Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DIDÁTICA E MANEJO DO ALUNO COM DEFICIENTES 
SENSORIAS 
1 
 
 
Sumário 
 
DIDÁTICA E MANEJO DO ALUNO COM DEFICIENTES SENSORIAS 
(AUDITIVA, VISUAL, SURDOCEGUEIRA) 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
 DEFICIÊNCIA AUDITIVA.........................................................................3 
O QUE CARACTERIZA OS DEFICIENTES AUDITIVOS.........................5 
DIREITOS DOS DEFICIENTES AUDITIVOS...........................................7 
DEFICIÊNCIA VISUAL..............................................................................8 
O DEFICIENTE VISUAL E A LEI............................................................11 
DEFICIÊNCIA VISUAL - DEFINIÇÕES E PERSPECTIVAS...................12 
A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO...........................................................14 
DEFICIENTES VISUAIS E SUAS DIFICULDADES NA VIDA 
ADULTA.............................................................................................................15 
INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS CEGOS E COM BAIXA VISÃO 
NCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS CEGOS E COM BAIXA VISÃO...............16 
O DESEMPENHO VISUAL NA ESCOLA................................................17 
RECURSOS ÓPTICOS...........................................................................19 
A APRENDIZAGEM E OS SENTIDOS...................................................20 
A COMUNICAÇÃO DA PESSOA COM SURDOCEGUEIRA..................21 
CUIDADOS ESPECIAIS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA..............24 
REFERÊNCIAS.......................................................................................26 
 
 
 
2 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
Deficiência auditiva é considerada como a diferença existente entre o 
desempenho do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora de 
acordo com padrões estabelecidos pela American National Standards Institute 
(ANSI - 1989). 
A audição desempenha um papel principal e decisivo no desenvolvimento 
e na manutenção da comunicação por meio da linguagem falada, além de 
funcionar como um mecanismo de defesa e alerta contra o perigo que funciona 
24 horas por dia, pois nossos ouvidos não descansam nem quando dormimos. 
 
Tipos de Deficiência Auditiva: 
 Condutiva 
Quando ocorre qualquer interferência na transmissão do som desde o 
conduto auditivo externo até a orelha interna. A grande maioria das 
deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através de tratamento 
clínico ou cirúrgico. Esta deficiência pode ter várias causa, entre elas 
pode-se citar: C orpos estranhos no conduto auditivo externo, tampões de 
cera , otite externa e média, mal formação congênita do conduto auditivo, 
inflamação da membrana timpânica, perfuração do tímpano, obstrução da 
tuba auditiva, etc. 
 Sensório-Neural 
Quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das 
células ciliadas da orelha interna ou do nervo auditivo. Este tipo de 
deficiência auditiva é irreversível. A deficiência auditiva sensório-neural 
pode ser de origem hereditária como problemas da mãe no pré-natal tais 
como a rubéola, sífilis, herpes, toxoplasmose, alcoolismo, toxemia, 
diabetes etc. Também podem ser causada por traumas físicos, 
prematuridade, baixo peso ao nascimento, trauma de parto, meningite, 
encefalite, caxumba, sarampo etc. 
 Mista 
4 
 
 
Quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal 
sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O 
audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos 
níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos 
limiares de condução aérea. 
 
 
O QUE CARACTERIZA OS DEFICIENTES AUDITIVOS 
 
A perda auditiva pode ser definida como a diminuição da capacidade de 
perceber sons. Assim, pode-se dizer que uma pessoa que não é capaz de ouvir 
como alguém com audição normal - 25 dB ou mais - apresenta perda auditiva. 
O problema pode acontecer em apenas um ou nos dois ouvidos e pode 
causar dificuldade em falar ou ouvir sons comuns do cotidiano. O impacto na 
audição varia de acordo com a quantidade de decibéis que o indivíduo consegue 
ouvir. Então, os fonoaudiólogos classificam a perda auditiva nos seguintes níveis 
de gravidade: 
 
• Perda auditiva leve (entre 26 a 40 dB): Neste nível, algumas palavras 
não são compreendidas e a pessoa precisa pedir para que o interlocutor 
repita a fala. Os sons agudos são os mais difíceis de ouvir; 
 
• Perda auditiva moderada (entre 41 a 60 dB): Somente a voz forte e 
articulada é compreendida. Neste caso, os aparelhos auditivos costumam 
recuperar quase toda a capacidade auditiva; 
 
• Perda auditiva severa (entre 61 a 90 dB): A pessoa consegue ouvir 
poucos sons e, ainda assim, nem sempre compreende o que eles 
significam. Quem sofre com a perda auditiva severa costuma compensar 
5 
 
 
a dificuldade usando a leitura labial e pode recuperar uma parte da 
audição com os aparelhos auditivos; 
• Perda auditiva profunda (acima de 91 dB): A perda auditiva é 
praticamente total. 
Os níveis de perda auditiva são indicados em um audiograma, que é o 
instrumento pelo qual os fonoaudiólogos identificam a capacidade auditiva 
de cada pessoa. Assim, cada perda auditiva é única para cada indivíduo. 
Tendo em mente a classificação dos graus da perda auditiva, fica mais 
fácil compreender o que a legislação diz sobre o assunto. 
Segundo a Lei 13.146/2015, uma “pessoa com deficiência é aquela que 
tem impedimento de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o 
qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua 
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com 
as demais pessoas.” 
 
DIREITOS DOS DEFICIENTES AUDITIVOS 
O Estatuto da Pessoa com Deficiência tem o principal objetivo de 
promover a igualdade e garantir a inclusão social e cidadania aos 
portadores de deficiência auditiva. 
Mesmo com as discussões sobre inclusão da perda auditiva unilateral, é 
importante que todas as pessoas com perda auditiva conheçam seus 
direitos garantidos pela lei. Alguns dos direitos dos portadores de 
deficiência que se estendem aos deficientes auditivos são: 
• Aposentadoria especial; 
• Passe livre no transporte público; 
• Meia-entrada em eventos artísticos, esportivos e culturais; 
• Assistência social; 
• Cotas em concursos públicos; 
6 
 
 
• Vagas de emprego; 
• Acesso ao ensino superior; 
• Auxílio do SUS. 
Independentemente da nomenclatura, é essencial procurar ajuda 
profissional ao perceber os sintomas da perda auditiva. 
 
DEFICIÊNCIA VISUAL 
 
É o comprometimento parcial (de 40 a 60%) ou total da visão. Não são 
deficientes visuais pessoas com doenças como miopia, astigmatismo ou 
hipermetropia, que podem ser corrigidascom o uso de lentes ou em 
cirurgias. 
Segundo critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde 
(OMS) os diferentes graus de deficiência visual podem ser classificados 
em: 
- Baixa visão (leve moderada ou profunda): 
Compensada com o uso de lentes de aumento, lupas, telescópios, com o 
auxílio de bengalas e de treinamentos de orientação. 
- Próximo à cegueira: 
Quando a pessoa ainda é capaz de distinguir luz e sombra, mas já 
emprega o sistema braile para ler e escrever utiliza recursos de voz para 
acessar programas de computador, locomove-se com a bengala e precisa 
de treinamentos de orientação e de mobilidade. 
- Cegueira: 
Quando não existe qualquer percepção de luz. O sistema braile, a bengala 
e os treinamentos de orientação e de mobilidade, nesse caso, são 
fundamentais. 
7 
 
 
O diagnóstico de deficiência visual pode ser feito muito cedo, exceto nos 
casos de doenças degenerativas como a catarata e o glaucoma, que 
evoluem com o passar dos anos. 
 
INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL 
 
A inclusão perpassa nossos valores e nossas crenças. Muitas vezes 
nossos conceitos e pontos de vistas estão muito cristalizados, nos 
impedindo de ver além e nos levando a cometer equívocos diante das 
necessidades educacionais de um aluno com deficiência. 
Cada professor irá partir da sua visão de mundo alicerçada na base de 
valores e crenças que carrega. Isso irá influenciar o modo como ele vê a 
sociedade, a educação, o ensino, os alunos, o seu papel como professor, 
o seu compromisso e a sua relação com os alunos com deficiência. 
Esses valores irão influenciar as ações desenvolvidas e guiará a sua 
prática profissional. E, para ajudar os professores na inclusão do aluno 
com deficiência visual seguem algumas dicas valiosas e que podem 
ajudar na prática em sala de aula e facilitar a inclusão. 
 Fale e ensine de forma clara; 
 Esteja disposto a ouvir o que seu aluno com deficiência visual tem 
a dizer e esteja aberto a modificações em sua prática cotidiana 
como: autorizar a gravação de aulas, ampliarem textos, escrever 
com letra maior e mais espaçada na lousa ou disponibilizar provas 
orais; 
 Mantenha contato com o professor da sala de recursos 
encaminhando material para que ele possa construir gráfico e 
figuras em alto relevo; 
 Evite subestimar a inteligência do seu aluno com deficiência visual, 
diminuindo a quantidade de exercícios, não cobrando dele as 
tarefas ou sua participação na aula e nos projetos. Isso poderá 
8 
 
 
causar um desconforto para o aluno com deficiência visual e fará 
com os demais alunos creiam que existe um favoritismo. O que não 
é legal! Lembre-se o raciocínio é o mesmo, igual aos demais 
alunos; 
 Solicite com antecedência a impressão de material em Braile. Seu 
aluno tem esse direito garantido! 
 Procure não achar ruim ou se assustar com o barulho da máquina 
Braille; 
 Lembre-se: A bengala longa deve ficar ao lado do aluno com 
deficiência visual. Se você tirar ela de perto, estará tirando sua 
autonomia e independência; 
 Alguns alunos com deficiência visual se habituaram a usar óculos 
escuros, pois mesmo sem a visão, podem ter foto sensibilidade ou 
por questões estéticas preferem usar e se sentem mais 
confortáveis. Não entenda como falta de educação. É uma 
necessidade!; 
 Converse abertamente sobre as limitações do aluno com 
deficiência visual, com ele e com os demais colegas professores a 
fim de favorecer o aprendizado; 
 Encoraje os colegas e esteja aberto também a ditar a matéria na 
lousa para que ele possa participar e assim você também ajudará 
no entrosamento e na cooperação mutua em sala de aula; 
 Sempre que for necessário falar de uma imagem, um objeto 
procure descrever as características para melhor compreensão. 
 Ao mudar o layout da sala ou acrescentar algum móvel no 
ambiente, informe o aluno com deficiência, pois muitos deles 
constroem uma espécie de mapa mental e gravam a disposição 
dos mesmos em um determinado local para poderem se localizar, 
se locomoverem e administrar o ambiente com autonomia e 
independência. 
 Na dúvida, procure sempre ajuda! 
9 
 
 
Identificando as dificuldades que prejudicam o aprendizado, a diversidade 
é uma grande oportunidade de crescimento e aprendizagem para todos 
os envolvidos. 
 
O DEFICIENTE VISUAL E A LEI 
 
A Lei 7.853 de 24 de outubro de 1989 ampara a acessibilidade aos 
portadores de deficiências visuais, integração ao mercado de trabalho e 
educação adequada e adaptada. 
 
A Coordenadoria para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 
conhecida como “CORDE” é o órgão federal responsável em coordenar e 
fiscalizar o cumprimento da lei em nível federal, estadual e municipal. 
 
A Lei nº. 7853/89 trata dos direitos e deveres dos portadores de 
deficiências, garantindo que em todo o território brasileiro ações sejam 
desenvolvidas para melhorias em sua vida, saúde, educação, trabalho e 
lazer. Em seu artigo 1º estabelece: “Ficam estabelecidas normas gerais 
que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das 
pessoas portadoras de deficiências, e sua efetiva integração social, nos 
termos desta Lei”. 
 
Em dezembro de 1996, a Lei nº. 9394/96, a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional, garantiu escolaridade gratuita a todos em seu 
Capítulo V, nos artigos 58, 59 e 60. 
 
 
 
 
 
10 
 
 
DEFICIÊNCIA VISUAL - DEFINIÇÕES E PERSPECTIVAS 
 
Caracterizada pela limitação ou perda das funções básicas do sistema visual e do olho, 
a deficiência visual é hoje a realidade para mais de 6,5 milhões de pessoas no Brasil. O grau 
de visão passa por amplas possibilidades, desde a cegueira total, até a visão total ou perfeita. 
A deficiência visual compreende a cegueira e a baixa visão. 
 
Segundo o Ministério da Educação, chama-se de baixa visão a alteração 
da capacidade funcional decorrente de fatores como rebaixamento 
significativo da acuidade visual, redução importante do campo visual e da 
sensibilidade aos contrastes e limitação de outras capacidades. 
Entre os dois extremos da capacidade visual estão situadas patologias 
como miopia, estrabismo, astigmatismo, ambliopia, hipermetropia, 
que não constituem necessariamente deficiência visual, mas que na 
infância devem ser identificadas e tratadas o mais rapidamente possível, 
pois podem interferir no processo de desenvolvimento e na 
aprendizagem. 
Uma definição simples de baixa visão é a incapacidade de enxergar com 
clareza suficiente para contar os dedos da mão a uma distância de 3 
metros, à luz do dia; em outras palavras, trata-se de uma pessoa que 
conserva resíduos de visão. 
 
Diagnóstico 
Quando a dificuldade visual for detectada, a pessoa deve ser 
encaminhada ao oftalmologista que o encaminhará para serviços 
especializados. Após testes em que são analisadas todas as funções 
visuais, o diagnóstico é dado. É importante ressaltar que se houver a 
perda visual, o tratamento precoce, atendimento educacional adequado, 
programas e serviços especializados levam a uma vida independente e 
produtiva. 
11 
 
 
 
Estatísticas 
Segundo dados do IBGE 23,9% da população brasileira declararam ter 
algum tipo de deficiência, em 2010. Entre as deficiências existentes, a 
deficiência visual é a mais comum, atingindo 3,5% da população do Brasil. 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as principais causas 
de cegueira no Brasil são: catarata, glaucoma, retinopatia diabética, 
cegueira infantil e degeneração macular. 
Segundo dados do World Report on Disability 2010 e do Vision 2020, a 
cada 5 segundos, 1 pessoa se torna cega no mundo. Além disso, do total 
de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e 
subdesenvolvidos. Estima-se que, até 2020, o número de pessoas com 
deficiência visual poderá dobrar no mundo. 
Em contramão, a OMS alerta que 80% dos casos de cegueira poderiam 
ser evitados se houvessem maisações efetivas de prevenção e/ou 
tratamento. Ainda segundo a OMS, cerca de 36 milhões de pessoas no 
mundo são cegas e outras 217 milhões tem baixa visão. 
 
A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO 
 
 
12 
 
 
As pessoas com deficiência visual têm conquistado cada vez mais espaço 
na sociedade. Mas ainda há um longo caminho para percorrer. 
Nesse sentido, existem instituições como a Fundação Dorina Nowill para Cegos, 
que há mais de 70 anos trabalha pela autonomia de crianças, jovens, adultos e 
idosos com deficiência visual (cegos e com baixa visão). 
Além dos serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, a 
Fundação Dorina oferece cursos de qualificação e consultoria para que a 
inclusão desses profissionais no mundo do trabalho aconteça de forma efetiva. 
 
 
DEFICIENTES VISUAIS E SUAS DIFICULDADES NA VIDA 
ADULTA 
 
O desemprego afeta grande parte das pessoas inclusive aquelas que têm 
deficiência visual. A capacitação profissional para o domínio das novas 
tecnologias, sem dúvidas, amplia o acesso ao mercado de trabalho. 
Embora encontrem diferentes obstáculos, muitas delas ocupam cargos 
em diferentes setores que exigem escolaridade e treinamento 
equivalentes aos de qualquer indivíduo que enxerga. 
Um exemplo que impressionou o mundo foi o do fotógrafo piauiense João 
Maia. Mesmo com baixa visão, ele fotografou, em 2016, os Jogos 
Paralímpicos no Rio de Janeiro. Usando sua audição na hora de 
enquadrar os colegas deficientes, ele espera ser uma inspiração para 
quem se julga incapaz de fazer algo. 
O humorista Geraldo Magela, também conhecido como “o Ceguinho”, é 
famoso por fazer piadas e contar “causos” de deficientes visuais. Sua 
página no Facebook tem mais de 320 mil seguidores e, atualmente, ele 
tem investido na produção de conteúdo para WhatsApp. 
Agora que você já sabe mais sobre deficientes visuais e suas 
dificuldades, promova a inclusão dos que tem algum tipo de deficiência. 
13 
 
 
Com o avanço da tecnologia, há produtos modernos e funcionais para 
garantir uma rotina cada vez mais independente. 
 
INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS CEGOS E COM BAIXA 
VISÃO NCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS CEGOS E COM 
BAIXA VISÃO 
 
A linguagem, a comunicação e as múltiplas formas de expressão cultural 
ou artística constituem-se de imagens e apelos visuais cada vez mais 
complexos e sofisticados. Os conteúdos escolares privilegiam a 
visualização em todas as áreas de conhecimento, de um universo 
permeado de símbolos gráficos, imagens, letras e números. Assim, 
necessidades decorrentes de limitações visuais não devem ser ignoradas, 
negligenciadas ou confundidas com concessões ou necessidades 
fictícias. 
Para que isso não ocorra, devemos ficar atentos em relação aos nossos 
conceitos, preconceitos, gestos, atitudes e posturas com abertura e 
disposição para rever as práticas convencionais, conhecer, reconhecer e 
aceitar as diferenças como desafios positivos e expressão natural das 
potencialidades humanas. Desta forma, será possível criar, descobrir e 
reinventar estratégias e atividades pedagógicas condizentes com as 
necessidades gerais e específicas de todos e de cada um dos alunos. 
Neste sentido, explicitamos alguns dos principais aspectos, 
características e peculiaridades em relação aos alunos cegos e com baixa 
visão com o objetivo de apontar caminhos, referências e pistas aos 
educadores tendo em vista a inclusão escolar desse alunado. 
Nesta perspectiva, abordaremos os seguintes conteúdos: baixa visão; 
alfabetização e aprendizagem de pessoas cegas e com baixa visão; uso 
de recursos didáticos para sua educação; finalizando com algumas 
perguntas frequentes acerca desses temas. 
14 
 
 
O DESEMPENHO VISUAL NA ESCOLA 
 
Na escola, os professores costumam confundir ou interpretar 
erroneamente algumas atitudes e condutas de alunos com baixa visão 
que oscilam entre o ver e o não ver. Esses alunos manifestam algumas 
dificuldades de percepção em determinadas circunstâncias tais como: 
objetos situados em ambientes mal iluminados, ambiente muito claro ou 
ensolarado, objetos ou materiais que não proporcionam contraste, objetos 
e seres em movimento, visão de profundidade, percepção de formas 
complexas, representação de objetos tridimensionais, e tipos impressos 
ou figuras não condizentes com o potencial da visão. 
O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de 
estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos 
remanescentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos 
emocionais. Para isso, é necessário conhecer e identificar, por meio da 
observação contínua, alguns sinais ou sintomas físicos característicos e 
condutas freqüentes, tais como: tentar remover manchas, esfregar 
excessivamente os olhos, franzir a testa, fechar e cobrir um dos olhos, 
balançarem a cabeça ou movê-la para frente ao olhar para um objeto 
próximo ou distante, levantar para ler o que está escrito no quadro negro, 
em cartazes ou mapas, copiar do quadro negro faltando letras, tendência 
de trocar palavras e mesclar sílabas, dificuldade na leitura ou em outro 
trabalho que exija o uso concentrado dos olhos, piscarem mais que o 
habitual, chorar com freqüência ou irritar se com a execução de tarefas, 
tropeçar ou cambalear diante de pequenos objetos, aproximarem livros ou 
objetos miúdos para bem perto dos olhos, desconforto ou intolerância à 
claridade. 
Esses alunos costumam trocar a posição do livro e perder a seqüência 
das linhas em uma página ou mesclar letras semelhantes. Eles 
demonstram falta de interesse ou dificuldade em participar de jogos que 
exijam visão de distância. 
15 
 
 
Para que o aluno com baixa visão desenvolva a capacidade de enxergar, 
o professor deve despertar o seu interesse em utilizar a visão potencial, 
desenvolver a eficiência visual, estabelecer o conceito de permanência do 
objeto, e facilitar a exploração dirigida e organizada. 
 As atividades realizadas devem proporcionar prazer e motivação, o que 
leva à intencionalidade e esta desenvolve a iniciativa e a autonomia, que 
são os objetivos primordiais da estimulação visual. 
 
RECURSOS ÓPTICOS 
Recursos ópticos para longe: telescópio: usado para leitura no quadro 
negro, restringem muito o campo visual; telessistemas, telelupas e 
lunetas. 
Recursos ópticos para perto: óculos especiais com lentes de aumento que 
servem para melhorar a visão de perto. (óculos bifocais, lentes 
esferoprismáticas, lentes monofocais esféricas, sistemas telemicroscópicos). 
Lupas manuais ou lupas de mesa e de apoio: úteis para ampliar o tamanho 
de fontes para a leitura, as dimensões de mapas, gráficos, diagramas, figuras 
etc. Quanto maior a ampliação do tamanho, menor o campo de visão com 
diminuição da velocidade de leitura e maior fadiga visual 
 
 
RECURSOS NÃO- ÓPTICOS 
Tipos ampliados: ampliação de fontes, de sinais e símbolos gráficos em livros, 
apostilas, textos avulsos, jogos, agendas, entre outros. 
Acetato amarelo: diminui a incidência de claridade sobre o papel. 
Plano inclinado: carteira adaptada, com a mesa inclinada para que o aluno 
possa realizar as atividades com conforto visual e estabilidade da coluna 
vertebral. 
16 
 
 
Acessórios: lápis 4B ou 6B, canetas de ponta porosa, suporte para livros, 
cadernos com pautas pretas espaçadas, tiposcópios (guia de leitura), 
gravadores. Softwares com magnificadores de tela e Programas com síntese de 
voz. 
Chapéus e bonés: ajudam a diminuir o reflexo da luz em sala de aula ou em 
ambientes externos. 
Circuito fechado de televisão CCTV: aparelho acoplado a um monitor de TV 
monocromático ou colorido que amplia até 60 vezes as imagens e as transfere 
para o monitor. 
 
A APRENDIZAGEM E OS SENTIDOS 
Os sentidos sensoriais são o único meio pelo qual é possível aprender. 
Olfato, visão, paladar, audição e tato são as habilidades físicas humanas 
que permitem o contato e as relaçõescom o meio. Explorar técnicas que 
privilegiem o uso dos sentidos facilita a captação dos mais diversos 
conteúdos. Uma criança toca os objetos ao seu alcance para depois 
reconhecê-los. O caminho do intelecto passa pelas mãos é por meio do 
movimento e do toque que as crianças exploram e decodificam o mundo 
ao seu redor. (Montessori, 2006). 
Segundo Guyton e Hall (2011), as informações para o sistema nervoso 
são fornecidas pelos receptores sensoriais que detectam estímulos como: 
som, luz, dor, frio e calor. Esses receptores transformam os estímulos 
sensoriais em sinais neurais, que são conduzidos para o sistema nervoso 
central, onde são processados. 
Existem cinco tipos básicos de receptores: mecanorreceptores, 
termorreceptores, nociceptores, receptores eletromagnéticos, 
quimiorreceptores. Cada tipo de receptor é sensível a um determinado 
estímulo que é especializado. A sensibilidade tátil resulta geralmente da 
estimulação dos receptores para o tato na pele ou nos tecidos 
imediatamente abaixo da pele. Nosso corpo possui os receptores táteis e 
17 
 
 
o receptor tátil com grande sensibilidade é o corpúsculo de Meissner 
(GUYTON e HALL, 2011). 
A perda de uma determinada função sensorial é compensada por outros 
sentidos, que são aguçados. A perda da visão potencializa o 
desenvolvimento do tato fazendo com que identifique os formatos, 
dimensões e texturas. 
 
A COMUNICAÇÃO DA PESSOA COM SURDOCEGUEIRA 
Samaniego (2004) salienta que a comunicação é uma característica 
humana essencial e uma necessidade social fundamental para a vida de 
qualquer ser humano, pois permite a interação, a troca de informações, 
desenvolvimento da linguagem, estabelecimento de relações, aquisição 
de autonomia e formação na identidade. Iniciamos nossa comunicação 
apoiados nas nossas interações e nas interpretações que as pessoas 
fazem dos nossos atos interativos. 
A autora complementa que “a comunicação é, portanto, a base sobre o 
que se estabelece o desenvolvimento da pessoa como parte integrante 
de uma sociedade.” (SAMANIEGO, 2004, p. 259) Assim, estruturamos a 
nossa comunicação tornando-a efetiva e eficaz no ambiente o qual 
pertencemos. Neste ambiente, desenvolvemos pouco a pouco uma 
linguagem (oral ou em língua de sinais). Segundo Reyes (2004, p.175): 
 
Todos sabemos que la comunicación es la clave del acceso al aprendizaje, al 
conocimiento y a la relación con los demás. Dentro de los programas de atención para 
personas sordociegas una parte muy importante es el desarrollo y la potenciación de las 
habilidades comunicativas, a través de la enseñanza del adecuado sistema de comunicación 
en cada caso y de otros cuando se a posible. 
 
Nesse contexto, a comunicação é o ponto de partida para o 
desenvolvimento e aprendizagem da pessoa com surdocegueira. A 
comunicação é a chave da inserção social das pessoas surdocegas no 
18 
 
 
ambiente social e cultural no qual vivem. Por esta razão, tudo o que estiver 
relacionado com a comunicação é objeto do maior interesse, tanto por 
parte dos profissionais, como das próprias pessoas surdocegas, na busca 
de sistemas de comunicação mais rápidos e eficazes. 
São inúmeros os recursos de comunicação que as pessoas com 
surdocegueira poderão utilizar. Autores como Araóz (1999), Amaral 
(2002), Cader-Nascimento e Costa (2005) e Maia (2002) relatam que, no 
Brasil, frequentemente, são utilizados os mais diversos sistemas de 
comunicação, dentre os quais são mais comumente utilizados: 
 
Libras Táteis: Refere-se à Língua Brasileira de Sinais comunidade surda 
adaptada às condições específicas da pessoa com surdocegueira. Para 
realização da comunicação por meio das Libras Tátil, mantém-se a mão 
da pessoa com surdocegueira em cima das mãos do interlocutor, assim 
ele poderá perceber a configuração da mão, o ponto articulação, o 
movimento e a orientação da mão no espaço e no tempo. Entretanto, para 
que essa comunicação seja fluida é importante que a Libras seja 
dominada tanto pelo emissor como pelo receptor da mensagem. 
 
Alfabeto Tátil: Alfabeto digital utilizado pela comunidade de pessoas com 
surdez para dar nomes a coisas, lugares e pessoas, adaptado para a 
condição específica da pessoa com surdocegueira. Esse é digitado na 
mão da pessoa com surdocegueira, que pela articulação ou posição dos 
dedos percebe a configuração tomada pela mão do emissor e decodifica 
a letra. 
 
Escrita Alfabética Tátil: Essa comunicação consiste no registro das 
letras do alfabeto que compõem a língua oral escrita na palma da mão da 
pessoa com surdocegueira ou em uma base plana. São duas as formas 
desse tipo de comunicação: dedo do emissor como lápis e dedo da 
pessoa com surdocegueira como lápis. 
19 
 
 
 
Tadoma: Esse sistema de comunicação conhecido também como 
“método de vibração” ocorre mediante a percepção tátil das vibrações 
produzidas durante o ato de falar. A pessoa com surdocegueira toca com 
a mão levemente no rosto do interlocutor de forma que a possibilite sentir 
a vibração das pregas vocais e o movimento labial deste. 
 
Sistema Braille Digital: sistema de comunicação que utiliza o próprio 
corpo da pessoa com surdocegueira, especificamente, pontos dos dedos 
indicador e médio da mão ou dedos indicador, médio e anelar. Os pontos 
utilizados possuem a mesma estrutura e signo gerador do Sistema Braille. 
 
O interlocutor marcará os pontos e formará as palavras com a ponta seu 
dedo indicador ou polegar, indicador e médio; b) a utilização dos dedos indicador, 
médio e anelar das duas mãos da pessoa com surdocegueira distendidos e 
paralelos, mãos paralelas, com dorso para cima, cada dedo representará uma 
tecla da máquina braille. O interlocutor digitará a palavra com a ponta dos dedos 
como se estivesse digitando na máquina braille. 
 
CUIDADOS ESPECIAIS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA 
 
Fazer um planejamento para classes com jovens com deficiência exige 
cuidados especiais. A primeira coisa é conhecer a criança e a família. 
Esse contato, além de ajudar, a saber, com quem você vai passar o ano, 
também orienta sobre os materiais específicos de que pode precisar em 
aula. Outra forma de conseguir essas informações é procurar o 
profissional que oferece atendimento especializado. "Essa troca é 
importante para o professor ter ideia das habilidades e competências com 
as quais está lidando", explica Daniela Alonso, consultora na área de 
inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. 
20 
 
 
"Com isso, ele pode pensar em propostas colaborativas dentro de sala e 
aperfeiçoar seus métodos pedagógicos. Cada aluno tem necessidades 
próprias. Nenhuma deficiência é igual", diz. 
O caminho é abordar os assuntos com base em aspectos variados, por 
meio de técnicas ou recursos audiovisuais, considerando os saberes 
prévios da garotada. A valorização da experimentação e da criação em 
discussões, pesquisas ou trabalhos em grupo, com materiais que 
proporcionem diferentes níveis de compreensão, faz com que todas as 
crianças se sintam integradas e mais motivadas a aprender. E, quanto 
mais variados forem os instrumentos, melhor. "É bom ter em mente que, 
se o professor pensar só em imagens para traduzir os conceitos, ele não 
penaliza apenas quem é cego, mas também quem senta no fundo da sala 
ou tem mais facilidade em compreender verbalmente", completa. 
"A diversificação das técnicas em sala de aula fez todos responderem 
positivamente", conta a professora Margarete de Menezes Prade, da EE 
Coronel Ciro Carvalho de Abreu, em Porto Alegre (RS). 
 Esse ano ela recebeu um jovem cego em sua turma do 3º ano e precisou 
reorganizar seus cursos. Colocou bonequinhos e miniaturas de bichos nas 
aulas de ciências sobre os animais e, com os estudantes, levou a 
apresentação dos trabalhos em grupo para além da cartolina e leitura, 
deixando-a mais dinâmica. "Ele apenas colocou em evidência onde eu 
precisavaagir diferente. Na hora de planejar as aulas, comecei a variar 
meus materiais de pesquisa e pensar em debates polêmicos e questões 
de diversidade", diz. Ela também tem a ajuda da máquina em braile e, no 
ano que vem, terá um ábaco para o ensino da matemática. "Quando fico 
em dúvida, os alunos ajudam, dão idéias e trazem material de casa", diz. 
 
 
 
 
 
21 
 
 
REFERÊNCIAS 
BESS, F. H. E HUMES, L. E.; 1995 Audiology: The Fundamentals. 
Baltimore Williams & Wilkins 
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Coordenadoria de 
Estudos a Normas Pedagógicas, O Que Você Sabe Sobre Deficiência 
Auditiva; Guia de Orientação aos Pais, São Paulo, SE/ CENP, 1985. 
MONDELLI, M. F. C. G. , BEVILACQU, M. C.; Estudo da deficiência 
auditiva das crianças do HRAC-USP, Bauru-SP: subsídios para uma 
política de intervenção. Sinopse de Pediatria; V.8, N.3 Ed. Moreira Jr; 
Outubro de 2002 
https://www.direitodeouvir.com.br/blog/perda-auditiva-considerada-
deficiencia 
https://grupomencor.com.br/dicas-para-inclusao-do-aluno-com-
deficiencia-visual/ 
isponível em: 
<http://ibcserver0c.ibc.gov.br/index.php?blogid=1&query=ubc>. 
Acesso em: 24 jun. 2012. 
https://blog.ortoponto.com.br/deficientes-visuais-e-suas-dificuldades/ 
SIAULYS, Mara O. C. Brincar para todos. MEC, SEESP, 2005. MEC. 
Secretaria de Educação Especial. 
Programa de Capacitação de Recursos Humanos do Ensino 
Fundamental, Deficiência Visual, vol. 2, 2001. _______. 
Saberes e Prática da Inclusão. Dificuldades de Comunicação e 
Sinalização Deficiência Visual, 3º edição, 2005. ROSA, Alberto; 
OCHAÍTA, Esperanza. 
Psicologia de la Cegueira. Alianza Editorial S.A. Madrid, 1993. SANTIN, 
Sílvya; SIMMONS Joyce Nester. Crianças Cegas Portadoras de 
Deficiência Visual Congênita. Revista Benjamin Constant, nª 2, janeiro, 
1996. 
22 
 
 
AGUIAR, J. S.; DUARTE, É. Educação inclusiva: um estudo na área da 
educação física. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, 2005. 
BERALDO, P. B. 
 As percepções de Escola Pública sobre a inserção do aluno tido como 
deficiente mental em classes regulares de ensino. 
Dissertação (Mestrado em Educaçao Especial)-Centro de Educação e 
Ciências Humana, Universidade Federal de São Carlos, 1999. 
BLANCO, R. Inovação e recursos educacionais na sala de aula. In: COLL, 
C.; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. (Org.) Desenvolvimento psicológico e 
educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. 
Porto Alegre: Artes Médicas, v. 3, p. 307-321, 1995. 
 BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: 
adaptações curriculares. Brasília: DF, 10 v, 1999. BRASIL. Lei n. 9.394, 
de 20 de dezembro de 1996. 
Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: 
Subsecretaria de Edições Técnicas, 1997. 
CERQUEIRA, J. B.; FERREIRA, E. M. B. Recurso didático na educação 
especial. Revista Benjamin Constant , n.5. 
 Publicação técnico científica do Centro de Pesquisa, Documentação e 
Informação do Instituto Benjamin Constant (IBCENTRO/MEC). dez de 
1996. Disponível em: Acesso em: 15 set. 2005. 
 FERREIRA, J. R. Políticas públicas e a universidade: a avaliação dos 10 
anos da Declaração de Salamanca. In: OMOTE, S. (Org.) Inclusão: 
interação e realidade de Marília: Fundep, 2004. p. 11-35. 
GONÇALVES, R. Didática geral. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1974. 
3. MARTINS, G. A. H. A integração do aluno deficiente na classe comum: 
o ponto de vista do dos alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental. 1999. 
23 
 
 
Dissertação (Mestrado em Educaçao)–Faculdade de Filosófica e 
Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília. MASSETTO , M.. 
Didática: a aula como centro. São Paulo: FTB, 1995. 
MENDES, E. G. Reconstruindo a concepção de deficiência na formação 
de recursos humanos em educação alternativa. In: MARQUEZINE, M. C. 
et al (Org.) Perspectivas multidisciplinares em educação especial II. 
Londrina: EDUEL, 2001.p. 
53-64. OMOTE, S. A concepção de deficiência e a formação do 
profissional em educação especial. In: MARQUEZINE, M.C. ALMEIDA, M. 
A; TANAKA, E. D. O. et al (Org.) Perspectivas multidisciplinares em 
educação especial II. Londrina: EDUEL, p. 45-52, 2001. 
______. Inclusão à realidade. In: OMOTE, S. (Org). Inclusão: intenção e 
realidade, Marília: Fundepe, 2004. p. 1-9 
Caminhos Pedagógicos da Inclusão, Maria Teresa Mantoan, 243 págs., 
Ed. Memnon, tel. (11) 5575-8444, 38 reais 
Educação Inclusiva: Contextos Sociais, Peter Mittler, 264 págs., 
Ed. Artmed, tel. 0800-7033444, 49 reais 
Manual de Portfólio: um Guia Passo a Passo para Professores, Elisabeth 
Shores e Cathy Grace, 160 págs., Ed. Artmed, 48 reais 
______.Presidência da República Casa Civil. Subchefia para assuntos 
jurídicos. Lei 10.436 de 24 de abril de 2002. 
Brasília, DF. 2002a. Disponível em: . Acesso em: 08 fev. 2014. 
 ______. Presidência da República. Casa Civil. Suchefia para assuntos 
jurídicos. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do 
Adolescente: Brasília, 1990. Disponível em: . Acesso em: 15 mai. 2013. 
______. Presidência da República. Casa Civil. Suchefia para assuntos 
jurídicos. 
Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Plano Nacional de Educação: 
Brasília, 2014.Disponível em :< 
24 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2014/Lei/L13005.htm>. 
Acesso em: 15 jan. 2015. ______. Presidência da República. Casa Civil. 
Suchefia para assuntos jurídicos. Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001. 
Plano Nacional de Educação: Brasília, 2001b.Disponível em : 
. Acesso em: 15 jan.2015. BOSCO, I. C. M.G.; MESQUITA,S. R. S. H.; 
MAIA, S. R. A educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: 
surdocegueira e deficiência Múltipla.. 
– Brasília: Ministério de Educação. Secretaria de Educação Especial; 
Coleção a Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. 
Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 5. BRAZOROTTO, 
J.S. Crianças usuárias de implante coclear: desempenho acadêmico, 
expectativa dos pais e dos professores. 2009. 
169 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de São Carlos, São 
Carlos: UFSCAR, 2009. BRONFENBRENNER, U.; CECI, S. J. Nature-
nurture reconceptualzed in developmental perspetive: a bioecological 
model. Psycological Review, Washington, n. 6, 1986. 
 Vol. 22. p. 733-742. BÜRKLE, T. da S. A Sala de Recursos como suporte 
á educação inclusiva no Município do Rio de Janeiro: das propostas legais 
à prática cotidiana. 2010. 
147f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Estado do 
Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, 2010. 
CADER-NASCIMENTO, F. A. A. A.; COSTA, M. P. R. A prática 
educacional com crianças surdocegas. In: Temas em Psicologia da SBP. 
São Paulo: Universidade Federal de São Carlos, v. 11, n. 2, p. 134-146, 
2003. CADER-NASCIMENTO, F. A. A. C Descobrindo a surdocegueira: 
educação e comunicação. São Carlos: Edufscar, 2005.

Mais conteúdos dessa disciplina