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Higiene e segurança do Trabalho NR1-Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. 1.1 Objetivos 1.1.1 Estabelecer as disposições gerais, o campo de aplicação, os termos e as definições comuns às Normas Regulamentadoras(NR) relativas a segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho – SST. 1.2 Campo de aplicação 1.2.1 As NR obrigam, nos termos da lei, empregadores e empregados, urbanos e rurais. 1.2.1.1 As NR são de observância obrigatória pelas organizações e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. 1.3 Competências e estrutura 1.3.1 A Secretaria de Trabalho - STRAB, por meio da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, é o órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho para: • Formular e propor as diretrizes, as normas de atuação e supervisionar as atividades da área de segurança e saúde do trabalhador. • Promover a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – CANPAT; • Coordenar e fiscalizar o Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT; • Promover a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre Segurança e Saúde no Trabalho – SST em todo o território nacional; • Participar da implementação da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho – PNSST; • Conhecer, em última instância, dos recursos voluntários ou de ofício, das decisões proferidas pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, salvo disposição expressa em contrário. 1.3.2 Compete à SIT e aos órgãos regionais a ela subordinados em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho, nos limites de sua competência, executar: • Fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; • As atividades relacionadas com a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) e o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). 1.3.3 Cabe à autoridade regional competente em matéria de trabalho impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho. 1.4 Direitos e deveres 1.4.1 Cabe ao empregador: • Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; • Informar aos trabalhadores: 1. Os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho; 2. As medidas de prevenção adotadas pela empresa para eliminar ou reduzir tais riscos; 3. Os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; 4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. • Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores; • Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; • Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas; • Disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança e saúde no trabalho; • Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: 1. Eliminação dos fatores de risco; 2. Minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva; 3. Minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho; 4. Adoção de medidas de proteção individual. Programa de gerenciamento de risco (PGR) 1.4.1.1 Prevenção e ao combate ao assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do trabalho: • Inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência nas normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às empregadas; • Fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias, para apuração dos fatos e, quando for o caso, para aplicação de sanções administrativas aos responsáveis diretos e indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o anonimato da pessoa denunciante, sem prejuízo dos procedimentos jurídicos cabíveis; • Realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de capacitação, de orientação e de sensibilização dos empregados e das empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no âmbito do trabalho, em formatos acessíveis, apropriados e que apresentem máxima efetividade de tais ações. 1.4.2 Cabe ao trabalhador: • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; • Submeter-se aos exames médicos previstos nas NR; • Colaborar com a organização na aplicação das NR; • Usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador. 1.4.2.1 Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do disposto nas alíneas do subitem anterior. 1.4.3 O trabalhador poderá interromper suas atividades quando constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco grave e iminente para a sua vida e saúde, informando imediatamente ao seu superior hierárquico. 1.4.3.1 Comprovada pelo empregador a situação de grave e iminente risco, não poderá ser exigida a volta dos trabalhadores à atividade enquanto não sejam tomadas as medidas corretivas. 1.4.4 Todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que implique alteração de risco, deve receber informações sobre: 1. Os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho; 2. Os meios para prevenir e controlar tais riscos; 3. As medidas adotadas pela organização; 4. Os procedimentos a serem adotados em situação de emergência; 5. Os procedimentos a serem adotados, em situação de grave e iminente risco. Capacitação e treinamento em Segurança e Saúde no Trabalho 1. Treinamento inicial (antes de o trabalhador iniciar suas funções); 2. Treinamento periódico; 3. Treinamento eventual. • Quando houver mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho, que impliquem alteração dos riscos ocupacionais; • Na ocorrência de acidente grave ou fatal, que indique a necessidade de novo treinamento; • Após retorno de afastamento ao trabalho por período superior a 180 (cento e oitenta)dias. Certificado ➢ O nome e assinatura do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável técnico do treinamento. ➢ A capacitação pode incluir: a) estágio prático, prática profissional supervisionada ou orientação em serviço; b) exercícios simulados; c) habilitação para operação de veículos, embarcações, máquinas ou equipamentos. 1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais. • Implementar, por estabelecimento (por unidade operacional, setor ou atividade), o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades. • Considerar as condições de trabalho, nos termos da NR-17. • Adotar as medidas necessárias para melhorar o desempenho em SST. 1.5.3.3 A organização deve adotar mecanismos para: a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando houver; b) comunicar aos trabalhadores sobre os riscos consolidadosno inventário de riscos e as medidas de prevenção do plano de ação do PGR. A organização deve: a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho; b) identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco; d) classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção; e) implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na alínea “g” do subitem 1.4.1; f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais. 1.5.3.4 A organização deve adotar as medidas necessárias para melhorar o desempenho em SST. 1.5.4 Processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais 1.5.4.1 O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais deve considerar o disposto nas Normas Regulamentadoras e demais exigências legais de segurança e saúde no trabalho. 1. Levantamento preliminar de perigo. 2. Identificação de perigo. 3. Avaliação de riscos ocupacionais. 4. Plano de ação. 5. Controle de riscos. 1.5.4.2 Levantamento preliminar de perigos 1.5.4.2.1 O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado: a) antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas instalações; b) para as atividades existentes; c) nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho. 1.5.4.3 Identificação de perigos 1.5.4.3.1 A etapa de identificação de perigos deve incluir: a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; b) identificação das fontes ou circunstâncias; c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos. Avaliação de riscos ocupacionais Processo contínuo e revisto a cada dois anos (3 anos para organizações certificadas em sistemas de gestão de SST) ou quando da ocorrência das seguintes situações: a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais; b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes; c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção; d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis. 1.5.5. Controle dos riscos 1.5.5.1. Medidas de prevenção 1.5.5.1.1 A organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar, reduzir ou controlar os riscos sempre que: a) exigências previstas em Normas Regulamentadoras e nos dispositivos legais determinarem; b) a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar. c) houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde, entre as lesões e os agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de trabalho identificados. Medidas de prevenção 1.5.5.1.3 A implantação de medidas de prevenção deverá ser acompanhada de informação aos trabalhadores quanto aos procedimentos a serem adotados e limitações das medidas de prevenção. 1.5.5.2. Planos de ação 1.5.5.2.1 A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas. 1.5.5.2.2 Para as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas de acompanhamento e aferição de resultados. 1.5.5.3.2 O desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de forma planejada e contemplar: a) a verificação da execução das ações planejadas; b) as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho; c) o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos, quando aplicável. 1.5.5.4 Acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores 1.5.5.4.1 A organização deve desenvolver ações em saúde ocupacional dos trabalhadores integradas às demais medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos gerados pelo trabalho. 1.5.5.4.2 O controle da saúde dos empregados deve ser um processo preventivo planejado, sistemático e continuado, de acordo com a classificação de riscos ocupacionais e nos termos da NR-07. 1.5.5.5. Análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho 1.5.5.5.1 A organização deve analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho. 1.5.5.5.2 As análises de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho devem ser documentadas e: a) considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as atividades efetivamente desenvolvidas, ambiente de trabalho, materiais e organização da produção e do trabalho; b) identificar os fatores relacionados com o evento; e c) fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção existentes. 1.5.6. Preparação para emergências 1.5.6.1 A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos cenários de emergências, de acordo com os riscos, as características e as circunstâncias das atividades. 1.5.6.2 Os procedimentos de respostas aos cenários de emergências devem prever: d) os meios e recursos necessários para os primeiros socorros, encaminhamento de acidentados e abandono; e) as medidas necessárias para os cenários de emergências de grande magnitude, quando aplicável. 1.5.7.3 Inventário de riscos ocupacionais. 1.5.7.3.1 Os dados da identificação dos perigos e das avaliações dos riscos ocupacionais devem ser consolidados em um inventário de riscos ocupacionais. 1.5.7.3.2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações: a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho; b) caracterização das atividades; c) descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores, com a identificação das fontes ou circunstâncias, descrição de riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas; d) dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes físicos, químicos e biológicos e os resultados da avaliação de ergonomia nos termos da NR-17. e) avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do plano de ação; f) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão. 1.5.7.3.3 O inventário de riscos ocupacionais deve ser mantido atualizado. Exercícios de fixação 1° As normas regulamentadoras ou NR foram aprovadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Portaria n. 3.124, de 08 de junho de 1978. De acordo com as disposições gerais, descritas na NR 01, qual a ordem de prioridade a ser seguida na implementação de medidas de prevenção? a)1º: adoção de medidas de proteção individual. 2º: eliminação dos fatores de risco. 3º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. 4º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho. b)1º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. 2º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho. 3º: eliminação dos fatores de risco. 4º: adoção de medidas de proteção individual. c)1º: eliminação dos fatores de risco. 2º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. 3º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho. 4º: adoção de medidas de proteção individual. d)1º: eliminação dos fatores de risco. 2º: adoção de medidas de proteção individual. 3º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. 4º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho. e)1º: adoção de medidas de proteção individual. 2º: minimização e controle dosfatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. 3º: minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho. 4º: eliminação dos fatores de risco. 2°. De acordo com a NR-01: Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais, no que diz respeito aos direitos e deveres do empregador, considere as sentenças a seguir I. Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada a trabalho, incluindo a análise de suas causas. II. Informar aos trabalhadores os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho e elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores. III. Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, priorizando a adoção de medidas de proteção individual. IV. Informar aos trabalhadores os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. Estão corretas APENAS as sentenças a)II, III e IV. b)I, II e III. c)I, II e IV. d)II e III. e)III e IV NR 9 – Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos. Estabelece os requisitos para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos quando identificados no Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR, previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção para os riscos ocupacionais. 9.3.1 A identificação das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos deverá considerar: a) descrição das atividades; b) identificação do agente e formas de exposição; c) possíveis lesões ou agravos à saúde relacionadas às exposições identificadas; d) fatores determinantes da exposição; e) medidas de prevenção já existentes; f) identificação dos grupos de trabalhadores expostos. 9.4.2 A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para: a) comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados; b) dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores; c) subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção. ➢ Deve ser representativa da exposição ocupacional, abrangendo aspectos organizacionais e condições ambientais. ➢ Os resultados devem ser incorporados ao inventário de riscos do PGR. Medidas de Prevenção e Controle das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos. • Devem ser adotadas as medidas necessárias para a eliminação ou o controle das exposições ocupacionais relacionados aos agentes físicos, químicos e biológicos (incorporadas ao Plano de Ação do PGR), de acordo com os critérios estabelecidos nos Anexos desta NR, em conformidade com o PGR. Enquanto não forem estabelecidos os Anexos a esta Norma, devem ser adotados para fins de medidas de prevenção: a) os critérios e limites de tolerância constantes na NR-15 e seus anexos (em caso de ausência usar os previstos pela ACGIH).; b) como nível de ação para agentes químicos, a metade dos limites de tolerância; c) como nível de ação para o agente físico ruído, a metade da dose. Nível de ação = valor acima do qual devem ser implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os limites de exposição. Exercícios de fixação 1°. De acordo com a NR-09 − avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, no que diz respeito as disposições transitórias, considere as sentenças a seguir. I. Enquanto não há o anexo que define os limites de tolerâncias para os agentes químicos, deve ser adotado, para fins de medidas de prevenção, os critérios e os limites de tolerâncias da NR 15 e seus anexos. II. Com relação ao nível de ação para os agentes químicos, deve-se levar em consideração a metade dos limites de tolerância. III. Para o agente físico ruído, considera-se como nível de ação o valor do nível de tolerância IV. Sempre devem ser utilizados os limites de tolerâncias previstos pela American Conference of Governmental Industrial Higyenists (ACGIH), como referência para a adoção de medidas de prevenção para os agentes químicos. Está correto o que consta APENAS de a)III e IV. b)I e III. c)II e III. d)II e IV. e)I e II. NR 15 – Atividades e operações insalubres. Insalubridade, do adjetivo “insalubre”, que significa “nociva à saúde”. Descreve condições de trabalho que podem prejudicar o bem-estar do trabalhador, como a exposição a agentes nocivos, a ruídos excessivos, temperaturas extremas etc. O adicional de insalubridade é um benefício do trabalhador que está exposto a um ambiente laboral potencialmente nocivo. Esses agentes nocivos podem ser químicos, físicos ou biológicos, sendo assim, praticamente qualquer empresa pode oferecer esses riscos aos seus colaboradores: de escritórios a fábricas. O adicional de insalubridade incidente sobre o salário mínimo da região: • 40% Grau máximo • 20% Grau médio • 10% Grau mínimo 15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: 15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos de: • 1° RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE. (20%) • 2° RUÍDOS DE IMPACTO.(20%) • 3° EXPOSIÇÃO AO CALOR.(20%) • 5° RADIAÇÕES IONIZANTES. (40%) • 11° AGENTES QUÍMICOS.(10%)(20%), (40%) • 12° LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS. (40%) 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos: • 6° TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO. (40%) • 13° AGENTES QUÍMICOS. 10%)(20%), (40%) • 14° AGENTES BIOLÓGICOS. (20%),(40%) 15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10. • RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE (20%) • Vibrações (20%) • Umidade (20%) 15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a: 15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo; 15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; 15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo; 15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa. 15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. 15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; b) com a utilização de equipamento de proteção individual. 15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização. 15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador. Limite de tolerância – A concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. AGENTES BIOLÓGICOS (ANEXO N.º 14) MICRORGANISMOS, PARASITAS OU MATERIAIS ORIGINADOS DE ORGANISMOS QUE, EM FUNÇÃO DE SUA NATUREZA E DO TIPO DE EXPOSIÇÃO, SÃO CAPAZES DE ACARRETAR LESÃO OU AGRAVO À SAÚDE DO TRABALHADOR. EXEMPLOS: BACTÉRIA BACILLUS ANTHRACIS, VÍRUS LINFOTRÓPICO DA CÉLULA T HUMANA, PRÍON AGENTE DE DOENÇA DE CREUTZFELDTJAKOB, FUNGO COCCIDIOIDES IMMITIS. [NR 1 DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS.]Avaliação qualitativa Grau máximo Trabalho ou operações, em contato permanente com: • Pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados; • carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infecto-contagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose); • esgotos (galerias e tanques); • lixo urbano (coleta e industrialização). Grau médio Trabalho ou operações, em contato permanente com: • hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados); • hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais); • contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos; - laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica- se tão-só ao pessoal técnico); • gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico); • cemitérios (exumação de corpos); • Estábulos e cavalariças; • Resíduos de animais deteriorados. Classificação dos agentes biológicos. (ANEXO N.º I DA NR32) • Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano. • Classe de risco 2: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças ao ser humano, para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. • Classe de risco 3: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e infecções graves ao ser humano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. • Classe de risco 4: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro. Podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. AGENTE FÍSICO Qualquer forma de energia que, em função de sua natureza, intensidade e exposição, é capaz de causar lesão ou agravo à saúde do trabalhador. EXEMPLOS: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não-ionizantes. Ruído Contínuo ou Intermitente Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente. 1. É o ruído que não é de impacto. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB). 2. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados. 3. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. 4. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. 5. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações: Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. Medidas de Controle Medidas de Engenharia • Técnicas e economicamente viáveis, que visem a redução do ruído na fonte. • Seleção de equipamentos menos ruidosos. • Enclausuramento de máquinas ou equipamentos. • Instalação de cabines. • Modificações internas em máquinas e equipamentos ou substituição por equipamentos mais silenciosos. • Manutenção preventiva e corretiva nos equipamentos. Medidas Administrativas Preventiva sempre que a dose de exposição para 8 horas de trabalho estiver acima de 50%. • Redução do tempo de exposição do trabalhador. • Aumento das pausas. Revezamento de postos de trabalho. • Formação e treinamento do trabalhador. Equipamento de proteção individual • A limpeza do Protetor Auditivo é de responsabilidade do próprio trabalhador. • O Protetor Auditivo deve ser trocado quando não apresentar boas condições de uso. • Não se deve lavar um protetor que é descartável. • Os Protetores não descartáveis devem ser limpos pelo menos no final de cada dia de uso, lavando com água e sabão neutro. • O Protetor Auditivo é de uso pessoal e não deve se emprestado. • Manter o Protetor Auditivo na embalagem original quando não estiver fazendo uso. • Não deve ser manuseado com as mãos sujas. • Usar em todas as áreas sinalizadas e durante todo o tempo em que permanecer no local. • Manter orelhas e canal auditivo limpos. RUÍDO DE IMPACTO 1. Apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. 2. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. 3. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). 4. Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. 5. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB(C), medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e iminente. Exercícios de fixação 1°) A jornada de trabalho diária de um trabalhador em uma fábrica é de 8 horas, durante as quais há exposição ao ruído como descrito na tabela a seguir: TEMPO RUÍDO TEMPO ADMISSÍVEL 7 horas 85 dB 8 horas 55 minutos 87 dB 6 horas 5 minutos 88 dB 5 horas Pode-se afirmar que esse trabalhador está trabalhando: a) 98,3% abaixo do limite de tolerância para sua atividade b) 84,7% abaixo do limite de tolerância para sua atividade c) 12,5% abaixo do limite de tolerância para sua atividade d) 4,4% acima do limite de tolerância para sua atividade e) 13,2% acima do limite de tolerância para sua atividade Resposta: Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível 55 minutos ________ 0,92 horas 5 minutos _________ 0,08 horas 7/8 + 0,92/6 + 0,08/5 = 1,0447 Em percentual = 104,47% 2°) Na planta industrial, em específico no setor da desossa do frigorífico, o nível médio de pressão sonora (NPS) resultou em 92 dB(A), máxima exposição diária permissível de 3 horas. A jornada dos trabalhadores, conforme definido em acordo coletivo, é de 6 horas de jornada de trabalho diário . De acordo com a tabela da NR-15, a dose diária, em percentual (%), que esse trabalhador fica exposto a esse NPS sem proteção auditiva é de: a) 266,7 b) 37,5 c) 50 d) 150 e) 200 Resposta: • Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico. • Cn = 6 horas de jornada de trabalho diário. • Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. • Tn = 3 horas para 92 dB. Cn/Tn ______ 6/3 = 2 Em percentual = 200% CALOR (Anexo n° 3) 1. O objetivo deste Anexo é estabelecer critério para caracterizar as atividades ou operações insalubres decorrentes da exposição ocupacional ao calor em ambientes fechados ou ambientes com fonte artificial de calor. 2. A avaliação quantitativa do calor deverá ser realizada com base na metodologia e procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional NHO 06: • Determinação de sobrecarga térmica por meio do índice IBUTG – Índice de Bulbo Úmido Termômetrode Globo; • Equipamentos de medição e formas de montagem, posicionamento e procedimentos de uso dos mesmos nos locais avaliados; • Procedimentos quanto à conduta do avaliador; • medições e cálculos. Limite de tolerância para exposição ao calor • Obter no período de 60 minutos corridos, resultem na condição mais crítica de exposição. • Desconsiderar as situações de exposições eventuais ou não rotineiras nas quais os trabalhadores não estejam expostos diariamente. Laudo Técnico 1. Introdução, objetivos do trabalho e justificativa; 2. Avaliação dos riscos, descritos no item 3.2 do Anexo III da NR-09; 3. Descrição da metodologia e critério de avaliação, incluindo locais, datas e horários das medições; 4. Especificação, identificação dos aparelhos de medição utilizados e respectivos certificados de calibração conforme a NHO 06 da Fundacentro, quando utilizado o medidor de IBUTG; 5. Avaliação dos resultados; 6. Descrição e avaliação de medidas de controle eventualmente já adotadas; 7. Conclusão com a indicação de caracterização ou não de insalubridade. MEDIDAS RELATIVAS AO AMBIENTE Ventilação • Introdução de ar fresco e eliminação do ar quente e umidade. • Aumento da velocidade de troca de calor pela evaporação. • Aumento da perda de calor por condução/convecção(Tar<35). Barreiras Refletoras • Quando o calor radiante for significativo. Mecanização dos Processos • A mecanização dos processos além de permitir que o trabalhador fique longe das fontes, diminuem o ganho de calor metabólico. Áreas de Descanso • Os locais de descanso devem ser adequados para a recuperação térmica, conforme o IBUTG e o Grau de Atividade. MEDIDAS RELATIVAS AO TRABALHADOR Exames Médicos • Admissionais com atenção aos sistemas cardio-vascular, endócrino, renal e respiratório. • Periódicos para avaliação da resposta do trabalhador aos ambientes quentes. Aclimatização • O tempo depende do tipo de atividade. Equipamento de Proteção Individual • Quando o tempo de exposição for curto, ou quando a Medida de Proteção Coletiva estiver sendo implantada ou for insuficiente. Reposição Hídrica e Salina • Sob orientação médica. Exercícios de fixação 1°) Um engenheiro de segurança do trabalho foi encarregado de avaliar as condições laborais de um grupo de trabalhadores de uma indústria. Para a avaliação de risco à exposição ao calor, o engenheiro mediu a temperatura de globo e a temperatura de bulbo úmido natural no local de trabalho, obtendo 40 °C E 26 °C, respectivamente. Sabendo que o local é interno e sem carga solar, o índice de bulbo úmido termômetro de globo (IBUTG) nessa condição vale: (A) 26,0 °C (B) 30,2 °C (C) 32,9 °C (D) 35,8 °C (E) 38,8 °C Resposta: Temperatura de bulbo úmido natural (Tbn)= 26° C Temperatura de globo (Tg)= 40° C IBUTG = 0,7 x Tbn + 0,3 x Tg = 0,7 x 26 + 0,3 x 40 = 30,20° 2°) A NHO 06 da Fundacentro adota o critério de avaliação da exposição ocupacional ao calor que tem por base o índice de bulbo úmido termômetro de globo relacionado à taxa metabólica. Em um ambiente externo onde não há nenhuma interposição entre a radiação solar e o trabalhador exposto (barreiras, nuvens, anteparos, telhas de vidros, dentre outros) foram obtidos os seguintes valores: • Temperatura de bulbo úmido natural (Tbn) = 20,3° C • Temperatura de globo (Tg) = 24,6° C • Temperatura de bulbo seco (Tbs) = 28,8 ° C Nestas condições, o valor do IBUTG calculado é: (A) 22,01 (B) 21,59 (C) 22,85 (D) 25,86 (E) 24,56 Resposta: IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,2 x Tg + 0,1 x Tbs IBUTG = 0,7 x 20,3 + 0,2 x 24,6 + 0,1 x 28,8 IBUTG = 22,01° 3°) Um operador de forno demora 2 minutos para carregar o forno, a seguir aguarda o aquecimento por 4 minutos, fazendo anotações em um local distante do forno, para depois descarregá-lo durante 4 minutos. Verificar qual o regime de trabalho/descanso. Nesse caso temos duas situações térmicas diferentes, uma na boca do forno e outra na sala de descanso (as duas sem carga solar). Temos, portanto que fazer as medições nos dois lugares. Local 1 de trabalho Tg = 50° C Tbn = 26° C Atividade metabólica M = 524W Local 2 de trabalho Tg = 26° C Tbn = 20° C Atividade metabólica M = 100 W Resposta: IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg Local 1 IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg IBUTG = 0,7 X 26 + 0,3 x 50 IBUTG = 33,2° C Local 2 IBUTG = 0,7 X Tbn + 0,3 x Tg IBUTG = 0,7 X 20 + 0,3 x 26 IBUTG = 21,8° C Limite de Tolerância é válido para períodos de 1 hora (60 minutos) Duração do ciclo = 10 min --------> 6 ciclos de 10 min um em 1h Trabalho no ciclo = 6 min --------> 36 minutos Descanso no ciclo = 4 min --------> 24 minutos Calcular o IBUTG médio e o Metabolismo médio, que será a média ponderada entre o local de trabalho e de descanso. (IBUTG)méd = [(IBUTG)t x Tt + (IBUTG)d x Td] / 60 (IBUTG)méd = 28,6° C M = [ Mt x Tt + Md x Td]/60 M = 354,4 W (IBUTG)máx = 27,3° C, adotando para o metabolismo médio o valor de 360 W • São caracterizadas como insalubres as atividades ou operações realizadas em ambientes fechados ou ambientes com fonte artificial de calor sempre que o IBUTG (médio) medido ultrapassar os limites de exposição ocupacional estabelecidos com base no Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo apresentados no Quadro 1 (IBUTG)máx e determinados a partir da taxa metabólica das atividades, apresentadas no Quadro 2, ambos deste anexo. FRIO (Anexo n° 9) As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. CLT Dos serviços frigoríficos • Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuos, será assegurado um período de 20 minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. • Considera-se artificialmente frio, o que for inferior, nas primeira s , segundas e terceiras zonas climáticas do mapa do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, a 15°, na quarta zona a 12° e na quinta, sexta e sétima zona a 10°. Portaria SSST nº 21 de 26/12/1994 • Define-se como primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, a zona climática quente, a quarta zona, como zona climática subquente e a quinta, sexta e sétima zona, como a zona climática mesotérmica (branda ou mediana) do mapa Brasil Climas. Exercício de fixação 1°) No frigorífico há uma câmara fria destinada ao resfriamento de embutidos como presuntos, apresuntados e outros produtos cozi dos em formas, que opera a uma temperatura climatizada de 2ºC (dois graus centígrados), por tempo necessário ao resfriamento dos produtos. Alguns funcionários estão habilitados para o trabalho dentro da câmara fria e estão vestidos adequada mente para a exposição ao frio, conforme recomendações do SESMT, levando em consideração uma jornada de 6 horas de trabalho diária. Somente um funcionário manuseia os embutidos congelados dentro da câmara fria, até o abastecimento total da paleteira manual com fardo fechado (capacidade máxima de 2 toneladas), que é transportado até o caminhão e abastecido para entrega final. A cada 4 peças de embutidos congelados (1 peça = 3,5 kg), este funcionário leva em média 2 minutos para colocar na paleteira, este procedimento é repetido em toda jornada diária. De acordo com a NR 15 elencada ao artigo 253 da CLT, a quantidade máxima de embutidos congelados, em kg/dia, que o funcionário poderá armazenar na paleteira sem ultrapassar o limite de exposição é de: A) 2.100 B) 1.500 C) 1.850 D) 2.250 E) 2.520 Resolução: Dados: •Jornada de 6 horas diárias • Capacidade da paleteira para 2 toneladas • 1 peça tem 3,5 kg • A cada 4 peças o funcionário demora 2 minutos para colocar na paleteira. • Repete o processo em toda a jornada diária. • Após 1 hora e 40 minutos (100 min)de trabalho, descanso de 20 minutos. Resolução: 4 x 3,5 kg → 2 minutos X → 100 minutos X = (14 kg x 100)/2 X = 700 kg → Ele carrega 700 kg em 1 hora e 40 minutos. → Depois descansa 20 minutos. Sendo a jornada de trabalho de 6 horas → 360 minutos, como ele trabalha 100 minutos e descansa 20 minutos, ele vai repetir o processo 3 vezes, ou seja: 700 kg x 3 = 2100 kg → Portanto, a quantidade máxima de embutidos é de 2100 kg por dia de trabalho. UMIDADE (ANEXO N.º 10) As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. 1. Uso indiscriminatório /descontrolado de água; 2. Empregada como processo principal de trabalho; 3. Falta de controle da umidade do ar em locais confinados; 4. Locais permanentemente molhados; 5. Sem o uso de equipamentos de proteção individual. RADIAÇÕES IONIZANTES (ANEXO N.º 5) → Radiação cuja energia é superior à energia de ligação dos elétrons de um átomo com o seu núcleo e produz ionização como fenômeno físico, ou seja, liberação de elétrons do átomo. → Os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica", de março de 2014, aprovada pela Resolução CNEN n.º 164/2014. Limitação da Dose: • Nenhum trabalhador deve ser exposto sem que seja necessário e, se for, que tenha conhecimento dos riscos e esteja devidamente treinado; • Em exposições de rotina, nenhum trabalhador deve receber, por ano, doses equivalentes superiores aos limites da Tabela 2.3.; • Nenhum indivíduo do público deve receber, por ano, doses superiores aos limites estabelecidos na Tabela 2.3. Princípios Básicos: Justificação: nenhuma prática deve ser autorizada a menos que sua introdução produza um benefício líquido positivo para a sociedade. Otimização: todas as exposições devem ser mantidas tão baixas quanto razoavelmente exequíveis, levando-se em conta fatores sociais e econômicos. Limitação da Dose Individual: as doses individuais de trabalhadores e indivíduos do público não devem exceder os limites anuais de dose equivalente estabelecidos na Norma. → Monitoramento de radioatividade / dose da área → Enclausuramento do processo →Afastamento das gestantes → Isolamento/sinalização da área (restrição de acesso) → Manutenção preventiva dos equipamentos Radiações Eletromagnéticas • ELF • Radiofrequência • Micro-ondas • Infravermelho • Luz visível • Ultravioleta RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 1. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não-ionizantes, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres, em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho. Radiações Eletromagnéticas • Raio-X • Raio Gama Corpuscular • Partículas Alfa • Partículas Beta • Nêutrons VIBRAÇÃO 1. Caracterização da condição de trabalho insalubre decorrente da exposição às Vibrações de Mãos e Braços(VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI). Caracterização e classificação da insalubridade • Vibrações de Mãos e Braços(VMB): valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s² • Vibrações de Corpo Inteiro(VCI): valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s²; valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75. A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, abrangendo aspectos organizacionais e ambientais que envolvam o trabalhador no exercício de suas funções. Laudo técnico 1. Objetivo e datas em que foram desenvolvidos os procedimentos; 2. Descrição e resultado da avaliação preliminar da exposição, realizada de acordo com o item 4 do Anexo I da NR- 09; 3. Metodologia e critérios empregados, inclusas a caracterização da exposição e representatividade da amostragem; 4. Instrumentais utilizados, bem como o registro dos certificados de calibração; 5. Dados obtidos e respectiva interpretação; 6. Circunstâncias específicas que envolveram a avaliação; 7. Descrição das medidas preventivas e corretivas eventualmente existentes e indicação das necessárias, bem como a comprovação de sua eficácia; 8. Conclusão. TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS [PRESSÃO] (ANEXO N.º 6) 1. Trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão. 2. Trabalhos Submersos: qualquer trabalho realizado ou conduzido por um mergulhador em meio líquido. Trabalhos sob ar comprimido em tubulões pneumáticos e túneis pressurizados. (a) O trabalhador não poderá sofrer mais que uma compressão num período de 24 (vinte e quatro) horas. (b) Durante o transcorrer dos trabalhos sob ar comprimido, nenhuma pessoa poderá ser exposta à pressão superior a 3,4 kgf/cm², exceto em caso de emergência ou durante tratamento em câmara de recompressão, sob supervisão direta do médico responsável. (c) A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a 8 (oito) horas, em pressões de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 (seis) horas em pressões de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2; e a 4 (quatro) horas, em pressão de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2. (d) Após a descompressão, os trabalhadores serão obrigados a permanecer, no mínimo, por 2 (duas) horas, no canteiro de obra, cumprindo um período de observação médica. (e) Para trabalhos sob ar comprimido, os empregados deverão ter mais de 18 (dezoito) e menos de 45 (quarenta e cinco) anos de idade; (f) Ser submetido a exame médico obrigatório, pré-admissional e periódico, exigido pelas características e peculiaridades próprias do trabalho; (g) Ser portador de placa de identificação Supervisão médica para o trabalho sob ar comprimido. a) Sempre que houver trabalho sob ar comprimido, deverá ser providenciada a assistência por médico qualificado, bem como local apropriado para atendimento médico; b) todo empregado que trabalhe sob ar comprimido deverá ter uma ficha médica, onde deverão ser registrados os dados relativos aos exames realizados; c) nenhum empregado poderá trabalhar sob ar comprimido, antes de ser examinado por médico qualificado, que atestará, na ficha individual, estar essa pessoa apta para o trabalho; d) o candidato considerado inapto não poderá exercer a função, enquanto permanecer sua inaptidão para esse trabalho; e) o atestado de aptidão terá validade por 6 (seis) meses; f) em caso de ausência ao trabalho por mais de 10 (dez) dias ou afastamento por doença, o empregado, ao retornar, deverá ser submetido a novo exame médico. AGENTES QUÍMICOS Avaliação dos riscos respiratórios: Realizada antes de serem iniciadas as tarefas, sejam de rotina Vedação dos respiradores Visão Conforto ou de emergência, e repetida quando as condições de trabalho se alterarem. • Avaliação dos perigos no ambiente • Avaliação da adequação do respirador (a) à exposição • Fator de Proteção Mínimo Requerido (FPMR). • Fator de Proteção Atribuído (FPA). (b) à tarefa • Frequência e duração • Nível de esforço físico • Emprego de ferramentas • Mobilidade • Comunicação • Vida útil dos filtros (c) aousuário • Vedação dos respiradores • Visão • Conforto (d) ao ambiente de trabalho • Uso em condições climáticas extremas. • Perigos não respiratórios. Medidas de controle de engenharia • Substituição de substâncias por outras menos tóxicas. • Enclausuramento ou confinamento da operação. • Sistema de ventilação local ou geral. Medidas de controle administrativos • Redução do tempo de exposição Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde (IPVS): qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde. • o contaminante presente ou a sua concentração é desconhecida; • a concentração do contaminante é maior que a concentração IPVS; • é um espaço confinado com teor de oxigênio menor que o normal (20,9% em volume ao nível do mar ou ppO2 = 159 mmHg), a menos que a causa da redução do teor de Atmosfera IPVS oxigênio seja devidamente monitorada e controlada; • é um espaço confinado não avaliado; • o teor de oxigênio é menor que 12,5% ao nível do mar (ppO2 menor que 95 mmHg); • para um indivíduo aclimatado ao nível do mar, a pressão atmosférica do local é menor que 450 mmHg (equivalente a 4.240 m de altitude) ou qualquer combinação de redução na porcentagem de oxigênio ou redução na pressão que leve a uma pressão parcial de oxigênio menor que 95 mmHg. Uso necessário de Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) para evitar: • Exposição por inalação de substâncias perigosas. • Exposição por inalação de ar com deficiência de oxigênio. Programa de Proteção Respiratória (PPR) Conteúdo mínimo • política da empresa na área de proteção respiratória; • abrangência; • indicação do administrador do programa; • regras e responsabilidades dos principais atores envolvidos; • avaliação dos riscos respiratórios; • seleção do respirador; g) avaliação das condições físicas, psicológicas e médicas dos usuários; • treinamento; • ensaio de vedação; • uso do respirador e política da barba; k • manutenção, inspeção, limpeza e higienização dos respiradores; guarda e estocagem; • uso de respirador para fuga, emergências e resgates; • qualidade do ar/gás respirável; • revisão do programa; • arquivamento de registros. Procedimentos operacionais para o uso rotineiro de respiradores • seleção dos respiradores para cada operação em que seu uso seja considerado necessário; • avaliação da condição médica dos usuários; • treinamento dos usuários; • ensaios de vedação adotados; • distribuição dos respiradores; • limpeza, higienização, inspeção, manutenção, descarte e guarda dos respiradores; • monitoramento do uso; • monitoramento do risco. Responsabilidades do empregador • designar um administrador do programa que tenha a responsabilidade delegada para gerenciar efetivamente o PPR; • providenciar recursos adequados e organização para garantir a eficácia contínua do PPR; • definir, implementar e documentar o PPR; • fornecer o respirador adequado; • investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-la. Se o defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e ao órgão oficial de competência na área de Equipamento de Proteção Individual (EPI); • fornecer somente respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, observando que qualquer modificação, mesmo que pequena, pode afetar de modo significativo o desempenho do respirador e invalidar a sua aprovação. • permitir ao empregado usuário do respirador que deixe a área de risco por qualquer motivo relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir as seguintes, mas não se limitam a elas: a) Falha no funcionamento do respirador que altere a proteção por ele proporcionada; b) Detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador; c) Aumento da resistência à respiração; d) Grande desconforto devido ao uso do respirador; e) mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náusea, fraqueza, tosse, espirro, dificuldade para respirar, calafrio, tontura, vômito, febre; f) lavagem do rosto e da peça facial do respirador (se aplicável), sempre que necessário, para diminuir a irritação da pele; g) Trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário; h) Descanso periódico em área não contaminada. Responsabilidades do administrador • preparação dos procedimentos operacionais escritos para uso correto dos respiradores em situações de rotina e de emergência; • medições, estimativas ou informações atualizadas acerca da concentração do Programa de Proteção Respiratória (PPR) Responsabilidades do administrador contaminante na área de trabalho antes de ser feita a seleção do respirador e periodicamente, durante o seu uso, com a finalidade de garantir que o respirador apropriado esteja sendo utilizado; • seleção do respirador apropriado que proporcione proteção adequada para cada contaminante presente ou potencialmente presente; • manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira que o programa fique documentado e permita uma avaliação da sua eficácia; • providências para que todos os envolvidos conheçam o conteúdo do programa; • avaliação anual da eficácia do programa; • revisão periódica dos procedimentos escritos; • indicação e treinamento de pessoas competentes para o cumprimento de tarefas ou funções no programa; • atualização de seus conhecimentos e o de seus colaboradores para: (a) usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e o treinamento recebidos; (b) no caso de uso de respirador com vedação facial, não apresentar pelos faciais (barba, cavanhaque etc.) que interfiram na selagem do respirador em seu rosto; (c) guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique ou deforme; (d) deixar imediatamente a área contaminada se observar que o respirador não está funcionando bem e comunicar o defeito à pessoa responsável indicada nos procedimentos operacionais escritos; (e) comunicar à pessoa responsável qualquer alteração em seu estado de saúde que possa influir na capacidade de uso seguro do respirador. MAPA DE RISCOS Representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho(sob a planta baixa da empresa, podendo ser completo ou setorial), capaz de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: Acidentes e doenças de trabalho. Elaboração do Mapa de risco • Comissão Interna de prevenção a Acidentes(CIPA) • Trabalhadores de todos os setores do estabelecimento com colaboração do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do trabalho (SESMT). Cor para o tipo de risco • VERDE → FÍSICOS • VERMELHO → QUÍMICOS • MARROM → BIOLÓGICOS • AMARELO → ERGONÔMICOS • AZUL → ACIDENTES NR 17 – ERGONOMIA Estabelece as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados a: • Levantamento, transporte e descarga de materiais, • Mobiliário dos postos de trabalho, • Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, • Condições de conforto no ambiente de • Organização do trabalho. Avaliação das situações de trabalho • A organização deve realizar a avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho que, em decorrência da natureza e conteúdo das atividades requeridas, demandam adaptação às características psicofisiológicas dos trabalhadores, a fim de subsidiar a implementação das medidasde prevenção e adequações necessárias previstas nesta NR. • Pode ser realizada por meio de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou combinação dessas, dependendo do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias. • Pode ser contemplada nas etapas do processo de identificação de perigos e de avaliação dos riscos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). • Deve ser registrada pela organização. A organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho - AET da situação de trabalho quando: • Observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação; • Identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; • Sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO e da alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01; • Indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. A Análise Ergonômica do Trabalho deve abordar as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta NR, incluindo as seguintes etapas: a) análise da demanda e, quando aplicável, reformulação do problema; b) análise do funcionamento da organização, dos processos, das situações de trabalho e da atividade; c) descrição e justificativa para definição de métodos, técnicas e ferramentas adequados para a análise e sua aplicação, não estando adstrita à utilização de métodos, técnicas e ferramentas específicos; d) estabelecimento de diagnóstico; e) recomendações para as situações de trabalho analisadas; f) restituição dos resultados, validação e revisão das intervenções efetuadas, quando necessária, com a participação dos trabalhadores. Inventário de riscos do PGR • Os resultados da avaliação ergonômica preliminar; • A revisão, quando for o caso, da identificação dos perigos e da avaliação dos riscos, conforme indicado pela Análise Ergonômica do Trabalho(AET). Plano de Ação do PGR • As medidas de prevenção e adequações decorrentes da avaliação ergonômica preliminar, atendido o previsto nesta NR; • As recomendações da Análise Ergonômica do Trabalho(AET). --» O relatório da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), quando realizada, deve ficar à disposição na organização pelo prazo de 20 (vinte) anos. --» A organização deve garantir que os empregados sejam ouvidos durante o processo da avaliação ergonômica preliminar e na Análise Ergonômica do Trabalho (AET). 17.4 Organização do trabalho 17.4.1 A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração: a) as normas de produção; b) o modo operatório, quando aplicável; c) a exigência de tempo; d) o ritmo de trabalho; e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; f) os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador. 17.4.3 Devem ser implementadas medidas de prevenção, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET, que evitem que os trabalhadores, ao realizar suas atividades, sejam obrigados a efetuar de forma contínua e repetitiva: a) posturas extremas ou nocivas do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e/ou dos membros inferiores; b) movimentos bruscos de impacto dos membros superiores; c) uso excessivo de força muscular; d) frequência de movimentos dos membros superiores ou inferiores que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador; e) exposição a vibrações, nos termos do Anexo I da Norma Regulamentadora nº 09 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos; f) exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e saúde do trabalhador. 17.4.3.1 As medidas de prevenção devem incluir duas ou mais das seguintes alternativas: a) pausas para propiciar a recuperação psicofisiológica dos trabalhadores, que devem ser computadas como tempo de trabalho efetivo; b) alternância de atividades com outras tarefas que permitam variar as posturas, os grupos musculares utilizados ou o ritmo de trabalho; c) alteração da forma de execução ou organização da tarefa; d) outras medidas técnicas aplicáveis, recomendadas na avaliação ergonômica preliminar ou na Análise Ergonômica do Trabalho (AET). 17.4.3.2 Para que as pausas possam propiciar descanso e recuperação psicofisiológica dos trabalhadores, devem ser observados os requisitos mínimos: a) a introdução das pausas não pode ser acompanhada de aumento da cadência individual; b) as pausas devem ser usufruídas fora dos postos de trabalho. 17.4.3.3 Deve ser assegurada a saída dos postos de trabalho para satisfação das necessidades fisiológicas dos trabalhadores nos termos do item 24.9.8 da Norma Regulamentadora nº 24 (NR 24) - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho, independentemente da fruição das pausas. 17.4.4 Todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores. 17.4.5 A concepção dos postos de trabalho deve levar em consideração os fatores organizacionais e ambientais, a natureza da tarefa e das atividades e facilitar a alternância de posturas. 17.4.6 As dimensões dos espaços de trabalho e de circulação, inerentes à execução da tarefa, devem ser suficientes para que o trabalhador possa movimentar os segmentos corporais livremente, de maneira a facilitar o trabalho, reduzir o esforço do trabalhador e não exigir a adoção de posturas extremas ou nocivas. 17.4.7 Os superiores hierárquicos diretos dos trabalhadores devem ser orientados para buscar no exercício de suas atividades: a) facilitar a compreensão das atribuições e responsabilidades de cada função; b) manter aberto o diálogo de modo que os trabalhadores possam sanar dúvidas quanto ao exercício de suas atividades; c) facilitar o trabalho em equipe; d) estimular tratamento justo e respeitoso nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Obs. em exceção a organização com até 10 (dez) empregados. 17.5 Levantamento, transporte e descarga individual de cargas 17.5.1 Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. 17.5.1.1 A carga suportada deve ser reduzida quando se tratar de trabalhadora mulher e de trabalhador menor nas atividades permitidas por lei. 17.5.2 No levantamento, manuseio e transporte individual e não eventual de cargas, devem ser observados os seguintes requisitos: a) os locais para pega e depósito das cargas, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET, devem ser organizados de modo que as cargas, acessos, espaços para movimentação, alturas de pega e deposição não obriguem o trabalhador a efetuar flexões, extensões e rotações excessivas do tronco e outros posicionamentos e movimentações forçadas e nocivas dos segmentos corporais; e b) cargas e equipamentos devem ser posicionados o mais próximo possível do trabalhador, resguardando espaços suficientes para os pés, de maneira a facilitar o alcance, não atrapalhar os movimentos ou ocasionar outros riscos. 17.5.2.1 É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador quando à distância de alcance horizontal da pega for superior a 60 cm (sessenta centímetros) em relação ao corpo. 17.5.3 O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes, carros de mão ouqualquer outro aparelho mecânico devem observar a carga, a frequência, a pega e a distância percorrida, para que não comprometam a saúde ou a segurança do trabalhador. 17.5.4 Na movimentação e no transporte manual não eventual de cargas, devem ser adotadas uma ou mais das seguintes medidas de prevenção: a) implantar meios técnicos facilitadores; b) adequar o peso e o tamanho da carga (dimensões e formato) para que não provoquem o aumento do esforço físico que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador; c) limitar a duração, a frequência e o número de movimentos a serem efetuados pelos trabalhadores; d) reduzir as distâncias a percorrer com cargas, quando aplicável; e) efetuar a alternância com outras atividades ou pausas suficientes, entre períodos não superiores a duas horas. 17.6.1 O conjunto do mobiliário do posto de trabalho deve apresentar regulagens em um ou mais de seus elementos que permitam adaptá-lo às características antropométricas que atendam ao conjunto dos trabalhadores envolvidos e à natureza do trabalho a ser desenvolvido. 17.6.2 Sempre que o trabalho puder ser executado alternando a posição de pé com a posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para favorecer a alternância das posições. 17.6.3 Para trabalho manual, os planos de trabalho devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação dos segmentos corporais de forma a não comprometer a saúde e não ocasionar amplitudes articulares excessivas ou posturas nocivas de trabalho; b) altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; c) área de trabalho dentro da zona de alcance manual e de fácil visualização pelo trabalhador; d) para o trabalho sentado, espaço suficiente para pernas e pés na base do plano de trabalho, para permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do ponto de operação e possa posicionar completamente a região plantar, podendo utilizar apoio para os pés, nos termos do item 17.6.4; e) para o trabalho em pé, espaço suficiente para os pés na base do plano de trabalho, para permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do ponto de operação e possa posicionar completamente a região plantar. 17.6.3.1 A área de trabalho dentro da zona de alcance máximo pode ser utilizada para ações que não prejudiquem a segurança e a saúde do trabalhador, sejam elas eventuais ou também, conforme AET, as não eventuais. 17.6.4 Para adaptação do mobiliário às dimensões antropométricas do trabalhador, pode ser utilizado apoio para os pés sempre que o trabalhador não puder manter a planta dos pés completamente apoiada no piso. 17.6.6 Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; b) sistemas de ajustes e manuseio acessíveis; c) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; d) borda frontal arredondada; e) encosto com forma adaptada ao corpo para proteção da região lombar. 17.7 Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais. 17.7.2 Os fabricantes de máquinas e equipamentos devem projetar e construir os componentes, como monitores de vídeo, sinais e comandos, de forma a possibilitar a interação clara e precisa com o operador objetivando reduzir possibilidades de erros de interpretação ou retorno de informação, nos termos do item 12.9.2 da NR 12. 17.7.2.1 A localização e o posicionamento do painel de controle e dos comandos devem facilitar o acesso, o manejo fácil e seguro e a visibilidade da informação do processo. 17.7.3 Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem permitir ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas. 17.7.3.1 Os equipamentos devem ter condições de mobilidade suficiente para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador. 17.7.3.2 Nas atividades com uso de computador portátil de forma não eventual em posto de trabalho, devem ser previstas formas de adaptação do teclado, do mouse ou da tela a fim de permitir o ajuste às características antropométricas do trabalhador e à natureza das tarefas a serem executadas. 17.7.4 Devem ser dotados de dispositivo de sustentação os equipamentos e ferramentas manuais cujos pesos e utilização na execução das tarefas forem passíveis de comprometer a segurança ou a saúde dos trabalhadores ou adotada outra medida de prevenção, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET. 17.7.5 A concepção das ferramentas manuais deve atender, além dos demais itens desta NR, aos seguintes aspectos: a) facilidade de uso e manuseio; b) evitar a compressão da palma da mão ou de um ou mais dedos em arestas ou quinas vivas. 17.7.6 A organização deve selecionar as ferramentas manuais para que o tipo, formato e a textura da empunhadura sejam apropriados à tarefa e ao eventual uso de luvas. 17.8 Condições de conforto no ambiente de trabalho 17.8.1 Em todos os locais e situações de trabalho deve haver iluminação, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. 17.8.2 A iluminação deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 17.8.3 Em todos os locais e situações de trabalho internos, deve haver iluminação em conformidade com os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho estabelecidos na Norma de Higiene Ocupacional nº 11 (NHO 11) da Fundacentro - Avaliação dos Níveis de Iluminamento em Ambientes Internos de Trabalho, versão 2018. 17.8.4 Nos locais de trabalho em ambientes internos onde são executadas atividades que exijam manutenção da solicitação intelectual e atenção constantes, devem ser adotadas medidas de conforto acústico e de conforto térmico, conforme disposto nos subitens seguintes. 17.8.4.1 A organização deve adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos com a finalidade de proporcionar conforto acústico nas situações de trabalho. 17.8.4.1.1 O nível de ruído de fundo para o conforto deve respeitar os valores de referência para ambientes internos de acordo com sua finalidade de uso estabelecidos em normas técnicas oficiais. 17.8.4.1.2 Para os demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderado em A e no circuito de resposta Slow (S). 17.8.4.2 A organização deve adotar medidas de controle da temperatura, da velocidade do ar e da umidade com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas situações de trabalho, observando-se o parâmetro de faixa de temperatura do ar entre 18 e 25 °C para ambientes climatizados. 17.8.4.2.1 Devem ser adotadas medidas de controle da ventilação ambiental para minimizar a ocorrência de correntes de ar aplicadas diretamente sobre os trabalhadores. Acidente de Trabalho LEGISLAÇÃO ART. 19. DA LEI N°8.213/91 Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso vi do art. 11 desta lei, provocando lesão corporalou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Art. 19. da Lei n°8.213/91 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme dispuser o Regulamento. Art. 20. da Lei n°8.213/91 Consideram-se acidente do trabalho: I – doença profissional Doença produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social; Exemplos: silicose (sílica), asbestose (amianto) etc. II – doença do trabalho Doença adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. 1º Não são consideradas como doença do trabalho: a) a doença degenerativa; b) a inerente a grupo etário; c)a que não produza incapacidade laborativa; d)a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho. Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei: I. O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja para a sua recuperação; contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica. II. O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de: a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; d) ato de pessoa privada do uso da razão; e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior; III. A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; IV. O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por está dentro de seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado. 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho. 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento. 1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo. 2º A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito suspensivo, da empresa, do empregador doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da Previdência Social. ART. 23. CONSIDERA-SE COMO DIA DO ACIDENTE, NO CASO DE DOENÇA PROFISSIONAL OU DO TRABALHO, A DATA DO INÍCIO DA INCAPACIDADE LABORATIVA PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE HABITUAL, OU O DIA DA SEGREGAÇÃO COMPULSÓRIA, OU O DIA EM QUE FOR REALIZADO O DIAGNÓSTICO, VALENDO PARA ESTE EFEITO O QUE OCORRER PRIMEIRO. Art. 44. A aposentadoria por invalidez, inclusive a decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do salário-debenefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). Art. 61. O auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-debenefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei. Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. § 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinqüenta por cento do salário-debenefício e será devido, observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado. § 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxíliodoença, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. § 3º O recebimento de salário ou concessão de outro benefício, exceto de aposentadoria, observado o disposto no § 5º, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio- acidente. § 4º A perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará a concessão do auxílio- acidente, quando, além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a doença, resultar, comprovadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. Art. 118. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio- acidente. Art. 120. A Previdência Social ajuizará ação regressiva contra os responsáveis nos casos de: I. negligência quanto às normas-padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva. Art. 29. O salário-de-benefício consiste: II. para os benefícios de que tratam as alíneas a, d, e h do inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de- contribuição correspondentes a oitentapor cento de todo o período contributivo. Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços: I. quanto ao segurado: a) aposentadoria por invalidez; d) aposentadoria especial; e) auxílio-doença; Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social. 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta do cumprimento do disposto neste artigo. 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela Previdência Social, das multas previstas neste artigo. 5° A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A. CAT inicial Acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho; CAT reabertura Reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS; CAT comunicação de óbito Falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial. INVESTIGAÇÃO Conceito prevencionista do acidente de trabalho Acidente do trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada ao exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal. Todos os acidentes, independentemente de causar lesão, devem ser considerados para fins estatísticos e de investigação das causas. Acidente impessoal Acidente cuja caracterização independe de existir acidentado, não podendo ser considerado como causador direto da lesão pessoal. Como por exemplo: queda de objeto¹, explosão de caldeira² ou inundação³. Acidente pessoal Acidente cuja caracterização depende de existir acidentado. Como por exemplo: impacto sofrido por pessoa¹, contato com objeto ou substância a temperatura elevada (vapor)², imersão³. Lesão pessoal Fratura¹, queimadura², afogamento³. Natureza da lesão Expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais. Localização da lesão Indicação da sede da lesão. Lesão imediata Lesão que se manifesta no momento do acidente. Lesão mediata (lesão tardia) Lesão que não se manifesta imediatamente após a circunstância acidental da qual resultou. 1. Coletar e organização dos dados; 2. Analisar os dados (entender o problema); 3. Analisar as causas; 4. Adotar Medidas de Controle (plano de Ação); 5. Acompanhar a implantação das medidas; 6. Avaliar os resultados das medidas implantadas. Coleta de Dados: • Opiniões (entrevistas) • Observações • Medições • Fotografias • Check Lists • Permissões de Trabalho • Detalhes sobre as condições ambientais no momento do evento • Outros dados julgados relevantes (Guia de análise de acidentes do trabalho – mte) a)Quando e onde o evento adverso aconteceu? b)Quem sofreu danos ou estava envolvido com o evento? c)O que aconteceu? d)Como o evento adverso aconteceu? e)Quais atividades estavam sendo desenvolvidas no momento do acidente? f)Havia algo incomum ou diferente nas condições de trabalho? g)Existiam procedimentos de segurança no trabalho e eles foram seguidos? h)Quais lesões ou problemas de saúde foram causados pelo evento adverso? i)O risco era conhecido? Se sim, por que não foi controlado? Se não era conhecido, por quê? j)Como a organização do trabalho contribuiu para o evento adverso? k)A manutenção e limpeza eram suficientes? Se não, explique. L)As pessoas envolvidas eram capacitadas? m)O layout do local de trabalho influenciou o evento adverso? n)A natureza ou forma dos materiais influenciou o evento adverso? o)Dificuldades na utilização das instalações ou equipamentos contribuíram para o evento adverso? p)Os equipamentos de segurança eram suficientes? q)Outras condições influenciaram o evento adverso? IMEDIATOS: razões mais óbvias da ocorrência de um evento adverso, evidenciadas na proximidade das conseqüências. Podem ser identificados diversos fatores imediatos para um evento adverso. SUBJACENTES: razões sistêmicas ou organizacionais menos evidentes, porém necessárias para que ocorra um evento adverso. LATENTES: são condições iniciadoras que possibilitam o surgimento de todos os outros fatores relacionados ao evento adverso. Frequentemente remotas no tempo e no que se refere a hierarquia dos envolvidos, quando consideradas em relação ao evento. Geralmente envolvem concepção, gestão, planejamento ou organização. Técnica dos 5 Porquês Ponto focal – Declaração do problema → → 1° Porquê → Sintoma → 2° Porquê → Sintoma → 3° Porquê → Sintoma → 4° Porquê → Sintoma → 5° Porquê → Causa Raiz O DIAGRAMA DOS 6M’s (OU ESPINHA DE PEIXE) Métodos: causas relacionadas a procedimentos padrão (ou a falta deles). Matéria-Prima: causas que envolvem material usado no trabalho, seja pela falta de qualidade ou reputação do fornecedor. Mão de obra: imprudência, pressa, falta de qualificação ou outras causas relacionadas a pessoas dentro do processo. Máquinas: falhas decorrentes de falta de manutenção ou outros causas em equipamentos e maquinário presentes no trabalho. Medição: causas que tem a ver com a calibração e efetividade dos indicadores presentes no ambiente de trabalho. Meio Ambiente: calor, layout, poluição, excesso de poeira e outras causas relacionadas ao ambiente de trabalho. Técnica da árvore de causas → Rotineiro / Habitual → Eventual / Ocasional _______ → Efetivamente contribuiu para ocorrência. ----------- → Provavelmente contribuiu para ocorrência. NR 33 – Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados Espaço Confinado • Qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, e em que exista ou possa existir atmosfera perigosa. • Espaços não destinados à ocupação humana, com meios limitados de entrada e saída, utilizados para armazenamento de material com potencial para engolfar ou afogar o trabalhador. Atmosfera perigosa Aquela em que estejam presentes uma das seguintes condições: a) deficiência ou enriquecimento de oxigênio; b) presença de contaminantes com potencial de causar danos à saúde do trabalhador; c) seja caracterizada como uma atmosfera explosiva. Responsabilidades da organização a) indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento das atribuições previstas no item 33.3.2 desta NR; b) assegurar os meios e recursos para o responsável técnico cumprir as suas atribuições; c) assegurar que o gerenciamento de riscos ocupacionais contemple as medidas de prevenção para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os espaços confinados; d) providenciar a sinalização de segurança e bloqueio dos espaços confinados para evitar a entrada de pessoasnão autorizadas; e) providenciar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e da equipe de emergência e salvamento. f) fornecer as informações sobre os riscos e as medidas de prevenção, previstos no PGR, daNR-01, aos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os espaços confinados; g) garantir os equipamentos necessários para o controle de riscos previstos no PGR; h) assegurar a disponibilidade dos serviços de emergência e salvamento, e de simulados, quando da realização de trabalhos em espaços confinados; i) supervisionar as atividades em espaços confinados executadas pelas organizações contratadas, observado o disposto no subitem 1.5.8.1 da NR-01, visando ao atendimento do disposto nesta NR. Responsabilidades do responsável técnico a) identificar e elaborar o cadastro de espaços confinados; b) adaptar o modelo da Permissão de Entrada e Trabalho-PET de modo a contemplar as peculiaridades dos espaços confinados da organização; c) elaborar os procedimentos de segurança relacionados ao espaço confinado; d) indicar os equipamentos para trabalho em espaços confinados; e) elaborar o plano de resgate; f) coordenar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e da equipe de emergência e salvamento Responsável técnico: profissional legalmente habilitado ou qualificado, em segurança do trabalho, para executar as medidas previstas. Responsabilidades do supervisor de entrada a) emitir a PET antes do início das atividades; b) executar os testes e conferir os equipamentos, antes da utilização; c) implementar os procedimentos contidos na PET; d) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para os acionar estejam operantes; e) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário; f) encerrar a PET após o término dos serviços; g) desempenhar a função de vigia, quando previsto na PET; h) assegurar que o vigia esteja operante durante a realização dos trabalhos em espaço confinado. Supervisor de entrada: pessoa capacitada para operar a permissão de entrada com responsabilidade para preencher e assinar a PET para o desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços confinados. Responsabilidades do vigia a) permitir somente a entrada de trabalhadores autorizados em espaços confinados relacionados na PET; b) manter continuamente o controle do número de trabalhadores autorizados a entrar no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade; c) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato ou comunicação permanente com os trabalhadores autorizados; d) acionar a equipe de emergência e salvamento, interna ou externa, quando necessário; e) operar os movimentadores de pessoas; f) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro vigia; g) não realizar outras tarefas durante as operações em espaços confinados; h) comunicar ao supervisor de entrada qualquer evento não previsto ou estranho à operação de vigilância, inclusive quando da ordenação do abandono. Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores. O vigia pode acompanhar as atividades de mais de um espaço confinado, quando atendidos os seguintes requisitos: a) permanecer junto à entrada dos espaços confinados ou nas suas proximidades, podendo ser assistido por sistema de vigilância e comunicação eletrônicas; b) que todos os espaços confinados estejam no seu campo visual, sem o uso de equipamentos eletrônicos; c) que o número de espaços confinados não prejudique suas funções de vigia; d) que a mesma atividade seja executada em todos os espaços confinados sob sua responsabilidade; e) seja limitada a permanência de 2 (dois) trabalhadores no interior de cada espaço confinado; f) seja possível a visualização dos trabalhadores através do acesso do espaço confinado. *Quando assistido por sistema de vigilância e comunicação eletrônicas, em conformidade com a análise de riscos e previsto no procedimento de segurança, pode ser dispensado o atendimento das alíneas “e” e “f” Responsabilidade dos Trabalhadores autorizados. a) cumprir as orientações recebidas nos treinamentos e os procedimentos de trabalho previstos na PET; b) utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela organização; e c) comunicar ao vigia ou supervisor de entrada as situações de risco para segurança e saúde dos trabalhadores e terceiros, que sejam do seu conhecimento. • Os trabalhadores devem ser informados dos perigos identificados e das medidas de controle previstas e adotadas antes da entrada no espaço confinado. • Trabalhador autorizado: trabalhador capacitado para entrar no espaço confinado, ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes. Responsabilidade da equipe de emergência e salvamento a) assegurar que as medidas de salvamento e primeiros socorros estejam operantes e executá-las em caso de emergência; b) participar do exercício de simulado anual de salvamento que contemple os possíveis cenários de acidentes em espaços confinados, conforme previsto no plano de resgate. Etapa de levantamento preliminar de perigos a) existência ou construção de novos espaços confinados em que trabalhos possam ser realizados; b) alteração da geometria ou meios de acessos dos espaços confinados existentes; c) utilização dos espaços confinados que implique alteração dos perigos anteriormente identificados. Identificação de perigos e a avaliação de riscos ocupacionais a) os perigos existentes nas adjacências do espaço confinado que possam interferir nas condições de segurança do trabalho em espaço confinado; b) a possibilidade de formação de atmosferas perigosas; c) a necessidade de controle de energias perigosas nos espaços confinados; d) as demais medidas de prevenção descritas nesta NR. Cadastro do espaço confinado a) identificação do espaço confinado, podendo para esse fim, ser utilizado código ou número de rastreio; b) volume do espaço confinado; c) número de aberturas de entrada e "bocas de visita", e suas dimensões; d) formas de acesso, suas dimensões e geometria; e) condição do espaço confinado (ativo ou inativo); f) croqui do espaço confinado (com previsão de bloqueios e raquetes); g) utilização e/ou produto armazenado e indicação dos possíveis perigos existentes antes da liberação de entrada. Trabalho em espaço confinado realizado por prestador de serviço O contratante e a contratada devem atender: a) a contratante deve fornecer à contratada o cadastro dos espaços confinados em que acontratada realizará os trabalhos; b) a contratante deve fornecer à contratada as informações sobre os riscos ocupacionais sob sua gestão e que possam impactar nas atividades da contratada e, quando aplicável, as medidas de prevenção a serem adotadas; e c) a contratada deve fornecer o inventário de riscos do trabalho em espaço confinado, realizando a identificação dos perigos e a avaliação dos riscos, de acordo com a especificidade do trabalho a ser realizado, nos espaços confinados em que realizará os trabalhos, e promovendo a adequação das medidas de prevenção conforme esta NR. Medidas de prevenção Eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão em trabalhos a quente, taiscomo solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faísca ou calor. Medidas de prevenção Procedimentos de segurança a) preparação, emissão, cancelamento e encerramento da PET; b) requisitos para o trabalho seguro nos espaços confinados; e c) critérios para operação dos movimentadores dos trabalhadores autorizados, quando aplicável. d) requisitos e critérios para seleção e uso de respiradores para uso rotineiro e em situações de emergência, em conformidade com os riscos respiratórios. *revistos quando ocorrer alteração do nível de risco previsto na NR-01, entrada não autorizada, acidente ou condição não prevista durante a entrada. Permissão de Entrada e Trabalho Toda e qualquer entrada e trabalho em espaço confinado deve ser precedida da emissão da PET! • Emitida em meio físico 1ª via permanecer com o supervisor de entrada 2ª via entregue ao vigia. • Emitida em meio digital -estar acessível permanentemente ao vigia durante a execução da atividade; -ser adotado procedimento de certificação de assinatura em conformidade com o disposto na NR-01. Permissão de Entrada e Trabalho Rastreáveis • Arquivadas pelo período de 5 (cinco) anos, estando estar disponíveis aos trabalhadores, quando solicitado. • A validade deve ser limitada a uma jornada de trabalho. Deve ser encerrada quando: a) as atividades forem completadas; b) ocorrer uma condição não prevista; c) ocorrer a saída de todos os trabalhadores do espaço confinado; ou d) houver a substituição de vigia por outro não relacionado na PET. Pode ser prorrogada quando cumprir os seguintes requisitos: a) estar relacionada às mesmas atividades e riscos; b) constar os intervalos de parada e retomada de todas as equipes de trabalho; c) relacionar os trabalhadores autorizados, vigias e supervisores de entrada; d) registrar a continuidade da atividade e a substituição da equipe a cada entrada e saída; e) estiver garantido o monitoramento contínuo de toda a atmosfera do espaço confinado e a manutenção das condições atmosféricas ou realizar nova avaliação da atmosfera a cada entrada; f) estiver garantida a presença contínua do vigia junto ou próximo à entrada do espaço confinado, observado o disposto no subitem 33.3.4.1 desta NR, inclusive durante as pausas e intervalos; g) estiverem reavaliadas as medidas de prevenção descritas na PET a cada entrada. *A validade da PET, incluindo as prorrogações, não pode exceder a 24 horas. Sinalização de segurança • Deve ser mantida sinalização permanente em todos os espaços confinados, junto à entrada. • Caso a sinalização permanente não se torne visível após a abertura do espaço confinado, deve ser providenciada sinalização complementa. • Em locais com exposição a agentes agressivos ou circulação de pessoas, veículos ou equipamentos, a sinalização permanente deve ser indelével, de forma a garantir que não seja danificada ou retirada. (não se aplica a espaços confinados já existentes em vias públicas, exceto quando ocorrer a substituição da tampa de acesso). • Nas operações de entrada e trabalho em espaço confinado deve ser utilizada sinalização provisória, indicando a liberação, ou não, da entrada dos trabalhadores autorizados. Controle de energias perigosas nos espaços confinados a) preparação e comunicação a todos os trabalhadores envolvidos sobre o desligamento do equipamento ou sistema; b) isolamento ou neutralização dos equipamentos ou sistemas que possam intervir na atividade; c) isolamento ou desenergização das fontes de energia do equipamento ou sistema; d) bloqueio; e) etiquetagem; f) liberação ou controle das energias armazenadas; g) verificação do isolamento ou da desenergização do equipamento ou sistema; h) liberação para o início da atividade; i) retirada dos trabalhadores, ferramentas e resíduos após o término da atividade; j) comunicação, após o encerramento da atividade, sobre a retirada dos dispositivos de bloqueio e etiquetagem, a reenergização e o religamento do equipamento ou sistema; k) retirada dos bloqueios e das etiquetas após a execução das atividades; l) reenergização ou retirada dos dispositivos de isolamento do equipamento ou sistema; e m)liberação para a retomada da operação. Medidas de prevenção Avaliações atmosféricas 1. As avaliações atmosféricas iniciais do interior do espaço confinado devem ser realizadas com o supervisor de entrada fora do espaço confinado, imediatamente antes da entrada dos trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro. 2. O percentual de oxigênio (O2) indicado para entrada em espaços confinados é de 20,9%, sendo aceitável o percentual entre 19,5% até 23% de volume, desde que a causa da redução ou enriquecimento do O2 seja conhecida e controlada. 3. O monitoramento da atmosfera deve ser contínuo durante a permanência dos trabalhadores no espaço confinado, de forma remota ou presencial, conforme previsto no procedimento de segurança. 4. A calibração do equipamento de avaliação deve ser realizada por laboratório de calibração acreditado pelo Inmetro. Ventilação • Antes do início da atividade em espaço confinado devem ser garantidas condições de entrada seguras, com ventilação, purga, lavagem ou inertização do espaço confinado. • Durante a realização da atividade em espaço confinado, devem ser atendidos os seguintes requisitos: a) o sistema de ventilação deve ser selecionado e dimensionado de acordo com as características dos espaços confinados, observando as recomendações previstas em normas técnicas nacionais ou, de forma complementar, as normas internacionais aplicáveis, a fim de garantir a renovação do ar; • as condições térmicas devem observar o disposto no Anexo III da NR-09. É proibida a ventilação com oxigênio puro. Acompanhamento da saúde dos trabalhadores • Os trabalhadores designados para atividades em espaços confinados devem ser avaliados quanto à aptidão física e mental, considerando os fatores de riscos psicossociais. • A aptidão para trabalhos em espaços confinados deve estar consignada no • Atestado de Saúde Ocupacional- ASO, nos termos da NR-07 (PCMSO). Preparação para emergências Plano de Resgate para espaços confinados (podendo estar integrado ao plano de emergência) a) identificação dos perigos associados à operação de resgate; b) designação da equipe de emergência e salvamento, interna ou externa, dimensionada conforme a geometria, acessos e riscos das atividades e operação de resgate; c) tempo de resposta para atendimento à emergência; d) seleção das técnicas apropriadas, equipamentos pessoais e/ou coletivos específicos e sistema de resgate disponíveis, de forma a reduzir o tempo de suspensão inerte do trabalhador e sua exposição aos perigos existentes; e) previsão da realização de simulados dos cenários identificados. Documentação A organização que possui espaços confinados deve manter no estabelecimento: a) cadastro dos espaços confinados; b) PETs emitidas; c) inventário de riscos do trabalho em espaço confinado realizado pela contratada, quando aplicável. A organização que realiza trabalho em espaços confinados deve manter: a) modelo de PET; b) procedimentos de segurança; c) plano de resgate. Capacitação • Os instrutores devem possuir comprovada proficiência no conteúdo que irão ministrar (competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência). • A capacitação deve considerar o tipo de espaço confinado e as atividades desenvolvidas, devendo estas informações e a anuência do responsável técnico previsto no item 33.3.2 desta NR constarem no certificado do trabalhador, além do disposto na NR-01. • A carga horáriada parte prática do treinamento inicial e periódico dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e equipe de emergência e salvamento deve ser de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária prevista no Quadro 1 deste Anexo. NR 35 – Segurança e Saúde no Trabalho em Altura Toda atividade com diferença de nível acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. Responsabilidades da Organização a) garantir a implementação das medidas de prevenção; b) assegurar a realização da Análise de Risco- AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho- PT; c) elaborar procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura; d) disponibilizar, através dos meios de comunicação da organização de fácil acesso ao trabalhador, instruções de segurança contempladas na AR, PT e procedimentos operacionais a todos os integrantes da equipe de trabalho; e) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis; f) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de prevenção pelas organizações prestadoras de serviço; g) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de prevenção; h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível; i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura; j) assegurar a organização e o arquivamento da documentação, por período mínimo de 5(cinco) anos, exceto se houver disposição específica em outra NR. → Avaliar o estado de saúde dos empregados que exercem atividades de trabalho em altura de acordo com o estabelecido na NR-07 (PCMSO), em especial o item 7.5.3, considerando patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, bem como os fatores psicossociais. → A aptidão para trabalho em altura deve ser consignada no ASO do trabalhador. → 7.5.3 O PCMSO deve incluir a avaliação do estado de saúde dos empregados em atividades críticas, como definidas nesta Norma, considerando os riscos envolvidos em cada situação e a investigação de patologias que possam impedir o exercício de tais atividades com segurança. Responsabilidades da Organização Emergência e Salvamento • Estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos cenários de emergências de trabalho em altura, considerando, além do disposto na NR01: a) os perigos associados à operação de resgate; b) a equipe de emergência e salvamento necessária e o seu dimensionamento; c) o tempo estimado para o resgate; d) as técnicas apropriadas, equipamentos pessoais e/ou coletivos específicos e sistema de resgate disponível, de forma a reduzir o tempo de suspensão inerte do trabalhador e sua exposição aos perigos existentes. • Realizar AR dos cenários de emergência de trabalho em altura identificados; • Assegurar que a equipe possua os recursos necessários para as respostas às emergências; • Capacitar as pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento para executar o resgate, prestar primeiros socorros, que deverão possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar; • Estabelecer o conteúdo e carga horária da capacitação em função dos cenários de emergência, quando for realizada por equipe interna. Responsabilidade dos trabalhadores Cumprir as disposições previstas nesta norma e no item 1.4.2 da NR-01, e os procedimentos operacionais expedidos pelo empregador. 1.4.2 Cabe ao trabalhador: a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; b) submeter-se aos exames médicos previstos nas NR; c) colaborar com a organização na aplicação das NR; d) usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador. Trabalhador autorizado para trabalho em altura • Aquele capacitado, cujo estado de saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar suas atividades. • A autorização para trabalho em altura deve considerar: a) as atividades que serão desenvolvidas pelo trabalhador; b) a capacitação a que o trabalhador foi submetido; c) a aptidão clínica para desempenhar as atividades. A autorização deve ser consignada nos documentos funcionais do empregado. A organização deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador. Trabalhador capacitado para trabalho em altura Aquele que foi submetido e aprovado no processo de capacitação, envolvendo treinamento, teórico e prático, inicial, periódico e eventual. Os treinamentos devem ser ministrados por instrutores com comprovada proficiência no assunto, sob a responsabilidade de profissional qualificado ou legalmente habilitado em segurança no trabalho. Proficiência: Competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência profissional, comprovadas por meio de diplomas, registro na carteira de trabalho, contratos específicos na área em questão ou outros documentos. Observação: A comprovada proficiência no assunto não significa formação em curso específico, mas habilidades, experiência e conhecimentos capazes de ministrar os ensinamentos referentes aos tópicos abordados nos treinamentos. O treinamento, no entanto, deve estar sob a responsabilidade de profissional qualificado em segurança no trabalho. Treinamento inicial • Carga horária mínima de 8 (oito) horas • Deve ser realizado antes de o trabalhador iniciar a atividade • Conteúdo: a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; b) AR e condições impeditivas; c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle; d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva; e) EPI para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso; f) acidentes típicos em trabalhos em altura; g) condutas em situações de emergência, incluindo noções básicas de técnicas de resgate e de primeiros socorros. Treinamento periódico • Carga horária mínima de 8 (oito) horas. • Deve ser realizado a cada dois anos. • Conteúdo programático definido pelo empregador. Planejamento e Organização Todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e realizado por trabalhador formalmente autorizado , sob supervisão, cuja forma deve ser definida pela AR de acordo com as peculiaridades da atividade . a) medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução; b) medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma; c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado. Hierarquia do controle contra queda • Eliminar: Trabalhar na altura do chão. • Prevenir: Restringir o acesso (usar EPC) • Proteger: Amenizar os danos da queda (usar EPI/ redes). Planejamento e Organização • A execução do serviço deve considerar as influências externas que possam alterar as condições do local de trabalho já previstas na AR. • Condições impeditivas: situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador. • Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas de proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de formaantecipada. Análise de Risco • Avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle. • Todo trabalho em altura deve ser precedido de AR. • Para atividades rotineiras de trabalho em altura, a AR pode estar contemplada no respectivo procedimento operacional. Deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar: a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno; b) o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho; c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem; d) as condições meteorológicas adversas; e) a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda; f) o risco de queda de materiais e ferramentas; g) os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos; h) o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras; i) os riscos adicionais; j) as condições impeditivas; k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador; l) a necessidade de sistema de comunicação; m) a forma de supervisão. Atividades rotineiras de trabalho em altura Os procedimentos operacionais devem conter, no mínimo: a) o detalhamento da tarefa; b) as medidas de prevenção características à rotina; c) as condições impeditivas; d) os sistemas de proteção coletiva e individual necessários; e) as competências e responsabilidades. Atividades não rotineiras de trabalho em altura • Devem ser previamente autorizadas mediante Permissão de Trabalho. • As medidas de prevenção devem ser evidenciadas na AR e na PT. Permissão de Trabalho 1. Documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate. 2. Deve ser emitida, em meio físico ou digital, aprovada pelo responsável pela autorização da permissão, e acessível no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma a permitir sua rastreabilidade. 3. Deve conter: a) os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos; b) as disposições e medidas estabelecidas na AR; c) a relação de todos os envolvidos na atividade. Tem validade limitada à duração da atividade, r estrita ao turno jornada de trabalho , podendo ser revalidada pelo responsável pela aprovação nas situações em que não ocorram mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho. Sistemas de Proteção Contra Quedas – SPQ O SPQ deve: a) ser adequado à tarefa a ser executada; b) ser selecionado de acordo com a AR; c) ser selecionado por profissional qualificado ou legalmente habilitado em segurança do trabalho; d) ter resistência para suportar a força máxima aplicável prevista quando de uma queda; e) atender às normas técnicas nacionais ou na sua inexistência às normas internacionais aplicáveis vigentes à época de sua fabricação ou construção; f) ter todos os seus elementos compatíveis e submetidos a uma sistemática de inspeção.S É obrigatória a utilização de SPQ sempre que não for possível evitar o trabalho em altura. A seleção do SPQ deve considerar a utilização: a) de Sistema de Proteção Coletiva Contra Quedas - SPCQ; b) de Sistema de Proteção Individual Contra Quedas - SPIQ, nas seguintes situações: I – na impossibilidade de adoção do SPCQ; II – sempre que o SPCQ não ofereça completa proteção contra os riscos de queda; III – para atender situações de emergência. • deve ser projetado por profissional legalmente habilitado. Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas – SPIQ • Pode ser de restrição de movimentação, de retenção de queda, de posicionamento no trabalho ou de acesso por cordas; • O fabricante ou o importador de EPI deve disponibilizar informações quanto ao desempenho dos equipamentos e os limites de uso, considerando a massa total aplicada ao sistema (trabalhador e equipamentos) e os demais aspectos previstos no item 35.6.11; • OS PIQ deve ser selecionado de forma que a força de impacto transmitida ao trabalhador seja de no máximo 6 kN, quando de uma eventual queda; • Os sistemas de ancoragem destinados à restrição de movimentação devem ser dimensionados para resistir às forças que possam vir a ser aplicadas; • Havendo possibilidade de ocorrência de queda com diferença de nível, em conformidade com a AR, o sistema deve ser dimensionado como de retenção de queda. Inspeções • Devem ser efetuadas inspeções inicial, rotineira e periódica do SPIQ, observadas as recomendações do fabricante ou projetista, recusando-se os elementos que apresentem defeitos ou deformações; • A inspeção inicial é aquela realizada entre o recebimento e a primeira utilização do SPIQ; • Ainspeção rotineira é aquela realizada antes do início dos trabalhos, sendo visual e táctil, executada pelo trabalhador antes de utilizar os equipamentos que compõemoSPIQ. ; • A inspeção periódica deve ser realizada no mínimo uma vez a cada doze meses, podendo o intervalo entre as inspeções ser reduzido em função do tipo de utilização, frequência de uso ou exposição a agentes agressivos; • Devem ser registradas as inspeções iniciais, periódicas e aquelas rotineiras que tiverem os elementos do SPIQ recusados; • Os elementos do SPIQ que apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, em normas internacionais e de acordo com as recomendações do fabricante. Cinturão de segurança tipo paraquedista • Utilizado no SPIQ de retenção de quedae node acesso por cordas; • Deve estar conectado pelo seu elemento de engate para retenção de queda indicado pelo fabricante; • Quando utilizado para retenção de queda, deve ser dotado de talabarte integrado com absorvedor de energia. Cinturão de segurança tipo paraquedista: EPI utilizado para trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído por um dispositivo preso ao corpo destinado a deter e distribuir as forças de queda pelo menos nas partes superiores das coxas, pélvis, peito e tronco. Absorvedor de energia: Elemento com função de limitar a força de impacto transmitida ao trabalhador pela dissipação da energia cinética. Trava-queda deslizante guiado A utilização do sistema de retenção de queda por trava-queda deslizante guiado deve atender às recomendações do fabricante, em particular no que se refere: a) à compatibilidade do trava-quedas deslizante guiado com a linha de vida vertical; b) ao comprimento máximo dos extensores. Análise de Risco a) que o trabalhador deve permanecer conectado ao sistema durante todo o período de exposição ao risco de queda; b) à distância de queda livre; c) o fator de queda; d) a utilização de um elemento de ligação que garanta que um impacto de no máximo 6kNseja transmitido ao trabalhador quando da retenção de uma queda; e) a zona livre de queda; f) a compatibilidade entre os elementos do SPIQ. • Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo. • Distância de queda livre: Distância compreendida entre o início da queda e o início da retenção. • Zona livre de queda(ZLQ): Região compreendida entre o ponto de ancoragem e o obstáculo inferior mais próximo contra o qual o trabalhador possa colidir em caso de queda, tal como o nível do chão ou o piso inferior. Sistemas de Ancoragem Conjuntode componentes, integrante de um Sistema de Proteção Individual contra Quedas- SPIQ, que incorpora um ou mais pontos de ancoragem, aos quais podem ser conectados EPI contra quedas, diretamente ou por meio de outro componente, e projetado para suportar as forças aplicáveis. Os sistemas de ancoragem tratados neste anexo atendem às seguintes finalidades: a) retenção de queda; b) restrição de movimentação; c) posicionamento no trabalho; d) acesso por corda. Os sistemas de ancoragem devem: a) ser instalados por trabalhadores capacitados; b) ser submetidos à inspeção inicial e periódica. A inspeção inicial deve ser realizada após a instalação, alteração ou mudança de local. A inspeção periódica do sistema de ancoragem deve ser efetuada de acordo com o procedimento operacional previsto no item 6 deste Anexo, considerando o projeto do sistema de ancoragem e o de montagem, respeitando as instruções do fabricante e as normas regulamentadoras e técnicas aplicáveis, com periodicidade não superior a 12 (doze) meses. NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS • Toda organização deve adotar medidas de prevenção contra incêndios em conformidade com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas oficiais. • Os locais de trabalho devem dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança em caso de emergência. • As aberturas, saídas e vias de passagem de emergência devem ser mantidas desobstruídas, ser identificadas e sinalizadas de acordo com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas oficiais, indicando a direção da saída. • Saída de emergência: Não deve ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. Podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. • A organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; locais de trabalho com segurança; b) procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança; c) dispositivos de alarme existentes. Formas de propagação do calor: • Condução • Convecção • Irradiação Resfriamento Trata-se de diminuir a temperatura (calor) do material em chamas. Abafamento Trata-se de eliminar o oxigênio (comburente) da reação, por meio do abafamento do fogo. Retirada do material / Isolamento Trata-se de retirar do local o material (combustível) que está pegando fogo e também outros materiais que estejam próximos às chamas. Extinção química Quanto se interfere na Reação em Cadeia do fogo através do lançamento dos agentes extintores de halon e de Pó Químico Seco. Classe A São materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.; Cuidados: • Manter áreas de trabalho e estocagem de materiais organizados e isentas de fontes de ignição; • Estopas trapos ou materiais similares, impregnados de óleo, devem ser descartados em utensílios metálicos e bem tampados e distantes de fontes de ignição; • As lixeiras devem ser esvaziadas diariamente; • A rede de hidrantes e sprinklers devem estar adequadamente dimensionadas, com pressão e volume de água suficiente para o porte e tipo das instalações, assim o fogo classe A pode ser combatido com facilidade. Classe B São considerados inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.; Cuidados: • O uso e manuseio de líquidos inflamáveis deve ser feito em áreas bem ventiladas; • Sobras de líquidos inflamáveis só devem ser guardadas em armários bem fechados e em vasilhames bem tampados e a prova de vazamentos; • O estoque de líquidos inflamáveis deve ficar distante de qualquer meio que possa provocar faísca; • Ao conduzir líquido inflamável para execução de alguma atividade, nunca conduzi-lo em vasilhames com capacidade superior a cinco galões cada. Quantidade superior a vinte litros nunca deve ser armazenada em edifício, a menos que esteja em recipiente aprovado para tal; • Contra fogo classe B nunca devemos usar água, a não ser em forma de neblina. Classe C Quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.; Cuidados: • Equipamentos antigos devem ter sua fiação inspecionada com frequência. Em caso de desgaste na fiação, nos matérias isolantes ou nos encaixes, devem ser tomadas medidas cabíveis; • Compatibilizar o uso de fusíveis, não usar com capacidade superior a dimensionada. Procure identificar a causa da queima de fusíveis; • Não sobrecarregue os pontos de instalação elétrica. Cada um deles com no máximo duas tomadas; • Nunca ligue vários equipamentos na mesma tomada para evitar superaquecimento da saída; • Desligue imediatamente qualquer equipamento com “cheiro de queimado”, avise o seu supervisor pois pode ser um sinal de incêndio; Classe D Metais combustíveis, muitos queimam de forma violenta, com elevada produção de luz e calor, por exemplo elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio, potássio, sódio, etc. → A melhor forma de prevenção é adotar as medidas relativas aos cuidados com o manuseio, utilização e armazenamento. Estas informações estão na Folha de Informações de Produtos Químicos (FISPQ) ou Ficha de Emergência, ambas fornecidas pelo fabricante. Classe K Envolve meios de cozinhar como óleos e graxas alimentícias (gordura animal e vegetal). Chuveiro Automático (sprinkler) Sistema automático de combate a incêndios, acionado em função da elevação da temperatura ambiente, evitando uma rápida propagação do incêndio pela aplicação de água (proteção exclusiva da edificação). Tipos de Extintores •Os extintores devem obedecer às normas do INMETRO. •Devem trazer em seu rótulo, informações quanto à sua adequada aplicação. •Deverá obrigatoriamente constar a data em que foi carregado, data de recarga e número de identificação. •Deve ser colocado em locais de fácil visualização e acesso, devidamente sinalizado. Todo extintor possui dois sistemas de segurança: o lacre, que tem a finalidade de demonstrar que o extintor ainda não foi utilizado; o pino de segurança, que trava o gatilho do extintor, impossibilitando que o extintor não seja utilizado acidentalmente. Extintor classe A Devem ser utilizados no combate de fogo oriundo de madeira, papel, tecido, etc. Extintor classe B Destina-se ao combate ao fogo em líquidos ou gases inflamáveis. Extintor classe C Destina-se exclusivamente ao combate ao fogo originário de equipamentos elétricos. Nunca devemos usar água. Extintor classe D Destina-se ao combate de fogo que tem origem nos elementos pirofóricos. A extinção deste tipo de fogo deve ser feita por agentes específicos para cada tipo de material envolvido. Incêndios de classe D reagem violentamente com água e outros elementos químicos. Extintor classe K Projetados especificamente para combater incêndios que envolvem óleos de cozinha e gorduras animais, como os que ocorrem em cozinhas comerciais, restaurantes e outros locais onde alimentos são preparados. Principio de incêndio 1 - identificar o extintor apropriado para a classe de incêndio em questão, através do rotulo ou pelas características físicas de cada extintor. 2 – retirar o extintor do seu suporte ou o lugar que estiveracondicionado. 3 – retirar o lacre e o pino de segurança. 4 – empunhar a mangueira com o esguicho voltado para baixo e premer o gatilho a fim de testar o perfeito funcionamento do extintor e se o agente extintor é o que estava indicado pelo rótulo. 5 – aproximar-se do incêndio a favor do vento (quando em áreas abertas) até a distância de utilização do extintor. 6 – premer o gatilho liberando o agente extintor e dirigir os jatos deste para a base do incêndio (exceto o extintor de espuma mecânica que deverá ser projetado em uma das paredes do recipiente do líquido inflamável) fazendo movimentos horizontais a fim de abranger toda a superfície do incêndio (movimento de zigue- zaga). 7 – avançar na direção do incêndio à medida que o incêndio for sendo extinto. Brigada de Emergência Justificativas Para Sua Existência: • Ineficiência no atendimento de emergência; • Vulnerabilidade das edificações; • Falta de conscientização e conhecimento em geral. Composição: •Brigadistas (voluntários) •Bombeiros Industriais Objetivo: • Identificar e dar combate ao fogo; • Acionamento, recepção e orientação do Corpo de Bombeiros e outras brigadas; • Primeiros socorros às vítimas; • Desligamento dos alarmes de incêndio após a sua constatação; • Supervisão e teste dos sistemas de prevenção e combate a incêndio. • Verificação diária nos níveis das caixas d'água do prédio. • Controle das cargas dos extintores; Fechamento das válvulas dos sistemas de "Sprinkler" para limitação de danos pela água; • Entrosamento com os departamentos de Segurança Patrimonial e de Manutenção Predial para desencadea mento de medidas de emergência; • Organização e controle de evacuação programada; • Fiscalização das dependências do edifício para verificação da existência de condições propícias para eclosão de princípios de incêndio, eliminando-as ou providenciando junto aos departamentos competentes. Obs. BOMBEIROS 193 NR 06 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI → Dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, concebido e fabricado para oferecer proteção contra os riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho, conforme previsto no Anexo I. → O EPI, de fabricação nacional ou importado, só pode ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. → As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no Anexo I sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles ora elencados, devem ser avaliadas pelo órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. » Caso não seja mantida a embalagem original, deve-se disponibilizar no local de fornecimento as informações de identificação do produto, nome do fabricante ou importador, lote de fabricação, data de validade e CA do EPI.