessidade de 
mudança na escola, principalmente por meio da reflexão. 
A mesma necessita ainda da individualidade e da coletividade ao mesmo 
tempo, a qual envolve diversos aspectos da escola, isto é: as relações entre o 
ensinar e aprender com diversas trocas de informações, a interação de 
indivíduos que participam da cultura escolar. Além dos processos curriculares, 
pedagógicos e administrativos, haverá o compartilhamento de informações e 
interação da cultura escolar. 
função do docente e os processos de sua formação e desenvolvimento 
profissional devem ser considerados em relação aos diferentes modos de 
conceber a prática educativa. As oportunidades de atividades criativas e 
reflexivas em sala de aula contribuem para a construção do conhecimento 
escolar e para a formação de cidadãos matematicamente letrados. Para isso, o 
professor tem um papel importante, considerando que suas ações pedagógicas 
contemplam situações onde há possibilidades de observação, percepção de 
informações e experiências vivenciadas pelos alunos em seus cotidianos e 
avaliação dos avanços dos estudantes. 
Para Freire, o papel do professor não é apenas o de ensinar matemática ou 
qualquer outra disciplina, mas o de tratar a temática que é de um lado objeto 
do ensino e, do outro, a aprendizagem do aluno, ajudando-o a reconhecer-se 
como arquiteto de sua própria prática cognoscitiva. 
309
Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de 
maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. É Patrono da Educação 
Brasileira. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o 
educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética 
com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, 
tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele 
próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-
se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu 
aprendizado. 
Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da 
Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia 
crítica. O diálogo é a base para estabelecer vínculos entre professor e aluno, o 
que possibilita a construção coletiva do conhecimento, considerando sempre a 
realidade na qual estão incluídos. 
O docente necessita aprofundar, criticamente, estudos relacionados aos 
fundamentos teóricos da educação, para só assim estabelecer conexões com 
os diversos contextos social, político, histórico, econômico e cultural, onde irá 
realizar a sua prática pedagógica. Com foco no papel do professor, de acordo 
com seus estudos. 
Esse entendimento da didática leva a considerar o professor como figura 
fundamental. É ele que tem de compreender o funcionamento do real e 
articular sua visão crítica dessa realidade com suas pretensões educativas, as 
quais define e reformula em função de contextos específicos. Isso significa 
definir o trabalho do professor como intelectual e não como técnico executor. 
Ou ainda, significa valorizar os processos de ‘reflexão na ação’ e de reflexão 
sobre a reflexão na ação”. O autor Paulo Freire, em sua obra Pedagogia do 
Oprimido, permite-nos compreender não só o verdadeiro papel do professor, 
mas entender uma relação extremamente relevante no processo de ensino-
aprendizagem, que é a relação professor-aluno. 
Segundo o autor, esta gira em torno da concepção da educação, tendo uma 
perspectiva de que quando todos se unem na essência da educação como 
prática de liberdade, abrem novos horizontes culturais de acordo com a 
realidade e imaginação de todos os indivíduos. Diante do explanado 
anteriormente, ser professor atualmente consiste em viver intensamente o seu 
310
tempo, com consciência e sensibilidade.Não se pode imaginar um futuro para 
a humanidade sem professor. 
Eles não só transformam a informação em conhecimento e em consciência 
crítica, mas também formam pessoas. Eles fazem fluir o saber, porque 
constroem sentido para a vida dos seres humanos e para a humanidade, e 
buscam, numa visão emancipadora, um mundo mais humanizado, mais 
produtivo e mais saudável para a coletividade. Por isso eles são 
imprescindíveis. 
Mediante essa descrição do que deva ser o professor do século XXI, não há 
mais espaço para professores “donos” de um saber, o lugar é daqueles que 
tenham a humildade de ser também aprendizes e a única diferença que os 
separa de seus alunos é que eles professores são profissionais do ensino, 
comprometidos com o aprender e o ensinar. O professor é caracterizado ou 
pode ser comparado com um garimpeiro do ensino, como alguém que não tem 
métodos ou processos definitivos, mas está sempre procurando a maneira 
melhor de exercer o seu trabalho, com a parceria dos alunos, visando ao 
aperfeiçoamento contínuo e a atitude de busca de novas soluções. Dessa 
forma, se o professor aproveitar as situações que acontecem no contexto da 
sala de aula, considerando que o ensino é cíclico e que nesse processo aluno e 
professores são aprendizes, numa relação que envolve inclusive aspectos da 
afetividade entre ambos, encontrará inúmeras possibilidades de intervenções 
e alternativas para contribuir com a aprendizagem no contexto escolar. 
Contribuindo com esse pensamento, Freire ressalta que, como prática 
estritamente humana jamais pude entender a educação como experiência fria, 
sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos 
devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem 
tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que 
faltasse rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual. 
Nesta perspectiva, podemos considerar a intervenção docente como um ato 
pedagógico fundamental no sentido da problematização dos conhecimentos 
produzidos pelo educando, num dado momento, em sua experiência de vida, 
desafiando-o à ampliação desses conhecimentos. Assim, percebe-se a 
educação/aprendizagem como um processo subjetivo de cada indivíduo e as 
intervenções do professor assumem uma importância ímpar na construção do 
conhecimento. 
311
A infância e sua singularidade na educação básica: infância, brincadeira, 
ludicidade, desenvolvimento e aprendizagem 
A INFÂNCIA E SUA SINGULARIDADE 
A leitura e releitura do texto deixaram muitas sensações e marcas em mim 
professora-pesquisadora-leitora e aluna. Não sei bem como explicar o que 
mais me prendeu e acabou por fazer com que não terminasse a leitura 
deste texto do mesmo jeito que comecei. Mas em quê exatamente reside a 
novidade? Será na agradável surpresa de ver um texto para educadores 
escrito com paixão e esperança, sem que o rigor teórico tenha sido 
abandonado? Ou será na sensação de ter percorrido caminhos que levam 
da filosofia para a sociologia, passando pela história, ao mesmo tempo em 
que vemos as histórias narradas em uma linguagem carregada de parceiros 
da melhor literatura?, como Philippe Áries, Bernard Charlot que buscava na 
psicologia baseada na teorias de Vygotsk, Wallon e Piaget, Postman, Walter 
Beijamim, Sarmento, Senett, Paulo Freire e outros. Poderia ser também 
pelo fascínio que tanto das reflexões, o cotidiano da escola, a vida de 
criaturinhas tão pequenas, mas ou mesmo tempo tão complexas e 
importantes para a construção do futuro, quanto a reflexão teórica vão 
exercendo sobre o leitor ? Ou ainda o deleite em passear por um texto que o 
tempo todo exige a presença do leitor, seja para assumir o papel de crítico 
ou de cúmplice da autora? 
 
Foi estranho, talvez um pouco melancólico, perceber a minha ingenuidade 
quando, ao abandonar a leitura do texto para escrever estas Resenha, 
constatei que havia tomado um banho de refinamento e de simplicidade, de 
leveza e rigor teórico-literário e eu nem estava lendo um romance ou uma 
obra de ficção, mas um texto para e da escola. Me atrevo a dizer que parte 
dessa sensação se deve ao fato de o texto da Sônia ter conseguido 
materializar o que ela "tematizou", ou seja, a necessidade de encararmos e 
discutir a infância, a escola e principalmente os desafios contemporâneos 
para a educação infantil e o ensino fundamental. O saber ensinar não só na 
sua dimensão científica, mas também na sua dimensão cultural, poética, 
artística como estratégia contra a cristalização da nossa linguagem e da 
nossa prática pedagógica. São palavras dela: 
 
“Sem conhecer as interações, não há como educar crianças e jovens numa 
perspectiva de humanização necessária para subsidiar políticas e práticas 
312
educativas solidárias.” 
( Sônia Kramer.p.21) 
 
Os significados da infância são construídos socialmente. Isto significa que 
esses significados nem sempre foram os mesmos e as modificações 
ocorreram e ocorrem por determinações culturais e mudanças estruturais 
na sociedade. Ariès foi um dos pioneiros a estudar este assunto. Em sua 
obra clássica, “A história social da criança e da família” o autor mostra 
como o conceito de infância tem evoluído através dos séculos, oscilando 
entre pólos em que as crianças eram consideradas ora um “Bibelô”, ora um 
“adulto em miniatura”. 
 
No passado a taxa de mortalidade infantil era muito alta e quando as 
crianças vinham a morrer os pais não manifestavam nenhum sentimento 
de perda ou tristeza, aceitando normalmente o fato. Quanto ao sentimento 
de infância, o texto destaca dois tipos: o de “paparicação”, que surgiu no 
ambiente familiar com crianças menores e o de “moralização”, que nasceu 
da necessidade de preservar e disciplinar as crianças. Este último originou-
se com os “homens da lei” e religiosos e estenderam-se as famílias. Esta 
moralização acabou por inspirar a educação do século XX. 
 
Creio que a infância, geralmente é idealizada de forma irreal. Quantas vezes 
vemos pessoas falando que gostariam de voltar a ser criança, pois estes 
foram os melhores dias de suas vidas?, porém a realidade da infância nos 
dias de hoje, no meu modo de ver não é muito diferente do passado, sendo 
que no passado todo o sofrimento e crueldade na qual as crianças eram 
submetidas, ou era permitido, como formas de punição, pois não haviam 
leis de amparo ao menor, ou ficava “escondido” pela sociedade. Em nome 
de uma homogeneização interesseira relacionada com projetos políticos 
elitistas, a idéia de infância feliz é reforçada, e o texto nos mostra isso 
quando fala que “a idéia de uma infância moderna foi universalizada com 
base nos padrões de crianças de classe média”, mascarando problemas 
sociais por que passam na mídia milhares de crianças em todo o mundo em 
escolas perfeitas ou adquirindo produtos da moda. Mas será que todas as 
infâncias representam este sentimento de saudade, de uma época feliz? 
Existe na nossa cultura um mito de infância feliz, mito este que estamos 
aprendendo a desconstruir. 
 
313
A autora nos mostra tantos estudos a este respeito e há uma necessidade 
tão grande em conceituar a infância que até ficamos confusas. Por entender 
que hoje existe uma enorme diversidade cultural, considero que exista um 
tipo de infância para cada cultura e o seu significado pertence, portanto, ao 
modo de cada um conceber a vida. Sendo assim, a questão: O que é Infância, 
não tem uma resposta única e muita menos uniforme como podemos ver 
através da abordagem e pesquisa do texto. 
 
Comparando as evidências apresentadas na pesquisa de Ariès, com a 
pesquisa feita por Sônia Kramer, percebi que as crianças de diferentes 
gerações têm sido tratadas de forma diversa. Segundo o conteúdo, 
antigamente o silêncio e a obediência eram muito presentes, não havia 
relações de afeto e paparicações, hoje a falta de tempo de uma sociedade 
capitalista, leva o adultoa trocar de papel com as crianças e muitas vezes se 
submeter a mimos excessivos, causados pele sentimento de culpa, pela 
ausência e falta de dialogo. Com isso, perde-se o limite e a autoridade, 
necessários no processo de construção da personalidade nas etapas da 
infância. 
 
As mudanças das práticas culturais, brincadeiras, cantigas de roda, coisas 
simples que se perderam com o tempo, deixando uma lacuna, que foi pouco 
a pouco trocada pela tecnologia e babás eletrônicas, e neste caso, não 
importa se é rico ou pobre, o contato humano foi trocado pelo computador, 
vídeo games ou simplesmente a tela de um televisor. 
 
Quando se fala do desaparecimento da infância os pesquisadores 
contemporâneos não estão falando da mortalidade infantil, mas sim, da 
morte trágica do “brincar”, da vivência ingênua e descompromissada! As 
crianças da atualidade tornam-se precoces adultos, pois além do apelo da 
mídia, eles vivenciam a violência, muitas vezes dentro de casa, assimilam 
para si os problemas urbanos e acabam por ser acometido de doenças que 
em outras épocas eram ditas doenças de adulto. 
 
Quando Sônia propõe quatro eixos baseados na pesquisa de Benjamim, 
analiso todas mas gostaria de ressaltar: 
 
O professor, pode e deve brincar, aguçar a criatividade e principalmente 
deixar que a criança tenha liberdade para criar, vivenciar e refazer a 
314
infância, porém é na família que ela vai absorver toda a sua experiência de 
vida e adquirir todas as ferramentas para ser uma criança de verdade e de 
fato, neste sentido o professor sozinho não vai conseguir nada, é como 
Paulo Freire nos fala “A escola tem que ser democrática e a união da 
família, corpo acadêmico e comunidade é fundamental”, porem sei que 
quando Benjamim fez esta pesquisa, foi em uma época em que tudo ficava a 
cargo do professor e da escola, hoje a pedagogia vislumbra isso de uma 
forma diferente. 
 
Para a criança não existe divisão de classes sociais, etnia, religião e 
preconceitos,criança é apenas crianças sem rótulos ou orgulho, porem é a 
sociedade e o meio em que ela vive que vai aos poucos incutindo na criança 
estas noções e valores, creio que a escola deve utilizar a realidade para 
transmitir não só conteúdos, mas valores, porem o apoio dos pais é 
imprescindível. 
 
O texto de Sonia é maravilhoso e nos leva a refletir sobre a 
responsabilidade enquanto educadores, formadores não de maquinas mas 
de seres humanos históricos, transformadores, e que a nossa 
responsabilidade é a de enfrentar os desafios com coragem para conseguir 
mudar o futuro. 
O lúdico no processo de aprendizagem na Educação Infantil 
Na Educação Infantil, a utilização de jogos e brincadeiras em aulas, 
possibilita compreender o desenvolvimento da criança pela forma e pela 
linguagem lúdica específicas da infância. É primordial conhecer o 
significado de brincar e conceituar os termos principais utilizados sobre 
o brincar para interpretar o universo lúdico e reconhecer os elementos 
básicos da ludicidade, pelos quais a criança se comunica com o seu 
mundo pessoal e com o outro. 
O ato de brincar é uma forma de comunicação em que a criança tem a 
oportunidade de reproduzir o seu cotidiano através da linguagem lúdica. 
Brincar possibilita a aprendizagem e facilita a construção da autonomia, 
da reflexão e da criatividade; e pode também estabelecer uma relação ao 
se utilizar jogos pedagógicos que promovam o desenvolvimento físico, 
cultural, social, afetivo, e cognitivo da criança. É preciso que tanto a 
família quanto a equipe escolar reconheçam que a ludicidade se impõe 
necessária no cotidiano na infância. 
315
Para subsidiar teoricamente este trabalho, citamos Vygotsky (1998), que 
defendeu a ideia que o educador poderá fazer o uso de jogos, 
brincadeiras, histórias e outros mecanismos para que através do lúdico a 
criança possa se sentir desafiada a pensar e a resolver situações-
problemas, e, se assim for, as regras aplicadas nas brincadeiras podem 
imitar as regras utilizadas no mundo social dos adultos. Nesse mesmo 
sentido, citamos também Oliveira (1997), que diz que a aprendizagem 
nada mais é do que um processo pelo qual o indivíduo adquire 
informações, atitudes, habilidades, valores etc., e, complementando o 
seu pensamento, vão ao encontro da sua abordagem (Kishimoto, 2003; 
Almeida, 2000; Santos, 1999). 
Na Educação Infantil a criança tem contato diretamente com o meio 
escolar, e esse meio é orientado por um currículo específico para essa 
faixa etária. Para os anos iniciais o programa curricular aborda os 
fundamentos do desenvolvimento humano na infância. A natureza da 
escola é político-pedagógica e como tal objetiva promover uma 
aprendizagem que contribua para a socialização da criança que, aprende 
brincando e ao brincar não está apenas se divertindo e sim 
desenvolvendo uma série de habilidades que vão auxiliar em diversos 
aprendizados o ato de brincar envolve utilização dos sentidos. Por trás 
de si deve haver orientação pedagógica que objetive expressar as 
significações produzidas pela criança e seus pares. Através da 
brincadeira a criança consegue extravasar suas tristezas, alegrias, 
angústias, entusiasmos, passividades e agressividades. 
Nesse contexto pedagógico, o Referencial Curricular Nacional para a 
Educação Infantil (RCNEI) aponta que a escola é um ambiente propício 
para o desenvolvimento social e cognitivo da criança (Brasil, 1998). A 
concepção de infância é historicamente recente (Ariès, 1981). Portanto, 
faz-se necessário compreender a importância do brincar, que é um dos 
principais elementos marcadores desta fase. 
A pesquisa nasceu da inquietude da graduanda em Pedagogia pela 
UENF/Cederj em EaD, do Polo São Fidélis, que, com base na sua 
formação teórica, buscou entender a contribuição do lúdico no 
desenvolvimento da criança na Educação Infantil. 
A pesquisa objetivou acompanhar a rotina de uma instituição de 
Educação Infantil, uma creche-escola, para compreender em que medida 
316
o lúdico está inserido no seu currículo; e buscou também refletir sobre a 
importância da ludicidade através do uso e aplicação de jogos e 
brincadeiras no desenvolvimento cognitivo da criança. Foi realizada uma 
entrevista semiestruturada com educadoras da Creche-Escola Dona Zizi, 
a saber, uma diretora, uma pedagoga, uma professora da turma do 
maternal e uma mãe de aluno da creche-escola. 
A concepção de criança no contexto da infância 
No Brasil, as primeiras instituições voltadas para a Educação Infantil 
tinham a finalidade de gerar proteção e promover segurança para a 
criança. Porém, ainda não tinham o olhar voltado para um lugar pelo 
qual o governo reconhecesse a infância como uma etapa do 
desenvolvimento humano primordial e assegurasse políticas 
educacionais para essa faixa etária. Atualmente, a Educação Infantil 
integra o sistema público e privado da Educação Básica. 
Ao fazer parte da primeira etapa da Educação Básica, em concordância 
com a concepção atual de infância, a criança é percebida como sujeito 
de direito, de cidadania, respeito e atenção. Neste sentido, Kuhlmann Jr. 
(1998, p. 31) denota que 
é preciso conhecer as representações de infância e considerar as crianças 
concretas, localizá-las nas relações sociais, reconhecê-las como 
produtoras da história. Torna-se difícil afirmar que uma determinada 
criança teve ou não infância. Seria melhor perguntar como é, ou como 
foi, sua infância. 
Se assim perguntar, saber-se-á da sua trajetória de vida e das relações 
sociais em que a criança foi mais ou menos reconhecida como um 
sujeito social. Isso impõe a necessidade de considerá-la como um agente 
com potencial para fazer a sua produção histórica na sociedade no 
período que se inicia desde o seu nascimento. 
Institucionalmente, o RCNEI é um documento norteador desta faixa 
etária. O mesmo orienta sobre a importância do lúdico como 
instrumento pedagógico indissociávelno desenvolvimento da criança 
(Brasil, 1998). Aplicar o RCNEI na formação da criança significa prever o 
seu desenvolvimento e representa também conhecer as fases do 
desenvolvimento infantil. Brincar é importante, e deve ser compreendido 
317
como comportamento natural da fase de desenvolvimento da criança, 
uma vez que ela se encontra constantemente vivenciando novos 
conhecimentos e descobertas (Brasil, 1998). 
A brincadeira pode ser uma aliada importante para a aprendizagem, 
visto que a criança ao brincar de faz de conta, por exemplo, representa 
diferentes papéis de gênero e culturas diversas. No mundo imaginativo a 
criança pode tudo. O brinquedo e a brincadeira são um direito da 
criança, e como tal deve ser assegurado em qualquer ambiente ou 
ocasião, devendo estar em todos os lugares e não apenas em alguns 
espaços e momentos pontuais nos quais a criança está presente. 
Ainda segundo o RCNEI, um dos princípios que deve nortear a qualidade 
das experiências oferecidas às crianças, considerando suas 
especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas, "é o direito das 
crianças de brincar, como forma particular de expressão, pensamento, 
interação e comunicação social". Em outras palavras, o universo lúdico 
deve ser colocado em uma posição de valor quando se trata da infância 
e do desenvolvimento da criança (Brasil, 1998, p. 13). 
O lúdico e seus principais teóricos 
São vários os estudiosos que buscam compreender o lúdico como meio 
para o desenvolvimento e a aprendizagem na infância. São áreas 
variadas na Educação, na Psicologia, na Biologia, na Neurociência. Dentre 
os estudiosos, uma das primeiras referências é Vygotsky (1998), que 
centrou seus trabalhos e estudos sobre questões de desenvolvimento 
humano e aprendizagem. 
Oliveira (1997) corrobora estudos de Vygotsky (1998) afirmando que na 
situação imaginária constituída na brincadeira, a criança define a 
atividade por meio do significado do brinquedo, o que é de suma 
importância para o desenvolvimento cognitivo dela. A autora ainda 
aponta o momento da brincadeira como sendo um processo de 
humanização no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de 
forma efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, ela desenvolve 
sua capacidade de raciocinar, de argumentar, de questionar e de chegar 
a um consenso ou não pelas atividades lúdicas (Oliveira, 2000). 
318
Para Kishimoto (2003), o brincar deve ser a atividade principal do 
cotidiano da criança, isso porque é um momento de dar a ela o poder de 
tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos 
outros e o mundo ao seu redor; de repetir ações prazerosas, de partilhar, 
expressar sua individualidade e identidade através de diferentes 
linguagens; de usar o corpo, os sentidos, os movimentos e de solucionar 
ou criar problemas. 
Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos 
objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-lo e 
expressá-lo por meio de variadas linguagens. É no plano da imaginação 
que o brincar se destaca pela mobilização dos múltiplos significados. 
De acordo com Winnicott (1982) e Piaget (1978), conceitos como 
brinquedo, jogos e brincadeiras são formados ao longo da vida. É 
peculiar a cada criança definir as brincadeiras como meio de 
divertimento e de aprendizado. 
Segundo Chateau (1987, p. 14), "uma criança que não sabe brincar é 
uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar". Assim, 
para manter-se em harmonia consigo mesma, com seus semelhantes e 
com o mundo que a rodeia, ela necessitará de estímulos para assim, 
construir seus conhecimentos. 
Diante disso, as ações com jogos, devem ser criadas e recriadas, para 
que oriente à imaginação e estimule o desejo de jogar. Quando a criança 
brinca sem ter toda a informação sobre si mesma, ela automaticamente 
fornece várias informações a seu respeito ao educador para o seu 
acompanhamento. Portanto, o brincar é fundamental para estimular seu 
desenvolvimento integral, tanto no ambiente familiar, quanto no 
ambiente escolar, além de contribuir para a interação de si com o meio 
social. 
A atividade lúdica deve fomentar sua capacidade de relacionar uma 
informação nova com seu próprio esquema de conhecimento. 
A respeito do jogo como estratégia de ensino, o mesmo possibilita 
estimular na criança, potencialidades cognitivas e linguísticas, além de 
afetivas, motoras e sociais; o que pode constituir, assim, possibilidade 
ampla para promover a sua formação integral. 
319
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo 
com orientação para as redes de ensino de instituições públicas e 
privadas, com referência de conteúdo para a EI (Educação Infantil), para 
o EF (Ensino Fundamental), e para EM (Ensino Médio) (Brasil, 2018). 
Sobre a EI, o documento apresenta um conjunto com seis direitos para a 
aprendizagem e para o desenvolvimento da criança, são eles: conviver, 
brincar, participar, explorar, expressar e conhecer. As atividades 
pedagógicas a serem desenvolvidas com a criança devem estar sob a 
orientação desse conjunto de direitos entre os quais o brincar seja um 
meio comum para ela se expressar, conhecer a si mesma e também o 
outro; e, por fim, resolver conflitos e explorar ambientes. A BNCC aponta 
também ser importante para EI a formação de professor, como mostra o 
próximo tópico. 
A importância da qualificação do professor da educação infantil frente 
ao lúdico 
Muito se fala por parte dos educadores a respeito da formação 
continuada como prioridade para se fazer uma educação de qualidade e 
essa necessidade; é fato. Vivemos a era da informação que circula em 
todos os espaços e se a mudança chega tão rápido pela informação, 
acredita-se haver também a necessidade de o educador acompanhar 
estas mudanças sofridas pelas transformações que atingem diretamente 
o contexto escolar. Mudança requer repensar procedimentos de ensino e 
rever metodologias e práticas, pois 
o sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantido 
se o educador estiver preparado para realizá-lo. Nada será feito se ele 
não tiver um profundo conhecimento sobre os fundamentos essenciais 
da educação lúdica, condições suficientes para socializar o conhecimento 
e predisposição para levar isso adiante (Almeida, 2000, p. 63). 
Trabalhar com o lúdico é uma tarefa difícil, pois o educador terá que ter 
fundamentação teórica estruturada e consciência de que está lidando 
com criança que nasceu na sociedade da informação; portanto, o seu 
repertório de atividades precisa ser atualizado constantemente. Isso 
significa que a formação continuada do professor é permanente. 
Destacamos aqui, que, na sociedade da informação um desafio posto 
diariamente para o professor é o fazer. Fazer uma aprendizagem 
significativa pela qual a diversidade não seja silenciada e invisibilizada. 
320
A diversidade é um aspecto amplo que inclui conjuntos de 
particularidades e especificidades de cada ser humano, conjuntos estes 
que devem ser respeitados. Diante disso, o professor deve refletir a 
respeito de sua prática pedagógica e rever quais práticas o mesmo deve 
desenvolver com crianças tão diferentes. Para isto, a importância do 
planejamento é imprescindível. 
Partindo do que diz a BNCC para a EI, o conhecimento vem com as 
experiências que cada criança vive dentro do contexto escolar. O 
professor deve ter o apoio e o respaldo da legislação em educação para 
fazer o planejamento de sua prática para o ensino na EI (Brasil, 2018). 
Por fim, o mesmo deve estar constantemente aberto para analisar e 
acompanhar as reações e expressões de cada criança, que serão sempre 
pessoais e únicas. Em outras palavras: é de suma importância que a 
prática educativa do professor esteja comprometida com os interesses e 
as necessidades de cada criança para que a vivência se transforme em 
experiências significativase tenha de fato um propósito educativo. 
Procedimentos de investigação sobre a compreensão do lúdico na 
Creche-Escola Dona Zizi e sua importância 
Embora não tenha tido um critério amostral estatístico probabilístico, 
pode ser explicado aqui que a intenção foi coletar experiências e 
vivências a fim de ilustrar os aspectos teóricos discutidos até então bem 
como, associada à observação participante, fornecer materiais que 
facilitassem a interpretação deste. Os nomes das entrevistadas foram 
alterados para preservação da identidade. 
Para mostrar como é feita a inserção do lúdico com crianças na EI, a 
presente pesquisa seguiu a seguinte ordem de procedimentos: 
• Escolha da unidade de ensino Creche-Escola Dona Zizi, situada no 
município de São Fidélis, no bairro Nova Divineia; 
• Tempo de observação e levantamento de dados: iniciou-se no mês 
de setembro e terminou no mês de outubro de 2019; 
• Perfil da Creche-Escola Dona Zizi: fundada em 1989, a instituição 
atende crianças de zero a cinco anos de idade. 
• O corpo docente da instituição é composto de dezoito professores. 
A instituição conta também com uma diretora, uma coordenadora 
321
pedagógica, um funcionário do administrativo e quatro auxiliares 
de serviços gerais; 
• Todos os alunos são residentes da zona urbana do município de 
São Fidélis; a grande maioria mora no bairro no qual está situada a 
Creche-Escola Dona Zizi. 
Sabe-se que a Educação Infantil é a fase de descobertas, e a escola, por 
excelência, é um facilitador de integração social da criança. Na escola o 
educador tem a função de levar a criança a fazer descobertas e desejar a 
buscar novos conhecimentos. É importante introduzir práticas de ensino, 
como jogos, diferentes brinquedos e brincadeiras que se utilizam do 
corpo-movimento, como música e cantigas de roda. 
Entrevistadas, a diretora e a coordenadora pedagógica disseram ter 
formação de nível superior em Pedagogia. Formação na área da 
educação é fundamental para elevar a qualidade do ensino. 
Questionadas a diretora e a coordenadora, o que é ser criança, para a 
diretora, "criança é um pequeno cidadão de direitos assegurados pela 
lei, sendo responsabilidade da família, do Estado e da 
sociedade" (Daniela); e, para a coordenadora, ser criança "é ser criativo e 
imaginador". 
Nota-se que as respostas de ambas se complementam uma à outra 
sobre o que é ser criança. A diretora fez uma definição de "ser criança" à 
luz do direito de ter direito como um sujeito em desenvolvimento pleno 
e este direito está assegurado em lei. De fato, isto é importante ainda 
hoje destacar no Brasil. Embora a infância tenha conquistado direitos à 
cidadania, como a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente – 
ECA (Brasil, 1990); contudo, a criança ainda sofre perdas de direitos e 
corre o risco de estar vulnerável a todo tipo de abusos. Para a diretora a 
criança deve ser compreendida como um ser em fase de 
desenvolvimento, que deve ser "protegida, cuidada, educada" (Daniela). 
No mesmo sentido, a coordenadora pedagógica destacou a capacidade 
e a potência criativa e imaginativa inerente à criança. Essa, que é um 
sujeito social em desenvolvimento e em construção, portanto, a família e 
a escola são as primeiras instituições às quais ela tem acesso direto 
nessa faixa etária da infância, e, por ter essa convivência é fundamental 
conhecer e reconhecer o potencial cognitivo da criança. Reconhecer 
significa cuidar, acompanhar, incentivar, proteger, amar, ou seja, assistir a 
322
criança em seu pleno desenvolvimento.A diretora apresentou uma visão 
do ponto de vista da gestão; a coordenadora pedagógica apresentou 
sua visão a partir do olhar pedagógico, do desenvolvimento humano na 
infância. Ambas as visões geram um sentido sob a mesma direção. 
A coordenadora acredita que sua função na creche-escola é a de mediar 
as relações que contribuam para o desenvolvimento pleno da criança. 
Ela reconhece ser desafiador o seu trabalho visto que a creche-escola 
atende criança de zero a cinco anos de idade, o que limita o desejo de 
fazer um atendimento maior, como ela diz: 
Meu espaço de atuação é exclusivamente voltado para o atendimento 
de crianças de zero a cinco anos de idade. Aqui, nós exercemos nossas 
funções de modo a contribuir para a formação destes pequenos seres 
que temos a responsabilidade de cuidar e educar. É aqui que se forma a 
base educacional da criança, é onde as primeiras vivências no contexto 
da educação acontecem na vida da criança (Vanuza). 
Ciente da sua função e do seu papel, que é mediar o bom 
relacionamento entre o professor e a criança, toma para si mesma esta 
atividade diária, que muito lhe exige. Ela aponta que são muitas turmas 
de diferentes idades sob o seu acompanhamento pedagógico; e, nesse 
contexto, perguntado para ela como a coordenação pedagógica 
contribui com a equipe docente, e se existe relação de parceria, ela 
respondeu que há; embora não esteja diariamente na instituição, 
contudo, mesmo na sua ausência a diretora e os professores fazem um 
trabalho excepcional com as crianças. Sempre que possível, a 
coordenadora cria mecanismos de incentivo para os professores, como 
por exemplo, informar sobre diferentes tipos de formação continuada 
como: especialização, participação em palestras, oficinas e aquisição de 
materiais didáticos. 
Já a professora entrevistada disse ter formação no magistério nível 
médio e superior incompleto. Perguntada sobre a importância do lúdico 
na Educação Infantil e de que forma ele pode auxiliar no processo de 
aprendizagem da criança, ela disse que, pelo brincar "é possível trabalhar 
conteúdos e desenvolver habilidades importantes, como atenção, 
memória e tantos outros"; "O lúdico é uma ferramenta facilitadora do 
processo de aprendizagem da criança" (Joelma). 
323
A professora disse também desenvolver atividades lúdicas com seus 
alunos, e que através dessas brincadeiras, busca ensinar números, fazer 
contação de histórias, utilizar o alfabeto móvel, promover oficina de 
fantoches e outros. A professora disse que as atividades lúdicas na sua 
prática estão previstas no seu planejamento que é uma exigência da 
direção da creche-escola. Segundo ela, as atividades contidas no seu 
planejamento obedecem às exigências da Secretaria de Educação do 
município de São Fidélis. 
A professora falou também dos desafios para atuar como educadora. 
Disse que 
no decorrer da profissão infelizmente surgem dificuldades que acabam 
prejudicando um pouco o nosso trabalho, como por exemplo, a falta da 
participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de recursos 
didáticos para a realização de atividades diárias e a desvalorização do 
professor que ainda é gritante em nosso país. 
A professora fez três destaques, primeiro apontou a falta de participação 
dos pais na vida escolar. A não participação dos pais no meio escolar é 
uma queixa recorrente de professores. Diante do desafio da professora, 
quais seriam os mecanismos que a escola pode criar para provocar o 
interesse dos pais para participar da vida escolar dos filhos? Creditamos 
à escola a competência para pensar a relação família e escola sobre o 
desenvolvimento da criança e buscar parcerias em outras instituições 
que tratam da questão. 
Outro ponto que ela mencionou foi a falta de recursos didáticos para a 
realização de atividades. Essa é uma questão estrutural que varia de 
acordo com a realidade de cada município no que diz respeito à gestão 
e tocante a investimento e a planejamento para a educação. Não foi alvo 
desta pesquisa levantar dados do município de São Fidélis, sobre o 
quantitativo em valor monetário do quanto se investe na educação, e 
também a forma com que o recurso é gerido e o quanto chega para a 
rede pública de ensino e como cada unidade escolar faz a gestão do 
recurso. São questões relevantes que ficam para outra pesquisa. 
Por fim destacou a desvalorização

Mais conteúdos dessa disciplina