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Higiene e segurança do
Trabalho
NR1-Disposições gerais e 
gerenciamento de riscos ocupacionais.
1.1 Objetivos
1.1.1 Estabelecer as disposições gerais, o
campo de aplicação, os termos e as definições
comuns às Normas Regulamentadoras(NR)
relativas a segurança e saúde no trabalho e as
diretrizes e os requisitos para o gerenciamento
de riscos ocupacionais e as medidas de
prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho
– SST.
1.2 Campo de aplicação
1.2.1 As NR obrigam, nos termos da lei,
empregadores e empregados, urbanos e rurais.
1.2.1.1 As NR são de observância obrigatória
pelas organizações e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como
pelos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário
e Ministério Público, que possuam empregados
regidos pela Consolidação das Leis do
Trabalho.
1.3 Competências e estrutura
1.3.1 A Secretaria de Trabalho - STRAB, por meio
da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT,
é o órgão de âmbito nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho
para:
• Formular e propor as diretrizes, as
normas de atuação e supervisionar as
atividades da área de segurança e
saúde do trabalhador.
• Promover a Campanha Nacional de
Prevenção de Acidentes do Trabalho –
CANPAT; 
• Coordenar e fiscalizar o Programa de
Alimentação do Trabalhador – PAT;
• Promover a fiscalização do
cumprimento dos preceitos legais e
regulamentares sobre Segurança e
Saúde no Trabalho – SST em todo o
território nacional;
• Participar da implementação da
Política Nacional de Segurança e Saúde
no Trabalho – PNSST; 
• Conhecer, em última instância, dos
recursos voluntários ou de ofício, das
decisões proferidas pelo órgão regional
competente em matéria de segurança
e saúde no trabalho, salvo disposição
expressa em contrário. 
1.3.2 Compete à SIT e aos órgãos regionais a
ela subordinados em matéria de Segurança e
Saúde no Trabalho, nos limites de sua
competência, executar:
• Fiscalização dos preceitos legais e
regulamentares sobre segurança e
saúde no trabalho;
• As atividades relacionadas com a
Campanha Nacional de Prevenção de
Acidentes do Trabalho (CANPAT) e o
Programa de Alimentação do
Trabalhador (PAT). 
1.3.3 Cabe à autoridade regional competente
em matéria de trabalho impor as penalidades
cabíveis por descumprimento dos preceitos
legais e regulamentares sobre segurança e
saúde no trabalho.
1.4 Direitos e deveres
1.4.1 Cabe ao empregador:
• Cumprir e fazer cumprir as disposições 
legais e regulamentares sobre 
segurança e saúde no trabalho; 
• Informar aos trabalhadores: 
1. Os riscos ocupacionais existentes nos
locais de trabalho; 
2. As medidas de prevenção 
adotadas pela empresa para 
eliminar ou reduzir tais riscos;
3. Os resultados dos exames médicos e
de exames complementares de 
diagnóstico aos quais os próprios 
trabalhadores forem submetidos; 
4. Os resultados das avaliações 
ambientais realizadas nos locais de 
trabalho. 
• Elaborar ordens de serviço sobre 
segurança e saúde no trabalho, dando 
ciência aos trabalhadores;
• Permitir que representantes dos 
trabalhadores acompanhem a 
fiscalização dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e 
saúde no trabalho;
• Determinar procedimentos que devem 
ser adotados em caso de acidente ou 
doença relacionada ao trabalho, 
incluindo a análise de suas causas; 
• Disponibilizar à Inspeção do Trabalho 
todas as informações relativas à 
segurança e saúde no trabalho; 
• Implementar medidas de prevenção, 
ouvidos os trabalhadores, de acordo 
com a seguinte ordem de prioridade: 
1. Eliminação dos fatores de risco; 
2. Minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas
de proteção coletiva;
3. Minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas
administrativas ou de organização 
do trabalho; 
4. Adoção de medidas de proteção 
individual. 
Programa de gerenciamento de risco (PGR)
1.4.1.1 Prevenção e ao combate ao assédio 
sexual e às demais formas de violência no 
âmbito do trabalho:
• Inclusão de regras de conduta a 
respeito do assédio sexual e de outras 
formas de violência nas normas internas 
da empresa, com ampla divulgação do
seu conteúdo aos empregados e às 
empregadas; 
• Fixação de procedimentos para 
recebimento e acompanhamento de 
denúncias, para apuração dos fatos e, 
quando for o caso, para aplicação de 
sanções administrativas aos 
responsáveis diretos e indiretos pelos 
atos de assédio sexual e de violência, 
garantido o anonimato da pessoa 
denunciante, sem prejuízo dos 
procedimentos jurídicos cabíveis; 
• Realização, no mínimo a cada 12 
(doze) meses, de ações de 
capacitação, de orientação e de 
sensibilização dos empregados e das 
empregadas de todos os níveis 
hierárquicos da empresa sobre temas 
relacionados à violência, ao assédio, à 
igualdade e à diversidade no âmbito 
do trabalho, em formatos acessíveis, 
apropriados e que apresentem máxima 
efetividade de tais ações. 
1.4.2 Cabe ao trabalhador: 
• Cumprir as disposições legais e 
regulamentares sobre segurança e 
saúde no trabalho, inclusive as 
ordens de serviço expedidas pelo 
empregador; 
• Submeter-se aos exames médicos 
previstos nas NR;
• Colaborar com a organização na 
aplicação das NR; 
• Usar o equipamento de proteção 
individual fornecido pelo 
empregador. 
1.4.2.1 Constitui ato faltoso a recusa 
injustificada do empregado ao cumprimento 
do disposto nas alíneas do subitem anterior.
1.4.3 O trabalhador poderá interromper suas 
atividades quando constatar uma situação de 
trabalho onde, a seu ver, envolva um risco 
grave e iminente para a sua vida e saúde, 
informando imediatamente ao seu superior 
hierárquico.
1.4.3.1 Comprovada pelo empregador a 
situação de grave e iminente risco, não poderá
ser exigida a volta dos trabalhadores à 
atividade enquanto não sejam tomadas as 
medidas corretivas.
1.4.4 Todo trabalhador, ao ser admitido ou 
quando mudar de função que implique 
alteração de risco, deve receber informações 
sobre:
1. Os riscos ocupacionais que existam 
ou possam originar-se nos locais de 
trabalho; 
2. Os meios para prevenir e controlar 
tais riscos; 
3. As medidas adotadas pela 
organização; 
4. Os procedimentos a serem 
adotados em situação de 
emergência; 
5. Os procedimentos a serem 
adotados, em situação de grave e 
iminente risco.
Capacitação e treinamento em Segurança e 
Saúde no Trabalho 
1. Treinamento inicial (antes de o 
trabalhador iniciar suas funções);
2. Treinamento periódico;
3. Treinamento eventual. 
• Quando houver mudança nos 
procedimentos, condições ou 
operações de trabalho, que 
impliquem alteração dos riscos 
ocupacionais; 
• Na ocorrência de acidente grave 
ou fatal, que indique a necessidade 
de novo treinamento; 
• Após retorno de afastamento ao 
trabalho por período superior a 180 
(cento e oitenta)dias.
Certificado 
➢ O nome e assinatura do trabalhador, 
conteúdo programático, carga horária, 
data, local de realização do 
treinamento, nome e qualificação dos 
instrutores e assinatura do responsável 
técnico do treinamento. 
➢ A capacitação pode incluir: 
a) estágio prático, prática profissional 
supervisionada ou orientação em 
serviço;
 b) exercícios simulados; 
c) habilitação para operação de 
veículos, embarcações, máquinas ou 
equipamentos.
1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais.
• Implementar, por estabelecimento (por 
unidade operacional, setor ou 
atividade), o gerenciamento de riscos 
ocupacionais em suas atividades. 
• Considerar as condições de trabalho, 
nos termos da NR-17. 
• Adotar as medidas necessárias para 
melhorar o desempenho em SST.
1.5.3.3 A organização deve adotar 
mecanismos para:
a) consultar os trabalhadores quanto à 
percepção de riscos ocupacionais, podendo 
para este fim ser adotadas as manifestações 
da Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes - CIPA, quando houver; 
b) comunicar aos trabalhadores sobre os riscos 
consolidadosno inventário de riscos e as 
medidas de prevenção do plano de ação do 
PGR. 
A organização deve: 
a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser 
originados no trabalho; 
b) identificar os perigos e possíveis lesões ou 
agravos à saúde; 
c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o 
nível de risco;
d) classificar os riscos ocupacionais para 
determinar a necessidade de adoção de 
medidas de prevenção;
e) implementar medidas de prevenção, de 
acordo com a classificação de risco e na 
ordem de prioridade estabelecida na alínea 
“g” do subitem 1.4.1;
f) acompanhar o controle dos riscos 
ocupacionais. 
1.5.3.4 A organização deve adotar as medidas 
necessárias para melhorar o desempenho em 
SST.
1.5.4 Processo de identificação de perigos e 
avaliação de riscos ocupacionais
1.5.4.1 O processo de identificação de perigos 
e avaliação de riscos ocupacionais deve 
considerar o disposto nas Normas 
Regulamentadoras e demais exigências legais 
de segurança e saúde no trabalho.
1. Levantamento preliminar de perigo.
2. Identificação de perigo.
3. Avaliação de riscos ocupacionais.
4. Plano de ação.
5. Controle de riscos.
1.5.4.2 Levantamento preliminar de perigos
1.5.4.2.1 O levantamento preliminar de perigos 
deve ser realizado:
a) antes do início do funcionamento do 
estabelecimento ou novas instalações; b) para 
as atividades existentes; 
c) nas mudanças e introdução de novos 
processos ou atividades de trabalho.
1.5.4.3 Identificação de perigos
1.5.4.3.1 A etapa de identificação de perigos 
deve incluir:
a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou 
agravos à saúde; 
b) identificação das fontes ou circunstâncias; 
c) indicação do grupo de trabalhadores 
sujeitos aos riscos.
Avaliação de riscos ocupacionais 
Processo contínuo e revisto a cada dois anos (3
anos para organizações certificadas em 
sistemas de gestão de SST) ou quando da 
ocorrência das seguintes situações: 
a) após implementação das medidas de 
prevenção, para avaliação de riscos residuais; 
b) após inovações e modificações nas 
tecnologias, ambientes, processos, condições, 
procedimentos e organização do trabalho que 
impliquem em novos riscos ou modifiquem os 
riscos existentes; 
c) quando identificadas inadequações, 
insuficiências ou ineficácias das medidas de 
prevenção;
d) na ocorrência de acidentes ou doenças 
relacionadas ao trabalho;
e) quando houver mudança nos requisitos 
legais aplicáveis.
1.5.5. Controle dos riscos
1.5.5.1. Medidas de prevenção
1.5.5.1.1 A organização deve adotar medidas 
de prevenção para eliminar, reduzir ou 
controlar os riscos sempre que:
a) exigências previstas em Normas 
Regulamentadoras e nos dispositivos legais 
determinarem; 
b) a classificação dos riscos ocupacionais assim
determinar.
c) houver evidências de associação, por meio 
do controle médico da saúde, entre as lesões e
os agravos à saúde dos trabalhadores com os 
riscos e as situações de trabalho identificados. 
Medidas de prevenção
1.5.5.1.3 A implantação de medidas de 
prevenção deverá ser acompanhada de 
informação aos trabalhadores quanto aos 
procedimentos a serem adotados e limitações 
das medidas de prevenção.
1.5.5.2. Planos de ação
1.5.5.2.1 A organização deve elaborar plano 
de ação, indicando as medidas de prevenção 
a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas.
1.5.5.2.2 Para as medidas de prevenção deve 
ser definido cronograma, formas de 
acompanhamento e aferição de resultados.
1.5.5.3.2 O desempenho das medidas de 
prevenção deve ser acompanhado de forma 
planejada e contemplar:
a) a verificação da execução das ações 
planejadas; 
b) as inspeções dos locais e equipamentos de 
trabalho; 
c) o monitoramento das condições ambientais 
e exposições a agentes nocivos, quando 
aplicável.
1.5.5.4 Acompanhamento da saúde 
ocupacional dos trabalhadores
1.5.5.4.1 A organização deve desenvolver 
ações em saúde ocupacional dos 
trabalhadores integradas às demais medidas 
de prevenção em SST, de acordo com os riscos 
gerados pelo trabalho.
1.5.5.4.2 O controle da saúde dos empregados 
deve ser um processo preventivo planejado, 
sistemático e continuado, de acordo com a 
classificação de riscos ocupacionais e nos 
termos da NR-07.
1.5.5.5. Análise de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho
1.5.5.5.1 A organização deve analisar os 
acidentes e as doenças relacionadas ao 
trabalho.
1.5.5.5.2 As análises de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho devem ser 
documentadas e:
a) considerar as situações geradoras dos 
eventos, levando em conta as atividades 
efetivamente desenvolvidas, ambiente de 
trabalho, materiais e organização da produção
e do trabalho; 
b) identificar os fatores relacionados com o 
evento; e 
c) fornecer evidências para subsidiar e revisar 
as medidas de prevenção existentes.
1.5.6. Preparação para emergências
1.5.6.1 A organização deve estabelecer, 
implementar e manter procedimentos de 
respostas aos cenários de emergências, de 
acordo com os riscos, as características e as 
circunstâncias das atividades.
1.5.6.2 Os procedimentos de respostas aos 
cenários de emergências devem prever:
d) os meios e recursos necessários para os 
primeiros socorros, encaminhamento de 
acidentados e abandono;
e) as medidas necessárias para os cenários de 
emergências de grande magnitude, quando 
aplicável. 
1.5.7.3 Inventário de riscos ocupacionais.
1.5.7.3.1 Os dados da identificação dos perigos 
e das avaliações dos riscos ocupacionais 
devem ser consolidados em um inventário de 
riscos ocupacionais.
1.5.7.3.2 O Inventário de Riscos Ocupacionais 
deve contemplar, no mínimo, as seguintes 
informações:
a) caracterização dos processos e ambientes 
de trabalho; 
b) caracterização das atividades; 
c) descrição de perigos e de possíveis lesões ou
agravos à saúde dos trabalhadores, com a 
identificação das fontes ou circunstâncias, 
descrição de riscos gerados pelos perigos, com 
a indicação dos grupos de trabalhadores 
sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas 
de prevenção implementadas;
d) dados da análise preliminar ou do 
monitoramento das exposições a agentes 
físicos, químicos e biológicos e os resultados da 
avaliação de ergonomia nos termos da NR-17.
e) avaliação dos riscos, incluindo a 
classificação para fins de elaboração do plano
de ação; 
f) critérios adotados para avaliação dos riscos e
tomada de decisão. 
1.5.7.3.3 O inventário de riscos ocupacionais 
deve ser mantido atualizado.
Exercícios de fixação
1° As normas regulamentadoras ou NR foram 
aprovadas pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego, por meio da Portaria n. 3.124, de 08 
de junho de 1978. De acordo com as 
disposições gerais, descritas na NR 01, qual a 
ordem de prioridade a ser seguida na 
implementação de medidas de prevenção? 
a)1º: adoção de medidas de proteção 
individual. 2º: eliminação dos fatores de risco. 
3º: minimização e controle dos fatores de risco, 
com a adoção de medidas de proteção 
coletiva. 4º: minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas 
administrativas ou de organização do trabalho.
b)1º: minimização e controle dos fatores de 
risco, com a adoção de medidas de proteção 
coletiva. 2º: minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas 
administrativas ou de organização do trabalho.
3º: eliminação dos fatores de risco. 4º: adoção 
de medidas de proteção individual. 
c)1º: eliminação dos fatores de risco. 2º: 
minimização e controle dos fatores de risco, 
com a adoção de medidas de proteção 
coletiva. 3º: minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas 
administrativas ou de organização do trabalho.
4º: adoção de medidas de proteção individual.
d)1º: eliminação dos fatores de risco. 2º: 
adoção de medidas de proteção individual. 3º:
minimização e controle dos fatores de risco, 
com a adoção de medidas de proteção 
coletiva. 4º: minimização e controle dos fatores 
de risco, com a adoção de medidas 
administrativas ou de organização do trabalho.
e)1º: adoção de medidas de proteção 
individual. 2º: minimização e controle dosfatores de risco, com a adoção de medidas de
proteção coletiva. 3º: minimização e controle 
dos fatores de risco, com a adoção de 
medidas administrativas ou de organização do 
trabalho. 4º: eliminação dos fatores de risco.
2°. De acordo com a NR-01: Disposições gerais 
e gerenciamento de riscos ocupacionais, no 
que diz respeito aos direitos e deveres do 
empregador, considere as sentenças a seguir 
I. Determinar procedimentos que devem ser 
adotados em caso de acidente ou doença 
relacionada a trabalho, incluindo a análise de 
suas causas.
II. Informar aos trabalhadores os riscos 
ocupacionais existentes nos locais de trabalho 
e elaborar ordens de serviço sobre segurança e
saúde no trabalho, dando ciência aos 
trabalhadores.
III. Implementar medidas de prevenção, 
ouvidos os trabalhadores, priorizando a 
adoção de medidas de proteção individual.
IV. Informar aos trabalhadores os resultados das
avaliações ambientais realizadas nos locais de 
trabalho.
Estão corretas APENAS as sentenças a)II, III e IV. 
b)I, II e III. c)I, II e IV. d)II e III. e)III e IV
NR 9 – Avaliação e controle das 
exposições ocupacionais a agentes
físicos, químicos e biológicos.
Estabelece os requisitos para a avaliação das 
exposições ocupacionais a agentes físicos, 
químicos e biológicos quando identificados no 
Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR, 
previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às 
medidas de prevenção para os riscos 
ocupacionais. 
9.3.1 A identificação das exposições 
ocupacionais aos agentes físicos, químicos e 
biológicos deverá considerar:
a) descrição das atividades; 
b) identificação do agente e formas de 
exposição; 
c) possíveis lesões ou agravos à saúde 
relacionadas às exposições identificadas;
d) fatores determinantes da exposição; e) 
medidas de prevenção já existentes;
f) identificação dos grupos de trabalhadores 
expostos. 
9.4.2 A avaliação quantitativa das exposições 
ocupacionais aos agentes físicos, químicos e 
biológicos, quando necessária, deverá ser 
realizada para: a) comprovar o controle da 
exposição ocupacional aos agentes 
identificados; b) dimensionar a exposição 
ocupacional dos grupos de trabalhadores;
c) subsidiar o equacionamento das medidas 
de prevenção.
➢ Deve ser representativa da exposição 
ocupacional, abrangendo aspectos 
organizacionais e condições 
ambientais.
➢ Os resultados devem ser incorporados 
ao inventário de riscos do PGR.
Medidas de Prevenção e Controle das 
Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, 
Químicos e Biológicos.
• Devem ser adotadas as medidas 
necessárias para a eliminação ou o 
controle das exposições ocupacionais 
relacionados aos agentes físicos, 
químicos e biológicos (incorporadas ao 
Plano de Ação do PGR), de acordo 
com os critérios estabelecidos nos 
Anexos desta NR, em conformidade 
com o PGR.
Enquanto não forem estabelecidos os Anexos a
esta Norma, devem ser adotados para fins de 
medidas de prevenção: 
a) os critérios e limites de tolerância constantes 
na NR-15 e seus anexos (em caso de ausência 
usar os previstos pela ACGIH).; 
b) como nível de ação para agentes químicos, 
a metade dos limites de tolerância; 
c) como nível de ação para o agente físico 
ruído, a metade da dose.
Nível de ação = valor acima do qual devem ser
implementadas ações de controle sistemático 
de forma a minimizar a probabilidade de que 
as exposições ocupacionais ultrapassem os 
limites de exposição.
Exercícios de fixação
1°. De acordo com a NR-09 − avaliação e 
controle das exposições ocupacionais a 
agentes físicos, químicos e biológicos, no que 
diz respeito as disposições transitórias, 
considere as sentenças a seguir.
I. Enquanto não há o anexo que define os 
limites de tolerâncias para os agentes químicos,
deve ser adotado, para fins de medidas de 
prevenção, os critérios e os limites de 
tolerâncias da NR 15 e seus anexos.
II. Com relação ao nível de ação para os 
agentes químicos, deve-se levar em 
consideração a metade dos limites de 
tolerância.
III. Para o agente físico ruído, considera-se 
como nível de ação o valor do nível de 
tolerância
IV. Sempre devem ser utilizados os limites de 
tolerâncias previstos pela American 
Conference of Governmental Industrial 
Higyenists (ACGIH), como referência para a 
adoção de medidas de prevenção para os 
agentes químicos.
Está correto o que consta APENAS de a)III e IV. 
b)I e III. c)II e III. d)II e IV. e)I e II.
NR 15 – Atividades e operações 
insalubres.
Insalubridade, do adjetivo “insalubre”, que 
significa “nociva à saúde”. Descreve condições
de trabalho que podem prejudicar o bem-estar
do trabalhador, como a exposição a agentes 
nocivos, a ruídos excessivos, temperaturas 
extremas etc.
O adicional de insalubridade é um benefício 
do trabalhador que está exposto a um 
ambiente laboral potencialmente nocivo. Esses 
agentes nocivos podem ser químicos, físicos ou
biológicos, sendo assim, praticamente 
qualquer empresa pode oferecer esses riscos 
aos seus colaboradores: de escritórios a 
fábricas. 
O adicional de insalubridade incidente sobre o 
salário mínimo da região:
• 40% Grau máximo
• 20% Grau médio
• 10% Grau mínimo 
15.1 São consideradas atividades ou 
operações insalubres as que se desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos 
nos Anexos de:
• 1° RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE. 
(20%)
• 2° RUÍDOS DE IMPACTO.(20%)
• 3° EXPOSIÇÃO AO CALOR.(20%)
• 5° RADIAÇÕES IONIZANTES. (40%)
• 11° AGENTES QUÍMICOS.(10%)(20%),
(40%)
• 12° LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA 
POEIRAS MINERAIS. (40%)
15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos:
• 6° TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO. 
(40%)
• 13° AGENTES QUÍMICOS. 10%)(20%),
(40%)
• 14° AGENTES BIOLÓGICOS. (20%),(40%)
15.1.4 Comprovadas através de laudo de 
inspeção do local de trabalho, constantes dos 
Anexos n.º 7, 8, 9 e 10.
• RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE (20%)
• Vibrações (20%)
• Umidade (20%)
15.2 O exercício de trabalho em condições de 
insalubridade, de acordo com os subitens do 
item anterior, assegura ao trabalhador a 
percepção de adicional, incidente sobre o 
salário mínimo da região, equivalente a:
15.2.1 40% (quarenta por cento), para 
insalubridade de grau máximo;
15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade
de grau médio; 15.2.3 10% (dez por cento), 
para insalubridade de grau mínimo;
15.3 No caso de incidência de mais de um 
fator de insalubridade, será apenas 
considerado o de grau mais elevado, para 
efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a 
percepção cumulativa.
15.4 A eliminação ou neutralização da 
insalubridade determinará a cessação do 
pagamento do adicional respectivo.
15.4.1 A eliminação ou neutralização da 
insalubridade deverá ocorrer:
a) com a adoção de medidas de ordem geral 
que conservem o ambiente de trabalho dentro
dos limites de tolerância; 
b) com a utilização de equipamento de 
proteção individual. 
15.4.1.1 Cabe à autoridade regional 
competente em matéria de segurança e 
saúde do trabalhador, comprovada a 
insalubridade por laudo técnico de engenheiro
de segurança do trabalho ou médico do 
trabalho, devidamente habilitado, fixar 
adicional devido aos empregados expostos à 
insalubridade quando impraticável sua 
eliminação ou neutralização.
15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da 
insalubridade ficará caracterizada através de 
avaliação pericial por órgão competente, que 
comprove a inexistência de risco à saúde do 
trabalhador.
Limite de tolerância – A concentração ou 
intensidade máxima ou mínima, relacionada 
com a natureza e o tempo de exposição ao 
agente, que não causará dano à saúde do 
trabalhador, durante a sua vida laboral.
AGENTES BIOLÓGICOS 
(ANEXO N.º 14)
MICRORGANISMOS, PARASITAS OU MATERIAIS 
ORIGINADOS DE ORGANISMOS QUE, EM 
FUNÇÃO DE SUA NATUREZA E DO TIPO DE 
EXPOSIÇÃO, SÃO CAPAZES DE ACARRETAR 
LESÃO OU AGRAVO À SAÚDE DO 
TRABALHADOR. 
EXEMPLOS: BACTÉRIA BACILLUS ANTHRACIS, 
VÍRUS LINFOTRÓPICO DA CÉLULA T HUMANA, 
PRÍON AGENTE DE DOENÇA DE 
CREUTZFELDTJAKOB, FUNGO COCCIDIOIDES 
IMMITIS. 
[NR 1 DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO 
DE RISCOS OCUPACIONAIS.]Avaliação qualitativa
Grau máximo
Trabalho ou operações, em contato 
permanente com: 
• Pacientes em isolamento por doenças 
infecto-contagiosas, bem como objetos
de seu uso, não previamente 
esterilizados; 
• carnes, glândulas, vísceras, sangue, 
ossos, couros, pêlos e dejeções de 
animais portadores de doenças 
infecto-contagiosas (carbunculose, 
brucelose, tuberculose); 
• esgotos (galerias e tanques); 
• lixo urbano (coleta e industrialização).
Grau médio
Trabalho ou operações, em contato 
permanente com: 
• hospitais, serviços de emergência, 
enfermarias, ambulatórios, postos de 
vacinação e outros estabelecimentos 
destinados aos cuidados da saúde 
humana (aplica-se unicamente ao 
pessoal que tenha contato com os 
pacientes, bem como aos que 
manuseiam objetos de uso desses 
pacientes, não previamente 
esterilizados); 
• hospitais, ambulatórios, postos de 
vacinação e outros estabelecimentos 
destinados ao atendimento e 
tratamento de animais (aplica-se 
apenas ao pessoal que tenha contato 
com tais animais); 
• contato em laboratórios, com animais 
destinados ao preparo de soro, vacinas 
e outros produtos; - laboratórios de 
análise clínica e histopatologia (aplica-
se tão-só ao pessoal técnico); 
• gabinetes de autópsias, de anatomia e 
histoanatomopatologia (aplica-se 
somente ao pessoal técnico);
• cemitérios (exumação de corpos); 
• Estábulos e cavalariças; 
• Resíduos de animais deteriorados. 
Classificação dos agentes biológicos.
(ANEXO N.º I DA NR32)
• Classe de risco 1: baixo risco individual 
para o trabalhador e para a 
coletividade, com baixa probabilidade 
de causar doença ao ser humano. 
• Classe de risco 2: risco individual 
moderado para o trabalhador e com 
baixa probabilidade de disseminação 
para a coletividade. Podem causar 
doenças ao ser humano, para as quais 
existem meios eficazes de profilaxia ou 
tratamento. 
• Classe de risco 3: risco individual 
elevado para o trabalhador e com 
probabilidade de disseminação para a 
coletividade. Podem causar doenças e 
infecções graves ao ser humano, para 
as quais nem sempre existem meios 
eficazes de profilaxia ou tratamento. 
• Classe de risco 4: risco individual 
elevado para o trabalhador e com 
probabilidade elevada de 
disseminação para a coletividade. 
Apresenta grande poder de 
transmissibilidade de um indivíduo a 
outro. Podem causar doenças graves 
ao ser humano, para as quais não 
existem meios eficazes de profilaxia ou 
tratamento.
AGENTE FÍSICO
Qualquer forma de energia que, em função de
sua natureza, intensidade e exposição, é capaz
de causar lesão ou agravo à saúde do 
trabalhador.
EXEMPLOS: ruído, vibrações, pressões anormais, 
temperaturas extremas, radiações ionizantes, 
radiações não-ionizantes.
Ruído Contínuo ou Intermitente
Limites de tolerância para ruído contínuo ou 
intermitente.
1. É o ruído que não é de impacto. Os 
níveis de ruído contínuo ou intermitente 
devem ser medidos em decibéis (dB). 
2. Os tempos de exposição aos níveis de 
ruído não devem exceder os limites de 
tolerância fixados.
3. Para os valores encontrados de nível de 
ruído intermediário será considerada a 
máxima exposição diária permissível 
relativa ao nível imediatamente mais 
elevado. 
4. Não é permitida exposição a níveis de 
ruído acima de 115 dB(A) para 
indivíduos que não estejam 
adequadamente protegidos. 
5. Se durante a jornada de trabalho 
ocorrerem dois ou mais períodos de 
exposição a ruído de diferentes níveis, 
devem ser considerados os seus efeitos 
combinados, de forma que, se a soma 
das seguintes frações:
Cn indica o tempo total que o trabalhador fica 
exposto a um nível de ruído específico, e Tn 
indica a máxima exposição diária permissível a 
este nível.
Medidas de Controle
Medidas de Engenharia 
• Técnicas e economicamente viáveis, 
que visem a redução do ruído na fonte. 
• Seleção de equipamentos menos 
ruidosos. 
• Enclausuramento de máquinas ou 
equipamentos. 
• Instalação de cabines. 
• Modificações internas em máquinas e 
equipamentos ou substituição por 
equipamentos mais silenciosos. 
• Manutenção preventiva e corretiva nos 
equipamentos. 
Medidas Administrativas 
Preventiva sempre que a dose de exposição 
para 8 horas de trabalho estiver acima de 50%. 
• Redução do tempo de exposição do 
trabalhador.
• Aumento das pausas. Revezamento de 
postos de trabalho. 
• Formação e treinamento do 
trabalhador. 
Equipamento de proteção individual
• A limpeza do Protetor Auditivo é de 
responsabilidade do próprio 
trabalhador. 
• O Protetor Auditivo deve ser trocado 
quando não apresentar boas 
condições de uso. 
• Não se deve lavar um protetor que é 
descartável. 
• Os Protetores não descartáveis devem 
ser limpos pelo menos no final de cada 
dia de uso, lavando com água e sabão 
neutro. 
• O Protetor Auditivo é de uso pessoal e 
não deve se emprestado. 
• Manter o Protetor Auditivo na 
embalagem original quando não estiver
fazendo uso. 
• Não deve ser manuseado com as mãos 
sujas. 
• Usar em todas as áreas sinalizadas e 
durante todo o tempo em que 
permanecer no local. 
• Manter orelhas e canal auditivo limpos. 
RUÍDO DE IMPACTO 
1. Apresenta picos de energia acústica de
duração inferior a 1 (um) segundo, a 
intervalos superiores a 1 (um) segundo. 
2. As leituras devem ser feitas próximas ao 
ouvido do trabalhador. 
3. O limite de tolerância para ruído de 
impacto será de 130 dB (linear). 
4. Nos intervalos entre os picos, o ruído 
existente deverá ser avaliado como 
ruído contínuo. 
5. As atividades ou operações que 
exponham os trabalhadores, sem 
proteção adequada, a níveis de ruído 
de impacto superiores a 140 dB(LINEAR),
medidos no circuito de resposta para 
impacto, ou superiores a 130 dB(C), 
medidos no circuito de resposta rápida 
(FAST), oferecerão risco grave e 
iminente. 
Exercícios de fixação
1°) A jornada de trabalho diária de um 
trabalhador em uma fábrica é de 8 horas, 
durante as quais há exposição ao ruído como 
descrito na tabela a seguir:
TEMPO RUÍDO TEMPO 
ADMISSÍVEL
7 horas 85 dB 8 horas
55 minutos 87 dB 6 horas
5 minutos 88 dB 5 horas
Pode-se afirmar que esse trabalhador está 
trabalhando:
a) 98,3% abaixo do limite de tolerância para 
sua atividade
b) 84,7% abaixo do limite de tolerância para 
sua atividade
c) 12,5% abaixo do limite de tolerância para 
sua atividade 
d) 4,4% acima do limite de tolerância para sua 
atividade
e) 13,2% acima do limite de tolerância para sua
atividade
Resposta:
Cn indica o tempo total que o trabalhador fica 
exposto a um nível de ruído específico
Tn indica a máxima exposição diária permissível
a este nível
55 minutos ________ 0,92 horas
5 minutos _________ 0,08 horas
7/8 + 0,92/6 + 0,08/5 = 1,0447
Em percentual = 104,47%
2°) Na planta industrial, em específico no setor 
da desossa do frigorífico, o nível médio de 
pressão sonora (NPS) resultou em 92 dB(A), 
máxima exposição diária permissível de 3 
horas. A jornada dos trabalhadores, conforme 
definido em acordo coletivo, é de 6 horas de 
jornada de trabalho diário . De acordo com a 
tabela da NR-15, a dose diária, em percentual 
(%), que esse trabalhador fica exposto a esse 
NPS sem proteção auditiva é de:
a) 266,7 
b) 37,5 
c) 50 
d) 150 
e) 200 
Resposta:
• Cn indica o tempo total que o 
trabalhador fica exposto a um nível de 
ruído específico.
• Cn = 6 horas de jornada de trabalho 
diário.
• Tn indica a máxima exposição diária 
permissível a este nível.
• Tn = 3 horas para 92 dB.
Cn/Tn ______ 6/3 = 2 
Em percentual = 200%
CALOR
(Anexo n° 3)
1. O objetivo deste Anexo é estabelecer 
critério para caracterizar as atividades 
ou operações insalubres decorrentes da
exposição ocupacional ao calor em 
ambientes fechados ou ambientes com 
fonte artificial de calor. 
2. A avaliação quantitativa do calor 
deverá ser realizada com base na 
metodologia e procedimentos descritos 
na Norma de Higiene Ocupacional NHO
06:
• Determinação de sobrecarga 
térmica por meio do índice IBUTG – 
Índice de Bulbo Úmido Termômetrode Globo; 
• Equipamentos de medição e 
formas de montagem, 
posicionamento e procedimentos 
de uso dos mesmos nos locais 
avaliados; 
• Procedimentos quanto à conduta 
do avaliador;
• medições e cálculos. 
Limite de tolerância para exposição ao calor
• Obter no período de 60 minutos 
corridos, resultem na condição mais 
crítica de exposição. 
• Desconsiderar as situações de 
exposições eventuais ou não rotineiras 
nas quais os trabalhadores não estejam 
expostos diariamente. 
Laudo Técnico 
1. Introdução, objetivos do trabalho e 
justificativa; 
2. Avaliação dos riscos, descritos no item 
3.2 do Anexo III da NR-09; 
3. Descrição da metodologia e critério de 
avaliação, incluindo locais, datas e 
horários das medições;
4. Especificação, identificação dos 
aparelhos de medição utilizados e 
respectivos certificados de calibração 
conforme a NHO 06 da Fundacentro, 
quando utilizado o medidor de IBUTG;
5. Avaliação dos resultados;
6. Descrição e avaliação de medidas de 
controle eventualmente já adotadas; 
7. Conclusão com a indicação de 
caracterização ou não de 
insalubridade. 
MEDIDAS RELATIVAS AO AMBIENTE
Ventilação 
• Introdução de ar fresco e eliminação do ar 
quente e umidade. 
• Aumento da velocidade de troca de calor 
pela evaporação. 
• Aumento da perda de calor por 
condução/convecção(Tar<35). Barreiras 
Refletoras 
• Quando o calor radiante for significativo.
 Mecanização dos Processos 
• A mecanização dos processos além de 
permitir que o trabalhador fique longe das 
fontes, diminuem o ganho de calor metabólico.
Áreas de Descanso 
• Os locais de descanso devem ser adequados
para a recuperação térmica, conforme o 
IBUTG e o Grau de Atividade.
MEDIDAS RELATIVAS AO TRABALHADOR 
Exames Médicos 
• Admissionais com atenção aos sistemas 
cardio-vascular, endócrino, renal e respiratório. 
• Periódicos para avaliação da resposta do 
trabalhador aos ambientes quentes. 
Aclimatização 
• O tempo depende do tipo de atividade. 
Equipamento de Proteção Individual 
• Quando o tempo de exposição for curto, ou 
quando a Medida de Proteção Coletiva estiver
sendo implantada ou for insuficiente. 
Reposição Hídrica e Salina 
• Sob orientação médica.
Exercícios de fixação
1°) Um engenheiro de segurança do trabalho 
foi encarregado de avaliar as condições 
laborais de um grupo de trabalhadores de uma
indústria. Para a avaliação de risco à 
exposição ao calor, o engenheiro mediu a 
temperatura de globo e a temperatura de 
bulbo úmido natural no local de trabalho, 
obtendo 40 °C E 26 °C, respectivamente. 
Sabendo que o local é interno e sem carga 
solar, o índice de bulbo úmido termômetro de 
globo (IBUTG) nessa condição vale:
(A) 26,0 °C
(B) 30,2 °C
(C) 32,9 °C
(D) 35,8 °C
(E) 38,8 °C 
Resposta:
Temperatura de bulbo úmido natural (Tbn)= 
26° C
Temperatura de globo (Tg)= 40° C
IBUTG = 0,7 x Tbn + 0,3 x Tg
 = 0,7 x 26 + 0,3 x 40
 = 30,20°
2°) A NHO 06 da Fundacentro adota o critério 
de avaliação da exposição ocupacional ao 
calor que tem por base o índice de bulbo 
úmido termômetro de globo relacionado à 
taxa metabólica. Em um ambiente externo 
onde não há nenhuma interposição entre a 
radiação solar e o trabalhador exposto 
(barreiras, nuvens, anteparos, telhas de vidros, 
dentre outros) foram obtidos os seguintes 
valores:
 
• Temperatura de bulbo úmido natural 
(Tbn) = 20,3° C
• Temperatura de globo (Tg) = 24,6° C
• Temperatura de bulbo seco (Tbs) = 28,8 
° C
Nestas condições, o valor do IBUTG calculado 
é:
(A) 22,01 
(B) 21,59 
(C) 22,85 
(D) 25,86 
(E) 24,56 
Resposta:
IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,2 x Tg + 0,1 x Tbs
IBUTG = 0,7 x 20,3 + 0,2 x 24,6 + 0,1 x 28,8
IBUTG = 22,01°
3°) Um operador de forno demora 2 minutos
para carregar o forno, a seguir aguarda o
aquecimento por 4 minutos, fazendo
anotações em um local distante do forno, para
depois descarregá-lo durante 4 minutos. 
Verificar qual o regime de trabalho/descanso. 
Nesse caso temos duas situações térmicas 
diferentes, uma na boca do forno e outra na 
sala de descanso (as duas sem carga solar). 
Temos, portanto que fazer as medições nos dois
lugares.
Local 1 de trabalho
Tg = 50° C
Tbn = 26° C
Atividade metabólica M = 524W
Local 2 de trabalho
Tg = 26° C
Tbn = 20° C
Atividade metabólica M = 100 W
Resposta:
IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg
Local 1
IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg
IBUTG = 0,7 X 26 + 0,3 x 50
IBUTG = 33,2° C
Local 2 
IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg
IBUTG = 0,7 X 20 + 0,3 x 26
IBUTG = 21,8° C
Limite de Tolerância é válido para períodos de 
1 hora (60 minutos)
Duração do ciclo = 10 min --------> 6 ciclos de 10
min um em 1h
Trabalho no ciclo = 6 min --------> 36 minutos
Descanso no ciclo = 4 min --------> 24 minutos
Calcular o IBUTG médio e o Metabolismo 
médio, que será a média ponderada entre o 
local de trabalho e de descanso.
(IBUTG)méd = [(IBUTG)t x Tt + (IBUTG)d x Td] / 60
(IBUTG)méd = 28,6° C
M = [ Mt x Tt + Md x Td]/60
M = 354,4 W
(IBUTG)máx = 27,3° C, adotando para o 
metabolismo médio o valor de 360 W
• São caracterizadas como insalubres as
atividades ou operações realizadas em
ambientes fechados ou ambientes com
fonte artificial de calor sempre que o
IBUTG (médio) medido ultrapassar os
limites de exposição ocupacional
estabelecidos com base no Índice de
Bulbo Úmido Termômetro de Globo
apresentados no Quadro 1 (IBUTG)máx
e determinados a partir da taxa
metabólica das atividades,
apresentadas no Quadro 2, ambos
deste anexo. 
FRIO
(Anexo n° 9)
As atividades ou operações executadas no 
interior de câmaras frigoríficas, ou em locais 
que apresentem condições similares, que 
exponham os trabalhadores ao frio, sem a 
proteção adequada, serão consideradas 
insalubres em decorrência de laudo de 
inspeção realizada no local de trabalho.
CLT
Dos serviços frigoríficos
• Para os empregados que trabalham no 
interior das câmaras frigoríficas e para 
os que movimentam mercadorias do 
ambiente quente ou normal para o frio e
vice-versa, depois de 1 hora e 40 
minutos de trabalho contínuos, será 
assegurado um período de 20 minutos 
de repouso, computado esse intervalo 
como de trabalho efetivo.
• Considera-se artificialmente frio, o que 
for inferior, nas primeira s , segundas e 
terceiras zonas climáticas do mapa do 
Ministério do Trabalho, Indústria e 
Comércio, a 15°, na quarta zona a 12° e
na quinta, sexta e sétima zona a 10°.
Portaria SSST nº 21 de 26/12/1994
• Define-se como primeira, segunda e 
terceira zonas climáticas do mapa 
oficial do Ministério do Trabalho, a zona 
climática quente, a quarta zona, como 
zona climática subquente e a quinta, 
sexta e sétima zona, como a zona 
climática mesotérmica (branda ou 
mediana) do mapa Brasil Climas.
Exercício de fixação
1°) No frigorífico há uma câmara fria destinada
ao resfriamento de embutidos como presuntos,
apresuntados e outros produtos cozi dos em
formas, que opera a uma temperatura
climatizada de 2ºC (dois graus centígrados),
por tempo necessário ao resfriamento dos
produtos. Alguns funcionários estão habilitados
para o trabalho dentro da câmara fria e estão
vestidos adequada mente para a exposição
ao frio, conforme recomendações do SESMT,
levando em consideração uma jornada de 6
horas de trabalho diária. Somente um
funcionário manuseia os embutidos congelados
dentro da câmara fria, até o abastecimento
total da paleteira manual com fardo fechado
(capacidade máxima de 2 toneladas), que é
transportado até o caminhão e abastecido
para entrega final. A cada 4 peças de 
embutidos congelados (1 peça = 3,5 kg), este
funcionário leva em média 2 minutos para
colocar na paleteira, este procedimento é
repetido em toda jornada diária. De acordo
com a NR 15 elencada ao artigo 253 da CLT, a
quantidade máxima de embutidos
congelados, em kg/dia, que o funcionário
poderá armazenar na paleteira sem ultrapassar
o limite de exposição é de: 
A) 2.100 
B) 1.500 
C) 1.850 
D) 2.250
E) 2.520 
 Resolução:
Dados:
•Jornada de 6 horas diárias
• Capacidade da paleteira para 2 
toneladas
• 1 peça tem 3,5 kg
• A cada 4 peças o funcionário demora 2
minutos para colocar na paleteira.
• Repete o processo em toda a jornada 
diária.
• Após 1 hora e 40 minutos (100 min)de 
trabalho, descanso de 20 minutos.
Resolução:
4 x 3,5 kg → 2 minutos
X → 100 minutos
X = (14 kg x 100)/2
X = 700 kg
→ Ele carrega 700 kg em 1 hora e 40 minutos.
→ Depois descansa 20 minutos.
Sendo a jornada de trabalho de 6 horas → 360 
minutos, como ele trabalha 100 minutos e 
descansa 20 minutos, ele vai repetir o processo 
3 vezes, ou seja:
700 kg x 3 = 2100 kg 
 → Portanto, a quantidade máxima de 
embutidos é de 2100 kg por dia de trabalho.
UMIDADE 
(ANEXO N.º 10)
As atividades ou operações executadas em
locais alagados ou encharcados, com
umidade excessiva, capazes de produzir danos
à saúde dos trabalhadores, serão consideradas
insalubres em decorrência de laudo de
inspeção realizada no local de trabalho.
1. Uso indiscriminatório /descontrolado de 
água; 
2. Empregada como processo principal de
trabalho; 
3. Falta de controle da umidade do ar em 
locais confinados; 
4. Locais permanentemente molhados; 
5. Sem o uso de equipamentos de 
proteção individual.
RADIAÇÕES IONIZANTES 
(ANEXO N.º 5)
→ Radiação cuja energia é superior à energia
de ligação dos elétrons de um átomo com o
seu núcleo e produz ionização como
fenômeno físico, ou seja, liberação de elétrons
do átomo.
→ Os limites de tolerância, os princípios, as
obrigações e controles básicos para a
proteção do homem e do seu meio ambiente
contra possíveis efeitos indevidos causados
pela radiação ionizante, são os constantes da
Norma CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de
Proteção Radiológica", de março de 2014,
aprovada pela Resolução CNEN n.º 164/2014.
Limitação da Dose: 
• Nenhum trabalhador deve ser exposto
sem que seja necessário e, se for, que
tenha conhecimento dos riscos e esteja
devidamente treinado; 
• Em exposições de rotina, nenhum
trabalhador deve receber, por ano,
doses equivalentes superiores aos limites
da Tabela 2.3.; 
• Nenhum indivíduo do público deve
receber, por ano, doses superiores aos
limites estabelecidos na Tabela 2.3.
Princípios Básicos: 
Justificação: nenhuma prática deve ser
autorizada a menos que sua introdução
produza um benefício líquido positivo para a
sociedade. 
Otimização: todas as exposições devem ser
mantidas tão baixas quanto razoavelmente
exequíveis, levando-se em conta fatores sociais
e econômicos. 
Limitação da Dose Individual: as doses
individuais de trabalhadores e indivíduos do
público não devem exceder os limites anuais
de dose equivalente estabelecidos na Norma.
→ Monitoramento de radioatividade / dose da
área 
→ Enclausuramento do processo 
→Afastamento das gestantes 
→ Isolamento/sinalização da área (restrição de
acesso) 
→ Manutenção preventiva dos equipamentos
Radiações Eletromagnéticas
• ELF
• Radiofrequência
• Micro-ondas
• Infravermelho
• Luz visível
• Ultravioleta
RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES
1. As operações ou atividades que exponham
os trabalhadores às radiações não-ionizantes,
sem a proteção adequada, serão
consideradas insalubres, em decorrência de
laudo de inspeção realizada no local de
trabalho.
Radiações Eletromagnéticas
• Raio-X
• Raio Gama
Corpuscular
• Partículas Alfa
• Partículas Beta
• Nêutrons
VIBRAÇÃO
1. Caracterização da condição de
trabalho insalubre decorrente da
exposição às Vibrações de Mãos e
Braços(VMB) e Vibrações de Corpo
Inteiro (VCI).
Caracterização e classificação da
insalubridade 
• Vibrações de Mãos e Braços(VMB):
valor de aceleração resultante de
exposição normalizada (aren) de 5 m/s² 
• Vibrações de Corpo Inteiro(VCI): valor
da aceleração resultante de exposição
normalizada (aren) de 1,1 m/s²; valor da
dose de vibração resultante (VDVR) de
21,0 m/s1,75.
A avaliação quantitativa deve ser
representativa da exposição, abrangendo
aspectos organizacionais e ambientais que
envolvam o trabalhador no exercício de suas
funções. 
Laudo técnico 
1. Objetivo e datas em que foram
desenvolvidos os procedimentos; 
2. Descrição e resultado da avaliação
preliminar da exposição, realizada de
acordo com o item 4 do Anexo I da NR-
09; 
3. Metodologia e critérios empregados,
inclusas a caracterização da exposição
e representatividade da amostragem; 
4. Instrumentais utilizados, bem como o
registro dos certificados de calibração; 
5. Dados obtidos e respectiva
interpretação;
6. Circunstâncias específicas que
envolveram a avaliação; 
7. Descrição das medidas preventivas e
corretivas eventualmente existentes e
indicação das necessárias, bem como
a comprovação de sua eficácia; 
8. Conclusão.
TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
[PRESSÃO]
(ANEXO N.º 6)
1. Trabalhos sob ar comprimido são os
efetuados em ambientes onde o
trabalhador é obrigado a suportar
pressões maiores que a atmosférica e
onde se exige cuidadosa
descompressão. 
2. Trabalhos Submersos: qualquer trabalho
realizado ou conduzido por um
mergulhador em meio líquido.
Trabalhos sob ar comprimido em tubulões
pneumáticos e túneis pressurizados. 
(a) O trabalhador não poderá sofrer mais
que uma compressão num período de
24 (vinte e quatro) horas. 
(b) Durante o transcorrer dos trabalhos sob
ar comprimido, nenhuma pessoa
poderá ser exposta à pressão superior a
3,4 kgf/cm², exceto em caso de
emergência ou durante tratamento em
câmara de recompressão, sob
supervisão direta do médico
responsável. 
(c) A duração do período de trabalho sob
ar comprimido não poderá ser superior
a 8 (oito) horas, em pressões de
trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 (seis)
horas em pressões de trabalho de 1,1 a
2,5 kgf/cm2; e a 4 (quatro) horas, em
pressão de trabalho de 2,6 a 3,4
kgf/cm2. 
(d) Após a descompressão, os
trabalhadores serão obrigados a
permanecer, no mínimo, por 2 (duas)
horas, no canteiro de obra, cumprindo
um período de observação médica. 
(e) Para trabalhos sob ar comprimido, os
empregados deverão ter mais de 18
(dezoito) e menos de 45 (quarenta e
cinco) anos de idade; 
(f) Ser submetido a exame médico
obrigatório, pré-admissional e periódico,
exigido pelas características e
peculiaridades próprias do trabalho; 
(g) Ser portador de placa de identificação
Supervisão médica para o trabalho sob ar
comprimido.
a) Sempre que houver trabalho sob ar
comprimido, deverá ser providenciada a
assistência por médico qualificado, bem como
local apropriado para atendimento médico; 
b) todo empregado que trabalhe sob ar
comprimido deverá ter uma ficha médica,
onde deverão ser registrados os dados relativos
aos exames realizados; 
c) nenhum empregado poderá trabalhar sob
ar comprimido, antes de ser examinado por
médico qualificado, que atestará, na ficha
individual, estar essa pessoa apta para o
trabalho;
d) o candidato considerado inapto não
poderá exercer a função, enquanto
permanecer sua inaptidão para esse trabalho;
e) o atestado de aptidão terá validade por 6
(seis) meses;
f) em caso de ausência ao trabalho por mais
de 10 (dez) dias ou afastamento por doença, o
empregado, ao retornar, deverá ser submetido
a novo exame médico.
AGENTES QUÍMICOS 
Avaliação dos riscos respiratórios: 
Realizada antes de serem iniciadas as tarefas,
sejam de rotina Vedação dos respiradores
Visão Conforto ou de emergência, e repetida
quando as condições de trabalho se alterarem.
• Avaliação dos perigos no ambiente 
• Avaliação da adequação do respirador
(a) à exposição
• Fator de Proteção Mínimo
Requerido (FPMR).
• Fator de Proteção
Atribuído (FPA).
 (b) à tarefa
• Frequência e duração 
• Nível de esforço físico 
• Emprego de ferramentas 
• Mobilidade 
• Comunicação
• Vida útil dos filtros
 (c) aousuário
• Vedação dos 
respiradores 
• Visão 
• Conforto
 (d) ao ambiente de trabalho
• Uso em condições
climáticas extremas.
• Perigos não respiratórios.
Medidas de controle de engenharia
• Substituição de substâncias por outras
menos tóxicas.
• Enclausuramento ou confinamento da
operação.
• Sistema de ventilação local ou geral.
Medidas de controle administrativos
• Redução do tempo de exposição
Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à
Saúde (IPVS): qualquer atmosfera que 
apresente risco imediato à vida ou produza 
imediato efeito debilitante à saúde.
• o contaminante presente ou a sua 
concentração é desconhecida; 
• a concentração do contaminante é 
maior que a concentração IPVS; 
• é um espaço confinado com teor de 
oxigênio menor que o normal (20,9% em
volume ao nível do mar ou ppO2 = 159 
mmHg), a menos que a causa da 
redução do teor de Atmosfera IPVS 
oxigênio seja devidamente monitorada 
e controlada;
• é um espaço confinado não avaliado; 
• o teor de oxigênio é menor que 12,5% 
ao nível do mar (ppO2 menor que 95 
mmHg); 
• para um indivíduo aclimatado ao nível 
do mar, a pressão atmosférica do local 
é menor que 450 mmHg (equivalente a 
4.240 m de altitude) ou qualquer 
combinação de redução na 
porcentagem de oxigênio ou redução 
na pressão que leve a uma pressão 
parcial de oxigênio menor que 95 
mmHg.
Uso necessário de Equipamento de Proteção 
Respiratória (EPR) para evitar:
• Exposição por inalação de substâncias 
perigosas.
• Exposição por inalação de ar com 
deficiência de oxigênio.
Programa de Proteção Respiratória (PPR) 
Conteúdo mínimo
• política da empresa na área de
proteção respiratória;
• abrangência;
• indicação do administrador do
programa; 
• regras e responsabilidades dos
principais atores envolvidos; 
• avaliação dos riscos respiratórios; 
• seleção do respirador; g) avaliação das
condições físicas, psicológicas e
médicas dos usuários; 
• treinamento; 
• ensaio de vedação; 
• uso do respirador e política da barba; k
• manutenção, inspeção, limpeza e
higienização dos respiradores; 
guarda e estocagem; 
• uso de respirador para fuga,
emergências e resgates; 
• qualidade do ar/gás respirável; 
• revisão do programa; 
• arquivamento de registros.
Procedimentos operacionais para o uso
rotineiro de respiradores
• seleção dos respiradores para cada
operação em que seu uso seja
considerado necessário; 
• avaliação da condição médica dos
usuários; 
• treinamento dos usuários; 
• ensaios de vedação adotados; 
• distribuição dos respiradores; 
• limpeza, higienização, inspeção,
manutenção, descarte e guarda dos
respiradores; 
• monitoramento do uso; 
• monitoramento do risco.
Responsabilidades do empregador
• designar um administrador do programa
que tenha a responsabilidade
delegada para gerenciar efetivamente
o PPR; 
• providenciar recursos adequados e
organização para garantir a eficácia
contínua do PPR; 
• definir, implementar e documentar o
PPR; 
• fornecer o respirador adequado; 
• investigar a causa do mau
funcionamento do respirador e tomar
providências para saná-la. Se o defeito
for de fabricação, o empregador
deverá comunicá-lo ao fabricante e ao
órgão oficial de competência na área
de Equipamento de Proteção Individual
(EPI); 
• fornecer somente respiradores
aprovados, isto é, com Certificado de
Aprovação emitido pelo Ministério do
Trabalho e Previdência Social,
observando que qualquer modificação,
mesmo que pequena, pode afetar de
modo significativo o desempenho do
respirador e invalidar a sua aprovação.
• permitir ao empregado usuário do
respirador que deixe a área de risco por
qualquer motivo relacionado com o seu
uso. Essas razões podem incluir as
seguintes, mas não se limitam a elas:
a) Falha no funcionamento do
respirador que altere a proteção por
ele proporcionada; 
b) Detecção de penetração de ar
contaminado dentro do respirador; 
c) Aumento da resistência à
respiração; 
d) Grande desconforto devido ao uso
do respirador; 
e) mal-estar sentido pelo usuário do
respirador, tais como náusea,
fraqueza, tosse, espirro, dificuldade
para respirar, calafrio, tontura,
vômito, febre; 
f) lavagem do rosto e da peça facial
do respirador (se aplicável), sempre
que necessário, para diminuir a
irritação da pele; 
g) Trocar o filtro ou outros
componentes, sempre que
necessário; 
h) Descanso periódico em área não
contaminada.
Responsabilidades do administrador
• preparação dos procedimentos
operacionais escritos para uso correto
dos respiradores em situações de rotina
e de emergência; 
• medições, estimativas ou informações
atualizadas acerca da concentração
do Programa de Proteção Respiratória
(PPR) Responsabilidades do
administrador contaminante na área de
trabalho antes de ser feita a seleção do
respirador e periodicamente, durante o
seu uso, com a finalidade de garantir
que o respirador apropriado esteja
sendo utilizado;
• seleção do respirador apropriado que
proporcione proteção adequada para
cada contaminante presente ou
potencialmente presente; 
• manutenção de registros e
procedimentos escritos de tal maneira
que o programa fique documentado e
permita uma avaliação da sua eficácia;
• providências para que todos os
envolvidos conheçam o conteúdo do
programa; 
• avaliação anual da eficácia do
programa; 
• revisão periódica dos procedimentos
escritos; 
• indicação e treinamento de pessoas
competentes para o cumprimento de
tarefas ou funções no programa; 
• atualização de seus conhecimentos e o
de seus colaboradores para:
(a) usar o respirador fornecido de
acordo com as instruções e o
treinamento recebidos; 
(b) no caso de uso de respirador com
vedação facial, não apresentar
pelos faciais (barba, cavanhaque
etc.) que interfiram na selagem do
respirador em seu rosto; 
(c) guardar o respirador, quando não
estiver em uso, de modo
conveniente para que não se
danifique ou deforme; 
(d) deixar imediatamente a área
contaminada se observar que o
respirador não está funcionando
bem e comunicar o defeito à
pessoa responsável indicada nos
procedimentos operacionais
escritos; 
(e) comunicar à pessoa responsável
qualquer alteração em seu estado
de saúde que possa influir na
capacidade de uso seguro do
respirador.
MAPA DE RISCOS 
Representação gráfica de um conjunto de
fatores presentes nos locais de trabalho(sob a
planta baixa da empresa, podendo ser
completo ou setorial), capaz de acarretar
prejuízos à saúde dos trabalhadores: Acidentes
e doenças de trabalho.
Elaboração do Mapa de risco
• Comissão Interna de prevenção a
Acidentes(CIPA) 
• Trabalhadores de todos os setores do
estabelecimento com colaboração do
Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e Medicina do trabalho
(SESMT).
Cor para o tipo de risco
• VERDE → FÍSICOS 
• VERMELHO → QUÍMICOS 
• MARROM → BIOLÓGICOS 
• AMARELO → ERGONÔMICOS 
• AZUL → ACIDENTES 
NR 17 – ERGONOMIA
Estabelece as diretrizes e os requisitos que
permitam a adaptação das condições de
trabalho às características psicofisiológicas dos
trabalhadores, de modo a proporcionar
conforto, segurança, saúde e desempenho
eficiente no trabalho.
As condições de trabalho incluem aspectos
relacionados a:
• Levantamento, transporte e descarga
de materiais, 
• Mobiliário dos postos de trabalho, 
• Trabalho com máquinas, equipamentos
e ferramentas manuais, 
• Condições de conforto no ambiente de
• Organização do trabalho. 
Avaliação das situações de trabalho
• A organização deve realizar a
avaliação ergonômica preliminar das
situações de trabalho que, em
decorrência da natureza e conteúdo
das atividades requeridas, demandam
adaptação às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, a
fim de subsidiar a implementação das
medidasde prevenção e adequações
necessárias previstas nesta NR. 
• Pode ser realizada por meio de
abordagens qualitativas,
semiquantitativas, quantitativas ou
combinação dessas, dependendo do
risco e dos requisitos legais, a fim de
identificar os perigos e produzir
 informações para o planejamento das
medidas de prevenção necessárias. 
• Pode ser contemplada nas etapas do
processo de identificação de perigos e
de avaliação dos riscos do Programa
de Gerenciamento de Riscos (PGR).
• Deve ser registrada pela organização. 
A organização deve realizar Análise
Ergonômica do Trabalho - AET da situação de
trabalho quando: 
• Observada a necessidade de uma
avaliação mais aprofundada da
situação; 
• Identificadas inadequações ou
insuficiência das ações adotadas;
• Sugerida pelo acompanhamento de
saúde dos trabalhadores, nos termos do
Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional - PCMSO e da
alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01;
• Indicada causa relacionada às
condições de trabalho na análise de
acidentes e doenças relacionadas ao
trabalho, nos termos do Programa de
Gerenciamento de Riscos – PGR. 
A Análise Ergonômica do Trabalho deve
abordar as condições de trabalho, conforme
estabelecido nesta NR, incluindo as seguintes
etapas: 
a) análise da demanda e, quando aplicável,
reformulação do problema; 
b) análise do funcionamento da organização,
dos processos, das situações de trabalho e da
atividade; 
c) descrição e justificativa para definição de
métodos, técnicas e ferramentas adequados
para a análise e sua aplicação, não estando
adstrita à utilização de métodos, técnicas e
ferramentas específicos;
d) estabelecimento de diagnóstico;
e) recomendações para as situações de
trabalho analisadas; 
f) restituição dos resultados, validação e revisão
das intervenções efetuadas, quando
necessária, com a participação dos
trabalhadores. 
Inventário de riscos do PGR 
• Os resultados da avaliação ergonômica
preliminar; 
• A revisão, quando for o caso, da
identificação dos perigos e da
avaliação dos riscos, conforme
indicado pela Análise Ergonômica do
Trabalho(AET).
Plano de Ação do PGR 
• As medidas de prevenção e
adequações decorrentes da avaliação
ergonômica preliminar, atendido o
previsto nesta NR; 
• As recomendações da Análise
Ergonômica do Trabalho(AET).
--» O relatório da Análise Ergonômica do
Trabalho (AET), quando realizada, deve ficar à
disposição na organização pelo prazo de 20
(vinte) anos. 
--» A organização deve garantir que os
empregados sejam ouvidos durante o processo
da avaliação ergonômica preliminar e na
Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
17.4 Organização do trabalho
17.4.1 A organização do trabalho, para efeito
desta NR, deve levar em consideração:
a) as normas de produção; 
b) o modo operatório, quando aplicável; c) a
exigência de tempo; 
d) o ritmo de trabalho;
e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e
meios técnicos disponíveis; 
f) os aspectos cognitivos que possam
comprometer a segurança e a saúde do
trabalhador. 
17.4.3 Devem ser implementadas medidas de
prevenção, a partir da avaliação ergonômica
preliminar ou da AET, que evitem que os
trabalhadores, ao realizar suas atividades,
sejam obrigados a efetuar de forma contínua e
repetitiva:
a) posturas extremas ou nocivas do tronco, do
pescoço, da cabeça, dos membros superiores
e/ou dos membros inferiores; 
b) movimentos bruscos de impacto dos
membros superiores; 
c) uso excessivo de força muscular;
d) frequência de movimentos dos membros
superiores ou inferiores que possam
comprometer a segurança e a saúde do
trabalhador;
e) exposição a vibrações, nos termos do Anexo
I da Norma Regulamentadora nº 09 –
Avaliação e Controle das Exposições
Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e
Biológicos;
f) exigência cognitiva que possa comprometer
a segurança e saúde do trabalhador. 
17.4.3.1 As medidas de prevenção devem
incluir duas ou mais das seguintes alternativas:
a) pausas para propiciar a recuperação
psicofisiológica dos trabalhadores, que devem
ser computadas como tempo de trabalho
efetivo; 
b) alternância de atividades com outras tarefas
que permitam variar as posturas, os grupos
musculares utilizados ou o ritmo de trabalho; 
c) alteração da forma de execução ou
organização da tarefa;
d) outras medidas técnicas aplicáveis,
recomendadas na avaliação ergonômica
preliminar ou na Análise Ergonômica do
Trabalho (AET).
17.4.3.2 Para que as pausas possam propiciar
descanso e recuperação psicofisiológica dos
trabalhadores, devem ser observados os
requisitos mínimos:
a) a introdução das pausas não pode ser
acompanhada de aumento da cadência
individual; 
b) as pausas devem ser usufruídas fora dos
postos de trabalho. 
17.4.3.3 Deve ser assegurada a saída dos
postos de trabalho para satisfação das
necessidades fisiológicas dos trabalhadores nos
termos do item 24.9.8 da Norma
Regulamentadora nº 24 (NR 24) - Condições
Sanitárias e de Conforto nos Locais de
Trabalho, independentemente da fruição das
pausas.
17.4.4 Todo e qualquer sistema de avaliação
de desempenho para efeito de remuneração e
vantagens de qualquer espécie deve levar em
consideração as repercussões sobre a saúde
dos trabalhadores.
17.4.5 A concepção dos postos de trabalho
deve levar em consideração os fatores
organizacionais e ambientais, a natureza da
tarefa e das atividades e facilitar a alternância
de posturas.
17.4.6 As dimensões dos espaços de trabalho e
de circulação, inerentes à execução da tarefa,
devem ser suficientes para que o trabalhador
possa movimentar os segmentos corporais
livremente, de maneira a facilitar o trabalho,
reduzir o esforço do trabalhador e não exigir a
adoção de posturas extremas ou nocivas.
17.4.7 Os superiores hierárquicos diretos dos
trabalhadores devem ser orientados para
buscar no exercício de suas atividades:
a) facilitar a compreensão das atribuições e
responsabilidades de cada função; 
b) manter aberto o diálogo de modo que os
trabalhadores possam sanar dúvidas quanto ao
exercício de suas atividades; 
c) facilitar o trabalho em equipe;
d) estimular tratamento justo e respeitoso nas
relações pessoais no ambiente de trabalho.
Obs. em exceção a organização com até 10
(dez) empregados.
17.5 Levantamento, transporte e descarga
individual de cargas 
17.5.1 Não deverá ser exigido nem admitido o
transporte manual de cargas por um
trabalhador cujo peso seja suscetível de
comprometer sua saúde ou sua segurança.
17.5.1.1 A carga suportada deve ser reduzida
quando se tratar de trabalhadora mulher e de
trabalhador menor nas atividades permitidas
por lei.
17.5.2 No levantamento, manuseio e transporte
individual e não eventual de cargas, devem ser
observados os seguintes requisitos:
a) os locais para pega e depósito das cargas, a
partir da avaliação ergonômica preliminar ou
da AET, devem ser organizados de modo que
as cargas, acessos, espaços para
movimentação, alturas de pega e deposição
não obriguem o trabalhador a efetuar flexões,
extensões e rotações excessivas do tronco e
outros posicionamentos e movimentações
forçadas e nocivas dos segmentos corporais; e
b) cargas e equipamentos devem ser
posicionados o mais próximo possível do
trabalhador, resguardando espaços suficientes
para os pés, de maneira a facilitar o alcance,
não atrapalhar os movimentos ou ocasionar
outros riscos. 
17.5.2.1 É vedado o levantamento não
eventual de cargas que possa comprometer a
segurança e a saúde do trabalhador quando à
distância de alcance horizontal da pega for
superior a 60 cm (sessenta centímetros) em
relação ao corpo.
17.5.3 O transporte e a descarga de materiais
feitos por impulsão ou tração de vagonetes,
carros de mão ouqualquer outro aparelho
mecânico devem observar a carga, a
frequência, a pega e a distância percorrida,
para que não comprometam a saúde ou a
segurança do trabalhador.
17.5.4 Na movimentação e no transporte
manual não eventual de cargas, devem ser
adotadas uma ou mais das seguintes medidas
de prevenção:
a) implantar meios técnicos facilitadores; 
b) adequar o peso e o tamanho da carga
(dimensões e formato) para que não
provoquem o aumento do esforço físico que
possa comprometer a segurança e a saúde do
trabalhador; 
c) limitar a duração, a frequência e o número
de movimentos a serem efetuados pelos
trabalhadores;
d) reduzir as distâncias a percorrer com cargas,
quando aplicável;
e) efetuar a alternância com outras atividades
ou pausas suficientes, entre períodos não
superiores a duas horas. 
17.6.1 O conjunto do mobiliário do posto de
trabalho deve apresentar regulagens em um
ou mais de seus elementos que permitam
adaptá-lo às características antropométricas
que atendam ao conjunto dos trabalhadores
envolvidos e à natureza do trabalho a ser
desenvolvido.
17.6.2 Sempre que o trabalho puder ser
executado alternando a posição de pé com a
posição sentada, o posto de trabalho deve ser
planejado ou adaptado para favorecer a
alternância das posições.
17.6.3 Para trabalho manual, os planos de
trabalho devem proporcionar ao trabalhador
condições de boa postura, visualização e
operação e devem atender aos seguintes
requisitos mínimos:
a) características dimensionais que possibilitem
posicionamento e movimentação dos
segmentos corporais de forma a não
comprometer a saúde e não ocasionar
amplitudes articulares excessivas ou posturas
nocivas de trabalho; 
b) altura e características da superfície de
trabalho compatíveis com o tipo de atividade,
com a distância requerida dos olhos ao campo
de trabalho e com a altura do assento; 
c) área de trabalho dentro da zona de
alcance manual e de fácil visualização pelo
trabalhador;
d) para o trabalho sentado, espaço suficiente
para pernas e pés na base do plano de
trabalho, para permitir que o trabalhador se
aproxime o máximo possível do ponto de
operação e possa posicionar completamente
a região plantar, podendo utilizar apoio para
os pés, nos termos do item 17.6.4;
e) para o trabalho em pé, espaço suficiente
para os pés na base do plano de trabalho,
para permitir que o trabalhador se aproxime o
máximo possível do ponto de operação e
possa posicionar completamente a região
plantar. 
17.6.3.1 A área de trabalho dentro da zona de
alcance máximo pode ser utilizada para ações
que não prejudiquem a segurança e a saúde
do trabalhador, sejam elas eventuais ou
também, conforme AET, as não eventuais.
17.6.4 Para adaptação do mobiliário às
dimensões antropométricas do trabalhador,
pode ser utilizado apoio para os pés sempre
que o trabalhador não puder manter a planta
dos pés completamente apoiada no piso.
17.6.6 Os assentos utilizados nos postos de
trabalho devem atender aos seguintes
requisitos mínimos:
a) altura ajustável à estatura do trabalhador e
à natureza da função exercida; 
b) sistemas de ajustes e manuseio acessíveis; 
c) características de pouca ou nenhuma
conformação na base do assento;
d) borda frontal arredondada;
e) encosto com forma adaptada ao corpo
para proteção da região lombar. 
17.7 Trabalho com máquinas, equipamentos e
ferramentas manuais.
17.7.2 Os fabricantes de máquinas e
equipamentos devem projetar e construir os
componentes, como monitores de vídeo, sinais
e comandos, de forma a possibilitar a
interação clara e precisa com o operador
objetivando reduzir possibilidades de erros de
interpretação ou retorno de informação, nos
termos do item 12.9.2 da NR 12.
17.7.2.1 A localização e o posicionamento do
painel de controle e dos comandos devem
facilitar o acesso, o manejo fácil e seguro e a
visibilidade da informação do processo.
17.7.3 Os equipamentos utilizados no
processamento eletrônico de dados com
terminais de vídeo devem permitir ao
trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas
a serem executadas.
17.7.3.1 Os equipamentos devem ter condições
de mobilidade suficiente para permitir o ajuste
da tela do equipamento à iluminação do
ambiente, protegendo-a contra reflexos, e
proporcionar corretos ângulos de visibilidade
ao trabalhador.
17.7.3.2 Nas atividades com uso de
computador portátil de forma não eventual em
posto de trabalho, devem ser previstas formas
de adaptação do teclado, do mouse ou da
tela a fim de permitir o ajuste às características
antropométricas do trabalhador e à natureza
das tarefas a serem executadas.
17.7.4 Devem ser dotados de dispositivo de
sustentação os equipamentos e ferramentas
manuais cujos pesos e utilização na execução
das tarefas forem passíveis de comprometer a
segurança ou a saúde dos trabalhadores ou
adotada outra medida de prevenção, a partir
da avaliação ergonômica preliminar ou da
AET.
17.7.5 A concepção das ferramentas manuais
deve atender, além dos demais itens desta NR,
aos seguintes aspectos:
a) facilidade de uso e manuseio; 
b) evitar a compressão da palma da mão ou
de um ou mais dedos em arestas ou quinas
vivas. 
17.7.6 A organização deve selecionar as
ferramentas manuais para que o tipo, formato
e a textura da empunhadura sejam
apropriados à tarefa e ao eventual uso de
luvas.
17.8 Condições de conforto no ambiente de
trabalho
17.8.1 Em todos os locais e situações de
trabalho deve haver iluminação, natural ou
artificial, geral ou suplementar, apropriada à
natureza da atividade.
17.8.2 A iluminação deve ser projetada e
instalada de forma a evitar ofuscamento,
reflexos incômodos, sombras e contrastes
excessivos.
17.8.3 Em todos os locais e situações de
trabalho internos, deve haver iluminação em
conformidade com os níveis mínimos de
iluminamento a serem observados nos locais de
trabalho estabelecidos na Norma de Higiene
Ocupacional nº 11 (NHO 11) da Fundacentro -
Avaliação dos Níveis de Iluminamento em
Ambientes Internos de Trabalho, versão 2018.
17.8.4 Nos locais de trabalho em ambientes
internos onde são executadas atividades que
exijam manutenção da solicitação intelectual
e atenção constantes, devem ser adotadas
medidas de conforto acústico e de conforto
térmico, conforme disposto nos subitens
seguintes.
17.8.4.1 A organização deve adotar medidas
de controle do ruído nos ambientes internos
com a finalidade de proporcionar conforto
acústico nas situações de trabalho.
17.8.4.1.1 O nível de ruído de fundo para o
conforto deve respeitar os valores de referência
para ambientes internos de acordo com sua
finalidade de uso estabelecidos em normas
técnicas oficiais.
17.8.4.1.2 Para os demais casos, o nível de ruído
de fundo aceitável para efeito de conforto
acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão
sonora contínuo equivalente ponderado em A
e no circuito de resposta Slow (S).
17.8.4.2 A organização deve adotar medidas
de controle da temperatura, da velocidade do
ar e da umidade com a finalidade de
proporcionar conforto térmico nas situações de
trabalho, observando-se o parâmetro de faixa
de temperatura do ar entre 18 e 25 °C para
ambientes climatizados.
17.8.4.2.1 Devem ser adotadas medidas de
controle da ventilação ambiental para
minimizar a ocorrência de correntes de ar
aplicadas diretamente sobre os trabalhadores.
Acidente de Trabalho
LEGISLAÇÃO
ART. 19. DA LEI N°8.213/91 
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo
exercício do trabalho a serviço da empresa ou
de empregador doméstico ou pelo exercício
do trabalho dos segurados referidos no inciso vi
do art. 11 desta lei, provocando lesão corporalou perturbação funcional que cause a morte
ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho. 
Art. 19. da Lei n°8.213/91 
1º A empresa é responsável pela adoção e uso
das medidas coletivas e individuais de
proteção e segurança da saúde do
trabalhador. 
2º Constitui contravenção penal, punível com
multa, deixar a empresa de cumprir as normas
de segurança e higiene do trabalho. 
3º É dever da empresa prestar informações
pormenorizadas sobre os riscos da operação a
executar e do produto a manipular. 
4º O Ministério do Trabalho e da Previdência
Social fiscalizará e os sindicatos e entidades
representativas de classe acompanharão o fiel
cumprimento do disposto nos parágrafos
anteriores, conforme dispuser o Regulamento.
Art. 20. da Lei n°8.213/91 
Consideram-se acidente do trabalho: 
I – doença profissional 
Doença produzida ou desencadeada pelo
exercício do trabalho peculiar a determinada
atividade e constante da respectiva relação
elaborada pelo Ministério do Trabalho e da
Previdência Social; Exemplos: silicose (sílica),
asbestose (amianto) etc. 
II – doença do trabalho
 Doença adquirida ou desencadeada em
função de condições especiais em que o
trabalho é realizado e com ele se relacione
diretamente, constante da relação
mencionada no inciso I.
1º Não são consideradas como doença do
trabalho: 
a) a doença degenerativa; 
b) a inerente a grupo etário; 
c)a que não produza incapacidade laborativa;
d)a doença endêmica adquirida por segurado
habitante de região em que ela se desenvolva,
salvo comprovação de que é resultante de
exposição ou contato direto determinado pela
natureza do trabalho.
2º Em caso excepcional, constatando-se que a
doença não incluída na relação prevista nos
incisos I e II deste artigo resultou das condições
especiais em que o trabalho é executado e
com ele se relaciona diretamente, a
Previdência Social deve considerá-la acidente
do trabalho. 
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do
trabalho, para efeitos desta Lei: 
I. O acidente ligado ao trabalho que, embora
não tenha sido a causa única, haja para a sua
recuperação; contribuído diretamente para a
morte do segurado, para redução ou perda da
sua capacidade para o trabalho, ou produzido
lesão que exija atenção médica.
II. O acidente sofrido pelo segurado no local e
no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo
praticado por terceiro ou companheiro de
trabalho; 
b) ofensa física intencional, inclusive de
terceiro, por motivo de disputa relacionada ao
trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de
imperícia de terceiro ou de companheiro de
trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros
casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III. A doença proveniente de contaminação
acidental do empregado no exercício de sua
atividade;
IV. O acidente sofrido pelo segurado ainda que
fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de
serviço sob a autoridade da empresa; 
b) na prestação espontânea de qualquer
serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive
para estudo quando financiada por está
dentro de seus planos para melhor
capacitação da mão de obra,
independentemente do meio de locomoção
utilizado, inclusive veículo de propriedade do
segurado;
d) no percurso da residência para o local de
trabalho ou deste para aquela, qualquer que
seja o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.
1º Nos períodos destinados a refeição ou
descanso, ou por ocasião da satisfação de
outras necessidades fisiológicas, no local do
trabalho ou durante este, o empregado é
considerado no exercício do trabalho. 
2º Não é considerada agravação ou
complicação de acidente do trabalho a lesão
que, resultante de acidente de outra origem, se
associe ou se superponha às consequências do
anterior.
A perícia médica do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) considerará caracterizada
a natureza acidentária da incapacidade
quando constatar ocorrência de nexo técnico
epidemiológico entre o trabalho e o agravo,
decorrente da relação entre a atividade da
empresa ou do empregado doméstico e a
entidade mórbida motivadora da
incapacidade elencada na Classificação
Internacional de Doenças (CID), em
conformidade com o que dispuser o
regulamento. 
1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar
o disposto neste artigo quando demonstrada a
inexistência do nexo de que trata o caput
deste artigo. 
2º A empresa ou o empregador doméstico
poderão requerer a não aplicação do nexo
técnico epidemiológico, de cuja decisão
caberá recurso, com efeito suspensivo, da
empresa, do empregador doméstico ou do
segurado ao Conselho de Recursos da
Previdência Social.
ART. 23. 
CONSIDERA-SE COMO DIA DO ACIDENTE, NO
CASO DE DOENÇA PROFISSIONAL OU DO
TRABALHO, A DATA DO INÍCIO DA
INCAPACIDADE LABORATIVA PARA O
EXERCÍCIO DA ATIVIDADE HABITUAL, OU O DIA
DA SEGREGAÇÃO COMPULSÓRIA, OU O DIA EM
QUE FOR REALIZADO O DIAGNÓSTICO,
VALENDO PARA ESTE EFEITO O QUE OCORRER
PRIMEIRO.
Art. 44. A aposentadoria por invalidez, inclusive
a decorrente de acidente do trabalho,
consistirá numa renda mensal correspondente
a 100% (cem por cento) do salário-debenefício,
observado o disposto na Seção III,
especialmente no art. 33 desta Lei. 
Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez
do segurado que necessitar da assistência
permanente de outra pessoa será acrescido de
25% (vinte e cinco por cento). 
Art. 61. O auxílio-doença, inclusive o decorrente
de acidente do trabalho, consistirá numa
renda mensal correspondente a 91% (noventa
e um por cento) do salário-debenefício,
observado o disposto na Seção III,
especialmente no art. 33 desta Lei.
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido,
como indenização, ao segurado quando, após
consolidação das lesões decorrentes de
acidente de qualquer natureza, resultarem
sequelas que impliquem redução da
capacidade para o trabalho que
habitualmente exercia. 
§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a
cinqüenta por cento do salário-debenefício e
será devido, observado o disposto no § 5º, até
a véspera do início de qualquer aposentadoria
ou até a data do óbito do segurado.
§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do
dia seguinte ao da cessação do auxíliodoença,
independentemente de qualquer
remuneração ou rendimento auferido pelo
acidentado, vedada sua acumulação com
qualquer aposentadoria. 
§ 3º O recebimento de salário ou concessão de
outro benefício, exceto de aposentadoria,
observado o disposto no § 5º, não prejudicará
a continuidade do recebimento do auxílio-
acidente. 
§ 4º A perda da audição, em qualquer grau,
somente proporcionará a concessão do auxílio-
acidente, quando, além do reconhecimento
de causalidade entre o trabalho e a doença,
resultar, comprovadamente, na redução ou
perda da capacidade para o trabalho que
habitualmente exercia.
Art. 118. O segurado que sofreu acidente do
trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de
doze meses, a manutenção do seu contrato de
trabalho na empresa, após a cessação do
auxílio-doença acidentário,
independentemente de percepção de auxílio-
acidente. 
Art. 120. A Previdência Social ajuizará ação
regressiva contra os responsáveis nos casos de:
I. negligência quanto às normas-padrão de
segurança e higiene do trabalho indicadas
para a proteção individual e coletiva.
Art. 29. O salário-de-benefício consiste: 
II. para os benefícios de que tratam as alíneas
a, d, e h do inciso I do art. 18, na média
aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição correspondentes a oitentapor
cento de todo o período contributivo.
Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social
compreende as seguintes prestações, devidas
inclusive em razão de eventos decorrentes de
acidente do trabalho, expressas em benefícios
e serviços: 
I. quanto ao segurado:
a) aposentadoria por invalidez; 
d) aposentadoria especial;
e) auxílio-doença;
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico
deverão comunicar o acidente do trabalho à
Previdência Social até o primeiro dia útil
seguinte ao da ocorrência e, em caso de
morte, de imediato, à autoridade competente,
sob pena de multa variável entre o limite
mínimo e o limite máximo do salário de
contribuição, sucessivamente aumentada nas
reincidências, aplicada e cobrada pela
Previdência Social. 
 1º Da comunicação a que se refere este artigo
receberão cópia fiel o acidentado ou seus
dependentes, bem como o sindicato a que
corresponda a sua categoria. 
2º Na falta de comunicação por parte da
empresa, podem formalizá-la o próprio
acidentado, seus dependentes, a entidade
sindical competente, o médico que o assistiu
ou qualquer autoridade pública, não
prevalecendo nestes casos o prazo previsto
neste artigo. 
3º A comunicação a que se refere o § 2º não
exime a empresa de responsabilidade pela
falta do cumprimento do disposto neste artigo.
4º Os sindicatos e entidades representativas de
classe poderão acompanhar a cobrança, pela
Previdência Social, das multas previstas neste
artigo. 
5° A multa de que trata este artigo não se
aplica na hipótese do caput do art. 21-A. 
CAT inicial 
Acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou
doença profissional ou do trabalho; 
CAT reabertura 
Reinício de tratamento ou afastamento por
agravamento de lesão de acidente do
trabalho ou doença profissional ou do trabalho,
já comunicado anteriormente ao INSS; 
CAT comunicação de óbito 
Falecimento decorrente de acidente ou
doença profissional ou do trabalho, ocorrido
após a emissão da CAT inicial.
INVESTIGAÇÃO
Conceito prevencionista do acidente de
trabalho Acidente do trabalho é a ocorrência
imprevista e indesejável, instantânea ou não,
relacionada ao exercício do trabalho, de que
resulte ou possa resultar lesão pessoal. Todos os
acidentes, independentemente de causar
lesão, devem ser considerados para fins
estatísticos e de investigação das causas.
Acidente impessoal 
Acidente cuja caracterização independe de
existir acidentado, não podendo ser
considerado como causador direto da lesão
pessoal. Como por exemplo: queda de objeto¹,
explosão de caldeira² ou inundação³.
Acidente pessoal 
Acidente cuja caracterização depende de
existir acidentado. Como por exemplo:
impacto sofrido por pessoa¹, contato com
objeto ou substância a temperatura elevada
(vapor)², imersão³.
Lesão pessoal
Fratura¹, queimadura², afogamento³.
Natureza da lesão 
Expressão que identifica a lesão, segundo suas
características principais. 
Localização da lesão 
Indicação da sede da lesão. 
Lesão imediata 
Lesão que se manifesta no momento do
acidente. 
Lesão mediata (lesão tardia) Lesão que não se
manifesta imediatamente após a circunstância
acidental da qual resultou.
1. Coletar e organização dos dados; 
2. Analisar os dados (entender o
problema); 
3. Analisar as causas; 
4. Adotar Medidas de Controle (plano de
Ação); 
5. Acompanhar a implantação das
medidas; 
6. Avaliar os resultados das medidas
implantadas.
Coleta de Dados: 
• Opiniões (entrevistas) 
• Observações 
• Medições 
• Fotografias 
• Check Lists 
• Permissões de Trabalho 
• Detalhes sobre as condições ambientais
no momento do evento 
• Outros dados julgados relevantes
(Guia de análise de acidentes do trabalho –
mte)
a)Quando e onde o evento adverso
aconteceu? 
b)Quem sofreu danos ou estava envolvido com
o evento? 
c)O que aconteceu? 
d)Como o evento adverso aconteceu? 
e)Quais atividades estavam sendo
desenvolvidas no momento do acidente?
f)Havia algo incomum ou diferente nas
condições de trabalho? 
g)Existiam procedimentos de segurança no
trabalho e eles foram seguidos? 
h)Quais lesões ou problemas de saúde foram
causados pelo evento adverso? 
i)O risco era conhecido? Se sim, por que não
foi controlado? Se não era conhecido, por
quê? 
j)Como a organização do trabalho contribuiu
para o evento adverso? 
k)A manutenção e limpeza eram suficientes?
Se não, explique. 
L)As pessoas envolvidas eram capacitadas?
m)O layout do local de trabalho influenciou o
evento adverso? 
n)A natureza ou forma dos materiais influenciou
o evento adverso? 
o)Dificuldades na utilização das instalações ou
equipamentos contribuíram para o evento
adverso? 
p)Os equipamentos de segurança eram
suficientes? 
q)Outras condições influenciaram o evento
adverso? 
IMEDIATOS: razões mais óbvias da ocorrência
de um evento adverso, evidenciadas na
proximidade das conseqüências. Podem ser
identificados diversos fatores imediatos para
um evento adverso. 
SUBJACENTES: razões sistêmicas ou
organizacionais menos evidentes, porém
necessárias para que ocorra um evento
adverso. 
LATENTES: são condições iniciadoras que
possibilitam o surgimento de todos os outros
fatores relacionados ao evento adverso.
Frequentemente remotas no tempo e no que
se refere a hierarquia dos envolvidos, quando
consideradas em relação ao evento.
Geralmente envolvem concepção, gestão,
planejamento ou organização.
Técnica dos 5 Porquês
Ponto focal – Declaração do problema → 
→ 1° Porquê → Sintoma
→ 2° Porquê → Sintoma
→ 3° Porquê → Sintoma
→ 4° Porquê → Sintoma
→ 5° Porquê → Causa Raiz
O DIAGRAMA DOS 6M’s (OU ESPINHA DE PEIXE)
Métodos: causas relacionadas a
procedimentos padrão (ou a falta deles).
Matéria-Prima: causas que envolvem material
usado no trabalho, seja pela falta de
qualidade ou reputação do fornecedor. 
Mão de obra: imprudência, pressa, falta de
qualificação ou outras causas relacionadas a
pessoas dentro do processo. 
Máquinas: falhas decorrentes de falta de
manutenção ou outros causas em
equipamentos e maquinário presentes no
trabalho. 
Medição: causas que tem a ver com a
calibração e efetividade dos indicadores
presentes no ambiente de trabalho. Meio
Ambiente: calor, layout, poluição, excesso de
poeira e outras causas relacionadas ao
ambiente de trabalho.
Técnica da árvore de causas
 
 
 → Rotineiro / Habitual 
 → Eventual / Ocasional 
_______ → Efetivamente contribuiu para ocorrência.
----------- → Provavelmente contribuiu para ocorrência.
NR 33 – Segurança e Saúde no Trabalho
em Espaços Confinados
Espaço Confinado 
• Qualquer área ou ambiente não
projetado para ocupação humana
contínua, que possua meios limitados
de entrada e saída, e em que exista ou
possa existir atmosfera perigosa. 
• Espaços não destinados à ocupação
humana, com meios limitados de
entrada e saída, utilizados para
armazenamento de material com
potencial para engolfar ou afogar o
trabalhador.
Atmosfera perigosa 
Aquela em que estejam presentes uma das
seguintes condições: 
a) deficiência ou enriquecimento de oxigênio;
b) presença de contaminantes com potencial
de causar danos à saúde do trabalhador; 
c) seja caracterizada como uma atmosfera
explosiva.
Responsabilidades da organização 
a) indicar formalmente o responsável técnico
pelo cumprimento das atribuições previstas no
item 33.3.2 desta NR; 
b) assegurar os meios e recursos para o
responsável técnico cumprir as suas atribuições;
c) assegurar que o gerenciamento de riscos
ocupacionais contemple as medidas de
prevenção para garantir a segurança e a
saúde dos trabalhadores que interagem direta
ou indiretamente com os espaços confinados;
d) providenciar a sinalização de segurança e
bloqueio dos espaços confinados para evitar a
entrada de pessoasnão autorizadas; 
e) providenciar a capacitação inicial e
periódica dos supervisores de entrada, vigias,
trabalhadores autorizados e da equipe de
emergência e salvamento.
f) fornecer as informações sobre os riscos e as
medidas de prevenção, previstos no PGR,
daNR-01, aos trabalhadores que interagem
direta ou indiretamente com os espaços
confinados; 
g) garantir os equipamentos necessários para o
controle de riscos previstos no PGR; 
h) assegurar a disponibilidade dos serviços de
emergência e salvamento, e de simulados,
quando da realização de trabalhos em
espaços confinados; 
i) supervisionar as atividades em espaços
confinados executadas pelas organizações
contratadas, observado o disposto no subitem
1.5.8.1 da NR-01, visando ao atendimento do
disposto nesta NR.
Responsabilidades do responsável técnico 
a) identificar e elaborar o cadastro de espaços
confinados; b) adaptar o modelo da Permissão
de Entrada e Trabalho-PET de modo a
contemplar as peculiaridades dos espaços
confinados da organização; 
c) elaborar os procedimentos de segurança
relacionados ao espaço confinado;
d) indicar os equipamentos para trabalho em
espaços confinados;
e) elaborar o plano de resgate; 
f) coordenar a capacitação inicial e periódica
dos supervisores de entrada, vigias,
trabalhadores autorizados e da equipe de
emergência e salvamento Responsável
técnico: profissional legalmente habilitado ou
qualificado, em segurança do trabalho, para
executar as medidas previstas.
Responsabilidades do supervisor de entrada 
a) emitir a PET antes do início das atividades; 
b) executar os testes e conferir os
equipamentos, antes da utilização; 
c) implementar os procedimentos contidos na
PET;
d) assegurar que os serviços de emergência e
salvamento estejam disponíveis e que os meios
para os acionar estejam operantes;
e) cancelar os procedimentos de entrada e
trabalho, quando necessário; 
f) encerrar a PET após o término dos serviços; 
g) desempenhar a função de vigia, quando
previsto na PET; 
h) assegurar que o vigia esteja operante
durante a realização dos trabalhos em espaço
confinado. 
Supervisor de entrada: pessoa capacitada
para operar a permissão de entrada com
responsabilidade para preencher e assinar a
PET para o desenvolvimento de entrada e
trabalho seguro no interior de espaços
confinados.
Responsabilidades do vigia 
a) permitir somente a entrada de trabalhadores
autorizados em espaços confinados
relacionados na PET; 
b) manter continuamente o controle do
número de trabalhadores autorizados a entrar
no espaço confinado e assegurar que todos
saiam ao término da atividade; 
c) permanecer fora do espaço confinado,
junto à entrada, em contato ou comunicação
permanente com os trabalhadores autorizados;
d) acionar a equipe de emergência e
salvamento, interna ou externa, quando
necessário;
e) operar os movimentadores de pessoas;
f) ordenar o abandono do espaço confinado
sempre que reconhecer algum sinal de alarme,
perigo, sintoma, queixa, condição proibida,
acidente, situação não prevista ou quando
não puder desempenhar efetivamente suas
tarefas, nem ser substituído por outro vigia; 
g) não realizar outras tarefas durante as
operações em espaços confinados; 
h) comunicar ao supervisor de entrada
qualquer evento não previsto ou estranho à
operação de vigilância, inclusive quando da
ordenação do abandono. 
Vigia: trabalhador designado para permanecer
fora do espaço confinado e que é responsável
pelo acompanhamento, comunicação e
ordem de abandono para os trabalhadores.
O vigia pode acompanhar as atividades de
mais de um espaço confinado, quando
atendidos os seguintes requisitos: 
a) permanecer junto à entrada dos espaços
confinados ou nas suas proximidades, podendo
ser assistido por sistema de vigilância e
comunicação eletrônicas; 
b) que todos os espaços confinados estejam no
seu campo visual, sem o uso de equipamentos
eletrônicos; 
c) que o número de espaços confinados não
prejudique suas funções de vigia;
d) que a mesma atividade seja executada em
todos os espaços confinados sob sua
responsabilidade;
e) seja limitada a permanência de 2 (dois)
trabalhadores no interior de cada espaço
confinado; 
f) seja possível a visualização dos trabalhadores
através do acesso do espaço confinado.
*Quando assistido por sistema de vigilância e
comunicação eletrônicas, em conformidade
com a análise de riscos e previsto no
procedimento de segurança, pode ser
dispensado o atendimento das alíneas “e” e “f”
Responsabilidade dos Trabalhadores
autorizados.
a) cumprir as orientações recebidas nos
treinamentos e os procedimentos de trabalho
previstos na PET; 
b) utilizar adequadamente os meios e
equipamentos fornecidos pela organização; e
c) comunicar ao vigia ou supervisor de entrada
as situações de risco para segurança e saúde
dos trabalhadores e terceiros, que sejam do seu
conhecimento. 
• Os trabalhadores devem ser informados
dos perigos identificados e das medidas
de controle previstas e adotadas antes
da entrada no espaço confinado. 
• Trabalhador autorizado: trabalhador
capacitado para entrar no espaço
confinado, ciente dos seus direitos e
deveres e com conhecimento dos riscos
e das medidas de controle existentes.
Responsabilidade da equipe de emergência e
salvamento 
a) assegurar que as medidas de salvamento e
primeiros socorros estejam operantes e
executá-las em caso de emergência; 
b) participar do exercício de simulado anual de
salvamento que contemple os possíveis
cenários de acidentes em espaços confinados,
conforme previsto no plano de resgate.
Etapa de levantamento preliminar de perigos 
a) existência ou construção de novos espaços
confinados em que trabalhos possam ser
realizados; 
b) alteração da geometria ou meios de
acessos dos espaços confinados existentes; 
c) utilização dos espaços confinados que
implique alteração dos perigos anteriormente
identificados.
Identificação de perigos e a avaliação de
riscos ocupacionais 
a) os perigos existentes nas adjacências do
espaço confinado que possam interferir nas
condições de segurança do trabalho em
espaço confinado; 
b) a possibilidade de formação de atmosferas
perigosas; 
c) a necessidade de controle de energias
perigosas nos espaços confinados;
d) as demais medidas de prevenção descritas
nesta NR.
Cadastro do espaço confinado 
a) identificação do espaço confinado,
podendo para esse fim, ser utilizado código ou
número de rastreio; 
b) volume do espaço confinado; 
c) número de aberturas de entrada e "bocas
de visita", e suas dimensões;
d) formas de acesso, suas dimensões e
geometria;
e) condição do espaço confinado (ativo ou
inativo); 
f) croqui do espaço confinado (com previsão
de bloqueios e raquetes); 
g) utilização e/ou produto armazenado e
indicação dos possíveis perigos existentes antes
da liberação de entrada.
Trabalho em espaço confinado realizado por
prestador de serviço 
O contratante e a contratada devem atender:
a) a contratante deve fornecer à contratada o
cadastro dos espaços confinados em que
acontratada realizará os trabalhos; 
b) a contratante deve fornecer à contratada
as informações sobre os riscos ocupacionais
sob sua gestão e que possam impactar nas
atividades da contratada e, quando aplicável,
as medidas de prevenção a serem adotadas; e
c) a contratada deve fornecer o inventário de
riscos do trabalho em espaço confinado,
realizando a identificação dos perigos e a
avaliação dos riscos, de acordo com a
especificidade do trabalho a ser realizado, nos
espaços confinados em que realizará os
trabalhos, e promovendo a adequação das
medidas de prevenção conforme esta NR.
Medidas de prevenção 
Eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou
explosão em trabalhos a quente, taiscomo
solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou
outros que liberem chama aberta, faísca ou
calor.
Medidas de prevenção Procedimentos de
segurança 
a) preparação, emissão, cancelamento e
encerramento da PET; 
b) requisitos para o trabalho seguro nos
espaços confinados; e 
c) critérios para operação dos movimentadores
dos trabalhadores autorizados, quando
aplicável.
d) requisitos e critérios para seleção e uso de
respiradores para uso rotineiro e em situações
de emergência, em conformidade com os
riscos respiratórios.
*revistos quando ocorrer alteração do nível de
risco previsto na NR-01, entrada não
autorizada, acidente ou condição não prevista
durante a entrada. 
Permissão de Entrada e Trabalho 
Toda e qualquer entrada e trabalho em
espaço confinado deve ser precedida da
emissão da PET! 
• Emitida em meio físico 1ª via
permanecer com o supervisor de
entrada 2ª via entregue ao vigia. 
• Emitida em meio digital
-estar acessível permanentemente ao
vigia durante a execução da atividade;
-ser adotado procedimento de
certificação de assinatura em
conformidade com o disposto na NR-01.
Permissão de Entrada e Trabalho 
Rastreáveis 
• Arquivadas pelo período de 5 (cinco)
anos, estando estar disponíveis aos
trabalhadores, quando solicitado. 
• A validade deve ser limitada a uma
jornada de trabalho. Deve ser
encerrada quando: 
a) as atividades forem completadas; 
b) ocorrer uma condição não prevista;
c) ocorrer a saída de todos os
trabalhadores do espaço confinado; ou
d) houver a substituição de vigia por
outro não relacionado na PET. 
Pode ser prorrogada quando cumprir os
seguintes requisitos: 
a) estar relacionada às mesmas atividades e
riscos; 
b) constar os intervalos de parada e retomada
de todas as equipes de trabalho; 
c) relacionar os trabalhadores autorizados,
vigias e supervisores de entrada;
d) registrar a continuidade da atividade e a
substituição da equipe a cada entrada e
saída;
e) estiver garantido o monitoramento contínuo
de toda a atmosfera do espaço confinado e a
manutenção das condições atmosféricas ou
realizar nova avaliação da atmosfera a cada
entrada; 
f) estiver garantida a presença contínua do
vigia junto ou próximo à entrada do espaço
confinado, observado o disposto no subitem
33.3.4.1 desta NR, inclusive durante as pausas e
intervalos; 
g) estiverem reavaliadas as medidas de
prevenção descritas na PET a cada entrada. 
*A validade da PET, incluindo as prorrogações,
não pode exceder a 24 horas. 
Sinalização de segurança 
• Deve ser mantida sinalização
permanente em todos os espaços
confinados, junto à entrada.
• Caso a sinalização permanente não se
torne visível após a abertura do espaço
confinado, deve ser providenciada
sinalização complementa.
• Em locais com exposição a agentes
agressivos ou circulação de pessoas,
veículos ou equipamentos, a sinalização
permanente deve ser indelével, de
forma a garantir que não seja
danificada ou retirada. (não se aplica a
espaços confinados já existentes em
vias públicas, exceto quando ocorrer a
substituição da tampa de acesso). 
• Nas operações de entrada e trabalho
em espaço confinado deve ser utilizada
sinalização provisória, indicando a
liberação, ou não, da entrada dos
trabalhadores autorizados.
Controle de energias perigosas nos espaços
confinados 
a) preparação e comunicação a todos os
trabalhadores envolvidos sobre o desligamento
do equipamento ou sistema; 
b) isolamento ou neutralização dos
equipamentos ou sistemas que possam intervir
na atividade; 
c) isolamento ou desenergização das fontes de
energia do equipamento ou sistema;
d) bloqueio;
e) etiquetagem; 
f) liberação ou controle das energias
armazenadas; 
g) verificação do isolamento ou da
desenergização do equipamento ou sistema;
h) liberação para o início da atividade; 
i) retirada dos trabalhadores, ferramentas e
resíduos após o término da atividade;
j) comunicação, após o encerramento da
atividade, sobre a retirada dos dispositivos de
bloqueio e etiquetagem, a reenergização e o
religamento do equipamento ou sistema; 
k) retirada dos bloqueios e das etiquetas após
a execução das atividades; 
l) reenergização ou retirada dos dispositivos de
isolamento do equipamento ou sistema; e
m)liberação para a retomada da operação.
Medidas de prevenção 
Avaliações atmosféricas 
1. As avaliações atmosféricas iniciais do
interior do espaço confinado devem ser
realizadas com o supervisor de entrada
fora do espaço confinado,
imediatamente antes da entrada dos
trabalhadores, para verificar se o seu
interior é seguro. 
2. O percentual de oxigênio (O2) indicado
para entrada em espaços confinados é
de 20,9%, sendo aceitável o percentual
entre 19,5% até 23% de volume, desde
que a causa da redução ou
enriquecimento do O2 seja conhecida
e controlada. 
3. O monitoramento da atmosfera deve
ser contínuo durante a permanência
dos trabalhadores no espaço
confinado, de forma remota ou
presencial, conforme previsto no
procedimento de segurança. 
4. A calibração do equipamento de
avaliação deve ser realizada por
laboratório de calibração acreditado
pelo Inmetro. 
Ventilação 
• Antes do início da atividade em espaço
confinado devem ser garantidas
condições de entrada seguras, com
ventilação, purga, lavagem ou
inertização do espaço confinado.
• Durante a realização da atividade em
espaço confinado, devem ser
atendidos os seguintes requisitos: 
a) o sistema de ventilação deve ser
selecionado e dimensionado de acordo
com as características dos espaços
confinados, observando as
recomendações previstas em normas
técnicas nacionais ou, de forma
complementar, as normas
internacionais aplicáveis, a fim de
garantir a renovação do ar; 
• as condições térmicas devem observar
o disposto no Anexo III da NR-09. 
É proibida a ventilação com oxigênio
puro. 
Acompanhamento da saúde dos trabalhadores 
• Os trabalhadores designados para
atividades em espaços confinados
devem ser avaliados quanto à aptidão
física e mental, considerando os fatores
de riscos psicossociais. 
• A aptidão para trabalhos em espaços
confinados deve estar consignada no 
• Atestado de Saúde Ocupacional- ASO,
nos termos da NR-07 (PCMSO).
Preparação para emergências 
Plano de Resgate para espaços confinados
(podendo estar integrado ao plano de
emergência) 
a) identificação dos perigos associados à
operação de resgate; 
b) designação da equipe de emergência e
salvamento, interna ou externa, dimensionada
conforme a geometria, acessos e riscos das
atividades e operação de resgate; 
c) tempo de resposta para atendimento à
emergência;
d) seleção das técnicas apropriadas,
equipamentos pessoais e/ou coletivos
específicos e sistema de resgate disponíveis, de
forma a reduzir o tempo de suspensão inerte do
trabalhador e sua exposição aos perigos
existentes;
e) previsão da realização de simulados dos
cenários identificados.
Documentação 
A organização que possui espaços confinados
deve manter no estabelecimento: 
a) cadastro dos espaços confinados; 
b) PETs emitidas; 
c) inventário de riscos do trabalho em espaço
confinado realizado pela contratada, quando
aplicável.
A organização que realiza trabalho em
espaços confinados deve manter: 
a) modelo de PET; 
b) procedimentos de segurança; 
c) plano de resgate.
Capacitação 
• Os instrutores devem possuir
comprovada proficiência no conteúdo
que irão ministrar (competência,
aptidão, capacitação e habilidade
aliadas à experiência). 
• A capacitação deve considerar o tipo
de espaço confinado e as atividades
desenvolvidas, devendo estas
informações e a anuência do
responsável técnico previsto no item
33.3.2 desta NR constarem no
certificado do trabalhador, além do
disposto na NR-01. 
• A carga horáriada parte prática do
treinamento inicial e periódico dos
supervisores de entrada, vigias,
trabalhadores autorizados e equipe de
emergência e salvamento deve ser de,
no mínimo, 50% (cinquenta por cento)
da carga horária prevista no Quadro 1
deste Anexo.
NR 35 – Segurança e Saúde no Trabalho
em Altura
Toda atividade com diferença de nível acima
de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde
haja risco de queda.
Responsabilidades da Organização 
a) garantir a implementação das medidas de
prevenção; 
b) assegurar a realização da Análise de Risco-
AR e, quando aplicável, a emissão da
Permissão de Trabalho- PT; 
c) elaborar procedimento operacional para as
atividades rotineiras de trabalho em altura;
d) disponibilizar, através dos meios de
comunicação da organização de fácil acesso
ao trabalhador, instruções de segurança
contempladas na AR, PT e procedimentos
operacionais a todos os integrantes da equipe
de trabalho;
e) assegurar a realização de avaliação prévia
das condições no local do trabalho em altura,
pelo estudo, planejamento e implementação
das ações e das medidas complementares de
segurança aplicáveis;
f) adotar as providências necessárias para
acompanhar o cumprimento das medidas de
prevenção pelas organizações prestadoras de
serviço; 
g) garantir que qualquer trabalho em altura só
se inicie depois de adotadas as medidas de
prevenção; 
h) assegurar a suspensão dos trabalhos em
altura quando verificar situação ou condição
de risco não prevista, cuja eliminação ou
neutralização imediata não seja possível; 
i) estabelecer uma sistemática de autorização
dos trabalhadores para trabalho em altura;
j) assegurar a organização e o arquivamento
da documentação, por período mínimo de
5(cinco) anos, exceto se houver disposição
específica em outra NR.
→ Avaliar o estado de saúde dos empregados
que exercem atividades de trabalho em altura
de acordo com o estabelecido na NR-07
(PCMSO), em especial o item 7.5.3,
considerando patologias que poderão originar
mal súbito e queda de altura, bem como os
fatores psicossociais. 
→ A aptidão para trabalho em altura deve ser
consignada no ASO do trabalhador. 
→ 7.5.3 O PCMSO deve incluir a avaliação do
estado de saúde dos empregados em
atividades críticas, como definidas nesta
Norma, considerando os riscos envolvidos em
cada situação e a investigação de patologias
que possam impedir o exercício de tais
atividades com segurança. 
Responsabilidades da Organização
Emergência e Salvamento 
• Estabelecer, implementar e manter
procedimentos de respostas aos
cenários de emergências de trabalho
em altura, considerando, além do
disposto na NR01: 
a) os perigos associados à operação de
resgate; 
b) a equipe de emergência e salvamento
necessária e o seu dimensionamento; 
c) o tempo estimado para o resgate;
d) as técnicas apropriadas, equipamentos
pessoais e/ou coletivos específicos e sistema de
resgate disponível, de forma a reduzir o tempo
de suspensão inerte do trabalhador e sua
exposição aos perigos existentes.
• Realizar AR dos cenários de emergência
de trabalho em altura identificados; 
• Assegurar que a equipe possua os
recursos necessários para as respostas
às emergências; 
• Capacitar as pessoas responsáveis pela
execução das medidas de salvamento
para executar o resgate, prestar
primeiros socorros, que deverão possuir
aptidão física e mental compatível com
a atividade a desempenhar; 
• Estabelecer o conteúdo e carga horária
da capacitação em função dos
cenários de emergência, quando for
realizada por equipe interna.
Responsabilidade dos trabalhadores 
Cumprir as disposições previstas nesta norma e
no item 1.4.2 da NR-01, e os procedimentos
operacionais expedidos pelo empregador.
1.4.2 Cabe ao trabalhador: 
a) cumprir as disposições legais e
regulamentares sobre segurança e saúde no
trabalho, inclusive as ordens de serviço
expedidas pelo empregador; 
b) submeter-se aos exames médicos previstos
nas NR; 
c) colaborar com a organização na aplicação
das NR;
d) usar o equipamento de proteção individual
fornecido pelo empregador.
Trabalhador autorizado para trabalho em altura
• Aquele capacitado, cujo estado de
saúde foi avaliado, tendo sido
considerado apto para executar suas
atividades. 
• A autorização para trabalho em altura
deve considerar: 
a) as atividades que serão desenvolvidas pelo
trabalhador; 
b) a capacitação a que o trabalhador foi
submetido; 
c) a aptidão clínica para desempenhar as
atividades. A autorização deve ser consignada
nos documentos funcionais do empregado. A
organização deve estabelecer sistema de
identificação que permita a qualquer tempo
conhecer a abrangência da autorização de
cada trabalhador.
Trabalhador capacitado para trabalho em
altura 
Aquele que foi submetido e aprovado no
processo de capacitação, envolvendo
treinamento, teórico e prático, inicial, periódico
e eventual. 
Os treinamentos devem ser ministrados por
instrutores com comprovada proficiência no
assunto, sob a responsabilidade de profissional
qualificado ou legalmente habilitado em
segurança no trabalho. 
Proficiência: Competência, aptidão,
capacitação e habilidade aliadas à
experiência profissional, comprovadas por meio
de diplomas, registro na carteira de trabalho,
contratos específicos na área em questão ou
outros documentos. 
Observação: A comprovada proficiência no
assunto não significa formação em curso
específico, mas habilidades, experiência e
conhecimentos capazes de ministrar os
ensinamentos referentes aos tópicos
abordados nos treinamentos. O treinamento,
no entanto, deve estar sob a responsabilidade
de profissional qualificado em segurança no
trabalho.
Treinamento inicial 
• Carga horária mínima de 8 (oito) horas 
• Deve ser realizado antes de o trabalhador
iniciar a atividade 
• Conteúdo: 
a) normas e regulamentos aplicáveis ao
trabalho em altura; 
b) AR e condições impeditivas; 
c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em
altura e medidas de prevenção e controle;
d) sistemas, equipamentos e procedimentos de
proteção coletiva;
e) EPI para trabalho em altura: seleção,
inspeção, conservação e limitação de uso; 
f) acidentes típicos em trabalhos em altura; 
g) condutas em situações de emergência,
incluindo noções básicas de técnicas de
resgate e de primeiros socorros. 
Treinamento periódico 
• Carga horária mínima de 8 (oito) horas.
• Deve ser realizado a cada dois anos.
• Conteúdo programático definido pelo
empregador.
Planejamento e Organização 
Todo trabalho em altura deve ser planejado,
organizado e realizado por trabalhador 
formalmente autorizado , sob supervisão, cuja 
forma deve ser definida pela AR de acordo 
com as peculiaridades da atividade . 
a) medidas para evitar o trabalho em altura,
sempre que existir meio alternativo de
execução; 
b) medidas que eliminem o risco de queda dos
trabalhadores, na impossibilidade de execução
do trabalho de outra forma; 
c) medidas que minimizem as consequências
da queda, quando o risco de queda não
puder ser eliminado.
Hierarquia do controle contra queda
• Eliminar: Trabalhar na altura do chão.
• Prevenir: Restringir o acesso (usar EPC)
• Proteger: Amenizar os danos da queda
(usar EPI/ redes).
Planejamento e Organização 
• A execução do serviço deve considerar
as influências externas que possam
alterar as condições do local de
trabalho já previstas na AR. 
• Condições impeditivas: situações que
impedem a realização ou continuidade
do serviço que possam colocar em risco
a saúde ou a integridade física do
trabalhador.
• Influências Externas: variáveis que
devem ser consideradas na definição e
seleção das medidas de proteção,
para segurança das pessoas, cujo
controle não é possível implementar de
formaantecipada.
Análise de Risco 
• Avaliação dos riscos potenciais, suas causas,
consequências e medidas de controle. 
• Todo trabalho em altura deve ser precedido
de AR. 
• Para atividades rotineiras de trabalho em
altura, a AR pode estar contemplada no
respectivo procedimento operacional. 
Deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em
altura, considerar: 
a) o local em que os serviços serão executados
e seu entorno; 
b) o isolamento e a sinalização no entorno da
área de trabalho; 
c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de
ancoragem;
d) as condições meteorológicas adversas;
e) a seleção, inspeção, forma de utilização e
limitação de uso dos sistemas de proteção
coletiva e individual, atendendo às normas
técnicas vigentes, às orientações dos
fabricantes e aos princípios da redução do
impacto e dos fatores de queda; 
f) o risco de queda de materiais e ferramentas;
g) os trabalhos simultâneos que apresentem
riscos específicos; 
h) o atendimento aos requisitos de segurança e
saúde contidos nas demais normas
regulamentadoras; 
i) os riscos adicionais;
j) as condições impeditivas; 
k) as situações de emergência e o
planejamento do resgate e primeiros socorros,
de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte
do trabalhador; 
l) a necessidade de sistema de comunicação;
m) a forma de supervisão.
Atividades rotineiras de trabalho em altura 
Os procedimentos operacionais devem conter,
no mínimo: 
a) o detalhamento da tarefa; 
b) as medidas de prevenção características à
rotina; c) as condições impeditivas; 
d) os sistemas de proteção coletiva e individual
necessários;
e) as competências e responsabilidades.
 Atividades não rotineiras de trabalho em altura
• Devem ser previamente autorizadas
mediante Permissão de Trabalho. 
• As medidas de prevenção devem ser
evidenciadas na AR e na PT.
Permissão de Trabalho 
1. Documento escrito contendo conjunto
de medidas de controle visando o
desenvolvimento de trabalho seguro,
além de medidas de emergência e
resgate. 
2. Deve ser emitida, em meio físico ou
digital, aprovada pelo responsável pela
autorização da permissão, e acessível
no local de execução da atividade e,
ao final, encerrada e arquivada de
forma a permitir sua rastreabilidade. 
3. Deve conter: 
a) os requisitos mínimos a serem
atendidos para a execução dos
trabalhos; 
b) as disposições e medidas
estabelecidas na AR; 
c) a relação de todos os envolvidos
na atividade. 
Tem validade limitada à duração da atividade, 
r estrita ao turno jornada de trabalho , podendo 
ser revalidada pelo responsável pela
aprovação nas situações em que não ocorram
mudanças nas condições estabelecidas ou na
equipe de trabalho.
Sistemas de Proteção Contra Quedas – SPQ 
O SPQ deve: 
a) ser adequado à tarefa a ser executada; 
b) ser selecionado de acordo com a AR; 
c) ser selecionado por profissional qualificado
ou legalmente habilitado em segurança do
trabalho;
d) ter resistência para suportar a força máxima
aplicável prevista quando de uma queda;
e) atender às normas técnicas nacionais ou na
sua inexistência às normas internacionais
aplicáveis vigentes à época de sua fabricação
ou construção; 
f) ter todos os seus elementos compatíveis e
submetidos a uma sistemática de inspeção.S
É obrigatória a utilização de SPQ sempre que
não for possível evitar o trabalho em altura. A
seleção do SPQ deve considerar a utilização:
a) de Sistema de Proteção Coletiva Contra
Quedas - SPCQ; 
b) de Sistema de Proteção Individual Contra
Quedas - SPIQ, nas seguintes situações: 
I – na impossibilidade de adoção do
SPCQ; 
II – sempre que o SPCQ não ofereça
completa proteção contra os riscos de queda;
III – para atender situações de
emergência. 
• deve ser projetado por profissional
legalmente habilitado.
Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas
– SPIQ 
• Pode ser de restrição de movimentação, de
retenção de queda, de posicionamento no
trabalho ou de acesso por cordas; 
• O fabricante ou o importador de EPI deve
disponibilizar informações quanto ao
desempenho dos equipamentos e os limites de
uso, considerando a massa total aplicada ao
sistema (trabalhador e equipamentos) e os
demais aspectos previstos no item 35.6.11; 
• OS PIQ deve ser selecionado de forma que a
força de impacto transmitida ao trabalhador
seja de no máximo 6 kN, quando de uma
eventual queda; 
• Os sistemas de ancoragem destinados à
restrição de movimentação devem ser
dimensionados para resistir às forças que
possam vir a ser aplicadas; 
• Havendo possibilidade de ocorrência de
queda com diferença de nível, em
conformidade com a AR, o sistema deve ser
dimensionado como de retenção de queda.
Inspeções 
• Devem ser efetuadas inspeções inicial,
rotineira e periódica do SPIQ, observadas as
recomendações do fabricante ou projetista,
recusando-se os elementos que apresentem
defeitos ou deformações; 
• A inspeção inicial é aquela realizada entre o
recebimento e a primeira utilização do SPIQ; 
• Ainspeção rotineira é aquela realizada antes
do início dos trabalhos, sendo visual e táctil,
executada pelo trabalhador antes de utilizar os
equipamentos que compõemoSPIQ. ; 
• A inspeção periódica deve ser realizada no
mínimo uma vez a cada doze meses, podendo
o intervalo entre as inspeções ser reduzido em
função do tipo de utilização, frequência de uso
ou exposição a agentes agressivos;
• Devem ser registradas as inspeções iniciais,
periódicas e aquelas rotineiras que tiverem os
elementos do SPIQ recusados; 
• Os elementos do SPIQ que apresentarem
defeitos, degradação, deformações ou
sofrerem impactos de queda devem ser
inutilizados e descartados, exceto quando sua
restauração for prevista em normas técnicas
nacionais ou, na sua ausência, em normas
internacionais e de acordo com as
recomendações do fabricante.
Cinturão de segurança tipo paraquedista 
• Utilizado no SPIQ de retenção de quedae
node acesso por cordas; 
• Deve estar conectado pelo seu elemento de
engate para retenção de queda indicado pelo
fabricante; 
• Quando utilizado para retenção de queda,
deve ser dotado de talabarte integrado com
absorvedor de energia. Cinturão de segurança
tipo paraquedista: EPI utilizado para trabalhos
em altura onde haja risco de queda,
constituído por um dispositivo preso ao corpo
destinado a deter e distribuir as forças de
queda pelo menos nas partes superiores das
coxas, pélvis, peito e tronco. Absorvedor de
energia: Elemento com função de limitar a
força de impacto transmitida ao trabalhador
pela dissipação da energia cinética.
Trava-queda deslizante guiado 
A utilização do sistema de retenção de queda
por trava-queda deslizante guiado deve
atender às recomendações do fabricante, em
particular no que se refere: 
a) à compatibilidade do trava-quedas
deslizante guiado com a linha de vida vertical;
b) ao comprimento máximo dos extensores.
Análise de Risco 
a) que o trabalhador deve permanecer
conectado ao sistema durante todo o período
de exposição ao risco de queda; 
b) à distância de queda livre; 
c) o fator de queda;
d) a utilização de um elemento de ligação que
garanta que um impacto de no máximo
6kNseja transmitido ao trabalhador quando da
retenção de uma queda;
e) a zona livre de queda; 
f) a compatibilidade entre os elementos do
SPIQ.
• Fator de queda: razão entre a distância
que o trabalhador percorreria na queda
e o comprimento do equipamento que
irá detê-lo. 
• Distância de queda livre: Distância
compreendida entre o início da queda
e o início da retenção. 
• Zona livre de queda(ZLQ): Região
compreendida entre o ponto de
ancoragem e o obstáculo inferior mais
próximo contra o qual o trabalhador
possa colidir em caso de queda, tal
como o nível do chão ou o piso inferior.
Sistemas de Ancoragem 
Conjuntode componentes, integrante de um
Sistema de Proteção Individual contra Quedas-
SPIQ, que incorpora um ou mais pontos de
ancoragem, aos quais podem ser conectados
EPI contra quedas, diretamente ou por meio de
outro componente, e projetado para suportar
as forças aplicáveis. 
Os sistemas de ancoragem tratados neste
anexo atendem às seguintes finalidades: 
a) retenção de queda; 
b) restrição de movimentação; 
c) posicionamento no trabalho;
d) acesso por corda.
Os sistemas de ancoragem devem: 
a) ser instalados por trabalhadores
capacitados; 
b) ser submetidos à inspeção inicial e
periódica. 
A inspeção inicial deve ser realizada após a
instalação, alteração ou mudança de local. 
A inspeção periódica do sistema de
ancoragem deve ser efetuada de acordo com
o procedimento operacional previsto no item 6
deste Anexo, considerando o projeto do
sistema de ancoragem e o de montagem,
respeitando as instruções do fabricante e as
normas regulamentadoras e técnicas
aplicáveis, com periodicidade não superior a
12 (doze) meses.
NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
• Toda organização deve adotar
medidas de prevenção contra
incêndios em conformidade com a
legislação estadual e, quando
aplicável, de forma complementar,
com as normas técnicas oficiais. 
• Os locais de trabalho devem dispor de
saídas em número suficiente e dispostas
de modo que aqueles que se
encontrem nesses locais possam
abandoná-los com rapidez e segurança
em caso de emergência. 
• As aberturas, saídas e vias de passagem
de emergência devem ser mantidas
desobstruídas, ser identificadas e
sinalizadas de acordo com a legislação
estadual e, quando aplicável, de forma
complementar, com as normas técnicas
oficiais, indicando a direção da saída. 
• Saída de emergência: Não deve ser
fechada à chave ou presa durante a
jornada de trabalho. Podem ser
equipadas com dispositivos de
travamento que permitam fácil
abertura do interior do
estabelecimento. 
• A organização deve providenciar para
todos os trabalhadores informações
sobre: 
a) utilização dos equipamentos
de combate ao incêndio; locais de trabalho
com segurança; 
b) procedimentos de resposta
aos cenários de emergências e para
evacuação dos locais de trabalho com
segurança; 
c) dispositivos de alarme existentes.
Formas de propagação do calor: 
• Condução
• Convecção 
• Irradiação 
Resfriamento 
Trata-se de diminuir a temperatura (calor) do
material em chamas.
Abafamento 
Trata-se de eliminar o oxigênio (comburente)
da reação, por meio do abafamento do fogo.
Retirada do material / Isolamento 
Trata-se de retirar do local o material
(combustível) que está pegando fogo e
também outros materiais que estejam próximos
às chamas.
Extinção química 
Quanto se interfere na Reação em Cadeia do
fogo através do lançamento dos agentes
extintores de halon e de Pó Químico Seco.
Classe A 
São materiais de fácil combustão com a
propriedade de queimarem em sua superfície e
profundidade, e que deixam resíduos, como:
tecidos, madeira, papel, fibras, etc.; 
Cuidados: 
• Manter áreas de trabalho e estocagem
de materiais organizados e isentas de
fontes de ignição; 
• Estopas trapos ou materiais similares,
impregnados de óleo, devem ser
descartados em utensílios metálicos e
bem tampados e distantes de fontes de
ignição; 
• As lixeiras devem ser esvaziadas
diariamente; 
• A rede de hidrantes e sprinklers devem
estar adequadamente dimensionadas,
com pressão e volume de água
suficiente para o porte e tipo das
instalações, assim o fogo classe A pode
ser combatido com facilidade. 
Classe B 
São considerados inflamáveis os produtos que
queimem somente em sua superfície, não
deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes,
tintas, gasolina, etc.; 
Cuidados: 
• O uso e manuseio de líquidos
inflamáveis deve ser feito em áreas bem
ventiladas; 
• Sobras de líquidos inflamáveis só devem
ser guardadas em armários bem
fechados e em vasilhames bem
tampados e a prova de vazamentos; 
• O estoque de líquidos inflamáveis deve
ficar distante de qualquer meio que
possa provocar faísca; 
• Ao conduzir líquido inflamável para
execução de alguma atividade, nunca
conduzi-lo em vasilhames com
capacidade superior a cinco galões
cada. Quantidade superior a vinte litros
nunca deve ser armazenada em
edifício, a menos que esteja em
recipiente aprovado para tal; 
• Contra fogo classe B nunca devemos
usar água, a não ser em forma de
neblina.
Classe C 
Quando ocorrem em equipamentos elétricos
energizados como motores, transformadores,
quadros de distribuição, fios, etc.; 
Cuidados: 
• Equipamentos antigos devem ter sua
fiação inspecionada com frequência.
Em caso de desgaste na fiação, nos
matérias isolantes ou nos encaixes,
devem ser tomadas medidas cabíveis; 
• Compatibilizar o uso de fusíveis, não
usar com capacidade superior a
dimensionada. Procure identificar a
causa da queima de fusíveis; 
• Não sobrecarregue os pontos de
instalação elétrica. Cada um deles com
no máximo duas tomadas; 
• Nunca ligue vários equipamentos na
mesma tomada para evitar
superaquecimento da saída; 
• Desligue imediatamente qualquer
equipamento com “cheiro de
queimado”, avise o seu supervisor pois
pode ser um sinal de incêndio; 
Classe D 
Metais combustíveis, muitos queimam de forma
violenta, com elevada produção de luz e calor,
por exemplo elementos pirofóricos como
magnésio, zircônio, titânio, potássio, sódio, etc.
→ A melhor forma de prevenção é adotar as
medidas relativas aos cuidados com o
manuseio, utilização e armazenamento. Estas
informações estão na Folha de Informações de
Produtos Químicos (FISPQ) ou Ficha de
Emergência, ambas fornecidas pelo fabricante.
Classe K 
Envolve meios de cozinhar como óleos e graxas
alimentícias (gordura animal e vegetal).
Chuveiro Automático (sprinkler) 
Sistema automático de combate a incêndios,
acionado em função da elevação da
temperatura ambiente, evitando uma rápida
propagação do incêndio pela aplicação de
água (proteção exclusiva da edificação). 
Tipos de Extintores 
•Os extintores devem obedecer às normas do
INMETRO. 
•Devem trazer em seu rótulo, informações
quanto à sua adequada aplicação. 
•Deverá obrigatoriamente constar a data em
que foi carregado, data de recarga e número
de identificação.
•Deve ser colocado em locais de fácil
visualização e acesso, devidamente sinalizado. 
Todo extintor possui dois sistemas de segurança:
o lacre, que tem a finalidade de demonstrar
que o extintor ainda não foi utilizado; o pino de
segurança, que trava o gatilho do extintor,
impossibilitando que o extintor não seja
utilizado acidentalmente.
 Extintor classe A 
Devem ser utilizados no combate de fogo
oriundo de madeira, papel, tecido, etc. 
Extintor classe B 
Destina-se ao combate ao fogo em líquidos ou
gases inflamáveis. 
Extintor classe C 
Destina-se exclusivamente ao combate ao
fogo originário de equipamentos elétricos.
Nunca devemos usar água. 
 Extintor classe D 
Destina-se ao combate de fogo que tem
origem nos elementos pirofóricos. A extinção
deste tipo de fogo deve ser feita por agentes
específicos para cada tipo de material
envolvido. Incêndios de classe D reagem
violentamente com água e outros elementos
químicos. 
Extintor classe K 
Projetados especificamente para combater
incêndios que envolvem óleos de cozinha e
gorduras animais, como os que ocorrem em
cozinhas comerciais, restaurantes e outros
locais onde alimentos são preparados. 
Principio de incêndio 
1 - identificar o extintor apropriado para a 
classe de incêndio em questão, através do 
rotulo ou pelas características físicas de cada 
extintor. 
2 – retirar o extintor do seu suporte ou o lugar 
que estiveracondicionado. 
3 – retirar o lacre e o pino de segurança. 
4 – empunhar a mangueira com o esguicho 
voltado para baixo e premer o gatilho a fim de 
testar o perfeito funcionamento do extintor e se
o agente extintor é o que estava indicado pelo
rótulo. 
5 – aproximar-se do incêndio a favor do vento 
(quando em áreas abertas) até a distância de 
utilização do extintor. 
6 – premer o gatilho liberando o agente extintor
e dirigir os jatos deste para a base do incêndio 
(exceto o extintor de espuma mecânica que 
deverá ser projetado em uma das paredes do 
recipiente do líquido inflamável) fazendo 
movimentos horizontais a fim de abranger toda 
a superfície do incêndio (movimento de zigue-
zaga). 
7 – avançar na direção do incêndio à medida 
que o incêndio for sendo extinto. 
Brigada de Emergência 
Justificativas Para Sua Existência: 
• Ineficiência no atendimento de 
emergência; 
• Vulnerabilidade das edificações; 
• Falta de conscientização e 
conhecimento em geral. 
Composição: 
•Brigadistas (voluntários) 
•Bombeiros Industriais
Objetivo: 
• Identificar e dar combate ao fogo; 
• Acionamento, recepção e orientação 
do Corpo de Bombeiros e outras 
brigadas; 
• Primeiros socorros às vítimas; 
• Desligamento dos alarmes de incêndio 
após a sua constatação; 
• Supervisão e teste dos sistemas de 
prevenção e combate a incêndio.
• Verificação diária nos níveis das caixas 
d'água do prédio.
• Controle das cargas dos extintores; 
Fechamento das válvulas dos sistemas 
de "Sprinkler" para limitação de danos 
pela água; 
• Entrosamento com os departamentos 
de Segurança Patrimonial e de 
Manutenção Predial para desencadea 
mento de medidas de emergência; 
• Organização e controle de evacuação 
programada; 
• Fiscalização das dependências do 
edifício para verificação da existência 
de condições propícias para eclosão 
de princípios de incêndio, eliminando-as
ou providenciando junto aos 
departamentos competentes.
Obs. BOMBEIROS 193
NR 06 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 
INDIVIDUAL – EPI
→ Dispositivo ou produto de uso individual
utilizado pelo trabalhador, concebido e
fabricado para oferecer proteção contra os
riscos ocupacionais existentes no ambiente de
trabalho, conforme previsto no Anexo I. 
→ O EPI, de fabricação nacional ou importado,
só pode ser posto à venda ou utilizado com a
indicação do Certificado de Aprovação - CA,
expedido pelo órgão de âmbito nacional
competente em matéria de segurança e
saúde no trabalho.
→ As solicitações para que os produtos que
não estejam relacionados no Anexo I sejam
considerados como EPI, bem como as
propostas para reexame daqueles ora
elencados, devem ser avaliadas pelo órgão de
âmbito nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho.
» Caso não seja mantida a embalagem
original, deve-se disponibilizar no local de
fornecimento as informações de identificação
do produto, nome do fabricante ou
importador, lote de fabricação, data de
validade e CA do EPI.

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