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Diabetes: Estratificação de Risco

Resumo sobre diabetes e estratificação de risco cardiovascular para exercício: caracteriza DM1 e DM2; lista critérios diagnósticos (jejum ≥126 mg/dL, TOTG 2h ≥200 mg/dL, HbA1c ≥6,5%); rastreamento (≥45 anos, intervalo 3 anos); cuidados com pé e critérios de cetoacidose.

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Diabetes
→ Estratificação de risco cardiovascular para prescrição de exercício físico em pessoas com diabetes.
O DM2 é o tipo mais comum. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina e deficiência parcial de secreção de insulina pelas células ß,pancreáticas, além de alterações na secreção de incretinas. Apresenta frequentemente características clínicas associadas à resistência à insulina, como acantose nigricans e hipertrigliceridemia. 
O DM1 é causado por destruição das células ß, geralmente autoimune, o que leva a uma deficiência grave da secreção de insulina. O DM 1 pode ser diagnosticado em qualquer idade. Embora seja o tipo mais comum de DM em crianças e adolescentes, dados recentes indicam que atualmente há mais casos novos de DM 1 diagnosticados na vida adulta do que na infância e adolescência. Pacientes com DM 1 diagnosticados na vida adulta muitas vezes são erroneamente classificados como DM2. A apresentação clínica clássica do DM 1 geralmente é abrupta, com maior propensão à cetose e cetoacidose, necessidade de insulinoterapia plena desde o diagnóstico ou após curto período. Pacientes com diagnóstico na vida adulta podem apresentar uma forma mais lentamente progressiva da doença, com evolução clínica mais branda.
→ No indivíduo assintomático, É RECOMENDADO utilizar como critério de diagnóstico de DM a glicemia plasmática de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a glicemia duas horas após uma sobrecarga de 75 g de glicose igual ou superior a 200 mg/dl ou a HbA1c maior ou igual a 6,5%. É necessário que dois exames estejam alterados. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação.
—> É RECOMENDADO o rastreamento para todos os indivíduos com 45 anos ou mais, mesmo sem fatores de risco, e para indivíduos com sobrepeso/obesidade que tenham pelo menos um fator de risco adicional para DM2 
→ Recomendado o intervalo de 3 anos para rastreamento.
→ São cinco as intervenções para a prevenção: 1) identificação do pé em risco; 2) exame regular do pé; 3) orientação; 4) uso rotineiro de calçados adequados; 5) tratamento dos fatores de risco.
PSP: Perda de sensibilidade protetora; DAP: Doença arterial periférica; *Incluindo temperatura da pele; **SN: Se necessário; DEF: Deformidade nos pés; UP: Úlcera prévia; AMP: Amputação. Obs.: Na presença de sinais de alerta, o rastreamento deve ser realizado.
→ Para a pessoa em categorias de risco 1 a 3, calçados terapêuticos e palmilhas-padrão são oferecidos pelo SUS por meio de relatório feito por profissional de saúde e encaminhamento para a Unidade Básica de Saúde.
→ A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda que ocorre tipicamente no diabetes tipo 1 (DM1), embora também possa ocorrer em pacientes com DM tipo 2 (DM2). É definida pela presença de hiperglicemia, acidose metabólica e cetose.
	Critérios diagnósticos da CAD
	· Glicemia acima de 200 mg/dL
· Acidose metabólica (pH venoso < 7,3 ou bicarbonato sérico < 15 mEq/L)
· Presença de Cetose:
· cetonemia maior ou igual a 3 mmol/L
· cetonúria maior ou igual a 2+ nas tiras reagentes
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