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Câncer do esôfago - 2 subtipos= epidermoide (escamoso) e adenocarcinoma - Esôfago cervical= hipofaringe e estende-se até a abertura torácica superior, que está ao nível da incisura jugular do esterno. - Esôfago torácico superior= começa na abertura torácica e estende-se até a borda superior da veia ázigos. - Esôfago médio= da veia ázigos até a veia pulmonar inferior. - Esôfago inferior= veia pulmonar inferior até a junção gastroesofágica (JGE) Carcinoma epidermoide ou escamoso ou espinocelular ou CEC - Surge do epitélio nativo do esôfago= Epitélio pavimentoso - Terço superior e médio do esôfago (esôfago torácico médio e também superior) - Por estarem nessa região, quando infiltrativos, podem acometer a arvore respiratória, grandes vasos e linfonodos mediastinais. - Mais comum no Brasil, porém em queda. Mais comum em países em desenvolvimento, logo, associado à dieta da falta: - Baixo consumo de fibras, frutas, folato, retinol ou vitamina A e riboflavina ou vitamina B2. - Homem negro, maior que 65 anos. - Fatores de risco= no escamoso, são fatores de agressão externos: - Etilismo, tabagismo - Bebidas quentes, alimentos defumados - Estenose cáustica (pessoa que tentou suicídio), tilose palmo-plantar (doença hereditária), síndrome de plummer-vinson ou paterson-kelly (anemia ferropriva + disfagia no esôfago) - Acalasia= megaesôfago; distúrbio motor do esôfago. Depois de 15 a 20 anos de doença, o alimento começa a ficar retido no esôfago, gerando um processo inflamatório no epitélio, tendo risco de câncer. - Lesão por HPV= principal agente infeccioso. Adenocarcinoma - Surge de glândulas (metaplasia intestinal epitélio modificado) - A mucosa do esôfago, em sua versão natural, não tem glândulas na mucosa, apenas na submucosa. - Porém, naqueles pacientes que sofreram uma injúria crônica na sua mucosa e ela se transformou virando uma mucosa metaplásica, nasce-se glândulas no epitélio do esôfago. - Terço distal do esôfago - Uma vez infiltrativos, podem acometer pericárdio, diafragma, peritônio e linfonodos abdominais. - A lesão pré adenocarcinomatosa é o esôfago de Barrett - Mais comum nos EUA, ou em países em desenvolvimento, associado nesse caso a dieta do excesso. - Fatores de risco= aqui no adenocarcinoma, são fatores de agressão de dentro para fora (ácido gástrico- refluxo) - Doença do refluxo que pode levar ao esôfago de Barrett= de tanto chegar ácido no esôfago, começa a fazer uma lesão inflamatória crônica na mucosa do esôfago virando células glandular devido a metaplasia- epitélio cilíndrico ou intestinal, rico em células caliciformes. Logo, a partir do esôfago de Barrett evolui para displasia podendo virar o adenocarcinoma. - Tabagismo, obesidade (aumenta a chance de ter doença do refluxo) - Cor branca Clínica - Assintomático nas fases iniciais. A maioria já descobre quando está avançado - Disfagia de condução (rapidamente progressiva) com sinais de alarme= principal sintoma. - Perda ponderal, halitose, rouquidão - Dor torácica, anemia, sangramento - Tosse após se alimentar pensar em fístula - Os tumores localmente avançados podem se manifestar com envolvimento do nervo laríngeo, causando roquidão ou fístula traqueosofágica. - Muitos pacientes então vão relatar uma longa história de sintomas de refluxo, incluindo azia e regurgitação. Diagnóstico - Quase sempre feito com biópsia endoscópica. - Esofagografia baritada= sinal da maça mordida- indicativo de tumor; triagem inicial da queixa de disfagia; ver o grau inicial da lesão - Endoscopia digestiva alta com biopsia; se tem disfagia faz-se endoscopia (regra). - Viu o tumor seja diretamente ou por endoscopia= biopsia - Não viu o tumor= diagnostico por exame de imagem (se tirar um pedaço dessas lesões pode espalhar pelo peritônio) - Os tumores em fase precoce podem aparecer como ulcerações ou pequenos nódulos. - Nesses casos é importante fazer a ressecção endoscópica da mucosa (REM) para obter uma amostra que avalie com precisão a profundidade da invasão. - Tumores mais avançados têm maior probabilidade de serem massas friáveis, mas podem também aparecer como estenoses ou ulcerações. Estadiamento - Tabela T.N.M - T= grau de infiltração do tumor na parede do tubo digestivo (esôfago nesse caso) - Vê de fora para dentro (pior para o melhor) - Tomografia e PET-scan= avalia metástase a distância - TC de tórax e abdome - Se não tiver metástase, agora avalia infiltração do tumor na parede gástrica e linfonodos - Ultrassonografia endoscópica ou Ecoendocospia= padrão ouro para o “T’’ e o “N”- avalia grau de infiltração do tumor (infiltração pela submucosa por exemplo) - Tis atualmente refere-se displasia de alto grau (DAG). - Lembrar que a mucosa, que é a camada mais superficial de um tubo digestivo, tem o epitélio + lamina própria. - Tumor T4a invade estruturas adjacentes que são geralmente ressecáveis. - Tumor T4b invade estruturas adjacentes que normalmente são não ressecáveis - Descartar invasão de vias aéreas: - Tumores do esôfago cervical= videolaringoscopia - Tumores do esôfago torácico= broncoscopia - Outra classificação é o Grau histológico - Grupo de estágios para o adenocarcinoma gástrico: - Grupo de estadiamento para o CEC Câncer de esôfago precoce - Acomete até submucosa (T1 a ou b; Estágio I) - Sem acometer linfonodos (N0) - Tumor proceoce de baixo risco= tratamento endoscópico - Tumor precoce já com critérios de alto risco= tratamento cirúrgico Tratamento - Na ausência de metástase à distância= cirurgia. Tumor de esôfago avançado (T2 em diante) (Acomete linfonodos). - Esofagectomia + linfadenectomia - Lesões maiores: - TC contrastada do tórax e abdome e tomografia de emissão de pósitrons (PET)/CT para avaliar doença metastática distante - A importância do PET scan antes reside em possivelmente achar metástase a distância e assim não precisar fazer o USE - Se não houver evidência de doença metastática a distância, deve ser realizado o USE para avaliar o estágio T e nódulos linfáticos regionais - Se precoce até T1 a (até mucosa) - Mucosectomia EDA - Se for um T4b ou M1 (pegando estruturas adjacentes) = Tratamento paliativo - Endoprótese. Radioterapia/Quimio - Tratamento neoadjuvante= tudo aquilo que você faz antes do tratamento cirúrgico. Faz para ter uma redução da lesão para assim ter a cirurgia. - Se for uma lesão T3 para frente, tende a ser mais difícil de ressacar, logo faz isso. Assim como em N+ e maior ou igual à 3cm. - Tumores indiferenciados ou mais graves - CA escamoso pode reduzir totalmente - Tratamento adjuvante= aquilo que você faz depois do tratamento cirúrgico, ou seja, para diminuir o risco de metástase - Adenocarcinoma é sempre cirurgia, QT e RT não responde tão bem pois não se tem remissão completa como ocorre com o escamoso. Abordagem câncer esofágico Estágio inicial e displasia de alto grau - A displasia que surge no esôfago de Barreീ caracteriza‑se por alterações citológicas malignas incluindo núcleos atípicos, aumento das mitoses e falta de maturação da superfície. A displasia de alto grau distingue‑se da de baixo grau por desarranjos citológicos e arquiteturais mais proeminentes. Isso engloba o que era previamente descrito como carcinoma in situ. - No passado, embora a esofagectomia tivesse taxas muito altas de cura para a displasia de alto grau, também estava associada a morbidade significativa. - Técnicas usadas atualmente: - Ablação por radiofrequência (ARF)= A ARF pode ser administrada com um balão circunferencial ou uma placa elétrica, usando um eletrodo bipolar que transmite energia de radiofrequência, que gera calor e destrói o tecido superficial. A mucosa tratada é substituída por mucosa neoescamosa. Logo, importante processo para erradicar esôfago de Barrett e a displasia. - Crioterapia= técnica ablativa alternativa que usa o frio extremo em vez de calor para destruir o tecido. OBS= Deve‑se repetir a endoscopia três meses após a terapia ablativa, preferivelmente com endoscopia de alta resolução e alguma forma de cromoendoscopia. Alémdisso, potenciais implicações da erradicação incompleta não reconhecida justificam vigilância subsequente dos pacientes submetidos a ablação. - Ressecção mucosa endoscópica= image7.png image8.png image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.png image6.png