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18/10/2021
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INSUFICIÊNCIA ATIVA E PASSIVA
Professor Dr. Flávio de Oliveira Pires
Email: flavio.pires@ufma.br
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Elemento Contrátil Muscular
 Sarcômeros: menor unidade contrátil. Estruturalmente fica compreendido 
entre duas linhas Z(s).
• Banda I: somente filamentos finos de actina.
• Zona H: filamentos espessos de miosina que podem se interagir com os 
filamentos de actina a medida que ocorre as contrações musculares
• Banda A: interposição dos filamentos de actina e miosina.
ENOKA (2000)
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ENOKA (2000)
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TENSÃO ATIVA MUSCULAR: 
• Conceito: é a base para a força de tração ativa desenvolvida durante a 
contração muscular:
- depende da capacidade de sobreposição dos filamentos de actina e miosina 
(pontes cruzadas).
ENOKA (2000)
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COMPRIMENTO MUSCULAR IDEAL PARA CONTRAÇÃO MUSCULAR
• A maioria dos músculos operam dentro de um limite a partir de seu 
comprimento de repouso (60% - 160%).
• O sistema muscular gerador de força que realiza a contração considerada ideal 
para realização de tarefas com maior ou menor facilidade, vai depender da 
TENSÃO ATIVA dentro do sarcômero.
NORMAL
ENCURTADO
ALONGADO
ENOKA (2000)
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• Sarcômero encurtado além de um determinado ponto (60%) as fibras de actina e miosina 
já estão totalmente sobrepostas (incapacidade de se formar mais pontes cruzadas), logo a 
tensão ativa decresce.
- Sarcômero alongado além de um determinado ponto (160%) não pode sobrepor as fibras 
de actina e miosina (as pontes cruzadas estão bastante afastadas), logo a tensão ativa 
decresce.
- TENSÃO IDEAL: em torno 80 a 120% do comprimento de repouso. Ex: BANCO FLEXOR 
(reforço de ísquiosurais).
SARCÔMERO MUITO ENCURTADO 
(quadril em estado neutro de flexão e 
extensão e no joelho realizando flexão) E 
TENSÃO ATIVA DIMINUÍDA
SARCÔMERO NUMA POSIÇÃO IDEAL 
(quadril semi-fletido e no joelho realizando 
a flexão) E TENSÃO ATIVA AUMENTADA
MCGINNIS, 2002.
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RELAÇÃO COMPRIMENTO-TENSÃO ATIVA
• É a relação entre o desenvolvimento de tensão ativa e o comprimento do 
músculo.
 A quantidade de força produzida depende do número total de pontes 
transversas de miosina interagindo com as partes ativas da actina.
 O músculo pode desenvolver tensão máxima no comprimento ótimo porque 
os filamentos de actina e miosina estão posicionados de modo que um 
número máximo de interligações possa ser formado.
 O comprimento ótimo está próximo do que é conhecido como comprimento 
de repouso (nem muito alongado e nem muito encurtado).
 Em comprimentos maiores ou menores que o ótimo, existirá cada vez menos 
oportunidade de sobreposição entre actina e miosina, resultando em menor 
potencial para se gerar força. 
(LIPPERT, 2003)
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CURVA DE COMPRIMENTO E TENSÃO ATIVA
• O músculo é capaz de gerar sua tensão ativa 
máxima na contração isométrica quando seu 
comprimento está próximo do comprimento 
de repouso.
• Quando o músculo está posicionado em um 
estado de encurtamento muscular, ou seja, 
sua origem muito próximo da inserção 
muscular (média de 60% do comprimento 
muscular), o músculo diminui bastante sua 
capacidade de gerar uma tensão ativa entre os 
sarcômeros.
• Quando o músculo está posicionado em um 
estado de alongamento muscular, ou seja, sua 
origem muito afastada da inserção muscular 
(acima de 100% ou 120% do comprimento de 
repouso), o músculo também diminui bastante 
sua capacidade de gerar uma tensão ativa 
entre os sarcômeros (NEUMANN, 2006) 
CURVA DE COMPRIMENTO E TENSÃO ATIVA
Posição de Encurtamento Muscular (1,27 µm): os 
filamentos de actina e miosina estão totalmente 
sobrepostos entre sí e com isto, não existe um 
deslizamento adicional entre actina e miosina 
levando a perda de tensão ativa na contração 
isométrica.
Próximo do comprimento de repouso: 
(entre 2,0 e 2,25µm): os filamentos de 
actina e miosina estão em um bom estado 
de afastamento entre sí e com isto, existe 
um excelente estado deslizamento entre 
actina e miosina levando a maior de 
tensão ativa na contração isométrica.
Posição de Alongamento Muscular (3,6µm): os filamentos de actina e miosina estão 
exageradamente afastados entre sí, e com isto, levando a perda de tensão ativa na 
contração isométrica.
NORDIN & FRANKEL, 2003
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INSUFICIÊNCIA ATIVA:
• Refere a fraca tensão contrátil do agonista
quando seus pontos de origem e de
inserção muscular estão muito próximos.
• Ausência ou diminuição de qualquer
deslizamento adicional entre os filamentos
(o músculo já encurtou tudo o que podia
encurtar).
• É mais visível em músculos biarticulares,
porque para que a origem de um músculo
se aproxime MUITO da inserção muscular,
tal músculo terá que combinar dois
movimentos, sendo cada um em uma
articulação, e com isto, um dos
movimentos em uma das articulações
perderá força.
(SMITH, WEISS & LEHMKULL, 1997)
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Gastrocnêmio: combinação da flexão de joelho (perna) com a flexão 
plantar de tornozelo (pé).
• Ísquiotibiais: combinação da extensão de quadril (coxa) com a flexão 
de joelho (perna).
• Reto Femoral: combinação da flexão de quadril (coxa) com a 
extensão de joelho (perna).
• Porção Longa do Bíceps Braquial: combinação da flexão de ombro 
(braço) com a flexão de cotovelo (antebraço).
• Porção Longa do Tríceps Braquial: combinação da extensão de 
ombro (braço) com a extensão de cotovelo (antebraço).
• Flexores de dedos do carpo: combinação da flexão dos dedos com a 
flexão do carpo (punho).
(SMITH; WEISS & LEHMKUHL, 1997) 
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Gastrocnêmio: combinação da flexão de joelho (perna) com a flexão plantar de 
tornozelo (pé).
Situação A: Com o tornozelo (pé) 
posicionado em dorsoflexão, os flexores 
de joelho (perna) que são os ísquiosurais 
e gastrocnêmio, agem na flexão do joelho 
(perna). 
Situação B: Com o tornozelo (pé) 
posicionada em flexão em flexão plantar, 
o gastrocnêmio entra em insuficiência 
ativa e com isto, a sobrecarga maior passa 
a ser do ísquiosurais.
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Gastrocnêmio: combinação da flexão de joelho (perna) com a flexão plantar de 
tornozelo (pé).
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Ísquiotibiais: combinação da extensão de quadril (coxa) com a flexão de joelho 
(perna).
Situação A: Com o joelho (perna) 
estendido, os extensores de quadril (coxa) 
que são os ísquiosurais e o glúteo máximo 
que agem na extensão do quadril (coxa). 
Situação B: Com o joelho (perna) 
posicionada em flexão, os ísquiosurais 
entram em insuficiência ativa e com isto, 
a sobrecarga maior passa ser do glúteo 
máximo.
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Reto Femoral: combinação da flexão de quadril (coxa) com a 
extensão de joelho (perna).
Situação A: Com o quadril posicionado 
entre 90º e 110º, o retofemoral passa a 
ter mais força.
Situação B: Com o quadril posicionado 
mais em flexão (entre 30º e 45º), o 
retofemoral passa a ter menos força.
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Porção Longa do Bíceps Braquial: combinação da flexão de ombro 
(braço) com a flexão de cotovelo (antebraço).
Situação A: Com o ombro posicionado na 
ângulação neutra (0º) ou ligeiramente 
estendido (10º), o bíceps braquial passa a 
ter mais força.
Situação B: Com o ombro posicionado na 
ângulação de flexão (145º - 150º) , o 
bíceps braquial passa a ter menos força.
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Porção (Cabeça) Longa do Tríceps Braquial: combinação da extensão de ombro 
(braço), com a extensão de cotovelo (antebraço).
Situação A: O Tríceps Braquial agem com 
suas três porções (cabeças), com o ombro 
em estado neutro de flexão-extensão
Situação B: Com o ombro posicionado em 
extensão, a porção (cabeça) longa do 
tríceps braquial entra em insuficiência 
ativa, e com isto, a sobrecarga maior 
passa a ser das outras porções (cabeças)que as porções medial e lateral.
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EXEMPLOS MAIS COMUNS DE INSUFICIÊNCIA ATIVA
• Flexores de dedos do carpo: combinação da flexão dos dedos com a flexão do mão 
(punho).
Situação A: Os Flexores dos Dedos 
do Carpo ficam mais fortes com o 
punho (mão ou carpo) em extensão
Situação B: Com o punho (mão) 
posicionado em flexão, os flexores dos 
dedos da mão que são também flexores 
do punho (carpo) entram em insuficiência 
ativa e com isto perdem a força na flexão 
dos dedos. 
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INSUFICIÊNCIA PASSIVA:
• Quando os músculos antagonistas estão encurtados em 1 ou + articulações,
e não permitem ou dificultam o movimento do agonista.
• A ADM não se completa.
• O músculo antagonista e não participativo do movimento por não ter o
comprimento suficientemente longo (encurtado) não permite a
integralização do movimento realizado pelo músculo agonista, mesmo ele
agindo fortemente.
• Refere-se a força tênsil do antagonista.
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CURVA DE COMPRIMENTO X TENSÃO PASSIVA
(NEUMANN, 2006) 
EXEMPLO DE INSUFICIÊNCIA PASSIVA DOS ÍSQUIOSURAIS (ENCURTAMENTO DOS ÍSQUIOSURAIS)
EXEMPLO DE AUSÊNCIA DE INSUFICIÊNCIA PASSIVA DOS ÍSQUIOSURAIS (ENCURTAMENTO DOS ÍSQUIOSURAIS)
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