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VOCÊ AMA SER PROFESSOR,
NAS NÃO ESTÁ 100% SATISFEITO 
CON A AULA QUE MINISTRA?
JÇÕES
3ÍBLICAS
Professor | 2 o Trim estre de 2 0 2 4 
Com entarista: Osiel Gomes
SUMARIO
A Carreira que Nos Está Proposta
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar 
ao Céu
Lição í - O Início da Caminhada 3
Lição 2 - A Escolha entre a Porta Estreita e a Porta Larga 10
Lição 3 - 0 Céu - 0 Destino do Cristão 18
Lição 4 - Como se Conduzir na Caminhada 26
Lição 5 - Os Inimigos do Cristão 33
Lição 6 - As Nossas Armas Espirituais 40
Lição 7 - 0 Perigo da Murmuração 47
Lição 8 - Confessando e Abandonando 0 Pecado 54
Lição 9 - Resistindo à Tentação no Caminho 61
Lição 10 - Desenvolvendo uma Consciência de Santidade 68
Lição 1 1 - A Realidade Bíblica do Inferno 75
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão 82
Lição 13 - A Cidade Celestial 89
Presidente da Convenção Geral 
das Assembléias de Deus no Brasil
José Wellington Costa Junior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor Executivo 
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Consultor Doutrinário e Teológico
Elienai Cabral
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
Cícero da Silva
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Gerente de TI
Rodrigo Sobral Fernandes
Gerente de Comunicação
Leandro Souza da Silva
Chefe do Setor de Educação Cristã
Marcelo Oliveira
Chefe do Setor de Arte & Design
Wagner de Almeida
Editor
Marcelo Oliveira
Redatores
Marcelo Oliveira 
Telma Bueno 
Thiago Santos
Revisora
Cristiane Alves
Projeto Gráfico
Leonardo Engel I Marlon Soares
Diagramação
Nathany Silvares
Capa
Marlon Soares I Nathany Silvares
Av. Brasil, 34.401 - Bangu 
Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002 
Tel.: (21) 2406-7373
www.cpad.com.br
G D O ®
Bíblicas
Prezado(a) Professor(a),
0 caminho que o cristão faz com Cristo 
inicia com a experiência do Novo Nas­
cimento e prossegue até o dia em que 
ele chegará à cidade celestial. Entre esse 
início e chegada, o crente se depara com 
muitos desafios e obstáculos.
Para refletir a respeito desse caminho, 
que se inicia com o Novo Nascimento e 
seus muitos desafios, neste trimestre, 
estudarem os a “A C arreira que Nos 
Está Proposta: 0 Caminho da Salvação, 
Santidade e Perseverança para Chegar ao 
Céu”. Nele, refletiremos à luz da Palavra 
de Deus, assuntos como a realidade do 
Céu, do Inferno, da Tentação, da bendita 
esperança.
Nosso propósito é que, ao longo deste 
trimestre, você pense a respeito de sua 
jornada com Cristo neste mundo. Como 
cristãos peregrinos, 0 anseio de encontrar 
com Cristo deve nortear toda a nossa 
caminhada.
Bom trimestre!
José W ellington Bezerra da Costa 
Presidente do Conselho 
Administrativo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Diretor Executivo
Conheça mais
sobre 0 Novo Currículo 
de Escola Dominical
http://www.cpad.com.br
LIÇÃO 1
7 de Abril de 2024
TEXTO ÁUREO
“Jesus respondeu e disse-lhe: Na 
verdade, na verdade te digo que 
aquele que não nascer de novo 
não pode ver 0 Reino de Deus.” 
(J03.3)
\ _____________________________
r
VERDADE PRÁTICA
O Novo Nascimento marca 0 
início da jornada do crente em 
Jesus Cristo.
____________________________ )
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - Rm 8.2; 12.2
A nova vida com Cristo por meio do
Espírito
Terça - Ef 1.3-6
Na nova vida com Cristo temos
Deus como Pai
Quarta - 1 Co 15.57
Na nova vida com Cristo temos 0
Filho conosco
Quinta - Jo 14.26 
Na nova vida com Cristo temos o 
Espírito Santo, o Consolador 
Sexta - Jo 16.7-11; Rm 8.5-7 
A nova vida com Cristo é uma ação 
poderosa do Espírito 
Sábado - 1 Pe 1.23 
A nova vida com Cristo é gerada 
por intermédio da Palavra
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 3 .1-8
1 - E havia entre os fariseus um homem 
chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: 
Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de 
Deus, porque ninguém pode fazer estes 
sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 -Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, 
na verdade te digo que aquele que não nas­
cer de novo não pode ver 0 Reino de Deus.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um 
homem nascer, sendo velho? Porventura, 
pode tornar a entrar no ventre de sua 
mãe e nascer?
5 - Jesus respondeu: Na verdade, na ver­
dade te digo que aquele que não nascer 
da água e do Espírito não pode entrar 
no Reino de Deus.
6 - 0 que é nascido da carne é carne, 
e 0 que é nascido do Espírito é espírito. 
7 - Não te maravilhes de te ter dito: 
Necessário vos é nascer de novo.
8 - 0 vento assopra onde quer, e ouves a 
sua voz, mas não sabes donde vem, nem 
para onde vai; assim é todo aquele que 
é nascido do Espírito.
4
Hinos Sugeridos: 15 ,19 , 227 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Caminhada Cristã inicia com 0 
Novo Nascimento, obra efetuada pelo 
Espírito Santo mediante ao sacrifício 
de Jesus Cristo no Calvário. A con­
clusão dessa obra se dará por ocasião 
da glorificação final dos salvos, ou 
seja, a ocasião em que receberemos 
um corpo glorioso, semelhante ao 
do Senhor Jesus quando apareceu 
aos discípulos após ressurreto. Neste 
trimestre, estudaremos o início e o 
final dessa caminhada, mas também 
0 meio dessa jornada com Cristo. Do 
início ao final da caminhada cristã, há 
um meio que se mostra um desafio. 
Para nos auxiliar neste estudo, conta­
remos com 0 pastor Osiel Gomes, líder 
da AD em Tirirical (MA), doutorando 
em teologia, conferencista e autor de 
várias obras publicadas pela CPAD. O
pastor Osiel Gomes é o comentarista 
deste trimestre.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar 
o sentido da caminhada com Cristo; 
II) Ensinar a respeito da doutrina 
do Novo Nascimento; III) Enfatizar 
a importância do Novo Testamento 
para a formação de quem inicia a 
caminhada cristã.
B) Motivação: Nesta vida, preci­
samos ter bem claro a ideia de início 
e fim para qualquer atividade que 
iniciamos. Na trajetória da caminhada 
com Cristo não é diferente. Há um 
início e, também, uma promessa de 
um desfecho glorioso. Esse desfecho é 
0 alvo que deve estar sempre diante de 
nós quando nos encontrarmos diante 
dos obstáculos da nossa caminhada
4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
espiritual. Os desafios podem ser 
grandes, mas nada se compara com o 
desfecho reservado a cada peregrino 
que iniciou a sua jornada para Céu.
C) Sugestão de Método: Vamos 
iniciar mais um trimestre. A primeira 
aula é uma introdução que situará o 
aluno a respeito do que ele estudará 
durante todo o trimestre. Por isso, 
planeje bem esta primeira aula, re­
servando tempo para expor e aplicar 
o conteúdo desta primeira lição, de 
modo que você consiga fazer uma 
boa introdução do trimestre. Nesta 
oportunidade, sugerimos que você 
inicie a aula trazendo uma reflexão a 
respeito do tema geral do trimestre: 
“A Carreira que Nos Está Proposta: 0 
Caminho da Salvação, Santidade e Per­
severança para Chegar ao Céu” . Procure 
extrair dos alunos a percepção deles a 
respeito do tema, o que esperam dele 
e o que desejam aprender. À medida 
que você vai percebendo os anseios 
da classe , com ente os principais 
assuntos que serão abordados na 
aula. Nessa introdução, apresente o 
comentarista deste trimestre, o pastor 
Osiel Gomes, conforme mencionado 
na introdução. Um excelente início 
de trimestre!
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A lição de hoje é 
uma excelente oportunidade para
os alunos refletirem a respeito de 
sua trajetória como cristãos, desde 
quando ela iniciou até o momento 
presente. Mostre que, à medida que 
temos a consciência do que nos espera 
no final da nossa jornada, teremos 
mais ou menos motivação espiritual 
para concluí-la. Encerre a aula ci­
tando as Escrituras: “ Nós, porém, 
não somos daqueles que se retiram 
para a perdição, mas daqueles que 
creem para a conservação da alm a” 
(Hb10.39).
4 . SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .36, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) A uxílios Especiais: Ao final 
do tópico, você encontrará auxílios 
que darão suporte na preparação de 
sua aula: 1) 0 texto “ Regeneração: 
Nascimento e Renovação Espiritual” , 
localizado depois do segundo tópico, 
destaca a obra do Novo Nascimento, 
a Regeneração do pecador; 2) 0 tex­
to “ As Fontes da História do Novo 
Testam ento” , ao final do terceiro 
tópico, expande a reflexão a respeito 
da importância do Novo Testamento 
na vida do cristão.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Neste trim estre, estudarem os a 
Jornada do Cristão. Para iniciarmos a 
os nossos estudos, temos o propósito 
de compreender o início de nossa ca­
minhada com Cristo e o quanto somos 
agraciados com a presença da Santíssima 
Trindade nessa trajetória. Conceitua­
remos também o Novo Nascimento e 
o estudaremos como uma experiência
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5
proveniente do Espírito Santo, conforme 
as Escrituras nos apresentam. Final­
mente, mostraremos a importância do 
Novo Testamento no início dessa 
jornada de fé.
I - A CAMINHADA 
COM CRISTO
1. Compreendendo os 
dois caminhos. Na história 
humana, temos dois cami­
nhos: o da vida natural e o da 
vida com Cristo.
a) Vida humana. A primeira se ini­
cia no momento do nosso nascimento 
natural. Ela poderá ser longa ou curta, 
mas não eterna. Essa trajetória huma­
na é marcada pelas fases da infância, 
adolescência, juventude, vida adulta 
e velhice. Também é caracterizada 
por dois momentos: o nascimento e a 
morte. É a esse tipo de jornada da vida 
que Jesus se refere quando diz: “ O que 
é nascido da carne é carne” (Jo 3.6).
b) Vida com Cristo. A vida humana 
pode se tornar uma jornada maravilho­
sa quando convidamos o Senhor Jesus 
para fazer parte dela. A nova vida com 
Cristo é 0 começo de uma nova história, 
de felicidade verdadeira e de plenitude 
no Espírito (Rm 8.2). Nessa vida há 
novos propósitos, novos pensamentos 
e novas esperanças (Rm 12.2). Afinal, 
nos tornamos um(a) filho(a) de Deus. 
Esse tipo de jornada de vida que nosso 
Senhor se refere quando diz: “ O que é 
nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6).
2. Os três com panheiros da nossa 
caminhada. Quando recebemos Jesus 
como Salvador, Deus passa a ser 0 nosso 
Pai (Ef 1.3-6). Agora somos cuidados, 
instruídos e fortalecidos por Ele. Temos 
um relacionamento de pai e filho. Além 
do Pai, temos também 0 seu Filho como 
aquEle que nos concede a vitória contra
o pecado e toda a sorte de males (l Co 
15-57); e, por nos amar, nos concedeu a 
sua vida (Jo 3.16) e nos conduz em se­
gurança para o seu reino celestial 
(Cl 2.6,7). Finalmente, temos 
agora o terceiro membro da 
trindade, o Espírito Santo 
como nosso auxiliador e 
___ consolador (Jo 14.26). Pelo
r intermédio dEle, Deus ope­
rou 0 milagre do Novo Nasci­
mento, transformando a nossa 
natureza caída e nos tornando em 
seus legítimos filhos. Tudo isso significa 
nascer do Espírito ou Novo Nascimento 
(Jo 3.6; Jo 1.13; l Co 15.50).
SINOPSE I
A história hum ana compreende 
dois caminhos: o da vida natural 
e o da vida espiritual.
II - O NOVO NASCIMENTO
1. Por que precisamos do Novo Nas­
cimento? No início do diálogo entre 
Jesus e Nicodemos, 0 termo “homem” 
se destaca. Esse substantivo masculino 
do grego ánthrõpos, que significa “ho­
mem”, tem um uso genérico no texto 
e, por isso, seu sentido inclui todos os 
seres humanos (Jo 3.4).
Assim, o Senhor Jesus afirmou que 
Nicodemos precisava nascer de novo, um 
novo nascimento vindo diretamente do 
céu. Como homem, ele estava na con­
dição caída de todos os seres humanos 
“porque todos pecaram” (Rm 3.23). Nesse 
sentido, todo ser humano precisa passar 
pelo processo de regeneração, experi­
mentar uma ação divina no interior, ou
6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
seja, nascer de novo (Jo 3.5; 20.22; 15.5; 
2 Co 5.17).
2. A religião não faz nascer de novo. 
Nicodemos era um príncipe dos judeus. 
A inclusão do termo “ fariseu” no relato 
evidencia que era um homem bem en­
raizado na religião judaica. Ele conhecia 
profundamente Deus, segundo a tradição 
monoteísta do judaísmo, os ensinos da Lei 
e dos Profetas e a história do seu povo. 
Mas ao que se nota, sua tradição não 
oferecia 0 que sua alma precisava. Por 
isso Nicodemos foi ao encontro de Cristo, 
identificando nEle o real poder de Deus, 
conforme podemos comprovar nestas 
suas palavras: “ninguém pode fazer estes 
sinais que tu fazes” (Jo 3.2). Conhecendo 
bem 0 coração desse príncipe dos ju­
deus, Jesus foi direto ao ponto: “Aquele 
que não nascer de novo não pode ver 
o Reino de Deus” (Jo 3.3). Portanto, a 
nova vida que Nicodemos precisava só 
seria encontrada diretamente na ação 
poderosa do Espírito Santo (Jo 16.7-11; 
Rm 8.5-7).
3. 0 Novo Nascimento e seu processo. 
A expressão “de novo”, que significa “do 
céu” (Jo 3.31; Gl 6.15; 1 Jo 3.9), mostra que 
a nova vida com Cristo, isto é, a vida 
eterna, gerada por intermédio da Palavra 
(1 Pe 1.23), vem de cima, de Deus e de 
mais ninguém (Jo 1.13). Para explicar 
esse processo de nascer de novo, nosso 
Senhor fez uso de dois termos: “ água” 
e “ Espírito” . Com a água, de acordo 
com o contexto do Evangelho de João, 
pode-se referir à Antiga Lei e, simboli­
camente, ao seu sentido (Jo 1.33; 4.7-14; 
738 ,39). Ora, nosso Senhor cumpriu a 
Lei (Mt 5.17), de modo que ao falar da 
velha ordem, a representação da água 
era assegurada; mas por intermédio 
da nova ordem, a Nova Aliança, por 
meio obra do Espírito Santo, a água 
iria jorrar para a vida eterna (Jo 4.14).
Com o Espírito, nosso Senhor faz 0 uso 
analógico do vento, do grego pneuma 
(espírito, vento). Ninguém pode vê-lo 
nascer, nem para onde vai, mas pode 
senti-lo. Semelhantemente, a vida com 
Cristo se inicia pela regeneração (gennao 
- ser nascido) como obra do Espírito 
Santo que transforma pessoas pela fé 
em Cristo. Esse processo é um milagre 
do alto, um mistério da fé.
SINOPSE II
A cam inhada com Cristo se inicia 
com o advento do Novo N asci­
mento, a obra divina de salvação.
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
“ Regeneração: N ascim ento e 
Renovação Espiritual
Em João 3-1-8, Jesus discute uma 
das doutrinas fundamentais (isto é, 
ensinamentos, princípios básicos, 
as bases da crença) da fé cristã: 
regeneração (Tt 3.5), ou nascimento 
espiritual. Sem ‘nascer de novo’ no 
contexto espiritual, uma pessoa não 
pode se tornar parte do reino de 
Deus. Isso significa que a vida de 
uma pessoa deve ser espiritualmente 
renovada para que ela possa ser salva 
e receber o dom divino que é a vida 
eterna através da fé em Jesus.
[...] O nascimento espiritual ocor­
re na vida daqueles que se arrepen­
dem do pecado (isto é, admitem seu 
pecado e mudam seu próprio cami­
nho), se convertem a Deus (Mt 3.2)
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7
e entregam suas vidas a Jesus Cristo, 
reconhecendo-o como seu Senhor e 
Salvador - aquele que perdoa seus 
pecados e se torna o Líder de suas 
vidas. Esta experiência inicial da 
salvação espiritual envolve a ‘lava­
gem da regeneração e da renovação 
do Espírito Santo’ (Tt 3.5)” (Bíblia 
de Estudo Pentecostal Edição Global. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p. 1847).
III - O NOVO TESTAMENTO E A 
CAMINHADA DE FÉ DO CRISTÃO
1 . 0 Novo Testamento. O conceito de 
Novo Testamento como Escritura é um 
processo gradual na vida da Igreja. No 
início, ele não era visto pela Igreja como 
um livro, mas como uma unidade que 
fazia a diferença entre a Antiga Aliança 
(a Lei) e a Nova Aliança (0 Evangelho) 
com 0 cumprimento pleno em Cristo 
(G14.4). Esse entendimento deriva das 
raízes bíblicas (2 Co 3.6). Nesse contexto, 
a palavra “ aliança” ganha relevância. 
Traduzida pela Septuaginta, da palavra 
grega diathéke, de acordo com Jeremias 
31.31,ela tem 0 sentido de ordenação, 
dispensação e economia da salvação. Do 
latim, 0 termo testamentum traz essa 
mesma força descritiva do termo diathéke. 
Assim, do ponto de vista canônico, o 
Antigo e 0 Novo Testamentos formam 
as Escrituras Sagradas do cristão.
2. O tema principal do Novo T es­
tam ento. O tem a cen tra l do Novo 
Testamento é a pessoa de Jesus Cristo. 
Há diversos personagens apresentados 
nesse documento sagrado, mas todos 
ganham relevância apenas quando estão 
relacionados à sombra de nosso Senhor. 
Tudo se volta para a pessoa de Cristo, 
posto que seu m inistério tem uma 
ênfase salvífica cujo interesse maior
é 0 de reconciliar o mundo com Deus 
(Mt 1.21,23; Jo 1.14; íTm 2.5).
3. A importância do Novo Testamen­
to na caminhada do cristão. O Antigo 
Testamento tem grande importância 
para o povo de Deus. O Senhor Jesus o 
dividiu, evidenciando três categorias 
que apontavam para sua pessoa: Lei, 
Profetas e Escritos (Lc 24.44). Contudo, 
o cristão deve começar sua jornada de fé 
pelo Novo Testamento. Este documento 
sagrado reflete o desenvolvimento da 
revelação divina, envolvendo a vida 
e 0 ministério de nosso Senhor Jesus 
Cristo, no qual se desdobra todo o plano 
arquitetado por Deus a respeito da nossa 
salvação. No Antigo Testamento temos a 
promessa; no Novo, o seu cumprimento 
(Hb 1.1,2). Nesse testamento, temos a 
consumação do plano do Pai em Jesus 
para que 0 ser humano fosse reconciliado 
com Ele e iniciasse uma nova jornada 
de fé (2 Co 5.19).
SINOPSE III
O Novo Testamento é 0 documen­
to cristão que deve fazer parte 
do início de n ossa cam inhada, 
pois ele revela todo o plano da 
salvação de Deus.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
“ As Fontes da História do Novo 
Testamento
[...] Todos os Evangelhos, in ­
cluindo os de Mateus e Marcos, que 
não formam parte de um complexo 
literário mais amplo, emanam do
8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
ministério evangelista e didático da 
Igreja. Eles foram escritos com o ob­
jetivo expresso de apresentar os fatos 
a respeito de Cristo de uma maneira 
que os homens possam crer nEle, e, 
tendo dado o passo inicial, possam 
continuar com uma fé inteligente.
[...] Os demais livros do NT 
representam diversos períodos e 
pontos de vista. A epístola de Tiago 
foi provavelmente originada da pri­
meira metade do século, refletindo a 
reação judeu-cristã aos extremistas 
que faziam a salvação pela fé uma 
desculpa para a indiferença ética” 
(TENNEY, Merril C. Tempos do Novo 
Testamento: Entendendo o mundo do
Primeiro Século. Rio de Janeiro: CPAD, 
2010, pp.24,25).
CONCLUSÃO
A jornada com Cristo tem início com 
o Novo Nascimento. Ela se estende por 
meio de uma longa peregrinação espiri­
tual até o relacionamento perfeito com 
Jesus (Mt 16.24). Nessa peregrinação, os 
que começaram a nova vida com Cristo 
podem contar com a presença do Pai, 
do Filho e do Espírito Santo. Assim, 
seremos guiados pelas palavras do Novo 
Testamento que tratam da vida, morte 
e ressureição do Senhor Jesus, em quem 
a nossa fé está fundamentada.
R E V ISA N D O 0 CO N TEÚ D O
1. O que é a nova vida com Cristo?
A nova vida com Cristo é o começo de uma nova história, de felicidade ver­
dadeira e de plenitude no Espírito (Rm 8.2).
2. Quais os três companheiros da caminhada cristã?
A Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
3. Explique o termo “homem”, de acordo com a lição.
É um termo de uso genérico no texto e, por isso, seu sentido inclui todos 
os seres humanos.
4. 0 que a expressão “de novo” significa e, ao mesmo tempo, demonstra? 
A expressão “ de novo” significa “ do céu” e demonstra que a nova vida com 
Cristo vem de cima, de Deus e de mais ninguém.
5. Por que 0 cristão deve começar sua jornada de fé pelo Novo Testamento? 
Porque nesse testamento, temos a consumação do plano do Pai em Jesus para 
que o ser humano fosse reconciliado com Ele e iniciasse uma nova jornada de fé.
VOCABULÁRIO
Monoteísta: adepto do monoteísmo; doutrina que ensina a existência de 
uma única divindade
Analógico: relativo à analogia; relação de semelhança entre coisas ou fatos. 
Septuaginta: Antiga tradução em grego do Antigo Testamento hebraico.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9
LIÇAO 2
14 de Abril de 2024
A ESCOLHA ENTRE A PORTA 
ESTREITA E A PORTA LARGA
\
TEXTO ÁUREO
“Porfiai por entrar pela 
porta estreita, porque eu vos 
digo que muitos procurarão 
entrar e não poderão.”
(Lc 13.24)
f
VERDADE PRÁTICA
A porta estreita não é 
uma opção, mas a única 
alternativa disponível para 0 
crente entrar no Céu.
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - Pv 15.24 
A ideia da “ porta estreita” presente 
no AT
Terça - Mt 539,48 
Princípios celestiais da “ porta 
estreita”
Quarta - Mt 16.24; Rm 6.6; G1 5.24 
Renúncia e a glória progressiva da 
“ porta estreita”
Quinta - l Co 6.9,10; G1 5.19-21 
A recompensa de quem entra pela 
“ porta larga”
Sexta - Is 1.15,16; 557 ; Jr 73"7 
A “ porta estreita” é um chamado 
ao arrependimento 
Sábado - Pv 28.13; 1 Jo 1.7 
A “ porta estreita” é um caminho 
de confissão e de perdão
1 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 7.13,14; 3.1-10.
Mateus 7
13 - Entrai pela porta estreita, porque 
larga é a porta, e espaçoso, 0 caminho 
que conduz à perdição, e muitos são os 
que entram por ela;
14 - £ porque estreita é a porta, e aper­
tado, 0 caminho que leva à vida, e poucos 
há que a encontrem.
Mateus 3
1 - E, naqueles dias, apareceu João Batista 
pregando no deserto da Judeia
2 - e dizendo: Arrependei-vos, porque 
é chegado o Reino dos céus.
3 - Porque este é 0 anunciado pelo profeta 
Isaías, que disse: Voz do que clama no 
deserto: Preparai 0 caminho do Senhor, 
endireitai as suas veredas.
4 - E este João tinha a sua veste de pelos 
de camelo e um cinto de couro em tor­
no de seus lombos e alimentava-se de 
gafanhotos e de mel silvestre.
5 - Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a 
Judeia, e toda a província adjacente ao Jordão;
6 - e eram por ele batizados no rio Jor­
dão, confessando os seus pecados.
7 - E, vendo ele muitos dos fariseus e dos 
saduceus que vinham ao seu batismo, 
dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos 
ensinou a fugir da ira futura?
8 - Produzi, pois, frutos dignos de ar­
rependimento
9 - e não presumais de vós mesmos, di­
zendo: Temos por pai a Abraão; porque eu 
vos digo que mesmo destas pedras Deus 
pode suscitar filhos a Abraão.
10 - E também, agora, está posto o ma­
chado à raiz das árvores; toda árvore, 
pois, que não produz bom fruto é cortada 
e lançada no fogo.
F Í J Hinos Sugeridos: 208, 447, 570 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a analogia 
da “ porta estreita” e da “ porta larga” , 
mencionada pelo Senhor. Veremos 
que nosso Senhor teve a pretensão 
de mostrar aos pecadores 0 caminho 
para a salvação. Para compreender­
mos melhor a soteriologia de Cristo, 
responderemos às seguintes questões: 
0 que significa a analogia de Jesus 
concernente à “ porta estreita” e ao 
“ caminho apertado” ? Por que deve­
mos escolher a porta estreita? De que 
maneira o pecador pode entrar pela 
porta que 0 leva para 0 Céu? E, por 
fim, aprenderemos que a consistência
da vida cristã tem por base 0 arre­
pendimento, a confissão de pecados 
e a experiência do perdão.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar 
a analogia da “ porta estreita” e do 
“ caminho apertado” do ponto de vista 
bíblico e teológico; II) Destacar que a 
decisão pela porta estreita requer uma 
vida de renúncia e disposição para 
enfrentar os desafios da caminhada 
cristã; III) Apontar que a entrada pelo 
caminho estreito está baseada no ar­
rependimento, confissão de pecados 
e novo estilo de vida.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 11
B) Motivação: As figuras da “ porta 
estreita” e do “ caminho apertado” 
confrontam as pessoas que ouvem a 
mensagem do Evangelho. Do mesmo 
modo, leva os crentes à reflexão a 
respeito de se estão, de fato, se por­
tando de maneiradigna a entrar na 
eternidade com Deus. Aproveite para 
conversar com seus alunos sobre o 
estilo de vida dos que estão aguardan­
do ansiosamente pelo Arrebatamento 
da Igreja. Finalize este momento, 
perguntando: “ Estam os, de fato, 
trilhando pelo caminho apertado?”
C) Sugestão de Método: O primeiro 
tópico desta lição aborda o conceito 
de porta e caminhos de acordo com 
a perspectiva bíblica da salvação. A 
analogia “ caminho” aparece no Antigo 
Testamento, especificamente, para 
ilustrar a vida de renúncia ao pecado 
e decisão pela prática da justiça. No 
Novo Testamento, a figura da “ porta” 
é aplicada de maneira mais direta pelo 
próprio Cristo quando se compara 
à porta pela qual as ovelhas podem 
entrar, sair e encontrar pastagem 
(uma situação cotidiana das regiões 
cam ponesas de Israel). Relacione 
no quadro as duas situações e faça 
um exercício de correlação bíblica, 
isto é, identifique o sentido de cada 
ilustração no contexto bíblico. Você 
pode consultar as informações no 
Comentário Histórico-Cultural do Novo 
Testamento, editado pela CPAD.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A trajetória da vida 
cristã é marcada por ofertas de pra­
zeres e deleites terrenos que são 
renunciados pelos crentes à medida 
que vivem um relacionamento estreito 
com Deus. O cristão comprometido 
com o Evangelho mantém a obediência 
aos preceitos da Palavra de Deus, pois 
sabe que a devoção verdadeira requer 
disposição para viver um estilo de vida 
que expresse, de fato, a renúncia às 
obras da carne e o cultivo do Fruto 
do Espírito.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .37, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) A uxílios Especiais: Ao final 
do tópico, você encontrará auxílios 
que darão suporte na preparação 
de sua aula: 1) O texto “ Os dois 
cam inhos: 0 largo e o e stre ito ” , 
localizado depois do primeiro tópi­
co, destaca a ideia de escolha entre 
dois caminhos presente no Antigo 
Testamento; 2) O texto “ Porta” , ao 
final do segundo tópico, apresenta 
o uso frequente da palavra porta no 
contexto bíblico, bem como seu uso 
literal e figurativo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o símbolo 
da porta estreita e da larga, do caminho 
apertado e do espaçoso. Nosso propósito
é pontuar algumas razões que nos mos­
tram porque devemos escolher a porta 
estreita e, do ponto de vista bíblico, 
como entrar pelo caminho apertado.
1 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
Nesse sentido, veremos que o início da 
nossa jornada deve levar em conta o 
caminho que nos conduz ao Céu.
I - PORTAS E CAMI­
NHOS
l . A porta estre ita . A 
ideia de uma “ porta es­
treita” como caminho para 
a vida está presente tanto na 
literatura judaica quanto na 
cristã. Por exemplo, essa concepção 
é encontrada no Antigo Testamento 
(Pv 15.24). Sabemos que a porta é uma 
entrada existente em um edifício ou o 
muro de uma cidade, algo muito comum 
nos tempos antigos, em que a cidade 
era toda murada e, ao redor de todo 0 
edifício, havia uma porta estreita. Era 
por meio dessa porta que todos entravam 
e saíam da cidade.
2 . 0 caminho apertado. Quando fa­
lamos de caminho apertado, apontamos 
para a conduta, a maneira de viver que 
evidencia salvação ou perdição. Nesse 
sentido, a linguagem figurada do “ ca­
minho apertado”, conforme Mateus 7, 
aponta para os que desejam a vida eterna. 
Não por acaso, a palavra “ apertado” 
vem do verbo grego thlíbó que significa 
“prensar como uvas, espremer, pressio­
nar com firmeza, caminho comprimido, 
contraído; metaforicamente, aborrecer, 
afligir, angustiar” . Assim, 0 caminho 
apertado é 0 que nos leva a praticar os 
ensinamentos de Jesus de modo bem 
concreto: amar os inimigos, não praticar 
a hipocrisia, acumular tesouros no céu 
dentre outros princípios celestiais ensi­
nados no Sermão do Monte (Mt 5.39,48).
3. Porta larga e caminho espaçoso. 
A porta larga e o caminho espaçoso 
sim bolizam uma vida sem compro­
misso com Cristo, segundo 0 padrão do 
Mundo. Essa porta recebe muitas pes­
soas que expressam crenças e valores 
segundo a sua vã maneira de viver. Um 
caminho que tem seduzido muitos 
por meio da busca irrefreada 
do prazer e das idéias que 
negam a Bíblia como nossa 
única regra de fé e conduta. 
T ratam -se, pois, de uma 
porta e de um cam inho 
em que entram pessoas que 
vivem segundo suas próprias 
idéias (Jz 21.25) e que não desejam 
ajustar-se aos ensinos das Escrituras 
Sagradas (Jo 7-38).
SINOPSE I
A porta estreita e o caminho aper­
tado rep resen tam um a v id a de 
com prom isso com Cristo.
AUXILIO BÍBLICO -TEOLOGICO
“ Os dois cam inhos: o largo e o 
estreito (Mt 7.13,14). O caminho da 
morte e 0 da vida aparecem no Antigo 
Testamento, na literatura intertes- 
tamental, nos escritos de Qumran e 
na literatura cristã primitiva [...]. Na 
literatura de Qumran os dois cami­
nhos são expostos como o ‘caminho 
da lu z ’ e o ‘ caminho das trevas’ . 
Jesus, de forma típica, apresenta as 
opções diante da audiência em pa­
ralelismo antitético: uma porta para 
a vida ou uma porta para a morte. A 
maioria das pessoas toma 0 caminho 
fácil, o qual é desastroso. A porta
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 13
para a vida é difícil e restritiva; os 
verdadeiros discípulos são minoria. 
Dado o contexto de Mateus, a difi­
culdade da porta estreita é o caminho 
da justiça, na qual Jesus há pouco 
instruiu as pessoas” (Comentário 
Bíblico Pentecostal Novo Testamento: 
Mateus-Atos. Vol. l. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2003, p. 61).
II - POR QUE e n t r a r p e l a 
PORTA ESTREITA É DIFÍCIL
1. Uma porta aberta, porém, difícil. 
A porta para a entrada na pátria ce­
lestial está aberta. Porém, há muitos 
impedimentos para que a alma humana 
a atravesse: o egoísmo, o ego inflado, 
a idolatria, dentre outros. Contudo, 
nosso Senhor ensinou que para tomar 
o caminho do céu é preciso negar a si
mesmo, deixar morrer o que somos 
para v iver a vida com Ele a fim de 
que resulte uma glória progressiva e 
indizível (Mt 16.24; Rm 6.6; G1 5.24).
2. As oportunidades da porta larga 
são atraentes. Para muitos, o caminho 
da porta estreita não é atraente, pois 
a porta larga oferece uma jornada de 
prazeres, deleites e libertinagem. En­
tretanto, os que andam nesse caminho 
são dominados pelas ilusões da vida, 
enredando-se numa sedutora fantasia. 
É um caminho de apego prazeroso ao 
mundo e de desprezo a Deus (1 Jo 2.15,16). 
Tragicamente, todos os que amam o 
mundo não terão direito a entrar nos 
céus (1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21). Por isso, o 
cristão comprometido com 0 Evangelho 
de Cristo sabe que “0 mundo passa, e 
a sua concupiscência; mas aquele que 
faz a vontade de Deus permanece para 
sempre” (1 Jo 2.17).
AM PLIANDO O CONHECIMENTO
“ PORTAS DA CIDADE
No mundo antigo, as portas desem pe­
nhavam um papel crítico nas defesas de 
uma cidade. As portas geralmente eram o 
ponto mais fraco nos muros de uma cidade 
e, portanto, muitas vezes o ponto de ataque 
dos exércitos sitiantes. Para uma cidade ser 
forte, não bastavam muros maciços; tinha de 
ter portas fortes.
As portas da cidade também eram 0 local 
dos tribunais judiciais, bem como 0 local onde 
os impostos eram recolhidos. Jeremias 38.7 
indica que 0 rei realizou a corte em uma das 
portas de Jerusalém. Quando os profetas do 
AT atacam a injustiça, eles frequentemente 
se referem às portas da cidade como lugar de 
justiça (Am 5.15).” Amplie mais 0 seu conhe­
cimento, lendo 0 Dicionário Bíblico Baker, 
editado pela CPAD, p.400.
1 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
3. As razões das ex ig ên cias. Di­
feren tem en te da porta la rg a e do 
caminho espaçoso, a porta estreita e 
o caminho apertado requerem uma 
transformação interior, uma decisão 
pessoal e uma disposição em seguir 
na contramão da maioria. Só começa a 
trilhar pelo caminhoda porta estreita 
quem se reconhece em Cristo como um 
pecador (2 Co 12.9) e com disposição 
de v iver uma vida dirigida por Ele 
como um novo começo (2 Co 5.17). A 
partir dessa jornada, 0 Evangelho nos 
faz cam inhar em santidade, seguir 
os passos de Cristo e andar como Ele 
andou (1 Jo 2.6). Então, estarem os 
prontos para criar raízes e enfrentar 
os obstáculos de nossa jornada cristã
(Lc 8.13,14)-
SINOPSE II
S eg u ir pelo cam in h o apertado 
requer uma disposição em seguir 
na contram ão da m aioria.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“ Porta. Uma palavra mencionada 
muitas vezes na Bíblia Sagrada. Na 
versão KJV em inglês, é a tradução de 
sete palavras hebraicas e uma grega. 
Os dois termos hebraico frequente­
mente usados são: delet, referindo-se 
à própria porta, e petah, uma porta 
de entrada. A palavra ‘porta’ é uti­
lizada tanto no sentido literal como 
de modo figurativo.
Diferentem ente da porta 
larga e do cam inho 
espaçoso, a porta 
estreita e o cam inho 
apertado requerem uma 
transform ação interior, 
um a decisão pessoal 
U h ”
IV
Uso literal (por exemplo, Gn 19.6, 
9; 2 Rs 9.10). As portas comuns eram 
feitas de madeira, mas às vezes eram 
feitas de espessos pedaços de pedra, 
tanto para casas como para tumbas. 
Cadeados de madeira, latão, ou ferro 
eram usados (Jz 3.24,25). Nas tendas 
as portas eram aberturas cobertas 
por uma aba (Gn 18.1,2).
Uso figurativo. Provavelm ente, 
o uso mais frequente de porta de 
modo figurativo seja como símbolo 
de oportunidade, especialmente para 
0 testemunho e o serviço cristão (por 
exemplo, 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3; 
Ap 3.8). O termo porta é também 
usado para representar o caminho 
pelo qual uma pessoa entra em algum 
lugar. O próprio Cristo é a porta pela 
qual o ser humano alcança a salvação 
(Jo 10.9; cf. At 14.27; Os 2.15). Aquele 
que está próximo é considerado como 
‘estando à porta’ (Mt 24.33; Tg 5.9; 
Ap 3.20; Gn 4.7)” (Dicionário Bíblico 
Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, 
p. 1576).
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 15
vv
Assim, quando o homem 
reconhece em confissão que 
é um pecador, ele recebe o 
perdão de seus pecados.”
III - ENTRANDO PELA PORTA 
E PELO CAMINHO DO CÉU
1. Arrependimento de pecados. Por 
meio das palavras do arauto divino, 
João Batista (Mt 3.1-10), a mensagem 
pregada por ele para entrar no Reino 
de Deus é o Arrependimento. João é 
uma voz que ecoa entre a Antiga e a 
Nova Alianças, confirmando as palavras 
dos profetas do Antigo Testamento, 
pois sua mensagem de arrependimen­
to era a mesma pregada por Isaías e 
Jeremias (Is 1.16,15; 55-7; Jr 7-3- 7). Por 
essa razão, é importante ponderar que 
o arrependimento bíblico não é uma 
questão meramente emocional, mas 
uma disposição para mudar de ideia 
e um exercício que envolve o aspecto 
mental e moral do pecador. Por meio 
da pregação e da aceitação do Evange­
lho, mediante a ação regeneradora do 
Espírito Santo, o pecador renuncia ao 
pecado, reorienta a vida e firma uma 
resolução de deixar 0 caminho espaçoso 
para tomar 0 caminho que conduz para 
a vida eterna.
2. Confissão de pecados. O m inis­
tério de João Batista foi impactante, de 
modo que iam ter com ele toda Judeia 
e a província do Jordão (Mt 3.5). Os 
que iam até João confessavam os seus 
pecados para serem batizados. Ora, a
Bíblia diz que todos pecaram e separados 
estão da glória de Deus (Rm 3.23). Sem 
que o homem reconheça que é pecador, 
jamais compreenderá que precisa de um 
Salvador. Nesse aspecto, a confissão 
pessoal dos pecados é uma perspectiva 
nova que aparece com o ministério de 
João Batista. Em Israel, a confissão 
era nacional e se dava em dia especial 
como no Dia da Expiação (Nm 5.7). Por 
meio do modelo de vida de João Batista, 
a confissão de pecados passou a fazer 
parte da tradição cristã. Desse modo, a 
pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) 
e afirma que crê em Deus Poderoso e 
Salvador (Rm 10.9,10). Assim, quando 
o homem reconhece em confissão que 
é um pecador, ele recebe o perdão de 
seus pecados (Pv 28.13; 1 Jo 1.7).
3. Produzindo frutos de arrependi­
mento. Para João Batista, o batismo e a 
confissão somente não seriam as provas 
verdadeiras da mudança de vida. Era 
preciso apresentar frutos na vida como 
a marca de um arrependimento sincero. 
Em Lucas, podemos contemplar frutos 
concretos que João Batista esperava de 
quem se arrependesse: honestidade, 
misericórdia, respeito às autoridades, 
dentre outros (Lc 3 .11-14). Isso era a 
prova de que a natureza da pessoa havia 
sido verdadeiramente transformada. 
Portanto, uma pessoa que teve um en­
contro verdadeiro com Jesus produzirá 
frutos dignos de arrependimento, uma 
nova forma de pensar e agir, um novo 
estilo de vida (Mt 3.2; 21.29; Mc 1.15).
SINOPSE III
O verdadeiro encontro com Jesus 
produz no crente frutos dignos 
de arrependim ento.
1 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
CONCLUSÃO
No momento que inicia sua jo r­
nada com Cristo, o cristão deve ter a 
consciência de que escolheu o cam i­
nho estreito e a porta apertada para 
trilhar o caminho do céu. Isso signi­
fica que precisamos renunciar ao eu, 
nossos pensamentos e desejos, para 
que Cristo apareça (2 Co 5.17). Isso só 
é possível por meio de um verdadeiro 
arrependimento, confissão de pecados 
e a experiência do perdão.
Anotações do Professor 
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R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. O que significa dizer “caminho apertado”?
Quando falamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira 
de viver que evidencia salvação ou perdição.
2. O que a “ porta larga” e o “ caminho espaçoso” simbolizam?
A porta larga e o caminho espaçoso simbolizam uma vida sem compromisso 
com Cristo, segundo o padrão do Mundo.
3. O que o Senhor Jesus ensinou a respeito de fazer o caminho da “ porta 
estreita”?
Nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a 
si mesmo, deixar morrer o que somos para viver a vida com Ele a fim de 
que resulte uma glória progressiva e indizível.
4. O que a “ porta estreita” requer da pessoa?
A porta estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior, 
uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria.
5. Que tipo de disposição deve haver no arrependimento bíblico?
Trata-se de uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve 
o aspecto mental e moral do pecador.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 17
\
TEXTO ÁUREO
“Mas a nossa cidade está 
nos céus, donde também 
esperamos o Salvador, o 
Senhor Jesus Cristo.v 
(Fp 3.20)
r
VERDADE PRÁTICA
O crente deve viver a vida cristã 
com a mente voltada para 0 céu 
como sua legítima esperança.
V J
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - Gn l.l; Mt 3.2; Ap 21.10 
A maravilhosa realidade bíblica do 
Céu
Quinta - Hb 12.23; G14.26; Fp 3.20 
Céu: morada de Deus e pátria 
dos santos
Terça - 1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6 
Estaremos para sempre com 0 
Senhor no Céu
Sexta - Jo 14.3
A promessa de que estaremos com 
Cristo no Céu
Quarta - 1 Co 9.24; 2 Tm 4.8 
Há um prêmio a ser alcançado: 
0 Céu
Sábado - 1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19 
Uma nova realidade experimentada 
no Céu
L __________________________________ ____________________________________ Â
1 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 3.13,14,20,21; Apocalipse 21.1-4
Filipenses 3
13 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que 
0 haja alcançado; mas uma coisa faço, 
e é que, esquecendo-me das coisas que 
atrás ficam e avançando para as que estão 
diante de mim,
14 - prossigo para 0 alvo, pelo prêmio da 
soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
20 - Mas a nossa cidade está nos céus, 
donde também esperamos 0 Salvador, 0 
Senhor Jesus Cristo,
2 1 - que transformará 0 nosso corpo 
abatido, para ser conforme 0 seu corpo 
glorioso, segundo 0 seu eficaz poder de 
sujeitar também a si todas as coisas.
Apocalipse 21
1 - E v i um novo céu e uma nova terra. 
Porque já 0 primeiro céu e a primeiraterra 
passaram, e 0 mar já não existe.
2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova 
Jerusalém, que de Deus descia do céu, 
adereçada como uma esposa ataviada 
para o seu marido.
3 - E ouvi uma grande voz do céu, que 
dizia: Eis aqui 0 tabernáculo de Deus com 
os homens, pois com eles habitará, e eles 
serão 0 seu povo, e 0 mesmo Deus estará 
com eles e será 0 seu Deus.
4 - E Deus limpará de seus olhos toda 
lágrima, e não haverá mais morte, nem 
pranto, nem clamor, nem dor, porque já as 
primeiras coisas são passadas.
F Í J Hinos Sugeridos: 26, 94, 404 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o céu 
na perspectiva bíblica como morada 
eterna reservada para os cristãos. 
Veremos a descrição do Céu segundo 
0 livro do Apocalipse, bem como 0 
fim da carreira cristã. Após uma vida 
de perseverança na fé, renúncia aos 
prazeres desse mundo e bom ânimo 
diante das tribulações, os cristãos 
desfrutarão do repouso eterno ao 
lado de Deus. Para tanto, a rgu i- 
remos acerca do que é exigido dos 
servos de Deus para que desfrutem 
da esperança celestial e 0 que as 
Escrituras Sagradas estabelecem 
como regra de fé e prática para a
vida cristã enquanto se aguarda 0 
Dia da Redenção.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Distin­
guir 0 céu como morada final na vida 
eterna com Deus; II) Apresentar 0 
conceito de Céu conforme o Livro do 
Apocalipse; III) Pontuar que 0 céu é 
o destino dos cristãos e o lugar de 
repouso após a árdua carreira da 
vida cristã neste mundo.
B) M otivação: O Livro do Apo­
calipse descreve maiores detalhes a 
respeito de como será o Céu. Nesse 
sentido, 0 Novo Céu é um lugar sem 
precedente, incomum, diferente de
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 1 9
qualquer realidade conhecida pela 
mente humana. Fomente com seus 
alunos o diálogo sobre os elementos 
que descrevem o Céu, apresentados 
no Livro do Apocalipse e pergunte 
o que eles pensam sobre essa nova 
realidade. Reforce que a esperança 
do céu é uma questão de fé.
C) Sugestão de Método: O segundo 
tópico da lição destaca a descrição do 
Livro do Apocalipse a respeito do Céu. 
Após o cumprimento do juízo divino, 
Deus prometeu criar um Novo Céu 
e uma Nova Terra, completamente 
d iferen tes dos p rim eiros. N esse 
novo ambiente espiritual os cristãos 
desfrutarão da vida eterna ao lado 
de Deus. Pergunte aos alunos o que 
eles compreendem sobre o céu na 
conjuntura do estado intermediário 
da alma, após a morte neste tempo 
presente, e o céu que os cristãos 
experimentarão depois do juízo final, 
descrito em Apocalipse 2 1.1,2 . Você 
pode apresentar essa explicação por 
meio de projeção digital.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A Palavra de Deus 
aponta que a vida eterna na nova 
cidade celestial só estará disponí­
vel àqueles que amam e praticam a 
verdade. Ficarão de fora os peca­
dores e qualquer que ama e vive no 
pecado. Portanto, é a esperança do 
porvir que nos leva a perseverar na 
fé, a manter uma vida santa, bem 
como a nutrir 0 amor de Cristo em 
nossos corações.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .37, você 
encontrará um subsídio especial 
para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final 
do tópico, você encontrará auxílios 
que darão suporte na preparação de 
sua aula: 1) O texto “ O Significado 
de Jerusalém para a Igreja C ris­
tã” , localizado depois do primeiro 
tópico, destaca a compreensão de 
Jerusalém como a Cidade Celestial 
como destino dos cristãos fiéis; 2) 
O texto “ O novo céu e a nova terra” , 
ao final do segundo tópico, amplia a 
reflexão a respeito da vida no Novo 
Céu e na Nova Terra preparada para 
os servos de Deus.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Ao homem natural é impossível dis­
cernir as coisas espirituais, visto que elas 
só podem ser discernidas espiritualmente 
(1 Co 2.14). Por isso, a sabedoria humana 
apresenta diversas concepções enganosas 
a respeito do céu, a ponto de negar a sua
existência. Contudo, ao cristão é garan­
tido a gloriosa promessa de desfrutar 
do céu como sua morada na vida eterna 
com Deus (Jo 11.25,26; 14.2,3; At l.ll). 
Em vista disso, o nosso propósito é o de 
mostrar o céu como destino glorioso de 
todo cristão peregrino.
2 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
I - CEU: 0 ALVO DE TODO 
CRISTÃO
1. Definindo céu. A palavra hebrai­
ca shamayim, que significa céu, céus 
(Gn 1.1), aparece 419 vezes no Antigo 
Testamento. O termo grego ou- 
ranós, céu (Mt 3.2; Ap 21.10), 
aparece 280 vezes no Novo 
Testamento com dois sen- | 
tidos: 1) como firmamento, 
universo, atmosfera; 2) céus 
siderais e estrelados, região 
acima dos céus siderais, sede 
da ordem das coisas eternas e 
perfeitas onde Deus e criaturas ce­
lestes habitam.
Nas traduções da Bíblia em língua 
portuguesa, a palavra shamayim foi 
traduzida por “altura” ; e ouranós, como 
“ algo elevado”. Ambas as palavras são 
usadas para se referir a três locais dis­
tintos: 1) céu atmosférico (Dt 11.11,17); 
2) universo ou firmamento dos céus (Gn 
1.14; 15.5; Hb 1.10); 3) morada de Deus 
(Is 63.15; Mt 7.11,21; Ap 3.12). Dos três 
locais aplicados à palavra céu, o mais 
importante para o cristão é o terceiro, 
a morada de Deus.
2 . 0 céu conforme o ensino de Paulo. 
O apóstolo Paulo foi arrebatado até o 
terceiro céu. Não por acaso, esse céu está 
enfatizado nas cartas do apóstolo como 
lugar celestial, 0 lar dos salvos em Cristo 
Jesus, onde temos um destino assegurado: 
o de estar para sempre com o Senhor 
(l Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6). Por isso, 
vivendo em Cristo, 0 crente desenvolve 
um relacionamento na esfera do reino, 
de modo que, ainda que não tenha ido 
para o céu, toda a sua vocação é celestial 
no presente momento de sua vida. Dessa 
forma, 0 poder que está em sua vida vem 
do céu e o habilita a vencer a cada dia.
3 . 0 alvo do cristão. Depois de salvo, 
não pertencemos mais a este mundo.
Por isso, Paulo ensina que prossegue 
para o alvo, isto é, a linha de chegada 
que o atleta alcança o prêmio (l Co 9.24; 
2 Tm 4.8). Assim, 0 apóstolo persegue 0 
prêmio com determinação, liberdade, 
empenho e com os olhos fixos 
no Autor da Salvação (Hb 12.2).
Igualmente, o cristão passa 
, a ter o céu como alvo por 
causa da soberana vocação, 
que vem de cima, isto é, de 
Deus por meio de Jesus Cristo. 
O seu alvo revela 0 resultado 
de uma nova vida e, por isso, 
o crente se volta para as coisas do 
céu (Cl 3-2). A expressão a “ nossa pátria 
está nos céus” sintetiza bem essa nova 
realidade (Fp 3.20). Ao mencionar essa 
expressão, 0 apóstolo mostra que temos 
uma cidadania celestial (Ef 2.19). Para 
viver a plenitude dessa cidadania, 0 cristão 
peregrina para algo perfeito, absoluto, 
em que finalmente terá o corpo abatido 
transformado conforme o corpo glorioso 
de Jesus Cristo (1 Co 15.44; 1J0 3-2).
SINOPSE I
O cristão passa a ter o Céu como 
alvo por causa da soberana vo ­
cação, que vem de cim a, isto é, 
de Deus por meio de Jesus Cristo.
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
O Significado de Jerusalém para 
a Igreja Cristã
“ [...] Paulo fala a respeito de Je­
rusalém ‘que é de cima’ , que é nossa 
mãe (G14.26). O livro de Hebreus indica 
que, ao virem a Cristo para receber a 
salvação, os crentes não chegaram
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 1
a uma montanha terrestre, mas lao 
monte de Sião, e à cidade do Deus vivo, 
à Jerusalém celestial’ (Hb 12.22). E, ao 
invés de preparar uma cidade na terra 
para os crentes, Deus está preparando 
a nova Jerusalém, que um dia descerá 
‘do céu, adereçada como uma esposa 
ataviada para o seu marido’ (Ap 21.2; 
cf. 3.12). Naquele grande dia, as pro­
messas do concerto serão plenamente 
cumpridas: ‘Eis aqui 0 tabernáculo de 
Deus com os homens, pois com eles 
habitará, e eles serão 0 seu povo, e 0 
mesmo Deus estará com eles e será 0 
seu Deus’ (Ap 21.3). Deus e o Cordeiro 
reinarãopara sempre e sempre no seu 
trono, nessa cidade santa (Ap 22.3). (3) 
A cidade de Jerusalém terrestre ainda 
tem um papel futuro a desempenhar 
no reino milenar de Deus? Isaías em 
65.17 do seu livro fala de ‘céus novos 
e nova terra’ (Is 65.17), e em seguida 
apresenta um ‘Mas’ enfático sobre a 
grandeza da Jerusalém terrena, no 
versículo 18. O restante do cap. 65 
trata das condições mileniais. Muitos 
creem que quando Cristo voltar para 
estabelecer seu reino milenial (Ap 
20.1-6), Ele porá 0 seu trono na cidade 
de Jerusalém. Depois do julgamento 
do grande trono branco (Ap 20.11-15), 
a Jerusalém celestial descerá a nova 
terra como a sede do reino eterno 
de Deus (Ap 21.2)” (Bíblia de Estudo 
Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 
1995, p.636).
II - A DESCRIÇÃO DO CÉU 
SEGUNDO O LIVRO 
DO APOCALIPSE
1 . 0 novo céu e a nova terra. Depois 
da abertura dos sete selos, conforme 
Apocalipse 6, em que predominaram 
a desordem, a tribulação e o juízo, o
quadro revelado na sequência é 0 de um 
novo estado eterno. O apóstolo João diz 
que 0 primeiro céu e a primeira terra 
passaram, o mar não existe mais; esse 
céu (também ouranós) é o espaço astro­
nômico, não se trata da habitação eterna 
de Deus. Então, 0 apóstolo contempla 
um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1). 
O adjetivo grego kainós (novo), que 
aparece no texto, traz a ideia de novo 
com respeito à forma; fresco, recente, 
não usado. Nesse sentido, o novo céu é 
um lugar sem precedente, incomum e 
desconhecido. Isaías profetizou a criação 
de novos céus e nova terra (Is 65.17); o 
apóstolo Pedro confirmou essa espe­
rança (2 Pe 3.13). Esse lugar é 0 destino 
do cristão, um novo lar completamente 
redimido, sem qualquer semelhança 
com 0 mundo antigo, pois “ eis que faço 
novas todas as coisas” (Ap 21.5).
2. A linda cidade como nossa nova 
morada. No versículo 2 (Ap 21), o após­
tolo João faz menção à descida da Cidade 
Santa e somente a partir do versículo 
9 que ele começa a descrever a beleza 
dessa cidade. Por meio de passagens 
do Novo Testamento, a Nova Jerusalém 
pode ser descrita como a morada de 
Deus, a pátria dos salvos, lugar em que 
os santos habitarão (Hb 12.23; G1 4.26; 
Fp 3.20). Assim, cremos e afirmamos 
que essa linda cidade será um lugar em 
que Deus e o Cordeiro são o seu templo; 
a glória de Deus a iluminará, e o Cor­
deiro será a sua lâmpada (Ap 21.22,23). 
Na Nova Jerusalém não haverá dor, 
tristeza ou sofrimento (Ap 21.4). Além 
disso, depois da ressureição (Ap 20.4), 
e quando todas as coisas forem consu­
madas, essa Jerusalém Celestial descerá 
do céu e ficará para sempre na nova 
terra. O apóstolo João descreve a Nova 
Jerusalém Celestial como 0 lugar de re­
dimidos que habitam a gloriosa Cidade.
2 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
Portanto, para nós, a visão descrita em 
Apocalipse 21 refere-se ao Céu como a 
eternidade, a Nova Jersusalém como a 
Nova Cidade, 0 nosso novo lar criado 
sem pecado, onde a bem-aventurança 
eterna será desfrutada pelos santos 
para todo 0 sempre.
SINOPSE II
A Nova Jerusalém pode ser des­
crita como a m orada de Deus, a 
pátria dos santos, lugar em que 
os santos habitarão.
III - CÉU: O FIM DA JORNADA 
CRISTÃ
1. Estarem os onde Deus está. Em 
Apocalipse 21, há uma concretização da 
jornada cristã em que 0 crente estará 
onde Deus habita, conforme o nosso 
Senhor disse que viria e nos levaria 
para estarmos com 0 Pai (Jo 14.3). Nesse 
lugar, habitaremos com Deus em seu 
tabernáculo, pois nós seremos o seu 
povo e Ele 0 nosso Deus (Ap 21.3). Tudo 
isso se tornará realidade no futuro, 
quando nossa união com Deus se dará 
sem impedimento, cumprindo toda a 
expectativa tanto do Antigo quanto do 
Novo Testamentos (Lv 26.11-12; Ez 43.7; 
2C0 6.16; Ap 7.15).
2. As lágrim as cessarão. Uma das 
mais gloriosas bênçãos que desfruta­
remos no céu é a de que Deus enxugará 
de nossos olhos todas as lágrim as. 
Essas lágrimas simbolizam a tristeza, 
o sofrimento, as tragédias humanas e 
outros diversos males que não terão 
lugar nessa nova realidade de vida, pois 
todas as primeiras coisas são passadas 
(1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19).
AUXÍLIO DOUTRINÁRIO
O Novo Céu e a Nova Terra 
“ É 0 destino final dos salvos: ‘E 
vi um novo céu e uma nova terra. 
Porque já o primeiro céu e a primeira 
terra passaram, e 0 mar já não existe’ 
(Ap 21.1). O céu e a terra que conhec­
emos desaparecerão para darem lugar 
a uma nova criação. Isso é anunciado 
desde 0 Antigo Testamento e é rat­
ificado no Novo. O próprio Senhor 
Jesus Cristo confirmou essa palavra 
profética: ‘O céu e a terra passarão, 
mas as m inhas palavras não hão 
de passar’ (Mt 24.35). A promessa 
divina de que a terra permanece para 
sempre significa que sempre haverá 
uma terra, mas não necessariamente 
a mesma. A palavra profética também 
anuncia um novo céu e uma nova 
terra. Quando for instalado 0 juízo do 
Grande Trono Branco, o céu e terra 
deixarão de existir: ‘E vi um grande 
trono branco e 0 que estava assentado 
sobre ele, de cuja presença fugiu a
terra e o céu, e não se achou lugar 
para eles’ (Ap 20.11). Trata-se de uma 
fase preparatória para 0 estabeleci­
mento do novo céu e da nova terra. 
A terra contaminada pelo pecado não 
resistirá ao esplendor da presença 
de Deus; o universo físico não se 
susterá diante da pureza, santidade 
e glória daquEle que está assentado 
sobre o trono. E o fato de a morte e 
0 Inferno serem lançados no Lago 
de Fogo indica que, no novo céu e na 
nova terra, não haverá morte nem 
condenação” (Declaração de Fé das 
Assembléias de Deus. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2017, pp.199,200).
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 3
Tudo isso será possível porque haverá 
também uma transformação no mundo 
físico, de modo que ele será inteiramente 
transformado e liberto da corrupção, 
como Paulo esclareceu a respeito da 
redenção do mundo material (Rm 8.21).
3. O Céu como repouso eterno. A 
expressão “ repouso” nada tem a ver 
com tédio, pois no Céu haverá cons­
tante atividades: adoração (Ap 19.1-8); 
serviço (Ap 22.3); ilimitada aprendi­
zagem (l Co 13.12). Trata-se de uma 
dimensão completamente distinta do 
que conhecemos atualmente. Por isso, 
quando afirmamos que o Céu será um 
lugar de repouso ou de descanso é pelo 
fato de que 0 crente descansará de suas 
fatigas, cansaço e exaustão presentes 
hoje (Ap 14.13); estaremos plenamente 
satisfeitos em comunhão uns com os 
outros e com o nosso Senhor (Mt 8.11; 
Ap 19-9). Esse lugar de repouso é 0 fim 
de nossa jornada cristã, é a experi­
mentação da morada dos redimidos. 
Portanto, toda nossa vida cristã atual
deve ser vivida com a mente voltada 
para a realidade eterna do Céu como 
verdadeira esperança (Cl 3.2).
SINOPSE III
O Céu é o lu g a r de rep o u so do 
cristão e o fim de nossa carreira 
espiritual.
CONCLUSÃO
Para se viver a esperança celestial é 
preciso nascer de novo, viver em Cristo 
e transform ar a mente. É preciso ter 
uma nova natureza (Jo 3.12). Sem isso, 
é impossível crer nas coisas espirituais, 
pois estas só podem ser discernidas 
espiritualmente (1 Co 2.14). Portanto, 
prossigam os a nossa jornada para o 
Céu de glória, 0 alvo de todo salvo em 
Cristo, conform e as regras divinas 
estabelecidas na Palavra de Deus (1 Co 
9.24; 2 Tm 4.8).
R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. Dos três locais aplicados à palavra Céu, qual o mais importante para o 
cristão de acordo com a lição?
Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o 
terceiro, a morada de Deus.
2. O que 0 apóstolo mostra com a expressão a “ nossa pátria está nos céus”? 
Ao mencionar essa expressão, o apóstolo mostra que temos uma cidadania 
celestial (Ef 2.19).
3. Segundo a lição, como 0 apóstolo João descreve a nova Jerusalém?
O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como 0 lugar de redimidos 
que habitam a gloriosa Cidade.
4. Cite uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no Céu.
Uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no céu é a de que Deus 
enxugará de nossosolhos todas as lágrimas.
5. De acordo com a lição, como a nossa vida cristã atual deve ser vivida?
A vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna 
do Céu como verdadeira esperança (Cl 3.2).
2 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
Anotações do Professor
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L E IT U R A S P A R A A P R O FU N D A R
ROBERTJ. MORGAN
os 50
ACONTECIMENTOS
FINAIS NA 
HISTORIADA 
HUMANIDADE
kttma
jatocstftou
Óasfilfarj
Os 50 Acontecimentos 
Finais na História da 
Humanidade
Apocalipse são as palavras 
finais da Bíblia sobre os últimos 
dias do mundo. A chave é 
entender sua sequência simples 
dos cinquenta eventos finais da 
história mundial.
Estudos sobre o 
Apocalipse
Em busca de respostas às questões 
escritas no livro de Apocalipse, 
nesta obra você encontrará uma 
solene advertência a todos os 
cristãos que se preocupam em 
preparar-se para o breve retorno 
de Cristo.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 5
\ r
TEXTO AUREO
“Andai com sabedoria para 
com os que estão de fora, 
remindo o tempo.>>
(Cl 4.5)
VERDADE PRATICA
A jornada para Céu deve ser 
feita com prudência e sabedoria 
num contexto de oposição a 
nossa maneira de viver.
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - Jo 13.15 Quinta - Pv 9.9,10
0 Senhor Jesus como nosso modelo A necessidade da prudência na
de vida caminhada
Terça - Jo 4 34; 6.38; 17.4 Sexta - Ef 2.2,3
Fazendo a vontade do Pai na Não podemos trilhar 0 caminho
caminhada dos néscios na jornada
Quarta - 1 Co 9.24-27 Sábado - Cl 4.5
A jornada espiritual semelhante à Remindo 0 tempo ao longo da
de um atleta caminhada
L __________________________________
2 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITU RA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.15-17
15 - Portanto, vede prudentemente como 17 - Pelo que não sejais insensatos, mas 
andais, não como néscios, mas como sábios, entendei qual seja a vontade do Senhor.
16 - remindo 0 tempo, porquanto os 
dias são maus.
F Í J Hinos Sugeridos: 28 ,126 , 378 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, trataremos sobre a 
conduta cristã neste mundo enquanto 
aguardamos 0 grande Dia da Redenção. 
Para essa jornada, nosso Senhor deixou 
orientações contundentes e necessárias 
a fim de que os seus discípulos não 
perdessem 0 ânimo, mas suportassem 
as aflições deste mundo (Jo 16.33). 
Na sequência, veremos também que 
0 andar do crente deve ser prudente 
e com sabedoria, principalmente para 
com os que estão de fora. Por fim, a 
lição aponta que os dias são maus e, 
por isso, 0 crente deve ter um modo 
de vida vigilante.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apontar 
o padrão de conduta cristã descrito 
na Palavra de Deus; II) Explicar que a 
caminhada cristã deve ser conduzida 
com prudência e sabedoria; III) Advertir 
qual deve ser o comportamento do 
crente frente aos dias maus.
B) Motivação: O maior desafio da 
vida cristã consiste em viver neste 
mundo de modo santo, justo e agra­
dável a Deus. Para tanto, a Bíblia 
exorta quanto ao preparo espiritual
do crente para lidar com os dias maus 
que não são poucos. Comente sobre 
esse preparo espiritual e pergunte 
aos seus alunos o que o crente deve 
fazer para se preparar para lidar com 
as adversidades.
C) Sugestão de Método: O segundo 
tópico da lição destaca a orientação do 
apóstolo Paulo a não andarmos como 
néscios, mas sim como sábios durante 
o tempo da nossa peregrinação por 
este mundo. A partir dessa reflexão, 
desenhe duas colunas, na lousa, uma 
denominada de Néscios e a outra, de 
Sábios; e pergunte aos alunos quais 
são os comportamentos observados 
nos néscios e nos sábios. Escreva as 
inform ações em cada coluna re s­
pectivamente e reforce que viver de 
modo sábio é ser semelhante a Jesus.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O apóstolo Paulo 
destaca na Carta aos Romanos que não 
se envergonha do Evangelho de Cristo, 
pois é 0 poder de Deus para salvação 
de todo aquele que crê (Rm 1.16 ). 
Logo, praticar o Evangelho significa 
ter uma vida transformada de modo 
que a conduta da pessoa convertida é
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 7
parecida com a de Cristo. Isso significa 
que viver o Evangelho não se resume 
a conhecer as Escrituras Sagradas, e 
sim a adotar seus valores e princípios 
como estilo de vida.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97 , P- 39 , você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) O texto “Aquele que diz que 
está nele também deve andar como 
ele andou (1 Jo 2.6)” , localizado depois 
do primeiro tópico, denota 0 estilo 
de vida a partir do exemplo de vida 
de Cristo; 2) O texto “ Compreender 
a vontade do Senhor” , ao final do 
segundo tópico, amplia a reflexão a 
respeito de discernimento da vontade 
de Deus e que isso resulta em uma 
vida sábia e prudente.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na jornada da vida cristã 0 Pai Ce­
lestial estabelece o padrão de conduta 
para a vida eterna. Ele sinaliza como 
devemos agir ao longo desse ca­
minho para o Céu. Por isso, 
como evidência do seu amor 
e cuidado, preparando tudo 
para que trilhem os bem
0 caminho da verdade, 0 
Pai nos corrige em nossa 
jornada cristã . Por isso, 
nesta lição , estud arem os 
a respeito de como devem os 
nos conduzir pelo caminho que nos 
leva ao Céu.
1 - O PADRÃO DE CONDUTA NA
CAMINHADA CRISTÃ
1. Je su s com o n o sso pad rão de 
conduta. Antes de analisarmos 0 texto 
bíblico de Efésios 5, cabe-nos refletir 
a respeito de um padrão geral de con­
duta para fazer a vontade do Pai nesta 
caminhada cristã. Há um padrão que 0 
Senhor Jesus espera de seus discípulos
para fazer a vontade de Deus nesta 
vida? A palavra “padrão” expressa uma 
norma determinada por consenso, ou 
por uma autoridade oficial, que se torna 
base de comparação consagrada 
como modelo a ser seguido. O 
Senhor Jesus ensinou o se­
guinte: “ Porque eu vos dei 
exemplo, para que, como eu 
vos fiz, façais vós também” 
(Jo 13-15)- Ora, esse texto 
expressa que Ele é o nosso 
modelo de conduta, 0 nosso 
padrão de vida. Sim, há um padrão 
de conduta que tem como base o nosso 
Senhor e quem deseja fazer a vontade 
de Deus neste mundo deve olhar para 
Jesus, o autor e consumador da nossa 
fé (Hb 12.2).
2. Fazendo a vontade de Deus. Como 
Filho de Deus, Jesus procurou agradar 
ao Pai na jornada desta vida, fazendo 
sempre a sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 
17.4). Não por acaso, nosso Senhor nos 
incentivou a buscar a vontade do Pai 
na oração que Ele ensinou aos discí­
2 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
pulos, o “ Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 
26.39,42). Aos olhos humanos, parece 
muito difícil andar no padrão divino 
de Cristo. Entretanto, isso é possível 
quando buscam os o auxílio do alto, 
conforme oração ensinada por Ele (Mt 
6.9-13). Logo, 0 cristão que deseja ir 
para o céu procura fazer a vontade 
de Deus, deixando de lado o caminho 
do egoísmo, do orgulho e da vaidade; 
procurando se aproxim ar e praticar 
a “ Lei de Ouro” ensinada pelo nosso 
Senhor: “ tudo 0 que vós quereis que os 
homens vos façam fazei-lho também 
vós” (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10).
3. Uma vida cristã bem -sucedida. 
A respeito da vida cristã, o apóstolo 
Paulo disse que estamos numa “ com­
petição espiritual” e, por isso, devemos 
procurar o cam inho certo para nos 
acharmos qualificados (1 Co 9.24-27). 
Dessa forma, 0 cristão possui um pa­
drão que o levará a uma vida espiritual 
bem-sucedida. Sabemos que pessoas 
bem-sucedidas procuram espelhar-se 
em outras pessoas ilustres, equilibradas 
e resilientes (cf. 1 Co 11.1). Ora, em Cris­
to Jesus temos esse padrão e modelo. 
Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre 
até a morte, de modo que o apóstoloPaulo escreveu sobre o nosso Senhor, 
exortando que 0 imitássemos: “De sorte 
que haja em vós o mesmo sentimento 
que houve também em Cristo Jesus” 
(Fp 2.5; cf. Mt 11.29).
SINOPSE I
Jesus é 0 nosso modelo de condu­
ta, o nosso padrão de vida.
[...] O cristão que deseja 
ir para o Céu procura 
fazer a vontade de Deus, 
deixando de lado o 
cam inho do egoísm o, do 
orgulho e da vaidade.”
vv
AUXÍLIO HISTÓRICO- 
-CU LTU R AL
Aquele que diz que está nele também 
deve andar como ele andou (1 Jo 2.6).
“Andar é periepatesen, uma pala­
vra frequentemente usada como uma 
imagem do ‘modo de vida’ . Quem 
mantiver um íntimo relacionamento 
com Jesus Cristo irá dem onstrar 
a realidade desse relacionamento 
vivendo uma vida cristã. Os tempos 
dos verbos deixam claro que João está 
falando a respeito de estilo de vida. 
O que se está afirmando não é que 
essa pessoa está salva, mas que ela 
está vivendo em comunhão com 0 
Senhor — que ela ‘está nEle’ . A prova 
desta reivindicação — não a prova da 
reivindicação de ser salva — é que 
essa pessoa mantém um modo de 
vida cristão. [...] João deixa claro que 
os princípios que movem o mundo 
estão em conflito direto com Deus e 
com tudo 0 que Ele representa. Desta 
forma, ninguém que esteja envolvido 
pela perspectiva que 0 mundo tem 
na vida irá fazer a vontade de Deus, 
nem desfrutar das bênçãos eternas 
conhecidas por aqueles que vivem
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 2 9
Prudência [...] é um a 
razão prática que nos 
perm ite discernir 
entre as escolhas m ais 
adequadadas para fazer 
o b em .”
vv
eternamente” (RICHARDS, Lawrence
0 . Comentário Histórico-Cultural do 
Novo Testamento. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2007, pp. 535,36).
II - FAZENDO A CAMINHADA 
COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA 
1 .0 que é prudência? Podemos dividir 
0 capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a 
caminhada do cristão em amor (Ef 5.1-14); 
2) uma caminhada sábia (Ef 5.15-17); 3) 
uma trajetória cheia do Espírito Santo 
(Ef 5.18-33). Aqui, nos deteremos na 
segunda parte. Em Efésios 5, 0 apóstolo 
Paulo ensina a respeito da caminhada 
do cristão neste mundo. Neste capítu­
lo, a palavra “ prudência” se destaca. 
De acordo com o Antigo Testamento, 
a palavra “ prudência” tem conotação 
de compreensão, discernim ento (Pv 
9.9). Em provérbios 9.10, quando se diz 
que o justo “ crescerá em prudência” , 0 
termo traz a ideia de ensino, instrução 
e capacidade para ensinar. No Novo 
Testamento, a palavra remete a algo 
que Deus derramou sobre nós, ou seja, 
“ toda a prudência” , entendimento, co­
nhecimento e amor à vontade de Deus 
(Ef 1.8). Então, podemos conceituar
prudência como virtude que nos permite 
agir com cuidado e moderação diante 
de situações desafiadoras; é uma razão 
prática que nos permite discernir entre 
as escolhas mais adequadas para fazer 
o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).
2. Não andeis como néscios! Apóstolo 
Paulo diz que não devemos andar como 
néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo asophos, 
traz a ideia de alguém insensato, tolo, 
ignorante e embotado (Lc 24.25); mas 
como “ sábios” , ou seja, diligente, cuida­
doso e sábio, cheio do Espírito Santo para 
fazer a vontade do Senhor. Ser néscio 
reflete uma vida de ignorância espiritual, 
ausência de sabedoria e desprovida de 
luz divina; significa estar imerso numa 
jornada de pecado (Ef 2.2,3). Por isso, o 
apelo do apóstolo Paulo para 0 crente 
é: “vede prudentemente como andais”. 
Em outras palavras: seja prudente. 0 
apóstolo deixa claro que os que vivem 
na carnalidade jamais agradarão a Deus 
(Rm 8.8).
3. Andeis como sábios! 0 adjetivo 
que Paulo usa para qualificar quem 
caminha para 0 céu é “ sábio” , do grego 
sophós, uma pessoa hábil, perita. Esse 
adjetivo descreve em essência a vida do 
cristão dirigida pelo Espírito Santo. Ora, 
os que andam no Espírito, caminham 
na luz, na santidade e tem sabedoria 
(Ef 1.8; Cl 4.5). Por meio da luz divina, 
que habita o crente, seu andar é com 
discernimento, a sabedoria realmente o 
faz distinguir entre o que deve ou não 
fazer. Há um compromisso de jamais 
voltar a conduta antiga do mundo. 
Contudo, é relevante compreender que 
essa sabedoria não é humana, não surge 
de cursos acadêmicos; ela é espiritual, 
vem de cima. Por meio dessa sabedoria, 
andamos em santidade (Hb 12.14) e nos 
tornamos semelhantes a Jesus (1 Jo 3.2; 
Gl 3.26).
3 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
A sabedoria no crente o faz discer­
nir entre o que deve ou não fazer.
SINOPSE II
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Compreender a vontade do Senhor 
“ Enquanto fazer o melhor uso 
das oportunidades está relacionado à 
diligência ou à sabedoria, compreender 
a vontade do Senhor está relacionado 
ao discernimento. A sabedoria na vida 
diária reside na vontade de Deus; e ao 
procurar discernir esta vontade, deve­
mos sempre distinguir entre o que está 
relacionado ao geral e ao particular. O 
primeiro é encontrado nas Escrituras, 
por exemplo, Deus não quer ‘que 
alguns se percam, senão que todos 
venham a arrepender-se’ (2 Pe 3.9). 
Esse seu desejo particular pela vida 
de cada pessoa poder ser conhecido 
através dos princípios das Escrituras, 
dos conselhos comunitários ou da 
sabedoria, da oração e da orientação 
que nos foram revelados pelo Espírito 
Santo. ‘Confia no Senhor de todo 0 teu 
coração e não te estribes no teu próprio 
entendimento. Reconhece-o em todos 
os teus caminhos, e ele endireitará as 
tuas veredas’ (Pv 3.5, 6). Quando toda 
nossa vida está relacionada à vontade 
de Deus, em suas dimensões geral e 
particular, então estaremos vivendo de 
forma prudente e sábia” (Comentário 
Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 
Vol. 2. Romanos—Apocalipse. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2003, pp. 450, 451).
A perspectiva da 
im inente volta do nosso 
Senhor faz com que não 
percam os tem po com 
coisas b an ais.”
vv
III - VENCENDO OS DIAS MAUS
1. Remindo o tempo. O versículo 16 
de Efésios 5 apresenta o verbo remir 
como tradução do grego exagorázõ. 
Ele possui dois sentidos: 1) redimir, 
resgatar do poder de outro pelo paga­
mento de um preço; 2) comprar para 
uso próprio. Então, podemos dizer que 
remir é uma expressão usada para se 
referir à sabedoria dos compradores 
que esperavam 0 momento certo para 
comprar de acordo com o melhor preço 
oferecido pelo mercado. Com a expressão 
“ remindo 0 tempo” , 0 apóstolo Paulo 
se refere ao cristão que se conduz de 
maneira proveitosa e sábia no contexto 
deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.5).
2. Rem indo o tem po e a Volta do 
Senhor. Quando se falava a respeito 
de rem ir o tempo entre os cristãos 
primitivos, estes tinham em mente a 
iminência da segunda vinda do Senhor 
Jesus, ou seja, esse esperado aconte­
cimento poderia acontecer a qualquer 
mom ento (1 Co 15 .51). Por isso , os 
cristãos eram incentivados a procurar 
sabiamente aproveitar todas as opor­
tunidades, em especial, no sentido de 
se prepararem espiritualm ente para 
aquele dia. Assim , a perspectiva da 
iminente volta do nosso Senhor faz com
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 1
que não percamos tempo com coisas 
banais; antes, nos exorta a viver de 
maneira sábia, santa e piedosa, pois 
o Senhor Jesus pode voltar a qualquer 
momento (1 Ts 4.15).
3. Os dias são maus. Outra expressão 
que chama atenção é “os dias são maus” 
(Ef 5.16). Ela revela que estamos inseridos 
numa sociedade dominada pelo pecado, 
que pode tomar 0 nosso tempo e nos 
levar a prática do mal. Não podemos 
nos conformar com essa possibilidade, 
não podemos ser insensatos a tal ponto, 
mas entender “ qual seja a vontade de 
Deus” (Ef 5.17). Desse modo, a vontade 
de Deus tem a ver com, como cristãos, 
aproveitarmos 0 tempo para fortalecer 
nossa vida espiritual, praticar o bem 
para com os outros, ler a Bíblia, orar, se 
consagrar e congregar (Gl 6.10; Hb 10.25).
O crente deve fo rta lecer a sua 
vida esp iritu a l para lid ar com 
as adversidades dos dias maus.
SINOPSE III
CONCLUSÃO
Em nossa caminhada para as man­
sões celestiais precisam osseguir 0 
padrão divino, isto é, as normas deter­
minadas pelo Pai, que estão inseridas 
em sua Palavra (2 Tm 3.16). É preciso 
viver sábia e prudentemente, aprovei­
tando bem as oportunidades de fazer 
o bem, e não deixarm o-nos dominar 
pelos dias maus, na certeza de que a 
Vinda do Senhor se aproxima e, isso, nos 
incentiva de maneira santa (Hb 12.14).
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que a palavra “ padrão” expressa?
A palavra “ padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por 
uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como 
modelo a ser seguido.
2. Como 0 capítulo 5 da Carta aos Efésios pode ser dividido?
Podemos dividir capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a caminhada do 
cristão em amor (Ef 5-1- 14); 2) uma caminhada sábia (Ef 5-15- 17); 3) uma 
caminhada cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-33).
3. De acordo com a lição, conceitue as palavras “ prudência” e “ néscio” . 
Podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com 
cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática 
que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o 
bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).
4. Explique a expressão “ remir” .
Remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores 
que esperavam 0 momento certo para comprar de acordo com 0 melhor 
preço oferecido pelo mercado.
5. O que a expressão “os dias são maus” revela?
Essa expressão revela que estamos inseridos numa sociedade dominada 
pelo pecado, que pode tomar o nosso tempo e nos levar a prática do mal.
3 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LIÇÃO 5
5 de Maio de 2024
OS INIMIGOS DO CRISTÃO
\
TEXTO ÁUREO
“Se vivemos no Espírito, 
andemos também no 
Espírito. Não sejamos cobiçosos 
de vanglorias, irritando-nos uns 
aos outros, invejando-nos uns 
aos outros.,> (Gl 5 25,26)
V__________
ç
VERDADE PRÁTICA
Na jornada da fé há inimigos 
que tentam nos atrapalhar:
0 Diabo, a Carne e 0 Mundo; 
mas em Cristo somos mais 
que vencedores.
__________ J
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 13.39; Lc 11.18 Quinta - 1 Jo 2.16
A realidade bíblica do Inimigo de Concupiscência da carne, dos olhos
nossas almas e soberba da vida
Terça - Mt 4 .1-12 Sexta - Jo 12.31; 15.18
Como tentador, 0 Diabo atua para 0 mundo como sistema que
desestabilizar 0 crente procurar oprimir 0 crente
Quarta - Gl 5.19; 6.8 Sábado - Tg 5.7
A realidade bíblica da Carne como É preciso sujeitar-se a Deus e
inimiga da jornada resistir 0 Diabo
L __________________________________ ____________________________________ A
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 6.11-14; i João 2.15-17
Romanos 6
11 - Assim também vós considerai-vos 
como mortos para o pecado, mas v i­
vos para Deus, em Cristo Jesus, nosso 
Senhor.
12 - Não reine, portanto, 0 pecado em 
vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes 
em suas concupiscências;
13 - nem tampouco apresenteis os vossos 
membros ao pecado por instrumentos de 
iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, 
como vivos dentre mortos, e os vossos 
membros a Deus, como instrumentos 
de justiça.
14 - Porque 0 pecado não terá domínio 
sobre vós, pois não estais debaixo da lei, 
mas debaixo da graça.
íjo ã o 2
15 - Não ameis 0 mundo, nem 0 que no 
mundo há. Se alguém ama 0 mundo, 0 
amor do Pai não está nele.
16 - Porque tudo 0 que há no mundo, a 
concupiscência da carne, a concupiscência 
dos olhos e a soberba da vida, não é do 
Pai, mas do mundo.
17 - E 0 mundo passa, e a sua concupis­
cência; mas aquele que faz a vontade de 
Deus permanece para sempre.
Hinos Sugeridos: 4, 33, 581 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Palavra de Deus identifica três 
grandes inimigos que se colocam dian­
te de nós ao longo de nossa carreira 
cristã: 0 Diabo, a Carne e 0 Mundo. 
Por isso, nesta lição, estudaremos 
cada um desses inimigos, 0 conceito 
bíblico de cada um deles, e como, do 
ponto de vista doutrinário, a Bíblia 
nos orienta a lidar com esses inimi­
gos. Diante de nossa jornada para 0 
Céu, nos deparamos com esses três 
inimigos. Dessa forma, devemos estar 
biblicamente instruídos e, espiritual­
mente preparados, para enfrentá-los 
ao longo da caminhada com Cristo.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Identificar 
0 primeiro inimigo do Cristão: o Diabo; 
II) Explicar 0 conceito bíblico da pa­
lavra “ carne” ; III) Apresentar 0 termo 
“ mundo” , enfatizando os três níveis de 
vícios infames de acordo com a lição.
B) M otivação: Temos inim igos 
que nos atacam de maneira externa: 
O Diabo e o Mundo; e um inimigo que 
nos afronta do ponto de vista interno: a 
Carne. Ambos os inimigos constituem 
uma oposição que nos enfrenta tanto 
do ponto de vista externo quanto do 
interno. Quantas ciladas o Inimigo já 
armou para nós? Quantas armadilhas 
o sistema do mundo planeja para nos 
afrontar? Quantas tentações por meio 
de pensamentos, sentimentos e vontade 
estão a todo tempo nos confrontando?
C) Sugestão de Método: Após fazer 
uma pequena revisão da aula anterior, 
inicie a aula de hoje perguntando se 0 
crente tem inimigo. Dê oportunidade 
para cada aluno(a) falar livremente a
3 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
respeito da pergunta colocada para 
ele(a). Controle bem o tempo para 
que a aula não seja prejudicada. Cin­
co minutos são suficientes para essa 
atividade. Em seguida, introduza o 
assunto lição, dizendo que a Palavra 
de Deus nos mostra que o crente não 
tem as pessoas como inimigas, mas 
sim os principados, potestades, prín­
cipes das trevas e hostes espirituais da 
maldade que procuram induzir pessoas 
ao pecado e a rebelar-se contra Deus.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Nossos alunos pre­
cisam sair desta aula com plena 
consciência de que temos inimigos 
perigosos que têm como propósito 
de nos rem over do caminho para 
o Céu. Uma vez fortalecidos pelo 
Espírito Santo, tenhamos perseve­
rança para superá-los ao longo da 
nossa carreira.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e sub­
sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. 
Na edição 97, p.38, você encontrará 
um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) O texto “Demônios” , localizado 
depois do primeiro tópico, destaca iden­
tidade dos demônios para aprofundar 0 
tópico; 2) O texto “Os Atos da Natureza 
Pecaminosa e 0 Fruto do Espírito” , ao 
final do segundo tópico, expande a 
reflexão a respeito da “ carne” como 
0 segundo inimigo do cristão.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na jornada da vida cristã nos depa­
ramos com perigos que ameaçam 
a trajetória do nosso caminho a 
para o céu. Nela, encontrare- /jLI 
mos três inimigos que bus- 
cam nos atrapalhar: 0 Diabo, 
a carne e 0 mundo. O Diabo e 
mundo estão do lado externo 
de nossa trajetória; a carne, 
porém, está do lado de dentro: 
é a nossa natureza pecaminosa. Por 
isso, nesta lição, estudaremos esses três 
inimigos da Jornada da Vida Cristã.
I - O PRIMEIRO INIMIGO DO 
CRISTÃO: O DIABO
1. O Diabo é real. A existência do 
Diabo como pessoa é descrita desde
o primeiro livro da Bíblia. No Antigo 
Testamento, as ações de Satanás são 
descritas em Gênesis, 1 Crônicas, 
^ Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e 
Zacarias. O Novo Testamento
Palavra-Chave
Inimigos
mostra a atuação do Diabo 
por cerca de 25 vezes das 29 
passagens dos Evangelhos 
em que Jesus 0 menciona. 
Em seu m inistério, nosso 
Senhor atesta a realidade de 
Satanás (Mt 1339; Lc 11.18).
2. A descrição de Satanás. As Escri­
turas Sagradas descrevem Satanás como 
um ser espiritual que pertencia a uma 
ordem angelical dos querubins, sendo 
o m ais exaltado deles (Ez 28.12,14). 
Em Judas 9, por ele pertencer a uma 
ordem elevada, está registrado que o 
Arcanjo Miguel contendeu com Satanás
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 5
vv
A existênciado Diabo como 
pessoa é descrita desde o 
primeiro livro da Bíblia.”
a respeito do corpo de Moisés, mas não 
ousou pronunciar juízo de maldição 
contra ele. De fato, Satanás é o chefe dos 
anjos caídos. Ele possui poder, porém, 
suas ações estão limitadas, mas é visto 
como o deus deste século, o príncipe 
da potestade do ar (2 Co 4.4; Ef 2.2). 
Também podemos afirmar que Satanás 
é um ser que possui personalidade, ou 
seja, ele tem inteligência (2 Co 11.3), 
raiva (Ap 12.17), desejos (Lc 22.31) e 
vontade própria (Is 14.13,14; 2 Tm 2.26). 
Nosso Senhor considerava Satanás como 
uma pessoa e, por isso, usou pronomes 
pessoais para se referir a ele (Mt 4.1-12; 
cf. Jó 1.6-12; 2.1-4).
3. A identidade do Inimigo. Podemos 
conhecer 0 Inimigo por meio dos no­
mes que a Bíblia usa para descrevê-lo: 
Serpente, refere-se a sua sagacidade 
e astúcia (Gn 3.1; Ap 12.9); Satanás, 
mencionado 52 vezes, adversário ou 
opositor (Zc 3.1; Mt 4.10; Ap 20.2); Dia­
bo, aparece 35 vezes, acusador (Mt 4.1; 
Ef 4.27); Maligno, revela o seu caráter 
(1 Jo 5.18,19); Dragão Vermelho, revela 
sua ferocidade (Ap 12.3,7,9,10); Tentador, 
ação tentadora no campo da mentira e 
da imoralidade (At 5.3; 1 Co 7.5); Enga­
nador (Ap 12.9; 20.2,3); Belzebu, chefe 
dos demônios (Lc 11.15); Belial, pessoa 
má, sem valor (Jz 19.22; 1 Sm 30.22; 
2 Co 6.15). Esses nomes revelam uma 
natureza cruel, perversa e destruidora 
do nosso Inimigo.
0 primeiro inimigo do cristão, o 
Diabo, é descrito na Bíblia como 
um ser real.
SINOPSE I
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
“ DEMÔNIOS. [...] Os demônios 
são seres que têm personalidade e 
inteligência. Como membros do reino 
de Satanás (veja Mt 12.26), eles fazem 
parte de um império maligno alta- 
mente organizado, que tem autoridade 
sobre ‘as potestades do ar’ (Ef 2.2). 
Como agentes da promulgação dos 
propósitos de Satanás, os demônios 
são inim igos de Deus e dos seres 
humanos (Mt 12.43-45). Os espíritos 
demoníacos são completamente ma­
lignos, mal-intencionados, e estão sob 
a autoridade de Satanás (veja Mt 4.10, 
nota). A fim de vencer os esquemas e 
as tentações de Satanás e suas forças 
demoníacas, os cristãos devem travar 
uma contínua guerra espiritual contra 
eles (veja Ef 6.12, nota).
[...] Os demônios podem causar 
enfermidades e doenças físicas ao 
corpo humano (Mt 9 .32-33; 12.22; 
17 .14 -18 ; Mc 9 .20-22; Lc 13 .11,16), 
embora não possa ser afirmado, de 
maneira nenhuma, que toda doen­
ça e enfermidade sejam resultado 
de espíritos malignos (Mt 4.24; Lc 
5.12-13” (Bíblia de Estudo Pentecostal 
Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 
2022, p.1707).
3 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
II - O SEGUNDO INIMIGO DO 
CRISTÃO: A CARNE
1. Conceito bíblico de carne. Há qua­
tro definições para a palavra “ carne” 
na Bíblia: 1) o tecido muscular do corpo 
humano e dos animais (Gn 2.21); 2) o 
corpo humano inteiro (Êx 4.7); 3) 0 ser 
humano segundo a sua fragilidade e 
mortalidade (SI 78.39); 4) a natureza hu­
mana pecaminosa (G1 5.19; 6.8). Dentre 
muitas perspectivas da palavra carne 
na Bíblia, a expressão “ concupiscência 
da carne” tem grande relevância (1 Jo 
2.16). Quando o apóstolo João usa esse 
termo, ele se refere à satisfação carnal 
em todas as suas dimensões: glutona- 
rias, sensualidade, bebedeira, relações 
sexuais ilícitas. A expressão revela que 
não há critério ou norma moral num 
contexto em que a busca pelo prazer 
individual dita a tendência. É o egoísmo 
em grau elevado.
2. A Carne no Novo Testam ento.
Na perspectiva do Novo Testamento, 
o termo grego sárx, isto é, “ carne” , é
uma referência direta à totalidade da 
natureza humana pecaminosa, à parte 
de Deus, degradada, sem a presença 
do Espírito Santo. Em suas cartas, o 
apóstolo Paulo evidencia o que uma 
natureza dominada pela carne pode 
produzir (G1 5.19-21; Cl 3 5,9). A carne 
opõe-se a Deus e aos seus propósitos, 
pois ela tenciona caminhar de modo 
independente do Altíssimo; seu desejo 
e vontade estão fora dos planos divinos, 
ela faz com que o ser humano aja como 
se fosse 0 próprio Deus.
3. A perspectiva doutrinária da pala­
vra carne. Doutrinariamente, a “carne” 
é a natureza humana depois da queda de 
Adão. Como vimos, a expressão “carne” 
pode ser usada para se referir ao corpo 
humano (1 Co 15.39), mas também à 
natureza pecaminosa (Rm 8.6). Nesse 
sentido, embora uma mesma palavra 
possa trazer sentidos diferentes, não 
há razão de confundir-se entre “ carne” 
como corpo e “ carne” como natureza 
pecaminosa, pois 0 que é produzido pela
AM PLIANDO O CONHECIMENTO
“ Como é que Deus, como 0 Senhor so­
berano, permitiría a existência de tamanha 
oposição? [...] Na estratégia da redenção, a 
tolerância divina quanto à oposição satânica 
é só provisória; não faz parte do processo da 
redenção da humanidade. Pelo contrário: a 
vontade de Deus é que todos triunfemos sobre 
a oposição satânica. Deus não está secreta­
mente por trás das obras de Satanás, embora 
possa obrigar tais obras a concorrerem para 
a redenção do homem. Mas não há nada 
em comum entre Satanás e Deus.” Amplie 
mais o seu conhecimento, lendo a Teologia 
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, 
editado pela CPAD, pp.208-10.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 7
natureza pecaminosa, logo, é reconhe­
cido; como por exemplo: a idolatria é 
uma obra da carne,ou seja, da natureza 
humana pecaminosa (G1 5.20).
SINOPSE II
O segundo in im igo do cristão, a 
Carne, pode se referir ao corpo, mas 
também a natureza humana caída.
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
“ Os Atos da Natureza Pecaminosa 
e o Fruto do Espírito
Não há passagem na Bíblia que 
mostre um contraste mais claro entre 
o modo de vida dos crentes cheios do 
Espírito Santo (isto é, aqueles que têm 
o Espírito de Deus vivendo neles, Jo 
3.5; Rm 8.9; l Co 6.19; 2 Co 1.22; l Jo 
4.13) e 0 das pessoas ainda controladas 
pela sua natureza, que Gl 5 .16-26 . 
Paulo comenta as diferenças gerais 
dos modos de vida, enfatizando que 0 
Espírito de Deus está em guerra contra 
a natureza humana pecadora. Paulo 
também incluía uma lista específica 
tanto dos atos da natureza pecaminosa 
(isto é, rebelde e desafiadora a Deus), 
como os frutos (isto é, os traços de 
caráter, os efeitos) do Espírito.
A ‘natureza pecam inosa’ , ou a 
‘carne’ (gr. sarx), indica a natureza 
humana com os seus desejos corruptos 
e a sua tendência de desafiar a Deus e 
seguir 0 seu próprio caminho. [...] Os 
que seguem as tendências e os com­
portamentos da natureza pecaminosa 
não podem fazer parte do reino de Deus 
(Gl 5.21). Por esse motivo, é preciso 
resistir a esta natureza pecaminosa e
matá-la, espiritualmente, por meio de 
uma contínua batalha espiritual que 
os cristãos devem travar e vencer pelo 
poder do Espírito Santo [...]” (Bíblia 
de Estudo Pentecostal Edição Global. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2166).
III - O TERCEIRO INIMIGO DO 
CRISTÃO: O MUNDO
1. Perspectivas bíblicas da palavra 
“ mundo”. Há cinco conotações bíblicas 
para a palavra mundo: 1) a terra (Sl 24.1); 
2) o conjunto das nações conhecidas (1 
Rs 10.23); 3) a raça humana (Sl 9-8; Jo 
3.16); 4) 0 universo (Rm 1.20); 5) os que 
se opõem a Deus. Esses têm o Diabo 
como chefe e vivem na impiedade (Jo 
12.31; 15.18). De modo geral, a Bíblia 
usa a palavra “ mundo” para descrever 
duas grandes realidades: a) o plane­
ta Terra em que habitamos (Sl 19.4); 
b) as pessoas que vivem de maneira 
independentes de Deus. A passagem 
de 1 João 2.15, quando diz para “ não 
amarmos o mundo”, a ideia é a de uma 
sociedade separada de Cristo e que se 
manifesta contrariamente a Deus, pois 
está dominada pelos vícios mais infa­
mes, e cujas ações não condizem com 
a vontade de Deus. Na epístola, esses 
vícios são classificados em três níveis: 
concupiscência da carne, concupiscência 
dos olhos e a soberba da vida.
2. Três níveis de vícios infames. As 
concupiscências da carne, dos olhos e 
a soberba da vida são níveis de vícios 
infam es que todo cristão encontrará 
diante de sua jornada:
a) A concupiscênciada carne. A con­
cupiscência da carne tem a ver com 
a natureza hum ana completamente 
dominada pelo pecado, corrompida, 
decaída, todo ato do corpo para fins 
maléficos e imorais.
3 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
b) A concupiscência dos olhos. A concu- 
piscência dos olhos tem a ver com tudo 
o que envolve a mente e a imaginação. 
Ela cria o desejo pelas coisas pecami­
nosas oferecidas pela mídia, música, 
filmes, literatura, a arte para ceder aos 
desejos carnais.
c) A soberba da vida. Esse nível de vício 
expressa a autoglorificação do homem 
no pecado, denotando seu egoísmo, 
vangloria e ateísmo. É o homem da 
atualidade desprezando o Criador em 
oposição deliberada.
3. Vencendo o mundo. Há um sis­
tema carnal que age sob o controle do 
M aligno, que busca nos remover do 
caminho que leva ao céu por meio de 
ideologias anticristãs, estilos de vidas 
que não glorificam a Deus e form as 
contrárias aos valores do Evangelho. 
Para vencer essas investidas é preciso 
ter uma vida cheia do Espírito (Ef 5.18). 
É preciso também viver plenamente em 
Cristo Jesus, fazendo a vontade de Deus 
(Mt 7.21). Sendo assim, precisamos nos 
sujeitar a Ele, resistir ao Diabo, pois
temos a sublime promessa: “ ele fugirá 
de vós” (Tg 5.7).
SINOPSE III
O terceiro in im igo do cristão, o 
Mundo, apresenta três níveis de 
vícios infames: a concupiscência 
da carne, dos olhos e a soberba 
da vida.
CONCLUSÃO
O apóstolo Pedro nos adverte a res­
peito do plano do Inimigo em nos tragar 
(1 Pe 5.8) com o objetivo de destruir a 
obra realizada por Cristo em nossas 
vidas. Ele quer enfraquecer a nossa ca­
minhada rumo aos céus. A ação diabólica 
é feita mediante aos ataques do Inimigo. 
Então, para não ceder aos seus ardis, 
precisamos viver constantemente sob a 
presença do Espírito Santo, preparados 
e fortalecidos em Deus (Gl 5.16; Ef 6.10).
R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. O que o Senhor Jesus atestou em seu ministério?
Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 13.39; Lc 11.18).
2. Cite ao menos três nomes em que podemos conhecer 0 Inimigo na Bíblia. 
Serpente, adversário e Maligno.
3. O que a expressão “ concupiscência da carne” revela?
A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que 
a busca pelo prazer individual dita a tendência. É 0 egoísmo em grau elevado.
4. Qual a perspectiva do Novo Testamento em relação a palavra grega sárx, 
ou seja, carne?
Na perspectiva do Novo Testamento, 0 termo grego sárx, isto é, “ carne” , é 
uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte 
de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo.
5. De acordo com a lição, quais são os três níveis de vícios infames?
A concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3 9
12 de Maio de 2024
Bíblia
AS NOSSAS ARMAS 
ESPIRITUAIS
TEXTO ÁUREO
“Porque as armas da nossa 
milícia não são carnais, mas, 
sim, poderosas em Deus, para 
destruição das fortalezas.” 
(2 Co 10.4)
\ _________________________
r ~
VERDADE PRÁTICA
Diante da batalha 
espiritual, temos poderosas 
armas espirituais a nossa 
disposição: a Palavra de 
Deus, a Oração e 0 Jejum.
L E IT U R A D IA R IA
Segunda - Ef 6.1,2
As armas do crente são espirituais e 
devem ser usadas na jornada 
Terça - l Pe 5 8 
O Inimigo apresenta diversas 
estratégias contra nós 
Quarta - Mt 4.4; 1 Pe 2.2 
A Palavra de Deus, uma poderosa 
arma espiritual
Quinta - SI 55.17; Ef 6.18
A Oração, uma arma espiritual
indispensável
Sexta - Mt 4.1-4 ; At 13.2,3
O Jejum, um instrumento espiritual
indispensável na caminhada
Sábado - 2 Tm 3.16; Jo 17.9,20-22;
At 14.23
Estudando a Palavra, orando e jejuando
4 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 4.1-4,16-20
Lucas 4
l - E Jesus, cheio do Espírito Santo, vol­
tou do Jordão efo i levado pelo Espírito 
ao deserto.
2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, 
e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, 
e, terminados eles, teve fome.
3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho 
de Deus, dize a esta pedra que se trans­
forme em pão.
4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito 
está que nem só de pão viverá 0 homem, 
mas de toda palavra de Deus.
16 - E, chegando a Nazaré, onde fora 
criado, entrou num dia de sábado, se­
gundo 0 seu costume, na sinagoga e 
levantou-se para ler.
17 - E fo i-lh e dado 0 livro do profeta 
Isaías; e, quando abriu 0 livro, achou 0 
lugar em que estava escrito:
18 - 0 Espírito do Senhor é sobre mim, 
pois que me ungiu para evangelizar os 
pobres, enviou-me a curar os quebran- 
tados do coração,
19 - a apregoar liberdade aos cativos, a dar 
vista aos cegos, a pôr em liberdade os opri­
midos, a anunciar 0 ano aceitável do Senhor.
20 - E, cerrando 0 livro e tornando a 
dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos 
de todos na sinagoga estavam fitos nele.
Hinos Sugeridos: 212, 225, 305 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Travam os uma grande Batalha 
Espiritual. Essa batalha não é contra 
pessoas, mas contra principados e po- 
testades no mundo espiritual. Por isso, 
nossas armas não podem ser humanas 
nem carnais. Na Batalha Espiritual 
lutamos com armas espirituais. Por 
isso, nesta lição estudaremos sobre a 
realidade dessa batalha, mostraremos 
a três grandes armas espirituais que 0 
crente tem a sua disposição e 0 maior 
modelo que temos em Jesus no uso 
dessas “ armas celestiais” .
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Enfatizar 
0 sentido que as arm as do crente 
recebem nas Escrituras; II) Esclarecer
a respeito das três principais armas 
espirituais do crente; III) M ostrar 
Jesus Cristo como 0 nosso m aior 
m odelo de quem usou as arm as 
espirituais.
B) Motivação: A Batalha Espiri­
tual é real. Por isso, para lutarmos 
essa batalha, devemos usar as armas 
espirituais. Nesse caso, 0 crente em 
Jesus vence as suas lutas com o uso 
da Palavra de Deus, do Jejum e da 
Oração. Essas são as armas legítimas 
de todo salvo em Cristo. Que armas 
você tem usado na Batalha Espiritual?
C) Sugestão de Método: Inicie a 
exposição do segundo tópico, dizendo à 
classe que na história do Cristianismo 
três disciplinas sempre estiveram em 
destaque: a meditação na Palavra de
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 1
Deus, a prática da oração e a prática 
do jejum. Essas disciplinas sempre 
acompanharam o ministério pastores, 
evangelistas e avivalistas ao longo do 
tempo. Por isso, peça aos alunos que 
digam o que eles pensam a respeito 
do valor dessas disciplinas para as 
suas vidas. Dê um tempo para eles se 
expressarem e os ouça com atenção. 
Em seguida, enfatize que essas dis­
ciplinas espirituais estão presentes 
como prática na Bíblia e confirmadas 
ao longo da história. Assim, informe 
que o propósito de estudarmos sobre 
elas é para que essas disciplinas es­
tejam presentes em nossa vida como 
estavam no ministério de Jesus, da 
Igreja Primitiva e dos grandes líderes 
de nossa história.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Conclua a lição desta 
semana, afirmando que precisamos 
meditar na Palavra de Deus, jejuar
e orar. Por meio dessas disciplinas 
espirituais temos experiências glo­
riosas com Deus. Assim, nossa vida 
com Cristo nunca mais é a mesma.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .39, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) O texto “ Contra as astutas 
ciladas do Diabo” , localizado depois 
do primeiro tópico, destaca a batalha 
espiritual do crente para aprofundar o 
tópico; 2) O texto “ Jejuando quarenta 
dias” , ao final do segundo tópico, ex­
pande a reflexão a respeito da prática 
piedosa do Senhor Jesus.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃONa lição anterior, estudamos a res­
peito de três opositores que se mos­
tram como obstáculos de nossa 
jornada: 0 Diabo, a Carne e o 
Mundo. Nesta lição, enfati­
zaremos três armas, isto é, 
recursos espirituais em que 
todo crente precisa lançar 
mão diante dos obstáculos da 
jornada: a Palavra de Deus, a 
Oração e 0 Jejum. Desde o início 
de nosso andar com Cristo, estamos 
diante de uma batalha espiritual que 
só terá fim com o Arrebatamento da 
Igreja para o céu.
I - AS ARMAS DO CRENTE
1. As arm as. De modo geral, po­
dem os c la s s ific a r as a rm as como 
instrum entos de ataque e de 
defesa. Nas E scrituras, os 
principais instrumentos de 
ataque são: espada (l Sm 
17.45); vara (SI 23.4); funda
----- f (l Sm 17.40); arco e flecha
(2 Rs 13.15); lança (Js 8.18); 
e dardo (2 Sm 18.14). Os de 
defesa são: escudo (Ef 6.16), 
capacete (lSm 17.5), couraça (l Sm 
17.5) e caneleiras (l Sm 17.6). Essas 
arm as eram usadas pelos exércitos 
antigos, bem como pelo exército de
4 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
Israel, com a diferença de que este era 
instado a colocar a sua confiança no 
Senhor (SI 20.7). Entretanto, para os 
cristãos, “armas” aqui tem um sentido 
metafórico, pois nosso combate não 
é de corpo a corpo com outra pessoa, 
m as contra o m al encabeçado pelo 
Diabo e seus demônios, que se valem 
do Mundo e da Carne.
2. As estratégias do Inim igo. Não 
podemos desprezar 0 conhecimento a 
respeito da força do Inimigo de nos­
sas almas. O Novo Testamento revela 
o que o Diabo é capaz de fazer para 
ludibriar as pessoas: arrebatar a boa 
Palavra do coração (Mt 13.19); buscar 
altas posições com mentiras (At 5.3); 
usar pessoas para tra ir (Lc 22.3,4); 
escravizar (2 Tm 2.26); enfraquecer a 
fé do crente (Lc 22.32); enganar com 
doutrinas demoníacas (1 Tm 4.1). Não 
por acaso, 0 apóstolo Pedro nos alertou 
a respeito da sagacidade do Inimigo: 
“ Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, 
vosso adversário, anda em derredor, 
bramando como leão, buscando a quem 
possa tragar” (1 Pe 5.8).
3. O chefe de toda força do mal. O 
apóstolo Paulo escreve claramente que o 
Diabo é 0 chefe de todos os poderes das 
trevas que batalham contra nós (Ef 6.11; 
Rm 13.12). Até mesmo 0 apóstolo dos 
gentios foi por vezes impedido pelo 
Inim igo por meio de instrum entos 
humanos (1 Ts 2.18). Essa é uma das 
razões que o apóstolo cunha Satanás 
como o “ príncipe da potestade do ar” 
(Ef 2.2). Destacando ainda sua força 
e autoridade na hierarquia do mal, o 
Diabo é denominado de “ o deus deste 
século” (2 Co 4.4). Portanto, não po­
demos ignorar que o Inimigo tem um 
reino organizado com seus servos, 
em issários, principados e potestades 
(Lc 11.17-22).
SINOPSE I
As arm as do crente devem ser 
usadas contra as estratég ias 
do Inim igo, o chefe de toda 
força do m al.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“ [Efésios] 6 .11 Contra as astutas 
ciladas do Diabo. Os cristãos estão 
envolvidos em um conflito espiri­
tual com 0 maligno. Este conflito 
é descrito como uma guerra de fé 
(2 Co 10.4; 1 Tm 1.18 -19 ; 6.12) que 
continua até que eles passam da vida 
presente e entram na vida porvir (2 Tm 
4 .7-8 ; veja G1 5.17, nota). Satanás 
é um mestre estrategista que visa 
nos ferir e destruir por meio de suas 
várias ciladas. Instigar a divisão da 
igreja e a descrença nas promessas de 
Deus está entre ‘as ciladas do diabo’ . 
As estratégias de Satanás incluem 
0 desânimo, a tentação, a falta de 
perdão, 0 medo, a acusação, a atitude 
de agradarm os os nossos desejos 
pecam inosos (especialm ente em 
relação às coisas que repetidamente 
tiram 0 melhor de nós), preguiça 
espiritual e assim por diante. Ele 
fará o que for preciso para seduzir 
os crentes a comprometerem a sua 
consciência e distraí-los da devoção 
a Jesus. Paulo instrui os seguidores 
de Cristo a permanecerem firm es 
em sua posição contra as ciladas do 
diabo” (Bíblia de Estudo Pentecostal 
Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 
2022, pp.2191-92).
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 3
vv
Aliado à Palavra de Deus 
e à oração, a prática do 
jejum é uma terceira arma 
espiritual do crente [...].
O Jejum tem um valor 
glorioso para a vida do 
crente, pois é um ato que 
nos auxilia a ter mais 
intimidade com Deus.”
I I - A S TRÊS ARMAS 
ESPIRITUAIS DO CRISTÃO
1. A Palavra de Deus. 0 Senhor Jesus 
disse que não vivemos apenas de pão, 
mas de toda a Palavra de Deus (Mt 4.4). 
Dessa maneira, 0 apóstolo Pedro acon­
selha que “desejemos afetuosamente” o 
“ leite racional” para o desenvolvimento 
da nossa salvação, isto é, 0 estudo perse­
verante da Palavra de Deus para 0 nosso 
crescimento espiritual (1 Pe 2.2). Uma 
vez nutrido e solidificado com a Palavra, 
estamos firmados em Deus para resistir 
às influências malignas, às armadilhas de 
Satanás e demais estratégias (Mt 7.24,25). 
Logo, quem se rende à Palavra de Deus 
experimenta a influência frutífera da 
verdade divina (Jo 17.17).
2. A Oração. Aliada ao estudo da 
Palavra, a oração é uma das mais im­
portantes armas espirituais que 0 crente 
tem ao longo de sua jornada para o Céu 
(SI 55.17). Prestemos atenção para a 
seguinte declaração: “ orando em todo 
tempo com toda oração e súplica no 
Espírito” (Ef 6.18). Note que o apóstolo 
Paulo não insere a oração como uma 
peça da armadura, pois na verdade, 
é como se ela trouxesse um ajuste ou
alinham ento para a armadura toda. 
Nesse aspecto, essa imagem traz uma 
ideia de que a oração fortalece todas as 
esferas da nossa vida.
3 . 0 Jejum. Aliado à Palavra de Deus 
e à oração, a prática do jejum é uma ter­
ceira arma espiritual do crente durante 
a jornada para o Céu. Tanto no Antigo 
quanto no Novo Testamento, o jejum 
é uma prática presente. Esse ato é 
usado no contexto de busca de uma 
orientação divina (Êx 34.28; Dt 9.9; 
2 Sm 12.16-23). No Novo Testamento, 0 
Senhor Jesus jejuou (Mt 4.1-4) e disse 
que seus discípulos também o fariam 
(Mt 9 .14- 17; Lc 5-33- 39). A Igreja Pri­
mitiva observava a prática do jejum, 
buscando orientação divina para o envio 
de obreiros (At 13.2,3; 14.23). O apóstolo 
Paulo também jejuava por ocasião de 
seu ministério (2 Co 6.5; 11.27). Logo, 
0 jejum tem um valor glorioso para a 
vida do crente, pois é um ato que nos 
auxilia a ter mais intimidade com Deus.
SINOPSE II
As três a rm as esp iritu a is que o 
cristão tem a sua disposição são a 
Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração.
III - JESUS CRISTO: O NOSSO 
MAIOR MODELO
1. Vencendo o Diabo com a Palavra.
Há dois episódios im portantes que 
relatam 0 destaque especial que 0 Se­
nhor Jesus deu à Palavra em Lucas 4. 
O primeiro enfatiza que o Senhor Jesus 
venceu 0 Tentador com a Palavra de 
Deus (Lc 4.4; cf. Dt 8.3). No segundo, Ele 
leu uma passagem do profeta Isaías na
4 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
sinagoga em Nazaré e tomou para si o 
cumprimento do texto lido (Lc 4.16-20; 
cf. Is 61.1,2). Nosso Senhor deixou claro 
nesses episódios que os princípios da 
Palavra de Deus devem estar presen­
tes em nossa vida na batalha contra o 
Maligno. Por isso, nessa contenda, o 
apóstolo Paulo aconselha-nos a tomar 
a espada do Espírito, ou seja, a Palavra 
de Deus, a única arma de ataque na 
armadura do crente (Ef 6.17), uma arma 
poderosa e eficaz que provém do Espírito 
Santo de Deus (2 Tm 3.16).
2. Vivendo em oração. O evangelis­
ta Lucas mostra que Jesus se retirava 
para os lugares desertos para orar (Lc 
5.16; 6.12; 9.28). Ele orava pelos após­
tolos e pela Igreja (Jo 17.9,20-22), pelos 
seus algozes (Lc 23.34), por Simão (Lc 
22.31,32), pelos que se encontravam 
junto ao túmulo de Lázaro (Jo 11.41,42). 
Ele sabia bem do valor da oração e, 
por isso, gastava muito tempo falando 
com Deus. Nesse sentido, nosso Senhor 
conta conosco para que nos dediquemos 
à prática da oração, selecionando um 
local reservado, horário e prioridade 
para buscar a Deus em súplicas (Mt 6.6).
3. Vivendo em jejum. Além de medi­
tar na Palavra e perseverar em oração, 
o Senhor Jesus jejuava (Lc 4.2). Ora,Ele também espera que o imitemos, 
jejuando. Infelizmente, há quem ensine 
que não precisamos jejuar. Exceto os 
que têm problemas de saúde, por isso é 
muito importante estarmos sob orien­
tação médica, todo seguidor de Cristo é 
estimulado pela Bíblia a jejuar. Ademais, 
quando aliamos 0 estudo da Palavra e a 
oração ao jejum, aprofundamos a nossa 
intimidade com Deus e nos tornamos 
m ais sensíveis à sua voz, conforme 
acontecia com a liderança e os membros 
da igreja antiga que jejuavam como o 
Senhor Jesus (At 9-9; 13-2,3).
vv
Nosso Senhor conta 
conosco para que nos 
dediquemos à prática da 
oração, selecionando um 
local reservado, horário e 
prioridade para buscar a 
Deus em súplicas.”
SINOPSE III
Jesus Cristo é o nosso m aior 
m odelo de quem usou estas 
três arm as esp irituais: a P ala ­
vra de Deus, o Jejum e a Oração.
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
“ Jejuando quarenta dias. Depois de 
jejuar (isto é, passar um período sem 
comida a fim de dar maior atenção aos 
assuntos espirituais) ‘quarenta dias 
e quarenta noites’ , Jesus ‘teve fome’ , 
de forma que a primeira tentação da 
parte de Satanás foi simplesmente 
comer. Isso parece indicar que Cristo 
se absteve de comida, mas não de 
água (veja Lc 4.2). Abster-se de água 
por quarenta dias teria exigido um 
milagre. Visto que a fome é um dos 
impulsos humanos mais básicos e 
intensos, esta foi certamente uma
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 5
IV
O apóstolo Paulo 
aconselha-nos a tomar a 
Espada do Espírito, ou seja, 
a Palavra de Deus.”
legítima tentação à qual deve ter sido 
muito difícil resistir. No entanto, a 
fim de se relacionar com as nossas 
lutas humanas (cf. Hb 2.17; 4.15) e 
para vencer a tentação da mesma 
maneira que devemos, Jesus teve 
que confiar no mesmo poder que está 
disponível a qualquer cristão cheio 
do Espírito [...]. Durante o jejum de 
quarenta dias, é razoável presumir
que Jesus estivesse se fortalecendo 
e se preparando através da oração 
e da meditação na Palavra de Deus 
para a obra que 0 Pai o enviou para 
fazer” (Bíblia de Estudo Pentecostal 
Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 
2022, p.1607).
CONCLUSÃO
O nosso Inimigo é ardiloso e per­
verso. Por isso, não podemos ignorar 
suas estratégias. Contra ele, lutaremos 
com armas espirituais: Palavra, Oração 
e Jejum. Essas armas promovem cresci­
mento e fortalecimento para nossa vida 
ao longo de nossa jornada espiritual. 
Assim, segundo 0 modelo de vida do 
nosso Senhor Jesus, que fez uso dessas 
armas, podemos vencer as estratégias 
do Maligno.
R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. De acordo com a lição, qual é o sentido que devemos considerar a palavra 
“ arma”?
O sentido metafórico, pois nosso combate não é de corpo a corpo com outra 
pessoa, mas contra o mal encabeçado pelo Diabo e seus demônios, que se 
valem do Mundo e da Carne.
2. Cite ao menos três estratégias do Inimigo para ludibriar as pessoas. 
Arrebatar a boa Palavra do coração (Mt 13.19); buscar altas posições com 
mentiras (At 5.3); usar pessoas para trair (Lc 22.3,4).
3. Cite as três armas espirituais do crente.
Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração.
4. O que acontece quando aliamos estudo da Palavra, Oração e Jejum? 
Quando aliamos 0 estudo da Palavra e a oração ao jejum, aprofundamos a 
nossa intimidade com Deus e nos tornamos mais sensíveis à sua voz.
5. O que a Palavra de Deus, 0 Jejum e a Oração promovem em nossa jornada 
espiritual?
A Palavra de Deus, a Oração e o Jejum promovem crescimento e fortalecimento 
para nossa vida ao longo de nossa jornada espiritual.
4 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LIÇÃO 7
19 de Maio de 2024
i t L
O PERIGO DA MURMURAÇÃO
TEXTO AUREO
“E não murmureis, como 
também alguns deles 
murmuraram e pereceram 
pelo destruidor.”
(1 Co 10.10)
VERDADE PRATICA
A prática da murmuração 
enfraquece a vida espiritual, 
acaba com a comunhão da igreja 
local e nos impede de desfrutar 
das promessas de Deus.
L E IT U R A D IA R IA
Segunda - Êx 16 .11 
A murmuração dos israelitas nos 
dias de Moisés 
Terça - Lc 15.2; At 6.1 
A murmuração nos dias de Jesus e 
dos apóstolos
Quarta - l Ts 5.12,13; Hb 13.17 
Devemos evitar a murmuração 
contra a liderança
Quinta - Hb 4.16
Devemos chegar a Deus com 
confiança, não com murmuração 
Sexta - 1 Co 10.10
A prática da murmuração e a morte 
espiritual
Sábado - Mt 12.25; cf. Lc 1.17-22 
A murmuração traz divisão e 
separação
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 16.1-7; 1 Coríntios 10.10,11
Êxodo 16
1 - E, partidos de Elim, toda a congre­
gação dos filhos de Israel veio ao deserto 
de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos 
quinze dias do mês segundo, depois que 
saíram da terra do Egito.
2 - E toda a congregação dos filhos de 
Israel murmurou contra Moisés e contra 
Arâo no deserto.
3 - £ os filhos de Israel disseram-lhes: 
Quem dera que nós morréssemos por 
mão do Senhor na terra do Egito, quando 
estávamos sentados junto às panelas de 
carne, quando comíamos pão até far­
tar! Porque nos tendes tirado para este 
deserto, para matardes de fome a toda 
esta multidão.
4 - Então, disse 0 Senhor a Moisés: Eis 
que vos farei chover pão dos céus, e 0 
povo sairá e colherá cada dia a porção
para cada dia, para que eu veja se anda 
em minha lei ou não.
5 - E acontecerá, ao sexto dia, que pre­
pararão o que colherem; e será o dobro 
do que colhem cada dia.
6 - Então, disse Moisés eArão a todos 
os filhos de Israel: À tarde sabereis que
0 Senhor vos tirou da terra do Egito,
7 - e amanhã vereis a glória do Senhor, 
porquanto ouviu as vossas murmurações 
contra 0 Senhor; porque quem somos nós 
para que murmureis contra nós?
1 Coríntios 10
10 - £ não murmureis, como também 
alguns deles murmuraram e pereceram 
pelo destruidor.
11 - Ora, tudo isso lhes sobreveio como figu­
ras, e estão escritas para aviso nosso, para 
quem já são chegados os fins dos séculos.
Hinos Sugeridos: 77, 302, 388 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Todo cristão enfrentará situações 
adversas que vão testar a sua fé e fazer 
com que venha murmurar em sua ca­
minhada. Entretanto, Deus abomina a 
murmuração e a sua prática enfraquece 
a nossa vida espiritual e nos impede 
de desfrutar das promessas de Deus. 
Sabemos que Deus libertou Israel da 
escravidão e que depois de livre, 0 
povo de Deus iniciou a sua jornada 
rumo à Terra Prometida. O percurso 
escolhido pelo Senhor não foi 0 mais 
fácil, porém, com certeza, foi 0 melhor
para os israelitas que naquela ocasião 
não estavam preparados para grandes 
pelejas. Deus é fiel e sempre cuidou 
com zelo do seu povo, todavia os 
israelitas a cada dificuldade sempre 
m urm uravam contra 0 Senhor. O 
povo de Deus pagou um preço alto 
por ter reclamado do Senhor: toda 
uma geração morreu no deserto. No 
Novo Testamento 0 apóstolo Paulo 
adverte os crentes a não seguirem 
o exemplo de alguns israelitas no 
deserto, pois estes perecerem pelo 
destruidor (1 Co 10.10).
4 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar 
o sentido da palavra murmurar na 
Bíblia; II) Mostrar que a murmuração 
impediu a primeira geração de alcan­
çar à Terra Prometida; III) Saber que 
a murmuração é um pecado que nos 
impede de entrar na Canaã Celestial.
B) Motivação: Nesta vida, preci­
samos ter bem claro a ideia de que 
enfrentaremos obstáculos e dificul­
dades. Jesus disse que nesse mundo 
teríamos aflições, mas que tivéssemos 
bom ânimo (Jo 16.33). O bom ânimo 
é resultado da fé, da certeza de que 
não estamos sozinhos. A nossa fé 
deve estar alicerçada em Deus para 
que quando nos encontrarmos diante 
dos obstáculos em nossa caminha 
espiritual não venhamos murmurar, 
reclam ar, m as term os atitudes e 
palavras que glorifiquem ao Senhor.
C) Sugestão de Método: Sugerimos 
que você reproduza 0 esquema que se 
encontra na Bíblia de Estudo Aplicação 
Pessoal, editada pela CPAD, p.11. Para 
ter acesso a esse esquema, você pode 
acessar0 site <www.escoladominical. 
com.br> no campo Subsídios - Adultos. 
Utilize-0 para mostrar que diante das 
dificuldades o povo de Deus sempre 
caia na tentação da murmuração. Que 
jamais venhamos seguir seu exemplo!
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A lição de hoje é 
uma excelente oportunidade para 
os alunos refletirem a respeito da 
murmuração e seus efeitos m aléfi­
cos. Mostre que, à medida que temos 
consciência do poder de Deus, a nossa 
fé aumenta e se torna um antídoto 
contra a m urm uração. Encerre a 
aula citando as Escrituras: “ E não 
m urmureis, como também alguns 
deles murmuraram e pereceram pelo 
destruidor” (1 Co 10.10).
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .39, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: l) A orientação didática, loca­
lizada no primeiro tópico, destaca 0 
conceito da palavra “ murmuração” ; 
2) O texto ao final do segundo tó­
pico, expande a reflexão a respeito 
da murmuração dos israelitas contra 
o Senhor durante a travessia do 
deserto.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
É verdade que há ações m aléfi­
cas que vêm direto do Inimigo, mas 
também é verdade que há as que são 
produzidas dentro de nós como obras 
da carne. Uma delas é o pecado da 
Murmuração. Esse pecado é tão perigoso
em nossa jornada que pode nos levar 
à queda. Ele não acontece instanta­
neamente, pois geralmente sucede a 
incredulidade. Sim, incredulidade e 
murmuração andam juntas. Por isso, 
nesta lição, estudaremos os perigos da 
murmuração à luz da recomendação do
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 4 9
http://www.escoladominical.com.br
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apóstolo: “ Fazei todas as coisas sem 
murmurações” (Fp 2.14).
I - A MURMURAÇÃO NA 
BÍBLIA
1 . 0 que é murmurar? As
principais palavras para 
murmuração na Bíblia são 
as seguintes: do hebraico, 
o verbo liyn, “ resm ungar” , 
“ reclam ar” e “ m urm urar”
(Nm 14.36); e 0 substantivo 
higgayown, “ meditação”, “ música 
solene” , “ pensamento” , “ conspiração” 
(Lm 3.62); do grego, o verbo goggúzõ, 
“ murmurar” , “ resmungar” , “queixar- 
-se ” , “ dizer algo contra em um tom 
baixo” , “ dos que confabulam secreta­
mente” (Jo 7.32). De acordo com essas 
palavras, o murmurador tem 0 espírito 
dominado pelo descontentamento, de­
sacordo, ira, queixas e oposição. Nem 
Deus escapa dele, pois basta lembrar 
do que foi feito contra Moisés e Arão 
(Êx 15.24; 17.3; Nm 14.27; 16.41).
2. O comportamento dos murmu- 
radores. De acordo com os dois testa­
mentos da Bíblia, 0 mal da murmuração 
estava no meio do povo Deus, entre os 
israelitas dos dias de Moisés (Êx 16.11); 
nos dias de Jesus Cristo com os escribas 
e fariseus (Lc 15.2); na igreja em Jerusa­
lém, no início (At 6.1). Esse mal revela 
um com portam ento inconveniente, 
um temperamento inquieto, indiretas 
sarcásticas. O com portam ento dos 
murmuradores é tão sério que chegou 
a ameaçar a unidade da Igreja em Atos, 
se não fosse 0 cuidado dos apóstolos 
(At 6 .1-7). Por isso, precisam os ter 
toda cautela com esse comportamento, 
pois 0 pecado da murmuração, além de 
enfraquecer a nossa vida espiritual, 
também altera negativamente a nossa 
saúde emocional e física.
3.0 crente murmurador. Quem se diz 
salvo em Cristo e tem 0 Espírito Santo em 
sua vida não pode naturalizar a prática 
da murmuração. Não é normal um 
crente cheio do Espírito Santo se 
entregar a esse pecado. Nesse 
sentido, estão presentes a 
indisciplina e o descuido 
com as virtudes do Espí­
rito (G1 5.16). Quando um 
crente se torna um m ur­
murador, ele passa a ser um 
instrumento do Maligno contra 
a obra de Cristo no mundo, permitindo 
ao Diabo dominá-lo e usá-lo de todas 
as maneiras. Assim, não é possível o 
crente murmurador ser alegre, bondoso 
e agradável por meio de sua atitude, 
visto que sua alma está doente, pois 
o corpo só será luminoso se os olhos 
forem bons (Mt 6.22,23).
SINOPSE I
M urm urar sign ifica “ resm un­
g a r” e “ rec lam ar” e o m urm u­
rador tem o espírito dom inado 
pelo descontentam ento, d esa­
cordo, ira, queixas e oposição.
AUXÍLIO DIDÁTICO
Professor(a), para dar início ao 
primeiro tópico da lição, faça a se­
guinte pergunta: “ O que significa 
m urm urar?” Ouça os alunos com 
atenção e incentive a participação de 
todos. Em seguida, explique que mur­
murar significa falar mal de alguém 
ou algo, lam entar-se e queixar-se.
5 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
Diga que a murmuração contra Deus 
fez os israelitas perderem toda uma 
geração no deserto. Mostre que o 
esquecimento a respeito do que Deus 
já fez em nosso favor é próximo da 
murmuração e ingratidão. Os hebreus 
não agradeceram a Deus pela liber­
tação da escravidão egípcia e nem 
pela provisão recebida no deserto, 
mas preferiram permanecer como 
escravos bem alimentados e assim 
murmuraram contra Deus (Êx 16.7).
II - MURMURAÇÃO: IMPEDI­
MENTO DA PRIMEIRA GERAÇÃO 
À TERRA PROMETIDA
1. A murmuração contra os líderes 
escolhidos por Deus. Deus escolheu 
Moisés e seu irmão, como seu auxi- 
liador, para libertar 0 povo de Israel 
da escravidão de Faraó e conduzi-lo à 
Terra Prometida (Êx 7.1,2). Após expe­
rimentar grande livramento, esse povo 
passou a murmurar contra a liderança de 
Moisés e Arão de maneira sistemática, 
alegando que 0 Legislador 0 conduzia 
para morrer em pleno deserto (Êx 16.3). 
Nesses relatos, percebemos que a mur­
muração sucede à incredulidade. Há uma 
ausência de fé e se passa escolher o que 
é mau: a prática da murmuração. Logo, 
não se pode esperar mais atitudes de 
bondade, sinceridade e verdade de quem 
submerge na murmuração, mas, sim de 
impaciência, ingratidão e desrespeito à 
liderança bíblica (l Ts 5.12,13; Hb 13.17).
2. A m urm uração contra Deus. O 
Senhor Deus respondeu às murmurações 
do povo, dizendo que faria cair “ pão dos 
céus” (Êx 16.4). Entretanto, o Senhor 
deixou claro que contemplou as suas 
“ m urm urações” , mas tratou o povo 
com piedade e compaixão (Êx 16.12).
Ora, o Senhor Deus contempla todas as 
nossas ações, sabe do que precisamos e 
necessitamos. Por isso, diante de uma 
circunstância difícil, é muito melhor nos 
dirigirmos a Ele de maneira humilde, 
graciosa e amorosa do que nos ache- 
garmos a Ele com ingratidão, queixas 
e murmuração (Hb 4.16).
3. Por que é perigoso m urm urar? 
A Palavra de Deus diz: “ quem se en­
dureceu contra ele [Deus] e teve paz?” 
(Jó 9.4). À luz desse texto, podemos 
dizer que a murmuração configura um 
ato de impiedade extrema contra Deus. 
Ela se torna perigosa porque, além de 
revelar uma ausência de fé, lim ita a 
nossa capacidade de enxergar as ações 
de Deus em nossas vidas e no contexto 
em que estamos. Por conseguinte, a 
murmuração cega-nos diante de Deus. 
Não lembramos mais das grandes obras 
do Senhor em nossa vida. Não por acaso, 
0 apóstolo Paulo reúne os episódios de 
murmuração dos israelitas para que os 
crentes da atualidade tenham cuidado e 
não pratiquem esse pecado a fim de não 
serem destruídos (1 Co 10.10,11; Rm 15.4).
SINOPSE II
A m u rm u ração im p ediu a p r i­
m e ira geração de is ra e lita s de 
adentrar na Terra Prom etida.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Explique que “ a liderança é cara, 
porque a culpa pela adversidade recai 
nos líderes. Essas pessoas sabiam que 
Moisés era homem de Deus; por isso,
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 51
o pecado também era contra Deus. 
Grandes experiências com Deus não 
curam necessariam ente o coração 
mal e queixoso. A murmuração cessa 
apenas quando crucificamos o eu e 
entronizamos a Cristo (Ef 4.31,32). A 
única coisa que Moisés poderia fazer 
era clamar ao Senhor. Não há dúvida 
de que teria fornecido água potável 
em resposta à fé paciente de Israel, 
se tivessem permanecidofirmes. O 
Senhor às vezes satisfaz nossos ca­
prichos em detrimento da fé. Aqui, 
as águas se tornaram doces, quan­
do Moisés lançou um lenho nelas, 
mas a fé de Israel continuou fraca. 
Desconhecemos 0 método natural 
que explica este milagre. Deus usou 
esta ocasião para ensinar uma lição 
a Israel, dando-lhes estatutos e uma 
ordenação. Se as pessoas ouvissem 
a Deus e obedecessem inteiramente 
à sua palavra, elas seriam curadas 
de todas as enfermidades que Deus 
tinha posto sobre o Egito. Assim 
como Deus curou as águas amargas 
de Mara, assim Ele curaria Israel 
satisfazendo-lhe as necessidades 
físicas e, mais importante que tudo, 
curando 0 povo de sua natureza cor­
rompida. Deus queria tirar o espírito 
de murmuração do meio do povo e 
lhe dar uma fé forte” (Comentário 
Bíblico Beacon. Vol 1. Rio de Janeiro, 
CPAD, 2005, p.175).
III - MURMURAÇÃO: UM PECA­
DO QUE n o s IMPEDE DE EN­
TRAR NA CANAÃ CELESTIAL
1 . 0 fim dos israelitas murmurado- 
res. Examinando os textos de Números 
14.29 e 16.41-49, percebemos que, por 
causa da murmuração, os israelitas 
daquela geração não entraram na terra
da promessa, foram mortos e sepultados 
no deserto (Nm 14.29). A peregrinação 
de Israel pelo deserto nos serve de 
exemplo e advertência em nossa jornada 
para que não adotemos seu compor­
tamento murmurador. Devido a esse 
pecado, os israelitas perderam de vista 
os propósitos divinos e não alcançaram 
0 cumprimento da promessa.
2 .0 destino dos murmuradores. À 
luz dos relatos do livro de Números, 0 
apóstolo Paulo faz uma séria adver­
tência ao povo da Nova Aliança: “ E 
não murmureis, como também alguns 
deles murmuraram e pereceram pelo 
destruidor” (1 Co 10.10). Isso significa 
que um crente que vive praticando a 
murmuração já se encontra espiritual­
mente morto, perdeu a comunhão com 
0 Senhor e não tem mais 0 prazer nas 
coisas espirituais. Logo, 0 seu destino 
é a morte, que, à luz do Antigo Testa­
mento, infelizmente, tem caráter físico 
e espiritual. A murmuração é um perigo 
ao longo da nossa trajetória cristã.
3. Os m ales da m urm uração. Há 
muitos males que a murmuração pode 
provocar. Por exemplo, na vida da igreja 
local a murmuração pode trazer desâni­
mo espiritual, contendas comunitárias, 
rebeldias espirituais e divisões ministe­
riais. Esse processo acaba com a vida de 
comunhão da igreja local. Além disso, 0 
nosso Senhor disse que 0 reino dividido 
contra si mesmo é “ devastado” e não 
“ subsistirá” (Mt 12.25; cf. Lc 1.17-22). 
Há também o mal de caráter espiritual. 
Por exemplo, a murmuração também 
resulta em mentiras e calúnias, portanto, 
0 Espírito Santo não habita uma vida 
que é dominada por esse tipo de obras 
carnais (Ef 4.30; G1 5.19-21). Por isso, 
afirmamos que quem se entrega a tal 
prática acaba atraindo outros pecados 
para a sua vida, tais como: idolatria,
5 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
rebelião, adultério, blasfêmias contra 
Deus. Como consequência acaba pres­
tando serviço ao Inimigo e estacionando 
no meio do trajeto celestial.
SINOPSE III
A m urm uração é pecado e 
pode nos im pedir de entrar na 
Canaã celestial.
CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos o quanto a prática 
da murmuração é perigosa e destruido- 
ra tanto para a vida espiritual quanto 
para a vida comunitária na igreja local 
ao longo da nossa jornada cristã. Não 
devemos, pois, ignorar a advertência da 
Palavra de Deus quanto ao pecado da 
murmuração (Rm 15.4). Ora, a vontade 
de Deus é a de que participemos de suas 
promessas. Portanto, evitemos 0 mal da 
murmuração em nossas casas, igrejas e 
em qualquer lugar que nos relacionemos 
com o próximo.
R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. De acordo com a lição, 0 murmurador tem 0 espírito dominado pelo quê?
O murmurador tem 0 espírito dominado pelo descontentamento, desacordo, 
ira, queixas e oposição.
2. Por que precisamos ter cautela com o comportamento murmurador? 
Precisamos ter toda cautela com esse comportamento, pois o pecado da 
murmuração, além de enfraquecer a nossa vida espiritual, também altera 
negativamente a nossa saúde emocional e física.
3. Como o Senhor Deus respondeu à murmuração dos israelitas?
O Senhor Deus respondeu às murmurações do povo, dizendo que faria cair 
“ pão dos céus” (Êx 16.4). Entretanto, 0 Senhor deixou claro que contemplou as 
suas “ murmurações” , mas tratou o povo com piedade e compaixão (Êx 16.12).
4. O que percebemos ao examinar os textos do livro de Números? 
Examinando os textos de Números 14.29 e 16 .4 1-49 , percebemos que, por 
causa da murmuração, os israelitas daquela geração não entraram na terra 
da promessa, foram mortos e sepultados no deserto (Nm 14.29).
5. O que Paulo traz à Igreja à luz do exemplo do livro de Números?
À luz dos relatos do livro de Números, 0 apóstolo Paulo faz uma séria adver­
tência ao povo da Nova Aliança (1 Co 10.10). Isso significa que um crente que 
vive praticando a murmuração já se encontra espiritualmente morto, perdeu 
a comunhão com 0 Senhor e não tem mais o prazer nas coisas espirituais.
VOCABULÁRIO
Cautela: preocupação para evitar transtorno e perigo; cuidado; prudência. 
Naturalizar: passar a ter como próprio; adaptar-se; adotar.
Imerge: o que afunda, mergulha.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 3
LIÇAO 8
26 de Maio de 2024
CONFESSANDO E 
ABANDONANDO O PECADO
TEXTO ÁUREO
■ \ f
VERDADE PRÁTICA
“ O que encobre as suas 
transgressões nunca prosperará; 
mas 0 que as confessa e deixa 
alcançará misericórdia.”
(Pv 28.13)
Para desfrutar um caminho de 
restauração e reconciliação com 
Deus, precisamos confessar 0 
pecado e abandoná-lo de uma 
vez por todas.
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - SI 32.5 
Confessando as nossas 
transgressões ao Senhor 
Terça - Rm 3.10-12 
Reconhecendo a nossa natureza 
pecaminosa diante de Deus 
Quarta - Gn 3.8,14-19 
O pecado de nossos primeiros pais, 
Adão e Eva
Quinta - 2 Sm 12 .1-4 , 7-9
O pecado do rei Davi, o ungido do 
Senhor
Sexta - Mt 6.12
Em primeiro lugar, nos dirigimos a 
Deus para 0 perdão dos pecados 
Sábado - 2 Co 5.18 
Deus investiu homens para o 
ministério da reconciliação
5 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salm os 5 1 .1 - 12 ; 1 João 1 .8 - 10
Salmos 51
1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, 
segundo a tua benignidade; apaga as 
minhas transgressões, segundo a multidão 
das tuas misericórdias.
2 - Lava-me completamente da minha 
iniquidade e purifica-me do meu pecado.
3 - Porque eu conheço as minhas trans­
gressões, e 0 meu pecado está sempre 
diante de mim.
4 - Contra ti, contra ti somente pequei, 
e fiz 0 que a teus olhos é mal, para que 
sejas justificado quando falares e puro 
quando julgares.
5 - Eis que em iniquidade fui formado, 
e em pecado me concebeu minha mãe.
6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e 
no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei 
puro; lava-m e, e ficarei mais alvo do 
que a neve.
8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para 
que gozem os ossos que tu quebraste.
9 - Esconde a tua face dos meus pecados 
e apaga todas as minhas iniquidades.
10 - Cria em mim, ó Deus, um coração 
puro e renova em mim um espírito reto.
1 1 - Não me lances fora da tua presença 
e não retires de mim 0 teu Espírito Santo.
12 - Torna a dar-me a alegria da tua salva­
ção e sustém-me com um espírito voluntário.
1 João 1
8 - Se dissermos que não temos pecado, 
enganamo-nos a nós mesmos, e não há 
verdade em nós.
9 -Se confessarmos os nossos pecados, ele 
éfiel e justo para nos perdoar os pecados 
e nos purificar de toda injustiça.
10 - Se dissermos que não pecamos, 
fazem o-lo mentiroso, e a sua palavra 
não está em nós.
Hinos Sugeridos: 192, 277, 491 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Todo cristão em sua jornada vai 
ter que lidar, em algum momento, 
com 0 pecado. Isso se deve a natureza 
humana que herdamos de Adão e Eva. 
No entanto, não temos mais prazer 
no pecado, ou seja, não pecamos de 
modo deliberado. Errar o alvo, para 
0 cristão,é um triste acidente de 
percurso. Quando pecamos, a atitude 
correta é 0 arrependimento, a confis­
são do pecado a Deus e 0 abandono da 
transgressão. Não podemos também
nos esquecer de que 0 pecado confes­
sado e abandonado é pecado perdoado 
por Deus (1 Jo 1.9). O Inimigo sempre 
vai tentar nos acusar dos erros que 
cometemos, mas precisamos lembrar 
de que “ o sangue de Jesus Cristo nos 
purifica de todo 0 pecado” (1 Jo 1.7).
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Compre­
ender o que significa confissão de 
pecado; II) Mostrar 0 perigo do pecado 
não confessado; III) Compreender que
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 5
a confissão de pecado é um caminho 
para a cura e a restauração.
B) Motivação: Converse com os 
alunos explicando que atualmente, 
muitos não acreditam em certo ou 
errado. O pecado passou a ser rela- 
tivizado e o que é errado para uma 
pessoa pode não ser considerado 
errado para a outra, pois não acre­
ditam mais em verdades absolutas. 
Entretanto, para o cristão o pecado 
não pode ser relativizado, pois nosso 
conceito de errar o alvo está firmado 
nas Escrituras Sagradas.
C) Sugestão de Método: Sugerimos 
que você coloque uma cesta (ou uma 
caixa de papelão) em um canto da 
sala. Providencie algumas bolinhas 
de papel amassado. Diga aos alunos 
que a cesta ou caixa será o alvo do 
dia. Em seguida, dê uma bolinha de 
papel a um aluno(a) e peça que, há 
uma certa distância, tente acertar o 
“ alvo” (a cesta). Cada aluno(a) terá 
somente uma tentativa. Aqueles que 
errarem, pergunte como eles se sen­
tiram, assim como os que acertaram. 
Diga que pecado significa “ errar o 
a lvo” . Ninguém quer errar nada. 
Quando erramos, seja em uma prova 
ou em qualquer situação, sentimos 
vergonha e ficamos constrangidos. 
O pecado tem como consequência a 
tristeza, o constrangimento e a culpa. 
É o que veremos nesta lição.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A lição de hoje é 
uma oportunidade ímpar para que os 
alunos reflitam a respeito do pecado e 
da importância da confissão. Mostre 
que o pecado tem nome, como por 
exem plo, m entira, fofoca, inveja 
etc. Temos que confessar para Deus 
as nossas atitudes, pensam entos 
e sentim entos, nom eando-os. Em 
seguida conclua lendo Provérbios 
28.13: “ O que encobre as suas trans­
gressões nunca prosperará; mas 0 
que as confessa e deixa alcançará 
misericórdia.”
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p.40, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) A orientação bíblica, localizada 
no primeiro tópico, destaca importan­
tes conceitos a respeito de confissão 
de pecados contidos no Salmo 51; 2) 
O texto ao final do terceiro tópico, 
mostra 0 caminho da cura e da res­
tauração para aqueles que confessam 
e abandonam o pecado.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Atualmente, muitos acreditam que 
não é preciso confessar o pecado por 
denominá-lo mera fraqueza ligada ao 
ambiente e aos aspectos hereditários. 
Nesta lição, veremos que a Bíblia não
ensina assim. Em sua epístola, 0 apóstolo 
João escreve que o pecado é real e, por 
isso, é um perigo para a vida do crente, 
pois suas consequências são trágicas. A 
orientação bíblica é a de que, caso ocor­
ra um pecado, ele deve ser confessado,
5 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
abandonado como evidência do arrepen­
dimento para que o crente arrependido 
possa receber o perdão de Deus 
(l Jo 2.9; cf. SI 32.5).
I - A CONFISSÃO DE 
PECADO
1 . D efin ição. O verbo 
“confessar” , da palavra he­
braica yadah, aparece como 
“ jogar” , “ atirar” , “ lançar” (l Rs 
8.33), uma palavra que vem da raiz verbal 
de hadah que significa “estender a mão”. 
Essa palavra está presente 900 vezes no 
Antigo Testamento, aparecendo com o 
sentido de “ tomar conhecimento”, “ sa­
ber”, “ reconhecer”. A palavra aparece no 
AT no contexto de confissão de pecado 
(Sl 32.5). No Novo Testamento, 0 verbo 
grego para “confessar” é homologéo, que 
significa “concordar com”, “consentir” , 
“conceder” . Essa palavra é composta da 
raiz homou, junto de pessoas reunidas; 
e de lógos, do ato de falar. A palavra 
homologéo ocorre 25 vezes no Novo Tes­
tamento (Mt 7.23, Rm 10.9,10; Tg 5.16). 
Há um verbo grego importante para 
“confessar” , eksomologéo (Mt 3.6), que 
significa “professar”, “reconhecer aberta 
e alegremente para a honra de alguém” ; 
“prometer publicamente que fará algo”, 
“comprometer-se com”. Logo, podemos 
dizer que confessar é uma maneira de 
declarar o que se crê ou sabe.
2. A confissão bíblica de pecado. 
O ensino bíblico geral da confissão de 
pecado traz a ideia de reconhecê-lo e 
fazer a sua confissão, pois o perdão 
depende desse ato (Sl 32.5; 1 Jo 1.9). 
Essa confissão pode ser no momento 
da conversão; ou depois dela, quando 
pecados cometidos podem ser contra 
Deus ou contra um irmão (Mt 5.21,22). 
Importante ressaltar, porém, que, se­
gundo o ensino bíblico, era tão somente
depois da confissão de pecados que se 
poderia viver verdadeiramente uma vida 
de oração e comunhão com Deus 
(Ne 1.6; Sl 66.18; Lc 18.9-14). 
3 .0 símbolo da confissão 
de pecado. No ato da con­
fissão de pecados, a pessoa 
reconhece de maneira autô­
noma os pecados cometidos 
e que, por isso, se encontra 
indigna de estar na presença de 
Deus. Ela reconhece a sua natureza 
pecaminosa diante do Altíssimo (Rm 
3.10 -12). Então, em arrependimento 
sincero e em confissão, busca 0 que lhe é 
garantido por meio da Palavra de Deus: 
0 perdão. Assim, quem experimenta 0 
ato sincero e humilde da confissão de 
pecado alcança a misericórdia de Deus 
(Pv 28.13). Então, a alma é consolada e 
a vida espiritual é restaurada.
SINOPSE I
O ensino bíblico da confissão de 
pecado traz a ideia de reconhe- 
cê-lo e fazer a sua confissão.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Professor(a), leia juntamente com 
a sua classe o Salmo 51 que se encon­
tra na seção Leitura Bíblica em Classe. 
Utilize 0 texto para mostrar 0 conceito 
de pecado e as suas consequências 
(perda da salvação, da presença de 
Deus, da vitalidade e da alegria es­
piritual). Enfatize que a preocupação
P a la vra -C h a ve
Confissão
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 7
vv
Assim, quem experimenta 
o ato sincero e humilde 
da confissão de pecado, 
alcança a misericórdia 
de Deus. Então, a alma 
é consolada, e a vida 
espiritual é restaurada.”
de Davi não foi com o fato de perder o 
trono, mas com a perda da comunhão 
com Deus e a salvação. Explique que, 
“ este salmo de confissão é atribuído 
a Davi, alusivo ao momento em que 
o profeta Natã revelou seus pecados 
de adultério e de homicídio (cf. 2 
Sm 12 .1 - 3 ) . (1) N ote-se que este 
salmo foi escrito por um crente que 
voluntariamente pecou contra Deus 
e de modo tão grave foi privado da 
comunhão e da presença de Deus (cf. 
11). (2) Provavelmente, Davi escreveu 
este salmo já arrependido, após Natã 
declarar-lhe 0 perdão divino (2 Sm 
12.13). Davi roga diretamente a plena 
restauração da sua salvação, a pureza, 
a presença de Deus, a vitalidade es­
piritual e a alegria (w . 7-13)” (Bíblia 
de Estudo Pentecostal Edição Global. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.856).
II - O PERIGO DO PECADO NÃO 
CONFESSADO
1. Os males dos pecados não confessa­
dos. Quando lemos e analisamos Provér­
bios 28.13, percebemos que a confissão de 
pecado não se trata apenas de um ensino 
judaico, mas também cristão. A Epístola 
de João corrobora com a necessidade de
se confessar 0 pecado, deixá-lo e alcançar 
o perdão (1 Jo 1.9). Em contrapartida, 
quem ignora a confissão de pecado, 
ocultando-o, vive uma vida de aparência 
e de morte espiritual; semelhante ao 
que os nossos primeiros pais, Adão e 
Eva, viveram ao tentar ocultar os seus 
pecados diante de Deus (Gn 3.8); bem 
como orei Davi, 0 homem segundo o 
coração de Deus, que procurou ocultar 
do Senhor seus pecados (2 Sm 11; 12).
2. As consequências do pecado de 
Adão e Eva. A realidade bíblica do pe­
cado pode ser vista no primeiro casal, 
Adão e Eva, quando pecou e, por isso, 
recebeu sentenças devidas (Gn 3.14-19). 
Além disso, nossos primeiros pais per­
deram 0 direito de viver no ambiente 
mais perfeito e belo que Deus criou (Gn 
3.24). Por isso na vida de Adão e Eva há 
consequências trágicas do pecado, tais 
como: alteração da condição física de 
ambos; a transição da natureza imortal 
para mortal; diversas tenções no gênero 
humano e na natureza. Assim, sabemos 
que as consequências do pecado de nos­
sos primeiros pais não se limitaram a 
eles, mas perpassaram a todo 0 gênero 
humano e natural (Rm 5.12-14).
3. As consequências do pecado de 
Davi. O rei Davi pagou um alto preço 
com 0 seu pecado. A Bíblia mostra que, 
por isso, a espada não sairia da sua 
casa (2 Sm 12.10-12). Os capítulos 11 e 
12 de 2 Samuel revelam o conflito e o 
senso de culpa que marcavam a vida 
de um homem que, por certo tempo, 
ocultou o seu pecado, trazendo-lhe 
enfermidades morais e aflição que o 
levavam a gemidos. O Salmo 32 mos­
tra que, por se manter em silêncio, 
não confessando 0 seu pecado, Davi 
enfraqueceu cada vez mais, perdendo 
0 vigor espiritual (SI 32.2-4). Já 0 Sal­
mo 51 mostra a confissão de pecado do
5 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
rei, reconhecendo todos os seus erros 
a fim de que eles fossem perdoados e o 
salmista purificado (SI 51.2-6).
SINOPSE II
A Palavra de Deus mostra a neces­
sidade de se confessar o pecado, 
deixá-lo e assim alcançar o perdão.
III - CONFISSÃO DE PECADO: 
UM CAMINHO DE CURA 
E RESTAURAÇÃO
1. Confessando o pecado a Deus. 
Segundo o ensino bíblico, a confissão 
de pecados deve prim eiram ente ser 
dirigida a Deus, por interm édio de 
seu Filho, pois só Ele pode perdoar os 
nossos pecados (SI 51.3,4; Mt 9.2,6). 
Ao longo do seu ministério, 0 Senhor 
Jesus disse à mulher pecadora: “Os teus 
pecados te são perdoados” (Lc 7.48). 
Na oração do Pai-Nosso, 0 Senhor Jesus 
ensinou: “ [Pai] Perdoa-nos as nossas 
dívidas, assim como nós perdoamos 
aos nossos devedores” (Mt 6.12). Em 
l João 1, lemos que os nossos pecados 
devem ser confessados a Cristo (1 Jo 
1.7-9). Dessa forma, perdoar pecado 
é uma prerrogativa de Deus Pai por 
intermédio do Senhor Jesus, mediante 
a sua obra no Calvário.
2. Alcançando cura e restauração. 
O texto áureo da presente lição nos 
lembra que ocultar 0 pecado é decidir 
por trilhar uma jornada de sofrimen­
to espiritual e emocional. Mas quem 
deixa de lado o orgulho e a soberba 
para trilh ar o cam inho hum ilde da
vv
[...] Ocultar o pecado é 
decidir por trilhar uma 
jornada de sofrimento 
espiritual e emocional.”
confissão de pecado vive uma vida mais 
leve. Não há nada m ais restaurador 
que desfrutar das m isericórdias do 
Senhor (Pv 28.13). Não há nada mais 
consolador do que confessar 0 pecado 
e deixá-lo definitivamente, pois assim 
encontraremos descanso para a alma. 
Todo esse processo de con fissão e 
abandono de pecado revela a eficácia 
do ministério da reconciliação de Deus 
por meio de Jesus Cristo (2 Co 5.18). 
Quem faz assim encontra o caminho 
de cura e restauração, conforme lemos 
nas palavras do salmista: “ Enquanto 
eu me calei, envelheceram os meus 
ossos pelo meu bram ido em todo o 
dia. [...] Confessei-te 0 meu pecado e 
a minha maldade não encobri; dizia 
eu: Confessarei ao Senhor as minhas 
transgressões; e tu perdoaste a maldade 
do meu pecado” (SI 51.3,5).
SINOPSE III
A confissão de pecado é o único 
cam inho para a cura e a restau­
ração do corpo, alm a e espírito.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5 9
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“ O Senhor restaurou a Davi a 
alegria da salvação, mas observa-se 
o seguinte respeito de sua vida: (1) 
As Escrituras ensinam claramente 
que ceifaremos aquilo que semear­
mos; se semearmos no Espírito do 
Espírito ceifaremos a vida eterna; 
se semearmos na carne, da carne 
ceifaremos a corrupção (Gl 6.7,8). 
Davi, em virtude do seu pecado, 
sofreu consequências até o fim , 
na própria vida, na sua fam ília e 
no seu reino (2 Sm 12 .1-14 ). (2) As 
terríveis consequências do pecado 
de Davi, mesmo depois da sua sin­
cera confissão e arrependimento, 
devem suscitar em todos os filhos 
de Deus um santo temor de pecar
deliberadamente em aberta rebelião 
contra a redenção provida para eles 
em Jesus Cristo” (Bíblia de Estudo 
Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2022, 2003, p.856).
CONCLUSÃO
Em nossa caminhada cristã esta­
mos sujeitos ao pecado. Encobri-lo e 
viver uma vida espiritual de aparência 
não é uma opção bíblica para o cami­
nho da cura e da restauração. Logo, 
uma jornada de perdão só é possível 
com a confissão do pecado praticado 
e a resolução de abandoná-lo de uma 
vez por todas. Quem procede assim 
desfrutará das in findáveis m iseri­
córdias divinas.
R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. Qual ideia o ensino geral da Bíblia traz a respeito da confissão de pecado? 
O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo 
e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (SI 32.5; 1 Jo 1.9).
2. O que a pessoa reconhece no ato de confissão de pecado?
No ato da confissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autôno­
ma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na 
presença de Deus.
3. O que podemos compreender em Provérbios 28.13?
Quando lemos e analisamos Provérbios 28.13, percebemos que a confissão 
de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão.
4. Segundo a lição, o que pode acontecer com quem ignora a recomenda­
ção bíblica de confessar 0 pecado?
Ocultar o pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimento espiritual 
e emocional.
5. Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve ser dirigida pri­
meiramente a quem?
Segundo 0 ensino bíblico, a confissão de pecados deve primeiramente ser 
dirigida a Deus, por intermédio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os 
nossos pecados.
6 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LIÇAO 9
2 de Junho de 2024
\
TEXTO ÁUREO
“ Vigiai e orai, para que não 
entreis em tentação; na 
verdade, 0 espírito está pronto, 
mas a carne éfraca.v 
(Mt 26.41)
V __________________________________
A
VERDADE PRÁTICA
No lugar de ceder à tentação, 
é melhor triunfar sobre ela.
______________ J
L E IT U R A D IA R IA
Segunda - Gn 3 .1-5 
A tentação que se origina do Diabo 
e seus ardis 
T e r ç a -T g 1.14 ,15
A tentação que se origina de dentro
do ser humano
Quarta - l Co 10.13
Toda tentação faz parte da esfera
humana
Quinta - Ef 6.11,17
Vencemos a tentação com a Palavra 
de Deus
Sexta - Rm 12.2
Não se conformando com os apelos
do mundo
Sábado - 2 Tm 2.22
A melhor estratégia é fugir da
tentação
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 l
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 4.1-11
1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito 
ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, tendo jejuado quarenta dias e 
quarenta noites, depois teve fome;
3 - E, chegando-se a ele 0 tentador, disse: 
Se tu és 0 Filho de Deus, manda que estas 
pedras se tornem em pães.
4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está 
escrito: Nem só de pão viverá 0 homem, 
mas de toda a palavra que sai da boca 
de Deus.
5 - Então 0 diabo 0 transportou à Cidade 
Santa, e colocou-o sobre 0 pináculo do templo,
6 - e disse-lhe: Se tu és 0 Filho de Deus, 
lança-te daqui abaixo; porque está escrito:
Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, 
e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca 
tropeces em alguma pedra.
7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: 
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
8 - Novamente, 0 transportou 0 diabo 
a um monte muito alto; e mostrou-lhe 
todos os reinos do mundo e a glória deles.
9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, 
prostrado, me adorares.
10 - Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Sata­
nás,porque está escrito: Ao Senhor, teu 
Deus, adorarás esó a ele servirás.
1 1 - Então, 0 diabo o deixou; e, eis que 
chegaram os anjos e 0 serviram.
Hinos Sugeridos: 46, 289, 298 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que 0 crente é 
desafiado cotidianamente a abandonar 
a fé em Cristo. Isso pode aconte­
cer por meio da tentação. Por isso, 
veremos como ocorre a tentação e 
como nosso Senhor lidou com essa 
situação. Aprenderem os também 
que a resistência à tentação requer o 
firme posicionamento contra 0 pecado 
e o compromisso com a prática da 
Palavra de Deus.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Conceituar 
biblicamente 0 que é tentação e os seus 
aspectos na esfera humana; II) Mostrar 
como nosso Senhor Jesus lidou com a
tentação; III) Apontar a estratégia para 
o crente resistir à tentação.
B) M otivação: Como vim os na 
lição, a tentação é um processo que 
ocorre na esfera da natureza humana. 
Nesse sentido, autoexame é indispen­
sável para 0 crente lidar com as suas 
limitações e fraquezas. Fomente a 
discussão sobre as áreas da natureza 
humana que precisam ser fortalecidas 
para que o crente não se torne presa 
fácil da tentação.
C) Sugestão de Método: O primeiro 
tópico da lição destaca que nosso Se­
nhor foi tentado por Satanás em três 
áreas específicas. A intenção de Satanás 
era desviá-lo de seu propósito neste 
mundo. Semelhantemente, o apóstolo
6 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
João aponta três áreas da natureza 
humana em que ocorrem os desejos 
para pecar: a concupiscência da carne, 
a concupiscência dos olhos e a soberba 
da vida (1 Jo 2.16 ,17). Convide os seus 
alunos a conceituarem cada uma dessas 
áreas e a compreender a importância 
de lidar com cada um desses aspectos 
no tocante à tentação.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Jesus nos concedeu 
o exemplo de fidelidade a Deus e nos 
mostrou que a aplicação das Escrituras 
Sagradas em nosso cotidiano é ferra­
menta indispensável para vencer as 
tentações. Endosse aos alunos que a 
perseverança nessas virtudes resultará 
em uma vida espiritual próspera neste 
mundo e, por conseguinte, a entrada 
na vida eterna (2 Pe 1.10 -12).
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97 , p. 40 , você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) 0 texto “ Tentação” , localiza­
do depois do primeiro tópico, aponta 
o conceito de tentação no contexto 
bíblico; 2) O texto “ A Tentação de 
Jesus” , ao final do segundo tópico, 
amplia a reflexão a respeito da ten­
tação que nosso Senhor suportou no 
deserto, bem como a estratégia do 
M estre para vencer as investidas 
de Satanás.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A tentação é algo que o crente en­
frentará ao longo de sua jornada. Não por 
acaso, 0 Senhor Jesus nos ensinou a orar 
de modo que Deus não deixasse 
que caíssemos em tentação 
(Mt 6.13 - NVT). Por isso, 
nesta lição, estudaremos 0 
conceito bíblico de tentação, 
a maneira como nosso Se­
nhor a enfrentou no deserto 
e como devemos resisti-la.
Veremos que é imperioso se­
guir a recom endação de Jesus 
Cristo a respeito de vigiar e orar para 
não cedermos à tentação ao longo da 
caminhada (Mt 26.41).
I - A TENTAÇÃO E SUA ESFERA 
HUMANA
1. Conceito bíblico de tentação. Na 
Bíblia, três palavras aparecem para 
conceituar “ tentação” . A p ri­
m eira é a palavra hebraica 
massáh, que significa “ teste”, 
“ provação” (Dt 4.34; 9.22; 
Sl 95.8). A segunda e a ter­
ceira são palavras gregas 
respectivamente: peirasmós, 
“ teste” , “ prova” , aparecendo 
25 vezes no Novo Testamento 
(At 20.19; 1 Co 10.13; Tg 1.2,12); e 0 
verbo peirázõ, testar, submeter à prova 
(Jo 6.6; G1 6.1; Ap 2.2,10), ocorrendo 
aproximadamente 36 vezes no Novo
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 3
vv
Ainda que o Inim igo 
possa nos persuadir a 
cair em tentação, esta se 
dá no cam po da esfera 
hum ana e terrena.”
Testamento. Assim, podemos dizer que 
tentação é um experimento, teste ou 
prova diante de uma atração para fazer 
o mal a fim de obter prazer ou lucro.
2. Duas vias da tentação. De acordo 
com a Palavra de Deus, a tentação pode 
vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, 
também, de dentro do ser humano (Tg 
1.14,15). Ela tem origem no Diabo quando 
o seu objetivo, semelhantemente ao que 
aconteceu com Jesus, é de desviar-nos 
da rota de nossa m issão e propósito 
de vida estabelecido por Deus. Já a que 
nasce de dentro do ser humano tem a 
ver com os vícios da alma quando, no 
lugar de darmos primazia ao fruto do 
Espírito, entregamo-nos à atração, ao 
engodo e ao deleite da concupiscência 
da carne. Ambas as vias da tentação se 
processam na esfera humana.
3. Tentação: um fenômeno humano. 
Na Epístola de Tiago está escrito: “Nin­
guém, sendo tentado, diga: De Deus sou 
tentado; porque Deus não pode ser tentado 
pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13). É 
verdade que há a provação que vem da 
parte de Deus para aperfeiçoar 0 caráter 
do crente (Tg 1.2,4; Mt 5.48; 1 Pe 1.7). 
Contudo, um teste que incita ao mal 
não vem de Deus, ou seja, as ações que 
evidenciam uma vida dominada pelas 
paixões carnais são de inteira respon­
sabilidade humana (Mt 5.28; Rm 8.6). 
Ainda que 0 Inimigo possa nos persuadir 
a cair em tentação, esta se dá no campo 
da esfera humana e terrena (1 Co 10.13).
SINOPSE I
A tentação é um fenôm eno que 
ocorre na esfera da natureza 
hum ana.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Tentação
“ Os termos gregos e hebraicos 
traduzidos como ‘ ten tar’ e ‘ ten­
tação’ também aparecem no mau 
sentido de ‘ induzir ao pecado’ . O 
Diabo é acusado de ser 0 instigador 
de tais provas (Mt 4.3; 1 Ts 3.5, 6). 
Até mesmo na vida dos cristãos ele 
exerce grande pressão para 0 pecado 
(1 Co 7.5; 1 Ts 3.5; Ap 2.10). Sucumbir 
a tais tentações pode demonstrar que 
a profissão do cristão não é sincera 
(Lc 8.13).
A tentação para pecar frequen­
temente se origina de pensamentos 
malignos e da concupiscência (Tg 1.14); 
provocações às quais um forte desejo 
por riquezas bem pode se juntar (1 
Tm 6.9). Contudo, a tentação para 
pecar nunca vem de Deus (Tg 1.13). 
O cristão deve orar por libertação de 
todas essas tentações (Mt 6.13; lc 11.4).
A tentação, no mau sentido, tam­
bém pode tomar a forma de testar 
0 outro na esperança de expor seus 
pontos fracos, e usá-los contra a 
própria pessoa. Os inimigos de Cristo
6 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
frequentemente tentaram empregar 
essa tática contra Ele (cf. Mt 16 .1; 
19.3; 22.35; Lc 20.23)” (Dicionário 
Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 
2006, p.1908).
I I - O SENHOR JESUS 
EA TENTAÇÃO
1. A provação do Senhor Jesus. De 
acordo com 0 Evangelho de Mateus, após 
o batismo de Jesus, o Espírito Santo o 
conduziu ao deserto (cf. Mc 1.12,13; Lc 
4.1,2). Foram 40 dias sendo tentado por 
Satanás, uma intensa batalha espiritual 
contra 0 Adversário, 0 “ príncipe deste 
mundo” (Jo 16.11; cf. Ef 2.2). O objetivo de 
Satanás era fazer com que Jesus desviasse 
de seu propósito, satisfazendo desejos 
e necessidades, contrariando a vontade 
de Deus (cf. Jo 4.34). Por isso, houve um 
ataque intenso do Maligno contra nosso 
Senhor, que resistiu sabiamente por meio 
da oração, do jejum e da Palavra. Embora 
fisicamente frágil, 0 Senhor Jesus estava 
espiritualmente forte.
2. As áreas que Jesus foi tentado. 
Podemos dizer que Jesus Cristo foi 
tentado em três áreas: a área física, a 
natureza divina e a área espiritual. Na 
área física, 0 Diabo 0 tentou pedindo 
que transformasse pedras em pães, após 
sentir fome devido ao processo de jejum, 
pois isso revelaria que Ele era o Filho 
de Deus (Mt 4.3). Na área da natureza 
divina, o Diabo tenta Jesus pedindo que 
Ele se atirasse do pináculo do Templo, 
pois os anjos o guardariam(Mt 4.5,6). 
Na área espiritual, o Diabo tenta nosso 
Senhor, desafiando-o a evitar o cami­
nho da cruz para estabelecer um reino 
pela sua força, o que seria prontamente 
aceito pelos judeus; mas era necessário 
apenas uma coisa: Jesus deveria adorar 
o Diabo (Mt 4.9). Assim, podemos dizer
que o nosso Senhor foi tentado na área 
física, com as necessidades humanas; 
em sua natureza divina, com a ideia 
de ostentar seus divinos atributos ao 
público; e na área espiritual, no sentido 
de idolatrar outro ser.
3. Como Jesus venceu a tentação? 
Nosso Senhor venceu o Diabo com a 
Palavra de Deus. Em todas as áreas da 
tentação, Ele respondeu: “Está escrito”. 
Na primeira tentação, Ele disse: “ Está 
escrito: nem só de pão viverá o homem, 
mas de toda a palavra que sai da boca 
de Deus” (Mt 4.4). Na segunda tentação, 
Ele disse: Está escrito: “Não tentarás ao 
Senhor teu Deus” (Mt 4.7). Na terceira 
tentação, Ele disse: “Vai-te, Satanás, 
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, 
adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). 
Nessa batalha espiritual contra o Diabo, 
nosso Senhor sempre apelou para a ex­
posição da Palavra de Deus. Isso significa 
que Ele via a Escrituras como autoridade 
suprema de fé e de prática. Assim, ao 
lado da oração e do jejum, conforme já 
estudamos, devemos vencer o Inimigo 
e seus ardis tentadores com a Palavra 
de Deus (Ef 6.11,17). Imitemos 0 nosso 
divino Mestre!
SINOPSE II
Nosso Senhor venceu o Diabo com 
a Palavra de Deus.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Tentação de Jesus 
“ Jesus, além de citar a Escritura, 
dirigiu-se ao Diabo diretamente. Em
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 5
vv
Em caso de ceder à 
tentação, não tentem os 
se justificar, culpar os 
outros ou ignorar os 
atos pecam inosos.”
geral, Ele evitava diálogo com poderes 
demoníacos e os proibia de falar, mas 
aqui Ele ordenou que o Diabo saísse. 
A prática de Jesus está em contraste 
total com a prática popular de arengas 
longas com o Diabo no contexto da 
oração. O fato de Jesus sofrer estas 
tentações é parte de sua identificação 
última com a humanidade. Ele se 
tornou ser humano. Ele ficou adulto 
e entrou nas águas purificadoras de 
nosso batismo, embora não tivesse 
pecado. [...] Ele sofreu tentações; 
suportar e não se entregar causam 
angústia e dor. Ele não precisava ter 
uma ‘natureza pecadora’ para ser 
tentado e suportar a dor da decla­
ração: ‘Não’ ” (Comentário Bíblico 
P en tecostal Novo Testam ento - 
Mateus-Atos. Vol. l. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2003, PP- 31, 32).
III - RESISTINDO À TENTAÇÃO
1. Todos somos tentados. Por mais 
que observemos as disciplinas da ora­
ção, do jejum e da leitura da Palavra, o 
Inimigo não deixará de nos tentar. Por 
esse motivo, temos de estar conscientes
a respeito, visto que vivemos em uma 
cultura pós-moderna que, por meio de 
seus artistas, escritores, filósofos e, até 
mesmos “ teólogos”, intentam naturalizar 
o relativismo, procurando nos moldar 
conforme seus costumes mundanos. 
Diante disso, somos encorajados pelas 
Escrituras a assumir a postura de Cristo 
e a não se conformar com este mundo 
(Rm 12.2).
2. Rejeite a tentação! Há uma célebre 
frase do reformador Martinho Lutero: 
“Você não pode impedir que os pássaros 
voem sobre sua cabeça, mas pode impedir 
que eles se instalem com seus ninhos!” . 
Embora não seja um versículo da Bíblia, 
a frase revela uma verdade que encon­
tramos na Palavra de Deus. Podemos 
percebê-la na fuga de José diante da 
mulher de Potifar (Gn 39.12); na atitude 
de Jó em fugir do mal (Jó 1.1). Assim, não 
podemos impedir que a tentação apare­
ça, mas, com a força do Espírito Santo, 
podemos evitar que ela nos domine. Por 
isso, precisamos seguir o que o apóstolo 
Paulo escreveu a Timóteo: “Fuja de tudo 
que estimule as paixões da juventude” 
(2 Tm 2.22 - NVT). Portanto, ao longo 
da nossa jornada, a melhor estratégia é 
fugir da tentação.
3. Arrependa-se! No meio da nossa 
caminhada, é possível que 0 crente ceda 
a tentação e, por isso, rompa a comu­
nhão com Deus. Contudo, é possível 
restabelecer o relacionam ento com 
Ele por meio da confissão de pecados, 
arrependim ento e quebrantam ento 
espiritual. Há um caminho de cura e 
restauração para quem age dessa ma­
neira (Pv 28.13). Por essa razão, em caso 
de ceder à tentação, não tentemos nos 
justificar, culpar os outros ou ignorar 
os atos pecaminosos. 0 caminho divino 
é 0 da confissão e arrependimento para 
desfrutar o perdão.
6 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
SINOPSE III
Som os encorajados a assu m ir 
a postura de Cristo e a não se 
conform ar com este mundo.
CONCLUSÃO
Semelhante ao Senhor, que foi ten­
tado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 
4.15); podemos seguir o caminho de não 
sermos seduzidos pela tentação. Assim, 
podemos desfrutar mais de uma vida em 
santidade e comunhão com Deus. Por isso, 
ao oferecermos resistência à tentação 
ao longo da jornada, lograremos êxito 
e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).
Anotações do Professor 
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R E V ISA N D O O CO N TEÚ D O
1. De acordo com a lição, como podemos conceituar tentação?
Tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer 
o mal a fim de obter prazer ou lucro.
2. Quais são as duas vias da tentação?
De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo 
(Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15).
3. Em quais áreas 0 Senhor Jesus foi tentado?
Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a 
natureza divina e a área espiritual.
4. Para o que o Senhor Jesus sempre apelou contra o Diabo?
Nessa batalha espiritual contra 0 Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a 
exposição da Palavra de Deus.
5. Qual é a melhor estratégia diante da tentação?
A melhor estratégia é fugir da tentação.
VOCABULÁRIO
Engodo: qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, lu­
dibriar outrem, induzindo-o a erro.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 7
LIÇÃO 10
9 de Junho de 2024 
0 Dia do Pastor
DESENVOLVENDO UMA 
CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE
\
TEXTO ÁUREO
“Segui a paz com todos e 
a santificação, sem a qual 
ninguém verá 0 Senhor 
(Hb 12.14)
V____________________
(
VERDADE PRÁTICA
Na jornada para 0 Céu, 
devemos estar conscientes a 
respeito da necessidade de 
ter uma vida santa para nos 
encontrarmos com 0 Senhor.
______________ J
L E IT U R A D IA R IA
Segunda - Jo 17.17
A Palavra de Deus gera verdadeira 
santidade
Terça - Rm 6.19-22
Um chamado para a santificação na
jornada
Quarta - Rm 8.29; 1 Jo 3.2 
0 propósito de ser como Jesus
Quinta - l Co 6.11
A santificação inicial na jornada 
Sexta - Ef 4.20-24,27-30 
A santificação progressiva na 
jornada
Sábado - l Ts 4.13-18 
A glorificação final após a jornada 
da vida cristã
6 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Pedro 1 . 1 3 - 2 1
13 - Portanto, cingindo os lombos do 
vosso entendimento, sede sóbrios e esperai 
inteiramente na graça que se vos ofereceu 
na revelação de Jesus Cristo,
14 - como filhos obedientes, não vos 
conformando com as concupiscências 
que antes havia em vossa ignorância;
15 - mas, como é santo aquele que vos 
chamou, sede vós também santos em 
toda a vossa maneira de viver,
16 - porquanto escrito está: Sede santos, 
porque eu sou santo.
17 - E, se invocais por Pai aquele que, sem 
acepção de pessoas, julga segundo a obra 
de cada um, andai em temor, durante 0 
tempo da vossa peregrinação,
18 - sabendo que não foi com coisas cor­
ruptíveis, como prata ou ouro, que fostes 
resgatados da vossa vã maneira de viver 
que, por tradição, recebestes dos vossos 
pais,
19 - mas com 0 precioso sangue de Cris­
to, como de um cordeiro imaculado e 
incontaminado,
2 0 - 0 qual, na verdade, em outro tempo, 
foi conhecido, ainda antes da fundação do 
mundo, mas manifestado, nestes últimos 
tempos, por amor de vós;
2 1 - e por ele credes em Deus, que 0 
ressuscitou dos mortos e lhe deuglória, 
para que a vossa fé e esperança estives­
sem em Deus.
F Í J Hinos Sugeridos: 39 ,175 , 339 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A santidade é um atributo pelo 
qual 0 Senhor se faz conhecido. Ter 
consciência de que Deus é santo 
implica ao crente tornar-se santo 
também para que possa m anter-se 
em comunhão com o Criador durante 
a jornada para o Céu. Nesta lição, 
verem os a perspectiva bíblica de 
santificação, bem como os estágios 
da santificação. Veremos também 
que a santidade é acompanhada da 
justiça, atributos divinos que não se 
contradizem.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar 
a perspectiva bíblica da santificação;
II) Descrever a abrangência dos es­
tágios da santificação; III) Distinguir 
a santidade e a justiça de Deus como 
atributos inerentes à sua natureza.
B) Motivação: A santificação é um 
processo contínuo na vida do crente. 
Ter uma vida santa é viver separado 
das práticas pecaminosas deste mun­
do. A mente do homem natural não 
entende as coisas do Espírito e acha 
estranho os crentes não seguirem 
o mesmo curso natural de pecados. 
Converse com a classe sobre a forma 
como 0 crente lida com as pessoas que 
não professam a fé em Jesus.
C) Sugestão de Método: O segundo 
tópico da lição elenca os três estágios
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 6 9
que a santificação abrange. Escreva 
na lousa os respectivos títulos em 
três colunas: estágio 1 - estágio 2 
- estágio 3. Com a colaboração dos 
alunos, abaixo de cada coluna, es­
creva as características pertinentes 
a cada estágio da santificação. Ao 
final, reforce que a santificação tem 
como objetivo que o crente tenha o 
seu caráter transformado a fim de 
que se torne cada vez mais parecido 
com Jesus.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Durante a jornada 
rumo à eternidade o crente não pode 
perder a consciência da santidade 
divina. É a partir da percepção de que 
Deus é santo que o crente prossegue 
em santidade e nutre uma vida de 
rejeição ao pecado. O fato de desfru­
tarmos 0 amor de Deus não nos isenta 
da consciência de que 0 juízo virá
sobre as obras infrutuosas das travas 
as quais não podemos compartilhar.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p. 41, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: 1) O texto “ Santo” , localizado 
depois do primeiro tópico, aprofunda 
a reflexão sobre a santidade como 
atributo divino; 2) O texto “A Adoção 
de Atitudes Cristãs” , ao final do se­
gundo tópico, amplia a reflexão sobre 
a conduta cristã, inclusive, quanto ao 
exercício da santificação.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A palavra “consciência” nos remete 
a ideia de percepção a respeito de algo 
que está em nossa volta, é o 
estado em que estamos des­
pertos, acordados e lúcidos 
no tempo presente e, por 
isso, sabemos que existi­
mos. Desse jeito, o crente 
em Jesus, que iniciou a sua 
jornada de fé com Cristo, deve 
estar consciente a respeito de 
viver uma vida santa, sem a qual, a 
Bíblia afirma: “ ninguém verá o Senhor” 
(Hb 12.14). Nesta lição, estudaremos a 
im portância da santidade em nossa 
jornada para 0 Céu.
I - A PERSPECTIVA BÍBLICA DA 
SANTIFICAÇÃO
1. Santificação no Antigo Testamen­
to. Do hebraico qôdesh, santidade 
um substantivo masculino 
que significa “ sacralidade” , 
“posto à parte” , que pode se 
referir a Deus, aos lugares, 
coisas, algo à parte, sepa­
rado. Essa palavra deriva da 
raiz verbal hebraica qadash, 
que traz a ideia de “consagrar” , 
“ santificar” , “preparar” , “ dedicar” , 
“ ser consagrado”, “ ser santo”, “ ser san­
tificado”, “ ser separado”. Nesse sentido, 
a palavra qôdesh aparece cerca 469 vezes 
no Antigo Testamento como santidade
I P a la v ra -C h a v e 1
Santidade
7 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
(Ex 15.11), coisa santa (Nm 4.15), san­
tuário (Êx 36.4). Outrossim, 0 adjetivo 
qádôsh, muito presente no Pentateuco, 
os primeiros livros da Bíblia, traz a ideia 
de um dia, uma pessoa ou uma nação 
inteiram ente consagrada, separada, 
santificada a Deus (Gn 2.3 Êx 19.6).
2. No Novo Testam ento. O verbo 
grego hagiadzô, quer dizer “ santificar” , 
traz a ideia de “ tornar santo”, “purificar 
ou consagrar”, “venerar”, “ ser santo”. 
Esse termo abrange o sentido de o crente 
tornar-se puro, de modo a estar purifi­
cado e santificado por obra graciosa do 
Espírito Santo (l Co 6.11). Nesse sentido, 
no Novo Testamento, a santidade operada 
na vida do crente é uma obra autêntica 
do alto (Ef 5.26; 1 Ts 5.23).
3. A santidade exigida pela Palavra. 
Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, 
a Palavra de Deus exige santidade 
em todas as áreas de nossa vida. Isso 
porque a palavra da verdade nos san­
tifica (Jo 17.17)- Desse modo, o crente 
em Jesus não pode ter compromisso 
com o comportamento pecaminoso, 
visto que em sua lida diária, ele tem 
um compromisso de buscar um estilo 
de vida santo, pois sabe que sem ele 
não podemos ver o Senhor (Hb 12.14).
SINOPSE I
A P alavra de Deus aponta o e s­
tilo de vid a santo sem o qual 
não podem os agradar a Deus.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Santo
“ Santidade é um atributo de Deus 
e de tudo o que é adequado para as­
sociação com Ele. Somente o Senhor 
é intrinsecamente santo (Ap 15.4). 
Deus Pai é santo (Jo 17 .11) , assim 
como o Filho (At 3.14), ao mesmo 
tempo que ‘ Santo’ é a designação 
característica do Espírito de Deus 
(SI 51.11; Mt 1.18). O nome de Deus 
é santo (Lc 1.49), assim como 0 seu 
braço (SI 98.1), caminhos (SI 77-13) 
e palavras (SI 105.42).
Com referência ao próprio Deus, 
a santidade pode indicar algo como a 
sua singularidade e está associada a 
atributos como a glória (Is 6.3), justiça 
(Is 5.16) e zelo, ou seja, a preocupação 
com a sua reputação (Js 24.19).
A morada de Deus é no Céu (Sl 
20.6), e ‘ santo’ funciona em alguns 
contextos como equivalente virtual 
de celestial (11.4). 0 trono de Deus é 
santo (47.8), e os anjos que o cercam 
são ‘santos’ (89.5; cf. Mc 8.38). Um 
corolário da santidade de Deus é que 
Ele deve ser tratado como santo (Lv 
22.32), ou seja, honrado (Lv 10.3), 
adorado (Sl 96.9) e temido (Is 8.13)” 
(Dicionário Bíblico Baker. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2023, p. 452).
II - A SANTIFICAÇÃO E SEUS 
ESTÁGIOS
1. A realidade da santificação. A partir 
do que estudamos sobre os termos bíblicos 
a respeito da santificação, podemos afir­
mar que se trata de um ato, um estado e 
um processo pelo qual 0 pecador se torna 
santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7). Em pri­
meiro lugar, a santificação é um ato de 
separação do mundo. Em segundo, ela 
é um processo cujo propósito é levar 0 
cristão a se tornar semelhante ao nosso 
Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Assim, a 
santificação busca aperfeiçoar 0 crente 
de modo que a imagem de Cristo se re-
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 1
N esse aspecto, todo 
crente regenerado é 
cham ado por Deus para 
ouvir, guardar e praticar 
seus m andam entos, 
de modo que seja a sua 
santa habitação.”
caráter divino (Mt 5.8). Nesse aspecto, 
todo crente regenerado é chamado por 
Deus para ouvir, guardar e praticar seus 
mandamentos, de modo que seja a sua 
santa habitação de Deus (Jo 14.23).
SINOPSE II
A santificação trata-se de um ato, 
um estado e um processo pelo qual 
o pecador se torna santo.
flita plenamente em sua vida (2 Co 7.1; Ef 
4.12,13; 5.26). Nesse caso, a santificação 
bíblica é um processo que abrange pelo 
menos três estágios: Santificação inicial 
(posicionai), Santificação Progressiva e 
Glorificação.
2. Três estágios da santificação. Em 
primeiro lugar, a santificação do crente 
inicia com o Novo Nascimento, pois por 
intermédio do Espírito Santo, 0 crente 
é declarado justo diante de Deus, com­
pletamente regenerado, declarado sem 
pecado;trata-se da santificação inicial ou 
posicionai (1 Co 6.11). Em segundo lugar, 
há o estágio progressivo da santificação 
neste mundo, em que 0 crente se despoja 
do “velho homem” e vai se revestindo do 
“ novo homem” até alcançar a perfeita 
imagem de Cristo (G1 5.16-18; Ef 4.20- 
24,27-30). Esse estágio leva ao último: 
0 da glorificação. Esse é 0 momento em 
que 0 crente será como Jesus é (Rm 8.29; 
1J0 3.2) e receberá um corpo ressurreto 
tal qual o do nosso Senhor, por ocasião 
da sua aparição após a ressureição (Jo 
20.24-29; cf. 1 Ts 4.13-18).
3. O alvo da santificação. Segundo 
o estudo dos três estágios da santifi­
cação, percebemos que 0 propósito da 
santificação é tornar o crente perfei- 
tamente coerente com a plenitude do
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
A Adoção de Atitudes Cristãs 
“A obediência tem duas dimen­
sões: a positiva e a negativa. Os filhos 
de Deus não devem se conformar com 
os desejos pecaminosos que tinham 
no passado; antes, devem ‘ser santos’ 
em tudo que fizerem (l Pe 1.15). Isso 
porque aquele que os chamou é santo. 
Isto é, Deus é 0 modelo de conduta 
e comportamento para seus filhos. 
Obviamente, os filhos de Deus devem 
refletir a característica de santidade 
da família — uma característica ni­
tidamente diferente daquela de seu 
antigo estilo de vida (1.14; 2.1; 4.3). 
Na term inologia contemporânea, 
esse relacionamento entre o Pai e 
a conduta dos filhos é chamado de 
‘modelo de conduta’ . Essa obrigação 
de santificação inclui obediência às 
Escrituras, pois está escrito: ‘ Sede 
santos, porque eu sou santo’ (1.16). 
[...] Portanto, como salvação é uma 
questão de graça e aquele que convoca 
à salvação é santo, torna-se impera­
tivo que os leitores de Pedro também 
sejam santos. Entretanto, a fim de que
7 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
possam obedecer a essa ordem, devem 
adotar atitudes e condutas que este­
jam de acordo com seu santo modelo. 
Uma atitude negativa seria insistir 
em permanecer em sua antiga con­
duta de desejos pecaminosos (1.14); 
e a positiva seria ter uma atitude de 
autocontrole (1.13). Devem assumir 
a identidade de serem santos (1.15, 
16). À medida que o povo de Deus 
atender a essa ordem de santificar 
sua vida, adotará novas atitudes em 
relação ao pecado (2.1-3), ao Estado 
(2 .13-17), à escravidão (2 .18 -25) e 
ao casamento (3 .1-7 )” (Comentário 
Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 
Vol. 2. Romanos-Apocalipse. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2003, pp. 897-98).
III - O JULGAMENTO DO DEUS 
SANTO
1. O Deus Santo. A B íblia revela 
Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), 
com um nome Santo (Is 57-15); os 
serafins declaram a sua santidade (Is 
6.3) e, em santidade, ninguém pode 
se igualar a Deus (1 Sm 2.2). Desse 
modo, a Bíblia afirm a enfaticamente 
que Deus é Santo. Assim, Ele é o nosso 
parâmetro para uma vida de santida­
de, conforme registra o texto bíblico: 
“ Santos sereis, porque eu, o Senhor, 
vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2; cf. 1 
Pe 1.16). Portanto, à luz da santidade 
de Deus, somos chamados a ser santos 
em nossa jornada.
2. Santidade exigida a todos os cren­
tes. A Igreja de Cristo neste mundo é o 
santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.21). 
Por meio do nosso amado Salvador, o 
Senhor Jesus Cristo, a Igreja foi santifi­
cada para apresentar-se gloriosa, santa e 
sem defeito diante de Deus (Ef 5.26,27). 
Por isso, como membros do Corpo de
vv
[...] Com preendera 
santidade e a justiça de 
Deus com o atributos 
é im portante para 
reconhecerm os que Ele 
é santo, reto, justo e 
verdadeiro. E que, por 
isso, jam ais deixará o 
ser hum ano impune 
diante de sua rebelião
Cristo neste mundo, comprados pelo 
seu precioso sangue, somos exortados 
e convocados a andar em santidade 
(Hb 12 .14 ). Em penhem o-nos a nos 
consagrarmos a Deus em verdadeira 
santidade (Rm 12.1)!
3. Santidade e justiça de Deus. Bi- 
blicamente, a santidade e a justiça são 
atributos divinos que se relacionam. 
Como vimos, essa virtude aponta para 
a essência de Deus, que é totalmente 
puro, como bem afirma João: “Ele é luz 
e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). 
Tudo em Deus é santo, puro e verda­
deiro. A justiça dEle aponta para a sua 
retidão, para a harmonia de sua justiça 
com a Lei. Desse modo, compreender 
a santidade e a justiça de Deus como 
atributos é importante para reconhe­
cermos que Ele é santo, reto, justo e 
verdadeiro. E que, por isso, jam ais 
deixará 0 ser humano impune diante 
de sua rebelião contra a sua santidade 
e justiça (Gn 6.12,13).
ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 73
SINOPSE III
Nenhum ser hum ano ficará 
im pune diante da santidade e 
justiça de Deus.
CONCLUSÃO
Na jornada para o Céu, o cristão 
precisa desenvolver uma consciência 
da santidade de Deus para que possa
tom á-la como o padrão perfeito de 
vida. Devemos sempre progredir em 
santidade desde o momento em que 
iniciamos a vida com Cristo até o final 
de nossa jornada (1J0 2.3). Estamos no 
tempo de ser conscientes de que Deus 
ama a todos e não deseja que ninguém se 
perca. Todavia, os que rejeitam uma vida 
santa e se entregam ao pecado sofrerão 
a condenação eterna, pois santidade e 
justiça são atributos de Deus que não 
se contradizem.
Anotações do Professor 
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REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que a Palavra de Deus gera?
A Palavra de Deus santifica o crente.
2. Segundo a lição, 0 que queremos dizer com santificação?
A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, 
podemos afirmar que se trata de um ato, um estado e um processo pelo qual 
o pecador se torna santo (Rm 6 .19-22; 1 Ts 4 .1-7).
3. Mencione os três estágios da santificação.
A santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: 
Santificação inicial (posicionai), Santificação Progressiva e Glorificação.
4. Como a Bíblia revela Deus?
A Bíblia revela Deus como 0 Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 
57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém 
pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2).
5. Para o que a Bíblia aponta a santidade de Deus?
Aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma 
João: “ Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5).
VOCABULÁRIO
Lida: ato ou efeito de lidar; labuta.
7 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LIÇAO 11
16 de Junho de 2024
A REALIDADE BÍBLICA 
DO INFERNO
\
TEXTO ÁUREO
“Então, dirá também aos que 
estiverem à sua esquerda: 
Apartai-vos de mim, malditos, 
para ofogo eterno, preparado 
para 0 diabo e seus anjos.”
(Mt 25.41)
\ _____________ _______________
Ç
VERDADE PRÁTICA
O Inferno é um lugar real de 
dor, agonia e desespero. Sua 
realidade é um alerta para nós 
ao longo de nossa jornada.
_____________________________ )
LEITURA DIARIA
Segunda - 2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15 
A enganosa aparência de piedade 
dos falsos ensinadores 
Terça - 2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11 
Um contexto de resistência à 
verdade
Quarta - Jó 17.13; SI 16.10; Is 38.10 
Inferno como sepultura, lugar dos 
mortos
Quinta - 2 Pe 2.4
Inferno como lugar de prisão dos 
anjos caídos
Sexta - Mt 23.33; 25.41,46 
Inferno como castigo eterno, fogo 
eterno
Sábado - Mt 25.46; Jo 5 26 
Passar a eternidade tem a ver com 
uma escolha
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 5
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
M ateus 2 5 .4 1-4 6
41 - Então, dirá também aos que estive­
rem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, 
malditos, para o fogo eterno, preparado 
para o diabo e seus anjos;
42 - porque tive fome, e não me destes de 
comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 - sendo estrangeiro, não me reco­
lhestes; estando nu, não me vestistes; 
e estando enfermo e na prisão, não me 
visitastes.
44 - Então, eles também lhe responderão, 
dizendo: Senhor, quando te vimos com 
fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, 
ou enfermo, ou na prisão e não te servimos?
45 - Então, lhes responderá, dizendo: 
Em verdade vos digo que, quando a um 
destes pequeninos 0 não fizestes, nãoo 
fizestes a mim.
46 - E irão estes para 0 tormento eterno, 
mas os justos, para a vida eterna.
Hinos Sugeridos: 4 8 , 1 2 7 , 1 8 2 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Na lição deste domingo estuda­
remos a respeito do Inferno. Muitos 
evitam falar sobre este tema, entre­
tanto, não falar a respeito desse as­
sunto não evita que alguns caminhem 
em sua direção. Um dia todos vão 
experimentar a morte, independente 
da classe social a que pertençam, 
religião ou títulos, e sabemos que, 
depois da morte, segue-se 0 juízo: 
Céu ou Inferno. O Inferno é real e 
ele não foi preparado para 0 ser hu­
mano, por essa razão nos sentimos 
incomodados de falar a respeito dele. 
Contudo, a sua realidade é um alerta 
para nós ao longo de nossa carreira. 
Embora esse seja um assunto difícil 
de tratar na atualidade, o Inferno é 
um dos principais assuntos do Novo 
Testamento. Veremos que Jesus en­
sinou de forma enfática a realidade 
do Inferno nos Evangelhos.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar 
o pensam ento humano a respeito 
do Inferno; II) Saber como a palavra 
Inferno aparece na Bíblia; III) Com­
preender a doutrina bíblica do Inferno.
B) Motivação: Converse com os 
alunos explicando que atualmente 
muitos não acreditam no Inferno. 
Para estes, o Inferno é uma criação 
humana para colocar medo nas pes­
soas e mantê-las presa a uma religião, 
ritos, dogmas etc. Procure mostrar, 
biblicamente, a realidade do Inferno 
por meio dos ensinos de Jesus. O 
Mestre veio salvar a humanidade de 
seus pecados, contudo, Ele mostrou 
que 0 Inferno é real. Tal realidade 
deve valorizar a tão grande salvação 
que Deus providenciou para nós e, 
por isso, devemos estar firmados em 
Jesus durante a nossa jornada de fé, 
pois sem Cristo, 0 ser humano passará
7 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
a eternidade em um lugar de dor e 
sofrimento.
C) Sugestão de Método: Sugerimos 
que você escreva no quadro as pa­
lavras “ Inferno” e “ Céu” . Pergunte 
aos seus alunos o que vem à mente 
deles quando ouvem a palavra “ In­
ferno” . À medida que forem falando 
vá anotando no quadro. Em seguida 
faça o mesmo com a palavra “ Céu” . 
Conclua ressaltando que o ensino 
bíblico a respeito do Inferno e do 
Céu é simples: os que rejeitaram a 
Cristo receberão o castigo eterno, 
no Inferno (Mt 25.46); os que es­
colheram a Cristo receberão a vida 
eterna, no Céu (Jo 5.26). Portanto, 
a escolha de ir para 0 Céu ou para 0 
Inferno é pessoal.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A lição de hoje é uma 
oportunidade ímpar para que os alunos 
reflitam a respeito do valor da nossa
salvação. Mostre que sem Jesus Cristo 
estaríamos destinados ao Inferno, 
mas Ele, mediante a sua graça, nos 
resgatou. Em seguida conclua lendo 
o Texto Áureo da Lição.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97 , p .41, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que 
darão suporte na preparação de sua 
aula: l) A orientação bíblica, “ Infer­
no” , localizada no primeiro tópico, 
destaca 0 que é 0 Inferno segundo os 
ensinos bíblicos; 2) O texto ao final 
do segundo tópico, traz uma reflexão 
a respeito dos ensinos de Jesus Cristo 
sobre o Inferno.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O Inferno é um dos assuntos princi­
pais do Novo Testamento. O Senhor Jesus 
ensinou mais a respeito do Inferno que 
o Céu nas páginas dos Evange­
lhos. Ele também ensinou 
mais sobre 0 Inferno do que 
o apóstolo Paulo. Por isso, 
nesta lição, estudaremos a 
doutrina bíblica do Inferno. 
Situarem os a resistência 
atual de muitos em relação à 
doutrina, veremos as principais 
palavras que traduzem “ Inferno” e 
mostraremos que negar essa doutrina
bíblica significa negar todo 0 cristia­
nismo bíblico.
I - O PENSAMENTO HU­
MANO A RESPEITO DO 
INFERNO
1. F ilósofos e teólogos 
de mente cauterizadas. Os 
que vivem na incredulidade, 
dominados pelos poderes 
das trevas neste mundo, ne­
gam prontamente a realidade 
do Inferno. Filósofos humanistas 
dizem que a afirmação bíblica da exis­
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 77
tência do Inferno não é compatível com 
os valores éticos modernos. Teólogos 
modernos e pós-m odernos negam a 
inspiração plenária da Bíblia e, por isso, 
agem para enfraquecer a doutrina bíblica 
sobre o Inferno, dizendo que se trata 
de um pensamento pagão que deve ser 
erradicado da Bíblia. Outros chegam até 
a admitir que certas pessoas irão para 
o Inferno, mas por tempo provisório. 
Porém, durante esse período, serão 
purificadas e receberão uma segunda 
chance para entrar no Céu.
2 . 0 ensino do Universalismo. Outro 
argumento muito frequente atualmente 
é o falso ensino de que, no final das 
contas, todas as pessoas irão para o 
Céu. Por exemplo, não haveria diferença 
no destino de um assassino frio e cruel 
para um crente que buscou ter uma 
vida santa, fugindo do pecado. A ideia 
central do Universalism o é a de que 
todos somos filhos de Deus e, como Ele 
é um Ser de amor, não pode condenar 
o ser humano a uma punição eterna.
3 . 0 alerta apostólico. Esses falsos 
ensinos revelam a fraude que muitos 
intelectuais cristãos cometem a res­
peito do cristianism o bíblico. O que 
eles fazem é transformar a verdade de 
Deus em mentira, negar integralmente 
o ensinamento bíblico a respeito da 
realidade bíblica do Inferno como se 
encontra claramente exposto no Novo 
Testamento. Não por acaso, o apóstolo 
Paulo escreveu a respeito desses falsos 
ensinadores: eles teriam aparência de 
piedade, mas negariam sua eficácia 
(2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15); resistiríam à 
verdade (2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11); aposta- 
tariam da fé e dariam ouvido a doutrina 
de demônios, tendo suas consciências 
cauterizadas (1 Tm 4.1). Atualmente, 
estamos testemunhando de maneira 
vivida todos os a lertas apostólicos
quanto aos falsos ensinos e ensinadores 
dos últimos dias.
SINOPSE I
Na atualidade m uitos pensam 
que a ex istência do Inferno 
não é com patível com os v a lo ­
res éticos m odernos.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Inferno
“ Lugar onde Deus designa os 
perdidos para 0 castigo eterno tanto 
do corpo quanto da alma (Mt 10.28). 
Essa agonia de tormento eterno no 
Inferno é a maior de todas as tra­
gédias possíveis. Esse tópico da vida 
após a morte foi revelado apenas 
gradualmente nas Escrituras. ‘Geena’ 
originalmente se referia ao vale de 
Hinom perto de Jerusalém, o local 
das notórias ofertas, feitas por Acaz, 
de sacrifício de crianças pelo fogo ao 
deus Moloque (2 Cr 28.3) e Manassés 
(2 Cr 33-6). Mais tarde, o significado 
desse termo foi estendido ao lugar 
do castigo de fogo em geral. Ainda 
mais tarde, a localização geográfica 
desse lugar de punição foi mudada 
para debaixo da terra, mas a ideia 
de tormento de fogo continuou. Nos 
tem pos do NT, os fariseus criam 
claramente na punição dos ímpios 
na vida após a morte.
É principalmente nos ensinos de 
Jesus que a realidade de um lugar de 
punição eterna entra em nítido foco. 
Na descrição de Jesus, o Inferno en­
volve fogo, inextinguível (Mt 18.8,9),
7 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
um lugar onde o verme não morre 
(Mc 4.48)” (Dicionário Bíblico Baker. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 255).
II - COMO A PALAVRA INFERNO 
APARECE NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento. A primei­
ra palavra a ser destacada no Antigo 
Testamento é Sheol, “ mundo inferior 
dos mortos” , “ sepultura” , “ inferno” , 
“ cova” . Ela traz a ideia do AT para 
“ morada dos mortos” , “ lugar que não 
tem retorno” . Essa palavra aparece 
65 vezes no AT: sepultura, lugar para 
onde os mortos iam (Jó 17.13; Sl 16.10; 
Is 38.10); os fiéis seriam resgatados 
desse lugar (Sl 16.9-11; 49-15); os ím ­
pios não seriam resgatados de lá (Jó 
21.13; 24 .19; Sl 9 .17; 55-15)- No AT, 0 
ensino sobre o destino das pessoas seconcentrava mais para 0 lugar onde 
os corpos das pessoas iam, não para 
o destino da alma após a morte. Não 
há, portanto, um texto claro no AT a 
respeito da divisão do Sheol entre um 
lugar de castigo e outro de bênçãos. 
Assim, 0 Antigo Testamento aponta para 
o Novo. Neste Testamento a doutrina 
do destino eterno das pessoas após a 
morte é bem clara. Contudo, de modo 
geral, a palavra hebraica Sheol tam ­
bém é descrita como lugar de castigo 
(Jó 24.19).
2. No Novo Testamento. Três pa­
lavras gregas que aparecem no Novo 
Testam ento foram traduzidas pela 
palavra “ In fern o” : hades (traduz a 
hebraica Sheol); tártaro, geena.
A palavra hades significa “ lugar de 
castigo” (Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23); tam­
bém pode se referir ao estado de morte 
que 0 ser humano experimentará no fim 
da vida (Mt 16.18; At 2.27,31; Ap 1.18).
A palavra tártaro traz a ideia de um 
abismo mais profundo que a sepultura, 
a habitação dos ímpios mortos em que 
eles sofrem punição pelas suas obras 
más. Os anjos caídos estão presos neste 
lugar (2 Pe 2.4).
A palavra geena, que aparece 12 vezes 
no Novo Testamento, significa “castigo 
eterno” . É uma palavra que deriva de 
termos hebraicos atrelados ao Vale de 
Hinom, ao lado sul e leste de Jerusalém. 
Nesse lugar, os adoradores de Moloque 
sacrificavam bebês pelo fogo (2 Rs 16.3; 
21.6). Não por acaso, 0 profeta Jeremias 
se referiu ao Vale de Hinom como de 
julgamento (Jr 7.32; 19.6). No tempo do 
NT era um lugar em que se queimava 0 
lixo da cidade. Essa palavra recebeu todo 
0 simbolismo de “castigo eterno”, “ fogo 
eterno” e “ julgamento final” (Mt 23.33; 
25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.
SINOPSE II
A palavra Inferno aparece na Bíblia 
tanto no Antigo quanto no Novo 
Testamento.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
Professor(a), explique que “ Jesus 
também retrata a extrema angústia 
dos que sofrem 0 castigo final de 
serem ‘lançados nas trevas exteriores; 
ali, haverá pranto e ranger de dentes’ 
(Mt 8.12).
Os apóstolos também ensinam 
a ideia de um severo castigo eterno 
para os perdidos. Na volta de Cristo,
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7 9
os que vivem fora de um relaciona­
mento adequado com o Senhor Deus 
experimentarão repentina destruição 
(1 Ts 5.3), quando os anjos vierem 
‘como labaredas de fogo’ e ‘toman­
do vingança dos que não conhecem 
a Deus e dos que não obedecem ao 
Evangelho de nosso Senhor Jesus 
C risto ’ (2 Ts 1 .6 -9 ) . O autor aos 
Hebreus fala de ‘uma certa expectação 
horrível de juízo e ardor de fogo, que há 
de devorar os adversários’ (Hb 10.27). 
Apocalipse descreve que ‘a fumaça 
do seu tormento sobre para todo 0 
sempre ‘ (Ap 14.11) e que os ímpios 
serão lançados no ‘lago que arde com 
fogo e enxofre” ’ (Ap 21.8) (Dicionário 
Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 
2023, p. 256).
III - A DOUTRINA BÍBLICA DO 
INFERNO
1. O conceito bíblico de Inferno. À
luz de Mateus 25.41, o Inferno é um 
lugar real. O Deus justo e bom jamais 
faria um lugar como esse para o ser 
humano criado à sua imagem e seme­
lhança (Gn 1.26), mas, sim, para 0 Diabo 
e seus anjos que se rebelaram contra 
Ele (2 Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entre­
tanto, quando 0 ser humano despreza a 
Deus e sua Palavra, colocando-se sob o 
governo do deus deste século, o Diabo, 
será também sentenciado e destinado 
ao mesmo lugar que Satanás e seus 
demônios foram (2 Co 4. 4).
2.0 que ensina a doutrina? A realidade 
do Inferno é um ensino integralmente 
bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), 
descrito como um lugar de tristeza, 
vergonha, dor e extrema agonia. Isso 
porque 0 ser humano irá para 0 Infer­
no de maneira integral: corpo e alma. 
Assim, de acordo com o vasto ensino
do Novo Testamento, todas as pessoas 
que desprezam Jesus como Senhor e 
Salvador de suas vidas passarão a eter­
nidade totalmente separadas de Deus, 
na presença do Diabo e seus demônios
(Mt 25.41).
3. O castigo será eterno. Diversas 
passagens do Novo Testamento deno­
tam a realidade do Inferno como lugar 
de castigo eterno: fogo inextinguível 
(Mt 3.12; Mc 9.43,48); fornalha acesa 
(Mt 13.42,50); trevas (Mt 8.12; 22.13); 
fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo 
(Ap 19.20; 20.10,14,15). Então, o castigo 
eterno se configura como uma penali­
dade aos que se rebelaram contra Deus 
e sua Palavra. Por isso, esse castigo tem 
relação direta com o pecado. Todos os 
pecadores que não se arrependeram de 
seus pecados serão lançados no Lago de 
Fogo, o Inferno, logo após 0 julgamento 
do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). 
Contudo, precisam os observar algo 
importante. A ida do ser humano para 
0 Inferno não é uma iniciativa primária 
de Deus, mas um fruto da escolha do 
ser humano em viver deliberadamente 
em rebelião contra o Altíssimo. O en­
sino bíblico é claro e simples: os que 
rejeitaram a Cristo receberão o castigo 
eterno (Mt 25.46); os que escolheram a 
Cristo receberão a vida eterna (Jo 5.26). 
Portanto, a escolha de ir para o Céu ou 
para 0 Inferno, se passará a eternidade 
com Cristo ou sem Ele, é pessoal.
SINOPSE III
A doutrina bíblica do Inferno 
prova a sua realidade.
8 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
CONCLUSÃO
À luz da Bíblia, a possibilidade de 
passar a eternidade num contexto de dor e 
sofrimento é real. Por isso, essa realidade 
deve valorizar mais a tão grande salvação
que Deus providenciou para as nossas 
vidas e, por isso, devemos estar firmados 
em Jesus durante a nossa jornada de fé, 
pois sem Cristo, o ser humano passará 
a eternidade longe de Deus.
Anotações do Professor 
Clique aqui para fazer sua anotação
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Explique pelo menos um argumento apresentado na lição que nega o en­
sino bíblico sobre o Inferno.
Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, 
por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo 
que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia.
2. O que os falsos ensinadores afirmam ao distorcerem as verdades do cris­
tianismo bíblico?
O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar inte­
gralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno 
como se encontra claramente exposto no Novo Testamento.
3. Qual palavra do Novo Testamento traz o simbolismo de “ castigo eterno”, 
“ fogo eterno” e “ julgamento final”?
A palavra geena recebeu todo 0 simbolismo de “ castigo eterno” , “ fogo eter­
no” e “ julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.
4. Cite ao menos três expressões que descrevem 0 Inferno.
Fornalha acesa (Mt 13.42,50); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 
20.10,14,15).
5. De quem é a iniciativa primária do destino do ser humano ao Inferno?
A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, 
mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em re­
belião contra o Altíssimo.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 l
LIÇÃO 12
23 de Junho de 2024
T
T
A
A BENDITA ESPERANÇA: 
A MARCA DO CRISTÃO
TEXTO AUREO
“Aguardando a bem- 
aventurada esperança e 0 
aparecimento da glória do 
grande Deus e nosso Senhor 
Jesus Cristo.” (Tt 2.13)
VERDADE PRATICA
A esperança cristã é a âncora 
que mantém a alma do crente 
firme diante dos dissabores em 
nossa jornada de fé.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 8.24,25 Quinta - Rm 8.18
A esperança é uma expectativa ao 0 que nos aguarda é maior que as
que não se vê aflições atuais
Terça - l Pe 1.23 
A esperança cristã é uma 
consequência do Novo Nascimento
Sexta - At 27.29; Hb 6.18,19
A esperança cristã como âncora da 
alma
Quarta - Gn 3.15; Ap 12.9
A esperança como fio condutor das Sábado - 1 Jo 3.2,3
Escrituras
L __________________________
A esperança de sermos como Jesus é
___________________________ J
82 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 8.18-25
18 - Porque para mim tenho por certo 
que as aflições deste tempo presente 
não são para comparar com a glória que 
em nós háde ser revelada.
19 - Porque a ardente expectação da 
criatura espera a manifestação dos filhos 
de Deus.
20 - Porque a criação ficou sujeita à 
vaidade, não por sua vontade, mas por 
causa do que a sujeitou,
21 - na esperança de que também a mes­
ma criatura será libertada da servidão da 
corrupção, para a liberdade da glória dos 
filhos de Deus.
22 - Porque sabemos que toda a criação 
geme e está juntamente com dores de 
parto até agora.
23 - E não só ela, mas nós mesmos, que 
temos as primícias do Espírito, também 
gememos em nós mesmos, esperando 
a adoção, a saber, a redenção do nosso 
corpo.
24 - Porque, em esperança, somos salvos. 
Ora, a esperança que se vê não é espe­
rança; porque 0 que alguém vê, como o 
esperará?
25 - Mas, se esperamos 0 que não vemos, 
com paciência 0 esperamos.
F Í J Hinos Sugeridos: 300, 371, 4 4 2 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Esperança Cristã é um elemento 
da fé que move o crente a perseverar 
na carreira que lhe foi proposta pelo 
nosso Salvador. Ela aponta para um 
futuro em que o desfecho divino se 
revelará fielmente. Essa esperança traz 
uma perspectiva de vigilância para 
não sermos apanhados de surpresa 
e, ao mesmo tempo, uma perspectiva 
de alegria e consolo diante de todo 
o sofrimento que padecemos neste 
mundo. Finalmente, essa esperança 
é a âncora da nossa alma, ela nos 
traz firm eza e solidez em tempos 
de grandes incertezas. Estudaremos 
esses assuntos ao longo desta lição.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar o 
alvo da esperança cristã; II) Explicitar
a doutrina da esperança cristã; III) 
Enfatizar a esperança cristã como a 
âncora da alma do crente.
B) Motivação: É impressionante 
como a esperança cristã fez com que 
a primeira geração de cristãos, que 
sofreu grandes aflições, vitupérios, 
tribulações, espoliação de bens e 
muitos outros prejuízos por causa de 
sua fidelidade ao Senhor, não perdeu 
a capacidade de se alegrar e regozi­
jar-se em Cristo (Hb 10.34). Qual era 
a causa disso? Porque “ eles tinham 
nos céus uma possessão melhor e 
permanente” (Hb 10.34).
C) Sugestão de Método: Para iniciar 
a aula de hoje, distribua pedaços de 
papel para a sua classe. Peça que cada 
aluno escreva, de maneira sucinta, 
uma promessa que deseja que Deus 
cum pra em sua vida ou algo que
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 3
tenha prometido de coração a Deus. 
Certifique-se de que todos pegaram 
o pedaço de papel e tenham escrito 
nele. Em seguida, recolha os papéis 
e coloque-os em uma bolsa ou jarra. 
Depois, solicite que um aluno pegue 
um papel e leia para a classe. Convide 
que o(a) autor(a) da frase se identifi­
que e fale sobre a promessa e quanto 
é importante vê-la realizada em sua 
vida. Encerre esse momento falando a 
respeito da importância de viver com a 
expectativa de vermos uma esperança 
realizada. Então, inicie a lição.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A esperança cristã é 
um antídoto do Céu para nos motivar a 
perseverar na fé em Cristo em meio às 
aflições do tempo presente. Por isso, 
estimule a sua classe a fazer como os 
crentes da Igreja Primitiva, que não
se desesperavam com a perseguição 
porque sabiam que tinha uma morada 
muito superior a daqui da terra.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e sub­
sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. 
Na edição 97, p.42, você encontrará 
um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do 
tópico, você encontrará auxílios que da­
rão suporte na preparação de sua aula: 
l) O texto “A Esperança do Crente” , 
localizado depois do primeiro tópico, 
aprofundar 0 tópico a respeito do alvo 
da esperança do cristão; 2) O texto “A 
Ressurreição de Jesus como garantia de 
nossa esperança” , ao final do segundo 
tópico, expande a reflexão a respeito 
da prática piedosa do Senhor Jesus.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Desde quando 0 crente nasce de novo, 
ele é convocado a viver uma vida de es­
perança. Nesse sentido, a esperança 
cristã tem 0 seu fundamento na 
ressurreição do Senhor Jesus 
(1 Pe 1.3,21). É uma obra po­
derosa de Deus que move a 
Igreja de Cristo a trabalhar 
pela causa do seu reino. As- ' 
sim, a lição desta semana tem 
o propósito de expor 0 ensino 
da esperança cristã e o quanto ele é 
importante em nossa jornada para o céu.
I - PARA ONDE APONTA A 
ESPERANÇA DO CRISTÃO?
1. A esperança cristã. De acordo com 
o Novo Testamento, a “ esperança” é
P a la vra -C h a ve
Esperança
uma expectativa favorável e confiante 
que se fundamenta ao que não se vê, 
ao futuro (Rm 8.24,25). Nesse caso, ela 
pode antecipar aquilo que é bom 
(Tt 1.2; 1 Pe 1.21). Não por acaso,
0 apóstolo Paulo escreve que a 
esperança do cristão foi esta­
belecida por meio de Cristo, 
a “esperança da glória” e a 
“ esperança nossa” (Cl 1.27;
1 Tm 1.1). Portanto, do ponto 
de vista bíblico, podemos dizer
que a esperança é “a confiança no 
cumprimento de uma grande expectativa”.
2. A esperança nas cartas do apóstolo 
Paulo. O assunto da esperança cristã está 
bem presente nas cartas apostólicas de 
Paulo. Nelas, percebemos a esperança 
na ressurreição dos mortos em Cristo
f
8 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
(At 23.6; 1 Ts 4.13,14); a esperança do 
cumprimento da promessa (At 26.6,7); 
a esperança da justiça (G1 5.5); a espe­
rança do Evangelho (Cl 1.5); a esperança 
do arrebatamento da Igreja (1 Ts 5.8); 
a esperança da vocação (Ef 1.18); a es­
perança da vida eterna (Tt 1.2; 37); e, 
finalmente, a esperança do aparecimento 
da glória de Deus e do Senhor Jesus 
Cristo (Tt 2.13). Na Primeira Carta de 
Paulo aos Coríntios, a esperança aparece 
como a segunda virtude mencionada 
ali (l Co 13.13).
3. Deus: o autor da nossa esperança. 
Essa esperança é uma consequência 
do Novo Nascimento em Cristo Jesus, 
de modo que esse processo envolve 
uma obra plenamente sobrenatural, 
espiritual (1 Pe 1.23). Por isso, Deus é 
o autor da nossa esperança, conforme 
o apóstolo Paulo mostra em sua carta 
(Rm 15.13). Logo, por meio dessa viva 
esperança, estamos prontos para su­
portar perseverantem ente todos os 
dissabores ao longo da nossa jornada 
ao Céu (Hb 10.32-36). Ora, a nossa fé 
tem sido provada pela história por meio 
das perseguições cruéis e muitos outros 
desafios que sem pre nos testaram . 
Entretanto, a Igreja de Cristo nunca 
sucumbiu a eles, sempre prosperou e 
floresceu por causa de uma esperança 
gloriosa que nunca puderam tirar de 
nós, a confiança na vida eterna com 
Deus (At 20.24).
SINOPSE I
A Esperança Cristã, que tem 
Deus com o o seu autor, apon­
ta para o porvir, um a gloriosa 
realidade
AUXÍLIO TEOLÓGICO
“ A Esperança do Crente 
Deus é revelado na Bíblia com 
0 Deus da esperança que nos ou­
torga paz e alegria à medida que 
confiarmos nEle (Rm 15.13). A ga­
rantia da esperança do crente é 
dupla: o amor de Deus que enviou 
Jesus para morrer em nosso lugar 
(Rm 5 .5 - 10 ) e os atos poderosos 
do Espírito Santo que nos levam a 
‘abundar em esperança pela virtude 
do Espírito Santo (Rm 15.13). Dessa 
maneira, o Espírito Santo que nos 
batiza e nos dá a sua plenitude é ‘0 
penhor [primeira prestação] da nossa 
herança’ (Ef 1.14 ). Paulo também 
nos mostra que a nossa esperança 
não é incerta; é tão segura quanto 
qualquer coisa que possuím os. O 
único motivo por que a promessa da 
nossa ressurreição, do nosso corpo 
glorificado, do nosso reinar com 
Cristo, e do nosso futuro eterno é 
chamada ‘esperança’ é porque ainda 
não os alcançamos (Rm 8.24,25). 
Essa esperança, porém, nunca nos 
decepcionará, nem nos envergonhará 
por termos confiado nela, porque ela 
é mantida viva e demonstrada como 
verdadeira pelo amor de Deus que 0 
Espírito Santo derramou em nosso 
coração (Rm 5.5)” (HORTON, Stan­
ley M. (Ed.). Teologia Sistemática: 
Uma Perspectiva Pentecostal. Rio 
de Janeiro: CPAD, 2023, pp.609-10).
II - A PERSPECTIVA ESCATO- 
LÓGICA DA ESPERANÇA CRISTÃ
1. A Bíbliafocaliza o futuro. A his­
tória da Criação se inicia com Deus. O 
primeiro livro da Bíblia, Gênesis, nos 
revela isso. Infelizmente, ao se desdobrar
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 5
os acontecimentos do início de Gêne­
sis, o pecado provocou desarmonia na 
Criação. Entretanto, Deus age para que 
tudo volte a ser perfeito, equilibrado e 
harmônico. Isso que o apóstolo Paulo 
revela a partir da menção que faz à 
abrangência cósmica da morte de Jesus 
Cristo (Ef 1.10). Essa promessa originou 
no Éden, com o descendente da mulher, 
e se revela hoje por meio de Cristo como 
fio condutor das Sagradas Escrituras 
(Gn 3.15; Ap 12.9).
2. A esperança no porvir traz con­
solo e a legria ao crente. A doutrina 
das últim as coisas, denominada de 
Escatologia, estuda as coisas futuras. 
Muitos vivem com medo do futuro, 
do que pode acontecer com eles, mas 
os cristãos se consolam e se alegram 
no que a Bíblia diz a respeito do fu­
turo (Rm 15.4). Nesse aspecto, 0 que a 
Palavra de Deus diz a respeito do que 
nos aguarda na eternidade com Cristo 
é glorioso e incomparável, em que as 
aflições do tempo presente não podem 
ser com paradas com a glória a ser 
revelada em nós (Rm 8.18). Assim, a 
Bíblia é um livro de profecia que produz 
alegria e consolo ao coração do crente. 
Nela, encontramos um Deus soberano, 
que governa as nossas vidas e age em 
favor de seu povo.
3. Por que uma doutrina da espe­
rança? A razão de termos uma doutrina 
da esperança é porque confiamos na 
promessa da ressureição dos que mor­
reram em Cristo, da transformação dos 
que estiverem vivos por ocasião de sua 
volta (1 Ts 4.13-18). Trata-se de uma 
prom essa gloriosa para reinar com 
Cristo. Como ainda não alcançam os 
essa promessa, vivemos na esperança 
de que brevemente tudo se cumpra, 
pois quem fez a promessa é fiel para 
cumprir (Hb 10.23).
SINOPSE II
A esperança bíblica traz consolo e 
alegria ao crente ao longo de sua 
carreira.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
A Ressurreição de Jesus como 
garantia de nossa esperança
“A maioria dos teólogos reconhece 
que ‘no Novo Testamento’ 0 futuro é 
visto como o desdobrar daquilo que 
nos é dado na ressurreição de Cristo’ . 
Sua ressurreição era o tema principal 
da pregação da Igreja Primitiva. No 
Dia do Pentecoste, Pedro centralizou 
a atenção em Jesus. Paulo proclamou 
que ‘Cristo ressuscitou dos mortos e 
foi feito as primícias dos que dormem’ 
(1 Co 15.20). ‘E, se 0 Espírito daquele 
que dos mortos ressuscitou a Jesus 
habita em vós, aquele que dos mortos 
ressuscitou a Cristo também vivificará 
0 vosso corpo mortal, pelo seu Espírito 
que em vós habita’ (Rm 8.11). Pedro 
também falou de ‘uma viva esperan­
ça, pela ressurreição de Jesus Cristo 
dentre os mortos, para uma herança 
incorruptível, incontaminável e que se 
não pode murchar’ (l Pe 1.3,4).
[...] A ressurreição de Cristo me­
diante o Espírito é, portanto, a ga­
rantia de que seremos ressuscitados 
e transformados de tal maneira que 
no corpo ressuscitado será imortal e 
corruptível” (HORTON, Stanley M. 
(Ed.). Teologia Sistem ática: Uma 
Perspectiva Pentecostal. Rio de Ja ­
neiro: CPAD, 2023, pp.609-10).
8 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
III - A ESPERANÇA CRISTÃ 
COMO ÂNCORA DA ALMA
1. Nossa esperança como âncora. 
Podemos descrever a âncora como 
uma pesada peça de ferro presa a uma 
corrente grossa e lançada ao fundo do 
mar com o propósito de manter um 
navio parado (At 27.29). O escritor aos 
Hebreus descreve a esperança cristã 
como uma “ âncora da alma segura e 
firm e” durante a jornada com Cristo 
(Hb 6.18,19). Ela representa tudo 0 que 
sustenta e estabiliza a alma do crente 
em tempos de incertezas.
2. Por que a esperança do crente é a 
melhor? Essa esperança que traz certeza 
à alma do salvo não pode ser comparada 
com esperança dos ímpios. O apóstolo 
Paulo afirma que, sem Cristo, não há 
esperança para o ser humano (Ef 2.12). 
Dessa forma, trata-se de uma esperança 
vã. Por consequência, há diversas espe­
ranças presentes na cultura humana. Por 
exemplo, há religiões que expressam sua 
esperança em uma história cíclica, como 
no Hinduísmo, em que a vida é vista de 
acordo com o ciclo de nascimento, morte 
e reencarnação; outros povos buscam 
pautar a sua esperança em astrologia, 
quiromancia, dentre várias práticas 
pagãs que a Bíblia proíbe; na política, 
muitos fundamentam suas esperanças 
em ações revolucionárias que não passam 
de ilusão. Em síntese, podemos dizer que 
toda esperança fora de Cristo é vazia, sem 
sentido; já a esperança em Cristo é segura, 
consoladora e com propósito (Cl 1.27).
3. Mantendo firm e a esperança. À 
luz do Novo Testamento, afirmamos que 
a Segunda Vinda de Cristo é 0 grande 
motivo para 0 crente permanecer firme e 
manter sua esperança, de modo que isso 
requer uma vida de pureza para desfrutar 
da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 
3.2,3). Naqueles dias, os discípulos de
vv
Essa esperança que traz 
certeza à alma do salvo não
pode ser comparada com 
esperança dos ímpios.”
Cristo entendiam que a sua vinda seria 
de maneira iminente, isto é, poderia 
acontecer a qualquer momento (Mt 
25.1-13). Semelhantemente, devemos 
estar em prontidão, aguardando 0 dia 
em que o nosso Senhor arrebatará a sua 
Igreja. Não sabemos o dia nem a hora 
que 0 Senhor virá, mas a nossa parte é 
manter a nossa esperança viva e firme 
(Lc 18.8).
SINOPSE III
A Esperança é uma âncora da 
alma, pois traz firmeza e soli­
dez em tempos incertos.
CONCLUSÃO
Lutas, dissabores, provações, morte, 
dentre outas coisas, o salvo em Cristo 
poderá enfrentar tudo isso firmado na 
esperança verdadeira que é Cristo Jesus, 
nosso Senhor. Assim , seguirem os a 
nossa jornada sem temor e sem per­
der a fé. A história testemunhou que o 
Cristianismo cresceu e prosperou porque 
os cristãos entenderam que essa vida é 
provisória, sendo apenas uma parte de 
um todo muito maior: a eternidade com 
Cristo. Portanto, mantenhamos firme 
a confissão da nossa esperança, pois o 
que prometeu é fiel (Hb 10.23).
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 7
Anotações do Professor 
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REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, e do ponto de vista bíblico, o que é esperança?
Do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “ a confiança no 
cumprimento de uma grande expectativa” .
2. Diante da viva esperança, para que estamos prontos?
Estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao 
longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10 .32-36).
3. Que tipo de livro a Bíblia é?
A Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do 
crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas 
e age em favor de seu povo.
4. Por que temos uma doutrina da esperança?
A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na pro­
messa da ressureição dos que morreram em Cristo, da transformação dos 
que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4 .13-18).
5. À luz do Novo Testamento, 0 que podemos afirmar quanto à esperança 
cristã?
À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o 
grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de 
modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser 
como Jesus é (1 Jo 3.2,3).
r------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1
VOCABULÁRIO
Cósmica: esfera que representa 0 planeta Terra; 0 globo terrestre; 0 mundo.
t____________________________________________________________________ á
8 8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
A CIDADE CELESTIAL
\
TEXTO ÁUREO
“Mas a nossa cidade está 
nos céus, donde também 
esperamos o Salvador, o 
Senhor Jesus Cristo.v 
(Fp 3.20)
V_____________________________
VERDADE PRÁTICA
A cidade celestial é 0 alvo 
de toda a nossa jornada que 
iniciou com 0 Novo Nascimento 
e se consumará com a entrada 
pelos portões celestiais.
LEITURADIÁRIA
Segunda - Lc 23.46; 2 Co 12 .2-4 Quinta - Jo 4.10
0 Paraíso como a habitação de 0 rio da água da vida fluirá
Deus, dos anjos e dos salvos abundantemente
Terça - Ap 3.12 Sexta - Fp 3.20
A Nova Jerusalém, a cidade que A nossa verdadeira morada está
descerá do Céu nos Céus
Quarta - Cl 1.20 Sábado - 2 Co 5.8; Fp 1.21,23
A reconciliação de tudo 0 que está A esperança sincera de todo cristão
na Terra e no Céu peregrino
1 ____________________________________ Á
ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 8 9
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 2 1 .9 - 14 ; 2 2 .1-5
Apocalipse 21
9 - E veio um dos sete anjos que tinham 
as sete taças cheias das últimas sete 
pragas e falou comigo, dizendo: Vem, 
m ostrar-te-ei a esposa, a mulher do 
Cordeiro.
10 - E levou-me em espírito a um grande 
e alto monte e mostrou-me a grande 
cidade, a santa Jerusalém, que de Deus 
descia do céu.
11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era 
semelhante a uma pedra preciosíssima, 
como a pedra dejaspe, como o cristal 
resplandecente.
12 - E tinha um grande e alto muro com 
doze portas, e, nas portas, doze anjos, e 
nomes escritos sobre elas, que são os no­
mes das doze tribos de Israel.
13 - Da banda do levante, tinha três 
portas; da banda do norte, três portas; 
da banda do sul, três portas; da banda 
do poente, três portas.
14 - E o muro da cidade tinha doze 
fundamentos e, neles, os nomes dos doze 
apóstolos do Cordeiro.
Apocalipse 22
1 - E mostrou-me 0 rio puro da água da 
vida, claro como cristal, que procedia do 
trono de Deus e do Cordeiro.
2 - No meio da sua praça e de uma e 
da outra banda do rio, estava a árvore 
da vida, que produz doze frutos, dando 
seu fruto de mês em mês, e as folhas da 
árvore são para a saúde das nações.
3 - E ali nunca mais haverá maldição con­
tra alguém; e nela estará o trono de Deus 
e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
4 - E verão 0 seu rosto, e na sua testa es­
tará 0 seu nome.
5 - £ ali não haverá mais noite, e não 
necessitarão de lâmpada nem de luz do 
sol, porque 0 Senhor Deus os alumia, e 
reinarão para todo o sempre.
F Í J Hinos Sugeridos: 48 5, 509, 6 14 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Pátria Celestial é 0 ponto de 
chegada de todos salvos em Cristo 
que foram iluminados pela Palavra 
de Deus e provaram de uma tão 
grande salvação. A nossa morada 
não está aqui, mas no Céu. Por isso, 
ao longo desta lição, estudaremos 
a realidade bíblica do Paraíso e da 
Cidade Celestial, e o eterno e per­
feito estado dos salvos. Ainda, nesse 
tempo presente, conhecemos essa 
realidade de maneira bem limitada,
mas haverá o dia em que a conhe­
ceremos plenamente (1 Co 13.12).
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Conceituar 
0 Paraíso; II) Explicar a eternidade 
como doutrina bíblica e como descrita 
no Livro de Apocalipse; III) Cons­
cientizar a respeito do estado final 
de todos os santos.
B) Motivação: Há um hino clássico 
que diz o seguinte: “ Sou forasteiro 
aqui, em terra estranha estou, do
9 0 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
reino lá do céu embaixador eu sou” . 
É uma letra que revela exatamente 
o que Bíblia diz a respeito de nossa 
verdadeira cidadania. Sim, a Bíblia 
diz que nós não somos desse mundo, 
embora estejamos nele.
C) Sugestão de Método: Estamos na 
última lição deste trimestre. Antes de 
iniciar a aula desta última lição, faça 
uma revisão dos principais pontos 
que abordamos ao longo do trimestre. 
Mostre que o propósito do nosso estudo 
foi percorrer a carreira cristã que se 
iniciou com o Novo Nascimento. E que 
durante essa caminhada nos deparamos 
com muitos obstáculos e, também, com 
muita graça de Deus para auxiliar-nos. 
Relembre a classe lições importantís­
simas como a escolha das duas portas, 
a confissão e o abandono do pecado, as 
armas espirituais que temos a nossa 
disposição, dentre outras. Pondere o 
tempo que você levará para a revisão. 
Não ultrapasse 10 minutos. Em seguida, 
introduza a última lição do trimestre.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Claramente quem 
cultiva 0 sentimento de morar bre­
vem ente no Céu, procura não se 
acostumar com o pecado, leva a sério 
a necessidade de ter uma vida santa. 
Sim, a consciência da cidadania ce­
lestial traz a nossa vida um senso de 
urgência e seriedade na comunhão 
com Deus e sua Igreja.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale 
a pena conhecer essa revista que traz 
reportagens, artigos, entrevistas e 
subsídios de apoio à Lições Bíblicas 
Adultos. Na edição 97, p .42, você 
encontrará um subsídio especial para 
esta lição.
B) A uxílios Especiais: Ao final 
do tópico, você encontrará auxílios 
que darão suporte na preparação de 
sua aula: 1) O texto “ O Significado 
de Jerusalém para a Igreja Cristã” , 
localizado depois do primeiro tópico, 
aprofunda 0 tópico a respeito de a 
Nova Jerusalém como a cidade ce­
lestial dos cristãos; 2) O texto “ Rio e 
Árvore da Vida” , ao final do segundo 
tópico, expande o assunto da vida 
eterna conforme descrita no Livro 
do Apocalipse.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Escrituras sabem que não 
foram destinados para v i­
ver apenas neste mundo.
Aqui, somos peregrinos e 
forasteiros (1 Pe 2.11). Bre­
vemente os portões celestiais 
se abrirão e partiremos para 
viver eternamente com 0 Pai, em
o -1ilavra-Cha
Cidadí
1SSk
w
nossa pátria celestial (Fp 3.20). Por
Celestial, 0 Eterno Estado 
em que desfrutaremos da 
presença de Deus e como as 
Escrituras ensinam como 
será a nossa glorificação
nos aguarda ao final de nossa 
Jornada Cristã.
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9 1
vv
Devemos cuidar para 
não confundir o Milênio 
com o Estado Eterno.
Este caracteriza a 
eternidade sem fim em 
que passaremos com Deus; 
aquele é um período em que 
Jesus reinará por mil anos 
na Terra
I - O PARAÍSO ETERNO
1 . 0 que é o Paraíso? Uma definição 
que podemos mencionar de paraíso é 
o Céu como morada de Deus, dos an­
jos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando 
estava na cruz, nosso Senhor fez uma 
promessa ao ladrão arrependido: “Em 
verdade te digo que hoje estarás comigo 
no Paraíso” (Lc 23.43). Essa promessa 
foi prontamente cumprida, pois, quando 
por ocasião de sua morte, 0 corpo do 
Senhor Jesus foi para a sepultura, mas 
seu espírito para o Pai, ou seja, para o 
Céu, 0 lugar de habitação de Deus (Lc 
23.46). Não há como mensurar tamanha 
alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a 
promessa de um encontro no Paraíso. 
Este lugar é a expressão de toda soma 
das bem -aventuranças em Cristo. O 
apóstolo Paulo foi arrebatado e levado 
ao Paraíso (2 Co 12.4), que é 0 mesmo 
lugar que aparece em Apocalipse 2.7.
2 . 0 que é a Cidade Eterna? Depois do 
julgamento final, após 0 Milênio (Ap 20), 
e a purificação da Terra por meio de fogo 
(2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, 
que figura como a Cidade Eterna de 
Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve
neste mundo, 0 Senhor Jesus assegurou 
que prepararia um lugar para os santos 
(Jo 14.2,3).
A Nova Jerusalém, criada por ocasião 
da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 
3.10), tem sua origem no Céu, e será 
também terrena, visto que substituirá a 
antiga cidade que estava contaminada; 
ela descerá diretamente dos Céus (Ap 
21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão 
cidadãos dessa cidade, desfrutarão das 
bênçãos eternas e a habitarão com seus 
corpos transformados em um estado 
glorioso (1C0 15.54).
3. Quando a eternidade começará? De 
acordo com 0 estudo atento de Apocalip­
se, depois do Arrebatamento da Igreja, 
ocorrerá a Grande Tribulação por um 
período de sete anos, em seguida nosso 
Senhor retornará gloriosa e triunfante- 
mente por ocasião de sua Segunda Vinda 
e implantará 0 Reino Milenial. Depois 
do Milênio, entraremos no glorioso Es­
tado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos 
cuidar para não confundir o Milênio 
com 0 Estado Eterno. Este caracteriza a 
eternidade sem fim em que passaremos 
com Deus; aquele é um período em que 
Jesus reinará por mil anos na Terra e, 
ao final desse período,pessoas serão 
julgadas diante do Trono Branco, 0 
Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos 
piedosamente o Reino Eterno, o Novo 
Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!
SINOPSE I
O Paraíso e a Nova Jerusalém 
como realidades eternas do 
Céu.
9 2 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“ O Significado de Jerusalém para 
a Igreja Cristã
A cidade de Jerusalém também 
foi importante para a igreja cristã.
(1) Jerusalém foi o berço do cris­
tianism o. Foi ali que Jesus Cristo 
foi crucificado e ressuscitou dos 
mortos. Foi também em Jerusalém 
que o Cristo ressuscitado ‘derramou’ 
o Espírito Santo sobre os discípulos 
no dia de Pentecoste [...]. A partir 
dessa cidade, a mensagem de Jesus 
Cristo se espalhou ‘até aos confins 
da terra’ (At 1.8; cf. Lc 24.47). [...]
(2) Os autores do Novo Testamento 
aceitaram grande parte do significado 
de Jerusalém para o Antigo Testa­
mento, mas também reconheceram 
0 seu simbolismo relacionado a uma 
cidade celestial. Em outras palavras, 
quando 0 Novo Testamento retrata 
Jerusalém como a cidade santa, não 
se refere apenas a um lugar na terra, 
mas no céu, onde Deus habita e onde 
Cristo governa à sua direita (isto é, 0 
lugar de maior honra e autoridade). 
Dali, Ele envia as suas bênçãos e 
dali Jesus irá retornar.” (Bíblia de 
Estudo Pentecostal Edição Global. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.696).
II - O ETERNO E PERFEITO 
ESTADO
1 . 0 estado perfeito à luz da doutrina 
bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um 
propósito divino na consumação dos 
séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião 
da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após 0 
Milênio, em que serão estabelecidos um 
Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). 
Nesse tempo, 0 propósito original de 
Deus se cumprirá e toda Terra se en­
cherá de sua glória. Conforme 0 apóstolo 
Paulo escreveu, haverá reconciliação 
geral de todas as coisas, em que Céu 
e Terra serão a mesma grei (Cl 1.20). 
Por isso, o perfeito e eterno estado é 
descrito na Bíblia como um lugar belo, 
de santidade e perfeição, pois a antiga 
ordem, em que imperava a natureza 
do pecado, foi abolida e deu lugar a um 
lugar santo, puro e perfeito.
2. O estado perfeito à luz de Apo­
calipse 22 .1-5 . O livro do Apocalipse 
traz alguns símbolos que descrevem 
de maneira mais vivida o divino estado 
perfeito de todas as coisas. São símbolos 
que comunicam a singularidade desse 
novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a 
ausência de males; d) a presença de Deus.
a) A vida eterna descrita como um rio. O 
apóstolo João descreve essa eternidade 
como um rio da vida que brota do trono 
de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está 
presente 0 aspecto simbólico do rio como 
símbolo de vida que em diversas vezes 
o Senhor Jesus mencionou como água 
da vida (Jo 4.10; cf. SI 46.4; Ez 47.1-12).
b) A vida eterna descrita como árvore. 
A árvore da vida remonta ao livro de 
Gênesis (Ap 22.2 ; cf. Gn 2.9; 3.22). 
Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas 
folhas simbolizam a vida que triunfou 
sobre as enfermidades e a morte. Não 
haverá mais dores nem doenças, pois 
no divino estado eterno, a morte não 
prevalecerá mais.
c) A vida eterna sem males. Não haverá 
mais “maldição contra alguém” (Ap 22.3). 
O problema do coração do ser humano 
será para sempre resolvido, pois 0 mal 
será plenamente erradicado. Ali, 0 trono 
de Deus e do Cordeiro estarão centrali­
zados no coração do ser humano.
d) A vida eterna na presença de Deus. 
Contemplaremos a Deus face a face 
(1 Co 13.12), e sua presença será a nossa
ABRIL • MAIO • JUNHO 202 4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 93
luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria 
indizível! Prestaremos culto olhando 
diretamente para Ele. Sua presença glo­
riosa fará com que não haja mais noite, 
não havendo mais qualquer escuridão, 
e para sempre reinaremos com Ele.
SINOPSE II
A vida eterna é descrita na Bíblia 
como um rio, um a árvore, lugar 
sem m ales e a p resen ça etern a 
de Deus.
AUXÍLIO BÍBLICO -TEOLÓGICO
Rio e Árvore da Vida
“ O Rio Puro da Água da Vida. Este 
rio aparentemente literal sugere o 
fluxo contínuo do Espírito Santo e 
da vida, da bênção e do poder espi­
ritual que Ele nos dá (cf. 7.17; 21.6; 
22.17; Is 44.3; Jo 7.37-39). O rio é um 
lembrete de que as pessoas ainda são 
dependentes de Deus Pai e de Cristo 
Jesus para tudo na sua vida, assim 
como sempre foram.
AÁrvore da Vida. Este pode ser um 
substantivo coletivo, referindo-se às 
árvores que revestem ambos os lados 
do rio da vida. Esta árvore se refere à 
vida eterna dada a todos os membros 
do povo de Deus (Gn 2.9; 3.22). As 
folhas que curam indicam a ausência 
de qualquer coisa que traga dano físico 
ou espiritual (cf. Ez 47-12). Observe 
que mesmo em nossos corpos imortais 
seremos dependentes do Senhor para 
obtermos força, vida e saúde.” (Bíblia 
de Estudo Pentecostal Edição Global. 
Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2469).
III - O ESTADO FINAL DE 
TODOS OS SANTOS
1. O que todo crente sa lvo deve 
esperar? Os santos de Deus, tanto do 
Antigo quanto do Novo Testamento, 
nunca viveram nesta Terra com a ideia 
de permanecer nela eternamente. O 
p atriarca Abraão v iv ia nela com a 
esperança da Cidade Celestial, cujo 
construtor é Deus (Hb 11.9,10; G1 4.26; 
Hb 11.16). Moisés passou por ela com 
essa mesma intenção, deixou o Egito 
e sua glória porque tinha consciência 
de algo melhor, a recompensa gloriosa 
(Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que 
vive neste mundo sabe que, aqui, ele 
é peregrino nesta jornada, pois está 
consciente de que o seu lar, a sua ver­
dadeira cidade, é a celestial de onde 
o nosso grande e m aravilhoso Deus 
habita (Ap 21.3,22; 22.3).
2. Viveremos todos em unidade. Ao se 
fazer menção dos inscritos nas 12 portas 
da cidade, onde estão os nomes das 12 
tribos de Israel, e dos alicerces levam os 
nomes dos 12 apóstolos está evidente que 
se trata de pessoas originárias de todas 
as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de 
Israel quanto da Igreja serão reunidas, 
formando um só Corpo de Cristo, cum­
prindo-se plenamente dessa forma 0 que 
está escrito em Gálatas: “ nisto não há 
judeu nem grego” (G1 3.28). Viveremos 
na Nova Cidade sem qualquer tipo de 
segregação, discriminação e diferença 
de classes, pois seremos um só povo 
em Cristo Jesus.
3. Finalmente em casa. Sabemos que 
nossa morada final não é aqui neste 
mundo, nem na sepultura, prova disso é 
que somos denominados de peregrinos 
e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13). 
O apóstolo Paulo nos lembra de que a 
nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os 
cristãos que verdadeiramente mantêm
94 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
comunhão com Cristo e sua Palavra 
cultivam em seu coração o desejo de ir 
para a casa, como anelava o apóstolo 
dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é 
a nossa grande recompensa de quando 
findarmos, aqui na Terra, a nossa jor­
nada. Essa é a bendita esperança de todo 
cristão sincero que deseja morar no Céu.
SINOPSE III
No Estado Final, finalm ente, po­
derem os dizer: estam os em casa.
CONCLUSÃO
O Céu é 0 destino final de uma jor­
nada que se iniciou com o Novo Nasci­
mento. Do início da jornada até o final,
VV
Viveremos na Nova Cidade 
sem qualquer tipo de 
segregação, discriminação 
e diferença de classes, pois 
seremos um só povo em 
Cristo Jesus.”
enfrentaremos inimigos que intentam 
nos desviar da rota para o Céu. Por 
isso, durante a travessia da jornada, é 
necessário toda vigilância e zelo, sa­
bendo que aquEle que começou a boa 
obra a aperfeiçoará até o dia do nosso 
Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, 
coloquemos nossos olhos no Autor e 
Consumador da nossa fé, olhando para 
frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como podemos definir 0 Paraíso?
Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de 
Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12 .2-4).
2. De onde virá a Nova Jerusalém?
Do céu.
3. De acordo com a lição, como 0 perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia? 
O perfeito e eterno estado é descrito na Bíbliacomo um lugar belo, de santidade 
e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi 
abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.
4. Quais os símbolos apresentados no livro de Apocalipse que descrevem o 
divino estado perfeito de todas as coisas?
São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; 
b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus
5. O que os cristãos sinceros devem cultivar em seu coração?
Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra 
cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava 0 apóstolo 
dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23).
ABRIL • MAIO • JUNHO 2024 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9 5
Anotações do Professor
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^ REVELAÇÃO SISTEMATIZADA 
NA TEOLOGIA PENTECOSTAL 
ESORAS CABRAL DE MELO
LEITURAS PARA APROFUNDAR
E S C A T O L O G l A
P E N T T A L
Escatologia Pentecostal
Por meio de relatos cronológicos 
extraídos da análise interpretativa 
da teologia pentecostal, com base 
na revelação gradual das Escrituras 
proféticas da Bíblia Sagrada, este livro 
sucinto e direto ao ponto, apresenta 
todo o desencadeamento escatológico.
f c / Daniel &
7/iTÍ i fexU. A p ocalips
Daniel e Apocalipse
Uma análise segura sobre os principais 
assuntos de cada capítulo destes dois 
livros proféticos e escatológicos das 
Escrituras Sagradas.
9 6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR ABRIL • MAIO • JUNHO 2024
O m i n i s t é r i o d e c a p e l a n i a d e s e m p e n h a u m p a p e l v i t a l n a p r e s t a ç ã o d e c u i d a d o s e s p i r i t u a i s 
e e m o c i o n a i s e m u m a v a r i e d a d e d e c o n t e x t o s , c o m o h o s p i t a i s , p r i s õ e s , e m p r e s a s , f o r ç a s 
a r m a d a s e c o m u n i d a d e s e d u c a c i o n a i s .
P r i m e i r a m e n t e , a c a p e l a n i a o f e r e c e a p o i o e s p i r i t u a l e e m o c i o n a l p a r a i n d i v í d u o s e n f r e n t a n d o 
s i t u a ç õ e s d e s a f i a d o r a s . E m a m b i e n t e s c o m o h o s p i t a i s , p o r e x e m p l o , c a p e l ã e s a c o m p a ­
n h a m p a c i e n t e s e s u a s f a m í l i a s , o f e r e c e n d o c o n s o l o , e s p e r a n ç a e o r i e n t a ç ã o e s p i r i t u a l . 
E m p r i s õ e s , e l e s o f e r e c e m u m c a m i n h o p a r a a r e d e n ç ã o e t r a n s f o r m a ç ã o p e s s o a l , a j u d a n d o o s 
d e t e n t o s a e n c o n t r a r u m p r o p ó s i t o e d i r e ç ã o .
M u i t a s v e z e s , c a p e l ã e s e s t ã o n a l i n h a d e f r e n t e , o f e r e c e n d o a p o i o e m o c i o n a l e e s p i r i t u a l e m 
m o m e n t o s d e g r a n d e n e c e s s i d a d e , c o m o a p ó s d e s a s t r e s n a t u r a i s o u a t a q u e s t e r r o r i s t a s .
A C a p e l a n i a t a m b é m é u m a p o r t a d e e n t r a d a p a r a o i n g r e s s o n a s F o r ç a s A r m a d a s .
S a i b a m a i s s o b r e a f o r m a ç ã o o n - l i n e e m c a p e l a n i a d a C G A D B . U m a p a r c e r i a e n t r e a F a c u l d a d e 
F A E C A D e o C o n s e l h o d e C a p e l a n i a d a C G A D B .
SAIBA MAIS
CONFERÊNCIAS
DOMINICAL
O Espírito Santo capacitando a Igreja 
para o ensino da Verdade. Jo 14 .26
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