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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: FARMÁCIA DISCIPLINA: HEMATOLOGIA CLÍNICA NOME DO ALUNO: Brenda da Silva Nascimento RA: 2207846 POLO DE MATRÍCULA: FLAMBOYANT POLO DE AULA PRÁTICA: FLAMBOYANT DATA DAS AULAS PRÁTICAS: 30/09/23 e 07/10/23 ATIVIDADE OBRIGATÓRIA ROTEIRO 1 AULA 1 DATA: 30/09/2023 Título da Aula: Determinação do hematócrito Esta aula teve por objetivo realizar a determinação do hematócrito. PROCEDIMENTO Em princípio ocupamos um tubo capilar com sangue até ¾ da sua altura. Limpamos a parede externa com papel, e fechamos uma das extremidades na chama do bico de Bunsen. Depois colocamos o capilar em uma centrífuga apropriada para micro - hematócrito por 5 minutos em 10.000 a 12.000 rpm. Logo após fizemos a leitura na tabela de leitura de micro-hematócrito que acompanha a centrífuga. A tabela foi impressa e distribuída para todos os grupos. A base do capilar é posicionada na marca 0 (zero) da escala de leitura e o menisco do plasma na marca 100 (cem). O resultado é o valor correspondente ao limite de separação da massa dos eritrócitos com o plasma. O resultado é expresso em porcentagem de eritrócitos em relação ao sangue total. RESULTADOS E DISCUSSÕES O Hematócrito é um exame de sangue que mede a porcentagem de hemácias no sangue, também chamadas de eritrócitos ou glóbulos vermelhos. O hematócrito pode fornecer informações valiosas sobre a saúde geral do indivíduo, incluindo a quantidade de células vermelhas e a quantidade de hemoglobina no sangue (PIRES, 2017). No entanto, o exame de hematócrito sozinho não é suficiente para um diagnóstico preciso. Por isso, ele deve ser utilizado em conjunto com outros índices hematimétricos do sangue para avaliação das suas alterações (PIRES, 2017). A hemoglobina contida nas hemácias carrega o oxigênio para os tecidos e o hematócrito dá uma indicação dela. É, pois, muito importante a normalidade do hematócrito para que a saúde pessoal seja normal (FERNANDES, 2016). O exame de hematócrito é rápido, simples e indolor. O resultado do exame fica disponível em questão de horas. Ele é feito a partir de uma amostra de sangue colhida em uma veia do braço. Quase nunca o hematócrito é solicitado isoladamente, mas é acompanhado por outros exames de sangue feitos a partir da mesma amostra. Os valores do hematócrito considerados normais variam entre 40 a 50% nos homens e 35 a 45% nas mulheres (VIVAS, 2018). A técnica mais comum de determinação do hematócrito envolve a separação dos componentes sanguíneos, incluindo glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma e leucócitos. Isso é feito em sangue colocado em tubos e centrifugado em uma máquina especial, que separa os componentes com base nas suas diferentes densidades (VIVAS, 2018). Três partes então se diferenciam nitidamente: a mais alta delas contendo o plasma sanguíneo; a intermediária contendo leucócitos e plaquetas; e a inferior contendo os glóbulos vermelhos. Após a centrifugação, a porção contendo os glóbulos vermelhos é medida e o volume é comparado ao volume total de sangue. A porcentagem é então calculada e seu valor expresso em percentagem em relação ao sangue total (TOMCZAK et al., 2019). Além da centrifugação, outros métodos, como a microcentrifugação ou o uso de tubos de separação também podem ser usados. Em geral, o resultado é expresso como uma porcentagem ou um número que representa o volume de hemácias em mililitros por decilitro de sangue (TOMCZAK et al., 2019). ROTEIRO 2 AULA 1 DATA: 30/09/2023 Título da Aula: Determinação da hemoglobina Esta aula teve por objetivo realizar a determinação da hemoglobina. RESULTADOS E DISCUSSÕES Nesta aula seguimos as etapas de procedimento descritas na bula do kit e, com o auxílio do professor, interpretamos os resultados obtidos. Esquematizamos todo o procedimento de acordo com a bula: o que seria pipetado em cada tubo, condições de incubação, comprimento de onda a ser utilizado e cálculos. A determinação dos níveis de hemoglobina é importante no diagnóstico e acompanhamento das anemias e policitemias, sendo seu valor utilizado no cálculo da Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) e índices hematimétricos empregados na classificação das anemias (MAGNO; MIGUITA; OSHIRO, 2017). A dosagem de hemoglobina pode ser realizada por métodos manuais utilizando espectrofotômetro ou por automação em contadores hematológicos. O método mais comumente utilizado para a dosagem de hemoglobina é o cianometemoglobina, que tem como princípio, a oxidação do íon ferroso da hemoglobina, oxihemoglobina e carboxihemoglobina pelo ferrocianeto, formando a metemoglobina. Esta Hb oxidada combina-se com o cianeto de potássio e produz a cianometemoglobina que é medida colorimetricamente (MAGNO; MIGUITA; OSHIRO, 2017). CÁLCULOS: Teste Reagente de cor de uso 5,0 mL Sangue Total 0,02 mL Homogeneizamos e esperamos 5 minutos. Determinamos a absorbância do teste em 540 nm acertando o zero com água destilada. A cor é estável várias horas. Obtivemos o valor em g/dL utilizando o fator de calibração obtido com o Padrão de Hemoglobina Labtest. Hemoglobina (g/dL) = Absorbância do teste x 10 Absorbância do padrão Hemoglobina (g/dL) = 0,595 x 10 0,256 Hemoglobina (g/dL) = 23,2 g/dL O resultado deu alterado por ter policitemia de origem primária e secundária. ROTEIRO 1 AULA 2 DATA: 30/09/2023 Título da Aula: Contagem de hemácias em Câmara de Neubauer Esta aula teve por objetivo quantificar hemácias. PROCEDIMENTO Diluição em tubo de ensaio: Em um tubo de ensaio, colocamos 4 mL da solução de Gower. Depois limpamos a parede externa da ponteira papel. Em seguida, pipetamos 20 µL de sangue homogeneizado e limpamos a parede externa da ponteira com papel. Depois rinsamos a pipeta várias vezes até a completa transferência da amostra para o diluente. Homogeneizamos a solução final por agitação manual durante 30 segundos e aguardar 2 minutos. Após esse tempo, preenchemos a Câmara de Neubauer com o auxílio da pipeta e contamos as hemácias de 5 quadrados centrais e multiplicamos por 10.000. RESULTADOS E DISCUSSÕES Nesta aula foi possível aprender como é feito a contagem de células na Câmara de Neubauer. A câmara de contagem, foi desenvolvida originalmente para determinar a concentração de células sanguíneas (FRAGATA, 2018). A câmara de Neubauer também tem como objetivo determinar o número de células em um volume específico de solução, porém tornou-se mais abrangente e possui várias aplicações biológicas. Além de células sanguíneas, é utilizada ainda em microbiologia, contagem de células suspensas, espermatozoides, urinálise, entre outros (ALMEIDA et al., 2016). As câmaras de contagem são dispositivos que consistem geralmente em uma lâmina grossa de uso microscópico com uma profundidade específica para depósito da amostra. Seu centro é formado por duas câmaras nas quais são gravadas linhas divididas em quadrantes de dimensões conhecidas, chamadas de malhas de leitura. Como há a padronização destes quadrantes é possível visualizar a amostra ao microscópio e assim realizar a contagem determinando o número de células presentes naquela área determinada (ALMEIDA et al., 2016). Figura 1: Desenho da malha da Câmara de Neubauer Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/O líquido contendo as células deve ser preparado adequadamente antes de ser aplicado à câmara de contagem. O fluído deve ser uma suspensão homogênea e ter a concentração apropriada. Se for muito alta as células se sobrepõem dificultando a contagem. Já uma concentração baixa, o resultado por quadrante pode levar a um erro estatístico, além de serem necessários mais quadrantes para contagem, o que demanda mais tempo (LUCARINI; BIANCHI, 2019). Depois de diluída, a amostra deve ser cuidadosamente introduzida no espaço entre a lâmina e a câmara de Neubauer, preenchendo-a completamente por capilaridade (LUCARINI; BIANCHI, 2019). Figura 2: Amostra aplicada à Câmara de Neubauer Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/ A câmara de contagem é levada ao microscópio, permitindo a visualização da malha e dos quadrantes. As marcações dos quadrantes têm dimensões distintas, permitindo que sejam realizadas contagens de células de tamanhos diferentes, grandes ou pequenas (KOVALHUK, 2016). É muito fácil se perder nessa contagem. Laboratórios podem ter técnicas diferentes, mas algumas regras são bem populares, como realizar a contagem em zigue-zague e também a contagem para as células que dividem dois quadrantes (KOVALHUK, 2016). Figura 3: Contagem em Zigue-Zague Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/ ROTEIRO 2 AULA 2 DATA: 30/09/2023 Título da Aula: Contagem de leucócitos em Câmara de Neubauer Esta aula teve por objetivo realizar a contagem total de leucócitos. PROCEDIMENTO Diluição em tubo de ensaio: Em um tubo de ensaio, colocamos 0,4 mL da solução diluente. Limpamos a parede externa com papel. Pipetamos 20 microlitros de sangue homogeneizado e limpamos a parede externa com papel. Rinsamos a pipeta várias vezes até a completa transferência da amostra. Homogeneizamos a solução final por agitação manual durante 30 segundos. Aguardamos 2 minutos e preenchemos a Câmara de Neubauer com o auxílio de um tubo capilar. Por último contamos os leucócitos de 4 quadrados laterais e multiplicamos por 50. RESULTADOS E DISCUSSÕES A contagem de leucócitos totais é utilizada para a avaliação da quantidade de leucócitos no sangue periférico de um indivíduo e também para o cálculo da contagem diferencial dos leucócitos. Ela faz parte do hemograma, mais especificamente do leucograma, composto também pela contagem diferencial de leucócitos e avaliação da distensão sanguínea (citomorfologia). Para a contagem de leucócitos na Câmara de Neubauer, a amostra de sangue é diluída com líquido de Turk, composto por ácido acético (lisa as hemácias) e azul de metileno ou violeta de genciana (cora os leucócitos). Após um período de incubação, a diluição é pipetada em câmara de Neubauer e a contagem é feita no microscópio (objetiva de 10x ou 40x). São contados os todos leucócitos presentes nos quatro quadrantes laterais da câmara de Neubauer. Figura 4: Reativo líquido para contagem de leucócitos Fonte: Próprio Autor Contagem de Leucócitos Totais: 3500 a 12000 µl Neutrófilos bastonetes (0 a 4%): 0 a 400 µl Neutrófilos segmentados ( 35 a 55%): 1500 a 7000 µl Linfócitos (25 a 45%): 1000 a 4000 µl Monócitos (2 a 8%): 100 a 1000 µl Eosinófilos (2 a 7%): 50 a 500 µl Basófilos (0 a 2%): 0 a 200 µl OBS: Foi feita uma nova análise devido a primeira ter apresentado resultados baixos. A nova análise resultou em 4200 leucócitos. ROTEIRO 1 AULA 3 DATA: 16/09/2023 Título da Aula: Determinação do ferro sérico Esta aula teve por objetivo compreender a importância da determinação do ferro no soro e correlacionar com ferritina e capacidade total de ligação do ferro com a transferrina. RESULTADOS E DISCUSSÕES Recebemos a bula de instruções do fabricante do kit de determinação do analito e, com o auxílio do professor, conseguimos interpretar tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. Nesta aula entendemos um pouco sobre a determinação do ferro sérico e é importante em diversos processos do organismo. A dosagem de ferro sérico é útil no diagnóstico diferencial de anemias, hemocromatose e hemossiderose. Encontra-se níveis baixos na anemia ferropriva, glomerulopatias, menstruação e fases iniciais de remissão da anemia perniciosa (GROTTO, 2017). Os exames do ferro não são pedidos de rotina. São em geral pedidos para elucidar resultados anormais de exames de rotina, como hemograma, hemoglobina e hematócrito. Podem ser pedidos também quando há suspeita de deficiência ou de sobrecarga de ferro (GROTTO, 2017). A deficiência de ferro é definida como a redução do ferro corpóreo total, com exaustão dos estoques e algum grau de deficiência tissular.1 Como a distribuição do ferro tem uma dinâmica própria, esse mineral pode ocupar diferentes compartimentos, que são interligados, mas que podem, didaticamente, ser avaliados separadamante. Diversos testes laboratoriais são propostos para se avaliarem esses diferentes compartimentos de ferro na investigação dos distúrbios do seu metabolismo (BRANCO et al., 2019). Esses compartimentos são: estoque, transporte e funcional, e são afetados sequencialmente à medida que o déficit de ferro corpóreo progride. Inicialmente há uma queda do ferro em estoque, seguida pela deficiência no transporte e, finalmente, redução no compartimento eritroide ou funcional (BRANCO et al., 2019). O exame para detectar o índice de ferro é feito por meio da coleta de sangue, ou seja, com um frasquinho o médico consegue detectar como está o nível da substância e se existe alguma deficiência ou excesso. Sendo recomendado no período da manhã devido às variações circadianas. Os números também contribuem para que o médico saiba como está a capacidade do sangue em transportar o ferro, como está a reserva do organismo e se a quantidade da substância está correta. Em alguns casos, o médico pode indicar que o exame seja realizado em jejum de 12 horas, permitindo apenas a ingestão de água durante este tempo (PELIZARO, 2019). O ferro é fornecido ao organismo pela dieta habitual na quantidade média de 14 mg/dia, porém apenas 1-2 mg são absorvidos, dos quais cerca de 65% estão presentes na hemoglobina. Cerca de 4% estão presentes na mioglobina, 1% nos diversos compostos hêmicos que promovem a oxidação celular, 0,1% combinado à proteína transferrina no plasma sanguíneo e 15 a 30% armazenados, principalmente no fígado, sob a forma de ferritina (OLIVEIRA, 2018). A Transferrina é uma glicoproteína sintetizada principalmente no fígado e é a principal proteína plasmática transportadora de ferro. A Ferritina é uma glicoproteína de alto peso molecular, que armazena 20% a 25% do ferro do organismo. Sua concentração sérica correlaciona-se com os estoques de ferro total do organismo. A limitação para sua utilização é que, por ser uma das proteínas de fase aguda, eleva-se em resposta a processos inflamatórios agudos, infecções ou traumas, em processos inflamatórios e em processos malignos (OLIVEIRA, 2018). ROTEIRO 2 AULA 3 DATA: 07/10/2023 Título da Aula: Confecção de esfregaço sanguíneo Esta aula teve por objetivo realizar a confecção e coloração de um esfregaço fino, regular e de bordas livres para boa distribuição das células do sangue. PROCEDIMENTO Primeiramente limpamos várias lâminas de vidro com álcool e secamos com gaze. Para a confeccção do esfregaço sanguíneo as lâminas devem estar sem resquícios de gordura ou defeitos. Depois limpamos a lâmina extensora (bordas arredondadas) com álcool e secamos e homogeneizamos a amostra de sangue. Aplicamos uma gotade sangue com o auxílio de um capilar na extremidade da lâmina. A gota deve ter cerca de 1 cm de diâmetro ou 10 µL, quando aplicada com uma pipeta automática. Em seguida colocamos o lado da lâmina em que estava o sangue, em um ângulo de 45° com a face superior da lâmina extensora, fazemos um ligeiro movimento para trás com a lâmina extensora até encostá-la na gota de sangue, deixando, então, que a gota se difunda uniformemente, ao longo de toda a borda por capilaridade. Depois levamos a lâmina extensora para frente, de modo que ela arrastasse a gota de sangue, que se estenderá numa camada delgada e uniforme. Tivemos o cuidado para evitar paradas ou movimentos muito rápidos. Após a última etapa escolhemos a melhor lâmina, esperamos secar e procedemos à coloração. Colocamos as lâminas em frasco contendo corante Instant Prov I e deixamos em repouso por 5 segundos. Após os 5 segundos, retiramos do corante e deixamos escorrer durante 5 segundos. Colocamos as lâminas no frasco contendo o corante Instant Prov II e deixamos em repouso por 5 segundos. Retirar do corante e deixamos escorrer durante 5 segundos. Colocamos as lâminas no frasco contendo corante Instant Prov III e deixar em repouso por 5 segundos. Retiramos do corante e deixamos escorrer durante 5 segundos e lavamos cuidadosamente as lâminas em água corrente. Deixamos secar e observamos ao microscópio. E por último identificamos e desenhamos as células observadas. Figura 5: Exemplo da confecção do esfregaço sanguíneo Fonte: (ROTEIRO UNIP, 2023) PROCEDIMENTO PARA VISUALIZAÇÃO DA LÂMINA AO MICROSCÓPIO Primeiramente ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos o potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do microscópio, de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em posição de uso. Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se correspondia à superfície que continha a camada de células. Procuramos uma região em que as hemácias estivessem dispersas e que fosse possível identificar os leucócitos com nitidez. Focalizamos as células com a objetiva de menor aumento, utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a focalização. Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). Giramos o revólver e mudamos para objetiva (10x), até acertar o foco com o parafuso micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área, mudamos para a objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou quebrasee a lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o revólver, deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. Giramos o revólver e mudamos para a objetiva (100x), acertamos o foco com o parafuso micrométrico e procuramos a região na qual as células estivessem bem dispersas. Figura 6: Exemplo de um esfregaço sanguíneo Fonte: (ROTEIRO UNIP, 2023) RESULTADOS E DISCUSSÕES Essa aula contribuiu posivitamente para o conhecimento dos alunos. Pudemos no final da aula prática, compreender, aprender e entender a importância de uma lâmina bem feita. O esfregaço sanguíneo geralmente é feito quando solicitado o hemograma ao paciente. Seu objetivo principal é analisar a morfologia das células, fornecer informações sobre a estimativa do número de leucócitos e plaquetas, investigar problemas hematológicos, distúrbios encontrados no sangue e eventualmente parasitas, como o Plasmodium, causador da malária (VIVAS, 2018). Um esfregaço de sangue pode fornecer informações importantes sobre o paciente, auxiliando o médico no diagnóstico de doenças relacionadas ao sangue, por exemplo as anemias, e outras condições médicas, tais como infecções (VIVAS, 2018) Algumas vezes é possível realizar um diagnóstico definitivo a partir de um esfregaço de sangue. Porém, rotineiramente ele serve como uma indicação/base para que sejam realizados outros testes confirmatórios (NAOUM; NAOUM, 2018). Existem muitas doenças que podem ter efeito sobre o número e tipo de células sanguíneas produzidas, sua função e vida útil. Embora geralmente apenas as células maduras normais sejam liberadas na corrente sanguínea, algumas circunstâncias podem forçar a medula óssea a liberar células imaturas e/ou malformadas no sangue (NAOUM; NAOUM, 2018). O teste de esfregaço pode indicar uma série de deficiências, apontando alterações e anormalidades nessas células sanguíneas. Várias doenças podem ser identificadas como os diversos tipos de anemia, trombocitose, malária, leucemia, linfomas ou insuficiência da medula óssea e outras (LOURENÇO et al., 2020). ROTEIRO 1 AULA 4 DATA: 07/10/2023 Título da Aula: Identificação de alterações morfológicas em hemácias Esta aula teve por objetivo identificar as alterações morfológicas em hemácias. PROCEDIMENTO Primeirament ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos o potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do microscópio de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em posição de uso. Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se correspondia à superfície que continha a camada de células. Utilizando o charriot, centralizamos o meio/cauda da lâmina (região em que as hemácias estão regularmente dispersas). Focalizamos as células com a objetiva de menor aumento, utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a focalização. Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). Giramos o revólver e mudamos para a objetiva (10x), acertamos o foco com o parafuso micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área. Mudamos para a objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou quebrasse a lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o revólver, deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. Giramos novamente o revólver, mudamos para a objetiva (100x) e acertamos o foco com o parafuso micrométrico. Procuramos a região na qual as células estão bem dispersas, identificamos as alterações presentes e as possíveis alterações que poderiam estar presentes. RESULTADOS E DISCUSSÕES Essa aula prática facilitou o aprendizado, tornando o conhecimento teórico uma realidade mais próxima do aluno. Foi um momento de assimilar melhor as informações adquiridas. Aprendemos nesta aula a observar as lâminas no microscópio e identificar possíveis alterações nas hemácias. Geralmente a observação das lâminas é feita na cabeça, corpo e cauda da lâmina como mostrado na imagem abaixo. Figura 7: Leitura das lâminas de esfregaçõ sanguíneo Fonte: https://kasvi.com.br/esfregaco-de-sangue-hematologia/ O processo de identificação da amostra na lâmina preparada é muito importante, sem ele todo trabalho é inútil. Deve-se sempre focar na organização; identificação da amostra e registro dos dados correspondentes (tanto em papel como em computador) (MELO et al., 2019). Embora a maioria das alterações estruturais presentes nos eritrócitos sejam inespecíficas, fornecem ao médico clínico informações valiosas que auxiliam no diagnóstico diferencial. Por isso o Conselho Internacional de Normalização em Hematologia (ICSH) recomenda fortemente relatar e quantificar as características da morfologia dos eritrócitos presentes na distensão sanguínea (MELO et al., 2019). O termo “poiquilocitose” tem origem grega e deriva da palavra “Poikilos” que significa variado. No contexto hematológico se refere às diversas alterações morfológicas que podem ocorrer nos eritrócitos. Os poiquilócitos, ou seja, as hemácias com alterações estruturais, assumem formas variadas devido a eritropoiese inadequada e/ou durante a sua formação (MORELI, 2016). Os poiquilócitos podem ser oriundos de causas extrínsecascomo por exemplo uso de drogas, contato com substâncias químicas ou toxinas, e até mesmo forma artefatual devido à exposição ao calor, corrente de ar e pela força mecânica anormal na hora da confecção do esfregaço sanguíneo. Diante disso, é crucial ter conhecimento sobre a morfologia eritrocitária, pois além de saber interpretá-la corretamente é preciso distinguir as alterações verdadeiras das artefatuais (MORELI, 2016). Figura 8: Tipos de alterações nas hemácias Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/morfologia-das-hem%C3%A1ciaseritr%C3%B3citos-zilda- ferreira Figura 9: Alterações de células sanguíneas Fonte: Próprio autor ROTEIRO 2 AULA 4 DATA: 07/10/2023 Título da Aula: Contagem diferencial de leucócitos Esta aula teve por objetivo realizar a contagem diferencial de leucócitos. PROCEDIMENTO PARA VISUALIZAÇÃO DA LÂMINA AO MICROSCÓPIO Primeiramente ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos o potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do microscópio, de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em posição de uso. Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se correspondia à superfície que continha a camada de células. Procuramos uma região em que as hemácias estivessem dispersas e que fosse possível identificar os leucócitos com nitidez. Focalizamos as células com a objetiva de menor aumento, utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a focalização. Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). Giramos o revólver e mudamos para objetiva (10x), até acertar o foco com o parafuso micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área, mudamos para a objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou quebrasee a lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o revólver, deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. Giramos o revólver e mudamos para a objetiva (100x), acertamos o foco com o parafuso micrométrico e procuramos a região na qual as células estivessem bem dispersas. Procedemos a contagem de cem células e anotamos cada tipo encontrado. Para evitar erros de contagem (ou seja, contar a mesma célula em duplicata), adotamos o método em zigue-zague, iniciando a contagem da região do corpo do esfregaço e indo em direção à cauda identificando as alterações presentes. RESULTADOS E DISCUSSÕES A contagem diferencial de leucócitos é a contagem de 100 leucócitos em esfregaço sanguíneo, diferenciando-os segundo suas variedades morfológicas (GASPARETO, 2018). A contagem diferencial de leucócitos determina as proporções entre os diversos tipos e a presença de células imaturas. Essa informação é útil para o diagnóstico de muitas doenças, em especial infecções. Os leucócitos são produzidos na medula óssea. Protegem o corpo contra infecções e participam de reações imunológicas (GASPARETO, 2018). O exame serve para diagnosticar uma série de condições médicas, como infecções bacterianas, virais e fúngicas, alergias, doenças autoimunes e leucemias. Os valores de referência podem variar dependendo da idade, sexo e histórico médico do paciente. Embora a contagem de leucócitos seja um exame relativamente simples e seguro, é importante que o paciente siga as instruções de preparação fornecidas pelo laboratório antes do exame (SANTOS, 2022). Em resumo, a contagem de leucócitos é um exame importante para ajudar a diagnosticar uma variedade de condições médicas. É um exame relativamente simples e seguro, mas é importante seguir as instruções de preparação fornecidas pelo laboratório e interpretar os resultados com cuidado junto a um profissional qualificado (SANTOS, 2022). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA et al. Padronização de inóculo para processos fermentativos. 2016. BRANCO, A. N. C. et al. 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