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@natali.studies- INSTITUIÇÃO TOLEDO DE ENSINO 
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HISTÓRICO DO TRIBUNAL DO JÚRI 
 O tribunal do Júri é uma instituição 
que desempenha um papel central no 
sistema de justiça crimina, servido como um 
dos pilares da garantia dos direitos 
individuais e da democracia participativa. 
 Sua origem é antiga e diversificada, 
com raízes em várias culturas e sistemas 
jurídicos que ao longo dos séculos moldaram 
o que conhecemos como Tribunal do Júri. 
 A evolução dessa instituição reflete a 
busca contínua pela justiça, pela proteção 
dos direitos humanos e pela participação 
popular nas decisões judiciais mais críticas, 
como aqueles que envolvem crimes contra a 
vida. 
PALESTINA 
TRIBUNAL DOS VINTE E TRÊS 
 Na antiga Palestina, o Tribunal dos 
Vinte e Três foi uma das primeiras formas 
organizadas de julgamento por pares. 
 Estabelecido em vilas com população 
superior a 120 famílias, esse tribunal era 
composto por levitas e chefes de família de 
Israel, refletindo a importância da liderança 
comunitária e religiosas nas decisões 
judiciais. 
 Estas estruturas garantia que as 
decisões fossem tomadas por membros 
respeitados e conhecedores das tradições e 
leis locais, assegurando uma forma de justiça 
próxima da comunidade. 
GRÉCIA ANTIGA 
TRIBUNAL DE HELIASTAS 
 O tribunal de heliastas na Grécia 
Antiga, operando no século IV a.C, é um 
exemplo clássico de participação popular na 
justiça. Realizado em praça pública, esse 
tribunal tinha jurisdição comum e era 
composto por cidadão atenienses que 
julgavam uma ampla gama de casos. 
 Este modelo é significativo porque 
introduziu a ideia de que cidadãos comuns, e 
não apenas autoridades ou elites, poderiam 
decidir sobre questões legais, uma noção 
fundamental que influenciaria o 
desenvolvimento posterior do júri. 
ROMA 
QUOESTIONES PERPETUOE 
 Durante a República Romana, em 155 
a.C, surgiu o conceito das “quoestiones 
perpetuoe” , que formalizou o júri como uma 
instituição com jurisdição sobre crimes 
graves. 
 Esses tribunais foram estabelecidos 
para julgar questões específicas, como crimes 
de assassinato ou corrupção, e eram 
compostos por cidadãos romanos. 
 A prática romana de julgamento por um 
grupo de pares influenciou fortemente os 
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sistemas jurídicos posteriores, incluindo o 
desenvolvimento do júri na Europa Ocidental. 
MAGNA CARTA 
1215 
 A assinatura da Magna Carta em 1215 
é um marco histórico que teve profundas 
implicações para o desenvolvimento do 
Tribunal do Júri. Esse documento limitou os 
poderes do rei e estabeleceu que nenhum 
homem livre poderia ser punido exceto por 
julgamento de seus pares ou pela lei do país. 
 A Magna Carta consagrou o direito ao 
julgamento por júri como uma proteção 
contra abuso do poder estatal, consolidando a 
ideia de que a justiça deveria ser administrada 
de forma coletiva e não arbitrária. 
REVOLUÇÃO FRANCESA 
PARTICIPAÇÃO POPULAR E O FIM DA 
INFLUÊNCIA MONÁRQUICA 
 A Revolução Francesa foi um momento 
de transformação política e social que também 
impactou o sistema de justiça. A transição de 
um regime monárquico para um sistema de 
participação popular no julgamento refletiu o 
desejo de quebrar com o passado autoritário 
e garantir que o povo tivesse uma voz nas 
decisões judiciais. 
 Foi durante este período que o júri se 
consolidou com um mecanismo para evitar 
que o poder judiciário fosse manipulado 
por interesses monárquicos ou 
aristocráticos, estabelecendo um 
precedente para sistemas democráticos 
em todo o mundo. 
BRASIL 
EVOLUÇÃO DO TRIBUNAL DO JÚRI 
 No Brasil, a instituição do Tribunal do 
Júri seguiu o modelo francês, sendo 
estabelecida oficialmente em 18 de junho de 
1822 por Decreto do Príncipe Regente. A 
constituição do império de 1824 incorporou o 
júri como parte do poder judiciário, uma 
inovação importante que refletia os ideais 
liberais e democráticos da época. 
 Com a Proclamação da República, 
houve uma reafirmação dos direitos e 
garantias individuais, influenciada pela 
Constituição Americana, que também 
valorizava o júri como um proteção contra 
abusos do Estado. Finalmente, a 
Constituição de 1988 consolidou o tribunal do 
Júri como uma garantia constitucional, 
afirmando no artigo 5º, XXXVIII, a soberania 
popular nas decisões sobre crimes dolosos 
contra a vida. 
INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS 
FUNDAMENTAIS DO TRIBUNAL DO JÚRI 
 O Tribunal do Júri, como uma das 
instituição mais emblemáticas do sistema 
criminal, é regido por princípios fundamentais 
que asseguram a legitimidade e a equidade 
dos julgamentos. 
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 Esses princípios fundamentais que 
asseguram a legitimidade e a equidade dos 
julgamentos. 
 Esses princípios são essenciais para 
garantir que o processo penal seja 
conduzido de forma justa, respeitando os 
direitos do réu e assegurando que as 
decisões tomadas reflitam a consciência 
coletiva da sociedade, expressa pelos 
jurados. 
 Três dos princípios mais importantes 
que fundamentam o funcionamento do 
Tribunal do Júri, assegurando que o 
julgamento seja não apenas um ato formal, 
mas um processo substancial de busca pela 
verdade e pela justiça. 
PLENITUDE DE DEFESA 
 A plenitude de defesa no Tribunal do 
Júri é um princípio que garante ao réu o 
direito a uma defesa completa, abrangendo 
tanto a defesa técnica quanto a 
sustentação oral perante os jurados. 
 Esse princípio é essencial para 
assegurar que o réu tenha uma defesa justa e 
eficaz, que aborde todos os aspectos 
relevantes do caso, tanto do ponto de vista 
legal quanto fático. 
 A defesa técnica é conduzida por 
advogados especializados, que utilizam 
argumentos jurídicos para demonstrar a 
inocência ou atenuar a responsabilidade do 
réu. 
 Por outro lado, a sustentação oral 
permite que o advogado se dirija diretamente 
aos jurados, apelando para a consciência e 
o senso de justiça deles. 
 A importância da plenitude de defesa é 
tal que sua ausência ou deficiência pode 
levar à nulidade do julgamento, uma vez 
que compromete a legitimidade do veredicto. 
 O Supremo Tribunal Federal (STF), em 
casos recentes, como na Arguição de 
Descumprimento de Preceito Fundamental 
(ADPF) 779, considerou inconstitucional a 
tese da “legítima defesa da honra”. Essa 
decisão reforça a necessidade de uma 
defesa que respeite os princípios 
constitucionais, excluindo argumentações 
que possam ser discriminatórias ou que 
contrariem os direitos fundamentais. 
 Assim, o princípio da plenitude de 
defesa não apenas protege o direito do réu 
a ser defendido, mas também assegura 
que essa defesa seja conduzida dentro dos 
parâmetros éticos e legais estabelecidos 
pela Constituição. 
SIGILO DAS VOTAÇÕES 
 O sigilo das votações é um princípio 
que garante a independência e a 
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imparcialidade dos jurados no Tribunal do 
Júri. 
 Segundo o artigo 485 do Código de 
Processo Penal (CPP), as deliberações e as 
votações dos jurados são realizadas em 
uma sala especial, sem a presença de 
estranhos, de modo a evitar qualquer tipo 
de pressão externa que possa influenciar a 
decisão dos jurados. 
 Este princípio é fundamental para que 
os jurados possam votar de acordo com suas 
consciências, sem medo de retaliações ou 
influências externas. 
 O sigilo das votações também protege 
a integridade do processo, assegurando 
que a decisão seja fruto de uma reflexão 
individual e autônoma de cada jurado, 
baseada exclusivamente nas provas e 
argumentos apresentados durante o 
julgamento. 
 O papel do juiz-presidente é crucial 
nesse contexto, pois ele deve garantir que o 
sigilo seja rigorosamente mantido, 
organizando o ambiente e o procedimento de 
forma a preservar a confidencialidade das 
deliberações. 
 Qualquer violação a este princípiopode comprometer a validade do 
julgamento, uma vez que expõe os jurados 
a pressões que podem distorcer o 
veredicto. 
SOBERANIA DOS VEREDICTOS 
 A soberania dos veredictos é o princípio 
que assegura que as decisões do Tribunal 
do Júri são definitivas e vinculantes, 
representando a vontade soberana dos 
jurados. 
 Este princípio confere aos jurados a 
autoridade para decidir sobre a 
culpabilidade ou inocência do réu, 
baseando-se em sua avaliação das provas 
e em sua convicção pessoal. 
 Os jurados, ao não estarem vinculados 
estritamente à lei ou à jurisprudência, têm a 
liberdade de decidir de acordo com suas 
consciências e com o que consideram ser 
justo. 
 No entanto, a soberania dos veredictos 
não é absoluta. 
 O artigo 593, III, “d” do CPP prevê que 
a decisão do júri pode ser revista pelo 
Tribunal em casos de manifesta 
contrariedade à prova dos autos. 
 Essa exceção visa proteger a 
integridade do processo judicial, evitando 
que decisões claramente injustas, 
baseadas em preconceitos ou em 
interpretações equivocadas das provas, se 
mantenham. Ainda assim, essa revisão é 
excepcional, respeitando ao máximo a 
vontade dos jurados, que são os 
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representantes diretos da sociedade no 
julgamento dos crimes mais graves. 
INTRODUÇÃO AO PROCEDIMENTO 
BIFÁSICO NO TRIBUNAL DO JÚRI 
 O Tribunal do Júri, uma instituição 
fundamental no sistema de justiça criminal, é 
regido por um procedimento bifásico que 
visa assegurar uma análise justa e 
criteriosa dos casos que envolvem crimes 
dolosos contra a vida. 
 Este procedimento, dividido em duas 
fases distintas – o Juízo de Formação da 
Culpa (iudicium accusationis) e o Juízo da 
Causa (iudicium causae) – permite uma 
triagem inicial rigorosa antes que o caso 
seja levado ao julgamento popular, 
garantindo que somente aqueles casos que 
apresentam indícios suficientes de autoria e 
materialidade sigam para o plenário. 
 A estrutura bifásica do Tribunal do Júri 
reflete a importância da proteção dos direitos 
do acusado e da eficiência na administração 
da justiça. 
1ª FASE 
JUÍZO DE FORMAÇÃO DA CULPA 
 A primeira fase do procedimento 
bifásico no Tribunal do Júri, conhecida como 
Juízo de Formação da Culpa ou iudicium 
accusationis, tem início com o recebimento 
da denúncia ou queixa pelo juiz. Esta fase é 
essencialmente uma etapa de filtragem, onde 
o juiz realiza uma análise preliminar para 
determinar se há elementos suficientes para 
que o caso seja levado ao julgamento pelo 
Tribunal do Júri. 
 O processo começa com a 
apresentação da denúncia ou queixa-
crime, onde o Ministério Público (ou o 
querelante, no caso de queixa) expõe os 
fatos e acusa o réu de cometer um crime 
doloso contra a vida. Após o recebimento da 
denúncia, o juiz conduz a instrução 
criminal, que inclui a realização da 
audiência de instrução, conforme disposto 
no artigo 411 do Código de Processo Penal 
(CPP). 
 Durante essa audiência, são colhidas 
as provas, ouvidas as testemunhas de 
acusação e defesa, e, eventualmente, 
realizado o interrogatório do acusado. 
 A audiência de instrução é uma etapa 
crucial, pois é nela que o juiz tem a 
oportunidade de formar seu convencimento 
sobre a existência de indícios suficientes de 
autoria e materialidade. 
 Após a conclusão da instrução, o juiz 
deve proferir uma das seguintes decisões: 
pronúncia, impronúncia, desclassificação 
ou absolvição sumária. 
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• Pronúncia: Se o juiz entender que há prova da 
materialidade do fato e indícios suficientes de 
autoria, ele pronuncia o réu, enviando o caso 
para julgamento pelo Tribunal do Júri. 
• Impronúncia: Caso o juiz conclua que não há 
indícios suficientes para levar o réu a 
julgamento, ele profere a impronúncia, 
arquivando o processo. 
• Desclassificação: Se o juiz entender que o 
crime imputado ao réu não se enquadra como 
doloso contra a vida, mas sim em outro tipo 
penal, ele desclassifica o crime e o caso segue 
para o juízo competente. 
• Absolvição Sumária: Em situações em que o 
juiz entende que existe uma causa excludente 
da ilicitude, da culpabilidade, ou que o fato não 
constitui crime, ele pode absolver 
sumariamente o réu. 
2ª FASE 
JUÍZO DA CAUSA 
 A segunda fase do procedimento 
bifásico no Tribunal do Júri é o Juízo da Causa 
ou iudicium causae, onde ocorre o 
julgamento propriamente dito do réu pelo 
corpo de jurados. 
 Esta fase é precedida pela 
preparação do processo para o julgamento 
em plenário, onde todos os elementos 
colhidos durante a instrução são 
organizados e apresentados para que os 
jurados possam deliberar. 
 Nesta fase, o juiz assume o papel de 
presidente do Tribunal do Júri, 
coordenando os trabalhos e garantindo que o 
julgamento ocorra de forma justa e imparcial. 
 É importante ressaltar que, 
diferentemente da primeira fase, onde o 
juiz possui um papel decisivo na triagem 
do caso, nesta segunda fase o 
protagonismo é dos jurados, que têm a 
função de decidir sobre a culpabilidade ou 
inocência do réu. 
 Os jurados, cidadãos comuns 
sorteados para compor o conselho de 
sentença, são responsáveis por avaliar as 
provas e ouvir os argumentos 
apresentados pela acusação e pela defesa. 
Após as exposições, eles respondem aos 
quesitos formulados pelo juiz-presidente, 
votando de forma secreta sobre a 
culpabilidade do réu. 
 A decisão dos jurados, 
consubstanciada nos veredictos, é 
soberana, ou seja, em princípio, não pode 
ser revista, exceto em casos de manifesta 
contrariedade às provas dos autos, como 
previsto no artigo 593, III, "d" do CPP. 
 O procedimento bifásico, ao dividir o 
processo em duas etapas distintas, busca 
equilibrar a celeridade com a segurança 
jurídica, protegendo os direitos do acusado 
ao mesmo tempo em que promove uma 
análise rigorosa e detalhada dos fatos. 
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 A primeira fase atua como uma 
barreira protetora, garantindo que somente 
casos com indícios robustos sigam para o 
julgamento popular, enquanto a segunda 
fase permite que a sociedade, por meio dos 
jurados, exerça sua função de julgar os 
crimes mais graves, refletindo os valores e a 
consciência coletiva. 
INTRODUÇÃO ÀS DECISÕES DO 
MAGISTRADO NA 1ª FASE DO 
TRIBUNAL DO JÚRI 
 Na primeira fase do Tribunal do Júri, 
conhecida como Juízo de Formação da Culpa, 
o magistrado possui um papel crucial ao 
decidir o destino do processo. 
 Essa fase envolve a análise 
preliminar das provas apresentadas, e a 
decisão do juiz determinará se o caso 
segue para julgamento pelo Tribunal do 
Júri ou se será encerrado 
antecipadamente. 
 O magistrado tem à sua disposição 
quatro possíveis decisões: impronúncia, 
despronúncia, absolvição sumária e 
pronúncia. 
 Cada uma dessas decisões possui 
implicações distintas e reflete a avaliação do 
juiz sobre a suficiência das provas e a 
legalidade da acusação. 
IMPRONÚNCIA 
 A impronúncia ocorre quando o 
magistrado entende que não há provas 
suficientes de autoria ou materialidade do 
crime para levar o réu a julgamento pelo 
Tribunal do Júri. 
 Esta decisão significa que, na visão 
do juiz, os indícios apresentados pelo 
Ministério Público ou pelo querelante não 
são robustos o bastante para justificar o 
prosseguimento do processo para a 
segunda fase, onde o réu seria julgado pelos 
jurados. 
 A decisão de impronúncia produz 
coisa julgada formal, ou seja, impede que 
o réu seja processado novamente pelos 
mesmos fatos, salvo se surgirem novas 
provas que possam alterar 
significativamente o quadro probatório. 
 Nesse sentido, a impronúncia não 
encerra definitivamente a possibilidade de 
responsabilização do réu, mas coloca um 
ponto final temporário no processo, até que 
novas evidências possam justificar sua 
reabertura.Esta decisão é uma forma de garantir 
que apenas casos com provas substanciais 
sejam submetidos ao julgamento popular, 
protegendo o réu de uma exposição 
desnecessária e de um processo injusto. 
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DESPRONÚNCIA 
 A despronúncia é uma figura 
processual menos comum, que ocorre 
quando o juiz, ao reavaliar uma decisão 
anterior de pronúncia, decide convertê-la 
em impronúncia. 
 Este cenário pode surgir, por exemplo, 
quando novas evidências ou uma 
reconsideração dos elementos já 
apresentados levam o magistrado a 
concluir que não há mais provas 
suficientes para manter a pronúncia do 
réu. 
 A despronúncia é um mecanismo que 
permite corrigir decisões que, à luz de 
novas informações ou de uma análise mais 
detalhada, se mostram inadequadas para 
justificar o julgamento pelo Tribunal do Júri. 
 Esta decisão, como a impronúncia, 
também produz coisa julgada formal, mas 
pode ser desafiada por meio de recurso, 
especialmente se o réu buscar a 
absolvição sumária, alegando que os 
elementos do processo não sustentam 
nem mesmo a possibilidade de um crime. 
ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA 
 A absolvição sumária é a decisão mais 
favorável ao réu na primeira fase do Tribunal 
do Júri. 
 Ela ocorre quando o juiz, ao analisar 
as provas, conclui que não há 
materialidade ou autoria do delito, ou que 
existe uma causa excludente da ilicitude 
ou da culpabilidade que impede a 
condenação do réu. 
 Em outras palavras, o magistrado 
reconhece de plano que o réu não cometeu 
o crime ou que agiu amparado por uma 
justificativa legal, como a legítima defesa, o 
estado de necessidade ou a inexigibilidade de 
conduta diversa. 
 A absolvição sumária encerra o 
processo na primeira fase, livrando o réu de 
ser julgado pelo Tribunal do Júri. 
 Esta decisão é definitiva em relação 
ao mérito, não permitindo que o réu seja 
processado novamente pelos mesmos fatos. 
 A absolvição sumária é uma importante 
garantia de justiça, evitando que pessoas 
sejam submetidas ao desgaste e à exposição 
pública de um julgamento, quando está claro 
que não há fundamentos para sua 
condenação. 
PRONÚNCIA 
 A pronúncia é a decisão que determina 
que o réu seja submetido a julgamento pelo 
Tribunal do Júri. 
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 Para que o juiz profira a pronúncia, é 
necessário que existam provas da 
materialidade do fato e indícios suficientes 
de autoria. 
 A pronúncia não implica uma 
condenação, mas sim que há elementos 
suficientes para que o caso seja avaliado 
pelos jurados, que representarão a 
sociedade no julgamento do réu. 
 A decisão de pronúncia é formal e 
deve ser fundamentada, indicando 
claramente as razões pelas quais o 
magistrado considera que o caso deve 
seguir para o Tribunal do Júri. 
 Ela não se vincula a uma convicção 
definitiva sobre a culpabilidade do réu, 
mas sim ao entendimento de que há um 
conjunto probatório que justifica a 
submissão do caso ao julgamento popular. 
 A pronúncia é um passo crucial no 
procedimento do Tribunal do Júri, pois é a 
partir dela que se inicia a segunda fase do 
processo, em que o réu será julgado de 
forma direta pelos jurados.

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