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VOCÊ AMA SER PROFESSOR, NAS NÃO ESTÁ 100% SATISFEITO CON A AULA QUE MINISTRA? JÇÕES 3ÍBLICAS Professor | 2 o Trim estre de 2 0 2 4 Com entarista: Osiel Gomes SUMARIO A Carreira que Nos Está Proposta O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu Lição í - O Início da Caminhada 3 Lição 2 - A Escolha entre a Porta Estreita e a Porta Larga 10 Lição 3 - 0 Céu - 0 Destino do Cristão 18 Lição 4 - Como se Conduzir na Caminhada 26 Lição 5 - Os Inimigos do Cristão 33 Lição 6 - As Nossas Armas Espirituais 40 Lição 7 - 0 Perigo da Murmuração 47 Lição 8 - Confessando e Abandonando 0 Pecado 54 Lição 9 - Resistindo à Tentação no Caminho 61 Lição 10 - Desenvolvendo uma Consciência de Santidade 68 Lição 1 1 - A Realidade Bíblica do Inferno 75 Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão 82 Lição 13 - A Cidade Celestial 89 Presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil José Wellington Costa Junior Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Bezerra da Costa Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultor Doutrinário e Teológico Elienai Cabral Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Gerente de TI Rodrigo Sobral Fernandes Gerente de Comunicação Leandro Souza da Silva Chefe do Setor de Educação Cristã Marcelo Oliveira Chefe do Setor de Arte & Design Wagner de Almeida Editor Marcelo Oliveira Redatores Marcelo Oliveira Telma Bueno Thiago Santos Revisora Cristiane Alves Projeto Gráfico Leonardo Engel I Marlon Soares Diagramação Nathany Silvares Capa Marlon Soares I Nathany Silvares Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002 Tel.: (21) 2406-7373 www.cpad.com.br G D O ® Bíblicas Prezado(a) Professor(a), 0 caminho que o cristão faz com Cristo inicia com a experiência do Novo Nas cimento e prossegue até o dia em que ele chegará à cidade celestial. Entre esse início e chegada, o crente se depara com muitos desafios e obstáculos. Para refletir a respeito desse caminho, que se inicia com o Novo Nascimento e seus muitos desafios, neste trimestre, estudarem os a “A C arreira que Nos Está Proposta: 0 Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu”. Nele, refletiremos à luz da Palavra de Deus, assuntos como a realidade do Céu, do Inferno, da Tentação, da bendita esperança. Nosso propósito é que, ao longo deste trimestre, você pense a respeito de sua jornada com Cristo neste mundo. Como cristãos peregrinos, 0 anseio de encontrar com Cristo deve nortear toda a nossa caminhada. Bom trimestre! José W ellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo Ronaldo Rodrigues de Souza Diretor Executivo Conheça mais sobre 0 Novo Currículo de Escola Dominical http://www.cpad.com.br LIÇÃO 1 7 de Abril de 2024 TEXTO ÁUREO “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver 0 Reino de Deus.” (J03.3) \ _____________________________ r VERDADE PRÁTICA O Novo Nascimento marca 0 início da jornada do crente em Jesus Cristo. ____________________________ ) L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Rm 8.2; 12.2 A nova vida com Cristo por meio do Espírito Terça - Ef 1.3-6 Na nova vida com Cristo temos Deus como Pai Quarta - 1 Co 15.57 Na nova vida com Cristo temos 0 Filho conosco Quinta - Jo 14.26 Na nova vida com Cristo temos o Espírito Santo, o Consolador Sexta - Jo 16.7-11; Rm 8.5-7 A nova vida com Cristo é uma ação poderosa do Espírito Sábado - 1 Pe 1.23 A nova vida com Cristo é gerada por intermédio da Palavra ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 3 .1-8 1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2 - Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 3 -Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nas cer de novo não pode ver 0 Reino de Deus. 4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 - Jesus respondeu: Na verdade, na ver dade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 - 0 que é nascido da carne é carne, e 0 que é nascido do Espírito é espírito. 7 - Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 - 0 vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 4 Hinos Sugeridos: 15 ,19 , 227 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO A Caminhada Cristã inicia com 0 Novo Nascimento, obra efetuada pelo Espírito Santo mediante ao sacrifício de Jesus Cristo no Calvário. A con clusão dessa obra se dará por ocasião da glorificação final dos salvos, ou seja, a ocasião em que receberemos um corpo glorioso, semelhante ao do Senhor Jesus quando apareceu aos discípulos após ressurreto. Neste trimestre, estudaremos o início e o final dessa caminhada, mas também 0 meio dessa jornada com Cristo. Do início ao final da caminhada cristã, há um meio que se mostra um desafio. Para nos auxiliar neste estudo, conta remos com 0 pastor Osiel Gomes, líder da AD em Tirirical (MA), doutorando em teologia, conferencista e autor de várias obras publicadas pela CPAD. O pastor Osiel Gomes é o comentarista deste trimestre. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Explicar o sentido da caminhada com Cristo; II) Ensinar a respeito da doutrina do Novo Nascimento; III) Enfatizar a importância do Novo Testamento para a formação de quem inicia a caminhada cristã. B) Motivação: Nesta vida, preci samos ter bem claro a ideia de início e fim para qualquer atividade que iniciamos. Na trajetória da caminhada com Cristo não é diferente. Há um início e, também, uma promessa de um desfecho glorioso. Esse desfecho é 0 alvo que deve estar sempre diante de nós quando nos encontrarmos diante dos obstáculos da nossa caminhada 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 espiritual. Os desafios podem ser grandes, mas nada se compara com o desfecho reservado a cada peregrino que iniciou a sua jornada para Céu. C) Sugestão de Método: Vamos iniciar mais um trimestre. A primeira aula é uma introdução que situará o aluno a respeito do que ele estudará durante todo o trimestre. Por isso, planeje bem esta primeira aula, re servando tempo para expor e aplicar o conteúdo desta primeira lição, de modo que você consiga fazer uma boa introdução do trimestre. Nesta oportunidade, sugerimos que você inicie a aula trazendo uma reflexão a respeito do tema geral do trimestre: “A Carreira que Nos Está Proposta: 0 Caminho da Salvação, Santidade e Per severança para Chegar ao Céu” . Procure extrair dos alunos a percepção deles a respeito do tema, o que esperam dele e o que desejam aprender. À medida que você vai percebendo os anseios da classe , com ente os principais assuntos que serão abordados na aula. Nessa introdução, apresente o comentarista deste trimestre, o pastor Osiel Gomes, conforme mencionado na introdução. Um excelente início de trimestre! 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A lição de hoje é uma excelente oportunidade para os alunos refletirem a respeito de sua trajetória como cristãos, desde quando ela iniciou até o momento presente. Mostre que, à medida que temos a consciência do que nos espera no final da nossa jornada, teremos mais ou menos motivação espiritual para concluí-la. Encerre a aula ci tando as Escrituras: “ Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alm a” (Hb10.39). 4 . SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .36, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) A uxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) 0 texto “ Regeneração: Nascimento e Renovação Espiritual” , localizado depois do segundo tópico, destaca a obra do Novo Nascimento, a Regeneração do pecador; 2) 0 tex to “ As Fontes da História do Novo Testam ento” , ao final do terceiro tópico, expande a reflexão a respeito da importância do Novo Testamento na vida do cristão. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Neste trim estre, estudarem os a Jornada do Cristão. Para iniciarmos a os nossos estudos, temos o propósito de compreender o início de nossa ca minhada com Cristo e o quanto somos agraciados com a presença da Santíssima Trindade nessa trajetória. Conceitua remos também o Novo Nascimento e o estudaremos como uma experiência ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 proveniente do Espírito Santo, conforme as Escrituras nos apresentam. Final mente, mostraremos a importância do Novo Testamento no início dessa jornada de fé. I - A CAMINHADA COM CRISTO 1. Compreendendo os dois caminhos. Na história humana, temos dois cami nhos: o da vida natural e o da vida com Cristo. a) Vida humana. A primeira se ini cia no momento do nosso nascimento natural. Ela poderá ser longa ou curta, mas não eterna. Essa trajetória huma na é marcada pelas fases da infância, adolescência, juventude, vida adulta e velhice. Também é caracterizada por dois momentos: o nascimento e a morte. É a esse tipo de jornada da vida que Jesus se refere quando diz: “ O que é nascido da carne é carne” (Jo 3.6). b) Vida com Cristo. A vida humana pode se tornar uma jornada maravilho sa quando convidamos o Senhor Jesus para fazer parte dela. A nova vida com Cristo é 0 começo de uma nova história, de felicidade verdadeira e de plenitude no Espírito (Rm 8.2). Nessa vida há novos propósitos, novos pensamentos e novas esperanças (Rm 12.2). Afinal, nos tornamos um(a) filho(a) de Deus. Esse tipo de jornada de vida que nosso Senhor se refere quando diz: “ O que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). 2. Os três com panheiros da nossa caminhada. Quando recebemos Jesus como Salvador, Deus passa a ser 0 nosso Pai (Ef 1.3-6). Agora somos cuidados, instruídos e fortalecidos por Ele. Temos um relacionamento de pai e filho. Além do Pai, temos também 0 seu Filho como aquEle que nos concede a vitória contra o pecado e toda a sorte de males (l Co 15-57); e, por nos amar, nos concedeu a sua vida (Jo 3.16) e nos conduz em se gurança para o seu reino celestial (Cl 2.6,7). Finalmente, temos agora o terceiro membro da trindade, o Espírito Santo como nosso auxiliador e ___ consolador (Jo 14.26). Pelo r intermédio dEle, Deus ope rou 0 milagre do Novo Nasci mento, transformando a nossa natureza caída e nos tornando em seus legítimos filhos. Tudo isso significa nascer do Espírito ou Novo Nascimento (Jo 3.6; Jo 1.13; l Co 15.50). SINOPSE I A história hum ana compreende dois caminhos: o da vida natural e o da vida espiritual. II - O NOVO NASCIMENTO 1. Por que precisamos do Novo Nas cimento? No início do diálogo entre Jesus e Nicodemos, 0 termo “homem” se destaca. Esse substantivo masculino do grego ánthrõpos, que significa “ho mem”, tem um uso genérico no texto e, por isso, seu sentido inclui todos os seres humanos (Jo 3.4). Assim, o Senhor Jesus afirmou que Nicodemos precisava nascer de novo, um novo nascimento vindo diretamente do céu. Como homem, ele estava na con dição caída de todos os seres humanos “porque todos pecaram” (Rm 3.23). Nesse sentido, todo ser humano precisa passar pelo processo de regeneração, experi mentar uma ação divina no interior, ou 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 seja, nascer de novo (Jo 3.5; 20.22; 15.5; 2 Co 5.17). 2. A religião não faz nascer de novo. Nicodemos era um príncipe dos judeus. A inclusão do termo “ fariseu” no relato evidencia que era um homem bem en raizado na religião judaica. Ele conhecia profundamente Deus, segundo a tradição monoteísta do judaísmo, os ensinos da Lei e dos Profetas e a história do seu povo. Mas ao que se nota, sua tradição não oferecia 0 que sua alma precisava. Por isso Nicodemos foi ao encontro de Cristo, identificando nEle o real poder de Deus, conforme podemos comprovar nestas suas palavras: “ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes” (Jo 3.2). Conhecendo bem 0 coração desse príncipe dos ju deus, Jesus foi direto ao ponto: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Portanto, a nova vida que Nicodemos precisava só seria encontrada diretamente na ação poderosa do Espírito Santo (Jo 16.7-11; Rm 8.5-7). 3. 0 Novo Nascimento e seu processo. A expressão “de novo”, que significa “do céu” (Jo 3.31; Gl 6.15; 1 Jo 3.9), mostra que a nova vida com Cristo, isto é, a vida eterna, gerada por intermédio da Palavra (1 Pe 1.23), vem de cima, de Deus e de mais ninguém (Jo 1.13). Para explicar esse processo de nascer de novo, nosso Senhor fez uso de dois termos: “ água” e “ Espírito” . Com a água, de acordo com o contexto do Evangelho de João, pode-se referir à Antiga Lei e, simboli camente, ao seu sentido (Jo 1.33; 4.7-14; 738 ,39). Ora, nosso Senhor cumpriu a Lei (Mt 5.17), de modo que ao falar da velha ordem, a representação da água era assegurada; mas por intermédio da nova ordem, a Nova Aliança, por meio obra do Espírito Santo, a água iria jorrar para a vida eterna (Jo 4.14). Com o Espírito, nosso Senhor faz 0 uso analógico do vento, do grego pneuma (espírito, vento). Ninguém pode vê-lo nascer, nem para onde vai, mas pode senti-lo. Semelhantemente, a vida com Cristo se inicia pela regeneração (gennao - ser nascido) como obra do Espírito Santo que transforma pessoas pela fé em Cristo. Esse processo é um milagre do alto, um mistério da fé. SINOPSE II A cam inhada com Cristo se inicia com o advento do Novo N asci mento, a obra divina de salvação. AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO “ Regeneração: N ascim ento e Renovação Espiritual Em João 3-1-8, Jesus discute uma das doutrinas fundamentais (isto é, ensinamentos, princípios básicos, as bases da crença) da fé cristã: regeneração (Tt 3.5), ou nascimento espiritual. Sem ‘nascer de novo’ no contexto espiritual, uma pessoa não pode se tornar parte do reino de Deus. Isso significa que a vida de uma pessoa deve ser espiritualmente renovada para que ela possa ser salva e receber o dom divino que é a vida eterna através da fé em Jesus. [...] O nascimento espiritual ocor re na vida daqueles que se arrepen dem do pecado (isto é, admitem seu pecado e mudam seu próprio cami nho), se convertem a Deus (Mt 3.2) ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 e entregam suas vidas a Jesus Cristo, reconhecendo-o como seu Senhor e Salvador - aquele que perdoa seus pecados e se torna o Líder de suas vidas. Esta experiência inicial da salvação espiritual envolve a ‘lava gem da regeneração e da renovação do Espírito Santo’ (Tt 3.5)” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p. 1847). III - O NOVO TESTAMENTO E A CAMINHADA DE FÉ DO CRISTÃO 1 . 0 Novo Testamento. O conceito de Novo Testamento como Escritura é um processo gradual na vida da Igreja. No início, ele não era visto pela Igreja como um livro, mas como uma unidade que fazia a diferença entre a Antiga Aliança (a Lei) e a Nova Aliança (0 Evangelho) com 0 cumprimento pleno em Cristo (G14.4). Esse entendimento deriva das raízes bíblicas (2 Co 3.6). Nesse contexto, a palavra “ aliança” ganha relevância. Traduzida pela Septuaginta, da palavra grega diathéke, de acordo com Jeremias 31.31,ela tem 0 sentido de ordenação, dispensação e economia da salvação. Do latim, 0 termo testamentum traz essa mesma força descritiva do termo diathéke. Assim, do ponto de vista canônico, o Antigo e 0 Novo Testamentos formam as Escrituras Sagradas do cristão. 2. O tema principal do Novo T es tam ento. O tem a cen tra l do Novo Testamento é a pessoa de Jesus Cristo. Há diversos personagens apresentados nesse documento sagrado, mas todos ganham relevância apenas quando estão relacionados à sombra de nosso Senhor. Tudo se volta para a pessoa de Cristo, posto que seu m inistério tem uma ênfase salvífica cujo interesse maior é 0 de reconciliar o mundo com Deus (Mt 1.21,23; Jo 1.14; íTm 2.5). 3. A importância do Novo Testamen to na caminhada do cristão. O Antigo Testamento tem grande importância para o povo de Deus. O Senhor Jesus o dividiu, evidenciando três categorias que apontavam para sua pessoa: Lei, Profetas e Escritos (Lc 24.44). Contudo, o cristão deve começar sua jornada de fé pelo Novo Testamento. Este documento sagrado reflete o desenvolvimento da revelação divina, envolvendo a vida e 0 ministério de nosso Senhor Jesus Cristo, no qual se desdobra todo o plano arquitetado por Deus a respeito da nossa salvação. No Antigo Testamento temos a promessa; no Novo, o seu cumprimento (Hb 1.1,2). Nesse testamento, temos a consumação do plano do Pai em Jesus para que 0 ser humano fosse reconciliado com Ele e iniciasse uma nova jornada de fé (2 Co 5.19). SINOPSE III O Novo Testamento é 0 documen to cristão que deve fazer parte do início de n ossa cam inhada, pois ele revela todo o plano da salvação de Deus. AUXÍLIO TEOLÓGICO “ As Fontes da História do Novo Testamento [...] Todos os Evangelhos, in cluindo os de Mateus e Marcos, que não formam parte de um complexo literário mais amplo, emanam do 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 ministério evangelista e didático da Igreja. Eles foram escritos com o ob jetivo expresso de apresentar os fatos a respeito de Cristo de uma maneira que os homens possam crer nEle, e, tendo dado o passo inicial, possam continuar com uma fé inteligente. [...] Os demais livros do NT representam diversos períodos e pontos de vista. A epístola de Tiago foi provavelmente originada da pri meira metade do século, refletindo a reação judeu-cristã aos extremistas que faziam a salvação pela fé uma desculpa para a indiferença ética” (TENNEY, Merril C. Tempos do Novo Testamento: Entendendo o mundo do Primeiro Século. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp.24,25). CONCLUSÃO A jornada com Cristo tem início com o Novo Nascimento. Ela se estende por meio de uma longa peregrinação espiri tual até o relacionamento perfeito com Jesus (Mt 16.24). Nessa peregrinação, os que começaram a nova vida com Cristo podem contar com a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim, seremos guiados pelas palavras do Novo Testamento que tratam da vida, morte e ressureição do Senhor Jesus, em quem a nossa fé está fundamentada. R E V ISA N D O 0 CO N TEÚ D O 1. O que é a nova vida com Cristo? A nova vida com Cristo é o começo de uma nova história, de felicidade ver dadeira e de plenitude no Espírito (Rm 8.2). 2. Quais os três companheiros da caminhada cristã? A Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. 3. Explique o termo “homem”, de acordo com a lição. É um termo de uso genérico no texto e, por isso, seu sentido inclui todos os seres humanos. 4. 0 que a expressão “de novo” significa e, ao mesmo tempo, demonstra? A expressão “ de novo” significa “ do céu” e demonstra que a nova vida com Cristo vem de cima, de Deus e de mais ninguém. 5. Por que 0 cristão deve começar sua jornada de fé pelo Novo Testamento? Porque nesse testamento, temos a consumação do plano do Pai em Jesus para que o ser humano fosse reconciliado com Ele e iniciasse uma nova jornada de fé. VOCABULÁRIO Monoteísta: adepto do monoteísmo; doutrina que ensina a existência de uma única divindade Analógico: relativo à analogia; relação de semelhança entre coisas ou fatos. Septuaginta: Antiga tradução em grego do Antigo Testamento hebraico. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9 LIÇAO 2 14 de Abril de 2024 A ESCOLHA ENTRE A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA \ TEXTO ÁUREO “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” (Lc 13.24) f VERDADE PRÁTICA A porta estreita não é uma opção, mas a única alternativa disponível para 0 crente entrar no Céu. L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Pv 15.24 A ideia da “ porta estreita” presente no AT Terça - Mt 539,48 Princípios celestiais da “ porta estreita” Quarta - Mt 16.24; Rm 6.6; G1 5.24 Renúncia e a glória progressiva da “ porta estreita” Quinta - l Co 6.9,10; G1 5.19-21 A recompensa de quem entra pela “ porta larga” Sexta - Is 1.15,16; 557 ; Jr 73"7 A “ porta estreita” é um chamado ao arrependimento Sábado - Pv 28.13; 1 Jo 1.7 A “ porta estreita” é um caminho de confissão e de perdão 1 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Mateus 7.13,14; 3.1-10. Mateus 7 13 - Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, 0 caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14 - £ porque estreita é a porta, e aper tado, 0 caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mateus 3 1 - E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia 2 - e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus. 3 - Porque este é 0 anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai 0 caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4 - E este João tinha a sua veste de pelos de camelo e um cinto de couro em tor no de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. 5 - Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judeia, e toda a província adjacente ao Jordão; 6 - e eram por ele batizados no rio Jor dão, confessando os seus pecados. 7 - E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 - Produzi, pois, frutos dignos de ar rependimento 9 - e não presumais de vós mesmos, di zendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 - E também, agora, está posto o ma chado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. F Í J Hinos Sugeridos: 208, 447, 570 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Nesta lição, estudaremos a analogia da “ porta estreita” e da “ porta larga” , mencionada pelo Senhor. Veremos que nosso Senhor teve a pretensão de mostrar aos pecadores 0 caminho para a salvação. Para compreender mos melhor a soteriologia de Cristo, responderemos às seguintes questões: 0 que significa a analogia de Jesus concernente à “ porta estreita” e ao “ caminho apertado” ? Por que deve mos escolher a porta estreita? De que maneira o pecador pode entrar pela porta que 0 leva para 0 Céu? E, por fim, aprenderemos que a consistência da vida cristã tem por base 0 arre pendimento, a confissão de pecados e a experiência do perdão. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Explicar a analogia da “ porta estreita” e do “ caminho apertado” do ponto de vista bíblico e teológico; II) Destacar que a decisão pela porta estreita requer uma vida de renúncia e disposição para enfrentar os desafios da caminhada cristã; III) Apontar que a entrada pelo caminho estreito está baseada no ar rependimento, confissão de pecados e novo estilo de vida. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 11 B) Motivação: As figuras da “ porta estreita” e do “ caminho apertado” confrontam as pessoas que ouvem a mensagem do Evangelho. Do mesmo modo, leva os crentes à reflexão a respeito de se estão, de fato, se por tando de maneiradigna a entrar na eternidade com Deus. Aproveite para conversar com seus alunos sobre o estilo de vida dos que estão aguardan do ansiosamente pelo Arrebatamento da Igreja. Finalize este momento, perguntando: “ Estam os, de fato, trilhando pelo caminho apertado?” C) Sugestão de Método: O primeiro tópico desta lição aborda o conceito de porta e caminhos de acordo com a perspectiva bíblica da salvação. A analogia “ caminho” aparece no Antigo Testamento, especificamente, para ilustrar a vida de renúncia ao pecado e decisão pela prática da justiça. No Novo Testamento, a figura da “ porta” é aplicada de maneira mais direta pelo próprio Cristo quando se compara à porta pela qual as ovelhas podem entrar, sair e encontrar pastagem (uma situação cotidiana das regiões cam ponesas de Israel). Relacione no quadro as duas situações e faça um exercício de correlação bíblica, isto é, identifique o sentido de cada ilustração no contexto bíblico. Você pode consultar as informações no Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, editado pela CPAD. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A trajetória da vida cristã é marcada por ofertas de pra zeres e deleites terrenos que são renunciados pelos crentes à medida que vivem um relacionamento estreito com Deus. O cristão comprometido com o Evangelho mantém a obediência aos preceitos da Palavra de Deus, pois sabe que a devoção verdadeira requer disposição para viver um estilo de vida que expresse, de fato, a renúncia às obras da carne e o cultivo do Fruto do Espírito. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .37, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) A uxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “ Os dois cam inhos: 0 largo e o e stre ito ” , localizado depois do primeiro tópi co, destaca a ideia de escolha entre dois caminhos presente no Antigo Testamento; 2) O texto “ Porta” , ao final do segundo tópico, apresenta o uso frequente da palavra porta no contexto bíblico, bem como seu uso literal e figurativo. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Nesta lição, estudaremos o símbolo da porta estreita e da larga, do caminho apertado e do espaçoso. Nosso propósito é pontuar algumas razões que nos mos tram porque devemos escolher a porta estreita e, do ponto de vista bíblico, como entrar pelo caminho apertado. 1 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 Nesse sentido, veremos que o início da nossa jornada deve levar em conta o caminho que nos conduz ao Céu. I - PORTAS E CAMI NHOS l . A porta estre ita . A ideia de uma “ porta es treita” como caminho para a vida está presente tanto na literatura judaica quanto na cristã. Por exemplo, essa concepção é encontrada no Antigo Testamento (Pv 15.24). Sabemos que a porta é uma entrada existente em um edifício ou o muro de uma cidade, algo muito comum nos tempos antigos, em que a cidade era toda murada e, ao redor de todo 0 edifício, havia uma porta estreita. Era por meio dessa porta que todos entravam e saíam da cidade. 2 . 0 caminho apertado. Quando fa lamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira de viver que evidencia salvação ou perdição. Nesse sentido, a linguagem figurada do “ ca minho apertado”, conforme Mateus 7, aponta para os que desejam a vida eterna. Não por acaso, a palavra “ apertado” vem do verbo grego thlíbó que significa “prensar como uvas, espremer, pressio nar com firmeza, caminho comprimido, contraído; metaforicamente, aborrecer, afligir, angustiar” . Assim, 0 caminho apertado é 0 que nos leva a praticar os ensinamentos de Jesus de modo bem concreto: amar os inimigos, não praticar a hipocrisia, acumular tesouros no céu dentre outros princípios celestiais ensi nados no Sermão do Monte (Mt 5.39,48). 3. Porta larga e caminho espaçoso. A porta larga e o caminho espaçoso sim bolizam uma vida sem compro misso com Cristo, segundo 0 padrão do Mundo. Essa porta recebe muitas pes soas que expressam crenças e valores segundo a sua vã maneira de viver. Um caminho que tem seduzido muitos por meio da busca irrefreada do prazer e das idéias que negam a Bíblia como nossa única regra de fé e conduta. T ratam -se, pois, de uma porta e de um cam inho em que entram pessoas que vivem segundo suas próprias idéias (Jz 21.25) e que não desejam ajustar-se aos ensinos das Escrituras Sagradas (Jo 7-38). SINOPSE I A porta estreita e o caminho aper tado rep resen tam um a v id a de com prom isso com Cristo. AUXILIO BÍBLICO -TEOLOGICO “ Os dois cam inhos: o largo e o estreito (Mt 7.13,14). O caminho da morte e 0 da vida aparecem no Antigo Testamento, na literatura intertes- tamental, nos escritos de Qumran e na literatura cristã primitiva [...]. Na literatura de Qumran os dois cami nhos são expostos como o ‘caminho da lu z ’ e o ‘ caminho das trevas’ . Jesus, de forma típica, apresenta as opções diante da audiência em pa ralelismo antitético: uma porta para a vida ou uma porta para a morte. A maioria das pessoas toma 0 caminho fácil, o qual é desastroso. A porta ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 13 para a vida é difícil e restritiva; os verdadeiros discípulos são minoria. Dado o contexto de Mateus, a difi culdade da porta estreita é o caminho da justiça, na qual Jesus há pouco instruiu as pessoas” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Mateus-Atos. Vol. l. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 61). II - POR QUE e n t r a r p e l a PORTA ESTREITA É DIFÍCIL 1. Uma porta aberta, porém, difícil. A porta para a entrada na pátria ce lestial está aberta. Porém, há muitos impedimentos para que a alma humana a atravesse: o egoísmo, o ego inflado, a idolatria, dentre outros. Contudo, nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar morrer o que somos para v iver a vida com Ele a fim de que resulte uma glória progressiva e indizível (Mt 16.24; Rm 6.6; G1 5.24). 2. As oportunidades da porta larga são atraentes. Para muitos, o caminho da porta estreita não é atraente, pois a porta larga oferece uma jornada de prazeres, deleites e libertinagem. En tretanto, os que andam nesse caminho são dominados pelas ilusões da vida, enredando-se numa sedutora fantasia. É um caminho de apego prazeroso ao mundo e de desprezo a Deus (1 Jo 2.15,16). Tragicamente, todos os que amam o mundo não terão direito a entrar nos céus (1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21). Por isso, o cristão comprometido com 0 Evangelho de Cristo sabe que “0 mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17). AM PLIANDO O CONHECIMENTO “ PORTAS DA CIDADE No mundo antigo, as portas desem pe nhavam um papel crítico nas defesas de uma cidade. As portas geralmente eram o ponto mais fraco nos muros de uma cidade e, portanto, muitas vezes o ponto de ataque dos exércitos sitiantes. Para uma cidade ser forte, não bastavam muros maciços; tinha de ter portas fortes. As portas da cidade também eram 0 local dos tribunais judiciais, bem como 0 local onde os impostos eram recolhidos. Jeremias 38.7 indica que 0 rei realizou a corte em uma das portas de Jerusalém. Quando os profetas do AT atacam a injustiça, eles frequentemente se referem às portas da cidade como lugar de justiça (Am 5.15).” Amplie mais 0 seu conhe cimento, lendo 0 Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, p.400. 1 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 3. As razões das ex ig ên cias. Di feren tem en te da porta la rg a e do caminho espaçoso, a porta estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior, uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria. Só começa a trilhar pelo caminhoda porta estreita quem se reconhece em Cristo como um pecador (2 Co 12.9) e com disposição de v iver uma vida dirigida por Ele como um novo começo (2 Co 5.17). A partir dessa jornada, 0 Evangelho nos faz cam inhar em santidade, seguir os passos de Cristo e andar como Ele andou (1 Jo 2.6). Então, estarem os prontos para criar raízes e enfrentar os obstáculos de nossa jornada cristã (Lc 8.13,14)- SINOPSE II S eg u ir pelo cam in h o apertado requer uma disposição em seguir na contram ão da m aioria. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO “ Porta. Uma palavra mencionada muitas vezes na Bíblia Sagrada. Na versão KJV em inglês, é a tradução de sete palavras hebraicas e uma grega. Os dois termos hebraico frequente mente usados são: delet, referindo-se à própria porta, e petah, uma porta de entrada. A palavra ‘porta’ é uti lizada tanto no sentido literal como de modo figurativo. Diferentem ente da porta larga e do cam inho espaçoso, a porta estreita e o cam inho apertado requerem uma transform ação interior, um a decisão pessoal U h ” IV Uso literal (por exemplo, Gn 19.6, 9; 2 Rs 9.10). As portas comuns eram feitas de madeira, mas às vezes eram feitas de espessos pedaços de pedra, tanto para casas como para tumbas. Cadeados de madeira, latão, ou ferro eram usados (Jz 3.24,25). Nas tendas as portas eram aberturas cobertas por uma aba (Gn 18.1,2). Uso figurativo. Provavelm ente, o uso mais frequente de porta de modo figurativo seja como símbolo de oportunidade, especialmente para 0 testemunho e o serviço cristão (por exemplo, 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3; Ap 3.8). O termo porta é também usado para representar o caminho pelo qual uma pessoa entra em algum lugar. O próprio Cristo é a porta pela qual o ser humano alcança a salvação (Jo 10.9; cf. At 14.27; Os 2.15). Aquele que está próximo é considerado como ‘estando à porta’ (Mt 24.33; Tg 5.9; Ap 3.20; Gn 4.7)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1576). ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 15 vv Assim, quando o homem reconhece em confissão que é um pecador, ele recebe o perdão de seus pecados.” III - ENTRANDO PELA PORTA E PELO CAMINHO DO CÉU 1. Arrependimento de pecados. Por meio das palavras do arauto divino, João Batista (Mt 3.1-10), a mensagem pregada por ele para entrar no Reino de Deus é o Arrependimento. João é uma voz que ecoa entre a Antiga e a Nova Alianças, confirmando as palavras dos profetas do Antigo Testamento, pois sua mensagem de arrependimen to era a mesma pregada por Isaías e Jeremias (Is 1.16,15; 55-7; Jr 7-3- 7). Por essa razão, é importante ponderar que o arrependimento bíblico não é uma questão meramente emocional, mas uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve o aspecto mental e moral do pecador. Por meio da pregação e da aceitação do Evange lho, mediante a ação regeneradora do Espírito Santo, o pecador renuncia ao pecado, reorienta a vida e firma uma resolução de deixar 0 caminho espaçoso para tomar 0 caminho que conduz para a vida eterna. 2. Confissão de pecados. O m inis tério de João Batista foi impactante, de modo que iam ter com ele toda Judeia e a província do Jordão (Mt 3.5). Os que iam até João confessavam os seus pecados para serem batizados. Ora, a Bíblia diz que todos pecaram e separados estão da glória de Deus (Rm 3.23). Sem que o homem reconheça que é pecador, jamais compreenderá que precisa de um Salvador. Nesse aspecto, a confissão pessoal dos pecados é uma perspectiva nova que aparece com o ministério de João Batista. Em Israel, a confissão era nacional e se dava em dia especial como no Dia da Expiação (Nm 5.7). Por meio do modelo de vida de João Batista, a confissão de pecados passou a fazer parte da tradição cristã. Desse modo, a pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) e afirma que crê em Deus Poderoso e Salvador (Rm 10.9,10). Assim, quando o homem reconhece em confissão que é um pecador, ele recebe o perdão de seus pecados (Pv 28.13; 1 Jo 1.7). 3. Produzindo frutos de arrependi mento. Para João Batista, o batismo e a confissão somente não seriam as provas verdadeiras da mudança de vida. Era preciso apresentar frutos na vida como a marca de um arrependimento sincero. Em Lucas, podemos contemplar frutos concretos que João Batista esperava de quem se arrependesse: honestidade, misericórdia, respeito às autoridades, dentre outros (Lc 3 .11-14). Isso era a prova de que a natureza da pessoa havia sido verdadeiramente transformada. Portanto, uma pessoa que teve um en contro verdadeiro com Jesus produzirá frutos dignos de arrependimento, uma nova forma de pensar e agir, um novo estilo de vida (Mt 3.2; 21.29; Mc 1.15). SINOPSE III O verdadeiro encontro com Jesus produz no crente frutos dignos de arrependim ento. 1 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 CONCLUSÃO No momento que inicia sua jo r nada com Cristo, o cristão deve ter a consciência de que escolheu o cam i nho estreito e a porta apertada para trilhar o caminho do céu. Isso signi fica que precisamos renunciar ao eu, nossos pensamentos e desejos, para que Cristo apareça (2 Co 5.17). Isso só é possível por meio de um verdadeiro arrependimento, confissão de pecados e a experiência do perdão. Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. O que significa dizer “caminho apertado”? Quando falamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira de viver que evidencia salvação ou perdição. 2. O que a “ porta larga” e o “ caminho espaçoso” simbolizam? A porta larga e o caminho espaçoso simbolizam uma vida sem compromisso com Cristo, segundo o padrão do Mundo. 3. O que o Senhor Jesus ensinou a respeito de fazer o caminho da “ porta estreita”? Nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar morrer o que somos para viver a vida com Ele a fim de que resulte uma glória progressiva e indizível. 4. O que a “ porta estreita” requer da pessoa? A porta estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior, uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria. 5. Que tipo de disposição deve haver no arrependimento bíblico? Trata-se de uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve o aspecto mental e moral do pecador. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 17 \ TEXTO ÁUREO “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.v (Fp 3.20) r VERDADE PRÁTICA O crente deve viver a vida cristã com a mente voltada para 0 céu como sua legítima esperança. V J L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Gn l.l; Mt 3.2; Ap 21.10 A maravilhosa realidade bíblica do Céu Quinta - Hb 12.23; G14.26; Fp 3.20 Céu: morada de Deus e pátria dos santos Terça - 1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6 Estaremos para sempre com 0 Senhor no Céu Sexta - Jo 14.3 A promessa de que estaremos com Cristo no Céu Quarta - 1 Co 9.24; 2 Tm 4.8 Há um prêmio a ser alcançado: 0 Céu Sábado - 1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19 Uma nova realidade experimentada no Céu L __________________________________ ____________________________________ Â 1 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Filipenses 3.13,14,20,21; Apocalipse 21.1-4 Filipenses 3 13 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que 0 haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, 14 - prossigo para 0 alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 20 - Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos 0 Salvador, 0 Senhor Jesus Cristo, 2 1 - que transformará 0 nosso corpo abatido, para ser conforme 0 seu corpo glorioso, segundo 0 seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. Apocalipse 21 1 - E v i um novo céu e uma nova terra. Porque já 0 primeiro céu e a primeiraterra passaram, e 0 mar já não existe. 2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. 3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui 0 tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão 0 seu povo, e 0 mesmo Deus estará com eles e será 0 seu Deus. 4 - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. F Í J Hinos Sugeridos: 26, 94, 404 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Nesta lição, estudaremos o céu na perspectiva bíblica como morada eterna reservada para os cristãos. Veremos a descrição do Céu segundo 0 livro do Apocalipse, bem como 0 fim da carreira cristã. Após uma vida de perseverança na fé, renúncia aos prazeres desse mundo e bom ânimo diante das tribulações, os cristãos desfrutarão do repouso eterno ao lado de Deus. Para tanto, a rgu i- remos acerca do que é exigido dos servos de Deus para que desfrutem da esperança celestial e 0 que as Escrituras Sagradas estabelecem como regra de fé e prática para a vida cristã enquanto se aguarda 0 Dia da Redenção. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Distin guir 0 céu como morada final na vida eterna com Deus; II) Apresentar 0 conceito de Céu conforme o Livro do Apocalipse; III) Pontuar que 0 céu é o destino dos cristãos e o lugar de repouso após a árdua carreira da vida cristã neste mundo. B) M otivação: O Livro do Apo calipse descreve maiores detalhes a respeito de como será o Céu. Nesse sentido, 0 Novo Céu é um lugar sem precedente, incomum, diferente de ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 1 9 qualquer realidade conhecida pela mente humana. Fomente com seus alunos o diálogo sobre os elementos que descrevem o Céu, apresentados no Livro do Apocalipse e pergunte o que eles pensam sobre essa nova realidade. Reforce que a esperança do céu é uma questão de fé. C) Sugestão de Método: O segundo tópico da lição destaca a descrição do Livro do Apocalipse a respeito do Céu. Após o cumprimento do juízo divino, Deus prometeu criar um Novo Céu e uma Nova Terra, completamente d iferen tes dos p rim eiros. N esse novo ambiente espiritual os cristãos desfrutarão da vida eterna ao lado de Deus. Pergunte aos alunos o que eles compreendem sobre o céu na conjuntura do estado intermediário da alma, após a morte neste tempo presente, e o céu que os cristãos experimentarão depois do juízo final, descrito em Apocalipse 2 1.1,2 . Você pode apresentar essa explicação por meio de projeção digital. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A Palavra de Deus aponta que a vida eterna na nova cidade celestial só estará disponí vel àqueles que amam e praticam a verdade. Ficarão de fora os peca dores e qualquer que ama e vive no pecado. Portanto, é a esperança do porvir que nos leva a perseverar na fé, a manter uma vida santa, bem como a nutrir 0 amor de Cristo em nossos corações. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .37, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “ O Significado de Jerusalém para a Igreja C ris tã” , localizado depois do primeiro tópico, destaca a compreensão de Jerusalém como a Cidade Celestial como destino dos cristãos fiéis; 2) O texto “ O novo céu e a nova terra” , ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da vida no Novo Céu e na Nova Terra preparada para os servos de Deus. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Ao homem natural é impossível dis cernir as coisas espirituais, visto que elas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14). Por isso, a sabedoria humana apresenta diversas concepções enganosas a respeito do céu, a ponto de negar a sua existência. Contudo, ao cristão é garan tido a gloriosa promessa de desfrutar do céu como sua morada na vida eterna com Deus (Jo 11.25,26; 14.2,3; At l.ll). Em vista disso, o nosso propósito é o de mostrar o céu como destino glorioso de todo cristão peregrino. 2 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 I - CEU: 0 ALVO DE TODO CRISTÃO 1. Definindo céu. A palavra hebrai ca shamayim, que significa céu, céus (Gn 1.1), aparece 419 vezes no Antigo Testamento. O termo grego ou- ranós, céu (Mt 3.2; Ap 21.10), aparece 280 vezes no Novo Testamento com dois sen- | tidos: 1) como firmamento, universo, atmosfera; 2) céus siderais e estrelados, região acima dos céus siderais, sede da ordem das coisas eternas e perfeitas onde Deus e criaturas ce lestes habitam. Nas traduções da Bíblia em língua portuguesa, a palavra shamayim foi traduzida por “altura” ; e ouranós, como “ algo elevado”. Ambas as palavras são usadas para se referir a três locais dis tintos: 1) céu atmosférico (Dt 11.11,17); 2) universo ou firmamento dos céus (Gn 1.14; 15.5; Hb 1.10); 3) morada de Deus (Is 63.15; Mt 7.11,21; Ap 3.12). Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o terceiro, a morada de Deus. 2 . 0 céu conforme o ensino de Paulo. O apóstolo Paulo foi arrebatado até o terceiro céu. Não por acaso, esse céu está enfatizado nas cartas do apóstolo como lugar celestial, 0 lar dos salvos em Cristo Jesus, onde temos um destino assegurado: o de estar para sempre com o Senhor (l Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6). Por isso, vivendo em Cristo, 0 crente desenvolve um relacionamento na esfera do reino, de modo que, ainda que não tenha ido para o céu, toda a sua vocação é celestial no presente momento de sua vida. Dessa forma, 0 poder que está em sua vida vem do céu e o habilita a vencer a cada dia. 3 . 0 alvo do cristão. Depois de salvo, não pertencemos mais a este mundo. Por isso, Paulo ensina que prossegue para o alvo, isto é, a linha de chegada que o atleta alcança o prêmio (l Co 9.24; 2 Tm 4.8). Assim, 0 apóstolo persegue 0 prêmio com determinação, liberdade, empenho e com os olhos fixos no Autor da Salvação (Hb 12.2). Igualmente, o cristão passa , a ter o céu como alvo por causa da soberana vocação, que vem de cima, isto é, de Deus por meio de Jesus Cristo. O seu alvo revela 0 resultado de uma nova vida e, por isso, o crente se volta para as coisas do céu (Cl 3-2). A expressão a “ nossa pátria está nos céus” sintetiza bem essa nova realidade (Fp 3.20). Ao mencionar essa expressão, 0 apóstolo mostra que temos uma cidadania celestial (Ef 2.19). Para viver a plenitude dessa cidadania, 0 cristão peregrina para algo perfeito, absoluto, em que finalmente terá o corpo abatido transformado conforme o corpo glorioso de Jesus Cristo (1 Co 15.44; 1J0 3-2). SINOPSE I O cristão passa a ter o Céu como alvo por causa da soberana vo cação, que vem de cim a, isto é, de Deus por meio de Jesus Cristo. AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO O Significado de Jerusalém para a Igreja Cristã “ [...] Paulo fala a respeito de Je rusalém ‘que é de cima’ , que é nossa mãe (G14.26). O livro de Hebreus indica que, ao virem a Cristo para receber a salvação, os crentes não chegaram ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 1 a uma montanha terrestre, mas lao monte de Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial’ (Hb 12.22). E, ao invés de preparar uma cidade na terra para os crentes, Deus está preparando a nova Jerusalém, que um dia descerá ‘do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido’ (Ap 21.2; cf. 3.12). Naquele grande dia, as pro messas do concerto serão plenamente cumpridas: ‘Eis aqui 0 tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão 0 seu povo, e 0 mesmo Deus estará com eles e será 0 seu Deus’ (Ap 21.3). Deus e o Cordeiro reinarãopara sempre e sempre no seu trono, nessa cidade santa (Ap 22.3). (3) A cidade de Jerusalém terrestre ainda tem um papel futuro a desempenhar no reino milenar de Deus? Isaías em 65.17 do seu livro fala de ‘céus novos e nova terra’ (Is 65.17), e em seguida apresenta um ‘Mas’ enfático sobre a grandeza da Jerusalém terrena, no versículo 18. O restante do cap. 65 trata das condições mileniais. Muitos creem que quando Cristo voltar para estabelecer seu reino milenial (Ap 20.1-6), Ele porá 0 seu trono na cidade de Jerusalém. Depois do julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15), a Jerusalém celestial descerá a nova terra como a sede do reino eterno de Deus (Ap 21.2)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.636). II - A DESCRIÇÃO DO CÉU SEGUNDO O LIVRO DO APOCALIPSE 1 . 0 novo céu e a nova terra. Depois da abertura dos sete selos, conforme Apocalipse 6, em que predominaram a desordem, a tribulação e o juízo, o quadro revelado na sequência é 0 de um novo estado eterno. O apóstolo João diz que 0 primeiro céu e a primeira terra passaram, o mar não existe mais; esse céu (também ouranós) é o espaço astro nômico, não se trata da habitação eterna de Deus. Então, 0 apóstolo contempla um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1). O adjetivo grego kainós (novo), que aparece no texto, traz a ideia de novo com respeito à forma; fresco, recente, não usado. Nesse sentido, o novo céu é um lugar sem precedente, incomum e desconhecido. Isaías profetizou a criação de novos céus e nova terra (Is 65.17); o apóstolo Pedro confirmou essa espe rança (2 Pe 3.13). Esse lugar é 0 destino do cristão, um novo lar completamente redimido, sem qualquer semelhança com 0 mundo antigo, pois “ eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5). 2. A linda cidade como nossa nova morada. No versículo 2 (Ap 21), o após tolo João faz menção à descida da Cidade Santa e somente a partir do versículo 9 que ele começa a descrever a beleza dessa cidade. Por meio de passagens do Novo Testamento, a Nova Jerusalém pode ser descrita como a morada de Deus, a pátria dos salvos, lugar em que os santos habitarão (Hb 12.23; G1 4.26; Fp 3.20). Assim, cremos e afirmamos que essa linda cidade será um lugar em que Deus e o Cordeiro são o seu templo; a glória de Deus a iluminará, e o Cor deiro será a sua lâmpada (Ap 21.22,23). Na Nova Jerusalém não haverá dor, tristeza ou sofrimento (Ap 21.4). Além disso, depois da ressureição (Ap 20.4), e quando todas as coisas forem consu madas, essa Jerusalém Celestial descerá do céu e ficará para sempre na nova terra. O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como 0 lugar de re dimidos que habitam a gloriosa Cidade. 2 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 Portanto, para nós, a visão descrita em Apocalipse 21 refere-se ao Céu como a eternidade, a Nova Jersusalém como a Nova Cidade, 0 nosso novo lar criado sem pecado, onde a bem-aventurança eterna será desfrutada pelos santos para todo 0 sempre. SINOPSE II A Nova Jerusalém pode ser des crita como a m orada de Deus, a pátria dos santos, lugar em que os santos habitarão. III - CÉU: O FIM DA JORNADA CRISTÃ 1. Estarem os onde Deus está. Em Apocalipse 21, há uma concretização da jornada cristã em que 0 crente estará onde Deus habita, conforme o nosso Senhor disse que viria e nos levaria para estarmos com 0 Pai (Jo 14.3). Nesse lugar, habitaremos com Deus em seu tabernáculo, pois nós seremos o seu povo e Ele 0 nosso Deus (Ap 21.3). Tudo isso se tornará realidade no futuro, quando nossa união com Deus se dará sem impedimento, cumprindo toda a expectativa tanto do Antigo quanto do Novo Testamentos (Lv 26.11-12; Ez 43.7; 2C0 6.16; Ap 7.15). 2. As lágrim as cessarão. Uma das mais gloriosas bênçãos que desfruta remos no céu é a de que Deus enxugará de nossos olhos todas as lágrim as. Essas lágrimas simbolizam a tristeza, o sofrimento, as tragédias humanas e outros diversos males que não terão lugar nessa nova realidade de vida, pois todas as primeiras coisas são passadas (1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19). AUXÍLIO DOUTRINÁRIO O Novo Céu e a Nova Terra “ É 0 destino final dos salvos: ‘E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e 0 mar já não existe’ (Ap 21.1). O céu e a terra que conhec emos desaparecerão para darem lugar a uma nova criação. Isso é anunciado desde 0 Antigo Testamento e é rat ificado no Novo. O próprio Senhor Jesus Cristo confirmou essa palavra profética: ‘O céu e a terra passarão, mas as m inhas palavras não hão de passar’ (Mt 24.35). A promessa divina de que a terra permanece para sempre significa que sempre haverá uma terra, mas não necessariamente a mesma. A palavra profética também anuncia um novo céu e uma nova terra. Quando for instalado 0 juízo do Grande Trono Branco, o céu e terra deixarão de existir: ‘E vi um grande trono branco e 0 que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles’ (Ap 20.11). Trata-se de uma fase preparatória para 0 estabeleci mento do novo céu e da nova terra. A terra contaminada pelo pecado não resistirá ao esplendor da presença de Deus; o universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquEle que está assentado sobre o trono. E o fato de a morte e 0 Inferno serem lançados no Lago de Fogo indica que, no novo céu e na nova terra, não haverá morte nem condenação” (Declaração de Fé das Assembléias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.199,200). ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 3 Tudo isso será possível porque haverá também uma transformação no mundo físico, de modo que ele será inteiramente transformado e liberto da corrupção, como Paulo esclareceu a respeito da redenção do mundo material (Rm 8.21). 3. O Céu como repouso eterno. A expressão “ repouso” nada tem a ver com tédio, pois no Céu haverá cons tante atividades: adoração (Ap 19.1-8); serviço (Ap 22.3); ilimitada aprendi zagem (l Co 13.12). Trata-se de uma dimensão completamente distinta do que conhecemos atualmente. Por isso, quando afirmamos que o Céu será um lugar de repouso ou de descanso é pelo fato de que 0 crente descansará de suas fatigas, cansaço e exaustão presentes hoje (Ap 14.13); estaremos plenamente satisfeitos em comunhão uns com os outros e com o nosso Senhor (Mt 8.11; Ap 19-9). Esse lugar de repouso é 0 fim de nossa jornada cristã, é a experi mentação da morada dos redimidos. Portanto, toda nossa vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna do Céu como verdadeira esperança (Cl 3.2). SINOPSE III O Céu é o lu g a r de rep o u so do cristão e o fim de nossa carreira espiritual. CONCLUSÃO Para se viver a esperança celestial é preciso nascer de novo, viver em Cristo e transform ar a mente. É preciso ter uma nova natureza (Jo 3.12). Sem isso, é impossível crer nas coisas espirituais, pois estas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14). Portanto, prossigam os a nossa jornada para o Céu de glória, 0 alvo de todo salvo em Cristo, conform e as regras divinas estabelecidas na Palavra de Deus (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8). R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. Dos três locais aplicados à palavra Céu, qual o mais importante para o cristão de acordo com a lição? Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o terceiro, a morada de Deus. 2. O que 0 apóstolo mostra com a expressão a “ nossa pátria está nos céus”? Ao mencionar essa expressão, o apóstolo mostra que temos uma cidadania celestial (Ef 2.19). 3. Segundo a lição, como 0 apóstolo João descreve a nova Jerusalém? O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como 0 lugar de redimidos que habitam a gloriosa Cidade. 4. Cite uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no Céu. Uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no céu é a de que Deus enxugará de nossosolhos todas as lágrimas. 5. De acordo com a lição, como a nossa vida cristã atual deve ser vivida? A vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna do Céu como verdadeira esperança (Cl 3.2). 2 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação L E IT U R A S P A R A A P R O FU N D A R ROBERTJ. MORGAN os 50 ACONTECIMENTOS FINAIS NA HISTORIADA HUMANIDADE kttma jatocstftou Óasfilfarj Os 50 Acontecimentos Finais na História da Humanidade Apocalipse são as palavras finais da Bíblia sobre os últimos dias do mundo. A chave é entender sua sequência simples dos cinquenta eventos finais da história mundial. Estudos sobre o Apocalipse Em busca de respostas às questões escritas no livro de Apocalipse, nesta obra você encontrará uma solene advertência a todos os cristãos que se preocupam em preparar-se para o breve retorno de Cristo. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 5 \ r TEXTO AUREO “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.>> (Cl 4.5) VERDADE PRATICA A jornada para Céu deve ser feita com prudência e sabedoria num contexto de oposição a nossa maneira de viver. L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Jo 13.15 Quinta - Pv 9.9,10 0 Senhor Jesus como nosso modelo A necessidade da prudência na de vida caminhada Terça - Jo 4 34; 6.38; 17.4 Sexta - Ef 2.2,3 Fazendo a vontade do Pai na Não podemos trilhar 0 caminho caminhada dos néscios na jornada Quarta - 1 Co 9.24-27 Sábado - Cl 4.5 A jornada espiritual semelhante à Remindo 0 tempo ao longo da de um atleta caminhada L __________________________________ 2 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITU RA BÍBLICA EM CLASSE Efésios 5.15-17 15 - Portanto, vede prudentemente como 17 - Pelo que não sejais insensatos, mas andais, não como néscios, mas como sábios, entendei qual seja a vontade do Senhor. 16 - remindo 0 tempo, porquanto os dias são maus. F Í J Hinos Sugeridos: 28 ,126 , 378 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Nesta lição, trataremos sobre a conduta cristã neste mundo enquanto aguardamos 0 grande Dia da Redenção. Para essa jornada, nosso Senhor deixou orientações contundentes e necessárias a fim de que os seus discípulos não perdessem 0 ânimo, mas suportassem as aflições deste mundo (Jo 16.33). Na sequência, veremos também que 0 andar do crente deve ser prudente e com sabedoria, principalmente para com os que estão de fora. Por fim, a lição aponta que os dias são maus e, por isso, 0 crente deve ter um modo de vida vigilante. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Apontar o padrão de conduta cristã descrito na Palavra de Deus; II) Explicar que a caminhada cristã deve ser conduzida com prudência e sabedoria; III) Advertir qual deve ser o comportamento do crente frente aos dias maus. B) Motivação: O maior desafio da vida cristã consiste em viver neste mundo de modo santo, justo e agra dável a Deus. Para tanto, a Bíblia exorta quanto ao preparo espiritual do crente para lidar com os dias maus que não são poucos. Comente sobre esse preparo espiritual e pergunte aos seus alunos o que o crente deve fazer para se preparar para lidar com as adversidades. C) Sugestão de Método: O segundo tópico da lição destaca a orientação do apóstolo Paulo a não andarmos como néscios, mas sim como sábios durante o tempo da nossa peregrinação por este mundo. A partir dessa reflexão, desenhe duas colunas, na lousa, uma denominada de Néscios e a outra, de Sábios; e pergunte aos alunos quais são os comportamentos observados nos néscios e nos sábios. Escreva as inform ações em cada coluna re s pectivamente e reforce que viver de modo sábio é ser semelhante a Jesus. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: O apóstolo Paulo destaca na Carta aos Romanos que não se envergonha do Evangelho de Cristo, pois é 0 poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16 ). Logo, praticar o Evangelho significa ter uma vida transformada de modo que a conduta da pessoa convertida é ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 7 parecida com a de Cristo. Isso significa que viver o Evangelho não se resume a conhecer as Escrituras Sagradas, e sim a adotar seus valores e princípios como estilo de vida. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97 , P- 39 , você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou (1 Jo 2.6)” , localizado depois do primeiro tópico, denota 0 estilo de vida a partir do exemplo de vida de Cristo; 2) O texto “ Compreender a vontade do Senhor” , ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito de discernimento da vontade de Deus e que isso resulta em uma vida sábia e prudente. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Na jornada da vida cristã 0 Pai Ce lestial estabelece o padrão de conduta para a vida eterna. Ele sinaliza como devemos agir ao longo desse ca minho para o Céu. Por isso, como evidência do seu amor e cuidado, preparando tudo para que trilhem os bem 0 caminho da verdade, 0 Pai nos corrige em nossa jornada cristã . Por isso, nesta lição , estud arem os a respeito de como devem os nos conduzir pelo caminho que nos leva ao Céu. 1 - O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ 1. Je su s com o n o sso pad rão de conduta. Antes de analisarmos 0 texto bíblico de Efésios 5, cabe-nos refletir a respeito de um padrão geral de con duta para fazer a vontade do Pai nesta caminhada cristã. Há um padrão que 0 Senhor Jesus espera de seus discípulos para fazer a vontade de Deus nesta vida? A palavra “padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido. O Senhor Jesus ensinou o se guinte: “ Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13-15)- Ora, esse texto expressa que Ele é o nosso modelo de conduta, 0 nosso padrão de vida. Sim, há um padrão de conduta que tem como base o nosso Senhor e quem deseja fazer a vontade de Deus neste mundo deve olhar para Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2). 2. Fazendo a vontade de Deus. Como Filho de Deus, Jesus procurou agradar ao Pai na jornada desta vida, fazendo sempre a sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4). Não por acaso, nosso Senhor nos incentivou a buscar a vontade do Pai na oração que Ele ensinou aos discí 2 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 pulos, o “ Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 26.39,42). Aos olhos humanos, parece muito difícil andar no padrão divino de Cristo. Entretanto, isso é possível quando buscam os o auxílio do alto, conforme oração ensinada por Ele (Mt 6.9-13). Logo, 0 cristão que deseja ir para o céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o caminho do egoísmo, do orgulho e da vaidade; procurando se aproxim ar e praticar a “ Lei de Ouro” ensinada pelo nosso Senhor: “ tudo 0 que vós quereis que os homens vos façam fazei-lho também vós” (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10). 3. Uma vida cristã bem -sucedida. A respeito da vida cristã, o apóstolo Paulo disse que estamos numa “ com petição espiritual” e, por isso, devemos procurar o cam inho certo para nos acharmos qualificados (1 Co 9.24-27). Dessa forma, 0 cristão possui um pa drão que o levará a uma vida espiritual bem-sucedida. Sabemos que pessoas bem-sucedidas procuram espelhar-se em outras pessoas ilustres, equilibradas e resilientes (cf. 1 Co 11.1). Ora, em Cris to Jesus temos esse padrão e modelo. Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre até a morte, de modo que o apóstoloPaulo escreveu sobre o nosso Senhor, exortando que 0 imitássemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5; cf. Mt 11.29). SINOPSE I Jesus é 0 nosso modelo de condu ta, o nosso padrão de vida. [...] O cristão que deseja ir para o Céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o cam inho do egoísm o, do orgulho e da vaidade.” vv AUXÍLIO HISTÓRICO- -CU LTU R AL Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou (1 Jo 2.6). “Andar é periepatesen, uma pala vra frequentemente usada como uma imagem do ‘modo de vida’ . Quem mantiver um íntimo relacionamento com Jesus Cristo irá dem onstrar a realidade desse relacionamento vivendo uma vida cristã. Os tempos dos verbos deixam claro que João está falando a respeito de estilo de vida. O que se está afirmando não é que essa pessoa está salva, mas que ela está vivendo em comunhão com 0 Senhor — que ela ‘está nEle’ . A prova desta reivindicação — não a prova da reivindicação de ser salva — é que essa pessoa mantém um modo de vida cristão. [...] João deixa claro que os princípios que movem o mundo estão em conflito direto com Deus e com tudo 0 que Ele representa. Desta forma, ninguém que esteja envolvido pela perspectiva que 0 mundo tem na vida irá fazer a vontade de Deus, nem desfrutar das bênçãos eternas conhecidas por aqueles que vivem ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 9 Prudência [...] é um a razão prática que nos perm ite discernir entre as escolhas m ais adequadadas para fazer o b em .” vv eternamente” (RICHARDS, Lawrence 0 . Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp. 535,36). II - FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA 1 .0 que é prudência? Podemos dividir 0 capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a caminhada do cristão em amor (Ef 5.1-14); 2) uma caminhada sábia (Ef 5.15-17); 3) uma trajetória cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-33). Aqui, nos deteremos na segunda parte. Em Efésios 5, 0 apóstolo Paulo ensina a respeito da caminhada do cristão neste mundo. Neste capítu lo, a palavra “ prudência” se destaca. De acordo com o Antigo Testamento, a palavra “ prudência” tem conotação de compreensão, discernim ento (Pv 9.9). Em provérbios 9.10, quando se diz que o justo “ crescerá em prudência” , 0 termo traz a ideia de ensino, instrução e capacidade para ensinar. No Novo Testamento, a palavra remete a algo que Deus derramou sobre nós, ou seja, “ toda a prudência” , entendimento, co nhecimento e amor à vontade de Deus (Ef 1.8). Então, podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17). 2. Não andeis como néscios! Apóstolo Paulo diz que não devemos andar como néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo asophos, traz a ideia de alguém insensato, tolo, ignorante e embotado (Lc 24.25); mas como “ sábios” , ou seja, diligente, cuida doso e sábio, cheio do Espírito Santo para fazer a vontade do Senhor. Ser néscio reflete uma vida de ignorância espiritual, ausência de sabedoria e desprovida de luz divina; significa estar imerso numa jornada de pecado (Ef 2.2,3). Por isso, o apelo do apóstolo Paulo para 0 crente é: “vede prudentemente como andais”. Em outras palavras: seja prudente. 0 apóstolo deixa claro que os que vivem na carnalidade jamais agradarão a Deus (Rm 8.8). 3. Andeis como sábios! 0 adjetivo que Paulo usa para qualificar quem caminha para 0 céu é “ sábio” , do grego sophós, uma pessoa hábil, perita. Esse adjetivo descreve em essência a vida do cristão dirigida pelo Espírito Santo. Ora, os que andam no Espírito, caminham na luz, na santidade e tem sabedoria (Ef 1.8; Cl 4.5). Por meio da luz divina, que habita o crente, seu andar é com discernimento, a sabedoria realmente o faz distinguir entre o que deve ou não fazer. Há um compromisso de jamais voltar a conduta antiga do mundo. Contudo, é relevante compreender que essa sabedoria não é humana, não surge de cursos acadêmicos; ela é espiritual, vem de cima. Por meio dessa sabedoria, andamos em santidade (Hb 12.14) e nos tornamos semelhantes a Jesus (1 Jo 3.2; Gl 3.26). 3 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 A sabedoria no crente o faz discer nir entre o que deve ou não fazer. SINOPSE II AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO Compreender a vontade do Senhor “ Enquanto fazer o melhor uso das oportunidades está relacionado à diligência ou à sabedoria, compreender a vontade do Senhor está relacionado ao discernimento. A sabedoria na vida diária reside na vontade de Deus; e ao procurar discernir esta vontade, deve mos sempre distinguir entre o que está relacionado ao geral e ao particular. O primeiro é encontrado nas Escrituras, por exemplo, Deus não quer ‘que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se’ (2 Pe 3.9). Esse seu desejo particular pela vida de cada pessoa poder ser conhecido através dos princípios das Escrituras, dos conselhos comunitários ou da sabedoria, da oração e da orientação que nos foram revelados pelo Espírito Santo. ‘Confia no Senhor de todo 0 teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas’ (Pv 3.5, 6). Quando toda nossa vida está relacionada à vontade de Deus, em suas dimensões geral e particular, então estaremos vivendo de forma prudente e sábia” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Romanos—Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 450, 451). A perspectiva da im inente volta do nosso Senhor faz com que não percam os tem po com coisas b an ais.” vv III - VENCENDO OS DIAS MAUS 1. Remindo o tempo. O versículo 16 de Efésios 5 apresenta o verbo remir como tradução do grego exagorázõ. Ele possui dois sentidos: 1) redimir, resgatar do poder de outro pelo paga mento de um preço; 2) comprar para uso próprio. Então, podemos dizer que remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores que esperavam 0 momento certo para comprar de acordo com o melhor preço oferecido pelo mercado. Com a expressão “ remindo 0 tempo” , 0 apóstolo Paulo se refere ao cristão que se conduz de maneira proveitosa e sábia no contexto deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.5). 2. Rem indo o tem po e a Volta do Senhor. Quando se falava a respeito de rem ir o tempo entre os cristãos primitivos, estes tinham em mente a iminência da segunda vinda do Senhor Jesus, ou seja, esse esperado aconte cimento poderia acontecer a qualquer mom ento (1 Co 15 .51). Por isso , os cristãos eram incentivados a procurar sabiamente aproveitar todas as opor tunidades, em especial, no sentido de se prepararem espiritualm ente para aquele dia. Assim , a perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 1 que não percamos tempo com coisas banais; antes, nos exorta a viver de maneira sábia, santa e piedosa, pois o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento (1 Ts 4.15). 3. Os dias são maus. Outra expressão que chama atenção é “os dias são maus” (Ef 5.16). Ela revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar 0 nosso tempo e nos levar a prática do mal. Não podemos nos conformar com essa possibilidade, não podemos ser insensatos a tal ponto, mas entender “ qual seja a vontade de Deus” (Ef 5.17). Desse modo, a vontade de Deus tem a ver com, como cristãos, aproveitarmos 0 tempo para fortalecer nossa vida espiritual, praticar o bem para com os outros, ler a Bíblia, orar, se consagrar e congregar (Gl 6.10; Hb 10.25). O crente deve fo rta lecer a sua vida esp iritu a l para lid ar com as adversidades dos dias maus. SINOPSE III CONCLUSÃO Em nossa caminhada para as man sões celestiais precisam osseguir 0 padrão divino, isto é, as normas deter minadas pelo Pai, que estão inseridas em sua Palavra (2 Tm 3.16). É preciso viver sábia e prudentemente, aprovei tando bem as oportunidades de fazer o bem, e não deixarm o-nos dominar pelos dias maus, na certeza de que a Vinda do Senhor se aproxima e, isso, nos incentiva de maneira santa (Hb 12.14). REVISANDO O CONTEÚDO 1. O que a palavra “ padrão” expressa? A palavra “ padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido. 2. Como 0 capítulo 5 da Carta aos Efésios pode ser dividido? Podemos dividir capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a caminhada do cristão em amor (Ef 5-1- 14); 2) uma caminhada sábia (Ef 5-15- 17); 3) uma caminhada cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-33). 3. De acordo com a lição, conceitue as palavras “ prudência” e “ néscio” . Podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17). 4. Explique a expressão “ remir” . Remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores que esperavam 0 momento certo para comprar de acordo com 0 melhor preço oferecido pelo mercado. 5. O que a expressão “os dias são maus” revela? Essa expressão revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar o nosso tempo e nos levar a prática do mal. 3 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÃO 5 5 de Maio de 2024 OS INIMIGOS DO CRISTÃO \ TEXTO ÁUREO “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglorias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.,> (Gl 5 25,26) V__________ ç VERDADE PRÁTICA Na jornada da fé há inimigos que tentam nos atrapalhar: 0 Diabo, a Carne e 0 Mundo; mas em Cristo somos mais que vencedores. __________ J LEITURA DIÁRIA Segunda - Mt 13.39; Lc 11.18 Quinta - 1 Jo 2.16 A realidade bíblica do Inimigo de Concupiscência da carne, dos olhos nossas almas e soberba da vida Terça - Mt 4 .1-12 Sexta - Jo 12.31; 15.18 Como tentador, 0 Diabo atua para 0 mundo como sistema que desestabilizar 0 crente procurar oprimir 0 crente Quarta - Gl 5.19; 6.8 Sábado - Tg 5.7 A realidade bíblica da Carne como É preciso sujeitar-se a Deus e inimiga da jornada resistir 0 Diabo L __________________________________ ____________________________________ A ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 3 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Romanos 6.11-14; i João 2.15-17 Romanos 6 11 - Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas v i vos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. 12 - Não reine, portanto, 0 pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 13 - nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 14 - Porque 0 pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. íjo ã o 2 15 - Não ameis 0 mundo, nem 0 que no mundo há. Se alguém ama 0 mundo, 0 amor do Pai não está nele. 16 - Porque tudo 0 que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17 - E 0 mundo passa, e a sua concupis cência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Hinos Sugeridos: 4, 33, 581 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO A Palavra de Deus identifica três grandes inimigos que se colocam dian te de nós ao longo de nossa carreira cristã: 0 Diabo, a Carne e 0 Mundo. Por isso, nesta lição, estudaremos cada um desses inimigos, 0 conceito bíblico de cada um deles, e como, do ponto de vista doutrinário, a Bíblia nos orienta a lidar com esses inimi gos. Diante de nossa jornada para 0 Céu, nos deparamos com esses três inimigos. Dessa forma, devemos estar biblicamente instruídos e, espiritual mente preparados, para enfrentá-los ao longo da caminhada com Cristo. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Identificar 0 primeiro inimigo do Cristão: o Diabo; II) Explicar 0 conceito bíblico da pa lavra “ carne” ; III) Apresentar 0 termo “ mundo” , enfatizando os três níveis de vícios infames de acordo com a lição. B) M otivação: Temos inim igos que nos atacam de maneira externa: O Diabo e o Mundo; e um inimigo que nos afronta do ponto de vista interno: a Carne. Ambos os inimigos constituem uma oposição que nos enfrenta tanto do ponto de vista externo quanto do interno. Quantas ciladas o Inimigo já armou para nós? Quantas armadilhas o sistema do mundo planeja para nos afrontar? Quantas tentações por meio de pensamentos, sentimentos e vontade estão a todo tempo nos confrontando? C) Sugestão de Método: Após fazer uma pequena revisão da aula anterior, inicie a aula de hoje perguntando se 0 crente tem inimigo. Dê oportunidade para cada aluno(a) falar livremente a 3 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 respeito da pergunta colocada para ele(a). Controle bem o tempo para que a aula não seja prejudicada. Cin co minutos são suficientes para essa atividade. Em seguida, introduza o assunto lição, dizendo que a Palavra de Deus nos mostra que o crente não tem as pessoas como inimigas, mas sim os principados, potestades, prín cipes das trevas e hostes espirituais da maldade que procuram induzir pessoas ao pecado e a rebelar-se contra Deus. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: Nossos alunos pre cisam sair desta aula com plena consciência de que temos inimigos perigosos que têm como propósito de nos rem over do caminho para o Céu. Uma vez fortalecidos pelo Espírito Santo, tenhamos perseve rança para superá-los ao longo da nossa carreira. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e sub sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Demônios” , localizado depois do primeiro tópico, destaca iden tidade dos demônios para aprofundar 0 tópico; 2) O texto “Os Atos da Natureza Pecaminosa e 0 Fruto do Espírito” , ao final do segundo tópico, expande a reflexão a respeito da “ carne” como 0 segundo inimigo do cristão. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Na jornada da vida cristã nos depa ramos com perigos que ameaçam a trajetória do nosso caminho a para o céu. Nela, encontrare- /jLI mos três inimigos que bus- cam nos atrapalhar: 0 Diabo, a carne e 0 mundo. O Diabo e mundo estão do lado externo de nossa trajetória; a carne, porém, está do lado de dentro: é a nossa natureza pecaminosa. Por isso, nesta lição, estudaremos esses três inimigos da Jornada da Vida Cristã. I - O PRIMEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O DIABO 1. O Diabo é real. A existência do Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia. No Antigo Testamento, as ações de Satanás são descritas em Gênesis, 1 Crônicas, ^ Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias. O Novo Testamento Palavra-Chave Inimigos mostra a atuação do Diabo por cerca de 25 vezes das 29 passagens dos Evangelhos em que Jesus 0 menciona. Em seu m inistério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 1339; Lc 11.18). 2. A descrição de Satanás. As Escri turas Sagradas descrevem Satanás como um ser espiritual que pertencia a uma ordem angelical dos querubins, sendo o m ais exaltado deles (Ez 28.12,14). Em Judas 9, por ele pertencer a uma ordem elevada, está registrado que o Arcanjo Miguel contendeu com Satanás ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 5 vv A existênciado Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia.” a respeito do corpo de Moisés, mas não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele. De fato, Satanás é o chefe dos anjos caídos. Ele possui poder, porém, suas ações estão limitadas, mas é visto como o deus deste século, o príncipe da potestade do ar (2 Co 4.4; Ef 2.2). Também podemos afirmar que Satanás é um ser que possui personalidade, ou seja, ele tem inteligência (2 Co 11.3), raiva (Ap 12.17), desejos (Lc 22.31) e vontade própria (Is 14.13,14; 2 Tm 2.26). Nosso Senhor considerava Satanás como uma pessoa e, por isso, usou pronomes pessoais para se referir a ele (Mt 4.1-12; cf. Jó 1.6-12; 2.1-4). 3. A identidade do Inimigo. Podemos conhecer 0 Inimigo por meio dos no mes que a Bíblia usa para descrevê-lo: Serpente, refere-se a sua sagacidade e astúcia (Gn 3.1; Ap 12.9); Satanás, mencionado 52 vezes, adversário ou opositor (Zc 3.1; Mt 4.10; Ap 20.2); Dia bo, aparece 35 vezes, acusador (Mt 4.1; Ef 4.27); Maligno, revela o seu caráter (1 Jo 5.18,19); Dragão Vermelho, revela sua ferocidade (Ap 12.3,7,9,10); Tentador, ação tentadora no campo da mentira e da imoralidade (At 5.3; 1 Co 7.5); Enga nador (Ap 12.9; 20.2,3); Belzebu, chefe dos demônios (Lc 11.15); Belial, pessoa má, sem valor (Jz 19.22; 1 Sm 30.22; 2 Co 6.15). Esses nomes revelam uma natureza cruel, perversa e destruidora do nosso Inimigo. 0 primeiro inimigo do cristão, o Diabo, é descrito na Bíblia como um ser real. SINOPSE I AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO “ DEMÔNIOS. [...] Os demônios são seres que têm personalidade e inteligência. Como membros do reino de Satanás (veja Mt 12.26), eles fazem parte de um império maligno alta- mente organizado, que tem autoridade sobre ‘as potestades do ar’ (Ef 2.2). Como agentes da promulgação dos propósitos de Satanás, os demônios são inim igos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45). Os espíritos demoníacos são completamente ma lignos, mal-intencionados, e estão sob a autoridade de Satanás (veja Mt 4.10, nota). A fim de vencer os esquemas e as tentações de Satanás e suas forças demoníacas, os cristãos devem travar uma contínua guerra espiritual contra eles (veja Ef 6.12, nota). [...] Os demônios podem causar enfermidades e doenças físicas ao corpo humano (Mt 9 .32-33; 12.22; 17 .14 -18 ; Mc 9 .20-22; Lc 13 .11,16), embora não possa ser afirmado, de maneira nenhuma, que toda doen ça e enfermidade sejam resultado de espíritos malignos (Mt 4.24; Lc 5.12-13” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1707). 3 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 II - O SEGUNDO INIMIGO DO CRISTÃO: A CARNE 1. Conceito bíblico de carne. Há qua tro definições para a palavra “ carne” na Bíblia: 1) o tecido muscular do corpo humano e dos animais (Gn 2.21); 2) o corpo humano inteiro (Êx 4.7); 3) 0 ser humano segundo a sua fragilidade e mortalidade (SI 78.39); 4) a natureza hu mana pecaminosa (G1 5.19; 6.8). Dentre muitas perspectivas da palavra carne na Bíblia, a expressão “ concupiscência da carne” tem grande relevância (1 Jo 2.16). Quando o apóstolo João usa esse termo, ele se refere à satisfação carnal em todas as suas dimensões: glutona- rias, sensualidade, bebedeira, relações sexuais ilícitas. A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que a busca pelo prazer individual dita a tendência. É o egoísmo em grau elevado. 2. A Carne no Novo Testam ento. Na perspectiva do Novo Testamento, o termo grego sárx, isto é, “ carne” , é uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo. Em suas cartas, o apóstolo Paulo evidencia o que uma natureza dominada pela carne pode produzir (G1 5.19-21; Cl 3 5,9). A carne opõe-se a Deus e aos seus propósitos, pois ela tenciona caminhar de modo independente do Altíssimo; seu desejo e vontade estão fora dos planos divinos, ela faz com que o ser humano aja como se fosse 0 próprio Deus. 3. A perspectiva doutrinária da pala vra carne. Doutrinariamente, a “carne” é a natureza humana depois da queda de Adão. Como vimos, a expressão “carne” pode ser usada para se referir ao corpo humano (1 Co 15.39), mas também à natureza pecaminosa (Rm 8.6). Nesse sentido, embora uma mesma palavra possa trazer sentidos diferentes, não há razão de confundir-se entre “ carne” como corpo e “ carne” como natureza pecaminosa, pois 0 que é produzido pela AM PLIANDO O CONHECIMENTO “ Como é que Deus, como 0 Senhor so berano, permitiría a existência de tamanha oposição? [...] Na estratégia da redenção, a tolerância divina quanto à oposição satânica é só provisória; não faz parte do processo da redenção da humanidade. Pelo contrário: a vontade de Deus é que todos triunfemos sobre a oposição satânica. Deus não está secreta mente por trás das obras de Satanás, embora possa obrigar tais obras a concorrerem para a redenção do homem. Mas não há nada em comum entre Satanás e Deus.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, editado pela CPAD, pp.208-10. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 7 natureza pecaminosa, logo, é reconhe cido; como por exemplo: a idolatria é uma obra da carne,ou seja, da natureza humana pecaminosa (G1 5.20). SINOPSE II O segundo in im igo do cristão, a Carne, pode se referir ao corpo, mas também a natureza humana caída. AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO “ Os Atos da Natureza Pecaminosa e o Fruto do Espírito Não há passagem na Bíblia que mostre um contraste mais claro entre o modo de vida dos crentes cheios do Espírito Santo (isto é, aqueles que têm o Espírito de Deus vivendo neles, Jo 3.5; Rm 8.9; l Co 6.19; 2 Co 1.22; l Jo 4.13) e 0 das pessoas ainda controladas pela sua natureza, que Gl 5 .16-26 . Paulo comenta as diferenças gerais dos modos de vida, enfatizando que 0 Espírito de Deus está em guerra contra a natureza humana pecadora. Paulo também incluía uma lista específica tanto dos atos da natureza pecaminosa (isto é, rebelde e desafiadora a Deus), como os frutos (isto é, os traços de caráter, os efeitos) do Espírito. A ‘natureza pecam inosa’ , ou a ‘carne’ (gr. sarx), indica a natureza humana com os seus desejos corruptos e a sua tendência de desafiar a Deus e seguir 0 seu próprio caminho. [...] Os que seguem as tendências e os com portamentos da natureza pecaminosa não podem fazer parte do reino de Deus (Gl 5.21). Por esse motivo, é preciso resistir a esta natureza pecaminosa e matá-la, espiritualmente, por meio de uma contínua batalha espiritual que os cristãos devem travar e vencer pelo poder do Espírito Santo [...]” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2166). III - O TERCEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O MUNDO 1. Perspectivas bíblicas da palavra “ mundo”. Há cinco conotações bíblicas para a palavra mundo: 1) a terra (Sl 24.1); 2) o conjunto das nações conhecidas (1 Rs 10.23); 3) a raça humana (Sl 9-8; Jo 3.16); 4) 0 universo (Rm 1.20); 5) os que se opõem a Deus. Esses têm o Diabo como chefe e vivem na impiedade (Jo 12.31; 15.18). De modo geral, a Bíblia usa a palavra “ mundo” para descrever duas grandes realidades: a) o plane ta Terra em que habitamos (Sl 19.4); b) as pessoas que vivem de maneira independentes de Deus. A passagem de 1 João 2.15, quando diz para “ não amarmos o mundo”, a ideia é a de uma sociedade separada de Cristo e que se manifesta contrariamente a Deus, pois está dominada pelos vícios mais infa mes, e cujas ações não condizem com a vontade de Deus. Na epístola, esses vícios são classificados em três níveis: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida. 2. Três níveis de vícios infames. As concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida são níveis de vícios infam es que todo cristão encontrará diante de sua jornada: a) A concupiscênciada carne. A con cupiscência da carne tem a ver com a natureza hum ana completamente dominada pelo pecado, corrompida, decaída, todo ato do corpo para fins maléficos e imorais. 3 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 b) A concupiscência dos olhos. A concu- piscência dos olhos tem a ver com tudo o que envolve a mente e a imaginação. Ela cria o desejo pelas coisas pecami nosas oferecidas pela mídia, música, filmes, literatura, a arte para ceder aos desejos carnais. c) A soberba da vida. Esse nível de vício expressa a autoglorificação do homem no pecado, denotando seu egoísmo, vangloria e ateísmo. É o homem da atualidade desprezando o Criador em oposição deliberada. 3. Vencendo o mundo. Há um sis tema carnal que age sob o controle do M aligno, que busca nos remover do caminho que leva ao céu por meio de ideologias anticristãs, estilos de vidas que não glorificam a Deus e form as contrárias aos valores do Evangelho. Para vencer essas investidas é preciso ter uma vida cheia do Espírito (Ef 5.18). É preciso também viver plenamente em Cristo Jesus, fazendo a vontade de Deus (Mt 7.21). Sendo assim, precisamos nos sujeitar a Ele, resistir ao Diabo, pois temos a sublime promessa: “ ele fugirá de vós” (Tg 5.7). SINOPSE III O terceiro in im igo do cristão, o Mundo, apresenta três níveis de vícios infames: a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida. CONCLUSÃO O apóstolo Pedro nos adverte a res peito do plano do Inimigo em nos tragar (1 Pe 5.8) com o objetivo de destruir a obra realizada por Cristo em nossas vidas. Ele quer enfraquecer a nossa ca minhada rumo aos céus. A ação diabólica é feita mediante aos ataques do Inimigo. Então, para não ceder aos seus ardis, precisamos viver constantemente sob a presença do Espírito Santo, preparados e fortalecidos em Deus (Gl 5.16; Ef 6.10). R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. O que o Senhor Jesus atestou em seu ministério? Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 13.39; Lc 11.18). 2. Cite ao menos três nomes em que podemos conhecer 0 Inimigo na Bíblia. Serpente, adversário e Maligno. 3. O que a expressão “ concupiscência da carne” revela? A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que a busca pelo prazer individual dita a tendência. É 0 egoísmo em grau elevado. 4. Qual a perspectiva do Novo Testamento em relação a palavra grega sárx, ou seja, carne? Na perspectiva do Novo Testamento, 0 termo grego sárx, isto é, “ carne” , é uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo. 5. De acordo com a lição, quais são os três níveis de vícios infames? A concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 9 12 de Maio de 2024 Bíblia AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS TEXTO ÁUREO “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.” (2 Co 10.4) \ _________________________ r ~ VERDADE PRÁTICA Diante da batalha espiritual, temos poderosas armas espirituais a nossa disposição: a Palavra de Deus, a Oração e 0 Jejum. L E IT U R A D IA R IA Segunda - Ef 6.1,2 As armas do crente são espirituais e devem ser usadas na jornada Terça - l Pe 5 8 O Inimigo apresenta diversas estratégias contra nós Quarta - Mt 4.4; 1 Pe 2.2 A Palavra de Deus, uma poderosa arma espiritual Quinta - SI 55.17; Ef 6.18 A Oração, uma arma espiritual indispensável Sexta - Mt 4.1-4 ; At 13.2,3 O Jejum, um instrumento espiritual indispensável na caminhada Sábado - 2 Tm 3.16; Jo 17.9,20-22; At 14.23 Estudando a Palavra, orando e jejuando 4 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Lucas 4.1-4,16-20 Lucas 4 l - E Jesus, cheio do Espírito Santo, vol tou do Jordão efo i levado pelo Espírito ao deserto. 2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. 3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se trans forme em pão. 4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá 0 homem, mas de toda palavra de Deus. 16 - E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, se gundo 0 seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. 17 - E fo i-lh e dado 0 livro do profeta Isaías; e, quando abriu 0 livro, achou 0 lugar em que estava escrito: 18 - 0 Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebran- tados do coração, 19 - a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os opri midos, a anunciar 0 ano aceitável do Senhor. 20 - E, cerrando 0 livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Hinos Sugeridos: 212, 225, 305 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Travam os uma grande Batalha Espiritual. Essa batalha não é contra pessoas, mas contra principados e po- testades no mundo espiritual. Por isso, nossas armas não podem ser humanas nem carnais. Na Batalha Espiritual lutamos com armas espirituais. Por isso, nesta lição estudaremos sobre a realidade dessa batalha, mostraremos a três grandes armas espirituais que 0 crente tem a sua disposição e 0 maior modelo que temos em Jesus no uso dessas “ armas celestiais” . 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Enfatizar 0 sentido que as arm as do crente recebem nas Escrituras; II) Esclarecer a respeito das três principais armas espirituais do crente; III) M ostrar Jesus Cristo como 0 nosso m aior m odelo de quem usou as arm as espirituais. B) Motivação: A Batalha Espiri tual é real. Por isso, para lutarmos essa batalha, devemos usar as armas espirituais. Nesse caso, 0 crente em Jesus vence as suas lutas com o uso da Palavra de Deus, do Jejum e da Oração. Essas são as armas legítimas de todo salvo em Cristo. Que armas você tem usado na Batalha Espiritual? C) Sugestão de Método: Inicie a exposição do segundo tópico, dizendo à classe que na história do Cristianismo três disciplinas sempre estiveram em destaque: a meditação na Palavra de ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 1 Deus, a prática da oração e a prática do jejum. Essas disciplinas sempre acompanharam o ministério pastores, evangelistas e avivalistas ao longo do tempo. Por isso, peça aos alunos que digam o que eles pensam a respeito do valor dessas disciplinas para as suas vidas. Dê um tempo para eles se expressarem e os ouça com atenção. Em seguida, enfatize que essas dis ciplinas espirituais estão presentes como prática na Bíblia e confirmadas ao longo da história. Assim, informe que o propósito de estudarmos sobre elas é para que essas disciplinas es tejam presentes em nossa vida como estavam no ministério de Jesus, da Igreja Primitiva e dos grandes líderes de nossa história. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: Conclua a lição desta semana, afirmando que precisamos meditar na Palavra de Deus, jejuar e orar. Por meio dessas disciplinas espirituais temos experiências glo riosas com Deus. Assim, nossa vida com Cristo nunca mais é a mesma. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .39, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “ Contra as astutas ciladas do Diabo” , localizado depois do primeiro tópico, destaca a batalha espiritual do crente para aprofundar o tópico; 2) O texto “ Jejuando quarenta dias” , ao final do segundo tópico, ex pande a reflexão a respeito da prática piedosa do Senhor Jesus. COMENTÁRIO INTRODUÇÃONa lição anterior, estudamos a res peito de três opositores que se mos tram como obstáculos de nossa jornada: 0 Diabo, a Carne e o Mundo. Nesta lição, enfati zaremos três armas, isto é, recursos espirituais em que todo crente precisa lançar mão diante dos obstáculos da jornada: a Palavra de Deus, a Oração e 0 Jejum. Desde o início de nosso andar com Cristo, estamos diante de uma batalha espiritual que só terá fim com o Arrebatamento da Igreja para o céu. I - AS ARMAS DO CRENTE 1. As arm as. De modo geral, po dem os c la s s ific a r as a rm as como instrum entos de ataque e de defesa. Nas E scrituras, os principais instrumentos de ataque são: espada (l Sm 17.45); vara (SI 23.4); funda ----- f (l Sm 17.40); arco e flecha (2 Rs 13.15); lança (Js 8.18); e dardo (2 Sm 18.14). Os de defesa são: escudo (Ef 6.16), capacete (lSm 17.5), couraça (l Sm 17.5) e caneleiras (l Sm 17.6). Essas arm as eram usadas pelos exércitos antigos, bem como pelo exército de 4 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 Israel, com a diferença de que este era instado a colocar a sua confiança no Senhor (SI 20.7). Entretanto, para os cristãos, “armas” aqui tem um sentido metafórico, pois nosso combate não é de corpo a corpo com outra pessoa, m as contra o m al encabeçado pelo Diabo e seus demônios, que se valem do Mundo e da Carne. 2. As estratégias do Inim igo. Não podemos desprezar 0 conhecimento a respeito da força do Inimigo de nos sas almas. O Novo Testamento revela o que o Diabo é capaz de fazer para ludibriar as pessoas: arrebatar a boa Palavra do coração (Mt 13.19); buscar altas posições com mentiras (At 5.3); usar pessoas para tra ir (Lc 22.3,4); escravizar (2 Tm 2.26); enfraquecer a fé do crente (Lc 22.32); enganar com doutrinas demoníacas (1 Tm 4.1). Não por acaso, 0 apóstolo Pedro nos alertou a respeito da sagacidade do Inimigo: “ Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). 3. O chefe de toda força do mal. O apóstolo Paulo escreve claramente que o Diabo é 0 chefe de todos os poderes das trevas que batalham contra nós (Ef 6.11; Rm 13.12). Até mesmo 0 apóstolo dos gentios foi por vezes impedido pelo Inim igo por meio de instrum entos humanos (1 Ts 2.18). Essa é uma das razões que o apóstolo cunha Satanás como o “ príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2). Destacando ainda sua força e autoridade na hierarquia do mal, o Diabo é denominado de “ o deus deste século” (2 Co 4.4). Portanto, não po demos ignorar que o Inimigo tem um reino organizado com seus servos, em issários, principados e potestades (Lc 11.17-22). SINOPSE I As arm as do crente devem ser usadas contra as estratég ias do Inim igo, o chefe de toda força do m al. AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO “ [Efésios] 6 .11 Contra as astutas ciladas do Diabo. Os cristãos estão envolvidos em um conflito espiri tual com 0 maligno. Este conflito é descrito como uma guerra de fé (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18 -19 ; 6.12) que continua até que eles passam da vida presente e entram na vida porvir (2 Tm 4 .7-8 ; veja G1 5.17, nota). Satanás é um mestre estrategista que visa nos ferir e destruir por meio de suas várias ciladas. Instigar a divisão da igreja e a descrença nas promessas de Deus está entre ‘as ciladas do diabo’ . As estratégias de Satanás incluem 0 desânimo, a tentação, a falta de perdão, 0 medo, a acusação, a atitude de agradarm os os nossos desejos pecam inosos (especialm ente em relação às coisas que repetidamente tiram 0 melhor de nós), preguiça espiritual e assim por diante. Ele fará o que for preciso para seduzir os crentes a comprometerem a sua consciência e distraí-los da devoção a Jesus. Paulo instrui os seguidores de Cristo a permanecerem firm es em sua posição contra as ciladas do diabo” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.2191-92). ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 3 vv Aliado à Palavra de Deus e à oração, a prática do jejum é uma terceira arma espiritual do crente [...]. O Jejum tem um valor glorioso para a vida do crente, pois é um ato que nos auxilia a ter mais intimidade com Deus.” I I - A S TRÊS ARMAS ESPIRITUAIS DO CRISTÃO 1. A Palavra de Deus. 0 Senhor Jesus disse que não vivemos apenas de pão, mas de toda a Palavra de Deus (Mt 4.4). Dessa maneira, 0 apóstolo Pedro acon selha que “desejemos afetuosamente” o “ leite racional” para o desenvolvimento da nossa salvação, isto é, 0 estudo perse verante da Palavra de Deus para 0 nosso crescimento espiritual (1 Pe 2.2). Uma vez nutrido e solidificado com a Palavra, estamos firmados em Deus para resistir às influências malignas, às armadilhas de Satanás e demais estratégias (Mt 7.24,25). Logo, quem se rende à Palavra de Deus experimenta a influência frutífera da verdade divina (Jo 17.17). 2. A Oração. Aliada ao estudo da Palavra, a oração é uma das mais im portantes armas espirituais que 0 crente tem ao longo de sua jornada para o Céu (SI 55.17). Prestemos atenção para a seguinte declaração: “ orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Ef 6.18). Note que o apóstolo Paulo não insere a oração como uma peça da armadura, pois na verdade, é como se ela trouxesse um ajuste ou alinham ento para a armadura toda. Nesse aspecto, essa imagem traz uma ideia de que a oração fortalece todas as esferas da nossa vida. 3 . 0 Jejum. Aliado à Palavra de Deus e à oração, a prática do jejum é uma ter ceira arma espiritual do crente durante a jornada para o Céu. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o jejum é uma prática presente. Esse ato é usado no contexto de busca de uma orientação divina (Êx 34.28; Dt 9.9; 2 Sm 12.16-23). No Novo Testamento, 0 Senhor Jesus jejuou (Mt 4.1-4) e disse que seus discípulos também o fariam (Mt 9 .14- 17; Lc 5-33- 39). A Igreja Pri mitiva observava a prática do jejum, buscando orientação divina para o envio de obreiros (At 13.2,3; 14.23). O apóstolo Paulo também jejuava por ocasião de seu ministério (2 Co 6.5; 11.27). Logo, 0 jejum tem um valor glorioso para a vida do crente, pois é um ato que nos auxilia a ter mais intimidade com Deus. SINOPSE II As três a rm as esp iritu a is que o cristão tem a sua disposição são a Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração. III - JESUS CRISTO: O NOSSO MAIOR MODELO 1. Vencendo o Diabo com a Palavra. Há dois episódios im portantes que relatam 0 destaque especial que 0 Se nhor Jesus deu à Palavra em Lucas 4. O primeiro enfatiza que o Senhor Jesus venceu 0 Tentador com a Palavra de Deus (Lc 4.4; cf. Dt 8.3). No segundo, Ele leu uma passagem do profeta Isaías na 4 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 sinagoga em Nazaré e tomou para si o cumprimento do texto lido (Lc 4.16-20; cf. Is 61.1,2). Nosso Senhor deixou claro nesses episódios que os princípios da Palavra de Deus devem estar presen tes em nossa vida na batalha contra o Maligno. Por isso, nessa contenda, o apóstolo Paulo aconselha-nos a tomar a espada do Espírito, ou seja, a Palavra de Deus, a única arma de ataque na armadura do crente (Ef 6.17), uma arma poderosa e eficaz que provém do Espírito Santo de Deus (2 Tm 3.16). 2. Vivendo em oração. O evangelis ta Lucas mostra que Jesus se retirava para os lugares desertos para orar (Lc 5.16; 6.12; 9.28). Ele orava pelos após tolos e pela Igreja (Jo 17.9,20-22), pelos seus algozes (Lc 23.34), por Simão (Lc 22.31,32), pelos que se encontravam junto ao túmulo de Lázaro (Jo 11.41,42). Ele sabia bem do valor da oração e, por isso, gastava muito tempo falando com Deus. Nesse sentido, nosso Senhor conta conosco para que nos dediquemos à prática da oração, selecionando um local reservado, horário e prioridade para buscar a Deus em súplicas (Mt 6.6). 3. Vivendo em jejum. Além de medi tar na Palavra e perseverar em oração, o Senhor Jesus jejuava (Lc 4.2). Ora,Ele também espera que o imitemos, jejuando. Infelizmente, há quem ensine que não precisamos jejuar. Exceto os que têm problemas de saúde, por isso é muito importante estarmos sob orien tação médica, todo seguidor de Cristo é estimulado pela Bíblia a jejuar. Ademais, quando aliamos 0 estudo da Palavra e a oração ao jejum, aprofundamos a nossa intimidade com Deus e nos tornamos m ais sensíveis à sua voz, conforme acontecia com a liderança e os membros da igreja antiga que jejuavam como o Senhor Jesus (At 9-9; 13-2,3). vv Nosso Senhor conta conosco para que nos dediquemos à prática da oração, selecionando um local reservado, horário e prioridade para buscar a Deus em súplicas.” SINOPSE III Jesus Cristo é o nosso m aior m odelo de quem usou estas três arm as esp irituais: a P ala vra de Deus, o Jejum e a Oração. AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO “ Jejuando quarenta dias. Depois de jejuar (isto é, passar um período sem comida a fim de dar maior atenção aos assuntos espirituais) ‘quarenta dias e quarenta noites’ , Jesus ‘teve fome’ , de forma que a primeira tentação da parte de Satanás foi simplesmente comer. Isso parece indicar que Cristo se absteve de comida, mas não de água (veja Lc 4.2). Abster-se de água por quarenta dias teria exigido um milagre. Visto que a fome é um dos impulsos humanos mais básicos e intensos, esta foi certamente uma ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 5 IV O apóstolo Paulo aconselha-nos a tomar a Espada do Espírito, ou seja, a Palavra de Deus.” legítima tentação à qual deve ter sido muito difícil resistir. No entanto, a fim de se relacionar com as nossas lutas humanas (cf. Hb 2.17; 4.15) e para vencer a tentação da mesma maneira que devemos, Jesus teve que confiar no mesmo poder que está disponível a qualquer cristão cheio do Espírito [...]. Durante o jejum de quarenta dias, é razoável presumir que Jesus estivesse se fortalecendo e se preparando através da oração e da meditação na Palavra de Deus para a obra que 0 Pai o enviou para fazer” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1607). CONCLUSÃO O nosso Inimigo é ardiloso e per verso. Por isso, não podemos ignorar suas estratégias. Contra ele, lutaremos com armas espirituais: Palavra, Oração e Jejum. Essas armas promovem cresci mento e fortalecimento para nossa vida ao longo de nossa jornada espiritual. Assim, segundo 0 modelo de vida do nosso Senhor Jesus, que fez uso dessas armas, podemos vencer as estratégias do Maligno. R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. De acordo com a lição, qual é o sentido que devemos considerar a palavra “ arma”? O sentido metafórico, pois nosso combate não é de corpo a corpo com outra pessoa, mas contra o mal encabeçado pelo Diabo e seus demônios, que se valem do Mundo e da Carne. 2. Cite ao menos três estratégias do Inimigo para ludibriar as pessoas. Arrebatar a boa Palavra do coração (Mt 13.19); buscar altas posições com mentiras (At 5.3); usar pessoas para trair (Lc 22.3,4). 3. Cite as três armas espirituais do crente. Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração. 4. O que acontece quando aliamos estudo da Palavra, Oração e Jejum? Quando aliamos 0 estudo da Palavra e a oração ao jejum, aprofundamos a nossa intimidade com Deus e nos tornamos mais sensíveis à sua voz. 5. O que a Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração promovem em nossa jornada espiritual? A Palavra de Deus, a Oração e o Jejum promovem crescimento e fortalecimento para nossa vida ao longo de nossa jornada espiritual. 4 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÃO 7 19 de Maio de 2024 i t L O PERIGO DA MURMURAÇÃO TEXTO AUREO “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor.” (1 Co 10.10) VERDADE PRATICA A prática da murmuração enfraquece a vida espiritual, acaba com a comunhão da igreja local e nos impede de desfrutar das promessas de Deus. L E IT U R A D IA R IA Segunda - Êx 16 .11 A murmuração dos israelitas nos dias de Moisés Terça - Lc 15.2; At 6.1 A murmuração nos dias de Jesus e dos apóstolos Quarta - l Ts 5.12,13; Hb 13.17 Devemos evitar a murmuração contra a liderança Quinta - Hb 4.16 Devemos chegar a Deus com confiança, não com murmuração Sexta - 1 Co 10.10 A prática da murmuração e a morte espiritual Sábado - Mt 12.25; cf. Lc 1.17-22 A murmuração traz divisão e separação ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 7 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Êxodo 16.1-7; 1 Coríntios 10.10,11 Êxodo 16 1 - E, partidos de Elim, toda a congre gação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois que saíram da terra do Egito. 2 - E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arâo no deserto. 3 - £ os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera que nós morréssemos por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até far tar! Porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão. 4 - Então, disse 0 Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e 0 povo sairá e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não. 5 - E acontecerá, ao sexto dia, que pre pararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia. 6 - Então, disse Moisés eArão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que 0 Senhor vos tirou da terra do Egito, 7 - e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ouviu as vossas murmurações contra 0 Senhor; porque quem somos nós para que murmureis contra nós? 1 Coríntios 10 10 - £ não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. 11 - Ora, tudo isso lhes sobreveio como figu ras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Hinos Sugeridos: 77, 302, 388 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Todo cristão enfrentará situações adversas que vão testar a sua fé e fazer com que venha murmurar em sua ca minhada. Entretanto, Deus abomina a murmuração e a sua prática enfraquece a nossa vida espiritual e nos impede de desfrutar das promessas de Deus. Sabemos que Deus libertou Israel da escravidão e que depois de livre, 0 povo de Deus iniciou a sua jornada rumo à Terra Prometida. O percurso escolhido pelo Senhor não foi 0 mais fácil, porém, com certeza, foi 0 melhor para os israelitas que naquela ocasião não estavam preparados para grandes pelejas. Deus é fiel e sempre cuidou com zelo do seu povo, todavia os israelitas a cada dificuldade sempre m urm uravam contra 0 Senhor. O povo de Deus pagou um preço alto por ter reclamado do Senhor: toda uma geração morreu no deserto. No Novo Testamento 0 apóstolo Paulo adverte os crentes a não seguirem o exemplo de alguns israelitas no deserto, pois estes perecerem pelo destruidor (1 Co 10.10). 4 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Explicar o sentido da palavra murmurar na Bíblia; II) Mostrar que a murmuração impediu a primeira geração de alcan çar à Terra Prometida; III) Saber que a murmuração é um pecado que nos impede de entrar na Canaã Celestial. B) Motivação: Nesta vida, preci samos ter bem claro a ideia de que enfrentaremos obstáculos e dificul dades. Jesus disse que nesse mundo teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo (Jo 16.33). O bom ânimo é resultado da fé, da certeza de que não estamos sozinhos. A nossa fé deve estar alicerçada em Deus para que quando nos encontrarmos diante dos obstáculos em nossa caminha espiritual não venhamos murmurar, reclam ar, m as term os atitudes e palavras que glorifiquem ao Senhor. C) Sugestão de Método: Sugerimos que você reproduza 0 esquema que se encontra na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, editada pela CPAD, p.11. Para ter acesso a esse esquema, você pode acessar0 site <www.escoladominical. com.br> no campo Subsídios - Adultos. Utilize-0 para mostrar que diante das dificuldades o povo de Deus sempre caia na tentação da murmuração. Que jamais venhamos seguir seu exemplo! 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A lição de hoje é uma excelente oportunidade para os alunos refletirem a respeito da murmuração e seus efeitos m aléfi cos. Mostre que, à medida que temos consciência do poder de Deus, a nossa fé aumenta e se torna um antídoto contra a m urm uração. Encerre a aula citando as Escrituras: “ E não m urmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor” (1 Co 10.10). 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .39, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: l) A orientação didática, loca lizada no primeiro tópico, destaca 0 conceito da palavra “ murmuração” ; 2) O texto ao final do segundo tó pico, expande a reflexão a respeito da murmuração dos israelitas contra o Senhor durante a travessia do deserto. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO É verdade que há ações m aléfi cas que vêm direto do Inimigo, mas também é verdade que há as que são produzidas dentro de nós como obras da carne. Uma delas é o pecado da Murmuração. Esse pecado é tão perigoso em nossa jornada que pode nos levar à queda. Ele não acontece instanta neamente, pois geralmente sucede a incredulidade. Sim, incredulidade e murmuração andam juntas. Por isso, nesta lição, estudaremos os perigos da murmuração à luz da recomendação do ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 9 http://www.escoladominical.com.br http://www.escoladominical.com.br apóstolo: “ Fazei todas as coisas sem murmurações” (Fp 2.14). I - A MURMURAÇÃO NA BÍBLIA 1 . 0 que é murmurar? As principais palavras para murmuração na Bíblia são as seguintes: do hebraico, o verbo liyn, “ resm ungar” , “ reclam ar” e “ m urm urar” (Nm 14.36); e 0 substantivo higgayown, “ meditação”, “ música solene” , “ pensamento” , “ conspiração” (Lm 3.62); do grego, o verbo goggúzõ, “ murmurar” , “ resmungar” , “queixar- -se ” , “ dizer algo contra em um tom baixo” , “ dos que confabulam secreta mente” (Jo 7.32). De acordo com essas palavras, o murmurador tem 0 espírito dominado pelo descontentamento, de sacordo, ira, queixas e oposição. Nem Deus escapa dele, pois basta lembrar do que foi feito contra Moisés e Arão (Êx 15.24; 17.3; Nm 14.27; 16.41). 2. O comportamento dos murmu- radores. De acordo com os dois testa mentos da Bíblia, 0 mal da murmuração estava no meio do povo Deus, entre os israelitas dos dias de Moisés (Êx 16.11); nos dias de Jesus Cristo com os escribas e fariseus (Lc 15.2); na igreja em Jerusa lém, no início (At 6.1). Esse mal revela um com portam ento inconveniente, um temperamento inquieto, indiretas sarcásticas. O com portam ento dos murmuradores é tão sério que chegou a ameaçar a unidade da Igreja em Atos, se não fosse 0 cuidado dos apóstolos (At 6 .1-7). Por isso, precisam os ter toda cautela com esse comportamento, pois 0 pecado da murmuração, além de enfraquecer a nossa vida espiritual, também altera negativamente a nossa saúde emocional e física. 3.0 crente murmurador. Quem se diz salvo em Cristo e tem 0 Espírito Santo em sua vida não pode naturalizar a prática da murmuração. Não é normal um crente cheio do Espírito Santo se entregar a esse pecado. Nesse sentido, estão presentes a indisciplina e o descuido com as virtudes do Espí rito (G1 5.16). Quando um crente se torna um m ur murador, ele passa a ser um instrumento do Maligno contra a obra de Cristo no mundo, permitindo ao Diabo dominá-lo e usá-lo de todas as maneiras. Assim, não é possível o crente murmurador ser alegre, bondoso e agradável por meio de sua atitude, visto que sua alma está doente, pois o corpo só será luminoso se os olhos forem bons (Mt 6.22,23). SINOPSE I M urm urar sign ifica “ resm un g a r” e “ rec lam ar” e o m urm u rador tem o espírito dom inado pelo descontentam ento, d esa cordo, ira, queixas e oposição. AUXÍLIO DIDÁTICO Professor(a), para dar início ao primeiro tópico da lição, faça a se guinte pergunta: “ O que significa m urm urar?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que mur murar significa falar mal de alguém ou algo, lam entar-se e queixar-se. 5 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 Diga que a murmuração contra Deus fez os israelitas perderem toda uma geração no deserto. Mostre que o esquecimento a respeito do que Deus já fez em nosso favor é próximo da murmuração e ingratidão. Os hebreus não agradeceram a Deus pela liber tação da escravidão egípcia e nem pela provisão recebida no deserto, mas preferiram permanecer como escravos bem alimentados e assim murmuraram contra Deus (Êx 16.7). II - MURMURAÇÃO: IMPEDI MENTO DA PRIMEIRA GERAÇÃO À TERRA PROMETIDA 1. A murmuração contra os líderes escolhidos por Deus. Deus escolheu Moisés e seu irmão, como seu auxi- liador, para libertar 0 povo de Israel da escravidão de Faraó e conduzi-lo à Terra Prometida (Êx 7.1,2). Após expe rimentar grande livramento, esse povo passou a murmurar contra a liderança de Moisés e Arão de maneira sistemática, alegando que 0 Legislador 0 conduzia para morrer em pleno deserto (Êx 16.3). Nesses relatos, percebemos que a mur muração sucede à incredulidade. Há uma ausência de fé e se passa escolher o que é mau: a prática da murmuração. Logo, não se pode esperar mais atitudes de bondade, sinceridade e verdade de quem submerge na murmuração, mas, sim de impaciência, ingratidão e desrespeito à liderança bíblica (l Ts 5.12,13; Hb 13.17). 2. A m urm uração contra Deus. O Senhor Deus respondeu às murmurações do povo, dizendo que faria cair “ pão dos céus” (Êx 16.4). Entretanto, o Senhor deixou claro que contemplou as suas “ m urm urações” , mas tratou o povo com piedade e compaixão (Êx 16.12). Ora, o Senhor Deus contempla todas as nossas ações, sabe do que precisamos e necessitamos. Por isso, diante de uma circunstância difícil, é muito melhor nos dirigirmos a Ele de maneira humilde, graciosa e amorosa do que nos ache- garmos a Ele com ingratidão, queixas e murmuração (Hb 4.16). 3. Por que é perigoso m urm urar? A Palavra de Deus diz: “ quem se en dureceu contra ele [Deus] e teve paz?” (Jó 9.4). À luz desse texto, podemos dizer que a murmuração configura um ato de impiedade extrema contra Deus. Ela se torna perigosa porque, além de revelar uma ausência de fé, lim ita a nossa capacidade de enxergar as ações de Deus em nossas vidas e no contexto em que estamos. Por conseguinte, a murmuração cega-nos diante de Deus. Não lembramos mais das grandes obras do Senhor em nossa vida. Não por acaso, 0 apóstolo Paulo reúne os episódios de murmuração dos israelitas para que os crentes da atualidade tenham cuidado e não pratiquem esse pecado a fim de não serem destruídos (1 Co 10.10,11; Rm 15.4). SINOPSE II A m u rm u ração im p ediu a p r i m e ira geração de is ra e lita s de adentrar na Terra Prom etida. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO Explique que “ a liderança é cara, porque a culpa pela adversidade recai nos líderes. Essas pessoas sabiam que Moisés era homem de Deus; por isso, ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 51 o pecado também era contra Deus. Grandes experiências com Deus não curam necessariam ente o coração mal e queixoso. A murmuração cessa apenas quando crucificamos o eu e entronizamos a Cristo (Ef 4.31,32). A única coisa que Moisés poderia fazer era clamar ao Senhor. Não há dúvida de que teria fornecido água potável em resposta à fé paciente de Israel, se tivessem permanecidofirmes. O Senhor às vezes satisfaz nossos ca prichos em detrimento da fé. Aqui, as águas se tornaram doces, quan do Moisés lançou um lenho nelas, mas a fé de Israel continuou fraca. Desconhecemos 0 método natural que explica este milagre. Deus usou esta ocasião para ensinar uma lição a Israel, dando-lhes estatutos e uma ordenação. Se as pessoas ouvissem a Deus e obedecessem inteiramente à sua palavra, elas seriam curadas de todas as enfermidades que Deus tinha posto sobre o Egito. Assim como Deus curou as águas amargas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhe as necessidades físicas e, mais importante que tudo, curando 0 povo de sua natureza cor rompida. Deus queria tirar o espírito de murmuração do meio do povo e lhe dar uma fé forte” (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p.175). III - MURMURAÇÃO: UM PECA DO QUE n o s IMPEDE DE EN TRAR NA CANAÃ CELESTIAL 1 . 0 fim dos israelitas murmurado- res. Examinando os textos de Números 14.29 e 16.41-49, percebemos que, por causa da murmuração, os israelitas daquela geração não entraram na terra da promessa, foram mortos e sepultados no deserto (Nm 14.29). A peregrinação de Israel pelo deserto nos serve de exemplo e advertência em nossa jornada para que não adotemos seu compor tamento murmurador. Devido a esse pecado, os israelitas perderam de vista os propósitos divinos e não alcançaram 0 cumprimento da promessa. 2 .0 destino dos murmuradores. À luz dos relatos do livro de Números, 0 apóstolo Paulo faz uma séria adver tência ao povo da Nova Aliança: “ E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor” (1 Co 10.10). Isso significa que um crente que vive praticando a murmuração já se encontra espiritual mente morto, perdeu a comunhão com 0 Senhor e não tem mais 0 prazer nas coisas espirituais. Logo, 0 seu destino é a morte, que, à luz do Antigo Testa mento, infelizmente, tem caráter físico e espiritual. A murmuração é um perigo ao longo da nossa trajetória cristã. 3. Os m ales da m urm uração. Há muitos males que a murmuração pode provocar. Por exemplo, na vida da igreja local a murmuração pode trazer desâni mo espiritual, contendas comunitárias, rebeldias espirituais e divisões ministe riais. Esse processo acaba com a vida de comunhão da igreja local. Além disso, 0 nosso Senhor disse que 0 reino dividido contra si mesmo é “ devastado” e não “ subsistirá” (Mt 12.25; cf. Lc 1.17-22). Há também o mal de caráter espiritual. Por exemplo, a murmuração também resulta em mentiras e calúnias, portanto, 0 Espírito Santo não habita uma vida que é dominada por esse tipo de obras carnais (Ef 4.30; G1 5.19-21). Por isso, afirmamos que quem se entrega a tal prática acaba atraindo outros pecados para a sua vida, tais como: idolatria, 5 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 rebelião, adultério, blasfêmias contra Deus. Como consequência acaba pres tando serviço ao Inimigo e estacionando no meio do trajeto celestial. SINOPSE III A m urm uração é pecado e pode nos im pedir de entrar na Canaã celestial. CONCLUSÃO Nesta lição, vimos o quanto a prática da murmuração é perigosa e destruido- ra tanto para a vida espiritual quanto para a vida comunitária na igreja local ao longo da nossa jornada cristã. Não devemos, pois, ignorar a advertência da Palavra de Deus quanto ao pecado da murmuração (Rm 15.4). Ora, a vontade de Deus é a de que participemos de suas promessas. Portanto, evitemos 0 mal da murmuração em nossas casas, igrejas e em qualquer lugar que nos relacionemos com o próximo. R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. De acordo com a lição, 0 murmurador tem 0 espírito dominado pelo quê? O murmurador tem 0 espírito dominado pelo descontentamento, desacordo, ira, queixas e oposição. 2. Por que precisamos ter cautela com o comportamento murmurador? Precisamos ter toda cautela com esse comportamento, pois o pecado da murmuração, além de enfraquecer a nossa vida espiritual, também altera negativamente a nossa saúde emocional e física. 3. Como o Senhor Deus respondeu à murmuração dos israelitas? O Senhor Deus respondeu às murmurações do povo, dizendo que faria cair “ pão dos céus” (Êx 16.4). Entretanto, 0 Senhor deixou claro que contemplou as suas “ murmurações” , mas tratou o povo com piedade e compaixão (Êx 16.12). 4. O que percebemos ao examinar os textos do livro de Números? Examinando os textos de Números 14.29 e 16 .4 1-49 , percebemos que, por causa da murmuração, os israelitas daquela geração não entraram na terra da promessa, foram mortos e sepultados no deserto (Nm 14.29). 5. O que Paulo traz à Igreja à luz do exemplo do livro de Números? À luz dos relatos do livro de Números, 0 apóstolo Paulo faz uma séria adver tência ao povo da Nova Aliança (1 Co 10.10). Isso significa que um crente que vive praticando a murmuração já se encontra espiritualmente morto, perdeu a comunhão com 0 Senhor e não tem mais o prazer nas coisas espirituais. VOCABULÁRIO Cautela: preocupação para evitar transtorno e perigo; cuidado; prudência. Naturalizar: passar a ter como próprio; adaptar-se; adotar. Imerge: o que afunda, mergulha. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 3 LIÇAO 8 26 de Maio de 2024 CONFESSANDO E ABANDONANDO O PECADO TEXTO ÁUREO ■ \ f VERDADE PRÁTICA “ O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas 0 que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Pv 28.13) Para desfrutar um caminho de restauração e reconciliação com Deus, precisamos confessar 0 pecado e abandoná-lo de uma vez por todas. L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - SI 32.5 Confessando as nossas transgressões ao Senhor Terça - Rm 3.10-12 Reconhecendo a nossa natureza pecaminosa diante de Deus Quarta - Gn 3.8,14-19 O pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva Quinta - 2 Sm 12 .1-4 , 7-9 O pecado do rei Davi, o ungido do Senhor Sexta - Mt 6.12 Em primeiro lugar, nos dirigimos a Deus para 0 perdão dos pecados Sábado - 2 Co 5.18 Deus investiu homens para o ministério da reconciliação 5 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Salm os 5 1 .1 - 12 ; 1 João 1 .8 - 10 Salmos 51 1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. 2 - Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. 3 - Porque eu conheço as minhas trans gressões, e 0 meu pecado está sempre diante de mim. 4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz 0 que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares. 5 - Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. 6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. 7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-m e, e ficarei mais alvo do que a neve. 8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. 9 - Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. 10 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. 1 1 - Não me lances fora da tua presença e não retires de mim 0 teu Espírito Santo. 12 - Torna a dar-me a alegria da tua salva ção e sustém-me com um espírito voluntário. 1 João 1 8 - Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 -Se confessarmos os nossos pecados, ele éfiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 - Se dissermos que não pecamos, fazem o-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Hinos Sugeridos: 192, 277, 491 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Todo cristão em sua jornada vai ter que lidar, em algum momento, com 0 pecado. Isso se deve a natureza humana que herdamos de Adão e Eva. No entanto, não temos mais prazer no pecado, ou seja, não pecamos de modo deliberado. Errar o alvo, para 0 cristão,é um triste acidente de percurso. Quando pecamos, a atitude correta é 0 arrependimento, a confis são do pecado a Deus e 0 abandono da transgressão. Não podemos também nos esquecer de que 0 pecado confes sado e abandonado é pecado perdoado por Deus (1 Jo 1.9). O Inimigo sempre vai tentar nos acusar dos erros que cometemos, mas precisamos lembrar de que “ o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo 0 pecado” (1 Jo 1.7). 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Compre ender o que significa confissão de pecado; II) Mostrar 0 perigo do pecado não confessado; III) Compreender que ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 5 a confissão de pecado é um caminho para a cura e a restauração. B) Motivação: Converse com os alunos explicando que atualmente, muitos não acreditam em certo ou errado. O pecado passou a ser rela- tivizado e o que é errado para uma pessoa pode não ser considerado errado para a outra, pois não acre ditam mais em verdades absolutas. Entretanto, para o cristão o pecado não pode ser relativizado, pois nosso conceito de errar o alvo está firmado nas Escrituras Sagradas. C) Sugestão de Método: Sugerimos que você coloque uma cesta (ou uma caixa de papelão) em um canto da sala. Providencie algumas bolinhas de papel amassado. Diga aos alunos que a cesta ou caixa será o alvo do dia. Em seguida, dê uma bolinha de papel a um aluno(a) e peça que, há uma certa distância, tente acertar o “ alvo” (a cesta). Cada aluno(a) terá somente uma tentativa. Aqueles que errarem, pergunte como eles se sen tiram, assim como os que acertaram. Diga que pecado significa “ errar o a lvo” . Ninguém quer errar nada. Quando erramos, seja em uma prova ou em qualquer situação, sentimos vergonha e ficamos constrangidos. O pecado tem como consequência a tristeza, o constrangimento e a culpa. É o que veremos nesta lição. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A lição de hoje é uma oportunidade ímpar para que os alunos reflitam a respeito do pecado e da importância da confissão. Mostre que o pecado tem nome, como por exem plo, m entira, fofoca, inveja etc. Temos que confessar para Deus as nossas atitudes, pensam entos e sentim entos, nom eando-os. Em seguida conclua lendo Provérbios 28.13: “ O que encobre as suas trans gressões nunca prosperará; mas 0 que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) A orientação bíblica, localizada no primeiro tópico, destaca importan tes conceitos a respeito de confissão de pecados contidos no Salmo 51; 2) O texto ao final do terceiro tópico, mostra 0 caminho da cura e da res tauração para aqueles que confessam e abandonam o pecado. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Atualmente, muitos acreditam que não é preciso confessar o pecado por denominá-lo mera fraqueza ligada ao ambiente e aos aspectos hereditários. Nesta lição, veremos que a Bíblia não ensina assim. Em sua epístola, 0 apóstolo João escreve que o pecado é real e, por isso, é um perigo para a vida do crente, pois suas consequências são trágicas. A orientação bíblica é a de que, caso ocor ra um pecado, ele deve ser confessado, 5 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 abandonado como evidência do arrepen dimento para que o crente arrependido possa receber o perdão de Deus (l Jo 2.9; cf. SI 32.5). I - A CONFISSÃO DE PECADO 1 . D efin ição. O verbo “confessar” , da palavra he braica yadah, aparece como “ jogar” , “ atirar” , “ lançar” (l Rs 8.33), uma palavra que vem da raiz verbal de hadah que significa “estender a mão”. Essa palavra está presente 900 vezes no Antigo Testamento, aparecendo com o sentido de “ tomar conhecimento”, “ sa ber”, “ reconhecer”. A palavra aparece no AT no contexto de confissão de pecado (Sl 32.5). No Novo Testamento, 0 verbo grego para “confessar” é homologéo, que significa “concordar com”, “consentir” , “conceder” . Essa palavra é composta da raiz homou, junto de pessoas reunidas; e de lógos, do ato de falar. A palavra homologéo ocorre 25 vezes no Novo Tes tamento (Mt 7.23, Rm 10.9,10; Tg 5.16). Há um verbo grego importante para “confessar” , eksomologéo (Mt 3.6), que significa “professar”, “reconhecer aberta e alegremente para a honra de alguém” ; “prometer publicamente que fará algo”, “comprometer-se com”. Logo, podemos dizer que confessar é uma maneira de declarar o que se crê ou sabe. 2. A confissão bíblica de pecado. O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (Sl 32.5; 1 Jo 1.9). Essa confissão pode ser no momento da conversão; ou depois dela, quando pecados cometidos podem ser contra Deus ou contra um irmão (Mt 5.21,22). Importante ressaltar, porém, que, se gundo o ensino bíblico, era tão somente depois da confissão de pecados que se poderia viver verdadeiramente uma vida de oração e comunhão com Deus (Ne 1.6; Sl 66.18; Lc 18.9-14). 3 .0 símbolo da confissão de pecado. No ato da con fissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autô noma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na presença de Deus. Ela reconhece a sua natureza pecaminosa diante do Altíssimo (Rm 3.10 -12). Então, em arrependimento sincero e em confissão, busca 0 que lhe é garantido por meio da Palavra de Deus: 0 perdão. Assim, quem experimenta 0 ato sincero e humilde da confissão de pecado alcança a misericórdia de Deus (Pv 28.13). Então, a alma é consolada e a vida espiritual é restaurada. SINOPSE I O ensino bíblico da confissão de pecado traz a ideia de reconhe- cê-lo e fazer a sua confissão. AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO Professor(a), leia juntamente com a sua classe o Salmo 51 que se encon tra na seção Leitura Bíblica em Classe. Utilize 0 texto para mostrar 0 conceito de pecado e as suas consequências (perda da salvação, da presença de Deus, da vitalidade e da alegria es piritual). Enfatize que a preocupação P a la vra -C h a ve Confissão ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 7 vv Assim, quem experimenta o ato sincero e humilde da confissão de pecado, alcança a misericórdia de Deus. Então, a alma é consolada, e a vida espiritual é restaurada.” de Davi não foi com o fato de perder o trono, mas com a perda da comunhão com Deus e a salvação. Explique que, “ este salmo de confissão é atribuído a Davi, alusivo ao momento em que o profeta Natã revelou seus pecados de adultério e de homicídio (cf. 2 Sm 12 .1 - 3 ) . (1) N ote-se que este salmo foi escrito por um crente que voluntariamente pecou contra Deus e de modo tão grave foi privado da comunhão e da presença de Deus (cf. 11). (2) Provavelmente, Davi escreveu este salmo já arrependido, após Natã declarar-lhe 0 perdão divino (2 Sm 12.13). Davi roga diretamente a plena restauração da sua salvação, a pureza, a presença de Deus, a vitalidade es piritual e a alegria (w . 7-13)” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.856). II - O PERIGO DO PECADO NÃO CONFESSADO 1. Os males dos pecados não confessa dos. Quando lemos e analisamos Provér bios 28.13, percebemos que a confissão de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão. A Epístola de João corrobora com a necessidade de se confessar 0 pecado, deixá-lo e alcançar o perdão (1 Jo 1.9). Em contrapartida, quem ignora a confissão de pecado, ocultando-o, vive uma vida de aparência e de morte espiritual; semelhante ao que os nossos primeiros pais, Adão e Eva, viveram ao tentar ocultar os seus pecados diante de Deus (Gn 3.8); bem como orei Davi, 0 homem segundo o coração de Deus, que procurou ocultar do Senhor seus pecados (2 Sm 11; 12). 2. As consequências do pecado de Adão e Eva. A realidade bíblica do pe cado pode ser vista no primeiro casal, Adão e Eva, quando pecou e, por isso, recebeu sentenças devidas (Gn 3.14-19). Além disso, nossos primeiros pais per deram 0 direito de viver no ambiente mais perfeito e belo que Deus criou (Gn 3.24). Por isso na vida de Adão e Eva há consequências trágicas do pecado, tais como: alteração da condição física de ambos; a transição da natureza imortal para mortal; diversas tenções no gênero humano e na natureza. Assim, sabemos que as consequências do pecado de nos sos primeiros pais não se limitaram a eles, mas perpassaram a todo 0 gênero humano e natural (Rm 5.12-14). 3. As consequências do pecado de Davi. O rei Davi pagou um alto preço com 0 seu pecado. A Bíblia mostra que, por isso, a espada não sairia da sua casa (2 Sm 12.10-12). Os capítulos 11 e 12 de 2 Samuel revelam o conflito e o senso de culpa que marcavam a vida de um homem que, por certo tempo, ocultou o seu pecado, trazendo-lhe enfermidades morais e aflição que o levavam a gemidos. O Salmo 32 mos tra que, por se manter em silêncio, não confessando 0 seu pecado, Davi enfraqueceu cada vez mais, perdendo 0 vigor espiritual (SI 32.2-4). Já 0 Sal mo 51 mostra a confissão de pecado do 5 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 rei, reconhecendo todos os seus erros a fim de que eles fossem perdoados e o salmista purificado (SI 51.2-6). SINOPSE II A Palavra de Deus mostra a neces sidade de se confessar o pecado, deixá-lo e assim alcançar o perdão. III - CONFISSÃO DE PECADO: UM CAMINHO DE CURA E RESTAURAÇÃO 1. Confessando o pecado a Deus. Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve prim eiram ente ser dirigida a Deus, por interm édio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os nossos pecados (SI 51.3,4; Mt 9.2,6). Ao longo do seu ministério, 0 Senhor Jesus disse à mulher pecadora: “Os teus pecados te são perdoados” (Lc 7.48). Na oração do Pai-Nosso, 0 Senhor Jesus ensinou: “ [Pai] Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Em l João 1, lemos que os nossos pecados devem ser confessados a Cristo (1 Jo 1.7-9). Dessa forma, perdoar pecado é uma prerrogativa de Deus Pai por intermédio do Senhor Jesus, mediante a sua obra no Calvário. 2. Alcançando cura e restauração. O texto áureo da presente lição nos lembra que ocultar 0 pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimen to espiritual e emocional. Mas quem deixa de lado o orgulho e a soberba para trilh ar o cam inho hum ilde da vv [...] Ocultar o pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimento espiritual e emocional.” confissão de pecado vive uma vida mais leve. Não há nada m ais restaurador que desfrutar das m isericórdias do Senhor (Pv 28.13). Não há nada mais consolador do que confessar 0 pecado e deixá-lo definitivamente, pois assim encontraremos descanso para a alma. Todo esse processo de con fissão e abandono de pecado revela a eficácia do ministério da reconciliação de Deus por meio de Jesus Cristo (2 Co 5.18). Quem faz assim encontra o caminho de cura e restauração, conforme lemos nas palavras do salmista: “ Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bram ido em todo o dia. [...] Confessei-te 0 meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (SI 51.3,5). SINOPSE III A confissão de pecado é o único cam inho para a cura e a restau ração do corpo, alm a e espírito. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 9 AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO “ O Senhor restaurou a Davi a alegria da salvação, mas observa-se o seguinte respeito de sua vida: (1) As Escrituras ensinam claramente que ceifaremos aquilo que semear mos; se semearmos no Espírito do Espírito ceifaremos a vida eterna; se semearmos na carne, da carne ceifaremos a corrupção (Gl 6.7,8). Davi, em virtude do seu pecado, sofreu consequências até o fim , na própria vida, na sua fam ília e no seu reino (2 Sm 12 .1-14 ). (2) As terríveis consequências do pecado de Davi, mesmo depois da sua sin cera confissão e arrependimento, devem suscitar em todos os filhos de Deus um santo temor de pecar deliberadamente em aberta rebelião contra a redenção provida para eles em Jesus Cristo” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, 2003, p.856). CONCLUSÃO Em nossa caminhada cristã esta mos sujeitos ao pecado. Encobri-lo e viver uma vida espiritual de aparência não é uma opção bíblica para o cami nho da cura e da restauração. Logo, uma jornada de perdão só é possível com a confissão do pecado praticado e a resolução de abandoná-lo de uma vez por todas. Quem procede assim desfrutará das in findáveis m iseri córdias divinas. R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. Qual ideia o ensino geral da Bíblia traz a respeito da confissão de pecado? O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (SI 32.5; 1 Jo 1.9). 2. O que a pessoa reconhece no ato de confissão de pecado? No ato da confissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autôno ma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na presença de Deus. 3. O que podemos compreender em Provérbios 28.13? Quando lemos e analisamos Provérbios 28.13, percebemos que a confissão de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão. 4. Segundo a lição, o que pode acontecer com quem ignora a recomenda ção bíblica de confessar 0 pecado? Ocultar o pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimento espiritual e emocional. 5. Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve ser dirigida pri meiramente a quem? Segundo 0 ensino bíblico, a confissão de pecados deve primeiramente ser dirigida a Deus, por intermédio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os nossos pecados. 6 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇAO 9 2 de Junho de 2024 \ TEXTO ÁUREO “ Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, 0 espírito está pronto, mas a carne éfraca.v (Mt 26.41) V __________________________________ A VERDADE PRÁTICA No lugar de ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela. ______________ J L E IT U R A D IA R IA Segunda - Gn 3 .1-5 A tentação que se origina do Diabo e seus ardis T e r ç a -T g 1.14 ,15 A tentação que se origina de dentro do ser humano Quarta - l Co 10.13 Toda tentação faz parte da esfera humana Quinta - Ef 6.11,17 Vencemos a tentação com a Palavra de Deus Sexta - Rm 12.2 Não se conformando com os apelos do mundo Sábado - 2 Tm 2.22 A melhor estratégia é fugir da tentação ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 l LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Mateus 4.1-11 1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3 - E, chegando-se a ele 0 tentador, disse: Se tu és 0 Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá 0 homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. 5 - Então 0 diabo 0 transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre 0 pináculo do templo, 6 - e disse-lhe: Se tu és 0 Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 - Novamente, 0 transportou 0 diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. 9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 - Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Sata nás,porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás esó a ele servirás. 1 1 - Então, 0 diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e 0 serviram. Hinos Sugeridos: 46, 289, 298 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Nesta lição, veremos que 0 crente é desafiado cotidianamente a abandonar a fé em Cristo. Isso pode aconte cer por meio da tentação. Por isso, veremos como ocorre a tentação e como nosso Senhor lidou com essa situação. Aprenderem os também que a resistência à tentação requer o firme posicionamento contra 0 pecado e o compromisso com a prática da Palavra de Deus. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Conceituar biblicamente 0 que é tentação e os seus aspectos na esfera humana; II) Mostrar como nosso Senhor Jesus lidou com a tentação; III) Apontar a estratégia para o crente resistir à tentação. B) M otivação: Como vim os na lição, a tentação é um processo que ocorre na esfera da natureza humana. Nesse sentido, autoexame é indispen sável para 0 crente lidar com as suas limitações e fraquezas. Fomente a discussão sobre as áreas da natureza humana que precisam ser fortalecidas para que o crente não se torne presa fácil da tentação. C) Sugestão de Método: O primeiro tópico da lição destaca que nosso Se nhor foi tentado por Satanás em três áreas específicas. A intenção de Satanás era desviá-lo de seu propósito neste mundo. Semelhantemente, o apóstolo 6 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 João aponta três áreas da natureza humana em que ocorrem os desejos para pecar: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 Jo 2.16 ,17). Convide os seus alunos a conceituarem cada uma dessas áreas e a compreender a importância de lidar com cada um desses aspectos no tocante à tentação. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: Jesus nos concedeu o exemplo de fidelidade a Deus e nos mostrou que a aplicação das Escrituras Sagradas em nosso cotidiano é ferra menta indispensável para vencer as tentações. Endosse aos alunos que a perseverança nessas virtudes resultará em uma vida espiritual próspera neste mundo e, por conseguinte, a entrada na vida eterna (2 Pe 1.10 -12). 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97 , p. 40 , você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) 0 texto “ Tentação” , localiza do depois do primeiro tópico, aponta o conceito de tentação no contexto bíblico; 2) O texto “ A Tentação de Jesus” , ao final do segundo tópico, amplia a reflexão a respeito da ten tação que nosso Senhor suportou no deserto, bem como a estratégia do M estre para vencer as investidas de Satanás. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A tentação é algo que o crente en frentará ao longo de sua jornada. Não por acaso, 0 Senhor Jesus nos ensinou a orar de modo que Deus não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13 - NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos 0 conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Se nhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la. Veremos que é imperioso se guir a recom endação de Jesus Cristo a respeito de vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41). I - A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA 1. Conceito bíblico de tentação. Na Bíblia, três palavras aparecem para conceituar “ tentação” . A p ri m eira é a palavra hebraica massáh, que significa “ teste”, “ provação” (Dt 4.34; 9.22; Sl 95.8). A segunda e a ter ceira são palavras gregas respectivamente: peirasmós, “ teste” , “ prova” , aparecendo 25 vezes no Novo Testamento (At 20.19; 1 Co 10.13; Tg 1.2,12); e 0 verbo peirázõ, testar, submeter à prova (Jo 6.6; G1 6.1; Ap 2.2,10), ocorrendo aproximadamente 36 vezes no Novo ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 3 vv Ainda que o Inim igo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no cam po da esfera hum ana e terrena.” Testamento. Assim, podemos dizer que tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro. 2. Duas vias da tentação. De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15). Ela tem origem no Diabo quando o seu objetivo, semelhantemente ao que aconteceu com Jesus, é de desviar-nos da rota de nossa m issão e propósito de vida estabelecido por Deus. Já a que nasce de dentro do ser humano tem a ver com os vícios da alma quando, no lugar de darmos primazia ao fruto do Espírito, entregamo-nos à atração, ao engodo e ao deleite da concupiscência da carne. Ambas as vias da tentação se processam na esfera humana. 3. Tentação: um fenômeno humano. Na Epístola de Tiago está escrito: “Nin guém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13). É verdade que há a provação que vem da parte de Deus para aperfeiçoar 0 caráter do crente (Tg 1.2,4; Mt 5.48; 1 Pe 1.7). Contudo, um teste que incita ao mal não vem de Deus, ou seja, as ações que evidenciam uma vida dominada pelas paixões carnais são de inteira respon sabilidade humana (Mt 5.28; Rm 8.6). Ainda que 0 Inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena (1 Co 10.13). SINOPSE I A tentação é um fenôm eno que ocorre na esfera da natureza hum ana. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO Tentação “ Os termos gregos e hebraicos traduzidos como ‘ ten tar’ e ‘ ten tação’ também aparecem no mau sentido de ‘ induzir ao pecado’ . O Diabo é acusado de ser 0 instigador de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). Até mesmo na vida dos cristãos ele exerce grande pressão para 0 pecado (1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir a tais tentações pode demonstrar que a profissão do cristão não é sincera (Lc 8.13). A tentação para pecar frequen temente se origina de pensamentos malignos e da concupiscência (Tg 1.14); provocações às quais um forte desejo por riquezas bem pode se juntar (1 Tm 6.9). Contudo, a tentação para pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). O cristão deve orar por libertação de todas essas tentações (Mt 6.13; lc 11.4). A tentação, no mau sentido, tam bém pode tomar a forma de testar 0 outro na esperança de expor seus pontos fracos, e usá-los contra a própria pessoa. Os inimigos de Cristo 6 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 frequentemente tentaram empregar essa tática contra Ele (cf. Mt 16 .1; 19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1908). I I - O SENHOR JESUS EA TENTAÇÃO 1. A provação do Senhor Jesus. De acordo com 0 Evangelho de Mateus, após o batismo de Jesus, o Espírito Santo o conduziu ao deserto (cf. Mc 1.12,13; Lc 4.1,2). Foram 40 dias sendo tentado por Satanás, uma intensa batalha espiritual contra 0 Adversário, 0 “ príncipe deste mundo” (Jo 16.11; cf. Ef 2.2). O objetivo de Satanás era fazer com que Jesus desviasse de seu propósito, satisfazendo desejos e necessidades, contrariando a vontade de Deus (cf. Jo 4.34). Por isso, houve um ataque intenso do Maligno contra nosso Senhor, que resistiu sabiamente por meio da oração, do jejum e da Palavra. Embora fisicamente frágil, 0 Senhor Jesus estava espiritualmente forte. 2. As áreas que Jesus foi tentado. Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual. Na área física, 0 Diabo 0 tentou pedindo que transformasse pedras em pães, após sentir fome devido ao processo de jejum, pois isso revelaria que Ele era o Filho de Deus (Mt 4.3). Na área da natureza divina, o Diabo tenta Jesus pedindo que Ele se atirasse do pináculo do Templo, pois os anjos o guardariam(Mt 4.5,6). Na área espiritual, o Diabo tenta nosso Senhor, desafiando-o a evitar o cami nho da cruz para estabelecer um reino pela sua força, o que seria prontamente aceito pelos judeus; mas era necessário apenas uma coisa: Jesus deveria adorar o Diabo (Mt 4.9). Assim, podemos dizer que o nosso Senhor foi tentado na área física, com as necessidades humanas; em sua natureza divina, com a ideia de ostentar seus divinos atributos ao público; e na área espiritual, no sentido de idolatrar outro ser. 3. Como Jesus venceu a tentação? Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus. Em todas as áreas da tentação, Ele respondeu: “Está escrito”. Na primeira tentação, Ele disse: “ Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Na segunda tentação, Ele disse: Está escrito: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Mt 4.7). Na terceira tentação, Ele disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a ex posição da Palavra de Deus. Isso significa que Ele via a Escrituras como autoridade suprema de fé e de prática. Assim, ao lado da oração e do jejum, conforme já estudamos, devemos vencer o Inimigo e seus ardis tentadores com a Palavra de Deus (Ef 6.11,17). Imitemos 0 nosso divino Mestre! SINOPSE II Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus. AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO A Tentação de Jesus “ Jesus, além de citar a Escritura, dirigiu-se ao Diabo diretamente. Em ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 5 vv Em caso de ceder à tentação, não tentem os se justificar, culpar os outros ou ignorar os atos pecam inosos.” geral, Ele evitava diálogo com poderes demoníacos e os proibia de falar, mas aqui Ele ordenou que o Diabo saísse. A prática de Jesus está em contraste total com a prática popular de arengas longas com o Diabo no contexto da oração. O fato de Jesus sofrer estas tentações é parte de sua identificação última com a humanidade. Ele se tornou ser humano. Ele ficou adulto e entrou nas águas purificadoras de nosso batismo, embora não tivesse pecado. [...] Ele sofreu tentações; suportar e não se entregar causam angústia e dor. Ele não precisava ter uma ‘natureza pecadora’ para ser tentado e suportar a dor da decla ração: ‘Não’ ” (Comentário Bíblico P en tecostal Novo Testam ento - Mateus-Atos. Vol. l. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, PP- 31, 32). III - RESISTINDO À TENTAÇÃO 1. Todos somos tentados. Por mais que observemos as disciplinas da ora ção, do jejum e da leitura da Palavra, o Inimigo não deixará de nos tentar. Por esse motivo, temos de estar conscientes a respeito, visto que vivemos em uma cultura pós-moderna que, por meio de seus artistas, escritores, filósofos e, até mesmos “ teólogos”, intentam naturalizar o relativismo, procurando nos moldar conforme seus costumes mundanos. Diante disso, somos encorajados pelas Escrituras a assumir a postura de Cristo e a não se conformar com este mundo (Rm 12.2). 2. Rejeite a tentação! Há uma célebre frase do reformador Martinho Lutero: “Você não pode impedir que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode impedir que eles se instalem com seus ninhos!” . Embora não seja um versículo da Bíblia, a frase revela uma verdade que encon tramos na Palavra de Deus. Podemos percebê-la na fuga de José diante da mulher de Potifar (Gn 39.12); na atitude de Jó em fugir do mal (Jó 1.1). Assim, não podemos impedir que a tentação apare ça, mas, com a força do Espírito Santo, podemos evitar que ela nos domine. Por isso, precisamos seguir o que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Fuja de tudo que estimule as paixões da juventude” (2 Tm 2.22 - NVT). Portanto, ao longo da nossa jornada, a melhor estratégia é fugir da tentação. 3. Arrependa-se! No meio da nossa caminhada, é possível que 0 crente ceda a tentação e, por isso, rompa a comu nhão com Deus. Contudo, é possível restabelecer o relacionam ento com Ele por meio da confissão de pecados, arrependim ento e quebrantam ento espiritual. Há um caminho de cura e restauração para quem age dessa ma neira (Pv 28.13). Por essa razão, em caso de ceder à tentação, não tentemos nos justificar, culpar os outros ou ignorar os atos pecaminosos. 0 caminho divino é 0 da confissão e arrependimento para desfrutar o perdão. 6 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 SINOPSE III Som os encorajados a assu m ir a postura de Cristo e a não se conform ar com este mundo. CONCLUSÃO Semelhante ao Senhor, que foi ten tado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 4.15); podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos pela tentação. Assim, podemos desfrutar mais de uma vida em santidade e comunhão com Deus. Por isso, ao oferecermos resistência à tentação ao longo da jornada, lograremos êxito e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12). Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O 1. De acordo com a lição, como podemos conceituar tentação? Tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro. 2. Quais são as duas vias da tentação? De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15). 3. Em quais áreas 0 Senhor Jesus foi tentado? Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual. 4. Para o que o Senhor Jesus sempre apelou contra o Diabo? Nessa batalha espiritual contra 0 Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a exposição da Palavra de Deus. 5. Qual é a melhor estratégia diante da tentação? A melhor estratégia é fugir da tentação. VOCABULÁRIO Engodo: qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, lu dibriar outrem, induzindo-o a erro. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 7 LIÇÃO 10 9 de Junho de 2024 0 Dia do Pastor DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE \ TEXTO ÁUREO “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá 0 Senhor (Hb 12.14) V____________________ ( VERDADE PRÁTICA Na jornada para 0 Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com 0 Senhor. ______________ J L E IT U R A D IA R IA Segunda - Jo 17.17 A Palavra de Deus gera verdadeira santidade Terça - Rm 6.19-22 Um chamado para a santificação na jornada Quarta - Rm 8.29; 1 Jo 3.2 0 propósito de ser como Jesus Quinta - l Co 6.11 A santificação inicial na jornada Sexta - Ef 4.20-24,27-30 A santificação progressiva na jornada Sábado - l Ts 4.13-18 A glorificação final após a jornada da vida cristã 6 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 Pedro 1 . 1 3 - 2 1 13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, 14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 17 - E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante 0 tempo da vossa peregrinação, 18 - sabendo que não foi com coisas cor ruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 19 - mas com 0 precioso sangue de Cris to, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 2 0 - 0 qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 2 1 - e por ele credes em Deus, que 0 ressuscitou dos mortos e lhe deuglória, para que a vossa fé e esperança estives sem em Deus. F Í J Hinos Sugeridos: 39 ,175 , 339 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO A santidade é um atributo pelo qual 0 Senhor se faz conhecido. Ter consciência de que Deus é santo implica ao crente tornar-se santo também para que possa m anter-se em comunhão com o Criador durante a jornada para o Céu. Nesta lição, verem os a perspectiva bíblica de santificação, bem como os estágios da santificação. Veremos também que a santidade é acompanhada da justiça, atributos divinos que não se contradizem. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Apresentar a perspectiva bíblica da santificação; II) Descrever a abrangência dos es tágios da santificação; III) Distinguir a santidade e a justiça de Deus como atributos inerentes à sua natureza. B) Motivação: A santificação é um processo contínuo na vida do crente. Ter uma vida santa é viver separado das práticas pecaminosas deste mun do. A mente do homem natural não entende as coisas do Espírito e acha estranho os crentes não seguirem o mesmo curso natural de pecados. Converse com a classe sobre a forma como 0 crente lida com as pessoas que não professam a fé em Jesus. C) Sugestão de Método: O segundo tópico da lição elenca os três estágios ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 9 que a santificação abrange. Escreva na lousa os respectivos títulos em três colunas: estágio 1 - estágio 2 - estágio 3. Com a colaboração dos alunos, abaixo de cada coluna, es creva as características pertinentes a cada estágio da santificação. Ao final, reforce que a santificação tem como objetivo que o crente tenha o seu caráter transformado a fim de que se torne cada vez mais parecido com Jesus. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: Durante a jornada rumo à eternidade o crente não pode perder a consciência da santidade divina. É a partir da percepção de que Deus é santo que o crente prossegue em santidade e nutre uma vida de rejeição ao pecado. O fato de desfru tarmos 0 amor de Deus não nos isenta da consciência de que 0 juízo virá sobre as obras infrutuosas das travas as quais não podemos compartilhar. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p. 41, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “ Santo” , localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a reflexão sobre a santidade como atributo divino; 2) O texto “A Adoção de Atitudes Cristãs” , ao final do se gundo tópico, amplia a reflexão sobre a conduta cristã, inclusive, quanto ao exercício da santificação. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A palavra “consciência” nos remete a ideia de percepção a respeito de algo que está em nossa volta, é o estado em que estamos des pertos, acordados e lúcidos no tempo presente e, por isso, sabemos que existi mos. Desse jeito, o crente em Jesus, que iniciou a sua jornada de fé com Cristo, deve estar consciente a respeito de viver uma vida santa, sem a qual, a Bíblia afirma: “ ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Nesta lição, estudaremos a im portância da santidade em nossa jornada para 0 Céu. I - A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO 1. Santificação no Antigo Testamen to. Do hebraico qôdesh, santidade um substantivo masculino que significa “ sacralidade” , “posto à parte” , que pode se referir a Deus, aos lugares, coisas, algo à parte, sepa rado. Essa palavra deriva da raiz verbal hebraica qadash, que traz a ideia de “consagrar” , “ santificar” , “preparar” , “ dedicar” , “ ser consagrado”, “ ser santo”, “ ser san tificado”, “ ser separado”. Nesse sentido, a palavra qôdesh aparece cerca 469 vezes no Antigo Testamento como santidade I P a la v ra -C h a v e 1 Santidade 7 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 (Ex 15.11), coisa santa (Nm 4.15), san tuário (Êx 36.4). Outrossim, 0 adjetivo qádôsh, muito presente no Pentateuco, os primeiros livros da Bíblia, traz a ideia de um dia, uma pessoa ou uma nação inteiram ente consagrada, separada, santificada a Deus (Gn 2.3 Êx 19.6). 2. No Novo Testam ento. O verbo grego hagiadzô, quer dizer “ santificar” , traz a ideia de “ tornar santo”, “purificar ou consagrar”, “venerar”, “ ser santo”. Esse termo abrange o sentido de o crente tornar-se puro, de modo a estar purifi cado e santificado por obra graciosa do Espírito Santo (l Co 6.11). Nesse sentido, no Novo Testamento, a santidade operada na vida do crente é uma obra autêntica do alto (Ef 5.26; 1 Ts 5.23). 3. A santidade exigida pela Palavra. Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, a Palavra de Deus exige santidade em todas as áreas de nossa vida. Isso porque a palavra da verdade nos san tifica (Jo 17.17)- Desse modo, o crente em Jesus não pode ter compromisso com o comportamento pecaminoso, visto que em sua lida diária, ele tem um compromisso de buscar um estilo de vida santo, pois sabe que sem ele não podemos ver o Senhor (Hb 12.14). SINOPSE I A P alavra de Deus aponta o e s tilo de vid a santo sem o qual não podem os agradar a Deus. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO Santo “ Santidade é um atributo de Deus e de tudo o que é adequado para as sociação com Ele. Somente o Senhor é intrinsecamente santo (Ap 15.4). Deus Pai é santo (Jo 17 .11) , assim como o Filho (At 3.14), ao mesmo tempo que ‘ Santo’ é a designação característica do Espírito de Deus (SI 51.11; Mt 1.18). O nome de Deus é santo (Lc 1.49), assim como 0 seu braço (SI 98.1), caminhos (SI 77-13) e palavras (SI 105.42). Com referência ao próprio Deus, a santidade pode indicar algo como a sua singularidade e está associada a atributos como a glória (Is 6.3), justiça (Is 5.16) e zelo, ou seja, a preocupação com a sua reputação (Js 24.19). A morada de Deus é no Céu (Sl 20.6), e ‘ santo’ funciona em alguns contextos como equivalente virtual de celestial (11.4). 0 trono de Deus é santo (47.8), e os anjos que o cercam são ‘santos’ (89.5; cf. Mc 8.38). Um corolário da santidade de Deus é que Ele deve ser tratado como santo (Lv 22.32), ou seja, honrado (Lv 10.3), adorado (Sl 96.9) e temido (Is 8.13)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 452). II - A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS 1. A realidade da santificação. A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afir mar que se trata de um ato, um estado e um processo pelo qual 0 pecador se torna santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7). Em pri meiro lugar, a santificação é um ato de separação do mundo. Em segundo, ela é um processo cujo propósito é levar 0 cristão a se tornar semelhante ao nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Assim, a santificação busca aperfeiçoar 0 crente de modo que a imagem de Cristo se re- ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 1 N esse aspecto, todo crente regenerado é cham ado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus m andam entos, de modo que seja a sua santa habitação.” caráter divino (Mt 5.8). Nesse aspecto, todo crente regenerado é chamado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus mandamentos, de modo que seja a sua santa habitação de Deus (Jo 14.23). SINOPSE II A santificação trata-se de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo. flita plenamente em sua vida (2 Co 7.1; Ef 4.12,13; 5.26). Nesse caso, a santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicionai), Santificação Progressiva e Glorificação. 2. Três estágios da santificação. Em primeiro lugar, a santificação do crente inicia com o Novo Nascimento, pois por intermédio do Espírito Santo, 0 crente é declarado justo diante de Deus, com pletamente regenerado, declarado sem pecado;trata-se da santificação inicial ou posicionai (1 Co 6.11). Em segundo lugar, há o estágio progressivo da santificação neste mundo, em que 0 crente se despoja do “velho homem” e vai se revestindo do “ novo homem” até alcançar a perfeita imagem de Cristo (G1 5.16-18; Ef 4.20- 24,27-30). Esse estágio leva ao último: 0 da glorificação. Esse é 0 momento em que 0 crente será como Jesus é (Rm 8.29; 1J0 3.2) e receberá um corpo ressurreto tal qual o do nosso Senhor, por ocasião da sua aparição após a ressureição (Jo 20.24-29; cf. 1 Ts 4.13-18). 3. O alvo da santificação. Segundo o estudo dos três estágios da santifi cação, percebemos que 0 propósito da santificação é tornar o crente perfei- tamente coerente com a plenitude do AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO A Adoção de Atitudes Cristãs “A obediência tem duas dimen sões: a positiva e a negativa. Os filhos de Deus não devem se conformar com os desejos pecaminosos que tinham no passado; antes, devem ‘ser santos’ em tudo que fizerem (l Pe 1.15). Isso porque aquele que os chamou é santo. Isto é, Deus é 0 modelo de conduta e comportamento para seus filhos. Obviamente, os filhos de Deus devem refletir a característica de santidade da família — uma característica ni tidamente diferente daquela de seu antigo estilo de vida (1.14; 2.1; 4.3). Na term inologia contemporânea, esse relacionamento entre o Pai e a conduta dos filhos é chamado de ‘modelo de conduta’ . Essa obrigação de santificação inclui obediência às Escrituras, pois está escrito: ‘ Sede santos, porque eu sou santo’ (1.16). [...] Portanto, como salvação é uma questão de graça e aquele que convoca à salvação é santo, torna-se impera tivo que os leitores de Pedro também sejam santos. Entretanto, a fim de que 7 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 possam obedecer a essa ordem, devem adotar atitudes e condutas que este jam de acordo com seu santo modelo. Uma atitude negativa seria insistir em permanecer em sua antiga con duta de desejos pecaminosos (1.14); e a positiva seria ter uma atitude de autocontrole (1.13). Devem assumir a identidade de serem santos (1.15, 16). À medida que o povo de Deus atender a essa ordem de santificar sua vida, adotará novas atitudes em relação ao pecado (2.1-3), ao Estado (2 .13-17), à escravidão (2 .18 -25) e ao casamento (3 .1-7 )” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Romanos-Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 897-98). III - O JULGAMENTO DO DEUS SANTO 1. O Deus Santo. A B íblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57-15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). Desse modo, a Bíblia afirm a enfaticamente que Deus é Santo. Assim, Ele é o nosso parâmetro para uma vida de santida de, conforme registra o texto bíblico: “ Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2; cf. 1 Pe 1.16). Portanto, à luz da santidade de Deus, somos chamados a ser santos em nossa jornada. 2. Santidade exigida a todos os cren tes. A Igreja de Cristo neste mundo é o santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.21). Por meio do nosso amado Salvador, o Senhor Jesus Cristo, a Igreja foi santifi cada para apresentar-se gloriosa, santa e sem defeito diante de Deus (Ef 5.26,27). Por isso, como membros do Corpo de vv [...] Com preendera santidade e a justiça de Deus com o atributos é im portante para reconhecerm os que Ele é santo, reto, justo e verdadeiro. E que, por isso, jam ais deixará o ser hum ano impune diante de sua rebelião Cristo neste mundo, comprados pelo seu precioso sangue, somos exortados e convocados a andar em santidade (Hb 12 .14 ). Em penhem o-nos a nos consagrarmos a Deus em verdadeira santidade (Rm 12.1)! 3. Santidade e justiça de Deus. Bi- blicamente, a santidade e a justiça são atributos divinos que se relacionam. Como vimos, essa virtude aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). Tudo em Deus é santo, puro e verda deiro. A justiça dEle aponta para a sua retidão, para a harmonia de sua justiça com a Lei. Desse modo, compreender a santidade e a justiça de Deus como atributos é importante para reconhe cermos que Ele é santo, reto, justo e verdadeiro. E que, por isso, jam ais deixará 0 ser humano impune diante de sua rebelião contra a sua santidade e justiça (Gn 6.12,13). ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 73 SINOPSE III Nenhum ser hum ano ficará im pune diante da santidade e justiça de Deus. CONCLUSÃO Na jornada para o Céu, o cristão precisa desenvolver uma consciência da santidade de Deus para que possa tom á-la como o padrão perfeito de vida. Devemos sempre progredir em santidade desde o momento em que iniciamos a vida com Cristo até o final de nossa jornada (1J0 2.3). Estamos no tempo de ser conscientes de que Deus ama a todos e não deseja que ninguém se perca. Todavia, os que rejeitam uma vida santa e se entregam ao pecado sofrerão a condenação eterna, pois santidade e justiça são atributos de Deus que não se contradizem. Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação REVISANDO O CONTEÚDO 1. O que a Palavra de Deus gera? A Palavra de Deus santifica o crente. 2. Segundo a lição, 0 que queremos dizer com santificação? A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6 .19-22; 1 Ts 4 .1-7). 3. Mencione os três estágios da santificação. A santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicionai), Santificação Progressiva e Glorificação. 4. Como a Bíblia revela Deus? A Bíblia revela Deus como 0 Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). 5. Para o que a Bíblia aponta a santidade de Deus? Aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “ Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). VOCABULÁRIO Lida: ato ou efeito de lidar; labuta. 7 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇAO 11 16 de Junho de 2024 A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO \ TEXTO ÁUREO “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para ofogo eterno, preparado para 0 diabo e seus anjos.” (Mt 25.41) \ _____________ _______________ Ç VERDADE PRÁTICA O Inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada. _____________________________ ) LEITURA DIARIA Segunda - 2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15 A enganosa aparência de piedade dos falsos ensinadores Terça - 2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11 Um contexto de resistência à verdade Quarta - Jó 17.13; SI 16.10; Is 38.10 Inferno como sepultura, lugar dos mortos Quinta - 2 Pe 2.4 Inferno como lugar de prisão dos anjos caídos Sexta - Mt 23.33; 25.41,46 Inferno como castigo eterno, fogo eterno Sábado - Mt 25.46; Jo 5 26 Passar a eternidade tem a ver com uma escolha ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 5 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE M ateus 2 5 .4 1-4 6 41 - Então, dirá também aos que estive rem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; 42 - porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 - sendo estrangeiro, não me reco lhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes. 44 - Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? 45 - Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos 0 não fizestes, nãoo fizestes a mim. 46 - E irão estes para 0 tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna. Hinos Sugeridos: 4 8 , 1 2 7 , 1 8 2 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO Na lição deste domingo estuda remos a respeito do Inferno. Muitos evitam falar sobre este tema, entre tanto, não falar a respeito desse as sunto não evita que alguns caminhem em sua direção. Um dia todos vão experimentar a morte, independente da classe social a que pertençam, religião ou títulos, e sabemos que, depois da morte, segue-se 0 juízo: Céu ou Inferno. O Inferno é real e ele não foi preparado para 0 ser hu mano, por essa razão nos sentimos incomodados de falar a respeito dele. Contudo, a sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa carreira. Embora esse seja um assunto difícil de tratar na atualidade, o Inferno é um dos principais assuntos do Novo Testamento. Veremos que Jesus en sinou de forma enfática a realidade do Inferno nos Evangelhos. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Mostrar o pensam ento humano a respeito do Inferno; II) Saber como a palavra Inferno aparece na Bíblia; III) Com preender a doutrina bíblica do Inferno. B) Motivação: Converse com os alunos explicando que atualmente muitos não acreditam no Inferno. Para estes, o Inferno é uma criação humana para colocar medo nas pes soas e mantê-las presa a uma religião, ritos, dogmas etc. Procure mostrar, biblicamente, a realidade do Inferno por meio dos ensinos de Jesus. O Mestre veio salvar a humanidade de seus pecados, contudo, Ele mostrou que 0 Inferno é real. Tal realidade deve valorizar a tão grande salvação que Deus providenciou para nós e, por isso, devemos estar firmados em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, 0 ser humano passará 7 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 a eternidade em um lugar de dor e sofrimento. C) Sugestão de Método: Sugerimos que você escreva no quadro as pa lavras “ Inferno” e “ Céu” . Pergunte aos seus alunos o que vem à mente deles quando ouvem a palavra “ In ferno” . À medida que forem falando vá anotando no quadro. Em seguida faça o mesmo com a palavra “ Céu” . Conclua ressaltando que o ensino bíblico a respeito do Inferno e do Céu é simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno, no Inferno (Mt 25.46); os que es colheram a Cristo receberão a vida eterna, no Céu (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para 0 Céu ou para 0 Inferno é pessoal. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A lição de hoje é uma oportunidade ímpar para que os alunos reflitam a respeito do valor da nossa salvação. Mostre que sem Jesus Cristo estaríamos destinados ao Inferno, mas Ele, mediante a sua graça, nos resgatou. Em seguida conclua lendo o Texto Áureo da Lição. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97 , p .41, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: l) A orientação bíblica, “ Infer no” , localizada no primeiro tópico, destaca 0 que é 0 Inferno segundo os ensinos bíblicos; 2) O texto ao final do segundo tópico, traz uma reflexão a respeito dos ensinos de Jesus Cristo sobre o Inferno. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO O Inferno é um dos assuntos princi pais do Novo Testamento. O Senhor Jesus ensinou mais a respeito do Inferno que o Céu nas páginas dos Evange lhos. Ele também ensinou mais sobre 0 Inferno do que o apóstolo Paulo. Por isso, nesta lição, estudaremos a doutrina bíblica do Inferno. Situarem os a resistência atual de muitos em relação à doutrina, veremos as principais palavras que traduzem “ Inferno” e mostraremos que negar essa doutrina bíblica significa negar todo 0 cristia nismo bíblico. I - O PENSAMENTO HU MANO A RESPEITO DO INFERNO 1. F ilósofos e teólogos de mente cauterizadas. Os que vivem na incredulidade, dominados pelos poderes das trevas neste mundo, ne gam prontamente a realidade do Inferno. Filósofos humanistas dizem que a afirmação bíblica da exis ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 77 tência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos. Teólogos modernos e pós-m odernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia. Outros chegam até a admitir que certas pessoas irão para o Inferno, mas por tempo provisório. Porém, durante esse período, serão purificadas e receberão uma segunda chance para entrar no Céu. 2 . 0 ensino do Universalismo. Outro argumento muito frequente atualmente é o falso ensino de que, no final das contas, todas as pessoas irão para o Céu. Por exemplo, não haveria diferença no destino de um assassino frio e cruel para um crente que buscou ter uma vida santa, fugindo do pecado. A ideia central do Universalism o é a de que todos somos filhos de Deus e, como Ele é um Ser de amor, não pode condenar o ser humano a uma punição eterna. 3 . 0 alerta apostólico. Esses falsos ensinos revelam a fraude que muitos intelectuais cristãos cometem a res peito do cristianism o bíblico. O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento. Não por acaso, o apóstolo Paulo escreveu a respeito desses falsos ensinadores: eles teriam aparência de piedade, mas negariam sua eficácia (2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15); resistiríam à verdade (2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11); aposta- tariam da fé e dariam ouvido a doutrina de demônios, tendo suas consciências cauterizadas (1 Tm 4.1). Atualmente, estamos testemunhando de maneira vivida todos os a lertas apostólicos quanto aos falsos ensinos e ensinadores dos últimos dias. SINOPSE I Na atualidade m uitos pensam que a ex istência do Inferno não é com patível com os v a lo res éticos m odernos. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO Inferno “ Lugar onde Deus designa os perdidos para 0 castigo eterno tanto do corpo quanto da alma (Mt 10.28). Essa agonia de tormento eterno no Inferno é a maior de todas as tra gédias possíveis. Esse tópico da vida após a morte foi revelado apenas gradualmente nas Escrituras. ‘Geena’ originalmente se referia ao vale de Hinom perto de Jerusalém, o local das notórias ofertas, feitas por Acaz, de sacrifício de crianças pelo fogo ao deus Moloque (2 Cr 28.3) e Manassés (2 Cr 33-6). Mais tarde, o significado desse termo foi estendido ao lugar do castigo de fogo em geral. Ainda mais tarde, a localização geográfica desse lugar de punição foi mudada para debaixo da terra, mas a ideia de tormento de fogo continuou. Nos tem pos do NT, os fariseus criam claramente na punição dos ímpios na vida após a morte. É principalmente nos ensinos de Jesus que a realidade de um lugar de punição eterna entra em nítido foco. Na descrição de Jesus, o Inferno en volve fogo, inextinguível (Mt 18.8,9), 7 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 um lugar onde o verme não morre (Mc 4.48)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 255). II - COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA 1. No Antigo Testamento. A primei ra palavra a ser destacada no Antigo Testamento é Sheol, “ mundo inferior dos mortos” , “ sepultura” , “ inferno” , “ cova” . Ela traz a ideia do AT para “ morada dos mortos” , “ lugar que não tem retorno” . Essa palavra aparece 65 vezes no AT: sepultura, lugar para onde os mortos iam (Jó 17.13; Sl 16.10; Is 38.10); os fiéis seriam resgatados desse lugar (Sl 16.9-11; 49-15); os ím pios não seriam resgatados de lá (Jó 21.13; 24 .19; Sl 9 .17; 55-15)- No AT, 0 ensino sobre o destino das pessoas seconcentrava mais para 0 lugar onde os corpos das pessoas iam, não para o destino da alma após a morte. Não há, portanto, um texto claro no AT a respeito da divisão do Sheol entre um lugar de castigo e outro de bênçãos. Assim, 0 Antigo Testamento aponta para o Novo. Neste Testamento a doutrina do destino eterno das pessoas após a morte é bem clara. Contudo, de modo geral, a palavra hebraica Sheol tam bém é descrita como lugar de castigo (Jó 24.19). 2. No Novo Testamento. Três pa lavras gregas que aparecem no Novo Testam ento foram traduzidas pela palavra “ In fern o” : hades (traduz a hebraica Sheol); tártaro, geena. A palavra hades significa “ lugar de castigo” (Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23); tam bém pode se referir ao estado de morte que 0 ser humano experimentará no fim da vida (Mt 16.18; At 2.27,31; Ap 1.18). A palavra tártaro traz a ideia de um abismo mais profundo que a sepultura, a habitação dos ímpios mortos em que eles sofrem punição pelas suas obras más. Os anjos caídos estão presos neste lugar (2 Pe 2.4). A palavra geena, que aparece 12 vezes no Novo Testamento, significa “castigo eterno” . É uma palavra que deriva de termos hebraicos atrelados ao Vale de Hinom, ao lado sul e leste de Jerusalém. Nesse lugar, os adoradores de Moloque sacrificavam bebês pelo fogo (2 Rs 16.3; 21.6). Não por acaso, 0 profeta Jeremias se referiu ao Vale de Hinom como de julgamento (Jr 7.32; 19.6). No tempo do NT era um lugar em que se queimava 0 lixo da cidade. Essa palavra recebeu todo 0 simbolismo de “castigo eterno”, “ fogo eterno” e “ julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno. SINOPSE II A palavra Inferno aparece na Bíblia tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO Professor(a), explique que “ Jesus também retrata a extrema angústia dos que sofrem 0 castigo final de serem ‘lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes’ (Mt 8.12). Os apóstolos também ensinam a ideia de um severo castigo eterno para os perdidos. Na volta de Cristo, ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 9 os que vivem fora de um relaciona mento adequado com o Senhor Deus experimentarão repentina destruição (1 Ts 5.3), quando os anjos vierem ‘como labaredas de fogo’ e ‘toman do vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus C risto ’ (2 Ts 1 .6 -9 ) . O autor aos Hebreus fala de ‘uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários’ (Hb 10.27). Apocalipse descreve que ‘a fumaça do seu tormento sobre para todo 0 sempre ‘ (Ap 14.11) e que os ímpios serão lançados no ‘lago que arde com fogo e enxofre” ’ (Ap 21.8) (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 256). III - A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO 1. O conceito bíblico de Inferno. À luz de Mateus 25.41, o Inferno é um lugar real. O Deus justo e bom jamais faria um lugar como esse para o ser humano criado à sua imagem e seme lhança (Gn 1.26), mas, sim, para 0 Diabo e seus anjos que se rebelaram contra Ele (2 Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entre tanto, quando 0 ser humano despreza a Deus e sua Palavra, colocando-se sob o governo do deus deste século, o Diabo, será também sentenciado e destinado ao mesmo lugar que Satanás e seus demônios foram (2 Co 4. 4). 2.0 que ensina a doutrina? A realidade do Inferno é um ensino integralmente bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), descrito como um lugar de tristeza, vergonha, dor e extrema agonia. Isso porque 0 ser humano irá para 0 Infer no de maneira integral: corpo e alma. Assim, de acordo com o vasto ensino do Novo Testamento, todas as pessoas que desprezam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas passarão a eter nidade totalmente separadas de Deus, na presença do Diabo e seus demônios (Mt 25.41). 3. O castigo será eterno. Diversas passagens do Novo Testamento deno tam a realidade do Inferno como lugar de castigo eterno: fogo inextinguível (Mt 3.12; Mc 9.43,48); fornalha acesa (Mt 13.42,50); trevas (Mt 8.12; 22.13); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15). Então, o castigo eterno se configura como uma penali dade aos que se rebelaram contra Deus e sua Palavra. Por isso, esse castigo tem relação direta com o pecado. Todos os pecadores que não se arrependeram de seus pecados serão lançados no Lago de Fogo, o Inferno, logo após 0 julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Contudo, precisam os observar algo importante. A ida do ser humano para 0 Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo. O en sino bíblico é claro e simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno (Mt 25.46); os que escolheram a Cristo receberão a vida eterna (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para o Céu ou para 0 Inferno, se passará a eternidade com Cristo ou sem Ele, é pessoal. SINOPSE III A doutrina bíblica do Inferno prova a sua realidade. 8 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 CONCLUSÃO À luz da Bíblia, a possibilidade de passar a eternidade num contexto de dor e sofrimento é real. Por isso, essa realidade deve valorizar mais a tão grande salvação que Deus providenciou para as nossas vidas e, por isso, devemos estar firmados em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, o ser humano passará a eternidade longe de Deus. Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação REVISANDO O CONTEÚDO 1. Explique pelo menos um argumento apresentado na lição que nega o en sino bíblico sobre o Inferno. Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia. 2. O que os falsos ensinadores afirmam ao distorcerem as verdades do cris tianismo bíblico? O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar inte gralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento. 3. Qual palavra do Novo Testamento traz o simbolismo de “ castigo eterno”, “ fogo eterno” e “ julgamento final”? A palavra geena recebeu todo 0 simbolismo de “ castigo eterno” , “ fogo eter no” e “ julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno. 4. Cite ao menos três expressões que descrevem 0 Inferno. Fornalha acesa (Mt 13.42,50); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15). 5. De quem é a iniciativa primária do destino do ser humano ao Inferno? A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em re belião contra o Altíssimo. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 l LIÇÃO 12 23 de Junho de 2024 T T A A BENDITA ESPERANÇA: A MARCA DO CRISTÃO TEXTO AUREO “Aguardando a bem- aventurada esperança e 0 aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” (Tt 2.13) VERDADE PRATICA A esperança cristã é a âncora que mantém a alma do crente firme diante dos dissabores em nossa jornada de fé. LEITURA DIÁRIA Segunda - Rm 8.24,25 Quinta - Rm 8.18 A esperança é uma expectativa ao 0 que nos aguarda é maior que as que não se vê aflições atuais Terça - l Pe 1.23 A esperança cristã é uma consequência do Novo Nascimento Sexta - At 27.29; Hb 6.18,19 A esperança cristã como âncora da alma Quarta - Gn 3.15; Ap 12.9 A esperança como fio condutor das Sábado - 1 Jo 3.2,3 Escrituras L __________________________ A esperança de sermos como Jesus é ___________________________ J 82 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Romanos 8.18-25 18 - Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós háde ser revelada. 19 - Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. 20 - Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, 21 - na esperança de que também a mes ma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 - Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. 23 - E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. 24 - Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é espe rança; porque 0 que alguém vê, como o esperará? 25 - Mas, se esperamos 0 que não vemos, com paciência 0 esperamos. F Í J Hinos Sugeridos: 300, 371, 4 4 2 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO A Esperança Cristã é um elemento da fé que move o crente a perseverar na carreira que lhe foi proposta pelo nosso Salvador. Ela aponta para um futuro em que o desfecho divino se revelará fielmente. Essa esperança traz uma perspectiva de vigilância para não sermos apanhados de surpresa e, ao mesmo tempo, uma perspectiva de alegria e consolo diante de todo o sofrimento que padecemos neste mundo. Finalmente, essa esperança é a âncora da nossa alma, ela nos traz firm eza e solidez em tempos de grandes incertezas. Estudaremos esses assuntos ao longo desta lição. 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Mostrar o alvo da esperança cristã; II) Explicitar a doutrina da esperança cristã; III) Enfatizar a esperança cristã como a âncora da alma do crente. B) Motivação: É impressionante como a esperança cristã fez com que a primeira geração de cristãos, que sofreu grandes aflições, vitupérios, tribulações, espoliação de bens e muitos outros prejuízos por causa de sua fidelidade ao Senhor, não perdeu a capacidade de se alegrar e regozi jar-se em Cristo (Hb 10.34). Qual era a causa disso? Porque “ eles tinham nos céus uma possessão melhor e permanente” (Hb 10.34). C) Sugestão de Método: Para iniciar a aula de hoje, distribua pedaços de papel para a sua classe. Peça que cada aluno escreva, de maneira sucinta, uma promessa que deseja que Deus cum pra em sua vida ou algo que ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 3 tenha prometido de coração a Deus. Certifique-se de que todos pegaram o pedaço de papel e tenham escrito nele. Em seguida, recolha os papéis e coloque-os em uma bolsa ou jarra. Depois, solicite que um aluno pegue um papel e leia para a classe. Convide que o(a) autor(a) da frase se identifi que e fale sobre a promessa e quanto é importante vê-la realizada em sua vida. Encerre esse momento falando a respeito da importância de viver com a expectativa de vermos uma esperança realizada. Então, inicie a lição. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: A esperança cristã é um antídoto do Céu para nos motivar a perseverar na fé em Cristo em meio às aflições do tempo presente. Por isso, estimule a sua classe a fazer como os crentes da Igreja Primitiva, que não se desesperavam com a perseguição porque sabiam que tinha uma morada muito superior a daqui da terra. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e sub sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que da rão suporte na preparação de sua aula: l) O texto “A Esperança do Crente” , localizado depois do primeiro tópico, aprofundar 0 tópico a respeito do alvo da esperança do cristão; 2) O texto “A Ressurreição de Jesus como garantia de nossa esperança” , ao final do segundo tópico, expande a reflexão a respeito da prática piedosa do Senhor Jesus. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Desde quando 0 crente nasce de novo, ele é convocado a viver uma vida de es perança. Nesse sentido, a esperança cristã tem 0 seu fundamento na ressurreição do Senhor Jesus (1 Pe 1.3,21). É uma obra po derosa de Deus que move a Igreja de Cristo a trabalhar pela causa do seu reino. As- ' sim, a lição desta semana tem o propósito de expor 0 ensino da esperança cristã e o quanto ele é importante em nossa jornada para o céu. I - PARA ONDE APONTA A ESPERANÇA DO CRISTÃO? 1. A esperança cristã. De acordo com o Novo Testamento, a “ esperança” é P a la vra -C h a ve Esperança uma expectativa favorável e confiante que se fundamenta ao que não se vê, ao futuro (Rm 8.24,25). Nesse caso, ela pode antecipar aquilo que é bom (Tt 1.2; 1 Pe 1.21). Não por acaso, 0 apóstolo Paulo escreve que a esperança do cristão foi esta belecida por meio de Cristo, a “esperança da glória” e a “ esperança nossa” (Cl 1.27; 1 Tm 1.1). Portanto, do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “a confiança no cumprimento de uma grande expectativa”. 2. A esperança nas cartas do apóstolo Paulo. O assunto da esperança cristã está bem presente nas cartas apostólicas de Paulo. Nelas, percebemos a esperança na ressurreição dos mortos em Cristo f 8 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 (At 23.6; 1 Ts 4.13,14); a esperança do cumprimento da promessa (At 26.6,7); a esperança da justiça (G1 5.5); a espe rança do Evangelho (Cl 1.5); a esperança do arrebatamento da Igreja (1 Ts 5.8); a esperança da vocação (Ef 1.18); a es perança da vida eterna (Tt 1.2; 37); e, finalmente, a esperança do aparecimento da glória de Deus e do Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13). Na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, a esperança aparece como a segunda virtude mencionada ali (l Co 13.13). 3. Deus: o autor da nossa esperança. Essa esperança é uma consequência do Novo Nascimento em Cristo Jesus, de modo que esse processo envolve uma obra plenamente sobrenatural, espiritual (1 Pe 1.23). Por isso, Deus é o autor da nossa esperança, conforme o apóstolo Paulo mostra em sua carta (Rm 15.13). Logo, por meio dessa viva esperança, estamos prontos para su portar perseverantem ente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10.32-36). Ora, a nossa fé tem sido provada pela história por meio das perseguições cruéis e muitos outros desafios que sem pre nos testaram . Entretanto, a Igreja de Cristo nunca sucumbiu a eles, sempre prosperou e floresceu por causa de uma esperança gloriosa que nunca puderam tirar de nós, a confiança na vida eterna com Deus (At 20.24). SINOPSE I A Esperança Cristã, que tem Deus com o o seu autor, apon ta para o porvir, um a gloriosa realidade AUXÍLIO TEOLÓGICO “ A Esperança do Crente Deus é revelado na Bíblia com 0 Deus da esperança que nos ou torga paz e alegria à medida que confiarmos nEle (Rm 15.13). A ga rantia da esperança do crente é dupla: o amor de Deus que enviou Jesus para morrer em nosso lugar (Rm 5 .5 - 10 ) e os atos poderosos do Espírito Santo que nos levam a ‘abundar em esperança pela virtude do Espírito Santo (Rm 15.13). Dessa maneira, o Espírito Santo que nos batiza e nos dá a sua plenitude é ‘0 penhor [primeira prestação] da nossa herança’ (Ef 1.14 ). Paulo também nos mostra que a nossa esperança não é incerta; é tão segura quanto qualquer coisa que possuím os. O único motivo por que a promessa da nossa ressurreição, do nosso corpo glorificado, do nosso reinar com Cristo, e do nosso futuro eterno é chamada ‘esperança’ é porque ainda não os alcançamos (Rm 8.24,25). Essa esperança, porém, nunca nos decepcionará, nem nos envergonhará por termos confiado nela, porque ela é mantida viva e demonstrada como verdadeira pelo amor de Deus que 0 Espírito Santo derramou em nosso coração (Rm 5.5)” (HORTON, Stan ley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, pp.609-10). II - A PERSPECTIVA ESCATO- LÓGICA DA ESPERANÇA CRISTÃ 1. A Bíbliafocaliza o futuro. A his tória da Criação se inicia com Deus. O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, nos revela isso. Infelizmente, ao se desdobrar ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 5 os acontecimentos do início de Gêne sis, o pecado provocou desarmonia na Criação. Entretanto, Deus age para que tudo volte a ser perfeito, equilibrado e harmônico. Isso que o apóstolo Paulo revela a partir da menção que faz à abrangência cósmica da morte de Jesus Cristo (Ef 1.10). Essa promessa originou no Éden, com o descendente da mulher, e se revela hoje por meio de Cristo como fio condutor das Sagradas Escrituras (Gn 3.15; Ap 12.9). 2. A esperança no porvir traz con solo e a legria ao crente. A doutrina das últim as coisas, denominada de Escatologia, estuda as coisas futuras. Muitos vivem com medo do futuro, do que pode acontecer com eles, mas os cristãos se consolam e se alegram no que a Bíblia diz a respeito do fu turo (Rm 15.4). Nesse aspecto, 0 que a Palavra de Deus diz a respeito do que nos aguarda na eternidade com Cristo é glorioso e incomparável, em que as aflições do tempo presente não podem ser com paradas com a glória a ser revelada em nós (Rm 8.18). Assim, a Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo. 3. Por que uma doutrina da espe rança? A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na promessa da ressureição dos que mor reram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4.13-18). Trata-se de uma prom essa gloriosa para reinar com Cristo. Como ainda não alcançam os essa promessa, vivemos na esperança de que brevemente tudo se cumpra, pois quem fez a promessa é fiel para cumprir (Hb 10.23). SINOPSE II A esperança bíblica traz consolo e alegria ao crente ao longo de sua carreira. AUXÍLIO TEOLÓGICO A Ressurreição de Jesus como garantia de nossa esperança “A maioria dos teólogos reconhece que ‘no Novo Testamento’ 0 futuro é visto como o desdobrar daquilo que nos é dado na ressurreição de Cristo’ . Sua ressurreição era o tema principal da pregação da Igreja Primitiva. No Dia do Pentecoste, Pedro centralizou a atenção em Jesus. Paulo proclamou que ‘Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem’ (1 Co 15.20). ‘E, se 0 Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará 0 vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita’ (Rm 8.11). Pedro também falou de ‘uma viva esperan ça, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar’ (l Pe 1.3,4). [...] A ressurreição de Cristo me diante o Espírito é, portanto, a ga rantia de que seremos ressuscitados e transformados de tal maneira que no corpo ressuscitado será imortal e corruptível” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistem ática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Ja neiro: CPAD, 2023, pp.609-10). 8 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 III - A ESPERANÇA CRISTÃ COMO ÂNCORA DA ALMA 1. Nossa esperança como âncora. Podemos descrever a âncora como uma pesada peça de ferro presa a uma corrente grossa e lançada ao fundo do mar com o propósito de manter um navio parado (At 27.29). O escritor aos Hebreus descreve a esperança cristã como uma “ âncora da alma segura e firm e” durante a jornada com Cristo (Hb 6.18,19). Ela representa tudo 0 que sustenta e estabiliza a alma do crente em tempos de incertezas. 2. Por que a esperança do crente é a melhor? Essa esperança que traz certeza à alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios. O apóstolo Paulo afirma que, sem Cristo, não há esperança para o ser humano (Ef 2.12). Dessa forma, trata-se de uma esperança vã. Por consequência, há diversas espe ranças presentes na cultura humana. Por exemplo, há religiões que expressam sua esperança em uma história cíclica, como no Hinduísmo, em que a vida é vista de acordo com o ciclo de nascimento, morte e reencarnação; outros povos buscam pautar a sua esperança em astrologia, quiromancia, dentre várias práticas pagãs que a Bíblia proíbe; na política, muitos fundamentam suas esperanças em ações revolucionárias que não passam de ilusão. Em síntese, podemos dizer que toda esperança fora de Cristo é vazia, sem sentido; já a esperança em Cristo é segura, consoladora e com propósito (Cl 1.27). 3. Mantendo firm e a esperança. À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é 0 grande motivo para 0 crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3). Naqueles dias, os discípulos de vv Essa esperança que traz certeza à alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios.” Cristo entendiam que a sua vinda seria de maneira iminente, isto é, poderia acontecer a qualquer momento (Mt 25.1-13). Semelhantemente, devemos estar em prontidão, aguardando 0 dia em que o nosso Senhor arrebatará a sua Igreja. Não sabemos o dia nem a hora que 0 Senhor virá, mas a nossa parte é manter a nossa esperança viva e firme (Lc 18.8). SINOPSE III A Esperança é uma âncora da alma, pois traz firmeza e soli dez em tempos incertos. CONCLUSÃO Lutas, dissabores, provações, morte, dentre outas coisas, o salvo em Cristo poderá enfrentar tudo isso firmado na esperança verdadeira que é Cristo Jesus, nosso Senhor. Assim , seguirem os a nossa jornada sem temor e sem per der a fé. A história testemunhou que o Cristianismo cresceu e prosperou porque os cristãos entenderam que essa vida é provisória, sendo apenas uma parte de um todo muito maior: a eternidade com Cristo. Portanto, mantenhamos firme a confissão da nossa esperança, pois o que prometeu é fiel (Hb 10.23). ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 7 Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação REVISANDO O CONTEÚDO 1. De acordo com a lição, e do ponto de vista bíblico, o que é esperança? Do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “ a confiança no cumprimento de uma grande expectativa” . 2. Diante da viva esperança, para que estamos prontos? Estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10 .32-36). 3. Que tipo de livro a Bíblia é? A Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo. 4. Por que temos uma doutrina da esperança? A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na pro messa da ressureição dos que morreram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4 .13-18). 5. À luz do Novo Testamento, 0 que podemos afirmar quanto à esperança cristã? À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3). r------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1 VOCABULÁRIO Cósmica: esfera que representa 0 planeta Terra; 0 globo terrestre; 0 mundo. t____________________________________________________________________ á 8 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 A CIDADE CELESTIAL \ TEXTO ÁUREO “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.v (Fp 3.20) V_____________________________ VERDADE PRÁTICA A cidade celestial é 0 alvo de toda a nossa jornada que iniciou com 0 Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais. LEITURADIÁRIA Segunda - Lc 23.46; 2 Co 12 .2-4 Quinta - Jo 4.10 0 Paraíso como a habitação de 0 rio da água da vida fluirá Deus, dos anjos e dos salvos abundantemente Terça - Ap 3.12 Sexta - Fp 3.20 A Nova Jerusalém, a cidade que A nossa verdadeira morada está descerá do Céu nos Céus Quarta - Cl 1.20 Sábado - 2 Co 5.8; Fp 1.21,23 A reconciliação de tudo 0 que está A esperança sincera de todo cristão na Terra e no Céu peregrino 1 ____________________________________ Á ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 9 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Apocalipse 2 1 .9 - 14 ; 2 2 .1-5 Apocalipse 21 9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, m ostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. 10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. 11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra dejaspe, como o cristal resplandecente. 12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os no mes das doze tribos de Israel. 13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas. 14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Apocalipse 22 1 - E mostrou-me 0 rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. 2 - No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. 3 - E ali nunca mais haverá maldição con tra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. 4 - E verão 0 seu rosto, e na sua testa es tará 0 seu nome. 5 - £ ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque 0 Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre. F Í J Hinos Sugeridos: 48 5, 509, 6 14 da Harpa Cristã PLANO DE AULA 1. INTRODUÇÃO A Pátria Celestial é 0 ponto de chegada de todos salvos em Cristo que foram iluminados pela Palavra de Deus e provaram de uma tão grande salvação. A nossa morada não está aqui, mas no Céu. Por isso, ao longo desta lição, estudaremos a realidade bíblica do Paraíso e da Cidade Celestial, e o eterno e per feito estado dos salvos. Ainda, nesse tempo presente, conhecemos essa realidade de maneira bem limitada, mas haverá o dia em que a conhe ceremos plenamente (1 Co 13.12). 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO A) Objetivos da Lição: I) Conceituar 0 Paraíso; II) Explicar a eternidade como doutrina bíblica e como descrita no Livro de Apocalipse; III) Cons cientizar a respeito do estado final de todos os santos. B) Motivação: Há um hino clássico que diz o seguinte: “ Sou forasteiro aqui, em terra estranha estou, do 9 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 reino lá do céu embaixador eu sou” . É uma letra que revela exatamente o que Bíblia diz a respeito de nossa verdadeira cidadania. Sim, a Bíblia diz que nós não somos desse mundo, embora estejamos nele. C) Sugestão de Método: Estamos na última lição deste trimestre. Antes de iniciar a aula desta última lição, faça uma revisão dos principais pontos que abordamos ao longo do trimestre. Mostre que o propósito do nosso estudo foi percorrer a carreira cristã que se iniciou com o Novo Nascimento. E que durante essa caminhada nos deparamos com muitos obstáculos e, também, com muita graça de Deus para auxiliar-nos. Relembre a classe lições importantís simas como a escolha das duas portas, a confissão e o abandono do pecado, as armas espirituais que temos a nossa disposição, dentre outras. Pondere o tempo que você levará para a revisão. Não ultrapasse 10 minutos. Em seguida, introduza a última lição do trimestre. 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO A) Aplicação: Claramente quem cultiva 0 sentimento de morar bre vem ente no Céu, procura não se acostumar com o pecado, leva a sério a necessidade de ter uma vida santa. Sim, a consciência da cidadania ce lestial traz a nossa vida um senso de urgência e seriedade na comunhão com Deus e sua Igreja. 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 97, p .42, você encontrará um subsídio especial para esta lição. B) A uxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “ O Significado de Jerusalém para a Igreja Cristã” , localizado depois do primeiro tópico, aprofunda 0 tópico a respeito de a Nova Jerusalém como a cidade ce lestial dos cristãos; 2) O texto “ Rio e Árvore da Vida” , ao final do segundo tópico, expande o assunto da vida eterna conforme descrita no Livro do Apocalipse. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Escrituras sabem que não foram destinados para v i ver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Bre vemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com 0 Pai, em o -1ilavra-Cha Cidadí 1SSk w nossa pátria celestial (Fp 3.20). Por Celestial, 0 Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã. ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9 1 vv Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra I - O PARAÍSO ETERNO 1 . 0 que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos an jos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, 0 corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, 0 lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem -aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é 0 mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7. 2 . 0 que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após 0 Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve neste mundo, 0 Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (Jo 14.2,3). A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1C0 15.54). 3. Quando a eternidade começará? De acordo com 0 estudo atento de Apocalip se, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfante- mente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará 0 Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Es tado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com 0 Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período,pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, 0 Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém! SINOPSE I O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu. 9 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO “ O Significado de Jerusalém para a Igreja Cristã A cidade de Jerusalém também foi importante para a igreja cristã. (1) Jerusalém foi o berço do cris tianism o. Foi ali que Jesus Cristo foi crucificado e ressuscitou dos mortos. Foi também em Jerusalém que o Cristo ressuscitado ‘derramou’ o Espírito Santo sobre os discípulos no dia de Pentecoste [...]. A partir dessa cidade, a mensagem de Jesus Cristo se espalhou ‘até aos confins da terra’ (At 1.8; cf. Lc 24.47). [...] (2) Os autores do Novo Testamento aceitaram grande parte do significado de Jerusalém para o Antigo Testa mento, mas também reconheceram 0 seu simbolismo relacionado a uma cidade celestial. Em outras palavras, quando 0 Novo Testamento retrata Jerusalém como a cidade santa, não se refere apenas a um lugar na terra, mas no céu, onde Deus habita e onde Cristo governa à sua direita (isto é, 0 lugar de maior honra e autoridade). Dali, Ele envia as suas bênçãos e dali Jesus irá retornar.” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.696). II - O ETERNO E PERFEITO ESTADO 1 . 0 estado perfeito à luz da doutrina bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após 0 Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, 0 propósito original de Deus se cumprirá e toda Terra se en cherá de sua glória. Conforme 0 apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma grei (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito. 2. O estado perfeito à luz de Apo calipse 22 .1-5 . O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vivida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus. a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente 0 aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (Jo 4.10; cf. SI 46.4; Ez 47.1-12). b) A vida eterna descrita como árvore. A árvore da vida remonta ao livro de Gênesis (Ap 22.2 ; cf. Gn 2.9; 3.22). Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais. c) A vida eterna sem males. Não haverá mais “maldição contra alguém” (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois 0 mal será plenamente erradicado. Ali, 0 trono de Deus e do Cordeiro estarão centrali zados no coração do ser humano. d) A vida eterna na presença de Deus. Contemplaremos a Deus face a face (1 Co 13.12), e sua presença será a nossa ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 93 luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença glo riosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele. SINOPSE II A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, um a árvore, lugar sem m ales e a p resen ça etern a de Deus. AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO Rio e Árvore da Vida “ O Rio Puro da Água da Vida. Este rio aparentemente literal sugere o fluxo contínuo do Espírito Santo e da vida, da bênção e do poder espi ritual que Ele nos dá (cf. 7.17; 21.6; 22.17; Is 44.3; Jo 7.37-39). O rio é um lembrete de que as pessoas ainda são dependentes de Deus Pai e de Cristo Jesus para tudo na sua vida, assim como sempre foram. AÁrvore da Vida. Este pode ser um substantivo coletivo, referindo-se às árvores que revestem ambos os lados do rio da vida. Esta árvore se refere à vida eterna dada a todos os membros do povo de Deus (Gn 2.9; 3.22). As folhas que curam indicam a ausência de qualquer coisa que traga dano físico ou espiritual (cf. Ez 47-12). Observe que mesmo em nossos corpos imortais seremos dependentes do Senhor para obtermos força, vida e saúde.” (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2469). III - O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS 1. O que todo crente sa lvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O p atriarca Abraão v iv ia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; G1 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua ver dadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e m aravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3). 2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cum prindo-se plenamente dessa forma 0 que está escrito em Gálatas: “ nisto não há judeu nem grego” (G1 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus. 3. Finalmente em casa. Sabemos que nossa morada final não é aqui neste mundo, nem na sepultura, prova disso é que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13). O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm 94 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa de quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jor nada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu. SINOPSE III No Estado Final, finalm ente, po derem os dizer: estam os em casa. CONCLUSÃO O Céu é 0 destino final de uma jor nada que se iniciou com o Novo Nasci mento. Do início da jornada até o final, VV Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.” enfrentaremos inimigos que intentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sa bendo que aquEle que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali. REVISANDO O CONTEÚDO 1. Como podemos definir 0 Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12 .2-4). 2. De onde virá a Nova Jerusalém? Do céu. 3. De acordo com a lição, como 0 perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia? O perfeito e eterno estado é descrito na Bíbliacomo um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito. 4. Quais os símbolos apresentados no livro de Apocalipse que descrevem o divino estado perfeito de todas as coisas? São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus 5. O que os cristãos sinceros devem cultivar em seu coração? Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava 0 apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9 5 Anotações do Professor Clique aqui para fazer sua anotação ^ REVELAÇÃO SISTEMATIZADA NA TEOLOGIA PENTECOSTAL ESORAS CABRAL DE MELO LEITURAS PARA APROFUNDAR E S C A T O L O G l A P E N T T A L Escatologia Pentecostal Por meio de relatos cronológicos extraídos da análise interpretativa da teologia pentecostal, com base na revelação gradual das Escrituras proféticas da Bíblia Sagrada, este livro sucinto e direto ao ponto, apresenta todo o desencadeamento escatológico. f c / Daniel & 7/iTÍ i fexU. A p ocalips Daniel e Apocalipse Uma análise segura sobre os principais assuntos de cada capítulo destes dois livros proféticos e escatológicos das Escrituras Sagradas. 9 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 O m i n i s t é r i o d e c a p e l a n i a d e s e m p e n h a u m p a p e l v i t a l n a p r e s t a ç ã o d e c u i d a d o s e s p i r i t u a i s e e m o c i o n a i s e m u m a v a r i e d a d e d e c o n t e x t o s , c o m o h o s p i t a i s , p r i s õ e s , e m p r e s a s , f o r ç a s a r m a d a s e c o m u n i d a d e s e d u c a c i o n a i s . P r i m e i r a m e n t e , a c a p e l a n i a o f e r e c e a p o i o e s p i r i t u a l e e m o c i o n a l p a r a i n d i v í d u o s e n f r e n t a n d o s i t u a ç õ e s d e s a f i a d o r a s . E m a m b i e n t e s c o m o h o s p i t a i s , p o r e x e m p l o , c a p e l ã e s a c o m p a n h a m p a c i e n t e s e s u a s f a m í l i a s , o f e r e c e n d o c o n s o l o , e s p e r a n ç a e o r i e n t a ç ã o e s p i r i t u a l . E m p r i s õ e s , e l e s o f e r e c e m u m c a m i n h o p a r a a r e d e n ç ã o e t r a n s f o r m a ç ã o p e s s o a l , a j u d a n d o o s d e t e n t o s a e n c o n t r a r u m p r o p ó s i t o e d i r e ç ã o . M u i t a s v e z e s , c a p e l ã e s e s t ã o n a l i n h a d e f r e n t e , o f e r e c e n d o a p o i o e m o c i o n a l e e s p i r i t u a l e m m o m e n t o s d e g r a n d e n e c e s s i d a d e , c o m o a p ó s d e s a s t r e s n a t u r a i s o u a t a q u e s t e r r o r i s t a s . A C a p e l a n i a t a m b é m é u m a p o r t a d e e n t r a d a p a r a o i n g r e s s o n a s F o r ç a s A r m a d a s . S a i b a m a i s s o b r e a f o r m a ç ã o o n - l i n e e m c a p e l a n i a d a C G A D B . U m a p a r c e r i a e n t r e a F a c u l d a d e F A E C A D e o C o n s e l h o d e C a p e l a n i a d a C G A D B . SAIBA MAIS CONFERÊNCIAS DOMINICAL O Espírito Santo capacitando a Igreja para o ensino da Verdade. Jo 14 .26 Prepare-se para o evento que tem marcado a Escola Dominical no Brasil! 8 PLENÁRIAS - 28 SEMINÁRIOS - 14 W O R KSH O PS — * — Cocu>unlof/SP ò»Soum/IO E MUITOS OUTROS CENTRO DE CO N VEN ÇÕ ES DE PER N AM BU CO c 3 FLORIANÓPOLIS.SC CENTRO DE CO NVENÇÕ ES DE FLORIANÓPOLIS — SALVADOR, BA - 14 A 17 DE MARÇO 11A 14 DE JULHO A 31 AGOSTO CENTRO DE CULTURA CRISTA DA BAHIA ARAGUAÍNA, TO - A CAMPO GRANDE, MS A 15 SETEMBRO DATA A DEFINIR