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PROF.: ROSIEL FERREIRA LEME Tema: Introdução ao módulo de barragens I. Definições gerais II. Elementos de uma barragem III.Tipos de barragens IV. Escolha do tipo de barragem Programa da aula 1. Definições gerais O que é uma BARRAGEM 1.1. Conceito É toda estrutura destinada a barrar, superficial ou subterraneamente, uma corrente natural de água, causando a acumulação desta. 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico DISTRIBUIÇÃO ANUAL DAS CHUVAS NO NORDESTE 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água EIXÃO DAS ÁGUAS – CEARÁ 4,2 MILHÕES DE BENEFICIADOS 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura ITAIPU LIDERA A PRODUÇÃO MUNDIAL DE ENERGIA 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura • Aproveitamento hidroelétrico A ENERGIA PRODUZIDA POR ITAIPU, EM 2015, SERIA SUFICIENTE PARA SUPRIR O CONSUMO DE TODO O NORDESTE DO BRASIL POR UM ANO E UM MÊS. 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura • Aproveitamento hidroelétrico 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura • Aproveitamento hidroelétrico • Irrigação Irrigação no Ceará 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura • Aproveitamento hidroelétrico • Irrigação • Lazer 1.2. Finalidade • Regularizar o regime hidrológico • Abastecimento de água • Piscicultura • Aproveitamento hidroelétrico • Irrigação • Lazer • Mineração Sobe para 169 o número de mortos identificados na tragédia da Vale, em Brumadinho (Fonte: O Globo) 2. Elementos de Uma Barragem 2.1. Elementos de uma seção MONTANTE JUSANTE OMBREIRA ESQUERDA OMBREIRA DIREITA SEÇÃO TRANSVERSAL 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Aluvião Rocha impermeável Areia Granito Gnaisse Basalto 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Escavações para regularização 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Escavação de uma trincheira (Cut – Off) Porque escavar uma trincheira??? 2.1. Elementos de uma seção Uma barragem sem controle do fluxo pela fundação pode apresentar ineficiência de armazenamento e até mesmo anomalias que geram a ruptura!!! 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Aterro da vala com solo argiloso 2.1. Elementos de uma seção QUAL A FINALIDADE DE UMA FUNDAÇÃO 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante EspaldarEspaldar Núcleo Talude de Montante Talude de Jusante Crista ou coroamento 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Drenagem Interna 2.1. Elementos de uma seção QUAL A FINALIDADE DA DRENAGEM INTERNA? O sistema de drenagem interna auxilia para a dissipação de tensões neutras. Consequentemente ajuda no aumento da estabilidade e reduz a possibilidade de ocorrência de anomalias de origem hidráulica. 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Dreno de Pé (Rock-Fill) 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Enrocamento (RIP-RAP) 2.1. Elementos de uma seção Seção Transversal Montante Jusante Proteção vegetal 2.2. Elementos auxiliares Tomada d’água Vertedouro Barragem Reservatório Ombreira Direita Ombreira Esquerda 2.2. Elementos auxiliares ❑ VERTEDOURO São estruturas que são solicitadas durante o inverno, liberando o excesso de água afim de evitar o transbordamento de uma barragem. 2.2. Elementos auxiliares ❑ VERTEDOURO São estruturas que são solicitadas durante o inverno, liberando o excesso de água afim de evitar o transbordamento de uma barragem. 2.2. Elementos auxiliares ❑ VERTEDOURO São estruturas que são solicitadas durante o inverno, liberando o excesso de água afim de evitar o transbordamento de uma barragem. 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA A tomada d´água será responsável por regularizar o rio barrado durante o período de estiagem. (a) Galeria (b) Sifão (a) Galeria (b) Sifão 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA 2.2. Elementos auxiliares ❑ TOMADA D’ÁGUA 3. Tipos de Barragens 3.1. Quanto ao estado de agregação dos materiais ❑ RÍGIDAS: Materiais: • Concreto compactado a rolo – CCR • Alvenaria de pedra argamassada. 3.1. Quanto ao estado de agregação dos materiais ❑ RÍGIDAS: Materiais: • Concreto compactado a rolo – CCR • Alvenaria de pedra argamassada. U.H. de Salto Caxias A maior da América do Sul e a 8ª barragem de CCR em volume do mundo 3.1. Quanto ao estado de agregação dos materiais ❑ RÍGIDAS: Materiais: • Concreto compactado a rolo – CCR • Alvenaria de pedra argamassada. Exemplo de barragem de concreto 3.1. Quanto ao estado de agregação dos materiais ❑ NÃO RÍGIDAS : Materiais: • Terra (homogêneas, zoneadas) • Enrocamento (núcleo argiloso, face de concreto). BARRAGEM FLOR DO CAMPO 3.2. Quanto ao material ❑ TERRA - HOMOGÊNEA: Características: • Constituída de um único material. BARRAGEM CIPOADA 3.2. Quanto ao material ❑ TERRA - ZONEADA: Características: • Constituída com MAIS de um material. BARRAGEM SÍTIOS NOVOS 3.3. Quanto a capacidade de Resistir a Submergência ❑ SUBMERSÍVEL (OU GALGÁVEIS) BARRAGEM CANOAS 3.3. Quanto a capacidade de Resistir a Submergência ❑ SUBMERSÍVEL (OU GALGÁVEIS) BARRAGEM CANOAS 3.3. Quanto a capacidade de Resistir a Submergência ❑ NÃO SUBMERSÍVEL (resiste a pequenos, rápidos e eventuais transbordamentos) Ex.: Barragens de terra GALGAMENTO MACIÇO DE TERRA FUNDAÇÃO EXEMPLO DE UMA BARRAGEM NÃO SUBMERSÍVEL 3.3. Quanto a capacidade de Resistir a Submergência ❑ NÃO SUBMERSÍVEL (resiste a pequenos, rápidos e eventuais transbordamentos) Ex.: Barragens de terra 3.3. Quanto a capacidade de Resistir a Submergência ❑ NÃO SUBMERSÍVEL (resiste a pequenos, rápidos e eventuais transbordamentos) Ex.: Barragens de terra 4. Escolha do tipo de Barragem 4.1. Condições de Fundação A escolha é feita em função do nível de tensões sobre as fundações, do caminho de percolação, da profundidade da camada resistente, sua textura, etc. ❑ de terra e enrocamento : sobre qualquer material, desde que tenha as qualidades geotécnicas satisfatórias ❑ de gravidade: rocha sã, alterada. ❑ Abóboda: rocha sã 4.2. Forma do vale Vale encaixado Vale aberto 4.2. Forma do vale Vale encaixado Vale aberto 4.2. Forma do vale Barragem Canoas – Assaré-CE 4.2. Forma do vale Vale encaixado Vale aberto 4.2. Forma do vale Barragem Cachoeira – Carnaubal -CE 4.2. Forma do vale MACIÇO ROCHOSO Após a construção de uma barragem, é comum haver um recalque do maciço. 4.2. Forma do vale MACIÇO ROCHOSO Após a construção de uma barragem, é comum haver um recalque do maciço. r EQUAÇÃO DO RECALQUE 4.2. Forma do vale MACIÇO ROCHOSO Em vales mais encaixados, devido a mudança brusca de declividade das ombreiras, o aterro central tende a deformar mais que o aterro lateral. 4.2. Forma do vale MACIÇO ROCHOSO Em vales mais encaixados, devido a mudança brusca de declividade das ombreiras, o aterro central tende a deformar mais que o aterro lateral. 4.2. Forma do vale MACIÇO ROCHOSO Em vales mais encaixados, devido a mudança brusca de declividade das ombreiras, o aterro central tende a deformar mais que o aterro lateral. r 4.2. Forma do vale BARRAGEM PIAUS - PI 4.2. Forma do vale Poço de inspeção de 8,5 m de profundidade Intervenção 4.3. Disponibilidade de Material:i. Barragem homogênea: disponibilidade de material silico-argiloso. Barragem Canafístula 4.3. Disponibilidade de Material: i. Barragem zoneada: disponibilidade de enrocamento e pouca disponibilidade de argila. Rio MAPEAMENTO POR SATÉLITE Jazida de solo Jazida de rocha Barragem Baraúnas – BA 4.4. Condições climáticas i. Nas regiões úmidas ocorre dificuldade para construção de barragens de terra – Compactação. ii. Nas regiões secas ocorre dificuldade para construção de barragens de concreto. Providências: levantar a barragem em sub-maciços com pequenos volumes; refrigeração; cimento de pequeno calor de hidratação. 4.5. Tamanho do Rio i. Pequeno volume d´água ii. Grande volume d´água 4.5. Tamanho do Rio UHE Foz do Chapecó 4.5. Tamanho do Rio UHE Foz do Chapecó 4.5. Tamanho do Rio UHE Foz do Chapecó 4.5. Tamanho do Rio UHE Foz do Chapecó 4.5. Tamanho do Rio UHE Foz do Chapecó 4.6. Custo Global da Obra Fator decisivo em qualquer estudo para construção de uma barragem. Deve ser feito um levantamento dos custos e uma análise da rentabilidade da obra para que a relação beneficio x custo (+, -, $) seja positiva. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75