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Verifique se seu caderno está completo, sem repe- tição de questões ou falhas. Caso contrário, noti- fique imediatamente o Fiscal da Sala, para que sejam tomadas as devidas providências; Confira seus dados pessoais, especialmente nome, número de inscrição e documento de identidade e leia atentamente as instruções para preencher o cartão-resposta; Use somente caneta esferográfica, fabricada em material transparente, com tinta preta ou azul; Assine seu nome apenas no(s) espaço(s) reservado(s); Confira sua cor e tipo do caderno de questões. Caso tenha recebido caderno de cor ou tipo diferente do impresso em seu cartão-resposta, o fiscal deve ser obrigatoriamente informado para o devido registro na Ata da Sala; Reserve tempo suficiente para o preenchimento do seu material. O preenchimento é de sua res- ponsabilidade e não será permitida a troca do cartão-resposta ou folha de texto definitivo em caso de erro; Para fins de avaliação, serão levadas em considera- ção apenas as marcações realizadas no cartão- -resposta e na folha de texto definitivo; Os candidatos serão submetidos ao sistema de detecção de metais quando do ingresso e da saída de sanitários durante a realização das provas. Boa sorte! A N A L I S T A L E G I S L A T I V O – T É C N I C A L E G I S L A T I V A ( P Ó S-E D I T A L ) ( C O N H E C I M E N T O S G E R A I S ) FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO! INSTRUÇÕES GERAIS ● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. ● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente a antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe apenas UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. ● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher o cartão-resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho de PREENCHER GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da prova. Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não se preocupe: o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado. – Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder a uma determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste estilo de banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de ser no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta em caso de respostas erradas. – Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas em branco. ● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno. ● Não serão realizadas correções individuais das provas discursivas. Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail: treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação. Desejamos uma excelente prova! FICHA TÉCNICA DO MATERIAL grancursosonline.com.br CÓDIGO: 1102023162 TIPO DE MATERIAL: Simulado Preparatório NUMERAÇÃO: 2º Simulado NOME DO ÓRGÃO: Câmara dos Deputados CARGO: Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Conhecimentos Gerais) MODELO/BANCA: FGV EDITAL: Pós-Edital DATA DE APLICAÇÃO: 10/2023 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/2023 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) CONHECIMENTOS GERAIS – MANHÃ Língua Portuguesa Márcio Wesley 1 No segmento “tudo tem de fazer sentido”, verifica-se emprego formal da preposição “de”. Assinale a frase que apresenta marcas de informalidade. (A) A gente não pode conviver com esta situação. (B) É preciso coragem pra recusar certas imposições sociais. (C) Na vida, sempre tem algum momento mas propício pra gente mudar a mentalidade. (D) Nada poderia indicar o melhor momento onde deve- ria ser tomada a decisão. (E) Um anão acordado mata um gigante dormindo. 2 “Qualquer matéria significante é remetida à linguagem, sobretudo verbal.” (Eni Orlandi) Na frase acima, a preposição foi empregada com valor gramatical. Assinale a frase com preposição empregada apenas com valor nocional. (A) O redescobrimento da linguagem como campo de es- tudo abriu novas fronteiras de pesquisa. (B) A direção das pesquisas mostrou aspectos da lingua- gem como núcleos de novas áreas do saber. (C) O silêncio da linguagem levou pensadores a estabele- cer os limites da linguagem denotativa em sua estru- tura lógica. (D) Avanços da ciência linguística permitiram aplicações da linguagem ao campo das máquinas. (E) Nenhuma forma de linguagem pode ser deixada de lado quando se dedica atenção ao fenômeno da co- municação. 3 “Coloca-se o ‘império do verbal’ em nossas formas so- ciais.” (Eni Orlandi) Apenas uma frase possui a palavra “se” com o mes- mo emprego. (A) Nas relações sociais, tem-se uma necessidade de re- conhecimento pessoal. (B) Nem sempre se cura o médico sem ajuda de outro. (C) Acredita-se que os juros ainda podem diminuir mais. (D) A história do Acre começou a se definir em 1897. (E) Durante as comemorações, sumiu-se a chave do al- moxarifado. 4 “Como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa.” (Eni Orlandi) A palavra “como” ocorre com o mesmo valor con- textual em: (A) Como os chefes haviam determinado, o prato foi pre- parado sem molho. (B) Como um canto de sereia, alguns investimentos sus- peitos prometem ganhos surreais. (C) Obras como Abaporu consagram Tarsila do Amaral. (D) O modo como nós estudamos foi decisivo para o su- cesso profissional. (E) Como não tinha outra opção de se consolar, Maria escreveu diários e desabafou. 5 “Respirou até notar que seus pulmões se derretiam, carregados de terra e fuligem, e, quando julgou ter pa- gado uma cota de sofrimento a seu manifesto maso- quismo, voltou para o abrigo da porta e tirou de vez a camisa.” (Leonardo Padura. Ventos de Quaresma – Esta- ções Havana) O trecho acima é narrativo. Assinale a característica que melhor justifica essa classificação. (A) Observação atenta do cenário ao redor do per- sonagem. (B) Marcação temporal com numerosos advérbios. (C) Emprego do pretérito perfeito para configurar sequ- ência temporal de ações do personagem. (D) A presença de um personagem-narrador que registra suas impressões da cena. (E) A indicação clara do espaço onde ocorrem os fatos. 6 Da Vinci se dedicou a muitas áreas do saber humano. Suas realizações impactaram desde as artes até a medi- cina. (Frase autoral elaborada para este simulado.) As duas frases acima podem ser correta e coerentemen- te vinculadas quando escrevermos entre elas: (A) à medida em que (B) face a (C) porquanto (D) tanto que (E) sendo que 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 7 João Cabral de Melo Neto atendeu ao conselho de seu médico e buscou exercitar-se fisicamente com o uso de uma prensa manual para produzir seus livros e de ami- gos. Por isso, devemos a ele a publicação de numerosos autores que teriam ficado ignotos sem a necessidade dessa ginástica poética. O elemento sublinhado tem seu referente inadequada- mente indicado em: (A) seu: João Cabral. (B) seus: João Cabral. (C) ele:médico. (D) que: autores. (E) essa: uso de uma prensa manual para produzir seus livros e de amigos. 8 Com fortes dores de cabeça, João Cabral de Melo Neto recebeu do médico a recomendação de praticar ativi- dades físicas. Escolheu a prensa manual como exercício para publicar livros. Foi assim que vieram a público au- tores como Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes. Cabral não ficou curado da dor de cabeça, mas valeu. (Texto autoral produzido para este simulado.) A conjunção “mas” foi empregada na última frase do texto. Seu valor contextual ocorre igualmente, de modo mais adequado, em: (A) Cabral não chegou tão cedo às Índias, mas no cami- nho descobriu o Brasil. (B) Cabral sabia navegar bem, mas desviou-se da rota por algum motivo. (C) João Cabral enxergava pouco na velhice, mas conti- nuava produtivo. (D) A história registra que os gregos derrotaram os per- sas, mas sucumbiram ao domínio de Alexandre. (E) Projetos podem ser aprovados por maioria absoluta na Câmara, mas ser reprovados no Senado. 9 Na estrutura das orações, um dos problemas frequentes é a falha concordância verbal. Assinale a opção sem essa falha. (A) As ideias inovadoras de alguns poetas não os deixam desistirem dos sonhos. (B) Os exercícios físicos não o curaram das dores que o atormentava, mas o levaram a publicar poetas até então desconhecidos. (C) Nem sempre alguns poetas parece ainda assumirem compromissos sociais. (D) Um dia há de, após tantas frustrações, existirem mais sonhadores. (E) Na Bahia pode chover com certeza grandes nomes da música, mas em Minas abundam grandes escritores. 10 O pronome destacado a seguir não revela empre- go dêitico: (A) Quero que venha aqui e me diga seu nome. (B) Sabemos que não foi bem isso que ela quis dizer. (C) Antes de se levantar, você deve olhar em volta. (D) Você não deveria ter abandonado seu posto ontem, soldado! (E) Nenhuma verdade importa mais do que esta. 11 Não sugere uma visão negativa acerca do aborto a se- guinte frase: (A) Existem outros recursos para salvar a vida da gestan- te em meio a tantos avanços médicos. (B) O óbito da gestante é tão incerto quanto o do feto. (C) Superpopulação traz risco para a suficiência de ali- mentos e de condições sanitárias no planeta. (D) A vida da gestante não possui maior valor que a vida do feto. (E) Criança fruto de violência sexual pode ser adotada pelo Estado. 12 Entre os egípcios, acreditava-se que o coração era o cen- tro do pensamento. Para eles, o órgão controlava emo- ções e funções nervosas. Nesse texto acima, evitou-se a repetição de um ter- mo mediante o emprego de palavra de sentido geral e abrangente, conhecida como hiperônimo. Todas as frases a seguir empregaram inadequadamente um hiperônimo, EXCETO: (A) Muitas canetas foram distribuídas na sala de aula, mas as ferramentas estavam defeituosas. (B) O estrôncio é encontrado em poucos minérios. O metal é relevante na fabricação de fogos de artifício. (C) A aspirina foi o primeiro analgésico sintético. O vene- no depois foi amplamente difundido. (D) As vacas pastavam em calma quando sobreveio um terremoto. O rebanho foi quase todo exterminado. (E) As estrelas recentemente descobertas possuem comportamento anômalo. Esses astros subvertem algumas leis da física. 13 O emprego do sinal indicativo de crase é correto e ne- cessário em: (A) Todos observaram os acontecimentos à 20 metros de distância. (B) O projeto não tratava da condição dos jovens, mas se referia à nossa. (C) Os relatórios registraram até à mais recente reunião. (D) Os novos fatos não trazem prejuízo à já constatadas agravantes. (E) Os retirantes já deixaram à terra de seus pais. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 14 A dupla grafia adequada é possível, em contextos for- mais, para todas as palavras escritas corretamente em: (A) Quociente, quatorze, irrequieto. (B) Infarto, cobarde, bêbedo. (C) Estória, multirão, discursão. (D) Barrer, abdome, aluguer. (E) Imundície, chipanzé, hostentar. 15 O paralelismo sintático é um princípio de organização que favorece a clareza nas frases bem redigidas. Esse princípio só está presente adequadamente em: (A) Se o equipamento fosse leve, ainda encontraríamos alguém para transportar. (B) Ele recebe o sangue dos pulmões e que está retor- nando dos membros do corpo. (C) Os exames mais urgentes que já foram feitos revela- ram algum risco de contaminação. (D) Por um lado, o coração é um órgão vital para o orga- nismo. Por outro lado, ele assume um aspecto literá- rio para a cultura. (E) Uma notícia triste é aquela que desagrada logo de início deixando todos cabisbaixos. Língua Inglesa Alexandre Hartmann Climate change is coming for America’s property market Insurance is supposed to signal risk. Policymakers should let it Sep 21st 2023 For decades Americans have been moving to beautiful places that are vulnerable to extreme weather. Florida, once a swampy frontier, is now America’s third-most populous state. It is also the state most often hit by hurricanes. By 2015, the Atlantic and Gulf coasts boasted more than $13trn of real estate. Look West and the story is similar. Homes are proliferating in the wildland-urban interface, where nature and development anxiously coexist and wildfire season seems never to end. It is climate change that makes extreme weather more common. But the financial cost of storms and fires depends, more than anything else, on how many homes people choose to build in risky places. After adjusting for inflation, there have been more billion-dollar disasters so far in 2023 than any year since America’s National Oceanic and Atmospheric Administration began keeping records. Losses as a proportion of gross domestic product (GDP) have kept stable over the past four decades. But there are big local exceptions: last year hurricane damage cost Florida between 7.5% and 10% of the state’s GDP. Those who enjoy the benefits of living in high-risk areas (such as a majestic ocean view) should shoulder the costs. However, both federal and state governments ensure that they do not, by subsidising or suppressing property insurance rates in such places. This has encouraged reckless building. A new report from the First Street Foundation, a non-profit research group, finds that if proper account is taken of climate risk, nearly a quarter of all properties in the continental United States are overvalued. These 39m properties represent a climate-insurance bubble inflated by government. Private insurers burned by huge payouts after disasters are abandoning risky markets such as Florida and California. Homeowners are turning to state-backed insurers of last resort, which offer less coverage for a higher price. When these plans cannot cover claims, taxpayers are often left with the bill. As climate change continues, the uninsurable parts of America will only grow. At the federal level the National Flood Insurance Programme, which offers subsidised flood insurance to homeowners in hazardous places, is drowning in debt. America’s Federal Emergency Management Agency (FEMA), which runs the programme, is in the process of raising rates to keep it solvent. But property-owners are rebelling by cancelling their policies, and the politicians who represent them are threatening to intervene. Such intransigence is bipartisan. State and national politicians, Democrats and Republicans, prefer to keep rates artificially low, constituents happy and their tax bases intact. This is short-sighted. So long as disaster risk is underpriced, people will take too much of it. And it is unclear how long taxpayers who live in comparatively safe places will be happy to subsidise insurance for those who don’t, especially when the subsidy-guzzlers are rich. A Congressional Budget Office study from 2007 found that 23% of coastal properties with subsidised flood insurance were second homes.Taxpayers should not be helping the Real Housewives of Miami build seaside castles. Instead, policymakers should allow private insurers to set actuarially sound rates, so they can keep writing coverage. Realistic premiums would deter reckless new construction. They would also hurt existing homeowners, so politicians would probably have to keep offering government flood insurance, at least temporarily, to those who cannot afford anything else. Eventually, though, some Americans will need to move to keep safe from rising seas, roaring floods and fast-encroaching flames. The government should ease the transition: for example, FEMA could offer buyouts to homeowners who cannot afford their insurance. But make no mistake: the longer politicians subsidise building in dangerous places, the worse the pain will be, and the bigger the final bill. Source: https://www.economist.com/leaders/2023/09/21/ climate-change-is-coming-for-americas-property-market 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 16 Based on Text I, mark the statements below as true (T) or false (F). ( ) � �Since America’s National Oceanic and Atmospheric Administration began keeping records, there have been less billion-dollar disasters so far in 2023 than any year. ( ) � �Roughly one-fourth of all properties in the continental United States are overvalued if proper account is taken of climate risk. ( ) � �When state-backed insurers cannot cover claims, taxpayers are seldom left with the bill. The statements are, respectively, (A) T – F – T. (B) F – F – T. (C) F – T – T. (D) F – T – F. (E) T – F – F. 17 According to the fifth paragraph, the National Flood Insurance Programme offer subsidized flood insurance in hazardous places, that is, in places which are (A) safe. (B) low-risk. (C) high-risk. (D) reliable. (E) dependable. 18 “So long as” in “So long as disaster risk is underpriced, people will take too much of it” can be replaced without change in meaning by (A) Whereas. (B) Otherwise. (C) Albeit. (D) While. (E) Yet. 19 The modal in “The government should ease the transition” is similar in meaning to (A) relieve. (B) mitigate. (C) alleviate. (D) soothe. (E) ought to. 20 The word “uninsurable” in “the uninsurable parts of America” (4th paragraph) refers to the parts of America which are: (A) qualified for insurance. (B) suitable for insurance. (C) fitting for insurance. (D) appropriate for insurance. (E) ineligible for insurance. Direito Constitucional José Narciso 21 Bruno, estudante da universidade do Estado Alfa, levan- tou uma dúvida ao seu professor de direito constitucio- nal sobre o envolvimento do presidente da República no processo legislativo, relacionado à aprovação de uma emenda constitucional. Nesse sentido, o professor forneceu a resposta adequa- da, explicando que: (A) o presidente da República tem poder de iniciativa legislativa e de veto, podendo ainda promulgar a emenda constitucional. (B) o presidente da República tem apenas poder de veto. (C) o presidente da República tem apenas poder de ini- ciativa legislativa. (D) o presidente da República tem apenas poder de ini- ciativa legislativa e de veto. (E) o presidente da República não participa desse pro- cesso legislativo. 22 No ordenamento jurídico constitucional brasileiro, no momento em que um estado-membro modifica o texto de sua constituição estadual e implementa reformas nos limites estabelecidos tanto na própria constituição esta- dual quanto na Constituição Federal, encontra-se diante: (A) do poder constituinte derivado decorrente ins- tituidor. (B) do poder constituinte derivado decorrente de revi- são estadual. (C) do poder constituinte derivado difuso. (D) do poder constituinte originário. (E) do poder constituinte derivado reformador. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 23 Assinale a alternativa correta no que diz respeito à clas- sificação das constituições. (A) Quanto à origem, pode-se afirmar que a Constituição da República Federativa do Brasil pode ser classifica- da como pactuada. (B) Pode-se afirmar que a Constituição da República Fe- derativa do Brasil é considerada sintética em relação à sua extensão. (C) A Constituição da República Federativa do Brasil pode ser caracterizada como dogmática em relação ao seu processo de elaboração. (D) Devido às cláusulas pétreas, pode-se afirmar que a Constituição da República Federativa do Brasil é uma constituição imutável. (E) Segundo a doutrina constitucionalista, uma cons- tituição é considerada histórica quando emerge de uma rápida evolução das tradições e dos aconteci- mentos sociais e políticos de um povo. 24 No que diz respeito à participação da Defensoria Pública Estadual em casos no Superior Tribunal de Justiça – STJ, identifique a opção correta. (A) A Defensoria Pública Estadual não poderá prestar serviços em Brasília caso não esteja cadastrada no portal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça, mesmo que já tenha uma representação física no local. (B) Se não houver representação da Defensoria Pública Estadual em Brasília, a responsabilidade de atuação recairá sobre a Defensoria Pública da União, mesmo que a entidade estadual esteja cadastrada no portal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça. (C) Apesar de contar com representação em Brasília, a Defensoria Pública Estadual deve se registrar no por- tal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça. Caso contrário, poderá ser substituída pela Defensoria Pública da União. (D) Em nenhuma circunstância a Defensoria Pública da União poderá assumir o papel da Defensoria Públi- ca Estadual, sendo responsabilidade desta última garantir os recursos necessários para sua contínua participação efetiva nos processos. (E) Se a Defensoria Pública Estadual não estiver cadas- trada no portal de intimações eletrônicas do Supe- rior Tribunal de Justiça e não tiver representação em Brasília, a Defensoria Pública da União poderá assu- mir seu papel. 25 Sabe-se que a distribuição de responsabilidades, en- tendida como repartição de competências, abrange os princípios fundamentais da legislação exclusiva e da le- gislação concorrente. Atrelada aos ditames constitucionais e ao seu conheci- mento, a competência para legislar concorrentemente sobre determinada matéria é compartilhada entre a União, os Estados e o Distrito Federal quando se refere a: (A) matéria que trate sobre águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão. (B) matéria que trate sobre populações indígenas. (C) matéria verse sobre serviço postal. (D) matéria que trate de proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. (E) matéria que trate sobre sistemas de consórcios e sorteios. 26 A Defensoria Pública é uma instituição contínua e fun- damental para o desempenho da função jurisdicional do Estado, com presença tanto a nível federal quanto nos estados e no Distrito Federal. Assim, considerando a Constituição Federal de 1988 e a Defensoria Pública, marque a alternativa correta. (A) São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a divisibilidade e a independência fun- cional. (B) Lei ordinária federal prescreverá as normas gerais para organização das Defensorias Públicas Estaduais. (C) Compete às defensorias públicas também a defesa extrajudicial de direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, dos necessitados. (D) Cabe ao governador a iniciativa da proposta orça- mentária das Defensorias Públicas Estaduais. (E) Os defensores públicos não têm assegurada a garan- tia da inamovibilidade. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 27 Flávio, membro do Ministério Público junto ao TCU, foi indicado em lista tríplice segundo o critério de antigui-dade e merecimento. Sobre a nomeação dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme estabe- lecido na Constituição, identifique a alternativa correta. (A) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de adminis- tração pública. (B) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada. (C) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros requisitos, idoneidade moral e reputação ilibada, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econô- micos e financeiros ou de administração pública. (D) Um terço dos ministros será escolhido pelo presiden- te da República e dois terços pelo Congresso Nacio- nal, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de adminis- tração pública. (E) Um terço dos ministros será escolhido pelo presiden- te da República e dois terços pelo Congresso Nacio- nal, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada. 28 Sabe-se que o controle de constitucionalidade, em sua essência, é um mecanismo de correção incorporado a um sistema legal específico. Ele se destina a avaliar se um ato está de acordo com a Constituição, constituindo assim um sistema de verificação da conformidade desse ato em relação à Carta Magna. Sobre o controle de constitucionalidade, indique a op- ção correta. (A) Um decreto emitido pelo Poder Executivo não pode ser alvo de uma ação direta de inconstitucionalida- de, mesmo que a densidade normativa do decreto seja avaliada com base em critérios de generalidade e abstração. (B) Na avaliação de um processo de controle concen- trado de constitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal está limitado ao critério mencionado para a análise. O STF não pode proclamar a inconstituciona- lidade da disposição com base em um critério dife- rente daquele apresentado pelo autor da ação. (C) A responsabilidade primária, ou seja, originária, pela análise das ações de arguição de descumprimento de preceito fundamental fica a cargo do Supremo Tribunal Federal. (D) O presidente da República, o procurador-geral da República e o governador de estado possuem au- torização ampla para entrar com ações de controle concentrado de constitucionalidade, sendo conside- rados agentes ativos universais nesse contexto. (E) O Supremo Tribunal Federal é responsável por pro- cessar e julgar, de forma inicial, a ação direta de in- constitucionalidade e a ação declaratória de cons- titucionalidade de leis ou atos normativos, seja de âmbito federal ou estadual. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 29 Leonardo, com o intuito de diminuir os gastos relacio- nados às estruturas de poder estatal e, como resultado, direcionar mais recursos para melhorar a oferta de ser- viços públicos, requisitou que sua equipe de assessores examinasse possíveis medidas legislativas para reconfi- gurar o Brasil como um Estado regionalizado. Dessa forma, a União se tornaria a única entidade com autonomia política, enquanto as demais instâncias pas- sariam a ter apenas autonomia administrativa, de acor- do com o que estabelece a legislação vigente. Com isso, a equipe de assessores respondeu de forma correta que: (A) não seria possível a aprovação de norma dessa natureza. (B) seria necessária a realização de um plebiscito e, em um segundo momento, a aprovação de emenda constitucional. (C) seria necessária a edição de lei complementar. (D) seria necessária a edição de emenda constitucional. (E) seria cabível tanto a edição de lei complementar como a de lei ordinária. 30 Um projeto de lei rejeitado só poderá ser novamente considerado como matéria legislativa durante a mesma sessão legislativa, desde que haja uma proposta para tal de corrente (A) da maioria simples dos membros de qualquer das ca- sas do Congresso Nacional. (B) do presidente da República ou da maioria absoluta dos membros do Senado Federal. (C) do presidente da República ou da maioria simples dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. (D) da maioria absoluta dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. (E) da maioria simples dos membros da Câmara dos De- putados. Direito Administrativo Gustavo Scatolino 31 O ato administrativo é objeto fundamental de estudo do Direito Administrativo, sendo tópico recorrentemente discutido e explicado pela doutrina. Sobre os elementos do ato administrativo, assinale a alternativa correta. (A) Objetos são as coisas físicas ou materiais que partici- pam do contexto fático do ato administrativo. (B) Finalidade é o objetivo de interesse público buscado com a prática do ato. Porém, nem todo ato deve ser praticado sempre voltado para satisfazer o interesse público. (C) Forma é o conjunto de normas que regulam os limi- tes do ato administrativo. (D) Motivo é a situação de direito ou de fato que autori- za a prática do ato administrativo, podendo ser uma situação fática ou estar prevista em lei. (E) Competência é o poder atribuído ao agente público para a prática de seus atos administrativos. A com- petência resulta da jurisprudência, e por ela é de- limitada. 32 A administração pública goza de poderes administrati- vos para o exercício de suas funções e para entregar o melhor serviço aos administrados. Dentro do assunto de poderes administrativos, assinale a alternativa incorreta. (A) Poder disciplinar é o poder de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pes- soas sujeitas à relação especial com a administração pública. (B) A expressão “poderes administrativos” não deve ser entendida como uma faculdade da administração pública, e sim como um dever. (C) O poder de polícia não retira direito algum, apenas condiciona o seu exercício, visando o bem-estar- -coletivo. (D) Poder hierárquico é o poder da administração para estabelecer hierarquia entre órgãos e agentes públi- cos. A relação hierarquizada dentro da administração é essencial. (E) O poder de polícia não pode ser exercido por meio de leis e atos normativos. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 33 Os princípios administrativos norteiam a administração pública em suas atividades. De acordo com Celso An- tônio Bandeira de Mello, “Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma. A desatenção ao princípio implica ofensa não a um específico manda- mento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstituciona- lidade, conforme o escalão do princípio violado, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mes- tra”. Assinale a alternativa que discorra corretamente sobre os princípios administrativos. (A) O princípio da eficiência está expresso na Constitui- ção desde sua promulgação em 1988. (B) O princípio da autotutela se refere à capacidade da administração pública de anular e revogar seus próprios atos, com autorização judicial em todos os casos. (C) Os princípios são de aplicação imediata, dispensando lei formal para sua efetivação. (D) A própria Constituiçãode 1988 traz a hierarquia dos princípios da administração. (E) A atuação da administração pública possui cunho im- pessoal, mas existem situações que a administração pública pode privilegiar determinadas pessoas. 34 A Prof.ª Maria Sylvia Zanella Di Pietro define o Direito Administrativo como o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas admi- nistrativas que integram a administração pública, a ativi- dade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de nature- za pública. Marque a alternativa correta sobre as fontes do Direito Administrativo. (A) A lei é a fonte primária e principal do Direito Ad- ministrativo, considerando também a Constituição Federal. (B) Os costumes não são fonte do Direito Administrativo. (C) A jurisprudência é fonte primária do Direito Adminis- trativo, visto que o Direito Administrativo não possui relação direta com nenhuma lei. (D) Os costumes se enquadram na mesma hierarquia das leis nas fontes do Direito Administrativo. (E) A doutrina não é fonte direta do Direito Adminis- trativo. 35 O município Alfa, visando explorar atividade econômica na área bancária, considera os melhores meios para esse objetivo. Assinale a alternativa incorreta sobre a organi- zação administrativa do Estado. (A) Autarquia é a pessoa jurídica de direito público, cria- da por lei específica para o desempenho de ativida- des típicas de Estado, como fiscalização, regulação, assistência social, seguridade social, poder de polícia. (B) Os entes federativos podem criar empresas públicas e sociedades de economia mista para explorar ativi- dade econômica, para atuar em qualquer ramo, des- de que gere lucro. (C) Os órgãos são resultado do fenômeno chamado de desconcentração administrativa. (D) As entidades são resultado do fenômeno chamado de descentralização administrativa. (E) O contrato de gestão pode qualificar uma autarquia, tornando-a uma agência executiva. 36 Pedro, servidor público federal, é questionado por um cidadão comum sobre qual seria a modalidade licitatória adequada para a aquisição de bens e serviços comuns. Pedro disse para esse cidadão que a modalidade seria: (A) pregão. (B) concurso. (C) diálogo competitivo. (D) concorrência. (E) leilão. 37 Julia, servidora pública estável ocupante do cargo de téc- nica judiciária de um tribunal regional, foi aprovada em concurso público para o cargo de delegada de polícia. Ocorre que Julia não foi habilitada no estágio probatório relativo ao cargo de delegada, de maneira que ocorreu seu retorno ao cargo de técnica judiciária do TRT ante- riormente ocupado, por meio da forma de provimento derivada prevista na Lei n. 8.112/1990 chamada (A) aproveitamento, que é o retorno à atividade de ser- vidor aposentado por invalidez, quando junta médi- ca oficial declarar insubsistentes os motivos da apo- sentadoria; ou no interesse da administração. (B) recondução, que é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de inabili- tação em estágio probatório relativo a outro cargo; ou de reintegração do anterior ocupante. (C) redistribuição, que é uma forma de provimento de cargo. (D) readaptação, que é o novo concurso público que ser- vidor afastado terá que prestar. (E) reintegração, é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 38 Ganem, morador do Guará (DF) e desempregado, ao ver que a energia de sua casa foi cortada por inadimplência, sobe no poste para tentar reverter a situação preten- dendo religar a energia e acaba sofrendo uma descarga elétrica, caindo do poste e ficando paraplégico. Havia diversas placas alertando do perigo dos fios dos postes. Nesse caso, Ganem: (A) poderá cobrar indenização do Estado, visto que a res- ponsabilidade civil do Estado é objetiva e independe de dolo e culpa. (B) poderá cobrar indenização do Estado, pois não havia agentes públicos presentes no local. (C) não poderá cobrar indenização do Estado, pois quem causou o acidente foi exclusivamente o próprio cidadão. (D) não poderá cobrar indenização do Estado, pois de fato era inadimplente em relação às contas de luz de sua residência. (E) não poderá cobrar indenização do Estado, visto que a Constituição deixa claro que, para haver respon- sabilidade civil do Estado, é indispensável o dolo ou a culpa. 39 O Ministério Público recebeu denúncia da conduta de Beatriz, servidora pública da Câmara dos Deputados, por seu patrimônio ter aumentado exponencialmente, o que era incompatível com a sua renda de servidora pú- blica, bem como ter decorrido o aumento em razão do exercício do cargo público, assim se enquadrando como: (A) ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública. (B) ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa. (C) ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito. (D) ato de mera infração administrativa. (E) apenas conduta imoral, não podendo resultar em nenhuma sanção. 40 A Lei n. 9.784 de 1999 define princípios fundamentais para regular o procedimento administrativo no contexto da administração federal direta e indireta, com o objeti- vo primordial de salvaguardar os direitos dos cidadãos e otimizar a consecução dos propósitos da administração. Sobre a Lei n. 9.784, assinale a alternativa correta. (A) A administração pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, am- pla defesa, contraditório, segurança jurídica, interes- se público e eficiência. (B) O processo administrativo não pode iniciar-se de ofí- cio ou a pedido de interessado. (C) Decisão de recursos administrativos podem ser obje- tos de delegação. (D) Os atos administrativos, sem exceção, precisam ser escritos. (E) O direito da administração de anular os atos adminis- trativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dois anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Raciocínio Lógico Diego Ribeiro 41 Ana, Bia e Carla estão, nessa ordem, em uma fila de cine- ma que possui, ao todo, 36 pessoas. Sabe-se que • há o mesmo número de pessoas na frente de Ana e atrás de Carla; • há 10 pessoas entre Ana e Bia; • há 5 pessoas entre Bia e Carla; A posição de Bia na fila é: (A) 23ª. (B) 22ª. (C) 21ª. (D) 20ª. (E) 19ª. 42 Considere as afirmativas: Alguns animais sabem voar. Quem sabe voar tem asas. A partir dessas afirmativas, é correto concluir que: (A) Todos os animais têm asas. (B) Pessoas não voam. (C) Quem tem asa sabe voar. (D) Se um animal não tem asa, então não sabe voar. (E) Quem não gosta voar não tem asa. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 43 Sabendo que “Ter um bom dia de trabalho é consequ- ência de dormir cedo” não é uma verdade, podemos concluir que: (A) Se não tem um bom dia de trabalho, não dorme cedo. (B) Dorme cedo e não tem um bom dia de trabalho. (C) Tem um bom dia de trabalho e não dorme cedo. (D) Não dorme cedo e não tem um bom dia de trabalho. (E) Se não dorme cedo, não tem um bom dia de trabalho. 44 Considere a seguinte afirmação: “Se todos os alunos es- tudam, então a educação prospera”. Ela apresenta a estrutura lógica p → q. Tal afirmação é logicamente equivalente a (A) “Se a educação não prospera, então nem todo aluno estuda”. (B) “Se nenhum aluno estuda, então a educação prospera”. (C) “Se algum aluno não estuda, então a educação não prospera”. (D) “Se a educação prospera, então algum aluno não estuda”. (E) “Todos os alunos estudam e a educação não prospera”. 45 Considere aseguinte proposição: A: “Diego e Ana foram aprovados se e somente se Diego e Ana estudaram juntos.” O número de linhas da tabela-verdade da proposição A é: (A) 2. (B) 4. (C) 8. (D) 16. (E) 32. 46 Em um grupo de pessoas, Maria é mãe de João, João é pai de Carlos, Carlos é primo de Pedro, Pedro é filho de Clara, que é casada com Jairo, Jairo é irmão de Paulo, e Maria é esposa de José. Assinale a alternativa que indica o nome do avô de Pedro. (A) José (B) Carlos (C) João (D) Paulo (E) Jairo 47 O tipo de raciocínio lógico que busca determinar a regra através da premissa e da conclusão é denominado: (A) dedução. (B) abdução. (C) tautológico. (D) contradição. (E) indução. 48 Considere verdadeira a afirmação: “Qualquer carne vermelha tem vitamina E.” É correto concluir que: (A) toda carne que tem vitamina E é vermelha. (B) toda carne que não tem vitamina E não é vermelha. (C) toda carne que não é vermelha não tem vitamina E. (D) algumas carnes vermelhas não têm vitamina E. (E) algumas carnes que não têm vitamina E são vermelhas. 49 Em um determinado ano, o dia 20 de fevereiro caiu em uma quarta-feira. Nesse referido ano, o dia 1º de ja- neiro caiu em (A) uma terça-feira. (B) uma quarta-feira. (C) uma quinta-feira. (D) uma sexta-feira. (E) um sábado. SIMULADOS – Câmara dos Deputados - Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 50 Qual é a próxima figura na sequência abaixo? A) Hexágono (B) Círculo (C) Losango (D) Trapézio (E) Eneágono Informática e Dados Fabricio Melo 51 Considere os seguintes periféricos de um computador: I) Mouse II) WebCam III) Scanner IV) Multifuncional É(são) exemplo(s) de periférico(s) apenas de entrada: (A) somente o item I. (B) somente os itens I e II. (C) somente os itens I, II e III. (D) somente os itens II, III e IV. (E) somente o item IV. 52 No Windows 10 e 11, configuração padrão, idioma português Brasil, são opções encontradas no WINDOWS HELLO (op- ções de entrada): I) Reconhecimento do rosto II) Reconhecimento de impressão digital III) PIN IV) Bloqueio dinâmico Assinale a alternativa correta. (A) I e II somente. (B) I, II e III somente. (C) II, III e IV somente. (D) III e IV somente. (E) Todos os itens. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 53 Uma rede que abrange geograficamente um munícipio ou uma cidade, é conhecida como (A) PAN. (B) LAN. (C) MAN. (D) WAN. (E) WI-FI. 54 Além de “lembrar” dos links que você acessou, podem guardar outras informações da sua navegação na web, por exemplo, se você assistiu a um vídeo, quanto tempo passou na página, qual o idioma de sua preferência, ou quais foram suas buscas em um site. Ou seja, tudo o que você fizer durante a navegação gera informações sobre você, que podem ser armazenadas. O texto refere-se ao conceito de (A) cookie. (B) favoritos. (C) TCP/IP. (D) cache. (E) hashtag. 55 Vírus é um programa ou parte de um programa de com- putador, normalmente malicioso, que se propaga inse- rindo cópias de si mesmo e se tornando parte de outros programas e arquivos. É um potencial arquivo muito utilizado como vetor para vírus, além de ser bloqueado pela maioria dos servidores de e-mail em seus anexos: (A) bmp (B) docx (C) gif (D) pdf (E) scr 56 No MS-Word 365, configuração padrão, idioma portu- guês Brasil, ao compartilhar um documento para que outros usuários possam editar de maneira simultânea, o documento será salvo (A) na unidade C:\ do usuário que está compartilhando o documento. (B) na unidade C:\ dos usuários que estão recebendo o documento compartilhado. (C) no One Drive vinculado ao usuário que está compar- tilhando o documento. (D) no One Drive vinculado aos usuários que estão rece- bendo o documento. (E) no Google Drive do usuário que está compartilhando o documento. 57 No MS-Excel 365, configuração padrão, idioma portu- guês Brasil, a coluna que sucede a coluna de nome Z é: (A) ZA (B) AZ (C) AA (D) A1 (E) AAA 58 No Pacote Microsoft 365, ao efetivar uma assinatura por um plano pessoal ou familiar, é disponibilizada uma quantidade de espaço no sistema de armazenamento em nuvem nativo, OneDrive, para cada assinante. Esse espaço é de (A) 1TB. (B) 1GB. (C) 5 GB. (D) 100 bytes. (E) 500 MB. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Informática e Dados Vitor Kessler 59 Em um contexto de análise de dados, a normalização de dados desempenha um papel crucial na preparação dos dados para análise estatística e modelagem. Considere um conjunto de dados relacionado ao desempenho de alunos em uma escola, em que as notas variam de 0 a 100. Deseja-se aplicar a normalização de dados a essas notas para garantir que elas estejam em uma escala co- mum entre 0 e 1. Assinale o método de normalização de dados mais apro- priado para essa situação. (A) Z-score normalization. (B) Min-Max scaling. (C) Robust scaling. (D) Log transformation. (E) Standardization. 60 Em um ambiente empresarial altamente competitivo, a governança da informação desempenha um papel fun- damental na gestão e no uso eficaz dos ativos de infor- mação de uma organização. Considerando os princípios da governança da informação, bem como as práticas re- comendadas, analise o seguinte cenário: Uma empresa global de manufatura deseja implemen- tar uma estratégia eficaz de governança da informação para garantir a qualidade, segurança e disponibilidade de seus dados críticos. Eles também desejam cumprir regulamentações de privacidade de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Assinale, entre as seguintes práticas de governança da informação, aquela que é mais relevante e eficaz para atender aos objetivos da empresa nesse cenário. (A) Designar um comitê de governança de TI exclusiva- mente focado na segurança cibernética. (B) Implementar um sistema de gerenciamento de regis- tros para rastrear todas as transações de dados. (C) Desenvolver políticas claras de privacidade de dados e conformidade com a LGPD. (D) Contratar consultores externos para auditar periodi- camente os sistemas de TI da empresa. (E) Alocar recursos substanciais para expandir a capaci- dade de armazenamento de dados. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C B D E C D C A C D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 C E B B D D C D E E 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 C B C E D C D C A D 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 D E C A B A B C C A 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 C D B A C A E B A E 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 C E C A E C C A B C 2º Simulado Câmara dos Deputados Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) GRAN QUESTÕES App QUESTÕES COMENTADAS Se surgir dúvida, não se preocupe. O app conta com mais de 700 mil questões comentadas pelos nossos professores para que você assimile melhor o conteúdo. E continuamos contando mais questões! ASSUNTOS FREQUENTES Saiba o que despenca nas provas. Com essa funcionalidade, você fica por dentro dos assuntos mais cobrados dos concursos, podendo assim dar mais atenção para as matérias mais importantes. MARCADORES Nessa categoria, quem manda é você! Crie seus próprios marcadores, organizando suas questões como for mais fácil para você. 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Quero estudar pelo app gran questões SER APROVADO É UMA https://questoes.grancursosonline.com.br/#utm_source=Landing_Page&utm_medium=Simulados&utm_campaign=anuncio_simulado_gran_questoes 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) CONHECIMENTOS GERAIS – MANHÃ Língua Portuguesa Márcio Wesley 1 No segmento “tudo tem de fazer sentido”, verifica-se emprego formal da preposição “de”. Assinale a frase que apresenta marcas de informalidade. (A) A gente não pode conviver com esta situação. (B) É preciso coragem pra recusar certas imposições sociais. (C) Na vida, sempre tem algum momento mas propício pra gente mudar a mentalidade. (D) Nada poderia indicar o melhor momento onde deve- ria ser tomada a decisão. (E) Um anão acordado mata um gigante dormindo. Letra c. Assunto abordado: Registros de linguagem. TODAS as frases possuem ao menos uma marca de in- formalidade. A banca FGV já aplicou questão maldo- sa como esta. O enunciado pediu frase que apresenta MARCAS (no plural) de informalidade. Então a resposta deve ser uma frase que apresente ao menos duas mar- cas de informalidade. Não serve como resposta a frase que apresentar apenas uma marca de informalidade. (A) Errada. Somente uma marca de informalidade: o emprego da expressão “a gente” com valor semânti- co de “nós”. (B) Errada. Somente uma marca de informalidade: a gra- fia “pra” como redução popular da preposição “para”. (C) Certa. Cinco marcas de informalidade: (1) o emprego do verbo “ter” (tem) com sentido de “existir” (sempre tem algum momento = sempre existe algum momento); (2) o emprego da forma gráfica “mas” (conjunção adver- sativa) quando o sentido é intensidade e pede o empre- go da forma gráfica “mais” (advérbio de intensidade); (3) a grafia “pra” no lugar da palavra completa “para”; (4) o emprego de “pra gente” em vez de escrever a expressão completa “para a gente”; (5) o emprego da expressão “a gente” com valor semântico de “nós”. (D) Errada. Somente uma marca de informalidade: o em- prego da palavra “onde” sem indicar lugar na frase (aqui o pronome relativo “onde” retomou “momento”, mas momento é tempo; então deveríamos escrever “mo- mento quando deveria...”). (E) Errada. Somente uma marca de informalidade: o emprego do gerúndio “dormindo” com valor adjetivo (um gigante dormindo: o substantivo “gigante” apare- ceu qualificado por um verbo no gerúndio, então esse gerúndio teve valor adjetivo). Em termos rigorosos, é vicioso o emprego do gerúndio com valor adjetivo. A banca FGV já abordou muitas vezes os vícios de mau uso do gerúndio. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 2 “Qualquer matéria significante é remetida à linguagem, sobretudo verbal.” (Eni Orlandi) Na frase acima, a preposição foi empregada com valor gramatical. Assinale a frase com preposição empregada apenas com valor nocional. (A) O redescobrimento da linguagem como campo de es- tudo abriu novas fronteiras de pesquisa. (B) A direção das pesquisas mostrou aspectos da lingua- gem como núcleos de novas áreas do saber. (C) O silêncio da linguagem levou pensadores a estabele- cer os limites da linguagem denotativa em sua estru- tura lógica. (D) Avanços da ciência linguística permitiram aplicações da linguagem ao campo das máquinas. (E) Nenhuma forma de linguagem pode ser deixada de lado quando se dedica atenção ao fenômeno da co- municação. Letra b. Assunto abordado: Organização sintática das frase – termos. Atenção! O enunciado não prometeu destacar preposição para o estudante analisar. O pedido foi genérico, ou seja, trata-se de analisar todas as preposições de cada frase. A resposta deve conter preposições empregadas apenas com valor nocional. O valor nocional de uma preposição existe quando ele introduz locução adjetiva ou introduz locução adverbial. Em termos de função sintática, a pre- posição nocional só introduz adjunto adnominal ou pre- dicativo ou adjunto adverbial. Quando uma preposição ocorre por exigência de um termo para que seja comple- mentado com objeto indireto (no caso de verbo) ou seja complementado com um complemento nominal, dize- mos que a preposição teve valor gramatical. (A) Errada. Em “o redescobrimento da linguagem”, a preposição “de” (na contração “do”) introduziu comple- mento nominal para o nome abstrato “redescobrimento”. Lembrete: (1) complemento nominal é termo de sentido passivo (a linguagem foi redescoberta); (2) complemen- to nominal NUNCA é representado por locução adjetiva. Então temos aqui preposição com valor gramatical. Em “campo de estudo”, a preposição “de” introduziu locução adjetiva que especifica um tipo de campo, então temos preposição com valor nocional. Em “fronteiras de pesqui- sa”, a preposição “de” introduziu locução adjetiva que es- pecifica um tipo de fronteira. (B) Certa. Somente preposições com valor nocional, con- forme o enunciado pediu. Em “direção das pesquisas”, a preposição “de” introduziu locução adjetiva que especifi- ca um tipo de direção; além disso, ocorre também sentido de posse (direção delas, direção das pesquisas), então tal preposição teve aqui valor nocional – cuidado para não pensar aqui que o sentido seria “as pesquisas são dirigi- das”. Em “aspectos da linguagem”, a preposição “de” (na contração “da”) introduziu locução adjetiva com sentido de posse ou de tipo de aspectos, então essa preposição teve valor nocional. Em “núcleos de novas áreas”, a pre- posição “de” introduziu locução adjetiva que especifica “núcleos”, além de permitir certo aspecto de posse (nú- cleos delas), então temos aí preposição com valor nocio- nal. Em “áreas do saber”, a preposição “de” (na contração “do”) introduziu locução adjetiva que especifica “áreas”, além de também trazer certo valor de posse (áreas dele), então temos aqui preposição com valor nocional. (C) Errada. Em “silêncio da linguagem”, a preposição “de” (na contração “da”) introduziu locução adjetiva que espe- cifica “silêncio”, além de trazer noção de posse (silêncio dela), então temos aqui preposição empregada com valor nocional. Em “levou pensadores a estabelecer”, a prepo- sição “a” introduziu complemento verbal para “levou” (quem leva, leva alguém, leva pensadores, e leva a algo, leva a estabelecer), então temos aqui valor gramatical da preposição. Em “limites da linguagem”, a preposição “de” (na contração “da”) introduz locução adjetiva, en- tão temos valor nocional. Em “em sua estrutura lógica”, a preposição introduziu locução adverbial na relação com o verbo “estabelecer” (estabelecer algo, estabelecer os limites da linguagem, estabelecer onde, estabelecer em sua estrutura lógica), então temos valor nocional. (D) Errada. Em “avanços da ciência”, a preposição “de” (na contração “da”) introduz locução adjetiva que especifica “avanços”, além de trazer certo valor de posse e de agente (a ciência avança), então temos valor nocional. Em “apli- cações da linguagem”, a preposição “de” (na contração “da”) introduziu complemento nominal para o substanti- vo abstrato cognato de verbo “aplicações” (note o sentido passivo: a linguagem é aplicada ao campo das máquinas), então temos valor gramatical. Em “ao campo”, a preposi- ção “a” introduz outro complemento nominal para “apli- cações” (atenção: quando um verbo como “aplicar” pede objeto direto e também objeto indireto – aplicar algo a outra coisa – , então seu substantivo cognato pode mui- to bem receber dois complementos nominais como um substantivo bitransitivo), então temos aqui valor grama- tical. Em “campo das máquinas”, a preposição “de” (na contração “das”) introduz locução adjetiva que especifica campo, além de trazer noção de posse (campo delas), en- tão temos valor nocional. (E) Errada. Em “forma de linguagem”, a preposição “de” introduziu locução adjetiva que especificou “forma”, en- tão temos valornocional. Em “deixada de lado”, a preposi- ção “de” introduziu locução adverbial de lugar (sentido de deixar onde), então temos valor nocional. Em “quando se dedica atenção ao fenômeno”, a preposição “a” introduz objeto indireto para a forma verbal “se dedica” (o que se dedica ou é dedicado, se dedica ou é dedicado a algo, se dedica ou é dedicado ao fenômeno – o termo “atenção” ocorreu como sujeito paciente) então temos valor grama- tical. Em “fenômeno da comunicação”, a preposição “de” (na contração “da”) introduz locução adjetiva que especi- fica “fenômeno”, então temos valor nocional. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 3 “Coloca-se o ‘império do verbal’ em nossas formas so- ciais.” (Eni Orlandi) Apenas uma frase possui a palavra “se” com o mes- mo emprego. (A) Nas relações sociais, tem-se uma necessidade de re- conhecimento pessoal. (B) Nem sempre se cura o médico sem ajuda de outro. (C) Acredita-se que os juros ainda podem diminuir mais. (D) A história do Acre começou a se definir em 1897. (E) Durante as comemorações, sumiu-se a chave do al- moxarifado. Letra d. Assunto abordado: Organização sintática das frases – termos e orações. Atenção! Questão com nível avançado. Não basta aqui a mera decoreba de fórmulas “mágicas”. Existe um pré- -requisito para ocorrer voz verbal ativa, passiva ou re- flexiva. Acima de tudo, o verbo precisa indicar ação que alguém possa praticar ou receber, ou ainda praticar e receber. Quando um verbo não indica ação, esse ver- bo não possui voz verbal. Fique alerta! A frase dada no enunciado teve sim verbo com ideia de ação (colocar), e assim temos voz passiva sintética em “coloca-se o ‘im- pério do verbal’...” com sentido de “o império do verbal é colocado...” – então temos aqui a palavra “se” como partícula apassivadora. (A) Errada. Cuidado! Vai errar aqui quem acha que bas- ta decorar que ocorre partícula apassiva com qualquer verbo transitivo direto. O verbo “ter” (tem) é mesmo transitivo direto. Porém, esse verbo não indica ação. Portanto, rigorosamente, não existe aqui voz verbal nem ativa, nem passiva, nem reflexiva. Resta compreender aqui o papel da palavra “se” como indicadora de sujeito indeterminado. (B) Errada. Atenção para o sentido geral da frase! Aqui aparece o médico como quem não pode curar a si mes- mo sem ajuda de outro. A frase diz que “nem sempre o médico cura a si mesmo sem ajuda de outro”. O termo “sem ajuda de outro” é decisivo aqui para compreender o sentido geral da frase como reflexividade (curar a si mesmo). Então aqui a palavra “se” atuou como pronome reflexivo. (C) Errada. Muito cuidado! O verbo “acreditar” é transi- tivo indireto (acreditar em algo, acreditar em alguém). É preciso saber que fica facultativo escrever preposição para introduzir oração subordinada substantiva ob- jetiva indireta. Basta escrever a conjunção integrante “que” e deixar subentendida a preposição. Foi isso que ocorreu aqui. Ora essa, com verbo transitivo indireto, a palavra “se” vai funcionar com indicadora de sujeito in- determinado. (D) Certa. Leia e raciocine sem meras decorebas! O sujei- to “a história do Acre” não é um ser vivo, então não pra- tica ação. Ora essa, quem não pratica ação vai somente receber ação. Portanto, temos aqui o sentido passivo de: “A história do Acre começou a ser definida em 1897”. Temos aqui a palavra “se” como partícula apassivadora, conforme foi pedido no enunciado. (E) Errada. Atenção! O verbo “sumir” é intransitivo. Com verbo intransitivo, quando a palavra “se” pode ser re- tirada sem alterar sentido nem prejudicar estrutura da oração, temos partícula expletiva ou de realce. Obser- ve como fica a oração sem a palavra “se”: Durante as comemorações, sumiu a chave (a chave sumiu) do al- moxarifado). 4 “Como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a uma outra afirmação que sucede a essa.” (Eni Orlandi) A palavra “como” ocorre com o mesmo valor con- textual em: (A) Como os chefes haviam determinado, o prato foi pre- parado sem molho. (B) Como um canto de sereia, alguns investimentos sus- peitos prometem ganhos surreais. (C) Obras como Abaporu consagram Tarsila do Amaral. (D) O modo como nós estudamos foi decisivo para o su- cesso profissional. (E) Como não tinha outra opção de se consolar, Maria escreveu diários e desabafou. Letra e. Assunto abordado: Classes de palavras. Interpretação e compreensão. Na frase dada no enunciado, a palavra “como” teve valor contextual de causa. O fato de “nosso objeto de refle- xão” ser o discurso é causa para o efeito de “chegamos a uma outra afirmação...”. (A) Errada. Valor contextual de conformidade. (B) Errada. Valor contextual de comparação de igualdade. (C) Errada. Valor contextual de exemplificação. (D) Errada. Valor contextual de modo ou maneira. (E) Certa. Valor contextual de causa. O fato de não ter outra opção de se consolar foi a causa para Maria escre- ver diários e desabafar. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 5 “Respirou até notar que seus pulmões se derretiam, carregados de terra e fuligem, e, quando julgou ter pa- gado uma cota de sofrimento a seu manifesto maso- quismo, voltou para o abrigo da porta e tirou de vez a camisa.” (Leonardo Padura. Ventos de Quaresma – Esta- ções Havana) O trecho acima é narrativo. Assinale a característica que melhor justifica essa classificação. (A) Observação atenta do cenário ao redor do per- sonagem. (B) Marcação temporal com numerosos advérbios. (C) Emprego do pretérito perfeito para configurar sequ- ência temporal de ações do personagem. (D) A presença de um personagem-narrador que registra suas impressões da cena. (E) A indicação clara do espaço onde ocorrem os fatos. Letra c. Assunto abordado: Modos de organização discursiva; característica específicas de cada modo. Tipos textuais. (A) Errada. Uma observação atenta de um cenário carac- teriza descrição, e não narração. (B) Errada. Marcação temporal realmente caracteriza narração, mas não ocorreu isso no texto dado, não com numerosos advérbios. (C) Certa. De fato, o pretérito perfeito apareceu para de- marcar sequência temporal dos acontecimentos: respi- rou, julgou, voltou, tirou. (D) Errada. O narrador era observador, narrador de 3ª pessoa. Não era um personagem-narrador, que seria de 1ª pessoa (eu). (E) Errada. A indicação do espaço é necessária numa narração e também numa descrição. Então isso não é o que melhor justifica classificar o texto como narrativo. Lembre que o enunciado pediu “a característica que me- lhor justifica” classificar o texto como narrativo. 6 Da Vinci se dedicou a muitas áreas do saber humano. Suas realizações impactaram desde as artes até a medi- cina. (Frase autoral elaborada para este simulado.) As duas frases acima podem ser correta e coerentemen- te vinculadas quando escrevermos entre elas: (A) à medida em que (B) face a (C) porquanto (D) tanto que (E) sendo que Letra d. Assunto abordado: Marcas de textualidade – coesão, coerência. (A) Errada. Locução escrita incorretamente, malforma- da. Correção da escrita: ou escrevemos “à medida que” e vamos indicar relação de proporção entre as frases da- das, ou escrevemos “na medida em que” e vamos indicar relação de causa entre a primeira (consequência) e a se- gunda oração (causa). Atenção: a locução conjuntiva está sendo colocada no início da segunda oração, então será essa segunda oração que vai indicar causa. No entanto, nem proporção fica coerente, nem fica adequado indicar a causa na segunda oração. A relação coerente e adequa- da estaria em escrever “na medida em que” no começo da primeira oração, porque ela sim pode apontar um pri- meiro fato como causa: a dedicação de Da Vinci a muitas áreas do saber humano foi o que causou o impacto de suas realizações desde as artes até a medicina. (B) Errada. A locução “face a” é um vício da tradução malfeita. Em línguaportuguesa, devemos escrever “em face de” ou escrever “frente a”. Mesmo fazendo esse ajuste, ainda teremos um vínculo inadequado. A vincula- ção adequada pode ser obtida escrevendo “em face de” antes da primeira frase para unir as duas na sequência original: Em face de Da Vinci se dedicar a muitas áreas do saber humano, suas realizações impactaram desde as artes até a medicina. (C) Errada. A conjunção “porquanto” indica causa ou expli- cação. Seu uso adequado somente será possível antes da primeira frase, como já explicado no comentário da opção “A” desta questão para a locução “na medida em que”. (D) Certa. A locução “tanto que” aponta que a primeira frase vai funcionar mesmo como causa para o que vem expresso na segunda, de forma a preservar a relação co- erente entre essas frases. (E) Errada. A locução “sendo que” é uma expressão colo- quial, informal, portanto inadequada em termos de nível de linguagem. Além disso, seu sentido é de explicação ou causa, então só ficaria coerente caso escrita no começo da primeira frase, como já explicado no comentário da opção “A” desta questão para a locução “na medida em que”. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 7 João Cabral de Melo Neto atendeu ao conselho de seu médico e buscou exercitar-se fisicamente com o uso de uma prensa manual para produzir seus livros e de ami- gos. Por isso, devemos a ele a publicação de numerosos autores que teriam ficado ignotos sem a necessidade dessa ginástica poética. O elemento sublinhado tem seu referente inadequada- mente indicado em: (A) seu: João Cabral. (B) seus: João Cabral. (C) ele: médico. (D) que: autores. (E) essa: uso de uma prensa manual para produzir seus livros e de amigos. Letra c. Assunto abordado: Marcas de textualidade – coesão, coerência. É importante lembrar que o referente de um pronome é o termo que esse pronome substituiu. Não é o termo que esse pronome acompanhou escrito depois dele. (A) Certa. No segmento “seu médico”, o pronome “seu” é possessivo e substitui “de João Cabral de Melo Neto”. Cuidado: a relação entre “seu” e “médico” não é refe- rência. Essa relação é concordância. (B) Certa. No segmento “seus livros”, o pronome “seus” é possessivo e substituiu “de João Cabral de Melo Neto”. Cuidado: a relação entre “seus” e “livros” não é refe- rência. Essa relação é concordância. Lembre-se: prono- me possessivo substitui o dono e concorda com a coi- sa possuída. (C) Errada. Nas relações lógicas do texto, nós devemos a João Cabral a oportunidade de conhecer autores que só foram publicados por meio da ginástica que ele (João Ca- bral) escolheu fazer após recomendação médica: pren- sar manualmente seus livros e de amigos. O referente de “ele” não foi o médico. Esse médico apenas recomendou atividade física. O médico não recomendou imprimir manualmente livros de amigos. (D) Certa. O pronome relativo “que” substituiu mesmo seu antecedente “numerosos autores”. O sentido é: nu- merosos autores teriam ficado ignotos (desconhecidos). (E) Certa. Em “necessidade essa ginástica poética”, o pronome demonstrativo “essa” se combina com “ginás- tica poética” para retomar a ideia de “uso de uma pren- sa manual para produzir seus livros e de amigos”. 8 Com fortes dores de cabeça, João Cabral de Melo Neto recebeu do médico a recomendação de praticar ativi- dades físicas. Escolheu a prensa manual como exercício para publicar livros. Foi assim que vieram a público au- tores como Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes. Cabral não ficou curado da dor de cabeça, mas valeu. (Texto autoral produzido para este simulado.) A conjunção “mas” foi empregada na última frase do texto. Seu valor contextual ocorre igualmente, de modo mais adequado, em: (A) Cabral não chegou tão cedo às Índias, mas no cami- nho descobriu o Brasil. (B) Cabral sabia navegar bem, mas desviou-se da rota por algum motivo. (C) João Cabral enxergava pouco na velhice, mas conti- nuava produtivo. (D) A história registra que os gregos derrotaram os per- sas, mas sucumbiram ao domínio de Alexandre. (E) Projetos podem ser aprovados por maioria absoluta na Câmara, mas ser reprovados no Senado. Letra a. Assunto abordado: Marcas de textualidade. Interpreta- ção e compreensão. No texto dado, o poeta João Cabral seguiu um conse- lho médico de exercitar-se, e fez uma escolha pouco comum: decidiu prensar manualmente seus livros como forma de atividade física. O objetivo era aplacar uma dor de cabeça. A dor de cabeça não ficou curada com essa atividade física. Em compensação, no lugar da cura pre- tendida, nós fomos presenteados com obras poéticas. Então, esse texto, a conjunção “mas” teve valor contex- tual de compensação. Não existe oposição entre “não ficou curado”, de um lado, e, de outro lado, “mas valeu”. (A) Certa. Aqui também não existe oposição entre “Ca- bral não chegou tão cedo às índias”, de um lado, e, de outro lado, “no caminho descobriu o Brasil”. O que exis- te aqui é uma compensação: algo que se pretendia não foi alcançado, e outra coisa foi obtida no lugar (compen- sação). Atenção: compensação ocorre após situação ne- gativa (não chegou tão cedo). (B) Errada. Não é compensação. Trata-se de uma quebra da expectativa após uma frase de teor positivo (sabia na- vegar bem). A expectativa era boa a partir da informação de que Cabral sabia navegar bem. O desvio da rota que- bra a expectativa inicial de algo positivo na segunda par- te da frase. (C) Errada. Não é compensação. Existe um contraste (di- ferença) entre a expectativa gerada por “enxergava pou- co na velhice” e o fato de que “continuava produtivo”. Cuidado: não era algo pretendido de início que não foi alcançado, e depois se obteve algo que compensasse. (D) Errada. Não é compensação. Existe mesmo opo- sição entre “derrotaram” e “sucumbiram”. São senti- dos opostos. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) (E) Errada. Não é compensação. Existe mesmo oposição entre “aprovados” e “reprovados”. São sentidos opostos. 9 Na estrutura das orações, um dos problemas frequentes é a falha concordância verbal. Assinale a opção sem essa falha. (A) As ideias inovadoras de alguns poetas não os deixam desistirem dos sonhos. (B) Os exercícios físicos não o curaram das dores que o atormentava, mas o levaram a publicar poetas até então desconhecidos. (C) Nem sempre alguns poetas parece ainda assumirem compromissos sociais. (D) Um dia há de, após tantas frustrações, existirem mais sonhadores. (E) Na Bahia pode chover com certeza grandes nomes da música, mas em Minas abundam grandes escritores. Letra c. Assunto abordado: Norma culta. (A) Errada. Há falha na concordância verbal. No trecho “não os deixam desistirem”, a forma verbal “deixam” está correta em sua concordância com seu sujeito gra- matical: “as ideias inovadoras de alguns poetas”. No entanto, o verbo “deixar” foi empregado aqui como verbo causativo. Assim, ocorrerá em seguida uma ora- ção infinitivo-latina: os desistirem dos novos. Essa ora- ção infinitivo-latina funciona como oração subordinada substantiva objetiva direta para a primeira oração. Nessa oração subordinada, o pronome pessoal oblíquo átono exerce, extraordinariamente, função de sujeito (tam- bém chamado de sujeito acusativo) para o verbo no in- finitivo logo em seguida (desistirem). Em regra: quando um verbo causativo ou sensitivo tem pronome pessoal oblíquo para funcionar como sujeito acusativo do infini- tivo seguinte, não vamos poder concordar esse infinitivo com o pronome oblíquo (a não ser em voz reflexiva re- cíproca, porque reciprocidade exige plural: o professor mandou-os abraçarem-se – com sentido de “o professor mandou-os abraçaram um ao outro). Referência (para quem desejar conferir as regras de flexão do infinitivo): Napoleão Mendes de Almeida, Dicionário e Questões Vernáculas, editora Ática, no verbete “Infinitivo”. (B)Errada. Há falha na concordância verbal. O pronome relativo “que” exerceu função de sujeito para o verbo subsequente (atormentava) e retomou o termo anterior como seu sentido (dores, no plural). Correção: ... dores que o atormentavam. (C) Certa. Sem falha na concordância verbal. A prolepse é uma figura de construção que consiste em antecipar o sujeito da oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo para se antepor ao verbo “pare- cer”. Esse verbo “parece” funciona aqui como oração principal para todo o restante escrito em volta dele. Em regra, quando o verbo da oração principal toma a outra oração como seu sujeito (sujeito oracional), esse verbo da oração principal deve permanecer no singular: alguns poetas parece ainda assumirem compromissos sociais. Existe sim oura flexão possível: alguns poetas parecem ainda assumir compromissos sociais. Mas essa outra fle- xão deve ser analisada como locução verbal (parecem assumir). Nas locuções verbais, somente o primeiro ver- bo (verbo auxiliar: parecem) mantém concordância com o sujeito da locução verbal, ao passo que o verbo prin- cipal (sempre o último verbo: assumir) se mantém inva- riável. Seria incorreto escrever: alguns poetas parecem ainda assumirem ... (com ambos os verbos flexionados). Sei que os coitados dos editores de texto, como o Word, e até inteligências artificiais vão sinalizar isso como erro (alguns poetas parece ainda assumirem...), mas nossas fontes bibliográficas estão aí para confirmar: Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, editora Nova Fronteira. (D) Errada. Há falha na concordância verbal. Ocorreu aqui a locução verbal “há de existirem”. É preciso notar aqui que o verbo principal (sempre o último) é “existir”. Ora essa, a regra de concordância do verbo principal predomina na locução. Sendo assim, o verbo principal deve seguir essa regra. O verbo “existir” sempre possui sujeito e, assim, vai determinar aqui que o verbo auxiliar (haver) faça concordância com o sujeito: mais sonhado- res (no plural). Correção: um dia HÃO de, após tantas frustrações, EXISTIR mais sonhadores. Note que não va- mos escrever “existirem”, pois a regra é manter o verbo principal invariável nas locuções verbais. (E) Errada. Há falha na concordância verbal. A frase em- pregou o verbo “chover” em sentido figurado. Quando empregados com sentido figurado, os verbos de fenô- menos naturais possuem sujeito normalmente e devem concordar com esse sujeito. Correção: Na Bahia PODEM chover com certeza grandes nomes da música... Note o sujeito no plural (grandes nomes da música) para con- cordar o verbo auxiliar (podem) na locução verbal: po- dem chover. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 10 O pronome destacado a seguir não revela empre- go dêitico: (A) Quero que venha aqui e me diga seu nome. (B) Sabemos que não foi bem isso que ela quis dizer. (C) Antes de se levantar, você deve olhar em volta. (D) Você não deveria ter abandonado seu posto ontem, soldado! (E) Nenhuma verdade importa mais do que esta. Letra d. Assunto abordado: Marcas de textualidade – coesão, coerência. Lembrete: o valor dêitico ocorre quando se faz referên- cia a algum elemento presente na situação entre emis- sor e receptor da mensagem, isto é, não se faz referência a nenhuma palavra já escrita na própria frase. (A) Errada. Emprego dêitico: o pronome “seu” aponta para a pessoa do interlocutor a quem a frase se dirige em “que venha aqui” (sentido: que VOCÊ venha aqui). O referente de “seu nome” é o nome da pessoa referida, mas não presente na indicação feita por outra palavra da própria frase. Cuidado: a forma verbal “venha” é aqui também dêitica, porque se dirige ao interlocutor não expresso na frase, mas apenas presente na situação co- municativa. (B) Errada. Emprego dêitico. O pronome “isso” não se referiu a nenhuma palavra ou expressão já escrita na fra- se. Ele se referiu a algo já dito entre os interlocutores. (C) Errada. Emprego dêitico. O referente do pronome de tratamento “você” não aparece escrito na própria frase, então fica apontado como receptor da mensagem na si- tuação comunicativa. (D) Certa. Não revela emprego dêitico. O pronome “você” teve sua referência já escrita na própria frase: o vocativo “soldado” identifica na frase o indivíduo a quem o pronome “você” se dirige. Trata-se aqui de emprego do pronome “você” numa coesão referencial endofórica catafórica. (E) Errada. Emprego dêitico. O pronome “esta” aponta para algo compartilhado entre os interlocutores na situ- ação comunicativa, mas não expresso na própria frase. 11 Não sugere uma visão negativa acerca do aborto a se- guinte frase: (A) Existem outros recursos para salvar a vida da gestan- te em meio a tantos avanços médicos. (B) O óbito da gestante é tão incerto quanto o do feto. (C) Superpopulação traz risco para a suficiência de ali- mentos e de condições sanitárias no planeta. (D) A vida da gestante não possui maior valor que a vida do feto. (E) Criança fruto de violência sexual pode ser adotada pelo Estado. Letra c. Assunto abordado: Interpretação e compreensão. Ele- mentos dos atos de comunicação. Uma visão negativa pode ser sugerida quando a frase permite subentender argumentos contrários. O enun- ciado pediu frase que não sugere visão negativa acerca do aborto. Isso significa que a resposta pode ser uma frase que sugere visão positiva ou visão neutra. (A) Errada. Sugere visão negativa. Alegar que existem outros recursos para salvar a vida da gestante significa sugerir posicionamento contrário ao aborto como forma de salvar a vida de uma gestante em gravidez de risco. (B) Errada. Sugere visão negativa. Alegar que a incerteza está presente dos dois lados (gestante e feto) reduz o apoio ao aborto, pois anula a certeza de morte da ges- tante que se pretende evitar por meio do aborto. (C) Certa. Sugere visão positiva. Alegar que superpo- pulação traz risco para a segurança alimentar e para as condições sanitárias significa sugerir que o aborto pode ajudar a evitar superpopulação. Isso sugere visão favorá- vel (visão positiva) ao aborto. (D) Errada. Sugere visão negativa. Questionar o suposto valor maior da vida da gestante reduz a força argumen- tativa em defesa do aborto como forma de preservar a vida da mulher em detrimento da vida do feto. Então esse argumento sugere visão negativa do aborto. (E) Errada. Sugere visão negativa. Apontar a adoção de criança fruto de violência sexual significa apontar solu- ção para o resultado de uma gravidez indesejada, e isso sugere visão contrária (negativa) ao aborto. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 12 Entre os egípcios, acreditava-se que o coração era o cen- tro do pensamento. Para eles, o órgão controlava emo- ções e funções nervosas. Nesse texto acima, evitou-se a repetição de um ter- mo mediante o emprego de palavra de sentido geral e abrangente, conhecida como hiperônimo. Todas as frases a seguir empregaram inadequadamente um hiperônimo, EXCETO: (A) Muitas canetas foram distribuídas na sala de aula, mas as ferramentas estavam defeituosas. (B) O estrôncio é encontrado em poucos minérios. O metal é relevante na fabricação de fogos de artifício. (C) A aspirina foi o primeiro analgésico sintético. O vene- no depois foi amplamente difundido. (D) As vacas pastavam em calma quando sobreveio um terremoto. O rebanho foi quase todo exterminado. (E) As estrelas recentemente descobertas possuem comportamento anômalo. Esses astros subvertem algumas leis da física. Letra e. Assunto abordado: Semântica – hiperônimos. É necessário lembrar que hiperônimo não é o mesmo que um substantivo coletivo. Um coletivo é nome de um conjun- to de seres todos da mesma espécie: rebanho engloba ani- mais da mesma espécie. O verdadeiro hiperônimo é nome genérico que abrange indivíduos de espécies diferentes,mas com algum traço comum. Exemplo: para me referir a ovelha, boi, leão, ornitorrinco..., posso empregar a palavra “animais” e assim abranger diversas espécies de indivíduos, mas todos com o traço comum de pertencerem ao reino animal. Atenção para o enunciado: ele pediu o emprego de um hiperônimo que esteja adequado (todos estavam inade- quados, exceto um). (A) Errada. O uso está inadequado. No contexto de sala de aula, o mais adequado não está em chamar canetas de ferramentas. A palavra “ferramentas” possui maior adequação no contexto de trabalhos com madeira, com metais etc. A caneta deveria ser chamada, em geral (hi- perônimo), de material (escolar ou de escritório). (B) Errada. O uso está inadequado. A rigor, o estrôncio não é um metal. Trata-se de uma terra-rara na tabela pe- riódica. Então ficou inadequado referir-se ao estrôncio como um metal. (C) Errada. O uso está inadequado. Aspirina não é vista como veneno, mas sim como medicamento ou remédio. (D) Errada. O uso está inadequado. A palavra “rebanho” é o coletivo de “vacas”. Coletivo não é a mesma coisa que hiperônimo. A banca FGV já abordou algumas vezes essa diferença. (E) Certa. O uso está adequado. Em geral, de modo abrangente, estrelas estão dentro do universo como as- tros. A palavra “astro” abrange estrelas, cometas, sóis, planetas etc. São seres de distintas naturezas e espécies. Então não se trata de coletivo, e sim de hiperônimo. 13 O emprego do sinal indicativo de crase é correto e ne- cessário em: (A) Todos observaram os acontecimentos à 20 metros de distância. (B) O projeto não tratava da condição dos jovens, mas se referia à nossa. (C) Os relatórios registraram até à mais recente reunião. (D) Os novos fatos não trazem prejuízo à já constatadas agravantes. (E) Os retirantes já deixaram à terra de seus pais. Letra b. Assunto abordado: Crase. O enunciado pede emprego correto do sinal de crase que seja necessário. Então não vamos aceitar aqui o em- prego facultativo do sinal de crase. (A) Errada. Crase proibida. A expressão “20 metros” é masculina. O sinal de crase ocorreria diante da palavra “distância” seguida de uma medida específica, nesta ou- tra ordem: Todos observaram os acontecimentos à dis- tância de 20 metros. (B) Certa. O verbo “referir-se” exige preposição para introduzir seu objeto indireto. Devemos lembrar que é obrigatório o sinal de crase para pronome possessivo feminino substantivo (não acompanha substantivo). O sinal de crase fica facultativa para pronome possessivo feminino adjetivo (acompanha substantivo escrito). (C) Errada. O verbo “registrar” é transitivo direto, então não existe aí preposição “a”. Cuidado: não é suficiente aparecer a palavra “até” para já pensarmos que fica fa- cultativo o sinal de crase. É preciso ainda que exista exi- gência de preposição “a”. (D) Errada. Crase proibida diante de plural quando não apareceu artigo no plural “as”. Aqui apareceu apenas preposição “a”, pedida para introduzir o objeto indireto de “trazem”. (E) Errada. Crase incorreta. O verbo “deixar” é transitivo direto. Então não existe aqui preposição “a”. Ocorreu so- mente artigo definido “a”, portanto sem sinal de crase. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 14 A dupla grafia adequada é possível, em contextos for- mais, para todas as palavras escritas corretamente em: (A) Quociente, quatorze, irrequieto. (B) Infarto, cobarde, bêbedo. (C) Estória, multirão, discursão. (D) Barrer, abdome, aluguer. (E) Imundície, chipanzé, hostentar. Letra b. Assunto abordado: Ortografia. (A) Errada. Duas grafias adequadas em contextos for- mais: quociente ou cociente; quatorze ou catorze. For- ma única: irrequieto. (B) Certa. Todas com dupla grafia adequada em contex- tos formais: infarto/enfarto/infarte/enfarte, cobarde ou covarde, bêbado ou bêbedo. (C) Errada. Duas grafias adequadas em contextos for- mais: estória (proposta como forma alternativa para nar- rativa ficcional) e história (narrativa de acontecimentos reais). A rigor, não se trata de dupla grafia. A verdadeira dupla ortografia ocorre com formas diferentes de es- crever que possuem o mesmo significado. Apenas uma forma correta: mutirão (sem letra “L”), discussão (sem letra “R”). (D) Errada. Duas formas corretas, mas só uma adequada em contextos formais: barrer ou varrer (apenas a segun- da aceita em contextos formais). Duas formas adequa- das em contextos formais: abdome ou abdômen, alu- guer ou aluguel. (E) Errada. Duas grafias adequadas em contextos for- mais: imundície ou imundícia; chipanzé ou chimpanzé. Palavra com apenas uma grafia: ostentar (sem letra “h” inicial). 15 O paralelismo sintático é um princípio de organização que favorece a clareza nas frases bem redigidas. Esse princípio só está presente adequadamente em: (A) Se o equipamento fosse leve, ainda encontraríamos alguém para transportar. (B) Ele recebe o sangue dos pulmões e que está retor- nando dos membros do corpo. (C) Os exames mais urgentes que já foram feitos revela- ram algum risco de contaminação. (D) Por um lado, o coração é um órgão vital para o orga- nismo. Por outro lado, ele assume um aspecto literá- rio para a cultura. (E) Uma notícia triste é aquela que desagrada logo de início deixando todos cabisbaixos. Letra d. Assunto abordado: Estrutura da frase. É necessário saber que paralelismo só se aplica nas es- truturas coordenadas. Não se aplica paralelismo em su- bordinação. Isso é assim porque paralelismo ocorre na igualdade de estruturas. Ora essa, igualdade de estrutu- ras e de funções existe na coordenação. (A) Errada. Frase gramaticalmente correta, mas sem pa- ralelismo. Não cabe aqui falar sobre paralelismo. ATEN- ÇÃO! A FRASE ESTÁ ESCRITA CORRETAMENTE. Só não po- demos falar sobre paralelismo aqui, porque as orações se articularam com base em subordinação. Oração su- bordinada adverbial condicional: se o equipamento fos- se leve. Oração subordinada adverbial final: para trans- portar. Oração principal: ainda encontraríamos alguém. (B) Errada. Frase gramaticalmente correta, com coorde- nação, mas sem respeitar o necessário paralelismo entre os trechos coordenados. Existe aqui coordenação entre a locução adjetiva “dos pulmões” e a oração subordina- da adjetiva restritiva “que está retornando ...” – note a conjunção coordenativa aditiva “e”. O problema foi que essas duas estruturas são diferentes. Para se aplicar adequadamente o paralelismo, é preciso conectar duas locuções adjetivas, ou conectar duas orações subordina- das adjetivas restritivas. Paralelismo possível 1: sangue dos pulmões e dos membros.... Paralelismo possível 2: sangue que vem dos pulmões e que está retornando dos membros... (C) Errada. Frase gramaticalmente correta, mas sem paralelismo. Não cabe falar sobre paralelismo quando ocorre subordinação. Oração subordinada adjetiva res- tritiva: que já foram feitos. Oração principal: os exames mais urgentes revelaram algum risco de contaminação. Repito: aqui não existe nada que se possa fazer para ha- ver paralelismo; a frase está correta sob os holofotes da estrutura gramatical. Apenas não cabe mesmo aplicar paralelismo onde só existe subordinação, pois paralelis- mo é empregado na coordenação. (D) Certa. Estruturas em paralelo nas duas frases. Lem- brete: frases independentes são coordenadas. A pri- meira frase apresenta a estrutura completa em ordem direta: sujeito + verbo + complemento. Ao sujeito “o coração”, segue-se o verbo de ligação (é) e depois apa- receu seu complemento na forma de predicativo (um órgão vital...). A segunda frase também apresenta estru- tura completa em ordem direta. Ao sujeito (ele), segue- -se o verbo transitivo direto (assume) e depois apareceu seu complemento na forma de objeto direto (um aspec- to literário). As duas frases terminam com a estrutura preposicionada “para o organismo” / “para a cultura”. Perfeito paralelismo. (E) Errada. Frase com desvio gramatical quanto ao em- prego dogerúndio. Não se aplica paralelismo onde exis- te subordinação: a oração “que desagrada logo de início” é subordinada adjetiva restritiva. O gerúndio “deixando” apareceu com valor aditivo, mas isso é condenado den- tro do rigor gramatical. Correção: ...que desagrada logo de início E DEIXA todos cabisbaixos (agora com adição temos sim paralelismo de forma adequada, sem gerún- dio mal-empregado). 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Língua Inglesa Alexandre Hartmann Climate change is coming for America’s property market Insurance is supposed to signal risk. Policymakers should let it Sep 21st 2023 For decades Americans have been moving to beautiful places that are vulnerable to extreme weather. Florida, once a swampy frontier, is now America’s third-most populous state. It is also the state most often hit by hurricanes. By 2015, the Atlantic and Gulf coasts boasted more than $13trn of real estate. Look West and the story is similar. Homes are proliferating in the wildland-urban interface, where nature and development anxiously coexist and wildfire season seems never to end. It is climate change that makes extreme weather more common. But the financial cost of storms and fires depends, more than anything else, on how many homes people choose to build in risky places. After adjusting for inflation, there have been more billion-dollar disasters so far in 2023 than any year since America’s National Oceanic and Atmospheric Administration began keeping records. Losses as a proportion of gross domestic product (GDP) have kept stable over the past four decades. But there are big local exceptions: last year hurricane damage cost Florida between 7.5% and 10% of the state’s GDP. Those who enjoy the benefits of living in high-risk areas (such as a majestic ocean view) should shoulder the costs. However, both federal and state governments ensure that they do not, by subsidising or suppressing property insurance rates in such places. This has encouraged reckless building. A new report from the First Street Foundation, a non-profit research group, finds that if proper account is taken of climate risk, nearly a quarter of all properties in the continental United States are overvalued. These 39m properties represent a climate-insurance bubble inflated by government. Private insurers burned by huge payouts after disasters are abandoning risky markets such as Florida and California. Homeowners are turning to state-backed insurers of last resort, which offer less coverage for a higher price. When these plans cannot cover claims, taxpayers are often left with the bill. As climate change continues, the uninsurable parts of America will only grow. At the federal level the National Flood Insurance Programme, which offers subsidised flood insurance to homeowners in hazardous places, is drowning in debt. America’s Federal Emergency Management Agency (FEMA), which runs the programme, is in the process of raising rates to keep it solvent. But property-owners are rebelling by cancelling their policies, and the politicians who represent them are threatening to intervene. Such intransigence is bipartisan. State and national politicians, Democrats and Republicans, prefer to keep rates artificially low, constituents happy and their tax bases intact. This is short-sighted. So long as disaster risk is underpriced, people will take too much of it. And it is unclear how long taxpayers who live in comparatively safe places will be happy to subsidise insurance for those who don’t, especially when the subsidy-guzzlers are rich. A Congressional Budget Office study from 2007 found that 23% of coastal properties with subsidised flood insurance were second homes. Taxpayers should not be helping the Real Housewives of Miami build seaside castles. Instead, policymakers should allow private insurers to set actuarially sound rates, so they can keep writing coverage. Realistic premiums would deter reckless new construction. They would also hurt existing homeowners, so politicians would probably have to keep offering government flood insurance, at least temporarily, to those who cannot afford anything else. Eventually, though, some Americans will need to move to keep safe from rising seas, roaring floods and fast-encroaching flames. The government should ease the transition: for example, FEMA could offer buyouts to homeowners who cannot afford their insurance. But make no mistake: the longer politicians subsidise building in dangerous places, the worse the pain will be, and the bigger the final bill. Source: https://www.economist.com/leaders/2023/09/21/ climate-change-is-coming-for-americas-property-market 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 16 Based on Text I, mark the statements below as true (T) or false (F). ( ) � �Since America’s National Oceanic and Atmospheric Administration began keeping records, there have been less billion-dollar disasters so far in 2023 than any year. ( ) � �Roughly one-fourth of all properties in the continental United States are overvalued if proper account is taken of climate risk. ( ) � �When state-backed insurers cannot cover claims, taxpayers are seldom left with the bill. The statements are, respectively, (A) T – F – T. (B) F – F – T. (C) F – T – T. (D) F – T – F. (E) T – F – F. Letra d. Assunto abordado: Conhecimento e uso das formas contemporâneas da linguagem inglesa. Compreensão e interpretação de textos variados: domínio do vocabulário e da estrutura da língua, ideias principais e secundárias, explícitas e implícitas, relações intratextuais e intertextuais. Com base no Texto I, marque as afirmações abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F). (F) Desde que a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA começou a manter registros, ocorreram menos desastres de milhares de milhões de dólares até agora em 2023 do que em qualquer ano. — No entanto, o texto afirma: “After adjusting for inflation, there have been more billion-dollar disasters so far in 2023 than any year since America’s National Oceanic and Atmospheric Administration began keeping records.” [Após o ajuste à inflação, registaram-se até agora mais desastres de milhares de milhões de dólares em 2023 do que em qualquer ano desde que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos começou a manter registros.] (T) Aproximadamente um quarto de todas as propriedades no território continental dos Estados Unidos estão supervalorizadas se o risco climático for devidamente levado em conta. — O texto afirma: “if proper account is taken of climate risk, nearly a quarter of all properties in the continental United States are overvalued.” [se o risco climático for devidamente levado em conta, quase um quarto de todas as propriedades no território continental dos Estados Unidos estão sobrevalorizadas.] (F) Quando as seguradoras apoiadas pelo Estado não conseguem cobrir os sinistros, os contribuintes raramente ficam com a conta. — O texto afirma: “When these plans cannot cover claims, taxpayers are often left with the bill.” [Quando esses planos não conseguem cobrir os sinistros, muitas vezes os contribuintes ficam com a conta.] 17 According to the fifth paragraph, the National Flood Insurance Programme offer subsidized flood insurance in hazardous places, that is, in places which are (A) safe. (B) low-risk. (C) high-risk. (D) reliable. (E) dependable. Letra c. Assunto abordado: Itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos. Palavras e expressões equivalentes. Elementos de referência. De acordo com o quinto parágrafo, o Programa Nacional de Seguro contra Inundações oferece seguro subsidiado contra inundações em locais perigosos, ou seja, em locais que são de (C) alto risco. O texto afirma, “At the federal levelthe National Flood Insurance Programme, which offers subsidised flood insurance to homeowners in hazardous places, is drowning in debt.” [Em nível federal, o Programa Nacional de Seguro contra Inundações, que oferece seguros subsidiados contra inundações a proprietários de casas em locais perigosos, está afogado em dívidas.] As demais erram: (A) seguros; (B) baixo risco; (D) confiáveis; (E) confiáveis. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 18 “So long as” in “So long as disaster risk is underpriced, people will take too much of it” can be replaced without change in meaning by (A) Whereas. (B) Otherwise. (C) Albeit. (D) While. (E) Yet. Letra d. Assunto abordado: Itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos. Palavras e expressões equivalentes. Elementos de referência. “Enquanto” em “Enquanto o risco de desastres for subvalorizado, as pessoas assumirão demasiado dele” pode ser substituído sem alteração de significado por (D) Enquanto. As demais erram: (A) Considerando que; (B) Caso contrário; (C) Embora; (E) Mas. 19 The modal in “The government should ease the transition” is similar in meaning to (A) relieve. (B) mitigate. (C) alleviate. (D) soothe. (E) ought to. Letra e. Assunto abordado: Itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos. Palavras e expressões equivalentes. Elementos de referência. O modal em “O governo deve facilitar a transição” tem significado semelhante a (E), deveria. Deve-se observar o modal “should”, cujo sinônimo é “ought to”. As demais erram: (A) aliviar; (B) mitigar; (C) aliviar; (D) acalmar. 20 The word “uninsurable” in “the uninsurable parts of America” (4th paragraph) refers to the parts of America which are: (A) qualified for insurance. (B) suitable for insurance. (C) fitting for insurance. (D) appropriate for insurance. (E) ineligible for insurance. Letra e. Assunto abordado: Itens gramaticais relevantes para a compreensão dos conteúdos semânticos. Palavras e expressões equivalentes. Elementos de referência. A palavra “não segurável” em “as partes não seguráveis da América” (4º parágrafo) refere-se às partes da América que são: (E) inelegíveis para seguro. A palavra “uninsurable” é derivada de “insurable” (=segurável). As demais alternativas erram: (A) qualificado para seguro; (B) adequado para seguro; (C) adequado para seguro; (D) apropriado para seguro. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Direito Constitucional José Narciso 21 Bruno, estudante da universidade do Estado Alfa, levan- tou uma dúvida ao seu professor de direito constitucio- nal sobre o envolvimento do presidente da República no processo legislativo, relacionado à aprovação de uma emenda constitucional. Nesse sentido, o professor forneceu a resposta adequa- da, explicando que: (A) o presidente da República tem poder de iniciativa legislativa e de veto, podendo ainda promulgar a emenda constitucional. (B) o presidente da República tem apenas poder de veto. (C) o presidente da República tem apenas poder de ini- ciativa legislativa. (D) o presidente da República tem apenas poder de ini- ciativa legislativa e de veto. (E) o presidente da República não participa desse pro- cesso legislativo. Letra c. Assunto abordado: Teoria da Constituição. Poder consti- tuinte originário, derivado e decorrente. Inicialmente, deve-se destacar que a questão pede para que você marque a alternativa CORRETA. Nesse sentido, exige-se de você conhecimento acerca das emendas constitucionais. Perceba que as emendas representam um mecanismo de modificação do texto constitucional, sendo uma manifestação do poder cons- tituinte derivado. Ademais, o exercício desse poder é uma prerrogativa do povo, que o realiza de maneira indireta, por meio de seus representantes eleitos. Nesse contexto, a promul- gação das emendas ocorre por meio das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Portanto, o presidente da República, juntamente com outros atores legitimados, detém o poder de propor emendas, mas não possui a faculdade de vetá-las, uma vez que esse processo é concluído no âmbito legislativo, respeitando o princípio da separação de poderes. Em acréscimo, visando subsidiar o seu estudo, vejamos o art. 60 da Constituição Federal: CF. Art. 60. A Constituição poderá ser emendada me- diante proposta: I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II – do Presidente da República; III – de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, consideran- do-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. § 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Fede- ral, com o respectivo número de ordem. (A) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que o presidente da República tem poder de veto, podendo ainda promulgar a emenda constitucional. (B) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que o presidente da República tem apenas poder de veto. (D) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que o presidente da República tem poder de veto. (E) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que o presidente da República não participa desse processo legislativo, pois, como vimos, o presidente da República tem poder de iniciativa. https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/direito-direito-constitucional/teoria-da-constituicao 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 22 No ordenamento jurídico constitucional brasileiro, no momento em que um estado-membro modifica o texto de sua constituição estadual e implementa reformas nos limites estabelecidos tanto na própria constituição esta- dual quanto na Constituição Federal, encontra-se diante: (A) do poder constituinte derivado decorrente ins- tituidor. (B) do poder constituinte derivado decorrente de revi- são estadual. (C) do poder constituinte derivado difuso. (D) do poder constituinte originário. (E) do poder constituinte derivado reformador. Letra b. Assunto abordado: Poder constituinte – derivado – ori- ginário – reformador. O poder constituinte derivado decorrente, assim como o reformador, por ser derivado do originário e por ele cria- do, é igualmente jurídico e encontra seus parâmetros de manifestação nas regras estabelecidas pelo originário. Sua missão consiste em estruturar a constituição dos estados-membros ou, em um momento subsequente, se houver necessidade de adequação e reformulação, modificá-la. O poder constituinte decorrente de revisão estadual, também conhecido como poder decorrente de segundo grau, tem como finalidade alterar o texto da constitui- ção estadual, implementando as reformas necessárias e justificadas dentro dos limites estabelecidos na própria constituição estadual. Nesse sentido, por derivar de um poder que já se originou de outro, caracteriza-se como sendo de segundo grau, tanto no âmbito estadual quan- to no federal. Portanto, o gabarito é a letra B. (A) Errada. Inicialmente, deve-se destacar que o poder constituinte decorrente inicial, também chamado de ins- tituidor ou institucionalizador, desempenha o papel de elaborar a constituição estadual, intervindo para realizar uma tarefa claramente constituinte, que é a de estabe- lecer a estrutura fundamental das entidades que com- põem o Estado Federal. Em acréscimo, insta ressaltar que o poder constituinte decorrente possui uma natureza complementar em re- lação à Constituição, pois tem o propósito de comple- mentar o trabalho do poder constituinte originário nos estados federais, com o objetivode estabelecer a consti- tuição de seus estados componentes. (C) Errada. Aqui, perceba que o poder constituinte difu- so, de acordo com Uadi Lamêgo Bulos, pode ser descrito como um poder efetivo que serve como base para os mecanismos de realização de mudanças na Constituição. Nesse sentido, sua denominação como "difuso" se deve ao fato de não estar formalmente estabelecido nas cons- tituições, e, no entanto, permanece presente na vida dos sistemas jurídicos. (D) Errada. Perceba que o poder constituinte originário é aquele que estabelece uma nova ordem jurídica, elimi- nando completamente a ordem jurídica anterior. Nesse sentido, o propósito principal do poder constituinte ori- ginário é estabelecer um novo Estado, diferente do que existia em resultado da expressão do poder constituin- te anterior. (E) Errada. Perceba que o poder constituinte derivado reformador, também conhecido como competência re- formadora, possui a capacidade de alterar a Constitui- ção Federal por meio de um procedimento específico estabelecido pelo poder constituinte originário, sem que ocorra uma verdadeira revolução. 23 Assinale a alternativa correta no que diz respeito à clas- sificação das constituições. (A) Quanto à origem, pode-se afirmar que a Constituição da República Federativa do Brasil pode ser classifica- da como pactuada. (B) Pode-se afirmar que a Constituição da República Fe- derativa do Brasil é considerada sintética em relação à sua extensão. (C) A Constituição da República Federativa do Brasil pode ser caracterizada como dogmática em relação ao seu processo de elaboração. (D) Devido às cláusulas pétreas, pode-se afirmar que a Constituição da República Federativa do Brasil é uma constituição imutável. (E) Segundo a doutrina constitucionalista, uma cons- tituição é considerada histórica quando emerge de uma rápida evolução das tradições e dos aconteci- mentos sociais e políticos de um povo. Letra c. Assunto abordado: Classificação das constituições. Teo- ria da Constituição. A constituição dogmática é aquela que resulta de um trabalho de um órgão constituinte. Nesse sentido, são constituições necessariamente escritas, como ocorreu com a nossa atual Constituição, que foi elaborada se- guindo esse princípio. Quanto ao método de elaboração, as constituições podem ser classificadas como dogmáti- cas ou históricas, vejamos: • As constituições dogmáticas são sempre escritas e incorporam os dogmas estruturais e fundamentais do Estado. Elas partem de teorias preconcebidas, de planos e sistemas prévios, de ideologias bem declaradas e de dogmas políticos. São elaboradas de forma deliberada, reflexiva e racional, geralmente por uma assembleia constituinte. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) • As constituições históricas se formam ao longo do tempo, através de um processo lento e contínuo, reu- nindo a história e as tradições de um povo. Portanto, gabarito letra C. (A) Errada. A Constituição Federal de 1988 foi promulga- da, ou seja, é considerada democrática. A constituição pactuada, por sua vez, representa um acordo entre a monarquia e a sociedade. Quanto à origem, as consti- tuições podem ser outorgadas, promulgadas, cesaristas, chamadas também de bonapartistas, e pactuadas, tam- bém chamadas de dualistas. Entenda que a constituição promulgada, também conhecida como democrática, votada ou popular, é aquela que resulta do trabalho de uma assembleia constituinte eleita diretamente pelo povo. Ela (a constituição) atua em nome do povo e é criada a partir da deliberação da representação popu- lar legítima. (B) Errada. Quanto à sua extensão, as constituições po- dem ser classificadas como sintéticas, caracterizadas pela concisão, brevidade, sumariedade e simplicidade, ou analíticas, que são mais amplas, extensas, detalha- das, desenvolvidas e volumosas. Assim, a Constituição Federal de 1988 se enquadra na categoria analítica, e não na sintética. Entenda que as constituições analíticas são aquelas que abrangem todos os assuntos considerados fundamen- tais pelos representantes do povo, frequentemente ex- plorando minuciosamente os detalhes e estabelecendo normas que, em circunstâncias normais, seriam tratadas em leis infraconstitucionais. (D) Errada. A classificação da constituição brasileira, segundo Alexandre de Moraes, varia entre rígida e su- per-rígida. Em relação à possibilidade de alteração, as constituições podem ser categorizadas como rígidas, flexíveis, também chamadas de plásticas, e semirrígidas, conhecidas também por semiflexíveis. Em acréscimo, vale ressaltar que alguns autores também mencionam as constituições fixas ou silenciosas, as transitoriamente flexíveis, as imutáveis, também chamada de permanen- tes, graníticas ou intocáveis, e as super-rígidas. Por fim, as constituições rígidas são aquelas que requerem um processo legislativo mais rigoroso e solene para a sua modificação, em contraste com o processo de alteração das normas não constitucionais. (E) Errada. Como mencionado acima, em relação à sua elaboração, as constituições podem ser classificadas em dogmáticas ou históricas. As constituições históricas, por sua vez, são formadas ao longo de um processo gradual e contínuo, ao longo do tempo, incorporando a história e as tradições de uma nação. Elas se assemelham, por- tanto, às constituições costumeiras, e um exemplo notá- vel disso é a Constituição Inglesa. 24 No que diz respeito à participação da Defensoria Pública Estadual em casos no Superior Tribunal de Justiça – STJ, identifique a opção correta. (A) A Defensoria Pública Estadual não poderá prestar serviços em Brasília caso não esteja cadastrada no portal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça, mesmo que já tenha uma representação física no local. (B) Se não houver representação da Defensoria Pública Estadual em Brasília, a responsabilidade de atuação recairá sobre a Defensoria Pública da União, mesmo que a entidade estadual esteja cadastrada no portal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça. (C) Apesar de contar com representação em Brasília, a Defensoria Pública Estadual deve se registrar no por- tal de intimações eletrônicas do Superior Tribunal de Justiça. Caso contrário, poderá ser substituída pela Defensoria Pública da União. (D) Em nenhuma circunstância a Defensoria Pública da União poderá assumir o papel da Defensoria Públi- ca Estadual, sendo responsabilidade desta última garantir os recursos necessários para sua contínua participação efetiva nos processos. (E) Se a Defensoria Pública Estadual não estiver cadas- trada no portal de intimações eletrônicas do Supe- rior Tribunal de Justiça e não tiver representação em Brasília, a Defensoria Pública da União poderá assu- mir seu papel. Letra e. Assunto abordado: Funções essenciais à justiça. Atua- ção da Defensoria Pública Estadual. Caso a Defensoria Pública do Estado não tenha um regis- tro para receber intimações ou não tenha um represen- tante em Brasília, a Defensoria Pública da União pode as- sumir seu papel. A Defensoria Pública da União lida com casos de jurisdição federal e pode intervir em situações específicas envolvendo a Defensoria Pública do Estado perante o Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justiça, em deci- são, determinou que a Defensoria Pública da União só pode substituir a Defensoria Pública do Estado se for comprovado que não há representação na localidade ou se não existir um registro que permita sua participação no processo eletrônico. Portanto, o gabarito é a letra E. (A) Errada. Nesse caso, se a Defensoria Pública Estadu- al já possui representação no local, não é obrigatório se cadastrar no portal; essas são escolhas alternativas, não mutuamente exclusivas. (B) Errada. Nesse caso, se Defensoria Pública Estadual estiver registrada no portal de intimações, não é preciso que a Defensoria Pública da União a substitua.2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) (C) Errada. Nesse caso, perceba que é a mesma situação da alternativa A, pois essas são escolhas alternativas, não mutuamente exclusivas. (D) Errada. A Defensoria Pública da União tem autorização para assumir o papel da Defensoria Pública do Estado, des- de que esta última não tenha presença em Brasília ou não esteja registrada no portal de intimações. 25 Sabe-se que a distribuição de responsabilidades, en- tendida como repartição de competências, abrange os princípios fundamentais da legislação exclusiva e da le- gislação concorrente. Atrelada aos ditames constitucionais e ao seu conheci- mento, a competência para legislar concorrentemente sobre determinada matéria é compartilhada entre a União, os Estados e o Distrito Federal quando se refere a: (A) matéria que trate sobre águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão. (B) matéria que trate sobre populações indígenas. (C) matéria verse sobre serviço postal. (D) matéria que trate de proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. (E) matéria que trate sobre sistemas de consórcios e sorteios. Letra d. Assunto abordado: Organização político-administrativa do Estado. Repartição de competências. Inicialmente, deve-se ressaltar que a questão exige de você conhecimentos acerca da repartição de competên- cias do Estado. (A) Errada. Nesse caso, trata-se de uma competência pri- vativa da União. Assim, vejamos o artigo 22, inciso IV, da CF/1988: Art. 22. Compete privativamente à União legislar so- bre: (...) IV – águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; (Grifos nossos.) (B) Errada. Nesse caso, trata-se de uma competên- cia privativa da União. Vejamos o artigo 22, inciso XIV, da CF/1988: Art. 22. Compete privativamente à União legislar so- bre: (...) XIV – populações indígenas; (Grifos nossos.) (C) Errada. Nesse caso, trata-se de uma competên- cia privativa da União. Vejamos o artigo 22, inciso V, da CF/1988: Art. 22. Compete privativamente à União legislar so- bre: (...) V – serviço postal; (Grifos nossos.) (D) Certa, nos termos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988, a qual afirma em seu artigo 24, inciso XIV, o seguinte: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XIV – proteção e integração social das pessoas porta- doras de deficiência; (Grifos nossos.) Portanto, é essa a alternativa correta. (E) Errada. Nesse caso, trata-se de uma competên- cia privativa da União. Vejamos o artigo 22, inciso XX, da CF/1988: Art. 22. Compete privativamente à União legislar so- bre: (...) XX – sistemas de consórcios e sorteios; 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 26 A Defensoria Pública é uma instituição contínua e fun- damental para o desempenho da função jurisdicional do Estado, com presença tanto a nível federal quanto nos estados e no Distrito Federal. Assim, considerando a Constituição Federal de 1988 e a Defensoria Pública, marque a alternativa correta. (A) São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a divisibilidade e a independência fun- cional. (B) Lei ordinária federal prescreverá as normas gerais para organização das Defensorias Públicas Estaduais. (C) Compete às defensorias públicas também a defesa extrajudicial de direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, dos necessitados. (D) Cabe ao governador a iniciativa da proposta orça- mentária das Defensorias Públicas Estaduais. (E) Os defensores públicos não têm assegurada a garan- tia da inamovibilidade. Letra c. Assunto abordado: Direito Constitucional – Funções Es- senciais à Justiça. Neste item, é esperado que você identifique a opção certa. Para fazê-lo, é necessário que você demonstre seu entendimento sobre a Defensoria Pública. Vejamos o art. 134, da CF/1988: CF. Art. 134. A Defensoria Pública é instituição per- manente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orien- tação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. Perceba que a alternativa C traz a exata ideia do art. 134 da CF/1988, ao afirmar que às defensorias públicas tam- bém compete a defesa extrajudicial de direitos individu- ais e coletivos, de forma integral e gratuita, dos necessi- tados. Portanto, gabarito letra C. (A) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que a DIVISIBILIDADE é um dos princípios da Defenso- ria Pública. Nesse sentido, perceba que o art. 134, § 4º, da CF/1988, traz como princípios da Defensoria Pú- blica a unidade, a INDIVISIBILIDADE e a independên- cia nacional. (B) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que lei ordinária federal prescreverá as normas gerais para organização das Defensorias Públicas Estaduais. Veja que isso vai de encontro com o art. 134, § 1º, da CF/1988, a qual afirma que Lei COMPLEMENTAR organi- zará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, provi- dos, na classe inicial, mediante concurso público de pro- vas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. (D) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que cabe ao Governador a iniciativa da proposta orçamen- tária das Defensorias Públicas Estaduais. Perceba que o item vai de encontro com o entendido exposto no art. 134, § 2º, da CF/1988, o qual prevê que às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcio- nal e administrativa e a iniciativa de sua proposta or- çamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. (E) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que os defensores públicos não têm assegurada a garantia da inamovibilidade. Perceba que tal afirmação afronta o art. 134, §1º, da CF/1988, o qual dispõe que lei comple- mentar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada A SEUS INTE- GRANTES A GARANTIA DA INAMOVIBILIDADE e ve- dado o exercício da advocacia fora das atribuições ins- titucionais. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 27 Flávio, membro do Ministério Público junto ao TCU, foi indicado em lista tríplice segundo o critério de antigui- dade e merecimento. Sobre a nomeação dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme estabe- lecido na Constituição, identifique a alternativa correta. (A) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de adminis- tração pública. (B) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada. (C) Um terço dos ministros será escolhido pelo Congres- so Nacional e dois terços pelo presidente da Repú- blica, entre brasileiros que tenham, entre outros requisitos, idoneidade moral e reputaçãoilibada, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econô- micos e financeiros ou de administração pública. (D) Um terço dos ministros será escolhido pelo presiden- te da República e dois terços pelo Congresso Nacio- nal, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de adminis- tração pública. (E) Um terço dos ministros será escolhido pelo presiden- te da República e dois terços pelo Congresso Nacio- nal, entre brasileiros que tenham, entre outros re- quisitos, mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada. Letra d. Assunto abordado: Poder Legislativo, Tribunal de Contas da União (TCU) e fiscalização contábil, financeira e orça- mentária da União. Neste caso, a questão demanda de você o domínio do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 estabelece acerca do papel dos Tribunais de Contas da União (TCU). Perceba que aqui a questão traz o entendimento do art. 73, da Constituição Federal. Vejamos: Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96. § 1º Os Ministros do Tribunal de Contas da União se- rão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I – mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 122, de 2022) II – idoneidade moral e reputação ilibada; III – notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conheci- mentos mencionados no inciso anterior. § 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União se- rão escolhidos: I – um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alterna- damente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento; II – dois terços pelo Congresso Nacional. § 3º Os Ministros do Tribunal de Contas da União te- rão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimen- tos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Su- perior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) § 4º O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da ju- dicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal. (Gri- fos nossos.) Portanto, o gabarito é a letra D. (A) Errada. Perceba que um terço dos ministros é esco- lhido pelo Presidente da República, e dois terços são es- colhidos pelo Congresso, não o oposto. (B) Errada. Veja que aqui a questão traz o oposto do que preconiza o art. 73, § 2º, incisos I e II. O correto é afirmar que será um terço escolhido pelo presidente da Repú- blica e dois terços são escolhidos pelo Congresso, não o oposto. Em acréscimo, a idade máxima está incorreta. (C) Errada. Perceba que aqui a questão coloca o oposto, visto que um terço dos ministros é escolhido pelo Pre- sidente da República e dois terços são escolhidos pelo Congresso, conforme o art. 73, § 2º, incisos I e II. (E) Errada. Perceba que os Ministros do TCU devem ter mais de 35 anos e menos de 70 anos de idade, e não 65 anos de idade. Trata-se, portanto, da alteração promovi- da pela EC n. 122/2022. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 28 Sabe-se que o controle de constitucionalidade, em sua essência, é um mecanismo de correção incorporado a um sistema legal específico. Ele se destina a avaliar se um ato está de acordo com a Constituição, constituindo assim um sistema de verificação da conformidade desse ato em relação à Carta Magna. Sobre o controle de constitucionalidade, indique a op- ção correta. (A) Um decreto emitido pelo Poder Executivo não pode ser alvo de uma ação direta de inconstitucionalida- de, mesmo que a densidade normativa do decreto seja avaliada com base em critérios de generalidade e abstração. (B) Na avaliação de um processo de controle concen- trado de constitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal está limitado ao critério mencionado para a análise. O STF não pode proclamar a inconstituciona- lidade da disposição com base em um critério dife- rente daquele apresentado pelo autor da ação. (C) A responsabilidade primária, ou seja, originária, pela análise das ações de arguição de descumprimento de preceito fundamental fica a cargo do Supremo Tribunal Federal. (D) O presidente da República, o procurador-geral da República e o governador de estado possuem au- torização ampla para entrar com ações de controle concentrado de constitucionalidade, sendo conside- rados agentes ativos universais nesse contexto. (E) O Supremo Tribunal Federal é responsável por pro- cessar e julgar, de forma inicial, a ação direta de in- constitucionalidade e a ação declaratória de cons- titucionalidade de leis ou atos normativos, seja de âmbito federal ou estadual. Letra c. Assunto abordado: Direito Constitucional – controle de constitucionalidade. A ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF pode ser movida de forma autô- noma ou incidental. A competência original para julgar essa ação pertencerá ao Supremo Tribunal Federal – STF. Perceba que, na arguição autônoma, o seu propósito é evitar ou corrigir uma violação a um preceito fundamen- tal causada por um ato do Poder Público. Por outro lado, a arguição incidental possibilita a sua utilização quando o fundamento da controvérsia constitucional relativa a uma lei ou ato normativo federal, estadual, municipal e, por consequência, distrital, acrescentando-se, for rele- vante. Isso inclui também leis e atos normativos anterio- res à Constituição. Assim, vejamos o artigo 102, § 1º, da CF/1988: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, pre- cipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: § 1º A arguição de descumprimento de preceito fun- damental, decorrente desta Constituição, será apre- ciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. Portanto, o gabarito é a letra C. (A) Errada. É plenamente viável que um ato infralegal seja sujeito a uma ação direta de inconstitucionalidade, desde que ele possua características normativas subs- tanciais, como generalidade e abstração, que são típicas dos atos normativos primários. Nesse contexto, a juris- prudência e a doutrina concordam que qualquer ato normativo primário que derive sua validade diretamente da Constituição pode ser alvo de um processo de contro- le concentrado. Portanto, o tipo específico de legislação não é determinante para a possibilidade de entrar com uma ação de controle. (B) Errada. Inicialmente, perceba que é perfeitamente possível que, ao entrar com uma Ação Direta de Incons- titucionalidade – ADI com o objetivo de contestar uma norma com base em algum argumento específico, o STF reconheça a inconstitucionalidade da norma com base em outro argumento, mesmo que este último não tenha sido mencionado pelos autores da ação quando a mes- ma foi proposta. Vejamos as próprias palavras do Supremo Tribunal Fede- ral: "O STF não está limitado aos argumentos apresen- tados pelo autor, podendo declarar a inconstituciona- lidade com base em fundamentos diferentes daqueles apresentados na petição inicial". No entanto, é importante ressaltar que o STF não está vinculado aos argumentos apresentados pelo autor da ação, mas sim à norma que está sendo contestada. Por- tanto, podemos concluir que o STF não está preso aos argumentos apresentados, mas está vinculado ao pedi-do da ação. (D) Errada. O governador de estado deve evidenciar afi- nidade temática ao propor uma ação de controle con- centrado. Em relação a esse tópico, é importante, em primeiro lugar, fazer uma distinção entre os legitimados universais e os legitimados especiais para a instauração das ações de controle concentrado. Legitimados universais são aqueles que não necessitam comprovar a conexão temática entre a norma impugna- da e os interesses do legitimado. Por outro lado, legitimados especiais precisam demons- trar a pertinência temática, ou seja, estabelecer o víncu- lo entre o conteúdo da disposição impugnada e os inte- resses do autor da ação. Portanto, nesse contexto, os governadores de estado são considerados legitimados especiais. https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/direito-direito-constitucional/constitucionalismo 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) (E) Errada. As ações declaratórias de constitucionalidade têm como foco exclusivo leis ou atos normativos de NA- TUREZA FEDERAL. Vamos analisar o que está previsto na Constituição Federal, a título de esclarecimento: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, pre- cipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo fede- ral. (Grifos nossos.) 29 Leonardo, com o intuito de diminuir os gastos relacio- nados às estruturas de poder estatal e, como resultado, direcionar mais recursos para melhorar a oferta de ser- viços públicos, requisitou que sua equipe de assessores examinasse possíveis medidas legislativas para reconfi- gurar o Brasil como um Estado regionalizado. Dessa forma, a União se tornaria a única entidade com autonomia política, enquanto as demais instâncias pas- sariam a ter apenas autonomia administrativa, de acor- do com o que estabelece a legislação vigente. Com isso, a equipe de assessores respondeu de forma correta que: (A) não seria possível a aprovação de norma dessa natureza. (B) seria necessária a realização de um plebiscito e, em um segundo momento, a aprovação de emenda constitucional. (C) seria necessária a edição de lei complementar. (D) seria necessária a edição de emenda constitucional. (E) seria cabível tanto a edição de lei complementar como a de lei ordinária. Letra a. Assunto abordado: Poder constituinte originário, deri- vado e decorrente. Neste caso, a questão requer de você um conhecimento acerca da Federação Brasileira. Vejamos o art. 60, § 4º, inciso I, da CF/1988: Art. 60. A Constituição poderá ser emendada median- te proposta: (...) § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; Da leitura do referido dispositivo, infere-se, portanto, que não se viabilizaria a aprovação de uma medida que convertesse o Brasil em uma nação regionalizada, onde somente a União manteria autonomia política, enquanto os demais níveis de governo teriam unicamente autono- mia administrativa. Tal iniciativa contrariaria o princípio fundamental do Estado federativo, que é considerado uma cláusula pétrea e, consequentemente, não poderia ser alterado por meio de uma emenda constitucional. (B) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que seria necessária a realização de um plebiscito e, em um segundo momento, a aprovação de emenda constitucio- nal, pois não se viabilizaria a aprovação de uma medida que convertesse o Brasil em uma nação regionalizada, onde somente a União manteria autonomia política, en- quanto os demais níveis de governo teriam unicamente autonomia administrativa, art. 60, CF/1988. (C) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que seria necessária a edição de lei complementar, o que contraria o art. 60 da CF/1988. (D) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que seria necessária a edição de emenda constitucional, o que contraria o art. 60 da CF/1988. (E) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que seria cabível tanto a edição de lei complementar como a de lei ordinária, o que contraria o art. 60 da CF/1988. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 30 Um projeto de lei rejeitado só poderá ser novamente considerado como matéria legislativa durante a mesma sessão legislativa, desde que haja uma proposta para tal de corrente (A) da maioria simples dos membros de qualquer das ca- sas do Congresso Nacional. (B) do presidente da República ou da maioria absoluta dos membros do Senado Federal. (C) do presidente da República ou da maioria simples dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. (D) da maioria absoluta dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. (E) da maioria simples dos membros da Câmara dos De- putados. Letra d. Assunto abordado: Direito Constitucional – processo legislativo. Neste caso, a questão requer de você conhecimento acerca do processo legislativo. Vejamos o art. 67 da Constituição Federal de 1988: Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeita- do somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Ca- sas do Congresso Nacional. Trata-se do “princípio da irrepetibilidade relativa", por- tanto, gabarito letra D. Em acréscimo, perceba que o princípio da irrepetibilida- de é aplicado no processo legislativo de tal modo: • Emendas Constitucionais – CF, art. 60, § 5º: não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. • Medidas provisórias – CF, art. 60, § 10º: é vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provi- sória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. • EC e MP – irrepetibilidade absoluta. • Leis ordinárias e complementares – CF, art. 67: a ma- téria constante de projeto de lei rejeitado somente po- derá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacio- nal → princípio da irrepetibilidade de forma relativa. (A) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que deriva da proposta da maioria simples dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. Perceba que o art. 67 da Constituição Federal dispõe que será me- diante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. (B) Errada. Perceba que a alternativa se torna errada ao afirmar que deriva da proposta do presidente da Repú- blica ou da maioria absoluta dos membros do Sena- do Federal. Veja que o art. 67 da Constituição Federal afirma que será mediante proposta da maioria abso- luta dos membros de qualquer das Casas do Congres- so Nacional. (C) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que deriva da proposta do presidente da República ou da maioria simples dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional. Perceba que tal afirmação contraria o art. 67 da Constituição Federal, o qual dispõe que será mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. (E) Errada. A alternativa torna-se errada ao afirmar que deriva da proposta da maioria simples dos membros da Câmara dos Deputados. Veja que tal afirmação contraria o art. 67 da Constituição Federal de 1988, o qual diz que será mediante proposta da maioria absoluta dos mem- bros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Direito Administrativo Gustavo Scatolino 31 O ato administrativo é objeto fundamental de estudo do Direito Administrativo, sendo tópico recorrentemente discutido e explicado pela doutrina. Sobre os elementosdo ato administrativo, assinale a alternativa correta. (A) Objetos são as coisas físicas ou materiais que partici- pam do contexto fático do ato administrativo. (B) Finalidade é o objetivo de interesse público buscado com a prática do ato. Porém, nem todo ato deve ser praticado sempre voltado para satisfazer o interesse público. (C) Forma é o conjunto de normas que regulam os limi- tes do ato administrativo. (D) Motivo é a situação de direito ou de fato que autori- za a prática do ato administrativo, podendo ser uma situação fática ou estar prevista em lei. (E) Competência é o poder atribuído ao agente público para a prática de seus atos administrativos. A com- petência resulta da jurisprudência, e por ela é de- limitada. Letra d. Assunto abordado: Atos administrativos – elementos. (A) Errada. Os objetos são os efeitos imediatos decor- rentes do ato administrativo, que correspondem ao efeito prático pretendido com a edição do ato adminis- trativo ou a modificação por ele trazida ao ordenamen- to jurídico. É aquilo que o ato produz; é o seu resulta- do imediato. (B) Errada. Finalidade é o objetivo de interesse público buscado com a prática do ato. TODO ato deve ser prati- cado sempre voltado para satisfazer o interesse público. (C) Errada. Forma é como o ato se materializa. É a mani- festação de vontade sendo concretizada, expedida. (D) Certa. Motivo é a situação de direito ou de fato que autoriza a prática do ato administrativo, podendo ser uma situação fática ou estar prevista em lei. (E) Errada. Competência é o poder atribuído ao agen- te público para a prática de seus atos administrativos. A competência resulta da LEI, e por ela é delimitada. 32 A administração pública goza de poderes administrati- vos para o exercício de suas funções e para entregar o melhor serviço aos administrados. Dentro do assunto de poderes administrativos, assinale a alternativa incorreta. (A) Poder disciplinar é o poder de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pes- soas sujeitas à relação especial com a administração pública. (B) A expressão “poderes administrativos” não deve ser entendida como uma faculdade da administração pública, e sim como um dever. (C) O poder de polícia não retira direito algum, apenas condiciona o seu exercício, visando o bem-estar- -coletivo. (D) Poder hierárquico é o poder da administração para estabelecer hierarquia entre órgãos e agentes públi- cos. A relação hierarquizada dentro da administração é essencial. (E) O poder de polícia não pode ser exercido por meio de leis e atos normativos. Letra e. Assunto abordado: Poderes da administração – classificação. (A) Certa. Poder disciplinar de fato é o poder de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à relação especial com a Admi- nistração Pública. (B) Certa. A Administração Pública tem o dever de pôr em prática os poderes administrativos. (C) Certa. O poder de polícia é o poder do Estado de res- tringir, limitar ou condicionar o exercício de direitos e da propriedade em benefício do interesse público. (D) Certa. A assertiva descreve perfeitamente o concei- to de poder hierárquico. Não é possível imaginar uma estrutura administrativa que não tenha vários órgãos e agentes mantendo uma relação de subordinação. (E) Errado. O poder de polícia pode sim ser exercido por meio de leis e atos normativos: cite-se o exemplo do Có- digo de Trânsito ou Código Florestal. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 33 Os princípios administrativos norteiam a administração pública em suas atividades. De acordo com Celso An- tônio Bandeira de Mello, “Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma. A desatenção ao princípio implica ofensa não a um específico manda- mento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstituciona- lidade, conforme o escalão do princípio violado, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mes- tra”. Assinale a alternativa que discorra corretamente sobre os princípios administrativos. (A) O princípio da eficiência está expresso na Constitui- ção desde sua promulgação em 1988. (B) O princípio da autotutela se refere à capacidade da administração pública de anular e revogar seus próprios atos, com autorização judicial em todos os casos. (C) Os princípios são de aplicação imediata, dispensando lei formal para sua efetivação. (D) A própria Constituição de 1988 traz a hierarquia dos princípios da administração. (E) A atuação da administração pública possui cunho im- pessoal, mas existem situações que a administração pública pode privilegiar determinadas pessoas. Letra c. Assunto abordado: Classificação – princípios. (A) Errada. O princípio da eficiência foi acrescentado, de forma expressa, na CF, com a EC n. 19/1998. Antes era apenas implícito. (B) Errada. A administração pública não precisa ir até o Poder Judiciário para controlar os seus atos administra- tivos, mas deve exercer esse direito dentro do prazo pre- visto em lei. (C) Certa. Os princípios têm aplicação imediata. Para que um princípio seja aplicado, não é preciso uma lei reafir- mando sua aplicação ou definindo seus detalhes. (D) Errada. Não existe hierarquia entre princípios. (E) Errada. A atuação da administração pública possui cunho impessoal. Não pode, em nenhuma situação, o agente público oferecer tratamento diferenciado, visan- do privilegiar determinadas pessoas. 34 A Prof.ª Maria Sylvia Zanella Di Pietro define o Direito Administrativo como o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas admi- nistrativas que integram a administração pública, a ativi- dade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de nature- za pública. Marque a alternativa correta sobre as fontes do Direito Administrativo. (A) A lei é a fonte primária e principal do Direito Ad- ministrativo, considerando também a Constituição Federal. (B) Os costumes não são fonte do Direito Administrativo. (C) A jurisprudência é fonte primária do Direito Adminis- trativo, visto que o Direito Administrativo não possui relação direta com nenhuma lei. (D) Os costumes se enquadram na mesma hierarquia das leis nas fontes do Direito Administrativo. (E) A doutrina não é fonte direta do Direito Adminis- trativo. Letra a. Assunto abordado: Introdução – fontes do Direito Ad- ministrativo. (A) Certa. A lei é a fonte primária e principal do Direito Administrativo. Ela se estende desde a Constituição Fe- deral (art. 37 a 41) até os atos administrativos normati- vos inferiores. (B) Errada. Os costumes são sim fonte do Direito Ad- ministrativo, porém são considerados uma fonte secundária. (C) Errada. As leis são a fonte primária do Direito Admi- nistrativo. O Direito Administrativo possui relação direta com diversas leis, como é o caso da Lei n. 8.429/1992 (improbidade administrativa). D)Errada. As leis são a fonte primária do Direito Admi- nistrativo. (E) Errada. A doutrina é fonte do Direito Administrativo. A doutrina auxilia muito o dia a dia da administração pú- blica, pois muitas vezes é ela que conceitua, explica ou interpreta os dispositivos da lei. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 35 O município Alfa, visando explorar atividade econômica na área bancária, considera os melhores meios para esse objetivo. Assinale a alternativa incorreta sobre a organi- zação administrativa do Estado. (A) Autarquia é a pessoa jurídica de direito público, cria- da por lei específica para o desempenho de ativida- des típicas de Estado, como fiscalização, regulação, assistência social, seguridade social, poder de polícia. (B) Os entes federativospodem criar empresas públicas e sociedades de economia mista para explorar ativi- dade econômica, para atuar em qualquer ramo, des- de que gere lucro. (C) Os órgãos são resultado do fenômeno chamado de desconcentração administrativa. (D) As entidades são resultado do fenômeno chamado de descentralização administrativa. (E) O contrato de gestão pode qualificar uma autarquia, tornando-a uma agência executiva. Letra b. Assunto abordado: Organização administrativa. Classifi- cação. Administração indireta e indireta. (A) Certa. Definição exata de autarquia. No caso do mu- nicípio Alfa, a melhor opção para explorar atividade eco- nômica não seriam as autarquias, pois não prestam esse tipo de atividade, mas sim atividades típicas de estado. (C) Errada. A Constituição estabelece apenas duas si- tuações nas quais o Estado poderia explorar atividade econômica. Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Cons- tituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante in- teresse coletivo, conforme definidos em lei. (C) Certa. DesCONcentração cria órgãos, membros da administração direta. (D) Certa. DescENtralização cria entidades, membros da administração indireta. (E) Certa. Agência executiva: é uma qualificação dada à autarquia ou fundação que, por meio do contrato de gestão com o órgão da administração direta a que esteja vinculada, amplia sua autonomia para a melhoria da efi- ciência e redução de custos (art. 37, § 8º). 36 Pedro, servidor público federal, é questionado por um cidadão comum sobre qual seria a modalidade licitatória adequada para a aquisição de bens e serviços comuns. Pedro disse para esse cidadão que a modalidade seria: (A) pregão. (B) concurso. (C) diálogo competitivo. (D) concorrência. (E) leilão. Letra a. Assunto abordado: Lei n. 14.133. Licitações – modalida- des licitatórias. (A) Certa. Lei n. 14.133. Art. 6º, XLI – pregão: modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto; (B) Errada. Lei n. 14.133. Art. 6º, XXXIX – concurso: modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, científi- co ou artístico, cujo critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e para conces- são de prêmio ou remuneração ao vencedor; (C) Errada. Lei n. 14.133. Art. 6º, XLII – diálogo competitivo: mo- dalidade de licitação para contratação de obras, ser- viços e compras em que a Administração Pública rea- liza diálogos com licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desen- volver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades, devendo os licitantes apresen- tar proposta final após o encerramento dos diálogos; (D) Errada. Lei n. 14.133. Art. 6º, XXXVIII – concorrência: modali- dade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser: a) menor preço; b) melhor técnica ou conteúdo artístico; c) técnica e preço; d) maior retorno econômico; e) maior desconto; (E) Errada. Lei n. 14.133. Art. 6º, XL – leilão: modalidade de lici- tação para alienação de bens imóveis ou de bens mó- veis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance; 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 37 Julia, servidora pública estável ocupante do cargo de téc- nica judiciária de um tribunal regional, foi aprovada em concurso público para o cargo de delegada de polícia. Ocorre que Julia não foi habilitada no estágio probatório relativo ao cargo de delegada, de maneira que ocorreu seu retorno ao cargo de técnica judiciária do TRT ante- riormente ocupado, por meio da forma de provimento derivada prevista na Lei n. 8.112/1990 chamada (A) aproveitamento, que é o retorno à atividade de ser- vidor aposentado por invalidez, quando junta médi- ca oficial declarar insubsistentes os motivos da apo- sentadoria; ou no interesse da administração. (B) recondução, que é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de inabili- tação em estágio probatório relativo a outro cargo; ou de reintegração do anterior ocupante. (C) redistribuição, que é uma forma de provimento de cargo. (D) readaptação, que é o novo concurso público que ser- vidor afastado terá que prestar. (E) reintegração, é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. Letra b. Assunto abordado: Lei n. 8.112/1990. Agentes públicos. Forma de reaproveitamento. (A) Errada. A assertiva traz o enunciado de reversão. O aproveitamento é o servidor que estava em inativi- dade remunerada (disponibilidade) é aproveitado em outro cargo. (B) Certa. A assertiva retrata de forma correta o conceito de recondução, situação exata que se encontra o caso da questão. (C) Errada. Redistribuição é uma forma de deslocamento do servidor e do cargo. (D) Errada. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. (E) Errada. A assertiva traz o conceito de readaptação. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimen- to de todas as vantagens. 38 Ganem, morador do Guará (DF) e desempregado, ao ver que a energia de sua casa foi cortada por inadimplência, sobe no poste para tentar reverter a situação preten- dendo religar a energia e acaba sofrendo uma descarga elétrica, caindo do poste e ficando paraplégico. Havia diversas placas alertando do perigo dos fios dos postes. Nesse caso, Ganem: (A) poderá cobrar indenização do Estado, visto que a res- ponsabilidade civil do Estado é objetiva e independe de dolo e culpa. (B) poderá cobrar indenização do Estado, pois não havia agentes públicos presentes no local. (C) não poderá cobrar indenização do Estado, pois quem causou o acidente foi exclusivamente o próprio cidadão. (D) não poderá cobrar indenização do Estado, pois de fato era inadimplente em relação às contas de luz de sua residência. (E) não poderá cobrar indenização do Estado, visto que a Constituição deixa claro que, para haver respon- sabilidade civil do Estado, é indispensável o dolo ou a culpa. Letra c. Assunto abordado: Responsabilidade civil do Estado – causas de exclusão da responsabilidade. (A) Errada. De fato, a responsabilidade civil do Estado é objetiva e independe de dolo e culpa, mas um dos fato- res de exclusão da responsabilidade é a culpa exclusiva da vítima, situação presente na questão. (B) Errada. O fato de haver ou não agentes públicos no local não interferiu para que Ganem se machucasse, pois, mesmo havendo diversas placas de sinalização de perigo, Ganem ainda assim sobe no poste. (C) Certa. Um dos fatores de exclusão da responsabilida- de civil do Estado é a culpa exclusiva da vítima, situação presente na questão. (D) Errada. O fato de ser ou não inadimplente não se re- laciona com a conduta que gerou lesões a Ganem. (E) Errado. CF. Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito pú- blico e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 39 O Ministério Público recebeu denúncia da conduta de Beatriz, servidora pública da Câmara dos Deputados, por seu patrimônioter aumentado exponencialmente, o que era incompatível com a sua renda de servidora pú- blica, bem como ter decorrido o aumento em razão do exercício do cargo público, assim se enquadrando como: (A) ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública. (B) ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa. (C) ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito. (D) ato de mera infração administrativa. (E) apenas conduta imoral, não podendo resultar em nenhuma sanção. Letra c. Assunto abordado: Lei n. 8.429/1992. Improbidade ad- ministrativa. Condutas de improbidade administrativa. (A) Errada. Por mais que a conduta de Beatriz atente contra princípios da administração pública, a conduta de enriquecimento ilícito é mais específica e vem tipificada na lei de improbidade administrativa. (B) Errada. A conduta de Beatriz não causa lesão ao erário. (C) Certa. Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou ati- vidade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: VII – adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; (D) Errada. Caracteriza ato de improbidade admi- nistrativa. (E) Errada. Caracteriza ato de improbidade admi- nistrativa. 40 A Lei n. 9.784 de 1999 define princípios fundamentais para regular o procedimento administrativo no contexto da administração federal direta e indireta, com o objeti- vo primordial de salvaguardar os direitos dos cidadãos e otimizar a consecução dos propósitos da administração. Sobre a Lei n. 9.784, assinale a alternativa correta. (A) A administração pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, am- pla defesa, contraditório, segurança jurídica, interes- se público e eficiência. (B) O processo administrativo não pode iniciar-se de ofí- cio ou a pedido de interessado. (C) Decisão de recursos administrativos podem ser obje- tos de delegação. (D) Os atos administrativos, sem exceção, precisam ser escritos. (E) O direito da administração de anular os atos adminis- trativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dois anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Letra a. Assunto abordado: Lei n. 9.884/1999. Processo admi- nistrativo federal. Artigos da lei. Prazo para anulação de atos. Objetos de delegação. Forma de atos. Princípios. (A) Certa. Lei n. 9.784/1999. Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalida- de, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcio- nalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. (B) Errada. Lei n. 9.784/1999. Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (C) Errada. Lei n. 9.784/1999. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: II – a decisão de recursos administrativos; (D) Errada. Lei n. 9.784/1999. Art. 22. Os atos do processo ad- ministrativo não dependem de forma determinado senão quando a lei expressamente a exigir. (E) Errada. Lei n. 9.784/1999. Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cin- co anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Raciocínio Lógico Diego Ribeiro 41 Ana, Bia e Carla estão, nessa ordem, em uma fila de cine- ma que possui, ao todo, 36 pessoas. Sabe-se que • há o mesmo número de pessoas na frente de Ana e atrás de Carla; • há 10 pessoas entre Ana e Bia; • há 5 pessoas entre Bia e Carla; A posição de Bia na fila é: (A) 23ª. (B) 22ª. (C) 21ª. (D) 20ª. (E) 19ª. Letra c. Assunto abordado: Raciocínio Espacial. Ana, Bia e Carla estão, nessa ordem, em uma fila que possui, ao todo, 36 pessoas. ___ A ___ B ___ C ___ • Há o mesmo número de pessoas na frente de Ana e atrás de Carla; (X) X A ___ B ___ C X • Há 10 pessoas entre Ana e Bia; X A 10 B ___ C X • Há 5 pessoas entre Bia e Carla; X A 10 B 5 C X Agora, somam-se todas as pessoas, sabendo que o total é 36: X+A+10+B+5+C+X = 36 2X+1+10+1+5+1=36 2X = 36 – 18 2X = 18 X = 9 Há 9 pessoas na frente de Ana, que é a 10ª. Há 10 pessoas na frente de Bia, que é a 21ª. Há 5 pessoas na frente de Carla, que é a 27ª. Há 9 pessoas atrás de Carla. 42 Considere as afirmativas: Alguns animais sabem voar. Quem sabe voar tem asas. A partir dessas afirmativas, é correto concluir que: (A) Todos os animais têm asas. (B) Pessoas não voam. (C) Quem tem asa sabe voar. (D) Se um animal não tem asa, então não sabe voar. (E) Quem não gosta voar não tem asa. Letra d. Assunto abordado: Diagramas lógicos. Lógica de pri- meira ordem. Representando por meio de diagramas: Alguns animais sabem voar. Quem sabe voar tem asas. Analisando os diagramas, podemos analisar as al- ternativas: (A) Todos os animais têm asas – Errada, pois não são to- dos, apenas alguns. (B) Pessoas não voam – Errada. Não há qualquer refe- rência a pessoas. (C) Quem tem asa sabe voar – Errada. Nem todos que têm asa sabem voar. É possível ter asas e não saber voar. (D) Se um animal não tem asa, então não sabe voar – Certa, segundo demonstra o diagrama. (E) Quem não gosta voar não tem asa – Errada. É possí- vel ter asas e não gostar de voar. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 43 Sabendo que “Ter um bom dia de trabalho é consequ- ência de dormir cedo” não é uma verdade, podemos concluir que: (A) Se não tem um bom dia de trabalho, não dorme cedo. (B) Dorme cedo e não tem um bom dia de trabalho. (C) Tem um bom dia de trabalho e não dorme cedo. (D) Não dorme cedo e não tem um bom dia de trabalho. (E) Se não dorme cedo, não tem um bom dia de trabalho. Letra b. Assunto abordado: Negação lógica. Em “Ter um bom dia de trabalho é consequência de dor- mir cedo” temos uma relação de causa e efeito, em que “dormir cedo” é a causa do efeito “ter um bom dia de trabalho”. Há uma relação de implicação. Assim, “Ter um bom dia de trabalho é consequência de dormir cedo” é equivalente a “Se dormir cedo, tem um bom dia de trabalho” = p → q. A negação de p → q é p ^~q (regra do mané). p ̂ ~q = Dorme cedo e não tem um bom dia de trabalho. 44 Considere a seguinte afirmação: “Se todos os alunos es- tudam, então a educação prospera”. Ela apresenta a estrutura lógica p → q. Tal afirmação é logicamente equivalente a (A) “Se a educação não prospera, então nem todo aluno estuda”. (B) “Se nenhum aluno estuda, então a educação prospera”. (C) “Se algum aluno não estuda, então a educação não prospera”. (D) “Se a educação prospera, então algum aluno não estuda”. (E) “Todos os alunos estudam e a educação não prospera”. Letra a. Assunto abordado: Equivalência lógica. p: Todos os alunos estudam. q: A educação prospera. Se todos os alunos estudam, então a educação pros- pera = p → q p → q = ~q → ~p (contrapositiva) ~p: Algum aluno não estuda (~ todo = PEA+ NÃO). ~q: A educação não prospera. ~q → ~p = “Se a educação não prospera, então algum aluno não estuda.” Algum aluno não estuda = nem todo aluno estuda. Assim, ~q → ~p = “Se a educação não prospera, então nem todo aluno estuda.” 45 Considere a seguinte proposição: A: “Diego e Ana foram aprovados se e somente se Diego e Ana estudaram juntos.” O número de linhas da tabela-verdade da proposição A é: (A) 2. (B) 4. (C) 8. (D) 16. (E) 32. Letra c. Assunto abordado: Tabela-verdade. Diego e Ana foram aprovados = Diegofoi aprovado e Ana foi aprovada (2 ideias). Diego e Ana foram aprovados é uma proposição com- posta (p^q), pois conseguimos dividir esta proposição em duas menores: p: Diego foi aprovado, e q: Ana foi aprovada. Já “Diego e Ana estudaram juntos” é uma proposição simples (1 única ideia). r: Diego e Ana estudaram juntos. Não há como dividir em proposições menores. Não exis- te “Diego estudou junto e Ana estudou junto”. Logo, A: (p ^q) ↔ r (3 proposições simples) Número de linhas de uma tabela verdade é dado por 2n, sendo que n é o número de proposições simples. 23 = 8 46 Em um grupo de pessoas, Maria é mãe de João, João é pai de Carlos, Carlos é primo de Pedro, Pedro é filho de Clara, que é casada com Jairo, Jairo é irmão de Paulo, e Maria é esposa de José. Assinale a alternativa que indica o nome do avô de Pedro. (A) José (B) Carlos (C) João (D) Paulo (E) Jairo Letra a. Assunto abordado: Lógica de relações. Maria é mãe de João, que é tio de Pedro, pois João é pai de Carlos – primo de Pedro. Logo, Maria é avó de Pedro. Como Maria é casada com José, ele é o avô de Pedro. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 47 O tipo de raciocínio lógico que busca determinar a regra através da premissa e da conclusão é denominado: (A) dedução. (B) abdução. (C) tautológico. (D) contradição. (E) indução. Letra e. Assunto abordado: Lógica de argumentação. Enquanto a dedução (objeto de estudo da lógica) é um processo de raciocínio lógico que parte de premissas ge- rais ou universais para buscar uma conclusão específica (de cima pra baixo), a indução é um processo de raciocí- nio lógico que parte de observações específicas ou casos particulares para chegar à regra geral ou universal (de baixo pra cima). 48 Considere verdadeira a afirmação: “Qualquer carne vermelha tem vitamina E.” É correto concluir que: (A) toda carne que tem vitamina E é vermelha. (B) toda carne que não tem vitamina E não é vermelha. (C) toda carne que não é vermelha não tem vitamina E. (D) algumas carnes vermelhas não têm vitamina E. (E) algumas carnes que não têm vitamina E são vermelhas. Letra b. Assunto abordado: Diagramas lógicos. Lógica de pri- meira ordem. Qualquer carne vermelha tem vitamina E = Toda carne vermelha tem vitamina E. Usando diagramas lógicos, temos: Analisando as alternativas: (A) Toda carne que tem vitamina E é vermelha – Errada. É possível ter vitamina E e não ser carne vermelha. (B) Toda carne que não tem vitamina E não é vermelha – Certa, conforme o diagrama. (C) Toda carne que não é vermelha não tem vitami- na E – Errada. É possível não ser carne vermelha e ter vitamina E. (D) Algumas carnes vermelhas não têm vitamina E – Er- rada. Toda carne vermelha tem vitamina E. (E) Algumas carnes que não têm vitamina E são verme- lhas – Errada. Toda carne que não tem vitamina E não é vermelha. 49 Em um determinado ano, o dia 20 de fevereiro caiu em uma quarta-feira. Nesse referido ano, o dia 1º de ja- neiro caiu em (A) uma terça-feira. (B) uma quarta-feira. (C) uma quinta-feira. (D) uma sexta-feira. (E) um sábado. Letra a. Assunto abordado: Raciocínio temporal. De 1º de janeiro a 20 de fevereiro temos a seguinte quantidade de dias: Janeiro: 31 dias Fevereiro: 20 dias Total: 51 dias (eu preciso excluir o dia 20/02). Logo, 50 dias. Uma semana tem 7 dias. Portanto, 50 dias possuem: 50/7 = 7 semanas (mais 1 dia). Como 20 de fevereiro é uma quarta feira, então 7 se- manas (49 dias) antes também será quarta. Agora basta voltar um (fechar os 50 dias). Quarta – 1 = terça-feira. SIMULADOS – Câmara dos Deputados - Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 50 Qual é a próxima figura na sequência abaixo? A) Hexágono (B) Círculo (C) Losango (D) Trapézio (E) Eneágono Letra e. Assunto abordado: Raciocínio sequencial. A primeira figura (círculo) não possui vértices (0). A segunda figura (quadrado) possui 4 vértices. A terceira figura (triângulo) possui 3 vértices. A quarta figura (pentágono) possui 5 vértices. A quinta e a sexta figuras (hexágono) possuem 6 vértices. Observe que as figuras de ordem ímpar (1, 3 e 5) aumentam o número de vértices de 3 em 3, enquanto as figuras de ordem par (2, 4 e 6), de 1 em 1. Assim, a próxima figura será um eneágono, figura com 6 + 3 = 9 lados. Informática e Dados Fabricio Melo 51 Considere os seguintes periféricos de um computador: I) Mouse II) WebCam III) Scanner IV) Multifuncional É(são) exemplo(s) de periférico(s) apenas de entrada: (A) somente o item I. (B) somente os itens I e II. (C) somente os itens I, II e III. (D) somente os itens II, III e IV. (E) somente o item IV. Letra c. Assunto abordado: Conceitos básicos de hardware e software: funcionamento do computador; conhecimentos dos componentes principais. A multifuncional é um modelo de scanner (entrada) e impressora (saída) concentrados em apenas um dispositivo, o que o torna um periférico de ENTRADA/SAÍDA (misto). SIMULADOS – Câmara dos Deputados - Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 52 No Windows 10 e 11, configuração padrão, idioma português Brasil, são opções encontradas no WINDOWS HELLO (op- ções de entrada): I) Reconhecimento do rosto II) Reconhecimento de impressão digital III) PIN IV) Bloqueio dinâmico Assinale a alternativa correta. (A) I e II somente. (B) I, II e III somente. (C) II, III e IV somente. (D) III e IV somente. (E) Todos os itens. Letra e. Assunto abordado: Noções do Sistema Operacional Windows (10 e 11). O Windows Hello permite que você se conecte aos seus dispositivos, aplicativos, serviços online e redes usando seu rosto, íris, impressão digital ou um PIN. Mesmo que seu dispositivo Windows 10 consiga usar a biometria do Windows Hello, você não precisa fazer isso. Se essa for a escolha certa, você pode ter certeza de que as informações que identi- ficam o seu rosto, íris ou impressão digital nunca sairão de seu dispositivo. O Windows não armazena imagens do seu rosto, íris ou impressão digital no dispositivo ou em qualquer outro lugar. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 53 Uma rede que abrange geograficamente um munícipio ou uma cidade, é conhecida como (A) PAN. (B) LAN. (C) MAN. (D) WAN. (E) WI-FI. Letra c. Assunto abordado: Redes de computadores – conceitos básicos. Conceitos de internet e intranet. (A) Errada. PAN → Rede pessoal → abrangência curta para conexões de dispositivos pessoais como fones blue- tooth, caixas de som inteligentes etc. (B) Errada. LAN → Rede local → abrangência de um lu- gar como sala, prédio etc. (C) Certa. MAN → Rede metropolitana → abrangência de uma cidade ou município. (D) Errada. WAN → Rede de longa distância → abran- gência de um país, continente ou planeta. (E) Errada. WI-FI → Caracteriza-se como uma rede que emite sinais de rádio, rede sem fio (802.11). 54 Além de “lembrar” dos links que você acessou, podem guardar outras informações da sua navegação na web, por exemplo, se você assistiu a um vídeo, quanto tempo passou na página, qual o idioma de sua preferência, ou quais foram suas buscas em um site. Ou seja, tudo o que você fizer durante a navegação gera informações sobre você, que podem ser armazenadas. O texto refere-se ao conceito de (A) cookie. (B) favoritos. (C) TCP/IP. (D) cache. (E) hashtag. Letra a. Assunto abordado: Redes de computadores – conceitos básicos. Conceitos de internet e intranet. (A) Certa. Cookie → Os cookies são pequenos pacotes de arquivos de texto que informam ao navegador que você já acessou determinado conteúdo. (B) Errada. Favoritos → Recurso ao qual podemos adi- cionar endereços de páginas a uma lista de favoritos. (C) Errada. TCP/IP → Principal conjunto de protocolos utilizado nas redes de computadores. (D) Errada. Cache → Pasta responsável por armazenar o conteúdo das páginas que acessamos através de um navegador. (E) Errada. Hashtag → Hashtagé um termo associado a assuntos ou discussões que se deseja indexar em re- des sociais, inserindo o símbolo da cerquilha (#) antes da palavra, frase ou expressão. Quando a combinação é publicada, transforma-se em um hiperlink que leva para uma página com outras publicações relacionadas ao mesmo tema. 55 Vírus é um programa ou parte de um programa de com- putador, normalmente malicioso, que se propaga inse- rindo cópias de si mesmo e se tornando parte de outros programas e arquivos. É um potencial arquivo muito utilizado como vetor para vírus, além de ser bloqueado pela maioria dos servidores de e-mail em seus anexos: (A) bmp (B) docx (C) gif (D) pdf (E) scr Letra e. Assunto abordado: Conceitos gerais de segurança da informação: proteção contra vírus e outras formas de softwares ou ações intrusivas. Scr é um executável muito utilizado para protetor de tela no sistema Windows. Para proteger sua conta, o Gmail não permite que você anexe alguns tipos de arquivo. Para acompanhar a mu- dança constante de softwares nocivos, o Gmail atualiza frequentemente os tipos de arquivo não permitidos. Estes são os tipos de arquivo bloqueados pelo Gmail: .ade, .adp, .apk, .appx, .appxbundle, .bat, .cab, .chm, .cmd, .com, .cpl, .diagcab, .diagcfg, .diagpack, .dll, .dmg, .ex, .ex_, .exe, .hta, .img, .ins, .iso, .isp, .jar, .jnlp, .js, .jse, .lib, .lnk, .mde, .msc, .msi, .msix, .msixbundle, .msp, .mst, .nsh, .pif, .ps1, .scr, .sct, .shb, .sys, .vb, .vbe, .vbs, .vhd, .vxd, .wsc, .wsf, .wsh e .xll Fonte: https://support.google.com/mail/answer/6590?hl=pt- -BR#zippy=%2Cmensagens-com-anexos SIMULADOS – Câmara dos Deputados - Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 56 No MS-Word 365, configuração padrão, idioma português Brasil, ao compartilhar um documento para que outros usuá- rios possam editar de maneira simultânea, o documento será salvo (A) na unidade C:\ do usuário que está compartilhando o documento. (B) na unidade C:\ dos usuários que estão recebendo o documento compartilhado. (C) no One Drive vinculado ao usuário que está compartilhando o documento. (D) no One Drive vinculado aos usuários que estão recebendo o documento. (E) no Google Drive do usuário que está compartilhando o documento. Letra c. Assunto abordado: MSOffice M365 (Word, Excel, PowerPoint, OneDrive, Sharepoint e Teams). Assim que compartilhamos um documento, ele é enviado para a nossa conta do One Drive, sistema de armazenamento em nuvem padrão da Microsoft. 57 No MS-Excel 365, configuração padrão, idioma português Brasil, a coluna que sucede a coluna de nome Z é: (A) ZA (B) AZ (C) AA (D) A1 (E) AAA Letra c. Assunto abordado: MSOffice M365 (Word, Excel, PowerPoint, OneDrive, Sharepoint e Teams). As colunas são representadas por letras, iniciando no alfabeto pela letra A e indo até a letra Z. Após a letra Z, temos o incremento de uma letra, ficando: AA, AB, AC... Até chegar à última coluna, que é XYD. SIMULADOS – Câmara dos Deputados - Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) 58 No Pacote Microsoft 365, ao efetivar uma assinatura por um plano pessoal ou familiar, é disponibilizada uma quantidade de espaço no sistema de armazenamento em nuvem nativo, OneDrive, para cada assinante. Esse espaço é de (A) 1TB. (B) 1GB. (C) 5 GB. (D) 100 bytes. (E) 500 MB. Letra a. Assunto abordado: MSOffice M365 (Word, Excel, PowerPoint, OneDrive, Sharepoint e Teams). A Microsoft fornece 1TB (terabytes) de espaço para os assinantes dos planos individual e familiar. 2º Simulado – Câmara dos Deputados – Analista Legislativo – Técnica Legislativa (Pós-Edital) (Conhecimentos Gerais) Informática e Dados Vitor Kessler 59 Em um contexto de análise de dados, a normalização de dados desempenha um papel crucial na preparação dos dados para análise estatística e modelagem. Considere um conjunto de dados relacionado ao desempenho de alunos em uma escola, em que as notas variam de 0 a 100. Deseja-se aplicar a normalização de dados a essas notas para garantir que elas estejam em uma escala co- mum entre 0 e 1. Assinale o método de normalização de dados mais apro- priado para essa situação. (A) Z-score normalization. (B) Min-Max scaling. (C) Robust scaling. (D) Log transformation. (E) Standardization. Letra b. Assunto abordado: Dados – Transformação de dados. (A) Errada. Z-score normalization: também conhecido como padronização, transforma os dados para que te- nham uma média de 0 e um desvio padrão de 1. Isso não garantiria que os dados estejam na faixa de 0 a 1. (B) Certa. Min-Max scaling: transforma os dados para que fiquem dentro de um intervalo específico, entre 0 e 1. É a técnica mais apropriada para garantir que as notas estejam na escala desejada. (C) Errada. Robust scaling: a escala robusta é usada para reduzir a influência de outliers nos dados. Não é a técni- ca mais adequada para simplesmente colocar os dados em uma escala entre 0 e 1. (D) Errada. Log transformation: a transformação loga- rítmica é usada quando os dados têm uma distribuição muito assimétrica e é necessário reduzir a variabilidade. Não é apropriada para esse caso. (E) Errada. Standardization: a padronização é semelhan- te ao Z-score normalization e não garante que os dados estejam na faixa de 0 a 1. 60 Em um ambiente empresarial altamente competitivo, a governança da informação desempenha um papel fun- damental na gestão e no uso eficaz dos ativos de infor- mação de uma organização. Considerando os princípios da governança da informação, bem como as práticas re- comendadas, analise o seguinte cenário: Uma empresa global de manufatura deseja implemen- tar uma estratégia eficaz de governança da informação para garantir a qualidade, segurança e disponibilidade de seus dados críticos. Eles também desejam cumprir regulamentações de privacidade de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Assinale, entre as seguintes práticas de governança da informação, aquela que é mais relevante e eficaz para atender aos objetivos da empresa nesse cenário. (A) Designar um comitê de governança de TI exclusiva- mente focado na segurança cibernética. (B) Implementar um sistema de gerenciamento de regis- tros para rastrear todas as transações de dados. (C) Desenvolver políticas claras de privacidade de dados e conformidade com a LGPD. (D) Contratar consultores externos para auditar periodi- camente os sistemas de TI da empresa. (E) Alocar recursos substanciais para expandir a capaci- dade de armazenamento de dados. Letra c. Assunto abordado: Governança da informação. (A) Errada. Designar um comitê de governança de TI ex- clusivamente focado na segurança cibernética: embora a segurança cibernética seja uma parte importante da governança da informação, focar exclusivamente nesse aspecto não aborda todas as necessidades da empresa, como qualidade, disponibilidade e conformidade. (B) Errada. Implementar um sistema de gerenciamento de registros para rastrear todas as transações de dados: o gerenciamento de registros é uma prática relevante para a governança da informação, mas a conformidade com regulamentações de privacidade de dados, como o RGPD, também é fundamental. (C) Certa. Desenvolver políticas claras de privacidade de dados e conformidade com a LGPD: essa é a resposta correta, pois aborda diretamente a conformidade com regulamentações de privacidade de dados, que é uma preocupação essencial para a empresa. (D) Errada. Contratar consultores externos para auditar pe- riodicamente os sistemas de TI da empresa: embora a audi- toria seja importante, não é tão eficaz quanto a implemen- tação de políticas de privacidade de dados e conformidade. (E) Errada. Alocar recursos substanciais para expandir a capacidade de armazenamento de dados: a expansão de capacidade de armazenamento pode ser necessária, mas não é a prática mais relevante para atender aos objetivos de governança da informação descritos no cenário.