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02 Provas Objetivas e Discursivas Comentado POLÍCIA PENAL DE GOIÁS SIMULADO COMPLETO POLÍCIA E NADA MAIS | WWW.CAVEIRA.COM | @PROJETOCAVEIRA “Conhecer a si mesmo é o começo de toda a sabedoria.” Aristóteles 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 GABARITO 2º Simulado - PPGO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E C D A D B E B D D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 E E B A B E A E B D 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A D D C E C C D D C 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 D B D D B A C B C E 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 C E D B E D A D E B 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 A A B D C E A C A E 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 1 PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA TEMA 02 – PP-GO TEXTO I TEXTO II Projeto prevê proteger personalidade digital e liberdade de expressão na internet. O projeto de lei (PL 592/23) apresentado pelo senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, prevê alterar leis como o Código Civil e o Marco da Internet para estabelecer novas medidas que protejam a personalidade digital da pessoa e a liberdade de expressão na internet. Entre os pontos está a proibição da eliminação e banimento de pessoas do meio digital. O Projeto aduz que: “Nós vemos isso como também uma questão de direitos humanos, um conjunto de direitos essenciais, fundamentais que nós cidadãos e pessoas temos. E que devem ser protegidos também, não só pelo fato de sermos pessoas, mas hoje todo mundo usa a internet, todo mundo tem uma personalidade digital”. TEIXEIRA, C. Rádio Senado. Proposta. Projeto prevê proteger personalidade digital e liberdade de expressão na internet. Publicado em 24/02/2023. Disponível em [link]. Com base na reflexão promovida pelos textos acima elencados e nos seus conhecimentos gerais, redija um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, considerando a seguinte temática: Existe, atualmente, a liberdade de expressão no meio digital? 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 2 TEMA 02 – COMENTADO – PP-GO PONTO DE IGNIÇÃO Aquecendo os motores! Olá, Caveira! Pronto para treinar para a sua discursiva? O primeiro ponto que você deve voltar a sua atenção é quanto ao gênero solicitado pela banca. Com base na sua última prova, a banca pode solicitar ou um texto com o gênero descritivo, ou um texto com o gênero dissertativo. Devido à maior complexidade desse segundo tipo textual, hoje, nosso treinamento estará voltado a ele. Destaca-se que, no gênero dissertativo, estão presentes argumentação, valores, crenças, hipóteses. O gênero dissertativo-argumentativo demanda que você escreva sobre o tema sugerido sob determinado ponto de vista (ou tese), e busque justificar esse ponto de vista com argumentos que o validem. Deve-se voltar à atenção, a seguir, ao atendimento da estrutura introdução- desenvolvimento-conclusão, pois as bancas também atribuem pontos ao atendimento dessa estrutura, típica da dissertação. Sugerimos que, em um texto de 20 a 30 linhas, você utilize dois argumentos para validar o seu ponto de vista, assim, proporcionando distintos pontos de convencimento do leitor/examinador, e fazendo a banca atribuir uma melhor pontuação ao seu texto! E aí, bora treinar? DUAS TESES E ARGUMENTOS POSSÍVEIS Depois de aquecer os motores... aceleramos. Nada mais justo, Caveira! Na primeira parte dessa apresentação eu te mostrei como lidar com a estrutura de um texto dissertativo-argumentativo. Só para ajudar a memória, você vai lidar com: introdução – desenvolvimento – conclusão. Agora, nas linhas abaixo, você vai ter a chance de verificar alguns modelos de teses e argumentos possíveis para encaixar no tema proposto. Desde já, eu preciso combinar algumas coisas com você: 1. As teses e argumentos apresentados são exemplos, apenas; 2. Você não precisa concordar com nenhuma das teses/argumentos. Você é totalmente livre para desenvolver os seus! Lembre-se, contudo, de sempre embasar o seu ponto de vista. 3. Existem infindos tipos de teses e argumentos além dos apresentados aqui, e você pode usar, estes últimos, em outros tipos de teses. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 3 EXEMPLO DE TESE 1 Existe liberdade de expressão no meio digital e os seus limites são necessários para a defesa de direitos fundamentais A) Primeiro argumento em defesa da tese: em qualquer forma, existem limites para esse direito, em especial quando ele ferir outras garantias fundamentais estabelecidas pela Constituição. Não há prerrogativas absolutas, na lei ou na vida. A Constituição prevê, ao lado da liberdade de expressão, inúmeros outros direitos, que devem ser exercidos em harmonia, garantindo-se o maior espaço de liberdade possível aos cidadãos. Com a incidência da colisão de direitos, é preciso reduzir o âmbito de existência de cada um, de forma racional e ponderada, para preservar o exercício de ambos. É o que ocorre, por exemplo, quando a expressão do pensamento afeta a honra, a intimidade ou a vida privada de terceiros, direitos também protegidos pela Constituição Federal. O responsável por caluniar, injuriar, difamar, entre outros, pode ser responsabilizado civil ou criminalmente pelas consequências de seus atos, embora nem nessas hipóteses seja admitida censura prévia. A liberdade não é um salvo conduto para a agressão, para a violação da dignidade alheia. O direito penaliza aqueles que usam da palavra escrita ou verbal para desgastar a honra alheia, abrindo-se uma exceção nas críticas a pessoas públicas —em especial autoridades—, caso em que mesmo declarações ácidas, profundas e impiedosas são admitidas, desde que não resvalem na imputação falsa de crimes, ou em declarações inverídicas sobre fatos desabonadores. Para além da honra, a liberdade de expressão também encontra limite quando se trata de discursos de ódio, que incitam a violência ou a agressão. Fato é que, mesmo que a pessoa tenha ideais absurdos e estapafúrdios, é possível que ela fale sobre eles, desde que não ofenda, ameace, denigra terceiros.1 A construção da medida desse limite, nas democracias, é uma opção política, com íntima relação com a cultura e a história de determinada localidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, se confere um amplo espaço à liberdade de expressão. Lá, a Suprema Corte já reconheceu a queima da bandeira americana (Texas vs. Johnson, 1989), os insultos a minorias ou grupos raciais (Brademburg vs. Ohio, 1969) e até mesmo a queima de cruzes —símbolo da odiosa organização racista Ku Klux Klan (R.A.V. vs Saint Paul, 1992) — como manifestações da liberdade de expressão, quando não acompanhadas de ameaças concretas ou violência. Já a Alemanha e outros países europeus, embora abracem a liberdade de expressão como direito fundamental, fixam limites de conteúdo ao seu exercício, vedando, por exemplo, a manifestação de ideias que defendam a inexistência do massacre de judeus durante a 2ª Guerra Mundial (negação do Holocausto), uma vez que tal tese colide com a dignidade de grupos raciais e religiosos e com a própria ideia de convivência pacífica entre os diversos membros da sociedade.2 Nosso direito fixa os limites da liberdade de expressão nesse aspecto ao criminalizar a incitação ao crime, a propaganda de fato criminoso e a prática ou a indução à discriminação e ao preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.3 Assim, tanto a liberdade de expressão quanto seus limites são os mesmos na esfera online ou offline. Embora o ambiente virtual possa dar a falsa sensação de anonimato, sendo visto como “terra de ninguém”, as leis continuam valendo. Quem utilizar a rede para manifestar insultos, mentiras, discursos de ódio e outras mensagens que incitem a violência está sujeito às punições previstas na legislação. 1 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 2 Você pode ler mais sobre essa informaçãoaqui [link]. 3 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 4 Por isso, como lembram Felipe Costa Rodrigues Neves e Isabel Cortellini, no artigo “Liberdade de expressão em tempos de internet”, vale a máxima de que o seu direito termina quando começa o do outro. “A liberdade de expressão, apesar de fundamental e importantíssima como meio de garantia e desenvolvimento da nossa democracia, não pode ser utilizada como desculpa para prática de crimes e atividades ilícitas – como é o caso dos discursos que incitam a violência contra à mulher, dos discursos de ódio contra minorias, da difamação, calúnia e injúria e até discursos de incentivo ao terrorismo.”4 B) Segundo argumento em defesa da tese: “limites” são diferentes de censura Após o período de ditadura militar, convencionou-se que, no Brasil, a lei não admite mais a censura, apenas responsabilização – quando, por exemplo, institui a vedação ao anonimato. Isso porque a censura requer análise prévia dos conteúdos divulgados, com o intuito de barrar aqueles que não forem aprovados por quem está no poder, decidindo a que tipo de informação a população terá acesso. Já a responsabilização, ainda que punitiva, consiste em ações posteriores à divulgação de um pensamento que viole direitos alheios. Ou seja, a pessoa foi capaz de expressar-se sobre o tema. Um estado democrático não se ocupa em restringir informações e ideias, mas deve responsabilizar o cidadão que não respeite o direito dos demais. Logo, é imprudente a fala de que existe censura no país, há, de fato, limites à livre manifestação do pensamento. Assim, discursos de ódio que incitem violência e preconceito contra grupos, indivíduos ou instituições não são protegidos pelo direito à liberdade de expressão.5 Nesse sentido, os próprios Tribunais do país são orientados, a exemplo dos Desembargadores da 4ª Turma Cível do TJDFT quando, em um de seus acórdãos, pontuam que “só se permite a obstrução de determinado conteúdo quando é possível se fazer juízo de valor quanto à sua ilicitude, se não, tal fato acarretaria censura prévia e restrição à liberdade de expressão e ao direito de informação”.(Acórdão n. 911432, 20150020218878AGI, Relator: JAMES EDUARDO OLIVEIRA, 4ª Turma Cível, Data de Julgamento: 25/11/2015, Publicado no DJE: 15/12/2015. Pág.: 193) EXEMPLO DE TESE 2 O poder de manipulação de empresas obsta a liberdade de expressão no meio digital A) Primeiro argumento em defesa da tese: o direcionamento de tráfego promovido pelas empresas, especialmente as redes sociais, faz com que não exista a liberdade A Internet assegura a possibilidade da ampla difusão de ideias, e não parece fazer sentido que gigantes do setor possam interferir de forma drástica aos valores da liberdade de expressão. Ademais, essa liberdade empresarial parece não ser a mais adequada, pois conduz a atos de censura. Portanto, há quem defenda que a Internet merece ser conceituada como um grande public forum ou seja, forte na teoria do the public forum doctrine, de forma semelhante que aos governos resta proibida a censura, em igual partida deveria ser assim estabelecido às empresas privadas. Assim, tanto na forma como na função, as redes sociais guardam forte semelhança àqueles espaços tradicionalmente abertos à expressão pública e ao debate pelo governo e o cidadão as enxergam como um lugar naturalmente adequado à disseminação de informação e de opinião. No entanto, as empresas que dominam as redes podem restringir e banir conteúdos 4 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 5 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 5 e usuários, a partir de suas escolhas, sob o argumento de que alguns discursos promovem o ódio e são danosos à segurança dos cidadãos.6 Sem dúvida, as redes sociais são uma poderosa ferramenta na mobilização política e na organização de grupos sociais. Dessa forma, submeter os sites de redes sociais a algum grau de escrutínio constitucional é crucial, dada sua importância para a vida social e política contemporânea, suas características únicas e seus incentivos para o engajamento na censura. No Brasil, a situação fática é exatamente a descrita, pois somente pela rede social do Facebook estudos acadêmicos demonstram a possibilidade de práticas de censura, sendo que em algumas situações sequer existia violação aos próprios termos de uso da rede social ou aos padrões de comunidade consideradas pela empresa. Para além de discernir, em nosso ordenamento jurídico, até onde as empresas privadas podem impedir a divulgação de fatos e de opiniões que contrapostas aos termos de uso das redes sociais, até em razão de as empresas serem transacionais, o fato é que o Brasil possui um ordenamento jurídico em vigor e há legislação infraconstitucional diretamente aplicável na resolução de tais litígios e que impõe determinados poderes e deveres aos agentes públicos e privados. Entre nós, há a Lei do Marco Civil da Internet ou simplesmente MCI, Lei 12.965/2014, na qual estão previstos diversos princípios a serem seguidos por todos os agentes econômicos que atuam na e em Internet e por seus usuários, a exemplo do princípio a garantia da liberdade de expressão (artigo 3º, inciso I). A liberdade de expressão serve como fundamento para a disciplina e o uso da internet (artigo 2º) e é o primeiro princípio a ser observado na disciplina do uso, tal como consagrado pelo legislador (artigo 3º, I), o que deveria ser o suficiente para obstar as ações indiscriminadas das empresas privadas com relação à manifestação dos usuários.7 Nesse sentido, uma das maneiras de medir quanto o direito à liberdade de expressão é respeitado nos países é o Relatório Global de Expressão, uma publicação anual realizada pela ONG denominada Artigo 19. Na publicação do ano de 2020, o estudo confirmou uma realidade vil. Entre os anos de 2015 a 2020, o Brasil deixou de ter um dos melhores índices da pesquisa para se tornar um país com a sua democracia em crise. A pontuação do Brasil registrada no último relatório foi a pior desde o ano em que as medições começaram, foi a nota de 52 em uma escala de 0 a 100. Esse índice faz com que o Brasil ocupe o 86° lugar entre 161 analisados pelo estudo, apontando, portanto, um retrocesso em termos de liberdade de expressão. Nas Américas, o Brasil só está à frente de países como Venezuela, Nicarágua e Cuba, que vivem regimes totalitários.8 B) Segundo argumento em defesa da tese: as empresas das redes sociais têm o poder deliberado de banir usuários da rede por seu discurso No início de 2023, houve a repercussão do comentário do podcaster Bruno Aiub (mais conhecido pelo apelido 'Monark'), que avaliou como positiva a legalização de um partido nazista no país no podcast que administrava, o Flow Podcast. Seu pedido de desculpas não foi suficiente para evitar a debandada de seus patrocinadores, após cobranças de ativistas e organizações da sociedade civil, como o Sleeping Giants, que têm sido bastante cruciais para forçar mais responsabilidade ao setor privado. Diversos entrevistados pelo programa também requisitaram a retirada de suas entrevistas do ar.9 Contudo, além das disposições elencadas, o que há de mais importante para a análise no presente item são as punições anunciadas pelo YouTube que levaram o podcaster a afirmar que estava sofrendo "perseguição política" pela plataforma. O YouTube comunicou que o canal seria desmonetizado por violação às regras do programa de parceria, especificamente as políticas de Responsabilidade do Criador de Conteúdo. Monark também ficaria proibido de criar 6 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 7 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 8 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 9 Vocêpode ler mais sobre essa informação aqui [link] 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 6 novos canais ou utilizar canais de terceiro visando à monetização, condutas que configurariam burla à punição de suspensão, segundo a plataforma. Após a suspensão do YouTube, o podcaster anunciou que mudaria a plataforma de suas postagens, e, em breve, começaria a publicar na Rumble. A Rumble é uma plataforma de vídeos canadense que tem sido atrativa para personalidades com postagens controversas que foram punidas pelo YouTube, ao prometer dar uma maior “liberdade de expressão” a produtores de conteúdo.10 Endente-se que esse formato de banimento apresentado pelas empresas privadas é uma forma de “reforçar seus compromissos com a democracia”. Contudo, verifica-se que, com determinada frequência, há problemas nas decisões das plataformas cujas soluções estão bastante aquém do ideal. Conteúdos lícitos são, muitas vezes, retirados indevidamente, enquanto conteúdos ilícitos permanecem ativos por muito tempo – o que gera o sentimento generalizado de inconformidade e falta de isonomia na aplicação das regras das plataformas. A dita ‘arbitrariedade’ das decisões das plataformas, muitas vezes, tem como causa justamente a baixa eficiência da moderação de conteúdo. Uma pesquisa realizada pela Mozilla Foundation apontou que o investimento em treinamento de sistemas para o processamento de linguagem natural, que substancia a moderação automatizada de conteúdo, em línguas não anglófonas é bastante pequeno comparado à língua inglesa. Outro apontamento é a dimensão bastante pequena e pouca transparência sobre as equipes de moderadores humanos – atores fundamentais para a catalogação de conteúdos ilícitos e para o treinamento de sistemas de inteligência artificial que servem à identificação e filtragem automatizada de conteúdo.11 EXEMPLO DE REDAÇÃO A liberdade de expressão na internet é um direito fundamental que possibilita a troca livre de informações e opiniões entre indivíduos e grupos. No entanto, estudos mostram que esse direito tem sido prejudicado pelo poder de manipulação de empresas que atuam na internet. As redes sociais e os mecanismos de busca são exemplos de plataformas que podem influenciar e moldar a opinião pública, gerando impactos significativos na sociedade. De acordo com um estudo realizado pela Pew Research Center em 2018, cerca de dois terços dos adultos americanos obtêm notícias através de plataformas de mídia social. Isso significa que as empresas de tecnologia têm um papel cada vez mais importante na difusão de informações e na formação de opinião pública. Entretanto, muitas dessas empresas não têm responsabilidade editorial sobre o conteúdo que é compartilhado em suas plataformas, o que pode levar a um cenário em que informações falsas ou manipulativas ganham grande visibilidade. Além disso, em 2018, foi revelado que a empresa de consultoria política Cambridge Analytica utilizou dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook para influenciar as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016. A empresa utilizou esses dados para criar perfis psicológicos de eleitores e, a partir disso, criar conteúdos personalizados para influenciá- los a votar em determinados candidatos. Essa prática manipulativa mostra como as empresas de tecnologia podem ter um impacto significativo na formação de opinião pública. Em suma, a liberdade de expressão na internet é um direito fundamental que tem sido prejudicado pelo poder de manipulação de empresas. Para garantir a plena realização desse direito, é necessário promover a transparência e a responsabilidade das empresas, assim como investir em educação e desenvolvimento de habilidades críticas dos usuários. Somente assim é possível garantir um ambiente digital mais justo e democrático. 10 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 11 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 1 CONHECIMENTOS GERAIS Língua Portuguesa Texto 1 Período de seca pede uso racional da água O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e deve se prolongar até setembro. Com a ausência da chuva e a queda da temperatura, o inverno seco, típico do cerrado, vai predominar, como é característico do clima de Brasília. Além dos efeitos sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios. E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF, perdem, naturalmente, volume. Sendo assim, é ainda mais importante fazer o uso racional da água. (PEDROSO, Mônica. Período de seca pede uso racional da água. Disponível em: <https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/05/26/>. Acesso em: 3 jun. 2022, com adaptações.) 1. Segundo as informações do texto, assinale a alternativa correta. A) O título mantém relação exclusivamente com o primeiro período. B) A autora manifesta surpresa diante da ausência da chuva e da queda da temperatura no período de inverno seco do DF. C) No DF, o uso racional da água faz-se necessário apenas no período de estiagem. D) A falta de abastecimento de água é a única consequência do inverno seco para a população do DF. E) A falta de chuva provoca a redução da quantidade de água nos córregos e nos rios e, consequentemente, a perda do volume dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Oi, Caveira! Tudo certo? Firme no propósito? Ansioso para vestir a farda? Em breve você o fará! Considere, Caveira, que as questões de compreensão textual requererão de você uma leitura apurada e atenta. As questões de compreensão de texto buscam a informação dentro do texto de forma explícita, de forma exposta. Você precisa, apenas, comparar as informações que estão dentro do texto com as informações que estão dispostas nas alternativas, pois é exatamente nesse momento que a banca vai inserir informações contraditórias, extrapolar ou reduzir o conteúdo das informações. Esteja sempre atento, Futuro Policial. As questões de compreensão são trabalhadas por meio de paráfrase, ou seja, reescrita de informação contida no texto, utilizando, para isso, outras palavras, outro vocabulário. E, justamente nessa reescritura, a banca vai acrescer, restringir, contradizer ou tangenciar as informações. As questões de compreensão sempre remeterão você ao texto; já as questões de interpretação remeterão você ao autor, uma vez que em tais enunciados você é levado a julgar a intenção do autor, ou seja, irá deduzir, julgar, inferir. Letra A: INCORRETA. Não, não, Caveira. O título não mantém uma relação exclusiva apenas com o primeiro período, mas com o texto por completo, de forma geral. Se você ainda tem dúvida sobre como localizar um período, lembre-se deste bizu: o que delimita um período é a letra maiúscula – um período começa com uma letra maiúscula e vai até a próxima letra maiúscula. Sendo assim, observemos que o título é “Período de seca pede uso racional da água” e o primeiro período é: “O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e deve se prolongar até setembro.” Se você bem observar o período, verá que não guarda estreita relação com o título. O título da matéria só começa a fazer sentido com o desenvolvimento do texto. Somente a partir do terceiro período o título começa a fazer sentido, Futuro Policial. Você conseguiu observar isso? Letra B: INCORRETA. Mais um item errado, Caveira. Veja que quando se afirma no texto “Com a ausência da chuva e a queda da temperatura, o inverno seco, típico do cerrado, vai predominar, comoé característico do clima de Brasília.”, percebe-se que não há qualquer elemento surpresa, uma vez que, por ser característico, não apresenta “nada de novo” que faça com que se tenha surpresa diante do clima. Letra C: INCORRETA. Mais uma assertiva errada, Futuro Combatente. O uso racional da água não deve ser feito apenas no período da estiagem, pois o texto nos lembra que “Além dos efeitos sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios. E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF, perdem, naturalmente, volume.” Letra D: INCORRETA. Nada disso, Caveira. A escassez das chuvas não acarreta apenas a falta de abastecimento de água, mas “Além dos efeitos sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios.” Sendo assim, reduz-se não apenas o abastecimento de água como também a quantidade de água nos córregos e rios. Letra E: CORRETA. Exatamente, Caveira! A resposta está tal e qual o descrito no texto, veja: “Além dos efeitos sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios. E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF, perdem, naturalmente, volume.” 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 2 2. Com base nas relações morfossintáticas do texto, assinale a alternativa correta. A) O termo “ao Distrito Federal (DF)” funciona como complemento da forma verbal transitiva direta “chegou”. B) A oração subordinada “que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona como sujeito da oração anterior. C) As orações que constituem o primeiro período do texto relacionam-se por coordenação, pois não mantêm dependência sintática entre si. D) O termo “os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto” passaria a exercer outra função sintática caso o período em que foi empregado fosse reescrito da seguinte maneira: E perdem, naturalmente, volume os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF. E) O último período do texto contém uma oração sem sujeito. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: INCORRETA. Na alternativa em apreço, o verbo chegar é um verbo intransitivo, o qual não precisa de complemento. Todavia, você deve estar se perguntando: e “ao Distrito Federal”? Não seria um objeto indireto? Não Caveira. A expressão “ao Distrito Federal” é um adjunto adverbial de lugar (chegou a + onde? Ao Distrito Federal). Sendo intransitivo, não pede qualquer tipo de complemento e virá adiante desse verbo, acrescendo informações de tempo, lugar, modo, companhia, dúvida, certeza, causa, entre outros, é adjunto adverbial. Letra B: INCORRETA. Mais uma questão incorreta, Amigo Concurseiro. Veja bem, Caveira. A alternativa informa que a oração “que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona como sujeito da oração anterior, qual seja: é importante lembrar. Um bizu pode facilitar a sua vida, Caveira. Para isso, preciso lembrá-lo de que todas as vezes em que você puder substituir o “que” por “o qual, a qual e suas flexões”, esse “que” será pronome relativo e introduzirá uma oração subordinada adjetiva. Quando você puder substituir o “que” por “isso”, esse “que” será uma conjunção integrante e introduzirá uma oração subordinada substantiva. Vamos ajustar a oração conforme está no texto e estudar a partícula “que”: É importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e rios. Aplicando o nosso bizu, como ficaria? É importante lembrar o qual a falta de chuva... ou É importante lembrar isso? A segunda substituição faz mais sentido, não acha? Sendo assim, quando você fala “é importante lembrar...”, o que vem a sua cabeça de forma imediata? É importante lembrar... (o quê?) O verbo lembrar exige um complemento, Futuro Combatente, pois o verbo sozinho, na frase, tal e qual encontra-se na oração, não tem sentido completo. Percebeu também que a oração introduzida pelo “que”, aquela que você substituiu por “isso”, complementa o sentido do verbo lembrar? É importante lembrar ISSO. Logo, a oração introduzida pelo que, conforme disposto na alternativa, exerce a função de complemento verbal do verbo lembrar (é um objeto direto), sendo, pois, uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Agora, se não tivéssemos a presença do verbo lembrar, o qual exige complemento, aí, sim, a oração introduzida pelo “que” seria o sujeito da oração: É importante ISSO. Isso é importante. Compreendeu? Letra C: CORRETA. Um período será composto por coordenação quando as suas orações forem independentes sintaticamente, ou seja, quando os seus termos bastarem por si sós, todos os seus termos e complementos estarão dentro dessa mesma oração, não precisando recorrer a outra oração para completar o seu sentido. Avaliemos o período dado pela alternativa: O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e deve se prolongar até setembro. Isolam-se as orações ligadas pelo conectivo e faz-se a análise sintática: 1ª oração: O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF). Sujeito = O período de estiagem Predicado verbal= chegou ao Distrito Federal (DF). Núcleo do predicado verbal= chegou Adjunto adverbial de lugar= ao Distrito Federal. Observe que essa oração não possui qualquer síndeto, ou conectivo. Logo, será chamada de oração coordenada assindética. 2ª oração: Deve se prolongar até setembro. Sujeito: Ele (sujeito desinencial, implícito, oculto, subentendido ou por elisão) Predicado verbal= deve se prolongar até setembro. Núcleo do predicado verbal= deve se prolongar Adjunto adverbial de tempo= até setembro. Percebeu que todos os termos de ambas as orações foram encontrados nelas próprias? Isso é ser uma oração independente, Caveira. Observe que as duas orações, ambas independentes, foram unidas por um conectivo que expressa ideia de adição. A primeira oração não possui conectivos, por isso é chamada de oração coordenada assindética; a segunda oração, que é introduzida por uma conjunção que expressa ideia de adição, é chamada de oração coordenada sindética aditiva. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 3 Letra D: INCORRETA. Mais uma alternativa errada, Caveira. Observe que no texto a expressão “E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto”, exerce a função de sujeito do verbo “perder”. Na reescrita oferecida pela alternativa, a expressão “E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto” continuaria sendo sujeito do verbo perder, só que estaria em uma posição posposta ao verbo, e não na ordem natural tal e qual aparece no texto. Letra E: INCORRETA. Alternativa errada, Caveira. No último período do texto, qual seja, “Sendo assim, é ainda mais importante fazer o uso racional da água.”, temos um sujeito oracional, Caveira. Sujeito oracional? Sim, isso mesmo. Em algumas situações, o sujeito da oração será outra oração. Observe: Sendo assim, é ainda mais importante fazer o uso racional da água. Fazer o uso racional da água é ainda mais importante. Observe que nós temos o verbo de ligação e o predicativo, o que faz do predicado ser um nominal. Mas, e o sujeito? O sujeito é “Fazer o uso racional da água.” Como o sujeito é uma oração, é chamado de sujeito oracional.3. Leia o texto abaixo. No tempo das boticas No começo, a botica era uma caixa de madeira onde se levavam os primeiros remédios. Foi com este nome que a farmácia se tornou conhecida em Portugal. No Brasil colonial, a caixa era transportada pelos mascates, que percorriam as povoações e as fazendas, levando medicamentos capazes de curar as mazelas mais comuns. Conhecidos como boticários, os donos das boticas eram profissionais de alto gabarito, conhecedores da arte do fabrico de remédios, prestigiados na corte portuguesa e nas armadas e fortalezas. Com base nas informações do texto e nas relações entre elas, assinale a alternativa correta. A) A farmácia se tornou conhecida em Portugal com o nome de “caixa de madeira”. B) As embalagens dos remédios eram chamadas de boticas antes do surgimento da farmácia. C) O Brasil colonial não chegou a vivenciar o tempo das boticas. D) Os boticários eram profissionais de alta qualidade e conheciam a arte de fabricar remédios. E) Os boticários só obtiveram o reconhecimento da elite portuguesa depois que passaram a desenvolver o próprio trabalho no Brasil colonial. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: INCORRETA. Errado, Caveira. Se você observar bem o primeiro período do texto, verá que este informa que a farmácia se tornou conhecida em Portugal como “botica”, que, por sua vez, era uma caixa de madeira. Observe: “No começo, a botica era uma caixa de madeira onde se levavam os primeiros remédios. Foi com este nome que a farmácia se tornou conhecida em Portugal.” Letra B: INCORRETA. O termo “boticas” servia para descrever a caixa de madeira que levava os primeiros remédios. Sendo assim, as boticas não eram embalagens de remédios, mas a própria caixa de madeira que levava os medicamentos. Letra C: INCORRETA. O segundo parágrafo do texto informa que, no Brasil Colonial, a caixa de madeira, ou seja, a botica, era transportada pelos mascates. Veja: “No Brasil colonial, a caixa era transportada pelos mascates, que percorriam as povoações e as fazendas, levando medicamentos capazes de curar as mazelas mais comuns.” Letra D: CORRETA. Eis o nosso gabarito, Futuro Policial. Esta alternativa reescreveu a mesma informação do último parágrafo. Compare: “Conhecidos como boticários, os donos das boticas eram profissionais de alto gabarito, conhecedores da arte do fabrico de remédios, prestigiados na corte portuguesa e nas armadas e fortalezas.” Letra E: INCORRETA. Veja, Caveira, o texto nos informa que os boticários já eram prestigiados pela elite antes mesmo da colonização do Brasil, logo, não foi imposta qualquer condição anterior para que fosse alimentada tal admiração. 4. Segundo as regras de pontuação vigentes, o uso da vírgula: A) É opcional logo após o termo “No começo”. B) Deveria ter ocorrido entre os termos “conhecida” e “em Portugal”. C) Está incorreto logo após o termo “No Brasil colonial”. D) Poderia ter ocorrido entre os termos na passagem “as povoações e as fazendas”. E) É opcional entre os termos “os donos das boticas” e “eram”. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: CORRETA. A expressão que antecede a vírgula, no caso, “No começo”, trata-se de adjunto adverbial antecipado: deslocado para o início da oração, situando-se antes do verbo. A vírgula é considerada facultativa para adjuntos que não sejam extensos: segundo um relativo consenso entre os acadêmicos, considera-se extenso o adjunto composto por mais de 3 vocábulos. Logo, se composto por até 3 vocábulos, o emprego da vírgula é facultativo. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 4 Letra B: INCORRETA. Você deve lembrar-se da ordem natural, direta, da oração, que forma o bizu SUVECA: sujeito – verbo – complemento – adjunto. Pois bem. Quando se fala acerca de adjunto adverbial, há uma série de regras que devem ser conhecidas pelo concurseiro. Se você observar bem, o adjunto adverbial da frase dada pela alternativa está na sua ordem natural, ou seja, após o verbo. Leia: “Foi com este nome que a farmácia se tornou conhecida em Portugal.” Veja que o adjunto adverbial está na ordem natural da oração, ou seja, no fim do período. Sendo assim, há dois ensinamentos sobre esse termo quando na ordem natural: 1. No caso de haver um adjunto adverbial, o uso da vírgula será facultativo: Pedro comprou uma bolsa para a esposa ontem. Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem. 2. No entanto, se mais um adjunto adverbial for acionado, é preciso fazer pelo menos uma quebra: Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem antes do almoço. Pedro comprou uma bolsa para a esposa ontem, antes do almoço. Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem, antes do almoço." Letra C: INCORRETA. Tal e qual explicado na alternativa A, quando o adjunto estiver deslocado, no início da oração, será opcional o uso da vírgula quando o adjunto se perfazer em até três palavras. Sendo opcional, não há que se falar em incorreção. Letra D: INCORRETA. Normalmente antes da conjunção “e” a vírgula não é utilizada, pois, sendo uma conjunção coordenativa aditiva, serve para ligar dois termos ou duas orações de idêntica função. No entanto, separam-se geralmente por vírgula as orações coordenadas unidas pela conjunção e, quando têm sujeito diferente: “A mulher morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino “(Fernando Namora, O Trigo e o Joio). Ainda sobre esse tema, vê-se que as povoações e as fazendas são complementos do verbo percorrer. Observe: “que percorriam as povoações e as fazendas.” Em uma enumeração a vírgula serve para separar os elementos, exceto aqueles que são unidos por conjunção aditiva, que é justamente o caso oferecido pela alternativa. Sendo assim, não é possível inserir uma vírgula entre “as povoações e as fazendas.” Letra E: INCORRETA. Vê-se uma clara regra de proibição do uso da vírgula, pois não se pode separar o sujeito do verbo com vírgulas. Veja que "Os donos das boticas" é o sujeito do verbo "eram". Sendo assim, impossível o uso da vírgula. 5. De acordo com as regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta. A) Assim como o vocábulo “remédios”, a forma verbal da oração Eu sempre remédio a situação lá em casa. também está corretamente acentuada. B) Derivados do substantivo “Portugal”, os vocábulos português e portuguêses devem ser acentuados. C) Se a forma verbal “fabrico” não é acentuada, logo também não se deve acentuar o substantivo fabrica. D) Os vocábulos “remédios” e “farmácia” são acentuados pela mesma regra. E) O vocábulo frequêntes está corretamente acentuado, portanto, poderia substituir “comuns”. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: INCORRETA. A palavra “remédio” é acentuada porque se trata de uma palavra paroxítona terminada em ditongo; já o verbo conjugado “remedio” não existe, Caveira. O correto é “remedeio”. Eu remedeio Tu remedeias Ele/ela remedeia Nós remediamos Vós remediais Eles/elas remedeiam Letra B: INCORRETA. O vocábulo “português” recebe acento porque é uma palavra oxítona (a sílaba tônica recai sobre a última sílaba) terminada em e (s); já a palavra portugueses é uma palavra paroxítona (a sílaba tônica recai sobre a penúltima sílaba) terminada em es. Nas regras de acentuação de palavras paroxítonas não há mandamento para que se acentue palavras com tais terminações. Letra C: INCORRETA. De fato, a forma verbal “fabrico” (eu fabrico – tu fabricas – ele fabrica) não deve ser acentuada, pois é uma palavra paroxítona terminada em o e, como tal, não há regra, dentre as regras de acentuação de palavras paroxítonas, que determinem a acentuação de palavras com essa tonicidade terminadas em o; no entanto, o substantivo “fábrica”deve ser acentuado, pois é uma palavra proparoxítona, e, como tal, todas devem ser acentuadas. Letra D: CORRETA. Exatamente, Caveira. Os vocábulos “remédios” e “farmácia” são acentuados porque ambas são palavras paroxítonas terminadas em ditongo. Letra E: INCORRETA. Nada disso, Futuro Policial. A palavra “frequentes” não recebe qualquer tipo de acento gráfico. Essa palavra é uma paroxítona terminada em es e, por tal motivo, não deve ser acentuada. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 5 6. Conforme a ortografia vigente e as questões gramaticais do texto, assinale a alternativa correta. A) Caso o autor desejasse acrescentar o prefixo re ao vocábulo “conhecida”, a nova construção deveria ser re- conhecida. B) O trecho “a caixa era transportada pelos mascates” deixaria de ficar totalmente correto caso fosse substituído pela redação “a caixa era transportada atravéz dos mascates.” C) A redação “percorriam des de as povoações até as fazendas” poderia ser empregada no lugar do trecho “percorriam as povoações e as fazendas”, pois a construção des de está grafada corretamente. D) Se o vocábulo sublinhado na construção “de alto gabarito” fosse substituído por estima, a nova construção deveria ser altoestima. E) A construção enaltescidos, por estar grafada corretamente, poderia substituir o vocábulo “prestigiados”. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: INCORRETA. Veja bem, Caveira. A regra geral de uso do hífen no processo de formação de palavras por derivação prefixal ou prefixação impõe que: 1- O hífen será empregado quando o prefixo terminar com a mesma letra com que a palavra prefixada começa; 2- O hífen será empregado quando a palavra prefixada começar com a letra h; 3- Nos demais casos, o prefixo acopla-se à palavra prefixada sem hífen. Sendo assim, a palavra reconhecida deve ser escrita junta, sem a presença de hífen. Letra B: CORRETA. A palavra “através” é escrita com s, sendo classificada como um advérbio, cujo significado é de forma transversal, que atravessa. Por esse motivo, não é recomendada a sua utilização na frase, sendo indicada a locução prepositiva “por meio de”. Como a alternativa informou que a substituição do trecho “a caixa era transportada pelos mascates” deixaria de ficar totalmente correto caso fosse substituído pela redação a caixa era transportada atravéz dos mascates e já confirmamos os erros existentes, a questão está correta. Letra C: INCORRETA. Que absurdo! A preposição “desde” está grafada de forma incorreta! Apesar de o sentido estar correto, qual seja, indicar movimento ou extensão com relação a um ponto determinado no espaço ou a começar de, a sua grafia está errada. Letra D: INCORRETA. A redação adequada seria "alta estima", que significa elevada estima, elevado apreço, grande consideração. Houve a troca do substantivo masculino "gabarito" pelo substantivo feminino "estima". Assim, o adjetivo, para fins de concordância nominal com o substantivo, deve flexionar-se ao feminino. Letra E: INCORRETA. O adjetivo “enaltecidos” foi grafado de forma incorreta, pois a sua grafia se dá apenas com a letra “c”: enaltecidos. 7. Considerando a estrutura morfossintática do período, na oração “alguém pode levá-la sem sua autorização”, os vocábulos sublinhados classificam-se, morfológica e respectivamente, como: A) Pronome interrogativo, conjunção, preposição e pronome demonstrativo. B) Pronome relativo, preposição, advérbio e pronome possessivo. C) Pronome demonstrativo, pronome relativo, conjunção e advérbio. D) Pronome pessoal reto, artigo, conjunção e pronome relativo. E) Pronome indefinido, pronome pessoal oblíquo, preposição e pronome possessivo. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Vamos resolver uma questão de classificação morfológica, Caro Concurseiro. Veja bem: A palavra “alguém” pertence à categoria pronominal, estando empregado no lugar de um substantivo e transmitindo ideia de indefinição, de ideia vaga e imprecisa. Por isso, é classificado como pronome substantivo indefinido (pronome substantivo porque está substituindo um substantivo e indefinido porque denota uma ideia vaga e imprecisa); O termo “la” é um pronome pessoal do caso oblíquo átono. Você se recorda que os pronomes oblíquos são aqueles que servem para substituir complementos, sejam verbais ou nominais? Pois bem. Esse termo “la” surgiu de uma regra de substituição pronominal: toda vez que o verbo transitivo direto terminar em r, s, z, a substituição de seu objeto direto (o, a, os, as), dar-se-á com a forma lo, la, los, las. Observe: Eu fiz o dever > Eu fi-lo (corta-se a consoante do verbo se terminado em r, s, z e transforma o objeto direto o, a, os, as em lo, la, los, las. O termo “sem”, Caveira, é uma preposição essencial. Se você se lembrar dessa classificação, já consegue eliminar três alternativas (b, c, d). Você precisar saber a lista das preposições, Caveira. Decorar mesmo. Até porque essa é uma classe de palavras fechada e, sendo fechada, não há possibilidade de inovação. Atenção para a listagem: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre e trás. A ordem é para decorar, Caveira! O termo “sua” é um pronome possessivo e indica posse de algo por alguém. Os pronomes também pertencem a uma classe de palavras fechada, Caveira. Daí a importância de decorá-los. Vejamos quais são os pronomes possessivos: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 6 Preste atenção, Caveira, que os pronomes seu, sua, seus e suas podem causar ambiguidade na texto; a fim de evitá-la, recomenda-se a utilização da contração da preposição de + pronome ele e flexões, ficando: dele, dela, deles, delas. Sendo, o gabarito correto está disposto na letra E. 8. Leia o trecho que segue, o qual foi escrito por Machado de Assis, quando da obra Dom Casmurro: “Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior, é outra cousa a certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.” O termo “entretanto” pode ser substituído, sem que isso acarretasse incorreção gramatical e nem alteração de seu sentido original, pela conjunção: A) Contanto. B) Contudo. C) Portanto. D) Conquanto. E) Porquanto. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Entretanto é uma conjunção coordenativa adversativa, Caveira, e indica oposição, contrariedade, contraste entre as orações que estão sendo ligadas por tal síndeto. São, juntamente com entretanto, conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto. Sendo assim, já entendemos o porquê de a letra B ser a correta. Letra A: INCORRETA. A conjunção “contanto” é uma conjunção que expressa uma condição, Caveira. A oração iniciada por ela expressa uma condição em relação à oração principal. São conjunções subordinativas condicionais: Caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que. Letra B: CORRETA. Exatamente, Caveira! A conjunção “entretanto” apresenta o mesmo valor semântico de “contudo”, pois ambas expressam adversidade, oposição, contraste entre as orações que são ligadas por esses síndetos. Letra C: INCORRETA. A conjunção coordenativa “portanto” expressa uma conclusão, um desfecho, acerca da oração coordenada assindética. Nãotem, portanto, o mesmo valor semântico de entretanto, que expressa oposição, contrariedade. São algumas conjunções conclusivas: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, assim, então, por isso, por conseguinte, por consequência, consequentemente, de modo que, desse modo, dessarte, destarte. Ah!, um lembrete: todas as conjunções conclusivas deverão ser precedidas de vírgula, uma vez que é obrigatório o uso da vírgula antes de uma oração coordenada conclusiva. Letra D: INCORRETA. A conjunção concessiva “conquanto” não apresenta o mesmo valor semântico de “entretanto”. Conquanto tem valor concessivo, ou seja, introduz uma oração subordinada que contém a afirmação de um fato contrário ao da afirmação contida na oração principal, mas que não é suficiente para anular este último, ou seja, apresenta um fato contrário, mas não impeditivo. São conjunções subordinativas concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, não obstante, a despeito de, se bem que, independentemente de, sem embargo de, ainda quando, posto que, nada obstante, malgrado. Letra E: INCORRETA. O conector “porquanto” tem valor explicativo, Caveira, e equivale a pois (anteposto ao verbo), porque, por isso... Embora haja semelhança na sonoridade, os sentidos de entretanto, porquanto, portanto, contanto e conquanto são bem diferentes. Preste bem atenção e faça o que precisa de ser feito: decore a lista das conjunções, pois essa também é uma classe de palavras fechada. 9. Observe o quadrinho abaixo: O verbo “esteve”, presente no último quadrinho, está conjugado no seguinte tempo e modo verbal: A) Pretérito imperfeito do modo indicativo. B) Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. C) Pretérito imperfeito do modo subjuntivo. D) Pretérito perfeito do modo indicativo. E) Pretérito perfeito do modo subjuntivo. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Letra A: INCORRETA. O tempo “pretérito imperfeito do modo indicativo” é aquele que se refere a uma ação anterior ao momento da fala e que, no tempo passado a que pertence, não foi finalizada, podendo ter sido, por exemplo, interrompida por outro acontecimento. Note 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 7 como fica o verbo estar conjugado em tal tempo: eu estava – tu estavas – ele estava – nós estávamos – vós estáveis – eles estavam. Note que não aparece aqui a forma verbal esteve. Letra B: INCORRETA. O pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo é um tempo verbal que se refere ao pretérito do pretérito, ou seja, descreve uma ação que ocorreu antes do pretérito perfeito. Uma ação passada que aconteceu antes de outra ação também passada. O verbo estar conjugado nesse tempo ficaria da seguinte forma: eu estivera – tu estiveras – ele estivera – nós estivéramos – vós estivéreis – eles estiveram. Letra C: INCORRETA. O tempo pretérito imperfeito do modo subjuntivo é utilizado para expressar desejos, probabilidades e acontecimentos que estão condicionados por outros acontecimentos e situações. Pode indicar uma ação presente, passada ou futura. Como fica o verbo estar conjugado nesse tempo? Se eu estivesse – se tu estivesses – se ele estivesse – se nós estivéssemos – se vós estivésseis – se eles estivessem. Note que não há semelhança na conjugação do verbo presente no quadrinho (esteve) com a conjugação que acabamos de fazer. Letra D: CORRETA. O tempo pretérito perfeito do modo indicativo expressa um fato que ocorreu em um momento anterior ao atual e que foi completamente terminado, concluído. Vejamos a conjugação do verbo estar em tal tempo: eu estive – tu estiveste – ele esteve – nós estivemos – vós estivestes – eles estiveram. Pronto, Caveira. Achamos a conjugação semelhante àquela do quadrinho. Letra E: INCORRETA. O tempo pretérito perfeito do modo subjuntivo só existe em sua forma composta, Caveira. Ele é conjugado com o verbo auxiliar “ter” no presente do subjuntivo, seguido do particípio passado do verbo principal. Assim: que eu tenha estado – que tu tenhas estado – que ele tenha estado – que nós tenhamos estado – que vós tenhais estado – que eles tenham estado. Também não observamos essa conjugação no verbo “esteve” do quadrinho. 10. Com referência às prescrições da norma padrão da língua portuguesa sobre a regência dos verbos e nomes e quanto ao uso da crase, assinale a alternativa que reproduz o sentido da oração “A educação também tem o objetivo de fortalecer a resistência.” A) A educação também deseja ao fortalecimento da resistência. B) A educação ainda aspira a fortalecer à resistência. C) A educação ainda objetiva a fortalecer a resistência. D) A educação também visa ao fortalecimento da resistência. E) A educação também anseia à fortalecer a resistência. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: O enunciado pede que seja assinalada a alternativa que reproduz o sentido da oração "A educação também tem o objetivo de fortalecer a resistência" obedecendo às normas da língua portuguesa sobre a regência dos verbos e nomes e quanto ao uso da crase. Vamos lá, Caveira! Letra A: INCORRETA. Incorreta, incorreta, Futuro Policial. Observe: “A educação também deseja ao fortalecimento da resistência.” Nesse caso, o verbo desejar é transitivo direto (quem deseja, deseja algo, e não deseja a algo), então não está correto o uso da preposição em "ao fortalecimento". Como ficaria escrito de forma correta? A educação também deseja o fortalecimento da resistência. Letra B: INCORRETA. Mais uma alternativa incorreta, Futuro Combatente. A alternativa nos ofereceu a seguinte redação: “A educação ainda aspira a fortalecer à resistência.” O verbo "aspirar" com sentido de "desejar; almejar" é transitivo indireto, ou seja, exige o uso de preposição. Assim, está correto: "aspira a fortalecer". Por outro lado, "fortalecer" é transitivo direto (fortalecer algo), ou seja, não rege qualquer preposição. Sabemos que a crase é empregada quando há junção entre preposição "a" e artigo "a". Como não cabe preposição nesse caso, o uso da crase está incorreto. Qual seria a redação correta utilizando o verbo aspirar, professora? A educação ainda aspira a fortalecer a resistência. Atenção: "aspirar" com sentido de "respirar; cheirar" = transitivo direto. Exemplo: Nós aspiramos o doce aroma das flores. Já o verbo “aspirar” no sentido de almejar, desejar, querer, é um verbo transitivo indireto, regendo a preposição “a”, não admitindo a substituição do termo regido pelo pronome oblíquo "lhe", mas sim "o(s)" e "a(s)": Eu aspiro ao cargo de diretor de Penitenciária. Letra C: INCORRETA. Mais uma alternativa incorreta, Caveira! A frase que nos foi dada: “A educação ainda objetiva a fortalecer a resistência.”. O verbo "objetivar" é transitivo direto (objetivar algo), e, nessa posição, não rege qualquer preposição. Sendo assim, a utilização da preposição no complemento do verbo objetivar tornou errada a regência verbal. A correção? Assim: A educação ainda objetiva fortalecer a resistência. Letra D: CORRETA. Agora sim encontramos uma paráfrase correta, Caveira! A reescrita da frase dada pelo enunciado agora está perfeita, sem qualquer incorreção. Analisemos: “A educação também visa ao fortalecimento da resistência.” O verbo "visar" no sentido de "ter em vista, desejar, pretender" é transitivo indireto, regendo a preposição a. Por esse motivo a construção oferecida pela alternativa está correta. Alerta para você: "visar" com sentido de "mirar" ou de "dar visto" = transitivo direto. Exemplo: O policial visou o bandido e deu um tiro certeiro. Letra E: INCORRETA. Por fim, mais uma alternativa errada. A alternativa nos ofereceu esta possível paráfrase: A educação também anseia à fortalecer a resistência. O verbo "ansiar" com sentidode "desejar 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 8 muito" é transitivo indireto e rege a preposição "por". Ainda que o candidato não soubesse dessa regra de regência, essa alternativa poderia ser eliminada facilmente, pois não devemos empregar crase antes de verbo no infinitivo. Você se lembrou dessa regra geral sobre o uso indicativo do acento grave, não foi, Caveira? Sendo assim, a paráfrase correta seria: A educação também anseia por fortalecer a resistência. Outro alerta para você: "ansiar" com sentido de "cansar sofrimento, mal-estar" é um verbo transitivo direto. Exemplo: O calor sufocante de Goiás ansiava-me. Realidades de Goiás 11. O Brasil é um país que apresenta o aspecto pluricultural nos nomes das suas cidades, estados, entre outros lugares. Assinale a alternativa correta quanto à origem do nome do estado de Goiás. A) Homenagem a um povo de origem africana. B) Originário dos portugueses que homenagearam uma região de Portugal que tinha o mesmo nome. C) Refere-se a um tipo de árvore. D) Está relacionado a um grupo de bandeirantes que chegaram à região do atual estado. E) Tem como origem o nome de um povo indígena. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveira, aqui uma questão sem maiores detalhamentos. O nome Goiás origina-se da denominação da tribo indígena “guaiás, que quer dizer “indivíduo igual, gente semelhante, da mesma raça”. Nosso gabarito, portanto, é a alternativa E. 12. Acerca da realidade histórica de Goiás, analise as afirmativas abaixo: I. Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga mais de 2,5 milhões de habitantes e aproximadamente 40% do Produto Interno Bruto goiano. II. O crescimento econômico com grande oferta de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar de sediar grandes indústrias, o setor de Serviços é o pilar de sua economia. III. A capital é um centro de excelência em medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é uma das cidades com a área urbana mais verde do país. Está(ão) correta(s) apenas: A) I e III. B) I e II. C) II e III. D) I. E) I, II e III. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Futuras e futuros policiais, uma questão para entendermos alguns aspectos gerais, mas importantes, de Goiás. A Região Metropolitana de Goiânia foi oficialmente assim nomeada em 1999, englobando vinte e um municípios, a Região Metropolitana de Goiânia ocupa uma área de 7.397,203 km². É a região mais expressiva do estado de Goiás, contendo cerca de 35% de sua população total, um terço de seus eleitores, cerca de 80% de seus estudantes universitários e aproximadamente 40% de seu Produto Interno Bruto. O setor de serviços vem ganhando destaque ano a ano em Goiás, dentre os destaques está o turismo de negócios e eventos. A capital tem uma pujança na saúde, sendo um polo de referência em medicina na região. Todas as afirmativas estão corretas. 13. Com uma população de quase 7 milhões de habitantes, o estado de Goiás é o mais populoso da região Centro-Oeste e, como princípio do seu povoamento, consta a chegada de bandeirantes e de migrantes que vieram de diversas partes da América portuguesa. Alguns traços do povoamento inicial desse estado permaneceram e outros se desenvolveram com o passar do tempo. Considerando essas informações no que se refere ao processo de ocupação e desenvolvimento do território goiano, assinale a alternativa correta. A) Na primeira metade do século 18, a prospecção mineral que havia animado a ocupação das Minas Gerais e gerado conflitos entre paulistas e reinóis expandiu-se para o Centro-Oeste, promovendo a rápida expulsão de índios do território goiano, que foi ocupado pelo colonizador português. B) Juntamente com a economia mineradora, a pecuária, em escala menor, promoveu a ocupação do território goiano, seguindo os grandes rios e as proximidades das zonas de mineração. Enquanto, no sudoeste goiano, a mineração e a pecuária desenvolveram-se a partir de Vila Boa de Goiás, no Norte, esse processo seguiu as proximidades das nascentes e do curso alto do rio Tocantins. C) Os caminhos que se desenvolveram no território goiano surgiram como percursos deixados pelas comunidades indígenas. Mais tarde, alargadas para o carro de boi, no século 19, e diversificadas com as ferrovias que surgiram ao sul, em princípios do século 20, a população goiana teve o crescimento incrementado pelas migrações dos estados vizinhos. D) A construção da nova capital, Goiânia, na década de 1930, representou uma nova perspectiva econômica e 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 9 social para o estado de Goiás, contribuindo para o incremento das atividades agrícolas, comerciais e industriais, bem como avançando positivamente na integração de regiões distantes, no norte do estado. E) A construção de Goiânia trouxe uma nova dinâmica econômica e social para o estado de Goiás entre os anos de 1930 e 1950. Esse impulso foi incrementado a partir dos anos de 1960, com a decisão dos governos estaduais quanto à abertura de novas estradas que ligavam ao norte e ao sul importantes rotas para o desenvolvimento da agropecuária, o que conduziu a economia goiana à autossuficiência. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, o processo de ocupação territorial de Goiás seguiu um padrão de escoamento logístico. Em regra, a ocupação das regiões ao interior do território brasileiro se deu nas margens e nascentes dos rios e, em muitos casos, a pecuária se serviu da rede já utilizada pela atividade mineradora. Logo, a resposta correta está na alternativa B. 14. Acerca dos aspectos físicos do território goiano, assinale a alternativa INCORRETA: A) O Cerrado cobre cerca de 70% do território goiano e, apesar de sua extensão, tem uma baixa biodiversidade de fauna e flora impostas pelas condições climáticas e geomorfológicas. B) O clima em Goiás é o tropical que se resume a verões chuvosos e invernos secos. Cerca de 95% da chuva que cai todos os anos é registrada entre outubro e abril. Já o período de menor índice pluviométrico ocorre de maio a setembro. C) Sobre o relevo, o território goiano apresenta baixa declividade: 65% da superfície são formadas por terras relativamente planas, os chamados chapadões. Às margens dos rios Araguaia e Tocantins predominam ligeiras ondulações. Tal condição favorece a agricultura e a pecuária, dois grandes propulsores da economia goiana. Longe dos leitos, as elevações não ultrapassam a marca de 1.676m. D) É dentro do território goiano que nascem drenagens alimentadoras de três importantes rios: Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná. Juntas, as bacias ocupam uma área total de 2.431.980,91 quilômetros quadrados. Deste espaço, 340.070,75 quilômetros quadrados está em Goiás, o que representa 13,98% do total. E) Sob aspecto turístico, a hidrografia goiana assume um papel protagonista. Além das cidades por onde passam rios atraírem milhares de pessoas todos os anos – a exemplo de Aruanã, há ainda lagos e cachoeiras espalhados pelo Estado. Outro ponto forte são as águas termais, um recurso natural localizado na região de Caldas Novas e Rio Quente. Além das propriedades terapêuticas, as águas quentes são uma boa opção para o lazer. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, o Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e sua flora e fauna são riquíssimas. Esta regiãopossui cerca de 10.000 espécies vegetais. Estima-se que em cada hectare podem ser encontradas cerca de 400 espécies de plantas. Quanto à fauna, são conhecidas cerca de 1.600 espécies de animais. São 195 espécies de mamíferos, sendo 18 endêmicas. Devido a essa grande biodiversidade, o Cerrado é considerado uma das 25 áreas do mundo prioritárias para a conservação. Logo, não há de se falar em baixa biodiversidade. A alternativa incorreta e nosso gabarito é a A. Raciocínio Lógico 15. p: Se Laura aprende o conteúdo de matemática, então ela aprende o conteúdo de física. q: Se Laura aprende o conteúdo de física, ela é aprovada em física. r: Laura foi aprovada em física. Considerando que o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão r não é um argumento válido, para transformá-lo em um argumento válido, é necessário alterar a condicional das proposições p e q para uma: A) bicondicional. B) conjunção. C) disjunção. D) negação. E) disjunção exclusiva. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Dica: Conectivos no raciocínio lógico: Dica: Resumo da tabela verdade: É necessário seguir as seguintes etapas: • 1ª etapa: Análise do item: 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 10 O texto apresenta um raciocínio lógico sobre a validade de argumentos e o exemplo específico do argumento apresentado na questão. O autor utiliza uma linguagem informal para explicar conceitos lógicos, como a tabela verdade, e aplica esses conceitos ao exemplo dado. Lembre-se de que, para que um argumento seja considerado verdadeiro, é necessário que todas as premissas sejam verdadeiras e que a conclusão seja verdadeira a partir das premissas. Caso contrário, o argumento é inválido. Analisando o argumento apresentado na questão, temos: Premissa 1: Se Laura aprende o conteúdo de matemática, então ela aprende o conteúdo de física. (P→Q) Premissa 2: Se Laura aprende o conteúdo de física, ela é aprovada em física. (Q → R) Conclusão: Laura foi aprovada em física. (R) A questão afirma que esse argumento é inválido. Para confirmar, podemos atribuir valores às premissas e à conclusão, veja: r: R (F) q: Q (F) → R (F) = F → F = V p: P (F) → R (F) = F → F = V Com esses valores, a conclusão é falsa, enquanto as premissas são verdadeiras. Para tornar o argumento válido, precisamos alterar pelo menos uma das premissas para que a conclusão seja verdadeira. Podemos transformar as premissas em conjunções, o que nos permite atribuir valores falsos a P e Q, tornando o argumento válido. Assim: r: R (F) = F q: Q (F) ∧ R (F) = F∧F = F p: P (F) ∧ R(F) = F∧F = F Portanto, para que o argumento seja válido, é necessário alterar os valores das premissas p e q para que sejam falsos. Para alcançar isso, foi utilizada a conjunção nas premissas, o que possibilitou que os valores de p fossem falsos e, consequentemente, tornasse o argumento válido. • 2ª etapa: Análise final Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à letra B. 16. A sentença condicional “Se Tício desativa uma bomba, então Mévio desativa uma ala do presídio” é equivalente a: A) “Tício desativa uma bomba e Mévio não desativa uma ala do presídio”. B) “Tício desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”. C) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio não desativa uma ala do presídio”. D) “Tício não desativa uma bomba e Mévio desativa uma ala do presídio”. E) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR É necessário seguir as seguintes etapas: • 1ª etapa: Analisando a proposição: • Proposição: Se Tício desativa uma bomba, então Mévio desativa uma ala do presídio. • A = Tício desativa uma bomba. • “→” = “Se, então”. • B = Mévio desativa uma ala do presídio. • Proposição: A→B. DICA: Equivalência e negação da condicional: Logo, de acordo com a DICA acima, note que a proposição: A→B possui como proposição equivalente: ∼B→~A ou ~A∨B. Assim: • ∼B→~A = Se Mévio não desativa uma ala do presídio, então Tício não desativa uma bomba. • ~A∨B = Tício não desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio. • 2ª etapa: Análise final Diante do exposto a alternativa correta corresponde à letra E. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 11 17. Um urbanista projetou um passeio ao orquidário do Jardim Botânico, de modo que cada visitante deve percorrer um dos lados do orquidário fazendo o caminho indicado pelas setas, sempre no sentido de E para S. De quantas maneiras distintas um visitante pode percorrer o passeio? A) 54. B) 27. C) 18. D) 45. E) 36. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR É necessário seguir as seguintes etapas: • 1ª etapa: Analisando o item: Primeiramente, vamos supor que o visitante parte do ponto E, e logo depois vá para o lado de cima, assim teremos: • Quando chegar ao orquidário 1, o visitante terá 3 opções de caminhos para ir ao orquidário 2. • Quando chegar ao orquidário 2, o visitante terá 3 opções de caminhos para ir ao orquidário 3. • Quando chegar ao orquidário 3, o visitante terá 3 opções de caminhos para ir ao ponto S. Dessa forma, o número de caminhos que o visitante pode fazer indo pelo lado de cima corresponde à multiplicação entre o número de opções que ele tem para visitar cada orquidário. Logo: (3) · (3) · (3) = 27 𝑐𝑎𝑚𝑖𝑛ℎ𝑜𝑠 Assim, perceba que, se o visitante optar ir pelo lado de baixo, o número de maneiras que ele terá para percorrer o passeio corresponde a soma do número de caminhos que ele pode fazer por cada um dos lados. Dessa forma, vamos somar ambas as possibilidades, veja: 27 + 27 = 54 𝑚𝑎𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎𝑠 • 2ª etapa: Análise final Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à letra A. Ética no Serviço Público 18. No que concerne à ética no serviço público, analise as assertivas abaixo: I. A autoridade pública deve atuar com retidão e honradez, procurando satisfazer o interesse público e evitar a obtenção de proveito ou vantagem pessoal indevida para si ou para terceiro. II. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear a conduta profissional do servidor público. III. As deficiências nas políticas de RH e a falta de valores éticos e morais são indicadores de risco da organização para a ocorrência de assédio moral. Assinale: A) Se somente a assertiva I estiver correta. B) Se somente a assertiva II estiver correta. C) Se somente a assertiva III estiver correta. D) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas. E) Se todas as assertivas estiverem corretas. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: O assédio moral caracteriza-se pela submissão do trabalhador a constantes humilhações e constrangimentos. Expressa-se, contudo, em atitudes violentas e sem ética que provocam repercussões negativas na identidade da pessoa assediada, maculando sua noção de dignidade e infringindo seus direitos fundamentais. Assim, cabe à autoridade valer-se do princípio da impessoalidade para atingir um bem comum (o interesse público) e exigir que seus servidores atuem como ética, decoro, selo, eficácia, entre outros. 19. ___________ corresponde a uma coletânea de princípios morais que estabelecem padrões para bom ou mau ou certo ou errado, na conduta deuma pessoa ou grupo, dentro de uma organização. A) Moral. B) Ética. C) Cidadania. D) Sociologia. E) Princípio. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Ética corresponde a uma coletânea de princípios morais que estabelecem padrões para bom ou mau ou certo ou errado, na conduta de uma pessoa ou grupo, dentro de uma organização. A ética ajuda as pessoas a fazerem opções entre cursos de ação alternativos. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 12 Trata-se do estudo dos juízos de valor que dizem respeito à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto. Tem como objeto de estudo uma forma adequada de comportamento humano que os homens julgam valiosa, necessária e obrigatória. “A moral é um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens”. (VAZQUEZ, 2003, P. 63). 20. Assinale a alternativa que NÃO expressa um exemplo de ética e moral na administração pública: A) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. B) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. C) A ética é definida, de uma forma ampla, como a explicitação teórica dos comportamentos morais do agir humano, na busca do bem comum e da realização individual. D) A moralidade da Administração Pública se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. E) O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Ética é a maneira como o homem se comporta no âmbito social de acordo com o seu caráter enquanto a moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento desse ser social e que estão relacionadas aos costumes e hábitos, sendo algo anterior que a própria sociedade. Ambas guiam a conduta do homem e ensinam a melhor maneira de agir e se comportar em sociedade. Nas organizações, elas integram um código de conduta, ao qual lideranças e colaboradores devem se adequar para que não haja incompatibilidade de valores. A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Direito Constitucional 21. No que se refere à Constituição do Estado de Goiás, notadamente acerca da Organização Político- Administrativa, assinale a alternativa incorreta. A) Compete ao Estado, em comum com a União e os Municípios elaborar e executar planos estaduais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. B) Compete ao Estado manter relações com as demais unidades da Federação e participar de organizações interestaduais. C) São bens do Estado os que atualmente lhe pertençam, os que lhe vierem a ser atribuídos e as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, as decorrentes de obras da União. D) O Estado de Goiás buscará a integração econômica, política, social e cultural com o Distrito Federal e com os Estados integrantes do Centro-Oeste e da Amazônia. E) É objetivo fundamental do Estado de Goiás promover o desenvolvimento econômico e social, erradicando a pobreza e a marginalização e reduzindo as desigualdades regionais e as diferenças de renda. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Na verdade, essa não é uma competência comum do Estado com a União e os Municípios, mas somente aos Estados. Vejamos o disposto na Constituição do Estado de Goiás, que assevera: “Art. 5º - Compete ao Estado: (...) IV – elaborar e executar planos estaduais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social; (...)” Alternativa B – correta. Nos exatos termos da Constituição do Estado de Goiás, vejamos: “Art. 5º - Compete ao Estado: I - manter relações com as demais unidades da Federação e participar de organizações interestaduais.” Alternativa C – correta. Conforme do disposto na Constituição do Estado de Goiás, a saber: “Art. 7º - São bens do Estado os que atualmente lhe pertençam, os que lhe vierem a ser atribuídos e: I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, as decorrentes de obras da União;” 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 13 Alternativa D – correta. De acordo a literalidade da Constituição do Estado de Goiás, que aduz: “Art. 3º - São objetivos fundamentais do Estado de Goiás: (...) Parágrafo único - O Estado de Goiás buscará a integração econômica, política, social e cultural com o Distrito Federal e com os Estados integrantes do Centro-Oeste e da Amazônia.” Alternativa E – correta. Nos moldes do previsto na Constituição do Estado de Goiás, a saber: “Art. 3º - São objetivos fundamentais do Estado de Goiás: I - contribuir para uma sociedade livre, justa, produtiva e solidária; II - promover o desenvolvimento econômico e social, erradicando a pobreza e a marginalização e reduzindo as desigualdades regionais e as diferenças de renda; III - promover o bem comum, sem qualquer forma de discriminação quanto à origem, raça, sexo, cor, idade ou crença.” 22. Considerando o que dispõe o texto constitucional sobre a possibilidade de inviolabilidade das comunicações telefônicas, podemos dizer que ela é admitida: A) Apenas na hipótese de existência da instrução processual penal. B) Em qualquer caso que a autoridade policial considerar relevante e puder determinar de ofício. C) Apenas quando o crime cometido for crime hediondo. D) Nos casos de investigação criminal e instrução processual penal, desde que haja autorização judicial. E) Para fins de investigação criminal, apenas. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. O erro da assertiva está em limitar a possibilidade de interceptação das comunicações telefônicas à hipótese de instrução processual penal, pois o próprio texto constitucional, no art. 5º, XII, expressa a possibilidade de inviolabilidade também na hipótese de investigação criminal. Alternativa B – incorreta. O art. 5º, X e XII, da CF são claros ao dispor quanto à inviolabilidade da intimidade, à vida privada e outros direitos individuais do indivíduo. Alguns direitos individuais podem ser violados apenas em casos excepcionais e expressamente previstos pela legislação. Portanto, é incabível dizer que a inviolabilidade das comunicações telefônicas é possível de ofício ao delegado quando ele assim o entender cabível. Alternativa C – incorreta. O texto constitucional não traz nenhuma restrição à interceptação telefônica no que se refere à modalidade dos crimes cometidos, portanto, a assertiva está equivocada. Alternativa D – correta. O texto constitucional, em seu art. 5º, XII, da CF, nos ensina que a interceptação das comunicações telefônicas é modalidade de exceção e só deve ocorrerquando precedida de autorização judicial, nas hipóteses de investigação criminal e instrução processual penal. Alternativa E – incorreta. O erro dessa assertiva também está na limitação das possibilidades de interceptação telefônica à hipótese de investigação criminal, uma vez que também se admite sua aplicação para fins de instrução processual penal. 23. Considerando as normas constitucionais sobre o Poder Judiciário, assinale a alternativa correta. A) O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede no Distrito Federal. B) Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território. C) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União. D) Em caso de não realização das indicações para a composição do Conselho Nacional de Justiça no prazo legal, a escolha caberá ao Supremo Tribunal Federal. E) O Conselho Nacional de Justiça é presidido por um de seus membros, eleitos por meio de voto secreto. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Segundo o art. 92, § 1º, da CF/88, o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na capital federal, logo em Brasília, nos termos do art. 18, § 1º, da CF/88. Alternativa B – incorreta. Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme art. 102, I, “e”, da CF/88. Alternativa C – incorreta. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 14 Na realidade essa competência é do Superior Tribunal de Justiça, consoante art. 105, I, “g”, da CF/88. Alternativa D – correta. Nos termos do art. 103-B, § 3º, da Constituição Federal, não efetuadas, no prazo legal, as indicações para a composição do CNJ, caberá a escolha ao Supremo Tribunal Federal. Alternativa E – incorreta. De acordo com o art. 103-B, § 1º, da Constituição Federal, o Conselho Nacional de Justiça é presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal e, nas suas ausências, pelo Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. 24. O órgão que detém a função de exercer o controle externo da atividade policial é a (o): A) Corregedoria da Polícia Civil. B) Conselho Nacional de Justiça. C) Ministério Público. D) Associação dos Delegados de Polícia do Brasil. E) Supremo Tribunal Federal. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, nos termos do disposto na Carta Magna, a função institucional de exercer o controle externo da atividade policial é o órgão do Ministério Público, a saber: “Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: (...) VII - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior;” Desta feita, a Alternativa C é a correta. 25. A segurança pública é dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. É exercida pela Polícia Federal e por outros órgãos, com base na Constituição Federal, para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta. A) Juntamente com a Polícia Civil, cabe à Polícia Federal exercer funções de Polícia Judiciária da União. B) A Polícia Federal é um órgão permanente, organizado e mantido pela União, e estruturado em carreira que se destina, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. C) As Polícias Federais, Militares e os Corpos de Bombeiros Militares, as forças auxiliares e a reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as Polícias Civis, aos governadores dos estados, do Distrito Federal e dos territórios. D) Às Polícias Civis incumbe, ressalvada a competência da União, a apuração de infrações penais, incluindo as militares. E) À Polícia Federal cabe apurar as infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. É competência exclusiva da Polícia Federal, não cabendo referida atribuição apresentada na alternativa à Polícia Civil. Nos termos do art. 144, § 1º, IV, da CF, "a polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: (...) IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União". Alternativa B – incorreta. A alternativa na realidade se equivoca ao citar a polícia federal. De acordo com o art. 144, § 2º, da CF, "a polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais". Alternativa C – incorreta. A subordinação aos Governadores não abrange as polícias federais. Segundo o art. 144, § 6º, da CF, "as polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios". Alternativa D – incorreta. Na verdade, não inclui as infrações militares. De acordo com o art. 144, § 4º, "às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares". Alternativa E – correta. Trata-se da literalidade do art. 144, § 1º, I, da CF, segundo o qual "a polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei". 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 15 26. Com base nos termos expressamente previstos na redação vigente da Constituição Federal, é direito dos servidores públicos: A) O acúmulo de dois cargos ou empregos de profissionais das áreas da saúde ou da educação, com profissões regulamentadas. B) A garantia de que o servidor público perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo municipal, estadual, distrital ou federal, desde que haja compatibilidade de horários. C) A readaptação de servidor público titular de cargo efetivo para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nessa condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. D) A aposentadoria concedida com a utilização do tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, não acarreta o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição.E) A incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo, após cinco anos de efetivo exercício ininterrupto. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Equivoca-se ao afirmar ser possível acumular dois cargos ou empregos de profissionais das áreas da educação, com profissões regulamentadas, quando, na verdade, essa regra vale apenas para a áreas de saúde. Alternativa B – incorreta. O erro encontra-se em generalizar as regras dos servidores investidos em mandato eletivo. Em alguns destes serão afastados do cargo, como é o caso de mandato federal, estadual ou distrital. Alternativa C – correta. Nos termos do previsto na Constituição Federal de 1988, que assevera: “Art. 37. (...) § 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) (...).” Alternativa D – incorreta. A aposentadoria concedida com a utilização do tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarreta o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. Alternativa E – incorreta. É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. Direito Administrativo 27. “São pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação se dá por autorização em lei e mediante registro. O regime de pessoal adotado é o celetista (CLT), com exceção dos dirigentes (cargo em comissão) que são vinculados à Lei 8.112/90. Podem ser exploradoras de atividade econômica e possuem seu capital social integralmente público”. Tal definição se refere à: A) Agência reguladora. B) Autarquia federal. C) Empresa pública. D) Sociedade de economia mista. E) Fundação pública. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Importante observar as informações trazidas pela questão, onde trata-se de ente da Administração indireta exploradora de atividade econômica. Logo, exclui–se as autarquias e as fundações públicas cuja finalidade é de exercício das atividades típicas do Estado sem exploração econômica e sem fins lucrativos. Assim, requer diferenciar empresa pública e sociedade de economia mista, onde a primeira possui capital social exclusivamente público, enquanto a segunda apresenta capital majoritariamente público, porém com participação de capital privado em modalidade societária S/A. Outro ponto importante é que os entes da Administração Indireta são autorizados por lei e requerem registro em junta comercial, exceto as autarquias (como as agências reguladoras) que são criadas e extintas diretamente por lei. 28. Acerca da anulação do ato administrativo, assinale a alternativa correta. A) A Administração não deve anular seus atos ilegais. B) Somente o chefe do Poder Legislativo pode anular os atos ilegais da Administração Pública. C) Em nenhuma hipótese, a Administração deve anular os atos administrativos ilegais. D) A Administração deve anular seus próprios atos, quando apresentarem vício de legalidade. E) Cabe ao chefe da Polícia Federal requerer a declaração de nulidade de ato administrativo. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 16 Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: A anulação é uma das formas de desfazimento de atos administrativos. Nesse caso, a anulação se dá para atos que apresentem vícios de legalidade, ou seja, não comportam análise do critério de mérito (como na revogação). Além disso, a anulação apresenta efeitos retroativos que atingem o ato desde sua edição, os chamados efeitos “ex tunc”, com exceção dos atos que ensejam direito adquirido aos particulares de boa fé. Ressalta–se que, de acordo com o poder de autotutela, previsto na súmula 473, a anulação pode ser realizada tanto pela Administração em caráter interno (espécie de controle administrativo) quando pelo Poder Judiciário, porém somente mediante provocação (espécie de controle judicial). Súmula 473 (STF): “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá–los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. 29. Lourenço, ocupante de cargo efetivo, foi nomeado para ocupar cargo de assessoria na Diretoria-Geral de Administração Penitenciária. Logo, sabe-se que Lourenço é um: A) Servidor público em cargo de confiança. B) Empregado público celetista. C) Particular em colaboração em cargo em comissão. D) Servidor público em função de confiança. E) Agente honorífico como funcionário público. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Agentes públicos são pessoas físicas que exercem mandato, cargo, emprego ou função pública, ainda que transitória e sem remuneração. As espécies de agentes públicos são: 1. Agentes políticos: 2. Servidores públicos: a. Estatutários b. Empregados públicos c. Temporários: 3. Particulares em colaboração: a. Agentes honoríficos b. Delegatários c. Credenciados As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. O art. 37, inciso V da Constituição Federal de 1988 dispõe que: "as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento". Logo, por Lourenço ser servidor público ocupante de cargo efetivo, ele será nomeado para exercer uma função de confiança com atribuição de assessoramento. 30. Com relação ao poder disciplinar, assinale a alternativa correta. A) Não pode ser exercido no âmbito do Poder Executivo. B) É o processo judicial por meio do qual são cobradas as multas dos servidores. C) É o poder pelo qual a Administração responsabiliza os próprios servidores pelas faltas cometidas. D) Tem relação com as disciplinas das universidades públicas. E) Somente pode ser exercido por autoridade judiciária que tenha competência hierárquica. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: O poder–dever disciplinar, exercido internamente por todos os Poderes, autoriza à Administração aplicar sanções seus servidores que venham a cometer infrações administrativas e, também, ao particular que tenha vínculo jurídico específico com a Administração (ex.: concessionários e permissionários), sujeitos à disciplina administrativa. O poder hierárquico é competência para a verificação do cumprimento dos ordenamentos exigidos por autoridades hierarquicamente superiores e, em casos de descumprimento, a aplicação de sanções ou punições é oriunda do Poder Disciplinar (para servidores ou particulares com vínculo administrativo). Já a aplicação de sanções ou multas que restringem ou condicionam direitos aos particulares (sem vínculo) é manifestação do Poder de Polícia da Administração Pública. 31.O regime jurídico administrativo é pautado pelos princípios da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público, por tratar das relações verticais entre Estado e o particular. Para isso, a Administração dispõe de poderes especiais para estabelecer essa relação, sendo irrenunciáveis. Sobre a temática, assinale a alternativa que descreve um dos atributos do Poder de Polícia. A) Coercibilidade: execução de atos podem ocorrer imediatamente ou diretamente, sem prévia intervenção judicial. A essa característica ressalva-se, ainda, que os meios de coerção podem ser diretos (executoriedade) ou indiretos (exigibilidade). 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 17 B) Autoexecutoriedade: possibilidade da executoriedade de sanções sem anuência do particular (ex.: apreensão ou destruição de objetos, embargo ou interdição de estabelecimentos, etc.). C) Finalidade: presente em atos vinculados, pois a lei determina que o objetivo em sentido amplo da Administração é o interesse público, sendo, ainda, pautado pelo princípio da impessoalidade. D) Discricionariedade: razoável margem de atuação da Administração Pública dentro das limitações previstas em lei (quais sanções e como serão aplicadas). E) Forma: é a exteriorização do ato, estando presente em atos vinculados e discricionários. Em regra, a forma de um ato será escrita, exceto quando outras formas estiverem previstas em lei. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: São atributos do Poder de polícia (características): • Discricionariedade: razoável margem de atuação da Administração Pública dentro das limitações previstas em lei (quais sanções e como serão aplicadas). • Autoexecutoriedade: execução de atos podem ocorrer imediatamente ou diretamente, sem prévia intervenção judicial. A essa característica ressalva-se, ainda, que os meios de coerção podem ser diretos (executoriedade) ou indiretos (exigibilidade), sendo o primeiro necessário somente em casos que precisem do uso da força (ex.: interdição de estabelecimento após reiteradas multas). Já o segundo caso, de exigibilidade, está presente em todos os atos pela imposição da sanção (ex.: multa). • Coercibilidade: possibilidade da executoriedade de sanções sem anuência do particular (ex.: apreensão ou destruição de objetos, embargo ou interdição de estabelecimentos, etc.). As demais alternativas se referem a requisitos de validade dos atos administrativos (finalidade e forma). 32. Assinale a alternativa que apresenta uma hipótese de dispensa de licitação segundo a Lei nº 14.133/2021. A) Contratação de serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação. B) Contratação de profissionais para compor a comissão de avaliação de critérios de técnica, quando se tratar de profissional técnico de notória especialização. C) Aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de serviços que somente possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos. D) Objetos que devam ou passam a ser contratados por meio de credenciamentos. E) Aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de localização tornem necessária sua escolha. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Essa tem sido uma importante cobrança das bancas, Caveira! É necessário saber as hipóteses de dispensa de licitação e de inexigibilidade. Vamos a elas: “Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial nos casos de: I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos; II - contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública; III - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação: a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou projetos executivos; b) pareceres, perícias e avaliações em geral; c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico; h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo e laboratoriais, instrumentação e monitoramento de parâmetros específicos de obras e do meio ambiente e demais serviços de engenharia que se enquadrem no disposto neste inciso; IV - objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento; V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de localização tornem necessária sua escolha”. “Art. 75. É dispensável a licitação: I - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 100.000,00 (cem mil reais), no caso de obras e serviços de engenharia ou de serviços de manutenção de veículos automotores; II - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de outros serviços e compras; III - para contratação que mantenha todas as condições definidas em edital de licitação realizada há menos de 1 (um) ano, quando se verificar que naquela licitação: a) não surgiram licitantes interessados ou não foram apresentadas propostas válidas; 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 18 b) as propostas apresentadas consignaram preços manifestamente superiores aos praticados no mercado ou incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes; IV - para contratação que tenha por objeto: a) bens, componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira necessários à manutenção de equipamentos, a serem adquiridos do fornecedor original desses equipamentos durante o período de garantia técnica, quando essa condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; b) bens, serviços, alienações ou obras, nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para a Administração; c) produtos para pesquisa e desenvolvimento, limitada a contratação, no caso de obras e serviços de engenharia, ao valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); d) transferência de tecnologia ou licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida, nas contratações realizadas por instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT) pública ou por agência de fomento, desde que demonstrada vantagem para a Administração; e) hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros perecíveis, no período necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes, hipótese em que a contratação será realizada diretamente com base no preço do dia; f) bens ou serviços produzidos ou prestados no País que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional; g) materiais de uso das Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, medianteautorização por ato do comandante da força militar; h) bens e serviços para atendimento dos contingentes militares das forças singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior, hipótese em que a contratação deverá ser justificada quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificada pelo comandante da força militar; i) abastecimento ou suprimento de efetivos militares em estada eventual de curta duração em portos, aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por motivo de movimentação operacional ou de adestramento; j) coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, realizados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente de pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública; k) aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que inerente às finalidades do órgão ou com elas compatível; l) serviços especializados ou aquisição ou locação de equipamentos destinados ao rastreamento e à obtenção de provas previstas nos incisos II e V do caput do art. 3º da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, quando houver necessidade justificada de manutenção de sigilo sobre a investigação; m) aquisição de medicamentos destinados exclusivamente ao tratamento de doenças raras definidas pelo Ministério da Saúde; V - para contratação com vistas ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 3º-A, 4º, 5º e 20 da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios gerais de contratação constantes da referida Lei; VI - para contratação que possa acarretar comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa, mediante demanda dos comandos das Forças Armadas ou dos demais ministérios; VII - nos casos de guerra, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal ou de grave perturbação da ordem; VIII - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para aquisição dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 1 (um) ano, contado da data de ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas a prorrogação dos respectivos contratos e a recontratação de empresa já contratada com base no disposto neste inciso; IX - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integrem a Administração Pública e que tenham sido criados para esse fim específico, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; X - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento; XI - para celebração de contrato de programa com ente federativo ou com entidade de sua Administração Pública indireta que envolva prestação de serviços públicos de forma associada nos termos autorizados em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação; XII - para contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme elencados em ato da direção nacional do SUS, inclusive por ocasião da aquisição desses produtos durante as etapas de absorção tecnológica, e em valores compatíveis com aqueles definidos no instrumento firmado para a transferência de tecnologia; XIII - para contratação de profissionais para compor a comissão de avaliação de critérios de técnica, quando se tratar de profissional técnico de notória especialização; XIV - para contratação de associação de pessoas com deficiência, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgão ou entidade da Administração 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 19 Pública, para a prestação de serviços, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado e os serviços contratados sejam prestados exclusivamente por pessoas com deficiência; XV - para contratação de instituição brasileira que tenha por finalidade estatutária apoiar, captar e executar atividades de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, inclusive para gerir administrativa e financeiramente essas atividades, ou para contratação de instituição dedicada à recuperação social da pessoa presa, desde que o contratado tenha inquestionável reputação ética e profissional e não tenha fins lucrativos; XVI - para aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de insumos estratégicos para a saúde produzidos por fundação que, regimental ou estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da Administração Pública direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e financeira necessária à execução desses projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, e que tenha sido criada para esse fim específico em data anterior à entrada em vigor desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.166, de 2023) XVII - para a contratação de entidades privadas sem fins lucrativos para a implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou pela falta regular de água”. Direito Penal 33. Considere hipoteticamente que H. T. B., meliante conhecido na região do Rio Vermelho, no horário de almoço, próximo ao restaurante XYZ, foi preso por estar fumando um cigarro de maconha. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça: A) H. T. B. praticou tráfico ilícito de drogas, previsto no art. 33, caput, da Lei de Drogas. B) A conduta de H. T. B. é atípica, tendo em vista a grande quantidade de droga adquirida para uso próprio. C) O Princípio da Consunção é reconhecido e aplicável ao caso, pois não há ofensa a terceiros, apenas ao próprio corpo, tornando a conduta atípica. D) A conduta de H. T. B. configura uso de drogas, o qual ainda é crime, embora tenha ocorrido sua despenalização, ou seja, não se aplica pena privativa de liberdade. E) O Princípio da Adequação Social é aplicável, pois se trata de tráfico de drogas. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, mesmo que não haja imposição de pena privativa de liberdade ao usuário de drogas, segundo entendimento do STF e STJ, a conduta constitui crime, não ocorrendo abolitio criminis, e sim uma despenalização. Vejamos o disposto na Lei de Drogas, a saber: “Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. § 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia,cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.” Desta feita, a Alternativa D é a correta. 34. Todo tipo penal pressupõe a existência do dolo geral e, em algumas hipóteses, do dolo específico. Já as modalidades de culpa (imprudência, negligência e imperícia) estarão presentes na lei de forma expressa. Em alguns crimes, o Código Penal une o dolo e a culpa no mesmo tipo penal como elemento imprescindível para a respectiva caracterização. Acerca desse tema, é correto afirmar que o preterdolo está presente no crime de: A) Homicídio culposo. B) Roubo simples. C) Estupro de vulnerável. D) Lesão corporal seguida de morte. E) Aborto provocado por terceiro. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. O crime de homicídio apresenta apenas conduta culposa, diferentemente do crime preterdoloso em que a conduta inicial é dolosa, mas o resultado dela advindo é culposo. Logo, não é a alternativa a ser marcada. Alternativa B – incorreta. O crime de roubo simples apresenta apenas conduta dolosa, diferente do crime preterdoloso. Logo, não é a alternativa a ser marcada. Alternativa C – incorreta. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 20 Como buscamos uma conduta preterdolosa, e o crime de estupro de vulnerável apresenta apenas conduta dolosa, não é a alternativa a ser assinalada. Alternativa D – correta. Como observamos da questão, exige-se conhecimento de crime preterdoloso (o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo, logo, não houve dolo no resultado morte, apenas culpa), e o único dos descritos nas alternativas em que a conduta inicial é dolosa, mas o resultado dela advindo é culposo, é o crime de lesão corporal seguida de morte. Vejamos o disposto no Código Penal, a saber: “Lesão corporal Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Lesão corporal seguida de morte § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo (...).” Alternativa E – incorreta. Equivoca-se, pois o crime de aborto provocado por terceiro apresenta apenas conduta dolosa, não sendo, portanto, a alternativa a ser assinalada. 35. E. L. P. pegou o carro de M. A. V., com devida anuência, para limpeza no lava a jato. Após a lavagem, E. L. P. decidiu não mais devolver o carro e sumiu. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que indica o crime praticado por E. L. P. A) Furto qualificado pela fraude. B) Apropriação indébita. C) Estelionato. D) Furto simples. E) Roubo simples. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, no caso em tela, E.L.P. praticou o crime de apropriação indébita, pois percebeu, de boa-fé, e de maneira desvigiada o carro de M.A.V. para limpeza no lava a jato, porém, em dolo subsequente, resolveu não devolvê-lo, apropriando-se ilegitimamente do bem. Vejamos o disposto no Código Penal, que assevera: “Apropriação indébita Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa." Trata-se de crime comum, praticado por qualquer pessoa a quem seja confiada a posse ou detenção de determinado bem móvel. A tipificação como delito da conduta de apropriação indébita tem como objetividade jurídica a proteção à propriedade. Desta feita, e por se amoldar ao disposto no art. 168 do Código Penal, a Alternativa B é a correta. 36. Suponha que A. D. M. tenha sido condenado à pena de seis anos de reclusão pela prática de roubo simples (art. 157, caput, do Código Penal). Considerando o flagrante delito ocorrido em 21 de março de 2017, sem levar em conta as demais regras da progressão de regime, a rigor, A. D. M. deve ser colocado em liberdade em: A) 20 de março de 2023. B) 18 de março de 2023. C) 22 de março de 2023. D) 21 de março de 2023. E) 19 de março de 2023. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, a referida questão traz um caso concreto, no qual foi exigido o conhecimento do art. 10 do CP, que dita que o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. Vejamos a íntegra do Código Penal: “Art. 10. O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum.” Sendo assim, como o delito ocorreu no dia 21 de março de 2017, completará 6 anos de reclusão no dia 20 de março de 2023. Diante o exposto, a Alternativa A é a correta. 37. Armando e Roberto praticam crimes de roubo. Em local diverso, Cleiton pratica crime de roubo valendo-se de arma de fogo e Luiz pratica crime de roubo valendo- se de arma branca. Já Patrícia pratica o crime de roubo utilizando explosivos para destruir os obstáculos. De acordo com os casos e diante das normas legais, assinale a alternativa correta. A) A conduta de Armando e Roberto não revelam uma causa de aumento de pena para o crime de roubo. B) As condutas de Cleiton e de Luiz trazem a mesma fração de causa de aumento de pena. C) A conduta de Patrícia traz uma causa de aumento de pena na fração de 2/3. D) A pena do crime de roubo não será aumentada se o objetivo for, apenas, a subtração de explosivos. E) Se o crime de roubo for em desfavor de vítima que está em serviço de transporte de valores, haverá causa de aumento de pena ainda que o agente criminoso desconheça tal circunstância. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 21 Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. O concurso de agentes é causa de aumento de pena no crime de roubo, conforme o disposto no art. 157, § 2º, II, CP. Alternativa B – incorreta. No passado, não havia distinção entre o uso de arma branca e o de arma de fogo. Todavia, a atual legislação traz causa de aumento de 1/3 para o uso de arma branca, e de 2/3 para o uso de arma de fogo. Alternativa C – correta. Realmente, se no crime de roubo há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo, há incidência de causa de aumento na fração de 2/3. Alternativa D – incorreta. Na verdade, se o crime de roubo visar à subtração de substâncias explosivas, há sim incidência de causa de aumento de pena na fração de 1/3. Alternativa E – incorreta. Na forma do art. 157, §2º, a pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade: (...) III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância. 38. Paulo, enquanto estava dentro de uma aeronave privada estrangeira que sobrevoava o território nacional, praticou o crime de homicídio em desfavor de Joaquim. Quanto à aplicação da lei penal no espaço e demais aspectos da parte geral, considerando o caso, assinale a alternativa correta. A) Não será aplicada, para Paulo, a lei penal brasileira. B) Se um agente domiciliado no Brasil praticar, em outra parte do mundo, o crime de genocídio, estará, de maneira incondicionada, sujeito à lei brasileira. C) As imunidades diplomáticas se aplicam aos empregados particulares dos diplomatas. D) É característica do Direito Penal do Inimigo a fixação de condutas criminosas certas e determinadas. E) As leis penais não incriminadoras descrevem crimes e trazem as sanções aplicáveis. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Estamos diante do Princípio da territorialidade temperada (mitigada). Vejamos o dispostono Código Penal, que assevera: “Art. 5º Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional (...) §1º É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.” Alternativa B – correta. Temos aqui a aplicação do Princípio da personalidade ativa e do Domicílio, bem como a aplicação da Extraterritorialidade incondicionada. Vejamos: “Art. 7º Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes (...) d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.” Alternativa C – incorreta. As imunidades não se aplicam aos empregados particulares dos diplomatas, ainda que oriundos do Estado representado. Ademais, saiba que a imunidade é irrenunciável por parte do seu destinatário, mas pode haver a renúncia por meio do Estado acreditante (art. 32 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961) e art. 45 da Convenção de Viena sobre Relações Consulares de1963. Alternativa D – incorreta. Fique atento (a) às características do Direito Penal do Inimigo, quais sejam: antecipação da punibilidade com a tipificação de atos preparatórios; condutas descritas em tipos de mera conduta e de perigo abstrato (flexibilizando o princípio da ofensividade); descrição vaga dos crimes (flexibilizando o princípio da legalidade); preponderância do direito penal do autor; surgimento das chamadas "leis de luta ou de combate"; endurecimento da execução penal; restrição de garantias penais e processuais (Direito Penal de 3ª Velocidade). Alternativa E – incorreta. As normas não incriminadoras não criam infração ou cominam sanção. Ademais, elas dividem-se em permissivas e explicativas. 39. Sobre o tempo e lugar do crime e as disposições do Código Penal, assinale a alternativa correta. A) Aos crimes cometidos em território nacional, não se aplicam as regras previstas no direito internacional, como convenções. B) Crimes cometidos no exterior contra o patrimônio da União devem ser punidos segundo a lei do país em que foram cometidos. C) Quem pratica crime contra a vida do Presidente da República, mesmo que no estrangeiro, está sujeito à extraterritorialidade incondicionada da lei penal brasileira. D) O lugar do crime é definido, em regra, pelo local onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado do crime. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 22 E) Segundo o princípio da territorialidade, os crimes cometidos em território estrangeiro contra brasileiros serão julgados pela lei penal brasileira. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Ao contrário do indicado na alternativa, o art. 5º do Código Penal prevê que, além da lei brasileira, também se aplicam aos crimes cometidos em território nacional as convenções, regras e tratados de direito internacional. Alternativa B – incorreta. Os crimes praticados contra patrimônio da União, Distrito Federal, Estado, Território ou Município brasileiro, ainda que cometido no estrangeiro, estão sujeitos à lei brasileira, como indica o art.7º, I, “b”, do CP. Alternativa C – correta. A alternativa indica corretamente a hipótese prevista no art.7º, inciso I, alínea a, do Código Penal, que denota possibilidade de aplicação incondicionada da lei penal brasileira, mesmo no caso de crime cometido no estrangeiro. Alternativa D – incorreta. O código penal adotou a teoria da ubiquidade no que se refere à definição do local do crime, conforme art. 6º do Código Penal, portanto, o lugar do crime é definido pelo local onde ocorreu a ação ou omissão, bem como onde se produziu ou deveria ter produzido o resultado. Alternativa E – incorreta. O erro da alternativa está na generalização trazida, pois observe que amplia a aplicação da lei penal brasileira a todos os delitos cometidos contra brasileiros no exterior. Como expõe o art. 7º do Código Penal, a lei penal brasileira será aplicada aos crimes cometidos no estrangeiro, desde que cumpridos requisitos específicos. 40. O Código Penal considera como situações de extraterritorialidade incondicionada, exceto: A) Crimes praticados contra a Administração Pública, por quem está a seu serviço. B) Crimes de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. C) Crimes contra o patrimônio ou a fé pública de sociedade de economia mista. D) Crimes contra a liberdade do Presidente da República. E) Crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Trata-se do art. 7º, §1º, inciso I, alínea “c”, Código Penal: o agente será punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. Alternativa B – correta. Esta é a literalidade do art. 7º, inciso I, alínea “d” e §1º, Código Penal. Alternativa C – correta. Trata-se do art. 7º, inciso I, alínea “b” e §1º, Código Penal. Ademais, o raciocínio se aplica aos crimes praticados contra o patrimônio ou a fé pública da União, Distrito Federal, Estado, Território, Município, empresa pública, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. Alternativa D – correta. Nos termos do art. 7º, inciso I, alínea “a” e §1º, Código Penal, os crimes praticados contra a vida e a liberdade do Presidente da República serão julgados no Brasil, independentemente de outros requisitos. Alternativa E – incorreta. Na forma do art. 7º, inciso II, alínea “a”, do Código Penal, estamos diante de extraterritorialidade CONDICIONADA: para que haja a aplicação da lei brasileira, será necessário o preenchimento de alguns requisitos. Direito Processual Penal 41. No que se refere aos titulares das ações penais, assinale a alternativa correta. A) O Ministério Público somente é titular das ações penais públicas incondicionadas, uma vez que nas ações condicionadas à representação cabe ao ofendido tomar todas as providências para a higidez do processo. B) No caso de ação penal privada personalíssima, caso o querelante morra, o direito de queixa poderá ser exercido pelos familiares deles ou seja, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. C) Em caso de crime de ação penal privada, o querelante poderá oferecer queixa-crime ao juiz competente, podendo fazê-lo por meio de advogado, ou ainda agir em causa própria caso disponha de capacidade postulatória. D) Em razão do princípio da indisponibilidade, a vítima de crime de ação penal privada não poderá dela dispor depois do oferecimento da peça acusatória (queixa- crime). E) De acordo com o CPP, nos crimes de ação penal pública condicionada à representação, será possível a retratação, desde que ela ocorra antes do recebimento da denúncia. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 23 O Ministério Público é titular da ação penal pública, seja ela incondicionada ou condicionada à representação (condição específica de procedibilidade). Logo, na realidade, após a representação, é o Ministério Público que toma todas as providências para a higidez do processo. Alternativa B – incorreta. Se o ofendido tiver falecido, não haverá ação penal. Na ação penal privada personalíssima,a queixa só pode ser oferecida pelo próprio ofendido, não há que se falar em sucessão processual. Alternativa C – correta. Para apresentar a queixa-crime é imprescindível a capacidade postulatória, ou seja, capacidade para praticar atos processuais, logo é preciso ser advogado. Quando o titular da ação penal privada for advogado (tiver essa capacidade), nada impede que atue em causa própria. Alternativa D – incorreta. Na ação penal privada aplica-se o princípio da disponibilidade. O princípio da indisponibilidade é aplicável apenas nas ações penais públicas. Alternativa E – incorreta. Em verdade, é antes do oferecimento, vejamos: “Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.” 42. Samuel é delegado de Polícia Civil lotado em Goiânia-GO, quando recebe, na sua delegacia, sujeito preso em flagrante por proferir injúrias raciais em partida de futebol realizada no estádio Serra Dourada. Diante da pena aplicável, Samuel opta por conceder fiança ao acusado. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta. A) Samuel agiu incorretamente, pois não cabe à autoridade policial arbitrar fiança em delitos sem violência ou grave ameaça. B) Samuel agiu corretamente, uma vez que o delito é de menor potencial ofensivo. C) Samuel agiu corretamente, pois a injúria racial não se equipara ao crime de racismo. D) Samuel agiu incorretamente, pois a fiança nos crimes de racismo é ato privativo da autoridade judiciária. E) Samuel agiu incorretamente, pois a injúria racial se equipara ao racismo e este é crime inafiançável conforme norma constitucional. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, percebe-se da análise do enunciado da questão em comento que Samuel agiu incorretamente, pois a injúria racial se equipara ao racismo e este é crime inafiançável conforme norma constitucional. Podemos colacionar o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, vejamos: "O crime de injúria racial, espécie do gênero racismo, é imprescritível". (STF. Plenário. HC 154248/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 28/10/2021 (Info 1036)). No mesmo teor, imperioso conferir: "A denominada injúria racial é mais um delito no cenário do racismo, sendo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão". (STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1849696/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 16/06/2020). Constata-se, assim, que a concessão de fiança no presente caso afronta amplamente a norma constitucional. Destarte, observem o disposto na Constituição Federal, que assevera: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;” Diante do exposto, Samuel agiu incorretamente, pois a injúria racial se equipara ao racismo e este é crime inafiançável conforme norma constitucional. Desta feita a Alternativa E é a correta. 43. De acordo com as disposições do Código de Processo Penal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o habeas corpus: A) É cabível quando a alegada coação for relativa a processo em curso por infração penal punível unicamente com multa. B) Pode ser impetrado por qualquer pessoa, bem como pelo Ministério Público, vedada a sua concessão de ofício pelo órgão judiciário. C) É cabível quando já extinta a pena privativa de liberdade. D) Pode ser concedido em caráter preventivo, hipótese em que será dado salvo-conduto ao paciente. E) É cabível contra a decisão de exclusão de militar. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Diverso do previsto no enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal, a saber: “Súmula 693, STF. Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.” 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 24 Alternativa B – incorreta. O equívoco da alternativa é que os juízes podem expedir de ofício. Vejamos: “Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério Público. (...) § 2º Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal.” Alternativa C – incorreta. Em verdade, não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade, vejamos o enunciado de súmula que assevera: “Súmula 695, STF. Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade.” Alternativa D – correta. Nos exatos termos do Código de Processo Penal, a saber: “Art. 660. Efetuadas as diligências, e interrogado o paciente, o juiz decidirá, fundamentadamente, dentro de 24 (vinte e quatro) horas. (...) § 4º Se a ordem de habeas corpus for concedida para evitar ameaça de violência ou coação ilegal, dar-se-á ao paciente salvo-conduto assinado pelo juiz.” Alternativa E – incorreta. Diverso do previsto no enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal, a saber: “Súmula 694, STF. Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública.” 44. Com relação à prisão e medidas cautelares diversas da prisão, de acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar que: A) A Autoridade Policial poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 04 anos e, uma vez verificando a impossibilidade econômica do preso, poderá sujeitá-lo, em substituição, a outras medidas cautelares alternativas. B) O descumprimento de obrigações impostas por força de medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar a decretação de prisão preventiva. C) A medida cautelar de proibição de acesso ou frequência a determinados lugares pode ser determinada pela Autoridade Policial, sempre que, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o investigado permanecer distante. D) A não realização de audiência de custódia no prazo de 48 horas, contado da prisão em flagrante, ensejará sua ilegalidade e imediato relaxamento, restando vedada a posterior decretação de prisão preventiva. E) A substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar deverá sempre ser acompanhada pela imposição de outras medidas cautelares diversas à prisão. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Em verdade, a fiança será requerida ao juiz, e não concedida pela autoridade policial, vejamos: “Art. 322. A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas.” O erro encontra-se em dizer que seria possível “uma vez verificando a impossibilidade econômica do preso” a concessão pela autoridade policial. Alternativa B – correta. Nos termos do previsto no Código de Processo Penal, que assevera: “Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: (...) § 4º No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos termos do parágrafoúnico do art. 312 deste Código.” Alternativa C – incorreta. Na realidade, medidas cautelares são decretadas pela autoridade judicial. Vejamos: “Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: (...) § 2º As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes ou, quando no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público.” Alternativa D – incorreta. Na verdade, o prazo é de 24 horas, conforme verificamos no Código de Processo Penal: “Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: (...) § 4º Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas após o decurso do prazo estabelecido no caput deste artigo, a não realização de audiência de custódia sem motivação idônea ensejará também a ilegalidade da prisão, a ser 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 25 relaxada pela autoridade competente, sem prejuízo da possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva.” Alternativa E – incorreta. Nem sempre precisa ser necessariamente acompanhada pela imposição de outras medidas cautelares diversas à prisão. “Art. 318-B. A substituição de que tratam os arts. 318 e 318-A poderá ser efetuada sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 deste Código.” 45. O acordo de não persecução penal, previsto no art. 28-A do CPP, poderá ser proposto pelo Ministério Público, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do delito, quando o delito não se enquadrar em hipóteses de arquivamento e o investigado tiver confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal cuja realização deve ter ocorrido sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 anos, por meio de condições previstas em lei ajustadas cumulativa e alternativamente. Acerca das mencionadas condições ajustadas cumulativa e alternativamente, no acordo de não persecução penal, assinale a alternativa incorreta. A) O pagamento de prestação pecuniária, estipulada nos termos da lei penal, a entidade pública ou de interesse social, indicada pelo juízo da execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito realizado. B) A reparação do dano ou restituição da coisa à vítima do crime, salvo na impossibilidade de fazê-lo. C) A renúncia de forma voluntária a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como produto, instrumentos ou proveito do delito. D) O cumprimento, por prazo determinado, de outra condição indicada pelo membro do Ministério Público, desde que compatível e proporcional com o delito imputado ao agente. E) A prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas por período de tempo correspondente à pena mínima cominada ao delito diminuída de um terço a metade, em local a ser indicado pelo juízo da execução, na forma da lei penal. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. A alternativa traz a medida tomada no ANPP, prevista no inciso IV do art. 28-A do CPP. Vejamos: “Art. 28-A. (...) IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser indicada pelo juízo da execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito.” Alternativa B – correta. A medida apresentada na alternativa está prevista no inciso I do art. 28-A do CPP. Vejamos: “Art. 28-A (...) I. reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na impossibilidade de fazê-lo.” Alternativa C – correta. A questão traz as informações previstas no inciso II do art. 28-A do CPP: “Art. 28-A (...) II. renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como instrumentos, produto ou proveito do crime.” Alternativa D – correta. A alternativa descreve o disposto em lei, no inciso V do art. 28-A do CPP. Vejamos: “ART. 28-A (...) V. cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde que proporcional e compatível com a infração penal imputada.” Alternativa E – incorreta. O erro se encontra na previsão de diminuição da pena para fins de cálculo do período de tempo de duração da prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, visto que o inciso III do art. 28-A do CPP prevê que a prestação de serviço se dará por período correspondente à pena mínima cominada ao delito diminuída de um a dois terços. 46. Com base em inquérito policial, o Delegado Alberto entendeu, diante da apuração que estava sendo realizada, que era imperiosa a prisão temporária do investigado, não obstante este possuir residência fixa conhecida. Destaque-se que o investigado havia praticado o crime de roubo circunstanciado pelo uso de arma de fogo. Diante do caso e com base no que dispõe o Código de Processo Penal, marque a alternativa correta. A) Mesmo que Alberto não represente pela prisão, esta poderá ser decretada de ofício pelo juiz. B) A prisão temporária, caso decretada, será pelo prazo inicial de 5 dias. C) Não há possibilidade de decretação da prisão, tendo em vista que o investigado possui residência fixa. D) Diante da representação de Alberto, poderá o juiz decretar a prisão temporária por 30 dias. E) Após a representação de Alberto, torna-se prescindível a oitiva do membro do Ministério Público. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 26 Caveiras, Alternativa A – incorreta. A prisão temporária não pode ser decretada de ofício pelo Juiz, pois esta ocorre apenas no curso do inquérito. Alternativa B – incorreta. O crime praticado pelo investigado é crime hediondo (art. 1º, II, “b”, Lei 8.072/90). Assim, o prazo da prisão temporária sobe para 30 dias. Alternativa C – incorreta. Os requisitos necessários para a legalidade da decretação da prisão temporária: 1) tratar-se de crime do art. 1º, III; 2) for imprescindível às investigações. Assim, os dois requisitos foram preenchidos. Alternativa D – correta. Realmente, diante da representação de Alberto, poderá o juiz decretar a prisão temporária por 30 dias (por se tratar de crime hediondo, e o prazo para a temporária ser o previsto no art. 1º, II, “b”, Lei 8.072/90). Alternativa E – incorreta. Na verdade, afirma o art. 5º, §1°, Lei 7.960/89 que, na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público. 47. No decorrer da apuração de crime hediondo cometido por Jorge, uma nova lei, puramente processual penal, entra em vigor alterando pontos específicos acerca da instrução e julgamento dos crimes de maior gravidade. A respeito da lei processual penal, com base no caso retratado, é correto que: A) Aplicar-se-á a nova lei ao caso de Jorge, visto que o ato a ser realizado ainda não se iniciou, conforme se extrai do princípio do tempus regit actum, previsto no art. 2º do Código de Processo Penal. B) Será possível utilizar a lei anterior ao processo de Jorge caso esta seja mais benéfica a sua situação, jáque ela estava em vigor no tempo da perpetração do crime, segundo dispõe o art. 2º do Código de Processo Penal, que consagra o princípio tempus regit actum. C) Empregar-se-á a lei anterior no caso criminal de Jorge, dado que, nos termos do art. 2º do Código de Processo Penal, opera-se o princípio tempus regit actum - a lei ao tempo do crime rege o ato. D) Será aplicada a lei nova ao caso de Jorge, com exceção dos pontos que lhe tragam prejuízos a sua defesa, conforme o princípio processual da irretroatividade da lei ou retroatividade benéfica. E) Não poderá aplicar a lei nova ao caso de Jorge, mesmo que mais benéfica, devido à proibição existente pelo princípio tempus regit actum. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Para responder esta questão, será necessário observar a regra do art. 2º do CPP, o qual menciona que a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. Nota-se, então, que será aplicada a nova lei processual no caso de Jorge, já que esta estará vigente no tempo do ato (princípio do tempus regit actum) e se trata de norma com aspectos puramente processais. Alternativa B – incorreta. O princípio do tempus regit actum, art. 2º do CPP, estabelece que a lei processual será aplicada imediatamente, bem como será empregada a lei vigente no tempo do ato a ser realizado, ou seja, o tempo rege o ato. Ademais ressalta-se que o cabeçalho da questão esclarece não ser norma processual híbrida, mas sim norma puramente processual. Alternativa C – incorreta. Conforme o previsto no art. 2º do CPP, aplicar-se-á a lei vigente no tempo da prática dos atos e não ao tempo da prática do delito. Alternativa D – incorreta. Ressalta-se novamente a menção de norma puramente processual, logo, não há espaço para discussão acerca da extratividade da norma mais benéfica. Ademais, o princípio da irretroatividade da lei penal ou retroatividade benéfica não trata sobre lei processual. Alternativa E – incorreta. Conforme o princípio do tempus regit actum, a lei existente na prática do ato será a lei aplicada. 48. Mateus foi vítima de crime de dano simples, tendo identificado que o autor foi o seu melhor amigo, Pedro. Após refletir, optou por perdoar o seu amigo. Todavia, o fato criminoso praticado por Pedro chegou ao conhecimento do Delegado e do membro do Ministério Público. Diante do caso concreto, e considerando as normas sobre a ação penal, marque a alternativa correta. A) O fato de Mateus resolver não apresentar queixa em desfavor de Pedro é manifestação do princípio da disponibilidade. B) O fato de Mateus resolver não apresentar queixa em desfavor de Pedro é manifestação do princípio da indivisibilidade. C) Se Mateus resolver apresentar queixa em desfavor de Pedro, mas esperar 1 ano para fazê-lo, haverá a perempção. D) O princípio da disponibilidade da ação penal privada é manifestado pela desistência da ação, após o seu início. E) São características da ação penal privada, entre outras: obrigatoriedade e divisibilidade. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 27 Caveiras, Alternativa A – incorreta. A não apresentação de queixa-crime por Mateus caracteriza o princípio da oportunidade (ou conveniência). Isso porque, na ação penal privada, há faculdade, por parte da vítima, em prestar ou não a queixa-crime. Alternativa B – incorreta. No princípio da indivisibilidade, o titular da ação deve oferecer denúncia contra todos os autores do crime. Alternativa C – incorreta. Caso Mateus não ofereça a queixa-crime, haverá decadência (art. 38, CPP), e não perempção. A perempção ocorrerá quando a vítima oferecer a queixa, mas deixar de cumprir algumas determinações exigidas pela lei (art. 60, CPP). Alternativa D – correta. Pelo princípio da disponibilidade o querelante pode desistir da ação penal privada. Alternativa E – incorreta. As características da ação penal privada são: oportunidade, disponibilidade, intranscendência e indivisibilidade, bem como a possibilidade de ocorrência da perempção, renúncia e do perdão. Lei de Execução Penal 49. Uma das atribuições possíveis do agente de segurança prisional é operar qualquer tipo de monitoramento eletrônico relacionado ao indivíduo preso dos regimes fechado, semiaberto ou aberto ou submetido a qualquer tipo de medida cautelar prevista em lei. Nesse sentido, e a respeito das disposições previstas na Lei de Execução Penal, acerca da monitoração eletrônica, assinale a alternativa correta. A) Poderá ser determinada pelo diretor do estabelecimento penal, quando da concessão da permissão de saída do condenado. B) Quando o condenado que estiver sendo monitorado eletronicamente violar o próprio dever de receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, poderá, a critério do juiz da execução, receber uma falta grave e ter o respectivo benefício revogado, mas não poderá receber a sanção de regressão de regime. C) A monitoração eletrônica somente poderá ser revogada caso o condenado viole os deveres a que está sujeito durante a vigência desta. D) A monitoração eletrônica somente será possível nos casos de condenado em prisão domiciliar ou em regime aberto. E) A fiscalização por meio da monitoração eletrônica poderá ser definida pelo juiz quando for determinada a prisão domiciliar, sendo o condenado instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e de alguns deveres, tais como o de receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Nos termos do art. 146-B da Lei de Execução Penal, o juiz, e não o diretor do estabelecimento penal, poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando autorizar a saída temporária no regime semiaberto. Alternativa B – incorreta. Nos termos do parágrafo único do art. 146-C da Lei de Execução Penal, a violação comprovada dos deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa: a regressão do regime; a revogação da autorização de saída temporária; a revogação da prisão domiciliar; advertência. Não há a previsão de falta grave nesse caso. Alternativa C – incorreta. Em verdade, a monitoração eletrônica poderá ser revogada quando se tornar desnecessária ou inadequada ou se o acusado ou condenado violar os deveres a que estiver sujeito durante a sua vigência ou cometer falta grave, conforme se depreende: “Art. 146-D. A monitoração eletrônica poderá ser revogada: I - quando se tornar desnecessária ou inadequada; II - se o acusado ou condenado violar os deveres a que estiver sujeito durante a sua vigência ou cometer falta grave.” Alternativa D – incorreta. Na verdade, o juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando autorizar a saída temporária no regime semiaberto ou determinar a prisão domiciliar. Vejamos o disposto na Lei de Execução Penal: “Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando: (...) II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto; IV - determinar a prisão domiciliar;” Alternativa E – correta. Nos termos do previsto na Lei de Execução Penal, a saber: “Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando: II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto; IV - determinar a prisão domiciliar;” Ademais, nos termos do art. 146-C da Lei de Execução Penal, o condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotarcom o equipamento eletrônico e de alguns deveres, tais como o de receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica. Vejamos: 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 28 “Art. 146-C. O condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e dos seguintes deveres: I - receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações;” 50. Considerando que o cumprimento de pena deve ser pautado pela individualização da respectiva execução, bem como objetivar a integração social do condenado, a Lei nº 7.210/1984 dispõe acerca das medidas a serem tomadas. Nesse sentido, no que diz respeito às regras de classificação dos condenados dispostas na Lei de Execução Penal, assinale a alternativa correta. A) Os condenados serão classificados segundo a respectiva periculosidade, que será medida, entre outros critérios, pelo fato de integrarem ou não facção criminosa. B) A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação, que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório. C) O condenado ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime aberto deverá ser submetido, no início da execução da pena, ao exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução. D) Apenas os condenados por crime hediondo praticado dolosa ou culposamente serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, mediante extração de ácido desoxirribonucleico (DNA), por técnica adequada e indolor. E) A Comissão Técnica de Classificação, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade, poderá apenas se valer de exames psiquiátricos os quais deverão ser realizados por profissionais específicos da área, e nada mais. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Não será segundo a respectiva periculosidade, e sim os seus antecedentes e personalidade, vejamos: “Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal.” Alternativa B – correta. Nos exatos termos da Lei de Execução Penal, que aduz: “Art. 6º A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório.” Alternativa C – incorreta. Em verdade, o regime apresentado na alternativa encontra-se equivocado, sendo o correto o regime fechado, vejamos: “Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime fechado, será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução. Parágrafo único. Ao exame de que trata este artigo poderá ser submetido o condenado ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime semiaberto.” Alternativa D – incorreta. Diverso do previsto na Lei de Execução Penal, a saber: “Art. 9º-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1º da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor. “ Alternativa E – incorreta. Poderá se valer de outros procedimentos e não somente de exames psiquiátricos, conforme Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade, observando a ética profissional e tendo sempre presentes peças ou informações do processo, poderá: I - entrevistar pessoas; II - requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações a respeito do condenado; III - realizar outras diligências e exames necessários.” 51. A Lei n° 7.210/1984 dispõe, no art. 1º, que a execução penal tem por objetivo proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. Nesse sentido, ela prevê uma série de direitos e deveres aos condenados e internados para efetivar os próprios objetivos. Considere que, durante a execução das próprias atividades, um agente de segurança prisional é questionado por um preso condenado a pena privativa de liberdade acerca dos direitos e deveres deste, relacionados ao trabalho prisional. Com relação a essa situação, assinale a alternativa correta. A) O preso provisório, diferentemente do condenado à pena definitiva, não está obrigado ao trabalho. B) O trabalho do preso será remunerado, estando sujeito ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho. C) O trabalho externo será admitido, mesmo para o preso do regime fechado, desde que cumpridas algumas condições dispostas em lei, bem como expressa autorização judicial. D) Entre os deveres do condenado a pena privativa de liberdade, não está o de executar eventual trabalho 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 29 recebido, pois não há comando legal que o obrigue a trabalhar. E) A contagem do tempo de remição de pena para o condenado em regime fechado que trabalha no estabelecimento prisional será de um dia de pena para cada 12 horas de trabalho. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Nos termos da Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 31. O condenado à pena privativa de liberdade está obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e capacidade. Parágrafo único. Para o preso provisório, o trabalho não é obrigatório e só poderá ser executado no interior do estabelecimento.” Alternativa B – incorreta. Na realidade, não está sujeito ao regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Vejamos o disposto na Lei de Execução Penal: “Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e condição de dignidade humana, terá finalidade educativa e produtiva. § 1º Aplicam-se à organização e aos métodos de trabalho as precauções relativas à segurança e à higiene. § 2º O trabalho do preso não está sujeito ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.” Alternativa C – incorreta. No caso em tela, será autorizada pela direção do estabelecimento, conforme se depreende da Lei de Execução Penal: “Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento, dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena. Parágrafo único. Revogar-se-á a autorização de trabalho externo ao preso que vier a praticar fato definido como crime, for punido por falta grave, ou tiver comportamento contrário aos requisitos estabelecidos neste artigo.” No tocante ao trabalho do preso em regime fechado, vejamos: “Art. 36. O trabalho externo será admissível para os presos em regime fechado somente em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.” Alternativa D – incorreta. Em verdade, constitui sim um dos deveres do condenado a execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas, conforme a Lei de Execução Penal, que aduz: “Art. 39. Constituem deveres do condenado: (...) V – execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas; (...)” Alternativa E – incorreta. Na realidade,será de um dia de pena para três dias de trabalho. Vejamos: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: (...) II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.” 52. Todos os presos condenados a penas privativas de liberdade estão submetidos às regras do sistema progressivo de execução, no qual, se cumpridos determinados requisitos, tais presos são transferidos para regime de execução menos rigoroso. Considerando os critérios fixados na Lei de Execução Penal para a progressão de regime prisional dos condenados a penas privativas de liberdade, assinale a alternativa correta. A) Se preenchidos determinados requisitos legais, o tempo a ser cumprido para a progressão de regime da condenada que for mãe de criança será de 1/8 da respectiva pena no regime anterior. B) A progressão de regime poderá ser determinada pelo diretor do estabelecimento prisional, desde que precedida de parecer do Ministério Público. C) O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime semiaberto. D) Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que estiver trabalhando. E) Será imprescindível para a progressão de regime, além do cumprimento do critério temporal, a aprovação em exame criminológico realizado por profissionais da área da saúde. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Conforme o disposto na Lei de Execução Penal, a saber: “Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: § 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 30 III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; V - não ter integrado organização criminosa. § 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave implicará a revogação do benefício previsto no § 3º deste artigo.” Alternativa B – incorreta. Na verdade, é a decisão do juiz que determina a progressão de regime, vejamos: “Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: § 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor, procedimento que também será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.” Alternativa C – incorreta. A concessão do regime é o aberto e não o semiaberto como afirmado na alternativa. Vejamos: “Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias: I - permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; III - não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado.” Alternativa D – incorreta. Não somente o que estiver trabalhando, mas também caso comprove a possibilidade de fazê-lo imediatamente. Vejamos: “rt. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente; II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime. Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Lei.” Alternativa E – incorreta. Não será imprescindível, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a saber: “CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. LIVRAMENTO CONDICIONAL. EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA N.º 439/STJ. FORMAÇÃO DO CONVENCIMENTO DO JULGADOR. GRAVIDADE GENÉRICA DOS DELITOS PRATICADOS. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. MAGISTRADO SINGULAR QUE JULGOU DESNECESSÁRIA A PERÍCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. I. A nova redação do art. 112 da Lei de Execuções Penais, conferida pela Lei n.º 10.792/2003, deixou de exigir a submissão do condenado a exame criminológico, anteriormente imprescindível para fins de progressão do regime prisional e livramento condicional, sem retirar do magistrado a faculdade de requerer a sua realização quando, de forma fundamentada e excepcional, entender absolutamente necessária sua confecção para a formação de seu convencimento. Incidência da Súmula n.º 439/STJ. (...). (STJ. HC 179.471/SP. Rel. Min. Gilson Dipp. T5. Julg. 19.05.2011. DJe 08.06.2011). 53. De acordo à Lei nº 7.210/84, que disciplina a execução penal, assinale a alternativa correta. A) É necessário que o juiz das execuções penais aguarde que a pessoa seja condenada com trânsito em julgado para determinar a sua regressão. B) Para os condenados do regime fechado e semiaberto, a cada três dias de trabalho será remido um dia da execução da pena. C) A progressão de regime do apenado ocorrerá quando atendidos os requisitos que a possibilitem, independentemente do seu comportamento carcerário. D) Não é possível a remição de pena com base no trabalho exercido durante o período em que o apenado esteve preso em regime domiciliar. E) É da competência do juízo das execuções penais federal a execução das penas impostas a sentenciados pela justiça federal, militar ou eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a administração estadual. Gabarito: B COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. Na realidade, o condenado que pratica fato definido como crime doloso deverá sofrer regressão de regime mesmo antes do trânsito em julgado. O inciso I do artigo 118 da Lei de Execução Penal afirma que o apenado deverá regredir de regime se “praticar fato definido como crime doloso”. Desta feita, não é necessário que o juiz das execuções penais aguarde que a pessoa seja condenada com trânsito em julgado para determinar a sua regressão. A regressão de regime pela prática de fato definido como crime doloso, durante a execução da pena, não depende do trânsito em julgado da condenação. Alternativa B – correta. Conforme o art. 126, caput e § 1º, inciso II, da Lei de Execução Penal (LEP), aos condenados do regime 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 31 fechado e semiaberto, aplica-se a remição de pena pelo trabalho, em que reduz um dia da execução da pena a cada três dias de trabalho. Vejamos: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1º a contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusiveprofissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.” Alternativa C – incorreta. Na verdade, além dos demais requisitos necessários à sua concessão, o condenado somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão, conforme se depreende da Lei n.º 7.210/84, a seguir: “Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: § 1°. Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.” Alternativa D – incorreta. Ao contrário. É possível a remição de pena com base no trabalho exercido durante o período em que o apenado esteve preso em sua residência (prisão domiciliar). A fim de evitar uma interpretação restritiva da norma, impõe-se o reconhecimento dos dias trabalhados, ainda que em prisão domiciliar. Em se tratando de remição da pena, é possível fazer uma interpretação extensiva em prol do preso e da sociedade. Alternativa E – incorreta. A alternativa apresenta de forma diversa o disposto em enunciado de súmula do Superior Tribunal de Justiça, que assim dispõe: Súmula n.º 192, STJ: “compete ao juízo das execuções penais do ESTADO a execução das penas impostas a sentenciados pela justiça federal, militar ou eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a administração estadual.” 54. A respeito da Lei n° 7.210/84, que dispõe acerca da Execução Penal, assinale a alternativa incorreta. A) A assistência ao preso será, dentre outras, material, jurídica, educacional e social. B) Incumbe ao Conselho Penitenciário, entre outras atribuições, apresentar, no primeiro trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, relatórios dos trabalhos efetuados no exercício anterior. C) O juiz da execução poderá conceder o livramento condicional presentes os requisitos previstos no Código Penal e ouvido o Ministério Público e Conselho Penitenciário. D) O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena e o mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 2 (dois) anos. E) O condenado por crime equiparado a hediondo, se primário, poderá progredir de regime prisional quando cumpridos 40% da pena. Gabarito: D COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Nos moldes da literalidade da Lei n.º 7.210/84 (Lei de Execução Penal), que assim disciplina: “Art. 11. A assistência será: I – material; II – à saúde; III – jurídica; IV – educacional; V – social; VI – religiosa.” Alternativa B – correta. Nos exatos termos do disposto na Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário: I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do preso; II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior; IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos.” Alternativa C – correta. Consoante o art. 131 da Lei 7.210/84, o livramento condicional poderá ser concedido, desde que presentes os requisitos do Código Penal, ouvidos o Ministério Público e Conselho Penitenciário. Vejamos: “Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido pelo Juiz da execução, presentes os requisitos do artigo 83, incisos e parágrafo único, do Código Penal, ouvidos o Ministério Público e Conselho Penitenciário.” 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 32 Alternativa D – incorreta. A primeira parte da alternativa encontra-se correta, não obstante, a parte final, notadamente acerca da duração do mandato dos membros, encontra-se errada. Conforme o disposto na Lei n.º 7.210/84, que disciplina a Execução Penal, vejamos: “Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. (...) §2º O mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos.” Alternativa E – correta. A alternativa encontra-se nos exatos termos da Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/84), vejamos: “Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: (...) V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for primário;” 55. No que se refere à Lei de Execução Penal (Lei n.° 7.210/84), assinale a alternativa correta. A) O Departamento Penitenciário Nacional, subordinado ao Presidente da República, é órgão consultivo da Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. B) O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária será integrado por 15 (quinze) membros designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos Ministérios da área social. C) Incumbe ao Conselho da Comunidade, entre outros, diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento. D) Aplicada a sanção de isolamento, não será necessário comunicar ao juiz da execução. E) Haverá a progressão de regime, determinada pelo juiz, se o preso tiver cumprido ao menos 15% da pena, se for primário e o crime tiver sido perpetrado com violência à pessoa ou grave ameaça. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – incorreta. A bem da verdade, a sua subordinação se dá ao Ministério da Justiça, e outro erro apresentado na assertiva é no tocante não ser um órgão consultivo, e sim um órgão executivo, tudo conforme o disposto na Lei de Execução Penal, que assim dispõe: “Art. 71. O Departamento Penitenciário Nacional, subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão executivo da Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.” Alternativa B – incorreta. Na realidade a composição será de treze membros, e não quinze como afirmado na assertiva. Vejamos o disposto na Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 63. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária será integrado por 13 (treze) membros designados através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos Ministérios da área social. Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho terá duração de 2 (dois) anos, renovado 1/3 (um terço) em cada ano.” Alternativa C – correta. Conforme o previsto na Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade: I – visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II – entrevistar presos; III – apresentar relatórios mensais ao Juiz da Execução e ao Conselho Penitenciário; IV – diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanospara melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento.” Alternativa D – incorreta. O isolamento deverá ser sempre comunicado ao juiz da execução, segundo o art. 58, § único, da LEP (Lei 7.210/84). Vejamos: “Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restrição de direitos não poderão exceder a trinta dias, ressalvada a hipótese do regime disciplinar diferenciado. Parágrafo único. O isolamento será sempre comunicado ao Juiz da execução.” Alternativa E – incorreta. A transferência do regime de cumprimento da pena do condenado se dará, por determinação do juiz, quando tiver cumprido 16% da pena, se o agente apenado for primário e o crime tiver sido perpetrado sem violência à pessoa ou grave ameaça, consoante inciso I do art. 112 da Lei 7.210/84. Vejamos: 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 33 “Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça;” 56. No tocante à Lei de Execução Penal (Lei n° 7.210/84), assinale a alternativa incorreta. A) A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. B) O estrangeiro que cumpre pena no Brasil e que já tem contra si um processo de expulsão instaurado pode mesmo assim ser beneficiado com a progressão de regime. C) Condenado que se encontra cumprindo pena em prisão domiciliar por falta de vagas no regime semiaberto tem direito à saída temporária como se estivesse efetivamente no regime semiaberto. D) Incumbe ao Conselho da Comunidade visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca, bem como entrevistar os presos. E) O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, com sede na Capital da República, é subordinado ao Departamento Penitenciário Nacional. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Nos exatos termos do enunciado de súmula do Superior Tribunal de Justiça, que assevera: Súmula n.º 534, STJ: “A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração.” Alternativa B – correta. O STJ consolidou entendimento no sentido de que a situação irregular do estrangeiro no País não ê circunstância, por si só, capaz de afastar o princípio da igualdade entre nacionais e estrangeiros, razão pela qual a existência de processo ou mesmo decreto de expulsão em desfavor do estrangeiro não impede a concessão dos benefícios da progressão de regime ou do Livramento Condicional, tendo em vista que a expulsão poderá ocorrer, conforme o interesse nacional, após o cumprimento da pena, ou mesmo antes disto. Desta feita, o estrangeiro que cumpre pena no Brasil e que já tem contra si um processo de expulsão instaurado pode mesmo assim ser beneficiado com progressão de regime. Alternativa C – correta. Nos termos do julgado do STJ, da lavra da 6ª Turma. HC 489.106-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 13/08/2019 (Info 655). Vejamos: “Condenado que se encontra cumprindo pena em prisão domiciliar por falta de vagas no regime semiaberto tem direito à saída temporária como se estivesse efetivamente no regime semiaberto. Há compatibilidade entre o benefício da saída temporária e prisão domiciliar por falta de estabelecimento adequado para o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto.” Alternativa D – correta. Nos termos da literalidade da Lei de Execução Penal, vejamos: “Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade: I – visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II – entrevistar presos;” Alternativa E – incorreta. Diverso ao constante na Lei de Execução Penal, que assevera: “Art. 62. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, com sede na Capital da República, é subordinado ao Ministério da Justiça.” Direitos Humanos 57. Suponha que certa penitenciária esteja localizada no município de Tranquiri e constitui-se em estabelecimento prisional de segurança máxima, acolhendo presos condenados em face de sentença condenatória transitada em julgado, bem como aqueles provisoriamente constritos. No âmbito das atividades de fiscalização e vigilância penitenciárias, as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros estabelecem uma série de critérios específicos para a classificação e alocação dos presos no ambiente penitenciário. De acordo com essas informações, assinale a alternativa correta. A) I. P. R., agente responsável pela triagem para o trabalho interno, deverá classificar os presos em conformidade com suas aptidões físicas e mentais, de acordo com a determinação do médico. B) U. T. G., agente responsável pela triagem de presos provisórios, poderá encaminhá-los para as celas destinadas aos presos condenados, diante da ausência de vagas para provisórios na instituição. C) P. R. F., agente responsável pelo acesso de visitas e advogados, deverá impedir acesso do advogado de T. O. P., preso provisoriamente, tendo em vista que as visitas dos advogados se restringem aos presos em virtude de sentença transitada em julgado. D) O. T. F., agente responsável pela triagem de presos no estabelecimento, deverá conduzir U. P. R., detido portador de doença psiquiátrica, às celas destinadas aos presos provisórios ante inexistência de vaga no estabelecimento. 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 34 E) O curso de formação para agente constitui condição prescindível para ingresso na carreira. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, no que se refere ao trabalho realizado pelos presos, este deve ser determinado de acordo com suas aptidões física e mental, de acordo com determinação do médico. Conforme Art. 71 das Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros. Vejamos: “71. 2) Todos os reclusos condenados devem trabalhar, em conformidade com as suas aptidões física e mental, de acordo com determinação do médico.” Diante o exposto, a Alternativa A é a correta. 58. Considere hipoteticamente que P. F. G. e W. S. V. são agentes responsáveis pela condução de presos para as audiências perante o juízo da Comarca de Rosentão, situada no município de Adoroé, estado de Arentão. No dia 20 de março de 2017, foram designados para o transporte dos presos U. T. T., Y. J. K. e J. K. L. até o fórum, que fica a 70 km da Penitenciária Frumal. Considerando o caso concreto, bem como as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros, que estabelecem regras para o traslado de presos no âmbito das atividades do sistema prisional, assinale a alternativa correta. A) P. F. G. e W. S. V. deverão utilizar os veículos próprios, com total vedação de ar para impedir a fuga. B) P. F. G. poderá, em face da distância, abastecer o respectivo carro e utilizá-lo no transporte de U. T. T. e de Y. J. K., podendo se recusar a conduzir J. K. L., que é seu desafeto de infância. C) O transporte de U. T. T., de Y. J. K. e de J. K. L. deverá ser realizado de forma previdente, visando a protegê-los contra qualquer forma de insultos, curiosidade e publicidade. D) O transporte de U. T. T., de Y. J. K. e J. K. L. deverá ser parcialmente custeado pela administraçãodo município, uma vez que a iniciativa privada é a responsável pela complementação do valor do traslado. E) P. F. G. e W. S. V. deverão utilizar veículo descaracterizado e sem capota, para que os presos possam ser observados por todos no decorrer do traslado. Gabarito: C COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, de acordo com as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros, a transferência de reclusos deve ocorrer de forma que garanta a segurança dos prisioneiros. Eles devem ser expostos o menos possível ao público, para evitar insultos, curiosidades ou publicidade; devem ser transportados em veículos com ventilação; e o traslado deve ocorrer em condição de igualdade para todos. Vejamos: “45. 1) Quando os reclusos sejam transferidos de ou para outro estabelecimento, devem ser vistos o menos possível pelo público, e devem ser tomadas medidas apropriadas para os proteger de insultos, curiosidade e de qualquer tipo de publicidade. 2) Deve ser proibido o transporte de reclusos em veículos com deficiente ventilação ou iluminação, ou que de qualquer outro modo os possa sujeitar a sacrifícios físicos desnecessários. 3) O transporte de reclusos deve ser efetuado a expensas da administração, em condições de igualdade para todos eles.” Perante o acima exposto a Alternativa C é a correta. 59. Leia o texto abaixo e responda à questão. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) foi lançado em 2009 com o objetivo de promover a proteção e a garantia dos direitos humanos no Brasil. Dentre as medidas previstas no programa, destacam-se a promoção da igualdade racial, de gênero e de orientação sexual, o combate à tortura e ao trabalho escravo, a defesa do direito à terra e à moradia, entre outras. Com base no texto acima, assinale a alternativa que apresenta o objetivo principal do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). A) Promover a proteção dos direitos humanos e a garantia de sua efetividade. B) Implementar políticas públicas para erradicar a pobreza no país. C) Fortalecer a segurança nacional e a atuação das Forças Armadas. D) Ampliar a exploração de recursos naturais em áreas indígenas e quilombolas. E) Incentivar a discriminação racial, de gênero e de orientação sexual. Gabarito: A COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, o objetivo principal do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) é promover a proteção e a garantia dos direitos humanos no Brasil, conforme indicado no texto fornecido. Desta feita, a Alternativa A é a correta. No tocante às demais alternativas, não estão de acordo com o texto, uma vez que o programa não tem como objetivo implementar políticas públicas para erradicar a pobreza no país (Alternativa B – incorreta), fortalecer a segurança nacional e a atuação das Forças Armadas (Alternativa C – incorreta), ampliar a exploração de recursos naturais em áreas indígenas e quilombolas 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196 PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 35 (Alternativa D – incorreta) ou incentivar a discriminação racial, de gênero e de orientação sexual (Alternativa E – incorreta). 60. No que se refere à Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A (III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948), assinale a alternativa incorreta. A) A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz. B) Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido. C) Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei. D) Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. E) Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, somente em alguns lugares, da sua personalidade jurídica. Gabarito: E COMENTÁRIO DO PROFESSOR: Caveiras, Alternativa A – correta. Nos moldes do previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assevera: “Artigo 26 (...) 2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.” Alternativa B – correta. Conforme o previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a saber: “Artigo 11 (...) 2. Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.” Alternativa C – correta. De acordo a literalidade da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: “Artigo 8° Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.” Alternativa D – correta. Nos exatos termos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A (III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948), que dispõe: “Artigo 1° Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” Alternativa E – incorreta. Diverso do previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A (III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948), que aduz: “Artigo 6° Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.” 909905.01/03/2024 225.621.921-68.5196