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(Comentado) 2 Simulado PPGO - Projeto Caveira-5

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Questões resolvidas

2. Com base nas relações morfossintáticas do texto, assinale a alternativa correta.
A) O termo “ao Distrito Federal (DF)” funciona como complemento da forma verbal transitiva direta “chegou”.
B) A oração subordinada “que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona como sujeito da oração anterior.
C) As orações que constituem o primeiro período do texto relacionam-se por coordenação, pois não mantêm dependência sintática entre si.
D) O termo “os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto” passaria a exercer outra função sintática caso o período em que foi empregado fosse reescrito da seguinte maneira: E perdem, naturalmente, volume os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF.
E) O último período do texto contém uma oração sem sujeito.
A) INCORRETA
B) INCORRETA
C) CORRETA
D) INCORRETA
E) INCORRETA

3. Leia o texto abaixo.
A) A farmácia se tornou conhecida em Portugal com o nome de “caixa de madeira”.
B) As embalagens dos remédios eram chamadas de boticas antes do surgimento da farmácia.
C) O Brasil colonial não chegou a vivenciar o tempo das boticas.
D) Os boticários eram profissionais de alta qualidade e conheciam a arte de fabricar remédios.
E) Os boticários só obtiveram o reconhecimento da elite portuguesa depois que passaram a desenvolver o próprio trabalho no Brasil colonial.
A) INCORRETA
B) INCORRETA
C) INCORRETA
D) CORRETA
E) INCORRETA

Segundo as regras de pontuação vigentes, o uso da vírgula:

A) É opcional logo após o termo “No começo”.
B) Deveria ter ocorrido entre os termos “conhecida” e “em Portugal”.
C) Está incorreto logo após o termo “No Brasil colonial”.
D) Poderia ter ocorrido entre os termos na passagem “as povoações e as fazendas”.
E) É opcional entre os termos “os donos das boticas” e “eram”.

Conforme as regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta.

A) Assim como o vocábulo “remédios”, a forma verbal da oração Eu sempre remédio a situação lá em casa. também está corretamente acentuada.
B) Derivados do substantivo “Portugal”, os vocábulos português e portuguêses devem ser acentuados.
C) Se a forma verbal “fabrico” não é acentuada, logo também não se deve acentuar o substantivo fabrica.
D) Os vocábulos “remédios” e “farmácia” são acentuados pela mesma regra.
E) O vocábulo frequêntes está corretamente acentuado, portanto, poderia substituir “comuns”.

Conforme a ortografia vigente e as questões gramaticais do texto, assinale a alternativa correta.

A) Caso o autor desejasse acrescentar o prefixo re ao vocábulo “conhecida”, a nova construção deveria ser re-conhecida.
B) O trecho “a caixa era transportada pelos mascates” deixaria de ficar totalmente correto caso fosse substituído pela redação “a caixa era transportada atravéz dos mascates.”
C) A redação “percorriam des de as povoações até as fazendas” poderia ser empregada no lugar do trecho “percorriam as povoações e as fazendas”, pois a construção des de está grafada corretamente.
D) Se o vocábulo sublinhado na construção “de alto gabarito” fosse substituído por estima, a nova construção deveria ser altoestima.
E) A construção enaltescidos, por estar grafada corretamente, poderia substituir o vocábulo “prestigiados”.

Conforme a estrutura morfossintática do período, na oração “alguém pode levá-la sem sua autorização”, os vocábulos sublinhados

A) Pronome indefinido e pronome oblíquo átono, respectivamente.
B) Pronome indefinido e pronome possessivo, respectivamente.
C) Pronome pessoal do caso reto e pronome oblíquo átono, respectivamente.
D) Pronome indefinido e pronome demonstrativo, respectivamente.
E) Pronome pessoal do caso reto e pronome possessivo, respectivamente.

classificam-se, morfológica e respectivamente, como:

A) Pronome interrogativo, conjunção, preposição e pronome demonstrativo.
B) Pronome relativo, preposição, advérbio e pronome possessivo.
C) Pronome demonstrativo, pronome relativo, conjunção e advérbio.
D) Pronome pessoal reto, artigo, conjunção e pronome relativo.
E) Pronome indefinido, pronome pessoal oblíquo, preposição e pronome possessivo.

Observe o quadrinho abaixo: O verbo “esteve”, presente no último quadrinho, está conjugado no seguinte tempo e modo verbal:

A) Pretérito imperfeito do modo indicativo.
B) Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
C) Pretérito imperfeito do modo subjuntivo.
D) Pretérito perfeito do modo indicativo.
E) Pretérito perfeito do modo subjuntivo.

Com referência às prescrições da norma padrão da língua portuguesa sobre a regência dos verbos e nomes e quanto ao uso da crase, assinale a alternativa que reproduz o sentido da oração “A educação também tem o objetivo de fortalecer a resistência.”

A) A educação também deseja ao fortalecimento da resistência.
B) A educação ainda aspira a fortalecer à resistência.
C) A educação ainda objetiva a fortalecer a resistência.
D) A educação também visa ao fortalecimento da resistência.
E) A educação também anseia à fortalecer a resistência.

Assinale a alternativa correta quanto à origem do nome do estado de Goiás.

A) Homenagem a um povo de origem africana.
B) Originário dos portugueses que homenagearam uma região de Portugal que tinha o mesmo nome.
C) Refere-se a um tipo de árvore.
D) Está relacionado a um grupo de bandeirantes que chegaram à região do atual estado.
E) Tem como origem o nome de um povo indígena.

Acerca da realidade histórica de Goiás, analise as afirmativas abaixo:
I. Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga mais de 2,5 milhões de habitantes e aproximadamente 40% do Produto Interno Bruto goiano.
II. O crescimento econômico com grande oferta de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar de sediar grandes indústrias, o setor de Serviços é o pilar de sua economia.
III. A capital é um centro de excelência em medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é uma das cidades com a área urbana mais verde do país.
A) I e III.
B) I e II.
C) II e III.
D) I.
E) I, II e III.

Acerca dos aspectos físicos do território goiano, assinale a alternativa INCORRETA:

A) O Cerrado cobre cerca de 70% do território goiano e, apesar de sua extensão, tem uma baixa biodiversidade de fauna e flora impostas pelas condições climáticas e geomorfológicas.
B) O clima em Goiás é o tropical que se resume a verões chuvosos e invernos secos. Cerca de 95% da chuva que cai todos os anos é registrada entre outubro e abril. Já o período de menor índice pluviométrico ocorre de maio a setembro.
C) Sobre o relevo, o território goiano apresenta baixa declividade: 65% da superfície são formadas por terras relativamente planas, os chamados chapadões. Às margens dos rios Araguaia e Tocantins predominam ligeiras ondulações. Tal condição favorece a agricultura e a pecuária, dois grandes propulsores da economia goiana. Longe dos leitos, as elevações não ultrapassam a marca de 1.676m.
D) É dentro do território goiano que nascem drenagens alimentadoras de três importantes rios: Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná. Juntas, as bacias ocupam uma área total de 2.431.980,91 quilômetros quadrados. Deste espaço, 340.070,75 quilômetros quadrados está em Goiás, o que representa 13,98% do total.
E) Sob aspecto turístico, a hidrografia goiana assume um papel protagonista. Além das cidades por onde passam rios atraírem milhares de pessoas todos os anos – a exemplo de Aruanã, há ainda lagos e cachoeiras espalhados pelo Estado. Outro ponto forte são as águas termais, um recurso natural localizado na região de Caldas Novas e Rio Quente. Além das propriedades terapêuticas, as águas quentes são uma boa opção para o lazer.

Considerando que o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão r não é um argumento válido, para transformá-lo em um argumento válido, é necessário alterar a condicional das proposições p e q para uma:

A) bicondicional.
B) conjunção.
C) disjunção.
D) negação.
E) disjunção exclusiva.

16. A sentença condicional “Se Tício desativa uma bomba, então Mévio desativa uma ala do presídio” é equivalente a:
A) “Tício desativa uma bomba e Mévio não desativa uma ala do presídio”.
B) “Tício desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”.
C) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio não desativa uma ala do presídio”.
D) “Tício não desativa uma bomba e Mévio desativa uma ala do presídio”.
E) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”.
Gabarito: E

II. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear a conduta profissional do servidor público.
III. As deficiências nas políticas de RH e a falta de valores éticos e morais são indicadores de risco da organização para a ocorrência de assédio moral.
Assinale:
A) Se somente a assertiva I estiver correta.
B) Se somente a assertiva II estiver correta.
C) Se somente a assertiva III estiver correta.
D) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas.
E) Se todas as assertivas estiverem corretas.
Gabarito: E

19. ___________ corresponde a uma coletânea de princípios morais que estabelecem padrões para bom ou mau ou certo ou errado, na conduta de uma pessoa ou grupo, dentro de uma organização.

A) Moral.
B) Ética.
C) Cidadania.
D) Sociologia.
E) Princípio.
Gabarito: B

20. Assinale a alternativa que NÃO expressa um exemplo de ética e moral na administração pública:
A) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum.
B) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
C) A ética é definida, de uma forma ampla, como a explicitação teórica dos comportamentos morais do agir humano, na busca do bem comum e da realização individual.
E) O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto.
Gabarito: D

21. No que se refere à Constituição do Estado de Goiás, notadamente acerca da Organização Político-Administrativa, assinale a alternativa incorreta.
A) Compete ao Estado, em comum com a União e os Municípios elaborar e executar planos estaduais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.
B) Compete ao Estado manter relações com as demais unidades da Federação e participar de organizações interestaduais.
C) São bens do Estado os que atualmente lhe pertençam, os que lhe vierem a ser atribuídos e as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, as decorrentes de obras da União.
D) O Estado de Goiás buscará a integração econômica, política, social e cultural com o Distrito Federal e com os Estados integrantes do Centro-Oeste e da Amazônia.
E) É objetivo fundamental do Estado de Goiás promover o desenvolvimento econômico e social, erradicando a pobreza e a marginalização e reduzindo as desigualdades regionais e as diferenças de renda.
Gabarito: A

22. Considerando o que dispõe o texto constitucional sobre a possibilidade de inviolabilidade das comunicações telefônicas, podemos dizer que ela é admitida:
A) Apenas na hipótese de existência da instrução processual penal.
B) Em qualquer caso que a autoridade policial considerar relevante e puder determinar de ofício.
C) Apenas quando o crime cometido for crime hediondo.
D) Nos casos de investigação criminal e instrução processual penal, desde que haja autorização judicial.
E) Para fins de investigação criminal, apenas.
Gabarito: D

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Questões resolvidas

2. Com base nas relações morfossintáticas do texto, assinale a alternativa correta.
A) O termo “ao Distrito Federal (DF)” funciona como complemento da forma verbal transitiva direta “chegou”.
B) A oração subordinada “que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona como sujeito da oração anterior.
C) As orações que constituem o primeiro período do texto relacionam-se por coordenação, pois não mantêm dependência sintática entre si.
D) O termo “os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto” passaria a exercer outra função sintática caso o período em que foi empregado fosse reescrito da seguinte maneira: E perdem, naturalmente, volume os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF.
E) O último período do texto contém uma oração sem sujeito.
A) INCORRETA
B) INCORRETA
C) CORRETA
D) INCORRETA
E) INCORRETA

3. Leia o texto abaixo.
A) A farmácia se tornou conhecida em Portugal com o nome de “caixa de madeira”.
B) As embalagens dos remédios eram chamadas de boticas antes do surgimento da farmácia.
C) O Brasil colonial não chegou a vivenciar o tempo das boticas.
D) Os boticários eram profissionais de alta qualidade e conheciam a arte de fabricar remédios.
E) Os boticários só obtiveram o reconhecimento da elite portuguesa depois que passaram a desenvolver o próprio trabalho no Brasil colonial.
A) INCORRETA
B) INCORRETA
C) INCORRETA
D) CORRETA
E) INCORRETA

Segundo as regras de pontuação vigentes, o uso da vírgula:

A) É opcional logo após o termo “No começo”.
B) Deveria ter ocorrido entre os termos “conhecida” e “em Portugal”.
C) Está incorreto logo após o termo “No Brasil colonial”.
D) Poderia ter ocorrido entre os termos na passagem “as povoações e as fazendas”.
E) É opcional entre os termos “os donos das boticas” e “eram”.

Conforme as regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta.

A) Assim como o vocábulo “remédios”, a forma verbal da oração Eu sempre remédio a situação lá em casa. também está corretamente acentuada.
B) Derivados do substantivo “Portugal”, os vocábulos português e portuguêses devem ser acentuados.
C) Se a forma verbal “fabrico” não é acentuada, logo também não se deve acentuar o substantivo fabrica.
D) Os vocábulos “remédios” e “farmácia” são acentuados pela mesma regra.
E) O vocábulo frequêntes está corretamente acentuado, portanto, poderia substituir “comuns”.

Conforme a ortografia vigente e as questões gramaticais do texto, assinale a alternativa correta.

A) Caso o autor desejasse acrescentar o prefixo re ao vocábulo “conhecida”, a nova construção deveria ser re-conhecida.
B) O trecho “a caixa era transportada pelos mascates” deixaria de ficar totalmente correto caso fosse substituído pela redação “a caixa era transportada atravéz dos mascates.”
C) A redação “percorriam des de as povoações até as fazendas” poderia ser empregada no lugar do trecho “percorriam as povoações e as fazendas”, pois a construção des de está grafada corretamente.
D) Se o vocábulo sublinhado na construção “de alto gabarito” fosse substituído por estima, a nova construção deveria ser altoestima.
E) A construção enaltescidos, por estar grafada corretamente, poderia substituir o vocábulo “prestigiados”.

Conforme a estrutura morfossintática do período, na oração “alguém pode levá-la sem sua autorização”, os vocábulos sublinhados

A) Pronome indefinido e pronome oblíquo átono, respectivamente.
B) Pronome indefinido e pronome possessivo, respectivamente.
C) Pronome pessoal do caso reto e pronome oblíquo átono, respectivamente.
D) Pronome indefinido e pronome demonstrativo, respectivamente.
E) Pronome pessoal do caso reto e pronome possessivo, respectivamente.

classificam-se, morfológica e respectivamente, como:

A) Pronome interrogativo, conjunção, preposição e pronome demonstrativo.
B) Pronome relativo, preposição, advérbio e pronome possessivo.
C) Pronome demonstrativo, pronome relativo, conjunção e advérbio.
D) Pronome pessoal reto, artigo, conjunção e pronome relativo.
E) Pronome indefinido, pronome pessoal oblíquo, preposição e pronome possessivo.

Observe o quadrinho abaixo: O verbo “esteve”, presente no último quadrinho, está conjugado no seguinte tempo e modo verbal:

A) Pretérito imperfeito do modo indicativo.
B) Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
C) Pretérito imperfeito do modo subjuntivo.
D) Pretérito perfeito do modo indicativo.
E) Pretérito perfeito do modo subjuntivo.

Com referência às prescrições da norma padrão da língua portuguesa sobre a regência dos verbos e nomes e quanto ao uso da crase, assinale a alternativa que reproduz o sentido da oração “A educação também tem o objetivo de fortalecer a resistência.”

A) A educação também deseja ao fortalecimento da resistência.
B) A educação ainda aspira a fortalecer à resistência.
C) A educação ainda objetiva a fortalecer a resistência.
D) A educação também visa ao fortalecimento da resistência.
E) A educação também anseia à fortalecer a resistência.

Assinale a alternativa correta quanto à origem do nome do estado de Goiás.

A) Homenagem a um povo de origem africana.
B) Originário dos portugueses que homenagearam uma região de Portugal que tinha o mesmo nome.
C) Refere-se a um tipo de árvore.
D) Está relacionado a um grupo de bandeirantes que chegaram à região do atual estado.
E) Tem como origem o nome de um povo indígena.

Acerca da realidade histórica de Goiás, analise as afirmativas abaixo:
I. Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga mais de 2,5 milhões de habitantes e aproximadamente 40% do Produto Interno Bruto goiano.
II. O crescimento econômico com grande oferta de oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar de sediar grandes indústrias, o setor de Serviços é o pilar de sua economia.
III. A capital é um centro de excelência em medicina e vem consolidando sua vocação para o turismo de negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é uma das cidades com a área urbana mais verde do país.
A) I e III.
B) I e II.
C) II e III.
D) I.
E) I, II e III.

Acerca dos aspectos físicos do território goiano, assinale a alternativa INCORRETA:

A) O Cerrado cobre cerca de 70% do território goiano e, apesar de sua extensão, tem uma baixa biodiversidade de fauna e flora impostas pelas condições climáticas e geomorfológicas.
B) O clima em Goiás é o tropical que se resume a verões chuvosos e invernos secos. Cerca de 95% da chuva que cai todos os anos é registrada entre outubro e abril. Já o período de menor índice pluviométrico ocorre de maio a setembro.
C) Sobre o relevo, o território goiano apresenta baixa declividade: 65% da superfície são formadas por terras relativamente planas, os chamados chapadões. Às margens dos rios Araguaia e Tocantins predominam ligeiras ondulações. Tal condição favorece a agricultura e a pecuária, dois grandes propulsores da economia goiana. Longe dos leitos, as elevações não ultrapassam a marca de 1.676m.
D) É dentro do território goiano que nascem drenagens alimentadoras de três importantes rios: Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná. Juntas, as bacias ocupam uma área total de 2.431.980,91 quilômetros quadrados. Deste espaço, 340.070,75 quilômetros quadrados está em Goiás, o que representa 13,98% do total.
E) Sob aspecto turístico, a hidrografia goiana assume um papel protagonista. Além das cidades por onde passam rios atraírem milhares de pessoas todos os anos – a exemplo de Aruanã, há ainda lagos e cachoeiras espalhados pelo Estado. Outro ponto forte são as águas termais, um recurso natural localizado na região de Caldas Novas e Rio Quente. Além das propriedades terapêuticas, as águas quentes são uma boa opção para o lazer.

Considerando que o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão r não é um argumento válido, para transformá-lo em um argumento válido, é necessário alterar a condicional das proposições p e q para uma:

A) bicondicional.
B) conjunção.
C) disjunção.
D) negação.
E) disjunção exclusiva.

16. A sentença condicional “Se Tício desativa uma bomba, então Mévio desativa uma ala do presídio” é equivalente a:
A) “Tício desativa uma bomba e Mévio não desativa uma ala do presídio”.
B) “Tício desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”.
C) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio não desativa uma ala do presídio”.
D) “Tício não desativa uma bomba e Mévio desativa uma ala do presídio”.
E) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala do presídio”.
Gabarito: E

II. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear a conduta profissional do servidor público.
III. As deficiências nas políticas de RH e a falta de valores éticos e morais são indicadores de risco da organização para a ocorrência de assédio moral.
Assinale:
A) Se somente a assertiva I estiver correta.
B) Se somente a assertiva II estiver correta.
C) Se somente a assertiva III estiver correta.
D) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas.
E) Se todas as assertivas estiverem corretas.
Gabarito: E

19. ___________ corresponde a uma coletânea de princípios morais que estabelecem padrões para bom ou mau ou certo ou errado, na conduta de uma pessoa ou grupo, dentro de uma organização.

A) Moral.
B) Ética.
C) Cidadania.
D) Sociologia.
E) Princípio.
Gabarito: B

20. Assinale a alternativa que NÃO expressa um exemplo de ética e moral na administração pública:
A) A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum.
B) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
C) A ética é definida, de uma forma ampla, como a explicitação teórica dos comportamentos morais do agir humano, na busca do bem comum e da realização individual.
E) O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto.
Gabarito: D

21. No que se refere à Constituição do Estado de Goiás, notadamente acerca da Organização Político-Administrativa, assinale a alternativa incorreta.
A) Compete ao Estado, em comum com a União e os Municípios elaborar e executar planos estaduais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.
B) Compete ao Estado manter relações com as demais unidades da Federação e participar de organizações interestaduais.
C) São bens do Estado os que atualmente lhe pertençam, os que lhe vierem a ser atribuídos e as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, as decorrentes de obras da União.
D) O Estado de Goiás buscará a integração econômica, política, social e cultural com o Distrito Federal e com os Estados integrantes do Centro-Oeste e da Amazônia.
E) É objetivo fundamental do Estado de Goiás promover o desenvolvimento econômico e social, erradicando a pobreza e a marginalização e reduzindo as desigualdades regionais e as diferenças de renda.
Gabarito: A

22. Considerando o que dispõe o texto constitucional sobre a possibilidade de inviolabilidade das comunicações telefônicas, podemos dizer que ela é admitida:
A) Apenas na hipótese de existência da instrução processual penal.
B) Em qualquer caso que a autoridade policial considerar relevante e puder determinar de ofício.
C) Apenas quando o crime cometido for crime hediondo.
D) Nos casos de investigação criminal e instrução processual penal, desde que haja autorização judicial.
E) Para fins de investigação criminal, apenas.
Gabarito: D

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02
Provas Objetivas e Discursivas
Comentado
POLÍCIA PENAL DE GOIÁS
SIMULADO COMPLETO
POLÍCIA E NADA MAIS | WWW.CAVEIRA.COM | @PROJETOCAVEIRA
“Conhecer a si mesmo é 
o começo de toda a 
sabedoria.”
Aristóteles
909905.01/03/2024
225.621.921-68.5196
GABARITO 2º Simulado - PPGO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E C D A D B E B D D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E E B A B E A E B D
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
A D D C E C C D D C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
D B D D B A C B C E
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
C E D B E D A D E B
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
A A B D C E A C A E
909905.01/03/2024
225.621.921-68.5196
1 
 
PROVA DISCURSIVA – PROJETO CAVEIRA 
TEMA 02 – PP-GO 
 
TEXTO I 
 
 
TEXTO II 
Projeto prevê proteger personalidade digital e liberdade de expressão na internet. 
O projeto de lei (PL 592/23) apresentado pelo senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, 
prevê alterar leis como o Código Civil e o Marco da Internet para estabelecer novas medidas que 
protejam a personalidade digital da pessoa e a liberdade de expressão na internet. Entre os 
pontos está a proibição da eliminação e banimento de pessoas do meio digital. O Projeto aduz 
que: “Nós vemos isso como também uma questão de direitos humanos, um conjunto de direitos 
essenciais, fundamentais que nós cidadãos e pessoas temos. E que devem ser protegidos 
também, não só pelo fato de sermos pessoas, mas hoje todo mundo usa a internet, todo mundo 
tem uma personalidade digital”. 
 
TEIXEIRA, C. Rádio Senado. Proposta. Projeto prevê proteger personalidade digital e 
liberdade de expressão na internet. Publicado em 24/02/2023. Disponível em [link]. 
 
 
Com base na reflexão promovida pelos textos acima elencados e nos seus conhecimentos 
gerais, redija um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, considerando a seguinte 
temática: Existe, atualmente, a liberdade de expressão no meio digital? 
 
 
 
 
 
 
 
909905.01/03/2024
225.621.921-68.5196
2 
 
TEMA 02 – COMENTADO – PP-GO 
 
PONTO DE IGNIÇÃO 
Aquecendo os motores! 
Olá, Caveira! Pronto para treinar para a sua discursiva? O primeiro ponto que você deve 
voltar a sua atenção é quanto ao gênero solicitado pela banca. Com base na sua última prova, 
a banca pode solicitar ou um texto com o gênero descritivo, ou um texto com o gênero 
dissertativo. 
Devido à maior complexidade desse segundo tipo textual, hoje, nosso treinamento estará 
voltado a ele. Destaca-se que, no gênero dissertativo, estão presentes argumentação, valores, 
crenças, hipóteses. 
O gênero dissertativo-argumentativo demanda que você escreva sobre o tema sugerido 
sob determinado ponto de vista (ou tese), e busque justificar esse ponto de vista com 
argumentos que o validem. 
Deve-se voltar à atenção, a seguir, ao atendimento da estrutura introdução-
desenvolvimento-conclusão, pois as bancas também atribuem pontos ao atendimento dessa 
estrutura, típica da dissertação. 
Sugerimos que, em um texto de 20 a 30 linhas, você utilize dois argumentos para validar 
o seu ponto de vista, assim, proporcionando distintos pontos de convencimento do 
leitor/examinador, e fazendo a banca atribuir uma melhor pontuação ao seu texto! 
E aí, bora treinar? 
 
DUAS TESES E ARGUMENTOS POSSÍVEIS 
Depois de aquecer os motores... aceleramos. 
Nada mais justo, Caveira! 
Na primeira parte dessa apresentação eu te mostrei como lidar com a estrutura de um 
texto dissertativo-argumentativo. 
Só para ajudar a memória, você vai lidar com: introdução – desenvolvimento – 
conclusão. 
Agora, nas linhas abaixo, você vai ter a chance de verificar alguns modelos de teses e 
argumentos possíveis para encaixar no tema proposto. Desde já, eu preciso combinar algumas 
coisas com você: 
1. As teses e argumentos apresentados são exemplos, apenas; 
2. Você não precisa concordar com nenhuma das teses/argumentos. Você é totalmente 
livre para desenvolver os seus! Lembre-se, contudo, de sempre embasar o seu ponto de 
vista. 
3. Existem infindos tipos de teses e argumentos além dos apresentados aqui, e você pode 
usar, estes últimos, em outros tipos de teses. 
 
 
 
 
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3 
 
EXEMPLO DE TESE 1 
Existe liberdade de expressão no meio digital e os seus limites são necessários para a 
defesa de direitos fundamentais 
A) Primeiro argumento em defesa da tese: em qualquer forma, existem limites para esse 
direito, em especial quando ele ferir outras garantias fundamentais estabelecidas pela 
Constituição. 
Não há prerrogativas absolutas, na lei ou na vida. A Constituição prevê, ao lado da 
liberdade de expressão, inúmeros outros direitos, que devem ser exercidos em harmonia, 
garantindo-se o maior espaço de liberdade possível aos cidadãos. Com a incidência da colisão 
de direitos, é preciso reduzir o âmbito de existência de cada um, de forma racional e ponderada, 
para preservar o exercício de ambos. 
É o que ocorre, por exemplo, quando a expressão do pensamento afeta a honra, a 
intimidade ou a vida privada de terceiros, direitos também protegidos pela Constituição 
Federal. O responsável por caluniar, injuriar, difamar, entre outros, pode ser responsabilizado 
civil ou criminalmente pelas consequências de seus atos, embora nem nessas hipóteses seja 
admitida censura prévia. A liberdade não é um salvo conduto para a agressão, para a violação 
da dignidade alheia. 
O direito penaliza aqueles que usam da palavra escrita ou verbal para desgastar a honra 
alheia, abrindo-se uma exceção nas críticas a pessoas públicas —em especial autoridades—, 
caso em que mesmo declarações ácidas, profundas e impiedosas são admitidas, desde que não 
resvalem na imputação falsa de crimes, ou em declarações inverídicas sobre fatos 
desabonadores. Para além da honra, a liberdade de expressão também encontra limite quando 
se trata de discursos de ódio, que incitam a violência ou a agressão. Fato é que, mesmo que a 
pessoa tenha ideais absurdos e estapafúrdios, é possível que ela fale sobre eles, desde que não 
ofenda, ameace, denigra terceiros.1 
A construção da medida desse limite, nas democracias, é uma opção política, com íntima 
relação com a cultura e a história de determinada localidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, 
se confere um amplo espaço à liberdade de expressão. Lá, a Suprema Corte já reconheceu a 
queima da bandeira americana (Texas vs. Johnson, 1989), os insultos a minorias ou grupos 
raciais (Brademburg vs. Ohio, 1969) e até mesmo a queima de cruzes —símbolo da odiosa 
organização racista Ku Klux Klan (R.A.V. vs Saint Paul, 1992) — como manifestações da 
liberdade de expressão, quando não acompanhadas de ameaças concretas ou violência. 
Já a Alemanha e outros países europeus, embora abracem a liberdade de expressão 
como direito fundamental, fixam limites de conteúdo ao seu exercício, vedando, por exemplo, a 
manifestação de ideias que defendam a inexistência do massacre de judeus durante a 2ª Guerra 
Mundial (negação do Holocausto), uma vez que tal tese colide com a dignidade de grupos raciais 
e religiosos e com a própria ideia de convivência pacífica entre os diversos membros da 
sociedade.2 
Nosso direito fixa os limites da liberdade de expressão nesse aspecto ao criminalizar a 
incitação ao crime, a propaganda de fato criminoso e a prática ou a indução à discriminação e 
ao preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.3 Assim, tanto a liberdade de 
expressão quanto seus limites são os mesmos na esfera online ou offline. Embora o ambiente 
virtual possa dar a falsa sensação de anonimato, sendo visto como “terra de ninguém”, as leis 
continuam valendo. 
Quem utilizar a rede para manifestar insultos, mentiras, discursos de ódio e outras 
mensagens que incitem a violência está sujeito às punições previstas na legislação. 
 
1 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 
2 Você pode ler mais sobre essa informaçãoaqui [link]. 
3 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 
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Por isso, como lembram Felipe Costa Rodrigues Neves e Isabel Cortellini, 
no artigo “Liberdade de expressão em tempos de internet”, vale a máxima de que o seu direito 
termina quando começa o do outro. 
“A liberdade de expressão, apesar de fundamental e importantíssima como meio de 
garantia e desenvolvimento da nossa democracia, não pode ser utilizada como desculpa para 
prática de crimes e atividades ilícitas – como é o caso dos discursos que incitam a violência 
contra à mulher, dos discursos de ódio contra minorias, da difamação, calúnia e injúria e até 
discursos de incentivo ao terrorismo.”4 
 
B) Segundo argumento em defesa da tese: “limites” são diferentes de censura 
Após o período de ditadura militar, convencionou-se que, no Brasil, a lei não admite mais 
a censura, apenas responsabilização – quando, por exemplo, institui a vedação ao anonimato. 
Isso porque a censura requer análise prévia dos conteúdos divulgados, com o intuito de 
barrar aqueles que não forem aprovados por quem está no poder, decidindo a que tipo 
de informação a população terá acesso. Já a responsabilização, ainda que punitiva, consiste em 
ações posteriores à divulgação de um pensamento que viole direitos alheios. Ou seja, a pessoa 
foi capaz de expressar-se sobre o tema. 
Um estado democrático não se ocupa em restringir informações e ideias, mas deve 
responsabilizar o cidadão que não respeite o direito dos demais. Logo, é imprudente a fala de 
que existe censura no país, há, de fato, limites à livre manifestação do pensamento. Assim, 
discursos de ódio que incitem violência e preconceito contra grupos, indivíduos ou instituições 
não são protegidos pelo direito à liberdade de expressão.5 
Nesse sentido, os próprios Tribunais do país são orientados, a exemplo dos 
Desembargadores da 4ª Turma Cível do TJDFT quando, em um de seus acórdãos, pontuam que 
“só se permite a obstrução de determinado conteúdo quando é possível se fazer juízo de valor 
quanto à sua ilicitude, se não, tal fato acarretaria censura prévia e restrição à liberdade de 
expressão e ao direito de informação”.(Acórdão n. 911432, 20150020218878AGI, Relator: 
JAMES EDUARDO OLIVEIRA, 4ª Turma Cível, Data de Julgamento: 25/11/2015, Publicado no 
DJE: 15/12/2015. Pág.: 193) 
 
EXEMPLO DE TESE 2 
 O poder de manipulação de empresas obsta a liberdade de expressão no meio digital 
A) Primeiro argumento em defesa da tese: o direcionamento de tráfego promovido pelas 
empresas, especialmente as redes sociais, faz com que não exista a liberdade 
A Internet assegura a possibilidade da ampla difusão de ideias, e não parece fazer 
sentido que gigantes do setor possam interferir de forma drástica aos valores da liberdade de 
expressão. Ademais, essa liberdade empresarial parece não ser a mais adequada, pois conduz 
a atos de censura. Portanto, há quem defenda que a Internet merece ser conceituada como um 
grande public forum ou seja, forte na teoria do the public forum doctrine, de forma semelhante 
que aos governos resta proibida a censura, em igual partida deveria ser assim estabelecido às 
empresas privadas. 
Assim, tanto na forma como na função, as redes sociais guardam forte semelhança 
àqueles espaços tradicionalmente abertos à expressão pública e ao debate pelo governo e o 
cidadão as enxergam como um lugar naturalmente adequado à disseminação de informação e 
de opinião. No entanto, as empresas que dominam as redes podem restringir e banir conteúdos 
 
4 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link]. 
5 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
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e usuários, a partir de suas escolhas, sob o argumento de que alguns discursos promovem o 
ódio e são danosos à segurança dos cidadãos.6 
Sem dúvida, as redes sociais são uma poderosa ferramenta na mobilização política e na 
organização de grupos sociais. Dessa forma, submeter os sites de redes sociais a algum grau 
de escrutínio constitucional é crucial, dada sua importância para a vida social e política 
contemporânea, suas características únicas e seus incentivos para o engajamento na censura. 
No Brasil, a situação fática é exatamente a descrita, pois somente pela rede social 
do Facebook estudos acadêmicos demonstram a possibilidade de práticas de censura, sendo 
que em algumas situações sequer existia violação aos próprios termos de uso da rede social ou 
aos padrões de comunidade consideradas pela empresa. 
Para além de discernir, em nosso ordenamento jurídico, até onde as empresas privadas 
podem impedir a divulgação de fatos e de opiniões que contrapostas aos termos de uso das 
redes sociais, até em razão de as empresas serem transacionais, o fato é que o Brasil possui 
um ordenamento jurídico em vigor e há legislação infraconstitucional diretamente aplicável na 
resolução de tais litígios e que impõe determinados poderes e deveres aos agentes públicos e 
privados. Entre nós, há a Lei do Marco Civil da Internet ou simplesmente MCI, Lei 12.965/2014, 
na qual estão previstos diversos princípios a serem seguidos por todos os agentes econômicos 
que atuam na e em Internet e por seus usuários, a exemplo do princípio a garantia da liberdade 
de expressão (artigo 3º, inciso I). A liberdade de expressão serve como fundamento para a 
disciplina e o uso da internet (artigo 2º) e é o primeiro princípio a ser observado na disciplina do 
uso, tal como consagrado pelo legislador (artigo 3º, I), o que deveria ser o suficiente para obstar 
as ações indiscriminadas das empresas privadas com relação à manifestação dos usuários.7 
Nesse sentido, uma das maneiras de medir quanto o direito à liberdade de expressão é 
respeitado nos países é o Relatório Global de Expressão, uma publicação anual realizada pela 
ONG denominada Artigo 19. Na publicação do ano de 2020, o estudo confirmou uma realidade 
vil. Entre os anos de 2015 a 2020, o Brasil deixou de ter um dos melhores índices da pesquisa 
para se tornar um país com a sua democracia em crise. 
A pontuação do Brasil registrada no último relatório foi a pior desde o ano em que as 
medições começaram, foi a nota de 52 em uma escala de 0 a 100. Esse índice faz com que o 
Brasil ocupe o 86° lugar entre 161 analisados pelo estudo, apontando, portanto, um retrocesso 
em termos de liberdade de expressão. Nas Américas, o Brasil só está à frente de países como 
Venezuela, Nicarágua e Cuba, que vivem regimes totalitários.8 
 
B) Segundo argumento em defesa da tese: as empresas das redes sociais têm o poder 
deliberado de banir usuários da rede por seu discurso 
No início de 2023, houve a repercussão do comentário do podcaster Bruno Aiub (mais 
conhecido pelo apelido 'Monark'), que avaliou como positiva a legalização de um partido nazista 
no país no podcast que administrava, o Flow Podcast. Seu pedido de desculpas não foi suficiente 
para evitar a debandada de seus patrocinadores, após cobranças de ativistas e organizações da 
sociedade civil, como o Sleeping Giants, que têm sido bastante cruciais para forçar mais 
responsabilidade ao setor privado. Diversos entrevistados pelo programa também requisitaram 
a retirada de suas entrevistas do ar.9 
Contudo, além das disposições elencadas, o que há de mais importante para a análise 
no presente item são as punições anunciadas pelo YouTube que levaram o podcaster a afirmar 
que estava sofrendo "perseguição política" pela plataforma. O YouTube comunicou que o canal 
seria desmonetizado por violação às regras do programa de parceria, especificamente as 
políticas de Responsabilidade do Criador de Conteúdo. Monark também ficaria proibido de criar 
 
6 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
7 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
8 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
9 Vocêpode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
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novos canais ou utilizar canais de terceiro visando à monetização, condutas que configurariam 
burla à punição de suspensão, segundo a plataforma. 
Após a suspensão do YouTube, o podcaster anunciou que mudaria a plataforma de 
suas postagens, e, em breve, começaria a publicar na Rumble. A Rumble é uma plataforma de 
vídeos canadense que tem sido atrativa para personalidades com postagens controversas que 
foram punidas pelo YouTube, ao prometer dar uma maior “liberdade de expressão” a produtores 
de conteúdo.10 
Endente-se que esse formato de banimento apresentado pelas empresas privadas é 
uma forma de “reforçar seus compromissos com a democracia”. Contudo, verifica-se que, com 
determinada frequência, há problemas nas decisões das plataformas cujas soluções estão 
bastante aquém do ideal. Conteúdos lícitos são, muitas vezes, retirados indevidamente, 
enquanto conteúdos ilícitos permanecem ativos por muito tempo – o que gera o sentimento 
generalizado de inconformidade e falta de isonomia na aplicação das regras das plataformas. 
A dita ‘arbitrariedade’ das decisões das plataformas, muitas vezes, tem como causa 
justamente a baixa eficiência da moderação de conteúdo. Uma pesquisa realizada pela Mozilla 
Foundation apontou que o investimento em treinamento de sistemas para o processamento de 
linguagem natural, que substancia a moderação automatizada de conteúdo, em línguas não 
anglófonas é bastante pequeno comparado à língua inglesa. Outro apontamento é a dimensão 
bastante pequena e pouca transparência sobre as equipes de moderadores humanos – atores 
fundamentais para a catalogação de conteúdos ilícitos e para o treinamento de sistemas de 
inteligência artificial que servem à identificação e filtragem automatizada de conteúdo.11 
 
 
EXEMPLO DE REDAÇÃO 
A liberdade de expressão na internet é um direito fundamental que possibilita a troca 
livre de informações e opiniões entre indivíduos e grupos. No entanto, estudos mostram que esse 
direito tem sido prejudicado pelo poder de manipulação de empresas que atuam na internet. As 
redes sociais e os mecanismos de busca são exemplos de plataformas que podem influenciar e 
moldar a opinião pública, gerando impactos significativos na sociedade. 
De acordo com um estudo realizado pela Pew Research Center em 2018, cerca de dois 
terços dos adultos americanos obtêm notícias através de plataformas de mídia social. Isso 
significa que as empresas de tecnologia têm um papel cada vez mais importante na difusão de 
informações e na formação de opinião pública. Entretanto, muitas dessas empresas não têm 
responsabilidade editorial sobre o conteúdo que é compartilhado em suas plataformas, o que 
pode levar a um cenário em que informações falsas ou manipulativas ganham grande 
visibilidade. 
Além disso, em 2018, foi revelado que a empresa de consultoria política Cambridge 
Analytica utilizou dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook para influenciar as 
eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016. A empresa utilizou esses dados para criar 
perfis psicológicos de eleitores e, a partir disso, criar conteúdos personalizados para influenciá-
los a votar em determinados candidatos. Essa prática manipulativa mostra como as empresas 
de tecnologia podem ter um impacto significativo na formação de opinião pública. 
Em suma, a liberdade de expressão na internet é um direito fundamental que tem sido 
prejudicado pelo poder de manipulação de empresas. Para garantir a plena realização desse 
direito, é necessário promover a transparência e a responsabilidade das empresas, assim como 
investir em educação e desenvolvimento de habilidades críticas dos usuários. Somente assim é 
possível garantir um ambiente digital mais justo e democrático. 
 
10 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
11 Você pode ler mais sobre essa informação aqui [link] 
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1 
CONHECIMENTOS GERAIS 
 
Língua Portuguesa 
 
Texto 1 
 
Período de seca pede uso racional da água 
O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e 
deve se prolongar até setembro. Com a ausência da 
chuva e a queda da temperatura, o inverno seco, típico 
do cerrado, vai predominar, como é característico do 
clima de Brasília. Além dos efeitos sentidos pelos 
moradores, é importante lembrar que a falta de chuva 
reduz a quantidade de água nos córregos e nos rios. E 
os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, 
que abastecem cerca de 80% da população do DF, 
perdem, naturalmente, volume. Sendo assim, é ainda 
mais importante fazer o uso racional da água. 
 
(PEDROSO, Mônica. Período de seca pede uso racional da 
água. Disponível em: 
<https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/05/26/>. Acesso 
em: 3 jun. 2022, com adaptações.) 
 
1. Segundo as informações do texto, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) O título mantém relação exclusivamente com o 
primeiro período. 
B) A autora manifesta surpresa diante da ausência da 
chuva e da queda da temperatura no período de inverno 
seco do DF. 
C) No DF, o uso racional da água faz-se necessário 
apenas no período de estiagem. 
D) A falta de abastecimento de água é a única 
consequência do inverno seco para a população do DF. 
E) A falta de chuva provoca a redução da quantidade de 
água nos córregos e nos rios e, consequentemente, a 
perda do volume dos reservatórios do Descoberto e de 
Santa Maria/Torto. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Oi, Caveira! Tudo certo? 
Firme no propósito? Ansioso para vestir a farda? 
Em breve você o fará! 
Considere, Caveira, que as questões de compreensão 
textual requererão de você uma leitura apurada e atenta. 
As questões de compreensão de texto buscam a 
informação dentro do texto de forma explícita, de forma 
exposta. Você precisa, apenas, comparar as informações 
que estão dentro do texto com as informações que estão 
dispostas nas alternativas, pois é exatamente nesse 
momento que a banca vai inserir informações 
contraditórias, extrapolar ou reduzir o conteúdo das 
informações. Esteja sempre atento, Futuro Policial. As 
questões de compreensão são trabalhadas por meio de 
paráfrase, ou seja, reescrita de informação contida no 
texto, utilizando, para isso, outras palavras, outro 
vocabulário. E, justamente nessa reescritura, a banca vai 
acrescer, restringir, contradizer ou tangenciar as 
informações. As questões de compreensão sempre 
remeterão você ao texto; já as questões de interpretação 
remeterão você ao autor, uma vez que em tais 
enunciados você é levado a julgar a intenção do autor, ou 
seja, irá deduzir, julgar, inferir. 
 
Letra A: INCORRETA. Não, não, Caveira. O título não 
mantém uma relação exclusiva apenas com o primeiro 
período, mas com o texto por completo, de forma geral. 
Se você ainda tem dúvida sobre como localizar um 
período, lembre-se deste bizu: o que delimita um período 
é a letra maiúscula – um período começa com uma letra 
maiúscula e vai até a próxima letra maiúscula. 
Sendo assim, observemos que o título é “Período de seca 
pede uso racional da água” e o primeiro período é: “O 
período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e 
deve se prolongar até setembro.” Se você bem observar 
o período, verá que não guarda estreita relação com o 
título. O título da matéria só começa a fazer sentido com 
o desenvolvimento do texto. Somente a partir do terceiro 
período o título começa a fazer sentido, Futuro Policial. 
Você conseguiu observar isso? 
 
Letra B: INCORRETA. Mais um item errado, Caveira. 
Veja que quando se afirma no texto “Com a ausência da 
chuva e a queda da temperatura, o inverno seco, típico 
do cerrado, vai predominar, comoé característico do 
clima de Brasília.”, percebe-se que não há qualquer 
elemento surpresa, uma vez que, por ser característico, 
não apresenta “nada de novo” que faça com que se tenha 
surpresa diante do clima. 
 
Letra C: INCORRETA. Mais uma assertiva errada, 
Futuro Combatente. O uso racional da água não deve ser 
feito apenas no período da estiagem, pois o texto nos 
lembra que “Além dos efeitos sentidos pelos moradores, 
é importante lembrar que a falta de chuva reduz a 
quantidade de água nos córregos e nos rios. E os 
reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que 
abastecem cerca de 80% da população do DF, perdem, 
naturalmente, volume.” 
 
Letra D: INCORRETA. Nada disso, Caveira. A escassez 
das chuvas não acarreta apenas a falta de abastecimento 
de água, mas “Além dos efeitos sentidos pelos 
moradores, é importante lembrar que a falta de 
chuva reduz a quantidade de água nos córregos e nos 
rios.” Sendo assim, reduz-se não apenas o 
abastecimento de água como também a quantidade de 
água nos córregos e rios. 
 
Letra E: CORRETA. Exatamente, Caveira! A resposta 
está tal e qual o descrito no texto, veja: “Além dos efeitos 
sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a 
falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos 
e nos rios. E os reservatórios do Descoberto e de Santa 
Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população 
do DF, perdem, naturalmente, volume.” 
 
 
 
 
 
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2 
2. Com base nas relações morfossintáticas do texto, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) O termo “ao Distrito Federal (DF)” funciona como 
complemento da forma verbal transitiva direta “chegou”. 
B) A oração subordinada “que a falta de chuva reduz a 
quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona 
como sujeito da oração anterior. 
C) As orações que constituem o primeiro período do texto 
relacionam-se por coordenação, pois não mantêm 
dependência sintática entre si. 
D) O termo “os reservatórios do Descoberto e de Santa 
Maria/Torto” passaria a exercer outra função sintática 
caso o período em que foi empregado fosse reescrito da 
seguinte maneira: E perdem, naturalmente, volume os 
reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que 
abastecem cerca de 80% da população do DF. 
E) O último período do texto contém uma oração sem 
sujeito. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Na alternativa em apreço, o verbo 
chegar é um verbo intransitivo, o qual não precisa de 
complemento. Todavia, você deve estar se perguntando: 
e “ao Distrito Federal”? Não seria um objeto indireto? Não 
Caveira. A expressão “ao Distrito Federal” é um adjunto 
adverbial de lugar (chegou a + onde? Ao Distrito Federal). 
Sendo intransitivo, não pede qualquer tipo de 
complemento e virá adiante desse verbo, acrescendo 
informações de tempo, lugar, modo, companhia, dúvida, 
certeza, causa, entre outros, é adjunto adverbial. 
 
Letra B: INCORRETA. Mais uma questão incorreta, 
Amigo Concurseiro. Veja bem, Caveira. A alternativa 
informa que a oração “que a falta de chuva reduz a 
quantidade de água nos córregos e nos rios.” funciona 
como sujeito da oração anterior, qual seja: é importante 
lembrar. 
Um bizu pode facilitar a sua vida, Caveira. Para isso, 
preciso lembrá-lo de que todas as vezes em que você 
puder substituir o “que” por “o qual, a qual e suas flexões”, 
esse “que” será pronome relativo e introduzirá uma 
oração subordinada adjetiva. Quando você puder 
substituir o “que” por “isso”, esse “que” será uma 
conjunção integrante e introduzirá uma oração 
subordinada substantiva. 
Vamos ajustar a oração conforme está no texto e estudar 
a partícula “que”: 
 
É importante lembrar que a falta de chuva reduz a 
quantidade de água nos córregos e rios. 
 
Aplicando o nosso bizu, como ficaria? 
 
É importante lembrar o qual a falta de chuva... ou 
É importante lembrar isso? 
 
A segunda substituição faz mais sentido, não acha? 
 
Sendo assim, quando você fala “é importante lembrar...”, 
o que vem a sua cabeça de forma imediata? É importante 
lembrar... (o quê?) O verbo lembrar exige um 
complemento, Futuro Combatente, pois o verbo sozinho, 
na frase, tal e qual encontra-se na oração, não tem 
sentido completo. Percebeu também que a oração 
introduzida pelo “que”, aquela que você substituiu por 
“isso”, complementa o sentido do verbo lembrar? É 
importante lembrar ISSO. Logo, a oração introduzida pelo 
que, conforme disposto na alternativa, exerce a função 
de complemento verbal do verbo lembrar (é um objeto 
direto), sendo, pois, uma oração subordinada substantiva 
objetiva direta. Agora, se não tivéssemos a presença do 
verbo lembrar, o qual exige complemento, aí, sim, a 
oração introduzida pelo “que” seria o sujeito da oração: É 
importante ISSO. Isso é importante. Compreendeu? 
 
Letra C: CORRETA. Um período será composto por 
coordenação quando as suas orações forem 
independentes sintaticamente, ou seja, quando os seus 
termos bastarem por si sós, todos os seus termos e 
complementos estarão dentro dessa mesma oração, não 
precisando recorrer a outra oração para completar o seu 
sentido. Avaliemos o período dado pela alternativa: 
 
O período de estiagem chegou ao Distrito Federal (DF) e 
deve se prolongar até setembro. 
 
Isolam-se as orações ligadas pelo conectivo e faz-se a 
análise sintática: 
 
1ª oração: O período de estiagem chegou ao Distrito 
Federal (DF). 
 
Sujeito = O período de estiagem 
Predicado verbal= chegou ao Distrito Federal (DF). 
Núcleo do predicado verbal= chegou 
Adjunto adverbial de lugar= ao Distrito Federal. 
 
Observe que essa oração não possui qualquer síndeto, 
ou conectivo. Logo, será chamada de oração coordenada 
assindética. 
 
2ª oração: Deve se prolongar até setembro. 
 
Sujeito: Ele (sujeito desinencial, implícito, oculto, 
subentendido ou por elisão) 
Predicado verbal= deve se prolongar até setembro. 
Núcleo do predicado verbal= deve se prolongar 
Adjunto adverbial de tempo= até setembro. 
 
Percebeu que todos os termos de ambas as orações 
foram encontrados nelas próprias? Isso é ser uma oração 
independente, Caveira. 
 
Observe que as duas orações, ambas independentes, 
foram unidas por um conectivo que expressa ideia de 
adição. 
 
A primeira oração não possui conectivos, por isso é 
chamada de oração coordenada assindética; a segunda 
oração, que é introduzida por uma conjunção que 
expressa ideia de adição, é chamada de oração 
coordenada sindética aditiva. 
 
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PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 
 
 
 
3 
Letra D: INCORRETA. Mais uma alternativa errada, 
Caveira. Observe que no texto a expressão “E os 
reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto”, 
exerce a função de sujeito do verbo “perder”. Na reescrita 
oferecida pela alternativa, a expressão “E os 
reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto” 
continuaria sendo sujeito do verbo perder, só que estaria 
em uma posição posposta ao verbo, e não na ordem 
natural tal e qual aparece no texto. 
 
Letra E: INCORRETA. Alternativa errada, Caveira. No 
último período do texto, qual seja, “Sendo assim, é ainda 
mais importante fazer o uso racional da água.”, temos um 
sujeito oracional, Caveira. Sujeito oracional? Sim, isso 
mesmo. Em algumas situações, o sujeito da oração será 
outra oração. Observe: 
 
Sendo assim, é ainda mais importante fazer o uso 
racional da água. 
 
Fazer o uso racional da água é ainda mais importante. 
 
Observe que nós temos o verbo de ligação e o 
predicativo, o que faz do predicado ser um nominal. Mas, 
e o sujeito? O sujeito é “Fazer o uso racional da água.” 
Como o sujeito é uma oração, é chamado de sujeito 
oracional.3. Leia o texto abaixo. 
 
No tempo das boticas 
 
No começo, a botica era uma caixa de madeira onde se 
levavam os primeiros remédios. Foi com este nome que 
a farmácia se tornou conhecida em Portugal. 
 
No Brasil colonial, a caixa era transportada pelos 
mascates, que percorriam as povoações e as fazendas, 
levando medicamentos capazes de curar as mazelas 
mais comuns. 
 
Conhecidos como boticários, os donos das boticas eram 
profissionais de alto gabarito, conhecedores da arte do 
fabrico de remédios, prestigiados na corte portuguesa e 
nas armadas e fortalezas. 
 
 
Com base nas informações do texto e nas relações entre 
elas, assinale a alternativa correta. 
 
A) A farmácia se tornou conhecida em Portugal com o 
nome de “caixa de madeira”. 
B) As embalagens dos remédios eram chamadas de 
boticas antes do surgimento da farmácia. 
C) O Brasil colonial não chegou a vivenciar o tempo das 
boticas. 
D) Os boticários eram profissionais de alta qualidade e 
conheciam a arte de fabricar remédios. 
E) Os boticários só obtiveram o reconhecimento da elite 
portuguesa depois que passaram a desenvolver o próprio 
trabalho no Brasil colonial. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Errado, Caveira. Se você 
observar bem o primeiro período do texto, verá que este 
informa que a farmácia se tornou conhecida em Portugal 
como “botica”, que, por sua vez, era uma caixa de 
madeira. Observe: “No começo, a botica era uma caixa 
de madeira onde se levavam os primeiros remédios. Foi 
com este nome que a farmácia se tornou conhecida em 
Portugal.” 
 
Letra B: INCORRETA. O termo “boticas” servia para 
descrever a caixa de madeira que levava os primeiros 
remédios. Sendo assim, as boticas não eram 
embalagens de remédios, mas a própria caixa de 
madeira que levava os medicamentos. 
 
Letra C: INCORRETA. O segundo parágrafo do texto 
informa que, no Brasil Colonial, a caixa de madeira, ou 
seja, a botica, era transportada pelos mascates. Veja: “No 
Brasil colonial, a caixa era transportada pelos mascates, 
que percorriam as povoações e as fazendas, levando 
medicamentos capazes de curar as mazelas mais 
comuns.” 
 
Letra D: CORRETA. Eis o nosso gabarito, Futuro 
Policial. Esta alternativa reescreveu a mesma informação 
do último parágrafo. Compare: “Conhecidos como 
boticários, os donos das boticas eram profissionais de 
alto gabarito, conhecedores da arte do fabrico de 
remédios, prestigiados na corte portuguesa e nas 
armadas e fortalezas.” 
 
Letra E: INCORRETA. Veja, Caveira, o texto nos informa 
que os boticários já eram prestigiados pela elite antes 
mesmo da colonização do Brasil, logo, não foi imposta 
qualquer condição anterior para que fosse alimentada tal 
admiração. 
 
4. Segundo as regras de pontuação vigentes, o uso da 
vírgula: 
 
A) É opcional logo após o termo “No começo”. 
B) Deveria ter ocorrido entre os termos “conhecida” e “em 
Portugal”. 
C) Está incorreto logo após o termo “No Brasil colonial”. 
D) Poderia ter ocorrido entre os termos na passagem “as 
povoações e as fazendas”. 
E) É opcional entre os termos “os donos das boticas” e 
“eram”. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: CORRETA. A expressão que antecede a 
vírgula, no caso, “No começo”, trata-se de adjunto 
adverbial antecipado: deslocado para o início da oração, 
situando-se antes do verbo. A vírgula é considerada 
facultativa para adjuntos que não sejam extensos: 
segundo um relativo consenso entre os acadêmicos, 
considera-se extenso o adjunto composto por mais de 3 
vocábulos. Logo, se composto por até 3 vocábulos, o 
emprego da vírgula é facultativo. 
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4 
 
Letra B: INCORRETA. Você deve lembrar-se da ordem 
natural, direta, da oração, que forma o bizu SUVECA: 
sujeito – verbo – complemento – adjunto. Pois bem. 
Quando se fala acerca de adjunto adverbial, há uma série 
de regras que devem ser conhecidas pelo concurseiro. 
Se você observar bem, o adjunto adverbial da frase dada 
pela alternativa está na sua ordem natural, ou seja, após 
o verbo. Leia: “Foi com este nome que a farmácia se 
tornou conhecida em Portugal.” Veja que o adjunto 
adverbial está na ordem natural da oração, ou seja, no 
fim do período. Sendo assim, há dois ensinamentos 
sobre esse termo quando na ordem natural: 
 
1. No caso de haver um adjunto adverbial, o uso da 
vírgula será facultativo: 
 
Pedro comprou uma bolsa para a esposa ontem. 
Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem. 
 
2. No entanto, se mais um adjunto adverbial for acionado, 
é preciso fazer pelo menos uma quebra: 
 
Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem antes 
do almoço. 
Pedro comprou uma bolsa para a esposa ontem, antes 
do almoço. 
Pedro comprou uma bolsa para a esposa, ontem, antes 
do almoço." 
 
Letra C: INCORRETA. Tal e qual explicado na 
alternativa A, quando o adjunto estiver deslocado, no 
início da oração, será opcional o uso da vírgula quando o 
adjunto se perfazer em até três palavras. Sendo opcional, 
não há que se falar em incorreção. 
 
Letra D: INCORRETA. Normalmente antes da conjunção 
“e” a vírgula não é utilizada, pois, sendo uma conjunção 
coordenativa aditiva, serve para ligar dois termos ou duas 
orações de idêntica função. No entanto, separam-se 
geralmente por vírgula as orações coordenadas unidas 
pela conjunção e, quando têm sujeito diferente: “A mulher 
morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino 
“(Fernando Namora, O Trigo e o Joio). Ainda sobre esse 
tema, vê-se que as povoações e as fazendas são 
complementos do verbo percorrer. Observe: “que 
percorriam as povoações e as fazendas.” Em uma 
enumeração a vírgula serve para separar os elementos, 
exceto aqueles que são unidos por conjunção aditiva, 
que é justamente o caso oferecido pela alternativa. 
Sendo assim, não é possível inserir uma vírgula entre “as 
povoações e as fazendas.” 
 
Letra E: INCORRETA. Vê-se uma clara regra de 
proibição do uso da vírgula, pois não se pode separar o 
sujeito do verbo com vírgulas. Veja que "Os donos das 
boticas" é o sujeito do verbo "eram". Sendo assim, 
impossível o uso da vírgula. 
 
 
 
 
 
5. De acordo com as regras de acentuação gráfica, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) Assim como o vocábulo “remédios”, a forma verbal da 
oração Eu sempre remédio a situação lá em casa. 
também está corretamente acentuada. 
B) Derivados do substantivo “Portugal”, os vocábulos 
português e portuguêses devem ser acentuados. 
C) Se a forma verbal “fabrico” não é acentuada, logo 
também não se deve acentuar o substantivo fabrica. 
D) Os vocábulos “remédios” e “farmácia” são acentuados 
pela mesma regra. 
E) O vocábulo frequêntes está corretamente acentuado, 
portanto, poderia substituir “comuns”. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. A palavra “remédio” é acentuada 
porque se trata de uma palavra paroxítona terminada em 
ditongo; já o verbo conjugado “remedio” não existe, 
Caveira. O correto é “remedeio”. 
Eu remedeio 
Tu remedeias 
Ele/ela remedeia 
Nós remediamos 
Vós remediais 
Eles/elas remedeiam 
 
Letra B: INCORRETA. O vocábulo “português” recebe 
acento porque é uma palavra oxítona (a sílaba tônica 
recai sobre a última sílaba) terminada em e (s); já a 
palavra portugueses é uma palavra paroxítona (a sílaba 
tônica recai sobre a penúltima sílaba) terminada em es. 
Nas regras de acentuação de palavras paroxítonas não 
há mandamento para que se acentue palavras com tais 
terminações. 
 
Letra C: INCORRETA. De fato, a forma verbal “fabrico” 
(eu fabrico – tu fabricas – ele fabrica) não deve ser 
acentuada, pois é uma palavra paroxítona terminada em 
o e, como tal, não há regra, dentre as regras de 
acentuação de palavras paroxítonas, que determinem a 
acentuação de palavras com essa tonicidade terminadas 
em o; no entanto, o substantivo “fábrica”deve ser 
acentuado, pois é uma palavra proparoxítona, e, como 
tal, todas devem ser acentuadas. 
 
Letra D: CORRETA. Exatamente, Caveira. Os vocábulos 
“remédios” e “farmácia” são acentuados porque ambas 
são palavras paroxítonas terminadas em ditongo. 
 
Letra E: INCORRETA. Nada disso, Futuro Policial. A 
palavra “frequentes” não recebe qualquer tipo de acento 
gráfico. Essa palavra é uma paroxítona terminada em es 
e, por tal motivo, não deve ser acentuada. 
 
 
 
 
 
 
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5 
6. Conforme a ortografia vigente e as questões 
gramaticais do texto, assinale a alternativa correta. 
 
A) Caso o autor desejasse acrescentar o prefixo re ao 
vocábulo “conhecida”, a nova construção deveria ser re-
conhecida. 
B) O trecho “a caixa era transportada pelos mascates” 
deixaria de ficar totalmente correto caso fosse substituído 
pela redação “a caixa era transportada atravéz dos 
mascates.” 
C) A redação “percorriam des de as povoações até as 
fazendas” poderia ser empregada no lugar do trecho 
“percorriam as povoações e as fazendas”, pois a 
construção des de está grafada corretamente. 
D) Se o vocábulo sublinhado na construção “de 
alto gabarito” fosse substituído por estima, a nova 
construção deveria ser altoestima. 
E) A construção enaltescidos, por estar grafada 
corretamente, poderia substituir o vocábulo 
“prestigiados”. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. Veja bem, Caveira. A regra geral 
de uso do hífen no processo de formação de palavras 
por derivação prefixal ou prefixação impõe que: 
 
1- O hífen será empregado quando o prefixo terminar 
com a mesma letra com que a palavra prefixada começa; 
2- O hífen será empregado quando a palavra prefixada 
começar com a letra h; 
3- Nos demais casos, o prefixo acopla-se à palavra 
prefixada sem hífen. 
 
Sendo assim, a palavra reconhecida deve ser escrita 
junta, sem a presença de hífen. 
 
Letra B: CORRETA. A palavra “através” é escrita com s, 
sendo classificada como um advérbio, cujo significado é 
de forma transversal, que atravessa. Por esse motivo, 
não é recomendada a sua utilização na frase, sendo 
indicada a locução prepositiva “por meio de”. Como a 
alternativa informou que a substituição do trecho “a caixa 
era transportada pelos mascates” deixaria de ficar 
totalmente correto caso fosse substituído pela redação a 
caixa era transportada atravéz dos mascates e já 
confirmamos os erros existentes, a questão está correta. 
 
Letra C: INCORRETA. Que absurdo! A preposição 
“desde” está grafada de forma incorreta! Apesar de o 
sentido estar correto, qual seja, indicar movimento ou 
extensão com relação a um ponto determinado no 
espaço ou a começar de, a sua grafia está errada. 
 
Letra D: INCORRETA. A redação adequada seria "alta 
estima", que significa elevada estima, elevado apreço, 
grande consideração. Houve a troca do substantivo 
masculino "gabarito" pelo substantivo feminino "estima". 
Assim, o adjetivo, para fins de concordância nominal com 
o substantivo, deve flexionar-se ao feminino. 
 
Letra E: INCORRETA. O adjetivo “enaltecidos” foi 
grafado de forma incorreta, pois a sua grafia se dá 
apenas com a letra “c”: enaltecidos. 
 
7. Considerando a estrutura morfossintática do período, 
na oração “alguém pode levá-la sem sua autorização”, os 
vocábulos sublinhados classificam-se, morfológica e 
respectivamente, como: 
 
A) Pronome interrogativo, conjunção, preposição e 
pronome demonstrativo. 
B) Pronome relativo, preposição, advérbio e pronome 
possessivo. 
C) Pronome demonstrativo, pronome relativo, conjunção 
e advérbio. 
D) Pronome pessoal reto, artigo, conjunção e pronome 
relativo. 
E) Pronome indefinido, pronome pessoal oblíquo, 
preposição e pronome possessivo. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Vamos resolver uma questão de classificação 
morfológica, Caro Concurseiro. Veja bem: 
 
A palavra “alguém” pertence à categoria pronominal, 
estando empregado no lugar de um substantivo e 
transmitindo ideia de indefinição, de ideia vaga e 
imprecisa. Por isso, é classificado como pronome 
substantivo indefinido (pronome substantivo porque está 
substituindo um substantivo e indefinido porque denota 
uma ideia vaga e imprecisa); 
 
O termo “la” é um pronome pessoal do caso oblíquo 
átono. Você se recorda que os pronomes oblíquos são 
aqueles que servem para substituir complementos, sejam 
verbais ou nominais? Pois bem. Esse termo “la” surgiu de 
uma regra de substituição pronominal: toda vez que o 
verbo transitivo direto terminar em r, s, z, a substituição 
de seu objeto direto (o, a, os, as), dar-se-á com a forma 
lo, la, los, las. Observe: Eu fiz o dever > Eu fi-lo (corta-se 
a consoante do verbo se terminado em r, s, z e 
transforma o objeto direto o, a, os, as em lo, la, los, las. 
 
O termo “sem”, Caveira, é uma preposição essencial. Se 
você se lembrar dessa classificação, já consegue 
eliminar três alternativas (b, c, d). Você precisar saber a 
lista das preposições, Caveira. Decorar mesmo. Até 
porque essa é uma classe de palavras fechada e, sendo 
fechada, não há possibilidade de inovação. Atenção para 
a listagem: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre e trás. A 
ordem é para decorar, Caveira! 
 
O termo “sua” é um pronome possessivo e indica posse 
de algo por alguém. Os pronomes também pertencem a 
uma classe de palavras fechada, Caveira. Daí a 
importância de decorá-los. Vejamos quais são os 
pronomes possessivos: meu, minha, meus, minhas, teu, 
tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, 
nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas. 
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Preste atenção, Caveira, que os pronomes seu, sua, 
seus e suas podem causar ambiguidade na texto; a fim 
de evitá-la, recomenda-se a utilização da contração da 
preposição de + pronome ele e flexões, ficando: dele, 
dela, deles, delas. 
 
Sendo, o gabarito correto está disposto na letra E. 
 
8. Leia o trecho que segue, o qual foi escrito por Machado 
de Assis, quando da obra Dom Casmurro: 
“Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior, é 
outra cousa a certos respeitos, aquela vida antiga 
aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; 
mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez 
molesta, e, de memória, conservo alguma recordação 
doce e feiticeira.” O termo “entretanto” pode ser 
substituído, sem que isso acarretasse incorreção 
gramatical e nem alteração de seu sentido original, pela 
conjunção: 
 
A) Contanto. 
B) Contudo. 
C) Portanto. 
D) Conquanto. 
E) Porquanto. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Entretanto é uma conjunção coordenativa adversativa, 
Caveira, e indica oposição, contrariedade, contraste 
entre as orações que estão sendo ligadas por tal síndeto. 
São, juntamente com entretanto, conjunções 
adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, 
entretanto. Sendo assim, já entendemos o porquê de a 
letra B ser a correta. 
 
Letra A: INCORRETA. A conjunção “contanto” é uma 
conjunção que expressa uma condição, Caveira. A 
oração iniciada por ela expressa uma condição em 
relação à oração principal. São conjunções 
subordinativas condicionais: Caso, contanto que, salvo 
se, desde que, a não ser que. 
 
Letra B: CORRETA. Exatamente, Caveira! A conjunção 
“entretanto” apresenta o mesmo valor semântico de 
“contudo”, pois ambas expressam adversidade, 
oposição, contraste entre as orações que são ligadas por 
esses síndetos. 
 
Letra C: INCORRETA. A conjunção coordenativa 
“portanto” expressa uma conclusão, um desfecho, acerca 
da oração coordenada assindética. Nãotem, portanto, o 
mesmo valor semântico de entretanto, que expressa 
oposição, contrariedade. São algumas conjunções 
conclusivas: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, 
assim, então, por isso, por conseguinte, por 
consequência, consequentemente, de modo que, desse 
modo, dessarte, destarte. Ah!, um lembrete: todas as 
conjunções conclusivas deverão ser precedidas de 
vírgula, uma vez que é obrigatório o uso da vírgula antes 
de uma oração coordenada conclusiva. 
 
Letra D: INCORRETA. A conjunção concessiva 
“conquanto” não apresenta o mesmo valor semântico de 
“entretanto”. Conquanto tem valor concessivo, ou seja, 
introduz uma oração subordinada que contém a 
afirmação de um fato contrário ao da afirmação contida 
na oração principal, mas que não é suficiente para anular 
este último, ou seja, apresenta um fato contrário, mas não 
impeditivo. São conjunções subordinativas concessivas: 
embora, ainda que, mesmo que, apesar de, não 
obstante, a despeito de, se bem 
que, independentemente de, sem embargo de, ainda 
quando, posto que, nada obstante, malgrado. 
 
Letra E: INCORRETA. O conector “porquanto” tem valor 
explicativo, Caveira, e equivale a pois (anteposto ao 
verbo), porque, por isso... Embora haja semelhança na 
sonoridade, os sentidos de entretanto, porquanto, 
portanto, contanto e conquanto são bem diferentes. 
Preste bem atenção e faça o que precisa de ser feito: 
decore a lista das conjunções, pois essa também é uma 
classe de palavras fechada. 
 
9. Observe o quadrinho abaixo: 
 
O verbo “esteve”, presente no último quadrinho, está 
conjugado no seguinte tempo e modo verbal: 
 
A) Pretérito imperfeito do modo indicativo. 
B) Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. 
C) Pretérito imperfeito do modo subjuntivo. 
D) Pretérito perfeito do modo indicativo. 
E) Pretérito perfeito do modo subjuntivo. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Letra A: INCORRETA. O tempo “pretérito imperfeito do 
modo indicativo” é aquele que se refere a uma ação 
anterior ao momento da fala e que, no tempo passado a 
que pertence, não foi finalizada, podendo ter sido, por 
exemplo, interrompida por outro acontecimento. Note 
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7 
como fica o verbo estar conjugado em tal tempo: eu 
estava – tu estavas – ele estava – nós estávamos – vós 
estáveis – eles estavam. Note que não aparece aqui a 
forma verbal esteve. 
 
Letra B: INCORRETA. O pretérito mais-que-perfeito do 
modo indicativo é um tempo verbal que se refere ao 
pretérito do pretérito, ou seja, descreve uma ação que 
ocorreu antes do pretérito perfeito. Uma ação passada 
que aconteceu antes de outra ação também passada. O 
verbo estar conjugado nesse tempo ficaria da seguinte 
forma: eu estivera – tu estiveras – ele estivera – nós 
estivéramos – vós estivéreis – eles estiveram. 
 
Letra C: INCORRETA. O tempo pretérito imperfeito do 
modo subjuntivo é utilizado para expressar desejos, 
probabilidades e acontecimentos que estão 
condicionados por outros acontecimentos e situações. 
Pode indicar uma ação presente, passada ou futura. 
Como fica o verbo estar conjugado nesse tempo? Se eu 
estivesse – se tu estivesses – se ele estivesse – se nós 
estivéssemos – se vós estivésseis – se eles estivessem. 
Note que não há semelhança na conjugação do verbo 
presente no quadrinho (esteve) com a conjugação que 
acabamos de fazer. 
 
Letra D: CORRETA. O tempo pretérito perfeito do modo 
indicativo expressa um fato que ocorreu em um momento 
anterior ao atual e que foi completamente terminado, 
concluído. Vejamos a conjugação do verbo estar em tal 
tempo: eu estive – tu estiveste – ele esteve – nós 
estivemos – vós estivestes – eles estiveram. Pronto, 
Caveira. Achamos a conjugação semelhante àquela do 
quadrinho. 
 
Letra E: INCORRETA. O tempo pretérito perfeito do 
modo subjuntivo só existe em sua forma composta, 
Caveira. Ele é conjugado com o verbo auxiliar “ter” no 
presente do subjuntivo, seguido do particípio passado do 
verbo principal. Assim: que eu tenha estado – que tu 
tenhas estado – que ele tenha estado – que nós 
tenhamos estado – que vós tenhais estado – que eles 
tenham estado. Também não observamos essa 
conjugação no verbo “esteve” do quadrinho. 
 
10. Com referência às prescrições da norma padrão da 
língua portuguesa sobre a regência dos verbos e nomes 
e quanto ao uso da crase, assinale a alternativa que 
reproduz o sentido da oração “A educação também tem 
o objetivo de fortalecer a resistência.” 
 
A) A educação também deseja ao fortalecimento da 
resistência. 
B) A educação ainda aspira a fortalecer à resistência. 
C) A educação ainda objetiva a fortalecer a resistência. 
D) A educação também visa ao fortalecimento da 
resistência. 
E) A educação também anseia à fortalecer a resistência. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
O enunciado pede que seja assinalada a alternativa que 
reproduz o sentido da oração "A educação também tem 
o objetivo de fortalecer a resistência" obedecendo às 
normas da língua portuguesa sobre a regência dos 
verbos e nomes e quanto ao uso da crase. Vamos lá, 
Caveira! 
 
Letra A: INCORRETA. Incorreta, incorreta, Futuro 
Policial. Observe: “A educação também deseja ao 
fortalecimento da resistência.” Nesse caso, o verbo 
desejar é transitivo direto (quem deseja, deseja algo, e 
não deseja a algo), então não está correto o uso da 
preposição em "ao fortalecimento". Como ficaria escrito 
de forma correta? A educação também deseja o 
fortalecimento da resistência. 
 
Letra B: INCORRETA. Mais uma alternativa incorreta, 
Futuro Combatente. A alternativa nos ofereceu a 
seguinte redação: “A educação ainda aspira a fortalecer 
à resistência.” O verbo "aspirar" com sentido de "desejar; 
almejar" é transitivo indireto, ou seja, exige o uso de 
preposição. Assim, está correto: "aspira a fortalecer". Por 
outro lado, "fortalecer" é transitivo direto (fortalecer algo), 
ou seja, não rege qualquer preposição. Sabemos que a 
crase é empregada quando há junção entre preposição 
"a" e artigo "a". Como não cabe preposição nesse caso, 
o uso da crase está incorreto. Qual seria a redação 
correta utilizando o verbo aspirar, professora? A 
educação ainda aspira a fortalecer a resistência. 
 
Atenção: "aspirar" com sentido de "respirar; cheirar" = 
transitivo direto. Exemplo: Nós aspiramos o doce aroma 
das flores. Já o verbo “aspirar” no sentido de almejar, 
desejar, querer, é um verbo transitivo indireto, regendo a 
preposição “a”, não admitindo a substituição do termo 
regido pelo pronome oblíquo "lhe", mas sim "o(s)" e 
"a(s)": Eu aspiro ao cargo de diretor de Penitenciária. 
 
Letra C: INCORRETA. Mais uma alternativa incorreta, 
Caveira! A frase que nos foi dada: “A educação ainda 
objetiva a fortalecer a resistência.”. O verbo "objetivar" 
é transitivo direto (objetivar algo), e, nessa posição, não 
rege qualquer preposição. Sendo assim, a utilização da 
preposição no complemento do verbo objetivar tornou 
errada a regência verbal. A correção? Assim: A educação 
ainda objetiva fortalecer a resistência. 
 
Letra D: CORRETA. Agora sim encontramos uma 
paráfrase correta, Caveira! A reescrita da frase dada pelo 
enunciado agora está perfeita, sem qualquer incorreção. 
Analisemos: “A educação também visa ao fortalecimento 
da resistência.” O verbo "visar" no sentido de "ter em 
vista, desejar, pretender" é transitivo indireto, regendo a 
preposição a. Por esse motivo a construção oferecida 
pela alternativa está correta. 
 
Alerta para você: "visar" com sentido de "mirar" ou de 
"dar visto" = transitivo direto. Exemplo: O policial visou o 
bandido e deu um tiro certeiro. 
 
Letra E: INCORRETA. Por fim, mais uma alternativa 
errada. A alternativa nos ofereceu esta possível 
paráfrase: A educação também anseia à fortalecer a 
resistência. O verbo "ansiar" com sentidode "desejar 
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8 
muito" é transitivo indireto e rege a preposição "por". 
Ainda que o candidato não soubesse dessa regra de 
regência, essa alternativa poderia ser eliminada 
facilmente, pois não devemos empregar crase antes de 
verbo no infinitivo. Você se lembrou dessa regra geral 
sobre o uso indicativo do acento grave, não foi, Caveira? 
Sendo assim, a paráfrase correta seria: A educação 
também anseia por fortalecer a resistência. 
 
Outro alerta para você: "ansiar" com sentido de "cansar 
sofrimento, mal-estar" é um verbo transitivo direto. 
Exemplo: O calor sufocante de Goiás ansiava-me. 
 
Realidades de Goiás 
 
11. O Brasil é um país que apresenta o aspecto 
pluricultural nos nomes das suas cidades, estados, entre 
outros lugares. Assinale a alternativa correta quanto à 
origem do nome do estado de Goiás. 
 
A) Homenagem a um povo de origem africana. 
B) Originário dos portugueses que homenagearam uma 
região de Portugal que tinha o mesmo nome. 
C) Refere-se a um tipo de árvore. 
D) Está relacionado a um grupo de bandeirantes que 
chegaram à região do atual estado. 
E) Tem como origem o nome de um povo indígena. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveira, aqui uma questão sem maiores detalhamentos. 
 
O nome Goiás origina-se da denominação da tribo 
indígena “guaiás, que quer dizer “indivíduo igual, gente 
semelhante, da mesma raça”. 
 
Nosso gabarito, portanto, é a alternativa E. 
 
12. Acerca da realidade histórica de Goiás, analise as 
afirmativas abaixo: 
 
I. Goiânia, sua capital, é o núcleo polarizador da Região 
Metropolitana, aglomerado de 20 municípios que abriga 
mais de 2,5 milhões de habitantes e aproximadamente 
40% do Produto Interno Bruto goiano. 
 
II. O crescimento econômico com grande oferta de 
oportunidades é o atrativo de muitos migrantes. Apesar 
de sediar grandes indústrias, o setor de Serviços é o pilar 
de sua economia. 
 
III. A capital é um centro de excelência em medicina e 
vem consolidando sua vocação para o turismo de 
negócios e eventos. Além de apresentar bons índices de 
qualidade de vida, acima da média nacional, Goiânia é 
uma das cidades com a área urbana mais verde do país. 
 
Está(ão) correta(s) apenas: 
 
A) I e III. 
B) I e II. 
C) II e III. 
D) I. 
E) I, II e III. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Futuras e futuros policiais, uma questão para 
entendermos alguns aspectos gerais, mas importantes, 
de Goiás. 
 
A Região Metropolitana de Goiânia foi oficialmente assim 
nomeada em 1999, englobando vinte e um municípios, a 
Região Metropolitana de Goiânia ocupa uma área de 
7.397,203 km². É a região mais expressiva do estado de 
Goiás, contendo cerca de 35% de sua população total, 
um terço de seus eleitores, cerca de 80% de seus 
estudantes universitários e aproximadamente 40% de 
seu Produto Interno Bruto. 
 
O setor de serviços vem ganhando destaque ano a ano 
em Goiás, dentre os destaques está o turismo de 
negócios e eventos. 
 
A capital tem uma pujança na saúde, sendo um polo de 
referência em medicina na região. 
 
Todas as afirmativas estão corretas. 
 
13. Com uma população de quase 7 milhões de 
habitantes, o estado de Goiás é o mais populoso da 
região Centro-Oeste e, como princípio do seu 
povoamento, consta a chegada de bandeirantes e de 
migrantes que vieram de diversas partes da América 
portuguesa. Alguns traços do povoamento inicial desse 
estado permaneceram e outros se desenvolveram com o 
passar do tempo. Considerando essas informações no 
que se refere ao processo de ocupação e 
desenvolvimento do território goiano, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) Na primeira metade do século 18, a prospecção 
mineral que havia animado a ocupação das Minas Gerais 
e gerado conflitos entre paulistas e reinóis expandiu-se 
para o Centro-Oeste, promovendo a rápida expulsão de 
índios do território goiano, que foi ocupado pelo 
colonizador português. 
B) Juntamente com a economia mineradora, a pecuária, 
em escala menor, promoveu a ocupação do território 
goiano, seguindo os grandes rios e as proximidades das 
zonas de mineração. Enquanto, no sudoeste goiano, a 
mineração e a pecuária desenvolveram-se a partir de Vila 
Boa de Goiás, no Norte, esse processo seguiu as 
proximidades das nascentes e do curso alto do rio 
Tocantins. 
C) Os caminhos que se desenvolveram no território 
goiano surgiram como percursos deixados pelas 
comunidades indígenas. Mais tarde, alargadas para o 
carro de boi, no século 19, e diversificadas com as 
ferrovias que surgiram ao sul, em princípios do século 20, 
a população goiana teve o crescimento incrementado 
pelas migrações dos estados vizinhos. 
D) A construção da nova capital, Goiânia, na década de 
1930, representou uma nova perspectiva econômica e 
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9 
social para o estado de Goiás, contribuindo para o 
incremento das atividades agrícolas, comerciais e 
industriais, bem como avançando positivamente na 
integração de regiões distantes, no norte do estado. 
E) A construção de Goiânia trouxe uma nova dinâmica 
econômica e social para o estado de Goiás entre os anos 
de 1930 e 1950. Esse impulso foi incrementado a partir 
dos anos de 1960, com a decisão dos governos estaduais 
quanto à abertura de novas estradas que ligavam ao 
norte e ao sul importantes rotas para o desenvolvimento 
da agropecuária, o que conduziu a economia goiana à 
autossuficiência. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o processo de ocupação territorial de Goiás 
seguiu um padrão de escoamento logístico. Em regra, a 
ocupação das regiões ao interior do território brasileiro se 
deu nas margens e nascentes dos rios e, em muitos 
casos, a pecuária se serviu da rede já utilizada pela 
atividade mineradora. 
 
Logo, a resposta correta está na alternativa B. 
 
14. Acerca dos aspectos físicos do território goiano, 
assinale a alternativa INCORRETA: 
 
A) O Cerrado cobre cerca de 70% do território goiano e, 
apesar de sua extensão, tem uma baixa biodiversidade 
de fauna e flora impostas pelas condições climáticas e 
geomorfológicas. 
B) O clima em Goiás é o tropical que se resume a verões 
chuvosos e invernos secos. Cerca de 95% da chuva que 
cai todos os anos é registrada entre outubro e abril. Já o 
período de menor índice pluviométrico ocorre de maio a 
setembro. 
C) Sobre o relevo, o território goiano apresenta baixa 
declividade: 65% da superfície são formadas por terras 
relativamente planas, os chamados chapadões. Às 
margens dos rios Araguaia e Tocantins predominam 
ligeiras ondulações. Tal condição favorece a agricultura 
e a pecuária, dois grandes propulsores da economia 
goiana. Longe dos leitos, as elevações não ultrapassam 
a marca de 1.676m. 
D) É dentro do território goiano que nascem drenagens 
alimentadoras de três importantes rios: 
Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná. Juntas, as 
bacias ocupam uma área total de 2.431.980,91 
quilômetros quadrados. Deste espaço, 340.070,75 
quilômetros quadrados está em Goiás, o que representa 
13,98% do total. 
E) Sob aspecto turístico, a hidrografia goiana assume um 
papel protagonista. Além das cidades por onde passam 
rios atraírem milhares de pessoas todos os anos – a 
exemplo de Aruanã, há ainda lagos e cachoeiras 
espalhados pelo Estado. Outro ponto forte são as águas 
termais, um recurso natural localizado na região de 
Caldas Novas e Rio Quente. Além das propriedades 
terapêuticas, as águas quentes são uma boa opção para 
o lazer. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil 
e sua flora e fauna são riquíssimas. Esta regiãopossui 
cerca de 10.000 espécies vegetais. Estima-se que em 
cada hectare podem ser encontradas cerca de 400 
espécies de plantas. Quanto à fauna, são conhecidas 
cerca de 1.600 espécies de animais. São 195 espécies 
de mamíferos, sendo 18 endêmicas. Devido a essa 
grande biodiversidade, o Cerrado é considerado uma das 
25 áreas do mundo prioritárias para a conservação. 
 
Logo, não há de se falar em baixa biodiversidade. A 
alternativa incorreta e nosso gabarito é a A. 
 
Raciocínio Lógico 
 
15. 
p: Se Laura aprende o conteúdo de matemática, 
então ela aprende o conteúdo de física. 
q: Se Laura aprende o conteúdo de física, ela é 
aprovada em física. 
r: Laura foi aprovada em física. 
 
Considerando que o argumento formado pelas premissas 
p e q e pela conclusão r não é um argumento válido, para 
transformá-lo em um argumento válido, é necessário 
alterar a condicional das proposições p e q para uma: 
 
A) bicondicional. 
B) conjunção. 
C) disjunção. 
D) negação. 
E) disjunção exclusiva. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Dica: Conectivos no raciocínio lógico: 
 
 
 
Dica: Resumo da tabela verdade: 
 
 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Análise do item: 
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O texto apresenta um raciocínio lógico sobre a validade 
de argumentos e o exemplo específico do argumento 
apresentado na questão. O autor utiliza uma linguagem 
informal para explicar conceitos lógicos, como a tabela 
verdade, e aplica esses conceitos ao exemplo dado. 
 
Lembre-se de que, para que um argumento seja 
considerado verdadeiro, é necessário que todas as 
premissas sejam verdadeiras e que a conclusão seja 
verdadeira a partir das premissas. Caso contrário, o 
argumento é inválido. 
 
Analisando o argumento apresentado na questão, temos: 
 
Premissa 1: Se Laura aprende o conteúdo de 
matemática, então ela aprende o conteúdo de física. 
(P→Q) 
 
Premissa 2: Se Laura aprende o conteúdo de física, ela 
é aprovada em física. (Q → R) 
 
Conclusão: Laura foi aprovada em física. (R) 
 
A questão afirma que esse argumento é inválido. Para 
confirmar, podemos atribuir valores às premissas e à 
conclusão, veja: 
 
r: R (F) 
q: Q (F) → R (F) = F → F = V 
p: P (F) → R (F) = F → F = V 
 
Com esses valores, a conclusão é falsa, enquanto as 
premissas são verdadeiras. Para tornar o argumento 
válido, precisamos alterar pelo menos uma das 
premissas para que a conclusão seja verdadeira. 
 
Podemos transformar as premissas em conjunções, o 
que nos permite atribuir valores falsos a P e Q, tornando 
o argumento válido. Assim: 
 
r: R (F) = F 
q: Q (F) ∧ R (F) = F∧F = F 
p: P (F) ∧ R(F) = F∧F = F 
 
Portanto, para que o argumento seja válido, é necessário 
alterar os valores das premissas p e q para que sejam 
falsos. Para alcançar isso, foi utilizada a conjunção nas 
premissas, o que possibilitou que os valores de p fossem 
falsos e, consequentemente, tornasse o argumento 
válido. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
16. A sentença condicional “Se Tício desativa uma 
bomba, então Mévio desativa uma ala do presídio” é 
equivalente a: 
 
A) “Tício desativa uma bomba e Mévio não desativa uma 
ala do presídio”. 
B) “Tício desativa uma bomba ou Mévio desativa uma ala 
do presídio”. 
C) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio não desativa 
uma ala do presídio”. 
D) “Tício não desativa uma bomba e Mévio desativa uma 
ala do presídio”. 
E) “Tício não desativa uma bomba ou Mévio desativa 
uma ala do presídio”. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando a proposição: 
 • Proposição: Se Tício desativa uma bomba, então 
Mévio desativa uma ala do presídio. 
 • A = Tício desativa uma bomba. 
 • “→” = “Se, então”. 
 • B = Mévio desativa uma ala do presídio. 
 • Proposição: A→B. 
 
DICA: Equivalência e negação da condicional: 
 
 
Logo, de acordo com a DICA acima, note que a 
proposição: A→B possui como proposição equivalente: 
∼B→~A ou ~A∨B. Assim: 
 
 • ∼B→~A = Se Mévio não desativa uma ala do 
presídio, então Tício não desativa uma bomba. 
 • ~A∨B = Tício não desativa uma bomba ou Mévio 
desativa uma ala do presídio. 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto a alternativa correta corresponde à 
letra E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11 
17. 
 
 
Um urbanista projetou um passeio ao orquidário do 
Jardim Botânico, de modo que cada visitante deve 
percorrer um dos lados do orquidário fazendo o caminho 
indicado pelas setas, sempre no sentido de E para S. De 
quantas maneiras distintas um visitante pode percorrer o 
passeio? 
A) 54. 
B) 27. 
C) 18. 
D) 45. 
E) 36. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR 
 
É necessário seguir as seguintes etapas: 
 
 • 1ª etapa: Analisando o item: 
Primeiramente, vamos supor que o visitante parte do 
ponto E, e logo depois vá para o lado de cima, assim 
teremos: 
 • Quando chegar ao orquidário 1, o visitante terá 3 
opções de caminhos para ir ao orquidário 2. 
 • Quando chegar ao orquidário 2, o visitante terá 3 
opções de caminhos para ir ao orquidário 3. 
 • Quando chegar ao orquidário 3, o visitante terá 3 
opções de caminhos para ir ao ponto S. 
 
Dessa forma, o número de caminhos que o visitante pode 
fazer indo pelo lado de cima corresponde à multiplicação 
entre o número de opções que ele tem para visitar cada 
orquidário. Logo: 
 
(3) · (3) · (3) = 27 𝑐𝑎𝑚𝑖𝑛ℎ𝑜𝑠 
 
Assim, perceba que, se o visitante optar ir pelo lado de 
baixo, o número de maneiras que ele terá para percorrer 
o passeio corresponde a soma do número de caminhos 
que ele pode fazer por cada um dos lados. Dessa forma, 
vamos somar ambas as possibilidades, veja: 
 
27 + 27 = 54 𝑚𝑎𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎𝑠 
 
 • 2ª etapa: Análise final 
Diante do exposto, a alternativa correta corresponde à 
letra A. 
 
 
 
 
 
Ética no Serviço Público 
 
18. No que concerne à ética no serviço público, analise 
as assertivas abaixo: 
 
I. A autoridade pública deve atuar com retidão e 
honradez, procurando satisfazer o interesse público e 
evitar a obtenção de proveito ou vantagem pessoal 
indevida para si ou para terceiro. 
 
II. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a 
consciência dos princípios morais são primados maiores 
que devem nortear a conduta profissional do servidor 
público. 
 
III. As deficiências nas políticas de RH e a falta de valores 
éticos e morais são indicadores de risco da organização 
para a ocorrência de assédio moral. 
 
Assinale: 
 
A) Se somente a assertiva I estiver correta. 
B) Se somente a assertiva II estiver correta. 
C) Se somente a assertiva III estiver correta. 
D) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas. 
E) Se todas as assertivas estiverem corretas. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
O assédio moral caracteriza-se pela submissão do 
trabalhador a constantes humilhações e 
constrangimentos. Expressa-se, contudo, em atitudes 
violentas e sem ética que provocam repercussões 
negativas na identidade da pessoa assediada, 
maculando sua noção de dignidade e infringindo seus 
direitos fundamentais. 
 
Assim, cabe à autoridade valer-se do princípio da 
impessoalidade para atingir um bem comum (o interesse 
público) e exigir que seus servidores atuem como ética, 
decoro, selo, eficácia, entre outros. 
 
19. ___________ corresponde a uma coletânea de 
princípios morais que estabelecem padrões para bom ou 
mau ou certo ou errado, na conduta deuma pessoa ou 
grupo, dentro de uma organização. 
 
A) Moral. 
B) Ética. 
C) Cidadania. 
D) Sociologia. 
E) Princípio. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Ética corresponde a uma coletânea de princípios morais 
que estabelecem padrões para bom ou mau ou certo ou 
errado, na conduta de uma pessoa ou grupo, dentro de 
uma organização. A ética ajuda as pessoas a fazerem 
opções entre cursos de ação alternativos. 
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12 
 
Trata-se do estudo dos juízos de valor que dizem respeito 
à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de 
vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada 
sociedade, seja de modo absoluto. Tem como objeto de 
estudo uma forma adequada de comportamento humano 
que os homens julgam valiosa, necessária e obrigatória. 
 
“A moral é um conjunto de normas, aceitas livre e 
conscientemente, que regulam o comportamento 
individual e social dos homens”. (VAZQUEZ, 2003, P. 
63). 
 
20. Assinale a alternativa que NÃO expressa um exemplo 
de ética e moral na administração pública: 
 
A) A moralidade da Administração Pública não se limita à 
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da 
ideia de que o fim é sempre o bem comum. 
B) O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na 
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a 
moralidade do ato administrativo. 
C) A ética é definida, de uma forma ampla, como a 
explicitação teórica dos comportamentos morais do agir 
humano, na busca do bem comum e da realização 
individual. 
D) A moralidade da Administração Pública se limita à 
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da 
ideia de que o fim é sempre o bem comum. 
E) O servidor público não poderá jamais desprezar o 
elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que 
decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, 
o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o 
inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o 
desonesto. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Ética é a maneira como o homem se comporta no âmbito 
social de acordo com o seu caráter enquanto a moral é 
um conjunto de normas que regulam o comportamento 
desse ser social e que estão relacionadas aos costumes 
e hábitos, sendo algo anterior que a própria sociedade. 
 
Ambas guiam a conduta do homem e ensinam a melhor 
maneira de agir e se comportar em sociedade. Nas 
organizações, elas integram um código de conduta, ao 
qual lideranças e colaboradores devem se adequar para 
que não haja incompatibilidade de valores. 
 
A moralidade da Administração Pública não se limita à 
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da 
ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio 
entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor 
público, é que poderá consolidar a moralidade do ato 
administrativo. 
 
 
 
 
 
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
Direito Constitucional 
 
21. No que se refere à Constituição do Estado de Goiás, 
notadamente acerca da Organização Político-
Administrativa, assinale a alternativa incorreta. 
 
A) Compete ao Estado, em comum com a União e os 
Municípios elaborar e executar planos estaduais e 
regionais de ordenação do território e de 
desenvolvimento econômico e social. 
B) Compete ao Estado manter relações com as demais 
unidades da Federação e participar de organizações 
interestaduais. 
C) São bens do Estado os que atualmente lhe pertençam, 
os que lhe vierem a ser atribuídos e as águas superficiais 
ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, 
ressalvadas, neste caso, as decorrentes de obras da 
União. 
D) O Estado de Goiás buscará a integração econômica, 
política, social e cultural com o Distrito Federal e com os 
Estados integrantes do Centro-Oeste e da Amazônia. 
E) É objetivo fundamental do Estado de Goiás promover 
o desenvolvimento econômico e social, erradicando a 
pobreza e a marginalização e reduzindo as 
desigualdades regionais e as diferenças de renda. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Na verdade, essa não é uma competência comum do 
Estado com a União e os Municípios, mas somente aos 
Estados. Vejamos o disposto na Constituição do Estado 
de Goiás, que assevera: 
 
“Art. 5º - Compete ao Estado: (...) 
IV – elaborar e executar planos estaduais e regionais de 
ordenação do território e de desenvolvimento econômico 
e social; (...)” 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos da Constituição do Estado de Goiás, 
vejamos: 
 
“Art. 5º - Compete ao Estado: 
I - manter relações com as demais unidades da 
Federação e participar de organizações 
interestaduais.” 
 
Alternativa C – correta. 
Conforme do disposto na Constituição do Estado de 
Goiás, a saber: 
 
“Art. 7º - São bens do Estado os que atualmente lhe 
pertençam, os que lhe vierem a ser atribuídos e: 
 
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, 
emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, 
as decorrentes de obras da União;” 
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13 
 
Alternativa D – correta. 
De acordo a literalidade da Constituição do Estado de 
Goiás, que aduz: 
 
“Art. 3º - São objetivos fundamentais do Estado de Goiás: 
(...) 
Parágrafo único - O Estado de Goiás buscará a 
integração econômica, política, social e cultural com 
o Distrito Federal e com os Estados integrantes do 
Centro-Oeste e da Amazônia.” 
 
Alternativa E – correta. 
Nos moldes do previsto na Constituição do Estado de 
Goiás, a saber: 
 
“Art. 3º - São objetivos fundamentais do Estado de 
Goiás: 
 
I - contribuir para uma sociedade livre, justa, produtiva e 
solidária; 
II - promover o desenvolvimento econômico e social, 
erradicando a pobreza e a marginalização e 
reduzindo as desigualdades regionais e as 
diferenças de renda; 
III - promover o bem comum, sem qualquer forma de 
discriminação quanto à origem, raça, sexo, cor, idade ou 
crença.” 
 
22. Considerando o que dispõe o texto constitucional 
sobre a possibilidade de inviolabilidade das 
comunicações telefônicas, podemos dizer que ela é 
admitida: 
 
A) Apenas na hipótese de existência da instrução 
processual penal. 
B) Em qualquer caso que a autoridade policial considerar 
relevante e puder determinar de ofício. 
C) Apenas quando o crime cometido for crime hediondo. 
D) Nos casos de investigação criminal e instrução 
processual penal, desde que haja autorização judicial. 
E) Para fins de investigação criminal, apenas. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
O erro da assertiva está em limitar a possibilidade de 
interceptação das comunicações telefônicas à hipótese 
de instrução processual penal, pois o próprio texto 
constitucional, no art. 5º, XII, expressa a possibilidade de 
inviolabilidade também na hipótese de investigação 
criminal. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O art. 5º, X e XII, da CF são claros ao dispor quanto à 
inviolabilidade da intimidade, à vida privada e outros 
direitos individuais do indivíduo. Alguns direitos 
individuais podem ser violados apenas em casos 
excepcionais e expressamente previstos pela legislação. 
Portanto, é incabível dizer que a inviolabilidade das 
comunicações telefônicas é possível de ofício ao 
delegado quando ele assim o entender cabível. 
 
Alternativa C – incorreta. 
O texto constitucional não traz nenhuma restrição à 
interceptação telefônica no que se refere à 
modalidade dos crimes cometidos, portanto, a 
assertiva está equivocada. 
 
Alternativa D – correta. 
O texto constitucional, em seu art. 5º, XII, da CF, nos 
ensina que a interceptação das comunicações 
telefônicas é modalidade de exceção e só deve ocorrerquando precedida de autorização judicial, nas hipóteses 
de investigação criminal e instrução processual penal. 
 
Alternativa E – incorreta. 
O erro dessa assertiva também está na limitação das 
possibilidades de interceptação telefônica à hipótese 
de investigação criminal, uma vez que também se 
admite sua aplicação para fins de instrução processual 
penal. 
 
23. Considerando as normas constitucionais sobre o 
Poder Judiciário, assinale a alternativa correta. 
 
A) O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de 
Justiça e os Tribunais Superiores têm sede no Distrito 
Federal. 
B) Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e 
julgar o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo 
internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o 
Território. 
C) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e 
julgar os conflitos de atribuições entre autoridades 
administrativas e judiciárias da União, ou entre 
autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de 
outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União. 
D) Em caso de não realização das indicações para a 
composição do Conselho Nacional de Justiça no prazo 
legal, a escolha caberá ao Supremo Tribunal Federal. 
E) O Conselho Nacional de Justiça é presidido por um de 
seus membros, eleitos por meio de voto secreto. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Segundo o art. 92, § 1º, da CF/88, o Supremo Tribunal 
Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais 
Superiores têm sede na capital federal, logo em 
Brasília, nos termos do art. 18, § 1º, da CF/88. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e 
julgar o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo 
internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o 
Território, conforme art. 102, I, “e”, da CF/88. 
 
Alternativa C – incorreta. 
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14 
Na realidade essa competência é do Superior Tribunal 
de Justiça, consoante art. 105, I, “g”, da CF/88. 
 
Alternativa D – correta. 
Nos termos do art. 103-B, § 3º, da Constituição Federal, 
não efetuadas, no prazo legal, as indicações para a 
composição do CNJ, caberá a escolha ao Supremo 
Tribunal Federal. 
 
Alternativa E – incorreta. 
De acordo com o art. 103-B, § 1º, da Constituição 
Federal, o Conselho Nacional de Justiça é presidido 
pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal e, nas 
suas ausências, pelo Vice-Presidente do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
24. O órgão que detém a função de exercer o controle 
externo da atividade policial é a (o): 
 
A) Corregedoria da Polícia Civil. 
B) Conselho Nacional de Justiça. 
C) Ministério Público. 
D) Associação dos Delegados de Polícia do Brasil. 
E) Supremo Tribunal Federal. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, nos termos do disposto na Carta Magna, a 
função institucional de exercer o controle externo da 
atividade policial é o órgão do Ministério Público, a saber: 
 
“Art. 129. São funções institucionais do Ministério 
Público: (...) 
VII - exercer o controle externo da atividade policial, 
na forma da lei complementar mencionada no artigo 
anterior;” 
 
Desta feita, a Alternativa C é a correta. 
 
25. A segurança pública é dever do Estado e direito e 
responsabilidade de todos. É exercida pela Polícia 
Federal e por outros órgãos, com base na Constituição 
Federal, para a preservação da ordem pública e da 
incolumidade das pessoas e do patrimônio. Acerca desse 
tema, assinale a alternativa correta. 
 
A) Juntamente com a Polícia Civil, cabe à Polícia Federal 
exercer funções de Polícia Judiciária da União. 
B) A Polícia Federal é um órgão permanente, organizado 
e mantido pela União, e estruturado em carreira que se 
destina, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das 
rodovias federais. 
C) As Polícias Federais, Militares e os Corpos de 
Bombeiros Militares, as forças auxiliares e a reserva do 
Exército subordinam-se, juntamente com as Polícias 
Civis, aos governadores dos estados, do Distrito Federal 
e dos territórios. 
D) Às Polícias Civis incumbe, ressalvada a competência 
da União, a apuração de infrações penais, incluindo as 
militares. 
E) À Polícia Federal cabe apurar as infrações penais 
contra a ordem política e social ou em detrimento de 
bens, serviços e interesses da União ou de suas 
entidades autárquicas e empresas públicas. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
É competência exclusiva da Polícia Federal, não 
cabendo referida atribuição apresentada na alternativa à 
Polícia Civil. 
 
Nos termos do art. 144, § 1º, IV, da CF, "a polícia 
federal, instituída por lei como órgão permanente, 
organizado e mantido pela União e estruturado em 
carreira, destina-se a: (...) IV - exercer, com 
exclusividade, as funções de polícia judiciária da 
União". 
 
Alternativa B – incorreta. 
A alternativa na realidade se equivoca ao citar a polícia 
federal. 
 
De acordo com o art. 144, § 2º, da CF, "a polícia 
rodoviária federal, órgão permanente, organizado e 
mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, 
na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias 
federais". 
 
Alternativa C – incorreta. 
A subordinação aos Governadores não abrange as 
polícias federais. 
 
Segundo o art. 144, § 6º, da CF, "as polícias militares e 
os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e 
reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as 
polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos 
Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios". 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na verdade, não inclui as infrações militares. 
 
De acordo com o art. 144, § 4º, "às polícias civis, dirigidas 
por delegados de polícia de carreira, incumbem, 
ressalvada a competência da União, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações penais, 
exceto as militares". 
 
Alternativa E – correta. 
Trata-se da literalidade do art. 144, § 1º, I, da CF, 
segundo o qual "a polícia federal, instituída por lei como 
órgão permanente, organizado e mantido pela União e 
estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações 
penais contra a ordem política e social ou em detrimento 
de bens, serviços e interesses da União ou de suas 
entidades autárquicas e empresas públicas, assim como 
outras infrações cuja prática tenha repercussão 
interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, 
segundo se dispuser em lei". 
 
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26. Com base nos termos expressamente previstos na 
redação vigente da Constituição Federal, é direito dos 
servidores públicos: 
 
A) O acúmulo de dois cargos ou empregos de 
profissionais das áreas da saúde ou da educação, com 
profissões regulamentadas. 
B) A garantia de que o servidor público perceberá as 
vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem 
prejuízo da remuneração do cargo eletivo municipal, 
estadual, distrital ou federal, desde que haja 
compatibilidade de horários. 
C) A readaptação de servidor público titular de cargo 
efetivo para exercício de cargo cujas atribuições e 
responsabilidades sejam compatíveis com a limitação 
que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, 
enquanto permanecer nessa condição, desde que 
possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos 
para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo 
de origem. 
D) A aposentadoria concedida com a utilização do tempo 
de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função 
pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, 
não acarreta o rompimento do vínculo que gerou o 
referido tempo de contribuição.E) A incorporação de vantagens de caráter temporário ou 
vinculadas ao exercício de função de confiança ou de 
cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo, 
após cinco anos de efetivo exercício ininterrupto. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Equivoca-se ao afirmar ser possível acumular dois 
cargos ou empregos de profissionais das áreas da 
educação, com profissões regulamentadas, quando, na 
verdade, essa regra vale apenas para a áreas de saúde. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O erro encontra-se em generalizar as regras dos 
servidores investidos em mandato eletivo. Em alguns 
destes serão afastados do cargo, como é o caso de 
mandato federal, estadual ou distrital. 
 
Alternativa C – correta. 
Nos termos do previsto na Constituição Federal de 1988, 
que assevera: 
 
“Art. 37. (...) 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser 
readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e 
responsabilidades sejam compatíveis com a limitação 
que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, 
enquanto permanecer nesta condição, desde que possua 
a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o 
cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de 
origem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) (...).” 
 
Alternativa D – incorreta. 
A aposentadoria concedida com a utilização do tempo de 
contribuição decorrente de cargo, emprego ou função 
pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, 
acarreta o rompimento do vínculo que gerou o 
referido tempo de contribuição. 
 
Alternativa E – incorreta. 
É vedada a incorporação de vantagens de caráter 
temporário ou vinculadas ao exercício de função de 
confiança ou de cargo em comissão à remuneração do 
cargo efetivo. 
 
Direito Administrativo 
 
27. “São pessoas jurídicas de direito privado, cuja 
criação se dá por autorização em lei e mediante registro. 
O regime de pessoal adotado é o celetista (CLT), com 
exceção dos dirigentes (cargo em comissão) que são 
vinculados à Lei 8.112/90. Podem ser exploradoras de 
atividade econômica e possuem seu capital social 
integralmente público”. Tal definição se refere à: 
 
A) Agência reguladora. 
B) Autarquia federal. 
C) Empresa pública. 
D) Sociedade de economia mista. 
E) Fundação pública. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Importante observar as informações trazidas pela 
questão, onde trata-se de ente da Administração indireta 
exploradora de atividade econômica. Logo, exclui–se as 
autarquias e as fundações públicas cuja finalidade é de 
exercício das atividades típicas do Estado sem 
exploração econômica e sem fins lucrativos. 
 
Assim, requer diferenciar empresa pública e sociedade 
de economia mista, onde a primeira possui capital social 
exclusivamente público, enquanto a segunda apresenta 
capital majoritariamente público, porém com participação 
de capital privado em modalidade societária S/A. 
 
Outro ponto importante é que os entes da Administração 
Indireta são autorizados por lei e requerem registro em 
junta comercial, exceto as autarquias (como as agências 
reguladoras) que são criadas e extintas diretamente por 
lei. 
 
28. Acerca da anulação do ato administrativo, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) A Administração não deve anular seus atos ilegais. 
B) Somente o chefe do Poder Legislativo pode anular os 
atos ilegais da Administração Pública. 
C) Em nenhuma hipótese, a Administração deve anular 
os atos administrativos ilegais. 
D) A Administração deve anular seus próprios atos, 
quando apresentarem vício de legalidade. 
E) Cabe ao chefe da Polícia Federal requerer a 
declaração de nulidade de ato administrativo. 
 
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Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
A anulação é uma das formas de desfazimento de atos 
administrativos. Nesse caso, a anulação se dá para atos 
que apresentem vícios de legalidade, ou seja, não 
comportam análise do critério de mérito (como na 
revogação). Além disso, a anulação apresenta efeitos 
retroativos que atingem o ato desde sua edição, os 
chamados efeitos “ex tunc”, com exceção dos atos que 
ensejam direito adquirido aos particulares de boa fé. 
 
Ressalta–se que, de acordo com o poder de autotutela, 
previsto na súmula 473, a anulação pode ser realizada 
tanto pela Administração em caráter interno (espécie de 
controle administrativo) quando pelo Poder Judiciário, 
porém somente mediante provocação (espécie de 
controle judicial). Súmula 473 (STF): 
“A administração pode anular seus próprios atos, 
quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque 
deles não se originam direitos; ou revogá–los, por motivo 
de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a 
apreciação judicial”. 
 
29. Lourenço, ocupante de cargo efetivo, foi nomeado 
para ocupar cargo de assessoria na Diretoria-Geral de 
Administração Penitenciária. Logo, sabe-se que 
Lourenço é um: 
 
A) Servidor público em cargo de confiança. 
B) Empregado público celetista. 
C) Particular em colaboração em cargo em comissão. 
D) Servidor público em função de confiança. 
E) Agente honorífico como funcionário público. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Agentes públicos são pessoas físicas que exercem 
mandato, cargo, emprego ou função pública, ainda que 
transitória e sem remuneração. As espécies de agentes 
públicos são: 
 
1. Agentes políticos: 
 
2. Servidores públicos: 
a. Estatutários 
b. Empregados públicos 
c. Temporários: 
 
3. Particulares em colaboração: 
a. Agentes honoríficos 
b. Delegatários 
c. Credenciados 
 
As funções de confiança, exercidas exclusivamente por 
servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em 
comissão, a serem preenchidos por servidores de 
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos 
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de 
direção, chefia e assessoramento. 
 
O art. 37, inciso V da Constituição Federal de 1988 
dispõe que: 
"as funções de confiança, exercidas 
exclusivamente por servidores ocupantes de cargo 
efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos 
por servidores de carreira nos casos, condições e 
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se 
apenas às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento". 
 
Logo, por Lourenço ser servidor público ocupante de 
cargo efetivo, ele será nomeado para exercer uma função 
de confiança com atribuição de assessoramento. 
 
30. Com relação ao poder disciplinar, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) Não pode ser exercido no âmbito do Poder Executivo. 
B) É o processo judicial por meio do qual são cobradas 
as multas dos servidores. 
C) É o poder pelo qual a Administração responsabiliza os 
próprios servidores pelas faltas cometidas. 
D) Tem relação com as disciplinas das universidades 
públicas. 
E) Somente pode ser exercido por autoridade judiciária 
que tenha competência hierárquica. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
O poder–dever disciplinar, exercido internamente por 
todos os Poderes, autoriza à Administração aplicar 
sanções seus servidores que venham a cometer 
infrações administrativas e, também, ao particular que 
tenha vínculo jurídico específico com a Administração 
(ex.: concessionários e permissionários), sujeitos à 
disciplina administrativa. 
 
O poder hierárquico é competência para a verificação do 
cumprimento dos ordenamentos exigidos por autoridades 
hierarquicamente superiores e, em casos de 
descumprimento, a aplicação de sanções ou punições é 
oriunda do Poder Disciplinar (para servidores ou 
particulares com vínculo administrativo). Já a aplicação 
de sanções ou multas que restringem ou condicionam 
direitos aos particulares (sem vínculo) é manifestação do 
Poder de Polícia da Administração Pública. 
 
31.O regime jurídico administrativo é pautado pelos 
princípios da supremacia do interesse público e da 
indisponibilidade do interesse público, por tratar das 
relações verticais entre Estado e o particular. Para isso, 
a Administração dispõe de poderes especiais para 
estabelecer essa relação, sendo irrenunciáveis. Sobre a 
temática, assinale a alternativa que descreve um dos 
atributos do Poder de Polícia. 
 
A) Coercibilidade: execução de atos podem ocorrer 
imediatamente ou diretamente, sem prévia intervenção 
judicial. A essa característica ressalva-se, ainda, que os 
meios de coerção podem ser diretos (executoriedade) ou 
indiretos (exigibilidade). 
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B) Autoexecutoriedade: possibilidade da executoriedade 
de sanções sem anuência do particular (ex.: apreensão 
ou destruição de objetos, embargo ou interdição de 
estabelecimentos, etc.). 
C) Finalidade: presente em atos vinculados, pois a lei 
determina que o objetivo em sentido amplo da 
Administração é o interesse público, sendo, ainda, 
pautado pelo princípio da impessoalidade. 
D) Discricionariedade: razoável margem de atuação da 
Administração Pública dentro das limitações previstas em 
lei (quais sanções e como serão aplicadas). 
E) Forma: é a exteriorização do ato, estando presente em 
atos vinculados e discricionários. Em regra, a forma de 
um ato será escrita, exceto quando outras formas 
estiverem previstas em lei. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
São atributos do Poder de polícia (características): 
• Discricionariedade: razoável margem de 
atuação da Administração Pública dentro das limitações 
previstas em lei (quais sanções e como serão aplicadas). 
• Autoexecutoriedade: execução de atos podem 
ocorrer imediatamente ou diretamente, sem prévia 
intervenção judicial. A essa característica ressalva-se, 
ainda, que os meios de coerção podem ser diretos 
(executoriedade) ou indiretos (exigibilidade), sendo o 
primeiro necessário somente em casos que precisem do 
uso da força (ex.: interdição de estabelecimento após 
reiteradas multas). Já o segundo caso, de exigibilidade, 
está presente em todos os atos pela imposição da sanção 
(ex.: multa). 
• Coercibilidade: possibilidade da executoriedade 
de sanções sem anuência do particular (ex.: apreensão 
ou destruição de objetos, embargo ou interdição de 
estabelecimentos, etc.). 
 
As demais alternativas se referem a requisitos de 
validade dos atos administrativos (finalidade e forma). 
 
32. Assinale a alternativa que apresenta uma hipótese de 
dispensa de licitação segundo a Lei nº 14.133/2021. 
 
A) Contratação de serviços técnicos especializados de 
natureza predominantemente intelectual com 
profissionais ou empresas de notória especialização, 
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e 
divulgação. 
B) Contratação de profissionais para compor a comissão 
de avaliação de critérios de técnica, quando se tratar de 
profissional técnico de notória especialização. 
C) Aquisição de materiais, de equipamentos ou de 
gêneros ou contratação de serviços que somente 
possam ser fornecidos por produtor, empresa ou 
representante comercial exclusivos. 
D) Objetos que devam ou passam a ser contratados por 
meio de credenciamentos. 
E) Aquisição ou locação de imóvel cujas características 
de instalações e de localização tornem necessária sua 
escolha. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Essa tem sido uma importante cobrança das bancas, 
Caveira! É necessário saber as hipóteses de dispensa de 
licitação e de inexigibilidade. 
 
Vamos a elas: 
 
“Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a 
competição, em especial nos casos de: 
I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de 
gêneros ou contratação de serviços que só possam ser 
fornecidos por produtor, empresa ou representante 
comercial exclusivos; 
II - contratação de profissional do setor artístico, 
diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde 
que consagrado pela crítica especializada ou pela 
opinião pública; 
III - contratação dos seguintes serviços técnicos 
especializados de natureza predominantemente 
intelectual com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de 
publicidade e divulgação: 
a) estudos técnicos, planejamentos, projetos 
básicos ou projetos executivos; 
b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
c) assessorias ou consultorias técnicas e 
auditorias financeiras ou tributárias; 
d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de 
obras ou serviços; 
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas; 
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
g) restauração de obras de arte e de bens de 
valor histórico; 
h) controles de qualidade e tecnológico, análises, 
testes e ensaios de campo e laboratoriais, 
instrumentação e monitoramento de parâmetros 
específicos de obras e do meio ambiente e demais 
serviços de engenharia que se enquadrem no disposto 
neste inciso; 
 
IV - objetos que devam ou possam ser contratados por 
meio de credenciamento; 
V - aquisição ou locação de imóvel cujas características 
de instalações e de localização tornem necessária sua 
escolha”. 
 
“Art. 75. É dispensável a licitação: 
 
I - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 
100.000,00 (cem mil reais), no caso de obras e serviços 
de engenharia ou de serviços de manutenção de veículos 
automotores; 
II - para contratação que envolva valores inferiores a R$ 
50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de outros 
serviços e compras; 
III - para contratação que mantenha todas as condições 
definidas em edital de licitação realizada há menos de 1 
(um) ano, quando se verificar que naquela licitação: 
a) não surgiram licitantes interessados ou não 
foram apresentadas propostas válidas; 
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b) as propostas apresentadas consignaram 
preços manifestamente superiores aos praticados no 
mercado ou incompatíveis com os fixados pelos órgãos 
oficiais competentes; 
 
IV - para contratação que tenha por objeto: 
a) bens, componentes ou peças de origem 
nacional ou estrangeira necessários à manutenção de 
equipamentos, a serem adquiridos do fornecedor original 
desses equipamentos durante o período de garantia 
técnica, quando essa condição de exclusividade for 
indispensável para a vigência da garantia; 
b) bens, serviços, alienações ou obras, nos 
termos de acordo internacional específico aprovado pelo 
Congresso Nacional, quando as condições ofertadas 
forem manifestamente vantajosas para a Administração; 
c) produtos para pesquisa e desenvolvimento, 
limitada a contratação, no caso de obras e serviços de 
engenharia, ao valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil 
reais); 
d) transferência de tecnologia ou licenciamento 
de direito de uso ou de exploração de criação protegida, 
nas contratações realizadas por instituição científica, 
tecnológica e de inovação (ICT) pública ou por agência 
de fomento, desde que demonstrada vantagem para a 
Administração; 
e) hortifrutigranjeiros, pães e outros gêneros 
perecíveis, no período necessário para a realização dos 
processos licitatórios correspondentes, hipótese em que 
a contratação será realizada diretamente com base no 
preço do dia; 
f) bens ou serviços produzidos ou prestados no 
País que envolvam, cumulativamente, alta complexidade 
tecnológica e defesa nacional; 
g) materiais de uso das Forças Armadas, com 
exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, 
quando houver necessidade de manter a padronização 
requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios 
navais, aéreos e terrestres, medianteautorização por ato 
do comandante da força militar; 
h) bens e serviços para atendimento dos 
contingentes militares das forças singulares brasileiras 
empregadas em operações de paz no exterior, hipótese 
em que a contratação deverá ser justificada quanto ao 
preço e à escolha do fornecedor ou executante e 
ratificada pelo comandante da força militar; 
i) abastecimento ou suprimento de efetivos 
militares em estada eventual de curta duração em portos, 
aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por 
motivo de movimentação operacional ou de 
adestramento; 
j) coleta, processamento e comercialização de 
resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em 
áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, realizados 
por associações ou cooperativas formadas 
exclusivamente de pessoas físicas de baixa renda 
reconhecidas pelo poder público como catadores de 
materiais recicláveis, com o uso de equipamentos 
compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de 
saúde pública; 
k) aquisição ou restauração de obras de arte e 
objetos históricos, de autenticidade certificada, desde 
que inerente às finalidades do órgão ou com elas 
compatível; 
l) serviços especializados ou aquisição ou 
locação de equipamentos destinados ao rastreamento e 
à obtenção de provas previstas nos incisos II e V do caput 
do art. 3º da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, 
quando houver necessidade justificada de manutenção 
de sigilo sobre a investigação; 
m) aquisição de medicamentos destinados 
exclusivamente ao tratamento de doenças raras 
definidas pelo Ministério da Saúde; 
 
V - para contratação com vistas ao cumprimento do 
disposto nos arts. 3º, 3º-A, 4º, 5º e 20 da Lei nº 10.973, 
de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios 
gerais de contratação constantes da referida Lei; 
VI - para contratação que possa acarretar 
comprometimento da segurança nacional, nos casos 
estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa, 
mediante demanda dos comandos das Forças Armadas 
ou dos demais ministérios; 
VII - nos casos de guerra, estado de defesa, estado de 
sítio, intervenção federal ou de grave perturbação da 
ordem; 
VIII - nos casos de emergência ou de calamidade pública, 
quando caracterizada urgência de atendimento de 
situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a 
continuidade dos serviços públicos ou a segurança de 
pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, 
públicos ou particulares, e somente para aquisição dos 
bens necessários ao atendimento da situação 
emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e 
serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 
1 (um) ano, contado da data de ocorrência da emergência 
ou da calamidade, vedadas a prorrogação dos 
respectivos contratos e a recontratação de empresa já 
contratada com base no disposto neste inciso; 
IX - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito 
público interno, de bens produzidos ou serviços 
prestados por órgão ou entidade que integrem a 
Administração Pública e que tenham sido criados para 
esse fim específico, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado; 
X - quando a União tiver que intervir no domínio 
econômico para regular preços ou normalizar o 
abastecimento; 
XI - para celebração de contrato de programa com ente 
federativo ou com entidade de sua Administração Pública 
indireta que envolva prestação de serviços públicos de 
forma associada nos termos autorizados em contrato de 
consórcio público ou em convênio de cooperação; 
 
XII - para contratação em que houver transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único 
de Saúde (SUS), conforme elencados em ato da direção 
nacional do SUS, inclusive por ocasião da aquisição 
desses produtos durante as etapas de absorção 
tecnológica, e em valores compatíveis com aqueles 
definidos no instrumento firmado para a transferência de 
tecnologia; 
XIII - para contratação de profissionais para compor a 
comissão de avaliação de critérios de técnica, quando se 
tratar de profissional técnico de notória especialização; 
XIV - para contratação de associação de pessoas com 
deficiência, sem fins lucrativos e de comprovada 
idoneidade, por órgão ou entidade da Administração 
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19 
Pública, para a prestação de serviços, desde que o preço 
contratado seja compatível com o praticado no mercado 
e os serviços contratados sejam prestados 
exclusivamente por pessoas com deficiência; 
XV - para contratação de instituição brasileira que tenha 
por finalidade estatutária apoiar, captar e executar 
atividades de ensino, pesquisa, extensão, 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e 
estímulo à inovação, inclusive para gerir administrativa e 
financeiramente essas atividades, ou para contratação 
de instituição dedicada à recuperação social da pessoa 
presa, desde que o contratado tenha inquestionável 
reputação ética e profissional e não tenha fins lucrativos; 
XVI - para aquisição, por pessoa jurídica de direito 
público interno, de insumos estratégicos para a saúde 
produzidos por fundação que, regimental ou 
estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da 
Administração Pública direta, sua autarquia ou fundação 
em projetos de ensino, pesquisa, extensão, 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e 
de estímulo à inovação, inclusive na gestão 
administrativa e financeira necessária à execução desses 
projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o SUS, nos 
termos do inciso XII do caput deste artigo, e que tenha 
sido criada para esse fim específico em data anterior à 
entrada em vigor desta Lei, desde que o preço contratado 
seja compatível com o praticado no mercado; e 
(Redação dada pela Medida Provisória nº 1.166, de 
2023) 
XVII - para a contratação de entidades privadas sem fins 
lucrativos para a implementação de cisternas ou outras 
tecnologias sociais de acesso à água para consumo 
humano e produção de alimentos, para beneficiar as 
famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou pela 
falta regular de água”. 
 
Direito Penal 
 
33. Considere hipoteticamente que H. T. B., meliante 
conhecido na região do Rio Vermelho, no horário de 
almoço, próximo ao restaurante XYZ, foi preso por estar 
fumando um cigarro de maconha. Segundo entendimento 
do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de 
Justiça: 
 
A) H. T. B. praticou tráfico ilícito de drogas, previsto no 
art. 33, caput, da Lei de Drogas. 
B) A conduta de H. T. B. é atípica, tendo em vista a 
grande quantidade de droga adquirida para uso próprio. 
C) O Princípio da Consunção é reconhecido e aplicável 
ao caso, pois não há ofensa a terceiros, apenas ao 
próprio corpo, tornando a conduta atípica. 
D) A conduta de H. T. B. configura uso de drogas, o qual 
ainda é crime, embora tenha ocorrido sua 
despenalização, ou seja, não se aplica pena privativa de 
liberdade. 
E) O Princípio da Adequação Social é aplicável, pois se 
trata de tráfico de drogas. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, mesmo que não haja imposição de pena 
privativa de liberdade ao usuário de drogas, segundo 
entendimento do STF e STJ, a conduta constitui crime, 
não ocorrendo abolitio criminis, e sim uma 
despenalização. 
 
Vejamos o disposto na Lei de Drogas, a saber: 
 
“Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, 
transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar será submetido às 
seguintes penas: 
 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
 
II - prestação de serviços à comunidade; 
 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou 
curso educativo. 
 
§ 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu 
consumo pessoal, semeia,cultiva ou colhe plantas 
destinadas à preparação de pequena quantidade de 
substância ou produto capaz de causar dependência 
física ou psíquica.” 
 
Desta feita, a Alternativa D é a correta. 
 
34. Todo tipo penal pressupõe a existência do dolo geral 
e, em algumas hipóteses, do dolo específico. Já as 
modalidades de culpa (imprudência, negligência e 
imperícia) estarão presentes na lei de forma expressa. 
Em alguns crimes, o Código Penal une o dolo e a culpa 
no mesmo tipo penal como elemento imprescindível para 
a respectiva caracterização. Acerca desse tema, é 
correto afirmar que o preterdolo está presente no crime 
de: 
 
A) Homicídio culposo. 
B) Roubo simples. 
C) Estupro de vulnerável. 
D) Lesão corporal seguida de morte. 
E) Aborto provocado por terceiro. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
O crime de homicídio apresenta apenas conduta culposa, 
diferentemente do crime preterdoloso em que a conduta 
inicial é dolosa, mas o resultado dela advindo é culposo. 
Logo, não é a alternativa a ser marcada. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O crime de roubo simples apresenta apenas conduta 
dolosa, diferente do crime preterdoloso. Logo, não é a 
alternativa a ser marcada. 
 
Alternativa C – incorreta. 
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Como buscamos uma conduta preterdolosa, e o crime de 
estupro de vulnerável apresenta apenas conduta dolosa, 
não é a alternativa a ser assinalada. 
 
Alternativa D – correta. 
 
Como observamos da questão, exige-se conhecimento 
de crime preterdoloso (o agente não quis o resultado, 
nem assumiu o risco de produzi-lo, logo, não houve dolo 
no resultado morte, apenas culpa), e o único dos 
descritos nas alternativas em que a conduta inicial é 
dolosa, mas o resultado dela advindo é culposo, é o crime 
de lesão corporal seguida de morte. Vejamos o disposto 
no Código Penal, a saber: 
 
“Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de 
outrem: 
 
Lesão corporal seguida de morte 
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam 
que o agente não quis o resultado, nem assumiu o 
risco de produzi-lo (...).” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Equivoca-se, pois o crime de aborto provocado por 
terceiro apresenta apenas conduta dolosa, não sendo, 
portanto, a alternativa a ser assinalada. 
 
35. E. L. P. pegou o carro de M. A. V., com devida 
anuência, para limpeza no lava a jato. Após a lavagem, 
E. L. P. decidiu não mais devolver o carro e sumiu. Com 
base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que 
indica o crime praticado por E. L. P. 
 
A) Furto qualificado pela fraude. 
B) Apropriação indébita. 
C) Estelionato. 
D) Furto simples. 
E) Roubo simples. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, no caso em tela, E.L.P. praticou o crime de 
apropriação indébita, pois percebeu, de boa-fé, e de 
maneira desvigiada o carro de M.A.V. para limpeza no 
lava a jato, porém, em dolo subsequente, resolveu não 
devolvê-lo, apropriando-se ilegitimamente do bem. 
 
Vejamos o disposto no Código Penal, que assevera: 
 
“Apropriação indébita 
 
 Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que 
tem a posse ou a detenção: 
 
 Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa." 
 
Trata-se de crime comum, praticado por qualquer pessoa 
a quem seja confiada a posse ou detenção de 
determinado bem móvel. 
 
A tipificação como delito da conduta de apropriação 
indébita tem como objetividade jurídica a proteção à 
propriedade. 
 
Desta feita, e por se amoldar ao disposto no art. 168 do 
Código Penal, a Alternativa B é a correta. 
 
36. Suponha que A. D. M. tenha sido condenado à pena 
de seis anos de reclusão pela prática de roubo simples 
(art. 157, caput, do Código Penal). Considerando o 
flagrante delito ocorrido em 21 de março de 2017, sem 
levar em conta as demais regras da progressão de 
regime, a rigor, A. D. M. deve ser colocado em liberdade 
em: 
 
A) 20 de março de 2023. 
B) 18 de março de 2023. 
C) 22 de março de 2023. 
D) 21 de março de 2023. 
E) 19 de março de 2023. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, a referida questão traz um caso concreto, no 
qual foi exigido o conhecimento do art. 10 do CP, que dita 
que o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. 
Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário 
comum. 
 
Vejamos a íntegra do Código Penal: 
 
“Art. 10. O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. 
Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário 
comum.” 
 
Sendo assim, como o delito ocorreu no dia 21 de março 
de 2017, completará 6 anos de reclusão no dia 20 de 
março de 2023. 
 
Diante o exposto, a Alternativa A é a correta. 
 
37. Armando e Roberto praticam crimes de roubo. Em 
local diverso, Cleiton pratica crime de roubo valendo-se 
de arma de fogo e Luiz pratica crime de roubo valendo-
se de arma branca. Já Patrícia pratica o crime de roubo 
utilizando explosivos para destruir os obstáculos. De 
acordo com os casos e diante das normas legais, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) A conduta de Armando e Roberto não revelam uma 
causa de aumento de pena para o crime de roubo. 
B) As condutas de Cleiton e de Luiz trazem a mesma 
fração de causa de aumento de pena. 
C) A conduta de Patrícia traz uma causa de aumento de 
pena na fração de 2/3. 
D) A pena do crime de roubo não será aumentada se o 
objetivo for, apenas, a subtração de explosivos. 
E) Se o crime de roubo for em desfavor de vítima que 
está em serviço de transporte de valores, haverá causa 
de aumento de pena ainda que o agente criminoso 
desconheça tal circunstância. 
 
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21 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
O concurso de agentes é causa de aumento de pena 
no crime de roubo, conforme o disposto no art. 157, § 
2º, II, CP. 
 
Alternativa B – incorreta. 
No passado, não havia distinção entre o uso de arma 
branca e o de arma de fogo. Todavia, a atual legislação 
traz causa de aumento de 1/3 para o uso de arma 
branca, e de 2/3 para o uso de arma de fogo. 
 
Alternativa C – correta. 
Realmente, se no crime de roubo há destruição ou 
rompimento de obstáculo mediante o emprego de 
explosivo, há incidência de causa de aumento na fração 
de 2/3. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na verdade, se o crime de roubo visar à subtração de 
substâncias explosivas, há sim incidência de causa de 
aumento de pena na fração de 1/3. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Na forma do art. 157, §2º, a pena aumenta-se de 1/3 (um 
terço) até metade: (...) III - se a vítima está em serviço de 
transporte de valores e o agente conhece tal 
circunstância. 
 
38. Paulo, enquanto estava dentro de uma aeronave 
privada estrangeira que sobrevoava o território nacional, 
praticou o crime de homicídio em desfavor de Joaquim. 
Quanto à aplicação da lei penal no espaço e demais 
aspectos da parte geral, considerando o caso, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) Não será aplicada, para Paulo, a lei penal brasileira. 
B) Se um agente domiciliado no Brasil praticar, em outra 
parte do mundo, o crime de genocídio, estará, de maneira 
incondicionada, sujeito à lei brasileira. 
C) As imunidades diplomáticas se aplicam aos 
empregados particulares dos diplomatas. 
D) É característica do Direito Penal do Inimigo a fixação 
de condutas criminosas certas e determinadas. 
E) As leis penais não incriminadoras descrevem crimes e 
trazem as sanções aplicáveis. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Estamos diante do Princípio da territorialidade 
temperada (mitigada). Vejamos o dispostono Código 
Penal, que assevera: 
 
“Art. 5º Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de 
convenções, tratados e regras de direito internacional, ao 
crime cometido no território nacional (...) 
§1º É também aplicável a lei brasileira aos crimes 
praticados a bordo de aeronaves ou embarcações 
estrangeiras de propriedade privada, achando-se 
aquelas em pouso no território nacional ou em voo no 
espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar 
territorial do Brasil.” 
 
Alternativa B – correta. 
Temos aqui a aplicação do Princípio da personalidade 
ativa e do Domicílio, bem como a aplicação da 
Extraterritorialidade incondicionada. Vejamos: 
 
“Art. 7º Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos 
no estrangeiro: 
I - os crimes (...) 
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou 
domiciliado no Brasil.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
As imunidades não se aplicam aos empregados 
particulares dos diplomatas, ainda que oriundos do 
Estado representado. Ademais, saiba que a imunidade 
é irrenunciável por parte do seu destinatário, mas pode 
haver a renúncia por meio do Estado acreditante (art. 32 
da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 
1961) e art. 45 da Convenção de Viena sobre Relações 
Consulares de1963. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Fique atento (a) às características do Direito Penal do 
Inimigo, quais sejam: antecipação da punibilidade com a 
tipificação de atos preparatórios; condutas descritas em 
tipos de mera conduta e de perigo abstrato (flexibilizando 
o princípio da ofensividade); descrição vaga dos crimes 
(flexibilizando o princípio da legalidade); preponderância 
do direito penal do autor; surgimento das chamadas "leis 
de luta ou de combate"; endurecimento da execução 
penal; restrição de garantias penais e processuais 
(Direito Penal de 3ª Velocidade). 
 
Alternativa E – incorreta. 
As normas não incriminadoras não criam infração ou 
cominam sanção. Ademais, elas dividem-se em 
permissivas e explicativas. 
 
39. Sobre o tempo e lugar do crime e as disposições do 
Código Penal, assinale a alternativa correta. 
 
A) Aos crimes cometidos em território nacional, não se 
aplicam as regras previstas no direito internacional, como 
convenções. 
B) Crimes cometidos no exterior contra o patrimônio da 
União devem ser punidos segundo a lei do país em que 
foram cometidos. 
C) Quem pratica crime contra a vida do Presidente da 
República, mesmo que no estrangeiro, está sujeito à 
extraterritorialidade incondicionada da lei penal brasileira. 
D) O lugar do crime é definido, em regra, pelo local onde 
se produziu ou deveria produzir-se o resultado do crime. 
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E) Segundo o princípio da territorialidade, os crimes 
cometidos em território estrangeiro contra brasileiros 
serão julgados pela lei penal brasileira. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Ao contrário do indicado na alternativa, o art. 5º do 
Código Penal prevê que, além da lei brasileira, também 
se aplicam aos crimes cometidos em território nacional 
as convenções, regras e tratados de direito internacional. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Os crimes praticados contra patrimônio da União, Distrito 
Federal, Estado, Território ou Município brasileiro, ainda 
que cometido no estrangeiro, estão sujeitos à lei 
brasileira, como indica o art.7º, I, “b”, do CP. 
 
Alternativa C – correta. 
A alternativa indica corretamente a hipótese prevista no 
art.7º, inciso I, alínea a, do Código Penal, que denota 
possibilidade de aplicação incondicionada da lei penal 
brasileira, mesmo no caso de crime cometido no 
estrangeiro. 
 
Alternativa D – incorreta. 
O código penal adotou a teoria da ubiquidade no que se 
refere à definição do local do crime, conforme art. 6º do 
Código Penal, portanto, o lugar do crime é definido pelo 
local onde ocorreu a ação ou omissão, bem como onde 
se produziu ou deveria ter produzido o resultado. 
 
Alternativa E – incorreta. 
O erro da alternativa está na generalização trazida, pois 
observe que amplia a aplicação da lei penal brasileira a 
todos os delitos cometidos contra brasileiros no exterior. 
Como expõe o art. 7º do Código Penal, a lei penal 
brasileira será aplicada aos crimes cometidos no 
estrangeiro, desde que cumpridos requisitos 
específicos. 
 
40. O Código Penal considera como situações de 
extraterritorialidade incondicionada, exceto: 
 
A) Crimes praticados contra a Administração Pública, por 
quem está a seu serviço. 
B) Crimes de genocídio, quando o agente for brasileiro 
ou domiciliado no Brasil. 
C) Crimes contra o patrimônio ou a fé pública de 
sociedade de economia mista. 
D) Crimes contra a liberdade do Presidente da República. 
E) Crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se 
obrigou a reprimir. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Trata-se do art. 7º, §1º, inciso I, alínea “c”, Código Penal: 
o agente será punido segundo a lei brasileira, ainda que 
absolvido ou condenado no estrangeiro. 
 
Alternativa B – correta. 
Esta é a literalidade do art. 7º, inciso I, alínea “d” e §1º, 
Código Penal. 
 
Alternativa C – correta. 
Trata-se do art. 7º, inciso I, alínea “b” e §1º, Código Penal. 
Ademais, o raciocínio se aplica aos crimes praticados 
contra o patrimônio ou a fé pública da União, Distrito 
Federal, Estado, Território, Município, empresa pública, 
autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. 
 
Alternativa D – correta. 
Nos termos do art. 7º, inciso I, alínea “a” e §1º, Código 
Penal, os crimes praticados contra a vida e a liberdade 
do Presidente da República serão julgados no Brasil, 
independentemente de outros requisitos. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Na forma do art. 7º, inciso II, alínea “a”, do Código Penal, 
estamos diante de extraterritorialidade 
CONDICIONADA: para que haja a aplicação da lei 
brasileira, será necessário o preenchimento de alguns 
requisitos. 
 
Direito Processual Penal 
 
41. No que se refere aos titulares das ações penais, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) O Ministério Público somente é titular das ações 
penais públicas incondicionadas, uma vez que nas ações 
condicionadas à representação cabe ao ofendido tomar 
todas as providências para a higidez do processo. 
B) No caso de ação penal privada personalíssima, caso 
o querelante morra, o direito de queixa poderá ser 
exercido pelos familiares deles ou seja, o direito de 
oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao 
cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. 
C) Em caso de crime de ação penal privada, o querelante 
poderá oferecer queixa-crime ao juiz competente, 
podendo fazê-lo por meio de advogado, ou ainda agir em 
causa própria caso disponha de capacidade postulatória. 
D) Em razão do princípio da indisponibilidade, a vítima de 
crime de ação penal privada não poderá dela dispor 
depois do oferecimento da peça acusatória (queixa-
crime). 
E) De acordo com o CPP, nos crimes de ação penal 
pública condicionada à representação, será possível a 
retratação, desde que ela ocorra antes do recebimento 
da denúncia. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
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O Ministério Público é titular da ação penal pública, seja 
ela incondicionada ou condicionada à representação 
(condição específica de procedibilidade). Logo, na 
realidade, após a representação, é o Ministério 
Público que toma todas as providências para a 
higidez do processo. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Se o ofendido tiver falecido, não haverá ação penal. 
Na ação penal privada personalíssima,a queixa só pode 
ser oferecida pelo próprio ofendido, não há que se 
falar em sucessão processual. 
 
Alternativa C – correta. 
Para apresentar a queixa-crime é imprescindível a 
capacidade postulatória, ou seja, capacidade para 
praticar atos processuais, logo é preciso ser advogado. 
Quando o titular da ação penal privada for advogado 
(tiver essa capacidade), nada impede que atue em causa 
própria. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na ação penal privada aplica-se o princípio da 
disponibilidade. O princípio da indisponibilidade é 
aplicável apenas nas ações penais públicas. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Em verdade, é antes do oferecimento, vejamos: 
 
“Art. 25. A representação será irretratável, depois de 
oferecida a denúncia.” 
 
42. Samuel é delegado de Polícia Civil lotado em 
Goiânia-GO, quando recebe, na sua delegacia, sujeito 
preso em flagrante por proferir injúrias raciais em partida 
de futebol realizada no estádio Serra Dourada. Diante da 
pena aplicável, Samuel opta por conceder fiança ao 
acusado. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta. 
 
A) Samuel agiu incorretamente, pois não cabe à 
autoridade policial arbitrar fiança em delitos sem violência 
ou grave ameaça. 
B) Samuel agiu corretamente, uma vez que o delito é de 
menor potencial ofensivo. 
C) Samuel agiu corretamente, pois a injúria racial não se 
equipara ao crime de racismo. 
D) Samuel agiu incorretamente, pois a fiança nos crimes 
de racismo é ato privativo da autoridade judiciária. 
E) Samuel agiu incorretamente, pois a injúria racial se 
equipara ao racismo e este é crime inafiançável conforme 
norma constitucional. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, percebe-se da análise do enunciado da 
questão em comento que Samuel agiu incorretamente, 
pois a injúria racial se equipara ao racismo e este é crime 
inafiançável conforme norma constitucional. 
 
Podemos colacionar o entendimento firmado pelo 
Supremo Tribunal Federal, vejamos: 
 
"O crime de injúria racial, espécie do gênero racismo, é 
imprescritível". (STF. Plenário. HC 154248/DF, Rel. Min. 
Edson Fachin, julgado em 28/10/2021 (Info 1036)). 
 
No mesmo teor, imperioso conferir: 
 
"A denominada injúria racial é mais um delito no cenário 
do racismo, sendo, portanto, imprescritível, inafiançável 
e sujeito à pena de reclusão". (STJ. 6ª Turma. AgRg no 
REsp 1849696/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, 
julgado em 16/06/2020). 
 
Constata-se, assim, que a concessão de fiança no 
presente caso afronta amplamente a norma 
constitucional. 
 
Destarte, observem o disposto na Constituição Federal, 
que assevera: 
 
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: (...) 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e 
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da 
lei;” 
 
Diante do exposto, Samuel agiu incorretamente, pois a 
injúria racial se equipara ao racismo e este é crime 
inafiançável conforme norma constitucional. 
 
Desta feita a Alternativa E é a correta. 
 
43. De acordo com as disposições do Código de 
Processo Penal e a jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal, o habeas corpus: 
 
A) É cabível quando a alegada coação for relativa a 
processo em curso por infração penal punível 
unicamente com multa. 
B) Pode ser impetrado por qualquer pessoa, bem como 
pelo Ministério Público, vedada a sua concessão de ofício 
pelo órgão judiciário. 
C) É cabível quando já extinta a pena privativa de 
liberdade. 
D) Pode ser concedido em caráter preventivo, hipótese 
em que será dado salvo-conduto ao paciente. 
E) É cabível contra a decisão de exclusão de militar. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Diverso do previsto no enunciado de súmula do Supremo 
Tribunal Federal, a saber: 
 
“Súmula 693, STF. Não cabe habeas corpus contra 
decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena 
pecuniária seja a única cominada.” 
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24 
 
Alternativa B – incorreta. 
O equívoco da alternativa é que os juízes podem expedir 
de ofício. Vejamos: 
 
“Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por 
qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como 
pelo Ministério Público. (...) 
§ 2º Os juízes e os tribunais têm competência para 
expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando no 
curso de processo verificarem que alguém sofre ou está 
na iminência de sofrer coação ilegal.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Em verdade, não cabe habeas corpus quando já extinta 
a pena privativa de liberdade, vejamos o enunciado de 
súmula que assevera: 
 
“Súmula 695, STF. Não cabe habeas corpus quando já 
extinta a pena privativa de liberdade.” 
 
Alternativa D – correta. 
Nos exatos termos do Código de Processo Penal, a 
saber: 
 
“Art. 660. Efetuadas as diligências, e interrogado o 
paciente, o juiz decidirá, fundamentadamente, dentro de 
24 (vinte e quatro) horas. (...) 
§ 4º Se a ordem de habeas corpus for concedida para 
evitar ameaça de violência ou coação ilegal, dar-se-á ao 
paciente salvo-conduto assinado pelo juiz.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Diverso do previsto no enunciado de súmula do Supremo 
Tribunal Federal, a saber: 
 
“Súmula 694, STF. Não cabe habeas corpus contra a 
imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de 
patente ou de função pública.” 
 
44. Com relação à prisão e medidas cautelares diversas 
da prisão, de acordo com o Código de Processo Penal, é 
correto afirmar que: 
 
A) A Autoridade Policial poderá conceder fiança nos 
casos de infração cuja pena privativa de liberdade 
máxima não seja superior a 04 anos e, uma vez 
verificando a impossibilidade econômica do preso, 
poderá sujeitá-lo, em substituição, a outras medidas 
cautelares alternativas. 
B) O descumprimento de obrigações impostas por força 
de medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar 
a decretação de prisão preventiva. 
C) A medida cautelar de proibição de acesso ou 
frequência a determinados lugares pode ser determinada 
pela Autoridade Policial, sempre que, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o investigado permanecer 
distante. 
D) A não realização de audiência de custódia no prazo de 
48 horas, contado da prisão em flagrante, ensejará sua 
ilegalidade e imediato relaxamento, restando vedada a 
posterior decretação de prisão preventiva. 
E) A substituição da prisão preventiva pela prisão 
domiciliar deverá sempre ser acompanhada pela 
imposição de outras medidas cautelares diversas à 
prisão. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Em verdade, a fiança será requerida ao juiz, e não 
concedida pela autoridade policial, vejamos: 
 
“Art. 322. A autoridade policial somente poderá conceder 
fiança nos casos de infração cuja pena privativa de 
liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. 
 
Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será 
requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) 
horas.” 
 
O erro encontra-se em dizer que seria possível “uma vez 
verificando a impossibilidade econômica do preso” a 
concessão pela autoridade policial. 
 
Alternativa B – correta. 
Nos termos do previsto no Código de Processo Penal, 
que assevera: 
 
“Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título 
deverão ser aplicadas observando-se a: (...) 
§ 4º No caso de descumprimento de qualquer das 
obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do 
Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, 
poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, 
ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos 
termos do parágrafoúnico do art. 312 deste Código.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Na realidade, medidas cautelares são decretadas pela 
autoridade judicial. Vejamos: 
 
“Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título 
deverão ser aplicadas observando-se a: (...) 
§ 2º As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz 
a requerimento das partes ou, quando no curso da 
investigação criminal, por representação da autoridade 
policial ou mediante requerimento do Ministério Público.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na verdade, o prazo é de 24 horas, conforme verificamos 
no Código de Processo Penal: 
 
“Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no 
prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a 
realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de 
custódia com a presença do acusado, seu advogado 
constituído ou membro da Defensoria Pública e o 
membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz 
deverá, fundamentadamente: (...) 
§ 4º Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas após o 
decurso do prazo estabelecido no caput deste artigo, a 
não realização de audiência de custódia sem motivação 
idônea ensejará também a ilegalidade da prisão, a ser 
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relaxada pela autoridade competente, sem prejuízo da 
possibilidade de imediata decretação de prisão 
preventiva.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Nem sempre precisa ser necessariamente 
acompanhada pela imposição de outras medidas 
cautelares diversas à prisão. 
 
“Art. 318-B. A substituição de que tratam os arts. 318 e 
318-A poderá ser efetuada sem prejuízo da aplicação 
concomitante das medidas alternativas previstas no art. 
319 deste Código.” 
 
45. O acordo de não persecução penal, previsto no art. 
28-A do CPP, poderá ser proposto pelo Ministério 
Público, desde que necessário e suficiente para 
reprovação e prevenção do delito, quando o delito não se 
enquadrar em hipóteses de arquivamento e o investigado 
tiver confessado formal e circunstancialmente a prática 
de infração penal cuja realização deve ter ocorrido sem 
violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 
4 anos, por meio de condições previstas em lei ajustadas 
cumulativa e alternativamente. 
 
Acerca das mencionadas condições ajustadas 
cumulativa e alternativamente, no acordo de não 
persecução penal, assinale a alternativa incorreta. 
 
A) O pagamento de prestação pecuniária, estipulada nos 
termos da lei penal, a entidade pública ou de interesse 
social, indicada pelo juízo da execução, que tenha, 
preferencialmente, como função proteger bens jurídicos 
iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo 
delito realizado. 
B) A reparação do dano ou restituição da coisa à vítima 
do crime, salvo na impossibilidade de fazê-lo. 
C) A renúncia de forma voluntária a bens e direitos 
indicados pelo Ministério Público como produto, 
instrumentos ou proveito do delito. 
D) O cumprimento, por prazo determinado, de outra 
condição indicada pelo membro do Ministério Público, 
desde que compatível e proporcional com o delito 
imputado ao agente. 
E) A prestação de serviço à comunidade ou a entidades 
públicas por período de tempo correspondente à pena 
mínima cominada ao delito diminuída de um terço a 
metade, em local a ser indicado pelo juízo da execução, 
na forma da lei penal. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
A alternativa traz a medida tomada no ANPP, prevista no 
inciso IV do art. 28-A do CPP. Vejamos: 
 
“Art. 28-A. (...) 
IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos 
termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou 
de interesse social, a ser indicada pelo juízo da 
execução, que tenha, preferencialmente, como função 
proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes aos 
aparentemente lesados pelo delito.” 
 
Alternativa B – correta. 
A medida apresentada na alternativa está prevista no 
inciso I do art. 28-A do CPP. Vejamos: 
 
“Art. 28-A (...) 
I. reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na 
impossibilidade de fazê-lo.” 
 
Alternativa C – correta. 
A questão traz as informações previstas no inciso II do 
art. 28-A do CPP: 
 
“Art. 28-A (...) 
II. renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados 
pelo Ministério Público como instrumentos, produto ou 
proveito do crime.” 
 
Alternativa D – correta. 
A alternativa descreve o disposto em lei, no inciso V do 
art. 28-A do CPP. Vejamos: 
 
“ART. 28-A (...) 
V. cumprir, por prazo determinado, outra condição 
indicada pelo Ministério Público, desde que proporcional 
e compatível com a infração penal imputada.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
O erro se encontra na previsão de diminuição da pena 
para fins de cálculo do período de tempo de duração da 
prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, 
visto que o inciso III do art. 28-A do CPP prevê que a 
prestação de serviço se dará por período correspondente 
à pena mínima cominada ao delito diminuída de um a 
dois terços. 
 
46. Com base em inquérito policial, o Delegado Alberto 
entendeu, diante da apuração que estava sendo 
realizada, que era imperiosa a prisão temporária do 
investigado, não obstante este possuir residência fixa 
conhecida. Destaque-se que o investigado havia 
praticado o crime de roubo circunstanciado pelo uso de 
arma de fogo. Diante do caso e com base no que dispõe 
o Código de Processo Penal, marque a alternativa 
correta. 
 
A) Mesmo que Alberto não represente pela prisão, esta 
poderá ser decretada de ofício pelo juiz. 
B) A prisão temporária, caso decretada, será pelo prazo 
inicial de 5 dias. 
C) Não há possibilidade de decretação da prisão, tendo 
em vista que o investigado possui residência fixa. 
D) Diante da representação de Alberto, poderá o juiz 
decretar a prisão temporária por 30 dias. 
E) Após a representação de Alberto, torna-se 
prescindível a oitiva do membro do Ministério Público. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
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Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
A prisão temporária não pode ser decretada de ofício 
pelo Juiz, pois esta ocorre apenas no curso do inquérito. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O crime praticado pelo investigado é crime hediondo (art. 
1º, II, “b”, Lei 8.072/90). Assim, o prazo da prisão 
temporária sobe para 30 dias. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Os requisitos necessários para a legalidade da 
decretação da prisão temporária: 1) tratar-se de crime do 
art. 1º, III; 2) for imprescindível às investigações. Assim, 
os dois requisitos foram preenchidos. 
 
Alternativa D – correta. 
Realmente, diante da representação de Alberto, poderá 
o juiz decretar a prisão temporária por 30 dias (por se 
tratar de crime hediondo, e o prazo para a temporária ser 
o previsto no art. 1º, II, “b”, Lei 8.072/90). 
 
Alternativa E – incorreta. 
Na verdade, afirma o art. 5º, §1°, Lei 7.960/89 que, na 
hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, 
antes de decidir, ouvirá o Ministério Público. 
 
47. No decorrer da apuração de crime hediondo cometido 
por Jorge, uma nova lei, puramente processual penal, 
entra em vigor alterando pontos específicos acerca da 
instrução e julgamento dos crimes de maior gravidade. A 
respeito da lei processual penal, com base no caso 
retratado, é correto que: 
 
A) Aplicar-se-á a nova lei ao caso de Jorge, visto que o 
ato a ser realizado ainda não se iniciou, conforme se 
extrai do princípio do tempus regit actum, previsto no art. 
2º do Código de Processo Penal. 
B) Será possível utilizar a lei anterior ao processo de 
Jorge caso esta seja mais benéfica a sua situação, jáque 
ela estava em vigor no tempo da perpetração do crime, 
segundo dispõe o art. 2º do Código de Processo Penal, 
que consagra o princípio tempus regit actum. 
C) Empregar-se-á a lei anterior no caso criminal de Jorge, 
dado que, nos termos do art. 2º do Código de Processo 
Penal, opera-se o princípio tempus regit actum - a lei ao 
tempo do crime rege o ato. 
D) Será aplicada a lei nova ao caso de Jorge, com 
exceção dos pontos que lhe tragam prejuízos a sua 
defesa, conforme o princípio processual da 
irretroatividade da lei ou retroatividade benéfica. 
E) Não poderá aplicar a lei nova ao caso de Jorge, 
mesmo que mais benéfica, devido à proibição existente 
pelo princípio tempus regit actum. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Para responder esta questão, será necessário observar 
a regra do art. 2º do CPP, o qual menciona que a lei 
processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo 
da validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior. 
 
Nota-se, então, que será aplicada a nova lei processual 
no caso de Jorge, já que esta estará vigente no tempo do 
ato (princípio do tempus regit actum) e se trata de norma 
com aspectos puramente processais. 
 
Alternativa B – incorreta. 
O princípio do tempus regit actum, art. 2º do CPP, 
estabelece que a lei processual será aplicada 
imediatamente, bem como será empregada a lei vigente 
no tempo do ato a ser realizado, ou seja, o tempo rege o 
ato. 
 
Ademais ressalta-se que o cabeçalho da questão 
esclarece não ser norma processual híbrida, mas sim 
norma puramente processual. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Conforme o previsto no art. 2º do CPP, aplicar-se-á a lei 
vigente no tempo da prática dos atos e não ao tempo da 
prática do delito. 
 
Alternativa D – incorreta. 
Ressalta-se novamente a menção de norma puramente 
processual, logo, não há espaço para discussão 
acerca da extratividade da norma mais benéfica. 
 
Ademais, o princípio da irretroatividade da lei penal ou 
retroatividade benéfica não trata sobre lei processual. 
 
Alternativa E – incorreta. 
Conforme o princípio do tempus regit actum, a lei 
existente na prática do ato será a lei aplicada. 
 
48. Mateus foi vítima de crime de dano simples, tendo 
identificado que o autor foi o seu melhor amigo, Pedro. 
Após refletir, optou por perdoar o seu amigo. Todavia, o 
fato criminoso praticado por Pedro chegou ao 
conhecimento do Delegado e do membro do Ministério 
Público. Diante do caso concreto, e considerando as 
normas sobre a ação penal, marque a alternativa correta. 
 
A) O fato de Mateus resolver não apresentar queixa em 
desfavor de Pedro é manifestação do princípio da 
disponibilidade. 
B) O fato de Mateus resolver não apresentar queixa em 
desfavor de Pedro é manifestação do princípio da 
indivisibilidade. 
C) Se Mateus resolver apresentar queixa em desfavor de 
Pedro, mas esperar 1 ano para fazê-lo, haverá a 
perempção. 
D) O princípio da disponibilidade da ação penal privada é 
manifestado pela desistência da ação, após o seu início. 
E) São características da ação penal privada, entre 
outras: obrigatoriedade e divisibilidade. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
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27 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
A não apresentação de queixa-crime por Mateus 
caracteriza o princípio da oportunidade (ou 
conveniência). Isso porque, na ação penal privada, há 
faculdade, por parte da vítima, em prestar ou não a 
queixa-crime. 
 
Alternativa B – incorreta. 
No princípio da indivisibilidade, o titular da ação deve 
oferecer denúncia contra todos os autores do crime. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Caso Mateus não ofereça a queixa-crime, haverá 
decadência (art. 38, CPP), e não perempção. A 
perempção ocorrerá quando a vítima oferecer a queixa, 
mas deixar de cumprir algumas determinações exigidas 
pela lei (art. 60, CPP). 
 
Alternativa D – correta. 
Pelo princípio da disponibilidade o querelante pode 
desistir da ação penal privada. 
 
Alternativa E – incorreta. 
As características da ação penal privada são: 
oportunidade, disponibilidade, intranscendência e 
indivisibilidade, bem como a possibilidade de 
ocorrência da perempção, renúncia e do perdão. 
 
Lei de Execução Penal 
 
49. Uma das atribuições possíveis do agente de 
segurança prisional é operar qualquer tipo de 
monitoramento eletrônico relacionado ao indivíduo preso 
dos regimes fechado, semiaberto ou aberto ou submetido 
a qualquer tipo de medida cautelar prevista em lei. Nesse 
sentido, e a respeito das disposições previstas na Lei de 
Execução Penal, acerca da monitoração eletrônica, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) Poderá ser determinada pelo diretor do 
estabelecimento penal, quando da concessão da 
permissão de saída do condenado. 
B) Quando o condenado que estiver sendo monitorado 
eletronicamente violar o próprio dever de receber visitas 
do servidor responsável pela monitoração eletrônica, 
poderá, a critério do juiz da execução, receber uma falta 
grave e ter o respectivo benefício revogado, mas não 
poderá receber a sanção de regressão de regime. 
C) A monitoração eletrônica somente poderá ser 
revogada caso o condenado viole os deveres a que está 
sujeito durante a vigência desta. 
D) A monitoração eletrônica somente será possível nos 
casos de condenado em prisão domiciliar ou em regime 
aberto. 
E) A fiscalização por meio da monitoração eletrônica 
poderá ser definida pelo juiz quando for determinada a 
prisão domiciliar, sendo o condenado instruído acerca 
dos cuidados que deverá adotar com o equipamento 
eletrônico e de alguns deveres, tais como o de receber 
visitas do servidor responsável pela monitoração 
eletrônica. 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Nos termos do art. 146-B da Lei de Execução Penal, o 
juiz, e não o diretor do estabelecimento penal, poderá 
definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica 
quando autorizar a saída temporária no regime 
semiaberto. 
 
Alternativa B – incorreta. 
Nos termos do parágrafo único do art. 146-C da Lei de 
Execução Penal, a violação comprovada dos deveres 
previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz 
da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa: a 
regressão do regime; a revogação da autorização de 
saída temporária; a revogação da prisão domiciliar; 
advertência. Não há a previsão de falta grave nesse 
caso. 
 
Alternativa C – incorreta. 
Em verdade, a monitoração eletrônica poderá ser 
revogada quando se tornar desnecessária ou 
inadequada ou se o acusado ou condenado violar os 
deveres a que estiver sujeito durante a sua vigência ou 
cometer falta grave, conforme se depreende: 
 
“Art. 146-D. A monitoração eletrônica poderá ser 
revogada: 
I - quando se tornar desnecessária ou inadequada; 
II - se o acusado ou condenado violar os deveres a que 
estiver sujeito durante a sua vigência ou cometer falta 
grave.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Na verdade, o juiz poderá definir a fiscalização por meio 
da monitoração eletrônica quando autorizar a saída 
temporária no regime semiaberto ou determinar a 
prisão domiciliar. Vejamos o disposto na Lei de 
Execução Penal: 
 
“Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por meio 
da monitoração eletrônica quando: (...) 
II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto; 
IV - determinar a prisão domiciliar;” 
 
Alternativa E – correta. 
Nos termos do previsto na Lei de Execução Penal, a 
saber: 
 
“Art. 146-B. O juiz poderá definir a fiscalização por 
meio da monitoração eletrônica quando: 
 
II - autorizar a saída temporária no regime semiaberto; 
IV - determinar a prisão domiciliar;” 
 
Ademais, nos termos do art. 146-C da Lei de Execução 
Penal, o condenado será instruído acerca dos cuidados 
que deverá adotarcom o equipamento eletrônico e de 
alguns deveres, tais como o de receber visitas do servidor 
responsável pela monitoração eletrônica. Vejamos: 
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28 
 
“Art. 146-C. O condenado será instruído acerca dos 
cuidados que deverá adotar com o equipamento 
eletrônico e dos seguintes deveres: 
 
I - receber visitas do servidor responsável pela 
monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e 
cumprir suas orientações;” 
 
50. Considerando que o cumprimento de pena deve ser 
pautado pela individualização da respectiva execução, 
bem como objetivar a integração social do condenado, a 
Lei nº 7.210/1984 dispõe acerca das medidas a serem 
tomadas. Nesse sentido, no que diz respeito às regras de 
classificação dos condenados dispostas na Lei de 
Execução Penal, assinale a alternativa correta. 
 
A) Os condenados serão classificados segundo a 
respectiva periculosidade, que será medida, entre outros 
critérios, pelo fato de integrarem ou não facção 
criminosa. 
B) A classificação será feita por Comissão Técnica de 
Classificação, que elaborará o programa individualizador 
da pena privativa de liberdade adequada ao condenado 
ou preso provisório. 
C) O condenado ao cumprimento da pena privativa de 
liberdade em regime aberto deverá ser submetido, no 
início da execução da pena, ao exame criminológico para 
a obtenção dos elementos necessários a uma adequada 
classificação e com vistas à individualização da 
execução. 
D) Apenas os condenados por crime hediondo praticado 
dolosa ou culposamente serão submetidos, 
obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
mediante extração de ácido desoxirribonucleico (DNA), 
por técnica adequada e indolor. 
E) A Comissão Técnica de Classificação, no exame para 
a obtenção de dados reveladores da personalidade, 
poderá apenas se valer de exames psiquiátricos os quais 
deverão ser realizados por profissionais específicos da 
área, e nada mais. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Não será segundo a respectiva periculosidade, e sim os 
seus antecedentes e personalidade, vejamos: 
 
“Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os 
seus antecedentes e personalidade, para orientar a 
individualização da execução penal.” 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos da Lei de Execução Penal, que aduz: 
 
“Art. 6º A classificação será feita por Comissão Técnica 
de Classificação que elaborará o programa 
individualizador da pena privativa de liberdade adequada 
ao condenado ou preso provisório.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Em verdade, o regime apresentado na alternativa 
encontra-se equivocado, sendo o correto o regime 
fechado, vejamos: 
 
“Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa 
de liberdade, em regime fechado, será submetido a 
exame criminológico para a obtenção dos elementos 
necessários a uma adequada classificação e com vistas 
à individualização da execução. 
Parágrafo único. Ao exame de que trata este artigo 
poderá ser submetido o condenado ao cumprimento da 
pena privativa de liberdade em regime semiaberto.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Diverso do previsto na Lei de Execução Penal, a saber: 
 
“Art. 9º-A. Os condenados por crime praticado, 
dolosamente, com violência de natureza grave contra 
pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 
1º da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, serão 
submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil 
genético, mediante extração de DNA - ácido 
desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor. “ 
 
Alternativa E – incorreta. 
Poderá se valer de outros procedimentos e não somente 
de exames psiquiátricos, conforme Lei de Execução 
Penal, que assevera: 
 
“Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados 
reveladores da personalidade, observando a ética 
profissional e tendo sempre presentes peças ou 
informações do processo, poderá: 
I - entrevistar pessoas; 
II - requisitar, de repartições ou estabelecimentos 
privados, dados e informações a respeito do 
condenado; 
III - realizar outras diligências e exames necessários.” 
 
51. A Lei n° 7.210/1984 dispõe, no art. 1º, que a execução 
penal tem por objetivo proporcionar condições para a 
harmônica integração social do condenado e do 
internado. Nesse sentido, ela prevê uma série de direitos 
e deveres aos condenados e internados para efetivar os 
próprios objetivos. Considere que, durante a execução 
das próprias atividades, um agente de segurança 
prisional é questionado por um preso condenado a pena 
privativa de liberdade acerca dos direitos e deveres 
deste, relacionados ao trabalho prisional. 
 
Com relação a essa situação, assinale a alternativa 
correta. 
 
A) O preso provisório, diferentemente do condenado à 
pena definitiva, não está obrigado ao trabalho. 
B) O trabalho do preso será remunerado, estando sujeito 
ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho. 
C) O trabalho externo será admitido, mesmo para o preso 
do regime fechado, desde que cumpridas algumas 
condições dispostas em lei, bem como expressa 
autorização judicial. 
D) Entre os deveres do condenado a pena privativa de 
liberdade, não está o de executar eventual trabalho 
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recebido, pois não há comando legal que o obrigue a 
trabalhar. 
E) A contagem do tempo de remição de pena para o 
condenado em regime fechado que trabalha no 
estabelecimento prisional será de um dia de pena para 
cada 12 horas de trabalho. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos termos da Lei de Execução Penal, que assevera: 
 
“Art. 31. O condenado à pena privativa de liberdade está 
obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e 
capacidade. 
Parágrafo único. Para o preso provisório, o trabalho não 
é obrigatório e só poderá ser executado no interior do 
estabelecimento.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
Na realidade, não está sujeito ao regime de Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). Vejamos o disposto na Lei 
de Execução Penal: 
 
“Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e 
condição de dignidade humana, terá finalidade educativa 
e produtiva. 
§ 1º Aplicam-se à organização e aos métodos de trabalho 
as precauções relativas à segurança e à higiene. 
§ 2º O trabalho do preso não está sujeito ao regime 
da Consolidação das Leis do Trabalho.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
No caso em tela, será autorizada pela direção do 
estabelecimento, conforme se depreende da Lei de 
Execução Penal: 
 
“Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser 
autorizada pela direção do estabelecimento, 
dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, 
além do cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena. 
Parágrafo único. Revogar-se-á a autorização de trabalho 
externo ao preso que vier a praticar fato definido como 
crime, for punido por falta grave, ou tiver comportamento 
contrário aos requisitos estabelecidos neste artigo.” 
 
No tocante ao trabalho do preso em regime fechado, 
vejamos: 
 
“Art. 36. O trabalho externo será admissível para os 
presos em regime fechado somente em serviço ou 
obras públicas realizadas por órgãos da 
Administração Direta ou Indireta, ou entidades 
privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga 
e em favor da disciplina.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Em verdade, constitui sim um dos deveres do condenado 
a execução do trabalho, das tarefas e das ordens 
recebidas, conforme a Lei de Execução Penal, que aduz: 
 
“Art. 39. Constituem deveres do condenado: (...) 
V – execução do trabalho, das tarefas e das ordens 
recebidas; (...)” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Na realidade,será de um dia de pena para três dias de 
trabalho. Vejamos: 
 
“Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime 
fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por 
estudo, parte do tempo de execução da pena. 
§ 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à 
razão de: (...) 
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.” 
 
52. Todos os presos condenados a penas privativas de 
liberdade estão submetidos às regras do sistema 
progressivo de execução, no qual, se cumpridos 
determinados requisitos, tais presos são transferidos 
para regime de execução menos rigoroso. 
 
Considerando os critérios fixados na Lei de Execução 
Penal para a progressão de regime prisional dos 
condenados a penas privativas de liberdade, assinale a 
alternativa correta. 
 
A) Se preenchidos determinados requisitos legais, o 
tempo a ser cumprido para a progressão de regime da 
condenada que for mãe de criança será de 1/8 da 
respectiva pena no regime anterior. 
B) A progressão de regime poderá ser determinada pelo 
diretor do estabelecimento prisional, desde que 
precedida de parecer do Ministério Público. 
C) O juiz poderá estabelecer condições especiais para a 
concessão de regime semiaberto. 
D) Somente poderá ingressar no regime aberto o 
condenado que estiver trabalhando. 
E) Será imprescindível para a progressão de regime, 
além do cumprimento do critério temporal, a aprovação 
em exame criminológico realizado por profissionais da 
área da saúde. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Conforme o disposto na Lei de Execução Penal, a saber: 
 
“Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada 
em forma progressiva com a transferência para regime 
menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o 
preso tiver cumprido ao menos: 
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou 
responsável por crianças ou pessoas com deficiência, os 
requisitos para progressão de regime são, 
cumulativamente: 
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça 
a pessoa; 
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou 
dependente; 
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III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no 
regime anterior; 
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, 
comprovado pelo diretor do estabelecimento; 
V - não ter integrado organização criminosa. 
§ 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave 
implicará a revogação do benefício previsto no § 3º deste 
artigo.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
Na verdade, é a decisão do juiz que determina a 
progressão de regime, vejamos: 
 
“Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada 
em forma progressiva com a transferência para regime 
menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o 
preso tiver cumprido ao menos: 
§ 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de 
regime será sempre motivada e precedida de 
manifestação do Ministério Público e do defensor, 
procedimento que também será adotado na concessão 
de livramento condicional, indulto e comutação de penas, 
respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
A concessão do regime é o aberto e não o semiaberto 
como afirmado na alternativa. Vejamos: 
 
“Art. 115. O Juiz poderá estabelecer condições especiais 
para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das 
seguintes condições gerais e obrigatórias: 
I - permanecer no local que for designado, durante o 
repouso e nos dias de folga; 
II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; 
III - não se ausentar da cidade onde reside, sem 
autorização judicial; 
IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas 
atividades, quando for determinado.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Não somente o que estiver trabalhando, mas também 
caso comprove a possibilidade de fazê-lo imediatamente. 
Vejamos: 
 
“rt. 114. Somente poderá ingressar no regime aberto o 
condenado que: 
I - estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de 
fazê-lo imediatamente; 
II - apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo 
resultado dos exames a que foi submetido, fundados 
indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso 
de responsabilidade, ao novo regime. 
Parágrafo único. Poderão ser dispensadas do trabalho as 
pessoas referidas no artigo 117 desta Lei.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Não será imprescindível, conforme jurisprudência do 
Superior Tribunal de Justiça, a saber: 
 
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. 
LIVRAMENTO CONDICIONAL. EXAME 
CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA N.º 
439/STJ. FORMAÇÃO DO CONVENCIMENTO DO 
JULGADOR. GRAVIDADE GENÉRICA DOS DELITOS 
PRATICADOS. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. 
MAGISTRADO SINGULAR QUE JULGOU 
DESNECESSÁRIA A PERÍCIA. CONSTRANGIMENTO 
ILEGAL CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. 
I. A nova redação do art. 112 da Lei de Execuções 
Penais, conferida pela Lei n.º 10.792/2003, deixou de 
exigir a submissão do condenado a exame 
criminológico, anteriormente imprescindível para 
fins de progressão do regime prisional e livramento 
condicional, sem retirar do magistrado a faculdade 
de requerer a sua realização quando, de forma 
fundamentada e excepcional, entender 
absolutamente necessária sua confecção para a 
formação de seu convencimento. Incidência da 
Súmula n.º 439/STJ. (...). 
(STJ. HC 179.471/SP. Rel. Min. Gilson Dipp. T5. Julg. 
19.05.2011. DJe 08.06.2011). 
 
53. De acordo à Lei nº 7.210/84, que disciplina a 
execução penal, assinale a alternativa correta. 
 
A) É necessário que o juiz das execuções penais aguarde 
que a pessoa seja condenada com trânsito em julgado 
para determinar a sua regressão. 
B) Para os condenados do regime fechado e semiaberto, 
a cada três dias de trabalho será remido um dia da 
execução da pena. 
C) A progressão de regime do apenado ocorrerá quando 
atendidos os requisitos que a possibilitem, 
independentemente do seu comportamento carcerário. 
D) Não é possível a remição de pena com base no 
trabalho exercido durante o período em que o apenado 
esteve preso em regime domiciliar. 
E) É da competência do juízo das execuções penais 
federal a execução das penas impostas a sentenciados 
pela justiça federal, militar ou eleitoral, quando recolhidos 
a estabelecimentos sujeitos a administração estadual. 
 
Gabarito: B 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
Na realidade, o condenado que pratica fato definido como 
crime doloso deverá sofrer regressão de regime mesmo 
antes do trânsito em julgado. 
 
O inciso I do artigo 118 da Lei de Execução Penal afirma 
que o apenado deverá regredir de regime se “praticar fato 
definido como crime doloso”. 
 
Desta feita, não é necessário que o juiz das execuções 
penais aguarde que a pessoa seja condenada com 
trânsito em julgado para determinar a sua regressão. 
 
A regressão de regime pela prática de fato definido como 
crime doloso, durante a execução da pena, não depende 
do trânsito em julgado da condenação. 
 
Alternativa B – correta. 
Conforme o art. 126, caput e § 1º, inciso II, da Lei de 
Execução Penal (LEP), aos condenados do regime 
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fechado e semiaberto, aplica-se a remição de pena pelo 
trabalho, em que reduz um dia da execução da pena a 
cada três dias de trabalho. 
 
Vejamos: 
 
“Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime 
fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por 
estudo, parte do tempo de execução da pena. 
§ 1º a contagem de tempo referida no caput será feita à 
razão de: 
I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de 
frequência escolar - atividade de ensino fundamental, 
médio, inclusiveprofissionalizante, ou superior, ou ainda 
de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 
3 (três) dias; 
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.” 
 
Alternativa C – incorreta. 
Na verdade, além dos demais requisitos necessários à 
sua concessão, o condenado somente terá direito à 
progressão de regime se ostentar boa conduta 
carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, 
respeitadas as normas que vedam a progressão, 
conforme se depreende da Lei n.º 7.210/84, a seguir: 
 
“Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada 
em forma progressiva com a transferência para regime 
menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o 
preso tiver cumprido ao menos: 
§ 1°. Em todos os casos, o apenado só terá direito à 
progressão de regime se ostentar boa conduta 
carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, 
respeitadas as normas que vedam a progressão.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
Ao contrário. É possível a remição de pena com base 
no trabalho exercido durante o período em que o 
apenado esteve preso em sua residência (prisão 
domiciliar). 
 
A fim de evitar uma interpretação restritiva da norma, 
impõe-se o reconhecimento dos dias trabalhados, ainda 
que em prisão domiciliar. 
 
Em se tratando de remição da pena, é possível fazer uma 
interpretação extensiva em prol do preso e da sociedade. 
 
Alternativa E – incorreta. 
A alternativa apresenta de forma diversa o disposto em 
enunciado de súmula do Superior Tribunal de Justiça, 
que assim dispõe: 
 
Súmula n.º 192, STJ: “compete ao juízo das execuções 
penais do ESTADO a execução das penas impostas a 
sentenciados pela justiça federal, militar ou eleitoral, 
quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a 
administração estadual.” 
 
54. A respeito da Lei n° 7.210/84, que dispõe acerca da 
Execução Penal, assinale a alternativa incorreta. 
 
A) A assistência ao preso será, dentre outras, material, 
jurídica, educacional e social. 
B) Incumbe ao Conselho Penitenciário, entre outras 
atribuições, apresentar, no primeiro trimestre de cada 
ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária, relatórios dos trabalhos efetuados no 
exercício anterior. 
C) O juiz da execução poderá conceder o livramento 
condicional presentes os requisitos previstos no Código 
Penal e ouvido o Ministério Público e Conselho 
Penitenciário. 
D) O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e 
fiscalizador da execução da pena e o mandato dos 
membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 2 
(dois) anos. 
E) O condenado por crime equiparado a hediondo, se 
primário, poderá progredir de regime prisional quando 
cumpridos 40% da pena. 
 
Gabarito: D 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos moldes da literalidade da Lei n.º 7.210/84 (Lei de 
Execução Penal), que assim disciplina: 
 
“Art. 11. A assistência será: 
I – material; 
II – à saúde; 
III – jurídica; 
IV – educacional; 
V – social; 
VI – religiosa.” 
 
Alternativa B – correta. 
Nos exatos termos do disposto na Lei de Execução 
Penal, que assevera: 
 
“Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário: 
I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, 
excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no 
estado de saúde do preso; 
II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; 
III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, 
ao Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no 
exercício anterior; 
IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência 
aos egressos.” 
 
Alternativa C – correta. 
Consoante o art. 131 da Lei 7.210/84, o livramento 
condicional poderá ser concedido, desde que presentes 
os requisitos do Código Penal, ouvidos o Ministério 
Público e Conselho Penitenciário. 
 
Vejamos: 
 
“Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido 
pelo Juiz da execução, presentes os requisitos do artigo 
83, incisos e parágrafo único, do Código Penal, ouvidos 
o Ministério Público e Conselho Penitenciário.” 
 
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Alternativa D – incorreta. 
A primeira parte da alternativa encontra-se correta, não 
obstante, a parte final, notadamente acerca da duração 
do mandato dos membros, encontra-se errada. 
 
Conforme o disposto na Lei n.º 7.210/84, que disciplina a 
Execução Penal, vejamos: 
 
“Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e 
fiscalizador da execução da pena. (...) 
§2º O mandato dos membros do Conselho Penitenciário 
terá a duração de 4 (quatro) anos.” 
 
Alternativa E – correta. 
A alternativa encontra-se nos exatos termos da Lei de 
Execução Penal (Lei n.º 7.210/84), vejamos: 
 
“Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada 
em forma progressiva com a transferência para regime 
menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o 
preso tiver cumprido ao menos: (...) 
 
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for 
condenado pela prática de crime hediondo ou 
equiparado, se for primário;” 
 
55. No que se refere à Lei de Execução Penal (Lei n.° 
7.210/84), assinale a alternativa correta. 
 
A) O Departamento Penitenciário Nacional, subordinado 
ao Presidente da República, é órgão consultivo da 
Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo 
e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária. 
B) O Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária será integrado por 15 (quinze) membros 
designados através de ato do Ministério da Justiça, 
dentre professores e profissionais da área do Direito 
Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências 
correlatas, bem como por representantes da comunidade 
e dos Ministérios da área social. 
C) Incumbe ao Conselho da Comunidade, entre outros, 
diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos 
para melhor assistência ao preso ou internado, em 
harmonia com a direção do estabelecimento. 
D) Aplicada a sanção de isolamento, não será necessário 
comunicar ao juiz da execução. 
E) Haverá a progressão de regime, determinada pelo juiz, 
se o preso tiver cumprido ao menos 15% da pena, se for 
primário e o crime tiver sido perpetrado com violência à 
pessoa ou grave ameaça. 
 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – incorreta. 
A bem da verdade, a sua subordinação se dá ao 
Ministério da Justiça, e outro erro apresentado na 
assertiva é no tocante não ser um órgão consultivo, e sim 
um órgão executivo, tudo conforme o disposto na Lei de 
Execução Penal, que assim dispõe: 
 
“Art. 71. O Departamento Penitenciário Nacional, 
subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão 
executivo da Política Penitenciária Nacional e de apoio 
administrativo e financeiro do Conselho Nacional de 
Política Criminal e Penitenciária.” 
 
Alternativa B – incorreta. 
Na realidade a composição será de treze membros, e não 
quinze como afirmado na assertiva. 
 
Vejamos o disposto na Lei de Execução Penal, que 
assevera: 
 
“Art. 63. O Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária será integrado por 13 (treze) membros 
designados através de ato do Ministério da Justiça, 
dentre professores e profissionais da área do Direito 
Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências 
correlatas, bem como por representantes da comunidade 
e dos Ministérios da área social. 
Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho 
terá duração de 2 (dois) anos, renovado 1/3 (um terço) 
em cada ano.” 
 
Alternativa C – correta. 
Conforme o previsto na Lei de Execução Penal, que 
assevera: 
 
“Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade: 
I – visitar, pelo menos mensalmente, os 
estabelecimentos penais existentes na comarca; 
II – entrevistar presos; 
III – apresentar relatórios mensais ao Juiz da Execução e 
ao Conselho Penitenciário; 
IV – diligenciar a obtenção de recursos materiais e 
humanospara melhor assistência ao preso ou 
internado, em harmonia com a direção do 
estabelecimento.” 
 
Alternativa D – incorreta. 
O isolamento deverá ser sempre comunicado ao juiz da 
execução, segundo o art. 58, § único, da LEP (Lei 
7.210/84). 
 
Vejamos: 
 
“Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restrição de 
direitos não poderão exceder a trinta dias, ressalvada a 
hipótese do regime disciplinar diferenciado. 
 
Parágrafo único. O isolamento será sempre 
comunicado ao Juiz da execução.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
A transferência do regime de cumprimento da pena do 
condenado se dará, por determinação do juiz, quando 
tiver cumprido 16% da pena, se o agente apenado for 
primário e o crime tiver sido perpetrado sem violência à 
pessoa ou grave ameaça, consoante inciso I do art. 112 
da Lei 7.210/84. 
 
Vejamos: 
 
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“Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada 
em forma progressiva com a transferência para regime 
menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o 
preso tiver cumprido ao menos: 
I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado 
for primário e o crime tiver sido cometido sem violência 
à pessoa ou grave ameaça;” 
 
56. No tocante à Lei de Execução Penal (Lei n° 7.210/84), 
assinale a alternativa incorreta. 
 
A) A prática de falta grave interrompe a contagem do 
prazo para a progressão de regime de cumprimento de 
pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa 
infração. 
B) O estrangeiro que cumpre pena no Brasil e que já tem 
contra si um processo de expulsão instaurado pode 
mesmo assim ser beneficiado com a progressão de 
regime. 
C) Condenado que se encontra cumprindo pena em 
prisão domiciliar por falta de vagas no regime semiaberto 
tem direito à saída temporária como se estivesse 
efetivamente no regime semiaberto. 
D) Incumbe ao Conselho da Comunidade visitar, pelo 
menos mensalmente, os estabelecimentos penais 
existentes na comarca, bem como entrevistar os presos. 
E) O Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária, com sede na Capital da República, é 
subordinado ao Departamento Penitenciário Nacional. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos exatos termos do enunciado de súmula do Superior 
Tribunal de Justiça, que assevera: 
 
Súmula n.º 534, STJ: “A prática de falta grave interrompe 
a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do 
cometimento dessa infração.” 
 
Alternativa B – correta. 
O STJ consolidou entendimento no sentido de que a 
situação irregular do estrangeiro no País não ê 
circunstância, por si só, capaz de afastar o princípio da 
igualdade entre nacionais e estrangeiros, razão pela qual 
a existência de processo ou mesmo decreto de expulsão 
em desfavor do estrangeiro não impede a concessão dos 
benefícios da progressão de regime ou do Livramento 
Condicional, tendo em vista que a expulsão poderá 
ocorrer, conforme o interesse nacional, após o 
cumprimento da pena, ou mesmo antes disto. 
 
Desta feita, o estrangeiro que cumpre pena no Brasil e 
que já tem contra si um processo de expulsão instaurado 
pode mesmo assim ser beneficiado com progressão de 
regime. 
 
Alternativa C – correta. 
Nos termos do julgado do STJ, da lavra da 6ª Turma. HC 
489.106-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 
13/08/2019 (Info 655). Vejamos: 
 
“Condenado que se encontra cumprindo pena em prisão 
domiciliar por falta de vagas no regime semiaberto tem 
direito à saída temporária como se estivesse 
efetivamente no regime semiaberto. 
Há compatibilidade entre o benefício da saída temporária 
e prisão domiciliar por falta de estabelecimento adequado 
para o cumprimento de pena de reeducando que se 
encontre no regime semiaberto.” 
 
Alternativa D – correta. 
Nos termos da literalidade da Lei de Execução Penal, 
vejamos: 
 
“Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade: 
I – visitar, pelo menos mensalmente, os 
estabelecimentos penais existentes na comarca; 
II – entrevistar presos;” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Diverso ao constante na Lei de Execução Penal, que 
assevera: 
 
“Art. 62. O Conselho Nacional de Política Criminal e 
Penitenciária, com sede na Capital da República, é 
subordinado ao Ministério da Justiça.” 
 
Direitos Humanos 
 
 
57. Suponha que certa penitenciária esteja localizada no 
município de Tranquiri e constitui-se em estabelecimento 
prisional de segurança máxima, acolhendo presos 
condenados em face de sentença condenatória 
transitada em julgado, bem como aqueles 
provisoriamente constritos. No âmbito das atividades de 
fiscalização e vigilância penitenciárias, as Regras 
Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros estabelecem 
uma série de critérios específicos para a classificação e 
alocação dos presos no ambiente penitenciário. De 
acordo com essas informações, assinale a alternativa 
correta. 
 
A) I. P. R., agente responsável pela triagem para o 
trabalho interno, deverá classificar os presos em 
conformidade com suas aptidões físicas e mentais, de 
acordo com a determinação do médico. 
B) U. T. G., agente responsável pela triagem de presos 
provisórios, poderá encaminhá-los para as celas 
destinadas aos presos condenados, diante da ausência 
de vagas para provisórios na instituição. 
C) P. R. F., agente responsável pelo acesso de visitas e 
advogados, deverá impedir acesso do advogado de T. O. 
P., preso provisoriamente, tendo em vista que as visitas 
dos advogados se restringem aos presos em virtude de 
sentença transitada em julgado. 
D) O. T. F., agente responsável pela triagem de presos 
no estabelecimento, deverá conduzir U. P. R., detido 
portador de doença psiquiátrica, às celas destinadas aos 
presos provisórios ante inexistência de vaga no 
estabelecimento. 
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E) O curso de formação para agente constitui condição 
prescindível para ingresso na carreira. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, no que se refere ao trabalho realizado pelos 
presos, este deve ser determinado de acordo com suas 
aptidões física e mental, de acordo com determinação do 
médico. 
 
Conforme Art. 71 das Regras Mínimas para o Tratamento 
de Prisioneiros. Vejamos: 
 
“71. 
2) Todos os reclusos condenados devem trabalhar, em 
conformidade com as suas aptidões física e mental, de 
acordo com determinação do médico.” 
 
Diante o exposto, a Alternativa A é a correta. 
 
58. Considere hipoteticamente que P. F. G. e W. S. V. 
são agentes responsáveis pela condução de presos para 
as audiências perante o juízo da Comarca de Rosentão, 
situada no município de Adoroé, estado de Arentão. No 
dia 20 de março de 2017, foram designados para o 
transporte dos presos U. T. T., Y. J. K. e J. K. L. até o 
fórum, que fica a 70 km da Penitenciária Frumal. 
 
Considerando o caso concreto, bem como as Regras 
Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros, que 
estabelecem regras para o traslado de presos no âmbito 
das atividades do sistema prisional, assinale a alternativa 
correta. 
 
A) P. F. G. e W. S. V. deverão utilizar os veículos 
próprios, com total vedação de ar para impedir a fuga. 
B) P. F. G. poderá, em face da distância, abastecer o 
respectivo carro e utilizá-lo no transporte de U. T. T. e de 
Y. J. K., podendo se recusar a conduzir J. K. L., que é 
seu desafeto de infância. 
C) O transporte de U. T. T., de Y. J. K. e de J. K. L. deverá 
ser realizado de forma previdente, visando a protegê-los 
contra qualquer forma de insultos, curiosidade e 
publicidade. 
D) O transporte de U. T. T., de Y. J. K. e J. K. L. deverá 
ser parcialmente custeado pela administraçãodo 
município, uma vez que a iniciativa privada é a 
responsável pela complementação do valor do traslado. 
E) P. F. G. e W. S. V. deverão utilizar veículo 
descaracterizado e sem capota, para que os presos 
possam ser observados por todos no decorrer do 
traslado. 
Gabarito: C 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, de acordo com as Regras Mínimas para o 
Tratamento de Prisioneiros, a transferência de reclusos 
deve ocorrer de forma que garanta a segurança dos 
prisioneiros. Eles devem ser expostos o menos possível 
ao público, para evitar insultos, curiosidades ou 
publicidade; devem ser transportados em veículos com 
ventilação; e o traslado deve ocorrer em condição de 
igualdade para todos. 
 
Vejamos: 
 
“45. 
1) Quando os reclusos sejam transferidos de ou para 
outro estabelecimento, devem ser vistos o menos 
possível pelo público, e devem ser tomadas medidas 
apropriadas para os proteger de insultos, curiosidade e 
de qualquer tipo de publicidade. 
2) Deve ser proibido o transporte de reclusos em veículos 
com deficiente ventilação ou iluminação, ou que de 
qualquer outro modo os possa sujeitar a sacrifícios físicos 
desnecessários. 
3) O transporte de reclusos deve ser efetuado a expensas 
da administração, em condições de igualdade para todos 
eles.” 
 
Perante o acima exposto a Alternativa C é a correta. 
 
59. Leia o texto abaixo e responda à questão. 
 
O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) foi 
lançado em 2009 com o objetivo de promover a proteção 
e a garantia dos direitos humanos no Brasil. Dentre as 
medidas previstas no programa, destacam-se a 
promoção da igualdade racial, de gênero e de orientação 
sexual, o combate à tortura e ao trabalho escravo, a 
defesa do direito à terra e à moradia, entre outras. 
 
Com base no texto acima, assinale a alternativa que 
apresenta o objetivo principal do Programa Nacional de 
Direitos Humanos (PNDH-3). 
 
A) Promover a proteção dos direitos humanos e a 
garantia de sua efetividade. 
B) Implementar políticas públicas para erradicar a 
pobreza no país. 
C) Fortalecer a segurança nacional e a atuação das 
Forças Armadas. 
D) Ampliar a exploração de recursos naturais em áreas 
indígenas e quilombolas. 
E) Incentivar a discriminação racial, de gênero e de 
orientação sexual. 
 
Gabarito: A 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, o objetivo principal do Programa Nacional de 
Direitos Humanos (PNDH-3) é promover a proteção e a 
garantia dos direitos humanos no Brasil, conforme 
indicado no texto fornecido. 
 
Desta feita, a Alternativa A é a correta. 
 
No tocante às demais alternativas, não estão de acordo 
com o texto, uma vez que o programa não tem como 
objetivo implementar políticas públicas para erradicar a 
pobreza no país (Alternativa B – incorreta), fortalecer a 
segurança nacional e a atuação das Forças Armadas 
(Alternativa C – incorreta), ampliar a exploração de 
recursos naturais em áreas indígenas e quilombolas 
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PROJETO CAVEIRA 2º SIMULADO COMPLETO – PPGO 2023 – PRÉ-EDITAL 
 
 
 
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(Alternativa D – incorreta) ou incentivar a discriminação 
racial, de gênero e de orientação sexual (Alternativa E – 
incorreta). 
 
60. No que se refere à Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A 
(III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de 
dezembro de 1948), assinale a alternativa incorreta. 
 
A) A educação deve visar à plena expansão da 
personalidade humana e ao reforço dos direitos do 
Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer 
a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as 
nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como 
o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas 
para a manutenção da paz. 
B) Ninguém será condenado por ações ou omissões que, 
no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso 
à face do direito interno ou internacional. Do mesmo 
modo, não será infligida pena mais grave do que a que 
era aplicável no momento em que o ato delituoso foi 
cometido. 
C) Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as 
jurisdições nacionais competentes contra os atos que 
violem os direitos fundamentais reconhecidos pela 
Constituição ou pela lei. 
D) Todos os seres humanos nascem livres e iguais em 
dignidade e em direitos. Dotados de razão e de 
consciência, devem agir uns para com os outros em 
espírito de fraternidade. 
E) Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, 
somente em alguns lugares, da sua personalidade 
jurídica. 
 
Gabarito: E 
 
COMENTÁRIO DO PROFESSOR: 
 
Caveiras, 
 
Alternativa A – correta. 
Nos moldes do previsto na Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, que assevera: 
 
“Artigo 26 (...) 
2. A educação deve visar à plena expansão da 
personalidade humana e ao reforço dos direitos do 
Homem e das liberdades fundamentais e deve 
favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade 
entre todas as nações e todos os grupos raciais ou 
religiosos, bem como o desenvolvimento das 
actividades das Nações Unidas para a manutenção 
da paz.” 
 
Alternativa B – correta. 
Conforme o previsto na Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, a saber: 
 
“Artigo 11 (...) 
2. Ninguém será condenado por acções ou omissões 
que, no momento da sua prática, não constituíam 
acto delituoso à face do direito interno ou 
internacional. Do mesmo modo, não será infligida 
pena mais grave do que a que era aplicável no 
momento em que o acto delituoso foi cometido.” 
 
Alternativa C – correta. 
De acordo a literalidade da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, que diz: 
 
“Artigo 8° 
Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as 
jurisdições nacionais competentes contra os actos 
que violem os direitos fundamentais reconhecidos 
pela Constituição ou pela lei.” 
 
Alternativa D – correta. 
Nos exatos termos da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A 
(III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de 
dezembro de 1948), que dispõe: 
 
“Artigo 1° 
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em 
dignidade e em direitos. Dotados de razão e de 
consciência, devem agir uns para com os outros em 
espírito de fraternidade.” 
 
Alternativa E – incorreta. 
Diverso do previsto na Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (adotada e proclamada pela Resolução 217-A 
(III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de 
dezembro de 1948), que aduz: 
 
“Artigo 6° 
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em 
todos os lugares, da sua personalidade jurídica.” 
 
 
909905.01/03/2024
225.621.921-68.5196

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