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#PERTENCEREMOS | WWW.PROJETOCAVEIRA.COM.BR | @PROJETOCAVEIRA
SIMULADO 01
“Ter sucesso é falhar repetidamente,
mas sem perder o entusiasmo.”
Winston Churchill
PRÉ-EDITAL
PCGO
Provas objetivas e discursivas
COMENTADO
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
GABARITO – 1º SIMULADO – PCGO (Pré-edital)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
B C B D E B C D A E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B D A C D E B D E B
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
B D C A D E A E D C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
B C A B C E B D C A
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
E D A B C A D E B D
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
A C C E B A D E B C
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
1 
 
www.projetocaveira.com.br 
PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA – PROF. ARI @obrabodaredacao 
 
TEMA 01 – PC-GO 2022 – Pré-edital 
 
Em uma eleição, a população do município Alfa elegeu como prefeito o candidato Fragnovaldo, 
um ávido defensor do meio ambiente. Após eleito, Fragnovaldo editou um decreto que versava 
sobre a área pública ao redor da Praça Ômega. Nesse decreto, constava que toda área pública 
ao redor da referida praça se tornaria, com a medida, área de proteção ambiental. Nessa lógica, 
uma série de restrições de desenvolvimento de atividades foi estabelecida. Na eleição seguinte, 
Fragnovaldo não foi reeleito, e a candidata Arcândia foi escolhida como nova prefeita do 
município. Por entender que a medida ambiental obstava o desenvolvimento daquela região, 
Arcândia solicitou, ao Poder Judiciário, o afastamento da qualificação da região como área de 
proteção ambiental, pois foi informada, por sua assessoria, que essa era a única forma de realizar 
o afastamento desejado. 
 
A Constituição Federal de 1988 estipula, em seu bojo, que o meio ambiente equilibrado é um 
direito de todos, um bem de uso comum do povo. Nesse sentido, considerando a situação acima 
narrada, responda aos questionamentos estipulados em forma de texto dissertativo: 
 
a) A informação prestada pela assessoria à prefeita está correta? Em caso positivo, fundamente 
com base na Constituição Federal de 1988. Em caso negativo, informe qual a ação deveria ser 
realizada para o afastamento da qualificação da região como área de proteção ambiental e 
fundamente. 
 
b) A CRFB/88, em seu artigo 225, insere a temática ambiental como princípio constitucional para 
nortear o desenvolvimento do país em bases sustentáveis. Cite ao menos duas incumbências 
constitucionais previstas ao Poder Público para tornar certo o direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado. 
 
c) Caso, após o afastamento da região como área de proteção ambiental, fosse instalada uma 
empresa de exploração de atividades de risco médio, seria possível a concessão de licença 
ambiental automaticamente para o funcionamento da empresa? Fundamente com base no 
entendimento jurisprudencial corrente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
2 
 
www.projetocaveira.com.br 
 
PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA – PROF. ARI @obrabodaredacao 
 
TEMA 01 – PC-GO 2022 – Pré-edital - COMENTADO 
 
Olá, Caveira. Tudo certo por aí? Espero, sinceramente, que sim. 
É uma honra participar de mais uma turma do Projeto Caveira. Prometo envidar todos os 
esforços para lhe proporcionar temas condizentes com o edital e, principalmente, com o perfil 
metodológico da banca AOCP, responsável pela organização do certame. 
Eu busco te preparar para todos os cenários de discursiva imagináveis, afinal, a sua prova de 
redação valeu, no último certame, mais de 20% da sua nota total do concurso! 
Nos simulados pré-edital, usarei, como base para a sua preparação, os temas cobrados no 
último edital, porém, atualizarei a forma de cobrança nos simulados para seguir o perfil 
metodológico do Instituto AOCP. 
Nesse sentido, preparei um MAPA DA MINA 🎯, especificamente para a sua prova. 
💀, dá uma conferida nesse link: TODOS OS DETALHES DA PROVA DISCURSIVA PC-GO. 
Eu já fui concurseiro (aprovado e nomeado em alguns certames), dou aula há muitos anos, 
tenho mais de 10 mil alunos na minha plataforma de redação e já venho observando um novo 
padrão de comportamento das bancas examinadoras, principalmente em provas com o 
perfil da PC-GO. 
Além disso, observo que, ultimamente, o excesso de confiança dos concurseiros é 
altíssimo, o que pode gerar problemas na prova. Em dissertações do estilo dissertativo-
argumentativo, como é o caso da sua prova, é comum que muitos candidatos acreditem que 
um bom conhecimento da matéria teórica é suficiente. Definitivamente, não! 
Nesse contexto, os simulados do Projeto Caveira serão de enorme valia nesse processo, mas 
é fundamental que você treine a redação, tenha o acompanhamento de um profissional 
habilitado, identifique e conserte seus erros. 
Pensando nisso, eu, professor Ari., desenvolvi uma plataforma de ensino de redação que 
revolucionou o ensino dessa matéria no Brasil. A qualidade desse projeto é absurda e já 
auxiliou muita gente que não sabia sequer iniciar uma redação a destravar a escrita e 
concorrer em alto nível nos concursos das mais diversas carreiras. 
Eu te garanto: é possível, sim, escrever melhor, independentemente do tema que for 
cobrado ou da base escolar ruim. Pode acreditar! Venha conhecer esse projeto e se 
surpreenda [clique nesse link]! 
Siga também o meu Instagram (@obrabodaredacao), pois publico muitos conteúdos gratuitos. 
Bons estudos e um forte abraço! 
Prof. Ari 
 
 
 
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
3 
 
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ASPECTO 1 – A informação prestada pela assessoria à prefeita está correta? Em caso 
positivo, fundamente com base na Constituição Federal de 1988. Em caso negativo, 
informe qual a ação deveria ser realizada para o afastamento da qualificação da região 
como área de proteção ambiental e fundamente. 
A assessoria não agiu corretamente com a resposta informada. No presente caso, seria 
necessária a edição de lei municipal para que fosse afastada a qualificação das áreas como 
sendo de proteção ambiental, nos termos do artigo 225, § 1º, III da Constituição Federal de 1988: 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade 
de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder 
Público: 
[...] 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e 
seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a 
alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada 
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que 
justifiquem sua proteção; (grifo nosso). 
Como nos dizeres do próprio artigo acima, todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, por ser um bem de uso comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida. Nesse viés, impõe-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
Em sequência aos dizeres do caput, o primeiro parágrafo informa as incumbências 
impostas ao Poder Público para ver assegurado os termos do artigo 225 CF/88. E é debaixo 
dessa lógica que se entende que o primeiro prefeito foi correto em proteger o meio ambiente, 
pois ele criou um decreto que previa a proteção da região determinada. 
Nesse sentido, é imperioso relembrar a Lei Complementar 140/2011, que versa sobre 
a cooperação entre todos os entes políticos para a proteção do meio ambiente (entre outros 
pontos), e estipula, em seu artigo 9º, X, que são ações administrativas dos Municípios definir 
espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. 
Art. 9º. São ações administrativas dos Municípios: 
X - definir espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmenteprotegidos; 
Porém, o artigo constitucional citado um pouco acima é explícito em informar que a 
alteração e a supressão das medidas podem ser realizadas somente através de Lei, vedada 
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. 
Dessa forma, reitera-se que o decreto que constitui a região ambientalmente protegida 
é legal. No entanto, como visto no artigo 225, §1º, III, CF/88, a alteração ou supressão das 
unidades, espaços e componentes a serem protegidos apenas pode ocorrer através de lei, o que 
rechaça a ideia de fazê-la por meio de decreto. 
Para ilustrar um exemplo do valor desse dispositivo, o STF, por meio da ADPF nº 6511, 
reconheceu a inconstitucionalidade de decreto federal que extinguia a participação da sociedade 
civil no Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente, e afastamento dos 
 
1 Você pode conferir as decisões da ADPF citada clicando aqui: [link]. 
Victoria Maria Lopes
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governadores do Conselho Nacional da Amazônia Legal. O embasamento foi de que a exclusão 
operada via decreto fragilizava o controle e a vigilância necessárias. Contudo, em similaridade 
com a questão apresentada, tratava-se de um decreto que visava suprimir questões de proteção 
ambiental. 
 
ASPECTO 2 –A CRFB/88, em seu artigo 225, insere a temática ambiental como princípio 
constitucional para nortear o desenvolvimento do país em bases sustentáveis. Cite ao 
menos duas incumbências constitucionais previstas ao Poder Público para tornar certo 
o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 
A resposta a esse questionamento encontra sua base no próprio artigo 225, parágrafo 
primeiro, CF/88. A Constituição elenca, ao todo, sete incumbências ao Poder Público para 
assegurar a efetividade ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Dessa sorte, o aluno 
precisaria discorrer com relação a, ao menos, dois incisos. Vejamos: 
 Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade 
de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder 
Público: 
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e 
prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético 
do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e 
manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços 
territoriais e seus componentes a serem especialmente 
protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente 
através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a 
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade 
potencialmente causadora de significativa degradação do meio 
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará 
publicidade; 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de 
técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a 
vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino 
e a conscientização pública para a preservação do meio 
ambiental. 
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas 
que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a 
extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 
As informações dos parágrafos abaixo servem como base para alavancar os seus 
conhecimentos, e interpretar o teor da legislação que, em alguns termos, pode ser confuso. 
Saber informações como essas e agregá-las a sua resposta facilmente te faz demonstrar 
conhecimento e, possivelmente, agregar mais pontos a sua nota. 
Victoria Maria Lopes
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5 
 
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Com relação ao inciso I, “preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e 
prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas”, cumpre explicar o que são os 
processos ecológicos essenciais e manejo ecológico das espécies. 
Os processos ecológicos essenciais não encontram conceito no sistema jurídico em 
vigor. Mas a doutrina defende que são aqueles em que há condição de sobrevivência e de 
desenvolvimento dos seres vivos e, em especial, dos seres humanos. 
Desta feita, oportunamente, é imprescindível assinalar que os processos ecológicos 
essenciais são aqueles governados, sustentados ou intensamente afetados pelos ecossistemas, 
sendo imprescindíveis à produção de alimentos, à saúde e a outros aspectos da sobrevivência 
humana e do desenvolvimento sustentado.2 
Por sua vez, o manejo ecológico de espécies e ecossistemas é um planejamento 
quanto às espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção, como por exemplo, transferindo-
as de um local para o outro evitando sua extinção em determinado ecossistema.3 
O inciso II, “preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e 
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético” versa sobre o 
patrimônio genético do país. 
O site do Governo Federal conceitua o patrimônio genético (PG) como um “conjunto 
de informações genéticas contidas nas plantas, nos animais e nos microrganismos, no todo ou 
em suas partes (cascas, folhas, raízes, pelos, penas, peles, etc.), estejam eles vivos ou mortos”. 
E segue, em sequência, explanando que: 
O patrimônio genético brasileiro está nos organismos que ocorrem de 
forma natural no Brasil, ou seja, de seres vivos nativos ou daqueles 
que adquiriram características específicas no território nacional. 
Acessar o patrimônio genético é, por exemplo, usar a informação 
contida nas amostras de plantas, animais, microrganismos ou 
substâncias deles derivadas para estudar do que são feitas, testar para 
que servem ou para desenvolver produto ou processo comercializável.4 
 
ASPECTO 3 – Caso, após o afastamento da região como área de proteção ambiental, 
fosse instalada uma empresa de exploração de atividades de risco médio, seria possível 
a concessão de licença ambiental automaticamente para o funcionamento da empresa? 
Fundamente com base no entendimento jurisprudencial corrente. 
Não, não seria possível a concessão de licença ambiental de forma automática no caso 
narrado. 
Isso ocorre porque, para o funcionamento de empresas que exerçam atividades de 
risco médio, nos termos da classificação estabelecida em ato do poder público, a concessão de 
licença ambiental de forma automática fere os preceitos constitucionais estabelecidos para a 
proteção do meio ambiente. Trata-se de um dos temas da chamada “Pauta Verde” do STF. 
Dessa forma, em abril/2022 o STF decidiu, no bojo da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI) 6.8085, que as licenças ambientais para empresas com atividade de 
risco médio não podem ser concedidas de forma automática. “Os ministros concordaram que a 
 
2 Saiba mais sobre o tema clicando aqui [link]. 
3 Saiba mais sobre o tema clicando aqui [link]. 
4 Veja a fonte da informação clicando aqui [link]. 
5 STF. ADI 6.808. Rel. Min. Cármen Lúcia. Autos nº 0052474-24.2021.1.00.0000. Julgado em 28/04/2022. 
DJe em 28/04/2022. Você pode conferir as decisões do julgamento e o todo o processo clicando aqui: [link]. 
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
6 
 
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concessão automática do licenciamento ambiental, sem análise humana, fere as regras 
constitucionais de defesa do meio ambiente”6. 
Essa decisão foi tomada devido a uma movimentação do processo de 
desburocratização de abertura de empresas no país em contraposição a proteção ambiental 
necessária.O caso foi analisado em face a Medida Provisória nº 1040/2021, elaborada pelo 
Presidente Jair Bolsonaro. Convertida em Lei, a Medida criava formas de facilitar o trâmite e 
abertura de empresas que causariam impacto de risco médio ao meio ambiente (atividades 
como: de transferência de carga de petróleo em alto-mar, garimpo de pequeno porte, fabricação 
de fertilizantes, exploração econômica de madeira e lenha). 
No caso, bastaria apenas que o empresário declarasse conhecer e assumir os riscos 
da atividade, por meio de assinatura de termo de responsabilização de cumprimento de regras 
(sanitárias, preventivas contra incêndio, ambientais em geral). 
A Relatora do processo, a ministra Cármen Lúcia, posicionou-se no sentido de que os 
alvarás e licenças citadas na MP não se aplicam ao licenciamento ambiental, que deve se 
enquadrar a legislação própria. "Pela interpretação das normas da Constituição, há de se adotar 
como diretriz o que for necessário para antecipar-se aos riscos de danos que se possam causar 
ao meio ambiente. Não se resolve crise econômica com a criação de outras crises, que poderiam 
ser gravosas ao meio ambiente"7. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Para se inteirar mais sobre o assunto e com a fala citada aqui: [link]. 
7 Para se inteirar mais sobre o assunto e com a fala citada aqui: [link]. 
Victoria Maria Lopes
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7 
 
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EXEMPLO DE REDAÇÃO 
 
No caso em discussão, é possível verificar que a assessoria do atual governador não 
o informou corretamente sobre a maneira de afastar a qualificação da região decretada como 
área de proteção ambiental. No presente caso, seria necessária a edição de lei municipal para 
que fosse afastada a qualificação das áreas como sendo de proteção ambiental, nos termos do 
artigo 225, § 1º, III da Constituição Federal de 1988. Consoante o referido artigo, quaisquer 
alterações ou supressões de proteção ambiental no sentido aludido devem ser feitas por edição 
de lei. 
Em atendimento ao preceito de resguardo do meio ambiente e aos informes 
constitucionais, duas atribuições do poder público para preservação do meio ambiente são: a 
promoção da a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública 
para a preservação do meio ambiental, bem como a exigência de estudo prévio de impacto 
ambiental, consoante lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio ambiente. 
Por fim, é importante salientar que não seria possível a concessão de licença 
ambiental de forma automática no caso narrado. Trata-se de entendimento recente do STF, 
demonstrado por meio da ADI 6.808, um dos itens da Pauta Verde do órgão. Assim, foi entendido 
que a concessão de licença ambiental para empresas de risco médio, de forma automática, fere 
os preceitos constitucionais pátrios estabelecidos para a proteção do meio ambiente. 
 
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCGO – 2022 – PRÉ-EDITAL 
 
 
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1 
CONHECIMENTOS GERAIS 
 
Língua Portuguesa 
 
Texto 1. 
 
 Insulto, logo existo 
 
 Leandro Karnal 
 No momento em que eu apenas uso 
o rótulo, 
 perco a chance de ver engenho e 
arte 
 
 
 A crítica e o contraditório são fundamentais. Grande 
parte do avanço em liberdades individuais e nas ciências 
nasceu do questionamento de paradigmas. Sociedades 
abertas crescem mais do que sociedades fechadas. A 
base da democracia é a liberdade de expressão. Sem 
oposição, não existe liberdade. 
 Uma crítica bem fundamentada destaca dados que 
um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. 
Mais de uma vez percebi que um olhar externo via melhor 
do que eu. Inexiste ser humano que não possa ser alvo 
de questionamento. Horácio garantia, com certa 
indignação, que até o hábil Homero poderia cochilar 
(QuandoquebonusdormitatHomerus - ArsPoetica, 359). 
A crítica pode nos despertar. 
 Como saber se a avaliação é boa? Primeiro: ela mira 
no aperfeiçoamento do conhecimento e não em um 
ataque pessoal. A boa crítica indica aperfeiçoamento. 
Notamos, no arguidor sincero, uma diminuição da 
passionalidade. Refulgem argumentos e dados. 
Mínguam questões subjetivas. Há mais substantivos e 
menos adjetivos. Não digo o que eu faria ou o que eu sou. 
Indico apenas como algo pode ser melhor e a partir de 
quais critérios. Que argumentos estão bem 
fundamentados e quais poderiam ser revistos. 
Objetividade é um campo complexo em filosofia, mas, 
certamente, alguém babando e adjetivando foge um 
pouco do perfil objetivo. 
 Duas coisas ajudam na empreitada. A primeira é 
conhecimento. Há um mínimo de formação. Não me 
refiro a títulos, mas à energia despendida em absorver 
conceitos. Nada posso dizer sobre aquilo do qual nada 
sei. Pouco posso dizer sobre o que escassamente 
domino. A segunda é a busca da impessoalidade. Critico 
não por causa da minha dor, da minha inveja, do meu 
espelho. Examino a obra em si, não a obra que eu 
gostaria de ter feito ou a que me incomoda pelo simples 
sucesso da sua existência. Critico o defeito e não a luz. 
[...] 
Disponível em:<https://jomalggn.com.br/noticia/insulto-logo-existo-por-
leandro-karnal> Acesso em: 11 dez. 2017. 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Em relação ao texto, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Para o autor, a objetividade da crítica está ligada ao 
tom pessoal que se dá a uma discussão, tendo em vista 
a abundância de adjetivações que devem existir para 
uma crítica relevante. 
(B) O autor destaca que o contraditório é a força motriz 
para a evolução das ideias, da sociedade e do 
conhecimento. 
(C) O foco do texto consiste na crítica à passividade com 
a qual as pessoas lidam com as ideias diferentes. 
(D) Uma avaliação satisfatória deve levar em conta a 
formação acadêmica e o conhecimento escasso daquele 
que refuta as ideias de outrem. 
(E) O rótulo é uma forma de oposição que segue o 
paradigma filosófico em direção ao desenvolvimento do 
conhecimento. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, Caveira. Letra por letra. 
 
A) Caveira, a resposta está nesse trecho: “Objetividade 
é um campo complexo em filosofia, mas, certamente, 
alguém babando e adjetivando foge um pouco do perfil 
objetivo.” 
 
Ou seja, muitos “adjetivos” fogem da objetividade. 
 
B) Perfeito. A resposta está praticamente no primeiro 
parágrafo. “A crítica e o contraditório são fundamentais. 
Grande parte do avanço em liberdades individuais e nas 
ciências nasceu do questionamento de paradigmas. 
Sociedades abertas crescem mais do que sociedades 
fechadas. A base da democracia é a liberdade de 
expressão. Sem oposição, não existe liberdade.” 
 
C) Errado, Caveira. Esse não é o foco do texto sobre as 
pessoas serem passivas a alguma coisa. 
“Como saber se a avaliação é boa? Primeiro: ela mira no 
aperfeiçoamento do conhecimento e não em um ataque 
pessoal.” 
“Notamos, no arguidor sincero, uma diminuição da 
passionalidade.” 
“A segunda é a busca da impessoalidade. Critico não por 
causa da minha dor, da minha inveja, do meu espelho. 
Examino a obra em si, não a obra que eu gostaria de ter 
feito ou a que me incomoda pelo simples sucesso da sua 
existência.” 
 
O texto não fala sobre as pessoas serem passivas de 
algo. Mas sim como lidar com tal crítica. 
 
D) A resposta está no último parágrafo, Caveira. O autor 
já fala que não é de títulos. 
“Duas coisas ajudam na empreitada. A primeira é 
conhecimento. Há um mínimo de formação. Não me 
refiro a títulos, mas à energia despendida em 
absorver conceitos. Nada posso dizer sobre aquilo doqual nada sei. [...]”. 
Victoria Maria Lopes
CPF: 073.764.413-36 110646620040
PROJETO CAVEIRA 1º SIMULADO COMPLETO – PCGO – 2022 – PRÉ-EDITAL 
 
 
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2 
 
E) Errado, Caveira. O autor faz uma crítica ao uso de 
rótulos. E é o subtítulo. 
 
“No momento em que eu apenas uso o rótulo, perco a 
chance de ver engenho e arte”. 
 
2 
Considerando as informações do texto, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) O título do texto traz uma referência à citação "Penso, 
logo existo”. Por meio de tal intertextualidade, Leandro 
Karnal busca ironizar a filosofia de René Descartes, 
demonstrando uma forma de crítica subjetiva. 
(B) Quando o autor afirma "[...] Há mais substantivos e 
menos adjetivos.[...]”, compreende-se que a boa arguição 
prioriza classes de palavras ligadas à subjetividade, à 
percepção, ao julgamento e ao pensamento abstrato. 
(C) Afirmar que "[...] Critico não por causa da minha dor, 
da minha inveja, do meu espelho.[...]” corrobora o que se 
diz em "[...] Mínguam questões subjetivas.[...]”. 
(D) O avanço das liberdades individuais é a causa de 
haver a possibilidade do questionamento de paradigmas. 
(E) Ao afirmar que "[...] alguém babando e adjetivando 
foge um pouco do perfil objetivo. [...]”, o autor busca 
demonstrar que o perfil objetivo é aquele que prioriza as 
relações pautadas mais na emoção do que na razão. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, Caveira, letra por letra. 
A) Errado. Ele faz uma crítica a quem não sabe fazer uma 
crítica. As pessoas acham que insultar é mostrar 
sabedoria. E o texto fala da importância do debate com 
críticas inteligentes. 
 
“Como saber se a avaliação é boa? Primeiro: ela mira no 
aperfeiçoamento do conhecimento e não em um ataque 
pessoal.” 
 
B) Errado. Caveira, uma boa argumentação pressupõe 
uma boa objetividade. 
 
C) Gabarito. Perfeito, Caveira. O autor diz que ele se 
esvazia das questões pessoais no momento da crítica. 
 
D) Errado. Caveira, a resposta é justamente o contrário. 
“Grande parte do avanço em liberdades individuais e nas 
ciências nasceu do questionamento de paradigmas.” 
O nascimento das liberdades veio do questionamento de 
paradigmas. 
E) Errado, Caveira. Aqui o autor fala que é subjetivo. 
“Mínguam questões subjetivas.” 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Assinale a alternativa em que o vocábulo entre 
parênteses pode substituir o vocábulo em destaque 
nas frases retiradas do texto, sem gerar alterações de 
sentido nesse contexto. 
 
(A) No subtítulo: "No momento em que eu apenas uso o 
rótulo, perco a chance de ver engenho e arte” (labor). 
(B) No primeiro parágrafo: "Grande parte do avanço em 
liberdades individuais e nas ciências nasceu do 
questionamento de paradigmas” (padrões). 
(C) No terceiro parágrafo: "Notamos, 
no arguidor sincero, uma diminuição da passionalidade” 
(amigo). 
(D) No terceiro parágrafo: “Refulgem argumentos e 
dados.” (selecionam-se). 
(E) No quarto parágrafo: "Duas coisas ajudam 
na empreitada.” (dificuldade). 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, questão de sinônimos / significados. 
Sempre cai, não tem pra onde correr. 
Vamos lá. 
 
Lembrando que os significados / sinônimos são 
relacionados ao contexto que se inserem. 
Por exemplo  engenho pode ser máquina e inteligência. 
E máquina, no caso do texto, não se encaixa. 
 
A) Engenho  astúcia, inteligência, talento. 
Labor  esforço, trabalho. 
Não passam a mesma ideia. Portanto, assertiva errada. 
 
B) Paradigma  padrão, exemplo, regra. 
Perfeito. 
 
C) Arguidor  acusador, censor. 
Amigo  companheiro, defensor. 
Note que é um antônimo. 
 
D) Refulgem  brilham, resplandecem. 
Selecionam  distinguem, escolhem. 
Nada com nada. 
 
E) Empreitada  tarefa, trabalho. 
Dificuldade  problema, impedimento. 
Quase, mas não. 
A tarefa nem sempre é um problema. 
 
4 
Assinale a alternativa em que a divisão silábica de 
todas as palavras está correta: 
(A) In-sul-to; ex-pre-ssão; ques-ti-o-na-men-to. 
(B) So-cie-da-des; exa-mi-no; o-bra. 
(C) A-per-fe-i-ço-a-men-to; ques-tõ-es; con-tradi-tó-rio. 
(D) A-va-li-a-ção; li-ber-da-de; ad-je-ti-van-do. 
(E) Ar-gui-dor; su-bs-tan-ti-vos; cer-ta-men-te. 
 
Gabarito: D 
 
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3 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, Caveira. Vamos separar corretamente as 
erradas. 
 
A) ex-pres-são.  não fica o SS junto. Assim como os 
RR. 
Lembre-se de que letras iguais, sílabas diferentes. (letras 
iguais juntas). 
 
B) so-ci-e-da-des. 
Caveira, ao pronunciar a palavra você consegue separar 
o I do E. 
Pronuncie com calma. Percebeu? 
Note que na C tem a palavra Aperfeiçoamento. Se você 
pronunciar com calma, perceberá que não tem como 
separar o E do I em FEI, ficando, obrigatoriamente, 
juntos. 
 
e-xa-mi-no. 
 
C) A-per-fei-ço-a-men-to. 
Se você pronunciar com calma, perceberá que não tem 
como separar o E do I em FEI, ficando, obrigatoriamente, 
juntos. 
 
Ques-tões. 
Novamente, o “tões” você não consegue separar. 
 
Con-tra-di-tó-rio. 
 
D) PERFEITO! 
 
E) subs-tan-ti-vos. 
Não existe sílaba só com consoante. 
 
5 
“Objetividade é um campo complexo em filosofia, 
mas, certamente, alguém babando e adjetivando foge 
um pouco do perfil objetivo.” A oração, retirada do 
texto, passa o sentido de: 
 
(A) explicação. 
(B) elucidação. 
(C) conclusão. 
(D) finalização. 
(E) oposição. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Direto ao ponto. 
Caveira, questão de oração coordenadas. Perceba que a 
banca colocou a letra A e B com o mesmo significado. 
E a letra C e D também. 
Sobrando apenas a letra E. 
 
E isso dá ao fato da conjunção MAS se fazer presente. 
E no contexto, o MAS é adversativo. Passa a ideia de 
oposição, um contraste. 
 
Aquele a mais. 
 
Caveira, vamos a um resumo das conjunções. Se você já 
sabe, vá pra próxima questão. 
 
● Oração coordenada aditiva. 
É uma oração que transmite a ideia de adição, soma ao 
evento. 
Conjunções – e, nem, também, não só...mas também, 
não só... bem como [...] 
 
Exemplo: Ana chegou e Marcos estudou. (Acontecem 2 
coisas, somatória, adição). 
Felipe cozinhou e estudou. 
 
Atenção – a conjunção E pode ser adversativa. Basta 
compreender o contexto. 
Marcos não estudou e passou. 
(Como alguém passa se não estuda? – Ocorreu uma 
quebra de expectativa). 
 
● Oração coordenada alternativa. 
Exprime a ideia de escolha, alternância entre as orações. 
Conjunções – ou, ou...ou, já...já, quer...quer, nem...nem 
[...] 
 
Exemplo: Serei PRF ou PF. (Aqui você terá que fazer 
uma escolha, Caveira, mesmo passando nos dois 
concursos). 
 
● Oração coordenada adversativa. 
Passa a ideia de adversidade, quebra de expectativa, 
oposição, contraste. 
Conjunções – mas, contudo, todavia, entretanto, porém, 
não obstante, no entanto [...] 
 
Exemplo: Ia correr, mas choveu. (Ocorreu um impeditivo, 
uma quebra de expectativa). 
 
● Oração coordenada conclusiva. 
É a conclusão, expectativa, ideia, dedução da oração 
anterior. 
Conjunções – logo, pois, portanto, assim, por isso, de 
modo que, então. 
 
Exemplo: Estudou pra prova, portanto passou. (Conclui-
se, deduz-se, que passou por ter estudado para prova, 
cria-se uma expectativa). 
 
Atenção – o POIS também é quando fica após o verbo e 
entre vírgulas. 
Daniel estudou, pois desejava ser PCGO. (explicação). 
Daniel estudou, desejava, pois, ser PCGO. (conclusão). 
 
● Oração coordenada explicativa. 
É a explicação da ideia, de algo citado na oração anterior. 
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4 
Conjunções – que, porque, porquanto, pois, na verdade, 
isto é, ou seja [...] (lembre-se de que PORQUANTO tem 
o PORQUE ali  PORQUANTO). 
 
Exemplo: Marcos virou Agente da PCGO, porque 
estudou. (explico o porquê de ter virado Agente da 
PCGO). 
 
Texto 2. 
 
Não pude comparecer ao evento filosófico que a 
moça me convidou. Um evento único, cheio dos detalhes. 
Uma viagem à Grécia, por assim dizer. Todas as 
estruturas estavam lá, os papos filosóficos, os debates, 
as discordâncias, as contradições, novas ideias, novas 
interações. Tudo o que eu queria. 
Mesmo assim, não pude comparecer. Algo me 
disse para não ir, pensei que era algo filosófico. Mas 
descobri que eram apenas meus pensamentos que me 
carregam aos inimagináveis da minha mente. Vira e 
mexe eu ouço uma voz: “Vá. Fique. O que é o nada? O 
que é tudo? É possível ter tudo e nada? O que é 
possível? [...]” 
Conversas sem fim. Filosóficos da conversa. 2019 
(adaptado). 
 
6 
O primeiro parágrafo do texto possui, 
predominantemente, a tipologia textual: 
 
(A) narrativa. 
(B) descritiva. 
(C) injuntiva. 
(D) dissertativa. 
(E) expositiva. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Direto ao ponto. 
Caveira, o primeiro parágrafo descreve o evento. 
Portanto é a letra B. 
Fique atento (a) a esses detalhes na hora da prova, 
Caveira. 
 
Aquele a mais. 
Se você já sabe das tipologias textuais mais cobradas, vá 
pra próxima questão. 
 
Texto narrativo: enredo, personagens – o que 
aconteceu, com quem, quando, onde e como. 
Texto descritivo: compara, enumera, descreve algo. O 
objetivo é transmitir as impressões, qualidades, 
sensações, características 
Texto dissertativo: busca, geralmente, defender uma 
ideia. Divide-se em dois: 
Expositivo: o autor não tenta persuadir o leitor, apenas 
expõe fatos, ideias. 
Argumentativo: aqui, além da exposição do tema, 
ocorre a intenção de persuadir o autor com argumentos 
e contra-argumentos. 
Texto expositivo: expor informações, passar 
informações como: seminários, entrevistas, palestras, 
enciclopédia, verbete de dicionário. 
Texto injuntivo: instrução, ordens, conselho, orientação. 
(Verbos no imperativo). 
 
7 
As aspas presentes no texto servem para indicar um 
discurso: 
 
(A) indireto livre, pois o autor dá espaço para que outro 
personagem fale. 
(B) indireto, pois o autor dá espaço para que outro 
personagem fale. 
(C) direto, pois o autor dá espaço para que outro 
personagem fale. 
(D) direto, pois há uma mistura de falas, tanto do autor, 
quanto do novo personagem. 
(E) indireto, pois há uma mistura de falas, tanto do autor, 
quanto do novo personagem. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, vamos a um resumo dos tipos de discurso e não 
terá erro. 
 
● Discurso direto: o narrador “pausa” a sua narração e 
deixa o personagem falar. Geralmente é seguido de 
aspas ou travessão. Ou seja, o narrador se “exime” do 
que é dito. 
Exemplos: 
● Os estudantes falaram: “Hoje somos livres e felizes”. 
● O aluno do Caveira falou: “Amanhã serei PC”. 
 
● Discurso indireto: aqui o narrador fala pelo 
personagem. Não há o personagem falando. 
Exemplos: 
● Os estudantes falaram que seriam livres e felizes. 
● A aluna do Caveira disse eufórica que será PC. 
 
● Discurso indireto livre: ocorre uma mistura. Não 
existem sinais que mostrem as mudanças, por isso pode 
ocorrer confusão entre o que é dito pelo personagem e 
pelo narrador. 
Exemplos: 
● Amanheceu chovendo. Esperarei à tarde pra correr. 
● Ela estava com peso na consciência. Talvez deveria 
ter feito barra e não abdômen. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 
8 
“Mas descobri que eram apenas meus pensamentos 
que me carregam aos inimagináveis da minha 
mente.” o termo sublinhado pode ser substituído 
corretamente por: 
 
(A) dos quais. 
(B) nos quais. 
(C) onde. 
(D) os quais. 
(E) aos quais. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, a questão fala sobre a substituição do pronome 
que. Vira e mexe a banca cobra. Nem sempre desse jeito, 
porém com reescrita ou outras maneiras. É importante ter 
mente como funciona a substituição para não cair nas 
pegadinhas. 
 
Lembre-se de que a substituição deverá concordar com 
o sujeito. 
 
Quem me carregam aos inimagináveis? 
Os pensamentos. 
 
“Mas descobri que eram apenas meus pensamentos que 
os quais me carregam aos inimagináveis da minha 
mente.” 
 
Lembre-se de que no caso deverá ficar no plural. 
Vejamos agora o porquê de não ser as outras assertivas. 
 
Substituição pronome relativo. 
 
QUE  o qual / a qual / os quais / as quais. 
A QUE  ao qual / à qual / aos quais / às quais. 
EM QUE  no qual / na qual / nos quais / nas quais / 
onde. 
DE QUE  do qual / da qual / dos quais / das quais. 
 
9 
Assinale a assertiva que o uso do pronome enclítico 
seja opcional, de acordo com as normas vigentes da 
gramática. 
 
(A) O filósofo teve uma enorme vontade de me ajudar. 
(B) O novo estudante não me agradou à primeira vista. 
(C) A professora tinha me passado a resposta. 
(D) Passarei-te o endereço logo, logo. 
(E) Quando me fizer uma pergunta, levante a mão. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Direto ao ponto. 
Vamos lá, Caveira. Letra por letra. 
A) Perfeito. Em caso de verbo no infinitivo a ênclise é 
opcional. Portanto a alternativa está correta. 
 
B) Caveira, palavra negativa sempre atrai o pronome, e 
nesse caso ocorre próclise. 
 
C) Caveira, após ADO e IDO, nada é metido. 
Nesse caso é obrigatório a próclise. 
 
D) Caveira, futuro do presente com pronome? É caso de 
mesóclise. 
 
E) Conjunções subordinadas é caso de próclise. 
 
Aquele a mais. 
Caveira, segue um resumo de colocação pronominal. 
Se você já sabe, vá pra próxima questão. 
 
Próclise – antes do verbo. – [...] SE faz. 
Mesóclise – no meio do verbo. – Dir-TE-ei. 
Ênclise – no fim do verbo. – Faça-SE. 
 
Não se começa frase com pronomes oblíquos átonos. 
(me, se, te, a, o, lhe, nos, vos, as, os, lhes). 
 
Por exemplo: Se livre dessa coisa. 
O correto é: Livre-se dessa coisa. 
 
Outro exemplo: Ela chegou cedo, nos livramos dele. 
O correto é: Ela chegou cedo, livramo-nos dele. 
 
● Próclise: 
Há algumas regras: 
1) Palavras negativas. (não, nunca,...) 
Não te iluda. 
 
2) Pronomes relativos (que, quem, ...), indefinidos 
(alguém, ninguém, …) e demonstrativos (este, isso…): 
Isso me faz feliz. 
 
3) Orações exclamativas. 
Como te faz bem estudar! 
 
4) EM + pronome + GERÚNDIO. 
EM se tratando de simulados, o Caveira arrasa. 
 
5) Com a palavra só (sentido de somente, apenas.) e 
conjunções alternativas (ou, seja...seja). 
Só me faça um favor: estude. 
Ou me jogo, ou me atiro. 
 
6) Conjunções subordinadas. 
Quando me fizer bem, avisar-te-ei. 
Conforme te disse, estude. 
 
7) Palavras interrogativas quando inicial as frases. 
Quando te darão a resposta? 
Quem te avisou da prova? 
 
8) Advérbios. 
Agora me faça um favor. 
Às vezes me sinto feliz. 
 
Somente se não tiver uma pausa. Se tiver uma vírgula, 
por exemplo, a ênclise é obrigatória. 
 
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6 
 
● Mesóclise. 
Utilizado com verbos do futuro do presente ou do futuro 
do pretérito, a não ser que haja palavras que atraiam a 
próclise: 
 
Passar-te-ei as respostas da prova. (Futuro do 
presente). 
Passar-te-ia as respostas da prova. (Futuro do pretérito). 
 
 
● Ênclise. 
Em palavras que sejam possíveis isso. A única regra 
obrigatória é no início das orações. O restante é 
facultativo. 
 
1) Início de orações. (Obrigatório). 
Faça-me um favor. 
Paracomeçar, joguem-me a bola. 
 
2) Verbos no infinitivo. (Facultativo). 
Gostaria de presentear-te com um simulado. 
 
ATENÇÃO. 
Após ADO e IDO, nada será metido. 
Eu tinha me passado. OK! 
Eu tinha passado-me. ERRADO. 
 
Informática 
 
10 
Você efetuará uma navegação na internet utilizando 
o navegador Google Chrome na versão em Língua 
Portuguesa. Você iniciou a sua navegação com o 
atalho <control> + <shift> + <n>. Esse atalho lhe 
possibilita: 
 
(A) Navegar em uma página em branco. 
(B) Salvar o histórico da navegação. 
(C) Imprimir a página atual de navegação. 
(D) Encerrar uma navegação. 
(E) Realizar uma navegação em modo privado. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, o atalho acima (CTRL + SHIFT + N) permite 
realizar uma navegação em modo privado. 
A Navegação Anônima tem a função de impedir que se 
guarde qualquer histórico, realizar pesquisas nos 
históricos, entre outras atividades. 
 
No entanto, muito cuidado! Ela NÃO mascara sua 
identidade nem sua atividade online. Isso porque os sites 
e provedores de serviços de internet ainda podem coletar 
informações sobre sua visita, mesmo que você não tenha 
se identificado. Se usar seu dispositivo no trabalho, sua 
empresa pode conseguir monitorar os sites que você 
visita. 
 
Ela só ajuda você a obscurecer suas atividades 
online de outras pessoas que usam o determinado 
navegador no mesmo computador, mas não torna 
você invisível na rede. 
 
A Navegação Anônima ou Privativa NÃO salva suas 
informações de navegação, como histórico e cookies, 
não deixando rastros após você terminar a sessão. 
 
O que acontece quando navega em privado? Por 
exemplo, no Chrome: 
 
- Não guarda o histórico de navegação, os cookies, os 
dados de sites e as informações introduzidas nos 
formulários; 
- Os ficheiros transferidos e os marcadores criados são 
mantidos; 
 
- A sua atividade não é ocultada dos Websites que visita, 
da sua entidade empregadora ou escola nem do seu 
fornecedor de serviços de Internet. 
 
11 
Acerca das noções básicas de segurança na internet, 
qual é o nome do código malicioso que torna 
inacessíveis os dados armazenados em um 
equipamento, geralmente usando criptografia, e que 
exige pagamento de resgate para restabelecer o 
acesso ao usuário? 
 
(A) Spyware. 
(B) Ransomware. 
(C) Spam. 
(D) Rootkit. 
(E) Worm. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, trata-se do Ransomware. 
 
Esse código, geralmente, utiliza CRIPTOGRAFIA, e 
exige pagamento de resgate (ransom) para restabelecer 
o acesso ao usuário. 
 
 
 
 
 
O pagamento do resgate geralmente é feito via bitcoins. 
 
Existem dois tipos de ransomware: 
 
Ransomware Locker: impede que você acesse o 
equipamento infectado. 
 
Ransomware Crypto: impede que você acesse aos 
dados armazenados no equipamento infectado, 
geralmente usando criptografia. 
 
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7 
Além de infectar o equipamento o ransomware também 
costuma buscar outros dispositivos conectados, locais ou 
em rede, e criptografá-los também. 
 
12 
No sistema operacional Windows 10, em sua 
configuração padrão, a assistente digital da 
Microsoft é chamada de: 
 
(A) Word. 
(B) Barra de Tarefas. 
(C) Bloco de Notas. 
(D) Cortana. 
(E) Explorador de Arquivos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a CORTANA é a assistente digital da Microsoft. 
Ela tem o objetivo de ajudar o usuário a realizar tarefas, 
bem como ser controlada por meio da VOZ HUMANA. 
No Windows, ela é representada pelo botão abaixo: 
 
 
 
 
13 
No Microsoft Word 2016, é possível gerenciar 
quebras de seções em um documento. Sobre esse 
recurso, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Iniciar uma nova seção em um documento é 
praticamente iniciar um documento novo dentro de um 
mesmo documento. Com isso, é possível determinar 
diferentes formatações de texto dentro de um mesmo 
documento. 
(B) Não é possível ter várias seções diferentes dentro de 
uma mesma página do documento. 
(C) Existe apenas um tipo de quebra de seção, a 
chamada “Próxima Página”, que inicia a nova seção na 
página seguinte. 
(D) Inserir seções dentro de um documento é somente 
uma maneira de organizar o documento para o usuário, 
mas não serve para alterar o documento em diferentes 
layouts. 
(E) Ao excluir uma quebra de seção, todo texto que 
estiver antes da quebra perderá sua formatação. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, ao gerenciar QUEBRAS DE SEÇÕES em um 
documento, é possível iniciar uma nova seção em um 
documento, ou seja, é praticamente iniciar um 
documento novo dentro de um mesmo documento. Com 
isso, é possível determinar diferentes formatações de 
texto dentro de um mesmo documento. 
 
Portanto, as Quebras de Seções permitem que você 
defina opções específicas de layout e de formatação da 
página (como numeração de linhas, colunas ou 
cabeçalhos e rodapés) para diferentes partes de um 
documento. 
 
Raciocínio Lógico 
 
14 
Define-se uma proposição como sendo uma 
sentença declarativa cujo conteúdo poderá ser 
considerado verdadeiro ou falso. 
 
Dessa forma, assinale a alternativa que identifica 
uma proposição. 
 
(A) Preste atenção ao edital! 
(B) Você gosta de estudar? 
(C) Se Tício levantar mais cedo, então ele passará no 
concurso. 
(D) Estude Bastante. 
(E) A idade de Mévio multiplicada por R$50,00 será o 
valor do prêmio. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
DICA: Não são consideradas proposições lógicas: 
 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analise do item: 
 
Vamos analisar cada alternativa de maneira individual: 
 
 I. Preste atenção ao edital! → Frase exclamativa. 
 
 II. Você gosta de estudar? → Frase interrogativa. 
 
 III. Se Tício levantar mais cedo, então ele passará no 
concurso → Proposição lógica composta. 
É considerada como uma proposição lógica, pois pode 
ser julgado como verdadeiro ou falso. Note que temos 
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8 
duas proposições lógicas: “Tício levantar mais cedo” e 
“ele passará no concurso”, ligado pelo conectivo da 
condicional = “Se, então”. 
 
 IV. Estude Bastante → Frase imperativa. 
 
 V. A idade de Mévio multiplicada por R$50,00 será o 
valor do prêmio → Sentença Aberta 
Note que não sabemos a idade de Mévio, pois a banca 
apenas afirma = “A idade de Mévio multiplicada...”, dessa 
firma, não é possível saber o valor do prêmio. Portanto 
não podemos afirmar se essa sentença se encontra 
verdadeira ou falsa. 
 
 • 2ª etapa: Análise final: 
Diante do exposto, a alternativa C se encontra correta. 
 
15 
Considere a seguinte proposição condicional: 
 
“Se você usar a pistola, então seus dedos ficarão 
mais claros”. 
 
Por definição, a recíproca dessa proposição 
condicional será dada por: 
 
(A) “Se você não usou a pistola, então seus dedos não 
estão mais claros.” 
(B) “Se você não usou a pistola, então seus dedos estão 
mais claros.” 
(C) “Se seus dedos não estão mais claros, então você 
usou a pistola.” 
(D) “Se seus dedos ficaram mais claros, então você usou 
a pistola.” 
(E) “Se seus dedos ficaram mais claros, então você não 
usou a pistola.” 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 • Proposição = Se você usar a pistola, então seus 
dedos ficarão mais claros. 
 • A = você usar a pistola. 
 • “→” = “Se, então”. 
 • B = seus dedos ficarão mais claros. 
 • Proposição: A → B. 
 
OBS: Não confunda recíproca com equivalência.São 
coisas diferentes como demostrado abaixo: 
 
DICA: Equivalência e negação da condicional: 
 
 
Logo, as equivalências podem ser vistas a seguir: 
 • ∼B→~A = Se seus dedos não ficarão mais claros, 
então você não usa a pistola = Se seus dedos não estão 
mais claros, então você não usa a pistola. 
 • ∼A∨B = Você não usa a pistola ou seus dedos 
ficarão mais claros. 
 
DICA: Recíproca de uma condicional: 
 
 
Logo, perceba que a recíproca da proposição: A→B 
corresponde a: B→A. Assim: 
B→A = Se seus dedos ficaram mais claros, então você 
usou a pistola. 
 
Os erros das demais alternativas estão 
demonstrados em vermelho (Caso tenha alguma 
parte que esteja faltando, ou descrita a mais, esta 
estará descrita em caixa alta), veja: 
 
(A) “Se você NÃO usou a pistola, então seus dedos 
NÃO estão mais claros.” – A primeira proposição 
simples deveria ser a segunda, a ordem está invertida, 
além de apresentar outro erro que é a negação das 
proposições lógicas simples. 
 
(B) “Se você NÃO usou a pistola, então seus dedos 
estão mais claros.” – A primeira proposição simples 
deveria ser a segunda, a ordem está invertida, além de 
apresentar outro erro que é a negação da proposição 
lógica. 
 
(C) “Se seus dedos NÃO estão mais claros, então você 
usou a pistola. ” – A primeira proposição simples não 
deveria estar descrita com a palavra: não. 
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9 
 
(E) “Se seus dedos ficaram mais claros, então você NÃO 
usou a pistola. “– A segunda proposição simples não 
deveria estar descrita com a palavra: não. 
 
Dessa forma, a única sentença que representa a 
recíproca da proposição fornecida pela banca é a Letra 
D: “Se seus dedos ficaram mais claros, então você usou 
a pistola. ”. 
 
 • 2ª etapa: Análise final: 
Diante do exposto, a alternativa D se encontra correta. 
 
16 
Seja X um conjunto cujos elementos são números 
naturais maiores que 10 e seja Y outro conjunto cujos 
elementos são números naturais menores que 15, ao 
enumerar os elementos do conjunto Z, obtidos da 
intersecção entre os conjuntos X e Y, obteremos: 
 
(A) Z = {10, 11, 12, 13, 14}. 
(B) Z = {11, 12, 13}. 
(C) Z = {10, 11, 12, 13, 14, 15}. 
(D) Z = {11, 12, 13, 14, 15}. 
(E) Z = {11, 12, 13, 14}. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Dica: União e Interseção de Conjuntos: 
 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analise do item: 
 
De acordo com a banca, X representa um conjunto cujos 
elementos são números naturais maiores que 10, logo, X 
pode ser representado por: 
 
X = {11,12,13,14 ⋯ } 
 
 Logo, depois a banca afirmar que Y representa outro 
conjunto cujos elementos são números naturais menores 
que 15, assim, Y pode ser representado por: 
 
Y = {14,13,12,11, ⋯ } 
 
Por fim, a banca afirma que os elementos do conjunto Z, 
são obtidos da intersecção entre os conjuntos X e Y. 
Assim, temos que Z representa os elementos em comum 
entre os conjuntos X e Y, assim: 
 
𝑍 = 𝑋 ∩ 𝑌 = {11,12,13,14} 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto a alternativa E se encontra correta. 
 
17 
Um policial civil do Estado de Goiás redigiu 30 
documentos durante uma semana, sendo que 80% da 
metade desse total de documentos redigidos foram 
relatórios e o restante foram correspondências. 
Sendo assim, é correto afirmar que o total de 
correspondências redigidas por esse policial civil, 
durante essa semana, é igual a: 
 
(A) 12. 
(B) 18. 
(C) 10. 
(D) 14. 
(E) 16. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analise do item: 
 
Note que o policial civil redigiu 30 documentos. Perceba 
também que de acordo com a banca 80% da metade 
desse total, ou seja, 80% de 15 documentos foram 
relatórios, logo a quantidade de relatório corresponde a: 
 
𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑑𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 = 30 
𝑀𝑒𝑡𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 (30 𝑑𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠) = 15 𝑑𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 
50% 𝑑𝑒 15 =
80
100
· 15 = 0,80 · 15 = 12 
 
Logo, a quantidade de relatórios corresponde a um total 
de 12. 
 
Dessa forma, como temos um total de 30 documentos 
redigidos pelo policial civil, e 12 corresponde a 
quantidade de relatórios, temos que a quantidade de 
correspondências será igual a: 
 
30 − 12 = 18 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑛𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto a alternativa B se encontra correta. 
 
 
 
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10 
Realidade étnica, social, histórica, geográfica, 
cultural, política e Econômica do Estado de Goiás 
18 
Com relação aos aspectos físicos do território 
goiano, julgue os itens a seguir e assinale a 
alternativa correta. 
 
I – Dentre suas bases locacionais podemos destacar 
que suas divisas estão ligadas aos estados: 
Tocantins (Norte); Minas Gerais (Sul e Leste); Mato 
Grosso (Oeste); Bahia (Nordeste); Mato Grosso do 
Sul (Sudoeste) e o Distrito Federal. 
 
II – Seu clima apresenta-se predominantemente 
úmido, com períodos de invernos secos de climas 
tropicais, promovendo altas temperaturas em regiões 
de elevadas altitudes. 
 
III – Apresenta uma ampla faixa de transição entre as 
composições vegetacionais formadas pela 
vegetação de caatinga e floresta amazônica, sendo 
amplamente devastada pelo arco do desmatamento. 
 
IV – Sua composição vegetacional predominante é 
o Cerrado, onde na região sul do estado são 
encontradas pequenas faixas de mata Atlântica, 
principalmente nas margens dos rios e nas serras. 
 
Estão corretas apenas: 
 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I, II e III. 
(D) I e IV. 
(E) II, III e IV. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, CAVEIRA! Vamos entender um pouco mais 
sobre a questão retratada acima. 
 
Nos itens I e IV a questão retrata muito bem os aspectos 
físicos referentes ao estado de Goiás, no entanto os 
itens II e III apresentam inconsistências. Vejamos. 
 
II - Seu clima apresenta-se predominantemente úmido, 
com períodos de invernos secos de climas tropicais, 
promovendo altas temperaturas em regiões de 
elevadas altitudes. 
 
O clima do estado de Goiás é o Tropical semiúmido e 
não úmido, sendo caracterizado por temperaturas 
amenas com amplitudes térmicas consistentes ao 
longo do ano. Na porção do inverno por mais que venho 
ser seco as temperaturas em elevadas altitudes são 
caracterizadas pelas temperaturas mais baixas, o que 
não ocorre no estado. 
 
III - Apresenta uma ampla faixa de transição entre as 
composições vegetacionais formadas pela vegetação de 
caatinga e floresta amazônica, sendo amplamente 
devastada pelo arco do desmatamento. 
 
O estado de Goiás não apresenta faixas de transição 
referentes a união da caatinga com a floresta 
amazônica, como encontradas no meio-norte do estado, 
onde encontramos uma biovegetação conhecida como 
mata dos cocais. Mesmo que a área venha ser 
conhecida pelo problema do arco do desmatamento, a 
mesma não apresenta faixas de transição e sim, áreas 
de formações vegetacionais. 
 
19 
É uma das bacias hidrográficas em bases territoriais 
nacionais, recebendo seu nome uma vez que os 
principais rios que formam a bacia são os que 
perpassam predominantemente o estado de Goiás, 
sendo considerada a maior bacia hidrográfica 
totalmente brasileira e predominante no estado. 
Estamos tratando da(o): 
 
(A) Bacia hidrográfica do Parnaíba. 
(B) Bacia hidrográfica do Atlântico Leste. 
(C) Bacia hidrográfica Amazônia. 
(D) Bacia hidrográfica do São Francisco. 
(E) Bacia hidrográfica do Tocantins-Araguaia. 
 
Gabarito: ECOMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, Caveira!! Vamos entender um pouco mais 
sobre a questão acima. 
 
Sendo a maior bacia hidrográfica GENUINAMENTE 
brasileira, a bacia do TOCANTINS-ARAGUAIA é uma 
das principais do território nacional e principalmente para 
o estado de Goiás. Ela recobre predominantemente 
grande parte do estado, junto com a bacia do Parnaíba, 
que juntas formam a rede hidrográfica regional, 
constituindo boa parte do desenvolvimento econômico 
através do abastecimento local quanto também na 
produção energética. 
 
20 
Com relação as atualidades econômicas do estado 
de Goiás, podemos afirmar, exceto: 
 
(A) A base da economia goiana é o setor industrial, que 
vem apresentando rápido crescimento econômico em 
investimentos. 
(B) Sua composição econômica está voltada 
predominantemente ao setor de serviços. 
(C) A agropecuária além de ser uma atividade colonial 
permanece como principal base da economia no PIB. 
(D) A construção civil, atrelada ao setor secundário 
desenvolve mais da metade de todo o desenvolvimento 
no PIB do estado. 
(E) O Comércio e a prestação de serviços apresentam-
se com base secundária no panorama econômico da 
região. 
 
Gabarito: B 
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11 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos lá, CAVEIRA! Vamos entender um pouco mais 
sobre a questão. 
 
Em todo o território nacional, independentemente do 
estado de Goiás o setor de serviços sempre será o 
principal panorama econômico em predominância. Tal 
fator deve-se ao comércio e prestação de serviços, 
que juntos apresentam um mercado consumidor 
interno e de alta comercialização de forma externa, 
elevando ainda mais o mercado e o desenvolvimento de 
qualquer área em constante escanção no território 
nacional. Ao observarmos os gráficos do estado de Goiás 
veremos, que o setor de serviços está em grande 
destaque, apresentando mais da metade de toda a 
lucratividade produtiva no Produto Interno Bruto, seguido 
da indústria e da agropecuária. 
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
Noções de Direito Constitucional 
21 
Determinado ativista de direitos humanos foi morto 
na cidade de Goiânia, sendo certo que as 
investigações já se arrastam há 2 anos, estando 
patente que tem sido conduzida de forma negligente. 
Nos termos da Constituição Federal, há a 
possibilidade de transferência da competência da 
Justiça Estadual para a Federal, desde que exista as 
seguintes hipóteses: 
 
(A) O pedido de deslocamento deve ser feito por um 
Ministro do STJ. 
(B) Assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes 
de tratados internacionais de direitos humanos dos quais 
o Brasil seja parte. 
(C) O endereçamento do pedido deve ser feito no âmbito 
do STF. 
(D) Combater a eventual morosidade dos agentes do 
sistema de justiça que comprometa a imagem do país 
junto aos organismos multilaterais de cooperação 
internacional. 
(E) Possível para violações de direitos fundamentais 
estampados na Constituição Federal. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 1.32. Poder 
Judiciário, bem como o ponto 1.33. Estrutura e 
competência (arts. 92 a 125). 
 
Alternativa A – incorreta. 
O artigo 109, §5º da Carta Magna, exige que o pedido 
seja feito pelo Procurador Geral da República. 
 
Alternativa B – correta. 
Conforme artigo 109, §5°da CF, é cabível o 
deslocamento de competência na busca de assegurar o 
cumprimento de obrigações decorrentes de tratados 
internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil 
seja parte. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme artigo 109, §5°da CF o pedido deve ser 
endereçado ao Superior Tribunal de Justiça. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O artigo 109, §5°da CF não traz esse requisito para o 
deslocamento de competência para âmbito federal. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Nos termos do artigo 109, §5°da CF, o deslocamento é 
usado para grave violação de direitos humanos, 
buscando assegurar o cumprimento de obrigação 
decorrente de tratado internacionais de direitos humanos 
do qual o Brasil seja parte. 
 
22 
Após praticar ato atentatório ao exercício de direitos 
políticos, o Senado Federal admitiu procedimento de 
acusação contra Presidente da República. A 
admissão deu-se por 2/3 dos seus membros. Ato 
contínuo, o julgamento foi realizado no STF. Nos 
termos da Constituição Federal, poderá a defesa do 
Presidente alegar: 
 
(A) Ilegalidade do processo, uma vez que, não houve a 
pratica de crime de responsabilidade. 
(B) O quórum de admissão da denúncia é de maioria 
absoluta do Senado Federal. 
(C) Ilegalidade no julgamento, pois deveria ser o 
Presidente julgado pelo Supremo Tribunal Federal. 
(D) Ilegalidade do trâmite processual, pois, a acusação 
deve ser admitida por 2/3 da Câmara dos Deputados e o 
Presidente julgado pelo Senado Federal, em caso de 
crime de responsabilidade. 
(E) Não há na Constituição Federal possibilidade de 
suspensão das funções presidenciais durante o tramite 
processual. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a questão versa sobre o ponto 1.30. Poder 
Executivo; 1.31. Estrutura e competência (arts. 76 a 86). 
 
Alternativa A – incorreta. 
Nos termos do artigo 85, III da CF é crime de 
responsabilidade atos do Presidente da República que 
atente contra o exercício dos direitos políticos. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Para se admitir a acusação contra o Presidente da 
República o quórum é de 2/3 da Câmara dos Deputados. 
 
Alternativa C – incorreta. 
O Presidente da República deve ser julgado pelo 
Supremo Tribunal Federal somente em casos de 
infrações penais comuns, conforme artigo 86 da CF. 
 
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12 
Alternativa D – correta. 
Conforme artigo 86 da CF a acusação deve ser admitida 
por 2/3 da Câmara dos Deputados, sendo o Presidente 
da República julgado pelo Senado Federal nos crimes de 
responsabilidade. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Conforme artigo 86, §1° e 2° da CF o Presidente da 
República ficará suspenso de suas funções, nos crimes 
de responsabilidade após a instauração do processo pelo 
Senado Federal, e, nos crimes comuns, após o 
recebimento da denúncia ou queixa pelo STF. Vale frisar 
que o afastamento deve durar no máximo 180 dias, 
cessando o afastamento, sem, contudo, obstar o 
prosseguimento do processo. 
 
23 
Determinado Parlamentar estadual apresenta 
proposta de lei, visando alterar questões que tocam 
o direito penitenciário. Diante das regras 
constitucionais, o projeto de lei é: 
 
(A) Inconstitucional, pois direito penitenciário é matéria 
de competência privativa da União. 
(B) Constitucional, pois trata-se de matéria de 
competência comum. 
(C) Constitucional, pois direito penitenciário é matéria de 
competência concorrente entre a União e os Estados 
Federais. 
(D) Inconstitucional, pois, em que pese ser matéria de 
competência concorrente, o Estado somente pode 
legislar sobre direito penitenciário enquanto a União não 
o fizer. 
(E) Tanto a União quanto o Estado podem legislar 
livremente sobre a matéria. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Guerreiros(as), a presente questão versa sobre o ponto 
1.21. Organização do Estado. 1.22. Organização 
administrativa. 1.23. União. Estados. 1.24. Distrito 
Federal. 1.25. Municípios. 1.26. Intervenção nos Estados 
e Municípios (arts. 18 a 36). 
 
Alternativa A – incorreta. 
Nos termos do artigo 24, I da CF, direito penitenciário é 
competência de caráter concorrente, ou seja, União, 
Estados e DF podem legislar a respeito. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O Direito penitenciário é competência concorrente,conforme artigo 24 da CF. As matérias reservadas a 
competência comum estão estampadas no artigo 23 da 
Constituição Federal. 
 
Alternativa C – correta. 
Por ser competência concorrente, tanto a União quanto 
os Estado e o DF podem legislar a respeito do tema. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na seara da competência concorrente, conforme artigo 
24, §1° da CF a União legisla sobre normas gerais e os 
Estados possuem competência suplementar (artigo 24, 
§2° da CF). 
 
Alternativa E – incorreta. 
No âmbito da competência concorrente, os Estados só 
podem legislar livremente na ausência de lei federal 
sobre o tema. Na superveniência da lei federal tratando 
sobre normas gerais, haverá a suspensão da eficácia da 
lei estadual naquilo que contrariar a federal – artigo 24, 
§§ 3°e 4°da CF. 
 
24 
Analise as seguintes situações: 
 
I- O brasileiro naturalizado Manoel não poderá, por 
impedimento constitucional, tornar-se Praça da 
Marinha do Brasil. 
 
II- O brasileiro naturalizado Antônio, por ter cometido 
crime comum após a sua naturalização, poderá ser 
extraditado. 
 
III- O brasileiro naturalizado José não pode ser eleito 
Deputado Federal. 
 
Das situações apresentadas, estão corretas: 
 
(A) Nenhuma. 
(B) II e III apenas. 
(C) I e III apenas. 
(D) Todas. 
(E) III apenas. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a questão aborda o ponto 1.19. 
Nacionalidade. 
 
Vejamos: 
 
I) Incorreta. Afirma o art. 12, §3º, VI, CF/88, que o cargo 
privativo de brasileiro nato é o de Oficial das Forças 
Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), inexistindo 
limitação para Praças. 
 
II) Incorreta. O brasileiro naturalizado pode ser 
extraditado pela prática de: 
 
1) Crime comum, antes da naturalização. 
 
2) Tráfico ilícito de entorpecentes, antes ou depois da 
naturalização. 
 
III) Incorreta. O naturalizado pode ser Deputado Federal! 
Ocorre que, apenas o cargo de Presidente da Câmara 
dos Deputados é que será privativo de brasileiro nato, 
como afirma o art. 12, §3º, II, CF/88. 
 
Diante o exposto, a Alternativa A é a correta. 
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13 
25 
No que se refere às classificações feitas às diversas 
constituições, analise as afirmativas: 
 
I - Quanto à origem, a constituição Dualista depende 
da ratificação do povo, através de referendo. 
 
II - Quanto à estabilidade, a constituição Granítica 
traz a impossibilidade de modificação posterior, ao 
passo que a constituição Rígida permite a sua 
modificação, mas através de procedimentos mais 
custosos. 
 
III - Quanto à correspondência com a realidade, a 
constituição Normativa não está em consonância 
com a realidade social, ao passo que a constituição 
Semântica, sim. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
 
(A) I e II apenas. 
(B) II e III apenas. 
(C) I apenas. 
(D) II apenas. 
(E) I e III apenas. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros(as) Policiais Civis do Estado de Goiás, a questão 
trata do ponto 1.8. Normas constitucionais; 1.9. 
Classificação; 1.10. Interpretação, integração e 
aplicação. 
 
Vejamos: 
 
I- Incorreta. A constituição dualista (ou pactuada) é 
produto do compromisso (instável) feito entre forças 
políticas antagônicas, a exemplo de uma monarquia 
enfraquecida com uma burguesia fortalecida. O que a 
afirmativa trouxe, foi a definição de constituição cesarista 
(ou bonapartista). 
 
II- Correta. A constituição imutável (granítica ou 
intocável) revelam Leis Fundamentais antigas, a exemplo 
do Código de Hamurabi e a Lei das XII Tábuas. Elas 
surgiram com a pretensão de eternidade, ou seja, não 
podiam ser modificadas. 
 
Noutro giro, as constituições rígidas somente podem ser 
modificadas via procedimentos mais solenes e 
complexos, diversos dos usados no processo legislativo 
ordinário comum). Ademais, sempre serão constituições 
escritas (classificação quanto à forma). 
 
Exemplos: constituições brasileiras de 1891, 1934, 1937, 
1946, 1967 e 1988. 
 
III- Incorreta. A afirmativa trocou os conceitos! Vamos 
conhecer a classificação da constituição a partir do 
critério ontológico de Karl Loewenstein: 
 
1) Normativas: estão em consonância com a realidade 
social e política do Estado, sendo amplamente utilizadas 
pela população. 
 
Exemplos: constituições brasileiras de 1891, 1934 e 
1946. 
 
2) Nominativas ou nominais: são constituições 
prospectivas, pois não conseguiram ficar em 
consonância com a realidade social. Todavia, elas 
anseiam chegar neste ponto, alcançando a simetria entre 
a Constituição e a realidade. 
 
3) Semânticas: somado ao fato de não estarem em 
consonância com a realidade social, elas são produzidas 
para beneficiar àqueles que estão no poder. Assim, os 
interesses da sociedade ficam em segundo plano. 
 
Exemplos: constituições brasileiras de 1937, 1967 e 
1969. 
 
Diante o exposto a Alternativa D é a correta. 
 
26 
Ao ser informado de que teria direito, garantido pela 
Constituição, a uma moradia, o morador de rua Pedro 
deslocou-se até a Secretaria de Assistência Social e 
fez a solicitação de moradia. Todavia, foi informado 
por Marcos que: 1º) trata-se de um direito social e de 
uma norma programática; 2º) todavia não existem 
recursos, no momento para a sua disponibilização, 
fato este efetivamente comprovado; 3º) a reserva do 
possível permite limitar-se todo e qualquer direito 
fundamental. 
 
Diante do caso, e de acordo com as normas afetas 
aos direitos fundamentais, é correto afirmar que: 
 
(A) O segundo argumento utilizado por Marcos não se 
presta a fundamentar a negativa do direito pleiteado. 
(B) O terceiro argumento utilizado por Marcos está em 
consonância com o ordenamento e a interpretação dos 
direitos fundamentais. 
(C) Quando a Constituição estabelece o direito à 
moradia, entende-se que o Poder Público oferece casa 
para todos. 
(D) Alguns direitos sociais, previstos na norma 
constitucional, podem ser retirados da CF/88, tendo em 
vista a liberdade conferida ao poder constituinte 
reformador. 
(E) O primeiro argumento de Marcos está correto. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 1.17. Direitos e 
deveres individuais e coletivos (art. 5º). 
 
Alternativa A – incorreta. 
A “reserva do possível” funciona como um limitador da 
plena realização dos direitos prestacionais, entre eles o 
direito à moradia. Ela se revela quando, além do custo 
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14 
oneroso para a realização de determinado direito 
(construção de casas para todos os moradores de rua), 
há ainda uma falta de recursos. 
Desta forma, o argumento de Marcos pode, sim, 
fundamentar a negativa. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Vimos acima a definição da reserva do possível. Porém, 
saiba que a sua aplicação não é irrestrita. O chamado 
“mínimo existencial” revela que, dentro dos direitos 
sociais, existe uma espécie de subgrupo, menor, 
composto por direitos imprescindíveis à vida digna. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Na verdade, o mínimo existencial poderia ser satisfeito, 
por exemplo, com a disponibilização de abrigo noturno 
pelo poder público municipal. Oferecer casa a todos 
aqueles que não possuem, seria uma impossibilidade, 
fundada na reserva do possível. 
 
Alternativa D – incorreta. 
A vedação ao retrocesso informa que as medidas legais 
concretizadoras de direitos sociais devem ser elevadas a 
nível constitucional como direitos fundamentais. Assim, 
não é possível a extinção destes. 
 
Alternativa E – correta. 
O direito à moradia (bem como alimentação, saúde etc.), 
são normas programáticas, ou seja, de eficácia limitada. 
Paraserem concretizadas, elas dependem de 
regulamentação. 
 
27 
Quanto às disposições constitucionais afetas aos 
Direitos Políticos, marque a alternativa correta. 
 
(A) A recusa em cumprir obrigação a todos imposta ou 
prestação alternativa, é uma das hipóteses que enseja a 
perda dos direitos políticos. 
(B) A incapacidade civil relativa é uma das hipóteses de 
perda de direitos políticos. 
(C) O fato de determinada pessoa ser presa, pode ser 
suficiente para a suspensão dos seus direitos políticos. 
(D) A condenação criminal em segunda instância é 
suficiente para gerar a perda dos direitos políticos. 
(E) A depender da gravidade da conduta, dentre outros 
fatores, é possível a cassação de direitos políticos de 
determinada pessoa. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 1.20 Direitos 
políticos (arts. 6º a 16). 
 
Alternativa A – correta. 
Trata-se da conduta presente no inciso IV, art. 15, CF. 
Saiba então que, o direito à escusa de consciência não é 
absoluto. 
 
Alternativa B – incorreta. 
A hipótese é de incapacidade civil absoluta, quanto à 
suspensão de direitos políticos. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Apenas a condenação criminal com trânsito em julgado 
pode ensejar a suspensão dos direitos políticos. 
Situações como prisão em flagrante ou temporária não 
provocam essa suspensão. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Como afirmado, é necessário o trânsito em julgado para 
que a suspensão dos direitos políticos seja aplicada. 
 
Alternativa E – incorreta. 
O caput do art. 15 veda a cassação de direitos políticos. 
As previsões constitucionais são apenas de perda ou 
suspensão. 
 
28 
Considerando as normas constitucionais a respeito 
dos idosos, das crianças e do meio ambiente, marque 
a alternativa correta. 
 
(A) Incumbe, unicamente, aos órgãos públicos o cuidado 
com as crianças. 
(B) Na forma das disposições constitucionais, o amparo 
ao idoso é obrigação exclusiva da família. 
(C) A violação do meio ambiente implica a aplicação de 
sanção penal às pessoas físicas. Noutro giro, pessoas 
jurídicas não sofrem este tipo de penalização. 
(D) O meio ambiente é um bem especial, de propriedade 
da Administração Pública, que deve protegê-lo e 
assegurá-lo às gerações presente e futura. 
(E) Aos maiores de 65 anos é garantida a gratuidade nos 
transportes coletivos urbanos. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a questão trata do ponto 1.41. Meio 
ambiente (art. 225); 1.42. Família: criança, adolescente e 
idosos (arts. 226 a 230). 
 
Alternativa A – incorreta. 
Como afirma o art. 227, CF, é dever da família, da 
sociedade e do Estado assegurar à criança, direito à vida, 
à saúde, à alimentação etc. 
Assim, esta obrigação não se limita ao Poder Público. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Na forma do art. 230, CF/88, a família, a sociedade e o 
Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Apesar de estarmos falando de sanções penais, o art. 
225, §3º, CF/88, afirma que as condutas e atividades 
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais 
e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
 
Alternativa D – incorreta. 
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15 
O art. 225, CF, afirma que o meio ambiente é bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. 
Assim, não há exclusividade de propriedade, referente ao 
Poder Público. 
 
Alternativa E – correta. 
A alternativa trouxe os termos dispostos no art.230, §2º, 
CF/88. 
 
Noções de Direito Administrativo 
 
29 
Com base nos entendimentos doutrinários sobre as 
espécies de atos administrativos, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) Os atos enunciativos possuem uma sanção imposta 
ao sujeito que descumprir normas legais. 
(B) São exemplos de atos normativos o decreto, a 
resolução a portaria, o ofício e a deliberação. 
(C) Nos atos ordinatórios, a administração se limita a 
certificar ou a atestar um fato. 
(D) Os atos administrativos negociais são aqueles em 
que a vontade da administração pública coincide com o 
interesse do administrado. 
(E) A autorização é um ato negocial que tem caráter 
vinculativo e precário. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 9. Ato administrativo: 
conceitos, requisitos, atributos, classificação, espécie e 
invalidação 10. Condições e pressupostos. 11. Vícios. 12. 
Formas de desconstituição, revogação e anulação. 
 
Alternativa A – incorreta. 
Atos enunciativos são aqueles que enunciam uma 
situação existente ou exprimem uma opinião, não 
impondo sanção, pois este seria um ato administrativo 
punitivo. 
 
Alternativa B – incorreta. 
A portaria e o ofício são exemplos de atos ordinatórios, 
que por sua vez são aqueles que disciplinam o 
funcionamento da administração e a conduta funcional de 
seus agentes. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Os atos que certificam ou atestam algo são os atos 
enunciativos, já os ordinatórios, em regra, criam direitos 
e obrigações apenas para os agentes públicos, não 
alcançando os particulares que dependem dos serviços 
desses agentes. 
 
Alternativa D – correta. 
Os atos negociais são aqueles que contêm uma 
declaração unilateral da Administração, coincidente com 
a pretensão do particular, cujo objetivo é a efetivação de 
negócios jurídicos públicos ou a atribuição de certos 
direitos e vantagens ao interessado. 
 
Alternativa E – incorreta. 
A autorização é um ato administrativo negocial e possui 
a característica da discricionariedade. Também não é 
vinculado, sendo precário, pois a administração pode 
revê-lo sempre que necessário. 
 
30 
No interior de uma cela de estabelecimento prisional 
em determinado Estado, um detento cometeu 
suicídio. Neste caso, assinale a alternativa incorreta. 
 
(A) A morte de detento gera responsabilidade civil para o 
Estado em decorrência da sua omissão específica em 
cumprir o dever especial de proteção. 
(B) Nem sempre que houver um suicídio de detento, 
haverá responsabilidade civil do Estado. 
(C) No caso, há responsabilidade civil subjetiva do 
Estado, sendo necessária a comprovação da culpa do 
Estado, em razão da omissão. 
(D) Em regra, a responsabilidade civil do Estado em caso 
de morte de detento é objetiva. 
(E) O Estado poderá ser dispensado de indenizar se 
conseguir prova que a morte do detento não podia ser 
evitada. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a questão versa sobre o ponto 24. A 
responsabilidade civil do Estado pelos atos executivos, 
legislativos e jurisdicionais. 
 
Alternativa A – correta. 
De fato, o entendimento atual do STF é no sentido de 
que, em caso de inobservância de seu dever específico 
de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da CF/88, o 
Estado é responsável pela morte de detento. 
 
Alternativa B – correta. 
A responsabilidade civil neste caso, apesar de ser 
objetiva, é regrada pela teoria do risco administrativo. 
Desse modo, o Estado poderá ser dispensado de 
indenizar se ficar demonstrado que ele não tinha a efetiva 
possibilidade de evitar a ocorrência do dano. Por isso, 
está correto em afirmar: “nem sempre que houver um 
suicídio de detento, haverá responsabilidade civil do 
Estado. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Perceba que, em casos nos quais o Estado chama para 
si a custódia de pessoas (ou coisas), a responsabilidade 
emerge, de maneira objetiva. É que, nestas hipóteses, o 
Poder Público se coloca na posição de garante, 
assumindo para si o dever legal de impedir a ocorrência 
de danos às pessoas ou coisas que se encontram sob 
sua custódia. 
 
Alternativa D – correta. 
Em regra, o Estado é objetivamente responsável pela 
morte de detento. Isso porque houve inobservância de 
seu dever específicode proteção previsto no art. 5º, 
inciso XLIX, da Carta Magna. 
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16 
 
Alternativa E – correta. 
A regra é que o Estado seja responsável pela morte de 
detento, contudo, excepcionalmente, poderá ser 
dispensado de indenizar se conseguir provar que a morte 
do detento não podia ser evitada. Neste caso, rompe-se 
o nexo de causalidade entre o resultado morte e a 
omissão estatal. 
 
31 
A Constituição da República Federativa do Brasil 
garante algumas prerrogativas aos agentes públicos, 
para que eles possam bem desenvolver suas 
funções. Dentre elas é possível mencionar a 
estabilidade. Essa prerrogativa, porém, não é 
absoluta. Em alguns casos os servidores, mesmo os 
servidores estáveis, poderão perder o cargo. Nas 
assertivas abaixo, assinale aquela que apresenta 
uma hipótese em que o servidor estável poderá 
perder o cargo. 
 
(A) Em virtude de sentença judicial, ainda que não 
transitada em julgado. 
(B) Mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa. 
(C) Quando declarada a desnecessidade do cargo 
público. 
(D) Mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei ordinária, assegurada 
ampla defesa. 
(E) Em virtude de o servidor possuir débito tributário com 
a Administração Pública em relação a qual está 
vinculado. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Guerreiros(as), a questão versa sobre o ponto 1. 
Administração Pública: conceito, elementos, natureza e 
objetivos. Organização Administrativa do Estado: 
Administração direta e indireta; Agentes Públicos: 
espécie e classificação, poderes, deveres e 
prerrogativas; cargo, emprego. 
 
Alternativa A – incorreta. 
O servidor público estável só pode perder o cargo em 
virtude de sentença judicial caso essa já tenha transitado 
em julgado. Nesse sentido, a literalidade do art. 41, 
parágrafo 1°, I, da Constituição Federal. 
 
Alternativa B – correta. 
O art. 41, parágrafo 1°, I, da Constituição Federal, 
menciona que o servidor público estável poderá perder 
em cargo mediante processo administrativo em que lhe 
seja assegurada ampla defesa. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Quando declarada a desnecessidade do cargo público o 
servidor público estável será colocado em 
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo 
de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro 
cargo. Nesse sentido a literalidade do art. 41, parágrafo 
3° da Constituição Federal. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O servidor público estável poderá perder o cargo 
mediante procedimento de avaliação periódica de 
desempenho, na forma da lei complementar. A assertiva 
está incorreta ao usar a expressão “lei ordinária”. 
 
Alternativa E – incorreta. 
. O débito tributário, por si só, não é fundamento idôneo 
para que o servidor público estável perca o cargo. Essa 
hipótese não consta do rol do art. 41, parágrafo 1° da 
Constituição Federal. 
 
32 
Assinale a alternativa incorreta acerca do controle da 
Administração Pública. 
 
(A) Os órgãos do Poder Executivo e dos Poderes 
Legislativo e Judiciário, quando realizarem função 
administrativa, estarão submetidos ao controle interno e 
externo. 
(B) O mandado de segurança é um exemplo do exercício 
do controle judicial (ou jurisdicional) sobre os atos 
praticados pela Administração Pública. 
(C) O controle sobre os atos da Administração Pública, 
realizado pelo Poder Judiciário, apenas ocorrerá a 
posteriori, não sendo possível o controle judicial prévio 
de atos administrativos. 
(D) O sistema francês de jurisdição é marcado pela 
dualidade, pois há uma Justiça Administrativa ao lado do 
Poder Judiciário, sendo aquela a competente para dirimir 
conflitos de interesse envolvendo a Administração. O 
Brasil adotou o modelo inglês, chamado de sistema de 
jurisdição única ou una. 
(E) O controle judicial sobre atos administrativos deverá 
se restringir à análise da legalidade, incluindo a 
verificação do respeito aos princípios constitucionais. 
Este controle também é chamado de controle de 
juridicidade ou controle de legalidade em sentido amplo. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 22. O controle da 
Administração e suas modalidades. 23. Mandado de 
segurança, ação popular e ação civil pública. 
 
Alternativa A – correta. 
Afirma o art. 74, I, CF/88 que o controle interno da 
Administração é realizado pelo respectivo poder, ou seja, 
quando qualquer dos Poderes realizar atividade 
administrativa, deverá promover o seu próprio controle. 
Além disso, o art. 71, CF estabeleceu o controle externo, 
realizado pelo legislativo com o auxílio dos Tribunais de 
Contas. 
 
Alternativa B – correta. 
Estamos diante de um, dos vários instrumentos à 
disposição do cidadão, para ser utilizado perante o 
judiciário, para o controle de um ato administrativo. O 
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mandado de segurança se presta a proteger direito 
líquido e certo, quando uma autoridade ou quem lhe faça 
as vezes, praticar ato eivado de ilegalidade ou com abuso 
de poder. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Em regra, o Judiciário realiza o controle após a 
publicação dos atos administrativos, pois estes têm uma 
presunção de legitimidade. 
 
Entretanto, há situações nas quais o Judiciário pode 
realizar um controle prévio dos atos, especialmente 
quando exista risco irreversível a direitos. O fundamento 
está no princípio da inafastabilidade da jurisdição, 
previsto no art. 5º, XXXV, CF/88. 
 
Alternativa D – correta. 
O sistema inglês, adotado no Brasil, é chamado de 
sistema de jurisdição única ou sistema judiciário, e 
determina que a última instância de decisão é o Poder 
Judiciário. Assim, eventual julgamento realizado em 
âmbito administrativo poderá ser revisto judicialmente. Já 
no sistema francês, chamado de contencioso 
administrativo, a revisão dos atos administrativos é feita 
pela própria Administração. 
 
Alternativa E – correta. 
O Judiciário não poderá analisar o mérito administrativo, 
isto é, as razões de oportunidade e conveniência, sob 
pena de violação ao princípio da separação dos poderes, 
previsto no art. 2º da CF. Todavia, ocorrendo excesso da 
Administração estará caracterizada uma ilegalidade, 
tendo em vista que discricionariedade não se confunde 
com arbitrariedade. Nestes casos, pode haver um 
controle da legalidade na esfera judicial. 
 
33 
A prestação dos serviços públicos, seja de forma 
direta pelo Estado ou por meio de delegação de sua 
execução, deve seguir alguns princípios específicos. 
Sobre os princípios que regem os serviços públicos 
é correto afirmar. 
 
(A) A modernidade das técnicas, dos equipamentos e das 
instalações e sua conservação, bem como a melhoria e 
expansão dos serviços caracteriza o princípio da 
atualidade que se encontra ligado ao princípio da 
eficiência. 
(B) O princípio da modicidade caracteriza-se pela 
cobrança de taxas pelo menor preço possível e visa 
garantir a prestação de serviço a maior parte das 
pessoas. 
(C) O direito de greve dos servidores públicos civis e 
policiais civis configura uma exceção ao princípio da 
continuidade. 
(D) O princípio da universalidade impõe que o poder 
público preste os serviços a toda coletividade pois não é 
possível determinar a quantidade utilizada por cada 
pessoa individualmente. 
(E) Conforme jurisprudência do STJ é legítimo o corte no 
fornecimento de serviços públicos quando a 
inadimplência do usuário decorrer de débitos pretéritos 
tendo em vista o princípio da continuidade do serviço 
público. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR:Caveiras, a questão versa sobre o ponto 7. A 
privatização, disciplina e efeitos. O serviço público: 
concessão, autorização e permissão. 
 
Alternativa A – correta. 
É o que dispõe o art. 6º, §2º, Lei 8.987/95: a atualidade 
compreende a modernidade das técnicas, do 
equipamento e das instalações e a sua conservação, 
bem como a melhoria e expansão do serviço. 
Conforme leciona Matheus Carvalho “trata-se de 
princípio diretamente ligado ao dever de eficiência 
imposto ao Estado na execução de suas atividades, haja 
vista o entendimento de que a evolução técnica visa a 
garantia de um serviço mais seguro e com melhores 
resultados”. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O princípio da modicidade caracteriza-se pela cobrança 
de tarifas pelo menor preço possível e não por taxas. As 
tarifas cobradas dos usuários dos serviços devem ser as 
mais baixas possíveis a fim de possibilitar a utilização 
pelo maior número de pessoas possível. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme jurisprudência do STJ, o direito de greve é 
vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos 
que atuem diretamente na área de segurança pública. 
Cuidado, pois o art. 37, VII, da Constituição Federal 
garante o direito de greve aos servidores públicos civis, 
e, realmente, nesse caso, configura uma exceção ao 
princípio da continuidade dos serviços públicos, mas não 
engloba os policiais civis e militares. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O princípio da universalidade ou generalidade impõe que 
o serviço seja prestado ao maior número de pessoas 
possível de forma impessoal. A alternativa tentou 
confundir com uma das formas de classificação do 
serviço público apresentado pela doutrina, os serviços uti 
universi ou indivisíveis, no qual o poder público presta os 
serviços a toda coletividade, mediante a cobrança de 
impostos, pois não é possível determinar a quantidade 
utilizada por cada pessoa individualmente. 
 
Alternativa E – incorreta. 
A inadimplência do usuário é causa legítima de 
interrupção da prestação de serviço público, desde que 
haja aviso prévio. No entanto, a jurisprudência do STJ 
entende que o corte do serviço pressupõe 
inadimplemento de conta regular, relativa ao mês do 
consumo e que eventuais débitos pretéritos devem ser 
cobrados pelas vias ordinárias de cobrança. 
 
 
 
 
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18 
34 
Consoante ao disposto na Lei n.º 8.666/93, assinale a 
alternativa incorreta. 
 
(A) A Lei n° 8.666/93 é uma lei editada pela União, mas 
de caráter nacional, ou seja, se aplica a todos os entes 
federados (União, Estados, DF e Municípios). 
(B) Nas licitações para fornecimento de bens, a 
comprovação de aptidão, quando for o caso, será feita 
através de atestados fornecidos por pessoa física de 
direito público ou privado. 
(C) As sociedades de economia mista, empresas e 
fundações públicas e demais entidades controladas 
direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios poderão editar regulamentos 
próprios, com disposições específicas, desde que 
sujeitos às normas gerais da Lei de Licitações. 
(D) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e 
acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo 
quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva 
abertura. 
(E) Todos os casos de licitação dispensada se referem à 
alienação de bens. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Combatentes, a questão versa sobre o ponto 16. Leis de 
licitação 8.666/93 e 14.133/2021. 17. Dispensa e 
inexigibilidade. 18. O procedimento licitatório. 
 
Alternativa A – correta. 
A referida lei foi editada pela união em virtude de sua 
competência privativa para tal fim, conforme prevê o art. 
22 da CF, XXVII, possuindo caráter nacional, conforme 
traz o art. 1º da lei 8666/93, uma vez que estabelece 
normas gerais sobre licitações e contratos 
administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de 
publicidade, compras, alienações e locações no âmbito 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Nas licitações para fornecimento de bens, a 
comprovação de aptidão, quando for o caso, será feita 
através de atestados fornecidos por pessoa jurídica de 
direito público ou privado e não física, como trouxe o item, 
conforme prevê o art. 30º, § 4º da lei de 8666/93. 
 
Alternativa C – correta. 
Conforme o art. 119 da lei 8666/93, que aduz: 
 
“Art. 119. As sociedades de economia mista, empresas e 
fundações públicas e demais entidades controladas 
direta ou indiretamente pela União e pelas entidades 
referidas no artigo anterior (Os Estados, o Distrito 
Federal, os Municípios e as entidades da administração 
indireta) editarão regulamentos próprios devidamente 
publicados, ficando sujeitas às disposições desta Lei.” 
 
Alternativa D – correta. 
De acordo o disposto no art. 3º da lei 8666/93, que 
assevera: 
 
“Art 3, § 3º A licitação não será sigilosa, sendo públicos e 
acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo 
quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva 
abertura.” 
 
Alternativa E – correta. 
Conforme o entendimento acerca do art. 17, I e II da lei 
8666/93, tais dispositivos cuidam dos casos de alienação 
de bens móveis e imóveis pela Administração Pública 
mediante licitação dispensada. 
 
35 
Quanto à Administração Direta, Indireta, Centralizada 
e Descentralizada, assinale a opção correta. 
 
(A) A descentralização administrativa ocorre quando o 
Poder Público cria órgãos públicos, dentro da sua própria 
estrutura. 
(B) A descentralização política tem fundamento na 
Constituição Federal e gera entes políticos subordinados 
ao ente central. 
(C) A manifestação da Administração Indireta, que faz 
surgir entidades administrativas, pode ocorrer em 
qualquer um dos Poderes constituídos, sendo certo que 
a atividade administrativa não se restringe ao Poder 
Executivo. 
(D) A desconcentração administrativa caracteriza-se pela 
inexistência de hierarquia. 
(E) Na concentração administrativa, uma determinada 
pessoa jurídica cria órgãos públicos, visando distribuir 
competências no âmbito de sua própria estrutura. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a questão aborda o ponto 1. Administração 
Pública: conceito, elementos, natureza e objetivos. 
Organização Administrativa do Estado: Administração 
direta e indireta; Agentes Públicos: espécie e 
classificação, poderes, deveres e prerrogativas; cargo, 
emprego. 
 
Alternativa A – incorreta. 
A descentralização administrativa não gera órgãos. Nela, 
o Poder Público desempenha as suas funções através de 
outras pessoas jurídicas, podendo ocorrer por outorga 
(serviço), também chamada de delegação legal, ou por 
delegação (colaboração), conhecida ainda por delegação 
negocial. 
 
Alternativa B – incorreta. 
É verdade que a descentralização política, que é aquela 
que faz surgir as pessoas políticas, está fundamentada 
no art. 18, da CF/88. Todavia, os entes políticos que 
surgem a partir desta descentralização são autônomos, 
não se subordinando uns aos outros. 
 
Alternativa C – correta. 
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19 
Na forma do art. 37, da Carta Magna, todos os poderes 
podem constituir a Administração Indireta, criando 
entidades administrativas. Isso porque, a atividade 
administrativa não é uma exclusividade do Poder 
Executivo. Não obstante, é imperioso lembrar que 
quando a atividade administrativa for exercida pelo Poder 
Judiciário ou pelo Poder Legislativo, eles o farão de forma 
atípica. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na desconcentração existe simuma relação de 
hierarquia, conhecida ainda como controle hierárquico ou 
subordinação. Este controle se manifesta pelos poderes 
de fiscalização comando, delegação e avocação. 
 
Alternativa E – incorreta. 
A concentração administrativa ocorre quando uma 
pessoa jurídica extingue órgãos que estavam na sua 
estrutura, fazendo com que as competências fiquem 
aglutinadas em número menor de unidades. 
 
36 
Quanto aos poderes administrativos assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) O poder hierárquico manifesta-se no controle 
administrativo e funcional exercido pela administração 
direta sobre a indireta. 
(B) A edição de decretos é decorrente do poder 
normativo. A edição de decreto autônomo é competência 
privativa do Presidente da República, não podendo essa 
competência ser delegada. 
(C) A expedição de ordens, nos termos da lei, que 
vinculam os subordinados, salvo ordens manifestamente 
ilegais, é decorrente do poder disciplinar. 
(D) A Administração Pública aplica sanções à 
particulares que possuam um vínculo jurídico com o 
poder público, com base no poder hierárquico. 
(E) Uma das prerrogativas decorrentes do poder 
hierárquico é a delegação de competências. No entanto, 
não podem ser objeto de delegação a edição de atos de 
caráter normativo. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros(as) Policiais Civis do Estado de Goiás, a 
presente questão trata acerca do ponto 4. Os poderes 
administrativos: regulamentar, hierárquico, disciplinar e 
de polícia. 5. A discricionariedade, conteúdo e limites. 
 
Alternativa A – incorreta. 
A hierarquia se verifica apenas no âmbito de uma mesma 
pessoa jurídica. Não há hierarquia entre a administração 
direta e a indireta. Nessa relação, há apenas vinculação, 
que autoriza o controle finalístico e não o exercício do 
poder hierárquico. 
 
Alternativa B – incorreta. 
A edição de decretos é decorrência do poder normativo e 
dentre os tipos de decretos, temos o decreto autônomo 
de competência do Presidente da República. Todavia, o 
erro da alternativa está em dizer que a competência para 
edição desses decretos não pode ser delegada. Segundo 
o art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal, o 
Presidente poderá delegar tal tarefa aos Ministros de 
Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao 
Advogado-Geral da União. 
 
Alternativa C – incorreta. 
A expedição de ordens é uma das prerrogativas 
decorrentes do poder hierárquico exercido pelos 
superiores em relação aos subordinados. Esses últimos 
devem cumprir as ordens nos estritos termos em que 
foram proferidas. A única hipótese em que um agente 
subordinado pode se recusar a cumprir uma ordem de 
um superior ocorre quando se tratar de ordem 
manifestamente ilegal. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O poder disciplinar é que permite a aplicação de punições 
em decorrência de infrações relacionadas com atividades 
exercidas no âmbito da Administração Pública. Referido 
poder autoriza aplicação de sanções tanto aos servidores 
públicos quanto aos particulares que estejam ligados por 
algum vínculo jurídico específico à Administração 
Pública. 
 
Alternativa E – correta. 
Uma das prerrogativas do poder hierárquico, realmente, 
é a delegação de competências. Não obstante, segundo 
o disposto no art. 13, da Lei n.º 9.784/99, é vedada a 
delegação de competência nas seguintes hipóteses: a) 
edição de atos de caráter normativo; b) decisão de 
recursos administrativos; c) nas matérias de competência 
exclusiva do órgão ou autoridade. 
 
Noções de Direito Penal 
 
37 
Considerando o disposto no Código Penal, referente 
à aplicação da lei penal, assinale a alternativa 
incorreta. 
 
(A) Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há 
pena sem prévia cominação legal. 
(B) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior 
deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a 
execução e os efeitos penais e civis da sentença 
condenatória. 
(C) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o 
período de sua duração ou cessadas as circunstâncias 
que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante 
sua vigência. 
(D) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o 
agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que 
decididos por sentença condenatória transitada em 
julgado. 
(E) Considera-se praticado o crime no momento da ação 
ou omissão, ainda que outro seja o momento do 
resultado. 
 
Gabarito: B 
 
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20 
 
Caveiras, vejamos o que nos diz o CP: 
 
Anterioridade da Lei 
 
 Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não 
há pena sem prévia cominação legal. 
 
Lei penal no tempo 
 
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei 
posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude 
dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória. 
 
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo 
favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda 
que decididos por sentença condenatória transitada em 
julgado. 
 
Lei excepcional ou temporária 
 
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora 
decorrido o período de sua duração ou cessadas as 
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato 
praticado durante sua vigência. 
 
Tempo do crime 
 
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da 
ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do 
resultado. 
 
Dentre as alternativas da questão, a única que está em 
desacordo com o CP é a letra B, pois trata da Abolitio 
Criminis. 
 
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei 
posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude 
dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória. 
 
Esse instituto ocorre quando uma conduta deixa de ser 
considerada crime. Por ser norma benéfica, ela é 
retroativa. No entanto, tal benefício só atinge os efeitos 
penais da sentença condenatória. Os efeitos civis 
permanecem (tais como obrigação de reparar o dano, 
dentre outros). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
Nos exatos termos do Código Penal e desde que 
preenchidos os demais requisitos, a sentença 
estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira 
produz na espécie as mesmas consequências, pode 
ser homologada no Brasil para: 
 
Item I - Sujeitá-lo à medida de segurança. 
 
Item II - Impor, em qualquer caso, a aplicação da pena 
privativa de liberdade na modalidade reclusão. 
 
Item III - Obrigar o condenado à reparação do dano, a 
restituições e a outros efeitos civis. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
(A) Estão corretos os itens I e II, apenas. 
(B) Apenas o item I está correto. 
(C) Nenhum item está correto. 
(D) Estão corretos os itens I e III. 
(E) Todos os itens estão corretos. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras Policiais Civis de Goiás, questão 
baseada na literalidade do CP, vejam: 
 
Eficácia de sentença estrangeira 
 
Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da 
lei brasileira produz na espécie as mesmas 
conseqüências, pode ser homologada no Brasil para: 
 
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a 
restituições e a outros efeitos civis; 
 
II - sujeitá-lo a medida de segurança. 
 
Parágrafo único - A homologação depende: 
 
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte 
interessada; 
 
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de 
extradição com o país de cuja autoridade judiciária 
emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição 
do Ministro da Justiça. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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21 
39 
Acerca da tentativa e do denominado Iter Criminis 
(caminho do crime), assinale a alternativa incorreta 
segundo a doutrina majoritária. 
 
(A) A segunda fase é denominada de preparação, 
consistente na pratica dos atos imprescindíveis à 
execução do crime. 
(B) A terceira fase é a execução, a qual nada mais é que 
a realização concreta dos elementos constitutivos do tipo 
penal. 
(C) A quinta fase reconhecida amplamente na doutrina é 
o exaurimento, o qual ocorre na situação em que 
posteriormente à consumação do crime, ainda subsistem 
efeitos lesivos derivados da conduta do autor. 
(D) A primeira fase é a cogitação. Nela, ainda não há a 
preparação para o crime, havendo apenas o 
planejamento, na mente do próprio autor, em como ele 
vai praticar o delito. 
(E) A quarta fase é a consumação, ou seja, o momento 
de conclusão do delito, reunindo todos os elementos do 
tipo penal. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Galera, que a questão fique como revisão para vocês 
desse tema tão importante, dentro da tentativa. 
 
Segundo o autor Cleber Masson, o iter criminis ou 
caminho do crime, corresponde às etapas percorridas 
pelo agente para a prática de um fato previsto em lei 
como infração penal. 
 
São elas: 
 
A primeira fase - Cogitação: 
 
Nela, ainda não há a preparação para o crime, havendo 
apenas o planejamento, na mente do próprio autor, em 
como ele vai praticar o delito. 
 
A segunda fase - Preparação: 
 
Consistente na pratica dos atos imprescindíveis à 
execução do crime. 
 
A terceira fase - Execução: 
 
A qual nada mais é que a realização concreta dos 
elementos constitutivos do tipo penal. 
 
A quarta fase - Consumação: 
Ou seja, o momento de conclusão do delito, reunindo 
todos os elementos do tipo penal. 
 
Por fim, certa parte da doutrina (minoritária) cita que 
ainda haveria uma quinta fase, o exaurimento, o qual 
ocorre na situação em que posteriormente à consumação 
do crime, ainda subsistem efeitos lesivos derivados da 
conduta do autor. 
 
É o caso do recebimento do resgate no crime de extorsão 
mediante sequestro, desnecessário para fins de 
tipicidade, eis que se consuma com a privação da 
liberdade destinada a ser trocada por indevida vantagem 
econômica. No terreno da tipicidade, o exaurimento 
não compõe o iter criminis, que se encerra com a 
consumação. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
40 
Considerando a parte geral do Código Penal, assinale 
a alternativa correta. 
 
(A) É isento de pena quem, por erro plenamente 
justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato 
que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há 
isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é 
punível como crime culposo. 
(B) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de 
crime exclui o dolo e a culpa, em qualquer caso. 
(C) Não responde pelo crime o terceiro que determina o 
erro. 
(D) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é 
praticado pode isentar de pena. Se consideram, neste 
caso, as condições ou qualidades da vítima atingida. 
(E) O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre 
a ilicitude do fato, se inevitável, reduz a pena em dois 
terços; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um 
terço. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos analisar cada uma das alternativas: 
 
Alternativa A - Correta. Essa é a literalidade do CP: 
 
Descriminantes putativas 
 
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente 
justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato 
que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há 
isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é 
punível como crime culposo. 
 
Alternativa B - Incorreta. O dolo é sempre excluído no 
erro de tipo, mas pode haver a punição por crime culposo. 
 
Erro sobre elementos do tipo 
 
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal 
de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime 
culposo, se previsto em lei. 
 
Alternativa C - Incorreta. É justamente o oposto, galera. 
Erro determinado por terceiro 
 
§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o 
erro. 
 
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Alternativa D - Incorreta. No erro sobre a pessoa, não 
há isenção de pena e considera-se como se tivesse sido 
atingida a vítima pretendida pelo agente (chamada de 
vítima virtual) e não a vítima que efetivamente o agente 
atingiu (vítima real). 
 
Erro sobre a pessoa 
 
 § 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é 
praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste 
caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da 
pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. 
 
Alternativa E - Incorreta. No erro de proibição, caso seja 
inevitável, há a isenção de pena. 
 
Erro sobre a ilicitude do fato 
 
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro 
sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se 
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
41 
Constituem causas de exclusão da ilicitude, exceto: 
 
(A) Estado de necessidade. 
(B) Exercício regular de um direito. 
(C) Legítima defesa. 
(D) Estrito cumprimento do dever legal. 
(E) Inimputabilidade. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras PCGO, vejamos as causas excludentes 
de ilicitude previstas no CP: 
 
Exclusão de ilicitude 
 
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: 
 
I - em estado de necessidade; 
 
II - em legítima defesa; 
 
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício 
regular de direito. 
 
Em lado oposto, a inimputabilidade é uma das causas 
reconhecidas doutrinariamente como excludentes da 
culpabilidade. 
 
São elementos da culpabilidade a imputabilidade, a 
potencial consciência da ilicitude do fato e a exigibilidade 
de conduta diversa. 
 
Nesse sentido, a inimputabilidade (que é uma excludente 
da culpabilidade), nada mais é que a ausência de 
culpabilidade. Como exemplo de inimputáveis, podemos 
citar os menores de 18 anos (art. 27, CP). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra E. 
 
42 
Acerca da parte especial do Código Penal, assinale a 
alternativa incorreta. 
 
(A) No crime de homicídio, se o agente comete o crime 
impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou 
sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a 
injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena 
de um sexto a um terço. 
(B) Configura lesão corporal grave a lesão que resulta 
aceleração de parto. 
(C) É punível a calúnia contra os mortos. 
(D) O delito de tráfico de pessoas só se configura se for 
cometido com a finalidade de exploração sexual. 
(E) O Código Penal tipifica a violência psicológica contra 
a mulher como a conduta de causar dano emocional à 
mulher que a prejudique e perturbe seu pleno 
desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar 
suas ações, comportamentos, crenças e decisões, 
mediante ameaça, constrangimento, humilhação, 
manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, 
limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que 
cause prejuízo à sua saúde psicológica e 
autodeterminação. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos analisar cada uma das alternativas: 
 
Alternativa A - Correta. É a literalidade do CP, referente 
ao homicídio privilegiado. 
 
Art. 121. Matar alguém: 
 
Pena - reclusão, de seis a vinte anos. 
 
Caso de diminuição de pena 
 
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de 
relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 
violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação 
da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um 
terço. 
 
Alternativa B - Correta. É a literalidade do CP: 
 
Lesão corporal de natureza grave 
 
§1º Se resulta: 
 
I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais 
de trinta dias; 
 
II - perigo de vida; 
 
III - debilidade permanente de membro, sentido ou 
função; 
 
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IV - aceleração de parto: 
 
Pena - reclusão, de um a cinco anos. 
 
Alternativa C - Correta. É a literalidade do CP: 
 
Calúnia 
 
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente 
fato definido como crime: 
 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 
 
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a 
imputação, a propala ou divulga. 
 
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos. 
 
Alternativa D - Incorreta. Galera, essa alternativa está 
flagrantemente incorreta. Existem algumas finalidades 
(incisos I a V) aptas a caracterizarem o delito em estudo: 
 
Tráfico de Pessoas 
 
Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, 
transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante 
grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com 
a finalidade de: 
 
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo; 
 
II - submetê-la a trabalho em condições análogas à de 
escravo; 
 
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão; 
 
IV - adoção ilegal; ou 
 
V - exploração sexual. 
 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 
 
Alternativa E - Correta. É a literalidade do CP sobre o 
crime de Violência psicológica contra a mulher, incluído 
recentemente no Código Penal: 
 
Violência psicológica contra a mulher (Incluído pela Lei 
nº 14.188, de 2021) 
 
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a 
prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que 
vise a degradar ou a controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir 
ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde 
psicológica e autodeterminação: (Incluído pela Lei nº 
14.188, de 2021) 
 
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e 
multa, se a conduta não constitui crime mais grave. 
(Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) 
 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
43 
Em relação ao crime de estupro de vulnerável, é 
questão pacificada no Direito Penal: 
 
(A) A irrelevância do consentimento da vítima para a 
prática do ato, bem como sua experiência sexual anterior 
ou existência de relacionamento amoroso com o agente. 
(B) O critério exclusivo de vulnerabilidade pela idade da 
vítima, menor de 14 anos. 
(C) Que a vítima do sexo masculino não pode ser sujeito 
passivo do delito em análise. 
(D) Que o desconhecimento da lei exclui a tipicidade 
delitiva. 
(E) Que a pena é duplicada se o agente exercer 
autoridade sobre a vítima. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Inicialmente, vejamos a literalidade do CP sobre esse 
crime: 
 
Estupro de vulnerável 
 
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato 
libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: 
 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. 
 
(...) 
 
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º 
deste artigo aplicam-se independentemente do 
consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido 
relações sexuais anteriormente ao crime (Incluído pela 
Lei nº 13.718, de 2018). 
 
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça também já 
pacificou o assunto. 
 
Súmula nº 593, STJ: O crime de estupro de vulnerável se 
configura com a conjunção carnal ou prática de ato 
libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante 
eventual consentimento da vítima para a prática do ato, 
sua experiência sexual anterior ou existência de 
relacionamento amoroso com o agente. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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44 
Fabrício, Chefe de determinada delegacia da PCGO, 
mesmo possuindo competência para tal, deixou, por 
indulgência, de responsabilizar Matias, Agente de 
Polícia e seu subordinado, por infração que cometeu 
no exercício do cargo. Considerando o disposto no 
Código Penal, assinale a alternativa que contém o 
crime cometido por Fabrício. 
 
(A) Prevaricação. 
(B) Condescendência criminosa. 
(C) Advocacia administrativa. 
(D) Corrupção passiva. 
(E) Concussão. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Galera, Fabrício, ao ser dominado por indulgência e 
deixar de punir seu subordinado, o qual cometeu infração 
no exercício do cargo, incorre no crime de 
condescendência criminosa: 
 
Condescendência criminosa 
 
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de 
responsabilizar subordinado que cometeu infração no 
exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não 
levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: 
 
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. 
 
Os delitos não se amoldam à conduta narrada na 
questão: 
 
Alternativa A - Incorreta. 
 
Prevaricação 
 
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, 
ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de 
lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: 
 
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
 
Alternativa C - Incorreta. 
 
Advocacia administrativa 
 
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse 
privado perante a administração pública, valendo-se da 
qualidade de funcionário: 
 
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 
 
Alternativa D - Incorreta. 
 
Corrupção passiva 
 
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, 
direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou 
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem 
indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: 
 
 Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
 
Alternativa E - Incorreta. 
 
Concussão 
 
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de 
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: 
 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
Noções de Direito Processual Penal 
 
45 
De acordo com o Código de Processo Penal, assinale 
a alternativa correta sobre juiz das garantias. 
 
(A) O processo penal terá estrutura inquisitória, vedadas 
a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição 
da atuação probatória do órgão de acusação. 
(B) É uma atribuição do juiz das garantias receber a 
comunicação, dentro de 48 horas, da prisão, nos termos 
do inciso LXII do caput do art. 5º da Constituição Federal. 
(C) O juiz das garantias deve decidir sobre a 
homologação de acordo de não persecução penal ou os 
de colaboração premiada, quando formalizados durante 
a investigação. 
(D) Cabe ao juiz das garantias prorrogar o prazo de 
duração do inquérito, apenas com o investigado solto, em 
vista das razões apresentadas pela autoridade policial. 
(E) As decisões proferidas pelo juiz das garantias não 
vinculam o juiz da instrução e julgamento, que, após o 
recebimento da denúncia ou queixa, deverá reexaminar 
a necessidade das medidas cautelares em curso, no 
prazo máximo de 30 (trinta) dias. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras PCGO, vamos analisar as assertivas: 
 
Alternativa A - Incorreta. Inquisitório é o processo penal 
feito sem separação das partes e sem observância dos 
direitos do acusado, que é tratado como mero objeto na 
ação penal. 
 
Por outro lado, nosso processo é considerado acusatório, 
o qual afirma que as partes processuais devem estarseparadas, cada uma em sua função e o juiz deve ficar 
equidistante das mesmas e da produção probatória. 
 
Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, 
vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a 
substituição da atuação probatória do órgão de 
acusação. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
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25 
Alternativa B - Incorreta. A comunicação da prisão deve 
ser imediata, galera. 
 
Art. 3º-B (...) 
 
I - receber a comunicação imediata da prisão, nos termos 
do inciso LXII do caput do art. 5º da Constituição Federal; 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
Alternativa C - Correta. Essa é a literalidade do CPP: 
 
Art. 3º-B (...) 
 
XVII - decidir sobre a homologação de acordo de não 
persecução penal ou os de colaboração premiada, 
quando formalizados durante a investigação; (Incluído 
pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
Alternativa D - Incorreta. Já se permitia renovação de 
prazo sucessivo do IP quando o investigado estivesse 
solto. O que se incluiu com o juiz das garantias foi a 
possibilidade de prorrogação do IP com investigado 
preso. 
 
Art. 3º-B (...) 
 
VIII - prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando 
o investigado preso, em vista das razões apresentadas 
pela autoridade policial e observado o disposto no § 2º 
deste artigo; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
Alternativa E - Incorreta. O prazo informado está 
incorreto. Na verdade, o correto é o prazo máximo de 10 
dias. 
 
Art. 3º-C (...) 
 
§ 2º As decisões proferidas pelo juiz das garantias não 
vinculam o juiz da instrução e julgamento, que, após o 
recebimento da denúncia ou queixa, deverá reexaminar 
a necessidade das medidas cautelares em curso, no 
prazo máximo de 10 (dez) dias. (Incluído pela Lei nº 
13.964, de 2019). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
Com base nos entendimentos doutrinários sobre 
notitia criminis, assinale a alternativa incorreta. 
 
(A) A notitia criminis de cognição imediata ocorre quando 
a autoridade policial toma conhecimento do fato delituoso 
através de um expediente escrito. 
(B) Quando a autoridade policial toma conhecimento de 
um fato delituoso através da imprensa, por exemplo, diz-
se que estamos diante da notitia criminis espontânea. 
(C) A notitia criminis inqualificada é aquela decorrente de 
denúncia anônima. Nesses casos, ela não pode servir de 
base, por si só, para a instauração de inquérito policial. 
(D) A delatio criminis é uma espécie de notitia criminis, 
consubstanciada na comunicação de uma infração penal 
feita por qualquer pessoa do povo à autoridade policial, e 
não pela vítima ou seu representante legal. 
(E) Quando a autoridade policial toma conhecimento do 
fato delituoso através da apresentação do indivíduo 
preso em flagrante, diz-se que estamos diante de notitia 
criminis de cognição coercitiva. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, segundo Renato Brasileiro a notitia criminis 
nada mais é que o conhecimento, espontâneo ou 
provocado, por parte da autoridade policial, acerca de um 
fato delituoso e subdivide-se em: 
 
1) Notitia criminis de cognição imediata (ou 
espontânea) - ocorre quando a autoridade policial toma 
conhecimento do fato delituoso por meio das suas 
atividades rotineiras. É o que acontece, por exemplo, 
quando o Delegado toma conhecimento da prática de um 
crime por meio da imprensa. 
 
2) Notitia criminis de cognição mediata (ou 
provocada) - ocorre quando a autoridade policial toma 
conhecimento do fato delituoso através de um expediente 
escrito. É o que acontece, por exemplo, nas hipóteses de 
requisição do Ministério Público, representação do 
ofendido, etc. 
 
3) Notita criminis de cognição coercitiva - ocorre 
quando a autoridade policial toma conhecimento do fato 
delituoso através da apresentação do indivíduo preso em 
flagrante. 
 
4) Notitia criminis inqualificada - ocorre no contexto da 
chamada denúncia anônima (disque-denúncia, por 
exemplo). Ressalte-se que diante de uma denúncia 
anônima, a autoridade policial não pode instaurar o 
inquérito desde já, mas deve abrir uma VPI (verificação 
de procedência de informação) e caso a suspeita se 
confirme, aí sim instaurar o respectivo inquérito policial. 
 
5) Delatio criminis - é uma espécie de notitia criminis, 
consubstanciada na comunicação de uma infração penal 
feita por qualquer pessoa do povo à autoridade policial, e 
não pela vítima ou seu representante legal. A depender 
do caso concreto, pode funcionar como uma notitia 
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26 
criminis de cognição imediata (autoridade policial toma 
conhecimento do crime através de suas atividades 
rotineiras) ou notitia criminis de cognição mediata 
(autoridade policial toma conhecimento do crime através 
de expediente escrito). 
 
Assim sendo, com base no resumo acima, notamos 
que a única alternativa incorreta é a letra A, tendo em 
vista que a alternativa traz o conceito de notitia criminis 
de cognição mediata ou provocada (e não de notitia 
criminis de cognição imediata ou espontânea). 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
47 
Sobre o inquérito policial brasileiro, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) Logo que tiver conhecimento da prática da infração 
penal, a autoridade policial deverá receber ordens 
superiores para iniciar a investigação. 
(B) A autoridade policial fará sucinto relatório do que tiver 
sido apurado no inquérito e enviará autos ao promotor 
competente. 
(C) Os instrumentos do crime, bem como os objetos que 
interessarem à prova, serão leiloados após fotografados. 
(D) Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da 
existência de infração penal em que caiba ação pública 
poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à 
autoridade policial, e esta, verificada a procedência das 
informações, mandará instaurar inquérito. 
(E) Logo que tiver conhecimento da prática da infração 
penal, a autoridade policial deverá prender o indiciado. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, vamos à análise: 
 
Alternativa A - Incorreta. As providências contidas no 
art. 6º do CPP devem ser tomadas pela Autoridade 
Policial de ofício, sem que haja necessidade de ordem 
superior. 
 
Alternativa B - Incorreta. Envia ao juiz competente (não 
ao promotor): 
 
Art. 10 (...) 
 
§ 1º A autoridade fará minucioso relatório do que tiver 
sido apurado e enviará autos ao juiz competente. 
 
Alternativa C - Incorreta. Alternativa totalmente sem 
nexo, galera: 
 
Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os objetos 
que interessarem à prova, acompanharão os autos do 
inquérito. 
 
Alternativa D - Correta. Essa é a literalidade do CPP: 
 
Art. 5º (...) 
 
§ 3º Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento 
da existência de infração penal em que caiba ação 
pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la 
à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das 
informações, mandará instaurar inquérito. 
 
Alternativa E - Incorreta. Nos termos do art. 6º, CPP, ao 
tomar conhecimento da prática da infração penal, a 
autoridade policial deverá tomar providências que 
auxiliem na investigação. Prender o indiciado, sem 
qualquer tipo de base legal, não é uma dessas 
providências. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
48 
Com relação ao tema jurisdição e competência, 
assinale a alternativa correta. 
 
(A) São hipóteses de determinação de competência 
jurisdicional o lugar da infração, o domicílio do réu e a 
natureza da infração, apenas. 
(B) Se, iniciado o processo peranteum juiz, houver 
desclassificação para infração da competência de outro, 
a este sempre será remetido o processo. 
(C) A competência será determinada pela continência se, 
no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para 
facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir 
impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. 
(D) Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez 
que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente 
competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles for 
de justiça especializada, em detrimento do outro. 
(E) A competência será determinada pela continência 
quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela 
mesma infração. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, jurisdição e competência são temas que a 
galera costuma ter muito medo, mas se vocês 
massificarem a lei seca, 90% das questões estarão 
contidas em seu estudo. 
 
Alternativa A - Incorreta. A alternativa erra ao restringir: 
 
Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: 
 
I - o lugar da infração: 
 
II - o domicílio ou residência do réu; 
 
III - a natureza da infração; 
 
IV - a distribuição; 
 
V - a conexão ou continência; 
 
VI - a prevenção; 
 
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27 
VII - a prerrogativa de função. 
 
Alternativa B - Incorreta. Em algumas hipóteses a 
competência pode ser prorrogada: 
 
Art. 74 (...) 
 
§ 2o Se, iniciado o processo perante um juiz, houver 
desclassificação para infração da competência de outro, 
a este será remetido o processo, salvo se mais graduada 
for a jurisdição do primeiro, que, em tal caso, terá sua 
competência prorrogada. 
 
Alternativa C - Incorreta. Na verdade, estamos diante 
de hipótese de conexão: 
 
Art. 76. A competência será determinada pela conexão: 
 
II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas 
para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir 
impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. 
 
Alternativa D - Incorreta. A prevenção, em regra, não 
tem nada a ver com ser ou não o juiz de uma vara 
especializada. 
 
Art. 83. Verificar-se-á a competência por prevenção toda 
vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente 
competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles 
tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do 
processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior 
ao oferecimento da denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3o, 
71, 72, § 2o, e 78, II, c). 
 
Alternativa E - Correta. É exatamente a previsão legal: 
 
Art. 77. A competência será determinada pela 
continência quando: 
 
I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma 
infração. 
 
Abaixo vou deixar 02 quadros resumo sobre 
classificações doutrinárias da conexão e continência: 
 
 
 
 
 
 
 
Com os quadros acima, caso o Instituto AOCP cobre 
alguma doutrina de vocês sobre o assunto, creio que não 
terão problemas. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra E. 
 
49 
Considerando a previsão expressa do Código de 
Processo Penal sobre o tema provas, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) Dar-se-á prioridade apenas aos exames de corpo de 
delito de crimes que envolvam violência doméstica e 
familiar contra mulher. 
(B) A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo 
do livre convencimento do juiz, fundado no exame das 
provas em conjunto. 
(C) Não são consideradas inadmissíveis provas 
derivadas de provas ilícitas. 
(D) Estão dispensados de prestar o compromisso de 
depoimento como testemunhas apenas os doentes, 
deficientes mentais e menores de 14 (quatorze) anos. 
(E) Somente se admite acareação entre acusado e 
testemunhas. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras PCGO, vamos analisar a questão com 
calma!!! 
 
Alternativa A - Incorreta. O CPP lista de modo expresso 
alguns casos em que o exame de corpo de delito terá 
prioridade (não apenas os provenientes de crimes que 
envolvam violência doméstica e familiar contra mulher). 
Cuidem porque essa é uma alteração relativamente 
“recente”, feita em 2018: 
 
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será 
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou 
indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
 
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do 
exame de corpo de delito quando se tratar de crime que 
envolva: (Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018) 
 
I - violência doméstica e familiar contra mulher; (Incluído 
dada pela Lei nº 13.721, de 2018) 
 
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa 
com deficiência. (Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 
2018) 
 
Alternativa B - Correta. Eis o nosso gabarito. O réu pode 
confessar em partes, bem como pode se retratar de 
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28 
confissão já feita. Por esse motivo a confissão não possui 
um valor absoluto em nosso ordenamento. Assim, 
mesmo que um réu confesse, o magistrado deve analisar 
essa confissão em conjunto com as demais provas do 
processo. 
 
Art. 200. A confissão será divisível e retratável, sem 
prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no 
exame das provas em conjunto. 
 
Alternativa C - Incorreta. São as consideradas ilícitas 
por derivação: 
 
Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim 
entendidas as obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. 
 
§1º São também inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de 
causalidade entre umas e outras, ou quando as 
derivadas puderem ser obtidas por uma fonte 
independente das primeiras. 
 
Alternativa D - Incorreta. Não somente essas pessoas, 
mas também familiares do acusado: 
 
Art. 203. A testemunha fará, sob palavra de honra, a 
promessa de dizer a verdade do que souber e Ihe for 
perguntado, devendo declarar seu nome, sua idade, seu 
estado e sua residência, sua profissão, lugar onde exerce 
sua atividade, se é parente, e em que grau, de alguma 
das partes, ou quais suas relações com qualquer delas, 
e relatar o que souber, explicando sempre as razões de 
sua ciência ou as circunstâncias pelas quais possa 
avaliar-se de sua credibilidade. 
 
(...) 
 
Art. 206. A testemunha não poderá eximir-se da 
obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a 
fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha 
reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, 
a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando 
não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se 
a prova do fato e de suas circunstâncias. 
 
(...) 
 
Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que alude o 
art. 203 aos doentes e deficientes mentais e aos 
menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a 
que se refere o art. 206. 
 
Alternativa E - Incorreta. Não somente entre acusado e 
testemunhas: 
 
Art. 229. A acareação será admitida entre acusados, 
entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre 
acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre as 
pessoas ofendidas, sempre que divergirem, em suas 
declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes. 
 
Parágrafo único. Os acareados serão reperguntados, 
para que expliquem os pontos de divergências, 
reduzindo-se a termo o ato de acareação. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 
 
50 
Acerca da prisão em flagrante, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Qualquer do povo ou as autoridades policiais e seus 
agentes poderão prender quem quer que seja encontrado 
em flagrante delito. 
(B) A figura do flagrante preparado é amplamente aceita 
em nosso ordenamento jurídico. 
(C) A falta de testemunhas da infração não impediráo 
auto de prisão em flagrante; mas, nesse caso, com o 
condutor, deverá assiná-lo pelo menos uma pessoa que 
haja testemunhado a apresentação do preso à 
autoridade. 
(D) A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado 
ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à 
cessação da continuidade ou da permanência. 
(E) Em até 48 (quarenta e oito) horas após a realização 
da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto 
de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o 
nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria 
Pública. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos à análise, Caveiras!!! 
 
Alternativa A - Incorreta. Caveiras, para qualquer do 
povo, a doutrina diz que o flagrante é facultativo. No 
entanto, para as autoridades policiais e seus agentes, 
diz-se que o flagrante é obrigatório. 
 
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades 
policiais e seus agentes deverão prender quem quer que 
seja encontrado em flagrante delito. 
 
Alternativa B - Incorreta. O flagrante preparado é uma 
modalidade de prisão que, em regra, não é válida. 
 
Vejam esse breve resumo: 
 
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Alternativa C - Incorreta. Nesse caso, o CPP exige ao 
menos 02 testemunhas: 
 
Art. 304. Apresentado o preso à autoridade competente, 
ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, sua 
assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de 
entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das 
testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do 
acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, 
após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, 
a autoridade, afinal, o auto. 
 
(...) 
 
§2º A falta de testemunhas da infração não impedirá o 
auto de prisão em flagrante; mas, nesse caso, com o 
condutor, deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas 
que hajam testemunhado a apresentação do preso à 
autoridade. 
 
Alternativa D - Correta. Esse é o entendimento do STF. 
Nesse tipo de crime, diz-se que o flagrante se protrai pelo 
tempo. 
 
Súmula nº 711, STF: A lei penal mais grave aplica-se ao 
crime continuado ou ao crime permanente, se a sua 
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência. 
 
Alternativa E - Incorreta. O prazo legal é de 24 horas e 
não de 48 horas: 
 
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se 
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente, ao Ministério Público e à família do preso ou 
à pessoa por ele indicada. 
 
§1º Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização 
da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto 
de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o 
nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria 
Pública. 
 
Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 
 
51 
Considerando o disposto no Código de Processo 
Penal no que se refere à prisão domiciliar, assinale a 
alternativa em que o juiz não poderá substituir a 
prisão preventiva pela domiciliar: 
 
(A) Quando o agente for maior de 60 anos. 
(B) Quando o agente for mulher com filho de até 12 
(doze) anos de idade incompletos. 
(C) Quando o agente for gestante. 
(D) Quando o agente for extremamente debilitado por 
motivo de doença grave. 
(E) Quando o agente for homem, caso seja o único 
responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) 
anos de idade incompletos. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuros e futuras PCGO, esse é um rol que merece ser 
memorizado para a sua prova. 
 
Vejamos: 
 
Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela 
domiciliar quando o agente for: 
 
I - maior de 80 (oitenta) anos; 
 
II - extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
 
III - imprescindível aos cuidados especiais de pessoa 
menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; 
 
IV - gestante; 
 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade 
incompletos; 
 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos 
cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade 
incompletos. 
 
Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova 
idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. 
 
Notem que a substituição em tela, nos termos do CPP, 
não poderá ser feita aos agentes menores de 80 anos. 
 
 Pelo exposto, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
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30 
52 
Sobre prisão preventiva e prisão temporária, assinale 
a alternativa incorreta. 
 
(A) Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão 
emissor da decisão revisar a necessidade de sua 
manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão 
fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão 
ilegal. 
(B) É cabível a decretação da prisão temporária no crime 
de epidemia com resultado de morte. 
(C) A prisão preventiva poderá ser decretada apenas 
como garantia da ordem pública ou conveniência da 
instrução criminal. 
(D) A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face 
da representação da autoridade policial ou de 
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 
(cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de 
extrema e comprovada necessidade. 
(E) Também será admitida a prisão preventiva quando 
houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou 
quando esta não fornecer elementos suficientes para 
esclarecê-la, devendo o preso ser colocado 
imediatamente em liberdade após a identificação, salvo 
se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a única alternativa incorreta é a letra C, tendo 
em vista que existem outras hipóteses de decretação da 
preventiva. 
 
Vejamos: 
 
Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como 
garantia da ordem pública, da ordem econômica, por 
conveniência da instrução criminal ou para assegurar a 
aplicação da lei penal, quando houver prova da 
existência do crime e indício suficiente de autoria e de 
perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019). 
 
Já adianto a vocês que a parte final, destacada em 
negrito + vermelho foi inserida no CPP através da Lei nº 
13.964/19 (Pacote Anticrime). 
 
Notem que, segundo o art. 312 do CPP, reproduzido 
acima, sempre que houver prova da existência de um 
crime, indício suficiente de autoria e de perigo gerado 
pelo estado de liberdade do imputado, a prisão 
preventiva poderá ser decretada, segundo Renato 
Brasileiro: 
 
a) Como garantia de ordem pública - embora haja 
divergência, prevalece que se trata de fundamento para 
impedir que o agente solto volte a delinquir e também nos 
casos em que o cárcere seja necessário para resguardar 
a tranquilidade social. 
 
b) Como garantia da ordem econômica - se assemelha 
à garantia da ordem pública, mas volta-se aos crimes 
contra a ordem econômica. Trata de fundamento para 
impedir que o agente solto volte a delinquir e perturbe o 
funcionamento de qualquer atividade econômica, com 
abuso de poder econômico, objetivando a dominação de 
mercados, a eliminação da concorrência ou o aumento 
arbitrário dos lucros. 
 
c) Por conveniência da instrução criminal - visa 
impedir que o agente criminoso prejudique ou impeça a 
produção de provas. 
 
d) Para assegurar a aplicação da lei penal - nesse 
caso, decreta-se a preventiva se o agente demonstrar 
que vai fugir, inviabilizando a aplicação da pena. 
 
As demais alternativas estão todas previstas 
expressamente em diplomas legais: 
 
Letra A (art. 316, parágrafo único, do CPP); 
Letra B (art. 1º, III, “i”, da Lei de PrisãoTemporária - Lei 
nº 7.960/89); 
Letra D (art. 2º, da Lei de Prisão Temporária - Lei nº 
7.960/89); 
Letra E (art. 313, § 1º, do CPP). 
 
Pelo exposto, o gabarito é letra C. 
 
Legislação Extravagante 
 
53 
A respeito dos Crimes de Tortura, regulados pela Lei 
nº 9.455/1997, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O crime de tortura tem a sua pena aumentada de 1/3 
a 2/3, quando praticado contra idoso maior de 60 anos. 
(B) O crime de tortura, em sua modalidade omissiva, é 
equiparado a hediondo. 
(C) O agente público condenado por crime de tortura 
perderá o cargo, função ou emprego público e sofrerá 
interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da 
pena aplicada. 
(D) A pena prevista para o crime de tortura consistente 
em submeter alguém, sob sua guarda, poder ou 
autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, 
a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de 
aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, 
é de reclusão de dois a cinco anos. 
(E) O crime de tortura tem a sua pena aumentada em 2/3, 
quando praticado por funcionário público. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
A) Errada. Caveira, no caso da assertiva, a causa de 
aumento de pena será de 1/6 a 1/3. Vamos analisar as 
causas de aumento de pena previstas na Lei 9.455/1997, 
pois elas são recorrentes em provas. 
 
Art. 1º, § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um 
terço: 
 
I - Se o crime é cometido por agente público; 
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31 
 
II – Se o crime é cometido contra criança, gestante, 
portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 
(sessenta) anos; 
 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
 
B) Errada. Caveira, inicialmente, é importante lembrar 
que a tortura omissiva existe duas modalidades: 
 
Omissão própria: quando o agente se omite, não 
investigando a conduta delituosa. 
 
Omissão imprópria: quando o agente tinha o dever 
legal de evitá-la. 
 
Art. 1º, § 2º Aquele que se omite em face dessas 
condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou 
apurá-las, incorre na pena de detenção de um a 
quatro anos. 
 
Por fim, a tortura, em sua modalidade omissiva, é o 
único delito da Lei 9455/97 que não é equiparado aos 
crimes hediondos. É aplicável, também, a suspensão 
condicional do processo. 
 
C) Correta. Isso mesmo, Caveira. Art.1: §5º A 
condenação acarretará a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para seu exercício pelo 
dobro do prazo da pena aplicada. Lembre-se que tais 
efeitos são automáticos, ou seja, não necessitam 
constar expressamente da sentença penal condenatória. 
 
D) Errada. Caveira, o perfil do Instituto AOCP é cobrar o 
preceito secundário das penas, portanto, fique atente a 
esses detalhes, estudem as causas de aumento e as 
penas dos principais crimes. A assertiva cobrou 
conhecimento sobre a tortura castigo ou tortura 
punitiva. O agente que comete esse delito está sujeito a 
uma pena de reclusão, de dois a oito anos. 
 
Art. 1º, II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou 
autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, 
a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de 
aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. 
 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
E) Errada. Caveira, decore! As causas de aumento 
previstas na Lei 9.455/1997 são de 1/6 a 1/3. 
 
Art.1º, § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um 
terço: 
 
I - se o crime é cometido por agente público; 
 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, 
portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 
(sessenta) anos; 
 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
 
 
54 
Os crimes da Lei de Abuso de Autoridade são de ação 
penal. 
 
(A) privada. 
(B) pública condicionada à representação do ofendido. 
(C) pública condicionada à conclusão do processo 
administrativo disciplinar. 
(D) pública incondicionada, não se admitindo ação 
privada subsidiária. 
(E) pública incondicionada, admitindo-se, contudo, ação 
privada subsidiária. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, o crime de abuso de autoridade é uma infração 
penal dolosa e necessariamente apenada com pena de 
detenção. As condutas descritas nesta Lei 13.869/2019 
constituem crime de abuso de autoridade quando 
praticadas pelo agente com a finalidade específica de 
prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a 
terceiro, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação 
pessoal. 
 
A) Errada. Caveira, os crimes de abuso de autoridade são 
de ação penal pública incondicionada, isto é, o 
Ministério Público deve iniciar a persecução penal diante 
de um delito de abuso de autoridade, e, de acordo com o 
princípio da oficiosidade, independe de representação do 
ofendido ou da existência de notitia criminis formulada 
por um particular. 
 
B) Errada. Caveira, os crimes previstos na Lei de abuso 
de autoridade são todos de ação pública 
incondicionada. 
 
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal 
pública incondicionada. 
 
C) Errada. Negativo, Caveira. Como sabemos, as esferas 
são independentes. O processo disciplinar e o processo 
penal correm separadamente. 
 
D) Errada. De fato, a ação é pública incondicionada, 
todavia, admite ação privada se a ação penal pública não 
for intentada no prazo legal, e esse prazo é de 6 (seis) 
meses, contado da data em que se esgotar o prazo para 
oferecimento da denúncia. . 
 
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal 
pública incondicionada 
 
§ 1º Será admitida ação privada se a ação penal 
pública não for intentada no prazo legal, cabendo ao 
Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer 
denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do 
processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso 
e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, 
retomar a ação como parte principal. 
 
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E) Correta. Isso mesmo, Caveira. Como vimos acima, 
ação é pública incondicionada, todavia admite ação 
privada subsidiária se a ação penal pública não for 
intentada no prazo legal. 
 
Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal 
pública incondicionada. 
 
§ 1º Será admitida ação privada se a ação penal 
pública não for intentada no prazo legal, cabendo ao 
Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer 
denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do 
processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso 
e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, 
retomar a ação como parte principal. 
 
§ 2º A ação privada subsidiária será exercida no prazo 
de 6 (seis) meses, contado da data em que se esgotar o 
prazo para oferecimento da denúncia. 
 
55 
Com relação ao Estatuto do Desarmamento, Lei n. 
10.826/2006, assinale a opção correta: 
 
(A) Aquele que deixar de observar as cautelas 
necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos 
ou pessoa com deficiência mental se apodere de arma 
de fogo, que esteja sob sua posse ou que seja de sua 
propriedade, incorre no crime de porte ilegal de arma de 
fogo. 
(B) O crime de omissão de cautela, previsto no Estatuto 
do Desarmamento, é delito omissivo, sendo a culpa na 
modalidade negligência o elemento subjetivo do tipo. 
(C) O Agente que disparar arma de fogo ou acionar 
munição em lugar ermo comete crime de disparo de arma 
de fogo. 
(D) O crime de posse irregular de arma de fogo, 
acessório ou munição de uso permitido é crime de perigo 
concreto, e o bem jurídico tutelado é a incolumidade 
física. 
(E) Para incorrer no crime de disparo de armade fogo, 
faz-se necessária a presença de pessoas no momento 
do disparo. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
A) Errada. Caveira, estamos diante do crime de omissão 
de cautela. A lei 10.826/2003 prevê a omissão de 
cautela em seu art.13. “Deixar de observar as cautelas 
necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) 
anos ou pessoa portadora de deficiência mental se 
apodere de arma de fogo que esteja sob a sua posse ou 
que seja da sua propriedade: pena – detenção de 1 
(um) a 2 (dois) anos e multa”. 
 
B) Correta. Isso mesmo, Caveira. A omissão de cautela 
é um crime culposo (negligência). Esse dispositivo 
penal objetivou a proteção pública, ou seja, assegurar a 
proteção coletiva, em razão do risco decorrente do 
apoderamento da arma de fogo por pessoa 
despreparada, e ainda assegurar a proteção física do 
próprio menor de 18 anos ou deficiente mental. É um 
crime de perigo abstrato, pois não é necessário que o 
menor de 18 anos ou o deficiente mental exponha 
alguém a perigo, basta, apenas, que ele se apodere da 
arma. 
 
C) Errada. Para que o agente incorra no crime de disparo 
de arma de fogo, o delito deve ser praticado em lugar 
habitado ou suas adjacências” ou “em via pública ou 
em sua direção”. Caso o local não seja habitado, a 
conduta será atípica, pois a segurança pública não foi 
exposta à perigo de lesão. 
 
 
D) Errada. Negativo, Caveira. Estamos diante de um 
crime de perigo abstrato, pois, presume-se o risco à 
segurança pública, o fato do agente possuir ou portar 
uma arma de fogo em desacordo com o dispositivo legal, 
sendo dispensada qualquer demonstração de perigo 
concreto. O bem jurídico tutelado, nesse caso, é a 
incolumidade pública. Assim, o sujeito passivo é a 
coletividade. 
 
E) Errada. Caveira, nesse tipo de delito, não é 
necessária a presença de pessoas no momento do 
disparo, basta que o local seja habitado. Exemplo: No 
momento em que o agente dispara a arma de fogo os 
habitantes de uma cidade do interior estavam dormindo. 
Caso o fato seja praticado em lugar habitado ou suas 
adjacências ou em via pública ou em sua direção a ela, 
já temos a configuração do crime. O bem jurídico 
tutelado é a incolumidade pública, a garantia da 
proteção social. Fique atento (a), Caveira, pois se o 
disparo for praticado em lugar ermo, o fato será atípico. 
 
Disparo de arma de fogo 
 
Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar 
munição em lugar habitado ou em suas adjacências, 
em via pública ou em direção a ela, desde que essa 
conduta não tenha como finalidade a prática de outro 
crime: 
 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e 
multa. 
 
56 
Acerca dos crimes hediondos (Lei n° 8.072/1990), 
assinale a alternativa correta. 
 
(A) O crime de lesão corporal dolosa gravíssima, 
praticado contra um agente da polícia civil de Goiás, no 
exercício da função ou em decorrência dela, é 
considerada um delito hediondo. 
(B) A corrupção passiva é considerada um crime 
hediondo. 
(C) Nenhum crime de furto é considerado hediondo, pois, 
nesses crimes, não há violência ou grave ameaça. 
(D) O crime de furto qualificado pela escalada é 
considerado um delito hediondo. 
(E) O crime de roubo é considerado um delito hediondo, 
em todas as modalidades. 
 
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33 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, inicialmente é importante saber que a lei de 
crimes hediondos foi introduzida, no ordenamento 
jurídico brasileiro, com a finalidade de implementar um 
tratamento mais rigoroso aos crimes considerados 
repugnantes pela sociedade. É um delito inafiançável e 
insuscetível de graça e anistia, de acordo com o Art. 5ª 
da constituição: 
 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, 
o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o 
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, 
por eles respondendo os mandantes, os executores e 
os que, podendo evitá-los, se omitirem. 
 
O Brasil adotou o sistema Legal para definir o que é 
crime Hediondo, ou seja, temos um rol taxativo 
(numerus clausus). 
 
 
A) Correta. Isso mesmo, Caveira, nesse caso, temos a 
chamada lesão corporal funcional, aquela praticada 
contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 
144 da Constituição Federal, integrantes do sistema 
prisional e das forças de segurança pública, no exercício 
da sua função ou decorrência dela, ou contra o 
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até o 
terceiro grau. Porém, só será considerado hediondo se 
estivermos diante da lesão funcional gravíssima ou da 
lesão corporal seguida de morte. Atenção: caso o 
parentesco seja por afinidade, não será reconhecida 
a hediondez do delito. 
 
B) Errada. Caveira, a corrupção passiva não está no rol 
dos crimes hediondos. Lembre-se que o Brasil adotou o 
sistema Legal para definir o que é crime Hediondo, ou 
seja, temos um rol taxativo (numerus clausus). 
Portanto, só será considerado hediondo o que estiver 
expresso na Lei (Lei n° 8.072/1990). 
 
C) Errada. Caveira, com a implementação do pacote 
anticrime, que alterou vários dispositivos da lei de crimes 
hediondos (Lei 8.072/90), o legislador deu um tratamento 
mais rigoroso ao agente que comete furto mediante o 
emprego de explosivo. Portanto, o furto praticado 
mediante emprego de explosivo é o único furto 
hediondo. 
 
Lei (8.072/1990): 
Art.1º, IX - furto qualificado pelo emprego de 
explosivo ou de artefato análogo que cause perigo 
comum (art. 155, § 4º-A). 
 
D) Errada. Como vimos na questão anterior, o furto 
praticado mediante emprego de explosivo é o único 
furto hediondo. 
 
E) Errada. Caveira, não são todos os roubos que são 
considerados crimes hediondos. Vejamos abaixo quais 
são: 
 
II - Roubo: 
 
a) Circunstanciado pela restrição de liberdade da 
vítima (art. 157, § 2º, inciso V); 
 
b) Circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 
157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de fogo 
de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); 
 
c) Qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou 
morte (art. 157, § 3º). 
 
57 
Considere que um Agente de Trânsito e Transporte 
tenha recolhido a carteira de identidade de um 
cidadão durante uma inspeção de trânsito, 
recusando-se a devolvê-la em seguida; nos termos 
da Lei nº 5.553/68, o referido ato constitui: 
 
(A) Infração administrativa. 
(B) Improbidade administrativa. 
(C) Crime de ação penal condicionada. 
(D) Contravenção penal. 
(E) Não constitui crime, nem contravenção. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
A) Errada. Caveira, estamos diante de uma 
contravenção penal, prevista no art. 3º da Lei 5.553/68: 
 
Art. 3º Constitui contravenção penal, punível com pena 
de prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou multa de 
NCR$ 0,50 (cinquenta centavos) a NCR$ 3,00 (três 
cruzeiros novos), a retenção de qualquer documento a 
que se refere esta Lei. 
 
B) Errada. Como vimos acima, constitui uma 
contravenção penal. Lembre-se que no Brasil foi 
adotado o sistema dicotômico, ou seja, infração penal 
é um gênero, que se divide em duas espécies: crime e 
contravenção. Portanto, crime e contravenção não são 
sinônimos. Fique atento (a). 
 
C) Errada. Caveira, como já vimos, trata-se de uma 
contravenção penal. Outrossim, as contravenções 
penais são de ação pública incondicionada. 
 
D) Correta. Art. 1º A nenhuma pessoa física, bem como 
a nenhuma pessoa jurídica, de direito público ou de 
direito privado, é lícito reter qualquer documento de 
identificação pessoal, ainda que apresentado por 
fotocópia autenticada ou pública-forma, inclusive 
comprovante de quitação com o serviço militar, título de 
eleitor, carteira profissional, certidão de registro de 
nascimento, certidão de casamento, comprovante de 
naturalização e carteirade identidade de estrangeiro. 
 
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34 
 Art. 3º Constitui contravenção penal, punível com 
pena de prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou 
multa de NCR$ 0,50 (cinquenta centavos) a NCR$ 3,00 
(três cruzeiros novos), a retenção de qualquer 
documento a que se refere esta Lei. 
 
E) Errada. Constitui uma contravenção penal. 
 
58 
Acerca dos crimes previstos no Estatuto do Idoso 
(Lei n° 10.741/03), assinale a alternativa incorreta. 
 
(A) Constitui crime negar acolhimento ou a permanência 
do idoso, como abrigado, por recusa deste em outorgar 
procuração à entidade de atendimento. 
(B) Constitui crime, punível com reclusão de 6 (seis) 
meses a 1 (um) ano e multa, obstar o acesso de alguém 
a qualquer cargo público por motivo de idade. 
(C) Não constitui crime a negativa de crédito motivada por 
superendividamento do idoso. 
(D) O agente que Coagir, de qualquer modo, o idoso a 
doar, contratar, testar ou outorgar procuração, comete 
crime previsto na lei 10.741/03. 
(E) Constitui crime deixar de cumprir, retardar ou frustrar, 
mesmo com justo motivo, a execução de ordem judicial 
expedida na ação civil prevista na Lei n° 10.741/03. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
 
A) Correta. Art. 103 - Negar o acolhimento ou a 
permanência do idoso, como abrigado, por recusa deste 
em outorgar procuração à entidade de atendimento: 
 
 Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e 
multa. 
 
B) Correta. Art. 100. Constitui crime punível com reclusão 
de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: 
 
I – Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público 
por motivo de idade; 
 
C) Correta. Isso mesmo, Caveira. Art. 96. Discriminar 
pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a 
operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito 
de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento 
necessário ao exercício da cidadania, por motivo de 
idade: 
 
Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
 
§ 3º Não constitui crime a negativa de crédito motivada 
por superendividamento do idoso. 
 
D) Correta. Art. 107. Coagir, de qualquer modo, o idoso a 
doar, contratar, testar ou outorgar procuração: 
 
Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 
 
E) Errada (Gabarito). Caveira, para ser típica, a conduta 
deve ocorrer sem justo motivo. Vejamos o dispositivo 
legal abaixo: 
 
Art. 101. Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem 
justo motivo, a execução de ordem judicial expedida nas 
ações em que for parte ou interveniente o idoso: 
 
 Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e 
multa. 
 
59 
O crime de posse de drogas para uso pessoal (art. 28 
da Lei n° 11.343/2006) está submetido à pena de: 
 
(A) reclusão em regime fechado. 
(B) advertência sobre os efeitos das drogas. 
(C) liberdade assistida. 
(D) perda de bens e valores. 
(E) detenção em regime aberto. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, primeiramente, vejamos abaixo a definição do 
que são drogas. Drogas são quaisquer substâncias 
ou produtos capazes de causar dependência, além do 
mais, essas substâncias precisam estar tipificadas na 
portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA), Autarquia responsável por tal 
regulamentação. Por fim, vale destacar que estamos 
diante de uma norma penal em branco heterogênea, 
também conhecida como própria ou em sentido estrito. E 
o que seria uma norma penal em branco heterogênea, 
professor? São os casos que para conseguir fazer a 
efetiva tipificação do tipo penal, é necessário 
complementar o preceito primário mediante um 
dispositivo normativo emanado por fonte diversa da 
norma a ser complementada. 
 
A) Errada. Caveira, a posse de drogas para consumo 
pessoal continua sendo crime, todavia, o que ocorreu 
foi uma despenalização, o fato permanece sendo uma 
infração penal, mas com penas diversas da privativa 
de liberdade. As penas para o consumo pessoal são: 
advertência sobre os efeitos das drogas, prestação 
de serviços à comunidade, medida educativa de 
comparecimento a programas ou cursos educativos. 
Alguns doutrinadores entendem que o nome mais correto 
seria descarcerização, pois ainda existem penas a 
serem cumpridas pelo infrator. 
 
B) Correta. Isso mesmo, Caveira. Como vimos acima, as 
penas para o crime de poste de drogas para consumo 
pessoal são: 
 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, 
transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar será submetido às 
seguintes penas: 
 
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35 
I - Advertência sobre os efeitos das drogas; 
 
II - Prestação de serviços à comunidade; 
 
III - Medida educativa de comparecimento a programa ou 
curso educativo. 
 
C) Errada. Caveira, como já falado nas assertivas acima, 
as penas para o consumo pessoal são: advertência 
sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à 
comunidade, medida educativa de comparecimento a 
programas ou cursos educativos. 
 
D) Errada. Negativo, Caveira. Vamos analisar mais uma 
vez o que diz a lei 11.343/2006. 
 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, 
transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar será submetido às 
seguintes penas: 
 
I - Advertência sobre os efeitos das drogas; 
 
II - Prestação de serviços à comunidade; 
 
III - Medida educativa de comparecimento a programa 
ou curso educativo. 
 
E) Errada. Não há pena privativa de liberdade para este 
delito. Fique atento (a)!! 
 
60 
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, são 
circunstâncias que agravam a pena, exceto: 
 
(A) Reincidência nos crimes de natureza ambiental. 
(B) Ter o agente cometido a infração em período de 
defeso à fauna. 
(C) Baixo grau de instrução ou escolaridade do agente. 
(D) Ter o agente cometido a infração mediante fraude ou 
abuso de confiança. 
(E) Ter o agente cometido a infração em domingos ou 
feriados. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, a questão nos cobrou conhecimento acerca do 
art. 15, da Lei 9.605/98. Dessa forma, vamos analisar os 
dispositivos legais. Observe que ele quer a opção 
incorreta. 
 
A) Correta. Art. 15. São circunstâncias que agravam a 
pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
 
I - Reincidência nos crimes de natureza ambiental; 
 
B) Correta. Art. 15. São circunstâncias que agravam a 
pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
 
II - Ter o agente cometido a infração: 
 
g) em período de defeso à fauna; 
 
C) Errada (Gabarito). Na verdade, Caveira, o baixo grau 
de instrução do agente é uma causa atenuante. 
 
Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena: 
 
I - Baixo grau de instrução ou escolaridade do agente. 
 
D) Correta. Art. 15. São circunstâncias que agravam a 
pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
 
II - Ter o agente cometido a infração: 
 
n) mediante fraude ou abuso de confiança; 
 
 
E) Correta. Art. 15. São circunstâncias que agravam a 
pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
 
II - Ter o agente cometido a infração: 
 
h) em domingos ou feriados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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