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V iv ia n L a v a n d e r M e n d o n ça C iê n c ia s E n s in o F u n d a m e n t a l 3 NO D A E S C O L A P A R A O M U N D O 3ANO Ciências Ensino Fundamental Anos Iniciais Vivian Lavander Mendonça Tereza Costa Manual do Professor CAPA_DEPOM_FUND_I_OBJ1_SCIPIONE_PNLD_2023_CIE_3ano.indd 6CAPA_DEPOM_FUND_I_OBJ1_SCIPIONE_PNLD_2023_CIE_3ano.indd 6 8/16/21 12:30 PM8/16/21 12:30 PM Ciências Ensino Fundamental Anos Iniciais 3ANO Manual do Professor 1a edição, São Paulo, 2021 Vivian Lavander Mendonça Bacharela e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP) Mestra em Ciências pelo Instituto de Biociências da USP Ex-professora de Ciências e Biologia na rede particular de ensino (São Paulo, SP) Autora de obras didáticas para a Educação Básica Tereza Costa Bacharela e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar-SP) Mestra em Ecologia e Recursos Naturais pela Ufscar-SP Ex-professora de Biologia da rede pública de ensino do estado de São Paulo Tecnologista em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) FRONTIS_DEPOM_FUND_I_OBJ1_SCIPIONE_PNLD_2023_CIE_MP.indd 3FRONTIS_DEPOM_FUND_I_OBJ1_SCIPIONE_PNLD_2023_CIE_MP.indd 3 8/16/21 12:31 PM8/16/21 12:31 PM 2 Direção editorial: Lauri Cericato Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel Coordenação de área: Daniela Teves Nardi Coordenação de obra: Natalia Almeida Santos Mattos Edição: Gabriela A. de Lima, Kamille Ewen de Araújo, Luana Agostini, Vinícius Leonardo Biffi, Vivian Vieira e Jeynne Carrillo Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha Revisão: Mariana Braga de Milani (ger.), Alexandra Costa da Fonseca, Ana Maria Herrera, Ana Paula C. Malfa, Carlos Eduardo Sigrist, Flavia S. Vênezio, Gabriela M. Andrade, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Sandra Fernandez, Sueli Bossi e Vanessa P. Santos Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), Letícia Lavôr (edição de arte), Ponto Inicial (diagramação) Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), Douglas Cometti e Caio Mazzilli (pesquisa iconográfica), Emerson de Lima (tratamento de imagens) Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.) Ilustrações: Al Stefano, Feliz Reiners, Giz de Cera, Jorge Zaiba, Júlio Dian, Luiz Iria, Paulo Manzi e Vicente Mendonça Cartografia: Mouses Sagiorato Design: Luis Vassallo (proj. gráfico, capa e Manual do Professor) Foto de capa: Liz Sallee Bauer/Shutterstock Todos os direitos reservados por Editora Scipione S.A. Avenida Paulista, 901, 4o andar Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200 Tel.: 4003-3061 www.edocente.com.br atendimento@aticascipione.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua - CRB-8/7057 2021 Código da obra CL 720064 CAE 774627 (AL) / 774676 (PR) 1a edição 1a impressão De acordo com a BNCC. Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens presentes nesta obra didática. Colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões de créditos e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que, eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão, são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo. Impressão e acabamento 3_Vem_Voar_Cie_g23At_002_INICIAIS_MP.indd 23_Vem_Voar_Cie_g23At_002_INICIAIS_MP.indd 2 8/9/21 8:18 PM8/9/21 8:18 PM A p re se n ta ç ã o Querido professor, Acreditamos na fundamental importância da educação para o desenvolvimento de cada indivíduo e para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável. Tal importância é inequívoca nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, etapa em que a prioridade é a alfabetização, o desenvolvimento da literacia e da numeracia. As habilidades desenvolvidas no âmbito do ensino de Ciências da Natureza muito têm a contribuir para essa etapa. Com base nas observações de fenômenos naturais e na curiosidade das crianças sobre eles, podemos criar contextos que enriquecem o ambiente alfabetizador. Além disso, as atividades das aulas de Ciências da Natureza podem favorecer a criatividade, a sensibilidade, a capacidade de trabalhar em equipe e de buscar informações, entre outras habilidades essenciais para conviver em um mundo de múltiplos e acelerados processos de mudança. Desse modo, elaboramos esta coleção para apoiar o seu trabalho, sugerindo estratégias e abordagens que facilitem o desenvolvimento das habilidades e competências que são direitos de aprendizagem dos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Neste manual, você encontra uma parte inicial com orientações gerais, apresentando objetivos, referenciais e estrutura da coleção, e uma parte com orientações específicas para cada volume, contendo a lista de objetivos pedagógicos de cada unidade, sugestão de itinerário de aulas, diretrizes acerca das avaliações sugeridas e a reprodução reduzida das páginas do Livro do Estudante com orientações didáticas. Esperamos contribuir para o seu trabalho! Os autores. 3 P2_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_003a004_MP_INICIAIS.indd 3P2_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_003a004_MP_INICIAIS.indd 3 8/14/21 7:24 PM8/14/21 7:24 PM Sumário Orientações gerais ................................................................................................................................5 Objetivos fundamentais da coleção ..................................................................................................5 Referenciais teóricos e práticas pedagógicas da coleção .........................................................5 O ensino por competências e habilidades segundo a BNCC ....................................................9 O ensino de Ciências e a literacia, a alfabetização e a numeracia ....................................... 11 Práticas e abordagens ......................................................................................................................... 13 Avaliação .................................................................................................................................................. 15 A estrutura da coleção ........................................................................................................................ 16 Competências e Habilidades da BNCC .......................................................................................... 18 Orientações específicas ................................................................................................................... 21 Introdução ao volume ......................................................................................................................... 21 Organizando o trabalho com as unidades do livro .................................................................. 21 Avaliação formativa.............................................................................................................................. 23 Conteúdo e cronograma ..................................................................................................................... 23 Reprodução do Livro do Estudante .............................................................................................. 27 Orientações gerais para a seção O que eu já sei? ........................................................................ 36 Introdução da unidade 1 .................................................................................................................... 38 Conclusão da unidade 1 .....................................................................................................................70 Introdução da unidade 2 .................................................................................................................... 72 Conclusão da unidade 2 ...................................................................................................................112 Introdução da unidade 3 ..................................................................................................................114 Conclusão da unidade 3 ...................................................................................................................148 Introdução da unidade 4 ..................................................................................................................150 Conclusão da unidade 4 ...................................................................................................................184 Orientações gerais para a seção O que eu aprendi? ................................................................188 Referências bibliográficas comentadas ..................................................................................191 4 P2_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_003a004_MP_INICIAIS.indd 4P2_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_003a004_MP_INICIAIS.indd 4 8/14/21 7:24 PM8/14/21 7:24 PM Orientações gerais Objetivos fundamentais da coleção O estudo das Ciências da Natureza é uma importante ferramenta para que crianças e jovens ampliem sua visão de mundo, pois, partindo da própria curiosidade, os estu- dantes aprendem a sistematizar suas observações e analisar e investigar os fenômenos naturais que nos cercam. Essas habilidades, que são relacionadas ao pensamento científico, podem ser aplicadas não apenas às questões diretamente relacionadas aos temas das Ciências da Natureza, mas tam- bém a diversos contextos da vida social que necessitem de raciocínio lógico e pensamento crítico. Tal aprendizado, que continua por toda a vida, é aplicado em posicionamentos e tomadas de decisões nos âmbitos pessoal e coletivo e inclui o respeito e o cuidado em relação a si mesmo, ao outro, à sociedade e ao ambiente. Saber reconhecer informações confiáveis e tomar decisões conscientes revelaram-se habilidades ainda mais prementes quando esta obra estava sendo elaborada, momento no qual a população mundial enfrentava um desafio sanitário e so- cioeconômico: a pandemia de covid-19. Nesse cenário, muitas informações equivocadas, ou até mesmo falsas, se alastraram principalmente pelas mídias digitais, e era imprescindível saber como identificar a desinformação e reconhecer dados confiá- veis para agir de forma segura e responsável. Por esse motivo, esta coleção foi elaborada considerando as Ciências da Natureza um importante instrumento para que os estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental se familiarizem com o pensamento científico, conhecendo mais o mundo em que vivem e desenvolvendo, com o tempo, a capacidade de atuar sobre ele, propondo soluções sustentáveis para os desafios da atualidade e exercendo ple- namente a cidadania. Além disso, esta coleção assume o compromisso de con- tribuir para a alfabetização, a literacia e a remediação das defasagens de aprendizado dos estudantes que não tiveram acesso ao ensino presencial ou remoto durante a etapa de Educação Infantil ou durante os anos iniciais do Ensino Fun- damental devido às restrições impostas pela pandemia. Com base em tais princípios norteadores, definimos co- mo objetivos essenciais da obra: • promover o letramento científico, nos termos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com base em ele- mentos da Teoria da Aprendizagem Significativa; • contribuir para o desenvolvimento de competências e habilidades, de acordo com a BNCC; • contribuir para a consolidação da literacia, da alfabetiza- ção e da numeracia; • sugerir práticas e abordagens para a organização de um currículo de Ciências da Natureza alinhado à BNCC; • sugerir momentos e atividades de avaliação diagnóstica, processual e de resultado. Essas diretrizes permeiam toda esta coleção, constituída de cinco volumes, do 1o ao 5o ano do Ensino Fundamental. A seguir, vamos compartilhar com você os referenciais teóricos utilizados na elaboração desta coleção e explicar como eles se concretizam em sua estrutura. Referenciais teóricos e práticas pedagógicas da coleção Letramento científico à luz da BNCC Os conceitos das Ciências da Natureza nem sempre são bem compreendidos, sendo, muitas vezes, interpre- tados como um conjunto de dogmas ou verdades in- questionáveis. Para romper com essa visão, pesquisadores da área de Ensino de Ciências indicam ser necessário compreender conceitos científicos e, ao mesmo tempo, compreender a natureza do conhecimento científico. As pesquisadoras Melina Furman e Maria Eugenia de Podestá (2009) utilizam como analogia as duas faces de uma moe- da: por um lado, as Ciências da Natureza constituem um conjunto de conhecimentos construídos pela humanida- de, que procura explicar o mundo onde vivemos, e, por outro lado, configuram-se como um modo de investigar e 5 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 5P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 5 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM interpretar os fenômenos naturais. Assim, o conhecimen- to científico é produto de um processo que envolve, entre outros aspectos, o raciocínio lógico, o questionamento, a observação, a experimentação, a elaboração de modelos e o permanente debate na comunidade científica. Nesse contexto, qual seria o papel da escola em relação à compreensão do pensamento científico? Segundo as pesquisadoras: [...] a escola primária é a chave para colocar as pedras fundamentais do pensamento cien- tífico. Neste momento, assentam-se as bases para o que se conhece como alfabetização científica (FOUREZ, 1997). Esse processo, que culmina na escola secundária, implica que os alunos conheçam a natureza da ciência e os fundamentos de como o conhecimento cien- tífico é gerado, e aprendam não somente os conceitos, mas também as competências re- lacionadas com o modo científico de fazer e de pensar, as quais lhes permitem participar como cidadãos críticos e responsáveis em um mundo em que a ciência e a tecnologia pos- suem um papel fundamental. FURMAN, M.; PODESTÁ, M. E. de. La aventura de enseñar Ciencias Naturales. Buenos Aires: Aique Grupo Editor, 2009. p. 41. [Tradução livre dos autores.] Considerando a importância do conhecimento científico e do desenvolvimento tecnológico no mundo onde vive- mos, aprender Ciências da Natureza não é um fim em si mesmo, mas um meio para consolidar a participação no mundo. Compartilhamos do entendimento de que esse aprendizado é uma importante ferramenta para inclusão social de mulheres e homens, conforme defendido pelo pesquisador brasileiro Attico Chassot: Assim como se exige que os alfabetizados em língua materna sejam cidadãs e cidadãos críticos, [...] seria desejável que os alfabetizados cientificamente não apenas tivessem facilita- da a leitura do mundo em que vivem, mas entendessem as necessidades de transfor- má-lo – e, preferencialmente, transformá-lo em algo melhor. CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, n. 22, abr. 2003. Disponível em: https://tedit.net/Zv8J3f. Acesso em: 28 jun. 2021. No contexto da BNCC, o termo alfabetização científica é substituído por letramento científico, que não é exata- mente sinônimo e que: [...] envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tec- nológico), mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências. [...]. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC: SEB, 2018. p. 321. Disponível em: https://tedit.net/hGZ2NN. Acesso em: 25 jun. 2021. Os dois conceitos,porém, consideram que as Ciências da Natureza são uma linguagem de descrição e compreen- são da natureza; por esse motivo, é necessário um proces- so de aprendizagem dessa linguagem para que ela seja compreendida e utilizada. Com base nessas considerações, elaboramos uma coleção para apresentar as Ciências da Natureza em suas duas faces ou dimensões, de maneira integrada, auxi- liando os estudantes a compreender tanto os conceitos quanto o pensamento científico, sempre de modo ade- quado ao nível escolar e de forma progressiva ao longo dos volumes. A ampliação de vocabulário e a construção de significa- dos também são parte essencial do letramento científico. Segundo Romanatto e Viveiro (2015): [...] a linguagem científica (vocabulário específico, simbolismos) é um aspecto que demanda atenção [...]. Por um lado, essa lin- guagem está ancorada na língua materna e, assim, palavras do dia a dia são utilizadas no âmbito científico e precisam ser esclarecidas nesse domínio. Por outro lado, a linguagem científica traz novas palavras, assim como símbolos, que também precisam ser incorpo- rados e significados. [...] ROMANATTO, M. C.; VIVEIRO, A. A. Alfabetização científica: um direito de aprendizagem. In: BRASIL. Ministério da Educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Ciências da Natureza no Ciclo de Alfabetização. Caderno 8. Brasília, DF: MEC: SEB, 2015. p. 13. Além disso, em textos e atividades desta coleção, pro- curou-se problematizar os temas abordados e estimular a atitude investigativa, buscando valorizar e desenvolver a 6 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 6P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 6 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM curiosidade, a criatividade e habilidades como elaborar hi- póteses, reconhecer relações entre fatos ou conceitos, re- gistrar observações e interpretar dados. Nesse sentido, o aprendizado de Ciências da Natureza pode se tornar insti- gante e prazeroso para os estudantes. Aprendizagem significativa Segundo David Ausubel (1918-2008), que propôs a Teo- ria da Aprendizagem Significativa, quando o processo de ensino e aprendizagem se baseia na memorização e reprodução mecânica dos conteúdos, os estudantes ten- dem a esquecer as novas informações em pouco tempo. O aprendizado é considerado mecânico, pois não são estabelecidas relações entre as novas informações e o que o estudante já sabe, ou seja, seus conhecimentos prévios. Por outro lado, quando as novas informações são incor- poradas ao arcabouço de conhecimentos já existentes na estrutura cognitiva do aprendiz, ou seja, quando há inte- ração entre conhecimentos prévios e novos, o estudante confere significado ao que está sendo estudado e a apren- dizagem se torna significativa. Aprendizagem significativa é aquela em que ideias expressas simbolicamente intera- gem de maneira substantiva e não-arbitrária com aquilo que o aprendiz já sabe. Substanti- va quer dizer não-literal, não ao pé-da-letra, e não-arbitrária significa que a interação não é com qualquer ideia prévia, mas sim com algum conhecimento especificamente rele- vante já existente na estrutura cognitiva do sujeito que aprende. A este conhecimento, especificamente re- levante à nova aprendizagem, o qual pode ser, por exemplo, um símbolo já significati- vo, um conceito, uma proposição, um modelo mental, uma imagem, David Ausubel (1918- -2008) chamava de subsunçor ou ideia-âncora. [...] Nesse processo, os novos conhecimentos adquirem significado para o sujeito e os co- nhecimentos prévios adquirem novos signi- ficados ou maior estabilidade cognitiva. MOREIRA, M. A. O que é afinal aprendizagem significativa? Revista cultural La Laguna. Espanha, 2012. Disponível em: https://tedit.net/39ID5k. Acesso em: 25 jun. 2021. Como explicitado anteriormente, a mobilização dos conhecimentos prévios dos estudantes a respeito de um tema influencia fortemente novas aprendizagens, tor- nando-as mais “duráveis”. Contudo, é preciso ressaltar que a aprendizagem significativa não é sinônimo de aprendizagem inesquecível ou, tampouco, necessaria- mente correta. As conhecidas concepções alternativas, tão pesquisadas na área de ensino de ciências, geralmente são aprendizagens significativas (e, por isso, tão resistentes à mudança con- ceitual). Por exemplo, se uma pessoa acredita que no verão estamos mais próximos do sol e no inverno mais distante, explicando assim as estações do ano, isso pode ser significativo para ela embora não seja a explicação cienti- ficamente aceita. MOREIRA, M. A. O que é afinal aprendizagem significativa? Revista cultural La Laguna. Espanha, 2012. Disponível em: https://tedit.net/39ID5k. Acesso em: 25 jun. 2021. Também é necessário ter em mente que a aprendiza- gem significativa e a aprendizagem mecânica, calcada na memorização temporária de informações, não cons- tituem uma dicotomia, mas dois extremos de um contí- nuo, como mostrado na imagem a seguir. ZONA CINZA Armazenamento literal, arbitrário, sem signi�cado; não requer compreensão, resulta em aplicação mecânica a situações conhecidas. Incorporação substantiva, não arbitrária, com signi�cado; implica compreensão, transferência, capacidade de explicar, descrever, enfrentar situações novas. APRENDIZAGEM MECÂNICA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA Ensino Potencialmente Signi�cativo [...] Na prática grande parte da aprendizagem ocorre na zona intermediária desse contínuo e [...] um ensino potencialmente significativo pode facilitar “a caminhada do aluno nessa zona cinza”. MOREIRA, M. A. O que é afinal aprendizagem significativa? Revista cultural La Laguna. Espanha, 2012. p. 12. Disponível em: https://tedit.net/39ID5k. Acesso em: 25 jun. 2021. 7 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 7P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 7 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM Uma das estratégias recomendadas para a promoção de uma aprendizagem significativa, e que é adotada em diferentes momentos desta coleção, é o levantamento e a avaliação dos conhecimentos prévios dos estudantes. Essa prática possibilita identificar concepções do grupo, que podem orientar o trabalho coletivo em sala de aula, e de determinados estudantes, que podem demandar um trabalho individualizado. Da mesma forma, a prática per- mite identificar dúvidas, inseguranças e concepções alter- nativas em relação a determinado conceito. Assim, o levantamento de conhecimentos prévios também serve de instrumento de avaliação inicial e ponto de partida para o planejamento das estratégias didáticas mais ade- quadas para uma turma e/ou para um estudante. A etapa de levantamento de conhecimentos prévios envolve a elaboração de perguntas que sejam instigan- tes e que sirvam de ponto de partida para novos apren- dizados. Essas perguntas devem ser retomadas nas etapas seguintes do estudo para que os estudantes re- conheçam a reformulação de suas concepções prévias e a construção de novos significados. Essa construção só pode ser realizada pelos próprios estudantes, e, nes- se cenário, o professor atua como facilitador e orientador do processo. Seja no levantamento dos conhecimentos prévios ou não, os materiais destinados a promover a aprendizagem significativa – chamados por Ausubel de materiais po- tencialmente significativos – devem ser relacionáveis à estrutura cognitiva do aprendiz e privilegiar conteúdos relevantes e motivadores. Joseph Novak, um dos contribuidores da Teoria da Aprendizagem Significativa, afirma que a predisposição para aprender – uma das condições para a aprendizagem significativa – está relacionada à experiência afetiva do aprendiz. Em sua estratégia humanista, ele considera que a aprendizagem significativa integra positivamente pen- samentos, sentimentos e ações, conduzindo ao empo- deramento (em umatradução livre do termo em inglês empowerment) humano. Predisposição para aprender e aprendi- zagem significativa guardam entre si uma relação praticamente circular: a aprendiza- gem significativa requer predisposição para aprender e, ao mesmo tempo, gera este tipo de experiência afetiva. Atitudes e sentimentos positivos em relação à experiência educativa têm suas raízes na aprendizagem significativa e, por sua vez, a facilitam. MOREIRA, M. A.; CABALLERO, M. C.; RODRÍGUEZ, M. L. (org.) Aprendizagem significativa: um conceito subjacente. In: Actas del Encuentro Internacional sobre el Aprendizaje Significativo. Burgos, Espanha, 1997. Aprendizagem significativa no contexto do letramento cient’fico No contexto do letramento científico, como proposto pela BNCC, a construção de novos conceitos envolve, muitas vezes, o rompimento com noções do senso co- mum. Isso ocorre de forma muito semelhante ao que se dá no processo de construção de significados durante a aprendizagem significativa e que envolve a reformulação das concepções prévias, que podem ser ampliadas ou abandonadas, dependendo do caso (AUSUBEL; NOVAK; HANESIAN, 1980). Esse processo pode ser potencializado pela experimentação, em atividades adequadas, pelo fazer e pelo pensar de modos científicos e pela mobili- zação de novos conceitos para resolver situações-pro- blema e produzir explicações, comparações, discussões, argumentações e decisões. Nesse sentido, esta coleção prioriza temas relaciona- dos ao cotidiano como estratégia para facilitar o letra- mento científico e a aprendizagem significativa, além de atividades que envolvem aspectos lúdicos para favorecer a motivação para aprender. Sugerimos que, durante as aulas, você aprofunde a relação entre os temas apresen- tados e o dia a dia dos estudantes, buscando, sempre que possível, utilizar exemplos de espécies, ecossistemas, matérias-primas, tecnologias e costumes comuns na co- munidade em que a escola está inserida. Nesta coleção, o resgate dos conhecimentos prévios é incentivado por meio de questões em diversos mo- mentos de cada livro: • no início de cada volume; • no início de cada unidade temática; • na página inicial de cada capítulo, em que o texto busca dialogar com o estudante-leitor; • em atividades ao longo dos capítulos; • nos títulos que introduzem os temas dentro de cada capítulo e que estão na forma de perguntas como estímulo para a mobilização de concepções prévias. Veja a seguir, como exemplo, a página inicial do capí- tulo 2 do primeiro volume da coleção. 8 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 8P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 8 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM MEU CORPO E O AMBIENTE CAPÍTULO 2 COMO PERCEBEMOS O QUE ESTÁ AO NOSSO REDOR? NA FOTOGRAFIA, O MENINO ESTÁ SENTADO NA AREIA DA PRAIA. NESSA SITUAÇÃO, ELE PODE SENTIR A AREIA EM CONTATO COM O CORPO. O MENINO PODERIA PERCEBER SE A AREIA ESTÁ QUENTE OU FRIA? O QUE MAIS O MENINO PODERIA PERCEBER SOBRE A AREIA? QUE SONS ELE PODERIA OUVIR NESSE AMBIENTE? VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR COMO CONSEGUIMOS OUVIR OS SONS? COMO SABEMOS SE ALGO ESTÁ QUENTE OU FRIO? COMO SENTIMOS OS CHEIROS? SABEMOS QUANDO T É MA TEMPERATURA: MEDIDA USADA ARA K a m ir a /S h u tt e rs to c k Introdução de tópico com um título na forma de pergunta. Texto propõe perguntas que convidam o estudante a expor opiniões e conhecimentos. Imagem que contextualiza a discussão inicial acerca do tema a ser estudado. O ensino por competências e habilidades segundo a BNCC Pelo que vimos até aqui e de acordo com a BNCC, os conceitos, os procedimentos, as atitudes e os valores têm igual importância no processo de ensino e aprendizagem, pois o objetivo principal da Educação Básica deve ser a formação de pessoas capazes de resolver problemas e de participar no mundo atual de forma crítica e propositiva. Para tanto, a BNCC explicita, em consonância com o con- ceito de educação integral e por meio de um conjunto de competências, aquilo que os estudantes em território nacional devem “saber” e o que devem “saber fazer”. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e pro- cedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para re- solver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 8. Disponível em: https://tedit.net/hGZ2NN. Acesso em: 25 jun. 2021. A BNCC apresenta dez competências gerais da Educação Básica, relacionadas aos direitos fundamentais de aprendiza- gem e desenvolvimento dos estudantes em território brasileiro. A descrição de cada competência contém verbos, que indicam os processos cognitivos a serem desenvolvidos, e o comple- mento aos verbos, que explicita o objetivo da aprendizagem. Além das competências gerais, a BNCC ainda apresen- ta competências específicas por área do conhecimento e um conjunto de habilidades por componente curricular para a etapa do Ensino Fundamental. As competências específicas de Ciências da Naturezas explicitam como as competências gerais se expressam no contexto dessa área do conhecimento. As habilidades, por sua vez, visam ga- rantir o desenvolvimento das competências específicas e estão relacionadas a diferentes objetos do conhecimento (conteúdos, conceitos e processos), que são organizados em unidades temáticas. Conforme explicitado na BNCC, as habilidades pre- vistas para cada ano escolar devem estar presentes no currículo planejado para as diferentes áreas do conhe- cimento e componentes curriculares, embora conceitos, 9 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 9P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 9 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM procedimentos, atitudes e valores a serem abordados não se restrinjam à lista. Desse modo, cada volume desta cole- ção apresenta conteúdos que complementam, ampliam ou criam oportunidades para que as habilidades de Ciên- cias da BNCC sejam trabalhadas. Como exemplo, citamos o estudo da diversidade humana e do respeito às diferenças no volume 1 da coleção. Esse estudo pretende desenvol- ver o objeto de conhecimento “Respeito à diversidade”, previsto na BNCC para o 1o ano do Ensino Fundamental, do componente curricular Ciências, e é complementado com a apresentação do que são os direitos humanos. Mais adiante, disponibilizamos o texto completo das competências gerais e as competências específicas de Ciências da Natureza e as habilidades de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental presentes na BNCC. Ao longo deste Manual, citamos as competências apenas por seu número, como “competência geral 1” e “compe- tência específica 8”, e as habilidades pelo seu código, co- mo “EF01CI01”. Nos casos em que citamos habilidades de outras áreas do conhecimento ou de outra etapa escolar, optamos por inserir tanto seu código quanto sua redação. A seguir, relacionamos as habilidades da BNCC com as unidades de cada volume desta coleção. 1o ano Unidade Habilidades da BNCC trabalhadas Eu e meu corpo EF01CI02 EF01CI03 EF01CI04 Eu e as outras pessoas EF01CI04 O mundo ao meu redor EF01CI01 O tempo EF01CI05 EF01CI06 2o ano Unidade Habilidades da BNCC trabalhadas Seres vivos e ambientes EF02CI04 EF02CI05 EF02CI06 O mundo das plantas EF02CI04 EF02CI05 EF02CI06 Objetos e materiais no cotidiano EF02CI01 EF02CI02 EF02CI03 Sol: luz e calor EF02CI07 EF02CI08 3o ano Unidade Habilidades da BNCC trabalhadas Ambientes do Brasil EF03CI04 O mundo dos animais EF03CI04 EF03CI05 EF03CI06 Luz e som EF03CI01 EF03CI02 EF03CI03 Terra, nosso planeta EF03CI07 EF03CI08 EF03CI09 EF03CI10 4o ano Unidade Habilidades da BNCC trabalhadas Seres vivos e o ambiente EF04CI04 EF04CI05 EF04CI06 Um mundoalém da visão EF04CI06 EF04CI07 EF04CI08 Materiais, misturas e transformações EF04CI01 EF04CI02 EF04CI03 Ritmos da Terra EF04CI09 EF04CI10 EF04CI11 5o ano Unidade Habilidades da BNCC trabalhadas Matéria e energia EF05CI01 EF05CI04 EF05CI05 A água no planeta Terra EF05CI02 EF05CI03 EF05CI04 Por dentro do corpo humano EF05CI06 EF05CI07 EF05CI08 EF05CI09 Observando o Universo EF05CI10 EF05CI11 EF05CI12 EF05CI13 10 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 10P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 10 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM O ensino de Ciências e a literacia, a alfabetização e a numeracia Os primeiros anos do Ensino Fundamental têm a literacia e a alfabetização como foco. O professor polivalente, entendido aqui como o responsável por todo o currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental, deve concentrar seus esforços para que os estudantes se apropriem do sistema de escrita alfa- bética e possam, com essa apropriação, seguir aprendendo e desenvolvendo seus conhecimentos. Isso significa que o professor precisa estar atento a todas as oportunidades nas quais possa ajudar os estudantes a compreender as proprie- dades desse sistema. Podemos afirmar, então, que os temas das diferentes áreas do conhecimento estão a serviço da literacia e da alfabetização nessa etapa da escolarização, assim como a literacia e a alfabetização estão a serviço da construção dos conhecimentos das áreas específicas. Desse modo, quanto mais experiências e contato com a escrita, mais rapidamen- te os estudantes podem elaborar seus aprendizados e se apropriar dos conceitos científicos. [...] Podemos começar pela leitura compar- tilhada na família e na escola, desde os pri- meiros meses de vida do bebê e ao longo de todo o desenvolviment infantil [...] a leitura compartilhada realizada entre o adulto e a(s) criança(s) contribui para o desenvolvimento das habilidades linguísticas necessárias à lei- tura autônoma, cujo objetivo final pode ser a compreensão, aprendizagem, fruição, etc. GABRIEL, R. Letramento, alfabetização e literacia: um olhar a partir da ciência da leitura. Revista Prâksis, Novo Hamburgo, a. 14, v. 2, jul./dez. 2017. Disponível em: https://tedit.net/K0T71z. Acesso em: 28 jun. 2021. Nesse contexto, as aulas de Ciências da Natureza cons- tituem oportunidades para a consolidação de habilidades de literacia e a remediação de defasagens da alfabetização com temas relevantes e motivadores para as crianças. Como alguns exemplos dessas oportunidades, podemos citar: produzir listas, ligar imagens à escrita, escrever e ler legen- das de imagens, unir letras e sílabas para formar palavras relacionadas aos conteúdos explorados, ouvir a leitura de um artigo de divulgação científica para o público infantil e recontar o que ouviu. A partir do 3o ano do Ensino Fundamental, devemos promover a consolidação das aprendizagens adquiridas nos dois anos iniciais e garantir oportunidades para o desenvol- vimento da fluência de leitura e de escrita dos estudantes. Nesse sentido, ampliam-se gradativamente o tamanho e a complexidade dos textos e das atividades, auxiliando a remediação de eventuais dificuldades ou defasagens e contribuindo para o desenvolvimento das habilidades necessárias para que os estudantes se tornem leitores e escritores competentes. Outra recomendação para a consolidação da literacia e da alfabetização é a prática de leitura e produção de textos em duplas; Artur Gomes de Morais, professor da UFPE e pes- quisador, escreve em seu livro Sistema de escrita alfabética: A criança ainda não alfabetizada, ao par- ticipar de situações em que o professor ou um colega mais experiente lê textos que ela não consegue ler sozinha, pode avançar no apren- dizado. [...] Também quando participa de situa- ções de produção coletiva de textos, nas quais o professor funciona como escriba daquilo que os alfabetizandos ditam [...] avança em seus co- nhecimentos letrados. MORAIS, A. G. de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 119. Nos volumes que compõem esta coleção, os temas de Ciências da Natureza são apresentados de forma a permi- tir seu uso como contexto para o desenvolvimento da literacia e da alfabetização e a fornecer oportunidades de desenvolvimento da numeracia. Ao longo deste Manual, você encontrará sugestões de momentos para avaliar pos- síveis defasagens e sugestões de estratégias para reme- diá-las, tendo também como foco a integração das crianças que ficaram fora da escola em consequência da pandemia de covid-19. Segundo pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), o número de crianças e ado- lescentes entre 6 e 17 anos fora da escola praticamente dobrou entre 2019 e 2020, e: Os impactos da pandemia na educação foram mais sentidos pelos estudantes de 6 a 10 anos, que compõem 41% das crianças e adolescentes que não tiveram atividades escolares ou esta- vam fora da escola no final de 2020. [...] Para Romualdo [Portela de Oliveira], há dois grandes fatores que precisam ser olhados para 11 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 11P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 11 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM entender como a pandemia tem afetado os(as) alunos(as): a acessibilidade e a pobreza. [...] A pobreza e a sua relação com a exclusão escolar aparece de forma muito evidente no es- tudo. Em 2019, 90% das crianças e adolescen- tes de 4 a 17 anos que estavam fora da escola tinham renda familiar per capita menor que um salário mínimo. CASTRO, T. Crianças de 6 a 10 anos são as mais afetadas pela exclusão escolar na pandemia. CENPEC, 29 abr. 2021. Disponível em: https://tedit.net/vHouuu. Acesso em: 28 jun. 2021. Além disso, todo o trabalho com literacia, alfabetização e numeracia realizado nesta coleção teve como referência a Política Nacional de Alfabetização (PNA), conforme deta- lhado a seguir. O ensino de Ci•ncias e a PNA Conforme disposto na PNA: [...] se não houver uma atuação eficaz das escolas, principalmente das públicas, pode- rá abrir-se um fosso de aprendizagem entre as crianças de famílias mais favorecidas e as crianças de famílias menos favorecidas. Por isso é necessário ofertar a toda criança as condições que possibilitem aprender a ler e a escrever nos anos iniciais do ensino funda- mental; daí a priorização da alfabetização no 1o ano como uma das diretrizes da PNA. BRASIL. Ministério da Educação. PNA: Política Nacional de Alfabetização. Brasília, DF: MEC: Sealf, 2019. p. 32. Assim, a prioridade do ensino escolar no 1o ano é a alfa- betização, cuja consolidação deve ocorrer no 2o ano. Do 3o ao 5o ano, objetiva-se o desenvolvimento das habilidades mais avançadas de literacia, como fluência em leitura oral e compreensão de textos. Ainda segundo a PNA: Outro meio poderoso no processo de alfabe- tização é a leitura, à qual se segue a prática da escrita (art. 5o, V). A leitura pode introduzir-se bem cedo na vida infantil, com histórias lidas em voz alta pelos pais, cuidadores ou professores; mais tarde, já alfabetizada e em fase de aquisição de fluência, a criança passa à leitura autônoma de textos cada vez mais complexos e começa a expressar por escrito suas impressões. O hábi- to da leitura é fundamental para que a criança venha a se tornar um leitor hábil. [...] BRASIL. Ministério da Educação. PNA: Política Nacional de Alfabetização. Brasília, DF: MEC: Sealf, 2019. p. 41. Esta coleção visa contribuir com as diretrizes do PNA, constituindo um apoio ao desenvolvimento da literacia, da alfabetização e da numeracia. Em seu livro de Ciências da Natureza, o estudante poderá encontrar textos explicativos adequados à sua faixa etária, além de exemplos de textos literários, de divulgação científica, receitas culinárias, letras de canção, reportagens, fotolegendase outros gêneros que possibilitam o enriquecimento de seu vocabulário e o de- senvolvimento do gosto pela leitura. Nas Orientações didáticas que acompanham a reprodu- ção das páginas do Livro do Estudante, estão sugeridos os momentos em que os componentes essenciais para a al- fabetização e os processos gerais de compreensão de lei- tura podem ser trabalhados no contexto das aulas de Ciências da Natureza. As abordagens e atividades indicadas contribuem para a promoção da literacia e da numeracia, constituindo um apoio ao seu trabalho como alfabetizador. A seguir, relacionamos as unidades de cada volume desta coleção que contêm atividades dessa natureza. Atividades que propiciam o trabalho com: 1o ano 2o ano 3o ano 4o ano 5o ano Unidades Unidades Unidades Unidades Unidades Consciência fonológica e fonêmica 1 e 3 4 1 — — Conhecimento alfabético 1 e 3 — 1 e 2 — — Fluência em leitura oral 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 Desenvolvimento de vocabulário 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 Compreensão de textos 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 Produção escrita 2, 3 e 4 (escrever palavras) 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 Numeracia 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 1, 2 e 4 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4 12 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 12P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 12 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM Práticas e abordagens Embora existam diversas estratégias didáticas importan- tes para o ensino de Ciências da Natureza, destacaremos a seguir algumas práticas e abordagens que estão de acordo com os referenciais mencionados anteriormente e que po- dem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Essas práticas e abordagens serão apresentadas de forma breve, com a sugestão de fontes para aprofundamento. Caixa de perguntas O letramento científico, como proposto na BNCC, busca desenvolver capacidades como questionar, observar e inves- tigar. Aproveitando a curiosidade inerente aos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, é possível incentivar o levantamento de perguntas e o refinamento das questões ao longo do tempo, e a “caixa de perguntas” é uma ferramenta que pode auxiliar nesse sentido. Essa ferramenta didática foi proposta por Ward et al. (2010), que tomam como pressuposto: É amplamente aceito que os alunos trazem conhecimentos prévios para a nova situação, e isso forma a base sobre a qual ampliam seu en- tendimento. Para ampliar seu conhecimento, os alunos devem ser incentivados a fazer perguntas sobre o mundo que os rodeia. O fato de terem que levantar questões e encontrar as próprias res- postas para elas possibilita que eles relacionem novas ideias à experiência passada e usem seu conhecimento e entendimento atuais. Embora considerem isso difícil, os alunos, com um pouco de incentivo, levantarão questões apropriadas que possam ser investigadas. [...] Nas 1a e 2a séries, os alunos devem ser in- centivados a ampliar o tipo de perguntas que fazem, para incluir, por exemplo, “como?”, “por quê?”, “o que acontece se...?” [...] e decidir como podem encontrar as respostas para elas. [...] O papel do professor aqui é escutar as ideias dos alunos, modificá-las e transformá-las em algo que possa ser investigado. WARD, H.; RODEN, J.; HEWLETT, C.; FOREMAN, J. Ensino de Ciências. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 36, 37 e 67. Com os estudantes dos anos seguintes do Ensino Fun- damental, a ênfase pode estar no incentivo para que eles pensem em como fariam para responder à pergunta e, sempre que possível, estimular e orientar aqueles que de- sejam realizar uma pesquisa ou uma investigação para se aprofundar em um assunto. Segundo a referência citada, a “caixa de perguntas” pode ser colocada em sala de aula e os estudantes podem depositar suas questões sobre o tema em estudo, na oca- sião que desejarem ou quando as questões surgirem. O professor pode selecionar algumas questões para trabalhar em cada aula ou semana, por exemplo. Elas podem ser analisadas com toda a turma ou em “duplas de conversa”, nas quais os estudantes trocam ideias e conhecimentos. Contudo, é preciso ter em mente que nem todas as pergun- tas elaboradas pelos estudantes serão adequadamente res- pondidas ao longo do ano letivo. Algumas podem requerer conhecimentos além do repertório esperado para a faixa etá- ria, outras podem não ter resposta conhecida até o momento e, possivelmente, ainda haverá aquelas que não pertencem ao âmbito científico. Não obstante, a formulação de perguntas em si mesma pode ser uma atividade motivadora, capaz de produzir desejo de aprender e engajamento a longo prazo. Afinal, os estudantes terão muitas oportunidades de revisitar suas perguntas ao longo da trajetória escolar (e mesmo fora dela), em um processo de ampliação e (re)construção de seus conhecimentos. Tome-se por exemplo a pergunta: “O que é célula?”; uma resposta considerada rudimentar para um estu- dante de Ensino Médio pode ser satisfatória neste momento. Para saber mais • UNIVERSIDADE das Crianças – Perguntas. Disponível em: https:// tedit.net/29w9FP. Acesso em: 15 jun. 2021. O site desse projeto da Universidade Federal de Minas Gerais traz perguntas feitas por crianças e respondidas por especialis- tas. Nos artigos, geralmente outros questionamentos são feitos com base na curiosidade inicial da criança. O site pode ser usa- do como fonte de consulta pelos estudantes do 4o e do 5o ano. Glossário científico Como o próprio nome sugere, o glossário científico pode compilar verbetes elaborados pelos próprios estudantes. Eles podem escolher livremente, ao longo do ano letivo, as pala- vras novas que aprenderam nas aulas de Ciências da Natu- reza e anotá-las no glossário, que pode ser um caderno coletivo da turma ou um arquivo digital, caso haja compu- tadores disponíveis na escola. Os verbetes podem ser reto- mados no decorrer das aulas, com ajustes ou complementos à medida que novos conceitos são estudados. No 1o e no 2o ano, elaborar o glossário científico pode au- xiliar no desenvolvimento de vocabulário e da codificação das palavras. Você pode escrever os verbetes com base nas definições ditadas pelos estudantes. Eles podem fazer dese- nhos e colagens para complementar o glossário, se desejarem. Ao consultar o glossário ou inserir novos verbetes, os estu- dantes vão consolidando o aprendizado da ordem alfabética. Nos anos seguintes, você pode explicar o significado de alguns termos e pedir aos estudantes que registrem os 13 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 13P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 13 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM verbetes criando seu próprio texto. Os estudantes podem se revezar nessa atividade. Outra opção é orientar a busca do significado em dicionários ou outras fontes de consulta. O glossário elaborado por uma turma pode ser disponibilizado para outras turmas – por exemplo, os estudantes do 4o ano podem consultar o glossário elaborado pela turma do 3o ano ao precisarem relembrar um conceito já estudado. Atividades práticas de observação e/ou investigação Segundo Ward et al. (2010): A pesquisa sobre as atitudes dos alunos em relação à ciência revela que elas se formam já com pouca idade. Portanto, é crucial que se capte esse interesse natural pela ciência e se capitalizem as experiências das crianças de co- nhecer o mundo por meio da exploração. [...] Plantando algumas sementes à razão de uma por dia durante duas semanas, e monito- rando seu crescimento, as habilidades práticas desenvolvidas são maiores que as que seriam obtidas assistindo uma semente germinar. Essa não é uma investigação, mas uma atividade de observação – uma atividade científica válida – e proporcionará oportunidades para os alunos aprenderem sobre ciência e usarem essas habi- lidades para fazer suas próprias investigações. WARD, H.; RODEN, J.; HEWLETT,C.; FOREMAN, J. Ensino de Ciências. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 22 e 46. Concordando com a importância de atividades práticas para a alfabetização científica, elas estão presentes ao lon- go de todos os volumes desta coleção, oportunizando o desenvolvimento das capacidades de observar, elaborar hipóteses, comparar, coletar dados de diferentes maneiras, organizar-se para manipular materiais e seguir procedimen- tos, entre outras. Além disso, muitas atividades práticas podem ser realizadas em grupo, o que incentiva o desen- volvimento da cooperação e da resolução de conflitos. Os estudantes também poderão compreender a impor- tância do registro de observações e resultados, além da co- municação e do compartilhamento de conclusões com os colegas. O registro dos resultados pode ser feito em peque- nos relatos e, a partir do 3o ano, em um relatório estruturado, com introdução, descrição e análise dos resultados e conclu- são. Na introdução, você pode solicitar aos estudantes que escrevam suas ideias ou hipóteses iniciais, que podem ser retomadas na conclusão. O compartilhamento dos resultados pode ser feito em rodas de conversa e, a partir do 3o ano, também por meio de apresentações ou exposições. As atividades práticas constituem ainda uma oportunida- de de avaliar o desenvolvimento dos estudantes em relação à sua capacidade de trabalhar em grupo e de se organizar, entre outros procedimentos e atitudes. Considerando que, por vezes, as atividades práticas de observação de fenômenos naturais têm períodos de exe- cução superiores ao tempo de uma aula, ao longo deste Manual buscamos sinalizar as atividades que precisam ser iniciadas com antecedência ou ser retomadas após alguns dias, a fim de colaborar com seu planejamento. Além disso, algumas atividades práticas de investigação podem neces- sitar de materiais e, por esse motivo, recomendamos que suas Orientações didáticas sejam previamente consultadas para antecipar essas eventuais necessidades. Práticas de acessibilidade O direito à educação em condições de igualdade no acesso e na permanência na escola é assegurado às pessoas com deficiência (PcD) pela Constituição Federal, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/1996) e pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146/2015). Para que esse direito seja plenamente garantido é preciso que recursos de acessibilidade, que variam de acordo com o tipo de deficiência, sejam disponibilizados a todos os estudan- tes. Além do uso de rampas e adequações arquitetônicas, é possível buscar estratégias de adaptação em materiais didáti- cos (como versão MecDaisy ou braile), jogos e atividades re- creativas adequados às especificidades de cada estudante. Vale lembrar que a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência estabelece ao estudante o direito de ter um pro- fissional de apoio escolar oferecido pela escola. O currículo também pode ser adaptado, assim como as avaliações, que podem ser realizadas em tempo maior ou em local diferente, reservado e adaptado. Além desses recursos, é fundamental valorizar a acessibilidade atitudinal, isto é, enco- rajar os estudantes a perceberem-se uns aos outros sem pre- conceitos, estereótipos e, sobretudo, discriminações. De um ponto de vista mais abrangente, a inclusão não se refere apenas a estudantes com deficiência ou necessi- dades educacionais especiais (como disortografia ou dis- calculia); cada criança deve ser acolhida e respeitada em sua individualidade, incluindo dificuldades e habilidades. Em apoio à consolidação de uma escola inclusiva, esta coleção apresenta oportunidades para que o respeito às diferenças seja trabalhado nas aulas de Ciências da Natureza. Há também sugestões de vídeos e sites com tradução em Língua de Sinais Brasileira (Libras). Em relação aos estudantes com deficiência visual, você pode fazer adaptações de ativi- dades, como a produção de desenhos e esquemas táteis utilizando uma prancheta ou um papelão forrado com tela mosquiteiro de plástico. O papel é colocado por cima da tela e o relevo do desenho se forma no verso do papel. Esse recurso pode ser usado por estudantes com ou sem defi- ciência visual, em todas as atividades que envolverem a re- presentação por desenhos. 14 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 14P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 14 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM Avaliação Segundo as diretrizes e bases da educação nacional dis- postas pela Lei n. 9.394/1996, em especial o disposto no arti- go 24, inciso V, a Educação Básica deve ser organizada de tal maneira que a verificação do rendimento escolar deverá, entre outros critérios, promover a [...] avaliação contínua e cumulativa do de- sempenho do aluno, com prevalência dos as- pectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de even- tuais provas finais [...] BRASIL. Casa Civil. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, DF, 1996. Disponível em: https://tedit.net/bjpqEZ. Acesso em: 24 maio 2021. Neste sentido, esta coleção lança mão da avaliação for- mativa como estratégia de avaliação contínua e cumulativa, assumindo que: É formativa toda avaliação que ajuda o alu- no a aprender e a se desenvolver, ou melhor, que participa da regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um projeto educativo. [...] PERRENOUD, P. Avaliação – da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 103. A principal característica da avaliação formativa é o acom- panhamento integral do processo de ensino-aprendizagem, permitindo ao professor tomar decisões mais precisas, basea- das nas necessidades e no desenvolvimento de cada estu- dante. Ela pode ser conduzida por meio de estratégias diversas, entre elas provas, trabalhos, seminários, rodas de conversa, debates, registros de observação, autoavaliação do estudante, etc. Qualquer que seja a estratégia adotada, o ob- jetivo é acompanhar o processo de formação pessoal, cogni- tiva e social dos estudantes. A avaliação formativa não verifica apenas o aprendizado de conteúdos, mas a evolução e a subjetividade dos estudan- tes, subjetividade essa que diz muito sobre o trajeto de cada um para alcançar objetivos e desenvolver conhecimentos, habilidades e competências. Como resultado desse processo avaliativo, uma relação de leveza no processo de aprendiza- gem é estabelecida, humanizando a avaliação e colocando o estudante como uma pessoa em processo de desenvolvi- mento e constante aprendizado. Desse modo, quando falamos de avaliação formativa, é imprescindível considerar que ela é um processo. É impor- tante ter em mente que os estudantes não chegam prontos, mas também não são folhas em branco a serem preenchidas. Justamente por isso, o estudante deve ser colocado como protagonista do seu processo avaliativo: de tempos em tem- pos, ele precisa ser convidado a refletir sobre si, o que sabe e o que precisa vir a saber, suas habilidades e suas competências e, o mais importante, sobre como chegar a determinados objetivos. Por esse motivo, a avaliação formativa deve partir do levantamento de conhecimentos prévios dos estudantes, o que pode ser feito no início do ano letivo por meio da ava- liação diagnóstica. A avaliação diagnóstica consiste em um conjunto de estra- tégias para mapear os conhecimentos dos estudantes antes do trabalho com os objetivos pedagógicos do período letivo que será iniciado. Ela pode ser realizada por meio de questio- nários contendo atividades de múltipla escolha, dissertativas ou de opinião; por meio da análise do histórico escolar dos estudantes ou conversas com professores anteriores; ou até por meio de entrevistas com os próprios estudantes. Nesta coleção, sugerimos uma avaliação diagnóstica ao início de cada volume, na seção O que eu já sei?. As atividades propostas estão intimamente relacionadas aos pré-requisitosdos objetivos pedagógicos que serão trabalhados ao longo do volume. Neste Manual, a avaliação diagnóstica é acompa- nhada de uma rubrica sugerida para interpretação dos resul- tados e de orientações didáticas, de modo a auxiliar no mapeamento dos conhecimentos prévios dos estudantes. Com base na avaliação diagnóstica, para orientar o trabalho ao longo do ano letivo, você e os demais professores da escola podem criar uma pasta para cada estudante, contendo os re- sultados das avaliações, desde a primeira. Com os resultados da avaliação diagnóstica, você pode obter evidências de de- fasagens, aptidões e interesses de cada estudante, permitindo planejar estratégias didáticas coletivas e individuais que sejam Para saber mais • VENTORINI, S. E.; SILVA, P. A.; ROCHA, G. F. S. (org.). Deficiên- cia visual, práticas pedagógicas e material didático. 1. ed. São João del-Rei: Agência Carcará, 2016. p. 127. Disponível em: https://tedit.net/RE6I4i. Acesso em: 11 jan. 2021. Consulte o documento para conhecer sugestões de práticas pedagógicas e material didático que permitem integrar estudantes com deficiência visual nas práticas de sala de aula, como a da prancheta forrada com tela. • A CRIANÇA que gagueja na escola: orientação aos profes- sores. Associação Brasileira de Gagueira. Disponível em: https://tedit.net/i8E0Ge. Acesso em: 25 jun. 2021. Consulte o site para orientações sobre estudantes que ga- guejam. • COMUNIDADE Aprender Criança. Cartilha da Inclusão Escolar: inclusão baseada em evidências científicas. So- ciedade Brasileira de Pediatria, 2014. Disponível em: https://tedit.net/Ddue8z. Acesso em: 18 jun. 2021. Essa cartilha foi elaborada por profissionais que estudam o desenvolvimento infantil, em especial da área da Neurociên- cia, e traz informações fundamentais para a concretização da escola inclusiva, considerando a diversidade de habilida- des e dificuldades que os estudantes possam ter. 15 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 15P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 15 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM adequadas ou necessárias para o desenvolvimento de cada um. Além desse mapeamento, a avaliação formativa deve promover momentos de avaliação ao longo do processo de ensino-aprendizagem, com o intuito de mapear o desenvol- vimento de conhecimentos, habilidades e competências de cada estudante. Esses momentos podem ser chamados ava- liação de processo, ou avaliação processual. A avaliação de processo possibilita a adequação da prática docente, já que, ao comparar os conhecimentos prévios e as etapas de desenvolvimento dos estudantes, o professor pode estabelecer novos objetivos, adotar novas estratégias, traçar novos caminhos, reelaborar planos de aula e desenvol- ver projetos que se adequem às necessidades do grupo e de cada estudante. Além disso, a avaliação de processo também pode compreender uma rotina de visitação aos meios físicos e virtuais de registro do estudante (caderno, exercícios on-line, vídeos com apresentações, participação nas aulas), sempre com o objetivo de desenvolver as potencialidades e melhorar as inevitáveis falhas durante o processo. Nesta coleção, além das atividades ao longo dos capítulos, que possibilitam a avaliação cotidiana dos estudantes, reser- vamos um momento específico para uma avaliação de pro- cesso focada nos objetivos pedagógicos de cada unidade, a seção Rever ideias. Neste Manual, cada avaliação de processo é acompanhada de uma rubrica sugerida para interpretação dos resultados e de orientações didáticas. Como última ação, a avaliação formativa deve possibilitar o mapeamento de conhecimentos, habilidades e competências desenvolvidos ao final do período letivo que foi vivenciado (ano letivo, semestre, trimestre ou bimestre). Esse mapeamento pode ser chamado avaliação de resultado. Assim como a avaliação diagnóstica, a avaliação de resul- tado pode ser realizada por meio de questionários contendo atividades de múltipla escolha, dissertativas ou de opinião; por meio da análise das demais avaliações feitas ao longo do período letivo; ou até por meio de entrevistas com os próprios estudantes. Além disso, ela pode ser registrada para ser recuperada no período letivo seguinte, mesmo que por outros professores. Nesta coleção, sugerimos uma avaliação de resultado ao final de cada volume, na seção O que eu aprendi?. As atividades propostas estão intimamente relacionadas aos objetivos pe- dagógicos que foram trabalhados ao longo do volume. Como nas outras seções específicas de avaliação propostas nesta obra, a avaliação de resultado é acompanhada de uma rubrica sugerida para interpretação dos resultados e de orientações didáticas presentes neste Manual. Os resultados obtidos com essa avaliação, ao serem compa- rados com os resultados da avaliação diagnóstica e daquelas feitas ao longo do ano letivo, podem evidenciar o desenvol- vimento de cada estudante. Com base nos resultados, você pode programar estratégias para retomar alguns temas com os estudantes nas aulas finais do ano letivo, visando remediar aspectos específicos que representam defasagens. Você pode, também, fazer anotações para orientar o planejamento do ano seguinte, levando em conta as necessidades, as aptidões e os interesses de cada um. Além disso, para os estudantes, essa é uma oportunidade de rever os conceitos estudados e reconhecer o próprio aprendizado. Além da avaliação formativa, é comum que os estudantes vivenciem avaliações de larga escala, ou seja, análises reali- zadas por diferentes instituições e que podem ser utilizadas para censos municipais, estaduais e federais com o objetivo de auxiliar na definição de políticas públicas relacionadas à Educação. Para que os estudantes estejam preparados para vivenciar esses momentos, deve-se garantir um processo de ensino-aprendizagem estruturado na avaliação contínua e cumulativa, como o proposto nesta coleção. Em resumo, o processo avaliativo, em especial a avaliação formativa, não deve ser elaborado para classificar os estudantes em posições como excelente, bom e ruim. A potencialidade da avaliação reside na possibilidade de análise qualitativa do desempenho e no mapeamento dos aprendizados que o estudante já atingiu, para que seus pontos fortes sejam elen- cados como pontos de apoio na melhoria do que for preciso. Em outras palavras, a avaliação não deve existir para punir, mas para celebrar conquistas, corrigir rotas e explorar novas possibilidades de trabalho. A estrutura da coleção Esta coleção é composta de 5 volumes, sendo: • livros consumíveis: 1o, 2o e 3o ano; • livros não consumíveis: 4o e 5o ano. Os volumes são formados por quatro unidades, cada uma com três capítulos. Cada unidade aborda um tema principal, explorado em diferentes aspectos ao longo dos capítulos. Segue breve descrição da organização do conteúdo na coleção. O que eu já sei? Esta seção marca o início de cada volume e pode ser utiliza- da como instrumento de avaliação diagnóstica. Suas atividades abordam pré-requisitos para o desenvolvimento dos objetos do conhecimento trabalhados em todas as unidades do volume. Abertura de unidade Duas páginas marcam o início de uma unidade, apresen- tando imagens e questões que estimulam a interpretação das imagens e o levantamento de conhecimentos prévios dos estudantes sobre o tema a ser estudado na unidade. A escolha das imagens das aberturas de unidade priori- zou aquelas que podem despertar o interesse e a curiosi- dade, além de possibilitar a fruição, entendida como o deleite, o estranhamento e a sensibilização promovidos por 16 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 16P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 16 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM uma produção artística. Por isso, muitas aberturas de uni- dade apresentam obras artísticas, em um convite à apre- ciação e ao desenvolvimento do repertório imagético do estudante. A Arte tambémestá presente em outros mo- mentos dos volumes e possibilita ao estudante perceber relações do tema científico com outras esferas da vida. Glossário Ao longo dos textos, há pequenos boxes com o significa- do de uma palavra ou expressão, para facilitar a compreensão textual e contribuir para o desenvolvimento do vocabulário. As definições são adequadas à faixa etária dos estudantes. Atenção Nos textos, há pequenos boxes de orientações e alertas a respeito dos assuntos abordados. Ressalte sempre aos estudan- tes o boxe com instruções de segurança para uma atividade. Pensando e praticando Esta seção está presente em todas as unidades, trazendo roteiros de atividades práticas que favorecem o desenvol- vimento do pensamento científico e dos procedimentos característicos das Ciências da Natureza, como a observa- ção, a coleta e a interpretação de dados, o registro de re- sultados, a montagem de um experimento e a verificação experimental de um fenômeno. Os estudantes poderão desenvolver, de forma gradual e progressiva, sua capacida- de de organização, tanto de materiais quanto de dados, de observar atentamente, de seguir um roteiro de procedi- mentos, de trabalhar em equipe, entre outras. Recomendamos que consulte sempre as orientações didá- ticas deste Manual para comentários que podem auxiliar no planejamento e facilitar a realização das atividades desta seção. Rede de conhecimentos Esta seção traz temas que permitem trabalhar a interdis- ciplinaridade, ou seja, a relação de um assunto estudado na unidade com outra(s) área(s) do conhecimento. A apre- sentação do assunto, realizada por texto e imagens, é acom- panhada de atividades para estimular a compreensão e a análise mais aprofundada, convidando os estudantes a ampliar seu espectro de visão sobre o tema. Leitura de imagem Como o próprio nome indica, esta seção promove a lei- tura de imagens, tendo como base um assunto específico da unidade. O conteúdo desta seção permite, por exemplo, o desenvolvimento do senso estético, a interpretação de informações e de reflexões por meio de leitura imagética. Pretende-se, assim, unir o desenvolvimento da criticidade ao estímulo da sensibilidade do olhar dos estudantes. Ela é composta de um texto introdutório e três etapas: • Observe: imagem para apreciação e análise; • Explore: atividades para promover a análise da imagem e identificação das relações com um dos temas estuda- dos na unidade; • Amplie: como o título sugere, são atividades para am- pliação do tema suscitado pela imagem. Atividades Presente nos volumes destinados ao 4o e ao 5o ano, este boxe contém questões que permitem ao estudante levan- tar conhecimentos prévios, verificar o que aprendeu e/ou ampliar os conhecimentos referentes a um tópico. O boxe aparece ao longo dos capítulos e as atividades podem ser respondidas oralmente ou com registro no caderno, de- pendendo da questão. Mais atividades Presente nos volumes destinados ao 4o e ao 5o ano, esta seção complementa o objetivo dos boxes Atividades. Loca- lizada ao final dos capítulos, a seção permite ao estudante retomar e sistematizar os principais assuntos estudados. As atividades propostas também podem servir para vo- cê avaliar processualmente a compreensão dos conceitos e se há necessidade de retomá-los, caso perceba, por exem- plo, que há estudantes com dúvidas ou dificuldades para realizar os exercícios propostos. Ler e entender Esta seção está presente no final das unidades, com a função de promover o trabalho com um determinado gê- nero textual, cujo tema se relaciona ao que foi estudado na unidade. Os gêneros textuais escolhidos estão de acordo com aqueles dispostos nas habilidades de Língua Portu- guesa para cada ano escolar. Desse modo, são objetivos gerais da seção: 1. desenvolver nos estudantes as capacidades de leitura e de compreensão exigidas por diferentes gêneros textuais; 2. fazer os estudantes perceberem, pouco a pouco, as pos- sibilidades que a leitura propicia em termos de associa- ções e interdisciplinaridade. Para estimular o trabalho com o texto, são propostas atividades em duas etapas: • Explore: atividades para análise do texto e identificação das relações do texto com um dos temas estudados na unidade; • Amplie: como o título sugere, são atividades para am- pliação do tema trazido pelo texto. Rever ideias Esta seção está presente no final das unidades. A primei- ra atividade sempre retoma a abertura de unidade, permi- tindo ao estudante verificar como suas percepções iniciais sobre o tema podem se modificar ao longo do estudo. 17 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 17P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 17 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM Conforme já comentado, a seção representa um mo- mento específico para o desenvolvimento de uma avaliação processual, pois as atividades retomam todos os objetivos pedagógicos definidos para a unidade. Como a seção tem objetivo avaliativo, as perguntas abor- dam os principais conceitos relacionados com as habilida- des trabalhadas na unidade. Venha descobrir! Esta seção apresenta dicas de livros, vídeos e outras fon- tes que complementam a abordagem dos temas da unidade e podem contribuir para o desenvolvimento do gosto pela leitura e do repertório cultural dos estudantes. Os títulos são indicados ao longo deste Manual como com- plemento aos conteúdos trabalhados. O que eu aprendi? Esta seção marca o final de cada volume e pode ser utilizada como instrumento de avaliação de resultado. Suas atividades abordam os objetos do conhecimento trabalha- dos em todas as unidades do volume. Competências e Habilidades da BNCC Competências gerais da Educação Básica 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digi- tal para entender e explicar a realidade, continuar apren- dendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das Ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para inves- tigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resol- ver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, mate- mática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de infor- mação e comunicação de forma crítica, significativa, re- flexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar infor- mações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, au- tonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioam- biental e o consumo responsável em âmbito local, re- gional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade huma- na e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhi- mento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e po- tencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, respon- sabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, to- mando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental 1. Compreender as Ciências da Natureza como empreen- dimento humano, e o conhecimento científico como provisório, cultural e histórico. 2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas expli- cativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação cien- tífica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a cons- trução de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 3. Analisar, compreender e explicar características, fenô- menos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as 18 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 18P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 18 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza. 4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da Ciência e de suas tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, in- cluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho. 5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioam- biental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. 6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética. 7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o outro, recorrendo aos conhecimen- tos das Ciências da Natureza e às suas tecnologias. 8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões diante de questões científico-tecno- lógicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. Habilidades de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental 1o ano (EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente. (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções. (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de hi- giene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são neces- sários para a manutenção da saúde. (EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças. (EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos. (EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres huma- nos e de outros seres vivos. 2o ano (EF02CI01) Identificar de que materiais (metais, madeira, vidro etc.) são feitos os objetos que fazem parte da vida cotidiana, como esses objetos são utilizados e com quais materiais eram produzidos no passado. (EF02CI02) Propor o uso de diferentes materiais para a construção de objetos de uso cotidiano, tendo em vista algumas propriedades desses materiais (flexibilidade, dureza, transparência etc.). (EF02CI03) Discutir os cuidados necessários à prevenção de acidentes domésticos (objetos cortantes e inflamáveis, eletrici- dade, produtos de limpeza, medicamentos etc.). (EF02CI04) Descrever características de plantas e animais (ta- manho, forma, cor, fase da vida, local onde se desenvolvem etc.) que fazem parte de seu cotidiano e relacioná-las ao ambiente em que eles vivem. (EF02CI05) Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral. (EF02CI06) Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o am- biente e os demais seres vivos. (EF02CI07) Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las ao tamanho da sombra projetada. (EF02CI08) Comparar o efeito da radiação solar (aquecimento e reflexão) em diferentes tipos de superfície (água, areia, solo, superfícies escura, clara e metálica etc.). 3o ano (EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir da vibração de varia- dos objetos e identificar variáveis que influem nesse fenômeno. (EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passa- gem da luz através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na intersecção com objetos opacos (pare- des, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano). (EF03CI03) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual considerando as condições do ambien- te em termos de som e luz. (EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo. (EF03CI05) Descrever e comunicar as alterações que ocorrem desde o nascimento em animais de diferentes meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem. (EF03CI06) Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.). 19 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 19P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 19 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM (EF03CI07) Identificar características da Terra (como seu forma- to esférico, a presença de água, solo etc.), com base na obser- vação, manipulação e comparação de diferentes formas de representação do planeta (mapas, globos, fotografias etc.). (EF03CI08) Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis no céu. (EF03CI09) Comparar diferentes amostras de solo do entor- no da escola com base em características como cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc. (EF03CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras possibilidades), reconhe- cendo a importância do solo para a agricultura e para a vida. 4o ano (EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua com- posição. (EF04CI02)Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições (aquecimen- to, resfriamento, luz e umidade). (EF04CI03) Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis (como as mu- danças de estado físico da água) e outras não (como o cozi- mento do ovo, a queima do papel etc.). (EF04CI04) Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos. (EF04CI05) Descrever e destacar semelhanças e diferenças entre o ciclo da matéria e o fluxo de energia entre os compo- nentes vivos e não vivos de um ecossistema. (EF04CI06) Relacionar a participação de fungos e bactérias no processo de decomposição, reconhecendo a importância ambiental desse processo. (EF04CI07) Verificar a participação de microrganismos na produção de alimentos, combustíveis, medicamentos, entre outros. (EF04CI08) Propor, a partir do conhecimento das formas de transmissão de alguns microrganismos (vírus, bactérias e pro- tozoários), atitudes e medidas adequadas para prevenção de doenças a eles associadas. (EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no regis- tro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon). (EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais re- sultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola. (EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas. 5o ano (EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que eviden- ciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magné- ticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elas- ticidade etc.), entre outras. (EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e ana- lisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilí- brio dos ecossistemas regionais (ou locais). (EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a impor- tância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qua- lidade do ar atmosférico. (EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor for- mas sustentáveis de utilização desses recursos. (EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consu- midos na escola e/ou na vida cotidiana. (EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corres- ponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com ba- se na identificação das funções desses sistemas. (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sis- tema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos. (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo. (EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de ali- mento ingerido, prática de atividade física etc.). (EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite. (EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra. (EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses. (EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (má- quinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos. 20 P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 20P4_1_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_005a020_MP_GERAL.indd 20 8/3/21 3:49 PM8/3/21 3:49 PM Orientações específicas Introdução ao volume O terceiro volume desta coleção foi elaborado tendo como base os objetos de conhecimento e as habilidades previstas pela BNCC para o 3o ano do Ensino Fundamen- tal, complementando-os com outros objetivos pedagó- gicos. As atividades que estão presentes no Livro do Estudante foram criadas para orientar o desenvolvimen- to dessas habilidades e para auxiliar no trabalho com os componentes essenciais da alfabetização. Entre os temas a serem abordados neste ano escolar, es- colhemos os ambientes naturais do Brasil para trabalhar na unidade 1, por ser um tema que permite contextualizar o estudo dos animais, na unidade seguinte, e permite à crian- ça dar continuidade ao desenvolvimento da consciência socioambiental, o que foi iniciado no 2o ano e continuará sendo trabalhado de modo mais direto nos anos seguintes do Ensino Fundamental. As unidades seguintes apresentam temas que permitem, de modo adequado à faixa etária, o estudo das características e do desenvolvimento dos animais, na unidade 2, a investigação dos fenômenos relacionados à luz e ao som, na unidade 3, a observação de astros no céu, a compreensão das representações do planeta Terra e o es- tudo do solo, na unidade 4. Assim, a sequência dos principais temas abordados neste volume é: ambientes naturais, ani- mais, luz e som, observação do céu, planeta Terra e solo. Apesar de as unidades deste volume terem sido elabora- das com tal progressão, você pode reorganizá-las de acordo com a sequência que considerar mais adequada para cada turma. Neste caso, algumas adaptações podem ser neces- sárias para essa reorganização. Por exemplo: na unidade 1, apresentamos os biomas brasileiros e os ambientes aquáticos. Na unidade 2, o estudo dos animais se inicia com a compa- ração de quatro animais que ocorrem em biomas do Brasil, relacionando algumas características dos animais aos am- bientes onde vivem. Ao optar pelo trabalho com a unidade 2 antes da unidade 1, pode ser necessário comentar de modo introdutório o que é um bioma e caracterizar os bio- mas citados, retomando e aprofundando essas informações quando trabalhar com a unidade 1. Em relação à estrutura das unidades, cada uma é forma- da por três capítulos que estão inter-relacionados e nos quais os conceitos são apresentados de forma articulada. Por isso, sugerimos que as unidades sejam trabalhadas de acordo com a sequência de capítulos apresentada. Destacamos que este volume aborda alguns temas ligados a fatos atuais, de relevância nacional ou mundial: o tráfico de animais silvestres, impactos ambientais e sustentabilidade, saúde e cuidado (consigo e com o ou- tro), tecnologias e saberes científicos na sociedade. Na unidade 2, abordamos o tráfico de animais silvestres, um tema de importância socioambiental em nosso país. O tema é abordado na perspectiva dos direitos dos animais e das re- lações entre seres vivos e o ambiente onde vivem. Em relação aos impactos ambientais e à sustentabilidade, apresentamos os impactos de algumas atividades humanas no hábitat de seres vivos e a importância das áreas protegidas para os am- bientes naturais do Brasil (unidade 1). Abordamos também a importância da conservação do solo e como o consumo cons- ciente contribuicom essa conservação (unidade 4). O tema saúde e cuidado está presente na abordagem da poluição visual e da poluição sonora, que são defini- das a partir dos danos à saúde (unidade 3). Essa é uma questão relevante no âmbito mundial, uma vez que mui- tas crianças estão expostas a ambientes com poluição visual e/ou sonora e há evidências de danos relacionados a essa exposição, como o desenvolvimento de dificulda- des de concentração e a perda auditiva precoce. Por fim, a relação entre tecnologias e conhecimentos científicos é abordada na unidade 4, pelo exemplo do uso de satélites como instrumentos de observação do céu e mapeamento da superfície da Terra. Organizando o trabalho com as unidades do livro Ao longo deste Manual, nos diferentes tópicos, estão dispostas informações que, em conjunto, fornecem subsí- dios que podem auxiliar e apoiar o seu trabalho em sala de aula. Apresentaremos, a seguir, cada um deles. Conteúdo e cronograma Nesse tópico é apresentada a visão geral dos conteúdos abordados nos capítulos e as principais práticas pedagógicas 21 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 21P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 21 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM associadas a eles, além de sugestões de como distribuir o trabalho com os conteúdos ao longo das semanas letivas. Ressaltamos que se trata de sugestões que poderão ser ade- quadas à realidade escolar de sua turma e de seu estado. Nessa sugestão de cronograma destinamos, para cada bimestre, uma semana letiva a outras atividades que podem compor o calendário de sua escola, como campeonatos esportivos, datas comemorativas ou eventos culturais. Orientações gerais para a seção O que eu já sei? Nesse tópico são apresentadas rubricas que indicam uma escala com as expectativas específicas para cada questão da avaliação diagnóstica proposta na seção O que eu já sei? do Livro do Estudante. Se julgar adequado, você pode utilizar os quadros tal qual são propostos para registro da avaliação de cada es- tudante, ou pode utilizá-los como inspiração e determinar os critérios e os parâmetros como considerar mais adequa- do à sua realidade. Orientações gerais para a seção O que eu aprendi? Nesse tópico são apresentadas rubricas que indicam uma escala com as expectativas específicas para cada questão da avaliação de resultado proposta na seção O que eu aprendi? do Livro do Estudante. Se julgar adequado, você pode utilizar os quadros tal qual são propostos para registro da avaliação de cada es- tudante, ou pode utilizá-los como inspiração e determinar os critérios e os parâmetros como considerar mais adequa- do à sua realidade. Introdução da unidade A introdução ao trabalho com cada unidade é feita em páginas intercaladas à reprodução reduzida do Livro do Estudante. Nesse tópico é apresentado, para cada unidade, como os conteúdos se relacionam aos objetivos pedagó- gicos e quais são os pré-requisitos para o trabalho com cada um deles. Também é apresentada uma sugestão de itinerário de aulas que relaciona as atividades do Livro do Estudante com a aula, semana, mês, bimestre, trimestre e semestre em que elas podem ser desenvolvidas. Ressaltamos que a sugestão de itinerário de aulas propos- ta nas páginas de Introdução da unidade considera a progres- são dos aprendizados proposta em cada unidade, mas você pode utilizar essa sugestão para compor a sequência de atividades que julgar mais adequada, de acordo com a rea- lidade de sua turma ou do currículo do estado em que atua. Orientações didáticas Simultaneamente à reprodução reduzida do Livro do Es- tudante, apresentamos, página a página por meio da diagra- mação com formato em U, orientações didáticas que fornecem um roteiro detalhado e estruturado para o trabalho em sala de aula. Essas orientações são compostas de: • sugestões de abordagem dos conteúdos de acordo com os pressupostos teórico-metodológicos da coleção; • explicações e respostas das atividades propostas no Livro do Estudante, bem como considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na re- solução das atividades, com alternativas para apoiá-los e consolidar conhecimentos. • sugestões de estratégias de remediação da aprendiza- gem, especialmente nos momentos de avaliação pro- cessual; • sugestões de atividades complementares; • indicações de leituras e sites ao professor. No início de cada unidade são indicadas a unidade temática, os objetos de conhecimento, as habilidades da BNCC, as competências gerais e as competências especí- ficas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental que serão trabalhadas, assim como os componentes es- senciais para a alfabetização que podem ser abordados. Além disso, no decorrer das Orientações didáticas são in- dicados os momentos em que cada um desses itens é abordado. Conclusão da unidade A conclusão de cada unidade é feita em páginas inter- caladas à reprodução reduzida do Livro do Estudante. Nes- se tópico são apresentadas rubricas que indicam uma escala com as expectativas específicas para cada questão da avaliação processual proposta na seção Rever ideias do Livro do Estudante. Se julgar adequado, você pode utilizar os quadros tal qual são propostos para registro da avaliação de cada es- tudante, ou pode utilizá-los como inspiração e determinar os critérios e os parâmetros como considerar mais adequa- do à sua realidade. Além disso, para facilitar o processo de análise das ava- liações e o acompanhamento da trajetória dos estudantes durante o ano letivo, sugerimos que os oriente a registrar as respostas das questões em uma folha avulsa e a entre- garem a você ao final da atividade. 22 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 22P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 22 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM Avaliação formativa Para conduzir a avaliação formativa, recomendamos registrar o resultado das avaliações processuais, comparan- do a progressão do estudante entre elas e em relação às anotações e observações que você realizar ao longo do trabalho de cada unidade. Ao final do ano letivo, verifique se o que é observado na avaliação de resultado se relaciona com o desenvolvimen- to do estudante nesse período ou se há outros fatores a serem levados em consideração. Você também pode comparar os resultados com o desempenho dos estudantes na realização das atividades da avaliação diagnóstica, para evidenciar o nível de com- preensão dos temas trabalhados. Para o trabalho com os estudantes que demonstrarem defasagens no aprendizado conceitual, sugerimos que vo- cê utilize as atividades de remediação indicadas nas orien- tações didáticas e/ou que elabore outras atividades que julgar adequadas para essa finalidade. As atividades de remediação de defasagens podem ser realizadas nas aulas seguintes e/ou em casa. Conteúdo e cronograma Nos quadros a seguir apresentamos uma sugestão de cronograma para o planejamento do trabalho com este volume. Essa sugestão está organizada por sema- nas letivas e apresenta os principais títulos de cada unidade, na sequência em que aparecem no Livro do Estudante. Os próprios títulos e as práticas pedagógicas a eles associadas já fornecem um resumo dos conteú- dos trabalhados, porém, quando julgamos que essas informações não eram suficientes, inserimos, entre col- chetes, mais informações sobre o conteúdo trabalhado. Além disso, o cronograma indica as páginas do livro como um índice, a fim de facilitar sua exploração do Livro do Estudante. Nessa sugestão, consideramos um ano letivo de 40 semanas, sendo que, em cada semana, são dispostas 2 aulas de Ciências da Natureza. Também destinamos, ao final de cada unidade, uma semana letiva a outras ativi- dades que podem compor o calendário de sua escola. Por fim, ressaltamos que se trata de umasugestão que poderá ser adequada à realidade escolar de seu estado. Unidade 1 Tópicos ou seções (página do Livro do Estudante) Semana Conteúdos trabalhados Práticas pedagógicas Abertura de volume O que eu já sei? (p. 8) 1 e 2 Pré-requisitos do volume Avaliação diagnóstica Abertura de unidade Ambientes do Brasil (p. 10) 3 Obra Bandeira do Brasil, de Militão dos Santos. Interpretação da obra e conversa sobre as questões propostas Capítulo 1 Biomas O que existe em um ambiente? (p. 12) Hábitat Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Quais são os biomas brasileiros? (p. 13) 4 Biomas brasileiros Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 20 ) 5 Coleção de folhas Montagem de um herbário Capítulo 2 Ambientes aqu‡ticos Que ambientes aquáticos estão ao meu redor? (p. 22) Tipos de ambientes aquáticos Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como é o ambiente marinho? (p. 24) 6 Ambientes marinhos Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta 23 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 23P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 23 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM Tópicos ou seções (página do Livro do Estudante) Semana Conteúdos trabalhados Práticas pedagógicas Capítulo 2 Ambientes aquáticos Como é o ambiente de um rio? (p. 26) 6 Ambientes de rios Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Manguezal: que ambiente é esse? (p. 28) Manguezal Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Capítulo 3 Protegendo os ambientes naturais O que é conservar e preservar? (p. 30) 7 Conservação e preservação ambiental Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Quais são as principais ameaças aos ambientes do Brasil? (p. 32) Ameaças ambientais Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Leitura de imagem (p. 34) A arte e os problemas ambientais Interpretação de obra de arte sobre problemas ambientais Fechamento de unidade Ler e entender (p. 36) 8 e 9 Curupira Interpretação de poema Rever ideias (p. 38) Todo o conteúdo da unidade Avaliação de processo Demais atividades escolares 10 - Unidade 2 Tópicos ou seções (página do Livro do Estudante) Semana Conteúdos trabalhados Práticas pedagógicas Abertura de unidade O mundo dos animais (p. 40) 11* Obra Florida Keys Wilderness Society, de Charley Harper Interpretação da obra e conversa sobre as questões propostas Capítulo 4 Animais e ambientes Como um animal se relaciona com o ambiente? (p. 42) Relação entre animais e ambiente Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Silvestre ou domesticado? (p. 44) 12 Diferença entre animais silvestres e animais domesticados Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 46) Que animais são comuns onde eu moro? Pesquisa sobre animais comuns no lugar onde mora Leitura de imagem (p. 48) 13 Você conhece os direitos dos animais? [combate ao tráfico de animais silvestres] Interpretação de cartaz de campanha de conscientização Capítulo 5 Diversidade dos animais Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? (p. 50) Semelhanças e diferenças entre os animais Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como os animais se alimentam? (p. 52) 14 Animais herbívoros, carnívoros e onívoros Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como os animais se locomovem? (p. 54) Modos de locomoção dos animais Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Como é o ciclo de vida dos animais? (p. 56) Ciclo de vida dos animais; animais ovíparos, vivíparos e ovovivíparos Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Capítulo 6 Classificando os animais O que é classificar? (p. 62) 15 Uso de critérios em sistemas de classificação Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 64) Vamos organizar os animais? Classificação ou organização de animais de acordo com diferentes critérios Vertebrados ou invertebrados? (p. 66) 16 Animais vertebrados e invertebrados Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Rede de conhecimentos (p. 72) Os animais no folclore Interpretação de artigo de divulgação científica Fechamento de unidade Ler e entender (p. 74) 17 e 18 O que os fósseis ensinam sobre os dinossauros? Interpretação de texto de livro paradidático Rever ideias (p. 76) Todo o conteúdo da unidade Avaliação de processo Demais atividades escolares 19 - * Sugerimos que na 11a semana letiva os estudantes sejam orientados a realizar a entrevista proposta na seção Pensando e praticando: Quem animais s‹o comuns onde eu moro? disponível no capítulo 4. 24 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 24P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 24 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM Unidade 3 Tópicos ou seções (página do Livro do Estudante) Semana Conteúdos trabalhados Práticas pedagógicas Abertura de unidade Luz e som (p. 78) 20 Fotografia do palco de uma apresentação musical infantil Interpretação da fotografia e conversa sobre as questões propostas Capítulo 7 Luz Como as características de um material se relacionam com o uso? (p. 80) Tipos de materiais usados em construções Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Pensando e praticando (p. 82) Será que a luz atravessa este material? Observação da interação da luz com a superfície de diferentes materiais Como diferentes materiais interagem com a luz? (p. 84) 21 Objetos transparentes, translúcidos e opacos; reflexão da luz Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 87) O que vemos quando a luz passa através da água? Observação da interação da luz com a água (fenômeno da refração) O que são fenômenos ópticos? (p. 88) 22 Formação de sombra e interação da luz com lentes e espelhos Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Capítulo 8 Som Quais são os sons de onde você vive? (p. 90) Fontes sonoras em diferentes ambientes Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 91) 23 É possível “ver” o som? Montagem para evidenciar a propagação de ondas sonoras O que é o som? (p. 92) Ondas sonoras Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Como o ser humano produz e ouve o som? (p. 93) 24 Vocalização e audição no ser humano Trabalho com texto e imagens Pensando e praticando (p. 94) Produzindo sons com instrumentos Construção de instrumentos musicais Leitura de imagem (p. 96) 25 Você conhece a Língua de Sinais Brasileira? Interpretação de imagens Capítulo 9 Saúde visual e auditiva O que é poluição? (p. 98) Poluição Trabalho com texto O que é poluição luminosa? (p. 99) Poluição luminosa Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta O que é poluição visual? (p. 99) 26 Poluição visual Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como manter a saúde visual? (p. 100) Hábitos de manutenção da saúde visual Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas O que é poluição sonora? (p. 102) 27 Poluição sonora Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como manter a saúde auditiva? (p. 103) Hábitos de manutenção da saúde auditiva Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Rede de conhecimentos (p. 104) Como a poluição luminosa e sonora afeta os animais silvestres? Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Fechamento de unidade Ler e entender (p.106) 28* e 29 Dia Nacional de Combate à Surdez Interpretação de cartaz de conscientização Rever ideias (p. 108) Todo o conteúdo da unidade Avaliação de processo Demais atividades escolares 30 - * Sugerimos que na 28a semana letiva os estudantes sejam orientados a iniciar as observações propostas na seção Pensando e praticando: O que observo no céu? disponível no capítulo 10. 25 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 25P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 25 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM Unidade 4 Tópicos ou seções (página do Livro do Estudante) Semana Conteúdos trabalhados Práticas pedagógicas Abertura de unidade Terra, nosso planeta (p. 110) 31 Obra Festa de Natal, de Francisco Severino Interpretação da obra e conversa sobre as questões propostas Capítulo 10 Observando o céu O que há no céu? (p. 112) Astros e movimento aparente no céu Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 114) O que observo no céu? Observação do céu em diferentes horários Como são os astros vistos do espaço? (p. 116) 32 Aparência dos astros vistos da Terra e do espaço Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Leitura de imagem (p. 118) Como as imagens dos astros são obtidas? Interpretação de fotografias do planeta Saturno obtidas a diferentes distâncias Capítulo 11 Planeta Terra Como a Terra é vista do espaço? (p. 120) Satélites artificiais Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Pensando e praticando (p. 122) 33 Como a Terra é representada? Análise de duas representações do planeta Terra: planisfério e globo terrestre O que há na superfície da Terra? (p. 124) Superfície da Terra: rochas, solo, água, ar e seres vivos Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Capítulo 12 Solo Onde está o solo? (p. 126) Solo Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Quais são as características do solo? (p. 128) 34 Componentes do solo; tipos de solo Trabalho com texto e imagens e realização da atividade proposta Pensando e praticando (p. 130) Os solos são todos iguais? Comparação de amostras de solos com amostras de terra vegetal, areia e argila Como o ser humano utiliza o solo? (p. 132) 35 Agricultura, pecuária, extrativismo e mineração Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Como conservar o solo? (p. 134) Conservação do solo Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Rede de conhecimentos (p. 136) O consumo consciente ajuda a conservar o solo? Trabalho com texto e imagens e realização das atividades propostas Fechamento de unidade Ler e entender (p. 138) 36 e 37 O que é agrofloresta? Interpretação de história em quadrinhos Rever ideias (p. 140) Todo o conteúdo da unidade Avaliação de processo Fechamento de volume O que eu aprendi? (p. 142) 38 e 39 Objetos de conhecimento do volume Avaliação de resultado Demais atividades escolares 40 - 26 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 26P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_021a026_MP_ESPECIFICO.indd 26 8/14/21 4:13 PM8/14/21 4:13 PM Ciências Ensino Fundamental Anos Iniciais 3ANO 1a edição, São Paulo, 2021 Vivian Lavander Mendonça Bacharela e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP) Mestra em Ciências pelo Instituto de Biociências da USP Ex-professora de Ciências e Biologia na rede particular de ensino (São Paulo, SP) Autora de obras didáticas para a Educação Básica Tereza Costa Bacharela e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar-SP) Mestra em Ecologia e Recursos Naturais pela Ufscar-SP Ex-professora de Biologia da rede pública de ensino do estado de São Paulo Tecnologista em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) 27 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 27P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 27 8/15/21 2:05 PM8/15/21 2:05 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 22 Direção editorial: Lauri Cericato Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel Coordenação de área: Daniela Teves Nardi Coordenação de obra: Natalia Almeida Santos Mattos Edição: Gabriela A. de Lima, Kamille Ewen de Araújo, Luana Agostini, Vinícius Leonardo Biffi, Vivian Vieira e Jeynne Carrillo Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha Revisão: Mariana Braga de Milani (ger.), Alexandra Costa da Fonseca, Ana Maria Herrera, Ana Paula C. Malfa, Carlos Eduardo Sigrist, Flavia S. Vênezio, Gabriela M. Andrade, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Sandra Fernandez, Sueli Bossi e Vanessa P. Santos Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), Letícia Lavôr (edição de arte), Ponto Inicial (diagramação) Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), Douglas Cometti e Caio Mazzilli (pesquisa iconográfica), Emerson de Lima (tratamento de imagens) Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.) Ilustrações: Al Stefano, Feliz Reiners, Giz de Cera, Jorge Zaiba, Júlio Dian, Luiz Iria, Paulo Manzi e Vicente Mendonça Cartografia: Mouses Sagiorato Design: Luis Vassallo (proj. gráfico, capa e Manual do Professor) Foto de capa: Liz Sallee Bauer/Shutterstock Todos os direitos reservados por Editora Scipione S.A. Avenida Paulista, 901, 4o andar Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200 Tel.: 4003-3061 www.edocente.com.br atendimento@aticascipione.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua - CRB-8/7057 2021 Código da obra CL 720064 CAE 774627 (AL) / 774676 (PR) 1a edição 1a impressão De acordo com a BNCC. Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens presentes nesta obra didática. Colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões de créditos e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que, eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão, são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo. Impressão e acabamento 28 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 28P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 28 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Querido estudante Este é o seu livro de Ciências da Natureza do 3o ano. Com ele, você vai investigar o mundo ao seu redor. Seja curioso e observador! Você também vai conhecer mais os ambientes naturais, os animais, a luz, o som, o planeta Terra e o solo. Leia os textos, observe as imagens, faça as atividades e conte sempre com o professor. Vamos começar? v e n im o /S h u tt e rs to c k 33 29 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 29P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 29 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. COMO É O MEU LIVRO? Este livro tem quatro unidades, cada uma delas com três capítulos. Cada unidade tem um tema principal. M ili tã o d o s S a n to s /A c e rv o d o a rt is ta Bandeira do Brasil, de Militão dos Santos, 2013 (cerâmica, 20 cm × 30 cm). 1 UNIDADE AMBIENTES DO BRASIL • Quais animais estão representados na pintura? Há algum que você não conhece? • Além dos animais, há outros seres vivos representados? Qual ou quais? • Na sua opinião, que mensagem ou ideia a pintura passa?1010 1111 6. Quais são as atitudes que uma pessoa responsável por um ani- mal de estimação deve ter? Tro- que ideias com os colegas e es- crevam as atitudes no caderno. Que animais são comuns onde eu moro? Quais são os animais que você mais observa no dia a dia? Quais você vê no caminho de casa para a escola? Existe um animal de estimação em sua casa? Nesta atividade, você vai fazer uma pesquisa sobre os animais comuns no lugar onde mora. Para isso, você entrevistará uma pessoa do seu convívio e que more no mesmo município que você. Depois, vai analisar os resultados obtidos por você e pelos colegas. PENSANDO E PRATICANDO 3. Agora você vai se reunir com dois colegas. Compare as listas de animais que cada um registrou no quadro da página anterior. Escreva, a seguir, o nome do animal mais citado, ou seja, o nome que apareceu em duas ou mais listas. Se nenhum animal foi citado mais de uma vez, faça um X. 4. A seguir, escreva o nome de todos os animais registrados nos três quadros: no seu e nos dos colegas. Não registre nomes repetidos. 5. Identifique entre os animais registrados no item anterior aqueles que são de estimação e contorne o nome dele. Como fazer 1. Escolha a pessoa a ser entrevistada e peça a ela que diga o nome de três animais que costuma ver no dia a dia. Os exemplos podem ser de animais domesticados ou de animais silvestres que ela observa nas regiões por onde passa. Escreva o primeiro nome da pessoa entrevistada e, na sequên- cia, o nome dos animais citados. Entrevistado: Animais: A saúde e o bem-estar dos animais de estimação são responsabilidade dos seus cuidadores. G u ri n a le k s a n d r/ S h u tt e rs to ck Im ag e n s: G o o d S tu d io / S h u tt e rs to ck L in a T ru m a n /S h u tt e rs to ck Sentav io/ Shutte rst ock 2. Os animais citados pelo en- trevistado são os mesmos que você observa em seu dia a dia? Caso sejam di- ferentes, quais animais você costuma ver? 4646 47 Você conhece a Língua de Sinais Brasileira? A audição é o sentido utilizado pela maioria das pessoas para a comunicação oral. As pessoas que escutam são chamadas ouvintes. Já as pessoas surdas usam gestos ou sinais para se comunicar. Trata-se de uma lin- guagem visual , motora e espacial, pois ela depende da observação e da compreensão dos gestos pelas outras pessoas. No Brasil, existe a Língua de Sinais Brasileira (Libras). Assim como a língua portuguesa, a Libras tem regras próprias, com sinais específicos para indicar saudações, pessoas, objetos, etc. Desde 2002, a Libras é uma língua oficial no Brasil, e é importante conhecê-la. Em meios de comunicação, como TV e sites governamentais, há uma janela de tradução em Libras para que pessoas com deficiência auditiva tenham acesso ao conteúdo. Observe Explore O site do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz, apresenta um assistente virtual para tradução em Libras (canto inferior direito), presente também em outros sites governamentais. A intérprete de Libras traduz o que a professora fala durante uma aula da Universidade Federal de Mato Grosso, no município de Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, 2020. A B R e p ro d u ç ã o /m u s e u d a v id a .f io c ru z. b r R e p ro d u ç ã o / A rq u iv o d a e d it o ra 1. Você já usou essa ferramenta em algum site que consultou? Se já usou, conte como foi. 2. Identifique uma semelhança e uma diferença entre as imagens A e B. 3. Na escola em que você estuda há estudantes surdos? Se sim, há intérprete de Libras para auxiliá-los? 4. Você já observou a tradução em Libras em alguma outra situação? Qual? Amplie 5. Você já se comunicou com alguma pessoa surda? Se sim, você conseguiu com- preender tudo o que ela disse? 6. Você acha importante existirem intérpretes de Libras na escola e ferramentas digitais de tradução? Por quê? 7. Na escola em que você estuda, existem recursos para facilitar o estudo de co- legas com outros tipos de deficiência? Quais? Geralmente, nos sites que dispõem de assistente virtual de tradução em Libras, ele é indicado pelo símbolo ao lado. C e s a r D in iz /P u ls a r Im a g e n s LEITURA DE IMAGEM 97979696 Quais são as atitudes que uma pessoa responsável por um ani- mal de estimação deve ter? Tro- que ideias com os colegas e es- crevam as atitudes no caderno. gistrados no item anterior aqueles que são de A saúde e o bem-estar dos animais de estimação são responsabilidade dos seus 4747 O consumo consciente ajuda a conservar o solo? Vivemos em uma sociedade em que é preciso comprar a maioria dos itens de que precisamos: alimentos, roupas, materiais para construção e muitos outros. Quando um produto é muito procurado pelos consumidores, os fabricantes geral- mente aumentam a quantidade produzida. E, para aumentar a produção, é neces- sário retirar mais materiais da natureza. Existem muitos fatores que influenciam a escolha de uma pessoa por determi- nado produto, como o preço e as propagandas. O consumidor consciente é aquele se preocupa também com outros fatores, levando em consideração as consequências dessa compra para o ambiente e a sociedade. Leia algumas perguntas que um consumidor consciente faz a si mesmo antes de comprar um produto. As imagens a seguir trazem três exemplos de situações de consumo. Os alimentos orgânicos são produzidos sem utilizar defensivos agrícolas. Os defensivos agrícolas matam insetos e outros animais que podem prejudicar a lavoura, mas podem se acumular nos alimentos e no solo, causando impactos ao ambiente e problemas de saúde. Nas feiras de produtos orgânicos, geralmente é possível comprar direto dos produtores. Em diversos locais do mundo, a mineração de cristais é feita de modo precário. A parte superficial do solo é retirada e são cavados túneis apertados, sem ventilação e com risco de desabamento. Os trabalhadores da mineração se arriscam para extrair essas pedras das minas, sem equipamentos de segurança e recebendo pouco por esse trabalho. É sempre importante checar a origem do cristal antes de comprar. A madeira certificada tem um selo que indica que o produtor não destruiu o ambiente natural para obtê-la. Ela é retirada de florestas controladas ou áreas cultivadas. No primeiro caso, é feito um controle da quantidade de árvores que podem ser derrubadas e há revezamento de áreas florestais a serem exploradas, para que não sejam retiradas muitas árvores de um mesmo local. 1. Como a produção de alimentos orgânicos evita prejuízos ao solo? E a de ma- deira certificada? 2. Como a extração de cristais pode prejudicar o solo e as pessoas? 3. Que decisão você acha que um consumidor consciente tomaria em cada situa- ção anterior? Compartilhe sua opinião com os colegas e ouça as deles. 4. Cada um de nós pode contribuir para o consumo consciente. Pense em uma ma- neira de consumir um alimento ou um produto que você usa no dia a dia de forma consciente. Escreva sua ideia no caderno e depois mostre a um adulto do seu convívio, contando a ele o que você aprendeu sobre consumo consciente. Vou usar esse produto até o fim, evitando o desperdício? Eu preciso mesmo desse produto? A fabricação dele prejudicou o ambiente? Que materiais vão parar no lixo quando o produto acabar? Eles são perigosos para o ambiente? As pessoas que fazem parte do processo de fabricação do produto recebem um salário justo e trabalham em condições adequadas? Tu m a n T /S h u tt e rs to ck N o ti o n P ic /S h u tt e rs to ck To p c o n c e p t/ S h u tt e rs to ck Elementos representados fora de proporção. w is n u b ay u a ji/ S h u tt e rs to ck bsd/Shutterstock C R S to ck e r/ S h u tt e rs to ck M ar yS an /S h u tt e rs to ck Z a ie /S h u tt e rs to ck 137137136136 REDE DE CONHECIMENTOS Esta é a hora de investigar o mundo ao seu redor com experimentos, pesquisas,observações ou outras atividades práticas. Pensando e praticando Nesta seção, você vai explorar outros assuntos relacionados ao tema estudado. Rede de conhecimentos Aqui você vai observar e interpretar imagens relacionadas ao tema estudado. Leitura de imagem Traz uma imagem e questões para você trocar ideias com os colegas. Abertura de unidade 44 Sugerimos que atividades com es- te ícone sejam orientadas como tare- fa para casa. Sugerimos que atividades com es- te ícone sejam realizadas oralmente, favorecendo a troca de ideias entre os estudantes. Este ícone indica que a seção pode ser utilizada na avaliação do estudante. Para casa Para avaliação Ícones para o professor 30 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 30P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 30 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Apresenta atividades para você rever e verificar o que aprendeu ao longo da unidade. Rever ideias 1. Observe novamente a imagem de abertura da unidade. 5. A fotografia ao lado mostra uma serpente-do-mar, animal que também foi repre- sentado na imagem de abertura da unidade. Apesar do nome, a serpente-do- -mar não é um réptil, mas um animal do mesmo grupo da estrela-do-mar. A serpente-do- -mar tem crânio e coluna ver- tebral? Explique sua resposta. a) Cite uma característica que todos os animais representados na obra têm em comum e que os diferenciam das plantas. b) Os animais representados são domesticados ou silvestres? Explique. c) Que atitudes podem ajudar a proteger os animais silvestres? Por que é impor- tante protegê-los? 2. Observando a imagem, localize dois invertebrados e dois vertebrados. Explique o que diferencia esses dois grupos. 3. Observe os animais da imagem e responda. a) Há peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos? Cite exemplos de cada grupo. b) Comente uma característica dos animais de cada um desses grupos. 4. Analisando os animais da imagem, proponha outra maneira de organizá-los. Para isso, escolha uma característica que sirva de critério para dividi-los em grupos. Explique ao professor qual critério você utilizou e como ficaram orga- nizados os grupos de animais. Florida Keys Wilderness Society, de Charley Harper, 1990 (pôster, 68,3 centímetros × 52,6 centímetros). Serpente-do-mar sobre um coral. 6. Na imagem de abertura da unidade estão representadas diversas aves, como a águia e o colhereiro. a) De onde nascem as aves? b) Os ciclos de vida dos animais não são todos iguais. Explique o ciclo de vida de um animal que seja diferente do ciclo das aves. 7. A imagem de abertura da unidade representa algumas espécies encontradas em um ambiente cheio de pântanos, localizado nos Estados Unidos da Amé- rica. Muitos desses animais não pertencem ao nosso cotidiano. Escolha um animal que faça parte do seu cotidiano e descreva-o. Comente as principais características do corpo e do modo de vida desse animal. Lembre-se de clas- sificá-lo de acordo com os grupos de animais que estudamos na unidade. VENHA DESCOBRIR! ◆ Dinos do Brasil, de Luiz Eduardo Anelli. São Paulo: Peirópolis, 2018. Conheça 23 espécies de dinossauros cujos fósseis foram encontrados no Brasil. ◆ Parque das Aves. Disponível em: https://tedit.net/JMtkPf. Acesso em: 6 jun. 2021. Você sabia que cada estado do Brasil tem uma ave-símbolo? Peça a um adulto que ajude você a acessar o site e conheça as espécies que representam cada estado. R e p ro d u ç ã o /E d it o ra P e ir ó p o lis 4 centímetros S tu b b le fi e ld P h o to g ra p h y /S h u tt e rs to ck (c ) C h a rl e y H a rp e r A rt S tu d io /A c e rv o d o a rt is ta REVER IDEIAS 7676 7777 Curupira Você já ouviu falar no Curupira? Ele é um personagem do folclore brasileiro. Saiba mais sobre ele no poema a seguir. Explore 1. O poema tem cinco estrofes e seis rimas. As rimas são repetições de sons, ge- ralmente no fim das palavras. Escolha seis cores diferentes de lápis de cor ou giz de cera, uma para cada rima. Contorne os pares de palavras que rimam em cada estrofe, usando a cor escolhida. 2. Segundo o poema, que tipos de pessoas devem tomar cuidado com o Curupira? 3. Como o Curupira engana os caçadores com suas pegadas? Amplie 4. Você conhece algum outro personagem que seja protetor da natureza? Conte para os colegas. 5. O Curupira ficaria muito bravo ao saber que, mesmo com as leis de proteção ambiental, os ambientes naturais do Brasil vêm sofrendo com a ação humana. Leia a tirinha a seguir, do personagem Armandinho. Curupira Das florestas e matas Ele é o protetor Cuida dos animais E castiga o caçador Quem derruba as árvores O tem como inimigo Se alguém maltrata as plantas Recebe o seu castigo Uma criatura pequena Com uma força incrível Tem os pés virados para trás E pode ficar invisível Ele faz o mau caçador Na floresta se perder O engana com suas pegadas Indicando as trilhas erradas O caçador fica perdido Dando voltas no mesmo lugar Até se sentir arrependido Por tentar a floresta maltratar Lendas do Brasil, de Blandina Franco. 1. ed. São Paulo: Odysseus Editora, 2006. p. 17. Armandinho, de Alexandre Beck. a) A quem Armandinho se dirige quando diz “Vocês ainda não nos venceram!!”? b) Na sua opinião, qual é o sentimento do menino no último quadrinho? Justifi- que sua resposta. im a g e ti c o /S h u tt e rs to ck A le x a n d re B e ck /A c e rv o d o c a rt u n is ta LER E ENTENDER 3636 3737 Nesta seção, você vai ler diferentes tipos de texto. Com isso, poderá melhorar ainda mais sua leitura, além de retomar o tema que você estudou na unidade. Ler e entender O QUE EU APRENDI? Querido estudante, Você se dedicou muito durante o ano. Agora, vamos relembrar um pouco do que você aprendeu? 1. Escreva ao menos uma característica de cada um dos biomas a seguir. • Amazônia: • Cerrado: • Caatinga: • Mata Atlântica: • Pantanal: • Pampa: 4. Ligue os objetos a seguir com a característica do material de que eles são feitos. Porta de madeira. Blocos de vidro. Lente da lupa. 3. Em uma folha à parte, faça um desenho que represente o ciclo de vida de um animal. Não se esqueça de escrever legendas que identifiquem cada fase da vida. ra n g iz zz /S h u tt e rs to ck P ie c e o f C a k e /S h u tt e rs to ck B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra D ra g o n I m a g e s /S h u tt e rs to ck S y d a P ro d u c ti o n s /S h u tt e rs to ck Transparente Translúcido Opaco 7. Imagine que você recebeu três amostras para identificar o tipo de solo: argiloso, arenoso ou humífero. Converse com um colega e, juntos, citem um procedimento que vocês realizariam para tentar iden- tificar as amostras de solo. Expliquem sua resposta ao professor. 2. Faça uma lista com cinco animais que vivem na região onde você mora, organi- zando os nomes deles em conjuntos. Explique ao professor o critério que você utilizou para essa organização. N P e te r/ S hu tte rs to ck 6. Observe a imagem a seguir. O que ela representa? Explique o que você obser- vou para responder. 5. Explique qual é a diferença entre a poluição sonora e a poluição luminosa. Elementos representados fora de proporção. Amostras de solo em tubos de vidro. 142142 143143 No começo do livro, você poderá verificar o que já sabe dos assuntos que serão estudados. O que eu já sei? No final do livro, você poderá rever e verificar tudo o que aprendeu. O que eu aprendi? O QUE EU JÁ SEI? Querido estudante, Neste ano, você vai aprender e descobrir muitas coisas. Antes de começar, que tal relembrar um pouco do que você já sabe? Vamos fazer isso juntos? 1. Observe, nas imagens a seguir, dois ambientes naturais localizados no Brasil. Depois, converse com os colegas sobre as questões. Vista aérea da Floresta Amazônica, no estado doAmazonas, em 2020. a) Quais são as semelhanças e as diferenças entre os ambientes? b) A cobra-papagaio, ou periquitamboia, é uma serpente que vive em ambiente quente e úmido, deslocando-se entre as árvores, de um galho para outro. Em qual dos dois ambientes você esperaria encontrar a periquitamboia? Explique sua resposta. 2. Diversos sons fazem parte do dia a dia: o vento passando por uma árvore, o barulho dos carros transitando nas ruas, a sirene da ambulância, o choro de um bebê, uma risada, uma música, entre outros. Você consegue identificar sons? Se sim, liste alguns exemplos. Se não, explique como você percebe os exemplos de sons citados. 3. A fotografia ao lado mostra uma pessoa iluminando o trecho de uma estrada com uma lanterna. a) Por que é possível observar apenas uma parte da estrada? b) Por que não é possível observar os detalhes da roupa que a pessoa está vestindo? J o a ch im B a g o /S h u tt e rs to ck 4. Usando lápis coloridos, faça um dese- nho do céu noturno. 5. Faça um desenho do planeta Terra. 6. Responda: O que é solo? Os solos são todos iguais? Explique sua resposta. Vista panorâmica do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás, em 2020. A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s 88 99 O Sistema Solar A observação dos astros no céu deu ori- gem à Astronomia, a mais antiga das Ciên- cias da Natureza. Atualmente, os astrônomos conseguem obter imagens e muitos tipos de informação sobre os astros. Esses dados são obtidos por astronautas, por equipamentos en- viados ao espaço e por equipamentos na Terra. Novas tecnologias continuam sendo desenvolvidas e, assim, o entendimento sobre o mundo onde vivemos vai sendo aprofundado. Um dos conhecimentos desenvolvidos pela Astronomia é o de que o Sol é uma estrela e a Terra é um planeta. A Lua é um satélite natural da Terra. A Terra gira ao redor do Sol e a Lua gira ao redor da Terra, acompanhando-a em seu movimento ao redor do Sol. Existem outros planetas que também giram ao redor do Sol. Alguns desses pla- netas também têm satélites naturais, como Saturno, que tem mais de oitenta luas. Todos os astros que giram ao redor do Sol formam o Sistema Solar. Além do Sistema Solar, existem outras estrelas com astros girando em torno de- las no espaço. Há bilhões de estrelas no Universo. Ilustração esquemática do Sol e dos planetas do Sistema Solar. As linhas brancas são imaginárias e indicam o trajeto que cada planeta faz ao redor do Sol. Apenas o satélite da Terra, a Lua, foi representado. Cores fantasia. astrônomos: cientistas que estudam os astros. planeta: corpo celeste feito de rocha, de gás ou de ambos, que gira em torno de uma estrela e é iluminado por ela. satélite natural: corpo celeste que se movimenta ao redor de um corpo celeste maior. Netuno Saturno Urano Mercúrio Marte Terra Lua Sol Vênus Júpiter A le x L M X /S h u tt e rs to ck Elementos representados fora de proporção de tamanho e distância. 117117 Venha descobrir! Dicas de livros, músicas, sites e vídeos para você complementar seus estudos. Glossário Explica o significado de algumas palavras que talvez você não conheça. 55 31 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 31P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 31 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. SUMÁRIO O que eu já sei? ..................................................................................................................................... 8 Unidade 1 Ambientes do Brasil ............................. 10 Capítulo 1 – Biomas .......................................... 12 O que existe em um ambiente? ....................... 12 Quais são os biomas brasileiros? ....................... 13 Pensando e praticando: Coleção de folhas ... 20 Capítulo 2 – Ambientes aquáticos ................ 22 Que ambientes aquáticos estão ao meu redor? ..................................................... 22 Como é o ambiente marinho? ........................... 24 Como é o ambiente de um rio? ......................... 26 Manguezal: que ambiente é esse? .................... 28 Capítulo 3 – Protegendo os ambientes naturais ................................................................. 30 O que é conservar e preservar? ......................... 30 Quais são as principais ameaças aos ambientes do Brasil? .................................... 32 Leitura de imagem: A arte e os problemas ambientais ............................... 34 Ler e entender: Curupira ............................... 36 Rever ideias ....................................................... 38 Unidade 2 O mundo dos animais .......................... 40 Capítulo 4 – Animais e ambientes ................ 42 Como um animal se relaciona com o ambiente?............................................... 42 Silvestre ou domesticado? ............................... 44 Pensando e praticando: Que animais são comuns onde eu moro? ............................. 46 Leitura de imagem: Você conhece os direitos dos animais? .................................... 48 Capítulo 5 – Diversidade de animais ........... 50 Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? ................................ 50 Como os animais se alimentam? ...................... 52 Como os animais se locomovem? ................... 54 Como é o ciclo de vida dos animais? ................ 56 Capítulo 6 – Classificando os animais .......... 62 O que é classificar? ............................................ 62 Pensando e praticando: Vamos organizar os animais? ........................................ 64 Vertebrados ou invertebrados? ........................ 66 Rede de conhecimentos: Os animais no folclore .......................................................... 72 Ler e entender: O que os fósseis ensinam sobre os dinossauros? ..................... 74 Rever ideias ....................................................... 76 F e lix R e in e rs /A rq u iv o d a e d it o ra G o o d S tu d io /S h u tt e rs to ck 66 32 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 32P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 32 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Unidade 3 Luz e som ......................................................... 78 Capítulo 7 – Luz ................................................ 80 Como as características de um material se relacionam com o uso? ................................. 80 Pensando e praticando: Será que a luz atravessa este material? ..................................... 82 Como diferentes materiais interagem com a luz? .......................................................... 84 Pensando e praticando: O que vemos quando a luz passa através da água? ............... 87 O que são fenômenos ópticos? ........................ 88 Capítulo 8 – Som ............................................... 90 Quais são os sons de onde você vive? ............. 90 Pensando e praticando: É possível “ver” o som? .. 91 O que é o som? .................................................. 92 Como o ser humano produz e ouve o som? ....... 93 Pensando e praticando: Produzindo sons com instrumentos ..................................... 94 Leitura de imagem: Você conhece a Língua de Sinais Brasileira? ............................. 96 Capítulo 9 – Saúde visual e auditiva ............ 98 O que é poluição? .............................................. 98 O que é poluição luminosa? ............................. 98 O que é poluição visual? ................................... 99 Como manter a saúde visual? ......................... 100 O que é poluição sonora? ............................... 102 Comomanter a saúde auditiva? ......................103 Rede de conhecimentos: Como a poluição luminosa e sonora afeta os animais silvestres?..104 Ler e entender: Dia Nacional de Combate à Surdez ......................................106 Rever ideias ..................................................... 108 Unidade 4 Terra, nosso planeta ...................... 110 Capítulo 10 – Observando o céu ................. 112 O que há no céu? ............................................ 112 Pensando e praticando: O que observo no céu? .............................................. 114 Como são os astros vistos do espaço? ........... 116 Leitura de imagem: Como as imagens dos astros são obtidas? ....................................118 Capítulo 11 – Planeta Terra ........................... 120 Como a Terra é vista do espaço? .................... 120 Pensando e praticando: Como a Terra é representada? ............................................... 122 O que há na superfície da Terra? ..................... 124 Capítulo 12 – Solo ........................................... 126 Onde está o solo? ............................................ 126 Quais são as características do solo? .............. 128 Pensando e praticando: Os solos são todos iguais? ............................................. 130 Como o ser humano utiliza o solo? ................ 132 Como conservar o solo? .................................. 134 Rede de conhecimentos: O consumo consciente ajuda a conservar o solo? ............. 136 Ler e entender: O que é agrofloresta? ...... 138 Rever ideias ..................................................... 140 O que eu aprendi? ......................................................................................................................... 142 Refer•ncias bibliogr‡ficas comentadas ............................................................. 144 Rever ideias ..................................................... 140 V ic e n te M e n d o n ç a /A rq u iv o d a e d it o ra 77 33 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 33P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 33 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O QUE EU JÁ SEI? Querido estudante, Neste ano, você vai aprender e descobrir muitas coisas. Antes de começar, que tal relembrar um pouco do que você já sabe? Vamos fazer isso juntos? 1. Observe, nas imagens a seguir, dois ambientes naturais localizados no Brasil. Depois, converse com os colegas sobre as questões. Consulte as Orientações didáticas. Vista aérea da Floresta Amazônica, no estado do Amazonas, em 2020. a) Quais são as semelhanças e as diferenças entre os ambientes? b) A cobra-papagaio, ou periquitamboia, é uma serpente que vive em ambiente quente e úmido, deslocando-se entre as árvores, de um galho para outro. Em qual dos dois ambientes você esperaria encontrar a periquitamboia? Explique sua resposta. 2. Diversos sons fazem parte do dia a dia: o vento passando por uma árvore, o barulho dos carros transitando nas ruas, a sirene da ambulância, o choro de um bebê, uma risada, uma música, entre outros. Você consegue identificar sons? Se sim, liste alguns exemplos. Se não, explique como você percebe os exemplos de sons citados. Vista panorâmica do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás, em 2020. A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s 88 Orientações didáticas Ao aplicar a avaliação diagnóstica, observe o desempenho dos estudantes buscando evidências de possíveis defa- sagens no aprendizado dos anos ante- riores, principalmente no que se refere às habilidades de leitura e escrita. Se houver necessidade, auxilie os estudan- tes na compreensão dos enunciados. Inicie a avaliação explicando aos estudantes que as atividades têm o objetivo de levá-los a relembrar al- guns conhecimentos. Demonstre confiança nos estudantes e deixe-os à vontade para fazer as atividades. Além do mapeamento de conhe- cimentos promovido pela avaliação, aproveite para averiguar aspectos como ortografia, compreensão tex- tual e produção escrita. Em seu ma- terial de registro, faça anotações sobre o desempenho de cada estu- dante para que, no decorrer do ano, possíveis defasagens sejam remedia- das com intervenções de acordo com as necessidades de cada um. Para mais informações sobre como interpretar os resultados dessa avalia- ção, consulte o tópico Orientações gerais para a seção O que eu já sei? (p. 36 e p. 37). Atividade 1 No item a, é esperado que os estu- dantes reconheçam como semelhança o fato de que as duas fotografias mos- tram ambientes naturais, com presença de vegetação. Como diferença, os estu- dantes podem mencionar que o am- biente da Floresta Amazônica apresenta maior densidade de vegetação do que o ambiente do Parque Nacional da Cha- pada dos Veadeiros. Observe se os estu- dantes identificam que na Floresta Amazônica há árvores de grande porte e se relacionam a presença do curso de água com um ambiente mais úmido. Essa avaliação será útil para verificar co- mo os estudantes observam os ambien- tes, o que será importante para o trabalho com a unidade 1 deste volume. No item b, é esperado que os estu- dantes relacionem a periquitamboia ao ambiente da Floresta Amazônica, com predominância de árvores e mais umidade, evidenciados pela vista aé- rea da floresta e pelo rio registrados na foto. Para sua informação, a periqui- tamboia pertence à espécie Corallus caninus, que ocorre em uma região da Amazônia, ao norte do Rio Amazonas e ao leste do Rio Negro. Essa avaliação será útil para verificar o que os estu- dantes sabem sobre as relações entre animais e ambientes, o que será importante pa- ra o trabalho com a unidade 2 deste volume. Atividade 2 É esperado que os estudantes ouvintes listem diferentes sons (graves, agudos, suaves ou in- tensos) e diversas fontes de som. Para aprofun- dar essa avaliação, você pode solicitar que eles comentem, oralmente, qual é a diferença entre som e fonte de som, usando a própria lista para dar exemplos. Também é esperado que os estudantes sur- dos ou com deficiência auditiva comentem suas próprias percepções sensoriais, sejam elas au- ditivas ou não, com diferentes tipos de sons, ou suas estratégias para lidar com situações em que seria necessário reconhecer sons. Ao co- nhecer como cada estudante percebe o som, você terá ferramentas para nortear seu trabalho com o tema, que será desenvolvido na unidade 3 deste volume. 34 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 34P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 34 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM 3. A fotografia ao lado mostra uma pessoa iluminando o trecho de uma estrada com uma lanterna. a) Por que é possível observar apenas uma parte da estrada? b) Por que não é possível observar os detalhes da roupa que a pessoa está vestindo? J o a ch im B a g o /S h u tt e rs to ck 4. Usando lápis coloridos, faça um dese- nho do céu noturno. 5. Faça um desenho do planeta Terra. 6. Responda: O que é solo? Os solos são todos iguais? Explique sua resposta. 99 Verifique se há estudantes com dificuldade na produção escrita, no momento de registro das respostas, e auxilie se necessário. Se julgar pertinente, pergunte aos estudantes como podemos manter a saúde auditiva e quais hábitos podem prejudicá-la. Atividade 3 No item a, é esperado que os estudantes videntes reconheçam que é possível observar apenas a região da estrada iluminada pela lan- terna, o que não ocorre nas laterais da paisagem. No item b, espera-se que eles reconheçam que não é possível observar os detalhes da rou- pa da pessoa que segura a lanterna, pois ela não está sendo iluminada. Para avaliaros estudantes cegos ou com bai- xa visão, peça a eles que comentem suas pró- prias percepções sensoriais, sejam elas visuais ou não, em diferentes níveis de luminosidade, ou suas estratégias para lidar com situações em que seria necessário reconhecer um ambiente iluminado. Ao conhecer como cada estudante percebe a luz, você terá ferramentas para nortear a aborda- gem do tema luz e visão, o que será importante para o trabalho com a unidade 3 deste volume. Se julgar pertinente, pergunte aos estudantes como podemos manter a saúde visual e quais hábitos podem prejudicá-la. Atividade 4 É esperado que os estudantes repre- sentem o céu noturno com tons de azul escuro, com a presença de estrelas e, possivelmente, da Lua, nas fases cheia, minguante ou crescente. Avalie se os estudantes representam as estrelas or- ganizadas em constelações, ou se repre- sentam outros astros, como planetas. Esta avaliação será útil para orientar o trabalho com a unidade 4 deste volume. Atividade 5 Observe como os estudantes re- presentam o planeta Terra: se o for- mato é aproximadamente esférico; se diferenciam oceanos de continentes; se representam os polos como gelei- ras; se representam nuvens, o que demonstra a consciência da existên- cia da atmosfera; se o planeta está isolado ou se existem elementos de fundo que representem outros astros ou o espaço. Para aprofundar essa avaliação, você pode solicitar que os estudantes nomeiem as partes repre- sentadas do planeta ou que expli- quem seus desenhos oralmente. Essa avaliação será útil para orientar o tra- balho com a unidade 4 deste volume. Atividade 6 É comum que, nessa idade, os es- tudantes relacionem solo com terra. Caso isso ocorra, peça que, oralmen- te, eles expliquem o que entendem por terra, dando exemplos. Verifique se os estudantes reconhe- cem que os solos não são todos iguais e se trazem exemplos de diferentes ti- pos de solo, mesmo que os relacione com tipos de terra. Peça a eles que ex- pliquem como são as caraterísticas de cada tipo. É possível que os estudantes recorram a características como cor e umidade para diferenciá-los. Verifique se há estudantes com di- ficuldade na produção escrita, no mo- mento de registro das respostas, e auxilie se necessário. Essa avaliação será útil para orien- tar o trabalho com a unidade 4 des- te volume. 35 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 35P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 35 8/14/21 6:37 PM8/14/21 6:37 PM Orientações gerais para a seção O que eu já sei? A seção O que eu já sei?, propõe a avaliação diagnóstica para orientar o trabalho do ano letivo por meio de ativida- des elaboradas com base nos objetos de conhecimento que serão abordados em cada unidade do volume 3. Sen- do este o 3o ano do Ensino Fundamental, foram definidas como pré-requisitos as aprendizagens desenvolvidas na Educação Infantil e nos dois primeiros anos do Ensino Fun- damental, tendo como base a BNCC. No quadro a seguir, estão listados os objetos de conhe- cimento e as habilidades da BNCC relacionadas a cada atividade da seção, assim como sugestões de parâmetros para nortear os resultados dessa avaliação: “Atende par- cialmente”, “Atende” e “Atende completamente”. Ressalta- mos que os parâmetros descritos podem ser modificados de acordo com suas necessidades e preferências como docente. NOME DO ESTUDANTE: TURMA: DATA: AVALIAÇÃO Atividade Objeto do conhecimento Habilidades da BNCC de anos anteriores Atende parcialmente Atende Atende completamente 1 Ambiente* Características e desenvolvimento dos animais EF02CI04 e EF02CI06 Reconhece apenas semelhanças ou apenas diferenças entre os ambientes. Reconhece semelhanças e diferenças entre os ambientes e reconhece que a periquitamboia pode ser encontrada na Floresta Amazônica, mas sem explicar a resposta. Reconhece semelhanças e diferenças entre os ambientes e reconhece que a periquitamboia pode ser encontrada na Floresta Amazônica, apresentando justificativas adequadas. 2 Produção de som Saúde auditiva e visual (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente. (EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. (EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. Lista sons ou fontes sonoras ou comenta suas experiências como pessoa surda ou com deficiência auditiva. Lista sons ou comenta suas experiências como pessoa surda ou com deficiência auditiva, dando exemplos. Lista sons, diferenciando- -os de fontes sonoras, ou comenta suas experiências como pessoa surda ou com deficiência auditiva, dando exemplos. 3 Efeitos da luz nos materiais Saúde auditiva e visual EF02CI08 Reconhece que não é possível observar todos os detalhes da estrada porque apenas uma parte está iluminada pela lanterna. Reconhece que não é possível observar todos os detalhes da estrada porque apenas uma parte está iluminada pela lanterna e que também não é possível observar os detalhes da roupa porque ela não está iluminada. Reconhece que não é possível observar todos os detalhes da estrada porque apenas uma parte está iluminada pela lanterna e que também não é possível observar os detalhes da roupa porque ela não está iluminada, reconhecendo que a pessoa está atrás da fonte de luz, no caso, a lanterna. * Embora “ambiente” não seja um objeto de conhecimento da BNCC de Ciências da Natureza para o 3o ano, ele é o objeto de estudo da unidade 1 deste volume e consta do quadro por ser abordado na atividade 1. 36 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 36P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 36 8/14/21 6:39 PM8/14/21 6:39 PM Os parâmetros verificados para cada estudante podem ser utilizados para monitoramento da aprendizagem indi- vidual. Analisados para o conjunto de estudantes, os parâ- metros também permitem realizar esse monitoramento coletivamente, evidenciando as estratégias mais adequadas para o trabalho com a turma. Por meio desta avaliação, é possível detectar defasagens no desenvolvimento de habilidades da Educação Infantil e dos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, considera- das pré-requisitos para o trabalho com os objetos de conhe- cimento previstos para o 3o ano do Ensino Fundamental. Essa detecção é de grande importância, pois permite orientar as estratégias para remediação de tais defasagens. É possível identificar, por exemplo, dificuldades relacionadas à leitura (decodificação), ao conhecimento de vocabulário e/ ou à compreensão do que é solicitado na atividade, que não se relacionam aos conteúdos e aos objetos de conhecimen- to de Ciências da Natureza. Nesse caso, explicar o enunciado de diferentes maneiras e fornecer opções para que o estu- dante explique a resposta (oralmente ou por desenhos, por exemplo) podem ser estratégias que auxiliam na superação dessas dificuldades. Manter um ambiente acolhedor, em que o estudante se sinta seguro e à vontade, é essencial para atingir os objetivos da avaliação. Atividade Objeto do conhecimento Habilidades da BNCC de anos anteriores Atende parcialmente Atende Atende completamente 4 Observação do céu EF01CI05 Utiliza lápis de tons de azul escuro para representar o céu noturno. Utiliza lápis de tons de azul escuro para representaro céu noturno e representa a Lua e estrelas. Utiliza lápis de tons de azul escuro para representar o céu noturno e representa a Lua e estrelas, organizadas em constelações. 5 Características da Terra — Representa o planeta Terra com formato esférico. Representa o planeta Terra com formato esférico, com continentes e oceanos. Representa o planeta Terra com formato esférico, com continentes, oceanos e nuvens. 6 Usos do solo (EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. Correlaciona solo com terra e não identifica diferentes tipos de solo. Correlaciona solo com terra, afirmando existir mais de um tipo e citando um exemplo. Correlaciona solo com terra, afirmando existir mais de um tipo e diferencia dois ou mais exemplos a partir de características como cor e umidade. 37 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 37P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_027a037_MPU_Inicias_AvDiag.indd 37 8/14/21 4:32 PM8/14/21 4:32 PM Introdução da unidade 1 A unidade 1, intitulada “Ambientes do Brasil”, inicia o estudo de Ciências da Natureza neste ano escolar pelo es- tudo dos biomas e dos ambientes aquáticos que ocorrem no Brasil, para percepção da diversidade de seres vivos e de ambientes em nosso país e para o reconhecimento da importância das ações de preservação e conservação am- biental. Ao longo da unidade, são apresentados diversos exemplos de seres vivos e suas relações com as caracterís- ticas do ambiente que habitam. Ao longo da unidade, há textos e atividades que abordam o tema em uma perspec- tiva socioambiental. A abertura da unidade 1 é feita com a observação da obra Bandeira do Brasil, de Militão dos Santos, permitindo a apreciação artística e a observação atenta. No trabalho com a imagem, os estudantes devem identificar os seres vivos, o que permite o resgate dos conhecimentos prévios. Após a abertura, seguem três capítulos e o fechamento da unidade com a seção Rever ideias, que sugerimos como momento de avaliação de processo. Apresentamos a seguir uma visão geral dos capítulos. Capítulo 1 – Biomas Neste capítulo, apresentamos o conceito de hábitat, mo- bilizando conhecimentos trabalhados no volume 2 desta coleção a respeito das relações entre seres vivos com os componentes do ambiente que habitam. Apresentamos o conceito de bioma e a caracterização geral dos biomas brasileiros, com exemplos de plantas e animais, destacando relações dos organismos com as características do bioma em que ocorrem. Por fim, os estudantes podem montar uma coleção de folhas (herbário), desenvolvendo procedi- mentos de coleta, preparação e análise do material e ob- servando a variedade de plantas na área de coleta. Capítulo 2 – Ambientes aquáticos Neste capítulo, caracterizamos os oceanos, os rios e um ambiente de transição entre o ambiente terrestre e o aquá- tico, o manguezal. Cada ambiente é analisado de acordo com suas características gerais e por meio de exemplos de seres que ali vivem. Há atividades que iniciam reflexões sobre o tema conservação ambiental, a ser desenvolvido no capítulo 3, como uma atividade de entrevista com um morador antigo sobre um corpo de água da região para verificar se ocorreram mudanças em seu aspecto ao longo do tempo. Capítulo 3 – Protegendo os ambientes naturais Neste capítulo, apresentamos os conceitos de preservação e conservação ambiental. Além disso, são analisados alguns exemplos de impactos ambientais causados pelo ser huma- no. Por fim, os estudantes conhecem um exemplo de uso da arte para defesa da preservação ambiental, bem como um personagem do folclore brasileiro protetor das matas. Objetivos pedagógicos A seguir, apresentamos um quadro que relaciona cada conteúdo que será trabalhado nesta unidade e o tópico ou seção do Livro do Estudante com os objetivos pedagógicos e os pré-requisitos necessários ao trabalho. Objetivos pedagógicos Conteúdo/ conceitos Tópicos ou seções Pré-requisitos 1. Compreender o que é um bioma e conhecer os biomas brasileiros. Hábitat e biomas brasileiros • O que existe em um ambiente? • Quais são os biomas brasileiros? Observar o ambiente, identificar e diferenciar os seres vivos dos elementos não vivos e compreender que os seres vivos se relacionam com o ambiente que habitam.2. Conhecer características de alguns ambientes aquáticos. Tipos de ambientes aquáticos: marinhos, de rios e manguezal • Que ambientes marinhos estão ao meu redor? • Como é o ambiente marinho? • Como é o ambiente de um rio? • Manguezal: que ambiente é esse? 38 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 38P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 38 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Itinerário de aulas A seguir apresentamos uma sugestão de itinerário curricular com uma sequência para a realização das atividades sugeridas no Livro do Estudante por aula, semana, mês, bimestre, trimestre ou semestre. O itinerário sugerido não contempla as aulas 1 a 4, pois essas são reservadas às atividades de acolhimento à turma e ao trabalho com a avaliação diagnóstica. Reservamos, ainda, a 10a semana para outras atividades escolares. Objetivos pedagógicos Conteúdo/ conceitos Tópicos ou seções Pré-requisitos 3. Reconhecer relações entre os seres vivos e os outros componentes do ambiente em que habitam, identificando recursos como hábitat e alimento. Hábitat e biomas brasileiros • O que existe em um ambiente? Observar o ambiente, identificar e diferenciar os seres vivos dos elementos não vivos e compreender que os seres vivos se relacionam com o ambiente que habitam e com outros seres vivos desse ambiente. 4. Compreender a importância de conservar e preservar os ambientes naturais, reconhecendo a diferença entre esses dois conceitos. Conservação e preservação ambiental • O que é conservar e preservar? 5. Analisar alguns exemplos de problemas ambientais que ocorrem no Brasil. Ameaças ambientais • Quais são as principais ameaças aos ambientes do Brasil? Tópico Atividade Aula Semana Mês Bimestre Trimestre Semestre Unidade 1 Ambientes do Brasil Abertura de unidade Questões da abertura de unidade 5 3 1 1 1 1 Capítulo 1 Biomas O que existe em um ambiente? Atividades 1 a 3 6 Quais são os biomas brasileiros? Atividades 1 a 7 7 e 8 4 Pensando e praticando Coleção de folhas 9 5 2 Capítulo 2 Ambientes aquáticos Que ambientes aquáticos estão ao meu redor? Atividade 10 Como é o ambiente marinho? Atividade 11 6 Como é o ambiente de um rio? Atividades 1 e 2 12 Manguezal: que ambiente é esse? Atividade Capítulo 3 Protegendo os ambientes naturais O que é conservar e preservar? Atividades 1 e 2 13 7 Quais são as principais ameaças aos ambientes do Brasil? Atividades 1 a 3 Leitura de imagem A arte e os problemas ambientais 14 Fechamento de unidade Ler e entender Curupira 15 8 e 9 Rever ideias Avaliação de processo 16 a 18 39 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 39P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 39 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Bandeira do Brasil, de Militão dos Santos, 2013 (cerâmica, 20 cm × 30 cm). 1 UNIDADE AMBIENTES DO BRASIL 1010 EM FOCO Unidade temática Vida e evolução Objeto de estudo Ambiente Habilidade EF03CI04 Competências gerais 2, 3, 4, 7 e 10 Competências específicas 5, 6 e 8 Componentes essenciais para a alfabetização Consciência fonológica e fonêmica, conhecimento alfabético, fluência em leitura oral, desenvolvimento de vocabulário, compreensão de textos e produção escrita. Objetivos pedagógicos Nesta unidade vamos trabalhar conceitos relacionados à unidade temática Vida e evolução, principal- mente as relações entre seres vivose características dos ambientes que habitam. A apresentação das princi- pais características dos biomas e am- bientes aquáticos brasileiros, assim como de exemplos de espécies que habitam cada ambiente, é uma for- ma de introduzir e contextualizar o objeto de conhecimento da próxima unidade: características e desenvol- vimento dos animais. Nesse sentido, indicamos o tema Ambiente como “objeto de estudo” desta unidade; não utilizamos o termo “objeto de conhecimento” por não estar pre- visto na BNCC. Nesta unidade também são abor- dados alguns problemas ambientais que ocorrem nos ambientes naturais, reforçando a importância da conser- vação e da preservação ambiental, o que mobiliza a abordagem do Tema Contemporâneo Transversal Educa- ção Ambiental. Nesse sentido, esta unidade tem como objetivo auxiliar os estudantes a: 1. compreender o que é um bioma e conhecer os biomas brasileiros; 2. conhecer características de alguns ambientes aquáticos; 3. reconhecer relações entre os seres vivos e os outros componentes do ambiente em que habitam, identificando re- cursos como hábitat e alimento; 4. compreender a importância de conservar e preservar os ambientes naturais, reconhecen- do a diferença entre esses dois conceitos; 5. analisar alguns exemplos de problemas am- bientais que ocorrem no Brasil. 40 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 40P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 40 8/14/21 8:13 PM8/14/21 8:13 PM M il it ã o d o s S a n to s /A c e rv o d o a rt is ta • Quais animais estão representados na pintura? Há algum que você não conhece? • Além dos animais, há outros seres vivos representados? Qual ou quais? • Na sua opinião, que mensagem ou ideia a pintura passa? Consulte as Orientações didáticas. Sim, as plantas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 1111 Orientações didáticas Inicie a unidade pedindo aos estu- dantes que observem a imagem de abertura e descrevam o que veem. A análise de obras de arte favorece o desenvolvimento da competência geral 3. Na imagem, estão represen- tados alguns animais símbolos da fauna e diferentes plantas da flora brasileira. Pergunte a eles se conhe- cem as espécies representadas e se sabem onde elas são encontradas na natureza. Você também pode perguntar quais são os animais e as plantas encontradas na região em que vivem e listar na lousa, ou quadro de giz, os nomes que os estudantes conseguirem citar. Caso queira ampliar o trabalho com a alfabetização, peça aos estudantes que escrevam a lista no caderno em ordem alfabética. Se algum estudante encontrar dificuldades na escrita ou na identificação da ordem alfabética, intervenha e promova atividades co- mo esta, em diferentes momentos. É esperado que estudantes do 3o ano já tenham sistematizado a alfabetização, mas podem acontecer defasagens du- rante o processo. Observe se eles relacionam as espécies representadas na imagem às cores da bandeira nacional e per- gunte se conhecem animais e plantas dessas e de outras cores. Ao tratar da primeira questão, auxi- lie os estudantes a nomear os animais representados. O tucano, a arara e a onça-pintada provavelmente serão identificados mais facilmente. Na segunda questão, os estudan- tes terão que identificar as plantas como seres vivos. Se surgirem dúvi- das, discuta rapidamente o ciclo de vida das plantas, retomando o que foi estudado no volume 2 desta coleção. Na terceira questão, os estudantes podem responder que a imagem transmite a ideia de que há muitos animais e plantas no Brasil. Aproveite esse momento para falar sobre a bio- diversidade brasileira, uma das maiores do planeta. O conceito de diversidade foi apresentado no volume 1 desta coleção. Explique que a biodiversi- dade representa o conjunto de seres vivos de uma região e, quanto maior a biodiversidade, maior é a riqueza de espécies. Portanto, a imagem retrata a riqueza do Brasil em relação à diversi- dade da fauna e da flora. 41 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 41P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 41 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O que existe em um ambiente? Nesta unidade, vamos estudar os ambientes naturais que existem no Brasil. Você sabe o que existe em um ambiente natural? Um ambiente é formado por seres vivos e elementos não vivos. Os elementos não vivos de um ambiente natural são o ar, a água dos rios, dos lagos, dos mares e da chuva, os minerais do solo, as rochas, a luminosidade, a temperatura, entre mui- tos outros. Os seres humanos modificam muitos ambientes naturais ao construírem estruturas como cidades, estradas, pontes, plantações, entre diversas outras. O hábitat é o local habita- do por um ser vivo. O hábitat de uma baleia-jubarte, por exemplo, são os oceanos, e o hábitat do mico-leão-dourado são florestas de uma região no estado do Rio de Janeiro. Os organismos encon- tram no hábitat as condições ne- cessárias para sua sobrevivência. BIOMAS CAPÍTULO 11 1. Observe a fotografia anterior e identifique os seres vivos que existem neste ambiente. Espera-se que os estudantes identifiquem os jacarés (animais) e a vegetação. 2. Escreva o nome de dois elementos não vivos desse ambiente. Os estudantes podem mencionar a água, o solo, o ar, a luz, a temperatura. 3. Agora, escreva uma nova legenda para essa imagem usando a palavra hábitat. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 2,5 metros Área alagada no Pantanal, no município de Poconé, em Mato Grosso, 2020. F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 1212 EM FOCO Competências gerais 2, 7 e 10 Competências específicas 5, 8 Habilidade EF03CI04 Atividade complementar Identificando os componentes de um ambiente Leve para a aula uma fotografia de um aquá- rio, com água, peixes, plantas aquáticas, casca- lho etc. Peça aos estudantes que escrevam no caderno quais são os seres vivos e os elementos não vivos desse pequeno ambiente. Uma opção é pedir que eles façam esse exercício escolhen- do um ambiente da região onde moram (um jardim, uma horta, uma praça, um córrego etc.). Depois, os textos poderão ser apresentados em uma roda de conversa. Essa proposta favorece o trabalho com produção escrita e fluência em leitura oral. Orientações didáticas Primeiramente, sugerimos iniciar o capítulo questionando os estudantes sobre o que existe em um ambiente, para resgatar seus conhecimentos prévios sobre o tema. Nos volumes 1 e 2 desta coleção foi abordada a noção de que um ambiente é cons- tituído por seres vivos e elementos não vivos, além da diferença entre um ambiente natural e um ambiente mo- dificado pelo ser humano. O termo “elementos não vivos” é usado como sinônimo de “componentes sem vida” de um ambiente. Em consideração ao nível escolar, ainda não utilizamos o termo ecossistema para referência aos ambientes; o termo é apresenta- do no volume 4. Você pode usar a fotografia da pági- na, que mostra jacarés na beira do rio, para retomar os fatores que compõem um ambiente e explicar o conceito de hábitat. Ressalte que o local onde os ja- carés foram fotografados corresponde à sua localização ou distribuição geo- gráfica, diferenciando essa informação do conceito de hábitat. Atividade 3 O hábitat do jacaré-do-pantanal é composto de ambientes aquáticos de água doce (rios e lagoas) da região do Pantanal, sendo uma espécie de hábito semiaquático, ou seja, vivendo na água e no solo às margens. Algu- mas sugestões de legenda: “Jacarés tomando sol à beira do rio em seu há- bitat natural.”; “O hábitat natural dos jacarés é o ambiente do rio, incluindo a água e suas margens.”. 42 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 42P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd42 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM 1. De acordo com o mapa, qual bioma ocupa a maior área do território brasileiro? O bioma Amazônia. 2. Qual ou quais biomas existem no estado onde você mora? Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 50º O EQUADOR 0º OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO ACRE ALAGOAS AMAPÁ AMAZONAS BAHIA CEARÁ ESPÍRITO SANTO GOIÁS MARANHÃO MATO GROSSO MATO GROSSO DO SUL MINAS GERAIS PARÁ PARAÍBA PARANÁ PERNAMBUCO PIAUÍ RIO DE JANEIRO RIO GRANDE DO NORTE RIO GRANDE DO SUL RONDÔNIA RORAIMA SANTA CATARINA SERGIPE TOCANTINS SÃO PAULO DISTRITO FEDERAL ESCALA Quilômetros 0 415 830 Amazônia Caatinga LEGENDA Cerrado Mata Atlântica Pampa Pantanal Biomas brasileiros B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Quais são os biomas brasileiros? Os ambientes podem ter tamanhos variados. Em um jardim, por exemplo, há seres vivos e elementos não vivos, formando um pequeno ambiente. Uma enorme floresta também é um ambiente, de tamanho muito maior. Os biomas são ambientes que ocupam uma grande área e compartilham determinadas características, como o tipo de clima e de vegetação. Cada bioma é formado por diversos am- bientes menores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identifica seis biomas no Brasil, mostrados no mapa a seguir. Esses biomas são ambientes terrestres. No próximo ca- pítulo, estudaremos exemplos de ambientes aquáticos. clima: conjunto de fenômenos como temperatura, frequência de chuva e tipos de vento, observados ao longo dos anos em determinado local. Elaborado com base em: IBGE. Atlas geográfico escolar. 8. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. p. 103. 1313 Orientações didáticas Sugerimos iniciar com a leitura do tópico com a turma e fazer pausas pa- ra esclarecer dúvidas sobre conceitos e vocabulário. Esta estratégia favore- ce o trabalho com desenvol vimento de vocabulário e compreensão de textos. Peça aos estudantes que ob- servem o mapa do território brasileiro e explique como interpretar a legen- da, relacionando a ocorrência de cada bioma de acordo com a cor utilizada. Destaque que os biomas não estão restritos a apenas uma região ou esta- do, abrangendo localidades diferentes, inclusive de países vizinhos – apenas a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro. Atividade 1 Adotamos o nome do bioma apre- sentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse também é o nome utilizado pelo Ministério do Meio Ambiente. No entanto, exis- tem referências que utilizam o termo “Floresta Amazônica” para nomear o bioma e o termo “Amazônia” para no- mear a região onde o bioma ocorre. A Amazônia Legal corresponde à área do território brasileiro ocupado pelo bioma, cujos limites foram definidos em 1953. Consulte a seção Para saber mais para referências sobre a Amazô- nia Legal e o bioma Amazônia. Atividade 2 Analise o mapa em conjunto com os estudantes, localizem o estado em que vivem e observem a legenda pa- ra identificar o(s) bioma(s) predomi- nante(s). Para saber mais • O que é a Amazônia Legal. O Eco. 20 nov. 2014. Disponível em: https://tedit.net/DA3D8s. Artigo com informações sobre a Amazônia Legal e a diferença entre esse território e os limites do bioma Amazônia (ou Floresta Amazônica). • Biomas. IBGE Educa – Crianças. Disponí- vel em: https://tedit.net/8xMrDv. Página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com informações direcionadas às crianças sobre os biomas brasileiros, além de seções sobre a fauna, a flora, o clima e o relevo do Brasil. • Biomas. Ministério do Meio Ambiente. Dis- ponível em: https://tedit.net/e2XLvv. Página do Ministério do Meio Ambiente que reúne informações sobre os biomas brasileiros. Acesso em: 2 jul. 2021. 43 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 43P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 43 8/14/21 8:13 PM8/14/21 8:13 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Diversos fatores se relacionam com as características de cada bioma, como o clima, o tipo de solo e a distribuição dos rios. As condições do clima e o tipo de solo, por exemplo, podem favorecer a existência de certo tipo de vegetação. Já a distribuição dos rios influencia a umidade local. Em cada bioma há um conjunto de seres vivos que se relacionam entre si e com os elementos não vivos do ambiente. O conjunto de plantas de uma região ou ambiente é chamado de flora. O conjunto de animais é chamado de fauna. A seguir, vamos conhecer algumas características dos biomas brasileiros: o cli- ma, o aspecto geral da vegetação e alguns representantes da flora e da fauna. Clima As temperaturas são altas e há períodos de seca, ou seja, períodos sem chuva, que podem durar muitos meses. Aspecto da vegetação Há arbustos e árvores, distantes uns dos outros, em um solo pedregoso (com muitas pedras). Vegetação da Caatinga no município de Cabrobó, no estado de Pernambuco, em 2020. A gralha-cancã é uma ave diurna que habita esse bioma e áreas do Cerrado e da Mata Atlântica. Ela se alimenta principalmente de insetos e frutos, ajudando a espalhar as sementes pelo ambiente. Tem o costume de guardar alimentos no solo ou no oco de árvores. A barriguda é uma árvore típica da Caatinga e armazena água no tronco. Ela se enche de flores assim que caem as primeiras chuvas. Muitas plantas da Caatinga têm características que lhes permitem sobreviver durante a seca. Caatinga 30 centímetros Im a g e m d e f u n d o : D e lf im M a rt in s /P u ls a r Im a g e n s ; g ra lh a -c a c ã : F a b io C o lo m b in i/A c e rv o d o f o tó g ra fo ; á rv o re : D a n ie l C y m b a lis ta /P u ls a r Im a g e n s 18 metros 1414 Orientações didáticas O objetivo de apresentar os biomas brasileiros é mostrar aos estudantes a grande diversidade de ambientes no Brasil e iniciar o reconhecimento de relações entre os animais e o ambien- te em que vivem, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF03CI04. Sugerimos, portanto, que o enfoque seja nos aspectos gerais de cada bioma, sem exigir dos estudan- tes a memorização de características específicas. Leia com a turma as informações de cada bioma e auxilie os estudantes a estabelecer comparações e perceber diferenças entre o clima e as vegeta- ções em cada um deles. Ressaltamos que as informações se referem às condições gerais do clima e ao aspec- to geral da vegetação predominante, em adequação ao nível escolar. Peça aos estudantes que leiam as legendas em voz alta, para favorecer o trabalho com fluência em leitura oral. Du- rante a leitura, com auxílio do mapa, relembre as regiões do Brasil em que os biomas são encontrados. Se julgar necessário, comente que nos limites entre biomas existem am- bientes de transição, ou seja, não exis- te uma linha que marque a mudança abrupta na paisagem. Para sistematização das informa- ções, utilize um questionário a ser res- pondido a partir da interpretação das legendas, favorecendo a compreen- são de textos. A seguir, propomos algumas questões: • Escreva o nome dos dois biomas brasileiros onde predominam as flo- restas (Amazônica e Mata Atlântica). • Escreva o nome do bioma em que o clima é mais seco (Caatinga). • Relacione uma característica da vitória-régia com o ambiente em que ela vive (planta aquática, com folhas que flutuam na água). • Relacione uma característica do lo- bo-guará com o ambiente em que ele vive (alimenta-se do fruto da lo- beira, uma espécie do Cerrado). Para favorecer o trabalho com pro- dução escrita, peça aos estudantes que sistematizem essas informações no caderno e depois façam um cartaz coletivo e deixem fixo na sala de aula. 44 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 44P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd44 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Mata Atlântica Amazônia Interior de floresta da Mata Atlântica no município de Juquitiba, no estado de São Paulo, em 2020. Clima Quente e úmido, pois tem influência do litoral. As temperaturas são mais baixas nas regiões de serra e, durante o inverno, em algumas outras regiões desse bioma. Aspecto da vegetação Em grande parte do bioma, havia florestas, com árvores de diversos tamanhos, próximas umas das outras. A maior parte dessa vegetação foi modificada pela ação humana. Há muitas bromélias nesse bioma. Algumas crescem no solo e outras vivem sobre os galhos de árvores. A água da chuva fica acumulada entre suas folhas, que podem abrigar alguns animais, como a perereca. O saruê, ou gambá-de-orelha-preta, caminha sobre galhos de arbustos e árvores. É um animal noturno e se alimenta de insetos, frutos e do néctar de algumas flores. Depois de comer os frutos, ele elimina as sementes, dispersando-as pelo ambiente. Aspecto da vegetação A maior parte é formada por uma densa floresta, com árvores altas e variadas, que crescem próximas umas das outras. Há muitas plantas que se apoiam sobre outras, como samambaias e trepadeiras. A Amazônia é a maior floresta úmida do mundo, com muitos rios e algumas áreas de floresta que são inundadas pela água. Clima Quente, com bastante chuva ao longo do ano. Vista aérea de floresta da Amazônia, no município de Apuí, no estado do Amazonas, em 2020. Nas regiões alagadas, podemos encontrar a vitória-régia, planta- -símbolo da região. As folhas flutuam na superfície e estão fixas pelo caule e pela raiz no fundo do riacho. O uacari-vermelho vive nos galhos de árvores em florestas alagadas de uma região da Amazônia. Ele tem hábito diurno e se alimenta principalmente de frutos e sementes. O desmatamento é uma ameaça ao uacari-vermelho, pois ele só vive nessa região. Im a g e m d e f u n d o : L u c ia n a W h it a k e r/ P u ls a r Im a g e n s ; s a ru ê : L e o n a rd o M e rc o n /S h u tt e rs to ck ; b ro m é lia s : F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo Im a g e m d e f u n d o : A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s ; v it ó ri a -r é g ia : R it a B a rr e to /F o to a re n a ; u a c a ri -v e rm e lh o : F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 1,8 metro 35 centímetros 60 centímetros 40 centímetros 1515 Orientações didáticas Ressalte a enorme biodiversidade em cada bioma brasileiro. Comente que cada bioma abriga espécies que só ocorrem ali, o que significa que, se os ambientes daquele bioma forem destruídos, essas espécies desapa- recerão. As espécies restritas a um ambiente são chamadas endêmicas; em consideração ao nível escolar, não apresentamos esse termo, dizendo que uma espécie é “típica” de um determinado bioma. Além das espé- cies endêmicas, existem as espécies que ocorrem em mais de um bioma, evidenciando a conexão entre dife- rentes ambientes. A Caatinga é o bioma encontrado principalmente no nordeste brasileiro. Os cactos são comuns nesse bioma e têm adaptações às condições do clima semiárido, como o armazenamento de água no caule e as folhas modificadas em presença de espinhos, que evitam a perda excessiva de água. O solo, apesar de pedregoso, é fértil. Apre- sentamos a barriguda como planta endêmica da Caatinga; a gralha-can- cã é uma ave encontrada também no Cerrado e na Mata Atlântica. A Mata Atlântica é o bioma mais devastado pela intervenção huma- na no Brasil e um dos mais ricos em biodiversidade do mundo. É formado por florestas tropicais de temperatu- ras amenas e chuvas constantes ao longo do ano. O mico-leão-dourado, mencionado no início do capítulo, é endêmico desse bioma e tem distri- buição geográfica restrita, enquanto o saruê ocorre em diversas regiões da Mata Atlântica. Entre as principais causas de devastação do bioma es- tão a urbanização, a agricultura e a exploração da madeira. A Amazônia é o maior bioma do Brasil, cobrindo cerca de 49% do ter- ritório nacional. Formado por florestas tropicais com árvores de grande por- te, apresenta temperaturas elevadas e regime de chuvas intensas na maior parte do ano. Uma planta-símbolo da Amazônia é a vitória-régia, que apre- senta folhas flutuantes que variam bastante de tamanho dependendo das condições locais, podendo atingir até 2 metros de diâmetro. A vitória-régia e o uacari-vermelho são endêmicos desse bioma. 45 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 45P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 45 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Cerrado Clima Quente, com uma época seca e uma época chuvosa durante o ano. Há queimadas naturais na época seca, geralmente causadas por relâmpagos. Hoje em dia o número de queimadas aumentou e grande parte delas é causada pela ação humana. Aspecto da vegetação Em algumas áreas, há árvores mais altas e o ambiente é mais úmido, parecendo uma floresta. Em outras, a vegetação é mais aberta, com árvores baixas e arbustos, e o ambiente é mais seco. Há diversas árvores com raízes longas, que obtêm água do solo mais profundo, e com casca grossa, podendo sobreviver às queimadas. Vegetação do Cerrado no Parque Estadual do Jalapão, no estado do Tocantins, em 2019. “Pampa” é uma palavra de origem indígena que quer dizer “região plana”. Região do município de Santana do Livramento, no estado do Rio Grande do Sul, em 2020. Pampa A lobeira é uma pequena árvore que tem esse nome porque seus frutos são comidos pelo lobo-guará. Suas raízes longas absorvem água de camadas profundas do solo. Com isso, a planta sobrevive aos períodos secos. O lobo-guará é ativo no final da tarde e à noite. Ele se alimenta de vegetais e de pequenos animais. Ao se alimentar do fruto da lobeira, elimina as sementes pelo ambiente. Apesar de ser típico do Cerrado, pode habitar ambientes de vegetação aberta de outros biomas. Clima Chuvas distribuídas ao longo do ano. As temperaturas são altas no verão e baixas no inverno, chegando a gear. Aspecto da vegetação Há amplas áreas abertas, com grande diversidade de vegetação rasteira, conhecida como campos. Nas margens dos rios existem as matas ciliares, com arbustos e árvores. O gato-dos-pampas ou gato-palheiro tem hábitos noturnos e se alimenta de insetos e outros animais pequenos. Ele também habita áreas do Cerrado e do Pantanal. Esse animal corre risco de extinção pelo desmatamento, atropelamentos em estradas e ataques de cães. É mais encontrado em regiões com pouca interferência humana. O capim-dos-pampas é típico deste bioma. Suas flores são pequenas e surgem em estruturas que parecem tufos; por causa deles, a planta também é chamada de penacho. É uma planta muito resistente ao frio. Im a g e m d e f u n d o : M a u ri c io S im o n e tt i/ P u ls a r Im a g e n s ; c a p im -d o s -p a m p a s : R o g é ri o R e is /P u ls a r Im a g e n s ; g a to -d o s -p a m p a s : P a b lo D o ls a n /N IS /M in d e n P ic tu re s /F o to a re n a 1 metro 4 metros 2 metros 80 centímetros F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 1616 Orientações didáticas O Cerrado é o bioma que ocupa a região central do Brasil e tem pe- ríodos de chuva e secas bem defi- nidos. Ressalte a vegetação variada, com campos, campos com árvores esparsas e matas, entre outras forma- ções vegetais. Assim como em outros biomas, há muitas nascentes de rios, como a do rio São Francisco, muito importante para a vida e a economia dos vários estados que são percorri- dos por ele. A lobeira e o lobo-guará são endêmicos do Cerrado. O bioma Pampa, também chama- do de Campos Sulinos, ocupa mais de 60%do estado do Rio Grande do Sul. Em função do relevo plano e da vegetação formada principalmente por gramíneas e pequenos arbus- tos, o Pampa foi bastante explorado para criação de animais pela pecuá- ria, um dos motivos da degradação do bioma. Localizado em uma região de pla- nície está o Pantanal, bioma caracteri- zado por períodos de cheia dos rios e de seca. As áreas alagadas favorecem a decomposição de matéria orgânica, o que torna o solo muito fértil no pe- ríodo de seca. Para saber mais • BENSUSAN, N. Dividir para quê? Biomas do Brasil. Brasília, DF: IEB Mil Folhas, 2015. Esse livro traz informações sobre os biomas brasileiros, incluindo a diversidade sociocul- tural e as ameaças a cada um deles. O livro é voltado para o público infantojuvenil, 46 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 46P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 46 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM 3. Ao estudar os biomas, você conheceu animais que estão ativos em diferentes períodos do dia. Escreva D para os animais de hábitos diurnos e N para os animais de hábitos noturnos. D gralha-cancã D tuiuiú D uacari-vermelho N lobo-guará N gato-dos-pampas N saruê 4. Escolha um dos seis biomas do Brasil. Com a ajuda de um adulto, faça uma pesquisa em livros ou na internet para descobrir: Para casa • mais dois animais que vivem nesse bioma e algumas curiosidades sobre eles; • as principais ameaças à preservação desse bioma. Anote o resultado de sua pesquisa no caderno. Na sala de aula, faça o seguinte: a) Reúna-se com outros colegas que tenham pesquisado o mesmo bioma. Façam uma lista com todos os animais do bioma que vocês descobriram na pesquisa. b) Reúna-se com cinco colegas, formando um grupo em que cada um tenha pes- quisado um bioma diferente. Compartilhem as informações sobre as principais ameaças a cada bioma. Façam uma lista com as ameaças que estão presentes em todos os biomas do Brasil. Consulte as Orientações didáticas. Pantanal Paisagem do Pantanal na época das cheias, no município de Aquidauana, no estado do Mato Grosso do Sul, em 2021. A palmeira-carandá tem suas folhas revestidas por uma cera, usada pelos moradores para fazer vela e outros objetos. Os frutos são consumidos por periquitos, araras e outras aves. O tuiuiú é uma ave diurna. Com suas longas pernas, caminha pelas regiões alagadas, onde captura peixes e outros animais aquáticos. No início da época da seca, os rios começam a esvaziar e formam-se lagoas, onde os peixes ficam isolados. Os tuiuiús e muitas outras aves se reúnem nessas lagoas para se alimentar. Clima Durante o ano, há o período de cheia e o período de seca. Na cheia, os rios enchem com as chuvas e muitas áreas ficam alagadas. As águas dos rios são ricas em sais minerais, que penetram e fertilizam o solo na época seca. Aspecto da vegetação Em geral, a vegetação é aberta. Próximo aos rios, há vegetação rasteira e plantas aquáticas; nas regiões mais distantes dos rios, há arbustos, palmeiras e árvores de diferentes tamanhos. Im a g e m d e f u n d o : L u c ia n o Q u e ir o z/ P u ls a r Im a g e n s ; p a lm e ir a -c a ra n d á : L u c ia n o Q u e ir o z/ P u ls a r Im a g e n s ; tu iu iú : R it a B a rr e to /F o to a re n a 1,6 metro 12 metros 1717 Orientações didáticas Atividade 3 Resgate com os estudantes o con- ceito de animais de hábitos diurnos e noturnos abordados no volume 1. Es- ta atividade favorece o trabalho com a habilidade EF03CI04. Atividade 4 Distribua para a turma os biomas de forma que se tenha aproximadamente a mesma quantidade de estudantes pesquisando cada tema. Como os es- tudantes devem ter pouca experiência com atividades de pesquisa, selecione previamente as fontes de consulta, na biblioteca da escola ou na internet, e auxilie no reconhecimento das infor- mações solicitadas. A pesquisa e discussão sobre a importância da preservação dos biomas favorece o desenvolvimento das competências gerais 7 e 10 e competências específicas 5 e 8. O registro da pesquisa favorece o traba- lho com produção escrita. b) Os principais fatores que causam impactos e ameaçam os biomas brasileiros são: • Caatinga: atividade agropecuária (desmatamento e contaminação por agrotóxicos), corte de árvores para produção de carvão. • Mata Atlântica: urbanização, ex- ploração da madeira, agricultura, extração de palmito, caça preda- tória e comércio ilegal de animais e plantas nativas. • Amazônia: exploração da madeira, comércio ilegal de espécies vege- tais e animais, garimpos. • Cerrado: monoculturas, pecuária extensiva, produção de carvão, urbanização, mineração. • Pampa: urbanização, agropecuária, monocultura de eucalipto. • Pantanal: atividades agropecuá- rias (desmatamento, queimadas ilegais, contaminação por agrotó- xicos), pesca e caça predatória. Além desses fatores, as áreas pro- tegidas em unidades de conservação são pequenas. O Pampa, por exemplo, tem menos de 3% de sua área prote- gida; o Cerrado, cerca de 8%. Consulte sugestões de consulta sobre o tema no boxe Para saber mais ao lado. • CHAGAS, C. Gol contra a natureza. Ciência Hoje das Crianças, 22 set. 2004. Disponível em: https://tedit.net/V4tD5a. Apesar do ano de publicação do artigo, as informações sobre a degradação do Cerrado continuam válidas. Acesso em: 2 jul. 2021. embora não seja de fácil leitura para estudan- tes do 3o ano; consulte-o para sua atualização e utilize trechos adaptados para a turma. • WWF: Biomas brasileiros. Disponível em: https://tedit.net/fSpAA9. Ao clicar em um link para um bioma do Brasil, há uma seção sobre ameaças. 47 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 47P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 47 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 5. Escreva qual é o bioma em que vive o saruê e onde ele procura alimento. O saruê vive no bioma Mata Atlântica e caminha por galhos de árvores e arbustos à procura de alimento. 6. As fotografias a seguir mostram locais distintos de um mesmo bioma, o Cerrado. a) Que semelhanças e diferenças você observa nas quatro imagens? b) Marque com um X a afirmativa correta e explique a sua escolha. Todos os ambientes de um bioma são iguais. X Em um bioma há diversos ambientes, que têm em comum certas ca- racterísticas gerais. Em um bioma há ambientes totalmente diferentes, sem nada em comum. Consulte as Orientações didáticas. Consulte as Orientações didáticas. Parque Nacional das Emas, no estado de Goiás, em 2020. Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais, em 2020. Chapada das Mesas, no estado do Tocantins, em 2021. Parque Nacional das Emas, no estado de Goiás, em 2019. 1 3 4 2 A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s A d ri a n o K ir ih a ra /P u ls a r Im a g e n s T h o m a z V it a N e to /P u ls a r Im a g e n s A d ri a n o K ir ih a ra /P u ls a r Im a g e n s 1818 Orientações didáticas Atividade 5 Para responder à pergunta, os estudantes devem retornar ao texto e consultar as informações sobre o saruê. Não é esperado que os estu- dantes memorizem esses dados. Esta atividade favorece o trabalho com a habilidade EF03CI04 e com com- preensão de textos, em especial o processo geral de compreensão de leitura localizar e retirar informação explícita do texto. Você pode com- plementar a atividade perguntando sobre os animais mencionados nos outros biomas (gralha-cancã, uaca- ri-vermelho, lobo-guará, gato-dos- -pampas e tuiuiú). Atividade 6 a) Semelhanças: são quatro ambien- tes terrestres do mesmo bioma, o Cerrado. Nas fotografias 2, 3 e 4 é possível observar a vegetação rasteira. Diferenças: a fotografia 1 é um ambiente de floresta, com árvores próximas umas às outras formando uma vegetação mais densa.Nas fotografias 2 e 3, há poucas árvores e predomínio de vegetação rasteira. Na fotografia 4, a vegetação é aberta, formando um campo. Comente que cada fo- to mostra apenas um local de cada região. As fotos 1 e 4, por exemplo, mostram duas vegetações distin- tas que ocorrem dentro dos limites do Parque Nacional das Emas (GO). Na Chapada das Messas (TO) e na Serra da Canastra (MG) também há diferentes vegetações de Cerrado. b) Espera-se que os estudantes per- cebam, pela análise das imagens e pelo que foi estudado até o momento, que um mesmo bioma pode apresentar diferentes am- bientes, embora compartilhem as características gerais de clima, vegetação, entre outras. 48 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 48P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 48 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM 7. Responda às dicas e complete a cruzadinha. A primeira dica está respondida como modelo. 1. Ave típica do Pantanal: Tuiuiú. 2. Bioma localizado apenas na região Sul do Brasil: Pampa. 3. Vegetação próxima ao chão, que compõe grande parte do bioma Pampa: Rasteira. 4. Animal típico do Cerrado que se alimenta do fruto da lobeira: Lobo-guará. 5. Bioma em que ocorrem queimadas naturais na época seca: Cerrado. 6. Bioma que apresenta regiões alagadas durante parte do ano: Pantanal. 7. Bioma com clima muito seco e plantas resistentes à seca: Caatinga. 8. Bioma com florestas e que está próximo ao litoral do Brasil: Mata Atlântica. P P A M P A C N M A T A A T L Â N T I C A T A A T N I C A N E L O B O - G U A R Á A R R A S T E I R A D U O I U I Ú 1 4 8 5 3 6 7 2 F e lix R e in e rs / A rq u iv o d a e d it o ra F e lix R e in e rs / A rq u iv o d a e d it o ra Elementos representados fora de proporção. 1919 Atividade complementar Biomas e culinária típica A comida típica brasileira é muito di- versa e alguns pratos utilizam plantas encontradas apenas em determinadas regiões. Por exemplo, o pequi é comum nos estados em que há o bioma Cerra- do, sendo mais consumido nos estados do Centro-Oeste e Minas Gerais. Nesta atividade, os estudantes poderão co- nhecer um pouco mais sobre a culinária típica do país e relacionar às plantas do bioma predominante em cada região. Você pode separar a turma em seis grupos, para que cada um pesquise sobre um prato típico da região onde ocorre um dos seis biomas brasileiros. Com auxílio de um adulto, os estu- dantes deverão pesquisar e registrar as seguintes informações: 1- Nome do prato; 2- Receita; 3- Nome da planta e partes vegetais utilizadas no prato. Organize um dia para a apresenta- ção da pesquisa. Se for possível, você pode levar um prato típico de alguma região do país para degustação, ou combinar com os pais ou responsáveis o preparo de alguns pratos. Verifique previamente se algum estudante tem restrições alimentares. Para auxiliar na pesquisa por recei- tas, você pode utilizar as publicações sugeridas a seguir: • AROMAS, cores & sabores do Bra- sil. [recurso eletrônico] / Editores Fernanda Hummel, Ananda Figuei- redo, Thiago Oliveira e Michelly Si- queira; Ministério da Cultura. Brasília, DF: MinC, 2013. Disponível em: https://tedit.net/aVn2Um. • BIODIVERSIDADE Brasileira: sabores e aromas [recurso eletrônico] / Editores Raquel de Andrade Cardoso Santia- go, Lidio Coradin; Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Biodiversida- de. Brasília, DF: MMA, 2018. Disponível em: https://tedit.net/8S6WJl. Acesso em: 2 jul. 2021. Orientações didáticas Atividade 7 Esta atividade favorece o trabalho com conhecimento alfabético e produção escrita. Oriente os estudantes a retornar ao texto sempre que necessário para responder às dicas da cruzadinha. Vo- cê pode organizar a turma em duplas para que discutam sobre o que estu- daram e resolvam as questões. Para ampliar o trabalho com esses componentes essenciais da alfabetiza- ção, peça aos estudantes que escrevam no caderno os nomes que apareceram na cruzadinha em ordem alfabética. 49 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 49P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 49 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Como fazer Etapa 1: Coleta de folhas 1. Reúna-se em um grupo com até cinco integrantes. A atividade será realizada no local determinado pelo professor. 2. Você e os colegas vão coletar folhas de cinco plantas diferentes, procurando por folhas no chão que estejam em bom estado. Use as luvas para fazer a coleta. 3. Com cuidado, guardem cada folha em um saco plástico e identifiquem, com a etiqueta, o nome da planta de onde aquela folha caiu. Se tiverem dúvida de que planta é, avisem o professor para que ele os ajude a pesquisar depois, em um livro ou na internet. Fotografem ou dese- nhem a planta de onde veio a folha. 4. Anotem no caderno as características da planta que vocês observaram: se está ou não com flores, se vive na sombra ou sob o sol, entre outras. PENSANDO E PRATICANDO Coleção de folhas Consulte as Orientações didáticas. A flora de cada bioma brasileiro é muito variada. Plantas variadas atraem dife- rentes animais e, assim, a fauna dos biomas também é muito diversificada. Um herbário é uma coleção de plantas prensadas, secas e identificadas. Ao consultar um herbário, podemos conhecer um pouco mais das plantas de determinada região. Vamos montar um herbário? Para isso, siga as orientações do professor. Material prensadas: amassadas, comprimidas. Felix Reiners/Arquivo da editora • Boné, protetor solar e garrafa com água potável • Material para registro: caderno, caneta, lápis e máquina fotográfica ou smartphone (opcional) • Cartolina branca • Luvas de borracha ou plásticas • Sacos plásticos transparentes • Etiquetas • Régua • Jornal • Fita adesiva ATENÇÃO! Você não deve ingerir nenhuma parte dessas plantas, nem mesmo os frutos. 2020 Orientações didáticas Nesta atividade, os estudantes montarão um herbário. Como o her- bário é uma ferramenta de pesquisa científica na área da Botânica (o estu- do das plantas), a atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 2. Sugerimos que, na introdução ou no fechamento desta atividade, você utilize o livro Árvores do Brasil, indicado na seção Venha descobrir!. Por meio de poemas, os estudantes poderão conhecer árvores dos diver- sos biomas brasileiros e exemplos da interação entre plantas e animais. Como preparo prévio da atividade, verifique a disponibilidade de locais limpos e seguros para a coleta das folhas. Algumas possibilidades são: o jardim da escola, uma praça, um par- que da cidade e até um jardim botâ- nico. Faça um levantamento prévio das espécies do local escolhido ou busque locais em que as árvores es- tejam previamente identificadas para facilitar o trabalho com os estudantes. Caso a atividade seja realizada fora da escola, é necessário a autorização dos responsáveis e a organização de como será feito o deslocamento até o local escolhido. Verifique se é necessário agendamento prévio, o número permitido de visitantes e se há necessidade de algum material específico. Oriente os responsáveis e os estudantes para, no dia marcado, levar para a escola os itens de uso pessoal como boné, protetor solar e garrafa com água. Antes da atividade, separe os ma- teriais que serão disponibilizados pela escola. Para cada grupo serão, no míni- mo, cinco etiquetas e sacos plásticos. No dia da prática, durante a coleta das folhas, não serão usados a carto- lina, o jornal e a fita adesiva, portanto, esses materiais podem permanecer na sala de aula. Oriente os estudan- tes a não coletar folhas carnosas ou suculentas, porque demandam maior tempo para secar e há maior risco de crescimento de fungos. Se possível, convide um jardineiro que conheça o local para acompanhar a coleta,ajudar na identificação das plantas e contar alguns de seus conhecimentos sobre as plantas para os estudantes. 50 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 50P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 50 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM 8. Em grupo, utilizem lápis e régua para dividir a cartolina em cinco partes. Em cada parte, reservem um espaço em branco e, ao lado dele, registrem na cartolina: • o nome da planta a que a folha coletada pertence; • as características da planta que você observou; • o local e a data da coleta. 9. Retirem as folhas de dentro do jornal. Com a fita adesiva, cole cuidadosamente cada folha na cartolina, perto das informações dela. Etapa 2: Montagem do herbário Il u s tr a ç õ e s : F e lix R e in e rs /A rq u iv o d a e d it o ra Etapa 3: Exposição 10. Ajudem o professor a organizar uma exposição dos painéis de folhas. 11. Escolha a folha da exposição de que você mais gostou e desenhe-a em uma folha de papel à parte. Embaixo do desenho, escreva o que mais chamou a sua atenção nessa folha. Respostas pessoais. 12. No início desta seção, afirmamos que um herbário ajuda a conhecer mais as plan- tas. Depois de montar o seu herbário, responda: Que informações podemos ter com esse recurso? Conte sua conclusão aos colegas e ouça a opinião deles. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 6. Com a ajuda de um adulto, coloquem livros ou outros objetos pesados em cima das páginas do jornal. Desse modo, as folhas vão ficar prensadas. 7. Escolham um local seco e arejado para deixar as folhas por cerca de duas semanas, até que elas sequem. 5. Coloquem as folhas das plantas que vocês coletaram entre as páginas de um jornal. 2121 Orientações didáticas Na etapa de montagem do herbá- rio, oriente os estudantes a verificar as folhas a cada três a cinco dias para observar se o jornal não está úmido. Caso esteja, eles devem trocá-lo para diminuir o risco de crescimento de fungos. A folha da planta deve ser descartada caso seja observado o crescimento de fungos. Ressalte que em cada folha de jornal deve ser colo- cada apenas uma folha coletada por vez, evitando que várias folhas sejam descartadas em caso de crescimento de fungos. Atividade 12 Espera-se que os estudantes men- cionem que, ao consultar um herbá- rio, é possível verificar características das partes coletadas da planta, como a espessura, textura e formato das fo- lhas. É possível também saber a loca- lidade onde a planta era encontrada na data da coleta. Para saber mais • MATTOS, R. M. Visita à carpote- ca. Ciência Hoje das Crianças, 5 jan. 2007. Disponível em: https://tedit.net/90PBVy. Acesso em: 2 jul. 2021. Para complementar a atividade e sistematizar o que foi aprendido na montagem do herbário, você pode ler para os estudantes este artigo, que conta sobre a carpo- teca, a coleção de frutos para estudo científico. 51 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 51P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 51 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. AMBIENTES AQUÁTICOS CAPÍTULO 22 Que ambientes aquáticos estão ao meu redor? Você conhece algum rio que passe pela região onde você mora? Se conhece, como é esse rio? O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo, e essa água está nos rios, nos lagos e no interior do solo, formando reservas subterrâneas. No Brasil existem muitos rios. Os rios menores desembocam nos rios maiores, que, por sua vez, chegam até o mar. Além de toda a água doce, o Brasil também é banhado pela água salgada do oceano Atlântico. água doce: água com pouca quantidade de sais minerais dissolvidos, em comparação com a água do mar (água salgada), que tem grande quantidade de sais. As águas dos rios, lagos e mares são o hábitat de muitos seres vivos. Eles fazem parte dos ambientes aquáticos. Os elementos não vivos dos ambientes aquáticos são a água, os materiais dissolvidos na água, a luminosidade, a temperatura, entre outros. Existem também regiões que ficam entre um ambiente aquático e um ambien- te terrestre. Um exemplo é o manguezal, ambiente que se localiza junto ao mar e que será estudado mais adiante neste capítulo. Muitas cidades se localizam nas margens de rios. Na foto, rio Igaruçu no município de Parnaíba, no estado do Piauí, em 2020. Há muitas cidades brasileiras localizadas no litoral, junto ao mar. Existem praias com faixas de areia grandes ou pequenas, areia branca ou escura, entre outras características. Na foto, praia do município de Garopaba, no estado de Santa Catarina, em 2020. Tales Azzi/Pulsar Imagens Eduardo Zappia/Pulsar Imagens 2222 Orientações didáticas Neste capítulo, abordaremos os ambientes aquáticos, estudando o oceano e os rios, e o manguezal como exemplo de ambiente de transição entre os meios aquático e terrestre. Além de perceber a diver- sidade de ambientes, os estudantes poderão conhecer exemplos de seres vivos, incluindo animais. Nesse senti- do, favorecemos o desenvolvimento da habilidade EF03CI04 por meio do reconhecimento de relações entre os animais e o ambiente em que vivem. Sugerimos iniciar com as pergun- tas sobre o(s) rio(s) da região em que moram. Registre as respostas na lousa. Incentive a descrição do rio pergun- tando se há plantas ou animais nas margens, se há peixes e se viram lixo na água. Se for oportuno, você pode comentar que existem trechos de rios e córregos canalizados. Aproveite esse momento para salientar o significado de água doce para que os estudantes possam com- preender posteriormente a diferença em relação à água salgada. Retome a noção de que os am- bientes são formados por seres vivos e elementos não vivos, aplicando-a para ambientes aquáticos, e aproveite para levantar conhecimentos prévios dos estudantes sobre a fauna e a flora desses ambientes. EM FOCO Competências gerais 2, 4 e 10 Competências específicas 6 e 8 Habilidade EF03CI04 52 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 52P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 52 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM • Nesta atividade, você e os colegas vão entrevistar moradores antigos do local onde moram. O objetivo é conhecer as lembranças que eles têm de riachos, rios, lagos ou do mar presentes no município ou em regiões próximas. Siga as orientações. Para casa Consulte as Orientações didáticas. a) Conte ao professor quem você pretende entrevistar. Ele ajudará você a fazer o convite para a entrevista que será entregue ao morador. Em seguida, planeje as seguintes etapas: I. Que perguntas você vai fazer para descobrir como era esse ambiente aquático no passado? Que curiosida- des você deseja saber sobre esse ambiente? Anote as perguntas em uma folha à parte. II. Você vai registrar as respostas por escrito, em áudio ou vídeo? Nos dois últimos casos, não se es- queça de pedir a autorização da pessoa entrevistada. b) Depois da entrevista, faça um desenho no quadro A representando como você imagina que era o ambiente aquático da cidade onde você vive algumas déca- das atrás. Considere as informações que você ouviu do morador. No quadro B, faça um desenho que mostre as características atuais desse mesmo ambiente. c) Apresente seus desenhos aos colegas, contando a eles o nome do ambiente aquático e as mudanças que aconteceram com ele ao longo do tempo. Consulte as Orientações didáticas. A B Desenhos do estudante. Jorge Zaiba/Arquivo da editora 2323 Orientações didáticas Atividade Esta atividade favorece o desenvol- vimento das competências gerais 4 e 5 (se utilizados recursos digitais) e da competência específica 6. Os estudantes poderão realizar uma entrevista, um método de coleta de dados usado em pesquisas científicas e, portanto, a atividade também mo- biliza a competência específica2. Esta atividade pode ser individual, em grupos pequenos ou pode envol- ver toda a turma. Neste último caso, convide previamente um morador ou um pequeno grupo de moradores antigos para conversar com a turma, em uma data combinada. A conver- sa pode ser presencial ou remota. Na impossibilidade de entrevistar mora- dores, a atividade pode ser feita por meio de pesquisa em revistas, jornais e sites da mídia local. Caso seja possível entrevistar moradores, auxilie os estudantes na elaboração das perguntas, em aula anterior à data das entrevistas. Você pode incluir na atividade uma etapa de pesquisa de fotografias anti- gas e recentes do ambiente aquático que foi tema da entrevista. Supervisio- ne a busca por imagens na internet ou oriente os estudantes a pesquisar com a supervisão de um adulto. Solicite que verifiquem as semelhanças e as dife- renças nas imagens. Por fim, organize uma roda de con- versa para a apresentação dos dese- nhos. Em muitas cidades, há trechos canalizados de rios ou córregos, o que pode gerar uma interessante conver- sa sobre as modificações que o ser humano faz nos ambientes naturais. Se a atividade for feita com base em apenas uma entrevista para a sala toda, esse momento deve ser usado para a apresentação dos desenhos e uma conversa em conjunto sobre as mudanças desse ambiente. 53 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 53P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 53 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O tubarão-baleia tem esse nome por ser o maior tubarão que existe atualmente. Ele vive no mar, longe do litoral. É encontrado nas regiões tropicais, onde a água é mais quente, e mergulha até cerca de 1 000 metros de profundidade. Ele se alimenta de plâncton. Como é o ambiente marinho? Existem diversos ambientes nos oceanos. Um deles é a zona litorânea, em que o mar está em contato com o continente. Quanto maior é a distância em relação ao continente, maior é a profundidade do oceano. As regiões mais profundas do oceano são chamadas de zonas abissais. Os ambientes marinhos também variam em relação à intensidade da luz que penetra na água. Perto da superfície da água, o ambiente é iluminado e ali vivem muitos seres vivos, incluindo seres microscópicos que produzem o próprio alimen- to, ou seja, que fazem fotossíntese. Muitos animais marinhos se alimentam desses seres e, por sua vez, servem de alimento para animais maiores. De modo geral, a luz do Sol não atinge regiões do mar abaixo de 200 metros de profundidade. A partir dessa profundidade começa uma região totalmente es- cura, habitada por diversos seres. Observe as imagens a seguir e leia as legendas para conhecer alguns habitan- tes do ambiente marinho. A imagem mostra animais marinhos microscópicos. Eles fazem parte do plâncton, seres de pequeno tamanho que vivem nos ambientes aquáticos e são levados pela correnteza. Imagem feita com microscópio e aumentada em 46 vezes. O polvo-dumbo vive em regiões profundas do oceano, até cerca de 4 000 metros de profundidade, onde a luz não chega e a água é muito fria. Ele se alimenta de pequenos animais marinhos. Como os outros polvos, ele tem oito tentáculos com ventosas, que usa para capturar o alimento. tentáculos ventosa K a tj a T s v e tk o v a /S h u tt e rs to ck 20 centímetros 8 metros C h o k s a w a td ik o rn /S h u tt e rs to ck Dante Fenolio/Science Source/Fotoarena 2424 Orientações didáticas Inicialmente, sugerimos perguntar aos estudantes se eles já estiveram na praia e pedir que descrevam o que observaram. Comente sobre a zona litorânea, que está presente em 17 estados brasileiros e abriga as praias arenosas, sendo muitas delas pontos turísticos de nosso país. Relacione a intensidade da luz que penetra na água com os organismos que fazem fotossíntese. O conceito de fotossíntese foi introduzido no volume 2, mas, se julgar necessário, retome e esclareça possíveis dúvidas, destacando o papel da luz do Sol no processo. Em seguida, a cada imagem, so- licite a leitura das legendas em voz alta, auxiliando quando necessário e favorecendo o trabalho com fluência em leitura oral. Peça aos estudantes que observem a imagem do plâncton, ressaltando as dimensões microscópicas dos seres que, por isso, não são vistos a olho nu. Comente que, nas regiões iluminadas mais próximas da superfície da água, há muitos seres fotossintetizantes no plâncton, como algas microscópicas. No material indicado na seção Para saber mais você encontrará mais in- formações sobre os plânctons. Neste nível escolar, os estudantes já são capazes de analisar exemplos de animais como os corais, comu- mente confundidos com plantas por serem fixos ou sésseis. Para conhecer um pouco mais sobre os corais, aces- se o material indicado na seção Para saber mais. 54 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 54P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 54 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM • Analise a figura a seguir que representa diferentes regiões do oceano. a) Qual letra, A ou B, indica a região do oceano onde vivem os seres que fazem fotossíntese? A b) Escreva em cada linha da figura o nome de um dos animais marinhos do qua- dro abaixo, de acordo com a região do oceano que ele habita. polvo-dumbo • coral • tubarão-baleia Observe a luz do Sol penetrando na água. As estruturas fixas ao fundo do mar são corais, que, em determinadas regiões, formam os recifes de corais. O coral é formado por minúsculos animais e, no corpo da maioria deles, vivem seres microscópicos que fazem fotossíntese. Os corais dependem do alimento produzido por esses seres para viver. Muitos outros animais habitam os recifes de corais, onde se abrigam e conseguem alimento. Representação simplificada das regiões oceânicas. O polvo-dumbo e o tubarão-baleia não estão representados. Cores fantasia. 200 metros 4 000 metros B o ri s o ff /S h u tt e rs to ck P a u lo M a n zi /A rq u iv o d a e d it o ra A B Elementos representados fora de proporção de tamanho e distância. Coral Tubarão-baleia Polvo-dumbo 2525 Orientações didáticas Atividade É esperado que os estudantes per- cebam que a região A, que tem maior penetração de luz solar, é aquela em que vivem os seres que fazem fotos- síntese. A figura representa uma versão simplificada das zonas que compõem o oceano. Para cada uma dessas zonas, a penetração da luz varia de acordo com a concentração de material em suspensão na água. Assim, 200 metros costuma ser o limite da zona fótica (ilu- minada) em regiões de águas límpidas. Entretanto, sugerimos apresentar, nes- se momento, apenas que o oceano pode ser estudado de acordo com o nível de penetração de luz solar e as- sociar esse fator às diferenças na fauna e na flora. A apresentação de regiões do oceano de acordo com a profundi- dade, em metros, favorece o trabalho com numeracia. Para saber mais • KATSURAGAWA, M. Plâncton. Ins- tituto Oceanográfico da Univer- sidade de São Paulo. Disponível em: https://tedit.net/whiWJh. No texto são apresentadas as ca- racterísticas e classificações para os organismos que compõem a comunidade planctônica. • RECIFES e Corais. Projeto Coral Vi- vo. Disponível em: https://tedit.net/uD6W89. O Projeto Coral Vivo desenvolve ações de conservação dos recifes de coral e ambientes coralíneos, além de educação ambiental. No link indicado há materiais sobre recifes e corais do litoral brasileiro. Acesso em: 2 jul. 2021. 55 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 55P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 55 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Como é o ambiente de um rio? Os rios são ambientesde água doce e, neles, a água se movimenta em uma direção, formando a correnteza. Nesse movimento, a água vai arrastando mate- riais, como os minerais que compõem as rochas. Esses materiais se misturam na água e vão sendo carregados por todo o trajeto dos rios, até chegar ao mar. Muitas plantas e animais ha- bitam a água dos rios. Nesse am- biente também existe o plâncton, o conjunto de minúsculos seres vivos que vivem na camada próxi- ma da superfície da água. Existem diferentes ambientes em um rio, assim como acontece nos oceanos. Por exemplo, o fundo do rio tem características diferentes da superfície. Também existem rios com diferentes características, como a profundidade, a luminosidade e o tipo de fundo, que pode ter areia, lama, pedras, entre outros. O rio não é um ambiente isolado e muitas de suas características dependem do ambiente terrestre em que ele está inserido. Muitos rios têm uma densa vegetação crescendo em suas margens. As plantas e os animais que vivem nessa área dependem da água do rio. Essa vegetação tam- bém protege o rio, porque as raízes das plantas seguram o solo, impedindo que a chuva e o vento o arrastem para dentro do rio. A sombra das plantas mantém a água próxima à margem mais fresca, o que é importante para a sobrevivência de muitas espécies de animais. Plantas aquáticas, peixes e outros animais habitam a água do rio. Vista do rio Tibagi com cidade ao fundo no município de Tibagi, no estado do Paraná, em 2020. Observe a mata nas margens do rio. V in íc u is C o s ta /P u ls a r Im a g e n s E m p ip e /D re a m s ti m e /E a s y p ix B ra s il 1 metro 2626 Orientações didáticas Inicialmente, sugerimos relembrar com os estudantes a diferença entre água doce e água salgada. Então, inicie a leitura do texto com eles, a análise das imagens e a leitura das legen- das. Comente brevemente com os estudantes sobre as principais bacias hidrográficas do Brasil, como a Ama- zônica, a do rio São Francisco e a do rio Paraná. Ressalte que os ambientes de água doce não estão restritos aos rios e também compreendem lagoas, lagos e brejos, que apresentam águas paradas, e riachos, ribeirões e córregos, que têm águas correntes. Ao analisar a fotografia do rio Ti- bagi e a vegetação ao longo do seu curso, você pode comentar que esse tipo de vegetação recebe o nome de mata ciliar. O conceito de mata ciliar e sua importância são retomados no volume 5 desta coleção. Para saber mais • DIVISÕES hidrográficas do Brasil. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Disponível em: https://tedit.net/uddPqo. Na página da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), são apresentadas características das divisões hidrográficas do Brasil. • MORANDI, J. C. Sementes defeca- das por peixes durante a cheia ajudam a reflorestar mata ciliar às margens do Rio Teles Pires em MT. Portal G1, 29 ago. 2019. Disponível em: https://tedit.net/msqgP8. Na reportagem, é apresentada a pesquisa da Universidade Fede- ral de Mato Grosso (UFMT) que demonstrou a importância dos pacus para a conservação e o reflorestamento das matas cilia- res no Pantanal. Acesso em: 2 jul. 2021. 56 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 56P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 56 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM 1. Leia os textos informativos que estão na figura anterior, de acordo com a se- quência numérica. Depois, responda: a) Se as figueiras e as outras plantas fossem retiradas da margem do rio, você acha que os pacus e outros peixes poderiam ser prejudicados? Por quê? b) Se os pacus desaparecessem do rio, você acha que a vegetação da mata pode- ria ser prejudicada? Por quê? 2. Um dos animais que se alimentam do pacu é o jacaré-do-pantanal. Leia em voz alta as informações sobre ele e, depois, responda às questões. O pacu é um dos peixes que vivem em rios do Pantanal e se alimentam de frutos. Eles ajudam a espalhar as sementes das plantas pelo ambiente. Cores fantasia. 1. a) Sim. Os peixes poderiam ter a oferta de alimento reduzida, pois não haveria frutos das árvores para os animais se alimentarem. Sim. Os pacus participam da dispersão das plantas ao comer os frutos e eliminar as sementes em outros locais. Sem os pacus, não ocorreria esse tipo de dispersão. Vamos conhecer um exemplo da relação entre um peixe de rio no Pantanal e uma planta que vive nas margens dos rios. Observe as imagens a seguir. a) Sublinhe a parte do texto que indica que esse jacaré vive em um ambiente aquático. b) Contorne a parte do texto que indica que esse jacaré também depende do ambiente terrestre para viver. c) Escreva o nome do bioma onde vive esse animal: Pantanal . O jacaré-do-pantanal tem esse nome por causa do bio- ma onde ele vive. Ele se reproduz na época da cheia dos rios, quando o clima é mais quente e há mais ali- mento. É um animal muito ativo na água. As fêmeas colocam os ovos em um ninho feito no solo da mata, próximo a um rio ou uma lagoa. L u c ia n o Q u e ir o z/ P u ls a r Im a g e n s 2,5 metros Elementos representados fora de proporção. 1. A figueira é uma das plantas que crescem nas margens de rios do Pantanal. Ela dá frutos e alguns deles caem na água. 2. O pacu come os frutos da figueira, entre outros alimentos. 3. O fruto é digerido pelo peixe. Algumas sementes são trituradas, mas outras são eliminadas inteiras pelo peixe. 4. Essas sementes podem chegar até a margem, principalmente no período de seca no Pantanal. Quando isso acontece, elas podem germinar e originar novas figueiras. P a u lo M a n zi /A rq u iv o d a e d it o ra 2727 Orientações didáticas É importante que os estudan- tes compreendam que o ambiente aquático se relaciona com o ambien- te terrestre e, para isso, utilizamos o exemplo do pacu e da figueira. Os pacus mais velhos, de maior porte, eliminam maior número de sementes inteiras, enquanto os menores trituram as sementes; a passagem das semen- tes inteiras pelo sistema digestório do pacu acelera sua germinação. Dessa forma, a população de pacus auxilia na manutenção da mata ciliar. Na seção Para saber mais você encontrará mais informações sobre esse assunto. A análise da figura e as atividades propostas permitem ao estudante identificar as relações ecológicas en- tre os seres de um ambiente. A cadeia alimentar é estudada no volume 4 desta coleção. Atividade 1 a) Comente com os estudantes que a ausência das árvores reduziria a oferta de alimentos, porém os frutos da figueira não são o único alimento do pacu. Atividade 2 A atividade favorece o trabalho com fluência em leitura oral e com- preensão de textos. No item a, os estudantes também podem sublinhar os trechos “Ele se reproduz na época da cheia dos rios” e “[ninho] próximo a um rio ou uma lagoa”, pois ambos indicam relações do animal com o ambiente aquático. Solicite aos estudantes que justifi- quem oralmente a escolha do trecho sublinhado. Estabeleça relação com a ativi- dade anterior comentando que se a população de pacus diminuísse, a disponibilidade de alimentos para os jacarés seria reduzida, o que pode- ria afetar a sua população. Comente que a preservação dos seres vivos é fundamental para manter o equilíbrio dos ambientes naturais. 57 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 57P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 57 8/14/21 8:13 PM8/14/21 8:13 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Manguezal: que ambiente é esse? Os manguezais existem em quase todo o litoral do Brasil, do estado do Ama- pá ao de Santa Catarina. Eles se localizam entre o mar e o ambiente terrestre. A maioria dos manguezais ocorre nas regiões onde um rio deságua no mar. Por cau- sa dessa localização, o manguezal fica exposto ao ar durante a maré baixa e com uma parte embaixo da água durante a maré alta.No manguezal existem espécies de árvores conhecidas como mangue. O man- gue tem características que permitem a fixação no solo lamacento. Essas plantas ajudam a conservar o solo das áreas costeiras, que, sem a vegetação, poderia ser arrastado para o mar pelas chuvas, pelas marés ou pelo vento. Manguezal no município de Cairu, no estado da Bahia, em 2021. O chama-maré é um dos caranguejos que habitam o manguezal. O peixe-serra é uma arraia que vive nos manguezais, geralmente habitando a porção mais profunda onde o rio encontra o mar. Essa espécie está criticamente ameaçada de extinção e uma das principais causas é a destruição dos manguezais. Im a g e m d e f u n d o : T a le s A zz i/ P u ls a r Im a g e n s ; ch a m a -m a ré : R it a B a rr e to /F o to a re n a ; g u a rá : A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s ; p e ix e -s e rr a : A u s c a p e /U n iv e rs a l Im a g e s G ro u p /G e tt y I m a g e s 3 centímetros Muitos animais marinhos se reproduzem no manguezal e, por isso, esse am- biente é conhecido como “berçário” do mar. Diversas espécies de animais marinhos também se alimentam de seres vivos que habitam o manguezal. Os animais ter- restres que se alimentam de animais marinhos também dependem do manguezal, inclusive o ser humano. Apesar de serem tão importantes para a vida no mar e na terra, os mangue- zais estão sendo destruídos com a construção de casas, hotéis e portos no litoral brasileiro. Além disso, parte do lixo jogado nas praias e rios vai parar no mangue- zal. Cientistas já encontraram peixes e aves do manguezal que haviam engolido pedaços de redes de pesca e embalagens de plástico. 5,5 metros O guará se alimenta principalmente do caranguejo chama-maré. Os compostos de cor vermelha do corpo do caranguejo deixam as penas do guará com essa cor. 60 centímetros 2828 Orientações didáticas Sugerimos iniciar a leitura do texto com os estudantes fazendo pausas para esclarecer possíveis dúvidas. Se for possível, mostre a distribuição dos manguezais no litoral brasileiro em um mapa do Brasil. Verifique se eles sabem o que são as marés e relacio- ne esse fenômeno com a formação dos manguezais. A maré alta ocorre quando as águas do oceano atingem o nível mais alto e avançam pela praia; a maré baixa é o momento em que o mar atinge o nível mais baixo e a água recua. Isso ocorre por causa da atração gravitacional que a Lua exer- ce sobre a Terra. Você pode comentar que do encontro entre as águas sal- gada e doce forma-se a água salobra. Os manguezais são ambientes muito ricos em nutrientes, em fun- ção da intensa decomposição de matéria orgânica. O solo é lodoso e pobre em gás oxigênio e as plan- tas conhecidas como mangue têm adaptações que favorecem a fixação do caule no solo e a captação desse gás pelas raízes. A fauna dos man- guezais é muito diversificada. Outro exemplo de região de tran- sição entre o ambiente marinho e o terrestre é a restinga, que vai desde as praias até o continente, incluindo as dunas, os cordões arenosos e as margens de lagunas. A vegetação da restinga é variada, ocorrendo desde plantas rasteiras, mais próximas ao mar, até arbustos e árvores, à medi- da que se avança para o continente. A fauna predominante é formada por aves, répteis, insetos e crustáceos. Ao final da leitura, você pode pedir aos estudantes que elaborem um tex- to com suas próprias palavras sobre os manguezais. Verifique a ortografia e se usaram o vocabulário adequado. Auxilie-os durante a escrita e na orga- nização do texto, quando necessário. Outra opção, é sugerir que façam o texto em duplas e depois leiam os textos para os demais estudantes da classe. Essa atividade contribui na sistematização do conhecimento e favorece o trabalho com desenvol- vimento de vocabulário, fluência em leitura oral e produção escrita. 58 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 58P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 58 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM • A comunidade em que Lúcia e Pedro moram fez um mutirão de limpeza no manguezal. Primeiro, os moradores fizeram um mapa da área a ser limpa. Depois, dividiram a área em pequenos lotes. Cada lote foi limpo por uma família. Ao fim do dia, o lixo recolhido em cada lote foi analisado. A figura a seguir mostra os objetos mais encontrados em cada lote. a) A família de Lúcia trabalhou no lote localizado na linha A, coluna 4. Qual foi o tipo de objeto mais encontrado nesse lote do manguezal? Garrafas PET. b) Qual a localização do lote em que foram encontradas mais sacolas plásticas? Escreva a referência da linha e da coluna. B-2. c) A família de Pedro encontrou muitas garrafas de vidro no lote da linha C, coluna 3. Contorne esse lote na figura. d) Além do mutirão de limpeza, a comunidade pretende proteger o manguezal para que ele não receba lixo ou esgoto. Por que é importante proteger o manguezal? O manguezal é o “berçário” de muitos animais marinhos, é o ambiente onde muitos seres vivos encontram alimento. J ú lio D ia n /A rq u iv o d a e d it o ra A B C D 1 32 4 Elementos representados fora de proporção. 2929 Para saber mais • O Ecossistema Manguezal. Portal de Ecologia Aquática. Disponível em: https://tedit.net/y7kqPf. Página com informações diversas sobre o ecossistema manguezal como localização, fauna, flora e impactos ambientais. • Mangue. WWF-Brasil. Disponível em: https://tedit.net/laIZuR. Página com informações sobre o manguezal, com destaque para sua biodiversidade e principais ameaças ao ecossistema. Acesso em: 2 jul. 2021. Orientações didáticas Atividade A discussão sobre a preservação ambiental do manguezal contribui para o desenvolvimento da com- petência geral 10 e competência específica 8. Auxilie os estudantes a interpretar as coordenadas do mapa quadricula- do e a identificar as linhas horizontais, indicadas pelas letras, as colunas ver- ticais, indicadas pelos números, e os pontos de interseção entre elas. d) Verifique se os estudantes indicam a importância dos manguezais co- mo “berçários”, fontes de alimentos para muitos seres vivos e proteto- res do solo na região litorânea. Esse ecossistema também tem grande importância econômica para co- munidades pesqueiras que vivem na região. 59 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 59P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 59 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. O que é conservar e preservar? Você cuida de algum objeto que utiliza com frequência para ele durar mais tempo? Que cuidados você tem? Quando usamos um objeto com cuidado, ele se mantém conservado por mais tempo. Desse modo, economizamos dinheiro e garantimos que ele esteja em boas condições para ser usado por mais tempo. Uma ideia parecida se aplica aos ambientes naturais. A conservação ambiental per- mite que os seres vivos que habitam esses ambientes continuem existindo, que os rios da região sejam mantidos, que o clima não se modifique, entre outros benefícios. 1. Observe as fotografias, leia as legendas e responda às questões. PROTEGENDO OS AMBIENTES NATURAIS CAPÍTULO 33 Rio Preguiça na vila de Mandacaru, no município de Barreirinhas, no estado do Maranhão, em 2020. Esta é uma área protegida, em que é permitida a presença de moradores desde que as atividades humanas não ameacem a conservação do local. Ela abriga vários locais de reprodução de espécies, entre aves migratórias e animais aquáticos. Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo, estado de São Paulo, em 2020. Com o crescimento da cidade, o curso desse rio foi modificado: suas margens se tornaram retas e a água foi direcionada para uma represa. Construíram-se pontes e surgiram bairros em suas margens. O rio Pinheiros tornou-se extremamentepoluído por lixo e esgoto. 1. a) Espera-se que o estudante responda que o rio representado na fotografia 2 (rio Pinheiros) sofreu muitas modificações em relação ao estado original. 2 Tales Azzi/Pulsar Imagens 1 a) Se você observasse os rios das fotografias 1 e 2 no passado, qual deles você acha que estaria mais diferente do seu aspecto atual? Por quê? b) Qual das fotografias mostra um rio em bom estado de conservação? Por quê? A fotografia 1, que mostra o rio Preguiça sem lixo e com vegetação nativa em suas margens. Tales Azzi/Pulsar Imagens 3030 Orientações didáticas Neste capítulo, apresentaremos as principais ameaças aos ambientes na- turais brasileiros e medidas que podem ser adotadas para conservação e pre- servação deles, favorecendo o desen- volvimento da competência geral 10 e da competência específica 8. Incentive os estudantes responder às perguntas do texto inicial sobre os cuidados que eles têm com seus ob- jetos pessoais. Utilize esse momento para ressaltar que também devemos cuidar dos ambientes naturais. Atividade 1 Esta atividade favorece o trabalho com a fluência em leitura oral. Por isso, sugerimos aproveitar o momento para avaliar a leitura dos estudantes; para remediar possíveis defasagens, promova diferentes oportunidades de leitura coletiva em voz alta e faça intervenções em relação à pontuação e prosódia. Além das informações visuais das fotografias, espera-se que os estudan- tes utilizem as informações da legen- da em suas respostas e considerem que a presença de animais no rio ou em suas margens e o controle das atividades humanas indicam melhor estado de conservação do rio. Em rios afetados por poluição e/ou retirada da vegetação das margens, os ani- mais são raros e geralmente perten- cem a poucas espécies resistentes às condições alteradas. EM FOCO Competências gerais 3, 4, 7 e 10 Competências específicas 5, 6 e 8 60 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 60P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 60 8/14/21 6:48 PM8/14/21 6:48 PM A fotografia 1 da página anterior retrata uma área protegida, chamada Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio das Preguiças, no estado do Maranhão. Essa área abriga manguezais, lagoas, matas ciliares e outros ambientes. Criar áreas protegidas com regras que regulem as atividades dentro desses territórios é uma maneira de conservar os biomas e os ambientes aquáticos. Por exemplo, quando a pesca é controlada em uma região, a oferta de peixes será maior por muitos anos. Quando a pesca não é controlada, a quantidade de peixes pode diminuir ao longo do tempo e todo o ambiente é prejudicado. Assim, con- servar um ambiente significa usar os recursos naturais com cuidado e controle, para que esse ambiente mantenha suas características ao longo do tempo. Já a preservação dos ambientes prevê a proteção integral. Nas áreas de preser- vação do Brasil não é possível morar, pescar ou realizar outras atividades econômi- cas. Geralmente, nessas áreas protegidas são permitidas poucas atividades, entre elas a entrada de pesquisadores que estudam a natureza. No Brasil, as áreas protegidas para conservação e para preservação são criadas pelo governo e existem leis para garantir a proteção desses ambientes naturais. 2. Os quadros a seguir contêm duas definições. Leia as definições e escreva con- servação ambiental e preservação ambiental nos quadros correspondentes. Preservação ambiental Proteção integral dos am- bientes naturais que não permite modificações fei- tas por seres humanos. Conservação ambiental Proteção dos ambientes naturais que permite ati- vidades humanas com cuidado e controle. L e m b e rg V e c to r s tu d io /S h u tt e rs to ck k ly a k s u n /S h u tt e rs to ck Seja um turista responsável. Recolha seu lixo e não retire plantas ou animais Reserva biológica proibida a entrada sem autorização 3131 Para saber mais • Unidades de Conservação no Brasil. Instituto Socioambiental. Dispo- nível em: https://tedit.net/asRVmv. Página interativa com informações sobre as unidades de conservação (UC) no Brasil. É possível pesquisar por município, estado ou bioma, e clicar no mapa para saber o no- me e a localização da UC. • O QUE são Unidades de Conserva- ção. Dicionário Ambiental. O eco, Rio de Janeiro, 19 abr. 2013. Dispo- nível em: https://tedit.net/07sjrw. Artigo com informações sobre a diferença entre preservação e con- servação e as classificações para as unidades de conservação. Acessos em: 2 jul. 2021. Orientações didáticas Esclareça as diferenças entre as áreas de preservação e conservação. De modo simplificado, a preservação visa à manutenção da integridade da natureza, sem interferência humana; na conservação, garante-se o desen- volvimento socioeconômico de uma região de forma sustentável, protegen- do os recursos naturais. As unidades de conservação (UC) são áreas prote- gidas para fins de preservação e de conservação, categorizadas de acordo com seus objetivos de manejo e tipos de uso. Para seu aprofundamento, consulte os materiais indicados no bo- xe Para saber mais a seguir. Nesse momento, você pode rever os conceitos trabalhados na unidade utilizando o livro Vocabulário Ambien- tal Infantojuvenil, de Otávio Borges Maia, sugerido em Venha descobrir!, no final da unidade. Leia com a turma alguns verbetes como: bioma, biodi- versidade, conservação, preservação, unidade de conservação. Esta estra- tégia favorece o trabalho com desen- volvimento de vocabulário. Atividade complementar Unidades de Conserva•‹o Esta atividade deve ser realizada preferen- cialmente na escola, com o uso de computado- res com acesso à internet. Antecipadamente, pesquise se em sua cidade ou estado existem Unidades de Conservação (UC) e se há mate- rial com informações sobre uma dessas UCs que sejam adequadas para o nível escolar. Oriente a pesquisa sobre uma UC da região, registrando quais atividades são permitidas ali, o bioma predominante, entre outros dados interessantes. Para auxiliar na localização e identificação das UCs, você pode acessar a página recomen- dada na seção Para saber mais. Após as pesquisas, os estudantes poderão apresentar para a turma as informações sobre a UC que pesquisaram. 61 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 61P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 61 8/14/21 8:14 PM8/14/21 8:14 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 1. Observe novamente a fotografia e faça o que se pede. a) Contorne a área desmatada com uma caneta vermelha. b) Na sua opinião, o que deve ter acontecido aos animais que viviam na área que foi desmatada? Resposta pessoal. Os animais podem ter morrido ou fugido para outros locais em função da perda de hábitat. 2. O texto a seguir foi retirado de um relatório sobre a conservação da onça-parda, feito por um órgão do governo brasileiro. Quais são as principais ameaças aos ambientes do Brasil? Existem graves problemas que dificul- tam a proteção dos ambientes naturais, no Brasil e em outros países do mundo. Você consegue citar um desses problemas? A fotografia ao lado mostra uma re- gião que sofreu desmatamento, uma das principais ameaças aos biomas do Brasil. Muitas vezes, o desmatamento é feito por meio de queimadas, ou seja, provocando fogo na mata. Além de destruir a vege- tação, as queimadas lançam uma grande quantidade de gases que poluem o ar. Imagem aérea de desmatamento ilegal no bioma Amazônia. Município de Maués, no estado do Amazonas, em 2020. A n d re D ib /P u ls a r Im a g e n s [...] Atualmente, têm sido cada vez mais frequentes relatos de aproximação deste ani- mal com o [ser humano]. É comum em noti- ciários, matérias sobre onças-pardas em áreas urbanas, entrando em casas e atacando ani- mais domésticos. [...] BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Sumárioexecutivo do Plano de Ação Nacional para a conservação da onça-parda. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Disponível em: https://tedit.net/o0bbd9. Acesso em: 15 abr. 2021. 2 metros H o lly K u ch e ra /S h u tt e rs to ck A onça-parda ou suçuarana habita ambientes de todos os biomas brasileiros, principalmente áreas de floresta. Em muitas regiões do Brasil, ela está vulnerável à extinção. 3232 Orientações didáticas Inicialmente, sugerimos aproveitar a introdução do tópico para levan- tar os conhecimentos prévios dos estudantes. Nos volumes 1 e 2 desta coleção, foi abordado o problema ambiental do lixo. Se na região em que a escola está localizada ocorrerem problemas como queimadas, urbanização intensa e mal planejada, abertura de pastos para ati- vidades agrícolas e/ou pecuária, entre outros, você pode observar o que os estudantes sabem sobre esses assun- tos e se os entendem como atividades prejudiciais ao ambiente. Ao incentivar a argumentação sobre questões socioambientais, as ativida- des propostas favorecem o desenvol- vimento da competência geral 7 e da competência específica 5. A partir deste capítulo, tornam- -se mais comuns as atividades com registro escrito das respostas, com o objetivo de favorecer o trabalho com produção escrita. Auxilie os estudan- tes, solicitando as respostas oralmente e elaborando junto com eles o texto da resposta na lousa, para que copiem no livro. Essa estratégia pode ser usada até que os estudantes desenvolvam maior autonomia na redação das respostas. Atividade complementar Há problemas ambientais na minha cidade? O objetivo desta atividade é que os estudantes possam observar impactos ambientais no lugar onde moram. Para isso, os estudantes, com o auxílio dos responsáveis, deverão fazer pesquisas em sites dos órgãos governamentais, das companhias de saneamento, nos jornais locais e/ou entrevistar 62 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 62P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 62 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM a) As cidades são o hábitat desses animais? Explique. b) As atividades humanas podem estar relacionadas com a invasão da onça-parda nas áreas urbanas? Por quê? Consulte as Orientações didáticas. A destruição dos ambientes naturais é uma grande ameaça à sobrevivência de plantas, animais e outros seres vivos. Essa destruição pode ocorrer de diferentes maneiras: corte da vegetação, captura ilegal de animais, queimadas, lançamento de lixo e de compostos tóxicos no ar, na água e no solo, entre outros exemplos. As modificações no ambiente podem atingir os elementos não vivos e os se- res vivos. Conforme estudamos, os seres vivos se relacionam entre si e com os elementos não vivos do ambiente e, por isso, muitas espécies não sobrevivem quando o hábitat em que vivem é modificado. Nós também somos prejudicados quando isso acontece, pois também nos re- lacionamos com outros organismos e com os recursos do ambiente. A destruição da natureza causa mudanças no clima, dificuldades na produção de alimentos, proliferação de mosquitos que transmitem doenças, além de outros efeitos. 3. As fotografias a seguir mostram duas formas de realizar a pesca. Não. O hábitat da onça-parda são os ambientes naturais dos biomas brasileiros, principalmente as florestas. Na pesca artesanal, a quantidade de peixes retirada do ambiente é pequena. Deve-se respeitar o período de reprodução dos peixes e pescar apenas aqueles que já atingiram um determinado tamanho. Na fotografia, pescador artesanal no município de Mucuri, no estado da Bahia, em 2018. a) A pesca de arrasto é uma das principais ameaças à preservação dos oceanos. Por que essa forma de pesca pode ser prejudicial? b) Você acha importante respeitar o período de reprodução e o crescimento dos animais marinhos consumidos pelo ser humano? Por quê? 3. a) Pela grande quantidade de animais marinhos retirados do mar por vez, além da captura de espécies que não serão comercializadas. A pesca de arrasto é feita por grandes redes, que retiram do mar uma enorme quantidade de peixes por vez, além de outras espécies que muitas vezes acabam ficando presas nas redes, como tartarugas e golfinhos. Na fotografia, barco de pesca de arrasto em um país chamado Turquia, em 2019. Consulte as Orientações didáticas. R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s M e lih E v re n B u ru s /A la m y /F o to a re n a 3333 Orientações didáticas Atividade 2 b) Espera-se que os estudantes reco- nheçam a relação entre a presença da onça-parda em zonas urbanas e a destruição de seu hábitat natural. Atividade 3 Essa atividade favorece o trabalho com compreensão de textos. b) Espera-se que os estudantes com- preendam a importância de res- peitar o período de reprodução e crescimento dos animais, pois, se os indivíduos forem capturados ainda jovens, antes da idade repro- dutiva, a população diminuirá com o passar do tempo, podendo ficar ameaçada de extinção. Respeitan- do-se o período reprodutivo de uma espécie, garante-se a geração de novos indivíduos, o que mantém o tamanho da população estável. Você pode comentar sobre o pe- ríodo, chamado defeso, em que a caça e a pesca de certas espécies é proibida, e, geralmente, corres- ponde à época em que elas se re- produzem. Este tema é retomado no volume 5 desta coleção. vizinhos e familiares. Previamente, elabore uma tabela com as perguntas e colunas para as respostas “sim” e “não”, que os estudantes devem preencher com um X durante a pes- quisa. Sugestões de perguntas para o levan- tamento de dados ambientais, agrupadas por temas: • Lixo - Há coleta de lixo no bairro? Há coleta se- letiva? O destino do lixo coletado é um aterro sanitário? Andando pelas ruas, eu vejo lixo jogado no chão? Há lixeiras nas ruas e praças? Há lotes vagos com acúmulo de lixo? • Urbanização - Há áreas verdes em minha cidade? A população faz o corte irregular das matas? Ocorrem queimadas nas áreas de mata? O meu bairro ou cidade é arbori- zado(a)? Há muitos veículos circulando no bairro/cidade? Com a pesquisa pronta, organize a turma em grupos de quatro a cinco estudantes para que comparem as respostas obtidas e tentem iden- tificar quais são os principais problemas ambien- tais observados na cidade. Em seguida, reúna toda a turma e incentive que eles comentem os problemas ambientais destacados e como os cidadãos podem contribuir para o agravamento ou a resolução do problema. 63 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 63P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 63 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. A arte e os problemas ambientais Muitos artistas criam obras para chamar a atenção da sociedade sobre os problemas que ameaçam os ambientes naturais. Um exemplo são as obras de Frans Krajcberg, que nasceu na Polônia e ainda jovem veio morar no Brasil, fugindo da Segunda Guerra Mundial. Ele ficou maravilhado com as belezas naturais do país e, ao mesmo tempo, muito preocupado com a destruição dos ambientes. Em suas obras, Frans Krajcberg utilizava materiais que encontrava na natureza, sem prejudicar o am- biente. Fez esculturas com troncos de árvores caídos na mata, corta- dos ou queimados por pessoas. Frans Krajcberg e sua casa, construída por ele em uma árvore no município de Nova Viçosa, na Bahia. Ele nasceu em 1921 e morreu em 2017. A pronúncia do nome dele é “frans crájiber”. Escultura Flor do Mangue, de Frans Krajcberg, feita em 1972 com restos de vegetação de um manguezal que foi destruído para dar lugar a construções. Mede cerca de 4 metros de altura. Observe J o a S o u za /S h u tt e rs to ck S é rg io C a s tr o /E s ta d ã o C o n te úd o /A E 3434 LEITURA DE IMAGEM Orientações didáticas Nesta atividade, os estudantes po- derão conhecer um pouco do traba- lho de Frans Krajcberg (1921-2017), artista plástico que utilizava materiais alternativos para suas obras, como os galhos das árvores de manguezais. Ele não cortava árvores, mas retirava o material que sobrava do desmata- mento de uma área. Dessa forma, a atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 3 ao valorizar uma manifestação artística desenvol- vida com práticas diversificadas. Inicie a leitura do texto com a tur- ma e oriente os estudantes a obser- var as imagens e ler as legendas. Essa estratégia favorece o trabalho com fluência em leitura oral. 64 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 64P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 64 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Explore 1. Retome o que você estudou nesta unidade e responda: O que é o mangue? O mangue é um tipo de árvore típica do manguezal. 2. O artista usou materiais retirados de qual ambiente natural? Do manguezal. 3. Quais problemas a destruição desse ambiente pode causar? 4. Que ideias ou sentimentos você tem ao observar a escultura? 5. Na sua opinião, uma escultura como essa pode chamar a atenção das pessoas para um problema ambiental? Por quê? Amplie 6. Você pode se inspirar na obra de Frans Krajcberg e usar a arte para alertar as pessoas ao seu redor sobre os problemas que ameaçam a natureza. Planeje: • Sobre qual problema ambiental você deseja alertar? • Você deseja fazer uma escultura, um desenho, uma pintura ou usar outra for- ma de expressão? Se você escolher fazer uma escultura, faça como Frans Krajcberg e procure materiais como folhas e gravetos que estejam no chão do seu quintal ou em um parque, usando luvas e na companhia de um adulto. Limpe bem os ma- teriais e use a criatividade ao montar a sua escultura! Por fim, o professor vai organizar uma exposição das obras da turma. Explique sua obra aos colegas e escute as explicações sobre as obras deles. Consulte as Orientações didáticas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. Consulte as Orientações didáticas. VENHA DESCOBRIR! ◆ Frans Krajcberg: a obra que não queremos ver, de Renata Sant’Anna e Valquíria Prates. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2007. Consulte esse livro para conhecer outras obras de Frans Krajcberg. 3535 Atividade 4 A escultura Flor do mangue, feita com madeira retorcida, calcinada e de cor preta, pode remeter a um senti- mento de tristeza e revolta pela árvore sem vida, indicando o desmatamento. Deixe que os estudantes expressem livremente seus sentimentos e suas ideias relacionadas à análise da obra. Atividade 5 Com suas obras, Frans Krajcberg buscou denunciar como as ações humanas impactam a natureza e pro- movem a degradação ambiental. Para isso, ele recolhia materiais que resta- vam em áreas de queimada, como os galhos retorcidos e calcinados. As co- res preto e vermelho, muito utilizadas em suas esculturas, denunciavam e refletiam o uso do fogo no desma- tamento. Assim, a análise de obras como essa podem motivar alguma ação em defesa do ambiente. Atividade 6 Com a realização desta atividade, os estudantes terão elementos que favorecem o trabalho com as compe- tências gerais 3 e 4 e a competência específica 6, que se relacionam com a valorização de manifestações artísticas e culturais e o uso da linguagem ar- tística para se expressar. Certifique-se de que os materiais escolhidos para a atividade são seguros, sem superfícies perfurocortantes. Esta atividade foi inspirada em su- gestão do caderno-ateliê da obra de Renata Sant’Anna e Valquíria Prates, sugerida no Venha descobrir! desta seção. Esse livro é uma boa fonte de consulta e tem sugestões de outras atividades inspiradas nas técnicas usadas por Frans Krajcberg. Para saber mais • CENTRO Mario Schenberg. Frans Krajcberg. https://tedit.net/Q8Swo8. Acesso em: 2 jul. 2021. Para consultar imagens das obras de Frans Krajcberg na internet su- gerimos a página do site Centro Mario Schenberg de Documenta- ção da Pesquisa em Artes, da Esco- la de Comunicações e Artes da USP. Orientações didáticas Peça aos estudantes que realizem as ativida- des propostas. Se considerar adequado, você pode solicitar que respondam as atividades 3, 4 e 5 no caderno. Atividade 1 Se necessário, retome com os estudantes o tópico sobre os manguezais. Atividade 3 Destruição do solo da costa, já que a vege- tação do manguezal a protege das ondas, do vento e da chuva; desaparecimento de animais aquáticos e terrestres que dependem dos seres vivos do manguezal para se alimentar; perda do local de reprodução, o que pode levar à extin- ção de diversas espécies. 65 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 65P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 65 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Curupira Você já ouviu falar no Curupira? Ele é um personagem do folclore brasileiro. Saiba mais sobre ele no poema a seguir. Curupira Das florestas e matas Ele é o protetor Cuida dos animais E castiga o caçador Quem derruba as árvores O tem como inimigo Se alguém maltrata as plantas Recebe o seu castigo Uma criatura pequena Com uma força incrível Tem os pés virados para trás E pode ficar invisível Ele faz o mau caçador Na floresta se perder O engana com suas pegadas Indicando as trilhas erradas O caçador fica perdido Dando voltas no mesmo lugar Até se sentir arrependido Por tentar a floresta maltratar Lendas do Brasil, de Blandina Franco. 1. ed. São Paulo: Odysseus Editora, 2006. p. 17. im a g e ti c o /S h u tt e rs to ck LER E ENTENDER 3636 Orientações didáticas Antes da leitura Primeiro, você pode verificar o quanto os estudantes conhecem so- bre o folclore brasileiro e o Curupira. Durante a leitura Sugerimos que leia junto com a turma o poema, destacando as ca- racterísticas desse gênero textual, por exemplo, as rimas. Essa abordagem favorece o trabalho com fluência em leitura oral e com a habilidade de Língua Portuguesa EF35LP23: Apre- ciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferen- tes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido. Depois da leitura Nesse momento, peça aos estu- dantes que realizem as atividades sugeridas. As atividades 2, 3 e 4 po- dem ser respondidas no caderno. Na sequência, você pode propor a eles a Atividade complementar sugerida a seguir. Atividade complementar Poemas sobre folclore brasileiro Você pode sugerir que os estudan- tes criem seus próprios poemas sobre o Curupira ou outros personagens do folclore brasileiro. Para isso, divida a turma em grupos de três integrantes e peça que cada grupo pesquise so- bre um personagem, destacando como cada lenda surgiu e o que re- presenta. Incentive a pesquisa em li- vros da biblioteca ou do cantinho de leitura, ou leve materiais sobre esses personagens. Em seguida, peça que componham poemas, ou ao menos uma estrofe. Oportunize um momen- to para que os grupos leiam os poe- mas para toda a turma. Esta atividade favorece o trabalho com consciência fonológica e fonê- mica, compreensão de textos e produção escrita, além de mobilizar as competências gerais 3 e 4. 66 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 66P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 66 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Explore 1. O poema tem cinco estrofes e seis rimas. As rimas são repetições de sons, ge- ralmente no fim das palavras. Escolha seis cores diferentes de lápis de cor ou giz de cera, uma para cada rima. Contorne os pares de palavras que rimam em cada estrofe, usando a cor escolhida. 2. Segundo o poema, que tipos de pessoas devem tomarcuidado com o Curupira? Os caçadores e as pessoas que maltratam as plantas. 3. Como o Curupira engana os caçadores com suas pegadas? Além de poder ficar invisível, ele tem os pés virados para trás e deixa pegadas com trilhas erradas. Amplie 4. Você conhece algum outro personagem que seja protetor da natureza? Conte para os colegas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 5. O Curupira ficaria muito bravo ao saber que, mesmo com as leis de proteção ambiental, os ambientes naturais do Brasil vêm sofrendo com a ação humana. Leia a tirinha a seguir, do personagem Armandinho. Armandinho, de Alexandre Beck. a) A quem Armandinho se dirige quando diz “Vocês ainda não nos venceram!!”? Ele se dirige às pessoas que desmatam e que utilizam os recursos naturais de forma não sustentável. b) Na sua opinião, qual é o sentimento do menino no último quadrinho? Justifi- que sua resposta. Resposta pessoal. É possível que os estudantes identifiquem que ele fica esperançoso e feliz, porque vê um galho brotando na árvore que foi cortada. A le x a n d re B e c k /A c e rv o d o c a rt u n is ta 3737 Orientações didáticas Atividade 1 Esta atividade favorece o traba- lho com compreensão de textos e consciência fonológica e fonêmica por meio da manipulação das sílabas e do reconhecimento dos fonemas. Atividades 2 e 3 As atividades favorecem o trabalho com a compreensão de textos. Atividade 4 O Boitatá, personagem do folclo- re brasileiro, é uma serpente de fogo protetora das florestas. No livro de Blandina Franco, há um poema sobre outro mito protetor da natureza: o Wuwuru, da região amazô- nica. Ele vive nos buritizais e cuida dos buritis, devorando as pessoas que en- tram sem cuidado nesse ecossistema. Segundo Luís da Câmara Cascudo, especialista em folclore brasileiro, o Curupira é um mito de origem indíge- na, mencionado em escritos do Padre José de Anchieta, em 1560. Além dos pés virados para trás, ele confundia os caçadores com assobios e outros sinais falsos, causando o desaparecimento de- les na mata. Em algumas regiões, o mito é conhecido como Caipora, embora em muitos casos o Caipora tenha represen- tação diferente da do Curupira. Caipora significa habitante (pora) do mato (caa) e pode ser representado de várias for- mas, dependendo da região do Brasil. Atividade 5 Pela mobilização de elementos verbais e não verbais na interpretação da tirinha e do sentimento da perso- nagem, esta atividade favorece o tra- balho com compreensão de textos. Para saber mais • CASCUDO, L. C. Dicionário do Folclore Brasileiro. 9. ed. São Paulo: Editora Global, 2000. Consulte a obra para mais infor- mações sobre o Curupira e outros personagens do folclore brasileiro, como Caipora e Boitatá. 67 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 67P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 67 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 1. Observe novamente a imagem de abertura da unidade. Para avaliação Bandeira do Brasil, de Militão dos Santos, 2013 (cerâmica, 20 cm × 30 cm). a) Um dos animais representados é a onça-pintada, encontrada em quase todos os biomas brasileiros, menos no Pampa. Cite uma característica do Pampa e uma característica de um outro bioma do Brasil. b) A imagem da abertura representa seres vivos que fazem parte de: X um ambiente terrestre. um ambiente aquático. 2. Você conhece o açaí? É um fruto muito utili- zado na culinária brasileira. O açaizeiro é uma palmeira nativa de alguns estados brasileiros, como Amazonas, Amapá e Pará. O clima nes- ses locais é quente e úmido e o açaizeiro vive em regiões de mata que ficam alagadas na época chuvosa. a) Consulte o mapa de biomas do Brasil que você viu nesta unidade e responda: A qual bioma pertence o açaizeiro? Bioma Amazônia. Consulte as Orientações didáticas. nativa: que tem origem em determinado local. Açaizeiros. R it a B a rr e to /F o to a re n a 15 metros M il it ã o d o s S a n to s /A c e rv o d o a rt is ta REVER IDEIAS 3838 Orientações didáticas A seção Rever ideias possibilita avaliar o desenvolvimento dos estu- dantes e identificar possíveis necessi- dades de remediação. Caso constate a necessidade de remediar algum dos conceitos trabalhados e/ou alguma das habilidades previstas, é possível utilizar as Atividades complementares para reconduzir esses conteúdos e auxiliar os estudantes com as dificul- dades observadas. Além de identificar as defasagens apresentadas por eles, esse momento pode ser utilizado para avaliar a sua prática docente e refletir sobre os pontos que podem ser aperfeiçoados e a necessidade ou não de reorientá-la. Sugerimos que o registro das res- postas das atividades propostas nesta seção seja feito em uma folha avulsa. Atividade 1 Retome a discussão sobre a ima- gem de abertura da unidade, relem- brando os seres vivos identificados. a) Os estudantes podem mencionar que o bioma Pampa tem extensas áreas de campo, com predomínio de vegetação rasteira, tempera- turas altas no verão e baixas no inverno, entre outras característi- cas. Espera-se que os estudantes identifiquem os outros biomas brasileiros (Mata Atlântica, Ama- zônia, Cerrado, Caatinga e Pan- tanal) e escolham um deles para citar uma característica. Caso seja necessário, oriente os estudantes a consultarem a apresentação dos biomas brasileiros no capítulo 1. b) Espera-se que os estudantes reco- nheçam que as plantas e os ani- mais representados na imagem vivem em ambientes terrestres. A onça-pintada pode entrar em ria- chos, assim como o tuiuiú, mas são animais terrestres. Atividade 2 Peça aos estudantes que obser- vem novamente o mapa de biomas do Brasil. Espera-se que eles reconhe- çam o bioma Amazônia como aque- le que abrange os estados citados e relacionem as características deste ao hábitat do açaizeiro. 68 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 68P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 68 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM b) Qual trecho do enunciado descreve o hábitat do açaizeiro? 3. O município em que você mora está localizado em qual bioma? Descreva al- gumas características desse bioma. 4. Sobre os ambientes aquáticos, responda: a) Qual ambiente tem água mais rica em sais minerais: o mar ou o rio? b) Além da quantidade de sais minerais, cite mais dois fatores que podem variar nos ambientes aquáticos. Luminosidade, profundidade, temperatura e movimento da água são alguns exemplos. 5. Cite um problema ambiental atual e comente como esse problema ameaça os ambientes naturais brasileiros. Consulte as Orientações didáticas. 6. Garantir a conservação ambiental é um dos maiores desafios que enfrentamos atualmente. a) Qual é a importância de preservar os hábitats dos seres vivos? b) No Brasil, áreas de proteção ambiental estão localizadas em várias regiões do país. Em sua opinião, por que é importante existirem áreas protegidas espalha- das pelo Brasil? Consulte as Orientações didáticas. c) Qual é a diferença entre conservar e preservar o ambiente? O trecho “[...] regiões de mata que ficam alagadas na época chuvosa.”. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 4. a) O mar, que tem água salgada, ou seja, com grande quantidade de sais dissolvidos em comparação com a água doce do rio. Consulte as Orientações didáticas. A conservação permite o uso controlado dos recursos naturais da área protegida. A pre- servação visa à proteção integral, sem o uso dos recursos naturais da área. VENHA DESCOBRIR! ◆ Árvores do Brasil: cada poema no seu galho, de Lalau e Laurabeatriz. São Paulo: Peirópolis, 2011. Você já ouviu falar do pau-brasil, do ipê-roxo ou do juazeiro? Essas árvores vivem nos biomas brasileiros e inspiraram poemas que você encontra nesse livro. ◆ Vocabulário Ambiental Infantojuvenil,de Otávio Borges Maia. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 2013. Disponível em: https://tedit.net/u1NoCq. Acesso em: 1o jun. 2021. Esse livro traz a definição de diversos termos usados nos estudos do ambiente, com textos fáceis de entender. R e p ro d u ç ã o /E d it o ra P e ir ó p o lis 3939 Orientações didáticas Atividade 3 Para responder à atividade os es- tudantes devem utilizar o mapa de biomas do Brasil para localizar a re- gião em que vivem e, depois, resgatar as principais características do bioma identificado. Existem estados brasilei- ros em que ocorre mais de um bio- ma; neste caso, auxilie os estudantes mostrando a localização aproximada da região onde está o município em um mapa de biomas do Brasil, como o apresentado no capítulo 1. Atividade 4 Relembre com os estudantes as ca- racterísticas dos ambientes aquáticos trabalhadas no capítulo 2, incluindo a diferença entre a água doce e a água salgada. Atividade 5 Os estudantes podem citar um dos problemas ambientais abordados na unidade: o desmatamento, as queima- das, a pesca sem controle, a poluição. Verifique se eles conseguem relacionar o problema ambiental escolhido com as consequências para o ambiente. Por exemplo: as queimadas destroem a vegetação e poluem o ar. Atividade 6 a) Os seres vivos dependem das con- dições do hábitat para sobreviver. Por isso, a destruição ou alteração dos hábitats pode levar ao desa- parecimento dos seres vivos que ali habitam. b) As áreas protegidas garantem a conservação e a preservação de ambientes naturais; o fato de esta- rem espalhadas pelo país garante a proteção dos diversos biomas e ambientes aquáticos. 69 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 69P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 69 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Conclusão da unidade 1 Nesta unidade, são trabalhados cinco objetivos pedagó- gicos e, a fim de monitorar as aprendizagens, individuais e coletivas, relacionadas a cada objetivo pedagógico, é pro- posta uma avaliação processual na seção Rever ideias, que encerra a unidade no Livro do Estudante. A avaliação processual elaborada para esta unidade é composta por seis questões, cada uma delas relacio- nada a um ou mais objetivos pedagógicos. A seguir, apresentamos, para cada atividade desta avaliação, sugestões de rubricas com parâmetros para nortear o desempenho dos estudantes nesta avaliação dentro da escala “Atende parcialmente”, “Atende” e “Atende com- pletamente”. As rubricas foram estabelecidas tendo como base os conteúdos trabalhados dentro de cada objetivo pedagó- gico, porém, ressaltamos que os parâmetros descritos podem ser modificados de acordo com as necessidades de sua turma e de suas preferências como docente. NOME DO ESTUDANTE: TURMA: DATA: AVALIAÇÃO Atividade Objetivo pedagógico Atende parcialmente Atende Atende completamente 1 1. Compreender o que é um bioma e conhecer os biomas brasileiros. Não cita uma característica do Pampa ou de outro bioma brasileiro, mas reconhece que a imagem representa seres de ambientes terrestres (ou vice- versa). Cita uma característica do Pampa e uma característica de outro bioma brasileiro. Reconhece que a imagem representa seres de ambientes terrestres. Cita mais de uma característica do Pampa e mais de uma característica de outro bioma brasileiro. Reconhece que a imagem representa seres de ambientes terrestres. 2 1. Compreender o que é um bioma e conhecer os biomas brasileiros. — Reconhece que o açaizeiro pertence ao bioma Amazônia. — 3. Reconhecer relações entre os seres vivos e os outros componentes do ambiente em que habitam, identificando recursos como hábitat e alimento. — Identifica o trecho do texto que descreve o hábitat do açaizeiro. — 3 1. Compreender o que é um bioma e conhecer os biomas brasileiros. Identifica o bioma em que o município está localizado, mas não descreve suas características. Identifica o bioma em que o município está localizado e descreve uma de suas características. Identifica o bioma em que o município está localizado, descrevendo diversas características. 4 2. Conhecer características de alguns ambientes aquáticos. Reconhece os fatores que podem variar nos ambientes aquáticos, mas não identifica que a água do mar tem mais sais minerais do que a de um rio (ou vice-versa). Identifica que a água do mar tem mais sais minerais do que a de um rio e cita dois fatores que podem variar nos ambientes aquáticos. Identifica que a água do mar tem mais sais minerais do que a de um rio e explica adequadamente dois ou mais fatores que podem variar nos ambientes aquáticos. 70 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 70P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 70 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Atividade Objetivo pedagógico Atende parcialmente Atende Atende completamente 5 5. Analisar alguns exemplos de problemas ambientais que ocorrem no Brasil. Identifica um problema ambiental atual, mas sem comentar como esse problema ameaça os ambientes naturais brasileiros. Identifica um problema ambiental atual, comentando de modo sucinto como esse problema ameaça os ambientes naturais brasileiros. Identifica um problema ambiental atual, comentando de modo detalhado como esse problema ameaça os ambientes naturais brasileiros. 6 3. Reconhecer relações entre os seres vivos e os outros componentes do ambiente em que habitam, identificando recursos como hábitat e alimento. — Reconhece a importância de preservar os hábitats dos seres vivos, mas sem apresentar exemplos. Reconhece a importância de preservar os hábitats naturais dos seres vivos, apresentando exemplos. 4. Compreender a importância de conservar e preservar os ambientes naturais, reconhecendo a diferença entre esses dois conceitos. — Reconhece a diferença entre conservar e preservar o ambiente e justifica a importância das áreas protegidas apresentando um exemplo. Reconhece a diferença entre conservar e preservar o ambiente e justifica a importância das áreas protegidas apresentando dois ou mais exemplos. Atende parcialmente = atendimento dos critérios mínimos. Atende = atendimento total dos critérios. Atende completamente = atendimento superior aos critérios. Os resultados desta avaliação podem ser utilizados para monitorar o desenvolvimento das aprendizagens indivi- duais de cada estudante ou, se compilados, refletir o de- senvolvimento da turma. A análise de tais resultados permite identificar se há conteúdos e conceitos que preci- sam ser retomados de modo individual ou coletivo, quais estratégias didáticas se mostraram efetivas para o trabalho com a turma e quais ajustes são eventualmente necessários no planejamento do próximo período letivo. Tão importante quanto identificar uma defasagem é re- mediá-la. Por isso, caso o estudante esteja dentro da esca- la “Atende parcialmente” em alguma atividade da avaliação processual é importante que você trace estratégias para a remediação da defasagem observada. Para isso, você pode utilizar as orientações didáticas apresentadas com a repro- dução reduzida do Livro do Estudante ou, ainda, utilizar tais orientações como inspiração para elaborar novas atividades de remediação. Sugerimos que registre o resultado da avaliação de cada estudante, observando suas conquistas, avanços e apren- dizagens, pois ao final do ano letivo será possível, em con- junto com o desempenho na avaliação diagnóstica e na avaliação de resultado, verificar a trajetória e evidenciar a progressão ocorrida durante o período observado. 71 P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 71P3_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_038a071_MPU_U1.indd 71 8/14/21 6:49 PM8/14/21 6:49 PM Introduçãoda unidade 2 A unidade 2, intitulada “O mundo dos animais”, foi ela- borada para desenvolver o trabalho com o objeto de co- nhecimento características e desenvolvimento dos animais. Os estudantes poderão mobilizar os conheci- mentos prévios a respeito das relações entre característi- cas de animais e o ambiente onde vivem. Ao longo da unidade, os textos e as atividades permitem ao estudante descrever características dos animais, identificar fases da vida e desenvolvimento em diferentes animais e utilizar comparações de características para selecionar critérios de organização em grupos. Na abertura da unidade 2, apresenta-se a obra Florida Keys Wilderness Society, de Charley Harper, incentivando a obser- vação e a ampliação do repertório imagético dos estudantes por meio da arte. As questões propostas permitem orientar a observação da obra, perceber a diversidade de animais e despertar o interesse pelo tema de estudo da unidade. Após a abertura, seguem três capítulos e o fechamento da unidade com a seção Rever ideias, que sugerimos como momento de avaliação de processo. Apresentamos a seguir uma visão geral dos capítulos. Capítulo 4 – Animais e ambientes Neste capítulo, abordamos as relações entre animais e o ambiente onde vivem e a diferença entre animais silvestres e domesticados. Os estudantes podem reconhecer animais comuns no ambiente próximo por meio de uma atividade de entrevista com moradores locais. Abordamos também o tema da guarda responsável de animais de estimação e do tráfico de animais silvestres. Capítulo 5 – Diversidade de animais Neste capítulo, os estudantes identificam semelhanças e diferenças entre os animais, considerando sua grande diver- sidade. Por meio de textos, imagens e atividades, desenvol- ve-se a análise de características relacionadas a alimentação, locomoção, reprodução e o desenvolvimento. A descrição e a comparação de características são habilidades importan- tes para o desenvolvimento do tema do capítulo 6. Capítulo 6 – Classificando os animais Neste capítulo, os estudantes podem compreender o que é classificar e o que é um critério de classificação, fa- zendo exercícios de organizar objetos e animais em grupos de acordo com diferentes critérios. Apresentamos a dife- renciação dos animais em invertebrados e vertebrados, e a organização dos vertebrados em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Para ampliação do estudo dos animais, abordamos as características de um animal, a jaquiranaboia, na perspectiva do folclore e o exemplo dos dinossauros como um grupo conhecido pelos fósseis. Objetivos pedagógicos A seguir apresentamos um quadro que relaciona cada conteúdo que será trabalhado nesta unidade e o tópico ou seção do Livro do Estudante com os objetivos pedagógicos e os pré-requisitos necessários ao trabalho. Objetivos pedagógicos Conteúdo/conceitos Tópicos ou seções Pré-requisitos 1. Reconhecer características comuns a todos os animais. Semelhanças e diferenças entre os animais • Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? Identificar e descrever as características de um ser vivo e reconhecer as semelhanças e as diferenças entre plantas e animais. 2. Diferenciar animais domésticos e silvestres, compreendendo a importância de manter os animais silvestres no hábitat natural. Relação entre animais e ambiente e diferença entre animais silvestres e animais domesticados • Como um animal se relaciona com o ambiente? • Silvestre ou domesticado? 3. Reconhecer alguns animais que fazem parte da fauna brasileira, inclusive animais comuns do cotidiano das pessoas, e analisar características dos modos de vida desses animais. Semelhanças e diferenças entre os animais; animais herbívoros, carnívoros e onívoros; modos de locomoção dos animais; animais vertebrados e invertebrados • Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? • Como os animais se alimentam? • Como os animais se locomovem? • Vertebrados ou invertebrados? 4. Analisar o ciclo de vida de alguns animais, compreendendo que existem tipos diferentes de desenvolvimento e reconhecendo mudanças que ocorrem em cada fase da vida. Ciclo de vida dos animais • Como é o ciclo de vida dos animais? 72 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 72P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 72 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Itinerário de aulas A seguir apresentamos uma sugestão de itinerário curricular com uma sequência para a realização das atividades su- geridas no Livro do Estudante. Começamos com a 11a semana do ano letivo e reservamos a 19a semana para as demais atividades escolares. Objetivos pedagógicos Conteúdo/conceitos Tópicos ou seções Pré-requisitos 5. Compreender que a classificação dos seres vivos é feita com base em critérios que consideram as características desses seres e propor a classificação de diferentes animais em conjuntos, com base em comparações entre eles. Espécie; animais herbívoros, carnívoros e onívoros; modos de locomoção dos animais; animais vertebrados e invertebrados • O que é classificar? • Como os animais se alimentam? • Como os animais se locomovem? • Vertebrados ou invertebrados? Identificar e descrever as características de um ser vivo e reconhecer as semelhanças e as diferenças entre plantas e animais. 6. Compreender a diferenciação dos animais como vertebrados e invertebrados. Animais vertebrados e invertebrados • Vertebrados ou invertebrados? 7. Conhecer a divisão dos vertebrados em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, identificando algumas das principais características de cada agrupamento. Animais vertebrados e invertebrados • Vertebrados ou invertebrados? Tópico Atividade Aula Semana Mês Bimestre Trimestre Semestre Unidade 2 O mundo dos animais Abertura de unidade Questões da abertura de unidade 21 11 3 2 1 1 Capítulo 4 Animais e ambientes Como um animal se relaciona com o ambiente? Atividades 1 a 5 22 Silvestre ou domesticado? Atividades 1 e 2 23 12 Pensando e praticando Que animais são comuns onde eu moro? 24 Leitura de imagem Você conhece os direitos dos animais? 25 13 4 Capítulo 5 Diversidade de animais Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? Atividades 1 a 3 26 Como os animais se alimentam? Atividades 1 a 4 27 14 Como os animais se locomovem? Atividade Como é o ciclo de vida dos animais? Atividades 1 a 7 28 Capítulo 6 Classificando os animais O que é classificar? Atividades 1 a 4 29 15 2 Pensando e praticando Vamos organizar os animais? 30 Vertebrados ou invertebrados? Atividade 31 16 Rede de conhecimentos Os animais no folclore 32 Fechamento de unidade Ler e entender O que os fósseis ensinam sobre os dinossauros? 33 17 e 18 5 Rever ideias Avaliação de processo 34 a 36 73 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 73P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 73 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. miolo página 16 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. miolo página 16 Florida Keys Wilderness Society, de Charley Harper, 1990 (pôster, 68,3 centímetros x 52,6 centímetros). 2 UNIDADE O MUNDO DOS ANIMAIS 4040 Unidade temática Vida e evolução Objeto de conhecimento Características e desenvolvimento dos animais Habilidades EF03CI04 • EF03CI05 • EF03CI06 Competências gerais 1, 2, 3, 5 e 10 Competências específicas 2, 3 e 6 Componentes essenciais para a alfabetização Fluência em leitura oral, desenvolvimento de vocabulário, compreensão de textos e produção escrita. Objetivos pedagógicos Esta unidade tem como objetivo desenvolver habilidades e o apren- dizado de conceitos relacionados às características e ao desenvolvimento dos animais, desde o momento em que nascem até a vida adulta. Dessa forma, os estudantesterão a oportu- nidade de conhecer algumas carac- terísticas que são comuns a todos os animais e algumas que os diferem uns dos outros. Por meio da análise desses aspectos, os estudantes po- derão elaborar propostas de classifi- cação dos animais de forma a agrupá-los de acordo com suas se- melhanças e, assim, desenvolver as habilidades de analisar, comparar e organizar com base em um critério. É uma forma de aproximar os estu- dantes dos processos, das práticas e dos procedimentos científicos. Nesse sentido, esta unidade tem co- mo objetivo auxiliar os estudantes a: 1. reconhecer características comuns a todos os animais; 2. diferenciar animais domésticos e silvestres, compreendendo a im- portância de manter os animais silvestres no hábitat natural; 3. reconhecer alguns animais que fa- zem parte da fauna brasileira, inclu- sive animais comuns no cotidiano das pessoas, e analisar características dos modos de vida desses animais; 4. analisar o ciclo de vida de alguns animais, compreendendo que existem tipos dife- rentes de desenvolvimento e reconhecen- do mudanças que ocorrem em cada fase da vida; 5. compreender que a classificação dos seres vivos é feita com base em critérios que consi- deram as características desses seres e propor a classificação de diferentes animais em con- juntos, com base em comparações entre eles; 6. compreender a diferenciação dos animais como vertebrados e invertebrados; 7. conhecer a divisão dos vertebrados em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, identifican- do algumas das principais características de cada agrupamento. EM FOCO 74 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 74P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 74 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM miolo página 17miolo página 17 (c ) C h a rl e y H a rp e r A rt S tu d io /A c e rv o d o a rt is ta • A imagem representa artisticamente diversos seres vivos, sem proporção de tamanho entre eles. Que animais você reconhece? • Na região onde mora, você observa algum animal semelhante a esses no dia a dia? Qual ou quais? • Você acha que os animais, apesar de tão diferentes entre si, têm caracterís- ticas em comum? Respostas pessoais. Consulte as Orientações didáticas. 4141 representados também animais que provavelmente são menos familiares para os estudantes, como corais e ser- pente-do-mar. Trata-se de uma obra retratando parte da biodiversidade de um ecossistema da Flórida (ambiente tropical localizado na região sul dos Estados Unidos da América). Na segunda questão, a resposta dos estudantes vai variar dependen- do da região em que vivem e se é um ambiente urbano ou rural. Você pode pedir aos estudantes que observem e registrem durante uma semana os animais que identificarem no dia a dia, desde insetos a animais maiores. Depois desse período, retome essa questão e discuta as observações dos estudantes. Estimular esse olhar aten- to é uma forma de preparar e sensi- bilizar os estudantes para a atividade Que animais são comuns onde eu mo- ro?, da seção Pensando e praticando (capítulo 4). Na terceira questão, é possível reto- mar conhecimentos apresentados no volume 2 desta coleção: as caracterís- ticas gerais dos seres vivos. Os estu- dantes podem mencionar que os animais se alimentam ingerindo ou- tros seres vivos, precisam de água, respiram e se reproduzem. Podem mencionar também a locomoção, em- bora alguns animais, como os corais e as anêmonas, vivam fixos em um subs- trato, portanto não se locomovem. Orientações didáticas Para o trabalho com a habilidade EF03CI04, sugerimos, no capítulo 4, uma atividade de pesqui- sa, na qual, por meio de entrevista e observações, os estudantes identificarão características sobre o modo de vida dos animais que vivem próximos a eles. Na sugestão de cronograma disponível neste Manual (p. 24 e 25), indicamos que para realizar a atividade na 12a semana letiva será necessário orien- tar os estudantes na 11a semana letiva. Inicialmente, incentive os estudantes a descre- ver o que observam na imagem. A análise de obras de arte favorece o desenvolvimento da compe- tência geral 3. Em seguida, utilize as questões para o levantar os conhecimentos prévios deles. Ao discutir a primeira questão, é possível que os estudantes reconheçam algumas aves (como a águia e a garça), cavalo-marinho e outros pei- xes, borboletas, caranguejo, polvo, rato, veado, tartaruga, peixe-boi, serpente, lagarto e rã. Estão Para saber mais • TED ED. Plataforma de animações sobre temas diversos. Disponível em: https://tedit.net/NM4vyY. Acesso em: 6 jul. 2021. Plataforma com várias animações sobre os animais. O site e os vídeos estão em inglês, mas há opção de tradução da plataforma e legendas em português para os vídeos. Eles podem ser utilizados como fonte de pesquisa para você conversar sobre temas curiosos com os estudantes. Cada animação tenta responder a uma pergunta, por exemplo: “Por que o veneno dos animais não os enve- nena?”, “Como os animais enxergam no escuro?”, “Qual o menor animal do planeta Terra?”, entre outras. 75 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 75P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 75 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. ANIMAIS E AMBIENTES CAPÍTULO 44 Como um animal se relaciona com o ambiente? Na unidade anterior, conhecemos os biomas e alguns exemplos de ambientes aquáticos do Brasil. Cada um desses ambientes abriga muitos animais diferentes. A vida desses animais depende da existência dos ambientes naturais. Nesses am- bientes está o hábitat de cada animal, onde existem as condições para ele viver, como alimento, água e abrigo. Na figura a seguir, estão representados animais encontrados em ambientes de quatro biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. L u is I ri a /A rq u iv o d a e d it o ra Arara-canindé1 Sucuri2 Capivara3 Harpia4 Elementos representados fora de proporção. Arara-canindé, sucuri, capivara e harpia são animais que vivem em ambientes naturais do Brasil. Nesta imagem eles foram representados juntos em um mesmo local para facilitar os estudos, mas essa é uma situação improvável de acontecer em um ambiente natural. Cores fantasia. 4242 Orientações didáticas Ressalte com os estudantes que os animais representados na ilustração dificilmente seriam encontrados si- multaneamente no mesmo ambien- te. A arara-canindé e a harpia habitam regiões da Mata Atlântica, da Amazô- nia, do Cerrado e do Pantanal. A su- curi pode ser encontrada no Pantanal e na Amazônia e a capivara é encon- trada em todo o território brasileiro, geralmente próximo a rios ou lagoas. O estudo dos animais geralmente desperta a curiosidade dos estudan- tes e esse elemento pode ser explo- rado, a partir deste capítulo, com a “caixa de perguntas”, sugerida nas Orientações gerais deste Manual. EM FOCO Competências gerais 2, 5 e 10 Competências específicas 2, 3 e 6 Habilidade EF03CI04 76 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 76P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 76 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM 1. A arara-canindé se alimenta de frutos e sementes. Ela voa grandes distâncias todos os dias. Os ovos geralmente são colocados em ninhos construídos em buracos no caule de palmeiras mortas. 2. A sucuri, também conhecida como anaconda, nada em rios e rasteja pelo solo da mata. Alimenta-se principalmente de peixes, aves aquáticas, capivaras e jacarés. Os ovos se desenvolvem dentro do corpo da fêmea e os filhotes nascem na água de riachos com pouca correnteza. 3. A capivara vive em bandos, que ficam próximos de rios ou lagos. Ela se ali- menta de plantas rasteiras e plantas aquáticas. Não produz ovos. Os filhotes são protegidos pelo bando desde o nascimento.4. A harpia, ou gavião-real, alimenta-se de animais de pequeno e médio porte, como macacos, serpentes, araras e filhotes de capivara. Os ovos são colocados em ninhos, no alto de grandes árvores, de onde as aves adultas observam os arredores e localizam os animais que servirão de alimento. Conheça um pouco a respeito dos animais representados na figura anterior. 1. Que elementos do ambiente são importantes para a sobrevivência desses qua- tro animais? Marque com um X os itens corretos. X Seres vivos que servem de alimento. X Locais da mata para se abrigarem. X Outros indivíduos da mesma espécie para se reproduzirem. X Água para beber. X Ar para respirar. 2. Entre os animais apresentados, quais deles vivem diretamente relacionados com ambientes aquáticos? Sucuri e capivara. 3. Indique uma semelhança e uma diferença nos modos de vida da arara-canindé e da harpia. Consulte as Orientações didáticas. 4. Identifique uma relação entre a arara-canindé e a harpia, e uma entre a capivara e a sucuri. A harpia pode se alimentar da arara-canindé. A sucuri pode se alimentar da capivara. 5. A harpia é uma espécie ameaçada de extinção. Uma das principais ameaças à sua sobrevivência é o corte de árvores na mata. Por que o desmatamento afeta essa espécie? Porque a harpia vive e constrói ninhos no alto das árvores e, com o desma- tamento, ela não tem onde se abrigar e procurar alimento. 4343 Orientações didáticas Inicialmente, sugerimos ler com os estudantes as características de cada animal e identificar com eles as princi- pais informações de cada trecho. Para cada animal representado, é possível identificar três tipos de informações principais: do que se alimenta, como se locomove e características sobre a reprodução. Diferentemente dos ou- tros animais, as capivaras vivem em bandos e seus filhotes não se desen- volvem em ovos. As atividades propostas podem ajudar na identificação dos modos de vida dos animais e a relação dessas características com o ambiente onde vivem. Se julgar interessante, solicite aos estudantes que respondam as atividades 3 a 5 no caderno. Na elaboração das respostas, in- centive os estudantes a usar novos vocabulários com base nesses novos conhecimentos. Os novos termos po- derão ficar expostos no mural fixo da sala de aula, compondo o ambiente alfabetizador, ou constar do glossário científico da turma, conforme propos- to no tópico Glossário científico na Parte geral deste Manual. Essa estra- tégia favorece o trabalho com desen- volvimento de vocabulário. Atividade 1 Esta atividade permite retomar conceitos abordados no volume 2 desta coleção e mobilizar os conhe- cimentos prévios dos estudantes. Atividade 3 Como exemplo de semelhança entre a arara-canindé e a harpia, os estudantes podem mencionar que esses dois animais voam, põem ovos e constroem ninhos em árvores. Co- mo exemplo de diferença entre esses animais pode-se mencionar que a arara-canindé alimenta-se de plantas (é herbívora), enquanto a harpia ali- menta-se de outros animais (é carní- vora); que a arara-canindé constrói o ninho em buracos em palmeiras e a harpia constrói o ninho no topo de árvores altas. 77 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 77P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 77 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Silvestre ou domesticado? Os animais silvestres são aqueles que vivem livres, no ambiente natural. Eles não dependem dos cuidados do ser humano para conseguir alimento e abrigo, e obtêm o que é necessário à sua sobrevivência por conta própria. Para isso, relacionam-se com outros seres vivos e com elementos não vivos do ambiente em que vivem. O animal silvestre não deve ser retirado do seu hábitat. Como os seres vivos interagem entre si, a retirada desses animais de seus hábitats pode prejudicar os demais seres daquele ambiente. Além disso, ele não tem todas as necessidades de saúde e bem-estar atendidas ao ser criado fora do ambiente natural. A arara-canindé, a sucuri, a capivara e a harpia, que estudamos no início do capítulo, são exemplos de animais silvestres. 1. As fotografias a seguir mostram mais quatro animais silvestres do Brasil. Leia as pistas em voz alta para completar o nome desses animais. O nome dele só tem uma vogal, a primeira do alfabeto. C A RC A R Á Pegue a palavra “JACA” e ponha um recheio nela. J A GUATIRI C A Uma parte do nome deste bicho está no nome SACI-PERERÊ. P E R E RECA Tem quatro patas, eu já vi, mas seu nome não é QUATRO, é: QUA T I N a th a n A S h e p a rd /S h u tt e rs to ck 55 centímetros M lo re n z/ S h u tt e rs to ck 1,3 metro A n d re w M . A llp o rt /S h u tt e rs to ck 50 centímetros 4 centímetros F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 4444 Orientações didáticas Sugerimos iniciar perguntando aos estudantes qual é a diferença entre animais silvestres e domesticados e se conhecem exemplos desses ani- mais, para levantamento dos conhe- cimentos prévios. Se julgar necessário, comente que o termo “selvagem” pode ser usado como sinônimo de silvestre. Embora a palavra “selvagem” derive de “selva”, ela passou a ser as- sociada a animais que vivem livres em seu ambiente natural. Para favorecer o trabalho com al- fabetização e possível remediação de defasagens, faça com a turma uma lista de animais domésticos e selva- gens na lousa e solicite aos estudan- tes que escrevam a lista no caderno, mas em ordem alfabética, contribuin- do para a consolidação do conheci- mento alfabético e favorecendo o trabalho com produção escrita. 78 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 78P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 78 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Os animais domesticados são aqueles criados pelo ser humano. Eles podem ser animais de criação ou de estimação. Em sítios e fazendas há animais criados para ajudar no transporte, como o cavalo e o jumento. Alguns também são criados para a produção de alimentos, como bois, vacas, porcos e galinhas. Outros animais domesticados vivem na casa das pessoas ou próximos a elas: são os animais de estimação. Os mais comuns são os cães e os gatos, mas há outros que po- dem viver sob os cuidados do ser humano, como coelhos, algumas aves e alguns peixes. 2. Você tem ou gostaria de ter algum animal de estimação? Cole uma foto desse animal ou faça um desenho e escreva as seguintes informações sobre ele. A vaca e o gato são animais domesticados. A vaca geralmente é criada para fornecer leite. O gato é um animal de estimação. G o o d S tu d io /S h u tt e rs to ck B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Animal: Ambiente em que vive: terrestre aquático O que come: Como nascem os filhotes: Respostas de acordo com o animal. Consulte as Orientações didáticas. Fotografia ou desenho do estudante. 4545 Orientações didáticas Atividade 2 Esta atividade favorece o trabalho com a habilidade EF03CI04, uma vez que os estudantes deverão identificar características sobre o modo de vida dos animais que vivem próximos a eles, na condição de animais de esti- mação. No preenchimento das informa- ções, você pode orientar os estudan- tes a escrever o nome do animal e, entre parênteses, o tipo (cachorro, gato, ave, peixe etc.). Cães e gatos são os animais de es- timação mais comuns, vivem em am- biente terrestre e são vivíparos, ou seja, os filhotes se desenvolvem den- tro do corpo da mãe. Alguns estudan- tes podem ter outros tipos de animais de estimação, como aves ou peixes, que são animais ovíparos. Alguns pei- xes comuns em aquário são ovoviví- paros (os ovos se desenvolvem no corpo do adulto), enquanto outros se desenvolvem em ovos depositados no ambiente. Em relação ao que comem, animais de estimaçãopodem ser alimentados com ração. Se esse for o caso dos ani- mais indicados pelos estudantes, es- clareça que as rações contêm os nutrientes necessários para a saúde animal. Esclareça à turma a importân- cia da orientação de veterinários para a alimentação mais adequada para cada animal, pois as necessidades alimentares variam de acordo com o tipo de animal, a fase da vida e possí- veis condições especiais de saúde. Para saber mais • A cartilha Guarda responsável: que bi- cho é esse? fornece subsídios sobre os cuidados com os animais de estimação e o combate aos maus-tratos. Sobre alimen- tação, afirma-se: Uma das principais formas de se respeitar e zelar pela vida de um animal é fornecer a ele alimentação digna e de qualidade, em porções generosas, que saciem sua fome, garantindo o aporte de nutrientes essenciais à vida. Isso pode ser feito através de rações ou de comida caseira de boa qualidade. [...] Não se deve dar a um animal não humano comida de má qualidade, contaminada, azeda ou velha, pois, além de desrespeitoso, é danoso à sua saúde, assim como seria para os animais humanos. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INSTITUTO VIVENDI. Guarda respon- sável: que bicho é esse? Belo Horizonte, 2013, p. 11. Disponível em: https://tedit.net/eUkp4i. Acesso em: 6 jul. 2021. 79 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 79P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 79 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Que animais são comuns onde eu moro? Quais são os animais que você mais observa no dia a dia? Quais você vê no caminho de casa para a escola? Existe um animal de estimação em sua casa? Nesta atividade, você vai fazer uma pesquisa sobre os animais comuns no lugar onde mora. Para isso, você entrevistará uma pessoa do seu convívio e que more no mesmo município que você. Depois, vai analisar os resultados obtidos por você e pelos colegas. Consulte as Orientações didáticas. PENSANDO E PRATICANDO Como fazer 1. Escolha a pessoa a ser entrevistada e peça a ela que diga o nome de três animais que costuma ver no dia a dia. Os exemplos podem ser de animais domesticados ou de animais silvestres que ela observa nas regiões por onde passa. Escreva o primeiro nome da pessoa entrevistada e, na sequên- cia, o nome dos animais citados. Para casa Entrevistado: Animais: Im ag e n s: G o o d S tu d io / S h u tt e rs to ck 4646 Orientações didáticas Na seção Pensando e praticando, propomos uma atividade que envol- ve a realização de entrevista. Para ajudá-lo nesse planejamento, consul- te a sugestão de cronograma dispo- nível neste Manual (p. 24 e 25). Esta atividade favorece o desenvol- vimento da habilidade EF03CI04, uma vez que os estudantes deverão identificar características sobre o mo- do de vida dos animais que vivem próximos a eles por meio de obser- vações e entrevistas. Os estudantes poderão realizar uma entrevista, um método de coleta de dados usado em pesquisas científicas e, portanto, a atividade também mobiliza a com- petência geral 2 e a competência específica 2. O registro favorece o trabalho com produção escrita. A primeira parte da atividade consiste em uma entrevista que pode ser feita em casa. Peça aos estudantes que ob- servem a presença de animais com aten- ção; mesmo em ambientes urbanos, é possível ver pequenos insetos, aranhas, lagartixas e algumas aves, além dos ani- mais domésticos. Oriente os estudantes a não tocar nos animais que não sejam domésticos, pois existem espécies ve- nenosas ou que causam alergias. Para auxiliar os estudantes a identi- ficar relações entre os animais obser- vados e o local onde os entrevistados vivem, você pode fazer perguntas como: é um ambiente urbano, rural, está em uma região próxima de algu- ma área verde ou mata? É uma região em que as pessoas costumam ter ani- mais de estimação? Se sim, qual é o animal de estimação mais comum? Essas análises favorecem o trabalho com a competência específica 3. Para saber mais • VILARDO, I. Vida na cidade. Ciên- cia Hoje das Crianças. 15 jan. 2014. Disponível em: https://tedit. net/wGGLDg. O texto fala sobre animais encontra- dos em áreas urbanas e os fatores que influenciam a sobrevivência de deter- minados animais nesse ambiente. • Ministério da Saúde. Gibi da Saúde: guarda responsável de animais. Dis- ponível em: https://tedit.net/VKk9ok. Gibi com história em quadrinhos, atividades lúdicas de passatempo e informações sobre posse res- ponsável de animais. Acesso em: 6 jul. 2021. Atividade complementar Pesquisando sobre os animais Utilizando os dados obtidos na atividade Pen- sando e praticando, peça que cada estudante es- colha um dos animais da lista e faça uma pesquisa sobre o modo de vida desse animal, incluindo alimentação, reprodução, hábitat, forma de loco- moção etc. Se possível, organize os estudantes de forma que haja uma diversidade entre os animais escolhidos. Se muitos quiserem pesquisar sobre cães, por exemplo, você pode sugerir que eles es- colham raças diferentes e/ou que alguns pesquisem sobre espécies silvestres relacionadas aos cães (co- mo o lobo e o cachorro-do-mato), o que permite estabelecer comparações com os cães domésticos. Oriente a pesquisa, auxiliando os estudantes a lo- calizar as fontes de consulta adequadas e a 80 P5_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 80P5_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 80 8/14/21 7:37 PM8/14/21 7:37 PM https://tedit.net/wGGLDg https://tedit.net/wGGLDg 6. Quais são as atitudes que uma pessoa responsável por um ani- mal de estimação deve ter? Tro- que ideias com os colegas e es- crevam as atitudes no caderno. Consulte as Orientações didáticas. 3. Agora você vai se reunir com dois colegas. Compare as listas de animais que cada um registrou no quadro da página anterior. Escreva, a seguir, o nome do animal mais citado, ou seja, o nome que apareceu em duas ou mais listas. Se nenhum animal foi citado mais de uma vez, faça um X. Resposta pessoal. 4. A seguir, escreva o nome de todos os animais registrados nos três quadros: no seu e nos dos colegas. Não registre nomes repetidos. Resposta pessoal. 5. Identifique entre os animais registrados no item anterior aqueles que são de estimação e contorne o nome dele. Resposta pessoal. A saúde e o bem-estar dos animais de estimação são responsabilidade dos seus cuidadores. G u ri n a le k s a n d r/ S h u tt e rs to c k L in a T ru m a n /S h u tt e rs to c k Senta vio / Shutte rs to ck 2. Os animais citados pelo en- trevistado são os mesmos que você observa em seu dia a dia? Caso sejam di- ferentes, quais animais você costuma ver? Respostas pessoais. 4747 Orientações didáticas Atividade 5 Como complemento a esta ativida- de, você pode pedir aos estudantes que contem quantos animais da lista de cada grupo são domesticados, quantos são silvestres e qual foi o animal mais citado nas entrevistas. Esta abordagem favorece o trabalho com numeracia. Atividade 6 Espera-se que os estudantes men- cionem que os responsáveis por um animal de estimação devem fornecer alimento, água e abrigo adequados, além de cuidar do animal, levá-lo ao veterinário regularmente e manter a vacinação em dia. Os cuidados neces- sários com animais de estimação foram abordados no volume 2 desta coleção. Atividade complementar Divulgando cuidados com animais de estimação Para ampliação da atividade 6, você pode solicitar uma pesquisa sobre o te- ma. Oriente a montagem de um cartaz ou uma cartilha para divulgar os cuida- dos com animais de estimação, utilizan- do os recursos típicos de campanhas de conscientização, o que permite o traba- lho com a habilidade de Língua Portu- guesa EF03LP21: Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientizaçãodestinados ao público infantil, observando os recursos de persua- são utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, es- colha de palavras, jogo de palavras, tama- nho e tipo de letras, diagramação). Como preparação e fonte de consul- ta, os estudantes podem ler o Gibi da Saúde: guarda responsável de animais, do Ministério da Saúde (veja o boxe Para saber mais). Para seu aprofundamento, consulte a cartilha Guarda responsável: que bicho é esse?, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e Instituto Vivendi, citada no boxe Para saber mais do tópico anterior. consultar o dicionário para descobrir o signifi- cado de palavras que eles desconheçam. Eles devem registrar no caderno as informações encontradas. Após a conclusão da pesquisa, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem com os colegas as informações encontradas. Esta atividade favorece o traba- lho com a competência geral 4, com a habi- lidade EF03CI04 e com produção escrita, compreensão de textos e desenvolvimen- to de vocabulário. Animais na cidade Por que a diversidade de animais é menor na cidade em comparação a ambientes naturais? Com uma pergunta como essa, incentive os es- tudantes a explicar suas opiniões. Em seguida, sugerimos a leitura do texto Vida na cidade, indi- cado na seção Para saber mais. Os estudantes podem se revezar na leitura em voz alta, para que você avalie a fluência em leitura oral e faça intervenções caso necessário. Ao final, verifique se os estudantes desejam reformular ou comple- mentar suas opiniões iniciais. 81 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 81P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 81 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Você conhece os direitos dos animais? Você sabia que no Brasil existem leis para proteger os animais? Há leis que proíbem os maus-tratos aos animais, sejam eles silvestres, sejam de criação ou de estimação. Outras leis determinam a proteção da fauna e proíbem a retirada de animais silvestres dos ambientes naturais sem a permissão de órgãos do governo. Mesmo existindo leis de proteção à fauna, todos os anos, milhões de animais silves- tres são retirados ilegalmente dos ambientes naturais brasileiros para serem vendidos. O tráfico de animais silvestres é uma atividade criminosa. Ele consiste na cap- tura ilegal de animais nos ambientes naturais, no transporte para outros locais e na compra e venda desses animais. De modo geral, a cada dez animais que são retirados da natureza pelo tráfico, nove morrem. Muitos animais que sobrevivem ao tráfico passam o resto da vida em cativeiro, longe de seu hábitat. Observe Cartaz de campanha em defesa dos animais silvestres. Explore 1. No cartaz está escrito “O destino de muitos animais está em nossas mãos”. Qual é a mensagem que essa frase transmite? Muitos animais silvestres deveriam ser retirados de seus hábitats para vi- ver com os seres humanos. X Nós podemos ajudar na proteção de muitos animais não apoiando sua captura. R e p ro d u ç ã o /R e d e d e C o m b a te a o T rá fi c o d e A n im a is S ilv e s tr e s NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES.NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES. NÃO INCENTIVE O TRÁFICO.NÃO INCENTIVE O TRÁFICO. 4848 LEITURA DE IMAGEM Orientações didáticas Esta seção Leitura de imagem abor- da a proteção aos animais, pelo com- bate aos maus-tratos e ao tráfico de animais silvestres, complementando o trabalho anterior proposto na seção Pensando e praticando, que abordou os cuidados com os animais de esti- mação. A abordagem do tema con- tribui para o desenvolvimento da competência geral 10, favorecendo o posicionamento dos estudantes, considerando princípios éticos e sus- tentáveis. Leia com a turma o texto inicial e verifique se há dificuldades de com- preensão. Peça aos estudantes que analisem a imagem, que é um cartaz de cam- panha de conscientização unindo fi- guras e textos breves. Você pode perguntar se já viram cartazes pare- cidos e qual tema era divulgado. Atividade 1 Esta atividade favorece o trabalho com compreensão de textos, pois permite verificar a se os estudantes compreenderam a mensagem do cartaz. Se julgar interessante, organize os estudantes em duplas para que troquem ideias e argumentos ao es- colherem a resposta. 82 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 82P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 82 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM 2. Por que a pessoa que compra um animal silvestre ilegalmente incentiva o trá- fico de animais? Porque o tráfico de animais silvestres retira animais dos ambientes naturais para que eles sejam vendidos. Se há pessoas interessadas em comprar esses animais, a captura ilegal e o tráfico continuam. 3. O que você diria a uma pessoa que deseja comprar um animal ilegalmente? 4. Você considera campanhas como essa necessárias? Justifique sua resposta. Amplie 5. O tráfico de animais silvestres é uma das ameaças à fauna brasileira, assim como o desmatamento e outras formas de destruição dos ambientes naturais. Com a ajuda do professor, descubra um animal ameaçado de extinção que viva no(s) bioma(s) de sua região. Inspire-se no cartaz anterior para fazer um desenho do animal e do hábitat dele, além de escrever uma mensagem de alerta. Você pode fazer uma fotografia digital do seu cartaz e divulgar para familiares e vizinhos. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. Desenho do estudante. Consulte as Orientações didáticas. 4949 Orientações didáticas Atividade 3 É esperado que os estudantes men- cionem que o tráfico de animais silves- tres é um crime e que prejudica o ambiente. Muitos indivíduos morrem antes de serem vendidos e os que so- brevivem passam o resto da vida em cativeiro, longe de seu hábitat natural. Além disso, essa prática pode contri- buir para a extinção de espécies e o desequilíbrio dos ecossistemas. Atividade 4 Os estudantes podem argumentar que essas campanhas alertam para a existência do problema do tráfico de animais silvestres e incentivam as pes- soas a conhecer e a respeitar as leis ambientais. Atividade 5 Uma sugestão para identificar os ani- mais ameaçados de extinção na região é consultar o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Insti- tuto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (consulte referência na seção Para saber mais). Essa obra está organizada em volumes, cada um con- templando um grupo de animais (ma- míferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados). Selecione previamente algumas espécies para sugerir aos estu- dantes como tema de pesquisa e utilize como um critério dessa seleção a dispo- nibilidade de livros e sites adequados para consulta. A proposta de divulgar o cartaz em meio digital possibilita desen- volver a competência geral 5 e a com- petência específica 6. Para saber mais • ROSA, L. Bichos vermelhos. Belo Horizon- te: Aletria, 2019. Este livro pode ser consultado pelos estu- dantes. Traz textos leves e informativos sobre animais da fauna brasileira ameaçados de extinção, como a ariranha e o tatu-bola. • BRASIL. Ministério da Agricultura. Artigo 1o da Lei n. 5.197, de 3 de janeiro de 1967. Dis- ponível em: https://tedit.net/p4oGJj. Verifique a lei de proteção à fauna brasi- leira, que considera que quaisquer espé- cies da fauna silvestre são de propriedade do Estado e criminaliza a captura, a manu- tenção em cativeiro e o comércio de ani- mais silvestres. • INSTITUTO Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Ministério do Meio Ambiente. Livro Vermelho. 2018. Disponível em: https://tedit.net/ZnLDIQ. Os volumes do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção listam as espécies animais ameaçadasde extinção em nosso país, de acordo com levantamen- to de cientistas. Acesso em: 6 jul. 2021. 83 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 83P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 83 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. DIVERSIDADE DE ANIMAIS CAPÍTULO 55 Que semelhanças e diferenças existem entre os animais? Apesar de cada animal ter características próprias, existem características que todos eles apresentam. Os animais: • são seres vivos; • têm ciclo de vida, com nascimento, desenvolvimento, reprodução e morte; • não produzem o próprio alimento e alimentam-se de outros seres vivos, como plantas e outros animais; • a maioria deles é capaz de se locomover, ou seja, ir de um local a outro. Observe com atenção as fotografias de alguns animais e leia as legendas. Ao capturar alimento ou se defender, o escorpião injeta veneno em outro animal usando o ferrão da cauda. As mãos do chimpanzé seguram o galho com firmeza. Ele também pode caminhar sobre o solo. A borboleta tem asas e se alimenta do néctar de flores. O tucano se alimenta de frutos, sementes e pequenos animais com seu grande bico. A salamandra caminha sobre o solo e nada em riachos e lagos. O jabuti recolhe a cabeça e as pernas para dentro do casco quando se sente ameaçado. O peixe-borboleta tem o corpo coberto por escamas e se alimenta de corais e outros pequenos animais. F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 7 centímetros As mãos do chimpanzé seguram o galho com firmeza. Ele também pode caminhar sobre o solo. A be se lo m Z er it/ S hu tt er st oc k A borboleta tem asas e se alimenta do néctar de flores. o C olom bini/ Fabio C olom bini/ ógrafo A cervo do fotógrafo 7 centímetros Mario Friedlander/Pulsar Imagens 40 centímetros 15 centímetros 55 centímetros 10 centímetros Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock Wladimir Lopes/Shutterstock John A. Anderson/Shutterstock 1,3 metro 5050 Orientações didáticas No capítulo anterior, o foco do es- tudo foram os animais comuns no ambiente próximo e seus modos de vida. Neste capítulo, o estudo das ca- racterísticas e do desenvolvimento dos animais é aprofundado e os es- tudantes poderão conhecer diversos exemplos de espécies para reconhe- cer semelhanças e diferenças entre elas. A análise das características dos animais mobiliza a competência ge- ral 1 e competência específica 3. Inicialmente, ajude os estudantes a reconhecer quais são as características comuns a todos os animais e o que os diferencia em relação aos outros seres vivos, como as plantas, retomando o que foi abordado no volume 2 desta coleção. Para favorecer o trabalho com fluência em leitura oral, você pode solicitar a leitura em voz alta das legen- das das fotografias. A comparação entre os exemplos de animais neste tópico e nos seguin- tes mobiliza a habilidade de compa- rar, iniciando o trabalho com a habilidade EF03CI06. EM FOCO Competência geral 1 Competência específica 3 Habilidades EF03CI04 • EF03CI05 • EF03CI06 84 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 84P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 84 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM 1. Compare os animais das fotografias da página anterior. Identifique e escreva, no caderno, as diferenças entre eles de acordo com: a) o tamanho; b) a forma de se locomover. Consulte as Orientações didáticas. [...] O coral da foto da esquerda se parece muito com uma flor, enquanto o da direita se assemelha a uma pedra, certo? Pois ambas as respostas estão erradas! Por mais estranho que possa parecer à primeira vista, os corais são animais. O motivo dessa estranheza é que muitas pessoas pensam que todos os animais se movem e têm cabeça, tronco, pernas e braços, assim como os seres humanos, cães e gatos. Mas nem todos os bichos são assim! Existem animais das mais variadas formas e alguns não saem do lugar quando adultos. Alguns exemplos são as esponjas, as anêmonas e, claro, os corais. [...] Pedra ou planta?, de Roberta Bonaldo. Ciência Hoje das Crianças, 28 out. 2016. Disponível em: https://tedit.net/y9ZhAt. Acesso em: 2 ago. 2021. • Escreva duas características que os corais têm em comum com outros animais. Respostas possíveis: são seres vivos, têm ciclo de vida, não produzem o próprio alimento. 3. Para jogar “Qual é o bicho?”, siga o passo a passo: Consulte as Orientações didáticas. • Pense em um animal e escreva o nome dele em um pedaço de papel de rascu- nho. Escreva também o seu nome e entregue o papel para o professor, que será o único a saber qual animal você escolheu. Depois, forme um grupo com colegas. • O professor vai sortear um dos papéis. O estudante sorteado deve ir sozinho até a frente da sala. Os grupos vão fazer perguntas a ele que só podem ser res- pondidas com “sim” ou “não”. Podem ser feitas perguntas como: “Tem penas?”, “Tem focinho?”, “Nasceu de um ovo?”, etc. Cada grupo pode fazer apenas uma pergunta em cada rodada. • Quantos animais o seu grupo conseguiu adivinhar? • Pensando nos animais que apareceram no jogo, responda: Quais são as seme- lhanças e as diferenças entre eles? À esquerda, o colorido coral-sol, que parece uma flor; e, à direita, o coral-cérebro, que, à primeira vista, pode parecer uma rocha. Andre Seale/Alamy/Fotoarena J a e L e n z/ S h u tt e rs to ck 2 centímetros 1 metro 2. Observe as imagens e leia o texto a seguir. 5151 os estudantes podem mencionar que, entre os animais apresentados, há os que caminham (chimpanzé, escorpião, jabuti, salamandra), se penduram em galhos de árvores (chimpanzé), nadam (peixe-borboleta-marinho, salaman- dra), voam (borboleta, tucano). Co- mente que a borboleta e o tucano também podem se mover sem as asas; o tucano, por exemplo, pode se des- locar em um galho com as pernas. E em relação ao revestimento do corpo, há animais com pelos (chimpanzé), com escamas (peixe), com casco (jabu- ti), com penas (tucano), com a pele lisa (salamandra). Os estudantes podem ter dificuldade em reconhecer que a borboleta e o escorpião têm um es- queleto rígido externo (exoesqueleto). No entanto, o objetivo da atividade é estimular a observação atenta das ca- racterísticas mostradas nas imagens. Atividade 2 Esta atividade favorece o trabalho com compreensão de textos. Na atividade 1, os estudantes observa- ram que os animais têm diversas for- mas de locomoção; neste momento, eles poderão perceber que nem to- dos os animais se locomovem, am- pliando sua noção de diversidade no grupo animal. Atividade 3 As crianças geralmente têm muita curiosidade em relação aos animais e conhecem exemplos comuns em seu dia a dia, em livros infantis e em filmes. Assim, esta atividade lúdica é uma oportunidade de verificar os conhecimentos prévios da turma sobre características dos animais. Explique aos estudantes que é importante não contar a nenhum colega o nome do animal que es- creveram no papel. Incentive-os a pensar também em animais que conheceram ao longo do estudo dessa unidade. Antes de o jogo co- meçar, estabeleça a ordem de par- ticipação de cada grupo. Uma das regras é que eles só podem tentar adivinhar o nome do animal quan- do for a sua vez de jogar. Mesmo que o grupo descubra o nome do animal fora da sua vez, ele precisa esperar o seu momento para falar. No fechamento da atividade, retome as características gerais dos animais, assunto inicial deste capítulo. Orientações didáticas Atividade 1 O animal com maior comprimento é o chim- panzé (1,3 metro) e o menor é o escorpião (7 cen- tímetros). Espera-se que os estudantes interpretem as escalas que acompanham as fo- tografias dos animais, favorecendo o trabalho com numeracia. Quantoà forma de se mover, 85 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 85P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 85 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Como os animais se alimentam? A alimentação é fundamental para a sobrevivência dos seres vivos. Os animais obtêm alimento comendo outros seres vivos e buscam esse alimento no ambiente onde vivem. Os animais herbívoros são aqueles que se alimentam apenas de plantas. Os animais carnívoros se alimentam de outros animais, que são suas presas. Existem ani- mais que se alimentam de plantas e de outros animais; são chamados de onívoros. O modo como cada animal se alimenta se relaciona com as características dele. A presença de garras, o formato da boca, do bico ou dos dentes, o horário do dia em que o animal está ativo, entre muitas outras características, são indica- tivas dessa relação. 1. Leia em voz alta a legenda da fotografia da onça-pintada. Em seguida, ligue cada característica do corpo dela a uma atividade relacionada à alimentação desse animal. A onça-pintada é um animal carnívoro. Com pernas fortes e corpo musculoso, ela caminha por longas distâncias procurando animais para se alimentar. Com suas garras, ela é capaz de escalar árvores e também agarrar grandes presas. Com seus dentes pontiagudos, a onça-pintada morde as presas e rasga a carne. 2. Observe as fotografias a seguir e leia as legendas. Nos insetos, a estrutura da cabeça usada para coletar o alimento é chamada de aparelho bucal. O aparelho bucal da borboleta se desenrola e suga líquidos. O aparelho bucal da formiga tem uma região serrilhada e afiada. B e n C ra n k e /T h e I m a g e B a n k /G e tt y I m a g e s Aparelho bucal Aparelho bucal N ic o la s B o n zo n /S h u tt e rs to ck PixelSquid3d/Shutterstock Corpo musculoso Rasgar a carne ao se alimentar Garras (unhas) desenvolvidas Caminhar por longas distâncias à procura de presas Dentes pontiagudos Agarrar a presa 1 centímetro 2,5 centímetros 2 metros 5252 Orientações didáticas A discussão sobre o tipo de alimen- tação dos animais favorece o trabalho com a habilidade EF03CI04. Neste momento, utilize exemplos de animais comuns no ambiente próximo e am- plie com os exemplos de espécies silvestres apresentados neste tópico. Use as atividades propostas para esti- mular os estudantes a perceber que o modo de alimentação de cada animal se relaciona a características do corpo (em particular da boca), ao comporta- mento e ao ambiente em que vive. Atividade 1 É importante o cuidado com a lin- guagem ao relacionar características do corpo às funções realizadas pelo organismo, para não sugerir que exis- te uma relação de finalidade ou pro- pósito entre forma e função. Por exemplo: a afirmação de que a onça- -pintada tem garras desenvolvidas para capturar presas é incorreta, pois não está de acordo com os conheci- mentos científicos sobre adaptações e evolução dos seres vivos. O correto é afirmar, por exemplo, que a onça- -pintada agarra suas presas com as unhas desenvolvidas. Atividade 2 Espera-se que os estudantes rela- cionem o formato do aparelho bucal com o tipo de alimento consumido. O aparelho bucal da formiga tem es- truturas que cortam pedaços de fo- lhas e o aparelho bucal da borboleta permite sugar o néctar das flores. Assim como na atividade 1, é impor- tante ter cuidado para evitar transmi- tir uma visão finalista que afirme que a formiga possui esse aparelho bucal para cortar folhas. 86 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 86P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 86 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM a) Qual animal deve cortar folhas para se alimentar? Formiga b) Qual animal deve se alimentar do néctar de flores? Borboleta c) Explique as respostas das perguntas anteriores. Consulte as Orientações didáticas. 3. O jacaré vive nas margens de rios e lagoas e em áreas que ficam inunda- das nas épocas chuvosas. A alimentação dele geralmente é composta de ani- Jacaré-açu, a maior espécie de jacaré do Brasil. M a rc o s A m e n d /P u ls a r Im a g e n s Não, pois o jacaré está adaptado a viver em ambientes aquáticos e depende desses corpos de água para sobreviver. 4. Observe a fotografia ao lado e elabore perguntas para as respostas a seguir, como feito no exemplo. a) Pergunta: Qual é o animal representado na ima- gem? Resposta: O animal representado na imagem é o macaco-prego. b) Pergunta: Respostas possíveis: Onde vive o macaco-prego? Em que bioma vive o macaco-prego? Resposta: O macaco-prego vive no bioma Mata Atlântica. c) Pergunta: Resposta possível: Como o macaco-prego segura a pedra? Resposta: O macaco-prego usa as mãos para segurar a pedra. d) Pergunta: Respostas possíveis: Para que o macaco-prego utiliza a pedra? Como o macaco-prego obtém as sementes que estão dentro de frutos? Resposta: O macaco-prego utiliza a pedra como ferramenta para quebrar frutos duros e comer as sementes. • Depois que terminar, leia todas as perguntas e respostas para um colega e escu- te as perguntas que ele elaborou. Macaco-prego. P e te O x fo rd /M in d e n P ic tu re s /F o to a re n a 40 centímetros mais aquáticos ou terrestres que fi- cam próximos às margens dos rios. O jacaré poderia viver em um am- biente seco, sem nenhum rio ou lagoa por perto? Por quê? 5 metros 5353 Orientações didáticas Atividade 3 Se julgar apropriado, problematize com os estudantes as mudanças cli- máticas. Você pode perguntar para eles o que aconteceria com animais como o jacaré, que não estão adap- tados a ambientes secos, caso o local onde vivem se torne mais seco ou o período de seca se torne mais prolon- gado. Espera-se que os estudantes percebam que esses animais seriam prejudicados na procura por alimen- tos e no modo de vida, o que poderia comprometer a sua sobrevivência. Atividade 4 A leitura das perguntas e respostas para um colega favorece o trabalho com a fluência em leitura oral. Caso algum estudante apresente dificulda- des, auxilie-o fazendo a leitura em conjunto e perguntas para aferição da compreensão leitora. Sobre o uso de ferramentas por macacos-prego, consulte o link suge- rido no boxe Para saber mais abaixo. Para saber mais • COMPORTAMENTO de macacos-prego pode ser identificado por marcas deixadas em suas ferra- mentas. [S. l.: s. n.], 7 fev. 2021. 1 vídeo (5 min 37 s). Publicado pelo canal Agência Fapesp. Disponível em: https://tedit.net/zbtPq5. Acesso em: 6 jul. 2020. Nesse vídeo, o biólogo Tiago Falótico, da Universidade de São Paulo, conta sobre a pesquisa reali- zada por um grupo do qual ele participou com as ferramentas utilizadas por macacos-prego do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Você pode compartilhar algumas informações com a turma ou mostrar um trecho do vídeo, se julgar oportuno. 87 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 87P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 87 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Como os animais se locomovem? Como você faz para ir de um local a outro? Ao deslocar o seu corpo de um lugar para outro, você está se locomovendo. A locomoção, função realizada pela maioria dos animais, é essa capacidade de movimentar o próprio corpo de um local para outro. A joaninha pode caminhar com as pernas ou voar, usando asas finas que ficam protegidas por asas mais rígidas. Os corais são animais marinhos que vivem fixos em um local. Os animais que vivem em ambientes terrestres geralmente podem caminhar, rastejar, saltar, correr ou voar, dependendo da espécie. Em ambientes aquáticos, muitos animais nadam. Existem também animais que se locomovem tantona água como na terra; por exemplo, o jacaré. Alguns animais não se locomovem, ou seja, não se movem de um local para outro. Um exemplo de animal que vive fixo em um local é o coral. • Observe, nas fotografias a seguir, o que os animais estão fazendo e o ambiente onde estão. 1 Ema. Canguru. S im o n e O /S h u tt e rs to ck J o la n ta W o jc ic k a /S h u tt e rs to ck 1 metro O n d re j P ro s ic k y /S h u tt e rs to ck T h e o A llo fs /M in d e n P ic tu re s /G e tt y I m a g e s 1,4 metro 2 Como você faz para ir de um local a outro? Ao deslocar o seu corpo de um lugar para outro, você está se locomovendo. A locomoção, função realizada pela maioria dos animais, é S im o n e O /S h u tt e rs to ck 0,5 centímetro Potapov Alexander/ Shutterstock 1,5 metro 5454 Orientações didáticas Sugerimos começar o estudo des- te tópico com a leitura do texto inicial e pedindo aos estudantes que res- pondam à pergunta: como o ser hu- mano se locomove? Incentive-os a relacionar os movimentos das pernas com o ato de caminhar e correr. Em seguida, pergunte se eles conseguem descrever a locomoção de algum ani- mal que costumam observar em seu dia a dia. Atividade complementar Pesquisa sobre a locomoção dos animais Os estudantes podem escolher um dos animais apresentados neste tópi- co para buscar mais informações so- bre a locomoção, consultando livros e sites adequados ao nível escolar. A atividade pode ser feita em duplas, distribuindo diferentes animais para cada uma; no caso da serpente, qual- quer espécie pode ser objeto da pes- quisa. Se possível, oriente a etapa de pesquisa na escola, auxiliando os es- tudantes a localizar e interpretar as informações. Com essa pesquisa, os estudantes poderão descobrir, por exemplo, que a ema não voa, é capaz de correr em grande velocidade (até 60 km/h) e de atravessar riachos para escapar de predadores. Outra curiosidade é que as tartarugas marinhas desovam em praias arenosas e as fêmeas usam as pernas para se arrastar na areia e cavar o ninho. Uma opção é deixar que as duplas escolham os animais que desejam pesquisar, ou solicitar a pesquisa so- bre um animal que ocorra no bioma predominante na região. Em qual- quer caso, incentive a diversidade de animais pesquisados, incluindo espé- cies aquáticas. Como resultado da pesquisa, cada dupla deve fazer um pequeno cartaz em uma folha avulsa, escrevendo um texto breve com curiosidades sobre a locomoção do animal pesquisado e fazendo um desenho ou colagem de figuras. Oriente-os a escrever a lápis e, como parte do trabalho com produ- ção escrita, leia o texto elaborado por cada dupla e auxilie na correção, se necessário. Os pequenos cartazes po- dem ser expostos no mural da classe ou ser digitalizados e publicados co- mo posts no blog ou site da escola. 88 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 88P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 88 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM a) Descreva como cada animal está se locomovendo nas fotografias anteriores. 1. Andando ou caminhando. 2. Saltando. 3. Voando. 4. Rastejando. 5. Correndo ou andando. 6. Nadando. b) Há relação entre a maneira como cada animal está se locomovendo e o am- biente em que ele está no momento da fotografia? Explique a sua resposta. Consulte as Orientações didáticas. 3 5 4 6 Anu-preto. Zebra. Serpente. Tartaruga marinha. H a n n e s T h ir io n /S h u tt e rs to ck M a rt in H a rv e y /A la m y /F o to a re n a 1,5 metro L o u is e M u rr a y /S P L /F o to a re n a 1,5 metro P a tr ic k M e s s ie r/ S h u tt e rs to ck 35 centímetros 2 metros 5555 Orientações didáticas Atividade Você pode usar a atividade propos- ta para evidenciar aos estudantes a relação entre ambiente, estruturas do corpo dos animais e a maneira como se locomovem. Esteja atento para evitar afirmações errôneas que trans- mitam uma visão finalista às estrutu- ras dos animais, por exemplo, que a ema tem pernas longas para cami- nhar ou correr. As estruturas locomo- toras têm a função de locomoção, mas não surgiram com a finalidade de permitir essa função. Essa ativida- de favorece o desenvolvimento da habilidade EF03CI04. b) Espera-se que os estudantes perce- bam que há relação entre a forma de locomoção e o ambiente. A ema, o canguru, a serpente e a zebra vi- vem em ambiente terrestre e estão sobre o solo, andando, saltando, rastejando e correndo, respectiva- mente. O anu-preto vive em am- biente terrestre e está no ar, voando. A tartaruga marinha, que está em ambiente aquático, está nadando. 89 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 89P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 89 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Como é o ciclo de vida dos animais? Todos os animais nascem, crescem, podem se reproduzir e morrem. Essa é uma característica dos seres vivos. Essas quatro etapas básicas são as que com- põem o ciclo de vida. 1. Complete o esquema a seguir desenhando o ser vivo na fase adulta. Depois, mostre seu desenho para o professor e os colegas. O pintinho nasce do ovo colocado pela galinha e se desenvolve. Observe o ciclo de vida de uma gorila. O pintinho nasce do ovo A n n e k a / S h u tt e rs to ck / st ock photo m an ia/ Shutte rs to ck Justin Sulli va n/ G e tt y Im a g e s K o n ra d W o th e /D io m e d ia Tom Gillespie/Barc ro ft M ed ia /G e tt y Im a g e s K ues/Shutterstock 1,6 metro Principais etapas do ciclo de vida de uma gorila. Os gorilas são animais que vivem em florestas úmidas localizadas na região central da África. A gorila nasceu, se alimentou do leite da mãe e se desenvolveu. Ela tornou-se adulta e se reproduziu com um gorila macho. A partir da reprodução, o filhote se desenvolveu dentro do corpo da mãe por cerca de oito meses e meio até nascer. Todo ser vivo envelhece e morre. Com a gorila não foi diferente. Entretanto, os gorilas continuarão existindo, já que o filhote dela e os filhotes de outras fêmeas vão se desenvolver e iniciar esse ciclo novamente. 2 3 4 1 O estudante pode desenhar um galo ou uma galinha. 8 centímetros 5656 Orientações didáticas Inicialmente, leia com a turma o texto inicial e reforce que o ciclo de vida é uma característica dos seres vivos, não apenas dos animais. Relem- bre que as plantas, estudadas no vo- lume 2, também nascem, crescem, podem se reproduzir e morrem. A discussão sobre o ciclo de vida dos animais apresentados permite desenvolver a habilidade EF03CI05 ao estimular a descrição e a comuni- cação das alterações no corpo dos animais durante o desenvolvimento, desde o momento em que nascem. Use os exemplos representados para mostrar diferentes tipos de reprodu- ção, considerando aqueles que en- volvem a participação de indivíduos de sexos diferentes (reprodução se- xuada) e aqueles em que um único indivíduo consegue dar origem a outros (reprodução assexuada). Em consideração ao nível escolar, os ter- mos “reprodução sexuada” e “asse- xuada” não são apresentados, tampouco o conceito de gametas, envolvidos na forma sexuada de re- produção. No caso das minhocas, elas são animais hermafroditas, ou seja, cada indivíduo tem órgãos reprodu- tores femininos e masculinos, e a fe- cundação é cruzada, envolvendo dois indivíduos. Existem animais herma- froditas em que um indivíduo realiza autofecundação, como as tênias. Atividade 1 A atividade mostra o pintinho que, provavelmente, é familiar aos estu- dantes e permite o levantamento dos conhecimentos prévios sobre desen- volvimento de um animal. Observe os desenhos e verifique se os estu- dantes desenharam galos ou galinhas como o animal adulto.Comente com a turma que ambas as respostas estão corretas. Embora o sexo do pintinho já esteja definido desde a formação da primeira célula (o zigoto), só é pos- sível diferenciar visualmente machos e fêmeas à medida que o animal cres- ce e se desenvolve. 90 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 90P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 90 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Im a g e n s : Id re a m p h o to /S h u tt e rs to ck 2 3 1 5 4 Laura D ts /S hu tt e rs to ck broto No corpo da esponja-do-mar podem se formar brotos, que se desprendem e dão origem a uma nova esponja. Em muitas espécies animais, os filhotes são formados com a participação do macho e da fêmea, que dependem um do outro para se reproduzir. É assim que acontece, por exemplo, com o galo e a galinha e com os gorilas macho e fêmea. Em outras espécies, dois indivíduos geram filhotes, mas não existem machos e fêmeas. É o caso das minhocas. Existem também animais cujo processo de reprodução não envolve dois indiví- duos: o próprio animal pode se reproduzir sozinho. Um exemplo é a esponja-do-mar, como mostra o esquema a seguir. 2. Reúna-se com um colega e retomem os exemplos de ciclos de vida estudados anteriormente para responder às questões. a) Por que a reprodução é uma fase do ciclo de vida importante para o futuro de uma espécie? Porque ela possibilita a formação de novos indivíduos, que crescem e se reproduzem, garantindo a continuidade da espécie ao longo do tempo. b) Que diferença existe entre o nascimento do pintinho e o do filhote de gorila? O pintinho nasce de um ovo. O filhote de gorila nasce do corpo da mãe. Consulte as Orientações didáticas. c) Qual é a diferença entre o processo de formação de um novo indivíduo de gorila e de esponja-do-mar? O filhote de gorila se forma a partir do macho e da fêmea. O broto de esponja-do-mar surge a partir do corpo de um único indivíduo. Elementos representados fora de proporção. 60 centímetros 5757 Orientações didáticas Atividade 2 Utilize a atividade para verificar como os estudantes compreendem e comparam os ciclos de vida dos animais apresentados: galinha, gorila e esponja-do-mar. b) A diferença entre os animais ovípa- ros, como as galinhas, e os vivípa- ros, como o gorila, será retomada a seguir, na continuação do tópico. c) Se necessário, esclareça o signifi- cado da palavra indivíduo, termo muito usado no estudo dos seres vivos para se referir a um único or- ganismo, de determinada espécie. 91 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 91P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 91 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Existem também animais cujos filhotes se desenvolvem dentro de ovos que não são libe- rados no ambiente, desenvolvendo-se dentro do corpo da fêmea. Quando os filhotes com- pletam o desenvolvimento, eles saem dos ovos e do corpo da mãe. Esses animais são chamados ovovivíparos. A sucuri é um exemplo de animal ovovivíparo. Os animais cujos filhotes se desen- volvem dentro do corpo da fêmea são chamados vivíparos. Durante sua forma- ção, o filhote fica protegido, recebendo alimento e gás oxigênio do organismo da mãe. Ali ele se desenvolve até o final da gestação. Os gorilas, que estudamos an- teriormente, são vivíparos, assim como os porcos, mostrados na fotografia ao lado. O porco é um animal vivíparo. Os porquinhos nascem ao sair do corpo da fêmea. Eles são menores, mas bem parecidos com o porco adulto. Percevejo sobre seus ovos. A sucuri é um animal ovovivíparo. 3. Use seus conhecimentos para responder às questões a seguir. a) Escreva o nome de um animal vivíparo que seja comum no lugar onde você vive: Resposta pessoal. b) Escreva o nome de um animal ovíparo que seja comum no lugar onde você vive: Resposta pessoal. c) Com a ajuda do professor, faça uma pesquisa para confirmar suas respostas anteriores. Corrija as respostas, se necessário. 4. E os seres humanos, são animais ovíparos ou vivíparos? Explique sua resposta. Os seres humanos são vivíparos, pois não há formação de ovo e o bebê se desenvolve dentro do corpo da mãe. Consulte as Orientações didáticas. e x o rz is t/ S h u tt e rs to ck 2 centímetros Os animais ovíparos são aqueles cujos fi- lhotes se desenvolvem dentro de ovos, que saem do corpo da fêmea. As aves, como a galinha, e a maioria dos insetos, como o per- cevejo, são animais ovíparos. A D R IA N D IA Z C A D A V ID /S h u tt e rs to ck Nynke van Holten/Shutterstock 1,3 metro 3 metros 5858 Orientações didáticas O estudo do ciclo de vida dos ani- mais envolve compreender as dife- rentes formas pelas quais os filhotes podem nascer. Neste momento, des- taca-se principalmente a diferença entre animais que nascem de ovos ou não, o que permite distinguir entre animais ovíparos e vivíparos e favo- rece o trabalho com a habilidade EF03CI06. Além disso, pelo exemplo do ciclo de vida do gorila, mostrado anteriormente, e pelo exemplo do porco com filhotes, espera-se que os estudantes percebam que, nesses animais, os filhotes são parecidos com os pais, o que permite o trabalho com a habilidade EF03CI05. Para trabalhar a fluência em lei- tura oral, solicite a leitura do texto e das legendas das fotografias em voz alta, revezando entre os estudantes. Atividade 3 Alguns exemplos de animais viví- paros que os estudantes podem citar são: gatos, cães, cavalos, boi/vaca. Quanto aos animais ovíparos, os es- tudantes podem citar: pombos, co- dornas, rolinhas, lagartixas, tartarugas, aranhas, moscas, mosquitos. Como o enunciado solicita exemplos de ani- mais comuns no ambiente próximo, essa atividade favorece o trabalho com a habilidade EF03CI04. Pode ser que alguns estudantes mencionem sapos ou peixes como animais ovíparos, por já terem visto ovos de um desses animais. O ciclo de vida de uma rã e de tubarões serão apresentados nas páginas seguintes, mas, neste momento, você pode con- firmar que esses animais são ovíparos, embora os ovos sejam gelatinosos, sem casca. Atividade complementar Texto sobre animais ovíparos e vi- víparos Para favorecer o trabalho com alfa- betização, peça aos estudantes que escrevam no caderno um texto expli- cativo diferenciando animais vivíparos e ovíparos, citando exemplos. Verifi- que a produção escrita – organiza- ção do texto, ortografia. Avalie o uso dos novos termos, como ovíparos e vivíparos, para verificar o desenvolvi- mento de vocabulário. Para saber mais • BRITES, A. D. Cuidado parental: como as dife- rentes espécies cuidam dos seus filhotes. Re- vista Eletrônica de Jornalismo Científico. Disponível em: https://tedit.net/2I2pra. Acesso em: 6 jul. 2021. Para seu aprofundamento, esse texto traz infor- mações sobre o cuidado parental e sua relação com o sucesso reprodutivo dos animais em que se observa esse comportamento. 92 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 92P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 92 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Entre os animais ovíparos, existem aqueles cujos filhotes nascem do ovo já parecidos com os adultos e aqueles cujo ovo dá origem a uma larva, que é muito diferente do animal adulto. A maioria dos insetos, após sair dos ovos, passa por um processo chamado metamorfose, no qual ocorrem mudanças no corpo até chegar à fase adulta. Exis- tem insetos com fases jovem e adulta muito diferentes entre si, como acontece com a mariposa. Outros insetos, como o percevejo, passam por uma metamorfose incompleta, em que as diferenças entre as fases jovens e a adulta não são tão grandes. Vamos conhecer esses exemplos a seguir. Além dos insetos, existem outros animais que passam por metamorfose em seu desenvolvimento, como os sapos, as rãs e as pererecas. O esquema a seguir mostraesse processo com as rãs. Im a g e n s : S h u tt e rs to ck / A rq u iv o d a e d it o ra Ovos sobre um galho. A lagarta sai do ovo, se alimenta e se desenvolve. A pupa é imóvel, não se alimenta e tem um casulo. Do casulo sai uma mariposa. Começa, assim, a fase adulta.Etapas do desenvolvimento de uma mariposa. A fase jovem, ou larva, é conhecida como lagarta. Ovos sobre uma folha. Percevejo jovem logo após sair do ovo. Percevejo jovem mais desenvolvido. Percevejo adulto. Etapas do desenvolvimento de um percevejo. Ovos em um lago. Girino sem pernas. Girino com pernas. Rã. Etapas do desenvolvimento de uma rã, que passa por metamorfose. O girino corresponde à fase de larva da rã. Nessa espécie, os girinos se desenvolvem na água. G e e rt W . d e V ri e s /S h u tt e rs to ck G e e rt W . d e V ri e s /S h u tt e rs to ck H W a ll/ S h u tt e rs to ck Elementos representados fora de proporção. Im a g e n s : R e p ro d u ç ã o / J .J . d a S ilv a /E m b ra p a L ill ia n T v e it /A la m y /F o to a re n a 8 centímetros 8 centímetros 1 centímetro 5959 Orientações didáticas Neste momento, os estudantes poderão comparar o desenvolvimen- to de alguns animais ovíparos, favo- recendo o trabalho com a habilidade EF03CI05. Inicialmente, questione os estudan- tes sobre quais as principais diferenças que eles conseguem observar entre a metamorfose completa e a incompleta. Nos insetos com metamorfose incom- pleta, geralmente a principal diferença entre o indivíduo jovem e o adulto, além do tamanho, é a maturação dos órgãos sexuais; os indivíduos jovens não conseguem se reproduzir. Em rela- ção aos animais com metamorfose completa, você pode ressaltar as dife- renças entre as fases larval e adulta, in- clusive na alimentação. No caso da mariposa, as lagartas se alimentam de folhas e os adultos se alimentam do néctar das flores. Na metamorfose de anfíbios as mu- danças se relacionam aos diferentes am- bientes: aquático, onde vive o girino, e terrestre, onde vive o adulto. O girino se desloca na água usando a cauda, que vai regredindo até a fase adulta. Ao mesmo tempo, as pernas se desenvolvem ao longo da vida do girino e estão desenvol- vidas no adulto, que caminha e salta no ambiente terrestre. Em muitas espécies de rãs, o adulto tem hábito semiaquático e nada com o movimento das pernas. Existem também algumas espécies de rãs, sapos e pererecas cujos girinos não se desenvolvem no ambiente aquático, mas dentro dos ovos gelatinosos. Para sistematização do tema, você pode distribuir aos estudantes a repre- sentação do ciclo de vida de uma bor- boleta e/ou de um sapo, com um espaço junto a cada etapa do ciclo. Nes- se espaço, os estudantes devem escrever uma frase curta explicando o que está representado. Verifique o uso dos novos termos aprendidos, como metamorfose e larva. Essa atividade favorece o traba- lho com produção escrita e desenvol- vimento de vocabulário. Para saber mais • THE WEIRD and wondeful metamorphosis of butterfly (A estranha e maravilhosa me- tamorphose da borboleta). [S. l.: s. n.], 1 mar. 2018. Publicado pelo canal Ted-Ed. Dispo- nível em: https://tedit.net/fPjxoP. Animação que descreve as mudanças que ocorrem em insetos com metamorfose completa, como a borboleta. Também é discutido como esse processo contribuiu para a sobrevivência dos insetos ao longo do tempo. O vídeo é em inglês, mas está disponível legenda em português. • CICLO de vida do sapo. [S. l.: s. n.], 11 set. 2017. 1 vídeo (3 min 16). Publicado pelo canal Designmate Pvt. Ltd. - Official. Dispo- nível em: https://tedit.net/RDZ56C. Animação que você pode apresentar à tur- ma para ilustrar a metamorfose do sapo. • BUTTERFLY: a life (Borboleta: uma vida). [S. l.: s. n.], 15 out. 2010. 1 vídeo. (2 min 01 s). Publicado pelo canal National Geographic. Disponível em: https://tedit.net/QpLWgS. Este vídeo traz a filmagem acelerada do desenvolvimento de uma borboleta-mo- narca, do ovo ao indivíduo adulto, e você pode apresentá-lo à turma. Acesso em: 6 jul. 2021. 93 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 93P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 93 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. 5. Compare os esquemas a seguir, que representam o desenvolvimento de duas espécies de tubarão. a) Responda às perguntas a seguir com “sim” ou “não”. • Há produção de ovos nas duas espécies? Sim • Nas duas espécies, a reprodução acontece com a participação de um macho e uma fêmea? Sim • Nas duas espécies, o tubarão jovem é muito diferente do adulto? Não b) Classifique esses tubarões como vivíparos, ovíparos ou ovovivíparos. Tubarão-gato: ovíparo . Tubarão-branco: ovovivíparo . c) Justifique as respostas que você escreveu no item anterior. Os ovos são liberados pela fêmea no fundo do mar. O jovem tubarão sai do ovo entre cinco e onze meses após a fecundação. Esquema do desenvolvimento do tubarão-gato. Cores fantasia. Os filhotes saem de ovos que estão dentro do corpo da fêmea. Eles se alimentam de outros ovos que não se desenvolveram no corpo da mãe. Depois de onze meses, os filhotes nascem e são semelhantes aos adultos. Esquema do desenvolvimento do tubarão-branco. Cores fantasia. Tubarão-gato Tubarão-branco fêmea fêmea macho macho tubarão em desenvolvimento cápsula protetora ovo Elementos representados fora de proporção. Il u s tr a ç õ e s : P a u lo M a n zi /A rq u iv o d a e d it o ra ambiente e os filhotes se desenvolvem no ovo, fora do corpo dela. O desenvolvimento dos filhotes de tubarão-branco ocorre dentro dos ovos, que permanecem no corpo da fêmea. A fêmea do tubarão-ga- to deposita os ovos no 6060 Orientações didáticas As atividades 5, 6 e 7 permitem sistematizar o que foi estudado sobre o desenvolvimento dos animais, re- forçando o trabalho com a habilidade EF03CI05. Atividade 5 Ao solicitar a comparação entre o desenvolvimento de duas espécies de tubarão, a atividade favorece tam- bém o trabalho com a habilidade EF03CI06. Verifique se os estudantes compreenderam a diferença entre animais ovíparos e ovovivíparos pela interpretação das imagens e pela apli- cação do que estudaram anterior- mente. Ressaltamos que o foco não deve estar na memorização desses termos, mas na habilidade de com- parar as informações sobre o desen- volvimento de cada tubarão. Para saber mais Mosquito - Aedes aegypti [...] O macho, como de qualquer es- pécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separada- mente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condi- ções de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tor- nam negros e brilhantes. Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a co- locar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ci- clo evolutivo, transmitirão a doença. Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, en- tra em contato com os ovos que eclodem 94 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 94P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 94 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Luciano Cosmo/S hutt ers to ck A fêmea deposita os ovos próximos à superfície da água limpa e parada. Im ag e n s: C ry st al E ye S tu d io / S h u tt e rs to ck Os ovos se desenvolvem em contato com a água. O adulto sai da pupa e vive no ambiente terrestre. 6. Observe as imagens a seguir e leia as informações do ciclo de vida do mos- quitoAedes aegypti. Depois, responda às questões. a) Escreva o nome das fases de vida do mosquito que podem ser encontradas na água. Ovo, larva e pupa. b) Descreva o ciclo de vida do mosquito usando a palavra “metamorfose”. O mosquito se desenvolve por metamorfose: a larva sai do ovo e se transforma na pupa, que se desenvolve no adulto. c) Esse mosquito transmite doenças ao ser humano, como a dengue. Por que eli- minar os pontos de água parada no quintal e no jardim é uma medida impor- tante para combater a dengue? Converse com os colegas. 7. Com base nas imagens a seguir e em seus conhecimentos, descreva as fases da vida de um ser humano desde o nascimento. Consulte as Orientações didáticas. Consulte as Orientações didáticas. Elementos representados fora de proporção. Ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti. Cores fantasia. New Africa/Shutterstock Fernanda_Reyes/Shutterstock VaLiza/Shutterstock VH-studio/Shutterstock Paul Biryukov/Shutterstock Jaroslav Monchak/Shutterstock Heiko Keira/Shutterstock De cada ovo sai uma larva.Pupa 6161 Orientações didáticas Atividade 6 Pergunte aos estudantes se já ouvi- ram falar no Aedes aegypti e comente que a fêmea desse mosquito é trans- missora da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. Comente, tam- bém, que conhecendo o ciclo de vida do mosquito é possível saber como reduzir a população do inseto: acaban- do com os criadouros de ovos e larvas. Com isso, as doenças transmitidas pe- lo mosquito podem ser controladas. Para seu aprofundamento, consulte o boxe Para saber mais a seguir. b) Alguns estudantes podem ser mais específicos quanto ao tipo de meta- morfose, indicando que é um exem- plo de metamorfose completa. c) A fêmea coloca os ovos em superfí- cies próximas à água limpa e parada, onde novos mosquitos se desenvol- vem. A eliminação desses focos dimi- nui as chances de desenvolvimento e nascimento de novos mosquitos. Atividade 7 Nesta atividade, os estudantes de- vem mobilizar a habilidade de descrever e comunicar ao reconhecer as altera- ções que ocorrem no desenvolvimento dos seres humanos. Logo que nasce, o ser humano é um bebê e se alimenta de leite materno. O bebê cresce e se desenvolve, tornando-se uma criança. O crescimento e as mudanças no corpo continuam até a adolescência e a fase adulta. O adulto envelhece e torna-se um idoso. As fases da vida foram abor- dadas no volume 1 desta coleção e esta atividade permite retomar o tema. Como complemento à atividade, distribua aos estudantes uma folha avulsa com cinco colunas ou cinco qua- dros, um para cada fase da vida do ser humano (bebê, criança, adolescente, adulto e idoso). Peça que façam um desenho representando cada fase e incentive cada estudante a lhe explicar como caracterizou cada uma delas em seus desenhos. Ao final, exponha os desenhos no mural da sala de aula. em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e [adulto] [...]. O Aedes aegyptipõe seus ovos em re- cipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ain- da criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores. [...] Estudos demonstram que, uma vez infectada – e isso pode ocorrer numa única inseminação –, a fêmea transmitirá o vírus por toda a vida, ha- vendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nasce- rem portadoras do vírus. Governo do Estado do Espírito Santo. Secretaria de Estado da Saúde. Mosquito Aedes Aegypti. Disponível em: https://tedit.net/b9Bc3n. Acesso em: 6 jul. 2021. 95 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 95P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 95 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. CLASSIFICANDO OS ANIMAIS CAPÍTULO 66 O que é classificar? Sofia é costureira e precisa organizar seus materiais de trabalho: fita métrica, linhas, agulhas, alfinetes, botões, alfinete de segurança, tesouras e fitas. Como você faria para organizar esses materiais em três caixas pequenas? 1. Escreva os nomes dos materiais que você colocaria em cada caixinha. Dê um nome para cada conjunto de materiais. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. Nome NomeNome 2. Reúna-se com um colega e comparem os sistemas de organização que vocês criaram. Vocês organizaram os materiais de costura da mesma maneira? 3. Explique para o colega quais características você observou para fazer a separa- ção dos materiais em três conjuntos. Resposta pessoal. 4. Tem alguma situação do dia a dia em que você costuma organizar objetos em categorias? Qual? Converse com as pessoas que convivem com você sobre como a organização de objetos em categorias pode facilitar a rotina. Para casa Resposta pessoal. Respostas pessoais. Sofia é costureira e precisa organizar seus materiais de trabalho: Im a g e n s : O lg a N ik /S h u tt e rs to ck ; T y m o n k o G a ly n a /S h u tt e rs to ck três caixas pequenas? Elementos representados fora de proporção. 6262 Orientações didáticas Neste capítulo, prosseguimos o estudo com o objeto de conhecimen- to características e desenvolvimento dos animais, tendo como foco o tra- balho com a habilidade EF03CI06. É importante ressaltar que o con- ceito de espécie é apresentado com adequação ao nível escolar, destacan- do as semelhanças entre os indivíduos e a capacidade de gerar descendentes. Nos Anos Finais do Ensino Fundamen- tal, o conceito de espécie é associado à história evolutiva dos seres vivos. Atividade 1 A proposta de organizar materiais de costura em conjuntos é uma forma de desenvolver a compreensão do que é um critério de classificação, que será necessária para o estudo da orga- nização dos animais em grupos de acordo com suas características. Espe- ra-se que os estudantes classifiquem os materiais estabelecendo um crité- rio, como o tamanho ou a finalidade dos objetos. Nesse último caso, os estudantes podem organizar, por exemplo, um conjunto com botões, outro conjunto com linhas e um ter- ceiro com os instrumentos (tesoura, fita métrica, alfinetes e agulhas). Per- gunte aos estudantes qual seria a im- portância da organização desses objetos para a costureira – eles podem mencionar que ela encontraria mais facilmente os objetos e seu trabalho seria mais eficiente. Você pode promover uma ativida- de prática em que os estudantes, em grupos, criam um sistema de organi- zação dos materiais escolares, ou ou- tras categorias de objetos que você providenciar. Ao final, cada grupo po- de apresentar aos colegas os conjun- tos criados, explicando os critérios utilizados. Caso queira ampliar o trabalho com a alfabetização, peça aos estudantes que escrevam os itens de cada conjun- EM FOCO Competências gerais 1 e 2 Competências específicas 2 e 3 Habilidade EF03CI06 to em ordem alfabética, favorecendo o trabalho com conhecimento alfabético. Identifique pos- síveis defasagens na escrita e/ou na organização da ordem alfabética. Nesse caso, faça intervenções e promova diferentes oportunidades de escrita com os conteúdos trabalhados para remediação de defasagens na alfabetização. Atividade 2 Estimule os estudantes a identificar seme- lhanças e/ou diferenças entre as formas de or- ganização propostas por eles. Pergunte-lhes se tinham pensado em algum dos critérios adota- dos pelos colegas, se consideram algum deles mais ou menos eficiente e por quê. Atividade 4 Sugerimos que esta atividade seja realizada em casa, registrando exemplos de organização de objetos ou materiais no caderno, e em co- laboração com os responsáveis. Os estudantes podem mencionar a forma como organizam 96 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd96P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 96 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Caixa de costura. u n k a s _ p h o to /i S to ck p h o to /G e tt y I m a g e s Nós separamos e organizamos objetos em conjuntos rela- cionados a diversas situações do dia a dia. A costureira Sofia, por exemplo, pode usar uma caixa de costura, com diversos compartimentos internos, para organizar seus materiais. As- sim, será mais fácil para ela encontrar determinado objeto durante o trabalho. Além disso, ela poderá evitar acidentes com agulhas e alfinetes se guardar esses materiais em um local seguro quando não estiver trabalhando. Para organizar objetos em conjuntos ou grupos, escolhemos um critério, ou seja, uma característica que permita fazer comparações e separar categorias. A costureira poderia separar os carretéis de linha por cor ou espessura do fio, por exemplo. A cor e a espessura do fio são dois critérios diferentes. Para organizar o estudo da diversidade de seres vivos, os cientistas também utilizam um sistema de classificação com base em determinados critérios. Esse sis- tema é organizado de acordo com semelhanças e diferenças entre os seres vivos. A espécie é uma categoria de classificação que agrupa seres semelhantes, que podem se reproduzir e gerar descendentes. Os indivíduos da mesma espécie com- partilham semelhanças porque surgiram do mesmo grupo. Desde o início desta unidade, vimos muitos exemplos de animais, que repre- sentam uma pequena amostra da enorme diversidade de espécies conhecidas pe- los cientistas. A cada ano, são descobertas cerca de 18 mil espécies de seres vivos e, desse total, 15 mil são animais. Os cientistas afirmam que apenas uma pequena parte da diversidade de animais é conhecida e alguns calculam que, atualmente, o total de espécies animais seja de quase 8 milhões. A rc h iv e P L /A la m y /F o to a re n a Cada um desses besouros representa uma espécie diferente. São conhecidas cerca de 400 mil espécies de besouros no mundo. O maior besouro da fotografia tem cerca de 12 centímetros de comprimento. 6363 Para saber mais • COSTA, H. C. Quantas espécies de animais existem? Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: https://tedit.net/oQHbYC. Texto que discute os conceitos de espécie e nome científico e mos- tra qual grupo de animais tem o maior número de espécies já ca- talogadas. Os dados apresentados no Livro do Estudante a respeito do número de espécies descober- tas ao ano e da estimativa do total de espécies animais foram obtidos desse artigo. Você pode organizar a leitura do texto com a turma como parte do trabalho para com- preensão do que é uma espécie. • WHY ARE there so many insects? (Por que existem tantos inse- tos?). [S. l.: s. n.], 1o mar. 2016. 1 vídeo (4 min 43 s). Publicado pe- lo canal TED-Ed. Disponível em: https://tedit.net/PerSd1. Para seu aprofundamento, veja essa animação que discute por que os insetos são o grupo com maior número de espécies já ca- talogadas, destacando as princi- pais características que favorecem sua sobrevivência. É possível ativar legendas em português. Acesso em: 6 jul. 2021. os alimentos na geladeira ou os brinquedos, por exemplo. Ao conversar com as pessoas de seu convívio sobre a atividade, os estudantes podem desenvolver a oralidade e a capacida- de de comunicar um tema. 97 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 97P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 97 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Vamos organizar os animais? Identificar as semelhanças e as diferenças entre os seres vivos facilita a organi- zação deles em grupos. Desse modo, fica mais fácil estudá-los. Os cientistas utilizam critérios específicos para classificar os animais. Alguns de- les serão estudados mais adiante neste capítulo. Neste momento, você vai fazer uma atividade para classificar ou organizar animais de diferentes espécies. Será que a organização dos animais em grupos muda de acordo com o critério utilizado? Como fazer 1. Observe com atenção as fotografias dos animais a seguir. Consulte as Orientações didáticas. PENSANDO E PRATICANDO R e n a to S o a re s /P u ls a r Im a g e n s 35 centímetros R e p ti le s 4 a ll/ S h u tt e rs to ck 12 centímetros M ir c e a B e ze rg h e a n u /S h u tt e rs to ck 55 centímetros Papagaio. Lacraia. Lagarto. Abelha. Morcego. Tucano. K u ri t a fs h e n /S h u tt e rs to ck N u w a t P h a n s u w a n /S h u tt e rs to ck 1 4 5 6 2 3 H W a ll/ S h u tt e rs to ck 30 centímetros 1 centímetro 20 centímetros 6464 Orientações didáticas Esta seção propõe uma atividade prática que favorece o trabalho com a habilidade EF03CI06. Além disso, apresentar a importância da classifi- cação para as Ciências da Natureza favorece o desenvolvimento da com- petência geral 2 e da competência específica 2. Inicialmente, peça aos estudantes que comparem as características dos animais, com base nas imagens apre- sentadas. Se julgar necessário, faça algumas perguntas sobre os animais para auxiliar na comparação, tais co- mo: “O que esses animais têm em comum?”, “Como é possível diferen- ciá-los?”, “Em que tipo de ambiente vivem?”, “Como eles se locomovem?”. Ressalte que os animais mostra- dos nas imagens têm tamanhos dis- tintos e incentive os estudantes a comparar as escalas, em um trabalho com numeracia. Se julgar oportuno, antes de iniciar a atividade de classi- ficação, peça que identifiquem a ordem crescente de comprimento e registre na lousa. 98 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 98P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 98 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM 2. Reúna-se com um colega e organizem os animais em grupos, seguindo os critérios que estão no quadro a seguir e usando suas observações e seus co- nhecimentos. Escreva os números das fotografias na segunda coluna. Animais com penas 1 e 4 Animais com pelos 3, 7, 9 e 10 Animais que voam 1, 3, 4 e 5 Animais com pernas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 9 Animais com escamas 6 e 8 Animais com antenas 2 e 5 3. Na atividade anterior vocês classificaram os animais de acordo com caracterís- ticas do corpo. Agora, que tal classificá-los segundo o tipo de ambiente onde vivem? Escrevam no caderno como ficaria essa classificação. 4. Agora, que tal formar outros grupos com esses animais usando critérios dife- rentes? Formem quantos grupos quiserem e registrem no caderno. Consulte as Orientações didáticas. Consulte as Orientações didáticas. M P c z/ S h u tt e rs to ck H o b S p ill a n e /S h u tt e rs to ck 1 metro 60 centímetros H o b S p ill a n e /S h u tt e rs to ck L iq u id P ro d u c ti o n s , L L C /S h u tt e rs to ck 2,5 metros Lobo-guará. Peixe. Macaco-prego. Peixe-boi. 7 8 8109 20 centímetros 6565 Orientações didáticas As atividades 3 e 4 favorecem o trabalho com desenvolvimento de vocabulário e produção escrita. Verifique se os estudantes utilizam o vocabulário científico e faça interven- ções na escrita, caso necessário. Atividade 3 Os estudantes podem propor a classificação em dois grupos: animais de ambientes terrestres (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9 e 10) e animais de ambientes aquáticos (8 e 10). É possível que os estudantes sugiram outros critérios, ou seja, aspectos mais específicos do ambiente, como animais que estão no solo e animais que estão no ar, ou seja, aqueles que conseguem voar. Analise as sugestões e peça a eles que expliquem o critério utilizado na classificação. Atividade 4 Os estudantes podem propor dife- rentes critérios de classificação, por exemplo: animais ovíparos e animais vivíparos; animais com até 30 centí- metros de comprimento e animais commais de 30 centímetros de com- primento; animais que pertencem ao grupo dos insetos e animais que não pertencem. Os estudantes que dese- jarem podem buscar informações sobre os animais apresentados, con- sultando livros ou sites, e elaborar os agrupamentos de animais conside- rando também essas informações. 99 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 99P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 99 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Vertebrados ou invertebrados? Um modo comum de agrupar os animais é pela presença ou pela ausência de coluna vertebral e crânio. Os animais que têm essas estruturas são chamados animais vertebrados. Os cientistas tam- bém chamam esses animais de craniados. Além do crânio e da coluna vertebral, os vertebrados têm outras características em comum. Os cientistas interpretam essas semelhanças como uma evidência de que eles se originaram do mesmo grupo, no passado da vida na Terra. Os animais que não têm crânio ou coluna vertebral são chamados animais invertebrados. Eles pertencem a diversos grupos, e os cientistas não consideram que eles tenham se originado de um único grupo de animais do passado da Terra. Animais invertebrados Os animais invertebrados são os mais numerosos e diversificados que existem. Observe alguns exemplos nas imagens a seguir. 1 centímetro F a b io C o lo m b in i/ A c e rv o d o f o tó g ra fo 7 centímetros J o ã o P ru d e n te /P u ls a r Im a g e n s 40 centímetros W a s a n R it th a w o n /S h u tt e rs to ck 25 centímetros C igdem S ean C ooper/ S hutterstock Os besouros têm esqueleto externo. As ostras têm corpo mole e uma concha rígida, formada por duas partes. Os caranguejos têm esqueleto externo. As águas-vivas têm o corpo mole e não possuem esqueleto. As estrelas-do-mar têm um esqueleto interno, que não forma uma coluna vertebral. S p a y d e r p a u k _ 7 9 /S h u tt e rs to ck coluna vertebral: conjunto de ossos, as vértebras, que sustenta outras partes do esqueleto. crânio: conjunto de ossos da cabeça. 7 centímetros 6666 Orientações didáticas Leia com os estudantes o texto ini- cial e faça perguntas para verificar se eles compreenderam o que diferencia animais vertebrados de invertebrados. Neste e nos tópicos seguintes, o es- tudo das características dos animais mobiliza a competência geral 1 e competência específica 3. É importante ressaltar aos estu- dantes que os cientistas não esco- lhem aleatoriamente os critérios de classificação dos seres vivos. Sem o aprofundamento do tema, que não é adequado para esse nível escolar, comente que os critérios atuais de classificação dos seres vivos não são apenas relacionados às característi- cas físicas; são considerados diversos tipos de características que indicam as relações de parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos. Como o estudo da evolução dos seres vivos exige maior desenvolvimento do pensamento abstrato, ele é iniciado nos Anos Finais do Ensino Funda- mental e aprofundado no Ensino Médio. Por isso, neste momento, apenas comentamos no Livro do Estudante que há evidências de que os vertebrados surgiram do mesmo grupo animal no passado da Terra. Para sua informação, as propostas de classificação dos animais consi- deram características como anato- mia, desenvolvimento embrionário e moléculas. O reino animal é orga- nizado em filos e, embora existam diferentes propostas de classificação com variações no número de filos, o agrupamento dos vertebrados den- tro de um único filo, o filo dos cor- dados, é consenso entre os cientistas. Os animais que conhecemos como invertebrados – minhocas, insetos, tênias, lombrigas, águas-vivas, estre- las-do-mar e tantos outros – são classificados em diferentes filos. Por isso, o termo “invertebrado” não cor- responde a um agrupamento de um sistema de classificação científico. Após a leitura e discussão do texto, explore os exemplos de animais in- vertebrados e vertebrados. Como o foco, neste momento, é a observação e comparação de características mor- fológicas dos animais, a maioria deles é apresentada com a imagem do cor- po de forma isolada. Depois, retome à atividade Vamos organizar os ani- mais?, da seção Pensando e praticando, e peça aos estudantes que classifiquem os ani- mais representados em vertebrados e inverte- brados. São vertebrados: o papagaio, o lagarto, o peixe, o tucano, o lobo-guará, o morcego, o macaco-prego e o peixe-boi. São invertebrados: a lacraia e a abelha. Ao final da atividade, co- mente que, embora a maioria dos animais apre- sentados na atividade seja de vertebrados, os invertebrados correspondem à maioria das es- pécies de animais. 100 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 100P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 100 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Muitos invertebrados têm o corpo mole; outros possuem esqueleto externo rígido, que protege os órgãos internos. Os besouros, os caranguejos e as lacraias são exemplos de animais com esqueleto externo rígido. O besouro faz parte do grupo dos insetos, assim como a borboleta, a maripo- sa, a abelha, o percevejo, a formiga e muitos outros. É o grupo de invertebrados com maior número de espécies. Existem insetos com diferentes características, o que lhes permite estar presentes nos mais diversos ambientes, com exceção do mar. Muitos deles têm asas e são capazes de voar, o que não acontece com ani- mais de outros grupos de invertebrados. Animais vertebrados Os animais vertebrados são organizados em cinco grupos menores, de acordo com suas características comuns: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Esses grupos se baseiam em uma classificação que facilita entender certas di- ferenças entre eles. No entanto, lembre-se de que os cientistas utilizam outros critérios e, por isso, nem todos esses grupos são utilizados no sistema de classifi- cação científico. Conheça a seguir um representante de cada um desses grupos de vertebrados. O sapo é um anfíbio. A piraputanga é um peixe. O pombo é uma ave. O jacaré é um réptil.O gato é um mamífero. Vitalii Hulai/Shutterstock 16 centímetros Gallinago_m edia/ Shutterstock 15 centímetros 5 s e c o n d S tu d io / S h u tt e rs to ck 45 centímetros Eric Isselee/Shutterstock 3 metros A piraputanga é um peixe. M a rc o s A m e n d / P u ls a r Im a g e n s 45 centímetros 6767 Atividade complementar Mapa conceitual Os estudantes podem criar mapas conceituais para auxiliar no estudo das características dos animais vertebrados e dos invertebrados. Explique à turma que o mapa de conceitos é um esquema que mostra as relações entre os temas que es- tão sendo estudados e, ao fazer o mapa, podemos verificar o que aprendemos sobre algum assunto. Inicie fazendo uma lista dos conceitos, por exemplo: animais, invertebrados, vertebrados, crânio e co- luna vertebral. Faça o mapa na lousa, explicando o passo a passo: os nomes dos conceitos são escritos em quadros e uma seta liga um quadro a outro; junto a cada seta, é escrita a relação entre os conceitos. Em consideração ao nível es- colar, sugerimos a ligação de um concei- to a apenas um ou dois conceitos, como neste modelo: Como s‹o os animais? animais vertebradosinvertebrados crânio coluna vertebral podem ser não têm têm Mostre aos estudantes a leitura do mapa conceitual, escrevendo frases rela- cionadas, como: “Os animais podem ser invertebrados.”; “Os animais podem ser vertebrados.”; “Os vertebrados têm crânio e coluna vertebral.”; “Os invertebrados não têm crânio ou coluna vertebral.”. Peça a eles que copiem o mapa conceitual no caderno e acrescentem o nome de alguns animais, para fazer a ligação com os conceitos “invertebra- dos” ou “vertebrados”.No estudo dos demais tópicos, os estudantes podem fazer no caderno seus próprios mapas conceituais. Depois a turma poderá criar um mapa concei- tual coletivo, para ficar exposto em sala de aula. Essa atividade contribui para sistematizar o conhecimento e desen- volver a produção escrita. Para seu aprofundamento sobre ma- pas conceituais, consulte o material: • SILVA, C. D. D.; ALMEIDA, E. A. Su- gestões didáticas para exploração de mapas conceituais na formação pedagógica: evidenciando conteú- dos biológicos. Universidade Federal do Rio Grande do Nor- te. Natal, 2018. Disponível em: https://tedit.net/0v83dn. Acesso em: 6 jul. 2021. 101 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 101P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 101 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Peixes Os peixes são vertebrados que vivem na água. A maioria dos peixes respira por brânquias e tem o corpo coberto por escamas. Eles se locomovem movimentando as nadadeiras. Muitos peixes têm o esqueleto formado por ossos, como a sardinha, o lambari, a piranha, a piraputanga, o cavalo-marinho e o peixe-papagaio. Já outros, como os tubarões e as arraias, têm o esqueleto formado por cartilagem, que é um material mais flexível do que o osso. crânio coluna vertebral B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Anfíbios Os anfíbios são os sapos, as rãs, as pererecas, as salamandras e as cecílias. Eles têm a pele úmida e lisa, sem escamas. Esses animais podem respirar pela pele e pelos pulmões. Quando o ambiente está muito seco, os anfíbios podem perder água através da pele. Existem anfíbios que vivem em ambiente terrestre e se reproduzem na água doce. Outros passam a vida no ambiente aquático, enquanto alguns vivem apenas no ambiente terrestre. Todos os anfíbios passam por metamorfose em seu desenvolvimento. Do ovo gelatinoso, sem casca, nasce uma larva que se transforma gradualmente no ani- mal adulto. A larva de sapos, rãs e pererecas é chamada de girino. Na maioria das espécies, o girino se desenvolve na água e respira por brânquias. Ao longo da me- tamorfose, as brânquias desaparecem e formam-se os pulmões, além de ocorrerem outras mudanças no corpo do animal. Representação de esqueleto de peixe com destaque para a coluna vertebral. Cores fantasia. O peixe-papagaio respira por brânquias. As setas indicam a entrada e a saída da água no corpo do peixe em sua respiração. Elementos representados fora de proporção. J e s u s C o b a le d a /S h u tt e rs to ck A água, com gás oxigênio dissolvido, entra pela boca. A água sai por aqui, passando pelas brânquias. 30 centímetros 6868 Orientações didáticas No estudo de cada grupo de verte- brados, sugerimos a leitura dos textos do livro com os estudantes e a discus- são das características do grupo. Re- forçando o trabalho com a habilidade EF03CI06, a apresentação dos grupos de vertebrados destaca a presença do crânio e da coluna vertebral em todos eles, por meio de ilustrações represen- tando o esqueleto. Explique o significado dos novos termos apresentados. No estudo dos peixes e dos anfíbios, esses termos podem ser: brânquias, escama, carti- lagem, pulmões. As explicações de- vem ser simples e adequadas ao nível escolar – por exemplo: os pulmões dos anfíbios têm a mesma função dos pulmões humanos, porém são mais simples em sua estrutura. Você pode comentar que, entre os peixes e anfíbios, existem espécies ovíparas e espécies ovovivíparas, re- tomando o que foi estudado no ca- pítulo anterior. No estudo dos anfíbios, retome o significado de me- tamorfose e o ciclo de vida da rã. Para favorecer o trabalho com de- senvolvimento de vocabulário, você pode orientar a elaboração de verbetes no glossário científico da turma, confor- me proposto no tópico Glossário cientí- fico na Parte geral deste Manual. Se houver livros ou computador com acesso à internet, os estudantes podem consultar textos e imagens para saber mais sobre as estruturas cujos nomes serão colocados no glossário científico. Oriente a pesquisa em fontes adequa- das ao nível escolar. Para a sistematização dos concei- tos, você pode orientar a atividade dos mapas conceituais sugerida na Atividade complementar do tópico anterior. Uma opção é pedir aos es- tudantes que organizem uma tabela destacando as principais característi- cas de cada grupo. Nessa tabela, eles podem descrever o tipo de ambiente em que os animais do grupo podem ser encontrados, características do corpo, classificação em vivíparos, ovo- vivíparos e ovíparos, e exemplos de representantes de cada grupo. Em relação aos anfíbios, as cecílias são animais pouco conhecidos e, muitas vezes, confundidos com ser- pentes, que fazem parte do grupo dos répteis. Na seção Para saber mais indicamos um texto com informa- ções sobre as cecílias. Para saber mais • COSTA, H. C. Bicho da Vez. Universidade Fede- ral de Viçosa: Museu de Zoologia João Moojen. Disponível em: https://tedit.net/8Yuwft. Acesso em:6 jul. 2021. Para seu aprofundamento, consulte o link para mais informações sobre as cecílias, tam- bém conhecidas como cobras-cegas. 102 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 102P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 102 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Répteis Os répteis têm a pele grossa, seca e coberta por escamas, que são diferentes das escamas dos peixes. As serpentes, os lagartos, os jacarés e as tartarugas são exemplos de répteis. A reprodução dos répteis ocorre por ovos com casca. Alguns animais desse grupo, como as tartarugas marinhas, vivem no ambiente aquático, mas sobem à superfície para respirar, pois todos os répteis respiram o ar pelos pulmões. Esta rã cuida dos ovos gelatinosos, que se desenvolvem nas águas de uma lagoa. crânio coluna vertebral Representação de esqueleto de jacaré com destaque para a coluna vertebral. Cores fantasia. O jacaré é ovíparo. Este pequeno jacaré está saindo do ovo. Os répteis não passam por metamorfose e já nascem semelhantes aos adultos. crânio coluna vertebral B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Representação de esqueleto de sapo com destaque para a coluna vertebral. Cores fantasia. M a tt e o p h o to s /S h u tt e rs to ck R u fo u s /S h u tt e rs to ck 6 centímetros Elementos representados fora de proporção. 30 centímetros 6969 Orientações didáticas No estudo dos répteis, bem como no estudo das aves e mamíferos (traba- lhados na página seguinte), retome o significado de conceitos apresenta- dos no capítulo anterior, como ovo, animal ovíparo e animal vivíparo. A maioria dos mamíferos é vivípara, mas existem mamíferos ovíparos: o orni- torrinco e a equidna, animais que vi- vem na Oceania. No caso dos répteis, você pode comentar que a maioria é ovípara, mas existem espécies ovovivíparas, como a sucuri, exemplo apresentado no capítulo anterior. Se julgar adequado, estabeleça uma comparação entre as ilustrações dos esqueletos de anfíbio, réptil, ave e mamífero para que os estudantes reconheçam que as asas da ave cor- respondem aos membros anteriores dos anfíbios, répteis e mamíferos. Co- mente que as asas dos insetos, como a borboleta ou a mosca, não têm ossos internos na estrutura e não po- dem ser comparadas às asas das aves, retomando a diferença entre verte- brados e invertebrados. 103 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 103P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 103 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Mamíferos Os mamíferos são animais cujas fêmeas produzem leite paraalimentar seus filhotes. Quando adultos, cada grupo de mamíferos tem um tipo de alimentação. O corpo dos mamíferos é coberto por pelos. As baleias, os golfinhos e os pei- xes-boi são mamíferos aquáticos que têm poucos ou quase nenhum pelo no corpo. O ser humano faz parte do grupo dos mamíferos, assim como os macacos, os morcegos, os cães, os porcos, os gatos, os lobos-guará e muitos outros. coluna vertebral crânio B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Representação de esqueleto de gato com destaque para a coluna vertebral. Cores fantasia. O esquilo é um mamífero com cauda bem desenvolvida. O pato-real pode voar, se mover na superfície da água e caminhar na terra. Representação de esqueleto de pombo com destaque para a coluna vertebral. Cores fantasia. Aves As aves têm asas, bico e o corpo coberto por pe- nas. A maioria das aves pode voar, mas há também espécies sem essa capacidade. O pinguim, por exem- plo, tem asas adaptadas à natação, mas não ao voo. A ema é outro exemplo de ave não voadora. Em certas partes do corpo de algumas aves que não são cobertas por penas, há escamas semelhantes às dos répteis. As aves também se reproduzem por ovos com casca. Elementos representados fora de proporção. crânio coluna vertebral B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra k o n u r/ S h u tt e rs to ck M e n n o S ch a e fe r/ S h u tt e rs to ck 50 centímetros 20 centímetros 7070 Orientações didáticas Neste momento, você pode suge- rir a consulta ao site Parque das Aves, indicado ao final da unidade, em Ve- nha descobrir!. Além de verificar quais são as aves-símbolo de cada estado do Brasil, os estudantes podem con- sultar outras categorias do site, como Biologia das aves (disponível em: https://tedit.net/KOcLpP. Acesso em: 6 jul. 2021), que traz curiosidades so- bre funções, estruturas e comporta- mentos das aves. Atividade complementar Telejornal animal Organize os estudantes em seis gru- pos. Cada grupo deve escolher um ani- mal diferente: um invertebrado, um peixe, um anfíbio, um réptil, uma ave e um mamífero. Se julgar oportuno, peça que o animal escolhido ocorra no Brasil. Os estudantes devem pesquisar curiosidades sobre o animal e elaborar uma reportagem para ser transmitida em áudio ou vídeo. Na reportagem, devem ser mencionadas algumas características do grupo ao qual o animal pertence – no caso do invertebrado, auxilie os estudan- tes na interpretação de informações so- bre o filo no qual ele é classificado. Peça aos estudantes que elaborem um texto para servir de roteiro à reporta- gem. Leia os textos e oriente os ajustes necessários antes da gravação do áudio ou vídeo. Caso não seja possível, a repor- tagem pode ser encenada na data mar- cada para apresentação. As reportagens dos grupos podem ser apresentadas como parte de um “telejornal”. Além de favorecer o desenvolvimen- to das competências gerais 4 e 5 e da competência específica 6, essa ativi- dade permite o trabalho com a habili- dade de Língua Portuguesa EF03LP22: Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de cam- panhas que possa ser repassados oral- mente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos. Para saber mais • Por que os animais são diferentes dos seres humanos?, Universidade das Crianças, Universidade Federal de Minas Gerais. Dis- ponível em: https://tedit.net/J8hSgW. Aces- so em: 6 jul. 2021. Essa animação apresenta, em linguagem ade- quada às crianças, as características que identi- ficam a espécie humana e informa que nós também somos animais. 104 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 104P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 104 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM • Leia o poema e responda às questões a seguir. O que disse o passarinho Um passarinho me contou Que o elefante brigou Com a formiga só porque Enquanto dançavam (segundo ele) Ela pisou no pé dele! Um passarinho me contou Que o jacaré se engasgou E teve de cuspi-lo inteirinho Quando tentou engolir, Imaginem só, um porco-espinho! [...] Um passarinho me contou Que a ostra é fechada, Que a cobra é enrolada Que a arara é uma cabeça oca, E que o leão-marinho e a foca... Xô, xô, passarinho, chega de fofoca! O que disse o passarinho, de José Paulo Paes. Um passarinho me contou. São Paulo: Ática, 1996. a) Contorne o nome dos animais no poema. b) Com ajuda do professor, escreva o nome dos animais citados no poema classi- ficando-os como invertebrados ou vertebrados. Invertebrados: formiga, ostra. Vertebrados: passarinho, elefante, jacaré, porco-espinho, cobra, arara, leão-marinho, foca. c) Considerando como critério a locomoção, como você agruparia os animais ci- tados no poema? Crie os grupos de forma colaborativa com os colegas, escre- vendo em uma folha à parte ou na lousa. Consulte as Orientações didáticas. d) Agora, leia o poema para uma pessoa do seu convívio e comente qual foi a fo- foca que o passarinho contou. Para casa Consulte as Orientações didáticas. Leia o poema e responda às questões a seguir. porco-espinho! [...] passarinho, chega de fofoca! O que disse o passarinho, de José Paulo Paes. . São Paulo: Ática, 1996. Il u s tr a ç õ e s : A l S te fa n o / A rq u iv o d a e d it o ra 7171 Caso seja necessário, você pode pe- dir aos estudantes que realizem uma pesquisa sobre os animais, orientan- do-os nesse processo e fornecendo fontes de pesquisa adequadas a faixa etária. c) Os estudantes podem agrupar os animais, com base na locomoção, como indicado a seguir: • voam: passarinho, arara; • rastejam: cobra; • andam: elefante, formiga, jacaré, porco-espinho; • nadam: jacaré, leão-marinho, foca; • não se locomovem: ostra. Os estudantes podem classificar alguns animais em mais de um grupo, como feito com o jacaré. Outros exemplos: as aves cami- nham quando não estão voando; a foca pode rastejar fora da água. Se possível, selecione na internet alguns vídeos curtos ou fotografias em que aparecem os animais men- cionados no poema para que os estudantes verifiquem sua forma de locomoção – ou, no caso da ostra, o fato de não se locomover. d) Para favorecer o trabalho com fluência em leitura oral, peça aos estudantes que leiam o poema em voz alta e avalie a compreensão leitora. Eles deverão localizar no texto a informação de qual foi a fofoca que o passarinho contou. A proposta de ler e comentar o poe- ma para uma pessoa do convívio promove o desenvolvimento da oralidade e do reconto. Caso julgue necessário, amplie o trabalho com a produção escrita, incentivando os estudantes a criar um pequeno poema, ou um verso, usando nomes de animais. A ativida- de pode ser individual, em duplas ou você pode elaborar um poema com a participação da turma e escrevê-lo na lousa, pedindo, depois, que co- piem o texto no caderno. A elabora- ção de poemas também favorece o trabalho com a consciência fono- lógica e fonêmica. Orientações didáticas Atividade Esta atividade favorece o trabalho com com- preensão de textos, por meio da interpretação do poema. Ela pode ser usada para reforçar os principais conceitos estudados sobre os animais neste capítulo. b) Auxilie os estudantes na classificação dos ani- mais citados em vertebrados ou invertebrados. 105 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 105P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 105 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Os animais no folclore Acompanhe a leitura do texto a seguir. Serpente [...] só no nome Nos meses de julho, entre os anos de 2006 e 2008, um amigo e eu apresentáva- mos um curso dirigido a produtores ruraissobre serpentes brasileiras. Alguém sempre perguntava sobre a “serpente com asas”, também conhecida como jaquiranaboia. Em muitas regiões, principalmente na Amazônia, este animal é temido pelas pessoas que vivem no campo. Elas acreditam que ele possui um veneno mortal e que resseca as árvores onde pousa. Tudo isso é lenda! A jaquiranaboia não tem veneno algum, nem é perigosa. Ali- menta-se da seiva de árvores, e é incapaz de ressecá-las. Mas por que a chamam de “serpente com asas”? A cabeça da jaquiranaboia possui um tipo de tromba, cujo formato lembra a cabeça de uma cobra. É por isso que tem quem ache que esse bicho é uma serpente alada! Só que, na verdade, trata-se de um inseto do grupo das cigarras. De serpente, a jaqui- ranaboia não tem nada além do nome, que em tupi-guarani quer dizer “cigarra-cobra”, por causa do aspecto de sua cabeça. Outros nomes populares, como jequitiranaboia, jitirana- boia, tiramboia e tiranaboia são uma variação da palavra jaquiranaboia, e têm o mesmo significado. [...] Serpente e lamparina só no nome, de Henrique Caldeira Costa. Ciência Hoje das Crianças, 1º jul. 2011. Disponível em: https://tedit.net/sZDqdf. Acesso em: 2 ago. 2021. seiva: líquido que circula pelo interior das plantas. alada: com asas. As asas abertas da jaquiranaboia parecem os olhos de uma coruja, o que pode afugentar outros animais. Jaquiranaboia com as asas fechadas. Dr Morley Read/Shutterstock Piotr Naskrecki/Minden Pictures/Fotoarena 10 centímetros 7272 REDE DE CONHECIMENTOS Orientações didáticas A seção Rede de conhecimentos promove a ampliação do tema es- tudado na unidade – as caracterís- ticas dos animais – por meio da abordagem do folclore brasileiro envolvendo animais. O folclore faz parte da cultura e, por isso, os estu- dantes devem conhecer contos, cantigas e outras manifestações folclóricas que têm animais como personagens. Incentive o compar- tilhamento de saberes e as oportu- nidades para retomar os temas estudados na unidade. Para saber mais • LAGO, A. A festa no céu: um conto do nosso folclore. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2008. Livro que narra o conhecido conto folclórico em que a tartaruga, mesmo sem asas, decide comparecer a uma festa no céu. Há versões do conto em que o personagem que deseja ir à festa é um sapo. • Conheça as lendas da Amazônia que mexem com o imaginário po- pular. Portal Amazônia. Disponível em: https://tedit.net/Zy2cfv. Nesse site, é possível encontrar lendas da região da Amazônia que fazem parte do folclore brasileiro. Algumas delas estão relacionadas aos animais e podem ser usadas como fonte de pesquisa para a Atividade 5. • LENDA do Boitatá: Turma do Folclore. [S. l.: s. n.], 9 ago. 2017. 1 vídeo (3 min 11 s). Publicado pelo canal Turma do Folclore. Disponível em: https://tedit.net/NpVpg3. Animação que conta a história do Boitatá, a serpente protetora da floresta. No canal Turma do Folclore é possível acessar outras anima- ções com histórias do folclore brasileiro. Acesso em: 6 jul. 2021. 106 P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 106P4_3_Vem_Voar_Ciencias_g23At_MP_072a113_MPU_U2.indd 106 8/14/21 6:58 PM8/14/21 6:58 PM 1. A jaquiranaboia é um animal invertebrado ou vertebrado? Explique sua respos- ta com base nas informações do texto. Invertebrado. O texto menciona que se trata de um inseto. 2. Uma característica da jaquiranaboia deu origem à crendice de que esse animal é venenoso. a) O que é crendice? Procure descobrir o significado da palavra pelas informa- ções do texto. Se precisar, consulte o dicionário. Crendice é uma crença ou superstição popular, sem base em fatos da realidade. b) Qual característica do animal deve ter dado origem a essa crendice? O formato da cabeça, que lembra o de uma serpente. Consulte as Orientações didáticas. 3. Na sua opinião, é importante saber que a crendice sobre a jaquiranaboia não é verdadeira? Por quê? Converse com os colegas. 4. Na fotografia que mostra a jaquiranaboia com as asas abertas, observamos uma estratégia de defesa da espécie contra predadores. a) O que protege a jaquiranaboia quando ela está com as asas abertas? O desenho das asas lembra os olhos de uma coruja, um animal bem maior, o que pode afastar os predadores da jaquiranaboia. b) Você conhece algum outro animal que tenha uma estratégia de defesa pareci- da? Conte para os colegas. Resposta pessoal. Consulte as Orientações didáticas. 5. As crendices fazem parte do folclore, assim como as lendas, as cantigas popu- lares, os trava-línguas, as danças folclóricas e muitas outras formas de expres- são. Você conhece alguma história do folclore que fale de um animal brasileiro? Se não conhecer, com a ajuda do professor, pesquise em livros ou na internet. Escolha uma história e represente-a com um desenho em uma folha à parte. Conte a história aos colegas, em uma roda de conversa. Respostas pessoais. Consulte as Orientações didáticas. Consulte as Orientações didáticas. predadores: animais que capturam outro animal, a presa, para se alimentar. 7373 Atividade 4 Existem diversos animais com características parecidas com as de outro animal e cuja semelhança re- presenta alguma vantagem na sua sobrevivência. A ação da jaquirana- boia de abrir as asas e intimidar o pre- dador por se assemelhar aos olhos de um animal maior é uma estratégia de defesa conhecida como compor- tamento deimático. Um animal com a mesma estratégia de defesa é a lagarta da mariposa-falcão (Daphnis nerii), que, ao se sentir ameaçada, in- fla os segmentos anteriores do corpo. Como há duas manchas nas laterais do corpo, a região anterior inflada se assemelha à cabeça de um animal maior, como a de uma serpente. Outro exemplo é a rã-de-quatro- -olhos (Physalaemus nattereri), que, ao se sentir ameaçada, infla a região pos- terior do corpo, onde há duas man- chas pretas. Na região inflada da rã, as manchas se assemelham a dois gran- des olhos, o que pode desencorajar o ataque de um predador. O peixe conhecido como baiacu realiza defesa semelhante, ao inflar o corpo perante ameaças. É possível que os estudantes men- cionem exemplos de defesa por mi- metismo, como o caso das serpentes conhecidas como falsas-corais. Elas têm coloração parecida com a das serpentes corais, que são peçonhen- tas. Como vivem na mesma região, os predadores podem evitar o ataque às serpentes com as cores típicas das corais, incluindo as falsas-corais. Atividade 5 Fazem parte do folclore as lendas, os contos populares, as cantigas, os trava-línguas, entre outras manifesta- ções. As conhecidas cantigas “Quem me ensinou a nadar”, “Sapo cururu”, “O sapo não lava o pé” são exemplos do folclore envolvendo animais. O conto popular “Festa no céu”, recon- tado por diversos autores, é outro exemplo. Veja essa e mais algumas sugestões no boxe Para saber mais. Veja exemplos de trava-línguas: • O rato roeu a roupa do rei de Roma. • Três pratos de trigo para três tigres tristes. • O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar. Organize a roda de conversa para que os estudantes apresentem seus trava-línguas e as histórias do folclore que pesquisaram. No momento das apresentações, avalie a fluência em leitura oral e a capacidade de reconto. peçonhentas). O formato da cabeça da jaqui- ranaboia, por lembrar a cabeça de uma ser- pente, possivelmente deu origem à crendice. No entanto, a jaquiranaboia é um inseto e não é venenoso nem peçonhento. Atividade 3 Os estudantes podem mencionar que a jaqui- rababoia é inofensiva. Essa informação pode evitar que o inseto seja morto por pessoas com medo infundado de que ele seja peçonhento. Orientações didáticas Atividade 1 Retome o conhecimento de que os invertebra- dos não correspondem a um grupo, mas a diver- sos grupos de animais que têm em comum o fato de não possuírem crânio ou coluna vertebral. Atividade 2 b) Comente que existem espécies de serpentes que produzem