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Variação Linguística_AV1

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Questões resolvidas

Aí certificou-se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, pois sentia calor. Seu Inácio trouxe a garrafa de aguardente. Fabiano virou o copo de um trago, cuspiu, limpou os beiços à manga, já contraiu o rosto. Ia jurar que a cachaça tinha água. Por que seria que seu Inácio botava água em tudo? perguntou mentalmente. Animou-se e interrogou o bodegueiro: ─ Por que é que vossemecê bota água em tudo? Seu Inácio fingiu não ouvir. E Fabiano foi sentar-se na calçada, resolvido a conversar. O vocabulário dele era pequeno, mas em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira. Pobre de seu Tomás. Um homem tão direito sumir-se como cambembe, andar por este mundo de trouxa nas costas. Seu Tomás era pessoa de consideração e votava. Quem diria? (RAMOS, 1991, p. 26-27)
A fala de Fabiano, reproduzida nesse trecho, demonstra um alto grau de monitoração linguística, tendo em vista o contínuo de monitoramento estilístico, tal como proposto por Bortoni-Ricardo e apresentado em Bagno.
A. A fala de Fabiano, reproduzida nesse trecho, demonstra um alto grau de monitoração linguística, tendo em vista o contínuo de monitoramento estilístico, tal como proposto por Bortoni-Ricardo e apresentado em Bagno
B. A afirmação “em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira” revela que Fabiano tem consciência da necessidade de adequação linguística em determinados contextos.
C. Retomando a ideia de enriquecimento vocabular referida no texto, pode-se dizer que ela exemplifica a possibilidade de, em um mesmo espaço geográfico, em uma mesma cidade, por exemplo, identificar-se a presença de mais de uma variedade de determinada língua.
D. A preocupação de Fabiano em enriquecer sua fala demonstra o reconhecimento de que seu grupo de referência linguística, portanto de sua variedade linguística, pertence ao mesmo nível hierárquico daquele de que faz parte a personagem Tomás da bolandeira.
E. As pesquisas linguísticas feitas no Brasil mostram que o fator extralinguístico que causa maior impacto sobre a variação linguística não é a origem geográfica do falante.

Michel Foucault (1926-1984), em suas reflexões acerca das práticas de poder na sociedade moderna, situa-se entre os autores que explicitam sobretudo o caráter agonístico da vida social. Podemos, tendo em vista os objetivos de nossa discussão, aproximar a ideia de norma social de sua noção mais específica de “poder”: para Foucault, em toda sociedade, formas específicas de exercício do poder delimitam o modo como os indivíduos e os grupos agem uns sobre os outros e sobre si mesmos. As relações de poder, relações assimétricas e imanentes às práticas sociais, prescrevem formas de conduta e de pensamento – aquilo que, visto de um outro modo, a tradição sociológica chama de normas sociais – que nunca são neutras ou resultados de algum tipo de consenso normativo, mas sim resultados de complexas lutas sociais.
A partir da leitura do texto, é correto inferir que a ideia de norma social também se relaciona com o modo como se fala, como cada pessoa usa a língua portuguesa.
A. A partir da leitura do texto, é correto inferir que a ideia de norma social também se relaciona com o modo como se fala, como cada pessoa usa a língua portuguesa.
B. As relações de poder se manifestam na linguagem, por exemplo, em um noticiário, como os jornais televisivos que usam uma linguagem não acessível à maioria da população brasileira, especialmente quando se trata de certos temas, como política e economia.
C. As normas linguísticas, que também são sociais, em determinados contextos, não podem ser consideradas neutras e isentas de qualquer ideologia.
D. As relações assimétricas de poder, inerentes às práticas sociais, no que se refere ao comportamento linguístico de determinada sociedade, muitas vezes, podem resultar no que Bagno (2000) denominou de preconceito linguístico.
E. A concepção de letramentos de reexistência (SOUZA, 2011) vai de encontro às propostas de letramentos adotadas pelas instituições formais de ensino, como a escola.

Acerca das variantes da língua, o compromisso político da aula de língua portuguesa é, exceto:
A. oportunizar o domínio também desta variedade padrão, como uma forma de acesso a bens que, sendo de todos, são de uso de alguns. - ERRADA
B. abrir ao sujeito o espaço fechado da escola para que nele possa dizer a sua palavra, o seu mundo, que mais facilmente se poderá percorrer o caminho
C. não destruir a linguagem do sujeito, linguagem, para que surja a linguagem da escola, mas pelo respeito a esta linguagem, a seu falante e ao seu mundo, conscientes de que também aqui, na linguagem, se revelam as diferentes classes sociais - ERRADA
D. ensinar a língua culta pelo fato de ela ter valores que não podem ser negados — em sua estreita relação com a escrita, pois ele é o repositório dos conhecimentos acumulados ao longo da história - ERRADA
E. saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo nos espaços formais de comunicação, considerando a quem e por que se diz determinada coisa.

Abordando a relação entre o Estado e a língua, no texto Brasileiro fala português: monolingüismo e preconceito lingüístico, Gilvan Müller é possível afirmar serem defesas do pesquisador, exceto:
A. ideologicamente produziu-se no Brasil o conhecimento de que se fala o português e o desconhecimento de que muitas outras línguas são faladas (por volta de 200 idiomas atualmente, sendo 170 línguas autóctones e 30 línguas alóctones).
B. um dos fatos mais trágicos é que no Brasil, poucas vozes representativas se opuseram ao processo de homogeneização, em defesa de uma sociedade culturalmente pluralista.
C. somos hoje um país pluricultural e multilíngue, seja pela variedade dialetal, seja pela diversidade de línguas faladas no território.
D. o espaço em que as discussões acerca das variantes ocorre na universidade ainda é reduzido tanto pesquisas sobre plurilinguíssimo, como projetos de uma política de garantia dos direitos linguísticos às populações não falantes de português.
E. o conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para aquele que se dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender usar a língua, selecionando inclusive quais destes conhecimentos lhe são necessários.

Sobre o preconceito linguístico é correto afirmar:
1. O preconceito lingüístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é “invisível”, no sentido de que quase ninguém se apercebe dele, quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cientistas sociais que se dedicam a estudá-lo.
2. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, que dirá a sua gravidade como um sério problema social. E quando não se reconhece sequer a existência de um problema, nada se faz para resolvê-lo.
3. é algo desvinculado das aulas de gramática tradicionais, da decoreba de nomenclatura técnica, da memorização de conceitos incompletos ou facilmente desmentíveis.
A. 1 e 2
B. Apenas 1
C. Apenas 2
D. 1 e 3
E. 1, 2 e 3

Cabeludinho Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei aler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro.
No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões “voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca
A. os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto.
B. a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa.
C. a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas.
D. o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias.
E. a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem.

Analisando a questão acima, e, pensando em um trabalho em um trabalho com o gênero textual em questão, que se queira efetivo e integral na perspectiva da variação linguística, é importante tratar da possibilidade que o gênero literário dá ao autor de se utilizar de efeitos linguísticos, estéticos e de sentido, concedendo que a linguagem empregada em uma produção atenda as intenções de quem escreveu o texto, cabendo a utilização da linguagem formal ou informal como recurso estilístico, porém o ideal não é parar nesse ponto.
Não cabe mais conceber a língua como algo estático. É preciso combater as práticas vigentes de ensino pautado em uma única língua, padronizada, com a justificativa de ser mantenedora da uniformidade do idioma do País.
A. As duas proposições são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira.
B. As duas proposições são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
C. A primeira proposição é verdadeira acerca dos estudos de gênero e variação, no que se refere à análise da questão, mas a segunda é falsa, no que se refere aos estudos da variedade da língua.
D. A primeira proposição é falsa acerca dos estudos de gênero e variação, no que se refere à análise da questão, mas a segunda é verdadeira, no que se refere aos estudos da variedade da língua.
E. As duas proposições são falsas.

As histórias em quadrinhos, por se tratarem de um gênero textual de comunicação visual e elementos verbais que retratam uma narrativa, têm como predominância o contexto dialogal, ou seja, a oralidade. No caso do quadrinho de Hagar na questão 14 da prova do Enem de 2008, reproduzida na Figura 1, o diálogo acontece entre marido e mulher e tem como tema um assunto corriqueiro entre cônjuges: a indagação da esposa a respeito da saída do marido.
A contextualização do gênero textual utilizado, do enredo e das personagens é, nessa situação
A. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da inflexibilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
B. desfavorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, não é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
C. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à formalidade da língua, uma vez que por meio dos elementos apenas explícitos que compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
D. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos apenas implícitos que compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
E. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.

No que se refere ao PNLD (BRASIL, 2012, p. 6), o documento Guia para o ensino médio, existe uma colocação das tarefas a serem exercidas pelo docente, favorecer “a prática de análise e reflexão sobre a língua, na medida em que se fizer necessária ao desenvolvimento da proficiência oral e escrita, em compreensão e produção de textos”. Essa colocação corrobora com uma das premissas dos parâmetros de Língua Portuguesa, que indicam a importância de além de abordar textos da tradição literária brasileira.
A. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
B. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas privadas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
C. Fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e eventualmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
D. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de reprodução e os gêneros próprios das culturas juvenis
E. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas cibernéticas, apenas

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Questões resolvidas

Aí certificou-se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, pois sentia calor. Seu Inácio trouxe a garrafa de aguardente. Fabiano virou o copo de um trago, cuspiu, limpou os beiços à manga, já contraiu o rosto. Ia jurar que a cachaça tinha água. Por que seria que seu Inácio botava água em tudo? perguntou mentalmente. Animou-se e interrogou o bodegueiro: ─ Por que é que vossemecê bota água em tudo? Seu Inácio fingiu não ouvir. E Fabiano foi sentar-se na calçada, resolvido a conversar. O vocabulário dele era pequeno, mas em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira. Pobre de seu Tomás. Um homem tão direito sumir-se como cambembe, andar por este mundo de trouxa nas costas. Seu Tomás era pessoa de consideração e votava. Quem diria? (RAMOS, 1991, p. 26-27)
A fala de Fabiano, reproduzida nesse trecho, demonstra um alto grau de monitoração linguística, tendo em vista o contínuo de monitoramento estilístico, tal como proposto por Bortoni-Ricardo e apresentado em Bagno.
A. A fala de Fabiano, reproduzida nesse trecho, demonstra um alto grau de monitoração linguística, tendo em vista o contínuo de monitoramento estilístico, tal como proposto por Bortoni-Ricardo e apresentado em Bagno
B. A afirmação “em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira” revela que Fabiano tem consciência da necessidade de adequação linguística em determinados contextos.
C. Retomando a ideia de enriquecimento vocabular referida no texto, pode-se dizer que ela exemplifica a possibilidade de, em um mesmo espaço geográfico, em uma mesma cidade, por exemplo, identificar-se a presença de mais de uma variedade de determinada língua.
D. A preocupação de Fabiano em enriquecer sua fala demonstra o reconhecimento de que seu grupo de referência linguística, portanto de sua variedade linguística, pertence ao mesmo nível hierárquico daquele de que faz parte a personagem Tomás da bolandeira.
E. As pesquisas linguísticas feitas no Brasil mostram que o fator extralinguístico que causa maior impacto sobre a variação linguística não é a origem geográfica do falante.

Michel Foucault (1926-1984), em suas reflexões acerca das práticas de poder na sociedade moderna, situa-se entre os autores que explicitam sobretudo o caráter agonístico da vida social. Podemos, tendo em vista os objetivos de nossa discussão, aproximar a ideia de norma social de sua noção mais específica de “poder”: para Foucault, em toda sociedade, formas específicas de exercício do poder delimitam o modo como os indivíduos e os grupos agem uns sobre os outros e sobre si mesmos. As relações de poder, relações assimétricas e imanentes às práticas sociais, prescrevem formas de conduta e de pensamento – aquilo que, visto de um outro modo, a tradição sociológica chama de normas sociais – que nunca são neutras ou resultados de algum tipo de consenso normativo, mas sim resultados de complexas lutas sociais.
A partir da leitura do texto, é correto inferir que a ideia de norma social também se relaciona com o modo como se fala, como cada pessoa usa a língua portuguesa.
A. A partir da leitura do texto, é correto inferir que a ideia de norma social também se relaciona com o modo como se fala, como cada pessoa usa a língua portuguesa.
B. As relações de poder se manifestam na linguagem, por exemplo, em um noticiário, como os jornais televisivos que usam uma linguagem não acessível à maioria da população brasileira, especialmente quando se trata de certos temas, como política e economia.
C. As normas linguísticas, que também são sociais, em determinados contextos, não podem ser consideradas neutras e isentas de qualquer ideologia.
D. As relações assimétricas de poder, inerentes às práticas sociais, no que se refere ao comportamento linguístico de determinada sociedade, muitas vezes, podem resultar no que Bagno (2000) denominou de preconceito linguístico.
E. A concepção de letramentos de reexistência (SOUZA, 2011) vai de encontro às propostas de letramentos adotadas pelas instituições formais de ensino, como a escola.

Acerca das variantes da língua, o compromisso político da aula de língua portuguesa é, exceto:
A. oportunizar o domínio também desta variedade padrão, como uma forma de acesso a bens que, sendo de todos, são de uso de alguns. - ERRADA
B. abrir ao sujeito o espaço fechado da escola para que nele possa dizer a sua palavra, o seu mundo, que mais facilmente se poderá percorrer o caminho
C. não destruir a linguagem do sujeito, linguagem, para que surja a linguagem da escola, mas pelo respeito a esta linguagem, a seu falante e ao seu mundo, conscientes de que também aqui, na linguagem, se revelam as diferentes classes sociais - ERRADA
D. ensinar a língua culta pelo fato de ela ter valores que não podem ser negados — em sua estreita relação com a escrita, pois ele é o repositório dos conhecimentos acumulados ao longo da história - ERRADA
E. saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo nos espaços formais de comunicação, considerando a quem e por que se diz determinada coisa.

Abordando a relação entre o Estado e a língua, no texto Brasileiro fala português: monolingüismo e preconceito lingüístico, Gilvan Müller é possível afirmar serem defesas do pesquisador, exceto:
A. ideologicamente produziu-se no Brasil o conhecimento de que se fala o português e o desconhecimento de que muitas outras línguas são faladas (por volta de 200 idiomas atualmente, sendo 170 línguas autóctones e 30 línguas alóctones).
B. um dos fatos mais trágicos é que no Brasil, poucas vozes representativas se opuseram ao processo de homogeneização, em defesa de uma sociedade culturalmente pluralista.
C. somos hoje um país pluricultural e multilíngue, seja pela variedade dialetal, seja pela diversidade de línguas faladas no território.
D. o espaço em que as discussões acerca das variantes ocorre na universidade ainda é reduzido tanto pesquisas sobre plurilinguíssimo, como projetos de uma política de garantia dos direitos linguísticos às populações não falantes de português.
E. o conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para aquele que se dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender usar a língua, selecionando inclusive quais destes conhecimentos lhe são necessários.

Sobre o preconceito linguístico é correto afirmar:
1. O preconceito lingüístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é “invisível”, no sentido de que quase ninguém se apercebe dele, quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cientistas sociais que se dedicam a estudá-lo.
2. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, que dirá a sua gravidade como um sério problema social. E quando não se reconhece sequer a existência de um problema, nada se faz para resolvê-lo.
3. é algo desvinculado das aulas de gramática tradicionais, da decoreba de nomenclatura técnica, da memorização de conceitos incompletos ou facilmente desmentíveis.
A. 1 e 2
B. Apenas 1
C. Apenas 2
D. 1 e 3
E. 1, 2 e 3

Cabeludinho Quando a Vó me recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei aler. Aquele a preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro.
No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões “voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca
A. os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto.
B. a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa.
C. a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas.
D. o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias.
E. a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem.

Analisando a questão acima, e, pensando em um trabalho em um trabalho com o gênero textual em questão, que se queira efetivo e integral na perspectiva da variação linguística, é importante tratar da possibilidade que o gênero literário dá ao autor de se utilizar de efeitos linguísticos, estéticos e de sentido, concedendo que a linguagem empregada em uma produção atenda as intenções de quem escreveu o texto, cabendo a utilização da linguagem formal ou informal como recurso estilístico, porém o ideal não é parar nesse ponto.
Não cabe mais conceber a língua como algo estático. É preciso combater as práticas vigentes de ensino pautado em uma única língua, padronizada, com a justificativa de ser mantenedora da uniformidade do idioma do País.
A. As duas proposições são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira.
B. As duas proposições são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
C. A primeira proposição é verdadeira acerca dos estudos de gênero e variação, no que se refere à análise da questão, mas a segunda é falsa, no que se refere aos estudos da variedade da língua.
D. A primeira proposição é falsa acerca dos estudos de gênero e variação, no que se refere à análise da questão, mas a segunda é verdadeira, no que se refere aos estudos da variedade da língua.
E. As duas proposições são falsas.

As histórias em quadrinhos, por se tratarem de um gênero textual de comunicação visual e elementos verbais que retratam uma narrativa, têm como predominância o contexto dialogal, ou seja, a oralidade. No caso do quadrinho de Hagar na questão 14 da prova do Enem de 2008, reproduzida na Figura 1, o diálogo acontece entre marido e mulher e tem como tema um assunto corriqueiro entre cônjuges: a indagação da esposa a respeito da saída do marido.
A contextualização do gênero textual utilizado, do enredo e das personagens é, nessa situação
A. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da inflexibilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
B. desfavorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, não é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
C. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à formalidade da língua, uma vez que por meio dos elementos apenas explícitos que compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
D. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos apenas implícitos que compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.
E. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os contextos de uso.

No que se refere ao PNLD (BRASIL, 2012, p. 6), o documento Guia para o ensino médio, existe uma colocação das tarefas a serem exercidas pelo docente, favorecer “a prática de análise e reflexão sobre a língua, na medida em que se fizer necessária ao desenvolvimento da proficiência oral e escrita, em compreensão e produção de textos”. Essa colocação corrobora com uma das premissas dos parâmetros de Língua Portuguesa, que indicam a importância de além de abordar textos da tradição literária brasileira.
A. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
B. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas privadas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
C. Fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e eventualmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis
D. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de reprodução e os gêneros próprios das culturas juvenis
E. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas cibernéticas, apenas

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Variação Linguística, Oralidade e Ensino da Língua Portuguesa 
GABARITO – PÓS-GRADUAÇÃO 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
E A C E A A E C A 
 
01 - Aí certificou-se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, 
pois sentia calor. Seu Inácio trouxe a garrafa de aguardente. Fabiano virou o copo de um trago, 
cuspiu, limpou os beiços à manga, já contraiu o rosto. Ia jurar que a cachaça tinha água. Por que 
seria que seu Inácio botava água em tudo? perguntou mentalmente. Animou-se e interrogou o 
bodegueiro: ─ Por que é que vossemecê bota água em tudo? Seu Inácio fingiu não ouvir. E 
Fabiano foi sentar-se na calçada, resolvido a conversar. O vocabulário dele era pequeno, mas 
em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de seu Tomás da 
bolandeira. Pobre de seu Tomás. Um homem tão direito sumir-se como cambembe, andar 
por este mundo de trouxa nas costas. Seu Tomás era pessoa de consideração e votava. 
Quem diria? (RAMOS, 1991, p. 26-27) 
A. A fala de Fabiano, reproduzida nesse trecho, demonstra um alto grau de monitoração 
linguística, tendo em vista o contínuo de monitoramento estilístico, tal como proposto por 
Bortoni-Ricardo e apresentado em Bagno 
B. A afirmação “em horas de comunicabilidade enriquecia-se com algumas expressões de 
seu Tomás da bolandeira” revela que Fabiano tem consciência da necessidade de 
adequação linguística em determinados contextos. 
C. Retomando a ideia de enriquecimento vocabular referida no texto, pode-se dizer que ela 
exemplifica a possibilidade de, em um mesmo espaço geográfico, em uma mesma 
cidade, por exemplo, identificar-se a presença de mais de uma variedade de determinada 
língua. 
D. A preocupação de Fabiano em enriquecer sua fala demonstra o reconhecimento de que 
seu grupo de referência linguística, portanto de sua variedade linguística, pertence ao 
mesmo nível hierárquico daquele de que faz parte a personagem Tomás da bolandeira. 
E. As pesquisas linguísticas feitas no Brasil mostram que o fator extralinguístico que causa 
maior impacto sobre a variação linguística não é a origem geográfica do falante 
Pergunta 02 
 
Com a finalidade de expor proposições a respeito da língua brasileira e suas formas 
(variantes), o autor do texto informativo publicado em revista e utilizado como suporte na 
questão 127 
1. se utiliza do registro formal da língua, registro esse preconizado na linguagem jornalística, 
para abordar a língua como algo “vivo” e constantemente em transformação; (V) 
2. porém, não existe nenhuma problematização em torno da temática, o que caracteriza a 
questão como de cunho interpretativo, haja vista as alternativas de resposta que são 
apresentadas ao candidato. 
3. trata da variação a partir de discussões e definições de reportes teóricos da linguística 
Está correto o que se verifica em: 
A. 1 e 2 
B. 2 e 3 
C. 1 e 3 
D. Apenas 1 
E. 1,2 e 3 
Pergunta 3 - Michel Foucault (1926-1984), em suas reflexões acerca das práticas de poder na 
sociedade moderna, situa-se entre os autores que explicitam sobretudo o caráter agonístico da 
vida social. Podemos, tendo em vista os objetivos de nossa discussão, aproximar a ideia de 
norma social de sua noção mais específica de “poder”: para Foucault, em toda sociedade, formas 
específicas de exercício do poder delimitam o modo como os indivíduos e os grupos agem uns 
sobre os outros e sobre si mesmos. As relações de poder, relações assimétricas e imanentes às 
práticas sociais, prescrevem formas de conduta e de pensamento – aquilo que, visto de um outro 
modo, a tradição sociológica chama de normas sociais – que nunca são neutras ou resultados 
de algum tipo de consenso normativo, mas sim resultados de complexas lutas sociais. 
A. A partir da leitura do texto, é correto inferir que a ideia de norma social também se 
relaciona com o modo como se fala, como cada pessoa usa a língua portuguesa. 
B. As relações de poder se manifestam na linguagem, por exemplo, em um noticiário, como 
os jornais televisivos que usam uma linguagem não acessível à maioria da população 
brasileira, especialmente quando se trata de certos temas, como política e economia. 
C. As normas linguísticas, que também são sociais, em determinados contextos, não 
podem ser consideradas neutras e isentas de qualquer ideologia. 
D. As relações assimétricas de poder, inerentes às práticas sociais, no que se refere ao 
comportamento linguístico de determinada sociedade, muitas vezes, podem resultar no 
que Bagno (2000) denominou de preconceito linguístico. 
E. A concepção de letramentos de reexistência (SOUZA, 2011) vai de encontro às 
propostas de letramentos adotadas pelas instituições formais de ensino, como a escola 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 4 - Acerca das variantes da língua, o compromisso político da aula de língua 
portuguesa é, exceto: 
A. oportunizar o domínio também desta variedade padrão, como uma forma de acesso a 
bens que, sendo de todos, são de uso de alguns. - ERRADA 
B. abrir ao sujeito o espaço fechado da escola para que nele possa dizer a sua palavra, o 
seu mundo, que mais facilmente se poderá percorrer o caminho 
C. não destruir a linguagem do sujeito, linguagem, para que surja a linguagem da escola, 
mas pelo respeito a esta linguagem, a seu falante e ao seu mundo, conscientes de que 
também aqui, na linguagem, se revelam as diferentes classes sociais - ERRADA 
D. ensinar a língua culta pelo fato de ela ter valores que não podem ser negados — em sua 
estreita relação com a escrita, pois ele é o repositório dos conhecimentos acumulados 
ao longo da história - ERRADA 
E. saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo nos espaços formais de 
comunicação, considerando a quem e por que se diz determinada coisa. 
Pergunta 5 - Abordando a relação entre o Estado e a língua, no texto Brasileiro fala 
português: monolingüismo e preconceito lingüístico, Gilvan Müller é possível afirmar 
serem defesas do pesquisador, exceto: 
A. ideologicamente produziu-se no Brasil o conhecimento de que se fala o português e o 
desconhecimento de que muitas outras línguas são faladas (por volta de 200 idiomas 
atualmente, sendo 170 línguas autóctones e 30 línguas alóctones). 
B. um dos fatos mais trágicos é que no Brasil, poucas vozes representativas se opuseram 
ao processo de homogeneização, em defesa de uma sociedade culturalmente pluralista. 
C. somos hoje um país pluricultural e multilíngue, seja pela variedade dialetal, seja pela 
diversidade de línguas faladas no território, 
D. o espaço em que as discussões acerca das variantes ocorre na universidade ainda é 
reduzido tanto pesquisas sobre plurilinguíssimo, como projetos de uma política de 
garantia dos direitos linguísticos às populações não falantes de português 
E. o conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para aquele que se 
dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa exercer dignamente seu 
ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender usar a língua, 
selecionando inclusive quais destes conhecimentos lhe são necessários 
Pergunta 6 - Sobre o preconceito linguístico é correto afirmar: 
1. O preconceito lingüístico é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é “invisível”, 
no sentido de que quase ninguém se apercebe dele, quase ninguém fala dele, com exceção dos 
raros cientistas sociais que se dedicam a estudá- lo. 
2. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguístico, que dirá a sua 
gravidade como um sério problema social. E quando não se reconhece sequer a existência de 
um problema, nada se faz para resolvê-lo 
3. é algo desvinculado das aulas de gramática tradicionais, da decoreba de nomenclatura 
técnica, da memorização de conceitos incompletos ou facilmente desmentíveis. 
Está correto o que se verifica em: 
A. 1 e 2 
B. Apenas 1 
C. Apenas 2 
D. 1 e 3 
E. 1, 2 e 3 
Pergunta 7 
Cabeludinho 
Quando a Vóme recebeu nas férias, ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Ele foi 
estudar no Rio e voltou de ateu. Ela disse que eu voltei de ateu. Aquela preposição deslocada 
me fantasiava de ateu. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de 
palhaço. Minha avó entendia de regências verbais. Ela falava de sério. Mas todo-mundo 
riu. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. E fez. E 
mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras é uma solenidade de amor. E pode ser 
instrumento de rir. De outra feita, no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse, 
Cabeludinho. Eu não disiliminei ninguém. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia 
à nossa quadra. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas. 
Comecei a não gostar de palavra engavetada. Aquela que não pode mudar de lugar. Aprendi a 
gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Por depois ouvi 
um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena, não me escreve / que eu não sei aler. Aquele a 
preposto ao verbo ler, ao meu ouvir, ampliava a solidão do vaqueiro. 
BARROS, M. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003. 
No texto, o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da 
língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir, a exemplo das expressões 
“voltou de ateu”, “disilimina esse” e “eu não sei a ler”. Com essa reflexão, o autor destaca 
A. os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto. 
B. a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa. 
C. a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas. 
D. o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias. 
E. a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem. 
Analisando a questão acima, e, pensando em um trabalho em um trabalho com o gênero textual 
em questão, que se queira efetivo e integral na perspectiva da variação linguística, é importante 
tratar da possibilidade que o gênero literário dá ao autor de se utilizar de efeitos linguísticos, 
estéticos e de sentido, concedendo que a linguagem empregada em uma produção atenda as 
intenções de quem escreveu o texto, cabendo a utilização da linguagem formal ou informal como 
recurso estilístico, porém o ideal não é parar nesse ponto V 
PORQUE 
Não cabe mais conceber a língua como algo estático. É preciso combater as práticas vigentes 
de ensino pautado em uma única língua, padronizada, com a justificativa de ser mantenedora da 
uniformidade do idioma do País. V 
A. As duas proposições são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira 
B. As duas proposições são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira 
C. A primeira proposição é verdadeira acerca dos estudos de gênero e variação, no que se 
refere à análise da questão, mas a segunda é falsa, no que se refere aos estudos da 
variedade da língua. 
D. A primeira proposição é falsa acerca dos estudos de gênero e variação, no que se refere 
à análise da questão, mas a segunda é verdadeira, no que se refere aos estudos da 
variedade da língua 
E. As duas proposições são falsas 
Pergunta 8 - As histórias em quadrinhos, por se tratarem de um gênero textual de comunicação 
visual e elementos verbais que retratam uma narrativa, têm como predominância o contexto 
dialogal, ou seja, a oralidade. No caso do quadrinho de Hagar na questão 14 da prova do Enem 
de 2008, reproduzida na Figura 1, o diálogo acontece entre marido e mulher e tem como tema 
um assunto corriqueiro entre cônjuges: a indagação da esposa a respeito da saída do marido. A 
contextualização do gênero textual utilizado, do enredo e das personagens é, nessa situação 
 
A. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à 
informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a 
questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da inflexibilidade da língua 
de acordo com os contextos de uso 
B. desfavorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à 
informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a 
questão, sejam eles implícitos ou explícitos, não é possível tratar da variabilidade da 
língua de acordo com os contextos de uso 
C. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à 
formalidade da língua, uma vez que por meio dos elementos apenas explícitos que 
compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os 
contextos de uso 
D. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à 
informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos apenas implícitos 
que compõem a questão, é possível tratar da variabilidade da língua de acordo com os 
contextos de uso 
E. favorável para discussão em torno da variação linguística no que diz respeito à 
informalidade e uso coloquial, uma vez que por meio dos elementos que compõem a 
questão, sejam eles implícitos ou explícitos, é possível tratar da variabilidade da língua 
de acordo com os contextos de uso 
Pergunta 9 - Para ser um bom usuário dos recursos da língua 
A. o aluno tem que ser posto em contanto permanente e intenso com textos falados, de 
onde ele possa depreender esses recursos. É uma inutilidade (e uma crueldade) 
desperdiçar milhares de horas de aula para ensinar coisas que os alunos já sabem usar, 
simplesmente para que eles aprendam os nomes que dá a essas coisas 
B. o aluno tem que ser posto em contanto esporádico e eventual com textos falados e 
escritos de onde ele possa depreender esses recursos. É uma inutilidade (e uma 
crueldade) desperdiçar milhares de horas de aula para ensinar coisas que os alunos já 
sabem usar, simplesmente para que eles aprendam os nomes que dá a essas coisas 
C. o aluno tem que ser posto em contanto permanente e intenso com textos falados e 
escritos de onde ele possa depreender esses recursos. É uma inutilidade (e uma 
crueldade) desperdiçar milhares de horas de aula para ensinar coisas que os alunos já 
sabem usar, simplesmente para que eles aprendam os nomes que dá a essas coisas 
D. o aluno tem que ser posto em contanto permanente e intenso com textos falados e 
escritos de onde ele possa depreender esses recursos. Mas, faz-se necessário utilizar 
milhares de horas de aula para ensinar coisas que os alunos já sabem usar, 
simplesmente para que eles aprendam os nomes que dá a essas coisas 
E. o aluno não necessariamente que ser posto em contanto permanente e intenso com 
textos falados e escritos de onde ele possa depreender esses recursos. É uma inutilidade 
(e uma crueldade) desperdiçar milhares de horas de aula para ensinar coisas que os 
alunos já sabem usar, simplesmente para que eles aprendam os nomes que dá a essas 
coisas 
Pergunta 10 - No que se refere ao PNLD (BRASIL, 2012, p. 6), o documento Guia para o ensino 
médio, existe uma colocação das tarefas a serem exercidas pelo docente, favorecer “a prática 
de análise e reflexão sobre a língua, na medida em que se fizer necessária ao desenvolvimento 
da proficiência oral e escrita, em compreensão e produção de textos”. Essa colocação corrobora 
com uma das premissas dos parâmetros de Língua Portuguesa, que indicam a importância de 
além de abordar textos da tradição literária brasileira 
A. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e 
principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis 
B. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas privadas, e 
principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas juvenis 
C. Fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e 
eventualmente, com as formas de expressão e os gênerospróprios das culturas juvenis 
D. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e 
principalmente, com as formas de reprodução e os gêneros próprios das culturas juvenis 
E. fazer uma abordagem mais intensa dos gêneros em circulação nas esferas públicas, e 
principalmente, com as formas de expressão e os gêneros próprios das culturas 
cibernéticas, apenas

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