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Declividade e perfis
Apresentação
Há uma variedade incrível de aplicações cartográficas entre cartas e mapas que nos conduzem a 
uma melhor compreensão do mapeamento geral e, em especial, do mapeamento temático. A 
obtenção de dados para mapeamento da superfície ocorre principalmente por meio de fotos 
aéreas ou provenientes de satélites, geralmente disponibilizadas em sites com mapas (como o 
popular Google Earth). As ferramentas de levantamento topográfico são muito importantes para 
obtenção de cartas topográficas, altimétricas e hipsométricas, uma vez que os 
dados obtidos nos permitem gerar curvas de nível (relevo) e posteriormente aplicar técnicas mais 
avançadas de hipsometria (coloração por valor de elevação).
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão apresentadas formas de representação de mapas 
temáticos, cartas altimétricas, perfis topográficos e uma breve introdução ao vasto mundo da 
hipsometria.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever formas de representação qualitativas e quantitativas.•
Elaborar cartas altimétricas e hipsométricas.•
Desenvolver a leitura de formas de relevo a partir do traçado de 
curvas de nível.
•
Desafio
A obtenção de perfis topográficos a partir de curvas de nível figura como uma ferramenta muito útil 
de reconhecimento e aproveitamento 
de locais. No ecoturismo, esse reconhecimento espacial permite a execução de atividades de forma 
segura e responsável.
Trace um perfil topográfico simplificado das áreas de ecoturismo do Parque Nacional da Chapada 
dos Guimarães/MT – Brasil. Monte um passo a passo de como isso será feito no software para 
facilitar a reprodutibilidade da atividade e, dessa forma, poder montar um protocolo simples a ser 
aplicado em outras áreas.
Infográfico
Em geral, o relevo de uma área é resultante de fatores geológicos (estrutura do relevo) e de 
processos geomórficos (formas esculpidas 
no terreno). O reconhecimento de perfis topográficos permite melhor gerenciamento e 
aproveitamento dos recursos em um dado terreno. Alguns dos múltiplos benefícios de 
conhecermos o relevo de regiões 
de nosso interesse podem ser relacionados à agricultura (regiões mais adequadas a cada cultura), à 
ocupação territorial pelo ser humano e, até mesmo, às atividades turísticas (o aproveitamento de 
belezas naturais de forma responsável pode ajudar no desenvolvimento econômico de uma região). 
Nesse contexto, vale destacar que há algumas formas digitais para obtenção desses perfis, porém 
os conceitos básicos que perpassam o entendimento na geração dessa ferramenta se tornam ainda 
mais claros e simples quando executados manualmente.
No Infográfico, é apresentado um passo a passo simplificado da obtenção de um perfil topográfico 
a partir de um conjunto de curvas 
de nível de um terreno.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/659d7612-4c68-40e2-b0b0-37f9d763e161/b02194c5-127e-4ae3-b767-6a0000c14a10.png
Conteúdo do livro
Os mapas temáticos podem ser qualitativos e quantitativos. O principal objetivo de um mapa 
temático qualitativo é mostrar a distribuição espacial ou a localização dos dados nominais, 
enquanto o mapeamento quantitativo tem como função central mostrar quanto ou em que grau 
algo está presente na área mapeada. Vale ressaltar que um mapa de topografia também pode ser 
considerado um mapa temático. Além do mais, o conhecimento adquirido por meio de curvas de 
nível, do mapeamento topográfico e da hipsometria pode ser utilizado para análises mais complexas 
em diversas ocasiões.
No capítulo Declividade e perfis, da obra Cartografia, você verá mais um pouco sobre curvas de 
nível (ou linhas de contorno), perfis topográficos de um terreno e projeção tridimensional dos 
dados em mapas de hipsometria (por meio da variação de cores em sua representação).
Bons estudos.
CARTOGRAFIA 
Natalia de Souza Pelinson 
Declividade e perfis
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Descrever formas de representação qualitativas e quantitativas.
  Elaborar cartas altimétrica e hipsométrica.
  Desenvolver a leitura de formas de relevo a partir do traçado de curvas 
de nível.
Introdução
Cartas e mapas são os produtos cartográficos mais amplamente utilizados, 
não apenas visando às análises de fenômenos e às atividades antropo-
gênicas, mas também como ferramenta para aprender e para ensinar 
conceitos relacionados à evolução da superfície terrestre.
Neste capítulo, você vai poder aprender um pouco mais sobre repre-
sentações em cartas e mapas para entender a diferença entre represen-
tações qualitativas e quantitativas. Serão abordados, ainda, conceitos de 
curvas de nível, cartas altimétricas e uma breve introdução às represen-
tações cartográficas que aplicam a hipsometria.
Formas de representação qualitativas 
e quantitativas na cartografia 
O uso de mapas nas últimas décadas, como parte das atividades cotidianas, 
cresceu infl uenciado grandemente pela produção digital, pela disseminação de 
mapas e pela disponibilidade de novos dispositivos a um menor custo (GRIFFIN; 
FABRIKANT, 2012). Tal crescimento torna o trabalho dos cartógrafos e designers 
de mapas mais desafi ador e contrasta com a prática inicial da cartografi a em que 
os projetos eram cartas e mapas estáticos desenvolvidos em papel. 
Em geral, a maioria dos mapas pode ser classificada como de uso geral ou 
temática, sendo que, às vezes, alguns mapas parecerem mistos, encaixando-se 
em qualquer uma das categorias (DENT; TORGUSON; HODLER, 2009).
O objetivo de um mapa temático é ilustrar as características estruturais 
de alguma distribuição geográfica específica (ROBINSON et al., 1995). Os 
recursos estruturais incluem relações de distância e direcional, padrões de 
localização ou atributos espaciais de mudança de magnitude. 
Um mapa temático é composto de três componentes importantes: um 
mapa geográfico ou camada mapa-base, uma sobreposição temática e um 
conjunto de elementos auxiliares do mapa, como títulos, legendas, linhas de 
referência e outros elementos. O usuário de um mapa temático deve integrar 
essas informações, visual e intelectualmente, durante a leitura do mapa. O 
objetivo do mapa de base geográfica é fornecer informações de localização 
às quais a sobreposição temática pode ser relacionada. O mapa-base deve ser 
bem projetado e incluir apenas a quantidade de informações necessárias para 
transmitir a mensagem do mapa (DENT; TORGUSON; HODLER, 2009).
Simplicidade e clareza são importantes recursos de design da sobreposição 
temática, assim como escolher os símbolos corretos ou o tipo de mapa temá-
tico para corresponder aos dados que estão sendo mapeados. Observe que 
em muitos aplicativos de mapeamento (Sistemas de Informação Geográfica 
[SIG]), o mapa-base e os dados temáticos usados para gerar os símbolos são 
vinculados em uma única camada de dados. Os elementos auxiliares do mapa 
em um layout de mapa devem descrever o mapa de forma sucinta para o leitor 
de mapas e devem ser colocados para equilibrar visualmente o mapa. Na maioria 
dos casos, os mais importantes são o título e a legenda. A legenda é importante 
para ajudar o leitor a interpretar corretamente símbolos, intervalos de dados e 
outros detalhes representados. A declaração de origem reconhece a(s) fonte(s) 
para os dados utilizados no mapa. 
Mapas temáticos apresentam, portanto, um tema gráfico sobre um assunto, 
mas devemos lembrar que um único tema é escolhido para esse mapa e é isso 
que o distingue de um mapa de referência. Os mapas temáticos podem ser 
subdivididos em dois grupos, qualitativo e quantitativo. 
Os mapas temáticos qualitativos podem mostrar a distribuição espacial 
ou a localização de um único tema dos dados nominais. Esses tipos de mapas 
temáticos não mostram quantidade, mas informações puramente qualitativas,e geralmente são muito generalizados em seus registros. Alguns tipos comuns 
de mapas qualitativos são os mapas de regiões com seus ecossistemas (isto 
é, biomas), descrição de geologia, tipos de solo (Figura 1), mapas de uso e 
ocupação do solo. Vale ressaltar que, nos mapas qualitativos, o leitor não é ha-
bilitado a quantificar a partir das observações apresentadas, exceto de análises 
relativas, como, por exemplo, a extensão relativa da área (porcentagem de área) 
e a expansão de fronteiras (p. ex., agrícola, desmatamento e ocupação urbana). 
Declividade e perfis2
Figura 1. Mapa de solos do Brasil na escala 1:5.000.000.
Fonte: Marques (2016, documento on-line).
Uma utilização comum das representações qualitativas se remente à divul-
gação em veículos de comunicação. Apesar do lento processo de identificação 
de culpados e de ações de controle da contaminação, após um vazamento de 
petróleo atingir a costa da região Nordeste brasileira, a mídia, com apoio dos 
dados levantados pelo IBAMA, pode relatar os pontos onde estavam sendo 
registrados os locais afetados. Perceba que há no mapa (Figura 2) pontos 
representando locais que foram averiguados quanto à contaminação, sem 
apresentarem valores de concentração de compostos ou porcentagem do 
volume, ou seja, sem representações quantitativas no produto cartográfico 
propriamente dito, porém, na imagem divulgada, misturam-se dados numéricos 
para aumentar o nível de informação do leitor (extensão da costa atingida até 
a data da reportagem, número de estados que detectaram contaminações, 
municípios ou locais em que foram registrados vestígios ou manchas de óleo, 
estando ou não em limpeza/remoção).
3Declividade e perfis
Figura 2. Áreas com localidades contaminadas por óleo no Nordeste brasileiro.
Fonte: O GLOBO... (2019, documento on-line).
Os mapas temáticos quantitativos, por sua vez, exibem os aspectos espa-
ciais dos dados numéricos. Na maioria dos casos, uma única variável, como 
tipo de plantação, pessoas ou renda, é escolhida, e o mapa se concentra na 
variação do recurso de um lugar para outro. Esses mapas podem ilustrar 
dados numéricos na escala ordinal (comparativo: menor ou maior que) ou 
na escala de intervalo ou razão (quão diferente). O mapeamento quantitativo 
funciona para mostrar em intensidade a presença de algo específico na área a 
Declividade e perfis4
ser mapeada. Vale lembrar que se o leitor precisar de quantidades exatas, um 
mapa temático quantitativo não é o produto mais adequado, sendo melhor a 
apresentação por meio de tabelas, por exemplo. 
No caso ilustrado anteriormente, podemos analisar que na mesma re-
portagem do Jornal O Globo, contendo um mapa construído (Figura 3) pelo 
Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia da Coppe/UFRJ 
(Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenha-
ria, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), há representação no mapa 
qualiquantitativo das possíveis fontes e trajetos do contaminante. Como clara 
evidência das representações quantitativas, temos o uso de uma escala de 
porcentagem de probabilidade (variando do azul para o amarelo). 
Figura 3. Possíveis localizações da fonte contaminadora do vazamento de óleo na região 
Nordeste brasileira.
Fonte: O GLOBO... (2019, documento on-line).
5Declividade e perfis
Então, podemos afirmar que a principal diferença entre os dois tipos de 
mapas temáticos é a análise que cada uma pode propiciar, análises quantita-
tivas e estatísticas (mais precisas) por meio da utilização de mapas temáticos 
quantitativos e análises subjetivas ou relativas de uma visualização de um 
tema específico.
Representações quantitativas
Os mapas temáticos quantitativos geralmente assumem uma das várias formas 
comuns. Cada técnica temática quantitativa pode ser usada para uma variedade 
de tópicos, embora as diferentes dimensões dos dados espaciais tenham um 
impacto dramático na seleção da forma ou formas apropriadas.
Alguns tipos de mapas quantitativos são:
  O mapa coroplético ou mapa coropleto (Choropleth) é um tipo de mapa 
comum para mapear dados coletados em unidades de enumeração. Cada 
unidade é colorida de acordo com uma variável ou atributo, como a 
densidade populacional (Figura 4a).
  Os mapas de pontos tentam mostrar variações na densidade espacial. 
Esses mapas têm uma lógica relativamente simples: que um ponto 
representa tantas unidades de algum objeto ou aspecto observado.
  Os mapas de símbolos proporcionais têm símbolos dimensionados para 
valores em pontos. O ponto pode ser um recurso de ponto real, como 
uma localidade (Figura 4b).
  Os mapas isarítmicos tentam mapear volumes contínuos em 3D, como 
elevação, temperatura ou precipitação. Os isaritmos (também isolinhas) 
conectam pontos ou locais de igual valor.
  No cartograma de valor por área, os valores da área das unidades de 
enumeração são substituídos pela variável que está sendo representada, 
geralmente criando uma aparência muito impressionante.
  Os mapas de fluxo mostram movimento linear entre os lugares. 
A espessura e/ou cor das linhas indicam a magnitude do fluxo ou 
movimento.
Declividade e perfis6
Figura 4. Exemplos de mapas quantitativos representando a mesma informação.
A SciencesPo disponibiliza, desde 2016, a ferramenta Khartis de mapeamento on-
-line, que permite criar um mapa estatístico de forma simples, em poucos passos. Os 
objetivos principais são de disseminação de conhecimento (suporte pedagógico com 
possibilidade de aplicação da ferramenta) e de tornar mais simples a concepção do 
mapeamento (sem instalação de software). Para praticar, acesse:
https://qrgo.page.link/BsiyU
7Declividade e perfis
Dentre os principais produtos cartográficos temáticos, podemos destacar 
as cartas e os mapas topográficos. A cartografia topográfica é histórica 
e amplamente utilizada devido, principalmente, à necessidade de melhor 
conhecer o local ocupado pelo ser humano. A representação gráfica da 
topografia, do relevo (planícies, montanhas, vales), da hidrografia, das 
estradas ou das ferrovias pode ocorrer em escala local, regional, estadual, 
nacional ou global. Quando utilizamos cartas, é necessário que haja uma 
ordem na nomenclatura e organização das folhas para que a precisão seja 
mantida muito além do caráter artístico que tal produto cartográfico pode 
apresentar.
A superfície da Terra raramente é uniforme, se é que alguma vez foi uni-
forme; portanto, os padrões de contornos são frequentemente misturados, o 
que pode parecer confuso a princípio. 
Tipos de relevo topográfico
Fotos aéreas e outras imagens detectadas remotamente, que geralmente 
estão disponíveis em sites com mapas, normalmente não são consideradas 
mapas, mas são frequentemente usadas no processo de criação de mapas 
(DENT; TORGUSON; HODLER, 2009). Vale ressaltar que alguns softwares, 
como o Google Earth, podem, além da superfície tridimensional do relevo, 
fornecer um perfi l do relevo da área, e algumas funções como a declividade 
(slope) podem ser utilizadas para a obtenção em uma área específi ca a ser 
determinada pelo usuário.
A gênese e a classificação do relevo estão sujeitas a um estudo mais 
detalhado em geomorfologia, embora sejam classificadas em cartografia 
e topografia em termos das possibilidades de sua representação carto-
gráfica. De acordo com o tipo (Figura 5), relevo significa uma soma de 
certas formas de relevo repetidas por alguma regra e que evoluíram em 
um determinado terreno geológico sob a influência do mesmo complexo 
de fatores orogênicos. 
Declividade e perfis8
Figura 5. Representação geral de declividades em um perfil genérico.
Fonte: Adaptada de Markoski (2018).
Por altitude, distinguimos (MARKOSKI, 2018):
a) Planícies até 500 m acima do nível do mar (a.s.l., do termo em inglês 
above sea level)
 ■ planícies;
 ■ relevo de rolamento de até 200 m a.s.l.;
 ■ relevo montanhoso de 200 a 500 m a.s.l..
b) Platôs acima de 500 m a.s.l.;
 ■ baixo relevo da montanha de 500 a1000 m significa a.s.l.;■ relevo de montanha intermediário de 1000 a 2000 m significa a.s.l.;
 ■ relevo alpino em alta montanha acima de 2000 m significa a.s.l..
Além da classificação anterior, os tipos de relevo topográfico são diferen-
ciados por características topográficas. A decisão final sobre os modos de 
representação cartográfica do relevo leva em consideração tanto as classificações 
quanto outros parâmetros diretamente relacionados ao relevo. De acordo com 
os processos complexos durante a gênese, a formação do relevo é um fenômeno 
natural muito complexo. Colinas são objetos de relevo que são notavelmente 
mais altos em comparação com os arredores adjacentes. Os principais elementos 
9Declividade e perfis
das colinas são o cume, o lado e a base. Montanhas são elevações de diversas 
formas, direção de trecho, declives, altitude absoluta e altitude relativa acima 
de 500 m. Por altitude, eles são divididos em (MARKOSKI, 2018):
  baixo (500 a 1.000 m e inclinação de 5 a 10°);
  médio (1.000 a 2.000 m, com uma inclinação de 10 a 25° e alturas 
relativas entre os ramos de 500 a 700 m); e
  alta (acima de 2.000 m, com declives relativamente maiores e alturas 
relativas entre os braços de 1.000 m).
O relevo da planície é o terreno caracterizado por uma inclinação menor 
que 5° e tem extensão contínua da superfície com elevações ou depressões 
que não excedem vários metros em distâncias maiores.
As depressões são as formas de relevo que são notavelmente mais baixas 
em comparação com os arredores adjacentes. Por sua aparência e tamanho 
geral, as depressões são classificadas como bacias estruturais, vales, voçorocas 
e sulcos. Bacias estruturais são grandes depressões com um fundo de relevo 
principalmente plano ou montanhoso, cercado por encostas de montanhas que 
se inclinam em direção a alturas de montanhas com maior inclinação (DENT; 
TORGUSON; HODLER, 2009). Um vale é um recesso alongado que pode se 
estender por várias centenas de metros e pode ainda ser um local onde há o 
leito de um corpo hídrico superficial. 
Um exemplo famoso de um relevo marcado é o Parque Estadunidense Grand 
Canyon, no qual é possível identificar platôs, vales, encostas e grandes depres-
sões (Figura 6), com diferença de nível de até 1.500 metros de profundidade. 
Figura 6. Representações fotográficas da variação altimétrica no Parque do Grand Canyon 
(Patrimônio Mundial da Unesco). Em (a) é possível ver a variação do relevo dentro do parque 
nacional com várzea e platôs, e em (b) é possível observar a paisagem natural no Horseshoe 
Bend (em formato de ferradura), causada pela ação da água. 
Declividade e perfis10
O Grand Canyon não é o sistema de cânions mais profundo, tampouco 
o mais extenso da Terra, no entanto, suas paisagens surpreendem pelo 
seu incrível relevo. No desfiladeiro interno, há uma mistura de xisto com 
gnaisse escuro (rochas metamórficas) e granitos rosa-claro (rochas ígneas). 
Sobre o desfiladeiro, é possível observar camadas planas ou inclinadas de 
rochas sedimentares — arenitos, folhelhos, pedras calcárias e conglome-
rados — formadas por rios, dividindo a paisagem entre platôs, várzeas e 
desertos. A continuidade lateral apresenta as camadas que se estenderão em 
todas as direções, expostas pela “escultura” do rio. Complementarmente, 
o Horseshoe Bend (ainda no Grand Canyon) foi formado também pela 
ação da água, e, nas paredes do penhasco, é possível observar o denso e 
resistente arenito navajo.
No Brasil, simplificadamente, há planícies, planaltos e depressões. Vale 
ressaltar que, em geral, o país não apresenta altitudes elevadas e há diversas 
classificações possíveis.
A Resolução Conama n.º 303/2002, em seu art. 2º, descreve algumas de-
finições que se relacionam com o relevo para facilitar a definição de áreas de 
proteção permanente:
IV - Morro: elevação do terreno com cota do topo em relação à base entre 
cinquenta e trezentos metros e encostas com declividade superior a trinta por 
cento na linha de maior declividade;
V - Montanha: elevação do terreno com cota do topo em relação à base su-
perior a trezentos metros;
VI - Base: plano horizontal definido por planície ou superfície de lençol 
d’água adjacente, ou nos relevos ondulados, pela cota da depressão mais 
baixa ao seu redor.
Nesse contexto com distintos relevos associados à geologia e à pedologia 
diversa, os mapas topográficos representam os recursos da Terra com precisão 
e em escala em uma superfície bidimensional. Os mapas topográficos são 
uma excelente ferramenta de conhecimento de um local, facilitando a melhor 
utilização de uma área qualquer.
O relevo é um elemento geográfico básico que tem sido representado nos 
mapas desde os tempos antigos com desenhos em paredes de cavernas, rochas 
e placas de argila e as formas de representação vêm sendo aprimoradas por 
diferentes abordagens. Em primeiro lugar, ele pode ser representado por 
perfis esquemáticos em relação à base do terreno (e unidades acima do mar). 
A representação do relevo pode ser realizada utilizando-se sombras, hachuras 
ou linhas (curvas de nível).
11Declividade e perfis
Comparado a outros elementos geográficos, o mapeamento de relevo é 
feito por vários métodos. Markoski (2018) cita: 
  perspectiva; 
  espacial ou plástico, que engloba hachuras; 
  sombreamento e camadas; 
  geométricos, como as elevações pontuais e linhas de contorno (curvas 
de nível); 
  combinações de diferentes métodos.
Declividade e curvas de nível: 
cartas altimétricas
Uma declividade é o ângulo do terreno que se forma em relação a uma 
planície horizontal. Considerando que as curvas de nível (ou isoípsas) 
são as linhas que conectam os pontos do relevo com a mesma altitude, 
quando são traçadas em formato de carta, tais linhas de contorno permitem 
a visualização, portanto, da declividade (inclinação) do relevo (SENE; 
MOREIRA, 2013). 
Dessa forma, em um plano ou mapa, as linhas de contorno (ou curvas de 
nível) representam os contornos que você pode visualizar a partir do relevo em 
campo. Nesse sentido, podemos destacar que a altimetria simplificadamente 
pode ser entendida como altitude (cota medida a partir do nível do mar) e 
a curva de nível, como uma isolinha utilizada para representar a altitude 
do terreno. De tal forma, como a declividade se relaciona à altitude de um 
determinado relevo, enfatizamos que ela também leva em consideração a 
elevação acima do nível do mar.
A categorização do relevo por declive é realizada para distinguir uni-
dades espaciais e definir sua finalidade. Uma declividade pode ter uma a 
ascensão ou uma inclinação negativa da superfície da terra. É fácil reco-
nhecer uma inclinação em uma área acidentada. De forma simplificada, o 
percurso a partir do pé de uma colina em direção ao topo seria o declive 
Declividade e perfis12
ascendente, e o percurso contrário (da maior cota para a menor) definiria 
a inclinação decrescente.
Para melhor visualização, frisamos que o conjunto de curva de nível se 
refere às informações sobre o relevo de uma determinada área, cujos pontos 
cotados pertencentes formam linhas imaginárias de um terreno representando, 
então, uma mesma altitude ou cota, em geral, com valores em relação ao 
nível do mar e contêm a indicação da cota por meio de uma representação 
numérica (Figura 7).
Figura 7. Esquema ilustrativo de uma projeção de um perfil tridimensional para 
uma carta bidimensional de curvas de nível. 
Fonte: Getoutside (c2019, documento on-line).
Resumidamente, as linhas de contorno ou curvas de nível são linhas 
desenhadas para unir pontos de igual elevação (mesma altimetria). As iso-
linhas mostram a topografia tridimensional de um terreno em um mapa ou 
plano bidimensional. 
13Declividade e perfis
Vale ressaltar que, em geral, as linhas de altimetria não se interceptam 
e a tendência é que a representação de terrenos mais íngremes apresente 
curvas de níveis mais próximas (picos e vales). O que indica a inclinação 
é justamente observar os valores das cotas a partir da menor linha:se a 
linha central for maior que as linhas externas, então, está representado um 
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura disponibiliza um 
passo a passo de como executar um produto cartográfico de topografia. Na Figura 8, 
podemos relembrar o procedimento para traçar as curvas de nível, importantes para 
a definição de uma carta topográfica.
Figura 8. Indicações práticas visuais para obtenção de um mapa de curvas de nível.
Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations ([201–?], documento on-line).
Para mais detalhes, acesse:
https://qrgo.page.link/9JkEU
Declividade e perfis14
pico e, portanto, há uma declividade positiva; porém, se o valor da curva 
central for menor do que os valores das linhas externas, teremos, então, a 
representação de um vale. 
Antes de desenhar as curvas de nível em um plano ou mapa, você deve 
escolher o intervalo que usará. Vale lembrar que um intervalo de contorno 
menor fará com que você tenha linhas mais próximas, então, uma dica 
simples para isso seria observar o comprimento total da sua área e formato 
e decidir o espaçamento de forma que o espaçamento seja suficiente para 
a visualização dos contornos do relevo. Encontre os pontos de elevação 
mais alta e mais baixa do terreno para determinar esse intervalo e o valor 
numérico de intervalo que será adotado. Observe que geralmente são 
desenhadas curvas, não retas. Recomendamos que a conexão dos pontos 
seja à mão livre.
Formas de relevo a partir do traçado 
de curvas de nível
Como você já aprendeu, as curvas de nível são defi nidas com base na diferença 
de cota e na distância em que tal variação ocorre. Dessa forma, as linhas são 
desenhadas em intervalos verticais iguais e você deve sempre indicar claramente 
o intervalo das linhas mapeadas. A relação entre os contornos mais altos e mais 
baixos e a distância entre eles podem fornecer pistas valiosas sobre como é a 
superfície real do solo. Nesse sentido, algumas dicas básicas de interpretação 
do terreno são:
  em geral, curvas de nível tendem a ser paralelas umas às outras, porém 
quanto maior a declividade, mais perto serão as suas representações;
  áreas planas têm muito pouco ou nenhum contorno (curvas de nível 
mais espaçadas);
  as curvas em cima uma da outra não são comuns, mas podem repre-
sentar, por exemplo, uma caverna ou alguma irregularidade no terreno;
  as formas em “v”, em geral, indicam cortes de curvas que encontram 
com trechos de hidrografia;
15Declividade e perfis
  os contornos decrescentes em número, em ambos os lados de uma linha, 
mostram um divisor de águas (divisor de bacia hidrográfica);
  usando linhas de contorno, você pode calcular a elevação do seu 
percurso. 
Para a projeção bidimensional representada (Figura 9), é utilizado o método 
isarítmico, cuja principal aplicação ocorre na análise de fenômenos contínuos 
a partir de medidas descontínuas. As propriedades de fenômenos contínuos, 
tais como relevo, temperatura e pressão, são reconstruídas e sua continuidade 
é restabelecida a partir de dados descontínuos de forma representativa, respei-
tando observações do mundo real. Vale observar que, no passo 2, a superfície 
descrita se equivale ao perfil do terreno. 
Figura 9. Etapas simplificadas para obtenção de um mapa isarítmico.
Fonte: Adaptada de Dent, Torguson e Hodler (2009).
Declividade e perfis16
Uso da curva de nível na agricultura
Naturalmente, terrenos com relevos mais acidentados podem apresentar maior escoa-
mento da água na superfície do solo seguindo a direção da declividade, o que colabora 
para que a água assuma velocidades cada vez maiores superficialmente, além de 
propiciar maior erosão (perda de solo por carreamento de partículas). Para contornar tais 
situações, um proprietário rural pode estabelecer curvas de nível artificiais ortogonais 
à direção da encosta, propiciando maior infiltração da água ao longo da declividade 
e a redução da velocidade da água, uma forma de conservação do solo (Figura 10).
Figura 10. Restruturação das linhas de escoamento por meio de curvas de nível.
Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations (1976, documento on-line).
De maneira informal e muito útil em aulas práticas, uma maneira efetiva 
de conhecer e reconhecer os contornos e os relevos é levar um mapa durante 
uma caminhada em um terreno para estudo (escolha um local acessível e com 
padrões distintos de relevo) e veja se você consegue identificar diferentes 
formas de relevo e os seus padrões de contorno. 
Há inúmeras plataformas para geração de curvas, além dos software já consagrados. 
Uma delas é o Contour Map Creator (Figura 11). 
Figura 11. Exemplo de geração e visualização de curvas de nível no Contour Map Creator.
Fonte: Adaptada de Contour Map Creator ([201–]).
17Declividade e perfis
Representação altimétrica e perfis topográficos
Ao desenhar uma linha de contorno em um mapa, você poderá perceber que 
as elevações de um lado da sua linha serão mais baixas e as do outro lado 
serão mais altas. Depois que as suas curvas de nível forem todas desenhadas, 
você perceberá que foi preciso desenhar algumas linhas mais próximas em 
algumas áreas (regiões mais íngremes) e outras curvas mais espaçadas em 
outras áreas (regiões mais planas). Lembre-se, ainda, que a linha de contorno, 
em geral, pode ser fechada em um padrão circular. Esses padrões circulares 
indicam morros, montanhas ou vales. Para ilustrar como essas estruturas 
se parecem em perfi l, você pode desenhar o que é conhecido como perfi l 
topográfi co. Essencialmente, um perfi l topográfi co é uma imagem lateral de 
um mapa topográfi co, mas a imagem é apenas uma representação da área 
mostrada na linha no mapa topográfi co (geralmente representada por uma 
linha A-B, como na Figura 13).
Outra opção é o site Contours (Figura 12). Acesse-o a seguir:
https://qrgo.page.link/1avkE
Figura 12. Exemplo de geração e visualização de curvas de nível no Contours.
Fonte: Adaptada de Contours ([201–]).
Declividade e perfis18
Figura 13. Traçando um perfil topográfico a partir de uma carta altimétrica.
Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations ([201–?], documento on-line).
Dessa forma, sabemos que um mapa de contorno é um desenho bidi-
mensional do terreno para mostrar variações na elevação (relevo). O uso 
da curva de nível permite que um mapa bidimensional mostre como é o 
terreno em três dimensões: comprimento, largura e altura. Adicional-
mente, os mapas topográficos exibem as características tridimensionais 
do terreno em uma superfície bidimensional. Os mapas topográficos 
geralmente mostram e nomeiam recursos naturais e artificiais, como lagos, 
montanhas, aeroportos e estradas. Os mapas topográficos têm muitos 
usos, incluindo recreação, gerenciamento ambiental, agricultura, plane-
jamento de uso, ocupação do solo, entre outros. Nesse amplo contexto, 
as representações mais atuais são criadas com recursos computacionais, 
tais como os SIGs. 
19Declividade e perfis
Representações hipsométricas
A hipsometria se propõe a medir a elevação e a profundidade da superfície terrestre 
utilizando também cores para facilitar esse processo de reconhecimento de relevos. 
Os dados podem ser coletados utilizando-se materiais topográfi cos, hipsômetros 
ou altímetros. Os dados baseados em satélite podem ser usados também para 
quantifi car a distribuição da terra em diferentes altitudes em uma determinada 
área e a distribuição da superfície dos oceanos com profundidade e a acurácia 
dependem do sistema de satélite (e referido sinal disponível para o usuário). 
As escalas e as cores das camadas hipsométricas variam conforme a escala, 
mas, no geral, apresentam as variações de cores divididas em classes e o 
aspecto de gradação de cores (Figura 14). Em escalas pequenas, os intervalos 
geralmente são baseados na progressão geométrica, enquanto nas escalas 
grandes e médias podem ser iguais, como intervalo de contorno. 
As cores devem ser adaptadasàs escalas escolhidas, assim, em pequenas 
escalas, o contraste entre as camadas vizinhas será mais proeminente e o número 
de cores será menor. A coloração da escala também pode mudar gradualmente a 
transição do espectral em pequenas escalas para mais naturalista nas grandes. Em 
geral, a cor vermelha é utilizada para representar valores de elevação maiores.
É possível sumarizar princípios básicos do mapeamento hipsométrico em 
várias escalas. A escala de mapa deve representar formas de relevo de tamanho e 
nível hierárquico correspondentes, com suas características e linhas de estrutura 
proeminentes, sendo que, em escalas menores que 1:100.000, deve-se generalizar 
intensivamente para manter as formas mais características da superfície da terra.
A hipsometria de relevo é uma categorização quantitativa de formas de relevo 
por cintos hipsométricos (equidistância e escalas hipsométricas são determinadas 
dependendo da finalidade). Uma escala hipsométrica pode ser a seguinte:
  típico (0–200, 200–500, 500–1000, 1000–2000, acima de 2000 m) para 
representar características de territórios maiores (continentes, áreas, 
estados, regiões);
  detalhado (p. ex., a cada 100 m, ou com ainda mais detalhes a 50, 
20, 5 m) para uma exploração mais detalhada de unidades espaciais 
menores, como maciço montanhoso específico, bacia, região menor ou 
país (MARKOSKI, 2018). 
Declividade e perfis20
Figura 14. Representação esquemática de um mapa hipsométrico.
Fonte: AdamCh/Shutterstock.com. 
Como quase todas as etapas de cartografia, também é possível encontrar 
ferramentas digitais online gratuitas que nos permitem observar a hipsometria 
(variação de altitude) e como isso ocorre em um grande território. Para isso, 
utilizando uma plataforma (provavelmente francesa), foi gerado um mapa 
hipsométrico de toda a superfície terrestre (Figura 15).
Figura 15. Representação esquemática de um mapa mundial de hipsometria.
Fonte: Topographic Map ([201–?], documento on-line).
21Declividade e perfis
O aumento progressivo de novas tecnologias de sensoriamento remoto (p. 
ex., scanners a laser terrestres e aéreos) e a disponibilidade relacionada de 
dados topográficos de alta resolução estão oferecendo à comunidade científica 
da Terra grandes oportunidades e desafios para entender melhor os processos da 
superfície terrestre a partir de suas assinaturas topográficas (TAROLLI, 2014). 
Tarolli (2014) afirma que a topografia de alta resolução tem aprimorado 
nosso conhecimento de processos físicos (p. ex., processos geológicos, hidro-
geomórficos, vulcânicos e tectônicos) em paisagens naturais e novas aplicações 
como: detecção e quantificação de deslizamentos de terra, reconhecimento 
da morfologia do leito do rio, detecção de falhas e caminho do fluxo de lava 
e reconhecimento da rede de canais reais, além de outras metodologias para 
gerenciar essas informações topográficas detalhadas e específicas. 
As análises e as melhorias na obtenção de mapas da superfície terrestre co-
laboram para o planejamento ambiental apropriado visando ao desenvolvimento 
mais sustentável para mitigar as consequências da alteração antropogênica e 
para melhor entender a evolução do nosso planeta.
A representação de curvas de nível pode ser considerada uma representação 
de um produto cartográfico temático (relevo). Um mapa altimétrico, em espe-
cial mapas hipsométricos, contém as representações do terreno por meio de 
elementos diversos: linhas, graduação de cores, linhas de grade, escala, mapa 
de base e localização geográfica. O usuário de um mapa ou carta altimétrica 
deve integrar, visual e intelectualmente, informações e elementos do mapa, 
como títulos, legendas e dados da área de estudo durante a leitura do mapa, 
associando os elementos especiais (tais como a representação em linhas de 
contorno das curvas de nível) às feições encontradas no mundo real, neste 
caso específico, quanto ao relevo de uma determinada área.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº. 303, de 20 de março 
de 2002. Dispõe sobre parâmetros, defi nições e limites de áreas de preservação per-
manente. Brasília, DF: CONAMA, 2002. Disponível em: http://www2.mma.gov.br/port/
conama/legiabre.cfm?codlegi=299. Acesso em: 21 nov. 2019.
CONTOUR MAP CREATOR. [Contour Map Creator]. [201–]. Disponível em: https://con-
tourmapcreator.urgr8.ch/. Acesso em: 21 nov. 2019.
CONTOURS. [Contours]. [201–]. Disponível em: https://contours.axismaps.
com/#13/36.0469/-113.8416. Acesso em: 21 nov. 2019.
Declividade e perfis22
DENT, B. D.; TORGUSON, J. S.; HODLER, T. W. Cartography: thematic map design. 6th ed. 
New York: McGraw-Hill Higher Education 2009.
FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. The soil: how to 
conserve the soil. Rome: FAO, 1976. (Better Farming Series, v. 5). Disponível em: http://
www.fao.org/3/bp051e/bp051e.pdf. Acesso em: 21 nov. 2019.
FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. Topographi-
cal plans and maps. [201–?]. Disponível em: http://www.fao.org/tempref/FI/CDrom/
FAO_Training/FAO_Training/General/x6707e/x6707e09.htm. Acesso em: 21 nov. 2019.
GETOUTSIDE. A beginners guide to understanding map contour lines. c2019. Disponível 
em: https://getoutside.ordnancesurvey.co.uk/guides/understanding-map-contour-
lines-for-beginners/. Acesso em: 26 nov. 2019.
GRIFFIN, A. L.; FABRIKANT, S. I. More Maps, More Users, More Devices Means More 
Cartographic Challenges. The Cartographic Journal, v. 49, n. 4, p. 298–301, 2012. 
MARKOSKI, B. Basic principles of topography. New York: Springer Berlin Heidelberg, 2018.
MARQUES, A. L. Recursos naturais e a ação humana. 2016. Disponível em: https://www.
slideshare.net/SoudoCriador/recursos-naturais-e-a-ao-humana-59992508. Acesso 
em: 26 nov. 2019.
O GLOBO. Cientistas da UFRJ determinam área mais provável de origem do óleo no NE. 2019. 
Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/cientistas-da-ufrj-determinam-
area-mais-provavel-de-origem-do-oleo-no-ne-1-24024692. Acesso em: 21 nov. 2019.
SENE, E.; MOREIRA, J. C. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. 2. 
ed. São Paulo: Scipione¸ 2013. v. 1.
TAROLLI, P. High-resolution topography for understanding Earth surface processes: 
Opportunities and challenges. Geomorphology, v. 216, p. 295–312, 2014.
TOPOGRAPHIC MAP. Mapas topográficos. [201–?]. Disponível em: topographic-map.
com. Acesso em: 21 nov. 2019.
Leituras recomendadas
MIRANDA, E. E.; (coord.). Brasil em relevo. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 
2005. Disponível em: http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br. Acesso em: 21 nov. 2019.
ROBINSON, A. M. et al. Elements of cartography. 6. ed. New York: John Wiley & Sons, 
1995. 675 p.
ROSS, J. L. S. (org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2011.. (Didática 3).
SIMIELLI, M. E. Geoatlas. 34. ed. São Paulo: Ática, 2013.
UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION. Grand 
Canyon National Park. c2019. Disponível em: http://whc.unesco.org/en/list/75. Acesso 
em: 21 nov. 2019.
23Declividade e perfis
Todos os links para sites da Web fornecidos neste livro foram testados, e seu funciona-
mento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é 
extremamente dinâmica, e as suas páginas estão constantemente mudando de local 
e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre 
qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
Declividade e perfis24
Dica do professor
Mapas hipsométricos, modelos digitais de elevação e representação 
de conjunto de curvas de nível são importantes ferramentas para identificar peculiaridades de um 
terreno a ser construído, 
uma plantação a ser irrigada ou, até mesmo, uma área a ser melhor conservada. O conhecimento do 
relevo colabora para o melhor aproveitamento dos espaços ocupados pelo ser humano, 
respeitando-se os elementos naturais ali presentes. Nesse contexto, a obtenção de modelos digitais 
de elevação e a obtençãode curvas de nível, mesmo em regiões onde não há dados públicos 
disponibilizados, podem ser ótimas fontes de informação. Vale ressaltar que a acurácia do processo 
depende de fatores como a escolha de softwares para extração dos pontos cotados (qualidade das 
imagens de satélites disponíveis) e para a conversão dos arquivos. 
Nesta Dica do Professor, você terá acesso a uma rápida abordagem de obtenção de um modelo 
digital de elevação e de curvas de nível, a partir de pontos cotados no Google Earth, que pode ser 
muito útil no ensino tanto de curvas de nível (cartas e mapas altimétricos) quando do uso 
de ferramentas computacionais na cartografia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/2d4be0a51e40e324beb0d32a972d1e99
Exercícios
1) De acordo com Robinson (1995), o principal objetivo de um mapa temático é ilustrar 
características estruturais de uma distribuição geográfica específica. 
Quais são as principais partes constituintes de um mapa temático?
A) Mapa de base, elementos obrigatórios de produtos cartográficos (escala, paleta de cores, 
referências em linhas e títulos ) e imagens a serem aplicadas.
B) Camada de mapa de base, elementos cartográficos (título, legenda de cores e sistemas de 
referência ) e valores estimados dos dados reais obtidos.
C) Mapa de base geográfica, elementos de mapas (título, legenda, sistema de referência e escala 
) e dados sobre o assunto que se deseja apresentar.
D) Mapa de base geográfica, elementos de mapas digitais (projeção, resolução, sistemas de 
coordenadas e cores distintas ) e textos explicativos.
E) Camada de mapa-base, elementos de mapas (título, legenda, sistema de referência e escala ) e 
projeções do assunto ilustrado em imagens.
2) A cartografia vem sendo tratada como uma linguagem da Geografia, permitindo que as 
pessoas leiam os elementos representados e consigam entender seu próprio espaço de 
vivência. Nesse contexto, os produtos cartográficos figuram como importante ferramenta de 
estudo ao representarem territórios e eventos que ocorrem na superfície terrestre. 
Sobre cartas e mapas altimétricos, podemos afirmar:
A) Há apenas uma unidade para medição da inclinação ou declividade de um terreno: a unidade 
grau (° ).
B) A inclinação de um terreno é sempre positiva, precisando apenas começar dos limites da área.
C) Os limites superiores da área determinam a estrutura do perfil topográfico do local em 
questão.
D) Curvas de nível são linhas (de contorno ) que unem pontos diferentes (x,y ) com a mesma 
altimetria.
E) A altimetria é comumente confundida com cota, não dependendo de referenciais de campo 
adotados. 
3) Considerando que a curva de nível é uma isolinha utilizada para representar a altitude de 
um terreno tomando por referência o nível do mar, assinale a alternativa correta:
A) Não é necessário definir o espaçamento entre as curvas de nível, tampouco o número de 
intervalos.
B) O intervalo de cota é definido pelos pontos de elevação mais alta e mais baixa do terreno.
C) Qualquer espaçamento entre curvas de nível está correto e poderá cumprir com sua função.
D) Na confecção de cartas altimétricas, é necessária uma régua para unir os pontos 
precisamente.
E) Uma curva de nível se refere às informações sobre a hidrogeologia de determinada região.
4) A leitura e interpretação das curvas de nível em uma carta ou planta nos ajuda a entender os 
elementos que compõem uma paisagem e seu contexto geológico e pedológico.
Observe o conjunto de cotas representado em (a) e (b).
Sobre as imagens, podemos afirmar:
A) A declividade em a é maior que a de b e o relevo de a é um morro.
B) A declividade em b é maior que em a e o relevo em a é um morro.
C) A declividade em a é maior que em b e o relevo em b é um morro.
D) A declividade é maior em b do que em a e o relevo em a é um vale.
E) A declividade é maior em b do que em a e o relevo em a é uma encosta.
5) Inúmeras técnicas de representação de uma área podem ser utilizadas e combinadas para 
que o leitor consiga extrair o máximo de informação para as mais diversas aplicações 
práticas.
Sobre a altimetria e a hipsometria, podemos afirmar:
A) A divisão em classes e a atribuição de cores facilita a visualização do relevo de um terreno.
B) A adoção de cores é universal, sendo a paleta fixa entre tons de azul-claro e o preto.
C) A utilização de cores na representação de cotas confunde o entendimento do leitor.
D) Dados coletados pela topografia clássica não podem ser utilizados em mapas hipsométricos.
E) Dados de satélite não permitem a definição da altimetria de uma dada área de estudo. 
Na prática
As curvas de nível são essenciais para podermos visualizar a distribuição da superfície de um 
terreno. Antigamente, a única maneira de obtê-las era a partir de cartas, traçando gabaritos (muitas 
vezes em folhas plásticas) para que as projeções fossem possíveis e pudéssemos obter uma carta 
altimétrica de uma região de interesse. Na prática, há muitas formas, atualmente, de obtermos tais 
curvas e produtos cartográficos relacionados ao relevo. 
Neste Na Prática, acompanhe Bruno e Guto, que estão pesquisando uma plataforma on-line gratuita 
que permita a observação de curvas de nível de uma localidade aleatória para apresentar na 
disciplina de Geografia. Eles querem mostrar que já há formas diretas de obter informações 
do relevo, sem manipulação computacional pelo usuário. A seguir, confira seus resultados e suas 
conclusões.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Geração de um mapa hipsométrico em QGIS
Aula de aproximadamente 30 minutos com os principais passos para gerar um mapa hipsométrico 
no sistema QGIS. Na descrição do vídeo, há ainda o link para download dos dados, para que o aluno 
possa praticar acompanhando as instruções. 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Banco de dados TOPODATA do INPE
Dados estruturados em quadrículas compatíveis com as Cartas ao Milionésimo. Na versão atual, os 
arquivos estão nomeados seguindo-se uma única notação para cada conjunto de uma mesma folha. 
As folhas estão identificadas seguindo o prefixo de 6 letras LAHLON, em que LA é a latitude do 
canto superior esquerdo da quadrícula, H refere-se ao hemisfério dessa posição (S, Sul, ou N, 
Norte) e LON, sua longitude, na seguinte notação: nn5 quando a longitude for nn graus e 30’ e nn_ 
quando a coordenada for nn graus inteiros. Confira.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Como realizar um terraceamento, ou curva em nível? A 
Embrapa ensina! 
O terraceamento é uma técnica de conservação do solo que minimiza a erosão superficial, auxilia 
na retenção (infiltração) da água no terreno e ajuda a mantê-lo produtivo, uma vez que disponibiliza 
água para a zona das raízes. A definição das linhas dos terraços muito se assemelha às curvas de 
nível e o cálculo prático da declividade é um importante fator a ser observado. A Embrapa 
Tabuleiros Costeiros mostra como realizar um terraceamento, ou curva em nível, com trator e 
https://www.youtube.com/embed/naAX9fEet2c
http://www.dsr.inpe.br/topodata/acesso.php
arado, em cinco passos: 1. definição da textura do solo; 2. cálculo de declividade; 3. definição da 
distância entre os terraços; 4. piqueteamento da curva em nível; 5. construindo o terraço com 
trator e arado.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/tPJzm39kmoQ

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