Prévia do material em texto
Subjetividade: O que é? Prof. Cassio Azevedo O ser humano é um ser social, constitui-se na sua relação com os outros. Família; Escola; Círculos de amizade; Sociedade; Mídia; Cultura; Idioma; Etc. Nossas experiências sociais e culturais são, no entanto, vividas de forma singular por cada um. Indivíduo, com seu corpo biológico, suas predisposições inatas, sua hereditariedade genética, seu temperamento, etc. Cultura, idioma compartilhado, amizades, Mídia como formadora de opinião, etc. A subjetividade é síntese de como experenciamos à nossa maneira essas vivências que são compartilhadas. Indivíduo, com seu corpo biológico, suas predisposições inatas, sua hereditariedade genética, seu temperamento, etc. Cultura, idioma compartilhado, amizades, Mídia como formadora de opinião, etc.S A subjetividade remete ao nosso mundo interno: ideias, significados e emoções, que influenciam nosso comportamento. Ela é atravessada pelas experiências compartilhadas, mas não é determinada rigorosamente por elas. Existe um espaço que é o do sujeito, que lhe permite escolher como vivenciar essas experiências compartilhadas. A própria noção de subjetividade, tal como a concebemos hoje, não é natural, ela nasce com a modernidade, e se intensifica com o capitalismo, que enfatiza a noção de individualidade e liberdade. Pense na Idade Média, em que a Igreja mantinha um controle muito maior sobre a religião que as pessoas deveriam seguir, ou sobre a sociedade feudal, em que nem os quartos eram individualizados, por exemplo. O Homem moderno passa a ser aquele que pensa por si só, e que existe porque assim pensa. A maneira de sentir, perceber, aprender, pensar, fantasiar, sonhar, desejar, amar e fazer de cada um é absolutamente singular e constitui aquilo que um sujeito é, ou seja, sua subjetividade. A subjetividade, assim, não é inata, mas construída pouco a pouco, durante a vida toda, no interior de um tempo e de um espaço, numa cultura. Ela também não é extática, mas cambiante, mutável. A subjetividade é uma construção ativa, realizada pelo próprio sujeito que não é passivo na escolha e na significação de suas vivências e preferências. Os contextos políticos, econômicos, sociais, comunitários, tecnológicos, ideológicos, todos participam da construção da subjetividade pelo sujeito, atravessando-a. A psicanálise é uma das áreas do conhecimento humano que estudam a construção da subjetividade e sua dinâmica. Ela visa inclusive interferir nessa construção, pelo tratamento psicanalítico. A subjetividade, para a psicanálise, é dividida entre a consciência e a inconsciência. A psicanálise visa desatrelar o desejo do sujeito do Outro social, ou seja, potencializar a subjetividade singularizada, acolher o estranho que habita em si próprio como o mais íntimo de si e o mais original. “O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam”. João Guimarães Rosa – O Grande Sertão: veredas. Referências BOCK, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. 14ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. COSTA-ROSA, Abílio da; PÉRICO, Waldir. Sujeito, subjetividade e "ciência" em Freud e Lacan: algumas considerações teóricas prévias a uma intercessão- pesquisa no campo da saúde mental coletiva. Revista Subjetividades. vol.14 no.3 Fortaleza dez. 2014. Slide 1: Subjetividade: O que é? Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12: Referências