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Tutoria 1.4 1- O que é o ciclo respiratório? A ventilação pulmonar consiste em inspiração (inalação, influxo de ar) e expiração (expiração de ar, e fluxo de ar); envolve a troca de ar entre a atmosfera e os alvéolos pulmonares. a inspiração possibilita o aporte de o2 para os pulmões, ao passo que a expiração possibilita a eliminação de co2 dos pulmões. A respiração externa (pulmonar) é a troca gasosa entre os alvéolos pulmonares e o sangue nos capilares pulmonares através da membrana respiratória. nesse processo, o sangue capilar pulmonar obtém o2 e perde co2. A respiração externa ou troca gasosa pulmonar consiste na difusão de oxigênio do ar nos alvéolos pulmonares para o sangue nos capilares pulmonares, bem como a difusão de dióxido de carbono no sentido oposto. a respiração externa nos pulmões converte sangue desoxigenado (com teor de o2 diminuído), proveniente das câmaras cardíacas direitas, em sangue oxigenado (saturação de o2), que retorna para o lado esquerdo do coração. enquanto o sangue flui pelos capilares pulmonares, ele capta o2 do ar alveolar pulmonar e libera co2 para o ar alveolar pulmonar. embora esse processo seja comumente chamado de “troca gasosa”, cada gás difunde-se de modo independente, da área onde sua pressão parcial é mais elevada para a área onde sua pressão parcial é mais baixa. a respiração interna (tecidual) é a troca gasosa entre o sangue nos capilares sistêmicos e as células teciduais. nessa etapa, o sangue perde o2 e capta co2. no interior das células, as reações metabólicas que consomem o2 e produzem co2 durante a produção de atp são denominadas respiração celular. O ventrículo esquerdo bombeia sangue oxigenado para a aorta, para as artérias sistêmicas e para os capilares sistêmicos. a troca de o2 e co2 entre os capilares sistêmicos e as células teciduais é denominada respiração interna ou troca gasosa sistêmica. quando o oxigênio sai da corrente sanguínea, o sangue oxigenado é convertido em sangue desoxigenado. ao contrário da respiração externa, que ocorre apenas nos pulmões, a respiração interna ocorre nos tecidos em todo o corpo. Um único ciclo respiratório consiste em uma inspiração seguida por uma expiração. Inspiração Para que o ar possa se mover para dentro dos alvéolos, a pressão dentro dos pulmões deve ser mais baixa do que a pressão atmosférica. De acordo com a lei de Boyle, um aumento no volume gera uma redução na pressão. Durante a inspiração, o volume torácico aumenta quando certos músculos esqueléticos da caixa torácica e o diafragma se contraem. Quando o diafragma contrai, ele desce em direção ao abdome. Na respiração tranquila, o diafragma move-se cerca de 1,5 cm, aumentando o volume torácico. A contração do diafragma causa de 60 a 75% da modificação do volume inspiratório durante uma respiração espontânea normal. O movimento da caixa torácica cria os 25 a 40% restantes da modificação do volume. Durante a inalação, os músculos intercostais externos e escalenos contraem e tracionam as costelas para cima e para fora. O movimento das costelas durante a inspiração tem sido comparado a uma ação de alavanca, que eleva toda a caixa torácica (as costelas movem- se para cima e para longe da coluna), e também com um movimento de alça de balde, uma vez que há um aumento da distância lateral entre as paredes do balde (as costelas movem-se para fora). A combinação desses dois movimentos amplia a caixa torácica em todas as direções. À medida que o volume torácico aumenta, a pressão diminui, e o ar flui para dentro dos pulmões. Por muitos anos, a respiração espontânea ou basal foi atribuída somente à ação do diafragma e dos músculos intercostais externos. Pensava-se que os músculos escalenos e esternocleidomastóideo eram ativos apenas durante a respiração profunda. Entretanto, dados recentes têm mudado nosso entendimento de como esses músculos acessórios contribuem para a respiração basal. Se os escalenos de um indivíduo estão paralisados, a inspiração ocorre primariamente pela contração do diafragma. A observação de pacientes com disfunções neuromusculares revelou que, embora a contração do diafragma aumente o volume torácico por movê-lo em direção à cavidade abdominal, ela também tende a puxar as costelas inferiores para dentro, trabalhando contra a inspiração. Em indivíduos normais, sabemos que as costelas inferiores se movem para cima e para fora durante a inspiração, em vez de para dentro. O fato de não haver movimento para cima e para fora das costelas em pacientes com os escalenos paralisados nos diz que, normalmente, os escalenos devem contribuir para a inspiração, levantando o esterno e as costelas superiores. Agora, veremos como as alterações da pressão alveolar (PA) mudam durante uma única inspiração. Lembre-se que a pressão atmosférica recebe o valor de 0 mmHg. Números negativos designam pressões subatmosféricas, e números positivos denotam pressões maiores do que a atmosférica. • Tempo 0. Na breve pausa entre as respirações, a pressão alveolar é igual à pressão atmosférica (0 mmHg no ponto A1) Quando as pressões são iguais, não há fluxo de ar. • Tempo 0 a 2 segundos: inspiração. Quando a inspiração inicia, os músculos inspiratórios contraem, e o volume torácico aumenta. Com o aumento do volume, a pressão alveolar diminui cerca de 1 mmHg abaixo da pressão atmosférica (⫺1 mmH ponto A2), e o ar flui para dentro dos alvéolos (ponto C1 a C2 ). A mudança do volume torácico ocorre mais rapidamente do que a velocidade do ar fluindo para dentro dos pulmões, e, assim, a pressão alveolar atinge o seu valor mais baixo no meio do processo de inspiração (ponto A2). Como o ar continua a fluir para dentro dos alvéolos, a pressão aumenta até a caixa torácica parar de expandir-se, imediatamente antes do término da inspiração. O movimento do ar continua por mais uma fração de segundo, até que a pressão dentro dos pulmões se iguala à pressão atmosférica (ponto A3) Ao término da inspiração, o volume pulmonar está no seu valor máximo no ciclo respiratório (ponto C2). ), e a pressão alveolar é igual à pressão atmosférica. Você pode demonstrar esse fenômeno realizando uma inspiração profunda e parando o movimento do seu tórax ao final da inspiração. (Não prenda a sua respiração, pois assim a abertura da faringe fecha e impede o fluxo de ar.) Se você fizer isso corretamente, vai notar que o fluxo de ar cessa após você interromper o movimento inspiratório. Esse exercício mostra que, ao final da inspiração, a pressão alveolar é igual à pressão atmosférica. Expiração Ao final da inspiração, os impulsos dos neurônios motores somáticos para os músculos inspiratórios cessam, e os músculos relaxam. A retração elástica dos pulmões e da caixa torácica leva o diafragma e as costelas para as suas posições originais relaxadas, da mesma maneira que um elástico esticado retorna ao seu tamanho original quando é solto. Devido ao fato de a expiração durante a respiração em repouso envolver a retração elástica passiva, em vez da contração muscular ativa, ela é chamada de expiração passiva. • Tempo 2 a 4 segundos: expiração. Como os volumes pulmonares e torácicos diminuem durante a expiração, a pressão de ar nos pulmões aumenta, atingindo cerca de 1 mmHg acima da pressão atmosférica (Fig. 17.9, ponto A4 ). A pressão alveolar é agora maior do que a pressão atmosférica, de modo que o fluxo de ar se inverte, e o ar move-se para fora dos pulmões. • Tempo 4 segundos. No final da expiração, o movimento de ar cessa quando a pressão alveolar novamente se iguala à pressão atmosférica (ponto A5) O volume pulmonar atinge o seu valor seu valor mínimo dentro do ciclo respiratório (ponto C3). Nesse ponto, o ciclo respiratório terminou e está pronto para ser iniciado novamente com a próxima respiração As diferenças de pressão, mostradas na Figura 17.9, aplicam-se à respiração em repouso (basal). Durante o exercício ou a respiração forçada, esse volume se tornaproporcionalmente maior. A expiração ativa ocorre durante a exalação voluntária e quando a ventilação excede 30 a 40 ciclos ventilatórios por minuto. (A taxa de ventilação normal em repouso é de 12 a 20 ciclos ventilatórios por minuto para um adulto.) A expiração ativa usa os músculos intercostais internos e os músculos abdominais (ver Fig. 17.2c), os quais não são utilizados durante a inspiração. Esses músculos são coletivamente chamados de músculos expiratórios. Os músculos intercostais internos revestem a superfície interna da caixa torácica. Quando se contraem, eles puxam as costelas para dentro, reduzindo o volume da cavidade torácica. Para sentir essa ação, coloque as mãos em sua caixa torácica, sopre vigorosamente o ar para fora dos seus pulmões o máximo que puder e observe o movimento das suas mãos à medida que você faz isso. Os intercostais internos e os intercostais externos funcionam como grupos de músculos antagonistas (p. 379) para alterar a posição e o volume da caixa torácica durante a ventilação. O diafragma, entretanto, não possui músculos antagonistas. Em vez disso, os músculos abdominais contraem durante a expiração ativa para suplementar a atividade dos intercostais internos. A contração abdominal puxa as costelas inferiores para dentro e diminui o volume abdominal, ações que deslocam o intestino e o fígado para cima. As vísceras deslocadas empurram o diafragma para cima, para dentro da cavidade torácica, e o volume do tórax diminui passivamente ainda mais. A ação dos músculos abdominais durante a expiração forçada é o motivo pelo qual os instrutores de aeróbica dizem a você para soprar o ar para fora quando levanta a cabeça e os ombros durante os exercícios abdominais. O processo ativo de soprar o ar para fora ajuda a contrair os abdominais, os mesmos músculos que você está tentando fortalecer. Qualquer doença neuromuscular que enfraqueça os músculos esqueléticos ou lesione seus neurônios motores pode afetar a ventilação. Com a diminuição da ventilação, menos ar “novo” entra nos pulmões. Além disso, a perda da habilidade de tossir aumenta o risco de pneumonia e de outras infecções. Exemplos de doenças que afetam o controle motor da ventilação incluem a miastenia grave (p. 256), uma doença em que os receptores de acetilcolina das placas motoras dos músculos esqueléticos são destruídos, e a poliomielite, uma doença viral que paralisa os músculos esqueléticos. Pressão intrapleural A pressão intrapleural varia durante o ciclo respiratório. No início da inspiração, a pressão intrapleural é de cerca de 3 mmHg. À medida que a inspiração prossegue, a membrana pleural e os pulmões acompanham a expansão da caixa torácica devido a interações com o líquido pleural, porém o tecido pulmonar elástico resiste a ser estirado. A tendência de os pulmões ficarem o mais distante possível da caixa torácica faz a pressão intrapleural se tornar ainda mais negativa. Como esse processo é difícil de se visualizar, voltaremos à analogia da seringa cheia de água com a agulha conectada. Você pode puxar o êmbolo um pouco para fora sem muito esforço, mas a coesividade da água torna difícil puxar mais o êmbolo. A quantidade aumentada de trabalho que você aplica tentando puxar o êmbolo para fora é comparada com o trabalho que os seus músculos inspiratórios devem fazer quando eles contraem durante a inspiração. Quanto mais profunda a respiração, mais trabalho é necessário para estirar o tecido elástico pulmonar. No final de uma inspiração tranquila, quando. No final de uma inspiração tranquila, quando os pulmões são totalmente expandidos, a pressão intrapleural cai para aproximadamente 6 mmHg. Durante o exercício, ou outras inspirações vigorosas, a pressão intrapleural pode alcançar 8 mmHg, ou menos. Durante a expiração, a caixa torácica retorna à sua posição de repouso. Os pulmões deixam a sua posição de estiramento, e a pressão intrapleural retorna ao seu valor normal de cerca de ⫺3 mmHg (ponto B3) Observe que a pressão intrapleural nunca se equilibra com a pressão atmosférica, pois a cavidade pleural é um compartimento fechado. 2- Como é controlado o sistema respiratório O controle se dá por meio do tronco encefálico, que se divide nas seguintes áreas e funções: • dorsal -> inspiração. • ventral -> expiração. • pneumotáxico -> ritmo. Observação: o controle modulado se dá por meio dos mecanismos de músculo esquelético (SN Somático). • Quimiorreceptores- pressão, ph, íons ht (região central), quantidade de O (região periférica) e Co2 Controle neural da respiração A função do sistema respiratório é assistida por centros neurais no bulbo cerebral, os quais controlam o ritmo ventilatório. A ventilação (movimento de inspiração e expiração) é um fenômeno automático, podendo, porém, ser modulado por nossa vontade. Contudo, sabemos que ninguém consegue cometer suicídio prendendo a respiração, e que, se ficarmos imersos em água, mesmo sabendo que inspirar água é fatal, acabamos inspirando e nos afogados. Isso ocorre porque o sistema nervoso autônomo (SNA) assume o controle absoluto da respiração em situações extremas, passando por cima da nossa vontade. ➢ Mecanismo de controle: Diversos receptores, tanto nos pulmões como em locais estratégicos do leito arterial e mesmo no centro respiratório, comunicam o atual estado da PO2, da PCO2 e do PH do sangue ao centro respiratório bulbar, o qual estabelece os padrões respiratórios fisiológicos conforme as necessidades. ➢ Musculatura: A musculatura que produz os movimentos ventilatórios, é estriada esquelética, sendo inervada por motoneurônios medulares sediados no corno anterior da substância cinzenta da medula espinal. Esse motoneurônios recebem comando do centro respiratório bulbar e também dos centros corticais. Centro respiratório O componente autônomo da ventilação é gerado e controlado por um conjunto de núcleos que se estende ao longo do tronco cerebral, da ponte até a base do bulbo. A estrutura funcional do centro respiratório é descrita de um ponto de vista panorâmico, composto por quatro grupos de núcleos pontinos e bulbares. Grupo respiratório dorsal Localizado bilateralmente na porção inferior da ponte e ao longo do bulbo, seus neurônios geram o ritmo respiratório, controlando o principal músculo da inspiração: o diafragma. Ele é chamado também de centro inspiratório, pois nele se encontra a maior parte dos neurônios responsáveis pelo controle da ventilação. Ao GRD chegam informações dos mecanorreceptores dos pulmões e das vias respiratórias inferiores, bem como dos corpos aórticos e dos corpos carotídeos que veiculam informações sobre as condições bioquímicas do meio interno, principalmente o pH, a PO2 e a PCO2. Essas informações são veiculadas pelos nervos vago e glossofaríngeo. ➢ Corpos aórtico e carotídeos são conjuntos de quimiorreceptores presentes na artéria aórtica e no bulbo carotídeo, respectivamente. ➢ A gênese do ritmo respiratório ocorre da GRD. As primeiras evidências deste fato foram observadas quando foi realizada uma secção transversal separando a ponte e o bulbo do restante do encéfalo. Nessa situação, o ritmo respiratório se mantém e ainda é capaz de adaptar-se a variações do meio interno. Com uma secção que separe a ponte do bulbo manifesta-se um ritmo respiratório bastante irregular. Rampa inspiratória: alguns neurônios do GRD são responsáveis por um ritmo de potenciais de ações espontâneos, de frequência crescente, que dura cerca de 2s, cessando abruptamente ao longo dos 3s seguintes. Essa atividade, garante uma inspiração inicialmente suave, que se torna progressivamente mais intensa, até ser interrompida para que ocorra a expiração espontânea. Grupo respiratório ventral Um conjunto também bilateral de grupamentos neuronais reúne alguns núcleos justapostos, localizados ventralmente do bulbo. Seus neurônios conectam-se a músculos inspiratórios e expiratóriossituados na parede torácica e no diafragma, além de também inervarem músculos acessórios da ventilação (os músculos da cintura escapular, os músculos cervicais e a parede abdominal), utilizados em situações extremas. Quando em atividade, esses neurônios emitem fibras colaterais que inibem o GRD. O grupo respiratório ventral é conhecido como centro expiratório, uma vez que provê inervação para os músculos que produzem a expiração forçada. Todavia, esse grupo está relacionado com a ventilação em situações extremas (como hipoxia, acidez o sangue ou exercício extenuante) que exigem expirações forçadas a fim de mobilizar grandes volumes de gases (O2 e/ou CO2) Grupo respiratório da ponte É uma formação neuronal localizada na região ventral da ponte, também conhecida como centro pneumotáxico. Está relacionada com modulação do ritmo respiratório mediante ajuste fino da rampa inspiratória (por meio do centro apnêustico) e mediante modulação do GRV. Assim, como o GRD, o GRP recebe aferências de mecanorreceptores do pulmão. Centro apnêustico O centro apnêustico consiste em formação neurais mal definidas na porção inferior na ponte, que provavelmente estão envolvidas na modulação da duração da rampa inspiratória e do período de inatividade dos neurônios do GRD. Lesões das conexões do CA com o GRP produzem uma inspiração sustentada e profunda, intercalada por curtos e raros períodos de expiração. Sinalização periférica para controle da respiração A frequência respiratória e a amplitude dos movimentos ventilatórios são moduladas com base no estado do sistema respiratório e do meio interno. Tantos estímulos mecânicos de distensão do parênquima pulmonar, das vias respiratórias e da musculatura respiratória quanto informações sobre a composição química do sangue e do liquor constituem sinais suficientes para os delicados sistemas de feedback calibrarem a atividade respiratória, objetivando preservar a homeostase. • As informações químicas referem-se ao estado do meio interno, enquanto as informações mecânicas se referem ao estado do aparelho respiratório. • Estas duas modalidades de informação são processadas nas diversas estações do centro respiratório para que a resposta ideal seja executada (a precisão é absoluta) Principais reflexos neurais que modulam o comportamento ventilatório do sistema respiratório 1- Receptores no aparelho respiratório 2- Receptores nos sistemas muscular e articular 3- Quimiorreceptores centrais e periféricos Receptores no aparelho respiratório Os pequenos bronquíolos e os alvéolos pulmonares são estruturas muito delicadas e, para protegê-las contra lesões, diversos receptores sensíveis ao estiramento dessas estruturas estão presentes no aparelho respiratório. • O reflexo de Hering-Breuer de insuflação promove uma redução da amplitude e da frequência respiratórias caso ocorra distensão das paredes dos pequenos bronquíolos. • O reflexo de Hering-Breuer de deinsuflação, promove aumento da frequência respiratória quando ocorre rápido esvaziamento dos pulmões (como acontece no pneumotórax). Esse reflexo é causado por redução volumétrica do pulmão e foi deflagada pelos receptores J (justacapilares), encontrados no fino interstício dos septos alveolares e nas paredes dos seus capilares. • Os receptores J também parecem responder à elevação do fluxo sanguíneo e a elevações da pressão capilar pulmonar (como ocorre na insuficiência cardíaca), aumento a frequência respiratória. Outros fenômenos reflexos desencadeados diretamente nos aparelhos respiratório, como o espirro e a tosse, são mediados por receptores na mucosa das vias a partir da cavidade nasal. Alguns receptores para substâncias irritantes promovem broncoconstrição, tosse e aumento da frequência respiratória. Acúmulo de muco e corpos estranhos produzem reflexo de espirro ou tosse para limpar a árvore respiratória. Receptores nos sistemas muscular e articular Receptores para distensão muscular, receptores articulares e nociceptores (superficiais e profundos) produzem exacerbação da frequência respiratória. Situações que cursam com incremento da atividade articular ou muscular (como o exercício físico) promovem um expressivo aumento do metabolismo, o qual produz maior demanda da função cardiorrespiratória para a manutenção da homeostase. Quimiorreceptores centrais e periféricos O estado bioquímico do meio interno (pressão dos gases e pH) são, de longe, os mais importantes moduladores da ventilação pulmonar. Por intermédio de receptores in situ ou de receptores no leito arterial (corpos carotídeos e aórticos), o centro respiratório é muito sensível às variações de PO2 e PCO2 e ao pH. Existem quimiorreceptores centrais, na área quimiossensíveis da ponte, que detectam a acidez do liquor, bem como a quantidade de gás carbônico contida no liquor e no sangue. Sabe-se que a área quimiossensível da ponte é o principal sensor do meio interno que norteia o controle da respiração. Já foi afirmado que o transporte de CO2 no sangue se da, principalmente, em forma de bicarbonato (ou seja, ácido carbônico dissociado em bicarbonato e hidrogênio). Logo, uma elevação dos níveis de CO2 no sangue gera uma proporcional redução do pH em virtude de uma maior formação de H2CO3. No entanto, mudanças no pH do sangue têm influência menor e mais lenta sobre a área quimiossensível, pois os hidrogênios no sangue, ao contrário do CO2 não passam pela barreira hematoencefálica. Logo, apenas os hidrogênios contidos no liquor (formados a partir do CO2 que atravessou a barreira) estimulam diretamente a região quimiossensível. As respostas ao pH do sangue e às alterações da PO2 são mediadas principalmente por receptores periféricos, nos corpos carotídeos e aórticos. ➢ Os receptores centrais são sensíveis à PCO2 do sangue. ➢ Os receptores periféricos são sensíveis à PO2 e ao pH do sangue. 3- O que é a insuficiência pulmonar? e quais seus sintomas. (causa e consequência) A insuficiência respiratória é um distúrbio no qual o nível de oxigênio no sangue fica perigosamente baixo ou o nível de dióxido de carbono no sangue fica perigosamente alto. A insuficiência respiratória aguda é definida como uma diminuição na pressão arterial de oxigênio (PaO2) a menos de 60 mmHg (hipoxemia) e uma elevação na pressão arterial de gás carbônico para valores superiores a 50 mm Hg (hipercapnia), com um pH inferior a 7.35 Pode ser: • Hipoxêmica- baixo O2 • Hipercábia- muita concentração de Co2 A insuficiência respiratória é um distúrbio no qual o nível de oxigênio no sangue fica perigosamente baixo ou o nível de dióxido de carbono no sangue fica perigosamente alto. A insuficiência respiratória aguda é definida como uma diminuição na pressão arterial de oxigênio (PaO2) a menos de 60 mmHg (hipoxemia) e uma elevação na pressão arterial de gás carbônico para valores superiores a 50 mm Hg (hipercapnia), com um pH inferior a 7.35. É importante distinguir a insuficiência respiratória aguda e crônica. A insuficiência respiratória crônica é definida como a deterioração da função da troca gasosa do pulmão que se desenvolveu insidiosamente ou que tem persistido por um longo período após um episódio de insuficiência respiratória aguda. A ausência de sintomas agudos e a presença de acidose respiratória sugere a cronicidade da insuficiência respiratória. Duas causas de insuficiência respiratória crônica são a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças neuromusculares. Pacientes com estes distúrbios desenvolvem a tolerância a uma piora gradual da hipoxemia e da hipercapnia. Fisiopatologia Na insuficiência respiratória aguda os pulmões são incapazes de realizar as trocas gasosas de forma adequada, e há vários mecanismos envolvidos nesse processo. A troca gasosa adequada depende do funcionamento de diferentes etapas relacionadas a diferentes componentes do sistema respiratório. • Ventilação: É o processo responsávelpela renovação do gás alveolar, resulta de um uma ação integrada entre o centro respiratório, localizado no sistema nervoso central, vias nervosas que inervam os músculos respiratórios, caixa torácica (estrutura osteomuscular) e os pulmões. Alterações na ventilação levam ao prejuízo do aporte de oxigênio e eliminação de CO2 e podem ocorrer em situações que provoquem alteração da elasticidade pulmonar (ex: enfisema), obstrução alveolar (ex: asma), modificações na expansibilidade pulmonar (presença de secreção, tumor ou fibrose na parece alveolar) ou ainda diminuição da frequência respiratória (acometimento do sistema nervoso, deformidades da caixa torácica e/ou músculos respiratórios). • Perfusão: Os pulmões são bastante irrigados pela corrente sanguínea, sendo que os pequenos vasos são os responsáveis pela sua atividade funcional, ou seja, pelas trocas gasosas. A perfusão pulmonar pode ser alterada por obstrução do vaso sanguíneo (doenças tromboembólicas, por exemplo), redução dos capilares pulmonares (enfisema) • Relação ventilação/perfusão: Para que as trocas gasosas se processem adequadamente, deve haver uma relação adequada entre os alvéolos ventilados e a perfusão dos capilares correspondentes. Ou seja, os valores finais da PaCO2 e da PaO2 resultam de interações entre a ventilação alveolar e o fluxo sanguíneo, sendo que a relação V/Q é maior nos ápices pulmonares. O espaço morto pulmonar é caracterizado por alvéolos ventilados, mas não perfundidos, já a situação oposta é chamada de shunt, ou seja, quando há alvéolos não ventilados, mas perfundidos adequadamente. As alterações na relação V/Q são as causas mais comuns de distúrbios das trocas gasosas. Quadros graves de hipoxemia arterial, a qual é caracterizada pela baixa concentração de oxigênio arterial, como ocorre em pneumonias extensas, é consequência da presença de áreas de shunts • Difusão: Essas etapas são imprescindíveis à respiração adequada e qualquer condição que interfira nestas etapas pode provocar insuficiência respiratória aguda. Causas Nível baixo de oxigênio (insuficiência respiratória hipoxêmica): Uma causa comum de insuficiência respiratória hipoxêmica é uma anormalidade do tecido pulmonar, como a síndrome da angústia respiratória aguda, pneumonia grave, excesso de líquido nos pulmões (por exemplo, causado por insuficiência cardíaca ou insuficiência renal) ou fibrose pulmonar. Essas anormalidades comprometem a habilidade dos tecidos pulmonares em absorver oxigênio do ar. A insuficiência respiratória hipoxêmica também pode ocorrer se o fluxo sanguíneo nos pulmões se tornar anormal, como acontece quando um coágulo de sangue bloqueia uma artéria pulmonar (embolia pulmonar). Essa doença não compromete a habilidade dos tecidos pulmonares em absorver oxigênio, mas sem o fluxo sanguíneo para uma parte dos pulmões, o oxigênio não pode ser adequadamente extraído do ar. Níveis altos de dióxido de carbono (insuficiência respiratória hipercárbica): Na insuficiência respiratória hipercárbica, o nível de dióxido de carbono fica alto demais, porque algo está impedindo que a pessoa respire normalmente. Exemplos comuns incluem: 1- Níveis baixos de hormônio tireoidiano (hipotireoidismo) 2- Apneia do sono 3- Sedação por overdose de opioides ou álcool 4- Bloqueio ou estreitamento das vias aéreas 5- Lesão pulmonar 6- Lesão dos ossos e tecidos ao redor dos pulmões 7- Fraqueza dos músculos que normalmente inflam os pulmões 8- Hipotireoidismo, apneia do sono e uma overdose de opioides ou álcool diminuem o reflexo inconsciente que leva a pessoa a respirar. O bloqueio ou estreitamento das vias aéreas pode ser o resultado de certas doenças (como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica) bem como de objetos estranhos inalados. Uma lesão no tórax ou pulmões, bem como fraqueza dos músculos do tórax (por exemplo, em pessoas com miastenia grave, síndrome de Guillain-Barré ou esclerose lateral amiotrófica [ELA]), podem inibir a respiração e causar insuficiência respiratória hipercárbica. Observação: Pessoas que não respiram adequadamente também podem ter um baixo nível de oxigênio, mas se não tiverem um distúrbio no tecido pulmonar não são consideradas como tendo insuficiência respiratória hipoxêmica. • Níveis altos de dióxido de carbono tendem a tornar o sangue mais acídico e causam anormalidades na química do corpo. Consequências A hipoxemia pode manifestar-se tão somente como alteração do estado de consciência (confusão, sonolência, coma), convulsões, mioclonias, taquicardia ou hipotensão. A hipercapnia pode causar: 1- Alterações do sistema nervoso central, como cefaleias, lentificação, letargia, sonolência, ansiedade, confusão, narcose, psicose, convulsões, coma; 2- Disfunção neuromuscular que pode manifestar-se como fraqueza muscular, hiporreflexia, asterixis, tremor, convulsões; 3) alterações cardiovasculares incluindo a taquicardia e hipertensão. 3- Quando a hipercapnia se associa à acidose respiratória podem surgir disritmias cardíacas, instabilidade hemodinâmica e alteração marcada do estado de consciência. 4- Como o cigarro afeta sistema respiratório A fumaça do tabaco contém muitos gases potencialmente tóxicos, incluindo monóxido de carbono, detectado sob a forma de carboxie-moglobina no sangue, e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que causam mutações genéticas frequentemente encontradas em cânceres primários de pulmão. A fumaça de cigarro acelera a perda normal de função pulmonar relacionada à idade e constitui a principal causa de DPOC. Essa fumaça também diminui a função ciliar epitelial e o transporte mucociliar, mas estimula a hiperplasia das células caliciformes, o que contribui para o surgimento de tosse matinal característica e a expectoração excessiva de escarro, sofridos pelos fumantes habituais. Um metabólito tóxico da nicotina é capaz de reduzir de maneira significativa o batimento ciliar de células epiteliais e indução de apoptose dessas células ciliadas Estudos têm demonstrado alterações morfológicas no epitélio de todo o trato respiratório com espessamento das vias aéreas e inflamação submucosa com infiltrado neutrofílico e de células inflamatórias mononucleares. Provoca a paralisia nos cílios dos brônquios e o acúmulo de um muco cheio de pus nos pulmões resulta em obstrução das vias aéreas, ocasionando tosse dolorosa e dificuldades respiratórias agonizantes. Condição que inclui a bronquite crônica e o enfisema pulmonar em curto período, pode acarretar reações alérgicas, rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma Em adultos expostos por longos períodos, o tabagismo passivo pode levar ao infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e DPOC (enfisema pulmonar e bronquite crônica) 5- Como funciona o processo de hematose A hematose é um mecanismo de trocas gasosas que ocorre nos alvéolos pulmonares. Esse processo é fundamental para garantir o transporte de oxigênio pelo corpo e a remoção do gás carbônico. A hematose acontece quando o oxigênio proveniente da respiração pulmonar chega aos alvéolos pulmonares. Nesse local, o oxigênio difunde-se para o sangue presente nos capilares à sua volta e o gás carbônico presente no sangue dos capilares difunde-se para o interior dos alvéolos (trocas gasosas). Um princípio físico chamado de difusão permite essa troca através da membrana: assim o oxigênio (O2) que estava em grande quantidade dentro do alvéolo passa para as hemácias, sendo transportado para o corpo, e o dióxido de carbono (CO2), em grande quantidade na hemácia, passa para o alvéolo para ser eliminado durante a fase expiratória da ventilação. A respiração é o fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões. Uma vez que o ar atinge os alvéolos, os gases individuais, como oxigênio e o CO2, difundem-se do espaço alveolar para a corrente sanguínea. Lembre-se que a difusão é o movimento de uma molécula de uma região de maior concentração para uma demenor concentração. Quando pensamos nas concentrações de soluções, as unidades, como moles/litro e miliosmoles/litro, nos vêm à mente. No entanto, os fisiologistas comumente expressam as concentrações de gases no plasma de acordo com a sua pressão parcial, a fim de estabelecer a existência ou não de um gradiente de pressão entre os alvéolos e o sangue. Os gases movem-se de regiões de maior pressão parcial para regiões de menor pressão parcial. A FIGURA 18.2 mostra as pressões parciais do oxigênio e do CO2 no ar, nos alvéolos e no interior do corpo. A alveolar normalmente ao nível do mar é de 100 mmHg. A do sangue venoso ao entrar no pulmão é de cerca de 40 mmHg. O oxigênio, portanto, move-se a favor do seu gradiente de pressão parcial (concentração), dos alvéolos para os capilares. A difusão tenta manter a homeostasia e, assim, a PO2 do sangue arterial que deixa os pulmões é a mesma que a dos alvéolos: 100 mmHg Quando o sangue arterial alcança os capilares teciduais, o gradiente é invertido. As células usam continuamente o oxigênio para a fosforilação oxidativa. Nas células de uma pessoa em repouso, a PO2 intracelular média é de 40mmHg, O sangue arterial que chegas as células tem uma PO2 de 100mmHg. Devido a uma menor PO2 nas células, o oxigênio difunde-se a favor do gradiente de pressão parcial, ou seja, do plasma para as células. Mais uma vez, a difusão ocorre até o seu equilíbrio. Como resultado, o sangue venoso tem a mesma PO2 que as células. Por outro lado, a PCo2 é mais elevada nos tecidos do que no sangue capilar sistêmico, devido à produção elevada de Co2 durante o metabolismo celular. A PCo2 intracelular em uma pessoa em repouso é cerca de 46mmHg, comparada à PCo2 arterial, que gira em torno de 40mmHg. Essa diferença faz o CO2, se difundir para fora das células, em direção aos capilares. A difusão ocorre até o equilíbrio, fazendo a PCo2 média do sangue venoso sistêmico girar em torno de 46mmHg. Nos capilares pulmonares, o processo é inverso. O sangue venoso trazendo o Co2 das células tem uma PCo2 de 46mmHg, comparada a PCo2 de 46mmHg. A PCo2 alveolar é de 40mmHg. Devido ao fato de PCo2 no sangue venoso ser mais elevada que a PCo2 alveolar, o Co2, move-se dos capilares para os alvéolos. Quando o sangue sai da circulação pulmonar, ele tem uma PCo2 de 40mmHg idêntica a dos alvéolos. 6. Como funciona o equilíbrio ácido-base do sistema respiratório Para que ocorra estabilidade no meio interno, o pH do sangue arterial não pode sair muito da faixa de 7,35 a 7,45. Valores abaixo de 7,0 são críticos, e abaixo de 6,8 são incompatíveis com a vida. Em condições normais, o sangue arterial apresenta os seguintes parâmetros: PO2 = 100 mmHg; PCO2 = 40 mmHg, concentração de HCO3– (bicarbonato) de cerca de 24 mEq/l e pH de 7,35 a 7,45. Os pulmões são úteis na defesa contra um excesso de íons H+, pois o H+ liga-se ao bicarbonato e forma H2CO3. Esse ácido carbônico, nos capilares pulmonares, é quebrado em água e gás carbônico, o qual é eliminado por ocasião da expiração. Assim, a eliminação pulmonar de CO2 indiretamente ajuda a eliminar íons hidrogênio (ácidos) em excesso. Imagine uma situação em que a hematose esteja prejudicada (p. ex., por um edema pulmonar ou simplesmente por redução da ventilação nos pulmões). Os níveis de CO2 no sangue vão subir e, com isso, a concentração de H2CO3 (ácido carbônico) também vai aumentar. Logo, o pH do sangue vai diminuir. Geralmente nessas situações, causadas por hipoventilação alveolar, pode ocorrer também uma redução da PO2. Esse fenômeno é chamado de acidose respiratória. – Pressão parcial de O2 dissolvida no sangue O equilíbrio acidobásico (também denominado homeostasia do pH) é uma das funções essenciais do corpo. O pH de uma solução é medido como sua concentração de H+. O pH normal do corpo é de 7,4, ligeiramente alcalino. Uma mudança de 1 unidade de pH representa uma mudança de 10 vezes na concentração de H+ Ganho de ácidos: Ganho de ácidos. Muitos produtos do metabolismo e alimentos são ácidos orgânicos que se ionizam e contribuem para a liberação de H+ nos fluidos corporais. Exemplos de ácidos orgânicos incluem aminoácidos, ácidos graxos, intermediários do ciclo do ácido cítrico e o lactato produzido pelo metabolismo anaeróbio. A produção metabólica de ácidos orgânicos a cada dia gera uma quantidade significativa de H+, a qual precisa ser excretada para a manutenção do balanço de massas. • Sob circunstâncias extraordinárias, a produção de ácidos orgânicos metabólicos pode aumentar significativamente e gerar uma crise. Por exemplo, diversas condições anaeróbias graves, como choque circulatório, produzem tanto lactato que os mecanismos homeostáticos não conseguem realizar a sua excreção, resultando em um estado de acidose láctica. No diabetes melito, o metabolismo anormal de gorduras e aminoácidos produz ácidos fortes, chamados de cetoácidos. • A maior fonte diária de acidose a produção de Co2 durante a respiração aeróbia. O dióxido de carbono não é um ácido, uma vez que não possui nenhum átomo de hidrogeno. Entretanto, o Co2 oriundo da respiração combina-se com a água para formar ácido carbônico, que se dissocia em H+ e no íon bicarbonato HCo3- Ganho de bases: a fisiologia ácido-base concentra-se no ácido por que nossa dieta e nosso metabolismo tem poucas fontes significativas de bases. Os desequilíbrios acidobásicos decorrentes do excesso de acido são mais comuns do que os que ocorrem por excesso de base. Por isso, o nosso corpo utiliza mais recursos para a remoção de excesso de ácidos. Homeostasia do pH Existem três mecanismos: (1) tampões, (2) ventilação e (3) regulação da função renal de H+ e HCO3-. Os tampões são a primeira linha de defesa, sempre presentes e esperando para impedir grandes oscilações do pH. A ventilação, a segunda linha de defesa, é uma resposta rápida regulada reflexamente que pode controlar cerca de 75% dos distúrbios do pH. A linha final de defesa fica com os rins. Eles são mais lentos do que os tampões e os pulmões, mas são muito eficientes ao enfrentar qualquer distúrbio de pH restante, sob condições normais Sistemas de tampões Um tampão é uma molécula que atenua, mas não previne, alterações no pH através da sua combinação com H+ ou da liberação desse íon. Na ausência de tampões, a adição de ácido a uma solução causa uma grande mudança no seu pH. Na presença de um tampão, a mudança de pH é moderada ou pode ser até imperceptível. Devido à produção de ácidos ser o maior desafio para a manutenção da homeostasia do pH, a maioria dos tampões fisiológicos se combina com o H+. Os tampões são encontrados dentro da célula e no plasma. Tampões intracelulares incluem proteínas células, os íons fosfato e a hemoglobina. A hemoglobina nos eritrócitos tampona o H+ produzido pela reação do Co2 com a H2O. Cada íon H+ tamponado pela hemoglobina deixa um íon bicarbonato no interior do eritrócito. Esse HCO3- pode, então, deixar o eritrócito em troca por um íon Cl- plasmático, o desvio de cloreto. Relação entre CO2, HCO3-e H+ no plasma: 1. Se existe um aumento nos níveis de Co2, a equação desloca-se para a direita criando uma molécula de H+ e outra de HCo3- a partir de cada Co2 e água Uma vez que um novo equilíbrio é alcançado, tanto os níveis de H+ como os de HCo3- aumentam. A adição de H+ torna a solução mais ácida e reduz seu pH. Na reação, não importa que uma molécula de bicarbonato também tenha sido produzida, por que o HCo3- atua como um tampão apenas quando ele se liga ao H+ e forma ácido carbônico (quando a reação está no equilíbrio como mostrado, o HCo3- não se combina com o H+ 2- Se H+ é adicionado ao plasma a partir de uma fonte metabólica. A adição de H+ quebra o equilíbrio, a adição de uma molécula do lado direito deslocaram a equação para o lado esquerdo. Agora, o HCo3- plasmático pode atuar como um tampão e se ligar a alguns íons H+ adicionado, convertendo parte do H+ adicionado e dotampão bicarbonato a Co2 e H2O Ventilação O aumento da ventilação recém-descrito é uma compensação respiratória para a acidose. A ventilação e o equilíbrio acidobásico são intimamente relacionados, como mostra a equação Mudança na ventilação podem corrigir alterações no equilíbrio acidobásico, mas também podem causa-las. Devido ao equilíbrio dinâmico entre Co2 e o H+, qualquer mudança na PCo2 plasmática afeta tanto o H+ quanto o HCo3- no sangue 1- Hipoventilação: se uma pessoa hipoventila a PCo2 aumenta, a equação desloca-se para a direita, mais ácido carbonicarbonico é formado e a concentração de H+ sobe gerando um estado de acidose 2- Hiperventilação: se uma pessoa hiperventila, eliminando o CO2 e consequentemente reduzindo a PCo2 plasmática, a equação desloca-se a esquerda, o que significa que o H+ de combina com o HCo3-, formando Co2+ H2O, reduzindo a concentração de H+ (aumenta o pH) Reflexos ventilatórios O corpo utiliza a ventilação como mecanismo homeostático para o ajuste do pH apenas se um estimulo associado ao pH desencadeia a resposta reflexa. Dois estímulos podem fazer isso H+ e Co2. A ventilação é afetada diretamente pelos níveis plasmáticos de H+ principalmente devido a ativação dos quimiorreceptores no corpo carotídeo (localizados nas artérias carótidas, juntamente com receptores sensíveis ao oxigênio e a pressão arterial) um aumento na contração plasmática de H+ estimula quimiorreceptores que sinaliza para os centros bulbares de controle respiratório aumentarem a ventilação. O aumento da ventilação alveolar permite aos pulmões excretarem mais Co2 e converterem H+ em Co2 + H2O. Os quimiorreceptores centrais do bulbo não podem responder diretamente as mudanças de pH no plasma, uma vez que o H+ não atravessa a barreira hematoencefálica. Entretanto, mudanças no pH alteram a PCo2 e o Co2 estimula os quimiorreceptores centrais. O controle dual da ventilação por meio de quimiorreceptores centrais e periféricos ajuda o corpo a responder rapidamente a mudanças no pH ou no Co2 do plasma. 6- Qual o mecanismo de ação dos broncodilatadores Broncodilatadores agem através de seu efeito direto relaxante sobre a célulo muscular lisa. Eles pertencem a três classes farmacológicas: agonistas dos receptores ẞ2-adrenérgicos, metilxantinas e antagonistas muscarinicos (ou anticolinérgicos inalatórios). Quando usados pela via inalatória, os beta 2 agonistas e os antagonistas muscarinicos têm ação mais rápida com menos efeitos sistêmicos. Os broncodilatadores de ação rápida são mais usados no tratamento de alívio dos sintomas agudos, enquanto os de ação prolongada são melhor usados no tratamento de manutenção. Os 82-agonistas são os broncodilatadores mais usados no tratamento da asma. Os anticolinérgicos têm início de ação mais lento e menos efeito sobre a função pulmonar, quando comparados aos beta 2 agonistas, sendo mais usados no tratamento de portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O emprego das metilxantinas no tratamento regular é limitado por seus efeitos tóxicos potencialmente perigosos. Os B2-agonistas de curta e de longa duração, junto com os corticosteroides inalatórios, constituem o pilar terapêutico do asma nos doentes com asma mal controlada com o uso isolado de corticosteróide inalatório. Broncodilatadores agem através de seu efeito direto relaxante sobre a célula muscular lisa. Eles pertencem a três classes farmacológicas: agonistas dos receptores β2-adrenérgicos, metilxantinas (efeitos tóxicos) e antagonistas muscarínicos (ou anticolinérgicos inalatórios). Beta 2 agonistas: Aos agonistas dos receptores B2, adrenérgicos são os broncodilatadores mais usados no tratamento do asmático. Os B2 agonistas são potentes broncodilatadores, também chamados de broncodilatadores de resgate, e podem ser administrados pelas vias inalatória ou intravenosa. Sendo a primeira a preferida, devido ao efeito mais rápido. A ação broncodilatadora dos β2-agonistas se dá através da ativação do receptor β2-adrenérgico (Rβ2A) acoplado à proteína G na superfície celular. A ativação desse receptor leva ao aumento da atividade da adenilciclase, enzima que catalisa a conversão do ATP em AMPc. Esse último se liga na unidade regulatória da proteína quinase A, promovendo a liberação de sua unidade catalítica que causa fosforilação de um grande número de proteínas alvo, relaxando o músculo liso peribrônquico. O AMPc inibe a liberação de cálcio dos depósitos intracelulares e reduz o influxo de cálcio através da membrana, auxiliando o relaxamento da musculatura lisa e a broncodilatação (4). A ativação do Rβ2A também potencializa a atividade anti-inflamatória dos glicocorticosteroides, aumentando a translocação do receptor de glicocorticosteroide do citoplasma para o núcleo da célula Agentes antimuscarínicos: Essa classe age por meio da inibição da acetilcolina nos receptores muscarínicos bloqueando assim a contração da musculatura lisa das vias aéreas e bloqueando também a secreção do muco em resposta a atividade vagal. ( Metilxantina: O mecanismo de ação dessa classe de fármaco é o efeito broncodilatador pela inibição da fosfodiesterase que leva ao acúmulo de AMPc que por sua vez leva ao relaxamento do músculo liso. Outro mecanismo proposto é a inibição dos receptores de adenosina na superfície celular. 1- Músculo liso: estimula a broncodilatação. Inibem a liberação de histamina. 2- Músculo esquelético: intensificam as contrações do músculo esquelético e exercem efeitos na melhora da contratilidade do diafragma (melhora a resposta ventilatória a hipóxia e a diminuição de dispneia). 7- O que é DPOC? E quais os tratamentos farmacológicos e não farmacológicos A DPOC envolve duas condições principais: 1- Bronquite crônica: na bronquite crônica, há inflamação e aumento da produção de muco nas vias aéreas, o que leva à obstrução do fluxo de ar. isso é devido à irritação crônica das vias aéreas pelo fumo ou outras substâncias irritantes. 2- Enfisema: o enfisema é caracterizado pela destruição dos alvéolos pulmonares, que são pequenos sacos de ar nos pulmões onde ocorre a troca gasosa. a exposição prolongada a substâncias irritantes, como o tabaco, pode causar a quebra das paredes dos alvéolos, reduzindo a superfície disponível para troca de oxigênio e dióxido de carbono. Os principais mecanismos fisiopatológicos da DPOC incluem: • Inflamação crônica: a exposição contínua a substâncias irritantes, como fumo ou poluição do ar, leva a uma resposta inflamatória crônica nas vias aéreas e nos pulmões. • Hiperreatividade das vias aéreas: a inflamação e a produção excessiva de muco nas vias aéreas resultam em hiperreatividade das vias aéreas, tornando-as mais propensas a contrair e se obstruir, dificultando a passagem do ar. • Perda de elasticidade pulmonar: no enfisema, a destruição dos alvéolos reduz a elasticidade dos pulmões, tornando-os menos eficazes na expiração do ar viciado. Sintomas da DPOC: os sintomas da DPOC podem variar em gravidade, mas os mais comuns incluem: 1- Dispneia (falta de ar): a dispneia é o sintoma mais característico da dpoc, muitas vezes ocorrendo inicialmente durante atividades físicas e, em estágios avançados, mesmo em repouso. 2- Tosse crônica: a tosse é persistente e frequentemente produtiva, com a expectoração de muco espesso e viscoso. 3- Produção excessiva de muco: as vias aéreas inflamadas produzem muco em excesso, que pode obstruir as vias aéreas e levar à tosse e à sensação de asfixia. 4- Chiado no peito (sibilância): muitos pacientes com dpoc apresentam chiado no peito, resultado da obstrução das vias aéreas. 5- Limitação da tolerância ao exercício: a falta de ar limita a capacidade de se exercitar e realizar atividades diárias. 6- Cianose: em casos graves, a cianose (coloração azulada da pele e mucosas) pode ocorrer devido à hipoxemia crônica (baixos níveis de oxigênio no sangue). 7- Perdade peso: pacientes com dpoc avançada podem perder peso devido ao esforço respiratório aumentado e à diminuição da capacidade de comer. 8- Infecções respiratórias recorrentes: a obstrução das vias aéreas torna o sistema respiratório mais suscetível a infecções respiratórias, como pneumonia e bronquite. A dpoc é uma doença progressiva e não tem cura, mas o tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão da doença. isso geralmente envolve a cessação do tabagismo, o uso de medicamentos broncodilatadores e corticosteroides, oxigenoterapia e terapia de reabilitação pulmonar. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse e expectoração) e pela limitação persistente ao fluxo aéreo ligados a anormalidade nas vias aéreas (bronquite ou bronquiolite) e/ou alveolar (enfisema). Define-se limitação persistente como aquela que não é completamente reversível com o uso do broncodilatador, a partir de critérios avaliados na espirometria. A DPOC é uma doença frequentemente progressiva, decorrente da resposta inflamatória anormal das vias aéreas e dos pulmões a partículas nocivas e gases inalados. A doença afeta cerca de 10% da população mundial, conforme dados atualizados, e está associada a uma alta morbidade e mortalidade [1–3]. O tabagismo é o principal fator de risco, porém outros poluentes (produtos químicos, poeira, pó de carvão, combustíveis e fumaças) devem ser considerados na avaliação do paciente, já que estudos de prevalência têm relatado que cerca de 25 a 45% dos pacientes com DPOC não têm história de exposição ao cigarro. Além disso, sabe-se que fatores genéticos influenciam o seu desenvolvimento e a sua apresentação clínica. Estabelecer o diagnóstico corretamente é importante, pois o manejo adequado reduz sintomas, frequência e gravidade das exacerbações, melhora qualidade de vida e aumenta a sobrevida do paciente Fisiopatologia Em indivíduos geneticamente suscetíveis, as exposições inalatórias deflagram uma resposta inflamatória nas vias respiratórias e nos alvéolos, que desencadeia a doença. Admite-se que o processo seja mediado pelo aumento da atividade da protease e pela diminuição da atividade antiprotease. As proteases pulmonares, como a elastase neutrofílica, as metaloproteinases da matriz e as catepsinas, provocam a lise da elastina e do tecido conjuntivo no processo normal de reparação tecidual. A atividade dessas proteases costuma ser balanceada por antiproteases, como alfa-1 antitripsina, inibidor da leucoproteinase secretória derivada do epitélio, elafina e inibidor tecidual da metaloproteinase da matriz. Em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, a ativação de neutrófilos e de outras células inflamatórias libera proteases como parte do processo inflamatório; a atividade da protease supera a atividade da antiprotease, resultando em destruição tecidual e hipersecreção de muco. A ativação de neutrófilos e macrófagos também provoca acúmulo de radicais livres, ânions superóxidos e peróxido de hidrogênio, que inibem as antiproteases e causam broncoconstrição, edema de mucosa e hipersecreção. A lesão oxidante induzida pelo neutrófilo, a liberação de neuropeptídeos pró-fibróticos (p. ex., bombesina) e a redução dos níveis de fator de crescimento endotelial vascular podem contribuir para a destruição do parênquima pulmonar apoptótico. A inflamação na doença pulmonar obstrutiva crônica aumenta à medida que a gravidade da doença aumenta e, na doença grave (avançada), a inflamação não desaparece completamente com a cessação do tabagismo. Essa inflamação crônica parece não responder aos corticoides, especialmente em pacientes que continuam a fumar cigarros Limitação do fluxo de ar A característica fisiopatológica primordial da doença pulmonar obstrutiva crônica é a limitação do fluxo aéreo provocada por estreitamento e/ou obstrução das vias respiratórias, perda de retração elástica, ou ambas. Estreitamento e obstrução das vias respiratórias são causados por inflamação mediada pela hipersecreção de muco, tamponamento de muco, espasmo brônquico, fibrose peribrônquica e remodelação das pequenas vias respiratórias ou uma combinação desses mecanismos. Os septos alveolares são destruídos, reduzindo as inserções do parênquima nas vias respiratórias, facilitando assim o fechamento delas durante a expiração. Os espaços alveolares dilatados às vezes se fundem em bolhas, definidas como espaços aéreos ≥ 1 cm de diâmetro. As bolhas podem estar totalmente vazias ou ter filamentos de tecido pulmonar que as atravessam em áreas de enfisema localmente grave e, ocasionalmente, ocupam todo o hemitórax. Essas mudanças provocam a perda do recolhimento elástico e a hiperinflação pulmonar. A maior resistência das vias respiratórias aumenta o trabalho de respiração. Hiperinsuflação pulmonar, embora diminua a resistência das vias respiratórias, também aumenta o esforço respiratório. O aumento do trabalho respiratório pode levar à hipoventilação alveolar com hipóxia e hipercapnia, embora hipóxia e hipercarbia também possam ser causadas pelo desequilíbrio entre ventilação e perfusão (V/Q). Sinais e sintomas O principal sintoma de pacientes com DPOC é a dispneia crônica e progressiva. Tosse – seca ou produtiva – está presente em cerca de 30% dos pacientes e seu padrão pode variar conforme exposição aos fatores de risco. Nos períodos de exacerbação da doença, a tosse costuma ser produtiva, com secreção diferente do padrão usual. No exame físico, pode-se identificar murmúrios vesiculares diminuídos e sibilos distribuídos difusamente, que podem variar conforme o dia Tratamento não farmacológico: Reabilitação Pulmonar (RP): as principais metas da RP são reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida e o grau de independência para as atividades da vida diária. Tem se mostrado efetiva na melhora da tolerância ao exercício e da capacidade de praticar atividades físicas e na redução da intensidade da dispneia, acelerando a recuperação funcional após internações por exacerbação e diminuindo ansiedade e depressão associadas à doença. A RP é composta de treinamento físico, intervenções nutricionais, sessões educacionais e suporte psicológico, voltadas para o automanejo e mudança de comportamento. Requer, portanto, uma equipe multidisciplinar, o que a torna pouco acessível. Está indicada, quando disponível, para pacientes com VEF1 < 50% do previsto ou pacientes dos grupos B e E Tratamento farmacológico Broncodilatadores: são as medicações de primeira linha para o tratamento do DPOC. Utilizados de forma contínua ou conforme a necessidade, para prevenir ou reduzir sintomas. Os broncodilatadores podem ser adrenérgicos ou anticolinérgicos, tanto de curta ou de longa ação. Inicialmente, pode ser prescrito broncodilatador adrenérgico de curta ação (SABA), conforme necessidade, associado ou não a broncodilatador anticolinérgico de curta ação (SAMA). Caso haja progressão da doença e piora dos sintomas diários, o uso contínuo de broncodilatador de longa ação adrenérgico (LABA) ou anticolinérgico (LAMA) pode ser iniciado • Corticoides inalatórios: o tratamento com corticoides inalatórios (CI) deve ser considerado em pacientes com eosinófilos ≥ 300 ou em pacientes com histórico de asma e, como segunda linha, em pacientes pertencentes ao grupo E. Não devem ser usados sozinhos, mas em associação com LABA ou em terapia tríplice (LABA+LAMA+CI), com expectativa de melhora de função pulmonar, qualidade de vida e redução das exacerbações nesses grupos. O tratamento regular com CI está associado ao aumento de risco de infecções respiratórias baixas em alguns pacientes. Sua suspensão deve ser avaliada naqueles em que a frequência de pneumonias aumentou após início de esquema contendo CI. O efeito adverso mais comum é a candidíase oral, que pode ser reduzido com higiene adequada após a utilização da medicação (escovaçãodos dentes ou higiene da cavidade oral). Sempre que uma medicação inalatória for prescrita, é importante revisar o uso correto do dispositivo, incluindo espaçador, se apresentação em spray, e reforçar o uso adequado nas consultas de revisão (ver Apêndice C). • Corticoides sistêmicos: devem ter seu uso restrito às exacerbações. Nessas ocasiões, são recomendados cursos de curta duração, usualmente de 5 dias, não devendo ultrapassar 14 dias (ver Exacerbação). O uso regular e contínuo de corticoide sistêmico deve ser evitado devido a uma relação risco-benefício desfavorável • Outras medicações: o Roflumilaste: medicação de uso oral, inibidor da enzima fosfodiesterase 4, atua na redução da inflamação, sem efeito broncodilatador direto. Pode ser usado em combinação com o tratamento de primeira linha, em pacientes que permanecem sintomáticos mesmo com tratamento adequado para o seu grupo GOLD, e naqueles com histórico de internações por exacerbações, grupo com maior benefício. o Mucolíticos (como carbocisteína e n-acetilcisteina): seu papel não está claro. Estudos sugerem benefício na redução das exacerbações em pacientes que não estão em uso de esquema com CI, mas não há resultados consistentes quanto ao impacto na sobrevida, na melhora da função pulmonar e na melhora da qualidade de vida. Não são indicados de rotina. o Metilxantinas: estudos mostram discreta melhora na capacidade funcional quando associadas a LABA e pequeno efeito broncodilatador em pacientes com doença estável. Não estão recomendadas no tratamento contínuo, nem nas exacerbações, pela ausência clara de benefício e alto risco de efeitos colaterais. Devem, portanto, ser utilizadas apenas em situações excepcionais, em que outros broncodilatadores estejam indisponíveis ou inacessíveis https://www.msdmanuals.com/pt- br/casa/multimedia/video/broncodilatadores#:~:text=Os%20tipos%20mais%20comuns%20de,que%20permite%20respir ar%20mais%20facilmente. 9- Relação da cianose com o sistema respiratório Cianose: coloração arroxeada que acontece quando há queda da concentração de oxigênio. Em pessoas vivas, o sangue bem oxigenado é vermelho-vivo, ao passo que o sangue com pouco oxigênio é vermelho-escuro. Sob algumas condições, o sangue com baixo conteúdo de oxigênio pode conferir uma coloração azulada a certas áreas da pele, como ao redor da boca e embaixo das unhas. Essa condição, denominada cianose, é o motivo para se utilizar o azul em desenhos para indicar o sangue com baixos teores de oxigênio. Problemas respiratórios: As condições respiratórias que interferem na troca de oxigênio nos pulmões podem causar cianose. Isso pode ocorrer devido a obstruções das vias aéreas, doenças pulmonares que dificultam a entrada de oxigênio nos alvéolos (os pequenos sacos de ar nos pulmões) ou problemas que reduzem a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Exemplos incluem pneumonia, edema pulmonar, enfisema, fibrose pulmonar, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e asma grave A cianose é um sinal caracterizado pela coloração azulada da pele, leitos unguenais e membranas mucosas, resulta de um aumento na quantidade de hemoglobina reduzida ou de pigmentos hemoglobinicos anormais nas áreas de perfusão sanguínea A queda no conteúdo de o2 arterial, fazendo com que o sangue chegue a região capilar com mais de 5g de Hb reduzida. É a causa mais comum de cianose e pode ser devida a diminuição da pressão parcial de o2 no ar inspirado, as doenças que diminuíam a ventilação ou a oxigenação pulmonar ou as doenças cardíacas com desvio de sangue, não oxigenado, do lado direito para o esquerdo do coração, sem passar pelo pulmão (“shunt” direito-esquerdo) Cianose central: insuficiente oxigenação do sangue em sua passagem pelos capilares pulmonares • Diminuição da tensão de O2 no ar respirado (grandes altitudes) • Transtorno da ventilação pulmonar: obstrução das vias respiratórias, traumatismo torácico, aumento da resistência nas vias respiratória (DPOC, atelectasia, hidrotórax, pneumotórax, depressão do centro respiratório, paralisia dos músculos respiratórios) • Transtorno da difusão: congestão pulmonar, infecções pulmonares, fibrose pulmonar • Transtorno da perfusão: embolia pulmonar, insuficiência ventricular direita, cardiopatia congênita https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/video/broncodilatadores#:~:text=Os%20tipos%20mais%20comuns%20de,que%20permite%20respirar%20mais%20facilmente https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/video/broncodilatadores#:~:text=Os%20tipos%20mais%20comuns%20de,que%20permite%20respirar%20mais%20facilmente https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/multimedia/video/broncodilatadores#:~:text=Os%20tipos%20mais%20comuns%20de,que%20permite%20respirar%20mais%20facilmente 10- Qual a importância da atenção básica a pacientes retidos ao leito? e como deve ser feito o apoio familiar O programa, chamado Melhor em Casa, oferta desde aplicações de medicamentos venosos, realização de exames e habilitação intensiva aos pacientes de todas as idades com restrições temporárias ou permanentes de mobilidade. A iniciativa, que completa nove anos neste mês, evita e reduz a permanência dos pacientes nos hospitais, garantindo acompanhamento seguro e humanizado com mais comodidade. O atendimento domiciliar também permite que a equipe de saúde conheça melhor a realidade do paciente, o que auxilia na melhoria da qualidade de vida de toda a família. O público-alvo são pessoas de qualquer faixa etária que necessitem de cuidados diários para recuperação de problema agudo de saúde, seja por infecções, traumas, descompensações de doenças crônicas ou pessoas com necessidade de cuidados paliativos, como pacientes com doenças terminais. O programa também promove o bom uso do sistema hospitalar, dando maior giro aos leitos, reduzindo as permanências prolongadas e consequentemente os episódios de infecções hospitalares.