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Lín
gu
a 
Po
rt
ug
ue
sa
TJ-SC 
Técnico Judiciário Auxiliar
Língua Portuguesa
Interpretação e Compreensão de texto ........................................................................ 1
Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e inter-
textualidade .................................................................................................................. 4
Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e 
injunção; características específicas de cada modo .................................................... 8
Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divina-
tório; características específicas de cada tipo .............................................................. 8
Textos literários e não literários .................................................................................... 9
Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de desloca-
mento, substituição, modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Orga-
nização sintática das frases: termos e orações. Ordem direta e inversa ..................... 10
Norma culta .................................................................................................................. 15
Pontuação e sinais gráficos.......................................................................................... 17
Tipos de discurso ......................................................................................................... 21
Registros de linguagem ................................................................................................ 25
Funções da linguagem ................................................................................................. 26
Elementos dos atos de comunicação ........................................................................... 28
Estrutura e formação de palavras ................................................................................ 29
Formas de abreviação .................................................................................................. 32
Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de 
substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e 
interjeições ................................................................................................................... 34
os modalizadores ......................................................................................................... 46
Semântica: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, parônimos e hiperôni-
mos. Polissemia e ambiguidade ................................................................................... 47
Os dicionários: tipos ..................................................................................................... 49
a organização de verbetes ........................................................................................... 54
Vocabulário: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos............................................... 68
latinismos...................................................................................................................... 70
Ortografia...................................................................................................................... 71
 acentuação gráfica ...................................................................................................... 72
a crase .......................................................................................................................... 74
Exercícios ..................................................................................................................... 76
Gabarito ........................................................................................................................ 84
1
Interpretação e Compreensão de texto
 Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois sempre que compreendemos adequadamente 
um texto e o objetivo de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é do que as conclusões 
específicas. Exemplificando, sempre que nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação, 
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente, ocorre a interpretação, que é a leitura e a 
conclusão fundamentada em nossos conhecimentos prévios. 
Compreensão de Textos 
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do que está explícito no texto, ou seja, na 
identificação da mensagem. É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso da capacidade de 
entender, atinar, perceber, compreender. Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem 
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a decodificação da mensagem que é feita pelo 
leitor. Por exemplo, ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos a mensagem transmitida por 
ela, assim como o seu propósito comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado evento. 
Interpretação de Textos 
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os resultados aos quais chegamos por meio da 
associação das ideias e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar é decodificar o sentido 
de um texto por indução. 
A interpretação de textos compreende a habilidade de se chegar a conclusões específicas após a leitura de 
algum tipo de texto, seja ele escrito, oral ou visual. 
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado da leitura, integrando um conhecimento que 
foi sendo assimilado ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva, podendo ser diferente 
entre leitores. 
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de textos, analise a questão abaixo, que aborda 
os dois conceitos em um texto misto (verbal e visual):
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a inclusão surge para garantir esse direito também 
aos alunos com deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou menos severas.”
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de 1988.
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos severas.
2
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser incluídos socialmente.
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
Comentário da questão:
Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas com deficiência, ou seja, inclusão de 
pessoas na sociedade. = afirmativa correta.
Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à “deficiências de toda ordem”, não às leis. = 
afirmativa incorreta.
Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/adição das pessoas portadoras de deficiência 
ao direito à educação, além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o texto destaca que podem ser “permanentes ou 
temporárias”. = afirmativa correta.
Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. = afirmativa correta.
Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão, visto que é a única que contém uma 
afirmativa incorreta sobre o texto. 
IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO
O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia principal que o texto será desenvolvido. Para 
que você consiga identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferentes informações de forma 
a construir o seu sentido global, ou seja, você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo 
significativo, que é o texto.
Emmuitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um texto por sentir-se atraído pela temática 
resumida no título. Pois o título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre o assunto que será 
tratado no texto.
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura porque achou o título pouco atraente ou, ao 
contrário, sentiu-se atraído pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito comum as pessoas se 
interessarem por temáticas diferentes, dependendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências 
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, sexualidade, tecnologia, ciências, jogos, no-
velas, moda, cuidados com o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente infinitas e saber 
reconhecer o tema de um texto é condição essencial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar 
nossos estudos?
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz 
ao ler um texto: reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?
CACHORROS
Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os 
cães se juntaram aos seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa amizade começou há 
uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam 
que, se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a comida que sobrava. Já os homens 
descobriram que os cachorros podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da casa, além de 
serem ótimos companheiros. Um colaborava com o outro e a parceria deu certo.
Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o possível assunto abordado no texto. Embora você 
imagine que o texto vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele falaria sobre cães. Repare 
que temos várias informações ao longo do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a associa-
ção entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo mundo, as vantagens da convivência entre 
cães e homens.
3
As informações que se relacionam com o tema chamamos de subtemas (ou ideias secundárias). Essas 
informações se integram, ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unidade de sentido. 
Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você 
chegou à conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães. Se foi isso que você pensou, 
parabéns! Isso significa que você foi capaz de identificar o tema do texto!
Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias-secundarias/
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que de fato está escrito, seja das frases ou das 
ideias presentes. Interpretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao conectar as ideias do 
texto com a realidade. Interpretação trabalha com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendi-
mento da sua ideia principal. Compreender relações semânticas é uma competência imprescindível no merca-
do de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-se criar vários problemas, afetando não só o 
desenvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo os tópicos frasais presentes em cada pará-
grafo. Isso auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma relação hierárquica do pensamento defendi-
do, retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explicitadas pelo autor. Textos argumentativos não 
costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Deve-se 
ater às ideias do autor, o que não quer dizer que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é funda-
mental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. 
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o 
raciocínio e a interpretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a 
escrita.
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fatores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-
-nos dos detalhes presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente. Interpretar exi-
ge paciência e, por isso, sempre releia o texto, pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes 
que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, pode-se também retirar 
dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo 
exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira 
aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hierár-
quica do pensamento defendido, retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às 
ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que 
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Ler com atenção é um exercício que deve 
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Diferença entre compreensão e interpretação
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do texto e verificar o que realmente está escrito 
nele. Já a interpretação imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O leitor tira conclusões 
subjetivas do texto.
4
Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertex-
tualidade
— Definições e diferenciação
Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que um texto coeso pode ser incoerente, e vice-
versa. O que existe em comum entre os dois é o fato de constituírem mecanismos fundamentais para uma 
produção textual satisfatória. Resumidamente, a coesão textual se volta para as questões gramaticais, isto é, 
na articulação interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na articulação externa da mensagem. 
— Coesão Textual
Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado das palavras que proporcionam a ligação entre 
frases, períodos e parágrafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se realiza por meio de 
palavras denominadas conectivos. 
As técnicas de coesão
A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos principais, a anáfora e a catáfora. Por estarem 
relacionados à mensagem expressa no texto, esses recursos classificam-se como endofóricas. Enquanto a 
anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual. 
 
As regras de coesão 
Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as regras relacionadas abaixo sejam seguidas.
Referência 
– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos. 
Exemplo: 
«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de departamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal 
anafórica (retoma termo já mencionado). 
– Comparativa: emprego de comparações com base em semelhanças. 
Exemplo: 
“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência comparativa endofórica. 
– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes demonstrativos. 
Exemplo: 
“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.” Temos uma referência demonstrativa catafórica. 
– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja nome,verbo ou frase, por outro, para que 
ele não seja repetido. 
Analise o exemplo: 
“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.” 
Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é evidente principalmente no fato de que a 
substituição adiciona ao texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o pronome pessoal 
retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentar quaisquer informações ao texto. 
– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual – nominal, verbal ou frasal – por meio da figura 
denominando eclipse. 
Exemplo: 
“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que proporciona o entendimento da segunda oração, 
pois o leitor fica ciente de que o locutor está procurando por Ana. 
– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as orações. 
5
Exemplo: 
“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente aconteceu.” Conjunção concessiva. 
– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem parte de um mesmo campo lexical ou que 
carregam sentido aproximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos, entre outros. 
Exemplo: 
“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está dando conta da demanda populacional.” 
— Coerência Textual 
A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto que se origina da sua argumentação – 
consequência decorrente dos saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto redundante e 
contraditório, ou cujas ideias introduzidas não apresentam conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência 
prejudica a fluência da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer que a falta de coerência não consiste 
apenas na ignorância por parte dos interlocutores com relação a um determinado assunto, mas da emissão de 
ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais. 
Observe os exemplos: 
“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo até o momento.” Aqui, temos um processo verbal 
acabado e um inacabado. 
“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos não consomem produtos de origem animal. 
Princípios Básicos da Coerência 
– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.
– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.
– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes. 
Fatores de Coerência 
– As inferências: se partimos do pressuposto que os interlocutores partilham do mesmo conhecimento, as 
inferências podem simplificar as informações. 
Exemplo: 
“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que voltagem da lavadora é 220w”. 
Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de que existe um local adequado para ligar 
determinado aparelho. 
– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem de saberes adquirida ao longo da vida 
e que é arquivada na nossa memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts (roteiros, tal 
como normas de etiqueta), planos (planejar algo com um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos 
de funcionamento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã, sair para o trabalho/escola), frames 
(rótulos), etc. 
Exemplo: 
“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!” 
O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são 
elementos, os chamados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e nada têm a ver com o Natal. 
Elementos da organização textual: segmentação, encadeamento e ordenação.
A segmentação é a divisão do texto em pequenas partes para melhorar a compreensão. A encadeamento 
é a ligação dessas partes, criando uma lógica e coesão no texto. A ordenação é a disposição dessas partes 
de forma a transmitir uma mensagem clara e coerente. Juntos, esses elementos ajudam a criar uma estrutura 
eficiente para o texto.
6
INTERTEXTUALIDADE. 
— Definições gerais
Intertextualidade é, como o próprio nome sugere, uma relação entre textos que se exerce com a menção 
parcial ou integral de elementos textuais (formais e/ou semânticos) que fazem referência a uma ou a mais 
produções pré-existentes; é a inserção em um texto de trechos extraídos de outros textos. Esse diálogo entre 
textos não se restringe a textos verbais (livros, poemas, poesias, etc.) e envolve, também composições de 
natureza não verbal (pinturas, esculturas, etc.) ou mista (filmes, peças publicitárias, música, desenhos animados, 
novelas, jogos digitais, etc.).
— Intertextualidade Explícita x Implícita 
– Intertextualidade explícita: é a reprodução fiel e integral da passagem conveniente, manifestada aberta e 
diretamente nas palavras do autor. Em caso de desconhecimento preciso sobre a obra que originou a referência, 
o autor deve fazer uma prévia da existência do excerto em outro texto, deixando a hipertextualidade evidente. 
As características da intertextualidade explícita são: 
– Conexão direta com o texto anterior; 
– Obviedade, de fácil identificação por parte do leitor, sem necessidade de esforço ou deduções; 
– Não demanda que o leitor tenha conhecimento preliminar do conteúdo;
– Os elementos extraídos do outro texto estão claramente transcritos e referenciados.
– Intertextualidade explícita direta e indireta: em textos acadêmicos, como dissertações e monografias, 
a intertextualidade explícita é recorrente, pois a pesquisa acadêmica consiste justamente na contribuição de 
novas informações aos saberes já produzidos. Ela ocorre em forma de citação, que, por sua vez, pode ser direta, 
com a transcrição integral (cópia) da passagem útil, ou indireta, que é uma clara exploração das informações, 
mas sem transcrição, re-elaborada e explicada nas palavras do autor. 
– Intertextualidade implícita: esse modo compreende os textos que, ao aproveitarem conceitos, dados e 
informações presentes em produções prévias, não fazem a referência clara e não reproduzem integralmente 
em sua estrutura as passagens envolvidas. Em outras palavras, faz-se a menção sem revelá-la ou anunciá-
la. De qualquer forma, para que se compreenda o significado da relação estabelecida, é indispensável que o 
leitor seja capaz de reconhecer as marcas intertextuais e, em casos mais específicos, ter lido e compreendido 
o primeiro material. As características da intertextualidade implícita são: conexão indireta com o texto fonte; o 
leitor não a reconhece com facilidade; demanda conhecimento prévio do leitor; exigência de análise e deduções 
por parte do leitor; os elementos do texto pré-existente não estão evidentes na nova estrutura.
— Tipos de Intertextualidade
1 – Paródia: é o processo de intertextualidade que faz uso da crítica ou da ironia, com a finalidade de 
subverter o sentido original do texto. A modificação ocorre apenas no conteúdo, enquanto a estrutura permanece 
inalterada. É muito comum nas músicas, no cinema e em espetáculos de humor. Observe o exemplo da primeira 
estrofe do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira:
TEXTO ORIGINAL
“Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei?”
PARÓDIA DE MILLÔR FERNANDES
“Que Manoel Bandeira me perdoe, mas vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei”
7
2 – Paráfrase: aqui, ocorre a reafirmação sentido do texto inicial, porém, a estrutura da nova produção nada 
tem a ver com a primeira. É a reprodução de um texto com as palavras de quem escreve o novo texto, isto é, 
os conceitos do primeiro texto são preservados, porém, são relatados de forma diferente. Exemplos: observe 
as frases originais e suas respectivas paráfrases: 
“Deus ajuda quem cedo madruga” – A professora ajuda quem muito estuda.
“To be or not to be, that is the question” – Tupi or not tupi, that is the question.
3 – Alusão: é a referência, em um novo texto, de uma dada obra, situação ou personagem já retratados 
em textos anteriores, de forma simples, objetiva e sem quaisquer aprofundamentos. Veja o exemplo a seguir: 
“Isso é presente de grego” – alusão à mitologiaem que os troianos caem em armadilhada armada pelos 
gregos durante a Guerra de Troia.
4 – Citação: trata-se da reescrita literal de um texto, isto é, consiste em extrair o trecho útil de um texto e 
copiá-lo em outro. A citação está sempre presente em trabalhos científicos, como artigos, dissertações e teses. 
Para que não configure plágio (uma falta grave no meio acadêmico e, inclusive, sujeita a processo judicial), a 
citação exige a indicação do autor original e inserção entre aspas. Exemplo: 
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
(Lavoisier, Antoine-Laurent, 1773).
5 – Crossover: com denominação em inglês que significa “cruzamento”, esse tipo de intertextualidade tem 
sido muito explorado nas mídias visuais e audiovisuais, como televisão, séries e cinema. Basicamente, é a 
inserção de um personagem próprio de um universo fictício em um mundo de ficção diferente. Freddy & Jason” 
é um grande crossover do gênero de horror no cinema.
Exemplo:
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br
6) Epígrafe: é a transição de uma pequena passagem do texto de origem na abertura do texto corrente. Em 
geral, a epígrafe está localizada no início da página, à direita e em itálico. Mesmo sendo uma passagem “solta”, 
esse tipo de intertextualidade está sempre relacionado ao teor do novo texto.
 Exemplo: 
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu,
mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre
aquilo que todo mundo vê.”
Arthur Schopenhauer
8
Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e in-
junção; características específicas de cada modo
Definições e diferenciação: tipos textuais e gêneros textuais são dois conceitos distintos, cada qual com 
sua própria linguagem e estrutura. Os tipos textuais gêneros se classificam em razão da estrutura linguística, 
enquanto os gêneros textuais têm sua classificação baseada na forma de comunicação. Assim, os gêneros são 
variedades existente no interior dos modelos pré-estabelecidos dos tipos textuais. A definição de um gênero 
textual é feita a partir dos conteúdos temáticos que apresentam sua estrutura específica. Logo, para cada tipo 
de texto, existem gêneros característicos. 
Como se classificam os tipos e os gêneros textuais
As classificações conforme o gênero podem sofrer mudanças e são amplamente flexíveis. Os principais 
gêneros são: romance, conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, cardápio de restaurante, lista 
de compras, receita de bolo, etc. Quanto aos tipos, as classificações são fixas, e definem e distinguem o texto 
com base na estrutura e nos aspectos linguísticos. Os tipos textuais são: narrativo, descritivo, dissertativo, 
expositivo e injuntivo. Resumindo, os gêneros textuais são a parte concreta, enquanto as tipologias integram 
o campo das formas, da teoria. Acompanhe abaixo os principais gêneros textuais inseridos e como eles se 
inserem em cada tipo textual:
Texto narrativo: esse tipo textual se estrutura em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. Esses 
textos se caracterizam pela apresentação das ações de personagens em um tempo e espaço determinado. Os 
principais gêneros textuais que pertencem ao tipo textual narrativo são: romances, novelas, contos, crônicas e 
fábulas.
Texto descritivo: esse tipo compreende textos que descrevem lugares ou seres ou relatam acontecimentos. 
Em geral, esse tipo de texto contém adjetivos que exprimem as emoções do narrador, e, em termos de gêneros, 
abrange diários, classificados, cardápios de restaurantes, folhetos turísticos, relatos de viagens, etc.
Texto expositivo: corresponde ao texto cuja função é transmitir ideias utilizando recursos de definição, 
comparação, descrição, conceituação e informação. Verbetes de dicionário, enciclopédias, jornais, resumos 
escolares, entre outros, fazem parte dos textos expositivos. 
Texto argumentativo: os textos argumentativos têm o objetivo de apresentar um assunto recorrendo a 
argumentações, isto é, caracteriza-se por defender um ponto de vista. Sua estrutura é composta por introdução, 
desenvolvimento e conclusão. Os textos argumentativos compreendem os gêneros textuais manifesto e abaixo-
assinado.
Texto injuntivo: esse tipo de texto tem como finalidade de orientar o leitor, ou seja, expor instruções, 
de forma que o emissor procure persuadir seu interlocutor. Em razão disso, o emprego de verbos no modo 
imperativo é sua característica principal. Pertencem a este tipo os gêneros bula de remédio, receitas culinárias, 
manuais de instruções, entre outros.
Texto prescritivo: essa tipologia textual tem a função de instruir o leitor em relação ao procedimento. Esses 
textos, de certa forma, impedem a liberdade de atuação do leitor, pois decretam que ele siga o que diz o texto. 
Os gêneros que pertencem a esse tipo de texto são: leis, cláusulas contratuais, edital de concursos públicos.
Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divinató-
rio; características específicas de cada tipo
Texto informativo: é um texto que traz informações sobre um tema específico, visando à elucidação dos 
leitores sobre esse determinado assunto. Em geral, o texto informativo é escrito em prosa e pode abordar, por 
exemplo, surtos de doenças, epidemias, novas regras do governo, acontecimentos em geral, etc.
No caso de uma doença, o texto informativo apresentará esclarecimentos sobre a prevenção, os sintomas 
e os cuidados necessários. Nesse caso, estamos diante de um texto informativo científico, com informações 
sancionadas conforme a ciência.
9
Outras características desse tipo textual dizem respeito à estrutura, que se baseia em uma sucinta intro-
dução, um desenvolvimento e uma conclusão. Sua linguagem deve ser formal, objetiva, direta e clara, e deve 
apresentar ideias reais e concretas, assim como os exemplos e a menção às fontes informativas.
 
Texto publicitário: trata-se de uma produção textual que carrega uma comunicação que visa tornar um 
produto conhecido pelo público, como o calendário vacinal em uma cidade ou região, ou mesmo ações de pro-
moção de vendas. 
O objetivo é propagar um assunto e, por meio de jornais, televisão, revistas, outdoor, rádios, plataformas 
digitais, crescer o seu alcance. Em geral, esse tipo de texto é caracterizado por elementos como imagem, slo-
gan, título, texto e assinatura.
O slogan consiste em uma breve frase, que permite uma simples associação entre o produto e a memória 
do público. A assinatura, por sua vez, é o nome que designa o produto do anunciante ou seu serviço.
 
Texto propagandístico: também chamado de redação publicitária, esse tipo textual, como o próprio nome 
sugere, tem a propaganda como propósito principal. Por meio da propaganda, divulga-se algo em específico, 
podendo ser um produto, um novo conceito, um movimento social, um benefício, um partido político, etc.
A função apelativa da linguagem é, obviamente, a principal característica do texto propagandístico, em ra-
zão do seu objetivo explícito de convencer, persuadir o leitor a aderir, comprar, etc. Ademais, o texto propagan-
dístico utiliza, na maioria das vezes, a expressão de chamamento (vocativo) para se dirigir ao leitor de forma 
direta; uma linguagem dinâmica, simplificada e acessível; faz relação com outros textos (intertextualidade); por 
fim, contém humor, ironia e criatividade.
 
Texto normativo: são produções textuais consideradas reguladoras, apropriadas para a sistematização da 
legislação e dos códigos regulares que garantem direitos e deveres em uma sociedade. Além disso, o texto nor-
mativo promove a regulação das regras funcionais de empresas privadas ou organizações públicas, de escolas, 
comunidades, igrejas, entre outros âmbitos sociais. 
Como características, o texto normativo apresenta três seções fundamentais, que são: seção preliminar 
(composta por epígrafe, ementa, enunciado do objeto e indicação normativa), seção normativa e seção final. 
Além disso, o texto normativo deve serapresentado com o máximo de clareza, prevenindo reveses de entendi-
mento para seus leitores; também deve ser objetivo e estar centrado no seu tema, seja ele relações de trabalho, 
políticas, sociais, entre outras.
 
Texto didático: trata-se de um gênero textual com fins pedagógicos. É construído de modo que seus lei-
tores possam chegar a uma conclusão determinada. Em razão disso, recebe a classificação de texto utilitário. 
As principais características desse tipo textual são a objetividade, impessoalidade, linguagem clara e aces-
sível ao leitor, conforme o seu grau de instrução. A mensagem transmitida pelo texto didático deve prezar pela 
coesão e pela maior clareza possível. Esse tipo de texto ordinariamente está relacionado a processos de apren-
dizagem, e têm a finalidade explícita de ensinar e conduzir seus leitores conforme os objetivos pedagógicos.
Textos literários e não literários
Detecção de características e pormenores que identifiquem o texto dentro de um estilo de época
Principais características do texto literário
Há diferença do texto literário em relação ao texto referencial, sobretudo, por sua carga estética. Esse tipo 
de texto exerce uma linguagem ficcional, além de fazer referência à função poética da linguagem. 
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Uma constante discussão sobre a função e a estrutura do texto literário existe, e também sobre a dificul-
dade de se entenderem os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. São esses elementos que 
constituem o atrativo do texto literário: a escrita diferenciada, o trabalho com a palavra, seu aspecto conotativo, 
seus enigmas.
A literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análise de mundo e de compreensão do homem. 
Cada época conceituou a literatura e suas funções de acordo com a realidade, o contexto histórico e cultural e, 
os anseios dos indivíduos daquele momento. 
Ficcionalidade: os textos baseiam-se no real, transfigurando-o, recriando-o. 
Aspecto subjetivo: o texto apresenta o olhar pessoal do artista, suas experiências e emoções.
Ênfase na função poética da linguagem: o texto literário manipula a palavra, revestindo-a de caráter ar-
tístico. 
Plurissignificação: as palavras, no texto literário, assumem vários significados. 
Principais características do texto não literário
Apresenta peculiaridades em relação a linguagem literária, entre elas o emprego de uma linguagem con-
vencional e denotativa.
Ela tem como função informar de maneira clara e sucinta, desconsiderando aspectos estilísticos próprios 
da linguagem literária.
Os diversos textos podem ser classificados de acordo com a linguagem utilizada. A linguagem de um texto 
está condicionada à sua funcionalidade. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros textuais, devemos 
pensar também na linguagem adequada a ser adotada em cada um deles. Para isso existem a linguagem lite-
rária e a linguagem não literária. 
Diferente do que ocorre com os textos literários, nos quais há uma preocupação com o objeto linguístico 
e também com o estilo, os textos não literários apresentam características bem delimitadas para que possam 
cumprir sua principal missão, que é, na maioria das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, 
alguns elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transparência e o compromisso com uma lin-
guagem não literária, afastando assim possíveis equívocos na interpretação de um texto. 
Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamen-
to, substituição, modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Organização 
sintática das frases: termos e orações. Ordem direta e inversa
Definição: sintaxe é a área da Gramática que se dedica ao estudo da ordenação das palavras em uma 
frase, das frases em um discurso e também da coerência (relação lógica) que estabelecem entre si. Sempre 
que uma frase é construída, é fundamental que ela contenha algum sentido para que possa ser compreendida 
pelo receptor. Por fazer a mediação da combinação entre palavras e orações, a sintaxe é essencial para que 
essa compreensão se efetive. Para que se possa compreender a análise sintática, é importante retomarmos 
alguns conceitos, como o de frase, oração e período. Vejamos:
Frase 
Trata-se de um enunciado que carrega um sentido completo que possui sentido integral, podendo ser 
constituída por somente uma ou várias palavras podendo conter verbo (frase verbal) ou não (frase nominal). 
Uma frase pode exprimir ideias, sentimentos, apelos ou ordens. Exemplos: “Saia!”, “O presidente vai fazer seu 
discurso.”, “Atenção!”, “Que horror!”. 
A ordem das palavras: associada à pontuação apropriada, a disposição das palavras na frase também 
é fundamental para a compreensão da informação escrita, e deve seguir os padrões da Língua Portuguesa. 
Observe que a frase “A professora já vai falar.” Pode ser modificada para, por exemplo, “Já vai falar a professora.” 
, sem que haja prejuízo de sentido. No entanto, a construção “Falar a já professora vai.” , apesar da combinação 
das palavras, não poderá ser compreendida pelo interlocutor. 
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Oração
É uma unidade sintática que se estrutura em redor de um verbo ou de uma locução verbal. Uma frase pode 
ser uma oração, desde que tenha um verbo e um predicado; quanto ao sujeito, nem sempre consta em uma 
oração, assim como o sentido completo. O importante é que seja compreensível pelo receptor da mensagem. 
Analise, abaixo, uma frase que é oração com uma que não é. 
1 – Silêncio!”: É uma frase, mas não uma oração, pois não contém verbo. 
2 – “Eu quero silêncio.”: A presença do verbo classifica a frase como oração. 
Unidade sintática (ou termo sintático): a sintaxe de uma oração é formada por cada um dos termos, que, 
por sua vez, estabelecem relação entre si para dar atribuir sentido à frase. No exemplo supracitado, a palavra 
“quero” deve unir-se às palavras “Eu” e “silêncio” para que o receptor compreenda a mensagem. Dessa forma, 
cada palavra desta oração recebe o nome de termo ou unidade sintática, desempenhando, cada qual, uma 
função sintática diferente.
Classificação das orações: as orações podem ser simples ou compostas. As orações simples apresentam 
apenas uma frase; as compostas apresentam duas ou mais frases na mesma oração. Analise os exemplos 
abaixo e perceba que a oração composta tem duas frases, e cada uma tem seu próprio sentido. 
– Oração simples: “Eu quero silêncio.” 
– Oração composta: “Eu quero silêncio para poder ouvir o noticiário”. 
Período 
É a construção composta por uma ou mais orações, sempre com sentido completo. Assim como as orações, 
o período também pode ser simples ou composto, que se diferenciam em razão do número de orações que 
apresenta: o período simples contém apenas uma oração, e o composto mais de uma. Lembrando que a oração 
é uma frase que contém um verbo. Assim, para não ter dúvidas quanto à classificação, basta contar quantos 
verbos existentes na frase.
– Período simples: “Resolvo esse problema até amanhã.” - apresenta apenas um verbo. 
– Período composto: Resolvo esse problema até amanhã ou ficarei preocupada.” - contém dois verbos. 
 
— Análise Sintática 
É o nome que se dá ao processo que serve para esmiuçar a estrutura de um período e das orações que 
compõem um período. 
Termos da oração: é o nome dado às palavras que atribuem sentido a uma frase verbal. A reunião desses 
elementos forma o que chamamos de estrutura de um período. Os termos essenciais se subdividem em: 
essenciais, integrantes e acessórios. Acompanhe a seguir as especificidades de cada tipo. 
1 – Termos Essenciais (ou fundamentais) da oração
Sujeito e Predicado: enquanto um é o ser sobre quem/o qual se declara algo, o outro é o que se declara 
sobre o sujeito e, por isso, sempre apresenta um verbo ou uma locução verbal, como nos respectivos exemplos 
a seguir:
Exemplo: em “Fred fez um lindo discurso.”, o sujeito é “Fred”, que “fez um lindo discurso” (é o restante da 
oração, a declaração sobre o sujeito). 
Nem sempre o sujeitoestá no início da oração (sujeito direto), podendo apresentar-se também no meio da 
fase ou mesmo após o predicado (sujeito inverso). Veja um exemplo para cada um dos respectivos casos: 
“Fred fez um lindo discurso.” 
 “Um lindo discurso Fred fez.” 
“Fez um lindo discurso, Fred.” 
– Sujeito determinado: é aquele identificável facilmente pela concordância verbal. 
– Sujeito determinado simples: possui apenas um núcleo ligado ao verbo. Ex.: “Júlia passou no teste”. 
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– Sujeito determinado composto: possui dois ou mais núcleos. Ex.: “Júlia e Felipe passaram no teste.” 
– Sujeito determinado implícito: não aparece facilmente na oração, mas a frase é dotada de entendimento. 
Ex.: “Passamos no teste.” Aqui, o termo “nós” não está explícito na oração, mas a concordância do verbo o 
destaca de forma indireta. 
– Sujeito indeterminado: é o que não está visível na oração e, diferente do caso anterior, não há concordância 
verbal para determiná-lo. 
Esse sujeito pode aparecer com: 
– Verbo na 3a pessoa do plural. Ex.: “Reformaram a casa velha”. 
– Verbo na 3a pessoa do singular + pronome “se”: “Contrata-se padeiro.”». 
– Verbo no infinitivo impessoal: “Vai ser mais fácil se você estiver lá.” 
– Orações sem sujeito: são compostas somente por predicado, e sua mensagem está centralizada no 
verbo, que é impessoal. Essas orações podem ter verbos que constituam fenômenos da natureza, ou os verbos 
ser, estar, haver e fazer quando indicativos de fenômeno meteorológico ou tempo. Observe os exemplos: 
“Choveu muito ontem”. 
“Era uma hora e quinze”.
– Predicados Verbais: resultam da relação entre sujeito e verbo, ou entre verbo e complementos. Os 
verbos, por sua vez, também recebem sua classificação, conforme abaixo: 
– Verbo transitivo: é o verbo que transita, isto é, que vai adiante para passar a informação adequada. Em 
outras palavras, é o verbo que exige complemento para ser entendido. Para produzir essa compreensão, esse 
trânsito do verbo, o complemento pode ser direto ou indireto. No primeiro caso, a ligação direta entre verbo e 
complemento. Ex.: “Quero comprar roupas.”. No segundo, verbo e complemento são unidos por preposição. 
Ex.: “Preciso de dinheiro.”
– Verbo intransitivo: não requer complemento, é provido de sentido completo. São exemplos: morrer, acordar, 
nascer, nadar, cair, mergulhar, correr. 
– Verbo de ligação: servem para expressar características de estado ao sujeito, sendo eles: estado 
permanente (“Pedro é alto.”), estado de transição (“Pedro está acamado.”), estado de mutação (“Pedro esteve 
enfermo.”), estado de continuidade (“Pedro continua esbelto.”) e estado aparente (“Pedro parece nervoso.”). 
– Predicados nominais: são aqueles que têm um nome (substantivo ou adjetivo) como cujo núcleo 
significativo da oração. Ademais, ele se caracteriza pela indicação de estado ou qualidade, e é composto por 
um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito. 
– Predicativo do sujeito: é um termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Exemplo: 
em “Marta é inteligente.”, o adjetivo é o predicativo do sujeito “Marta”, ou seja, é sua característica de estado 
ou qualidade. Isso é comprovado pelo “ser” (é), que é o verbo de ligação entre Marta e sua característica atual. 
Esse elemento não precisa ser, obrigatoriamente, um adjetivo, mas pode ser uma locução adjetiva, ou mesmo 
um substantivo ou palavra substantivada. 
– Predicado Verbo-Nominal: esse tipo deve apresentar sempre um predicativo do sujeito associado a uma 
ação do sujeito acrescida de uma qualidade sua. Exemplo: “As meninas saíram mais cedo da aula. Por isso, 
estavam contentes. 
O sujeito “As meninas” possui como predicado o verbo “sair” e também o adjetivo “contentes”. Logo, “estavam 
contentes” é o predicativo do sujeito e o verbo de ligação é “estar”. 
2 – Termos integrantes da oração
Basicamente, são os termos que completam os verbos de uma oração, atribuindo sentindo a ela. Eles 
podem ser complementos verbais, complementos nominais ou mesmo agentes da passiva. 
– Complementos Verbais: como sugere o nome, esses termos completam o sentido de verbos, e se 
classificam da seguinte forma: 
– Objeto direto: completa verbos transitivos diretos, não exigindo preposição. 
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– Objeto indireto: complementam verbos transitivos indiretos, isto é, aqueles que dependem de preposição 
para que seu sentido seja compreendido. 
Quanto ao objeto direto, podemos ter: 
– Um pronome substantivo: “A equipe que corrigiu as provas.” 
– Um pronome oblíquo direto: “Questionei-a sobre o acontecido.” 
– Um substantivo ou expressão substantivada: “Ele consertou os aparelhos.»
– Complementos Nominais: esses termos completam o sentido de uma palavra, mas não são verbos; são 
nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios), sempre seguidos por preposição. Observe os exemplos:
– “Maria estava satisfeita com seus resultados.” – observe que “satisfeita” é adjetivo, e “com seus resultados” 
é complemento nominal. 
– “O entregador atravessou rapidamente pela viela. – “rapidamente” é advérbio de modo. 
– “Eu tenho medo do cachorro.” – Nesse caso, “medo” é um substantivo. 
– Agentes da Passiva: são os termos de uma oração que praticam a ação expressa pelo verbo, quando 
este está na voz passiva. Assim, estão normalmente acompanhados pelas preposições de e por. Observe os 
exemplos do item anterior modificados para a voz passiva: 
– “Os resultados foram motivo de satisfação de Maria.” 
– “O cachorro foi alvo do meu medo.” 
– “A viela foi atravessada rapidamente pelo entregador.” 
3 – Termos acessórios da oração
Diversamente dos termos essenciais e integrantes, os termos acessórios não são fundamentais o sentido da 
oração, mas servem para complementar a informação, exprimindo circunstância, determinando o substantivo 
ou caracterizando o sujeito. Confira abaixo quais são eles: 
– Adjunto adverbial: são os termos que modificam o sentido do verbo, do adjetivo ou do advérbio. Analise 
os exemplos: 
“Dormimos muito.” 
O termo acessório “muito” classifica o verbo “dormir”. 
“Ele ficou pouco animado com a notícia.” 
O termo acessório “pouco” classifica o adjetivo “animado” 
“Maria escreve bastante bem.” 
O termo acessório “bastante” modifica o advérbio “bem”. 
Os adjuntos adverbiais podem ser: 
– Advérbios: pouco, bastante, muito, ali, rapidamente longe, etc. 
– Locuções adverbiais: o tempo todo, às vezes, à beira-mar, etc. 
– Orações: «Quando a mercadoria chegar, avise.” (advérbio de tempo). 
– Adjunto adnominal: é o termo que especifica o substantivo, com função de adjetivo. Em razão disso, 
pode ser representado por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos ou pronomes adjetivos. 
Analise o exemplo: 
“O jovem apaixonado presenteou um lindo buquê à sua colega de escola.” 
– Sujeito: “jovem apaixonado” 
– Núcleo do predicado verbal: “presenteou” 
– Objeto direto do verbo entregar: “um lindo buquê” 
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– Objeto indireto: “à amiga de classe” – Adjuntos adnominais: no sujeito, temos o artigo “o” e “apaixonado”, 
pois caracterizam o “jovem”, núcleo do sujeito; o numeral “um” e o adjetivo “lindo” fazem referência a “buquê” 
(substantivo); o artigo “à” (contração da preposição + artigo feminino) e a locução “de trabalho” são os adjuntos 
adnominais de “colega”. 
– Aposto: é o termo que se relaciona com o sujeito para caracterizá-lo, contribuindo para a complementação 
uma informação já completa. Observe os exemplos:
 “Michael Jackson, o rei do pop, faleceu há uma década.” 
 “Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 1950.” 
– Vocativo: esse termo não apresenta relação sintática nem com sujeito nem com predicado, tendo sua 
função no chamamento ou na interpelação de um ouvinte, e se relaciona com a 2a pessoa do discurso. Os 
vocativos são o receptor da mensagem, ou seja, a quem ela é dirigida. Podem ser acompanhados de interjeições 
de apelo. Observe: 
“Ei, moça! Seu documento está pronto!” 
“Senhor, tenha misericórdia de nós!” 
“Vistao casaco, filha!” 
— Estudo da relação entre as orações 
Os períodos compostos são formados por várias orações. As orações estabelecem entre si relações de 
coordenação ou de subordinação. 
– Período composto por coordenação: é formado por orações independentes. Apesar de estarem unidas 
por conjunções ou vírgulas, as orações coordenadas podem ser entendidas individualmente porque apresentam 
sentidos completos. Acompanhe a seguir a classificação das orações coordenadas:
– Oração coordenada aditiva: “Assei os salgados e preparei os doces.” 
– Oração coordenada adversativa: “Assei os salgados, mas não preparei os doces.” 
– Oração coordenada alternativa: “Ou asso os salgados ou preparo os doces.” 
– Oração coordenada conclusiva: “Marta estudou bastante, logo, passou no exame.” 
– Oração coordenada explicativa: “Marta passou no exame porque estudou bastante.” 
– Período composto por subordinação: são constituídos por orações dependentes uma da outra. Como 
as orações subordinadas apresentam sentidos incompletos, não podem ser entendidas de forma separada. As 
orações subordinadas são divididas em substantivas, adverbiais e adjetivas. Veja os exemplos: 
– Oração subordinada substantiva subjetiva: “Ficou provado que o suspeito era realmente o culpado.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva direta: “Eu não queria que isso acontecesse.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva indireta: “É obrigatório de que todos os estudantes sejam 
assíduos.” 
– Oração subordinada substantiva completiva nominal: “Tenho expectativa de que os planos serão melhores 
em breve!” 
– Oração subordinada substantiva predicativa: “O que importa é que meus pais são saudáveis.” 
– Oração subordinada substantiva apositiva: “Apenas saiba disto: que tudo esteja organizado quando eu 
voltar!” 
– Oração subordinada adverbial causal: “Não posso me demorar porque tenho hora marcada na psicóloga.” 
– Oração subordinada adverbial consecutiva: “Ficamos tão felizes que pulamos de alegria.” 
– Oração subordinada adverbial final: “Eles ficaram vigiando para que nós chegássemos a casa em 
segurança.” 
– Oração subordinada adverbial temporal: “Assim que eu cheguei, eles iniciaram o trabalho.” 
– Oração subordinada adverbial condicional: “Se você vier logo, espero por você.» 
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– Oração subordinada adverbial concessiva: “Ainda que estivesse cansado, concluiu a maratona.” 
– Oração subordinada adverbial comparativa: “Marta sentia como se ainda vivesse no interior.”
– Oração subordinada adverbial conformativa: “Conforme combinamos anteriormente, entregarei o produto 
até amanhã.” 
– Oração subordinada adverbial proporcional: “Quanto mais me exercito, mais tenho disposição.” 
– Oração subordinada adjetiva explicativa: “Meu filho, que passou no concurso, mudou-se para o interior.” 
– Oração subordinada adjetiva restritiva: “A aluna que esteve enferma conseguiu ser aprovada nas provas.” 
Norma culta
A Linguagem Culta ou Padrão
É aquela ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que se apresenta com terminologia 
especial. É usada pelas pessoas instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediência às 
normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. 
É mais artificial, mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, conferências, sermões, 
discursos políticos, comunicações científicas, noticiários de TV, programas culturais etc.
Ouvindo e lendo é que você aprenderá a falar e a escrever bem. Procure ler muito, ler bons autores, para 
redigir bem.
A aprendizagem da língua inicia-se em casa, no contexto familiar, que é o primeiro círculo social para uma 
criança. A criança imita o que ouve e aprende, aos poucos, o vocabulário e as leis combinatórias da língua. 
Um falante ao entrar em contato com outras pessoas em diferentes ambientes sociais como a rua, a escola e 
etc., começa a perceber que nem todos falam da mesma forma. Há pessoas que falam de forma diferente por 
pertencerem a outras cidades ou regiões do país, ou por fazerem parte de outro grupo ou classe social. Essas 
diferenças no uso da língua constituem as variedades linguísticas.
Certas palavras e construções que empregamos acabam denunciando quem somos socialmente, ou seja, 
em que região do país nascemos, qual nosso nível social e escolar, nossa formação e, às vezes, até nossos 
valores, círculo de amizades e hobbies. O uso da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa 
capacidade de nos adaptarmos às situações novas e nossa insegurança.
A norma culta é a variedade linguística ensinada nas escolas, contida na maior parte dos livros, registros es-
critos, nas mídias televisivas, entre outros. Como variantes da norma padrão aparecem: a linguagem regional, a 
gíria, a linguagem específica de grupos ou profissões. O ensino da língua culta na escola não tem a finalidade 
de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em nossa comunidade. O domínio da língua 
culta, somado ao domínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados para nos comunicar-
mos nos diferentes contextos lingísticos, já que a linguagem utilizada em reuniões de trabalho não deve ser a 
mesma utilizada em uma reunião de amigos no final de semana.
Portanto, saber usar bem uma língua equivale a saber empregá-la de modo adequado às mais diferentes 
situações sociais de que participamos.
A norma culta é responsável por representar as práticas linguísticas embasadas nos modelos de uso en-
contrados em textos formais. É o modelo que deve ser utilizado na escrita, sobretudo nos textos não literários, 
pois segue rigidamente as regras gramaticais. A norma culta conta com maior prestígio social e normalmente é 
associada ao nível cultural do falante: quanto maior a escolarização, maior a adequação com a língua padrão. 
Exemplo:
Venho solicitar a atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes 
a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta 
que está empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem 
se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio 
fisiológico de suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. 
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A Linguagem Popular ou Coloquial
É aquela usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical 
e é carregada de vícios de linguagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo – erros 
de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência 
pela coordenação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular está presente nas 
conversas familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, 
na expressão dos esta dos emocionais etc.
Dúvidas mais comuns da norma culta
Perca ou perda
Isto é uma perda de tempo ou uma perca de tempo? Tomara que ele não perca o ônibus ou não perda o 
ônibus? Quais são as frases corretas com perda e perca? Certo: Isto é uma perda de tempo.
Embaixo ou em baixo
O gato está embaixo da mesa ou em baixo da mesa? Continuarei falando em baixo tom de voz ou embaixo 
tom de voz? Quais são as frases corretas com embaixo e em baixo? Certo: O gato está embaixo da cama
Ver ou vir
A dúvida no uso de ver e vir ocorre nas seguintes construções: Se eu ver ou se eu vir? Quando eu ver ou 
quando eu vir? Qual das frases com ver ou vir está correta? Se eu vir você lá fora, você vai ficar de castigo!
Onde ou aonde
Os advérbios onde e aonde indicam lugar: Onde você está? Aonde você vai? Qual é a diferença entre onde 
e aonde? Onde indica permanência. É sinônimo de em que lugar. Onde, Em que lugar Fica?
Como escrever o dinheiro por extenso?
Os valores monetários, regra geral, devem ser escritos com algarismos: R$ 1,00ou R$ 1 R$ 15,00 ou R$ 
15 R$ 100,00 ou R$ 100 R$ 1400,00 ou R$ 1400.
Obrigado ou obrigada
Segundo a gramática tradicional e a norma culta, o homem ao agradecer deve dizer obrigado. A mulher ao 
agradecer deve dizer obrigada. 
Mal ou mau
Como essas duas palavras são, maioritariamente, pronunciadas da mesma forma, são facilmente confundi-
das pelos falantes. Qual a diferença entre mal e mau? Mal é um advérbio, antônimo de bem. Mau é o adjetivo 
contrário de bom.
“Vir”, “Ver” e “Vier”
A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como por exemplo no futuro do 
subjuntivo. O correto é, por exemplo, “quando você o vir”, e não “quando você o ver”.
Já no caso do verbo “ir”, a conjugação correta deste tempo verbal é “quando eu vier”, e não “quando eu vir”.
“Ao invés de” ou “em vez de”
“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado apenas para expressar oposição.
Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.
Já “em vez de” tem um significado mais abrangente e é usado principalmente como a expressão “no lugar 
de”. Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar “em vez 
de” caso esteja na dúvida.
Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.
“Para mim” ou “para eu”
Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar “para eu”.
Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para eu curtir as fotos dele.
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“Tem” ou “têm”
Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Mas o primeiro é usado no 
singular, e o segundo no plural.
Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de mudança.
“Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”
Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar 
um ou outro.
Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.
Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás, de Raul Seixas, está incorreta.
Pontuação e sinais gráficos
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais gráficos que, em um período sintático, têm a 
função primordial de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas e, ocasionalmente, manifestar 
as propriedades da fala (prosódias) em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os gestos e 
as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a compreensão da frase. 
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades: 
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto; 
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um enunciado
Vírgula 
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado para indicar que os termos por ela isolados, 
embora compartilhem da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas, se, ao contrário, 
houver relação sintática entre os termos, estes não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao 
mesmo tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em outras, ela é vetada. Confira os casos 
em que a vírgula deve ser empregada: 
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
 
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo 
“Crianças, venham almoçar!” 
“Quando será a prova, professora?” 
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3 – Separar apostos 
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.” 
4 – Isolar expressões explicativas: 
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi responsabilizado.” 
5 – Separar conjunções intercaladas 
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.” 
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado: 
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários do setor.” 
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.” 
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado: 
“Estas alegações, não as considero legítimas.” 
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas por conjunções) 
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.” 
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas: 
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”. 
10 – Marcar a omissão de um termo: 
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo “fazer”). 
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas 
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.” 
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das orações iniciadas 
pela conjunção “e”: 
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos ajudasse.” 
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a principal: 
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.” 
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas ou reduzidas, especialmente as que 
antecedem a oração principal: 
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas: 
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire valores que não expressam adição, como 
consequência ou diversidade, por exemplo. 
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.” 
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre que a conjunção “e” é reiterada com com 
a finalidade de destacar alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de 
cancioneiro contínuo; e o esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas apresentam sujeitos distintos, por exemplo: 
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“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito e predicado, verbo e objeto, nome de 
adjunto adnominal, nome e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração substantiva e oração 
subordinada (desde que a substantivo não seja apositiva nem se apresente inversamente). 
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa: 
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras: 
– “p.” (página) 
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria) 
– “Dr.” (Doutor) 
3 – Para separar períodos: 
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula 
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha 
utilizado a vírgula: 
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG; nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens: 
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são: 
Mercúrio; 
Vênus; 
Terra; 
Marte; 
Júpiter; 
Saturno; 
Urano;
Netuno.” 
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam 
e/ou resumem ideias anteriores. 
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.” 
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela grande ofensa.” 
2 – Para introduzirem citação direta: 
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, 
tudo se transforma’.” 
3 – Para iniciar fala de personagens: 
“Ele gritava repetidamente: 
– Sou inocente!” 
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Reticências 
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta sintaticamente: 
“Quem sabe um dia...” 
2 – Para indicar hesitação ou dúvida: 
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar ainda.” 
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabadacom o objetivo de prolongar o raciocínio: 
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - 
José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição: 
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação 
1 – Para perguntas diretas: 
“Quando você pode comparecer?” 
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para destacar o enunciado: 
“Não brinca, é sério?!” 
Ponto de Exclamação 
1 – Após interjeição: 
“Nossa Que legal!” 
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva 
“Infelizmente!” 
3 – Após vocativo 
“Ana, boa tarde!” 
4 – Para fechar de frases imperativas: 
“Entre já!” 
Parênteses 
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases intercaladas de valor explicativo, podendo 
substituir o travessão ou a vírgula: 
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre) 
quem seria promovido.” 
Travessão 
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto: 
“O rapaz perguntou ao padre: 
— Amar demais é pecado?” 
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos: 
“— Vou partir em breve. 
— Vá com Deus!” 
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários: 
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas: 
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“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.” 
Aspas 
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, como termos populares, gírias, neologismos, 
estrangeirismos, arcaísmos, palavrões, e neologismos. 
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.” 
“A reunião será feita ‘online’.” 
2 – Para indicar uma citação direta: 
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de Assis)
Tipos de discurso
Discurso direto
É a fala da personagem reproduzida fielmente pelo narrador, ou seja, reproduzida nos termos em que foi 
expressa.
— Bonito papel! Quase três da madrugada e os senhores completamente bêbados, não é?
Foi aí que um dos bêbados pediu:
— Sem bronca, minha senhora. Veja logo qual de nós quatro é o seu marido que os outros querem ir para 
casa.
(Stanislaw Ponte Preta)
Observe que, no exemplo dado, a fala da personagem é introduzida por um travessão, que deve estar ali-
nhado dentro do parágrafo.
O narrador, ao reproduzir diretamente a fala das personagens, conserva características do linguajar de cada 
uma, como termos de gíria, vícios de linguagem, palavrões, expressões regionais ou cacoetes pessoais.
O discurso direto geralmente apresenta verbos de elocução (ou declarativos ou dicendi) que indicam quem 
está emitindo a mensagem.
Os verbos declarativos ou de elocução mais comuns são:
acrescentar
afirmar
concordar
consentir
contestar
continuar
declamar
determinar
dizer
esclarecer
exclamar
explicar
gritar
indagar
insistir
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interrogar
interromper
intervir
mandar
ordenar, pedir
perguntar
prosseguir
protestar
reclamar
repetir
replicar
responder
retrucar
solicitar
Os verbos declarativos podem, além de introduzir a fala, indicar atitudes, estados interiores ou situações 
emocionais das personagens como, por exemplo, os verbos protestar, gritar, ordenar e outros. Esse efeito pode 
ser também obtido com o uso de adjetivos ou advérbios aliados aos verbos de elocução: falou calmamente, 
gritou histérica, respondeu irritada, explicou docemente.
Exemplo:
— O amor, prosseguiu sonhadora, é a grande realização de nossas vidas.
Ao utilizar o discurso direto – diálogos (com ou sem travessão) entre as personagens –, você deve optar 
por um dos três estilos a seguir:
Estilo 1:
João perguntou:
— Que tal o carro?
Estilo 2:
João perguntou: “Que tal o carro?” (As aspas são optativas)
Antônio respondeu: “horroroso” (As aspas são optativas)
Estilo 3:
Verbos de elocução no meio da fala:
— Estou vendo, disse efusivamente João, que você adorou o carro.
— Você, retrucou Antônio, está completamente enganado.
Verbos de elocução no fim da fala:
— Estou vendo que você adorou o carro — disse efusivamente João.
— Você está completamente enganado — retrucou Antônio.
Os trechos que apresentam verbos de elocução podem vir com travessões ou com vírgulas. Observe os 
seguintes exemplos:
— Não posso, disse ela daí a alguns instantes, não deixo meu filho. (Machado de Assis)
— Não vá sem eu lhe ensinar a minha filosofia da miséria, disse ele, escarrachando-se diante de mim. (Ma-
chado de Assis)
— Vale cinquenta, ponderei; Sabina sabe que custou cinquenta e oito. (Machado de Assis)
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— Ainda não, respondi secamente. (Machado de Assis)
Verbos de elocução depois de orações interrogativas e exclamativas:
— Nunca me viu? perguntou Virgília vendo que a encarava com insistência. (Machado de Assis)
— Para quê? interrompeu Sabina. (Machado de Assis)
— Isso nunca; não faço esmolas! disse ele. (Machado de Assis)
Observe que os verbos de elocução aparecem em letras minúsculas depois dos pontos de exclamação e 
interrogação.
Discurso indireto
No discurso indireto, o narrador exprime indiretamente a fala da personagem. O narrador funciona como 
testemunha auditiva e passa para o leitor o que ouviu da personagem. Na transcrição, o verbo aparece na ter-
ceira pessoa, sendo imprescindível a presença de verbos dicendi (dizer, responder, retrucar, replicar, perguntar, 
pedir, exclamar, contestar, concordar, ordenar, gritar, indagar, declamar, afirmar, mandar etc.), seguidos dos 
conectivos que (dicendi afirmativo) ou se (dicendi interrogativo) para introduzir a fala da personagem na voz do 
narrador.
A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que 
não a levei comigo.
(Ciro dos Anjos)
Fui ter com ela, e perguntei se a mãe havia dito alguma coisa; respondeu-me que não. 
(Machado de Assis)
Discurso indireto livre
Resultante da mistura dos discursos direto e indireto, existe uma terceira modalidade de técnica narrativa, 
o chamado discurso indireto livre, processo de grande efeito estilístico. Por meio dele, o narrador pode, não 
apenas reproduzir indiretamente falas das personagens, mas também o que elas não falam, mas pensam, 
sonham, desejam etc. Neste caso, discurso indireto livre corresponde ao monólogo interior das personagens, 
mas expresso pelo narrador.
As orações do discurso indireto livre são, em regra, independentes, sem verbos dicendi, sem pontuação 
que marque a passagem da fala do narrador para a da personagem, mas com transposições do tempo do ver-
bo (pretérito imperfeito) e dos pronomes (terceira pessoa). O foco narrativo deve ser de terceira pessoa. Esse 
discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e ritmo que confere ao texto.
Fabiano ouviu o relatório desconexo do bêbado, caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras 
sem sentido, conversa à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, 
nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete- se um homem 
na cadeia por que ele não sabe falar direito?
(Graciliano Ramos)
Observe que se o trecho “Era bruto, sim” estivesse um discurso direto, apresentaria a seguinte formulação: 
Sou bruto, sim; em discurso indireto: Ele admitiu que era bruto; em discurso indireto livre: Era bruto, sim.
Para produzir discurso indireto livre que exprima o mundo interior da personagem (seus pensamentos, de-
sejos, sonhos, fantasias etc.), o narrador precisa ser onisciente. Observe que os pensamentos da personagem 
aparecem, no trecho transcrito, principalmente nas orações interrogativas, entremeadas com o discurso do 
narrador.
Transposição de discurso
Na narração, para reconstituir a fala da personagem, utiliza-se a estrutura de um discurso direto ou de um 
discurso indireto. O domínio dessas estruturas é importante tanto para se empregar corretamente os tipos de 
discurso na redação.
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Os sinais de pontuação (aspas, travessão, dois-pontos) e outrosrecursos como grifo ou itálico, presentes no 
discurso direto, não aparecem no discurso indireto, a não ser que se queira insistir na atribuição do enunciado 
à personagem, não ao narrador. Tal insistência, porém, é desnecessária e excessiva, pois, se o texto for bem 
construído, a identificação do discurso indireto livre não oferece dificuldade.
Discurso Direto
• Presente
A enfermeira afirmou:
– É uma menina.
• Pretérito perfeito
– Já esperei demais, retrucou com indignação.
• Futuro do presente
Pedrinho gritou:
– Não sairei do carro.
• Imperativo
Olhou-a e disse secamente:
– Deixe-me em paz.
Outras alterações
• Primeira ou segunda pessoa
Maria disse:
– Não quero sair com Roberto hoje.
• Vocativo
– Você quer café, João?, perguntou a prima.
• Objeto indireto na oração principal
A prima perguntou a João se ele queria café.
• Forma interrogativa ou imperativa
Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa:
– E o amarelo?
• Advérbios de lugar e de tempo
aqui, daqui, agora, hoje, ontem, amanhã
• Pronomes demonstrativos e possessivos
essa(s), esta(s)
esse(s), este(s)
isso, isto
meu, minha
teu, tua
nosso, nossa
Discurso Indireto
• Pretérito imperfeito
A enfermeira afirmou que era uma menina.
• Futuro do pretérito
Pedrinho gritou que não sairia do carro.
• Pretérito mais-que-perfeito
Retrucou com indignação que já esperara (ou tinha esperado) demais.
• Pretérito imperfeito do subjuntivo
Olhou-a e disse secamente que o deixasse em paz.
Outras alterações
• Terceira pessoa
Maria disse que não queria sair com Roberto naquele dia.
• Objeto indireto na oração principal
A prima perguntou a João se ele queria café.
• Forma declarativa
Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansiosa pelo amarelo.
lá, dali, de lá, naquele momento, naquele dia, no dia anterior, na véspera, no dia seguinte, aquela(s), aquele(s), aquilo, seu, sua 
(dele, dela), seu, sua (deles, delas)
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Registros de linguagem
Definição de linguagem
Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencio-
nais, sonoros, gráficos, gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo da idade, cultura, 
posição social, profissão etc. A maneira de articular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina 
nossa linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal).
As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com o decorrer do tempo, mudanças na estrutura 
da língua, que só as incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo social. Muitas novidades 
criadas na linguagem não vingam na língua e caem em desuso.
Língua escrita e língua falada
A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua falada, por que os sinais gráficos não conse-
guem registrar grande parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, e ainda os gestos e a 
expressão facial. Na realidade a língua falada é mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta 
na conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão do falante. Nessas situações informais, 
muitas regras determinadas pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da liberdade de ex-
pressão e da sensibilidade estilística do falante.
Linguagem popular e linguagem culta
Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da linguagem culta. Obviamente a linguagem popular é 
mais usada na fala, nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja presente em poesias 
(o Movimento Modernista Brasileiro procurou valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em 
que o diálogo é usado para representar a língua falada.
Linguagem Popular ou Coloquial
Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical e é 
carregada de vícios de linguagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo – erros de pro-
núncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela 
coordenação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular está presente nas conversas 
familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, na expres-
são dos esta dos emocionais etc.
A Linguagem Culta ou Padrão
É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que se apresenta com terminologia especial. 
É usada pelas pessoas instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediência às normas 
gramaticais. Mais comumente usada na linguagem escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais 
artificial, mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, conferências, sermões, discursos 
políticos, comunicações científicas, noticiários de TV, programas culturais etc.
Gíria
A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como arma de defesa contra as classes domi-
nantes. Esses grupos utilizam a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensagens sejam 
decodificadas apenas por eles mesmos.
Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam o palavreado para outros grupos até chegar à 
mídia. Os meios de comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os novos vocábulos, às ve-
zes, também inventam alguns. A gíria pode acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário 
de pequenos grupos ou cair em desuso.
Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”, “mina”, “tipo assim”.
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Linguagem vulgar
Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco ou nenhum contato com centros civilizados. 
Na linguagem vulgar há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na comida”.
Linguagem regional
Regionalismos são variações geográficas do uso da língua padrão, quanto às construções gramaticais e 
empregos de certas palavras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazônico, nordestino, baia-
no, fluminense, mineiro, sulino.
Os níveis de linguagem e de fala são determinados pelos fatores a seguir:
O interlocutor:
Os interlocutores (emissor e receptor) são parceiros na comunicação, por isso, esse é um dos fatores deter-
minantes para a adequação linguística. O objetivo de toda comunicação é a busca pelo sentido, ou seja, precisa 
haver entendimento entre os interlocutores, caso contrário, não é possível dizer que houve comunicação. Por 
isso, considerar o interlocutor é fundamental. Por exemplo, um professor não pode usar a mesma linguagem 
com um aluno na faculdade e na alfabetização, logo, escolher a linguagem pensando em quem será o seu par-
ceiro é um fator de adequação linguística.
Ambiente:
A linguagem também é definida a partir do ambiente, por isso, é importante prestar atenção para não come-
ter inadequações. É impossível usar o mesmo tipo de linguagem entre amigos e em um ambiente corporativo 
(de trabalho); em um velório e em um campo de futebol; ou, ainda, na igreja e em uma festa.
Assunto:
Semelhante à escolha da linguagem, está a escolha do assunto. É preciso adequar a linguagem ao que será 
dito, logo, não se convida para um chá de bebê da mesma maneira que se convida para uma missa de 7º dia. 
É preciso ter bom senso no momento da escolha da linguagem, que deve ser usada de acordo com o assunto.
Relação falante-ouvinte:
A presença ou ausência de intimidade entre os interlocutores é outro fator utilizado para a adequação lin-
guística. Portanto, ao pedir uma informação a um estranho, é adequado que se utilize uma linguagem mais 
formal, enquanto para parabenizar a um amigo, a informalidade é o ideal.
Intencionalidade (efeito pretendido):
Nenhum texto (oral ou escrito) é despretensioso, ou seja, sem pretensão, sem objetivo, todos são carre-
gados de intenções. E para cada intenção existe uma forma de linguagem que será compatível, por isso, as 
declarações de amor são feitas diferentes de uma solicitação de emprego. Há maneiras distintas para criticar, 
elogiar ou ironizar. É importante fazer essasconsiderações.
Funções da linguagem
Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de acordo com o objetivo do emissor, dão ênfase 
à mensagem transmitida, em função do contexto em que o ato comunicativo ocorre.
São seis as funções da linguagem, que se encontram diretamente relacionadas com os elementos da co-
municação.
Funções da Linguagem Elementos da Comunicação
Função referencial ou denotativa contexto
Função emotiva ou expressiva emissor
Função apelativa ou conativa receptor
Função poética mensagem
Função fática canal
Função metalinguística código
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Função Referencial
A função referencial tem como objetivo principal informar, referenciar algo. Esse tipo de texto, que é voltado 
para o contexto da comunicação, é escrito na terceira pessoa do singular ou do plural, o que enfatiza sua im-
pessoalidade.
Para exemplificar a linguagem referencial, podemos citar os materiais didáticos, textos jornalísticos e cientí-
ficos. Todos eles, por meio de uma linguagem denotativa, informam a respeito de algo, sem envolver aspectos 
subjetivos ou emotivos à linguagem.
Exemplo de uma notícia:
O resultado do terceiro levantamento feito pela Aliança Global para Atividade Física de Crianças — enti-
dade internacional dedicada ao estímulo da adoção de hábitos saudáveis pelos jovens — foi decepcionante. 
Realizado em 49 países de seis continentes com o objetivo de aferir o quanto crianças e adolescentes estão 
fazendo exercícios físicos, o estudo mostrou que elas estão muito sedentárias. Em 75% das nações participan-
tes, o nível de atividade física praticado por essa faixa etária está muito abaixo do recomendado para garantir 
um crescimento saudável e um envelhecimento de qualidade — com bom condicionamento físico, músculos e 
esqueletos fortes e funções cognitivas preservadas. De “A” a “F”, a maioria dos países tirou nota “D”.
Função Emotiva
Caracterizada pela subjetividade com o objetivo de emocionar. É centrada no emissor, ou seja, quem envia 
a mensagem. A mensagem não precisa ser clara ou de fácil entendimento.
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz que empregamos, etc., transmitimos uma ima-
gem nossa, não raro inconscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do 
enunciador, isto é, daquele que fala.
Exemplo: Nós te amamos!
Função Conativa
A função conativa ou apelativa é caracterizada por uma linguagem persuasiva com a finalidade de conven-
cer o leitor. Por isso, o grande foco é no receptor da mensagem.
Trata-se de uma função muito utilizada nas propagandas, publicidades e discursos políticos, a fim de in-
fluenciar o receptor por meio da mensagem transmitida.
Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou na terceira pessoa com a presença de verbos no 
imperativo e o uso do vocativo.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que 
nos influenciam de maneira bastante sutil, com tentações e seduções, como os anúncios publicitários que nos 
dizem como seremos bem-sucedidos, atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas, se consumir-
mos certos produtos. 
Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos, que colocam o respeito ao outro acima de tudo, 
quanto espertalhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos atemorizados, que se deixam conduzir 
sem questionar.
Exemplos: Só amanhã, não perca!
Vote em mim!
Função Poética
Esta função é característica das obras literárias que possui como marca a utilização do sentido conotativo 
das palavras.
Nela, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será transmitida por meio da escolha das pala-
vras, das expressões, das figuras de linguagem. Por isso, aqui o principal elemento comunicativo é a mensa-
gem.
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A função poética não pertence somente aos textos literários. Podemos encontrar a função poética também 
na publicidade ou nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas (provérbios, anedotas, 
trocadilhos, músicas).
Exemplo: 
“Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...”
(Cecília Meireles)
Função Fática
A função fática tem como principal objetivo estabelecer um canal de comunicação entre o emissor e o re-
ceptor, quer para iniciar a transmissão da mensagem, quer para assegurar a sua continuação. A ênfase dada 
ao canal comunicativo.
Esse tipo de função é muito utilizado nos diálogos, por exemplo, nas expressões de cumprimento, sauda-
ções, discursos ao telefone, etc.
Exemplo:
-- Calor, não é!?
-- Sim! Li na previsão que iria chover.
-- Pois é...
Função Metalinguística
É caracterizada pelo uso da metalinguagem, ou seja, a linguagem que se refere a ela mesma. Dessa forma, 
o emissor explica um código utilizando o próprio código.
Nessa categoria, os textos metalinguísticos que merecem destaque são as gramáticas e os dicionários.
Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um documentário cinematográfico que fala sobre a 
linguagem do cinema são alguns exemplos.
Exemplo:
Amizade s.f.: 1. sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades. “sentia-se feliz 
com a amizade do seu mestre”
2. POR METONÍMIA: quem é amigo, companheiro, camarada. “é uma de suas amizades fiéis”
Elementos dos atos de comunicação
Dentro do processo de comunicação existem alguns fatores que são imprescindíveis de serem citados como 
elementos da comunicação, que são: 
Emissor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de produzir e transmitir uma mensagem.
Receptor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de receber e interpretar essa mensagem transmitida. 
Codificar: é transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de 
signos, ou seja, é interpretar a mensagem transmitida para a sua correta compreensão.
Descodificar: Decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de infor-
mação) de cada pessoa.
Mensagem: trata-se do conteúdo que será transmitido, as informações que serão transmitidas ao receptor, 
ou seja, é qualquer coisa que o emissor envie com a finalidade de passar informações.
Código: é o modo como a mensagem é transmitida (escrita, fala, gestos, etc.)
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Canal: é a fonte de transmissão da mensagem, ou o meio de comunicação utilizado (revista, livro, jornal, 
rádio, TV, ar, etc.)
Contexto: é a situação que estão envolvidos o emissor e receptor.
Ruído: são os elementos que interferem na compreensão da mensagem que está sendo transmitida, po-
dem ser ocasionados pelo ambiente interno ou externo. Podem ser tanto os barulhos de uma maneira geral, 
uma palavra escrita incorretamente, uma dor de cabeça por parte do emissor como do receptor, uma distração, 
um problema pessoal, gírias, neologismos, estrangeirismos, etc., podem interferir no perfeito entendimento da 
comunicação. 
Linguagem verbal: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de 
abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas (no 
repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras). 
Linguagem não-verbal: as pessoas não se comunicam apenas por palavras, os movimentos faciais e 
corporais, os gestos, os olhares, e a entonação são também importantes (são os elementos não verbais da 
comunicação).
Retroalimentação ou Feedback: é o processo onde ocorre a confirmação do entendimento ou compreen-
são do que foi transmitido na comunicação.
Macromodelo do Processo de Comunicação
Fonte: Kotler e Keller, 2012.
Em resumo, a comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um emis-
sor a um receptor por meio de um canal, ela é, portanto, um processo pelo qual nós atribuímos e transmitimos 
significado a uma tentativa de criar entendimento compartilhado.
Estrutura e formação de palavras
As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas menores - os morfemas, também chamadosde elementos mórficos: 
– radical e raiz;
– vogal temática;
– tema;
– desinências;
– afixos;
– vogais e consoantes de ligação.
Radical: Elemento que contém a base de significação do vocábulo.
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Exemplos
VENDer, PARTir, ALUNo, MAR.
Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos.
Dividem-se em:
Nominais
Indicam flexões de gênero e número nos substantivos.
Exemplos
pequenO, pequenA, alunO, aluna.
pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas.
Verbais
Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos
Exemplos
vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo)
vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número)
Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem.
Exemplos
1ª conjugação: – A – cantAr
2ª conjugação: – E – fazEr
3ª conjugação: – I – sumIr
Observação
Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica oposição masculino/feminino.
Exemplos
livrO, dentE, paletó.
Tema: União do radical e a vogal temática.
Exemplos
CANTAr, CORREr, CONSUMIr.
Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se interpõem aos vocábulos por necessidade de 
eufonia.
Exemplos
chaLeira, cafeZal.
Afixos
Os afixos são elementos que se acrescentam antes ou depois do radical de uma palavra para a formação 
de outra palavra. Dividem-se em:
Prefixo: Partícula que se coloca antes do radical.
Exemplos
DISpor, EMpobrecer, DESorganizar.
Visão geral: a formação de palavras que integram o léxico da língua baseia-se em dois principais processos 
morfológicos (combinação de morfemas): a derivação e a composição.
Derivação: é a formação de uma nova palavra (palavra derivada) com base em uma outra que já existe na 
língua (palavra primitiva ou radical). 
31
1 – Prefixal por prefixação: um prefixo ou mais são adicionados à palavra primitiva.
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA
PALAVRA 
DERIVADA
inf fiel infiel
sobre carga sobrecarga
2 – Sufixal ou por sufixação: é a adição de sufixo à palavra primitiva. 
PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
gol leiro goleiro
feliz mente felizmente
3 – Prefixal e sufixal: nesse tipo, a presença do prefixo ou do sufixo à palavra primitiva já é o suficiente para 
formação de uma nova palavra.
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
inf feliz – Infeliz
– feliz mente Felizmente
des igual – desigual
– igual dade igualdade
4 – Parassintética: também consiste na adição de prefixo e sufixo à palavra primitiva, porém, diferentemente 
do tipo anterior, para existência da nova palavra, ambos os acréscimos são obrigatórios. Esse processo parte 
de substantivos e adjetivos para originar um verbo. 
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
em pobre cer empobrecer
em trist ecer estristecer
5 – Regressiva: é a remoção da parte final de uma palavra primitiva para, dessa forma, obter uma palavra 
derivada. Esse origina substantivos a partir de formas verbais que expressam uma ação. Essas novas palavras 
recebem o nome de deverbais. Tal composição ocorre a partir da substituição da terminação verbal formada 
pela vogal temática + desinência de infinitivo (“–ar” ou “–er”) por uma das vogais temáticas nominais (-a, -e,-o).”
VERBO RADICAL DESINÊNCIA VOGAL 
TEMÁTICA SUBSTANTIVO
debater debat er e debate
sustentar sustent ar o sustento
vender vend er a venda
6 – Imprópria (ou conversão): é o processo que resulta na mudança da classe gramatical de uma palavra 
primitiva, mas não modifica sua forma. Exemplo: a palavra jantar pode ser um verbo na frase “Convidaram-me 
para jantar”, mas também pode ser um substantivo na frase “O jantar estava maravilhoso”. 
Composição: é o processo de formação de palavra a partir da junção de dois ou mais radicais. A composição 
pode se realizar por justaposição ou por aglutinação. 
– Justaposição: na junção, não há modificação dos radicais. Exemplo: passa + tempo - passatempo; gira 
+ sol = girassol. 
– Aglutinação: existe alteração dos radicais na sua junção. Exemplo: em + boa + hora = embora; desta + 
arte = destarte. 
32
Formas de abreviação
Abreviatura
Existem algumas regras para abreviar as palavras, porém a maioria das abreviaturas que ganham o gosto 
do público são aquelas que, mesmo sem seguir as regras preditas pela gramática, são usuais, práticas. Veja-
mos algumas regras para se fazer uma abreviatura da maneira correta (prevista na gramática).
Quando usar:
Quando há necessidade de redução de espaço em títulos, legendas, tabelas, gráficos, infográficos, credita-
gem de TV e crawl.
Mesmo assim, é necessário ter cuidado para que o uso de abreviaturas não prejudique a compreensão. 
Regra Geral: primeira sílaba da palavra + a primeira letra da sílaba seguinte + ponto abreviativo. Exemplos: 
adj. (adjetivo), num. (numeral).
Outras Regras:
As abreviaturas devem ser acentuadas quando o acento gráfico ocorrer antes do ponto abreviativo.
Exemplos:
– técnicas → téc.
– páginas → pág.
– século → séc.
Nunca se deve cortar a palavra numa vogal, sempre na consoante. Caso a primeira letra da segunda sílaba 
seja vogal, escreve-se até a consoante.
Se a palavra tiver acento na primeira sílaba, ele é conservado.
núm. (número)
lóg. (lógica)
Caso a segunda sílaba se inicie por duas consoantes, utiliza-se as duas na abreviatura.
Constr. (construção)
Secr. (secretário)
O ponto abreviativo também serve como ponto final, sendo assim, se a abreviatura estiver no final da frase, 
não há necessidade de se utilizar outro ponto. Ex: Comprei frutas, verduras, legumes, etc.
 Alguns gramáticos não admitem que as flexões sejam marcadas na abreviatura.
Profª (professora)
Págs. (páginas)
Algumas palavras, mesmo não seguindo as regras descritas acima, são aceitas pela gramática normativa, 
é o caso de:
a.C. ou A.C. (antes de Cristo)
ap. ou apto. (apartamento)
bel. (bacharel)
cel. (coronel)
Cia. (Companhia)
cx. (caixa)
D. (Dom, Dona)
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Ilmo. (Ilustríssimo)
Ltda. (Limitada)
p. ou pág. (página) e pp. Págs. (páginas)
pg. (pago)
vv. (versos, versículos)
Mesmo sabendo que estas siglas são permitidas e reconhecidas pela gramática, ao escrevermos textos ofi-
ciais, artigos, trabalhos, redações, não devemos utilizá-las abusivamente, pois acabará atrapalhando a clareza 
da comunicação. Em textos informais, no entanto, não há nenhuma restrição, a abreviatura pode ser utilizada 
quando quisermos.
Símbolos
O desenvolvimento científico e tecnológico exigiu medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por 
essa razão, o Sistema Métrico Decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, 
adotado também no Brasil a partir de 1962.
As unidades SI podem ser escritas por seus nomes ou representadas por meio de SÍMBOLOS, um sinal 
convencional e invariável utilizado para facilitar e universalizar a escrita e a leitura das unidades SI.
Lembre-se de que os símbolos que representam as unidades SI não são abreviaturas; por isso mesmo não 
são seguidos de ponto, não têm plural nem podem ser grafados como expoentes.
Abreviaturas e símbolos mais usados
etc. Etcetera Usa-se com ponto.
A vírgula antes é facultativa
KB
GB
MB
kilobyte
gigabyte
megabyte
KW
MW
GW
quilowatt
megawatt
gigawatt
h
min
s
hora
minuto
segundo
Não têm ponto nem plural
kg
l
quilograma
litro Sem ponto, sem plural
Hz
KHz
MHz
GHz
hertz
quilo-hertz
mega-hertz
giga-hertz
mi
bi
tri
milhão
bilhão
trilhão
Só são usadas para valores monetários.
m
km
metro
quilômetro
34
m²
km²
metro quadrado
quilômetro quadra-
do
Ltda. limitada
jan., 
fev.
mar., 
abr.
mai., 
jun.
jul., 
ago.
set., 
out.
nov., 
dez.
Com todas as letras em
caixa alta, use sem ponto:
JAN, FEV, OUT
pág. página Mantém-se o acento
Plural: págs.
S.A. sociedade anôni-
ma Plural: S.As.
TV
Tevê também pode ser usado.
Para emissoras, use apenas TV.
Não use tv ou Tv
Sigla
As siglas são a junção das letras iniciais de um termo composto por mais de uma palavra:
P.S. (pós escrito = escrito depois)
S.A. (Sociedade Anônima)
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Se a sigla tiver até três letras, ouse todas as letras forem pronunciadas individualmente, todas ficam mai-
úsculas.
MEC, USP, PM, INSS.
Porém, se a sigla tiver a partir de quatro letras, e nem todas forem pronunciadas separadamente, apenas a 
primeira letra será maiúscula, e as demais minúsculas:
Embrapa, Detran, Unesco.
Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de 
substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e 
interjeições
— Definição
As classes gramaticais são grupos de palavras que organizam o estudo da gramática. Isto é, cada palavra 
existente na língua portuguesa condiz com uma classe gramatical, na qual ela é inserida em razão de sua 
função. Confira abaixo as diversas funcionalidades de cada classe gramatical. 
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— Artigo 
É a classe gramatical que, em geral, precede um substantivo, podendo flexionar em número e em gênero. 
A classificação dos artigos 
– Artigos definidos: servem para especificar um substantivo ou para se referirem a um ser específico por 
já ter sido mencionado ou por ser conhecido mutuamente pelos interlocutores. Eles podem flexionar em número 
(singular e plural) e gênero (masculino e feminino).
– Artigos indefinidos: indicam uma generalização ou a ocorrência inicial do representante de uma dada 
espécie, cujo conhecimento não é compartilhado entre os interlocutores, por se tratar da primeira vez em que 
aparece no discurso. Podem variar em número e gênero. 
Observe: 
NÚMERO/GÊNERO MASCULINO FEMININO EXEMPLOS
Singular Um Uma Preciso de um pedreiro.
Vi uma moça em frente à casa.
Plural Umas Umas Localizei uns documentos antigos.
Joguei fora umas coisas velhas.
Outras funções do artigo 
– Substantivação: é o nome que se dá ao fenômeno de transformação de adjetivos e verbos em substantivos 
a partir do emprego do artigo. Observe: 
– Em “O caminhar dela é muito elegante.”, “caminhar”, que teria valor de verbo, passou a ser o substantivo 
do enunciado. 
– Indicação de posse: antes de palavras que atribuem parentesco ou de partes do corpo, o artigo definido 
pode exprimir relação de posse. Por exemplo: “No momento em que ela chegou, o marido já a esperava.” 
Na frase, o artigo definido “a” esclarece que se trata do marido do sujeito “ela”, omitindo o pronomes 
possessivo dela.
– Expressão de valor aproximado: devido à sua natureza de generalização, o artigo indefinido inserido 
antes de numeral indica valor aproximado. Mais presente na linguagem coloquial, esse emprego dos artigos 
indefinidos representa expressões como “por volta de” e “aproximadamente. Observe: “Faz em média uns dez 
anos que a vi pela última vez.” e Acrescente aproximadamente umas três ou quatro gotas de baunilha.” 
Contração de artigos com preposições
Os artigos podem fazer junção a algumas preposições, criando uma única palavra contraída. A tabela abaixo 
ilustra como esse processo ocorre: 
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— Substantivo
Essa classe atribui nome aos seres em geral (pessoas, animais, qualidades, sentimentos, seres mitológicos 
e espirituais). Os substantivos se subdividem em: 
– Próprios ou Comuns: são próprios os substantivos que nomeiam algo específico, como nomes de 
pessoas (Pedro, Paula) ou lugares (São Paulo, Brasil). São comuns os que nomeiam algo na sua generalidade 
(garoto, caneta, cachorro). 
– Primitivos ou derivados: se não for formado por outra palavra, é substantivo primitivo (carro, planeta); se 
formado por outra palavra, é substantivo derivado (carruagem, planetário). 
– Concretos ou abstratos: os substantivos que nomeiam seres reais ou imaginativos, são concretos 
(cavalo, unicórnio); os que nomeiam sentimentos, qualidades, ações ou estados são abstratos. 
– Substantivos coletivos: são os que nomeiam os seres pertencentes ao mesmo grupo. Exemplos: manada 
(rebanho de gado), constelação (aglomerado de estrelas), matilha (grupo de cães). 
— Adjetivo
É a classe de palavras que se associa ao substantivo para alterar o seu significado, atribuindo-lhe 
caracterização conforme uma qualidade, um estado e uma natureza, bem como uma quantidade ou extensão 
à palavra, locução, oração ou pronome.
Os tipos de adjetivos 
– Simples e composto: com apenas um radical, é adjetivo simples (bonito, grande, esperto, miúdo, regular); 
apresenta mais de um radical, é composto (surdo-mudo, afrodescendente, amarelo-limão). 
– Primitivo e derivado: o adjetivo que origina outros adjetivos é primitivo (belo, azul, triste, alegre); adjetivos 
originados de verbo, substantivo ou outro adjetivo são classificados como derivados (ex.: substantivo morte → 
adjetivo mortal; verbo lamentar → adjetivo lamentável). 
– Pátrio ou gentílico: é a palavra que indica a nacionalidade ou origem de uma pessoa (paulista, brasileiro, 
mineiro, latino). 
O gênero dos adjetivos 
– Uniformes: possuem forma única para feminino e masculino, isto é, não flexionam seu termo. Exemplo: 
“Fred é um amigo leal.” / “Ana é uma amiga leal.” 
– Biformes: os adjetivos desse tipo possuem duas formas, que variam conforme o gênero. Exemplo: 
“Menino travesso.”/”Menina travessa”. 
O número dos adjetivos 
Por concordarem com o número do substantivo a que se referem, os adjetivos podem estar no singular ou 
no plural. Assim, a sua composição acompanha os substantivos. Exemplos: pessoa instruída → pessoas 
instruídas; campo formoso → campos formosos.
O grau dos adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos se classificam em comparativo (compara qualidades) e superlativo (intensifica 
qualidades).
– Comparativo de igualdade: “O novo emprego é tão bom quanto o anterior.” 
– Comparativo de superioridade: “Maria é mais prestativa do que Luciana.” 
– Comparativo de inferioridade: “O gerente está menos atento do que a equipe.” 
– Superlativo absoluto: refere-se a apenas um substantivo, podendo ser: 
• Analítico: “A modelo é extremamente bonita.” 
• Sintético: “Pedro é uma pessoa boníssima.” 
– Superlativo relativo: refere-se a um grupo, podendo ser de: 
• Superioridade - “Ela é a professora mais querida da escola.” 
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• Inferioridade - “Ele era o menos disposto do grupo.” 
Pronome adjetivo 
Recebem esse nome porque, assim como os adjetivos, esses pronomes alteram os substantivos aos 
quais se referem. Assim, esse tipo de pronome flexiona em gênero e número para fazer concordância com os 
substantivos. Exemplos: “Esta professora é a mais querida da escola.” (o pronome adjetivo esta determina o 
substantivo comum professora). 
Locução adjetiva 
Uma locução adjetiva é formada por duas ou mais palavras, que, associadas, têm o valor de um único 
adjetivo. Basicamente, consiste na união preposição + substantivo ou advérbio. Exemplos: 
– Criaturas da noite (criaturas noturnas). 
– Paixão sem freio (paixão desenfreada). 
– Associação de comércios (associação comercial). 
— Verbo
É a classe de palavras que indica ação, ocorrência, desejo, fenômeno da natureza e estado. Os verbos se 
subdividem em: 
– Verbos regulares: são os verbos que, ao serem conjugados, não têm seu radical modificado e preservam 
a mesma desinência do verbo paradigma, isto é, terminado em “-ar” (primeira conjugação), “-er” (segunda 
conjugação) ou “-ir” (terceira conjugação). Observe o exemplo do verbo “nutrir”:
– Radical: nutr (a parte principal da palavra, onde reside seu significado). 
– Desinência: “-ir”, no caso, pois é a terminação da palavra e, tratando-se dos verbos, indica pessoa (1a, 
2a, 3a), número (singular ou plural), modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e tempo (pretérito, presente ou 
futuro). Perceba que a conjugação desse no presente do indicativo: o radical não sofre quaisquer alterações, 
tampouco a desinência. Portanto, o verbo nutrir é regular: Eu nutro; tu nutre; ele/ela nutre; nós nutrimos; vós 
nutris; eles/elas nutrem. 
– Verbos irregulares: os verbos irregulares, ao contrário dos regulares, têm seu radical modificado quando 
conjugados e/ou têm desinência diferente da apresentada pelo verbo paradigma. Exemplo: analise o verbo dizer 
conjugado no pretérito perfeitodo indicativo: Eu disse; tu dissestes; ele/ela disse; nós dissemos; vós dissestes; 
eles/elas disseram. Nesse caso, o verbo da segunda conjugação (-er) tem seu radical, diz, alterado, além de 
apresentar duas desinências distintas do verbo paradigma”. Se o verbo dizer fosse regular, sua conjugação no 
pretérito perfeito do indicativo seria: dizi, dizeste, dizeu, dizemos, dizestes, dizeram. 
— Pronome 
O pronome tem a função de indicar a pessoa do discurso (quem fala, com quem se fala e de quem se fala), 
a posse de um objeto e sua posição. Essa classe gramatical é variável, pois flexiona em número e gênero. Os 
pronomes podem suplantar o substantivo ou acompanhá-lo; no primeiro caso, são denominados “pronome 
substantivo” e, no segundo, “pronome adjetivo”. Classificam-se em: pessoais, possessivos, demonstrativos, 
interrogativos, indefinidos e relativos. 
Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais apontam as pessoas do discurso (pessoas gramaticais), e se subdividem em 
pronomes do caso reto (desempenham a função sintática de sujeito) e pronomes oblíquos (atuam como 
complemento), sendo que, para cada o caso reto, existe um correspondente oblíquo.
CASO RETO CASO OBLÍQUO
Eu Me, mim, comigo.
Tu Te, ti, contigo.
Ele Se, o, a , lhe, si, consigo.
Nós Nós, conosco.
Vós Vós, convosco.
Eles Se, os, as, lhes, si, consigo.
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 Observe os exemplos: 
– Na frase “Maria está feliz. Ela vai se casar.”, o pronome cabível é do caso reto. Quem vai se casar? 
Maria. 
– Na frase “O forno? Desliguei-o agora há pouco. O pronome “o” completa o sentido do verbo. Fechei o 
que? O forno. 
Lembrando que os pronomes oblíquos o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos e nas desempenham apenas 
a função de objeto direto. 
Pronomes possessivos 
Esses pronomes indicam a relação de posse entre o objeto e a pessoa do discurso.
PESSOA DO 
DISCURSO PRONOME
1a pessoa – Eu Meu, minha, meus, minhas
2a pessoa – Tu Teu, tua, teus, tuas
3a pessoa – Ele / Ela Seu, sua, seus, suas
Exemplo: “Nossos filhos cresceram.” → o pronome indica que o objeto pertence à 1ª pessoa (nós).
Pronomes de tratamento
Tratam-se de termos solenes que, em geral, são empregados em contextos formais — a única exceção é o 
pronome você. Eles têm a função de promover uma referência direta do locutor para interlocutor (parceiros de 
comunicação). 
São divididos conforme o nível de formalidade, logo, para cada situação, existe um pronome de tratamento 
específico. Apesar de expressarem interlocução (diálogo), à qual seria adequado o emprego do pronome na 
segunda pessoa do discurso (“tu”), no caso dos pronomes de tratamento, os verbos devem ser usados na 3a 
pessoa.
Pronomes demonstrativos
Sua função é indicar a posição dos seres no que se refere ao tempo, ao espaço e à pessoa do discurso – 
nesse último caso, o pronome determina a proximidade entre um e outro. Esses pronomes flexionam-se em 
gênero e número.
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PESSOA DO 
DISCURSO PRONOMES POSIÇÃO
1a pessoa Este, esta, estes, estas, 
isto.
Os seres ou objetos estão próximos da 
pessoa que fala.
2a pessoa Esse, essa, esses, essas, 
isso.
Os seres ou objetos estão próximos da 
pessoa com quem se fala.
3a pessoa Aquele, aquela, aqueles, 
aquelas, aquilo. De quem/ do que se fala.
Observe os exemplos: 
“Esta caneta é sua?”
“Esse restaurante é bom e barato.” 
Pronomes Indefinidos
Esses pronomes indicam indeterminação ou imprecisão, assim, estão sempre relacionados à 3ª pessoa do 
discurso. Os pronomes indefinidos podem ser variáveis (flexionam conforme gênero e número) ou invariáveis 
(não flexionam). Analise os exemplos abaixo:
– Em “Alguém precisa limpar essa sujeira.”, o termo “alguém” quer dizer uma pessoa de identidade indefinida 
ou não especificada.
– Em “Nenhum convidado confirmou presença.”, o termo “nenhum” refere-se ao substantivo “convidado” de 
modo vago, pois não se sabe de qual convidado se trata. 
– Em “Cada criança vai ganhar um presente especial.”, o termo “cada” refere-se ao substantivo da frase 
“criança”, sem especificá-lo.
– Em “Outras lojas serão abertas no mesmo local.”, o termo “outras” refere-se ao substantivo “lojas” sem 
especificar de quais lojas se trata. 
Confira abaixo a tabela com os pronomes indefinidos:
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INDEFINIDOS
VARIÁVEIS Muito, pouco, algum, nenhum, outro, qualquer, certo, um, tanto, 
quanto, bastante, vários, quantos, todo.
INVARIÁVEIS Nada, ninguém, cada, algo, alguém, quem, demais, outrem, tudo.
Pronomes relativos
Os pronomes relativos, como sugere o nome, se relacionam ao termo anterior e o substituem, ou seja, para 
prevenir a repetição indevida das palavras em um texto. Eles podem ser variáveis (o qual, cujo, quanto) ou 
invariáveis (que, quem, onde).
Observe os exemplos:
– Em “São pessoas cuja história nos emociona.”, o pronome “cuja” se apresenta entre dois substantivos 
(“pessoas” e “história”) e se relaciona àquele que foi dito anteriormente (“pessoas”). 
– Em “Os problemas sobre os quais conversamos já estão resolvidos.” , o pronome “os quais” retoma o 
substantivo dito anteriormente (“problemas”).
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES RELATIVOS
VARIÁVEIS O qual, a qual, os quais, cujo, cuja, cujos, 
cujas, quanto, quanta, quantos, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que, onde.
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Pronomes interrogativos 
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis cuja função é formular perguntas diretas e 
indiretas. Exemplos: 
“Quanto vai custar a passagem?” (oração interrogativa direta) 
“Gostaria de saber quanto custará a passagem.” (oração interrogativa indireta)
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INTERROGATIVOS
VARIÁVEIS Qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que.
— Advérbio 
É a classe de palavras invariável que atua junto aos verbos, aos adjetivos e mesmo aos advérbios, com 
o objetivo de modificar ou intensificar seu sentido, ao adicionar-lhes uma nova circunstância. De modo geral, 
os advérbios exprimem circunstâncias de tempo, modo, vlugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, 
aprovação, afirmação, negação, dúvida, entre outras noções. Confira na tabela:
CLASSIFICAÇÃO PRINCIPAIS TERMOS EXEMPLOS
ADVÉRBIO DE MODO
Bem, mal, assim, melhor, pior, depres-
sa, devagar. Grande parte das palavras 
que terminam em “-mente”, como cuida-
dosamente, calmamente, tristemente.
“Coloquei-o cuidadosamente no 
berço.”
“Andou depressa por causa da chu-
va.”
ADVÉRBIO DE LUGAR Perto, longe, dentro, fora, aqui, lá, 
atrás.
“O carro está fora.”
“Procurei pelas chaves aqui e acolá, 
mas elas estavam aqui, na gaveta”
“Demorou, mas chegou longe.”
ADVÉRBIO DE TEMPO Antes, depois, hoje, ontem, amanhã, 
sempre, nunca, cedo, tarde
“Sempre que precisar de algo, basta 
chamar-me.” “Cedo ou tarde, far-se-á 
justiça.”
ADVÉRBIO DE INTEN-
SIDADE
Muito, pouco, bastante, tão, demais, 
tanto
“Eles formam um casal tão bonito!” 
“Elas conversam demais!” “Você saiu 
muito depressa.”
ADVÉRBIO DE AFIR-
MAÇÃO
Sim e decerto; palavras afirmativas com 
sufixo “-mente” (certamente, realmen-
te). Palavras como claro e positivo 
podem ser advérbio, dependendo do 
contexto
“Decerto passaram por aqui.” 
“Claro que irei!” 
“Entendi, sim.”
ADVÉRBIO DE NEGA-
ÇÃO
Não e nem; palavras como negativo, 
nenhum, nunca, jamais, entre outras, 
podem ser advérbio de negação, de-
pendendo do contexto.
“Jamais reatarei meu namoro com 
ele.” 
“Sequer pensou para falar.” “Não 
pediu ajuda.”
ADVÉRBIO DE DÚVIDA
Talvez, quiçá, porventura, e palavras 
que expressem dúvida, acrescidas do 
sufixo “: -mente”, como possivelmente.
“Quiçá seremos recebidas.” “Prova-
velmente, sairei mais cedo.” 
“Talvez eu saia cedo.”
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ADVÉRBIO DE INTER-
ROGAÇÃO
Quando, como, onde, aonde, donde, 
por que; esse advérbio pode indicar 
circunstâncias de modo, tempo, lugar 
e causa; é usado somente em frases 
interrogativas diretas ou indiretas.
“Por que vendeu o livro?” (Oração 
interrogativa direta, que indica causa) 
“Quando posso sair?” (oração interro-
gativa direta que indica tempo) 
“Explica como você fez isso.”(oração 
interrogativaindireta, que indica modo.
— Conjunção
As conjunções integram a classe de palavras que tem a função de conectar os elementos de um enunciado 
ou oração e, com isso, estabelecer uma relação de dependência ou de independência entre os termos ligados. 
Em função dessa relação entre os termos conectados, as conjunções podem ser classificadas, respectivamente 
e de modo geral, como coordenativas ou subordinativas. Em outras palavras, as conjunções são um vínculo 
entre os elementos de uma sentença, atribuindo ao enunciado maior clareza e precisão. 
– Conjunções coordenativas: observe o exemplo: 
Eles ouviram os pedidos de ajuda. Eles chamaram o socorro.” – “Eles ouviram os pedidos de ajuda e 
chamaram o socorro.”
 
No exemplo, a conjunção “e” estabelece uma relação de adição ao enunciado, ao conectar duas orações 
em um mesmo período: além de terem ouvido os pedidos de ajuda, chamaram o socorro. Perceba que não há 
relação de dependência entre ambas as sentenças, e que, para fazerem sentido, elas não têm necessidade uma 
da outra. Assim, classificam-se como orações coordenadas, e a conjunção que as relaciona, como coordenativa. 
– Conjunções subordinativas: analise este segundo caso:
Não passei na prova, apesar de ter estudado muito.”
Neste caso, temos uma locução conjuntiva (duas palavras desempenham a função de conjunção). Além 
disso, notamos que o sentido da segunda sentença é totalmente dependente da informação que é dada 
na primeira. Assim, a primeira oração recebe o nome de oração principal, enquanto a segunda, de oração 
subordinada. Logo, a conjunção que as relaciona é subordinativa.
Classificação das conjunções
Além da classificação que se baseia no grau de dependência entre os termos conectados (coordenação e 
subordinação), as conjunções possuem subdivisões.
– Conjunções coordenativas: essas conjunções se reclassificam em razão do sentido que possuem cinco 
subclassificações, em função o sentido que estabelecem entre os elementos que ligam. São cinco:
42
Conjunções subordinativas: com base no sentido construído entre as duas orações relacionadas, a 
conjunção subordinativa pode ser de dois subtipos: 
1 – Conjunções integrantes: introduzem a oração que cumpre a função de sujeito, objeto direto, objeto 
indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração. Essas conjunções são que e se. 
Exemplos: 
“É obrigatório que o senhor compareça na data agendada.” 
“Gostaria de saber se o resultado sairá ainda hoje.” 
2 – Conjunções adverbiais: introduzem sintagmas adverbiais (orações que indicam uma circunstância 
adverbial relacionada à oração principal) e se subdividem conforme a tabela abaixo:
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44
Numeral
É a classe de palavra variável que exprime um número determinado ou a colocação de alguma coisa dentro 
de uma sequência. Os numerais podem ser: cardinais (um, dois, três...), ordinais (primeiro, segundo, terceiro...), 
fracionários (meio, terço, quarto...) e multiplicativos (dobro, triplo, quádruplo...). Antes de nos profundarmos em 
cada caso, vejamos o emprego dos numerais e suas três principais finalidades: 
1 – indicar leis e decretos: nesses casos, emprega-se o numeral ordinal somente até o número nono; 
após, devem ser utilizados os numerais cardinais. Exemplos: Parágrafo 9° (parágrafo nono); Parágrafo 10° 
(Parágrafo 10). 
2 – indicar os dias do mês: nessas situações, empregam-se os numerais cardinais, sendo que a única 
exceção é a indicação do primeiro dia do mês, para a qual deve-se utilizar o numeral ordinal. Exemplos: 
dezesseis de outubro; primeiro de agosto. 
3 – indicar capítulos, séculos, reis e papas: após o substantivo emprega-se o numeral ordinal até o 
décimo; após o décimo utiliza-se o numeral cardinal. Exemplos: capítulo X (décimo); século IV (quarto); Henrique 
VIII (oitavo), Bento XVI (dezesseis). 
Os tipos de numerais 
– Cardinais: são os números em sua forma fundamental e exprimem quantidades.
Exemplos: um dois, dezesseis, trinta, duzentos, mil. 
– alguns deles flexionam em gênero (um/uma, dois/duas, quinhentos/quinhentas). 
– alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões, trilhão/
trilhões, e assim por diante. 
– a palavra ambos(as) é considerada um numeral cardinal, pois significa os dois/as duas. Exemplo: Antônio 
e Pedro fizeram o teste, mas os dois/ambos foram reprovados. 
– Ordinais: indicam ordem de uma sequência (primeiro, segundo, décimo, centésimo, milésimo…), isto é, 
apresentam a ordem de sucessão e uma série, seja ela de seres, de coisas ou de objetos. 
– os numerais ordinais variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: 
primeiro/primeira, primeiros/primeiras, décimo/décimos, décima/décimas, trigésimo/trigésimos, trigésima/
trigésimas. 
– alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. Exemplo: A carne de segunda está na promoção. 
– Fracionários: servem para indicar a proporções numéricas reduzidas, ou seja, para representar uma 
parte de um todo. Exemplos: meio ou metade (½), um quarto (um quarto (¼), três quartos (¾), 1/12 avos. 
– os números fracionários flexionam-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). 
Exemplos: meio copo de leite, meia colher de açúcar; dois quartos do salário-mínimo. 
– Multiplicativos: esses numerais estabelecem relação entre um grupo, seja de coisas ou objetos ou 
coisas, ao atribuir-lhes uma característica que determina o aumento por meio dos múltiplos. Exemplos: dobro, 
triplo, undécuplo, doze vezes, cêntuplo. 
– em geral, os multiplicativos são invariáveis, exceto quando atuam como adjetivo, pois, nesse caso, passam 
a flexionar número e gênero (masculino e feminino). Exemplos: dose dupla de elogios, duplos sentidos. 
– Coletivos: correspondem aos substantivos que exprimem quantidades precisas, como dezena (10 
unidades) ou dúzia (12 unidades). 
– os numerais coletivos sofrem a flexão de número: unidade/unidades, dúzia/dúzias, dezena/dezenas, 
centena/centenas. 
— Preposição
Essa classe de palavras tem o objetivo de marcar as relações gramaticais que outras classes (substantivos, 
adjetivos, verbos e advérbios) exercem no discurso. Por apenas marcarem algumas relações entre as unidades 
linguísticas dentro do enunciado, as preposições não possuem significado próprio se isoladas no discurso. Em 
45
razão disso, as preposições são consideradas classe gramatical dependente, ou seja, sua função gramatical 
(organização e estruturação) é principal, embora o desempenho semântico, que gera significado e sentido, 
esteja presente, apenas possui um menor valor. 
Classificação das preposições 
Preposições essenciais: só aparecem na língua propriamente como preposições, sem outra função. São 
elas:
 – Exemplo 1) ”Luís gosta de viajar.” e “Prefiro doce de coco.” Em ambas as sentenças, a preposição de 
manteve-se sempre sendo preposição, apesar de ter estabelecido relação entre unidades linguísticas diferentes, 
garantindo-lhes classificações distintas conforme o contexto. 
– Exemplo 2) “Estive com ele até o reboque chegar.” e “Finalizei o quadro com textura.” Perceba que nas 
duas fases, a mesma preposição tem significados distintos: na primeira, indica recurso/instrumento; na segunda, 
exprime companhia. Por isso, afirma-se que a preposição tem valor semântico, mesmo que secundário ao valor 
estrutural (gramática).
Classificação das preposições 
– Preposições acidentais: são aquelas que, originalmente, não apresentam função de preposição, porém, 
a depender do contexto, podem assumir essa atribuição. São elas:
Exemplo: ”Segundo o delegado, os depoimentos do suspeito apresentaram contradições.” A palavra 
“segundo”, que, normalmente seria um numeral (primeiro, segundo, terceiro), ao ser inserida nesse contexto, 
passou a ser uma preposição acidental, por tem o sentido de “de acordo com”, “em conformidade com”. 
Locuções prepositivas 
Recebe esse nome o conjunto de palavras com valor e emprego de uma preposição. As principais locuções 
prepositivassão constituídas por advérbio ou locução adverbial acrescido da preposição de, a ou com. Confira 
algumas das principais locuções prepositivas.
— Interjeição 
É a palavra invariável ou sintagma que compõem frases que manifestam por parte do emissor do enunciado 
uma surpresa, uma hesitação, um susto, uma emoção, um apelo, uma ordem, etc., por parte do emissor do 
enunciado. São as chamadas unidades autônomas, que usufruem de independência em relação aos demais 
elementos do enunciado. As interjeições podem ser empregadas também para chamar exigir algo ou para 
chamar a atenção do interlocutor e são unidades cuja forma pode sofrer variações como: 
46
– Locuções interjetivas: são formadas por grupos e palavras que, associadas, assumem o valor de 
interjeição. Exemplos: “Ai de mim!”, “Minha nossa!” Cruz credo!”. 
– Palavras da língua: “Eita!” “Nossa!” 
– Sons vocálicos: “Hum?!”, “Ué!”, “Ih…!”
Os tipos de interjeição
De acordo com as reações que expressam, as interjeições podem ser de: 
os modalizadores
O que são modalizadores discursivos? Esses elementos são responsáveis por evidenciar nossa opinião 
tanto na fala quanto na escrita
O uso que fazemos da língua em nossas ações de comunicação é sempre mediado por intenções: explicitar 
certeza, dúvida, obrigatoriedade, sentimentos, entre outros. Esse propósito está tão presente em nosso dia a 
dia que se materializa na estrutura de nossa língua.
Ducrot, professor de filosofia e linguista francês do século XX, foi quem fundamentou essa ideia e afirmou 
que a língua é fundamentalmente argumentativa, uma vez que, ao interagirmos, seja pela fala, seja pela escrita, 
estamos imprimindo nossas ideias e argumentos pretendidos. Dessa forma, pensando que a argumentação é 
característica intrínseca às relações humanas, nós, do Brasil Escola, preparamos um texto para apresentar as 
marcações argumentativas.
Os elementos que atuam como indicadores de argumentação são denominamos de modalizadores discursi-
vos. Eles são os encarregados de evidenciar o ponto de vista assumido pelo falante e assegurar o modo como 
ele elabora o discurso.
Como foi apresentado anteriormente na introdução do texto, são várias as intenções que explicitamos em 
nossas interações diárias e, por isso, há tipos diversos de modalizadores discursivos. Como afirmam Castilho 
e Castilho1 (1993, p. 217), diferentes recursos linguísticos estão a serviço dessa ação argumentativa: modos 
verbais, verbos auxiliares, adjetivos, advérbios, entre outros.
Utilizaremos aqui a classificação feita por Castilho e Castilho:
Modalização Epistêmica: “Expressa uma avaliação sobre o valor e as condições de verdade das proposi-
ções”.
47
 Compreende três subclasses:
Os asseverativos; 
a) Afirmativos: realmente, evidentemente, 1naturalmente, efetivamente, claro, certo, lógico, sem dúvida, 
mesmo, entre outros; 
b) Negativos: de jeito nenhum, de forma alguma.
Os Quase- Asseverativos; talvez, assim, possivelmente, provavelmente, eventualmente.
Os Delimitadores: quase, um tipo de uma espécie de, geograficamente, biologicamente, etc.
Modalização Deôntica: se refere ao princípio da obrigação e da permissão: obrigatoriamente, necessaria-
mente etc. 
Modalização Afetiva: “verbaliza as reações emotivas do falante em face do conteúdo proposicional, deixan-
do de lado quaisquer considerações de caráter epistêmico ou deôntico”
Há dois tipos de modalização afetivos:
Subjetivos: felizmente, infelizmente, curiosamente, surpreendentemente, espantosamente 
Intersubjetivos: sinceramente, francamente, lamentavelmente, estranhamente etc.
Ao definirmos e observarmos alguns exemplos de modalizadores discursivos, podemos concluir que não 
existe interação comunicativa sem modalização, uma vez que, sempre que nos expressamos, estamos indican-
do nosso ponto de vista em relação ao assunto em questão. A modalização, todavia, pode ser mais explícita ou 
mais contida.
Semântica: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, parônimos e hiperônimos. 
Polissemia e ambiguidade
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo da semântica, a área da gramática que se dedica 
ao sentido das palavras e também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação 
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das palavras, enquanto a conotação diz respeito ao 
sentido figurado das palavras. Exemplos: 
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.” 
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro sentido, indicando uma espécie real de 
animal. Na segunda frase, a palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma de dizer que 
ele é tão bonito quanto o bichano. 
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo, palavra superior com um sentido mais abrangente, 
engloba um hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos: 
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia 
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra apresentar uma multiplicidade de significados, de 
acordo com o contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas 
um significado. Exemplos: 
1 CASTILHO, A. T.; CASTILHO, C. M. M de. Advérbios modalizadores. In: ILARI, Rodolfo (Org.). Gramática do português falado. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 
1993. v. II.
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– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma ou um órgão do corpo, dependendo do 
contexto em que é inserida. 
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não tem outro significado, por isso é uma palavra 
monossêmica 
Sinonímia e antonímia 
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem semelhantes em significado. Já antonímia se refere 
aos significados opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras expressam proximidade e 
contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido = veloz. 
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x atrasado.
Homonímia e paronímia 
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, 
mas distinção de sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas distinção gráfica e de sentido 
(palavras homófonas) semelhanças gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas). A 
paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam 
significados diferentes. Veja os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar); morro (monte) e morro (verbo 
morrer). 
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar (definir o preço); arrochar (apertar com força) 
e arroxar (tornar roxo).
– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar); boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro 
(pranto) e choro (verbo chorar) . 
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e 
cumprimento (saudação).
Ambiguidade
Observe a propaganda abaixo:
https://redacaonocafe.wordpress.com/2012/05/22/ambiguidade-na-propaganda/
Perceba que há uma duplicidade de sentido nesta construção. Podemos interpretar que os móveis não 
durarão no estoque da loja, por estarem com preço baixo; ou que por estarem muito barato, não têm qualidade 
e, por isso, terão vida útil curta. 
Essa duplicidade acontece por causa da ambiguidade, que é justamente a duplicidade de sentidos que 
podem haver em uma palavra, frase ou textos inteiros. 
49
Os dicionários: tipos
O dicionário é um livro que possui a explicação dos significados das palavras. As palavras são apresentadas 
em ordem alfabética. Alguns dicionários são ilustrados para facilitar a assimilação dos significados das palavras.
Principais tipos de dicionários 
Existem também os dicionários de tradução de línguas, ou seja, aqueles destinados a mostrar os significa-
dos ousinônimos das palavras em outra língua. Exemplo: Dicionário de português-inglês, português-italiano, 
português-espanhol.
Existem também os dicionários de termos técnicos, usados em áreas específicas do conhecimento. Num 
dicionário de medicina, por exemplo, são explicados os termos relacionados à área médica. Desta forma, exis-
tem os dicionários de eletrônica, mecânica, Biologia, informática, mitologia, etc.
Importância do uso 
O uso de dicionário é muito importante para os estudantes e profissionais de todas as áreas. Como é im-
possível conhecer o significado de todas as palavras, o ideal é consultar o dicionário para ganhar vocabulário.
Dicionários modernos 
Com o avanço da informática e da internet, temos atualmente os chamados dicionários eletrônicos (em 
CD-ROMs) e os dicionários on-line (encontrados na Internet) ou em formato de aplicativos para smartphones.
Exemplos dos principais dicionários da Língua Portuguesa (editados no Brasil):
- Dicionário Aurélio
- Dicionário Houaiss
- Dicionário Michaelis
- Dicionário da Academia Brasileira de Letras
- Dicionário Aulete da Língua Portuguesa
- Dicionário Soares Amora da Língua Portuguesa
Organização do dicionário
1. Entrada
A entrada do verbete está em azul e, logo abaixo, há a indicação da divisão silábica. 
abécédaire
a.bé.cé.daire
[ɑbesedɛʀ]
nm
abecedário.
abanador
a.ba.na.dor
[abanad′or]
sm
éventoir.
As remissões, introduzidas pela abreviatura V (ver / voir), indicam uma forma vocabular mais usual.
ascaris
as.ca.ris
50
[askaʀis]
V ascaride.
desatencioso
de.sa.ten.ci.o.so
[dezatẽsj′ozu]
V desatento.
Os verbos essencialmente pronominais encontram-se na entrada principal da seguinte maneira:
blottir (se)
blot.tir (se)
[blɔtiʀ]
vpr
enroscar-se, aconchegar-se.
ajoelhar-se
a.jo.e.lhar-se
[aʒoeλ′arsi]
vpr
s’agenouiller.
2. Transcrição fonética
A pronúncia figurada é representada entre colchetes. Veja explicações detalhadas na seção “Transcrição 
fonética” em “Como consultar”.
abeille
a.beille
[abɛj]
nf
ZOOL abelha.
abaixar
a.bai.xar
[abajʃ′ar]
vt+vpr
baisser.
3. Classe gramatical
É indicada por uma abreviatura. Entenda o que significa cada abreviatura deste dicionário na seção “Abre-
viaturas” em “Como consultar”. 
abolition
a.bo.li.tion
[abɔlisjɔ̃]
nf
abolição.
abatido
51
a.ba.ti.do
[abat′idu]
adj
abattu.
alimentar
a.li.men.tar
[alimẽt′ar]
vt+vpr
nourrir.
adj
alimentaire.
4. Área de conhecimento
É indicada por uma abreviatura. Entenda o que significa cada abreviatura deste dicionário na seção “Abre-
viaturas” em “Como consultar”. 
abdomen
ab.do.men
[abdɔmɛn]
nm
ANAT abdome, barriga.
abacate
a.ba.ca.te
[abak′ati]
sm
BOT avocat.
5. Tradução
Os diferentes sentidos de uma mesma palavra estão separados por algarismos em negrito. Os sinônimos 
reunidos num algarismo são separados por vírgulas.
administrer
ad.mi.nis.trer
[administʀe]
vt
1 administrar, gerir.
2 dar uma medicação.
3 aplicar um castigo.
alimento
a.li.men.to
[alim′ẽtu]
sm
1 nourriture.
52
2 denrée.
3 nourriture, victuaille, aliment.
pl
4 alimentos vivres.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Veja nota em vivre.
A tradução, na medida do possível, fornece os sinônimos na outra língua e, quando estes não existem, de-
fine ou explica o termo. 
docteur
doc.teur
[dɔktœʀ]
nm
1 doutor, médico.
2 doutor, pessoa que possui o maior grau universitário numa faculdade.
6. Exemplificação
Frases elucidativas usadas para esclarecer definições ou acepções, são apresentadas em itálico. 
amorce
a.morce
[amɔʀs]
nf
1 isca.
2 início, começo, esboço: cette rencontre pourrait être l’amorce d’une négociation véritable / este encontro 
poderia ser o início de uma verdadeira negociação.
agitado
a.gi.ta.do
[aʒit′adu]
adj
agité: o doente passou uma noite agitada / le malade a passé une nuit agitée.
7. Formas irregulares
No final dos verbetes em português, numa seção denominada “Informações complementares”, registram-se 
plurais irregulares e plurais de substantivos compostos com hífen, além dos femininos e masculinos irregulares. 
açafrão
a.ça.frão
[asafr′ãw]
sm
BOT safran.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL açafrões.
micro-organismo
mi.cro-or.ga.nis.mo
53
[mikroorgan′ismu]
sm
micro-organisme.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL micro-organismos.
No final dos verbetes em francês, numa seção denominada “Informações complementares”, são indicadas 
as terminação do feminino e do plural, quando irregulares.
abattu
a.bat.tu
[abaty]
adj
1 abatido.
2 triste, decaído.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
-ue
abdominal
ab.do.mi.nal
[abdɔminal]
adj
abdominal.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
-aux, -ale
8. Expressões
No final do verbete, numa seção denominada “Expressões” são apresentadas expressões usuais em ordem 
alfabética.
accord
ac.cord
[akɔʀ]
nm
1 acordo, assentimento, concordância, pacto, trato.
2 MUS acorde.
EXPRESSÕES
d’accord de acordo, sim, o.k.
donner son accord dar autorização, permissão.
mettre d’accord conciliar.
tomber d’accord concordar, chegar a um acordo.
acaso
a.ca.so
[ak′azu]
54
sm
hasard
EXPRESSÕES
por acaso par hasard.
Fonte: michaelis.uol.com.br
a organização de verbetes
Organização do verbete
A cabeça de verbete, também conhecida como entrada de verbete, constitui-se de uma palavra simples, 
uma palavra composta por hífen, uma locução, uma sigla, um símbolo ou uma abreviatura. Ela está destacada 
na cor azul. 
daltonismo
dal·to·nis·mo
sm
MED Incapacidade congênita para distinguir certas cores, principalmente o vermelho e o verde, que geral-
mente afeta indivíduos do sexo masculino.
ETIMOLOGIA
der do np Dalton+ismo, como fr daltonisme.
pão-durismo
pão-du·ris·mo
sm
COLOQ Qualidade ou característica do que é pão-duro ou sovina; avareza, sovinice.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: pão-durismos.
ETIMOLOGIA
der de pão-duro+ismo.
piña colada
[ˈpiña koˈlada]
loc subst
Coquetel preparado com rum, leite de coco, suco de abacaxi e gelo.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: piña coladas.
ETIMOLOGIA
esp.
OAB
Sigla de Ordem dos Advogados do Brasil.
°C
FÍS, METEOR Símbolo de grau Celsius.
55
d.C.
Abreviatura de depois de Cristo.
Logo após a cabeça de verbete, há a indicação da divisão silábica assinalada por um ponto, com a separa-
ção das vogais dos ditongos (crescentes e decrescentes).
dedicatória
de·di·ca·tó·ri·a
sf
Palavras afetuosas, escritas principalmente em livros, fotos, CDs ou outro objeto artístico, dedicadas a al-
guém; dedicação.
ETIMOLOGIA
fem de dedicatório, como fr dédicatoire.
As siglas aparecem com letras maiúsculas, mas aquelas que foram cristalizadas apenas com a inicial mai-
úscula estão no dicionário respeitando essa forma; já os símbolos científicos aparecem com inicial maiúscula 
ou minúscula.
ONU
Sigla de Organização das Nações Unidas.
Unesco
Sigla do inglês United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Organização das Nações 
Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Os substantivos que denominam seres sagrados (Buda, Deus etc.), seres mitológicos (Diana, Zeus etc.), 
astros (Marte, Terra etc.), festas religiosas (Natal, Páscoa etc.) e pontos cardeais que indicam regiões são gra-
fados com inicial minúscula e com a informação “[com inicial maiúscula]”.
buda
bu·da
sm
FILOS, REL
1 [com inicial maiúscula ] Título dado pelos seguidores do budismo a quem alcançou um nível superior de 
entendimento e chegou à plenitude da condição humana por meio da libertação dos desejos e da dissolução 
da ilusão produzida por estes. O título se refere especialmente a Siddharta Gautama (563-483 a.C.), o maior de 
todos os budas e o real fundador do budismo: “E, por fim, cansados, sentaram-se num banco de pedra próximo 
a uma imagem de Buda e foram invadidos pela paz” (CV2).
2 Representação de Siddharta Gautama, geralmente em forma de estátua ou estatueta: Suspende o buda 
de porcelana e o coloca com cuidado sobre a cômoda.
ETIMOLOGIA
sânscr Buddha.
natal
na·tal
adj m+f
1 Relativo ao nascimento; natalício.2 Em que ocorre o nascimento; natalício.
sm
1 Dia do nascimento; natalício.
56
2 REL [com inicial maiúscula ] O dia de nascimento de Jesus Cristo, comemorado em 25 de dezembro.
3 MÚS Cântico medieval executado por ocasião das festas natalinas.
ETIMOLOGIA
lat natalis.
As palavras homógrafas que possuem etimologias próprias são registradas como entradas diferentes, com 
número sobrescrito, ou alceado.
cabana 1
ca·ba·na
sf
Pequena habitação rústica, geralmente construída de madeira e coberta de colmo; barraca, choupana.
ETIMOLOGIA
lat capannam, como esp cabaña.
cabana 2
ca·ba·na
sf
AERON Conjunto de cabos usado como contravento em asas de avião.
ETIMOLOGIA
ingl cabane
As formas do feminino só apresentam entradas autônomas quando há acepções diferentes daquela da 
mera indicação de gênero.
nora 1
no·ra
sf
A mulher do filho em relação aos pais dele.
ETIMOLOGIA
lat vulg *nuram.
nora 2
no·ra
sf
Engenho de tirar água de poços, cisternas etc.; sarilho.
ETIMOLOGIA
ár nāᶜūrah, como esp noria.
Os verbetes que se referem a marcas registradas são indicados por meio do símbolo ®, grafado logo após 
a cabeça de verbete.
teflon®
te·flon
sm
[com inicial maiúscula ] Marca registrada do produto comercial feito com politetrafluoretileno.
ETIMOLOGIA
marca Teflon.
57
As palavras estrangeiras que integram este dicionário são grafadas em itálico e não trazem divisão silábica. 
A transcrição fonética, logo após a cabeça de verbete, sempre entre colchetes, indica a pronúncia da palavra 
na língua de origem.
NOTA: Entenda todos os símbolos fonéticos utilizados neste dicionário na seção “Transcrição fonética” em 
“Como consultar”.
mailing
[ˈmeɪlɪŋ]
sm
Relação de mensagens eletrônicas recebidas por meio de rede de computadores.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: mailings.
ETIMOLOGIA
ingl.
Os estrangeirismos que no idioma original são grafados com inicial maiúscula, como, por exemplo, os 
substantivos da língua alemã, são registrados neste dicionário com inicial minúscula pois assim são usados na 
língua portuguesa.
blitz
[bliːtz]
sf
1 HIST, MIL Ataque aéreo relâmpago e inesperado.
2 Batida policial inesperada, com grande número de policiais armados: “Foi então que vimos a blitz: dois 
carros da polícia com aquelas luzes giratórias acionadas, os cones estreitando a pista, alguns carros e motos 
parados no acostamento e vários policiais em volta deles” (LA3).
3 Mobilização de improviso, de caráter fiscalizador, a fim de combater qualquer tipo de infração: “– Se algum 
vidro for quebrado, se alguma parede for derrubada, se alguém se machucar, se a polícia der uma blitz e apre-
ender drogas ou drogados” (TB1).
4 FUT Ataque em massa; sucessão de ataques.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: blitze.
ETIMOLOGIA
alem Blitz.
A rubrica, sempre destacada no verbete e geralmente abreviada, refere-se às categorias gramaticais (subs-
tantivo, adjetivo, pronome etc.), às áreas de conhecimento (botânica, medicina etc.), aos regionalismos (Nor-
deste, Sul etc.) e aos níveis de linguagem (coloquialismo, vulgarismo, gíria etc.).
NOTA: Entenda o que significa cada abreviatura na seção “Abreviaturas” em “Como consultar”.
chapadeiro
cha·pa·dei·ro
sm
1 Habitante das chapadas; caipira, matuto.
2 Terreno irregular e árido de certas chapadas.
3 REG (MG) Vvaqueiro, acepção 1.
4 REG (MG) Nome de uma raça bovina.
58
ETIMOLOGIA
der de chapada+eiro.
rabanete
ra·ba·ne·te
sm
BOT
1 Planta herbácea ( Raphanus sativus), da família das crucíferas, de folhas denteadas, flores com veias 
amarelas e violeta e raiz branca ou vermelha; nabo-japonês, rábano, rábão.
2 A raiz carnosa dessa planta, de sabor picante, geralmente usada em saladas.
ETIMOLOGIA
der de rábano+ete.
fanchona
fan·cho·na
sf
PEJ, GÍR Mulher de aspecto e maneiras viris; virago.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: fanchonaça.
ETIMOLOGIA
fem de fanchão.
Registra-se, logo após a cabeça de verbete, a categoria gramatical.
eclampsia
e·clamp·si·a
sf
MED Afecção que ocorre em geral no final do período de gravidez, caracterizada por convulsões associadas 
à hipertensão.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: eclampse, eclâmpsia.
EXPRESSÕES
Eclampsia puerperal: convulsões e coma associados com hipertensão, edema ou proteinúria que podem 
ocorrer em paciente após o parto.
ETIMOLOGIA
der do gr éklampsis+ia1, como fr éclampsie.
ilegal
i·le·gal
adj m+f
Que contraria os preceitos ou as determinações da lei; sem legitimidade jurídica; ilícito.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
ANTÔN: legal.
ETIMOLOGIA
voc comp do lat in2-+legal, como fr illégal.
59
barbear
bar·be·ar
vtd e vpr
1 Fazer ou aparar as barbas de: Barbeou o pai doente, pouco antes de sua morte. “[…] não pudera barbe-
ar-se sequer, dizia enquanto ela retirava o chapéu guardando cuidadosamente os grampos” (CL).
vtd
2 ART GRÁF Cortar as barbas de livro, papel etc.; aparar.
vtd e vint
3 Passar com uma embarcação muito próximo de outra ou do cais; fazer a barba.
ETIMOLOGIA
der de barba+ear, como esp.
cromado
cro·ma·do
adj
1 Que tem cromo.
2 Revestido de cromo.
sm
Parte ou acessório cromado de um veículo automotor.
ETIMOLOGIA
der de cromo+ado, como fr chromé.
Os substantivos de gênero oscilante apresentam duplo registro, separados por barra (sm/sf).
personagem
per·so·na·gem
sm/sf
1 Pessoa que desfruta de atenção por suas qualidades, habilidades ou comportamento singular e diferen-
ciado.
2 Cada um dos papéis que um ator ou atriz representa baseado em figuras humanas imaginadas por um au-
tor: Ele já desempenhou várias personagens: um criminoso sádico, um herói trágico, um bancário metódico etc.
3 POR EXT Figura humana criada por um autor de obra de ficção: “A peça vivia esse ponto de crise, que 
um poeta chamou de tensão dionisíaca. Eis o que acontecera no palco: o personagem central, que passara, 
até então, por paralítico, ergue-se da cadeira de rodas. “‘– Não sou paralítico, nunca fui paralítico’, é ele próprio 
quem o diz” (NR).
4 Figura humana representada em diversas expressões artísticas.
5 POR EXT O homem definido por seu papel social.
ETIMOLOGIA
fr personnage.
A rubrica referente à área de conhecimento, geralmente abreviada, é indicada antes das definições quando 
se aplica a todas elas.
labaça 1
la·ba·ça
sf
60
BOT
1 Arbusto ( Rumex conglomeratus) da família das poligonáceas, nativo do sul da Europa e do leste da Ásia; 
alabaça.
2 Erva ( Rumex obtusifolius) da família das poligonáceas, oriunda da Europa, muito usada por suas proprie-
dades medicinais; labaça-obtusa, labaçol.
ETIMOLOGIA
lat lapathia.
emoticon
[ɪˈməʊtɪkən]
sm
INTERNET Representação pictórica da expressão facial de uma pessoa, indicando estados emocionais 
(alegria, tristeza, espanto, zanga etc.), que é utilizada nos bate-papos e mensagens.
ETIMOLOGIA
ingl.
Quando ocorre mudança de área de conhecimento, a rubrica é indicada antes de cada acepção.
cravo 1
cra·vo
sm
1 BOT Flor do craveiro1, acepção 1.
2 BOT Vcraveiro 1, acepção 1.
3 BOT Botão da flor do craveiro-da-índia, que é usado no mundo todo como condimento e tem também usos 
medicinais e farmacêuticos, entre outros; africana, cravinho, cravo-aromático, cravo-cabecinha, cravo-da-índia, 
cravo-da-terra-de-minas, cravo-da-terra-de-são-paulo, cravo-de-cabeça, cravo-de-cabecinha, cravo-giroflê, gi-
rofle, giroflê.
4 Prego quadrangular que se usa em ferraduras.
5 Prego com que os pés e as mãos dos suplicados eram fixados à cruz e ao ecúleo.
6 MED Calo profundo e doloroso que se localiza na planta do pé e tem forma semelhante a um cone.
7 MED Afecção do folículo sebáceo, causada pelo acúmulo de resíduos epiteliais; comedão.
8 Pessoa incômoda ou nociva; chato, importuno, inconveniente.
9 Mau negócio; embuste, fraude, trapaça.
10 VET Tumor duro no casco das cavalgaduras.
11 Afecção do folículo pilossebáceo; ponto negro.
EXPRESSÕES
Dar uma no cravo e outra na ferradura, COLOQ: a) dar um golpe certo e outro errado; b) apoiar duas coisas 
que encerram contradição, em geral por maldade ou dissimulação.
ETIMOLOGIA
lat clavum,como esp clavo.
A mesma definição pode conter mais de uma rubrica referente à área de conhecimento.
crioidrato
cri·o·i·dra·to
sm
61
FÍS, QUÍM Eutético constituído por água e um sal.
ETIMOLOGIA
voc comp do gr krýos+hidrato, como ingl cryohydrate.
Há referência às vozes dos animais, no final do verbete, indicando-se os verbos e os substantivos que se 
relacionam a elas.
canário
ca·ná·ri·o
adj sm
Vcanarino.
sm
1 ZOOL Pássaro canoro pequeno da família dos fringilídeos ( Serinus canaria), de plumagem geralmente 
amarela e canto melodioso, originário das ilhas Canárias, da Madeira e dos Açores.
2 POR EXT Pessoa que canta bem.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VOZ (acepção 1): canta, dobra, modula, trila, trina.
EXPRESSÕES
Canário de uma muda só, COLOQ: pessoa que anda todo o tempo com uma só roupa.
Canário sem muda, COLOQ: Vcanário de uma muda só.
ETIMOLOGIA
de Canárias, np, como esp canario.
Todos os comentários gramaticais são sempre mencionados entre colchetes.
certamente
cer·ta·men·te
adv
1 Com certeza, sem dúvida [usado como modificador de frase, indica grande probabilidade e pequeno grau 
de incerteza ] : “Tão determinado que, se alguém o olhasse mais atento, certamente perceberia alguma forma 
mais precisa nos movimentos” (CFA).
2 Com certeza, é claro, sim [usado como resposta afirmativa a uma solicitação ] : “[…] não é assim? … – 
Certamente, respondeu a mocinha, sem perturbar-se” (JMM).
ETIMOLOGIA
voc comp do fem de certo+mente.
A transitividade dos verbos é indicada em todas as acepções, antes dos números que as registram, já que 
os verbos podem exigir um ou mais complementos no sintagma verbal, a fim de formar um sentido completo.
excetuar
ex·ce·tu·ar
vtd
1 Fazer exceção de; pôr fora: Conhecia quase todos na festa, excetuando um ou outro convidado.
vtdi e vpr
2 Deixar(-se) de fora: Não excetuou nenhum parente de sua lista de convidados. Conseguiu excetuar-se da 
lista dos mais bagunceiros da turma.
vtd
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3 JUR Impugnar uma demanda por meio de exceção.
vint
4 JUR Propor uma exceção.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: exceptuar.
ANTÔN (acepção 1): incluir.
ETIMOLOGIA
der do lat exceptus+ar1.
Quando o verbo é essencialmente pronominal, usa-se a partícula se na cabeça de verbete.
queixar-se
quei·xar-se
vpr
1 Manifestar lamúrias ou lamentações diante da dor física ou da mágoa; gemer, lastimar-se, reclamar: No 
enterro do marido, a viúva queixava-se aos prantos.
vpr
2 Manifestar desgosto ou desprazer; lamentar-se: “A cada dia, a Igreja, contudo, se queixa de que há menos 
vocações sacerdotais” (Z1).
vpr
3 Mostrar-se magoado ou ofendido: Queixa-se diante de tantas injustiças.
vpr
4 Denunciar algo de que foi vítima: “Se você quiser, vá queixar-se à polícia… Está no seu direito! Eu me 
explicarei em juízo!” (AA1).
vpr
5 Descrever estado físico ou moral: Ele se queixa de dores crônicas no peito.
ETIMOLOGIA
lat vulg *quassiare, como esp quejar.
Os verbos irregulares, defectivos ou impessoais trazem essa informação entre colchetes, no final do verbe-
te.
cerzir
cer·zir
vtd e vint
1 Costurar ou remendar tecido rasgado ou esgarçado, com pontos miúdos, a fim de reconstituir sua trama 
original, sem deixar defeito: “Na barcaça […], apenas duas ou três mulheres catando sururu, dois ou três pes-
cadores cerzindo redes” (JU). “Foi pouco fogo. O buraco é pequeno, dá para cerzir invisível” (TM1).
vtd e vtdi
2 Juntar, reunir ou incorporar alguma coisa a outra: A atitude do político perante as câmeras cerziu os piores 
comentários. O autor cerziu o romance com textos picantes. [Verbo irregular. ]
ETIMOLOGIA
lat sarcire.
carpir
car·pir
63
vtd
1 ANT Arrancar (fios de barba ou de cabelo) em sinal de dor ou de sentimento.
vtd
2 Arrancar (erva daninha ou mato); capinar.
vtd
3 Expressar-se por meio de lamento; chorar, lamentar.
vtd e vpr
4 Lastimar(-se), prantear(-se).
vtd e vint
5 Expressar sons tristes e comoventes; sussurrar como que chorando.
vpr
6 Exprimir-se em tom de lamento; lamentar-se, prantear-se. [Verbo defectivo. ]
ETIMOLOGIA
lat carpĕre.
garoar
ga·ro·ar
vint Cair garoa, chuviscar: Ontem, garoou à noitinha. [Verbo impessoal.]
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: garuar.
ETIMOLOGIA
der de garoa1+ar1.
Quando uma unidade lexical tem sua definição em outro verbete, por ser sinônimo ou não ser o termo pre-
ferencial, a remissão é indicada pela letra V (veja) seguida do verbete a consultar. Se a remissão refere-se a 
determinada acepção, esta também é indicada.
guri
gu·ri
sm
1 REG (RS) Vmenino, acepção 1.
2 BOT Vguriri.
3 ZOOL Denominação comum aos peixes teleósteos siluriformes, da família dos ariídeos, encontrados em 
águas marinhas, com o corpo revestido de escamas grossas, que formam uma couraça, dotados de grandes 
barbilhões; uri.
ETIMOLOGIA
tupi wyrí, como esp.
No final do verbete, numa seção denominada “Informações complementares”, registram-se os sinônimos, 
os antônimos, as variantes, os plurais, os femininos, os aumentativos e os diminutivos irregulares e os super-
lativos absolutos sintéticos. Às vezes essas formas (antônimo, sinônimo, plural etc.) podem referir-se apenas a 
uma acepção. Nesse caso, essa acepção é indicada.
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molambento
mo·lam·ben·to
adj
Que está em farrapos; roto e sujo.
adj sm
Que ou aquele que se veste com farrapos.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
SIN: maltrapilho, molambudo, mulambudo.
VAR: mulambento.
ETIMOLOGIA
der de molambo+ento.
anorexia
a·no·re·xi·a
(cs)
sf
MED Falta ou perda de apetite.
EXPRESSÕES
Anorexia nervosa, MED, PSICOL: distúrbio nervoso grave, caracterizado pelo medo obsessivo de engordar, 
fazendo com que a pessoa pare de se alimentar, fique desnutrida e tenha sua vida ameaçada. Acomete espe-
cialmente mulheres, em geral entre 16 e 25 anos, e provoca menstruação irregular, queda de peso repentina, 
palidez, atrofia dos músculos, recusa do organismo em ingerir alimentos, insônia, diminuição ou ausência da li-
bido etc. O tratamento inclui a administração de antidepressivo, psicoterapia individual e reeducação alimentar.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
ANTÔN: orexia.
ETIMOLOGIA
gr anoreksía.
plástico-bolha
plás·ti·co-bo·lha
sm
Material plástico, produzido em polietileno de baixa densidade, com bolhas de ar prensadas, utilizado na 
embalagem de produtos diversos, proporcionando-lhes proteção. É também usado no revestimento de pisos, 
antes da colocação de carpetes de madeira e afins, conferindo-lhes isolação acústica.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: plásticos-bolhas e plásticos-bolha.
ETIMOLOGIA
voc comp.
barão
ba·rão
sm
1 Título nobiliárquico imediatamente inferior ao de visconde: “Lia-se no Jornal do Comércio que Sua Exce-
lência fora agraciado pelo governo português com o título de Barão do Freixal […]” (AA1).
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2 ANT Senhor feudal, subordinado ao rei.
3 ANT Homem ilustre por seus feitos e por sua riqueza.
4 BOT Variedade de algodoeiro.
5 Homem de muito poder: É o barão da pequena cidade.
6 COLOQ Pessoa muito rica: Os barões vivem enclausurados em suas mansões.
7 Homem que se destaca em determinado ramo de negócios: “Os últimos brilhos do poente já iam e, a pe-
dido do barão do café, fogueiras e tochas não deveriam ser acesas” (TM1).
8 OBSOL Cédula antiga de mil cruzeiros.
9 ETNOL Entidade sobrenatural do boi de mamão.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
FEM: baronesa.
ETIMOLOGIA
lat baronem.
animal
a·ni·mal
sm
1 BIOL Ser vivo multicelular, dotado de movimento, de crescimento limitado, com capacidade de responder 
a estímulos.
2 Ser animal destituído de razão; animal irracional.
3 COLOQ Pessoa insensível ou cruel.
4 COLOQ Pessoa muito grosseira ou ignorante.
5 Animal cavalar, especialmente o macho.
6 FIG A natureza animal; animalidade.
adj m+f
1 Relativo ou pertencente aos animais.
2 Próprio de animal.
3 Extraído ou obtido de animal.
4 FIG Que se entrega aos prazeres do sexo; lascivo, libidinoso.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
AUM (sm): animalaço, animalzão.
DIM: animalzinho, animalejo, animálculo.
EXPRESSÕES
Animal inferior, ZOOL: animal invertebrado.Animal irracional: qualquer animal, exceto o homem.
Animal sem fogo, REG (CE): cavalo ainda não marcado ou ferrado.
Animal sem rabo, COLOQ: pessoa grosseira, mal-educada.
Animal superior: animal vertebrado.
ETIMOLOGIA
lat anĭmal.
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ágil
á·gil
adj m+f
1 Que se movimenta com rapidez ou agilidade: “Firmo […] era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil 
como um cabrito […]” (AA1).
2 FIG Que tem raciocínio rápido; desembaraçado, ligeiro, perspicaz.
3 Que atua ou trabalha com eficiência; diligente.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
SUP ABS SINT: agílimo e agilíssimo.
ANTÔN: moroso, sonolento, vagaroso.
ETIMOLOGIA
lat agĭlis.
Também são chamadas de subverbetes as expressões na estrutura de um verbete. Elas estão destacadas 
ao final do verbete, numa seção denominada “Expressões”.
barba
bar·ba
EXPRESSÕES
Barba a barba: em situação de confronto.
Barba de baleia, MAR: pequena haste ao lado do mastro da proa, utilizada para disparos de cabos que 
prendem as velas.
Barba de bode: Vcavanhaque.
À barba, COLOQ: bem visível.
Fazer a barba: raspar a barba, barbear-se.
Fazer barba, cabelo e bigode, ESP: vencer pelo menos três vezes o mesmo adversário em categorias dife-
rentes em curto espaço de tempo.
Nas barbas de: na presença de alguém, faltando-lhe o respeito.
Pôr as barbas de molho: agir com prevenção contra alguma situação perigosa.
Ter barbas: ser muito antigo.
tomate
to·ma·te
EXPRESSÕES
Tomate francês, BOT: tomate de forma e tamanho de um ovo, de coloração vermelho-escura, de tom alaran-
jado no interior, consistência firme, sabor levemente ácido, com sementes pretas.
Tomate italiano, BOT: tomate pequeno, de formato geralmente cilíndrico, com a extremidade inferior pontu-
da. É adocicado e tem menos sumo que a maioria das variedades dos tomates. É muito usado na preparação 
de molhos.
Tomate seco, CUL: tomate cortado em duas metades, retirando-se as sementes, seco no forno ou ao sol, 
temperado com azeite, orégano, sal e, frequentemente, alho. É comumente servido em saladas ou como ante-
pasto.
fuga 2
fu·ga
EXPRESSÕES
67
Fuga escolar, MÚS: aquela com rígida observância das regras formais.
Fuga real, MÚS: aquela cuja resposta não apresenta alterações intervalares em relação ao sujeito.
Fuga tonal, MÚS: aquela cuja resposta apresenta alterações intervalares em relação ao sujeito.
Foram utilizados exemplos e abonações com o objetivo de autorizar o emprego das palavras. As abonações 
foram extraídas de textos literários de autores brasileiros consagrados e estão transcritas entre aspas, com a 
sigla que representa o autor e a obra entre parênteses. Os exemplos foram criados pela equipe de lexicógrafos 
e são registrados em itálico.
NOTA: Entenda o que significa cada sigla das abonações na seção “Abonações – obras e siglas” em “Como 
consultar”.
fadigar
fa·di·gar
vtd e vpr Causar ou sentir fadiga; afadigar: A alta temperatura fadigou alguns corredores. O rapaz fadigou-se 
com o excesso de trabalho.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: fatigar.
ETIMOLOGIA
der de fadiga+ ar1, como esp fatigar.
fabricação
fa·bri·ca·ção
sf
1 Ação, processo ou arte de fabricar algo; fábrica, fabrico, manufatura: “Três meses mais tarde Mr. Chang 
Ling apareceria em Antares com a mulher e seus cinco filhos e mais três compatriotas seus, especialistas na 
fabricação de óleos comestíveis” (EV).
2 POR EXT O que resulta da fabricação; fabrico.
3 Ação de inventar ou elaborar algo novo; criação, produção: É um mestre na fabricação de personagens.
4 Ação de produzir de modo natural: A fabricação de anticorpos pelo organismo é a sua principal defesa.
5 Produção ou criação de algo de modo ilícito, com o objetivo de distorcer os fatos: A fabricação das provas 
era evidente.
EXPRESSÕES
Fabricação em série: fabricação em grande escala, segundo especificações padronizadas.
ETIMOLOGIA
der de fabricar+ção, como esp fabricación.
O campo destinado à etimologia do vocábulo está sempre no final do verbete, após a indicação “Etimologia” 
e nele há diversos tipos de informação como a língua de origem, o étimo e os elementos de composição.
NOTA: Entenda como a etimologia dos vocábulos foi criada e como está padronizada neste dicionário lendo 
a seção “Etimologia” em “Como consultar”.
astroquímica
as·tro·quí·mi·ca
sf
ASTROQ Estudo da composição química dos astros, baseado especialmente nas análises espectroquími-
cas.
ETIMOLOGIA
68
voc comp do gr ástron+química, como ingl astrochemistry.
Fonte: michaelis.uol.com.br
Vocabulário: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos
É possível encontrar no Brasil diversas variações linguísticas, como na linguagem regional. Elas reúnem as 
variantes da língua que foram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia.
Delas surgem as variações que envolvem vários aspectos históricos, sociais, culturais, geográficos, entre 
outros.
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os seus falantes em todos os lugares e em qual-
quer situação. Sabe-se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o mesmo significado dentro 
de um mesmo contexto. 
As variações que distinguem uma variante de outra se manifestam em quatro planos distintos, a saber: fô-
nico, morfológico, sintático e lexical.
Variações Morfológicas
Ocorrem nas formas constituintes da palavra. As diferenças entre as variantes não são tantas quanto as de 
natureza fônica, mas não são desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
– uso de substantivos masculinos como femininos ou vice-versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), 
a champanha (o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal (da cal).
– a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo 
e as amiga, os livro indicado, as noite fria, os caso mais comum.
– o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu 
nas últimas eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não é possível que ele esforçou (te-
nha se esforçado) mais que eu.
– o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar o superlativo de adjetivos, recurso muito carac-
terístico da linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de humaníssimo), uma prova hiperdifícil 
(em vez de dificílima), um carro hiperpossante (em vez de possantíssimo).
– a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (man-
tiver), se ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser).
– a conjugação de verbos regulares pelo modelo de irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia).
Variações Fônicas
Ocorrem no modo de pronunciar os sons constituintes da palavra. Entre esses casos, podemos citar:
– a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis (Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas 
formas típicas de pessoas de baixa condição social.
– A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regi-
ões do Rio Grande do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem caipira): quintau, quintar, quintal; 
pastéu, paster, pastel; faróu, farór, farol.
– deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar, estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de 
baixa condição social.
– a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem oral no português: falá, vendê, curti (em vez 
de curtir), compô.
– o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me alembro, o pássaro avoa, formas comuns na 
linguagem clássica, hoje frequentes na fala caipira.
– a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, marelo (amarelo), margoso (amargoso), caracte-
rísticas na linguagem oral coloquial.
69
Variações Sintáticas
Correlação entre as palavras da frase. No domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as 
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos citar:
– a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome “que” no início da frase mais a combinação da 
preposição“de” com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a família dele (em vez de cuja 
família eu já conhecia).
– a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu 
quero falar com você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua) voz me irrita.
– ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles chegou tarde (em grupos de baixa extração so-
cial); Faltou naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
– o uso de pronomes do caso reto com outra função que não a de sujeito: encontrei ele (em vez de encon-
trei-o) na rua; não irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em vez de ti) e ele.
– o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem.
– a ausência da preposição adequada antes do pronome relativo em função de complemento verbal: são 
pessoas que (em vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez de a que) eu assisti; você 
é a pessoa que (em vez de em que) eu mais confio.
Variações Léxicas
Conjunto de palavras de uma língua. As variantes do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito 
numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em confronto com outra. São exemplos possíveis de citar:
– as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às vezes, tão surpreendentes, que têm sido 
objeto de piada de lado a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no Brasil chamamos de 
calcinha; o que chamamos de fila no Brasil, em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se diz 
pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que chamamos de suéter, malha, camiseta.
– a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito para formar o grau superlativo dos adjetivos, carac-
terísticas da linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior difícil; Esse amigo é um carinha 
maior esforçado.
Designações das Variantes Lexicais:
– Arcaísmo: palavras que já caíram de uso. Por exemplo, um bobalhão era chamado de coió ou bocó; em 
vez de refrigerante usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era supimpa.
– Neologismo: contrário do arcaísmo. São palavras recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram 
para os dicionários. A na computação tem vários exemplos, como escanear, deletar, printar.
– Estrangeirismo: emprego de palavras emprestadas de outra língua, que ainda não foram aportugue-
sadas, preservando a forma de origem. Nesse caso, há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem 
jurídica, tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou, mais livremente, “estejas em liberdade”), 
ipso facto (“pelo próprio fato de”, “por isso mesmo.
As palavras de origem inglesas são várias: feeling (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (con-
junto de informações básicas).
– Jargão: vocabulário típico de um campo profissional como a medicina, a engenharia, a publicidade, 
o jornalismo. Furo é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, foi uma barriga. 
– Gíria: vocabulário especial de um grupo que não deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende 
marcar sua identidade por meio da linguagem. Por exemplo, levar um lero (conversar).
– Preciosismo: é um léxico excessivamente erudito, muito raro: procrastinar (em vez de adiar); cinesíforo 
(em vez de motorista).
– Vulgarismo: o contrário do preciosismo, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou 
(em vez de se deu mal, arruinou-se).
70
Tipos de Variação
As variações mais importantes, são as seguintes:
 – Sociocultural: Esse tipo de variação pode ser percebido com certa facilidade. 
– Geográfica: é, no Brasil, bastante grande. Ao conjunto das características da pronúncia de uma determi-
nada região dá-se o nome de sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho etc. 
– De Situação: são provocadas pelas alterações das circunstâncias em que se desenrola o ato de 
comunicação. Um modo de falar compatível com determinada situação é incompatível com outra
– Histórica: as línguas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a forma de falar, mudam as 
palavras, a grafia e o sentido delas. Essas alterações recebem o nome de variações históricas.
latinismos
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LATINOS 
Embora muitos gramáticos e estudiosos da língua defendam que se deve privilegiar o uso de palavras em 
português, diversas palavras e expressões latinas são usadas diariamente pelos falantes da língua, quer em 
linguagem formal ou de áreas específicas, quer em linguagem informal.
As expressões latinas não sofrem processos de aportuguesamento, devendo assim ser escritas em sua for-
ma original, sem qualquer tentativa de aproximação às regras ortográficas e fonológicas da língua portuguesa.
Deverão, contudo, ser grafadas com algum sinal indicativo da sua condição de expressão de outro idioma: 
em itálico, entre aspas, sublinhadas, em negrito. Confira exemplos das principais palavras e expressões latinas 
usadas atualmente na língua portuguesa:
Ab initio: desde o princípio.
A contrario sensu: em sentido contrário, pela razão contrária.
A posteriori: pelo que segue, depois de um fato. Diz-se do raciocínio que se remonta do efeito à causa.
A priori: segundo um princípio anterior, admitido como evidente; antes de argumentar, sem prévio conhe-
cimento.
Apud: em, junto a, junto em. Emprega-se em citações indiretas, isto é, citações colhidas numa obra.
Carpe Diem: “Aproveita o dia”. (Aviso para que não desperdicemos o tempo).
Curriculum Vitae: conjuntos de dados relativos ao estado civil, ao preparo profissional e às atividades an-
teriores de quem se candidata a um emprego.
Data venia: concedida a licença, com a devida vênia. É uma expressão respeitosa com que se inicia uma 
argumentação discordante da de outrem.
Et cetera (ou Et caetera) (abrev.: etc.): e as outras coisas, e os outros, e assim por diante. Apesar de seu 
sentido etimológico (= e outras coisas), emprega-se, atualmente, não somente após nomes de coisas, mas 
também de pessoas, como expressão continuativa.
Exempli gratia: por exemplo. É expressão sinônima de Verbi gratia.
Habeas corpus: “Que tenhas o corpo”. Meio extraordinário de garantir e proteger todo aquele que sofre vio-
lência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade de locomoção, por parte de qualquer autoridade 
legítima.
Habeas data: “Que tenha os dados”, “Que conheça os dados”. Trata-se de garantia ativa dos direitos fun-
damentais, que se destina a assegurar: 
a) o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
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Homo sapiens: homem sábio; nome da espécie humana na nomenclatura de Lineu.
Id est: isto é, quer dizer. Às vezes, aparece abreviadamente (i.e.).
In memoriam: em comemoração, para memória, para lembrança.
In posterum: no futuro.
In terminis: no fim. Decisão final que encerra o processo.
In verbis: nestes termos, nestas palavras. Emprega-se para exprimir as citações ou as referências feitas 
com as palavras da pessoa que se citou ou do texto a que se alude.
Ipsis Verbis: pelas próprias palavras, exatamente, sem tirar nem pôr.
Lato sensu: em sentido amplo, em sentido geral.
Per capita: por cabeça, para cada indivíduo.
Quorum: número mínimo de membros presentes necessário para que uma assembleia possa funcionar ou 
deliberar regularmente.
Sic: assim, assim mesmo, exatamente. Pospõe-se a uma citação, ou nela se intercala, entre parênteses ou 
entre colchetes, para indicar que o texto original é da forma que aparece.
Statu quo: “No estado em que”. Emprega-se, na linguagem jurídica, para indicar a forma, a situação ou a 
posição em que se encontra certa questão ou coisa em determinado momento.
Stricto sensu: em sentido restrito, em sentido literal.
Verbigratia: por exemplo.
Verbum ad verbum: palavra por palavra, textualmente, literalmente.
Ortografia
— Definições
Com origem no idioma grego, no qual orto significa “direito”, “exato”, e grafia quer dizer “ação de escrever”, 
ortografia é o nome dado ao sistema de regras definido pela gramática normativa que indica a escrita correta 
das palavras. Já a Ortografia Oficial se refere às práticas ortográficas que são consideradas oficialmente como 
adequadas no Brasil. Os principais tópicos abordados pela ortografia são: o emprego de acentos gráficos que 
sinalizam vogais tônicas, abertas ou fechadas; os processos fonológicos (crase/acento grave); os sinais de 
pontuação elucidativos de funções sintáticas da língua e decorrentes dessas funções, entre outros. 
Os acentos: esses sinais modificam o som da letra sobre a qual recaem, para que palavras com grafia 
similar possam ter leituras diferentes, e, por conseguinte, tenham significados distintos. Resumidamente, os 
acentos são agudo (deixa o som da vogal mais aberto), circunflexo (deixa o som fechado), til (que faz com que 
o som fique nasalado) e acento grave (para indicar crase). 
O alfabeto: é a base de qualquer língua. Nele, estão estabelecidos os sinais gráficos e os sons representados 
por cada um dos sinais; os sinais, por sua vez, são as vogais e as consoantes. 
As letras K, Y e W: antes consideradas estrangeiras, essas letras foram integradas oficialmente ao alfabeto 
do idioma português brasileiro em 2009, com a instauração do Novo Acordo Ortográfico. As possibilidades da 
vogal Y e das consoantes K e W são, basicamente, para nomes próprios e abreviaturas, como abaixo: 
– Para grafar símbolos internacionais e abreviações, como Km (quilômetro), W (watt) e Kg (quilograma). 
– Para transcrever nomes próprios estrangeiros ou seus derivados na língua portuguesa, como Britney, 
Washington, Nova York. 
Relação som X grafia: confira abaixo os casos mais complexos do emprego da ortografia correta das 
palavras e suas principais regras: 
«ch” ou “x”?: deve-se empregar o X nos seguintes casos: 
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– Em palavras de origem africana ou indígena. Exemplo: oxum, abacaxi. 
– Após ditongos. Exemplo: abaixar, faixa. 
– Após a sílaba inicial “en”. Exemplo: enxada, enxergar. 
– Após a sílaba inicial “me”. Exemplo: mexilhão, mexer, mexerica. 
s” ou “x”?: utiliza-se o S nos seguintes casos:
– Nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: síntese, avisa, verminose. 
– Nos sufixos “ense”, “osa” e “oso”, quando formarem adjetivos. Exemplo: amazonense, formosa, jocoso. 
– Nos sufixos “ês” e “esa”, quando designarem origem, título ou nacionalidade. Exemplo: marquês/marquesa, 
holandês/holandesa, burguês/burguesa. 
– Nas palavras derivadas de outras cujo radical já apresenta “s”. Exemplo: casa – casinha – casarão; análise 
– analisar. 
Porque, Por que, Porquê ou Por quê? 
– Porque (junto e sem acento): é conjunção explicativa, ou seja, indica motivo/razão, podendo substituir o 
termo pois. Portanto, toda vez que essa substituição for possível, não haverá dúvidas de que o emprego do 
porque estará correto. Exemplo: Não choveu, porque/pois nada está molhado. 
– Por que (separado e sem acento): esse formato é empregado para introduzir uma pergunta ou no lugar 
de “o motivo pelo qual”, para estabelecer uma relação com o termo anterior da oração. Exemplos: Por que ela 
está chorando? / Ele explicou por que do cancelamento do show. 
– Porquê (junto e com acento): trata-se de um substantivo e, por isso, pode estar acompanhado por artigo, 
adjetivo, pronome ou numeral. Exemplo: Não ficou claro o porquê do cancelamento do show. 
– Por quê (separado e com acento): deve ser empregado ao fim de frases interrogativas. Exemplo: Ela foi 
embora novamente. Por quê? 
Parônimos e homônimos 
– Parônimos: são palavras que se assemelham na grafia e na pronúncia, mas se divergem no significado. 
Exemplos: absolver (perdoar) e absorver (aspirar); aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar). 
– Homônimos: são palavras com significados diferentes, mas que divergem na pronúncia. Exemplos: 
“gosto” (substantivo) e “gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome demonstrativo). 
 acentuação gráfica
— Definição
A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas palavras grafadas com a finalidade de estabelecer, 
com base nas regras da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras. Isso quer dizer que os acentos 
gráficos servem para indicar a sílaba tônica de uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com as 
regras gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na língua portuguesa:
– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.
– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e “o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. 
Ex.: acadêmico, âncora, avô. 
– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse 
acento não indica sílaba tônica!
– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de determinada palavra tem som nasal, e nem sempre 
recai sobre a sílaba tônica. Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que indica que a sílaba forte é “o” 
(ou seja, é acento tônico), e um til (˜), que indica que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro exemplo 
semelhante é a palavra bênção. 
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— Monossílabas Tônicas e Átonas
Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer alteração de intensidade de voz na sua pronúncia. 
Exemplo: observe o substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração da preposição “de” + artigo 
“o”). Ao comparar esses termos, percebermos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja, temos uma 
monossílaba tônica e uma átona, respectivamente. Diante de palavras monossílabas, a dica para identificar se 
é tônica (forte) ou fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como abaixo:
“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”
“Finalmente encontrei a chave do carro.”
Recebem acento gráfico: 
– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s); -e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs. 
– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis, -éu, -ói. Ex: réis, véu, dói. 
Não recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis. 
– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. 
Antes do novo acordo ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles lêem leem.
Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos terminados em “-em”, já que a terceira 
pessoa termina em “-êm”. Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem → Eles têm; Ele 
vem → Eles vêm. 
Acentuação das palavras Oxítonas 
As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas as oxítonas com sílaba tônica terminada em 
vogal tônica -a, -e e -o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé, vocês. Logo, não se 
acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”. Ex.: caqui, urubu. 
Acentuação das palavras Paroxítonas
São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima sílaba é tônica. De acordo com a regra geral, 
não se acentuam as palavras paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados abaixo. Observe as 
exceções: 
– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis, hóquei, jóquei, pônei, saudáveis. 
– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex, esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, 
tórax. 
– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis, grátis, júri, lápis, oásis, táxi. 
– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus, tônus. 
– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons. 
– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns, quórum, quóruns. 
– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs, órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos. 
Acentuação das palavras ProparoxítonasClassificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é tônica, e todas recebem acento, sem exceções. 
Ex.: ácaro, árvore, bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro, tática, trânsito. 
Ditongos e Hiatos 
Acentuam-se: 
– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”, “_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: 
anéis, fiéis, herói, mausoléu, sóis, véus. 
– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de um hiato e estejam isoladas ou sucedidas por 
“_s” na sílaba. Ex.: caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú). 
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Não se acentuam: 
– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.: moinho, rainha, bainha. 
– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.: juuna, xiita. xiita. 
– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem, enjoo, magoo. 
O Novo Acordo Ortográfico 
Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem acentuação em razão do Acordo Ortográfico 
de 1990, que entrou em vigor em 2009:
1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas. 
Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo; vôo – voo; zôo – zoo. 
2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas. 
Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide – alcaloide; assembléia – assembleia; 
asteróide – asteroide; européia – europeia.
3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas. 
Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo – taoismo. 
4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que possuem -e tônico em hiato. 
Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – 
leem; relêem – releem; revêem.
5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua portuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; 
enxágüe – enxágue; linguïça – linguiça.
6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma grafia, mas apresentam significados 
diferentes. Exemplo: o verbo PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo “parar” era 
acentuada para que fosse diferenciada da preposição “para”.
Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim: 
Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo / preposição]
Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo / preposição]
a crase
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou “contração”, e ocorre entre duas vogais, 
uma final e outra inicial, em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a (preposição) + a (artigo 
feminino) = aa à; a (preposição) + aquela (pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) + aquilo 
(pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante 
de palavras femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos aquilo e aquele, que recebem a 
crase por terem “a” como sua vogal inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno de união 
representado pelo acento grave. 
A crase pode ser a contração da preposição a com: 
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não assistiu às aulas.” 
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.” 
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: “Retorne àquele mesmo local.” 
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às quais devemos o maior respeito e 
consideração”. 
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de duas vogais a (preposição + artigo ou 
preposição + pronome) na construção sintática. 
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Técnicas para o emprego da crase 
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe semelhante. Se a combinação ao aparecer, 
ocorrerá crase diante da palavra feminina. 
Exemplos: 
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.” 
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.” 
“Irei ao evento / à festa.” 
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir, chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. 
Se aparecer a preposição da, ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não deve ser 
empregado.
Exemplos: 
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.” 
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.” 
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas 
preposições não se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas pela(s), na(s) ou da(s), a 
crase não ocorrerá. 
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta de estudar / Insiste em estudar.” 
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.” 
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você / Gosto de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que expressam uma única ideia, a crase somente 
deve ser empregada se a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como núcleo uma palavra 
feminina, ocorrerá crase. 
Exemplos: 
“Tudo às avessas.” 
“Barcos à deriva.” 
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase: 
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão “moda de”, ficando somente o à explícito. 
Exemplos: 
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.” 
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso de horas especificadas e definidas: Exemplos: 
“À uma hora.” 
“Às cinco e quinze”. 
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Exercícios
1. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Entre as opções a seguir, assinale aquela em que o aumentativo sublinhado perdeu o valor de aumentativo, 
designando uma outra realidade.
(A) O entregador tocou a campainha e esperou no portão.
(B) O fazendeiro tinha um cachorrão para vigiar a plantação.
(C) O panelão da feijoada já estava sobre o fogão.
(D) O apartamento tinha um varandão na frente.
(E) Na parte de trás, havia um terrenão para o plantio de frutas.
2. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO/PORTUGUÊS/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Assinale a opção que exemplifica a seguinte mudança de classe nas palavras: substantivos comuns que 
passaram a substantivos próprios e substantivos próprios que passaram a comuns.
(A) Campina Grande / celular.
(B) Fortaleza / felicidade.
(C) Pouso Alegre / santo.
(D) Três Corações / champanha.
(E) Recife / canário.
3. FGV - AFRE MG/SEF MG/AUDITORIA E FISCALIZAÇÃO/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Nossas necessidades são muitas, mas nossos desejos são incontáveis.
Nessa frase, o segundo termo sublinhado mostra uma intensificação do primeiro. Assinale a opção em que 
essa estratégia se repete.
(A) “Livros trazem a vantagem de podermos estar sós e acompanhados.”
(B) “Documentários são tão verdadeiros ou tão mentirosos quanto a ficção.”
(C) “O escritor não escreve o que ouve, nem o que houve. Escreve o que sente.”
(D) “Quando você possui um livro com mente e espírito, você enriquece. Mas quando você o passa adiante, 
enriquece triplamente.”
(E) “Livros são os mais silenciosos e constantes amigos. Os conselheiros mais acessíveis e sábios. E os 
mais pacientes professores.”
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4. FGV - AFRE MG/SEF MG/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
“As pessoas de classe deixam à plebe tanto a preocupação de pensar, quanto o temor de pensar erronea-
mente.” Na frase acima, o termo sublinhado traz implícito um adjetivo (alta classe).
Assinale a opção em que a expressão sublinhada não mostra a mesma situação.
(A) Meu pai sempre aconselhava que procurássemos uma menina de família para casar.
(B) Sempre devemos respeitar as pessoas de idade.
(C) As pessoas do interior são mais francas.
(D) A empregada trouxe do mercado um pacote de manteiga de qualidade.
(E) Os dois times mostraram um futebol de categoria.
 
5. FGV - TEC B (BANESTES)/BANESTES/2023
Assunto:Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Na descrição de uma paisagem, o autor do texto empregou os seguintes pares de palavras: céu azul, mar 
agitado, aves ruidosas, ruído agradável, águas cálidas, atmosfera barroca, nuvens densas...
Entre todos os adjetivos empregados, os dois que pertencem a um grupo diferente dos demais, são
(A) céu azul / mar agitado.
(B) aves ruidosas / ruído agradável.
(C) atmosfera barroca / nuvens densas.
(D) ruído agradável / atmosfera barroca.
(E) águas cálidas / aves ruidosas.
6. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO/BIOLOGIA/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Muitas vezes podemos substituir uma locução adjetiva por um adjetivo.
Assinale a opção em que o termo sublinhado não pode ser substituído por um adjetivo.
(A) O relógio tinha uma valiosa pulseira de ouro.
(B) Os erros de ortografia devem ser evitados.
(C) As lembranças dos filhos eram guardadas numa caixa.
(D) Os livros de Matemática eram utilizados em sala.
(E) As mensalidades dos alunos eram depositadas no banco.
7. FGV - OF PROM (MPE SP)/MPE SP/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Todas as frases abaixo contêm adjetivos; assinale a frase em que esse adjetivo tem o valor de qualificação.
(A) Na guerra contra a pobreza, a lista de mortos é impublicável.
(B) Na inflação capitalista os preços sobem.
(C) A indústria farmacêutica não tem remédio.
(D) A crença de nosso cliente é o nosso maior patrimônio.
(E) Não mexa no que está quieto.
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8. FGV - OF PROM (MPE SP)/MPE SP/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Assinale a frase em que o adjetivo bom/boa tem valor objetivo.
(A) Os clientes aperfeiçoaram o sistema de tornar impossível a boa propaganda.
(B) O melhor do marketing é uma boa tabela de preços.
(C) Perdoar é, além do mais, um bom negócio.
(D) Existem dias de bom tempo em que é melhor divertir-se do que fazer negócio.
(E) O dinheiro é um bom cosmético.
9. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO/PORTUGUÊS/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos 
verbais
“Cheguei ao trabalho por volta das oito da manhã. Como sempre, meu chefe já estava na seção. Nunca 
pude entender o porquê de ele chegar tão cedo, pois as coisas só começavam depois que todos chegassem. 
Dirigi-me a minha mesa e passei a organizar o material de trabalho.”
Esse é um fragmento de texto narrativo, caracterizado basicamente pela evolução cronológica de ações. 
Assinale a opção que apresenta as formas verbais que documentam essa evolução.
(A) começavam / chegassem.
(B) Cheguei / dirigi-me.
(C) estava / pude entender.
(D) pude entender / chegar.
(E) chegassem / dirigi-me.
10. FGV - ATR (AGENERSA)/AGENERSA/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos 
verbais
Conto o que me contaram. (Heródoto)
Assinale a opção que apresenta as duas formas verbais que podem substituir corretamente as formas su-
blinhadas, mantendo-se os tempos verbais.
(A) Divulguei / divulgaram.
(B) Comunico / comunicam.
(C) Expressei / expressaram.
(D) Falo / falam.
(E) Digo / disseram.
11. FGV - TECPRO (PGM NITERÓI)/PREF NITERÓI/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos 
verbais
Observe a seguinte frase: “Nunca roubes: desse modo, nunca terás sorte nos teus negócios. Procura ludi-
briar apenas”.
Toda essa frase mostra o tratamento na segunda pessoa do singular; se a passarmos para a terceira pessoa 
do singular, a forma correta dessa frase seria:
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(A) Nunca roubes: desse modo nunca terá sorte nos seus negócios. Procure ludibriar apenas;
(B) Nunca roube: desse modo nunca terá sorte nos seus negócios. Procure ludibriar apenas;
(C) Nunca roube: desse modo nunca terás sorte nos seus negócios. Procure ludibriar apenas;
(D) Nunca roube: desse modo nunca terá sorte nos teus negócios. Procure ludibriar apenas;
(E) Nunca roube: desse modo nunca terá sorte nos seus negócios. Procura ludibriar apenas.
12. FGV - FTE (SEFAZ MT)/SEFAZ MT/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos 
verbais
Todas as frases a seguir foram escritas em segunda pessoa do singular.
Assinale a opção que indica a frase que está corretamente modificada para a terceira pessoa.
(A) Tu te entretiveste toda a manhã com as crianças. / Você se entreteu toda a manhã com as crianças.
(B) Faz de conta que o dinheiro é teu e gasta-o como queiras. / Faça de conta que o dinheiro é seu e gasta-o 
como queira.
(C) Tu intervieste no momento certo. / Você interviu no momento certo.
(D) Ri livremente porque o riso é sinal de felicidade. / Rias livremente porque o riso é sinal de felicidade.
(E) Sê feliz com os teus. / Seja feliz com os seus.
13. FGV - AJ (TJ RN)/TJ RN/ADMINISTRATIVA/CONTABILIDADE/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos 
verbais
A opção abaixo em que a forma verbal destacada mostra fatos anteriores em relação aos outros é:
(A) Quando a guerra da Ucrânia terminar, muitos vão voltar ao país;
(B) Ela já terminara os exercícios quando os pais chegaram para levá-la;
(C) O diretor entrou em sala quando a maioria já saíra;
(D) O professor estava no quadro quando o aluno entrou;
(E) Todos vão saber o resultado amanhã à tarde.
14. FGV - OF PROM (MPE SP)/MPE SP/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
As frases abaixo mostram um advérbio formado com o sufixo–mente.
Assinale a frase em que esse advérbio indica modo.
(A) A personalidade do homem determina antecipadamente o grau de sua fortuna.
(B) A boa sorte nunca chega tardiamente.
(C) O homem esquece mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio.
(D) Nunca faça antes o que pode ser feito posteriormente.
(E) Constantemente nos enganamos com o nosso próximo.
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15. FGV - TECPRO (PGM NITERÓI)/PREF NITERÓI/2023
ASSUNTO: Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Na escrita, um só termo pode substituir, de forma adequada, uma locução ou mesmo toda uma oração. Em 
todas as opções abaixo há uma locução adverbial sublinhada; a frase em que a locução foi substituída adequa-
damente por um advérbio de mesmo sentido, é:
(A) A sobremesa foi servida em seguida às iguarias / seguidamente;
(B) De antemão, o governo deve garantir certa estabilidade jurídica para que os negócios se realizem / An-
tecipadamente;
(C) De quando em quando as medidas governamentais surtem o efeito pretendido / Frequentemente;
(D) O acidente de ontem, como de ordinário, ocorreu em função das péssimas condições da rodovia / popu-
larmente;
(E) As ordens da polícia foram seguidas ao pé da letra pela população do local / preliminarmente.
16. FGV - AFRE MG/SEF MG/AUDITORIA E FISCALIZAÇÃO/2023 
ASSUNTO: Língua Portuguesa (Português) - Preposição
Assinale a opção em que a preposição de traz uma contribuição semântica para a frase, não sendo uma 
exigência de um termo anterior (valor gramatical).
(A) Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você.
(B) Nunca chegarás a convencer um rato de que um gato traz boa sorte.
(C) Perdoe seus inimigos, mas não se esqueça de seus nomes.
(D) Um bebê nasce com a necessidade de ser amado.
(E) Sempre há um pouco de loucura no amor.
17. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO/PORTUGUÊS/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Preposição
A maioria das palavras mostra vários significados (polissemia), o que também ocorre com as preposições.
Assinale a opção que indica a frase em que a preposição com tem o significado de acordo.
(A) Gosto muito da paisagem dos velhos portos com seus barcos.
(B) Os turistas passeiam pela praia com seus cães.
(C) Com o retorno das aulas, o trânsito piora.
(D) Vamos terminar tudo, com calma.
(E) Penso que todos os sindicatos estarão com a nossa proposta.
18. FGV - AFRE MG/SEF MG/TECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Em todas as opções a seguir há um período composto por dois segmentos separados por um ponto.
Assinale a opção em que o conectivo substitui adequadamente esse ponto.
(A) Em época de paz, os filhos enterram os pais. Em épocas de guerra são os pais que enterram os filhos. 
/ quando.
(B) Tenho medo de borboletas. Elas têm algo de esquisito, assustador. / conquanto.
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(C) Às vezes vejo um vulto lá fora, que é a velhice. Ela vê que estou trabalhando tanto que resolve procurar 
outra pessoa. / portanto.
(D) Não é preciso muito para ser um produtor de coelhos. Você coloca um casal numa gaiola e é tudo. / 
enquanto.
(E) No universo tudo procede por vias indiretas. Não existem linhas retas. / pois.
19. FGV - FTE (SEFAZ MT)/SEFAZ MT/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
“Se um país é regido pelos princípios da razão, a pobreza e a miséria são objeto de vergonha. Se um país 
não é regido pelos princípios da razão, a riqueza e as honras são objeto de vergonha.”
Confúcio (séc. V a. C.)
Sobre a estruturação lógica desse pensamento, assinale a afirmativa correta.
(A) Os dois períodos que compõem o texto estão estruturados com base em uma comparação.
(B) Cada um dos períodos do texto mostra inicialmente uma causa seguida de sua consequência.
(C) As frases iniciais de cada período são produzidas como condições potenciais e, por isso, são falsas.
(D) Como as condições indicadas em cada oração inicial foram construídas na voz passiva, referem-se ao 
passado.
(E) Os períodos do texto mostram uma diferença do ponto de vista social e econômico.
20. FGV - FTE (SEFAZ MT)/SEFAZ MT/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Conjunção
Assinale a opção em que a segunda oração do período indica uma consequência.
(A) Já que todos estavam dormindo, a festa acabou.
(B) A música era tão alta, que ninguém conseguiu dormir.
(C) Dormir à tarde é muito bom, pois ficamos mais espertos.
(D) Consultava os dicionários porque assim conseguia ler.
(E) Decidiu viajar para a Europa, ainda que custasse caro.
21. FGV - AUD EST (CGE SC)/CGE SC/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Texto
“Quando deve ocorrer uma auditoria empresarial?
É preciso se livrar da convicção de que uma auditoria só é necessária quando as coisas não vão bem – por-
que ela deve ser feita quando está tudo bem, quando tudo está em perfeitas condições, pois isso pode garantir 
a ordem nos negócios a longo prazo
Quanto maior a empresa, mais provável é que os pontos-chave exijam auditorias completas e frequentes – 
isso pode ser feito por especialistas internos qualificados ou consultores externos.
Para determinar se sua empresa precisa de uma auditoria, considere se as informações em uma área es-
pecífica são suficientemente transparentes, claras e seguras. Se não, definitivamente indica a necessidade de 
uma análise aprofundada.
Outra orientação muito importante é conversar com os funcionários. Eles sabem melhor do que ninguém 
se os processos são seguidos e se os requisitos burocráticos e legais são cumpridos. Portanto, comece uma 
conversa.”
82
(Redator Ponto Tel / 20/10/2021)
Em todos os segmentos abaixo há a presença de dois termos sublinhados.
Assinale a opção em que a presença do segundo termo é dispensável, por ser sinônimo perfeito do primeiro.
(A) porque ela deve ser feita quando está tudo bem, quando tudo está em perfeitas condições.
(B) mais provável é que os pontos-chave exijam auditorias completas e frequentes.
(C) isso pode ser feito por especialistas internos qualificados ou consultores externos.
(D) as informações em uma área específica são suficientemente transparentes, claras e seguras.
(E) Eles sabem melhor do que ninguém se os processos são seguidos e se os requisitos burocráticos e 
legais são cumpridos.
22. FGV - CABO (PM SP)/PM SP/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Sinônimos e Antônimos
Os textos usados na prova de Língua Portuguesa podem conter uma abordagem sociológica que não ne-
cessariamente reflete o tratamento dado pelo ordenamento jurídico quanto ao tema da segurança pública.
Atenção: o texto a seguir refere-se a próxima questão.
“A segurança pública, de forma conceitual, é uma atividade que deve ser prestada pelos órgãos estatais e 
pela comunidade como um todo que visa proteger a cidadania, de forma a prevenir e controlar atos de crimi-
nalidade. Sendo que essa prestação efetiva garante o exercício pleno da cidadania nos limites da lei. Dada a 
importância constitucional desse serviço é que se conclui que o mesmo não pode ser executado de qualquer 
forma e sim de modo satisfatório, pois, quando não o é, a sociedade fica sujeita a diversos tipos de violência 
em diversas proporções, em que bens jurídicos como o patrimônio e a vida são gravemente violados. Por con-
seguinte, instituindo-se um caos de agressividade.”
(Jus.com.br / 28-07-2015)
Algumas palavras presentes no texto foram selecionadas abaixo.
Assinale a opção que mostra um sinônimo adequado para a palavra selecionada.
(A) atividade / profissão.
(B) comunidade / vizinhança.
(C) sociedade / população.
(D) agressividade / marginalidade.
23. FGV - PROF (PREF SP)/PREF SP/ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO/PORTUGUÊS/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
Um dos problemas mais comuns da escrita é a troca entre parônimos.
Assinale a opção em que isso ocorre com a palavra sublinhada.
(A) A sobremesa estava boa, mas a calda poderia estar um pouco menos doce.
(B) Os deputados, reunidos extraordinariamente na Câmara, decidiram não apreciar o projeto.
(C) Todos os recrutas fizeram a marcha em movimento acelerado.
(D) O Prefeito decidiu deferir a solicitação dos moradores.
(E) Naquela conjetura socialmente problemática, o melhor era evitar o combate.
83
24. FGV - AT (AGENERSA)/AGENERSA/2023
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Homônimos e Parônimos
Assinale a opção que indica a frase em que ocorreu a troca indevida de uma palavra por seu parônimo.
(A) Fazei grande provisão de papel e tinta que te proporcionarei oportunidade de escrever grandes façanhas.
(B) Aquilo que pensamos saber com frequência nos impede de aprender.
(C) Como todas as outras pessoas, historiadores são mais perceptivos depois que as coisas obedecem.
(D) Graves incidentes ocorrem nas rodovias nos finais de semana, alguns deles com vítimas.
(E) Costureira decente não perde a linha.
25. FGV - AFRE MG/SEF MG/TRIBUTAÇÃO/2023 
Assunto: Língua Portuguesa (Português) - Polissemia
Analise a frase a seguir.
“O conceito ‘bom’ tem muitos significados. Por exemplo, se um homem acertasse sua avó a uma boa dis-
tância, ele seria um bom atirador, mas não necessariamente um bom homem.”
Assinale a opção que apresenta uma característica da linguagem dessa frase.
(A) a polissemia.
(B) a ambiguidade.
(C) a redundância.
(D) o paralelismo.
(E) a expressividade.
84
Gabarito
1 A
2 D
3 D
4 C
5 D
6 D
7 D
8 D
9 B
10 E
11 B
12 E
13 B
14 C
15 B
16 E
17 E
18 E
19 A
20 B
21 A
22 C
23 E
24 D
25 A

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