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1 – Exercícios corretivos para disfunções nos joelhos Esta apresentação abordou os exercícios corretivos, bem como a sua correta implementação para as disfunções músculo-esqueléticas, diagnosticadas através da avaliação funcional. Esta avaliação deve ser feita através do Functional Movement Screen (FMS). Ferramenta esta que permite avaliar disfunções em joelhos, tornozelos e pés através da análise de movimentos como o agachamento e lunge. Esta avaliação torna-se importante uma vez que padrões incorretos de movimento podem gerar problemas articulares a longo prazo e a sua identificação prévia permite retificar e prevenir agravamentos. Os exercícios corretivos variam de exercícios de fortificação muscular, alongamentos estáticos e trabalho da estabilidade e otimização motora. No entanto, é importante destacar que todos os métodos corretivos devem ser realizados de forma progressiva, mais ou menos gradual, para que seja possível verificar melhorias nos diferentes âmbitos a serem trabalhos. 2- Exercício físico para idosos O exercício físico em idosos, embora não permita reverter os efeitos do avanço da idade cronológica, consegue melhorar a sua saúde metabólica em todos os parâmetros, bem como a sua capacidade funcional geral. A apresentação realçou que os benefícios da prática desportiva em idosos possui distintos benefícios: preservação das funções cognitivas; diminuição da maior causa de morte e perda de autonomia em idosos (quedas) através do reforço da massa muscular; controlo do aumento da massa gorda, bem como melhor controlo de doenças metabólicas já existentes; melhoria na capacidade cardiovascular. Desta forma, a Organização Mundial de Saúde recomenda, para idosos: 150-300 minutos de exercício aeróbio moderado e 75-150 minutos de exercício aeróbio vigoroso, bem como treino de força e de equilíbrio. 3 – Exercício físico para grávidas Mulheres que são fisicamente ativas apresentam menor risco de complicações durante o parto; no entanto, a gravidez é um momento na vida das mulheres que traz à superfície uma montanha-russa de emoções, repleta de alterações hormonais que vão causar mudanças de humor, estado de espírito e mesmo possíveis sintomas de ansiedade e depressão. Assim, a mensagem que deve ser passada às grávidas deve ser clara: o exercício tornará, qualquer situação durante a gravidez, numa situação melhor. Os benefícios que se destacam são: o menor risco de desenvolvimento de diabetes gestacional e de hipertensão durante a gravidez; promoção de um estado emocional equilibrado; parto menos doloroso; melhor recuperação pós-parto. A recomendação de exercícios para grávidas envolve: >150 minutos de atividade aeróbia de intensidade moderada por semana e exercícios de fortificação muscular e alongamentos estratégicos (por exemplo, yoga pré-natal). Quaisquer exercícios que ponham em causa a região abdominal, ou causem risco de queda. 4 – Flexibilidade A flexibilidade pode ser definida como a amplitude de movimento de uma dada articulação ou conjunto de articulações e contribui para a saúde do tecido muscular esquelético e para a saúde física e funcional. Esta aptidão física é influenciada pela idade, pelo género, pela quantidade de massa magra face à massa gorda e pela estrutura morfológica individual. As mulheres têm, por norma, maior flexibilidade devido às diferenças anatómicas. O avanço da idade cronológica causa a redução da elasticidade da pele e o aumento rigidez articular, diminuindo sempre a capacidade da flexibilidade face àquela que um dado indivíduo teve no seu auge. Os alongamentos apresentam-se como ferramenta essencial para o treino da flexibilidade existindo: alongamentos estáticos (manutenção de uma posição de alongamento muscular de 10 a 30 segundos); dinâmicos (movimentos com amplitude de alongamento muscular). Os alongamentos possuem ainda um papel com destaque no final da prática de exercícios cardiorrespiratório ou de resistência, como fim de relaxamento muscular. 5 - Exercício físico em crianças e adolescentes O desenvolvimento saudável, a exploração e aproveitamento máximo das capacidades funcionais, bem como a otimização da maturação do sistema nervoso só é possível, em crianças e adolescentes, através da prática de exercício físico. A prática de exercício físico em crianças e adolescentes promove uma infância e adolescência com stress reduzido, com mais capacidade cardiorrespiratória, caracterizando-se como uma fase propicia ao rápido aumento das capacidades funcionais, da massa muscular e consequentemente, pode resultar numa estratégia eficiente para um aumento mais rápido da auto-estima. O desporto nas idades tenras contribui ainda para o desenvolvimento de hábitos mais saudáveis por parte dos jovens, no geral, como a alimentação e a manutenção de uma higiene de sono adequada. 6 – Exercícios Corretivos para disfunção do complexo Lombo-Pélvis-Anca A avaliação do CLPA inclui a execução de testes dinâmicos e estáticos que ajudam a reconhecer restrições de movimento, desbalanceamentos musculares e padrões de recompensa. Os testes dinâmicos, como o agachamento e a caminhada, são empregados de forma a analisar a funcionalidade e a sincronização do movimento. Os testes estáticos auxiliam a analisar a posição e a simetria do corpo. Os exercícios corretivos passam por: libertação auto-miofascial (técnicas de alívio da tensão muscular e melhoria da mobilidade); alongamentos específicos (alongamentos para libertar tensões dos músculos da perna; fortificação muscular (músculos das pernas, glúteo e abdómen). 7 – Disfunção da cabeça e ombros A avaliação do desvio postural da disfunção cabeça ombros é feita através do Functional Movement Screen (FMS). Os desvios posturais mais comuns são os ombros arredondados, hiperlordose cervical, posteriormente, deve ser feita a gestão das dores e a restauração da função cabeça-ombros, através de exercícios e estratégias corretivas. As estratégias corretivas passam por: libertação auto-miofascial (técnicas de alívio da tensão muscular e melhoria da mobilidade); ganho de força e massa muscular nos músculos cervicais, romboides, trapézios e torácicos; alongamentos (como meio de corrigir desalinhamentos). 8 – Força Os autores exploraram o tema da força muscular, no sentido das suas exteriorizações, baterias de teste e estratégias de teste. O tecido muscular esquelético possui diversas funções, entre as quais se destacam: produção de movimentos (permite a deslocão de membros corporais e de cargas externas consoante a capacidade de produção de força máxima), estabilização de articulações (traz equilíbrio à estrutura morfológica e diminui a pressão exercida sobre estas estruturas pelas cargas externas). Os autores referiram os conceitos de força máxima, resistência e potência muscular. A força máxima refere-se à maior carga externa que pode ser deslocada por um dado músculo ou conjunto de músculos nas suas posições de maior contractilidade. A potência muscular refere-se à energia que o músculo é capaz de produzir, por unidade de tempo e a resistência muscular à capacidade do músculo em prolongar esforços submáximos. A bateria de teste para medição da força máxima é o 1RM. A dinamometria mede a força de preensão manual (handgrip). Ainda nos foi apresentada a bateria de testes de Rikli & Jones, como bateria de testes para a população idosea, com exercícios como o de levantar e sentar numa cadeira e o 6MWT (6-minutes-walk-test). Para que o treino de força seja executado corretamente, a intensidade (cargas de 85-100% do RM), a frequência de treino, o tempo de descanso entre séries (prolongados) e os tipos de exercícios (preferencialmente pluriarticulares) devem estar otimizados. 9 – Exercícios corretivos para disfunções da coluna vertebral – escoliose, cifose, atitudes escolióticas Os autores consideram que as condições da coluna vertebral, como escoliose, cifose e lordose, representam desafios importantes para a saúde postural e o bem-estar de milhões de pessoas. A coluna vertebral é essencial para a estabilidade corporal, o suporte da cabeçae a proteção da medula espinhal. Alterações nas suas curvaturas naturais podem afetar o equilíbrio, a função muscular e a mobilidade, causando dor, desconforto e dificuldades nas atividades quotidianas. As disfunções da coluna vertebral são detetadas através da observação: na avaliação postural procuramos detetar se os desvios posturais se mantém nas diversas posições; na inspeção lateral e frontal procuram-se curvaturas na coluna; através do uso do escoliómetro e da palpação espinhosa é possível verificar o alinhamento da coluna (bem como a partir do teste de Adams) e ainda a observação das disparidades, se existirem, entre diferentes membros. A nível de exercícios corretivos: o lunge stretch serve para alongar os músculos fletores, encurtados devido a posturas sentadas prolongadas; o cat-cow stretch, cobra pose e child’s pose servem para restaurar a mobilidade dos músculos posteriores e anteriores da coluna e da musculatura lateral, respetivamente.