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Mobilização Articular
Osteocinemática: Osteo” e “cinemática”
movimentos dos ossos descritos nos três planos do corpo (Ex: flexão de quadril no plano sagital)
Tipos de Movimento
Artrocinemática: artro” e “cinemática”
movimentos articulares (acessórios) que ocorrem dentro entre as superfícies articulares durante movimentos	fisiológicos.
(Ex: rotação, rolamento, giro, compressão e tração)
Mayworm, 2016
Mayworm, 2016
Tipos de Movimento
- Artrocinemática -
Técnica de terapia manual passiva usada para tratar disfunções 	articulares como a rigidez, hipomobilidade e dor.
Movimentos Fisiológicos (osteocinemática)
Tipos
Mov. Integrantes
Mov. Intra-articul.
O que é Mobilização Articular?
Movimentos acessórios
(artrocinemática)
Movimentos Fisiológicos (Osteocinemática)
(Alavanca Óssea)
Movimentos Acessórios (Artrocinemática)
Movimentos Acessórios (Integrantes)
Movimentos Acessórios
(Intra-Articulares)
Importante para que os movimentos fisiológicos não lesionem as estruturas articulares
Mayworm, 2016
OS MOVIMENTOS ARTROCINEMÁTICOS SÃO INFLUENCIADOS PELA FORMA DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES
Ovóide : uma superfície é convexa e outra é côncava
Selar: uma superficie é côncava em uma direção e convexa 	na outra, com a superficie oposta convexa e côncava.
Rolamento
ROLAMENTO SOZINHO pode causar COMPRESSÃO nas superfícies do lado que o osso
esta se movendo, o que pode provocar uma LESÃO ARTICULAR
Nas articulações com a biomecânica normal:
Rolamento ocorre em combinação com os movimentos de deslizamentos e giro
Rolamento pode ocorrer de forma isolada?
Rolamento
As superfícies são incongruentes.
Novos pontos de uma superfície encontram novos pontos na 	superfície	oposta.
Ocorre na mesma direção que a oscilação.
Causa compressão de um lado e separação de outro.
O	rolamento	isolado	não	reproduz	a	mecânica	articular 	normal
O rolamento é sempre na mesma direção que o movimento ósseo	sendo a superfície óssea convexa ou côncava.
Deslizamento
As superfícies são planas
Se o osso que se move for convexo : deslizamento ocorre 	na direção oposta à do movimento .
Se osso que se move for côncavo : deslizamento na mesma 	direção do movimento.
Regra do convexo- côncavo
Movimento
Movimento
Rolamento
Rolamento
Deslizamento
Deslizamento
Regra do convexo-côncavo
Giro
Rotação de um segmento sobre um eixo estacionário.
Ocorre em combinação com o rolamento e deslizamento.
Compressão
Diminuição do espaço 	articular
Cargas compressivas 	normais: nutrição
Cargas compressivas altas: 	deterioração
Contração muscular e 	rolamento: compressão .
FORÇAS PRESENTES EM UMA ARTICULAÇÃO
Tração (longitudinal ou oblíqua)
Deslizamento ou Separação das superfícies. articulares
Controla a dor e alonga a cápsula retraída
SEPARAÇÃO
DESLIZAMENTO
FORÇAS PRESENTES EM UMA ARTICULAÇÃO
TÉCNICAS OSCILATÓRIAS GRADUADAS
Grau 1 - oscilações rítmicas de pequena amplitude no início da amplitude
do movimento.
Grau 2 - oscilações rítmicas de grande amplitude no meio da amplitude do movimento , não atingindo o limite.
Grau	3	-	oscilações	rítmicas	de	grande	amplitude	até	o	limite	da
mobilidade existente.
Grau 4 - oscilações rítmicas de pequena amplitude no limite da mobilidade existente e forçadas na resistência.
G5- thrust em alta velocidade de pequena amplitude no limite da mobilidade disponível (TÉCNICA QUE REQUER TREINAMENTO AVANÇADO – não é objetivo da presente aula)
TÉCNICAS OSCILATÓRIAS GRADUADAS
(ADM)
APLICAÇÕES
GRAU I E II :	ANALGESIA (fase aguda)
+ mecanorreceptores: inibe vias nociceptivas no nível da medula espinhal e tronco encefálico;
Mobilização do líquido sinovial (nutrição da cartilagem).
APLICAÇÕES
GRAU III E IV :
AUMENTAR A ADM
(fase subaguda e crônica)
Utilizam	alongamento	dos	tecidos periarticulares (limite elástico)
VELOCIDADE E DURAÇÃO
GRAU I E IV : OSCILAÇÕES RÁPIDAS 3 à 4 SEGUNDOS .
GRAU II E III :	OSCILAÇÕES REGULARES 1 À 2 MINUTOS.
TÉCNICAS COM TRANSLAÇÃO
MANTIDA
GRAU	1	:	tração	articular	de	pequena	amplitude	– 	analgesia
GRAU 2 : tração suficiente para tensionar os tecidos ao 	redor da articulação
- determina o quão sensível está a articulação (início ttº)
Forma intermitente gera analgesia para manter ADM.
GRAU	3	:	tração	suficiente	para	alongar	a	cápsula	e tecidos vizinhos.
(↑ ADM)
MOBILIDADE INTRA- ARTICULAR EXISTENTE
ALONG
1
2
3
Vantagens da mobilização
Dosagem da força
Força aplicada perto da articulação
Força seletiva , aplicada no tecido desejado.
A direção da mobilização acompanha a mecânica articular.
EFEITOS
Nutrição da cartilagem
Mantém a extensibilidade nos tecidos articulares
Analgesia e diminuição do espasmo muscular.
Estímulo proprioceptivo.
Aumento ou manutenção da ADM
Aumenta a velocidade de execução do movimento
Recupera ou melhora a função estabilizadora.
INDICAÇÕES
Hipomobilidade articular reversível.
Disfunções musculoesqueléticas e articulares
Traumas
Limitação progressiva
Imobilidade funcional
CONTRA-INDICAÇÕES
Espondilolistese, hipermobilidade, lesões vertebrais 	com compressão de raízes nervosas, compressão da 	cauda eqüina ou da medula (mielopatia) e estenoses.
Fraturas não consolidadas, fratura por stress, luxação e 	lesões ligamentares agudas.
Tumores e Infecções
Osteoporose
Doenças inflamatórias (espondilite anquilosante, 	artrite reumatóide)
Espasmo intenso.
Má formação congênita
Precauções
Dor excessiva
Artroplastias totais.
Tecido conjuntivo recém-formado, após lesões ou cirurgias.
Idosos
Pacientes hemofílicos
Hipomobilidade e Hipermobilidade reacional compensatória
Uma hipomobilidade corresponde	a uma restrição 	de movimento em algum dos eixos de movimento.
Uma hipomobilidade pode provocar uma 	hipermobilidade reacional e compensatória, levando 	a sintomas à distância.
As hipomobilidades devem ser tratadas e não as 	hipermobilidades, mesmo sendo muitas vezes estes 	o local de dor.
PRÁTICA MMSS
Articulação Acromioclavicular
(Deslizamento Anterior)
INDICAÇÃO:	aumentar	a	mobilidade	da
articulação
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	Sentado	ou
decúbito ventral
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
-Fixar	a	escápula	ao	redor	do	acrômio lateralmente;
- Empurrar a clavícula anteriormente na região
do trapézio fibras superiores
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: EMPURRAR A CLAVÍCULA ANTERIORMENTE
Articulação Esternoclavicular
(Deslizamento Posterior e Superior)
INDICAÇÃO:	aumentar	a	mobilidade	da
articulação
POSIÇÃO DO PACIENTE: decúbito dorsal POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
falange	média
- Flexionar	o	dedo	indicador	e	colocar	a
ao	longo	da	clavícula	para
apoiar o polegar;
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
POSTERIOR: EMPURRAR COM O POLEGAR NO SENTIDO POSTERIOR SUPERIOR: EMPURRE COM O INDICADOR OU POLEGAR NO SENTIDO SUPERIOR
Articulação Glenoumeral
(Deslizamento Anterior na posição de repouso)
INDICAÇÃO: Mobilidade em Extensão e rotação externa
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	Decúbito	Ventral	braço	na
posição de repouso na borda da maca (estabilizar acrômio)
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
Lateralmente à maca com a perna fletida apoiando o
braço do paciente;
-Posicionar	uma	mão	distalmente	ao	úmero	(separação Grau 1)
Mão oposta posterior ao úmero, região proximal
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: DESLIZAR O ÚMERO ANTERIORMENTE E
MEDIALMENTE
CUIDADO: Posicionar o ombro à 90º de abdução e rotação externa pode ocasionar subluxação da cabeça do úmero
Articulação Glenoumeral
(Progressão da Rotação Externa)
INDICAÇÃO: rotação externa
POSIÇÃO DO PACIENTE: ombro na posição de repouso , rodar externamente até a ADM final (separação Grau III) perpendicular ao plano de tratamento na cavidade glenoumeral
PROGRESSÃO DE SEPARAÇÃO para EVITAR
subluxação da cabeça do úmero
Articulação Glenoumeral
(Deslizamento Posterior na posição de repouso)
INDICAÇÃO: flexão e rotação interna
POSIÇÃO DO PACIENTE: Decúbito Dorsal com o braço do paciente na posição de repouso.
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
De costas para o paciente entreo tronco e braço;
Apoiar o braço contra seu tronco, segurando
o úmero distalmente (separação Grau 1);
-Posicionar a mão oposta na região proximal e anterior do úmero
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: DESLIZAR A CABEÇA DO ÚMERO POSTERIORMENTE
Articulação úmeroulnar
INDICAÇÃO: aumentar a flexão
POSIÇÃO DO PACIENTE: Decúbito Dorsal na beira da maca com o cotovelo na posição de repouso
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
- Dedos da mão medial na região proximal da ulna. Reforçar com a outra mão
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: APLICAR UMA FORÇA DE SEPARAÇÃO À 45º DE FLEXÃO. MANTENHA A SEPARAÇÃO DIRECIONANDO A FORÇA NO SENTIDO DISTAL DA ULNA FAZENDO UM MOVIMENTO CURVO
Articulação Punho
INDICAÇÃO: aumentar mobilidade (dorsal) e
(palmar)
POSIÇÃO DO PACIENTE: sentado com o antebraço apoiado sobre um suporte e mão fora da maca
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
-Estabilizar o antebraço com a mão proximal;
- Posicionar	a	mão	distal	sobre	o	dorso	da
mão
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
A: Dorsal – mobilizar o punho no sentido dorsal (para cima);
B: Palmar: mobilizar o punho no sentido palmar (para
baixo.
PRÁTICA MMII
Deslizamento Posterior do Quadril
INDICAÇÃO:	Aumentar	a	flexão	e	rotação
interna
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	decúbito	dorsal, com quadril no final da maca;
Perna contra-lateral em flexão de quadril e
joelho apoiando no tronco pelo paciente
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
De pé no lado medial da coxa do paciente;
- Colocar uma cinta ao redor do ombro e embaixo da coxa do paciente se possível, ara permitir maior sustentação da coxa;
- Mão proximal posicionada na região anterior
da coxa, próxima ao quadril;
- Mão	distal	na	região	posterior	da	coxa,
próxima ao joelho.
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Manter o cotovelo estendido, flexionando os joelhos. Aplicar a força no sentido posterior
Deslizamento TíbioFemoral Posterior
INDICAÇÃO: Aumentar flexão
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	decúbito	dorsal com o pé apoiado na maca
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
Sentar sobre o pé do paciente;
Segurar ao redor da tíbia com as duas mãos.
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Estenda os cotovelos e empurre a tíbia posteriormente
Deslizamento TíbioFemoral Anterior
INDICAÇÃO: Aumentar Extensão
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	decúbito	ventral com suporte na região anterior do joelho
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
Segurar a porção distal da tíbia;
Mão	proximal	na	face	posterior	da	tíbia proximal
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Forçar a tíbia anteriormente.
Articulação TaloCrural
(Deslizamento Ventral)
INDICAÇÃO: Aumentar a flexão plantar
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	decúbito	ventral com o pé na borda da maca
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
De pé ao final da maca
Posicionar a mão lateral no dorso do pé, para aplicar uma tração Grau I
Posicionar	a	mão	medial	sobre	o	tálus
posteriormente e calcâneo;
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Empurrar contra o calcâneo no sentido anterior (em relação à tíbia)
Articulação TaloCrural
(Deslizamento Dorsal)
INDICAÇÃO: Aumentar a dorsifflexão
POSIÇÃO	DO	PACIENTE:	decúbito	dorsal com o tornozelo na posição de repouso.
POSIÇÃO DO FISIOTERAPEUTA:
De pé ao lado do paciente;
Mão Cranial: estabilizar a perna com mão ou cinta sobre a maca;
Posicionar a mão caudal sobre o tálus;
Aplica-se uma força de separação Grau I na
direção caudal.
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Deslizar o tálus posteriormente contra a tíbia
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