Prévia do material em texto
ANATOMIA DO CRÂNIO
A cabeça e o pescoço são dois exemplos de casamentos anatômicos perfeitos entre forma e função, combinado com uma pitada de complexidade. A cabeça é resiliente o suficiente para suportar um peso de 5 quilogramas, 24 horas por dia, no entanto móvel o suficiente para girar em todas as direções. Por outro lado, a cabeça é durável o suficiente para proteger o frágil cérebro, e possui um desenho intrincado que facilita a passagem da complexa rede neurovascular.
Nesta página nós vamos aprender sobre vários aspectos anatômicos da cabeça e do pescoço, tais como o crânio, os olhos, os dentes, nariz, orelhas e o próprio pescoço. Além disso nós vamos também cobrir os vasos sanguíneos e nervos mais importantes de cada região.
Fatos chave sobre a anatomia da cabeça e do pescoço
Teste da tabela
Crânio
Consiste em 23 ossos: (Osso frontal, ossos parietais (2), osso occipital, ossos temporais (2), osso esfenoide, osso etmoide, maxilas (2), conchas nasais inferiores (2), ossos lacrimais (2) ossos nasais (2) ossos palatinos (2), vômer, ossos zigomáticos (2), mandíbula
Nariz
Formado pelas cartilagens nasais e pelos ossos nasais, anterior à cavidade nasal
Artérias: artérias facial, esfenopalatina, palatina maior e oftálmica
Nervos: nervo olfatório (NC I), nervo oftálmico (NC V1), nervo maxilar (NC V2)
Olho
Consiste nos globos oculares e músculos extra-oculares associados, localizados nas órbitas
Artéria principal: artéria oftálmica
Nervos principais: nervo facial (NC VII) e nervo vestibulococlear (NC VIII)
Orelha
Formada pelas orelhas externa, média e interna
Principais artérias: artérias carótida externa, maxilar e basilar
Principais nervos: nervo facial (NC VII) e nervo vestibulococlear (NC VIII)
Boca/Cavidade oral
Formada pelos dentes, língua, palatos duro e mole, úvula e tonsilas, orofaringe
Princpais artérias: artérias palatina descendente, facial, lingual e maxilar
Principais nervos: nervo maxilar (NC V2), nervo mandibular (NC V3), nervo vago (NC X), nervo hipoglosso (NC XII) e nervo facial (NC VII)
Pescoço
COntém o osso hioide, a glândula tireoide, as glândulas parótidas, a faringe e a laringe. Dividido externamente em triângulos. Dividido internamente em compartimentos
Artérias principais: artérias carótida comum, carótida externa, carótida interna, e facial
Nervos principais: plexo cervical
O crânio é uma cápsula óssea forte, que forma e repousa na cabeça e pescoço, respectivamente e envolve o cérebro. Ele consistem em duas partes principais: o neurocrânio (calota craniana) e o viscerocrânio (esqueleto facial). O neurocrânio é a parte que envolve o cérebro e é formada de duas partes; a base do crânio, que suporta o cérebro; e a calvária (calota craniana), que fica sobre a base, cobrindo o cérebro. O viscerocrânio suporta principalmente os músculos faciais e uma variedade de estruturas anatômicas.
Como você pode observar no diagrama acima, existem vários ossos cranianos. Na verdade eles são vinte e três, alguns deles são pareados:
· Osso etmoide
· Osso frontal
· Concha nasal inferior
· Ossos lacrimais
· Mandíbula
· Ossos maxilares
· Ossos nasais
· Osso occipital
· Ossos palatinos
· Ossos parietais
· Osso esfenoide
· Ossos temporais
· Vômer
· Ossos zigomáticos
Para tornar o crânio uma estrutura fechada e resistente, estes ossos se conectam através de articulações chamadas suturas. Existem várias suturas, cada uma nomeada de acordo com os ossos que a formam. As mais importantes são a coronal, a sagital, a escamosa, a lambdoide e a palatina, juntamente com o lambda, o bregma e o pterion, que são pontos de referência.
Anatomia do nariz
O nariz é uma estrutura que situa-se no meio da face, e permite que você sinta odores e respire. Ele é composto dos ossos e cartilagens nasais, e possui duas aberturas chamadas narinas.
Posteriormente ao nariz está a cavidade nasal. Existem duas cavidades no total, separadas por um septo nasal. Cada cavidade contém três estruturas parecidas com conchas, que são adequadamente nomeadas conchas nasais, e drenam as aberturas nasais (meatos) e os vários seios paranasais localizados na sua cabeça e pescoço.
Parede medial da cavidade nasalExplore unidade de estudo
As principais artérias que suprem o nariz são as artérias facial, esfenopalatina, palatina maior e oftálmica. Já os principais nervos são o olfatório (NC I), o oftálmico (NC V1) e o maxilar (NC V2), os dois últimos ramos do nervo trigêmeo (NC V).
Anatomia do olho
Adjacente ao nariz existem duas estruturas anatômicas chamadas de olhos. Cada um consiste de um globo ocular, suspenso no interior de uma cavidade óssea no interior do crânio, chamada de órbita. O globo ocular propriamente dito é uma estrutura anatômica intrincada e extremamente complexa, que é responsável pela visão. Resumidamente, ele consiste de três camadas envolvendo dois compartimentos gelatinosos nos quais uma lente é suspensa. A entrada é feita pela pupila, que é um buraco central preto controlado pela íris. A pupila permite que a luz entre no olho e atinja a retina, o que em última instância permite que você veja.
Globo ocularExplore unidade de estudo
Existem ainda vários anexos do olho que essencialmente protegem o globo ocular, bem como auxiliam na sua movimentação e na execução de suas funções. Estes são as pálpebras, a conjuntiva, o aparelho lacrimal e os sete músculos extrínsecos do olho.
Músculos da órbitaExplore unidade de estudo
A principal artéria suprindo o olho é a artéria oftálmica, enquanto os principais nervos são os nervos cranianos óptico (NC II), o oculomotor (NC III), o troclear (NC IV), o trigêmeo (NC V) e o abducente (NC VI). Eles alcançam o olho através de três orifícios localizados na parede posterior da órbita.
Nervos da órbitaExplore unidade de estudo
Globo ocular e os músculos e nervos da órbitaComeçar o teste
Anatomia da orelha
As orelhas são encontradas de cada um dos lados da cabeça. Na verdade, a única parte visível é a aurícula e a abertura do canal auditivo (canal auditivo externo), por que sua intrincada anatomia fica escondida no interior do crânio. A orelha consiste em três regiões principais.
· Orelha externa - recebe o som
· Orelha média - transmite o som para a orelha interna através da membrana timpânica e três ossículos (bigorna, martelo e estribo)
· Orelha interna - transforma o som em impulsos nervosos através da cóclea, e mantém o equilíbrio através dos canais semicirculares
A anatomia da orelha não termina por aqui. Além do mencionado acima, existem outras estruturas que envolvem a orelha e ajudam em sua função. Estas são a tuba de Eustáquio, o tegmen timpânico e o labirinto. A última estrutura também ajuda a manter o equilíbrio geral do corpo.
Ouvido externo e tuba auditivaExplore unidade de estudo
As artérias mais importantes que suprem a orelha são as artérias carótida externa, maxilar e basilar, enquanto os principais nervos são os nervos cranianos facial (NC VII) e vestibulococlear (NC VIII).
Anatomia da boca
Outra importante estrutura facial da cabeça que é claramente visível, e também claramente audível, é a boca. Denominada anatomicamente de cavidade oral, é o primeiro componente do sistema digestivo, e possui um papel fundamental na digestão mecânica e mistura dos alimentos. Ela consiste em duas partes principais: o vestíbulo, encontrado entre os dentes e os lábios e a cavidade oral própria, localizada posteriormente, que é o que todos pensam quando eles ouvem a palavra 'boca'. A última contém várias estruturas importantes:
· Dentes
· Língua
· Teto da boca (palatos duro e mole)
· Úvula
· Tonsilas
· Abertura para a orofaringe e arcos adjacentes
Visão geral da cavidade oralExplore unidade de estudo
Como você pode imaginar, a estrutura mais complexa e volumosa encontrada no interior da cavidade oral é a língua. Ela toma parte em quase todas as funções da boca, desde a mastigação e mistura dos alimentos até a deglutição. Além disso, ela consiste em dois grupos de músculos que permitem que ela se mova em qualquer direção no interior da boca, e assuma várias formas,conforme necessário.
Estrutura da línguaExplore unidade de estudo
As principais artérias suprindo a cavidade oral são as artérias palatina descendente, facial, lingual e maxilar. Já os principais nervos são os nervos cranianos maxilar (NC V2), mandibular (NC V3), vago (NC X), hipoglosso (NC XII) e facial (NC VII).
Anatomia do dente
Apesar de os dentes serem parte da cavidade oral, sua anatomia complexa nos obriga a reservar uma seção específica para eles. Ao longo da vida humana existem dois grupos de dentes: os decíduos, que se destacam em torno de seis anos de idade; e os permanentes, que permanecem com você para o resto da sua vida. A cavidade oral de um humano adulto contém trinta e dois dentes, organizados em duas arcadas, cada uma contendo dezesseis dentes.
Seu papel é puramente a mastigação e digestão mecânica dos alimentos. Existem quatro tipos de dentes:
· Incisivos
· Caninos
· Pré-molares
· Molares
Visão geral dos dentesExplore unidade de estudo
Se você abrir a sua boca em frente a um espelho, a parte visível de cada dente é a coroa, que é composta de um material resistente e calcificado. A coroa é coberta pelo esmalte, e contém a pulpa em seu interior. Cada dente é ancorado à gengiva através de suas raízes dentárias, que pode variar em número, dependendo do tipo de dente.
Os dentes recebem seu suprimento sanguíneo da artéria maxilar, enquanto a sua inervação é fornecida pelos nervos cranianos maxilar (NC V2) e mandibular (NC V3).
Dê uma olhada nos seguintes recursos para estudar toda a anatomia dos dentes.
Aproveite esse momento para fazer uma pausa e consultar nossa unidade de estudos sobre a anatomia dos dentes. Aproveite ainda para avaliar os seus conhecimentos com o nosso teste personalizável sobre a anatomia da boca e dos dentes.
Anatomia do denteExplore unidade de estudo
Boca e dentesComeçar o teste
Anatomia do pescoço
Se você pensa que as estruturas anteriores eram complexas, aguarde até você ver o pescoço. Esta estrutura é suficientemente forte para suportar a cabeça, mas também móvel o suficiente para girar em várias direções. Por fora, o pescoço é dividido em triângulos, cada um contendo músculos específicos, vasos e nervos. Por outro lado, o pescoço também possui uma divisão interna na forma de compartimentos, que são delimitados por várias camadas da fáscia cervical.
Utilize os seguintes recursos para aprender tudo sobre os triângulos do pescoço.
Triângulos do pescoçoExplore unidade de estudo
O ponto de ancoragem do pescoço é o osso hioide, que situa-se no nível do 'pomo de Adão' (maçã da Adão ou proeminência laríngea), nos homens. A maioria dos músculos do pescoço se insere no hioide, separando-os em dois grupos: os músculos supra-hióideos e os músculos infra-hióideos. Entretanto, outros músculos também fazem parte do pescoço.
Músculos anteriores do pescoçoExplore unidade de estudo
O pescoço abriga ainda quatro grandes estruturas profundas; dois órgãos e dois tubos ou passagens. Eles são nomeados assim:
· Glândula tireoide
· Glândulas parótidas
· Faringe
· Laringe
As duas glândulas são responsáveis pela homeostase endócrina normal do corpo. A faringe é uma passagem muscular para alimentos e ar, conectando as cavidades nasais e oral com o esôfago e a laringe. A última é mais comumente conhecida como caixa vocal, e consiste em várias cartilagens, membranas, ligamentos e músculos. Ela é responsável pela fala.Estude os seguintes recursos para aprender mais sobre a laringe.
LaringeExplore unidade de estudo
As quatro principais artérias que cursam através do pescoço e/ou o suprem são as artérias carótida comum, carótida externa, carótida interna e facial, juntamente com o tronco tireocervical. O plexo cervical é a principal estrutura nervosa que cursa e inerva o pescoço.Por fim, responda ao teste global em baixo, criado para testar os seus conhecimentos sobre a anatomia da cabeça e do pescoço. Este teste centra-se especificamente nos ossos, músculos (incluindo as suas origens, inserções, inervação e função), artérias, veias e nervos da mão, de forma a consolidar os temas abordados anteriormente nesta página sobre a anatomia da cabeça e do pescoço.
Referências Artigo e Revisão:
· Adrian Rad
· Nicola McLaren
Tradução para português e Layout:Rafael Lourenço do Carmo Beatriz la Féria
A pelve, ou cíngulo do membro inferior, é uma estrutura óssea complexa em forma de bacia que abriga e protege os órgãos da região pélvica.
Ela pode ser dividida em duas regiões anatômicas: a cintura pélvica e a coluna pélvica. A cintura pélvica, também conhecida como osso do quadril, é formada por três ossos fundidos: ílio, ísquio e púbis. A coluna pélvica é a porção posterior da pelve, que fica abaixo da coluna lombar, e é formada pelo sacro e pelo cóccix. Os dois ossos pélvicos estão conectados anteriormente pela sínfise púbica, enquanto posteriormente eles se articulam com a coluna pélvica por meio das articulações sacroilíacas.
A pelve possui várias funções importantes no corpo humano. Primeiramente, ela suporta todo o peso da porção superior do corpo, estabiliza e transmite-o para os membros inferiores, permitindo várias ações, como sentar, ficar em pé e andar. Além disso, ela abriga e protege os órgãos abdominopélvicos e fornece pontos de inserção para os músculos e os órgãos reprodutores. Os ossos pélvicos também fornecem um ambiente confortável para o feto durante a gestação e a integridade das características biomecânicas e as características anatômicas da pelve feminina são importantes durante o trabalho de parto.
Neste artigo a anatomia da pelve será discutida em detalhes.
Fatos Importantes
Teste da tabela
Geral
Estrutura óssea que pode ser encontrada nos esqueletos de homens e mulheres
Mulheres:
Maior, mais larga, mais rasa, abertura superior oval, forame obturado oval.
Homens:
Mais pesada, mais pontos de inserção musculares, arco púbico mais estreito, ângulo subpúbico menor, espaço entre as tuberosidades isquiáticas menor, abertura superior menor e arredondado
Ossos
Formada por quatro ossos:
Um par de quadris (ílio+ísquio+púbis), sacro e cóccix
Articulações
Articulação lombossacral
Articulação sacrococcígea
Articulação sacroilíaca
Sínfise púbica
Ligamentos
Ligamento sacrotuberal
Ligamento sacroespinoso
Tipos de pelve
Ginecoide, androide, antropoide e platipeloide
Conteúdo
1. Osso do quadril
1. Ílio
2. Ísquio
3. Púbis
4. Sacro
2. Articulações
3. Pelves maior e menor
4. Diferenças entre as pelves masculina e feminina
5. Funções
6. Nota Clínica
1. Fratura pélvica
2. Marcos anatômicos
7. Referências
+ Mostrar tudo
Osso do quadril
Osso do quadril
Os coxae
1/7
Sinônimos: Osso ilíaco, Osso coxal, mostrar mais...
O osso do quadril, também conhecido como cintura pélvica, é irregular e formado por três ossos: ílio, ísquio e púbis. Esses ossos também são chamados de ossos inominados ou ossos pélvicos. Eles se desenvolvem separamente e, na infânica, estão conectados apenas por cartilagem. Durante a puberdade eles se fundem, dando origem ao compacto osso do quadril.
O osso do quadril possui duas superfícies (lateral e medial) e quatro margens (anterior, posterior, superior e inferior)
Na superfície lateral encontramos a estrutura mais notável do osso: o acetábulo. O acetábulo é uma superfície articular caliciforme, através da qual o osso do quadril se articula com o fêmur e forma a articulação do quadril. Ele possui uma margem, conhecida como limbo acetabular, em forma de "C", que é acentuada pela face semilunar cartilaginosa e é completa inferiormente pelo ligamento acetabular transverso. O acetábulo é o principal ponto de união entre os três ossos, que se organizam da seguinte maneira dentro dele:
· O ílio se estende superiormente à articulação do quadril, formando assim a porção superior do acetábulo.
· O ísquio forma o terço posteroinferior do acetábulo.
· O púbis forma o terço anteroinferior do acetábulo.
Outro importante marco anatômico do osso do quadril é o forame obturado, uma grande abertura anterioinferior ao acetábulo, delimitada pelo ísquio e pelopúbis. O forame obturado é uma comunicação entre a região pélvica e a coxa, através da qual estruturas neurovasculares passam.
Ílio
Ílio
Os ilium
1/6
Sinônimos: Os ilii
O ílio é o osso encontrado superiormente à articulação do quadril. É formado por duas partes principais: o corpo e a asa. O corpo do ílio é sua porção inferior, menor, que contribui na formação do acetábulo. A sua parte superior, chamada de asa, é a porção plana do osso.
O ílio tem quatro áreas de protrusão que são comumente usadas como pontos de referência para localizarmos outras estruturas. São elas:
· A espinha ilíaca anterosuperior (EIAS) se localiza na extremidade anterior da crista ilíaca e serve como ponto de inserção para o ligamento inguina. Ela pode ser facilmente palpada.
· A espinha ilíaca anteronferior (EIAI) se localizada anteriormente ao sulco supra-acetabular e à incisura do acetábulo. A EIAI fornece pontos de inserção para o reto femoral e a porção proximal do ligamento iliofemoral. Ela é separada da EIAS por uma pequena inclinação vertical
· A espinha ilíaca superoposterior (EISP) se localiza na extremidade posterior da crista ilíaca. Essa espinha não pode ser palpada, mas é comumente associada a uma "covinha" na região medial glútea. A EIPS está lateralmente relacionada à tuberosidade ilíaca e à superfície sacropélvica.
· A espinha ilíaca posteroinferior (EIPI) se localiza inferiormente à EIPS.
Bordas
Crista ilíaca
Crista iliaca
1/4
Sinônimos: Nenhum
O ílio possui quatro bordas distintas: superior (crista ilíaca), anterior, posterior e medial.
A boda superior do ílio é chamada de crista ilíaca. É uma superfície áspera e em forma de crescente que se inicia posteriormente na espinha ilíaca posteroinferior e se arqueia até a espinha ilíaca anterosuperior. A crista ilíaca possui um lábio interno e um externo, bem como uma linha intermediária entre os lábios. Também existe um tubérculo ilíaco 5 cm acima e atrás da espinha ilíaca anterosuperior.
A borda anterior do ílio se estende da espinha ilíaca anterosuperior até o acetábulo. A espinha ilíaca anteroinferior é encontrada logo acima da sua extremidade acetabular. A parte da borda entre as espinhas ilíacas é côncava anteriormente.
A borda posterior do ílio se inicia na espinha ilíaca posterosuperior e se estende até a borda posterior do ísquio. Nela encontramos a espinha ilíaca posteroinferior. O trajeto dessa borda é irregular, pois a parte entre as espinhas é côncava posteriormente, enquanto a parte da espinha inferior até a borda do ísquio segue primeiro horizontalmente, depois posteroinferiormente, para formar a borda superior da incisura isquiática maior. Essa incisura é completada inferiormente pela borda isquiática posterior e espinha isquiática. Os ligamentos sacroespinal e sacrotuberal, fecham a incisura superiormente e posteroinferiormente, respectivamente, transformando-a no forame isquiático maior. Esse forame dá passagem para sete nervos, três pares de vasos saguíneos e um músculo, sendo eles:
Conteúdo do forame isquiático maior
Teste da tabela
Nervos
Nervo isquiático
Ramos do plexo sacral: nervos glúteo superior, glúteo inferior, pudendo, cutâneo femoral posterior, nervo para o quadrado femoral, nervo para o obturador interno
Vasos
Ramos da artéria ilíaca interna: artérias glútea superior, glútea inferior e pudenda interna
Músculo
Músculo piriforme
Superfícies
Superfície glútea do ílio
Facies glutea alae ossis ilii
1/6
Sinônimos: Face glútea do ílio, Superfície glútea do osso ilíaco, mostrar mais...
O ílio possui três superfícies ósseas: glútea, sacropélvica e ilíaca (interna). A superfície glútea representa a face posterolateral do osso. Ela é limitada superiormente pelo lábio externo da crista ilíaca e inferiormente pela linha glútea inferior. Ela possui três linhas glúteas que são pontos de inserção para os músculos glúteos e da coxa:
· Linha glútea inferior logo acima do limbo do acetábulo.
· Linha glútea posterior logo acima e anterior à incisura isquiática maior e às espinhas ilíacas posteriores.
· Linha glútea anterior segue obloiquamente ao longo da superfície glútea, indo do tubérculo da crista ilíaca em direção a linha glútea posterior.
A superfície ilíaca é a face anteromedial do osso. Ela é caracterizada pela fossa ilíaca. A fossa ilíaca é delimitada superiormente pelo lábio interno da crista ilíaca, inferiormente pela linha arqueada e posteriormente pelas bordas anteriores da tuberosidade ilíaca e superfície auricular do ílio. No lado direito, a superfície ilíaca se relaciona com o íleo terminal, o ceco e o apêndice vermiforme. Entretanto, do lado esquerdo, ela se relaciona com o cólon descendente e a porção proximal do cólon sigmoide.
A superfície sacropélvica se inicia na borda posterior da fossa ilíaca e continua na extensão posterior do ílio. Ela possui uma superfície auricular anterior e uma tuberosidade ilíaca posterior. A superfície auricular é uma superfície com um formato que lembra a orelha, e é através dela que o ílio se articula com o sacro para formar a articulação sacroilíaca. A tuberosidade ilíaca fornece pontos de inserção para ligamentos e músculos do dorso e do membro inferior. Já a superfície pélvica, encontrada anteroinferiormente à superfície auricular, contribui na formação da parede lateral da pelve menor.
Inserções musculares
O ílio fornece numerosos pontos de inserção para os músculos do tronco e do membro inferior. A crista ilíaca é um ponto de inserção para os músculos latíssimo do dorso, oblíquo externo, oblíquo interno, tensor da fáscia lata e quadrado lombar. A superfície ilíaca funciona como ponto de origem para o músculo ilíaco, que se origina dos dois terços superiores da fossa ilíaca. O sartório se origina da espinha ilíaca anterosuperior, enquanto o reto femoral se origina da espinha ilíaca anteroinferior e do sulco supra-acetabular. A superfície glútea do ílio fornece pontos de inserção para os músculos glúteos máximo, médio e mínimo.
Ísquio
Ísquio
Os ischii
1/4
Sinônimos: Os ischium
O ísquio é encontrado posteroinferiormente à articulação do quadril. Ele é um osso em formato de "L", contínuo superiormente com o ílio e anteriormente com o púbis. O ísquio é formado por duas partes: corpo e ramo. O corpo do ísquio é áspero e amplo com três superfícies ósseas, que incluem a medial (pélvica), a lateral (femoral) e a posterior.
O ramo do ísquio é uma parte aproximadamente cilíndrica. Ele se estende anteromedialmente do aspecto inferior do corpo para encontrar com o ramo inferior do púbis. Juntos, esses ramos ósseos formam a borda inferior do forame obturado.
Superfícies
Espinha isquiática
Spina ischiadica
1/4
Sinônimos: Nenhum
A superfície medial é relativamente lisa e sem marcos anatômicos. Entretanto, ela forma a parede lateral da fossa isquioanal, juntamente com o músculo obturador interno e sua fáscia.
A superfície femoral é angulada anteroinferiormente e lateralmente em direção à diáfise proximal do fêmur. Anteriormente, ela é limitada pela margem posterior do forame obturado e, lateralmente, pela borda lateral da tuberosidade isquiática.
A superfície posterior é relativamente lisa no seu aspecto superior e se continua superiormente com a superfície glútea do ílio. Sua borda superior possui uma pequena projeção cônica que aponta posteromedialmente, conhecida como espinha isquiática. É o local de inserção do ligamento sacroespinoso. Imediatamente abaixo da espinha isquiática encontaramos uma pequena concavidade em formato de "C", conhecida como incisura isquiática menor, que é a borda anterior do forame isquiático menor. Esse forame é limitado posteriormente pelo ligamento sacrotuberal e anteriormente pelo ligamento sacroespinoso. Ele serve como uma via de passagem para o nervo pudendo e o nervo para o obturador interno, vasos pudendos internos e tendão do músculo obturador interno.
Inserções musculares
O ísquio fornece numerosos pontos de inserção para os músculos pélvicos e do membro inferior. A superfície medial fornece pontos de inserção para os músculos transversodo períneo, obturadores interno e externo, piriforme, coccígeo e levantador do ânus.
As superfícies lateral e posterior fornecem inserção para vários músculos proximais do membro inferior, bem como para os músculos adutor magno, cabeça longa do bíceps femoral, semitendinoso, semimembranoso e quadrado femoral.
Púbis
O púbis é o menor dentre os ossos do quadril. Ele possui um pequeno corpo, localizado medialmente, e dois ramos (superior e inferior), que se extendem posterolateralmente. Os ramos do púbis lembram a letra K quando vistos de uma perspectiva anterior.
Partes e superfícies
Púbis
Os pubis
1/4
Sinônimos: Osso púbico
O corpo do púbis possui três superfícies: anterior (externa), posterior (interna) e medial (sinfisial). As suas superfícies são confluentes, exceto na crista púbica (localizada na parte anterosuperior do corpo do púbis), que marca a transição entre as superfícies externa e interna.
A superfície anterior é direcionada inferolateralmente, possuindo uma área lisa para a inserção dos adutores da coxa. Voltada posterosuperiormente, a superfície posterior é formada pela parede anterior da pelve menor. A superfície sinfisial está voltada medialmente para se articular com o osso contralateral, dando origem à sínfise púbica. Interposta entre os ossos encontramos uma cartilagem sinfisial. A sínfise púbica pode ser palpada na linha média do monte do púbis.
A crista púbica separa as superfícies anterior e posterior do osso. Ela possui o tubérculo púbico na sua extremidade lateral, precisamente 2,5 cm lateralmente à sínfise púbica. O tubérculo púbico serve como ponto de inserção para o ligamento inguinal e pode ser usado clinicamente (juntamente com a espinha ilíaca anteriosuperior) para localizar os anéis do canal inguinal. A área curva abaixo da sínfise púbica é conhecida como arco púbico. É uma das áreas sexualmente dimórficas da pelve - o que significa que seu formado difere entre homens e mulheres.
Corpo do púbis
Corpus ossis pubis
1/6
Sinônimos: Corpo do osso púbico
O ramo superior do púbis se inicia no tubérculo púbico e se estende posterolateralmente e para cima até o acetábulo. Ele possui três bordas e três superfícies. A superfície anterior ou pectínea se estende do tubérculo púbico até o ramo iliopúbico. Ela é limitada pela crista obturatória anteriormente e pela linha pectínea posteriormente. A linha pectínea é contínua com a linha arqueada do ílio. Juntas, essas duas linhas formam a linha terminal, uma linha que separa a pelve maior da menor.
A superfície obturatória do ramo superior está voltada posteroinferiormente e é limitada anteriormente pela crista obturatória e inferiormente pela sua própria borda inferior. Finalmente, a superfície pélvica está voltada posterosuperiormente e é relativamente lisa, quando comparada à superfície anterior. Ela é limitada pela linha pectínea acima e pela sua borda inferior abaixo.
O ramo inferior do púbis se projeta posteroinferiormente e lateralmente a partir do ângulo superolateral do corpo do púbis. Ele possui duas superfícies (anterolateral e posteromedial), separadas por duas margens (anterior e medial). O ramo inferior se continua inferolateralmente para se unir com o ramo isquiático e completar o forame obturado.
A superfície anterior do ramo púbico inferior é direcionada para a coxa e é contínua superiormente com o corpo do púbis. Por outro lado, a superfície posteromedial é voltada para a pelve menor, fornecendo inserção para os ramos do pênis (homens) e o clitóris (mulheres). A borda medial contorna o forame obturado, fornecendo um ponto de inserção para a fáscia lata e a camada membranosa da fáscia perineal superficial.
Inserções musculares
Assim como os outros ossos inominados, o púbis também fornece pontos de inserção para vários músculos do abdome anterior, da pelve e do membro inferior. A borda superior do púbis fornece pontos de inserção para o reto abdominal, pectíneo e tendão conjunto (união das aponeuroses do oblíquo interno e transverso do abdome). A superfície externa do púbis fornece inserção para o grácil, o adutor curto, o obturador externo e o adutor longo.
Sacro
Sacro
Os sacrum
1/3
Sinônimos: Osso sacral, Osso sagrado, mostrar mais...
O sacro é um osso triangular formado por cinco vértebras sacrais fundidas. Ele possui uma superfície anterior (pélvica) e uma posterior (glútea), uma base, duas asas e um ápice. A superfície pélvica é lisa e côncava, enquanto a superfície glútea é áspera, irregular e convexa. A superfície glútea é marcada por vários processos espinhosos rudimentares que formam a crista sacral mediana. Sua base, formada pela primeira vértebra sacral, é direcionada superiormente e se articula com a última vértebra lombar.
A base do sacro possui uma pequena projeção na linha média conhecida como promontório sacral, que ajuda a definir os diâmetros da pelve. Os processos transversos fundidos das duas primeiras vértebras sacrais formam as asas do sacro. a superfície lateral de cada asa é achatada, para facilitar a articulação com o ílio ipsilateral, formando assim a articulação sacroilíaca. O sacro se afunila em direção ao ápice, onde ele se articula com a base do cóccix.
Memorize a anatomia do sacro e do cóccix com nosso teste a seguir:
Estruturas ósseas e ligamentos do sacro e do cóccix (20 estruturas).
Articulações
Articulação lombossacral
Articulatio lumbosacralis
1/4
Sinônimos: Articulação lombossagrada, Symphysis lumbosacralis, mostrar mais...
Os ossos da pelve se articulam entre si através de quatro articulações. De posterior para anterior, elas são as articulações: lombossacral, sacroilíaca, sacrococcígea e sínfise púbica.
· A articulação lombossacral é uma articulação do tipo sínfise (cartilagem secundária) entre a quinta vértebra lombar e a base do sacro. Ela permite a flexão, extensão, flexão lateral e uma pequena rotação do dorso em relação à pelve e ao membro inferior.
· A articulação sacroilíaca é uma articulação sinovial entre a asa do sacro e a superfície auricular do ílio. Essa articulação permite uma mobilidade muito pequena, através de pequenos movimentos de deslizamento e rotação. Nas mulheres, os ligamentos dessa articulação ficam mais flexíveis durante a gestação, permitindo que o diâmetro pélvico aumente durante o trabalho de parto.
· A articulação sacroccocígea é uma articulação anfiartrodial entre a quinta vértebra sacral e a primeira vértebra coccígea. Ela permite a flexão e a extensão do cóccix. Entretanto, esses movimentos são praticamente passivos, ocorrendo durante o parto e a defecação.
· A sínfise púbica é uma articulação cartilaginosa secundária entre as superfícies mediais dos dois púbis. As superfícies estão revestidas por uma camada de cartilagem hialina e conectadas pela cartilagem sinfisial interposta entre elas. Normalmente, não existem movimentos nessa articulação, exceto na gravidez, quando os ligamentos e a cartilagem tornam-se mais flex[iveis, permitindo o aumento do diâmetro pélvico durante o parto.
Pelves maior e menor
Cavidade pélvica
Cavitas pelvis
1/2
Sinônimos: Cavitas pelvina
Os ossos pélvicos formam a cavidade pélvica. Essa estrutura óssea se abre superiormente em direção ao abdome através da ampla abertura superior da pelve. Essa abertura é limitada pelo promontório do sacro e margens das asas (posteriormente) e pela linha terminal (um anel contínuo formado pela linha pectínea, linha arqueada e crista púbica), anteriormente.
A abertura inferior da pelve é delimitada por elementos ósseos e ligamentos. Posterolateralmente ela é limitada pelos ligamentos sacrotuberais e anterolateralmente, pelos ramos isquiopúbicos. Ela é selada pelos músculos do assoalho pélvico e períneo.
As aberturas superior e inferior da pelve dividem-a nos seguintes compartimentos:
· A pelve maior (falsa) se localiza superiormente {a abertura superior da pelve e contém a parte distal do intestino. Ela é limitada pela asa do ílio lateralmente e pelas 4ª e 5ª vértebras lombares e base do sacro posteriormente. A borda anterior da pelve maior é delimitadapela parte inferior da parede abdominal anterior. Superiormente, a pelve maior se comunica com a cavidade peritoneal e inferiormente, com a pelve menor através do abertura superior da pelve.
· A pelve menor (verdadeira) é encontrada entre as aberturas superior e inferior da pelve e contém a genitália interna, o períneo e os órgãos distais do trato urinário. Ela é limitada de cada lado pelo complexo ilioisquiático e posteriormente pelo complexo sacrococcígeo. Os ramos do púbis e a sínfise púbica formam a sua borda anteroinferior.
PelveExplore unidade de estudo
Diferenças entre as pelves masculina e feminina
O formato da pelve varia entre os sexos e entre indivídos e raças. As diferenças morfológicas são baseadas nos diferentes diâmetros da pelve e possuem implicações obstétricas, ou seja, no parto. Menos comumente, essas diferenças podem ser usadas na antropologia forense para ajudar a identificar fósseis ou como parte de investigações criminais. Essas variações têm sido estudadas e categorizadas em quatro tipos principais.
As principais diferenças da pelve nos dois sexos são baseadas no formato da abertura superior da pelve, no ângulo dos ramos isquiopúbicos e na projeção das espinhas isquiáticas. A pelve feminina tende a ter uma abertura superior mais ampla e circular, ramos isquiopúbicos mais largos e espinhas isquiáticas menores. Todas essas características fazem o processo do parto mais favorável quando comparado à pelve masculina. A maculina é caracterizada por um intróito em formato de coração, com ramos isquiopúbicos estreitos e cônicos e espinhas isquiáticas medialmente projetadas.
Resumo dos diferentes tipos de pelve
Teste da tabela
Ginecoide
Comum entre mulheres na civilização ocidental
Abertura superior ovalada ao longo do eixo transversal
Espinhas isquiáticas pequenas que não se protundem para dentro da cavidade
Sacro amplo e com concavidade profunda
Ideal para o parto
Androide
Tipo mais comum de pelve
Abertura superior com formato de coração (grande promontório sacral)
Espinhas isquiáticas cônicas que se protundem para dentro da cavidade
Sacro ligeiramente curvo
Ideal para a inserção de músculos volumosos
Antropoide
Características tanto da pelve andoide como da ginecoide
Abertura superior oval no eixo anteroposterior
Espinhas isquiáticas pequenas
Sacro longo, estreito e menos curvado do que na pelve ginecoide
Pode facilitar o parto, mas há grande risco de obstrução do canal de parto
Platipeloide
Chamada de pelve contraída
Abertura superior e espinhas isquiáticas similares às encontradas na pelve ginecoide
Sacro ligeiramente curvo
Introdução à cavidade pélvica masculinaExplore unidade de estudo
Introdução à cavidade pélvica femininaExplore unidade de estudo
Funções
A pelve óssea é uma estrutura robusta que sustenta o peso da porção superior do corpo. O peso é transferido do esqueleto axial ao esqueleto apendicular inferior através da pelve quando estamos em pé ou andando. Além disso, os ossos fornecem pontos de inserção para alguns dos maiores músculos do corpo, que são necessários para postura adequada e locomoção. A pelve também protege os órgãos pélvicos e é importante durante o trabalho de parto.
Para finalizar, avalie seus conhecimentos recém-adquiridos com o teste abaixo.
Ossos e ligamentos da pelve e do fêmur (60 estruturas).
Nota Clínica
Fratura pélvica
A fratura pélvica geralmente é causada por colisões em alta velocidade que geram força o suficiente para quebrar os ossos da pelve. Nessa região existem vasos sanguíneos grandes e órgãos muito vascularizados que podem ser lesionados durante esses acidentes. Como resultado, existe um grande risco de hemorragia maciça e até mesmo de morte se essa emergência não for tratada imediatamente.
O mecanismo de lesão vai determinar o tipo e a classificação da fratura pélvica.
· Compressões anteroposteriores (AP) – a força é aplicada no plano anteroposterior, levando à diástese (separação) da sínfise púbica. Essas forças também podem ser transferidas para a articulação sacroilíaca, desestabilizando ainda mais a pelve. As fraturas que envolvem a ruptura da sínfise púbica são chamadas de fraturas em livro aberto.
· Compressões laterais - a força é aplicada lateralmente, resultando em uma rotação interna da pelve. A região sacroilíaca e os ramos do púbis são as regiões mais susceptíveis a essas lesões.
· Cisalhamento vertical – a força é aplicada na direção craniocaudal ou vice versa, resultando em um deslocamento vertical dos ossos do quadril.
Marcos anatômicos
A crista ilíaca é usada como marco para encontrarmos as vértebras L4-L5, local onde geralmente é realizada a punção lombar. A punção lombar é um procedimento minimimente invasivo no qual uma agulha é introduzida no canal espinal. Ela pode ser usada na administração de anestesias espinais (ex.: epidurais) ou de outras medicações (ex.: drogas quimioterápicas) no canal espinal. Também pode ser realizada para coletar líquor para ajudar no diagnóstico de várias doenças (ex.: meningite e doenças desmielinizantes).
A sínfise púbica é um marco útil na realização de aspirações suprapúbicas ou na criação da cistostomia suprapúbica. A aspiração suprapúbica é um procedimento invasivo e estéril, através do qual a urina é aspirada da bexiga urinária através da parede abdominal. A agulha é inserida na linha média da parede abdominal anterior, cerca de 2 dedos acima da sínfise púbica. A cistostomia suprapúbica é a criação de uma comunicação entre a bexiga urinária e a pele. Esse procedimento é usado para drenar urina da bexiga urinária em indivíduos com obstruções urinárias baixas como no caso de hiperplasia prostática ou lesões traumáticas da uretra.
Outro uso comum dos marcos anatômicos pélvicos é a identificação dos anéis inguinais durante o exame de uma hérnia inguinal. O anel inguinal profundo se localiza no ponto médio do ligamento inguinal ou 2 cm inferolateralmente ao ponto médio-inguinal. Não se confunda. O ponto médio do anel inguinal é na metade do caminho entre o tubérculo púbico e a espinha ilíaca anterior ipsipateral. Já o ponto inguinal médio é a metade do caminho entre a sínfise púbica e a espinha ilíaca anterosuperior. O anel inguinal superficial é encontrado superomedialmente ao tubérculo púbico, dentro do triângulo inguinal ou de Hasselbach (parede lateral do reto abdominal medialmente, artéria epigástrica inferior lateralmente e ligamento inguinal inferiormente).
Referências
Todo o conteúdo publicado no Kenhub é revisado por especialistas em medicina e anatomia. As informações que nós fornecemos são baseadas na literatura acadêmica e pesquisas científicas. O Kenhub não oferece aconselhamento médico. Você pode aprender mais sobre nosso processo de criação e revisão de conteúdo lendo nossas diretrizes de qualidade de conteúdo.
Bibliografia:
· Frank H. Netter, MD, Atlas of Human Anatomy, Fifth Edition, Saunders - Elsevier, Chapter 5 Pelvis & Perineum, Subchapter 33. Bones & Ligaments, Guide Pelvis & Perineum: Bones and Ligaments, Page 168 to 170.
· Arthur S. Schneider and Philip A. Szanto, Board Review Series Pathology, 1st Edition, Wolters Kluwer - Lippincott, Williams and Wilkins, Chapter 22, Musculoskeletal System, Page 346.
Autor:
· Dr. Alexandra Sieroslawska
Ilustrações:
· Pelve - vista anterior - Yousun Koh
· Cavidade pélvica - vista anterior - Paul Kim
· Cavidade pélvica - vista lateral-direita - Paul Kim
· Articulação sacroilíaca - vista posterior - Yousun Koh
· Sínfise púbica - vista anterior - Liene Znotina
· Articulação lombossacral - vista posterior - Liene Znotina
· Sínfise sacrococcígea - vista anterior - Liene Znotina
· Ligamento sacrotuberal - vista posterior - Liene Znotina
· Ligamento sacroespinhal - vista posterior - Liene Znotina
· Forame isquiático maior - vista posterior - Liene Znotina
· Músculo piriforme - vista posterior - Liene Znotina
· Nervo ciático - vista posterior - Liene Znotina
· Nervo glúteo inferior - vista posterior - Liene Znotina
· Artéria glútea inferior - vista posterior - Liene Znotina
· Forame isquiático menor -vista posterior - Liene Znotina
· Músculo obturador interno - vista posterior - Liene Znotina
· Nervo pudendo - vista posterior - Liene Znotina
· Artéria pudenda interna - vista posterior - Begoña Rodriguez
Tradução para o português:
· Lívia Lourenço do Carmo
· Rafael Lourenço do Carmo
Exercícios sobre sistema esquelético
Rubens Castilho
Professor de Biologia e Química Geral
Adicionar aos favoritos
Questão 1
Os ossos são órgãos do corpo humano responsáveis por diversas funções, EXCETO:
a) Sustentação do corpo
b) Proteção de órgãos internos
c) Apoio para realização dos movimentos
d) Reserva de vitaminas
Questão 2
O osso é constituído por diversos tecidos, como sanguíneo, cartilaginoso, adiposo, nervoso e em maior quantidade pelo tecido ósseo, principal constituinte do esqueleto humano.
Assinale a alternativa que apresenta as células típicas do tecido ósseo.
a) micróglia, célula dendrítica e célula de Schwann.
b) osteoblastos, osteócitos e osteoclastos.
c) hemácias, leucócitos e trombócitos.
d) Fibroblasto, mioblasto e sarcolema.
Questão 3
O sistema esquelético é formado pelo esqueleto, com ossos e cartilagens, mais ligamentos e tendões.
O esqueleto humano é a estrutura óssea dividida basicamente em esqueleto axial e esqueleto apendicular. Sobre ele, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
a) Protege órgãos vitais, como cérebro e coração.
b) Auxilia no equilíbrio ácido-base do corpo.
c) A ação conjunta com músculos e articulações permite a locomoção.
d) O esqueleto axial apresenta 126 ossos, enquanto o esqueleto apendicular é constituído de 80 ossos.
Questão 4
O corpo de um adulto é formado por 206 ossos, que podem ser classificados de acordo com o formato em 6 tipos principais: longos, curtos, planos, irregulares, sesamoides e suturais.
O fêmur é um osso que possui como principal característica a resistência e o fato de ser um osso
a) irregular
b) sesamoide
c) longo
d) plano
Questão 5
A imagem a seguir apresenta uma parte da anatomia de um osso longo, onde está destacado duas camadas: osso compacto e osso esponjoso.
Analise as seguintes proposições e classifique-as em Verdadeiro (V) ou Falso (F).
I. O osso compacto está situado em regiões periféricas com cavidades visíveis.
II. O osso esponjoso é a camada menos densa e não apresenta cavidades comunicantes.
III. O osso compacto confere resistência, proteção e suporte por ser a parte mais rígida.
IV. O osso compacto e o canal medular são ocupados pela medula óssea.
A sequência correta é:
a) V; V; V; V.
b) F; V; V; V.
c) F; F; V; F.
d) F; F; F; F.
Questão 6
O osso é uma estrutura viva e dinâmica capaz de se regenerar quando sofre uma fratura. Essa capacidade de regeneração está relacionada com:
a) A presença de medula óssea no interior no osso
b) A disposição irregular das fibras de colágeno
c) As muitas cavidades comunicantes em seu interior
d) As atividades celulares no tecido ósseo
Questão 7
O sistema locomotor corresponde à integração do sistema esquelético com o sistema muscular. A ação conjunta de ossos, articulações, músculos e cartilagens produzem os movimentos e os músculos participam do processo executando:
a) regulação da pressão no tecido e produção de proteínas contrácteis
b) contração e relaxamento
c) estímulo dos nervos e fornecimento de energia
d) fluxo sanguíneo e aquecimento do corpo
Questão 8
Em relação aos ligamentos pode-se afirmar que
I. São estruturas resistentes e pouco elásticas.
II. São responsáveis pela união de ossos e atuam como amortecedores.
III. O colágeno é um dos principais constituintes dos ligamentos.
IV. Auxiliam na fixação local de muitos órgãos internos.
Estão corretas as afirmativas
a) I e III
b) II e IV
c) I, III e IV
d) Todas as alternativas
Questão 9
As articulações são o ponto de encontro entre os ossos, pois realiza a conexão entre ossos e cartilagens. As articulações são classificadas pelo grau de mobilidade em:
a) suspensoras, segmentares e anexas
b) sinartrose, anfiartrose e diartrose
c) fibrosas, musculares e nervosas
d) longas, curtas e circulares
Questão 10
A cartilagem é um tipo de tecido:
a) estriado
b) muscular
c) conjuntivo
d) epitelial
Questão 11
Os tendões apresentam as seguintes funções, EXCETO:
a) Revestem as articulações ósseas
b) Amortecem o atrito entre ossos
c) Protegem algumas partes do corpo
d) Absorvem eletrólitos do sangue
Questão 12
(Mack-2009) A osteoporose é uma doença que acomete principalmente as mulheres após os 50 anos de idade.
Caracteriza-se pela perda de tecido ósseo, o que pode levar a fraturas. Nesse contexto, considere as afirmações abaixo.
I. A ingestão de alimentos, como leite e derivados, associada à atividade física, é importante na prevenção da doença.
II. A exposição moderada ao Sol aumenta a síntese de vitamina D, responsável pela fixação do cálcio no tecido ósseo.
III. Essa doença pode ocorrer em casos em que a ingestão de cálcio é deficiente, o que provoca a retirada desse elemento da matriz do tecido ósseo.
Assinale
a) se todas estiverem corretas.
b) se somente I e III forem corretas.
c) se somente II e III forem corretas.
d) se somente I e II forem corretas.
e) se somente I for correta.
Questão 13
Hormônio responsável por realizar a deposição do cálcio sobressalente, na corrente sanguínea, na matriz óssea:
a) paratormônio.
b) calcitrante.
c) calcitonina
d) T3.
e) somatotrófico
Questão 14
A ________ produz o hormônio __________ para remoção de cálcio da matriz óssea quando os níveis desse sal mineral está baixo na corrente sanguínea, pois ele é importante na ___________.
a) tireoide / calcitonina / calcificação óssea.
b) paratireoide / paratormônio / contração muscular.
c) tireoide / paratormônio / calcificação óssea.
d) paratireoide / LTH / contração muscular.
e) hipófise / ADH / liberação de cálcio do corpo.
Questão 15
O osso central da caixa torácica, localizado entre os mamílos, é denominado:
a) Quilha.
b) Esternocleidomastóideo.
c) Tórax.
d) Forame médio.
e) Esterno.
image14.jpeg
image15.jpeg
image16.jpeg
image17.jpeg
image18.jpeg
image19.jpeg
image20.jpeg
image21.jpeg
image22.jpeg
image23.jpeg
image24.jpeg
image25.jpeg
image26.jpeg
image27.jpeg
image28.jpeg
image29.jpeg
image30.jpeg
image31.jpeg
image32.jpeg
image33.jpeg
image34.jpeg
image35.jpeg
image36.jpeg
image37.jpeg
image38.jpeg
image39.jpeg
image40.jpeg
image41.jpeg
image2.jpeg
image3.jpeg
image4.jpeg
image5.jpeg
image6.jpeg
image1.jpeg
image7.jpeg
image8.jpeg
image9.jpeg
image10.jpeg
image11.jpeg
image12.jpeg
image13.jpeg