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WBA1136_v1.0
Neuroliderança
Introdução à Neuroliderança
Primeiros Conceitos da Neurociência
Bloco 1
George Santiago Alves
Cérebro triúnico
Figura 1 – Paul MacLean e o seu modelo do cérebro triúnico (1990 [1970])
Fonte: adaptada de Marín (2005, p. 23). 
Marín (2005, p. 48), comenta que:
• “MacLean buscou construir uma 
teoria abrangente para o cérebro 
emocional. Recorrendo ao 
trabalho de Cannon e Papez, bem 
como ao de Klüver e Bucy, 
MacLean observou a importância 
do hipotálamo para a expressão 
emocional e do córtex cerebral 
para a experiência emocional. 
• Ele procurou identificar alguma 
forma de comunicação entre essas 
regiões, permitindo que as 
qualidades afetivas da experiência 
exercessem sua influência sobre os 
sistemas de controle 
comportamental e autônomo.”
Cérebro triúnico
“O homem teria três cérebros, fruto de três 
estágios evolucionários: 
1. O cérebro réptil, o eixo cerebral, 
hipotálamo, a sede primitiva dos 
comportamentos de autopreservação: 
alimentação, agressão e fuga, território 
e sexualidade.
2. O complexo límbico, ou cérebro 
mamífero, apresenta os instintos de 
rebanho, cuidados com a prole e 
hierarquias sociais.
3. O neocórtex seria a última camada, 
onde se processam a linguagem 
simbólica, as abstrações e o cálculo 
matemático e o cruzamento heurístico 
e arquivos (criatividade).” (ANDRAUS, 
2006, p. 80).
Fonte: adaptada de Andraus (2006, p. 80).
Figura 2 – Estágios
Cérebro triúnico
“Em 1836, Marc Dax, um médico 
francês, notou que, nos pacientes com 
derrames cerebrais, os hemisférios 
tinham funções diferenciadas, pois 
quando as lesões eram do lado 
esquerdo do cérebro, a paralisia se dava 
no direito, e vice-versa. [...]
• Os hemisférios, embora funcionem 
distintamente, não o fazem de forma 
isolada, e, sim, conectados entre si. 
• Na verdade, apesar e talvez mesmo 
devido à plasticidade do cérebro, 
este órgão ainda oculta questões 
obscuras.” (ANDRAUS, 2006, p. 84).
Fonte: adaptada de Andraus (2006, p. 84).
Figura 3 – Hemisférios
Introdução à Neuroliderança
Sistema Nervoso
Bloco 2
George Santiago Alves
Sistema Nervoso
• “O cérebro forma a principal parte 
do sistema nervoso central. O 
mapeamento imagético do cérebro 
humano já permite saber sua 
composição e como as funções do 
corpo são comandadas, bem como 
as áreas dos hemisférios que atuam 
de acordo com cada tipo de 
estímulo. (ANDRAUS, 2006, p. 82).
• São 100 bilhões de células nervosas 
(neurônios) distribuídas em sua 
estrutura e conectadas entre si, 
respondendo pelas funções mentais: 
“cérebros são constituídos de 
bilhões de neurônios e trilhões de 
conexões (sinapses) entre eles.” (DEL 
NERO, 1997, p. 33).
Fonte: adaptada de Andraus (2006, p. 83).
Figura 4 – Sistema nervoso
Sistema Nervoso
• “A mente deixou de ser percebida como 
passiva a partir da década de 1950, ao 
despontar a revolução cognitiva, quando 
se construíram programas computacionais 
que comprovavam teoremas 
matemáticos, principalmente graças aos 
trabalhos de Turing nos anos 1930, 
mostrando a natureza computacional dos 
processos de pensamento.
• Com isto, criou-se uma teoria geral da 
mente, a ciência cognitiva, com variadas 
considerações, dentre elas a de que a 
mente é a inteligência, não sendo um 
mero aparato de mediação entre estímulo 
e resposta, devendo ser estudada pelo 
viés da interdisciplinaridade”. (ANDRAUS, 
2006, p. 93).
Fonte: adaptada de Pomer-Escher (2015, p. 21). 
Figura 5 – Sistema nervoso
Sistema Nervoso
• “Tendo em vista que o termo emoções é 
um termo muito amplo, foram 
desenvolvidas formas de 
conceptualização para estas, existem 
duas formas muito utilizadas para a 
classificação de emoções, conhecidas 
como modelo de emoções discreta e 
dimensional. 
• A mais antiga é a definição de emoções 
discretas, onde as emoções são 
classificadas levando em conta uma 
variedade de fatores, incluindo avaliações 
de antecedentes, expressões faciais e 
tendências de ação. 
• Este modelo propõe que todas as 
emoções podem ser decompostas em 
termos das emoções básicas, como por 
exemplo medo, raiva, tristeza, felicidade, 
alívio e desgosto” (EKMAN, 1992, p. 22 ).
Fonte: adaptada de Pomer-Escher (2015, p. 30). 
Figura 6 – Sistema nervoso
Introdução à Neuroliderança
Adaptabilidade, Neuroliderança e 
Tomada de decisão
Bloco 3
George Santiago Alves
Adaptabilidade, Neuroliderança e Tomada de 
decisão
• Dweck (2017, p. 109) afirma que “ao 
libertar as pessoas das ilusões ou da 
carga da aptidão fixa, leva a um debate 
pleno e aberto das informações 
disponíveis e à tomada de decisões 
sensatas”. 
• Weller, Huston e Horner (2020, p. 97, 
tradução do autor) corroboram esse 
entendimento ao reiterar que, se você 
questionar “1.000 pessoas como é uma 
boa liderança, provavelmente obterá 
1.000 respostas diferentes. Alguns 
podem dizer que se trata de comandar 
autoridade e demonstrar poder. Outros 
podem dizer que, na verdade, trata-se 
de guiar com uma mão tranquila”. 
Figura 7 – Persuasão
Fonte: Feodora Chiosea/iStock.com.
Adaptabilidade, Neuroliderança e Tomada de 
decisão
• Sabemos que a capacidade de 
gerir as emoções dos 
colaboradores não é só útil, 
mas urgente, e não no sentido 
de estar obrigado a fazer uma 
ação, pois tornaria a reflexão 
filosófica uma espécie de 
tratamento técnico e menos 
humanista. 
• Todavia, os paradoxos históricos 
dos novos horizontes da gestão, 
a competitividade e o cenário 
mercadológico suscitam que o 
futuro seja cada vez mais curto, 
dinâmico e constituído por uma 
multiplicidade de mudanças.
Fonte: adaptada de Certo (2005, p. 123).
Figura 8 – Tomada de decisão
Teoria em Prática
Bloco 4
George Santiago Alves
Reflita sobre a seguinte situação
Teoricamente, a Neuroliderança emergiu da necessidade de 
compreender como as respostas neurais podem auxiliar as 
interações sociais com outras pessoas. Assim, trata de 
assuntos sobre como tornar, por exemplo, a liderança mais 
humanista, eficaz e, ao mesmo tempo, contribuir com estudos 
sobre o sistema de motivação, cultura corporativa, 
engajamento, autoestima e regulação emocional. 
Nesse sentido, como aplicar os fundamentos da 
neuroliderança na prática organizacional? Será necessário 
relacionar o questionamento com o que aprendemos sobre o 
cérebro trino. 
Norte para a resolução
• Da perspectiva das bases neurológicas, aprendemos que o 
cérebro trino é uma denominação que descreve a 
organização do cérebro em três áreas distintas: reptiliano, 
límbico e neocórtex (CARTER, 2003; WELLER; HUSTON; 
HORNER, 2020). 
• No âmbito organizacional, a organização morfofuncional do 
cérebro pode ser traduzida como “minimizar os riscos e 
maximizar os resultados”. 
• Calazans (1992), De Gregori (1999) e Dweck (2017) 
indiretamente corroboram essa ideia ao afirmarem que os 
indivíduos possuem comportamentos inconscientes, de 
maneira a minimizar a resposta às ameaças e maximizar as 
recompensas.
Dicas do(a) Professor(a)
Bloco 5
George Santiago Alves
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login 
através do seu AVA). Algumas indicações também podem estar 
disponíveis em sites acadêmicos como o Scielo, repositórios de 
instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos 
científicos ou periódicos científicos, acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, te convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Leitura Fundamental
Indicação de leitura 1
“Carol S. Dweck, ph.D., professora de psicologia na Universidade 
Stanford e especialista internacional em sucesso e motivação, 
desenvolveu, ao longode décadas de pesquisa, um conceito 
fundamental: a atitude mental com que encaramos a vida, que ela 
chama de ‘mindset’, é crucial para o sucesso. Dweck revela de 
forma brilhante como o sucesso pode ser alcançado pela maneira 
como lidamos com nossos objetivos. O mindset não é um mero 
traço de personalidade, é a explicação de por que somos otimistas 
ou pessimistas, bem-sucedidos ou não. Ele define nossa relação 
com o trabalho e com as pessoas e a maneira como educamos 
nossos filhos. É um fator decisivo para que todo o nosso potencial 
seja explorado.”.
Referência
DWECK, Carol. Mindset: a nova psicologia do sucesso. São Paulo: 
Objetiva, 2017.
Indicação de leitura 2
A Neurociência cativou públicos amplos de não especialistas, além 
daqueles que, por força de suas profissões, utilizam conceitos desse 
campo multidisciplinar que dá conta das artimanhas de nosso 
cérebro, como médicos, psicólogos, fisioterapeutas, 
fonoaudiólogos, enfermeiros, biólogos, biomédicos e tantos outros. 
Esta edição traz uma abordagem geral e ampla da Neurociência, 
agora atualizada para os avanços da última década. 
Referência
LENT, R. Cem bilhões de neurônios? Conceitos fundamentais de 
neurociência. 2. ed. São Paulo, SP: Atheneu, 2010.
Dica do(a) Professor(a)
Série documental: Explicando - A Mente (2 temporadas, 
2019).
• Já imaginou o que acontece dentro da sua cabeça? 
Descubra como o cérebro controla a ansiedade, os 
sonhos, a memória e muito mais nesse documentário 
disponível na Netflix.
Referências
ANDRAUS, Gazy. As histórias em quadrinhos como informação imagética 
integrada ao ensino universitário. 2006. Tese (Doutorado em Interfaces Sociais da 
Comunicação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. 
CALAZANS, Flávio. Propaganda subliminar multimídia. São Paulo: Summus, 1992.
CARTER, Rita. O livro de ouro da mente: o funcionamento e os mistérios do 
cérebro humano. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
CERTO, Samuel C. Tomada de decisões. In: CERTO, Samuel C. Administração 
moderna. 9. ed. São Paulo: Pearson, 2005. cap. 7. p. 123-145.
DE GREGORI, Waldemar. Os poderes dos seus três cérebros. São Paulo: Pancast, 
1999.
DEL NERO, Henrique Schützer. O sítio da mente: pensamento, emoção e vontade 
no cérebro humano. São Paulo: Collegium Cognitio, 1997.
Referências
DWECK, Carol. Mindset: a nova psicologia do sucesso. São Paulo: Objetiva, 2017.
EKMAN, Paul. An argument for basic emotions. Cognition & Emotion, Sussex, v. 6, 
n. 3-4, p. 169-200, 1992.
MARÍN, Ronaldo. As bases fisiológicas da estrutura triádica da semiótica: análise 
dos processos perceptivos e cognitivos da criação artística. Dissertação (Mestrado 
em Artes do Instituto de Artes) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 
2005.
POMER-ESCHER, Alexandre Geraldo. Análise do nível de estresse baseada em 
sinais de eletroencefalografia e de condutância da pele. Dissertação (Mestrado 
em Biotecnologia) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2015.
WELLER, Chris; HUSTON, David; HORNER, Matt. How the Neuroscience of 
leadership enables a culture of innovation. The Journal of Character & Leadership 
Development, [s.l.], v. 7, n. 2, p. 97-106, 2020.
Bons estudos!

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