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GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD 
Professor: Ronny Francisco de Souza – ronnyfrsouza@gmail.com 
Página | 35 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Morfologia e Sistemática Vegetal 
 
 
 
REINO PROTISTA 
Os protistas são agrupados no reino protista, que reúne os eucariotos que não 
possuem as características dos organismos pertencentes aos reinos Plantae, Fungi 
ou Animalia. 
Assim estão incluídos os organismos fotossintetizantes, com função ecológica 
semelhante à das plantas, que são os produtores primários que utilizam energia lumi- 
nosa para fazer seu próprio alimento composto pelos filos compostos pelas algas. 
Também estão nesse grupo, os organismos heterotróficos incolores como os oomice- 
tos que são intimamente relacionados com as algas. 
Nesse reino também são descritos os protistas mixotróficos, que apresentam a 
fotossíntese e a heterotrofia. 
As algas englobam eucariotos autotróficos, heterotróficos e mixotróficos. Al- 
guns grupos que não são considerados algas, como os organismos pseudoplasmodi- 
ais e os organismos plasmodiais são também estudados no reino protista. Esses jun- 
tamente com o grupo dos oomicetos são estudados pelos micologos. 
 
 
1. Características dos Protistas 
Os protistas apresentam uma variedade de tipos celulares podendo ser células 
ameboides, células únicas com ou sem paredes celulares e com ou sem flagelos. 
Podem ser ainda colônias de agregados de células flageladas ou não, filamentos ra- 
mificados ou não-ramificados, com camadas com um ou duas células de espessuras. 
Alguns apresentam tecidos semelhantes a alguns tecidos de plantas e animais, 
com massa multinucleada de protoplasma com ou sem parede celular. 
O tamanho dos protistas é variado. Muitos se reproduzem sexuadamente e al- 
guns somente assexuadamente. O ciclo de vida pode ser zigótico, espórico ou gamé- 
tico. 
 
 
2. Ecologia das Algas 
Plâncton são pequenas células fotossintetizantes e minúsculos animais que 
ocorrem suspensos nos corpos d’água. Os fotossintéticos formados pelas algas plan- 
ctônicas e as cianobactérias constituem o denominado fitoplâncton. Esses formam a 
base da cadeia alimentar para os organismos heterotróficos, que vivem nos oceanos 
e nos corpos de água doce. 
Já o plâncton heterotrófico inclui o denominado zooplâncton. Ele é composto 
principalmente por minúsculos crustáceos e pelas larvas de animais pertencentes a 
diferentes filos, bem como por inúmeros protistas e bactérias. 
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Esses organismos são importantes para o ciclo do carbono pois transformam o 
dióxido de carbono (CO2) em carboidrato pela fotossíntese e em carbonato de cálcio 
pela calcificação. 
 
 
3. Filos de protistas 
Filo Euglenophyta: Euglenofíceas 
Esse grupo é formado pelos organismos flagelados. E cerca de um terço dos 
gêneros contém cloroplastos, dois terços são incolores heterotróficos, ou seja, se ali- 
mento de partículas sólidas ou por absorção de compostos orgânicos dissolvidos. Eles 
apresentam estruturas com representado pela espécie do gênero Euglena (Figura 1 
A e B). 
 
Figura 1 – Gênero Euglena, representação em microscopia e um desenho esquemático demonstrando 
seu interior. 
Como na maioria das euglenofíceas, a Euglena não possui parede celular. A 
membrana plasmática é sustentada por um conjunto de estrias protéicas que formam 
uma estrutura denominada de película. Essa estrutura auxilia na mudança da morfo- 
logia da célula, útil em ambientes lodosos, pois o batimento flagelar nesses locais é 
dificultado. 
O gênero Euglena apresenta um único flagelo longo e um não-emergente. O 
vacúolo contrátil tem papel de extrema importância nesse grupo, pois coleta água de 
todas as partes da célula, que é liberada via reservatório. 
Normalmente esse grupo é presente em protistas de H2O doce. Seus cloroplas- 
tos não estocam o amido e sim o paramido (β-1-3-glicano) que se forma no citoplasma. 
A reprodução é assexuada e ocorre por mitose e citocinese longitudinal. 
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Filo Myxomycota: Organismos Plasmodiais 
São referidos como fungos, no entanto, as evidências moleculares demonstram 
que os mesmos não estão relacionados com os fungos. Não apresenta parede celular 
e seu protoplasma sem parede celular é denominado de Plasmódio. 
Os plasmódios locomovem-se, englobam e digerem bactérias, leveduras, es- 
poros de fungos e pequenas partículas de material em decomposição de origem ve- 
getal e animal. Eles contêm muitos núcleos, mas não há separação por paredes celu- 
lares. 
Apresenta reprodução sexuada que consiste em plasmogamia, cariogamia e 
meiose (Figura 2). 
 
Figura 2 – Ciclo de vida dos organismos plasmodiais, evidenciando a plasmogamia, a cariogamia e a 
meiose. 
 
 
Nesses organismos a meiose ocorre dando origem a quatro núcleos haploides 
por esporo, onde três dos quatro núcleos desintegram, deixando cada esporo com um 
núcleo haplóide. Quando em hábitat secos, o plasmódio pode ficar encistado for- 
mando o esclerócio. 
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Filo Dictyosteliomycota: Organismos Pseudoplasmodiais 
Esses organismos são comuns nos solos ricos em húmus, onde apresentam a 
forma amebóide livre denominada de mixamebas. Sua nutrição é a base de bactérias 
por fagocitose. 
Elas apresentam parede celular composta de celulose durante parte do seu 
ciclo de vida. Um membro do grupo o Dictyostelium discoideum reproduz-se por divi- 
são celular e apresenta pouca diferenciação morfológica até que o suprimento dispo- 
nível de bactéria seja exaurido. 
Em resposta a falta de alimento, produzem esporos assexuadamente. Inicial- 
mente elas agregam para montar uma massa móvel de 10000 a 125000 indivíduos, 
essa massa é chamada de pseudoplasmódio (Figura 3 A a C). 
 
Figura 3 – Formação do pseudoplasmódio. 
 
 
Essa agregação acontece por um processo denominado de quimiotaxia. Esse 
fenômeno se caracteriza pela ação desses organismos de migrarem em direção ao 
suprimento de adenosina 3',5'-monofosfato cíclico (cAMP ou AMP cíclico), secretado 
por mixamebas que não se alimentam – resultando na formação do pseudoplasmódio. 
A reprodução sexuada também ocorre e leva a formação do zigoto chamado 
de macrocisto (Figura 4 A a C). 
 
Figura 4 - Representação da reprodução sexuada, por formação dos macrocisto. 
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Filo Cryptophyta: Criptofíceas 
O nome Cryptophyta vem do grego kryptos, “escondido” + phykos, “algas ma- 
rinha”, são assim chamadas pelo tamanho diminuto que vai de 3 a 50 micrômetro. São 
unicelulares, flageladas, de rápido crescimento, castanhas, verdes, verde-azuladas ou 
vermelhas. 
Ocorrem em ambiente marinho e de água doce e são fontes de alimento para 
herbívoros aquáticos, fazendo parte importante da ecologia marinha e de água doce. 
Elas fornecem algumas das melhores evidências de que hospedeiros eucario- 
tos incolores podem ter adquirido cloroplastos a partir de eucariotos endossimbióticos, 
ou seja, por englobar um organismo que já havia feitoendossimbiose primária. Isso 
se apoia pelo fato dos cloroplastos das criptofíceas e de algumas outras algas tem 
quatro membranas limitantes. Sendo assim, essas evidências indicam que as cripto- 
fíceas surgiram da fusão de duas diferentes células eucarioticas, uma heterotrófica e 
outra fotossintetizante, estabelecendo uma endossimbiose secundária. 
A endossimbiose secundária é aquele onde uma célula eucariótica hospedeira 
engloba outra célula eucariótica que já realizou endossimbiose primária e adquiriu um 
cloroplasto. Eventos de endossimbiose secundários geraram cloroplastos complexos 
com mais de duas membranas, ou seja, três ou quatro. 
Além de clorofila a, c e carotenóides, alguns cloroplastos de criptofíceas con- 
têm ficobilina como a ficocianina ou ficoeritrina. Esses pigmentos são conhecidos so- 
mente em cianobactérias e algas vermelhas, fornecendo evidências que a origem do 
cloroplasto das criptofíceas, surgiram a partir dessas linhagens. 
 
 
Filo Rhodophyta: Algas vermelhas 
Essas algas são abundantes em águas tropicais quentes, mas também são 
encontradas em águas frias. Estão presentes em todo ambiente aquático, assim são 
encontradas tanto no mar quanto em água doce. 
Seus cloroplastos contêm ficobilinas que mascaram a clorofila a. Os cloroplas- 
tos assemelham-se bioquímica e estruturalmente as cianobactérias das quais elas 
possivelmente derivaram (Figura 5 A e B). 
 
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Figura 5 – Algas vermelhas. Foto demonstrando seu desenvolvimento marinho e sua coloração. 
 
 
Entre suas principais características pode se destacar a ausência de centríolo 
e células flageladas. Seu produto de reserva é o amido das florídeas presente no ci- 
toplasma. A constituição química de seu amido se assemelha a porção amilopectina 
do amido, que na verdade é mais semelhante ao glicogênio do que ao amido. 
Sua parede celular é constituída de celulose e uma camada externa mucilagi- 
nosa dando a esse grupo maior flexibilidade e um aspecto escorregadio. A renovação 
da mucilagem auxilia na liberação dos colonizadores da superfície dessas algas. O 
deposito de carbonato de cálcio é observado na família Corallinaceae, que auxilia no 
processo de calcificação desses organismos no solo. E esses processos pode estar 
relacionado com absorção de dióxido de carbono para fotossíntese, bem como expli- 
car, os fósseis dessas algas com mais de 700 milhões de anos de idade. 
Se reproduzem de forma assexuada com liberação de esporos chamados de 
monósporos em água marinhas. Sua reprodução sexuada envolve uma alternância de 
geração sendo, haplóide produtora de gametas o gametófito, a diplóide produtrora de 
esporos o esporórito. A maioria das algas vermelhas consiste em três fase distintas a de 
gametófito haploide, a de diploide denominado de carposporófito e outra diplóide 
denominada de tetrasporófito (Figura 6). 
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Figura 6 – Representado o ciclo de vida das algas vermelhas. 
 
 
Filo Dinophyta: Dinoflagelados 
A maioria das algas desse grupo são unicelulares biflagelados. Seus flagelos 
batem dentro de dois sulcos e o conjunto dos batimentos faz com que essas algas 
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rodopiem. Suas paredes celulares formam a teca, que se assemelha a um capacete 
(Figura 7). 
 
Figura 7 - Demonstrando a estrutura de um dinoflagelado. 
A reprodução assexuada é pela divisão longitudinal da célula, onde cada célula 
filha recebe um dos flagelos e uma porção da parede ou teca. Em algum grupo dessas 
algas há a presença de reprodução sexuada. 
A nutrição dos não fotossintetizantes, se faz por ingestão de partículas sólidas 
ou absorção de compostos orgânicos dissolvidos. Esse tipo de nutrição é observado 
mesmo em alguns fotossintetizantes. 
Alguns dinoflagelados apresentam uma estrutura tubular denominada de 
pedúnculo utilizada para se alimentar, ela serve para sugar matéria orgânica para cé- 
lula. 
A maior parte desse grupo de algas, apresenta clorofila a e c que são geral- 
mente mascaradas pelos carotenóides incluindo a peridinina que é semelhante fuco- 
xantina, presentes em crisofíceas. Outros protistas desse grupo, possuem plastídios 
verdes ou verde-azulados, originários da ingestão de uma alga verde ou de uma crip- 
tofícea. 
O carboidrato de reserva é o amido, estocado no citoplasma. Observa-se que 
20% das espécies conhecidas produzem toxinas. Essa característica é muito impor- 
tante em suas estratégias de predação para o processo de se alimentar, bem como 
pode também fornecer proteção contra predação, dando maior tempo para a fuga. 
Os dinoflagelados pigmentados ocorrem como simbiontes em muitos tipos de 
organismos como esponjas, águas-vivas, anemonas-do-mar, tunicados, corais, pol- 
vos, lulas, gastrópodes, turbelários e em alguns protistas. Quando simbiontes, não 
possuem tecas e se parecem como células esféricas douradas denominada de zo- 
oxantelas (Figura 8). Outas espécies são bioluminescentes (Figura 9). 
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Figura 8 – Demonstrando as zooxantelas nos tentáculos dos corais, uma simbiose dos dinoflagelados 
com esses organismos. 
 
Figura 9 – Demonstrando um dinoflagelado marinho bioluminescente. 
 
 
Filo Haptophyta: Haptófitas 
A maioria das haptófitas são de ambientes marinhos e alguns poucos são de 
água doce. São formados por organismos unicelulares, ou coloniais, flagelados ou 
não. Sua característica mais distinta é o haptonema (Figura 10). Essa estrutura é se- 
melhante a uma linha que se estende da célula juntamente com os dois flagelos de 
igual comprimento. Nesse contexto não é um flagelo. 
A maioria é fotossintetizantes com clorofila a e alguma variação da clorofila c e 
alguns apresentam ficoxantinas. 
Reprodução sexuada e a alternância de geração ocorrem nas haptófitas. Na 
cadeia alimentar servem tanto como produtores quanto consumidores. 
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Figura 10 – Uma haptófita, demonstrando no ápice da figura o haptonema. 
 
 
As Heterocontas 
Esse termo tem como significado, “flagelos diferentes”, assim nesse grupo são 
estudados os organismos com flagelos distintos. Isso porque seus flagelos diferem em 
comprimento e ornamentação. 
Seus flagelos ocorrem em pares (Figura 11), sendo um longo e ornamentado 
com pelos distintivos (pinado) e outro menor e sem pelo (liso). 
 
Figura 11 – Demonstrando um o padrão flagelar dos heterocontas. 
 
 
Esse grupo inclui o grupo dos oomicetos (Filo Oomycota), das crisófitas (Filo 
Chrysophyta), das Diatomáceas (Filo Bacillariophyta) e das Algas pardas (Filo Phae- 
ophyta). 
 
 
Filo Oomycota: Oomicetos 
Esse grupo se caracteriza por apresentam formas unicelulares, filamentosas, 
ramificadas e cenocíticas (lembram as hifas), tem a presença de parede celular de 
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celulose. Reproduzem sexuada e assexuadamente. A forma assexuada é por zoós- 
poros móveis contendo dois flagelos, um pinado e um liso. A forma sexuada é oogâ- 
mica, com o gameta feminino relativamente grande e gameta masculino pequeno e 
flagelado. Em alguns oomicetos pode ocorrer reprodução sexuada com estruturas se- 
xuais masculinas e femininas formadas no mesmo indivíduo, esses são denominados 
de homotálicos, já os com presença de estruturas sexuais formadas em indivíduos 
diferentes são denominados de heterotálicos. 
A maioria dos oomicetos são aquáticos e os membros desse grupo são chama- 
dos de “fungos aquáticos”. Mas muitos são sapróbios, vivendo sobre plantas e animais 
mortos, outros são parasitas incluindo espécies que causa doenças em peixe e seus 
ovos. Alguns oomiceetos são terrestres e patógenos de plantas. 
 
 
Filo Bacillariophyta: Diatomáceas 
As algas diatomáceas são unicelulares ou coloniais. Fazem parte como com- 
ponente importante do fitoplâncton, pois são a fonte primária de alimentos para ani- 
mais aquáticos marinhos e de água doce. Assim, elas fornecem carboidratos essen- 
ciais, ácidos graxos, esteróis e vitaminas. 
Apresenta plastídeos marrons-dourados, clorofila a e c, ficoxantina (carote- 
nóide). Tem como reserva, lipídeos, polissacarídeos e crisolaminarina depositados no 
vacúolo. A maioria das diatomáceas são autótrofas e alguns heterótrofas. 
Com exceção de alguns gametas masculinos, essas algas não apresentam fla- 
gelos. Apresentam parede celular dividida em duas metades (valvas) - conhecida 
como frústula. Suas paredes celulares são compostas de sílica polimerizada. 
De acordo com base na sua simetria, há dois tipos de diatomáceas, as penadas 
com simetria bilateral e as cêntricas apresentando simetria radial (Figura 12). 
 
 
 
Figura 12 – Diatomáceas, demonstrando as várias formas (a) penadas (b) e cêntrica (c) 
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Filo Chrysophyta: Crisófitas 
Esse grupo de algas se caracteriza por serem organismos unicelulares ou co- 
loniais. Algumas são incolores, outras apresentam pigmento como clorofila a, c, fuco- 
xantina. A cor dourada desse pigmento, deu nome a esse grupo “crisófita” (do grego 
chrysos, “ouro”+ phyto, “planta”). 
O carboidrato de reserva é a crisolaminarina armazenada em um vacúolo. Sua 
nutrição é a base de bactérias e outras matérias orgânicas, assim são agem como 
organismo heterótrofos. 
Algumas crisófitas têm parede celular constituída de celulose. E outras não 
possuem parede celulares. A reprodução na maioria das crisófitas é assexuada e al- 
gumas envolve a produção de zoósporo. 
 
 
Filo Phaeophyta: Algas Pardas 
Esse grupo contém o grupo das maiores algas (ordem Laminariales), formando 
extensas coberturas os kelps. Essas algas formam imensas massas flutuantes no 
corpo d’água (Figura 13). 
 
Figura 13 – Algas pardas, demonstrando os Kelps, nome dado a essa cobertura extensa das algas. 
 
 
A forma básica de uma alga parda é o talo, um corpo vegetativo simples, rela- 
tivamente indiferenciado que pode ser simples filamentoso ramificado (Figura 14), com 
agregações de filamentos ramificados denominado de pseudoparênquima. 
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Figura 14 – Algas pardas, demonstrando as estruturas ramificadas. 
 
 
Esse grupo apresenta numerosos plastídeos discóides, marrons-dourados, 
contendo clorofila a, c e vários carotenoides, a fucoxantina. Apresentam como material 
de reserva é o carboidrato laminarina armazenada no vacúolo. Um importante produto 
derivado dos kelps é um material intercelular mucilaginoso é o alginato. 
Alguns apresentam células alongadas dentro do estipe, modificada para con- 
dução de alimento (Figura 15). 
 
Figura 15 – Corte transversal em alga parda, demonstrando a placa crivada, que são células mo- 
dificadas para transporte celular. 
 
 
Filo Chlorophyta: Algas Verdes 
Os integrantes desse grupo de algas têm na sua maioria a vida em ambiente 
aquático. Algumas espécies apresentam grande quantidade de carotenoides, que fun- 
cionam como uma proteção contra a luz intensa. As características de algas verdes 
que as colocam intimamente ligada as plantas são por conter clorofila a e b, e o pro- 
duto de reserva é o amido presente dentro dos plastídeos. 
Algumas algas, não todas, apresentam parede celular rígida composta por ce- 
lulose, hemiceluloses e substancia pécticas. As células reprodutivas em algumas al- 
gas verdes, assemelha-se a dos anterozóides das plantas. A produção de fitocromo é 
outra característica que colocam as algas verdes como o grupo pela qual as plantas 
evoluíram. 
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As algas verdes foram alinhadas em três classes: Chlorophyceae, Ulvophyceae 
e charophyceae. 
 
 
Chlorophyceae 
Esse grupo inclui variadas formas celulares, são principalmente de água doce. 
Algumas são essencialmente terrestres, podendo ser encontradas em neve, solo e 
madeira. O gênero Chlamydomonas é um tipo de alga verde que se encontra desen- 
volvendo em neve (Figura 16). 
 
Figura 16 – Manchas verdes nas neves, evidenciando o desenvolvimento das chlorophyceae. 
 
 
Esse grupo de alga, apresentam um modo único de citocinese envolvendo o 
ficoplasto (Figura 17). Onde os núcleos quando se forma, ficam separados por essa 
estrutura. Outra característica é a não persistência do fuso mitótico. 
 
Figura 17 – Uma figura ilustrativa, demonstrando o ficoplasto. 
 
 
Ulvophyceae 
Nesse grupo de algas são encontradas variadas formas celulares (Figura 18). 
São principalmente marinhos, mas presente também em água doce. As células flage- 
ladas podem ter dois, quatro ou muitos flagelos. Esse grupo de algas apresentam 
alternância de geração. 
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Figura 18 – Algas verdes do grupo das Ulvophyceae, demonstrando as mais variadas formas. 
 
 
Esse grupo de algas, no processo de divisão celular o fuso mitótico persistir 
durante a citocinese até serem rompidos. 
 
Figura 19 – Desenho esquemático demonstrando a formação do fuso mitótico. 
 
 
Charophyceae 
Essas algas verdes consistem em gêneros unicelulares, coloniais e filamento- 
sos e parenquimatosos. É a classe de algas verdes mais intimamente relacionadas as 
plantas por apresentar células flageladas assimétricas, ter a quebra do envelope nu- 
clear na mitose, ter o fuso persistente ou fragmoplastos na citocinese (Figura 20), 
apresentar o fitocromo e ter a esporopolenina, revestindo o zigoto. 
 
Figura 20 – Figura esquemática demonstrando o fuso persistente e a formação do fragmoplasto. 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Morfologia e Sistemática VegetalAs duas ordens de Charophyceae (carofíceas), Coleochaetales e Charales, são 
as que mais se assemelham as plantas. Essa semelhança está ligada a detalhes da 
divisão celular e reprodução sexuada que também são encontrados em plantas. Den- 
tre as características relacionadas estão a presença do fragmoplasto de microtúbulos 
durante a citocinese, as formas oogâmicas, seus anterozóides são semelhantes aos 
das plantas do grupo das briófitas. 
A ordem Coleochaetales, apresenta-se com uma única célula e com um grande 
cloroplasto contendo pirenoide. Cloroplastos e pirenóides semelhantes ocorrem em 
alguns antóceros que são planta dos grupos das briófitas. A reprodução pode ser as- 
sexuadamente por zoósporo e sexuada por oogâmica, onde o zigoto permanece preso 
ao talo parental. 
A ordem Charales vivem predominantemente em água doce (Figura 21). Apre- 
sentam parede celular fortemente calcificada. A organização do tecido nas regiões 
nodais assemelha-se ao parênquima das plantas, assim como o padrão de conexões 
dos plasmodesmos. Seus anterozóides são as únicas células flageladas no ciclo de 
vida de Charales e se assemelham muito aos anterozóides de briófitas. O zigoto é 
envolto por paredes espessas que apresentam esporopolenina. Esse componente é 
o mesmo encontrados nas paredes de esporos e pólen das plantas. 
 
Figura 21 – Demonstração de uma alga do gênero Chara (ordem Charales), evidenciando seu desen- 
volvimento. 
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APRIMORANDO CONCEITOS 
Eu li, agora vou fixar. 
 
Após a leitura, retire do texto as informações mais importantes. 
 
Esse é o seu RESUMO das ideias principais. 
 
PARA CONTINUAR SEUS ESTUDOS, POSTE NO ITEM “APRIMORANDO 
CONCEITOS – RESUMO 5”. 
 
BIBLIOGRAFIA 
Raven, P.H., Evert, R.F. & Eichhorn, S.E. 2014. Biologia Vegetal, 8ª ed. Guanabara Koogan 
S.A., Rio de Janeiro. 
mailto:ronnyfrsouza@gmail.com

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