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INTRODUÇÃO AO 
JORNALISMO 
Leticia Sangaletti
Revisão técnica:
Deivison Campos
Bacharel em Filosofia
Mestre em Sociologia da Educação
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB -10/2147
S581i Silveira, Guaracy Carlos da.
Introdução ao jornalismo / Guaracy Carlos da Silveira,
Letícia Sangaletti, Cristina Wagner ; [revisão técnica: 
Deivison Campos]. – Porto Alegre : SAGAH, 2018.
258 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-336-9
1. Jornalismo. I. Sangaletti, Letícia. II. Wagner,
Cristina. III. Título.
CDU 070
Introdução ao 
jornalismo digital
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Compreender o jornalismo digital e suas gerações.
 � Verificar as características do jornalismo digital.
 � Conhecer a construção da narração jornalística para a web.
Introdução
Com o avanço das tecnologias, o jornalismo se adaptou e levou junto 
para outras plataformas, como as digitais, o impresso, o rádio e a TV. É 
uma nova era de comunicação, em que tudo está conectado e novas 
rotinas e linguagens foram introduzidas ao meio jornalístico. 
Neste capítulo, você vai compreender os processos produtivos das 
notícias em um contexto digital multimídia. Também irá aprender como 
utilizar a rede como ferramenta no trabalho de apuração jornalística, e 
reconhecer as particularidades do texto jornalístico em ambientes digitais. 
O jornalismo digital e suas gerações
Os modos de fazer jornalismo foram sendo modificados com o passar dos 
anos e o aparecimento das novas tecnologias. A internet e o computador 
são ferramentas que integram a rotina produtiva e facilitam muito a prática 
profissional. Hoje em dia, as notícias podem ser publicadas, compartilhadas 
e divulgadas de qualquer lugar, tendo apenas um aparelho de smartphone 
conectado à internet. 
Em sua tese de doutorado, Mielniczuk (2003) elaborou uma sistemati-
zação de nomenclaturas relacionadas ao jornalismo digital para facilitar a 
compreensão dos termos. Isso porque percebeu que “jornalismo on-line” 
e “jornalismo digital” eram usados por pesquisadores norte-americanos, 
enquanto “jornalismo eletrônico” era mais usual entre os espanhóis. Além 
disso, “ciberjornalismo” e “jornalismo transmídia” também eram utilizados 
por teóricos. No âmbito da pesquisa brasileira, Mielniczuk (2003) identificou 
que a nomenclatura seguia os termos norte-americanos.
Na sistematização, a pesquisadora explica que o campo eletrônico é o 
mais abarcante, considerando que os aparelhos e a tecnologia utilizada no 
âmbito jornalístico são eletrônicos, independentemente de serem analógicos 
ou digitais. “Assim, ao utilizar aparelhagem eletrônica, quer para a captura 
de informações, quer para a disseminação das mesmas, estar-se-ia exercendo 
o jornalismo eletrônico [...]” (MIELNICZUK, 2003, p. 25).
Os artifícios digitais estão dentro do âmbito eletrônico. “São câmeras foto-
gráficas digitais; gravadores de som; ilhas de edição de imagens não-lineares; 
suportes digitais para a disseminação da informação como disquete, CD e 
DVD; hardware e software para a manipulação das informações (áudio, vídeo 
e sons em forma de bits); entre tantos outros recursos [...]” (MIELNICZUK, 
2003, p. 25). Para a pesquisadora, o jornalismo digital é conhecido também 
como “jornalismo multimídia”, já que pode trabalhar conjuntamente com 
elementos textuais, imagéticos e sonoros.
No que tange ao ciberjornalismo, a nomenclatura parte da expressão ciber, 
que vem de cibernética. Esse termo está relacionado à produção jornalística 
realizada com o subsídio de tecnologias ofertadas pela cibernética, além 
de estar ligado também ao jornalismo “[...] praticado no – ou com o auxílio 
do – ciberespaço. A utilização do computador, para gerenciar um banco de 
dados na hora da elaboração de uma matéria, é um exemplo da prática do 
ciberjornalismo [...]” (MIELNICZUK, 2003, p. 25).
No que diz respeito ao uso do “on-line”, a estudiosa acredita que o termo leva 
à concepção de tempo real, com informações sendo transmitidas continuamente 
e quase instantaneamente. Ela explica que os dados on-line, em grande parte 
das situações, são transferidos e acessados por meio de uma tecnologia digital, 
embora “[...] nem tudo o que é digital, é on-line [...]” (MIELNICZUK, 2003, p. 
26). A partir dessas elucidações, Mielniczuk (2003) afirma que webjornalismo 
é um segmento particular da internet. Nas palavras da pesquisadora:
O webjornalismo, por sua vez, refere-se a uma parte específica da internet, que 
disponibiliza interfaces gráficas de uma forma bastante amigável. A internet 
envolve recursos e processos que são mais amplos do que a web, embora esta 
seja, para o público leigo, sinônimo de internet. Canavilhas (2001) justifica 
a escolha do termo ‘webjornalismo’ porque a nomenclatura encontra-se re-
lacionada com o suporte técnico. Para designar o jornalismo desenvolvido 
para a televisão, utilizamos ‘telejornalismo’; para o jornalismo voltado para o 
Introdução ao jornalismo digital236
rádio, chamamos de “radiojornalismo”; e chamamos de “jornalismo impresso” 
aquele que é feito para os jornais impressos em papel. Logo, a utilização desse 
termo parece natural (MIELNICZUK, 2003, p. 27).
Observe na figura a seguir, as esferas que ilustram as terminologias indi-
cadas pela pesquisadora em suas delimitações.
Figura 1. Esferas que ilustram a delimitação das terminologias.
Fonte: Mielniczuk (2003, p. 28).
Jornalismo eletrônico
Jornalismo digital
Ciberjornalismo
Jornalismo on-line
Webjornalismo
O jornalismo digital passou por três momentos distintos. São as chamadas 
etapas de evolução do jornalismo: webjornalismo de primeira, segunda e ter-
ceira gerações. Mielniczuk (2003) lança, a partir da sua pesquisa de doutorado, 
uma classificação própria, dividindo o curso da produção jornalística em: 
 � Webjornalismo de primeira geração: no início, era apenas reprodu-
zido o conteúdo produzido no jornalismo impresso, o que se tinha era 
uma transposição do papel para o on-line de poucas (1 ou 2) notícias. 
A atualização se dava de 24 em 24 horas, conforme era realizado o 
fechamento da edição impressa. Acerca do que era produzido, sua 
rotina era vinculada inteiramente à forma dos jornais impressos. Não 
há preocupação com o formato em que as narrativas eram apresentadas 
(MIELNICZUK, 2003).
237Introdução ao jornalismo digital
Reges (2011) também trata essa primeira fase como um período transposi-
tivo, já que acontece a transposição integral de parte do conteúdo produzido 
para veículos impressos. Além disso, os textos não eram adequados para a 
nova mídia, não eram contratados profissionais formados em jornalismo e 
nem eram treinados para a nova função. “Trata-se de uma tentativa tímida 
de entrar no ciberespaço [...]” (REGES, 2011, p. 34).
 � Webjornalismo de segunda geração: nessa segunda fase se desenvolve 
e aprimora a parte estrutural técnica da internet no Brasil. Sendo que 
no final da década de 1990, experiências de webjornalismo começaram 
a serem ofertadas na rede. Esse período foi o que Mielniczuk (2003) 
chamou de fase da metáfora. Porque foi quando a interface dos produtos 
acabou preparada a partir do jornalismo impresso, usado como base. 
Por outro lado: “As publicações para a web começam a explorar as 
potencialidades do novo ambiente, tais como links com chamadas para 
notícias de fatos que acontecem no período entre as edições; o e-mail 
passa a ser utilizado como uma possibilidade de comunicação entre 
jornalista e leitor ou entre os leitores, através de fóruns de debates e 
a elaboração das notícias passa a explorar os recursos oferecidos pelo 
hipertexto [...]” (MIELNICZUK, 2003, p. 34). 
Reges (2011) aponta que, de 1995 em diante, os jornalistas começaram a 
serem contratados para se dedicar à internet.
 � Webjornalismo de terceira geração: com a popularização da internet, 
o cenário mudou e surgiram iniciativas de editorias e de empresários 
para esse campo. Criaram-se sites com produtos jornalísticos naweb, 
avançando o que se tinha no impresso. Com relação aos produtos jor-
nalísticos dessa terceira geração, a pesquisadora aponta que foram 
realizadas tentativas de usar e explorar o campo on-line com a finalidade 
de produzir jornalismo. 
Nesse estágio, entre outras possibilidades, os produtos jornalísticos apresentam 
recursos em multimídia, como sons e animações, que enriquecem a narrativa 
jornalística; oferecem recursos de interatividade, como chats com a participa-
ção de personalidades públicas, enquetes, fóruns de discussões; disponibilizam 
opções para a configuração do produto de acordo com interesses pessoais de 
cada leitor/usuário; apresentam a utilização do hipertexto não apenas como 
um recurso de organização das informações da edição, mas também começam 
a empregá-lo na narrativa de fatos (MIELNICZUK, 2003, p. 37).
Introdução ao jornalismo digital238
Reges (2011) explica que essa terceira geração do webjornalismo também 
foi definida como período hipermidiático.
 � Webjornalismo de quarta geração: Reges (2011, p. 37) aponta para 
uma quarta geração, que surgiu a partir de 2004: “[...] proporcionada 
por avanços na programação dos códigos-fonte que permitem uma 
maior relação notícia e usuário, à medida que novas páginas são criadas 
mediante solicitação do usuário em navegá-las [...]. 
Hoje em dia, a convergência de mídias ganha cada vez mais espaço no campo do 
webjornalismo, pois trata de utilizar, paralelamente, elementos diferentes, como texto, 
fotografia e vídeo, para que um complemente o outro. E também de modo que possam 
ser visitados individualmente. 
Características e elementos do 
jornalismo digital
As características do jornalismo digital foram definidas por diferentes teó-
ricos. No Brasil, um dos pesquisadores da área se chama Marcos Palácios, 
que definiu cinco principais delas como sendo: elementos multimidialidade/
convergência, interatividade, hipertextualidade, personalização e memória. O 
estudioso cita, também, os elementos indicados por Bardoel e Deuze (2000 apud 
PALÁCIOS et al., 2002), que são: interatividade, customização de conteúdo, 
hipertextualidade e multimidialidade. Vejamos cada um deles:
 � Multimidialidade/convergência — Conforme Palácios et al. (2002), a 
multimidialidade está relacionada à convergência da imagem, texto e 
som, que são formatos midiáticos tradicionais quando o acontecimento 
jornalístico é narrado. Mielniczuk (2003) esclarece que esse elemento 
é bastante usado para organizar e apresentar webjornais, porém quase 
não possui narrativa jornalística. 
239Introdução ao jornalismo digital
 � Interatividade — Conhecer a construção da narração jornalística 
para a internet. Utilizando os estudos de Bardoel e Deuze (2000 apud 
PALÁCIOS et al., 2002) explica que para os estudiosos, a notícia on-
-line propicia ao leitor que se sinta parte do processo. Também afirma 
que nessa esteira não é possível abordar a interatividade de forma 
simples, mas considerar os processos interativos. Para isso, o termo 
multi-interativo é adotado para instituir os métodos em situações que 
envolvem o leitor de jornalismo de web. Assim, Lemos (1997) e Mie-
lniczuk (1998) (apud PALÁCIOS et al., 2002, p. 4) determinam que 
partindo de uma conexão de internet, o usuário/leitor pode estabelecer 
as relações com “[...] a) com a máquina; b) com a própria publicação, 
através do hipertexto; e c) com outras pessoas — seja autor ou outros 
leitores — através da máquina [...]”. 
 Mielniczuk (2003) esclarece que o e-mail é um dos recursos mais sim-
ples para explorar essa característica, pois permite que leitor e jornal 
possam interagir. Fóruns de discussão também possibilitam que leitores 
troquem informações e são cada vez mais usados.
 � Hipertextualidade — Palácios et al. (2002) observa que a hipertex-
tualidade é característica do jornalismo on-line e possibilita a interco-
nexão de texto por meio do uso de links. Bardoel e Deuze (2000 apud 
PALÁCIOS et al., 2002) indicam que a hipertextualidade permite que, 
a partir da notícia textual, outros textos podem ser indicados, como 
sites, releases, arquivo.
 � Customização de conteúdo — É uma opção para o usuário configurar 
os produtos de jornalismo, a partir do que achar interessante. Palácios 
et al. (2002) esclarece que a customização de conteúdo também é co-
nhecida como personalização ou individualização. Dentre as formas 
de uso dessa característica, Mielniczuk (2003) afirma que a newsletter 
é um dos recursos mais usados quando o usuário cadastra seu e-mail 
para receber as notícias. E cita sites que possibilitam que assuntos sejam 
pré-selecionados. Assim, quando o leitor acessa o endereço, já aparecem 
notícias na tela relacionadas aos seus temas de interesse pessoal.
 � Memória — A web possibilita um acúmulo de informações muito maior, 
pois possui um espaço para guardar o material e deixá-lo armazenado 
e disponível para o acesso imediato. Dessa maneira, é possível que 
o produtor da informação e o usuário recuperem a memória. “Sem 
as limitações anteriores de tempo e espaço, o jornalismo tem a sua 
primeira forma de memória múltipla, instantânea e cumulativa [...]” 
(PALÁCIOS et al., 2002, p. 5).
Introdução ao jornalismo digital240
Para saber mais sobre o assunto, leia o texto Webjorna-
lismo — Considerações gerais sobre jornalismo na web 
(CANAVILHAS, 2001).
https://goo.gl/n6iZP5
Narrativa jornalística na web
Se falarmos do jornalismo disponível na internet, precisamos retornar aos anos 
1990, período do seu surgimento. Na época, ainda era uma ferramenta que 
auxiliava e completava as mídias já existentes, como a impressa, por exemplo, 
que simplesmente replicava na web a produção jornalística feita para o papel.
Reges (2011) afirma que a produção jornalística na internet é recente e 
que está sempre se transformando. Ou seja, é uma realidade da sociedade 
contemporânea e necessita ser mais bem elucidada. 
No campo on-line brasileiro, o primeiro jornal impresso que ingressou 
na plataforma digital, e que depois extinguiu sua versão em papel ficando 
disponível apenas on-line, foi o Jornal do Brasil, em 1995. Sua última edição 
impressa foi distribuída no dia 31 de agosto de 2010. Depois se tornou total-
mente digital, chamando a atenção o crescimento cada vez maior da produção 
de conteúdo para o campo da internet.
No que tange à produção de conteúdo jornalístico especialmente para a 
internet, Palma e Dreves (2006) afirmam que ainda se discute se é melhor 
seguir uma forma convencional de jornalismo, ou se o mais conveniente seria 
implantar um novo formato. O modelo convencional, ao qual as estudiosas 
se referem, é o definido como padrão no século XX, com o uso da pirâmide 
invertida. Porém, o que elas ponderam é “[...] pensar hoje se as mesmas van-
tagens que este padrão trouxe para o jornalismo impresso vêm ao encontro 
do jornalismo na web [...]” (PALMA; DREVES, 2006, p. 5).
Canavilhas (2001) afirma que ocorreu uma migração dos mass media 
para a internet, sem alterar a linguagem para o novo meio. Para o estudioso, 
o jornalismo on-line fazia simplesmente a transposição do escrito, do rádio 
e da TV para o novo meio, diferente do feito na web, que é bem mais atual, 
241Introdução ao jornalismo digital
https://goo.gl/n6iZP5
e tem base na convergência, unindo o texto, som e imagem em movimento. 
Nessas condições todas as potencialidades ofertadas pela internet podem ser 
exploradas pelo webjornalismo.
Palma e Dreves (2006) reiteram que são diferentes os modos de se produzir 
notícia para os meios impresso e web. Porque é necessário considerar que 
no jornal impresso, o espaço e tamanho do texto são definidos, enquanto na 
web são ilimitados. Desse modo, as teóricas apresentam, com base em outros 
autores, três possibilidades de estrutura de texto para a web:
1. Lineares — Nesta estrutura, o leitor fica dependente de finitas possi-
bilidades de navegação na internet. 
2. Reticulares — Aqui não fica definido um eixo de estrutura, o que há 
são alternativasgarantidas por um formato em rede, que possui espaço 
livre para escolher o seu percurso único e singular.
3. Mistas — Neste tipo há eixo de leitura, como, por exemplo, na estrutura 
linear. Porém aparecem diversas opções de individualizar seu percurso. 
As autoras enfatizam que o hipertexto ocorre nas três estruturas, e “[...] 
é ele que nos mostra que continuar a usar a pirâmide invertida é desperdiçar 
o potencial de liberdade e personalização da leitura contida na web [...]” 
(PALMA; DREVES, 2006, p. 08). 
A internet é um ambiente comunicativo diferente de outros, ela acolhe 
diferentes mídias e oportuniza aos usuários a informação em variados forma-
tos, em um processo chamado de Convergência Multimídia (ROCHA, 2011). 
Para Castilho (2007 apud ROCHA, 2011), a convergência pode ser entendida 
como algo que integra, coordena e combina mídias com origem no impresso, 
visual, áudio e que sejam interativas, com apoio no hipertexto para diferenciar 
a internet de tradicionais veículos midiáticos. 
Sobre a cultura da convergência, um dos principais estudiosos do campo, 
Jenkins (2008, p. 27) afirma que é “[...] onde as velhas e as novas mídias coli-
dem, onde a mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do 
produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis 
[...]”. Para o autor, a convergência é um fluxo de conteúdo por meio de várias 
plataformas midiáticas, com a contribuição de diferentes mercados, e aliado à 
migração do público de outros meios para a internet. Jenkins (2008) entende 
a convergência não como um termo que indica questões relacionadas apenas 
à tecnologia, unindo funções, mídias e aparelhos, mas também a questões 
de transformação cultural, tendo em vista que há um incentivo para que os 
consumidores participem das mídias. 
Introdução ao jornalismo digital242
Nessa perspectiva, Jenkins (2008) levanta a questão de que os meios de 
comunicação mais antigos não foram substituídos por novos, mas passam por 
transformações com o uso de novas tecnologias. Dessa forma, existem não só 
no modelo tradicional, mas também na internet. 
Dentre as maneiras de se contar histórias a partir da união de diferentes 
mídias, e com a convergência, temos os conceitos de multimídia, crossmídia 
e transmídia. Conheça cada um deles:
 � Multimídia — A história é contada com o uso de diferentes mídias ao 
mesmo tempo. Porém a narrativa não é compreendida se faltar algum 
dos elementos, e eles não podem ser entendidos separadamente.
 � Crossmídia — A mesma história pode ser compreendida em cada mídia 
de forma independente. Uma vai reforçar a compreensão da outra, porém 
seu entendimento pode ser individual. Exemplo: adaptação de livros. 
O Hobbit possui a versão literária, a cinematográfica e também jogos 
com sua narrativa. Tudo isso pode ser visto separadamente.
 � Transmídia — Cada história é narrada independentemente, sendo parte 
de um universo específico e se complementando de modo a formar 
uma grande narrativa. Por exemplo: filmes e livros como O Senhor dos 
Anéis. Trata-se de uma trilogia, sendo necessário ler o primeiro livro 
ou assistir ao primeiro filme, para então dar sequência aos próximos. 
Caso contrário a compreensão da grande narrativa fica comprometida.
Você pode aprender mais sobre convergência e webjor-
nalismo no link a seguir (SANTI, 2011):
https://goo.gl/PgiAKB
243Introdução ao jornalismo digital
https://goo.gl/PgiAKB
1. A estudiosa Mielniczuk (2003) 
elaborou uma sistematização 
de nomenclaturas relacionadas 
ao jornalismo digital, de modo a 
colaborar com a compreensão 
dos termos. Sobre isso, assinale 
a alternativa correta:
a) Jornalismo eletrônico: é 
desenvolvido utilizando 
tecnologias de transmissão de 
dados em rede e em tempo real.
b) Jornalismo digital: 
utiliza equipamentos e 
recursos eletrônicos.
c) Ciberjornalismo: emprega 
tecnologia digital. Todo 
procedimento que implica 
no tratamento de dados 
em forma de bits.
d) Jornalismo on-line: envolve 
tecnologias que utilizam 
o ciberespaço.
e) Webjornalismo: diz respeito 
à utilização de uma parte 
específica da internet, que 
é a web, para a produção 
de jornalismo.
2. Com relação às gerações 
de webjornalismo, assinale 
a alternativa correta:
a) No webjornalismo de primeira 
geração é desenvolvida e 
aprimorada uma estrutura 
técnica da internet no Brasil, 
sendo que no final da década 
de 1990, experiências de 
webjornalismo começaram 
a serem ofertadas na rede.
b) Webjornalismo de segunda 
geração apenas reproduzia 
o conteúdo produzido no 
jornalismo impresso. O que 
se tinha era uma transposição 
do papel para o on-line de 
uma ou duas notícias.
c) Webjornalismo de terceira 
geração também chamado 
de fase metáfora.
d) No webjornalismo de primeira 
geração, a atualização se dava 
de 48 em 48 horas, conforme 
era realizado o fechamento da 
edição impressa. Com relação 
ao que era produzido, sua rotina 
era vinculada inteiramente à 
forma dos jornais impressos. 
Para você ver mais exemplos de jornalismo digital, acesse 
a tese Jornalismo na web: uma contribuição para o estudo 
do formato da notícia na escrita hipertextual (MIELNICZUK, 
2003).
https://goo.gl/UNgIeH
Introdução ao jornalismo digital244
https://goo.gl/UNgIeH
Não há preocupação com o 
formato em que as narrativas 
eram apresentadas.
e) No webjornalismo de terceira 
geração, os produtos jornalísticos 
apresentam recursos em 
multimídia, como sons e 
animações, que enriquecem a 
narrativa jornalística; oferecem 
recursos de interatividade, 
como chats com a participação 
de personalidades públicas, 
enquetes, fóruns de discussões.
3. São características do jornalismo 
digital, de acordo com o proposto 
por Palácios et al. (2002)?
a) Multimidialidade/convergência; 
memória; customização de 
conteúdo; hipertextualidade; 
interatividade.
b) Convergência; memória; 
customização de conteúdo; 
hipertextualidade; 
interatividade, hiperlinks.
c) Apenas memória; 
hipertextualidade; interatividade.
d) Multimidialidade/convergência; 
customização de conteúdo; 
hipertextualidade; interatividade; 
ciberjornalismo.
e) Ciberjornalismo; webjornalismo, 
multimidialidade/convergência; 
memória; interatividade.
4. Palma e Dreves (2006) reiteram 
que são diferentes os modos de 
se produzir notícia para os meios 
impresso e web, pois é necessário 
considerar que no jornal impresso, 
o espaço e tamanho do texto 
são definidos, enquanto na web 
são ilimitados. Desse modo, as 
teóricas apresentam, com base em 
outros autores, três possibilidades 
de estrutura de texto para a web: 
lineares, reticulares e mistas. 
Assinale a resposta correta.
a) Mistas: neste tipo há eixo de 
leitura, como, por exemplo, na 
estrutura linear. Porém, aparecem 
diversas possibilidades de 
individualizar seu percurso.
b) Lineares: há eixo de leitura, 
como na estrutura linear, porém 
ocorrem diversas possibilidades 
de individualizar seu percurso.
c) Reticulares: nesta estrutura 
o leitor fica dependente 
das possibilidades finitas de 
navegação na internet.
d) Lineares: aqui não fica definido 
um eixo de estrutura. O que se 
tem são possibilidades garantidas 
por um formato em rede, que 
possui espaço livre para escolher 
o seu percurso único e singular.
e) Mistas: aqui não fica definido 
um eixo de estrutura. O que há 
são possibilidades garantidas 
por um formato em rede, que 
possui espaço livre para escolher 
o seu percurso único e singular.
5. Com relação aos primórdios 
do jornalismo on-line, o 
que o caracterizava?
a) A produção independente 
de notícias para a internet.
b) Desde seu início usava 
convergência de mídias.
c) Caracterizava-se pela 
transposição de notícias 
do jornalismo escrito.
d) Possuía jornalistas que 
se dedicavam apenas à 
produção on-line.
e) Caracterizava-se pela dedicação 
em fornecer uma linguagem 
compatível com o meio on-line.
245Introdução ao jornalismo digital
CANAVILHAS, J. M. Webjornalismo: considerações gerais sobre o jornalismo na web. 
Covilhã: Universidadeda Beira Interior, [2001]. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.
pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2018. 
JENKINS, H. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2008.
MIELNICZUK, L. Jornalismo na web: uma contribuição para o estudo do formato 
da notícia na escrita hipertextual. 2003. 246 f. Tese (Doutorado em Comunicação 
e Culturas Contemporâneas) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação e 
Culturas Contemporâneas, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da 
Bahia, Salvador, 2003. Disponível em: <http://poscom.tempsite.ws/wp-content/
uploads/2011/05/Luciana-Mielniczuk.pdf>. Acesso em: 24 dez. 2017.
PALÁCIOS, M. et al. Um mapeamento de características e tendências no jornalismo 
on-line brasileiro e português. Comunicarte, Portugal, v. 1, n. 2, p. 159-170, set. 2002. 
Disponível em: <https://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2002_palacios_mapeamentojol.
pdf>. Acesso em: 22 dez. 2017. 
PALMA, G. B.; DREVES, A. As novas formas narrativas do jornalismo online: a procura 
de um caminho. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 29., 
2006, Brasília. Anais... Brasília: UnB, 2006. Disponível em: <http://www.intercom.org.
br/papers/nacionais/2006/resumos/R1928-2.pdf>. Acesso em: 19 jan. 2018. 
REGES, T. L. R. Características e gerações do webjornalismo: análise dos aspectos tec-
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Leitura recomendada
CANAVILHAS, J. M. Webjornalismo: da pirâmide invertida à pirâmide deitada. Covilhã: 
Universidade da Beira Interior, [2001?]. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/
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