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1 MARC – P5: ANEMIAS ERITROPOIESE É o processo de produção e de maturação dos glóbulos vermelhos, que ocorre na medula óssea através das células tronco hematopoiéticas. PROCESSO DE ERITROPOIESE Ocorre na medula óssea e se divide em 3 etapas: Diferenciação: Onde uma célula pluripotente, sob estímulos específicos, se diferencia em linhagem mielóide. Essa linhagem mielóide pode formar os leucócitos, megacariócitos e os eritrócitos. Posteriormente, sob estímulo do fator estimulador de colônia de granulócitos, IL- 3 e na presença de eritropoietina, a linhagem mielóide se diferencia em eritrócitos. A primeira célula da linhagem eritroide é o rubiblasto. Multiplicação (proliferação): Ocorre uma série de mitoses sequenciais que vão transforma o rubriblasto em metarrubrícito, na seguinte sequência: rubriblastos pró-rubriblastos rubrícito basofílico rubrícito policromático metarrubrícito. Maturação: Nessa fase, o metarrubrícito vai se diferenciar em reticulócito que, posteriormente, com adição de hemoglobina, se diferencia em eritrócito. Na fase de maturação, acontecem uma série de mudanças conformacionais que envolvem enucleação, perda de DNA, e produção de hemoglobina. A perda do núcleo caracteriza a maturação do metarrubrícito para o reticulócito. É essa perda do núcleo que faz a hemácia diminuir de tamanho e é estimulada pela presença de vitamina B12, folato/ácido fólico e vitamina B3. Por esse motivo, se eu tenho deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico, as hemácias continuam grandes, gerando uma anemia megaloblástica com macrocitose. A presença de ferro faz com que o reticulócito aumente sua afinidade pela hemoglobina, podendo assim se diferenciar em hemácia/eritrócito. Essa hemoglobina faz a célula ficar eosinofílica, rosinha – se eu tenho deficiência de ferro, a afinidade à hemoglobina é menor e consequentemente a eosinofilia é menor também, ou seja, a hemácia fica mais clara, hipocrômica. COMPONENTES IMPORTANTES PARA A ERITROPOIESE ERITROPOETINA (EPO) Hormônio glicoproteico que regula a eritropoese. Ela atua estimulando as células mielóides para a produção de eritrócitos, auxiliando a maturação das células, síntese da hemoglobina e aumento da taxa de reticulócitos no sangue. HEMOGLOBINA E FERRO A hemoglobina é uma proteína globular quaternária especializada no transporte de O2 pela corrente sanguínea. A molécula da hemoglobina é formada por 4 subunidades polipeptídicas (globinas) ligadas ao grupo heme, que possui um átomo de ferro – o responsável por se ligar ao O2 – e é responsável pela cor vermelha da hemoglobina. VITAMINA B12 E ÁCIDO FÓLICO Ambas vitaminas do complexo B, são importantes na formação do grupo heme e na hematopoese – auxiliam na produção dos glóbulos vermelhos e na manutenção do ferro no organismo. ANEMIA Anemia é definida como a redução da concentração de hemoglobina do sangue. Os principais tipos de anemia são: Carenciais: ferroprivas e megaloblásticas. Anemias inflamatórias ou de doenças crônicas. Talassemias. Anemias sideroblásticas. Anemia aplásica. Hemolíticas. Anemia das doenças endócrinas. Mobile User 2 A quantidade de reticulócitos no sangue periférico é indicador da capacidade funcional da medula ósseoa diante de uma anemia. CLASSIFICAÇÃO Quanto à morfologia das anemias – deve-se avaliar os seguintes elementos que podem ser encontrados nos hemogramas: VCM (volume corpuscular médio): classifica a anemia em macrocítica, microcítica ou normocítica. VR: 80-100. HCM (hemoglobina corpuscular média): diz respeito sobre a quantidade de hemoglobina dentro da hemácia – classifica a anemia em hipercrômica, hipocrômica ou normocrômica. VR: 28-32. CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média): classifica a anemia em hipercrômica, hipocrômica ou normocrômica. VR: 32-37. RDW: é o índice anisocitose – medida de variação do tamanho das hermácias. VR: 10-15. Anisocitose é quando há diferença no tamanho das hemácias. Contagem de reticulócitos: classifica a anemia em hiperproliferativa ou hipoproliferativa. Quanto à fisiopatologia das anemias: Anemias por falta de produção (podem acompanhar doenças inflamatórias, infecciosas e neoplásicas): Produção deficiente de glóbulos vermelhos por acometimento primário ou secundário da medula óssea. Falta de eritropoietina. Carência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico. Anemias por excesso de destruição ou regenerativas: Ocorre nas anemias hemolíticas ou anemias por perda de sangue. Hemólise pode ser causada por defeitos intrínsecos, como nas anemias associadas a alterações hereditárias, ou fatores extrínsecos, como exposição a toxinas, parasitas ou agentes infecciosos. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A síndrome anêmica pode se manifestar de modo assintomático/oligossintomático ou, ainda, com: Astenia. Palidez cutaneomucosa. Cefaleia. Tontura. Dispneia. Palpitações. Sopros cardíacos, entre outros. Mobile User 3 DIAGNÓSTICO Hemoglobina: <13g/dl em homens. <12g/dl em mulheres e crianças de 6 à 14 anos. <11 g/dl para gestantes e crianças de até 6 anos. Hematócrito (Ht): < 41% para homens. < 36% para mulheres. Número de glóbulos vermelhos. EXAME FÍSICO Coiloníquia e queilite angular (anemia ferropriva). Neuropatia, hiperpigmentação cutânea e queilite angular (anemia megaloblástica). Icterícia e história de colelitíase (anemia hemolítica). Raça negra, dores musculares e úlceras maleolares (anemia falciforme). Fácies em esquilo (talassemia), telangiectasias, eritema palmar, rarefação de pelos e ginecomastia (hepatopatia). Linfonodomegalias (doenças linfoproliferativas). EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma + contagem de reticulócitos + esfregaço sanguíneo. MANEJO ANEMIAS MICROCÍTICAS E HIPOCRÔMICAS São todas as anemias caracterizadas por eritrócitos pequenos, com baixa concentração de hemoglobina, resultante de diminuição da síntese de heme ou de globina. ANEMIA FERROPRIVA É aquela causada pela deficiência de ferro. ETIOLOGIAS: Aumento da necessidade de ferro. Aporte inadequado de ferro. Absorção intestinal insuficiente de ferro. Mobile User 4 Perda de sangue crônica. Múltiplos mecanismos associados a inflamação e níveis elevados de hepcidina. Perda de sangue aguda. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Como a anemia ferropriva em geral progride lentamente, os pacientes, sobretudo se forem jovens, toleram até mesmo uma anemia grave. Fadiga (comum, porém inespecífica) e intolerância ao exercício nos músculos, palidez (sinal avançado). Deficiência de ferro avançada: boca seca, glossite, estomatite angular, unhas quebradiças ou em formato de colher (coiloníquia), disfagia decorrente de membranas esofágicas e queda de cabelo. Irritabilidade e concentração deficiente (sintomas neurológicos inespecíficos). Alotriofagia (pica): ingestão de argila, giz, papel ou gelo (pagofagia) que pode ser observada em mulheres e crianças, mais comumente nos países em desenvolvimento. A síndrome das pernas inquietas também pode indicar deficiência de ferro. DIAGNÓSTICO Hemograma e ferritina. Níveis séricos baixos de ferritina são o indicador mais confiável de deficiência de ferro. Ferritina: representa os estoques de ferro. O nível de ferro sérico está diminuído, a transferrina e a capacidade total de ligação do ferro estão aumentadas, enquanto a saturação de transferrina está baixa, habitualmente inferior a 16%. Ferro sérico: medida da quantidade de ferro na corrente sanguínea ligado à transferrina. Transferrina: proteína transportadorade ferro. A contagem de reticulócitos é baixa, refletindo a diminuição na produção de eritrócitos. O volume corpuscular médio (VCM) e a hemoglobina corpuscular média (HCM) estão reduzidos. A identificação da causa da deficiência de ferro é parte essencial da investigação diagnóstica. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Devem ser feitos exames para diferenciar a anemia ferropriva de outras anemias microcíticas hipocrômicas. TRATAMENTO Dieta adequada: ingesta de carnes vermelhas e frutas ricas em vitamina C, que aumentam a absorção de ferro. Crianças: 3 a 6 mg/kg/dia (ferro elementar), em duas a três tomadas. Adultos: 120 a 180 mg/dia (ferro elementar). Sulfato ferroso de 300 mg contém 60 mg de ferro complementar 1 comprimido, 3x/dia. Suplementação após a correção da anemia: Crianças 3 a 4 meses. Adultos 4 a 6 meses. Para restaurar os estoques de ferro, são necessários de 2 a 6 meses, ou até obter-se um valor de ferritina de pelo menos 15 ng/mL para crianças e 30 ng/mL para adultos. Administração do sulfato ferroso: Em jejum ou 1 a 2 horas antes das refeições, com fruta ou suco cítrico. 2 horas antes ou 4 horas após os antiácidos. Em caso de efeitos colaterais, como diarreia, azia, cólicas no abdome, vômitos e constipação, preferir junto às refeições absorção irá diminuir. Tratamento parenteral: Indicações: Intolerância ou refratariedade à via oral (VO). Má absorção por doença gastrintestinal. Incapacidade de manter as reservas de ferro em pós-bariátricos. Doentes fazendo hemodiálise. Hb < 8 g/Dl. Deve ser evitado em portadores de insuficiência hepática, em gestantes com menos de 12 semanas e na amamentação. A transfusão sanguínea somente está indicada em caso de instabilidade hemodinâmica ameaçadora. Pedro Bonaldi 5 ANEMIAS SIDEROBLÁSTICAS Anemias congênitas e adquiridas, em que um defeito na utilização do ferro dos eritroblastos causa eritropoese inefetiva e graus variáveis de sobrecarga sistêmica de ferro. Há sideroblastos em anel na medula óssea em decorrência de depósitos patológicos de ferro nas mitocôndrias. Essas anemias são microcíticas e hipocrômicas. ANEMIA DA DOENÇA CRÔNICA OU ANEMIA DA INFLAMAÇÃO A anemia da doença crônica ou anemia da inflamação é multifatorial, ocorrendo em um amplo espectro de distúrbios, como infecções crônicas, doenças reumatológicas, doença renal crônica (DRC), doença inflamatória intestinal, cânceres hematológicos e sólidos, insuficiência cardíaca crônica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Ela está associada à produção aumentada de citocinas pró-inflamatórias, suprarregulação da hepcidina e desregulação da homeostasia do ferro. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS As manifestações clínicas são as do distúrbio subjacente. Em geral, a anemia é de grau moderado (8 a 10 g/dℓ) e assintomática. Pode ser agravada por deficiência concomitante de ferro, sobretudo na DRC e nas doenças inflamatórias intestinais. A anemia pode agravar o desfecho do distúrbio subjacente. DIAGNÓSTICO A anemia é habitualmente normocítica e normocrômica. A inflamação é sugerida pelos níveis séricos elevados de ferritina, em consequência da inflamação e da retenção de ferro pelos macrófagos, associados a níveis de ferro e transferrina normais baixos e diminuição da porcentagem de saturação da transferrina. A elevação da proteína C reativa (PCR) associada aos níveis elevados de ferritina sugere inflamação. TRATAMENTO O tratamento é feito com o controle da doença basal. Eritropoetina pode ser considerada em casos graves com anemia intensa. Eritropoetina: Dose inicial de 100 U/Kg, via subcutânea, dividida em três doses semanais por um período de 8 a 12 semanas. Se não houver resposta terapêutica esperada, recomenda-se aumentar a dose de para 150 U/Kg até 300 U/Kg. ANEMIA HEMOLÍTICA Hemólise: destruição prematura e, consequentemente, um ciclo de vida mais curto dos eritrócitos (< 120 dias). Anemia hemolítica: acontece quando a produção da medula óssea não consegue mais compensar a diminuição da sobrevida dos eritrócitos. ETIOLOGIA A hemólise pode ser: Extrínseca: de uma fonte fora dos eritrócitos (geralmente são distúrbios adquiridos). Causas: fármacos, alterações imunológicas, infecções, lesão mecânica, hiperatividade reticuloendotelial, toxinas, organismos infecciosos (ação direta de toxinas, invasão e destruição dos eritrócitos pelo organismo, produção de anticorpos). Intrínseca: decorrente de um defeito dentro dos eritrócitos (as anomalias costumam ser hereditárias). Causas envolvem anormalidades nas seguintes áreas: membrana eritrocitária, metabolismo celular, estrutura da hemoglobina. Extravascular: ocorre quando eritrócitos defeituosos ou anômalos são retirados da circulação pelo baço e pelo fígado. Intravascular: ocorre quando a membrana da célula foi gravemente lesionada por diferentes mecanismos (fenômenos autoimunes, trauma direto, tensão de cisalhamento, coagulação intravascular disseminada, toxinas. Mobile User 6 QUADRO CLÍNICO Manifestações sistêmicas: palidez, fadiga, tontura e fraqueza. Icterícia conjuntival e/ou icterícia podem ocorrer e pode haver esplenomegalia. Crises hemolíticas: calafrios, febre, dores lombar e abdominal, prostração e choque. DIAGNÓSTICO Esfregaço de sangue periférico e contagem de reticulócitos. Bilirrubina sérica, desidrogenase láctica (DHL), haptoglobina e alanina aminotransferase (ALT). Teste de Coombs e/ou triagem de hemoglobinopatias. TRATAMENTO Depende do mecanismo específico da hemólise. Os corticoides são úteis no início do tratamento de hemólise autoimune causada por anticorpos quentes. Utilizam-se transfusões em pacientes com anemia sintomática ou quando há reticulocitopenia. A esplenectomia é benéfica em algumas situações, principalmente quando o sequestro esplênico for a causa principal da destruição de eritrócitos. Na doença da aglutinina fria, recomenda-se evitar o frio e, algumas vezes, o sangue será aquecido antes da transfusão. TALASSEMIAS As talassemias são um grupo de anemias hemolíticas hereditárias microcíticas, caracterizadas por defeito da síntese da hemoglobina (diminuição da produção de pelo menos uma cadeia polipeptídica da globina). Talassemia alfa: Resulta da redução da produção das cadeias polipeptídicas alfa decorrente da deleção de um ou mais genes alfa. Talassemia beta: A talassemia beta resulta da diminuição da produção das cadeias polipeptídicas beta decorrente de mutações ou deleções no gene da globina beta, levando ao comprometimento da produção de hemoglobina A. QUADRO CLÍNICO Talassemia alfa: Os pacientes com um único alelo alfa + são clinicamente normais e são chamados de portadores silenciosos. Pacientes que são heterozigotos com defeitos em 2 dos 4 genes com dois alelos alfa + ou um alelo alfa 0 tendem a desenvolver anemia microcítica leve a moderada, mas nenhum sintoma. Defeitos em 3 dos 4 genes causados pela co- herança tanto de alfa + como de alfa 0 prejudicam gravemente a produção da cadeia alfa – os pacientes mostram anemia hemolítica sintomática e esplenomegalia. Defeitos em todos os 4 genes via dois alelos alfa 0 são uma doença letal intrauterina (hidropisia fetal) porque a hemoglobina que não contém cadeias alfa não pode transportar o oxigênio. Talassemia beta: Talassemia beta menor: pacientes geralmente são assintomáticos com anemia microcítica leve a moderada. Betatalassemia intermediária: quadro clínico variável. Talassemia beta maior: pacientes evoluem com anemia grave e hiperatividade medular. DIAGNÓSTICO Avaliação paraanemia hemolítica, se for suspeitada. Esfregaço periférico. Eletroforese de hemoglobina. Teste de DNA (diagnóstico pré-natal). TRATAMENTO Transfusão de concentrado de eritrócitos, com ou sem quelação do ferro. Esplenectomia em caso de esplenomegalia. Transplante de células-tronco alogênicas, se possível. Luspatercepte para tratamento da talassemia beta dependente de transfusão. Mobile User 7 ANEMIAS MACROCÍTICAS MEGALOBLÁSTICAS Anemias macrocíticas (VCM > 100 fL) decorrentes de deficiência de vitamina B12 ou deficiência de folato são megaloblásticas. A anemia megaloblástica é decorrente de falha da síntese de DNA e desequilíbrio de maturação entre o núcleo e o citoplasma celular, resultando na formação de grandes células sujeitas a parada de maturação e destruição precoce. QUADRO CLÍNICO A anemia é insidiosa e pode não produzir sintomas até se tornar grave. As manifestações gastrointestinais são comuns, como diarreia, glossite e anorexia. As manifestações neurológicas, como neuropatia periférica e instabilidade da marcha, são exclusivas da deficiência de vitamina B12 e podem ser permanentes se prolongadas. Parestesias podem ser uma manifestação da deficiência de vitamina B12. DIAGNÓSTICO Hemograma completo, índices de eritrócitos, contagem de reticulócitos e esfregaço periférico. Níveis de B12 e folato. TRATAMENTO Suplementos vitamínicos apropriados. Sempre excluir deficiência de vitamina B12 antes de usar suplementos de folato. ANEMIA FALCIFORME A anemia falciforme é uma anemia hemolítica crônica que ocorre quase exclusivamente em pessoas com ascendência africana. É causada pela herança homozigótica dos genes da hemoglobina (Hb) S, fazendo com que as hemácias se deformem e tenham formato de foice. QUADRO CLÍNICO Anemia grave. Eventos de oclusão dos vasos, causando isquemia e infarto tecidual – dor intensa nos ossos longos, mãos e pés, região dorsal e articulações. Discreta icterícia e palidez. DIAGNÓSTICO Teste de DNA (diagnóstico pré-natal). Esfregaço periférico. Teste de solubilidade. Eletroforese de hemoglobina (ou focalização isoelétrica em camada fina). TRATAMENTO Antibióticos de largo espectro (para infecção). Analgésicos e hidratação IV (para crise de dor vaso- oclusiva). Oxigênio (para hipóxia). Transfusão, se necessária. Imunização, suplementação de folato e hidroxiureia (para manutenção da saúde). Transplante de células-tronco (para complicações avançadas). ANEMIA APLÁSICA Anemia aplásica é uma doença das células-tronco hematopoiéticas que resulta na perda dos precursores dos eritrócitos, hipoplasia ou aplasia da médula óssea e citopenia de duas ou mais linhagens celulares (eritrócitos, leucócitos e/ou plaquetas). Causas: produtos químicos, fármaco, hepatite, gestação, radiação, vírus, doenças hereditárias da insuficiência da medula óssea devido a mutações genéticas. QUADRO CLÍNICO O início da anemia aplásica geralmente é insidioso, com frequência ocorrendo ao longo de semanas ou meses após a exposição a vírus, medicamento ou toxina., embora ocasionalmente possa ser aguda. A anemia pode causar fraqueza, fadiga fácil e a trombocitopenia grave pode causar petéquias, equimoses e sangramento em gengivas, fundo do olho ou outros tecidos. A agranulocitose normalmente provoca infecções que ameaçam a vida. DIAGNÓSTICO Hemograma completo e contagem de reticulócitos. Exame da medula óssea com testes citogenéticos e moleculares. Mobile User 8 Citometria de fluxo para um clone da hemoglobinúria paroxística noturna (HPN). Consideração de exames genéticos, especialmente em pacientes jovens ou naqueles com história familiar sugestiva ou dismorfia característica. TRATAMENTO Transplante de células-tronco hematopoiéticas. Se transplante não for uma opção, a imunossupressão com globulina antitimocítica equina e ciclosporina e, às vezes, eltrombopag. Mobile User