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TÓPICOS AVANÇADOS EM AC Nossos comportamentos geram consequências no mundo, e são essas consequências que influenciam a probabilidade de que o comportamento se repita em situações similares no futuro. Em outras palavras, as consequências são determinantes da frequência do comportamento BB CC COMPORTAMENTO BEHAVIOR CONSEQUÊNCIA O comportamento produz uma consequência e a consequência determinam a probabilidade de ocorrência (frequência) BB CC COMPORTAMENTO BEHAVIOR CONSEQUÊNCIA Aqui então chamamos esses comportamento de Comportamentos Operantes e a modificação desse comportamento é chamado de aprendizagem ou condicionamento operante. Mentir que esta com dor de barriga ------mãe deixar faltar da escola No exemplo fornecido, "Mentir que está com dor de barriga" é o comportamento, enquanto "Mãe deixar faltar da escola" é a consequência. Agora vamos analisar se pensarmos que aqui ele quer ficar na casa pois é mais interessante....esse exemplo se encaixa na categoria de reforço positivo porque um comportamento (mentir) é seguido pela adição de algo desejado (ficar em casa), aumentando a probabilidade de que a criança minta novamente no futuro para evitar a escola. Se a escola é considerada aversiva pela criança e a mãe permite que ela falte após a mentira sobre a dor de barriga, então a ausência da escola seria considerada uma consequência negativa. Nesse caso, a criança está evitando a situação aversiva (ir para a escola) através da mentira. Portanto, se encaixaria na categoria de reforço negativo, onde um comportamento é seguido pela remoção ou diminuição de algo aversivo, aumentando assim a probabilidade de que esse comportamento ocorra novamente no futuro. AGORA.... PUNIÇÃO POSITIVA: Suponha que um estudante chegue atrasado repetidamente para as aulas. O professor decide aplicar uma punição positiva. Como consequência do comportamento de chegar atrasado, o professor decide dar ao aluno uma tarefa extra para ser realizada após o término da aula, como escrever uma redação adicional sobre o tema discutido naquele dia. PUNIÇÃO POSITIVA: Nesse exemplo: O comportamento inadequado é chegar atrasado para as aulas. A punição positiva é a imposição de uma tarefa extra, que é algo adicionado ao aluno como consequência de seu comportamento inadequado. A intenção é que, ao associar a punição (tarefa extra) ao comportamento indesejado (chegar atrasado), o aluno seja menos propenso a repetir o comportamento no futuro, pois ele não quer enfrentar a punição adicional. PUNIÇÃO NEGATIVA: Suponha que um estudante esteja conversando durante a aula. Como consequência desse comportamento, o professor decide aplicar uma punição negativa. O professor retira o direito do aluno de participar de uma atividade recreativa que estava programada para o final do dia. PUNIÇÃO NEGATIVA: Nesse exemplo: O comportamento inadequado é conversar durante a aula. A punição negativa é a remoção de algo desejável (o direito de participar da atividade recreativa) como consequência do comportamento inadequado. A intenção é que, ao associar a punição (remoção da atividade recreativa) ao comportamento indesejado (conversar durante a aula), o aluno seja menos propenso a repetir o comportamento no futuro, pois ele não quer enfrentar a perda dessa atividade desejável. PUNIÇÃO NEGATIVA: Nesse exemplo: O comportamento inadequado é conversar durante a aula. A punição negativa é a remoção de algo desejável (o direito de participar da atividade recreativa) como consequência do comportamento inadequado. A intenção é que, ao associar a punição (remoção da atividade recreativa) ao comportamento indesejado (conversar durante a aula), o aluno seja menos propenso a repetir o comportamento no futuro, pois ele não quer enfrentar a perda dessa atividade desejável. AGORA VAMOS APRENDER CONCEITOS NOVOS Reforço diferencial: O reforço diferencial refere-se à prática de reforçar seletivamente um determinado comportamento, enquanto outros comportamentos não são reforçados ou podem até ser extintos. Reforço arbitrário: O termo "arbitrário" se refere a algo que é decidido de forma subjetiva ou sem base lógica clara. Portanto, reforço arbitrário é um conceito que descreve a aplicação de consequências de maneira subjetiva, muitas vezes sem uma relação clara com o comportamento que está sendo reforçado. Reforço Diferencial: Suponha que um professor deseje aumentar a participação dos alunos durante a aula. Ele decide aplicar o reforço diferencial de taxas altas (RDTA). O professor elogia os alunos sempre que eles levantam a mão para fazer uma pergunta ou contribuir com uma resposta durante a discussão. No entanto, ele não oferece elogios quando os alunos falam sem levantar a mão. Ao reforçar seletivamente o comportamento desejado (levantar a mão), o professor está aplicando o reforço diferencial para aumentar a taxa de participação dos alunos. Reforço Arbitrário: Imagine uma situação em que um pai dá uma mesada ao seu filho de forma inconsistente e sem base em um critério específico. Às vezes, o pai dá uma mesada ao filho após ele fazer as tarefas domésticas, mas outras vezes ele dá a mesada aleatoriamente, sem motivo aparente. Neste caso, o reforço (a mesada) está sendo aplicado de forma arbitrária, sem uma relação clara com o comportamento alvo (a realização das tarefas domésticas). Isso pode levar a confusão por parte do filho, já que ele não sabe quando ou por que está recebendo a mesada. Modelagem Não-sistemática: Na modelagem não-sistemática, o modelador (ou terapeuta) não segue um plano ou sequência específica ao ensinar um novo comportamento. Em vez disso, o modelador pode demonstrar o comportamento desejado de forma oportunista, sempre que surgir uma oportunidade natural. Isso pode ocorrer espontaneamente durante interações cotidianas. Modelagem não-sistemática: Imagine que um terapeuta está trabalhando com uma criança que tem dificuldade em aprender a amarrar os sapatos. Na modelagem não-sistemática, o terapeuta pode demonstrar aleatoriamente várias vezes como amarrar os sapatos durante o dia, sem seguir uma sequência ou plano específico. A criança pode observar e, ao longo do tempo, começar a imitar partes do processo de amarrar os sapatos, eventualmente aprendendo a amarrá-los corretamente. EXEMPLO Modelagem Sistemática: Ao contrário da modelagem não-sistemática, a modelagem sistemática segue um plano ou sequência definida para ensinar um novo comportamento. O terapeuta divide o comportamento desejado em passos menores e mais facilmente alcançáveis. Em seguida, o terapeuta ensina esses passos de forma sequencial, começando pelo passo mais básico e avançando gradualmente para os passos mais complexos. Cada passo é ensinado de forma explícita e cuidadosamente planejada, com feedback e reforço dados após cada tentativa bem-sucedida. Modelagem sistemática: Agora, consideremos que o terapeuta está usando modelagem sistemática para ensinar a mesma criança a amarrar os sapatos. Nesse caso, o terapeuta segue um plano estruturado e passos predefinidos. Por exemplo, o terapeuta pode começar mostrando apenas como segurar os cordões e dar um nó básico. Uma vez que a criança consiga imitar isso consistentemente, o terapeuta passa para o próximo passo, como cruzar os cordões e puxá-los através do laço. O processo continua até que a criança seja capaz de amarrar os sapatos de forma independente. EXEMPLO Estudo de Caso: João João é um menino de 7 anos que foi diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ele tem dificuldade em prestar atenção na escola, frequentemente interrompe os outros e tem dificuldade em seguir instruções. João também tem dificuldade em ficar quieto e permanecer sentado por longos períodos de tempo. Ele tem sido repreendido frequentemente por seus professores e tem dificuldade em fazer amigos devido ao seu comportamento impulsivo e inquieto. Apresentação Clínica: João é um menino ativo e enérgico. Ele tem dificuldade em manter o focoem tarefas por longos períodos de tempo e muitas vezes é facilmente distraído por estímulos externos. João tem dificuldade em esperar sua vez e frequentemente interrompe os outros durante as conversas. Ele é socialmente ativo, mas tem dificuldade em manter amizades devido ao seu comportamento impulsivo e inquieto.