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20 FACULDADE FASIPE CURSO DE BIOMEDICINA KAMILLA TEIXEIRA ORMOND RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I COLETA URINALISE HEMATOLOGIA E IMUNOLOGIA BIOQUIMICA CUIABÁ/MT – 2024 FACULDADE FASIPE CURSO DE BIOMEDICINA KAMILLA TEIXEIRA ORMOND RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I COLETA URINALISE HEMATOLOGIA E IMUNOLOGIA BIOQUIMICA Relatório apresentado para obtenção de nota e fechamento da faculdade do Estágio Supervisionado Obrigatório I do curso de Bacharelado em Biomedicina da FASIPE CPA. Semestre: 7° semestre Supervisor: Prof; Wdisson Cleber da Costa Fontes ,Profa Ma. Laura Maia, Thais Leal Coordenador de Curso: Profº Me. Michelle charlles CUIABÁ/MT – 2024 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO....................................................................................................5 2. ROTINA LABORATORIAL.....................................................................................6 2.1. COLETA..............................................................................................................6 2.2.TRÊS FASES ANALÍTICA...................................................................................6 2.3. TIPOS DE COLETA............................................................................................8 2.4. SEQUÊNCIAS DE TUBOS..................................................................................16 3. URINALISE..........................................................................................................18 3.1. URINA EAS.....................................................................................................19 3.2. ANALISE FÍSICO-QUÍMICA ..............................................................................20 3.3. CONTAGEM DE URINA EM CÂMARA DE NEUBAUER...................................24 3.4 LÂMINA E LAMÍNULAS...................................................................26 4. HAMATOLOGIA CLÍNICA.................................................................27 4.1. CONTAGEM DE HEMÁCIAS MÉTODO MANUAL ........................27 4.2. CONTAGEM TOTAL E DIFERENCIAL DE LEUCOCITOS..............28 4.3. DETERMINAÇÃO DO HEMATÓCRITO..........................................32 4.4. CONTAGEM MANUAL DE PLAQUETAS.......................................34 4.5 . TÉCNICA DE ESFREGAÇO DE SANGUE............................37 4.6. TÉCNICAS DE COLORAÇÃO DE PANOTICO RÁPIDO ................39 4.7. CONTAGEM DE RETICULÓCITO.................................................40 5. IMUNOLOGIA CLÍNICA..................................................................41 5.1. TESTE RÁPIDO DENGUE – IgG E IgM................................................41 5.2. TESTE DE VDRL............................................................................42 5.3. TESTE RÁPIDO HIV 1 E 2.............................................................44 5.4. TESTE RAPIDO HCV....................................................................45 5.5. TESTE RÁPIDO HbsAg.................................................................46 5.6. TIPAGEM SANGUINEA.................................................................47 5.7. FATOR REUMATÓIDE ..................................................................48 5.8. TESTE RÁPIDO DE BETA HCG.....................................................49 6. BIOQUÍMICA CLÍNICA......................................................................51 6.1 DOSAGEM DE GLICOSE.................................................................52 6.2. COLESTEROL TOTAL....................................................................54 6.3. TRIGLICÉRIDEOS ..........................................................................56 6.4. PERFIL LIPÍDICO ..........................................................................58 7. CONCLUSÃO....................................................................................61 8. REFERÊNCIA....................................................................................66 1. INTRODUÇÃO O relatório do Estágio Supervisionado I é uma disciplina composta por aulas teóricas e práticas, projetada para proporcionar uma experiência prática e realista da rotina laboratorial. A avaliação final deste estágio é crucial para a conclusão do curso de Biomedicina Neste relatório são descritas as disciplinas abordadas em sala de aula, incluindo rotinas laboratoriais, sequenciamento de tubos com aditivos e anticoagulantes, técnicas de coleta usando sistemas a vácuo, seringa com agulha, incluindo o uso de scalp, e coleta digital/capilar. Também são abordadas as boas práticas no laboratório clínico, além de exames laboratoriais como o hemograma, amplamente conhecido e utilizado Muitos erros que acontecem no laboratório ocorrem na fase pré-analítica, e a coleta está inserida nisso, podendo acontecer na identificação errada do paciente, manuseio e armazenamento das amostras de forma inadequada ou coleta em tubo incorreto. Esta vivencia da rotina laboratorial, possibilita que o aluno/estagiário conheça as técnicas administradas diariamente dentro de um laboratório de análises clinicas no setor de coleta de amostras biológicas, permitindo com que o estagiário tenha experiências reais laboratoriais, preparando para o mercado de trabalho como profissional biomédico, para melhor compreender que erros neste setor pode influencias drasticamente na vida do paciente. As disciplinas apresentadas no Estágio Supervisionado Obrigatório I é: Hematologia e imunologia Clínicas, Bioquímica clínica e Urinalise , incluindo outras disciplinas realizadas no período da manhã juntamente com o 7º semestre como complemento de carga horária, como: coleta de material biológico. Tendo como um dos Supervisor de campo responsável: Wdisson Cleber e os demais supervisores das práticas administradas: Thais leal, Laura Maia. O estágio supervisionado tem como propósito aplicar na prática todos os conhecimentos adquiridos pelo aluno, proporcionando-lhe familiarização com as técnicas rotineiramente utilizadas em um laboratório. Durante este período, o aluno tem a oportunidade de vivenciar o cotidiano de um profissional biomédico em diferentes áreas, aplicando seus conhecimentos teóricos e práticos adquiridos tanto em sala de aula quanto durante o estágio. Isso envolve a realização de exames e análises clínicas, a manipulação de reagentes e a preparação de misturas químicas com objetivos específicos nas áreas de coleta, bioquímica, urinálise, hematologia e imunologia. Este relatório tem como objetivo descrever as atividades laboratoriais realizadas ao longo do 7º semestre, abrangendo diversas técnicas aplicadas em seus respectivos setores, todas executadas na Faculdade Fasipe Cpa (Fasiclin) 2. ROTINA LABORATORIAL 2.1. COLETA 2.2 TRÊS FASES ANALÍTICAS FASE PRÉ ANALÍTICO: Fase pré-analítica é crucial para a obtenção de resultados precisos e confiáveis. Esta fase abrange todas as etapas desde a solicitação do exame até a chegada da amostra ao laboratório para análise. Para um diagnóstico eficaz, é extremamente importante que os exames realizados no laboratório sejam o mais confiável possível, uma vez que são essenciais para a conduta clínica correta. Estima-se que aproximadamente 70% de todos os diagnósticos são feitos com base nos testes laboratoriais, e que os resultados desses testes são responsáveis por afetar entre 60% a 70% das decisões sobre a admissão, alta hospitalar e regime terapêutico dos pacientes. Portanto, a confiabilidade desses resultados depende não somente da correta análise da amostra, mas de todo o processo que a antecede, a chamada fase pré-analítica. FASE ANALITICA : A fase analítica, segunda fase dos exames laboratoriais, como o próprio nome sugere, é dedicada à análise do material coletado. Nesta fase, os colaboradores do laboratório iniciam o processo deanálise de acordo com o sistema analítico empregado, os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) do equipamento e do método, além do método de controle adotado, como o controle estatístico dos processos. Ainda que muitas vezes as análises sejam facilitadas pela tecnologia e automação, o trabalho dos profissionais é indispensável para garantir a qualidade e a segurança dos resultados.Os processos da fase analítica começam com o rigoroso controle interno de qualidade (CIQ) e incluem a verificação de instrumentos e reagentes, verificação do estado de controle dos sistemas, monitorização dos processos de análises e manutenção de soroteca, por exemplo. PÓS ANALÍTICA: A fase pós-analítica, última etapa dos exames laboratoriais, inclui a verificação das análises realizadas na fase analítica, o envio dos resultados ao médico e, por fim, a tomada de decisão. Depois da análise e liberação por parte dos especialistas do laboratório, os dados levantados são utilizados no laudo do paciente, que também deve indicar as situações nas quais a análise foirealizada. fase engloba a tomada de decisão, que é o último passo da complexa cadeia de análises dos exames laboratoriais.Depois de enviado ao médico, o laudo é analisado por ele e, em grande parte das vezes, utilizado para embasar suas decisões.Todas as fases dos exames laboratoriais são estabelecidas pela Anvisa através da RDC 302/2005. Fizemos um post completo sobre ela aqui. Cumprir as etapas previstas nas três fases dos exames é fundamental para garantir a ausência de não-conformidades indesejadas no processo. A qualidade dos serviços prestados e do laboratório como um todo está diretamente relacionada à assertividade destas fases. Certifique-se de que seu laboratório está de acordo com as normas exigidas! 2.3 . TIPOS DE COLETA O exame de sangue é um exame de rotina laboratorial e, é importante para acompanhamento e monitoramento da nossa saúde e identificação de doença, através do sangue podemos identificar alguns problemas de saúde, podendo ela ser até graves, existe algumas técnicas de como se fazer uma punção venosa, o profissional deve saber como funciona a análise do sangue para colher as amostras de maneira adequada. Existe vários tipos de exame de sangue dessa forma devemos saber quais tubos a serem utilizados para os diferentes exames a serem realizados. Com os resultados dos exames de sangue é possível traçar estratégias para um melhor tratamento de um paciente, é possível também identificar outras complicações de saúde antes mesmo que elas se manifestem, é importante para que possamos não só tratar de doenças já estabelecidas como, ainda, observar taxas e indicadores sanguíneos a fim de prevenir outras doenças. Existe 7 exames de coleta: • Sangue • Urina tipo 1 • Urina 24 horas • Exame de escarro • Urocultura • Parasitologia de fezes • Coprocultura. Matérias para coleta: • Sala bem iluminada e ventilada • Pia • Cadeira reta com braçadeira regulável ou maca Garrote • Algodão hidrófilo • Álcool iodado a 1% ou álcool etílico a 70% • Agulha descartável • Seringa descartável • Sistema a vácuo: suporte, tubo e agulha descartável • Tubos de ensaio com tampa Pinça • Etiquetas para identificação de amostras • Caneta • Descarpack • Jaleco, máscara e Luvas descartáveis • Estantes para tubos Os erros comuns na realização da coleta: • Técnica de coleta de materiais • Jejum inadequado • Dieta prolongada ou não realizada • Atividade física • Administração de drogas (medicamentos). Existe alguns tipos de coleta: • Coleta com agulha e seringa: 1. Coloque a agulha na seringa sem retirar a capa protetora, não toque na parte inferior da agulha; 2. Movimente o êmbulo e pressione-o para retirar o ar; 3. Ajuste o garrote e escolha a veia; 4. Faça a anti-sepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool a 70%. Não tocar mais no local desinfetado; 5. Retire a capa da agulha e faça a punção; 6. Solte o garrote assim que o sangue começar a fluir na seringa; 7. Colete aproximadamente 10 ml de sangue. Em crianças, colete de 2 a 5 ml; 8. Separe a agulha da seringa com o auxílio de uma pinça, descarte a agulha no Descarpakc; 9. Oriente o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o braço estendido, sem dobrá-lo; 10. Transfira o sangue para um tubo de ensaio sem anticoagulante, escorra delicadamente o sangue pela parede do tubo para não ocorrer hemólise. 11. Descartar a seringa no mesmo recipiente de descarte da agulha. • Coleta com sistema a vácuo: 1. Rosqueie a agulha no adaptador (canhão). Não remova a capa protetora de plástico da agulha; 2. Ajuste o garrote e escolha a veia; 3. Faça a anti-sepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool a 70%. Não toque mais no local desinfetado; 4. Remova o protetor plástico da agulha. Faça a punção; 5. Introduza o tubo no suporte, pressionando-o até o limite (encaixe); 6. Solte o garrote assim que o sangue começar a fluir no tubo; 7. Separe a agulha do suporte com o auxílio de uma pinça. Descarte a agulha no Descarpack; 8. Oriente o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o braço estendido, sem dobrá-lo. Existem 3 modos de coleta: Punção venosa Irá consistir na introdução de um cateter venoso na veia superficial, de preferência de grande calibre, tendo como objetivo o processo de obtenção de acesso intravenoso para fins de terapia intravenosa ou para coleta de sangue venoso ou administração de medicamentos. É um dos procedimentos invasivos mais rotineiramente realizados. É realizada por qualquer um dos cinco motivos: 1. obter sangue para fins de diagnóstico; 2. para monitorar os níveis de componentes do sangue; 3. administrar tratamentos terapêuticos incluindo medicamentos, nutrição ou quimioterapia; 4. remover o sangue devido a níveis excessivos de ferro ou eritrócitos (glóbulos • vermelhos); 5. coletar sangue para uso posterior, principalmente transfusão no doador ou em outra pessoa. 7.1.2 Procedimento: 1. Higienizar as mãos. 2. Separar o material necessário. 3. Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado. 4. Higienizar as mãos e calçar as luvas. 5. Avaliar as condições da rede venosa do paciente, identificando o melhor local a ser puncionado. 6. Garrotear o membro aproximadamente 5 cm acima do local a ser puncionado. 7. Abrir o material com técnica asséptica. 8. Pedir para o paciente abrir e fechar a mão diversas vezes, mantendo a mão fechada até a obtenção do retorno venoso. 9. Fazer antissepsia ampla no local com compressa embebida em álcool a 70% com movimento único de baixo para cima. 10. Inserir o cateter na veia com a mão dominante com o bisel da agulha voltado para cima, em ângulo de 30º, 1 cm abaixo do local da punção. 11. Após a verificação do refluxo sanguíneo, pedir para o paciente abrir a mão, introduzir delicadamente o corpo do cateter e retirar o mandril (cateter sobre agulha). 12. Soltar o garrote. 13. Adaptar conector de sistema fechado. 14. Fixar o cateter com filme transparente. Punção Arterial Tem objetivo de análise bioquímica, é um procedimento muito comum em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de tratamento intensivo (UTIs). Através dela são obtidas medidas do sangue arterial como pH, pressão parcial de dióxido de carbono, pressão parcial de oxigênio, saturação da hemoglobina pelo oxigênio, são fundamentais no tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos ou respiratórios. A realização de gasometria arterial é realizada em pacientes: • portadores de distúrbios metabólicos: • cetoacidose diabética; • doença renal crônica; • pancreatite aguda. • com insuficiência respiratória: • doença pulmonar obstrutiva crônica; • pneumonia grave; • com hiperventilação; • em uso de ventilação mecânica. Locais adequado para punção: • facilidade de acesso ao vaso; • integridade e sensibilidade dolorosadas estruturas adjacentes à artéria; • proximidade de vasos venosos; • presença de circulação colateral. Locais mais utilizados para punção, sendo: • artéria radial; • artéria braquial; • artéria femoral; • artéria dorsalis pedis Procedimento: 1. Higienizar as mãos; 2. Preparar a etiqueta de identificação do material com nome completo do paciente, data e horário da coleta; 3. Fazer a desinfecção da cuba rim com álcool a 70%, sempre aguardando a secagem espontânea, repetindo esse processo por 03 vezes; 4. Higienizar as mãos; 5. Colocar luvas de procedimento e demais EPIs; 6. Identificar a seringa com a etiqueta previamente preparada; 7. Heparinizar a seringa: aspire uma quantidade mínima de heparina com a seringa e devolva o conteúdo aspirado para o frasco, com o intuito de somente molhar a seringa, (heparina pode causar alterações no pH da amostra); 8. Posicionar o cliente, se possível sentado ou em decúbito dorsal, para mantê-lo confortável e facilitar a avaliação da artéria; 9. Escolher a área para realização do procedimento; 10. Colocar o membro em hiperextensão; 11. Realizar a antissepsia com gaze ou algodão embebido em álcool, em movimento retilíneo; 12. Se possível e se for necessário, realizar teste de Allen; 13. Introduzir a agulha em ângulo diferenciado para coletar o sangue (em ângulo de 30 a 45 graus se radial e 90 graus para femoral); 14. Certificar-se que puncionou a artéria, observando o aspecto e cor do sangue; 15. Aspirar aproximadamente 1,0 ml de sangue; 16. Comprimir o local da punção com gaze por 3 a 5 min após a retirada da agulha para facilitar a hemostasia; 17. Rolar suavemente a seringa nas mãos, para homogeneizar a amostra; 18. Proceder ao processamento e leitura do sangue no gasômetro. Punção Digital A punção capilar consiste na picada superficial da pele dos dedos para obtenção de uma gota de sangue, que será colocada no medidor, permitindo medir a glicemia Para a realização de uma coleta segura sempre apalpar a região para localizar a veia, usar o torniquete, sempre procurar por outra veia e nunca coletar pelo “olhômetro” e sempre pedir para o paciente relaxar, poise seu nervosismo pode fazer com que sua veia suma. Nunca e em hipótese alguma deve-se puncionar locais com áreas que contenha: queimaduras, hematomas, terapias e hidratação intravenosa, com múltiplas punções. Uns dos problemas da identificação na análise é: • Hemólise: É aparência avermelhada na amostra, devido a liberação de hemoglobina das hemácias, causada por uma coleta mal sucedida, ou seja, uma coleta feita antes da assepsia secar, agulha de baixo calibre, a transferência de modo errado da agulha para o tubo, agitar o tubo de maneia errada, aspirar o sangue na seringa muito rápido. • Lipemia É causada pela ausência de jejum, consumir alimentos em grandes quantidades (alimentos pesados), aumento de lipídeos (ricos em gorduras), causando assim uma grande turvação na amostra, sendo impossível analisa-la, deixando a amostra com um aspecto leitoso ou amarelado. Procedimento: 1. Fazer a assepsia do dedo a ser coletado com Álcool 70% e Algodão. 2. Puncionar o dedo lateralmente, fazendo uma pequena “massagem” para o sangue se concentrar na ponta do dedo. 3. Tirar a lanceta do lacre. 4. Colocar a fita reagente para glicemia capilar no medidor. 5. Puncionar a lanceta na lateral do dedo do paciente. 6. Ordenhar o dedo para a gota de sangue sair o necessário. 7. Colocar o sangue (gota) na fita reagente. 8. Esperar a maquininha (medidor de glicose no sangue), fazer a leitura do resultado. 9. Colocar o algodão no dedo do paciente. 10. Dado o resultado, orientar o paciente se está normal ou se teve alteração. Antes de começar qualquer procedimento perguntar se o paciente está de jejum e qual a sua última refeição feita no dia. Está técnica deve-se desprezar 1º gota de sangue capilar é obtido através da pele. É utilizado principalmente em pacientes pediátricos. Valor de Referência (VR) para glicose em jejum é de 70 à 99 mg/dL OBS: H.I*: Hiperglicemia > 600 mg/dL O*: Hipoglicemia < 40 mg/dL 2.4 SEQUÊNCIAS DE TUBOS: Ferramenta para a área de análises clínicas e diagnóstico médico. Existe vários sistemas de coleta de amostras de sangue disponíveis para tiragem de sangue. Todas as etapas desse processo interferem diretamente na qualidade da amostra e na confiabilidade do resultado. O uso de sistemas baseados em tubo de extração a vácuo os sistemas a vácuo fechado reduz o risco de exposição direta e, é mais fácil a coleta de múltiplas amostras com uma única punção venosa. A técnica de coleta de sangue venoso pode ser a vácuo ou com seringa e agulha. A técnica de coleta a vácuo tem sido mais recomendada por ser um sistema fechado e possibilitar melhores condições, bem como a redução do risco de acidentes com materiais perfurantes Os tubos para coleta de sangue a vácuo são de uso único e podem evitar muitos erros durante a fase pré-analítica como: facilidade de manuseio Segurança e conforto do paciente Segurança ao profissional da saúde Atendimento à norma reguladora 32 (NR32) Os tubos em que o sangue é coletado podem conter um ou mais aditivos, dependendo do objetivo da análise, os aditivos que promovem a coagulação mais rápida do sangue, os que possibilitam a anticoagulação e ainda aqueles que preservam ou estabilizam determinados analitos ou células. A alteração na sequência dos tubos pode ocasionar a contaminação no tubo subsequente e gerar resultados alterados. SEQUÊNCIA DE TUBOS 1. Azul (citrato de sódio): serve para fazer q coagulação sanguínea: TAP, TTPA, Fibrinogênio, Dímero-D, fatores de coagulação. Seus setores são: Bioquímica ou coagulação e é um anticoagulante serve para analisar o soro 2. Amarelo/vermelho (ativador de coágulo): VERMELHO: serve para fazer Bioquímica, Sorologia, Imunologia, coombs indireto, creatinina, glicose, ureia, colesterol, pesquisa de Ac-Ag. É um tubo que não possui ativador de coágulo é um tubo seco. Serve para analisar soro. Seus setores são: bioquímica e imunologia. AMARELO: serve pra fazer Bioquímica, Sorologia, imunologia, hormonais, coombs indireto e marcadores cardíacos e tumores. É um tubo que contém ativador de coágulo e gel separador. Serve para analisar o soro. Seus sentires são: Bioquímica e Imunologia 3. Verde (heparina): serve para fazer Bioquímica. Ele é um anticoagulante. Serve para análise de plasma 4. Lilás/roxo (EDTA): serve para fazer tipagem sanguínea, hemoglobina glicada, coombs direto, VHS, reticulócito. Seus setores são: hematologia, ele é anticoagulante e serve para analisar o soro. 5. Cinza (fluoreto de sódio/EDTA): Serve para fazer glicose, GPP, Lactado. Seus setores são: bioquímica e é um anticoagulante. Serve pra analisar o soro OBS: se for feito uma hemocultura, sempre vir primeiro que o tubo de Citrato. É realizado a colega de gasometria, ou seja, podendo ser a coleta feita em região venosa ou arterial. A gasometria faz a leitura de pH das pressões do 02 e C02 na amostra de sangue, esse exame foi pedido quando se tem problemas respiratórios e doenças pulmonares. A gasometria muda: Gasometria, pH, Pc02, P02, eletrólitos,osmolaridade plasmática, B2: base excess, hemoglobina, hematócrito e saturação de oxigênio. Coleta de sangue realizada no sequenciamento dos tubos: 1- Citrato de sódio 2- Heparina 3- EDTA 4- Fluoreto de sódio. 3. URINALISE Instruções para coleta de urina: Usar sempre recipiente fornecido pelo laboratório ou adquirido no mercado; Rotular o recipiente com o nome completo; Iniciar a micção, desprezando o 1º jato da urina sem interromper a micção, coletar o jato médio até aproximadamente 2/3 do volume do frasco; Trazer a amostra ao laboratório no prazo máximo de 1 hora. 3.1 URINA EAS O exame de urina tipo I, também conhecido como exame de urina de rotina ou EAS (Elementos Anormais e Sedimentoscopia), é um teste de triagem utilizado para detectaruma ampla variedade de doenças e condições, como infecções do trato urinário, doenças renais, diabetes, entre outras. AMOSTRA BIOLÓGICA: Urina METODOLOGIA: Lamina-lamínula INTERFERÊNCIAS: Coleta da amostra, erro técnico, antibiótico MATERIAIS E REAGENTES: Recipiente para coleta de urina, Centrífuga, Microscópio, Lâminas e lamínulas, pipetas automáticas, Tiras reagentes para urina, Tubos de ensaio, Copo de Becker ou tubo de centrífuga, Agitador, Tiras reagentes para urina (Multistix ou Chemstrip), corante para sedimento urinário (opcional), Solução salina estéril, Solução de controle de qualidade. PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Coleta da Amostra: Amostra de urina de jato médio: Instruir o paciente a coletar a urina da manhã ou, se isso não for possível, a urina após pelo menos 2 horas sem urinar, Limpar a área genital com água e sabão antes da coleta, Descartar o primeiro jato de urina no vaso sanitário e coletar o jato médio em um recipiente estéril, Fechar o recipiente imediatamente após a coleta e entregar ao laboratório o mais rápido possível. 3.2 Análise Físico-Química: Aspecto: Observar a cor e a clareza da urina. Normalmente, a urina deve ser amarela e límpida, Anotar qualquer turbidez ou coloração anormal (por exemplo, vermelha, marrom). pH: Medir o pH da urina usando tiras reativas. O pH normal da urina varia entre 4,5 e 8,0. Densidade: Medir a densidade da urina com um refratômetro ou tiras reativas. Valores normais variam entre 1,005 e 1,030. Proteínas: Detectar a presença de proteínas usando tiras reativas. Normalmente, não deve haver proteínas detectáveis na urina. Glicose: Verificar a presença de glicose com tiras reativas. A glicose na urina geralmente indica hiperglicemia. Corpos cetônicos: Medir os corpos cetônicos usando tiras reativas. Presença de cetonas pode indicar cetose ou cetoacidose. Hemoglobina/Sangue: Detectar a presença de sangue com tiras reativas. Sangue na urina pode indicar infecções, pedras nos rins ou outras condições. Urobilinogênio e Bilirrubina: Medir urobilinogênio e bilirrubina com tiras reativas. Valores anormais podem indicar doenças hepáticas ou hemólise. Análise Microscópica: Preparo da Amostra: Centrifugar uma alíquota de urina (10-15 mL) a 1500-2000 RPM por 5-10 minutos, Descartar o sobrenadante e resuspender o sedimento em uma pequena quantidade de urina. Exame Microscópico: Colocar uma gota do sedimento em uma lâmina e cobrir com lamínula, Examinar a lâmina ao microscópio com aumento de 10x e 40x para identificar e contar elementos celulares e cristalinos. Elementos Anormais: Células: Contar o número de leucócitos, hemácias e células epiteliais. A presença de leucócitos e hemácias em número elevado pode indicar infecção ou inflamação. Cilindros: Identificar cilindros hialinos, granulares, celulares e outros. Cilindros podem indicar doenças renais. Cristais: Identificar cristais comuns, como oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato amorfo. A presença de cristais pode indicar predisposição à formação de pedras nos rins. Bactérias, Leveduras e Parasitas: Detectar a presença de microorganismos. Bactérias em grande quantidade podem indicar infecção urinária. VALORES DE REFERÊNCIA: Resultados e discussões: Cor: Amarela, límpida pH: 4,5 - 8,0 Densidade: 1,005 - 1,030 Proteínas: Ausentes Glicose: Ausente Cetona: Ausente Hemoglobina/Sangue: Ausente Urobilinogênio: 0,1 - 1,0 mg/dL Bilirrubina: Ausente Leucócitos: 0-5 por campo de alta potência (HPF) Hemácias: 0-3 por campo de alta potência (HPF) Células Epiteliais: Algumas por campo de baixa potência (LPF) Cilindros: Raros hialinos Cristais: Ausentes ou poucos PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: Dentro da normalidade 07/03/24 Paciente: 2 urina tipo:1. Exames tudo está dentro das normalidades. 13/03/24 Nome : Alfredo VALORES DE REFERÊNCIA: Resultados e discussões: Cor: Amarela, palha pH: 50 Densidade: 1,005 - 1,030 Proteínas: Ausentes Glicose: 500 Mg Cetona: Ausente Hemoglobina/Sangue: Ausente Urobilinogênio: 0,1 - 1,0 mg/dL Bilirrubina: Ausente Leucócitos: 0-4 por campo de alta potência (HPF) Hemácias: 0-2 por campo de alta potência (HPF) Células Epiteliais: Algumas por campo de baixa potência (LPF) Cilindros: Raros hialinos Cristais: Ausentes ou poucos Muco: Presente PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: de alterado na glicose e teve presença de muco. 11/04/24 PACIENTE: amostra 1 Cor: palha pH: 6.0 Densidade: 1,020 Proteínas: Ausentes Glicose: Ausente Cetona: Ausente Hemoglobina/Sangue: Ausente Urobilinogênio: ausente Bilirrubina: Ausente Leucócitos: 15 Hemácias: 8 Células Epiteliais: 6 Cilindros: Raros hialinos Cristais: Ausentes ou poucos PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: a paciente 1 foi encontrada seis células raras, 15 leucócitos 8 hemácias abundante e cristais de cálcio urina turva. Presença de cilindro de leucócitos. Presença é de inflamação e infecção é uma urina ácida. 3.3 CONTAGEM DE URINA EM CÂMARA DE NEUBAUER A contagem de células na urina utilizando a câmara de Neubauer é um método quantitativo para avaliar a presença de leucócitos, hemácias e outras células na urina. Este procedimento é útil para confirmar e quantificar resultados obtidos na análise de urina EAS, especialmente em casos de suspeita de infecção urinária ou outras condições patológicas. AMOSTRA BIOLÓGICA: Urina METODOLOGIA: Lamina INTERFERÊNCIAS: Certificar-se de que a câmara de Neubauer esteja limpa e livre de resíduos antes da contagem. Evitar bolhas de ar durante o carregamento da amostra na câmara. MATERIAIS E REAGENTES: Amostra de urina fresca, Câmara de Neubauer, Cobertura de lamínula para a câmara de Neubauer, Microscópio, Pipeta Pasteur ou pipeta automática, Solução de diluição (opcional). PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Preparação da Amostra: Coletar a urina em um recipiente estéril, homogeneizar a amostra de urina invertendo o recipiente várias vezes. Preparação da Câmara de Neubauer: Limpar a câmara de Neubauer e a lamínula com álcool 70% e deixar secar, colocar a lamínula sobre a câmara de Neubauer, garantindo que esteja bem posicionada. Carregamento da Amostra: Usar uma pipeta Pasteur ou pipeta automática para transferir uma gota da amostra de urina homogeneizada para a câmara de Neubauer, Deixar a urina preencher a área de contagem por capilaridade. Não sobrecarregar a câmara. Contagem das Células: Deixar a amostra repousar por alguns minutos para permitir que as células se sedimentem, colocar a câmara de Neubauer no microscópio e focalizar a rede de contagem com a objetiva de 10x, mudar para a objetiva de 40x para uma contagem mais detalhada. Realização da Contagem: Contar o número de leucócitos (células brancas), hemácias (células vermelhas) e outras células (por exemplo, células epiteliais) nos quadrantes específicos da câmara de Neubauer, Contar as células em pelo menos 5 quadrados grandes para obter uma média representativa. Cálculo da Concentração de Células: Calcular a concentração de células por microlitro (µL. RESULTADOS e DISCUSSÕES RESULTADOS E UNIDADE: 21/03/24 Paciente : Raiza Volume : 38 ml Aspecto: límpido PH: 7 Leucócitos: presentes Outros elementos: Ausente Células epteliais: presente Muco: presente VALORES DE REFERÊNCIA: Leucócitos: Normalmente 0-5 células por campo de alta potência (HPF) na urina não centrifugada. Hemácias: Normalmente 0-3 células por campo de alta potência (HPF) na urina não centrifugada. Células Epiteliais: Poucas células por campo de alta potência (HPF) na urina não centrifugada. PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: foram encontrados células epiteliais e muco e leucócitos. 3.4 LÂMINA E LAMÍNULAS: As lâminas e lamínulas são usadas em microscopia para facilitar a visualização da amostra no equipamento. O microscópio é utilizado para observar diversas estruturas, morfologia e fisiologia dos organismos. As lâminas e lamínulas atuam como o suporte para a preparação da amostra biológica, permitindo a realização de diversas técnicas como a coloração e esfregaço. As amostras biológicas que são analisadas em microscópios precisam ser colocadas sobre uma lâmina, sendo esteproduto uma peça fundamental e muito utilizada em qualquer tipo de laboratório. Uma vez que uma lâmina é colocada sob o microscópio óptico, a amostra pode ser vista com poder de ampliação de até 1.000 vezes. As lâminas e lamínulas comumente utilizadas são as de vidro transparente, permitindo que a luz passe livremente e a visualização da amostra seja bem-sucedida. A lâminas também estão disponíveis em diversos modelos como lapidada, não lapidada, com ponta fosca, ponta lisa e cada uma é usada para metodologias diferentes. 4. HEMATOLOGIA CLÍNICA 4.1 CONTAGEM DE HEMÁCIAS MÉTODO MANUAL Eritrograma é a parte do hemograma utilizado para contar e avaliar os eritrócitos (conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos). O eritrograma também permite verificar a forma e o tamanho dos eritrócitos, sendo essa contagem, importante para avaliar as várias formas de anemia. Os eritrócitos são responsáveis pelo transporte de oxigênio. Dentro dessas células existe uma proteína chamada hemoglobina, que se liga ao oxigénio, com isso, faz com que os glóbulos vermelhos transportem e distribuem o gás oxigênio dos pulmões para as células do corpo. Contudo, a hemoglobina é o que dá ao sangue sua cor vermelha. O valor de referência: HOMENS: 4.500.000 e 6.000.000 mm3 MULHERES 4.000.000 e 5.500.000mm3 RECEM NASCIDOS 5.500.000 a 7.000.000 mm3. O aumento no número de glóbulos vermelhos, denominado poliglobulia, normalmente clinicamente não é significante. Já casos de baixo nível nos glóbulos vermelhos, denomina-se como hipocitose, é um sinal de anemia. Referência de hemoglobina: HOMENS: 13,5 e 18 g / Dl MULHERES: 12 e 16 g / dL. Além de avaliar os eritrócitos e a hemoglobina, o eritrograma, inclusive, verifica o hematócrito, sendo o volume de eritrócitos encontrado no sangue centrifugado. Através do hematócrito, determina-se a proporção entre hemácias e o plasma (sendo a parte líquida do sangue). O resultado do hematócrito depende da quantidade, forma e tamanho dos glóbulos vermelhos, bem como da quantidade de hemoglobina. Valores de referência: MULHERES: 38% e 47% HOMENS: 44% e 54%. O eritrograma fornece índices hematimétricos (VCM E CHCM) que são muito importantes para o diagnóstico e tratamento das anemias. · VCM (volume corpuscular médio): avalia o tamanho do eritrócito.Caso as hemácias sejam maiores que o normal, chama-se anemia macrocítica e se forem menores, microcítica. Valores de referência em adultos: 80 e 96fl. CHCM (concentração da hemoglobina corpuscular média): responsável por avaliar a quantidade de hemoglobina presente nos eritrócitos em 100 ml de sangue. Valores de referência, tanto para homens quanto para mulheres está entre 26 e 34pg. 4.2. CONTAGEM TOTAL E DIFERENCIAL DE LEUCOCITOS A contagem de leucócitos totais é aplicada para a avaliação da quantidade de leucócitos no sangue periférico de um indivíduo e também para o cálculo da contagem diferencial dos leucócitos. Os eritrócitos também fazem parte do hemograma, especificamente do leucograma, é composto pela contagem diferencial de leucócitos e avaliação da distensão sanguínea (citomorfologia). Valor de referência: 4.000 e 10.000 leucócitos por microlitro de sangue (/μL). Pacientes com valores acima ou abaixo do normal devem-se investigar a causa da alteração. Metodologias: Forma manual ou automatizada. Contagem manual: Praticamente extinta da rotina laboratorial, ensinada somente na graduação a título de conhecimento. É realizado, através de uma amostra de sangue, que é diluída com líquido de TURK, composto por ácido acético (lisa as hemácias) e azul de metileno ou violeta de genciana (cora os leucócitos). A diluição é de 1/20 (lê-se "um para vinte"), com volume final de 400μL. Após o período de incubação, pipeta-se a diluição na câmara de Neubauer, sendo a contagem realizada no microscópio (objetiva de 10x ou 40x). A contagem é realizada em todos os leucócitos presentes nos 04 (quatro) quadrantes laterais da câmara de Neubauer. Fórmula: Leucócitos/μL = (leucócitos contados x fator da diluição x 10) ÷ 4 Contagem automatizada: Forma utilizada atualmente nos laboratórios clínicos. Realiza-se a contagem através de contadores hematológicos, que são aparelhos que realizam todas as partes do hemograma, incluindo contagem de hemácias, leucócitos e plaquetas. Existem contadores de pequeno porte e grande porte. Em um tubo com a amostra de sangue do paciente, colhida num tudo com EDTA, é inserido em uma rack, caso haja outras amostras para serem analisadas, ou passado individualmente no aparelho. Uma agulha aspira determinada quantidade de amostra, com isso, o sangue então é distribuído em diversos canais (túbulos) em que as análises irão acontecer. Para que seja realizado a contagem de leucócitos totais, uma fração de sangue é diluída com um reagente que lisa as hemácias, deixando somente os leucócitos. As 02 (duas) metodologias principais utilizadas na detecção e contagem dos leucócitos são a impedância elétrica e citometria de fluxo. CONTAGEM DIFERENCIAL DOS LEUCÓCITOS: Figura 0 – Câmara de Neubauer . Fonte – Biomedicina Padrão, 2020. Conta-se 100 leucócitos em esfregaço sanguíneo, diferenciando-os segundo as variedades morfológicas. CONFECÇÃO DO ESFREGAÇO SANGUÍNEO: Homogeneizar bem a amostra (contendo anticoagulante ou fresco) · Com o auxílio de um tubo de microhematócrito transferir uma gotícula de sangue para uma das extremidades de uma lâmina de microscopia · Pegar uma lâmina extensora preferencialmente, de cantos recortados, e colocar a referida extremidade à frente a gotícula de sangue, num ângulo aproximado de 45° (A) · Fazer um ligeiro movimento para trás, até o sangue espalhar pela ponta da lâmina (B) · Com um movimento uniforme, para frente, fazer essa lâmina deslizar sobre a outra (C), o sangue que se espalhará em fina camada (D) Figura 02 – Esfregaço sanguíneo Fonte – Resumo de hematologia, 2020. Resultado: O resultado é expresso em número relativo (%) e absoluto (/mm3): · Neutrófilos bastonetes: 3 a 5% ou 150 a 400/mm3 · Neutrófilos segmentados: 55 a 65% ou 3.000 a 5.000/mm3 · Eosinófilos: 2 a 4% ou 100 a 300/mm3 · Basófilos: 0 a 1% ou 50 a 80/mm3 · Monócitos: 4 a 8% ou 200 a 650/mm3 · Linfócitos: 20 a 30% ou 1.500 a 2.500 / mm3 Interpretação: · Neutrofilia: frequente nas infecções bacterianas, leucemias, processos inflamatórios. · Eosinofilia: frequente nas parasitoses, processos imunoalérgicos e leucemias. · Basofilia: processos imunoalérgicos e leucemias. · Monocitose: infecções (septicemia, mononucleose e tuberculose). · Linfocitose: infecções virais agudas e infecções crônicas (tuberculose e sífilis), leucemias, amigdalites e processos ganglionares. Resultados e discussões : CONTAGEM DE ERITRÓCITOS; 08/03/24 Anaregi e Alice: 3.780.000 mm/ oligocidemia Valeize e Alanes:: 9.880.000 mm / eritrocitose Gabi, Letícia e Fernanda: 9.880.000 mm / policitemias Raíza Bárbara: 3.930.000 mm. /oligocitemia Tailine e Adriana: 3.020.000 mm. / oligocidemia Rosimar e Alessandra: 4.560.000 mm / dentro dos parâmetros normais. VR : 4,0 - 5,2 mm mulheres CONTAGEM DE LEUCÓCITOS: 05/04/24 Resultados: VR: adultos; 4.000-11.3000 Valeize:10.250 mm Anaregi: 6.400 mm Alessandra: 12.600 mm Adriana:5.150 mm Alanis:5.700 mm Wdison:6.760 Flávia: 4.900 mm Letícia: 8.550 mm CONTAGEM DE ERITRÓCITOS: 15/04/24 Alessandra e Rosimar: 7.210.000mm / eletrocitose RAIZA e Tayline: 3.410.000 mm / oligocitemia Valeize e Flávia: 6.090.000 / eletrocitose Fernanda e Letícia: 2.410.000 / oligostemia Glória e Gabi: 2.920.000 / oligocitemia Alanis e Bárbara: 3.660.000 / oligocitemia Nayla e Alice e Anarege: 4.230.000 / oligocitemia Barbara: 4.280.000 / oligocitemia VR : 4,0 - 5,2 mulheres 4,5 -5,9 homens 4.3. DETERMINAÇÃO DO HEMATÓCRITO Exame de sangue responsável por medir a porcentagemde hemácias no sangue, (chamadas de eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Pode fornecer informações relevantes sobre a saúde geral do paciente, inclusive, a quantidade de células vermelhas e a quantidade de hemoglobina no sangue. Todavia, o exame de hematócrito a parte, não é suficiente para um diagnóstico preciso, sendo assim, deve-se utilizar em conjunto com outros índices hematimétricos do sangue para avaliação das suas alterações. A hemoglobina contida nas hemácias carrega o oxigênio para os tecidos e o hematócrito dá uma indicação dela. O exame de determinação de hematócrito é rápido, simples e indolor. É realizado a partir da amostra de sangue coletada do paciente, geralmente, a determinação de hematócrito não é solicitado isoladamente, é acompanhado por outros exames de sangue feitos a partir da mesma amostra. Três partes se diferenciam nitidamente: · A mais alta contendo o plasma sanguíneo; · A intermediária contendo leucócitos e plaquetas; · A inferior contendo os glóbulos vermelhos. Após a centrifugação, a porção contendo os glóbulos vermelhos mede-se e o volume é comparado ao volume total de sangue, calcula-se a porcentagem e seu valor expresso em percentagem em relação ao sangue total. Além da centrifugação, outros métodos, como a microcentrifugação ou o uso de tubos de separação podem ser usados. O resultado é expresso como uma porcentagem ou um número que representa o volume de hemácias em mililitros por decilitro de sangue. Valores do hematócrito: HOMENS: 40 a 50% MULHERES: 35 a 45% GESTANTES: 34 e 47% RECÉM NASCIDOS: 44 a 62%; BEBÊS ATÉ 1 ANO: 36 e 44% CRIANÇAS ATÉ 17 ANOS: 37 e 44%. Fatores fisiológicos que alteram resultados: viver em altitudes elevadas, gravidez, idade, perda significativa de sangue, transfusão recente de sangue e desidratação severa. ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DO HEMATÓCRITO: Alterações no hematócrito podem ser indicativas de condições médicas sistêmicas ou de doenças do sangue. · Valores abaixo do normal: indica insuficiente quantidade de células vermelhas (anemia); · Valores muito aumentado de células brancas: sugerem enfermidades de longa duração, infecções, distúrbios da produção de células brancas (como leucemia ou linfoma), deficiência de vitaminas ou sais minerais; ou uma perda sanguínea recente ou duradoura (hemorragias). · Valores acima do normal: evidenciam à desidratação, distúrbios que gerem policitemia (distúrbio que leva o sangue a produzir células vermelhas em excesso) ou doenças cardíacas ou pulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), por exemplo. Resultados e discussões: Hematócrito 22/03/24 Alice : 35%. Adriana: 55% Barbara: 49%. Alessandra: 39% Gabi: 57% tailine: 45% Valeize: 57%. Alanis: 48% Nayla: 55% Bárbara: 50% Letícia 58% Glória: 50% Fernanda: 58% Raíza: 43% Kamila: 52% Centrifuga de micromatócrito 5 minutos a 2700 RPM, passamos o sangue para o tubo capilar 2, e foi e foi tampado com massa selante. Resultado: Raiza 43% está normal 4.4 CONTAGEM MANUAL DE PLAQUETAS O manual de contagem de plaquetas é um procedimento laboratorial realizado para determinar a quantidade de plaquetas presentes em uma amostra de sangue. Sendo a plaquetas que desempenham um papel fundamental na coagulação sanguínea, e essenciais para o processo de hemostasia. COLETA DA AMOSTRA: Uma amostra de sangue é coletada do paciente, geralmente por punção venosa. A amostra é devidamente identificada com informações essenciais do paciente, como nome, dados de nascimento e número de identificação. A etiquetagem correta é fundamental para evitar erros de identificação. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA: O sangue coletado é processado para separar os componentes sanguíneos, incluindo as plaquetas. Isso pode ser feito por meio de centrifugação, onde uma amostra é girada em alta velocidade para separar as células humanas. DILUIÇÃO DA AMOSTRA: Parte da amostra de sangue é diluída com um reagente específico, geralmente uma solução de formaldeído, para facilitar a contagem precisa das plaquetas. MANUAL DE CONTAGEM: A contagem é realizada manualmente usando uma câmara de contagem hematimétrica, como a câmara de Neubauer. Nessa câmara, uma alíquota da amostra diluída é colocada em uma área conhecida da câmara, e as placas são contadas sob um específico. CÁLCULO DO RESULTADO: O número de plaquetas contadas é multiplicado pelo fator de diluição e pelo fator de correção da câmara para calcular o número de plaquetas por microlitro de sangue. REGISTRO E RELATÓRIO DOS RESULTADOS: Os resultados são registrados no sistema do laboratório e relatados ao médico solicitante ou ao paciente. A unidade utilizada para expressar os resultados é plaquetas por microlitro (plt/µL). VALOR DE REFERÊNCIA: 150.000 e 450.000 mm³ de sangue, encontrado no exame de sangue, o hemograma, tanto para adultos quanto para crianças. Um valor abaixo ou acima dessa faixa é considerada anormal, sendo assim, deve ser investigado. TROMBOCITOSE (PLAQUETAS ALTAS) As plaquetas altas, acima de 450 mil por mm³ de sangue, recebe o nome de trombocitose. Essa condição preocupa porque umas grandes quantidades de plaquetas juntas podem dar origem aos coágulos sanguíneos, conhecidos por "trombos". As causas mais frequentes de trombocitose: · Anemia hemolítica; · Deficiência de ferro; · Infecções, grandes cirurgias ou traumatismos; · Policitemia Vera; · Câncer; · Uso de certos medicamentos; · Doença da medula óssea (neoplasia mieloproliferativa); · Retirada do baço. O tratamento da trombocitose depende da causa, podendo incluir o uso de medicamentos e outros procedimentos médicos. PANCITOPENIA (PLAQUETAS BAIXAS): As plaquetas baixas, abaixo de 150 mil por mm³ de sangue, é chamada pancitopenia ou trombocitopenia. Tipo de condição que também causa preocupação, todavia que ocasiona o aumento dos riscos de sangramentos. A queda das plaquetas pode ocorrer por dois mecanismos principais: pela produção baixa dessa célula, ou pela sua destruição acelerada ou precoce. As causas mais frequentes são: · Doenças da medula óssea (anemia aplástica, câncer, leucemia), · Púrpura trombocitopênica idiopática ou Trombocitopenia imune primária (PTI), · Infecções virais e bacterianas (ex.: dengue, febre amarela, hepatite C, HIV) · Doença crônica do fígado, como a cirrose, · Quimioterapia e radioterapia. · Doenças reumatológicas (lúpus, artrite reumatoide), · Uso de certos medicamentos (heparina, ampicilina, cimetidina, ibuprofeno, naproxeno, entre outros), · Carência de vitaminas (folato e B12) · Gravidez, · Alcoolismo, CONTAGEM DE PLAQUETAS: Preparo do Paciente: Jejum de 4 horas. Sinonímia: Contagem de trombócitos. Material: Sangue com anticoagulante EDTA. Exames relacionados: Hemograma, Coagulograma, Retração do Coágulo, TS, Prova do Laço, Testes de Agregação Plaquetária. Método: Método de Fônio; Contagem em câmara de Neubauer. 1) Método de Fonio: Fazer esfregaços finos, secar e corar pelos métodos habituais. Examinar ao microscópio com objetiva de imersão; Contar 1000 eritrócitos em diferentes campos, anotando o número de plaquetas encontradas. Cálculo: Nº de plaquetas X Nº de eritrócitos por mm3 /1.000= número de plaquetas por mm3 de sangue 2) Método Direto: É realizado utilizando-se a câmara de Neubauer. a). Líquido diluidor: Citrato de sódio…………………………………………. 3,8 g Formol a 40% (formalina) …………………………… 0,2ml Azul de Cresil Brilhante……………………………… 0,1g Água destilada…………………………………………… 100ml Diluição: Pipetar 20 microlitros de sangue e diluir essa quantidade em 4,0 ml de líquido diluidor, dessa forma obtém-se a diluição 1:200. Homogeneizar cuidadosamente; carregar a câmara de contagem, colocá-la em câmara úmida para evitar a evaporação (sobre um papel de filtro molhado, cobrir a placa de Petri). Esperar 10 minutos para que as plaquetas se depositem. Contagem: contar as plaquetas em 80 quadrantes (5 quadrados da divisão de eritrócitos) e multiplicar o resultado por 10.000. Números normaisde plaquetas por mm3 de sangue Adultos e crianças: 150.000 a 400.000 Alterações na morfologia das plaquetas: Plaquetas Gigantes ou Macroplaquetas: Expressam turnover acelerado de plaquetas. São observadas quando há destruição periférica exagerada, como na púrpura trombocitopênica idiopática, tromboses extensas e Síndrome de Bernard Soulier. Micromegacariócitos: encontrados nas síndromes mieloproliferativas e mielodisplásicas. Anisocitose Plaquetária: Plaquetas de tamanho variado (pequenas, normais e grandes) sem predomínio de nenhuma das formas. Vista em situações onde existe aceleração do processo de produção de plaquetas como nas síndromes mieloproliferativas, mielodisplásicas e disfunções plaquetárias. Plaquetas Dismórficas: Plaquetas de morfologia bizarra como ocorre na síndrome de Bernard Soulier e púrpura trombocitopênica idiopática crônica. 4.5 Técnica de esfregaço de sangue O método de preparação para demonstrar melhor os tipos celulares do sangue periférico é o esfregaço de sangue. Uma gota de sangue é colocada diretamente sobre uma lâmina de vidro e espalhada em uma camada fina pela sua superfície. Isso é obtido espalhando-se a gota de sangue com a borda de uma lâmina histológica ao longo de outra lâmina, com o objetivo de produzir uma monocamada de células. Vamos ao passo a passo para realizar o teste: Apoiar a lâmina de microscopia, já com a identificação do paciente, sobre uma superfície limpa. Certificar-se de que a lâmina tem boa qualidade e não está suja ou possui vestígios de gordura, o que pode prejudicar o teste. Colocar uma pequena gota de sangue próxima a uma das extremidades da lâmina. Com o auxílio de outra lâmina, colocar a gota de sangue em contato com sua borda. Para isso a lâmina extensora deve fazer um movimento para trás tocando a gota com o dorso em um ângulo 45°. O sangue da gota irá se espalhar pela borda da lâmina extensora por capilaridade. A lâmina deve então deslizar suave e uniformemente sobre a outra, em direção oposta a extremidade em que está a gota de sangue. O sangue será “puxado” pela lâmina. Depois de completamente estendido, o sangue forma uma película sobre a lâmina de vidro. Deve-se deixar que o esfregaço seque sem nenhuma interferência. Seguir para o passo de coloração. Observação da lâmina Cabeça da lâmina: região imediatamente após o local em que estava a gota sanguínea. Nessa região, com frequência, há aumento do número de leucócitos (principalmente de linfócitos). Corpo da lâmina: região intermediária entre cabeça e cauda. É nessa região que os leucócitos, hemácias e plaquetas estão distribuídas de forma mais homogênea. É a área de escolha para a análise qualitativa e quantitativa da distensão sanguínea. Cauda da lâmina: região final da distensão sanguínea. Nessa região, há encontro de alguns esferócitos e elevação de monócitos e granulócitos, que podem apresentar maior distorção morfológica. 4.6 TÉCNICAS DE COLORAÇÃO DE PANOTICO RÁPIDO Panótico Rápido da Laborclin é um conjunto para coloração rápida em hematologia, especialidade da biologia que dedica-se ao estudo do sangue. A técnica também é conhecida como esfregaço de sangue. Entre os componentes estudados por essa técnica estão as plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos. Uma das vantagens do Panótico Rápido é a capacidade de mostrar um excelente resultado em apenas 15 segundos. O Panótico Rápido é baseado no método de coloração hematológica estabelecida por Romanowsky, um método que facilita o estudo microscópico de tecidos através de suas cores diferentes. O método Panótico Rápido é formado por lâminas com extensões de sangue periférico submetidas a ação de um fixador e duas soluções corantes, que são imersas por 5 segundos em cada. Ao fim da última imersão encontra-se pronta para leitura. REAGENTES E APRESENTAÇÃO: • Frasco 1: Solução de triarilmetano 500 ml • Frasco 2: Solução de xantenos 500 ml • Frasco 3: Solução de tiazinas 500 ml Apresentação: 3 frascos de 500 ml. MATERIAIS NECESSÁRIOS: • Frascos para coloração; • Cronômetro; • Lâminas. PROCEDIMENTO TÉCNICO: 1. Confeccionar os esfregaços e deixar secar à temperatura ambiente; 2. Fixar os esfregaços por 30 segundos na solução do Frasco1; 3. Escorrer sem lavar; 4. Corar a lâmina na solução do Frasco 2 por 30 segundos; 5. Escorrer sem lavar; 6. Corar a lâmina por 30 segundos na solução do Frasco 3; 7. Escorrer e lavar a lâmina em água corrente e deixar secar em posição vertical. FINALIDADE: Sistema para coloração de células em esfrega-ço de sangue periférico, medula óssea ou para estudo citológico de elementos celulares colhidos por punção, raspagem ou concentrados celulares de derrames cavitários. 4.7. CONTAGEM DE RETICULÓCITO A contagem de reticulocitos é usada para determinação se acaso a medula óssea está respondendo de modo adequado às necessidades do corpo de produção de hemácias e para esclarecer o mecanismo de diferentes tipos de anemia. Normalmente é solicitada junto com a contagem de hemácias, a hemoglobina e o hematócrito, que são utilizados para avaliar a gravidade da anemia. Quando o paciente está com deficiência de ferro, de vitamina B12 ou de folato, doença renal, supressão de medula óssea resultante de quimioterapia ou transplante de medula óssea, ou está sendo tratado com eritropoietina, o médico pode pedir a contagem de reticulocitos com um hemograma, em intervalos regulares, para acompanhar a função da medula óssea e a resposta ao tratamento. As células sanguíneas são coradas com um corante específico para reticulocitos, como o azul de cresil brilhante. Essa coloração destaca os reticulocitos, facilitando sua identificação. Valores de referência Contagem relativa: Adultos: 0,5 a 1,5 %; Crianças: 1,0 a 2,5%; Recém-nascidos: 3 a 7% (cordão umbilical) Contagem absoluta: Adultos: 25.000 a 75.000/ mm3 Crianças: 25.000 a 100.000/mm³ Amostra: Sangue Total com EDTA (2mL); Interpretação: · Valores aumentados: encontra-se hiperatividade da medula óssea reticulocitose, como por exemplo, em anemias hemolíticas, hemorragias ou resposta terapêutica de anemias carenciais; · Valores diminuídos: encontra-se hipoatividade da medula óssea (reticulocitopenia), como por exemplo na aplasia medular. Condição da amostra e interferentes: · Não realizar o teste caso a amostra com EDTA tenha sido congelada; · Amostras coaguladas ou hemolisadas devem ser desprezadas. · Estabilidade e conservação: Até 12h em temperatura ambiente; · Até 24 horas refrigerada. · O ideal é realizar a preparação do exame em até 6h após a coleta. 5. IMUNOLOGIA CLÍNICA 5.1. TESTE RÁPIDO DENGUE – IgG E IgM Os testes rápidos para Dengue IgG e IgM são ferramentas diagnósticas utilizadas para detectar a presença de anticorpos específicos (Imunoglobulina G e Imunoglobulina M) no sangue, reduzindo uma possível infecção pelo vírus da dengue. A dengue é uma doença transmitida por mosquitos, e a detecção precoce é crucial para um manejo clínico adequado. DETECÇÃO DO ANTIGENO NS1 - O antígeno NS1 é uma glicoproteína altamente conservada que está presente em altas concentrações no soro de pacientes infectados pelo vírus da dengue. Dessa forma, pode ser detectado logo após os sintomas da doença terem surgido e, portanto, antes do aparecimento dos anticorpos específicos contra o agente infeccioso. Com isso, é possível fazer o diagnóstico laboratorial da dengue mais precocemente. MATERIAIS UTILIZADOS: · Kits de teste rápido para dengue IgM e IgG. · Lancetas estéreis. · Algodão e álcool para higienização. · Pipetas descartáveis. · Tubos de coleta de sangue. · Controles de qualidade. · Área de trabalho limpa e adequada. ROTINA LABORATORIAL: · Preparar a área de trabalho seguindo as normas de biossegurança. · Identificar corretamente os pacientes e as amostras. · Coletar uma pequena quantidade de sangue usando lancetas estéreis. · Transferir o sangue para os tubos de coleta e centrifugar para obter o soro. · Aplicar as amostrasnos dispositivos do teste rápido conforme as instruções do fabricante. · Aguardar o tempo recomendado para a leitura dos resultados. · Interpretar os resultados, observando a presença de IgM (indicativo de infecção recente) e IgG (indicativo de infecção passada). · Realizar controle de qualidade interno regularmente. · Documentar os resultados de forma precisa e arquivar os registros. Lembre-se de seguir a bula do teste e procedimentos padrão de laboratório para garantir resultados confiáveis e segurança durante o processo. 5.2. TESTE DE VDRL O VDRL, sigla para Venereal Disease Research Laboratory, é um teste laboratorial utilizado para detectar a presença de anticorpos contra a sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Este teste é um dos métodos de triagem padrão para a sífilis, embora outros testes confirmatórios sejam frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico. Materiais: · Kits de teste VDRL. · Tubos de ensaio ou placas de microtitulação. · Antígeno VDRL. · Soro de controle positivo e negativo. · Pipetas descartáveis. · Álcool e algodão para higienização. · Lâminas e lamínulas. Rotina Laboratorial: · Preparar a área de trabalho conforme as normas de biossegurança. · Identificar corretamente as amostras e realizar a higienização necessária. · Diluir as amostras de soro de acordo com as instruções do kit. · Adicionar o antígeno VDRL às amostras diluídas. · Incubar a mistura em condições específicas de temperatura e tempo. · Realizar a leitura macroscópica para observar aglutinação. · Se houver aglutinação, realizar uma leitura microscópica para detalhes adicionais. · Interpretar os resultados, considerando o título da amostra. · Utilizar controles de qualidade positivos e negativos para validação do teste. · Documentar os resultados de maneira precisa e arquivar os registros. Considerações importantes: · Outras condições médicas e até a mesma gravidez podem levar a resultados falsos-positivos, portanto, a interpretação deve ser feita em conjunto com o histórico clínico e outros testes. · O teste VDRL é um teste de triagem. Os resultados positivos devem ser confirmados por testes mais específicos, como o teste de FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorção) ou o teste TP-PA (Treponema pallidum Particle Agglutination). · O VDRL é frequentemente utilizado em programas de controle de doenças sexualmente transmissíveis. O tratamento da sífilis é geralmente iniciado com base nos resultados do teste, enquanto a confirmação é buscada com testes mais específicos 5.3. TESTE RÁPIDO HIV 1 E 2 O teste para o HIV-1 e HIV-2 é realizado para detectar a presença de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Existem diferentes tipos de testes para o HIV, incluindo testes rápidos, imunoensaio e testes de Western blot. Caso o teste for positivo, indica que anticorpos contra o HIV foram detectados na amostra, porém, um resultado positivo não é diagnóstico e é preciso ser confirmado por testes adicionais, como o Western blot. Esses testes são mais específicos e confirmam a presença do vírus. Materiais: · Kits de teste rápido para HIV-1 e HIV-2. · Lancetas estéreis. · Algodão e álcool para higienização. · Pipetas descartáveis. · Tubos de coleta de sangue. · Controles de qualidade. · Área de trabalho limpa e adequada. Rotina Laboratorial: · Preparar a área de trabalho seguindo as normas de biossegurança. · Identificar corretamente os pacientes e as amostras. · Coletar uma pequena quantidade de sangue usando lancetas estéreis. · Transferir o sangue para os tubos de coleta. · Aplicar as amostras nos dispositivos do teste rápido seguindo as instruções do fabricante. · Aguardar o tempo recomendado para a leitura dos resultados. · Interpretar os resultados, observando as linhas de teste para HIV-1 e HI2. · Realizar controle de qualidade interno regularmente. · Documentar os resultados de forma precisa e arquivar os registros. É fundamental seguir as diretrizes do fabricante do teste, adotar práticas laboratoriais seguras e garantir a confidencialidade e aconselhamento apropriado para os pacientes submetidos ao teste de HIV. 5.4. TESTE RAPIDO HCV O HCV (Vírus da Hepatite C) é um vírus que causa a hepatite C, uma infecção do fígado, que pode variar de uma infecção leve a uma doença crônica grave e é uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado. O HCV é transmitido principalmente através do contato com o sangue de uma pessoa infectada. Sendo a via mais comum de transmissão o compartilhamento de agulhas entre usuários de drogas injetáveis, transfusões de sangue ou produtos sanguíneos antes de 1992 (quando os testes para HCV foram introduzidos), transplantes de órgãos ou tecidos de doadores infectados, e, menos comumente, transmissão sexual e de mãe para filho durante o parto. Todavia a infecção pelo HCV pode ser aguda ou crônica, entretanto, a maioria das pessoas (cerca de 75-85%) que são infectadas pelo HCV desenvolve uma infecção crônica, podendo ocasionar em complicações a longo prazo. Várias pessoas não apresentam sintomas durante a fase aguda, entretanto, os sintomas podem incluir fadiga, febre, dores musculares, náuseas e icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos). O diagnóstico da infecção pelo HCV é feito por meio de testes de sangue que detectam a presença de anticorpos contra o vírus ou o próprio material genético viral (RNA do HCV). Testes adicionais podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e determinar o genótipo do vírus. Atualmente, existem tratamentos eficazes para a hepatite C, incluindo antivirais de ação direta (AADs). Esses medicamentos têm altas taxas de cura, levando à eliminação do vírus do organismo. A prevenção da hepatite C envolve práticas seguras de saúde, como não compartilhar agulhas, usar precauções padrão em ambientes de saúde, realizar triagem de doadores de sangue e órgãos, praticar e sexo seguro. O campo da hepatite C viu avanços recentes nas últimas décadas, especialmente com o desenvolvimento de terapias antivirais mais eficazes e seguras. Materiais: · Kits de teste rápido para HCV. · Lancetas estéreis. · Algodão e álcool para higienização. · Pipetas descartáveis. · Tubos de coleta de sangue. · Controles de qualidade. · Área de trabalho limpa e adequada. Rotina Laboratorial: · Preparar a área de trabalho seguindo as normas de biossegurança. · Identificar corretamente os pacientes e as amostras. · Coletar uma pequena quantidade de sangue usando lancetas estéreis. · Transferir o sangue para os tubos de coleta. · Aplicar as amostras nos dispositivos do teste rápido conforme as instruções do fabricante. · Aguardar o tempo recomendado para a leitura dos resultados. · Interpretar os resultados, observando as linhas indicativas de presença ou ausência de anticorpos contra o HCV. · Realizar controle de qualidade interno regularmente. · Documentar os resultados de forma precisa e arquivar os registros. · 5.5. TESTE RÁPIDO HbsAg O teste rápido para o HBsAg (Antígeno de Superfície da Hepatite B) é uma ferramenta diagnóstica usada para detectar a presença do HBsAg no sangue, diminuindo uma possível infecção pelo vírus da hepatite B (VHB). O HBsAg é uma proteína da superfície do vírus e é o marcador mais comumente usado para diagnosticar a hepatite B. A amostra é aplicada em um dispositivo de teste rápido que contém regiões cobertas com anticorpos específicos contra o HBsAg. Se o HBsAg estiver presente na amostra, ocorrerá um evento imunológico. Os anticorpos no dispositivo foram ligados ao HBsAg, resultando em uma mudança visível no cor ou na formação de linhas no dispositivo. Materiais: · Kits de teste rápido para HBsAg. · Lancetas estéreis. · Algodão e álcool para higienização. · Pipetas descartáveis. · Tubos de coleta de sangue. · Controles de qualidade. · Área de trabalho limpa e adequada. Rotina Laboratorial: · Preparar a área de trabalho seguindo as normas de biossegurança. · Identificar corretamente ospacientes e as amostras. · Coletar uma pequena quantidade de sangue usando lancetas estéreis. · Transferir o sangue para os tubos de coleta. · Aplicar as amostras nos dispositivos do teste rápido conforme as instruções do fabricante. · Aguardar o tempo recomendado para a leitura dos resultados. · Interpretar os resultados, observando a presença ou ausência do HBsAg. · Realizar controle de qualidade interno regularmente. · Documentar os resultados de forma precisa e arquivar os registros 5.6. TIPAGEM SANGUINEA A tipagem sanguínea é um exame laboratorial que determina os tipos sanguíneos de uma pessoa com base em certas características presentes em sua superfície de glóbulos vermelhos. Existem dois principais sistemas de tipagem sanguínea: o sistema ABO e o fator Rh. O sistema ABO classifica os tipos sanguíneos em quatro grupos principais: A, B, AB e O. Essa classificação é baseada na presença ou ausência de estímulos específicos (A e B) na superfície dos glóbulos vermelhos. As pessoas do tipo A possuem antígenos A, as do tipo B têm antígenos B, as do tipo AB têm ambos os antígenos A e B, e as do tipo O não têm antígenos A ou B. O fator Rh refere-se à presença ou ausência do antígeno Rh (também chamado de fator Rhesus) na superfície dos glóbulos vermelhos. As pessoas que têm o antígeno Rh são consideradas Rh positivas (p. ex., A+, B+), enquanto aquelas que não têm o antígeno são Rh negativas (p. ex., A-, B-). Materiais: · Kits de reagentes para tipagem sanguínea ABO e Rh. · Amostras de sangue do paciente. · Tubos de ensaio ou placas de microtitulação. · Soros anti-A, anti-B, e anti-Rh. · Pipetas descartáveis. · Álcool e algodão para higienização. · Controles de qualidade. Rotina Laboratorial: · Preparar a área de trabalho seguindo as normas de biossegurança. · Identificar corretamente as amostras, assegurando a rastreabilidade. · Coletar amostras de sangue do paciente. · Adicionar as amostras aos tubos de ensaio e realizar a centrifugação para separar o soro. · Misturar as amostras de soro com soros anti-A, anti-B, e anti-Rh separadamente. · Observar aglutinação para determinar os tipos sanguíneos A, B, AB, ou O. · Verificar a presença ou ausência do fator Rh. · Interpretar os resultados, indicando o tipo sanguíneo completo (por exemplo, A+, B-). · Realizar controle de qualidade interno regularmente. · Documentar os resultados de maneira precisa e arquivar os registros. (arquivo pessoal) 5.7. FATOR REUMATÓIDE É um autoanticorpo que pode ser produzida em algumas doenças autoimune e que reage e que reage contra o IgG, formando imuno complexos que a tocam e destroem tecidos saudáveis, como a cartilagem das articulações. A identificação de fator reumatoide no sangue é importante para investigar a presença de doenças autoimunes, exemplo: • Lúpus • Artrite reumatoide • Sindrome de sjogren Elas apresentam valores elevados de proteínas A dosagem do fator reumatoide é feita a partir de uma pequena amostra de sangue que deve ser coletado após jejum de pelo menos 4 horas. Assim é realizado o teste para a identificação da presença de FR. A identificação do FR é feita por meio da prova do látex ou de teste Waaler – Rose, em que é adicionado o reagente específico de cada teste a uma gota do soro do paciente (a amostra é centrifugada) e em seguida homogeneizar de 5 a 3 minutos e verificar se ocorrerá aglutinação, caso seja positivo pela presença de grumos, é necessário novas diluições para verificar a quantidade de FR presente e o grau da doença. 5.8. TESTE RÁPIDO DE BETA HCG O teste rápido de Beta HCG é usado para detectar a presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana (HCG) na urina ou no sangue. O HCG é produzido durante a gravidez e pode ser detectado já nos primeiros dias após a concepção. AMOSTRA BIOLÓGICA: Soro METODOLOGIA: Imuno cromatográfico INTERFERÊNCIAS: Medicamentos contendo HCG, condições médicas como tumores produtores de HCG e certas doenças podem causar resultados falso-positivos. MATERIAIS E REAGENTES: Contém dispositivos de teste (cassete, tira ou bastão) com área de aplicação de amostra e área de leitura dos resultados, solução tampão (se aplicável), urina (preferencialmente a primeira urina da manhã para maior concentração de HCG) ou sangue (soro ou plasma), para aplicar a amostra no dispositivo de teste. PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Preparação: Ler atentamente as instruções fornecidas pelo fabricante do kit de teste, certificar-se de que todos os componentes do kit estejam à temperatura ambiente antes de iniciar o teste. Coleta da Amostra: Coletar a amostra de urina em um recipiente limpo e seco, preferencialmente a primeira urina da manhã, coletar sangue venoso e processar a amostra para obter soro ou plasma. Aplicação da Amostra: Usar uma pipeta ou aplicar diretamente a amostra de urina na área de aplicação do dispositivo de teste conforme indicado pelo fabricante, utilizar uma pipeta para transferir a quantidade recomendada de soro ou plasma na área de aplicação do dispositivo de teste. Adição da Solução Tampão (se aplicável): Adicionar o número recomendado de gotas de solução tampão na área indicada do dispositivo (se aplicável). Incubação e Desenvolvimento: Aguardar o tempo especificado pelo fabricante (geralmente entre 3 a 5 minutos) para permitir o desenvolvimento da reação. Leitura dos Resultados: Interpretar os resultados de acordo com as indicações do fabricante do kit: Linha de Controle (C): A presença de uma linha na área de controle indica que o teste funcionou corretamente. Linha de Teste (T): A presença de uma linha na área de teste, além da linha de controle, indica um resultado positivo. Resultado Negativo: Se apenas a linha de controle aparecer. Resultado Inválido: Se a linha de controle não aparecer, o teste é inválido e deve ser repetido com um novo dispositivo. RESULTADOS E UNIDADE: Negativo VALORES DE REFERÊNCIA: Negativo PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: Negativo 6. BIOQUÍMICA CLÍNICA 6.1 DOSAGEM DE GLICOSE Dosagem de glicose no sangue é um teste laboratorial amplamente utilizado para avaliar os níveis de glicose (açúcar) no sangue, sendo fundamental para o diagnóstico e monitoramento do diabetes mellitus e outras condições relacionadas ao metabolismo da glicose. AMOSTRA BIOLÓGICA: Soro, plasma, fluoretado e LCR METODOLOGIA: Método Enzimático INTERFERÊNCIAS: Controlar fatores que possam interferir na dosagem, como contaminação dos reagentes ou variações na temperatura de incubação. MATERIAIS E REAGENTES: Amostra de sangue (sangue venoso ou capilar), Tubos de coleta de sangue com anticoagulante (fluoreto de sódio/oxalato de potássio) para prevenir a glicólise, Reagentes para glicose (método enzimático), Glicose oxidase, Peroxidase, Corante (por exemplo, 4- aminoantipirina), Pipetas automáticas, Tubos de ensaio, Banho-maria ou incubadora, Espectrofotômetro ou glicosímetro. PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Coleta de Sangue: Coletar a amostra de sangue venoso em um tubo contendo fluoreto de sódio/oxalato de potássio para evitar a degradação da glicose. Alternativamente, pode-se usar uma amostra de sangue capilar (por exemplo, de um dedo) para testes rápidos com glicosímetro. Preparação da Amostra: Centrifugar a amostra de sangue venoso para obter o plasma ou soro. Se usar sangue capilar, seguir as instruções do glicosímetro para preparação da amostra. Reação Enzimática: Pipetar um volume fixo de amostra (por exemplo, 10 µL) em um tubo de ensaio. Adicionar reagente enzimático (por exemplo, 1 mL) ao tubo de ensaio contendo a amostra. Misturar bem e incubar a mistura em banho-maria a 37°C por 10 minutos ou conforme as instruções do kit de reagentes. Leitura dos Resultados:Após a incubação, medir a absorbância da solução no espectrofotômetro a um comprimento de onda específico (geralmente 500 nm). Comparar a absorbância da amostra com a de um padrão de glicose conhecido para determinar a concentração de glicose na amostra. RESULTADOS E UNIDADE: Camile (Soro) 96mg/dl VALORES DE REFERÊNCIA: Glicose em jejum: Normal: 70-99 mg/dL (3,9-5,5 mmol/L)Pré-diabetes: 100-125 mg/dL (5,6-6,9 mmol/L) Diabetes: ≥ 126 mg/dL (≥ 7,0 mmol/L) Glicose pós-prandial (2 horas após refeição): Normal: < 140 mg/dL (< 7,8 mmol/L) Pré-diabetes: 140-199 mg/dL (7,8-11,0 mmol/L) Diabetes: ≥ 200 mg/dL (≥ 11,1 mmol/L) PROVÁVEIS INTERPRETAÇÕES: Resultados e discussões: 06/03/24 Dosagem de glicose Alice: (p) 84.4 ;(s) 98.5 : normoglicemia Anaregi: (p) 63.2 ; (s) 70.6: hipoglicemia Alanis: (p) 73.3 ; (s) 82.6 : normoglicemia Barbara: (p) 192; (s) 305.4 : hipoglicemia Valeize: (p) 64.99 ; (s) 73.5: hipoglicemia Glória: : (p) 208.8 ; (s) 221 hiperglicemia Flávia: (p) 87.1; (s) 110.5: normoglicemia Alessandra : (p) 77.2 ; ( s) 78.3: normoglicemia Gabi: (p) 98.2 ; (s) 94 normoglicemia Bruna: (s) 115.1 ; (p) 111.1 normoglicemia Adriana: (a) 368 ; (p) 426.2 hipoglicemia Tayline : (s) 345.2 ; (p) 302.5 hipoglicemia 6.2. COLESTEROL TOTAL A dosagem de colesterol total é um teste importante para avaliar o risco de doenças cardiovasculares. O colesterol total inclui a soma do colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de alta densidade (HDL) e lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL). AMOSTRA BIOLÓGICA: Soro METODOLOGIA: Enzimática colorimétrica INTERFERÊNCIAS: Ipemia ictericia, erro técnico MATERIAIS E REAGENTES: Amostra de sangue (soro ou plasma), Tubos de coleta de sangue com ou sem anticoagulante (EDTA para plasma), Reagentes para dosagem de colesterol (método enzimático colorimétrico), Enzima colesterol oxidase, Enzima peroxidase, Corante (por exemplo, 4- aminoantipirina), Pipetas automáticas, Tubos de ensaio, Banho-maria ou incubadora, Espectrofotômetro ou analisador automático de bioquímica clínica. PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Coleta de Sangue: Coletar a amostra de sangue venoso em um tubo adequado. Deixar a amostra coagular (se soro) e centrifugar para separar o soro ou plasma. Preparação do Reagente: Preparar os reagentes conforme as instruções do fabricante do kit de dosagem de colesterol. Reação Enzimática: Em um tubo de ensaio, pipetar uma quantidade fixa da amostra de soro ou plasma (por exemplo, 10 µL). Adicionar uma quantidade adequada do reagente de colesterol (por exemplo, 1 mL) ao tubo de ensaio. Misturar bem e incubar a mistura em banho-maria a 37°C por 10 minutos, ou conforme especificado pelo kit. Medição da Absorbância: Após a incubação, medir a absorbância da solução no espectrofotômetro a um comprimento de onda específico (geralmente 500 nm). Utilizar um tubo contendo apenas reagente (sem amostra) como branco para ajuste. Determinação da Concentração de Colesterol: Comparar a absorbância da amostra com a de um padrão de colesterol conhecido para determinar a concentração de colesterol total na amostra. VALORES DE REFERÊNCIA: Colesterol total desejável: Menos de 200 mg/dL (5,2 mmol/L) Colesterol total limítrofe: 200-239 mg/dL (5,2-6,2 mmol/L) Colesterol total alto: 240 mg/dL ou mais (6,2 mmol/L ou mais) Resultados e discussões: 13/03/24 13 pacientes : dentro das normalidades 5 pacientes: valor elevado. PERFIL LIPÍDICO HDL: 20/03/24 11 Pacientes: dentro das normalidades 6 Pacientes: volor alterado baixo 6.3. TRIGLICÉRIDEOS A dosagem de triglicérides no sangue é um teste importante para avaliar o risco de doenças cardiovasculares e outras condições relacionadas ao metabolismo dos lipídios. Triglicérides elevados podem indicar um risco aumentado de aterosclerose, pancreatite e outras complicações. AMOSTRA BIOLÓGICA: Soro ou Plasma METODOLOGIA: Enzimático colorimétrico INTERFERÊNCIAS: Hemólise, lipemia, erro técnico MATERIAIS E REAGENTES: Amostra de sangue (soro ou plasma), Tubos de coleta de sangue com ou sem anticoagulante (EDTA para plasma), reagentes para dosagem de triglicérides (método enzimático colorimétrico), Enzima lipase, Glicerol quinase, Glicerol-3-fosfato oxidase, Peroxidase, Corante (por exemplo, 4-aminoantipirina), pipetas automáticas, Tubos de ensaio, Banho-maria ou incubadora, Espectrofotômetro ou analisador automático de bioquímica clínica. PROCEDIMENTO DA TÉCNICA: Coleta de Sangue: Coletar a amostra de sangue venoso em um tubo adequado. Deixar a amostra coagular (se soro) e centrifugar para separar o soro ou plasma. Preparação do Reagente: Preparar os reagentes conforme as instruções do fabricante do kit de dosagem de triglicérides. Reação Enzimática: Em um tubo de ensaio, pipetar uma quantidade fixa da amostra de soro ou plasma (por exemplo, 10 µL). Adicionar uma quantidade adequada do reagente de triglicérides (por exemplo, 1 mL) ao tubo de ensaio. Misturar bem e incubar a mistura em banho-maria a 37°C por 10 minutos, ou conforme especificado pelo kit. Medição da Absorbância: Após a incubação, medir a absorbância da solução no espectrofotômetro a um comprimento de onda específico (geralmente 500 nm). Resultados e discussões: 13/03/24 DOSAGEM DE TRIGLICERÍDEOS Resultados: Valeize: 59.2 mg/dl Barbara: 75.3 mg/dl Alice: 98.8 mg/ dl Anaregi: 145.7 mg /dl Nayla : 74.1 mg/ dl Flávia: 54.3 mg / dl Glória 85.2 mg / dl Alanis: 256.1 mg / dl Tayline : 280.3 mg /dl Alessandra :155.6 mg/ dl Letícia : 72.8 mg/ dl Fernanda: 64.2 mg / dl Gabi: 79 ,mg/ dl Barbara: 707. 4 mg / dl Bruna:39.5 mg/ dl Rosimar: 149.4 mg/dl Adriana: 195.1 mg / dl Raíza : 123.5 mg / dl Kamilla 64.7 mg/dl 6.4. PERFIL LIPÍDICO O lipidograma, também conhecido como perfil lipídico, é um exame de análise clínica que tem como objetivo verificar a quantidade de LDL, HDL, VLDL, triglicerídeos e colesterol total que, quando estão em valores fora do normal, representam um grande risco para o desenvolvimento de diversas doenças. No exame de perfil lipídico completo, é possível observar os valores de: colesterol LDL; colesterol HDL; colesterol VLDL; colesterol não HDL; colesterol total; triglicerídeos. METODOLOGIA : enzimático colorimétrico. MATERIAL : soro plasma (heparinizado ou EDTA) TÉCNICA : precipitação das VLDL, LDL e quilomicrons. Em um tubo de centrífuga, pipetar: Soro ........................................250. uL Reagente precipitante n°2.....250,uL - Agitar no vortex ou manualmente durante 1 minuto. Centrífugar a 3500 rpm durante 15 mim, Esta etapa é de fundamental importancia para obtenção de resultado correto. O sobrenadante limpido Contem Colesterol-HDL deve ser pipetado imediatamente após a centrifugação para evitar resultado falsamente elevado Determinação do Colesterol HDL - Marcar 3 tubos de ensaio: (branco) B , (padrão) P e (Amostra)A e proceder como a seguir . BRANCO | PADRÃO| AMOSTRA SOBRENADANTE ...................|...................|.50 uL REAGENTE n°1........................|. 50uL. |......... REAGENTE | 1,0 ml. | 1,0 ml. | 1,0 ml ENZIMÁTICO . PROCEDIMENTO Homogeneizar bem e colocar no banho maria a 37°c por 5 minutos, dar obsorbância da amostra e do padrão em 500nm, acertando o zero com a branco, a cor é estável por 30 minutos. A concentração do colesterol VLDL e LDL pode ser calculado segundo a equação de Firewall. Este cálculo pode ser utilizado para amostras cuja concentração de triglicerídeos não ultrapasse 400 mg / dl. Colesterol VLDL= triglicérideos /5 Colesterol LDL = colesterol total ( HDL + VLDL). RESULTADOS E DISCUSSÕES: 13/03/24 DOSAGEM DE COLESTEROL TOTAL Resultados: Valeize: 133.3 mg/dl Barbara: 131 mg/dl Alice: 156.6 mg/ dl Anaregi: 1,32 mg /dl Nayla : 120 mg/ dl Flávia: 267.8 mg / dl Glória: 161.8 mg / dl Alanis:154.9 mg / dl Tayline : 601.7 mg /dl Alessandra :170.9 mg/ dl Letícia : 100.8 mg/ dl Fernanda: 170.3 mg / dl Gabi: 161.2 mg/ dl Barbara: 139 mg / dl Bruna: 198.8 mg/ dl Rosimar: 267.8 mg/dl Adriana: 337.8 mg / dl Raíza : 150.9 mg / dl VR : < 190 mg /dl RESULTADOS HDL: 20/03/24 Resultados: Valeize: 40.2 mg/dl. Barbara: 33.1 mg/dl Alice: 51.9 mg/ dl Anaregi: 28 mg /dl Nayla : 49.2 mg/ dl Glória: 26.6 mg / dl Alanis: 33.1mg / dl Tayline : 77.9 mg /dl Alessandra :31.8 mg/ dl Letícia : 30.7 mg/ dl Gabi: 28.2 mg/ dl Barbara: 45.4 mg / dl Bruna: 59.3 mg/ dl Adriana: 42.2 mg / dl Raíza : 41.6 mg / dl 7. CONCLUSÃO Podemos concluir que o estágio representa uma oportunidade de aprendizado prático, integrando o conhecimento adquirido ao longo do semestre. Durante esse período, o aluno experimenta a rotina diária de um laboratório, aprendendo os procedimentos detalhados para cada tipo de exame. É crucial seguir rigorosamente os passos estabelecidos, incluindo o uso correto de reagentes e a preparação adequada das amostras, para garantir a precisão e evitar qualquer erro ou variação nos resultados.. A teoria aplicada durante o estágio é crucial para compreendermos o significado de cada exame e sua finalidade. Na área das análises clínicas, que abrange diversos setores, é de extrema importância dominar cada aspecto, pois estamos lidando diretamente com a saúde dos pacientes, onde um erro pode ter consequências prejudiciais. O estágio me revelou a necessidade de ser meticuloso em todas as tarefas, executando cada uma com cuidado e atenção, sempre aderindo às normas estabelecidas pelo laboratório e priorizando a biossegurança. Durante esse período, aprendi os procedimentos práticos em várias áreas, o que ampliou meu horizonte para diversas oportunidades no mercado de trabalho. A experiência demonstrou que não estamos limitados a uma única especialidade, pois há várias áreas dentro das análises clínicas que podemos explorar A experiência de aprendizado e prática durante o estágio integrou meu conhecimento teórico à realidade do laboratório, proporcionando uma visão clara dos desafios, acertos, erros e da rotina exigente, porém gratificante, focada em objetivos maiores. Encerro o estágio supervisionado obrigatório com um conhecimento ampliado e diversas lições aprendidas 8. REFERÊNCIAS 1. CELKAN TT. O que um hemograma nos diz? Turk Pediatri Ars 2020; 55 (2): 103–116. 2. COMAR, S. R. et al. Contagem de plaquetas: avaliação de metodologias manuais e aplicação na rotina laboratorial. Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - ABHH. Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Curitiba, PR, 2009. 3. LORENZI, T. F. Manual de Hematologia: propedêutica e clínica. 4ªed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 4. LESSA, Daniela. Fiocruz, 2014, Biossegurança. Disponível em: < https://portal.fiocruz.br/noticia/biosseguranca-o-que-e > Acessado em 24/11/2021. 5. http://docente.ifsc.edu.br/melissa.kayser/MaterialDidatico/Microbiologia/2.%20Colora%C3%A7%C3%A3o%20GRAM.pdf, acessado em 06/12/2021. 6.https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/doen%C3%A7as-sexualmente-transmiss%C3%ADveis/s%C3%ADfilis#v1024143_pt, acessado em 06/12/2021. 7. https://www.sanarmed.com/hematopoiese. 8. SOUZA, M. H. L.; ELIAS, D. O. Manual de Instrução Programada - Princípios de Hematologia e Hemoterapia. 2. ed. Rio de Janeiro: Centro Editorial Alfa Rio, 2005. image3.png image1.png image2.jpeg